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Código Tributário Municipal de Paty do

Alferes

ANEXO ÚNICO

REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL

ESTADO DO RIO DE JANEIRO

MUNICÍPIO DE PATY DO ALFERES

LEI nº 048 de 28 de DEZEMBRO de 1989

Institui o Código Tributário do


Município de Paty do Alferes,
e dá outras providências.

A CÂMARA MUNICIPAL DE PATY DO ALFERES decreta e eu sanciono e promulgo a


seguinte

LEI:

DISPOSIÇÃO PRELIMINAR

Art. 1º - O Código Tributário do Município de Paty do Alferes compõem-se dos


dispositivos constantes desta lei, obedecidos os mandamentos da Constituição da
República Federativa do Brasil, de leis complementares federais e do Código Tributário
Nacional.

LIVRO PRIMEIRO

TRIBUTOS DE COMPETÊNCIA DO

MUNICÍPIO T Í T U L O I

DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 2º - São tributos de competência do Município de Paty do Alferes:


I - impostos sobre:

a) propriedade predial e territorial urbana;

b) transmissão "inter-vivos", a qualquer título por ato oneroso, de bens imóveis, por
natureza ou acessão física, e de direitos reais sobre imóveis, exceto os de garantia, bem
como cessão de direitos a sua aquisição;

c) vendas a varejo de combustíveis líquidos e gasosos, exceto óleo diesel;


d) serviços de qualquer natureza, não compreendidos na competência dos Estados e do
Distrito Federal, definidos em lei complementar;

II - taxas:
a) em razão do exercício do poder de polícia, ou

b) pela utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos específicos e divisíveis,


prestados ao contribuinte ou postos à sua disposição;

III - contribuição de melhoria, decorrente de obras públicas.

T Í T U L O II

DAS LIMITAÇÕES DO PODER DE TRIBUTAR

Art. 3º - Os impostos municipais não incidem sobre:

I - o patrimônio ou os serviços da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos


Municípios;

II - os templos de qualquer culto;

III - o patrimônio ou os serviços dos partidos políticos, inclusive suas fundações, das
entidades sindicais dos trabalhadores, e das instituições de educação e de assistência
social, sem fins lucrativos;

IV - os livros, jornais, periódicos e o papel destinado à sua impressão.

§ 1º - O disposto neste artigo não exclui a atribuição, por lei, às entidades nele referidas
da condição de responsáveis pelos tributos que lhes caiba reter na fonte e não as
dispensa da prática de atos, previstos em lei, assecuratórios do cumprimento de
obrigações tributárias por terceiros.

§ 2º - O disposto no inciso I não se aplica ao patrimônio e aos serviços relacionados com


a exploração de atividades econômicas regidas pelas normas aplicáveis a
empreendimentos privados, ou em que haja contraprestação ou pagamento de preços ou
tarifas pelo usuário, nem exonera o promitente comprador da obrigação de pagar imposto
relativamente à bem imóvel.

§ 3º - A não incidência referida nos incisos II e III compreende somente o patrimônio e os


serviços relacionados com as finalidades essenciais das entidades neles mencionadas.
§ 4º - Os impostos municipais incidem sobre o patrimônio e os serviços relacionados com
a exploração de atividades econômicas regidas pelas normas aplicáveis e
empreendimentos privados realizados em território municipal pela União, Estados ou
Municípios, diretamente por entidade da administração indireta ou mediante concessão
ou permissão, assim como em que haja contraprestação ou pagamento de preços ou
tarifas pelo usuário.

§ 5º - O reconhecimento da imunidade de que trata o inciso III, deste artigo, é


subordinado à efetiva observância dos seguintes requisitos estatutários pelas entidades
nele referidas:

I - não distribuírem qualquer parcela de seu patrimônio ou de suas rendas, a título de


lucro ou de participação no seu resultado;

II - ausência de remuneração para seus dirigentes ou conselheiros;

III - aplicarem, integralmente, no País, os seus recursos na manutenção dos seus


objetivos institucionais;

IV - manterem escrituração de suas receitas e despesas em livros revestidos de


formalidades capazes de assegurar sua exatidão.

§ 6º - A imunidade relativa aos bens imóveis e aos serviços inerentes aos templos de
qualquer culto restringe-se àqueles destinados ao exercício do culto.
§ 7º - A imunidade prevista no inciso IV não se aplica às prestações de serviços de
qualquer natureza que envolvam:

I - livros em branco ou simplesmente pautados, bem como os utilizados para escrituração


em geral;

II - agendas ou similares;

III - catálogos, guias, listas, inclusive telefônicas, e outros impressos que contenham
propaganda comercial.

Art. 4º - O disposto no inciso I, do artigo anterior observados os seus parágrafos 1º, 2º e


3º, é extensivo às autarquias e fundações instituídas e mantidas pelos Poder Público, no
que se refere ao patrimônio e aos serviços, vinculados às suas finalidades essenciais ou
delas decorrentes.

Art. 5º - A falta de cumprimento dos requisitos do parágrafo 5º, do artigo 3º, desta lei, ou
das disposições de seu parágrafo 1º, implicará a suspensão do reconhecimento.

Art. 6º - Os requisitos condicionadores da não incidência devem ser comprovados perante


a repartição fiscal competente, na forma estabelecida pela Secretaria Municipal de
Fazenda.

Art. 7º - É vedado ao Município:

I - estabelecer diferença tributária entre bens e serviços de qualquer natureza, em razão


de sua procedência ou destino;
II - instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação
equivalente, proibida qualquer distinção em razão de ocupação profissional ou função por
eles exercida, independente da denominação jurídica dos rendimentos, títulos ou direitos;

III - instituir taxas com base de cálculo própria de impostos.

Art. 8º - Somente através de lei específica poderá o Município conceder anistia ou


remissão de crédito tributário.

T Í T U L O III

DO IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE PREDIAL


E TERRITORIAL URBANA

CAPÍTULO I

DA OBRIGAÇÃO PRINCIPAL

SEÇÃO I

DO FATO GERADOR E DA INCIDÊNCIA

Art. 9º - O imposto tem como fato gerador à propriedade, o domínio útil ou a posse de
bem imóvel, por natureza ou por acessão física, como definido na lei civil, localizado na
zona urbana do Município.

Parágrafo Único - Considera-se ocorrido o fato gerador no primeiro dia do exercício a que
corresponder o imposto.

Art. 10 - Para efeitos deste imposto, entende-se como zona urbana toda área não sujeita
a imposto territorial rural.
Parágrafo Único - Considera-se também urbana a área urbanizável ou de expansão
urbana, constante de loteamento aprovado pelo órgão municipal competente, destinado à
habitação, à indústria ou ao comércio, nos termos do Plano Diretor aprovado pela Câmara
Municipal.

Art. 11 - O Poder Executivo definirá, periodicamente, para efeito de tributação, o


perímetro da zona urbana, bem como os limites e denominações dos setores e sua
distribuição em regiões fiscais.
Art. 12 - O imposto sobre a propriedade predial incide sobre o imóvel edificado, com
"habite-se", ocupado ou não, e ainda que a construção tenha sido licenciada por terceiro
ou feita em terreno alheio.

Parágrafo Único - O imposto incide sobre imóvel edificado e ocupado, ainda que o
respectivo "habite-se" não tenha sido concedido, observado o disposto no artigo 14, desta
lei.

Art. 13 - A incidência do imposto sobre a propriedade predial no caso de benfeitoria


construída em área de maior porção, sem vinculação ao respectivo terreno, não afasta,
mesmo em proporção, a tributação territorial sobre toda a área.
Art. 14 - Haverá, ainda, a incidência do imposto sobre a propriedade predial sempre que
este imposto for maior do que o imposto sobre a propriedade territorial urbana, nos
seguintes casos:

I - prédio construído sem licença ou em desacordo com a

licença; II - prédio construído com autorização a título precário.

Art. 15 - O imposto sobre a propriedade territorial urbana incide sobre o imóvel no qual
ainda não tenha havido edificação cuja edificação tenha sido objeto de demolição,
desabamento, incêndio, ou esteja em ruínas, e cuja edificação, seja de natureza
temporária ou provisória, ou possa ser removida sem destruição, alteração ou
modificação.

§ 1º - Ocorrerá, também, a incidência do imposto sobre a propriedade territorial urbana


sempre que este imposto for maior do que o imposto sobre a propriedade predial, nas
seguintes hipóteses:

I - terreno cuja edificação tenha sido feita sem licença ou em desacordo com a

licença; II - terreno no qual exista construção autorizada a título precário.

