Você está na página 1de 51

Tipos de memórias

1. Memórias Sistemas Digitais Caio César Cristiane Oliveira Viana Diego França Denise Lemos
Cardoso Felipe Augusto Lara Sistemas Digitais – 2º ano de Mecatrônica 2010

2. Introdução Memórias são dispositivos de armazenamento de dados de um sistema; Um


exemplo é o uso das memórias em microcomputadores, onde armazenam informações e
instruções utilizadas pelo computador. Memória Flash Memória Eprom

3. Introdução Existem vários tipos de memórias que foram elaboradas para guardar esses
dados. Dentre estes existem as seguintes subdivisões : ROM ( Read-Only Memory ); RAM
( Random-Access Memory );

4. RAM - Random Access Memory Memória de acesso aleatório onde são armazenados dados
e informações que estiverem sendo executadas em tempo de processamento, enquanto o
computador estiver ligado, pois essa memória é mantida por pulsos elétricos. Todo conteúdo
pode ser acessado diretamente e é apagado ao desligar-se a máquina, por isso é chamada de
volátil . Há três tipos de tecnologia de memória RAM: SRAM ( Static Random-Access Memory -
RAM Estática); DRAM ( Dynamic Random-Access Memory - RAM Dinâmica); MRAM
( Magnetoresistive Random-Access Memory - RAM Magneto-resistiva)

5. SRAM (Static RAM) É um tipo de memória de acesso aleatório que mantém os dados
armazenados desde que seja mantida sua alimentação, não precisando que as células que
armazenam os bits sejam refrescadas (atualizadas de tempo em tempo), como é o caso das
memórias DRAM . Memórias SRAM costumam ser utilizadas como cache; Memórias estáticas
usam circuitos no modelo flip-flop.

6. DRAM (Dynamics RAM) É um tipo de memória RAM de acesso direto , armazena cada bit de
dados num condensador. O número de elétrons armazenados no condensador determina se o
bit é considerado 1 ou 0. Como vai havendo fuga de elétrons do condensador, a informação
acaba por se perder, a não ser que a carga seja refrescada periodicamente. As DRAM
armazenam muito mais bits, e são mais baratas e simples.

7. MRAM (Magneto Resistiva RAM) A MRAM vem sendo estudada há tempos, mas somente
nos últimos anos é que as primeiras unidades surgiram. É uma memória até certo ponto igual à
DRAM, mas que utiliza células magnéticas. Essas memórias consomem menor quantidade de
energia, são mais rápidas e armazenam dados por um longo tempo, mesmo na ausência de
energia elétrica.

8. RAM – Módulos de Memória O módulo de memória é um componente adicionado à placa


mãe, composto de uma série de pequenos CIs chamados chip de RAM. A memória pode ser
aumentada, de acordo com o tipo de equipamento. O local onde os chips de memória são
instalados chama-se SLOT de memória, podendo ser conectados módulos de memória SIMM
ou DIMM.
9. SIPP É um dos primeiros tipos de módulos que foram comercializados. Possui chips com
encapsulamento DIP. Normalmente, os módulos eram “soldados” na placa-mãe; (Single In-Line
Pins Package):

10. SIMM É um tipo de módulo de memória contendo RAM usada em computadores do início


da década de 1980 até fins da década de 1990. Diferencia-se do DIMM, o módulo de memória
predominante nos dias de hoje, pelo fato dos contatos em um SIMM serem redundantes em
ambas as faces do módulo. Single In-line Memory Module

11. DIMM É um dos tipos de memória DRAM. As memórias DIMM estão divididas em dois
tipos: as SDR SDRAM e DDR SDRAM . São classificadas também de acordo com a quantidade de
vias que possuem, a SDR SDRAM que possui 168 vias e a DDR SDRAM que possui 184 vias. Ao
contrário das memórias SIMM, estes módulos possuem contatos em ambos os lados do pente.
Dual Inline Memory Module

12. RIMM Ele possui 168 vias, utilizado por memórias Rambus. E para cada módulo de
memória Rambus instalado no computador precisa-se instalar um módulo "vazio",
de 184 vias, o C-RIMM (Continuity-RIMM). Rambus In-Line Memory Module

13. Tecnologias das Memórias FPM : possui a primeira leitura da memória mais demorada que
as outras três; EDO : é capaz de permitir que um endereço da memória seja acessado ao
mesmo tempo em que uma solicitação anterior está em andamento; SDRAM : É sincronizada
com o processador, evitando atrasos. A partir dessa tecnologia, passou-se a considerar a
frequência com a qual a memória trabalha para medida de velocidade.; SDR SDRAM : Podia
trabalhar com 66 MHz, 100 MHz e 133 MHz, uma operação por ciclo de pulso de clock;

14. Tecnologias das Memórias DDR SDRAM : Comparada com a SDR, a DDR pode lidar com o
dobro de dados em cada ciclo de clock, dobrando assim seu desempenho; DDR2 SDRAM : Pode
trabalhar com quatro operações por ciclo de clock, portanto, o dobro do padrão anterior;
DDR3 SDRAM: Podem trabalhar com oito operações por ciclo de clock; Rambus : Trabalha com
apenas 16 bits por vez, com frequência de 400 MHz e duas operações por ciclo de clock.
Dentre as desvantagens estava o aquecimento elevado e maior custo. Exemplo de aplicação:
console de jogos Nintendo 64. Essa tecnologia acabou perdendo espaço para as memórias
DDR.

15. RAM Resumo São memórias que permitem acesso aleatório randômico; São Voláteis; São
utilizadas para um armazenamento temporário das informações;

16. ROM (Read Only Memory) Memória não volátil, ou seja, somente de leitura, pois a
informação que vem gravada nela não pode ser apagada. Nesta vem as características do
fabricante e um programa chamado BIOS, que comanda todas as operações de Entrada e Saída
de dados no microcomputador. A ROM é permanente e não perde seus dados ao desligar o
computador.

17. BIOS (Basic Input Output System) A função do BIOS é comunicação, ele permite ao
microprocessador comunicar-se com outras partes do computador tal como, o vídeo,
impressora, teclado, entre outros.
18. BIOS (Basic Input Output System) Contém informações que foram gravadas pelo fabricante
do micro, estão permanentemente gravadas e não podem ser alteradas. Quando ligamos o
micro, é o BIOS que o inicia, checando os periféricos que estão ligados a ele, como HD, teclado
etc.

19. Dispositivos De Armazenamento Para que os dados não se percam, precisam ser gravados
numa memória auxiliar, esta, armazena as informações que estão na memória principal (RAM).
Existem vários tipos de memória auxiliar como, disquetes, pendrives, discos rígidos (HD),
discos ópticos (CD-ROM e DVD-ROM), entre outros.

20. DISCOS FLEXÍVEIS Os disquetes (magnéticos) são encontrados em dois tipos: Face Simples:
onde haverá gravação em apenas um lado do disco. Face Dupla: onde haverá gravação em
ambos os lados do disquete.

21. DISCOS RÍGIDOS (HD) São discos com velocidade e capacidade de armazenamento e acesso
às informações, muito superiores aos discos flexíveis. Enquanto um disquete de 3,5 polegadas,
consegue armazenar até 2.880 Kbytes, um HD pode conter em média 6 Gigabytes. Em 1995,
um disco armazenava aproximadamente 80 MB. Já existem modelos com 18,2 GB de
capacidade, podendo chegar a 1 TB (terabyte) em 1999.

22. CD-ROM Atualmente o drive de CD-ROM e os recursos de áudio são indispensáveis num


micro. Vem armazenado um número muito maior de informações do que pode-se gravar num
disquete ou HD, não só a parte de entretenimento, mas uma diversidade de aplicações como
programas ou sistemas operacionais complexos, é distribuída em CD-ROM.

23. CD-ROM O CD-ROM trabalha com transferência dos dados medidas em Mbps. Mas as
velocidades dos CDs aparecem em "x". Os drives mais comuns vão de 8x até 16x;
os mais atuais chegam a 36x. Por exemplo, um de 16x representa 2400 Kbps, isso determina a
velocidade de leitura dos dados. Quanto maior a velocidade, melhor é a leitura de arquivos e
mais rápida é a instalação dos produtos que vêm no CD.

24. DVD-ROM O DVD-ROM (Digital Versatile Disc), surgiu após o CD-ROM e busca aperfeiçoar
os dispositivos e recursos para a utilização do microcomputador. Ele pode conter programas,
arquivos e permite ouvir músicas e rodar aplicações multimídia com melhor fidelidade de som
e imagem, nestes discos com capacidade de sete a vinte e seis vezes maior que a dos CDs
convencionais. Sua rotação é três vezes mais veloz que a do CD-ROM.

25. Memória PROM <ul><li>Uma PROM ( p rogrammable r ead- o nly m emory ) é uma forma
de memória digital onde o estado de cada bit está trancado por um fusível ou antifusível.
</li></ul><ul><li>A memória pode ser programada só uma vez depois do fabrico pelo
&quot;rebentamento&quot; dos fusíveis que é um processo irreversível. A programação é
feita pela aplicação de pulsos de alta voltagem, que não são encontrados durante a operação
normal (tipicamente, de 12 a 21 volts). </li></ul><ul><li> Read-only , ou só de leitura , significa
que, ao contrário do que acontece com a memória convencional, a programação não pode ser
alterada. </li></ul>

26. Memória EPROM <ul><li>EPROM ( Erasable Programmable Read-Only Memory ): as


memórias EPROM têm como principal característica a capacidade de permitir que dados sejam
regravados no dispositivo. </li></ul><ul><li>Isso é feito com o auxílio de um componente que
emite luz ultravioleta. Nesse processo, os dados gravados precisam ser apagados por
completo. Somente depois disso é que uma nova gravação pode ser feita. </li></ul>

27. Memória EEPROM <ul><li>Memória Somente de Leitura, Programável e Apagável


Eletricamente; </li></ul><ul><li>Possui camadas de óxido finas; </li></ul><ul><li>Com tensão
inversa da de gravação a célula é apagada; </li></ul><ul><li>Pode-se apagar parte ou
totalmente o conteúdo (das células); </li></ul><ul><li>Processo mais demorado. </li></ul>

28. Memória Flash <ul><li>A memória Flash permite armazenar dados por longos períodos,
sem precisar de alimentação elétrica. </li></ul><ul><li>Este simples fato acabou fazendo com
que a memória Flash se tornasse uma das tecnologias mais importantes das últimas décadas,
possibilitando o surgimento dos cartões de memória, pendrives, SSDs, celulares, câmeras e
players de mídia com armazenamento interno e assim por diante. </li></ul><ul><li>Além
disso, a memória flash oferece um tempo de acesso e melhor resistência do que discos rígidos.
</li></ul>

29. Memória Flash <ul><li>Existem dois tipos de memórias flash: </li></ul><ul><ul><li>Flash


NOR: permite acessar os dados da memória de maneira aleatória, mas com baixa velocidade.
Alguns dos problemas nesse tipo de memória devem-se ao seu alto custo, e ao seu alto tempo
de gravação nas células. </li></ul></ul><ul><ul><li>Flash NAND: trabalha em alta velocidade,
faz acesso sequencial às células de memória e trata-as em conjunto, isto é, em blocos de
células, em vez de acessá-las de maneira individual. Cada bloco consiste em um determinado
número de páginas. As páginas são tipicamente 512, 2048 ou 4096 bytes em tamanho. A
página é associada a alguns bytes. Atualmente são os tipos de memória mais usados em
dispositivos portáteis. </li></ul></ul>

30. CACHE As memórias Cache foram desenvolvidas a partir de um necessidade de memórias


mais rápidas capazes de acompanhas a velocidade dos processadores modernos A velocidade
dessas memórias consiste em evitar o acesso ao dispositivo de armazenamento - que pode ser
demorado -, armazenando os dados em meios de acesso mais rápidos;

31. Memória Flash-ROM x EEPROM <ul><li>A Flash-ROM requer que toda a memória seja
reprogramada quando é preciso mudar algum dado; </li></ul><ul><li>Já com a memória
EEPROM pode-se mudar apenas um dado na célula determinada. </li></ul>

32. Memória EPROM x EEPROM <ul><li>Com a memória EEPROM, ao contrário da EPROM,


pode-se apagar e gravar dados sem precisar remover a memória do circuito, ou expô-la à luz
ultra-violeta. É utilizado um processo elétrico, no caso da EEPROM. </li></ul>

34. Fontes <ul><li>http://www.infowester.com/memoria.php </li></ul><ul>


Voltar para Início »

Arquivos , CDs/DVDs/BDs , Discos , Hardware , Pendr
ive s »
Pentes de memória RAM. Memórias de computador - Tipos, funções, usos...

