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Teoria Geral do Turismo I

la Aline Collyer
Emmanuelle Garcia Fagundes Borba
te
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PARANÁ

Curitiba-PR
2013
Presidência da República Federativa do Brasil

Ministério da Educação

Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica

© INSTITUTO FEDERAL DO PARANÁ – EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA


Este Caderno foi elaborado pelo Instituto Federal do Paraná para a rede e-Tec Brasil.

Prof. Irineu Mario Colombo Prof.ª Patrícia de Souza Machado


Reitor Coordenadora de Ensino Médio e
Técnico do Câmpus EaD

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Prof. Joelson Juk
Chefe de Gabinete Prof. Paulo Medeiros
Coordenador do Curso
Prof. Ezequiel Westphal
Pró-Reitoria de Ensino – PROENS

Gilmar José Ferreira dos Santos

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Pró-Reitoria de Administração – PROAD

Prof. Silvestre Labiak


Pró-Reitoria de Extensão, Pesquisa e
Jéssica Brisola Stori
Rafaela Aline Varella
Assistentes Pedagógicos

Prof.ª Ester dos Santos Oliveira


Coordenadora Design Instrucional
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Inovação – PROEPI Prof.ª Sheila Cristina Mocellin
Vanessa dos Santos Stanqueviski
Neide Alves Designer Instrucional
Pró-Reitor de Gestão de Pessoas
– PROGEPE Silvia Kasprzak
Iara Penkal
Bruno Pereira Faraco Revisores editoriais
Pró-Reitor de Planejamento e
Desenvolvimento Hilton Thiago Preisni
Institucional – PROPLAN
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Diagramação

Prof. Marcelo Camilo Pedra Darlan Rodrigues Martins


Diretor Geral do Câmpus EaD
Vanessa dos Santos Stanqueviski
Revisor
Prof. Célio Alves Tibes Junior
Diretor de Ensino, Pesquisa e Extensão –
e-Tec/MEC
DEPE/EaD
Coordenador Geral da Rede e-Tec Brasil – Projeto Gráfico
IFPR

Thiago da Costa Florencio


Diretor Substituto d e P l a n e j a m e n t o e
Administração do Câmpus EaD

Catalogação na fonte pela Biblioteca do Instituto Federal do Paraná


Apresentação e-Tec Brasil

Prezado estudante,

Bem-vindo à Rede e-Tec Brasil!

Você faz parte de uma rede nacional de ensino, que por sua vez constitui
uma das ações do Pronatec - Programa Nacional de Acesso ao Ensino
Técnico e Emprego. O Pronatec, instituído pela Lei nº 12.513/2011, tem

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como objetivo principal expandir, interiorizar e democratizar a oferta de
cursos de Educação Profissional e Tecnológica (EPT) para a população

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brasileira propiciando caminho de o acesso mais rápido ao emprego.

É neste âmbito que as ações da Rede e-Tec Brasil promovem a parceria entre
a Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (SETEC) e as instâncias
promotoras de ensino técnico como os Institutos Federais, as Secretarias de
Educação dos Estados, as Universidades, as Escolas e Colégios Tecnológicos
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e o Sistema S.

A Educação a Distância no nosso país, de dimensões continentais e grande


diversidade regional e cultural, longe de distanciar, aproxima as pessoas ao
garantir acesso à educação de qualidade, e promover o fortalecimento da
formação de jovens moradores de regiões distantes, geograficamente ou
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economicamente, dos grandes centros.

A Rede e-Tec Brasil leva diversos cursos técnicos a todas as regiões do


país, incentivando os estudantes a concluir o Ensino Médio e realizar uma
formação e atualização contínuas. Os cursos são ofertados pelas instituições
de educação profissional e o atendimento ao estudante é realizado tanto nas
sedes das instituições quanto em suas unidades remotas, os polos.

Os parceiros da Rede e-Tec Brasil acreditam em uma educação profissional


qualificada – integradora do ensino médio e educação técnica, – é capaz
de promover o cidadão com capacidades para produzir, mas também com
autonomia diante das diferentes dimensões da realidade: cultural, social,
familiar, esportiva, política e ética.

Nós acreditamos em você!

Desejamos sucesso na sua formação profissional!

Ministério da Educação
Novembro de 2011

Nosso contato
etecbrasil@mec.gov.br
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Indicação de ícones

Os ícones são elementos gráficos utilizados para ampliar as formas de


linguagem e facilitar a organização e a leitura hipertextual.

Atenção: indica pontos de maior relevância no texto.

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Saiba mais: oferece novas informações que enriquecem o

tema estudado.

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assunto ou “curiosidades” e notícias recentes relacionadas ao

Glossário: indica a definição de um termo, palavra ou expressão


utilizada no texto.
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Mídias integradas: sempre que se desejar que os estudantes
desenvolvam atividades empregando diferentes mídias: vídeos,
filmes, jornais, ambiente AVA e outras.

Atividades de aprendizagem: apresenta atividades em


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diferentes níveis de aprendizagem para que o estudante possa


realizá-las e conferir o seu domínio do tema estudado.

