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TITULO E TEMA DA REDAÇÃO

Antes de começarmos a estudar a introdução, teremos que nos ater a dois aspectos muito
importantes: o tema e o título:

Tema: É o assunto sobre o qual se escreve, ou seja, a idéia que será defendida ao longo da
dissertação. Deve-se ter o tema como um elemento abstrato. Nunca se refira a ele como parte
da dissertação

Título: É uma expressão, geralmente curta e sem verbo, colocada antes da dissertação. Se não
houver verbo no título, não se usa ponto final. Não se deve pular linha depois do título. A
colocação de letras maiúsculas em todas as palavras, menos artigos, preposições e conjunções,
é facultativa.

Apesar de o título ser importante para uma dissertação, julgo ser também perigoso, pois,
como o estudante não está acostumado a dissertar, pode equivocar-se e dar um título que não
corresponda ao âmago da redação. Portanto acredito que o ideal seria colocar título apenas
quando o vestibular o exigir.

Introdução: A Introdução é a informação do assunto sobre o qual a dissertação tratará. O


parágrafo introdutório é fundamental. precisa ser bem claro e chamar a atenção para os
tópicos mais importantes do desenvolvimento.

Como fazer introdução

O primeiro parágrafo da redação pode ser feito de diversas maneiras diferentes:

01) Trajetória histórica:

Traçar a trajetória histórica é apresentar uma analogia entre elementos do passado e do


presente.
Já que uma analogia será apresentada, então os elementos devem ser similares; há de haver
semelhança entre os argumentos apresentados, ou seja, só usaremos a trajetória histórica,
quando houver um fato no passado que seja comparável, de alguma maneira, a outro no
presente.

Quando apresentar a trajetória histórica na introdução, deve-se discutir, no desenvolvimento,


cada elemento em um só parágrafo. Não misture elementos de épocas diferentes em um
mesmo parágrafo. A trajetória histórica torna convincente a exemplificação; só se deve usar
esse argumento, se houver conhecimento que legitime a fonte histórica.

02) Comparando social, geográfica ou historicamente.

Também é apresentar uma analogia entre elementos, porém sem buscar no passado a
argumentação. É comparar dois países, dois fatos, duas personagens, enfim, comparar dois
elementos, para comprovar o tema.
Lembre-se de que se trata da introdução, portanto a comparação apenas será apresentada
para, no desenvolvimento, ser discutido cada elemento da comparação em um parágrafo.

03) Conceituando ou definindo uma idéia ou situação.

Em alguns temas de dissertação surgem palavras-chave de extrema importância para a


argumentação. Nesses casos, pode-se iniciar a redação com a definição dessa palavra, com o
significado dela, para, posteriormente, no desenvolvimento, trabalhar com exemplos de
comprovação.

04) Contestando uma idéia ou citação, contradizendo, em partes.

Quando o tema apresenta uma idéia com a qual não se concorda inteiramente, pode-se
trabalhar com este método: concordar com o tema, em partes, ou seja, argumentar que a
idéia do tema é verdadeira, mas que existem controvérsias; discutir que o assunto do tema é
polêmico, que há elementos que o comprovem, e elementos que discordem dele, igualmente.

Não se esqueça de que o desenvolvimento tem que ser condizente com a introdução, estar em
harmonia com ela, ou seja, se trabalhar com esse método, o desenvolvimento deve conter as
duas comprovações, cada uma em um parágrafo.

05) Refutando o tema, contradizendo totalmente.

Refutar significa rebater os argumentos; contestar as asserções; não concordar com algo;
reprovar; ser contrário a algo; contrariar com provas; desmentir; negar. Portanto refutar o
tema é escrever, na introdução, o contrário do que foi apresentado pelo tema. Deve-se tomar
muito cuidado, pois não é só escrever o contrário, mas mostrar que se é contra o que está
escrito. O ideal, nesse caso, é iniciar a introdução com Ao contrário do que se acredita...

Não se esqueça, novamente, de que o desenvolvimento tem que ser condizente com a
introdução, estar em harmonia com ela, ou seja, se trabalhar com esse método, o
desenvolvimento deve conter apenas elementos contrários ao tema. Cuidado para não cair em
contradição. Se for, na introdução, favorável ao tema, apresente, no desenvolvimento, apenas
elementos favoráveis a ele; se for contrário, apresente apenas elementos contrários.

06) Elaborando uma série de interrogações.

Pode-se iniciar a redação com uma série de perguntas. Porém, cuidado! Devem ser perguntas
que levem a questionamentos e reflexões, e não perguntas vazias que levem a nada ou apenas
a respostas genéricas.
As perguntas devem ser respondidas, no desenvolvimento, com argumentações coerentes e
importantes, cada uma em um parágrafo. Portanto use esse método apenas quando já possuir
as respostas, ou seja, escolha primeiramente os argumentos que serão utilizados no
desenvolvimento e elabore perguntas sobre eles, para funcionar como introdução da
dissertação.

07) Transformando a introdução em uma pergunta.

O mesmo que a anterior, mas com apenas uma pergunta.


08) Elaborando uma enumeração de informações.

Quando se tem certeza de que as informações são verídicas, podem-se usá-las na introdução
e, depois, discuti-las, uma a uma, no desenvolvimento.

09) Caracterizando espaços ou aspectos.

Pode-se iniciar a introdução com uma descrição de lugares ou de épocas, ou ainda com uma
narração de fatos. Deve ser uma curta descrição ou narração, somente para iniciar a redação
de maneira interessante, curiosa. Não se empolgue!! Não transforme a dissertação em
descrição, muito menos em narração.

10) Resumo do que será apresentado no desenvolvimento.

Uma das maneiras mais fáceis de se elaborar a introdução é apresentar o resumo do que se vai
discutir no desenvolvimento. Nesse caso, é necessário planejar cuidadosamente a redação
toda, antes de começá-la, pois, na introdução, serão apresentados os tópicos a serem
discutidos no desenvolvimento. Deve-se tomar o cuidado para não se apresentarem muitos
tópicos, senão a dissertação será somente expositiva e não argumentativa. Cada tópico
apresentado na introdução deve ser discutido no desenvolvimento em um parágrafo inteiro.
Não se devem misturá-los em um parágrafo só, nem utilizar dois ou mais parágrafos, para se
discutir um mesmo assunto. O ideal é que sejam apresentados somente dois ou três temas
para discussão.

11) Paráfrase.

A maneira mais fácil de se elaborar a introdução é valendo-se da paráfrase, que consiste em


reescrever o tema, utilizando suas próprias palavras. Deve- se tomar o cuidado, para não
apenas se substituírem as palavras do tema por sinônimos, pois isso será demonstração de
falta de criatividade; o melhor é reestruturar totalmente o tema, realmente utilizando "SUAS"
palavras.
Observe o que traz o Michaelis - Moderno Dicionário da Língua Portuguesa, quanto à definição
da palavra paráfrase: Explicação ou tradução mais desenvolvida de um texto por meio de
palavras diferentes das nele empregadas. Portanto sua frase deve ser mais desenvolvida que a
frase apresentada como tema, e as palavras devem ser diferentes, e não sinônimas.

Frases-modelo, para o início da introdução:

Apresento, aqui, algumas frases que podem ajudar, para iniciar a introdução. Não tomem estas
frases como receita infalível. Antes de usá-las, analise bem o tema, planeje incansavelmente o
desenvolvimento, use sua inteligência, para ter certeza daquilo que será incluso em sua
dissertação. Só depois disso, use estas frases:

É de conhecimento geral que ...


Todos sabem que, em nosso país, há tempos, observa- se ...

Nesse caso, utilizei circunstância de lugar (em nosso país) e de tempo (há tempos). Isso é só
para mostrar que é possível acrescentar circunstância divesas na introdução, não
necessariamente estas que aqui estão. Outro elemento com o qual se deve tomar muito
cuidado é o pronome se. Nesse caso, ele é partícula apassivadora, portanto o verbo deverá
concordar com o elemento que vier à frente (sing. ou pl.)

Cogita-se, com muita freqüência, de ...


O mesmo raciocínio da anterior, agora com a circunstância de modo (com muita freqüência).
Muito se tem discutido, recentemente, acerca de ...
Muito se debate, hoje em dia, ...
Partícula apassivadora novamente. Cuidado com a concordância.
O (A) ..... é de fundamental importância em ....
É de fundamental importância o (a) ....
É indiscutível que ... / É inegável que ...
Muito se discute a importância de ...
Comenta-se, com freqüência, a respeito de ...
Não raro, toma-se conhecimento, por meio de ..., de
Apesar de muitos acreditarem que .... (refutação)
Ao contrário do que muitos acreditam ... (refutação)
Pode-se afirmar que, em razão de ...( devido a, pelo ) ...
Ao fazer uma análise da sociedade, busca-se descobrir as causas de ....
Talvez seja difícil dizer o motivo pelo qual ...
Ao analisar o (a, os, as) ... , é possível conhecer o (a, os, as) .... , pois
ESTRUTURA DE UMA REDAÇÃO Veja abaixo quadros resumos da estrutura de uma redação
(introdução, desenvolvimento e conclusão) das três modalidades de uma redação: descrição,
narração e dissertação.

Estrutura de uma Descrição

CARACTERÍSTICAS Situa seres e objetos no espaço (fotografia)

A perspectiva do observador focaliza o ser ou objeto, distingue seus


INTRODUÇÃO
aspectos gerais e os interpreta.

Capta os elementos numa ordem coerente com a disposição em que


DESENVOLVIMENTO eles se encontram no espaço, caracterizando-os objetiva e
subjetivamente, física e psicologicamente na redação.

Não há um procedimento específico para conclusão. Considera-se


CONCLUSÃO
concluído o texto quando se completa a caracterização.

Uso dos cinco sentidos: audição, gustação, olfato, tato e visão, que,
RECURSOS combinados, produzem a sinestesia. Adjetivação farta, verbos de
estado, linguagem metafórica, comparações e prosopopéias.

Sensibilidade para combinar e transmitir sensações físicas (cores,


O QUE SE PEDE formas, sons, gostos, odores) e psicológicas (impressões subjetivas,
comportamentos). Pode ser redigida num único parágrafo.

Estrutura de uma Narração

CARACTERÍSTICAS Situa seres e objetos no tempo (história)

INTRODUÇÃO Apresenta as personagens, localizando-as no tempo e no espaço.

Através das ações das personagens, constroem-se a trama e o


DESENVOLVIMENTO
suspense, que culminam no clímax da redação.

Existem várias maneiras de concluir-se uma narração. Esclarecer a


CONCLUSÃO
trama é apenas uma delas.

Verbos de ação, geralmente no tempo passado; narrador personagem,


RECURSOS
observador ou onisciente; discursos direto, indireto e indireto livre.

Imaginação para compor uma história que entretenha o leitor,


O QUE SE PEDE provocando expectativa e tensão. Pode ser romântica, dramática ou
humorística.

Estrutura de uma Dissertação

CARACTERÍSTICAS Discute um assunto apresentando pontos de vista e juízos de valor.


INTRODUÇÃO Apresenta a síntese do ponto de vista a ser discutido (tese).

Amplia e explica o parágrafo introdutório. Expõe argumentos que


DESENVOLVIMENTO evidenciam posição crítica, analítica, reflexiva, interpretativa, opinativa
sobre o assunto.

Retoma sinteticamente as reflexões críticas ou aponta as perspectivas


CONCLUSÃO
de solução para o que foi discutido.

Linguagem referencial, objetiva; evidências, exemplos, justificativas e


RECURSOS
dados.

Capacidade de organizar idéias (coesão), conteúdo para discussão


O QUE SE PEDE (cultura geral), linguagem clara, objetiva, vocabulário adequado e
diversificado.

A Crônica na estrutura de uma redação

Da descrição, a crônica tem a sensibilidade impressionista; da narração, imaginação (para o


humor ou a tensão); e da dissertação, o teor crítico. A crônica pode ser narrativa, narrativo-
descritiva, humorística, lírica, reflexiva, ou combinar essas variantes com as singularidades
do assunto. Desenvoltura e intimidade na linguagem aproximam o texto do leitor. E um
gênero breve (curta extensão), que não tem estrutura definida. Toda possibilidade de
criação é permitida nesse tipo de redação, que corresponde a um flagrante do cotidiano, em
seus aspectos pitorescos e inusitados, a uma abordagem humorística, a uma reflexão
existencial, a uma passagem lírica ou a um comentário de interesse social.