Art. 16 - A mudança de tributação predial para territorial, ou de territorial para predial,


somente prevalecerá, para efeito de cobrança do imposto, a partir do exercício seguinte
àquele em que ocorrer o evento causador da alteração.

SEÇÃO II

DA ISENÇÃO

Art. 17 - Estão isentos do imposto:

I - o imóvel de interesse histórico, artístico ou cultural, assim reconhecido pelo órgão


municipal competente;

II - o imóvel pertencente à agremiação desportiva licenciada e filiada à federação


esportiva estadual, quando utilizado efetiva e habitualmente no exercício das suas
atividades sociais;

III - o imóvel cedido ao Município a qualquer título, desde que o contrato estabeleça o
repasse do ônus tributário, observado o parágrafo 1º, deste artigo;

IV - o imóvel de propriedade de ex-combatente da II Guerra Mundial, assim considerado o


que tenha efetivamente participado de operações bélicas como integrante do Exército, da
Aeronáutica, da Marinha de Guerra e da Marinha Mercante, nos termos da Lei Federal n.º
5.315, de 12 de setembro de 1967, inclusive o de que seja promitente-comprador ou
cessionário, mantendo-se a isenção ainda que o titular tenha falecido, desde que a
propriedade do imóvel seja transmitida à viúva ou ex-companheira, ou a filho menor ou
inválido;
V - a área que constitua reserva florestal, assim definida pelo Poder Público.

§ 1º - Na hipótese do inciso III, a isenção prevalecerá a partir do ano seguinte ao da


ocorrência do fato gerador mencionado e será suspensa no exercício posterior ao da
rescisão ou do término do contrato de cessão.

§ 2º - A isenção prevista no inciso IV será mantida enquanto não houver modificação no


estado das pessoas nele referidas.
§ 3º - As isenções previstas neste artigo condicionam-se ao seu reconhecimento pelo
órgão municipal competente, na forma estabelecida pelo Poder Executivo.

VI - O imóvel de propriedade de aposentado ou pensionista que possua um único imóvel


de até 150,00m², e que nele resida, desde que não perceba mais do que o equivalente a
2 (dois) salários mínimos.
(acrescentado inciso VI do art. 17 pela lei 184 de 30/12/92)

VII - O imóvel que mesmo situado em área urbana seja destinado à exploração
agrícola, pecuária, extrativa vegetal ou agroindustrial.
(acrescentado inciso VII do art. 17 pela lei 187 de 06/06/11)

§ 4° - A isenção prevista no inciso VII, só será deferida ao proprietário ou possuidor a


qualquer título, produtor rural cadastrado em um dos seguintes Órgãos: INCRA, na
EMATER, Sindicato Rural Sustentável, que comprove em processo administrativo
exploração do imóvel, cessando a isenção na paralisação da exploração.
(acrescentado o § 4° do art. 17 pela lei 187 de 06/06/11)

SEÇÃO III

DO CONTRIBUINTE

Art. 18 - Contribuinte do imposto é o proprietário do imóvel, o titular do seu domínio ou o


seu possuidor a qualquer título.

Parágrafo Único - São também contribuintes o promitente comprador imitido na posse, o


posseiro, ocupante ou comodatário de imóvel pertencente à União, aos Estados, ao
Distrito Federal, aos Municípios, ou a qualquer outra pessoa isenta do imposto ou a ele
imune.

SEÇÃO IV

DA BASE DE CÁLCULO

Art. 19 - A base de cálculo do imposto é o valor venal do imóvel, edificado ou não, assim
entendido o valor que este alcançaria para compra e venda à vista, segundo as condições
normais de mercado.

Art. 20 - Para efeito de cálculo do valor venal do imóvel, considera-se, em relação a cada
unidade imobiliária, a construção mais a área ou fração ideal do terreno a ela vinculada.
§ 1º - O valor venal da unidade imobiliária é apurado de acordo com seguintes
indicadores:

I - localização, área, característica e destinação da construção;

II - preços correntes das alienações de imóveis no mercado imobiliário;

III - situação do imóvel em relação a equipamentos urbanos existentes no logradouro;

IV - declaração do contribuinte, desde que ratificada pelo fisco, ressalvada a possibilidade


de revisão, se comprovada a existência de erro;

V - elementos contidos no Cadastro Imobiliário Municipal e os apurados em

campo; VI - outros dados tecnicamente reconhecidos.

§ 2º - No caso de edificação com frente e numeração para mais de um logradouro, a


tributação deve corresponder à do logradouro para o qual cada unidade imobiliária faça
frente.

§ 3º - Na hipótese de imóvel onde se realize a revenda de combustíveis e lubrificantes,


especificamente posto de gasolina, a área ser levada em conta na apuração do valor
venal é a maior das seguintes:

I - a efetivamente construída;

II - a de ocupação horizontal máxima do terreno, legalmente permitida para construção no


local.

§ 4º - Na determinação do valor venal não se considera o valor dos bens móveis mantidos
no imóvel, ainda que em caráter permanente.

Art. 21 - O valor venal da edificação, observado o disposto no parágrafo 1º, do artigo


anterior, é determinado pela multiplicação do valor genérico do metro quadrado do tipo de
construção, em se considerando o fator destinação do imóvel (se residencial ou não
residencial), com relação ao setor, por fatores de correção, e pela área construída.
§ 1º - A área obtida através dos contornos externos das paredes ou pilares, computando-
se também a superfície:

I - das sacadas, varandas e terraços, cobertos ou descobertos, de cada

pavimento; II - dos jiraus, porões e sótãos;

III - das garagens ou vagas cobertas;

IV- das áreas edificadas destinadas ao lazer, na proporção das respectivas frações ideais,
quando se tratar de condomínios;

V- das demais partes comuns, na proporção das respectivas frações ideais.


§ 2º - No caso de piscinas, a área é obtida através da medição dos contornos internos
das paredes.

§ 3º - O valor genérico do metro quadrado do tipo de construção é o valor do metro


quadrado apurado no exercício fiscal a que se referir o lançamento, para cada um dos
setores em que, para efeitos fiscais, estiver dividido o Município.

§ 4º - São fatores de correção do valor venal da edificação:

I - fator CAT - CATEGORIA DE CONSTRUÇÃO, aplicável segundo o tipo de construção,


distinguindo-o como de padrão alto, padrão médio ou padrão baixo;

II - fator AL - ALINHAMENTO, aplicável segundo o alinhamento do imóvel construído;

III - fator PO - POSICIONAMENTO, aplicável conforme a posição da edificação no


terreno;

IV- fator ST - SITUAÇÃO DA UNIDADE CONSTRUÍDA, aplicável segundo a localização


do imóvel com relação ao logradouro.
(Fatores de Correção vide Decreto 197 de 07/05/91)

Art. 22 - O valor venal do terreno é determinado pela multiplicação do valor genérico do


metro quadrado do terreno, pela área do terreno, e por fatores de correção.

§ 1º - O valor genérico do metro quadrado do terreno é o valor do metro quadrado


apurado para o exercício fiscal a que se referir o lançamento, para cada um dos setores
em que, para efeitos fiscais, estiver dividido o Município.

§ 2º - São fatores de correção do valor venal do terreno:

I - fator P - PEDOLOGIA, aplicável em relação à qualidade do solo, para efeitos de seu


aproveitamento;

II - fator T - TOPOGRAFIA, aplicável a terreno que apresente característica topográfica


favorável ou com acidentação de relevo impeditiva de seu pleno aproveitamento;

III - fator S - SITUAÇÃO, aplicável segundo a situação do terreno mais ou menos


favorável em relação à quadra.

Art. 23 - Ocorrida à simultaneidade na aplicação dos fatores de correção, a redução


máxima admitida será de 90% (noventa por cento).

Art. 24 - O valor genérico do metro quadrado da edificação e o valor genérico do metro


quadrado do terreno é fixado, anualmente, pelo Poder Executivo, mediante a utilização de
processos técnicos.

Parágrafo Único - Constituem instrumentos de apoio para a fixação dos valores a que se
refere este artigo, entre outros:

I - informações de órgãos técnicos especializados ligados à construção civil;


II - pesquisas no mercado imobiliário local e regional;
III - plantas ou tabelas de valores elaboradas pela Secretaria Municipal de Fazenda.