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Sumário

Palavra das professoras-autoras.................................................. 9


Aula 1 – Contextualizando o turismo........................................ 11
1.1 Histórico do turismo no Brasil e no mundo....................... 12
1.2 O significado de turismo ................................................. 13

Aula 2 – Tipos de turismo........................................................... 15

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2.1 Classificação dos tipos de turismo.................................... 15

Aula 3 – Formas de turismo........................................................ 19

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3.1 Classificação das formas de turismo................................. 19

Aula 4 – Modalidades do turismo.............................................. 23


4.1 Classificação do turismo................................................... 23
4.2 Turismo de massas........................................................... 25
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Aula 5 – Oferta turística............................................................. 27
5.1 Produto turístico............................................................... 28
5.2 Oferta turística................................................................. 28

Aula 6 – Características do produto turístico............................ 31


6.1 Intangível......................................................................... 32
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6.2 Impossibilidade de estocagem.......................................... 32


6.3 Sazonalidade.................................................................... 32

Aula 7 – Demanda turística........................................................ 35


7.1 Conceituação de demanda turística.................................. 35
7.2 Características da demanda ............................................. 36

Aula 8 – As principais motivações turísticas............................. 39


8.1 Tipos de motivação.......................................................... 40

Aula 9 – Tipos de transporte...................................................... 43


9.1 Transporte rodoviário....................................................... 43
9.2 Transporte aéreo.............................................................. 44
9.3 Transporte marítimo......................................................... 45
9.4 Transporte ferroviário....................................................... 45

Aula 10 – Empresas turísticas I................................................... 47


10.1 Agências de viagens....................................................... 47
10.2 Agências receptivas........................................................ 48
10.3 Operadoras de turismo................................................... 49
e-Tec Brasil
Aula 11 – Empresas turísticas II.................................................. 51
11.1 Meios de hospedagem .................................................. 52
11.2 Organizadoras de eventos.............................................. 53

Aula 12 – Serviços turísticos....................................................... 55


12.1 Guias de turismo............................................................ 55
12.2 Gastronomia.................................................................. 56
12.3 Serviços de apoio ao turista............................................ 57

Aula 13 – Viabilizar a destinação turística................................ 59


13.1 Inventário turístico......................................................... 60

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13.2 Apoio da comunidade.................................................... 60

Aula 14 – Sistema turístico (Sistur)............................................ 63

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14.1 Modelo do sistema turístico........................................... 65

Aula 15 – Planejamento turístico............................................... 67


15.1 Fases do Planejamento................................................... 68

Aula 16 – Impactos do turismo.................................................. 71


te
16.1 Impactos econômicos..................................................... 71
16.2 Impactos físicos.............................................................. 72
16.3 Impactos culturais.......................................................... 72

Aula 17 – Marketing aplicado ao turismo................................. 75


17.1 Os quatros P`s do marketing turístico............................. 76
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Aula 18 – Marketing aplicado à hotelaria................................. 79


18.1 A importância................................................................ 79
18.2 Os oito P´s do marketing para serviços............................ 80
18.3 Manutenção dos clientes................................................ 81

Aula 19 – Qualidade na gestão do turismo............................... 83


19.1 A qualidade................................................................... 83
19.2 Hospitalidade................................................................. 85

Aula 20 – Entidades ligadas ao turismo.................................... 87


20.1 O Plano Nacional de Turismo.......................................... 88

Referências.................................................................................. 91
Currículo das professoras-autoras............................................. 97

e-Tec Brasil
Palavra das professoras-autoras

Prezado estudante,

Estamos aqui para convidá-lo a participar de uma maravilhosa viagem ao


mundo do turismo.

Para você que pretende ingressar neste setor, nada melhor que começar
conhecendo como esta atividade nasceu e se modificou. Veremos a impor-

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tância da tecnologia e da criatividade para o crescimento do setor.

mento do avião?

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Você já pensou, por exemplo, na revolução que foi para o turismo o surgi-

Nossa missão, nesta disciplina, é justamente pensar em toda a evolução do


mercado turístico até a contemporaneidade.
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Vamos conhecer nossos clientes, veremos os tipos de turismo existentes, o
perfil de cada turista, entender os motivos de suas viagens e até os transpor-
tes que utilizam.

Ainda, conheceremos os atrativos, a infraestrutura necessária, as empresas


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atuantes no mercado e os produtos turísticos.

Esta viagem termina com o estudo do planejamento da atividade turística,


a aplicação do marketing e os impactos físicos, econômicos e culturais no
turismo.

Porém, como falar de tudo isso sem citar a qualidade necessária para o aten-
dimento ao turista, e vamos explorar este assunto também.

E quem controla tudo isso?

Há várias entidades ligadas ao turismo que você vai conhecer. Está preparado?

Aproveite todas as aulas, pesquise e sempre esteja pronto a aprofundar seus


conhecimentos.

Ótimo curso a todos!

9 e-Tec Brasil
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Aula 1 – Contextualizando o turismo

Nesta aula, você compreenderá através de conceitos o que


é turismo, como tudo começou em nosso país e no mundo e
quais os nossos desafios para os próximos anos.

Quando ouvimos falar em turismo, o que imaginamos? Pessoas se deslocan-


do de um lugar para outro, utilizando meios de transportes, por exemplo,

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um avião decolando, um barco ou navio partindo, um ônibus chegando, o
Big Ben é o nome do sino que
barulho do trem em busca de roteiros, eventos, lugares, pontos turísticos fica no Palácio de Westminster,

la
famosos contemplados e desejados por milhares de pessoas no mundo.

