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A cidadania sempre foi um sonho alimentado pela sociedade nos mais diversos momentos históricos tendo

como finalidade o bem-estar social e o estado de direito. para que seja impossível alcançar a cidadania e o
estado de direito é necessário garantir aos cidadãos o acesso a serviços básicos de manutenção social como
a educação, assistência à saúde, e habitação entre outros.
poderíamos afirmar que em determinados momentos da história a sociedade se organizava com maior
convicção em torno da luta pela cidadania. Em outras palavras Parece-nos que em certos momentos
históricos havia uma maior ênfase envolvimento popular. Isso fica evidente em momentos de crise política,
quando a opressão decerto os regimes de caráter totalitário violaram subjugar um sujeito nas diversas
sociedades. Nesse sentido aflora o que o questionamento sobre a luta pela cidadania na sociedade
contemporânea. Quais são as problemáticas e quais são os direitos pelos quais a sociedade se organize em
quais são as bandeiras e direitos que ainda são negados aos cidadãos. Na mesma forma ainda seria
necessário questionar que problemáticas ainda impedem um estado de bem-estar social.
para tanto nas próximas linhas e estaremos fazendo primeiramente o resgate histórico do termos cidadania,
em seguida relacionando a luta pela conquista cidadania com o movimento dos operários e do sindicalismo
que culmina praticamente com o fim da guerra fria e por último demonstrando a mudança deixa dos
movimentos que possuem essa bandeira, deslocando as questões da dance gradativamente do trabalho para
problemáticas da sociedade contemporânea.

O termos cidadania.
para muitos cidadania se confunde com o ato de voltar. Porém, cidadania não se restringe a isso, mesmo
que que garantias cidadãs assim inevitavelmente pelo processo político. A cidadania está intimamente
ligada com a política. Ser cidadão significa ter direitos e deveres, submeter-se à ordem instituída e da
mesma forma participar das decisões que regulamente na vida social que nos circunda.
através da cidadania não são garantidos alguns direitos básicos, como direito de dispor do nosso corpo e da
nossa vida, ter acesso ao salário digno, que permita garantir ao sujeito o acesso a educação, a saúde
habitação e ao lazer. A ser cidadão é ser livre para expressar-se, de optar por sua religião e fazer suas
opções a respeito da sexualidade entre outras. Na mesma medida, ao ser livre para escolher optar,
necessariamente somos responsáveis como cidadãos, e precisamos arcar com nossas escolhas.
É evidente que há uma grande diferença entre o que previsto idealizado em cartilhas e leis e o que se
sucede nas diversas sociedades. Porém é possível afirmar que já fizemos grandes progressos na história. e
só se tornam a evidente quando analisamos as duas principais fontes que fundamentam o conceito de
cidadania. A primeira experiência de cidadania, é atribua a pólis grega. Talvez tenham sido as as primeiras
experiências de democracia da humanidade registradas, onde os cidadãos participava e deliberar sobre a
vida e os rumos da sociedade. As Polis gregas eram necessidades estados não vinculadas a um poder
centralizado. Assinamos próprios cidadãos administrava um e organizavam suas cidades. Porém, nem todas
as pessoas são consideradas cidadãs. Para ser cidadão era preciso ser livre, o que implicava em ter posses,
não se ocupar com as da tarefas domésticas, o que restringia a cidadania a uma pequena parcela da
população, e excluindo mulheres, crianças, estrangeiros e escravos. basicamente o princípio que
fundamentadas cidadania era um princípio metafísico.
outro momento histórico que se tornou fundamental e para formular o conceito de cidadania está ligado a
onze revoluções burguesas, principalmente a revolução francesa. Através destas revoluções foram
estabelecidas primeiras cartas constitucionais e que de certa forma instituir o normas e estabelecendo o
chamado estado de direito. Neste, pretende-se estabelecer a igualdade entre todos os homens ainda que num
primeiro momento isto só seja possível perante a lei e de dimensões e idealizadas, mas que gradativamente
deveria de ser implantado para diminuir a desigualdade entre os homens que sempre foram renegados.
dramatizar a vida dos cidadãos através de cartas constitucionais representam grande progresso para
cidadania, limitando o poder dos governantes, que agora também precisavam se restringir esse sujeitar as
leis estabelecidas nas mesmas. o estado direito pôs fim ao que se chamava estado de nascimento ou estado
despótico.
