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AVISO PRÉVIO

Marcos Leandro Moreira¹


Diego de Sousa Alves²

1. INTRODUÇÃO

Sabe-se que o aviso prévio é, quando uma parte informa a outra sobre o rompimento de
seu contrato laboral, deixando meios de uma nova colação no mercado de trabalho, ou, se no
caso do empregador, ir em busca de um novo funcionário.
Essa regra é válida para ambos os lados na relação empregado x empregador, sendo
respeitada por um e outro diante as penalidades da lei.
O objetivo geral desta pesquisa, é apresentar o tema e o problema, mostrando as
projeções do aviso prévio, suas modalidades, efeitos, e a grande relevância nas relações de
trabalho, desbravando assim todo o conteúdo da pesquisa, sendo um convite para o
conhecimento a mais sobre o assunto, podendo ser utilizado como ferramenta para estudantes
e demais profissionais que lidam com gestão de pessoas de modo geral.

2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

“O aviso-prévio corresponde à comunicação que um contratante faz ao outro, avisando-


lhe de que resolveu dissolver o contrato de trabalho por prazo indeterminado.” (SÜSSEKIND,
2010, p. 167; BARROS, 2013, p. 754).
Ele se aplica por parte do empregador ou empregado, sendo estipulado prazo para rescindir o
contrato de trabalho, cabendo àquele gozar de tempo em busca de um novo emprego, ou
usando deste prazo para contratar e preparar um novo obreiro. A comunicação deverá ser feita
dentro do prazo estabelecido por lei.
Existem duas modalidades de aviso prévio previstos pela CLT o trabalhado e o
indenizado:
a) O aviso prévio é indenizado, quando o empregador dispensa o funcionário e no dia
seguinte ele não retorna ao labore.
- Nessa categoria, o empregador terá que indenizar os próximos trinta dias do empregado, ou

Marcos Leandro Moreira dos Santos.¹


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seja, pagar juntamente com as demais verbas rescisórias (13º, férias, saldo de salário), o valor
equivalente aos dias do aviso prévio.
O aviso prévio indenizado:
 Não tem aplicação do INSS;
 Também não incide o Imposto de Renda Retido na Fonte;
 É recolhido o FGTS. 
Conforme o artigo 487 da CLT, não havendo prazo estipulado, a parte que, quiser rescindir o
contrato deverá avisar a outra da sua resolução com a antecedência mínima de:
I - oito dias, se o pagamento for efetuado por semana ou tempo inferior;
II - trinta dias aos que perceberem por quinzena ou mês, ou que tenham mais de 12
(doze) meses de serviço na empresa.
§ 1º - A falta do aviso prévio por parte do empregador dá ao empregado o direito aos
salários correspondentes ao prazo do aviso, garantida sempre a integração desse
período no seu tempo de serviço.
§ 2º - A falta de aviso prévio por parte do empregado dá ao empregador o direito de
descontar os salários correspondentes ao prazo respectivo. [...]

De acordo com o único paragrafo do art. 1 sob a lei 12.506/2011 o aviso prévio terá o
acréscimo de 3 (três) dias por ano de serviço prestado, até o máximo de 60 (sessenta) dias,
totalizando 90 (noventa) dias. Conforme a figura 1:
Figura 1: Tempo de Serviço e Aviso Prévio Proporcional

Fonte: Econet Editora

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b) No aviso prévio trabalhado, após a notificação do desligamento, o colaborador


permanece no quadro de funcionários da empresa para cumprir determinada quantia de
dias de trabalho. 
Conforme previsto por lei, este tempo varia de acordo com o período trabalhado pelo
funcionário na empresa. Quanto maior o tempo que o empregado trabalhou, maior será
o aviso prévio. Uma vez estabelecido que o aviso prévio será trabalhado, faltas
injustificadas podem ser consideradas dias não trabalhados, e descontadas no valor
total da rescisão.

Quando o aviso prévio é deferido pelo empregador, o empregado possui uma escolha na
sua redução de jornada de trabalho, conforme o artigo 488 da CLT., levando em consideração
de que a redução da jornada não tratará danos ou prejuizos no salário. Ele também poderá
optar na redução da carga horária em 2 (duas) horas diárias, ou sair 7 (sete) dias corridos antes
do seu termino.
Esta regra é aplicada para empregados que recebem por pagamento quinzenal ou mensal, já
aos que recebem por semana ou tempo inferior, poderão sair 1 (um) dia antes. Segundo
Gonçalves (2011), a finalidade do aviso prévio com a redução é que o empregado tenha
tempo para ir atrás de um novo emprego.

Quando o aviso prévio trabalhado é outorgado pelo empregado, o mesmo terá que
trabalhar os 30 (trinta) dias, sem a opção de redução da carga horária; por ser um pedido de
demissão, entende-se que o mesmo já possui um novo emprego.

A base de cálculo deve levar em consideração o último salário recebido pelo


colaborador, somado aos demais benefícios, como: adicional noturno, horas extras,
gratificações, entre outros – quando o funcionário tiver direito.

É importante que seja observado à convenção coletiva, pois existem algumas que
trazem tratamentos mais benéficos aos empregados. Por exemplo: Se uma convenção
coletiva dispõe que o empregado com 10 (dez) anos de empresa, tenha direito a 60 (sessenta)
dias de aviso prévio no caso de demissão sem justa causa, este terá direito a 2/12 avos
de férias indenizadas e a 2/12 avos de 13º Salário indenizado, além dos 60 (sessenta) dias de

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aviso propriamente dito.

