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O EVANGELHO DE MARCOS

INTRODUÇÃO GERAL:

1. Autor: Embora não mencione, a tradição antigo atribui a Marcos que ouviu a Pedro (Papias, ano 140);
2. Data: escrito antes do ano da queda de Jerusalém no ano 70;
3. Local: Roma quando estava com Pedro ao escrever suas epístolas;
4. Destino: os gentios, possivelmente os de Roma;
5. Objetivo, v. 1:

a. Princípio do Evangelho;
b. Jesus Cristo (Filho do Homem), o Filho de Deus (Deus-Filho) – explicar sobre as duas naturezas de Cristo;

6. Divisão geral do livro:

a. Inauguração do ministério com João Batista;


b. O ministério na Galiléia (gentios);
c. Ida a Jerusalém (judeus) para a morte redentora.

PRIMEIRA PARTE DO EVANGELHO DE MARCOS

CAPÍTULO 1

OS TRÊS EVENTOS QUE ANTECEDEM O MINISTÉRIO DE CRISTO

ANUNCIO DO MESSIAS PROMETIDO: JOÃO BATISTA, 1.1-8

1. João apontava para a soberania de Deus, v. 2,3:

a. Há dois aspectos da soberania de Deus na vida de João Batista:

 Sua vida de submissão a Deus por seu modo de vida e pregação;


 O cumprimento das profecias do Antigo Testamento.

b. Foi o cumprimento de Malaquias 3.1 e Isaías 40.3;


c. Tudo no Reino de Deus escapa do controle restrito divino.

2. João apontava para a revelação de Deus aos homens, v. 4-6:

a. Sua pregação é associada à pregação de Elias, v. 6 e 2 Reis 1.1-8;


b. Seu púlpito (deserto) apontava para a Aliança de Deus com o seu povo e a acusação contra o pecado:

 Em Êxodo 33.1-3 o Anjo que vai à frente do povo que tem seu pecado denunciado;
 Em Malaquias 2.17-3.5 o Anjo que vai à frente que tem seu pecado denunciado;
 O deserto é o lugar do caminho de volta para Deus;
 Assim como com Josué, o deserto e o Jordão representavam a renovação da Aliança;

c. Por isso pregava contra o pecado (arrependimento) e a remissão (graça);


d. Deveria ocorrer o arrependimento (sem cinismos) e o batismo (purificação);
e. A pregação do Evangelho é a revelação do pecado imundo e a redenção pelo arrependimento.

3. João apontava para a glória de Deus, v. 7,8:

a. Vemos a sua humildade diante daquele que deveria crescer;


b. Nem como o pior escravo ele poderia se apresentar diante do Cristo;
c. Ao comparar os ministérios, João aponta para a supremacia de Cristo:
 Batizava com água como sinal do arrependimento;
 Mas Cristo, como o Deus Todo-Poderoso, batizaria com o Espírito Santo (e com fogo);
 Mostra o poder de Cristo para a redenção (e juízo).

d. Ele era um instrumento, um súdito, Cristo era o Senhor, o Rei da glória!

4. Aplicação: devemos ser como João Batista:

a. Devemos crer que a soberania de Deus possui profecias a nosso respeito;


b. Ao anunciarmos o Evangelho, devemos revelar todo o conselho de Deus;

 Não deve ser açucarado (humanismo);


 Não deve ser desesperançado.

c. Devemos promover a glória de Cristo:

 Conhecendo o nosso Redentor (Deus-homem);


 Conhecendo seu poder imenso;
 Conhecendo quem somos!

O BATISMO DE CRISTO, 1.9-11

1. O cenário e o contexto:

a. Marcos demonstra aos romanos que o carpinteiro da cruz é o Filho de Deus;


b. O momento é o ministério de João Batista que pregava no Jordão;
c. Ele também prepara o caminho ao Messias;
d. Jesus sai de Nazaré e anda 160Km para ser batizado por João no Jordão;
e. Tinha 30 anos (Lucas 3.23) e sai do anonimato para o seu ministério público.

2. Qual o motivo do batismo de Jesus?

a. Alguns dizem que foi para dar exemplo aos seus que seriam batizados;
b. Outros afirmam que Ele toma o lugar do pecador, era batismo de arrependimento;
c. Mas Jesus afirma que foi para cumprimento da justiça (Mateus 3.15).

3. O ministério público sacerdotal de Cristo:

a. Cristo veio cumprir o ministério de Sacerdote, de Profeta e de Reis (explicar os eventos públicos):

 Um evento indicador (batismo, Moisés e Elias, entrada triunfal);


 Há testemunhas e se ouve uma voz do céu.

b. O tipo no deserto com Arão e seus filhos, Levítico 8.1-36 (banho, unção e purificação);
c. Tudo se cumpre em Cristo:

 Um banho público (o batismo);


 A descida do Espírito Santo (unção com óleo) talvez uma alusão à pomba do dilúvio;
 Ritual de purificação (O Pai tinha prazer nEle).

4. Cristo, o sumo-sacerdote, Hebreus 4.14-5.10:

a. Ele viveu tudo o que vivemos e sabe de nossa fraqueza, v. 14-16;


b. O ministério de Arão, v. 1-4;
c. Cristo foi glorificado pelo Pai para este ministério, v. 5,6;
d. Foi obediente até a cruz, v. 7,8;
e. Tornou-se o nosso sumo-sacerdote, v. 9,10.

5. Este sacerdócio causou-lhe sofrimentos e morte por amor de nós.


6. Aplicação:

a. Cristo, em sua estada neste mundo, foi de humilhação e sofrimento;


b. Seu ministério sacerdotal aponta para isso;
c. Mas este ministério demonstra que Ele é o Filho de Deus que nEle tinha prazer;
d. Estamos seguros e em paz por sermos protegidos por Ele, o Sumo-Sacerdote.

A TENTAÇÃO DE CRISTO, v. 12,13

1. Como tudo se processa:

a. Aqui temos o Cristo homem que deveria experimentar toda a luta do ser humano;
b. Ele foi impelido pelo Espírito Santo para a parte mais profunda do deserto (solidão e as feras);
c. Ali temos também o serviço dos anjos por ser Ele também Deus;
d. Este evento marca o início do longo período em que Satanás iria confrontar a Cristo;
e. Tal confronto se dá, principalmente, com endemoninhados (v. 21-18).

2. Os paralelos com o Velho Testamento:

a. Os quarenta dias em jejum no deserto apontam para Moisés (Lei) e Elias (Profetas);
b. Também Noé, que experimenta um tipo de batismo, passa quarenta dias sob o dilúvio;
c. Com Israel:

 Israel, após o batismo no mar vermelho foi ao deserto por quarenta anos e falhou;
 Cristo foi ao interior do deserto por quarenta dias e venceu.

d. Com Adão:

 Adão estava no jardim e dominava as feras, mas cedeu à tentação;


 Cristo estava no deserto com as feras hostis e resistiu à tentação;
 Adão nos tirou do jardim e nos colocou no “deserto”;
 Cristo foi ao deserto para nos colocar no “jardim”.

3. Qual o motivo da tentação?

a. Ser solidário à nossa luta contra o mal, Hebreus 4.15;


b. Para nos fazer vencedores, Hebreus 2.14-18;
c. Para nos ensinar que é a Palavra de Deus a arma contra Satanás, Lucas 4.1-13;
d. Para mostrar que Cristo é o Filho de Deus aprovado!

4. Aplicação:

a. Assim como Cristo, após nossa entrada no Reino passamos a ser perseguidos por Satanás;
b. Mas somos mais que vencedores porque Cristo venceu por nós, Romanos 8.36-39, João 3.33;
c. No mundo sofreremos e nossa vitória não está na fé como um fim em si mesma, mas em Cristo.

A AUTORIDADE DE JESUS

O RETORNO À GALIÉIA, v. 14,15.

1. João é preso, Cristo inicia sua pregação, v. 14:

a. O último profeta do Antigo Testamento sai de cena;


b. Este não foi para um lugar de destaque, mas é o primeiro preso por causa de Cristo;
c. João, bem como todos os profetas do Antigo estamento são importantes notas de rodapé;
d. Cristo é o texto principal, Ele é o ponto mais importante do Universo.

2. Cristo retorna à Galileia para pregar o Evangelho, v. 14;

a. Foi para cumprimento das Escrituras, Mateus 4.12-17;


b. Os eventos na vida de Cristo estão presentes no Antigo Testamento;
c. Não é qualquer boa notícia, é a boa notícia de Deus;
d. Cristo é o pregador, o conteúdo e o próprio Evangelho;
e. Paulo demonstra porque se trata de boa notícia, Romanos 1.16,17.

3. O conteúdo da pregação, v. 15:

a. Ele fala de dois pontos que pertencem a Deus: tempo e reino:

 É o tempo de Deus (aqui é καιρος e não χρονος);


 Significa período oportuno (este chegou à sua medida máxima, alcançou seu objetivo);
 O esperado e prometido chegou para sua atuação em duas cenas: 1ª e 2ª vindas;
 Ainda há o que esperar: a parousia! Mas o cumprimento se inicia nesta 1ª vinda.
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 Reino aqui é o de Deus (os judeus esperavam a redenção contra os romanos);
 Mas é aquele que pertence a Deus explicado por meio da fórmula: “o reino de Deus é semelhante...”;
 Reino aqui se aplica às regras que pertencem a Deus e que são contra o nosso pecado;
 De imediato temos uma notícia desesperadora ao lembrarmos de nossa condição pecaminosa.

b. É quando temos os dois pontos que pertencem a nós: arrependimento e fé:

 Temos aqui o primeiro imperativo: arrependei-vos;


 Sentir remorso não é arrependimento;
 Sentir indignação contra pecado não é arrependimento;
 Sentir desejo e cobrar dos outros uma vida certinha não é arrependimento;
 O termo é μετανοέω, que implica no que Paulo diz em Romanos 12.1,2;
 Ou seja, o referencial não é o sujeito ou as pessoas, o referencial é Deus!
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 Mas se parássemos no arrependimento, estaríamos perdidos, pois não podemos produzir justiça!
 Entra então o instrumento da graça, a fé no Evangelho, Efésios 2.8,9;
 Crer na boa notícia (sobre Cristo e o próprio Cristo) que diz: Deus veio até nós para nos salvar!
 Isto conforme Mateus 1.20-23.

c. Temos aqui o tempo da oportunidade: arrependa-se e creia para ser salvo!

4. Aplicação:

a. Assim como a vida de João Batista demonstrou, Cristo é o principal (pregação e vida);
b. Vivemos o intervalo chamado de últimos dias, não esqueçamos de que Ele voltará;
c. Que sempre esteja em nossa mente e coração que Cristo é o cumprimento de toda Bíblia;
d. Estejamos sempre motivados a amá-lo (no cotidiano, no culto, nos relacionamentos)
e. Que o alvo inicial e final em nossa vida seja o Evangelho (tempo cumprido, reino, arrependimento, fé);
f. Que tenhamos os cinco solas da reforme em nosso coração.

VOCAÇÃO DOS PRIMEIROS DISCÍPULOS, v. 16-20

1. O contexto deste encontro:

a. Desde o batismo até este momento aproximadamente um ano se passara;


b. Cristo e estes discípulos já se conheciam conforme João 1.35-42;
c. O que encontramos aqui é um chamado cabal para que o seguissem:

 Mesmo conhecendo a Jesus, realizavam o seu ofício de pescador;


 Após a ressurreição, voltaram a pescar, João 21.1-23 (temos novamente um segue-me, v. 19).

d. Este chamado se divide em duas partes com relação aos discípulos e ao próprio Cristo:

2. A obediência dos convocados:

a. Primeiro: Vinde após mim.

 Este chamado ocorre no momento de intenso trabalho de Simão e André, Lucas 5.5;
 Cristo, inclusive, pede para ficar no barco e pregar às pessoas, Lucas 5.1-3;
 Mais à frente temos Tiago e João, filhos de Zebedeu, trabalhando com empregados;
 Para o olhar humano, aquele não era o momento conveniente;
 Mas o siga-me de Jesus traz implicações profundas, Lucas 9.23-27; 14.25-35;
 Daí ser um imperativo cuja tipologia se encontra no chamado de Eliseu em 1 Reis 19.19-21;

b. Segundo: Eu vos farei pescadores de homens.

 Esta expressão aparece no Antigo Testamento como sinal de juízo, Jeremias 16.14-16, Amós 4.2;
 Aqui possivelmente encontramos o conselho de Deus: juízo e salvação;
 Lembremos do que significava a presença do reino anunciada por Jesus no v. 15;
 Não há dúvidas de que este ato se daria pelo testemunho e pela pregação da Palavra;
 Somos crentes para laçar a rede, 1 Pedro 2.9.

3. Cristo como soberano em todo este processo:

a. Primeiro: Vinde após mim :

 O imperativo do vinde a mim aplica-se à doutrina da Graça Irresistível;


 Os discípulos não titubearam, seguiram-no;
 Foi uma ordem de Cristo que não podiam desobedecer;
 Eram eleitos de Deus!

b. Segundo: Eu vos farei pescadores de homens.

 Apesar da experiência, Lucas 5.1-11 mostra que à noite só houve incerteza e hostilidade;
 Só conseguiram pela intervenção poderosa de Cristo;
 O que prevaleceu não foi a capacidade humana, mas o poder de Cristo;
 O tornar-se pescadores de homens dependia totalmente de Cristo;
 O termo significa: eu transformarei vocês;
 Seria um longo processo tendo Cristo como modelo;
 Seria um processo fortalecido e sustentado pelo Espírito de Cristo;
 No fim das conas temos aqui a relação de causa e efeito!

4. Aplicação:

a. Aos crentes:

 O que pode ser mais importante que Cristo, minha pessoa, minha família, meus negócios?
 Nada é meu, tudo pertence ao Senhor, que nosso amor a Cristo seja o maior!
 Que haja descanso, pois o chamado e a capacitação dependem da fidelidade de Deus em Cristo!

b. Aos descrentes:
 Você pode frequentar esta igreja por muitos anos até como membro;
 Você pode até acreditar nas Verdades do Evangelho, mas isto não é o bastante;
 Você deve seguir a Cristo e amá-lo acima de tudo obedecendo!

A AUTORIDADE DE CRISTO, 21-34

1. O ensino na Sinagoga:

a. Costume que teve início no cativeiro babilônico e que era paralelo ao culto no templo;
b. As sinagogas eram o centro cultural dos judeus;
c. Reuniam-se no dia do Senhor para orar e ler as Escrituras;
d. Cristo, depois imitado por Paulo, inicia na sinagoga;
e. A ênfase de Marcos foi a pregação, a principal atividade, confirmada pelos sinais;
f. Os três elementos: doutrina, ensino e autoridade.

2. A interferência de Satanás, v. 23-28:

a. A estratégia é outra, mas o objetivo é o mesmo: destruir a glória de Cristo:

 Oposição (Que temos nós contigo, Jesus Nazareno?);


 Objetivo (Vieste para perder-nos?);
 Reconhecimento (Bem sei quem és: o Santo de Deus);
 O objetivo era distrair retirando as atenções do foco: doutrina, ensino e autoridade;
 Satanás faz isto até hoje, basta ver as inovações em certos cultos.

b. Cristo coloca tudo nos eixos novamente: a centralidade da doutrina, v. 27, 28.

3. A cura que leva a servidão, v. 29-31:

a. Jesus foi para a casa de Simão e André;


b. A cura de enfermos era a manifestação da misericórdia de Cristo;
c. O resultado foi imediato: ela passou a servi-lo.

4. Muitas outras curas, v. 32-34:

a. Os sinais podem ser instrumentos de engano: 13.22; 2 Tessalonicenses 2.9;


b. Credenciais de Cristo: Atos 2.22;
c. Portanto, o centro é Cristo e o seu Evangelho, não os sinais que apenas credenciam.

5. Aplicação:

a. Não se pode desprezar a doutrina, o ensino e a autoridade de Cristo (torna-lo o centro);


b. Devemos manter o culto puro de acordo com o Princípio Regulador do Culto;
c. A prioridade são os elementos do culto, o resto é resto;
d. Cristo e sua Palavra são o foco, o restante apenas credencia ou auxilia!

O OBJETIVO DO MINISTÉRIO DE CRISTO, v. 35-39

1. A vida de oração de Jesus, v. 35:

a. Marcos registra três momentos de oração: aqui, em 6.46 e 14.32-42;


b. O dia anterior havia sido intenso, provavelmente entrou noite a dentro, v. 32-34;
c. Ainda estava escuro e Jesus se retira para um lugar deserto (fora da cidade) para orar;
d. Por que Jesus, sendo Deus, buscava o Pai em oração?

 Jesus era uma pessoa com duas naturezas, incluindo a humana;


 E como tal demonstra a necessidade de fortalecimento no ministério;
 O tempo verbal demonstra uma ação contínua, ininterrupta;
 Dentro da economia da Trindade o Filho se submete ao Pai, 1 Coríntios 11.3; 15.24-28;
 O Pai planeja, o Filho executa e o Espírito aplica;
 Sendo um só Deus com três pessoas iguais em poder, majestade e glória, há a economia da Trindade;
 Também mostra o desejo de comunhão com o Pai!

2. A prioridade do ministério de Jesus, v. 36-38:

a. Pedro provavelmente acordou com uma grande multidão batendo em sua porta;
b. Busca por Jesus, mas não o encontra, então se junta a alguns e saem para procura-lo;
c. O desejo é o de que Jesus atenda as necessidades físicas das multidões;
d. Mas Jesus se nega devido à prioridade de seu ministério:

 O mesmo embate ocorre em João 6.22-40, 66-71


 Muitos acham que a prioridade é a ação social (humanismo marxista);
 A ação do crente deve ser de misericórdia, mas a prioridade é a proclamação do Evangelho.

e. Deveriam ir a outras vilas para pregar, esta era a prioridade de Cristo!


f. A prioridade diz respeito à eternidade e não a este mundo passageiro!

3. A atuação do ministério de Jesus, v. 39:

a. Aqui temos a prioridade de Cristo e a ação de Satanás;


b. O pronome “deles” ocorre, ou por serem galileus e Marcos judeu, ou por serem judaístas e Marcos cristão;
c. Cumpriu toda vontade do Pai pregando em toda região norte tão desprezada pelos judeus;
d. Satanás continua no encalço, mas Jesus os humilha livrando os endemoninhados;
e. Portanto, Jesus não era um proto-socialista, ou um curandeiro, ou um disseminador da moral, mas era o
Redentor cuja mensagem está sintetizada no v. 15.

4. Aplicação:

a. Aqui temos a menção das duas naturezas de Cristo que estão contidas na mesma pessoa;
b. Devemos orar sempre para demonstrar nossa dependência e para que a vontade de Deus se faça;
c. A prioridade é a pregação do Evangelho que traz implicações eternas;
d. Devemos utilizar a misericórdia preferencialmente aos da família da fé cuidando para que não sejamos
contaminados pela moral socialista;
e. O teor da proclamação é o que está no v. 15;
f. Satanás, juntamente com o mundo e nossa carne, sempre se levantará para atrapalhar a obra de Cristo em
todas as áreas, por isso devemos orar!
g. Há outras localidades para serem alcançadas na cidade, no município, no estado, na nação, no continente!

A PURIFICAÇÃO DE UM LEPROSO, v. 40-45

1. Encerra-se a seção que introduz o foco exclusivo na autoridade de Cristo com a purificação do leproso;
2. O significado simbólico da lepra nas Escrituras:

a. Uma doença humilhante, Levítico 13.45,46;


b. O sacerdote era a autoridade para declarar imundo ou puro;
c. Qualquer contato físico tornava o outro imundo por, pelo menos, sete dias;
d. A doença era intimamente ligada ao pecado:

 O leproso era um morto-vivo;


 O caso de Miriam (Números 12.10), de Geazi (2 Reis 5.27), Azarias (2 Reis 15.5);
 O sacerdote declarava imundo proibindo a participação no culto;
 Quando declarava puro, o ex-leproso deveria fazer uma oferta pelo pecado (Levítico 13.14);
 O termo é purificação e não cura, Mateus 10.8
 O termo em Atos 15.9; 2 Coríntios 7.1; 1 João 1.7 é o mesmo do v. 40.

3. A aparente quebra do protocolo, v. 40-42:

a. Um leproso jamais poderia se aproximar de quem quer que seja correndo o risco de torná-lo impuro;
b. Um homem jamais poderia tocar um leproso, pois se tornaria imundo;
c. Mas o leproso se aproxima de Jesus sabendo que se tratava do Emanuel!

 Mateus 8.1-4 diz que ele o adorou;


 Lucas 5.12-16 diz que ele colocou o rosto em terra;
 Reconhece a soberania em contraste com sua condição miserável: “Se quiseres, podes purificar-me”;
 Já estava em adoração quando rogou (Mateus 6.33), algo que ele provavelmente ouviu!

d. Cristo se compadece entranhavelmente e soberanamente deseja cura-lo: “quero, fica limpo”;


e. O toca sem risco de contamina-se, ao contrário, passa a pureza ao doente;
f. Como avaliar estas atitudes diante da lei?

 A lei cerimonial e civil estava sendo extinta em Cristo;


 O leproso não estava lidando com um pecador, mas com o Deus Todo-Poderoso;
 Ele estava diante do Legislador!
 Portanto Cristo, e nem o leproso, quebram a lei, mas aplicam-na diante do Verdadeiro;
 Isto apontou para o ato da redenção, Cristo se fez pecado em nosso lugar;

4. Jesus ratifica mais uma vez o seu principal propósito ministerial, v. 43-45:

a. Há uma séria e veemente advertência de que não divulgasse o milagre;


b. Apenas se cumprisse a lei diante do sacerdote;
c. A divulgação iria aumentar a admiração popular aos milagres, embotando os ouvidos à mensagem;
d. Muitos veem apenas os milagres, mas não ouvem suas palavras.

5. A atitude insensata do purificado:

a. Se no início sua atitude de fé e submissão foi admirável, torna-se agora desobediente;


b. Movido pela emoção, desconsidera a ordem de Cristo trazendo grande prejuízo, v. 45.

6. Aplicação:

a. Lembremo-nos da obra redentora de Cristo feita voluntariamente por Ele;


b. Nós nem pedimos e nem nos prostramos, mas Ele quis nos amar e tomar nossa lepra sobre si;
c. Uma vez redimidos, devemos nos prostrar diante da soberania de Cristo, que seja feita a vontade dEle;
d. Nossa obediência deve ser total, não podemos agir por pura emoção;
e. Não podemos fazer conforme a nossa vontade, mas sim conforme a dEele para não atrapalharmos.

CAPÍTULO 2

INÍCIO DA PERSEGUIÇÃO DOS ESCRIBAS E FARISEUS

A CURA DO PARALÍTICO (QUAL A NECESSIDADE MAIS IMPORTANTE NO HOMEM), v. 1-12

1. A volta a Cafarnaum para pregação do Evangelho, v. 1,2:

a. Este evento vem logo após a purificação do leproso (lepra = pecado);


b. Após a visitas a outros lugares na Galiléia, Jesus volta a sua base;
c. A casa era de Pedro, pois a sua ficava a 32 Km em Nazaré;
d. Ele estava ali para exercer o que está em 1.38 anunciando a si mesmo (λόγος), 1.15;
e. Uma multidão estava concentrada dentro e fora da casa;
f. Nesta passagem vemos os escribas e fariseus vindos de vários lugares para espionar;
g. Aqui começa o conflito com os religiosos que culmina na cruz.

2. Uma demonstração de fé, v. 3-5

a. Um grupo de homens trazem num lençol um paralítico;


b. Sobem ao eirado: terraço, usado para secar o trigo, feito de taipa e ladrilhos, conforme Lucas;
c. O acesso se dava por uma pequena escada lateral;
d. A reação de Jesus é surpreendente:

 Percebe a fé de todos do grupo, incluindo o doente;


 Não corresponde às expectativas da multidão, mas à maior necessidade do homem;
 Concede a maior dádiva: o perdão dos pecados.

c. Percebe-se que a prioridade de Deus não é a mesma dos homens!

