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Índice

Gramática – Prof. Marcos Vinicius________________________________ 3

Literatura – Prof. Marcos Vinicius________________________________ 46

Redação – Prof. Gabriel Gomes_________________________________ 60

Espanhol – Prof. Gabriel Gomes / Profª. Fabianne Freitas____________ 73

Inglês – Prof. Kegan / Amanda – Turma 01/02______________________ 88

Inglês – Profª. Amanda – Turma 03_______________________________99

Matemática – Prof. Lenin Machado______________________________ 104

Geometria – Prof. Bruno Faria__________________________________ 114

História Geral – Profª. Maisa____________________________________125

História do Brasil – Prof. Lincoln Lara____________________________138

Geografia do Brasil – Prof. Lincoln Lara__________________________ 144

Geografia Geral – Prof. Rodolfo Shiavon__________________________150

Química Orgânica – Profª. Glenda Lacerda________________________ 172

Química Inorgânica – Prof. Juan Vasquez_________________________196

Físico Química – Prof. Juan Vasquez_____________________________209

Física – Profª. Daiane Tavares___________________________________213

Física II – Prof. Daniel Germinaro________________________________ 226

Biologia – Prof. Augusto Duarte_________________________________246

Biologia – Prof. Délcio Júnior___________________________________256


GRAMÁTICA - PROF. MARCOS VINÍCIUS

MORFOLOGIA – PARTE II:

As ―CLASSES DE PALAVRAS‖ (ou GRAMATICAIS)


As palavras, para sua classificação, estão divididas em dez grupos, denominados
CLASSES. Estas, por sua vez, estão subdivididas em outros dois grupos:

VARIÁVEIS ou FLEXIVAS:

Substantivo – é a palavra que designa qualquer ser, podendo ser material ou imaterial (pedra,
arte), visível ou invisível (porta, ar), animado ou inanimado (homem, boneca), existente ou ine-
xistente (Alfenas, fada) etc.
Artigo – é a partícula que acompanha o substantivo, especificando o ser – o (s), a (s) – ou ge-
neralizando-o – um (uns), uma (s), além de serem responsáveis por dizer o gênero e o número
de alguns nomes, os quais, por si só, não podemos definir: lápis (o lápis; os lápis). Por isso,
recebe o nome de DETERMINATE do nome (o qual se chama, por conseguinte, DETERMINA-
DO). Importante: toda palavra, exceto em ocasiões de troca de posição entre adj. e subst., que
vier após um artigo será chamada de substantivo, ou melhor, PALAVRA SUBSTANTIVADA.
Ex: Amar (verbo)
O amar é um sentimento bonito. Amar, neste caso, passa a ser substantivo, pois o senti-
mento foi individualizado, especificado; tudo isso por conseqüência do artigo ―o‖ que está antes
dessa palavra.
Adjetivo – é toda palavra que caracteriza um ser, especificando-o por alguma qualidade, ou
defeito, ou estado, isto é, um atributo qualquer: menino bom, flor bonita... Também é conside-
rado DETERMINANTE do nome.
Pronome – ―pro‖ é prefixo latino e designa ―substituição‖ – pronome substantivo – ou ―acom-
panhamento‖ – pronome adjetivo, especificando o nome –, sendo assim, o pronome é a pala-
vra que tem a função de substituir ou acompanhar algum nome (subst., adj. e adv.). Também é
um DETERMINANTE.
Numeral – é a palavra que encerra ideia de quantidade, número: dez, meio, dobro etc. DE-
TERMINANTE.
Verbo – é a palavra que dá ideia de ação, estado ou fenômeno da natureza: correr, ser, estar,
nevar.

INVARIÁVEIS ou INFLEXIVAS:

Advérbio – palavra que modifica a ideia do verbo, ou do adjetivo ou do próprio adevérbio. Ela
tem a função de exprimir circunstâncias: hoje, choveu muito, negócios pouco rendosos, acor-
dar bem cedo.
Preposição – é a palavra que liga duas outras: café com leite; copo de água etc.
Conjunção – palavra que liga essencialmente orações: Fui e voltei. Mas pode também ligar
palavras que formam um elemento composto dentro da oração: Céu e terra firmar-se-á num só
meio, o paraíso.
Interjeição – é a palavra que exprime as manifestações súbitas de nosso espírito, em qualquer
momento emocional: ah! Oh! Que! Valha-me Cristo! Nossa Senhora! Droga! Etc.
SUBSTANTIVOS (Classificação e Formação):
Quanto à CLASSIFICAÇÃO, os subst. são divididos em:
Comuns – indicam seres da mesma espécie: escola, pois, quando dizemos essa pala-
vra, já temos uma ideia formada do que seja um escola, sendo algo genérico.

Próprios – são aplicados aos seres para dintingui-los dos demais: Marcos, João, Escola
Estadual Dr. Emílio Silveira etc.

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Concretos – são aqueles que indicam os seres no nosso ambiente material, mesmo os
imaginários, pois já têm existência própria: pedra, ar, sol, gnomo, Deus etc.

Abstratos – são os que indicam os sentimentos, atos, estados, qualidades dos seres, e
são inerentes a eles, isto é, são dependentes dos seres para existirem: amor, alegria,
solidão, saudade, chegada, frieza, sapiência, vida, morte, nascimento, moléstia etc.

P.S.: Há, entre os comuns, uma classificação de substantivos chamada de COLETIVOS.


São os que indicam pluralidade de ideia, embora tenham forma no singular: constelação,
arquipélago etc. Sabemos, ainda, que não é necessário dizermos ―constelação de estre-
las‖, pois seria pleonástico; no entanto, há subst. comuns coletivos que não especificam
somente uma coletividade de seres, mas outras também. Veja: Álbum – essa palavra
tem que vir especificada, sem ser pleonasmo, pois posso ter um álbum de fotografias,
assim como, um álbum de selos ou outros. Isso acontece com outros, como comboio
(de carros, de vagões ou de navios), cambada (de vagabundos, de chaves ou de peixes)
etc.

Alguns Substantivos e Suas Formas Coletivas:

abelha - enxame, cortiço, colmeia;

abutre - bando;

acompanhante - comitiva, cortejo, séquito;

alho - (quando entrelaçados) réstia, enfiada, cambada;

aluno - classe;

amigo - (quando em assembleia) tertúlia;

animal - (em geral) piara, pandilha, (todos de uma região) fauna, (manada de cavalgaduras)
récua, récova, (de carga) tropa, (de carga, menos de 10) lote, (de raça, para reprodução) plan-
tel, (ferozes ou selvagens) alcateia;

anjo - chusma, coro, falange, legião, teoria;

apetrecho - (quando de profissionais) ferramenta, instrumental;

aplaudidor - (quando pagos) claque;

arcabuzeiro - batalhão, manga, regimento;

argumento - carrada, monte, montão, multidão;

arma - (quando tomadas dos inimigos) troféu;

arroz - batelada;

artista - (quando trabalham juntos) companhia, elenco;

árvore - (quando em linha) alameda, carreira, rua, souto, (quando constituem maciço) arvoredo,
bosque, (quando altas, de troncos retos a aparentar parque artificial) malhada;

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asneira - acervo, chorrilho, enfiada, monte;

asno - manada, récova, récua;

assassino - choldra, choldraboldra;

assistente - assistência;

astro - (quando reunidos a outros do mesmo grupo) constelação;

ator - elenco;

autógrafo - (quando em lista especial de coleção) álbum;

ave - (quando em grande quantidade) bando, nuvem;

avião - esquadrão, esquadra, esquadrilha;

bala - saraiva, saraivada;

bandoleiro - caterva, corja, horda, malta, súcia, turba;

bêbado - corja, súcia, farândola;

boi - boiada, abesana, armento, cingel, jugada, jugo, junta, manada, rebanho, tropa;

bomba - bateria;

borboleta - boana, panapaná;

botão - (de qualquer peça de vestuário) abotoadura, (quando em fileira) carreira;

brinquedo - choldra;

burro - (em geral) lote, manada, récua, tropa, (quando carregado) comboio;

busto - (quando em coleção) galeria;

Quanto à FORMAÇÃO, os subst. são divididos em:


Primitivos – são aqueles dos quais outras palavras derivam, ou seja, são básicos,
iniciais: FLOR – floricultura, floresta etc.

Derivados - são os que derivam dos primitivos: pedreira, pedregulho – todos de


PEDRA.

Simples – são substantivos formados por somente um radical: couve, ferro, pé.

Compostos – são os que apresentam mais de um radical na composição da pala-


vra: couve-flor, pé-de-moleque etc.

Há ainda substantivos que, por uso contextual, ora serão classificados como concretos, ora
como abstratos. Veja:
A entrada do ano foi boa. (subst. abstrato)

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Aquela entrada era estreita. (subst. concreto)

FLEXÃO:

Gênero: masculino e feminino.

Formação do feminino (pois quase todo nome é, originalmente, masculino – visão machista
da ―Gramática Normativa‖)
- Regular: terminação –a. Menino – menina; gato – gata.
- Irregular: terminação variada. Homem – mulher; pai – mãe.

Substantivos Biformes e Substantivos Uniformes

Substantivos Biformes (= duas formas): ao indicar nomes de seres vivos, geralmente o gêne-
ro da palavra está relacionado ao sexo do ser, havendo, portanto, duas formas, uma para o
masculino e outra para o feminino. Observe:

gato - gata

homem - mulher

poeta - poetisa

prefeito – prefeita

presidente – presidenta???

Substantivos Uniformes: são aqueles que apresentam uma única forma, que serve tanto para
o masculino quanto para o feminino. Classificam-se em:

Epicenos: têm um só gênero e nomeiam bichos.

A cobra macho e a cobra fêmea, o jacaré macho e o jacaré fêmea.

Sobrecomuns: têm um só gênero e nomeiam pessoas.

a criança, a testemunha, a vítima, o cônjuge, o gênio, o ídolo, o indivíduo.

Comuns de Dois Gêneros: indicam o sexo das pessoas por meio do artigo.

o colega e a colega, o doente e a doente, o artista e a artista, O PRESIDENTE e A


PRESIDENTE, o estudante e a estudante.

Saiba que:

- Substantivos de origem grega terminados em -ema ou -oma, são masculinos: o fonema, o


poema, o sistema, o sintoma, o teorema.

- Existem certos substantivos que, variando de gênero, mudam sua significação:

o rádio (aparelho receptor) e a rádio (estação emissora)

o capital (dinheiro) e a capital (cidade)

o cabeça (chefe) e a cabeça (parte do corpo)

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Pó tem sexo?

NÃO. Tem GÊNERO! O uso das palavras masculino e feminino costuma provocar confu-
são entre a categoria gramatical de gênero e a característica biológica dos sexos. Para
evitar essa confusão, observe que definimos gênero como um fato relacionado com a
concordância das palavras: pó, por exemplo, é um substantivo masculino pela concor-
dância que estabelece com o artigo ―o‖, e não porque se possa pensar num possível
comportamento sexual das partículas de poeira. Só faz sentido relacionar o gênero ao
sexo quando se trata de palavras que designam pessoas e animais, como os pares pro-
fessor/professora ou gato/gata. Ainda assim, essa relação não é obrigatória, pois há pa-
lavras que, mesmo pertencendo exclusivamente a um único gênero, podem indicar seres
do sexo masculino ou feminino. É o caso de criança, do gênero feminino, que pode de-
signar seres dos dois sexos.

Formação do Feminino dos Substantivos Biformes

a) Regra geral: troca-se a terminação -o por -a.

Por exemplo:

aluno - aluna

b) Substantivos terminados em -ês: acrescenta-se ―–a‖ ao masculino.

Por exemplo:

freguês - freguesa

c) Substantivos terminados em -ão: fazem o feminino de três formas:

- troca-se -ão por -oa.

Por exemplo:

patrão - patroa

- troca-se -ão por -ã.

Por exemplo:

campeão - campeã

-troca-se -ão por ona.

Por exemplo:

solteirão - solteirona

Exceções: barão - baronesa


ladrão- ladra
sultão - sultana

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d) Substantivos terminados em -or:

- acrescenta-se ―-a‖ ao masculino.

Por exemplo:

doutor - doutora

- troca-se -or por -triz:

imperador - imperatriz

e) Substantivos com feminino em -esa, -essa, -isa:

-esa - -essa- -isa-


cônsul - consulesa abade - abadessa poeta - poetisa
duque - duquesa conde - condessa profeta - profetisa

f) Substantivos que formam o feminino trocando o -e final por -a:

elefante - elefanta

g) Substantivos que têm radicais diferentes no masculino e no feminino:

bode - cabra
boi - vaca

h) Substantivos que formam o feminino de maneira especial, isto é, não seguem nenhuma das
regras anteriores:

czar - czarina
réu - ré

Formação do Feminino dos Substantivos Uniformes

Epicenos:

Observe:

Novo jacaré escapa de policiais no rio Pinheiros.

Não é possível saber o sexo do jacaré em questão. Isso ocorre porque o substantivo jacaré
tem apenas uma forma para indicar o masculino e o feminino.

Alguns nomes de animais apresentam uma só forma para designar os dois sexos. Esses subs-
tantivos são chamados de epicenos. No caso dos epicenos, quando houver a necessidade de
especificar o sexo, utilizam-se palavras macho e fêmea.

Por exemplo: a cobra

A cobra macho picou o marinheiro.

A cobra fêmea escondeu-se na bananeira.

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Sobrecomuns:

Entregue as crianças à natureza.

A palavra crianças refere-se tanto a seres do sexo masculino, quanto a seres do sexo femini-
no.

Nesse caso, nem o artigo nem um possível adjetivo permitem identificar o sexo dos seres a que
se refere a palavra. Veja:

A criança chorona chamava-se João.


A criança chorona chamava-se Maria.

Outros substantivos sobrecomuns:

a criatura João é uma boa criatura.


Maria é uma boa criatura.
o cônjuge O cônjuge de João faleceu.
O cônjuge de Marcela faleceu.

Comuns de Dois Gêneros:

Observe a manchete:

Motorista tem acidente idêntico 23 anos depois.

Quem sofreu o acidente: um homem ou uma mulher?

É impossível saber apenas pelo título da notícia, uma vez que a palavra motorista é um subs-
tantivo uniforme. O restante da notícia nos informa que se trata de um homem.

A distinção de gênero pode ser feita através da análise do artigo ou adjetivo, quando acompa-
nharem o substantivo.

Exemplos:

o colega - a colega
o imigrante - a imigrante
um jovem - uma jovem
artista famoso - artista famosa
repórter francês - repórter francesa

Substantivos de Gênero Incerto ou Vacilante

Existem numerosos substantivos de gênero incerto e flutuante, sendo usados com a mesma
significação, ora como masculinos, ora como femininos.

a abusão erro comum, superstição, crendice


sedimentos deixados pelas águas, inundação, gran-
a aluvião
de numero
a cólera ou cólera-morbo doença infecciosa

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a personagem pessoa importante, pessoa que figura numa história
a trama intriga, conluio, maquinação, cilada
a xerox (ou xérox) cópia xerográfica, xerocópia
refeição que os cristãos faziam em comum, banque-
o ágape
te de confraternização
o caudal torrente, rio
o diabetes ou diabete doença
o jângal floresta própria da Índia
o lhama mamífero ruminante da família dos camelídeos
o ordenança soldado às ordens de um oficial
o praça soldado raso
o preá pequeno roedor

Note que:

1. Atualmente, a palavra personagem é usada indistintamente nos dois gêneros.

a) Entre os escritores modernos, nota-se acentuada preferência pelo masculino:

O menino descobriu nas nuvens os personagens dos contos de carochinha.

b) Com referência a mulher, deve-se preferir o feminino:

O problema está nas mulheres de mais idade, que não aceitam a personagem.

Não cheguei assim, nem era minha intenção, a criar uma personagem.

2. Diz-se: o (ou a) manequim Marcela, o (ou a) modelo fotográfico Ana Belmonte.

Observe o gênero dos substantivos seguintes:

Masculinos Femininos
o tapa o clã a dinamite a pane
o eclipse o hosana a áspide a mascote
o lança-perfume o herpes a derme a gênese
o dó (pena) o pijama a hélice a entorse
o sanduíche o suéter a alcíone a libido
o clarinete o soprano a filoxera a cal
o champanha o proclama a clâmide a faringe
o sósia o pernoite a omoplata a cólera (doen-
o maracajá o púbis a cataplasma ça)
a ubá (canoa)

São geralmente masculinos os substantivos


de origem grega terminados em -ma:
o grama (peso) o epigrama o apotegma o anátema
o quilograma o telefonema o trema o estigma
o plasma o estratagema o eczema o axioma
o apostema o dilema o edema o tracoma
o diagrama o teorema o magma o hematoma

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Exceções: a cataplama, a celeuma, a fleuma, etc.

Gênero dos Nomes de Cidades:


Salvo raras exceções, nomes de cidades são femininos.

Por exemplo:

A histórica Ouro preto.


A dinâmica São Paulo.
A acolhedora Porto Alegre.
Uma Londres imensa e triste.
Exceções: o Rio de Janeiro, o Cairo, o Porto, o Havre.

Flexão de Número do Substantivo

Em português, há dois números gramaticais:

O singular, que indica um ser ou um grupo de seres;

O plural, que indica mais de um ser ou grupo de seres.

A característica do plural é o s final.

Plural dos Substantivos Simples

a) Os substantivos terminados em vogal, ditongo oral e n fazem o plural pelo acréscimo de s.

Por exemplo:

pai - pais
ímã - ímãs
hífen - hifens (sem acento, no plural).

Exceção: cânon - cânones.

b) Os substantivos terminados em m fazem o plural em ns.

Por exemplo:

homem - homens.

c) Os substantivos terminados em r e z fazem o plural pelo acréscimo de es.

Por exemplo:

revólver - revólveres
raiz - raízes

Atenção: O plural de caráter é caracteres.

d) Os substantivos terminados em al, el, ol, ul flexionam-se no plural, trocando o l por is.

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Por exemplo:

quintal - quintais
caracol - caracóis
hotel - hotéis

Exceções: mal e males, cônsul e cônsules.

e) Os substantivos terminados em il fazem o plural de duas maneiras:

- Quando oxítonos, em is.

Por exemplo:

canil - canis

- Quando paroxítonos, em eis.

Por exemplo:

míssil - mísseis.

Obs.: a palavra réptil pode formar seu plural de duas maneiras:

répteis ou reptis (pouco usada).

f) Os substantivos terminados em s fazem o plural de duas maneiras:

- Quando monossilábicos ou oxítonos, mediante o acréscimo de es.

Por exemplo:

ás - ases
retrós - retroses

- Quando paroxítonos ou proparoxítonos, ficam invariáveis.

Por exemplo:

o lápis - os lápis
o ônibus - os ônibus.

g) Os substantivos terminados em ão fazem o plural de três maneiras.

- substituindo o -ão por -ões:

Por exemplo:

ação - ações

- substituindo o -ão por -ães:

Por exemplo:

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cão - cães

- substituindo o -ão por -ãos:

Por exemplo:

grão - grãos

h) Os substantivos terminados em x ficam invariáveis.

Por exemplo:

o látex - os látex.

Plural dos Substantivos Compostos

A formação do plural dos substantivos compostos depende da forma como são grafados, do
tipo de palavras que formam o composto e da relação que estabelecem entre si. Aqueles que
são grafados sem hífen comportam-se como os substantivos simples:

aguardente e aguardentes girassol e girassóis

pontapé e pontapés malmequer e malmequeres

O plural dos substantivos compostos cujos elementos são ligados por hífen costuma provocar
muitas dúvidas e discussões. Algumas orientações são dadas a seguir:

a) Flexionam-se os dois elementos, quando formados de:

substantivo + substantivo = couve-flor e couves-flores


substantivo + adjetivo = amor-perfeito e amores-perfeitos
adjetivo + substantivo = gentil-homem e gentis-homens
numeral + substantivo = quinta-feira e quintas-feiras

b) Flexiona-se somente o segundo elemento, quando formados de:

verbo + substantivo = guarda-roupa e guarda-roupas


palavra invariável + palavra variável = alto-falante e alto-falantes
palavras repetidas ou imitativas = reco-reco e reco-recos

c) Flexiona-se somente o primeiro elemento, quando formados de:

substantivo + preposição clara + substantivo = água-de-colônia e águas-de-colônia

substantivo + preposição oculta + substantivo = cavalo-vapor e cavalos-vapor

substantivo + substantivo que funciona como determinante do primeiro, ou seja, especifica a


função ou o tipo do termo anterior.

Exemplos:

palavra-chave - palavras-chave
bomba-relógio - bombas-relógio
notícia-bomba - notícias-bomba

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homem-rã - homens-rã
peixe-espada - peixes-espada

d) Permanecem invariáveis, quando formados de:

verbo + advérbio = o bota-fora e os bota-fora


verbo + substantivo no plural = o saca-rolhas e os saca-rolhas

e) Casos Especiais

o louva-a-deus e os louva-a-deus

o bem-te-vi e os bem-te-vis

o bem-me-quer e os bem-me-queres

o joão-ninguém e os joões-ninguém.

Plural das Palavras Substantivadas

As palavras substantivadas, isto é, palavras de outras classes gramaticais usadas como


substantivo, apresentam, no plural, as flexões próprias dos substantivos.

Por exemplo:
Pese bem os prós e os contras.
O aluno errou na prova dos noves.
Ouça com a mesma serenidade os sins e os nãos.

Obs.: numerais substantivados terminados em -s ou -z não variam no plural.

Por exemplo:
Nas provas mensais consegui muitos seis e alguns dez.

Plural dos Diminutivos

Flexiona-se o substantivo no plural, retira-se o s final e acrescenta-se o


sufixo diminutivo.
pãe(s) + zinhos pãezinhos mão(s) + zinhas mãozinhas
animai(s) + zinhos animaizinhos papéi(s) + zinhos papeizinhos
botõe(s) + zinhos botõezinhos nuven(s) + zinhas nuvenzinhas
chapéu(s) + zinhos chapeuzinhos funi(s) + zinhos funizinhos
farói(s) + zinhos faroizinhos túnei(s) + zinhos tuneizinhos
tren(s) + zinhos trenzinhos pai(s) + zinhos paizinhos
colhere(s) + zinhas colherezinhas pé(s) + zinhos pezinhos
flore(s) + zinhas florezinhas pé(s) + zitos pezitos
Obs.: são anômalos os plurais pastorinhos(as), papelinhos, florzinhas, florinhas, colher-
zinhas e mulherzinhas, correntes na língua popular, e usados até por escritores
de renome.

Plural dos Nomes Próprios Personativos

Devem-se pluralizar os nomes próprios de pessoas sempre que a terminação


se preste à flexão.

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Por exemplo:
Os Napoleões também são derrotados.
As Raquéis e Esteres.

Plural dos Substantivos Estrangeiros


Substantivos ainda não aportuguesados devem ser escritos como na língua
original, acrecentando-se-lhes um s (exceto quando terminam em s ou z).
Por exemplo:

os shows
os shorts
os jazz
Substantivos já aportuguesados flexionam-se de acordo com as regras de
nossa língua:
Por exem-
os clubes os chopes
plo:
os jipes os esportes
as toaletes os bibelôs
os garçons os réquiens

Observe o exemplo:

Este jogador faz gols toda vez que joga.

O plural correto seria gois (ô), mas não se usa.

Plural com Mudança de Timbre (PLURAL METAFÔNICO)

Certos substantivos formam o plural com mudança de timbre da vogal tônica


(o fechado / o aberto). É um fato fonético chamado metafonia.
Singular Plural Singular Plural
corpo (ô) corpos (ó) osso (ô) ossos (ó)
esforço esforços ovo ovos
fogo fogos poço poços
forno fornos porto portos
fosso fossos posto postos
imposto impostos rogo rogos
olho olhos tijolo tijolos

Têm a vogal tônica fechada (ô): adornos, almoços, bolsos, esposos, estojos,
globos, gostos, polvos, rolos, soros, etc.
Obs.: distinga-se molho (ô), caldo (molho de carne), de molho (ó), feixe (molho de lenha).

Particularidades sobre o Número dos Substantivos

a) Há substantivos que só se usam no singular:


Por exemplo:

o sul, o norte, o leste, o oeste, a fé, etc.

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b) Outros só no plural:
Por exemplo:

as núpcias, os víveres, os pêsames, as espadas/os paus (naipes de baralho), as fezes.


c) Outros, enfim, têm, no plural, sentido diferente do singular:
Por exemplo:

bem (virtude) e bens (riquezas)

honra (probidade, bom nome) e honras (homenagem, títulos)


d) Usamos às vezes, os substantivos no singular mas com sentido de plural:
Por exemplo:

Aqui morreu muito negro.


Celebraram o sacrifício divino muitas vezes em capelas improvisadas.
Juntou-se ali uma população de retirantes que, entre homem, mulher e menino, ia bem
cinquenta mil."

Flexão de Grau do Substantivo

Grau é a propriedade que as palavras têm de exprimir as variações de tamanho dos seres.
Classificam-se em:

Grau Normal - Indica um ser de tamanho considerado normal. Por exemplo: casa

Grau Aumentativo - Indica o aumento do tamanho do ser. Classifica-se em:


Analítico = o substantivo é acompanhado de um adjetivo que indica grandeza.
Por exemplo: casa grande.

Sintético = é acrescido ao substantivo um sufixo indicador de aumento.


Por exemplo: casarão.

Grau Diminutivo - Indica a diminuição do tamanho do ser. Pode ser:


Analítico = substantivo acompanhado de um adjetivo que indica pequenez.
Por exemplo: casa pequena.

Sintético = é acrescido ao substantivo um sufixo indicador de diminuição.


Por exemplo: casinha.

Amigão é amigo grande ou grande amigo?

No uso efetivo da língua, as formas sintéticas de indicação de grau são normalmente


empregadas para conferir valores afetivos ao seres nomeados pelos substantivos. Ob-
serve formas como amigão, partidão, bandidaço; mulheraço, livrinho, ladrãozinho, rapa-
zola, futebolzinho - em todas elas, o que interessa é transmitir dados como carinho, ad-
miração, ironia ou desprezo, e não noções ligadas ao tamanho físico dos seres nomea-
dos.

Substantivos na leitura e produção de textos

Saber nomear com precisão os seres e conceitos de que pretendemos tratar quando fa-
lamos ou redigimos é, obviamente, um fator de eficiência em nosso trabalho. Nesse sen-

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tido, conhecer os substantivos e refletir sobre os sentidos e significados que exprimem
em situações de interações entre substantivos abstratos, verbos e adjetivos cognatos
nos oferecem a possibilidade de reelaborar frases e estruturas oracionais em busca das
mais adequadas a determinada necessidade ou estratégia comunicativa.

Conhecer os mecanismos de flexão dos substantivos é fundamental para o estabeleci-


mento da concordância nas frases e orações de nossos textos orais ou escritos. No que
diz respeito à indicação de grau, insistimos no valor afetivo que o aumentativo e o dimi-
nutivo formados por sufixação costumam transmitir: esse valor afetivo não é explorado
apenas na língua coloquial, mas também na língua literária. As formas diminutivas e au-
mentativas são exploradas expressivamente por poetas e prosadores.

Além disso, os substantivos desempenham um papel importantíssimo nos mecanismos


de coesão e coerência textuais. É normalmente por meio de um substantivo que se apre-
senta pela primeira vez, num texto, o ser, ato ou conceito de que vamos tratar. Depois
disso, utilizam-se substantivos que mantêm, com esse primeiro, relações variáveis de
significado, num processo de retomada que é parte importante da progressão textual.
Por meio desse processo, delimita-se ou expande-se a abrangência do sentido dos con-
ceitos analisados. Ao mesmo tempo, com a seleção vocabular, evidencia-se o ponto de
vista do produtor do texto sobre o tema tratado.

ARTIGOS

Classificação:

Artigos Definidos: determinam os substantivos de maneira precisa: o, a, os, as.


Eu matei o animal.

Artigos Indefinidos: determinam os substantivos de maneira vaga: um, uma, uns, umas.

Eu matei um animal.

Combinação dos Artigos

É muito presente a combinação dos artigos definidos e indefinidos com preposições. Este qua-
dro apresenta a forma assumida por essas combinações:

Preposições Artigos
o, os a, as um, uns uma, umas
a ao, aos à, às - -
de do, dos da, das dum, duns duma, dumas
em no, nos na, nas num, nuns numa, numas
por (per) pelo, pelos pela, pelas - -

- As formas à e às indicam a fusão da preposição a com o artigo definido a. Essa fusão de vo-
gais idênticas é conhecida por crase.

- As formas pelo(s)/pela(s) resultam da combinação dos artigos definidos com a forma per,
equivalente a por.

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Artigos, leitura e produção de textos

O uso apropriado dos artigos definidos e indefinidos permite não apenas evitar proble-
mas com o gênero e o número de determinados substantivos, mas principalmente explo-
rar detalhes de significação bastante expressivos. Em geral, informações novas, nos tex-
tos, são introduzidas por pronomes indefinidos e, posteriormente, retomadas pelos defi-
nidos. Assim, o referente determinado pelo artigo definido passa a fazer parte de um
conjunto argumentativo que mantém a coesão dos textos. Além disso, a sutileza de mui-
tas modificações de significados transmitidas pelos artigos faz com que sejam frequen-
temente usados pelos escritores em seus textos literários.

Ao analisarmos a palavra bondoso, por exemplo, percebemos que além de expressar uma
qualidade, ela pode ser "encaixada diretamente" ao lado de um substantivo: homem bondoso,
moça bondosa, pessoa bondosa.

Já com a palavra bondade, embora expresse uma qualidade, não acontece o mesmo; não faz
sentido dizer: homem bondade, moça bondade, pessoa bondade. Bondade, portanto, não é
adjetivo, mas substantivo, pois admite o artigo: a bondade.

Morfossintaxe do Adjetivo:

O adjetivo exerce sempre funções sintáticas relativas aos substantivos, atuando como
adjunto adnominal ou como predicativo (do sujeito ou do objeto).

ADJETIVO

Classificação

Explicativo: exprime qualidade própria do ser. Por exemplo: neve fria.


Restritivo: exprime qualidade que não é própria do ser. Por exemplo: fruta madura.

Formação

ADJETIVO SIM- Formado por um só radical. Por exemplo: brasileiro, escuro, magro,
PLES cômico.
ADJETIVO COM- Formado por mais de um radi- Por exemplo: luso-brasileiro, castanho-
POSTO cal. escuro, amarelo-canário.
ADJETIVO PRIMI- É aquele que dá origem a outros Por exemplo: belo, bom, feliz, puro.
TIVO adjetivos.
ADJETIVO DERI- É aquele que deriva de substan- Por exemplo: belíssimo, bondoso, ma-
VADO tivos ou verbos. grelo.

Adjetivo Pátrio ou Gentílico

Indica a nacionalidade ou o lugar de origem do ser. Observe alguns deles:

Estados e cidades brasileiros:

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Acre acreano
Alagoas alagoano
Amapá amapaense
Aracaju aracajuano ou aracajuense
Amazonas amazonense ou baré
Belém (PA) belenense
Belo Horizonte belo-horizontino
Boa Vista boa-vistense
Brasília brasiliense
Cabo Frio cabo-friense
Campinas campineiro ou campinense
Curitiba curitibano
Estados Unidos estadunidense, norte-americano ou ianque
El Salvador salvadorenho
Guatemala guatemalteco
Índia indiano ou hindu (os que professam o hinduísmo)
Irã iraniano
Israel israelense ou israelita
Moçambique moçambicano
Mongólia mongol ou mongólico
Panamá panamenho
Porto Rico porto-riquenho
Somália somali

Adjetivo Pátrio Composto

Na formação do adjetivo pátrio composto, o primeiro elemento aparece na forma reduzida e,


normalmente, erudita. Observe alguns exemplos:

África afro- / Por exemplo: Cultura afro-americana


Alemanha germano- ou teuto- / Por exemplo: Competições teuto-inglesas
América américo- / Por exemplo: Companhia américo-africana
Ásia ásio- / Por exemplo: Encontros ásio-europeus
Áustria austro- / Por exemplo: Peças austro-búlgaras
Bélgica belgo- / Por exemplo: Acampamentos belgo-franceses
China sino- / Por exemplo: Acordos sino-japoneses
Espanha hispano- / Por exemplo: Mercado hispano-português
Europa euro- / Por exemplo: Negociações euro-americanas
França franco- ou galo- / Por exemplo: Reuniões franco-italianas
Grécia greco- / Por exemplo: Filmes greco-romanos
Índia indo- / Por exemplo: Guerras indo-paquistanesas
Inglaterra anglo- / Por exemplo: Letras anglo-portuguesas
Itália ítalo- / Por exemplo: Sociedade ítalo-portuguesa
Japão nipo- / Por exemplo: Associações nipo-brasileiras
Portugal luso- / Por exemplo: Acordos luso-brasileiros

19
LOCUÇÃO ADJETIVA

Locução = reunião de palavras, expressão. Sempre que são necessárias duas ou mais pala-
vras para contar a mesma coisa, tem-se uma locução. Às vezes, preposição + substantivo têm
o mesmo valor de um adjetivo: é a Locução Adjetiva (expressão que equivale a um adjetivo.)

Por exemplo:

aves da noite (aves noturnas), paixão sem freio (paixão desenfreada).

Observe outros exemplos:

de águia aquilino
de aluno discente
de anjo angelical
de ano anual
de aranha aracnídeo
de asno asinino
de baço esplênico
de bispo episcopal
de bode hircino
de boi bovino
de bronze brônzeo ou êneo
de cabelo capilar
de cabra caprino
de campo campestre ou rural
de cão canino
de carneiro arietino
de cavalo cavalar, equino, equídio ou hípico
de chumbo plúmbeo
de chuva pluvial
de cinza cinéreo
de coelho cunicular
de cobre cúprico
de couro coriáceo
de criança pueril
de dedo digital
de diamante diamantino ou adamantino
de elefante elefantino
de enxofre sulfúrico
de esmeralda esmeraldino
de estômago estomacal ou gástrico
de falcão falconídeo
de farinha farináceo
de fera ferino
de ferro férreo

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de fígado figadal ou hepático
de fogo ígneo
de gafanhoto acrídeo
de garganta gutural
de gelo glacial
de gesso gípseo
de guerra bélico
de homem viril ou humano
de ilha insular
de intestino celíaco ou entérico
hibernal ou invernal
de inverno

de lago lacustre
de laringe laríngeo
de leão leonino
de lebre leporino
de lobo lupino
de lua lunar ou selênico
de macaco simiesco, símio ou macacal
de madeira lígneo
de marfim ebúrneo ou ebóreo
de mestre magistral
de monge monacal
de neve níveo ou nival
de nuca occipital
de orelha auricular
de ouro áureo
de ovelha ovino
de paixão passional
de pâncreas pancreático
de pato anserino
de peixe písceo ou ictíaco
de pombo columbino
de porco suíno ou porcino
de prata argênteo ou argírico
dos quadris ciático
de raposa vulpino
de rio fluvial
de serpente viperino
de sonho onírico
de terra telúrico, terrestre ou terreno
de trigo tritício
de urso ursino
de vaca vacum

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de velho senil
de vento eólico
de verão estival
de vidro vítreo ou hialino
de virilha inguinal
de visão óptico ou ótico

Obs.: nem toda locução adjetiva possui um adjetivo correspondente, com o mesmo sig-
nificado.

Por exemplo:

Vi as alunas da 5ª série.
O muro de tijolos caiu.

CUIDADO!

Há muitos adjetivos que mantêm certa correspondência de significado com locuções


adjetivas, e vice-versa. No entanto, isso não significa que a substituição da locução pelo
adjetivo seja sempre possível. Tampouco o contrário é sempre admissível. Colar de mar-
fim é uma expressão cotidiana; seria pouco recomendável passar a dizer colar ebúrneo
ou ebóreo, pois esses adjetivos têm uso restrito à linguagem literária. Contrato leonino é
uma expressão usada na linguagem jurídica; é muito pouco provável que os advogados
passem a dizer contrato de leão. Em outros casos, a substituição é perfeitamente possí-
vel, transformando a equivalência entre adjetivos e locuções adjetivas em mais uma fer-
ramenta para o aprimoramento dos textos, pois oferece possibilidades de variação vo-
cabular.

Por exemplo: A população das cidades tem aumentado. A falta de planejamento urbano
faz com que isso se torne um imenso problema.

FLEXÃO DOS ADJETIVOS

O adjetivo varia em gênero, número e grau.

Gênero dos Adjetivos

Os adjetivos concordam com o substantivo a que se referem (masculino e femininino). De for-


ma semelhante aos substantivos, classificam-se em:

Biformes - têm duas formas, sendo uma para o masculino e outra para o feminino.

Por exemplo:

ativo e ativa, mau e má, judeu e judia.

Se o adjetivo é composto e biforme, ele flexiona no feminino somente o último elemento.

Por exemplo:

o motivo socioliterário, a causa socioliterária. Exceção: surdo-mudo e surda-muda.

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Uniformes - têm uma só forma tanto para o masculino como para o feminino.

Por exemplo:

homem feliz e mulher feliz.

Se o adjetivo é composto e uniforme, fica invariável no feminino.

Por exemplo:

conflito político-social e desavença político-social.

Número dos Adjetivos

Plural dos adjetivos simples

Os adjetivos simples flexionam-se no plural de acordo com as regras estabelecidas para a fle-
xão numérica dos substantivos simples.

Por exemplo:
mau e maus
feliz e felizes
ruim e ruins
boa e boas

Caso o adjetivo seja representado por um substantivo, ficará invariável, ou seja, se a palavra
que estiver qualificando um elemento for, originalmente, um substantivo, ela manterá sua forma
primitiva e passará a ser denominado de substantivo adjetivado.
Por exemplo: a palavra cinza é originalmente um substantivo, porém, se estiver qualificando
um elemento, funcionará como adjetivo. Ficará, então invariável.

Por exemplo: camisas cinza, ternos cinza.

Veja outros exemplos:


Carros amarelos e motos vinho.
Telhados marrons e paredes musgo.
Espetáculos gigantescos e comícios monstro.

Adjetivo Composto

Adjetivo composto é aquele formado por dois ou mais elementos. Normalmente, esses elemen-
tos são ligados por hífen. Apenas o último elemento concorda com o substantivo a que se refe-
re; os demais ficam na forma masculina, singular. Caso um dos elementos que formam o adje-
tivo composto seja um substantivo adjetivado, todo o adjetivo composto ficará invariável.

Por exemplo: a palavra rosa é originalmente um substantivo, porém, se estiver qualificando


um elemento, funcionará como adjetivo. Caso se ligue a outra palavra por hífen, formará um
adjetivo composto; como é um substantivo adjetivado, o adjetivo composto inteiro ficará invari-
ável.

Por exemplo:

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Camisas rosa-claro.
Ternos rosa-claro.
Olhos verde-claros.
Calças azul-escuras e camisas verde-mar.
Telhados marrom-café e paredes verde-claras.

Obs.:
- Azul-marinho, azul-celeste, ultravioleta e qualquer adjetivo composto iniciado por cor-
de-... são sempre invariáveis.

- Os adjetivos compostos surdo-mudo e pele-vermelha têm os dois elementos flexiona-


dos.

Grau do Adjetivo

Os adjetivos flexionam-se em grau para indicar a intensidade da qualidade do ser. São dois os
graus do adjetivo: o comparativo e o superlativo.

Comparativo

Nesse grau, comparam-se a mesma característica atribuída a dois ou mais seres ou duas ou
mais características atribuídas ao mesmo ser. O comparativo pode ser de igualdade, de supe-
rioridade ou de inferioridade. Observe os exemplos abaixo:

1) Sou tão alto como você. Comparativo De Igualdade

No comparativo de igualdade, o segundo termo da comparação é introduzido pelas palavras


como, quanto ou quão.

2) Sou mais alto (do) que você. Comparativo De Superioridade Analítico

No comparativo de superioridade analítico, entre os dois substantivos comparados, um tem


qualidade superior. A forma é analítica porque pedimos auxílio a "mais...do que" ou
"mais...que".

3) O Sol é maior (do) que a Terra. Comparativo De Superioridade Sintético

Alguns adjetivos possuem, para o comparativo de superioridade, formas sintéticas, herdadas


do latim. São eles:

bom-melhor pequeno-menor
mau-pior alto-superior
grande-maior baixo-inferior

Observe que:

a) As formas menor e pior são comparativos de superioridade, pois equivalem a mais pequeno
e mais mau, respectivamente.

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b) Bom, mau, grande e pequeno têm formas sintéticas (melhor, pior, maior e menor), porém,
em comparações feitas entre duas qualidades de um mesmo elemento, deve-se usar as for-
mas analíticas mais bom, mais mau, mais grande e mais pequeno.

Por exemplo: Pedro é maior do que Paulo - Comparação de dois elementos.

Pedro é mais grande que pequeno - comparação de duas qualidades de um mesmo elemento.

4) Sou menos alto (do) que você. Comparativo De Inferioridade

Sou menos passivo (do) que tolerante.

Superlativo

O superlativo expressa qualidades num grau muito elevado ou em grau máximo. O grau super-
lativo pode ser absoluto ou relativo e apresenta as seguintes modalidades:

Superlativo Absoluto: ocorre quando a qualidade de um ser é intensificada, sem relação com
outros seres. Apresenta-se nas formas:

Analítica: a intensificação se faz com o auxílio de palavras que dão ideia de intensidade (ad-
vérbios).

Por exemplo:

O secretário é muito inteligente.

Sintética: a intensificação se faz por meio do acréscimo de sufixos.

Por exemplo:

O secretário é inteligentíssimo.

Observe alguns superlativos sintéticos:

benéfico beneficentíssimo
bom boníssimo ou ótimo
célebre celebérrimo
comum comuníssimo
cruel crudelíssimo
difícil dificílimo
doce dulcíssimo
fácil facílimo
fiel fidelíssimo
frágil fragílimo
frio friíssimo ou frigidíssimo
humilde humílimo
jovem juveníssimo

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livre libérrimo
magnífico magnificentíssimo
magro macérrimo ou magríssimo
manso mansuetíssimo
mau péssimo
nobre nobilíssimo
pequeno mínimo
pobre paupérrimo ou pobríssimo
preguiçoso pigérrimo
próspero prospérrimo
sábio sapientíssimo
sagrado sacratíssimo

Superlativo Relativo: ocorre quando a qualidade de um ser é intensificada em relação a um


conjunto de seres. Essa relação pode ser:

De Superioridade: Clara é a mais bela da sala.

De Inferioridade: Clara é a menos bela da sala.

Note bem:

1) O superlativo absoluto analítico é expresso por meio dos advérbios muito, extremamente,
excepcionalmente, etc., antepostos ao adjetivo.

2) O superlativo absoluto sintético se apresenta sob duas formas : uma erudita, de origem lati-
na, outra popular, de origem vernácula. A forma erudita é constituída pelo radical do adjetivo
latino + um dos sufixos -íssimo, -imo ou érrimo. Por exemplo: fidelíssimo, facílimo, paupérri-
mo.

A forma popular é constituída do radical do adjetivo português + o sufixo -íssimo: pobríssimo,


agilíssimo.

3) Em vez dos superlativos normais seriíssimo, precariíssimo, necessariíssimo, preferem-se, na


linguagem atual, as formas seríssimo, precaríssimo, necessaríssimo, sem o desagradável hiato
i-í.

Adjetivos, leitura e produção de textos

A adjetivação é um dos elementos modalizadores de um texto, ou seja, imprime ao que


se fala ou escreve. Quando é excessiva e voltada a obtenção de efeitos retóricos, preju-
dica a qualidade do texto e evidencia o despreparo ou a má-fé de quem escreve. Quando
é feita com sobriedade e sensibilidade, contribui para a eficiência interlocutiva do texto.

Nos textos dissertativos, os adjetivos normalmente explicitam a posição de quem es-


creve em relação ao assunto tratado. É muitas vezes por meio de adjetivos que os juízos
e avaliações do produtor do texto vêm a tona, transmitindo ao leitor atitudes como apro-
vação, reprovação, aversão, admiração, indiferença. Analisar a adjetivação de um texto
dissertativo é, portanto, um bom caminho para captar com segurança a opinião de quem
o produziu. Lembre-se de que é a sua adjetivação que deve cumprir esse papel quando
você escreve.

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Nos textos ou passagens descritivas, os adjetivos cumprem uma função mais plástica:
é por meio deles que se costuma atribuir formas, cor, peso, sabor e outras dimensões
aos seres que estão sendo descritos. É óbvio que, neste caso, o emprego de uma sele-
ção sensível e eficiente de adjetivos conduz a um texto mais bem-sucedido, capaz de
transmitir ao leitor uma impressão bastante nítida do ser ou objeto descrito. São nessas
passagens descritivas que a adjetivação atua nos textos narrativos.

NUMERAL

Classificação

Cardinais: indicam contagem, medida. É o número básico. Por exemplo: um, dois, cem mil,
etc.
Ordinais: indicam a ordem ou lugar do ser numa série dada. Por exemplo: primeiro, segundo,
centésimo, etc.
Fracionários: indicam parte de um inteiro, ou seja, a divisão dos seres. Por exemplo: meio,
terço, dois quintos, etc.
Multiplicativos: expressam ideia de multiplicação dos seres, indicando quantas vezes a quan-
tidade foi aumentada. Por exemplo: dobro, triplo, quíntuplo, etc.

Leitura dos Numerais


Separando os números em centenas, de trás para frente, obtêm-se conjuntos numéricos, em
forma de centenas e, no início, também de dezenas ou unidades. Entre esses conjuntos usa-se
vírgula; as unidades ligam-se pela conjunção e.

Por exemplo:
1.203.726 = um milhão, duzentos e três mil, setecentos e vinte e seis.
45.520 = quarenta e cinco mil, quinhentos e vinte.

Flexão

Os numerais cardinais que variam em gênero são um/uma, dois/duas e os que indicam cen-
tenas de duzentos/duzentas em diante: trezentos/trezentas; quatrocentos/quatrocentas,
etc. Cardinais como milhão, bilhão, trilhão, etc. variam em número: milhões, bilhões, tri-
lhões, etc. Os demais cardinais são invariáveis.

Os numerais ordinais variam em gênero e número:

primeiro segundo milésimo


primeira segunda milésima
primeiros segundos milésimos
primeiras segundas milésimas

Os numerais multiplicativos são invariáveis quando atuam em funções substantivas:

Por exemplo:

Fizeram o dobro do esforço e conseguiram o triplo de produção.

Quando atuam em funções adjetivas, esses numerais flexionam-se em gênero e número:

Por exemplo:

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Teve de tomar doses triplas do medicamento.

Os numerais fracionários flexionam-se em gênero e número. Observe:

um terço/dois terços
uma terça parte
duas terças partes

Os numerais coletivos flexionam-se em número. Veja:

uma dúzia
um milheiro
duas dúzias
dois milheiros

É comum na linguagem coloquial a indicação de grau nos numerais, traduzindo afetividade ou


especialização de sentido. É o que ocorre em frases como:

Me empresta duzentinho...

É artigo de primeiríssima qualidade!

O time está arriscado por ter caído na segundona. (= segunda divisão de futebol)

Emprego dos Numerais

Para designar papas, reis, imperadores, séculos e partes em que se divide uma obra, utilizam-
se os ordinais até décimo e a partir daí os cardinais, desde que o numeral venha depois do
substantivo:

Ordinais / Cardinais

João Paulo II (segundo) Tomo XV (quinze)


D. Pedro II (segundo) Luís XVI (dezesseis)
Ato II (segundo) Capítulo XX (vinte)
Século VIII (oitavo) Século XX (vinte)
Canto IX (nono) João XXIII ( vinte e três)

Para designar leis, decretos e portarias, utiliza-se o ordinal até nono e o cardinal de dez em
diante:

Artigo 1.° (primeiro) Artigo 10 (dez)

Artigo 9.° (nono) Artigo 21 (vinte e um)

Ambos/ambas são considerados numerais. Significam "um e outro", "os dois" (ou "uma e ou-
tra", "as duas") e são largamente empregados para retomar pares de seres aos quais já se fez
referência.

Por exemplo:

Pedro e João parecem ter finalmente percebido a importância da solidariedade. Ambos


agora partcipam das atividades comunitárias de seu bairro.

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Obs.: a forma "ambos os dois" é considerada enfática. Atualmente, seu uso indica afeta-
ção, artificialismo.

Numerais, leitura e produção de textos

O conhecimento das formas da norma padrão dos numerais é obviamente importante


para quem tem necessidade de produzir e interpretar textos em linguagem formal. Em
particular nas exposições orais, o uso dessas formas é indispensável, por razões óbvias
(não é possível substituir numerais por algarismos na língua falada!), e evita constran-
gimentos que podem comprometer a credibilidade do expositor.

Os numerais também podem ser empregados na produção e interpretação de textos dis-


sertativos escritos. As palavras dessa classe gramatical compartilham com os pronomes
a capacidade de retomar ou antecipar entes e dados e de inter-relacionar partes do texto.
São, por isso, elementos importantes para a obtenção de coesão e coerência textuais.

PRONOME

É a palavra que se usa em lugar do nome, ou a ele se refere, ou ainda, que acom-
panha o nome qualificando-o de alguma forma.
Exemplos:

1. A moça era mesmo bonita. Ela morava nos meus sonhos!

[substituição do nome]

2. A moça que morava nos meus sonhos era mesmo bonita!

[referência ao nome]

3. Essa moça morava nos meus sonhos!

[qualificação do nome]

Grande parte dos pronomes não possuem significados fixos, isto é, essas palavras
só adquirem significação dentro de um contexto, o qual nos permite recuperar a
referência exata daquilo que está sendo colocado por meio dos pronomes no ato da
comunicação. Com exceção dos pronomes interrogativos e indefinidos, os demais
pronomes têm por função principal apontar para as pessoas do discurso ou a elas
se relacionar, indicando-lhes sua situação no tempo ou no espaço. Em virtude des-
sa característica, os pronomes apresentam uma forma específica para cada pessoa
do discurso.
Exemplos:

1. Minha carteira estava vazia quando eu fui assaltada.

[minha/eu: pronomes de 1ª pessoa = aquele que fala]

2. Tua carteira estava vazia quando tu foste assaltada?

[tua/tu: pronomes de 2ª pessoa = aquele a quem se fala]

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3. A carteira dela estava vazia quando ela foi assaltada.

[dela/ela: pronomes de 3ª pessoa = aquele de quem se fala]


Em termos morfológicos, os pronomes são palavras variáveis em gênero (mascu-
lino ou feminino) e em número (singular ou plural). Assim, espera-se que a refe-
rência através do pronome seja coerente em termos de gênero e número (fenôme-
no da concordância) com o seu objeto, mesmo quando este se apresenta ausente
no enunciado.
Exemplos:

1. [Fala-se de Roberta]
2. Ele quer participar do desfile da nossa escola neste ano.

[nossa: pronome que qualifica "escola" = concordância adequada]


[neste: pronome que determina "ano" = concordância adequada]
[ele: pronome que faz referência à "Roberta" = concordância inadequada]
Existem seis tipos de pronomes: pessoais, possessivos, demonstrativos, inde-
finidos, relativos e interrogativos.

Pronomes Pessoais

São aqueles que substituem os substantivos, indicando diretamente as pessoas do discurso.


Quem fala ou escreve assume os pronomes eu ou nós, usa os pronomes tu, vós, você ou vo-
cês para designar a quem se dirige e ele, ela, eles ou elas para fazer referência a pessoa ou
pessoas de quem fala.

Os pronomes pessoais variam de acordo com as funções que exercem nas orações, poden-
do ser do caso reto ou do caso oblíquo.

Pronome Reto

Pronome pessoal do caso reto é aquele que, na sentença, exerce a função de sujeito ou pre-
dicativo do sujeito.

Por exemplo:

Nós lhe ofertamos flores.

Os pronomes retos apresentam flexão de número, gênero (apenas na 3ª pessoa) e pessoa,


sendo essa última a principal flexão, uma vez que marca a pessoa do discurso. Dessa forma, o
quadro dos pronomes retos é assim configurado:

- 1ª pessoa do singular: eu

- 2ª pessoa do singular: tu

- 3ª pessoa do singular: ele, ela

- 1ª pessoa do plural: nós

- 2ª pessoa do plural: vós

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- 3ª pessoa do plural: eles, elas

Atenção: esses pronomes não costumam ser usados como complementos verbais na
língua-padrão. Frases como "Vi ele na rua" , "Encontrei ela na praça", "Trouxeram eu até
aqui", comuns na língua oral cotidiana, devem ser evitadas na língua formal escrita ou
falada. Na língua formal, devem ser usados os pronomes oblíquos correspondentes: "Vi-
o na rua", "Encontrei-a na praça", "Trouxeram-me até aqui".

Obs.: frequentemente observamos a omissão do pronome reto em Língua Portuguesa.


Isso se dá porque as próprias formas verbais marcam, através de suas desinências, as
pessoas do verbo indicadas pelo pronome reto.

Por exemplo:

Fizemos boa viagem. (Nós)

Pronome Oblíquo

Pronome pessoal do caso oblíquo é aquele que, na sentença, exerce a função de complemen-
to verbal (objeto direto ou indireto) ou complemento nominal .

Por exemplo:

Ofertaram-nos flores. (objeto indireto)

Obs.: em verdade, o pronome oblíquo é uma forma variante do pronome pessoal do caso
reto. Essa variação indica a função diversa que eles desempenham na oração: pronome
reto marca o sujeito da oração; pronome oblíquo marca o complemento da oração.

Os pronomes oblíquos sofrem variação de acordo com a acentuação tônica que possuem,
podendo ser átonos ou tônicos.

Pronome Oblíquo Átono

São chamados átonos os pronomes oblíquos que não são precedidos de preposição.

Possuem acentuação tônica fraca.

Por exemplo:

Ele me deu um presente.

O quadro dos pronomes oblíquos átonos é assim configurado:

- 1ª pessoa do singular (eu): me

- 2ª pessoa do singular (tu): te

- 3ª pessoa do singular (ele, ela): o, a, lhe

- 1ª pessoa do plural (nós): nos

- 2ª pessoa do plural (vós): vos

- 3ª pessoa do plural (eles, elas): os, as, lhes

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Observações:

O lhe é o único pronome oblíquo átono que já se apresenta na forma contraída, ou seja, houve
a união entre o pronome o ou a e preposição a ou para. Por acompanhar diretamente uma
preposição, o pronome lhe exerce sempre a função de objeto indireto na oração.

Os pronomes me, te, nos e vos podem tanto ser objetos diretos como objetos indiretos.

Os pronomes o, as, os e as atuam exclusivamente como objetos diretos.

Saiba que:

Os pronomes me, te, lhe, nos, vos e lhes podem combinar-se com os pronomes o, os, a,
as, dando origem a formas como mo, mos, ma, mas; to, tos, ta, tas; lho, llhos, lha, lhas;
no-lo, no-los, no-la, no-las, vo-lo, vo-los, vo-la, vo-las. Observe o uso dessas formas nos
exemplos que seguem:

- Trouxeste o pacote? - Não contaram a novidade a vocês?


- Sim, entreguei-to ainda há pouco. - Não, não no-la contaram.

No português do Brasil, essas combinações não são usadas; até mesmo na língua literá-
ria atual, seu emprego é muito raro.

Atenção:

Os pronomes o, os, a, as assumem formas especiais depois de certas terminações verbais.


Quando o verbo termina em -z, -s ou -r, o pronome assume a forma lo, los, la ou las, ao mes-
mo tempo que a terminação verbal é suprimida.

Por exemplo:
fiz + o = fi-lo
fazeis + o = fazei-lo
dizer + a = dizê-la

Quando o verbo termina em som nasal, o pronome assume as formas no, nos, na, nas.

Por exemplo:
viram + o: viram-no
repõe + os = repõe-nos
retém + a: retém-na
tem + as = tem-nas

Pronome Oblíquo Tônico

Os pronomes oblíquos tônicos são sempre precedidos por preposições, em geral as preposi-
ções a, para, de e com. Por esse motivo, os pronomes tônicos exercem a função de objeto
indireto da oração. Possuem acentuação tônica forte.

O quadro dos pronomes oblíquos tônicos é assim configurado:

- 1ª pessoa do singular (eu): mim, comigo

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- 2ª pessoa do singular (tu): ti, contigo

- 3ª pessoa do singular (ele, ela): ele, ela

- 1ª pessoa do plural (nós): nós, conosco

- 2ª pessoa do plural (vós): vós, convosco

- 3ª pessoa do plural (eles, elas): eles, elas

- Observe que as únicas formas próprias do pronome tônico são a primeira pessoa (mim) e
segunda pessoa (ti). As demais repetem a forma do pronome pessoal do caso reto.

- As preposições essenciais introduzem sempre pronomes pessoais do caso oblíquo e nunca


pronome do caso reto. Nos contextos interlocutivos que exigem o uso da língua formal, os pro-
nomes costumam ser usados desta forma:

Não há mais nada entre mim e ti.

Não se comprovou qualquer ligação entre ti e ela.

Não há nenhuma acusação contra mim.

Não vá sem mim.

Atenção:

Há construções em que a preposição, apesar de surgir anteposta a um pronome, serve


para introduzir uma oração cujo verbo está no infinitivo. Nesses casos, o verbo pode ter
sujeito expresso; se esse sujeito for um pronome, deverá ser do caso reto.

Por exemplo:
Trouxeram vários vestidos para eu experimentar.
Não vá sem eu mandar.

- A combinação da preposição "com" e alguns pronomes originou as formas especiais comigo,


contigo, consigo, conosco e convosco. Tais pronomes oblíquos tônicos frequentemente
exercem a função de adjunto adverbial de companhia.

Por exemplo: Ele carregava o documento consigo.

- As formas "conosco" e "convosco" são substituídas por "com nós" e "com vós" quando
os pronomes pessoais são reforçados por palavras como outros, mesmos, próprios, todos,
ambos ou algum numeral.

Por exemplo:
Você terá de viajar com nós todos.
Estávamos com vós outros quando chegaram as más notícias.
Ele disse que iria com nós três.

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Pronome Reflexivo São pronomes pessoais oblíquos que, embora funcionem como objetos
direto ou indireto, referem-se ao sujeito da oração. Indicam que o sujeito pratica e recebe a
ação expressa pelo verbo.

O quadro dos pronomes reflexivos é assim configurado:

- 1ª pessoa do singular (eu): me, mim.

Por exemplo:
Eu não me vanglorio disso.
Olhei para mim no espelho e não gostei do que vi.

- 2ª pessoa do singular (tu): te, ti.

Por exemplo:
Assim tu te prejudicas.
Conhece a ti mesmo.

- 3ª pessoa do singular (ele, ela): se, si, consigo.

Por exemplo:
Guilherme já se preparou.
Ela deu a si um presente.
Antônio conversou consigo mesmo.

- 1ª pessoa do plural (nós): nos.

Por exemplo:
Lavamo-nos no rio.

- 2ª pessoa do plural (vós): vos.

Por exemplo:
Vós vos beneficiastes com a Boa Nova.

Por exemplo:

- 3ª pessoa do plural (eles, elas): se, si, consigo.

Por exemplo:
Eles se conheceram.
Elas deram a si um dia de folga.

A Segunda Pessoa Indireta

A chamada segunda pessoa indireta se manifesta quando utilizamos pronomes que, apesar de
indicarem nosso interlocutor ( portanto, a segunda pessoa), utilizam o verbo na terceira pessoa.
É o caso dos chamados pronomes de tratamento, que podem ser observados no quadro se-
guinte:

34
Pronomes de Tratamento

Vossa Alteza V. A. príncipes, duques


Vossa Eminência V. Ema.(s) cardeais
Vossa Reverendíssima V. Revma.(s) sacerdotes e bispos
altas autoridades e oficiais-
Vossa Excelência V. Exª (s)
generais
Vossa Magnificência V. Mag. ª(s) reitores de universidades
Vossa Majestade V. M. reis e rainhas
Vossa Majestade Imperial V. M. I. Imperadores
Vossa Santidade V. S. Papa
Vossa Senhoria V. S.ª (s) tratamento cerimonioso
Vossa Onipotência V. O. Deus

Também são pronomes de tratamento o senhor, a senhora e você, vocês. "O senhor" e "a
senhora" são empregados no tratamento cerimonioso; "você" e "vocês", no tratamento fami-
liar. Você e vocês são largamente empregados no português do Brasil; em algumas regiões , a
forma tu é de uso frequente, em outras, é muito pouco empregada. Já a forma vós tem uso
restrito à linguagem litúrgica, ultraformal ou literária.

Observações:

a) Vossa Excelência X Sua Excelência : os pronomes de tratamento que possuem"Vossa


(s)" são empregados em relação à pessoa com quem falamos.

Por exemplo:
Espero que V. Ex.ª, Senhor Ministro, compareça a este encontro.

Emprega-se "Sua (s)" quando se fala a respeito da pessoa.

Por Exemplo:
Todos os membros da C.P.I. afirmaram que Sua Excelência, o Senhor Presidente da
República, agiu com propriedade.

- Os pronomes de tratamento representam uma forma indireta de nos dirigirmos aos nossos
interlocutores. Ao tratarmos um deputado por Vossa Excelência, por exemplo, estamos nos
endereçando à excelência que esse deputado supostamente tem para poder ocupar o cargo
que ocupa.

b) 3ª pessoa: embora os pronomes de tratamento se dirijam à 2ª pessoa, toda a concordância


deve ser feita com a 3ª pessoa. Assim, os verbos, os pronomes possessivos e os pronomes
oblíquos empregados em relação a eles devem ficar na 3ª pessoa.

Por exemplo:

Basta que V. Ex.ª cumpra a terça parte das suas promessas, para que seus eleitores
lhe fiquem reconhecidos.

c) Uniformidade de Tratamento: quando escrevemos ou nos dirigimos a alguém, não é permi-


tido mudar, ao longo do texto, a pessoa do tratamento escolhida inicialmente. Assim, por

35
exemplo, se começamos a chamar alguém de "você", não poderemos usar "te" ou "teu". O uso
correto exigirá, ainda, verbo na terceira pessoa.

Por exemplo:
Quando você vier, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos teus cabelos. (errado)
Quando você vier, eu a abraçarei e enrolar-me-ei nos seus cabelos. (correto)
Quando tu vieres, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos teus cabelos. (corrreto)

Pronomes Possessivos

São palavras que, ao indicarem a pessoa gramatical (possuidor), acrescentam a ela a ideia de
posse de algo (coisa possuída).
Por exemplo: Este caderno é meu. (meu = possuidor: 1ª pessoa do singular)

Observe o quadro:

NÚMERO PESSOA PRONOME


singular primeira meu(s), minha(s)
singular segunda teu(s), tua(s)
singular terceira seu(s), sua(s)
plural primeira nosso(s), nossa(s)
plural segunda vosso(s), vossa(s)
plural terceira seu(s), sua(s)

Note que:

A forma do possessivo depende da pessoa gramatical a que se refere; o gênero e o número


concordam com o objeto possuído.

Por exemplo:

Ele trouxe seu apoio e sua contribuição naquele momento difícil.

Observações:

1 - A forma seu não é um possessivo quando resultar da alteração fonética da palavra senhor.

Por exemplo:

- Muito obrigado, seu José.

2 - Os pronomes possessivos nem sempre indicam posse. Podem ter outros empregos, como:

a) indicar afetividade.

Por exemplo:

- Não faça isso, minha filha.

36
b) indicar cálculo aproximado.

Por exemplo:

Ele já deve ter seus 40 anos.

c) atribuir valor indefinido ao substantivo.

Por exemplo:

Marisa tem lá seus defeitos, mas eu gosto muito dela.

3- Em frases onde se usam pronomes de tratamento, o pronome possessivo fica na 3ª pessoa.

Por exemplo:

Vossa Excelência trouxe sua mensagem?

4- Referindo-se a mais de um substantivo, o possessivo concorda com o mais próximo.

Por exemplo:

Trouxe-me seus livros e anotações.

5- Em algumas construções, os pronomes pessoais oblíquos átonos assumem valor de pos-


sessivo.

Por exemplo:

Vou seguir-lhe os passos. (= Vou seguir seus passos.)

Pronomes Demonstrativos

Os pronomes demonstrativos são utilizados para explicitar a posição de uma certa palavra em
relação a outras ou ao contexto. Essa relação pode ocorrer em termos de espaço, tempo ou
discurso.

No espaço:

Compro este carro (aqui). O pronome este indica que o carro está perto da pessoa que fala.

Compro esse carro (aí). O pronome esse indica que o carro está perto da pessoa com quem
falo, ou afastado da pessoa que fala.

Compro aquele carro (lá). O pronome aquele diz que o carro está afastado da pessoa que fala
e daquela com quem falo.

Atenção: em situações de fala direta (tanto ao vivo quanto por meio de correspondência, que é
uma modalidade escrita de fala), são particularmente importantes o este e o esse - o primeiro
localiza os seres em relação ao emissor; o segundo, em relação ao destinatário. Trocá-los po-
de causar ambiguidade.

37
Exemplos:

Dirijo-me a essa universidade com o objetivo de solicitar informações sobre o concurso vestibu-
lar. (trata-se da universidade destinatária).

Reafirmamos a disposição desta universidade em participar no próximo Encontro de Jovens.


(trata-se da universidade que envia a mensagem).

No tempo:

Este ano está sendo bom para nós. O pronome este refere-se ao ano presente.

Esse ano que passou foi razoável. O pronome esse refere-se a um passado próximo.

Aquele ano foi terrível para todos. O pronome aquele está se referindo a um passado distante.

- Os pronomes demonstrativos podem ser variáveis ou invariáveis, observe:

Variáveis: este(s), esta(s), esse(s), essa(s), aquele(s), aquela(s).

Invariáveis: isto, isso, aquilo.

- Também aparecem como pronomes demonstrativos:

o (s), a (s): quando estiverem antecedendo o que e puderem ser substituídos por aquele(s),
aquela(s), aquilo.

Por exemplo:

Não ouvi o que disseste. (Não ouvi aquilo que disseste.)

Essa rua não é a que te indiquei. (Esta rua não é aquela que te indiquei.)

mesmo (s), mesma (s):

Por exemplo:

Estas são as mesmas pessoas que o procuraram ontem.

próprio (s), própria (s):

Por exemplo:

Os próprios alunos resolveram o problema.

semelhante (s):

Por exemplo:

Não compre semelhante livro.

tal, tais:

38
Por exemplo:

Tal era a solução para o problema.

Note que:

a) Não raro os demonstrativos aparecem na frase, em construções redundantes, com finalida-


de expressiva, para salientar algum termo anterior. Por exemplo:

Manuela, essa é que dera em cheio casando com o José Afonso. Desfrutar das belezas
brasileiras, isso é que é sorte!

b) O pronome demonstrativo neutro o pode representar um termo ou o conteúdo de uma ora-


ção inteira, caso em que aparece, geralmente, como objeto direto, predicativo ou aposto.

Por exemplo:

O casamento seria um desastre. Todos o pressentiam.

c) Para evitar a repetição de um verbo anteriormente expresso, é comum empregar-se, em tais


casos, o verbo fazer, chamado, então, verbo vicário (= que substitui, que faz as vezes de).

Por exemplo:

Ninguém teve coragem de falar antes que ela o fizesse.

Diz-se corretamente:

Não sei que fazer. Ou: Não sei o que fazer.

Mas:

Tenho muito que fazer. (E não: Tenho muito o que fazer.)

d) Em frases como a seguinte, este refere-se à pessoa mencionada em último lugar, aquele à
mencionada em primeiro lugar.

Por exemplo:

O referido deputado e o Dr. Alcides eram amigos íntimos: aquele casado, solteiro este.
[ou então: este solteiro, aquele casado.]

e) O pronome demonstrativo tal pode ter conotação irônica.

Por exemplo:

A menina foi a tal que ameaçou o professor?

f) Pode ocorrer a contração das preposições a, de, em com pronome demonstrativo: àquele,
àquela, deste, desta, disso, nisso, no, etc.

Por exemplo:

Não acreditei no que estava vendo. (no = naquilo)

39
Pronomes Indefinidos

São palavras que se referem à terceira pessoa do discurso, dando-lhe sentido vago (impreciso)
ou expressando quantidade indeterminada.

Por exemplo: Alguém entrou no jardim e destruiu as mudas recém-plantadas.

Não é difícil peceber que "alguém" indica uma pessoa de quem se fala (uma terceira pessoa,
portanto) de forma imprecisa, vaga. É uma palavra capaz de indicar um ser humano que segu-
ramente existe, mas cuja identidade é desconhecida ou não se quer revelar.

Classificam-se em:

Pronomes Indefinidos Substantivos: assumem o lugar do ser ou da quantidade aproximada


de seres na frase.

São eles: algo, alguém, fulano, sicrano, beltrano, nada, ninguém, outrem, quem, tudo.

Por exemplo:
Algo o incomoda?
Quem avisa amigo é.

Pronomes Indefinidos Adjetivos: qualificam um ser expresso na frase, conferindo-lhe a no-


ção de quantidade aproximada.

São eles: cada, certo(s), certa(s).

Por exemplo:
Cada povo tem seus costumes.
Certas pessoas exercem várias profissões.

Note que:

Ora são pronomes indefinidos substantivos, ora pronomes indefinidos adjetivos:

algum, alguns, alguma(s), bastante(s) ( = muito, muitos), demais, mais, menos, muito(s),
muita(s), nenhum, nenhuns, nenhuma(s), outro(s), outra(s), pouco(s), pouca(s), qualquer,
quaisquer, qual, que, quanto(s), quanta(s), tal, tais, tanto(s), tanta(s), todo(s), toda(s), um,
uns, uma(s), vários, várias.

Por exemplo:
Menos palavras e mais ações.
Alguns contentam-se pouco.

Os pronomes indefinidos podem ser divididos em variáveis e invariáveis. Observe o quadro:

Variáveis
Singular Plural Invariáveis
Masculino Feminino Masculino Feminino
algum alguma alguns algumas alguém
nenhum nenhuma nenhuns nenhumas ninguém

40
todo toda todos todas outrem
muito muita muitos muitas tudo
pouco pouca poucos poucas nada
vário vária vários várias algo
tanto tanta tantos tantas cada
outro outra outros outras
quanto quanta quantos quantas
qualquer quaisquer

São locuções pronominais indefinidas:

cada qual, cada um, qualquer um, quantos quer (que), quem quer (que), seja quem for,
seja qual for, todo aquele (que), tal qual (=certo), tal e qual, tal ou qual, um ou outro, uma
ou outra etc.

Por exemplo:
Cada um escolheu o vinho desejado.

Indefinidos Sistemáticos

Ao observar atentamente os pronomes indefinidos, percebemos que existem alguns


grupos que criam oposição de sentido. É o caso de:

algum/alguém/algo, que têm sentido afirmativo, e nenhum/ninguém/nada, que têm senti-


do negativo;

todo/tudo, que indicam uma totalidade afirmativa, e nenhum/nada, que indicam uma tota-
lidade negativa;

alguém/ninguém, que se referem a pessoa, e algo/nada, que se referem a coisa;

certo, que particulariza, e qualquer, que generaliza.

Essas oposições de sentido são muito importantes na construção de frases e textos co-
erentes, pois delas muitas vezes dependem a solidez e a consistência dos argumentos
expostos. Observe nas frases seguintes a força que os pronomes indefinidos destaca-
dos imprimem às afirmações de que fazem parte:

Nada do que tem sido feito produziu qualquer resultado prático.

Certas pessoas conseguem perceber sutilezas: não são pessoas quaisquer.

Pronomes Relativos

São pronomes relativos aqueles que representam nomes já mencionados anteriormente e com
os quais se relacionam. Introduzem as orações subordinadas adjetivas.

Por exemplo:

O racismo é um sistema que afirma a superioridade de um grupo racial sobre outros.

41
(afirma a superioridade de um grupo racial sobre outros = oração subordinada adjetiva).

O pronome relativo "que" refere-se à palavra "sistema" e introduz uma oração subordinada.
Diz-se que a palavra "sistema" é antecedente do pronome relativo que.

O antecedente do pronome relativo pode ser o pronome demonstrativo o, a, os, as.

Por exemplo:

Não sei o que você está querendo dizer.

Às vezes, o antecedente do pronome relativo não vem expresso.

Por exemplo:

Quem casa, quer casa.

Observe o quadro abaixo:

Quadro dos Pronomes Relativos


Variáveis
Invariáveis
Masculino Feminino
o qual os quais a qual as quais quem
cujo cujos cuja cujas que
quanto quantos quanta quantas onde

Note que:

a) O pronome que é o relativo de mais largo emprego, sendo por isso chamado relativo univer-
sal. Pode ser substituído por o qual, a qual, os quais, as quais, quando seu antecedente for
um substantivo.

Por exemplo:
O trabalho que eu fiz refere-se à corrupção.(= o qual)
A cantora que acabou de se apresentar é péssima.(= a qual)
Os trabalhos que eu fiz referm-se à corrupção. (=os quais)
As cantoras que se apresentaram eram péssimas. (= as quais)

b) O qual, os quais, a qual e as quais são exclusivamente pronomes relativos: por isso, são
utilizados didaticamente para verificar se palavras como "que", "quem", "onde" (que podem ter
várias classificações) são pronomes relativos. Todos eles são usados com referência a pessoa
ou coisa por motivo de clareza ou depois de determinadas preposições:

Por exemplo:
Regressando de São Paulo, visitei o sítio de minha tia, o qual me deixou encantado. (O
uso de que neste caso geraria ambiguidade.)
Essas são as conclusões sobre as quais pairam muitas dúvidas? (Não se poderia usar
que depois de sobre.)

c) O relativo "que" às vezes equivale a o que, coisa que, e se refere a uma oração.

42
Por exemplo:
Não chegou a ser padre, mas deixou de ser poeta, que era a sua vocação natural.

d) O pronome "cujo" não concorda com o seu antecedente, mas com o consequente. Equivale
a do qual, da qual, dos quais, das quais.

Por exemplo:

Este é o caderno cujas folhas estão rasgadas.


(antecedente) (consequente)

e) "Quanto" é pronome relativo quando tem por antecedente um pronome indefinido: tanto(ou
variações) e tudo:

Por exemplo:

foram necessá-
Emprestei tantos quantos
rios.
(antecedente)
Ele fez tudo quanto havia falado.
(antecedente)

f) O pronome "quem" refere-se a pessoas e vem sempre precedido de preposição.

Por exemplo:

É um professor a quem muito devemos.


(preposição)

g) "Onde", como pronome relativo, sempre possui antecedente e só pode ser utilizado na indi-
cação de lugar.

Por exemplo:

A casa onde morava foi assaltada.

h) Na indicação de tempo, deve-se empregar quando ou em que.

Por exemplo:

Sinto saudades da época em que (quando) morávamos no exterior.

i) Podem ser utilizadas como pronomes relativos as palavras:

- como(= pelo qual)

Por exemplo:

Não me parece correto o modo como você agiu semana passada.

- quando(= em que)

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Por exemplo:

Bons eram os tempos quando podíamos jogar videogame.

j) Os pronomes relativos permitem reunir duas orações numa só frase.

Por exemplo:

O futebol é um esporte.
O povo gosta muito deste esporte.
O futebol é um esporte de que o povo gosta muito.

k) Numa série de orações adjetivas coordenadas, pode ocorrer a elipse do relativo que.

Por exemplo:

A sala estava cheia de gente que conversava, (que) ria, (que) fumava.
Importância nada relativa

Não é difícil perceber que os pronomes relativos são peças fundamentais à boa articula-
ção de frases e textos: sua capacidade de atuar como pronomes e conectivos simulta-
neamente favorece a síntese e evita a repetição de termos.

Pronomes Interrogativos

São usados na formulação de perguntas, sejam elas diretas ou indiretas. Assim como os pro-
nomes indefinidos, referem-se à 3ª pessoa do discurso de modo impreciso. São pronomes in-
terrogativos: que, quem, qual (e variações), quanto (e variações).

Por exemplo:
Quem fez o almoço?/ Diga-me quem fez o almoço.
Qual das bonecas preferes? / Não sei qual das bonecas preferes.
Quantos passageiros desembarcaram? / Pergunte quantos passageiros desembarca-
ram.

Pronomes Substantivos e Pronomes Adjetivos

Pronomes Substantivos são aqueles que substituem um substantivo ao qual se referem.