23/10/12

Memórias de computador? Por que preciso delas em meu computador? Mais memória
significa mais velocidade?

Em alguns artigos anteriores publiquei no blog algumas dicas sobre os tipos de memórias que
um computador possui:Memória RAM e Memória Cache. Ambas tem sua função e são
essenciais para o funcionamento de um computador. Mas será que somente elas são
necessárias? Vamos descobrir mais abaixo.

A leitora Isabelle do blog nos enviou uma dúvida recentemente:

"Preciso realizar um trabalho de escola, mas estou com dúvidas sobre memórias... Gostaria
muito que me ajudasse."

Isabelle. 

Respondendo a essas e outras dúvidas, vamos entender de um modo melhor as memórias de


computador.

1. O que é memória de computador?


Na informática, memória representa todos os dispositivos que podem armazenar informações,
temporária ou permanentemente. Ou seja, são os componentes internos que armazenam
informações (memória RAM, disco rígido, pendrive, cartão de memória, etc). A unidade básica
de memória é o dígito binário (os famosos 0 e 1, que são os dados manipulados por todo o
computador).

2. Quais tipos de memória existem?

Dois tipos de memória abrangem praticamente os outros tipos: Memória principal ememória


secundária. Memória principal são memórias que o processador precisa acessar para enviar os
dados; em muitos casos sem essas memórias o processador pode simplesmente não funcionar.
Elas armazenam os dados apenas temporariamente, ou seja, quando o computador fica sem
energia da bateria ou é reiniciado, perde-se as informações. Elas são acessadas diretamente
pelo processador, sem passar por outro lugar. Possuem alta velocidade e desempenho. Alguns
exemplos de memória principal são: memórias RAM ememórias Cache.

Disco rígido.

A memória secundária são as memórias de armazenamento. Elas servem para guardar as


informações permanentemente. Ou seja, somente perdem informações quando são
formatadas, tem arquivos excluídos ou danificados. Essas memórias precisam passar primeiro
por memórias principais antes de serem usadas pelo processador. Geralmente são mais lentas
que as memórias principais, mas tem uma capacidade de armazenamento muito superior.
Exemplo de memórias secundárias são:discos rígidos, cartões de memória, pendrives, HDs
externos, etc.

Dentro da memória principal temos alguns subtipos de memória: Memórias


voláteis e memórias não-voláteis. 

Memória volátil: Precisa de energia para armazenar dados. Ou seja, os dados são perdidos
quando o computador é desligado. São fabricadas em duas tecnologias: dinâmica e estática,
sendo que a dinâmica é um tipo de memória que precisa ser atualizada e recarregada
constantemente (função conhecida como refresh). O funcionamento basicamente funciona da
seguinte forma: O transistor indica se a célula está vazia (com 0) ou cheia (com 1). Se estiver
vazia, o capacitor é carregado. Mas é como se o capacitor sempre estivesse com "defeito", pois
ele se descarrega muito rapidamente, por isso são necessários vários refreshes para manter os
dados armazenados. No caso das memórias estáticas, a informação fica armazenada durante
todo o tempo, mudando apenas durante algum pulso de clock novo. Esse tipo de memória não
tem o "defeito" do capacitor (ela não se "esvazia").

Em teoria as memórias estáticas possuem um desempenho muito superior as memórias


dinâmicas (que precisam que o processador sempre tenha o trabalho de verificar o estado das
células e recarregá-las). Mas, como o tempo de refresh está cada vez reduzindo, e as memórias
dinâmicas sendo bem mais baratas, atualmente as mais usadas são as dinâmicas.

Memória não-volátil: Guardam informações mesmo com o computador desligado (ou seja,


nessa categoria enquadram-se também as memórias secundárias). Das memórias principais
não voláteis destacam-se as memórias ROM (traduzidas, memórias de acesso somente-
leitura). Essas memórias geralmente são usadas em um computador para gravar
a BIOS (espécie de chip que funciona com um micro-programa para controlar todos os
dispositivos de um computador. Ele se inicia quando é ligado o computador, aquela famosa
tela preta que aparece quando apertamos o botão de ligar do computador).

Das memórias ROM existentes, podemos citar: ROM (gravada somente na fábrica uma única
vez), PROM (gravada pelo usuário uma única vez), EPROM (gravada e regravada utilizando-se
de técnicas de luz ultra-violeta), e EEPROM(memória gravada e regravada quantas vezes
necessário). Essas memórias necessitam de uma bateria para manter os dados de usuário
gravados para a inicialização personalizada do computador; caso essa bateria perca a carga ou
seja removida as configurações de fábrica são restauradas.

Ficou confuso? O esquema abaixo poderá lhe ajudar:


Esquema simples de classificações de memórias de um computador.

3. Que tipos de dispositivos de um computador possuem memória?


Bom, de acordo com o conceito que vimos acima, todo dispositivo que puder armazenar dados
é uma memória. Exemplos:

1. Discos rígidos, SSDs, pendrives, cartões de memória.


2. Unidades óticas (CD, DVD, Blu-ray).
3. Memória RAM (memórias para uso e memória CMOS).
4. Memória Cache do processador (usada para aumentar a performance e regular o uso do
processador).
5. Memória ROM (usada nas BIOS).
6. Memória cache do disco rígido.
7. Placas de vídeo (possuem memória).
8. Entre outros.

4. Como funcionam os diferentes tipos de memória?


O trabalho de ligar o computador é simples - para o usuário.

Veja o passo a passo que um computador realiza:

1. A BIOS, que contém uma memória CMOS, verifica os dados de inicialização dos dispositivos.
Ela realiza uma série de verificações e até mesmos ajustes para a inicialização do micro.
2. Caso esteja tudo certo, é ativado o POST. O POST é uma série de testes nos dispositivos para
ver se tudo está funcionando e se estão sendo reconhecidos. (Na tela, para o usuário, ele
reconhece os discos e realiza testes na memória RAM).
3. A BIOS principal ativa outros BIOS (discos rígidos especiais, placas de vídeo, etc).
4. A BIOS localiza o MBR (Master Boot Record, tabela de partição mestre, onde são gravados
os dados para que o disco rígido que contenha o sistema operacional seja carregado.
5. O processador entra em cena manipulando os dados e os enviando ás memórias corretas
(memória RAM, por exemplo).
6. Se o mesmo programa for executado mais de uma vez, a memória cache, responsável por
guardar as informações de programas usados, entra em cena, enviando os dados e deixando o
processador livre para outras tarefas.
7. A memória RAM armazena os dados enviados pela memória cache que atualmente estão
em uso. 
8. O disco rígido salva e lê os dados essenciais de acordo com a ordem do processador.

É claro que esse processo é bem mais detalhado e inclui outras rotinas que não podemos
especificar nessa matéria. Mas o funcionamento básico é suficiente para você ter uma idéia de
como funciona.

5. Esquema simples de funcionamento de uma memória RAM


E abaixo, um esquema de alguns componentes da memória RAM, para que você possa
entender quais são os componentes:

Leu o artigo? Ficou com dúvidas? Comente! Use seu espaço para divulgar sua dúvida ou
opnião, e teremos o prazer de responder.
Basicamente são dois tipos de memórias que existem: Internas dentro do processador, são
memórias voláteis, isto é, perdem seus dados com ausência de energia, como a memória
Cache, registradora. As memórias externas são memorias não voláteis, servem para guardar
dados enquanto o computador está em uso.

Memória principal: "também chamadas de memória real, são memórias que


o processador pode endereçar diretamente, sem as quais o computador não pode funcionar.
Estas fornecem geralmente uma pontepara as secundárias, mas a sua função principal é a de
conter a informação necessária para o processador num determinado momento; esta
informação pode ser, por exemplo, os programas em execução. Nesta categoria insere-se
a RAM,que é uma memória de semicondutores, volátil, com acesso aleatório, isto é, palavras
individuais de memória são acessadas diretamente, utilizando uma lógica de endereçamento
implementada em hardware. Também pode-se compreender a memória ROM (não
volátil), registradores e memórias cache." [VELLOSO:2011:38]

Memória secundária: memórias chamadas de “memórias de armazenamento em massa”, para


armazenamento permanente de dados. Não podem ser endereçadas diretamente, a
informação precisa ser carregada em memória principal antes de poder ser tratada pelo
processador. Não são estritamente necessárias para a operação do computador. São não-
voláteis, permitindo guardar os dados permanentemente. Como memórias externas, de
armazenamento em massa, podemos citar os discos rígidos como o meio mais utilizado, uma
série de discos óticos como CDs, DVDs e Blu-Rays,disquetes efitas magnéticas.

Às vezes faz-se uma diferença entre memória secundária e memória terciária. A memória


secundária não necessita de operações de montagem (inserção de uma mídia ou média em um
dispositivo de leitura/gravação) para acessar os dados, como discos rígidos; a memória
terciária depende das operações de montagem, como discos ópticos e fitas magnéticas, entre
outros.

Os discos rígidos magnéticos consistem uma categoria a parte nas memórias ditas “externas”,
pois geralmente armazenam sistema, programas e arquivos de usuários, são vendidos hoje em
capacidades que variam de 500GB a 3TB. A tecnologia de transmissão de dados mais atual
para sistemas desktop é a Serial ATA 3, ou SATA 600, e para servidores é o SAS, muito
semelhante ao SATA mas com velocidade (1.2GBPS) e padrões de qualidade de fabricação
superiores. Ainda sobrevivem discos com interface SCSI, principalmente as ultra wide 4,
capazes de transmitir até 320MB/s com a tradicional alta confiabilidade e durabilidade dos
discos SCSI.

No nível seguinte podemos citar discos de leitura ótica e unidades de fita (as ditas memórias
terciárias). Discos óticos são muito utilizados para guardar programas e como backup de
arquivos pessoais. O CD (Compact disk), em suas diversas versões, é capaz de armazenar
700MB, o DVD (Digital Video Disk) armazena até 4.7GB (8.5GB na versão “dual layer”) e o Blu-
ray é capaz de armazenar até 50GB. As fitas magnéticas são dispositivos de acesso sequencial.
As antigas DAT tem sido substituídas pelas modernas fitas Ultrium LTO (Linear Tape Open) que,
em sua 5ª geração, são capazes de armazenar 1.5TB e realizar leitura a uma velocidade
máxima de 140MB/s.