DESENVOLVIMENTO DE UMA REDAÇÃO

O desenvolvimento é a redação propriamente dita. No desenvolvimento, o aluno deverá


discutir os argumentos apresentados na Introdução. Em cada parágrafo, escreve-se sobre
um, e somente um, argumento.

Os parágrafos argumentativos da redação, além do que estudamos juntamente com a


introdução, podem ser feitos de diversas maneiras diferentes:

01) Hipótese:

Apresentar hipótese no desenvolvimento é a tentativa de buscar soluções, apontando


prováveis resultados. Na hipótese, o aluno mostra estar interessado pelo assunto e disposto
a encontrar soluções, para melhorar a situação. Com a hipótese, praticamente, não se corre
o risco de apenas expor o assunto.

02) Paralelismo:
Trabalhar com o paralelismo, no desenvolvimento, é apresentar um mesmo assunto com
diferentes enfoques, é apresentar correspondência entre idéias ou opiniões diferentes em
relação ao mesmo argumento. Por exemplo, em se tratando de informática, discutir sobre o
mercado de trabalho, não apenas argumentando que a máquina tomou o lugar do homem,
mas também apresentando o aumento de emprego na área, os recursos técnicos
disponíveis, a comodidade, etc...

03) Bilateralidade:

Trabalhar com a bilateralidade é apresentar aspectos positivos e aspectos negativos, pontos


favoráveis e pontos desfavoráveis do argumento. É trabalhar com os "prós e contras", sem
dar ênfase a apenas um deles.

Procure trabalhar com apenas dois parágrafos no desenvolvimento: um com os aspectos


favoráveis; outro com os desfavoráveis.

04) Oposição de idéias:

Trabalhar com oposição de idéias é explorar com o mesmo interesse crítico dois pólos que
sustentam a discussão. Por exemplo, em se tratando de educação infantil, explorar a
educação masculina e a educação feminina com o mesmo interesse, mostrando as diferenças
existentes.

05) Causas e conseqüências:

Trabalhar com causas e conseqüências é apresentar, em um parágrafo, os aspectos que


levaram ao problema discutido e, em outro parágrafo, as suas decorrências.

06) Exemplificação:

Seja qual for a introdução, a exemplificação é a maneira mais fácil de se desenvolver a


dissertação.
Devem-se apresentar exemplos concretos, que sejam importantes para a sociedade.
Argumente sobre personagens históricas, artísticas, políticas, sobre fatos históricos,
culturais, sociais importantes.

Frases-modelo, para o desenvolvimento:

Apresento, aqui, algumas frases que podem ajudar, para iniciar o desenvolvimento. Não
tomem estas frases como receita infalível. Antes de usá-las, analise bem o tema, planeje
incansavelmente o desenvolvimento, use sua inteligência, para ter certeza daquilo que será
incluso em sua dissertação. Só depois disso, use estas frases:

Frases para parágrafos causas e conseqüências:

Ao se examinarem alguns ..., verifica-se que ... . Pode-se mencionar, por exemplo, ...

Em conseqüência disso, vê-se, a todo instante, ...

Frases para parágrafos prós e contras:


Alguns argumentam que .... . Além disso ... . Isso sem contar que ....

Outros, porém, ..... . Há registros históricos de ....... que .......

Frases para parágrafos trajetória histórica:

Antigamente, quando ... , percebia-se que ...

Atualmente, observa-se que ...

Em conseqüência disso, nota-se ...

Outras frases:

Dentre os inúmeros motivos que levaram o ...... é incontestável que .....

A observação crítica de fatos históricos revela o porquê de ......

Fazendo um estudo de ....... , percebe-se, por meio de ...... , ....

Ligação entre os parágrafos do desenvolvimento:

É muito importante que os parágrafos do desenvolvimento tenham ligação, a fim de que não
transformem a dissertação em uma seqüência de parágrafos desconexos. Segue, a seguir,
uma série de frases para a ligação entre os parágrafos.

Além disso ...

Outro fator existente ...

Outra preocupação constante ...

Ainda convém lembrar ...

Por outro lado ...

Porém, mas, contudo, todavia, no entanto, entretanto ...

MODELO REDAÇÃO

Hoje, vou postar aqui um modelinho super feijão com arroz para você que tem dificuldade
em redação. Calma! É muito simples e fácil de memorizar, não tem erro!

Veja na imagem abaixo a estrutura de redação que você deve seguir para conseguir arrancar
aquele 10 da banca no vestibular!
Agora que você observou a estrutura, confira o que deve conter cada parágrafo!
Gente, semana que vem tem temas propostos COMENTADOS e dicas com o que deve conter
sua redação para atingir a nota 10. Não perca, é MUITO importante para o ENEM!

TREINO DE REDAÇÃO

Há 2 posts ( confira! post1) eu deixei vocês com 3 tipos de textos na cabeça: contos, artigos
de opinião e dissertações, certo? Isso porque esses são os tipos de textos mais pedidos nos
vestibulares no Brasil.

Como sempre digo, é preciso sempre treinar a redação, porque, quanto mais escrevemos,
mais desenvolvemos essa habilidade e melhor nosso texto se torna. Por isso, proponho um
exercício para vocês fazerem nas férias. No post passado, coloquei uma sugestão de leitura,
um texto do “Observatório da Imprensa” sobre Imprensa e Corrupção, certo? Encarem isso
como um texto de apoio e desenvolvam uma dissertação argumentativa, de 20 a 30 linhas,
sobre o seguinte tema:

“Qual o papel da imprensa no combate à corrupção no Brasil?”

Seguem algumas dicas:

- Peguem um despertador e coloquem para despertar daqui a uma hora e meia.

- Separem cerca de meia hora para pensar nos argumentos que podem ser usados. Se
preferirem, releiam o texto do post passado, para servir de apoio.

- Escrevam a redação.

- Releiam no final e corrijam os erros ortográficos e repetição de palavras.

- Mostre para alguém e pergunte se a pessoa foi convencida do que você defendeu na sua
tese da dissertação.

Esse é um exercício legal, pois vocês treinam escrita e argumentação. Se gostarem, façam
isso com outros temas, de provas antigas de vestibular. Para aqueles que têm amigos
vestibulandos, é legal trocar os textos e discutir a escrita do outro. Isso pode ser muito
bacana!

TITULO DA REDAÇÃO

Hoje eu quero falar sobre uma parte da redação que sempre deixa os candidatos um pouco
apreensivos e cheios de dúvidas: o título! É verdade que algumas bancas exigem que o
candidato coloque o título na redação, e explicitam isso na prova, e há bancas que não se
importam muito com isso. No entanto, nenhuma banca proíbe, portanto, por via das
dúvidas, coloque um título no seu texto sempre. Se ele for bom, pode contribuir para a
originalidade da sua redação. Se ele for ruim, não comprometerá tanto assim a sua nota.
Ah, e ainda tem outra dica interessante! Deixe para pensar no seu título depois que escrever
a sua redação, por um motivo bem simples: o ideal é que o seu título tenha alguma coisa a
ver com alguma parte da sua redação, principalmente com a conclusão. Isso mostra que seu
texto é circular e planejado. Sendo assim, use seu próprio texto como inspiração para o seu
título!

E, para finalizar: procure fazer títulos sucintos. Ou seja, evite títulos grandes, até mesmo
orações.

“Métodos de Raciocínio Lógico”,

hoje falaremos sobre o último deles, a Dialética!

Assim como estudamos na dedução e na indução, o raciocínio dialético é composto por três
“afirmações”, que aqui chamamos de tese, antítese e síntese. Este método consiste,
basicamente, em apresentar um argumento contrário ao seu para, porteriormente, quebrá-
lo, fortalecendo a sua tese. Então, vamos supor que o tema seja “Preconceito na Sociedade
Contemporânea”. Sua seleção de argumentos poderia ficar assim:

1 – TESE: O preconceito é um grave problema que a sociedade contemporânea precisa


enfrentar, porque hoje em dia assume diversas facetas, como o racismo, o bullying, a
homofobia, entre outros.

2 – ANTÍTESE: No entanto, este não é um problema da sociedade contemporânea. Sempre


existiu o preconceito, é só pensarmos, por exemplo, no nazismo e no anti-semitismo que
são, até hoje, chagas na nossa história.

3 – SÍNTESE: É preciso perceber, no entanto, que tal problemática se faz ainda mais forte nos
dias de hoje, pois a contemporaneidade conta com um artifício de propagação de ideias
deturpadas e preconceituosas: a internet. Por meio dela, é possível que qualquer um que
tenha acesso poste e divulgue qualquer tipo de comentário, podendo, assim, influenciar
outras pessoas.

Perceberam o que foi feito? A sua tese, ou seja, o que você defenderia na redação, é que o
preconceito é um problema muito grave na contemporaneidade. No parágrafo seguinte,
você se anteciparia a possíveis críticos e opositores, dizendo que você sabe que este não é
um problema atual, mas histórico, mostrando que você entende os dois lados da questão.
Porém, na síntese, você quebraria esse argumento opositor, dizendo que, embora seja
histórico, ele é mais grave hoje, pois antigamente não existia um instrumento tão forte
quanto a internet para propagar ideias de forma rápida e massiva.

Este é um excelente método para temas polêmicos, pois mostra força na argumentação,
além de provar para a banca que você é um candidato antenado nos acontecimentos, e que
não é radical, ou seja, conhece os mais diferentes ângulos de uma mesma questão, mas
acredita haver um posicionamento mais forte. Mas, atenção! O fato de haver 3 afirmações
não quer dizer que você só deve fazer 3 parágrafos! Lembre-se de que isso é uma dissertação
e, via de regra, no vestibular, estabelecemos 4 ou 5 no total. É preciso que você faça uma
introdução normalmente, contextualizando o tema e sugerindo seu posicionamento. Se
ainda tiver dúvidas, verifique o post sobre introdução em dissertações. Use o parágrafo
“tese” como seu primeiro parágrafo de argumentação. Somente a síntese pode, sim,
funcionar como conclusão, mas não se esqueça de dar um tom conclusivo ao seu texto, ok?

Bem, finalizamos o módulo “Raciocínios Lógicos“. No próximo post, voltarei com mais uma
redação pronta e, depois, falarei sobre a Carta Argumentativa, um tipo de texto volta e meia
pedido em vestibulares do Rio e de São Paulo.

Estrutura da Dissertação – A Introdução.

Depois de vermos as etapas que antecedem o ato de escrever propriamente dito – como uso
da coletânea e interpretação do tema proposto – vamos entrar, de fato, na estrutura da
dissertação. Começaremos com a introdução, o primeiro parágrafo do seu texto.

Considerando a estrutura dissertativa-argumentativa exigida pela maioria esmagadora das


bancas de vestibulares, é na introdução que vocês devem – perdoem a obviedade –
introduzir o leitor no texto. Analisando a morfologia da palavra, “dução” vem do verbo
latino “ducere”, que quer dizer “levar”. Já o prefixo “intro” quer dizer “dentro”. Logo, a
introdução serve, literalmente, para levar o leitor para dentro do texto!

Por isso, uma introdução eficiente deve revelar somente o necessário sobre o tema, ou seja,
vocês não devem começar a argumentar logo no início do texto, apenas situar o leitor e
estimulá-lo a prosseguir com a leitura. Para isso, seu parágrafo deve ter dois aspectos
principais:

- A contextualização: as primeiras linhas (em uma introdução de 5 linhas, use aqui umas 3 ou
4), devem explicitar o tema proposto, ressaltando a importância daquele debate. Que
proposta é aquela? Por que ela está sendo discutido? Como ela se situa no contexto atual?

- A sugestão de uma abordagem e/ou ponto de vista: lembrem-se de que vocês não devem
começar a argumentar logo na introdução, mas é sempre bom marcar um posicionamento,
especificando qual ponto de vista será defendido.

Observem a introdução abaixo:

Tema 1: UERJ 2008 - Os Meios de Comunicação devem sofrer alguma forma de controle, ou
todo controle representa uma censura indevida?

No panorama contemporâneo, muito se tem discutido sobre o papel que devem exercer os
meios de comunicação nas sociedades atuais. Países, como o Brasil, que já sofreram com
governos ditatoriais, entendem as feridas que o processo de censura traz, não só para os
artistas e jornalistas, que se calam, mas para a própria população, que se vê tolhida de
direitos básicos. É certo, no entanto, que os meios massificados podem apelar para
banalização e vulgaridade para atender aos interesses do capital. Por isso, uma discussão
sobre censura e liberdade de expressão se faz mais do que necessária.
Parte 1 – Contextualização: o autor situou o problema no contexto atual, e disse o motivo de
ele ser especialmente relevante no Brasil.