Por exemplo:
Nem tudo está perdido. (Nem todos os bens estão perdidos.)
Aquilo me deixou alegre.

Obs.: ao assumir para si as características do nome que substitui, o pronome seguirá


todas as demais concordâncias (gênero - número - pessoa do discurso - marca de sujei-
to inanimado - marca de situação no espaço).

Pronomes Adjetivos são aqueles que acompanham o substantivo com o qual se relacionam,
juntando-lhe uma característica.

Por exemplo:

44
Este moço é meu irmão.
Alguma coisa me deixou alegre.

Observação: a classificação dos pronomes em substantivos ou adjetivos não exclui sua


classificação epecífica.

Por exemplo:
Muita gente não me entende. ( muita = pronome adjetivo indefinido).
Trouxe o meu ingresso e o teu. ( meu = pronome adjetivo possessivo / teu = pronome
substantivo possessivo).

Exercícios de Fixação:
1. Indique a grafia e a leitura corretas do seguinte numeral cardinal: 3.726.

a) Três mil, setecentos e vinte e seis.


b) Três mil, e setecentos e vinte e seis.
c) Três mil e setecentos e vinte e seis.
d) Três mil, setecentos, vinte, seis.

2. Marque a opção em que há erro na identificação da classe da palavra


destacada.

a) Júlia é uma executiva SEM parâmetros. - Preposição


b) Ricardo odeia que lhe digam O que é certo. - Artigo
c) Em tempos de mudança de ERA, é preciso estar atento. - Substantivo
d) Os homens assistem PERPLEXOS à revolução hormonal. - Adjetivo

3. Qual das palavras destacadas a seguir não é um adjetivo?

a) As pesquisas eliminaram PARTE da emoção.


b) Os BONS candidatos nem sempre são eleitos.
c) Nas eleições há feriado NACIONAL.
d) As GRANDES empresas patrocinam candidatos.
e) Os resultados são dados no dia SEGUINTE

4. Qual das palavras destacadas a seguir é um substantivo?

a) As pesquisas eliminaram PARTE da emoção.


b) Os bons CANDIDATOS nem sempre são eleitos.
c) Nas eleições há feriado NACIONAL.
d) As GRANDES empresas patrocinam candidatos.
e) Os resultados são dados no dia SEGUINTE

5. Assinale a palavra cujo gênero está indevidamente indicado pelo artigo.

a) a cal
b) a dinamite
c) o suéter

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d) o champanhe
e) a dó

6. "Mandou-me comprar o presente, mas não O fiz." A palavra em destaque


é:

a) artigo
b) pronome átono
c) preposição
d) substantivo
e) pronome demonstrativo

7. "Em alguns textos, o vocabulário é MÍNIMO." A forma em destaque cor-


responde a:

a) superlativo absoluto sintético;


b) superlativo relativo de superioridade;
c) superlativo relativo de inferioridade;
d) superlativo absoluto analítico;
e) comparativo de inferioridade.

8. Das palavras abaixo, qual pode trocar de gênero, sem sofrer nenhuma
alteração ortográfica, apenas pela troca de artigo que a anteceda?

a) princípio
b) biólogo
c) cientistas
d) professor
e) altura

9. Assinale o item em que a classe da palavra destacada está correta.

a) Quem fala em flor não diz TUDO. - pronome indefinido;


b) Quem fala EM flor diz demais. - conjunção;
c) O poeta se torna MUDO. - substantivo;
d) Que mata MAIS do que faca. - pronome indefinido;
e) Mais QUE bala de fuzil - advérbio.

LITERATURA - PROF. MARCOS VINÍCIUS

HUMANISMO em Portugal

O Humanismo português, também conhecido como Pré-


Renascentismo ou Quatrocentismo, vai desde a nomeação de Fer-
não Lopes para o cargo de cronista-mor da Torre do Tombo, em 1434,
até o retorno de Sá de Miranda da Itália, em 1527, quando começou a
introduzir em Portugal a nova estética clássica.
* Torre do Tombo: arquivo do Reino, onde se guardavam os
documentos oficiais. A Torre do Tombo foi destruída por um terremoto
em 1755, mas o arquivo conservou sempre o mesmo nome.

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O termo Humanismo literário é usado comumente para designar o estudo das letras
humanas, em oposição à Teologia. Na Idade Média, predomina a concepção teocêntrica, em
que tudo gira em torno dos valores religiosos.
A pirâmide social dessa época já não existe mais como era (formada pelos Nobres / Cle-
ro / e Povo ), graças ao surgimento de uma nova classe social: a Burguesia, cujo nome se ori-
gina da palavra ―burgos‖, que quer dizer ―cidade‖.
Esse surgimento deve-se ao desenvolvimento rápido do comércio, que era a base de
sustentação dessa nova classe social. As cidades, por sua vez, oferecem uma nova opção de
vida para os camponeses que abandonam o campo. Esse fato iniciou o afrouxamento do regi-
me feudal de servidão.
Nessa época, também têm início as grandes navegações, que levam as pessoas a valo-
rizarem crescentemente as conquistas humanas. Esses fatores, combinados, levam a um pro-
cesso que atinge seu ponto máximo no Renascimento.
Na cultura, esse processo de mudanças também tem efeitos culturais, pois o homem
passa a se encarar como ser humano, e não mais como a imagem de Deus – ele começa a
refletir sobre seus defeitos 'humanos', e não só suas virtudes 'divinas'.
Todas as Artes passam a expressar novas partículas que apareceram com essa nova
visão, as pinturas, os poemas e as músicas da época, por exemplo, tornam-se mais humanas,
passam a retratar mais o ser humano em sua formação.
Essa nova concepção não significa que a religião estava acabando, mas apenas que,
agora, os artistas passavam a embutir em suas obras também o lado humano, derivado desse
novo regime social.
As obras dessa época vão refletir, em sua formação, esse momento de transição de
uma mentalidade para outra, ou seja, a passagem de uma visão Teocêntrica para a visão An-
tropocêntrica do mundo. Portanto, o Humanismo é considerado como um período de transi-
ção.
A partir do Humanismo, desenvolve-se uma nova concepção de vida: os eruditos defen-
dem a reforma total do homem; acentuam-se os valores do homem na terra, tudo o que possa
tornar conhecido o ser humano; preocupam-se com o desenvolvimento da personalidade hu-
mana, das suas faculdades criadoras; têm como objetivo atualizar, dinamizar e dar uma nova
vida aos estudos tradicionais; empenham-se em fazer a reforma educacional.
Nesse período da história literária, são cada vez mais lidos e apreciados os autores gre-
gos e latinos (o que culminará no Renascentismo, próxima Estética Literária). A estética medie-
val – rude e grosseira – é substituída pela greco-latina – harmoniosa e culta. O latim passa a
ser a língua de muitos humanistas, que se deixam tomar de grande entusiasmo pelo saber,
pelas artes clássicas.
A produção literária portuguesa desse período pode ser subdividida em:
_Prosa: Crônicas de Fernão Lopes;
_Poesia: Poesia palaciana;
_Teatro: Obra de Gil Vicente.

Prosa Historiaográfica de Fernão Lopes:

Conhecido como o ―Pai da Historiografia portuguesa‖, Fernão Lopes foi


encarregado por D. Duarte de guardar os arquivos da Torre do Tombo, onde
se achavam os principais documentos sobre Portugal. Incumbido de escrever
relatos sobre os acontecimentos de diversos períodos históricos (as chama-
das crônicas), Fernão Lopes destacou-se como um prosador dono de um es-
tilo rico e movimentado. Não se limitando a tecer elogios a reis, como a outros
cronistas da época; fez descrições detalhadas não só do ambiente da corte, mas também das
aldeias, das festas populares e, principalmente, do papel do povo nas guerras e rebeliões.
São de sua autoria:
_ A Crônica de El-Rei D. Pedro I: narrativa dos principais acontecimentos de seu reinado;
_ A Crônica de El-Rei D. Fernando: narrativa dos fatos que ocorreram desde o casamento de

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D. Fernando com Leonor Telles, até o início da Revolução de Avis;
_ A Crônica de El-Rei D. João I: narrativa dos acontecimentos relativos a seu reinado (1385-
1411), quando é assinado a paz com Castela.
Fernão Lopes é reconhecido como historiador de inegável méritos e verdadeiro narra-
dor-artista, preocupado não apenas com a verdade do conteúdo de suas narrativas, mas tam-
bém com a beleza da forma. É reconhecido também pela sua capacidade de observar e anali-
sar personagens históricas. Fernão Lopes analisou, com objetividad e justiça, os documentos
históricos: foi cauteloso em determinar a verdade histórica, ao confrontar textos e versões so-
bre um mesmo acontecimento. É, por isso, conhecido como o ―Heródoto português‖.
O Cancioneiro Geral e Garcia de Resende

Pelo motivo de a tipografia ser muito recente em Portugal, a poesia


daquela época foi compilada nas cortes de D. Afonso V, D. João II e D. Ma-
nuel por Garcia de Resende, e foi impresso no ano de 1516.

Características da poesia palaciana:

1- Poesia para ler:

As Cantigas desaparecem, pois a música dá lugar à POESIA. Apesar de no Trovadoris-


mo a ―poesia‖ ser destinada ao canto, e que depender de um acompanhamento musical, na
fase palaciana passa a se dedicar à leitura individual ou somente para a declamação.

Com isso, o termo Trovador passa a ser designado como um artista de recursos poéti-
cos, surgindo assim a ―figura‖ do POETA.

2- Os redondilhos e a medida velha:

A parte métrica das cantigas é substituída pela utilização da medida velha e dos redondilhos,
com duas medidas. Vejamos:

1. Sete Sílabas poéticas (redondilhos maiores)


2. Cinco Sílabas poéticas (redondilhos menores)

3- As composições de “mote glosado”:

O que era comum nas Cantigas foi a substituição do Paralelismo pela técnica do mote
(tema, motivo) glosado (desenvolvido, ou poetado na glosa). Devem ser destacadas as seguin-
tes modalidades poéticas do Cancioneiro geral:

O Vilancete: é composto por um mote de 2 ou 3 versos, seguido de glosa ou volta, pode conter
uma ou mais estrofes com 7 versos.

A esparsa: expressava tristeza ou melancolia, é composta de 8 a 16 versos em somente uma


estrofe, não tinha mote nem a repetição dos versos.

A cantiga: concentrava-se nos temas amorosos, tinha o mote de 4 ou 5 versos ou de uma glo-
sa de 8 a 10 versos.

A trova: não era definido um tema para a trova, tinha de ter 4 versos, e 8 versos. Muito utiliza-
das tanto em poemas curtos, como nos longos.

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Autores

• Garcia de Resende.

• João Ruiz de Castelo Branco.

• Nuno Pereira e Fernão da Silveira.

• Conde Vimioso e Aires Teles.

• Diogo Brandão.

• Gil Vicente.

Textos na medida velha

Texto I – “Cantiga Sua Partindo-se”

Senhora partem tam tristes.


Meus olhos por vós, meu bem, (1).
Que nunca tam tristes vistes
Outros nenhuns por ninguém.

Tam tristes, tam saudosos,


Tam doentes da partida,
Tam cansados, tam chorosos,
Da morte mais desejosos
Cem mil vezes que da vida. (2)

Partem tam tristes os tristes,


Tam fora d’esperar bem,
Que nunca tam tristes vistes
Outros nenhuns por ninguém.

(João Ruiz de Castelo Branco)

Texto II - “Trova à maneira antiga”

Comigo me desavim,
sou posto em todo perigo;
não posso viver comigo
nem posso fugir de mim.

(...)

Que meio espero ou que fim


do vão trabalho que sigo,
pois que trago a mim comigo,
tamanho inimigo de mim?

(Francisco de Sá Miranda)

49
O Teatro de GIL VICENTE

Gil Vicente é considerado o primeiro grande dramaturgo portu-


guês. Não se sabe ao certo a data de seu nascimento, mas se estima que
tenha sido por volta do ano de 1466. Geralmente é considerado o pai do
teatro português. Além de ter sido um grande representante do teatro, de-
sempenhou também tarefas de ator, músico e encenador.
Sua obra é tida como reflexo da mudança dos tempos e da passagem da Idade Média
para o Renascimento. Assim, denomina-se ―visão BIFRONTISTA‖, advinda do ―BIFRONTIS-
MO‖, isto é, todo o Teatro de Gil Vicente é de Ideoligia e Estrutura Medievais, com visão Teo-
cêntrica e tudo o mais; no entanto, as críticas feitas à sociedade, por meio das personagens
gilvicentinas, são já de caráter Renascentista, já que se vê a busca do homem por riquezas,
luxo etc., características muito criticadas pelo autor. Gil faz uma reflexão sobre as regras e pa-
drões presentes na hierarquia e na ordem social e na mudança dessa ordem. Foi o principal
representante da literatura renascentista portuguesa, incorporando elementos populares na sua
escrita.
O Autor critica, em sua obra, toda a sociedade de seu tempo, desde os membros das
mais altas classes sociais, até os das mais baixas. Faz crítica também aos membros que cor-
rompem a Igreja.
Suas personagens ilustram a sociedade da época, com suas aspirações, seus vícios e
seus dramas. Geralmente aparecem.
Colocou em cenas fatos e situações que revelam a degradação dos costumes, como a
imoralidade dos frades e a corrupção no seio da família.
A linguagem é o veículo que Gil melhor explora para conseguir efeitos cômicos ou poéti-
cos. Suas peças, escritas sempre em versos, incorporam trocadilhos, ditos populares e expres-
sões típicas de cada classe social.
A estrutura cênica do teatro vicentino apresenta enredos muito simples.
Gil Vicente não segue a lei das três unidades básicas do teatro clássico (ação, tempo e
espaço). Em sua obra está presente o confronto entre o teocentrismo e o antropocentrismo.
O teatro de Gil Vicente tem os seus antecedentes em representações de cenas paratea-
trais, que se realizam na Idade Média, e que podem ser:

Religiosas:
Mistérios ou dramas litúrgicos:
Temática: Natal, Paixão, Ressurreição...
Espaço de representação ligado à Igreja (dentro das igrejas ou nos adros), mas
dependia das leis papais já que foram proibidas por considerarem-se um
elemento lúdico.
Laudes:
Cânticos de louvor, frequentemente dialogados, que tratam temas do Evangelho.
São cantadas pelos frades e pelo povo no exterior, em ocasiões mesmo em
palcos, coma acompanhamento musical e com uma leve caracterização das
personagens (foram-se dramatizando).
Milagres: representação sobre a vida ou milagres dum santo.
Moralidades: peças com intenção didáctica que usam frequentemente
personagens alegóricas (Guerra, Humanidade, Luxúria, Tempo, Igreja, Sabedoria,
Comércio, Esperança...). Gil Vicente também vai usar este tipo de personagens.

Profanas:
Sotias (do fr. sot, ―parvo‖): breves representações feitas por bobos ou cómicos que

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frequentemente tinham uma finalidade satírica, em especial de carácter político.
Farsas: representação com finalidade satírica e humorística à vez. Diferencia-se das
sotias em que não trata assuntos políticos e a hipérbole e uma das suas principais
características. É uma etiqueta muito atribuída às obras de Gil Vicente.
c) Momos ou Entremeses: representações baseadas no disfarce.

Características das obras do autor:


1. Personagens:
a)Personagens tipo, que representam algum grupo e levam ao palco problemas ge-
rais, universais e, em ocasiões, intemporais.
- Aparecem caracterizados:
Pela linguagem:
- Auto – descrições, que são muito positivas desde o ponto de vista da personagem, mas não é
assim desde o do público. São, em geral, personagens hipócritas como é o caso da alcoviteira
que no Auto da Barca do Inferno diz que é digno de admiração o facto de que lhes reconstrua a
virgindade às moças e que consiga moças para o clero.
- Sotaques.
- Traços dialectais, como no caso dos pastores.
- Uso de idiomas forâneos de jeito incorrecto, como latim dos clérigos e juristas ou
o castelhano.
Pela situação:
Vestiário.
Cenário.
Personagens que os acompanham.
- Podem ser tipos de carácter:
* social: o fidalgo (caracterizado com uma cadeira de certo luxo), o cavaleiro, o judeu...;
* profissional: o frade, o juiz, o físico, o sapateiro, o lavrador, a alcoviteira (que tem de apaixo-
nar pessoas mediante feitiços ou que lhes devolve a virgindade às moças e é uma personagem
muito recorrente)...;
* psicológico: é muito recorrente o parvo, mas há outros como o velho apaixonado (O velho
da horta).
b- Personagens alegóricas: não representam homens nem mulheres. São utilizadas
para personificar deuses, diabos, anjos, a Fama, os planetas, as estações do ano, a Igreja, a
Pátria... Um exemplo são as personagens do Anjo e o Inferno no Auto da Barca do Inferno.
c)
2. Espaço ou lugar: a unidade de espaço que requer a regra clássica seguida na
Renascença pode dar-se nalgumas obras, mas na maioria não se dá. Por exemplo, no
Auto da Barca do Inferno há unidade de espaço, mas na Farsa de Inês Pereira ou no
Auto da Índia não se dá.
3. Tempo: tampouco há a unidade de tempo que se segue na Renascença (de 24 horas
e, de ser maior, tem de se dividir a obra em actos). Assim, no Auto da Barca do Inferno
desenvolve-se um tempo de três anos num mesmo acto.
4. Ação: também há indiferença perante a unidade de acção, que se dá nalgumas obras
(Farsa de Inês Pereira) e noutras não (O juiz da Beira).

Suas obras podem ser divididas em três fases diferentes:

1ª fase:

- Temas Religiosos

2ª fase:
- Problemas sociais decorrentes da expansão marítima

51
3ª fase:

- maturidade artística

Sua obra teatral pode ser didaticamente dividida em dois tipos:

Autos: peças teatrais de assunto religioso ou profano; sério ou cômico.


Os autos tinham a finalidade de divertir, de moralizar ou de difundir a fé cristã.

Farsas: são peças cômicas de um só ato, com enredo curto e poucas


personagens extraídas do cotidiano.

Sua obra completa contém aproximadamente 44 peças.

Algumas obras:

- Auto do vaqueiro ou Auto da visitação (1502)

- Auto pastoril castelhano (1502)

- Auto da Fé (1510)

- O velho da horta (1512)

- Exortação da Guerra (1513)

- Comédia do viúvo (1514)

- Auto da Fama (1516)

- Cortes de Júpiter (1521)

- Farsa de Inês Pereira (1523)

- Farsa do templo de Apolo (1526)

- Tragicomédia pastoril da Serra da Estrela (1527)

- Farsa dos almocreves (1527)

- Auto da feira (1528)

- Farsa do clérigo da Beira (1529)

- Auto do triunfo do Inverno (1529)

- Romagem dos Agravados (1533)

- Auto da Cananea (1534)

- Floresta de Enganos (1536)

Farsa / Auto de Inês Pereira

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A Farsa de Inês Pereira surge a partir dum reto que o público lhe lança a Gil Vicen-
te por não acreditar que fosse quem de escrever ele mesmo tantas obras em tão pouco tempo.
Assim, pedem-lhe que escreva uma obra que obedeça ao rifão antes quero asno que me le-
ve do que cavalo que me derrube.

1. Argumento: apresenta-se-nos Inês Pereira como uma moça casadoira, bonita,


presunçosa e arrogante que se nega a casar com Pero Marques, um camponês
abastado mas que não conhece as normas da cortesia e que não é apresentado como
um homem de bom siso. Porém, decide casar com Bras da Mata, um homem refinado e
de agradável aparência, embora seja pobre. Mas Bras da Mata revela-se ciumento e
déspota, de modo que Inês Pereira só fica libertada quando ele morre durante uma
guerra na África. Mas o primeiro marido de Inês Pereira morre como um cobarde, já que
morre do susto ao ver um pastor mouro. Depois disto Inês Pereira casa com Pero
Marques, a quem consegue enganar facilmente. Assim, a obra termina com Inês
Pereira às costas de Pero Marques cruzando um rio para ir ver a um antigo namorado
da moça que era ermitão.

Trecho Comentário
Acoutações.
Versos 1 – ...
Uso do castelhano.
Apresentação humorística de Pero Marques,
personagem ligada ao parvo e cujo nome é recorrente
Versos 275 – ... na obra de Gil Vicente, já que também aparece em O
juiz da Beira (também Inês Pereira é um nome
recorrente).
Versos 1090 – Fingimento de Inês Pereira, que recorda a Constança no
... Auto da Índia.
Versos 1131 - Linguagem humorística: garro = cornudo.
... Uso da redondilha.

CLASSICISMO em Portugal

Quatro séculos depois do inicio do trovadorismo, surge


em Portugal o Classicismo, também chamado de Quinhentismo, por
ter se manifestado no século XVI, em 1527 (pela data), quando o poe-
ta Sá de Miranda retorna da Itália, trazendo as características desse
novo estilo.

Contexto histórico do classicismo: Renascimento

As grandes navegações fazem com que o homem do início do século XVI se sinta orgu-
lhoso e confiante em sua capacidade criativa e em sua força: desafiar os mares, percorrer os
oceanos, descobrir novos mundos, produzir saberes, desenvolver as ciências e transformá-las
em tecnologia, tudo isso resulta no surgimento de um Homem muito diferente daquele existen-
te na Idade Média, e esse homem volta a ser o centro da sua própria vida (Antropocentrismo).

O que esse homem faz de melhor é em prol de si mesmo e isso se reflete também na
arte e na literatura que ele produz nessa época. Esse caráter humanista ou antropocêntrico

53
estava esquecido nas ―trevas‖ da idade media, mas já havia existido na antiguidade (na civili-
zação grega, por exemplo) e é porque, no inicio do século XVI, ocorre o ressurgimento ou re-
nascimento do Antropocentrismo, que esse período da historia é chamado de renascimento.

O renascimento é o momento histórico em que o homem produz grande quantidade e


qualidade de obras artísticas e literárias; elas perdem o primitivismo e a ingenuidade de obras
medievais e ganham um aprimoramento técnico que supera ate as obras da antiguidade: as
cores se multiplicam, surge à noção de perspectiva, as formas humanas são concebidas de
maneira mais nítida, no caso da arte. O ―berço‖ do renascimento é a Itália.
O tema predominante nas obras artísticas e literárias do renascimento é sempre o ho-
mem e tudo que diz respeito a ele.

A literatura produzida no renascimento: o classicismo

À volta do mesmo espírito antropocêntrico da antiguidade faz com que o homem renas-
centista busque inspiração nos modelos artísticos e literários – nas obras – das antigas civiliza-
ções, principalmente nas da Grécia antiga. Assim, as características das obras da antiguidade
são trazidas de volta e são também chamada de idade clássica e as obras produzidas naquela
época são igualmente chamadas de clássicas. Como a obra renascentista possui as mesmas
características da obra da antiguidade, também ela é chamada de clássica e esse período ar-
tístico e literário, de classicismo.

Características do classicismo renascentista:

Antropocentrismo
Presença de elementos da mitologia
Presença de elementos do cristianismo
Preciosismo vocabular
Obediência à versificação
Figuras (em especial de personificação)
Racionalismo (=objetividade)
Universalismo (=generalização)
Hedonismo = busca incessante pelo prazer.

Características do classicismo:

1- Imitação dos autores clássicos gregos e romanos da antiguidade: Homero, Virgílio,


Ovídio, etc...
2- Uso da mitologia: Os deuses e as musas, inspiradoras dos clássicos gregos e latinos
a parecem também nos clássicos renascentistas: Os Lusíadas: (Vênus) = a deusa do amor;
Marte (o deus da guerra), protegem os portugueses em suas conquistas marítimas.
3- Predomínio da razão sobre os sentimentos: A linguagem clássica não é subjetiva nem
impregnada de sentimentalismos e de figuras, porque procura coar, através da razão, todas os
dados fornecidos pela natureza e, desta forma expressou verdades universais.
4- Uso de uma linguagem sóbria, simples, sem excesso de figuras literárias.
5- Idealismo: O classicismo aborda os homens ideais, libertos de suas necessidades
diárias, comuns. Os personagens centrais das epopéias (grandes poemas sobre grandes feitos
e heróicos) nos são apresentados como seres superiores, verdadeiros semideuses, sem defei-
tos. Ex.: Vasco da Gama em os Lusíadas: é um ser dotado de virtudes extraordinárias, incapaz
de cometer qualquer erro.
6- Amor Platônico: Os poetas clássicos revivem a idéia de Platão de que o amor deve
ser sublime, elevado, espiritual, puro, não-físico.
7- Busca da universalidade e impessoalidade: A obra clássica torna-se a expressão de
verdades universais, eternas e despreza o particular, o individual, aquilo que é relativo.

54
Luis Vaz de Camões, o ícone!

Características da poesia de Luis Vaz de Camões

1- Poesia elaborada sobre uma experiência pessoal


múltipla.
2- Síntese entre a tradição literária portuguesa e as inovações introduzidas pelos ilaliani-
zozntes do "dolce stil nuevo": redondilhas > inovações formais (decassílabo) Mote glosado >
inovações temáticas (amor platônico e seus paradoxos)

A lira de Luis Vaz de Camões


1- Visão da natureza (idal clássico que se caracteriza pela harmonia, ordem e racionali-
dade (a natureza é um exemplo)).
2- Concepção do amor: (Platonismo: O verdadeiro amor, amor puro, está no mundo das
idéias).
3- O desconcerto do mundo (a razão desvenda o mundo sem sentido e sofre).

Características do Classicismo

Imitação dos gregos e latinos Ao redescobrirem os valores do ser humano, abafados


pela Igreja durante a Idade Média, os artistas deste período voltam-se para a Antiguidade. O
próprio nome desse estilo de época – Classicismo – tem sua origem no aprofundamento dos
textos literários e filosóficos estudados nas escolas. Na Idade Média, esses textos eram repro-
duzidos nos conventos e difundidos entre os estudiosos, mas passavam por uma censura reli-
giosa, que só mantinha os aspectos que não feriam a moral cristã. Com o Renascimento, hou-
ve um retorno a esses textos, mas em sua versão original, completa.

Foi da Arte Poética de Aristóteles que os artistas do Classicismo retiraram o conceito de


imitação ou mímesis. Segundo Aristóteles, a poesia devia imitar a perfeição da natureza ou da
sociedade ideal, além de retomar idéias de outros poetas, reconhecidamente importantes por
sua obra. Não se trata de copiar outros autores, e sim de assemelhar-se à sua obra. Petrarca
comparava esta semelhança à que existe entre pai e filho: é inegável que se pareçam, mas o
filho tem suas características próprias, que o individualizam. O mesmo aconteceria à obra lite-
rária: seria semelhante à de Virgílio, Horácio e outros autores da Antiguidade, usando o que
eles tivessem de melhor, mas conservando seus traços próprios.

O universalismo Para os clássicos, a obra de arte prende-se a uma realidade idealizada;


uma concepção artística transcendente, baseada no Bem, no Belo, no Verdadeiro – valores
passíveis de imitação. A função do artista é a de criar a realidade circundante naquilo que ela
tem de universal.
O racionalismo Os autores clássicos submetem suas emoções ao controle da razão. Ao
abandonar o teocentrismo, o homem deste período afasta os temores da Idade Média e passa
a crer em suas potencialidades, incluindo nelas a habilidade de raciocinar. A cultura clássica é
uma cultura da racionalidade.

A perfeição formal Preocupados com o equilíbrio e a harmonia de seus textos, os auto-


res clássicos adotam a chamada medida nova para os poemas: versos decassílabos e uso fre-
qüente de sonetos (anteriormente, usava-se medida velha: redondilhas).
Elitismo Os clássicos evitam a vulgaridade. O Classicismo tende à realização de uma arte de
elite, o que reflete a organização social da época (a aristocracia era a classe dominante).

A concepção clássica foi introduzida em Portugal por Sá de Miranda, ao regressar da


Itália, onde conheceu novos conceitos de arte e novas formas poéticas. Uso da mitologia Vol-

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tados para os valores da Antiguidade, os autores clássicos utilizam-se, com freqüência, de ce-
nas mitológicas, as quais simbolizam com propriedade as emoções que o autor quer exteriori-
zar. Assim, a imagem do Cupido, por exemplo, simboliza o amor.

Classicismo Literário

Os escritores classicistas retomaram a ideia de que a arte deve fundamentar-se na ra-


zão, que controla a expressão das emoções. Por isso, buscavam o equilíbrio entre os senti-
mentos e a razão, procurando assim alcançar uma representação universal da realidade, des-
prezando o que fosse puramente ocasional ou particular.

Os versos deixam de ser escritos em redondilhas (cinco ou sete sílabas poéticas) – que
passa a ser chamada medida velha – e passam a ser escritos em decassílabos (dez sílabas
poéticas) – que recebeu a denominação de medida nova.

Introduz-se o soneto, forma fixa de 14 versos decassilábicos, distribuídos em dois quar-


tetos e dois tercetos.

Luís de Camões (1525?-1580): poeta soldado

Escritor de dados biográficos muito obscuros, Camões é o maior autor do período. Sabe-
se que, em 1547, embarcou como soldado para a África, onde, em combate, perdeu o olho di-
reito.
Em 1553, voltou a embarcar, dessa vez para as Índias, onde participou de várias expe-
dições militares.
Em 1572, Camões publica Os Lusíadas, poema épico que celebrava os recentes feitos
marítimos e guerreiros de Portugal.
A obra fez tanto sucesso que o escritor recebeu do rei D. Sebastião uma pensão anual –
que mesmo assim não o livrou da extrema pobreza que vivia.
Camões morreu no dia 10 de junho de 1580.

A Poesia Épica de Camões

Como tema para o seu poema épico, Luís de Camões escolheu a história de Portugal,
intenção explicitada no título do poema: Os lusíadas.

O cerne da ação desenvolve-se em torno da viagem de Vasco da Gama às Índias.A pa-


lavra ―lusíada‖ é um neologismo inventado por André de Resende para designar os portugue-
ses como descendentes de Luso (filho ou companheiro do deus Baco).

A Estrutura: ―Os lusíadas‖ apresenta 1102 estrofes, todas em oitava-rima (esquema


ABABABCC), organizadas em dez cantos.

Divisão dos Cantos1ª parte:


Introdução: Estende-se pelas 18 estrofes do Canto I e subdivide-se em:
Proposição: é a apresentação do poema, com a identificação do tema e do herói (constituem
as três primeiras estrofes do canto I).
Invocação: o poeta invoca as Tágides, ninfas do rio Tejo, pedindo a elas inspiração para fazer
o poema.
Dedicatória: o poeta dedica o poema a D. Sebastião, rei de Portugal.

2ª parte: Narração
Na narração (da estrofe 19 do Canto I até a estrofe 144 do Canto X), o poeta relata a viagem
propriamente dita dos portugueses ao Oriente.

56
3ª parte: Epílogo
É a conclusão do poema (estrofes 145 a 156 do Canto X), em que o poeta pede às musas que
o inspiraram que calem a voz de sua lira, pois está desiludido com uma pátria que já não mere-
ce as glórias do seu canto.

O herói
Como o título indica, o herói desta epopeia é coletivo, os Lusíadas, ou os filhos de Luso, os
portugueses.

Episódio O Velho da praia do Restelo

Um dos episódios mais célebres da obra: o Velho do Restelo (canto IV, estrofes 94-104).
O sentido do discurso atribuído ao Velho é bastante claro; não obstante, o episódio coloca al-
guns problemas quanto ao pensamento do poeta relativamente à questão tratada.
Os navios portugueses estão prestes a largar; esposas, filhos, mães, pais e amigos dos
marinheiros apinham-se na praia (do Restelo) para dar seu adeus, envolto em muitas lágrimas
e lamentos, àqueles que partiam para perigos inimagináveis e talvez para não mais voltar.

No meio desse ambiente emocionado, destaca-se a figura imponente de um velho que,


com sua "voz pesada", ouvida até nos navios, faz um discurso veemente, condenando aquela
aventura insana, impelida, segundo ele, pela cobiça -o desejo de riquezas, poder, fama. Diz o
velho que, para ir enfrentar desnecessariamente perigos desconhecidos, os portugueses aban-
donavam os perigos urgentes de seu país, ainda ameaçado pelos mouros e no qual já se insta-
lava a desorganização social que decorreu das grandes navegações.
Segundo parece, o velho representa a opinião conservadora (alguns diriam "reacioná-
ria") da época -opinião da aldeia, do torrão natal, da vida segura, mas não heróica.

O discurso do Velho contém uma condenação enfática da guerra, de acordo com o pon-
to de vista do Humanismo, que era antibelicista. Mas o Velho, como Camões, abre exceção
(sob a forma de concessão) para a guerra na África (lembremos que o poeta, no início e no fim
do poema, recomenda enfaticamente a D. Sebastião que embarque nessa aventura). Sabemos
que havia, na época, uma corrente de opinião em Portugal que condenava a política ultramari-
na do país, direcionada desde D. João 3º em favor da Índia, com o abandono das conquistas
africanas.

O episódio de Inês de Castro

Dona Inês, da importantíssima família castelhana Castro, veio a Portugal como dama de
companhia da princesa Constança, noiva de D. Pedro, herdeiro do rei D. Afonso 4º. O príncipe
apaixonou-se loucamente pela moça, de quem teve filhos ainda em vida da princesa, sua es-
posa. Com a morte desta, em 1435, ter-se-ia casado clandestinamente com Inês, segundo o
que ele mesmo declarou tempos depois, quando já se tornara rei. Talvez tal declaração, embo-
ra solene, fosse falsa; é fato, porém, que o príncipe rejeitou diversos casamentos, politicamente
convenientes, que lhe foram propostos depois que ficou viúvo.
A ligação entre o príncipe e sua amante não foi bem vista pelo rei, que temia fosse seu
filho envolvido em manobras pró-Castela da família de Pérez de Castro, pai de Inês. (Aqui é
preciso lembrar que o conflito entre Portugal e Castela, ou seja, a Espanha, remonta à funda-
ção de Portugal, que nasceu de um desmembramento do território castelhano e que Castela
sempre almejou reintegrar a si.) Em conseqüência, o rei, estimulado por seus conselheiros,
decidiu-se pelo assassinato de Inês, que foi degolada quando o príncipe se achava caçando
fora de Coimbra, onde vivia o casal. O crime motivou um longo conflito entre o príncipe e o pai.
Depois que se tornou rei, D. Pedro ordenou a exumação (desenterramento) do cadáver, para
que Inês fosse coroada como rainha.

57
O episódio do Gigante Admastor

Cinco dias depois da paragem na Baía de Santa Helena, chega Vasco da Gama ao Ca-
bo das Tormentas e é surpreendido por uma nuvem negra ―tão temerosa e carregada‖ que pôs
nos corações dos portugueses um grande ―medo‖ e leva Vasco da Gama a evocar o próprio
Deus todo poderoso.
Foi o aparecimento do Gigante Adamastor, uma figura mitológica criada por Camões para sig-
nificar todos os perigos, as tempestades, os naufrágios e ―perdições de toda sorte‖ que os por-
tugueses tiveram de enfrentar e transpor nas suas viagens.

Esta aparição do Gigante é caracterizada directa e fisicamente com uma adjectivação


abundante e é conotada a imponência da figura e o terror e estupefacção de Vasco da Gama,
e seus companheiros, que o leva a interrogar o Gigante quanto à sua figura, perguntando-lhe
simplesmente ―Quem és tu?‖.
Mas mesmo os gigantes têm os seus pontos fracos. Este que o Gama enfrenta é também uma
vítima do amor não correspondido, e a questão de Gama leva o gigante a contar a sua história
sobre o amor não correspondido.

Apaixona-se pela bela Tétis que o rejeita pela ―grandeza feia do seu gesto‖. Decide en-
tão, ―tomá-la por armas‖ e revela o seu segredo a Dóris, mãe de Tétis, que serve de intermedi-
ária. A resposta de Tétis é ambígua, mas ele acredita na sua boa fé.
Acaba por ser enganado. Quando na noite prometida julgava apertar o seu lindo corpo e beijar
os seus ―olhos belos, as faces e os cabelos‖, acha-se abraçado ―cum duro monte de áspero
mato e de espessura brava, junto de um penedo, outro penedo‖.
Foi rodeado pela sua amada Tétis, o mar, sem lhe poder tocar.

Camões Lírico - poeta/filósofo

Camões escreveu versos tanto na medida velha ( cinco ou sete sílabas métrcas) quanto
na medida nova ( dez sílabas métricas).

Seus poemas heptassílabos ( sete sílabas métricas) geralmente são compostos por um
mote e uma ou mais estrofes que constituíam glosas (ou voltas a ele).

Os sonetos, porém, são a parte mais conhecida da lírica camoniana. Com estrutura tipi-
camente silogística, normalmente apresentam duas premissas e uma conclusão, que costuma
ser revelada no último terceto, fechando, assim, o raciocínio.

Camões demonstra, em seus sonetos, uma luta constante entre o amor material, mani-
festação da carnalidade e do desejo, e o amor idealizado, puro, espiritualizado, capaz de con-
duzir o homem à realização plena.

Nessa perspectiva, o poeta concilia o amor como ideia e o amor como forma, tendo a
mulher como exemplo de perfeição, ansiando pelo amor em sua integridade e universalidade.

Amor é fogo que arde sem se ver

Amor é fogo que arde sem se ver;


É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;

É um não querer mais que bem querer;


É solitário andar por entre a gente;

58
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;

É querer estar preso por vontade;


É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor


Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

Alma minha gentil, que te partiste

Alma minha gentil, que te partiste


Tão cedo desta vida, descontente,
Repousa lá no Céu eternamente
E viva eu cá na terra sempre triste.

Se lá no assento etéreo, onde subiste,


Memória desta vida se consente,
Não te esqueças daquele amor ardente
Que já nos olhos meus tão puro viste.

E se vires que pode merecer-te


Algu~a cousa a dor que me ficou
Da mágoa, sem remédio, de perder-te,

Roga a Deus, que teus anos encurtou,


Que tão cedo de cá me leve a ver-te,
Quão cedo de meus olhos te levou.

Transforma-se o amador na cousa amada

Transforma-se o amador na cousa amada,


Por virtude do muito imaginar;
Não tenho logo mais que desejar,
Pois em mim tenho a parte desejada.

Se nela está minha alma transformada,


Que mais deseja o corpo de alcançar?
Em si sómente pode descansar,
Pois consigo tal alma está liada.

Mas esta linda e pura semideia,


Que, como o acidente em seu sujeito,
Assim co'a alma minha se conforma,

Está no pensamento como ideia;


[E] o vivo e puro amor de que sou feito,
Como matéria simples busca a forma.

59
Outros Autores

Francisco de Sá de Miranda (1481-1558). Escreveu poemas na medida


nova e na medida velha. Escreveu, ainda, a tragédia ―Cleópatra‖, as comédias
―Os Estrangeiros‖ e ―Vilhalpandos‖.

Antônio Ferreira (1528-1569). Discípulo de Sá de Miranda, escreveu


Poemas Lusitanos, Castro, Bristo e Cioso.João de Barros (1496?-1570), autor
de As décadas da Ásia.

REDAÇÃO - PROF. GABRIEL GOMES

Aula 12
Figuras de linguagens
FIGURA DESCRIÇÃO EXEMPLO
FIGURAS DE SOM
Repetição ordenada de ―Esperando, parada, pregada na pedra do
ALITERAÇÃO mesmos sons consonan- porto.‖
tais.
Repetição ordenada de ―Sou um mulato nato no sentido lato mula-
ASSONÂNCIA
sons vocálicos idênticos. to democrático do litoral.‖
―Eu que passo, penso e peço.‖
Aproximação de palavras "Com os preços praticados em planos de
PARONOMÁSIA de sons parecidos, mas de saúde, uma simples fatura em decorrência
significados distintos. de uma fratura pode acabar com a nossa
fartura" (Max Nunes)
FIGURAS DE CONSTRUÇÃO
Omissão de um termo fa- ―Na sala, apenas quatro ou cinco convida-
ELIPSE cilmente identificável pelo dos.‖
contexto Compramos presentes para todos.
Elipse de um termo que já Ele prefere programas de humor; eu, fil-
ZEUGMA
apareceu antes. mes.
― E sob as ondas ritmadas
Repetição de conectivos e sob as nuvens e os ventos
POLISSÍNDETO ligando termos da oração e sob as pontes e sob o sarcasmo
ou elementos do período. e sob a gosma e sob o vômito (...)‖
(Drummond)
Mudança da ordem natural ―De tudo ficou um pouco.
INVERSÃO
dos termos na frase. Do meu medo. Do teu asco.‖
Concordância não com o que vem expresso, mas com o que se suben-
tende, com o que está implícito.
SILEPSE De gênero Vossa Excelência está preocupado.
De número Os Lusíadas glorificou nossa literatura.
De pessoa Os brasileiros somos inúteis.
Termo solto na frase. Nor- A vida, não sei realmente se ela vale al-
malmente, isso ocorre por- guma coisa.
ANACOLUTO que se inicia uma determi- "O homem, chamar-lhe mito não passa de
nada construção sintática e anacoluto" (Carlos Drummond de Andra-
depois se opta por outra. de).
Redundância cuja finalida- ―E rir meu riso e derramar meu pranto.‖
PLEONASMO
de é reforçar a mensagem.
ANÁFORA Repetição de uma mesma ―Amor é um fogo que arde sem se ver;

60
palavra no início de versos É ferida que dói e não se sente;
ou frases. É um contentamento descontente;
FIGURAS DE PENSAMENTO
Aproximação de termos ―Os jardins têm vida e morte.‖
ANTÍTESE contrários, de palavras que "Já estou cheio de me sentir vazio." (Re-
se opõem pelo sentido. nato Russo)
Figura que apresenta um Moça linda, bem tratada, três séculos de
termo em sentido oposto ao família, burra como uma porta: um amor!
IRONIA usual, obtendo-se, com (Mário de Andrade).
isso, efeito crítico ou humo-
- Que bonito, hein!
rístico.
Substitui uma expressão Ele enriqueceu por meios ilícitos.
por outra menos brusca; Partiu desta para melhor.
EUFEMISMO em síntese, procura-se
suavizar alguma afirmação Você faltou com a verdade.
desagradável.
Trata-se de exagerar uma
Estou morrendo de sede. (em vez de es-
HIPÉRBOLE idéia com finalidade enfáti-
tou com muita sede)
ca.
PROSOPOPÉIA/ PERSONI- O jardim olhava as crianças sem dizer
FICAÇÃO nada.
Atribui a seres inanimados
predicativos que são pró-
―Choram as rosas / Porque não quero
prios de seres animados.
estar aqui.‖

Apresentação de idéias em
GRADAÇÃO OU CLÍMAX progressão ascendente ―Um coração chagado de desejos
(clímax) ou descendente Latejando, batendo, restrugindo.‖
(anticlímax)
Interpelação enfática a
―Senhor Deus dos desgraçados!
APÓSTROFE alguém (ou alguma coisa
Dizei-me vós, Senhor Deus!‖
personificada).
FIGURAS DE PALAVRAS
Consiste em empregar um ―Meu pensamento é um rio subterrâneo.‖
termo com significado dife- "Amor é fogo que arde sem se ver"
rente do habitual, com base Ela se levantou e fuzilou-me com o olhar.
numa relação de similari- Meu coração ruminava o ódio. Ele tinha o
dade entre o sentido pró- rei na barriga.
METÁFORA
prio e o sentido figurado. A
metáfora implica, pois, uma
comparação em que o co- Saltar de banda, pôr minhocas na cabeça.
nectivo comparativo fica
subentendido.
Autor pela obra: Ele sempre lê Machado
Como a metáfora, consiste de Assis.
numa transposição de sig- Causa pelo efeito: Conseguiu o emprego
nificado, ou seja, uma pala- com muito suor.
vra que usualmente signifi- Continente pelo conteúdo: Bebeu 2 copos
ca uma coisa passa a ser de água.
usada com outro significa- Efeito pela causa: Respeite-lhe os cabelos
do. Todavia, a transposição brancos.
METONÍMIA
de significados não é mais Espécie pelo indivíduo: O homem foi à Lua
feita com base em traços (astronauta)
de semelhança, como na Marca pelo produto: Comprei uma lata de
metáfora. A metonímia Nescau.
explora sempre alguma Instrumento por seu símbolo: Brigou anos
relação lógica entre os ter- pelo trono.
mos. Parte pelo todo: Não tinha teto para se
abrigar.
Ocorre quando, por falta de O pé da mesa quebrou.
um termo específico para Embarcou no avião às quinze horas para
designar um conceito, tor- comprar dentes de alho, duas cabeças de
CATACRESE
na-se outro por emprésti- alfinete e avaliar o conserto dos braços do
mo. Entretanto, devido ao sofá.
uso contínuo, não mais se A cabeça do prego está torta.

61
percebe que ele está sendo
empregado em sentido
figurado.
Consiste em substituir um Em 2014 e 2016 haverá dois grandes
nome por uma expressão eventos na cidade maravilhosa.
ANTONOMÁSIA
que o identifique com facili-
Os garotos de Liverpool eram um sucesso!
dade
Trata-se de mesclar, numa A luz crua da madrugada invadia meu
expressão, sensações per- quarto.
SINESTESIA
cebidas por diferentes ór- O verde áspero de seus olhos irritavam
gãos do sentido. meus ouvidos.
Aula 13

VÍCIO DESCRIÇÃO EXEMPLO


Grafar ou pronunciar uma Pesquiza (pesquisa), pobrema (proble-
CACOGRAFIA palavra em desacordo com ma), vrido (vidro) prototipo (protótipo),
B
a norma culta. rúbrica (rubrica), drobados (dobrados)
A
Areoporto, largatixa, abóboda, esteje,
R Qualquer tipo de erro de
CACOÉPIA seje, metereologia, mortandela, mendin-
B pronúncia.
go,
A
Todas as palavras, expres-
R Complot, cast, club. corner, repetir de
sões ou frases estrangei-
I ESTRANGEIRISMOS ano, somos em cinco, chegar justo na
ras empregadas indevida-
S hora, aficionado.
mente.
M
Palavras que por conterem
O Hipermercado – grego e latim
HIBRIDISMO elementos de línguas dife-
Endovenoso – grego e latim
rentes, são malformadas.
Fazem dois meses que ele não aparece.
Desvio da norma culta na Haviam 5 alunos na sala. É necessária
SOLECISMO
construção sintática. paciência.
Ontem assistimos o filme.
A empregada lavou as roupas que en-
controu no tanque.
Construção da frase de um
AMBIGUIDADE OU ANFIBO- O pai proibiu o filho de sair em sua mo-
modo tal que ela apresente
LOGIA tocicleta.
mais de um sentido.
Trata-se sobre um estudo sobre Macha-
do de Assis, cuja leitura recomendo.
―Se lá dos Céus não vem celeste aviso‖
(Os Lusíadas).
Mau som produzido pela Dê-me uma mão por cada dedo que ela
CACÓFATO CACOFONIA
junção de palavras tinha.
Essa fada, por ter me tido de paixão,
sempre se disputa.
Novo lançamento, resumo sintético, elo
de ligação, acabamento final, certeza
Repetição desnecessária absoluta, em duas metades iguais, sin-
PLEONASMO
de uma idéia. tomas indicativos, há 10 anos atrás, ve-
reador da cidade, outra alternativa, deta-
lhes minuciosos, conviver junto.
Segundo Mário Prata, se adolescente é
Criação desnecessária de aquele que está entre a infância e a ida-
NEOLOGISMO
palavras. de adulta, envelhescente é aquele que
está entre a idade adulta e a velhice.
Vossa Mercê, botânico, me permite fa-
Utilização de palavras que
ARCAÍSMO lar? Estou com dor no geolho. Já procu-
já caíram em desuso.
rei um físico e nada.
Palavras ou expressões Vamos tomar um troço ali no bar?
triviais ou de gíria. Os ple- Fiquei besta
beísmos não podem ser É isso aí, bicho...
PLEBEÍSMO tolerados na língua culta, Ele era um cara bacana...
pois espelham imediata-
mente grosseria, falta de
instrução, boçalidade.
Sequência das mesmas No mato tu matarás o tatu.
COLISÃO
consoantes. Este senhor é sumamente sensível.

62
Acumulo de vogais, produ- Já há alguns anos não chove.
HIATO
zindo efeito desagradável. Vou eu ou outro vai.
O menino repetente mente alegremente.
Repetição de palavras O acusado foi interrogado pelo magistra-
ECO terminadas pelo mesmo do.
som. O acusado foi interrogado pelo magistra-
do.

Exercícios
FIGURAS DE LINGUAGEM
01. (VUNESP) No trecho: "...dão um jeito de mudar o mínimo para continuar mandando o má-
ximo", a figura de linguagem presente é chamada:
a) metáfora
b) hipérbole
c) hipérbato
d) anáfora
e) antítese

02. (PUC - SP) Nos trechos: "O pavão é um arco-íris de plumas" e "...de tudo que ele suscita e
esplende e estremece e delira..." enquanto procedimento estilístico, temos, respectivamente:
a) metáfora e polissíndeto;
b) comparação e repetição;
c) metonímia e aliteração;
d) hipérbole e metáfora;
e) anáfora e metáfora.

03. (PUC - SP) Nos trechos: "...nem um dos autores nacionais ou nacionalizados de oitenta pra
lá faltava nas estantes do major" e "...o essencial é achar-se as palavras que o violão pede e
deseja" encontramos, respectivamente, as seguintes figuras de linguagem:
a) prosopopéia e hipérbole;
b) hipérbole e metonímia;
c) perífrase e hipérbole;
d) metonímia e eufemismo;
e) metonímia e prosopopéia.

04. (VUNESP) Na frase: "O pessoal estão exagerando, me disse ontem um camelô", encon-
tramos a figura de linguagem chamada:
a) silepse de pessoa
b) elipse
c) anacoluto
d) hipérbole
e) silepse de número

05. (ITA) Em qual das opções há erro de identificação das figuras?


a) "Um dia hei de ir embora / Adormecer no derradeiro sono." (eufemismo)
b) "A neblina, roçando o chão, cicia, em prece. (prosopopéia)
c) Já não são tão freqüentes os passeios noturnos na violenta Rio de Janeiro. (silepse de nú-
mero)
d) "E fria, fluente, frouxa claridade / Flutua..." (aliteração)
e) "Oh sonora audição colorida do aroma." (sinestesia)

06. (UM - SP) Indique a alternativa em que haja uma concordância realizada por silepse:
a) Os irmãos de Teresa, os pais de Júlio e nós, habitantes desta pacata região, precisaremos
de muita, força para sobreviver.
b) Poderão existir inúmeros problemas conosco devido às opiniões dadas neste relatório.

63
c)Os adultos somos bem mais prudentes que os jovens no combate às dificuldades.

Construindo um texto dissertativo

AULA 15 – OS TIPOS DE ARGUMENTO

AUTORIDADE
A conclusão se sustenta pela citação de uma fonte confiável, que pode ser um especia-
lista no assunto ou dados de instituição de pesquisa, uma frase dita por alguém, líder ou políti-
co, algum artista famoso ou algum pensador, enfim, uma autoridade no assunto abordado. A
citação pode auxiliar e deixar consistente a tese. Sempre entre aspas.
O cinema nacional conquistou nos últimos anos qualidade e faturamento nunca vistos
antes. “Uma câmera na mão e uma idéia na cabeça” - a famosa frase-conceito do diretor Gláu-
ber Rocha – virou uma fórmula eficiente para explicar os R$ 130 milhões que o cinema brasilei-
ro faturou no ano passado. (Adaptado de Época, 14/04/2004)

CAUSA E CONSEQUENCIA
Para comprovar uma tese, você pode buscar as relações de causa (os motivos, os por-
quês) e de conseqüência (os efeitos). Opera com base nas relações lógicas - causa e efeito,
analogia, implicação, identidade etc - instituindo-se relações prováveis, plausíveis, possíveis.
Ao se desesperar num questionamento em São Paulo, daqueles em que o automóvel
não se move nem quando o sinal está verde, o indivíduo deve saber que, por trás de sua irrita-
ção crônica e cotidiana, está uma monumental ignorância histórica.
São Paulo só chegou a esse caos porque um seleto grupo de dirigentes decidiu, no iní-
cio do século, que não deveríamos ter metrô. Como cresce dia a dia o número de veículos, a
tendência é piorar ainda mais o congestionamento – o que leva técnicos a preverem como ine-
vitável a implantação de perigos. (Adaptado de Folha de S. Paulo. 01/10/2000)

EXEMPLIFICAÇÃO OU ILUSTRAÇÃO
A exemplificação consiste no relato de um pequeno fato (real ou fictício). Esse recurso
argumentativo é amplamente usado quando a tese defendida é muito teórica e carece de es-
clarecimentos com mais dados concretos.
Um rápido olhar sobre nossas práticas cotidianas registra a amplitude e a profundidade
da corrupção, em várias intensidades.
Há a pequena corrupção, cotidiana e muito difundida. É, por exemplo, a da secretária da
repartição pública que engorda seu salário datilografando trabalhos “para fora”, utilizando má-
quina, papel e tempo que deveriam servir à instituição. Os chefes justificam esses pequenos
desvios com a alegação de que os salários públicos são baixos. Assim, estabelece-se um pac-
to: o chefe não luta por melhores salários de seus funcionários, enquanto estes, por sua vez,
não “funcionam”.

PROVAS CONCRETAS OU PRINCÍPIO


Ao empregarmos os argumentos baseados em provas concretas, buscamos evidenciar
nossa tese por meio de informações concretas, extraídas da realidade. Podem ser usados da-
dos estatísticos ou falsos ou fatos notórios (de domínio público).
São expedientes bem eficientes, pois, diante de fatos, não há o que questionar...
No caso do Brasil, homicídios estão assumindo uma dimensão terrivelmente grave. De
acordo com os mais recentes dados divulgados pelo IBGE, sua taxa mais que dobrou ao longo
dos últimos 20 anos, tendo chegado à absurda cifra anual de 27 por mil habitantes. Entre ho-
mens jovens (de 15 a 24 anos), o índice sobe a incríveis 95,6 por mil habitantes. (Folha de S.
Paulo. 14/04/2004).

ATRIBUTO

64
Relaciona o que é mais valorizado socialmente – o mais raro é melhor que o comum, o
mais refinado é o melhor que o grosseiro. Variante do argumento de atributo, o Argumento de
competência lingüística é a utilização da norma culta para mostrar que o produtor do texto
conhece a norma lingüística socialmente valorizada, atribuindo ao texto confiança.
Como escolher jóias para uma noiva?
Um decote pequeno pode ser acentuado por uma jóia refinada próxima ao pescoço.
Lembre-se de que colares de pérolas são sinal de refinamento e elegância.
"O orifício circular corrugado, localizado na parte ínfero lombar da região glútea de um
indivíduo em alto grau etílico deixa de estar em consonância com os ditames referentes ao di-
reito individual de propriedade".
Resumindo:
(........)

QUANTIDADE
Usa o fundamento mais=melhor: Maior número de pessoas; o que tem mais duração; o
que existe em maior número. É de grande valor para a publicidade.
De cada 100 entrevistados, 70 disseram que votariam em Luís Inácio da Silva e isso faz dele a
melhor escolha para o governo do país.

EXERCÍCIOS PROPOSTOS .

Tente identificar os tipos de argumentos usados nos textos abaixo:


A) Program é a solução completa e definitiva para o problema de pulgas em seu cão, gato ou
em qualquer ambiente de sua casa. Com apenas um comprimido por mês, Program age dire-
tamente no ciclo de vida das pulgas, impedindo que elas se reproduzam. Este tratamento é
revolucionário, pois não existe nenhum outro controle tão prático, seguro, eficiente e sem riscos
para seu animal ou sua família. Pergunte ao seu veterinário e descubra porque Program é o
líder mundial no combate às pulgas. (Veja São Paulo, 25/10/95.)

B) De cada 10 mineiras que têm o hábito de ler jornal, 9 lêem o ESTADO DE MINAS (Veja,
26/7/95. Detalhe de anúncio.)

C) BESKINE GOLD - O novo método de tratamento facial à base de OURO. (Nova, nov, 95.
Detalhe de anúncio de Amore Cosméticos.)

D) No Egito Antigo, madeixas longas eram exclusividade dos de posição social superior. Quan-
do não tinham cabeleiras, faraós e guerreiros simulavam o visual com mantas e perucas, o que
ajudava a distingui-los dos sacerdotes, que usavam corpo e cabeça raspados. ―Um nobre não
permitia que cortassem o seu cabelo, mas um pobre não tinha como resistir a isto‖, diz Francis-
co Marshall, do Núcleo de História Antiga da UFRGS. (Superinteressante, out, 2005.)

E) O paciente João de Souza Pereira deve ser submetido a vários exames e tratamento inten-
so, sendo então necessário o internamento de uma semana, aumentando a precisão dos resul-
tados obtidos no diagnóstico.

F) ―Diminuir as emissões de carbono pela metade colocaria o planeta em um patamar mais se-
guro, há um levantamento das propostas para cortar as emissões. Quanto mais energia vier de
meios limpos, por exemplo, menos impacto terão campanhas para reduzir o consumo. Uma
delas seria o uso da energia nuclear, dobrando o número de usinas.‖. (Superinteressante, out,
2005.)

AULA 016 – A REDAÇÃO PARA O VESTIBULAR

65
Saiba como fazer uma boa redação e se sair bem no vestibular
Redigir um bom texto é um processo que o aluno constrói com o tempo e com muita de-
dicação. Assim, para se escrever bem deve haver um treino constante. Engana-se quem acha
que fazer uma dissertação é questão de inspiração. Podemos dizer que o ato da escrita exige
99% de transpiração (muito esforço e dedicação) e 1% de inspiração.
Portanto, mãos à obra. Comece a se dedicar agora mesmo. Não perca tempo!
Um dos mais graves erros que pode ser cometido pelo vestibulando, e que é nota zero
na certa, é produzir um texto que fuja completamente do tema proposto. Para evitar esta terrí-
vel armadilha, é importante que você, antes de começar a sua dissertação, faça um pequeno
esquema, determinando o tema a ser tratado. Delimite o assunto, uma vez que o mesmo pode
ser muito abrangente e é impossível esgotar o tema em poucas linhas. Além disso, escolha um
ponto de vista a ser defendido, pois ele será o fio condutor de sua dissertação e, por isso, deve
ser bastante claro e bem determinado na introdução do texto, ou seja, no primeiro parágrafo.
Para sustentar a sua tese, o seu ponto de vista, é necessário que você tenha argumen-
tos fortes e coerentes. Assim, determine em seu esquema alguns argumentos que você irá
usar em seu texto.
É bom lembrar que o texto dissertativo é estruturado em três partes: introdução, que
corresponde ao 1º parágrafo, onde deve estar muito clara a sua tese; desenvolvimento, que
corresponde ao 2º, 3º , 4º e etc., dependendo do número de linhas que serão exigidas pelo
vestibular, onde você defenderá, com os argumentos escolhidos, a sua tese, e a conclusão,
que corresponde ao último parágrafo, onde você fará a conclusão lógica da tese proposta no 1º
parágrafo e que foi fundamentada com os argumentos discutidos no desenvolvimento do texto.
Ao fazer este esquema, você poderá observar se não há contradições. Por exemplo: a
tese é a defesa dos direitos humanos e os argumentos defendem a pena de morte. Há aí uma
contradição lógica entre a tese e os argumentos ou, então, concluir a dissertação negando a
sua tese. Portanto, preste muita atenção na estrutura lógica do texto.
Para se discutir um assunto, é importante que se tenha uma formação geral e global.
Por isso, a dica é ler muito mesmo, sobre os mais variados assuntos e muita leitura de jornais e
revistas, os quais abordam temas da atualidade, que são geralmente pedidos nas provas de
redação.
Embora a tese seja a sua opinião sobre determinado assunto, no texto dissertativo não
se deve usar a 1ª pessoa do discurso, como "eu acho", "eu penso", "eu acredito" e etc. e tam-
bém não dê conselhos ao leitor.
Muitas vezes, quando não se domina muito o tema, o aluno tende a usar várias frases
interrogativas, com o objetivo de ―enrolar‖, para conseguir o número de linhas exigidas pelo
exame vestibular. Esta estratégia utilizada não engana o examinador do seu texto, que saberá
que você não conhece o assunto proposto. Lembre-se, dessa forma, que fazer dissertação é
responder perguntas e não, simplesmente, fazê-las sem respondê-las.

Luci Prudente de Mello é professora de Língua e Literatura Portuguesa e Redação no


Colégio Assunção, em São Paulo.
(disponível em http://vestibular.terra.com.br/interna/0,,OI757139-EI5091,00.html)

Mais algumas dicas:


* Dê seqüência progressiva e lógica às idéias; * Evite repetição de idéias;
* Evite repetição de palavras. Use sinônimos
* Escreva cada parágrafo com uma única idéia central, desenvolvendo-a com clareza e objeti-
vidade;
* Não faça generalizações como todo mundo, ninguém e etc.;
* Não use frases feitas, clichês e esteriótipos.

Temas da redação do Enem


De acordo com Savioli, tentar adivinhar os temas cobrados na dissertação do Enem não
ajuda em nada. "O conhecimento prévio do tema pode levar professores a prepararem todos os

66
alunos da mesma maneira. Isso é fatal para a redação, pois ela é feita para avaliar a capacida-
de de construir um texto próprio e de ter uma reflexão personalizada", diz.
Por sua experiência com vestibulares e com o Enem, Savioli divide os temas de disser-
tação em três grandes áreas:
assuntos que tratam do indivíduo e temas filosóficos - por exemplo, realização pro-
fissional, felicidade, amor, paixão, depressão, estresse;
a relação do indivíduo com a sociedade - por exemplo, política, solidariedade, rela-
ções de poder, cotas, preconceito racial;
a relação do indivíduo com o universo biofísico - por exemplo, poluição ambiental,
utilização de recursos não-renováveis, preservação do meio ambiente.
http://vestibular.uol.com.br/ultnot/2009/07/21/ult798u24997.jhtm

EXERCÍCIOS PROPOSTOS .

PROPOSTA DE RADAÇÃO
Os cinco sentidos do corpo humano
Nós, seres humanos, temos cinco sentidos fundamentais, são eles: audição, olfato, pa-
ladar, tato e visão. São eles que propiciam o nosso relacionamento com o ambiente. Com es-
ses sentidos, o nosso corpo percebe o que está ao nosso redor, e isso nos ajuda a sobreviver
e integrar com o ambiente em que vivemos.
Com isso,
• pelo tato – pegamos algo, sentimos os objetos, sentimos o calor ou frio.
• pela audição – captamos e ouvimos sons.
• pela visão – vemos as pessoas, observamos contornos, as formas, cores e muito ou-
tros.
• pelo olfato – identificamos os cheiros ou os odores.
• pelo paladar – sentimos os sabores.
A audição é um dos cinco sentidos básicos cuja função é captar os sons existentes no
meio em que vivemos e enviá-los ao córtex cerebral. Os sons ou barulhos são originados pelas
ondas sonoras liberadas no ar sofrendo compressão e descompressão. Devido às diferenças
na freqüência de cada onda sonora, ouvimos diferentes sons.
O olfato é um dos cinco sentidos básicos, originado por estímulos do epitélio olfativo que
se encontra nas cavidades nasais. Esse é o único sentido diretamente ligado às emoções e ao
depósito de memórias. O epitélio olfativo abriga aproximadamente 20 milhões de células sen-
soriais e cada célula possui seis pêlos sensoriais também conhecidos como cílios. É bastante
sensível, bastam pequenas quantidades de moléculas para estimulá-lo, mas só consegue per-
ceber um cheiro a cada vez.
O paladar é um sentido dos organismos animais, induzindo à percepção do sabor, o
gosto das substâncias que compõem normalmente o hábito alimentar de um determinado ani-
mal.
O sentido do tato não se encontra em uma região específica, pois todas as regiões do
organismo possuem mecanorreceptores responsáveis pela percepção do toque, termoceptores
responsáveis pela percepção do frio e do calor e terminações nervosas livres responsáveis pe-
la percepção da dor que muda apenas de intensidade.
A visão constitui um dos cinco sentidos, nos permite enxergar as belezas e as diversida-
des do mundo. É uma percepção muito importante para os seres vivos em especial para o ho-
mem, pois é através dela que podemos distinguir as coisas através de imagens, podemos
guardar as feições de uma pessoa na memória, entre outras.
Com base no texto de apoio e em outras informações de seu conhecimento, redija
um texto argumentativo no qual você responda à pergunta: Se você tivesse de escolher
um entre os cinco sentidos do corpo humano (visão, audição, olfato, paladar e tato), qual
deles você escolheria?

AULA 17 – AS PARTES DE UMA DISSERTAÇÃO

67
A INTRODUÇÃO
Constitui o parágrafo inicial do texto e deve ter, em média, 5 linhas. É composta por uma
sinopse do assunto a ser tratado no texto. Não se pode, entretanto, começar as explicações
antes do tempo. Todas as idéias devem ser apresentadas de forma sintética, pois é no desen-
volvimento que serão detalhadas.
A construção da introdução pode ser feita de várias maneiras:
•constatação do problema: Ex.: O aumento progressivo dos índices de violência nos
grandes centros urbanos está promovendo uma mobilização político-social.
•delimitação do assunto: Ex.: A cidade do Rio de Janeiro, um dos núcleos urbanos
mais atrativos turisticamente no Brasil, aparece nos meios de comunicação também como foco
de violência urbana.
•definição do tema: Ex.: Como um dos mais problemáticos fenômenos sociais, a vio-
lência está mobilizando não só o governo brasileiro, mas também toda a população num esfor-
ço para sua erradicação.
Na construção da introdução, a utilização de um dos métodos apresentados não seria
suficiente. Deve-se, num segundo período, lançar as idéias a serem explicitadas no desenvol-
vimento. Para tanto podem-se levantar 3 argumentos, causas e conseqüências, prós e contras.
Lembre-se de que as explicações e respectivas fundamentações de cada uma dessas idéias
cabem somente ao desenvolvimento.
Observe alguns exemplos:
•A televisão - Se por um lado esse popular veículo de comunicação pode influenciar o
espectador, também se constitui num excelente divulgador de informações com potencial até
mesmo pedagógico.
(as três idéias: manipulador de opiniões, divulgador de informações e instrumento edu-
cacional.)
•Escassez de energia elétrica - Destacam-se como fatores preponderantes para esse
processo o aumento populacional e a má distribuição de energia que podem acarretar novo
racionamento.
(as três idéias: crescimento da população e da demanda de energia, problemas com dis-
tribuição da energia gerada no Brasil e a conseqüência do racionamento do uso de energia)
•A juventude e a violência - Pode-se associar esse crescimento da violência com o
número de jovens envolvidos com drogas e sem orientações familiares, o que gera preconceito
em relação a praticantes de esportes de luta e ―funkeiros‖.

O DESENVOLVIMENTO
Esta segunda parte de uma redação, também chamada de argumentação, representa o
corpo do texto. Aqui serão desenvolvidas as idéias propostas na introdução. É o momento em
que se defende o ponto de vista acerca do tema proposto. Deve-se atentar para não deixar de
abordar nenhum item proposto na introdução.
Pode estar dividido em 2 ou 3 parágrafos e corresponde a umas 20 linhas, aproximada-
mente.
A abordagem depende da técnica definida na introdução: 3 argumentos, causas e con-
seqüências ou prós e contras. O conceito de argumento é importante, pois ele é a base da dis-
sertação. Causa, conseqüência, pró, contra são todos tipos de argumentos; logo pode-se apre-
sentar 3 causas, por exemplo, num texto.
A reflexão sobre o tema proposto não pode ser superficial, para aprofundar essa abor-
dagem buscam-se sempre os porquês. De modo prático o procedimento é:
Levantar os argumentos referentes ao tema proposto.
Fazer a pergunta por quê? a cada um deles, relacionando-o diretamente ao tema e à
sociedade brasileira atual. É muito importante manter uma abordagem mais ampla, mostrar os
dois lados da questão. O texto esquematizado previamente reflete organização e técnica, valo-
rizando bastante a redação. Logo, um texto equilibrado tem mais chances de receber melhores
conceitos dos avaliadores, por demonstrar que o candidato se empenhou para construí-lo.

68
Recurso adicional - para elucidar uma idéia e demonstrar atualização, pode-se apresen-
tar de forma bastante objetiva e breve um exemplo relacionado ao assunto.
Indique três causas das proposições a seguir e justifique cada uma através de uma fra-
se:
Precariedade do sistema de transportes; Alto índice de mortalidade infantil; Con-
gestionamento nas grandes cidades
Aponte três conseqüências para os temas abaixo e construa um parágrafo fundamen-
tando cada uma:
Baixo índice de mão-de-obra especializada; Falta de investimento em tecnologia;
Uso de agrotóxicos
Levante um argumento favorável e um desfavorável para a proposição a seguir. Cons-
trua um parágrafo envolvendo suas idéias:
As greves dos trabalhadores em relação à sociedade e à nação

A CONCLUSÃO
Representa o fecho do texto e vai gerar a impressão final do avaliador. Deve conter, as-
sim como a introdução, em torno de 5 linhas. Pode-se fazer uma reafirmação do tema e dar-lhe
um fecho ou apresentar possíveis soluções para o problema apresentado. Apesar de ser um
parecer pessoal, jamais se inclua. Evite começar com palavras e expressões como: concluin-
do, para finalizar, conclui-se que, enfim...

AULA 18 – O PARÁGRAFO

ESTRUTURA DO PARÁGRAFO

Aceleração da Aprendizagem

Somos seres sociais, portanto, necessitamos comunicar nossas idéias e sentimentos.


Para tanto, utilizamos a linguagem oral ou escrita.
Na oral, a comunicação efetiva-se com mais facilidade, pois lançamos mão de vários
recursos extratextuais como os gestos, as expressões faciais e outros meios que facilitam a
interação entre emissor e receptor.
Na escrita, não contamos com esses recursos. Para que um texto seja bem sucedido,
deve ser um todo harmonioso, em que partes denominadas parágrafos, se entrelaçam.
O parágrafo, então, constituirá um elemento básico na estruturação de um texto, pois
―facilita ao escritor a tarefa de isolar e depois ajustar convenientemente as idéias principais da
sua composição, permitindo ao leitor acompanharlhe o desenvolvimento nos diferentes está-
gios‖. (Othon M. Garcia)

Observe como o texto é realmente um todo significativo, elaborado em partes que se


entrelaçam.

Uma proposta pedagógica de aceleração da aprendizagem necessita resgatar teorias


educacionais bem-sucedidas e conjugá-las na prática pedagógica em favor dos alunos. Não se
trata, portanto, de dogmatismos teóricos e, sim, de ecletismo responsável e conseqüente.
Destaca-se, nesse conjunto de princípios referenciais, o fortalecimento da auto-estima
dos alunos, para acelerar a aprendizagem daqueles que apresentam defasagem idade-série.
O trabalho voltado para o fortalecimento da auto-estima começa por aquele olhar novo,
vivificador, estimulador de todos os agentes da escola sobre os alunos, sobre todos os alunos.
Mas, efetivamente, deve configurar-se em ações concretas, consistentes e coerentes, no senti-
do de desmontar qualquer sentimento de inferioridade em termos de aprendizagem, pela cons-
trução de uma prática de sucessos constantes.

69
Assim essa auto-estima será reconstruída pela própria via da aprendizagem. Isso
significa que, no contexto do próprio processo pedagógico de desenvolvimento dos conteúdos
escolares, o aluno pode elevar seu autoconceito, sentido-se cada vez mais seguro para partici-
par, questionar, refutar, argumentar, analisar, decidir.

(Texto adaptado – Nilcéa Lopes Lima dos Santos)

O texto-modelo compõe-se de 4 parágrafos, indicados por um afastamento da margem


esquerda da folha.
Atualmente, com o advento da informática, passou-se a usar o parágrafo americano que não
mais apresenta o afastamento da margem, porém se destaca no corpo do texto, apenas por
um espaço maior entre um parágrafo e outro.
Pode-se dizer que o parágrafo é uma unidade redacional. Serve para dividir o texto, que
é um todo, em partes menores, tendo em vista os diversos enfoques.
O texto-modelo, por exemplo, distribui assim as suas idéias.
No 1o parágrafo, observa-se a idéia principal – apresentação das características de
uma proposta pedagógica específica.
No 2o e 3o parágrafos constata-se o desenvolvimento da idéia principal:
• 2o parágrafo – exposição de um dos princípios que fundamentam a proposta: fortalecimento
da auto-estima;
• 3o parágrafo – detalhamento do que significa o fortalecimento da auto-estima.
No 4o parágrafo, tem-se a conclusão da idéia principal – auto-estima elevada propicia
segurança no processo de ensino-aprendizagem.
Da mesma forma que o texto, o parágrafo também se estrutura em idéia principal, de-
senvolvimento e conclusão. O parágrafo, em escala menor, distribui as partes pelos períodos
que o compõem.
Segundo Othon M. Garcia, o parágrafo se constitui por um ou mais períodos, em que se
desenvolve determinada idéia central ou principal ou nuclear ou tópico frasal, a que se agre-
gam outras secundárias, relacionadas pelo sentido e decorrentes dela.
Essa divisão, às vezes, corresponde mais ao aspecto semântico (de significação) do que
propriamente ao aspecto sintático (de estrutura frasal).
Ao analisar o terceiro parágrafo do texto citado, observa-se a seguinte estrutura.
a. Idéia principal: ―O trabalho voltado para o fortalecimento da auto-estima do aluno começa
por aquele olhar
novo‖...
b. Desenvolvimento: ―...vivificador, estimulador de todos os agentes da escola sobre os alu-
nos, sobre todos os
alunos. Mas, efetivamente, deve configurar-se em ações concretas, consistentes e coeren-
tes...‖
c. Conclusão: ―... no sentido de desmontar qualquer sentimento de inferioridade em termos de
aprendizagem, pela construção de uma prática de sucessos constantes.‖
Evidentemente, não pode haver moldes rígidos para a construção do parágrafo, que de-
pende, em grande parte, da natureza do assunto, do gênero de composição, das preferências
de quem escreve, e, até (ainda menos freqüentemente) de certo arbítrio pessoal.
Mas tal possibilidade de variação não impede que se recomende aos estudantes aquele
tipo de estrutura que assegura a unidade e a coerência do parágrafo.
Para alcançá-las, faz-se necessário não fragmentar, em blocos distintos, o conjunto
constituído pela idéia-núcleo e suas ramificações. Daí, decorre, naturalmente, não ter impor-
tância maior a extensão do parágrafo, que pode constar até de uma só linha, ou estender-se
por um número maior de linhas.
Assim, o parágrafo apresenta três partes: a idéia principal, o desenvolvimento e a con-
clusão.

IDÉIA PRINCIPAL

70
A idéia-núcleo encontra-se, de modo geral e sucinto, no que se chama idéia principal.
Via de regra, o tópico frasal situa-se no início do parágrafo, mas, algumas vezes, por motivos
estilísticos, desloca-se dessa posição inicial. Pode ocorrer, também, que se dilua no parágrafo.
A idéia principal pode constar de uma declaração, uma pergunta, uma definição ou con-
ter uma divisão.
• Declaração (afirmativa, negativa, duvidosa)
Ex.: Nenhuma comunidade lingüística pode se considerar composta de indivíduos que falam
uma língua em todos os pontos idênticos.
• Pergunta
Ex.: Será que a violência ignora que muitas vezes não lhe cabe outro destino do que o do bu-
merangue, voltando ao ponto de partida, com efeito oposto ao do arremesso com que partiu?
• Definição
É o método freqüente na linguagem didática.
Ex.: Os pulsares são estrelas que, dentro de uma fantástica periodicidade, emitem fortes lam-
pejos de energia.
• Divisão
Predomina, também, no discurso didático.
Ex.: A cadeira de Língua Portuguesa da 1a série divide-se em duas partes: LP I, em que se
ensinam noções de gramática, e LP II, em que se prioriza o estudo de textos.

Magda Maria de Freitas Querino


Maria Teresa Caballero Brügger
Universidade Gama Filho

AULA 18 – AVALIANDO UMA REDAÇÃO

Mentira é doença, problema moral, necessidade ou brincadeira?


