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TECNOLOGIAS WIRELESS PARA AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL:

WIRELESS_HART, BLUETOOTH, WISA, WI-FI, ZIGBEE E SP-100.

Alexandre Baratella Lugli


baratella@inatel.br
Instituto Nacional de Telecomunicações - Inatel

Darlan Guilherme Sobrinho


darlan.guilherme@dgsprojetos.com.br
DG Soluções e Projetos Industriais Ltda.

Abstract
Today's Wireless Systems solutions remove the barriers of wired and provide access to information
not previously achieved. This includes access to process information, new measurements and
information about the status of the equipment, allowing you to manage and diagnose. New solutions
are being developed in an attempt to increase the communication speed and increase the reliability
and safety of the industrial process. The insertions of wireless communication systems are becoming
better and compatible with wired systems, either by cost or by embedded technology, achieving
excellent results and improvements in industrial processes. The development of an appropriate design
and redesign of protocols brings excellent results reducing electromagnetic interference and
increasing the reliability of the information provided.
This paper aims at the presentation and comparison of various wireless communication methods
available on the market, showing the basic characteristics of each, and advantages, disadvantages
and applications field.

Resumo
Atualmente, os sistemas sem fio removem barreiras nas soluções com fio e oferecem acesso a
informações que antes não eram alcançadas. Esse acesso inclui informações de processos, novas
medições e informações sobre a situação do equipamento, permitindo gerenciá-lo e diagnosticá-lo.
Assim, novas soluções estão sendo desenvolvidas na tentativa de aumentar a velocidade de
comunicação e aumentar a confiabilidade e segurança dos processos industriais. As inserções dos
sistemas de comunicação sem fio são cada vez melhores e compatíveis com os sistemas cabeados,
seja por custo ou por tecnologia embarcada, alcançando excelentes resultados e melhorias em
processos industriais. A elaboração de um projeto adequado e a reformulação de protocolos traz
ótimos resultados, reduzindo as interferências eletromagnéticas e aumentando a confiabilidade das
informações transmitidas.
Este trabalho tem por finalidade a apresentação e comparação dos diversos métodos de
comunicação sem fio disponibilizado no mercado, evidenciando as características básicas de cada
um, vantagens, desvantagens e aplicações de campo.

Palavras Chave – Interferências eletromagnéticas, Redes sem fio.

1. Introdução
Os protocolos industriais surgiram no meio industrial com a finalidade de aperfeiçoar o controle dos
instrumentos de campo, aumentar a capacidade de tráfego de informações e prover mensagens de
diagnósticos e de configuração remotamente entre os elementos. Com o passar dos anos, a
quantidade de informações trafegadas num barramento industrial vem aumentando, desta forma, há a
necessidade da criação de novos sistemas de comunicação na busca minimizar a complexidade das
interligações entre dispositivos e/ou equipamentos nos processos industriais. Sendo assim, a
utilização dos sistemas sem fio (Wireless) vem se destacando e se expandindo, com a finalidade de
aperfeiçoar a ligação física entre os diversos elementos, possibilitando, portanto, um maior alcance
dos elementos do barramento.

1
Figura 1 - Exemplo Rede Wireless. [1]

Na figura 1, é possível identificar aplicações de tecnologias de comunicação sem fio integradas em


uma rede industrial. Durante os últimos 10 anos, padronizadas tecnologias Wireless tornaram-se as
tecnologias dominantes para aplicações industriais, visto que a comunicação sem fio já é utilizada em
ambientes industriais por mais de 30 anos, em que se tem, entre as primeiras aplicações sem fio, o
controle de Veículos Guiados Automaticamente (AGV) e guindastes em armazéns, nas quais rádios
são utilizados para obter um controle flexível dos dispositivos móveis. [2]
Dentre as tecnologias associadas ao controle industrial, as redes de comunicação sofreram
grandes evoluções na última década, seguindo, aliás, a tendência global de evolução das
comunicações que se tem vindo a sentir, praticamente, em todos os ramos de atividades. [3] Houve
um crescimento significativo das tecnologias wireless, principalmente devido à necessidade de
conectividade entre dispositivos entre seus diversos ambientes que, até então, as tecnologias
focavam nos serviços de voz, Internet e transferência de dados em uma rede local. Entretanto, em
algumas áreas, como a área industrial, a médica, a indústria veicular e a residencial, necessitavam de
uma tecnologia que realizasse esta conectividade com um baixo consumo de energia, um baixo
custo, simplicidade do protocolo e padronização. [4]
A crescente busca por essas novas tecnologias está disponibilizando o surgimento de soluções na
tentativa de aumentar a velocidade de comunicação, a confiabilidade e a segurança dos processos
industriais. As inserções dos sistemas de comunicação sem fio são cada vez melhores e compatíveis
com os sistemas cabeados, seja por custo seja por tecnologia embarcada, alcançando excelentes
resultados e melhorias em processos industriais, permitindo a elaboração de um projeto adequado e
reformulando os protocolos, o resultado disso é a redução das interferências eletromagnéticas e o
aumento da confiabilidade das informações transmitidas. [3] [4]