Art. 25 - O valor venal do imóvel, apurado para efeitos de cobrança do Imposto Sobre a
Transmissão "inter-vivos", por Ato Oneroso, de Bens Imóveis e de Direitos a Eles
Relativos ITBI deve ser adotado como base de cálculo para lançamento do imposto no
exercício fiscal seguinte, devidamente atualizado, sempre que superior ao valor apurado
segundo o disposto nesta Seção.

SEÇÃO V

DA ALÍQUOTA

Art. 26 - O valor é calculado, aplicando-se sobre a base de cálculo as seguintes alíquotas:

ALÍQUOTAS ( % )
I - Unidade Imobiliária Edificada: Região Região
“A” “B”
A) De Utilização Residencial 0,5 1,0
B) De Utilização Não Residencial 1,2 1,5
II - Unidade Imobiliária não Edificada (Terreno) 1,5 2,0

Parágrafo Único - O imóvel não edificado que, nos termos das diretrizes gerais fixadas em
lei, quanto ao planejamento urbano do Município, não atender à função social traçada,
segundo critérios estabelecidos de uso e ocupação do solo, sofrerá, em cada exercício,
cumulativamente, um acréscimo de 100% (cem por cento) da alíquota correspondente.

SEÇÃO VI

DO LANÇAMENTO

Art. 27 - O lançamento do imposto é anual, considerando-se regularmente notificado o


contribuinte, desde que tenham sido feitas publicações de caráter oficial, ou em jornal
e/ou periódico de circulação local, dando ciência ao público da emissão das respectivas
guias de pagamento.

Art. 28 - O imposto é lançado em nome do contribuinte que constar do Cadastro


Imobiliário, levando em conta a situação do imóvel à época da ocorrência do fato gerador.

§ 1º - Tratando-se de imóvel objeto de compromisso de compra e venda, o lançamento do


imposto pode ser procedido, indistintamente, em nome do promitente vendedor ou do
compromissário comprador.

§ 2º - O lançamento de imóvel objeto de enfiteuse, usufruto ou fideicomisso é efetuado


em nome do enfiteuta, do usufrutuário ou do fiduciário.

§ 3º - Na hipótese de condomínio, o lançamento é procedido:


I - quando pro indiviso, em nome de um ou de qualquer dos co-proprietários;

II - quando pro diviso, em nome do proprietário, do titular do domínio útil ou do possuidor


da unidade autônoma.

Art. 29 - Na impossibilidade da obtenção de dados exatos sobre o imóvel ou de elementos


necessários à fixação da base de cálculo, bem como forem omissos ou não merecerem fé
às declarações, esclarecimentos ou documentos fornecidos pelo contribuinte, ou for
impedida a ação fiscal, o imposto deve ser arbitrado, com base nos elementos de que
dispuser a Administração Tributária.

Art. 30 - Fica a Secretaria Municipal de Fazenda autorizada a promover lançamento


adicional, em cada exercício, conforme o disposto no parágrafo único, do artigo 26,
quando se verificar, mediante despacho fundamentado da Secretaria Municipal de Obras
e Serviços Públicos, que o imóvel não atende à função social prevista em lei.

Art. 31 - Enquanto não extinto o direito da Fazenda Municipal podem ser efetuados
lançamentos omitidos ou complementares, estes últimos somente quando decorrentes de
erro de fato ou quando ocorrer à hipótese prevista no artigo anterior.

SEÇÃO VII

DO PAGAMENTO

Art. 32 - O imposto é pago de uma vez só ou em cotas mensais, em número, na forma e


nos prazos fixados por ato do Secretário Municipal de Fazenda.

§ 1º - O total do lançamento em cruzados é quantificado em UFIRS, com base no valor


fixado para esta unidade e, na hipótese de pagamento parcelado, dividido em cotas
iguais, vencíveis dentro do exercício.

§ 2º - Na hipótese de débito relativo a exercício anterior ao do lançamento, bem como de


lançamento adicional de que trata o artigo 30, o total em cruzados é quantificado em
UFIRS, com base no valor fixado para o mês de janeiro do exercício a que se referir o
crédito.

§ 3º - É concedido o desconto de 20% (vinte por cento) para o pagamento do imposto de


uma só vez.

Art. 33 - O pagamento do imposto é efetuado com base no valor da UFIR que, fixado nos
termos da lei, estiver em vigor no mês em que houver a respectiva quitação, sem prejuízo
dos acréscimos moratórios devidos.

Parágrafo Único - O pagamento de cada cota independe de estarem pagas as anteriores


e não presume a quitação das demais.

CAPÍTULO II

DAS OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS


SEÇÃO I

DA INSCRIÇÃO

Art. 34 - Todo imóvel, edificado ou não, localizado na zona urbana do Município, fica
sujeito à inscrição no Cadastro Imobiliário Municipal, ainda que esteja alcançado por
imunidade ou isenção do imposto.

Art. 35 - A inscrição deve ser promovida pelo interessado, separadamente para cada
imóvel em que seja proprietário, titular do domínio útil ou possuidor a qualquer título,
mediante declaração acompanhada do título correspondente à propriedade e à situação
legal do imóvel, de plantas e croquis, bem como de informações quanto à localização,
área, fração ideal, padrão de construção, topografia, pedologia e demais elementos e
características essenciais para cada imóvel, a critério da Secretaria Municipal de
Fazenda.

§ 1º - Para efeito de caracterização da unidade imobiliária é considerada a situação de


fato do imóvel e não, apenas, a descrição contida no respectivo título de propriedade ou
outro documento legal relativo ao imóvel.

§ 2º - A inscrição deve ser promovida pelo contribuinte sempre que se constituir uma
unidade imobiliária pela concessão do "habite-se", tratando-se de construção, ou por
remembramento ou desmembramento, no caso de terreno.

§ 3º - A inscrição é efetuada em formulário próprio, no prazo de 30 (trinta) dias, contados


da formação da unidade imobiliária, ou, quando for o caso, da convocação oficial de
iniciativa da Secretaria Municipal de Fazenda.

§ 4º - A inscrição de imóvel de propriedade da União, dos Estados, do Distrito Federal e


dos Municípios, bem como de suas autarquias e fundações, deve ser efetivada pela
repartição incumbida de sua guarda ou administração.
§ 5º - A autoridade municipal competente pode promover, de ofício, inscrição de imóvel
no Cadastro Imobiliário.

§ 6º - A inscrição de imóvel pode ser promovida, a título precário, e a critério da


Secretaria Municipal de Fazenda, exclusivamente para efeitos fiscais, nos casos de:

I - prédio não legalizado;

II - benfeitoria construída em terreno de titularidade desconhecida;

III - terreno de titularidade desconhecida que seja objeto de

posse.

§ 7º - Na hipótese do inciso III, do parágrafo anterior, deve ser aposto, a palavra "posse".

§ 8º - Deve ser objeto de uma única inscrição a gleba de terra bruta desprovida de
melhoramentos, desde que não haja loteamento aprovado pela Prefeitura, e a quadra
indivisa de áreas arruadas.

§ 9º - No caso de condomínio, pode ser inscrita separadamente cada fração ideal,


mediante requerimento do interessado.
Art. 36 - O proprietário de imóvel resultante de desmembramento ou remembramento
deve promover sua inscrição, dentro de 30 (trinta) dias, contados do registro dos atos
respectivos no Registro de Imóveis.

SEÇÃO II

DAS ALTERAÇÕES CADASTRAIS

Art. 37 - Toda modificação que ocorra na unidade imobiliária deve ser informada pelo
contribuinte à Secretaria de Fazenda, para efeito de alteração cadastral.

Parágrafo Único - A comunicação é efetuada em formulário próprio, no prazo de 30


(trinta) dias, contados da data da ocorrência da modificação, inclusive nos casos de:

I - conclusão da construção, no todo ou em parte, em condições de uso e

habitação; II - aquisição da propriedade, domínio útil ou posse do bem imóvel;

Art. 38 - A retificação da inscrição, ou de sua alteração, por iniciativa do próprio


contribuinte, quando vise a reduzir ou a excluir o imposto já lançado, somente é
admissível mediante comprovação do erro em que se fundamente.

Art. 39 - A autoridade municipal competente pode promover, de ofício, alteração


cadastral, sem prejuízo da aplicação de penalidades cabíveis, por não ter sido efetuado
pelo contribuinte ou apresentar erro, omissão ou falsidade.