Em fevereiro de 2009, o mundo ficou espantado com a violência sofrida por uma advo-
gada brasileira em Dübendorf, cidade da Suíça.
Ela teria sido agredida e muito machucada por neonazistas, num ataque brutal de xeno-
fobia (desconfiança, temor ou antipatia por estrangeiros). A jovem advogada teria, inclusive,
sofrido um aborto de gêmeos, sendo encaminhada para o hospital em estado de choque.
Até o presidente Lula declarou publicamente seu horror diante do acontecido. Poucos
dias depois, contudo, o mundo inteiro se revoltou, ao descobrir que tudo era uma grande inver-
dade. Todos nós, certamente, conhecemos vários mentirosos. Por que eles existem? O que é,
afinal, a mentira: doença, problema moral, necessidade irresistível, brincadeira? Ou o ato de
mentir é provocado por todas essas razões?

Elabore uma dissertação considerando as idéias a seguir:

Prenda-me se for capaz


Nem sempre a mentira tem perna curta. O filme de Steven Spielberg conta a história real
de um mestre do disfarce, Frank Abagnale Jr.
(personificado por Leonardo Di Caprio). Ele fez carreira, aproveitando suas habilidades
de grande mentiroso. Mudou várias vezes de identidade e viveu a vida como quis, aplicando
golpes milionários, até ser apanhado pela polícia. O impostor, o estelionatário, muitas vezes, é
uma figura sedutora, mas isso não diminui a gravidade de seu crime.

Primeiro de abril!
"O hábito de brincar com essa data é universal. A origem das brincadeiras nesse dia é
desconhecida, mas dizem que tudo começou no século 16, com a mudança para o calendário
gregoriano, que trocou a comemoração do Ano Novo para 1º de janeiro (antes a data era mó-
vel, variando de 25 de março a 1º de abril). Quem continuava comemorando na antiga data era

71
chamado de "bobo de abril". Na Inglaterra, quem "cai em 1º de abril" é chamado de noodle (pa-
teta). Na França, de poisson d'avril (peixe de abril); nos Estados Unidos, de april fool (bobo de
abril)."
O mitômano ou mentiroso patológico
Mitômano (...) é a pessoa manipuladora e autocentrada que inventa histórias continua-
mente para conseguir o que quer, com pouca consideração ou respeito pelos interesses dos
outros. (...) A causa pode ser mecanismo de defesa ou autoafirmação desenvolvido na primeira
infância, associada à alguma desordem mental, caso das personalidades narcísicas ou histriô-
nicas.
[Quando mentir é um problema, reportagem da revista "Época", 19/2/09]
Escritores e a mentira
ı "A mentira é, muita vez, tão involuntária como a transpiração." Machado de Assis
ı "A principal mentira é aquela que contamos a nós mesmos". Nietzsche
ı "Somente as mulheres e os médicos sabem o quanto a mentira é benéfica aos homens." Ana-
tole France
ı "A mentira é uma verdade que se esqueceu de acontecer." Mario Quintana
ı "Uma mentira dá uma volta ao mundo antes mesmo de a verdade ter oportunidade de se ves-
tir". Winston Churchill
Observações
ı Seu texto deve ser escrito em língua portuguesa;
ı Não deve estar redigido em forma de poema (versos) ou narração;
ı A redação deve ter no mínimo 15 e no máximo 30 linhas escritas;
ı Não deixe de dar um título a sua redação;
ı Envie seu texto até o dia 25 de abril de 2009;
ı Confira as redações avaliadas a partir de 4 de maio de 2009.
Elaboração da Proposta
Profa. Dra. Márcia Lígia Guidin

Tendo como base as idéias apresentadas nos textos acima faça uma dissertação sobre o tema

Mentira é doença, problema moral, necessidade ou brincadeira?

Mentir, qual a sua finalidade?


A mentira é um problema que nós faz pensar como é praticada em muitos assuntos hoje
em dia. O ser humano quando quer adquirir seus objetivos,em muitos casos são levados por
impulso ou por uma questão de conseguir aquilo que deseja,''mentindo'', para que possa che-
gar ao ponto obtido.
O homem é subestimado as modificações que a globalização vem trazendo.Nos cri-
mes,no âmbito social,político e cultural,os mesmo são levados a exercer em muitos momentos
atitudes e gestos para que seja acobertado ou para ajudar ao próximo.Ideologicamente,as pes-
soas comete erros,como na área da justiça,que leva principalmente aos advogados de defesa
a exercer um papel de debate buscando a verdade e a falsidade para explicar tais situações da
vitima.Apesar de ser um trabalho muito confinado,as pessoas pratica a arte de mentir.Mas, o
que seja arte diante desse ponto? Arte de mentir,é saber contornar com ricos argumentos,onde
dentre estes a mentira se incluiu em determinados conceitos do problema em pauta,onde e
muito utilizado por pessoas que querem obter conquistas utilizando o método de mentir.
Os sujeitos que praticam bastante esse ritmo de falsear problemas,ou para ocasionar ou
pra prejudicar algo,já é vivido desde os tempos remotos,quando o homem procurava situações
para matar o trabalho forcado,ou para se sair de tais ocorrências que os levasse a dor.Com
essas manias de exercitar palavras que modifica todo o percurso da historia,pode no futuro tra-
zer problemas para os mesmo que persistem.A convivência eis um dos meios que leva princi-
palmente crianças e adolescentes a repetir aquilo que os pais ou familiares demonstram sobre
visão deles. Como jovens não tem muita noção da vida,os mesmo acabam visualizando aquilo
que os pais realizam achando correto e refazendo o errado não para eles,e sim aos que visam
o comportamento dos mesmos.

72
Contudo,a humanidade sempre irá movimentar essa pratica de mentir,seja diante da jus-
tiça ou partido social.Pois somos submersos as evoluções que o mundo faz a cada tempo de
mudanças,sendo assim,o "homem" ao desempenhar o papel de falso ou ele estas se alto- aju-
dando ou esta danificando a alguém ou a algo que lhe possa prejudicar, realizando qualquer
atitude dessas no ambiente político igualitário.
Texto elaborado por pré-vestibulando para a proposta anterior
Comentário geral
Mesmo demonstrando empenho em tecer considerações a respeito do tema, a estudan-
te encontra dificuldades para ultrapassar as inúmeras limitações linguísticas que o texto apre-
senta. Sublinhamos erros de acentuação, regência, concordância nominal e verbal, pontuação,
espaçamento entre palavras e emprego de aspas e cedilha, além de problemas recorrentes de
adequação vocabular.
Aspectos pontuais
1) No primeiro parágrafo, o trecho assinalado em cinza está obscuro para o leitor. Ob-
serve nossa sugestão para corrigi-lo. "O ser humano, muitas vezes, age por impulso, e acaba
mentindo para obter aquilo que deseja."
2) Subestimar significa "não dar o devido valor". Submeter, por sua vez, significa "sujei-
tar, expor". No segundo parágrafo, portanto, podemos dizer que "o homem está submetido às
transformações que a globalização vem trazendo". O mesmo verbo pode ser utilizado no último
parágrafo. Observe: "estamos submetidos, às evoluções que acontecem no mundo".
3) Nossa sugestão para a redação do primeiro trecho assinalado no terceiro parágrafo
será a seguinte. "Desde a época mais remota, os homens já usavam subterfúgios para escapar
de trabalhos forçados ou para evitar ocorrências que ocasionassem dor".
4) Observe, no último período do terceiro parágrafo, que a grafia correta do verbo ter na
terceira pessoa do plural é têm. Observe também que a palavra "mesmo" não deve substituir o
pronome pessoal (como acontece em "os mesmos acabam visualizando").
Nossa sugestão para o trecho assinalado será "como os jovens não têm muita noção da
vida, acabam realizando aquilo que os pais acham correto".
Valor: 10,0 pontos
Valor atribuído à redação: 2,0 pontos
http://educacao.uol.com.br/bancoderedacoes/redacao/ul t4657u438.jhtm

ESPANHOL - PROF. GABRIEL GOMES E PROFESSORA FABIANNE FREITAS

Adjetivos possessivos/Adjetivos posesivos

1 persona singular Mi (s)


2 persona singular Tu (s)
3 persona singular Su (s)
1 persona plural Nuestros (s)
2 persona plural Vuestro (s)
3 persona plural Su (s)

Os adjetivos possessivos tem a função de caracterizar o substantivo. O adjetivo possessivo é


colocado na frente do substantivo que caracteriza.
Exemplos: Estos son mis amigos.
Vuestra famlia es muy simpática.

Pronomes possessivos/ Pronombres posesivos

1 persona singular Mío/Mía (s)


2 persona singular Tuyo/Tuya (s)
3 persona singular Suyo/Suya (s)

73
1 persona plural Nuestro/ Nuestra (s)
2 persona plura Vuestro/Vuestra (s)
3 persona plural Suyo/Suya (s)

Podem substituir um substantivo.


Podem aparecer posposto aos substantivos para dar ênfases.
Podem ser antecedidos por verbos e artigos.
Exemplos: Esta cartera es mía.
- Mi casa es muy grande.
- Pues la mía es pequeña.

Pronombres Demonstrativos

Definidos Indefinidos ( Neutro)


Este Ese Aquel Esto Eso Aquello
Esta Esa Aquella
Estos Esos Aquellos
Estas Esas Aquellos

Os pronomes demonstrativos determinam os substantivos e podem assumir funções adjeti-


vas ou pronominais. O primeiro grupo acima ( este, esta,...) se referem a coisas que o falante
considera próximas de si mesmo, o segundo grupo (ese, esa,...) é utilizado pelo falado quando
este se refere a coisas que considera pertencentes ao âmbito do seu interlocutor e o terceiro
grupo ( aquel, aquella,...) é utilizado quando o falante se refere a coisas que estão distantes de
si e do interlocutor.
Exemplos: Este libro es de aquel alumno.
Aquel profesor trabaja en ese colegio.

Pronomes Indefinidos/Pronombres Indefinidos

INDEFINIDOS ESPANHOL PORTUGUÊS


Poco (s), poca (s) Hay pocas personas en la Há poucas pessoas na rua
calle
Mucho (s), mucha Muchas gracias! Muito obrigado!
(s)
Algún, alguno (s), Algunos quieren encontrar Alguns querem encontrar as
alguna (s) los orígenes de mi raza en origens da minha raça em
lugares exóticos lugares exóticos
Ningún, ninguno, Ningún animal será some- Nenhum animal se-
ninguna tido a malos tratos. rá submetido a maus tratos.
Bastante (s) Hay bastantes gatos para Há bastantes gatos para a
adopción adoção
Todo (s), toda (s) Todos los animales tienen Todos os animais têm direito
derechos a la existencia à existência
Varias, varios Él tiene varios amigos Ele tem vários amigos
Un, uno, una Un lugar bien escondido Um lugar bem escondido
Cierto (s), cierta Cierta vez fui a una expo- Certa vez fui a uma exposição
(s) sición de animales y me de animais e gostei muito
gustó mucho
Cada Cada uno debe jugar con Cada um deve jogar com bo-

74
bola de color diferente las de cor diferente

INDEFINIDOS ESPANHOL PORTUGUÊS


Alguien Si alguien quiere formar una Se alguém quer formar uma
familia família
Nadie Sin nadie a quien ofrecer su Sem ninguém a quem oferecer
cariño seu carinho
Algo Me gustaría ser el guardián Gostaria de ser o guardião de
de algo que vive algo que vive
Nada No me falta nada Não me falta nada
Os indefinidos referem-se as pessoas de maneira vaga ou indefinida.Podem acompanhar (
adjetivos indefinidos) ou não os substantivos. Podem variar em gênero e número. Exemplos:
Algunos candidatos hablaron tonterías, pero pocas personas los llevaron en serio todo el ti-
empo. ( acompañan substantivo)
Todo es posible. ( substituem o substantivo)

Adverbios de Lugar

Os advérbios são invariáveis e tem a função de ― modificar‖ ou se relacionar a verbos, adje-


tivos ou outros advérbios. As vezes necessitam ser acompanhados de preposições que indi-
quem lugar.
Aquí Allí Allá Lejos Donde
Cerca (de) Delante(de) Abajo Arriba Junto
Encima (de) Debajo (de) Adelante Atrás Adonde
Enfrente (de) Dentro (de) Afuera Adentro Alrededor

Adverbios Interrogativos

Dónde ¿Dónde está la cocina?


Adónde ¿Adónde vas?
Cuándo ¿ Cuándo es tu cumpleaños?
Cómo ¿ Cómo vas al cine?
Por qué? ¿Por qué tienes prisa?
Adverbios de tempo/Adverbios de tiempo
ahora, antes, después, siempre, nunca, jámás, trade, temprano, pronto, hoy, mañana, ayer,
anteayer, anoche, todavia, aún, ya mientras apenas

Adverbios de modo
Aposta, adrede, apenas, así, bien, mal, despacio, deprisa, mejor, peor, solo, solamente e ou-
tros terminados em –mente.

Advérbios de quantidade/Adverbios de cantidad


Mucho, algo, poço, todo,nada, demasiado, bastante, más, menos, además, incluso, también

Advérbios de afirmação /Adverbios de afirmación


Si, claro, cierto, seguro, también

Advérbios de negação/Adverbios de negación

75
No, nunca, jamás, tampoco

Advérbios de dúvida/ Adverbios de Duda


Tal vez, quizá (s), acaso, problamente.

Pronomes Reflexivos
1 persona singular Me
2 persona singular Te
3 persona singular Se
1 persona plural Nos
2 persona plural Os
3 persona plural Se

Os pronomes reflexivos acompanham os verbos que têm função reflexiva quando a ação recai
sobre o sujeito mesmo.
Verbos Reflexivos
Sentirse, vestirse, llamarse, bañarse, sentarse,divertirse,peinarse,olvidarse,recordarse,
Acostarse, levantarse, etc.

Exemplos: Me levanto a las seis todos los días.


Carmen no se sentia bien.
Nos divertimos mucho el final de semana.

O pronome sempre antecede o verbo exceto em casos em que o verbo esteja no infinitivo, ge-
rúndio e imperativo.
Infinitivo: Voy a acostarme temprano hoy.
Gerundio: La niña está peinándose.
Imperativo:¡Siéntate!

Acento Diacrítico
Alguns monossílabos levam acento para diferenciar dos que tem a mesma grafia mas que
possuem significados diferentes.

Sem acento Com acento


De/dé Preposición: Forma del verbo dar:
Me encanta la ropa de seda Espero que esta solución dé resultado.

El/él Artículo Pronombre personal:


Necesito el auto para ir al mercado. Yo me llamo Luís y él Carlos.

Mas/más Conjunción (―pero‖) Averbio:


Se fue, mas antes se despidió de todos Hay que tener más sensibilidad social.

Mi/mí Nota musical/Pronombre posesivo Pronombre complemento


En mi ciudad hay poços cines. A mí me gustan las flores.

Se/sé Pronombre personal reflexivo: Formas do verbo saber y ser:


Ana se baña dos veces por dia. Ya sé lo que quiero para mi cumpelaños.
Vayas donde vayas, sé espontáneo.

Si/ sí Nota musical/Conjunción condicional: Pronombre complemento


Si tienes tiempo, llama a tus padres. Alberto solo piensa en sí mismo.
Adverbio de afirmación:
Pedí aumento y me dijeron que sí.

76
Te/té Nombre de la letra t/pronombre Substantivo (―infusión‖)
personal reflexivo
¿ Te vas a perfumar de nuevo? Siempre tomo un té con limón antes de
acostarme.

Tu/tú Pronombre posesivo : Pronombre personal:


Tu opinión es bastante interesante. ¡Tú siempre quieres ir al ballet!

Também ocorre com algumas palavras que não são monossílabas:


Aun/aún Conjunción ( ―incluso‖, ―inclusive‖) ( sem acento)
Esta tienda abre siempre, aun los los domingos.
Adverbio de tiempo ( ―todavía‖) ( com acento)
Aún no han instalado el nuevo programa.

Solo/Sólo Adjetivo ( ―sin compañia‖) (sem acento)


A Raúl no le gusta estar solo en casa.
Adverbio ( ―solamente‖) ( com acento)
Faltan sólo dos dias para nuestro viaje.

Ese/ése Demonstrativo em función de adjetivo ( sem acento)


Ese Chico de azul es mi Hermano.
Demonstrativo como pronombre ( com acento)
ése es mi Hermano.

Falsos Amigos

Os falsos amigos costumam ser palavras derivadas do latim, as quais aparecem em idi-
omas com morfologia semelhante, e que têm, portanto, a mesma origem. No entanto, muitas
vezes o falante pode estabelecer uma correspondência de significados inadequada, acreditan-
do numa relação de amizade semântica falsa. Assim, pode confundir-se diante de palavras
com grafia ou pronúncia parecidas, mas que na realidade possuem significados totalmente di-
ferentes. Entre o espanhol e o português, são freqüentes os falsos amigos, também chamados
heterosemânticos. Observe:

BILLETERA CIGARRO COMETA

Falsos Amigos (em


Significado Não confundir com
espanhol)
Acordar Lembrar Sair do sono
Acreditar Creditar Ter fé / achar
Tratar com atenção /
Agasajar Agasalhar
Agradar
Alejado Afastado / Distante Aleijado

77
Aniversário de um
Dia em que se completa
Aniversario acontecimento ou da
anos
morte de alguém
Apellido Sobrenome Apelido
Asignatura Disciplina / Matéria Assinatura
Asistir Frequentar Ver
Aula Sala de aula Ato de dar aula
Balcón Varanda / Sacada Balcão
Berro Agrião Grito
Billetera Carteira Bilheteira
Bolso Bolsa Bolso de roupa
Objeto utilizado para
Borracha Bêbada
apagar
Borrar Apagar Fazer borrões
Maleta de primeiros
Botiquín Botequim
socorros
Divertir-se de forma in-
Brincar Pular
fantil, zombar
Jóia ou bijuteria usada
Brinco Pulo / Salto
na orelha
Cajón Gaveta Caixão
Rua / Via / Caminho/
Calzada Calçada
Estrada
Cana Cabelo branco Planta
Cancelar Pagar Anular
Caprichoso Teimoso Cuidadoso
Carné Carteira (documento) Carnê de pagamentos
Carpeta Pasta (papéis) Carpete
Não significa apenas
Cartón Papelão
"cartão"
Celoso Ciumento Que tem zelo
Cena Janta / Jantar Cena
Cigarro Charuto Cigarro
Ato de unir, usando co-
Colar Coar
la.
Não significa apenas o
Cometa Pipa (papagaio)
"corpo celeste"
Não significa apenas
Competência Competição "habilidade para de-
sempenhar algo".
Concierto Show / Concerto Conserto
Contestar Responder Contradizer / replicar
Contestador Secretária Eletrônica Pessoa que contesta
Objeto utilizado para
Copo Floco
beber
Crianza Criação / Educação Criança
Conozco Conheço Conosco
Cubiertos Talheres Cobertos
Cuello Pescoço / Gola Coelho

78
PAPA
ESCOBA
MACETA

Falsos Amigos (em


Significado Não confundir com
espanhol)
Débil Fraco Débil mental
Despido Demissão Sem roupa
Não significa apenas
Dirección Endereço
"direção"
Embarazo Gravidez Embaraço
En cuanto Assim que Enquanto
Enojar Aborrecer Ter nojo
Enojo Raiva Nojo
Escoba Vassoura Escova
Escritorio Escrivaninha Local de trabalho
Exquisito Delicioso Esquisito
Sentir saudades / Es- Não significa apenas
Extrañar
tranhar "estranhar"
Fechar Colocar data Tapar / Bloquear
Ferias Feiras Período de descanso
Não possui relação com
Finca Sítio
o verbo "fincar"
Flaco Magro Fraco
Funda Fronha Profundidade
Gajo Gomo Galho
Não significa apenas
Guitarra Violão
"guitarra"
Inversión Investimento Inversão
Janta Cena Parte de filme ou vídeo
Expulso por não cumprir
Jubilado Aposentado
os requisitos
Jugar Brincar Jogar
Grande extensão trans-
Largo Comprido
versal
Latir Bater (coração) Dar latidos / ladrar
Lentilla Lente de Contato Lentilha
Maceta Vaso de flores Macete
Madre Mãe Freira
Mostrador Balcão Aquele que mostra
Niño Criança / Menino Ninho
Novela Romance Telenovela
Local onde se fabricam
Oficina Escritório
ou consertam coisas

79
Oso Urso Osso
Padre Pai Sacerdote
Forma conjugada do
Pago Pagamento
verbo "pagar"
Palco Camarote Local de apresentações
Papa Batata Chefe da Igreja Católica
Pasta Macarrão Substância viscosa
Película Filme Membrana muito fina

TARJETA TAZA
RUBIO

Falsos Amigos (em


Significado Não confundir com
espanhol)
Pegar Colar / Grudar Segurar / Buscar
Pelado Careca Sem roupa
Pelo Cabelo Pêlo
Não significa apenas
Pesado Pessoa chata "pessoa com muito pe-
so "
Polvo Pó, poeira Animal
Não significa apenas
Prender Acender
"atar"
Quitar Tirar Liquidar
Não significa apenas
Raro Esquisito
"pouco vulgar"
Rato Momento Animal
Ratón Rato Ratão
Reparar Consertar Observar
Não significa apenas
Rico Gostoso
"abundância"
Rojo Vermelho Roxo
Rubio Loiro Ruivo
Salada Salgada Salada
1ª pessoa do presente
Não possui relação com
Salgo do indicativo do verbo
o verbo "salgar"
sair
Planta utilizada como
Salsa Molho
condimento
Separarse Desquitar Separar-se
Sitio Lugar Pequena fazenda
Sobrenombre Apelido Sobrenome
Solo Só Terreno / chão
Sótano Porão Sótão
Suceso Acontecimento, fato Sucesso

80
Talón Calcanhar Talão
Tapa Tampa Golpe
Tarjeta Cartão Tarja
Taza Xícara Taça
Termo (elemento, pala-
Término Fim
vra)
Tirar Atirar Retirar
Todavía Ainda Todavia
Tonto Bobo Pessoa com tonturas
Trozo Pedaço Troço
Objeto para colocar flo-
Vaso Copo
res
Vello Pêlo Velho
Não significa apenas
Vereda Calçada
"caminho estreito"
Zueco Tamanco Sueco
Zurdo Canhoto Surdo

Sinais de pontuação/ Signos de puntuación


Español Símbolo gráfico
Punto ( .
Coma ( , )

Punto y coma ( ; )
Interrogación ( ¿? )
Exclamación (¡! )
Puntos suspensivos ( .... )
Crema- diéresis ( ü )
Comillas (―‖ )
Guión ( - )
Raya ( --- )

Verbo Gostar/ El verbo gustar

Conjugación Pronombre suje- Pronombre


to complemento
gusto Yo me
gustas Tú te
gusta Él/Ella/Usted Le
gustamos Nosotros (as) nos
gustáis Vosotros (as) os
gustan Ellos (as)/Ustedes les

Opcional
A mí
A tí
A él/ella/usted
A nosotros (as)
A vosotros (as)
A ellos/ellas/ustedes

81
O verbo gustar em espanhol é utilizado para expressar gostos pessoais. Utiliza-se antes do
verbo um pronome complemento que indica a pessoa a quem gosta de algo. O verbo gustar
tem uma estrutura diferente e a concordância está de acordo com o objeto e não com o sujei-
to.
Exemplos: Me gusta el deporte.
Me gustan los deportes.
Deve levar a prepoisção A quando se diz o pronome do caso reto ou a pessoa:
Exemplos:
A Juan le gusta cantar
É importante observar o pronome complemento adequado a pessoa (sujeito).
Le gusta cantar. (le= pronome que se refere a terceira pessoa, Juan)

.
Exercícios e Interpretações de Textos:

(UFMS) Indique os artigos para preencher corretamente as lacunas na proposições a


seguir:
a)Juan queria____coche.
b)María queria____muñeca.
c) José no sabía___ que queria.

01) un/ella/ello;
02) el/la/lo;
04) lo/la/le;
08) él/la/lo;
16)un/una/lo.

(UFPA)
De todos los países y pueblos hay una imagen más o menos tópica, más o menos
real. Se dice, por ejemplo, que los españoles, en general, son apasionados y bastante
desorganizados. Se dice también que son simpáticos, amables, demasiado habladores y
un poquito dramáticos. El irlandês Ian Gibson ( hispanista que vive en España y tiene
nacionalidad española) en su libro ― Fuego en la sangre: la nueva España‖ , dice ade-
más, que los españoles son ruidosos, sensuales, viatalistase incapaces de escuchar
durante mucho tiempo al interlocutor. Por outra parte, el estereotipo es muy importante
em el extranjero todavía. España significa solamente, para muchos, playas y sol, fla-
menco y toros. Para algunos, España sigue asociada a la tragédia de la Guerra Civil (
1936-1939), y a una imagen arcaica e rural. La verdad es que muy poos conocen la Es-
paña de hoy: un país contradictorioy variado, un país tradicional y moderno, un país tu-
rístico pero también un país europeo industrial y dinámico.
( MIGUEL, Lourdes;SANS, Neus. Rápi-
do.Barcelona:Difusión,1994)

Según el texto se puede decir que:


2. en España hay solamente muchas playas y sol.
3. El libro de Gibson está equivocado.
4. nadie conoce la España actual.
5. en realidad, España es un país de contrastes.
6. a los españoles les gusta escuchar, durante mucho tiempo, al interlocutor.

Según el texto se dice que los españoles son:


amables y bastante desordenados;
tranquilos pero muy alegres y simpáticos;
dinámicos e incapaces;

82
un poco habladores y dramáticos;
modernos y muy trágicos.

Lea las frases que siguen:


I.Hispanistas es una persona que vive em España.
II.La Guerra Civil Española dejó el país tradicional y arcaico.
III. España es un país turístico y moderno.
IV. Sobre los españoles pesan muchos tópicos.
De acuerdo con el texto, está correcta la opción:
2. I, III y IV
3. I y IV
4. I y II
5. II y III
6. III y IV
3) Señala las alternativas que contienen los artículos adecuados en el mismo orden de las
expresiones de abajo:
a)_______alma dulce.
b)_______avenida ancha.
c)_______hambre canina.
d)_______árbol frondoso.
e)_______amplia alameda.

el/e//el/el/la.
Un/un/un/un/uma
04)Un/ Una/un/un/uma
08)La/la/la/el/la
16)El/la/el/el/el
32)El/la/el/el/la

5. ¿ Qué alternativa completa adecuadamente la frase?


Siempre vienen a comprar...
Los lúneses y jueve;
b)El lunes y jueves;
c) los lunes y jueves;
d) los lunes y jueveses;
e) lo lunes y jueves.

6. (UCS) Tomar conciencia para donar órganos

Pese a lo conmovedores que suelen resultar los casos concretos de personas que ne-
cesitan un trasplante para seguir vivas, todavía hay mucho más demanda que disponibi-
lidad efectiva de órganos.
Ello significa que aún que existen resistencias en la sociedad, por lo que es impres-
cindible redoblar los esfuerzos de esclarecimiento público para promover el acto solidá-
rio de la donación de órganos.
Muchas son las personas que esperam un órgano para salvar sus vidas. Entre ellas,
hay quienes están en situaciones desesperante, internadas mientras se trata de conse-
guir un órgano que no llega.
Los avances de las ciencias de este siglo han permitido logros insospechados para
dar , prolongar y mejorar la vida. Muchos de ellos , como los trasplantes, conmueven va-
lores ancestrales sobre la muerte y el cuerpo humano, por lo que su asimilación no es
homogénea em la sociedad. Esto explica la reticencia que todavia persiste para regis-
trarse como donante y, sobre todo , para aceptar la ablación de un órgano familiar.
No todo áquel que se propone ser donante puede serlo efectivamente. Para que los
órganos puedan utilizarse es preciso que se trate de personas sanas que Sean, prefe-

83
rentemente, jóvenes y que se actúe rápidamente , antes de que el paro cardíaco suceda
a la muerte cerebral y se haga imposible la ablación.También es necesario que las fami-
lias estén dispuestas a donar los órganos de um familiar que fallece y que sepan cómo
proceder.
Por eso las campañas públicas debderían apuntar con mayor intensidad a lograr, por
un lado , el concurso activo de los profesionales dela salud y, por outro lado, a que la
sociedad em general tome conciencia de lo que significa salvar vidas. Porque nadie está
exento de que esta vida en peligro mañana pueda ser la propria o la la de un ser queri-
do.

A melhor tradução para o termo ablación é:


a) Doação; d)perda;
b) Obtenção; e) partilha.
c) Extração;

Em relação ao quarto parágrafo do texto, é correto afirmar que:


a) A idade não é requisito para a doação efetiva de órgão.
b) Os órgãos doados poderão ser utilizados em pessoas jovens.
c) Atuar rapidamente é garantia de sucesso dos transplantes.
d) Os transplantes de órgãos tornam-se impossíveis quando a parada cardíaca é
antecedida de morte cerebral.
e) Pessoas dispostas a doar órgãos de um familiar sabem os procedimentos a serem
adotados.

7. ¿ Qué pronombres sujeto podrían anteceder los verbos en las frases siguientes?
a) Somos muy felices._______
b) Ayer la vi em la calle.________
c) ¿ Quieres ir al cine?_______
d) Sé que voy a conseguirlo._______
e) ¿Quieren volver a casa?________
f) ¿Estáis felices?_________

8. Analiza las palabras en cursiva y pon la persona y el número del pronombre que le
corresponde, según el modelo:
Me ducho por la mañana . 1 sing.
1. Siéntese ud, por favor.__________
2. Voy a estudiar a España.___________
3. Amar, tener salud y mucha paz, ello es lo que importa._________
4. Soñé con mi madre._________
5. Uds. Tienen uma casa muy bonita._________
6. Los García llegaron ayer._______
7. Cristina y tú sereis felices._______
8. Las alumnas están encantadas.________
9. Carlos y yo estudiamos juntos.___________
10. Sabes que te quiero mucho, ¿verdad?_______

9. Marque a alternativa que contêm os pronomes possessivos que substituem


adequadamente as palavras assinaladas:
Estos panatalones son de mi hermano.
El coche es de los novios.
Las historias son de Marta y Carlos.
Las perritas son de la señora María.
La foto es de Cristina y Paulo.
Tuyos, suyos, tuyas, tuya, suyas;
Suyos, suyo, suyas,suyas, suya;

84
Suyo,tuyo,tuya, vuestra,vuestra;
Suyos, vuestro, suyas, vuestra,tuya;
Suyo,suyos,suyas,vuestra,suya.

10. Relacione as colunas.


( ) son tus gafas. 1. Son mías.
( ) son tus maletas. 2. Son tuyas.
( ) son tus paraguas. 3. Son suyos
( )son mis fotos. 4. Son tuyos.
( ) son sus bolígrafos. 5. Son suyas.

(ACAFE-SC)

Instrucciones para llorar


Dejando de lado los motivos, atengámos a la manera correcta de llorar,
entendiendo por esto un llanto que no ingrese en el escándalo, ni que insulte a la
sonrisa con su paralela y torpe semejanza. El llanto médio u orinario consiste en una
contracción general del rostro y un sonido espasmódico acompañado de lágrimas y
mocos , estos últimos al final, pues el llanto se acaba en el momento en que uno se
suena enérgicamente.
Para llorar, dirija la imaginación hacia usted mismo, y si esto le resulta imposible
por haber contraído el hábito de creer en el mundo exterior, piense en un pato
cubierto de hormihas o en esos golfos del estrecho de Magallanes en los que no entra
nadie, nunca.
LLegado el llanto, se tapará con decoro el rostro usando ambas manos con la
palma hacia adentro. Los niños llorarán con la manga del saco contra la cara, y de
preferência en un rincón del cuarto. Duración media del llanto, três minutos.

Según el texto, llorar exige:


Esconderse em um Rincón del cuarto.
Uma mueca que se parezca a la sonrisa.
Imaginar un interior de estrechos.
Taparse com un saco la cara.
Lagrimear y contraer los músculos de la cara.

¿ Cuál alternativa traduce correctamente al portugués las palabras rincón, mocos y


llanto, respetando el sentido del texto?
Cruzamento,muco, pranto;
Recanto, catarro, pranto,
Lugar, secreção, plano;
Esquina, catarro, janta;
Canto, secreção nasal, choro.

85
(UFMS-RS) LABORATORIO
Contar calorias da buen redito
Controlar únicamente las grasas no es para adelgasar rápido.
Un estudio de la Universidad Vanderbilt, en Nashville, Estados Unidos concluyó que pa-
ra adelgazar rápido lo mejor es controlar las calorias de los alimentos. La investigación se
hizo sobre SOS grupos que inventaban bajar de peso: unos comían entre 1.200 a 1.500
calorías diárias, y otros no contaban calorias sino que solo se permitían 30 gramos diá-
rios de grasas. Después de cuatro meses, los primeiros perdieron el doble de peso los
segundos. Pero la dieta de las calorias fue más difícil de mantener que la outra y al año
los que la habían seguido fueron los que recuperaron más kilos.
NOTICIAS, Argentina, Nov.1994.

Em ―para adelgazar rápido lo mejor es (...)‖,o contraário das palavras sublinhadas é


respectivamente:

Engordar, lento, peor;


Enflaquecer, ligero, malo;
Romper, lento, buen;
Enflaquecer, arrastrado, peor;
Engordar, ligero, malo.

Analise cada uma das afirmações e indique se são verdadeiras (v) ou falsa ( f), segundo
o texto.
( ) Num processo de emagrecimento rápido, o método de controle de calorias é super
ao de controle de gorduras.
( ) A alimentação controlada trás benefícios à economia familiar.
( ) Quanto à manutenção de peso após uma dieta, o método de redução de gorduras é
mais eficiente.

A sequência correta é:

V-V-V
V-V-F
F-V-V
V-F-V
F-F-V

Se, em ― da buen rédito‖, a palavra destacada fosse substituída por ―respuesta‖, a pala-
vra ― buen‖:
Ficaria inalterada.
Seria trocada por ―bueno‘.
Se transformaria em ― buen‖.
Seria substituída por ― buenas‖.
Passaria para ―buena‖.

13) (UFPR)

86
― Caminante, son tus huellas el
Camino, y nada más; caminante,
No hay camino, se hace camino al andar.
Al andar se hace camino, y al
volver la vista atrás se vê la senda
que nunca se há de volver a pisar.
Caminante , no hay camino,
sino estelas en la mar.‖
( Antonio Machado – Poeta español)

Podemos decir que este texto hace referencia a:


La necesidad de luchar.
Lo encantos de la mar.
La buena dicha de los caminates.
Las huellas de los caminates.
Los caminos de la vida.

Indicar la representación correcta de las palabras:


Huella-rastro
Senda –camino
Senda- ruta
Estela-lucero
Huella -hueco
Estela -huella

16) Preencha os espaços com os pronomes complemento:


a) A María y Dani ______gusta jugar al tênis en la mañana.
b) A Jessica ______gusta ir de compras al centro comercial.
c) A mí ______gusta contar chistes a mis mejores amigos.
d) A tu madre ______gusta pasar tiempo en la casa.
e) ¿ A ti gustan tus clases?
f) A él _____ gusat leer el periódico todos los dias.
g) A ellos_____gusta salir a comer em restaurantes buenos.

17) Para mí________situación es inusitada.


a) igual; d)misma;
b) propia; e)tales.
c) tal;

18) ¡Uy, qué susto! Pensé que no había_______________ para retirarme del ascensor.
a) ningunos funcionarios;
b)ningún funcionários;
c) algún funcionários;
d) nadie.
e) cualquiera funcionário

87
INGLÊS - PROF. KEGAN / AMANDA - TURMA 01 / 02

AULA 01: PRESENTE CONTÍNUO E PASSADO CONTÍNUO

A)PRESENTE CONTÍNUO

Usamos o presente continuo para indicar ações que estão acontecendo agora, neste exato momento. Ou
também para indicar que algo não está acontecendo agora.

O ING corresponde ao nosso NDO. Comendo, Andando, Falando, etc.

Talk–Talking, Watch-Watching, eat-eating, Learn-Learning, Study-Studying, Play-playing, Do-


doing.

Frases POSITIVAS: A estrutura das frases afirmativas no presente contínuo é construída da se-
guinte maneira: PRONOME PESSOAL (I, He, She, It, You, They, We) + Verbo TO BE correspon-
dente (IS, ARE, AM) + Verbo acrescido de ING.

You are watching TV. (Você está assistindo TV)


You are learning English now. (Você está apredendo ingles agora)
I am sitting. (Eu estou sentando)

Frases NEGATIVAS: A estrutura das frases negativas no presente contínuo é construída da seguin-
te maneira: PRONOME PESSOAL (I, He, She, It, You, They, We) + Verbo TO BE correspondente
(IS, ARE, AM) + NOT + Verbo acrescido de ING.

You are not watching TV. (Você não está assistindo TV)
You are not learning English now. (Você não está apredendo ingles agora)
I am not sitting. (Eu não estou sentando)

Frases INTERROGATIVAS: A estrutura das frases interrogativas no presente contínuo é constru-


ída da seguinte maneira: Verbo TO BE correspondente (IS, ARE, AM) + PRONOME PESSOAL
(I, He, She, It, You, They, We) + Verbo acrescido de ING.

Are you watching TV? (Você está assitindo TV?)


Are you working on any special projects at work? (Você está trabalhando em algum projeto especial no
trabalho?)
EXERCÍCIOS
1) Traduza as frases, depois passe-as para o negativo e para o interrogativo.

a) Right now, Tom is writing the letter.


b) You are still watching TV.
c) I am meeting some friends after work.
d) I am going to the party tonight.
e) He is visiting his parents next weekend.
f) I am reading the book Tom Sawyer.
g) They are reading their books.
h) You are swimming now.
B) PASSADO CONTÍNUO
O Past Continuous é uma ação que teve uma duração em um passado estabelecido, ou uma ação que foi
interrompida. Ex: A noiva já estava se dirigindo para o altar quando cheguei na Igreja.

88
ESTRUTURA:
Esse tempo é formado pelo passado do verbo to be (was/ were) e pelo sufixo –ing acrescido ao verbo
principal. A estrutura sintática das sentenças segue o modelo:

Sujeito + Verbo to be conjugado no passado (was, were) + Verbo principal acrescido do sufixo –ing +
Complemento

Situações de Uso
a) Ação que estava ocorrendo no momento em que uma outra a interrompeu. Neste caso, o Past Conti-
nuous é geralmente utilizado com as conjunções: when, while e as.
Ex: When I arrived, Tom was talking on the phone.

b) Em ações simultâneas.
Ex:They were sleeping while I was reading.

Outros Exemplos:

I‟m australian, but I was spending a few months over in Britain. (Eu sou australiano, mas estava passando
alguns meses na Inglaterra.)
I was watching TV when the phone rang. (Eu estava assistindo à TV quando o telefone tocou.)
The dress she was wearing was awful. (O vestido que ela estava usando era horrível.)
He was drawing when his mother arrived. (Ele estava desenhando quando sua mãe chegou.)
AULA 02: PASSADO DO VERBO TO BE E PASSADO SIMPLES
A) PASSADO DO VERBO TO BE

O verbo to be no passado corresponde aos verbos: ERA e ESTAVA.

Frases AFIRMATIVAS: Use a forma was para I, he, she, it e were para as demais pessoas. A estrutura
da frase fica da seguinte maneira: PRONOME PESSOAL + VERBO TO BE NO PASSADO + COM-
PLEMENTO.

I was (eu era ,eu estava)


you were ( você era ,você estava)
he was (ele era ,ele estava)
she was (ela era, ela estava)
it was (ele(a) era, ele(a) estava)
we were (nós éramos, nós estávamos)
they were (eles(as) eram ,eles(as) estavam)

I was her friend last year. (Eu era amiga dela ano passado)
You were my best boyfried. (Você era meu melhor namorado)
She was home last night. (Ela estava em casa noite passada)

Frases NEGATIVAS: Usam-se as formas negativas wasn‟t (was not) para I,he,she,it e weren‟t( were
not) para as demais pessoas. A estrutura da frase fica da seguinte maneira: PRONOME PESSOAL +
VERBO TO BE NO PASSADO + NOT+ COMPLEMENTO.
Was + not = wasn´t / Were + not = weren´t
I wasn‟t (Eu não era/estava)
you weren‟t (vocês não eram/estavam)
he wasn‟t
she wasn‟t
it wasn‟t
we weren‟t
they weren‟t

89
He wasn‟t there. (Ele não estava lá.)

Frases INTERROGATIVAS:As perguntas se formam com a anteposição do verbo to be ao sujeito.


was I …?
were you…?
was he…?
was she…?
was it…?
were we…?
were you…?
were they…?
Where were you? (Onde você estava?)
Was she home?(Ela estava em casa?)

COMO RESPONDER?
Was she home?(Ela estava em casa?)
Yes, She was. No she, was not. (sim, ela estava/ não, ela não estava)

Exercícios
1) Passe as frases para as duas outras formas (Afirmativo,Negativo, Interrogativo):
a)Was she home?(Ela estava em casa?)
b)He wasn‟t there. (Ele não estava lá.)
c)When I was a child, I was very naughty.(Quando eu era criança, eu era muito levado.)
d)You were happy. (Você estava feliz.)
e)Were you at the party? ( Você estava na festa? )
B) PASSADO SIMPLES
Os verbos no SIMPLE PAST são empregados para indicar uma ação completamente terminada no passa-
do ou uma ocorrência habitual de ações no passado.

O auxiliar utilizado para orações negativas e interrogativas é o did.

Orações no simple past são normalmente acompanhadas por advérbios ou locuções adverbiais que indi-
cam tempo passado, como: yesterday, last + advérbio de tempo (last night, last month, last year) e expres-
sões compostas por advérbio de tempo + ago (a year ago, a few hours ago, a month ago). Pode aparecer
também após alguns advérbios que funcionam como indicadores do SIMPLE PRESENT (always, never,
on weekends), mas para indicar uma ocorrência habitual no passado.

O simple past também é usado após as expressões as though e as if e o verbo to wish. Nestes casos, se o
verbo no passado for to be, todas as pessoas deverão ser usadas na forma were (incluindo a 1.ª e a 3.ª
pessoa do singular).

Frases AFIRMATIVAS: SUJEITO + VERBO INFINITIVO (sem “to”) + ED


Exemplos: (to love)
I loved
He/She/It loved
You loved
We loved
They loved

Frases NEGATIVAS: SUJEITO + AUXILIAR + NOT + VERBO INFINITIVO (sem “to”)


Exemplo: (to love)
I did not love
He/She/It did not love
You did not love

90
We did not love
They did not love
Pode-se substituir did not por sua forma contraída: didn’t.

Frases INTERROGATIVAS: AUXILIAR + SUJEITO + VERBO INFINITIVO (sem “to”)


Exemplos: (to love)
Did I love?
Did you love?
Did he/she/it love?
Did we love?
Did you (plural) love?
Did they love?

Outros exemplos:
I learned English. (Eu aprendi inglês).
A few years ago the internet didnt exist. (Há alguns anos a internet não existia).
Did you love your ex-boyfriend? (Você amou seu ex-namorado?)
We studied by ourselves. (Nós estudamos por nós mesmos).
Did you called to your mother? (Você ligou para sua mãe?).
Did they read the book? (Eles leram o livro?)
He went to my house yesterday. (Ele foi para minha casa ontem).
We always visited our grandmother.(Nós sempre visitamos nossa avó).
I wish you played soccer with us. (Eu gostaria que você tivesse jogado futebol conosco).

Exceções:

· Em verbos que terminados em y precedido por consoante, troca-se y por ied. Exemplo: (to study) He
studied (Ele estudou);
· Em verbos que já terminam em e, acrescenta-se somente d. Ex: (to dance) I danced;
· Verbos que têm apenas uma sílaba e terminam numa vogal + consoante, dobrar a última letra antes de
acrescentar ed. Ex: (to stop) They stopped (Eles pararam);
· Verbos que têm mais de uma sílaba, terminam em vogal + consoante e a última sílaba é a tônica, dobrar
a última letra antes de acrescentar ed. Ex: (to permit) We permitted (Nós permitimos);

•Existem ainda verbos irregulares que:

a) não mudam de forma: ( ATENÇÃO! O contexto aqui é essencial para indicar se o verbo está no simple
present ou no simple past)

To cut - cortar Cut


To hit - bater Hit
To fit - atacar Fit
To read - ler Read

b) mudam uma vogal:

To get - pegar Got


To sit - sentar Sat
To give - dar Gave
To drink - beber Drank
To become - tornar (se) Became

91
c) são alterados radicalmente:

To be - ser Was / were


To bring - trazer Brought
To teach - ensinar Taught
To feel - sentir Felt
To send - mandar Sent
To take - tomar Took
To know - saber / conhecer Knew
To have - ter Had
To go - ir Went

AULA 03: FUTURO COM WILL E GOING TO

Assim como no Português, existem várias formas de expressar o futuro. Podemos expressar o futuro até
mesmo usando um tempo verbal do presente:

O trem parte às 22 horas. –> The train leaves at 10 p.m. (Simple Present: leaves.)

Eu estou chegando amanhã de manhã. –> I‟m arriving tomorrow morning. (Present Continuous: am arri-
ving.)

Repare que o tempo é presente, mas expressa idéia futura.

Agora, vamos ver o uso de WILL e GOING TO para expressar o Futuro.

Fórmula → (sujeito) + will + verbo principal no infinitivo (sem „to‟)

Fórmula → (sujeito) + am/is/are + going to + verbo principal no infinitivo

Use WILL:

* para dizer que algo vai acontecer ou deverá acontecer num futuro não-imediato;
* quando você não tinha planos de fazer algo, e na hora, durante a conversa, resolve que irá fazer algo;
* para fazer previsões sobre o futuro, sobre coisas que não podemos ter certeza;
* quando fizer promessas, se oferecer ou se propor a fazer algo, concordar ou recusar-se a fazer algo;
* para fazer um pedido polido.
* em frases condicionais: If (present) + will.

Algumas palavras ou frases usadas com o futuro com will: I think, I expect; maybe, perhaps; probably,
possibly.

Exemplos:

1. I think I‟ll call him later. No. I‟ll call him now.
2. We‟ll probably move to a bigger apartment.
3. Maybe this help you.
4. Will you please open the window?
5. They will never come if you don‟t invite them.

Use GOING TO:

92
* para falar sobre uma ação, fato ou situação previamente planejada;
* para expressar uma ação que acontecerá num futuro imediato ou certo;
* para dar uma aviso a alguém sobre uma situação perigosa.

Exemplos:

1. I am feeling horrible. I‟m going to get sick.


2. Now that I have all the money, I‟m going to buy a new car.
3. Where are you going? I‟m going to fetch some coffee.

DICAS PROFESSOR DENILSON DE LIMA

Perguntas sobre a diferença entre "will" e "going to" são freqüentes na minha caixa de e-mails. É engra-
çado como os cursos, livros e professores conseguem complicar algo que é tão simples! O segredo, como
sempre dizemos por aqui, é o seguinte: "pare de procurar regras gramaticais em tudo e comece a observar
o uso das coisas na vida real".

"Will" tem vários usos em inglês. Mas quando comparado com "going to" a dúvida é sobre o tal do tempo
verbal futuro em inglês. Então vamos ficar apenas com este caso. Ah, quero lembrar a todos que, linguis-
ticamente falando, o tempo verbal futuro em inglês não existe! Pelo menos não dá forma como temos em
português.

Bem, veja só! "Will" quando usado para falar de algo no futuro geralmente vem acompanhado de expres-
sões que indicam incerteza. Como assim!? Calma! Veja as expressões abaixo:

I think... (Eu acho que...)


Probably, ... (Provavelmente, ...)
I guess... (Eu acho...)
I'm not sure, but I think... (Não tenho certeza, mas acho que...)
I don't know, but I think... (Num sei não, mas acho que...)
Maybe... (Talvez...)

Estas são exemplos de expressões que indicam incerteza em inglês. Claro que há outras, mas com estas aí
você já será capaz de fazer a diferença.

Pois bem! Agora veja as sentenças abaixo:

Eu provavelmente vou para Salvador em dezembro.


Não sei não, mas acho que não vou à festa no sábado que vem.
Talvez nós não estaremos aqui amanhã.

Como as expressões de incerteza estão presentes nas sentenças a palavra que indica o futuro a ser usada é
"will". Assim sendo teremos:

I will probably go to salvador in December.


I don't know! But I think I will not go to the party next Saturday.
Maybe we will not be here tomorrow.

Agora caso você esteja certo do que vai fazer, não lhe resta dúvidas sobre o que fará no futuro, já está
decidido e praticamente acertado, então o que deverá dizer é:

I'm going to Salvador this year.


I'm not going to the party next Saturday.
We're not going to be here tomorrow.

93
Veja que nestes últimos exemplos as expressões de incerteza não apareceram. O motivo é simples: você
não têm dúvidas do que irá fazer; você sabe que fará aquilo e pronto! Você está se organizando para fa-
zer!

Conclusão: quando não tiver certeza do que fará no futuro use o "will" acompanhado de "expressões de
incerteza"; quando tiver certeza use o "going to".

AULA 04: SENTENÇAS CONDICIONAIS

O "if" como substantivo significa possibilidade, incerteza e como conjunção, se ,caso que e embora. O "clause"
significa oração. Nos "if-clauses" temos uma oração principal e uma oração subordinada (if), e é basicamente uma
cláusula condicional. A estrutura dos "if-clauses" tem basicamente quatro formas e pode ser melhor compreendi-
da se pensarmos assim:

SE (IF) ENTÃO
If he comes, I will talk to him
Se ele vier, eu falarei com ele
Y SE(IF) CONDIÇÃO X
I will talk to him If he comes
Eu falarei com ele se Ele vier

1) Primeiro condicional:
- expressa uma condição de futuro possível;
- declara a conexão entre eventos ou situações que são possíveis mas
não certo. Muito usado para se referir a resultados possíveis(y) de ações e eventos também possíveis (x).

If + present will + infinitive (sem to) / imperativo / anômalos

(presente/futuro)

If
he invites me, I will go to the party.
Se ele me convidar, eu irei à festa.
If he invites me, I go.
Se ele me convidar, eu irei.
If he invites me, I can go
Se ele me convidar, eu posso ir
CONDIÇÃO X RESULTADO y

2) Segundo condicional:

- expressa uma condição presente ou futura irreal;

- declara uma ligação entre eventos e situações que podem não vir a se realizar. Muito usado para se falar do
possível ou imaginado resultado de uma situação (y) caso uma outra ação estivesse acontecendo (x). Nestas situ-
ações o verbo no passado não se refere ao passado e sim que a condição (x) não existe ou não acontece na reali-
dade.

If + past would + infinitive (sem to) / anômalos (could, might)

If
I had money, I would buy an ice cream.
Se eu tivesse dinheiro, eu compraria um sorvete.
If I had money, I could buy na ice cream.
Se eu tivesse dinheiro, eu poderia comprar um sorvete

94
Obs: Os verbos no segundo condicional estão todos no passado, porém há uma exceção que é o verbo TO BE que
leva a forma de "were" para todos os sujeitos:

If I were you, I wouldn't touch that dog.


Se eu fosse você, eu não tocaria aquele cachorro.
If you were in my place, what would you do?
Se você estivesse no meu lugar, o que você faria?
If
Jack were there, he would defend you
Se o Jack estivesse lá ele o defenderia

3) Terceiro condicional:
- Que expressa um passado irreal;
- Declara a conexão entre possível ou imaginado eventos no passado. Usado para expressar que o resultado ima-
ginado (y) de uma situação ou evento (x) que não aconteceu.

If + Past Perfect Would + have + particípio passado

Could, might, should + have + particípio passado

If you:
had seen the movie, you would have liked it.
Se você tivesse visto o filme, você teria gostado.

4) Condicional Conclusiva:

- Expressa uma verdade universal ou científica que é verdadeiro no passado, presente e futuro. Pela regra, uma
dada condição(y) sempre depende, segue ou é causada por uma outra condição (x).

If + present present
If you drink too much, you get drunk
Se você beber demais, você fica bêbado.
Uma "if-clause" pode aparecer no começo ou no fim da oração:
It would be nice if you helped your brother.
Seria legal se você ajudasse seu irmão.

No inglês britânico o "Should" pode ser usado no lugar do "Would" para a primeira pessoa do singular e do plural
( I e we ) sem alterar o significado da sentença.

If I knew his address, I should/would tell you.


Se eu soubesse o endereço dele eu lhe diria.
A contração "´d" é usada no lugar do should ou would.
I'd have called you if you had given me your number
Eu teria ligado para você se você tivesse me dado seu número.

"Whether" pode substituir o "If" nos seguintes casos:


- Quando o "if" indica escolha
Please tell whether(or not) you want to come.
Por favor, me diz se você quer (ou não) vir.
- Quando não importar o que uma pessoa escolha ou decida:

Whether you like spinach or not, you will eat it. (Se você gosta ou não de espinafre, você irá comer.)

Atenção. Geralmente não usamos o "will" ou o "would" na sentença que leva o "if".

Sentenças condicionais sem o 'if'.

95
- O if pode ser substituído por uma série de palavras:

Unless
– que significa como conjunção a menos que, a não ser que, senão,
exceto se e, como preposição exceto e salvo.
He was informed we could flunk unless he studied.
Ele foi informado que poderia repetir a não ser que estudasse

Provided / Providing
– que significa como conjunção contanto que e desde que.
I will go to the party provided he goes too.
Eu irei à festa desde que ele também vá.

EXERCÍCIOS

1) If you.....two and one you .... three.

a) adds/gets b) add/get c) added/get d) adding/getting

2) If Mary .... the game, she...... the next champion.

a) wins/be b) wins/will is c) wins/will be d) won/will be


e) "a" e "b"

3) Where would you go if you....... a rich person?

a) was b) is c) are d) were e) be

4) If he........ them, they ....... said "no".

a) has asked/will b) had asked/will have c) had ask/would have


d) had asked/would have e) none of the above

5) Water ..... if you ..... it to 100°C.

a) boil/heat b) boils/heat c) boiled/heat d) boils/heats


e) "b" e "d"

6) If she.......... the bus, she .......... late.

a) hadn't missed/wouldn't have been b) had missed/wouldn't have been


c) missed/ wouldn't have been f) hadn't missed/will have been

7) If Chris were here, she..... know what to say.

a) will b) would c) 'd d) would have e) "a" e "b"

8) What would you have done if he .... got hurt?

a) has b) will c) had d) have e) "a" e "c"

9) If I were a millionaire, I ....... go everywhere.

a) could b) would c) will d) have e) a e b

10) If I get hurt, I..... sue you.

96
a) have b) has c) going to d) will e) would

11) I.......... sued you if you ....... struck my face.

a) will have/had had b) would have/ had c) would have/have


d) would had/had

12) Mary will come...... it is safe.

a) unless b) as long as

13) Mary won't come..... it is safe.

a) unless b) as long as

14) The workers........... if they......... hard.

a) will succed – work b) would succed – worked c) succeded – had worked


d) succed – work e) none of the above

15) If she gave him what he wanted, he......... be happy now.

a) were b) was c) will d) would e) all of the above

GABARITO

1)B 2)C 3)D 4)D 5)B 6)A 7)E 8)C 9)E 10)D 11)B 12)B 13)A 14)A 15)D

FORMAÇÃO DOS TEMPOS VERBAIS:

The following chart shows the positive, negative and interrogative (question) forms of all the princi-
ple tenses in English with a brief description of the principle usage.
TENSE POSITIVE NEGATIVE QUESTION USE
I play tennis on They don't (do not)
Simple Present Does she know him? Habitual activities – States
Mondays. work in New York.
She went to Paris They didn't (did Where did she get Actions happening at a defined moment in
Simple Past
last week. not) drive to work. that hat? the past.
I'll (will) meet you
He won't (will not) Will they visit us Decisions made at the moment about the
Simple Future at the airport
be able to come. soon? future, future predictions, future promises
tomorrow.
They aren't (are
Present Continu- He's (is) working Actions happening at the present moment.
not) coming this What are you doing?
ous at the moment. Near future intention and scheduling.
evening.
He wasn't (was
I was watching TV What were you doing Interrupted past action, action happening
Past Continuous not) working when
when you called. when I called? at a specific moment in time in the past.
she arrived.
They won't (will
I'll (will) be cook- What will you be
Future Continu- not) be living in Future action at a specific moment in the
ing dinner when doing next week at
ous Paris this time next future.
you arrive. this time?
year.
He's (is) going to They're (are) not
Future with Going Where are you going
fly to Boston next going to invite the Future intent or planned action
to to stay?
week. Browns.
I've (have) seen She hasn't (has How long have you 1)To express an action that was begun in
Present Perfect
Mick three times not) been to New worked at Smith's? the past and continues into the present. 2)

97
this week. York. To express an action that happened in the
UNspecified past. 3) To express a recent
action that has a present effect.
I'd (had) already She hadn't (had Had you ever seen
To express an action that happens before
Past Perfect eaten before they not) been to Rome such a crazy lady
another action in the past.
came. before that trip. before that?
We'll (will) have She won't (will How long will you
To express what will have happened or
lived here for not) have finished have lived in France
Future Perfect how long something will have happened up
twenty years by her homework by by the end of next
to a certain point in the future.
2005. the time we arrive. year?
She's (has) been They haven't (have How long have you To express the duration of a continuous
Present Perfect
waiting for over not) been studying been working on that activity begun in the past and continuing
Continuous
three hours. for long. problem? into the present.
She'd (had) been I hadn't (had not)
How long had you To express the duration of a continuous
Past Perfect Con- waiting for three been sleeping for
been playing tennis activity begun before another activity in
tinuous hours when he long when I heard
when she arrived? the past.
finally arrived. the doorbell ring.
He'll (will) have She won't (will
How long will you
Future Perfect been sleeping for a not) have been To express the duration of an activity up to
have been driving by
Continuous few hours by the working for long by a point of time in the future.
6 o'clock?
time we arrive. 5 o'clock.

EXERCÍCIO:

Match the time expression with the sentence fragment. Complete by choosing the correct tense used
in the sentence fragment.

Sentence Fragment Time Expression Tense Used


1. John will have completed the fourth a) ...at the moment. i) future intention
grade …
b) As soon as I arrive,... ii) present perfect contin-
2. We are studying Roman history... uous
c) ...when I was a child.
3. They haven't finished their home- iii) present simple
work... d) ...for two hours when you
arrived. iv) past simple
4. Jack gets up early…
e) When I arrived,... v) future perfect
5. … I will give you a ring.
f) ...three times this year. vi) future time clause
6. I began skiing...
g) ...by next June. vii) present perfect
7. … she was reading a book.
h) at this time tomorrow. viii) present continuous
8. He had been waiting...
i) ...since 1997. ix) past perfect
9. I used to play tennis every day...
j) When we arrived,... x) future continuous
10. Maria has been living in Pisa...
k) ...on Saturdays. xi) past continuous
11. I will be sleeping...
l) ...yet. xii) present perfect con-
12. We've been to Paris ... tinuous
m) ...five years ago.
13. I'm going to visit Germany... xiii) past perfect continu-
n) ...in April. ous
14. … she had already eaten dinner.
xiv) past simple

98
INGLÊS - PROF. AMANDA - TURMAS 03

APOSTILA INGLÊS BÁSICO


AULA 01: REVISÃO DE PRONOMES PESSOAL, OBLÍQUO E POSSESSIVO E ADJETIVO POS-
SESSIVO.

PRONOME PRONOME ADJETIVOS PRONOMES


PESSOAL OBLÍQUO POSSESSIVOS POSSESSIVOS
(Antes do Verbo (Após o Verbo (Antes do Subs- (Após o Subs-
Principal) Principal) tantivo) tantivo)
I (Eu) Me (mim) My (Meu) Mine (Meu)
You (Você) You (você) Your (Seu) Yours (Seu)
He (Ele) Him (Ele) His (Dele) His (Dele)
She (Ela) Her (Ela) Her (Dela) Hers (Dela)
It (Isto) It (Isto) Its (Disto) Its (Disto)
We (Nós) Us (Nós) Our (Nosso) Ours (Nosso)
You (Vocês) You (Vocês) Your (Seu) Yours (Seu)
They (Eles/Elas) Them (Eles/Elas) Their (Deles) Theirs (Deles)

QUANDO E COMO USÁ-LOS?


Pronome Pessoal: O pronome pessoal é usado antes do verbo principal. Ele sempre tem função de sujeito
(aquele que exerce a ação). EXEMPLOS:
I eat rice every day./ THEY study all day long./ WE live here./ YOU speak english fast./ HE did many
things yesterday./ SHE lived in São Paulo when she was young.
Pronome Oblíquo: O pronome oblíquo é usado, geralmente, após o verbo principal. Ele tem função de
objeto direto ou indireto. EXEMPLOS:
He loves ME./ I always see HER./ They wait for US./ I told THEM that I love HIM.
Adjetivos Possessivos: Os adjetivos possessivos antecedem o substantivo em questão. EXEMPLOS:
Where is MY pencil?/ Our books are open./ Their cars are black./ Your office is big./ Her name is An-
dreia./ His last name é Santos./ Laura is his student./ Pedro is her student./ Jhon is her teacher.
(Professor/Professora? Aluno/Aluna?)
Pronome Possessivo: Os pronomes possessivos são colocados após o substantivo em questão. Também
usam-se estes no caso de não colocar o substantivo na frente do pronome. [EX: This is your book and that
is mine (book)./ Her car is red, ours (car) is green]
EXMPLOS: The pencil is MINE./ The house in front of you is his HERS./ The big car is OURS.
EXERCÍCIOS AULA 01:
1) Complete com a opção correta:
a) _____ love ice-cream. (I/me/hers)
b) Lucas and ____ want to travel to Cuba. (I/me)
c) I know ____. She is my cousin. (she/him/her)
d) Anna e Jhon are in my class, but I never see ______. (her/them/they)
e) Where is Carlos? I don´t see ____. (he/him/her)
f) Kate and Mark never get to class on time! ______ are hopeless. (They/them/theirs)
g) Where's Claire? ______ and Ann can help us. (They/She/Her)
h) Give _____ that book. I need it now. (me/I/Her)
i) Please, get your bike and give _____ to Paul. (Its/It/Him)
j) Who are those people? Do you know _____? (they/them/theirs)
k) Where's your car? I need _____. (it/its/them)
l) Here are my books. Take ______ with you. (It/them)
m) You and ____. (I/She/me)
n) You and ____ love apple. (I/She/me)
o) All of the students, including you and ______. (him/hers/his)

99
2) Complete com a opção correta:
a) (OSEC – SP) My house is new. _____ windows are red. (Their/ Her/its)
b) (PUC – PR) Which of these books is yours ? ____ is that thick one. (My/Mine)
c) She is Fernanda Montenegro, but ____ real name is Arlete Torres (Her/His/Hers)
d) We are Pelé and Zico, but ____ real names are Edson and Artur. (ours/our/them)
e) (U. F. São carlos – SP) You like my car, but I prefer _______. (your/her/yours)
f) (PUC – SP) “What is the name of that man?” “________ name is Tim
Baker.”(His/Hers/theirs)

AULA 02: PRESENTE SIMPLES E VERBO TO BE.


Os verbos no simple present são empregados para indicar uma ação habitual, que ocorre no momento em
que é enunciada. Alguns advérbios de freqüência funcionam como indicadores do simple present, tais
como always, generally, seldom e often (Sempre, geralmente, raramente e muitas vezes).
Frases POSITIVAS: usamos o PRONOME PESSOAL (I,you,He,she,it,we,they) + VERBO INFINITI-
VO
Exemplo: I (Pronome Pessoal) like (Verbo principal) you.
They (Pronome Pessoal) eat (Verbo principal) meat every day.
He drinks beer every friday.
Obs.: Quando o PRONOME PESSOAL for (HE/SHE/IT) o verbo será acrescido da letra S ou ES.
Acrescenta-se ES em palavras terminadas com ss, s, sh, ch, x, o e z. E acrescenta-se S nas demais pala-
vras.
EXEMPLOS:
I like – He/She/It Likes I love – He/She/It Loves I do – He/She/It does
They go – He/She/It goes You wash – He/She/It Washes I guess – He/She/It Guesses
They push – He/She/It Pushes

Frases POSITIVAS VERBO TO BE: O verbo to be significa ser/estar. Quando o pronome for He/she/it
usamos IS. Para os demais pronomes pessoais usamos ARE.
Exemplos: We (Pronome Pessoal) are (Verbo principal) the champions.
He/She/It is beautiful.

Frases NEGATIVAS: PRONOME PESSOAL (I,you,He,she,it,we,they) + DO/DOES + NOT + VERBO


INFINITIVO (qualquer verbo exceto o to be).
Obs.: Usa-se DOES para He/She/It e DO para I/You/We/They.
Obs.: do + not = don´t. does + not = doesn´t
EXEMPLOS:
I do not like you.
They do not eat meat every day.
He doe not drink beer every Friday. (Neste caso, quando usamos o does, tiramos o S ou ES do verbo prin-
cipal)

Frases NEGATIVAS VERBO TO BE: Quando o verbo for VERBO TO BE as frases negativas serão
estruturadas da seguinte maneira: PRONOME PESSOAL + VERBO TO BE + NOT
EXEMPLOS: We are not online./ He is not my boyfriend./ They are not twin brothers./ She is not happy
with the job.
Frases INTEROGATIVAS:

Frases INTEROGATIVAS: Utilizamos o auxiliar DO/DOES + PRONOME PESSOAL + VERBO prin-


cipal.
Exemplo:
Do you like me?
Do you eat meat every day?
Does he drink beer every Friday? (Neste caso, quando usamos o does, tiramos o S ou ES do verbo princi-
pal)

100
Does she lie?
Obs.: COMO RESPONDER:
Do you like me? Yes, I do. / Yes, I like you./ No, I don´t./ No, I don´t like you.
Do you eat meat every day? Yes, I do/ Yes, I eat meet every day./ No I don´t./ No I don´t eat eat meat
every day.
Does he drink beer every Friday?

Frases INTEROGATIVAS VERBO TO BE: Utilizamos o VERBO TO BE + PRONOME PESSOAL.


Exemplo: Are we champions?
Is He beautiful?
Are they late?

EXERCÍCIOS AULA 02:


1) Complete o quadro abaixo:
AFIRMATIVE NEGATIVE QUESTIONS
I I play.
YOU You help.
HE He doent´s answer.
SHE Does she sing?
IT It rains.
WE Do we dream?
YOU You don´t read.
THEY Do they work?

2) Complete as frases seguintes:

1) ____you____ mineral water? (to drink)


2) ____Sarah and Linda ____their pets? (to feed)
3) ____ your teacher____ your homework? (to check)
4) ____ they ____in the old house? (to live)
5) ____the cat____ on the wall in the mornings? (to sit)
6) ____Nina____ computer games? (to play)
7) ____your parents____ TV in the afternoon? (to watch)
8) ____your grandmother____ the phone? (to answer)
9) ____Andy____ the shopping? (to do)
10) ____Garry and Ken____ a cup of tea in the afternoon? (to have)

3) Complete o quadro abaixo:


AFIRMATIVE NEGATIVE QUESTIONS
I I am late.
YOU You are beautiful.
HE He is my friend.
SHE Is she shy?
IT It is sunny.
WE Are we alone?
YOU You are not the only ex-
ception.
THEY Are they students?

Aula 03: PRESENTE CONTÍNUO

Usamos o presente continuo para indicar ações que estão acontecendo agora, neste exato momento. Ou
também para indicar que algo não está acontecendo agora.

101
O ING corresponde ao nosso NDO. Comendo, Andando, Falando, etc.

Talk–Talking, Watch-Watching, eat-eating, Learn-Learning, Study-Studying, Play-playing, Do-doing.

Frases POSITIVAS: A estrutura das frases afirmativas no presente contínuo é construída da seguinte
maneira: PRONOME PESSOAL (I, He, She, It, You, They, We) + Verbo TO BE correspondente (IS,
ARE, AM) + Verbo acrescido de ING.

You are watching TV. (Você está assistindo TV)


You are learning English now. (Você está apredendo ingles agora)
I am sitting. (Eu estou sentando)

Frases NEGATIVAS: A estrutura das frases negativas no presente contínuo é construída da seguinte
maneira: PRONOME PESSOAL (I, He, She, It, You, They, We) + Verbo TO BE correspondente (IS,
ARE, AM) + NOT + Verbo acrescido de ING.

You are not watching TV. (Você não está assistindo TV)
You are not learning English now. (Você não está apredendo ingles agora)
I am not sitting. (Eu não estou sentando)

Frases INTERROGATIVAS: A estrutura das frases interrogativas no presente contínuo é construída da


seguinte maneira: Verbo TO BE correspondente (IS, ARE, AM) + PRONOME PESSOAL (I, He, She, It,
You, They, We) + Verbo acrescido de ING.

Are you watching TV? (Você está assitindo TV?)


Are you working on any special projects at work? (Você está trabalhando em algum projeto especial no
trabalho?)
EXERCÍCIOS
1) Traduza as frases, depois passe-as para o negativo e para o interrogativo.

a) Right now, Tom is writing the letter.


b) You are still watching TV.
c) I am meeting some friends after work.
d) I am going to the party tonight.
e) He is visiting his parents next weekend.
f) I am reading the book Tom Sawyer.
g) They are reading their books.
h) You are swimming now.

Aula 04: PASSADO DO VERBO TO BE

O verbo to be no passado corresponde aos verbos: ERA e ESTAVA.

Frases AFIRMATIVAS: Use a forma was para I, he, she, it e were para as demais pessoas. A estrutura
da frase fica da seguinte maneira: PRONOME PESSOAL + VERBO TO BE NO PASSADO + COM-
PLEMENTO.

I was (eu era ,eu estava)


you were ( você era ,você estava)
he was (ele era ,ele estava)
she was (ela era, ela estava)
it was (ele(a) era, ele(a) estava)
we were (nós éramos, nós estávamos)

102
they were (eles(as) eram ,eles(as) estavam)

I was her friend last year. (Eu era amiga dela ano passado)
You were my best boyfried. (Você era meu melhor namorado)
She was home last night. (Ela estava em casa noite passada)

Frases NEGATIVAS: Usam-se as formas negativas wasn‟t (was not) para I,he,she,it e weren‟t( were
not) para as demais pessoas. A estrutura da frase fica da seguinte maneira: PRONOME PESSOAL +
VERBO TO BE NO PASSADO + NOT+ COMPLEMENTO.
Was + not = wasn´t / Were + not = weren´t
I wasn‟t (Eu não era/estava)
you weren‟t (vocês não eram/estavam)
he wasn‟t
she wasn‟t
it wasn‟t
we weren‟t
they weren‟t

He wasn‟t there. (Ele não estava lá.)

Frases INTERROGATIVAS:As perguntas se formam com a anteposição do verbo to be ao sujeito.


was I …?
were you…?
was he…?
was she…?
was it…?
were we…?
were you…?
were they…?
Where were you? (Onde você estava?)
Was she home?(Ela estava em casa?)

COMO RESPONDER?
Was she home?(Ela estava em casa?)
Yes, She was. No she, was not. (sim, ela estava/ não, ela não estava)

Exercícios
1) Passe as frases para as duas outras formas (Afirmativo,Negativo, Interrogativo):
a)Was she home?(Ela estava em casa?)
b)He wasn‟t there. (Ele não estava lá.)
c)When I was a child, I was very naughty.(Quando eu era criança, eu era muito levado.)
d)You were happy. (Você estava feliz.)
e)Were you at the party? ( Você estava na festa? )
TEXTO 01 – SANDRA ROSA´S LIFE (O que você entende do texto?)

Sandra Rosa is very beautiful, young, and successful. She's a famous actress. She's also very rich. Her
house near the beach is big and beautiful, and her car is very expensive. Her fans love her. But is she hap-
py?
Sandra says, "yeah, I'm young, rich, beautiful, and famous. People think rich people are happy. That's not
always true!"
Sandra's brother, Mike, is her manager. He says, "Sandra is only 18. She enjoys acting and entertaining
people. But she's not happy. She doesn't like being famous."
"It's true," Sandra says. "I'm never alone. Reporters are everywhere. Wherever I go, they're there. They're
outside my house all the time!"

103
MATEMÁTICA - PROF. LENIN MACHADO
AULA 09

FUNÇÃO MODULAR

Gráficos de funções modulares:


Conhecendo o gráfico de uma função y = f(x), pode-se obter o gráfico de y = If(x)I, procedendo do seguinte
modo:
As ―partes‖ do gráfico onde f(x) ≥ 0 ficam inalteradas.
As ―partes‖ do gráfico onde f(x) < 0 devem ser rebatidas em torno do eixo x.

EXERCÍCIOS DE AULA

01. Esboçar o gráfico de y = IxI.

02. Faça o gráfico da função y = Ix² - 1I.

03. Esboce o gráfico da função f(x) = IxI – 1.

EXERCÍCIOS PROPOSTOS

01. (Vunesp/02) Considere a função abaixo.

A função g(x) = If(x)I – 1 terá o seguinte gráfico:

.
02. (FGV-SP) Considere a função f(x) = √(x – 3)² .
a) Calcule f(3 + √2) + f(3 - √2).
b) Esboce o gráfico da função.

03. (Covest-RJ) Qual dos gráficos abaixo melhor representa a função f(x) = Ix² -2x -3I ?

104
04. (PUC-MG) O gráfico da função f(x) = x² - 4.IxI + 3 é:

05. (F.C.Contábeis) O esboço gráfico da função f(x) = Ix – 1I + x, x ≠ 1, é dado por:


x–1

06. (F.Ibero-Americana-SP) O gráfico que melhor representa a função definida por y = IxI, x ≠ 0, é:

105
07. (U.São Francisco-SP) O conjunto dos pontos (x, y) que satisfazem o sistema abaixo é:

08. Esboce o gráfico da função f(x) = x + IxI.

09. Qual o gráfico da função f(x) = Ix² - 2xI ?


.
10. (UFES) O gráfico da função real dada pela expressão f(x) = √x² - 2x + 1 pode ser representado por:
x-1

AULA 10

EQUAÇÕES EXPONENCIAIS

Trata-se de equações envolvendo expoentes!

EXERCÍCIOS DE AULA
01. Resolver as equações:
x
a) 2 = 128
x–1
b) (625) = 1.

106
125
2–x
c) ³√(243) = 1
81

02. Resolva:
x x–1
a) 5 + 5 = 150
x x–1
b) 2 + 2 = 48
c) 3x + 3x + 1 + 3x – 1 = 13
27

03. (Fuvest) Qual a solução da equação 7x + 7x - 1 = 8x?

04. Resolva:
a) 25x – 6.5x + 5 = 0
b) 9IxI – 4.3IxI + 3 = 0

EXERCÍCIOS PROPOSTOS

01. (PUC-RS) A soma das raízes da equação 5x² - 2x + 1 = 5625 é:


9
a) -4
b) -2
c) -1
d) 2
e) 4

02. (PUC-MG) Sendo x e y reais, o valor de x + y no sistema abaixo é:


2x = 4y
25x = 25.5y
a) 4/3
b) 2/3
c) 1/3
d) 1
e) 2
.
03. (UFPR) Para verificar a igualdade 2√42x² + 3 = 256, x deve valer:
a) 0 d) ±1
b) 1 e) ±√2
c) -1

04. (Aman-RJ) A soma dos valores de x que resolvem a equação 4x – 2 – 2x² - 4x + 1 = 0 é:


a) 6 d) 3
b) 4 e) nda
c) 0

05. (Cesgranrio) A soma das raízes de 25x + 625 = 130.5x é:


a) -1 d) 50
b) 0 e) 625
c) 4

06. (PUC-RS) A soma das raízes da equação 4x + 1 – 9.2x + 2 = 0 é:


x–1 x+3 x–2 x
07. (UFMA) Resolva a equação 2 +2 +2 + 2 = 2496
.
x x 5
08. (UFOP-MG) A soma das raízes da equação 100(10 ) = √1000 é:
a) -2 d) 1
b) -1 e) 2
c) 0
x x – 0,5 x + 0,5 2x – 1
09. (Mackenzie-SP) A solução real da equação 4 – 3 =3 –2 está mo intervalo:
a) [-2,-1] d) ]-1,0]
b) ]2,3] e) ]1,2]
c) ]0,1]
x x+1
10. (U.Uberaba-MG) Se a equação (25 + 125) = 5 admite como soluções os números reais a e b,
6

107
podemos afirmar que:
a) a/b = 1
b) a + b = 0
c) ab = 2
d) ab = 1
e) a – b = 0

AULA 11

LOGARITMOS E EQUACÕES LOGARÍTMICAS


c
Na igualdade b =a, dizemos que c é o expoente que devemos dar à base b para obter a potência a.