1.1 A Evolução das Redes Sem Fio


A ideia de comunicação sem fio surgiu em meados do século XIX e no decorrer dos anos, a partir
de uma série de descobertas e avanços científicos, chegou-se à definição da tecnologia Wireless,
com redes de comunicações globais, em uma diversidade de ambientes, possibilitando inúmeras
aplicações e soluções. [5]
Os princípios da tecnologia podem ser determinados por uma série de descobertas que ocorreram
devido à grande busca do conhecimento e desenvolvimento no decorrer dos séculos, em que se pode
citar: a descoberta de indução eletromagnética pelo físico inglês Michael Faraday em 1831; a
produção da primeira onda de rádio, em 1888, por Heinrich Rudolf Hertz; a invenção do telégrafo sem
fio por meio do envio de códigos Morse pelo Engenheiro Eletricista Italiano Guglielmo Marconi em
1901; já no início do século XX, o inglês Jonh Ambrose Fleming e o norte-americano Lee De Forest
tornaram possível modular e amplificar sinais sem fio para o envio de transmissão de voz e, dessa
forma, vários outros marcos são utilizados como princípios e envolvem a contribuição de vários
estudiosos, que não são menos ou mais importantes umas quanto às outras. [5] [6]
A aplicação de Tesla, em 1893, foi a primeira a utilizar o mecanismo da condução elétrica para
finalidades de comunicação. Tesla utilizou receptores eletromagnéticos para comprovar os princípios

2
da comunicação via rádio (envio de sinais de rádio para serem captados por receptores), os quais
foram comprovados e amplamente conhecidos. [6]
Um grupo de pesquisadores sob a liderança de Norman Abramson, em 1971, na Universidade do
Havaí, criou o pacote “First-switched” de rede de comunicação de rádio intitulado “Alohanet”, primeira
rede local sem fio, a qual era composta de sete computadores que comunicava à outra parte. [5] [7]
Já em 1990, surgiu o Grupo de Trabalho 802.11, que foi responsável por buscar uma norma sem fios
para todos os computadores se comunicar. [5] [7] Em 1995, desenvolveu-se a primeira tecnologia
Wireless, o Bluetooth, com objetivo de conectar telefones móveis e outros aparelhos por meio de
ondas de rádio. Em 1997, o organismo regulador IEEE (Institute of Electrical Electronics Engineers)
publicou o protocolo 802.11 e liberou as faixas de frequência 2.4Ghz ou 5Ghz. Foram utilizadas as
mesmas ondas AM/FM na Internet sem fio. [5] [7] [8]
Em 1999, surgiu a Associação de empresas Wi-Fi Alliance, com o nome de Ethernet Compatibility
Alliance (WECA) e, em 2003, passou a ser Wi-Fi. Eles trabalharam com o padrão 802.11 e
licenciaram os produtos baseados na tecnologia sem fio. A partir daí, surgiram outras inúmeras
associações e padrões buscando soluções e melhorias para adequar as redes sem fio à Ethernet e
torná-las mais rápidas, mais confiáveis e seguras. [2] [8]

1.2 Tipos principais de Redes sem Fio


O grupo 802 é uma seção do IEEE relacionado à rede e tecnologia de porte médio e local,
estabelecendo os protocolos de comunicação em rede. Este grupo define alguns outros subgrupos
que especificam as redes que utilizam comunicação sem fio de acordo com o alcance e a taxa de
transferência empregada nas tecnologias sem fio. [9] Destaca-se a existência de quatro grandes
grupos, em que as duas primeiras tendem a ser bem exploradas para o ambiente industrial, com
inúmeras soluções e aplicações. [9]
WPAN – Wireless Personal Área Network – é uma tecnologia de pequeno alcance (entre 10 e 100
metros) e de baixa taxa de transmissão. É um padrão para redes que interligam dispositivos pessoais
ou redes de sensores sem fio, definido pelo IEEE 802.15. Entre esses padrões, destacam-se o IEEE
802.15.1 (Bluetooth), IEEE 802.15.3 (UWB) e o IEEE 802.15.4 (ZigBee, Wireless Hart e ISA100); [9]
WLAN – Wireless Local Área Network – Tecnologias sem fio destinadas à interligação de redes
locais com alcance entre 100 e 300 metros, também conhecidas com Wi-Fi (Wireless Fidelity). Trata-
se de padrão existente como extensão ou alternativa para as redes com cabeamento convencional
Ethernet (Par metálico ou fibra ótica), definido pelo IEEE 802.11x (onde o x equivale ao tipo de rede:
a, b, g, i ou n); [9]
WMAN – Wireless Metropolitam Área Network – Tecnologias que tratam dos acessos de banda
larga para a última malha em redes metropolitanas, com alcance em torno de 6 Km, definida pelo
padrão IEEE 802.16 (Wimax); [9]
WWAN – Wireless Wide Area Network – Tecnologias voltadas para as redes de longa distância em
telecomunicações, atendendo aos serviços de voz e a alguns serviços de dados, definidas pelo
padrão IEEE 802.20 (MBWA). [9]