3. A reação dos religiosos, 6,7:

a. Pensara algo correto quanto à Lei (Êxodo 34; Salmo 103; Isaías 43.25; Salmo 130.3,4;
b. Era um pecado passível de morte, Levítico 24.16 (lembrar o caso de Jezabel e Nabote);
c. Qual o problema dos religiosos?

 Mesmo tendo visto os outros milagres, não conseguiam ver a divindade de Cristo;
 Marcos aqui estabelece o contraste: Jesus sondou o coração do paralítico e agora dos religiosos;
 Eles viam a Jesus como um homem diferente, mas não como Deus!

Este é o problema atual, aplicar tudo o que diz respeito a Deus a Jesus! Por exemplo:

- A doutrina conhecida como extra calvinisticum (Communicatio idiomatum);


- A adoração a Cristo (aceitou quando estava aqui)
- Aplicação de Deuteronômio 4.15-19, lembrando de 1 Coríntios 10.1-4

4. A reação de Jesus, v. 8-12:

a. Adverte que Aquele Filho do homem era Deus com poder para perdoar pecados;

 Lembrando que a expressão filho do homem significa a humanidade de alguém;


 Mas em Daniel 7.13,14 temos Cristo!

b. Assim como na purificação do leproso não houve a quebra da Lei, aqui também não;
c. Jesus lança um dilema aos religiosos perguntando o que seria mais fácil, v. 9;
d. Mas uma vez Jesus ratifica a função dos milagres, v. 10-12;
e. Mas a pergunta fica no ar: o que é mais fácil, curar ou perdoar pecados?

 “Levanta, toma o teu leiro e anda!” (impossível para nós);


 “Estão perdoados os teus pecados!” (que dependia do “Pai, se possível passa de mim este cálice!”).

5. Aplicação:

a. Precisamos entender a doutrina das duas naturezas do redentor e trazer isso ao nosso cotidiano;
b. Somente Deus pode perdoar pecados;
c. A função primordial no Reino de Deus é o anúncio do Evangelho, lembrando que nem todos curaram, mas
todos deveriam anunciar o Evangelho!
d. O mais importante na vida não é a qualidade de vida, mas a comunhão com ele pela redenção;
e. Devemos sempre ir a Cristo, não precisamos dizer nada, basta pensar pois Ele nos conhece;
f. Quando o buscamos com fé, ele nos perdoa de todo o pecado, tanto do descrente como do crente;
g. Podemos permanecer em silêncio, mas a situação grita a ouvidos que ouvem e nos abençoa;
h. Basta sermos colocados diante de Cristo, o Redentor!

JESUS, OS PUBLICANOS E PECADORES, v. 13-17

1. Quem eram os que andavam com Jesus?

a. Aqui trata-se de Mateus, um dos doze e o escritor do Evangelho;


b. Era um coletor de impostos, também chamado de publicano;
c. O publicano estava debaixo de uma hierarquia:

 Os publicanos maiorais ligados à corte do Imperador;


 Os prepostos, reis aborígenes (no caso aqui, Herodes);
 Os publicanos maiorais também aborígenes (no caso, Zaqueu);
 Os coletores aborígenes que cobravam os impostos per captas e os do comércio;
 Ficavam nas saídas das cidades que ficavam em região de fronteira;
 Aqui, provavelmente por ser a região entre o reino de Herodes Antipas e o reino de Filipe, havia uma
coletoria (tipo de alfândega).

d. Os publicanos eram odiados, pois:

Lembro de dois episódios onde odiei os cobradores de impostos: na travessia da fronteira do Estado com um carro
Ecoesporte comprado em Manaus; e na volta dos EUA quando cobraram por jogos do João e acessórios do meu Tablet.

 Eram desonestos ao cobrar mais para enriquecimento pessoal;


 Eram sempre violentos para extorquir os concidadãos;
 Eram tidos como traidores do povo e do próprio Deus, sendo proibidos de entrar na sinagoga.

2. A atitude de Jesus, v. 13,14:

a. Ensinava a Palavra, sua prioridade;


b. Chamou Levi com autoridade, da mesmo forma que chamou Simão, André, Tiago e João (1.16-20);
c. Levi se levantou e o seguiu imediatamente (não há como não lembrar da Graça Irresistível);
d. Jesus tinha em sua companhia publicanos, pecadores, prostitutas que o seguiam!

3. A atitude de Levi (Mateus), v. 15:

a. Episódio semelhante ao que ocorreu com Zaqueu, Levi oferece um banquete (Lucas 5.29);
b. Chama seus colegas de profissão para que estivessem com Jesus;
c. Estavam também os pecadores: os que não se submetiam às regras dos fariseus e escribas;

4. A atitude dos fariseus e escribas, v. 16:

a. Eles seguiam a Jesus apenas para espioná-lo, conforme vimos no v. 6;


b. Comer à mesa com alguém era sinal de extrema comunhão, laços e envolvimento;
c. O estranhamento surgiu devido ao que significava ser fariseu historicamente:

 Surgiu na guerra dos Macabeus contra o exército de Antíoco Epifânio IV, líder do Império Selêucida;
 Reinaram com os Macabeus entre os séculos XVI ao I século antes de Cristo;
 O termo vem de ‫( פרש‬distinto, separado, puro) devido às rígidas regras morais e religiosas;
 Se sentiam superiores devido à sua moralidade (legalismo).

d. Não se misturavam e estranharam aquele que dizia ser o Filho de Deus comendo com os tais.
5. Cristo define mais uma vez a sua missão:

a. Ao ouvir a murmuração, usa um adágio popular: Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes:

 Aqui temos uma ironia contra os religiosos que se achavam sãos;


 O pior doente é aquele que nega a sua enfermidade e vive com se não a possuísse;
 Daí Jesus chamá-los de Sepulcro Caiado;
 O legalismo, na prática, afirma que o indivíduo não necessita de Deus, mas de sua atitude.

b. Também utiliza as Escrituras (Oséias 6.6): Misericórdia quero e não holocausto (Mateus 9.13):

 Aqui temos o contaste entre o coração sincero e a religiosidade dissimulada;


 Mostra que nos parecemos mais com Deus quando somos misericordiosos para com o próximo;
 A religiosidade litúrgica pode sufocar a simplicidade do Evangelho;

c. Por fim, mostra sua missão Não vim chamar justos, e sim pecadores, ao arrependimento (Lucas 5.32):

 Eis a maravilha da obra de Cristo, vir em meio aos pecadores e salvá-los;


 Veio para curar a pior das doenças incuráveis: o pecado;
 Demonstrou em si o amor, a misericórdia e a graça divina;
 Importante frisar que deve haver arrependimento;
 O outro extremo do legalismo é a libertinagem, posição humanista nas igrejas.

6. Aplicação:

a. Marcos demonstra a autoridade divina de Cristo ao chamar irresistivelmente a Levi (Mateus);


b. Também demonstra a misericórdia divina que traz redenção oferecida aos pecadores;
c. Mas para que haja redenção, deve haver arrependimento que nos leva ao novo nascimento;
d. Hoje devemos entender que a igreja é formada por publicanos e pecadores, e nós o somos também;
e. Uma palavra final segundo 1.15.

O SIGNIFICADO DA NOVA ALIANÇA, v. 18-22

1. A indagação dos discípulos de João (Mateus 9.14) e dos fariseus (Lucas 5.33), v. 18:

a. Segundo Lucas, trata-se da continuação do diálogo anterior, incluindo aqui os discípulos de João;
b. Os fariseus continuam sua vigilância contra Jesus;
c. Marcos trata deste detalhe no episódio do paralítico em 2.1-12 e 2.15-17;
d. Buscavam “erros” nos atos e nas palavras de Cristo, agravando o conflito;
e. Aqui há uma convergência entre os discípulos de João e os de Cristo:

 Embora grupos distintos, tinha em comum a prática do jejum;


 Os fariseus jejuavam duas vezes por semana: Segunda-feira e Quinta-feira;
 Nas escrituras só havia um jejum obrigatório no dia da expiação (Levítico 16.29-17.9; 23.26-32);
 Mas os fariseus se orgulhavam do jejum e do dízimo (Lucas 18.12);
 Era o ‫ יוםכפר‬também chamado de dia do jejum (Jeremias 36.6; Atos 27.9);
 De um dia nacional onde a expiação era o foco, transformaram num ato meritório em si;
 Já os discípulos de João provavelmente imitavam seu mestre que jejuava;
 Talvez jejuassem pela prisão de seu mestre João por Herodes por ter se casado com a cunhada;
 O jejum era a aflição da alma, o quebrantamento do ser, uma manifestação de tristeza;
 Estes também estranham a atitude dos discípulos de Cristo;

f. Insinuaram que Jesus não era como João Batista, profeta, ou os fariseus, separados, consagrados.

2. A resposta de Jesus por meio de três metáforas, v. 19-22.


Temos a impressão de que a resposta de Jesus era para firmar o coração de seus discípulos que poderiam ficar em
dúvida com relação às indagações feitas, principalmente as dos fariseus;

a. O casamento:

 Os casamentos, resultado de contrato, durava uma semana numa festa com comida e vinho;
 Como, numa festa alegre, alguém acharia motivos para afligir a alma?
 Os dias eram especiais, pois o Noivo estava presente! A plenitude do Reino chegou!
 Mas chegaria o dia em que o Noivo seria tirado (referindo-se a sua morte e sepultamento).

b. O remendo e o vinho:

 O tecido velho não resistiria o remendo novo, abrindo um buraco ainda maior;
 O tecido velho é a tradição dos fariseus que não suportaria o novo: Cristo;
 Cristo é a manifestação do verdadeiro que se sobrepõe à sombra;
 Se a sombra, que apontava para Cristo, estava se desfazendo, quanto mais a tradição carnal dos fariseus;
 O mesmo princípio se aplica ao odre (saco de couro) e o vinho que, sendo novo, fermenta e expande.

3. O princípio trazido neste embate:

a. O jejum deve ser utilizado adequadamente em ocasiões propícias, pois não se trata de um fim em si mesmo;
b. Cristo é a manifestação do verdadeiro que veio abolir a sombra do Velho Testamento;
c. As tradições farisaicas, que nada tinham a ver com o Velho Testamento, seriam destruídas pelo Deus Filho.

4. Aplicações:

a. O jejum deve ser utilizado pela Igreja em momentos propícios e feitos corretamente (Mateus 6.16-18);
b. A Confissão de Fé de Westminster, capítulo XXI, item 5 diz:
DO CULTO RELIGIOSO E DO DOMINGO: A leitura das Escrituras com o temor divino, a sã pregação da palavra e a
consciente atenção a ela em obediência a Deus, com inteligência, fé e reverência; o cantar salmos com graças no coração,
bem como a devida administração e digna recepção dos sacramentos instituídos por Cristo - são partes do ordinário
culto de Deus, além dos juramentos religiosos; votos, jejuns solenes e ações de graças em ocasiões especiais, tudo o
que, em seus vários tempos e ocasiões próprias, deve ser usado de um modo santo e religioso.

c. Cristo não pode ser confundido com cerimonialismo;


d. Cristo não pode ser confundido com tradições humanas;
e. Cristo é a nossa alegria pela presença do Seu Espírito (já);
f. Cristo será a nossa alegria eterna por Sua presença completa (ainda não).

O SENHOR DO SÁBADO, v. 23-28

1. Introdução:

a. Temos aqui a continuação da perseguição dos religiosos contra Jesus;


b. Este texto é incompreendido quando afirmam que Jesus revoga aqui o 4º mandamento;
c. Para isso precisamos de uma visão preliminar:

 Assim como o casamento e o trabalho, o Sábado é uma ordenança criacional;


 Embora houvesse aplicações cerimoniais, o Sábado é uma lei moral;
 Cristo não veio revogar a lei, mas cumpri-la, Mateus 5.17-20;
 O que temos aqui são as invenções farisaicas sobre o que não fazer aos Sábados;
 Havia 39 proibições para o Sábado, incluindo erroneamente o ato dos discípulos aqui;
 Jesus combate estas invenções que nada tinha a ver com o sentido da Lei
É como hoje em dia fazem com algumas atividades, ampliando a proibição para proteger contra o pecado. Por exemplo,
lembrando da tríade: beber, dançar, fumar, para evitar a bebedice, pregam a total abstinência da bebida; para evitar
as farras, pregam a total abstinência da dança; para evitar o vicio do tabaco, pregam a total abstinência do fumo. A
regra é: nenhum uso para que ninguém de um passo em direção ao pecado! Basta lembrar a proibição do uso da barba,
de mulher usar a calça comprida ou andar de bicicleta, de crente frequentar cinema, de ingerir cafeína, de não comer
certos alimentos. Como Paulo combateu esta visão do Evangelho!

2. A reprimenda dos fariseus aos atos dos discípulos, v. 23,24:

a. Jesus caminhava com os discípulos em meio a uma plantação de trigo no Sábado;


b. Os discípulos, com fome (Mt 12.1), colhiam e debulharam com a mão (Lc 6.1) para comer;
c. Não estavam em trabalho de colheita com a foice e nem estavam roubando, Deuteronômio 23.25;
d. Não havia nenhuma proibição com relação a este ato no Sábado na Lei civil ou cerimonial;
e. A Lei proibia arar e colher como atividade laborioso, Êxodo 34.21;
f. Mas para os fariseus, segundo as regras que inventaram, aquilo era ilícito.

3. A resposta de Jesus por meio das Escrituras contra as regras dos fariseus, v. 25-28:

a. O argumento com base em Davi, 1 Samuel 21.1-9;

 Davi fugia de Saul após o relato de Jonatas, com fome e sem armas, vai a Nobe;
 Ali, recebe das mãos de Aimeleque os pães sagrados (Levítico 24.5-9), uma espada e um oráculo;
 Isto foi num Sábado (dia da substituição dos pães), daí o paralelo: Davi e os seus, Cristo e os discípulos;
 Se uma lei cerimonial foi adaptada, como não contrariar um preceito humano e farisaico?

b. O argumento com base na criação:

 Deus estabeleceu o Sábado para o deleite do homem para o descanso, a misericórdia e a devoção;
 Os fariseus inverteram este preceito fazendo o homem como escravo do Sábado;
 Não se deleitavam no Senhor, mas ficavam preocupados com as dezenas de regras inventadas;
 Deus, na criação, concedeu um dia para quebrar a dura rotina terrena para vivermos um pouco do céu;

c. O argumento com base na divindade:

 Temos o paralelo entre o Filho do homem (Daniel 7.13) e Javé Deus, o Todo-Poderoso!
 Cristo havia criado o Sábado, portanto ele sabia como interpretá-lo;
 Era como se dissesse: “Quem são vocês? Eu sou o Senhor do Sábado!”

4. Aplicação:

a. Em primeiro lugar: Precisamos, como Cristo, utilizar as Escrituras para dar respostas aos dilemas da vida!

b. Em segundo lugar:

 Desde que não seja pecado, posso adotar hábitos que estão nas Escrituras;
 Mas se não estão nas Escrituras, não posso impor isto a outras pessoas;
 Nem posso avaliar a santidade de alguém com base em meus hábitos;
 Somente o que é proibido ou autorizado nas Escrituras deve ser exigido!

c. Em terceiro lugar:

 O Sábado (ׄ‫ )שבת‬não é uma opção, mas uma lei moral;


 Na criação, Deus descansou, deleitou-se em contemplar sua obra e prometeu descanso aos seus;
 Somos chamados a perceber a obra completa de Cristo, deleitar-nos nela e lembrar do descanso eterno;
 A pergunta correta é: “o que posso fazer para agradar a Deus?”, com isso o alvo é Cristo;
 A pergunta errada é: “o que posso fazer para o meu próprio prazer, qual o limite?”;
 Devemos lembrar o que diz os nossos Símbolos de Fé: CF 21.8; CM 117; BC 60;
 Precisamos entender o que significa o Sábado conforme Isaías 58.13,14.
CAPÍTULO 3

SÁBADO, DIA DE EXERCER MISERICÓRDIA, 3.1-6

1. Introdução:

a. Três coisas identificavam os judeus: circuncisão, dieta e o sábado;


b. Apesar da pregação e dos milagres, os líderes não estavam convencidos da divindade de Cristo;
c. O hábito de Jesus ir à sinagoga aos sábados com o termo “de novo”, v. 1;
d. Estas regras diziam que a misericórdia só era aplicada em caso de risco de morte;
e. Mais uma vez, os líderes querem testar a Jesus, v. 2:

 Queriam acusa-lo e por isso perguntam a respeito (Mateus 12.10);


 Além disso, Jesus também sabia o que os outros estavam pensando (Lucas 6.8);
 Os líderes tinham um objetivo: acusa-lo (mostra o nível da perseguição).

2. A atitude de Jesus, v. 3-5:

a. Chama o doente para o meio, o lugar da leitura das Escrituras, v. 3;


b. Faria ali uma aplicação prática sobre a guarda do sábado;
c. Em Mateus 12.11,12 pergunta citando um hábito com animais:

 Pessoas são mais importantes que animais;


 O sábado foi feito por causa do homem e não o contrário;
 O dia do Senhor existe para se utilizar a misericórdia;
 Ensino semelhante em Lucas 13.10-17.

d. Em Marcos pergunta sobre o fazer o bem ou mal, salvar ou matar, v. 4;

 Não era lícito fazer o mal ou destruir, aqui temos o princípio de Tiago 4.17;
 Deixar de fazer o bem é fazer o mal, deixar de salvar é destruir;
 É o que diz o Catecismo Maior 99.4º;

e. Jesus fica irado e condoído com o silêncio dos líderes, v. 5;


f. Este silêncio manifestou o coração duro (orgulho), não queriam se contradizer;

3. “É lícito, nos sábados, fazer o bem”

a. O melhor dia para o exercício da compaixão e da misericórdia é o do Senhor;


b. É o que diz CF 21.8; BC 60;
c. A resposta prática foi a cura do homem com a mão ressequida.

4. A reação dos líderes, v. 6

a. O ódio dos líderes foi porque foi exposta a hipocrisia deles;


b. Jesus não acaba com o sábado, mas lembra o que este dia significa;
c. Mais uma vez destrói, não o quarto mandamento, mas as regras farisaicas;
d. O ódio dos líderes é tanta que se unem aos seus inimigos, os herodianos:

 Os herodianos apoiavam Herodes e Roma, daí serem importantes politicamente;


 Os fariseus odiavam Herodes e Roma, daí odiarem os herodianos;
 Mas este partido era importante para formalizar a morte de Jesus (12.13);
 Pois não tinham autoridade para matar e o povo gostava de Jesus;

5. Aplicação:
a. A guarda do dia do Senhor:

 É um dia de manifestação do amor e não do legalismo;


 Há uma diferença entre moralismo (humano) e moralidade bíblica (Cristo);
 É dia de descanso, devoção e misericórdia;
 Trabalhos que protegem e salvam vidas:
Médicos, enfermeiros, bombeiros, policiais, soldados, veterinários, manutenção de bens primários (luz, água, telefone),
reparos de emergência em casa
 Todavia, atividades que podem esperar pela Segunda-feira não podem ser feitas no Domingo;
 Cisto exerceu misericórdia em seu dia.

b. A indignação contra o pecado:

 As vezes estamos tão cauterizados que não nos indignamos com o pecado;
 O máximo é repassar em forma de fofoca sem tratar corretamente;
 Prefiro fofocar a ter que denunciar no Conselho da Igreja;
 Não queremos correr riscos;
 Cristo ficou irado e tratou corretamente o pecado correndo sérios riscos.

c. A mudança para o correto:

 As tradições antigas, mesmo que erradas, são difíceis de mudar para o correto;
 Tais mudanças nos levam ao ódio mesmo que biblicamente comprovadas;
 Mesmo ouvindo a Cristo, nosso coração se torna cauterizado contra o erro;
 Com isso nos juntamos aos que pensam como nós;
 Cristo retificou dois séculos de tradição.

d. A sensibilidade para com Cristo:

 Muitos cauterizam o coração e perdem a noção de quem é Cristo e o Evangelho;


 Quebram os quatro primeiros mandamentos tranquilamente;
 Quebram os seis últimos mandamentos tranquilamente;
 Não há temor por mais que ouçam a Palavra de Cristo;
 Não há amor por mais que saibam quem é Cristo;
 O que faço Segunda-feira com o que ouvi da Palavra?
 Posso continuar no erro e reclamar das mensagens ou arrepender-se e mudar.
 Precisamos reconhecer a Cristo e sua obra, amá-lo e teme-lo.

A ESCOLHA DOS APÓSTOLOS, 3.7-19

1. Introdução:

a. Marcos relata sobre o crescimento da fama de Cristo diante do povo:

 Muitos de muitos lugares o seguiam, v. 7,8;


 Com isto aumentam as demandas devido ao tamanho da população;
 Cristo demonstra ser precavido em preservar sua integridade física
 As pessoas descobriram que bastava tocar em Cristo para a cura e libertação, v. 10;
 Os demônios se prostravam reconhecendo-o como o Filho de Deus, v. 11.

b. Diante disto, Cristo insistia em cumprir a profecia a seu respeito:

 Uma séria advertência para que mantivessem discrição, v. 12;


 Isto para que se cumprisse Isaías 42.1-4 (Mateus 12.15-21);
 Cristo não agia para aparecer aos homens, mas cumpria as Escrituras;
 Isto demonstra sua humildade, submissão à Sua Palavra e ao Pai Celeste;
 Bem ao contrário dos escribas e fariseus.

2. A escolha dos doze, v. 13-19:

a. Em Lucas 6.12 afirma que Jesus subiu ao monte (o do sermão, provavelmente) passou a noite em oração:

 Isto aponta para a humanidade de Cristo e a dependência pela oração;


 Oração é comunhão e submissão para com Deus;
 Isto também aponta para a subordinação funcional diante da mesma essência divina;
 Isto está de acordo com os nossos Símbolos de Fé (CF 2.3; CM 9 e 10).

b. A vocação dos apóstolos, conforme Mateus 10.2 e Lucas 6.13:

 Estes deveriam auxiliar a Cristo como representantes com autoridade para pregar, curar e exorcizar;
 Eram equivalentes aos 12 patriarcas conforme Apocalipse 21.9-14;
Rúben, Simeão, Levi, Judá, Dã, Naftali, Gade, Aser, Issacar, Zabulom, Benjamim, Efraim, Manassés.

Simão (Pedro), Tiago, João, André, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago, Tadeu, Simão (Zelote) e Judas Iscariotes.

 Também julgariam as 12 tribos de Israel conforme Mateus 19.28;


 Judas Iscariotes foi substituído por Matias antes do Pentecostes, Atos 1.15-26;
 O número estava fechado, ninguém foi nomeado no lugar dos que morriam;
Embora haja a famosa tese do Bispo George Sayles afirmando que Pedro errou em escolher Matias, Paulo é chamado
Apóstolo dos gentios, reconhecendo os 12 conforme 1 Coríntios 15.5-11

 Foram escolhidos soberanamente conforme a pura graça de Deus:

- Pedro, o inconstante;
- Tiago e João, os impetuosos;
- Simão, o zelote (grupo político violento);
- Mateus, ex-publicano;
- Tomé, o sem fé;
- Judas, o ladrão e traidor;
- A grande maioria, covardes diante da tortura de Cristo!
- Eram improváveis, daí a graça de Deus sobre pecadores!

c. Cristo funda as bases para a Sua Igreja que se estabeleceria entre os gentios.

 Os Apóstolos foram o fundamento da doutrina de Cristo;


 Pela autoridade a eles constituída foi composto o Novo Testamento.

3. Aplicação:

a. O ministério de Cristo foi marcado pelo desejo de discrição e humildade;


b. Cristo nos ensina que é salutar termos pessoas para auxiliar no trabalho no Reino;
c. Não há mais Apóstolos [ou Patriarca] hoje com autoridade e poder de Cristo (características: Atos 1.21,22);
d. Toda dádiva no Reino de Cristo é concedida pela graça desde Adão até hoje!