Propriedade Fundamental:
c
Sendo b > 0, b ≠ 1 e a > 0, existe um único número real c tal que b = a.

Definição:
Nas condições do teorema acima, dizemos que c é o logaritmo de a na base b.
Logb a = c
Em resumo:
c
logb a = c se, e somente se, a = b
(com b > 0, b ≠ 1 e a > 0).

Propriedades de Logaritmos:

P1: Sendo b um número real positivo e diferente de 1, valem as seguintes igualdades:


logb b = 1
logb 1 = 0
logb bc = c

P2: logb(xy) = logb x + logb y

P3: logb (x/y) = logb x – logb y

P4: logb xk = k.logb x

P5: (mudança de base) logb x = logc x


logc b

P6: blogba = a

EXERCÍCIOS DE AULA

01. Calcule o valor de:


a) log2 32
b) log10 0,01
c) log1/2 √8

02. Calcule o valor numérico da expressão E = log 1 + log 10 + log2 sen30º + log5 625
x–
03. (Unifor-CE) Se 16 1 = 1/8, então log8 x é:
a) -4/3 d) 2/3
b) -2/3 e) 4/3
c) -1/3

04. Calcule:
log 2
a) 3 3
b) 52 + log52

05. Sendo log 2 = 0,301 e log 3 = 0,4771, calcule:


a) log 6
b) log 1,5
c) log 16

108
d) log 5

06. Resolva em R: log x + log (x – 1) = log 12

07. Resolva em R: (log2 x)² = log2 x²

AULA 12

FUNÇÃO LOGARÍTMICA E EXPONENCIAL

Sendo b uma constante real positiva e diferente de 1, chamamos de função exponencial à função
x
f: R → R*+ tal que f(x) = b .
x
A função f(x) = b é crescente se, e somente se, b > 1.

A função f(x) = bx é decrescente se, e somente se, 0 < b < 1.

Sendo b uma constante real positiva e diferente de 1, chamamos de função logarítmica à função
f: R*+ → R, tal que f(x) = logb x.

A função f(x) = logb x é crescente se, e somente se, b > 1.

A função f(x) = logb x é decrescente se, e somente se, 0 < b < 1.

Exemplo 1: f(x) = 2x Exemplo 2: f(x) = (1/2)x

Exemplo 3: f(x) = bx e g(x) = logb x


Tem-se que g é a inversa de f.

EXERCÍCIOS DE AULA

01. Resolver em R as inequações:


a) 2x ≤ 64
b) 2x > 67
x
c) (1/2) < 64
d) log2 x ≤ log2 7
e) log1/2 x ≥ log1/2 7
f) log3 x < 5

02. (Fuvest) Se x = log4 7 e y = log16 49, então x – y é igual a:


a) log4 7 d) 2
b) log16 7 e) 0
c) 1

109
03. (Mackenzie-SP) A expressão log1/2 32 + log 0,001 – log0,1 10√10 é igual a:
a) 13/2 d) 5/4
b) -13/2 e) -19/2
c) 0
5
04. (Fuvest) Se x = 1000 e b³ = 100, então o logaritmo de x na base b vale:
a) 0,5 d) 1,5
b) 0,9 e) 2,0
c) 1,2

05. (Vunesp) A figura representa o gráfico da função y = log x. Sabe-se que AO = BC. Então, pode-se afirmar que:

a) loga b = c d) ab = c
b) a + b = c e) 10ª + 10b = 10c
c) ac = b

Exercícios Propostos

01. (PUCCamp-SP) O valor de x na expressão abaixo é:

a) 4
b) ½
c) 10
d) 1
e) Nda

02. (PUC-MG) Assinale a propriedade válida sempre:


a) log (a.b) = log a . log b
b) log (a + b) = log a + log b
c) log ma = m.log a
d) log am = log ma
e) log am = m.log a

03. (UFPR) Sendo log 2 = 0,301 e log 7 = 0,845, qual é o valor de log 28?
a) 1,146 d) 2,107
b) 1,447 e) 1,107
c) 1,690

04. (PUC-SP) Se x + y = 20 e x – y = 5, então log (x² - y²) vale:


a) 100 d) 12,5
b) 2 e) 15
c) 25

05. (Fuvest) Se log 8 = a, então log 5 é:


a) a³ d) 1 + a
b) 5a – 1 3
c) 2a e) 1 - a
3 3

06. (UFSC) Sabendo que log a = 6.log b, 2.log b = log c e que log c = 45, calcule o valor de y na expressão:

07. (Fuvest) A curva da figura abaixo representa o gráfico da função y = log x, para x > 0. Assim sendo, a área da
região hachurada, formada pelos dois retângulos, é:

a) log 2
b) log 3

110
c) log 4
d) log 5
e) log 6

08. (UFMG) O pH de uma solução aquosa é definido pela expressão pH = -log [H+], em que [H+] indica a concen-
tração, em mol/L, de íons hidrogênio na solução e log, o logaritmo na base 10. Ao analisar uma determinada solu-
ção, um pesquisador verificou que, nela, a concentração de íons de hidrogênio era
[H+] = 5,4.10-8mol/L. Para calcular o pH dessa solução, ele usou os valores aproximados de 0,30, para log 2, e de
0,48, para log 3. Então, o valor que o pesquisador obteve para o pH dessa solução foi:
a) 7,26
b) 7,32
c) 7,58
d) 7,74

AULA 13

PROGRESSÃO ARITMÉTICA (P.A.)

Uma seqüência é chamada de progressão aritmética (P.A.) se, e somente se, a diferença entre cada ter-
mo (a partir do segundo) e o seu termo precedente é constante.
A constante r é chamada de razão da P.A.

Termos Eqüidistantes dos Extremos:


Numa seqüência finita (a1, a2, a3,..., an – 2, an – 1, an), dois termos dados ap e aq são ditos eqüidistantes dos
extremos se, e somente se, p + q = 1 + n.
Assim, por exemplo, em (a1, a2, a3,..., a98, a99, a100), são termos eqüidistantes dos extremos os seguintes
pares: a2 e a99, a3 e a98, a4 e a97, etc.

Termo Geral:
an = a1 + (n – 1).r

Termo médio (se existir):


am = a1 + an
2
É igual à média aritmética dos extremos a1 e an.

Soma dos primeiros n termos da P.A.:


Sn = (a1 + an).n
2

Interpolação:
Dados dois números a e b, interpolar k meios aritméticos entre a e b significa obter uma progressão arit-
mética com k + 2 termos, sendo a e b, respectivamente, o primeiro e o último.
Exemplo:
Interpolar 6 meios aritméticos entre os números 4 e 200.
Solução:
a8 = a1 + 7r
200 = 4 + 7r
r = 28
Resposta: (4, 32, 60, 88, 116, 144, 172, 200).

EXERCÍCIOS DE AULA

01. Numa PA, temos que a3 = 12 e a6 = 39. Determine a média aritmética e a média geométrica dos dois menores
termos positivos dessa seqüência.

02. Sabendo que a seqüência (x – 5, 2, 2x – 6) é uma PA, determine sua razão.

03. Determine a PA crescente de três termos, sabendo que a soma deles e a soma dos quadrados deles são,
respectivamente, iguais a 24 e 264.

04. (Fuvest) a) Quantos múltiplos de 9 há entre 100 e 1000?


b) Quantos múltiplos de 9 ou 15 há entre 100 e 1000?

111
05. Calcule a soma dos dez primeiros termos de uma PA na qual temos a3 + a9 = 42 e a2 + a7 = 27.

EXERCÍCIOS PROPOSTOS

01. Qual é o antecessor do número 705 na seqüência dada por an = 5n² - 15, com n Є N*?

02. Determine o primeiro termo de uma PA na qual o quinto e o nono termo valem, respectivamente, 31 e 59.

03. Três números cuja soma é 33 formam uma PA crescente. Sabendo que o produto do menor pelo maior deles é
96, determine essa seqüência.

04. Uma PA crescente é constituída de 4 elementos. O produto dos dois termos do meio é 180 e a soma dois ou-
tros dois vale 28. Qual é o maior termo dessa seqüência?

05. As medidas dos ângulos internos de um pentágono convexo estão em PA. Determine a medida do menor des-
ses ângulos , sabendo que a soma das medidas dos dois maiores ângulos é 240.

06. As medidas dos lados de um triângulo retângulo formam uma PA de razão 4. Calcule:
a) a área desse triângulo.
b) a medida do raio da circunferência nele inscrita.

07. (FGV-SP) A seqüência (3m, m + 1, 5) é uma PA. Sua razão é:


a) -3 d) -7
b) 3 e) é impossível de calcular
c) 7

08. (PUC-MG) Na PA (10, 7, 4, 1, -2,...), o valor absoluto do centésimo termo é:


a) 270 b) 287 c) 290 d) 300

09. (EFOA-MG) Considere o conjunto A = {x Є Z / 300 < x < 7000 e x é múltiplo de 5}. Determine o número de
elementos de A.

10. (Fuvest) Em uma PA de termos positivos, os três primeiros termos são 1 – a, -a, √11 – a. O quarto termo des-
sa PA é:
a) 2 d) 5
b) 3 e) 6
c) 4

11) (EFOA-MG) Usando-se um conta-gotas, um produto químico é misturado a uma quantidade de água da se-
guinte forma: a mistura é feita em intervalos regulares, sendo que no primeiro intervalo são colocadas 4 gotas e
nos intervalos seguintes são colocadas 4 gotas mais a quantidade misturada no intervalo anterior. Sabendo-se
que no último intervalo o número de gotas é 100, o total de gotas do produto misturadas à água é:
a) 1100 d) 900
b) 1300 e) 1200
c) 1600

AULA 14

PROGRESSÃO GEOMÉTRICA (P.G.)

Uma seqüência é chamada de progressão geométrica (P.G.) se, e somente se, cada termo, a partir do
segundo, for igual ao produto do seu antecessor por uma constante q, isto é, an = an – 1.q
A constante q é chamada de razão da P.G.

Termo Geral:
n–1
an = a1.q

Soma dos termos de uma PG:


Se a razão q for diferente de 1, temos que:
n
Sn = a1(q – 1)
q–1
Se a razão q for igual a 1, temos que:
Sn = n.a1

Soma dos termos de uma PG infinita:

112
No caso de uma PG infinita de razão q, com -1 < q < 1, temos que:
Sn = a1 .
1–q

Termo médio (se existir):


Numa PG, o quadrado do termo médio é igual ao produto dos extremos a1 e an.

IMPORTANTE: Em toda PG, o produto de dois termos quaisquer eqüidistantes dos extremos é igual ao produto
dos extremos.
Interpolação:
Idem PA.

EXERCÍCIOS DE AULA
01. Numa PG crescente, o segundo e o quinto termo são, respectivamente, iguais a 6 e 162. Determine o oitavo
termo dessa seqüência.

02. Determine o perímetro de um triângulo equilátero para o qual a medida da base, da altura e da área formam,
nesta ordem, uma PG.

03. Três números positivos cuja soma é 65 e cujo produto é 3375 formam uma PG crescente. Determine o maior
desses números.

04. (UFBA) As raízes da equação x² - 1025x + 1024 = 0 são os extremos de uma PG crescente de 6 termos. A
soma de todos esses termos é:
a) 1352 d) 1364
b) 1356 e) 1365
c) 1360

05. Determine o valor de x de modo que a seqüência (x – 4, x + 5, x + 41) seja uma PG.

06. Efetue a seguinte adição: 9 + 6 + 4 +...= ?

07. Resolva a seguinte equação: x + x + x +...= 30


3 9

EXERCÍCIOS PROPOSTOS
01. Qual o segundo termo de uma PG na qual o terceiro e o nono termo valem, respectivamente, 8 e 512?

02. (PUC-SP) Interpolando-se 5 meios geométricos entre os números 6 e 4374, forma-se uma PG crescente cujo
termo médio é:
a) 144 b) 162 c) 81 d) 486 e) 243

03. Determine o 6º termo de uma PG crescente, sabendo que o produto do primeiro pelo quinto termo é 324, e
que a soma do primeiro com o terceiro termo é 20.

04. (Fatec-SP) Se a, b e c são números naturais tais que a seqüência (a, b, c) é uma PA e a seqüência (b, 28, 2(a
+ c)) é uma PG, então b é igual a:
a) 8 b) 16 c) 12 d) 20 e) 14

05. A população atual de um certo país é Po. Nos próximos dez anos essa população vai aumentar 3% ao ano.
Qual será a população desse país daqui a três anos?
06. (UFRS) O limite da soma dos termos de uma PG é 1 e o primeiro termo é 2/3. O 3º termo é:
a) 2/27 b) 2/9 c) 1/9 d) 6 e) -1/9

07. (Unimep-SP) O número a é solução da equação 6x + 3x + 1,5x + ...= 60. Então, log√5 a vale:
a) 5 b) 2 c) 4 d) ½ e) 3

08. (Mackenzie-SP) Numa seqüência infinita de círculos, cada círculo, a partir do segundo, tem o raio igual à me-
tade do raio do círculo anterior. Se o primeiro círculo tem raio 4, então a soma das áreas dos círculos é:
a) 12π d) 32 π
b) 15 π e) 32 π
4 3
c) 64 π
3

113
GEOMETRIA - PROF. BRUNO FARIA

Aula 01

GEOMETRIA ESPACIAL DE POSIÇÃO

Introdução
A escola grega e rica em contribuições à Geometria. Algumas dessas contribuições, dadas por Tales de
Mileto e Pitágoras, ultrapassaram os séculos. No entanto, foi Euclides, que viveu entre 300 e 200 a.C., em
Alexandria, quem sistematizou o conhecimento matemático grego em sua obra os Elementos. Essa obra
foi contestada apenas no Renascimento, quando pela primeira vez cogitou questionar os princípios da
Geometria de Euclides.

A Geometria de Posição estuda as figuras geométricas quanto a sua forma e posição, enquanto a Geome-
tria Métrica as estuda em relação as suas medidas.

1. Conceitos Primitivos:

2. Postulados:

2.1. Postulados de existência

 Numa reta, bem como fora dela, existem infinitos pontos.


 Num plano, bem como fora dele, existem infinitos pontos.

2.2. Postulados de determinação

 Dois pontos distintos determinam uma única reta, à qual eles pertencem.
 Três pontos não-colineares determinam um único plano, ao qual eles pertencem.

2.3. Postulado de inclusão da reta no plano

 Se uma reta tem dois pontos distintos num plano, então ela está contida nesse plano.

Obs: a situação de planos passando por uma reta pode ser verificada em nosso cotidiano. Observe, por
exemplo, um caderno aberto. As páginas representam vários planos passando por uma reta. Assim,
podemos passar por uma reta quantos planos quisermos!

2.4. Postulado da intersecção

 Se um ponto pertence a dois planos distintos, então existe um outro ponto distinto daquele que
pertence a esses planos.

114
3. Posição relativa de duas retas no espaço

 Retas concorrentes: duas retas são concorrentes somente se tiverem um único ponto em co-
mum.

 Retas paralelas: duas retas são paralelas se forem coincidentes ou coplanares sem ponto co-
mum.

 Retas reversas: duas retas são reversas se não existir plano contendo essas duas retas.

 Retas perpendiculares: duas retas são perpendiculares quando são coincidentes e formam ân-
gulos de 90°.

115
 Retas ortogonais: duas retas são ortogonais se forem reversas e formarem ângulo reto.

Para melhor entendimento, observe a situação abaixo:

Aula 2

DETERMINAÇÃO DO PLANO

1. Um plano pode ser determinado de quatro maneiras distintas:

 Três pontos não-colineares determinam um único plano, ao qual eles pertencem.


 Uma reta e um ponto fora dela determinam um único plano.
 Duas retas concorrentes determinam um único plano.
 Duas retas paralelas distintas determinam um único plano.

2. Posições relativas de dois planos

 Planos paralelos: dois planos são paralelos quando não têm ponto em comum ou se coincidem.

 Planos secantes ou concorrentes: dois planos são secantes quando possuem apenas uma reta
em comum.

116
 Planos perpendiculares: dois planos são perpendiculares se algum deles possuir uma reta per-
pendicular ao outro.

3. Posições relativas entre reta e plano no espaço

 Reta contida no plano: quando todos os pontos da reta estão contidos no plano.

 Reta secante ao plano: quando a reta e o plano possuem apenas um ponto em comum.

 Reta paralela ao plano: uma reta é paralela a um plano quando não possuem ponto em comum.

 Reta perpendicular ao plano: uma reta é perpendicular ao plano quando ela é perpendicular a
todas as retas do plano que passam pelo ponto comum.

117
Exercícios propostos: V ou F

Aula 3

PROJEÇÕES ORTOGONAIS SOBRE UM PLANO E DISTÂNCIAS

1. Projeções ortogonais

A projeção ortogonal de um ponto P sobre um plano α é a intersecção do plano com a reta perpen-
dicular a ele, conduzida pelo ponto P‟.

118
A projeção ortogonal de uma figura geométrica F (qualquer conjunto de pontos) sobre um plano α
é o conjunto das projeções ortogonais de todos os pontos de F sobre α:

2. Distâncias geométricas

 A distância entre um ponto e um plano é a medida dos segmentos cujos extremos são o ponto
e sua projeção ortogonal sobre o plano (dP,α = PP‟).

 A distância entre uma reta e um plano paralelo é a distância entre um ponto qualquer da reta e
o plano (dr,α = PP‟).

 A distância entre dois planos paralelos é a distância entre um ponto qualquer de um deles e o
outro plano (dα,β = PP‟)

 A distância entre duas retas reversas, r e s, é a distânciaentre um ponto qualquer de uma delas
e o plano que passa pela outra e é paralelo à primeira reta (d r,s = PP‟).

Aula 4

POLIEDROS, PRISMAS E PIRÂMIDES

119
1. Poliedros

Os poliedros possuem faces, arestas, vértices e superfície:

1.1. Teorema de Euler

 Em toda superfície poliédrica convexa fechada:

 O numero de lados é igual ao dobro de arestas:

1.2. Poliedros de Platão

Um poliedro é denominado poliedro de Platão, se e somente se, forem obedecidas as seguintes


condições:
Todas as faces têm o mesmo número de arestas;
Todos os ângulos poliédricos têm o mesmo número de arestas;
A relação de Euler é valida para o poliedro.

 Ângulos internos, diagonais e volume de um poliedro


o Soma dos ângulos internos das faces:

o Tetraedro regular:

Área total:

Volume total:

o Octaedro regular:

120
Área total:

Volume total:

2. Prismas

Prisma é um poliedro limitado por uma superfície prismática fechada e dois planos paralelos que
interceptam todas as arestas.
 Prisma regular: é o prisma reto cujas bases são polígonos regulares
 Ortoedro: é o prisma cujas faces são retângulos.
 Equações:
o Área lateral:
o Área total:
o Volume:

2.1. Prismas especiais

 Paralelepípedo: é o prisma cujas faces são paralelogramos

 Cubo: prisma cujas faces são quadrados

3. Pirâmides

121
Pirâmide é um poliedro limitado por um ângulo poliédrico e um plano que intercepta todas as
arestas.

 Equações:

o Área lateral:

o Área total:

o Volume:

 Secção transversal: paralela á base

Aula 5

FIGURAS DE REVOLUÇÃO

1. Cilindro

Cilindro é um sólido limitado por uma superfície cilíndrica e dois planos paralelos que inter-
ceptam todas as geratrizes.

 Equações:
o Área lateral:
o Área total:
o Volume:

 Secção meridiana: determinada por um


plano que contenha o eixo sólido.

 Secção transversal: paralela á base

122
2. Cone

Cone é um solido limitado por uma superfície cônica e um plano que intercepta todas as gera-
trizes.

 Equações:
o Área lateral:
o Área total:
o Volume:
o Ângulo central:

 Secção meridiana: determinada por um plano que contenha o eixo do solido.

 Secção transversal: paralela à base.

3. Esfera

Esfera é uma superfície fechada de tal forma que todos os pontos dela estão à mesma distância
de seu centro. Uma esfera é um objeto tridimensional perfeitamente simétrico.

 Equações:
o Área:
o Volume:
o Área d calota esférica:
o Área da zona esférica:
o Área da secção esférica:

3.1. Fuso e cunha

123
 Área do fuso esférico:

 Volume da cunha esférica:

4. Tronco:

Tronco é a porção da pirâmide ou cone compreendida entre a base e um plano paralelo à base.

 Equações:
o Área total:
o Volume :

124
HISTORIA GERAL - PROFa. MAISA

Aula 7:
A IGREJA NA IDADE MÉDIA

A MAIOR POTÊNCIA DA IDADE MÉDIA

Ela determinou uma forma de cultura do período: o teocentrismo. Portanto o homem da


Idade Média tinha em Deus o centro principal de suas preocupações.
Nesse período a igreja gozou de muito poder e prestígio.
O cristianismo se tornou a religião oficial do Império Romano a partir do governo de Te-
odósio em 391. Seu poder ampliou com as invasões bárbaras, pois a Igreja se aliou a várias
tribos bárbaras, convertendo-as ao cristianismo.
O Clero começou a receber doações em terras, dos novos reis bárbaros ou até mesmo
dos novos fiéis cristãos. Com o passar do tempo, a Igreja detinha o maior numero de terras
(feudos), tendo, portanto o maior poder do sistema feudal.
Estrutura eclesiástica:
Padres ou presbíteros: responsáveis pela vida espiritual dos cristãos.
Diáconos: responsáveis pela vida material das comunidades religiosas.
Diocese: conjunto de paróquias (subordinada ao poder de um bispo).
Arquidiocese: conjunto de dioceses (o arcebispo era responsável, e só não tinha poder maior
que o papa).
Foi com Leão I que surgiu o papado, com a ajuda do imperador romano Valentiniano.
Já os monges faziam parte do clero regular e foram os principais responsáveis pela conversão
dos bárbaros.
Os mosteiros surgiram a partir das primeiras ordens:
Ordem Beneditina
Ordem Franciscana
Ordem Dominicana
A Igreja basicamente só encontrava resistência no Império Bizantino o que acabou culminando
no Cisma do Oriente em 1054, dando origem a Igreja Ortodoxa.

Crises na igreja:

O poder da Igreja cresceu até o século X, quando passou então a se destacar a Questão
das Investiduras.
No mosteiro de Cluny (no século anterior) os monges desenvolveram um movimento
pela moralização da igreja, eles questionavam principalmente a forma de vida dos clérigos.
Simonia: venda de objetos sagrados e relíquias.
Nicolaísmo: vida mundana dos clérigos.
Questão das Investiduras: o imperador do Sacro Império Romano-Germânico (Henrique IV)
usava do seu poder para escolher (investir) os bispos. Ele foi então excomungado por Gregório
VII.
Houve então muitas guerras que só deram uma trégua com a Concordata de Wormsv:
os bispos passariam a ser escolhidos pelo papa e pelo rei.
Mas o conflito que mais enfraqueceu o poder da Igreja foi entre o rei francês Felipe, o
Belo e o papa Bonifácio VIII, que deu origem a vários papados, culminando com o Cisma do
Ocidente.
Surgiram as heresias (movimentos que se opunham ao ideal católico).
- Uma pregava a pobreza, não permitia o culto aos santos nem a existência do purgatório.
- Autonomia dos fiéis perante aos clérigos. (valdenses)
- Questionavam os dogmas. (albigenses)

125
A igreja criou então o Santo Ofício da Inquisição: tribunal capaz de punir quem se opunha a fé
católica.
No século XVI surge então a Reforma protestante.

Questões:

1- A livre interpretação da Bíblia permitiu:

a) O fortalecimento da ortodoxia católica.


b) A maior dedicação do capitalismo místico e catolicamente correto.
c) A formação de várias correntes religiosas.
d) O domínio das correntes religiosas protestantes sobre toda a América Espanhola.
e) A busca da salvação da alma apenas pela oração e boas obras.

2- Dispondo de grande poder econômico, a Igreja Católica possuía imensa riqueza, represen-
tada por bens móveis e imóveis. Em uma sociedade em que a terra se firmava como a base da
riqueza, o fato de a Igreja converter-se na maior proprietária de terras ajuda a entender melhor
a preponderância que assumiu na sociedade medieval, da qual se tornou dirigente, não só nos
assuntos materiais, mas como também nas questões temporais. Foram mecanismos usados
pela Igreja para manter sua riqueza e poder:

a) A cobrança de dízimos e a oposição dos reis francos medievais.


b) A instituição do celibato clerical e a criação da inquisição.
c) O controle sobre as terras do Império Romano e o apoio ao centralismo político.
d) A tolerância do escravismo e o monopólio do saber.
e) A utilização da servidão e o incentivo ao comércio.

3- (PUCC) Os mais importantes teólogos da Igreja, respectivamente na Alta e na Baixa Idade


Média, foram:

a) Santo Agostinho e São Bento;


b) São Paulo e Santo Tomás de Aquino;
c) Santo Agostinho e Santo Tomás de Aquino;
d) São Patrício e Santo Tomás de Aquino;
e) n.d.a.
4- Não fazem parte do contexto ideológico do período conhecido como "Alta Idade Média":

a) a prática do direito consuetudinário e a visão universal do papel da Igreja;


b) o monopólio do saber e o controle da educação pela Igreja;
c) o antropocentrismo e o racionalismo;
d) a condenação do lucro e da usura e a supremacia do poder espiritual;
e) o teocentrismo e o coletivismo.

5- A Igreja Católica Apostólica Romana e a Igreja Católica Ortodoxa originaram-se de uma ci-
são
denominada:

a) Grande Cisma do Ocidente;


b) Cativeiro de Avignon;
c) nicolaísmo;
d) Cisma do Oriente;
e) n.d.a.

126
Aula 8:
A Baixa Idade Média: as Cruzadas

O final da Alta Idade Média foi marcado pela diminuição do clima de tensão e inseguran-
ça. Os vikings conseguiram o direito de conservação das terras que por eles foram conquista-
das (Normandia). Já os mulçumanos ficaram concentrados na península Ibérica devido a guer-
ra da reconquista.
Houve também um processo chamado de distensão: preparação para mudanças na es-
trutura feudal.
Com a diminuição de ataques a população passou a morrer bem menos e, portanto con-
sumir bem mais os produtos dos feudos. Portanto o aumento demográfico levou ao aperfeiço-
amento técnico, para que as terras cultiváveis fossem mais bem aproveitadas. Foi nesse con-
texto que iniciou a expansão germânica para o leste, a Guerra da Reconquista e as Cruzadas.
Com o crescimento muito grande da população, muitos começaram a serem marginali-
zados. Como quem herdava os feudos era o primogênito, os demais filhos recebiam apenas
armações de cavaleiros. Com essas armas partiam em busca de novas terras ou prestava ser-
viços ao senhor feudal que melhor pagassem. Eles ficaram conhecidos como cavaleiros andan-
tes. Os servos também começaram a ficar de lado, pois a economia deixou de ser de consumo
e passou a ser economia de mercado, de modo que não era preciso manter a corveia. Nesse
contexto surgiram os bandoleiros: os assaltantes de estrada.
Esse excedente populacional marginalizado era o povo ideal para servir às Cruza-
das.Essas expedições eram conclamadas pelos bizantinos, os quais queriam o apoio do Oci-
dente contra o avanço dosturcos.
―A libertação do Santo Sepulcro das mãos dos infiéis‖, essa era a justificativa do movi-
mento.
Principais fatores:
Marginalização social, afastar os trucos, necessidade de reafirmação e reagrupamento, vanta-
gens comercias.

127
Cruzada dos Mendigos: Movimento popular. Foi massacrada pelos turcos.
1ª Cruzada (Cruzada dos Nobres): A única que teve sucesso. Reconquistaram Jerusalém.
2ª Cruzada: Os turcos se organizam e conquistam as terras perdidas. Para tanto foi realizada a
segunda Cruzada, porém sem sucesso.
3ª Cruzada (Cruzada dos Reis): participaram os três principais reis, o da Inglaterra, o da França
e o do Sacro Império. Acordo com Saladino: isso permitia a peregrinação dos cristãos à Jeru-
salém.
4ª Cruzada (Cruzada Comercial): os cristãos saquearam Zara e Constantinopla, fundando o
Reino Latino de Constantinopla.
Cruzada das Crianças: ―Apenas almas puras poderiam libertar Jerusalém‖. As crianças, porém
acabaram sendo vendidas como escravas no norte da África.
5ª Cruzada: André II (Hungria) contra o Egito. Sem resultados.
6ª Cruzada: Foi conseguido apenas acordos diplomáticos com os turcos.
7ª e 8ª Cruzada: Comandada por Luís IX que depois foi canonizado como São Luís.

Questões:

1- (MAUÁ) Relacione entre si a Igreja, as Cruzadas e a cavalaria medieval.


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________________________________________

2- (FUVEST) Com relação às Cruzadas, é correto afirmar que:

a) representam, em última instância, a crise do sistema feudal;


b) a Primeira Cruzada foi convocada por Inocêncio III;
c) a Terceira Cruzada conquistou a cidade de Jerusalém;
d) a Quarta Cruzada foi conduzida por Ricardo Coração de Leão;
e) Dandolo, doge de Veneza, fez um acordo com o sultão Saladino durante a Sexta Cruzada.

128
3- (FUVEST) Durante a Idade Média, os cristãos do Ocidente organizaram expedições contra
os "infiéis" que ocupavam os Lugares Santos. Quem eram os "infiéis" e como foram essas ex-
pedições?

Aula 9:
O Renascimento comercial e urbano
No Mediterrâneo voltaram a trafegar as ideias, religiões e mercadorias. Contatos entre o
Ocidente e o Oriente eram feitos assiduamente.
Muitas transformações econômicas e sociais ocorrerem devido ao crescimento demo-
gráfico. Os servos começaram a procurar novas atividades como o comércio e o artesanato.
A mobilidade do mercado encerrava o costume da regionalização. O perigo nas estradas
levou ao agrupamento em caravanas, isso permitia a associação dos capitais e a troca de ex-
periências. Passarem a acontecer então às feiras: encontro das caravanas.
Dois polos se destacaram: as cidades italianas, em especial Veneza e Flandres. Criou-
se cada fez mais a necessidade de moedas, o que forçou a circulação de antigos tesouros que,
porém não eram suficientes.
A expansão econômica era acompanhada pela alta dos preços. Aumentavam as transa-
ções fora do senhorio e as relações sócias foram se flexibilizando. Nasciam as monarquias na-
cionais devido a centralização do poder político.
Ocorreram as formações dos burgos, e a população em torno do burgo crescia em de-
masia. Uma nova classe aparece: a burguesia. A Europa caminhava então para o capitalismo
comercial e para o Estado absolutista-característicos da Idade Moderna.
As Ligas ou Hansas: estas defendiam os interesses dos comerciantes de várias cida-
des. As primeiras foram formadas no século XII e cuidavam do comércio em larga escala ( o
que hoje poder ser o comércio por atacado).

A liga de maior destaque foi a Liga Hanseática, que incluía comerciantes alemães. Com
cerca de 80 cidades, entre elas Hamburgo e Dantzig.

As corporações:
Assim como o comércio crescia, o artesanato também. Com toda essa produção as ci-
dades estavam cheias de comerciantes e artesões. Logo para defender seus direitos trabalhis-
tas, essas duas categorias começaram a ser organizar em corporações.

Corporação de mercadores ou guildas: esta representava os comerciantes, tinha por ob-


jetivo garantir o monopólio do comércio e controlar os preços das mercadorias. Podendo ser ou
a nível local ou a regional.

Corporação de ofício: esta representava os artesões. Sua função era controlar a produção jun-
tamente com a qualidade dos produtos comercializados nas cidades e garantir o monopólio das
atividades profissionais. Elas também tinham função de ajudante, ou melhor, ―assistente soci-
al‖. Porque havia a união dos produtores para auxiliar os companheiros que não pudessem tra-
balhar.

Questões:

1- As cidades medievais desenvolveram-se entre os séculos XI e XII devido:

a) à ampliação do comércio interno e externo;


b) ao desejo dos senhores feudais de vê-las emancipadas;
c) ao amparo dado pela Igreja aos burgueses;
d) à compra de suas liberdades pelos vilões;
e) n.d.a.

129
2- O Renascimento Urbano ocorreu:

a) a partir do desmembramento do império Carolíngio;


b) com o desenvolvimento comercial registrado na Baixa Idade Média;
c) com o desenvolvimento da arquitetura urbana medieval;
d) a partir da criação das universidades, na Alta Idade Média;
e) n.d.a.

3- (GV)"Durante o século XII, toda a extensão da Flandres converteu-se em um país de tece-


lões e batedores.
O trabalho de lã, que até então se havia praticado somente nos campos, concentrou-se nas
aglomerações mercantis que se fundavam por toda parte e animou um comércio cujo progres-
so era incessante. Formaram-se assim as incipientes manufaturas de Bruges, Ypres, Lille,
Douai e Arras."

(Henri Pirenne)

Podemos relacionar o conteúdo deste texto com:

a) as invasões bárbaras, que aceleraram a formação de "vilas" durante o Baixo Império Roma-
no;
b) o Renascimento Comercial, que atingiu o interior o da Europa a partir do século XI;
c) as feiras de comércio local e internacional que se desenvolveram no interior da Europa;
d) as mudanças econômicas europeias, que exigiram adaptações e mudanças no regime feu-
dal;
e) as ligas de mercadores que impulsionaram o desenvolvimento mercantil no Mar do Norte, a
exemplo da Liga Hanseática.
4- (UNIP)"Em Paris, só pode ser ourives quem fizer o juramento e trabalhar segundo os usos e
costumes dessa profissão. Nenhum ourives pode trabalhar o ouro se não for com a melhor
técnica, e o produto deve exceder em qualidade a todos os ouros trabalhados em outras terras.
Nenhum ourives pode ter mais que um aprendiz estrangeiro, que deverá ser parente seu ou de
sua mulher, próximo ou distante, desde que lhe apraza."

O texto acima refere-se às:

a) corporações de ofício na Baixa Idade Média;


b) organizações sindicais dos Tempos Modernos;
c) guildas de mercadores da Europa Oriental;
d) empresas familiares da Época Contemporânea;
e) ligas de comerciantes de Novgorod, na Rússia.

Aulas 10 e 11:
O quadro político da Baixa Idade Média e a cultura medieval

Os reis (monarcas) organizaram exércitos profissionais para enfrentar os senhores e


uma burocracia para administrar os novos Estados. Foram definindo as fronteiras de seus rei-
nos e estabelecendo uma legislação e uma justiça nacionais. Promoveram também a unifica-
ção do mercado nacional, estabelecendo moeda e impostos nacionais e um sistema único de
pesos e medidas.
Na França:
O processo de centralização política francês foi iniciado pelo rei Filipe II. Usando dos
conflitos contra os ingleses pelo controle do norte da França, este monarca conseguiu formar
um grande exército sustentado pelos impostos cobrados ao longo do território nacional.

130
Durante o governo do rei Luís IX, o poderio real foi ampliado com a criação de institui-
ções jurídicas subordinadas às leis nacionais e a economia comercial se fortaleceu com a insti-
tuição de uma única moeda nacional.
Filipe IV, o Belo, a autoridade monárquica já era uma realidade presente. No ano de
1302, a assembléia dos Estados Gerais – composta pelo clero, a nobreza e os comerciantes –
foi criada com o intuito de reafirmar a ação política do rei.
Na Inglaterra:
Sob o comando do rei Henrique II, o processo de unificação territorial foi iniciado com re-
lativa eficácia durante o século XII. No governo seguinte, comandado pelo rei Ricardo Coração
de Leão, diversas lutas contra os franceses e o envolvimento nas Cruzadas enfraqueceu o pa-
pel da autoridade monárquica.
O Sacro Império Romano-Germânico:
Essa junção entre germânicos e romanos foi realidade uma tentativa de reviver o Impé-
rio Romano do Ocidente, cuja estrutura política e legal sucumbiu durante os séculos V e VI pa-
ra ser substituída por reinos independentes, governados por nobres germânicos.
A unidade desse império foi ameaçada pela Questão das Investiduras, mas que foi solu-
cionada pela Concordata de Worms: os bispos seriam escolhidos tanto pelo imperador como
pelo papa.
Nem a região alemã nem a italiana alcançaram a formação de suas monarquias nacio-
nais na transição da Idade Média para a Moderna.
Na península Ibérica:
Na Espanha, bem como a de Portugal, não está associada a uma significativa evolução
da economia capitalista-burguesa, não surgindo, portanto, como resultado da aliança entre rea-
leza e a burguesia, como ocorreu na França e na Inglaterra. Ela originou-se da necessidade
que tiveram os nobres de se unir no combate contra os muçulmanos durante a Guerra de Re-
conquista.

A cultura medieval:
Os aspectos culturais da primeira fase medieval foram: o paganismo, o dogmatismo cris-
tão e o racionalismo. Santo Agostinho ficou entre os dogmáticos e os racionalistas (história su-
bordinada à vontade divina – predestinação do homem).
A escolástica: retorno das concepções aristotélicas e a tentativa de reuni-las à teologia.
Questões:
1-Em que consistia a monarquia nacional?
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
______________

2 - O final da Idade Média foi marcado pela formação de vários Estados ou monarquias nacio-
nais europeias. Tendo em vista esse tema, responda às questões abaixo.

a) Por que a crise do feudalismo favoreceu a formação das monarquias nacionais?


____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
________________
b) Ao se aliar, reis e burgueses obtiveram vantagens. Quais foram essas vantagens?

____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________

131
Sobre o surgimento e desenvolvimento das Monarquias Nacionais e o Absolutismo, jul-
gue os itens abaixo em (certo) ou (errado).
A–()- A formação das Monarquias Nacionais foi um processo que não se limitou apenas
ao período de transição do feudalismo ao desenvolvimento do capitalismo. Este foi um proces-
so lento e gradual que nos permite citar como exemplo o caso das Monarquias Nacionais itali-
ana e alemã que só se consolidou na segunda metade do século XIX.
B–( )- O processo de formação das Monarquias Nacionais ocorreu de forma conjunta e
simultânea nas diversas regiões da Europa, ocasionando por completo a superação do modo
de Produção Feudal. A formação das monarquias nacionais não conseguiu proporcionar a su-
peração da fragmentação dos poderes do Estado.
C–( )- O surgimento dos Estados Modernos (Monarquias Nacionais), representa uma
forma de regulamentação jurídica para os conflitos sociais que se desenvolviam. A evolução
destas Monarquias Nacionais dá origem às Monarquias Absolutistas onde, a nobreza continua
exercendo seu domínio sobre a massa camponesa.
D–( )- Resumidamente, as características das Monarquias Nacionais, surgidas na Europa Cen-
tro-Ocidental a partir dos séculos XV e XVI são: centralização e unificação administrativas, pro-
porcionando a eliminação da autonomia dos poderes locais e das cidades; formação de uma
burocracia, ou seja, um grupo de pessoas especializadas nos negócios administrativos; forma-
ção de um exército nacional; arrecadação de impostos reais, que eram utilizados para custear
os gastos com o exército e com a burocracia; unificação dos sistemas de pesos e medidas e a
unificação monetária; imposição da justiça real, que se sobrepõe à justiça senhorial.

Aula 12:
A Reforma Religiosa

A Reforma protestante fez parte das transformações em curso na Europa, na transição


da Idade Média para a Idade Moderna. Foi estruturada com base na economia capitalista sua
sociedade burguesa. Essa resultou na quebra do monopólio cristão oriental exercido pela Igre-
ja.
Razões da Reforma:
A Igreja Católica se baseava na teologia tomista, sistema alicerçado no livre-arbítrio.
Muitos reformistas da Igreja se baseavam na teologia agostiniana que tinha como ideais
a predestinação e a fé acima da razão.
Deve-se levar em consideração o fato que a Igreja se encontrava em uma crise (desmo-
ralização do poder papal, descontentamento do povo, venda de cargos eclesiásticos, de relí-
quias e indulgências).
Os Precursores:
Jonh Wyclif: críticas à venda de indulgências. Foi excomungado pela Igreja.
Jonh Huss: retomou as pregações de Wyclif e foi queimado vivo.
Humanistas: pregavam uma depuração da Igreja feita pelos seus próprios membros.
Na Alemanha:
Martinho Lutero foi o grande responsável pelo início da Reforma. Era um frade agostini-
ano, porém se revoltou devido às vendas de indulgências. Ele fixou as 95 teses na porta da
igreja de Wittenberg, em que fazia críticas à Igreja. Leão X o intimou a retratar-sepor meio de
uma bula papal, a qual Lutero queimou em praça pública. Ele foi então expulso do Sacro Impé-
rio Romano-Germânico e se refugiou no castelo de Wartburg, onde traduziu a bíblia para o
alemão.
As ideias luteranas influenciaram os anabatistas (camponeses), que procuravam confis-
car as terras senhorias e as da Igreja. Porém Lutero não apoiava essa revolta.
A Confissão de Augsburg continha os fundamentos da doutrina luterana:
escrituras sagradas são o único dogma
a fé é a única fonte de salvação
transubstanciação x consubstanciação

132
elimina-se o clero regular, o celibato e as imagens
a Bíblia é interpretada livremente
substitui o latim pelo idioma nacional nos cultos
Igreja instituição civil
Batismo e eucaristia

Na Suíça:
João Calvino: “ideólogo religioso do capitalismo”.
O calvinismo condenava a miséria – fonte de todos os pecados. Para eles o sucesso
econômico era a indicação divina dos escolhidos para a salvação eterna.
A expansão do calvinismo:
Escócia: foram denominados presbiterianos, pois a Igreja escocesa foi organizada em
conselhos- os presbíteros.
Inglaterra: foram denominados puritanos.
França: foram chamados de hunguenotes.
O Anglicanismo:
O Líder foi o próprio rei, Henrique VIII, o que deu ao conflito um caráter político. Para
romper com o papa ele queria desfazer seu casamento com Catarina de Aragão (tia de Carlos
V-imperador do Sacro Império) para se casar com Ana Bolena. O papa se negou a anular o
casamento para não ter conflitos com Carlos V. Henrique justificava o pedido de anulação de-
vido a necessidade de ter um filho varão (herdeiro do trono da Inglaterra).
Ele publicou o Ato de Supremacia: ele se tornava ochefe da Igreja na Inglaterra. Sua
obra foi firmada com sua filha, Elizabeth I.
Contra-Reforma:
A Igreja fez sua reforma, pois ela estava em crise devido a expansão do protestantismo.
Criou-se então a Companhia de Jesus, que se assemelhava a um exército: ―soldados de Cris-
to‖.
O Papa Paulo III convocou o Concílio de Trento que chegou a debater com os protestan-
tes, mas não chegaram a nenhum acordo. Esse Concílio reafirmou os dogmas da igreja católi-
ca além de proibir a venda de indulgências e criar os seminários.
Foi reinstalada a Inquisição, que matou milhares de ―hereges‖, e foi criada a Congrega-
ção do Index: lista de livros proibidos.

Questões:

1-(UEMS)No século XVI, a unidade religiosa da cristandade europeia é rompida em conse-


quência dapropagação da Reforma. Lutero, a principal e controvertida figura do movimento,
que em 1517 lança suas 95 teses contra a Igreja,pertencia a ordem religiosa dos:

A - cistercienses
B - lazaristas
C - dominicanos
D - franciscanos
E - agostinianos.

2. A Reforma foi um movimento exclusivamente religioso?


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____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
____________________________________________________

133
3. Por que existem tantas igrejas protestantes?
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
____________________________________________________

5-(Ibemec08) Segundo o texto a seguir, e o fato de muitos teóricos considerarem o calvinismo


a religião do capitalismo, é correto afirmar que: ―Nós chamamos de predestinação à decisão
eterna de Deus pela qual determinou o que queria fazer com cada homem. Pois ele os cria to-
dos em condições semelhantes, mas ordena uns à vida eterna e outros à eterna danação. As-
sim, conforme o fim para o qual o homem foi criado, dizemos que ele está predestinado para a
morte ou para a vida‖
(CALVINO, J. L‘ Institution de la religion chrétienne. Paris: Les Belles Lettres, 1938, p. 62-63.).

a) o trabalho passou a ser visto como uma vocação divina e o sucesso decorrente dele um si-
nal da predestinação, da graça divina.
b) bastava aos homens trilharem o caminho do bem, amarem seu semelhante, realizando
obras em nome de Deus, e eles estariam salvos.
c) o arrependimento e a fé levavam o homem à vida eterna, enquanto o enriquecimento des-
medido levava o homem à eterna danação.
d) o sinal da predestinação só era obtido perto da morte quando Deus os revelava por meio da
Extrema-Unção.
e) a confissão de seus pecados, a penitência e o perdão do padre, aliados à força de vontade
em trabalhar eram os caminhos para a salvação.

6-(Unifesp 07) No século XVI, nas palavras de um estudioso, ―reformar a Igreja significava re-
formar o mundo, porque a Igreja era o mundo‖. Tendo em vista essa afirmação, é correto afir-
mar que:
a) os principais reformadores, como Lutero, não se envolveram nos desdobramentos políticos e
socioeconômicos de suas doutrinas.
b) o papado, por estar consciente dos desdobramentos da reforma, recusou-se a iniciá-la, até
ser a isso obrigado por Calvino.
c) a burguesia, ao contrário da nobreza e dos príncipes, aderiu à reforma, para se apoderar das
riquezas da Igreja.
d) os cristãos que aderiram à reforma estavam preocupados somente com os benefícios mate-
riais que dela adviriam.
e) o aparecimento dos anabatistas e outros grupos radicais são a prova de que a reforma ex-
trapolou o campo da religião.

Aulas 13 e 14:
A Revolução Comercial e a Expansão Ultramarina Europeia

A Revolução Comercial foi a mudança do eixo comercial do Mediterrâneo para o Atlânti-


co. Nesse contesto se destacou o rompimento do monopólio das cidades italianas no comercio
com o Oriente. Houve então o destaque de uma nova doutrina econômica: o Mercantilismo.
Mercantilismo: conjunto de práticas econômicas adotadas pelos reis das Monarquias
Nacionais europeias entre os séculos XV e XVIII que tinha como características: colonialismo
(para obter metais preciosos), balança comercial favorável ( com apoio as exportações)e inter-
venção estatal na economia.
A burguesia começa a ter destaque na sociedade, o que fez decair mais ainda o poder
da nobreza. Houve um fortalecimento dos monarcas, levando ao desenvolvimento do absolu-
tismo. Desse modo, os laços entre o rei e a burguesia foram fortificados.
Essa prática comercial trouxe as seguintes consequências:

134
- afluxo de metais
- ascensão da burguesia
- retomada da escravidão
- alta dos preços

As transformações ocorridas na Europa entre os séculos XV e XVIII (Reforma, Renasci-


mento Comercial, entre outras) se estenderam a outros continentes, tendo a Europa o domínio
do mundo. Esse domínio iniciou-se com a expansão ultramarina.
A expansão teve à frente Portugal e Espanha, conquistando novas terras e novas rotas
de comércio, como o continente americano e o caminho para as Índias pelo sul da África.
Na Baixa Idade Média as cidades italianas eram os principais polos de desenvolvimento
econômico europeu. Elas detinham o monopólio comercial do mar Mediterrâneo, abastecendo
os mercados Europeus com as especiarias vindas do Oriente. Porém devido as crises que a
Europa sofreu, como a Guerra dos 100 anos(que arruinou a França, esgotou a Inglaterra, afe-
tando toda a Europa),a peste negra, a fome de 1345 a 1347, esse cenário teve que ser modifi-
cado.
A expansão marítima portuguesa foi acompanhada, em seguida, pela espanhola e de-
pois por vários outros Estados europeus, integrando quase todo o mundo ao desenvolvimento
comercial capitalista da Europa.
Enquanto a Europa estava em crise, Portugal organizava um governo centralizado, forte
e aliado da burguesia. A precoce centralização política lusitana, conjugada a outros fatores,
valeu-lhe o pioneirismo no processo de expansão marítima comercial europeia.
Em 1415, os portugueses estabeleceram seu domínio sobre Ceuta, um importante en-
treposto comercial árabe no norte da África. Portugal deu início à conquista progressiva de toda
a costa atlântica africana.Em 1498, Vasco da Gama desembarcou em Calicute, na índia, pas-
sando Portugal a deter o controle sobre o comércio das mercadorias orientais. Dois anos de-
pois, em 1300, Pedro Álvares Cabral e sua esquadra chegavam ao Brasil

135
As consequências:
- estabelecimento de contatos da Europa com todas as regiões do planeta
- grande impulso do comércio com o afluxo dos novos produtos americanos, especialmente os
metais preciosos.
- a burguesia teve, então, aumentada sua riqueza e prestigio social e os monarcas ampliaram
seus próprios poderes, transformando-se em governantes absolutistas.
- difusão do cristianismo e das línguas ibéricas (português e espanhol)

Questões:

1- Procure caracterizar a política econômica mercantilista na fase de expansão comercial e


marítima europeia.

2- (FATEC) No início dos tempos modernos, assistimos a uma série de grandes transfor-
mações que atuaram na desestruturação do mundo feudal e também se refletiam na di-
minuição do poder da Igreja, na expansão comercial e marítima, no desenvolvimento da
burguesia, no Renascimento e na reforma religiosa. Também está ligada a este período
histórico:

a) a descentralização política e administrativa do Estado;


b) a formação das repúblicas federativas;
c) a ascensão das ditaduras pelas elites militares;
d) a ascensão das ditaduras lideradas pelas classes trabalhadoras;
e) a formação das monarquias nacionais absolutistas.

3- A aliança entre Rei e Burguesia no final da Idade Média e início da Idade Moderna
nãoteve como objetivo:

a) o fortalecimento da centralização política contra o particularismo feudal vigente até en-


tão;
b) a unificação de moedas, pesos e medidas, a fim de facilitar as transações comerciais;
c) a definição de fronteiras e, ao mesmo tempo, de mercados internos e externos;
d) a valorização das autoridades religiosas e a submissão do Estado à Igreja;
e) a imposição de código único de leis para o país em lugar do direito consuetudinário
feudal.

4- Ao final da Idade Média, a necessidade de novas rotas de comércio gerou a expansão


mercantil e marítima desenvolvida pelos países atlânticos. Até então, a principal via co-
mercial europeia era o Mediterrâneo, cujo monopólio estava concentrado nas mãos dos
comerciantes:

a) venezianos e pisanos
b) espanhóis e muçulmanos
c) venezianos e mouros

136
d) italianos e árabes
e) italianos e ibéricos

5- A crise européia dos séculos XIV e XV constituiu um bloqueio ao desenvolvimento da


economia de mercado. A superação desse processo foi realizada por meio:

a) da isenção de tributos para as cidades;


b) do fortalecimento das corporações de ofício;
c) da Expansão Marítima;
d) de incentivo à lavoura feudal;
e) das Cruzadas.

6- A Expansão Marítima e Comercial é produto de um conjunto de fatores que marcam a


época de transição por que passava a Europa. Essa transição caracteriza a passagem
de um modo de produção em crise para outro, isto é:

a) do escravista para o feudal;


b) do capitalista para o escravista;
c) do feudal para o capitalista;
d) do feudal para o escravista;
e) do escravista para o capitalista.

7- (FUVEST) À época da expansão Marítima e Comercial, a Europa passava por profun-


das transformações. Entre elas, podemos destacar, exceto:

a) o advento das monarquias nacionais;


b) a desintegração do escravismo;
c) o processo de formação do capitalismo;
d) a ascensão da burguesia mercantil;
e) o Renascimento Comercial.

137
HISTORIA DO BRASIL - PROF. LINCOLN LARA

PERÍODO JOANINO
1808-1821

Era das revoluções

 Revolucão Industrial
*Mecanização e divisão do trabalho
 Revolucão Francesa
* Vitória liberal
Inglaterra X França

Interesses Inglês

 Crescimento da Produção
 Intensificação do comércio
 Necessidades de matéria prima

Portugal entre da Franca e da Inglaterra

Tratado de Methuen (1703)


* Abertura dos portos portugueses para manufaturas inglesas em troca de compra do vinho
lusitano
Bloqueio continental (1806) Frances
* Bloquei comercial a Inglaterra

Convenções secreta
Acordo secreto entre Portugal e Inglaterrra
* Trasferência da sede da monarquia portuguesa para o Brasil.
* Entrega da esquadra portuguesa a Inglaterra
* Concessão de um porto livre a Inglaterra no Brasil
* Assinatura de novos tratados com a Inglaterra

 Tratado de Fontainebleau (1807)


Acordo secreto entre França e Russia
•Invasão a Portugal
Fuga da Família real portuguesa
Vitória da Inglaterra não da França

Governo Português no Brasil

Abertura dos portos brasileiros


As tarifas alfandegarias finaciavam a nova administração
Alvará de 1785 liberando o estabelecimento de indústrias manufaturas no Brasil
Tratado de Aliança e Amizade 1810
Poibicao da Santa Inquisicao no Brasil
Tratado de comércio e navegação
Nomeação de Juízes ingleses para julgar suditos Britanicos
138
Liberdade Religiosa para os ingleses
Cobranca de taxas de 15% na importacão de mercadorias
Porto livre em Santa Catarina
1815 Elevação do Brasil a Reino Unido de Portugal e Algarves
Conciliação entre as classes dominantes
Criacão de orgãos administrativos
Invasão a Guiana Francesa 1817-1816

Anexação da província da Cisplatina

1820 Revolução liberal do Porto

Liberalismo para os portugueses


Pressão para recolonizar o Brasil
D. Pedro se torna o príncipe regente do Brasil
Independência Do Brasil

A Regência de Dom Pedro I

Cortes portuguesas tentam recolonizar


o Brasil
Decretos que limitam o poder do Regente
Deputados brasileiros em minoria
Grupos radicais e conservadores
 Conservadores: Partidários de José Bonifácio
*Desejavam a independencia sem desestruturar a sociedade
Radicais: Lojas Maçônicas
A Independência Política

Cortes de Portugal retiram poder de Dom Pedro


Exigem seu retorno a Portugal
1822 Dia do Fico
1822 Decreto do Cumpra-se
Dom Pedro recebe o título de defensor perpetuo do Brasil
Proclamação da Independencia 1822

Independência política sem


independência econômica
Inexistência de sinificavas mudanças sociais
Partido conservador + Partido radical
Partido Brasileiro
Partido Independência

139
O Primeiro Reinado
(1822 – 1831)

 Primeiro Reinado caracterizou-se por um período de transição


 Foi marcado por uma mega crise econômica, financeira e política
Independência se consolida com a abdicaçao de Dom Pedro I
Considerações sobre a independência
Liderança do processo de independencia na mão da aristocracia rural
Reação na Bahia e Grão Pará
Divisão Partidária no 1º Reinado
Partido Brasileiro
* Conservadores: Liderada pelos irmãos Andradas defendiam um governo central com amplos
poderes a monarquia

*liberais: defendem uma monarquia constitucional que restringi-se o poder do monarca, favo-
ravel a liberdade de expressão e de iniciativa, descentralizacao administrativa e ampla auto-
nomia as províncias

Partido Português: Retorno do Colonialismo


A constituicão da Mandioca 1823
Diminuicao dos poderes de D Pedro I
Rompimento com os Andradas
Projeto da Constituição da Mandioca

Ineligibilidade de extrangeiros
Restrinção dos poderes do imperador
Garantia da libralização econômica
Mantinha a ecravidâo
Voto censitário
Constituição de 1824

Dissolução da constituinte e outorgada a constituicão de 1824


Poderes absolutos a D. Pedro I
Poder Moderador
*Noite da Agonia 11 de novembro de 1824

Constituição de 1824

Mescla de ideais franceses e ingleses


Rígida centralização do poder
Governo Monarquico e hereditário
Catolicismo como religião oficial

140
Voto sencitário e não secreto
Divisão dos poderes

Poder executivo: Imperador e ministros


Poder legislativo: deputados e senadores
Poder Judiciário: Supremo Tribunal de Justiça
Poder Moderador: Imperador e o Conselho de Estado
Confederação do equador 1824 :

Substituicão do Governador de Pernambuco


Reaçao popular e rompimento com o podser central
Divisões internas e violenta repressão
*Insurreiçao Pernamucana de 1817
* Cipriano Barata e Frei Caneca
Regime Republicano
Constituição da colômbia
Pará, Rio Grande do Norte e Paraíba aderem ao movimento
Abolição do tráfico de escravos: Afastamento da aristocracia rural
Reconhencimento Externo da Independência

Doutrina Monroe: Estados Unidos Favoravéis a independencia brasileira


Santa Aliança defende colonialismo
Inglaterra combate tráfico negreiro
Inglaterra se torna a mediadora nas negociações de independencia
Privilégios comerciais aos ingleses

Privilégios comerciais conseguidos em 1810


Extinção do tráfico negreiro o mais tardar em 1830
Tarifas alfandegárias preferênciais para o ingleses
O declínio do Primeiro Reinado

Dom Pedro se torna impopular


Caem as exportações brasileiras
Eclode a Questão Cisplatina
Abdicação de D. Pedro

Dissolução da Assembléia Nacionais Constituinte


Aproximação com os portugueses
Repressão a Confederação do Equador
Crise economica
A questão da Cisplatina
Envio de recursos brasileiros para Portugal

141
Oposição da imprensa: Assassinato de Libero Badaró
12 de março de 1831 Noite das Garrafadas
Ministério dos Brasileiros: Medida conciliatória
Ministério dos Marqueses
7 de abril de 1831 D. Pedro abandona o trono brasileiro
Período Regêncial (1831-1840)

Caracteristicas

Período de transicão com os portugueses mantendo controle sobre as decisões políticas


brasileiras
Volta do Colonialismo
X
Consolidação da independência

Ascensão da aristocracia rural


Intensa agitação poular
Alteração na constituição de 1824
*Proteção dos proprietarios rurais
*Descentralização do poder

Correntes políticas

Moderados

Representantes da aristocracia rural


Partidários da monarquia moderada e centralização administrativa
Controloram o poder durante a regencia
Padre Antônio Feijó,
Exaltados

Liberais radicais, camadas médias urbanas


Autonômia para as províncias
Expressavam os interesses dos setores urbanos através dos jornais
Borges da Fonseca
Regências Trinas (1831- 1835)

Constituição prevê ume regência trina


Abril 1831- Formação de uma regencia trina provisória
Junho1831- Formação da regência trina permanente
*Lei regencial Limitava o poder dos regentes

1831- Criacão da Guarda Nacional

Instrumento de repressão da aristocracia rural contra

142
Reprimir constantes manifestações
1832- Promulgado o código do processo penal

Ampla autonomia judiciária aos municipios


Juizes de paz eleitos pela população local
Impunidade dos grandes senhores rurais
Regência Ulna

Ato adicional de 1834


Conciliação dos interesses das tres facções políticas
Medidas:

Criação da Assembléia legislativa provincial


Extinção do conselho de estado
Concessão de maior autonomia as províncias
Substituição da regencia trina pela rgencia ulna e eletiva
Regência Ulna de Feijo 1835- 1837

Ambiguidade do Ato adicional


Centralização na figura do regente e maior autonomia politica administrativa as provincias
Eclosão de varias rebeliões
Renuncia de Feijó

143
GEOGRAFIA DO BRASIL - PROF. LINCOLN LARA

Unidade V – A Vegetação do Brasil

Pela sua localização no globo e pela sua extensão territorial, o Brasil é considerado o
maior país tropical do mundo. Isso contribui para uma grande biodiversidade de paisagens
pelas sucessões de suas formas de relevo, climas solos, vegetação, animais e hidrografia,
que o define como e pais de maior biodiversidade em todo o planeta.
De todos os elementos que compõe essa biodiversidade o mais importante é a vegeta-
ção. Sendo um elemento vivo, estático e dependente direto do clima a vegetação auxilia nos
estudos da manutenção ou alteração do meio ambiente, pois quaisquer mudança no teor da
umidade do ar da direção dos ventos (disseminadores de semente), da qualidade dos solos
da luminosidade (fotossíntese), da ação humana e dos animais nos diversos biomas, será
ela que primeiro sofrerá as conseqüências. Portanto no território brasileiro as alterações de
paisagens apresentação vegetações com as seguintes características biológicas:
Higrófitos: Os vegetais são adaptados a ambientes com elevada quantidade de água,
como na Amazônia, onde se encontra a vitória regia com suas raízes aquáticas.
Xerófitos: Os vegetais são adaptados a ambiente com pouca água, como no semi-árido
nordestino, com a presença de cactáceas e outras espécies com acaules cascudos e folhas
espinhelas com grande capacidade de retenção de água.
Halofilas: Adaptadas ao meio salobro em águas localizadas junto a desembocadura dos
rios no oceano. São os mangues, com suas raízes aéreas para conseguir fixar nitrogênio do
ar.
Semideciduas: perdem suas folhas no inverno para preservarem a umidade em seus in-
teriores e poderem suportar a estação séc. É o caso da maioria das espécies do cerrado.
Herbacias: Vegetação rasteira, composta principalmente de gramíneas, como as pradari-
as gaúcha e dos campos do Pantanal, Mato Grosso do Sul e Roraima.
Aciculifoliadas: Compõem de espécies com folhas pontiagudas, como as coníferas ou
pinheiro (araucária), adaptadas as áreas mais altas e da baixas temperaturas do clima sub-
tropical do sul, marcadas por um verão brando.
Normalmente as formações vegetais são divididas de acordo com o porte dos vegetais
que o compõem:
Grande porte: formações arbóreas ou florestais.
Médio porte: vegetação arbustiva.
Pequeno porte: vegetação herbácea.
1) Formações florestais
Originalmente eram as formações vegetais dominantes do território brasileiro, encontran-
do-se hoje bastante devastadas e alteradas e alteradas por cinco séculos de exploração de-
sordenada.
A) Florestas latifoliadas equatorial (pluvial)
É a floresta Amazônica que em território brasileiro corresponde a 40% de todo o pais.
Apresenta as seguintes características botânicas: Higrófitos, densa e latifoliada (com fo-
lhas largas)
De acordo com o relevo Amazônico, a composição vegetal se altera e pode ser dividida
em três partes:
*Mata do Igapó: Ocupa as partes mais baixas ao longo dos cursos dos rios estando
quase que permanentemente inundada. É uma mata muito fechada e intrínseca.
*Mata de várzea: Ocupa terrenos mais elevados
onde as águas só chegam nas épocas das cheias periódicas.
*Mata de terra firme (Caaetê): Domina as partes
não sujeitas a inundações, como os platôs e as depressões não inundáveis.
B) Mata latifoliada tropical

144
Ocupa originalmente toda a fachada atlântica, sendo estreita no nordeste e no sul e mais
larga no sudeste. Segundo o IBDF (Instituo Brasileiro de Desenvolvimento Florestal), hoje
resta somente a Mata Atlântica 5% toda sua área original, tendo sido devastada principal-
mente pela sua localização próxima ao litoral, o que coincidiu com o povoamento periférico
ao país. A necessidade de combustível (lenha), madeira para a construção e mais espaço
para lavouras e cidades,alem da exploração das espécies mais nobres, foram os principais
causadores da dessa devastação. Atualmente somente se verifica nichos de preservação
como os parques nacionais de Monte Pascoal na Bahia, a Floresta da Tijuca no Rio de Ja-
neiro, as matas de encostas nos escarpamentos da Serra do Mar e Reservas da Juréia entre
outras. Para o interior, notam-se algumas áreas junto ao rio Paraná, principalmente no par-
que nacional de Foz do Iguaçu, no estado do Paraná.
Esta floresta recebeu o titulo da Unesco de reserva da biosfera, apresenta ainda no inte-
rior as matas ciliares ou matas galerias, acompanhando as margens dos mananciais, cola-
borando para a limpeza das águas e renovação da vida local.
C) Mata de encosta ( latifoliada úmida)
Ocupava originalmente a sem encostas e escaras e escarpas das serras litorâneas desde
o nordeste ate sul, hoje reside somente onde o terreno é mais íngreme ou de difícil ocupa-
ção humana.
D) Mata da Araucária
Originalmente ocupando as áreas de climas tropical de altitude do sudeste e subtropical
no sul, também conhecida como Matados Pinhais conta com poucas espécies. Considerada
extinta pelo IBDF desde 198, nela é dominante a espécie da Araucária angustifólia , um pi-
nheiro de madeira nobre que atraiu a atenção dos madeireiros durante todo o século XX,
extinto hoje somente nas áreas mais altas e abruptas do relevo. Mas alem dos pinhais, mata
d a Araucária convive com espécies vegetais latifoliadas, como a canela, a imbuia e a pero-
ba, além de outras espécies menos nobres.
E) Mata dos cocais
Trata-se de uma mata de vegetação de transição entre os climas equatorial (Amazônia
Oriental) e Semi-Árido (Sertão) onde são dominantes as espécies das palmáceas como o
babaçu, a carnaúba, o buriti, o coqueiro no litoral, entremeados de espécies menores de ma-
ta tropicais e campos.
2) Formação arbustiva e herbáceas
A) Cerrado
Sujeito ao efeito da continental idade do clima tropical (uma estação chuvosa e outra mui-
to seca), o serrado é uma vegetação arbustiva adaptada aos solos ácidos muito pobres e
muito permeáveis, onde suas espécies semi-ducículas apresentam-se espalhadas pela ca-
poeira ou formações compacta. É uma vegetação que ocupa o Brasil central e infelizmente
nos últimos 40 anos tem sido rapidamente devastada, para dar lugar a agropecuária, a partir
da aplicação de calcários (calagem) para a correção da acidez dos solos. Outro fator da des-
truição do cerrado é a necessidade de lenha para ser transformada em carvão vegetal parta
abastecer principalmente as siderúrgicas de Minas Gerais.
B) Caatinga
Vegetação xerófila, como cactáceas e bromeliceas (mandacaru, xique xique, facheiro),
ocupa a maior parte do sertão nordestino, devido a ação do clima semi-árido.
C) Campos ou Pradarias
Vegetação composta por gramíneas com poucos arbustos espalhados. Cobrem os Pam-
pas do Rio Grande do Sul, constituído a campanha Campanha Gaúcha, o sul do mato Gros-
so do sul e a depressão do Tacatu Mau no estado de Roraima, além de formações incrusta-
das na Amazônia.
3) Formações Litorâneas

Mangue
Vegetação típica dos mares tropicais encontrados em áreas de desembocadura de águas
doces dos rios nos oceano. São formações arbustivas de raízes aéreas de troncos delgados,
constituindo-se vegetais de grande adaptação ao meio hidrófilo e halófito (salobroso).

145
Suas raízes aéreas constituem uma defesa de seus organismos, pois fixam o nitrogênio
necessário ao seu desenvolvimento. Já que o solo lodoso é pobre em nutrientes. Estão pre-
sentes desde o Amapá até o Rio Grande do Sul, desde que o terreno litorâneo seja rebaixa-
do. É também muito importante para a renovação da cadeia alimentar marinha, principal-
mente pela produção de fitoplanctons, que produzem a maior parte do oxigênio da atmosfe-
ra.
4) Domínios mofoclimáticos brasileiros
O termo domínio é usado se referindo ao conjunto natural em que existe uma interação
entre os elementos e um deles é determinante. Seja o relevo, ou clima ou vegetação. No
lugar de paisagem natural costuma-se utilizar domínio morfoclimático (morfo = relevo, climá-
tico=clima) devido a importância do relevo e do clima na formação de cada conjunto. Mas
isso não significa que cada conjunto se delimite apenas pelo clima ou apenas pelo relevo, já
que existe um a coincidência entre os domínios morfoclimáticos os fitogênicos, os hidrográfi-
cos, e os pedológicos (referente ao solo).
Outro aspecto a ser ressaltado é o da interseção entre os domínios, as chamadas zonas
de transição. São áreas que é difícil de distinguir a paisagem por intercalar uma ou mais
formações vegetais. As mais importantes são: A Mata dos Cocais, o Pantanal do Mato Gros-
so e o Agreste Nordestino.
DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS DO BRASIL
I) Domínio Amazônico:
O domínio geológico Amazônico apresenta um relevo formado basicamente por depres-
sões, baixos planaltos e as planícies aluviais. As elevações surgem no extremo norte ((Pla-
nalto Guiano) e no extremo sul (planalto Central) desse domínio.
O clima equatorial, com temperaturas muito elevadas por causa das baixas latitudes (com
pequenas amplitudes amplitudes térmicas no decorrer do ano) e constantes chuvas convec-
tivas favorecidas pela evapotranspiração da grande floresta latifoliada local, típica dessa
região.
A massa equatorial continental da a dinâmica climática local, e a chagada da massa polar
atlântica gera a queda brusca da temperatura durante ao inverno, fenômeno conhecido co-
mo friagem (Amazônia ocidental).

A hidrografia regional é marcada pela presença da bacia Amazônica, o maior do mundo


com rios que coletam a grande pluviosidade regional e levam para o principal, o Amazonas,
que deságua mais d e100mil metros cúbicos por segundo no oceano Atlântico. Bastante ex-
plorados pelas populações ribeirinhas, os rios amazônicos garantem o transporte local e a
pesca para o sustento das famílias isoladas pela Floresta Amazônica em áreas de difícil
acesso. O alto potencial hidroelétrico dessa bacia, localizado principalmente entre cachoei-
ras que surgem quando os afluentes do rio Amazonas descem dos Planaltos periféricos para
a calha do rio principal, é pouco explorado devido ao baixo consumo energético regional.
Floresta latifoliada equatorial conhecida também como Hiléia ou mata amazônica, cobre
todo esse domínio formando o principal domínio natural. Heterogenia, hiléia apresenta a
maior biodiversidade do plante. Sempre verde (perene), é uma vegetação estratificada e fe-
chada. Como é uma floresta adulta consegue prover sozinha sua necessidade de oxigênio,
água e material orgânica. A proximidade dos rios diminui sua estatura, que na mata de terra
firme pode chegar a 50, formando seu estrato conhecido como mata do igapó (formada ba-
sicamente por hidrófilas). Separando o igapó das terras firmes aparece a mata de várzea,
periodicamente alagadas durante as cheias. O jequitibá, o guaraná, a castanheira, o mogno,
o cacaueiro e as seringueiras são algumas das arvores que surgem na mata.
II) Domínio Cerrado
O domínio geocológico do cerrado ocupa quase todo o Brasil central, abragendo boa par-
te da região centro oeste, partes da Minas Gerais, Maranhão e Piauí. A principal unidade
geomorfológica dos cerrados é o planalto Central, constituído por terrenos cristalinos bastan-
te desgastados por prolongada erosão, e por terrenos sedimentares, que formam as chapa-
das (Parecis, Guimarães, Mangabeiras, Espigão Mestre entre outras). Seus solos são pre-

146
dominantemente ácidos necessitando de calagem para que sejam utilizados pela atividade
agrícola, ao sul surgem manchas de terras rochas.
Apesar de baixa densidade hidrográfica, o planalto Central, com suas elevações e chapa-
das serve como divisor de águas e separando varias bacias hidrográficas como a Amazôni-
ca (que corre para o Norte) da Platina ( que corre para o Sul) e a do São Francisco. Graças
ao clima os rios que cortam esta região tem regime tropical, ou seja as cheias ocorrem du-
rante o verão.
O principal clima do cerrado é o tropical semi-úmido (conhecido também como tropical),
que apresenta duas estações bem definidas, com inverno seco e verão bastante úmido.
Isso se deve alternância das massas de ar Equatorial continental (no verão) e a polar
Atlântica (no inverno) na região central brasileira. A prolongada estiagem que ocorre durante
o inverno pode chegar a seis meses o que aumenta ao risco de incêndios nesse período.
O cerrado é a vegetação dominante, com seus dois estratos: um arbóreo-arbustivo, com
arvores de pequeno porte (pau santo, lixeira, pequi) outro herbáceo, de vegetação rasteira,
com vários espécies de capim
(barba de bode) flechinha, colonião, gordura). Os arbustos de tronco retorcido, copa irregular
e casca grossa, são adaptados as combinações naturais entre o clima (seca prolongada) e o
solo. Consegue por vezes escapar das queimadas naturais que castigam a região centro
oeste durante o inverno. Ao longo dos rios, podemos encontrar as matas ciliares acompa-
nhando a maior umidade trazida pelos rios e trazendo proteção contra o assoreamento
O domínio dos cerrados passa por um intenso processo de destruição, pois a expansão
da fronteira agrícola que ocorreu no Brasil central, fato promovido pela facilidade de ocupa-
ção, pela boa adaptabilidade do gado bovino e pela aclimatação da soja em outros produtos
agrícolas que superam as dificuldades naturais (solos pobres laterizados e estiagem prolon-
gada) degradando a vegetação primitiva. Varias reservas naturais tentam faz a preservação
do cerrado, que já teve mais de dois milhões de quilômetros quadrados e hoje tem apenas
350 mil quilômetros, onde vivem mais de 800 espécies de aves e 160 espécies de mamífe-
ros numa das paisagens mais típicas do Brasil.
III) Domínio Caatinga
A depressão sertaneja (ou sertão) fica num rebaixado entre o planalto de Borborema
e a Chapada Diamantina a leste e a chapada das Mangabeiras e o Espigão Mestre a oeste.
Fechando sua porção setentrional, temos ainda chapadas residuais, como o Araipe, Ibiapa-
ba e Apodi. Seu interior sofre pediplanação intensa, com ventos e inteperismo térmico que
vai aplainando progressivamente o relevo. Surgem também inselbergs, que são morros resi-
duais cristalinos, como Quixadá, Milagres e Patos.
Os solos são poucos profundos pela falta de chuvas e pelo predomínio do intemperismo
térmico, porém não possui baixa fertilidade, pois sua constituição química é muito boa.
O clima da caatinga é tropical semi-árido, com temperaturas elevadas o ano todo e chu-
vas escassas, com medias de 500 mm por ano, mas que tem como principal característica a
irregularidade dos períodos chuvosos, com estiagem que podem durar de dois a três anos o
que inviabiliza uma serie de atividades econômicas por parte da população local. A semi-
aridez é causada pela dinâmica das massas de ar que atuam na depressão sertaneja (Mas-
sa Equatorial Atlântica, Massa Equatorial Continental, Massa Tropical Atlântica, Massa Polar
Atlântica) e chegam na região trazendo baixa umidade com ventos já secos.
Já no vale do São Francisco maior rio perene do Polígono das Secas, as águas do rio são
usadas para irrigar culturas que não só se abastecem, mas também são, muitas vezes ex-
ploradas, como é o caso da fruticultura. Grandes extensões de rochas magmáticas profun-
das impedem, por vezes a abertura de poços artesianos.
A vegetação desse domínio por base é a caatinga formada por pequenos arbustos (aroei-
ra, juazeiro) e por plantas xerófilas como as cactáceas, (mandacaru, xiquexique) e bromélias
(macambira). São os vegetais adaptados a estiagem prolongadas, com poucas folhas muitos
espinhos plantas caduciformes que perdem as folhas durante o período seco. Os brejos ou
pés de serras em função da maior umidade (chuvas a Barlavento) são fundamentais para a
atividade agrícola no nordeste seco.