Observe a imagem a seguir, o Big Ben é um dos pontos turísticos mais visita-
dos e almejados por turistas que visitam Londres.
nome dado em homenagem ao
Ministro de Obras.
te
Seja no aeroporto, na rodoviária, no
Você viajará pelo Brasil inteiro
cais de um porto ou nas proximida- através desse vídeo: irá
conhecer as Cataratas em Foz
des de uma ferrovia, podemos ob- do Iguaçu e verá a tradição
servar malas de viagem, pessoas se e beleza da região Sul, ficará
fascinado com a região Norte e
despedindo, acenando com as mãos
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sua exuberância, mostrando a


um adeus e outras retornando. Mui- preservação da fauna, flora e os
rios da Amazônia, conhecerá a
tas com o intuito de explorar novos infraestrutura, a hospitalidade
em diversos locais, ficará com
horizontes em busca de aventura, vontade de dançar frevo, forró
lazer, negócios, compras e uma in- e pular o carnaval no Rio de
Janeiro. Também visitará os
finidade de opções expostas numa parques que representam
espécie de vitrine representada por o cartão-postal de Curitiba,
lembrará a história, desejará o
sites, revistas, ou agência de viagem sol durante o ano inteiro das
praias no Nordeste, em flashes
na qual escolhem o valor que estão verá a tecnologia de ponta na
dispostas a pagar para viver novas região Sudeste, o Distrito Federal
e o Congresso Nacional, a
Figura 1.1: Big ben experiências. alegria da música, a imponência
Fonte: © Tohma / Wikimedia Commons.
do Centro-Oeste, o retrato do
país. Acessar: <https://www.
youtube.com/user/tvbrasiltur>.

11 e-Tec Brasil
1.1 Histórico do turismo no Brasil e no
mundo
Fazer turismo no Brasil e no mundo contemplando a riqueza cultural, am-
biental, social e econômica, é uma experiência fantástica. O turismo ganhou
grande impulso, de acordo com Ignarra (2002) com o advento das ferrovias
no século XIX, propiciou deslocamentos a distâncias maiores em períodos
de tempo menores. Na Inglaterra, desde 1830, já existiam linhas férreas que
transportavam passageiros entre as cidades de Leicester e Lougboroug.

A figura mostra o primeiro

r
passageiro numa ferroviária
da Europa no ano de 1830. É
importante lembrar que você
encontrará mais informações
na enciclopédia livre chamada
Wikipedia através do link:
<http://en.wikipedia.org/wiki/
Liverpool_and_Manchester_
Railway>.

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Figura 1.2: First Passenger Railway 1830


Fonte: Domínio público / Wikimedia Commons.

A viagem foi um sucesso e a empresa de Thomas Cook prosperou e passou


a ser considerada a primeira agência de viagens do mundo.

A frente mostra painéis alusivos às


excursões oferecidas pela empresa
de viagens.

Imagem composta de quatro frisos


na parte da frente do Prédio Thomas Figura 1.3: Thomas Cook Building, Leicester
Cook em Leicester, Inglaterra. Fonte: © NotFromUtrecht / Wikimedia Commons.

e-Tec Brasil 12 Teoria Geral do Turismo I


Ignarra (2002) afirma que a história do turismo no Brasil começa com seu
próprio descobrimento, já que as primeiras expedições marítimas que aqui O filme apresenta a vinda dos
portugueses à América Central e
chegaram vieram com a intenção de descobrir novas terras. E, ainda, há mostra as primeiras expedições
documentos históricos que mostram que as viagens não se restringiam aos que aqui chegaram em 1492.

portugueses, extendiam-se aos espanhóis, franceses, holandeses e ingleses <http://www.youtube.com/


que exploraram as costas brasileiras. watch?v=O6fNI7MLnfY>

A partir das expedições e em sequência com o descobrimento de novas ter-


ras, os viajantes passaram a ter cada vez mais necessidades, o que foi signi-
ficativo para o desenvolvimento do turismo, a começar pelos investimentos
que propiciaram a abertura de vários negócios no campo da hospedagem.

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Agora, o Brasil irá receber alguns eventos de peso internacional como a
Jornada da Juventude e a Copa do Mundo que trarão pessoas do mundo

1.2 O significado de turismo


la
inteiro com o objetivo de conhecer e gerar renda para o nosso país.

De acordo com Barreto (1995), a primeira definição remonta de 1911, quan-


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do o economista austríaco Hermann von Schulernn zu Schattenhofen escre-
veu que “turismo é o conceito que compreende todos os processos, espe-
cialmente os econômicos, que se manifestam na chegada, na permanência e
na saída do turista de um determinado município, país ou estado”.

Viagens, deslocamento de pessoas, meios de transporte, eventos em outras


Es

cidades, algumas palavras tentam definir em parte o significado da palavra


turismo, porém, ainda, é um tema bastante controverso.

A OMT (Organização Mundial do Turismo) define turismo como “o deslo-


camento para fora do local de residência por período superior a 24 horas e
inferior a 60 dias, motivado por razões não econômicas”.

Para Ignarra (2002), é o deslocamento de pessoas de seu local de residência


habitual por períodos determinados e não motivados por razões de exercício
profissional constante. Uma pessoa que reside em um município e se desloca
para outro diariamente para exercer sua profissão não estará fazendo turis-
mo. Já um profissional que, esporadicamente, viaja para participar de um
congresso ou para fechar um negócio em outra localidade, que não a de sua
Com unanimidade vários autores
residência, estará fazendo turismo. afirmam que o termo turismo
origina-se da palavra francesa
tourisme.
Sabemos que, hoje, em qualquer centro comercial é fácil encontrar o sistema
terceirizado pelas agências de viagem que comportam a venda de inúmeros

Aula 1 – Contextualizando o turismo 13 e-Tec Brasil


pacotes, incluindo o roteiro de hotéis e outras atividades atreladas ao turis-
mo. Porém, falta planejamento para que essa demanda turística contribua
consideravelmente para o crescimento econômico das cidades. Para alguns,
o turismo parece significar cobrar preços absurdos em troca de acomoda-
ções elitizadas. Para outros, o turismo é uma oportunidade de demonstrar
que o desenvolvimento econômico e a preocupação com o meio ambiente
de forma sustentável podem caminhar de mãos dadas.