A BLASFÊMIA DOS ESCRIBAS, 3.20-30

1. Introdução:

a. Mateus e Lucas iniciam esta passagem dizendo que Cristo liberta um endemoninhado;
b. Nisto temos três manifestações:
 A multidão se maravilhava: É este, porventura, o Filho de Davi? (Mateus 12.23);
 Sua família queria leva-lo a força: Está fora de si. (Marcos 3.21)
 Os escribas e fariseus blasfemam: Ele está possesso de Belzebu.

c. A incredulidade faz com que criassem interpretações absurdas por não aceitarem a revelação, 22:

 Os escribas eram os que replicavam as Escrituras na sinagoga desde Esdras;


 A interpretação desconsiderava o Velho Testamento, embora Cristo o usasse nos debates;
 Não abriam mão da forma como criam e adaptavam tudo a sua forma de ver o mundo;
 Temos o embate entre o que as Escrituras dizem e a forma como ele criam.

d. É então que usam de uma blasfêmia insana e sem lógica, um non sequitur.

2. Jesus convoca-os e lhes dá uma resposta por parábolas, 23-27:

a. As parábolas do reino e da casa, v. 24,25;


b. Se Satanás está dividido, perecerá, v. 26;
c. A parábola do valente amarrado, v. 27.

3. Jesus novamente mostra a estrutura do Evangelho, v.28,29:

a. Temos a realidade binária: salvação e condenação;


b. Aqui temos o perdoável e o imperdoável.

4. A blasfêmia contra o Espírito Santo:

a. É o que está em 1 João 5.13-19;


b. Trata-se da incredulidade levada ao extremo quando não há arrependimento;
c. Somente os destinados à condenação praticam esta blasfêmia;
d. E do que se trata?

 Tomar conhecimento da pessoa e obra de Cristo (eles viam os Seus atos);


 Principalmente conhecer o que as Escrituras dizem sobre Cristo;
 Mesmo assim, acredita e afirma que a força de Cristo vem de Satanás;
 É transformar o Espírito do Deus Santo e Justo num espírito imundo e cheio de pecado!

5. Aplicação:

a. Não podemos adaptar Cristo à nossa visão, ouçamos as Escrituras (Isaías 1.10-15; 1 Timóteo 4.1-4; Judas 4);
b. Devemos reconhecer que é Cristo, bem como Sua obra, são divinas!
c. O perdão de Deus cobre todos os pecados e todas as blasfêmias dos eleitos;
d. Nossa salvação depende da eleição do Pai, da redenção do Filho e da segurança do Espírito;
e. É o que encontramos no TULIP!
f. O eleito não cometeu o pecado imperdoável uma vez que ele se arrepende!

A FAMÍLIA DO REINO, 3.31-35

1. Introdução:

a. A família foi instituída na criação por meio do mandato social;


b. A função do homem e da mulher na família;
c. Posições extremas:

 A família como ídolo quando atrapalha minha vida;


 A família sem ser priorizada, sacrificada por outras atividades;
d. O mundo e o Diabo sempre tentaram destruir a família;
e. Esta parte do texto é continuação dos versos 20-30, mais especificamente o verso 21.

2. A motivação de Maria e de seus filhos, verso 31,32:

a. Tiago, José, Judas e Simão, meio-irmãos de Jesus, Mateus 13.53-58, não criam nele, João 7.5;
b. E Maria? Embora tenha ouvido sobre o Cristo, Lucas 2.19, encontrava-se ali;
c. Queriam prendê-lo, pois achavam que estava fora de si, v. 21;
d. Talvez quisessem ajudá-lo ou pensavam na reputação da família;

3. A resposta de Jesus, verso 33-35:

a. Aqui não há desprezo, pois na cruz solicito a João que cuidasse de Maria;
b. Não há o ensino para desonrar ou desprezar os familiares, mesmo os descrentes;
c. Jesus ensina que há laços passageiros e laços eternos:

 Temos duas famílias: a de sangue e a em Cristo;


 Cristo afirmou que sua família estava ali mesmo;
 A família de Cristo é mais forte que os laços parentais (pais, filhos, cônjuges)
 Maria não foi exaltada, era pecadora, Lucas 1.46,47, e gerou outros filhos, Mateus 1.24,25; Lucas 2.7

d. Quem faz parte da família de Cristo?

 O que faz a vontade de Deus, portanto temos aqui a prioridade de Cristo e sua vontade, Lucas 14.26;
 Esta família é importante pelos laços que a unem, Cristo e sua vontade!

4. Aplicação:

a. Fazer parte da família de Cristo é necessário nascer de novo;


b. Fazer parte da família de Cristo é aos que fazem a vontade de Deus;
c. Devemos amar na prática os irmão na fé que convivem conosco;
d. Precisamos orar pelos irmãos que sofrem ao redor do mundo;
e. A família de Cristo trará alegria na eternidade mesmo que parentes daqui não estejam lá.

CAPÍTULO 4

AS PARÁBOLAS DE JESUS

A parábola do semeador, 4.1-20

1. Introdução:

a. Por que parábolas? v. 10-12:

 Trata-se de um estilo oriental não muito objetiva de explicação;


 Significa colocar ao lado, paralelo, metáfora, símiles;
 Jesus passa a revelar a que o Reino dos Céus é semelhante;
 Isto porque naturalmente ninguém pode entender o que é o Reino de Deus;
 Há um objetivo para com os discípulos (amor) e para os de fora (ira);
 Temos a aplicação da providência divina (CFW 5.6);
 É o cumprimento cabal de Isaías 6.8-10;
 Assim como determinamos o futuro da lagosta, muito mais Deus para com o homem;
 Também há a manifestação da graça aos discípulos.
b. Jesus está demonstrando o que é o Reino de Deus:

 Estava em um barquinho no lago de Genesaré, conforme Luca 5;


 Possivelmente Jesus apontou a um semeador pela construção da frase.

c. Há três aspectos que coincidem:

 O Semeador é o mesmo, é aquele que proclama o Evangelho;


 A semente é a mesma, é a Palavra de Deus;
 O método de plantio é o mesmo;
 O resultado ocorre de duas formas.

2. Coração cujo terreno destrói a semente:

a. A rejeição imediata, v. 4, 15:

 A semente não fica em contato com o solo;


 São os que não possuem nenhum contato com o Reino de Deus.

b. A rejeição retardada, v. 5, 6, 16, 17:

 A semente fica em contato com o solo superficialmente, germinam ali;


 São os que possuem contato com o Reino temporariamente;
 A fidelidade vai até a primeira dificuldade (pressão e caça);
 Lucas resume com o termo: :

 Deus nos preserva, 1Co 10: 13;


 O crente é um vencedor, 2Co 4: 8:

c. A permanência sem vida, 7, 18, 19:

 Pode permanecer na igreja como joio conforme Mt 13: 24 – 30; 36 – 43:


 A diferença é que não frutifica, Jo 15: 1 – 8:
 O cristianismo deve ser avaliado, Lc 14: 25 – 33
 O tempo difere, mas o resultado é o mesmo: rejeição e morte.

3. O coração cujo terreno favorece a semente, v. 8, 20:

a. O crente é o terreno que recebe, brota, cria raízes e frutifica;


b. A frutificação são as obras, atitudes, comportamento interno e externo:

 Efésios 2: 10:
 Tito 3: 8

c. O que são boas obras? Atitudes internas e externas conforme Hebreus 10: 22 – 25;
d. A quantidade de fruto varia!

4. Aplicação:

a. O Reino de Deus se espalha pela pregação da Palavra;


b. O resultado da pregação depende da soberania de Deus;
c. Ninguém perde a salvação.
d. Precisamos refletir que tipo de terreno é o meu coração;

 Os que precisam se converter a Cristo:


 Os que ainda não tomaram nenhuma atitude sobre o Reino;
 Os que estão alegremente, mas não suportam as pressões do mundo;
 Os que preferem tudo ao Reino.

 Os que vivem para glória de Cristo.

A parábola da candeia, 4.21-25

1. Introdução:

a. Esta parábola está conectada com a do semeador;


b. Temos aqui o oculto e o revelado e o que fazer diante disto;
c. Há uma relação com o termo mistério do v. 11;
d. Neste momento é mostrada a responsabilidade dos ouvintes.

2. A obrigação de transmitir o conhecimento do Reino, v. 21,22;

a. O fulcro do Reino é a pregação:

 Prioridade de Cristo, 1.38;


 Prioridade dos ministros da Palavra, 2 Timóteo 4.2;
 A fé vem pela pregação, Romanos 10.17; Efésios 1.13.

b. A comparação com a lamparina e seu lugar de destaque;


c. A obrigação de transmitir a mensagem do Evangelho do Reino:

 Primeiramente no lar (pastoreio – pai – e cuidado –mãe e irmãos);


 Aos irmãos da fé (quebrantamento e edificação);
 Ao mundo sem Cristo (evangelização e missões).

d. É um privilégio transmitir o conhecimento de Cristo a outros!

3. A obrigação de refletir sobre o que ouviu sobre o Reino, v. 23,24a;

a. A advertência diz respeito ao que fazemos com o que ouvimos:

 Há três tipos de manifestação negativa: curto, médio e longo prazo;


 Há um tipo de manifestação positiva: receber e frutificar.

b. Nunca devemos nos cansar em ouvir acerca do Reino de Deus;


c. Em cada pregação devo refletir e muito sobre aquilo que o Senhor está me dizendo;
d. Da boca de Jesus na época e das Escrituras Sagradas hoje;
e. A Palavra é viva e eficaz: Efésios 4.11-16; 2 Timóteo 3.14-17; Hebreus 4.11-13.

4. Diligência no uso dos privilégios do Reino, v. 24b,25:

a. A linguagem aqui se aproxima muito da parábola dos talentos (Mateus 25.14-30);


b. A linguagem aqui pode ser um ditado popular da época devido ao forte semitismo;
c. Fala do que eu faço com aquilo que recebo no Reino;
d. As obras não salvam, mas somos salvos para as obras (credenciam que sou crente).

5. Aplicação:

a. O meio para proclamar o Evangelho é a pregação (e não teatro, pantomima, dança etc.);
b. A pregação do Evangelho do Reino é um grande privilégio;
c. Diante de tantas teorias e ideologias mentirosas, temos a revelação da Verdade;
d. Em toda e qualquer exposição bíblica devo abrir o coração e a mente para reflexão;
e. As Escrituras vêm contra o pecado (quebrantamento) e a favor da santidade (edificação);
f. O que faço com aquilo que recebo de Deus quanto às revelações de Cristo?
g. Eu sempre divulgo aquilo que amo!

A parábola da semente, 4.26-29

1. Introdução

a. Esta parábola consta apenas no Evangelho de Marcos;


b. Há uma grande proximidade com a parábola do semeador: semeador, semente e terra
c. O terreno fértil, v. 20, que é o coração do homem é aqui detalhado;
d. A parábola traz três fases: semeadura, germinação/crescimento, colheita;
e. Nesta simplicidade entendemos a profundidade da obra de Cristo!

2. Como entender o Reino de Cristo nesta parábola?

a. A soberania de Deus muito acima do controle humano, v. 26,27:

 O semeador não possui nenhum controle quanto ao que ocorre com a semente;
 Ele pode descrever o efeito, mas desconhece a causa!
 Da mesma forma que o pregador não possui nenhum controle sobre a conversão de alguém;
 Ele não se envolve com o que ocorre no coração do ouvinte;
 Paulo explica este fenômeno divino em 1 Coríntios 3.5-7;
 A isto chamamos de monergismo e vocação eficaz CFW 10.12; 11.4;
 A sublime declaração de Romanos 9.6-24 (TULIP);
 A fé é colocada por Deus no coração do homem;

b. O crescimento que é contínuo e gradual, v. 28:

 Broto (erva), espiga, grãos;


 Aponta para o crescimento dos que são alcançados pelo Senhor;
 Na conversão, a salvação é completa, mas o amadurecimento é gradual;
 É a promessa que está em Filipenses 1.6;
 Mesmo este crescimento é dado pelo Senhor – perseverança dos santos!

c. A participação na colheita, v. 29:

 O que planta é o que colhe;


 Alguns acreditam que a colheita é escatológica, mas talvez não seja o caso aqui;
 Pois neste caso o semeador seria exclusivamente Cristo, mas como aplicar o v. 27?
 Possivelmente 1 Coríntios 3.8,9; 9.6-14 explica esta colheita;
 Parece que o pregador da Palavra participa dos frutos finais, mesmo que seja o regozijo;
 Aqui também se manifesta a graça do Senhor para alguém que apenas plantou.

3. Aplicação:

a. A soberania de Deus está muito acima dos valores humanistas;


b. Nossa inteligência ou destreza em nada influencia no resultado da evangelização;
c. Não há como manipular a vontade de Deus;
d. Longe de nos esmagar, a soberania de Deus deve fazer-nos descansar;
e. O crescimento é gradual, devemos ter paciência com nossos irmãos;
f. Cristo há de nos conduzir com segurança neste crescimento;
g. Cristo é o centro de todas as coisas:
 Ele morreu pelos eleitos de Deus;
 Ele é a Palavra do Evangelho;
 Seu Espírito é o que age no coração do pecador;
 A Ele converge toda a glória, Apocalipse 5.12,13.

Parábola do grão de mostarda, 4.30-34.

1. Introdução:

a. O conceito de Reino de Deus abrange duas dimensões:

 Toda a criação cujo domínio do Senhor é absoluto, Salmo 103.19;


 Seu povo eleito que o reconhece como Rei e Senhor.

b. O Reino específico se manifesta por meio da santa aliança do Senhor:

 Adão: povo;
 Noé: preservação;
 Abraão: nação;
 Davi: reino;
 Cristo, representado nas alianças, que encarna na plenitude dos tempos e inaugura os últimos dias.

c. A parábola mostra este Reino (plantio e crescimento), metáfora conhecida em Daniel 4.10-12,20-22.

b. O significado da parábola:

a. Um início aparentemente pequeno e frágil, v. 30,31:

 O grão de mostarda é do tamanho da cabeça de um alfinete, quase invisível;


 O povo de Deus sempre começa pequenino: casal, oito pessoas, um idoso, doze homens improváveis;
 Acrescenta-se a perseguição impiedosa dos inimigos de Cristo (Satanás, o mundo e a carne);
 A Igreja nunca passou um minuto sem ser perseguida (exemplo da perseguição da esquerda no Brasil);
 Isto aponta para o que Paulo diz sobre o Evangelho em 1 Coríntios 1.18-25.

b. Um crescimento que vai em direção à glória, v. 32a:

 Da sementinha cresce a maior hortaliça com cerca de 3 metros de altura;


 Mesmo perseguida e ameaçada, o Reino cresce ininterruptamente;
 O exemplo do sangue dos mártires no Império Romano;
 Mas isto não ocorre por causa dos crentes, mas de Deus em sua soberania, graça e fidelidade;
 Isto aponta para o poder de Deus que humilha e confunde os ímpios;
 Doze homens improváveis, um Reino que uma para a glória e o esplendor por causa de seu Rei;
 Nada, nem a morte poderá impedi-la!

c. Uma abrangência sem limites, 32b:

 As aves vem de longe e encontra abrigo, são os gentios de toda a terra;


 Cristo é tudo neste processo, Apocalipse 5.1-14;
 Casal → Família → Nação → Povos!

c. Aplicação:

a. Aos olhos humanos, a Igreja tem tudo para sucumbir pelos problemas internos e a perseguição externa;
b. Mas é o poder de Deus que planta, faz crescer e preserva em segurança;
c. Hoje o Reino vive em meio às tempestades das incertezas e das angústia, mas um dia será livre e gloriosa;
d. Não é o homem com sua habilidade, mas Deus em usar sua graça e misericórdia;
e. Nós somos parte deste processo por causa da graça divina;
f. A causa da grande abrangência do Reino não é o pecador, mas Cristo!

QUATRO DESAFIOS DE DIFÍCIL SOLUÇÃO

A vitória sobre a criação: a tempestade, 4.35-41.

1. Introdução.

a. Jesus decide atravessar para a costa leste do mar da galileia;


b. Na verdade foi uma frota de barcos;
c. São tomados de uma tempestade:

 O mar está numa depressão rodeado de montanhas;


 Quando os ventos se chocavam nas montanhas, formavam círculos que causavam tempestades;
 É digno de nota Pedro, João, Tiago e André não terem previsto naquela tarde.

d. Este incidente aponta para a pessoa e obra de Cristo:

2. A pessoa de Cristo – as duas naturezas incomunicáveis do redentor: CFW – II.3; VIII.2,3.

a. Cristo homem: dormia, v. 38;


b. Cristo Deus: ordena à criação, v. 39

 Este milagre deixou os discípulos atônitos, v. 41;


 O milagre foi nos ventos e na água, ambos pararam imediatamente;
 A natureza divina na primeira vinda: João 1.43-51; 3.13; 12.37-41;
 Ele é a imagem do Deus invisível, Colossenses 1.15; Hebreus 1.3; João 12.45; 14.8,9;
 Ele é antes de todas as coisas, Colossenses 1.17; João 8.56-59

3. A obra de Cristo:

a. A presença de Cristo não impediu a tempestade;


b. Os discípulos repreenderam injustamente ao Senhor, v. 38 (5.31; 6.37; 8.4,32);
c. A maior obra em nosso favor: a redenção, 10.35-45.

4. A falta de fé dos discípulos:

a. Jesus repreende os discípulos pela falta de fé e consequente pavor, v. 40;


b. Falta de fé é incredulidade para com a Palavra de Cristo, v. 35;
c. Aquele evento ajudou para que fortalecessem a fé, Romanos 5.3-5.

3. Aplicação:

a. A presença de Cristo não impede as tempestades da vida;


b. Cristo, como homem, viveu as nossas fraquezas;
c. Cristo, como Deus, não possui limites em seu poder;
d. A obra de Cristo foi em favor dos eleitos do Pai;
e. A nossa fé é fortalecida nas tribulações, Salmo 119.71;
f. Precisamos crer na Palavra de Cristo e não nas circunstâncias.

CAPÍTULO 5

A vitória sobre os espíritos imundos: o endemoninhado geraseno, 5.1-20.

1. Introdução
a. Região leste do mar da Galiléia predominantemente gentia;
b. Os endemoninhados confrontavam a Cristo, 1.21-28,34; 3.11,12;
c. Mateus se refere a dois, mas parece que somente um era violento;
d. Marcos é o que detalha mais.

2. A possessão demonstra até que nível Satanás destrói, v, 1-5:

a. Vivia pelos sepulcros e nos montes, andava ininterruptamente, se mutilava;


b. Temos um quadro vívido da condição do ímpio descrito em Isaías 65.1-4;
c. Não tinha nome próprio, mas a indicação numérica: Legião (6 mil soldados);
d. O Diabo é homicida há muito tempo, João 8.44;
e. Trata-se de uma das forças do mal (Diabo, mundo e carne);
f. Nem sempre a possessão manifesta este quadro, 8.33; João 13.27.

3. Cristo é o Todo-Poderoso sobre os espíritos malignos, v. 6-13:

a. Há um equívoco na visão maniqueísta da teologia Batalha Espiritual;


b. Cristo é o soberano sobre as hordas malignas, Tiago 2.18;
c. A atitude comum dos demônios:

 Foi ao encontro e o adorou chamando-o de Filho do Deus Altíssimo;


 Expressão: “que tenho eu contigo” demonstra que não tinham nada a ver com Cristo, v. 7;
 Roga para que o Pai os proteja do Filho;
 Rogam ao Filho para que não saiam do país;
 Submetem-se totalmente a Cristo!

d. Cristo é o único com poder para livrar o miserável da sua prisão, é o que domina o Valente, 3.27.

4. A preferência do povo não fora Cristo, v. 14-17:

a. O povo ficou apavorado com a situação;


b. Temeram pelo que poderia acontecer ainda mais na cidade;
c. Expulsaram Aquele que merece toda honra e toda glória, desonraram a Cristo.

5. Cristo é o Todo-Poderoso sobre as pessoas, v. 18-20:

a. O ex-endemoninhado roga para seguir a Jesus para a parte oeste do lago;


b. Cristo o impede e manda para que pregue aos familiares;
c. Há uma diferença, por exemplo, com 1.44;
d. Vejamos a importância da família para Cristo;
e. O homem pensava que escolhera o melhor, mas Cristo tinha algo melhor ainda.

6. Aplicação:

a. Não podemos subestimar o poder destruidor do Diabo;


b. Devemos nos tranquilizar, Cristo é aquele que está por nós;
c. A rejeição a Cristo ocorre por inúmeros fatores e níveis diferentes;
d. O nosso melhor pode não ser o melhor de Cristo.

A vitória sobre a doença e a morte: a cura e a ressurreição, 5.21-43:

1. Introdução:

a. Jairo era o responsável pela religião, ensino e justiça naquela região, fazia parte dos mencionados em 3.6;
b. A mulher possuía posses, pois podia pagar médicos, mas era imunda conforme Levítico 15.25-31;
c. Temos aqui dois símbolos espirituais: impureza e morte;
d. Mateus conecta estes acontecimentos com a cura do paralítico (2.1-12 salvação mais importante que a cura).
e. Também são acontecimentos semelhantes à purificação do leproso (1.40-45).

2. Os acontecimentos comuns:

a. Ambos carregam sobre si a miséria humana que provem do pecado:

 A impureza e a morte estão ligadas ao pecado;


 Temos aqui a constatação da miséria humana;
 O homem não tem poder para solucionar esta miséria.

b. Ambos se prostram diante de Cristo, 22,33:

 Tratavam-se de um importante líder e uma mulher rica;


 Estabelecem um contraste entre o que eram e quem Cristo é;
 Reconhecem a condição de desespero diante do poder de Cristo.

c. Ambos possuem fé, 34,36:

 Reconhece a da mulher e encoraja a Jairo;


 A fé não é esforço humano, mas é uma dádiva divina, Romanos 12.3; Efésios 2.8; 6.23; Filipenses 1.29;
 Temos a obra de Deus atuando no coração de ambos.

d. Ambos promovem a glória de Cristo diante de pessoas:

 Jairo declara o poder de Cristo diante da multidão, v. 22,23;


 Cristo dá à mulher a oportunidade de testemunhar diante da multidão, v. 33;

3. O Cristo todo-poderoso:

a. A impureza e a morte são dois inimigos humanamente invencíveis;


b. Ambos eram imundos, a mulher e a menina morta, mas Cristo não se contamina;
c. Mais uma vez não há quebra da Lei, pois era Deus quem estava ali.
d. Cristo é aquele que venceu o pecado e a morte!
e. Esta narrativa mostra a pequenez humana e a supremacia de Cristo.

4. Aplicação:

a. Nós somos fracos e débeis, em determinadas situações nada podemos fazer;


b. Isto se aplica à prática do pecado em nossa vida (antes e depois da conversão);
c. Tudo, inclusive a fé, vem de Deus, Tiago 1.16-18;
d. Toda salvação e restauração feita por Cristo é para que a ele seja dada toda glória;
e. Devemos descansar sabendo que Cristo cuida de nós e se importa conosco.

CAPÍTULO 6

AS CONSEQUENCIAS DA PREGAÇÃO FIEL

Cristo é rejeitado em sua terra, 6.1-6

1. Introdução:

a. Jesus vai para sua terra, Lucas identifica que é Nazaré, onde fora criado;
b. Vai como rabi, pois tinha discípulos;
c. Sofre discriminação por parte dos que o conheciam desde a infância.
2. Cristo, o trabalhador:

a. Foi identificado como carpinteiro, ofício da família;


b. O mundo vê o trabalho como uma maldição: tripaliar, tripalium;
c. O sistema econômico atual vê apenas como meio de enriquecimento;
d. Utilizado como valoração simbólica na sociedade;
e. O marxismo transformou o trabalho e o trabalhador como ídolos sociais;
f. Visão reformada do trabalho:

 O trabalho é uma vocação divina para Sua glória;


 O excedente deve ser utilizado para aliviar as necessidades dos irmãos (Efésios 4.28;
 Nosso patrão é Cristo (Efésios 6.5-9)
 Calvino afirmou:

Se seguirmos fielmente nosso chamado divino, recebemos o consolo de saber que não há trabalho insignificante ou
desprezível que não seja verdadeiramente respeitado e importante ante os olhos de Deus.