147
Como a base econômica forte do sertão nordestino é a agropecuária, e o clima semi-
árido, com chuvas escassas e irregulares, dificulta ou impede essa atividade a população
local passa a sofrer sérios problemas sócio econômicos. Porem, somente a dificuldade natu-
ral seria insuficiente para explicar o atraso regional, uma vez que os métodos de combate a
seca não são democratizados e o uso político da situação ainda esta presente no nordeste.
Na realidade, a pobreza regional é muito mais bem explicada pelas históricas e sociais.
A seca é apenas mais um agravante que poderia ser solucionada pela aplicação de técni-
cas moderna.
A transposição do Rio São Francisco é apresentado como das soluções a serem aplica-
das, levando parte das do São Francisco para o Rio Jaguaribe, através de uma serie de ca-
nais artificiais. É um projeto polêmico mais que esta em pauta.
IV) Domínio dos Mares de Morros:
Localiza-se na porção oriental do Brasil, desde o sul ate o nordeste. Na região Sudeste,
penetra no interior da São Paulo e Minas Gerais. O planalto Atlântico é a unidade de relevo
que mais se destaca, com seus terrenos cristalinos antigos e um conjunto de elevações
chamadas de Serras (Mantiqueira, do Mar, Geral, Caparaó etc). É o domínio com as maiores
médias altimétricas do país (terras altas) e sofre um grande processo erosivo. É uma região
de rios planálticos, encachoeirado, com um alto potencial hidrelétrico e de regime tropica. A
energia extraída desses rios abastece o maior parque industrial do Brasil. As terras altas
dividem as bacias do Paraná do São Francisco e as bacias secundárias do leste e do sul. O
domínio dos mares de morros combina dois climas diferentes: o clima tropical de altitude,
com temperaturas modestas e pluviosidade elevada, com as chuvas concentradas no inver-
no e no outono, e o clima tropical úmido, mais quente e com maior pluviosidade, comas chu-
vas concentradas no inverno (Nordeste oriental). O primeiro surge nas serras e no interior, o
segundo predomina na planície costeira. Nesse espaço tropical (quente e úmido), surge as
florestas latifoliadas sempre verdes, que segura grande umidade no seu meio, exuberante e
colorida na florada com arvores cujas alturas vão de 25 a 30 metros (peroba, cedro, figueira,
cerejeira, jatobá, entre outros).
A mata Atlântica divide espaço coma área mais ocupada do país (70% da população na-
cional), além de conter uma atividade agropecuária extremamente desenvolvida.
A poluição emitida pelos grandes centros urbano e as especulações imobiliária comple-
tam o quadro responsável pelo avançado estado de destruição pelo qual passa a floresta
tropical que vê desaparecer, pouco a pouco, sua biodiversidade formada por cerca de 6 mil
vegetais, 160 mil espécies de mamíferos e mais de 250 mil anfíbios. Apesar dos esforços
legais para tentar preservar o que ainda resta da mata Atlântica, as reservas são sistemati-
camente destruídas pela exploração de suas madeiras nobres e de outros muito valorizados.
V) Domínio Araucária
A combinação entre a altitude das serras da região Sul com as baixas latitudes e as fortes
entradas da massa polar atlântica criam o domínio mas frio do Brasil, inclusive com a ocor-
rência de neve no alto inverno, capaz de dar ares europeus ao Brasil.
O planalto meridional na divisa entre Santa Catarina e o Rio Grande do Sul um perfil for-
mado por uma seqüência de cristas conhecidas como Serras Gaúchas e Catarinense, com
elevações de onde descem rios de pequeno volume e muitas corredeiras. O clima subtropi-
cal, de temperaturas moderadas e pluviosidade baixa, mas bem distribuídas durante o ano,
temos a maiores amplitudes térmicas nacionais. As chuvas d verão são causadas pela en-
trada da massa de ar Tropical atlântica, e as chuvas de inverno trazidas pela massa Polar
atlântica que chega da Argentina.
A vegetação que surge nas serras frias do sul é a floresta aciculifoliada subtropical (tam-
bém conhecida A extração d emadeira, implantação da produção vinícola na região e a agri-
cultura de produtos a temperados (principalmente frutas de clima frio) ajudaram a desmatar
a mata de Araucária, que hoje apenas com uma pequena parte de sua cobertura original.
Atualmente, o turismo ajuda a se preservar o que ainda resta das Araucárias, já que a re-
gião das serras oferece uma paisagem bem diferente das demais encontradas pelo Bra-
sil.EX:mata da Araucária ou dos pinhais), que se estende desde São Paulo. (áreas mais
altas do estado), ate Rio Grande do Sul. Pode ser classificada como floresta de Conífera e é

148
uma formação aberta, de fácil exploração física, de folhas em forma de agulha (Acicufolia-
da), com grande ocorrência de pinheiros Araucária angustifólia associada a outra espécies
com o cedro, a canela, a imbuia e a erva-mate (usada no chimarrão).
VI) O Domínio das Pradarias
O domínio das pradarias abrange vasta s áreas do centro sul do Rio Grande do Sul. Na
divisa do Brasil com o Uruguai e a Argentina. É o menor dos domínios brasileiro. O clima
subtropical, com invernos rigorosos e verões quentes, garante a maior amplitude térmica do
Brasil. A pluviosidade é bem distribuída durante o ano e favorece a atividade agro pecuária
na região.
Os campos do sul, ou pampas estão em uma área relativamente baixa e plana, formada
por intenso processo erosivo, com pequenas elevações conhecidas como coxilhas.
Sua vegetação é de gramíneas e pequenos arbustos. Formando ótimos pastos naturais,
as pradarias são ocupadas pela criação extensiva de gado bovino e ovino, alem do cultivo
de arroz milho, soja e trigo. As queimadas para as limpezas dos terrenos são uma prática
habitual.
Os principais problemas ambientais das pradarias são a erosão, a queda da fertilidade do
solo e a expansão de algumas manchas arenosas. Estas tem chamado a atenção por se-
rem apresentadas como processo de desertificação, estudos mais específicos apontam a
causa como sendo o tipo de sol, e a forte influencia antrópica (agropecuária)
A verdade é que todos os ecossistemas brasileiros em a maior ou menor grau, vem so-
frendo prejuízos pelo descuido pela ganância ou pela ignorância. A expansão urbana tam-
bém tem sua parcela de colaboração para que muitas paisagens brasileiras sejam conheci-
das apenas em livros de geografia ou em fotos de interne. Estudar com atenção casos como
a arenização dos campos do sul do Brasil pode ser decisivo para a perpetuação deste ecos-
sistema.
VII) As faixas de transição
Faixas de transição são áreas que separam dois ou mais domínios geoecológicos, repre-
sentando a transição gradual entre essas paisagens naturais.
O Pantanal Mato-Grossense
O pantanal esta numa área sudoeste do Mato Grosso e a oeste de Mato Grosso do Sul
que corresponde a mais típica planície do Brasil. De sedimentos recentes quaternários, essa
planície é drenada pela bacia do Paraguai. Durante o verão, vastas áreas são alagadas du-
rante o período das chuvas, formando grandes lagoas interligadas por canais (corixos). As
áreas mais elevadas são protegidas de enchentes, locais onde se colocam as sedes das
fazendas e se concentra o gado durante as cheias.
A pecuária é a grande atividade econômica da região, uma vez que os pastos naturais
são de ótima qualidade para o gado.
A vegetação possui espécies de floresta do cerrado, campos e ate plantas xerófilas. Ver-
dadeira síntese da vegetação brasileira, nos últimos anos vem sofrendo com a ação huma-
na: devastação e contaminação das águas. Os vários rios, afluentes do Paraguaio (Taquari,
Piquiri, Miranda, Aquidauana) apresentam uma grande variedade de peixes. A fauna é ri-
quíssima e variada (aves jacarés, onças capivaras), atraindo a caça e a pesca predatória. O
eco turismo é uma atividade que vem gerando um grande crescimento econômico na região,
ajudando no controle e na preservação com atividade relacionada com o meio ambiente e a
cada dia ganha mais adeptos entre os fazendeiros locais.
Mata dos cocais
A mata dos cocais localiza-se entre três domínios diferentes: o amazônico a oeste, o da caa-
tinga a leste e do cerrado ao sul. Ocupa áreas do Maranhão e Piauí ao longo dos Vales fluviais,
como o do Paranaíba, o do Mearim e do Grajaú, entre outros. Possui grandes extensões ainda
como o babaçu e conta ainda com outras espécies de palmáceas, como a carnaúba, o buriti e
o açaí. Boa parte da população local vive da exploração desses vegetais que vendidos para
fabricas locais dão origem a uma valiosa linha de ceras e óleos vegetais comestíveis de grande
valor industrial. Na região, a agropecuárias comercial, com gado bovino de corte, milho, soja, e
arroz ameaça a mata dos cocais.
Agreste

149
Entre a zona da mata nordestina e o sertão nordestino (domínio caatinga) temos uma es-
treita faixa de transição conhecida como agreste. Na região do planalto da Borborema, de-
senvolve-se um a vegetação que mistura elementos da mata atlântica a da caatinga, portan-
to fazendo a transição gradual entre essas duas paisagens.

GEOGRAFIA GERAL - PROF. RODOLFO SHIAVON

CAPITALISMO

Resumo: esta lição mostrará o surgimento do capitalismo e suas várias formas de de-
senvolvimento, bem como suas principais características.

Desenvolvimento do Capitalismo

O capitalismo passou a ser dominante no mundo ocidental a partir do século XVI. A


transição que houve do feudalismo para o capitalismo foi bastante desigual; foi mais rápida na
parte ocidental da Europa e mais lenta na parte central e oriental. A transição foi bem mais ace-
lerada no Reino Unido, do que nos outros países.
O capitalismo foi se evoluindo gradativamente, aos poucos foi se sobrepondo sobre ou-
tras formas de produção, até ter sua hegemonia, que ocorreu em sua fase industrial.
Considerando seu processo de desenvolvimento, pode-se dividir o capitalismo em 3 fa-
ses: capitalismo comercial, industrial e financeiro.

Características do Capitalismo

Todos os países são diferentes uns dos outros, mas os capitalistas apresentam algumas
características semelhantes.

» Estrutura de propriedade: predomina a propriedade privada. Em alguns países o Esta-


do também é dono de alguns meios de produção; atua como capitalista principalmente em se-
tores básicos e de infra-estrutura.
» Relação de trabalho: o trabalho assalariado é predominante. Mas em muitas regiões
subdesenvolvidas e rurais ocorrem relações de trabalho ilegais, como a escravidão, ou trabalho
forçado por dívida.
» Objetivo: o único objetivo é ter constantemente a obtenção de lucro, não importando
quem perca com isso. As empresas estatais recebem ajuda de subsídios do governo, sendo
difícil ir a falência, ao passo que se uma empresa privada operar no vermelho, ela pode falir.
» Meios de troca: o principal meio de troca é o dinheiro, que facilitou bastante o comér-
cio. Outros meios de troca é o cheque e o cartão de crédito, em que é possível movimentar um
fundo em dinheiro depositado no banco. Com um cartão bancário é possível fazer pagamentos
sem o uso de dinheiro real ou cheque.
» Funcionamento da economia: os agentes econômicos fazem investimentos se guian-
do pela lei da oferta e da procura. Investem com o objetivo de conseguir a maior rentabilidade.
A lei da oferta e da procura funciona da seguinte maneira: se houver mais oferta do que
procura os preços tendem a cair; se houver mais procura que oferta os preços tendem a subir.
Essa lei é a essência da economia de mercado.
» Relação social: há uma grande desigualdade social, principalmente nos países sub-
desenvolvidos, ficando a maior parte da renda com poucos. Mas nestes últimos anos, também
em países desenvolvidos tem crescido a distancia entre ricos e pobres.

150
Capitalismo Comercial

Essa etapa do capitalismo se estendeu do século XV até XVIII. Houve uma expansão de
potencias, como Espanha e Portugal, que tinham como objetivo descobrir uma nova rota para
as Índias, e tirar a supremacia da Itália no comércio com o Oriente, através do Mediterrâneo.
Foi uma época marcada por Grandes Navegações e descobrimentos, mas também de
escravidão e genocídios de muitos nativos da América e África. Os europeus comandaram es-
se processo de colonização e exploração.
Esse termo capitalismo comercial se deu porque o acúmulo de riquezas ocorreu por
meio do comércio. A economia nesse período funcionava sob a intervenção governamental,
pois promover e aumentar o poder do Estado. A riqueza e o poder de um país era medido pela
quantidade de ouro, prata e pedras preciosas.
Durante o capitalismo comercial tudo que pudesse ser vendido como lucro virava mer-
cadoria na mão dos comerciantes europeus. O negócio mais lucrativo foi o tráfico de escravos
negros.

Neste período também se acumulava riquezas tendo uma balança comercial favorável,
ou seja, mais exportar do que importar. As colônias garantiam grande lucro, visto que eram
obrigadas a vender os seus produtos por preços baixos, e comprar das metrópoles coisas que
necessitavam por preços altos.
Essa fase foi fundamental para se desenvolver o capitalismo, pois permitiu o grande
acúmulo de capitais na mão da burguesia européia. Essa acumulação inicial de capitais criou
condições, no Reino Unido e depois em outros países, para que ocorresse a Revolução Indus-
trial.

Capitalismo Industrial

O capitalismo industrial foi marcado por transformações na economia, na sociedade, na


política e cultura. Uma de suas características mais importantes foi a de transformar da nature-
za, uma quantidade bem maior de produtos aos consumidores, o que multiplicava o lucro dos
produtores.
A essência do sistema não era mais o comércio. O bom lucro vinha da produção de
mercadorias.
O mecanismos da exploração capitalista foi chamada por Karl Marx de mais valia.

Mais valia: o trabalhador assalariado recebe uma remuneração por cada jornada de
trabalho. Mas o trabalhador produz um valor maior do que aquele que recebe em forma de sa-
lário. Essa parte de trabalho não pago fica no bolso dos donos das fábricas, minas e etc. Assim
todo produto vendido traz uma parte que não é paga aos trabalhadores, permitindo o acúmulo
de capitais.
Por isso que o regime assalariado é a melhor forma de trabalho no capitalismo. O tra-
balhador assalariado alem de produzir mais, tem condições de comprar os produtos. Com isso
a escravidão foi ―extinta‖ quando o trabalhador assalariado começou a predominar.
Com o aumento da produção também houve o aumento de mão-de-obra, energia, ma-
téria-prima e mercado para os seus produtos. A industrialização estava não só na Europa, mais
também nos Estados Unidos, e no Japão estava começando.
Nessa nova fase do capitalismo a burguesia industrial, ao contrário da fase comercial
passou a ser um empecilho. Consolidou-se uma nova doutrina econômica, o liberalismo.
Mudanças importantes estavam ocorrendo: a produtividade e a capacidade de produ-
ção aumentavam rapidamente; e a produção em série crescia. Na segunda metade do século
XIX, estava acontecendo a Segunda Revolução Industrial. Um dos aspectos importantes desse
período foi a introdução de tecnologias e novas fontes de energia, passou a haver um interesse
para a pesquisa cientifica com o objetivo de desenvolver novas e melhores técnicas de produ-
ção.

151
A descoberta da eletricidade beneficiou não só as industriais como a sociedade em ge-
ral, melhorando a qualidade de vida. Com o desenvolvimento do motor, e utilização de combus-
tíveis derivados do petróleo, foi aberta novas formas de transporte.
Com o grande aumento da produção, houve também competição para se ganhar mer-
cados consumidores e novas fontes de matérias-primas.
Foi nessa época que ocorreu a expansão imperialista na África e Ásia. Esses continen-
tes foram partilhados entre os países imperialistas. Com essa partilha consolidou-se a divisão
internacional do trabalho, em que as colônias se especializavam em fornecer matérias-
primas com o preço bem barato aos países que estavam se industrializando.
Nessa época surge ema potencia industrial fora da Europa, os Estados Unidos. Eles
adotaram o lema ‗A América para os americanos‘. Os Estados Unidos tinham como área de
influencia econômica e política a América Latina.
Em fins do século XIX também começou a surgir o Japão como potencia. Passou a dis-
putar territórios com as potencias européias, principalmente o território da China.

Apesar de a primeira metade do século XX ser marcada por avanços tecnológicos, foi
também um período de instabilidade econômica e geopolítica. Houve a Primeira Guerra Mundi-
al, Revolução Russa, Grande Depressão e a Segunda Guerra Mundial. Em poucas décadas o
capitalismo passou por crises e transformações.

Capitalismo Financeiro

Com o crescimento acelerado do capitalismo passou a surgir e crescer rapidamente vá-


rias empresas, por causa do processo de concentração e centralização de capitais. A grande
concorrência favoreceu as grandes empresas, o que levou a fusões e incorporações, trazendo
monopolização em muitos setores da economia.
O capitalismo dessa forma entrava em sua fase financeira e monopolista. O inicio des-
sa nova fase capitalista coincidiu com o período da expansão imperialista (1875 – 1914), em
fins do século XIX e meados do século XX. Mas a consolidação só ocorreu após a Primeira
Guerra Mundial, quando as empresas ganharam mais poder e influencia.
A expansão do mercado de capitais é uma marca do capitalismo financeiro. Nos Esta-
dos Unidos se consolidou um grande mercado de capitais. As empresas foram aumentando
seus capitais através da venda de ações em bolsas de valores. Permitindo assim, a formação
de enormes corporações.
Os bancos passam a ter um papel importante como financiadores de produção.
A livre concorrência e o livre mercado passam a ser substituídos por um mercado oli-
gopolizado. O Estado também começa a intervir na economia.
Em 1929 apesar de o capitalismo financeiro crescer houve uma grande crise, que levou
milhares de bancos e industrias a falência, causando até 1933 quatorze milhões de desempre-
gados. Essa crise se deu devido a grande produção industrial e agrícola, mas pouca expansão
do mercado de consumo externo; a industria européia passa a importar menos e exportar me-
nos dos Estados Unidos; exagerada especulação com ações na bolsa de valores. Porem acre-
ditava-se, segundo os preceitos liberais, que o Estado não deveria se interferir na economia.
Mas em 1933 foi elaborado e colocado em prática o New Deal, pelo presidente Franklin
Roosevelt. Foi um plano de obras publicas, com o objetivo de acabar com o desemprego, sen-
do este plano fundamental para melhorar a economia norte-americana.

Keynesianismo – política de intervenção estatal numa economia oligopolizada. Recebeu


este nome porque seu principal teórico e defensor foi John M. Keynes.
Trustes – grandes grupos que controlam todas as etapas da produção, desde a retirada
de matéria-prima da natureza até a distribuição das mercadorias.
Cartel – associação entre empresas para uma atuação coordenada, estabelecendo um
preço comum, restringindo a livre concorrência. Geralmente elevam o preço em comum.

152
O truste é o resultado típico do capitalismo, que leva a fusão e incorporação de empre-
sas de um mesmo setor de atividade. Já o cartel surge quando empresas visam partilhar entre
si, através de acordo, um determinado mercado ou setor da economia.
Surgiram também através dos trustes os conglomerados. Eles são corporações que
atuam no capitalismo monopolista. Resultantes de uma grande ampliação e diversificação dos
negócios, visam dominar a oferta de determinados produtos e serviços no mercado.
Um dos maiores conglomerados do mundo é o Mitsubishi Group, que fabrica desde
alimentos, automóveis, aço, aparelhos de som, televisores, navios, aviões e etc. O Mitsubishi
tem como financiador o banco Mitsubishi, que após a sua fusão, Tokyo-Mitsubishi, se tornou o
maior do planeta.
Após a Segunda Guerra Mundial, as antigas potencias européias foram entrando num
processo de decadência, perdendo seus domínios coloniais na Ásia e África. Esse período pós-
guerra, foi o início do atual processo de globalização da economia.

SOCIALISMO

RESUMO: este capitulo abordará as concepções gerais do sobre o socialismo, bem como o
levantamento histórico para entender sua ação no espaço ao longo do tempo.

O sonho de uma sociedade igualitária, na qual todos tenham franco acesso à distribuição e
à produção de riquezas, alimenta os ideais socialistas desde seu nascimento, no século XVIII,
na sociedade que brotou da revolução industrial e dos anseios de "liberdade, igualdade e fra-
ternidade" expressos pela revolução francesa.
Socialismo é a denominação genérica de um conjunto de teorias socioeconômicas, ideolo-
gias e práticas políticas que postulam a abolição das desigualdades entre as classes sociais.
Incluem-se nessa denominação desde o socialismo utópico e a social-democracia até o comu-
nismo e o anarquismo.
As múltiplas variantes de socialismo partilham uma base comum que é a transformação do
ordenamento jurídico e econômico, baseado na propriedade privada dos meios de produção,
numa nova e diferente ordem social. Para caracterizar uma sociedade socialista, é necessário
que estejam presentes os seguintes elementos fundamentais: limitação do direito à proprieda-
de privada, controle dos principais recursos econômicos pelas classes trabalhadoras e a inter-
venção dos poderes públicos na gestão desses recursos econômicos, com a finalidade de
promover a igualdade social, política e jurídica. Para muitos teóricos socialistas contemporâ-
neos, é fundamental também que o socialismo se implante pela vontade livremente expressa
de todos os cidadãos, mediante práticas democráticas.
A revolução industrial iniciada na Grã-Bretanha na segunda metade do século XVIII esta-
beleceu um novo tipo de sociedade dividida em duas classes fundamentais sobre as quais se
sustentava o sistema econômico capitalista: a burguesia e o proletariado. A burguesia, formada
pelos proprietários dos meios de produção, conquistou o poder político primeiro na França,
com a revolução de 1789, e depois em vários países. O poder econômico da burguesia se
afirmou com base nos princípios do liberalismo: liberdade econômica, propriedade privada e
igualdade perante a lei. A grande massa da população proletária, no entanto, permaneceu ini-
cialmente excluída do cenário político. Logo ficou claro que a igualdade jurídica não era sufici-
ente para equilibrar uma situação de profunda desigualdade econômica e social, na qual uma
classe reduzida, a burguesia, possuía os meios de produção enquanto a maioria da população
era impedida de conquistar a propriedade.
As diferentes teorias socialistas surgiram como reação contra esse quadro, com a pro-
posta de buscar uma nova harmonia social por meio de drásticas mudanças, como a transfe-
rência dos meios de produção de uma única classe para toda a coletividade. Uma conseqüên-
cia dessa transformação seria o fim do trabalho assalariado e a substituição da liberdade de
ação econômica dos proprietários por uma gestão socializada ou planejada, com o objetivo de
adequar a produção econômica às necessidades da população, ao invés de se reger por crité-
rios de lucro. Tais mudanças exigiriam necessariamente uma transformação radical do sistema

153
político. Alguns teóricos postularam a revolução violenta como único meio de alcançar a nova
sociedade. Outros, como os social-democratas, consideraram que as transformações políticas
deveriam se realizar de forma progressiva, sem ruptura do regime democrático, e dentro do
sistema da economia capitalista ou de mercado.

Precursores e socialistas.
Embora o socialismo seja um fenômeno específico da era industrial, distinguem-se pre-
cursores da luta pela emancipação social e igualdade em várias doutrinas e movimentos soci-
ais do passado. Assim, as teorias de Platão em A república, as utopias renascentistas, como a
de Thomas More, as rebeliões de escravos na Roma antiga, como a que foi liderada por Espár-
taco, o cristianismo comunitário primitivo e os movimentos camponeses da Idade Média e dos
séculos XVI e XVII, como o dos seguidores de Jan Hus, são freqüentemente mencionados co-
mo antecedentes da luta pela igualdade social. Esse movimento começou a ser chamado de
socialismo apenas no século XIX.

O primeiro precursor autêntico do socialismo moderno foi o revolucionário francês Fran-


çois-Noël Babeuf, que, inspirado nas idéias de Jean-Jacques Rousseau, tentou em 1796 sub-
verter a nova ordem burguesa na França, por meio de um levante popular. Foi preso e conde-
nado à morte na guilhotina.
A crescente degradação das condições de vida da classe operária motivou o
surgimento dos diversos teóricos do chamado socialismo utópico, alguns dos quais tentaram,
sem sucesso, criar comunidades e unidades econômicas baseadas em princípios socialistas de
inspiração humanitária e religiosa.
Claude-Henri de Rouvroy, conde de Saint-Simon, afirmou que a aplicação do co-
nhecimento científico e tecnológico à indústria inauguraria uma nova sociedade semelhante a
uma fábrica gigantesca, na qual a exploração do homem pelo homem seria substituída pe-
la administração coletiva. Considerava a propriedade privada incompatível com o novo sistema
industrial, mas admitia certa desigualdade entre as classes e defendia uma reforma do cristia-
nismo como forma de atingir a sociedade perfeita.
Outro teórico francês importante foi François-Marie-Charles Fourier, que tentou
acabar com a coerção, a exploração e a monotonia do trabalho por meio da criação de falans-
térios, pequenas comunidades igualitárias que não chegaram a prosperar. Da mesma forma,
fracassaram as comunidades fundadas pelo socialista escocês Robert Owen.

Marxismo e anarquismo.
O papel do proletariado como força revolucionária foi reconhecido pela primeira vez por
Louis-Auguste Blanqui e Moses Hess. Na metade do século XIX, separaram-se as duas verten-
tes do movimento socialista que polarizaram as discussões ideológicas: o marxismo e o anar-
quismo. Ao mesmo tempo, o movimento operário começava a adquirir força no Reino Unido,
França e em outros países onde a industrialização progredia.
Contra as formas utópicas, humanitárias ou religiosas do socialismo, Karl Marx e Frie-
drich Engels propuseram o estabelecimento de bases científicas para a transformação da soci-
edade: o mundo nunca seria modificado somente por idéias e sentimentos generosos, mas sim
por ação da história, movida pela luta de classes. Com base numa síntese entre a filosofia de
Hegel, a economia clássica britânica e o socialismo francês, defenderam o uso da violência
como único meio de estabelecer a ditadura do proletariado e assim atingir uma sociedade jus-
ta, igualitária e solidária. No Manifesto comunista, de 1848, os dois autores apresentaram o
materialismo dialético com o qual diagnosticavam a decadência inevitável do sistema capitalis-
ta e prognosticavam a inexorável marcha dos acontecimentos rumo à revolução socialista.
As tendências anarquistas surgiram das graves dissensões internas da Associa-
ção Internacional dos Trabalhadores, ou I Internacional, fundada por Marx. Grupos pequeno-
burgueses liderados por Pierre-Joseph Proudhon e anarquistas seguidores de Mikhail Bakunin
não aceitaram a autoridade centralizadora de Marx. Dividida, a I Internacional dissolveu-se em

154
1872, após o fracasso da Comuna de Paris, primeira tentativa revolucionária de implantação do
socialismo.
O anarquismo contou com diversos teóricos de diferentes tendências, mas nunca
se converteu num corpo dogmático de idéias, como o de Marx. Proudhon combateu o conceito
de propriedade privada e afirmou que os bens adquiridos mediante a exploração da força de
trabalho constituíam um roubo. Bakunin negou os próprios fundamentos do estado e da religião
e criticou o autoritarismo do pensamento marxista. Piotr Kropotkin via na dissolução das insti-
tuições opressoras e na solidariedade o caminho para o que chamou de comunismo libertário.

II Internacional e a social-democracia.
Depois da dissolução da I Internacional, os socialistas começaram a buscar vias legais
para sua atuação política. Com base no incipiente movimento sindicalista de Berlim e da Saxô-
nia, o pensador alemão Ferdinand Lassalle participou da fundação da União Geral Alemã de
Operários, núcleo do que seria o primeiro dos partidos social-democratas que se espalharam
depois por toda a Europa. Proibido em 1878, o Partido Social Democrata alemão suportou 12
anos de repressão e só voltou a disputar eleições em 1890. Em 1889, os partidos social-
democratas europeus se reuniram para fundar a II Internacional Socialista. No ano seguinte, o
1º de maio foi proclamado dia internacional do trabalho, como parte da campanha pela jornada
de oito horas.
Eduard Bernstein foi o principal ideólogo da corrente revisionista, que se opôs aos prin-
cípios marxistas do Programa de Erfurt adotado pelo Partido Social Democrata alemão em
1890. Bernstein repudiou os métodos revolucionários e negou a possibilidade da falência imi-
nente do sistema capitalista prevista por Marx. O Partido Social Democrata alemão cresceu
extraordinariamente com essa política revisionista, e em 1911 já era a maior força política do
país. A ala marxista revolucionária do socialismo alemão, representada por Karl Liebknecht e
Rosa Luxemburgo, manteve-se minoritária até a divisão em 1918, que deu origem ao Partido
Comunista Alemão.
Na França, o socialismo também se desenvolveu entre duas tendências opostas: a
marxista revolucionária de Jules Guesde e a idealista radical de Jean Jaurès, que rejeitava o
materialismo histórico de Marx. Em 1905 as duas correntes se unificaram na Seção Francesa
da Internacional Operária e entraram em conflito com a linha anarco-sindicalista de Georges
Sorel e com os líderes parlamentares que defendiam alianças com partidos burgueses.
No Reino Unido, a orientação do movimento socialista foi ditada pela tradição do sindi-
calismo, mais antiga. Os sindicatos foram reconhecidos em 1875 e cinco anos depois surgiu o
primeiro grupo de ideologia socialista, a Sociedade Fabiana. Em 1893, fundou-se o Partido
Trabalhista, que logo se converteu em importante força política, em contraposição a conserva-
dores e liberais.
Na Rússia czarista, o Partido Social Democrata foi fundado em 1898, na clandestinida-
de, mas dividiu-se em 1903 entre o setor marxista revolucionário, dos bolcheviques, e o setor
moderado, dos mencheviques. Liderados por Vladimir Lenin, os bolcheviques chegaram ao
poder com a revolução de 1917.
Os partidos socialistas e social-democratas europeus foram os maiores responsáveis
pela conquista de importantes direitos para a classe dos trabalhadores, como a redução da jor-
nada de trabalho, a melhoria nas condições de vida e de trabalho e o sufrágio universal. A II
Internacional, no entanto, não resistiu à divisão promovida pela primeira guerra mundial e foi
dissolvida. O Partido Social Democrata alemão, por exemplo, demonstrou dar mais importância
ao nacionalismo do que aos interesses internacionalistas ao votar no Parlamento a favor dos
créditos pedidos pelo governo para a guerra.
Dois fatores causaram a gradual redução do apoio popular ao socialismo nas décadas
de 1920 e 1930: o sucesso da revolução russa, que fortaleceu o movimento comunista e atraiu
numerosos trabalhadores em todo o mundo, e a implantação dos regimes fascista, na Itália, e
nazista, na Alemanha. Em 1945, depois da segunda guerra mundial, os partidos socialistas e
social-democratas restabeleceram a II Internacional e abandonaram progressivamente os prin-
cípios do marxismo. Em diversos países europeus, como Bélgica, Países Baixos, Suécia, No-
ruega, República Federal da Alemanha, Áustria, Reino Unido, França e Espanha, os partidos

155
socialistas chegaram a ter grande força política. Muitos deles passaram a se alternar no poder
com partidos conservadores e a pôr em prática reformas sociais moderadas. Essa política tor-
nou-se conhecida como welfare state, o estado de bem-estar, no qual as classes podem coe-
xistir em harmonia e sem graves distorções sociais.
As idéias socialistas tiveram bastante aceitação em diversos países das áreas menos
industrializadas do planeta. Na maioria dos casos, porém, o socialismo da periferia capitalista
adotou práticas políticas muito afastadas do modelo europeu, com forte conteúdo nacionalista.
Em alguns países árabes e africanos, os socialistas chegaram mesmo a se aliar a governos
militares ou totalitários que adotavam um discurso nacionalista. Na América Latina, o movimen-
to ganhou dimensão maior com a vitória da revolução de Cuba em 1959, mas o exemplo não
se repetiu em outros países. No Chile, um violento golpe militar derrubou o governo socialista
democrático de Salvador Allende em 1973.

Os Pioneiros na Industrialização

Resumo:Nesta lição será destacado sobre dois países que foram os primeiros a se in-
dustrializar, como eles se industrializaram, que fatores foram necessários e como estão suas
situações hoje.
Os pioneiros na industrialização

Reino Unido

O Reino Unido foi o pioneiro no processo de industrialização. Mas, por que ele, e não
outro como, por exemplo, os Estados Unidos? O Reino Unido tinha as condições básicas que
eram necessárias para a industrialização. Condições em sentido econômico, político, social e
natural.
O Reino Unido, em 1968, passou a se tornar a mais antiga monarquia parlamentar do
mundo. O rei perdeu o poder político, que ficou sob os cuidados do Parlamento. A crescente
burguesia mercantil passou a controlar o Estado britânico, usando para apoiar seus objetivos
econômicos. A revolução burguesa foi fundamental para a eclosão da Revolução Industrial
quase um século depois.
Durante o capitalismo comercial, o Reino Unido acumulou reservas de riquezas, que fo-
ram fundamentais para o processo da Revolução Industrial. Mais do que em qualquer outro
país, a acumulação de capitais foi intensa. Essas reservas foram bem utilizadas para a instala-
ção de industrias, ampliação de redes de transportes, extração de recursos minerais, etc. To-
dos esses fatores juntos, foram fundamentais em avanços técnicos nas indústrias importantes
da Primeira Revolução Industrial.
Mas o Reino Unido tinha ainda a vantagem de possuir grandes reservas de carvão mi-
neral, essenciais para o uso de máquinas a vapor. Graças às reservas de ferro e carvão, houve
a expansão na siderurgia, e, portanto, o crescimento de outros ramos, como o naval, ferroviá-
rio, etc.
O Reino Unido já possuía as principais condições para ocorrer a Revolução Industrial:
disponibilidade de matéria-prima e energia, acúmulo de capital, avanços tecnológicos. E o Es-
tado já estava sob o comando da burguesia. Faltava apenas a força de trabalho.
Em fins do século XVII, os camponeses foram sendo expulsos do campo, para traba-
lhar nas cidades. Motivo: com a Lei do Cercamentos, as terras foram sendo privatizadas, e a
atividade agrícola foi substituída pela criação de carneiros para fornecer lã à industria têxtil.
Essa massa de camponeses que foi obrigada a se deslocar aos centros urbanos, se tornou o
proletariado urbano. E os capitalistas estabeleceram a ralação de produção baseada no traba-
lho assalariado. Logicamente, eles aproveitaram para a exploração dos operários, e obtiveram
altos lucros.

156
Localização Industrial

A localização industrial teve uma íntima relação com as jazidas de carvão e os portos.
Por isso, houve grande industrialização nas chamadas ―regiões negras‖, como Yorkshire, Mi-
dlands, Northumberland, País de Gales, e outros.
Surgiram várias indústrias têxteis, principalmente em Yorkshire, devido a lã e o algodão
que eram utilizados como matéria-prima. Com o desenvolvimento das indústrias de base, a
siderúrgica, foi possível a produção de locomotivas e navios movidos a vapor. Era um fator pu-
xando outro: as indústrias de material ferroviário e naval se localizavam perto das siderúrgicas,
que por sua vez, se localizavam perto das jazidas de carvão, que também atraiu a industria
têxtil.
Outro fator importante foi a existência de portos marítimos e fluviais. Muitas cidades,
como Londres e Liverpool, desenvolveram um importante parque industrial.
Londres sempre foi a maior aglomeração urbana e industrial do país. Devido a disponi-
bilidade de mão-de-obra, de mercado consumidor e rede de transportes, foi favorável a instala-
ção de industrias menos dependentes de matérias-primas. Londres já era na Primeira Revolu-
ção Industrial, o maior porto e centro comercial e financeiro britânico. E após a Segunda Revo-
lução Industrial, mais industrias que não dependam de carvão, foram se instalando em Lon-
dres, e ampliando cada vez mais a metrópole. Outra cidade importante foi Birmingham, que
depois de Londres, era o principal centro industrial do Reino Unido, e possui um parque indus-
trial bem diversificado.
Recentemente com a realocação industrial, as cidades do centro-sul da Inglaterra, pas-
saram a abrigar s industrias mais novas e modernas.

Uma potência que perdeu o 1° lugar

Até o início do século XX, o Reino Unido liderava o avanço industrial. Mas apesar de ho-
je, ainda ser uma potência, perdeu a força que tinha, em sentido econômico e político. Embora
o país tenha crescido após a Segunda Guerra Mundial, não conseguiu acompanhar o ritmo de
outros países, como os Estados Unidos, Japão, Alemanha e França.
Essa decadência que ocorreu com o Reino Unido, atinge o país de forma desigual. Há
alguns setores em decadência, como a têxtil, siderúrgica, que antes eram as maiores de mun-
do. Mas existem outros setores bem dinâmicos, como o petroquímico, e o nuclear, que é apoi-
ado tecnologicamente pelos Estados Unidos.
Nas ―regiões negras‖, que antes eram bem fortes economicamente, hoje é visível a de-
sindustrialização e o desemprego. Essas regiões liberavam migrantes para o sul, principalmen-
te para Londres. O empobrecimento de parte da população ocorreu significativamente na dé-
cada de 80, quando passou a ter uma maior concentração de renda. Isso ocorreu não só pela
perda de competitividade do país, mas também pelas políticas neoliberais, adotadas pela pri-
meira-ministra Margareth Tatcher, que prejudicaram a proteção social que antes eram mantidas
pelo Estado.
Apesar de permanecer um custo social elevado, as políticas neoliberais atingiram seu
objetivo: a redução do papel do Estado na economia. Assim, muitas empresas estatais foram
privatizadas, por exemplo, a British Airways (transporte aéreo), British Petroleum, etc.

França

Sendo hoje a quarta maior economia do mundo, a França foi o segundo país a se indus-
trializar. O rápido processo de industrialização teve início em meados do século XIX, depois a
burguesia chegar ao poder, como resultado da Revolução Francesa. A França já contava com
várias condições necessárias para a industrialização, mas foi basicamente o fator político que
atrasou em relação ao Reino Unido.
A França, apesar de possuir vários recursos minerais, não é auto-suficiente em todos
os setores, sendo preciso consideráveis importações.

157
Localização industrial

Logo no início da industrialização, as industrias se localizavam em torno de regiões ricas


em carvão, na região da Lorena, de Pás-de-Calais e do Norte. Atualmente a utilização do car-
vão vem sendo substituída pela energia elétrica, derivados do petróleo, energia hidráulica e
energia nuclear. Até porque, as minas de carvão mineral estão quase esgotadas no Norte do
país. A maior concentração industrial fica na Lorena, principalmente as siderúrgicas.
A França dispõe de vários minerais, mas em pequena quantidade. No sul do país se
concentra industrias de transformação do alumínio.
O gás natural é dispensável nos campos do Lacq. E abastece as regiões de Paris e ou-
tros centros por meio de gasodutos.
A França também dispõe de usinas hidrelétricas, que abastecem cerca de 25% da
energia total consumida no país. Mas, o principal forte é a energia nuclear. Utilizando o urânio
das jazidas do Maciço Central e Bretanha, aumenta cada vez mais o uso de usinas nucleares
para a produção de energia elétrica. Cerca de 75% da energia elétrica consumida no país, pro-
vém da energia nuclear.
Boa parte do petróleo utilizado no país é importado, principalmente do Oriente Médio e
norte da África e do mar do Norte. Os portos de recepção do petróleo estão em Le Hare, no
Atlântico, e Marselha, no Mediterrâneo, e como conseqüência, perto desses estão as principais
refinarias e indústrias petroquímicas. Visto que esses portos ficam próximos a foz de rios, facili-
ta o transporte de derivados do petróleo para o interior do país.

Paris

O parque industrial francês é bem diversificado e moderno. E apesar da descentraliza-


ção industrial no pós-guerra, o norte do país, principalmente a região de Paris, abriga a maior
concentração industrial. Paris é beneficiada pela qualificada mão-de-obra, pelas renomadas
universidades e centros de pesquisa, pelo amplo mercado consumidor, pela infra-estrutura de
transporte e comunicações, acumulação de capitais desde a Idade Média, e é o centro político-
administrativo da França. Portanto, Paris é o principal centro-econômico, financeiro, comercial
e cultural da França. Nela se concentra um diversificado parque industrial.
Mas também há outros centros importantes, como Lyon. Aonde possui industrias quí-
micas, mecânicas, eletrotécnicas e têxteis.
A França é um país em que o Estado apresenta boas participações na economia. Gran-
des empresas são controladas pelo capital estatal, como a Renault, Air France (aéreo), Elf
Aquitaine (petrolífero).

A Geopolítica e Economia no pós-guerra

Resumo: esta lição visa mostrar as mudanças que ocorreram no mundo após a Segun-
da Guerra mundial. Neste período o mundo ficou dividido, a tal ponto que vemos traços disso
ainda nos tempos modernos.

A Reorganização Geopolítica

A Alemanha foi o pivô no conflito que teve tanto na Primeira Guerra Mundial como na
Segunda Guerra. O país mergulhou numa grande crise tanto econômica como social, em con-
seqüência da Primeira Guerra Mundial. Foi criado assim condições ideais para o surgimento do
nazismo: grave crise econômica; revanchismo, principalmente contra a França, pelas humilha-
ções impostas pelo Tratado de Versalhes; nacionalismo; racismo. Adolfo Hitler chegou no po-
der em 1933, lançando a Alemanha num processo expansionista. Com a derrota da Alemanha,
Japão e Itália e o enfraquecimento do Reino Unido e da França, o mundo foi levado por mu-
danças econômicas e geopolíticas. Os Estados Unidos agora do bloco capitalista, e do outro
lado, União Soviética, que expandiu sua influencia e seu território, definindo o bloco socialista.

158
Após a união entre Estados Unidos e União Soviética para derrotarem o eixo, foi acirra-
da uma disputa pela hegemonia no globo, dando inicio a Guerra Fria, que se estendeu no mo-
mento pós-guerra até o final dos anos 80.
Os Estados Unidos lançaram em 1947, a doutrina Truman e o Plano Marshall, sendo
consenso, portanto, considerar este ano como inicio da Guerra fria.
A doutrina Truman tinha por objetivo a contenção do socialismo. Foi desenvolvido por
George F. Kennan, e tinha como idéia básica impedir a expansão da União Soviética, fazer ali-
anças com outros países para isola-la. Já o Plano Marshall, idealizado por George C. Marshall
era um plano para ajudar países na Europa afetados pela guerra, e recuperar mercados para
produtos e capitais norte-americanos.
O Plano Marshall também foi estendido a Alemanha (Ocidental) e Itália. A recuperação
e regularização da economia e comercio mundial era necessária para a contenção do socialis-
mo, e assegurar para os Estados Unidos em mercado que seria capaz de consumir sua eleva-
da produção. O Plano Marshall contribui para expandir os ideais da sociedade de consumo, o
chamado american way of life ( modo americano de viver ).
Em 1948 para administrar a ajuda recebida através do plano Marshall, foi criada a OE-
CE ( Organização Européia de Cooperação Econômica ), em 1961, seu nome foi mudado para
OCDE ( Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico ), visto que foram incluí-
dos países não-europeus. Além do mais, seus objetivos foram ampliados: a geração de em-
pregos, incentivar o crescimento econômico, expandir o comércio e a estabilidade financeira
dos países membros. A OCDE, congrega alguns dos países mais ricos do mundo, é sediada
em Paris.
Com a queda do Muro de Berlim, em novembro de 1989, a reunificação da Alemanha, o
desmantelamento do Pacto de Varsóvia em abril de 1991, e a dissolução do Império Soviético
a Guerra fria chega ao seu fim.
A Guerra Fria foi marcada pela bipolarização de poder entre Estados Unidos e União
Soviética, que competiam para conseguir zonas de influencia. Começaram a corrida armamen-
tista, um querendo superar o outro em força militar. Portanto a paz era impossível de ocorrer,
mas também a guerra não aconteceu. Isto porque cada país tinha um grande poder destrutivo,
e se ocorresse uma guerra, era certo que esta guerra não teria vencedores, haveria uma mútua
destruição.
O mundo ficou divido em blocos geopolíticos e ideológicos. De um lado o bloco ociden-
tal, e do outro, o bloco oriental. O bloco ocidental designou os países capitalistas, apoiados pe-
los Estados Unidos. O bloco oriental designava os países socialistas, junto com a União Sovié-
tica.

As duas superpotências procuravam ter bastante poder bélico

Reordenando a economia

Em julho de 1944, na Conferencia de Bretton Woods, nos Estados Unidos, os 44 países


aliados lançaram uma nova ordem econômica, um plano que visava estimular o desenvolvi-
mento capitalista e a reconstrução e estabilidade econômica mundial. Apesar de vários países
participarem quem dava as regras era os Estados Unidos, e também uma parcela o Reino Uni-
do. Foram criados o Banco Mundial, o FMI (Fundo Monetário Internacional) e o Gatt (Acordo
Geral sobre tarifas Aduaneiras e Comércio).
Nessa reunião foi definido um novo padrão monetário, o padrão dólar-ouro. O banco
central norte americano (Federal Reserve Board), garantiu uma paridade de 35 dólares por
uma onça troy (31,1g) de ouro. Ou seja, quem quisesse trocar dólar por ouro, o governo dos
Estados Unidos garantiu a troca nessa paridade. Nas duas décadas seguintes após o pós-
guerra, essa situação levou as grandes potencias a aumentar as suas economias.
Já no final da década de 60 a economia norte americana dava sinais de crise. Isto ocor-
reu devido aos gastos na corrida armamentista, déficits orçamentários e desequilíbrio na ba-
lança comercial, o que levou o governo norte americano a emitir moeda sem lastro, isto quer

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dizer, sem a retenção de valor correspondente em ouro. Em 1973 numa reunião do FMI, foi
decidido o fim do padrão dólar ouro. A partir daí os Estados Unidos passou a emitir dinheiro
sem lastro, e teve que observar sua moeda se desvalorizar frente a outras moedas, como o
ienes japonês.
O Banco Mundial (ou Bird) no começo foi criado com objetivo de ajudar os países euro-
peus afeados pela guerra. Mas com o tempo passou a financiar criação de infra- estrutura nos
países subdesenvolvidos:construção de estradas, construção de usinas de energia, instalação
de industria de base e etc.
O FMI tem como objetivo estimular o comercio mundial e promover ajuda econômica
aos países membros que apresenta, problemas econômicos, evitando que desequilíbrios
econômicos em alguns países levassem a uma crise global. Na prática, o FMI atua resolvendo
crises de países que apresentam problemas para equilibrar seus balanços de pagamentos.
Com o FMI se estabeleceu regras básicas das relações financeiras internacionais. Os países
membros converteram o valor de suas moedas ao dólar ou ao ouro, e isto a valorização da
moeda norte americana.
Todos os países membros do FMI tem cotas de fundo proporcionais aos recursos eles
contribuem. Os Estados Unidos tem a maior parte de cotas, o que leva ele a tomar as decisões
finais em relação as políticas do FMI, visto que o poder de decisão é proporcional as cotas que
cada país possui.
O Gatt também teve como objetivo estimular o comércio mundial e combater medidas
protecionistas. Em 1995 o Gatt passou a denominar-se OMC (Organização Mundial de Comér-
cio) e tem procurado aumentar sua influencia no comércio mundial.
Essa três instituições agem reciprocamente, ou seja, se um país não respeitar as re-
gras estabelecidas pela OMC, não tem acesso aos recursos financeiros do FMI e do Banco
Mundial. De modo similar, o Banco Mundial só libera recursos para países que orientam sua
economia com as metas aceitas ou sugeridas pelo FMI.

Tentando reorganizar a política internacional

A ONU (Organização das Nações Unidas) foi criada em 1945, numa Conferencia em
São Francisco (Estados Unidos), com o objetivo de garantir a paz mundial, e a cooperação en-
tre os países, para se resolver problemas econômicos, sociais e humanitários. Sediada em No-
va Iorque, a ONU substituiu a Liga das Nações criada após a Primeira Guerra Mundial.
A ONU é constituída por vário órgãos, por exemplo: Unesco (para Educação, Ciência e
Cultura), FAO (para a Agricultura e Alimentação). Alem de vários programas e organizações,
como: Unicef (Fundo das Nações Unidas para Infância). Nestes órgãos e programas participam
quase todos os países do mundo. Apesar que, mesmo com a criação da ONU, não foi possível
impedir a morte de milhões de pessoas em conflitos. Os dois órgãos mais importantes da ONU
são, aAssembléia Geral e o Conselho de Segurança.
A Assembléia Geral faz recomendações, e não decide sobre questões de segurança internaci-
onal. É formada por todos os países membros, mas as resoluções feitas na Assembléia tem
que ter pelo menos nove votos dos países que fazem parte do Conselho de Segurança; até
1990 qualquer resolução poderia ser vetada pelos EUA ou pela Rússia; atualmente o poder de
veto foi estendido aos cinco membros permanentes.
O Conselho de Segurança é o órgão de maior poder da ONU. É formado por quinze pa-
íses membros, sendo que cinco são permanentes, e os outros dez são eleitos a cada dois
anos. Esse Conselho pode investigar conflito e disputas internas ou entre países. Pode reco-
mendar acordos de paz ou sanções que envolvem corte de relações diplomáticas e até mesmo
bloqueio econômico. Os cinco países permanentes são: Estados Unidos, Reino Unido, China,
França e Rússia.

Na pratica, durante a Guerra Fria, a ONU ficou paralisada, visto que se as decisões to-
madas contrariassem os EUA ou a União Soviética eles vetavam as resoluções.

Geopolítica no período pós-guerra

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Neste período de Guerra Fria os interesses dos Estados Unidos se completaram, como
exemplo a elaboração da Doutrina Truman e o Plano Marshall (já citados nesta lição).
A União Soviética, superpotência rival, desde a década de 1940 já mostrava sua lide-
rança em muitos setores, superada apenas pelos EUA. Depois de 1945, passou a ter influencia
em quase todos os continentes.
Os Estados Unidos, por sua vez, criaram blocos militares visando impedir que a influ-
encia socialista se expandisse. Muitos setores norte-americanos acreditavam que se a União
Soviética expandisse a sua influencia, além dos países do Leste europeu e a China, aos pou-
cos todos iriam cair nas ―mãos do inimigo‖. Estabeleceu-se em ―cordão sanitário‖ que isolava a
potencia rival. Ao modo de ver dos ocidentais, o socialismo era uma doença e deveria ter sua
expansão contida.
Em 1949 foi criado então, a OTAN ( Organização do Tratado do Atlântico Norte), uma
aliança formada pelos Estados Unidos, Canadá, e vários outros países ocidentais. Sua sede
fica em Bruxelas (Bélgica). A criação da OTAN foi uma resposta ao bloqueio feito por Stálin, a
Berlim ocidental. Com a construção de várias bases militares, e um grande mercado de arma-
mentos não só para a força militar dos Estados Unidos como também para a de seus aliados,
se delimitou a zona de influencia norte-americana.
Em maio de 1949 foi proclamada a RFA (República Federal da Alemanha) ou Alema-
nha Ocidental, nas zonas ocupadas pelos EUA, Reino Unido e França. A resposta da União
Soviética foi a criação, em outubro do mesmo ano, da RDA (República Democrática Alemã) ou
Alemanha Oriental. Tinha como capital a parte oriental de Berlim, ocupada pelos soviéticos.
O Muro de Berlim foi construído em 1961. A Alemanha passava por crises econômicas,
e muitas pessoas estavam deixando o setor oriental em busca de melhores condições na parte
ocidental. Com o intuito de acabar com essa migração de trabalhadores e reafirmar a sua so-
berania, os lideres soviéticos construíram o Muro de Berlim. Esse muro que dividia a cidade de
Berlim, era um dos símbolos que mostrava as tensões da Guerra Fria: o conflito leste x oeste
(capitalismo x socialismo).
A resposta da União soviética depois da criação da Otan foi a formação do Pacto Var-
sóvia. Esse pacto tinha a mesma finalidade da Otan, a defesa militar de seus aliados. Em 1991
quando houve o fim da URSS, o Pacto de Varsóvia foi extinto.
Os Estados Unidos formaram outras alianças para deter a expansão socialista: a Anzus
– acordo bilateral com Japão, as Filipinas, Austrália e Nova Zelândia; Otase – uma ambiciosa
aliança militar asiática formada pelo Reino Unido, França, pelos países da Anzus, Tailândia e
Paquistão.
Com o fim da Guerra Fria, as alianças que não foram extintas, se tornaram órgãos polí-
ticos. A Otan passou a ter um novo objetivo: manter a paz na Europa. Para isso foi criado o
projeto Parceria para a Paz. A Otan ainda se expandiu com a entrada de países que faziam
parte da ex-União Soviética. A Rússia tem sido contra essa política, afirmando que é uma
ameaça à sua segurança. Mas se trata apenas dos últimos suspiros da Guerra Fria.

Nova Ordem Mundial

Objetivo: esta lição tem como objetivo mostrar o desenvolvimento de um novo conflito,
não de armas, mas sim algo mais organizado e que gera mais lucros, a nova ordem mundial.
Depois da queda do Muro de Berlim, em novembro de 1989, um dos assuntos mais
discutir é o surgimento de uma nova ordem mundial. Quando ela se definiu e o que traz de no-
vo?
A nova ordem mundial apresenta uma faceta geopolítica e outra econômica. Na geopolí-
tica, houve uma mudança para um mundo multipolar, onde as potencias impõe mais por seu
poder econômico de que bélico. Na economia o que aconteceu de novo foi o processo de gl o-
balização e a formação de blocos econômicos supranacionais.

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Velha ordem bipolar

Desde 1989, a humanidade começou assistir uma série de eventos que até então eram
imagináveis. A queda do Muro de Berlim era impensável, bem como a reunificação da Alema-
nha Ocidental e da Oriental, em 1990.
O muro que dividia Berlim e a separação da Alemanha, constituíam os principais sím-
bolos da Guerra fria. Apesar da proximidade geográfica, a mesma origem histórica e cultural
havia muitas diferenças na Alemanha. De um lado estava a democracia pluripartidária, a he-
gemonia da propriedade privada e da livre iniciativa, uma sociedade rica, que apresentava altos
índices de produtividade. Do outro lado, a ditadura do partido único, a exclusividade da propri-
edade estatal. O consumo limitado e baixos índices de produtividade. E as diferenças políticas,
econômicas e sociais aumentaram cada vez mais. A Alemanha apesar de ser uma só nação,
apresentava dói Estados. Era o modelo soviético frente a frente com o modelo norte-
americano.
Em 1991 houve o fim de outro símbolo da Guerra Fria, o Pacto de Varsóvia. Represen-
tantes que faziam parte deste pacto formalizaram a sua dissolução, em Praga, na então Tche-
co-Eslováquia. Era o fim do conflito leste x oeste.
Por fim, em dezembro de 1991, foi selada desagregação geopolítica e territorial da Uni-
ão Soviética. O presidente Boris Yeltsin declarou a independência da Rússia, e após isso, se
reuniu com os chefes de Estado da Ucrânia e de Belarus, em Minsk. Nesse encontro foi criada
a CEI (Comunidade dos Estados Independentes), substituindo a ex-União Soviética. Composta
por doze países que faziam parte da ex-soviética, a CEI é uma aliança de Estados independen-
tes.

Nova ordem multipolar

Hoje no mundo multipolar pós-guerra fria, o poder é medido pela capacidade econômica
do país, que envolve disponibilidade de capitais, avanço tecnológico, mão-de-obra qualificada e
nível de produtividade. Isso explica a emergência de Japão e Alemanha como potencias, e ao
mesmo tempo, a decadência da Rússia. Embora a Rússia seja dona de em poderoso arsenal
nuclear, o setor industrial é obsoleto e pouco produtivo, e o país se encontra em crise social,
política e econômica.
A China possui uma economia que mais cresce no planeta, isso porque: possui a maior
população do mundo, e portanto, um grande mercado consumidor; além de muita mão-de-obra
barata, oferecendo facilidades para atração de capitais estrangeiros. Apesar disso também en-
frenta sérios problemas internos, principalmente políticos.
Assim, podemos afirmar que os países mais poderosos do mundo hoje são os Estados
Unidos, Japão e Alemanha.
Outro aspecto de importância é a tendência da globalização em suas várias facetas,
tanto em sentido mundial como regional.

Conflito norte x sul

Muitos tem dito com atenção que a nossa ordem mundial é a vitória do capitalismo e da
democracia. Alguns argumentavam que o modelo político e econômico estabelecido pelos Es-
tados Unidos se tornaria dominante a tal ponto que não haveria mais conflitos. Que houve uma
vitória norte-americana sobre a União Soviética não podemos negar. Mas até mesmo os ven-
cedores apresentam vários problemas econômicos, como por exemplo: elevado déficit público
e elevado endividamento interno e externo; isso em parte se deve a corrida armamentista.
Assim não devemos nos apressar ao afirmar que o capitalismo o melhor que o socia-
lismo. É preciso primeiro avaliar: melhor para quem?
É bem claro que o capitalismo é mais dinâmico e competitivo. Não podemos nos es-
quecer, porem, de que os países subdesenvolvidos, com exeção da Coréia do Norte, Cuba e
Vietnã são todos capitalistas. Muitos problemas no mundo, foram criados pelo sistema capita-

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lista, como o aumento da pobreza, desemprego e concentração e estes aumentam em todo
mundo.
Um dos problemas mais sérios é a desigualdade social. Este problema vem se agra-
vando até mesmo em países desenvolvidos. Com o aumento da incorporação de novas tecno-
logias no processo produtivo, a oferta tem diminuído e isso contribui e muito para se empobre-
cer a população. Também é cada vez maior o buraco que separa os países ricos dos pobres.
Esse é o chamado conflito norte x sul, que é de natureza econômica, é não geopolítica, como
era o caso do conflito leste x oeste.
Considerando os aspectos socioeconômicos se divide o mundo em países desenvolvi-
dos, Norte, e subdesenvolvidos, ou Sul. Essa não é uma divisão geográfica, mas podemos di-
zer que na América a linha divisória é a fronteira Estados Unidos - México; a Europa é separa-
da pelo Mediterrâneo; na Ásia, o Japão é o mais desenvolvido, tendo como os tigres Asiáticos
como economias emergentes; Oceania a Austrália e a Nova Zelândia se enquadram no clube
dos ricos.
Um problema decorrente do conflito entre Norte x Sul é a migração em massa. Milhões
de pessoas a cada ano tem emigrado, principalmente para a Europa Ocidental. Isto se deve ao
aumento de desemprego, baixos salários, fome, que estão aliados ao crescimento populacio-
nal, além de conflitos e guerras nos países subdesenvolvido.
Tentando solucionar o problema, são feitas cada vez mais exigências para diminuir a
entrada de imigrantes e ata mesmo de turistas. Mas isso não tem, e não resolverá o problema,
pois esse, é resultante de desigualdade entre o Norte x Sul, a solução definitiva seria complexa
e demorada.
Com a instauração de uma nova ordem política e econômica surgem novos problemas,
novas tensões. Muitas crises que estão ocultas durante a Guerra Fria vieram a tona. Por isso,
quando se fala de uma nova ordem mundial, não quer dizer de um novo mundo em que pre-
domina a paz, a ordem e a estabilidade, mas sim de um novo arranjo geopolítico e econômico.
Com a entrada da ―Nova Ordem‖ (em que a capacidade financeira e a tecnologia define o po-
der), a instabilidade e a desordem apenas aumentaram.

Globalização

O que é a tão chamada Globalização?

Esse atual processo é a expansão capitalista na sua fase mais recente. A globalização
está para o atual período científico - tecnológico do capitalismo, assim como o imperialismo
esteve para o final da fase industrial e inicio da financeira. É uma expansão que pode dispen-
sar força militar, enfim a guerra. Tanto é que as guerras atuais tem mais um fundo nacionalista
do que a econômica. A invasão agora é mais sutil, é chamada high-tech. Uma invasão de mer-
cadorias, capitais, informações e pessoas. As novas armas são a eficiência a agilidade das
comunicações e do controle de dados, através dos satélites; da informática; dos telefones fixos
e móveis; dos boeings e airbus; dos super navios petroleiros e trens de alta velocidade.
A guerra é travada na bolsa de valores, de mercadorias e de frutos em todas os merca-
dos do mundo. As estratégias são formuladas nas grandes corporações, nas sedes dos gran-
des bancos, e etc. e influenciam vários países.
A guerra convencional está cada vez mais sem necessidade. É muito mais econômico
a guerra contemporânea, tendo como campo de batalha e mercado mundial altamente globali-
zado.
A invasão atual pode ser feita de modo instantâneo através da Internet, Globex ou Reu-
ters Dealing. A Globex é uma rede que interliga as bolsas de mercadorias e de futuros. Com
ela se fazem negócio em todo mundo. A Reuters Dealing interliga as bolsas de valores em todo
o mundo, permitindo que milhões de negócios com ações sejam fechados em vários países ao
mesmo tempo.
Essas duas redes eletrônicas são controladas pela Reuters, agencia de noticias britâni-
cas que monopoliza as informações financeiras. Para acessa-las, basta se ter um computador,
um modem ligado a linha telefônica e acessar a Internet.

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Outra invasão atual da globalização é a dos capitais especulativos de curto prazo, co-
nhecida como smart money (dinheiro esperto) ou hot money (dinheiro quente), se movimentou
com grande rapidez em busca de mercados que oferecem mais lucratividade. A estimativa é
que haja pelo menos três trilhões de dólares vagando pelo sistema financeiro mundial.
Essa volumosa soma de dinheiro vai em busca de um mercado que oferece altas taxas
de juros, ou de maior segurança. Em geral essa soma de pertence a milhões de poupadores
dos países desconhecidos, que colocam seus fundos num banco ou investem num fundo de
pensão. Os administradores desses países se interessam em procurar mercados que se mos-
tram mais rentáveis e seguros, podendo investir em curto prazo. Quando não, são transferidos
a outro mundo. E isso é possível graças aos sistemas de telecomunicações, informática e saté-
lites que possibilitam investir em um país que antes o investidor nem ouvira falar.
Esses capitais de curto prazo geralmente vão embora na hora em que mais se precisa.
Foi o caso no México, em 1994, quando houve uma crise econômica. Ela aconteceu principal-
mente por causa da saída desses capitais, diminuindo as reservas mexicanas, provocando de-
sequilíbrios nos cantos externos do país, e a desvalorização da moeda local em relação ao dó-
lar. Problemas políticos juntos com a instabilidade do país, acabou espantando os investidores
de curto prazo. O mesmo ocorreu no Brasil em 1999. quando o governo desvalorizou o real,
devido a queda das reservas cambiais.
Por isso um país não deve depender dos capitais de curto prazo para equilibrar contas
externas.
Com a intensificação dos fluxos comerciais em todo mundo, são facilitados a entrada
de mercadorias pela mais variada de transporte. Essa é uma fonte mais antiga da globalização
que gera lucros a longo prazo, mas são mais eficientes. Com isso há também, uma globaliza-
ção de consumo, que é resultado de uma maior produção.
Esses capitais produtivos, são menos suscetíveis a oscilações repentinas no mercado,
isso porque são investimentos a longo prazo. A expansão dos mercados para esses capitais é
resultante de: custos menores de produção, baixos custos de transportes, proximidades dos
mercados consumidores e facilidades em driblar barriras protecionistas; esses fatores contribu-
em para geração de maiores lucros.
Como resultado de tudo isso entramos ainda mais no processo de mundialização da
produção, que começou após a Segunda Guerra Mundial. Houve a expansão dos conglomera-
dos pelo mundo afora, filiais foram montadas até mesmo em países subdesenvolvidos.
Junto com a globalização da produção e do consumo, veio a intensificação do fluxo de
viajantes pelo mundo, seja por emigração, negócios ou turismo. Entrelaçando os países em
uma mesma forma de consumo, costumes, de comportamento, e etc. Essa nova cultura de
massas se origina principalmente nos Estados Unidos. O ―modo de viver americano‖ é bem
difundido nos filmes, pelas noticias, pelos fast-foods, etc. Mas hoje também temos fácil acesso
a outras formas de cultura de todas as partes do mundo.
A globalização apesar de ser em fenômeno recente, apresenta , como vimos, várias
dimensões: social, política, econômica e cultural. Esse fenômeno é, portanto, uma intensifica-
ção do fluxo de mercadorias e serviços, capitais, tecnologia e pessoas. Isto é possível graças
ao desenvolvimento de novas tecnologias após a Terceira Revolução Industrial.
Desde a década de 70, graças ao chips, tem se conseguido construir computadores
cada vez menores e mais rápidos. Com isso, houve um grande desenvolvimento nas produ-
ções, nos transportes, comunicações e etc. A revolução da informática facilitou o fluxo de in-
formações em escala mundial. Neste período científico-tecnológico, o capitalismo integrou mui-
tos países em um único sistema. Dizemos isso, porque em séculos passados uma civilização
muitas vezes nem sabia da existência da outra.
De lá para cá, está surgindo uma mundo quase totalmente integrado – um sistema
mundo – que evidentemente está controlado a partir de alguns centros de poder econômicos e
políticos.
Outra fase da globalização é que envolve o mundo de uma forma bastante desigual,
pois tem lugares que estão mais integrados que outros. Aprofundar-se a integração de blocos
econômicos buscando retirar barreiras que dificultam o fluxo de mercadorias, e se estabelecem
acordos que resultam em mercados comuns, ou zonas de livre comércio.

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Nova ordem mundial II
Objetivo:

Esta lição continuará falando a respeito da nova ordem mundial, a disputa entre os blo-
cos econômicos, e o resultado da globalização. Para melhor entendimento recomenda-se a
leitura da lição anterior.

Os megablocos econômicos

Por que estão surgindo blocos econômicos supranacionais no sistema capitalista?


Essa integração econômica de vários países responde a uma questão primordial colo-
cada pelo sistema capitalista. Em uma economia globalizada e bastante competitiva, a criação
desses blocos visa a acumulação de capitais. Por isso os países que integram esses blocos
tem como principio ampliar suas relações comerciais com seus associados.
Em todas as modalidades de blocos o objetivo é a eliminação das tarifas e de impostos
de importação entre os paises membros.
Esse aumento de blocos se deve a grande competição entre os países, em que o único
objetivo é eliminar o concorrente ou neutralizá-lo. O processo de globalização intensificou es-
sas disputas.
Os países membros desses blocos fortalecem-se diante de países isolados ou outros
blocos de países.
Mas existem várias modalidades de blocos econômicos espalhados pelo mundo:

» Mercado comum: é uma aliança que visa a livre circulação de pessoas, capitais, servi-
ços e mercadorias. Como exemplo a EU (União Européia), que permite a livre circulação de
pessoas, e de todos os tipos de serviços entre os países – membros; alem de eliminar as tari-
fas aduaneiras, e adotar tarifas comuns para o mercado fora do bloco.
» Zonas de livre comércio: busca-se a redução ou eliminação de tarifas aduaneiras en-
tre os países membros; a liberalização do fluxo de mercadorias e capitais dentro dos limites do
bloco. Como é o caso do Nafta (Acordo de Livre Comércio da América do Norte), formado pe-
los Estados Unidos, Canadá e México.
» União aduaneira: além de reduzir ou eliminar as tarifas alfandegárias entre os países
dos blocos, estabelecem-se as mesmas tarifas de exportação e importação, aplicada aos paí-
ses fora bloco, chamada TEC (Tarifa Externa Comum). A união aduaneira exige que os países
membros mantenham pelo menos 85% das troca comerciais livre de taxas de importação e
exportação entre si. Mas se trata apenas de uma abertura de fronteira para mercadorias, e não
de pessoas. Um exemplo é o Mercosul (Mercado Comum do Sul), formado pela Argentina,
Brasil, Uruguai e Paraguai, mas se trata de uma união aduaneira incompleta, pois mitos produ-
tos não se encaixam na TEC. Chile e Bolívia participam do Mercosul, mas não da união adua-
neira.
» União econômica e monetária: é caso ainda da União Européia, que administrada pe-
lo Banco Central Europeu, adotaram o euro como moeda única. Nessa integração é preciso
que os países estipulem limites comuns máximos de inflação e de déficit público. Até meados
de 2003, o Reino Unido, a Suécia e a Dinamarca, não haviam adotado o euro.

Existem ainda outros acordos e associações de menor importância ou em processo de


formação: a Apec (Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico); Asean (Associação das Na-
ções do Sudeste Asiático); CAN (Comunidade Indiana); CEI (Comunidade de Estado Indepen-
dentes), reúne países da extinta URSS.
Todas essas etapas do processo integracionista interessam os conglomerados trans-
nacionais. As grandes corporações passam a ter uma grande mobilidade espacial e capacida-
de de competição. Assim a competição tende a ser cada vez mais mediada por entidades su-

165
pranacionais. Nesse sentido a dois fenômenos ocorrendo simultaneamente: um processo de
regionalização, assentada nas fronteiras que são definidas pelos megablocos, e um processo
de globalização, de transnacionalização da economia.
Todas a transnacionais tem uma sede em um determinado país. Essas grandes corpo-
rações se movimentam com maior desenvoltura ao passar o tempo, através das fronteiras. Mas
apesar dessa mobilidade, sempre a barreiras à circulação. Por de trás das fronteiras sempre há
medidas protecionistas, para tentar impedir a circulação das mercadorias e dos capitais pelo
mundo.
A tentativa de reduzir esse protecionismo não é recente, faz se acordos para tentear al-
cançar esse objetivo, como: Organização Mundial do Comércio; ou de forma regional como a
EU, Nafta.

Os fluxos de informações

É bem comum a exigência para boa parte das vagas de trabalho, alem de um curso uni-
versitário, o domínio da língua inglesa e da informática.
Nesse mundo cada vez mais conectado e integrado, a transmissão de boa parte dos
dados é feito por meio da informática, e língua considerada universal é a inglesa.
Trabalhadores no mundo inteiro desenvolvem suas atividades em informações através
de computadores, ao mesmo tempo inserem dados, e por meios de redes de computadores
nas empresas, enviam e recebem informações. Para isso é preciso estar habilitado para usar
alguns tipos de programas.
Com o avanço das telecomunicações ( centrais telefônicas, cabos de fibras óptica e te-
lefones celulares, etc.), e na informática, o fluxo de informações teve um aumento significativo.
O acesso a dados e a internet são exemplos do avanço
da telemática (telecomunicações e informática), que possibilita maior rapidez na transmissão
de dados, texto e imagem.
A Terceira Revolução Industrial passou a ocorrer após a Segunda Guerra Mundial, os
avanços da robótica, da informática e biotecnologia fazem parte desse novo processo, que é
marcado pela maior vinculação entre ciência, técnica e produção. Para as empresas, o desen-
volvimento tecnológico e cientifico é muito importante para a elaboração de novos produtos e o
aperfeiçoamento de outros, permitindo a competição num mercado cada vez mais disputado.

Internet

A Internet é um dos maiores símbolos da globalização. Essa rede de computadores in-


terliga aproximadamente 400 milhões de usuários em todo o mundo, e esse numero vem cres-
cendo rapidamente. Mas o acesso aos recursos acabam sendo restritos as pessoas dos países
desenvolvidos.
Se conectar a internet é um privilégio para poucos. Menos de 1% de usuários estão na
África, além disso todo o continente africano tem menos linhas telefônicas do que na cidade de
Tóquio, Japão. Menos de 5% dos conectados a internet se encontram nos países subdesen-
volvidos. Por isso surge o termo exclusão digital: termo que se refere as pessoas que não tem
acesso a informatização, o que leva, como conseqüência, à exclusão social.
É preciso lembrar que a internet tem sido usada como um meio para organizar e facili-
tar atividades ilegais, como redes de prostituição (que envolve estrupos e pedofilia), tráficos de
drogas e atividades terroristas.
Também surgiu uma nova modalidade de crime, a invasão de sistemas de empresas.
Os chamados hackers invademos sistemas para obterem dados e informações de sigilo, se-
nhas, números de cartões de crédito e saldos bancários.
A Internet e a telemática vêm revolucionando as formas de se armazenar as informa-
ções, e provocando vários efeitos em diversos setores da economia. Até o modo de vermos as
distancias e as noções de tempo se modificam. É nisso que podemos pensar quando surge em
nossa frente situações como:

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» ensino a distância;
» compras, pesquisas, conversas, imagens, consultas bancárias;
» caixas eletrônicos situados nos mais diversos lugares;
» se conectar a internet via celular;
» teleconferências;
» controle dos espaços aéreos e terrestre;

Movimentação de capitais e mercadorias

Os investimentos estrangeiros, as remessas de lucros de empresas multinacionais, os


pagamentos de juros de dividas externas, os empréstimos, tudo isso possibilita a circulação de
capitais entre países.
Os investimentos estrangeiros são formados por investimentos na área produtiva, e fi-
nanceiros (aplicados na compra de ações de empresas ou de moedas).
Os investimentos estrangeiros tem como principal destino os países desenvolvidos,
apesar de terem crescido nos países emergentes. No final do século XX, só os Estados Unidos
recebiam cerca de 22% de todos os investimentos realizados no mundo.
Em 1950, o fluxo de mercadorias movimentou 61 bilhões de dólares; 51 anos depois,
em 2001, o valor das movimentações comercias passou os 7 trilhões de dólares.

Meio técnico-científico-informacional

O geógrafo Milton Santos denominou o espaço do mundo no contexto da Revolução


Técnico-Científico de meio técnico-científico-informacional.
Em meio a Terceira Revolução Industrial, com o aumento das redes de infra-estrutura,
da capacidade de produção nas empresas, os mais variados setores econômicos repletos de
sistemas informatizados, o meio geográfico passa a apresentar meu grande quantidade de téc-
nica, ciência e informação.
Mas é preciso lembrar que a técnica, ciência e a informação não estão igualmente dis-
tribuídas no espaço geográfico mundial. Há lugares em que a sua presença é escassa, como
nos países subdesenvolvidos de economia primária; outros é bastante irregular, como nos paí-
ses emergentes; e ainda outros sua presença é grande, notadamente nos países desenvolvi-
dos.

A Presença do Estado na economia globalizada

O Estado é uma instituição formada por uma população que reside em um determinado
território com governo próprio.
Os Estados modernos surgiram inicialmente no século XV, primeiro com a formação de
Portugal e Espanha. Depois foram surgindo os demais Estados europeus, principalmente no
século XIX. Foram surgindo também outros Estados no mundo, seguindo o mesmo modelo de
estrutura política e territorial.
O Estado inicialmente tinha atribuições como defesa do território, procurar dar um bem-
estar as pessoas, e um bom relacionamento político com outros Estados.
Ao longo da história essas atribuições foram aumentando. Com uma variação de país
para país, o Estado foi agregando várias outras funções:

» participação acionária em empresas;


» pagamento de aposentadorias, pensões e seguro-desemprego;
» investimento em educação, saúde e moradia;
» controle da circulação da moeda;
» realização de empréstimos a juros baixos, ou isenção de impostos para determinados
grupos;» construção e manutenção de equipamentos de infra-estrutura.

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Na década de 80 surgiram novas propostas sobre as atribuições do Estado, por causa
das crises em vários países subdesenvolvidos, e dos elevados déficits públicos de muitos paí-
ses. As organizações financeiras (Banco Mundial e FMI) e o governo dos Estados Unidos pro-
puseram um Estado que não interferisse no livre comércio, que facilita-se a atuação da gran-
des empresas, que cobrasse menos impostos e reduzisse seus gastos. Essa idéia foi chamada
de neoliberal.
O Estado sendo neoliberal deve intervir pouco na economia, procurando eliminar barrei-
ras ao comércio internacional, privatizar empresas e atrair investimento estrangeiro. Para o
conceito neoliberal o papel do Estado é apenas incentivar a pesquisa tecnológica para apoiar
as empresas privadas e assegurar estabilidade econômica. A produção de mercadorias fica
apenas para as empresas particulares.
Os gastos do governo, até mesmo em aspectos sociais, devem ser restringidos, a fim
de não acarretar déficits nas contas do governo. Os gastos do Estado não devem ser altos
também, para não acarretar impostos elevados para as empresas e sobre a sociedade como
um todo. Além disso, segundo os conceitos neoliberais, os gastos das empresas com mão-de-
obra acabam sendo repassados ao preço dos produtos, por isso, devem ocorrer algumas eli-
minações ou modificações nos direitos trabalhistas, para estimular novas contratações.
A adoção das práticas neoliberais, fez com que alguns Estados, de países subdesen-
volvidos, ficassem vulneráveis a ação de empresas estrangeiras, que são originárias dos paí-
ses desenvolvidos.
Com isso, as desigualdades entre os países só aumentaram, visto que o neoliberalismo
atende melhor os que possuem maior capacidade de investimento, e maior capacidade de atu-
ação no mercado mundial, ou seja, beneficia mais os países desenvolvidos.

Antiglobalização

Os movimentos antiglobalização surgiram em todo mundo, devido as conseqüências


negativas que surgiram com a globalização.
Esses movimentos partem do principio que as multinacionais estão dando forma ao
mundo. Os países ricos procuram defender o espaço para os conglomerados multinacionais.
Enquanto os países pobres, procuram atrair investimentos abrindo seus mercados para esses
mesmos conglomerados.
Esses movimentos tem propostas muito diferentes. Agrupam ambientalistas, reformis-
tas que lutam por uma globalização mais justa, sindicalistas que se preocupam com os direitos
dos trabalhadores, minorias negras, indígenas que lutam contra a discriminação, enfim uma
lista bem grande.
Não existe ainda um grupo hegemônico antiglobalização, mas sim vários grupos e mo-
vimentos que lutam contra um tema em comum.