Art. 40 - O titular de direito sobre prédio que se construir ou for objeto de acréscimo,
reforma ou reconstrução, fica obrigado a comunicar a correspondente ocorrência quando
de sua conclusão, comunicação essa que deve ser acompanhada de plantas, croquis,
visto de fiscalização do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISS e outros
elementos elucidativos da obra realizada, conforme dispuser a legislação, observado o
artigo 37.

Parágrafo Único - Não é concedido "habite-se", nem será aceita a obra pelo órgão
competente, sem a prova de ter sido feita a comunicação prevista neste artigo.

Art. 41 - O contribuinte deve comunicar, dentro do prazo de 30 (trinta) dias, contado da


respectiva ocorrência, demolição, o desabamento, o incêndio ou a ruína do prédio.

Art. 42 - No mesmo prazo previsto no artigo anterior devem ser comunicados os casos de
mudança de uso do prédio, bem como a cassação ou alteração das condições que
levaram à redução do imposto ou reconhecimento de isenção ou de imunidade,
observado o disposto no artigo 37.

Art. 43 - As alterações ou retificações porventura havidas nas dimensões dos terrenos


devem ser comunicadas dentro do prazo de 30 (trinta) dias, contado da averbação dos
atos respectivos no Registro de Imóveis.

Art. 44 - Sempre que o contribuinte constatar inexatidão nos dados levantados pela
Secretaria Municipal de Fazenda, e constantes da respectiva guia de recolhimento, que
resulte em lançamento inferior do devido, fica obrigado a promover sua comunicação, no
prazo de 90 (noventa) dias, contado da publicação a que se refere o artigo 27, desta lei.

Art. 45 - O titular de direito real sobre imóvel, ao apresentar seu título para registro no
Registro de Imóveis, entregará, concomitantemente, requerimento preenchido e assinado,
em modelo e número de vias estabelecidas pela Secretaria Municipal de Fazenda, a fim
de possibilitar a mudança do nome do titular da inscrição imobiliária.

Parágrafo Único - Na hipótese de promessa de venda e de cessão de imóvel, a


transferência de nome aludirá a tal circunstância, mediante a aposição da palavra
"promitente", por extenso ou abreviada, ao nome do respectivo titular.

Art. 46 - Depois de registrado o título, o Oficial do Registro deve certificar, em todas as


vias do requerimento referido no artigo anterior, que as indicações fornecidas pelo
interessado conferem com o título registrado, bem como o livro e a folha em que este foi
feito, após o que deve remeter uma das vias à Secretaria Municipal de Fazenda, até o
último dia do mês seguinte ao do registro.

Art. 47 - A área do imóvel, bem como o número do processo e o motivo da alteração que
sofrer devem constar, obrigatoriamente, do Cadastro Imobiliário Municipal.

Art. 48 - Ficam os loteadores ou responsáveis por loteamentos obrigados a fornecer à


Secretaria Municipal de Fazenda, mensalmente, até o dia 10 (dez), relação nominal e
respectivos endereços dos compradores ou promitentes compradores de imóveis de sua
responsabilidade.

CAPÍTULO III

DAS PENALIDADES

Art. 49 - Considera-se infração o descumprimento de qualquer obrigação principal ou


acessória, prevista na legislação do imposto.

Art. 50 - As infrações apuradas mediante procedimento fiscal ficam sujeitas às seguintes


multas:

I - falta de pagamento, no todo ou em parte, por não inscrição do imóvel ou seus


acréscimos:
Multa: 100% (cem por cento) sobre o imposto devido;

II - falta de pagamento, no todo ou em parte, por não declaração ou declaração inexata


de elementos necessários ao cálculo e lançamento:
Multa: 100% (cem por cento) sobre o imposto devido;

III - falta de pagamento do imposto decorrente da ausência da comunicação prevista no


artigo 44:
Multa: 50% (cinqüenta por cento) sobre a diferença de imposto apurada.

IV - falta de inscrição do imóvel ou de seus acréscimos:


Multa: 37,8305 UFIRs;
V - falta de apresentação de informações de interesse da Administração Tributária, na
forma e nos prazos determinados:
Multa: 7,5661 UFIR

VI - falta de comunicação das ocorrências mencionadas no inciso I, do parágrafo único do


artigo 37 e nos artigos 41, 42, 43 e 48:
Multa: 15,132 UFIRs

VII - falta de comunicação de quaisquer modificações ocorridas nos dados constantes do


Cadastro Imobiliário:
Multa: 7,5661 UFIR

§ 1º - A aplicação das multas previstas neste artigo deve ser feita cumulativamente, sem
prejuízo do pagamento do imposto porventura devido ou de outras penalidades
estabelecidas nesta lei.

§ 2º - As multas devem ser aplicadas sobre o valor do imposto devidamente corrigido.

§ 3º - O pagamento da multa não exime o infrator do cumprimento das exigências legais e


regulamentares que a tiverem determinado.

§ 4º - Quando o imóvel relacionado com a infração estiver alcançado por imunidade ou


por isenção, a multa deve ser calculada como se devido fosse o imposto.

Art. 51 - O Oficial de Registro de Imóvel que não remeter à Secretaria Municipal de


Fazenda uma das vias do requerimento de alteração da titularidade do imóvel ou de suas
características, fica sujeito à multa 3,7830 UFIR, por documento registrado.

T Í T U L O IV

DO IMPOSTO SOBRE A TRANSMISSÃO "INTER VIVOS",


POR ATO ONEROSO, DE BENS IMÓVEIS E
DE DIREITOS A ELES RELATIVOS

CAPÍTULO I

DA OBRIGAÇÃO PRINCIPAL

SEÇÃO I

DO FATO GERADOR

Art. 52 - O imposto tem como fato gerador à transmissão "inter-vivos", a qualquer título,
por ato oneroso, de:

I - bem imóvel, por natureza ou acessão física, conforme definido no Código Civil;

II - direito real sobre imóvel, exceto os direitos reais de garantia.


Parágrafo Único - Constitui, também, fato gerador do imposto a cessão, a qualquer título,
por ato oneroso, de direito à aquisição de bem imóvel.

Art. 53 - Compreendem-se na definição de fato gerador as seguintes mutações


patrimoniais, envolvendo bem imóvel ou direito a ele relativo, decorrentes de qualquer
fato ou ato "inter-vivos" de natureza onerosa:

I - compra e venda e retrovenda;

II - promessa de compra e venda;

III - dação em pagamento;

IV - permuta;

V - enfiteuse ou subenfiteuse;

VI - instituição de usufruto, uso e habitação;

VII - mandato em causa própria ou com poderes para a transmissão de bem ou direito e
seu subestabelecimento;

VIII - torna ou reposição, mesmo a título de indenização ou pagamento de despesas, que


ocorra:
a) na partilha efetuada em virtude de falecimento, separação judicial ou divórcio, quando
o cônjuge receber, do imóvel situado no Município, quota-parte que exceda ao valor
correspondente à sua meação, na totalidade do imóvel;

b) na partilha efetuada em virtude de falecimento, quando herdeiro receber, do imóvel


situado no Município, quota-parte cujo valor seja maior do que o valor de seu quinhão, na
totalidade do imóvel;

c) na divisão para extinção de condomínio de imóvel, quando for recebida, por qualquer
condômino, quota-parte material cujo valor seja maior do que o de sua quota-parte ideal;

IX - arrematação ou adjudicação em leilão, hasta pública ou praça, bem como a


respectiva cessão de direito;

X - transferência de bem ou direito ao patrimônio de pessoa jurídica para pagamento de


capital, na parte do valor do imóvel não utilizada na realização do capital;

XI - transferência de bem ou direito do patrimônio de pessoa jurídica para o de qualquer


um de seus sócios, acionistas ou respectivos sucessores;

XII - transferência de direito sobre construção em terreno alheio, ainda que feita ao
proprietário do solo;

XIII - cessão de direito de herança ou legado;

XIV - cessão de direito de opção de venda, desde que o optante tenha direito à diferença
de preço, e não simplesmente à comissão;
XV - cessão de promessa de venda ou cessão de promessa de

cessão; XVI - cessão de direito sobre a permuta de bem imóvel;

XVII - instituição, translação e extinção de qualquer direito real sobre imóvel, exceto os
direitos reais de garantia;

XVIII - qualquer ato judicial ou extrajudicial não especificado que importe ou se resolva
em transmissão de bem imóvel ou em cessão de direito à sua aquisição, seja real ou
pessoal.