1.3 Tecnologias Wireless e os ambientes industriais


As tecnologias de redes sem fio têm demonstrado um grande potencial para aplicações industriais,
comerciais e de consumo. Especificamente no monitoramento e controle de processos, obtendo e
disponibilizando dados de processo (pressão, umidade, temperatura, vazão, nível, densidade,
viscosidade, medições de intensidade de vibração, etc.), que podem ser coletados por meio de
unidades de detecção e transferidos sem fio para um sistema de controle para a operação e gestão.
Na figura 02, é possível verificar a gama de instrumentos que já existem disponibilizados no mercado.
Como é considerada uma tecnologia onipresente, as questões gerais a respeito têm sido
extensivamente pesquisadas por grupos de fabricantes e na área acadêmica. Sendo assim, além de
analisar os resultados recentes de pesquisas e desenvolvimento de tecnologias wireless para
ambiente industrial, este artigo tem a finalidade de apresentação das tecnologias sem fio e
comparação dos diversos métodos de comunicação wireless disponibilizados para ambiente
industrial, evidenciando as características básicas de cada um, como vantagens, desvantagens e
aplicações de campo. [9] [10]

3
Figura 2 - Dispositivo Wireless para Automação Industrial [9] [10]

2. Vantagens e desvantagens das Redes sem fio.


Com o avanço da comunicação nos últimos anos, possibilitou-se o surgimento de diversas
tecnologias, atendendo a real necessidade dos usuários, com a melhor qualidade possível. A
tecnologia apresenta-se como diferencial no mundo da automação e indústria, obtendo maior
flexibilização da comunicação, mobilidade dos equipamentos instalados em campo e um menor custo
de instalação e manutenção. Assim, são muitos os benefícios propiciados pelo uso desta tecnologia,
desmobilizando uma gama de soluções para o ambiente industrial e facilitando, cada vez mais, o dia
a dia operacional. [10]
A utilização das redes sem fio possue vantagens, desvantagens, e muitos paradigmas que ainda
precisam ser quebrados para que essa tecnologia ganhe mais espaço dentro do ambiente industrial.
Seguem vários pontos importantes quanto a vantagens e para utilização de uma rede sem fio nos
ambientes industriais.
Faixa de frequência: a faixa utilizada pelo dispositivo Wireless é a mesma conhecida como ISM
(Industrial, Scientific and Medical), que apresenta faixas liberadas sem necessidade de licenciamento.
Isso facilita a aplicação, porém obriga a convivência entre esses dispositivos com outras fontes de RF
(Rádio Frequência) na mesma faixa, como exemplo: telefones sem fio, dispositivos Bluetooth e
rádios. [10]
Facilidade de instalação: sem requerer estrutura prévia, as redes sem fio podem ser instaladas de
forma rápida e fácil. No caso das redes baseadas no padrão IEEE 802.11x, basta ser instalado um
ponto de acesso (AP-Access point) que esteja conectado à rede cabeada do local ou à Internet; as
estações podem ser adicionadas, posteriormente, de acordo com a necessidade. [10] [11]
Atenuação do sinal transmitido: os sinais transmitidos sofrem alguma forma de atenuação, seja a
do espaço livre, sendo função da distância e da frequência, seja por absorção, quando o sinal
atravessa algum material, seja por reflexões em obstáculos. O nível de sinal que chega à antena
receptora deve ser suficiente para uma operação confiável e com a taxa de dados esperada. [11]
Mobilidade: dentro de uma área de alcance limitada, os dispositivos podem se reposicionar a
qualquer instante, permitindo acesso a informações e recursos computacionais, às posições de
trabalho e às aplicações. [10] [11]
Redução de Custo: em virtude da mobilidade, a eficiência dos funcionários de uma empresa
aumenta pelo fato de poderem contar com os recursos dos quais precisam em qualquer lugar e
instante; bem como diminuem os custos decorrentes da instalação e manutenção das redes,
principalmente quando considerados os custos de instalação de redes cabeadas em locais que
requerem obra civil ou regiões de difícil acesso. [11]
Disponibilidade de menor Banda de Transmissão: as redes sem fio em geral proveem enlaces
com menor banda passante. Como exemplo podemos citar as redes locais cabeadas Ethernet, que,
hoje, atingem a taxa de transmissão da ordem de dezenas de Gbps, comparados às redes locais sem
fio, que operam tipicamente até dezenas de Mbps ou menos. Este ponto está em pleno
desenvolvimento, com grandes grupos de pesquisa buscando melhorar a taxa de transmissão das
redes e dos dispositivos.
Taxas de Erro: as redes sem fio apresentam uma taxa de erro de bit (BER - Bit Error Rate)
superior às redes com fio. No caso de um enlace de fibra ótica, o BER típico varia entre 10-8 e 10-9,
em um enlace sem fio, essa taxa cai na faixa de 10-4 a 10-6, sendo necessário, portanto, o
monitoramento constante dessas taxas e a adoção de mecanismos de controle de colisão de dados a
fim de garantir o envio e o recebimento da informação. [11]