3. Cristo, o pregador:

a. Acima da vocação para carpintaria, possuía uma maior e mais abrangente;

 Marcos diz apenas que ele pregou na sinagoga, sem mencionar o assunto;
 Mas Lucas nos dá informações sobre o conteúdo da pregação: Lucas 4.16-22;

 Demonstra a disposição de Cristo nesta terra;


 O alvo é claro: pregação! (v.2,6,12)

a. Cristo foi o grande Profeta que pregou o Evangelho do Reino;


b. A reação dos ouvintes: incredulidade, mesmo sendo o pregador o Cristo;
c. Ainda que expulso, continuou a pregação nas circunvizinhanças.

4. Cristo, o rejeitado:

a. Embora maravilhados, v. 2, eles voltam as costas ao grande Profeta;


b. Tentam descredenciá-lo, v. 3:

 O carpinteiro: profissão da ralé;


 Filho de Maria: embora alguns tenham mencionado José (Lucas), estes querem desmoralizá-lo;
 Seus irmãos: alguém comum

c. Subestimaram aquilo com as quais estavam familiarizados:

 Esta é uma tendência natural do ser humano;


 Não importa o conteúdo, desprezaram por estarem “acostumados” com Cristo;
 Isto ocorre conosco quando nos acostumamos com o culto, a pregação, meios de graça.

d. Eles se escandalizaram, o expulsaram e tentaram matá-lo (Lucas).

5. Cristo, o homem:

a. Esta é uma área na qual alguns tem dificuldades;


b. Esta natureza humana jamais poderia se comunicar com a natureza divina, CFW 8.2;
c. Marcos demonstra esta humanidade: não fez muitos milagres e maravilhou-se;
d. Motivo: era necessário que um homem totalmente humano tomasse nosso lugar;

6. Aplicação
a. Nossa visão do trabalho não pode ser maculada pelas cosmovisões mundanas;
b. A proclamação é a nossa vocação comum, sou uma testemunha;
c. Não podemos nos acostumar com as Escrituras, a pregação, as ordenanças e os meios de graça;
d. Entender que a obra substitutiva de Cristo ocorreu por meio de sua humanidade.

O envio dos doze, 6.7-13

1. Introdução

a. Marcos narra o primeiro envio dos discípulos para a pregação do Evangelho;


b. Há aqui um preparo, como um estágio ou teste para o ministério futuro;
c. Encontra-se da parte de Cristo alguns princípios para o envio de pregadores:

2. A dependência para com Cristo na missão de pregar o evangelho, v. 7:

a. A dependência de ser enviado (apostello) por Cristo como seus representantes;


b. A interdependência entre os discípulos: de dois em dois:

 O princípio da testemunha (Nm 35.30; Dt 17.6; 19.15; Mt 18.16; Jo 8.17; 2Co 13.1; 1Tm 5.19; Hb 10.28);
 O princípio do auxílio e do amparo (Eclesiastes 4.9-12).

c. A dependência de possuir as habilidades e a autoridade de Cristo.

 Tinham autoridade de Cristo por meio de seu nome;


 A autoridade sobre os espíritos imundos que acorrentavam as pessoas, v. 13;
 Autoridade sobre as enfermidades por meio da unção com óleo (Tiago 5.14);
 Tais dons credenciavam a revelação das Escrituras que ocorria com a presença de Cristo.

3. A dependência para com Cristo no sustento diário, v. 8-10:

a. Apenas um bordão, o resto receberiam pela providência de Deus;


b. Seriam dependentes do pão, alforje, dinheiro, sandália, túnica e hospedagem;
c. Aqui temos a característica do falso pregador, 1 Timóteo 6.3-10

4. A dependência de promover a glória de Cristo na pregação, v. 11,12:

a. Cristo mostra as duas dimensões do Evangelho, v. 11;


b. A pessoa importante não é o pecador, mas Cristo, 12;
c. O alvo principal é a glória de Cristo, seguida da salvação ou condenação do ouvinte!
d. A reação com os enviados seria diretamente com Cristo, Mateus 10.40.

5. Aplicação:

a. Todos somos enviados por Cristo para testemunhar e pregar o Evangelho;


b. Somos a voz do próprio Cristo, a reação dos ouvintes é para com Ele;
c. Na pregação do Evangelho devemos entender as duas dimensões;
d. Na pregação, glorificamos a Cristo fazendo com que seu nome seja glorificado ou que seu juízo ocorra!

As consequências da pregação fiel, 6.14-29.

1. Introdução

a. Temos aqui a sequência e o resultado da pregação dos discípulos;


b. A narrativa inicia com uma pergunta que se encontra em 4.41;
c. As respostas giram em torno dos profetas, principalmente Elias e João, 14-16;
d. Herodes tentava se consolar achando que João havia ressuscitado;
e. É quando Marcos narra magistralmente sobre o assassinato de João por Herodes.

2. Herodes, o simpatizante do Evangelho:

a. Era Herodes Antipas (tetrarca da Galileia e Pereia), irmão de Filipe (tetrarca da Itureia e Traconites);
b. Prendeu João Batista em Maquerus, no mar morto por questões políticas, segundo Josefo, e morais, v. 17;
c. Herodes gostava de ouvir a João Batista, mas o domínio do pecado era maior, v. 20;
d. Ele reconhecia a Verdade da pregação, até concordava, mas o mundanismo era mais importante.

3. João, o pregador destemido do Evangelho:

a. João não relativizava, pregava contra o pecado de Herodes, v. 18;


b. Se compromisso era com a Verdade que glorifica a Deus e denuncia o pecado do homem;
c. Com isso suscitava inimigos poderosos: Herodes que mandou prendê-lo e Herodias, v. 17-19;
d. Pagou com a vida (inicia-se com dança sensual e termina com uma cena macabra;
e. João viveu o que significa ser piedoso e corajoso em privilegiar o Evangelho.

4. Cristo, o Rei supremo do reino do Evangelho:

a. Esta é a pergunta inicial: - quem é Jesus? que Marcos responde:


b. João apontou para a pessoa e obra de Cristo:

 Cristo pregou o arrependimento, 1.15;


 Cristo foi entregue para prisão, 14.46;
 Cristo esteve perante Herodes, Lucas 23.8-12;
 Cristo é morto injustamente, 15.22-41;
 Cristo foi sepultado por seus seguidores, 15.42-47;
 Foi um privilégio para João apontar para Cristo e sua morte!

c. Herodes contrastou com Cristo e seu reino, 1.14,15:

 Cristo liberta os encarcerados dando-lhe vida;


 Cristo é altruísta cheio de compaixão;
 Cristo é justo em todos os seus atos;
 Cristo suscitava em João Batista reconhecimento e elogios.

d. Cristo é o servo sofredor, como João, e o Rei justo e eterno, contrário de Herodes.

5. Aplicação:

a. Devemos reconhecer quem é Cristo, o Senhor!


b. Mesmo que sejamos religiosos, o modo como trato o pecado mostrará minha vida com Deus;
c. Quando se tem uma vida dupla, um dia descobriremos que o pecado, e não o Evangelho, reina;
d. Todo crente fiel deve repreender o pecado custe o que custar;
e. As pessoas odeiam a pregação contra um pecado em que elas estão envolvidas e não querem abandonar;
f. Quando se é piedoso, mais inimigos adquirem, 2 Timóteo 3.12;
g. Como o reino deste mundo é contrário ao Reino de Cristo;
h. Como somos privilegiados quando o nosso sofrimento é por causa de Cristo e a ele aponta.

A primeira multiplicação dos pães, 6.30-44.

1. Introdução:

a. É o primeiro dos dois milagres da multiplicação dos alimentos;


b. Temos aqui o milagre narrado nos quatro Evangelhos por sua importância;
c. Dá continuidade ao v. 12 interrompido pela narrativa da morte de João Batista;
d. Cristo mostra o seu cuidado para com os discípulos e para com as ovelhas.

2. A necessidade do repouso aos vocacionados, 30-32:

e. Cristo foi sensível aos limites da fraqueza humana;


f. Não colocava sobre os discípulos algo que não poderiam suportar;
g. Ele mesmo experimentou isto;
h. Precisamos de repouso para recompor as energias gastas no trabalho.

3. A necessidade não pode impedir o cumprimento da Lei, 33,34:

a. A Lei aqui diz respeito ao mandamento do amor ao próximo, Filipenses 2.3;


b. Cristo não permitiu que o repouso impedisse o cumprimento da vontade do Pai;
c. O olhar de Cristo foi “movido pelas entranhas”;
d. Ovelhas sem pastor:

 Oração de Moisés, Números 27.17;


 Promessa de Deus em Isaías 40.9-11; Ezequiel 34.20-31; Miquéias 5.2-5a;
 Cristo é o Pastor-Rei conforme disse em Ezequiel 34.11-16,31.

e. A pregação era a prioridade de Cristo e de seus discípulos, 1.38;

4. O cumprimento da Lei não deve se limitar aos limites humanos, 35-38:

a. Os discípulos queriam dispersar a multidão para que “se virassem”;


b. Cristo os manda alimentar, mas eles raciocinaram pela perspectiva humana;
c. Desconsideraram o poder de Cristo e se escondem nas fraquezas;
d. Deveriam crer de uma vez por todas na divindade de Cristo.

5. Não se pode desperdiçar as dádivas de Cristo, 39-44

a. Cristo mandou recolher o que havia sobrado;


b. Aquele alimento apontava para a pessoa e a obra de Cristo, João 6;
c. O significado do milagre: o Pastor-Rei e sua Palavra que os discípulos não entenderam, v.50-52.

6. Aplicação:

a. Necessitamos de momentos de repouso para fortalecimento;


b. Mas nada pode impedir o cumprimento do mandamento do Senhor;
c. Cumprir a vocação é contar com o amparo poderoso de Cristo, João 14.23-26;
d. Precisamos entender o significado do milagre:

 Éramos desgarrados, mas Cristo nos tomou para si;


 Ele é o pão da vida que desceu do céu;
 Temos vida abundante porque nos alimentamos dEele;
 Sabemos que é o nosso Pastor-Rei e sua Palavra!

Jesus anda sobre o mar, 6.45-56.

1. Introdução:

a. Temos aqui o encerramento da grande perícope que inicia no verso primeiro;


b. Também é uma clara continuação do milagre dos alimentos conforme citação em v. 52;
c. Aqui há uma separação de Jesus para com os discípulos que revelará o coração deles:

2. A atitude dos discípulos:


a. Tinham o coração duro para com Cristo:

 Não reconheceram a Cristo sobre as águas, acreditaram em sua crendice, v. 49;


 Ficaram abalados diante do milagre de Cristo, v. 50a;
 Ficaram atônitos diante do Cristo, v. 51b;
 Causa: não compreendiam o significado do milagre e o coração estava endurecido;
 Mesma expressão em 3.5,6;
 Mateus traz aqui o episódio de Pedro andando sobre as águas.

b. Tudo isto mesmo andando com ele, presenciando sua obra e sendo fortalecidos por Ele;
c. Não bastava estar próximo a Cristo, a visão que tinham determinava as atitudes;
d. Ver 8.14-21; 1 Coríntios 1.18-25.

3. A atitude do povo, v. 53-56:

a. Buscavam a Cristo pelos milagres que fazia;


b. Em João 6 temos um duro sermão de Cristo contra os que só o buscavam por benesses;
c. Há os que não entendem a pessoa e obra de Cristo (discípulos);
d. Há os que o buscam somente pelos milagres (parte da multidão).

4. Como Cristo se revela, v. 45-48:

a. Como aquele que dá o rumo aos seus seguidores, v. 45;


b. Como aquele que se humilhou para cumprir a vontade do Pai, v. 46:

 Cristo na economia da Trindade, 1 Coríntios 11.3; 15.25-28:

 Adão era homem e queria ser igual a Deus;


 Cristo é Deus, mas se torna homem, Filipenses 2.6-8

 Cristo faz a vontade do Pai, Marcos 14.36; João 5.30;


 Cristo busca a comunhão com o Pai, João 17.5;
 Cristo intercede pelos seus; Hebreus 4.14,15.

c. Como aquele que se faz presente nos momentos de luta, v. 48;


d. Como aquele que é Deus:

 Andou no dorso da água, Salmo 77.19; Jó 9.8, 38.16; Isaías 43.16;


 Tomar a dianteira conforme ocorreu com Moisés (Êxodo 33) e Elias (1 Reis 19);
 Sua frase no v. 50 aponta para o que Deus citava no VT incluindo seu santo Nome;
 O vento cessa novamente, o Senhor da criação.

5. Aplicação:

a. O que pensamos acerca de Cristo?


b. Nossa visão dEle determinará o tipo de relacionamento que terei com Ele;
c. Somos crentes que só exigem da igreja sem cooperar com nada?
d. Precisamos entender que Cristo é aquele que pacientemente nos ensina;
e. Cristo também é aquele que vem ao encontro das nossas aflições!

CAPÍTULO 7

A PERSEGUIÇÃO DOS LÍDERES RELIGIOSOS

A pureza de vida e a natureza moral humana, 7.1-23


1. Introdução:

a. Aqui temos o ápice do que se inicia em 2.23-28 e 3.1-6;


b. Alguns erros aqui relacionados:

 Cristo X Teologia (Teologia carnal X Teologia do Evangelho);


 Cristo X Religião (Religião carnal X verdadeira religião);
 Cristo X Lei (Tradição carnal X Lei do Evangelho);
 Cristo X Letra (Letra carnal X sagrada Letra).

c. Cristo fala com os líderes, o povo e os discípulos;


d. Cristo vai combater a natureza moral humana que se manifesta da seguinte forma:

2. Pela rejeição jeitosa, v. 1-13:

a. Veem de Jerusalém (cidade que “concede autoridade”) para espiar Jesus;


b. Tratam-se das tradições dos anciãos que apelava ilegitimamente para a vontade de Deus;
c. Associavam a limpeza da pele com a santidade do coração;
d. Há uma citação direta de Isaías 29.13, eram preceitos da carne como adverte a CFW 21.1;
e. Cristo afirma que se tratava de profanadores da Lei de Deus em prol das suas tradições:

 Negligenciando (mandar para longe, separar-se) o mandamento de Deus, v. 8;


 Rejeitando (ato de rebeldia) jeitosamente o preceito de Deus, v. 9;
 Invalidando (enfraquecer) a Palavra de Deus;

f. Καλϖς: belo, aceitável, aparência honrosa, pura e santa. Mas na verdade profanavam a Cristo:

 Corbã estava ligado ao altar, sacrifícios e oblação, ou seja, os tipos redentivos de Cristo;
 Esta prática se tornou equivalente a consagração de qualquer coisa (início da distorção);
 Em seguida se torna uma palavra “mágica” para os interesses pessoais:

 Quando alguém dizia ao seu devedor que a dívida era corbã, chantageando;
 Quando alguém não queria pagar uma dívida afirmando que seu dinheiro era corbã;
 Quando alguém desejava quebrar o quinto mandamento (caso aqui em Marcos).

g. Mesmo não sendo a intenção objetiva, a tradição banalizou a pessoa e a obra de Cristo!
h. O mesmo ocorria com a tradição das cerimônias externas, desonravam a obra de Cristo!

3. Pela dureza do coração, v. 14-18a:

a. Cristo fala por parábola ao povo para cumprir o que consta em 4.11-13, 14-16;
b. Cristo já havia debatido com os líderes, a parábola era apenas uma aplicação;
c. Neste caso, os discípulos deveriam entender a parábola;
d. Esta incompreensão injustificada estava associada à dureza de coração, 6.52;
e. Tal atitude levava os discípulos também a cometerem erros sobre Cristo e sua obra, 6.49.

4. Por aquilo que emana do coração desesperadamente corrupto, v. 18b-23:

a. O pecado não está em certas coisas em si (bebida, fumo, tatuagem, dança, roupa, família, trabalho);
b. Mas em sua utilização pecaminosa (idolatria, por exemplo);
c. Nossa culpa não tem origem no que fazemos, mas em nossa natureza ser pecaminosa (árvore e fruto);
d. Daí Isaías 64.6; Jeremias 17.9 mostrando a dimensão da obra de Cristo;
e. A santidade começa no coração (sermão do monte, sepulcro caiado);
f. Deus vê o nosso coração e se ira quando o ofendemos;
g. Lembremo-nos de que o coração é uma fábrica de deuses e ídolos!
5. Aplicação:

a. Não agir pela imaginação, invenção, sugestão satânica ou criação de imagens não prescrito nas Escrituras;
b. Mesmo que pareça bom, belo, aceitável, honroso, puro e santo, tais atitudes profanam a Cristo;
c. Claro que existem práticas na igreja que não estão nas Escrituras, mas que são lícitas;
d. O que está se tratando aqui é na área da santidade, devoção e culto;
e. Precisamos clamar para que o nosso coração não esteja endurecido para com Cristo e sua vontade;
f. Lembremo-nos de que nossos coração ainda é tendente ao mal, embora não sejamos mais escravos do pecado;
g. A obra de Cristo, que é santa e aceitável diante do Pai, age a começar no coração (fábrica de deuses e ídolos);
h. Não há lugar para soberba, sejamos humildes e penitentes diante da graça e do amor de Cristo;
i. Cuidado com o seu coração! Cuidado com o seu coração!

A mulher siro-fenícia 7.24-30

1. Introdução:

a. Este texto está inserido no contexto de alimento e fidelidade:

 Alimento: 6.30-44; 8.1-10 (multiplicação dos pães e peixes);


 Incredulidade: 7.1-23; 8.11-13 (afronta dos fariseus e escribas);
 Dureza: 6.45-52; 8.14-21 (dureza do coração dos discípulos).

b. Jesus vai para a parte mais ao norte no litoral noroeste nos domínios dos gentios;
c. Foi a uma casa para ter momentos de tranquilidade antes de enfrentar a reta final para a cruz, v. 24;
d. Tiro e Sidom eram regiões que hostilizavam com profundo ódio os judeus.

2. A mulher súplica da mulher:

a. Tratava-se de uma mulher grega siro-fenícia (cananéia em Mates 15), v. 26;


b. A presente narrativa traz os temas citados acima!
c. Ela é colocada à prova seguidamente, mas sua reação é surpreendente!
d. A atitude geral desta mulher:

 Não pensava em si, mas na filha;


 Persistiu com confiança em Cristo;
 Quanto mais prova, mais intensificava o senhorio de Cristo.

3. A provação de Cristo, v. 27:

a. Cristo afirma que seu alvo eram os israelitas como cumprimento das Escrituras;
b. Chamou-a de cãozinho:

 Forma como os judeus chamavam os gentios;


 Eram símbolo da imundícia, Isaías 56.11; Mateus 7.6; Filipenses 3.2Apocalipse 22.15;
 Mas referiu-se aos cachorrinhos domésticos e não aos esquálidos e perigosos cães vadios;
 Ou seja, de alguma forma pertenciam como animais à família.

4. A fé perseverante da mulher:

a. Primeiro, ela prostrou-se – termo também utilizado para oração (adorou em Mateus 15.25), v. 25;
b. Segundo, ela rogou (súplica), v. 26;
c. Terceiro, ela se humilhou (colocou-se em seu lugar), v. 28.

5. A obra de Cristo:

a. Aquela mulher foi provada, mas ao final foi alcançada pela graça de Cristo!
b. Tanto ela como sua filha foram libertas do maligno pela obra de Cristo:

 Em conquistar aquela região:

 Aquela região entrara na partilha de Israel (tribo de Aser, Josué 19.24-31);


 Mas Israel nunca conseguiu, de fato, entrar ali e conquista-la;
 Agora o Cristo glorioso adentra a região para demonstrar o seu poder do Evangelho;

 Em morrer na cruz pelos cães hostis ao Senhor Deus:

 Para que isso fosse possível, Cristo foi até o fim em sua grande prova!
 Foi rejeitado e tratado como cão;
 Ninguém foi em sua direção para livrá-lo de seu grande sofrimento;
 Foi abandonado até pelo Pai Celeste.

6. Aplicação:

a. Lembremo-nos de que éramos cães raivosos, mas agora somos Israel de Deus;
b. Quando provados, nossa fé dada por Deus é fortalecida;
c. Devemos perseverar na oração sempre adorando ao Cristo bendito, Lucas 18.1;
d. Tudo isso é possível porque Cristo nos amou e morreu em nosso lugar.

A cura de um surdo e gago, 7.31-37

1. Introdução:

a. Jesus continua em território gentio a leste do Jordão;


b. Somente Marcos traz esta narrativa sobre a cura;
c. Cumpre-se o que está em Isaías 35;
d. Esta narrativa nos mostra...

2. Como o ser humano é impotente diante da glória do Senhor, v. 32:

a. Reconheceram que somente Cristo poderia curar o enfermo;


b. Mas tentaram dirigir a forma (impor as mãos).

3. Como Cristo se compadece do miserável, v. 33-34:

a. Retira-o do meio da multidão:

 Cristo foi sensível por ser um surdo/gago;


 Como não podia ouvir, ele veria a linguagem corporal de Cristo;
 Tocou os ouvidos com o dedo e untou a língua com saliva;
 O gesto demonstrava poder (dedo) e cura (saliva);
 Dedo: poder (Êxodo 8.19; 31.18); redenção (Êxodo 29.12);
 Saliva (8.23).

b. Clama pelo miserável:

 Olha para o céu, pois como homem estava submisso e unido ao Pai;
 Ordena, pois como Deus é Senhor da criação.

4. Como Cristo é poderoso, v. 35:

a. Cristo agiu no aparelho auditivo e fonador;


b. Também agiu no cérebro, pois fez surgir um vocabulário nunca ouvido antes;
5. Qual a finalidade de todo aquele processo: a glória!

a. A determinação do sigilo quanto ao milagre (vide 1.44,45);


b. Demonstrou o Cristo tipificado no Velho Testamento:

 Cristo por meio de quem tudo foi criado, Gênesis 1.31;


 Cristo que redime a criação e a alma humana, Isaías 35.

c. A admiração que promoveu a glória do Cristo, o Senhor!

6. Aplicação:

a. Não limites para o poder de Cristo;


b. A forma de atuação não é mágica (dedo, saliva, expressão), Cristo é poderoso!
c. Cristo fez o mesmo conosco:

 Alguém nos apresentou a Ele;


 Ele, de forma pessoal, nos salvou por seu poder;
 Hoje vivemos para sua inteira glória!

CAPÍTULO 8

A segunda multiplicação dos pães, 8.1-21

1. Introdução:

a. Há um paralelo entre as duas narrativas da multiplicação dos pães

 Multiplicação (6.30-44);
 Incredulidade dos discípulos (6.45-52);
 Debate com os fariseus (7.1-23);
 Cura – surdo/gago.

 Multiplicação (8.1-10);
 Debate com os fariseus (8.11-13);
 Incredulidade dos discípulos (8.14-21);
 Cura – cego (8.22-26).

b. O milagre da mulher siro-fenícia traz o grande contraste: fé x dureza e pão.

2. A segunda multiplicação, v. 1-10:

a. Estavam com Jesus ouvindo-o pregar o Evangelho, v. 1;


b. Ele se compadece da fome pelos três dias passados, 2;
c. Mais uma vez os discípulos demonstram incredulidade, v. 4;
d. Cristo mais uma vez responde a esta incredulidade, v. 5-10.

3. A incredulidade dos fariseus, v. 11-13:

a. Mateus cita também os saduceus (16.1-4);


b. Eram dissimulados, pois já tinham opinião formada a respeito de Cristo;
c. O intuito final era o que está em 3.6;

 Apesar de religiosos, eram incrédulos;


 Os milagres que presenciaram não foi o bastante;
 Estavam ali afrontando ao Senhor.

d. A reação de Cristo ocorre sob forte emoção, v. 12,13;


e. Não teriam o desejo realizado, pois não buscavam a glória do Pai e de Cristo.