Portanto, temos a necessidade de investir no capital intelectual, no estudo


de idiomas, no atendimento e nos serviços de qualidade. A parceria entre
a comunidade receptora, as redes (municipal/estadual/federal) e a iniciativa

r
privada, formam o tripé para sustentar uma gestão inovadora no turismo.

Resumo

la
Contextualizando o turismo, conhecemos os principais conceitos e um breve
histórico do turismo em nosso país e no mundo. Sabemos que temos um
grande desafio na mudança de nossa forma de pensar e fazer turismo com
excelência, começando pelo nosso país.
te
Atividades de aprendizagem
• Depois de algumas reflexões, de que forma você conceituaria turismo?
Es

e-Tec Brasil 14 Teoria Geral do Turismo I


Aula 2 – Tipos de turismo

Nesta aula, você conhecerá os diversos tipos de turismo realizados


em nosso país e ao redor dele.

Discutir sobre os tipos de turismo traz certa complexidade por ser um fenô-
meno em constante transformação. Apresentaremos os principais tipos de
turismo que podem ser classificados por diferentes critérios.

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Observe a imagem a seguir, a figura representa um símbolo popular para
designar o termo turismo.

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Figura 2.1: Tourism


Fonte: Wikimedia Commons.

Os diferentes tipos de turismo apresentam-se em consequência das diferen-


ças culturais, faixa etária, alto e baixo poder aquisitivo, entre outros. Confor-
me Andrade (2002), Kurt Krapf foi o primeiro a formular, através de textos e
de palestras, os motivos que levam os indivíduos a empreender viagens com
intuito turístico. Ele afirmava que “as pessoas fazem turismo sempre que
viajam em busca de conhecimentos, à procura de lugares e de recursos para
cura de suas enfermidades ou para repousar, por devoção ou por motivos
políticos”.

2.1 Classificação dos tipos de turismo


Para facilitar o estudo referente à tipologia do turismo apresentaremos um
panorama geral sobre os seis principais tipos estudados por diversos autores
ao longo dos últimos anos. São eles:

15 e-Tec Brasil
• Turismo de férias – aquele direcionado ao descanso, uma parada obri-
gatória para usufruir de m omentos sem stress e cansaço. Para Andrade
(2002), são dias seguidos caracterizados pela cessação do trabalho habi-
tual, destinados ao repouso a que os trabalhadores e estudantes fazem
jus, ou costumam usufruir, a cada ciclo anual de atividade. É conveniente
a redução do turismo de férias aos subtipos classificatórios: turismo bal-
neário, turismo montanhês e turismo de repouso.

r
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Figura 2.2: Pictofigo - Vacation
Fonte: © Pictofigo / Wikimedia Commons.

• Turismo de saúde – também conhecido como turismo de tratamen-


to ou turismo terápico. De acordo com Andrade (2002), é o conjunto
de atividades turísticas que as pessoas exercem na procura de meios de
manutenção ou de aquisição de bom funcionamento e sanidade do seu
Es

físico e de seu psiquismo.

Figura 2.3: Spa Naturel


Fonte: © Charlottea / Wikimedia Commons.

e-Tec Brasil 16 Teoria Geral do Turismo I


• Turismo desportivo – são todas as atividades específicas de viagens
com vistas ao acompanhamento, desempenho e participação em even-
tos desportivos no país e/ou no exterior, afirma Andrade (2002).

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Figura 2.4: Copa do Mundo 2014

la
Fonte: © Governo do Brasil / Wikimedia Commons.

• Turismo de negócios – Barreto (2001) afirma que uma viagem de negó-


cios não pode ser considerada turística se não houver uma finalidade lu-
te
crativa e a pessoa estiver realmente a trabalho e não por vontade própria.
Já, Andrade (2002) esclarece que é o conjunto de atividades de viagem,
hospedagem, alimentação e lazer praticados por quem viaja a negócios
referentes aos diversos setores da atividade comercial, industrial ou para
conhecer mercados, estabelecer contatos, firmar convênios, treinar no-
vas tecnologias e vender ou comprar bens ou serviços.
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Figura 2.5: Maybank Tower, Sigapore


Fonte: © yeowatzup / Wikimedia Commons.

Aula 2 – Tipos de turismo 17 e-Tec Brasil


• Turismo religioso – é o conjunto de atividade com utilização parcial ou
total de equipamentos e a realização de visitas a receptivos locais que ex-
pressam sentimentos místicos ou suscitam a fé, a esperança e a caridade
aos crentes ou pessoas vinculadas a religiões. (ANDRADE, 2002).

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Figura 2.6: Vatican St Peter Square
Fonte: © François Malan / Wikimedia Commons.

• Turismo cultural – é aquele que tem como objetivo conhecer os bens


te
materiais e imateriais produzidos pelo homem. (BARRETO, 2001).
Assista o vídeo Conheça Manaus
(Amazonas/ Brasil) que mostra
o Amazonas como o melhor
destino verde da América Latina:
<http://www.youtube.com/ Resumo
watch?v=g4McUC_z704>.
Conhecemos os seis principais tipos de turismo e suas principais causas de-
terminadas por diferentes culturas, formas de educar, faixa etária, idade,
Es

clima e classe social.