4
Endereçamento: em uma rede cabeada, o endereço lógico de uma estação é usualmente
vinculado ao endereço da rede na qual a estação está conectada. No caso de redes sem fio, devido à
mobilidade das estações, o seu endereçamento fica mais complicado, não podendo depender da sua
localização geográfica. [11]
Roteamento: no caso das redes sem fio, as suas estações movem de um lado a outro de forma
não determinística, criando uma topologia dinâmica. Isso tem impacto direto, não somente no
endereçamento, como foi mencionando anteriormente, mas também nos algoritmos e protocolos de
roteamento. [11]
Dispositivos com poder computacional reduzido: a perspectiva para um ambiente de
computação móvel é que muitos dispositivos utilizados neste ambiente sempre serão
computacionalmente mais escassos e simplificados em relação aos demais dispositivos, mas
capazes de executar inúmeras aplicações. [11]
Coexistência entre dispositivos de diferentes redes wireless: com a proliferação de diversos
tipos de redes, torna-se um problema a coexistência destas redes em um mesmo ambiente. Isso
pode gerar interferências e perda de dados entre elas. [11]
Interferência causada por múltiplos caminhos (Multipath Interference): quando um sinal de RF
é emitido em um ambiente aberto, livre de obstáculos, apenas um sinal chega até a antena receptora
(linha direta) e nenhuma interferência é observada. Ao emitir um sinal RF em um ambiente com
obstáculos, como equipamentos, lajes, tetos, paredes, pessoas, diversos sinais chegam até a antena
receptora. Dado que esses sinais trafegaram por caminhos diferentes, eles apresentam diferenças de
amplitude. [11]
Além desses pontos citados, é importante, ao determinar um dispositivo para áreas industriais,
atentar para as particularidades bastante específicas, sendo o ambiente sujeito a condições
adversas, ou seja, a vapores corrosivos ou inflamáveis, partículas e poeira em suspensão, variações
de temperatura extremas, vibração, interferências eletromagnéticas, barreiras físicas, entre outras
possibilidades das plantas industriais.

3. Protocolos de rede sem fio


Os requisitos industriais em aplicações sem fio possuem exigências elevadas sobre a
comunicação, sendo necessária uma comunicação confiável e robusta, recursos avançados de
segurança, configurações semelhantes, operação de ferramentas de automação, informações em
tempo real e comportamento determinístico. Todos esses requisitos são suportados de forma
ligeiramente diferente pelas várias tecnologias sem fio, cada uma com sua característica se
adequando a cada aplicação industrial, sendo desenvolvidas baseadas em normas determinadas
pelos grupos e associações que estão em busca do desenvolvimento, evolução e padronização das
tecnologias sem fio.

3.1 - Wi-Fi
O protocolo Wi-fi (Nome dado ao sistema Ethernet Wireless) é a tecnologia de interconexão para
redes locais e dispositivos. Em meados da década de 1990, um consórcio internacional de
especialistas em Engenharia de muitas empresas de tecnologia começaram a trabalhar juntos por
meio da IEEE para desenvolver os padrões sem fio da indústria para a forma como estes novos
produtos sem fio devem interagir uns com os outros. Fora dessa cooperação, o Wi-Fi Alliance ®
nasceu, tomou essas normas e desenvolveram laboratórios de testes em todo o mundo para testar e
certificar que os produtos atendam os padrões de interoperabilidade e segurança. [12]
O termo Wi-Fi foi escolhido como uma brincadeira com o termo "Hi-Fi" e pensa-se, geralmente, que
é uma abreviatura para Wireless Fidelity, no entanto, a Wi-Fi Alliance não reconhece isso.
Comumente, o termo Wi-Fi é entendido como uma tecnologia de interconexão entre dispositivos sem
fio, usando o protocolo IEEE 802.11. [12]
Com a Tecnologia Wi-Fi, ficou possível criar redes locais sem fios a elevado débito desde que a
gateway a conectar não esteja distante em relação ao ponto de acesso. Segue, na figura 03, um
exemplo básico de uma rede Wi-Fi, ou seja, Ethernet sem fio. [12]

5
Figura 3 - Rede Wi-fi. [12]

Este protocolo opera em faixas de frequências de 2,4Ghz ou 5Ghz, em que não necessitam de
licença para instalação e operação, e podem transmitir dados a velocidades até iguais ou superiores
a 11Mbps dentro de um intervalo de 30 metros, essa velocidade é limitada pela largura de banda
disponível. Este fato as torna também atrativas para aplicações em ambientes industriais. [12] No
entanto, para uso comercial, no Brasil, é necessária licença da Agência Nacional de
Telecomunicações (Anatel).
As redes sem fio tendem a ser mais lentas do que as cabeadas. Os padrões dessas redes devem
validar cuidadosamente os dados recebidos e se proteger contra possíveis perdas de dados devido a
não confiabilidade no meio utilizado. A comunicação confiável somente ocorre quando é levado em
consideração o ambiente hostil onde os equipamentos trabalham. Neste aspecto, deve ser
considerado que os equipamentos estão sujeitos a pó, poeira, calor, umidade (devido à
condensação/evaporação de água). Os índices de MTBF (tempo médio entre falhas) devem ser altos
e o MTRR (tempo médio entre reparo) deve ser o menor possível. [12] [13]
No ambiente industrial, as redes sem fio não substituem as redes fixas, em um contexto geral,
trabalham em conjunto e apresentam uma mobilidade que o usuário da rede pode estar se movendo,
e mover qualquer dispositivo, dando flexibilidade à aplicação. [12] [13]