4. A incredulidade dos discípulos, v. 14-21:

a. Cristo alerta sobre o fermento dos fariseus (e saduceus) e de Herodes (veja 3.6);
b. Os discípulos nada entendem, v. 14,16;
c. Cristo mostra que a falta de entendimento era dureza do coração:

 Fermento era associado ao pecado;


 Fariseus demonstraram a falsa religiosidade de pessoas que acompanhavam a Cristo;
 Herodes (herodianos) demonstra a libertinagem e a relativização da Lei;
 Os discípulos, que estavam perto de Cristo, eram nécios;
 E eles já haviam ouvido o sermão de João 6.22-71.

d. Não entenderam o milagre da multiplicação dos pães que contrastava com o fermento:

 Jesus é o pão da vida;


 Os doze cestos poderiam simbolizar as tribos e os apóstolos (Igreja);
 Os sete cestos poderiam simbolizar a presença de Deus com a Igreja;
 As sobras poderia simbolizar a abundância da salvação e manutenção de Cristo.

e. Aqui temos o contraste da mulher Siro-fenícia com relação à fé:

 Entendeu sobre pão;


 Entendeu que podia confiar em Cristo;
 Entendeu que a glória de Cristo antecipa qualquer coisa na vida.

5. Aplicação:

a. Acompanhar (frequentar a igreja) a Cristo não é o suficiente para que sejamos cristãos;
b. A religiosidade legalista nos afasta de sermos cristãos;
c. A libertinagem envergonha a Cristo e sua obra;
d. Muitos vivem o que os puritanos chamavam de ateísmo prático;
e. Devemos ser como a mulher siro-fenícia:

 Entender o significado de pão que é espiritual e não meramente material;


 Adorar, glorificar a Cristo sob qualquer circunstância;
 Não ser duro de coração, mas crer em Cristo e sua obra.

A cura de um cego, 8.22-26

1. Introdução:

a. Jesus vai para Betsaida, região leste do mar da Galiléia (ao norte);
b. Semelhante ao surdo-gago, somente Marcos traz esta narrativa sobre a cura;
c. Temos aqui o encerramento da perícope que inicia em 6.30;
d. Segundo alguns, também encerra a primeira parte do Evangelho;
e. Temos também a mesma estrutura em 7.31-37:

 Trouxeram o doente a Jesus;


 Rogaram para que lhe tocasse;
 Jesus o leva a um local fora da cidade;
 Usa saliva
 Pede para que não conte a ninguém.

f. São a conclusão das multiplicações dos pães;


g. Esta narrativa nos mostra...

2. Como o ser humano é impotente diante da glória do Senhor, v. 22:

c. Reconheceram que somente Cristo poderia curar o enfermo;


d. Sabiam do poder de suas mãos.

3. Como Cristo se compadece do miserável:

a. Retira-o do meio da multidão:

 Cristo foi sensível por ser um cego;


 Mas também queria passas uma mensagem clara aos discípulos;
 Tocou os olhos com saliva;
 O gesto demonstrava poder (dedo) e cura (saliva);
 Imposição das mãos: poder; saliva: cura (7.33)

c. A cura se dá em duas etapas:

 Na primeira aplica saliva e impõe as mãos;


 Não era um cego de nascença, pois conhecia as árvores;
 Na segunda só impõe as mãos, pois a saliva curadora já estava aplicada.

4. Qual o significado de duas etapas

b. A abertura dos olhos é gradual pela ação de Cristo;


c. Apontava para os discípulos cuja visão abria gradativamente, v. 21;
d. Também aponta para as duas partes do Evangelho 1.1-8.26 e 8.27-16.20.

5. Qual a finalidade de todo aquele processo: apontar para sua obra:

a. O sigilo quanto ao milagre era para enfatizar a pregação (vide 1.44,45);


b. Demonstrou a obra de Cristo tipificado no Velho Testamento:

 Ensurdece e cega soberanamente conforme a sua ira (Isaías 6.810; 4.10-12);


 Concedendo audição e visão conforme a sua misericórdia (Isaías 28.17-24)
 A aplicação é escatológica (Isaías 35.4-10).

6. Aplicação:

a. Não limites para o poder de Cristo;


b. A nossa percepção do Evangelho é gradual!
c. A obra de Cristo em nós:

 Ele colocou o seu sangue sobre nós e impôs as mãos;


 Continua com suas mãos impostas sobre nós por meio do Espírito;
 Até que possamos ver a sua glória perfeitamente, 1 Coríntios 13.10-12;
 Hoje nós o glorificamos de maneira turva;
 Então o glorificaremos perfeitamente por toda eternidade.

SEGUNDA PARTE DO EVANGELHO DE MARCOS

Quem é Jesus? 8.27-33


1. Introdução:

a. A partir deste ponto temos o caminho da cruz;


b. Começa quando vão à cidade de Cesaréia de Filipe no extremo norte;
c. Dali Jesus inicia sua viagem a Jerusalém;
d. O início traz a pergunta: quem eu sou? Qual era a sua identidade? v. 27.

2. A resposta do povo, v. 28:

a. Um dos profetas (João Batista, Elias, Jeremias ou um dos profetas);


b. Há o acerto quando ao ministério profético;
c. Mas erram ao nivelar com os profetas;
d. Muitos viam a Cristo apenas como um grande homem e este é um grave problema;
e. É a visão que vem da carne e do sangue quando a natureza humana supera a divina.

3. A resposta dos discípulos, v. 29:

a. Pedro responde pelos demais;


b. Segundo Mateus, esta revelação não veio da carne nem sangue, mas do Pai;
c. Portanto, quando compreendemos a revelação, temos a visão real de Cristo;
d. Isto só é possível quando nos achegamos à revelação, hoje: as Escrituras;
e. O pedido de segredo é porque haveria o momento certo para esta revelação pública.

4. A resposta do próprio Cristo, v. 31,32a:

a. Agora há a revelação do grande propósito de Cristo quanto à sua humilhação;


b. O servo Sofredor: rejeitado, morto e ressuscitado;
c. Jesus utiliza o título Filho do Homem de Daniel 7.13;
d. A obra é de humilhação e sofrimento para a glória da ressurreição.

5. A reação de Pedro diante da revelação de Cristo, v. 32b,33:

a. Aqui vemos Pedro movido pela carne e por Satanás;


b. O discurso é o da autocomiseração: “Tem compaixão (propício) de ti, isso de modo algum te acontecerá”;
c. Esta é a maior arma de Satanás para destruir o Reino de Deus;
d. Satanás não entende sobre o que pertence a Deus, mas o que pertence aos homens;
e. A falta de percepção daquilo que pertence a Deus é algo grave.

6. Aplicação:

a. Somente pelas Escrituras (revelação do Pai) teremos uma visão correta de Cristo;
b. Quando utilizamos a percepção da nossa mente, a visão de Cristo é pecaminosa;
c. A percepção pecaminosa de Cristo passa pela autocomiseração;
d. O caminho de Cristo é o da porta e do caminho estreito: Filipenses 2.5-11; 1 Pedro 4.12,13;
e. Nossa obrigação é nos parecer mais com Cristo e isto trará sofrimento;
f. Mas não há nada mais sublime do que conhecer e se parecer com Cristo!

Quem é o discípulo de Jesus, v. 34-38

1. Introdução:

a. Jesus acabara de mostrar que ele era nos v. 27-33;


b. Agora chama o povo e não apenas os doze;
c. Há aqui a demonstração de quem é o seu discípulo:

 Todos os líderes religiosos famosos ensinavam seus discípulos seguirem algum preceito;
 Mas Jesus é o único a dizer que os discípulos deveriam segui-lo, a ele e não a outra coisa.

d. Os Marcos demonstra três características do discípulo.

2. O discípulo e a cruz, v. 34:

a. Sócrates: conhece-te a ti mesmo; Epicuro: coma e beba porque amanhã morrerás;


b. Jesus: negue-se a si mesmo (isto é se parecer com ele, ser como ele é);
c. Negar-se a si mesmo é estar de joelhos em total submissão;
d. Ser escravo: nossa vontade é a vontade de meus Senhor;
e. Os verbos são aoristo!
f. Como fazer isso? Tomando a cruz:

 Instrumento de amor – devemos amar a Cristo;


 Instrumento de obediência – devemos obedecer a Cristo;
 Instrumento de humilhação – devemos nos humilhar diante de Cristo;
 Instrumento de morte – devemos morrer por Cristo.

3. O discípulo e a vida, v. 35-37:

a. Aqui temos um paralelo entre perda e ganho – o que é mais importante para mim?
b. Perder a vida vai desde alguns privilégios até a vida física;
c. A perda deve ser por causa de Cristo e do seu Evangelho:

 Castidade antes do casamento ou prazer?


 Culto ou carreira?
 Escravatura ou satisfação pessoal?
 Morte ou negação de Cristo e seu Evangelho?

e. Duas perguntas confrontadoras, v. 36,37, qual a resposta na prática? Lucas 12.16-21


f. A narrativa do jovem rico mostra o paradoxo entre discurso e prática.

4. O discípulo e a vergonha, v. 38:

a. Romanos 1.16; 2 Timóteo 1.8,12;


b. Dois pontos importantes:

 Em meio a uma geração adultera e pecadora;


 É de Cristo e de sua Palavra (inseparáveis);

c. Envergonhar significa fazer pouco caso, preferir outra coisa, desprezar;


d. É o que o Filho do Homem fará em sua segunda vinda (primeira menção da parousia).

5. Aplicação:

a. Não podemos nunca colocar a Cristo em segundo plano!


b. O Reino e a Justiça em primeiro lugar, depois os acréscimos, nunca o contrário;
c. Nossa segurança é a graça de Cristo: João 16.33; 2 Coríntios 14.9,10; Filipenses 4.10-13

A transfiguração 9.1-13

1. Introdução:

a. Temos aqui uma visão que se iguala às teofanias do VT (Isaías, por exemplo) e ao Cristo ressurreto (Patmos);
b. Esta glorificação encontra-se entre textos que falam do sofrimento (Filipenses 2.5-11);
c. A glória da ressurreição viria após o sofrimento da cruz (algo incompreensível aos discípulos);
d. Este evento é a confirmação do ministério profético:

 Ministério sacerdotal, 1.9-11;


 Ministério real, 11.7-10; João 12.28-33.

2. O Cristo transfigurado (μεταμορφόω) em glória, v. 1-8:

a. Esta cena está no meio do Evangelho de Marcos, é central entre o batismo e a entrada triunfal;
b. Cumpre-se a promessa que está no v. 1 que também aponta para a ressurreição;
c. Por que no monte e porque o evento?

 Repete-se o que ocorreu no monte, Êxodo 24.15-18 e 1 Reis 19.11-3;


 Elias e Moisés representam a aliança nos profetas e na Lei, Malaquias 4.1-6 e Deuteronômio 18.15-19;
 Ali temos a transcendência e a imanência juntas.

d. O ápice foi a voz do Pai ordenando a que todos ouçam o Filho;


e. Mesmo com a natureza humana, ali temos a voz do Eterno Deus;
f. Testemunho em 2 Pedro 1.16-2.3.
g. Por que a transfiguração?

 No batismo temos o sacerdócio que, ao mesmo tempo, é o cordeiro;


 Na entrada triunfal Jesus conecta a voz do Pai com o sacrifício da cruz;
 Em ambos temos a cruz apresentada, neste caso a natureza humana é destacada;
 Mas aqui temos a Palavra de Deus, as Escrituras, neste caso a natureza divina é destacada.

3. O Cristo padecido em humilhação, v. 9-13:

a. Deveriam guardar segredo até que se completasse a obra da salvação;


b. A ressurreição que ocorreu no primeiro dia quando o Redentor descansou;
c. O elemento fundamental do Evangelho:

 Não são apresentações musicais, prédios suntuosos, campanhas de cura etc.;


 Mas é a centralidade na morte e na ressurreição!

d. Não entendiam sobre a ressurreição uma vez que Elias deveria vir primeiro;
e. O trabalho de Elias era o de restauração e ele já havia vindo e padeceu sofrimento;
f. Cristo também padeceria o sofrimento assim como seus discípulos, 8.34-38.

4. Aplicação:

a. Devemos ouvir a Cristo, esta é a vontade do Pai;


b. Podemos ouvi-lo para obedecer, nossa surdez foi curada;
c. O centro de tudo é Cristo morto e ressurreto;
d. Disto decorre tudo, por exemplo: a guarda do dia do Senhor;
e. O caminho do Evangelho é o caminho do sofrimento.

A cura de um endemoninhado, 9.14-29.

1. Introdução:

a. Jesus e os discípulos descem do monte e se deparam com a confusão;


b. Aqui temos um contraste entre a glória da transfiguração e a miséria humana;
c. O tema central é a fé tratada em algumas perspectivas:

2. O lamento de Cristo diante da incredulidade, 14-19:


a. O povo, sobretudo os nove discípulos, demonstraram falta de fé;

 Existe a fé objetiva e a fé subjetiva (o caso aqui);


 A fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem. (Hebreus 11.1);
 Sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que
ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam. (Hebreus 11.6)

b. A incredulidade leva Cristo à indignação, Ele não se agradou;


c. Expressão semelhante encontrada no Velho Testamento (Números 14.27; Isaías 65.2)

3. A compaixão de Cristo diante do rogo por fé, 20-27:

a. Temos aqui um pai que vivencia a maldade que um espírito imundo em seu filho;
b. Diante deste sofrimento clama por misericórdia utilizando o termo “se tu podes alguma coisa”;
c. A resposta de Cristo está em consonância com 1 João 5.14,15;
d. A fé não é um fim em si mesma, mas o objeto da fé é o poder e a vontade de Deus;
e. A súplica do pai do menino no v. 24;
f. Cristo cura o menino de sua possessão.

4. A falência da incredulidade arrogante diante de Cristo, 28,29:

a. Os discípulos interrogam sobre a frustração diante do ocorrido;


b. Na incredulidade tentaram curar o menino (arrogância);
c. Acharam que poderiam curar confiando em si mesmos;
d. Oração e jejum não são um fim em si mesmos, não são a chave para a vitória;
e. Oração e jejum apontam para a extrema necessidade para com Cristo;

5. Aplicação:

a. Não podemos ser incrédulos, pois isso leva à arrogância, desagradando a Deus;
b. Precisamos muitas vezes orar como o pai do menino e pedir para que Cristo aumente a nossa fé;
c. A fé, oração e jejum não são táticas mágicas que movem a mão de Deus, mas movem o coração do crente;
d. Calvino disse:
"Os crentes não oram com a intenção de informar a Deus a respeito das coisas que ele desconhece, ou para incitá-lo a
cumprir o seu dever, ou para apressá-lo, com se ele fosse relutante. Pelo contrário, os crentes oram para que assim
possam se despertar e buscá-lo, e assim exercitem sua fé na meditação das suas promessas, e aliviem suas ansiedades,
deixando-as nas mão dele. Numa palavra, os crentes oram com o fim de declarar que sua esperança e expectativa das
coisas boas, para eles mesmos e para os outros, está só em Deus."

Como tratar o próximo, 9.30-10.12

1. Introdução:

a. Jesus passa a Galiléia em direção ao sul e nesta caminhada passa a ensinar os discípulos;
b. Trata-se da trajetória até à cruz e ressurreição, a conquista gloriosa de Cristo;
c. Neste trajeto Jesus instrui seus discípulos como fez no Sinai ao povo a caminho da terra prometida;
d. O tema central de Jesus é como amar o próximo como a si mesmo!
e. Este é o mandamento imanente que aponta para o transcendente, 1 João 4.20,21.

2. Relacionamento no grupo, 33-37:

a. Os discípulos discutiam sobre quem deveria ser o maior do grupo;


b. Isto é o que valorizamos, quem é o melhor, o mais capaz, o mais bem sucedido; o que possui poder etc.
c. Mas esta visão está na contramão daquilo que Cristo foi, Filipenses 2.5-8, daí a palavra no v. 35;
d. Toma nos braços uma criancinha, ser tido como insignificante, despercebido, sem utilidade;
e. Aqui temos uma representação: criança → crentes → Cristo → Pai Celeste;
f. A humildade nos leva a sermos parecidos com Cristo que se parece com o pai Celeste.
3. Relacionamento com os de fora do grupo, 38-41:

a. A fala dos discípulos revela o sectarismo arrogante que despreza a obra total de Cristo;
b. Talvez este evento tenha acontecido nos v. 14-29;
c. Jesus ensina que devemos ser cuidadosos com membros de outros grupos que agem em seu nome;
d. É bom ressaltar que este trecho não anula a nossa maturidade em perceber os falsos crentes e líderes;
e. Mas nos ensina que o Reino não existe por nossa causa, mas por causa de Cristo;
f. Qualquer ato, por mais simples que seja, pode trazer recompensas, v. 41.

4. Relacionamento com os crentes pequeninos, 42-50:

a. Aqui temos a expressão crentes pequenos que equivale ao que Paulo chama de crente fraco (1 Coríntios 8);
b. Significa levar um outro crente ao pecado, fazê-lo tropeçar;
c. Havia pedra de moinho doméstica e “industrial”, a esta que Jesus se refere;
d. Esta era a forma de Roma penalizar os zelotes com a morte;
e. Jesus fala dos olhos, mãos e pés: Deuteronômio 6.4-9; Apocalipse 14.1;
f. A advertência fala de negar-se a si mesmo numa luta grandiosa entre carne e Espírito;
g. O Vale de Hinon (γέεννα) ao sul de Jerusalém: ofertas a Moloque ao Lixão queimado (Jeremias 7.32; 32.35);
h. O sal está ligado ao sacrifício (fogo), Levítico 2.13; Ezequiel 43.24;
i. Mas o sal também preserva da exteriorização que leva à podridão;
j. O crente deve preservar a preza e a paz uns com os outros.

5. Qual o cerne deste ensino? É o que está nos v. 30-32:

A pessoa e a obre de Cristo possibilitam vivermos este ensino;


O próprio Cristo mostrou o que é amar o próximo;
Cisto é o exemplo a ser seguido e se vivermos seu ensino amando ao próximo, nisto o amamos.

6. Aplicação:

a. Se parecer com Cristo é ter vida de humildade e simplicidade;


b. Não podemos desprezar outras denominações, desde que sejam fiéis às Escrituras;
c. Não podemos levar outros a tropeçarem e caírem em pecado:

 Levando outros a usarem de maledicência contra a Igreja;


 Relativizando a Lei do Evangelho;
 Com testemunho pecaminoso.

d. Devemos ter vida santa (sacrifício) e com ela salgar ao nosso redor promovendo a paz;
e. Isto é se parecer com Cristo e a ele glorificar.

Casamento e divórcio, 10.1-12

1. Introdução:

a. Tema polêmico que vai desde os que proíbem totalmente aos que liberam totalmente;
b. Jesus está em sua trajetória para Jerusalém;
c. Neste trecho fala sobre o matrimônio e o divórcio;
d. O divórcio sempre ligado ao adultério conforme o Velho testamento:

 Deus odeia o divórcio por estar ligado à infidelidade, Malaquias 2.14-16;


 O Senhor mesmo deu carta de divórcio à Israel devido à infidelidade, Jeremias 3.6-10

e. O texto utilizado pelos fariseus, Deuteronômio 24.1-4:

 Escola de Hillel: indecente era qualquer embaraço da esposa contra o marido;


 Escola de Shammai: indecente estava ligado à πορνεία;

f. Aqui Jesus mostra a essência do matrimônio e sua ligação com a aliança dele com a Igreja.

2. A ênfase dos fariseus estava no divórcio como algo banal, v. 2-4;

a. Queriam testar a Jesus preparando uma armadilha;


b. A frase mostra que o costume era conforme a escola de Hillel;
c. O Velho Testamento em Moisés é invocado conforme Deuteronômio.

3. A ênfase de Jesus estava no privilégio do matrimônio, v. 5-9:

a. A permissão ocorreu por causa da dureza do coração homem:

 Dureza pode significar a fraqueza ou obstinação;


 Dureza pode apontar ao divórcio como juízo divino;
 Era concessão, não mandamento.

b. Jesus desloca o olhar de Deuteronômio para Gênesis:

 O matrimônio é um mandato social instituído antes da queda;


 Trata-se de exclusividade, pactualidade e intimidade;
 A união é feita por Deus e não por homens;
 Isto aponta para a união de Cristo e a Igreja, 1 Coríntios 5.31,32;
 Nisto o casamento é sublime.

4. Como tratar o divórcio, v. 10-12:

a. Mateus 19.9 traz a cláusula de exceção quanto ao pecado sexual (adultério);


b. Quem adultera já rompe a aliança, daí a possibilidade do divórcio;
c. Confirma o que o Velho Testamento afirma conforma a CFW:
d. Mas a parte inocente pode perdoar conforme Cristo perdoa o nosso adultério;
e. Fora este contexto, o novo casamento é adultério.

5. Aplicação:

a. O casamento para muitos existe para a sua felicidade, mas isso é antropocêntrico e pecaminoso;
b. O casamento deve glorificar a Cristo quando cada cônjuge cumpre o seu papel;
c. O amor, respeito e a graça devem ser parte de uma postura altruísta;

Jesus e as crianças, 10.13-16

1. Introdução:

a. Estamos na descida até a cruz quando Cristo daria sua vida;


b. Neste trecho encontramos sobre crianças logo após sobre casamento sem interrupção;
c. Todavia, a ênfase não são as crianças, mas o Cristo que as recebe!

2. O contexto da cena descrita por Marcos:

a. Eram crianças pequenas (παιδία), ainda de colo em sua maioria;


b. As crianças nesta época eram valorizadas pela continuidade do clã;
c. Mas, paradoxalmente, eram desvalorizadas no período da primeira infância:

 Eram consideradas insignificantes, inúteis e imerecedoras de atenção;


 Eram colocadas sempre em planos inferiores com relação à vida adulta;
d. Os discípulos queriam evitar canseira desnecessária a Jesus;
e. Mas Cristo mostra a importância das crianças no Reino de Deus!

3. Qual o significado desta cena?

a. As características das crianças apontam para a grandiosidade de Cristo:

 Humildade diante dos adultos, ressalta nossa humilde condição e a glória de Cristo;
 Obediência aos adultos, ressalta nossa condição de servo e o senhorio de Cristo;
 Confiança nos adultos, ressalta nossa condição miserável e o cuidado de Cristo

b. Mas o principal é a eleição e a salvação em Cristo (CFW 10.3) que aponta para o seu amor;
c. Aquelas crianças eram eleitas, pois Cristo, a 2ª. Pessoa da Trindade as abençoou;
d. Nisto vemos a importância dos nossos filhos na aliança entre Deus e seu povo (CFW 28.4).

4. Aplicação:

a. O paradoxo hoje: valorizar a criança e deixa-la de lado (apego e transferência da responsabilidade de educação);
b. A importância de nossas crianças, Efésios 6.4 e Colossenses 3.21;
c. O amor não está o consumismo (efêmero), mas na criação responsável (eterno)!

O homem rico, 10.17-31

1. Introdução

a. Jesus continua seu caminho para cruz;


b. O tema central aqui não são as riquezas, mas a salvação da alma;
c. Está em consonância ao que está em Lucas 12.15-21;
d. O encontro é com um homem poderoso (Lucas identifica-o como άρχων).

2. O encontro revelador, 17-22

a. A atitude do homem poderoso: parecia ser piedoso:

 Assume posição humildade e adoração em se ajoelhar;


 Chama a Jesus de bom e demonstra desejo na salvação;
 Afirma cumprir os mandamentos desde a juventude;
 É o que está em 1 João 3.18 (o contexto é de ajuda ao próximo.

b. O coração revelado por Cristo:

 A humildade e a adoração eram para com a riqueza e o poder;


 Chamou Jesus de bom, mas não o reconheceu como Deus e sim como um mestre;
 Não cumpria os mandamentos, pois preferiu a riqueza em vez do amar o próximo como a si mesmo;
 É o que está em 1 João 4.20,21.

c. A proposta amorosa de Cristo:

 O termo: só uma coisa te falta era a totalidade da solução do problema exposto;


 No v. 21 a expressão traduzida por então, na verdade é a preposição καί;
 Logo, as atitudes estavam ligadas, era a demonstração de submissão ao Senhor;
 Cumprir os mandamentos só é possível com a ajuda do Espírito de Cristo em nós;
 Jesus demonstra o caminho do Evangelho àquele homem;
 É o que está em Mateus 6.19-21.
3. Ninguém pode servir a dois Senhores, v.23-27:

a. A explicação no v.24 é o ponto, pois a riqueza não é um mal em si mesmo;


b. Uma ironia: o camelo e a agulha;
c. É o que está em Mateus 6.24;
d. Uma verdade; o que é impossível ao homem, é possível a Deus, v.27.