FONTES DE ENERGIA E SUA PRODUÇÃO MUNDIAL

Resumo: este tutorial mostrará como o homem descobriu novas fontes de energia que
hoje são bem usadas em todo o nosso cotidiano. Quais são as principais fontes de energia? E
como elas influem na economia de um país?

GEOPOLITICA E ESTRATÉGIA

Qualquer tipo de trabalho que realizamos gastamos energia, uma energia que é limitada
pelos nossos dotes físicos. Assim, o homem desde a antiguidade, até os nossos dias tem pro-
curado novas fontes de energia para realizar suas tarefas diárias. No começo, usava-se ape-
nas a força de animais para transportar mercadorias ou arar a terra. Mas, com o tempo, os pro-
gressos técnicos foram avançando e novas fontes de energia foram sendo descobertas, tor-
nando o trabalho humano mais eficiente.

168
Desde a revolução Industrial, quando houve a entrada das maquinas, o trabalho huma-
no vem se tornando cada vez necessário. Quando uma maquina é aperfeiçoada, a produtivida-
de aumenta e, como, hoje em dia, a energia já não é mais tão barata como antes, o homem
tem se preocupado com as formas de economiza-la. Desde a Segunda Guerra Mundial o con-
sumo vem aumentando sem parar, e o desenvolvimento tecnológico busca meios de economi-
zar os meios de produzir e transportar mercadorias.
O consumo de energia está intimamente relacionado com a qualidade de vida do país.
Em países desenvolvidos o consumo é maior, devido ao grau de industrialização e o nível de
consumo residencial em aparelhos domésticos.
O setor energético quase sempre é controlado pelo Estado, através de política de pla-
nejamento da produção, concessão de exploração de grupos privados ou intervenção direta na
produção da atração de empresas estatais.
O setor energético está inserido diretamente na geopolítica e economia de um país.
Qualquer aumento nos custos ou problemas na produção de energia afeta todas as atividades
desenvolvidas no país. A produção industrial, os sistemas de transportes, de segurança, de
saúde, de educação, lazer, comercio, agricultura dependem de energia, por isso a falta dela,
afeta todo o país.
A energia gasta na produção industrial é necessariamente um fator que pode tomar a
mercadoria mais ou menos competitiva no comércio internacional. Assim, qualquer nação al-
meja atingir a auto-suficiência e baixos custos na produção de energia, para que as atividades
econômicas não sejam afetadas pelas oscilações de preço de mercado internacional e nem
dependam de boa vontade de terceiros para o fornecimento de energia.
O petróleo é a principal fonte de energia do planeta, seguida pelo carvão mineral e pelo
gás natural. Isso é preocupante, visto que 90% da energia consumida no planeta é provida de
fontes não-renováveis, quer dizer, que um dia vã se esgotar. Isso não quer dizer que faltará
energia no mundo, mas que haverá, um trabalhoso e caso período de transição para nos acos-
tumarmos com a utilização de um novo tipo de energia.

Neste capitulo será analisado a geopolítica e a produção dos principais tipos de energia.

PETRÓLEO
O petróleo é encontrado em bacias sedimentares resultantes do soterramento de anti-
gos ambientes aquáticos. Pode ser encontrado nos estados sólidos, líquidos e gasosos. É usa-
do pelo homem desde a muito tempo.
O petróleo, além de ser a principal fonte de energia do planeta, é importantíssimo e es-
tá presente em todo o nosso cotidiano. Com ele, as industrias petroquímicas fabricam o plásti-
co, a borracha sintética, os fertilizantes e os adubos usados na agricultura. Mas, essa grande
dependência gera outras questões: o petróleo é uma fonte não-renovável de energia. Algumas
previsões indicam que ele se esgotará em no mínimo dois séculos.
Edwin Drake encontrou petróleo em apenas 21 metros de profundidade, na Pensilvânia,
Estados Unidos, e passou a comercia-lo com as cidades (em substituição ao óleo de baleia
utilizado na iluminação pública). O petróleo o passo a ser consumido em quantidade crescente
a cada ano. Junto com esse rápido consumo, surgiram companhias petrolíferas, atuando em
todos os quatros fases econômicas de exploração: extração, transporte, refino e distribuição.
A parti da década de 30, diversas empresas estatais passaram a atuar diretamente nos
quatros fases econômicas do petróleo, ou pelo menos em uma delas. Alguns países fizeram
concessões para que as empresas estrangeiras atuassem no setor petrolífero. Exemplo: a Pe-
mox, no México; a Petroven, na Venezuela; a Agip, na Itália. No Brasil, com a criação da Pe-
trobrás em 1953, estatzaram-se a extração, o refino e o transporte. Em 1995, foi extinto o mo-
nopólio da Petrobrás.
Em 1960, criou-se a OPEP (Organização dos países Exportadores de Petrobrás), for-
mada por 11 países: Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Irã, Iraque, Kuwait, Catar, In-
donésia, Argélia, Nigéria, Líbia e Venezuela.
Com a eclosão da guerra entre Irã e Iraque, entre 1979 e 1980, os países importadores
ficaram apreensivos com a possibilidade iminente de ingresso de outras nações árabes no con-

169
flito. Se isso acontecesse, a oferta mundial do petróleo ficaria comprometida, o que levou mui-
tos países a comprar o produto, visando aumentar os seus estoques estratégicos. Com isso, a
OPEP elevou o preço do barril para 34 dólares.
Com isso elevações do preço do petróleo, os países importadores ficaram ainda com-
prometidos, pois agravava ainda mais a crise econômica do mundo desenvolvido, que já se
arrastava desde o final da década de 60.
Para enfrentar a crise, estabeleceram duas estratégias: aumento da produção interna e
substituição do petróleo por fontes alternativas. Essas medidas visavam diminuir a dependên-
cia energética.
Em 1986, com a substituição por outras fontes e com o aumento da produção em esca-
la mundial, a lei da oferta e da procura voltou a funcionar e, a cotação do Brasil caiu para 12
dólares.
A parti de 1986, o poder da OPEP foi se fragilizando, e ficava cada vez mais complica-
do estabelecer um acordo de preços e cotas de produção entre os países membros. Os Esta-
dos Unidos conseguiram essa fragilização de favorecimento comerciais a Arábia Saudita e ao
Kuwait.
Em dezembro de 1990, o Iraque invadiu o Kuwait e ameaçou invadir a Arábia Saudita,
sob o pretexto de disputa territorial, mas a verdade é que eles estavam tentando impedir que
esses países extrapolassem a cota de produção de petróleo estabelecida pela OPEP, que es-
tava causando queda no preço do barril. Os Estados Unidos, querendo defender seus interes-
ses comerciais, interfeririam imediatamente, enviando tropas ao Oriente Médio e pondo fim a
guerra em janeiro de 1991. Durante o conflito, o barril de petróleo atingiu seu preço Maximo de
40 dólares. Com o restabelecimento da normalidade no Oriente Médio, o preço no final da dé-
cada de 90 em torno de 16 dólares o barril.

CARVÃO MINERAL E GÁS NATURAL

A participação dessas fontes de energia aumentaram significativamente a parti das cri-


ses do petróleo em 1973, 1979 e 1991, que levaram os países a substitui-los por outras fontes
de energia. O carvão mineral ocupa hoje a segunda posição, e o gás natural a terceira no con-
sumo mundial de energia.
O carvão mineral é uma fonte de energia muito abundante, o que torna o substituto
imediato do petróleo em situações de crise e aumento de preços. Mas, o carvão mineral acar-
reta prejuízos ambientais ao planeta, pois a estrutura molecular do carvão contém enorme
quantidade de carbono e enxofre que, após a queima para a atmosfera na forma de gás carbô-
nico, que agrava o efeito estufa, e o dióxido de enxofre, o grande responsável pela ocorrência
da chuva ácida.
O carvão mineral, também é uma importante matéria-prima da industria de produtos
químicos orgânicos, que produz piche, asfalto, plásticos, etc.
O gás natural, além de ser mais barato e facilmente transportável em condutores, apre-
senta uma queima quase limpa, que polui pouco a atmosfera se comparada a do carvão e a do
petróleo. E sua queima libera uma boa quantidade de energia, que vem sendo utilizada, cada
vez mais, nos transportes e na produção industrial.

ENERGIA ELÉTRICA

A energia elétrica é produzida principalmente em usinas, termelétricas e termonuclea-


res. O que muda em cada uma, é a forma de girar um eixo e produzir energia mecânica, que
será posteriormente transformada em eletricidade.

HIDRELÉTRICA

A energia hidrelétrica é gerada através de uma barragem feita em rio que apresenta,
não necessariamente uma queda dágua, e sim de desníveis que possibilitem a instalação de
uma barragem que forme uma represa e crie uma queda artificial. A energia potencial da bar-

170
ragem faz girar o eixo de uma turbina, gerando energia mecânica, que, posteriormente, é trans-
formada em energia elétrica. Trata-se de uma forma limpa, barata e renovável de obtenção de
energia, havendo imposto ambiental apenas na construção das barragens e no conseqüente
represamento da água.

TERMELÉTRICA

Para se obter energia elétrica a partir da termeletricidade, aumenta-se os custos e o


impacto ambiental, mas a construção de uma mina requer investimentos menores do que a de
uma hidrelétrica. O que faz a turbina de usina termelétrica girar é a pressão do vapor de água
obtido através da queima de carvão mineral ou petróleo. Sua vantagem em relação a hidrelétri-
ca é que a localização da usina é determinada pelo homem e não pela topografia do terreno, o
que possibilita sua instalação nas proximidades da área de consumo.

ENERGIA ATÔMICA

O que movimenta a turbina de uma usina nuclear é o vapor de água, que é gerado
através da fissão de átomos de urânio em um reator.
As usinas nucleares são típicas de países desenvolvidos, já que o custo da instalação é
elevado e a tecnologia incorporada ao processo é avançada.
Se ocorrer alguns acidentes com essas usinas, a radiatividade leva anos ou até mes-
mos séculos para se dissipar. Ainda outro problema, é o destino do lixo atômico.
Diversa outra forma de obtenção de energia elétrica vem sendo estudada por vários pa-
íses, mas a sua produção e instalação ainda dependem da redução dos custos.

171
QUÍMICA ORGÂNICA - PROFa. GLENDA LACERDA

FUNÇÕES ORGÂNICAS OXIGENADAS

1. Grupos funcionais
Os hidrocarbonetos são os compostos orgânicos mais simples. Outros compostos orgânicos
podem ser considerados como derivados dos hidrocarbonetos pela substituição de um ou mais
átomos de hidrogênio por outros átomos ou grupos de átomos.
Muitas reações químicas apresentadas por um composto orgânico são devidas a esses
átomos ou grupos de átomos, que são chamados grupos funcionais.

GRUPO FUNCIONAL é um átomo ou grupo de átomos responsável pelas propriedades quími-


cas apresentadas pela molécula.

Exemplo:

Todos os compostos que apresentam o grupo pertencem à função ácido carbox-


fiico. Esses compostos reagem com bases, conduzem a eletric idade quando em solução
aquosa, reagem com sódio metálico, tornam vermelho o papel de tornassol azul etc. Todas es-
sas propriedades são devidas à presença do grupo — COOH.

2. ÁLCOOIS
São compostos orgânicos derivados dos hidrocarbonetos pela substituição de H ligado a
carbono saturado (carbono com simples ligação) pelo grupo — OH (hidroxila).

3. NOMENCLATURA OFICIAL (l.U.P.A.C.-1979) DOS ÁLCOOIS

Acrescentamos ao prefixo (met, et, prop...) o termo que indica o tipo de ligação (an, en, in),
e no fim colocamos ol, ou seja, substituímos a terminação o do hidrocarboneto correspondente
pela terminação ol.

Exemplos:

H3C—OH
met + an + ol = metanol (álcool metílico)

H3C—CH2—OH
et + an + ol = etanol (álcool etílico)

Entre parênteses colocamos o nome usual do álcool obtido a partir do nome do grupo preso
à hidroxila com a terminação ico.

172
Exemplo:

Metanol (H3C— OH)


O metanol (álcool metílico) é um líquido incolor de odor semelhante ao do etanol. No entan-
to, é muito tóxico, ocasionando cegueira, e mesmo a morte. O metanol é usado em combustí-
veis de jatos, como solvente, aditivo de gasolina e como matéria-prima para diversas sínteses
industriais. O metanol é formado como subproduto na produção de carvão vegetal, pelo aque-
cimento de madeira na ausência de ar. Por esse motivo, é também chamado de álcool da ma-
deira. Na indústria é preparado pela reação de monóxido de carbono com hidrogênio em tem-
peratura e pressão elevadas na presença de catalisador.

O etanol, o álcool mais comum, pode ser obtido pela fermentação de cereais ou açúcar. O
açúcar glicose, por fermentação, produz etanol.

Etanol H3C-CH2-OH

O etanol existe na cerveja (4 a 8%), no vinho (12 a 15%) e nas bebida.s destiladas (40% ou
mais). Quando a cadeia do álcool apresentar 3 ou mais carbono, deveremos indicar a posição
do grupo — OH, numerando a cadeia carbônica a partir da extremidade mais próxima do gru-
po — OH.

Exemplos:

ATENÇÃO:
Se o álcool apresentar cadeia ramificada, teremos de tomar alguns cuidados:
Achar a cadeia principal
Numerar a cadeia principal
Dar nome ao composto usando a sequência:

número do carbono ao qual está ligado o substituinte- nome do substituinte- nome do


substituinte- nome da cadeia principal- sufixo ol.

Exemplos

173
Notas:
A) Se a hidroxila estiver ligada a carbono de dupla ligação, teremos outra função denominada
enol.

B) Nomenclatura de Kolbe
Kolbe apresentou uma nomenclatura que considera os alcoóis derivados do metanol, ao
qual deu o nome de carbinol.

CLASSIFICAÇÃO DOS ÁLCOOIS

Álcoois primários- são aqueles que apresentam grupo –OH ligado a carbono primário.
Álcoois secundários- são aqueles que apresentam grupo –OH ligado a carbono se-
cundário.
Álcoois terciários- são aqueles que apresentam grupo –OH ligado a carbono terciário.

FENÓIS
São compostos orgânicos derivados de hidrocarbonetos aromáticos pela substituição de
H ligados diretamente ao núcleo benzênico pelo grupo –OH

Nomenclatura do fenóis
Colocamos a palavra hidróxi antes do hidrocarboneto aromático correspondente.

Os fenóis são bactericidas, sendo empregados como antissépticos. Na Medicinas o fenol


comum é chamado de acido carbóIico. Os fenóis do tolueno são chamados de cresóis e exis-
tem na creolina.

174
No entanto, os fenóis apresentam o inconveniente de serem tóxicos.

ÉTERES
São compostos orgânicos derivados teoricamente dos álcoois pela substituiçãoo do H do
grupo — OH por um radical derivado de hidrocarbonetos.

Nomenclatura Dos Éteres

A) Oficial
Damos nome às cadeias que vêm antes e depois do oxigênio como hidrocarboneto, in-
tercalando o termo oxi no meio deste nome.

B) Usual
Utiliza-se a palavra éter seguida do nome dos substituintes com a terminação ico.

Exemplos:

ALDEÍDOS

São compostos que apresentam o grupo

Nomenclatura oficial dos aldeídos


Ao prefixo acrescentamos o termo que define o tipo de ligação, e no final o sufixo al, ou
seja, dá-se o sufixo al ao nome do hidrocarboneto correspondente.

metanal (aldeído fórmico)(formaldeído)

O metanal (aldeído fórmico, formaldeído) é o único aldeído gasoso. Na prática, é utiliza-


do na forma de solução aquosa, a qual recebe o nome de formol.O metanal é desinfetante,
sendo usado na desinfecção de utensílios cirúrgicos e na conservação de espécimes anatômi-
cos.

Entre parênteses colocamos os nomes usuais. Os aldeídos têm o mesmo nome usual
dos ácidos carboxílicos Se o aldeído apresentar cadeia ramificada, tomamos o mesmo cuidado
usado nos álcoois de cadeia ramificada.

175
CETONAS
São compostos orgânicos que apresentam o grupo funcional carbonila entre átomos de
carbono:

Nota: R e R1 correspondem a substituintes com quaisquer números de átomos de carbono.

Nomenclatura oficial das cetonas

Dá-se o sufixo —ona ao nome do hidrocarboneto correspondente.


Exemplos:

A propanona (acetona) é usada como solvente de tintas, vernizes, lacas, acetileno etc. E
como solvente que ela é utilizada em cabeleireiros. E utilizada na fabricação de outros solven-
tes, plásticos, medicamentos. A acetona é um líquido incolor, de cheiro agradável, volátil, solú-
vel em água, inflamável.

Nomenclatura usual das cetonas


Dá-se o nome dos substituintes presos à carbonila e, em seguida a palavra cetona.

ÁCIDOS CARBOXÍLICOS
São compostos que apresentam o grupo funcional carboxila:

Os ácidos carboxílicos ionizam quando dissolvidos em água:

Nomenclatura dos ácidos carboxílicos

A) Oficial (l.U.P.A.C.)
Terminação óico no nome do hidrocarboneto correspondente, sendo facultativa a palavra ácido
antes do nome do composto.
B) Usual
Palavra ácido seguida de um nome que lembra alguma característica do ácido.

Exemplos

176
SAIS DE ÁCIDO CARBOXÍLICO
São compostos derivados de ácidos carboxílicos pela substituição do H da carboxila por
cátion metálico ou amônio(NH4+).

Nomenclatura dos sais orgânicos


Damos o nome da mesma forma que demos às outras funções, porém usando o sufixo
ato seguido da partícula de e do nome do metal. Entre parênteses está o nome
ual ácido 3-metilbutírico usual do sal.
Exemplos:

ÈSTERES

São compostos que apresentam o grupo com o átomo de oxigênio ligado a um


substituinte derivado de hidrocarboneto.

Nomenclatura dos ésteres


À cadeia que aparece antes do oxigênio (heteroátomo) damos nome normalmente
usando o sufixo ato; à cadeia que aparece depois do oxigêniodamos nome como substituinte
usando a terminação ila. Entre parênteses colocamos o nome usual do éster
Exemplos:

CLORETOS DE ÁCIDOS
São compostos orgânicos que derivam dos ácidos carboxílicos por substituição do —
OH por cloro.

Nomenclatura dos cloretos de ácidos


Usa-se a palavra cloreto, a preposição de, e, a e que resultam da eliminação de uma
molécula de água seguir, o nome do ácido de origem com a terminação ila.
Exemplos

ANIDRIDOS DE ÁCIDOS
São compostos que apresentam o grupo

177
e que resultam da eliminação de uma molécula de água entre dois grupos car-
boxilas.

FUNÇÕES ORGÂNICAS NITROGENADAS E OUTRAS FUNÇÕES

AMINAS
São compostos orgânicos definidos e classificados como derivados da amônia (NH3).
Classificamos as aminas em três grupos: primárias, secundárias e terciárias.

Aminas primárias
Derivam do NH3 pela substituição de 1H por um radical derivado de hidrocarboneto.

As aminas primárias sempre apresentam o grupo — NH2, chamado de amino. Na no-


menclatura, damos o nome do grupo — R e, em seguida, a palavra amina.
Exemplos

Aminas secundárias
Derivam do NH3 pela substituição de 2H por dois radicais derivados de hidrocarboneto.
As aminas secundárias sempre apresentam o grupo — N — H ligado a dois grupos R (ou R e
R‘).

A adrenalina é um hormônio animal que atua como estimulante cardíaco. Apresenta as


funções fenol, álcool secundário e amina secundária.

Se existe uma substância no corpo humano que se pode chamar de molécula da felici-
dade, seu nome é serotonina. Presente entre os neurônios, nas plaquetas do sangue e tam-
bém na parede do intestino, a serotonina é a substância que está associada a muito do que a
vida apresenta de bom: o desejo sexual, o bom humor, o apetite, o sono. Sua carência ou ex-
cesso também está por trás de coisas ruins, como depressão, insônia, ansiedade. A serotonina
apresenta as funções: amina primária, amina secundária
(cíclica) e fenol.

178
Serotonina
Aminas terciárias
Derivam do NH3 pela substituição dos 3H por três radicais derivados de hidrocarbonetos. As
aminas terciárias não apresentam H ligado diretamente a nitrogênio.

Exemplos:

A trimetilamina é formada na putrefação de peixes.

AMIDAS
São compostos orgânicos teoricamente derivados de ácidos carboxílicos pela substitui-
ção do grupo — OH pelo radical — NH2.

Nomenclatura das amidas

Oficial: Nome do hidrocarboneto correspondente com a terminação amida.


Usual: Nome usual do ácido correspondente com a terminação amida.
Exemplo

A uréia é a amida mais importante: A uréia foi o primeiro composto orgânico preparado em la-
boratório, através da síntese de Wohler (1828). É um sólido solúvel em água e em álcool. Ocor-
re na urina, como produto final do metabolismo das proteínas. A aplicabilidade da uréia é am-
pla é diversificada. Na medicina, é empregada na preparação de substâncias hipnóticas. Na
indústria, participa da fabricação de plásticos. E ainda utilizada na agricultura, como adubo ni-
trogenado. A uréia pode ser considerada uma diamida do ácido carbônico ou uma amida do
ácido carbâmico, daí suadenomi nação de carbamida.

179
NITRILOS OU CIANETOS ORGÂNICOS

São compostos orgânicos derivados do ácido cianídrico (H — C N) pela substituição do


H pOr radical derivado de hidrocarboneto. Os nitrilos também são chamados de cianetos orgâ-
nicos.

Nomenclatura dos nitrilos


A) Oficial — sufixo nitrilo ao nome do hidrocarboneto correspondente.
B) Usual — utiliza-se a palavra cianeto e, em seguida, o nome do grupo preso ao grupo — C
N.

Exemplos

NITROCOMPOSTOS
São compostos orgânicos derivados do ácido nítrico (HNO 3) pela substituição do — OH
por radical derivado de hidrocarboneto.

Na nomenclatura utiliza-se o nome nitro seguido do nome do hidrocarboneto correspon-


dente.
Exemplos

ÁCIDOS SULFÔNICOS
São compostos orgânicos derivados do ácido sulfúrico (H 2SO4) pela substituição de —
OH por radical derivado de hidrocarboneto.

Na nomenclatura utiliza-se a palavra ácido, em seguida o nome do hidrocarboneto cor-


respondente e, finalmente, a palavra sulfônico.
Exemplos

TIOÁLCOOIS OU TIÓIS OU MERCAPTANAS

180
Tioálcool ou tiol é um composto orgânico derivado de álcool pela substituição do oxigê-
nio por enxofre.

O nome é obtido colocando-se o prefixo tio ao nome do álcool correspondente. Pode-se


também utilizar o nome do hidrocarboneto correspondente com a termin ação tiol.
Exemplos

DERIVADOS HALOGENADOS OU HALETOS ORGÂNICOS

São compostos orgânicos que derivam dos hidrocarbonetos por substituição de H por
halogênio (F, C1, Br, I)

Nomenclatura dos derivados halogenados


A) Oficial — dá-se a posição e o nome do halogênio seguido do nome do hidrocarboneto de
origem.
B) Usual — usa-se a palavra halogeneto (fluoreto, cloreto, brometo, iodeto) e, em seguida, o
nome do grupo preso ao halogênio.
Exemplos

Compostos de Grignard
São composto orgânicos derivados dos hidrocarboneyos pela substituição de 1H por –
MgX, sendo X um halogênio (Cl, Br, I).

Nomenclatura dos compostos de Grignard


Dá-se a palavra haleto (cloreto, brometo ou iodeto, dependendo do caso), a seguir o
nome do grupo derivado do hidrocarboneto e a palavra magnésio.
Exemplos

FUNÇÕES MISTAS
Muitos compostos orgânicos apresentam mais de um grupo funcional.
Exemplos
A) Aminoácidos (amina e ácido carboxílico) B) Cetona e ácido carboxílico

SÉRIES HOMÓLOGAS

181
É um conjunto de compostos orgânicos (homólogos) pertencentes à mesma função
química e cujas fórmulas moleculares diferem entre si por um número inteiro de grupos (CH2).
O grupo metileno (CH2) é chamado de razão de homologia. Geralmente, as séries homólogas
são dispostas em ordem crescente de suas massas moleculares.
Exemplos

a) Série homóloga dos hidrocarbonetos acíclicos saturados (alcanos).


b) Série homóloga dos hidrocarbonetos acíclicos etilênicos (alcenos).
c) Série homóloga dos hidrocarbonetos acíclicos acetilênicos (alcinos).
d) Série homóloga dos monoácidos acícicos saturados.

As propriedades químicas dos homólogos de uma mesma série são semelhantes. As


propriedades físicas dos homólogos variam gradualmente com a massa molecular. O ponto de
fusão, o ponto de ebulição e a densidade crescem com o aumento da cadeia carbônica. O coe-
ficiente de solubilidade em água decresce.

SÉRIE ISÓLOGA

É um conjunto de compostos orgânicos (isólogos) pertencentes à mesma função quími-


ca, e cujas fórmulas moleculares diferem por um número inteiro de grupos (H2). As proprieda-
des físicas dos isólogos são parecidas, pois a massa molecular dos termos pouco difere.
Exemplos

a) Etano (C2H6)
Eteno (C2H4)
Etino (C2H2)

182
SÉRIE HETERÓLOGA

É um conjunto de compostos orgânicos (heterólogos) não pertencentes à mesma função quí-


mica, mas que

apresentam a mesma cadeia carbônica.

Exemplos

A) Metano,metanol, metanal, metanóico


B) Benzeno, fenol comum, anilina

Propriedades físicas dos compostos orgânicos

As propriedades físicas dos compostos orgânicos, tais como ponto de fusão, ponto de
ebulição, densidade, solubilidade etc., dependem do tipo e da intensidade das forças intermo-
leculares. Como regra geral, podemos dizer que, quanto maior a força intermolecular, maiores
serão os valores do ponto de fusão, ponto de ebulição e densidade.

Ponto de ebulição (P.E.)

Na ebulição ocorre afastamento das moléculas. Portanto, quanto maior a força intermo-
lecular, maior o P.E., ou seja, menos volátil é a substância.

P.E. de substâncias apolares (µ= O)

Quanto maior a superfície da molécula (quanto maior a massa molecular), maior a força
de London e, portanto, maior o P.E. Em uma superfície grande é maior a probabilidade de apa-
recer dipolo induzido.

Em uma série homóloga, a força de Van der Waals-London aumenta à medida que cres-
ce a cadeia carbônica. Devido a esse fato, os pontos de fusão e ebulição aumentam à medida
que a massa molecular aumenta. Nas condições ambientais (25°C e 1 atm), os alcan de ca-
deia normal de C1 a C4 são gasosos, de C5 a C17 são líquidos e os homólogos superiores são
sólidos.

183
Para substâncias de massa molecular próxima, a ramificação abaixa o P.E.

Para compostos de M.M. próxima, o mais polar tem maior P.E.

As forças intermoleculares no cianeto de metila (etanonitrilo) são forças entre dipolos


permanentes (devido à diferença de eletronegatividade). Comparando-se dois compostos de
massas moleculares próximas, um apresentando força de London e o outro força entre dipolos
permanentes, observa-se que este último terá os maiores valores para as propriedades físicas.
A força entre dipolos permanentes é maior que a força entre dipolos induzidos, para massas
moleculares próximas. Os hidrocarbonetos são compostos apolares. Vejam os alguns exem-
plos de compostos orgânicos polares:

184
Compostos que estabelecem ponte de hidrogênio têm P.E. anormalmente elevado

A ponte de hidrogênio é um tipo de força intermolecular relativamente de grande intensi-


dade. Aparece quando existe, dentro da molécula, hidrogênio ligado a flúor, oxigênio ou nitro-
gênio. Exemplos de compostos orgânicos que estabelecem ponte de hidrogênio:

Comparando-se compostos de massas moleculares próximas, verifica-se que aquele


que estabelece ponte de hidrogênio tem ponto de ebulição bem maior do que aquele que não
estabelece ponte de hidrogênio.

PRINCÍPIO DE SOLUBILIDADE

―Semelhante dissolve semelhante.‖


Uma substância é solúvel em outra quando apresenta o mesmo tipo de força intermolecular e
aproximadamente com a mesma intensidade.

SUBSTÂNCIA POLAR DISSOLVE SUBSTÂNCIA POLAR

Compostos fortemente polares são bastante solúveis em água, pois esta é bastante po-
lar. Ex: HCl. Substâncias que estabelecem ponte de hidrogênio são bastantes solúveis em
água. Ex: NH3, H3C-CH2-OH.
Substâncias que estabelecem ponte de hidrogênio são bastante solúveis em água.

UMA SUBSTÂNCIA APOIAR DISSOLVE SUBSTÂNCIAS APOIARES


São solúveis em gasolina (mistura de hidrocarbonetos apolares): CCl4, I2., parafina (mis-
tura de hidrocarbonetos).

SOLUBILIDADE DOS ÁLCOOIS E ÁCIDOS CARBOXÍLICOS

Os álcoois metílico, etílico, propílico e os ácidos fórmico, acético, propiônico e butírico


são solúveis em água em qualquer proporção. Tal fato é devido à formação de pontes de hi-
drogênio entre as moléculas de água e do álcool ou ácido.

À medida que a cadeia carbônica cresce, a solubilidade em água diminui. Nos álcoois de
pequena massa molecular, o grupo — OH constitui importante porção da molécula. Nos álcoois
de grande massa molecular, as longas cadeias carbônicas com um pequeno grupo — OH são,

185
na quase totalidade, de hidrocarboneto.
Solubilidade de alguns álcoois:
1-butanol: 8g/ lOOg de H2O
1-pentanol: 2g/ lOOg de H2O
1-hexanol: 1g/ lOOg de H2O

ISOMERIA

É o fenômeno em que dois ou mais compostos químicos diferentes apresentam a mes-


ma fórmula molecular (mesma quantidade de átomos) e fórmulas estruturais diferentes. Os
isômeros têm pelo menos uma propriedade física diferente podendo apresentar ou não propri-
edades químicas diferentes. Em geral, as propriedades são diferentes, porque as distribuições
atômicas nas moléculas são diferentes. Os isômeros têm a mesma fórmula mínima e, portanto,
a mesma composição centesimal.
Exemplo

Observe que as duas substâncias apresentam os mesmos átomos, mas ligados de mo-
do diferente. Devido a esse fato os isômeros são compostos diferentes, isto é, apresentam
propriedades diferentes. Por exemplo, o etanol é um líquido que estabelece ponte de hidrogê-
nio intermolecular e apresenta ponto de ebulição igual a 78°C. O éter dimetílico é um gás nas
condições ambiente, apresentando ponto de ebulição muito baixo (-24°C), pois não estabelece
ponte de hidrogênio.

CLASSIFICAÇÃO
Temos dois casos principais de isomeria: plana e espacial.

Isomeria Plana: é o caso de isomeria em que os isômeros podem ser diferenciados pelas suas
fórmulas estruturais planas.

Isomeria Espacial ou Estereoisomeria: é o caso em que os isômeros só podem ser diferen-


ciados pelas suas fórmulas estruturais espaciais.

ISOMERIA PLANA OU ESTRUTURAL


É o caso de isomeria em que a diferença existente entre os isômeros pode ser notada
no próprio plano. No caso dos isômeros etanol e éter dimetílico, a diferença entre eles pode ser
notada utilizando-se fórmulas estruturais planas. Percebe-se facilmente que os arranjos dos
átomos são diferentes nas duas moléculas. Temos vários casos de isomeria plana ou estrutu-
ral.

ISOMERIA DE FUNÇÃO OU FUNCIONAL


Os isômeros pertencem a funções químicas diferentes. Exemplos
1) Aldeídos e cetonas

186
II) Ácidos carboxílicos

III) Álcoois e éteres

ISOMERIA DE CADEIA
Os isômeros pertencem à mesma função apresentando, porém, tipo diferente de cadeia.
Exemplos
I) C4H10

II) C3H6

III) C3H8O

ISOMERIA DE POSIÇÃO
Os isômeros pertencem à mesma função, têm o mesmo tipo de cadeia, mas diferem pe-
la posição de um substituinte, de um grupo funcional ou de uma insaturação.
Exemplos
I) C3H8O

187
II) C4H8

III) C6H6O2

ISOMERIA DE COMPENSAÇÃO OU METAMERIA


Os isômeros pertencem à mesma função, têm o mesmo tipo de cadeia e diferem na po-
sição relativa do heteroátomo. Todas as funções que apresentam cadeia heterogênea (éter,
éster, amina) podem apresentar este tipo de isomeria.
Exemplos

I) C4H10O

II)C4H11N

III) C4H8O2

TAUTOMERIA
É um caso particular de isomeria funcional em que dois ou mais isômeros coexistem em
equilíbrio dinâmico em solução, transformando-se um no outro, pela mudança de posição de H
na molécula. A tautomeria, ou isomeria dinâmica, também pode ser denominada cetoenólica ou
aldoenólica, pois ocorre principalmente entre cetonas e enóis ou aldeídos e enóis. Enol é todo
composto que apresenta hidroxila (—OH) em carbono de dupla ligação.
Exemplos

I) C2H4O

II) C3H6O

188
A forma predominante no equilíbrio é a forma aldeídica ou cetônica: apenas uma peque-
na parte do composto fica na forma enólica. Apresentam tautomeria apenas os aldeídos e ce-
tonas que tenham H preso ao carbono vizinho da carbonila.

ISOMERIA GEOMÉTRICA

Isomeria espacial ou estereoisomeria


É o caso de isomeria em que a diferença existente entre os isômeros só será notada na
fórmula espacial dos compostos. Temos dois casos principais:
a) Isomeria geométrica
b) Isomena óptica

Isomeria geométrica ou cis-trans


Pode ocorrer em compostos de cadeia acíclica e em compostos de cadeia cíclica.

Isomeria geométrica em compostos de cadeia aberta


Neste caso, o composto deve apresentar pelo menos uma dupla ligação entre átomos
de carbono e dois ligantes diferentes em cada carbono da dupla.

ou ou
Exemplos
Apresentam isomeria geométrica:

Não apresenta isomeria geométrica:

OS ÁTOMOS DE CARBONO NÃO GIRAM AO REDOR DA LIGAÇÃO DUPLA


No etano, os átomos de carbono estão unidos por ligação simples:

Observe que é possível girar um átomo de carbono em relação ao outro ao redor da ligação
simples, sem haver rompimento de ligações. No eteno, os átomos de carbono estão unidos por
uma ligação dupla:

189
Observe que agora não é possível girar os átomos de carbono ao redor da ligação du-
pla. E esta impossibilidade de rotação que acarreta o aparecimento da isomeria geométrica.
Verifique que no eteno os átomos estão em um mesmo plano. Percebe-se que há duas possibi-
lidades quando os átomos de carbono da dupla ligação apresentam ligantes diferentes.

ISÔMERO CIS (VIZINHOS, MESMO LADO) OU ISÔMERO Z (INICIAL DA PALAVRA ALE-


MÃ ZUSAMMEN = ―JUNTOS‖)
Espacialmente nos mostra grupos de maior massa molar do mesmo lado do plano esta-
belecido pela dupla ligação.

ou

ISÔMERO TRANS (ATRAVÉS, TRANSVERSAL) OU ISÔMERO E (INICIAL DA PALAVRA


EM ALEMA ENTGEGEN = ―OPOSTOS‖)
Espacialmente nos mostra grupos de maior massa molar em lados opostos do plano es-
tabelecido pela dupla ligação.

ou

O prefixo cis ou a letra Z serão utilizados quando os grupos de maior massa molar esti-
verem do mesmo lado. O prefixo trans ou a letra E serão utilizados quando os grupos de
maior massa molar estiverem de lados opostos.

Exemplo

OS ISÔMEROS CIS E TRANS TÊM PROPRIEDADES DIFERENTES


Consideremos os ácidos butenodióicos:

190
Os isômeros geométricos cis-trans diferem entre si pelas suas propriedades físicas (pon-
to de ebulição, ponto de fusão, densidade, solubilidade etc.).

No que diz respeito às propriedades químicas, os isômeros geométricos podem apre-


sentar ou não diferenças. Assim, por exemplo, se aquecermos o ácido maléico, obteremos,
facilmente, o respectivo anidrido.

O mesmo não acontece com o ácido fumárico, o que pode ser entendido espacialmente
pela maior distância entre as carboxilas. O ácido fumárico, por aquecimento, nunca fornece o
respectivo anidrido; por aquecimento brando, não sofre desidratação e, por aquecimento enér-
gico, o ácido fumár ico fornece o anidrido maléico (o ácido fumárico sofre uma transformação
em ácido maléico, e este sofre desidratação).

Isomeria geométrica em compostos de cadeia fechada

Neste caso, o composto deve apresentar pelo menos dois átomos de carbono do ciclo
com dois ligantes diferentes.

Exemplos

Não apresenta isomeria geométrica:

Nos compostos cíclicos o plano de referência é o próprio plano do ciclo.

191
Alguns autores chamam a isomeria geométrica em compostos cíclicos de isomeria Bae-
yeriana. em homenagem ao químico alemão Adolf Von Baeyer. Nota: Quando os quatro ligan-
tes presos aos dois átomos de carbono da dupla ligação forem diferentes, considera-se como
isômero cis aquele que apresentar os ligantes de maior massa molar em um mesmo lado.
Exemplo

LUZ NATURAL E LUZ POLARIZADA

A luz natural é uma modalidade de energia radiante. As vibrações ocorrem em todos os


planos que contêm o eixo x y, o qual representa a direção de propagação do raio luminoso.

Se fosse possível observar os planos de vibração da luz natural, teríamos, esquemati-


camente, o seguinte:

(onde aa1, bb1, cc1, dd1 seriam os planos de vibração da luz natural, ―vistos de frente)

Luz polarizada é a luz cujas ondas vibram em um único plano (aa1 ou bb1 ou cc1 ou
dd1 ou qualquer outro plano não representado na figura). Existem certas substâncias que,
quando atravessadas pela luz natural, absorvem as ondas que vibram em todos os planos,
com exceção das de um. Tais substâncias transformam a luz natural em luz polarizada e serão
denominadas polarizadoras. Na prática, o polarizador mais usado é o prisma de Nicol, prisma
este construído colando-se dois cristais de calcita com ―bálsamo de Canadá‖. Esquematica-
mente, temos:

192
Uma lâmpada de sódio emite luz ,monocromática amarela, na qual as vibrações ocorre
em todos os planos. Passando pelo primeiro polarizador (1). a luz vibra em um único plano (é
polarizada). Essa luz passa pelo segundo polarizador (2). orientado paralelamente ao primeiro
polarizador, mas não é transmitida ao incidir no terceiro polarizador orientado perpendicular-
mente ao primeiro.

SUBSTÂNCIAS OPTICAMENTE ATIVAS E INATIVAS


As substâncias que são atravessadas pela luz polarizada podem ser classificadas em
dois grupos:

A) Substâncias opticamente inativas


São as que não desviam o plano de vibração da luz polarizada.

B) Substâncias opticamente ativas


São as que desviam o plano de vibração da luz polarizada. Estas serão denominadas dextro-
giras ou levogiras, quando o desvio de tal plano for para a direita ou para a esquerda, res-
pectivamente.

193
O ângulo de desvio do plano da luz polarizada pode ser medido em um aparelho chamado po-
larímetro(1)

(2)

(2) No início o polarizador e o analisador estão paralelos e a luz passa pelo analisador
.Colocando-se a solução da substância opticamente ativa no tubo, o plano de vibração da luz
polarizada sofre um desvio. Para a luz atravessar o analisador este deve ser girado de um cer-
to ângulo, que é medido. O ângulo de desvio é proporcional ao comprimento (d) da solução
atravessada pela luz e à concentração (c) da solução. O poder rotatório específico [a] é carac-
terístico da substância.

QUIRALIDADE
Verifica-se que as substâncias que desviam o plano de vibração da luz polarizada são
formadas por moléculas assimétricas. Um objeto simétrico tem plano de simetria. Este divide
o objeto em duas metades, tal que uma metade seja imagem especular da outra. A caneca da
figura abaixo é simétrica, pois apresenta plano de simetria.

Colocando-se essa caneca diante de um espelho plano obtém-se uma imagem que po-
de ser sobreposta ao objeto. Basta girar a caneca-imagem de um certo ângulo e colocar sobre
a caneca-objeto que ocorre a sobreposição.

Um objeto assimétrico não apresenta plano de simetria. A mão é assimétrica. Colocan-


do-se a mão direita diante de um espelho plano, obtém-se como imagem a mão esquerda.

A mão esquerda e a mão direita não se sobrepõem.

194
É impossível colocar a luva da mão direita na mão esquerda. Um objeto assimétrico é chama-
do de objeto quiral (do grego cheir = mão).

Dois objetos apresentam quiralidade quando um é imagem especular do outro e não se


sobrepõem.

CARBONO ASSIMÉTRICO OU QUIRAL

Carbono assimétrico ou quiral (C*) é aquele que se liga a quatro átomos ou grupos diferen-
tes entre si.

Exemplo

Toda molécula que apresenta carbono assimétrico é assimétrica, isto é, não tem ne-
nhum plano de simetria. Todo composto que apresenta um carbono assimétrico na molécula
será representado sempre por dois isômeros opticamente ativos, um dextrogiro e outro levogi-
ro, cujas moléculas funcionam como objeto e imagem em relação a um espelho plano e não se
sobrepõem.

A todo isômero dextrogiro corresponde um levogiro; os dois desviam o plano de vibração


da luz polarizada do mesmo ângulo, porém para lados opostos. Assim, o primeiro desviará de +
α e o segundo de -α. Podemos dizer que um dos isômeros é antípoda óptico ou enantio-
morfo (ou enantiômero) do outro.
Se misturarmos quantidades iguais dos dois antíp odas ópticos, obteremos o racêmico, que é
optic amente inativo (inativo por compensação externa). Duas moléculas assimétricas, uma
imagem especular da outra, não se sobrepõem.

COMPOSTOS COM DOIS ÁTOMOS DE CARBONO ASSIMÉTRICOS DIFERENTES


Consideremos os compostos que apresentam a fórmula estrutural plana:

Os átomos de carbono de números 2 e 3 são assimétricos e diferentes. Os ângulos de desvio


produzidos por eles serão, portanto, diferentes, pois um está ligado ao –OH e o outro ao –Cl.
Os Ângulos de desvios produzidos por eles serão portanto diferentes.

195
QUÍMICA INORGÂNICA - PROF. JUAN VASQUEZ

Tabela Periódica

- Estrutura da tabela periódica

A tabela periódica é composta por 7 períodos (horizontais) e 18 colunas, grupos ou famílias


(verticais).

Períodos: os elementos de um mesmo período possuem o mesmo número de níveis de energia


ocupados por elétrons.

Colunas: os elementos de uma mesma configuração eletrônica no nível de valência. Isso lhes
confere propriedades químicas semelhantes.

- Classificação dos elementos

a) Naturais x Artificiais → Os elementos de número atômico até 92 (urânio) são naturais. Os


outros são artificiais. Exceções: TC e Pm são artificiais.

b) Estado físico nas condições ambiente: 25ºC, 1 atm


Gasosos: H, N, O, F, Cl, He, Ar, Kr, Xe, Rn.
Líquidos: Br e Hg.
Sólidos: todos os demais.

c) Comportamento químico
Semi-metais (metalóides): Po, Te, Se, As, Ge, Si e B.
Metais: Localizam-se à esquerda dos semi-metais.
Ametais (não-metais): localizam-se à direita dos semi-metais.

d) distribuição eletrônica
Normais, típicos ou representativos: terminam a distribuição eletrônica em subnível s ou p. Es-
tão localizados nas colunas altas da tabela periódica.
Gases nobres: terminam a distribuição eletrônica em s2 (He) ou em p6 (Ne, Ar, Kr, Xe, Rn).
Elementos de transição: terminam a distribuição eletrônica em subnível d. Estão localizados
nas colunas baixas da tabela periódica.
Elementos de transição interna, terras raras, lantanídeos e actinídeos: terminam a distribuição
eletrônica em subnível f. Possuem propriedades químicas semelhantes ao Lantânio e ao Actí-
nio. Estão representados abaixo da tabela periódica.
- Localização dos elementos (colunas altas)
O período fornece o número de níveis.
O número da coluna alta fornece o número de elétrons no último nível.

Exemplo 1: O magnésio está no 3º período, coluna IIA → a distribuição eletrônica termina em


3s2.

Exemplo 2: Um elemento termina a distribuição em 4s 2 4p3 → Localiza-se no 4º período e na


coluna VA, ou seja, trata-se do Arsênio.
- Propriedades Aperiódicas – são aquelas que aumentam ou diminuem à medida que aumenta
o número atômico dos elementos.
- Propriedades Periódicas – são aquelas que aumentam e diminuem periodicamente à medida
que aumenta o número atômico dos elementos.

196
Lei Periódica: ―Quando colocamos os elementos em ordem crescente de número atômico (Z)
suas propriedades repetem-se periodicamente‖ (Moseley)

- Volume atômico: é o volume ocupado por um mol de átomos (6 x 10 23 átomos) no estado


sólido.
- Densidade: é a razão entre a massa atômica e o volume atômico.

Exercícios Propostos

01. Dadas as proposições:


I) Todo metal alcalino possui um só elétron na camada de valência e oito elétrons na camada
que antecede a de valência de seus átomos.
II) Todo metal alcalino-terroso possui dois elétrons na camada de valência e oito elétrons na
camada que antecede a de valência de seus átomos.
III) Todo halogênio possui seis elétrons na camada de valência e oito elétrons na camada que
antecede a de valência de seus átomos.
Podemos afirmar que:
a) somente I e II estão corretas. b) I, II e III estão incorretas.
c) somente II e III estão corretas. d) somente I e III estão corretas.

02. Responda à questão seguinte com base na análise das afirmativas abaixo.
(I) Em um mesmo período, os elementos apresentam o mesmo número de níveis.
(II) Os elementos do grupo 2A apresentam, na última camada, a configuração geral ns 2.
(III) Quando o subnível mais energético é o tipo s ou p, o elemento é de transição.
(IV) Em um mesmo grupo, os elementos apresentam o mesmo número de camadas.
Conclui-se que, com relação à estrutura da classificação periódica dos elementos, estão corre-
tas as afirmativas:
a) I e II b) I e III c) III e IV d) II e III

03. (ITAÚNA) Algumas propriedades do magnésio metálico (Mg) são:


I. reage com ácido clorídrico, produzindo gás hidrogênio.
II. queima, produzindo um óxido básico.
III. forma íons positivos de carga 2 +
Outros elementos que apresentam propriedades semelhantes ao magnésio são:
a) Na, K e Ca b) Ca, Sr e Ba c) K, Fe e Ca d) Na, Al e Cl

04. (FMU/FIAM) Nos garimpos usa-se mercúrio para separar o ouro das impurezas. Quando o
mercúrio entra em contato com a água dos rios, causa uma séria contaminação: é absorvido
por microrganismos, que são ingeridos pelos peixes pequenos, os quais são devorados pelos
peixes grandes usados na alimentação humana. Podemos prever, com o auxílio da tabela que
um elemento com comportamento semelhante ao do mercúrio é:
a) Na. b) C. c) Cd. d) Ca. e) Fe

197
05. (UFV) Associe a segunda coluna de acordo com a primeira e assinale a opção que contém
a seqüência correta:
I – metais alcalinos ( ) F, Br, I
II – metais alcalinos-terrosos ( ) Na, K, Cs
III – halogênios ( ) Ca, Sr, Ba
IV – metais de transição ( ) Fe, Co, Ni
a) I, II, III, IV b) III, I, II, IV c) III, II, I, IV d) IV, II, III, I e) III, I, IV, II

06. O elemento cloro apresenta-se na temperatura ambiente:


a) como um gás incolor. b) como um sólido branco.
c) como um líquido avermelhado. d) como um gás esverdeado.

07. Dentre os halogênios apenas um é líquido na temperatura ambiente. Trata-se de uma subs-
tância avermelhada insolúvel em água e solúvel em benzeno. O halogênio a que esta questão
se refere é o:
a) bromo b) flúor c) cloro d) iodo

08. A posição de um elemento no Quadro Periódico permite inúmeras deduções sobre as pro-
priedades do elemento e de seus átomos e compostos. Com relação ao estrôncio-90, um dos
mais perigosos produtos radioativos da fissão do urânio, a afirmativa errada é:
a) sais de 90Sr e sais de bário têm solubilidades semelhantes.
b) 90Sr é absorvido no organismo como cátion de carga 1 +.
c) 90Sr é absorvido no organismo pelos tecidos ricos em cálcio.
d) núcleos de 90Sr têm 52 nêutrons.
e) átomos de 90Sr têm menos elétrons do que nêutrons.

09. Considere os elementos químicos de números atômicos 23, 31, 52 e 79. Sobre estes ele-
mentos podemos afirmar, exceto:
a) apenas três deles são metais e um é semi-metal.
b) entre eles encontra-se um metal muito nobre, sendo atacado apenas pela água régia.
c) apenas um deles é metal alcalino, podendo reagir com o cloro formando um sal.
d) dois deles possuem o mesmo número de camadas eletrônicas.

10. (UFJF) Um elemento químico apresenta, para o elétron mais energético do seu átomo, no
estado fundamental, os números quânticos: n = 3; l = 2; m = 0; ms = + ½

O elemento químico em questão é:


a) um metal alcalino terroso b) um semimetal.
c) um elemento de transição interna. d) um metal do 4º período.

12. (UFV) Dentre as alternativas abaixo, a espécie que apresenta maior diâmetro é:
a) Mg2+ b) Al3+ c) Ne d) Na+ e) F-

13. Coloque os elementos seguintes em ordem crescente de eletronegatividade: Al, K, O, Mg,


F e C.

198
14. (PUCMG) O hidrogênio é mais eletronegativo que os metais e menos eletronegativo que os
não-metais e semi-metais. Apresenta-se mais eletronegativo, se estiver ligado ao elemento:

a) sódio (NaH) b) nitrogênio (NH3) c) boro (BH3)


d) silício (SiH4) e) flúor (HF)

15. (PUCMG) Sejam dados dois elementos X e Y, com números atômicos consecutivos e situ-
ados no mesmo período da Tabela Periódica. Sobre eles, é correto afirmar que:

a) X deverá ter maior eletronegatividade que Y.


b) Y tem raio atômico menor que X.
c) X e Y pertencem à mesma família.
d) X e Y podem ser um calcogênio e um gás nobre, respectivamente.
e) X terá um menor número de camadas eletrônicas que Y.

16. (UFMG) Ao estudar a tabela periódica, um estudante fez várias anotações sobre as propri-
edades das substâncias simples de um grupo de elementos químicos, todos localizados na
mesma coluna:

- têm grande afinidade química por metais;


- reagem diretamente com hidrogênio, formando ácidos;
- apresentam átomos de alta eletronegatividade;
- são agentes oxidantes.
Na tabela periódica, esses elementos ocupam a coluna:
a) 13 (III A) b) 17 (VII A) c) 1 (IA) d) 15 (V A)

17. Apresenta maior caráter básico o hidreto de:


a) ferro b) prata c) bromo d) rubidio

18. As cinco primeiras energias de ionização do átomo de um elemento são respectivamente,


32, 40, 51, 147 e 155. A respeito deste elemento não podemos afirmar:
a) tende a formar um íon tripositivo.
b) é mais eletronegativo do que o elemento que se encontra a sua esquerda na tabela periódi-
ca.
c) possui três elétrons desemparelhados no nível de valência.
d) certamente possui número de massa maior que 10u.

Gabarito:
1 – a; 2 – a; 3 – b; 4 – c; 5 – b; 6 – d; 7 – a; 8 – b; 9 – c; 10 – d; 11 –c; 12 – e; 13 – (K < MG
<Al < C < O < F); 14 – a; 15 – b; 16 – b; 17 – d; 18 – c.

Aula 03, 04 e 05

Processo de formação de moléculas

Casos:

- Por interpenetração de orbitais

- Por interpenetração de orbitais precedida de hibridação

199
Atenção: a formação das moléculas de água e amônia também pode ser explicada pelo pro-
cesso de hibridação, entretanto, o modelo anteriormente apresentado é mais simples e conduz
às mesmas conclusões.

200
Números de oxidação ou Estado de oxidação (NOX):

NOX é a carga atribuída a um elemento presente em uma substância.


Regras gerais:

Espécies NOX Exemplos

Elemento livre Zero O2 ; Cl2 ; Fe

Metais alcalinos +1 NaCl ; KBr

Metais alcalinos terrosos +2 CaO ; MgCl

Elementos da coluna 3ª +3 Al(OH)3 ; AlCl3

Hidrogênio ligado a ametal +1 HCl ; H2SO4

Hidrogênio ligado a metal -1 NaH ; CaH2

Oxigênio Geralmente – 2 CaO ; H2O

Enxofre, selênio e telúrio em -2 H2S ; FeS


compostos binários sem oxi-
gênio

Cloro, bromo e iodo em -1 FeCl2 ; KCl


compostos binários sem oxi-
gênio

Composto Soma dos NOX igual a zero H2SO4

Radical ou íon Soma dos NOX igual a carga NH4+


do radical

Exemplo 01: Calcular o NOX do manganês no composto KMn04


K possui NOX = + 1 ; O possui NOX = - 2
Chamamos de x o NOX do Mn.
KMn04
1+x–8=0 → x=8–1=+7

201
Logo, o manganês, neste composto, possui NOX = + 7.

Exemplo 02: Calcular o NOX do manganês no composto Mn04-2


O possui NOX = - 2
Chamamos de x o NOX do Mn.
Mn04-2
x + 4 . (- 2) = - 2 → x–8=-2 → x=8–2=+6
Logo, o Mn, neste radical, possui NOX = + 6.

Treinamento:

01 - Calcule o NOX para os elementos em negrito nas fórmulas abaixo:


a) Na h) AlI3 p) H3PO4
b) Br2 i) H2S q) H4P2O7
c) O3 j) BaH2 r) SO32-
d) Li2O l) Na2O s) NO3-
2-
e) K2S m) MgO2 t) CrO4
f) CaCl2 n) HClO4 u) PO43-
g) MgO o) K2Cr2O7

Exercícios Propostos

01. O elemento hipotético de número atômico 120 apresentaria seus elétrons mais energéticos
ocupando subnível:
a) d b) f c) s d) p

02. Dentre as espécies citadas, aquela que é isoestrutural com o Cu + é:


a) Ni b) Co+ c) Zn2+ d) Fe2+

03. Um subnível com a configuração abaixo

pode apresentar o subnível mais energético de um elemento de número atômico:


a) 16 b) 17 c) 18 d) 19

04. (PUCMG) Considere as notações I e II de um átomo eletricamente neutro.


I. 1s2, 2s2, 2p2 II. 1s2, 2s1, 2p3
Em relação a essas configurações, é correto afirmar que:
a) ocorre absorção de energia na passagem de I para II.
b) I é configuração eletrônica ativada.
c) a configuração II é o estado fundamental.
d) II representa a ionização do átomo.
e) há emissão de ondas eletromagnéticas na passagem de I para II.

05. O íon mais estável do Selênio é:


a) dipositivo b) mononegativo c) trinegativo d) dinegativo

06. (UFLA) Considere as distribuições eletrônicas dos átomos abaixo:


X = 1s2, 2s2, 2p6, 3 s2, 3p6, 4s2 Y = 1s2, 2s2, 2p5
É correto afirmar que:
a) X tem massa atômica igual a 20.
b) Y forma íons Y+.
c) X é um gás nobre.
d) Y apresenta três níveis atômicos de energia.
e) X e Y formam um composto de fórmula XY 2.

202
07. (UFLA) Sabendo-se que elemento genérico ―A‖ tem propriedades químicas semelhantes às
do fósforo, qual a configuração eletrônica de ―A‖?
a) 1s2, 2s2, 2p6, 3 s2 b) 1s2, 2s2, 2p1
2 2 3
c) 1s , 2s , 2p d) 1s2, 2s2, 2p6, 3 s2, 3p5
e) 1s2, 2s2, 2p6, 3 s2, 3p1

08. (PUCMG) Um elemento X (Z = 20) forma com Y um composto de fórmula X 3Y2. O número
atômico de Y é:
a) 7 b) 9 c) 11 d) 12 e) 18

09. (UFV) Dentre as alternativas abaixo, indique aquela que apresenta um composto de fórmu-
la incorreta:
a) Na2S b) CCl4 c) CaO
d) KCl2 e) MgCl2
10. (PUCMG) O elemento químico fósforo apresenta menor número de oxidação em:
a) P4O10 b) H4P2O5 c) P4 d) PH3 e) H3PO3

11. (UFV) A substância na qual o manganês apresenta maior número de oxidação é:


a) MnO2 b) Mn c) MnSO4 d) K2MnO4 e) KMnO4

12. (ITA) Assinale a opção relativa aos números de oxidação corretos do átomo de cloro nos
compostos KClO2, Ca(ClO)2, Mg(ClO3)2 e Ba(ClO4)2, respectivamente.
a) -1, -1, -1 e -1 b) +3, +2, +4 e + 6
c) +3, +1, +5 e + 6 d) +3, +1, +2 e + 3

13. (PUCMG) Assinale o maior e o menor número de oxidação que o carbono pode ter.
a) +1 e -1 b) +4 e -4 c) +3 e -3 d) +2 e -2

14. Um elemento químico cujos valores de números quânticos para o elétron de diferenciação
são n = 3, l = 2 e m = -1, deve possuir número atômico:
a) 21 ou 24 b) 23 ou 25 c) 22 ou 27 d) 29 ou 30

15. Na molécula de HF existe:


a) uma ligação p - p b) uma ligação p-p
c) uma ligação s - p d) uma ligação s-p

16. Em uma molécula de gás nitrogênio existem:


a) duas ligações e uma ligação b) três ligações
c) duas ligações e uma ligação d) três ligações

17. Na molécula CH3CH=CHCH2CH3 existem:


a) duas ligações e treze b) treze ligações e duas
c) catorze ligações e uma d) catorze ligações e uma

18. (PUCMG) As hibridações do boro (BF 3), berílio (BeCl2) e carbono (CO2) são respectivamen-
te:
a) sp3, sp2, sp b) sp2, sp, sp3 c) sp2, sp, sp
d) sp, sp, sp3 e) sp, sp2, sp3

19. (PUCMG) A luz azulada que brilha e se movimenta, vista às vezes em pântanos e cemité-
rios, resulta da inflamação espontânea da fosfina (PH 3) e outros gases liberados de matéria
orgânica em decomposição.
A molécula da fosfina (PH3) apresenta geometria molecular:
a) angular b) trigonal plana c) piramidal d) linear

203
20. (PUCMG) Com relação à geometria das moléculas, a opção correta no quadro abaixo é:
NO CO NF3 H2O BF3
a) Linear Linear Piramidal Angular Trigonal plana
b) Linear Angular Piramidal Angular Trigonal plana
c) Linear Trigonal Trigonal Linear Piramidal
d) Angular Linear Piramidal Angular Trigonal
e) Angular Trigonal Trigonal Linear Piramidal

21. (ITA) Assinale a opção que contém a geometria molecular correta das espécies OF2, SF2,
BF3, NF3, CF4 e XeO4, todas no estado gasoso.
a) angular, linear, piramidal, piramidal, tetraédrica e quadrado planar.
b) linear, linear, trigonal plana, piramidal, quadrado planar e tetraédrica.
c) angular, angular, trigonal plana, piramidal, tetraédrica e tetraédrica.
d) linear, angular, piramidal, trigonal plana, angular e tetraédrica.

22. (FMC) ―Não escapou nem a picanha!‖ A ameaça do câncer chegou ao churrasco do fim de
semana. Na carne assada na brasa, a engenheira Isa Beatriz Noll, da UFRGS, encontrou ben-
zo(a)pireno, benzo(n)fluorantraceno, benzo(a)antraceno e benzo(k)fluorantraceno, substâncias
do grupo dos hidrocarbonetos policíclicos arométicos, ou Hpas, com conhecido potencial can-
cerígeno‖. (Superinteressante, v.8, n.5, maio 1994, p.15)
Benzo(a)pireno

Sabendo-se que a estrutura do benzo(a)pireno é planar, é correto


afirmar-se que os ângulos de ligação entre:
a) todos os átomos de carbono são de 109,5º.
b) todos os átomos de carbono são de 120º.
c) todos os átomos de carbono são de 180º.
d) os átomos de carbono 1, 5 e 9 são de 109,5º e entre os demais, de 120º.

Gabarito:
1 – c; 2 – a; 3 – b; 4 – a; 5 – d; 6 – c; 7 – c; 8 – a; 9 – d; 10 – c; 11 – e; 12 – d; 13 b; 14 – c; 15
- c; 16 - c; 17 - d; 18 – c; 19 – b; 20 – a; 21 – c; 22 - b

Aula 06 e 07 e 08

Ligações Químicas
Ligações Interatômicas:

Ligação iônica: Ocorre entre metais e ametais ou entre um metal e o hidrogênio (como é o caso
dos hidretos). O metal doa elétrons para o ametal e assim completam o octeto (estabilidade).
Desta maneira formam-se íons (o cátion do metal e o ânion do ametal). Os íons atraem-se for-
temente. Esta atração eletrostática é a ligação iônica.
Exemplos:

Propriedades:
Tipo de composto: cristal iônico.; Estado Físico: maioria sólidos à temperatura ambiente.; PF e
PE: geralmente altos (acima de 300º C).; Conductibilidade elétrica: isolantes no estado sólido,
bons condutores quando fundidos ou dissolvidos em água.; Solubilidade: muitos são solúveis
em água, mas existem exceções (CaCO3, BaSO4, AgCl, PbI2...)

Exercício Proposto – Escreva a fórmula eletrônica do composto formado entre:


a) Sódio e oxigênio b) cálcio e enxofre c) potássio e bromo
d) magnésio e flúor e) potássio e enxofre f) bário e flúor

204
Ligação metálica: Ocorre entre metais. Os metais sofrem perda parcial de elétrons (formando
Kernels de carga positiva). As intensas forças de atração eletrostática entre elétrons ―perdidos‖
e kernels explicam a formação das ligações metálicas.
- Nesse tipo de ligação não usamos as representações, como na iônica, mas imaginamos os
íons positivos interagindo com os elétrons livres que se movimentam na superfície do metal.
Exemplos: cobre, alumínio, latão (zinco + cobre), bronze (cobre + estanho), ouro, prata, etc.
Obs.: Liga metálica é uma mistura de dois ou mais metais, podendo incluir semi-metais ou não-
metais, mas a predominância tem que ser de elementos metálicos.
Propriedades:
Tipo de composto: cristal metálico.; Estado Físico: maioria sólidos à temperatura ambiente.; PF
e PE: geralmente altos (acima de 300º C).; Conductibilidade elétrica: bons condutores.; Solubi-
lidade: insolúveis em água. Alguns metais (como o ouro) são solúveis em mercúrio formando
amálgamas.; Maleabilidade: capacidade de formar finas lâminas.; Ductibilidade: capacidade de
formar fios.; Brilho característico: brilho metálico.

Ligação covalente: Ocorre entre ametais. Os ametais compartilham elétrons de valência para
completarem o octeto. Neste compartilhamento forma-se um orbital molecular onde os elétrons
compartilhados pertencem simultaneamente aos dois átomos participantes da ligação.
- Considerando o hidrogênio como ametal:
Ligação – Apolar: ametais iguais (mesma eletronegatividade). Ex.: Cl 2, N2, O2
- Polar: ametais diferentes (eletronegatividade diferente). Ex.: CO 2, H2O, HF, HCl
- Dativa: um ametal contribui com os dois elétrons da ligação. Ex.: NH 4, SO2, HNO3
―Mesmo que as ligações sejam polares é possível que a molécula resultante seja apolar. Ex.:
CO2, CH4‖
Propriedades:
Tipo de composto: molecular (H2O, CO2, C2H6, NH3...) ou cristal covalente (diamante, grafite,
quartzo = SiO2)..; Estado Físico: sólidos (I2), líquidos (H2) ou gases (CH4) na temperatura ambi-
ente.; PF e PE: geralmente baixos (menores que 300º C).; Conductibilidade elétrica: a maioria
é isolante, mas existem bons condutores (grafite e ácidos em meio aquoso).; Solubilidade: se-
melhante dissolve semelhante, ou seja, compostos polares dissolvem compostos polares e
compostos apolares dissolvem compostos apolares. Atenção: compostos que possuem liga-
ções polares podem ser apolares devido à geometria molecular.

* Determinação da polaridade de uma molécula através do momento dipolar (força da ligação)


Na maioria das ligações de uma molécula existe o momento dipolar (que é dado pela di-
ferença de eletronegatividade entre os átomos formadores da mesma). A resultante desses
momentos dipolares nos informa a simetria da molécula e conseqüentemente a polaridade da
molécula. Moléculas do tipo X2 não apresentam momento dipolar (consequentemente são mo-
léculas apolares), pois os átomos formadores da única ligação existente possuem a mesma
eletronegatividade.
- Todo hidrocarboneto saturado é um composto apolar, pois a resultante dos momentos dipola-
res sempre será zero.
- Análise do momento dipolar resultante:

Apesar das ligações apresentarem momentos dipolares significativos direcionados para


um elemento (o que caracterizaria uma molécula polar) a resultante desses momentos é igual a
zero e a molécula é classificada como simétrica e conseqüentemente apolar.

Ligações Intermoleculares

205
Dipolo-dipolo: Moléculas que apresentam polaridade permanente se atraem por forças eletros-
táticas.

Ligação ou ponte de hidrogênio: Semelhante ao caso anterior, mas a polaridade das moléculas
é mais intensa. Em geral envolve situações onde átomos de hidrogênio estão ligados a átomos
de flúor, oxigênio ou nitrogênio.

Força de van der Waals: São forças fracas que surgem entre moléculas apolares devido à for-
mação de dipolos induzidos. É a interação intermolecular mais fraca de todas, mas torna-se
importante devido a sua grande ocorrência. Também está presente nos gases nobres.

Exercícios Propostos

01. No composto NaBr temos a formação de ligações iônicas. Sobre ele podemos afirmar, ex-
ceto:
a) Apresenta-se como um sólido cristalino.
b) O Na doa um elétron para o Br.
c) Conduz corrente elétrica quando fundido.
d) Dissolve-se bem em água e gasolina.

02. (PUCMG) – Ao se colocar em contato um elemento não-metal e outro elemento metal, deve
ocorrer:
a) Transferência de elétrons do não-metal para o metal.
b) Ligação covalente apolar.
c) Formação de composto molecular.
d) Emparelhamento de elétrons do não-metal e do metal.
e) Transferência de elétrons do metal para o não-metal.

03. (PUCMG) – Todas as afirmativas sobre o cloreto de sódio estão corretas, exceto:
a) É um sal neutro, e sua solução aquosa apresenta pH = 7.
b) No estado sólido, em condições ambientais, é capaz de conduzir corrente elétrica.
c) Através da eletrólise de sua solução aquosa é capaz de produzir hidróxido de sódio, gás hi-
drogênio e gás cloro.
d) Pode ser encontrado dissolvido na água do mar, de onde é extraído por evaporação nas sa-
linas, ou em jazidas na crosta terrestre (sal-gema).
e) Com gelo, obtém-se uma mistura refrigerante que atinge até -22ºC.

04. (UFMG) – Existem algumas propriedades que são adequadas para caracterizar os sólidos
iônicos, uma vez que a grande maioria desses sólidos apresenta essas propriedades. Outras
propriedades não são adequadas para esse fim, pois podem existir sólidos iônicos que não
apresentam essas outras propriedades.
Considere o conjunto dos sólidos iônicos. Entre as propriedades relacionadas, indique a
que não será exibida por um grande número de sólidos.
a) Apresentar altas temperaturas de fusão.
b) Conduzir corrente elétrica quando fundido.
c) Ser isolante térmico e elétrico em estado sólido.
d) Ser solúvel em água.

05. (FAFEID) – Sais, óxidos, hidróxidos, sulfetos e a maioria das substâncias inorgânicas são
exemplos de compostos iônicos. Os sólidos iônicos mantêm-se unidos pela atração eletrostáti-
ca entre os íons positivos e negativos. A respeito dos sólidos iônicos, é incorreto afirmar que:
a) São formados pela forte atração entre um cátion de metal e um ânion de não-metal.
b) A formação dos compostos iônicos é um processo exotérmico.

206
c) Geralmente são solúveis em solventes polares.
d) Apresentam baixas temperaturas de fusão.

06. (PUC-SP) – A maior probabilidade de formar um composto binário iônico é encontrada en-
tre os elementos de números atômicos:
a) 15 e 17 b) 16 e 18 c) 17 e 19 d) 16 e 17 e) 17 e 18

07. (UFMG-modificada) Observe o desenho.

08. Um metal como o ouro apresenta todas as características abaixo, exceto:


a) O átomo forma um Kernel após a perda parcial de elétrons.
b) Conduz corrente elétrica no estado sólido.
c) Apresenta elevada maleabilidade e ductibilidade.
d) Dissolve-se em água liberando íons positivos.
e) Organiza-se na forma de rede cristalina.

09. A tabela abaixo apresenta dados físicos sobre cinco substâncias simples identificadas pe-
las letras T, U, V, X e Z
Substân- Ponto de fusão Ponto de ebuli- Densidade Condutividade elétrica
cia sim- (ºC) ção (ºC) (g/mL) x 104 (ohm-1 cm-1)
ples
T - 38,4 357 13,6 4,4
U 3727 4830 2,3 0,07
V 28,7 690 1,9 5,6
X 660 2450 2,7 40
Z 1530 3000 7,9 11,2
Todas as substâncias são metais, exceto:
a) T b) U c) V d) X e) Z

10. (PUCRS) – O calcogênio mais eletronegativo liga-se, respectivamente, ao hidrogênio e ao


sódio através de ligações
a) Iônica e covalente b) covalente e iônica c) iônica e me-
tálica
d) metálica e covalente e) covalente e metálica

11. Espera-se que um elemento hipotético de número atômico Z situado no terceiro período da
coluna 17 possua:
a) Alta eletronegatividade e baixa energia de ionização.
b) Alto caráter ácido e raio menor do que o de número atômico Z – 1.
c) Capacidade de combinar-se com o carbono através de ligações covalentes apolares.
d) Capacidade de formar ligações covalentes com elemento de número atômico Z + 2.

12. Qual das substâncias abaixo apresenta ligações covalentes polares e apolares?
a) água b) etano c) nitrogênio d) cloro-metano

13. Um átomo possui a seguinte distribuição eletrônica: {Ar} 3d 10 4s2 4p5. Esse átomo, ao se
ligar a outros átomos não-metálicos, é capaz de realizar:
a) somente uma covalência normal.
b) uma covalência normal e no máximo uma dativa.

207
c) duas covalências normais e no máximo duas dativas.
d) uma covalência normal e no máximo três dativas.

14. Sobre a molécula de amônia (NH3) é certo afirmar:


a) Apresenta apenas ligações covalentes apolares.
b) Todos os elétrons de valência do N envolvem-se na formação das ligações.
c) Apresenta momento dipolar 0.
d) É solúvel em tetracloreto de carbono.

15. Após analisar-se uma amostra de um sólido X, constatou-se que ele tem ponto de fusão
alto, é insolúvel em água e não conduz a corrente elétrica. Esse sólido pode ser:
a) ouro b) diamante c) parafina d) açúcar

16. Sabões possuem uma estrutura do tipo CH3CH2CH2CH2CH2CH2CH2COONa. A capacidade


de dissolver em água e em gorduras, arrastando-as para o meio aquoso está relacionada com:
a) o fato de ser um composto iônico.
b) a presença de partes apolares e polares.
c) seu alto peso molecular.
d) a formação de forças de Van der Waals.

17. (ITAÚNA) A água não consegue remover totalmente certos tipos de sujeira como, por
exemplo, restos de óleo de uma panela. Os sabões e os detergentes são substâncias que pos-
sibilitam essa remoção. Sobre essas substâncias, todas as afirmativas são corretas, exceto:
a) são sais orgânicos.
b) reagem com a água durante o processo de limpeza.
c) a parte apolar da partícula de sabão interage com a gordura.
d) diminuem a tensão superficial da água.

18. Todas as alternativas associam corretamente uma substância com o seu tipo de cristal, ex-
ceto:
a) CaF2 / cristal iônico b) CH4 / cristal molecular
c) CO2 / cristal covalente d) H2O / cristal molecular
e) SiO2 / cristal covalente

Gabarito:
1 – d; 2 – e; 3 – b; 4 – c; 5 – d; 6 – c; 7 – c; 8 – d; 9 - a; 10 – b; 11 – b; 12 – d; 13 – d; 14 – a; 15
– b; 16 – b; 17 – b; 18 – d.

208
FÍSICO QUÍMICA - PROF. JUAN VASQUES

TERMOQUÍMICA

É a parte da química que estuda a quantidade de energia liberada ou absorvida numa reação.

ENTALPIA (H)
É o nome dado à função termodinâmica igual à soma da energia interna com o produto da
pressão pelo volume do sistema.
OBS; não se mede entalpia o que é medido é sua variação

ENTALPIA PADRAO
São valores de energia atribuídos a uma substância em determinadas condições pré-
estabelecidas: pressão de 1 atm; temperatura de 25°C; forma alotrópica mais estável e estado
físico mais comum.
Substâncias simples nas condições padrão, apresentam entalpia igual a zero.
Exemplos:
EQUAÇÃO TERMOQUÍMICA
É a forma correta de representar a reação química e o calor nela envolvido.
Ex; C(grafite) + O2 → CO2(g)

REAÇÃO ENDOTÉRMICA
É aquela que ocorre com absorção de energia.
Ex;H2(g) + I2(s) + 12,4 kcal → 2HI(g)
H2(g) + I2(s) → 2HI(g) - 12,4 kcal
H2(g) + I2(s) → 2HI(g) ∆H = + 12,4 kcal

REAÇÃO EXOTÉRMICA
É aquela que ocorre com absorção de energia.
Ex;H2(g) + Cl2(g) -184,8 kJ → 2HCl(g)
H2(g) + Cl2(g) → 2HCl(g) + 184,8 kJ
H2(g) + Cl2(g) → 2HCl(g) ∆H = - 184,8 kJ

ENTALPIA OU CALOR DE REAÇÃO


É a quantidade de calor absorvida ou liberada numa reação. Ela é determinada experimental-
mente em calorímetros.