Memórias: quais os tipos e para que servem

COMPARTILHAR

52

290 compartilhamentos

 237.172

POR FABIO JORDÃO

 25 AGO 2011 - 17H 20

Apresentamos a memória RAM, um componente que você já conhece e que sabe até para o
que serve. Todavia, ela não chegou agora e parte da história ficou escondida no passado. Hoje
revelaremos um pouco sobre os tipos de memórias que apareceram ao longo dos anos.
Falaremos sobre as principais diferenças entre os padrões. E claro, como você está no
Tecmundo, vai saber algumas novidades que devem aparecer no mundo das memórias num
futuro próximo. Convidamos você a embarcar nessa jornada tecnológica.

Enquanto você lê, não precisa fechar os demais aplicativos, pois a memória do seu
computador vai continuar armazenando os dados enquanto você desfruta de toda a
informação deste texto.

RAM e DRAM

Foi em algum ponto na década de 50 que surgiram as primeiras ideias de criar uma Memória
de Acesso Aleatório (RAM). Apesar disso, nosso papo começa em 1966, ano que foi marcado
pela criação da memória DRAM (invenção do Dr. Robert Dennard) e pelo lançamento de uma
calculadora Toshiba que já armazenava dados temporariamente.

Memória DDR3 da
Corsair (Fonte da imagem: Divulgação/Corsair)

A DRAM (Memória de Acesso Aleatório Dinâmico) é o padrão de memória que perdura até
hoje, mas para chegar aos atuais módulos, a história teve grandes reviravoltas. Em 1970, a
Intel lançou sua primeira memória DRAM, porém, o projeto não era de autoria da fabricante e
apresentou diversos problemas. No mesmo ano, a Intel lançou a memória DRAM 1103, que foi
disponibilizada para o comércio “geral” (que na época era composto por grandes empresas).

A partir da metade da década de 70, a memória DRAM foi definida como padrão mundial,
dominando mais de 70% do mercado. Nesse ponto da história, a DRAM já havia evoluído
consideravelmente e tinha os conceitos básicos que são usados nas memórias atuais.

DIP e SIMM

Antes da chegada dos antiquíssimos 286, os computadores usam chips DIP. Esse tipo de
memória vinha embutido na placa-mãe e servia para auxiliar o processador e armazenar uma
quantidade muito pequena de dados.

Foi com a popularização dos computadores e o surgimento da onda de PCs (Computadores


Pessoais) que houve um salto no tipo de memória. Num primeiro instante, as fabricantes
adotaram o padrão SIMM, que era muito parecido com os produtos atuais, mas que trazia
chips de memória em apenas um dos lados do módulo.
Memória SIMM de 256 KB do console Atari STE (Fonte da imagem: Divulgação/Wikimedia
Commons - Darkoneko)

Antes desse salto, no entanto, houve o padrão SIPP – que foi um intermediário entre o DIP e o
SIMM. O problema é que o conector das memórias SIPP quebrava com facilidade, o que forçou
as fabricantes a adotarem o SIMM sem pensar muito.

A primeira leva do padrão SIMM tinha 30 pinos e podia transmitir 9 bits de dados. Foi utilizado
nos primeiros 286, 386 e até em alguns modelos de 486. O segundo tipo de SIMM contava com
72 pinos, possibilitando a transmissão de até 32 bits. Esse tipo de módulo vinha instalado em
computadores com processadores 486, Pentium e até alguns com Pentium II.

FPM e EDO

A tecnologia FPM (Fast Page Mode) foi utilizada para desenvolver algumas memórias do
padrão SIMM. Módulos com essa tecnologia podiam armazenar incríveis 256 kbytes.
Basicamente, o diferencial dessa memória era a possibilidade de escrever ou ler múltiplos
dados de uma linha sucessivamente.

Me
mória EDO (Fonte da imagem: Divulgação/Wikipédia)

As memórias com tecnologia EDO apareceram em 1995, trazendo um aumento de


desempenho de 5% se comparadas às que utilizavam a tecnologia FPM. A tecnologia EDO
(Extended Data Out) era quase idêntica à FPM, exceto que possibilitava iniciar um novo ciclo
de dados antes que os dados de saída do anterior fossem enviados para outros componentes.

DIMM e SDRAM

Quando as fabricantes notaram que o padrão SIMM já não era o suficiente para comportar a
quantidade de dados requisitados pelos processadores, foi necessário migrar para um novo
padrão: o DIMM. A diferença básica é que com os módulos DIMM havia chips de memórias
instalados dos dois lados (ou a possibilidade de instalar tais chips), o que poderia aumentar a
quantidade de memória total de um único módulo.
Memória DIMM
(Fonte da imagem: Divulgação/Wikipédia)

Outra mudança que chegou com as DIMMs e causou impacto no desempenho dos
computadores foi a alteração na transmissão de dados, que aumentou de 32 para 64 bits. O
padrão DIMM foi o mais apropriado para o desenvolvimento de diversos outros padrões, assim
surgiram diversos tipos de memórias baseados no DIMM, mas com ordenação (e número) de
pinos e características diferentes.

Com a evolução das DIMMs, as memórias SDRAM foram adotadas por padrão, deixando para
trás o padrão DRAM. As SDRAMs são diferentes, pois têm os dados sincronizados com o
barramento do sistema. Isso quer dizer que a memória aguarda por um pulso de sinal antes de
responder. Com isso, ela pode operar em conjunto com os demais dispositivos e, em
consequência, ter velocidade consideravelmente superior.

RIMM e PC100

Pouco depois do padrão DIMM, apareceram as memórias RIMM. Muito semelhantes, as RIMM
se diferenciavam basicamente pela ordenação e formato dos pinos. Houve certo incentivo por
parte da Intel para a utilização de memórias RIMM, no entanto, o padrão não tinha grandes
chances de prospectiva e foi abandonado ainda em 2001.

As memórias RIMM ainda apareceram no Nintendo 64 e no Playstation 2 – o que comprova


que elas tinham grande capacidade para determinadas atividades. Ocorre que, no entanto, o
padrão não conseguiu acompanhar a evolução que ocorreu com as memórias DIMM.

Mem
ória PC133 e EDO (Fonte da imagem: Divulgação/Wikimedia Commons - David Henry)

O padrão PC100 (que era uma memória SDR SDRAM) surgiu na mesma época em que as
memórias RIMM estavam no auge. Esse padrão foi criado pela JEDEC, empresa que
posteriormente definiu como seria o DDR. A partir do PC100, as fabricantes começaram a dar
atenção ao quesito frequência. Posteriormente, o sufixo PC serviu para indicar a largura de
banda das memórias (como no caso de memórias PC3200 que tinham largura de 3200 MB/s).

DDR, DDR2 e DDR3

Depois de mais de 30 anos de história, muitos padrões e tecnologias, finalmente chegamos aos
tipos de memórias presentes nos computadores atuais. No começo, eram as memórias DDR,
que operavam com frequências de até 200 MHz. Apesar de esse ser o clock efetivo nos chips, o
valor usado pelo barramento do sistema é de apenas metade, ou seja, 100 MHz.

Assim, fica claro que a frequência do BUS não duplica, o que ocorre é que o dobro de dados
transita simultaneamente. Aliás, a sigla DDR significa Double Data Rate, que significa Dupla
Taxa de Transferência. Para entender como a taxa de transferência aumenta em duas vezes,
basta realizar o cálculo:

[número de bytes] x [frequência do barramento] x 2

Do padrão DDR para o DDR2 foi um pulo fácil. Bastou adicionar alguns circuitos para que a taxa
de dados dobrasse novamente. Além do aumento na largura de banda, o padrão DDR2 veio
para economizar energia e reduzir as temperaturas. As memórias DDR2 mais avançadas
alcançam clocks de até 1.300 MHz (frequência DDR), ou seja, 650 MHz real.

Memórias
DDR1 (Fonte da imagem: Divulgação/Wikipédia - W-sky)

E o padrão mais recente é o DDR3 que, como era de se esperar, tem o dobro de taxa de
transferência se comparado ao DDR2. A tensão das memórias caiu novamente (de 1,8 V do
DDR2 para 1,5 V) e a frequência aumentou significativamente – é possível encontrar memórias
que operam a 2.400 MHz (clock DDR).

Dual-Channel e Triple-Channel

Apesar das constantes evoluções no padrão DDR, as memórias nunca conseguiram atingir a
mesma velocidade das CPUs. Isso forçou as principais empresas de informática a apelarem
para um truque que possibilitaria o aumento do desempenho geral da máquina. Conhecido
como Dual-Channel (Canal Duplo), o novo recurso possibilitou o aumento em duas vezes na
velocidade entre a memória e o controlador.
A tecnologia Dual-Channel depende simplesmente de uma placa-mãe ou um processador que
tenha um controlador capaz de trabalhar com o dobro de largura do barramento. Isso significa
que a memória utilizada não precisa ser diferente, sendo que a grande diferença está no
controlador, que deve ser capaz de trabalhar com 128 bits, em vez dos costumeiros 64 bits das
memórias DDR.

Corsair XMS3 — 8
GB Dual Channel DDR3 (Fonte da imagem: Divulgação/Corsair)

Ao dobrar a largura do barramento de dados, as memórias têm a taxa de transferência


dobrada automaticamente. Assim, uma memória DDR2 que antes era capaz de transferir 8.533
MB/s, quando programada para atuar em Dual-Channel poderá atingir um limite teórico de
17.066 MB/s. Detalhe: para usar a tecnologia de Canal Duplo é preciso usar dois módulos de
memórias, conectados nos slots pré-configurados para habilitar o recurso.

A tecnologia Triple-Channel é muito parecida com a Dual, exceto que aqui o canal é triplo. Com
a explicação acima fica fácil compreender que é preciso utilizar um processador e placa-mãe
compatível (os primeiros a usar esse recurso foram os Intel Core i7 de primeira geração).

A largura do barramento aumenta para 192 bits (o triplo dos 64 bits) e, consequentemente, a
taxa de transferência triplica. E novamente vale a mesma regra: três módulos são necessários
para utilizar essa funcionalidade.

Outros padrões

Enquanto os computadores evoluíram baseados nas memórias DIMM SDRAM, outros


dispositivos aderiram a memórias alternativas. É o caso do Playstation 3, que aderiu à linha de
memórias XDR DRAM. O padrão XDR é como se fosse um sucessor das antigas memórias
baseadas no RIMM (também conhecida como memória Rambus DRAM).

Existem ainda as memórias dedicadas para as placas gráficas. As principais são do padrão
GDDR, variando entre a primeira geração e a quinta – a GDDR5. As memórias GDDR têm
algumas semelhanças com os padrões DDR, mas diferem em alguns aspectos, incluindo as
frequências.
Radeon HD
6990 com memória GDDR5 (Fonte da imagem: Divulgação/ASUS)

Antigamente foram usadas memórias do tipo VRAM e WRAM para armazenar dados gráficos.
Atualmente, as memórias são do tipo SGRAM (RAM de sincronia gráfica). Todas elas são
baseadas na memória RAM, mas têm certas diferenças.

O futuro enigmático das memórias

O padrão DDR tem reinado por longos anos, todavia, muitas tecnologias estão sendo
estudadas para substituir os atuais módulos. Entre tantas, uma que ganha destaque é MRAM,
memória magnética que deve alterar completamente o sistema de leitura e escrita. Esse
padrão deve disputar com o FRAM, memória ferroelétrica que tem investimentos de grandes
empresas, incluindo a Samsung, a Toshiba e outras tantas.