4. Nenhum mérito aos homens:

a. Pedro ressalta sua atitude a Cristo, v. 28;


b. A resposta de Jesus, v. 29-31:

 A atitude não é um fim em si mesmo, mas por amor a Cristo e o Evangelho, 29;
 Além disso, o Senhor nos abençoa no presente cem vezes mais, v. 30;
 Mas no presente teremos perseguições (isto é um privilégio);
 E no porvir, a vida eterna, ou seja, tudo vem do Senhor!

c. Não importa o momento em que somos alcançados pela graça, Mateus 20.1-16.

5. Aplicação:

a. Quais são os deuses em que o homem confia: inteligência, dinheiro, saúde, governo etc.;
b. Para os alcançados pela graça o maior bem em que confiamos é Cristo;
c. Isto fará a diferença de termos atitudes externas ou atitudes que vem do coração:

 Ajoelhar-se diante de Cristo;


 Reconhecer que Cristo é bom;
 Alegrar-se na salvação de Cristo ou deseja-la;
 Cumprir os mandamentos para glória de Cristo seguindo-o, inclusive no sofrimento.

A posição de honra no Reino de Cristo, 10.32-45.

1. Introdução:

a. Após Jesus falar sobre primeiros e últimos, ratifica as informações sobre sua morte, v. 32-34;
b. Acrescenta os gentios (toda representação humana: judeus e gentios);
c. Os discípulos estavam apreensivos e amedrontados;
d. Na cruz temos a essência do Reino de Deus neste mundo: andar nas pegadas de Cristo;
e. Quem é Cristo: Filipenses 2.5-8, mas os discípulos não entenderam ainda.

2. A intenção do coração dos discípulos:

a. Tinham uma visão deturpada de Cristo e de seu Reino;


b. Isto porque ouviam o que queriam buscando benefício próprio;
c. Daí serem petulantes, atrevidos, desaforados e insolentes, 35 (Mateus informa que a mãe estava junto);
d. Esta atitude é bem característica de que reivindica os seus desejos;
e. Queriam a mais alta honraria, Salmo 110.1;1 Reis 2.19;
f. Não sabiam que na cruz seriam os bandidos a estarem lado a lado de Cristo;
g. Jesus faz uma pergunta que eles não entendem de novo, 38,39a;
h. Não entenderam o significado do cálice e do batismo explícito no v. 33,34:

 Cálice = ira de Deus: Isaías 51.17, 22; Jeremias 25.15; Apocalipse 14.10; 16.19; Isaías 53;
 Batismo = juízo e morte: Gomorra=submersão; Salmo 124.1-5; Jonas 2.1-9; 1 Coríntios 10.1,2; 1 Pedro
3.20,21.

i. Os demais ficaram indignados por não terem sido contemplados na solicitação.


3. O modelo segundo o próprio Cristo:

a. Receberiam o cálice e o batismo de Cristo, mas:

 Para a redenção, receberiam em Cristo na morte substitutiva;


 Também seriam participantes da perseguição e ameaças, Atos 12.1,2; Apocalipse 1.9.

b. Quanto aos lugares, estes ocorrerão pela soberania daquele que nos predestinou, v. 40;
c. O que deve importar para os discípulos não são os lugares, mas a conduta humilde;
d. O modelo do mundo: a autoridade quer ser servida e temida;
e. Para ser grande, deve ser servo (diácono), para ser o primeiro, deve ser escravo de todos;
f. O modelo é Cristo:

 Não veio para ser servido, mas para servir;


 Veio para dar a vida por muitos!

4. Aplicação

a. Devemos entender o que significa o Evangelho de Cristo que não é para satisfazer os meus desejos;
b. O grande mal é quando olhamos para a igreja e exigimos dela para o nossos deleite;
c. Nossa meta é andar nas pegadas de Cristo servindo e não exigir para ser servido.

A cura de Bartimeu, 10.46-52.

1. Introdução:

a. O templo possuía cerca de 20 mil inscritos entre sacerdotes e levitas;


b. Estes trabalhavam em turnos divididos em 26 ordens que revezavam;
c. Muitos destes moravam em Jericó que ficava 25 Km distante de Jerusalém;
d. Sempre que um destes rabis se dirigia a Jerusalém para a páscoa, seus discípulos o acompanhavam;
e. Ao longo da jornada havia o ensino do rabi aos seus discípulos;
f. Jesus está prestes a confirmar o seu ministério de rei e morrer na cruz;
g. E na jornada encontra um cego a beira do caminho.

2. A condição de Bartimeu, 46-48:

a. Sua condição física e social apontava para sua situação integral;

 Era cego, mendigo e vivia a margem do caminho;


 Também era desprezado, pois a multidão mandava que se calasse;
 Por iluminação do Espírito Santo, reconheceu que Cristo era a solução.

b. Considerou sua intransponível distância entre ele e Cristo:

 Chamou a Cristo de Rei da glória, o filho de Davi (Salmo 89.1-4; Isaías 11.1-5; Jeremias 23.5-8);
 Clamou por misericórdia reconhecendo quem era e que Cristo era;
 Insistiu neste clamor contra os que o impediam.

3. A misericórdia de Cristo, 49-52:

a. Jesus, a pessoa principal desta narrativa, chama o pobre miserável para perto de si;
b. Atende ao clamor de Bartimeu ouvindo-o, curando-o e salvando-o;
c. Mas Cristo, por amor, não viverá a mesma situação em Jerusalém, Isaías 53:

 No Gólgota não seria ouvido pelo Pai;


 Seria enfermado com chagas profundas e mortais;
 Não foi resgatado na Cruz, mas abandonado até pelo Pai até a morte.

d. Cristo tomou sobre si as mazelas de Bartimeu para que ele pudesse segui-lo caminho a fora;
e. O caminho de alegria e vitória de Bartimeu era o caminho da cruz para Cristo!

4. Aplicação:

a. Precisamos reconhecer a nossa dependência de Cristo Jesus;


b. Ele nos salvou e nos preserva para sermos curados de nossos pecados;
c. As curas foram uma demonstração da saúde que teremos na eternidade onde não haverá morte;
d. Por tudo isto Cristo padeceu na cruz do calvário, por isso amemo-lo.

A estrada triunfal, 11.1-11

1. Introdução:

a. Temos aqui o ciclo final da primeira vinda;


b. Publica-se o terceiro e último ministério de Cristo, o real, sancionado pelo Pai, João 12.23-29:

 A entrada montado num animal de pequeno porte – Salomão, 1 Reis 1.32-40;


 Os mantos colocados no caminho do rei – Jeú, 2 Reis 9.13.

c. A glorificação passava pelo caminho que levaria à cruz;


d. A caravana de galileus para a páscoa em Jerusalém resulta na entrada triunfal e real de Cristo;
e. As instruções de Cristo demonstram sua autoridade divina:

 O Senhor precisa dele (expressão para Javé);


 Era primícias como as pedras não talhadas do altar, os frutos até a quinta colheita, Levítico 19.23-25.

2. As características do reinado de Cristo, Zacarias 9.9,10:

a. O Rei pacificador:

 Os discípulos tinham na mente um reinado conquistado pela guerra contra Roma;


 Mas Cristo traz o símbolo da paz e da mansidão, um jumento, Juízes 5.10;
 A paz seria conquistada na cruz, Colossenses 1.19;
 Faria isso por seus súditos eleitos!

b. O Rei humilde:

 Mostra a atitude Cristo em se esvaziar de sua glória celeste;


 A humilhação de Cristo gera o grande paradoxo com sua realeza divina;
 Seu trono neste momento será a cruz (sedécula);
 Faria isso por seus súditos eleitos!

c. O Rei salvador:

 Hosana é grito de socorro, 2 Reis 6.26,27; Salmo 118.25,26;


 Cristo atenderá ao pedido de socorro morrendo na Cruz;
 Faria isso por seus súditos eleitos!

d. O Rei da glória:

 Temos o cumprimento do Salmo 24.7-10;


 O triunfo de Cristo estava na cruz;
 Isto faria com que seus amados se tornasse mais que vencedores;
 Faria isso por seus súditos eleitos!

3. Aplicação:

a. Cristo, que é o grande Rei, tinha o direito de nos esmagar como insetos;
b. Mas, ao contrário, nos fez alvo do seu amor incondicional;
c. Como Rei divino, Ele tornou-se servo humilde por nossa causa;
d. Que privilégio é saber que reinamos com Cristo e isso deve nos fazer servo;
e. Sigamos o nosso Rei, sejamos servos!
f. Também estamos salvos e seguros em nosso Rei, Cristo!

A necessidade da frutificação, 11.12-26

1. Introdução:

a. O episódio da figueira e a purificação do templo formam uma unidade;


b. O ponto central é a falsa aparência de que se tem frutos sem tê-los;
c. Esta parece ser a segunda purificação do templo conforme João 2.13-22;
d. Também se vê aqui a profecia sobre a queda do VT e o surgimento do NT (gentios).

2. A figueira sem fruto, v. 12-14:

a. A humanidade de Jesus se apresenta aqui cabalmente;


b. Mas a divindade também se apresenta no decreto contra a figueira e a ação no templo;
c. Embora não fosse o tempo (era Abril e os frutos vinham em Junho) as folhagens denunciavam os frutos;
d. A indignação de Jesus: parecia ter frutos pelas folhagens, mas não tinha.

3. A purificação do templo, v. 15-19:

a. As atividades eram de venda de animais, de vinho, sal e óleo, e câmbio de moedas estrangeiras para shequel;
b. O local invadido era o espaço aos gentios, impossibilitados de ir ao templo;
c. O templo, que deveria abrigar os gentios, agora os impede de vir por causa do pecado dos judeus;
d. Esperavam que Jesus livrasse os judeus dos gentios, mas ele livrou os gentios dos maus judeus;
e. Haviam transformado o templo em espaço para satisfação antropocêntrica e não para a glória de Deus;
f. Cristo cia Isaías 56.7; e Jeremias 7.11:

 Isaías 56.6,7 fala dos gentios;


 Jeremias 7.11 fala que o templo profanado não protege ninguém.

g. O templo era como a figueira, tinha apenas a aparência, mas a essência estava ausente;
h. Por isso Jesus interrompe soberanamente as atividades ali realizadas, v. 16.

4. A moral da história dita por Jesus, v. 20-26:

a. Jesus fala da verdadeira frutificação na vida do servo de Deus;


b. A oração que glorifica a Deus:

 O pedido da oração não deve ser segundo os caprichos humanos, mas para glória de Deus;
 Baseia-se em 1 João 5.14,15 (CFW 21.3 e CMW 185).

c. A oração que glorifica a Deus promove em nós o seu caráter, v. 25,26;

5. Aplicação:

a. Devemos ter cuidado com a aparência enganosa de crentes que não frutificam;
b. Quem não frutifica não é crente (parábola da semente e da videira);
c. Não podemos utilizar o Reino de Deus para o nosso bel-prazer;
d. Devemos crer que o Senhor nos ouve a oração quando o nossos desejo é glorifica-lo.

A autoridade de Cristo, 11.27-12.12

1. Introdução:

a. Ocorre o primeiro dos cinco encontros de Jesus no Templo


b. O ponto central aqui é sobre a autoridade de Cristo;
c. O texto está dividido em duas partes: a indagação e a parábola da vinha, a construção.

2. A indagação das autoridades, 11.27-33:

a. As autoridades desejam intimidar a Cristo com a pergunta: quem você pensa que é?
b. A indagação ocorre devido à purificação do Templo;
c. Como o costume rabínico, Jesus faz uma contra-pergunta (2.9,19,25; 3.4,23; 10.3);
d. Jesus não se coloca sob o ministério de João, mas menciona a pregação de João sobre o Messias;
e. Os líderes se acovardam, v. 31,32.

3. A autoridade de Cristo, 12.1-12:

a. Há certa semelhança com Isaías 5.1-7;


b. A parábola revela a história da redenção em Cristo:

 A maldade e a corrupção do coração dos homens, v. 3-5;


 A ganância depravada dos homens, v. 6-8
 A generosidade de Deus Pai em dar todo suporte ao trabalho, v. 1;
 A longanimidade de Deus Pai no envio dos representantes, v. 2-8;
 A justiça (judeus) e a graça (gentios) de Deus Pai após o envio de seu filho, v. 9;
 A disposição de Cristo em vir para este mundo;
 A obediência de Cristo em morrer nas mãos de pecadores;
 A glória de Cristo na aplicação da justiça divina.

c. A autoridade de Cristo em ser a base da Igreja entre os gentios, v. :

 Há uma citação do último Salmo de Hallel (113-118);


 Estes Salmos eram cantados por ocasião da Páscoa;
 Há a citação do Salmo 118.22,23;
 O ponto é o novo Templo que será edificado em detrimento do velho;
 Juízo (judeus) e graça (gentios) sobre Israel, a Igreja em Cristo.

d. Os líderes entenderam a palavra de Cristo e isto aumentou o ódio!

4. Aplicação:

a. A autoridade de Cristo existe para o juízo e a graça divina;


b. Os que desprezaram a Cristo serão julgados;
c. A graça divina nos faz o templo sustentado por Cristo:

 Isto ocorre por causa da morte do Filho Amado;


 Ele nos dá o rumo por meio da Sua Palavra;
 Não podemos desconhecer a Cristo como fizeram os líderes.

A questão do tributo, 12.13-17

1. Introdução:
a. Os radicais ou Anabatistas: afastamento e desprezo pelo Estado;
b. Lutero: reconhece o Estado, mas o despreza como não muito importante;
c. Calvino:

 “O reino espiritual de Cristo e a ordem civil são duas coisas completamente diferentes”. (...) “Não podemos –
como comumente acontece – imprudentemente confundi-las, pois ambas têm uma natureza completamente
distinta”

 “Assim como acabamos de indicar que o governo temporal é distinto do Reino espiritual e interior de Cristo,
também temos de saber que eles não são contraditórios”

 “[O Estado} deve proteger o serviço externo de Deus, defender o sadio ensino da piedade e a condição da
igreja, regular as nossas vidas para a sociedade humana, moldar a nossa moral para a justiça civil, reconciliar-
nos uns aos outros, e fomentar a paz e tranquilidade comum”.

d. Atitudes erradas:

 O crente não deve se envolver – esta área está debaixo de Cristo e as Escrituras tem algo a dizer a respeito;
 O crente deve ter esperança no Estado – atitude idólatra.

e. As correntes conforme a visão da presença do Império Romano:

 Judeus piedosos: ressentiam-se por Roma ser um governo corrupto e idólatra;


 Líderes religiosos: eram dissimulados e agiam por conveniência;
 Zelotes: rebeldes que não pagavam tributos;
 Herodianos: favoráveis ao governo de Roma e aos tributos cobrados.

f. Cristo aqui sintetiza a visão que devemos ter sobre o Estado e a Igreja.

2. Uma nova armadilha, v. 13,14:

 São dissimulados, chamam Jesus de mestre;


 Se Jesus respondesse “sim”, o povo ficaria decepcionado com o apoio a Roma;
 Se Jesus respondesse “não”, seria denunciado conforme Lucas 23.1,2;
 O interesse não era sobre a questão dos impostos, mas comprometer a Cristo numa cilada.

3. A atitude de Cristo, v. 15,16:

a. Jesus os acusa do pecado registrado em Deuteronômio 6.16;


b. Toma um denário:

 Era o salário de um dia de trabalho;


 Era a única moeda aceitável para o pagamento do tributo.

c. Levanta a moeda e pergunta sobre a imagem nela cunhada cuja resposta foi César.

4. A resposta de Jesus, v. 17:

a. Primeira parte: “Dai a César o que é de César...”

 Toda moeda com a esfinge de César, por lei, a ele pertencia;


 O tributo é uma dívida pelo benefício da Pax romani, Romanos 13.1-7;
 O Estado é legítimo, Colossenses 1.16; 1Timóteo 2.1-3; Tito 3.1; 1Pedro 2.13-17;
 Confirmado pela CFW 23.1.
b. Segunda parte: “...e a Deus o que é de Deus”.

 Como a moeda, nós somos feitos à imagem e semelhança de Deus e temos seu Espírito;
 Há um Reino que ultrapassa o Estado e a ele fornece o poder necessário;
 O crente deve dar a Deus o que lhe é devido: glória, honra, adoração e obediência;
 Somente o Reino de Cristo é eterno e onde deve estar a nossa esperança.

5. Aplicação:

a. A divinização do Estado é pecado de idolatria (socialismo);


b. O desprezo pelo Estado é pecado de rebeldia (libertarianismo);
c. O desinteresse pelo Estado (política) é pecado de omissão (apolitismo);
d. O Reino de Cristo não é político, mas possui implicações políticas;
e. Os pais devem ensinar sobre política a seus filhos de acordo com as Escrituras;
f. Todas as áreas pertencem a Cristo e devemos orar e trabalhar para que todas o glorifiquem;
g. O que diz a CFW 23.4.

A ressurreição, 12.18-27

1. O contexto deste encontro:

a. Aqui temos o terceiro confronto de Jesus no Templo;


b. Ocorre imediatamente após a questão do tributo (herodianos e fariseus);
c. Agora são os Saduceus, um partido judaico;
d. Os partidos eram:

 Fariseus: grupo religioso moralista que rechaçava Roma;


 Essênios: grupo religioso radical monástico formado por fariseus;
 Zelotes: grupo nacionalista e separatista que odiava Roma;
 Samaritanos: grupo regional que separou-se da Judéia;
 Nicolaítas: grupo religioso de natureza hedonista;
 Herodianos: simpatizantes de Roma e fiéis a Herodes.

e. Quem eram de fato os Saduceus?

 Eram da linhagem de Zadoque – sacerdote nos tempos de Salomão (I Reis 2.35);


 Controlavam o sacerdócio e assuntos políticos (Atos 5.17);
 Josefo relata que aceitavam apenas o Pentateuco, rejeitando as tradições orais (típico dos fariseus);
 Eles negavam a imortalidade da alma, a ressurreição, os anjos e os espíritos (Atos 23.8);
 Relativizavam a soberania de Deus;
 Não criam na vinda do messias e colaboravam com os romanos;
 Eram ricos e poderosos, embora fossem uma minoria.

f. Seu lema era cantado nos seguintes versos:

 “A única imortalidade que podemos esperar é ter uma posteridade e sermos lembrados” (Zondervan
Illustrated Bible Background Commentary – Mark, p. 275);
 “O Sheol era o lugar de descanso final, e qualquer continuidade era compreendida em termos de
reputação e posteridade, não em termos de uma ressurreição pessoal” (France, Mark, p. 471).

2. A armadilha dos Saduceus, 18-23:

a. O objetivo era desmoralizar a Cristo na área da teologia;


b. Isto porque o Templo, fonte de lucro, estava sendo colocado em crise;
c. Eles aparentam conhecer da Bíblia ao citarem Deuteronômio 25:5-10;
d. Utilizam a lógica como fonte principal do argumento teológico;
3. A resposta de Cristo, 24-27:

a. Denuncia o erro teológico (erro = πλανάω: perdido, perambulando, vagueando);


b. Palavra usada na parábola da ovelha perdida em Mateus 18.12;
c. Não conheciam as Escrituras (revelação);
d. Não conheciam o Poder (ressurreição), o horizonte de consciência estava no mundo apenas;
e. Cristo trata de dois aspectos da ressurreição;
f. O primeiro é a prática (maneira ou forma), v. 25:

 Cristo menciona os anjos, algo que os saduceus não criam;


 Revela como será a Igreja com o corpo glorificado.

g. O segundo é o princípio, v. 26,27:

 Cristo menciona a imortalidade da alma, algo que os saduceus não criam;


 Utiliza o Pentateuco, adotado como autoridade pelos saduceus;
 A base eterna é a de que o Deus vivo não lida com mortos;
 Esta vida e imortalidade da alma tem como consequência a ressurreição

h. A vida e a ressurreição apontam para Cristo e sua obra redentiva:

 Ele foi o primeiro a ressuscitar garantindo a nossa ressurreição;


 Cristo é a ressurreição e a vida, quem nele crê não morre;
 A ressurreição é o fulcro de sua obra conforme 1 Coríntios 15.

4. Aplicação:

a. Quanto às Escrituras Sagradas:

 Revelam a Cristo, algo que os saduceus jamais souberam;


 Não podemos tornar a Bíblia serva da lógica, deve ser o contrário;
 Não podemos manipular a Bíblia para o sustento do erro e da heresia (2 Pedro 3.14-18);
 Temos que diferenciar o livre exame da livre interpretação.

b. Quanto à ressurreição:

 Devemos cuidar para que o nosso coração não esteja preso a este mundo;
 Não podemos nos esquecer da ressureição e da vida eterna;
 A nossa visão deve ser de acordo com BCW 37,38 e CMW 87;
 Devemos ser gratos a Cristo que se sujeitou à morte para nos dar vida!

A lei do amor, 12.28-34

1. Os escribas:

a. Se originam em Esdras na volta a Jerusalém;


b. Não era uma facção, mas uma profissão também chamada de doutores e mestres.

2. A lei nas Escrituras:

a. Segundo a tradição rabínica (escribas) são um total de 613 (365 proibições e 248 mandatos)
b. São civil, cerimonial e moral
c. As que eram sombra de Cristo foram revogadas nele (civil e cerimonial)

3. A indagação do escriba:
a. Temos a penúltima pergunta a Cristo no Templo;
b. Esta, ao contrário das demais, foi feita com sinceridade no coração.

4. A resposta de Jesus:

a. Jesus fala de dois e não três mandamentos

 O termo como a si mesmo não é um mandamento para amarmo-nos;


 Aqui temos a intensidade como em Efésios 5.28,29.

b. Não pinça um mandamento, mas menciona a síntese da lei moral (CFW 19.2,3; CMW 98; BCW 42)
c. Lembrando que a lei moral é um resumo de toda a lei cerimonial e civil
d. Há uma junção entre Deuteronômio 6.4,5 e Levítico 19.18
e. Amar a Deus acima de tudo:

 Os quatro primeiros mandamentos colocam a Deus como exclusividade;


 Exclusividade na vida, na devoção, no linguajar e no dia.

f. Amar ao próximo intensamente

 Há uma relação entre o primeiro e o segundo mandamento do amor (1 João 4.20,21);


 A segunda parte do mandamento do amor manifesta-se na prática (1 João 3.17,18);

5. A religiosidade e o novo nascimento, v.32-34

a. O escriba, maravilhado, inclui o princípio do culto (1 Samuel 15.22; Oséias 6.6);


b. O culto deve ser feito por corações que amam a lei e a santificação (Isaías 1.10-16);
c. Mas este conhecimento religioso não substituía o novo nascimento, v. 34;
d. Assemelha-se ao Só uma coisa te falta... em 10.21.

6. A lei moral aponta para Cristo:

a. O Cristo Redentor: A lei nos conduz a Cristo para salvação (Gálatas 3.23,25);
b. O Cristo Santificador: Cristo nos conduz à lei para a santificação (Romanos 7.7; 13.8-10; Gálatas 5.13,14)
c. O Cristo, o Modelo: A lei moral é sermos parecidos com Cristo (Efésios 5.2,25; 1 João 3.16);

7. Aplicação:

a. Devemos cumprir a lei do amor como manifestação do nossos amor por Deus e ao próximo;
b. Não importa o quanto estamos próximos do Reino, deve haver o novo nascimento;
c. Lembrando que esta passagem não faz do cristianismo pacifista, mas pacificador.

Cristo, o Senhor do rei Davi, 12.35-37

1. Introdução:

a. Jesus respondeu a quatro indagações: autoridade, tributo, ressurreição e mandamento;


b. Agora é Jesus que faz uma pergunta sobre o tema o Ungido;
c. Ele está encerrando o seu ministério público e logo sairá do templo para nunca mais voltar.