Parte 2 – Sugestão do Posicionamento - o autor mostrou que a banalização pode ser um


problema, e reafirmou que essa discussão é de grande importância.

Dissertação – Tipos de Introdução

No último post, estudamos as principais funções da introdução. Embora eu goste de ressaltar


que não existe uma fórmula única e infalível para se construir uma boa introdução, existem
algumas técnicas – ou tipos de introdução – que podem ser usadas, para que se aumentem
as chances de sucesso. Leiam todas, escolham a que acham melhor, e treinem bastante! São
elas:

- Introdução por Citação de Argumentos – Neste tipo, o mais tradicional deles, o candidato
deve contextualizar o tema (Que tema é esse? Qual a importância dele no mundo atual?), e
apenas citar os pontos que serão aprofundados ao longo do texto, com palavras-chave.

- Introdução por Base Histórica – O candidato deve procurar na História uma relação direta
com o tema proposto, ainda que este seja contemporâneo. Ou seja, em um tema como “A
importância do amor no mundo pós-moderno”, começar a introdução dizendo como os
relacionamentos eram “montados” com base nas terras e dotes no passado pode ser uma
boa estratégia.

- Introdução por Flashes – Na primeira oração da introdução, o candidato cita algumas


palavras-chave que representem aquele tema. Por exemplo, em um tema como “A violência
na sociedade brasileira”, é possível começar a redação assim: “Tiros. Assaltos. Medo. Essas
são algumas palavras que representam bem a questão da violência na sociedade brasileira.”.

- Introdução por Situação Concreta – Consiste em citar um fato concreto para melhor ilustrar
a contextualização. Em um tema como “A Intolerância no Mundo Contemporâneo”, pode ser
bastante eficaz começar a introdução falando rapidamente sobre o 11 de setembro.

- Introdução por Conceituação – Neste tipo, o candidato dá a definição de alguma palavra-


chave do tema, quase como um dicionário. Também são usados, aqui, pedaços de leis e/ou
textos científicos.

- Introdução por Alusões Culturais – Consiste em citar uma frase ou citação de algum
especialista no assunto, ou personalidade. Por exemplo, naquele tema sobre o amor, uma
boa estratégia seria começar a introdução com algo como: “O grande poeta Camões, certa
vez, disse que ‘Amor é fogo que arde sem se ver, é ferida que dói e não se sente, é um
contentamento descontente.’. A partir disso, é possível contemplar a questão do amor no
mundo contemporâneo, uma vez que tal romantismo é cada vez mais difícil na atualidade’”.

Entenderam? Agora é praticar!


No próximo post, voltarei com os principais erros em introduções, para fecharmos esse
assunto!

Estrutura da Dissertação – O Desenvolvimento

Olá, pessoal!

Hoje entramos no módulo “Desenvolvimento da Dissertação“. Quero que vocês prestem


muita atenção nos próximos posts, pois esta é a parte mais importante da sua dissertação. É
no desenvolvimento que você mostra todo seu poder argumentativo, “ganha” o leitor, e
garante sua nota alta.

Para começar, temos que estabelecer os rumos estruturais do texto. Sabemos que sua
redação deve ter 4 ou 5 parágrafos. Na primeira opção, seriam 2 de desenvolvimento, e na
segunda, seriam 3. A dica é: se você tem dois argumentos bem fortes e um médio, faça sua
dissertação com dois parágrafos de argumentação mesmo. É melhor um parágrafo a menos
do que um parágrafo mais ou menos!

No entanto, devemos nos acostumar a tentar escrever três parágrafos de desenvolvimento,


TODOS com argumentos fortes. Hoje, quero definir bem com vocês essas funções e conceitos
do parágrafo.

Sabemos que o parágrafo serve para “organizar” o texto em idéias. Sendo assim, um
parágrafo famais pode ter duas ou mais idéias principais. Isso se chama empilhamento de
idéias, e é um erro feio, pois mostra falta de organização e planejamento da redação. Por
isso, lembrem-se: um bom parágrafo de argumentação possui uma idéia principal bem
desenvolvida.

Para esse bom desenvolvimento, temos duas etapas em cada parágrafo de


desenvolvimento:

- Tópico-Frasal: é um “período síntese”, normalmente o primeiro, da idéia que será


desenvolvida.

- Ampliação: é o desenvolvimento do tópico frasal, ou seja, a explicação do mesmo.

Por isso, atentem para isto: ao escrever cada parágrafo desenvolvimento, certifiquem-se de
que há essas duas etapas: o tópico-frasal e a ampliação. Elas garantem a estrutura interna do
mesmo.

Observem esse parágrafo retirado de uma redação do ENEM 2007, cujo tema era: “O Desafio
de Conviver com as diferenças”:

“Além disso, em um contexto capitalista e competitivo, vivencia-se uma disputa cada vez
mais acirrada no mercado de trabalho. Enquanto lutamos por status e posições sociais,
cultuamos o individualismo, o que nos deixa míopes. Visando o próprio crescimento e
sobrevivência no concorrido mundo contemporâneo, ficamos tão preocupados com nós
mesmos que passamos a não enxergar as diferenças particulares e singulares, tão válidas e
importantes para o equilíbrio social. Não são necessárias lentes de aumento, mas menos
egoísmo para percebermos os outros ao redor.”

Estrutura:

Tópico Frasal: “Além disso, em um contexto capitalista e competitivo, vivencia-se uma


disputa cada vez mais acirrada no mercado de trabalho.” (reparem o uso do “Além disso”
como recurso coesivo, pois este era o segundo parágrafo de desenvolvimento)

Ampliação: “Enquanto lutamos por status e posições sociais, cultuamos o individualismo, o


que nos deixa míopes. Visando o próprio crescimento e sobrevivência no concorrido mundo
contemporâneo, ficamos tão preocupados com nós mesmos que passamos a não enxergar as
diferenças particulares e singulares, tão válidas e importantes para o equilíbrio social. Não
são necessárias lentes de aumento, mas menos egoísmo para percebermos os outros ao
redor.”

Estrutura da Dissertação – O Desenvolvimento

Hoje entramos no módulo “Desenvolvimento da Dissertação“. Quero que vocês prestem


muita atenção nos próximos posts, pois esta é a parte mais importante da sua dissertação. É
no desenvolvimento que você mostra todo seu poder argumentativo, “ganha” o leitor, e
garante sua nota alta.

Para começar, temos que estabelecer os rumos estruturais do texto. Sabemos que sua
redação deve ter 4 ou 5 parágrafos. Na primeira opção, seriam 2 de desenvolvimento, e na
segunda, seriam 3. A dica é: se você tem dois argumentos bem fortes e um médio, faça sua
dissertação com dois parágrafos de argumentação mesmo. É melhor um parágrafo a menos
do que um parágrafo mais ou menos!

No entanto, devemos nos acostumar a tentar escrever três parágrafos de desenvolvimento,


TODOS com argumentos fortes. Hoje, quero definir bem com vocês essas funções e conceitos
do parágrafo.

Sabemos que o parágrafo serve para “organizar” o texto em idéias. Sendo assim, um
parágrafo famais pode ter duas ou mais idéias principais. Isso se chama empilhamento de
idéias, e é um erro feio, pois mostra falta de organização e planejamento da redação. Por
isso, lembrem-se: um bom parágrafo de argumentação possui uma idéia principal bem
desenvolvida.

Para esse bom desenvolvimento, temos duas etapas em cada parágrafo de


desenvolvimento:

- Tópico-Frasal: é um “período síntese”, normalmente o primeiro, da idéia que será


desenvolvida.

- Ampliação: é o desenvolvimento do tópico frasal, ou seja, a explicação do mesmo.


Por isso, atentem para isto: ao escrever cada parágrafo desenvolvimento, certifiquem-se de
que há essas duas etapas: o tópico-frasal e a ampliação. Elas garantem a estrutura interna do
mesmo.

Observem esse parágrafo retirado de uma redação do ENEM 2007, cujo tema era: “O Desafio
de Conviver com as diferenças”:

“Além disso, em um contexto capitalista e competitivo, vivencia-se uma disputa cada vez
mais acirrada no mercado de trabalho. Enquanto lutamos por status e posições sociais,
cultuamos o individualismo, o que nos deixa míopes. Visando o próprio crescimento e
sobrevivência no concorrido mundo contemporâneo, ficamos tão preocupados com nós
mesmos que passamos a não enxergar as diferenças particulares e singulares, tão válidas e
importantes para o equilíbrio social. Não são necessárias lentes de aumento, mas menos
egoísmo para percebermos os outros ao redor.”

Estrutura:

Tópico Frasal: “Além disso, em um contexto capitalista e competitivo, vivencia-se uma


disputa cada vez mais acirrada no mercado de trabalho.” (reparem o uso do “Além disso”
como recurso coesivo, pois este era o segundo parágrafo de desenvolvimento)

Ampliação: “Enquanto lutamos por status e posições sociais, cultuamos o individualismo, o


que nos deixa míopes. Visando o próprio crescimento e sobrevivência no concorrido mundo
contemporâneo, ficamos tão preocupados com nós mesmos que passamos a não enxergar as
diferenças particulares e singulares, tão válidas e importantes para o equilíbrio social. Não
são necessárias lentes de aumento, mas menos egoísmo para percebermos os outros ao
redor.”

Perceberam?

Mais sobre os parágrafos de desenvolvimento!

Olá! Vamos continuar falando sobre o recheio da redação: os parágrafos de


desenvolvimento. É fundamental que você pratique bem essa parte, porque é o espaço que
você tem para defender e comprovar sua argumentação.

Prometi que, neste post, avaliaríamos um exemplo eficiente. Escolhi o primeiro parágrafo de
desenvolvimento da primeira redação exemplar que postei aqui, com o título “Mutualismo”,
referente ao tema da prova de 2004 do ENEM, “Como garantir a liberdade e evitar os abusos
nos meios de comunicação?”. Observe:

“A maior parte dos meios de comunicação em massa é controlada por empresas privadas. É,
por esse motivo, vinculado somente o que atende os interesses individuais de seus
proprietários. Tais empresários visam o lucro, e por isso não hesitam em exibir cenas fortes e
violentas em horários que crianças estão acordadas, ou apelar para qualquer assunto que
atraia espectadores. Assim, o Estado deveria criar um órgão eficiente que acompanhasse
todos os passos da imprensa brasileira. Para evitar que seja o retorno da DIP e com isso a
instituição da censura, pode-se, então, apoiar organizações não governamentais, como o
Observatório da Imprensa, que já realiza esse trabalho para o bem da sociedade.”

Qual a idéia principal desse parágrafo? O fato de que os meios de comunicação em massa
atendem a interesses particulares e privados, visando sempre à maximização dos lucros e,
por isso, se utilizam, por vezes, de programas e linguagens apelativas e abusivas. Repare nos
três primeiros períodos. Eles seguem a seguinte lógica:

- 1º período: tópico frasal. (Pensem: que idéia defenderei nesse parágrafo?)

- 2º período: Desenvolvendo o tópico frasal: a causa.

- 3º período: Desenvolvendo o tópico frasal: a conseqüência.

Com três períodos, a autora conseguiu defender uma idéia, e estabelecer um argumento.
Agora você deve estar se perguntando: e esses dois últimos períodos?

Aí vem uma dica vital sobre o ENEM, portanto, copie isso em letras garrafais e cole em algum
lugar que você veja sempre! Vamos lá: não me canso de dizer que o ENEM está interessado,
entre outras coisas, em avaliar o seu senso de cidadania e sua capacidade de elaborar
propostas para a situação-problema apresentada. Portanto, mostre que você é um cidadão
brasileiro atualizado, engajado, e preocupado com seu país: ao invés de somente dar
soluções na conclusão (como todo mundo faz, mas você não é todo mundo!), sugira uma
pequena solução no fim de cada parágrafo de desenvolvimento, relacionada ao que você
defendeu nele. Eis um diferencial que pode fazer você disparar na frente!

No próximo post, falarei sobre os cuidados que devem ser tomados em um parágrafo de
desenvolvimento. E não deixe de praticar! Muito mais do que inspiração, redação é prática!

Erros no Desenvolvimento!

Olá de novo, leitores do Desconversa! Hoje fecho o assunto “parágrafos de


desenvolvimento”. Pelo menos por enquanto, afinal, nunca é demais enfatizar o quão
importante é a argumentação.

Quero listar aqui os sete principais erros cometidos nesses parágrafos, por candidatos em
dissertações de vestibulares. Por isso, prestem bastante atenção, pois além de saber o que
fazer, é importante saber o que não fazer também!