Existe também a situação da demissão antes do mês de correção salarial, onde o


empregado com direito a 60 (sessenta) dias de aviso por força de convenção, ainda que tenha
sido demitido 3 (três) meses antes da data-base, poderá ter direito à indenização adicional (no
valor de seu salário), já que o vencimento do aviso prévio recairá no mês que antecede a
correção.

Um vez concedido o aviso prévio, o desfazimento do contrato torna-se efetivo após o


transcurso do prazo, pois não se admite retratação, a não ser que a parte pré-avisada acate a
reconsideração.
Art. 489 - Dado o aviso prévio, a rescisão torna-se efetiva depois de expirado o
respectivo prazo, mas, se a parte notificante reconsiderar o ato, antes de seu termo, à
outra parte é facultado aceitar ou não a consideração.
Caso haja e seja aceita a reconsideração, ou havendo prestações de serviços após o expirado o
prazo do aviso prévio, o contrato continuará em vigor, como se não tivesse existido o aviso
prévio.
Art. 489 (...) Parágrafo único - Caso seja aceita a reconsideração ou continuando a
prestação depois de expirado o prazo, o contrato continuará a vigorar, como se o
aviso prévio não tivesse sido dado.

Ao colaborador dispensado por justa causa, o mesmo não terá direito a aviso prévio
trabalhado, tão pouco indenizado. Nessa situação o colaborador deverá ser desligado
imediatamente, não podendo cumprir o aviso e não tendo direito ao pagamento do mesmo.

3. METODOLOGIA

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Os autores realizaram uma pequisa bibliográfica sobre o assunto visando identificar as


definições, objetivos, características, e aplicações do tema.
Foram utilizados como fonte de estudo, artigos e documentos, de vários autores com diversas
definições sendo todos de acordo com o que regi na CLT, e voltados ao mesmo assunto: O
Aviso Prévio.
Segundo Maurício Godinho Delgado:

O aviso prévio(..), é instituto de natureza multidiomensional, que cumpre as funções


de declarar à parte contratual adversa a vontade unilateral de um dos sujeitos
contratuais no sentido de romper, sem justa causa, o pacto, fixando, ainda, prazo
tipificado para a respectiva extinção, com o correspondente pagamento do período
do aviso.

4. RESULTADOS E DISCUSSÕES

• Existem dois tipos de aviso-prévio, o trabalhado e o indenizado.


• No trabalhado, o empregado dispensado pode optar por trabalhar 2h (duas horas) a menos
por dia ou faltar 7 (sete) dias corrido.
• O aviso prévio pode ser concedido por ambas as partes e terá duração mínima de 30 (trinta)
dias
• Quando o empregado rescinde o contrato, é ele quem define se o aviso será indenizado ou
trabalhado.
• Para cada ano a mais de trabalho, o aviso é acrescido de três dias, até o limite de 60
(sessenta) dias extras, totalizando 90 (noventa) dias.

O Aviso Prévio merece destaque por ser imediato e preciso. Ele acomete os dois lados da
relação laboral pressupondo acontecimentos específicos onde a mesma ocorre e proferindo
assim, as consequências de sua aplicação.

Embora ao longo dos anos a CLT venha se moldando, dizerese modificando os seus
dizeres, é valido acrescentar que o aviso prévio é um direito adquirido que se interliga ao
princípio da impossibilidade do regresso social, diante deste não é facil excluir tal direito
incorporado cultivo laboral, recebido e de direito ao fim da relação de trabalho.

Marcos Leandro Moreira dos Santos.¹


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REFERÊNCIAS

ECONET EDITORA. Aviso Prévio-Projeção - Lei n° 12.506/2011. [S.I].[2020?] Disponível


em: http://www.econeteditora.com.br/user/login.asp?Pag=/agenda/aviso_previo.php. Acesso
em: 29 de Junho de 2020.

CONAREM. A nova Lei do Aviso Prévio. [S.I].[2020?]. Disponível em:


<http://www.conarem.com.br/wp-content/uploads/2012/04/A-nova-Lei-do-Aviso-
Previo.pdf>. Acesso em: 08 de Maio de 2020.

DELGADO, Mauricio Godinho. Curso de Direito do Trabalho. 9. ed. São Paulo, LTR,


2010.

DIREITO NET. Aviso Prévio. Publicado em: 07 de Maio de 2009, Atualizado em 19 de


Setembro de 2017.Disponível em: <https://www.direitonet.com.br/resumos/exibir/442/Aviso-
previo>. Acesso em: 07 de Maio de 2020.

GUIA TRABALHISTA. Aviso Prévio. [S.I].[2020?]. Disponível em


<http://www.guiatrabalhista.com.br/guia/aviso_previo.htm>. Acesso em: 30 de Abril de 2020.

NASCIMENTO, Amauri Mascaro. Iniciação ao Direito do Trabalho. 34ª Edição. São


Paulo: Editora LTR, 2009.

TUMELERO, Naína. Pesquisa documental: conceito, exemplos e passo a passo. Publicado


em: 01 de Outubro de 2019. Disponível em <https://blog.mettzer.com/pesquisa-documental/>
Acesso em: 30 de Abril de 2020.

XERPA, Aviso Prévio: o que é, como funciona e tipos de aviso prévio. Publicado em: 22
de Outubro de 2019, Atualizado em 09 de Dezembro de 2019. Disponível em:
<https://www.xerpa.com.br/blog/aviso-previo/>. Acesso em: 04 de Maio de 2020.

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