§ 1º - Na hipótese de ter havido incidência do imposto na promessa de compra e venda e


na cessão de promessa, este não mais será devido quando da celebração da escritura de
compra e venda, referente ao mesmo imóvel.

§ 2º - Constitui transmissão tributável a rescisão ou o distrato de cessão de promessa de


compra e venda ou de promessa de cessão.

SEÇÃO II

DA NÃO INCIDÊNCIA

Art. 54 - O imposto não incide sobre a transmissão de bem imóvel ou direito, ou a cessão
de direito, quando:

I - efetuada para sua incorporação ao patrimônio de pessoa jurídica em pagamento de


capital nela subscrito;

II - decorrente de incorporação, fusão, cisão ou extinção de pessoa jurídica.

§ 1º - O imposto não incide sobre a transmissão ao mesmo alienante, do bem imóvel ou


direito adquirido na forma do inciso I, deste artigo, em decorrência de sua
desincorporação do patrimônio de pessoa jurídica a que foi conferido.

§ 2º - O disposto no inciso I, deste artigo, aplica-se somente à parte do valor do imóvel


utilizada na realização do capital.

Art. 55 - O disposto no artigo anterior não se aplica quando a pessoa jurídica adquirente
tenha, como única e preponderante, a atividade de compra e venda, locação ou
arrendamento mercantil.

§ 1º - Considera-se caracterizada a atividade preponderante quando mais de 50%


(cinqüenta por cento) da receita operacional; da pessoa jurídica adquirente, no ano
anterior e no ano da aquisição, decorrer de transações mencionadas neste artigo.

§ 2º - Se a pessoa jurídica adquirente iniciar sua atividade após a aquisição, ou menos de


um ano antes dela, apura-se a preponderância, referida no parágrafo anterior, levando em
conta o ano da aquisição e o ano subsequente.

§ 3º - Verificada a preponderância, o imposto devido é calculado sobre o valor venal do


bem ou direito na data da aquisição, com os acréscimos legais contados da data em que
deveria ter sido efetuado seu pagamento, nos termos da lei vigente à ocorrência do fato
gerador.

SEÇÃO III

DA ISENÇÃO

Art. 56 - Estão isentas do imposto:

I - a aquisição do domínio direto;

II - a aquisição decorrente de investidura determinada por pessoa jurídica de direito


público;

III - a aquisição de bem ou direito resultante de utilidade pública ou de necessidade


social, para fins de desapropriação;

IV - a aquisição de bem ou direito feita por ex-combatente da II guerra Mundial, assim


considerado o que tenha efetivamente participado de operações bélicas como integrante
do Exército, da Aeronáutica, da Marinha de Guerra e da Marinha Mercante, nos termos da
Lei Federal n.º 5.315, de 12 de setembro de 1967, estendendo-se a isenção à viúva ou
ex-companheira, e a filho menor ou inválido enquanto mantidas essas condições;

V - a transmissão ou cessão de bem ou direito ao cônjuge, em virtude da comunicação


decorrente do regime de bens do casamento;

VI - a indenização de benfeitorias necessárias pelo proprietário do imóvel ao

locatário; VII - a reserva e a extinção do uso, do usufruto e de habitação;

VIII - a transmissão em que o alienante seja o Município de Paty do Alferes.

SEÇÃO IV

DO CONTRIBUINTE E DO RESPONSÁVEL

Art. 57 - Contribuinte do imposto é o adquirente ou cessionário do bem imóvel ou direito a


ele relativo, assim entendida a pessoa, física ou jurídica, em favor da qual se opera a
mutação patrimonial.

Art. 58 - Na transmissão ou cessão que se efetuar sem o pagamento do imposto devido,


fica solidariamente responsável por este pagamento o transmitente ou o cedente,
conforme o caso.

Art. 59 - Na cessão de direito relativo à bem imóvel que por instrumento público,
particular, ou por mandato em causa própria, a pessoa em favor de quem for outorgada a
escritura definitiva ou pronunciada a sentença de adjudicação é responsável pelo
pagamento do imposto devido sobre anteriores atos de cessão ou subestabelecimento,
com acréscimos moratórios e atualização monetária incidentes.
Art. 60 - Os tabeliães, escrivães e demais serventuários de ofício respondem,
solidariamente com o contribuinte, pelo imposto devido sobre os atos praticados por eles
e perante eles, em razão de seu ofício, quando se impossibilite a exigência do
cumprimento da obrigação principal ao contribuinte.
SEÇÃO V

DA BASE DE CÁLCULO

Art. 61 - A base de cálculo do imposto é o valor venal do bem ou direito relativo a imóvel,
assim entendido o seu valor corrente de mercado.

Art. 62 - Nos casos especificados, observado o disposto no artigo anterior, toma-se como
base de cálculo:

I - na dação em pagamento, o valor da dívida a ser quitada, se superior ao valor atribuído


ao bem ou direito dado em pagamento;

II - na permuta, o valor de cada bem ou direito

permutado; III - na enfiteuse ou subenfiteuse, o valor do

domínio útil;

IV - na instituição do usufruto, uso e habitação, 50% (cinqüenta por cento) do valor do


bem;

V - na aquisição da nua-propriedade, 50 (cinqüenta por cento) do valor do bem ou direito;

VI - na torna ou reposição e na atribuição de bem ou direito em excesso, o valor de


exceder o quinhão hereditário, a meação conjugal e a quota-parte ideal;

VII - na arrematação, em leilão ou hasta pública, o preço pago pelo

arrematante; VIII - na adjudicação, o valor do bem ou direito adjudicado;

IX - na cessão de direito do arrematante e do adjudicante, o valor do bem ou direito


cedido;

X - na cessão de direito e ação à herança ou legado o valor fixado pela autoridade


administrativa competente, quando do lançamento realizado;

XI - no mandato em causa própria, e em cada subestabelecimento, o valor do bem ou do


direito;

XII - na incorporação de bem ou direito ao patrimônio de pessoa jurídica, a que se refere


o inciso X, do artigo 53, o valor do bom ou do direito não utilizado na realização do capital;

XIII - na incorporação de bem ou direito ao patrimônio de pessoa jurídica, quando


configurada a hipótese prevista no artigo 55 § 33º o valor do bem ou do direito;

XIV - em qualquer outra aquisição, não especificada nos incisos anteriores, seja de
propriedade plena, seja do domínio útil, ou de outro direito real, cuja transmissão ou
cessão seja tributável, o valor integral do bem imóvel ou direito.
Parágrafo Único - Não são abatidas do valor venal, base para cálculo do imposto,
quaisquer dívidas que onerem o imóvel.

Art. 63 - Não se inclui na base de cálculo do imposto o valor total ou parcial da construção
que o adquirente prova já ter sido executada, ou que venha a ser executada, diretamente
à sua custa; integrando-se em seu patrimônio.

Art. 64 - O valor do bem ou direito, base de cálculo do imposto, no caso em que este é
pago antes da transmissão ou cessão, é o da data em que for efetuado o pagamento.

Art. 65 - Na compra e venda precedida de promessa celebrada a partir de 01/01/1990,


sem o pagamento do imposto, este é calculado com base no valor venal do bem imóvel,
na data da promessa devidamente atualizado, com os acréscimos legais cabíveis.

Art. 66 - O Poder Executivo pode dispor sobre a adoção de tabela de valores para cálculo
do pagamento do imposto e apuração da base de cálculo.
SEÇÃO VI

DA ALÍQUOTA

Art. 67 - A alíquota do imposto é de 2% (dois por cento). ITBI

Parágrafo Único - Na transmissão imobiliária financiada por intermédio de entidade


financeira de natureza pública, incide o imposto na alíquota de 0,5% (meio por cento)
sobre o valor efetivamente financiado, e de 2% (dois por cento) sobre o valor restante.

SEÇÃO VII

DO LANÇAMENTO

Art. 68 - O imposto é devido no Município, se nele estiver situado o imóvel transmitido ou


sobre o qual versar o direito cedido, ainda que a mutação patrimonial tenha lugar ou
resulte sucessão aberta no estrangeiro ou em outro Município, e independentemente do
local onde tramitar o processo judicial correspondente.

Art. 69 - Compete à Secretaria Municipal de Fazenda promover o lançamento do imposto,


com base nas informações fornecidas pelo contribuinte e/ou apuradas pela fiscalização
do imposto, de conformidade com as disposições desta lei.