- Empilhamento de idéias. (muitas idéias soltas em um parágrafo; procure estabelecer um


argumento por parágrafo somente, para poder melhor desenvolvê-lo)

- Exemplos como argumentos (exemplos servem para comprovar seu argumento, mas eles
não são um argumento!)

- Panfletagem (não radicalize seu ponto de vista; a idéia é defender uma argumentação, não
fazer uma propaganda!)
- Clichês (uso de lugares-comuns demonstram falta de originalidade, erro feio!)

- Redundâncias (a repetição de idéias e palavras deve ser evitada, pois compromete a


fluência da argumentação)

- Linguagem Oral e Linguagem Rebuscada (tanto o uso de gírias e oralidades quanto a


linguagem excessivamente rebuscada e sofisticada constituem erros; seja formal, sem
exageros)

- Fuga ao tema (este erro pode anular a redação de um candidato; atente para o tema
proposto, o tempo todo!)

Para saber argumentar bem, além de treino, é legal, também, ler muito. O Diogo Mainardi,
jornalista, é um dos escritores mais polêmicos e eficientes da atualidade, e sabe argumentar
como ninguém. Ainda que vocês não concordem com suas opiniões, procurem dar uma lida
no que ele escreve, visitando seu blog, mesmo que seja pra contra-argumentar! Fica a dica!

No próximo post, começarei a falar sobre a conclusão!

Pratiquem, pratiquem, pratiquem…

…E chegamos à conclusão!

Olá! Vamos começar hoje a falar sobre a conclusão, aquele arremate tão importante que, se
bem executado, pode fechar com chave de ouro seu texto. É claro que há várias maneiras de
elaborar uma conclusão em um texto dissertativo-argumentativo, mas como agora nosso
foco é o ENEM, vamos falar especificamente da redação dessa prova.

Uma das formas mais comuns de se concluir um texto é com uma síntese, ou seja, o autor
reapresenta suas idéias de forma resumida, sintetizando seus argumentos para ratificar sua
tese. Mas cuidado, você não deve repetir exatamente as frases que usou no decorrer do
desenvolvimento. Mostre criatividade!

A elaboração de propostas não é obrigatória, embora seja muito válida, pois mostra
preocupação diante da problemática apresentada, e discernimento para tentar solucioná-la.
Já falei várias vezes aqui que o ENEM procura medir o nível de cidadania e responsabilidade
social do candidato, então, nessa prova, é preciso, sim, elaborar soluções para a situação-
problema do tema. Seja otimista e, mesmo diante de algo de difícil solução, procure mostrar
que nem tudo está perdido, que há sempre como contornar a situação. Entretanto, mostre
propostas razoáveis, fuja de utopias, seja realista.

Então, vamos à listinha amiga dos principais elementos que devem constar na conclusão da
redação do ENEM:

- Elaboração de propostas de intervenções; solucionar a questão do tema

- Mostrar que houve preocupação em solucionar o problema

- Discurso empolgante
Não se esqueça, é claro, dos recursos coesivos: “Portanto”, “Assim”, “Desse modo”, “Dessa
maneira”…

Estratégias de Conclusão

Olá!

Conforme prometi no último post, hoje vim mostrar algumas estratégias que podem ser
usadas na Conclusão, a fim de manter o nível de interesse do leitor, e garantir uma boa nota.
Assim como fizemos na Introdução e no Desenvolvimento, analisando estratégias, escolham
a que parecer melhor para vocês, e pratiquem bastante. São elas:

- Proposta de Intervenção – Tipo bem comum, mas bastante eficiente. Aqui, o candidato se
mostra preocupado com a problemática abordada, e sugere soluções para a mesma. É
preciso, todavia, fugir de soluções “utópicas”. Lembremos que a grande maioria dos
problemas pedidos em temas de vestibulares não são de fácil solução. Por isso, ao invés de
“viajar” e propor coisas pouco viáveis, às vezes é melhor sugerir maneiras de amenizar a
questão.

- Intertextualidade – Aqui, podemos fazer referências a autoridades no assunto abordado,


filósofos, escritores famosos, referências culturais… Bom para quem tem uma boa vagagem
cultural, e é uma excelente maneira de demostrar conhecimento de mundo e , quem sabe,
terminar seu texto com uma “frase de efeito”.

- Sugestão de figuras – Nessa estratégia, o autor faz uso de figuras de linguagem para causar
impacto no leitor. As mais comuns são: hipérboles, metáforas, metonímias e ironias.
Destaca-se por ser uma estratégia bastante diferenciada.

No próximo post, voltarei falando sobre o título!

Até lá!

A conclusão: 3 objetivos

Olá, pessoal!

Chegamos hoje ao último módulo de estrutura da Dissertação. Foi bom analisarmos com
calma cada item, para não nos equivocarmos lá na frente. Para os vestibulandos do Rio, no
dia 12 de junho ocorrerá o primeiro Exame de Qualificação da UERJ. Como não há Redação
nesta etapa, podemos continuar estudando com calma e praticando bastante.

Depois de analisarmos a introdução e o desenvolvimento - as duas primeiras partes da


Redação – hoje começaremos a falar sobre a Conclusão! É muito comum alguns candidatos
“relaxarem” no último parágrafo, muito provavelmente por já estarem cansados de elaborar
uma redação inteira. Grande erro! Mantenham sempre o seguinte mantra na cabeça: em
Redação, a última impressão é a que fica! Se a banca dará a nota ao final da leitura, é claro
que um último parágrafo ruim e desleixado não causará uma boa impressão. Por isso, é
necessário sempre lembrar os três objetivos de uma boa conclusão:
- Fazer o leitor perceber que o texto acabou – A conclusão não pode parecer mais um
parágrafo de desenvolvimento. Para isso, uma boa estratégia é o uso de conectivos
conclusivos, como “Portanto”, “Dessa maneira”, “Sendo assim”…

(obs: “Por fim” não é conectivo conclusivo, hein! Ele deve vir no último parágrafo de
argumentação!)

- Ratificar a tese – Nesse momento, “lembramos” ao leitor qual era nosso principal objetivo
de convencimento. Para isso, podemos parafrasear o que foi sugerido como ponto de vista
na introdução.

- Causar uma boa impressão final - Essa é a parte mais difícil, mas nada que não consigamos
fazer com treino. Há estratégias que podem ser utilizadas para manter o nível de interesse
do leitor, e garantir uma boa nota. Sobre elas, falarei no próximo

Três conclusões eficientes!

Vamos continuar falando sobre a conclusão da redação. Hoje, vou analisar três finalizações
eficientes para o texto da prova do ENEM. Vocês devem reconhecer, são conclusões de
redações prontas postadas aqui, de temas antigos do Exame. Não se esqueça dos seguintes
itens:

- Uso da interdisciplinaridade

- Proposta de soluções para a situação-problema

- Posição otimista

As conclusões aqui apresentadas reúnem essas características. Observem:

(ENEM 2003: “A violência na sociedade brasileira: como mudar as regras desse jogo?”)

Dessa forma, é possível perceber que, assim como na Física, na qual a Inércia é a
propriedade que mantém a matéria sem variação de velocidade, a sociedade brasileira está
comodamente inerte em relação à problemática da violência, sem forças para sair da
inalterabilidade e modificar a situação. É de suma importância um comprometimento de
toda a população para vencer esse jogo, no qual as escolas e os meios de comunicação
possuem papel fundamental na propagação de direitos e deveres. Somente com as mais
diversas forças, vindas de várias camadas, contribuindo para o fim da inércia, esse perigoso
adversário poderá ser derrotado, e a sociedade brasileira será vencedora.

(ENEM 2006: “O Poder de Transformação da Leitura”)

Dessa maneira, para usarmos os conhecimentos de Lavoisier, e fazer com que o já existente
e importante hábito da leitura não se perca, mas se transforme em bem permanente, a
sociedade precisa de unir como um todo. Pais devem, junto a escolas, incentivar o costume
nas crianças. Se livros são considerados caros, há maneiras de se diminuir o custo de
produção dos mesmos, como a utilização de papéis reciclados. Além disso, as comunidades
de cada bairro e cidade devem se unir para edificarem bibliotecas públicas, por meio de
doações de obras, e com computadores para o acesso à leitura também pelos meios mais
modernos. O poder do conhecimento não é pontual, limitado, e não se perde. É vitalício.

(ENEM 2004: “Como garantir a liberdade e evitar abusos nos meios de comunicação”)

Dessa maneira, pode-se perceber que, assim como na Biologia, em que o mutualismo é a
relação harmônica em que um necessita do outro para sobreviver, é necessária uma
mobilização de todas as partes para o combate ao abuso dos meios de comunicação. Isso, é
claro, preservando sempre a liberdade de expressão. Além disso, é indiscutível que se faz
coerente uma reciclagem em todos os setores da comunicação voltada para as massas, para
que se possa alcançar não só a preservação, mas a valorização dos princípios fundamentais
da ética. Gutenberg, e toda a humanidade, agradecem.

Perceberam algumas semelhanças entre elas, embora os temas sejam completamente


diferentes? Uma dica para um bom arremate no ENEM:

- Primeiro período: relacione o tema e a sua tese à área do conhecimento escolhida para o
uso da interdisciplinaridade (Biologia, Física, Química…)

- Segundo/Terceiro período(s): proponha soluções para a problemática. Lembre-se de ser


coerente e realista, fuja de utopias!

- Quarto/Quinto período(s): termine a redação com uma “frase de efeito”, um tom otimista,
mostrando que há saída para o problema.

É claro que, se vocês sentirem que os períodos estão muito grandes, pontuem!

O desenvolvimento – Recursos Argumentativos

Vocês têm praticado a dissertação? Lembrem-se sempre disto: em redação, não basta saber
a teoria, tem que praticar!

O post de hoje é extremamente importante! Já disse várias vezes que o desenvolvimento é a


parte mais especial da sua dissertação, pois é nela que temos a oportunidade de convencer o
leitor, e garantir uma boa nota. Sendo assim, trouxe hoje os três principais recursos
argumentativos. Como fiz com a introdução, sugiro que vocês escolham aquele que mais
funcionar para cada um, e trabalhem bastante em cima dele.

Argumentos de Autoridade – neste tipo, o candidato devem citar um pensamento ou frase


de de alguma autoridade no assunto que está sendo discutido. Isso garante certa
credibilidade à argumentação, pois mostra que há algo comprovado (ou que é bem visto)
que corrobora com o argumento do candidato.

Argumentos por Ilustração – O uso de exemplos em um argumento serve, principalmente,


para comprovar a tese do candidato. Ou seja, ele mostra que aquela ideia que ele defende
não fica só na teoria, ela, de fato, acontece no mundo “real”. No entanto, é preciso ter
cuidado: Não se deve fazer um parágrafo inteiro somente com um exemplo, pois isso seria
tangenciar o tema. O ideal é deixá-lo para o último período do parágrafo.

Argumento por Prova Concreta – esse recurso é bastante eficaz, se usado com correção.
Nele, o candidato faz uso de dados estatísticos, leis, definições do dicionário e fatos dee
conhecimento público para argumentar. Como se baseia na realidade, é eficaz porque dá
força à ideia defendida.

Em breve, eu volto mostrando alguns exemplos de parágrafos de argumentação que fazem


uso desses recursos.

Três conclusões eficientes!

Vamos continuar falando sobre a conclusão da redação. Hoje, vou analisar três finalizações
eficientes para o texto da prova do ENEM. Vocês devem reconhecer, são conclusões de
redações prontas postadas aqui, de temas antigos do Exame. Não se esqueça dos seguintes
itens:

- Uso da interdisciplinaridade

- Proposta de soluções para a situação-problema

- Posição otimista

As conclusões aqui apresentadas reúnem essas características. Observem:

(ENEM 2003: “A violência na sociedade brasileira: como mudar as regras desse jogo?”)

Dessa forma, é possível perceber que, assim como na Física, na qual a Inércia é a
propriedade que mantém a matéria sem variação de velocidade, a sociedade brasileira está
comodamente inerte em relação à problemática da violência, sem forças para sair da
inalterabilidade e modificar a situação. É de suma importância um comprometimento de
toda a população para vencer esse jogo, no qual as escolas e os meios de comunicação
possuem papel fundamental na propagação de direitos e deveres. Somente com as mais
diversas forças, vindas de várias camadas, contribuindo para o fim da inércia, esse perigoso
adversário poderá ser derrotado, e a sociedade brasileira será vencedora.