E a evolução das memórias RAMs não vai continuar apenas nos módulos que utilizamos no
cotidiano. Protótipos como o Z-RAM (Zero-capacitor RAM) devem aportar nas memórias
caches dos processadores. Aliás, a probabilidade é muito grande, pois a AMD licenciou a
segunda geração da Z-RAM.

Apesar de muitas fabricantes investirem alto na continuidade das memórias RAMs, existem
fortes indícios de que outros tipos de memórias sejam adotados num futuro próximo. A HP,
por exemplo, aposta no Memristor, um componente eletrônico que deve gerar um padrão de
memória muito superior ao atual.

A história continua...

Nosso artigo acaba aqui, contudo, a evolução da informática — que inclui as memórias RAMs
— continua em alta velocidade. Já abordamos em outro artigo possibilidades para o futuro das
memórias, mas como o tema é muito amplo, nunca conseguimos falar sobre todas as
possibilidades.
Deixamos claro que este artigo foi apenas um resumo básico do histórico das memórias, visto
que seria necessário escrever uma bíblia para relatar os acontecimentos, especificações e
informações com detalhes. Esperamos que o texto tenha esclarecido um pouco do todo que
engloba esses componentes essenciais para os computadores. Você tem algo a acrescentar?
Aproveite o campo de comentários e solte o verbo.

 Melhor resposta:  Existem 4 tipos de moemórias são elas: 

A memória RAM é uma memória de acesso aleatório, é um tipo de memória que permite a
leitura e escrita. O termo acesso aleatório significa que ela pode ser acessada a qualquer
posição (endereço de memória), em qualquer momento, ao contrário do acesso sequencial,
utilizado por alguns dispositivos de armazenamento, como as fitas magnéticas. Por ser uma
memória volátil, necessitamos de discos rígidos para o armazenamento dos dados, quando se
desliga a energia, para que não perca os dados. 

A memória ROM (Read-Only Memory - Memória Somente de Leitura) recebem esse nome
porque os dados são gravados nelas apenas uma vez. Depois disso, essas informações não
podem ser apagadas ou alteradas, apenas lidas pelo computador, exceto por meio de
procedimentos especiais. Outra característica das memórias ROM é que elas são do tipo não
volátil, isto é, os dados gravados não são perdidos na ausência de energia elétrica ao
dispositivo. Eis os principais tipos de memória ROM: PROMs EPROMs EEPROMs Memórias
Flash CD-ROMs DVD-ROMs. 

Memória CMOS é uma memória formada por circuitos integrados de baixíssimo consumo de
energia, onde ficam armazenadas as informações do sistema (setup), acessados no momento
do BOOT. Estes dados são atribuídos na montagem do microcomputador refletindo sua
configuração (tipo de winchester, números e tipo de drives, data e hora, configurações gerais,
velocidade de memória, etc) permanecendo armazenados na CMOS enquanto houver
alimentação da bateria interna. Algumas alterações no hardware (troca e/ou inclusão de
novoscomponentes) podem implicar na alteração de alguns desses parâmetros. 

A memória CACHE é um tipo ultra-rápido de memória, que serve para armazenar os dados
mais utilizados pelo processador, para que ele não precise fazer tantos acessos à memória
RAM.

Memória
INTRODUÇÃO

UNIDADE BÁSICA DE MEMÓRIA

ORGANIZAÇÃO DA MEMÓRIA

O TAMANHO DA MEMÓRIA

FUNCIONAMENTO DA MEMÓRIA PRINCIPAL

OPERAÇÕES DE I/O

TIPOS DE MEMÓRIA

MEMÓRIA SECUNDÁRIA

BIBLIOGRAFIA

INTRODUÇÃO

Memória é um termo genérico usado para designar as partes do computador ou dos


dispositivos periféricos onde os dados e programas são armazenados. Sem uma memória de
onde os processadores podem ler e escrever informações, não haveria nenhum computador
digital de programa armazenado.

A memória do computador pode ser dividida em duas categorias:

 Principal: de acesso mais rápido, mas de capacidade mais restrita. Armazena informações
temporariamente durante um processamento realizado pela UCP.

 Secundária: de acesso mais lento, mas de capacidade bem maior. Armazena grande conjunto
de dados que a memória principal não suporta.

UNIDADE BÁSICA DE MEMÓRIA

O computador só pode identificar a informação através de sua restrita capacidade de


destinguir entre dois estados, por exemplo, algo está imantado num sentido ou está imantado
no sentido oposto. A uma dessas opções o computador associa o valor 1, e ao outro estado, o
valor 0.

Os dígitos 0 e 1 são os únicos elementos do sistema de numeração de base 2, sendo então


chamados de dígitos binários, ou abreviadamente, bit. Entenda-se por bit a unidade básica de
memória, ou seja, a menor unidade de informação que pode ser armazenada num
computador.

ORGANIZAÇÃO DA MEMÓRIA

Como o valor de um bit tem pouco significado, as memórias são estruturadas e divididas em
conjuntos ordenados de bits, denominados células, cada uma podendo armazenar uma parte
da informação. Se uma célula consiste em k bits ela pode conter uma em 2k diferente
combinação de bits, sendo que todas as células possuem a mesma quantidade de bits.

Cada célula deve ficar num local certo e sabido, ou seja, a cada célula associa-se um número
chamado de seu endereço. Só assim torna-se possível a busca na memória exatamente do que
se estiver querendo a cada momento(acesso aleatório). Sendo assim, célula pode ser definida
como a menor parte de memória endereçável.

Se uma memória tem n células o sistema de endereçamento numera as células


seqüencialmente a partir de zero até n-1, sendo que esses endereços são fixos e
representados por números binários. A quantidade de bits em um endereço está relacionado a
máxima quantidade de células endereçáveis. Por exemplo, se um endereço possui m bits o
número máximo de células diretamente endereçáveis é 2m.

A maioria dos fabricantes de computador padronizaram o tamanho da célula em 8 bits(Byte).


Bytes são agrupados em palavras, ou seja, a um grupo de bytes(2,4,6,8 Bytes) é associado um
endereço particular. O significado de uma palavra é que a maioria das instruções operam em
palavras inteiras.

Os bytes em uma palavra podem ser numerados da esquerda para direita ou da direita para
esquerda. O primeiro sistema, onde a numeração começa no lado de alta ordem, é chamado
de computador big endian, e o outro de little endian. Ambas representações são boas mas
quando uma máquina de um tipo tenta enviar dados para outra, problemas de
posicionamento podem surgir. A falta de um padrão para ordenar os bytes é um grande
problema na troca de dados entre máquinas diferentes.

O TAMANHO DA MEMÓRIA
Esse é o indicador da capacidade de um computador. Quanto maior ela for, mais informação
poderá guardar. Ou seja, quanto mais bytes a memória tiver, mais caracteres poderá conter e,
consequentemente, maior o número de informação que guardará.

A memória é geralmente apresentada em múltiplos de K, M(mega), G(giga) ou T(tera).

1K eqüivale a 210

1M eqüivale a 220

1G eqüivale a 230

1T eqüivale a 240

Em geral, o tamanho da célula depende da aplicação desejada para a máquina.

Emprega-se células pequenas em máquinas mais voltadas para aplicações comerciais ou pouco
cientificas. Uma memória com células de 1 byte permite o processamento individual de
caracter, o que facilita o processamento de aplicações como editores de textos.

Por outro lado, cálculos científicos seriam desvantajosos em células pequenas pois números
desse tipo precisariam de mais de uma célula para armazena-los.

A capacidade propriamente dita da memória está relacionada diretamente à quantidade de


células endereçáveis.

FUNCIONAMENTO DA MEMÓRIA PRINCIPAL

Toda memória, seja Secundária ou Principal, permite a realização de dois tipos de operações:
escrita e leitura.

Entende por leitura a recuperação da informação armazenada e a escrita é a gravação (ou


armazenamento) da informação na memória.

No caso da Memória Principal (MP), essas operações são realizadas pela UCP e efetuada por
células, não sendo possível trabalhar com parte dela.

A leitura não é uma operação destrutiva, pois ela consiste em copiar a informação contida em
uma célula da MP para a UCP, através de um comando desta.

Pelo contrário a escrita é uma operação destrutiva, por que toda vez que se grava uma
informação em uma célula da MP, o seu contudo anterior de eliminado.

OPERAÇÒES DE I/O NA MEMÓRIA


Para a ligação entre MP e UCP é realizada através de dois registradores: o REM e o RDM e suas
respectivas vias. É feito apenas um acesso por vez.

Operação de escrita

A UCP envia para o REM o endereço da memória onde a palavra será gravada, e para o RDM a
informação (palavra) da posição a ser gravada.

A UCP comanda uma gravação (sinal write).

A palavra armazenada no RDM é, então, transferida para a posição de memória, cujo endereço
está no REM.

Operação de leitura

A UCP armazena no REM o endereço da posição, onde a informação a ser lida está localizada.

A UCP comanda uma leitura (sinal de controle para memória - READ).

O conteúdo (palavra) da posição identificada pelo endereço contido no REM é, então,


transferido para o RDM; deste, é enviado para a UCP, pela barra de dados.

TIPOS DE MEMÓRIA

Memória RAM– É um tipo de memória essencial para o computador, sendo usada para
guardar dados e instruções de um programa. Tem como características fundamentais, a
volatilidade, ou seja, o seu conteúdo é perdido quando o computador é desligado; o acesso
aleatório aos dados e o suporte à leitura e gravação de dados, sendo o processo de gravação
um processo destrutivo e a leitura um processo não destrutivo. Existem dois tipos básicos de
memória RAM, RAM Dinâmica e RAM Estática.

Dinâmica - Esta é uma memória baseada na tecnologia de capacitores e requer a atualização


periódica do conteúdo de cada célula do chip consumindo assim pequenas quantidades de
energia, no entanto possui um acesso lento aos dados. Uma importante vantagem é a grande
capacidade de armazenamento oferecida por este tipo de tecnologia.

Estática - É uma memória baseada na tecnologia de transistores e não requer atualização dos
dados. Consome mais energia (o que gera mais calor) comparando-se com a memória
dinâmica sendo significativamente mais rápida. É frequentemente usada em computadores
rápidos. Possui uma capacidade de armazenamento bem menor que a memória dinâmica.

  Vantagens Desvantagens

  Barata Necessita de Atualização

RAM Dinâmica Baixo Consumo Lenta

Alta Densidade

  Rápida Mais cara

RAM Estática Não necessita de atualização Consome Mais Energia

Baixa Densidade

Vídeo RAM- É uma área especializada da memória RAM onde a CPU compõe, detalhadamente,
a imagem mostrada no monitor. É especialmente organizada para manipular tanto a qualidade
de apresentação quanto a cor. O buffer de vídeo inicia com 640K, mas seu tamanho e sua
localização na memória depende do tipo de modo de vídeo em uso.

Os modos de vídeo são: modo texto e modo gráfico. No modo texto, a CPU usa um conjunto
de bytes do buffer de vídeo para prescrever que conjunto de bytes do buffer de vídeo para
prescrever que caractere aparecerá, em que posição da tela e com que cor. No modo gráfico, a
CPU deve especificar o valor da cor de cada pixel ou ponto da tela. O Adaptador de vídeo
encarrega-se de formar os caracteres.

Memória ROM- É um tipo de memória que contém instruções imutáveis, nela estão localizadas
rotinas que inicializam o computador quando este é ligado; É não-volátil, ou seja, os dados não
são perdidos com a ausência de energia; É também de acesso aleatório. Alguns dos tipos de
memória ROM são: EPROM e EEPROM.