Atividades de aprendizagem
1. Existe algum tipo de turismo em que você não gostaria de estar inserido?

2. Descreva um turismo de férias inesquecível.

e-Tec Brasil 18 Teoria Geral do Turismo I


Aula 3 – Formas de turismo

Nesta aula, você compreenderá as formas de turismo exercidas


pelas pessoas que viajam e os motivos que as levam a seus
destinos. Ainda, que nesses destinos, há profissionais do
turismo nos bastidores que organizam eventos, excursões,
hotéis, com o objetivo de oferecer serviços de qualidade e
tornar os dias dos turistas mais felizes e agradáveis.

r
Já aprendemos sobre os tipos de turismo, agora, veremos as seis principais

la
formas segundo alguns especialistas. Essa classificação está direcionada ao
tipo de roteiro escolhido pelo turista e não ao meio de transporte que a
pessoa utiliza.

Observe as imagens a seguir: transmitem a ideia do individual e do coletivo.


te
Es

Figura 3.1: Aracaju Rent Bus Figura 3.2: Man sitting under beach umbrella
Fonte: © Eduardo P / Wikimedia Commons. Fonte: © Johntex / Wikimedia Commons.

3.1 Classificação das formas de turismo


Definidos os tipos de turismo, é necessário refletir a respeito de como as
pessoas exercem os diferentes tipos de turismo.

De acordo com Andrade (2002), as sistematizações existentes aceitas pelos


estudiosos e especialistas determinam as seguintes formas de turismo: tu-
rismo individual, turismo organizado, turismo social, turismo intensivo ou
estacionário, turismo extensivo e turismo itinerante.

Vamos estudar cada uma dessas formas, classificadas conforme Andrade


(2002):

19 e-Tec Brasil
• Turismo individual – conjunto de atividades necessárias ao planejamento
e à execução de viagens, sem o concurso de agência de viagens ou de
qualquer outra entidade de natureza turística. A programação, os custos,
a forma de pagamento e todas as responsabilidades decorrentes do
conjunto de operações são de competência exclusiva do próprio turista.
Por isso, também é chamado de turismo particular ou turismo autofinan-
ciado.

• Turismo organizado – conjunto de atividades turísticas programado,


administrado e executado por agências de viagens, associações, entidades
de classe, clubes ou por qualquer outra organização que envolva grupo

r
de pessoas.

la
Atenção! A imagem a seguir mostra o segundo maior navio de passageiros
do mundo. Um exemplo de turismo organizado.
te
Es

Figura 3.3: MS Freedom of the Seas em sua viagem inaugural


Fonte: © Andres Manuel Rodriguez / Wikimedia Commons.

• Turismo social – forma especial de viagem, hospedagem, alimentação,


serviços e lazer organizado às pessoas de camadas sociais cuja renda,
sem a ajuda de terceiros, não lhes permitiria a programação.

• Turismo intensivo ou estável – conhecido como turismo estacionário.


É o conjunto de programações turísticas em que as pessoas permanecem
baseadas ou hospedadas em um receptivo único, ainda que efetuem
excursões e passeios a outros lugares. Propicia sensível redução do custo
de estadia e evita gasto de tempo com deslocamentos.

e-Tec Brasil 20 Teoria Geral do Turismo I


Barreto (2001) afirma que de acordo com a permanência, pode ser estável.
Se o turista fixar-se no destino e consequentemente utilizar mais equipa-
mentos no local.

Uma viagem define-se pela soma de: deslocamento mais permanência


(V = d + p). Quando p > d, é estável, quando d > p, o turismo é itinerante e
quando são iguais, precisa-se analisar o caso.

• Turismo extensivo ou turismo de longo prazo – é o conjunto de


atividades e hospedagem em um mesmo núcleo com a duração de pelo
menos três semanas. É forma comum e quase exclusiva do turismo de

r
repouso e do turismo de saúde, cujos clientes ou públicos, por força das
circunstâncias, comodidade ou necessidade, se dispõem a permanecer
em um único receptivo.

la
• Turismo itinerante – quando a programação turística se compõe de
visitas ao maior número possível de núcleos receptivos em uma viagem
única, com estada curta em cada um dos locais visitados porque se forma
te
de uma série de permanências ou estadas em lugares diversos.
Es

Figura 3.4: Sète Ville de Sete 2012


Fonte: © Wikimedia Commons.

Portanto, comprovados todos os elementos que permitem a pesquisa “in


loco” referente ao nível social, necessidades, desejos e preferências dos tu-
ristas e residentes, tem-se a fundamentação.

Aula 3 – Formas de turismo 21 e-Tec Brasil


Resumo
Na aula 3, foi possível classificar as formas de turismo e entender em qual
contexto todas elas estão inseridas. Classificá-las representa organizar de
forma estruturada, atendendo às necessidades dos residentes e consequen-
temente dos turistas.

Atividades de aprendizagem
• Você já fez parte de uma excursão?

r
Anotações
la
te
Es

e-Tec Brasil 22 Teoria Geral do Turismo I


Aula 4 – Modalidades do turismo

Nesta aula, você aprenderá sobre as modalidades do turismo e


sua classificação no turismo de massas.

Classificamos o turismo para melhor organizar as pessoas e comunidades


em locais nos quais estão inseridos.

r
Observe as imagens a seguir: Cristo Redentor, Ponte Rio–Niterói, Lagoa
Rodrigo de Freitas, Estádio Maracanã, Pão de Açúcar, Praia de Copacabana,

la
os pontos mais visitados por turistas no Rio de Janeiro.