(ENEM 2006: “O Poder de Transformação da Leitura”)

Dessa maneira, para usarmos os conhecimentos de Lavoisier, e fazer com que o já existente
e importante hábito da leitura não se perca, mas se transforme em bem permanente, a
sociedade precisa de unir como um todo. Pais devem, junto a escolas, incentivar o costume
nas crianças. Se livros são considerados caros, há maneiras de se diminuir o custo de
produção dos mesmos, como a utilização de papéis reciclados. Além disso, as comunidades
de cada bairro e cidade devem se unir para edificarem bibliotecas públicas, por meio de
doações de obras, e com computadores para o acesso à leitura também pelos meios mais
modernos. O poder do conhecimento não é pontual, limitado, e não se perde. É vitalício.
(ENEM 2004: “Como garantir a liberdade e evitar abusos nos meios de comunicação”)

Dessa maneira, pode-se perceber que, assim como na Biologia, em que o mutualismo é a
relação harmônica em que um necessita do outro para sobreviver, é necessária uma
mobilização de todas as partes para o combate ao abuso dos meios de comunicação. Isso, é
claro, preservando sempre a liberdade de expressão. Além disso, é indiscutível que se faz
coerente uma reciclagem em todos os setores da comunicação voltada para as massas, para
que se possa alcançar não só a preservação, mas a valorização dos princípios fundamentais
da ética. Gutenberg, e toda a humanidade, agradecem.

Perceberam algumas semelhanças entre elas, embora os temas sejam completamente


diferentes? Uma dica para um bom arremate no ENEM:

- Primeiro período: relacione o tema e a sua tese à área do conhecimento escolhida para o
uso da interdisciplinaridade (Biologia, Física, Química…)

- Segundo/Terceiro período(s): proponha soluções para a problemática. Lembre-se de ser


coerente e realista, fuja de utopias!

- Quarto/Quinto período(s): termine a redação com uma “frase de efeito”, um tom otimista,
mostrando que há saída para o problema.

É claro que, se vocês sentirem que os períodos estão muito grandes, pontuem!

No próximo post, falarei sobre alguns critérios de correção do ENEM.

Até lá!

Dicas para o Vestibular Uerj!

No primeiro fim de semana de dezembro, vários vestibulandos de todo o Brasil farão a


segunda fase do vestibular da Uerj. Essa banca costuma pedir Dissertações Argumentativas
e, ocasionalmente, Cartas Argumentativas. No entanto, sabemos que, embora o tipo de
texto se repita, há especificidades de banca para banca. Por isso, prestem bastante atenção
às seguintes dicas:

 A banca da UERJ valoriza muito a correção gramatical. Preocupe-se sim com a


argumentação, mas revise bastante a sua prova, para não errar vírgulas, crases,
concordância e etc. Esses erros podem comprometer muito a sua nota.

 A Uerj costuma mesclar temas de caráter subjetivo e outros mais objetivos . Quando
a primeira opção acontecer, procure problematizar o tema ao máximo, fazendo
perguntas para o mesmo para, a partir daí, argumentar. Por exemplo, no vestibular
2005, o tema era: “Qual a melhor fase da vida e qual a mais difícil de ser vivida?”.
Para facilitar a abordagem, o candidato poderia fazer perguntas como: Há uma
melhor fase na vida? Se sim, qual seria ela? Por que? Se não, por que não existe?
Qual a necessidade de se apontar uma melhor e uma pior fase?

 Normalmente, os textos que servem como textos de apoio não se encontram na


prova de Redação, como em muitos outros vestibulares, mas na prova de Português
Instrumental. Por isso, é recomendável que o candidato faça primeiro a prova de
Português Instrumental e depois a Redação. Dessa forma, ele pode ler os textos
somente uma vez, já analisando cada um deles, e não perder tempo depois.

Fique ligado e lembre-se dessas dicas na hora de fazer a prova, ok?

Alguns mitos da Dissertação – parte I

Olá, pessoal!

Como nos próximos meses vocês precisarão fazer algumas redações dissertativas para o
vestibular, resolvi escrever alguns posts para desmistificar certos aspectos que rodeiam o
estudo desse tipo de texto e, muitas vezes, amedrontam os candidatos.

Hoje vou falar sobre o uso da primeira pessoa. Aprendemos que não se deve usar primeira
pessoa do singular em Dissertações Argumentativas, e isso é VERDADE. Sabem por quê? As
Dissertações devem ter um tom impessoal, ou seja, o candidato deve tratar seus
posicionamentos como os mais certos e coerentes. Logo, o uso do “eu” denotaria certo tom
pessoal ao texto, o que poderia comprometer a credibilidade da argumentação.

Agora, também ouvimos que não devemos usar a primeira pessoa do plural. Isso é MITO. O
“nós”, assim como a conjugação dos verbos nessa pessoa, como “queremos”, “acreditamos”
e “precisamos”, pode ser usado sem medo, desde que o candidato se inclua em um grande
número de pessoas, como “seres humanos”, “humanidade” ou “brasileiros” remetendo a um
sentido de inclusão. Evitem somente usar o “nós” em grupos mais restritos, como “jovens”
ou “mulheres”, ok?

No próximo post, volto para desvendar mitos com relação a número de linhas e de
parágrafos.

Até a próxima!

Alguns mitos da Dissertação – parte II

No post passado, abordamos o uso da primeira pessoa tanto do singular quanto do plural.
Continuando a desvendar mitos e lugares-comuns sobre Dissertações Argumentativas, hoje
quero falar sobre o número de linhas e de parágrafos.

Prestem bastante atenção no número de linhas pedido pela banca do vestibular, porque isso
varia bastante. Bancas do Rio de Janeiro costumam pedir de 25 a 30 linhas escritas,
enquanto há vestibulares paulistas que chegam a 60 linhas. Não se sabe exatamente se é
MITO ou VERDADE que as bancas não leem o que o candidato escreve além das linhas
estabelecidas, porque isso também varia de vestibular para vestibular. Logo, a dica é:
procure fazer seu texto nos limites estabelecidos pela banca! Senão, corre o risco de a sua
redação acabar em uma palavra qualquer, comprometendo o entendimento do seu texto.

Com relação ao número de parágrafos, muitos dizem que não é permitido escrever mais do
que cinco parágrafos no total. Isso é MITO. Na verdade, o candidato pode fazer mais de dois
ou três parágrafos de desenvolvimento. No entanto, isso não é aconselhável, pois mais
parágrafos significa que cada um deles terá menos linhas, o que implica em um
desenvolvimento parcial e, quem sabe, superficial da ideia escolhida. Sendo assim, procure
ficar com os 2 ou 3 parágrafos de desenvolvimento, sendo 5 no total, ok?

Vocês têm dúvidas com relação a mais mitos que ouvimos por aí? Deixem seus comentários
e eu respondo em posts futuros ou mandem suas perguntas para o Perguntas e Respostas! É
um prazer ajudar vocês nesse momento tenso da vida!

Sugestão de leitura.

Olá, pessoal!

Nos últimos 2 posts falamos sobre Artigos de Opinião e Crônicas, assim como a importância
de estudar esses dois tipos de textos nas férias. Além de aparecerem com recorrência em
certos vestibulares (sendo o Artigo pedido em produções textuais e a Crônica sendo mais
recorrente em coletâneas de textos), eles são ótimos exemplos de textos com caráter
argumentativo, mais ou menos ferrenho.

Já disse também que uma das melhores formas de se treinar a escrita é praticando a leitura.
Sendo assim, como sugestão, trago hoje a coluna de um dos cronistas e críticos mais
importantes e lidos hoje no Brasil: Diogo Mainardi. Observe como o autor consegue fazer
uso da ironia de forma brilhante para construir seu texto.

Boa leitura!

http://veja.abril.com.br/blog/mainardi/na-revista/meu-adeus-como-colunista/

Redação Pronta – UERJ 2008

Hoje trago uma redação pronta do vestibular 2008 da Universidade Estadual do Rio de
Janeiro. Essa prova está batendo da porta, então é sempre bom os vestibulandos ficarem
atentos às dicas e ao que a banca valoriza. O tema era: “Os meios de comunicação devem
sofrer alguma forma de controle, ou todo controle representa uma censura indevida?”

Bons estudos!

DE OLHOS BEM ABERTOS

No panorama contemporâneo, muito se tem discutido sobre o papel que devem exercer os
meios de comunicação nas sociedades atuais. Países, como o Brasil, que já sofreram com
governos ditatoriais, entendem as feridas que o processo de censura traz, não só para os
artistas e jornalistas, que se calam, mas para a própria população, que se vê tolhida de
direitos básicos. É certo, no entanto, que os meios massificados podem apelar para
banalização e vulgaridade para atender aos interesses do capital. Por isso, uma discussão
sobre censura e liberdade de expressão se faz mais do que necessária.
Em primeiro, lugar, é vital entendermos que os meios de comunicação já são, de alguma
maneira, controlados. A imparcialidade jornalística é um mito utópico, uma vez que já é
necessário algum tipo de parcialidade para escolher o que veicular nos jornais impressos e
na televisão, por exemplo. Considerando que essas estruturas comunicacionais, massificadas
como as conhecemos, atendem a interesses individuais de seus proprietários, é coerente
afirmar que fatores como o lucro advindo da venda de exemplares, ou do ibope recebido,
são determinantes para tais escolhas. Logo, pensar em liberdade completa, imparcial e
incondicional é uma visão ingênua e míope.

Entretanto, devemos evitar qualquer tipo de teoria conspiratória radical, como gostam de
defender aqueles que pregam que os meios de comunicação moldam de maneira radical e
decisiva as mentes de seus consumidores. Já foi comprovado que assuntos como violência e
sexo atraem a atenção das pessoas. Dessa forma, produtos com esses conteúdos são
expostos na imprensa de maneira exaustiva, banalizando-os. Para isso, existem organizações
não-governamentais que acompanham seus passos sem regulá-la, e colocam a disposição da
população todas as suas pesquisas e conclusões, evitando alguma possível censura
governamental, mas valorizando o bem da sociedade.

Por fim, é válido fincarmos essa discussão na contemporaneidade, uma vez que os meios de
comunicação, nos dias de hoje, são completamente diferentes daqueles de poucos anos
atrás. Na atualidade, a internet exerce um poder imenso na parcela mundial que a utiliza, e a
credibilidade que os blogs individuais receberam nos últimos tempos afirma o cidadão como
ser ativo no processo da informação, atuando como receptor e produtor. Essa falta de
restrições faz com que alguns conteúdos sejam equivocados, ou até apelem para a
espetacularização e o crime. Cabe, no entanto, ao próprio indivíduo discernir sobre o que
deve ou não consumir. Ele tem livre arbítrio e capacidade de raciocínio, e não precisa de uma
censura instituída.

Dessa forma, podemos perceber que a censura não é uma opção plausível e aceitável de
controle dos meios de comunicação, pois ela fere as liberdades individuais e de imprensa, o
que vai contra o próprio conceito de democracia. Se faz necessário, contudo, um forte
processo de educação da população com relação ao que deve apreender e consumir nesses
meios. As escolas possuem papel fundamental, ao educar crianças e jovens sobre o
equilíbrio entre informação adequada e entretenimento proveitoso. Além dela, os pais
também devem, em casa, instruir seus filhos de maneira correta. Devemos valorizar e prezar
as liberdades de opinião e de escolha, nas suas mais variadas formas.

Enem: redação nota 10

Oi, pessoal! Esta redação obteve a nota máxima no ENEM, quando o tema foi “Liberdade e
Abusos nos Meios de Comunicação”. Observe como o candidato fez uso da
interdisciplinaridade em seu texto. Vale aprender com ela, mas não vale copiar, hein?!

MUTUALISMO
“São várias as opiniões sobre o papel que devem exercer, assim como são comuns as críticas
aos abusos que muitos cometem quando o assunto é meios de comunicação. Há séculos,
livros ainda era escritos à mão e, por isso, muito raros e desejados. Passando pela grande
invenção de Gutenberg, a imprensa, até os dias atuais, o culto à informação só tem crescido.
É tamanha a ânsia por ver e saber que muitas pessoas perdem a noção do que é realmente
necessário, deixando-se levar por interesses maiores daqueles que vivem para informar, ou
em alguns momentos transformar, mentes vulneráveis. Excessos devem ser controlados,
sem nunca comprometer a liberdade de informação.

A maior parte dos meios de comunicação em massa é controlada por empresas privadas. É,
por esse motivo, vinculado somente o que atende os interesses individuais de seus
proprietários. Tais empresários visam o lucro, e por isso não hesitam em exibir cenas fortes e
violentas em horários que crianças estão acordadas, ou apelar para qualquer assunto que
atraia espectadores. Assim, o Estado deveria criar um órgão eficiente que acompanhasse
todos os passos da imprensa brasileira. Para evitar que seja o retorno da DIP e com isso a
instituição da censura, pode-se, então, apoiar organizações não governamentais, como o
Observatório da Imprensa, que já realiza esse trabalho para o bem da sociedade.