3.2 - Bluetooth
Em 1994, a empresa Ericsson começou a estudar a viabilidade de desenvolvimento de uma
tecnologia para comunicação entre telefones celulares e acessórios utilizando sinais de rádio de
baixo custo. O estudo resultou em um sistema de rádio de curto alcance que recebeu o nome
MCLink. Em 1998, empresas (Ericsson, Intel, IBM, Toshiba e Nokia) se uniram e criaram o consórcio
Bluetooth SIG (Special Interest Group), que permitiu o desenvolvimento de padrões garantindo o uso
e a interoperabilidade da tecnologia nos mais variados dispositivos. [14]
O protocolo Bluetooth se desenvolveu com uma frequência de rádio aberta, operando na faixa ISM,
com comunicação por salto de frequência FH-CDMA (Frequency Hopping - Code-Division Multiple
Access), permitindo proteção e fazendo com que a frequência seja dividida em vários canais. Assim,
o dispositivo que estabelece a conexão salta de um canal para outro de maneira muito rápida,
evitando interferência com outros protocolos, sendo possível utilizar até 79 frequências, dentro da
faixa ISM, cada uma espaçada da outra por 1 MHz. [15]
Como um dispositivo se comunicando por Bluetooth pode tanto receber quanto transmitir dados
(modo full-duplex), a transmissão é alternada entre slots para transmitir e slots para receber, sendo
denominado FH/TDD (Frequency Hopping/Time-Division Duplex). Esses slots são canais divididos
em períodos de 625 µs (microssegundos). Cada salto de frequência deve ser ocupado por um slot,
logo, em 1 segundo, tem-se 1600 saltos. [14] [15]
O Bluetooth é capaz de transmitir sinais de dados e voz. O dispositivo possui dois tipos de conexão:
SCO (Synchronous Connection-Oriented) e ACL (Asynchronous Connection-Less). O primeiro
estabelece um link sincronizado entre o dispositivo mestre e o dispositivo escravo, onde é feita uma
reserva de slots para cada um. Assim, o SCO acaba sendo utilizado em aplicações de envio contínuo
de dados, como voz. [14] [15]
O padrão ACL estabelece um link entre um dispositivo mestre e os dispositivos escravos existentes
na rede. Esse link é assíncrono, já que utiliza os slots previamente livres. Ao contrário do SCO, o ACL
permite o re-envio de pacotes de dados perdidos, garantindo a integridade das informações trocadas
entre os dispositivos. A velocidade de transmissão de dados no modo ACL é de até 721 Kb/s. [14]
[15]

6
3.3 - Zig Bee
O Protocolo ZigBee (IEEE 802.15.4) foi desenvolvido pela ZigBee Alliance. Trata-se de uma
tecnologia relativamente simples, que utiliza um protocolo de pacotes de dados com características
específicas, sendo projetado para oferecer flexibilidade quanto aos tipos de dispositivos que pode
controlar. [16]
O ZigBee permite comunicações robustas e opera na frequência ISM (Industrial, Scientific and
Medical), 868 MHz (1 canal), 915 MHz (10 canais) e 2,4 GHz (16 canais), e não requer licença para
funcionamento. Este protocolo oferece uma boa imunidade contra interferências, e a capacidade de
hospedar milhares de dispositivos numa rede (mais que 65.000), com taxas de transferências de
dados variando entre 20kbps a 250kbps. [17]
Hoje, é possível encontrar diversos módulos, padrão ZigBee, desenvolvidos para economizar o
máximo de energia, sendo aplicados em sensores remotos, alimentados com pilhas ou baterias
comuns, que durabilidade de meses ou mesmo anos sem precisar ser substituídas. Isso ocorre
devido os módulos ZigBee, quando não estão em operação, estão num estado de dormência ou em
"Sleep", consumindo o mínimo de energia. [16] [17] A figura 4 ilustra um exemplo clássico de uma
rede ZigBee, onde diversos dispositivos estão sendo responsáveis por monitorar a temperatura,
controlar as válvulas, sistema de ventilação e iluminação.

Figura 4 - Rede ZigBee [18]

Para garantir a interoperabilidade e a padronização entre fabricantes a IEEE definiu que uma
rede ZigBee é constituída por dois tipos de dispositivos. O primeiro deles é o FFD (Full Function
Device), que pode ser um coordenador ou um roteador da rede. Os coordenadores e
roteadores ZigBee possuem as mesmas característica físicas e as mesma funções. O segundo
dispositivo envolvido em uma rede ZigBee é o RFD (Reduced Function Device), que é um dispositivo
de construção mais simples que os FFD, e não atua como coordenador ou roteador da rede, sendo
que comunica-se somente com um coordenador ou roteador ao qual está associado, e é conhecido
como escravo. Os RFDs são mais baratos que os FFDs, pois não precisa armazenar informações de
roteamento, logo necessitam de menos memória. As redes ZigBee podem ser classificadas quanto a
topologia em: estrela, árvore e malha. [17]