O Rio de Janeiro é a maior


rota do turismo internacional
te
no Brasil, e, em 2012, sua
paisagem urbana foi considerada
Patrimônio Cultural da
Humanidade pela UNESCO.
Pesquise no site da UNESCO os
pontos turísticos mais visitados
do Rio de Janeiro.
Es

Figura 4.1: Rio de Janeiro


Fonte: © Heitor Carvalho Jorge / Wikimedia Commons.

Assista ao vídeo que mostra o


trailer da animação Rio, que tem
4.1 Classificação do turismo como pano de fundo a cidade
do Rio de Janeiro, uma das
Andrade (2002) afirma que o alto poder aquisitivo, a necessidade de atra- mais famosas no país por suas
vessar fronteiras de países, as tendências da moda e o desejo de viajar para belíssimas praias e paisagens de
cartão-postal como Copacabana
conhecer o que se encontrava além do alcance dos sentidos levavam os ricos e Corcovado; também pela
música, especialmente a Bossa
a viajar sempre mais. As viagens se constituíam nos únicos meios de conheci- Nova que atravessou fronteiras
mento de realidades distantes e substituíam até mesmo diplomas escolares, inimagináveis; pela dança, a
gafieira, o samba apresentado
pois conferiam grande status social e verdadeira autoridade comunitária. A através do famoso evento
partir desses fatos estranhos e de veracidade jamais contestada, nasceu a conhecido por Carnaval. Acesse
o site:
classificação elitista do fenômeno turístico, baseado em elementos extraídos <http://www.youtube.com/
watch?v=r0gxxR8IK6g>.
da geografia política, nas seguintes modalidades:

23 e-Tec Brasil
• Turismo interno – também conhecido como turismo doméstico, turismo
interior ou turismo nacional. É o conjunto de atividades especializadas de
natureza turística acionado, de modo parcial ou pleno, por habitantes
de determinado país, que viajam, hospedam-se e usufruem de serviços
específicos, sem deixar o território nacional.

r
la
Figura 4.2: Teatro Amazonas
Fonte: © Pontanegra / Wikimedia Commons.

• Turismo externo – é o conjunto de atividades turísticas exercidas por


te
cidadãos que ultrapassam ou viajam além do território do país de sua
residência em direção a um ou mais países receptivos, onde, temporaria-
mente, consomem bens e serviços no atendimento de suas necessidades
ou conveniências. Também é chamado de turismo ativo.

• Turismo receptivo – Barreto (2001) diz que


Es

o turismo receptivo é aquele que recebe os tu-


ristas vindos de fora. É ativo por movimentar a
economia local.

• Turismo intermediário – efetua-se em local,


região ou país onde os visitantes se hospedam e
realizam atividades de natureza turística, visando
o prosseguimento de sua viagem ao núcleo re-
ceptor a que se destinam ou à sua residência fixa
ou permanente.

• Turismo quantitativo – também conheci-


do como turismo de volume. Assume dimensões
numéricas, quantitativas ou volumétricas, pois
supõe dimensões de volume, capacidade numé-
Figura 4.3: Torre Eifel rica de oferta e de demanda.
Fonte: © Wikimedia Commons.

e-Tec Brasil 24 Teoria Geral do Turismo I


4.2 Turismo de massas

r
Figura 4.4: Círio de Nazaré
Fonte: © Arouck / Wikimedia Commons.

la
Uma das características do turismo de massa é oferecer um conforto razoável
te
sem gastar com supérfluos, favorecendo a proximidade entre as pessoas que
nele interagem de forma mais humana, utilizando-se de transportes mais
econômicos, como ônibus, trens e carros particulares.

É conhecido como turismo de maiorias ou turismo de burguesia. De acordo


com Andrade (2002), efetua-se através dos representantes das classes média
Es

assalariada e de empresários de médio e pequeno portes, com os frutos de


seus salários ou os rendimentos de seu limitado capital.

Apesar de utilizarem hotéis de clubes e de associações, hospedagem em


campings ou em albergues da juventude, os turistas não se classificam como
de elite ou de massa, pois tais equipamentos tornam-se elementos difíceis
de análise e de classificação.
Nos links a seguir revistaturismo.
com.br e albergues.com.br,
É importante ressaltar que segundo Andrade (2002), os albergues da juven- você encontrará o significado e
maiores detalhes sobre esse tipo
tude foram criados para atender aos objetivos do turismo social. Funcionam de hospedagem e informações
históricas como: você sabia que
em mais de 60 países, segundo normas e regulamentos locais e atuam tanto o primeiro albergue da juventude
para estadas prolongadas como para simples pernoites. surgiu na Alemanha, em 1909?
<http://www.albergues.com.
br/sitenovo/quemsomosteste.
Ao contrário do turismo de massas, temos o turismo de elite ou turismo php>.
<http://www.revistaturismo.
de minorias tendo como principal característica o poder aquisitivo alto e com.br/materiasespeciais/
albergues.html>.
como público-alvo: empresários, altos executivos e capitalistas.

Aula 4 – Modalidades do turismo 25 e-Tec Brasil


Resumo
Viajando nas modalidades do turismo foi possível compreender o contexto
de sua classificação, porém fica claro que à medida que o turismo exige
maior lucratividade, tornam-se escassas as reflexões sobre as várias modali-
dades, visto que o objetivo é o lucro, custe o que custar, e o turismo é redu-
zido à economia de alta rentabilidade num curto período.