Esta, por sua vez, também possui o seu papel no combate ao abuso dos meios. Pesquisas
afirmam que temas como sexo e violência atraem a atenção do público, tanto que já há até
uma banalização desses assuntos. As pessoas já acham normal ver estampado nos jornais o
número de mortos na última guerra do tráfico, ou que um programa de TV tenha como
fundamento invadir a privacidade de um grupo de pessoas e filmar suas vidas
ininterruptamente, transformando o voyerismo e o crime em assuntos comuns e rotineiros.
Cabe a todo cidadão discernir entre o que acrescenta e o que é meramente apelativo.Se cada
um não der mais credibilidade aos assuntos inadequados e inúteis, certamente estes
deixarão de ser vinculados, já que não mais serão lucrativos. A liberdade estará garantida,
bem como o patrimônio moral de todos.

As universidades também possuem um papel vital nessa preservação. Elas devem instruir
melhor os alunos de carreiras como jornalismo e publicidade sobre o verdadeiro papel de
um profissional da imprensa. É certo que o mesmo deve retratar a realidade, e esta é muitas
vezes de violência, corrupção e escândalos. Entretanto, com a educação correta ele possuirá
consciência de como os assuntos devem ser passados, sem recorrer á banalização ou à sede
pelo capital. O homem é facilmente corrompido pelo dinheiro, sendo de fato difícil negar
quando as condições para o enriquecimento, ascensão profissional e até a fama são
favoráveis, mesmo colocando em xeque a ética. Todavia, é muito mais provável o bom senso
e a moral prevalecerem com a instrução correta.

Dessa maneira, pode-se perceber que, assim como na Biologia, em que o mutualismo é a
relação harmônica em que um necessita do outro para sobreviver, é necessária uma
mobilização de todas as partes para o combate ao abuso dos meios de comunicação. Isso, é
claro, preservando sempre a liberdade de expressão. Além disso, é indiscutível que se faz
coerente uma reciclagem em todos os setores da comunicação voltada para as massas, para
que se possa alcançar não só a preservação, mas a valorização dos princípios fundamentais
da ética. Gutenberg, e toda a humanidade, agradecem.”
O Tópico Frasal: você sabe elaborá-lo?

Olá!

Vocês já ouviram falar em tópicos frasais? Prestem bastante atenção!

O tópico frasal é, normalmente, o primeiro período do seu parágrafo, e ele serve para
resumir a ideia que será abordada naquele parágrafo. Dessa forma, ele mostra um texto
organizado e planejado, uma vez que antecipa para o leitor (no caso, a banca) o que será
abordado naquele parágrafo.

Vocês se lembram da redação pronta do post passado? Será que conseguem identificar os
tópicos frasais nos parágrafos de desenvolvimento? Olhem só:

Em primeiro lugar, é preciso compreender o forte dado cultural existente. As sociedades


ocidentais ainda são profundamente patriarcais, com valores enraizados e perpetuados há
séculos, sendo assim, muito difíceis de modificar. Aos homens ainda competem os papéis de
chefes de família, provedores financeiros da casa, seres mais objetivos e racionais, enquanto
às mulheres ainda cabem as funções de donas de casa, o cuidado com os filhos, mães
sentimentais e pouco providas de força física. É fácil comprovar este fato, pois quando uma
mulher atinge certo status financeiro e profissional, isso é largamente noticiado nos meios
de comunicação em massa como um feito digno de notícia, e não algo corriqueiro e natural.

É certo analisarmos que o contexto atual pede certa ampliação dos papéis femininos. Como
exigência da realidade capitalista e competitiva, hoje elas precisam trabalhar para completar
a renda familiar. Ao saírem para o mercado de trabalho, as mulheres percebem que podem
ser financeiramente independentes, não precisando mais do homem para sustentá-las, e
podem pagar por serviços que, talvez por limitações físicas, não podem fazer, como aqueles
que exigem muita força. Além disso, a vida atribulada e multitarefa faz com que elas tenham
menos tempo para lidar com questões sentimentais, passando a impressão de mulheres pós-
modernas frias, calculistas e que só pensam em trabalho e dinheiro.

Entretanto, é preciso ter muito cuidado com essa imagem da mulher completamente
independente. Tal inversão de papéis é totalmente ilusória. Ainda que mais presentes no
mercado de trabalho, as mulheres continuam ocupando cargos inferiores aos homens, e
ganhando salários menores mesmo em posições equivalentes. Além disso, é raro ver, hoje,
um homem que se sinta confortável nos papéis teoricamente femininos, como cuidar da
casa e dos filhos, sem que isso comprometa algum sentimento machista enraizado. Ainda há
preconceito circundando a fluidez de papéis, e a idéia da mulher independente pode ser uma
tendência, porém ainda constitui a exceção à regra.

Reparem que os primeiros períodos, em negrito, são um resumo do que será analisado ao
longo do parágrafo, sempre com conectivos, para incrementar a coesão do texto.

Para elaborar tópicos frasais, é essencial que vocês planejem o texto antes. É impossível
fazer um período resumitivo se não se sabe o que será desenvolvido, concordam? Por isso, a
dica é: façam um rascunho sempre!
Dicas para a Estética da Redação

Olá, meus amigos,

Com a redação do ENEM possuindo muito mais peso, é importante focarmos um pouco mais
nessa matéria. A equipe desconversa traz aqui um resumão com dicas para valorizar a
estética do seu texto e atribuir a ele maior clareza, fator que será considerado na hora da
correção pela banca. Retiramos o material do blog Análise de Textos , que vale a pena ser
visto!

Os principais aspectos são:

- Comece uma redação com períodos curtos. Basta fazer uma frase-núcleo que será a sua
idéia geral a ser desenvolvida nos parágrafos que se seguirão;

- Nunca coloque uma expressão que desconheça, pois o erro de ortografia e acentuação é o
que mais tira pontos em uma redação;

- Nunca coloque hífen onde não é necessário como em penta-campeão ou separação de


sílabas erroneamente como ca-rro;

- Nunca use gírias na redação pois a dissertação é a explicação racional do que vai ser
desenvolvido e uma gíria pode cortar totalmente a sequência do que vai ser desenvolvido
além de ofender a norma culta da Língua Portuguesa;

- Nunca esqueça dos pingos nos “is” pois bolinha não vale;

- Nunca coloque vírgulas onde não são necessárias (o que tem de erro de pontuação!);

- Nunca entregue uma redação sem verificar a separação silábica das palavras;

- Nunca comece a escrever sem estruturar o que vai passar para o papel;

- Tenha calma na hora de dissertar e sempre volte à frase-núcleo para orientar seus
argumentos;

- Verifique sempre a ESTÉTICA: Parágrafo, acentuação, vocabulário, separação silábica e


principalmente a PONTUAÇÃO que é a maior dificuldade de quem escreve e a maioria acha
que é tão fácil pontuar !

- Respeite as margens do papel e procure sempre fazer uma letra constante sem diminuir a
letra no final da redação para ganhar mais espaço ou aumentar para preencher espaço;

- A letra tem que ser visível e compreensível para quem lê;

- Prepare sempre um esquema lógico em cima da estrutura intrínseca e extrínseca;

- Não inicie nem termine uma redação com expressões do tipo: “… Eu acho… Parece ser…
Acredito mesmo… Quem sabe…” mostra dúvidas em seus argumentos anteriores;
- Cuidado com “superlativos criativos” do tipo: “… mesmamente… apenasmente.” . E de
“neologismos incultos” do tipo: “…imexível… inconstitucionalizável…”

Bom galera, agora é com vocês! Exercitem esses aspectos para desenvolver uma escrita clara
e de fácil entendimento!

Até a próxima!

Carta Argumentativa – Parte I

Olá, pessoal!

Hoje vamos começar o Módulo de um tipo de redação eventualmente pedido em


vestibulares como UFF, UERJ, PUC e UNICAMP: A Carta Argumentativa! Hoje trataremos do
conteúdo, e no próximo post falaremos da forma e da estrutura.

Bem, todo mundo já escreveu uma carta algum dia na vida. A diferença aqui é que esta é
argumentativa, ou seja, assim como na dissertação, o intuito é persuadir e convencer o leitor
sobre certo assunto, e o posicionamento do candidato com relação ao mesmo. Pra quem já
vem treinando argumentação, não será difícil. Guardem, no entanto, uma das maiores
diferenças entre carta argumentativa e dissertação argumentativa: a carta é muito mais
pessoal! Isso quer dizer que é permitido o uso da primeira pessoa do singular, o que, na
dissertação, não é bem visto. Logo, expressões como “eu acho”, “eu acredito”, “eu quero”
são super válidas.

Quando pensamos em conteúdo da carta argumentativa, há 3 fatores que não podem ser
esquecidos:

1.EMISSOR – No caso, o candidato, aquele que escreve a carta. Além do uso da primeira
pessoa do singular, também é permitido o uso do que chamamos de “máscaras”, ou seja, o
candidato pode “inventar” uma personalidade e, a não ser que a banca estabeleça algo,
pode viver uma personagem na carta que não necessariamente tem relação com a vida real.

2.RECEPTOR – Geralmente é determinado pela banca, e é aquele a quem o emissor irá se


dirigir.

3.LINGUAGEM – Dependerá do grau de intimidade entre emissor e receptor.

No próximo post, voltarei falando sobre a estrutura da carta argumentativa. Não percam!

Os elementos da narrativa ficcional

Olá, pessoal!

Hoje, vim listar aqui os principais elementos da narrativa ficcional. Não esqueçam: se uma
banca de vestibular pedir um texto assim, ele deve ter, necessariamente, todos esses itens.
São eles:
- Enredo: “enredar” significa “tecer”. Ou seja, o enredo é o desenrolar dos fatos, como eles
se dão, como eles acontecem na história. Uma boa narração deve ter um conflito e um
clímax (momento de maior importância, de resolução do conflito) em seu enredo.

- Narrador: é aquele que narra os acontecimentos. Quando ele participa das ações, e se
utiliza da primeira pessoa, ele é um narrador-personagem. Por outro lado, quando ele
somente observa e conta os fatos, se utilizando da terceira pessoa, ele é o narrador-
observador, ou onisciente.

- Personagens: São os seres que atuam, que vivem aqueles acontecimentos. O personagem
principal é o protagonista. O vilão é aquele que se, normalmente, se opõe ao protagonista.
Conhecemos esse personagem como o antagonista.

- Ambiente: é o espaço onde acontecem os acontecimentos, por onde transitam os


personagens.

- Tempo: é o momento e/ou a época em que os fatos acontecem.

No próximo post, voltarei para finalizar o assunto “Narração”. Até lá!

Método de Raciocínio Lógico – Método Indutivo


Olá, pessoal!

No post passado, aprendemos sobre o Método Dedutivo. Hoje é a vez de outro método
de raciocínio organizado, a Indução.

Se a dedução se baseava de uma premissa geral para uma particular, tenham sempre em
mente o seguinte: O Método Indutivo vai do particular para o geral. Ou seja,
fazemos o caminho contrário, partimos de uma evidência concreta para uma conclusão
um pouco mais abstrata. Usemos exemplos parecidos com os do post passado:

O bullying prejudica a sociedade. Assaltos à mão armada, tráfico de drogas e


pedofilia também prejudicam a sociedade.

Ora, bullying, assaltos à mão armada, tráfico de drogas e pedofilia são tipos de
viol~encia.

Logo, a violência prejudica a sociedade.

Mais um:

Jogar futebol faz bem à saúde. Praticar natação, vôlei, atletismo, basquete, entre
outros, também faz bem.
Ora, futebol, natação, vôlei, atletismo e basquete são esportes.

Logo, a prática de esportes faz bem à saúde.

Entenderam? Embora tais conclusões dependam de certa propabilidade, esse método é


eficaz pois permite descobertas, além de ser extremamente original.

No próximo post, voltarei com uma redação pronta. E depois finalizaremos este
módulo com o último dos raciocínios lógicos, a Dialética, além de um post muito
importante, sobre falhas de raciocínio.

Métodos de Raciocínio Lógico – Método Dedutivo

Estudamos no post passado que os métodos de raciocínio organizado partem de três


afirmações iniciais. Sendo assim, falaremos hoje sobre o Método Dedutivo.

Tenham sempre em mente o seguinte: A dedução vai do geral para o particular. Ou seja, a
primeira afirmação (ou premissa, que é o nome mais técnico), parte de algo abstrato para
uma conclusão concreta.