Essas mudanças no é que deram origem que a gente chama de cidadão moderna o cidadãos modernos é
surgem com a revolução francesa. Quem era cidadão moderno. A cidadania moderna de certa forma a
príncipe nasce com uma certa característica de segregação social. A burguesia, que tinha acumulado muitas
riquezas através do mercantilismo e da industrialização, não viu aumentar suas reservas de riqueza e com
isso, sentiu a necessidade e ânsia de ter participação política. A sociedade na época se organizava ainda em
torno da aristocracia feudal, que detinha privilégios. A burguesia mesmo tendo acumulado riquezas,
precisava se legitimar e também conquistar o poder. Para tanto promove a revolução francesa. quando sobe
ao poder 60 necessidade de se diferenciar das outras classes sociais, em que tomando-se cidadãos, ou seja,
aqueles que moram na cidade. Os moradores dos puros portanto, conquistaram o poder de participação
política, o prestígio que com dizia com suas posses.
Por outro lado, a grande maioria da população de todo os camponeses e o proletariado, permaneceram sem
direitos, marginalizados e excluídos, que já que não foram alvo das primeiras cartas constitucionais. Inicia-
se assim por parte deles tendo por característica principal o movimento trabalhista o sindicalista, a luta pela
conquista da cidadania por parte dos excluídos deste direito na revolução burguesa.
Essa luta perpassa história virou com vários passagens históricas onde os trabalhadores se organizar em
busca de melhores condições de trabalho e a regulamentação do trabalho para que proporcionar esse
dignidade ao sujeitos. Estas conquistas inevitavelmente passaram por conquistas arraigadas através das
intervenções e da participação política, conquistada gradativamente. Os primeiros movimentos eram
chamados de Ludistas, e nos quais os trabalhadores que se revoltaram diante da opressão e da exploração
do sistema industrial. Ainda que o movimento efêmero, serviu para organizar os primeiros movimentos
trabalhistas, e será assim a raiz do sindicalismo.
Mas a organização sindical por si só não resolveria e não comentaria a cidadania. Como afirmado acima,
ela passou pela conquista na participação política, com movimentos de defesa e de busca por uma
sociedade democrática e a participação através do voto.

A luta por cidadania no Brasil


a luta por cidadania no Brasil Iniciou-se muito mais tarde que nos países da Europa. Porém, mesmo com
uma história recente e sendo um país jovem, tem uma história marcante em torno da questão na busca de
direitos, participação política e bem-estar social. Podemos afirmar que a primeira grande luta em busca da
cidadania está ligada à questão da escravidão. A escravidão no Brasil teve requintes de crueldade, no
sistema de plantation a vida útil de um escravo não passava de dez anos. Sua jornada de trabalho em
períodos de produção do açúcar era de 18 a 20h diárias. A situação de exploração dos escravos no Brasil
aos poucos foi sensibiliza ando algumas pessoas que iniciaram a luta pela libertação dos mesmos que
culmina com a lei áurea e 1888.
a abolição da escravatura, pressionados por outras nações do mundo, principalmente a Inglaterra, gerou um
déficit em mão-de-obra nas fazendas de café do Brasil. O governo brasileiro adotou então uma política de
incentivos a imigração para o Brasil. Época em que chegou ao Brasil poloneses, alemães, italianos e outros,
encorajados por promessas de liberdade e terras a perder de vista não de uma nação de berço esplêndido.
o Brasil que se caracterizava como nação agrária, tendo por sua principal fonte econômica, a produção de
café aos poucos começa a tomar novos rumos. Junto com os imigrantes aparece nas primeiras oficinas,
ferrarias. havia entre os imigrantes muitos artesãos, marceneiros e outros, que em indústrias de fundo de
quintal, deram o primeiro passo para a produção industrial brasileira.
Com estes também aparecem as primeiras organizações trabalhistas, inspiradas por idéias e pensamentos
que estavam em ênfase na Europa. Muitos dos imigrantes foram perseguidos e até deportados por suas
crenças e organizações.