2. A pergunta de Jesus, v. 35:

a. O termo cristo é semelhante a messias que significam ungido;


b. A unção se dava nos ministérios de profeta, sacerdote e rei;
c. Jesus exerceu os três ministérios confirmados pelo Deus-Pai;
d. A pergunta foi sobre o Ungido ser ou não filho de Davi:
e. Aguardavam um libertador da nação que estava sob o jugo romano;
f. Cronologia do domínio:
200 anos de domínio babilônico e medo-persa:
O Período babilônico (568 a.C – 538 a.C)
O período persa (538 a.C - 330 a.C)
Havia tolerância à prática religiosa nas sinagogas até a reconstrução do templo

165 anos de domínio grego:


Alexandre o Grande (333 a.C.) e a divisão do império entre dois generais (323 a.C.)
Por mais de cem anos essas dinastias disputaram o controle da Palestina.
Ptolomaica (Egito) – tolerantes;
Selêucida (Síria e Macedônia) que assumem em 198 a.C. – intolerantes;
Antíoco IV Epifânio subiu ao poder em 175 a.C.:
Proibiu elementos fundamentais dos costumes judaicos;
Tentou destruir todas as cópias da Torá (Pentateuco);
Exigiu que o deus grego Zeus fosse cultuado;
Sacrificou um porco dentro do Templo de Jerusalém.

24 anos de liderança dos Macabeus (166 a.C. – 142 a.C.)


Domínio de Roma (63 a.C)

3. O ensino de Jesus sobre o Ungido de Deus (Salmo 110) nos mostra:

a. O principal é que o Ungido é Senhor de Davi, seu servo (CFW 8.1);


b. O Ungido é Rei Guerreiro e Sacerdote como Melquisedeque (Salmo 110);
c. O reinado milenal de Cristo (1 Coríntios 15.20-28);
d. Cristo está no Velho Testamento (João 5.39).

4. Aplicação:

a. Nenhuma personagem bíblica pode apagar o brilho de Cristo!


b. Nossa tranquilidade acontece porque Ele reina e nos santifica.

As duas devoções a Deus, 12.38-44

1. Introdução:

a. Marcos mostra os últimos instantes do ministério público de Jesus;


b. O ensino divide-se em uma advertência e a exortação;
c. Possivelmente estavam no pátio das mulheres, área purificada por Jesus.

2. A falsa devoção, v. 38-40:

a. Jesus age aqui profeticamente contra os líderes religiosos;


b. Marcos menciona apenas os escribas, mas Mateus inclui os fariseus;
c. Nem todos eram maus, mas a maioria sim;
d. Para o povo se tratava de homens com santidade acima da média;
e. Quais as características da falsa devoção?

 Procuravam ser notados (roupa e saudação em lugar público);


 Esperavam a bajulação (sinagogas e festas);
 Queriam se recompensados (casa da viúva);
 Buscavam a justificação por obras (longas orações).
f. A religião devia satisfazer aos seus desejos, a devoção é para consigo mesmo;
g. O antropocentrismo acima de Cristo era evidente na prática dos líderes.

3. A verdadeira devoção, v. 41-44:

a. No pátio da mulheres havia vários gazofilácios chamados trombetas devido seu formato;
b. Jesus se assenta diante de um deles para ensinar sobre devoção;
c. Ali muitos ricos depositavam grandes quantias em dinheiro;
d. Mas surge uma viúva que vivia na miséria e mendicância (significado de πτωχός);
e. Deposita dois lepton, equivalente a um quadrante (1/64 de denário);
f. Quais as características da verdadeira devoção?

 A devoção a Deus inclui as posses financeiras;


 O sacrifício não inclui apenas o dar, mas o que se retém;
 Não é a quantidade, mas disponibilidade que aponta para a devoção;
 Instrução paulina: 2 Coríntios 9.6-15 (generosidade);
 Isto inclui o amor a Deus e ao próximo

4. Aplicação:

a. Minha pergunta é o que a igreja pode me oferecer ou o que posso oferecer à igreja?
b. Estou disposto a gastar tudo por amor a Cristo?

 Qual foi a dádiva de Cristo para mim?


 Quanto estou disposto a gastar por um familiar ou por mim mesmo?

O Sermão Profético de Cristo

A destruição do templo, 13.1,2

1. Introdução:

a. Estamos no final da semana antes da crucificação;


b. Cristo exerce o seu ofício de Supremo Profeta;
c. O sermão está dividido em cinco partes:
d. Revela sobre as últimas coisas (έσχατος), o fim deste mundo;
e. Profetiza 36 anos antes da queda de Jerusalém;

 Destruição do templo;
 Princípio das dores;
 Grande tribulação;
 Segunda vinda;
 Vigilância.

f. Onde se encontra o arrebatamento e o milênio? Nãoaparecem.

2. A pergunta dos discípulos:

a. Talvez motivados pelas palavras de Jesus em Mateus 23.37-39.


b. O templo começou a ser restaurado há 19 ano antes de Cristo;
c. Era gigantesco e cheio de metal precioso;
d. Os discípulos ficaram impactados com a suntuosidade;

3. A resposta de Jesus:
a. Jesus não fica impressionado com a construção;
b. Mas Jesus afirma que seria destruído;
c. A destruição faria parte da inauguração dos últimos dias:

 Morte e ressurreição de Cristo;


 Assunção de Cristo ao céu;
 Descida do Espírito Santo;
 Destruição do Templo.

d. Esta destruição está na parábola Mateus 22.7 e 23.35-38 Lucas 19.43,44;


e. Esta destruição manifesta o severo juízo de Deus sobre a nação judaica;
f. Qual os eventos:

 Cidade sitiada com a construção de trincheiras;


 A cidade seria arrasada e queimada e o povo assassinado;
 O templo seria destruído e os sobreviventes dispersos no mundo.

4. Os eventos históricos:

a. Os judeus se rebelam no ano 66 e Nero envia Vespasiano;


b. Vespasiano se torna imperador e envia seu filho Tito;
c. As tropas chegam a Jerusalém e a cercam por três anos;
d. No ano 70 é totalmente arrasada, incluindo o templo;
e. Cerca de um milhão de judeus foram massacrados;
f. Foi construído o Arco de Tito em Roma por esta façanha;
g. O fogo derreteu o ouro do teto, caindo no assoalho de pedra;
h. Os soldados pilharam o ouro retirando todas as pedras do assoalho;

5. O templo e o Cristo:

a. O templo centralizava o governo, a religião e a sociedade judaica;


b. Os judeus se impressionaram com a sombra, Cristo era maior;
c. A suntuosidade do templo era uma figura pálida de Cristo (Mateus 12.6);
d. Os discípulos não perceberam a glória por detrás da simplicidade de Cristo;
e. A destruição apontaria para Cristo como Supremo Juiz contra a infidelidade dos judeus;
f. Também manifestaria o término histórico para as antigas cerimônias;

6. Aplicação:

a. Devemos estar atentos à simplicidade de Cristo:

 Hoje somos tentados a retornar aos rudimentos da História da Redenção;


 A simplicidade da Igreja aponta para a suprema glória de Cristo;
 Cuidado com o culto, construções, cerimônias etc.

b. Não devemos invejar o ímpio em seus pecados:

 Salmo 73.2-16 e a loucura aé que entrasse no santuário de Deus;


 A impiedade não ficará impune, será julgada.

c. Já vivemos os últimos dias dos filhos de Deus nesta terra;


d. A nossa finalidade é glorificara a Cristo e desfrutá-lo para sempre.

O princípio das dores, Marcos 13.3-13

1. Introdução:

a. Os discípulos fazem duas perguntas a Jesus: o tempo e as garantias, v. 3;


b. A resposta de Jesus traz três informações:

 O princípio das dores, v. 3-13;


 A grande tribulação, v. 14-23;
 A segunda vinda que antecederá o julgamento final, v. 24-27.

c. Estes acontecimentos apontam para dois eventos:

 A destruição do templo;
 A segunda vinda de Cristo.

d. O período do princípio das dores iniciou nos últimos dias e são:

 Aparecimento de impostores e o sofrimento geral;


 A perseguição dos seguidores de Cristo;
 A pregação do Evangelho a todas as nações.

e. O princípio das dores confirmam a segunda vinda ao longo dos últimos dias;

2. O que ocorrerá ao longo dos últimos dias:

a. O surgimento de impostores do Evangelho, v. 6:

 Duas características: viriam em seu nome e enganariam muitos;


 Os apóstolos já advertiram sobre os falsos líderes;
 Hoje o cristianismo está dividido em Catolicismo, Ortodoxismo e Protestantismo;
 Nisto temos uma fragmentação imensa que se perde na contagem;
 Este contexto traz muitos falsos líderes e falsas igrejas.

b. O sofrimento geral, v. 7, 8:

 Neste tempo se vivia a pax romani:


 Quarenta anos depois começam as guerras no Império Romano;
 Quatro imperadores foram assassinados em um ano: Galba, Oto, Vitelo e Vespasiano;
 Nos últimos três séculos houve mais de 300 guerras no mundo;
 A fome e as pestes (Lucas) também fazem parte;
 A criação entraria em convulsão por meio dos terremotos;
 Estes acontecimentos não são o fim, v. 7;

c. O sofrimento da Igreja, v. 9-12:

 A perseguição dos cristãos é uma realidade que ocorre desde o início;


 Nenhuma religião foi mais perseguida como a dos cristãos (10 mil por ano hoje);
 Há a promessa do amparo do Espírito Santo, v. 11;
 Também haverá perseguição e ódio aos cristãos dentro de casa, v. 12;
 Hoje temos o islamismo, o globalismo e o socialismo que odeiam a Igreja de Cristo.

d. Pregação do Evangelho a todas as nações:


 A pregação ao redor do mundo está ligada à perseguição;
 Tertuliano (160-220) afirmou que o sangue dos mártires é a semente da Igreja;
 Mateus acrescenta: “...então virá o fim”;
 Mas esta evangelização ocorre ao longo dos últimos dias e faz parte dos sinais dos tempos;
 Hoje, a China possui mais crentes que os Estados Unidos!
 A evangelização ocorre ainda hoje pelas frentes missionárias.

e. Uma advertência no v. 13:

 Esta afirmação deve ser analisada sob a doutrina da perseverança dos santos;
 Não se trata da relação entre causa e feito, mas o contrário;
 Jesus trata do testemunho pela ótica da responsabilidade humana (Filipenses 2.12-18)

3. Aplicação:

a. Cristo e a sua Igreja:

 Quando Cristo falou deste crescimento do Evangelho, havia apenas seguidores na Palestina;
 Ao seu lado havia outros líderes e mestres que reivindicavam o messianato;
 Mas sua Palavra se cumpre e hoje vemos como está o Evangelho no mundo.

b. Cristo, o sofrimento geral e a perseguição dos crentes

 As calamidades e catástrofes existem para a sua inteira glória, cumprem a sua Palavra;
 O mesmo ocorre com a perseguição dos crentes, fazendo com que o Evangelho cresça.

c. Somos consolados em saber que Cristo está conosco encorajando-nos;


d. Estes eventos devem nos alegrar, pois nossa eternidade com ele está garantida;
e. Lembremo-nos de que estes eventos não determinam quando ele virá, mas que ele vira certamente;
f. Isto nos remete à realidade de que Cristo reina eternamente!

A grande tribulação, 13.14-23:

1. Introdução:

a. Este sermão respondem às perguntas dos discípulos de acordo com Mateus 24.3;
b. São eventos mesclados com a destruição do templo e a parousia;
c. Foi tratado sobre os sinais dos tempos: impostores, calamidades, perseguição e pregação do Evangelho;

2. O abominável da desolação:

a. Este surgimento inaugurará o período da grande tribulação;


b. O profeta Daniel que viveu 500 anos antes de Cristo falou três vezes:

 9.24-27, o que cessa o sacrifício é Cristo e o segundo é o Anticristo


 11.31, ele profanará o templo e o culto;
 12.11, ele o grande profanador.

c. E ainda falou da grande tribulação, 12.1-3;


d. Temos aqui pelo menos três eventos na história:

 350 anos depois de Daniel temos Antíoco IV Epifânio, o selêucida (Mateus faz a ligação, 24.15);
 34 anos depois do sermão de Jesus temos Tito Lívio, o romano (Lucas leu e entendeu, 21.20);
 Há um terceiro evento no futuro que culminará com a parousia, v. 24-26.

e. Como é a natureza deste anticristo:


 Antecedido espírito anticristo que assola ao longo do tempo, v. 22; 1 João 2.18-23; 4.1-3;
 Estes que antecedem são este espírito anticristo, v. 21, 22; Apocalipse 13.11-18;
 Será uma pessoa que reinará no âmbito da Igreja, 2 Tessalonicenses 2.3-10;
 Terá também soberania política, Apocalipse 13.1-10.

3. Aplicação:

a. O mundo vive uma deterioração constante;


b. Os crentes passarão pela grande tribulação, v. 20;
c. Todo este evento será para ressaltar o poder de Cristo, o Soberano, 2 Tessalonicenses 2.6-8;
d. Mas Cristo é a nossa força, pois ele venceu o mundo.

A vinda de Cristo, Marcos 13.24-27

1. Introdução:

a. A vinda será visível e universal e encerrará a presente era;


b. O que virá será um novo céu e uma nova terra;
c. Não cabe um milênio literal, pois o mundo continuaria com pecado em potencial;
d. Ocorrerá logo após a grande tribulação;
e. Os eventos:

 Ressurreição dos corpos;


 Transformação dos justos
 Nosso encontro com Cristo;
 O grande tribunal aos ímpios e anjos rebeldes;
 O universo transformado
 Novo céu e nova terra.

f. A descrição em Apocalipse 21.20-21.8.

2. Os eventos descritos em Marcos:

a. Catástrofes na criação, v. 24,25:

 Aqui vemos a soberania do Senhor Deus sobre tudo que criou;


 Isaías 13.9,10 fala da destruição de Jerusalém pela Babilônia;
 Joel 2.31 fala do período do milênio;
 Apocalipse 6.12,13 utiliza a mesma linguagem;
 Em 2 Pedro 3.1-13 temos a explicação detalhada do porquê da catástrofe.

b. A vinda será visível, não secreta, v. 26:

 O termo Parousia significa presença (do emissário imperial);


 Nuvens remeta a Daniel 7.13,14: 4 animais são 4 governos destruídos;
 Esta é a linguagem de Paulo em 1 Tessalonicenses 4.13-18;
 Poder e glória contrasta com a primeira vinda;
 Será reconhecido pelos ímpios

c. Unirá os eleitos:

 Conforme Deuteronômio 30.4; Isaías 11.12; 27.12,13


 Receberá a noiva, será o encontro com Cristo.

3. Aplicação:
a. Será o evento mais importante daquilo que ainda está para se cumprir;
b. Lembraremos de tudo, mas com alegria pela eternidade;
c. Haverá duas reações conforme Lucas 21.25-28;
d. Devemos nos desapegar deste mundo e ansiar pela ressurreição e a eternidade.

A conclusão do sermão profético de Jesus, 13.28-37

1. Introdução:

a. Jesus está encerrando sua resposta à pergunta do v. 4 (cf. Mateus 24.3);


b. Mais uma vez manifesta as duas naturezas incomunicáveis;
c. A conclusão aponta para o tempo conhecido e o tempo desconhecido.

2. O tempo conhecido (a natureza divina):

a. A parábola da figueira, v. 28:

 No inverno ficava com aparência de seca e sem vida;


 Na primavera começava a brotar até a vinda do verão;
 Um fenômeno que revelava a vinda do verão.

b. O “brotar da figueira”, v. 29:

 O princípio das dores, v. 3-13;


 A grande tribulação, v. 14-23.

c. O termo geração aponta para dois eventos, v. 30:

 A queda de Jerusalém (refere-se aos que estavam vivos naquela época);


 A vinda de Cristo (o termo tem significado escatológico (cf. 8.38).

d. Cristo é o Deus poderoso e a revelação do Pai, v. 31;


e. Cristo como a Palavra aponta para sua divindade, v. 31 (cf. João 1.1-3; Hebreus 1.1-4; 1 João 1.1,2);
f. Esta promessa está no Velho Testamento (Jeremias 1.11,12; Números 23.19; Isaías 40.8);

3. O tempo desconhecido (a natureza humana):

a. Imediatamente Jesus faz uma afirmação que aponta para a sua natureza humana, v. 32;
b. As naturezas são incomunicáveis e, por isso, apresentam paradoxos;

4. Esta advertência mostra que não nos compete marcar datas, v. 33-36:

a. Devemos estar vigilantes no sentido de sempre lembrar da vinda do Redentor;


b. Esta vigilância deve ser acompanhada da oração;
c. Os ímpios é que serão pegos de surpresa (cf. Mateus 24.36-44).

5. Aplicação:

a. Devemos sempre lembrar que Cristo voltará, pois estamos nos últimos dias;
b. Não podemos ser esmorecidos pelo mundo, 2 Pedro 3.1-13;
c. O agendamento da vinda de Cristo o ofende claramente;
d. Que as nossa oração roguem para que o Noivo nos leve para si.

Reações diferentes para com Jesus, 14.1-11

1. Introdução:
a. Aqui temos a reta final da morte e ressurreição de Cristo;
b. Dois dias antes, Marcos revela duas atitudes para com Cristo: Judas e a mulher;
c. Há três eventos onde Jesus é ungido (Lucas 7.36-50; João 12.1-8 e este);
d. Vejamos as atitudes:

2. A atitude de quem afronta a Cristo – Judas, v. 1,2,10,11:

a. Mancomunou-se com os sacerdotes e escribas (que se preocupavam com os lucros do templo);


b. Judas também só se preocupava com o dinheiro, João 12.4-6; v. 10,11;
c. Jesus deveria satisfazer suas expectativas, ao ser contrariado, o trai;
d. Não queria honra-lo, mas tirar proveito para seus interesses (antropocêntrico).

3. A atitude de quem glorifica a Cristo – a mulher, v. 3-9:

a. O vaso de alabastro era um recipiente caríssimo feito de mármore;


b. Nardo era um perfume caríssimo feito de raízes provindo do oriente;
c. O preço era equivalente a um ano de trabalho assalariado;
d. Os discípulos (guiados por Judas) valorizam mais os pobres que Jesus:

 Isto é quando a religiosidade centraliza o homem em detrimento de Cristo;


 Os pobres mereciam mais que Jesus.

e. A resposta de Jesus:

 Ordena que a mulher não seja molestada, v. 6;


 Ele era mais importante que os pobres (cita Deuteronômio 15.11), v. 7;
 Ela concedeu o máximo que tinha para Cristo, v. 8;
 Por estar com Cristo, será lembrada onde Cristo for pregado;

4. Mas tudo só pode ser possível por causa da obra de Cristo:

f. A ação de Cristo àquela mulher foi a maior boa ação de todos os tempos;
g. Cristo desceu até a extrema pobreza para nos tornar ricos;
h. A redenção da cruz foi o limite do amor de Cristo por aquela mulher;
i. Ela seria lembrada por causa da obra redentora de Cristo (evangelho pregado).

5. Aplicação:

a. Judas e a mulher: não há meio termo quando se trata de como agimos para com Cristo;
b. Cristo deu o seu melhor para cada um de nós;
c. Devemos dar o nosso melhor a Ele como gratidão e amor: vida, tempo, posses, dedicação.

A páscoa da Nova Aliança, 14.12-26

1. Introdução:

a. Temos aqui a mais importante festa judaica das quatro celebradas;


b. Celebrada uma vez por ano na lembrança da passagem do Anjo da Morte na 10ª praga;
c. Cantavam o Hallel (Salmos entre 113-118 que falam da redenção);
d. Havia uma preparação prévia, v. 12-16

 Limpeza do local com a retirada de toda levedura;


 Preparo do cordeirinho morto e compra das ervas, pães sem fermento e o vinho.

e. Marcos define as práticas no v. 12a;


f. Aqui Cristo manifesta sua natureza divina por todo o ocorrido, v. 13-16;

2. A revelação do traidor, v. 17-21:

a. Os de fora planejavam a morte do Redentor, Judas era um deles mesmo convivendo dentro;
b. O ato de Judas fora revelado no Velho Testamento como no Salmo 41.9;
c. O paralelo entre a soberania de Deus e a responsabilidade humana, v. 21.

3. A páscoa de Cristo:

a. Esta é uma das cenas mais vibrantes do Evangelho;


b. Cristo revela o significado de sua morte incluindo a escatologia;
c. O ato de partir o pão era o costume, mas Cristo lhe dá novo significado;
d. Ele não olha para trás, o Egito, mas para frente, o Calvário;

 A aliança lembra a Páscoa com relação aos sacrifícios oferecidos;


 Ratificada no Sinai (Êxodo 24.1-8);
 Prometida a renovação em Jeremias 31.31-34;
 O cumprimento cabal se dá em Cristo conforme Hebreus 9.15,20;
 Como em 10.45, trata-se do Servo Sofredor em Isaías 53 e 53;

e. Por isto, neste momento, Cristo aboliu a Páscoa do VT e determina a Páscoa do NT;
f. O último cordeirinho foi morto, pois agora o Cordeiro de Deus morrerá;
g. Os animais eram trazidos compulsoriamente, Cristo se entrega voluntariamente por amor!
h. Este ato com a presença de Cristo ocorrerá nas bodas do Cordeiro, v. 25.

4. Aplicação:

a. Com relação a Judas aprendemos que a soberania de Deus não anula a responsabilidade humana;
b. Com relação à Santa Ceia:

 Cristo determinou não mais observássemos a Páscoa do Egito, mas a de sua memória;
 Isto não se dá uma vez por anos, mas ao longo do ano;
 Portanto, o Domingo de Páscoa não é o do calendário litúrgico, isto é voltar aos rudimentos;
 A Páscoa ocorre todas as vezes que ingerimos pão e vinho no culto em memória de Cristo!

A solidão na morte profetizada, 14.27-31.

1. Introdução:

a. Ao longo do ensino, Jesus alertava sobre o abandono do Evangelho;


b. Em 4.14-19 revela o íntimo do coração daqueles que abandonam o Evangelho;
c. Judas já estava ausente concluindo sua vil traição, restavam apenas 11 discípulos;
d. Aqui Marcos revela a disposição dos discípulos restantes e a de Cristo.

2. A profecia revelada no Velho Testamento, v. 27, 28:

a. Uma triste revelação: todos abandonariam (sentido de escândalo);


b. É o cumprimento de Zacarias 13.7-9 (o pastor é o rei);
c. Uma alegre revelação: ressurreição e ajuntamento;
d. Cristo reunirá o seu povo para sempre!

3. A arrogância de Pedro, v. 29-31:

a. Pedro revela sua real condição conforme Lucas 22.31-34;


b. Nesta condição, manifesta a arrogante confiança em si mesmo;
c. Isto porque não atentou para a promessa da ressurreição e do ajuntamento;
d. Os demais discípulos seguem-no desprezando seguir as promessas de Cristo.

4. O paralelo entre Cristo e os discípulos:

a. Cristo:

 Passaria pelo maior sofrimento que um homem poderia suportar;


 Reconheceu sua humanidade e rogou para ser poupado de tamanho sofrimento;
 Foi fiel obedecendo a vontade do Pai por amor de nós.

b. Discípulos:

 Passariam por questionamentos feitos pelo povo;


 Elevaram a autoestima numa confiança fútil e demoníaca;
 Foram covardes e abandonaram o seu Senhor.

5. Aplicação:

a. Quando não nos firmamos nas Escrituras Sagradas, tornamo-nos arrogantes;


b. Ficamos indignados quando ouvimos sobre nossa real condição de pecadores;
c. Que tristeza não focar em nossa fraqueza e nas promessas do Senhor para nós;
d. Precisamos entender o foco contido no Salmo 30, principalmente o v. 6;
e. Olhe para as promessas do Senhor e encha o seu coração de temor e esperança;
f. Nosso amor por Cristo aumenta quando entendemos o paralelo entre nós e Ele.