Observem o exemplo abaixo:

Qualquer tipo de violência prejudica a sociedade.

Ora, ó bullying é um tipo de violência.

Logo, o bullying prejudica a sociedade.

Confiram mais um:

A prática de esportes faz bem à saúde.

Ora, o futebol é um esporte.

Logo, o futebol faz bem à saúde.

Entenderam? Partimos de uma premissa geral (violência, esportes), para chegarmos a


conclusões particulares (bullying, futebol). Isso pode ser amplamente usado dentro de
argumentos para comprovar teses, partindo de pressupostos gerais. Embora exista o risco de
previsibilidade, e até obviedade, esse método tem como maior vantagem a certeza de uma
conclusão inquestionável.

No próximo post, voltarei com o Método Indutivo.

Até lá!

Métodos de Raciocínio Lógico – Parte I

Olá, pessoal!
Vocês devem estar estranhando o título desse post, uma vez que “raciocínio lógico” nos
remete diretamente à Matemática. No entanto, em Redação, fazemos usos dos mesmos
para melhor organizar os argumentos e maximizar o entendimento e convencimento do
leitor. Afinal, um texto com ideias desorganizadas e pouco convincentes jamais conseguirá
uma boa nota em um vestibular. Esses métodos não são obrigatórios, mas são formas
eficientes de se argumentar. São 3 os principais: método dedutivo, método indutivo, e
método dialético. Usarei um post para cada um deles, para estudarmos com calma, fazendo
uso de exemplos.

É preciso que vocês entendam, antes de mais nada, que todos os raciocínios organizados são
baseados e construídos a partir de afirmações. Para ser mais específica, três afirmações.

Um clássico exemplo é o silogismo dedutivo. Observem:

Todos os homens são mortais.

Ora, sócrates é mortal.

Logo, Sócrates é homem.

Entenderam o que é um raciocínio organizado de maneira lógica? No próximo post, falarei


sobre o primeiro deles, o Método Dedutivo, e mostrarei como pode ser usado em redações.

Bem, já percorremos todas as partes estruturais do tipo de Redação mais pedido pelos
vestibulares: a Dissertação. Faltou um, somente: o título. Embora possa parecer
desimportante, este é um aspecto que gera muitas dúvidas nos alunos, e está na hora de
acabar com todas elas.

Uma das perguntas que os professores de Redação mais escutam é: “Perderei pontos se eu
esquecer do título?”. Querem saber a resposta: depende. Há bancas e bancas, e algumas são
mais rigorosas com o título do que outras. Convencionou-se, no entanto, tirar meio ponto
dos alunos em simulados e provas em colégios e cursos, para que eles se condicionem a não
esquecer o título.

Devemos compreender que uma boa redação deve sempre começar com um bom título. Ou
seja, um título sugestivo, que instigue o leitor a querer “saber mais”. Não é tarefa fácil,
certamente, mas também não é impossível criar um título legal. Embora não existam regras
muito específicas, há certas dicas que os vestibulandos devem seguir. Observem:

- O título deve ter poucas palavras. Quanto mais conciso e sugestivo, melhor.

- Outra pergunta bastante ouvida por professores: “Posso colocar uma pergunta no título?” E
a resposta: Claro que pode! Fuja do lugar-comum que diz que perguntas são proibidas em
títulos. No entanto, preste atenção: a não ser que a pergunta seja evidentemente retórica,
você precisa responder essa pergunta ao longo do texto!

- Evite fórmulas desgastadas, como o uso da conjunção “ou” e do sinal que indica “versus”,
como em “Homem x Máquina”. Além disso, fuja de slogans publicitários, provérbios
copiados literalmente e referências muito genéricas ao tema, como “Natureza” ou
“Bullying”.

DICA: “Empacou” no título? Uma boa dica é pegar ideias na sua própria conclusão (o que já
sugere que o título deve ser a última coisa que você deve colocar no seu texto!). Dessa
forma, seu texto fica circular, mostra coesão, e impressiona o leitor.

“Métodos de Raciocínio Lógico”,

hoje falaremos sobre o último deles, a Dialética!

Assim como estudamos na dedução e na indução, o raciocínio dialético é composto por três
“afirmações”, que aqui chamamos de tese, antítese e síntese. Este método consiste,
basicamente, em apresentar um argumento contrário ao seu para, porteriormente, quebrá-
lo, fortalecendo a sua tese. Então, vamos supor que o tema seja “Preconceito na Sociedade
Contemporânea”. Sua seleção de argumentos poderia ficar assim:

1 – TESE: O preconceito é um grave problema que a sociedade contemporânea precisa


enfrentar, porque hoje em dia assume diversas facetas, como o racismo, o bullying, a
homofobia, entre outros.

2 – ANTÍTESE: No entanto, este não é um problema da sociedade contemporânea. Sempre


existiu o preconceito, é só pensarmos, por exemplo, no nazismo e no anti-semitismo que
são, até hoje, chagas na nossa história.

3 – SÍNTESE: É preciso perceber, no entanto, que tal problemática se faz ainda mais forte nos
dias de hoje, pois a contemporaneidade conta com um artifício de propagação de ideias
deturpadas e preconceituosas: a internet. Por meio dela, é possível que qualquer um que
tenha acesso poste e divulgue qualquer tipo de comentário, podendo, assim, influenciar
outras pessoas.

Perceberam o que foi feito? A sua tese, ou seja, o que você defenderia na redação, é que o
preconceito é um problema muito grave na contemporaneidade. No parágrafo seguinte,
você se anteciparia a possíveis críticos e opositores, dizendo que você sabe que este não é
um problema atual, mas histórico, mostrando que você entende os dois lados da questão.
Porém, na síntese, você quebraria esse argumento opositor, dizendo que, embora seja
histórico, ele é mais grave hoje, pois antigamente não existia um instrumento tão forte
quanto a internet para propagar ideias de forma rápida e massiva.

Este é um excelente método para temas polêmicos, pois mostra força na argumentação,
além de provar para a banca que você é um candidato antenado nos acontecimentos, e que
não é radical, ou seja, conhece os mais diferentes ângulos de uma mesma questão, mas
acredita haver um posicionamento mais forte. Mas, atenção! O fato de haver 3 afirmações
não quer dizer que você só deve fazer 3 parágrafos! Lembre-se de que isso é uma dissertação
e, via de regra, no vestibular, estabelecemos 4 ou 5 no total. É preciso que você faça uma
introdução normalmente, contextualizando o tema e sugerindo seu posicionamento. Se
ainda tiver dúvidas, verifique o post sobre introdução em dissertações. Use o parágrafo
“tese” como seu primeiro parágrafo de argumentação. Somente a síntese pode, sim,
funcionar como conclusão, mas não se esqueça de dar um tom conclusivo ao seu texto, ok?

Bem, finalizamos o módulo “Raciocínios Lógicos“. No próximo post, voltarei com mais uma
redação pronta e, depois, falarei sobre a Carta Argumentativa, um tipo de texto volta e meia
pedido em vestibulares do Rio e de São Paulo.

UFF – Dissertação

Redação Pronta – UFRJ 2007 »

Para praticar nas férias…

Oi, pessoal!

Mais um ano está acabando… Aqui no blog de Redação do Desconversa, discutimos vários
assuntos, lemos alguns textos e praticamos bastante. Porém, é importante continuarmos
escrevendo nas férias para não perdermos o hábito, principalmente as pessoas que vão fazer
vestibular ano que vem, seja pela primeira vez ou não! E todo mundo sabe que, quanto mais
se lê, melhor se escreve! Principalmente em redações dissertativas argumentativas (as mais
pedidas pelas bancas), precisamos estar sempre “antenados” com o mundo, a par de tudo
que está acontecendo, para fortalecer nossos argumentos. Sendo assim, aqui vai uma
listinha de sites que vocês devem visitar regularmente, e que vão dar base para defesas
sólidas de opinião em vários temas:

- Observatório da Imprensa

- Blog do Diogo Mainardi

- Mundo Estranho

- Blog Toda Mídia

- Ministério da Cultura

Eu, daqui, vou continuar postando redações prontas sobre os mais variados temas, e vocês,
daí, continuem comentando, dando sugestões de assuntos e temas. No mais, um excelente
ano novo para todos, e que 2011 seja repleto de alegrias e conquistas!

A dissertação é uma exposição, discussão ou interpretação de uma determinada idéia.


Pressupõe um exame crítico do assunto, lógica, raciocínio, clareza, coerência , objetividade
na exposição, um planejamento de trabalho e uma habilidade de expressão.
No discurso dissertativo propriamente dito, não se verifica, como na narração, progressão
temporal entre as frases e, na maioria das vezes, o objeto da dissertação é abstraído do
tempo e do espaço .

Alguns pontos essenciais desse tipo de texto são:

a- toda dissertação é uma demonstração, daí a necessidade de pleno domínio do assunto e


habilidade de argumentação;

b- em conseqüência disso, impõem-se a fidelidade ao tema;

c-a coerência é tida como regra de ouro da dissertação;

d-impõem-se sempre o raciocínio lógico;

e-a linguagem deve ser objetiva, denotativa; qualquer ambigüidade pode ser um ponto
vulnerável na demonstração do que se quer expôr. Deve ser clara, precisa, natural, original,
nobre , correta gramaticalmente. O discurso deve ser impessoal ( evitar-se o uso da primeira
pessoa.)

O parágrafo é a unidade mínima do texto e deve apresentar : uma frase contendo a idéia
principal (frase nuclear) e uma ou mais frases que explicitem tal idéia. Exemplo: “ A televisão
mostra uma realidade idealizada ( idéia central) porque oculta os problemas sociais
realmente graves. ( idéia secundária)

1- Exercício - Desenvolva as idéias apresentadas, construindo frases adequadas:

a- Muitas pessoas que vivem em grandes cidades sonham com a vida no campo porque...

b- O jornal pode ser um excelente meio de conscientização das pessoas, a não ser que ...

c- As mulheres vêm conquistando um espaço cada vez maior na vida social e política de
muitos países, no entanto...

d- Muitas pessoas propõem a pena de morte como medida para conter a violência; outras,
porém, ...

e- Muita gente acha que arte é dispensável, mas ...

f- Devemos lutar para a preservação do meio ambiente, pois ...

g- O lazer é necessário ao homem, no entanto...

h- Muitos são contra as pesquisas espaciais, porque ...

i- Geralmente os alunos acham dificuldade em elaborar uma dissertação, pois ...

2- Exercício - Com base no exemplo, desenvolva as frases apresentadas, colocando


argumentos que apóiem as idéias expressas:

Exemplo : idéia central - A poluição atmosférica deve ser combatida urgentemente.


Desenvolvimento - A poluição atmosférica deve ser combatida urgentemente, pois a alta
concentração de elementos tóxicos põe em risco a vida de milhares de pessoas, sobretudo
daquelas que sofrem de problemas respiratórios.

a- A propaganda intensiva de cigarros e bebidas tem levado muita gente ao vício.

b- A televisão é um dos mais eficazes meios de comunicação criados pelo homem.

c- A violência tem aumentado assustadoramente nas cidades e hoje parece claro que esse
problema não pode ser resolvido apenas pela polícia.

d- O diálogo entre pais e filhos parece estar em crise atualmente.

e- O problema dos sem-terra preocupada cada vez mais a sociedade brasileira.

O parágrafo pode processar-se de diferentes maneiras:

1- Enumeração - Caracteriza-se pela exposição de um série de coisas, uma a uma. Presta-se


bem à indicação de características, funções, processos, situações, sempre oferecendo o
complemente necessário à afirmação estabelecida na frase nuclear. Pode-se enumerar,
seguindo-se os critérios de importância, preferência, classificação ou aleatoriamente.

Exemplo : O adolescente moderno está se tornando obeso por várias causas: alimentação
inadequada, falta de exercícios sistemáticos e demasiada permanência diante de
computadores e aparelhos de tv.

Exercícios - No seu caderno , coloque a frase núcleo. Abaixo dela, apenas enumere os
elementos que completarão a frase. Depois monte um parágrafo.

Exemplo: Devido à expansão das igrejas evangélicas, é grande o número de emissoras que
dedicam parte da sua programação à veiculação de programas religiosos de crenças
variadas.

Enumeração -

a- A Santa Missa em seu lar

b- Terço Bizantino

c- Despertar da Fé

d- Palavra de Vida

e- Igreja da Graça no Lar

1- Inúmeras são as dificuldades com que se defronta o governo brasileiro diante de tantos
desmatamentos, desequilíbrios sociológicos e poluição.