PRINCIPAIS ENTALPIAS

1 – Entalpia de formação (∆Hº)


É a energia absorvida ou liberada na formação de 1 mol de uma substância a partir de subs-
tâncias simples nas condições padrão.
Ex; H2(g) + 1/2O2(g) → H2O(l) ∆H = - 68 kcal/mol

2 – Entalpia de vaporização
É a energia absorvida para vaporizar 1 mol de substâncias nas condições padrão de tempera-
tura e pressão.
Ex; H2O(l) → H2O(g) ∆H = +43,9 KJ/mol

3 – Entalpia de fusão
É a energia absorvida para transformar 1 mol de substância sólida em líquida.
Ex; H2O(s) → H2O(l) ∆H = +7,1 KJ/mol

209
4 – Entalpia de combustão
É a energia liberada na combustão total de um mol de substância.
OBS:
Ex; CH4(g) + 2O2(g) → CO2 + 2H2O ∆H = -888 KJ/mol

5 – Entalpia de neutralização
É a energia liberada na reação de 1 mol de íons H + com 1 mol de íons OH- formando 1 mol de
H2O.
Ex; HCl(aq) + NaOH → NaCl(aq) + H2O(l) ∆H = - 13,8 kcal/mol

6 – Entalpia de rede
É a energia liberada quando íons, na fase gasosa, interagem formando 1 mol de sólido iônico.
Ex; Na+(g) + Cl-(g) → NaCl(s) ∆H = - 1793 KJ/mol

7 – Entalpia de atomização ou de ligação


É a energia absorvida na transformação de 1 mol de uma substância nas condições-padrão em
átomos gasos.
Ex; CH4(g) → 4H(g) + C(g) ∆H = + 1663,3 KJ

OBS; Energia de ligação é a energia necessária para romper 1 mol de ligações da substância
no estado gasoso em condições padrão.
Ex; O2(g) → 2O(g) ∆H = + 497,8 KJ

FATORES QUE INFLUENCIAM NO ∆H DAS REAÇÕES

1 – Quantidade de substâncias
1/2H2(g) + 1/2I2(g) → HI(g) ∆H = + 25,9 KJ
H2(g) + I2(g) → 2HI(g) ∆H = + 51,8 KJ

2 – Temperatura
CH4(g) + 2O2(g) → CO2(g) + 2H2O(l) (20ºC)∆H = -210,8 kcal/mol
CH4(g) + 2O2(g) → CO2(g) + 2H2O(l) (25ºC)∆H = -212,8 kcal/mol

3 – Forma alotrópica
C(grafite) + O2 → CO2(g) ∆H = - 393,9 KJ
C(diamante) + O2 → CO2(g) ∆H = - 395,0 KJ

OBS; Entre duas formas alotrópicas, a mais estável é a menos energética

4 – Estado físico
2H2(g) + O2(g) → 2H2O(g) ∆H = - 115,6 kcal/mol
2H2(g) + O2(g) → 2H2O(l) ∆H = - 136,6 kcal/mol

CÁLCULO DA VARIAÇÃO DE ENTALPIA DE UMA REAÇÃO

1º Caso: usando a Lei de Hess

LEI DE HESS
A quantidade de calor envolvida numa reação química, sob determinadas condições experi-
mentais, depende exclusivamente dos estados inicial e final da reação, seja ela realizada em
uma única etapa, seja em várias etapas.
Essa lei nos permite trabalhar com equações termoquimicas como se fossem equações mate-
máticas.
Exemplo: determine o ∆H padrão de formação de C 2H6 baseando-se que:
C(gr) + O2(g) → CO2(g) ∆H = - 94,0 kcal/mol

210
H2(g) + 1/2O2 → H2O(l) ∆H = - 68,3 kcal/mol
C2H6(g) + 7/2O2(g) → 2CO2 + 3H2O(l) ∆H = - 372,8 kcal/mol

2° Caso: usando as entalpias de formação


∆H = ΣHP + ΣHR

O acetileno é um gás de grande uso comercial, sobretudo em maçaricos de oficina de lanter-


nagem. Assinale a opção que corresponde à quantidade de calor fornecida pela combustão
completa de 5,2Kg de acetileno (C2H2) a 25ºC, sabendo-se que as entalpias de formação, a
25ºC, são:

do CO2(g) = -94,1 kcal/mol


do H2O(l) = -68,3 kcal/mol
do C2H2(g) = +54,2 kcal/mol

3º Caso: usando as energias de ligação


Energia de ligação é a energia absorvida para romper 1 mol de uma ligação, com a substância
na fase gasosa
Nota: A ruptura de ligações é um processo endotérmico e a formação de ligações é um proces-
so exotérmico.
Exemplo: Detemine a variação de entalpia da reação de obtenção do etano, C 2H6, pela hidro-
genação do acetileno, C2H2.
Sendo conhecidas as energias de ligações:

EXERCÍCIOS SOLUÇÕES
1-(unifal-2007)A água dos mares e oceanos é parte importante da chamada hidrosfera, onde
atua a indústria extrativa mineral, devido à quantidade de sais dissolvidos. Essa água não é
própria para o consumo humano devido ao teor de sais da ordemde 3,4%, em massa.Acerca
desse assunto, faça o que se pede.
A) Qual é a massa em quilogramas de sais dissolvidos na utilização de uma tonelada e meia
de água marinha?
B) Sabendo-se que existem, aproximadamente, 2,0 gramas de cloreto de sódio (NaCl) em 100
mL de água do mar,
calcule a concentração molar de NaCl na água do mar.

2-(Unifal-2007)(Quando uma solução de hidróxido de bário é misturada a uma solução de ácido


sulfúrico, ocorre uma reação e forma-se uma substância, que é pouco solúvel e, portanto, pre-
cipita. A partir destas informações, faça o que se pede:
a) Dê a fórmula química do precipitado formado na reação.
b) Escreva a equação balanceada para a reação.
c) Misturando-se 100 mL de hidróxido de bário 0,1 mol/L com 100 mL de ácido sulfúrico 0,1
mol/L, qual será
a massa do precipitado formado?
3-(UFOP-2007) Os íons cálcio dissolvidos em água são responsáveis pela dureza desta. Em
determinadas regiões do Estado de Minas Gerais, nas estações de tratamento de água, esses
íons são removidos por meio de uma reação com carbonato de sódio. Se um reservatório de
200.000 litros de água de uma dessas estações contiver 100 mg/L de íons cálcio que precisam
ser removidos, pede-se:
A) A equação química balanceada da reação que promove essa remoção.
B) A quantidade, em kg, de carbonato de sódio necessária para essa remoção.

4- (UFMG-2007) Um dos fatores que determinam a qualidade do leite é a acidez. O leite fresco
possui uma acidez natural, devido à presença, na sua composição, de dióxido de carbono dis-
solvido, CO2 (aq), de íons – como citratos e hidrogenofosfatos – e de outros componentes. Es-
sa acidez natural pode ser aumentada pela formação de ácido lático, que é produzido pela de-

211
gradação da lactose por bactérias, também presentes no leite. Nesse caso, ela indica que a
atividade microbiana, no produto, é muito elevada e, por isso, o leite se torna impróprio para
consumo.
1. ESCREVA a equação completa e balanceada que representa a dissociação do ácido lático,
CH3CHOHCOOH (aq), em água.
2. Na indústria de laticínios, tendo-se em vista a qualidade dos produtos, um dos parâmetros
fundamentais a serem determinados é a acidez do leite. Determina-se esse parâmetro, fazen-
do-se reagirem amostras de leite com uma solução aquosa de hidróxido de sódio, NaOH (aq),
até a neutralização.
Certa amostra de 10 mL de leite é neutralizada por 2,0 mL de uma solução de NaOH (aq), de
concentração 0,100 mol / L. Considere que a acidez do leite se deve apenas a ácidos com um
único próton dissociável, de fórmula genérica HA.
Com base nessas informações, CALCULE a concentração desse ácido genérico presente na
amostra de leite neutralizada. (Deixe seus cálculos registrados, explicitando, assim, seu racio-
cínio.)
3. O leite é considerado próprio para consumo, quando, em média, a concentração de ácido
HA está entre 1,78 x 10–2 mol / L e 2,22 x 10–2 mol / L.
INDIQUE se o leite de que foi retirada a amostra considerada no item 2 desta questão, é pró-
prio ou impróprio para consumo.
4. Em um sistema como o leite, a acidez – seja ela resultante da presença de ácidos fortes (por
exemplo, o HCl ) ou de ácidos fracos (por exemplo, o ácido lático) –, é determinada por titula-
ção, conforme mostrado no item 2 desta questão.
Se o HA do leite fosse um ácido forte, a concentração desse ácido, nele encontrada, tornaria o
pH do sistema igual a 1,7. No entanto sabe-se que o leite tem pH na faixa de 6.
Considerando a distinção entre ácidos fortes e ácidos fracos, JUSTIFIQUE o valor mais eleva-
do do pH do leite.
5-(UFMG-2005) Uma das formas de se avaliar a poluição proveniente da queima de combustí-
veis fósseis é a determinação da quantidade de SO2 na atmosfera.
1. Um dos métodos analíticos para se quantificar o dióxido de enxofre gasoso, SO2 (g), consis-
te em transformá-lo em ácido sulfúrico, H2SO4 (aq), utilizando-se água oxigenada, H2O2 (aq).
ESCREVA a equação balanceada dessa reação.
2. A quantidade de ácido sulfúrico formado pode ser determinada pela reação de neutralização
com uma solução de hidróxido de sódio, NaOH (aq), de concentração conhecida. ESCREVA a
equação balanceada da reação completa do ácido com a base.
3. O dióxido de enxofre contido em uma amostra de 1m3 de ar contaminado foi transformado
em ácido sulfúrico. O ácido resultante foi, então, neutralizado com 20 mL de NaOH 1 mol / L.
CALCULE a massa de dióxido de enxofre contido na amostra.
(Deixe seus cálculos registrados, explicitando, assim, seu raciocínio.)

212
FÍSICA - PROFa. DAIANE TAVARES

ELETRICIDADE

1. O que é corrente elétrica?

Corrente elétrica é um movimento ordenado de cargas elétricas. Note que para haver corren-
te elétrica, deverá existir uma diferença de potencial nas extremidades de um condutor.

Seja um fio metálico representado abaixo:

Se VA =VB → VAB = 0

Estabelecendo-se DDP, elétrons se deslocam ordenadamente.

2. Geradores (Fontes elétricas)

As fontes elétricas, também denominadas de geradores, serão estudadas com mais detalhes
em capítulo à parte. Neste momento, no entanto, é importante saber que as fontes elétricas
são fundamentais nas compreensão da eletrodinâmica, pois como já dissemos, são elas que
matem a ddp necessária à manutenção da corrente elétrica. Exemplos de fontes elétricas: pi-
lhas, baterias e usinas hidrelétricas.

A representação gráfica de um gerador é esta:

O pólo positivo (+) representa o terminal cujo potencial elétrico é maior. O pólo negativo (-)
corresponde ao terminal de menor potencial elétrico.

3. Tipos de corrente

3.1 Corrente eletrônica

Típica dos metais. Como os metais são ricos em elétrons livres a corrente no metal é um
movimento ordenado de elétrons livres.

O SENTIDO REAL DA CORRENTE

É do menor para o maior potencial (sentido do movimento espontâneo de cargas negativas).

O SENTIDO CONVENCIONAL DA CORRENTE

213
É do maior para o menor potencial (movimentação de cargas positivas).

3.2 Corrente iônica

Nas soluções salinas, nos gases, a corrente elétrica é constituída pelo movimento de íons
negativos e íons positivos de forma ordenada.

4. Corrente contínua e corrente alternada

As correntes contínuas são aquelas que deslocam sempre em um único sentido.

As correntes alternadas são aquelas que variam periodicamente de sentido, isto é, as car-
gas livres se deslocam ora em um sentido, ora em sentido contrário.

5. Intensidade de corrente (i)

i = ∆Q Unid: C/s → A (Ampère)


∆t
6. Medidores
6.1 Amperímetro
É utilizado para se medir a intensidade da corrente elétrica (conectado em série)
6.2 Voltímetro
É utilizado para se medir DDP de um circuito elétrico. (acoplado em paralelo)

Eletricidade (CAP 8)
(Resistores-Parte I)

1. Resistência (R)

É a grandeza que indica a dificuldade oferecida à passagem da corrente elétrica.

NO SISTEMA INTERNACIONAL A RESISTÊNCIA É MEDIDA EM OHM (Ω)

2. Leis de OHM

2.1 1ª LEI DE OHM

DDP é diretamente proporcional a resistência e corrente elétrica do condutor.

Gráfico VAB x i para condutores ôhmicos

Todo resistor que obedece à Lei de Ohm é denominado resistor ôhmico, cujo gráfico V AB x i
é o seguinte:

214
2.2 2ª LEI DE OHM

Sejam condutores de comprimento L e área de seção reta A.

ρ = constante chamada resistividade (depende do material e da temperatura).

3. Efeito Joule

Você já notou que a TV de sua casa, durante o seu funcionamento, fica aquecida? Que a
lâmpada incandescente se aquece enquanto acesa?

Esta produção de calor pela passagem da corrente elétrica chama-se efeito joule.
Ex: Fusíveis, aquecedores elétricos, lâmpadas incandescente (filamento).

4. Resistores

4.1 Conceito

São os aparelhos que convertem integralmente a energia elétrica em recebem em calor.

Ex: Chuveiro elétrico, aquecedor elétrico, lâmpada incandescente.

5. Energia consumida por um aparelho elétrico qualquer (T)

T = VAB . i . t energia consumida

P = VAB .i potência consumida

6. Energia consumida pelo resistor

Sabemos que:
T = VAB . i .t (I)
VAB = R . i (II)
Sustituindo II em I temos:

215
T = R . i2 . t (calor produzido)

P = R . i2 (potência liberada)
Eletricidade (CAP 9)
(Resistores – Parte II)

1. Associação de Resistores

Uma associação de resistores consiste de vários resistores eletricamente ligados entre si.

2. Tipos
Os resistores (aparelhos elétricos), podem ser associados entre si basicamente de 3 maneiras:
associação em série, associação em paralelo e associação mista.

2.1 Aparelho equivalente

Uma associação de aparelhos elétricos, de mesma natureza, pode ser substituída por um
único aparelho que produza o mesmo efeito que ela, ou seja, pelo seu aparelho equivalente.

3. Associação em série

Quando num circuito vários resistores são colocados um em seguida ao outro, de tal forma a
serem percorridos pela mesma corrente elétrica, dizemos que esses resistores estão associa-
dos em série. Nesse tipo de associação, os elétrons passam por todos os resistores antes de
retornar à tomada. Veja:

Propriedades da ligação em série

a) Todos os aparelhos são percorridos pela mesma corrente ( i = cte.)

b) A DDP total da associação é a soma das DDP em cada componete.

O resistor equivalente é: REQ = Σ R

4. Associação em paralelo

Quando vários resistores estão associados em paralelo, a DDP entre os terminais é a mes-
ma e, conseqüentemente, a DDP entre os terminais da associação também é a mesma. Nesse
tipo de
associação, os elétrons retornam à tomada cada vez que passam por um resistor. Veja:

216
Propriedades da ligação em paralelo

a) Todos ao aparelhos estão submetido à mesma DDP (VAB = cte.)

b) A corrente total da associação é soma das correntes em cada ramo da associação.

O resistor equiva- lente é:

5. Associação mista

É aquela que contém simultaneamente aparelhos em série e em paralelo.

6. Curto circuito

Nós dizemos que dois pontos de um circuito elétrico estão em curto-circuito,quando estão
ligados em por um fio ideal ( condutor de resistência desprezível).
Na figura temos um resistor cujos terminais estão em curto-circuito.

Como em todos os pontos de um condutor ideal o potencial apresenta o mesmo valor, te-
mos então que: VA = VB

7. Ponte de WHEATSTONE

Ela nos permite de- terminar o valor da resistência desconhecida, R.

R1 x R = R3 x R2

Eletricidade (CAP 10)


(Geradores / Recep- tores)

1. Geradores

Já sabemos que os geradores são aparelhos que transformam uma forma qualquer de ener-
gia em energia elétrica e apresenta perdas sob a forma de calor. O calor produzido no gerador
é a parte da energia perdida (trabalho passivo). Ele é devido a resistência interna do gerador.
A função do gerador de energia é fornecer energia elétrica ao circuito que ele alimenta. Essa
energia é fruto da conversão de alguma modalidade de energia em energia elétrica.

1.1 Símbolo

217
E: força eletromotriz
r: resistência interna

1.2 Características

Força eletromotriz (E)

FEM é a razão entre o trabalho motor que o gerador entrega às cargas e essa quantidade de
cargas.

Unidade
E = J/c = Volt

Resistência interna (r)

É a resistência da fiação interna do gerador.


1.3 Trabalhos no Gerador

a) Trabalho motor (Tm)

b) Trabalho passivo (Tp)

É aquele trabalho perdido sob a forma de calor (devido a resistência interna r).

c) Trabalho útil (Tu)

É o trabalho que o gerador entrega ao aparelho elétrico a ele conectado.

1.4 DDP no gerador

218
1.5 Gerador em circuito aberto

1.6 Gerador em curto circuito

1.7 Rendimento do gerador

1.8 Associação de Geradores

a) Associação em Série

Nesse tipo de associação, todos os geradores devem ser percorridos pela mesma corrente
e, para que isso ocorra, o pólo positivo de um gerador deve ser ligado ao pólo negativo do ou-
tro, e assim por diante.
aumenta a fem (vantagem);

aumenta a resistência interna (desvantagem)

b) Associação em Paralelo

Nesse tipo de associação, todos os geradores estão sob a mesma ddp e, para que isto ocor-
ra, os pólos de mesmo sinal devem ser ligados entre si (positivo com positivo e negativo com
negativo). Serão estudados aqui apenas geradores iguais associados em paralelo.

Mantém a fem E do gerador constante (desventagem);

Diminui a resistência interna (vantagem).

2. Receptores

São aparelhos que recebem energia elétrica, transformando-a em outra modalidade de


energia, apresentando também perdas sob forma de calor.
Ex.: motor elétrico, TV, rádio, etc.

2.1 Características

219
Força contraeletromotriz (e)

Unidade f.c.e.m = J/c = Volt (V)

Resistência interna (r)

É ela quem produz o calor (energia perdida no receptor Tp).

2.2 Trabalhos no Receptor

a) Trabalho motor (Tm)

b) Trabalho passivo (Tp)


É aquele trabalho perdido sob a forma de calor (devido a resistência interna r).

c) Trabalho útil (Tu)

2.3 DDP no gerador

Eletricidade (CAP 11)


(Circuitos Elétricos)

1. Conceito

É o nome que recebe a conexão entre geradores, resistores e receptores, por onde circulará
a corrente elétrica.

220
2. Lei de Pouillet

Soma das Soma das Soma das


elevações = quedas não + quedas
de potencial ôhmicas ôhmicas

Dessa expressão, calculamos a intensidade da corrente elétrica.

Lei de Ohm – Pouillet

3. Lei de OHM generalizada

A lei de OHM generalizada nos fornece a DDP entre 2 pontos A e D de um circuito, desde
que entre A e B tenhamos exclusivamente aparelhos em série.

VAD = VAB + VBC + VCD


VAB = -E + r1.i
VBC = e + r2.i
VCD = r3.i

VAD = -Σ E + Σ e + i . Σ R

Eletricidade (CAP 12)


(Capacitores ou Condensadores)

1. Conceito

Capacitores são dispositivos utilizados para se armazenar energia (cargas).

Símbo- lo:

2. Carregamento do Capacitor

Consideremos duas placas planas, P1 e P2, iguais, condutoras, paralelas e inicialmente neu-
tras.

221
O meio existente entre elas é um isolante elétrico (dielétrico), como, por exemplo, o ar.
Agora, liguemos as placas aos terminais de um gerador de tensão contínua, como, por
exemplo, uma pilha de lanterna.

O gerador, então, ―arranca‖ elétrons da placa P 1 e introduz elétrons na placa P2 até que a
diferença de potencial entre as placas torne-se igual à sua força eletromotriz E, quando cessa a
movimentação de cargas, ou seja, a corrente elétrica. Dessa maneira, a placa P1, fica eletriza-
da positivamente, enquanto a placa P2, fica eletrizada negativamente.

3. Capacidade ou Capacitância(C)

Seja Q a carga armazenada em uma de suas armaduras. Surge então, uma DDP (V AB) en-
tre elas.

Sabemos que:

Lembre-se que a unidade de capacidade é o Farad(F).

4. Associação de Capacitores

a) Em Série

PROPRIEDADES DOS CAPACITORES EM SÉRIE


Todos os capacitores armazenam quantidades de cargas iguais: Q=cte.

222
A DDP total é soma das DDP em cada capacitor.

b) Em paralelo

PROPRIEDADES DOS CAPACITORES EM PARALELOS


Todos os capacitores ficam sujeitos à mesma DDP (V = cte).

A carga do equivalente (total) é soma das cargas de cada capacitor (Q = Q 1 + Q2 + Q3).

Lista de exercícios

1) U.Católica Dom Bosco-MS. O excesso de carga elétrica em um condutor em equilíbrio se


situa em sua superfície, que é uma superfície equipotencial. Se uma esfera metálica de 20 cm
de raio for carregada a um potencial de 1800V, a quantidade de carga elétrica da esfera será
igual a
a) 0,01 µC
b) 0,02 µC
c) 0,03 µC
d) 0,04 µC
e) 0,05 µC

2) UFPE Dois prótons de uma molécula de hidrogênio distam cerca de 1,0 x 10–10 m. Qual o
módulo da força elétrica que um exerce sobre o outro, em unidades de 10–9 N?

a) 13 b) 18 c) 20 d) 23 e) 28

3) Unifor-CE. Um condutor esférico, de raio 50 cm e uniformemente carregado com carga Q =


2, 0 µC, está em equilíbrio elétrico no ar. A constante eletrostática do ar é k = 9,0 · 10 9 N · m2 /
C2. Num ponto situado a 1,0 m do centro da esfera, o vetor campo elétrico aponta para

a) o centro e tem módulo 9,0 · 10–3 V/m.


b) o centro e tem módulo 1,8 · 104 V/m.
c) fora do centro e tem módulo 9,0 · 10 –3 V/m.
d) fora do centro e tem módulo 1,8 · 10 4 V/m.
e) fora do centro e tem módulo 1,8 · 10 10 V/m.

4) U. Salvador-BA Uma carga Q, puntiforme e positiva, cria, num ponto P à sua volta, um
campo elétrico de intensidade E e um potencial elétrico V. Considerando-se a carga Q em re-
pouso, a razão V/E fornecerá

01) o valor de Q.
02) a distância entre P e Q.
03) a constante eletrostática do meio.
04) a intensidade da força elétrica entre Q e uma carga de prova colocada em P.
05) o trabalho da força elétrica para manter Q na posição considerada.

5) U. E. Ponta Grossa-PR Sobre o campo elétrico gerado por uma carga elétrica, assinale o
que for correto:

223
01) Pode ser medido em Volt por metro.
02) Num ponto situado no vácuo (K = 9.109 unidades MKS), a 4 m de distância de uma
3
N/C.
04) É uma grandeza escalar.
08) No interior de um condutor esférico em equilíbrio eletrostático, é diferente de zero.
16) Quando gerado por várias cargas elétricas puntiformes, é nulo num determinado ponto.
Dê como resposta a soma das alternativas corretas.

6) U.F. Juiz de Fora-MG Uma carga elétrica q, colocada no interior de uma casca esférica,
produz um fluxo do vetor campo elétrico igual a F através da superfície da casca. Se outra car-
ga, de mesmo módulo q e sinal contrário, for também introduzida no interior desta casca, o flu-
xo do vetor campo elétrico através da superfície terá valor:

a) 2F.
b) Dependente da posição da nova carga no interior da casca.
c) Nulo.
d) F/2.

7) UFRS A figura abaixo representa, em corte, três objetos de formas geométricas diferentes,
feitos de material bom condutor, que se encontram em repouso. Os objetos são ocos, totalmen-
te fechados, e suas cavidades internas se acham vazias. A superfície de cada um dos objetos
está carregada com carga elétrica estática de mesmo valor Q. Em quais desses objetos o cam-
po elétrico é nulo em qualquer ponto da cavidade interna?

a) Apenas em I. d) Apenas em II e III.


b) Apenas em II. e) Em I, II e III.
c) Apenas em I e II.

8) UFRS A figura (I) representa, em corte, uma esfera maciça de raio R, contendo carga elétri-
ca Q, uniformemente distribuída em todo o seu volume. Essa distribuição de carga produz no
ponto P1, a uma distância d do centro da esfera maciça, um campo elétrico de intensidade E1.
A figura (II) representa, em corte, uma casca esférica de raio 2R, contendo a mesma carga elé-
trica Q, porém uniformemente distribuída sobre sua superfície. Essa distribuição de carga
produz no ponto P2, à mesma distância d do centro da casca esférica, um campo elétrico de
intensidade E2.

Selecione a alternativa que expressa corretamente a relação entre as intensidades de campo


elétrico E1 e E2:

a) E2 = 4 E1 b) E2 = 2 E1 c) E2 = E1 d) E2 = E1/2 e) E2 = E1/4

9) UFMS Quando em sua casa vários aparelhos eletrodomésticos estão em funcionamento, é


possível desligar um deles e os demais continuarem em operação normal. Suponha que toda a
rede da sua casa seja ligada a um disjuntor que limita a corrente de entrada para evitar um su-
peraquecimento dos fios elétricos da rede. Diante disso, é correto afirmar que

(01) para a ligação desses aparelhos na rede elétrica da sua casa é feita uma associação de
resistências elétricas em paralelo.

224
(02) a ligação desses aparelhos, na rede elétrica da sua casa, não é feita em série pois, se as-
sim fosse, a interrupção da corrente elétrica em um deles acarretaria o desligamento de todos
os outros.
(04) todos os aparelhos estão submetidos à mesma tensão de entrada da rede (120 V ou 220
V).
(08) quanto maior for o número de aparelhos ligados, menor será a resistência total do circuito-
elétrico da sua casa e, conseqüentemente, maior será a corrente total que entra na sua casa e
maior será o valor da conta de energia elétrica a ser pago no final do mês.
(16) para uma rede elétrica com tensão de entrada 120 V e um disjuntor de 30 A, o mínimo va-
lor que se pode ter da resistência elétrica da rede da sua casa é de 40Ω.

Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas.

10) UFMT Ao verificar que o seu chuveiro não mais funcionava, um estudante de eletrotécnica
resolveu desmontá-lo. Constatou que apenas metade da resistência estava danificada. Resol-
veu, então, remover a metade danificada da resistência, conectando a metade intacta nova-
mente, pois assim o chuveiro ainda poderia continuar a funcionar com metade da resistência
original. A respeito, julgue os itens.

( ) A potência dissipada pelo chuveiro se tornou maior.


( ) A corrente elétrica através da resistência do chuveiro se tornou menor.
( ) A diferença de potencial na resistência se tornou maior.
( ) A energia consumida pelo chuveiro se tornou menor.

11) UFPE Suponha que o feixe de elétrons em um tubo de imagens de televisão tenha um flu-
xo de 8,1 x 1015 elétrons por segundo. Qual a corrente do feixe em unidades de 10 –4?

a) 13 d) 19
b) 15 e) 23
c) 17

12) U. Salvador-BA Um fio de cobre, cuja área da secção transversal é igual a 2mm 2, quando
submetido a uma tensão de 34V, é percorrido por uma corrente elétrica de intensidade 4A. Su-
pondo-se constante e igual a 1,7 · 10–2 Ωmm2/m a resistividade do cobre, o comprimento do fio,
em metros, é igual a

01) 200 04) 800


02) 400 05) 1000
03) 600

13) Unifor-CE A uma bateria, de força eletromotriz 20 V e resistência interna 2,0Ω, liga-se um
resistor de 8,0Ω. Nessas condições, a corrente no circuito, em ampères, e a tensão nos termi-
nais da bateria, em volts, são, respectivamente,

a) 2,0 e 16
b) 2,0 e 8,0
c) 2,5 e 10

14) UFR-RJ As afirmações abaixo referem-se à corrente elétrica.

I. Corrente elétrica é o movimento ordenado de elétrons em um condutor.


II. Corrente elétrica é o movimento de íons em uma solução eletrolítica.
III. Corrente elétrica, em um resistor ôhmico, é inversamente proporcional a ddp aplicada e dire-
tamente proporcional à resistência elétrica do resistor.

225
Sobre as afirmativas acima, pode-se concluir que apenas
a) a I está correta.
b) a II está correta.
c) a III está correta.
d) a I e a II estão corretas.
e) a I e a III estão corretas.

15) UERJ Num detector de mentiras, uma tensão de 6 V é aplicada entre os dedos de uma
pessoa. Ao responder a uma pergunta, a resistência entre os seus dedos caiu de 400 kΩ para
300 kΩ. Nesse caso, a corrente no detector apresentou variação, em µA, de:
a) 5 c) 15
b) 10 d) 20

Gabarito: 1)D 2)D 3)D 4)02 5) 1+3 6)C 7)E 8)C 9)15 10)V-F-F-F 11)A 12)05 13)A 14)D 15)A

FÍSICA II - PROF. DANIEL GERMINARO

MECÂNICA

VETORES

GRANDEZAS ESCALARES E VETORIAIS:


Uma grandeza é escalar quando tem apenas intensidade, isto é, fica perfeitamente defi-
nida e caracterizada pelo seu valor numérico, medido através de um número real e de uma
unidade. Ex.: comprimento, área, volume, densidade, massa, tempo, energia, pressão, potên-
cia, etc.
Uma grandeza é vetorial quando exige, para sua completa caracterização, além de sua
intensidade, também a sua orientação, isto é, a sua direção e sentido. Ex.: Deslocamento, ve-
locidade, aceleração, força, impulso, quantidade de movimento, campo elétrico, campo magné-
tico, etc.

VETOR  Definição: é uma associação de 3 atributos: módulo, direção e sentido.

Soma de dois vetores:


Consideremos dois vetores, e ; chama-se ―vetor soma‖ ou vetor resultante entre
e um terceiro vetor obtido geometricamente como se segue. Constrói-se um paralelogra-
mo tendo como lados as representações geométricas de e , feitas com a mesma origem O.
A diagonal do paralelogramo que contém a origem comum O correspondente à representação
geométrica do vetor soma .

226
Soma de ―n‖ vetores: Para somarmos vários vetores, é mais fácil usarmos a regra do polígo-
no. Escolhemos um ponto qualquer (O) para começarmos o polígono. A partir de O colocamos
o primeiro vetor. Na extremidade do primeiro vetor colocamos o segundo vetor e assim suces-
sivamente. O vetor soma é o vetor que fecha o polígono.

LEIS DE NEWTON

Como dito previamente, a Dinâmica é a parte da Mecânica que estuda os movimentos


dos corpos, analisando as causas que explicam como um corpo inicialmente em repouso pode
entrar em movimento, como é possível modificar o movimento de um corpo ou como um corpo
em movimento pode ser levado ao repouso. Essas causas são, como veremos, as forças!
O estudo científico dos movimentos dos corpos deve-se a Galileu Galilei (1564 – 1642),
que introduziu em Física o método experimental. Este consiste em:
i. Observar os fenômenos;
ii. Medir as grandezas que interferem nos fenômenos;
iii. Estabelecer as leis físicas que os regem.

Por meio de experiências, Galileu Galilei verificou que a tendência dos corpos, quando não
submetidos à ação de forças, é permanecer em repouso ou realizar movimento retilíneo uni-
forme.

“Um corpo em repouso tende, por sua inércia, a permanecer em repouso. Um corpo em movi-
mento tende, por sua inércia, a manter constante sua velocidade.”

Isaac Newton
Com base nos trabalhos de Galileu e de Johannes Kepler (1571 – 1630), Isaac Newton
estabeleceu 3 princípios e, a partir deles, desenvolveu a teoria sobre os movimentos dos cor-
pos, denominada Mecânica Clássica.

Princípio da Inércia: 1ª Lei de Newton


Todo corpo continua em seu estado de repouso ou de movimento uniforme em linha re-
ta, a menos que seja forçado a sair desse estado por forças imprimidas sobre ele. Em outras
palavras, todo corpo livre da ação de forças ou está em repouso ou realiza movimento retilíneo
e uniforme. Dessa lei resulta o conceito dinâmico de força: Força é a causa que produz num
corpo variação de velocidade, isto é, produz aceleração.

Princípio Fundamental da Dinâmica: 2ª Lei de Newton

227
Considere um ponto material de massa m e sob a ação de um sistema de forças cuja
resultante é . O Princípio Fundamental da Dinâmica estabelece que a resultante das forças
aplicadas a um ponto material de massa m produz uma aceleração tal que:

Ou seja, e têm a mesma direção, mesmo sentido e intensidades proporcionais.

Princípio da Ação e Reação: 3ª Lei de Newton


Quando um corpo A aplica uma força num corpo B, este aplica em A uma força . As
forças ( e ) têm a mesma intensidade, a mesma direção e sentidos opostos. Uma das for-
ças é chamada de ação e a outra de reação.

EXERCÍCIOS DE AULA

01. O bloco da figura tem massa igual a 4,0 kg e está sujeito à ação exclusiva das forças hori-
zontais e .

Sabendo que as intensidades de e de valem, respectivamente, 30 N e 20 N, determine o


módulo da aceleração do bloco.

02. (Unicamp-Modif.) Na viagem do descobrimento, a frota de Cabral precisou navegar contra


o vento uma boa parte do tempo. Isso só foi possível graças a tecnologia de transportes marí-
timos mais moderna da época: as caravelas. Nelas, o perfil das velas é tal que a direção do
movimento pode formar um ângulo agudo com a direção do vento, como indicado pelo diagra-
ma de forças abaixo:

Considere uma caravela com massa de 20.000 kg.

a) Determine a intensidade, a direção e o sentido da força resultante sobre a embarcação.


b) Calcule o módulo da aceleração da caravela.

03. (Cesesp-PE) O gráfico abaixo corresponde ao movimento de um pequeno disco de massa


igual a 10 g sendo arrastado por uma força constante F sobre uma mesa horizontal sem atrito.

228
Qual o valor da força em newtons?

a) 5.10-4
b) 2.10-3
c) 5.10-3
d) 8.10-3
e) 3.10-2

04. (Mackenzie-SP) A resultante de duas forças perpendiculares entre si e aplicadas sobre um


mesmo corpo tem intensidade igual a N. Se a intensidade de uma das forças é o dobro da
intensidade da outra, a intensidade da maior é

a) 0,5 N
b) 1,0 N
c) 2,0 N
d) 4,0 N
e) 8,0 N

05. Dois corpos equilibram-se quando colocados cada um num dos pratos de uma balança de
braços iguais. Em seguida, um dos corpos é acelerado por uma única força constante cuja in-
tensidade é 2 N. Verifica-se então que sua velocidade varia de 8 m/s a cada 2 segundos. A
massa do corpo que ficou na balança é

a) 0,25 kg
b) 0,5 kg
c) 1,0 kg
d) 2 kg
e) 4 kg

EXERCÍCIOS PROPOSTOS .

01. (U.F.Viçosa-MG) Desprezada a resistência do ar, a opção que apresenta corretamente a(s)
força(s) que atua(m) sobre uma bola de futebol após ter sido chutada é

02. (Vunesp-SP) As estatísticas indicam que o uso do cinto de segurança deve ser obrigatório
para prevenir lesões graves em motoristas e passageiros no caso de acidentes. Fisicamente, a
função do sinto está relacionada com a

a) Primeira Lei de Newton


b) Lei de Snell
c) Lei de Ampère
d) Lei de Ohm
e) Primeira Lei de Kepler

229
03. (Mackenzie-SP) Um automóvel de massa 1.600 kg desloca-se a partir do repouso e atinge
certa velocidade devido à ação de uma força resultante constante, paralela à trajetória, de in-
tensidade 800 N. A aceleração sofrida pelo carro, nesse intervalo, foi

a) 0,5 m/s²
b) 1,0 m/s²
c) 2,0 m/s²
d) 40 m/s²
e) 20 m/s²

04. (Vunesp-SP) Um corpo de massa m pode se deslocar ao longo de uma reta horizontal sem
encontrar qualquer resistência. O gráfico representa a aceleração a, desse corpo, em função
do módulo (intensidade), F, da força aplicada, que atua sempre na direção da reta horizontal.

A partir do gráfico, é possível concluir que a massa do corpo, em kg, é igual a

a) 10,0
b) 6,0
c) 2,0
d) 0,4
e) 0,1

05. Dois objetos, A e B, equilibram-se, quando colocados em pratos opostos de uma balança
de braços iguais. Quando colocados num mesmo prato da balança, eles equilibram um terceiro
objeto C, colocado no outro prato. Suponha então que sobre uma mesa horizontal, sem atrito,
uma certa força imprima ao objeto A uma aceleração de 10 m/s². Qual será a aceleração adqui-
rida pelo objeto C, quando submetido a essa mesma força?

06. (UFRS-RS) Um corpo de massa igual a 5 kg, inicialmente em repouso, sofre a ação de uma
força resultante constante de 30 N. Qual a velocidade do corpo depois de 5 s?

a) 5 m/s
b) 6 m/s
c) 25 m/s
d) 30 m/s
e) 150 m/s

07. (Fuvest-SP) Um corpo de massa 3 kg move-se sem atrito num plano horizontal, sob a ação
de uma força horizontal de intensidade 7 N. No instante t0, sua velocidade é nula e no instante
t1, a velocidade é 21 m/s. O valor de t1 – t0 é

a) 3s
b) 9s
c) 12 s
d) 16 s
e) 21 s

230
TRABALHO

CONCEITO DE ENERGIA E TRABALHO: conceitua-se energia como aquilo que nos capacita
a realizar tarefas, tais como: levantar um corpo, arremessar uma pedra, subir uma escada, etc.
A energia pode se manifestar de diversas modalidades: a energia mecânica (do tipo potencial e
do tipo cinética), a energia elétrica, a energia química, a energia térmica, etc. A energia pode
se transferir de um corpo para outro ou ainda pode se transformar de uma modalidade em ou-
tra.
Para medir a energia mecânica transferida ou transformada com o conhecimento da for-
ça utilizada e do deslocamento do corpo, usamos o conceito de trabalho. Assim, trabalho é
uma medida de energia mecânica transferida ou transformada através de uma força.

DEFINIÇÃO DE TRABALHO:

Unidade de Trabalho: Um joule é o trabalho realizado por uma força constante de intensidade
1 newton que desloca seu ponto de aplicação, na direção e no sentido da força, de um com-
primento de 1 metro.
1 J = 1 N.m

EXERCÍCIOS DE AULA

01. Um bloco de peso 10 N está em movimento sobre um plano horizontal, no sentido da es-
querda para a direita. No esquema, estão representadas as forças que atuam no bloco. São
dados F1 = 10 N e F2 = 2 N

a) Calcule o trabalho que cada uma das forças realiza em um deslocamento de 5 m.


b) Calcule o trabalho da força resultante.

02. (Fuvest) Uma partícula de massa 20 Kg, partindo do repouso, está sujeita à ação exclusiva
de duas forças constantes, e , perpendiculares entre si e de intensidades respectivamente
iguais a 6 N e 8 N, que atuam durante 4 s.

a) Calcule os trabalhos realizados por e .


b) Mostre que o trabalho da força resultante é igual à soma dos trabalhos de e .

03. O gráfico representa a variação da intensidade da força resultante que atua sobre um
corpo de 2 Kg de massa em função do deslocamento x. Sabendo que a força tem a mesma
direção e sentido do deslocamento, determine:

231
a) A aceleração máxima adquirida pelo corpo;
b) O trabalho total realizado pela força entre as posições x = 0 e x = 3 m.

04. (UFPR) Um corpo de massa 4,0 kg executa movimento circular e uniforme de raio R = 3,0
m e velocidade angular ϖ = 2,0 rad/s. Qual o trabalho realizado pela força resultante sobre o
corpo após duas voltas? Justifique sua resposta.

EXERCÍCIOS PROPOSTOS .

01. (Fund. Carlos Chagas) Um corpo de peso P = 100N é puxado sobre um plano horizontal
por uma força horizontal constante de intensidade F = 80 N. A força de atrito que o plano exer-
ce sobre o bloco é constante e de intensidade F at = 60 N.

Para um percurso de 2,0 m, o trabalho

a) Da força de atrito é igual a 120 J.


b) Do peso é igual a 200 J.
c) Da força é igual a 680 J.
d) Da força de reação normal do apoio é igual a 160 J.
e) Da força resultante é igual a 40 J.

02. (Fuvest) Um objeto de 20 Kg desloca-se numa trajetória retilínea de acordo com a equação
horária dos espaços:

S = 10,0 + 3,0.t + 1,0.t²

Onde s é medido em metros e t em segundos.

a) Qual a expressão da velocidade escalar do objeto no instante t?


b) Calcule o trabalho realizado pela força resultante que atua sobre o objeto durante um
deslocamento de 20,0 m.

03. (UCGO) Uma força constante , horizontal, de intensidade 20 N atua durante 8,0 s sobre
um corpo de massa 4,0 Kg que estava em repouso apoiado numa superfície horizontal sem
atrito. Não se considera o efeito do ar. O trabalho realizado por , neste intervalo de 8,0 s, vale:

a) 0
b) 1,6 kJ

232
c) 3,2 kJ
d) 6,4 kJ
e) 3,2.10³ kJ

04. No sistema abaixo, de fio e polias ideais, o corpo C 1, de massa 5 Kg sobe 50 cm, desde o
ponto A até o ponto B, com velocidade constante. Qual o trabalho realizado pela força de atrito
existente entre o corpo C2, de massa 20 Kg, e o plano inclinado, neste deslocamento? (Adote g
= 10 m/s² e despreze o efeito do ar)

05. (Vunesp) No SI (Sistema Internacional de Unidades), a medida da grandeza física trabalho


pode ser expressa em joules ou pelo produto

a) Kg.m.s-1
b) Kg.m.s-2
c) Kg.m-2.s-2
d) Kg.m2.s-2
e) Kg.m-2.s2

06. (Unirio)

Três corpos idênticos, de massa M, deslocam-se entre dois níveis, como mostra a figura: A –
caindo livremente; B – deslizando ao longo de um tobogã e C – descendo uma rampa, sendo,
em todos os movimentos, desprezíveis as forças dissipativas. Com relação ao Trabalho (W)
realizado pela força-peso dos corpos, pode-se afirmar que

a) WC > W B > WA
b) WC > W B = WA
c) WC = W B > WA
d) WC = W B = WA
e) W C < W B >W A

TRABALHOS PESO / MOLA /


e TEC – TEOREMA DA ENERGIA CINÉTICA

UM CASO PARTICULAR: O trabalho da força Peso


Um ponto material de massa m desloca-se desde uma posição A até outra B, num local
onde a aceleração da gravidade é suposta constante. Nessas condições, o peso = m. é
constante. Seu trabalho ao longo da trajetória AB é dado por:

233
Sendo h o desnível entre os pontos A e B, vem:

TRABALHO DA FORÇA ELÁSTICA


A deformação de uma mola é denominada elástica quando, cessando a ação da força
que a produziu, a mola volta à situação inicial. Nessas condições, ao ser alongada ou compri-
mida (figura abaixo) a mola exerce no bloco uma força denominada força elástica, que tende
trazer o bloco para à posição O de equilíbrio (mola não deformada).

A intensidade da força elástica é proporcional à deformação (Lei de Hooke):

Onde, k = Constante característica da mola e x = deformação.

PRINCÍPIO DA CONSERVAÇÃO DE ENERGIA


A energia nunca é criada nem destruída, mas apenas transformada de um tipo em outro
(ou outros). O total de energia existente antes da transformação é igual ao total de energia ob-
tido depois da transformação.

TEOREMA DA ENERGIA CINÉTICA (TEC)


O trabalho da resultante das forças agentes em um corpo em determinado deslocamen-
to mede a variação da energia cinética ocorrida nesse deslocamento.

EXERCÍCIOS DE AULA

01. Uma partícula de massa m = 0,10 kg é lançada obliquamente, descrevendo a trajetória in-
dicada na figura.

Sendo g = 10 m/s², hA = 1,0 m e hB = 0,30 m, determine o trabalho realizado pelo peso da par-
tícula nos deslocamentos de O para A e de A para B.

234
02. (Fatec-SP) Um homem ergue uma caixa de massa 8,0 kg, a uma altura de 1,0 m, para co-
locá-la sobre uma mesa distante 1,5 m do local. Adotando g = 10 m/s² é correto afirmar que o
trabalho realizado pela força peso, até a superfície superior da mesa, é

a) -80 J
b) 80 J
c) 120 J
d) 200 J
e) -120 J

03. (Unirio) Uma pequena esfera de peso P = 3,0 N, presa a um fio de comprimento L = 1,0 m,
é solta do ponto A. Quanto aos trabalhos realizados pela força de tração, exercida pelo fio, e
pelo peso, do ponto A ao ponto B, podemos afirmar que valem, respectivamente,

a) -2,0 J e +2,0 J
b) -3,0 J e zero
c) Zero e 3,0 J
d) 3,0 J e 3,0 J
e) Zero e zero

04. (Unicamp) O gráfico a seguir representa a intensidade da força aplicada a uma mola em
função de sua deformação.

a) Qual a constante elástica da mola?


b) Qual o trabalho realizado de 0 a 0,5 m?

05. (Simulado ENEM/2007 - Objetivo) Um carro-teste consome 4,0kg de biodiesel para reali-
zar trabalho mecânico. Se a queima de 1g de biodiesel libera 5,0.10³ cal e o rendimento do mo-
tor é de 15%, o trabalho mecânico realizado, em joules, vale, aproximadamente:
Dado: 1cal = 4,2 joules

a) 1,3.107
b) 9,0.106
c) 3,0.106
d) 1,0.106
e) 7,2.105

235
06. Um homem puxa a extremidade livre de uma mola de constante elástica igual a 1,0.10³
N/m, alongando-a 20 cm. O trabalho da força elástica sobre a mão do homem vale

a) 40 J
b) 20 J
c) – 40 J
d) – 20 J
e) -2,0.105 J

EXERCÍCIOS PROPOSTOS .

01. Para levantar um corpo de massa 2 kg a uma altura de 2 m, um operador aplicou uma força
que realizou um trabalho de 56 J. Se inicialmente o corpo estava em repouso, qual foi a sua
velocidade ao atingir aquela altura? Adote g = 10 m/s² e despreze a resistência do ar.

02. (Fuvest) Um bloco de madeira, de massa 0,4 kg, mantido em repouso sobre uma superfície
plana, horizontal e perfeitamente lisa, está comprimindo uma mola contra uma parede rígida.
Quando o sistema é liberado, a mola se distende, impulsiona o bloco e este adquire, ao aban-
doná-la, uma velocidade final de módulo igual a 2,0 m/s. Determine o trabalho da força exerci-
da pela mola:

a) Sobre o bloco.
b) Sobre a parede.

03. (Unicamp) Sob a ação de uma força resultante constante, um corpo de massa m = 4,0 kg
adquire, a partir do repouso, uma velocidade escalar de 10 m/s.

a) Qual o trabalho realizado por essa força?


b) Qual a intensidade da força, sabendo-se que o corpo se deslocou 25 m?

04. (FEI) Utilizando uma pá, um servente de pedreiro atira um tijolo verticalmente para cima. O
tijolo tem massa 2,0 kg e encontra-se, inicialmente, em repouso sobre a pá no ponto O ao nível
do solo. O servente, usando a pá, acelera o tijolo uniformemente até o ponto P, onde o tijolo
abandona a pá e prossegue na trajetória vertical até Q, onde chega com velocidade nula. Des-
preze o efeito do ar e adote g = 10 m/s². a força aplicada pela pá sobre o tijolo, suposta cons-
tante, tem intensidade igual a:

236
a) N
b) 20 N
c) 27 N
d) 36 N
e) 45 N

05. (ITA) Um projétil de massa m = 5,0 g atinge perpendicularmente uma parede com velocida-
de de módulo V = 400 m/s e penetra 10,0 cm na direção do movimento. (Considere constante a
desaceleração do projétil na parede e admita que a intensidade da força aplicada pela parede
não depende de V).

a) Se V = 600 m/s, a penetração seria de 15 cm.


b) Se V = 600 m/s, a penetração seria de 225 cm.
c) Se V = 600 m/s, a penetração seria de 22,5cm.
d) Se V = 600 m/s, a penetração seria de 150 cm.
e) A intensidade da força imposta pela parede à penetração da bala vale 2 N.

06. (PUC) Um corpo de massa 0,30 kg está em repouso num local onde a aceleração gravita-
cional tem módulo igual a 10 m/s². A partir de um certo instante, uma força de intensidade vari-
ável com a distância segundo a função F = 10 – 20d (SI) passa a atuar no corpo, na direção
vertical e sentido ascendente. Qual a energia cinética do corpo no instante em que a força F se
anula?

a) 1,0 J
b) 1,5 J
c) 2,0 J
d) 2,5 J
e) 3,0 J

07. (UFSC) Um helicóptero suspenso no ar, em repouso em relação ao solo, ergue por meio de
um cabo de aço, mantido vertical, uma caixa de massa igual a 200 kg que se desloca com ve-
locidade constante ao longo de um percurso de 10 m. No local, g = 10 m/s². Sabendo que no
deslocamento citado as forças de resistência do ar realizam sobre a caixa um trabalho de –
1.400 J, calcule o trabalho da força aplicada pelo cabo de aço sobre a caixa.

POTÊNCIA

Potência de uma força mede a rapidez com que o trabalho dessa tal força é realizado.
O watt é a potência constante de uma força que realiza um trabalho de 1 joule em cada
segundo.

237
EXERCÍCIOS DE AULA

01. (Fuvest) Um pai de 70 kg e seu filho de 50 kg pedalam lado a lado, em bicicletas idênticas,
mantendo sempre velocidade uniforme. Se ambos sobem uma rampa e atingem um patamar
plano, podemos afirmar que, na subida da rampa até atingir o patamar, o filho, em relação ao
pai,

a) Realizou mais trabalho.


b) Realizou a mesma quantidade de trabaho.
c) Possuía mais energia cinética.
d) Possuía a mesma quantidade de energia cinética.
e) Desenvolveu potência mecânica menor.

02. (Unicamp) Um carro lançado pela indústria brasileira tem aproximadamente 1.500 kg, e
pode acelerar, do repouso até uma velocidade de 108 km/h, em 10 s (fonte: Quatro Rodas).
Adote 1 cv = 750 W.

a) Qual o trabalho realizado nessa aceleração?


b) Qual a potência do carro em cavalo-vapor?

03. Um carro se desloca com velocidade escalar constante de 20 m/s numa estrada reta e ho-
rizontal. A resultante das forças que se opõem ao movimento tem intensidade F R = 1,0.10³ N.
Determine:

a) A intensidade Fm da força que movimenta o carro.


b) A potência desenvolvida pelo motor do carro.

04. Na usina de Itaipu, cada turbina é acionada por um volume de água de 700 mil litros por
segundo, em queda de uma altura igual a 113 metros. Tente calcular a potência ―teórica‖ de
cada turbina, usando os dados anteriores. Compare este valor aos 700 MW que essas turbinas
realmente geram de energia elétrica. Há diferença? Por quê?

05. (Fuvest) Dispõe-se de um motor com potência útil de 200 W para erguer um fardo de mas-
sa 20 kg à altura de 100 m num local onde g = 10 m/s². Despreze o efeito do ar. Supondo-se
que o fardo parte do repouso e volta ao repouso, calcule:

a) O trabalho desenvolvido pela força aplicada pelo motor;


b) O tempo gasto nessa operação.

EXERCÍCIOS PROPOSTOS .

01. (FGV-SP) Uma máquina de levantamento deslocou verticalmente, com velocidade constan-
te, 10 sacas de café do chão até uma altura de 15 m em 18 segundos. Dado que cada saca
possui 60 kg, a potência do motor que aciona a máquina de levantamento é

a) 90.000 J
b) 5 kW
c) 5 kJ
d) 0,5 kW
e) 50 kW

02. (Mack-SP) Qual deve ser a potência de um automóvel de massa igual a 1 tonelada, para
que, partindo do repouso, atinja uma velocidade de 20 m/s em 10 segundos, animado de um
movimento uniformemente variado?

238
a) 10.000 W
b) 20.000 W
c) 10.000 kg.m/s
d) 1.000 kg.m/s
e) 500 W

03. (Aman-RJ) Um corpo cai de uma altura de 20 m. A potência deste é de 1 kW quando o tra-
balho fornecido pelo corpo é debitado em 20 segundos. Determine a massa do corpo.

a) 100 kg
b) 150 kg
c) 200 kg
d) 250 kg
e) 300 kg

04. (UFMG) A ordem da potência (em watts), desenvolvida por uma pessoa para subir correndo
uma escada que liga um andar ao outro, é mais próxima de:

a) 10-2
b) 100
c) 10³
d) 105
e) 107

05. (UFV) Uma bomba eleva 1,8x10 4 litros de água por hora a uma altura de 2,0x10 metros. (A
massa de um litro de água é um quilograma; suponha g = 10 m/s²). A potência da bomba, em
watts, é

a) 1,8x104
b) 1,8x105
c) 1x102
d) 1x103
e) 3,6x106

06. (Fund. Carlos Chagas-SP) Um motor de potência igual a 50 kW aciona um veículo durante
uma hora. O trabalho desenvolvido pelo motor é:

a) 5 kWh
b) 50 kWh
c) 5 x 104 J
d) 1,8 x 105 J
e) 1,8 x 106 J

ENERGIA

Entre os diferentes tipos de energia há uma constante transformação. A energia nunca é


criada nem destruída, mas apenas transformada de um tipo em outro (ou outros).

239
Princípio da Conservação da Energia:
O total de energia existente antes da transformação é igual ao total de energia obtido
depois da transformação.

EXERCÍCIOS DE AULA

01. (Simulado ENEM/2007 - Objetivo) – Em uma caminhada, um jovem consome 1 litro de O2


por minuto, quantidade exigida por reações que fornecem a seu organismo 20kJ/minuto (ou 5
―calorias dietéticas‖/minuto). Em dado momento, o jovem passa a correr, voltando depois a ca-
minhar. O gráfico representa seu consumo de oxigênio em função do tempo. Por ter corrido, o
jovem utilizou uma quantidade de energia a mais, do que se tivesse apenas caminhado duran-
te todo o tempo, aproximadamente, de:

a) 10kJ.
b) 21kJ.
c) 200kJ.
d) 420kJ.
e) 480kJ.

02. (ENEM 2009) A eficiência de um processo de conversão de energia, definida como sendo a
razão entre a quantidade energia ou trabalho útil e a quantidade de energia que entra no pro-
cesso, é sempre menor que 100% devido às limitações impostas por leis físicas. A tabela a se-
guir mostra a eficiência global de vários processos de conversão.

Se essas limitações não existissem, os sistemas mostrados na tabela, que mais se beneficiari-
am de investimentos em pesquisas para terem suas eficiências aumentadas, seriam aqueles
que envolvem transformações de energia

a) Mecânica ↔ energia elétrica


b) Nuclear ↔ energia elétrica
c) Química ↔ energia elétrica
d) Química ↔ energia térmica
e) Radiante ↔ energia elétrica

03. (Fund. Carlos Chagas) Um corpo de massa m e velocidade V possui energia cinética T0.
Se o módulo da velocidade aumentar 20%, a nova energia cinética do corpo será

240
a) 1,56 T0
b) 1,44 T0
c) 1,40 T0
d) 1,2 T0
e) 1,10 T0

04. Numa montanha-russa, considerada perfeitamente lisa, parte um carrinho de massa m = 1


kg, em repouso, do ponto A.

Sendo a gravidade local 10 m/s² e a velocidade do carrinho em C igual a 6 m/s, pede-se:

a) A energia mecânica do sistema quando o carrinho está em A.


b) A energia mecânica em B e C.
c) A velocidade no ponto B.

05. (Fuvest) Um corpo de massa m = 2 kg e velocidade V = 5 m/s se choca com uma mola de
constante elástica k = 20.000 N/m, conforme indicado na figura. O corpo comprime a mola até
parar.

a) Qual a energia potencial máxima armazenada na mola?


b) Calcule a máxima variação de comprimento da mola. (Obs.: considerar o sistema con-
servativo)

06. (Mackenzie-SP) Um corpo de massa m se movimenta num campo de forças conservativo.


Sua energia mecânica é igual a 600 J e o gráfico da sua energia potencial é:

Nessas condições, podemos afirmar que:

a) No ponto de abscissa x = 28 m, a energia mecânica é nula.


b) No ponto de abscissa x = 0, a energia cinética é máxima.
c) No ponto de abscissa x = 28 m, a energia cinética é nula.
d) No ponto de abscissa x = 16 m, a energia cinética é nula.

241
07. (Unicamp) Um pára-quedista de 80 kg (pessoa + pára-quedas) salta de um avião. A força
de resistência do ar no pára-quedas é dada pela expressão F = bV², sendo b = 32 kg/m uma
constante e V a velocidade do pára-quedista. Depois de saltar, a velocidade de queda vai au-
mentando até ficar constante. O pára-quedista salta de 2.000 m de altura e atinge a velocidade
constante antes de chegar ao solo.

a) Qual a velocidade com que o pára-quedista atinge o solo?


b) Qual foi a energia total dissipada pelo atrito com o ar na queda desse pára-quedista?

EXERCÍCIOS PROPOSTOS .

01. (Fuvest) No rótulo de uma lata de leite em pó lê-se: ―valor energético: 1,5 . 10³ kJ por 100
g‖. Se toda a energia armazenada numa lata contendo 400 g de leite fosse utilizada para levan-
tar um objeto de 10 kg, a altura máxima atingida seria de.................... .

a) 50 m
b) 60 m
c) 75 km
d) 90 km
e) 60 km

02. (Vunesp) Uma bola de futebol, de massa 0,4 kg, cai de uma altura de 6,0 m partindo do
repouso e, depois de se chocar com o solo, eleva-se, verticalmente, a 2,4 m. Quanta energia
mecânica a bola perdeu com o choque com o solo, supondo desprezível a fração perdida na
sua interação com o ar?

03. Um atleta de massa 80 kg com 2,0 m de altura, consegue ultrapassar um obstáculo hori-
zontal a 6,0 m do chão com salto de vara. A variação de energia potencial gravitacional do atle-
ta, neste salto, é um valor mais próximo de

a) 2,4 kJ
b) 3,2 kJ
c) 4,0 kJ
d) 4,8 kJ
e) 5,0 kJ

04. (Unifor-CE) Três esfera idênticas, de raios R e massas M, estão sobre uma mesa horizon-
tal. A aceleração local da gravidade tem módulo igual a g. As esferas são colocadas num tubo
vertical que também está sobre a mesa e que tem raio praticamente igual ao raio das esferas.
Seja E a energia potencial gravitacional total das três esferas sobre a mesa e E‘ a energia po-
tencial gravitacional total das três esferas dentro do tubo. O módulo da diferença (E‘ – E) é
igual a

a) 4 MRg
b) 5 MRg
c) 6 MRg
d) 7 MRg
e) 8 MRg

05. (Fuvest) Uma bala de morteiro de massa 5,0 . 10² g está a uma altura de 50 m acima do
solo horizontal com uma velocidade de módulo 10 m/s, em um instante t0. Tomando-se o solo
como referencial e adotando-se g = 10 m/s², determine, para o instante t 0,

a) A energia cinética da bala;


b) A energia potencial da bala.

242
06. (Vunesp) Um fruto de 0,10 kg, inicialmente em repouso, desprendeu-se de uma árvore à
beira de um penhasco e caiu 55 m, esborrachando-se numa rocha. Se a velocidade imediata-
mente antes do impacto com a rocha tem módulo igual a 30 m/s e a aceleração da gravidade
local tem módulo igual a 10 m/s², calcule as quantidades de energia mecânica dissipadas:

a) Na interação do fruto com a rocha, ao se esborrachar;


b) Na interação do fruto com o ar, durante a queda.

IMPULSO E QUANTIDADE DE MOVIMENTO

―Impulso é caracterizado pela força e pelo intervalo de tempo de sua atuação, e Quantidade de
movimento leva em conta a massa e a velocidade do corpo.‖

IMPULSO DE UMA FORÇA CONSTANTE: Considere um ponto material sob a ação de uma
força constante, durante um intervalo de tempo Δt = t 2 – t1. Por definição, impulso da força
no intervalo de tempo Δt é a grandeza vetorial:

QUANTIDADE DE MOVIMENTO DE UM PONTO MATERIAL: Considere um ponto material de


massa m que, num certo instante, possui velocidade . Por definição, quantidade de movimen-
to do ponto material no instante em questão é a grandeza vetorial:

QUANTIDADE DE MOVIMENTO DE UM SISTEMA DE PONTOS MATERIAIS: Considere um


sistema de pontos materiais de massas m1, m2,..., mn que num certo instante possuem, respec-
tivamente, as velocidades , . Por definição, a quantidade de movimento do sistema de
pontos materiais, no instante em questão, é a soma das quantidades de movimento dos pontos
do sistema:

TEOREMA DO IMPULSO PARA UM PONTO MATERIAL: O impulso da resultante das forças


que atuam num ponto material num certo intervalo de tempo é igual à variação da quantidade
de movimento do ponto material no mesmo intervalo de tempo.

FORÇAS INTERNAS E FORÇAS EXTERNAS A UM SISTEMA DE PONTOS MATERIAIS:


Considere um sistema de pontos materiais. As forças que atuam sobre os pontos do sistema
são classificadas em forças internas e forças externas. As forças internas são as forças recí-
procas entre os próprios pontos do sistema; as forças externas são as forças sobre os pontos
do sistema, que são exercidas por outros pontos não pertencentes ao sistema.

SISTEMAS ISOLADOS DE FORÇAS EXTERNAS: Um sistema de pontos materiais é denomi-


nado isolado de forças externas quando:
i. não existem forças externas;
ii. existem forças externas, mas sua resultante é nula;
iii. existem forças externas, mas de intensidades desprezíveis, quando comparadas com as
intensidades das forças internas.

243
(Esta última situação ocorre, por exemplo, na explosão de uma granada!)

CONSERVAÇÃO DA QUANTIDADE DE MOVIMENTO: A quantidade de movimento de um sis-


tema de pontos materiais isolados de forças externas permanece constante.

EXERCÍCIOS DE AULA

01. Uma partícula de massa 0,5 kg realiza um movimento obedecendo à função horária s = 5 +
2t + 3t², no SI. Determine o módulo da quantidade de movimento da partícula no instante t = 2
s.

02. Uma força constante atua durante 5,0 s sobre uma partícula de massa 2,0 kg, na direção e
no sentido de seu movimento, fazendo com que sua velocidade escalar varie de 5,0 m/s para
9,0 m/s. Determine:

a) o módulo da variação da quantidade de movimento da partícula;


b) a intensidade do impulso da força atuante;
c) a intensidade da força.

03. (UFScar-SP) Uma bola de tênis de massa 60 g adquire, num saque, velocidade inicial de
30 m/s. Admita que, ao atingida pela raquete, a bola esteja praticamente em repouso, e que o
impacto seja normal à raquete e ―sem efeito‖, isto é, a bola é lançada sem rotação. Adote g =
10 m/s².

a) Quais os valores do trabalho e do módulo do impulso exercidos pela raquete sobre a bo-
la?
b) Suponha que o intervalo de tempo em que ocorre a interação entre a bola e a raquete
seja de 0,10 s. Qual a razão F/P entre o módulo da força média exercida pela raquete
sobre a bola durante esse intervalo de tempo e o módulo do peso da bola?

04. O gráfico abaixo mostra a variação da intensidade da força de direção constante que atua
num ponto material de massa m = 2,0 kg. Admita em t = 0, V 0 = 0.

Determine:
a) O módulo do impulso de no intervalo de tempo de 0 a 10 s;
b) Sua velocidade em t = 10 s.

05. Um corpo de massa m = 1,0 kg e velocidade V 1 = 4,0 m/s na horizontal recebe um impulso
de uma força que altera sua velocidade para V 2 = 3,0 m/s numa direção perpendicular à anteri-
or. Determine:

a) A intensidade do impulso da força;


b) A intensidade da força, admitindo que o impulso ocorre em um intervalo de 1,0 . 10 -2 s.

244
EXERCÍCIOS PROPOSTOS .

01. (Fuvest-SP) Um veículo de 0,30 kg parte do repouso com aceleração constante; 10 s após,
encontra-se a 40 m da posição inicial. Qual o valor da quantidade de movimento nesse instan-
te?

a) 2,4 kg.m/s
b) 6,0 kg.m/s
c) 60 kg.m/s
d) 120 kg.m/s
e) 400 kg.m/s

02. (Fatec-SP) Num certo instante, um corpo em movimento tem energia cinética de 100 J, en-
quanto o módulo de sua quantidade de movimento é 40 kg.m/s. A massa do corpo, em kg, é

a) 5
b) 8
c) 10
d) 16
e) 20

03. (Puccamp-SP) Um corpo de massa m se encontra em repouso sobre uma superfície hori-
zontal sem atrito, quando é submetido à ação de uma força , constante, paralela à superfície,
que lhe imprime uma aceleração de módulo igual a 2,0 m/s². Após 5,0 s de movimento, o mó-
dulo de sua quantidade de movimento vale 20,0 kg.m/s. Calcule:

a) A massa do corpo;
b) O trabalho realizado pela força durante os 5,0 s de movimento.

04. O módulo impulso de uma força constante que age durante 10 s sobre um corpo em trajetó-
ria retilínea vale 40 N.s. Determine a intensidade da força atuante.

05. (Covest-PE) Uma força aplicada durante 1 s a um objeto de massa 10 kg varia de intensi-
dade conforme o gráfico abaixo. Qual o impulso total da força durante a interação?

06. (Cesgranrio-RJ) Um corpo se move numa trajetória plana e retilínea sem atrito. Por ação de
uma força, na mesma direção e sentido do movimento, o corpo (de massa 2,0 kg) passa de 5,0
m/s para 10 m/s. O módulo do impulso e o trabalho realizado sobre o corpo, no intervalo de
tempo que corresponde à variação da velocidade dada, valem, respectivamente,

a) 75 N.s e 10 J
b) 30 N.s e 75 J
c) 10 N.s e 100 J
d) 10 N.s e 75 J
e) 5 N.s e 50 J

245
07. A velocidade escalar de um pequeno carro, de massa m = 5,0 kg, que descreve movimento
retilíneo, varia com o tempo segundo a função horária v = 8 – 3t (SI). Determine, desde o ins-
tante inicial até o instante em que o carrinho inverte o sentido do movimento,

a) A intensidade do impulso da força atuante sobre o veículo;


b) A intensidade da força que atua sobre o veículo.

BIOLOGIA - PROF. AUGUSTO DUARTE

Divisão Celular

Mitose
A mitose produz células filhas idênticas à célula-mãe. Cada célula filha contém exatamente o
mesmo número de cromossomos da célula mãe. Esse processo ocorre durante o crescimento
de um indivíduo e nos processos de regeneração, constitui também a base de alguns proces-
sos de reprodução assexuada, como a bipartição ou cissiparidade e o brotamento.
Fases da divisão celular na mitose
Intérfase - Não pertence ao fenômeno mitótico. Durante a intérfase, as células crescem, o ma-
terial genético (DNA) se duplica, formam-se novas organelas citoplasmáticas e a célula acumu-
la energia para continuar o processo. Subdivide-se em três fases: G1, S e G2; na fase S ocorre
a autoduplicação do DNA. Após a intérfase, se inicia o processo mitótico propriamente dito.
Intérfase

A mitose está dividida em 4 fases:


Prófase - Ou fase anterior (fase da "mobilização" para a ação). Os cromossomos condensam-
se, tornando-se visíveis; a carioteca e os nucléolos desintegram-se; os centríolos dividem-se e
dirigem-se para os pólos da célula; é formado o fuso de divisão (fibras protéicas).
Prófase

Metáfase - Ou fase do meio, é a fase mais propícia para estudos da morfologia dos cromosso-
mos, onde os cromossomos apresentam o máximo grau de condensação. Os cromossomos,
presos às fibras do fuso, migram para o equador do fuso, plano médio da célula. No final da
metáfase, os centrômeros se duplicam e se partem longitudinalmente, de modo a deixar livres
as cromátides irmãs.

246
Metáfase

Anáfase - Ou fase de cima. Dois lotes idênticos de cromátides irmãs, agora como novos cro-
mossomos, afastam-se e migram para os pólos, puxados pelos respectivos centrômeros, devi-
do ao enxurtamento das fibras do fuso.
Anáfase

Telófase - Ou fase do fim. Os dois cromossomos aproximam-se dos pólos e se agregam. Ocor-
re o inverso à Prófase: os cromossomos descondensam-se (tornando-se invisíveis); os nucléo-
los reaparecem; duas novas cariotecas são reconstituídas a partir das vesículas do retículo en-
doplasmático. Terminadas a divisão do núcleo (cariocinese), desaparecem as fibras de fuso,
ocorre a distribuição dos organóides e a divisão do citoplasma (citosinese), que isola as duas
células filhas. Essas células entram em intérfase e se preparam para uma nova divisão.
Citocinese é a divisão do citoplasma no final da mitose; é centrípeta.

Telófase

É definida como sendo a ciência, parte da biologia, que estuda os tecidos. O termo histo-
logia foi usado pela primeira vez em 1819 por Mayer, que aproveitou o termo ―tecido‖ que Bi-
chat (anatomista francês) instituiu, muito tempo antes (por volta de 1800), para descrever ma-
croscopicamente as diferentes texturas encontradas por ele no corpo animal. Mayer fez a con-
junção do termo histos = tecido e logos = estudo. E o que é tecido?

Meiose

Divisão Reducional - Produz células-filhas com a metade dos cromossomos da célula-mãe;


ocorre na formação de gametas.

247
Etapas da meiose:
o Prófase I - Os cromossomos condensam-se e os homólogos se juntam formando tétra-
des; a carioteca e os nucléolos se desintegram; os centríolos duplicam e dirigem-se para os
pólos da célula; forma-se o fuso de divisão.
o Metáfase I - As tétrades se distribuem-se no equador da célula.
o Anáfase I - Os cromossomos homólogos separam-se e migram para os pólos da célula.
o Telófase I - O citoplasma se divide e formam-se duas células-filhas com n cromossomos
cada uma.
o Intercinese - Curto intervalo entre as duas etapas da divisão.
o Prófase II - Os centríolos se dividem e formam-se novos fusos de divisão nas duas célu-
las-filhas.
o Metáfase II - Os cromossomos dispõem-se no equador das células.
o Anáfase II - Os centrômeros dividem-se, as cromátides-irmãs se separam migrando para
os pólos das células.
o Telófase II - O citoplasma se divide e os núcleos reconstituem-se nas quatro células-
filhas.

Histologia

Tecido

Realizam a função geral de revestir. É um conjunto de células que apresentam a mesma


função geral e a mesma origem embrionária. Diríamos a mesma função geral, pois um tecido
apresenta uma ou mais funções gerais. Por exemplo: os epitélios de forma geral apresentam
como função principal revestir as superfícies corpóreas, assim sua função geral é revestir uma
superfície. No epitélio, como, por exemplo, o da traquéia, tem-se a células ciliadas e as células
caliciformes. Ambas apresentam formas e funções diferentes, mas as duas têm função de re-
vestimento.
Os tecidos fundamentais nos animais são estes: Epitelial, Muscular, Nervoso, Sangüíneo e
Conjuntivo.

Nos invertebrados estes tipos de tecido são basicamente os mesmos, porem com orga-
nizações mais simples. A maioria dos tecidos além de serem compostos de células apresenta
entre elas substâncias intracelulares (intersticiais).

TECIDO EPITELIAL

Compõe-se quase exclusivamente de células, apresenta POUCA SUBSTÂNCIA IN-


TERSTICIAL a cimentar as células (do grego, epithelein construir sobre um, supor). Do ponto
de vista fisiológico, o tecido epitelial tem por função revestir superfícies. Na função especifica,
existem três tipos de tecido, mas para nós só interessa dois:
Tecido epitelial de revestimento;
Tecido epitelial glandular.
O tecido epitelial não é vascularizado e sua nutrição se dá por intermédio da LÂMINA
BASAL que separa e prende o epitélio ao tecido conjuntivo adjacente, permitindo a passa-
gem de diversas moléculas. A lâmina basal é formada principalmente por colágeno tipo IV –
glicoproteína denominada laminina. Quando a Lâmina basal estiver aderida a fibras reticulares
teremos a Membrana Basal.

TECIDO EPITELIAL DE REVESTIMENTO

A superfície externa do corpo e as cavidades corporais internas dos animais são revesti-
das por este tecido. Sua principal característica é ser formado por CÉLULAS JUSTAPOSTAS,

248
a fim de evitar penetração de microrganismos, e espesso (com muitas camadas de células) a
fim de evitar a perda excessiva de água, e impermeabilizado por queratina. Nos epitélios nunca
se encontram vasos sangüíneos.
Quanto ao número de camadas celulares os tecido epitelial de revestimento são classificados
em:
SIMPLES OU UNIESTRATIFICADOS (única camada de células)
ESTRATIFICADO, COMPOSTO OU MULTIESTRATIFICADA (formado por várias cama-
das de células);
PSEUDO-ESTRATIFICADO (uma só camada de células com alturas diferentes).
Os epitélios ainda podem ser classificados quanto à forma de suas células as quais vari-
am alguns casos as células são:
CÚBICAS (epitélios cúbicos ocorrendo no ovário);
ACHATADOS como de um pavimento (Endotélio; pleura (pulmão), pericárdio (co-
ração), peritônio (estômago),
PRISMÁTICAS (epitélio de revestimento interno da bexiga).

TECIDO EPITELIAL GLANDULAR OU SECRETOR

É o segundo tipo de tecido, além de ter função de revestimento forma glândulas, produ-
zem e eliminam substâncias necessárias nas superfícies do tecido. Estas glândulas podem ser
EXÓCRINAS, que tem origem através de um canal ou ducto e lança o produto de secreção na
superfície, ou seja, eliminam suas secreções para fora do corpo ou para a cavidade dos órgãos
(sudoríparas, mamárias, sebáceas, lacrimais; salivares e o pâncreas.
As glândulas também podem ser ENDÓCRINAS, que eliminam a secreção diretamente
nos vasos sangüíneos. Exemplos são a tireóide , que produz e libera no sangue o hormônio
tiroxina, e a hipófise, que libera, entre outros, o hormônio de crescimento (somatotrofina).
As glândulas se formam ainda no estágio embrionário, a partir de superfícies epi-
teliais. Glândulas exócrinas e endócrinas formam-se de maneira parecida: células da superfície
epitelial multiplicam-se e aprofundam-se nos tecidos mais internos, formando um cordão celu-
lar.

249
Existem ainda glândulas que possuem ao mesmo tempo uma parte exócrina, tais como
mistas ou mesócrinas ou anfícrinas, possuem funções exócrinas e endócrinas ao mesmo tem-
po , como é o caso do pâncreas. As unidades glandulares chamadas ácinos pancreáticos que
liberam no intestino o suco pancreático (função exócrina), enquanto outras unidades secreto-
ras, as ilhotas de Langerhans, secretam os hormônios insulina e glucagon na corrente sangüí-
nea (função endócrina).

TECIDO CONJUNTIVO

Esse tecido forma o arcabouço que sustenta as partes moles do corpo, apoiando e li-
gando os outros tipos de tecido. Caracterizam-se pela grande quantidade de material intracelu-
lar e pelo distanciamento das suas células e fibras. Possuem também GRANDE QUANTIDADE
DE MATRIZ EXTRACELULAR.
Têm como principal função o preenchimento de espaços e ligação de outros tecidos e
órgãos. O material intracelular é abundante e as células se mantêm bem afastadas umas da
outras que compreende uma matriz onde se encontram fibras colágenas, reticulares e elásti-
cas.
A matriz é uma massa amorfa, de aspecto gelatinoso e transparente. É constituída prin-
cipalmente por água e glicoproteínas. São encontradas abaixo do epitélio e tem a FUNÇÃO DE
SUSTENTAR E NUTRIR TECIDOS NÃO VASCULARIZADOS

As células conjuntivas são de diversos tipos. As principais são:


Fibroblastos: com função de produzir material intracelular;
Macrófagos: com função de defesa do organismo;
Plasmócitos: com função de fabricação de anticorpos;
Adipócitos: com função a reserva de gordura;
Mastócitos: com função elaborar a histamina, substância que envolve reações alérgicas, in-
flamatórias e a heparina.

O Tecido comjuntivo pode ser dividido em:

Propriamente dito Frouxo


Denso

Adiposo
Com propriedades especiais Elástico
Hematopoiétco

Cartilaginoso

Ósseo

Tecido Conjuntivo Frouxo tem seus componentes igualmente distribuídos: células, fi-
bras e material intracelular. Ele preenche os espaços entre feixes musculares e serve de apoio
aos tecidos epiteliais, encontrando-se na pele, nas mucosas e nas glândulas. É praticamente
todos os órgãos do corpo, ele, por exemplo, forma a derme, a camada mais interna da pele, e o
tecido subcutâneo, ainda mais interno que a derme.

250
Tecido Conjuntivo Denso é rico em fibras colagens que orientadas na mesma direção
fazem com que esse tecido seja pouco flexível, muito resistente ao estiramento, formam ten-
dões e aponeuroses que unem os músculos aos ossos.

