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O Novo Mercado

Ícaro de Carvalho

Aula 205 – Entendendo a relação


comercial entre coprodutor e expert.

O que será discutido na aula?


Nessa aula falarei a respeito de um tema que é constantemente motivo de
dúvidas: as pessoas entram no mercado digital e, em algum momento
decidem por crescer, formar equipe, contratar pessoas e a primeira
pergunta que surge é: como eu faço isso?

INTRODUÇÃO
Eu vou estabelecer aqui para vocês quais são as duas figuras que
geralmente existem na internet que provocam essa relação comercial. De
um lado nós temos o especialista, o profissional, o professor, o prestador de
serviço — independente da forma que você chama, é aquele que, em
resumo, detém o conhecimento —; do outro, nós temos a figura do
coprodutor, do prestador de serviço — um designer, um programador, um
copywriter, por exemplo.

DISCUSSÃO
O que é um coprodutor?

Muitas dúvidas caem por terra quando você substitui o termo “coprodutor”
por, simplesmente, sócio. Ele pode ser sócio em uma empresa, ou em um
projeto.

Há duas formas de se convidar alguém para ser coprodutor: a primeira é a


forma certa; a segunda, a não tão certa. A maneira correta com que você
deve pensar ao considerar alguém para ser coprodutor – ou sócio – é se
perguntar se a relação entre você e ele vai produzir mais resultados do que
você sem ele. É claro que, para isso, é importante que você exija dele
exclusividade com o seu negócio.

Por outro lado, a forma errada de começar uma sociedade é quando você
busca um sócio para dividir fraquezas: jamais comece uma sociedade por
medo.
A primeira pergunta que você deve se fazer é: “eu sou um coprodutor, ou
sou um produtor?”.

1) Atribuições do produtor

A sua principal obrigação é produzir conteúdo. Não existe expert em


que o coprodutor tenha que ficar ligando e cobrando para postar
stories ou disparar e-mails.

Não existe produtor aqui dentro que deseja ganhar dinheiro, mas que
não produza conteúdo o tempo todo.

 O que você deve buscar em um bom coprodutor?

Você deve buscar um perfil que pode ser dividido numa parte
objetiva, e noutra subjetiva.

No perfil objetivo, você deve procurar por quem tem portfólio: o


que esse cara fez, com quem ele já trabalhou, quais foram os
seus resultados, se o produto era bom. Peça uma indicação
para as pessoas com quem ele já trabalhou.

Para o critério subjetivo, preste atenção na vontade – ou na


lealdade, caso você seja alguém que leia melhor outras
pessoas. Se o seu coprodutor tem vontade de aprender, ele vai
aprender. Um outro ponto a que você deve se atentar é se ele
está alinhado com os mesmos objetivos que você.

2) Atribuição do coprodutor

Uma dica que dou para quem é coprodutor — seja copywriter,


gestores de tráfego, estrategistas ou marqueteiros —: se eu estivesse
no perfil da coprodução, preferiria ser, por exemplo, copywriter de
uma mocinha que encha a caixa dela de story, que faça um monte de
vídeos, que não tenha medo da câmera e que adore postar
conteúdo, mas que tenha três mil seguidores, do que de uma pessoa
com trinta mil seguidores que não produza nada ou seja chata.

3) Porcentagens

Existem dois tipos para um coprodutor: ou ele será sócio de um


lançamento, ou da sua empresa.
Isso segue o mesmo que eu fiz. Eu protegi a minha empresa – ela era
100% minha – e fiz uma sociedade sobre um produto, ou seja, uma
sociedade sobre faturamento. Isso vai te poupar de muitos
problemas, caso o contrato seja mal feito: uma sociedade mal feita
se torna uma prisão.
4) Escolham sócios parecidos

Temos uma tendência em chamar um sócio quando os negócios vão


mal; quando vão bem, queremos tudo para nós mesmos, mas isso é já
é começar errado.

É importante que você escolha um sócio com o perfil parecido com o


seu, que tenha um ritmo de trabalho também parecido e, arrisco dizer
também, que tenha uma idade próxima à sua – dificilmente alguém
com 60 anos de idade terá os mesmos objetivos de alguém com 30:
não façam sociedade com aposentado que recebeu algum dinheiro
da aposentadoria.

Existem três perguntas que geralmente criam uma confusão na cabeça de


vocês, e todas elas podem ser respondidas com: o que diz o contrato?
1) De quem é o produto?

Normalmente o produto fica com o próprio produtor, com o próprio


expert, porque, afinal, não faz sentido um coprodutor deter os direitos
sobre um produto, ou sobre uma imagem de alguém que não está
mais envolvido na sociedade.

2) Quanto tempo dura a sociedade/contrato?

O tempo que foi definido no contrato.

3) Quem investe?

O contrato diz, mas, geralmente — geralmente —, o produto fica com


o expert, e é ele também quem normalmente investe: o produto, a
imagem e o público são todos dele.

As comissões já são distribuídas automaticamente entre as duas


partes envolvidas pelas próprias ferramentas de monetização
(Hotmart, Eduzz, Monnetize).
Q&A
 Ícaro, sou expert iniciante, e o coprodutor não quis fechar por
conta disso. Tendo sucesso nos primeiros lançamentos, fecho
as portas para quem não quis?
Não, só cobre bem. Existe algum motivo para o cara não querer fechar
com você: talvez ele – ou a mulher, ou o sócio – não quisesse alguém
sem experiência. Mas eu sugiro que você não se apegue a esse tipo de
picuinhas espirituais.

 Acha que, quando começar a montar a equipe, é melhor todo


mundo PJ?
Eu prefiro, mas sugiro que você contrate um advogado, pois você incorre
no risco de contratar alguém que faz um trabalho como PJ, mas que
trabalha em regime CLT.

 Ícaro, qual a diferença entre coprodução e agência de


lançamento?
Geralmente o coprodutor é uma pessoa física que recebe através de
uma pessoa jurídica e ele, normalmente, se liga a não mais que três
produtos. Uma agência de lançamentos é uma estrutura: é uma empresa
que possui uma equipe com designers, copys, programadores,
marqueteiros...

 Ícaro, tem como ter mais de um coprodutor?


Eu não recomendo, escolha somente um coprodutor para que não haja
confusões. Se tivesse que escolher um único profissional para trabalhar
como coprodutor, eu escolheria um programador.

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