Art. 70 - A autoridade fiscal competente pode lançar o imposto mediante arbitramento da


base de cálculo, sempre que:

I - não concordar com o valor declarado pelo

contribuinte; II - o imóvel ultrapassar os limites do

Município.

Parágrafo Único - Na hipótese do inciso II, deste artigo, é apurado o valor venal da
parcela do imóvel localizado no território do Município, independentemente do valor
atribuído à totalidade da transação imobiliária ou do valor apurado como base de cálculo
pelo outro Município.
Art. 71 - Nos casos previstos no artigo anterior, deve o contribuinte ser intimado para, no
prazo de 20 (vinte) dias, contado da ciência do arbitramento, recolher o imposto ou
oferecer impugnação do lançamento.

SEÇÃO VIII

DO PAGAMENTO

Art. 72 - O imposto deve ser pago antes da realização do ato ou da lavratura do


instrumento, público ou particular, que configurar a obrigação de pagá-lo, com exceção
dos casos adiante especificados, cujos prazos para pagamento são os seguintes:

I - na transmissão financiada por intermédio de entidade pública, dentro de 60 (sessenta)


dias a partir da lavratura do respectivo ato;

II - na promessa de compra e venda, na cessão de promessa de venda ou cessão de


promessa de cessão dentro de 30 (trinta) dias, contados da data da lavratura do
respectivo instrumento;

III - na torna ou reposição, em que seja interessado incapaz, dentro de 30 (trinta) dias,
contados da data em que se der a concordância do Ministério Público;

IV - na arrematação ou adjudicação, dentro de 30 (trinta) dias, contados da data em que


tiver sido assinado o auto ou deferida a adjudicação, ainda que exista recurso pendente;

V - na incorporação ao patrimônio de pessoas jurídicas e na transferência desta para


seus sócios ou acionistas ou para os respectivos sucessores, dentro de 30 (trinta) dias,
contados da data da assembléia ou da escritura em que se formalizarem aqueles atos;

VI - na cessão de direito e ação à herança ou legado:

a) dentro de 30 (trinta) dias, contados da assinatura do instrumento de cessão;

b) no prazo de 30 (trinta) dias, contado da assinatura do instrumento de cessão, e


relativamente à diferença acaso apurada, em virtude de torna ou reposição;

VII - na transmissão objeto de instrumento lavrado em outro Município, ou decorrente de


sucessão aberta no estrangeiro ou em outro Município, dentro do prazo de 60 (sessenta)
dias, contados da lavratura do instrumento ou da homologação da partilha ou da
adjudicação, se maior prazo não esteja estabelecido neste artigo.

Art. 73 - O pagamento do imposto é efetuado através de guia de recolhimento própria,


cujo modelo deve ser aprovado pela Secretaria Municipal de Fazenda, e relativa a cada
transação e a cada unidade imobiliária, mesmo havendo identidade com relação aos
adquirentes e transmitentes ou cedentes.

§ 1º - A Guia de Recolhimento, devidamente preenchida é apresentada à repartição fiscal


competente, para lançamento do imposto, e instruída com os documentos que
diretamente se relacionarem com a transação, se houver, de acordo com o disposto na
legislação específica.
§ 2º - É facultada a utilização de folha suplementar, cujo modelo dever ser aprovado pela
Secretaria Municipal de Fazenda, destinada ao complemento das informações constantes
da Guia de Recolhimento, quando necessário, ou a retificações posteriores.

§ 3º - A autoridade fiscal competente, sempre que constatar a ocorrência de transmissão


ou cessão de bem ou direito tributável, sem o pagamento do imposto, deve promover o
preenchimento da Guia de Recolhimento com os dados e elementos que dispuser e o
correspondente lançamento de ofício, com a imposição da penalidade e dos acréscimos
moratórios cabíveis.

Art. 74 - Uma vez efetivado o lançamento do imposto pela autoridade fiscal competente,
de acordo com as disposições desta lei, a Guia de Recolhimento correspondente pode
ser retirada, para o recolhimento do imposto no agente arrecadador credenciado:

I - pelo contribuinte;

II - por despachante oficial; ou

III - por representante legal, com a juntada do respectivo instrumento do mandato.

Art. 75 - A Guia de Recolhimento somente pode ser entregue ou apresentada a qualquer


uma das pessoas indicadas no artigo anterior mediante documento que a identifique,
exigindo-se que a mesma assine declaração quanto à veracidade das informações nele
contidas e tome ciência do lançamento, ocasião em que aporá também, o número de sua
carteira de identidade e o respectivo órgão expedidor.

Art. 76 - A Guia de Recolhimento, preenchida com as informações necessárias ao


lançamento, deve ser apresentada à repartição fiscal competente, no prazo máximo de 5
(cinco) dias imediatamente anteriores ao fixado para pagamento do imposto, sujeitando-
se o contribuinte, se ultrapassado este prazo, aos acréscimos moratórios acaso devidos.

CAPÍTULO II

DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 77 - O oficial público que tiver de lavrar instrumento translativo de bem ou direito
sobre imóvel, de que resulte obrigação de pagar o imposto, deve exigir que lhe seja
apresentado o comprovante do pagamento e, se isenta for a operação, imune ou não
tributada, o certificado declaratório da situação fiscal.

§ 1º - É obrigatória a transcrição, no registro público, quando ocorrer à obrigação de


pagar o imposto antes de sua lavratura, dos elementos que comprovem o pagamento do
imposto e, quando for o caso, do certificado de reconhecimento de qualquer benefício,
conforme dispuser a legislação.

§ 2º - É vedada a transcrição, inscrição ou averbação de atos, instrumentos ou títulos


relativos à transmissão ou cessão de bem ou direito tributável, em registro público, sem
que se comprove o prévio pagamento do imposto ou de sua exoneração.
Art. 78 - O escrivão deve remeter à repartição fiscal competente, para exame e
lançamento, os processos de inventário, instituição ou extinção de cláusula, precatórias,
rogatórias, separação judicial e divórcio em fase de partilha de bens, divisão de coisa
comum e quaisquer outros feitos judiciais que envolvam transmissão ou cessão tributável,
relativamente a imóvel localizado no território do Município.

Art. 79 - O reconhecimento de imunidade, não incidência e isenção do imposto é apurada


em processo, mediante requerimento do interessado à autoridade fiscal competente para
decidir e expedir o respectivo certificado declaratório, conforme modelo aprovado pela
Secretaria Municipal de Fazenda. NAO É AUTOMATICO

Parágrafo Único - O requerimento a que se trata este artigo deve estar instruído com os
documentos comprobatórios da situação fiscal do adquirente.

CAPÍTULO III

DAS PENALIDADES

Art. 80 - O descumprimento das obrigações previstas nesta lei sujeita o infrator às


seguintes penalidades:

I - multa de 50% (cinqüenta por cento) do valor do imposto devido, na prática de qualquer
ato relativo à transmissão de bem ou direito sobre imóvel ou à cessão de direito à sua
aquisição, sem o pagamento do imposto no prazo legal;

II - multa de 250% (duzentos e cinqüenta por cento) do valor do imposto devido, nunca
inferior a 5 (cinco) UFIRs, caso ocorra omissão ou inexatidão fraudulenta de declaração
relativa a elementos que possam influir no cálculo do tributo ou que provoquem o
reconhecimento da isenção, imunidade ou não incidência do imposto;

III - multa de 30% (trinta por cento) do valor do imposto devido, na ocorrência de omissão
ou inexatidão de declaração, sem ficar caracterizada a intenção fraudulenta;

IV - multa de 37,8305 UFIRs, no descumprimento do disposto no artigo 77, e seus


parágrafos.

§ 1º - Se o ato a que se refere o inciso I, deste artigo, estiver incluído dentre os casos de
imunidade, não incidência de isenção do imposto, é aplicado ao infrator multa de 7,5661
UFIR.

§ 2º - Multa igual à prevista no inciso II, deste artigo, é aplicada a qualquer pessoa que
intervenha no negócio jurídico ou declaração, e seja conivente ou auxiliar na inexatidão
ou omissão praticada, inclusive o serventuário ou o servidor.

§ 3º - A imposição de penalidade, acréscimos moratórios a atualização monetária é feita


pela autoridade fiscal competente da Secretaria Municipal de Fazenda.

