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Ícaro de Carvalho

AULA 197 – Se preparando mentalmente


para o Instagram.

O que será discutido na aula?


Nessa aula daremos uma pausa em temas mais técnicos e específicos para
tratarmos de uma dificuldade que muitas pessoas têm bem no começo: a
dificuldade de lidar com haters e com críticas.

INTRODUÇÃO
Quando você pretende fazer alguma coisa na internet e decide por colocar o
próprio rosto numa vitrine para que as pessoas vejam o que você pensa e faz, as
pessoas vão te criticar. Não necessariamente porque elas não gostam de você,
mas porque não gostam da ideia de que você pode viver desse jeito, com toda
essa atenção e com um negócio que é visto por tantas outras pessoas.

Você precisa aprender a lidar com isso e a conservar um certo estado de ânimo
para continuar produzindo conteúdo e trabalhando na internet, seja no Instagram,
no YouTube ou no Google.

DISCUSSÃO
Existem três grandes pontos que você precisa aprender se quiser produzir
conteúdo de qualidade, reiterado e consistente no Instagram.

1) Aprenda a lidar com haters e com críticas

Se você não conseguir aprender lidar com as críticas, você não vai durar
muito tempo na internet, pois elas jamais vão diminuir -- pelo contrário, elas
só vão aumentar conforme você cresce.

Existem muitas formas de se lidar com isso, mas vou te ensinar a que eu
acredito ser a mais eficiente, e a que mais funciona.

Esqueça toda aquela conversa de professor de marketing, ou de assessoria


de imprensa, que fala sobre boas maneiras na internet: hater você bloqueia,
e ponto final: você não responde, você não se justifica e você não deixa
para lá.

O Instagram ainda tem uma certa vantagem, porque, com exceção do


feed, todas as interações são de um para um, e haters não funcionam nesse
tipo de ambiente: o combustível deles é a atenção.

A situação mais complicada mesmo é quando um cliente seu vira hater.


Nesse caso, você precisa avaliar se ele tem ou não razão. Se ele se tornou
um hater por conta de um erro seu, não bloqueie, mas abra um canal de
comunicação diretamente com ele e resolva o problema.

Porém, se é um caso de um cliente que não tem razão, você precisa expô-
lo -- não o xingando, pois você pode tomar um processo. Você não está
tentando convencê-lo, mas as pessoas que estão em volta te assistindo: é
preciso mostrar que o errado é ele, e não você. Para isso, você pode,
simplesmente, fazer uma nota ou um story no seu Instagram (assista as
aulas 041, 094, 095 e 166).

2) Mentalidade de ser aceito por outras pessoas

Usuários profissionais utilizam a ferramenta de uma forma totalmente


diferente de usuários recreativos. Os profissionais quase não têm tempo de
olhar o conteúdo produzido por outras pessoas, pois estão sempre
produzindo o próprio conteúdo; os recreativos abrem a ferramenta e
simplesmente olham o que os outros estão falando.

Mas o verdadeiro problema é: as pessoas suportam o sucesso do Bill Gates,


do Donald Trump, porque estão distantes; mas elas não suportam o sucesso
do cara que sentou na mesma cadeira que você, que estudou junto, que
cresceu no mesmo bairro.

Assim que você começar a produzir de forma profissional e começar a


crescer, as pessoas ao seu redor, necessariamente, vão te diminuir. Esqueça
a ideia de que você terá apoio dentro de casa.

3) Medo de investir

Muitas vezes, você quer o retorno do Instagram sem investir absolutamente


nada. E, de fato, você não precisa investir tanto dinheiro assim: a internet é
a ferramenta mais democrática de todos os tempos; mas, aprenda a
delegar algumas funções: você pode pagar para um designer fazer alguns
posts por mês no seu feed, ou contratar um fotógrafo para tirar fotos
melhores para você.

Assista a aula 070. A melhor forma de começar alguma coisa na internet é


com algo pequeno e que seja oferecido de graça.