Atividades de aprendizagem
• Em qual das modalidades do turismo você se enquadra? Por quê?

r
Anotações
la
te
Es

e-Tec Brasil 26 Teoria Geral do Turismo I


Aula 5 – Oferta turística

Nesta aula, você compreenderá os conceitos sobre produto


turístico, atrativos e a infraestrutura turística necessária para
atender pessoas vindas de outras regiões.

Vivemos em uma sociedade capitalista e sabemos que para satisfazer as


necessidades dos turistas que chegam para fazer turismo em determinadas

r
regiões, é necessário um conjunto de elementos no ato de consumir turisti-
camente os locais visitados.

la
Observe a imagem a seguir, um Resort na Polônia que apresenta toda a in-
fraestrutura necessária para que o turista permaneça no local sem precisar
se deslocar para consumir em outro lugar.
te
Es

Assista ao vídeo que mostra


o Rio Quente Cristal Resort
em Goiás onde o turista pode
Figura 5.1: Resort in Poland usufruir da harmonia e beleza
Fonte: © Rj1979 / Wikimedia Commons. da natureza com vista para o
cerrado junto às águas termais
que servem de referência,
Compara-se o turismo a um tipo de indústria sem chaminés porque não pro- também, para tratamento de
saúde. Possui um complexo
duz bens tangíveis, em que o turista paga e consume no mesmo momento. temático magnífico chamado
Hot Park que oferece diversão,
Por esse motivo, faz parte do setor terciário, tirando proveito dos recursos relaxamento, aventura e lazer
naturais com responsabilidade e pensando na preservação do meio ambien- para aqueles que frequentam:
<http://www.youtube.com/
te para as próximas gerações. watch?v=qzpM0sXx5DM>.

27 e-Tec Brasil
5.1 Produto turístico
De acordo com Andrade (2002), produto turístico é um composto de bens
e serviços diversificados e essencialmente relacionados entre si, tanto em
razão de sua integração com vistas ao atendimento da demanda quanto
pelo fator de unir os setores primário, secundário e terciário de produção
econômica, que assim se dimensionam:

1. Setor primário: encerra as atividades agrícolas, florestal e pecuária em


sua produção, conservação, desenvolvimento, direcionamento e consu-
mo. Inclui o extrativismo puro.

r
2. Setor secundário: compreende toda a estrutura e o processo integral,
através dos quais acontecem as diversas formas de transformação das

la
matérias-primas em produtos diversificados, com a finalidade de conse-
guir o aumento das riquezas.

3. Setor terciário: engloba a atividade genérica que não produz bens tan-
gíveis ou palpáveis.
te
Percebe-se, claramente, que o turismo está ligado ao setor terciário, carac-
terizando-se pela prestação de serviços variados e diferenciais que o tornam
único e desejado, ao contrário da produção em série, adicionando, ainda, ao
seu portfólio a responsabilidade com o meio ambiente de preservar, conser-
var, reciclar e planejar estrategicamente, de forma a deixar a herança gerada
Es

pela natureza para as futuras gerações.

5.2 Oferta turística


É definida como atrativos, equipamentos e serviços que formam o produto
turístico.

Conforme Ignarra (2002), são elementos que isoladamente possuem pouco


ou nenhum valor turístico, ou que possuem utilidade para outras atividades
que não o turismo. No entanto, se agrupados, podem compor o que se de-
nomina produto turístico.

O turista quando se desloca de um lugar para outro precisa de transporte,


alimentação, hospedagem e uma infinidade de serviços para atendê-lo de
forma prazerosa e confortável, satisfazendo suas necessidades.

e-Tec Brasil 28 Teoria Geral do Turismo I


Para que isso ocorra de forma organizada, Ignarra (2002) apresenta a oferta
turística composta por um conjunto de elementos que pode ser dividido em
alguns grupos:

• Atrativos turísticos – segundo Barreto (2001), é aquilo que atrai o turis-


ta. Já para Ignarra (2002), o conceito é complexo dado que a atratividade
de certos elementos varia de forma acentuada de turista para turista. O
atrativo turístico possui, necessariamente, maior valor quanto mais acen-
tuado for seu caráter diferencial. Para o enquadramento dos atrativos em
categorias a EMBRATUR (Instituto Brasileiro de Turismo) faz uso da meto-
dologia de hierarquização que divide os atrativos em: naturais e culturais.

r
• Serviços turísticos – é a diversidade de serviços ofertados a clientes

la
residentes em outras cidades. É importante ressaltar que o serviço dispo-
nível deve apresentar um padrão de qualidade que é medido por vários
aspectos, tais como:

a) Localização.
te
b) Idade do estabelecimento.

c) Capacidade medida em número de unidades habitacionais (se for meio


de hospedagem).

d) Serviços oferecidos.
Es

e) Instalações.
Acessando o link abaixo, Manual
do Pesquisador, Inventário da
f) Quantidade e qualificação dos recursos humanos. Oferta Turística, instrumento
de pesquisa desenvolvido pelo
g) Preços praticados. Ministério do Turismo, Secretaria
Nacional de Políticas de Turismo,
Departamento de Estruturação,
• Serviços públicos – são serviços básicos que viabilizam fluxos turísticos Articulação e Ordenamento
Turístico. Brasília: Ministério do
e diferem dos serviços turísticos por não terem nos turistas os seus únicos Turismo, dezembro de 2006,
usuários, tais como: transporte público; serviços médicos, bancários, etc. você encontrará os tipos e
subtipos referentes aos atrativos
turísticos, serviços turísticos,
• Infraestrutura básica – é elemento fundamental e indispensável para serviços públicos e infraestrutura
básica:
desenvolver e viabilizar a atividade de uma destinação turística. Entre <http://www.turismo.gov.br/
export/sites/default/turismo/o_
os quesitos citados no Manual do Pesquisador, os mais importantes são ministerio/publicacoes/
aqueles ligados à capacitação e treinamento dos recursos humanos que downloads_publicacoes/
manual_do_pesquisador_
é seu principal elemento, com a ausência desse tipo de investimento, intrumento_de_pesquisa_
regiões com enorme potencial turístico ficam impedidas de decolar. formularios.pdf>.