No Brasil no período da república velha, agora já com maior participação popular, aparecem as primeiras
revoltas, como as do forte de Copacabana, movimentos que pretendia mudar o cenário da política do café
com leite, com ideais de industrialização e educação pública e gratuita. A política do café com leite teve
seu grande baque com a crise de 1929, com a quebra da bolsa de valores de Nova York, sendo os
americanos os principais consumidores do café brasileiro. As conseqüência as da crise foram drásticas para
o Brasil, já que os americanos restringe nos seus investimentos e o consumo com bens de primeira
necessidade. O café não eram bem de primeira necessidade. Com isso o Brasil não conseguiu mais exportar
o café quebrando com a economia brasileira.
este foi o momento em que assume no Brasil através do golpe de estado o exército brasileiro, tendo como
figura central Getúlio Vargas. Vargas teve a missão de fazer o processo de transição no Brasil, passando de
país agrário para uma indústria de base. Durante catorze anos o governo brasileiro comprou café para ser
incinerado e jogados ao mar. Paralelamente Getúlio tratou de criar uma base para a indústria brasileira.
para tanto foi necessário trabalhar em duas frentes. Primeiramente era preciso dar uma estrutura de base
para a industrialização, criando metalúrgicas, construindo estradas, melhorando fontes de energia, criar
portos, entre outras estruturas.
Em outra frente era necessário criar uma massa de trabalhadores-dispostos a trabalhar como assalariados.
Talvez essa tenha sido a mais genial das ações da era Vargas. No Brasil, por sua formação cultural e
histórica não havia pessoas dispostas a trabalhar nas fábricas.-os descendentes de escravos ainda traziam
vivem sua memória a exploração do período escravista. Os descendentes de imigrantes, em grande parte
excluídos pelo processo de industrialização e da Europa, tinha de receio e embarcar em repetir a história no
Brasil.
para tanto Vargas regulamentou trabalho no Brasil estabelecendo regras, leis e comprometendo-se com o
trabalhador. A construção da imagem popular de vagas através do uso de rádio, foi marcante fundamental
para criar uma massa de operários disposta a trabalhar nas fábricas. Por outro lado para assegurar as
indústria e as multinacionais clima e espaço propício para desenvolver suas atividades, além dos incentivos
e Getúlio Atrelou o sindicalismo o estado, com o argumento de tirá-lo na ilegalidade.
Nesse momento no Brasil, o movimento trabalhista progridem a roubou a uma cidadania mais plena. Essa
luta por espaço e por direitos seguiria com conquistas principalmente no campo político, onde aos poucos a
participação política através do voto é estendida a maior parcela da população. Aos poucos um incluídos as
mulheres e os analfabetos excluindo-se prerrogativas como condição financeira, gênero, raça e classe social
do direito ao voto.
Essa luta segue sua história com momentos de maior participação, momentos de repressão como os anos da
ditadura militar, e culmina com momento marcante da redemocratização do Brasil nos anos 80. Marcado
por Magamanifestações como o movimento das diretas já e as greves operárias do ABC paulista. Um dos
principais protagonistas desta fase marcante da história brasileira foi movimento sindicalista da classe dos
metalúrgicos de São Paulo, que serviu de inspiração para vários movimentos sindicais de todo Brasil.
Podemos afirmar que após esse período ter perseguido uma tendência mundial os movimentos sindicais e
sociais e o em todo mundo começou a mudar de foco, influenciados pela ideologia neoliberal, o fim da
guerra fria, com processos de integração econômica global, a desterrritorialização e a extrateritorialização
econômica e financeira. a partir desse momento o eixo central da busca por cidadania e bem-estar social
deixe de ter por eixo o movimento trabalhista. Muitos pensadores atribuem isso a crise nas nações
socialistas, inspiradas em nem elogios marxistas, que tem como principal fundamento, o ser humano e sua
relação com o trabalho.. Na mesma medida defendesse também a influência do neoliberalismo que
desarticula o movimento trabalhista e a organização sindical, pregando a livre negociação entre patrões e
operários. Começa a tomar ênfase a prestação de serviço como forma de emprego de força de trabalho
A partir disso a luta pela cidadania muda de foco mas não desaparece. Tornam-se centrais de várias outras
temáticas como as questões ecológicas, as questões raciais e étnicas, a infância e a terceira idade, entre
outros lacuna sociais, emergente na sociedade neoliberal.