Jesus no Getsêmani, 14.32-42:

1. Introdução:

a. Marcos mostra três momentos de oração de Jesus: 1.35; 6.46 e aqui;


b. O cenário é dramático demonstrando a humanidade de Cristo;
c. Também há um paralelo entre Cristo e os discípulos.

2. A importância da oração:

a. A ordem aos discípulos, v. 34, 38:

 Para não ser tomado e dominado pela tentação (1Coríntios 10.13);


 O pensamento baseia-se no correto, mas o corpo é fraco;
 “Carne” significa confiar na força humana sem Deus;
 É preciso que sejamos fortalecidos pelo Senhor.

b. A postura de Cristo:

 Reconhece sua real situação (pavor e angústia), v. 34;


 Dedica-se à oração naquele momento, v. 36;
 É honesto em sua petição baseada em sua angústia;
 Submete-se à vontade do Pai (1João 5.14,15);
 O Pai respondeu, fez sua vontade;
 Cristo foi vitorioso em seu propósito.

c. A postura dos discípulos, v. 37, 41:

 Não cumpriram o que prometeram no v. 31;


 Dormiram num momento crucial para Cristo;
 Negligenciaram a oração e foram derrotados.

3. O amor de Cristo aos eleitos:

a. Cristo inicia sua humilhação no momento da encarnação;


b. Já experimenta o abandono dos discípulos que dormiam;
c. Está prestes a enfrentar a violência extrema e a morte;
d. E o mais duro sofrimento: separação do Pai!
e. Tudo por amor!

4. Aplicação:

a. Quão pesada foi a carga do nosso pecado sobre Cristo;


b. Cristo nos ensina a importância da oração nos momentos críticos;
c. Somos levados a submissão à vontade do Pai;
d. Como somos fracos e precisamos do amparo do Senhor.

A prisão de Jesus, 14.43-52.

1. Introdução:

a. Um ponto curioso: o jovem do v. 51,52 possivelmente é Marcos:

 Foi uma testemunha ocular;


 Deveria estar dormindo quando soube e foi ao Getsemâni;
 Confessou que também abandonou a Cristo naquele momento.

b. Inicia-se a profecia de Isaías 53.

2. Os algozes de Cristo:

a. Os principais sacerdotes, escribas e anciãos:

 Enviam seus escravos e a guarda do templo;


 São enviados pelo grupo do Sinédrio (Grande Conselho);
 Não são os romanos, mas a liderança da religião de Deus que prendem Jesus;
 Antecipam o que está no v. 2.

b. Um discípulo, Judas:

 O beija na mão reconhecendo ser discípulo do mestre;


 Conhecia os hábitos de Jesus por ter andado com ele.

3. Pedro e os demais discípulos:

a. Pedro corta a orelha de Malco, Cristo os adverte:

 Mateus 26.52-54:
“Embainha a tua espada; pois todos os que lançam mão da espada à espada perecerão. Acaso, pensas que
não posso rogar a meu Pai, e ele me mandaria neste momento mais de doze legiões de anjos? Como, pois, se
cumpririam as Escrituras, segundo as quais assim deve suceder?”

 Lucas 22.49-51:
“Os que estavam ao redor dele, vendo o que ia suceder, perguntaram: Senhor, feriremos à espada? Um deles
feriu o servo do sumo sacerdote e cortou-lhe a orelha direita. Mas Jesus acudiu, dizendo: Deixai, basta. E,
tocando-lhe a orelha, o curou.”
 João 18.4-11:

Sabendo, pois, Jesus todas as coisas que sobre ele haviam de vir, adiantou-se e perguntou-lhes: A quem
buscais? Responderam-lhe: A Jesus, o Nazareno. Então, Jesus lhes disse: Sou eu. Ora, Judas, o traidor, estava
também com eles. Quando, pois, Jesus lhes disse: Sou eu, recuaram e caíram por terra. Jesus, de novo, lhes
perguntou: A quem buscais? Responderam: A Jesus, o Nazareno. Então, lhes disse Jesus: Já vos declarei que
sou eu; se é a mim, pois, que buscais, deixai ir estes; para se cumprir a palavra que dissera: Não perdi nenhum
dos que me deste. Então, Simão Pedro puxou da espada que trazia e feriu o servo do sumo sacerdote,
cortando-lhe a orelha direita; e o nome do servo era Malco. Mas Jesus disse a Pedro: Mete a espada na
bainha; não beberei, porventura, o cálice que o Pai me deu?

b. Pedro e os discípulos são movidos pela estratégia da carne;


c. Desconsideram a profecia das Escrituras como em 8.31-33;
d. Ainda que tivesse boa intenção, a incompreensão das Escrituras levou ao erro;
e. Resultado: quando percebem a realidade, fogem abandonando a Cristo!
f. Escolhem o caminho mais fácil!

4. Cristo cumpre as Escrituras cabalmente:

a. Declara que o processo é fraudulento, era um mestre, não bandido ou zelote, v. 48,49;
b. Poderia ter doze legiões de anjos (Legião = 6.000; em números reais, 72 mil);
c. Poderia, como Deus, exterminar a todos ali;
d. Mas não escolhe o caminho mais fácil, senão o da Escritura: a cruz!

5. Aplicação:

a. Precisamos compreender a natureza do Reino de Cristo;


b. A obediência às Escrituras podem contrariar nossa boa intenção;
c. A obediência às Escrituras podem contrariar o que parece reto aos nossos olhos;
d. O caminho da vitória passa pelo caminho da dor, mas temos a promessa, v. 27,28.

Jesus perante a "igreja", 14.53-65

1. Introdução:

a. Marcos apresenta dois tipos de julgamento: religioso (igreja) e civil (governo):

 Aqui temos a falsa “igreja”, v. 53;


 O termo “igreja” é semelhante, no geral, à sinagoga;
 A LXX traduz por igreja o termo que trata da reunião do povo no deserto;
 Logo, é um conceito que vem do tempo de Moisés no Velho Testamento;
 O mesmo povo, Velho e Novo Testamento, sob a aliança da graça;
 Há a expressão de João em Apocalipse: Sinagoga de Satanás.

b. Os crimes atribuídos são o de se colocar como Messias (profeta e sacerdote) e Rei;


c. O evento da negação de Pedro é simultâneo conforme a estrutura de Marcos, v. 54;
d. Mais uma vez Marcos nos apresenta Cristo como homem e como Deus.

2. O julgamento de Cristo:

a. Marcos pontua enfaticamente que o julgamento é uma farsa, v. 55-59:

 Embora a afirmação do v. 58 traga uma verdade implícita, João 2.19-22;


 Cristo nunca dissera que ele o faria, daí a incoerência, v. 56;
 Vimos que a própria forma de o prendê-lo é desonesta, v. 48,49;
 Cristo permanece calado conforme Isaías 53.7.

b. A cartada de Caifás (gracioso), v. 60-64:

 Cristo já estava sentenciado, queriam apenas uma desculpa;


 A pergunta menciona se ele é o messias conforme Salmo 2.6-12.

3. A resposta de Cristo, v. 62:

a. A reposta vai além da pergunta, demonstra as duas naturezas do Redentor:

 Eu Sou (Êxodo 3.13,14);


 Filho do homem (Daniel 7.13,14);
 O Deus-homem no trono e que virá para julgar a terra!

4. A sentença injusta, v. 63,64:

a. Caifás foi histriônico (fez um drama) ao rasgar sua roupa;


b. Parecia zelo teológico, mas estavam preservando seus interesses próprios;
c. O grande problema da liderança foi a falta de fé:

 Fé subjetiva, aquela que crê que Cristo é quem as Escrituras dizem;


 Fé objetiva, aquela que sabe o que as Escrituras dizem de Cristo.

d. Espancam a Cristo conforme Isaías 50.6;


e. Ele suporta tudo e se entrega voluntariamente (Gálatas 1.3-5; 2.20b; João 10.11-18).

5. Aplicação:

a. Quanto a nós seres humanos:

 Se a igreja se afasta de Cristo, o resultado é a desonra;


 Nosso coração sempre terá uma divindade a venerar: Cristo ou nós mesmos;
 A falta de fé (subjetiva e objetiva) se desenvolve lentamente em nosso coração;

b. Quanto a Cristo em nós seres humanos:

 Devemos sempre cultivar a nossa fé (subjetiva e objetiva) em Cristo Jesus;


 Seu amor por mim há de me sustentar, ainda que eu seja pecador;
 Ele se entregou porque me amou especificamente Jeremias 31.3; Salmo 103.

Pedro nega a Jesus, 14.66-72

1. Introdução:

a. As Escrituras Sagradas demonstram o paralelo entre o Senhor Deus e o homem;


b. Exemplos: Números 23.19; Isaías 64.1-10;
c. Exemplos de homens de Deus:

 Adão e Eva derma ouvidos à serpente;


 Noé se embriagou e envergonhou a família com sua nudez;
 Abrão mentiu contra sua esposa para salvar sua vida;
 Ló preferiu os prazeres de uma cidade condenada;
 Moisés desobedeceu ferindo a rocha porque estava irado;
 Os juízes, assim como os reis, revezavam-se na demonstração de pecados;
 Davi matou o seu soldado mais fiel por causa de seu adultério;
 Salomão se corrompeu devido aos compromissos da monarquia;
 Pedro não é diferente destes e de nós!

d. Marcos apresenta um quadro dramático em um evento apenas.

 Enquanto Jesus enfrentava os religiosos, Pedro permanecia de longe;


 Certamente buscava saber de todo os acontecimentos do julgamento.

2. A atitude de Cristo:

a. Sofria injustiça e abuso físico e psicológico por parte de um tribunal injusto;


b. Enfrenta corajosamente o caminho da cruz;
c. Estava sendo absolutamente leal aos seus discípulos.

3. A atitude de Pedro:

a. O local era o jardim da casa de Caifás onde estavam seus escravos e a guarda do templo;
b. Segundo João ele é interpelado pela criada que permitiu que sua entrada no local;
c. O termo se refere a uma escrava ainda muito jovem que o interroga;
d. Em seguida ele é interrogado por outra escrava com as mesmas características;
e. Por fim é interpelado por um escravo que estivera no Getsêmani e parente de Malco;
f. Pedro se acovarda, não diante da guarda, mas de escravos;
g. Sua atitude é gradual: desconhece, v. 68, nega, v. 70, praguejou e jurou, v. 71;
h. Onde estava o Pedro de 35 versos atrás (v. 29-31)?
i. O espírito (intenção) pode estar pronto, mas a carne (realidade) é fraca!

4. A atitude de Cristo posteriormente:

a. Cristo vai se revelar, perdoar, chamar e comissionar (16.7);


b. Mas isso ocorre porque houve arrependimento por parte de Pedro (Tiago 4.1-10; 1João 1.9);
c. Pedro é atingido pelo olhar de Cristo, Lucas 22.61,62 (Salmo 51.17; Isaías 57.15)

5. Aplicação:

a. Não podemos perder de vista que somos e o que é a nossa carne mortal;
b. Podemos ter intenções (espírito), mas a nossa carne é fraca;
c. Nossa tendência é a de fugirmos do amor e lealdade a Cristo;
d. Mas Ele sempre trará o seu olhar penetrante e demolidor (pelas escrituras);
e. Diante do arrependimento ele nos trata com carinho e amor profundo;
f. É bom lembrar o que está em 2 Timóteo 2.13 acerca de Cristo.

O julgamento civil de Jesus, 15.1-15.

1. Introdução:

a. Após ser julgado pelos religiosos, Jesus é levado a Pilatos;


b. Isto por causa do que está em João 18.31: A nós não nos é lícito matar ninguém;
c. Pilatos fez de tudo para livrá-lo, mas foi forçado pela trama dos religiosos.

2. O poder civil como instrumento dos religiosos:

a. Ele sabia que seus acusadores o faziam por inveja, v. 10;


b. Deixou claro que Jesus era inocente;
c. Mas cedeu por temos da turba e para agradar os acusadores;
d. Tanto que soltou um agitador contra o Império.

3. Os verdadeiros responsáveis pela morte de Jesus:


a. Cuidaram das práticas para não se contaminarem, João 18.28;
b. Os judeus não julgaram, mas queriam um motivo para exterminar a Jesus;
c. As acusações fraudulentas: Lucas 23.2,5;
d. Na ânsia de matar Jesus, foram capazes de enaltecer a Cesar: João 19.12,15;
e. Estes eram os principais responsáveis, João 19.11;
f. O motivo de tanto ódio: inveja e desejo de destruir o que atrapalhava seus negócios

4. Temos aqui a responsabilidade humana e a soberania de Deus:

a. Cristo já sabia de tudo detalhadamente: 9.31; 10.32-34; João 6.64;


b. Apesar da absoluta inocência, não reage, não que não pudesse;
c. Obedece ao Pai e se entregar voluntariamente;
d. Os atos dos religiosos apontam para a pessoa e a obra de Cristo:

 A principal acusação era por ser Rei de Israel (homem) e o Filho (Deus) – Pessoa;
 Ter ficado no lugar de Barrabás demonstra a redenção - Obra.

5. Aplicação:

a. Devemos temer as capacidades do coração:

 Quando os desejos são desenfreados, utilizamos o que vem à mão (a manipulação da política);
 Somos tendente a satisfazer aos nossos desejos e para isto anulamos a Cristo (Evangelho).

b. Cristo é o nosso supremo modelo do sofrimento por causa do Evangelho:

 Sendo o Rei do Universo, apresenta-se como Rei humilde;


 Devemos confiar tudo nas mãos daquele que conhece a dor e a humilhação.

A crucificação, 15.16-32

1. Introdução:

a. Pedro interpreta este evento no futuro, 1 Pedro 3.18;


b. Marcos descreve a cena dramática do sofrimento de Jesus já profetizado;
c. A cena da morte é dividida em três atos: Flagelo, caminho da cruz e crucificação.

2. O flagelo e o caminho da cruz, v. 16-21:

a. Antes de enviá-lo à via crucis, escarnecem do Rei da glória:

 Fingem ser uma guarda palaciana que conduz o rei ao palácio para diante da corte (guarnição);
 Cobrem-no com um manto púrpura e uma coroa de espinhos, v. 17;
 Saldavam-no como um rei, 18;
 Escarneceram humilhando-o, v. 19.

b. Após toda a humilhação, vestem-no com suas vestes e obrigam-no a carregar a cruz (João 19.17);
c. Mas Cristo, exausto, não suportou por muito tempo, então Simão é obrigado a ajuda-lo:

 Uma noite sem dormir;


 Linchamento por parte da guarda do templo;
 Açoite com azorrague;
 Linchamento por parte da guarda romana;
 Muita perda de sangue!
3. A crucificação, v. 22-32:

a. Jesus rejeita o anestésico a ele ofertado (vinho com mirra), v. 25;


b. Então o crucificaram:

 Simplex, Patibulum, Sedecula, Suppedaneum e Titulum;


 Pregos nos pulsos e nos tornozelos. Lançaram sorte sobre suas vestes (desnudaram-no).

c. Foi escarnecido pelo público, pelas autoridades e pelos crucificados;


d. O sofrimento predito no Velho Testamento: Isaías 50.6; 53.3-11; Salmo 22.6,7;
e. A explicação de Paulo e Filipenses 2.5-11.

4. A pessoa e a obra de Cristo proclamadas:

a. Os soldados, ao escarnecerem, e Pilatos ao confeccionar o Titulum, proclamam o ministério real;


b. A cor da capa real era púrpura (vermelho – sangue, humano, pecado – e azul (cor da divindade);
c. Ali estava o Cordeiro santo sendo imolado!

5. Aplicação:

a. Amor divino, 1 João 4.19:

 Amor de Cristo Efésios 3.19;


 Amor do Pai, Romanos 5.8.

b. Força divina, 1 Pedro 3.13-18;


c. Paz e segurança divinas, Romanos 5.1; Colossenses 1.20-22.

Morte e sepultamento, 15.33-47

1. Introdução:

a. Estamos no ponto central da obra redentora;


b. O horário relatado conforme a visão judaica:

 Durante o dia, das seis às dezoito (doze horas ao todo);


 À noite, três vigílias de quatro horas cada uma;

2. A morte, v. 33-41:

a. Foi crucificado às 9h;


b. Houve trevas entre o meio-dia e 15h (momento tenebroso por causa do nosso pecado);
c. Grita pela dor da separação com o Pai, 34;
d. Dão-lhe vinho amargo e deixam-no para que Elias pudesse retirá-lo, 35,36;
e. As sete palavras da cruz:

 “Pai, perdoa-lhe porque não sabem o que fazem.” (Lucas 23.34);


 “Hoje mesmo estarás comigo no paraíso.” (Lucas 23.43);
 “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (Mateus 27.46; Marcos 15.34);
 “Mulher, eis aí teu filho, filho, eis aí tua mãe.” (João 19.26);
 “Tenho sede!” (João 19.28);
 “Está tudo consumado!” (João 19.30);
 “Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito” (Lucas 23.46)

f. O véu rasgado, o fim da lei (cerimonial e política);


g. O reconhecimento do centurião, algo revelado pelo Espírito de Cristo, v. 39.
3. O sepultamento, v. 42-47:

a. O sepultamento no tempo do Evangelho de Marcos:

 Os bandidos eram deixado na cruz até serem exterminados pelo tempo;


 Os apedrejados eram deixados sob o monturo de pedras;
 Outros eram colocados em vala comum;
 Somente os honrados eram sepultados.

b. José de Arimatéia se expõe ao perigo:

 Isto mostra que nem todos do Sinédrio eram corruptos;


 Ele aguardava o Reino de Deus e roga a Pilatos o corpo;
 Pilatos fica surpreso, pois um homem da força de Jesus durava dias;
 Pilatos concede o corpo por crer que se tratava de um inocente;
 Devido à pressa por ser o dia da preparação, apenas enrola o corpo com um lençol;
 As mulheres a tudo observam para servi-lo mesmo estando morto.

4. O significado da morte de Cristo:

a. Cumpre-se o juízo de Deus no Éden (...certamente morrerás.);


b. Somente a natureza humana de Cristo morre, sua natureza divina continua eterna;
c. Temos aqui a morte da morte na morte de Cristo;
d. A loucura da cruz, 1 Coríntios 1.18-25;
e. A unidade entre Velho e Novo Testamento, Efésios 2.11-22

5. Aplicação:

a. Como é terrível o pecado no ser humano;


b. Como Cristo nos amou passando por tudo que passou;
c. Devemos viver e proclamar a mensagem da cruz!

A ressurreição de Cristo, 16.1-8

1. Introdução:

a. A ressurreição completa triunfalmente a morte na cruz, sem ela teríamos Más-novas;


b. Foi amplamente prevista em 8.31; 9.9,31; 10.34; 14.28;
c. A ressurreição foi um fato histórico com testemunhas:

 Comprovado por inúmeras testemunhas, 1 Coríntios 15.1-11;


 Contra a mentira, Mateus 27.62-66; 28.11-15;
 Contra a incredulidade, v. 9-14; Mateus 28.16,17; Lucas 24.17-25a; João 20.1,2,11-13,24,25.

d. A ressurreição é o que torna a obra de Cristo válida, 1 Coríntios 15.12-19;


e. O porquê da ressurreição para nós, 1 Coríntios 15.20-28,57,58.

2. O cuidado das mulheres, v. 1-3:

a. Foram para embalsama-lo (άλείψωσιν) como última homenagem;


b. Era a aurora (da escuridão ao nascer do sol);
c. Tinham uma preocupação: quem removerá a pedra?

3. A grande surpresa, v. 4,5:


a. A pedra estava removida e o corpo não estava lá;
b. Viram um anjo e isto as encheu de surpresa e pavor;
c. Era um ser celestial (Mateus atesta isto e eram dois, o número de testemunhas);
d. Neste ponto, segundo Marcos, ouvem a mensagem do Evangelho.

4. As esplendorosas Boas-novas, v. 6,7:

a. Não vos atemorizeis:

 Mensagem de redenção;
 Os judeus sabiam que o dia do juízo seria antecipado pela ressurreição;
 Mas naquele momento não temos o anúncio do juízo merecido, mas da redenção imerecida.

b. Buscai a Jesus, o Nazareno, que foi crucificado; ele ressuscitou, não está mais aqui; vede o lugar onde o tinham
posto:

 Mensagem de esperança real;


 O anjo sabia o que elas buscavam e o que iriam fazer;
 Também sabia que o lugar estava correto;
 Elas só estavam equivocadas quanto ao propósito de estarem ali;
 A morte fora vencida, o túmulo estava vazio;
 O cerne da mensagem: Jesus crucificado (morte) ressuscitou (vida);
 Assim como Jonas, que ao sair do peixe, levou a salvação à terrível Nínive!
 Os eleitos de Deus, desde Adão, estavam remidos pela obra de Cristo!

c. Ele vai adiante de vós para a Galiléia:

 Mensagem de encorajamento;
 O termo é utilizado ao Pastor que vai à frente concedendo segurança e paz;
 Foi onde tudo começou para a pregação aos arredores, 1.14-20;
 Agora recomeça para a pregação à todas as nações, 15,16;
 É um recomeço para Pedro conforme a misericórdia e o amor de Cristo;

d. Lá o vereis, como ele vos disse:

 Mensagem de convicção;
 Trata-se do cumprimento das Escrituras Lucas 24.25-27, 44-47;
 Cristo estaria onde prometeu estar, pode ser encontrado.

5. Aplicação:

a. A ressurreição é uma verdade que o mundo e o Diabo tentam destruir;


b. A ressurreição retira todo o medo, no dia do juízo ouviremos palavras de amor;
c. A ressurreição nos dá esperança real:

 Esperança de que passamos da morte para a vida;


 Esperança de que seremos ressurretos ou transformados;
 Esperança de que viveremos a eternidade com ele;
 Não é como a esperança pálida do mundo (riquezas ou utopia).

d. A ressurreição nos encoraja:

 Encoraja porque Cristo está adiante de nós, Salmo 23;


 Encoraja porque Cristo renova as misericórdias todos os dias, Salmo 37.23,24;
 Encoraja porque Cristo nos renova de qualquer pecado que tenhamos cometido;
 Encoraja para que sejamos seus mensageiros às nações.
a. A ressureição nos dá convicção de Jesus é o Cristo e deve ser glorificado!

Parte final, 16.9-20

1. Introdução:

a. Há um debate sobre este final que é tido por muitos como interpolação;
b. O ponto aqui deve ser visto da seguinte maneira:

 Temos outros livros em que o final é autor distinto como Deuteronômio 34;
 O texto repete o que é dito nos outros Evangelhos;
 Foi incluído no Cânon do Novo Testamento no Sínodo de Hipona em 393.

2. Ele ressuscita, apareceu e foi assunto aos céus no Domingo:

a. CFW 21.7,8 que trata do Culto e do Domingo;


b. Escrituras Sagradas: Levítico 9.1-4; 23.36,39; Números 29.35Atos 20:7; Hebreus 4.9,10; Apocalipse1:10

3. As últimas palavras de Cristo, v. 15-18:

a. A incredulidade dos discípulos, v. 14:

 A incredulidade os levou ao medo, abandono e ao desânimo;


 Isto mostra a fragilidade do coração que é enganador;
 Ouviram a mensagem desde o início, mas esta não desceu ao coração.

b. A pregação das Boas-Novas, v. 15,16:

 Trata-se de um Particípio Aoristo, Passivo (onde estiver);


 Pregar como uma ordem, não se trata de opção;
 A pregação nunca volta vazia, v. 16;
 Significa que a motivação é a glória do Redentor;
 Também mostra o quanto eu o amo e me importo com sua obra.

c. Os sinais, v. 17-20:

 Seriam as credenciais da Palavra, Romanos 15.18,19; 2 Coríntios 12.12,13; Hebreus 2.3,4;


 São atestados no livro de Atos.

4. Aplicação:

a. Devemos observar o Dia do Senhor em que ele ressuscitou e foi assunto aos céus;
b. Devemos ter cuidado com a incredulidade funcional que nos afasta do Senhor;
c. Devemos pregar o Evangelho por amor a Cristo e à sua obra.