3.4 - Wireless Hart


O protocolo WirelessHART (IEEE 802.15.4) fornece uma comunicação sem fio robusta para toda a
gama de medição de processo, controle e aplicativos de gerenciamento de ativos. Com base no
protocolo de comunicação HART, a WirelessHART permite aos usuários obterem os benefícios da
tecnologia sem fio de forma rápida, mantendo a compatibilidade com dispositivos existentes,
ferramentas e sistemas. [19]
A tecnologia WirelessHART foi desenvolvida pela HART Communication Foundation, trabalhando
na frequência de 2,4Ghz e buscando atender às necessidades exclusivas das redes sem fio que
operam em plantas de processos industriais, convivendo com a presença de interferências, graças à
tecnologia, como as redes mesh, canal de salto e sincronização de mensagens, garantindo
coexistência com outras redes sem fio. Provê segurança e privacidade para comunicações de rede
por meio de criptografia, de verificação, autenticação e gerenciamento de chaves. [19]

7
O dispositivo WirelessHART é autônomo, eliminando as conexões analógicas para o sistema
controle, podendo ser instalado em qualquer parte da planta industrial sem necessidade de fios. As
variáveis de processo e as informações HART estão conectados a um sistema de controle ou de
gerenciamento através de um Gateway. Cada rede possui três elementos principais conforme
ilustrado na figura 5.

• Instrumentos de campo sem fios conectados ao processo ou a outros equipamentos da


planta. Podem ser instrumentos WirelessHART puros, ou qualquer outro instrumento de
campo HART existente que possua um adaptador WirelessHART acoplado.

• Os Gateways possibilitam a comunicação entre esses instrumentos e os aplicativos de


controle.

• O Gerente de Rede é responsável por configurar a rede, programar as comunicações entre


os instrumentos de campo, gerenciar rotas de mensagens e monitorar e estado da rede. O
Gerente de Rede pode ser integrado ao Gateway, ao aplicativo Host ou ao controlador de
automação de processos.

Figura 5 - Exemplo da inserção de Transmissores Wireless HART. [20]

3.5 - ISA100
O ISA100 é um padrão de rede sem fio industrial desenvolvido pela comissão da SP100
(estabelecida em 2005) da ISA (International Society of Automation). O padrão foi desenvolvido
especificamente para o ambiente industrial, suportando os principais protocolos utilizados (HART,
Profibus, CIP-Common Industrial Protocol e Foundation Fieldbus) no topo da sua camada de
aplicação. [21]
No início de 2011, o Sistemas Wireless para Automação Industrial, nas áreas de controle de
processos e aplicações relacionadas, foi aprovado pela Comissão Eletrotécnica Internacional (IEC)
como uma especificação disponível publicamente. Ficou definido como o primeiro padrão industrial
sem fio desenvolvido com a participação direta do usuário final. [21][23] A ISA-100.11a-2011 foi
desenvolvido para fornecer segurança e confiabilidade na operação sem fio para monitoramento não
crítico, alertando controle, supervisão, controle de circuito aberto e aplicações de controle em malha
fechada. [21][23] A norma define o conjunto de protocolos, gestão do sistema, Gateway e
especificações de segurança para os dados de taxa de conectividade sem fio com dispositivos fixos,
portáteis e móveis. O foco da aplicação é para atender às necessidades de desempenho de
aplicações, como monitoramento e controle de processo, onde as latências são da ordem de 100ms.
[21][23]

8
Figura 6 – Exemplo topologia ISA100. [22]

A figura 6 demonstra como a topologia ISA tende a ser utilizada em aplicações industriais. Segue
abaixo algumas características da ISA 100: [23]
• Confiabilidade do sinal (detecções de erros aprimoradas, interferências, perda de rumo e
energia transmitida);
• Previsibilidade (TDMA, níveis de qualidade em serviços);
• Segurança (autenticação, privacidade e integridade);
• Suporte a múltiplos protocolos: HART, PROFIBUS, Modbus e Foundation Fieldbus;
• Principais aplicações em controle de processo e manufatura;
• Interoperabilidade;
• Topologias suportadas: estrela e mesh.

3.6 - WISA
A WISA é uma interface sem fio para sensores e atuadores, desenvolvido por um fabricante de
automação industrial, que busca cumprir os requisitos das aplicações de automação, em tempo real,
particularmente robótica. A comunicação é baseada no padrão IEEE802.15.1, na banda livre de
licença, 2,4GHz, onde os dispositivos de campo se comunicam por tecnologia rádio com um módulo
de entrada/saída que transmite/recebe os sinais via um par de antenas. [24] [25]
Os módulos de entrada/saída podem suportar até 120 pontos de leitura e autação. Os sinais de
diagnóstico periódicos de todos os dispositivos de campo permitem a monitoração contínua e o
reconhecimento avançado das falhas. A ligação entre os módulo E/S (entrada e saída) e controlador
é efetuada via um barramento de campo. Logo abaixo, na figura 7, existe um exemplo clássico de
aplicação Wisa com alimentação e laços primários, módulos de E/S com antenas, sensores sem fio
em um equipamento de manipulação em um ambiente industrial. [24]

9
Figura 7 - Aplicação WISA em uma Embaladora. [24] [25]

Dentre as vantagens dos dispositivos WISA temos a redução dos custos do ciclo de vida, se
comparado com aplicações que utilizam cabos. Possui alta densidade de nós com capacidade de 624
dispositivos de campo, sem perda de desempenho, sendo coexistente com Bluetooth, WLAN e outros
sistemas de rádio comuns. [25]