EPROM- É um tipo de ROM especial que pode ser programada pelo usuário. Seu conteúdo
pode ser apagado pela exposição a raios ultravioletas.
EEPROM- É também um tipo especial de ROM muito semelhante á EPROM, tendo como
diferença apenas o fato de que seu conteúdo é apagado aplicando-se uma voltagem específica
em um dos seus pinos de entrada.

Memória Cache - É uma memória de alta velocidade que faz a interface entre o processador e
a memória do sistema.

A memória RAM dinâmica é frequentemente usada em computadores modernos. Isto, é


devido a características como: Baixo consumo, Chips de alta densidade, e baixo custo. No
entanto, é uma memória lenta não podendo assim suportar processadores velozes. Quando
um processador requer dados da memória, ele espera recebê-los num tempo máximo. Isto é
chamado ciclo de clock.

Para usar uma memória dinâmica lenta com um processador rápido é necessário um hardware
extra(chamado de memória cache) que fica entre o processador e a memória.

Todos os acessos da memória pelo processador são alimentados pelo sistema de cache. Ela
compreende um comparador de endereços que monitora as requisições do processador, alta
velocidade da RAM estática e chips extras de hardware.

O sistema de cache inicia tentando ler tantos dados da memória dinâmica quanto possível e
guarda-os em sua memória estática de alta velocidade (ou cache). Quando requisições do
processador chegam, ela checa se os endereços requisitados são os mesmos dos que já foram
lidos da memória, caso seja, os dados são enviados diretamente da cache para o processador,
caso contrário, ela permite que o processador acesse a memória principal (o processador
realiza este acesso lentamente).Então o sistema de cache atualiza seu conteúdo com o que foi
lido da memória pelo processador e tenta ler tantos dados quanto possível antes que a
próxima requisição do processador chegue.

Quando o sistema de cache atende a uma requisição do processador, é chamado cache hit. Se
o sistema de cache não atende a uma requisição do processador, é chamado cache miss.

MEMÓRIA SECUNDÁRIA

A memória principal (ram) não é o único meio de armazenamento existente. Devido a algumas
características que são peculiares a este tipo de memória  por exemplo: volatilidade e alto
custo  , surgiu a necessidade de implementação de outro tipo de memória, chamado
memória secundária. Este tipo de memória, não volátil, tem maior capacidade de
armazenamento e é mais barata. Estas memórias podem ser removíveis ou não. Neste
contexto, "removíveis" significa que ela pode ser retirada do computador e transportada
facilmente para outro. O winchester ou disco rígido, por exemplo, não é removível. Já os
demais podem ser chamados de removíveis. Estes são os tipos de memória secundária
disponíveis hoje:

Fitas Magnéticas (streamer e dat)


Discos rígidos e flexíveis

Cd-rom (compact disk read only memory) e Cd-worm (write once read many)

Zip disks, etc.

Vejamos suas características:

1. Fitas streamer

Foi o primeiro tipo de memória secundária. Elas são usadas para armazenamento off-line de
dados (backups de dados, programas, etc.). A aparência da fita magnética é similar à das fitas
usadas em gravadores antigos. Ela é feita de material plástico coberto com uma substância
magnetizável.

Os dados são gravados na fita nos chamados registros físicos. Cada registro físico é gravado em
trilhas paralelas (geralmente 7 ou 9, com a última sendo usada para gravar o bit de paridade
vertical), que por sua vez são subdivididas em frames. Cada frame é o espaço usado para
armazenar 1 byte, além de um bit extra, o bit de paridade (horizontal). O espaço entre um
registro e outro é chamado de gap. Quando são usados registros pequenos, parte da
capacidade da fita é gasta nos gaps. Portanto, devem ser usados registros maiores possíveis,
para reduzir ao máximo esta perda.

A vantagem do uso de fitas é que elas são compactas, portáteis, possuem alta capacidade de
armazenamento e são baratas.

A grande desvantagem da fita é seu acesso seqüencial. Por exemplo, para ler um registro que
está no final da fita, deve-se passar por todos os outros registros. Em média, para se ler um
registro de uma fita com n registros, passa-se por n/2 registros.

2. Fitas dat

São a segunda geração das fitas magnéticas. Menores, mais fáceis de armazenar e mais
seguras, permitem um armazenamento maior de dados. Sua grande capacidade (2 a 4GB) a
torna ótima para backup de grandes volumes de dados. Sua aparência assemelha-se à de uma
fita de vídeo, mas com um tamanho bem menor. Uma fita de 2 GB custa 15 dólares, enquanto
que seu acionador (drive) custa em torno de 1000 dólares.

3. Discos Flexíveis ou disquetes

São o meio de armazenamento mais popular. Seu "inventor" foi a IBM, para guardar
informações sobre a manutenção dos Mainframes. Logo depois, começou a ser usado pelos
fabricantes de software para distribuição de programas. Consistem de um disco plástico
recoberto por uma camada de material magnético. Eles são logicamente divididos em setores
e trilhas. Trilhas são grupos de bytes que estão a uma mesma distância do centro do disco.
Setores são divisões de 512 bytes de uma trilha. A menor unidade de armazenamento neste
tipo de disco (e nos winchesters) é a unidade de alocação. Cada unidade de alocação pode ter
um ou mais setores, mas nos disquetes esta unidade de alocação eqüivale apenas a um setor
(512 bytes). Quando compramos um disquete às vezes precisamos formata-lo, isto é, prepara-
lo para uso. O processo de formação consiste na divisão lógica do disco em setores e trilhas, e
na construção de uma tabela chamada FAT (Files Allocation Table), que é a responsável pela
guarda de informações sobre os arquivos (tamanho, setor inicial, nome, data de última
alteração, etc.) e sobre o disco (número de unidades de alocação, tamanho do disco, setores
defeituosos, setores livres, etc.).

Os primeiros disquetes com grande uso foram os de 8 polegadas. Possuíam capacidade de


gravação de 180kbytes. Depois, apareceram os de 5,25 polegadas, que tinham dupla face e
capacidade de gravação de 360 kbytes (baixa densidade), e 1.2 Mb (alta densidade). Por
último, surgiram os de 3,5 polegadas, que, além de mais seguros, possuem capacidade de
armazenamento maior.

Vale ressaltar ainda que as cabeças de leitura-gravação tocam a superfície do disco, o que
torna sua vida menor se comparada aos discos rígidos.

Tamanho (polegadas) 5,25 (DD) 5,25 (HD) 3,5 (DD) 3,5 (HD)

Capacidade (bytes) 360k 1,2M 720K 1.44M

Trilhas 40 80 80 80

Setores/Trilha 9 15 9 18

Lados ou faces 2 2 2 2

Rotações por minuto do acionador 300 360 300 300

Taxa de transferência (kbps) 250 500 350 500

4. Discos rígidos (winchesters)

Consistem de um conjunto de discos magnéticos empilhados, dentro de uma caixa de metal


blindada a vácuo. Cada disco possui duas faces, cada face tendo sua cabeça de
leitura/gravação exclusiva. A divisão lógica de cada disco é a mesma dos disquetes, mas,
devido ao empilhamento dos discos, surgiu um novo conceito: cilindro. Um cilindro nada mais
é do que o conjunto de trilhas que estão na mesma posição em cada disco. Por exemplo: o
cilindro 0 é o conjunto de todas as trilhas 0 dos sub-discos que compõem o disco rígido.
Cilindro 1 é o conjunto de todas as trilhas 1... e assim por diante.

Atualmente há dois padrões de discos rígidos mais usados: o padrão IDE e o padrão SCSI. O
padrão IDE, mais antigo, vai aos poucos sendo substituído pelo SCSI, que é mais veloz, e
velocidade de acesso aos dados, como todo mundo sabe, é um dos "gargalos" que fazem com
que os computadores não sejam mais rápidos ainda.
Os primeiros winchesters que chegaram aqui tinham 5 a 10 Mb. Eles foram evoluindo
rapidamente, e hoje já há discos rígidos de até 4 Gb (em PC´s) ou mais (em grandes
computadores), isto é, quase 1000 vezes a quantidade inicial citada!

Mas, como não podia deixar de ser, há um problema que merece ser citado. Quanto maior os
discos, maior o tamanho de sua unidade de alocação, isto é, mais setores terá esta unidade de
alocação. Como cada arquivo obrigatoriamente ocupa uma unidade de alocação, quanto maior
for esta mais espaço ocupará o arquivo. Para solucionar este problema, é aconselhável dividir
o seu disco rígido em unidades lógicas ou partições. Por exemplo, um disco de 2 Gb, que
poderá ser apenas uma unidade lógica (C:) poderá ser dividido em duas unidades (C: e D:).
Com isto, estaremos ganhando mais espaço de armazenamento, pois estaremos diminuindo o
tamanho de nossa unidade de alocação.

Alguns conceitos importantes:

Tempo de seek (procura): é o tempo gasto para a cabeça de leitura/gravação se posicionar na


trilha correta. Varia de 3 ms (para trilhas adjacentes) e até 100 ms (para trilhas que estão nos
extremos do disco).

Latência rotacional: é o tempo gasto para localizar o setor ao qual se quer ter acesso. O tempo
total de acesso é a soma destes dois tempos (seek + latência rotacional). A latência rotacional
varia de 0 ao tempo de uma rotação completa (a 3600 rpm, a LR é 16,67 ms).

Tempo de transferência: é o tempo gasto para a migração dos dados da memória secundária
para a memória principal.

Tempo de acesso: é a soma dos tempos: seek + latência + transferência.

Taxa de transferência: é a velocidade com a qual os dados migram da memória secundária


para a memória principal. Ex.: 1.200 kbps.

5. Cd-rom

Desenvolvido inicialmente pela Philips, e em seguida com a colaboração da Sony, os cd-roms


têm se tornado muito populares. Seguros, duráveis, fáceis de armazenar e com alta
capacidade de armazenamento, eles têm se tornado um grande meio de distribuição de
programas.

O nome cd-rom vem de compact disk read only memory. Como o próprio nome diz, ele é uma
memória rom, isto é, memória somente leitura que não pode ser alterada. Discos graváveis
(cd-r) serão estudados na próxima secção.

Um cd é gravado utilizando um laser de alta potência. Com este laser são feitos furos (pits) em
um disco matriz. As áreas não furadas entre os pits são chamadas lands. Com os pits têm uma
refletividade diferente doslands, pode-se, assim, representar uma informação digital (dois
estados). Desta matriz é feito um molde, que é usado para estampar as cópias. Depois, cada
cópia recebe uma fina camada de alumínio, que é recoberta por outra fina camada de plástico.
A divisão lógica dos Cd´s é totalmente diferente de um disquete ou disco rígido. Os dados não
são gravados em trilhas e setores, mas numa espiral contínua, em blocos de dados. Um cd de
553 Mb, por exemplo, tem 270.000 blocos de dados.

Os cd´s são muito usados na distribuição de programas, clipes multimídia, enciclopédias


multimídia, etc. Algumas capacidades: 600Mb, 650Mb, 700Mb.

Sua velocidade de acesso depende da velocidade do drive de cd (8x, 16x, 20x, 22x).

6. Cd-r (worm)

A sigla Cd-r significa cd recordable. Um cd deste tipo pode ser gravado somente uma vez.
Representam uma evolução dos Cd-rom comuns justamente pela capacidade de serem
graváveis pelo usuário comum. Gravação, não regravação, pois cada pit, quando é feito
(queimado), não tem condições de ser apagado. Por isso, este tipo de cd permite que seja
gravado somente uma vez. Um exemplo de gravador deste tipo é o Blaster Cd-r 4210, da
Creative Labs, capaz de gravar 650 Mb de dados ou 75 minutos de áudio. Custa 940 reais e
gasta cerca de duas horas para terminar a gravação do cd.