§ 4º - A imposição de penalidade ou pagamento de multa respectiva não exime o infrator


de cumprir a obrigação inobservada.
Art. 81 - O servidor da justiça que deixar de dar vista dos autos ao representante judicial
do Município, nos casos previstos em lei, e o escrivão que deixar de remeter processo
para inscrição na repartição competente, ficam sujeitos à multa correspondente a 15,132
UFIRs.

Art. 82 - O infrator pode, no prazo previsto para a impugnação, saldar seu débito com
abatimento de 50% (cinqüenta por cento) sobre o valor da multa.

Parágrafo Único - O pagamento efetuado com o abatimento previsto neste artigo importa
em renúncia de defesa e no reconhecimento integral do crédito lançado.

TÍTULO V

DO IMPOSTO SOBRE VENDAS A VAREJO


DE
COMBUSTÍVEIS LÍQUIDOS E GASOSOS

CAPÍTULO I

DA OBRIGAÇÃO PRINCIPAL

SEÇÃO I

DO FATO GERADOR
T Í T U L O VI

DO IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS DE QUALQUER NATUREZA

CAPÍTULO I

DA OBRIGAÇÃO PRINCIPAL

SEÇÃO I

DO FATO GERADOR E DA INCIDÊNCIA

ISS vide: Decreto 151 de 12/11/90


Decreto 253 de 09/01/92

Art. 110 - O imposto tem como fato gerador a prestação de serviços de qualquer natureza,
não compreendidos na competência dos Estados e do Distrito Federal.

§ 1º - Para os efeitos deste artigo, consideram-se prestação de serviços o exercício das


seguintes atividades:

I - médicos, inclusive análises clínicas, eletricidade médica, radioterapia, ultra-sonografia,


radiologia, tomografia e congêneres;

II - hospitais, clínicas, sanatórios, laboratórios de análise, ambulatórios, prontos-socorros,


manicômios, casas de saúde, de repouso e de recuperação e congêneres;
III - banco de sangue, leite, pele, olhos, sêmen e congêneres;

IV - enfermeiros, obstetras, ortópticos, fonoaudiólogos, protéticos (prótese dentária);

V - assistência médica e congêneres previstos nos incisos I, II e III deste


parágrafo, prestados através, inclusive com empresas para assistência a empregados;

VI - planos de saúde, prestados por empresa que não esteja incluída no inciso V deste
parágrafo a que se cumpram através de serviços prestados por terceiros, contratados
pela empresa ou apenas pagos por esta, mediante indicação do beneficiário do plano;

VII - médicos veterinários;

VIII - hospitais veterinários, clínicas veterinárias e congêneres;

IX - guarda, tratamento, amestramento, adestramento, embelezamento, alojamento e


congêneres, relativos a animais;

X - barbeiros, cabeleireiros, manicures, pedicures, tratamento de pele, depilação


e congêneres;

XI - banhos, duchas, sauna, massagens, ginásticas e congêneres;

XII - varrição, coleta, remoção e incineração de lixo;


XIII - limpeza e dragagem de portos, rios e canais;

XIV - limpeza, manutenção e conservação de imóveis, inclusive vias públicas, parques e


jardins;

XV - desinfeção, imunização, higienização, desratização e congêneres;

XVI - controle e tratamento de afluente de qualquer natureza e de agentes físicos e


biológicos;

XVII - incineração de resíduos qualquer;

XVIII - limpeza de chaminés;

XIX - saneamento ambiental e congêneres;

XX - assistência médica;

XXI - assessoria ou consultoria de qualquer natureza não contida em outros incisos deste
parágrafo, organização, programação, planejamento, assessoria de processamento de
dados, consultoria técnica, financeira ou administrativa;

XXII - planejamento, coordenação, programação ou organização técnica, financeira ou


administrativa;

XXIII - análises, inclusive de sistemas, exames, pesquisas e informações, coleta e


processamento de dados de qualquer natureza;

XXIV - contabilidade, auditoria, guarda-livros, técnicos em contabilidade e congêneres;

XXV - perícias, laudos, exames técnicos e análises técnicas;

XXVI - traduções e interpretações;

XXVII - avaliação de bens;

XXVIII - datilografia, estenografia, expediente, secretaria em geral e congêneres;

XXIX - projetos, cálculos e desenhos técnicos de qualquer natureza;


XXX - aerofotogrametria (inclusive interpretação), mapeamento e topografia;

XXXI - execução, por administração, empreitada ou subempreitada, de construção civil,


de obras hidráulicas e outras obras semelhantes e respectiva engenharia consultiva,
inclusive serviços auxiliares ou complementares (exceto o fornecimento de mercadorias
produzidas pelo prestador de serviços, fora do local da prestação dos serviços, que fica
sujeito ao ICMS);

XXXII - demolição;
XXXIII - reparação, conservação e reforma de edifícios, estradas, pontes, portos e
congêneres (exceto o fornecimento de mercadorias produzidas pelo prestador dos
serviços for do local da prestação dos serviços, que fica sujeito do ICMS);

XXXIV - pesquisa, perfuração, cimentação, perfilagem, estimulação e outros serviços


relacionados com a exploração e exportação de petróleo e gás natural;

XXXV - florestamento e reflorestamento;

XXXVI - escoramento e contenção de encostas e serviços congêneres;

XXXVII - paisagismo, jardinagem e decoração (exceto o fornecimento de mercadorias,


que fica sujeito ao ICMS);

XXXVIII - raspagem, calafetação, polimento, lustração de pisos, paredes e divisórias;

XXXIX - ensino, instrução, treinamento, avaliação de conhecimentos, de qualquer grau ou


natureza;

XL - planejamento, organização e administração de feiras, exposições, congressos e


congêneres;

XLI - organização de festas e recepções: buffet (exceto o fornecimento de alimentação e


bebidas, que fica sujeito ao ICMS);

XLII - administração de bens e negócios de terceiros e de consórcio;

XLIII - administração de fundos mútuos (exceto a realização por instituições autorizadas a


funcionar pelo Banco Central);

XLIV - agenciamento, corretagem ou intermediação de câmbio, de seguros e de planos de


previdência privada;

XLV - agenciamento, corretagem ou intermediação de títulos quaisquer (exceto os


serviços executados por instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central);

XLVI - agenciamento, corretagem ou intermediação de direitos de propriedade industrial,


artística ou literária;

XLVII - agenciamento, corretagem ou intermediação de contratos de franquia (franchise) e


de faturamento (factoring) excetuam-se os serviços prestados por instituições autorizadas
a funcionar pelo Banco Central;

XLVIII - agenciamento, organização, promoção e execução de programas de turismo,


passeios e excursões, guias de turismo e congêneres;

XLIX - agenciamento, corretagem, ou intermediação de bens móveis e imóveis não


abrangidos nos incisos XLV, XLVI, XLVII e XLVIII;

L - despachante;
LI - agentes da propriedade industrial;

LII - agentes de propriedade artística ou literária;

LIII - regulação de sinistros cobertos por contratos de seguros, inspeção e avaliação de


riscos para cobertura de contratos de seguros; prevenção e gerência de riscos
seguráveis, prestados por quem não seja o próprio segurado ou companhia de seguro;

LV - armazenamento, depósito, carga, descarga, arrumação e guarda de bens de


qualquer espécie (exceto depósitos feitos em instituições financeiras autorizadas a
funcionar pelo Banco Central);

LVI - guarda e estacionamento de veículos automotores terrestres;

LVII - vigilância ou segurança de pessoas e bens;

LVIII - transporte, coleta, remessa ou entrega de bens ou valores, dentro do território do


Município;

LIX - diversões públicas:

a) cinemas, "taxi dancings" e congêneres;

b) bilhares, boliches, corridas de animais e outros jogos;

c) exposições, com cobrança de ingresso;

d) bailes, shows, festivais, recitais e congêneres, inclusive espetáculos que sejam


também transmitidos, mediante compra de direitos para tanto, pela televisão, ou pelo
rádio;

e) jogos eletrônicos;

f) competições esportivas ou de destreza física ou intelectual, com ou sem a participação


do espectador, inclusive a venda de direitos à transmissão pelo rádio ou pela televisão;

g) execução de música, individualmente ou por conjuntos;

LX - distribuição e venda de bilhetes de loteria, cartões, pules ou cupons de apostas,


sorteios ou prêmios;

LXI - fornecimento de música, mediante transmissão por qualquer processo, para vias
públicas ou ambientes fechados (exceto transmissões radiofônicas ou de televisão);

LXII - gravação e distribuição de filmes e video-tapes;