2- Existem várias razões que levam um homem a enveredar pelos caminhos do crime.

3- A gravidez na adolescência é um problema seríssimo , porque pode trazer muitas


conseqüências indesejáveis.
4- O lazer é uma necessidade do cidadão para a sua sobrevivência no mundo atual e vários
são os tipos de lazer .

5- O Novo Código Nacional de trânsito divide as faltas em várias categorias.

2- Comparação - A frase nuclear pode-se desenvolver através da comparação, que confronta


idéias, fatos, fenômenos e apresenta-lhes as semelhanças ou dessemelhanças. Exemplo: “A
juventude é uma infatigável aspiração de felicidade; a velhice, pelo contrário, é dominada
por um vago e perrsistente sentimento de dor, porque já estamos nos convencendo de que a
felicidade é uma ilusão, que só o sofrimento é real. “ ( Arthur Schopenhauer)

Exercícios - A partir das frases abaixo, desenvolver parágrafos com comparações.

1- A tensão do futebol é igual à tensão da vida.

2- Uma coisa é escrever como poeta, outra como historiador.

3- Assim como as palavras, as expressões fisionômicas também têm a sua linguagem.

4- Indubitavelmente, o vestibular pode ser comparado a uma angustiante corrida de


obstáculos.

5- Comparando-se o antigo Código Nacional de Trânsito com o atual, percebe-se claramente


que a lei exige mais responsabilidade do motorista.

3-Causa e conseqüência - A frase nuclear , muitas vezes, encontra no seu desenvolvimento


um segmento causal ( fato motivador) e , em outras situações, um segmento indicando
conseqüências ( fatos decorrentes) .Exemplo : O homem , dia a dia, perde a dimensão de
humanidade que abriga em si, porque os seus olhos teimam apenas em ver as coisas
imediatistas e lucrativas que o rodeiam.

O espírito competitivo foi excessivamente exercido entre nós, de modo que hoje somos
obrigados a viver numa sociedade fria e inamistosa.

Exercícios - Para cada assunto apresentado, redija um parágrafo dissertativo com relações de
causa ou conseqüência.

1- O homem atua com vantagem sobre os outros animais pela sua capacidade de
transformar elementos naturais em instrumentos de dominação.

2- A tecnologia desenvolveu meios que possibilitam a comunicação entre pessoas separadas


por milhares de quilômetros.

3- Todo município conta , geralmente, com um sistema de tratamento da água a ser


consumida pela população.

4- Na maioria dos povos primitivos e civilizados , o casamento monogâmico é encontrado


com maior freqüência que o poligâmico.

5- A punição dos infratores está mais rigorosa e cara.


4- Tempo e Espaço - Muitos parágrafos dissertativos marcam temporal e espacialmente a
evolução de idéias, processos. Exemplo: Tempo - A comunicação de massas é resultado de
uma lenta evolução . Primeiro, o homem aprendeu a grunhir. Depois deu um significado a
cada grunhido. Muito depois, inventou a escrita e só muitos séculos mais tarde é que passou
à comunicação de massa.

Espaço - O solo é influenciado pelo clima. Nos climas úmidos, os solos são profundos. Existe
nessas regiões uma forte decomposição de rochas, isto é, uma forte transformação da rocha
em terra pela umidade e calor. Nas região temperadas e ainda nas mais frias, a camada do
solo é pouco profunda.( Melhem Adas)

Exercícios - Partindo das frases nucleares abaixo, construir parágrafos dissertativos


ordenados por tempo e espaço.

1- Em todos os tempos, o mar tem exercido fascinante atração sobre o homem.

2- O homem sempre buscou proteção ao longo de sua história.

3- O Brasil conta com tipos de aficcionados por vários esportes.

4- As novelas brasileiras tentam mostrar não mais apenas o Rio de Janeiro, mas também
outras regiões brasileiras.

5- O homem sempre quis voar como os pássaros.

6- O uso do cinto de segurança tem evitado mortes em acidentes de trânsito.

5- Explicitação - Num parágrafo dissertativo, pode-se conceituar, exemplificar e aclarar as


idéias para torná-las mais compreensíveis. Exemplo : “Artéria é um vaso que leva sangue
proveniente do coração para irrigar os tecidos. Exceto no cordão umbilical e na ligação entre
os pulmões e o coração, todas as artérias contém sangue vermelho-vivo, recém oxigenado.
Na artéria pulmonar, porém, corre sangue venoso, mais escuro e desoxigenado, que o
coração remete para os pulmões para receber oxigênio e liberar gás carbônico.”

Exercícios - Explicitar as idéias contidas nas frases nucleares.

1- Cada pessoa define a seu modo quais as pessoas que devem presentar , e com o quê.

2- Os benefícios do esporte são muito apregoados hoje em dia.

3- A Internet é um auxílio rápido e eficaz às pesquisas escolares.

4- Uma mãe que vai buscar seu filho na escola pode somar muitos pontos e arcar com uma
grande quantidade de dinheiro em multas, se não obedecer ao novo Código Nacional de
Trânsito.

Antes de se iniciar a elaboração de uma dissertação, deve delimitar-se o tema que será
desenvolvido e que poderá ser enfocado sob diversos aspectos. Se , por exemplo, o tema é a
questão indígena, ela poderá ser desenvolvida a partir das seguintes idéias:

a- A violência contra os povos indígenas é uma constante na história do Brasil.


b- O surgimento de várias entidades de defesa das populações indígenas.

c- A visão idealizada que o europeu ainda tem do índio brasileiro.

d- A invasão da Amazônia e a perda da cultura indígena.

Depois de delimitar o tema que você vai desenvolver , deve fazer a estruturação do texto.

A estrutura do texto dissertativo constitui-se de:

1-introdução - deve conter a idéia principal a ser desenvolvida ( geralmente um ou dois


parágrafos. ) É a abertura do texto, por isso é fundamental. Deve ser clara e chamar a
atenção para dois itens básicos: os objetivos do texto e o plano do desenvolvimento.
Contém a proposição do tema, seus limites, ângulo de análise e a hipótese ou a tese a ser
defendida.

2-desenvolvimento - exposição de elementos que vão fundamentar a idéia principal que


pode vir especificada através da argumentação, de pormenores , da ilustração, da causa e da
conseqüência, das definições, dos dados estatísticos, da ordenação cronológica, da
interrogação e da citação. No desenvolvimento são usados tantos parágrafos quantos forem
necessários para a completa exposição da idéia. E esses parágrafos podem ser estruturados
das cinco maneiras expostas acima.

3-conclusão - é a retomada da idéia principal, que agora deve aparecer de forma muito mais
convincente, uma vez que já foi fundamentada durante o desenvolvimento da dissertação.
( um parágrafo) .Deve, pois, conter de forma sintética, o objetivo proposto na instrução, a
confirmação da hipótese ou da tese, acrescida da argumentação básica empregada no
desenvolvimento.

Observe o texto abaixo:

Vida ou Morte

INTRODUÇÃO A grande produção de armas nucleares, com seu incrível potencial


destrutivo, criou uma situação ímpar na história da humanidade: pela
primeira vez, os homens têm nas mãos o poder de extinguir
totalmente a sua própria raça da face do planeta.

DESENVOLVIMENT A capacidade de destruição das novas armas é tão grande que, se


O fossem usadas num conflito mundial, as conseqüências de apenas
algumas explosões seriam tão extensas que haveria forte
possibilidade de se chegar ao aniquilamento total da espécie
humana. Não haveria como sobreviver a um conflito dessa natureza,
pois todas as regiões seriam rapidamente atingidas pelos efeitos
mortíferos das explosões.

CONCLUSÃO Só resta, pois, ao homem um saída: mudar essas situação desistindo


da corrida armamentista e desviando para fins pacíficos os imensos
recursos econômicos envolvidos nessa empreitada suicida. Ou os
homens aprendem a conviver em paz , em escala mundial, ou
simplesmente não haverá mais convivência de espécie alguma, daqui
a algum tempo. ( Texto adaptado do artigo "Paz e corrida
armamentista" in Douglas Tufano, p. 47)

Na introdução, o autor apresenta o tema ( desenvolvimento científico levou o homem a


produzir bombas que possibilitam a destruição total da humanidade), no desenvolvimento,
ele expõe os argumentos que apóiam a sua afirmação inicial e na conclusão, conclui o seu
pensamento inicial , com base nos argumentos.

Na dissertação, podem-se construir frases de sentido geral ou de sentido específico,


particular. Às vezes, uma afirmação de sentido geral pode não ser inaceitável, mas se for
particularizada torna-se aceitável. Exemplo: É proibido falar ao telefone celular . ( sentido
geral ) É proibido falar ao telefone celular dirigindo. ( sentido específico)

Exercícios - Faça as especificações das afirmações, tornando-as aceitáveis.

a-A liberdade é perigosa.

b-Caminhar faz mal ao coração.

c-Assistir a televisão é prejudicial à criança.

d-Conduzir motocicleta é proibido.

Quando o autor se preocupa principalmente em expor suas idéias a respeito do tema


abordado, fica claro que seu objetivo é fazer com que o leitor concorde com ele. Nesse caso ,
tem-se a dissertação argumentativa Para que a argumentação seja eficiente, o raciocínio
deve ser exposto de maneira lógica, clara e coerente.

O autor de uma dissertação deve ter sempre em mente, as possíveis reações do leitor e por
isso, devem-se considerar todas as possíveis contra-argumentações, a fim de que possa “
cercar” o leitor no sentido de evitar possíveis desmentidos da tese que se está defendendo.
As evidências são o melhor argumento.

As referências bibliográficas estar de acordo com as normas da ABNT ( Associação Brasileira


de Normas Técnicas) .

A bibliografia final deve seguir o seguinte padrão :

a- Autor - último sobrenome com letra maiúscula, separado dos vírgula dos outros
prenomes;( ponto e dois espaços ou travessão )

b-Título - sublinhar ou colocar em itálico ;( ponto)

c-Anotador ou tradutor -( ponto)

d-Número da edição - se for a primeira , não se indica. Algarismo arábico, ponto, ed.(vírgula)
e-Casa publicadora - nome da casa ( vírgula)

f-Ano da Publicação - em algarismo arábico ( ponto)

g-Número de páginas ou volumes - em algarismos arábicos ( ponto ) Abrevia-se p. e não pag


ou pg.

h-Ilustrações - se necessário ( ponto)

i- Série ou coleções - em algarismos arábicos, entre parênteses (ponto )

EXERCÍCIO GERAIS DE DISSERTAÇÃO

Escrever textos dissertativos:

a-O menor abandonado

b-A droga é uma droga

c-O jeitinho brasileiro

d-O mês da moleza

e-O jornal serve para informar e para embrulhar

f-O problema do menor é o maior

g-A TV une e separa as pessoas

h-O dinheiro não compra tudo

i-Computador, a invenção do século

j-Ser jovem hoje

k-Legalização do aborto

l-A atuação humana sobre a natureza

m-A queda de qualidade no ensino oficial de I e II graus

n-Os benefícios do esporte

Esquema comparativo

DESCRIÇÃO NARRAÇÃO DISSERTAÇÃO

Conteúdo Retrato verbal: Fatos - pessoas e ações Idéias - exposição , debate,


específico imagem: aspectos que geram o fato e as interpretação, avaliação -
que caracterizam, circunstâncias em que explicar, discutir, interpretar,
singularizam o ser este ocorre: tempo, avaliar idéias.
ou objeto descrito. lugar, causa,
conseqüência, etc.

Faculdade observação- imaginação (fatos predomínio da razão -


humana percepção- fictícios) - pesquisa- reflexão - raciocínio-
relativismo desta observação (fatos argumentação.
percepção reais)

Trabalhho .coleta de dados - . . levantamento . levantamento das idéias


de .seleção de imagens, (criação ou pesquisa)
.definição do ponto de vista
composição aspectos - os mais dos fatos
singularizantes dissertativo:
. organização dos exposição,discussão,
.classificação - elementos narrativos interpretação.
enumeração das (fatos, personagens,
imagens e/ou ambiente, tempo e
aspectos outras circunstâncias)
selecionados
.classificação-sucessão

Formas descrição subjetiva: Narração artística : Dissertação científica -


criação, estrutura subjetividade, criação, objetividade, coerência,
mais livre fatos fictícios solidez na argumentação,
ausência de intervenções
descrição objetiva: narração objetiva: pessoais, emocionais, análise
precisão, descrição e fatos reais, fidelidade. de idéias.
modo científico.
Dissertação literária -
criatividade e argumentação.

Fonte: www.lanavision.com