Tecido conjuntivo adiposo

O tecido adiposo é um tipo de tecido conjuntivo especializado no armazenamento de


gordura no interior de células diferenciadas denominadas de adipócitos, servindo como:
- Reserva energética durante os períodos prolongados de dieta, na falta de alimentos e após a
consumação do glicogênio estocado no fígado e músculos;
- Auxílio na regulação térmica, atuando como proteção contra o frio, devido a sua localização
sob a pele;
- Envolvendo órgãos, como por exemplo, o coração, proporcionando acomodação ao movimen-
to de sístole e diástole, além de protegê-lo contra traumas mecânicos.
Pode ser subdividido em dois tipos:
Tecido adiposo Unilocular - com células, apresentam forma de esfera, tendo em seu in-
terior uma grande quantidade de lipídios, em uma "gota", tanto que o núcleo achatado e o cito-
plasma são deslocados do centro. A quantidade de substâncias fundamentais é menor que em
outros tecidos. pode ser chamado de Tecido adiposo amarelo e tem como função reserva
energética e proteção contra o frio.
Tecido Adiposo Multilocular – com células menores que as do unilocular, pois ao
invés de uma grande "gota" de gordura, é constituída por diversas gotículas (vacúolos) que se
espalham por todo o citoplasma. É altamente vascularizado e possui muitas mitocôndrias por
este motivo pode ser chamado de Tecido adiposo pardo. Está presente em animais que hiber-
nam e em recém- nascidos (porção dorsal e tronco). Tem como função principal a produção de
calor.

TECIDO HEMAPOIÉTICO OU SANGÜÍNEO

Tem este nome hemapoiético (hematos, sangue; poiese, formação), sua função é produção de
células do sangue. Localizado principalmente na medula dos ossos, recebendo nome de tecido
mielóide (mielos, medula). Nesse tecido encontram-se células sangüíneas sendo produzidas,
em diversos estágios de maturação.

O plasma contém inúmeras substâncias dissolvidas: aproximadamente 90% de água e


10% sais (Na,Cl,Ca,etc.), glicose, aminoácidos, colesterol, uréia, hormônios, anticorpos etc.

As HEMÁCIAS apresentam, dissolvido no seu citoplasma, importante para o transporte


do oxigênio.
As hemácias dos mamíferos têm a forma disco bicôncavo e não apresentam núcleo nem orga-
nelas, e os demais vertebrados têm hemácias esféricas ou elipsóides, nucleadas e com orga-
nelas, e sua forma facilita a penetração e saída de oxigênio, o que é importante para a função
dessas células, que é transportar oxigênio.

As PLAQUETAS (ou trombócitos), são pequenos corpúsculos que resultam da fragmen-


tação de células especiais produzidas pela medula óssea. Elas detêm as hemorragias, pois
desencadeiam o processo de coagulação do sangue que é o fenômeno da maior importância
para os animais vertebrado: quando há um ferimento, externo ou interno, forma-se um coágulo,
que age como um tampão para deter a hemorragia. Apesar de aparentemente simples, sabe-
se atualmente que a coagulação é controlada por inúmeros fatores, incluindo-se aí fatores ge-
néticos.

251
Os LEUCÓCITOS são células incolores nucleadas e com os demais organóides celula-
res, tendo quase o dobro do tamanho das hemácias. Encarregados da defesa do organismo,
eles produzem anticorpos e fagocitam microorganismos invasores e partículas estranhas.
Apresentam a capacidade de passar pelas paredes dos vasos sangüíneos para o tecido con-
juntivo, sem rompê-los, fenômeno este denominado diapedese. Distribuem-se em dois grupos:
granulócitos e agranulócitos, conforme tenham ou não, granulações específicas no citoplasma.

O plasma também possibilita um importante meio para o transporte de elementos figurados,


como: as hemácias, os leucócitos e as plaquetas.

TECIDO CARTILAGINOSO

O tecido cartilaginoso tem consistência bem mais rígida que os tecidos conjuntivos. Ele
forma as cartilagens dos esqueléticos dos vertebrados, como, por exemplo, as orelhas a ex-
tremidade do nariz, a laringe, a traquéia, os brônquios e as extremidades ósseas.

As células são os CONDRÓCITOS, que ficam mergulhados numa matriz densa e não se
comunicam. A matriz pode apresentar fibras colágenas e elásticas, em diferentes proporções,
que lhe conferem maior rigidez ou maior elasticidade.
A cartilagem pode ser hialina quando tem somente fibras colágenas; elástica, quando
também fibras elásticas; e fibrosa, quando tem ambos os tipos de fibra, com predomínio das
colágenas.

Envolvendo o tecido cartilaginoso tem-se o pericôndrio que é uma camada de tecido


conjuntivo com função de nutrir, oxigenar e eliminar os metabólitos da cartilagem.

TECIDO ÓSSEO

O tecido é o tecido se sustentação que apresenta maior rigidez forma os ossos dos es-
queletos dos vertebrados. É constituído pelas células ósseas (os osteócitos) e por uma matriz
compacta e resistente.
Os osteócitos são dispostos ao redor de canais formam os sistemas de Havers, dispõe-se em
círculos concêntricos ao redor de um canal, por onde passam vasos sangüíneos e nervos. As
células se acham alojados em cavidades na matriz e se comunicam umas com as outras por
meio de prolongamentos finos.
A matriz é constituída por grande quantidade de fibras colágenas, dispostas em feixes, entre os
quais se depositam cristais, principalmente de fosfato de cálcio. A grande resistência do tecido
ósseo resulta dessa associação de fibras colágenas com o fosfato de cálcio.

O tecido ósseo é revestido por uma membrana conjuntiva, o periósteo.

TECIDO MUSCULAR

O tecido muscular é constituído por células alongadas, em forma de fibras, que se dis-
põe agrupadas, em forma de fibras, que se dispõe agrupadas em feixes. Essas células são ca-
pazes de se contrair e conferem ao tecido muscular a capacidade de movimentar o corpo.

Classificação dos tecidos musculares:


Há três tipos de tecidos musculares: tecido muscular liso, tecido muscular estriado esquelético
e tecido estriado cardíaco, cada um com suas particularidades.

- Musculatura lisa (necessariamente com contração involuntária, independente da vontade do


indivíduo): formada por células mononucleadas com estrias longitudinais. É presente nos ór-

252
gãos vicerais internos (esôfago, intestino, vasos sangüíneos e útero), responsável pelo peris-
taltismo.

- Musculatura estriada esquelética (contração voluntária, dependente da vontade do indivíduo):


formada por células multinucleadas com estrias longitudinais e transversais. Forma os múscu-
los, órgãos ligados à estrutura óssea, permitindo a movimentação do corpo.

- Musculatura estriada cardíaca (contração involuntária): constitui as células binucleadas do


miocárdio (musculatura do coração), unidas por discos intercalares que aumentam a adesão
entre as células. Fator importante para uma contração rítmica e vigorosa, mantendo a circula-
ção do sangue no corpo.
Um aspecto interessante com relação às fibras musculares estriadas, ocorre em ocasião
ao estado parcial de contratibilidade passiva, da ordem de milionésimos de segundos alternado
entre as fibras musculares. Processo que estabelece uma situação contínua para o tônus mus-
cular (diferente de definição muscular), auxiliando na estabilidade e postura corporal.

O PROCESSO DE CONTRAÇÃO MUSCULAR

No citoplasma da fibra muscular esquelética há muitas miofibrilas contráteis, constituí-


das por filamentos compostos por dois tipos principais de proteínas – a actina e a miosina. Fi-
lamentos de actina e miosina dispostos regularmente originam um padrão bem definido de
estrias (faixas) transversais alternadas, claras e escuras. Essa estrutura existe somente nas
fibras que constituem os músculos esqueléticos, os quais são por isso chamados músculos
estriados.
As miofibrilas são constituídas por unidades que se repetem ao longo de seu compri-
mento, denominadas sarcômeros. A distribuição dos filamentos de actina e miosina varia ao
longo do sarcômero.
Contração: ocorre pelo deslizamento dos filamentos de actina sobre os de miosina c
sarcômero diminui devido à aproximação das duas linhas Z, e a zona H chega a desaparecer.

Figura 1 Esquema de sarcômero de fibra muscular relaxado.

TECIDO NERVOSO

O Tecido nervoso é sensível a vários tipos de estímulos que se originam de fora ou do


interior do organismo. Ao ser estimulado, esse tecido torna-se capaz de conduzir os impulsos

253
nervosos de maneira rápida e, às vezes, por distâncias relativamente grandes. Trata-se de um
dos tecidos mais especializados do organismo animal.
O Sistema Nervoso é anatomicamente dividido em Sistema Nervoso Central (SNC), for-
mado pelo encéfalo e pela medula espinhal e Sistema Nervoso Periférico (SNP), formado pelos
nervos e gânglios nervosos. Tais tecidos são compostos por neurônios e gliócitos (ou células
gliais).

Neurônios

Estrutura de um neurônio

Os neurônios são células responsáveis pelos impulsos nervosos, são altamente especia-
lizadas, dotadas de um corpo celular e numerosos prolongamentos citoplasmáticos, denomina-
dos neurofibras ou fibras nervosas.
O corpo celular do neurônio contém um núcleo grande e arredondado. As mitocôndrias
são numerosas e o ergastoplasma é bem desenvolvido. Os prolongamentos do neurônio po-
dem ser de dois tipos:
*dendritos (do grego déndron: árvore), ramificações que têm a função de captar estímulos,
* axônio (do grego áxon: eixo), o maior prolongamento da célula nervosa (varia de frações de
milímetro até cerca de 1 metro), transmite os impulsos nervosos.

Nervos

As fibras nervosas organizam-se em feixes. Vários feixes agrupados paralelamente formam um


nervo.
Os nervos não contêm os corpos celulares dos neurônios; esses corpos celulares locali-
zam-se no sistema nervoso central ou nos gânglios nervosos, que podem ser observados pró-
ximos à medula espinhal.

254
Os nervos permitem a comunicação dos centros nervosos com os órgãos receptores
(sensoriais) ou, ainda, com os órgãos efetores (músculos e glândulas). De acordo com o senti-
do da transmissão do impulso nervoso, os nervos podem ser:
- sensitivos: quando transmitem os impulsos nervosos dos órgãos receptores até o sis-
tema nervoso central;
- motores: quando transmitem os impulsos nervosos do sistema nervoso central para os
órgãos efetores;
- mistos: quando possuem tanto fibras sensitivas quanto fibras motoras. São os mais
comuns no organismo.

Sinapses

As sinapses são regiões de conexão química estabelecidas entre um neurônio e outro; entre
um neurônio e uma fibra muscular ou entre um neurônio e uma célula glandular. Logo, as si-
napses podem ser interneurais (entre um neurônio e outro), neuromusculares (entre um neurô-
nio e uma fibra muscular) ou neuroglandulares (entre um neurônio e uma célula glandular).
Um neurônio não se comunica fisicamente com outro neurônio nem com a fibra muscu-
lar, tampouco com a célula glandular. Existe entre eles um microespaço, denominado espaço
sináptico, no qual um neurônio transmite o impulso nervoso para outro através da ação de me-
diadores químicos ou neurormônios.

Atuação dos neurormônios

Os neurormônios estão contidos em microvesículas


presentes nas extremidades do axônio. Quando o impulso
nervoso chega até essas extremidades, as microvesículas
liberam o mediador químico para o espaço sináptico. O neu-
rormônio, então, combina-se com receptores moleculares
presentes no neurônio que deverá ser estimulado (ou na fi-
bra muscular ou na célula glandular). Dessa combinação
resulta a mudança na permeabilidade da membrana da célu-
la receptora, fato que desencadeia uma entrada de íons no
interior da célula e a conseqüente inversão da polaridade da
membrana. Surge, então, um potencial de ação que gera, na
célula receptora, um impulso nervoso.

255
BIOLOGIA - PROF. DÉLCIO JÚNIOR

BOTÂNICA

OSMOSE EM CÉLULA VEGETAL


As células vegetais apresentam dois tipos de membranas:
● Membrana celulósica (parede celular), composta por celulose (polissacarídeo), permeável e
de grande resistência mecânica. Aparece externamente à membrana plasmática oferecendo
proteção à célula (como se fosse uma armadura).
● Membrana plasmática (membrana celular): composição lipoprotéica, elástica e semipermeá-
vel. É responsável pela seletividade das substâncias que poderão entrar ou sair da célula.
O grande vacúolo da célula vegetal adulta ocupa a maior parte do volume citoplasmático e sua
concentração é o fator primordial para regular as trocas osmóticas entre a célula (membrana
plasmática semipermeável) e o ambiente que a cerca.
As células, que apresentem volume crescente de água, terão a membrana plasmática pressio-
nando a parede de celulose, rígida, a qual vai oferecendo resistência crescente à entrada de
água no citoplasma.
Há uma equação que descreve essas trocas osmóticas:

Sc = Si - M Sc = Si - M
Sc = Sucção celular
Si = Sucção interna (Será tanto maior quanto maior for a concentração osmótica do vacúolo e
do citoplasma da célula).
M = resistência da membrana celulósica
Outra forma de expressar as mesmas grandezas:
D.P.D. = P.O. - P.T.
D.P.D. = P.O. - P.T.
D.P.D. = Déficit de pressão de difusão
P.O. = Pressão osmótica
P.T. = Pressão de turgo
Assim podem ocorrer as situações:
a) Quando a célula está em meio isotônico, a parede celular não oferece resistência à entrada
de água, pois não está sendo distendida (PT = zero). Mas, como as concentrações de partículas
dentro e fora da célula são iguais, a diferença de pressão de difusão é nula.
A célula está flácida. A força de entrada (PO) de água é igual à força de saída (PT) de água da cé-
lula. Com o DPD = PO – PT DPD = zero

b) Quando o meio é hipotônico, há diferença de pressão osmótica entre os meios intra e


extracelular. À medida que a célula absorve água, distende a membrana celulósica, que passa a ofe-
recer resistência à entrada de água. Ao mesmo tempo, a entrada de água na célula dilui o suco va-
cuolar, cuja pressão osmótica diminui. Em certo instante, a pressão de turgescência (PT) se iguala à
pressão osmótica (PO), tornando a entrada e a saída de água proporcionais.
PO = PT, portanto
DPD = PO – PT DPD =zero
A célula está túrgida.

256
c) Quando a célula está em meio hipertônico, perde água e seu citoplasma se retrai, deslocando a
membrana plasmática da parede celular. Como não há deformação da parede celular, ela não exerce
pressão de turgescência (PT = zero). Nesse caso:
DPD = PO
Diz-se que a célula está plasmolisada. Se a célula plasmolisada for colocada em meio hipotônico,
absorve água e retorna à situação inicial. O fenômeno inverso à plasmólise chama-se deplasmólise
ou desplasmolise.

Quando a célula fica exposta ao ar, perde água por evaporação e se retrai. Nesse caso, o retrai-
mento é acompanhado pela parede celular. Retraída, a membrana celulósica não oferece resistência
à entrada de água. Pelo contrário, auxilia-a. A célula está dessecada ou murcha.
Como a parede celular está retraída, exerce uma pressão no sentido de voltar à situação inicial e
acaba favorecendo a entrada de água na célula vegetal . Assim, temos uma situação contrária da cé-
lula túrgida e o valor de (PT) ou (M) é negativo.
A expressão das relações hídricas da célula vegetal ficará assim:
DPT = PO – (–PT)
DPT = PO + PT

Um questionamento freqüente dos estudantes é sobre a energia envolvida no processo de os-


mose. A pressão desenvolvida nos sistemas osmóticos resulta diretamente da pressão de difu-
são da água, que em última análise é gerada pela energia cinética inerente às partículas em
solução. Ou seja, a própria energia térmica de agitação das partículas é a responsável pelo
trabalho realizado em sistemas osmóticos.
CICLOS REPRODUVITOS
Generalidades:
Os ciclos de vida ou reprodutivos são classificados baseando-se no momento da ocorrência
da MEIOSE ou DIVISAO REDUCIONAL.
A meiose é o processo em que a partir de uma célula diplóide (2N) obtêm-se quatro células
haplóides (N).
Nos ciclos reprodutivos a meiose pode ser classificada em:
- Meiose inicial ou zigótica.
- Meiose final ou gamética.

257
- Meiose intermediária ou espórica.
Ciclo haplobionte:
No ciclo haplobionte, há apenas uma geração adulta que é haploide. A meiose é executada
pelo zigoto e é chamada de zigótica ou inicial. Esse tipo de ciclo é executado por muitas espé-
cies de algas.

Ciclo diplobionte:
No ciclo diplobionte, a única geração adulta é diplóide. A meiose serva para a produção de
gametas e é conhecida como meiose gamética ou final. Esse tipo de ciclo é executado por al-
gumas espécies de algas e por todos os animais.

Ciclo haplobiplobionte:
No ciclo haplodiplobionte ocorre uma alternância de dois tipos de organismos adultos: um
haplóide e outro diplóide. O organismo haplóide, conhecido como gametófito, reproduz-se
produzindo gametas por mitose. O organismo diplóide chamado de esporófito, reproduz-se
produzindo esporos por meiose.
A fusão dos gametas origina um zigoto diplóide. Multiplicando suas células, o zigoto cresce
e se transforma em esporófito. O esporófito maduro elabora esporos por meiose.
A meiose que serve para a confecção de esporos é espórica ou intermediaria.

258
BRIOFITAS
Possivelmente, as briófitas são as plantas mais antigas e que marcam a passagem evolutiva
dos vegetais do ambiente aquático para o terrestre. Compondo este grupo de vegetais estão as
hepáticas, os antóceros e os musgos.
As briófitas são plantas pequenas, apresentando indivíduos com altura variando entre 2,0 e
20,0 centímetros. A maioria das briófitas é terrestre, encontradas preferencialmente em ambi-
entes úmidos, mas existem espécies aquáticas.
Nas briófitas, as raízes, caules e folhas, devido à ausência de vasos condutores, não são
consideradas estruturas verdadeiras, sendo, por isso, denominadas, respectivamente, de rizói-
des, caulóides e filóides.
A reprodução de um musgo
Os caulóides e filóides, juntos, formam a estrutura aérea da planta denominada gametófito,
responsável pela produção de anterídios (órgãos sexuais masculinos) e arquegônios (órgãos
sexuais femininos). Dos anterídios saem anterozóides que, levados pela água alcançam o ar-
quegônio, e um deles, fertiliza a oosfera. Com a fusão dos gametas (anterozóide e a oosfera) é
formada uma célula diplóide, denominada zigoto. Ainda no interior do arquegônio o zigoto
transforma-se num embrião (esporófito) pluricelular, que amadurece, sofre várias divisões
meióticas e produz células haplóides denominadas esporos.
Ao saírem das cápsulas onde ficam armazenados, os esporos são transportados pelo ar ou
pela água. Em ambientes úmidos germinam, formando estruturas filamentosas e ramificadas
denominadas protonemas. Com o crescimento desses protonemas surgem gametófitos ha-
plóides (novas plantas), masculinos ou femininos, que darão
continuidade ao ciclo reprodutivo dos musgos e de algumas hepáticas.

PTERIDÓFITAS

Introdução

As pteridófitas são vegetais pertencentes à divisão das traqueófitas, pois são os primeiros ve-
getais a apresentarem vasos condutores, do tipo xilema e floema, para condução de seiva bru-
ta e elaborada, respectivamente.

O aparecimento dos vasos condutores possibilitou uma maior diversidade de formas, desde
plantas herbáceas até arborescentes de grande porte.

São os primeiros vegetais a conquistarem o ambiente terrestre, pelo fato de terem um meca-
nismo mais eficiente de condução de seiva bruta e elaborada.

259
Características Gerais

As pteridófitas são plantas vasculares ou traqueófitas com vasos condutores do tipo xilema ou
lenho e floema ou líber.

Apresentam o corpo na forma de cormo, isto é, com raiz, caule e folhas verdadeiros.

Como as briófitas, apresentam um ciclo de vida com alternância de gerações da fase gameto-
fítica(G) com a fase esporofítica(E), sendo esta última a fase predominante no ciclo de vida.

E>G

As pteridófitas podem ainda ser classificadas como plantas criptógamas, por não produzirem
flores.

Hábitat

As pteridófitas são plantas encontradas normalmente em locais sombrios, úmidos e em ambi-


entes de florestas vivendo como plantas epífitas.

Pelo fato de apresentarem vasos condutores podem apresentar grande diversidade de formas
e de hábitat, sendo muito utilizadas também como plantas ornamentais em jardins, garagens e
sacadas de casas e apartamentos.

Ciclo de Vida da Samambaia

As pteridófitas apresentam ciclo de vida do tipo haplodiplobionte, com alternância de gerações


ou metagênese.

A fase esporofítica é predominante no ciclo de vida, dependendo do gametófito, apenas no


início do seu desenvolvimento.

A fase gametofítica, também chamada de protalo, é de vida curta, sendo monóica ou herma-
frodita.

Nos vegetais com alternância de gerações, a fase esporofítica produz esporos por meiose, e
a fase gametofítica produz gametas por mitose.

260
GIMNOSPERMAS
Introdução
As gimnospermas são as primeiras plantas que apresentam semente durante o processo de
evolução biológica dos vegetais.
A origem do nome está relacionada com a presença destas sementes que estão desprotegi-
das de frutos, isto é, sementes nuas.
Características Gerais
As gimnospermas marcam evolutivamente o aparecimento das sementes como conseqüência
da heterosporia, que é a produção de dois tipos de esporos, um masculino - micrósporo, e ou-
tro feminino - megásporo.
Os elementos reprodutivos estão reunidos em estróbilos, que correspondem às flores das
gimnospermas.
São plantas traqueófitas, pelo fato de possuírem vasos condutores do tipo xilema e floema,
que apareceram, pela primeira vez, durante a evolução das pteridófitas.
A partir das gimnospermas ocorre a independência da água para a reprodução, deixando de
ser por oogamia, passando a ser por sifonogamia, com o desenvolvimento de um tubo polínico,
que carrega o gameta masculino até a oosfera.
O ciclo de vida é do tipo haplodiplobionte, com alternância de gerações das fases gametofítica
e esporofítica, sendo esta última predominante.
E>G
Hábitat
São plantas predominantemente de regiões temperadas, localizadas em grandes florestas
nos Estados Unidos e Europa.
No Brasil estão localizadas principalmente na mata das Araucárias no sul do país (pinheiro-
do-paraná) e são muito utilizadas como plantas ornamentais em jardins de casas e em praças
públicas.
Os representantes mais comuns das gimnospermas são os pinheiros, pinnus, cycas, tuias,
sequóias entre outras.
Importância Econômica das Gimnospermas

261
As gimnospermas do grupo das coníferas são muito utilizadas na extração de madeira, papel,
gomas e resinas que são usadas como substâncias anti-sépticas.

Ciclo de vida de uma Gimnosperma

O ciclo do pinheiro é tomado como padrão de reprodução das gimnospermas, sendo um orga-
nismo dióico, isto é, de sexos separados, que se diferenciam pelos tipos de estróbilos produzi-
dos, sendo um masculino e outro feminino.
Após a fecundação, ocorre a formação da semente que apresenta uma casca dura para prote-
ção, um material de reserva alimentar para o embrião chamado de endosperma primário e um
embrião, que será o futuro esporófito, geração predominante neste ciclo de vida.
A formação das sementes foi um importante passo evolutivo que os vegetais tiveram para a
conquista do ambiente terrestre, pois além de proteger o embrião, as sementes correspondem
a um excelente mecanismo de dispersão geográfica para as espécies vegetais.

ANGIOSPERMAS
As angiospermas são as plantas mais evoluídas e complexas que vivem atualmente na Terra.
Estes vegetais produzem raízes, caules e folhas, órgãos da vida vegetativa. Na época da re-
produção, produzem flores, frutos e sementes.
As angiospermas (do grego aggeion, vaso, e sperma, semente) compartilham uma série de
características com as gimnospermas. Dentre elas, destacam-se a reprodução por flores (fane-
rógamas) e a produção de sementes (espermatófitas). A flor das angiospermas é bem diferente
da flor das gimnospermas e caracteriza-se por ser mais aparente e com estrutura complexa. No
entanto, a grande novidade evolutiva e exclusiva das angiospermas é a presença de um fruto
envolvendo a semente.
A maior parte das espécies de plantas superiores enquadra-se na divisão das angiospermas,
que engloba uma imensa diversidade de formas vegetais, desde árvores de grande porte, co-
mo os baobás e eucaliptos, até as ervas mais comuns nos campos e no solo das matas. Algu-
mas espécies, como as orquídeas, ostentam flores soberbas, enquanto outras, como os cere-

262
ais, as hortaliças, os tubérculos e as árvores frutíferas, são básicas para a alimentação huma-
na.

Características gerais

As angiospermas constituem uma das duas grandes divisões em que se repartem as plantas superiores
(com flores e sementes) e se denominam fanerógamas; a outra divisão é a das gimnospermas, cujas
sementes estão contidas numa escama e não em ovário. Essas árvores, como os abetos e ciprestes,
são pouco comuns no Brasil.

A flor: A flor das angiospermas corresponde a uma estrutura formada por vários elementos cujo objetivo
é a reprodução da espécie.Em geral, ao observar uma flor, identificam-se os seguintes componentes:
pedúnculo, receptáculo, cálice, corola, androceu e gineceu.

A forma e a vistosa aparência das flores variam enormemente de uma espécie a outra. As plantas ane-
mófilas, apresentam flores simples, sem perianto (corola e cálice) vistoso, e sementes providas de asas.
As plantas que praticam a polinização entomófila, têm flores vistosas, muitas de grande beleza, como
as orquídeas, rosas e dálias, acompanhadas às vezes dos chamados nectários, órgãos produtores de
essências que as dotam de delicados aromas.

Reprodução: As angiospermas, assim como outros grupos vegetais, caracterizam-se por um ciclo de
vida com alternância de gerações: a geração diplóide, o esporófito, reproduz-se por meio de esporos, e
a geração haplóide, o gametófito, reproduz-se por meios de gametas.

263
Nas fanerógamas, a alternância de gerações é pouco evidente, já que o gameta surge na flor do espo-
rófito. O gametófito é muito reduzido e tem uma duração muito curta quando comparada ao esporófito.
Apresenta-se como uma estrutura sem pigmentação verde, cuja nutrição é garantida pelo esporófito,
sobre o qual se desenvolve.

Já nas briófitas e nas pteridófitas, o gametófito é uma estrutura independente e fotossinteticamente ati-
va.

Fecundação: A fecundação depende inicialmente da transferência dos grãos de pólen desde as anteras
até a abertura superior dos carpelos. Esse processo denomina-se polinização e depende de um meio
de transporte para os grãos de pólen. Quando o meio utilizado for o vento, a polinização denomina-se
anemofilia. Quando o agente polinizador for um inseto, entomofilia, e quando for uma ave, ornitofilia,
dentre outros.

Assim como as gimnospermas, as angiospermas também são denominadas sifonógamas pela partici-
pação do tubo polínico no encontro dos gametas masculinos e femininos. Para que a fecundação ocor-
ra, o tubo polínico libera as duas células espermáticas, esse processo é denominado dupla fecundação
e é característico das angiospermas.

O caule:

O caule realiza a integração de raízes e folhas, tanto do ponto de vista estrutural


como funcional. Em outras palavras, além de constituir a estrutura física onde se
inserem raízes e folhas, o caule desempenha as funções de condução de água e
sais minerais das raízes para as folhas, e de condução de matéria orgânica
das folhas para as raízes.

Caules jovens têm células clorofiladas e são revestidos por uma epiderme uniestra-
tificada, isto é, formada por uma única camada (estrato) de células. Plantas que
apresentam pequeno crescimento em espessura, como as gramíneas, por exem-
plo, também apresentam caules revestidos pela epiderme e esta pode ainda apre-
sentar sobre si, externamente, uma cutícula protetora.

Já em plantas que crescem muito em espessura, transformando-se em arbustos ou


árvores, a epiderme é substituída por um revestimento complexo, formado por vá-
rios tecidos. O tecido mais externo é formado por células mortas, que conferem o
aspecto áspero e opaco aos troncos das árvores. Esse revestimento multitecidual,
denominado periderme, acompanha o crescimento em espessura dos troncos.

Os caules são, em geral, estruturas aéreas, que crescem verticalmente em relação ao solo.
Existem, no entanto, caules que crescem horizontalmente, muitas vezes, subterraneamente.

Caules subterrâneos podem ser distinguidos de raízes porque apresentam gemas ou botões
vegetativos, a partir dos quais podem se desenvolver ramos folhas.

Tipos de caule

Troncos :são caules robustos, desenvolvidos na parte inferior e ramificados no ápice. São en-
contrados na maioria das árvores e arbustos do grupo das dicotiledôneas.
Estipes :são caules geralmente não ramificados, que apresentam em seu ápice um tufo de fo-
lhas. São típicos das palmeiras.
Colmos: são caules não-ramificados que se distinguem dos estipes por apresentarem, em toda
a sua extensão, divisão nítida em gomos. Os gomos dos colmos podem ser ocos como no
bambu, ou cheios como no milho ou na cana-de-açúcar.

264
Caules trepadores estão presentes em plantas trepadeiras e crescem enrolados sobre diversos
tipos de suporte. Esse tipo de caule representa uma adaptação à obtenção de locais mais ilu-
minados, em que há mais luz para a fotossíntese.

Estolão ou estolho: é um tipo de caule que cresce paralelamente ao chão, produzindo gemas de espaço
em espaço. Essas gemas podem formar raízes e folhas e originar novas plantas Rizomas são caules
subterrâneos que acumulam substâncias nutritivas. Em alguns rizomas ocorre acúmulo de material nu-
tritivo em certas regiões, formando tubérculos. Rizomas podem ser distinguidos de raízes pelo fato de
apresentarem gemas laterais. O gengibre, usado como tempero na cozinha oriental, é um caule tipo
rizoma.
Na bananeira, o caule é um rizoma e a parte aérea é constituída exclusivamente por folhas. Uma única
vez na vida de uma bananeira um ramo caulinar cresce para fora do solo, dentro do conjunto de folhas,
e forma em seu ápice uma inflorescência que se transforma em um cacho com várias pencas de bana-
nas.
A batata-inglesa possui um caule subterrâneo que forma tubérculos, as batatas, um dos alimentos
mais consumidos no mundo.

Bulbos: são estruturas complexas formadas pelo caule e por folhas modificadas. Os bulbos
costumam ser classificados em três tipos: tunicado, escamoso e cheio.
O exemplo clássico de bulbo tunicado é a cebola, cuja porção central, chamada prato, é pouco
desenvolvida. Da parte superior do prato partem folhas modificadas, muito ricas em substân-
cias nutritivas: são os catafilos, que formam a cabeça da cebola. Da porção inferior do prato
partem as raízes.
O bulbo escamoso difere do tunicado pelo fato dos catafilos se disporem como escamas parci-
almente sobrepostas. Esse tipo de bulbo é encontrado no lírio.
No caso do bulbo cheio, as escamas são menos numerosas e revestem o bulbo como se fosse
uma casca. Bulbos cheios estão presentes na palma.
Cladódios: são caules modificados, adaptados à realização de fotossíntese. As plantas que os
possuem perderam as folhas no curso da evolução, geralmente como adaptação a regiões de
clima seco. A ausência de folhas permite à planta economizar parte da água que será perdida
por evaporação.
Gavinhas: são ramos modificados que servem para a fixação de plantas trepadeiras. Ao encon-
trar um substrato adequado as gavinhas crescem enrolando-se sobre ele.
Espinhos são ramos curtos, resistentes e com ponta afiada, cuja função é proteger a planta,
afastando dela animais que poderiam danificá-la.Os espinhos tanto podem surgir por modifica-
ções de folhas, como nas cactáceas, como se originar do caule. Nesse caso forma-se nas axi-
las das folas, a partir de uma gema axilar, como ocorre nos limoeiros e laranjeiras.
Nas roseiras não há espinhos verdadeiros e sim acúleos, estruturas afiadas originadas da epi-
derme, o que explica serem facilmente destacáveis da planta, ao contrário dos espinhos.
Raízes:
Partes da raiz:
A extremidade de uma raiz é envolta por um capuz de células denominado coifa, cuja função é
proteger o meristema radicular, um tecido em que as células estão se multiplicando ativamen-
te por mitose. É no meristema que são produzidos as novas células da raiz, o que possibilita o
seu crescimento.

Logo após a extremidade, localiza-se a região onde as células surgidas por mitose crescem.
Nessa região denominada zona de distensão ou de alongamento celular, a raiz apresenta a
maior taxa de crescimento.
Após a zona de distensão situa-se a zona pilífera da raiz, que se caracteriza por apresentar
células epidérmicas dotadas de projeções citoplasmáticas finas e alongadas, os pêlos absor-
ventes. É através desses pelos que a raiz absorve a maior parte da água e dos sais minerais
de que precisa.

265
Já a região de ramos secundários é aquela que se nota o brotamento de novas raízes que
surgem de regiões internas da raiz principal.

Tipos de raiz:

Raizes tuberosas, como as da mandioca, da batata-doce e do nabo armazenam reservas ali-


mentares, principalmente na forma de grãos de amido, utilizadas durante a floração e a produ-
ção de frutos pela planta. Os agricultores colhem essas raízes antes da planta tenha chance de
consumir as reservas armazenadas, utilizando-as na alimentação humana e de animais.
Raízes respiratórias ou pneumatóforos são adaptadas a realização de trocas gasosas com o
ambiente. Esse tipo de raiz é encontrado em plantas como a Avicena tomentosa, que vive no
solo encharcado e pobre em gás oxigênio nos manguezais. As raízes principais dessa planta
crescem rente à superfície do solo e, de espaço em espaço, apresentam pneumatóforos, que
crescem para cima, perpendicularmente ao solo. Durante a maré vazante os pneumatóforos
ficam expostos e pode realizar trocas de gases com o ar.
Raízes-suportes, também chamadas raízes-escoras, aumentam a base de fixação da planta
ao solo. Algumas espécies de árvores possuem raízes tubulares, em forma de pranchas verti-
cais, que aumentam a estabilidade da planta e fornecem maior superfície para respiração do
sistema radicular.
Raízes aéreas são características de plantas epífetas, isto é, que vivem sobre outras plantas
sem parasitá-las. Essas raízes podem atingir vários metros de comprimento antes de alcançar
o solo, constituindo os cipós.

A semente e o fruto: A partir da dupla fecundação, tem início uma série de modificações que culmina na
formação da semente e do fruto.

O conjunto formado pelo embrião, pelo endosperma e pelo tegumento corresponde à semente. A se-
mente é derivada da fusão dos gametas masculinos e femininos e também de tecidos do óvulo. Portan-
to, contém tanto células do novo como do antigo esporófito. Logo após a formação, a semente entra
num estado de metabolismo reduzido denominado dormência.

A semente é uma estrutura temporária que protege o embrião contra a falta de água e a ação de preda-
dores, além de aumentar as chances de dispersão.

Paralelamente à formação da semente, as paredes do ovário iniciam um processo de crescimento que


origina o fruto, que é o próprio ovário desenvolvido, também denominado pericarpo. O fruto é formado
pelas seguintes partes: epicarpo (casca), mesocarpo (polpa) e endocarpo (polpa em contato com a se-
mente).

266
Podemos ter vários tipos de frutos:
Carnosos: o pericarpo é suculento. Atrai animais, que realizarão a dispersão da semente.

- baga: semente se separa do fruto facilmente. Ex: uva, tomate, laranja, mamão,...
- drupa: tegumento da semente fundida ao pericarpo do fruto. Ex: pêssego, ameixa, azeitona.
Secos: o pericarpo é seco. Normalmente a semente é dispera pelo vento.
- deiscente: quando maduros, se abrem. Ex: plantas leguminosas como feijão e ervilha.
- indeiscentes: não se abrem quando maduros. Ex: arroz, milho e trigo.

Além desses tipos, há frutos que não se desenvolvem da parede do ovário. A esses, chamamos pseu-
dofrutos, que podem ser:
- Simples: origem no pedúnculo ou receptáculo de uma flor. Ex: Caju, maçã.
- Compostos: origem no desenvolvimento o receptáculo de uma flor, com vários ovários. Ex: morango.
- Infrutescências: origem no desenvolvimento de inflorescências (várias flores em um mesmo ramo, co-
mo margaridas e girassóis). Ex: abacaxi, amora.

Quando a semente é liberada da planta e atinge o solo em condições favoráveis ao seu desenvolvimen-
to, ela sai da dormência, germina e constitui uma plântula que originará uma nova planta.

Sistemática

As angiospermas são representadas por uma única divisão: Anthophyta. Apesar disso, correspondem
ao grupo mais diversificado de todas as plantas, com aproximadamente 250 mil espécies, que distribu-
em-se por todo o mundo e ocupam os habitats mais distintos, do Ártico aos trópicos, passando por ma-
tas, desertos, estepes, montanhas, ilhas, águas continentais e oceânicas. Sua importância econômica é
fundamental, já que as angiospermas incluem a maioria das espécies arbóreas utilizadas pelo homem,
todas as plantas hortícolas, as ervas produtoras de essências, especiarias e extratos medicinais, as
flores, os cereais e uma grande quantidade de espécies das quais são obtidos numerosos produtos de
interesse industrial.

As angiospermas subdividem-se em dois grupos: dicotiledôneas e monocotiledôneas. As primeiras se


caracterizam por apresentarem um embrião com dois cotilédones ou folículos. Nas dicotiledôneas de-
senvolvidas, o caule experimenta crescimento em grossura, existe uma raiz principal, da qual partem
ramificações secundárias, e a nervação das folhas apresenta-se também ramificada, a partir de uma via
central. Por sua vez, as monocotiledôneas, como seu nome indica, têm um único cotilédone no embrião.
Nos espécimes desenvolvidos não existe crescimento em grossura (crescimento experimentado contu-
do, mas de modo diferente do que ocorre nas dicotiledôneas, por algumas espécies que têm porte arbó-
reo), as raízes se apresentam em feixes da mesma extensão e grossura e as folhas estão sulcadas por
nervuras paralelas.

A origem das angiospermas parece residir em algumas ordens de gimnospermas arcaicas, como as das
cicadales e cordaitales. Seus representantes mais antigos procedem do período jurássico, na era me-
sozóica.

Dicotiledôneas: As dicotiledôneas formam o grupo mais numeroso das angiospermas, no qual se desta-
cam, pelo interesse das plantas que as integram, as seguintes ordens: fagales, salicales, urticales,
magnoliales, ranunculales, papaverales, cariofilales, capparales, cactales, cucurbitales, rosales, fabales,
mirtales, cornales, ramnales, scrofulariales, lamiales e asterales.

A ordem das fagales inclui espécies arbóreas de notável desenvolvimento, em especial nas regiões
temperadas. Algumas, como a faia e o castanheiro, são típicas de zonas climáticas frias e úmidas; ou-
tras, em contrapartida, vegetam em zonas bem mais secas, como acontece com o carvalho e o sobrei-
ro.

Na ordem das salicales encontram-se árvores caracterizadas por uma ampla área de dispersão e nítida
preferência por terrenos úmidos, como o chorão e o choupo.

267
A ordem das urticales é composta tanto por árvores, como a amoreira, a figueira e o olmo, quanto por
espécies de crescimento herbáceo, entre as quais a urtiga e o lúpulo.

A ordem das magnoliales reúne espécies arbóreas ou arbustivas que constituem a base morfológica a
partir da qual se desenvolveram as demais angiospermas. Acham-se entre elas a magnólia, a canela e
o boldo.

Na ordem das ranunculales destacam-se algumas espécies herbáceas conhecidas pelos princípios tóxi-
cos que contêm, como o ranúnculo, o acônito e o heléboro, e espécies floríferas de pequeno porte como
a anêmona e o delfínio ou esporinhas.

São também herbáceas muitas das integrantes da ordem das papaverales, como as papoulas silves-
tres, fornecedoras de matéria-prima para a extração do ópio e seus derivados. Na mesma ordem há
árvores como o pau-d'alho, arbustos que fornecem condimentos, como a alcaparra, e espécies orna-
mentais odoríferas, como o resedá.

Na ordem das cariofilales agrupam-se muitas espécies herbáceas que também têm interesse do ponto
de vista ornamental, como o cravo, ou alimentício, como a acelga, o espinafre e a beterraba.

Importantes para a alimentação humana são ainda certas espécies da ordem das capparales, como a
couve, o rabanete, o nabo e a mostarda.

As cactales congregam a importante família dos cactos, plantas adaptadas aos climas desérticos e que
acumulam água em seus tecidos. Já na ordem das cucurbitales estão contidas importantes espécies
hortícolas, como a abóbora, o melão, a melancia e o pepino.

Da ordem das rosales fazem parte as roseiras, o morangueiro e as árvores frutíferas de ocorrência mais
comum nas regiões temperadas, como a macieira, a pereira, a cerejeira, o marmeleiro, o pessegueiro e
o damasqueiro. A ordem das fabales, identificada antes com a das rosales, pelas afinidades que as li-
gam, é composta por espécies como o trevo e a alfafa, além de outras destinadas à alimentação huma-
na, como o feijão, a ervilha, a fava, o grão-de-bico e o alcaçuz.

Entre as mirtales incluem-se os eucaliptos, grandes árvores nativas da Austrália que se dispersaram por
todo o mundo graças à rapidez com que crescem, facilitando assim a extração de madeira. Na ordem
das ramnales, cabe mencionar, por sua importância para o homem, a videira, planta de que foram obti-
das inúmeras variedades e de cujos frutos fermentados se obtém o vinho.

A ordem das scrofulariales compreende a família das solanáceas, na qual há várias espécies alimentí-
cias, como a batata, o tomate, a beringela, e outras de grande importância econômica, como o fumo, ou
medicinal, como a beladona e o meimendro.

Entre as lamiales há plantas herbáceas de ampla área de dispersão, como a digital ou dedaleira, da
qual se extrai um princípio ativo muito tóxico, usado no tratamento de doenças cardíacas. Na mesma
ordem estão ainda agrupadas plantas aromáticas como a menta, a sálvia, o tomilho e o orégano.

A ordem das asterales conta por sua vez com a grande família das compostas, integrada por espécies
como o cardo, a artemísia, a margarida, o crisântemo, a calêndula e o girassol.

Monocotiledôneas: No grupo das monocotiledôneas, é menor o número de ordens, convindo mencionar


entre elas, pelo interesse das espécies que englobam, as seguintes: liliales, iridales, orquidales, brome-
liales, poales e arecales.

A primeira delas inclui plantas aquáticas, como os juncos, e plantas bulbosas, quer comestíveis como o
alho e a cebola, quer ornamentais pela beleza das flores, como a açucena, o narciso e a tulipa. Na or-
dem das iridales há igualmente diversas plantas ornamentais, como o gladíolo e a íris.

268
Entre as orquidales ressalta a família das orquídeas, nativas em sua maioria dos trópicos e apreciadas
pela beleza invulgar de suas flores. Algumas espécies, como a baunilha americana, assumiram grande
importância econômica.

Também a ordem das poales inclui espécies de importância fundamental para o homem: as da família
das gramíneas, entre as quais se destacam os cereais mais comuns na alimentação

269
FISIOLOGIA VEGETAL

Fisiologia da Condução de Seiva

O sistema de condução de materiais pelos corpos dos seres vivos deve garantir a distribuição de nutri-
entes e retirada de substâncias tóxicas das células dos e tecidos de todo organismo.

Nos vegetais a condução de seiva, isto é, soluções salinas e soluções açucaradas, é realizada através
dos sistemas de vasos, que se distribuem ao longo do corpo das traqueófitas.

A distribuição de seiva bruta ou inorgânica (água e sais minerais) é realizada pelos vasos de xilema ou
lenho. A distribuição de seiva elaborada ou orgânica (água e açúcares) é realizada pelos vasos de flo-
ema ou líber.

O Mecanismo da Condução de Seiva Bruta ou Inorgânica

O transporte da seiva bruta ou inorgânica é realizado em duas etapas, apresentando um transporte h o-


rizontal e um transporte vertical de ascensão de seiva.

O transporte horizontal de seiva ocorre desde os pêlos absorventes da epiderme, até os vasos de xile-
ma. A ascensão da seiva ocorre até as folhas, onde ocorrem os fenômenos da fotossíntese e da tran s-
piração.

A melhor explicação para a ascensão de seiva bruta nos vegetais é a teoria da coesão tensão transp i-
ração ou teoria de Dixon, que está baseada no fato de as folhas exercerem uma força de sucção que
garante a ascensão de uma coluna de água pelo corpo do vegetal, conforme ocorre a transpiração.

Nos vasos condutores de xilema, existe uma coluna contínua de água, formada por moléculas de água,
fortemente coesas, ligadas por pontes de hidrogênio.

Além da força de coesão entre as moléculas de água, estas estão fortemente aderidas às paredes dos
vasos de xilema.
Conforme ocorre a saída de água na forma de vapor através das folhas, existe um movimento da coluna
de água através dos vasos, desde as raízes até as folhas, pois estão coesas e submetidas a uma força
de tensão que movimenta a coluna de água através do xilema.

À medida que a água é perdida pela transpiração ou usada na fotossíntese, ela é removida do caule e
retirada da raiz, sendo absorvida pelo solo. Para este movimento de água no corpo do vegetal é im-
prescindível a força de sucção exercida pelas folhas.

Para ocorrer a ascensão da seiva bruta nos vasos de xilema, não deve ocorrer a formação de bolhas de
ar nos vasos condutores, pois estas romperiam a coesão entre as moléculas de água, obstruindo a a s-
censão da coluna de água através do xilema.

O Mecanismo da Condução de Seiva Elaborada ou Orgânica

A seiva elaborada ou orgânica formada nas células dos parênquimas clorofilianos das folhas através da
fotossíntese é distribuída por todo o corpo do vegetal através dos vasos de floema ou líber, que estão
localizados próximos à casca dos vegetais.
Apesar de a força da gravidade ser favorável a este transporte, existe um fluxo sob pressão das folhas
em direção às raízes conforme o modelo físico de Münch.

No vegetal deve ser mantida a diferença de concentração de açúcar entre o órgão produtor, que são as
folhas onde ocorre a fotossíntese; e o órgão consumidor, que é a raiz, onde ocorre apenas a respiração.
Mantido este gradiente de concentração entre folhas e o resto do corpo do vegetal, ocorrerá o fluxo sob
pressão de seiva elaborada através do floema.

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Se retirarmos um anel completo da casca (anel de Malpighi) que envolve o vegetal, interrompemos a
distribuição de seiva elaborada em direção à raiz, pois os vasos liberianos são lesados, levando à morte
das raízes depois de certo tempo. Com a morte das raízes, não ocorre absorção de água e sais mine-
rais do solo e, conseqüentemente, ocorrerá a morte do vegetal, pois as folhas não receberão mais
água.

Fisiologia do Crescimento e Desenvolvimento

Muitas atividades dos vegetais são comandadas pela ação de hormônios ou fitormônios, que determi-
nam o crescimento e o desenvolvimento dos vegetais.

O crescimento do vegetal corresponde ao aumento do número de células, aumento do volume celular e


da própria massa do vegetal. Alguns tipos de movimentos dos vegetais estão relacionados com seu
crescimento.

O desenvolvimento do vegetal está relacionado com o aparecimento de novas características e de es-


truturas que desempenham funções específicas como raiz, caule, folhas, flores, sementes e frutos.

Os Hormônios Vegetais

Os hormônios são substâncias produzidas em uma parte específica do organismo, que atua em baixas
concentrações, sobre células específicas, situadas em locais diferentes de onde os hormônios foram
produzidos.

Existe uma grande diversidade de hormônios como as auxinas, giberilinas, citocininas (cinetina e zeati-
na) e o etileno.

Auxinas

As auxinas são produzidas no ápice do vegetal, sendo distribuídas por um transporte polarizado do áp i-
ce para o resto do corpo do vegetal.

Um dos efeitos das auxinas está relacionado com o crescimento do vegetal, pois atuam sobre a parede
celular do vegetal, provocando sua elongação ou distensão e, conseqüentemente, o crescimento do
vegetal.

Na verdade os efeitos das auxinas sobre os vegetais é muito diversificado, dependendo do local de atu-
ação e concentração, podem apresentar efeitos completamente antagônicos.

Foi na segunda década deste século que os conhecimentos sobre a ação das auxinas nos vegetais
explicaram de modo mais esclarecedor como as auxinas atuam sobre os vegetais, a partir das experi-
ências de Went em 1928.
Went trabalhou com coleóptiles de gramíneas, blocos de ágar, observando o comportamento do cres-
cimento do vegetal após a retirada do ápice do vegetal.

Went cortou o ápice do coleóptile, colocando-o em contato com um bloco de ágar. Depois de certo tem-
po, o bloco de ágar era colocado sobre o coleóptile decapitado.

O resultado obtido com este procedimento foi o mesmo que seria obtido se o ápice do coleóptile esti-
vesse presente no vegetal.

Quando o bloco de ágar, que estivera em contato com o ápice do coleóptile, era colocado de modo a
cobrir apenas metade da extremidade do ápice do vegetal, verificava-se um crescimento maior do lado
em contato com o bloco de ágar, resultando numa curvatura do coleóptile no sentido contrário da pos i-
ção do bloco de ágar.

271
Os Efeitos das Auxinas sobre os Vegetais

As auxinas e a dominância apical

As auxinas, além de promoverem a distensão celular, quando distribuídas caule abaixo, inibem a ativi-
dade das gemas laterais, localizadas nas axilas das folhas, que ficam em dormência.

Quando a gema apical do vegetal é retirada, as gemas laterais saem da dormência, isto é, da dominân-
cia apical, e ramos laterais desenvolvem-se.

Esta eliminação das gemas apicais é chamada de poda e tem como conseqüência o aumento da copa
do vegetal com formação de novos ramos laterais.

As auxinas e a formação de frutos partenocárpicos

Após a fecundação, nas angiospermas, o embrião no interior da semente produz auxinas que agem
sobre as células das paredes do ovário, promovendo sua transformação em frutos.

Se não ocorrer fecundação, os óvulos não são transformados em sementes e, conseqüentemente, ocor-
re a abscisão da flor com a queda do ramo floral.

Se as flores de um vegetal forem pulverizadas com auxinas (AIA), ocorre o desenvolvimento de um fruto
partenocárpico a partir da parede do ovário, que não possui sementes no seu interior.

Pode-se induzir a floração em abacaxi, por exemplo, com o uso do ácido naftaleno acético (ANA), que é
um tipo de auxina.

As auxinas de efeito herbicida

O efeito herbicida é dado por uma auxina sintética conhecida como 2,4 D (ácido 2,4 diclorofenoxiacéti-
co).

Em altas concentrações esta auxina é tóxica para plantas de folhas largas (dicotiledôneas), em áreas de
campo ou de agricultura intensiva , eliminando as plantas chamadas de ervas daninhas nestas áreas.

A figura a seguir mostra a ação do 2,4 D sobre a vegetação. Note que esta substância é seletiva sobre
as dicotiledôneas.

O 2,4 - D aplicado sobre uma planta de picão (Bidens pilosus) e uma gramínea (Poa annua) age seleti-
vamente, matando apenas o exemplar da primeira espécie.

Movimentos Vegetais

Os movimentos dos vegetais respondem à ação de hormônios ou de fatores ambientais como substân-
cias químicas, luz solar ou choques mecânicos. Estes movimentos podem ser do tipo crescimento e
curvatura e do tipo locomoção.

Movimentos de Crescimento e Curvatura

Estes movimentos podem ser do tipo tropismos e nastismos.

Os tropismos são movimentos orientados em relação à fonte de estímulo. Estão relacionados com a
ação das auxinas.

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Fototropismo

Movimento orientado pela direção da luz. Existe uma curvatura do vegetal em relação à luz, podendo
ser em direção ou contrária a ela, dependendo do órgão vegetal e da concentração do hormônio auxina.

O caule apresenta um fototropismo positivo, enquanto que a raiz apresenta fototropismo negativo.

Geotropismo

Movimento orientado pela força da gravidade. O caule responde com geotropismo negativo e a raiz com
geotropismo positivo, dependendo da concentração de auxina nestes órgãos.

Quimiotropismo

Movimento orientado em relação a substâncias químicas do meio

Tigmotropismo

Movimento orientado por um choqe mecânico ou suporte mecânico, como acontece com as gavinhas de
chuchu e maracujá que se enrolam quando entram em contato com algum suporte mecânico.

Nastismos

São movimentos que não são orientados em relação à fonte de estímulo. Dependem da simetria interna
do órgão, que devem ter disposição dorso - ventral como as folhas dos vegetais.

Fotonastismo

Movimento das pétalas das flores que fazem movimento de curvatura para a base da corola. Este mo-
vimento não é orientado pela direção da luz, sendo sempre para a base da flor.

Existem as flores que abrem durante o dia, fechando-se à noite como a "onze horas" e aquelas que
fazem o contrário como a "dama da noite".

Tigmonastismo e Quimionastismo

Movimentos que ocorrem em plantas insetívoras ou mais comumente plantas carnívoras, que, em con-
tato com um inseto, fecham suas folhas com tentáculos ou com pêlos urticantes, e logo em seguida
liberam secreções digestivas que atacam o inseto. Às vezes substâncias químicas liberadas pelo inseto
é que provocam esta reação.

Seismonastia

Movimento verificado nos folíolos das folhas de plantas do tipo sensitiva ou mimosa, que, ao sofrerem
um abalo com a mão de uma pessoa ou com o vento, fecham seus folíolos. Este movimento é explicado
pela diferença de turgescência entre as células de parênquima aquoso que estas folhas apresentam.

Movimentos de Locomoção ou Deslocamento

Movimentos de deslocamento de células ou organismos que são orientados em relação à fonte de estí-
mulo, podendo ser positivos ou negativos, sendo definidos como tactismos.

Quimiotaxia

Movimento orientado em relação a substâncias químicas como ocorre com o anterozóide em direção ao
arquegônio.

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Aerotaxia

Movimento orientado em relação à fonte de oxigênio, como ocorre de modo positivo com bactérias ae-
róbicas.

Fotoperiodismo

O fotoperiodismo é a capacidade do organismo em responder a determinado fotoperíodo, isto é, a perí-


odos de exposição à iluminação.

Nos vegetais o fotoperiodismo influi no fenômeno da floração e, conseqüentemente, no processo repro-


dutivo e formação dos frutos.
O florescimento do vegetal é controlado em muitas plantas pelo comprimento dos dias (período de ex-
posição à luz) em relação aos períodos de noites (períodos de escuro).

Ao longo do ano, em regiões onde as estações (outono, inverno, primavera e verão) são bem definidas,
existe variação do comprimento dos dias em relação às noites, e muitas plantas são sensíveis a estas
variações, respondendo com diferentes fotoperíodos em relação à floração.

Classificação das Plantas quanto ao Fotoperíodo

Plantas de dia longo.

São as plantas que florescem quando expostas a um fotoperíodo acima de um valor crítico, que é ch a-
mado de fotoperíodo crítico. Quando esta planta estiver exposta a um fotoperíodo menor que o seu fo-
toperíodo crítico, ela cresce mas não floresce.

Algumas plantas que respondem deste modo são espinafre, aveia, rabanete, entre outras. Observe a
resposta de uma planta de dia longa em relação à exposição à luz.

Plantas de dia curto

São as plantas que florescem quando submetidas a fotoperíodos abaixo do seu fotoperíodo crítico.
Quando expostas a fotoperíodos maiores que o seu fotoperíodo crítico, estas plantas crescem mas não
florescem.

Algumas plantas que respondem deste modo são morangueiro, crisântemo, café e orquídea.

A figura a seguir mostra o comportamento de uma planta de dia curto quando exposta à luz.

Plantas neutras ou indiferentes

São as plantas que florescem independentemente do fotoperíodo ou que não respondem a um determi-
nado fotoperíodo, como o tomateiro e o milho.

Pesquisas sobre as respostas das plantas a fotoperíodos mostraram que os períodos de escuro que a
planta fica exposta deve ser contínuo, ao contrário dos períodos de iluminação que não precisam ser
contínuos, pois a interrupção dos períodos de escuro leva a inibição da floração do vegetal.

A resposta do vegetal a floração está relacionada com a ação de um pigmento chamado fitocromo, que
é sensível à variação do comprimento do dia de iluminação desencadeando uma resposta fisiológica do
vegetal para a floração.

TECIDOS VEGETAIS

A anatomia e morfologia de uma planta, tal como de qualquer outro organismo, dependem das
características das suas células constituintes.

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É sabido que todas as células da planta se formam, por mitose, do zigoto, no entanto, a partir
de certa altura o crescimento vegetal está restrito a localizações específicas – meristemas.
http://simbiotica.org/tecidosplanta.htm - topo
Tecidos meristemáticos
As células que formam os tecidos meristemáticos caracterizam-se por apresentarem núcleos
grandes, organitos pouco desenvolvidos, vacúolos pouco desenvolvidos ou inexistentes e pa-
redes celulares finas.
Estas células mantêm a capacidade de divisão, sofrendo mitoses mais ou menos contínuas, de
modo a originar os tecidos definitivos da planta.

Localização dos principais meristemas numa planta (caule à esquerda e raiz à direita)

Os meristemas podem ser classificados de acordo com diversos critérios, nomeadamente loca-
lização e origem.
Quanto à localização, os meristemas podem ser:
Meristemas apicais – localizados no ápice caulinar e radicular, onde causam o alongamento da
planta;
Meristemas laterais – localizados em anel ao longo da raiz e do caule, causando o engrossa-
mento da planta;
Meristemas intercalares – ao contrário dos restantes, são meristemas temporários, originando a
formação de novos ramos e folhas.
Quanto à sua origem, os meristemas podem ser:
Meristemas primários – com origem em células embrionárias, são responsáveis pelo alonga-
mento da raiz e do caule, bem como pela formação dos tecidos definitivos primários. Existem
três meristemas primários:
Protoderme – forma uma camada contínua de células em volta dos ápices caulinar e radicular,
sendo responsável pela formação dos tecidos dérmicos ou de revestimento primários;
Meristema fundamental – envolve o procâmbio por dentro e por fora, originando os tecidos pri-
mários de enchimento ou fundamentais;
Procâmbio – localizado no interior dos ápices caulinares e radiculares, em anel, origina os teci-
dos condutores primários.
Meristemas secundários – com origem em células já diferenciadas que readquirem secundari-
amente a capacidade de divisão, são responsáveis pelo engrossamento das estruturas e pela
formação dos tecidos definitivos secundários. Existem apenas dois meristemas secundários:
Câmbio vascular – com origem em células do procâmbio ou em células parenquimatosas dos
raios medulares, localiza-se no cilindro central, exteriormente ao xilema primário e interiormen-
te ao floema primário. Em corte transversal as suas células parecem pequenos quadrados mas
em corte longitudinal pode perceber-se que existem dois tipos de célula, uma longa e fusiforme
que origina as células vasculares e uma curta que origina os raios medulares;

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Câmbio suberofelogénico – com origem em células do córtex, epiderme ou mesmo do floema,
localiza-se na zona cortical, geralmente logo abaixo da epiderme. As suas células apresentam
um corte transversal rectangular e forma para o exterior súber e para o interior feloderme. Ao
conjunto, súber, câmbio suberofelogénico e feloderme, chama-se periderme.

Tecidos definitivos

Tipo de tecidos Características

formados a partir de meristemas


primários
primários
Origem
formados a partir de meristemas
secundários
secundários

simples com um único tipo de célula


Constituição
Celular
complexos com vários tipos de células

dérmicos tecidos de revestimento e proteção

tecidos de transporte de água e/ou


Função vasculares
solutos

tecidos de preenchimento, fotossin-


fundamentais
téticos ou de armazenamento

Independentemente do modo como os meristemas apicais se encontram localizados, as célu-


las por eles produzidas não se encontram organizadas ao acaso mas sim agrupadas em teci-
dos.
Estes tecidos podem ser classificados segundo diversos aspectos, nomeadamente:

Tecidos fundamentais: Parênquima


O tipo básico de célula vegetal corresponde a uma célula de parênquima, com origem no me-
ristema fundamental. Apresentam uma enorme totipotência, podendo regenerar toda a planta,
tendo por esse motivo um importante papel na cicatrização. Por este motivo são considerados
os tecidos mais simples e menos diferenciados.
Estas células formam a grande maioria do corpo da planta e tem uma forma mais ou menos
cilíndrica, parede celulósica fina e sem parede secundária. As células parenquimatosas são
sempre células vivas e com grandes vacúolos no estado adulto.
Quando o parênquima apresenta cloroplastos designa-se clorênquima ou parênquima clorofili-
no. Este tecido surge não só nas folhas mas também em caules e mesmo em raízes de plantas
epífitas.
O clorênquima pode apresentar-se nas folhas segundo duas disposições:
parênquima clorofilino em paliçada - células alongadas arranjadas em filas apertadas e parale-
las, como numa paliçada;
parênquima lacunoso - células mais ou menos poliédricas e arranjadas livremente, com espa-
ços ou lacunas entre si.

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As células parenquimatosas também podem apresentar numerosos tipos de plastos, contendo
pigmentos (outros que não clorofilas), substâncias de reserva diversas, etc., designando-se
então parênquima de reserva. http://simbiotica.org/tecidosplanta.htm - topo
Tecidos fundamentais: Colênquima
Este é outro tipo de tecido primário simples, com células parenquimatosas de parede espessa-
da irregularmente, o que permite a comunicação entre elas.

As células do colênquima são vivas, alongadas, de forma poliédrica em corte transversal e po-
dem mesmo apresentar cloroplastos.
Estas células, formadas pelo meristema fundamental, têm parede secundária rica em substân-
cias pécticas, hemicelulose e celulose, pelo que funcionam como elementos de suporte em ór-
gãos jovens e em crescimento rápido, pois as suas paredes elásticas não oferecem resistência
ao alongamento.
Podem ser encontradas em cordões isolados ou como camadas contínuas, abaixo da epiderme
de caules herbáceos, pecíolos de folhas e a formar a bainha em volta dos tecidos condutores.
http://simbiotica.org/tecidosplanta.htm - topo
Tecidos fundamentais: Esclerênquima
O esclerênquima é um tecido de suporte complexo, que devido a conter uma parede secundá-
ria não elástica apenas pode ser encontrado em locais onde o crescimento terminou.
A parede secundária destas células é composta por lenhina, um composto laminar formado por
desidratação de glicídios, praticamente imune á degradação anaeróbia (por microrganismos
decompositores) e de decomposição extremamente lenta em presença de oxigênio, o que lhe
confere uma enorme resistência.
Este tecido é formado por três tipos de células:
escleritos - células com forma e tamanho variável. Encontram-se geralmente isoladas (como na
polpa das pêras, por exemplo, designando-se células pétreas), embora possam formar cama-
das contínuas, junto à nervura de folhas ou em caules e sementes. Formam-se a partir de célu-
las parenquimatosas por crescimento de expansões que ocupam os espaços intercelulares e
pela deposição de uma parede secundária de lenhina. Por vezes este espessamento é tal que
a cavidade celular desaparece. Devido à impermeabilização da lenhina a célula diferenciada
morre;

células pétreas - células de forma arredondada ou oval, relativamente pequenas, comparadas


com os escleritos e fibras, que surgem geralmente na polpa de frutos, como a pêra, fornecendo
suporte e impedindo que o fruto rico em materiais carnudos se desfaça ao amadurecer;

fibras - células longas e estreitas, de parede uniformemente espessada por deposição de le-
nhina. O linho, por exemplo, é formado por fibras com cerca de 70 mm de comprimento, retira-
das da planta do linho. Outras fibras economicamente importantes são a juta e o cânhamo ou o
algodão.
Tecidos vasculares: Xilema
O xilema é o tecido de transporte de água e sais minerais através do corpo das plantas. Trata-
se de um tecido complexo, com origem no procâmbio ou no câmbio vascular, conforme se trate
de xilema primário ou secundário.
Nas traqueófitas não angiospérmicas, o xilema apenas apresenta um tipo de célula transporta-
dora (traqueídos), sendo um tecido menos eficiente. O surgimento do xilema com elementos
dos vasos foi um dos passos fundamentais para a explosão das angiospérmicas.
Podem ser reconhecidos 4 tipos de células no xilema de uma angiospérmica:
traqueídos - células relativamente longas e estreitas, com parede secundária lenhificada, o que
as torna células mortas. As suas extremidades transversais são estreitas e cobertas por uma
fina membrana, enquanto as paredes laterais são espessas e apresentam numerosas pontua-
ções ou poros, locais onde não existe parede secundária, permitindo a passagem de substân-
cias. Estas células alinham-se topo a topo, de modo a facilitar o movimento de água no seu
interior;

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elementos dos vasos - células mais curtas e largas que os traqueídos, apresentam a mesma
parede secundária lenhificada. Neste caso, as paredes transversais desaparecem, ficando as
células, alinhadas topo a topo, a formar um tubo. As paredes laterais apresentam pontuações,
simples ou aureoladas. Este tipo de célula é muito mais eficiente na deslocação de água, mas
menos eficiente como estrutura de suporte. Pode apresentar, ainda, um importante problema:
está muito mais sujeito à formação de bolhas de ar, que podem bloquear a passagem de água
para as zonas superiores da planta. Nos traqueídos tal não acontecia, não só porque o diâme-
tro celular era menor, mas também pela presença de membranas transversais, que impedem a
passagem das bolhas de ar;
fibras xilémicas - surgem como resultado da pouco capacidade de suporte dos elementos dos
vasos. São fibras de esclerênquima que intermedeiam as células transportadoras do xilema;
células parenquimatosas - células com função de reserva e controlo do movimento de soluções
no tecido vascular.
Tipos vasculares: Floema

O floema é o tecido complexo de transporte de soluções orgânicas, podendo igualmente ser


primário ou secundário, como o xilema.
Este tecido apresenta, igualmente, quatro tipos de células, análogas às do xilema:
elementos dos tubos crivosos - a designação destas células vivas deriva do aspecto das suas
paredes transversais, que formam as placas crivosas. Estas células estão sempre associadas a
células companheiras, sem as quais morrem. O seu citoplasma permanece vivo e funcional,
embora altamente modificado e especializado (não apresentam núcleo, por exemplo). A sepa-
ração entre o vacúolo e o citoplasma não é nítida pois o tonoplasto é destruído durante durante
a diferenciação celular. Existem filamentos protéicos que atravessam a célula longitudinalmen-
te, passando através da placa crivosa para a célula seguinte;
células companheiras - células vivas e pequenas, de citoplasma ativo e denso, que controlam o
movimento de substâncias nos elementos dos tubos crivosos, estabelecendo, por esse motivo,
numerosos plasmodesmos com estes;
fibras floémicas - em tudo semelhantes às fibras xilémicas, têm função de sustentação. São as
únicas células mortas do floema;
células parenquimatosas - célula vivas, com função, tal como as do xilema, de reserva de nu-
trientes para os restantes componentes do floema.
Tecidos dérmicos: Epiderme
A epiderme, um tecido primário simples formado pela protoderme, é constituído por uma única
camada de células que recobrem todo o corpo da planta, tal como a pele dos vertebrados, por
exemplo.
Geralmente estas células apresentam paredes finas, embora a parede externa seja um pouco
mais espessa que as restantes. No entanto, existem algumas situações (agulhas dos pinheiros,
por exemplo) em que as paredes são relativamente espessadas.
Nas epidermes aéreas surge uma cutícula, uma camada não celular de substâncias lipídicas
como a cutina, segregada pelas células da epiderme e que apresenta propriedades impermea-
bilizantes.
As células epidérmicas são sempre vivas e arrumadas compactamente, sem espaços entre si,
com capacidade de divisão. Os vacúolos são grandes e podem conter pigmentos ou tani-
nos. Podem, ainda, apresentar cloroplastos, nomeadamente as células do aparelho estomático.
Os estomas surgem nas epidermes aéreas, locais que permitem as trocas gasosas e cuja aber-
tura é regulada por células especializadas (células guarda).
É comum as epidermes apresentarem pelos ou tricomas. Em regra, os pelos da raiz são sim-
ples expansões das células epidérmicas, enquanto os pelos das folhas e caules são multicelu-
lares.
Uma exceção a essa regra é a fibra de algodão, um pelo epidérmico de paredes celulósicas
espessas da semente do algodoeiro.
Um dos pelos mais complexos é da da folha de urtiga, como um fino tubo de extremidade re-
forçada por deposição de sílica na parede celular. O ferimento causado pela penetração dessa

278
ponta aguçada na pele de um animal permite a entrada do conteúdo celular, contendo compos-
tos altamente irritantes.
Outras substâncias segregadas por pelos epidérmicos incluem os princípios ativo da droga ma-
rijuana, retirados da epiderme da planta Canabis.
A função dos pelos depende da sua localização no corpo da planta, em raízes aumentam a
área de absorção da solução do solo, enquanto em órgãos aéreos evitam a perda excessiva de
água, protegem contra insetos, etc.

Tecidos dérmicos: Endoderme


Igualmente formada por uma única camada de células vivas, a endoderme envolve a zona cen-
tral das raízes, separando o córtex (é a sua última camada de células) da medula destes ór-
gãos.
Tem como função proteger a medula, que contém os tecidos condutores, de substâncias noci-
vas que tenham sido absorvidas ou tenham penetrado no córtex da raiz.
As suas células apresentam espessamentos de suberina ou lenhina em alguns locais da pare-
de celular, permitindo ainda a passagem de substâncias.
espessamentos em U - presentes apenas em angiospérmicas monocotiledôneas, apresentam
3 paredes laterais espessadas com suberina e a parede não espessada virada para o córtex.
Este espessamento, apesar de não total impede a passagem de substâncias pela célula logo
existem, a espaços regulares, as chamadas células janela, não espessadas, que permitem a
passagem em direção à medula;
pontuações ou bandas de Caspary - presentes apenas em angiospérmicas dicotiledóneas, este
espessamento forma uma banda em volta das células, mostrando ao M.O.C. pequenas pontu-
ações.
Tecidos dérmicos: Súber
O súber é um tecido secundário, muito leve e elástico, formado pelo câmbio suberofelogênico e
apenas presente em caules lenhosos.
As células do súber são mortas devido á deposição na parede secundária de suberina. A sube-
rina é uma substância lipídica, tornando estas células impermeáveis aos gases e à água.
Ao contrário da epiderme, o súber é um tecido com diversas camadas de células, podendo
atingir espessuras importantes, como no caso dos carvalhos ou dos sobreiros, onde forma a
cortiça.
Quando se forma, o súber substitui a epiderme nas suas funções de proteção, impedindo a
perda de água e protegendo o frágil floema.
Dado que se trata de um tecido impermeável, é necessário que estas camadas de células se-
jam interrompidas a espaços regulares, possibilitando as trocas gasosas com o meio. Essas
zonas de interrupção designam-se lentículas.
TEORIA DA TENSÃO-COESÃO
Estudos realizados por volta de 1894 por Dixon Joly permitiram concluir que existe uma relação
direta entre a transpiração e a ascensão da água no xilema, sendo a primeira o motor essencial
à ascensão da seiva bruta

A energia solar é a responsável pela transpiração, que ocorre a nível das células do mesófilo,
sendo o vapor de água libertado pelos estomas, devido ás paredes úmidas das células do me-
sófilo que se encontram em contacto com as câmaras estomáticas.

Este fenômeno causa uma deficiência de água nas folhas, o que diminui o seu potencial hídrico
pois a concentração de solutos aumenta – tensão. Como as células do mesófilo estão hipertô-
nicas em relação ao xilema a água desloca-se para a folha.

As moléculas de água são polares, pelo que estabelecem pontes de hidrogênio entre si, for-
mando uma coluna mais ou menos contínua de água no interior dos vasos xilêmicos – coesão.
Esta coesão entre moléculas de água é extremamente forte, cerca de 100 vezes superior ao
que seria necessário para formar uma coluna de água com 100 metros de altura. A polaridade

279
da molécula de água explica igualmente a sua enorme capacidade de adesão a outras subs-
tâncias, nomeadamente ás paredes dos vasos xilêmicos.

Deste modo, a evaporação a nível da folha causa o movimento de toda a coluna de água, tanto
mais rapidamente quanto maior for a taxa de transpiração. Esta ascensão cria um déficit de
água no xilema da raiz, fazendo com que mais água passe do solo para o córtex e deste para o
para o cilindro central, numa corrente de transpiração, que parece explicar a subida de água
acima dos 100 metros de altura, o que inclui mesmo as árvores mais altas.

Este processo apenas funciona se a corrente não for quebrada, o que pode acontecer por in-
terposição de bolhas de ar. Se a corrente não for restabelecida, o vaso xilêmico deixa de ser
funcional.

As características do xilema ajudam a que este processo seja extremamente eficaz, pois a au-
sência de conteúdo celular não cria obstáculos ao movimento da coluna de água, a parede le-
nhificada impede o colapso e o diâmetro reduzido dos elementos dos vasos facilita a adesão e
a coesão.http://www.simbiotica.org/transporteplanta.htm - topo

CONTROLE DA TRANSPIRAÇÃO

As folhas perdem diariamente o seu peso em água, o que pode querer dizer mais de 700 litros
de água por dia numa árvore de médio porte. Da água que penetra as raízes, apenas uma pe-
quena parte é retida pelas células, a maior parte passa a vapor, enchendo os espaços interce-
lulares do mesófilo.

280
A água evapora principalmente através dos estomas (apesar de estes apenas representarem
cerca de 1 a 2% da área superficial da folha), tanto das folhas como dos caules herbáceos,
embora exista uma pequena percentagem de perdas através da cutícula (cerca de 10%) dado
que esta não é completamente impermeável aos gases.

Esta evaporação pode ser controlada, no entanto, pois os estomas abrem e fecham, sob con-
trolo da planta, embora o mecanismo exato não seja ainda conhecido.

Os estomas têm uma estrutura característica e distinta das restantes células epidérmicas, com
duas células-guarda em forma de rim cuja parede interna, que rodeia a abertura ostíolo, é mais
espessada.

Este fato faz com que as restantes paredes das células-guarda tenham maior elasticidade, o
que permite abrir ou fechar o estoma, de acordo com o grau de turgescência da célula.

Ao contrário das restantes células epidérmicas, as células-guarda têm cloroplastos, embora a


sua ação fotossintética seja reduzida, pelo que não se considera que seja o resultado da fotos-
síntese o responsável pelas alterações de turgescência destas células.

O grau de turgescência das células-guarda pode variar devido a diversos fatores:

concentração de íons - um dos mecanismos mais aceites para explicar a abertura e fe-
cho dos estomas, resulta do transporte ativo de íons, nomeadamente potássio, para in-
terior das células-guarda, provindo das restantes células epidérmicas.

A variação da concentração de íon K+ parece estar relacionada com pigmentos sensí-


veis á luz, presentes na folha. Este movimento de K + torna as células-guarda hipertôni-
cas, a água desloca-se passivamente para o seu interior e a sua turgescência abre o es-

281
toma. Quando o transporte ativo cessa, o K+ flui naturalmente para as células epidérmi-
cas, as células-guarda tornam-se hipotônicas e plasmolizam, fechando o estoma.

Em caso de não existir quantidade de água suficiente no solo, a planta forma ácido abs-
císico, uma hormônio que impede o transporte ativo de K+ para as células, fechando o
estoma e impedindo a transpiração excessiva;

Luz, dióxido de carbono e pH - estes três fatores estão intimamente relaciona-


dos pois influenciam a ação da enzima fosforilase, que atua na síntese e degradação de
amido nas folhas e existe em grande quantidade nas células-guarda.

Em presença de luz realiza-se a fotossíntese, o que diminui a concentração de CO 2 para


níveis mínimos (0,03%), logo não existe formação de ácido carbônico (H2CO3) e o pH
sobe (básico). Nestas condições a fosforilase hidrolisa o amido em glicose, pelo que es-
te açúcar solúvel torna as células-guarda hipertônicas. A conseqüente entrada de água
causa a turgescência e a abertura do estoma.

Na obscuridade, ou seja, em meio ácido, a fosforilase sintetiza amido, açúcar insolúvel,


tornando as células-guarda hipotônicas e o estoma fecha. Esta variação de concentra-
ção de amido vs. glicose é exatamente a inversa do que acontece nos restantes células
da planta.

Estudos revelaram igualmente que as células-guarda retêm o seu amido durante longos
períodos de escuridão, quando a planta está altamente deficitária em glicídios, demons-
trando a importância deste composto para o funcionamento do estoma.

Diversos fatores ambientais afetam a taxa de transpiraçã, mas a luz tem, sem dúvida,
um papel fundamental, dado que os restantes fatores apenas podem atuar com os es-
tomas abertos. Esses fatores são a temperatura do ar, umidade atmosférica, vento e
água no solo.

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