Há quanto tempo você planeja um lançamento, um ebook ou algum outro


produto? Você precisa eliminar o pensamento de que a vida é sempre linear,
que sempre vai remunerar quem é bom, que só coisas boas acontecem com
pessoas boas. A vida é cheia de contratempo, e você precisa adquirir uma
mentalidade de solução de problemas.

Siga o que o Bill Gates diz: “Faça o que você é bom, e delegue o resto”.

Muitas vezes vocês esperam fazer um monte de dinheiro da internet sem ter
nada a oferecer para as pessoas: o seu feed é improvisado, a sua foto é
improvisada, seu celular é de baixa qualidade. Isso não existe.

Muitas vezes vocês ficam falando a respeito da síndrome do impostor, mas há uma
única forma de resolver isso: através de micro conquistas. É importante que vocês
acostumem o seu cérebro para vocês fazerem aquela coisa com que vocês se
comprometeram de fazer, mesmo que seja algo pequeno.

Q&A
❖ Ícaro, e como reverter a situação? Depois que ele queima o seu
filme?
Nenhuma reputação é assassinada de maneira irreparável. Parem de ter medo
de ter a vida destruída por qualquer pessoa. Não existe uma situação para ser
revertida: você teve uma dor de cabeça, resolveu o problema, explicou para a
sua audiência o ocorrido, e segue a vida.

❖ Ícaro, e quando o nosso passado tem falência e dívidas?


O Brasil é um país que criminaliza muito a falência. Nos Estados Unidos, muitos
fundos de investimento preferem pessoas que já quebraram, que já passaram
por um processo de perda, pois elas já aprenderam com o erro. No Brasil, se
você abre um negócio e ele quebra, todos apontam o dedo e te tratam como
se fosse um mau-caráter.

❖ Ícaro, e o medo do julgamento para falar nos vídeos? Como mudar


essa mentalidade?
Presta atenção: normalmente você não tem medo de ser julgado pelo
conteúdo do seu vídeo. Você tem mais medo do que os outros vão dizer sobre
você, sobre a sua imagem: se você está gago, se você fala mal, se o vídeo é
ruim...quase nunca é a respeito de alguma competência técnica do seu
conteúdo.

Só há uma forma de resolver isso: gravando. Quando você estiver no seu


centésimo vídeo, verá que esse medo desapareceu.
❖ Ícaro, qual o limite de exposição?
Cada um tem o seu próprio limite de exposição. Tem gente que, por exemplo,
não gosta de expor a família. Alguém aqui já viu a esposa ou os filhos do Felipe
Miranda? Por outro lado, tem gente que fala que eu me exponho muito, mas eu
já olho outros influenciadores e acho que eles se expõem muito mais.

Eu diria que o limite da exposição é o limite que não gere conflito familiar.
Muitas vezes a gente esquece que existe uma família, que podem acabar
ficando se sentindo de lado quando você está frequentemente interagindo
com as pessoas e produzindo conteúdo.

❖ Ícaro, a as pessoas que imitam você e o seu conteúdo na cara de


pau? Como você faz?
Não tem como você controlar isso. Eu mesmo imitei muito: de certa forma, não
tem como eu dizer que não imitei a linha editorial do Ítalo a respeito de família,
por exemplo. O que importa é não plagiar.

Uma cópia como admiração e referência ao que funciona é inevitável, faz


parte do jogo.

❖ Ícaro, como lidar com vazamento de material na internet? Pessoal


vendendo na cara de pau no Mercado Livre e eles não fazem nada.
Pirataria é impossível de controlar. Há uma história do Bill Gates, quando a
Microsoft estava expandindo para a China, e lá, 98% dos softwares eram falsos.
Quando questionado a respeito de um plano de contingência para resolver
esse problema de pirataria em países de terceiro mundo, ele disse que era
melhor deixar as empresas usarem o software livremente, e só cobrar daquelas
que de fato prosperassem e tivessem uma empresa formalizada.

Se nem o Bill Gates conseguiu conter a pirataria, você também não vai
conseguir.

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