4. Comparativo
A tabela 1 ilustra um comparativo entre os diversos protocolos de rede sem fio evidenciados no
trabalho.

Norma IEEE 802.15.4


802.15.1 802.11b 802.15.4 802.15.1
(Nome de (Wireless
(Bluetooth) (Wi-Fi) (ZigBee) (WISA)
Mercado) Hart)
Medições de Interface
Aplicação
Eliminar a Ethernet Controle e Processo e Sensores e
Principal
fiação atual, industrial Monitoração Controle Atuadores
Frequência
2,4 GHz 2,4 GHz 2,4 GHz 2,4 GHz 2,4 GHz
de operação
Taxa de
comunicação
(Kbps) 1000-3000 11000 20-250 11000 1000
5m
Distâncias
30 (Classe 30-70, 100+ (ambiente
alcançadas
2) 100 + (Com 100, até industrial;
com visada
100+(Classe (Antenas amplificador 2000 com tipicamente
direta (m)
1) direcionais) externo) repetidor 10 m)
Número de
Dispositivos 7 32 2*64 250 120
3,5 anos:
Autonomia da taxa de
bateria (dias) trans. de 30
1a7 0,5 a 5 100 - 1000+ min. 3 a 4 anos
45mA
Consumo na (Classe 2)
Transmissão <150mA
(Classe 1) 300mA 30mA 150-300mA 100mA
Conveniência Baixa (Boa Baixa (Taxa Baixa (Bom Alto (Bom
para Controle média, mas alta, mas compromisso compromisso Alto (Boa
e Supervisão, conexão conexão entre taxa e entre taxa e taxa e custo
aplicações inicial lenta) inicial lenta) custo de custo de de conexão)

10
industriais conexão) conexão)

Tecnologia de
espalhamento
espectral FHSS DSSS DSSS FHSS/DSSS FHSS/DSSS
Flexibilidade,
Vantagens
Custo, Velocidade, Potência, Potência e Velocidade,
relativas
Flexibilidade Flexibilidade Custo Velocidade Custo
Tabela 1 - Principais tecnologias sem fio para automação.

5. Aplicações/Estudo de Caso

5.1 Aplicação de sensores sem fio em uma Subestação de Energia Elétrica.

Neste estudo, foi implementado um sistema para monitoramento e aceleração de uma máquina
rotativa (compensador síncrono), instalada em uma subestação de energia elétrica. O objetivo é
verificar as interferências, alcance de transmissão, confiabilidade da comunicação e precisão dos
sensores.

Figura 8 - Compensador síncrono, posicionamento do sensor. [26]

Na figura 8 verifica-se o compensador síncrono e o posicionamento do esquema de medicão


utilizando o medidor e analisador de aceleracão. Como ponto de partida, foi analisado a precisão dos
sensores, realizando vários testes comparativos entre os nós sensores sem fio, e os sensores
tradicionais, submentendo-os a diferente sinais de vibrações. Os testes de sensibilidade de
frequência avaliou a capacidade do sistema de responder satisfatoriamente quando submetido a
sinais de diferentes frequências de aceleração, utilizando método de calibração secundária,
caracterizado pela comparação do sensor que está sendo medido, com um padrão de referência,
sendo ambos submetidos a mesma vibração. Após os testes de precisão e de sensibilidade de
frequências dos sensores sem fio, realizados em laboratório, efetuaram-se os testes em um
compensador síncrono na subestacão da Eletronorte, em Vila do Conde. O compensador está
localizado 40 metros de distância da estação base. [26]

5.2 Aplicação de sensores sem fio no monitoramento de Tanques de água salgada.


Nesta aplicação, foi implementado um campo de gás natural, um sistema para monitorar o nível do
tanque de água salgada e controle (liga/desliga) da bomba de enchimento do tanque, visando manter
o nível estável.

11
Figura 8 - Tanques de Água Salgada - Controle Wireless. [27]

Na figura 9, é possível perceber que na base de cada tanque foi instalado transmissores de
pressão submersíveis para controlar a profundidade total de água salgada dentro do tanque. Foi
instalado um dispositivo Wireless Mestre e um controlador no local do tanque, um dispositivo wireless
escravo e controladores de frequência nas proximidades das Bombas e caso seja variando a
distancia é necessario um dispositivo Wireless repetidor.

5.3 Aplicação de uma rede sem fio aplicado ao método Plunger Lift.
Este estudo de caso tem como objetivo a implementação da rede de sensoriamento sem fio numa
unidade de elevação de petróleo (Método Plunger Lift), propiciando a facilidade de intervenções,
monitoramento e eliminação de interferências e danos na comunicação fisica. A rede sem fio é
implementada a um controlador que é responsável por monitorar cinco variáveis (três sensores de
pressão, um de vazão e um de presença) e atua duas válvulas (uma com controle proporcional de
vazão e uma on/off). [29]
O sistema Plunger Lift é a utilizaçao de um pistão como uma interface mecânica entre o gás da
formaçao e o fluido produzido, evitando que esse gás passe através do fluido durante a subida na
coluna de produção, o que deixaria grande quantidade de fluido para trás. Quando o gás proveniente
da formação não for suficiente para erguer o fluido, neste caso abre-se a válvula de injeção de gás,
até que a pressão interna eleve ao necessário. O sistema Plunger Lift representa uma solução para a
problemática associada ao bombeio mecânico quando a relação gás líquido do poço se torna alta.
[29]
A figura 10, demostra-se a configuração proposta da rede sem fio, em que cabos e dutos capilares
que interligam os sensores e atuadores ao controlador foram substituídos por uma rede de sensores
sem fio.

