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É perceptível, na obra “O grito” de Edvard Munch, a sensação de desespero

transmitida ao espectador, provocando assim, uma reflexão sobre a fragilidade do humano


contemporâneo. Ao considerar essa expressão artística como ponto que fundamenta
discussão sobre a depressão no Brasil, pode-se inferir que o sentido da obra converge com a
sensação de mal estar mundano, que está cada vez mais intrínseco na sociedade. Assim, pode-
se questionar por que a realidade conduz à depressão, bem como avaliar a relação entre o
transtorno psicológico com a educação fornecida pelo país.

Seguindo a linha de raciocínio, é importante atentar para o fato de que a depressão se


tornou mais frequente com o avanço tecnológico, pois, com tal avanço, surgiram assim as
redes sociais. Desta forma, torna-se notório que, com a mudança das relações sociais, que se
deu com o desenvolvimento das mídias, o psicológico de boa parcela da sociedade pode ser
assimilado com a obra de Edvard Munch, que traz com si sensações de desespero e solidão.
Aliás, é preciso explicitar que a depressão é propagada pela mídia por conta da busca pela
aceitação, que se dá por meio da tentativa de exaltar felicidade, o que é complicado, visto que
a vida também e composta de momentos de tristeza. Desta forma, verifica-se que as mídias
são as principais causadoras da depressão.

Outro ponto a ser considerado nessa discussão, é de que a depressão possui efeitos
catastróficos, impossibilitando com que um indivíduo tenha relações com outros com
facilidade atrapalhando, como por exemplo, no trabalho. Nesse sentido, destaca-se o
argumento elaborado por Zygmunt Bauman, de que, o mundo contemporâneo apresenta
como sintoma a cegueira moral, cujo efeito é a irracionalidade. A par dessa ideia pode-se
afirmar que, por ignorância ou falta de empatia, pessoas com a doença muitas vezes não
recebem o apoio devido dos indivíduos ao seu redor. Ademais, não há dúvidas de que a
educação influencia diretamente no número de casos em que um país abriga, porque nota-se
que, de acordo com o psiquiatra Marcelo Paoli, em países desenvolvidos, cuja educação é
melhor, há uma menor incidência do transtorno psicológico. Assim, confirma-se a necessidade
de ensinar à população a gravidade da doença, e da ajuda necessitada pelos afetados por ela.

A partir dos argumentos apresentados, infere-se que a depressão se tornou um desafio


à ser vencido no Brasil. Logo, é imperativo que o Governo Federal, por meio do Ministério da
Saúde, forneça tratamento psicológico gratuito para vítimas do transtorno, divulgado nas
redes sociais, visando ajudar os necessitados e, assim, reduzir a quantidade de casos. Além
disso, cabe ao Ministério da Educação transmitir aos estudantes, principalmente do ensino
médio, a visão da gravidade da depressão e como se posicionar a favor de uma pessoa com tal
transtorno, por meio da inserção de trabalhos escolares e palestras, com o objetivo de
combater a liquidez das relações, trabalhadas por Zygmunt Bauman, impedindo o avanço da
depressão. Com essas ações, espera-se que o Brasil tenha uma população mais
psicologicamente saudável.