Aula 5 – Oferta turistica 29 e-Tec Brasil


Resumo
Nesta aula, você adquiriu conhecimentos sobre o produto turístico, a oferta
turística e o conjunto de elementos que os compõem: atrativos turísticos,
serviços turísticos, serviços públicos e infraestrutura básica para o ato de
consumo dos turistas, visando satisfazer suas necessidades.

Atividades de aprendizagem
• Você já ficou hospedado(a) em um Resort?

r
Anotações
la
te
Es

e-Tec Brasil 30 Teoria Geral do Turismo I


Aula 6 – Características do produto
turístico

Nesta aula, você vai conhecer as características que fazem a


venda do produto turístico ser tão diferente. Afinal de contas,
estamos vendendo sonhos.

Será que vender uma televisão é igual a vender uma localidade turística?

r
Quando você entra em uma agência de viagem e compra um pacote turísti-
co para Salvador, por exemplo, não sai com a cidade de Salvador na sacola e

la
leva para casa. Isto é o que torna o produto turístico tão diferente.
te
Es

Figura 6.1: Planeta na sacola


Fonte: <http://fmanha.com.br>.

O produto turístico possui características próprias, isto porque a decisão pela


compra do produto se dá em um período anterior a qualquer contato direto
com o mesmo.

Vamos conhecer e entender estas características.

31 e-Tec Brasil
6.1 Intangível
Quando você vai a um restaurante e é bem atendido, costuma comentar
com seus colegas ou familiares. Mas, você consegue levar o bom atendimen-
to para sua mãe ver?

Portanto, dizemos que o produto turístico é intangível, porque não podemos


tocar.

Quando vamos a uma agência de viagem para comprar um pacote turístico,


conhecemos os produtos através de folders, vídeos, fotos, nos informamos,
checamos os valores e escolhemos a localidade. Fechamos a venda, mas não

r
Folder levamos nada para a casa.
é um prospecto com dobras,
um tipo material impresso
publicitário utilizado nas
agências de viagens para passar
uma grande quantidade de
informações.

Intangível
é algo que não se pode tocar,
que não se pode apalpar.
la
Compramos o sonho de estar naquela localidade, dormir naquele hotel,
comer naquele restaurante, mas não levamos estes produtos. Por isso,
costumamos dizer que os agentes de viagens são vendedores de sonhos.
te
6.2 Impossibilidade de estocagem
Vamos voltar ao exemplo da televisão. Se você for a uma loja e resolver não
comprar a televisão naquele dia porque vai pensar, não tem problema, a te-
levisão vai continuar no estoque da loja e outra pessoa poderá comprar em
qualquer outro dia.
Es

Já no caso do hotel, isso não é possível. Se o quarto não for ocupado naque-
la data, representa perda. Não temos como estocar as diárias de um hotel.
O mesmo acontece com poltronas de aeronaves, salas de eventos, parques
temáticos, mesas de restaurantes.

6.3 Sazonalidade
Alguma vez você já ouviu falar de alta temporada de verão?
Sazonal
relativo à estação do ano.
Dizemos que determinado local está em alta temporada, quando a quanti-
dade de turistas aumenta, e em baixa temporada quando este fluxo diminui.

Esta procura pelas localidades turísticas e seus atrativos está ligada a certos
períodos e são motivados pelas estações do ano, que limita a utilização dos
equipamentos e serviços. Um exemplo é a procura pelas praias no verão e
pelas serras no inverno.

e-Tec Brasil 32 Teoria Geral do Turismo I


O produto turístico é considerado sazonal porque depende das estações
para se manter, sendo assim, existem épocas do ano em que a disponibilida-
de de certos produtos ora é escassa com preços elevados, ora é abundante
com preços baixos.
A cidade de Gramado, no
Rio Grande de Sul, é um bom
Devemos procurar conhecer as variações sazonais do mercado, para definir exemplo de localidade turística
o melhor planejamento e política de preços a ser aplicada. que procurou uma ótima saída
para aumentar o fluxo de turistas
durante a baixa temporada:
<http://www.turismo.gov.
Isto não quer dizer que na baixa temporada teremos um prejuízo. Muitas br/turismo/noticias/todas_
empresas turísticas contam com eventos para suprir esta baixa no mercado. noticias/20111123-1.html>.

r
Resumo
Aprendemos que o produto turístico possui características diferentes, isto

la
porque não podemos pegar, estocar e depende das estações.

Também, vimos que podemos procurar soluções criativas para fugir da sazo-
nalidade e aumentar o fluxo de turistas na baixa temporada.
te
Atividades de aprendizagem
• Na sua cidade, quais seriam os meses de alta temporada? E quais os de
baixa temporada?
Es

• Você consegue pensar em alguma saída para aumentar o fluxo de turis-


tas na época de baixa temporada?

Aula 6 – Características do produto turístico 33 e-Tec Brasil