Figura 9 – Implantação de rede Wireless no Sistema Plunger Lift. [29]

Foram realizados testes em situações e ambiente diferentes simulando sinais lidos nos sensores,
comando nos atuadores, interferências da rede Wi-Fi, tempo de espera entre transmissão e
recepção, e perda de dados. Os sensores e atuadores são a ser alimentados pelas baterias do
módulo de comunicação que possui uma célula fotovoltaica.

12
Essa configuração apresentou bons resultados observando aspectos de confiabilidade, segurança
na transmissão e recepção dos sinais de rádio frequência, mostrou-se robusto aos ambiente
utilizados e apresentou baixo consumo de energia.

5.4 Aplicação de um sensor nivel sem fio aplicado a uma Enchedora.


As dificuldades encontradas, diariamente, dentro do ambiente industrial numa enchedora rotativa
de garrafas, incentivou a busca por solução para os constantes danos em cabos de alimentação dos
transmissores, danos em anéis deslizantes e danos nos próprios transmissores.
Para solucionar a situação da Enchedora, consideraram-se as seguintes premissas: eliminar os
cabos e os anéis deslizantes; utilizar da transmissão sem fio de dados de nível e pressão para o
reservatório da Enchedora, enviar dados de processo coletados para o controlador, que deverá atuar
no controle liga/desliga da bomba de produto; instalação de um módulo de bateria para fornecer
energia para o sistema sem fio e sensores utilizados para coletar dados com vida útil em torno de um
ano. [30]

Figura 11 - Sistema Wireless em uma Enchedora. [30]

A figura 11 demostra a Enchedora de garrafas com a implementação do sistema sem fio


responsável pelo monitoramento do nível e pressão dentro do reservatório através do envio de sinais
analógicos de 4 a 20mA, via rádio para o Gateway, que está interligado ao controlador que
determinará com precisão, quando ativar o fluxo de entrada de produto no tanque, acionando e
desligando devidamente a bomba. [30]
A sonda de nível e transmissor de pressão foram caracterizados para um baixo consumo de
corrente e conectado aos módulo de bateria sobre o tanque. O Gateway é montado perto dos
controladores rotativos de vazões de enchimento. [30]
Essa implementação sem fio, além de atender os pontos levantados como premissas, a solução
surpreendeu, ao resultar na redução significativa do tempo de inatividade de enchimento,
aumentando a eficiência da produção global e minimizando tempo e custo de manutenção, sendo,
agora, realizada anualmente para a substituição da bateria e calibração dos intrumentos. [30]

6. Conclusão
A tecnologia sem fio tem sido determinante no desenvolvimento da automação industrial, alterando
hierarquias e estruturas nos mais diversos ambientes industriais, e possibilitando a comunicação
entre dispositivos e o uso de mecanismos padronizados, abertos e transparentes. A utilização de
comunicação sem fio vem se expandindo rapidamente nas plantas industriais, integrando todos os
níveis hierárquicos, devido as suas características de aplicação, possibilitando a combinação gradual
de diferentes sistemas de comunicação, oferecendo as condições ideais de redes abertas em
processos industriais, visando o melhor equilíbrio de desempenho entre consumo energético dos
transmissores, velocidade de transmissão de dados, confiabilidade e robustez.
As inovações tecnológicas em busca de soluções para os diversos ambientes industriais,
resultaram nos diversos meios de comunicação sem fio (Wireless Hart, Bluetooth, Wi-Fi, Wisa,
ZigBee e SP-100), que hoje são padronizados e são responsáveis pelo rompimento e/ou
aperfeiçoamento das técnicas e processos de medição e controle no ambiente industrial.
A utilização da tecnologia sem fio deve ocorrer em um processo gradual, onde os requisitos iniciais
incluem a criação de ilhas de dispositivos sem fio habilitados, conectados a uma infraestrutura
existente com redes cabeadas, atendendo as necessidades específicas de processo dentro das
plantas industriais. Estas tecnologias podem resolver problemas complexos e oferecer vantagens
significativas sobre sistemas com fios dentro do campo industrial.

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[26] FREITAS, L. e BRAMATTI, N. Redes de Sensores Sem Fio em Ambientes Industriais: Estudo de Caso em
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[27] ANDERSSON, M. Bluetooth for Industry: The industrial Ethernet Book, pp. 10-12, Sept. 2002.

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Disponível em: http://www.bannerengineering.com/enUS/wireless/surecross_web_home
Acessado em março de 2012.

DADOS DOS AUTORES


Alexandre Baratella Lugli.
Instituto Nacional de Telecomunicações – Inatel.
Coordenador de curso superior e pós-graduação.
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Darlan Guilherme Sobrinho


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CEP 48030-030 - Fone: (35) 91072677.
Darlan.guilherme@dgsprojetos.com.br

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