A terceira fase da evolução dos discos óticos é o cd ótico apagável. Com este tipo de mídia,
podem ser realizadas várias gravações. Como? Utilizando-se ligas metálicas exóticas, que
mudam suas propriedades de acordo com a temperatura. Na temperatura ambiente, suas
propriedades não são alteradas, mas, a altas temperaturas, estas ligas (térbio, gadolínio), ficam
sensíveis a campos magnéticos. Então, para gravar nestes cds, basta que se eleve a
temperatura a um nível que sensibilize estas ligas (utilizando laser), e aí, é só aplicar o campo
magnético (através da cabeça magnética) devidamente, gravando os dados.

Mas, será que estes últimos irão substituir os discos rígidos? Por enquanto, não. Primeiro: seu
tempo de seek é de uma ordem de grandeza muito maior que dos discos rígidos. Segundo: sua
taxa de transferência é bem menor que tais discos. Enquanto os discos óticos irão melhorar
com o tempo, o discos rígidos irão melhorar talvez na mesma proporção, fazendo com que
eles estejam sempre melhores.

7. Novas soluções em dispositivos de armazenamento.

Zip disks - Zip disks são como "disquetes" de alta capacidade. Surgiram da necessidade de
transporte e backup de grande quantidade de dados que não cabiam em um único disquete.
Seu uso está em expansão, com os preços já ficando mais acessíveis aos usuários não
corporativos. A empresa pioneira neste tipo de mídia foi a Iomega, com o seu Zip drive (5,25
polegadas de tamanho). Cada zip drive custa hoje em torno de US$ 150 e um cartucho (de 10
Mbytes) está em torno de US$ 14, isto é, 14 centavos por megabyte! Os zip drives podem ser
instalados no computador a partir da porta paralela, mas torna-se inaconselhável pela perda
de desempenho. Para melhor desempenho, deve ser instalado juntamente com uma placa
SCSI interna. Este tipo de memória é considerada a "nova geração" de discos flexíveis.

Super discos flexíveis (discos magneto-opticos). Sua capacidade está em torno de 200 a 250
MB. Nesta categoria enquadram-se o MO 3,5 polegadas (Fujitsu, Olympus e Pinnacle) e o MO
de 5,25 polegadas (HP, Sony). Este tipo de mídia, apesar do alto desempenho, segurança e
capacidade de armazenamento, é muito cara, tornando-se relegada a mercados específicos. O
preço das unidades varia de 250 a 500 dólares. Vale observar que, a partir de unidades MO,
pode-se reproduzir clipes multimídia satisfatoriamente.

BIBLIOGRAFIA

CLAYBROOK, Billy. Técnicas de gerenciamento de arquivos.

TANENBAUM, Andrews S. Organização Estruturada de Computadores. P. 21-42.

VELLOSO, Fernando de Castro. Informática: conceitos básicos. Rio de Janeiro: Editora Campus,
1994, p. 15-27.

TOLEDO, N. Introdução a Organização de Computadores. P. 37-56.

SITES NA INTERNET

http://www.cit.ac.nz/smac/hf100/hf100m4.htm

http://www.well.com/user/memory/memtypes.htm#UKM

http://www.inf.ufsm.br/~bonella/m.html

http://www.kingston.com/king/mg3.htm
Como funciona a memória RAM?

COMPARTILHAR

22

79 compartilhamentos

 93.476

POR IGOR PANKIEWICZ

 28 AGO 2009 - 20H 26

Processadores, placas mãe, discos rígidos, ventoinhas, placas de som... Gabinetes podem ser
inteiriços por fora, mas por dentro existe uma série de componentes. Alguns deles podem até
não ser requeridos para o funcionamento de um sistema operacional (como drives de CD ou
DVDs, por exemplo), mas existem outros sem os quais a máquina nem ligará!

Um deles é a memória RAM, essencial no processamento e armazenamento dos seus


programas, atuando em conjunto principalmente com o seu processador. Hoje, nós
mostramos a vocês um pouco mais sobre elas, desde a composição, tipos, tamanhos,
velocidades até o modo como operam em conjunto com os demais componentes.
Está curioso? Então não deixe de conferir!

O que significa RAM

O termo é um acrônimo para Random Access Memory, isto é, memória de acesso aleatório.
Isso implica que esta memória pode acessar os dados de forma não sequencial (ao contrário
de uma fita cassete, por exemplo), acelerando em muito os processos de leitura e escrita.
Qualquer setor livre ou já preenchido é imediatamente encontrado e processado.

Entretanto, ao contrário de um disco rígido, a memória RAM é totalmente volátil, o que


significa que todos os dados armazenados podem ser perdidos quando o dispositivo não é
devidamente alimentado. Mas se há este contratempo, saiba que ela é milhares de vezes mais
rápida que a varredura do disco físico.

Memória RAM em dois “sabores”

Antes de tudo, você precisa saber que existem dois tipos básicos de RAM, que são a memória
estática e a memória dinâmica. A primeira pode ser menos reconhecida pelo público em geral,
mas está presente em muitos componentes de nossos computadores, principalmente nos
processadores, onde formam a memória cache (nós explicaremos o conceito mais abaixo,
durante a ilustração do percurso de funcionamento da memória RAM).

 
 

A memória estática é composta por flip-flops (montados com quatro a seis transistores) e não
necessita ser atualizada constantemente, o que a torna muito mais rápida e eficiente para
trabalhos que requerem baixa latência. Os estados de saída podem ser 0 ou 1, sendo perdidos
apenas quando o fornecimento de energia é cortado.

Em contrapartida, ela ocupa um espaço físico muito maior, sendo impraticável a construção de
pentes de memória para uso tradicional. Outro problema é o custo bem mais elevado.

Já a memória RAM dinâmica, ou DRAM, é a que vemos para comprar nas lojas e que equipam
nossas placas mãe. Suas células são compostas por um capacitor e um transistor, sendo o
transistor uma espécie de portão (que barra ou dá passagem ao pulso elétrico) e o capacitor o
responsável por armazenar a informação (novamente, estados de 0 ou 1).

Uma vez que o capacitor se descarrega ao longo do tempo, é necessário mantê-lo sempre
alimentado. Estes circuitos integrados são dispostos em forma de linhas e colunas, de tal
forma que os dados possam ser acessados, lidos ou escritos por meio de interseções (imagine
uma posição A3, ativada por um pulso elétrico na linha A e por outro na coluna 3).

 
Este formato pode ser mais barato e compacto em relação à memória estática (abrigando
muito mais capacidade de armazenamento por centímetro quadrado), mas — em
contrapartida —  devidoa necessidade de localização de posições, da constante alimentação e
da própria mudança de estado levam a uma latência maior para a leitura.

Caso deseje saber mais sobre estes dois diferentes tipos de memória, não deixe de conferir o
artigo “Qual a diferença entre memória RAM estática e dinâmica”, no qual o assunto é
abordado de maneira mais extensa.

A ordem dos fatores

Agora que você já sabe um pouco mais a respeito do funcionamento destes componentes,
vamos ao percurso das informações pelos componentes e ao papel crucial das memórias. Tudo
começa com os cálculos da CPU (unidade de processamento central, ou processador), que são
realmente volumosos.

Todos estes dados processados podem ser requisitados para uma operação futura, entrando
em cena a necessidade de um componente que armazene temporariamente as informações.
Temos então as memórias cache, RAM e o próprio disco rígido atuando como um único
sistema.

Como o volume de dados é gigantesco (passando da ordem de bilhões de bytes por segundo),
é necessária, em primeiro lugar, uma memória extremamente rápida, capaz de acompanhar
este ritmo frenético. A solução para isso é a memória cache (um tipo de memória estática,
como já vimos), que fica acoplada diretamente no processador, fornecendo um espaço de
trabalho com o mínimo de latência possível.

Esta memória cache também é dividida em vários níveis (tais como L1, L2, L3 e assim por
diante), sendo L1 a mais próxima do processador e as demais as mais afastadas, com
capacidades maiores e maiores latências, mas ainda assim com um canal direto de
comunicação, permitindo acesso praticamente imediato aos dados.

Recorrendo ao plano B

Mas com um espaço tão pequeno, o que ocorre quando o dado não é comportado? Entra em
cena então o próximo nível na hierarquia de memória e de acesso (por meio do controlador de
memória), que é a utilização da memória DRAM (memória dinâmica, a encontrada nos pentes
que estão na sua placa mãe).

Nela que residem todos os dados abertos pelo sistema (bem como os processos que estão em
atividade), como os programas e arquivos. Para conferir melhor a atuação delas, experimente
abrir o gerenciador de tarefas do Windows. Na tela estão todas as taxas de utilização de
memória dos programas, seguidas do total disponível em sistema.

Novamente, dependendo da utilização que você faça do seu sistema, pode ser que a memória
DRAM disponível nos pentes não seja suficiente para abastecer todas as necessidades do seu
sistema. E nesses casos, como fazer para que o computador não emperre?

Hora do plano... C?

A resposta está no disco rígido, que passa a ser utilizado pela maioria dos sistemas
operacionais atuais como uma extensão da memória RAM, sob a forma de uma memória
virtual. Assim, o sistema passa a ler e escrever dados em disco, evitando travas e continuando
o gerenciamento dos processos.

Só há um grande problema com isso: a velocidade de leitura e escrita é muito inferior à


encontrada para os outros tipos de memórias do mercado. Como resultado, seu PC continuará
em funcionamento, mas o desempenho... Estará lá em baixo!

O sistema tentará trocar os dados na maior velocidade possível, armazenando na RAM tudo o
que for mais importante, deixando para o HD os itens de menor importância. Mesmo assim,
janelas irão travar e o mouse ficará pesado!

Usuários com mais conhecimento podem configurar quanto de seus discos rígidos poderão
atuar nesta virtualização, de modo a obterem o máximo de desempenho sob tais
circunstâncias. Para saber mais sobre a memória virtual e a aplicação dos HDs, não deixe de ler
o artigo “O que é memória virtual”.
 

Tipos de memórias

Nós já cobrimos um pouco do caminho dos dados pelo computador, então vamos aos tipos de
pentes que encontramos no mercado ou que já existiram e deixaram de ser vendidos. Vale
lembrar que os equipamentos e processadores mais recentes trabalham com memórias do
tipo DDR2 ou DDR (para alguns dos anos anteriores). E para descobrir qual é o tipo de memória
utilizada pelo seu computador, siga diretamente para o manual de instruções.

Memória SIMM

O termo SIMM vem de Single In-Line Memory Module, e era designado ao tipo de módulo de
memória utilizado em computadores até meados da década de noventa. Os primeiros modelos
conseguiam carregar as instruções com apenas 8 bits a cada passagem, tendo um total de 30
pinos conectores. Depois de algum tempo, surgiram novos módulos, os quais continham 72
pinos de conexão e suportavam até 32 bits de informação por acesso.

Memória DIMM

Estes módulos entraram no mercado para substituir os pentes mencionados acima,


principalmente com a ascensão da arquitetura Pentium no mercado mundial de
computadores. As grandes diferenças consistem no fato de que ambos os lados de conectores
são independentes, ao contrário da geração anterior, proporcionando uma largura de banda
de 64 bits.

Memória RIMM

RIMM é o nome patenteado para Direct Rambus memory module, sendo muito parecidos com
as memórias DIMM, descritas acima. As principais diferenças estão no número de conectores e
na transferência de dados, que ocorre a 16 bits. Entretanto, por possuir velocidade maior, era
requerida uma lâmina de alumínio para refrigerar o equipamento.

Memória DDR SDRAM

A memória de acesso aleatório dinâmica síncrona de dupla taxa de transferência é uma das
especificações de memória de maior sucesso na indústria, tendo sido desenvolvida com o
objetivo de atingir o dobro do desempenho de sua antecessora. Considerando que os dados
são transferidos a 64 bits por vez, a taxa de transferência (quando multiplicados a taxa de bus
e o número de bits) chega a 1600 MB/s (leve em consideração que o valor normal seria de 800
MB/s, caso não houvesse a tecnologia de transmissão dupla).

DDR2 SDRAM

O principal padrão atual é uma evolução da memória tipo DDR convencional, contando com
uma série de transformações nas especificações que visam o aumento de velocidade
(incluindo o clock), a minimização do consumo de energia, do aquecimento e da interferência
por ruídos elétricos e o aumento da densidade (mais memória total por pente ou chip).

DDR3 SDRAM
Assim como para a revisão anterior, a DDR3 tem como propósito elevar ainda mais o
desempenho das memórias, reduzindo consumo e acelerando as capacidades de acesso e
armazenamento de dados. A banda de transferência de dados é duas vezes superior a
encontrada nas DDR2, entretanto, a latência se manteve praticamente idêntica. Vale ressaltar
que este padrão de memória já está entrando em uso, com processadores como o Intel i7 e
placas mãe específicas.

De quanto eu preciso?

Ao contrário do que muitos usuários acreditam, adicionar memória RAM nem sempre
aumenta o desempenho do computador. Para entender melhor esta ideia, imagine que seu
computador já conta com 1 GB de memória. Com base neste valor, pense que o sistema
operacional consome cerca de 300 MB para rodar, que o navegador aberto ocupa mais 120
MB e que a sua planilha de Excel adiciona mais 100 MB na conta.

Teoricamente você teria memória de sobra para rodar mais alguns aplicativos (480 MB) e, caso
não fosse abrir muitas coisas a mais, um pente adicional não causaria impacto, pois já há uma
quantia livre mais que suficiente.

Em outra situação, mantenha o computador com 1 GB de RAM, mas imagine que o sistema
operacional, navegador, planilha e mais alguns programas abertos consomem cerca de 900 MB
de RAM. Com mais um joguinho leve ou uma aba extra com Flash no navegador você saltaria
para cima de 1 GB de memória ocupado (tendo que recorrer à memória virtual, realizando a
troca entre os aplicativos alocados na memória RAM e perdendo muito desempenho pelo
meio do caminho).

É para este segundo caso que a adição de mais memória causa impacto, abrindo mais espaço
para os programas e o sistema “respirarem”.

Computador doméstico

Para um computador voltado à navegação na internet e para a realização de trabalhos


corriqueiros (utilizando pacotes de programas como o Office), é claro que não é necessária
uma quantia tão grande de memória no sistema, mas mesmo assim devem ser levados em
consideração os requisitos para o sistema operacional.
Caso opte pelo Windows XP, por exemplo, 1 GB pode dar conta do recado. Já em sistemas
como o Windows Vista você realmente precisará de 2 GB para trabalhar sem gargalos e sem
pequenas travas.

Computador para jogos e tarefas pesadas

Se com tarefas corriqueiras 2 GB de memória RAM já são facilmente requeridos no Windows


Vista, aqueles que procurarem o máximo de desempenho devem contar com pelo menos 4 GB
de RAM, principalmente se o assunto for “jogos” (como Crysis, que até hoje faz muitos
computadores sofrerem) ou edição de imagens ou vídeos, por meio de programas como
Photoshop e Premiere.

Levando em consideração que a resolução das imagens está aumentando e que a era de
vídeos HD está começando, você certamente não vai querer ficar sem poder apreciar tudo
com bom desempenho.

Escolhendo o módulo correto

Além do tipo de memória correto e da quantia adequada, o usuário ainda tem que se
preocupar com outro fator: a frequência de operação da memória. Este valor é medido em
Megahertz e reflete diretamente a velocidade máxima de transferência de dados que pode ser
atingida entre o componente e o processador.

Para memórias do tipo DDR, o valor mais alto é 400 MHz. Já para memórias do tipo DDR2, as
frequências podem chegar até 1066 MHz. Mas e na hora de comprar os pentes ou de pedir na
loja, como saber se você está levando o produto adequado? É aí que entram os módulos de
memórias, que funcionam como etiquetas de identificação para as velocidades e tipos. Na
tabela abaixo nós mostramosas principais formatações.
Note que, de acordo com o que foi especificado na descrição das memórias DDR, os valores
mostrados na tabela acima já são multiplicados.
 

E na hora de instalar?

Talvez a instalação da memória RAM seja uma das etapas mais simples na montagem de um
computador, até mesmo para quem nunca teve contato com “os interiores” de um antes.
Basicamente, as placas mãe possuem encaixes finos e alongados, dedicados única e
exclusivamente a estes componentes. Confira um exemplo abaixo:

Note que há somente um lado no qual os pentes de memória podem ser inseridos, havendo
um “corte” na parte de baixo deles para ser realizado o encaixe perfeito.

O primeiro passo é baixar as abas laterais de contenção, empurrando-as para fora


cuidadosamente. Agora, com o pente em mãos, verifique qual o lado correto e insira-o no slot.
Aplicando um pouco de pressão, você verá as abas entrando automaticamente na posição de
trava. Seu novo pente já está instalado!
Fique atento apenas para as placas com suporte para canais duplos de memória (dual
channel), que exigem pentes iguais em quantidade de memória e velocidade de
funcionamento, alocados aos encaixes corretos (denominados canais A e B). Para descobrir
qual a configuração adequada ao seu computador, não deixe de ler o manual da placa mãe,
que trará todos os esquemas e descrições a respeito do assunto.

E se você ainda está com medo de “colocar a mão na massa”, dê mais uma volta aqui mesmo
pelo Baixaki para ler os artigos “Manutenção de PCs: instalando memória e placa de vídeo” e
“Memória RAM: como escolher a melhor para o computador?”. Em poucos minutos você
aprenderá tudo o que é necessário.

Como funcionam as diferentes memórias quando o computador está em uso

COMPARTILHAR

49 compartilhamentos

 69.544

POR NILTON KLEINA
 01 ABR 2011 - 15H 37

O computador é uma poderosa máquina de armazenamento de dados. Qualquer programa,


página da internet ou arquivo aberto fica registrado de alguma forma, em algum local do
aparelho. Assim como em nós usuários, a memória é uma das mais bem desenvolvidas funções
do sistema.

Mas quando o assunto é a memória virtual, qual é a primeira – e às vezes única – coisa em que
pensamos? Sem dúvidas, a RAM é o arquivo de dados mais famoso do sistema. É possível
encontrar facilmente essa expressão registrada nas informações a respeito de um computador
à venda ou nos requisitos para rodar um jogo ou software.

O que você pode não saber é que a RAM representa apenas um componente de uma série de
sistemas responsáveis por acomodar todas as informações digitais necessárias sem perdê-las
de vista.

Algumas dessas regiões são termos bastante utilizados no cotidiano da informática, até por
usuários menos experientes: cache, ROM, HD, BIOS. Cada uma possui um papel específico e
um momento certo para ser utilizada.

A quantidade de setores pode parecer exagerada, mas compensa. Se a máquina precisasse


consultar apenas o disco rígido, por exemplo, ele teria que ser bem mais poderoso – e todo o
processo seria muito lento.

Para compreender melhor o funcionamento do seu PC, vale a pena conhecer o caminho
percorrido pelos dados e em que memórias eles podem se alojar para facilitar o trabalho do
processador. O Tecmundo explica quais são e como agem essas memórias enquanto o
aparelho está funcionando.

Longa jornada
O fluxo de informações em seu computador é bastante intenso, mesmo que ele esteja em
baixo funcionamento. Muitos dados são recebidos pelo processador, que precisa rapidamente
se livrar deles para poder receber outro pacote sem sobrecarregar-se.

Para isso, a CPU conta com as diferentes memórias, sempre operando para trafegar os dados o
mais rápido possível, em um processo que ocorre em ciclos – e que pode ser resumido da
seguinte maneira:

O processador necessita de dados que já existem no computador;

A memória cache, que tem as instruções mais requisitadas, é o primeiro local consultado;

Se a resposta do cache for negativa, a CPU recorre à memória RAM (ou ao disco rígido, caso ela
já esteja lotada);

Os dados são enfim repassados ao processador, lidos e reescritos em uma das memórias para
consultas futuras.

CPU, o ponto de largada

A unidade central de processamento (ou processador) é a parte do sistema responsável por


executar as tarefas indicadas pelo usuário. Através de inúmeros cálculos e consultas a dados, é
ela a responsável em fazer funcionar o software que você deseja utilizar, por exemplo.

Mas e se você deseja abrir novamente o mesmo programa? Toda a informação teria que ser
calculada e processada mais uma vez, gastando um tempo desnecessário e consumindo mais
energia da sua CPU. Para isso, ela utiliza as tais memórias espalhadas pelo hardware, sendo
que cada uma tem especificidades e alvos determinados.

Cache, a parada rápida


O cache é a memória mais leve e rápida do seu sistema, para onde vão as informações
temporárias que precisam ser processadas mais rapidamente. Essa é a primeira opção de
abrigo de dados, pois possui comunicação direta ou muito próxima com o processador.

Apesar da eficiência, ele é um espaço de arquivamento relativamente pequeno, sendo medido


em KBs ou MBs. Por isso, sua principal função é apenas a de guardar os resultados das
operações do processador, que são fornecidos à medida em que ele funciona.

Sua criação partiu justamente da necessidade de abrigar tais resultados sem gastar espaço de
outras memórias e obter uma resposta imediatamente após requisitá-la, fazendo com que sua
latência seja quase nula. Quando o processador deseja acessar uma informação, lá é o
primeiro local de busca. Se o cache a tiver entre seus arquivos (quando ocorre o chamado
cache hit), a varredura termina e o dado é executado imediatamente.

O cache é dividido em níveis, de acordo com sua capacidade e proximidade com a CPU. Os
dados do nível 1 são menores, porém de fácil acesso (atingindo até mesmo o dobro da
velocidade da memória central). No nível 2 não há tanta rapidez, mas a transmissão ainda não
é comprometida. As demais camadas seguem o mesmo princípio.

Todas elas estão sempre em uso, mas nem sempre se encarregam de todo o armazenamento.
Além disso, não é possível aumentar o tamanho da memória cache sem substituir o
processador. Alguns dados são maiores e mais importantes, portanto precisam de uma central
de acesso mais dinâmica e poderosa.

RAM, a estação principal

A RAM (memória de acesso aleatório, em tradução literal) permite que você acesse dados de
forma não sequencial, além de ser relativamente rápida em comparação ao próximo método.
É ela a responsável por guardar algumas informações do sistema operacional, de softwares em
uso e os processos em atividade, uma quantidade de dados muito maior do que o cache
poderia suportar.
Quando você está jogando, por exemplo, é ela a responsável por acessar as texturas,
animações e outros dados contidos para que o game rode sem problemas. É uma enorme
quantidade de informação, que utiliza boa capacidade do seu processador e possui uma
latência maior que a memória cache.

Seu ponto negativo é o mesmo do cache: é uma memória temporária e volátil, que tem suas
informações perdidas quando o computador é desligado. Mas nem toda RAM é capaz de salvar
seu computador: isso depende bastante do modelo e também do uso que você faz da sua
máquina(jogos ou trabalho, por exemplo). Algumas não são poderosas o suficente para
suportar os dados atrabuídos a ela, fazendo com que o processador recorra à outra
alternativa.

Os dados que devem permanecer no sistema de qualquer maneira precisam de uma memória
que não seja volátil, mas que consiga aguentar um alto fluxo de informações. É aí que entra
outra parte vital do computador, o popular HD.

Disco rígido, o ponto final

Armazenar memórias temporárias acaba sendo um trabalho para o HD em último caso, mesmo
não sendo essa a sua principal função. Em formato de memória virtual, ele executa e registra
os dados de forma mecânica, diferente do método eletrônico das demais, tornando esse
processo mais lento.

Nele normalmente estão os arquivos que não são perdidos a cada boot, como músicas e fotos.
Eles são acessados com frequência pelo usuário, mas não pedem uma velocidade de leitura
tão absurda como os processos do sistema.
Segundo o Terry’s Computer Tips, para efeito de comparação, acessar um dado a partir do
disco rígido leva cerca de 0,013 segundos, enquanto o mesmo dado a partir da RAM chega em
0,000.000.01 segundos. Para compensar, o HD possui a maior capacidade entre as memórias
citadas anteriormente.

Portanto, esteja atento se o seu computador precisar utilizar o disco rígido para armazenar
memória: esse pode ser um sintoma de que seu PC já está saturado de arquivos, fazendo com
que a máquina apresente uma forte lentidão e travamentos constantes.

Uma desfragmentação do disco ou a remoção de arquivos e aplicativos que não estão mais em


uso pode ajudar nesse caso, mas o ideal é que a máquina nunca atinja esse estado crítico.
Quando isso ocorre, o sistema avisa o usuário sobre a situação, para que ele a resolva o mais
rápido possível.

E a ROM?

Por não ter a capacidade de armazenar memória constantemente, mas apenas disponibilizá-la
para uso, a memória ROM (memória de apenas leitura, em tradução literal) não se encaixa no
processo de captação de dados processados mostrado neste artigo. Mesmo assim, vale a pena
citá-la, pois a ROM guarda algumas informações vitais de alguns softwares e é bastante
requisitada durante o uso do sistema.

Tudo em harmonia

O longo caminho feito por um dado é percorrido constantemente enquanto o computador


está ligado. Desse modo, conhecer como a memória do seu computador funciona é um
importante passo para uma melhor utilização do sistema.

Agora que você foi apresentado às diferentes formas de armazenamento existentes na


máquina, já sabe também da importância em manter sempre a RAM e o HD com espaços
livres, para que o funcionamento do computador não seja comprometido por programas ou
arquivos em excesso. Até a próxima!
 Viu algum erro ou gostaria de adicionar uma sugestão para atualizarmos
esta matéria? 
Colabore com o autor clicando aqui!

 RECOMENDAMOS PARA VOCÊ »

letrônica digital XLI-10 : Memórias I

Índice do grupo | Página anterior | Próxima página |

Classificação de memórias digitais |


Um pouco de história (memórias de retardo e de núcleo magnético) |

Memórias são dispositivos que armazenam informações. Nesse conceito, pode-se incluir até os
meios analógicos, como os antigos discos de vinil e fitas magnéticas para áudio e vídeo
analógicos. Mas o objetivo aqui são as informações digitais, de forma que a idéia de memória
fica implicitamente relacionada com dados digitais.

Classificação de memórias digitais

  (Topo pág | Fim pág)

As memórias que armazenam informações digitais podem ser classificadas pelos critérios
funcionais conforme tabela a seguir.

 Item Critério I II

(a) Acesso Sequencial Aleatório

(b) Persistência dos dados Volátil Não volátil

(c) Alterações de dados Somente leitura Leitura / escrita


Nas memórias de acesso sequencial, o tempo de escrita e/ou leitura de um dado depende da
sua posição no conjunto. É o caso de discos e fitas magnéticas (disquetes, discos rígidos, etc) e
discos óticos (CDs). Nas memórias de acesso aleatório, o tempo independe da posição do
dado. São normalmente implementadas com circuitos lógicos.

As memórias voláteis perdem os dados armazenados se a alimentação elétrica do dispositivo é


removida. Em geral são as memórias feitas de circuitos lógicos, mas existem tipos que
preservam os dados. Nas memórias não voláteis, os dados são preservados na falta de
alimentação elétrica. É o caso de discos e fitas magnéticas e discos óticos.

Nas memórias de somente leitura, os dados são gravados em fábrica e não podem ser
posteriormente alterados, em contraste com as de leitura /escrita, cujos dados podem ser
livremente modificados. Dispositivos de discos ou fitas magnéticas são em geral de leitura /
escrita (disquetes, discos rígidos, etc). Discos óticos podem ser de um ou de outro tipo (CD
comum, CD gravável). Memórias com circuitos lógicos também podem ser de apenas leitura ou
de leitura / escrita.

Aqui são consideradas apenas memórias com circuitos lógicos. Em geral, elas são de acesso
aleatório. A sigla inglesa RAM (Random Access Memory, memória de acesso aleatório) é
comumente usada para as memórias de operação de computadores, que, além de acesso
aleatório, são também voláteis e de leitura / escrita. Mas, literalmente, a sigla RAM pode ser
aplicada para qualquer memória de acesso aleatório, independente de outras propriedades.

Um pouco de história (memórias de retardo e de núcleo magnético)

  (Topo pág | Fim pág)

Comparadas com as de hoje, as memórias dos primeiros computadores eram rudimentares,


volumosas, de pequena capacidade. Elas foram desenvolvidas numa época em que não havia
transistores nem circuitos integrados. Mas o estudo de alguns tipos pode ser útil para lembrar
alguns princípios da física.

A primeira memória de computador usava um meio físico (mercúrio líquido) para formar uma
linha de retardo de pulsos de ondas sonoras, que representavam bits de informação. Ver
Figura 01.

O transdutor da extremidade esquerda converte sinais elétricos em ondas sonoras e o da


direita, sinais sonoros em elétricos. Assim, uma sequência de dados em forma de pulsos
elétricos aplicada no amplificador esquerdo é convertida em uma sequência de pulsos
mecânicos que se desloca através do mercúrio contido no tubo, na velocidade de propagação
do som nesse meio.

Fig 01

Do amplificador direito, há uma realimentação elétrica para a entrada. A realimentação


mantém a sequência de pulsos indefinidamente no dispositivo, enquanto houver operação dos
amplificadores. Ou seja, a informação é armazenada e pode ser usada quando necessário.

Essas memórias, construídas nos primeiros anos da década de 1950, usavam tubos de
comprimento aproximado 1500 mm, que podiam armazenar 384 bits de informação. Valor
irrisório para os tempos atuais. Variações de temperatura afetam a velocidade de propagação,
causando problemas de sincronização de dados. Posteriormente o mercúrio foi substituído por
espirais de fios de ligas metálicas de boa estabilidade térmica, para aumentar a capacidade.

A maior evolução das memórias dos primeiros computadores foi dada pelas memórias
de núcleo magnético, que usavam ferrite como material dos núcleos.

Ferrite (nome comercial provavelmente) é um material magnético desenvolvido no final da


década de 1930. É formado basicamente por óxido de ferro (Fe2O3) e óxidos de outros metais
como zinco, níquel, manganês, cobre. Os óxidos, na forma de pó, são misturados e prensados
para obter a peça desejada, que é submetida a um processo de sinterização, isto é,
aquecimento em temperatura inferior à de fusão, mas suficiente para provocar a difusão de
átomos entre as estruturas cristalinas dos diferentes materiais. O resultado é um material
duro, quebradiço, de propriedades magnéticas especialmente adequadas para dispositivos de
altas frequências como núcleos de transformadores, pequenas antenas, etc.

Materiais ferromagnéticos, como o ferrite, exibem uma magnetização residual após exposição
a um campo magnético externo e as variações de parâmetros seguem curvas diferentes de
acordo com o sentido de variação do campo. Isso é denominado histerese e mais detalhes
podem ser vistos nas páginas sobreEletromagnetismo deste site.

Os núcleos têm forma de anel e a composição do ferrite usado é tal que a curva de histerese é
praticamente retangular, como em (a) da Figura 02. Se o núcleo é atravessado por um
condutor pelo qual circula uma corrente contínua, o campo magnético formado pode provocar
uma magnetização no núcleo.

No eixo horizontal, i representa a corrente circulando pelo condutor (o campo magnético


formado é proporcional a essa corrente). O eixo vertical indica o campo em um determinado
ponto da magnetização residual do núcleo.

O gráfico permite concluir que somente correntes acima de determinado valor (i por exemplo)
provocam uma magnetização B no núcleo. Uma corrente i/2, por exemplo, não provoca. Para
mudar o sentido da magnetização (inverter pólos), é necessária uma corrente de sentido
contrário de valor, por exemplo, −i. Um valor −i/2 não provoca a mudança.

Nota-se também que a mudança depende do estado anterior. Se, por exemplo, o núcleo
estava magnetizado com B, uma corrente i nada muda, mas uma corrente −i inverte a
magnetização. E o oposto, se estava com −B. Funciona portanto como um biestável, similar a
um flip-flop digital. Em outras palavras, o estado final (B ou −B) depende da "entrada" (i ou −i)
e do estado inicial (B ou −B).

Supõe-se agora que o núcleo é atravessado por dois condutores e os sentidos das correntes
são os mesmos: neste caso o campo magnético resultante é a soma de ambos. Se em cada
condutor circula uma corrente i/2 (ou −i/2), pode ocorrer mudança de magnetização conforme
parágrafo anterior. Se circula corrente i/2 (ou −i/2) em apenas um condutor, não há
possibilidade de mudança.

Fig 02

Seja uma matriz com 16 núcleos conforme Figura 02 (b). Se, por exemplo, é aplicada uma
corrente i/2 em X1 e uma corrente i/2 em Y2 e não aplicada corrente nas demais, somente o
núcleo da interseção da coluna X1 com a linha Y2 poderá mudar de estado de magnetização.
Os demais núcleos ou terão corrente nula ou i/2, insuficiente para provocar mudanças
conforme já visto.

Portanto, a interseção das linhas de corrente faz o endereçamento do núcleo e permite gravar
um bit de informação mediante uma convenção (por exemplo B para valor 1 e −B para valor 0).
Ou seja, o arranjo da figura é uma memória de núcleos magnéticos.

O processo de leitura é um pouco mais complexo. Há uma linha L (cor laranja na figura) que
atravessa todos os núcleos. Se, por exemplo, se deseja ler a informação do núcleo da
interseção X1 e Y2, aplicam-se as mesmas correntes do procedimento anterior. Se houver
mudança de estado, um pulso é induzido em L e, assim, pode-se saber o valor armazenado.
Observa-se que, nesse caso, a leitura é destrutiva e a lógica do circuito deve reescrever o valor
no núcleo.

As memórias de núcleo magnético apresentam vantagens claras em relação ao tipo anterior:


são estáveis, não voláteis e os núcleos podem ser pequenos, reduzindo o tamanho. Para dar
uma idéia, uma memória de 4 kB ocupava uma placa de dimensões aproximadas 35 x 35 cm (4
quilobytes e não megabytes. Mas era um valor considerável na época). Foram usadas em
computadores comerciais, máquinas de comando numérico e outros sistemas até o final da
década de 1970.

Topo | Página anterior | Próxima página | Última revisão ou atualização: Dez/2007

Você também pode gostar