LXIII - fonografia ou gravação de sons e ruídos, inclusive trucagem, dublagem e mixagem


sonora;

LXIV - fotografia e cinematografia, inclusive revelação, ampliação. cópia, reprodução e


trucagem;
LXV - produção, para terceiros, mediante ou sem encomenda prévia, de espetáculos,
entrevistas e congêneres;

LXVI - colocação de tapetes e cortinas, com material fornecido pelo usuário final do
serviço;

LXVII - lubrificação, limpeza e revisão de máquinas, veículos, aparelhos e equipamentos


(exceto o fornecimento de peças e partes, que fica sujeito ao ICMS);

LXVIII - conserto, restauração, manutenção e conservação de máquinas, veículos,


motores, elevadores ou de qualquer objeto (exceto o fornecimento de peças e partes, que
fica sujeito ao ICMS);

LXIX - recondicionamento de motores (o valor das peças fornecidas pelo prestador do


serviço fica sujeito do ICMS);

LXX - recauchutagem ou regeneração de pneus para o usuário final;

LXXI - recondicionamento, acondicionamento, pintura, beneficiamento, lavagem,


secagem, tingimento, galvanoplastia, anodização, corte, recorte, polimento, plastificação e
congêneres, de objetos não destinados à industrialização ou comercialização;

LXXII - lustração de bens móveis quando o serviço for prestado para usuário final do
objeto lustrado;

LXXIII - instalação e montagem de aparelhos, máquinas e equipamentos, prestados ao


usuário final do serviço, exclusivamente com material por ele fornecido;
LXXIV - montagem industrial, prestada ao usuário final do serviço, exclusivamente com
material por ele fornecido;

LXXV - cópia ou reprodução, por quaisquer processos, de documentos e outros papéis,


plantas ou desenhos;

LXXVI - composição gráfica, fotocomposição, clicheteria, zincografia, litografia e


fotolitografia;

LXXVII colocação de molduras e afins, encadernação, gravação e duração de livros,


revistas e congêneres;

LXXVIII - locação de bens móveis;

LXXIX - funerais;

LXXX - alfaiataria e costura, quando o material for fornecido pelo usuário final, exceto
aniamento;

LXXXI - tinturaria e lavanderia;

LXXXII - taxidermia;
LXXXIII - recrutamento, agenciamento, seleção, colocação ou fornecimento de mão-de-
obra, mesmo como em caráter temporário, inclusive por empregados do prestador do
serviço ou por trabalhadores avulsos por ele contratados;

LXXXIV - propaganda e publicidade, inclusive promoção de vendas, planejamento de


campanhas ou sistemas de publicidade, elaboração de desenhos, texto e demais
materiais publicitários (exceto sua impressão, reprodução ou fabricação);

LXXXV - veiculação e divulgação de textos, desenhos e outros materiais de publicidade,


por qualquer meio (exceto em jornais, periódicos, rádios e televisão);

LXXXVI - serviços portuários e aeroportuários; utilização de porto ou aeroporto:


atracação, capatazia, armazenagem interna, externa e especial; suprimento de água,
serviços acessórios. movimentação de mercadoria fora do cais;

LXXXVII - advogados;

LXXXVIII - engenheiros, arquitetos, urbanistas, agrônomos;

LXXXIX - dentistas;

XC - economistas;

XCI - psicólogos;

XCII - assistentes sociais;

XCIII - relações públicas;

XCIV - cobranças e recebimentos por conta de terceiros inclusive direitos autorais,


protestos de títulos, sustação de protestos, devolução de títulos não pagos, manutenção
de títulos vencidos, fornecimentos de posição de cobrança ou recebimento e outros
serviços correlatos da cobrança ou recebimento (este inciso abrange também os serviços
prestados por instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central);
XCV - instituições financeiras autorizadas a funcionar pelo Banco Central: fornecimento
de talão de cheques; emissão de cheques administrativos, transferência de fundos;
devolução de cheques; sustação de pagamento de cheques; ordens de pagamento e de
créditos, por qualquer meio; emissão e renovação de cartões magnéticos, consultas em
terminais eletrônicos; pagamentos por conta de terceiros, inclusive os feitos fora do
estabelecimento; elaboração de ficha cadastral; aluguel de cofres, fornecimento de
segunda via de avisos de lançamento de estrato de contas; emissão de carnês (neste
inciso não está abrangido o ressarcimento, a instituições financeiras, de gastos com
portes do correio, telegramas, telex e teleprocessamento, necessários à prestação de
serviços);

XCVI - transporte de natureza estritamente municipal;

XCVII - hospedagem em hotéis, motéis, pensões e congêneres (o valor da alimentação,


quando incluído no preço da diária, fica sujeito ao imposto sobre serviço);
XCVIII - distribuição de bens de terceiros em representação de qualquer natureza;

§ 2º - Os serviços incluídos no parágrafo anterior, ficam sujeitos, apenas, ao imposto,


ainda que a respectiva prestação envolva fornecimento de mercadorias, salvo as
exceções nele contidas.

§ 3º - Incide, ainda, o imposto sobre os serviços profissionais e técnicos não


compreendidos no parágrafo 1º, bem como a exploração de qualquer atividade que
represente prestação de serviços e que não integra etapa de industrialização e
comercialização.
(nova redação conforme Lei n° 1038/2003)

Art. 110 - O Imposto Sobre serviços de Qualquer Natureza tem como fato gerador à
prestação dos serviços constantes da lista seguinte, ainda que esses não se constituam
como atividade preponderante do prestador:
1 – Serviços de informática e congêneres.
1.1 – Análise e desenvolvimento de sistemas.
1.2 – Programação.
1.3 – Processamento de dados e congêneres.
1.4 – Elaboração de programas de computadores, inclusive de jogos eletrônicos.
1.3 - Processamento, armazenamento ou hospedagem de dados, textos, imagens, vídeos, páginas
eletrônicas, aplicativos e sistemas de informação, entre outros formatos, e congêneres. (redação dada pela lei 2371 de
06/11/2017)

1.4 - Elaboração de programas de computadores, inclusive de jogos eletrônicos, independentemente


da arquitetura construtiva da máquina em que o programa será executado, incluindo tablets,
smartphones e congêneres.(redação dada pela lei 2371 de 06/11/2017)

1.5 – Licenciamento ou cessão de direito de uso de programas de computação.


1.6 – Assessoria e consultoria em informática.
1.7 – Suporte técnico em informática, inclusive instalação, configuração e manutenção
de programas de computação e bancos de dados.
1.8 – Planejamento, confecção, manutenção e atualização de páginas eletrônicas.
1.9 - Disponibilização, sem cessão definitiva, de conteúdos de áudio, vídeo, imagem e texto por meio da
internet, respeitada a imunidade de livros, jornais e periódicos (exceto a distribuição de conteúdos pelas
prestadoras de Serviço de Acesso Condicionado, de que trata a Lei n o 12.485, de 12 de setembro de 2011,
sujeita ao ICMS).(incluído pela lei 2371 de 06/11/2017)
2 – Serviços de pesquisas e desenvolvimento de qualquer natureza.
2.1 – Serviços de pesquisas e desenvolvimento de qualquer natureza.
3 – Serviços prestados mediante locação, cessão de direito de uso e congêneres.
3.1 – (VETADO)
3.2 – Cessão de direito de uso de marcas e de sinais de propaganda.
3.3 – Exploração de salões de festas, centro de convenções, escritórios virtuais, stands,
quadras esportivas, estádios, ginásios, auditórios, casas de espetáculos, parques de
diversões, canchas e congêneres, para realização de eventos ou negócios de qualquer
natureza.
3.4 – Locação, sublocação, arrendamento, direito de passagem ou permissão de uso,
compartilhado ou não, de ferrovia, rodovia, postes, cabos, dutos e condutos de qualquer
natureza.
3.5 – Cessão de andaimes, palcos, coberturas e outras estruturas de uso temporário.
4 – Serviços de saúde, assistência médica e congêneres.
4.1 – Medicina e biomedicina.
4.2 – Análises clínicas, patologia, eletricidade médica, radioterapia, quimioterapia,
ultra- sonografia, ressonância magnética, radiologia, tomografia e congêneres.
4.3 – Hospitais, clínicas, laboratórios, sanatórios, manicômios, casas de saúde, prontos-
socorros, ambulatórios e congêneres.
4.4 – Instrumentação cirúrgica.
4.5 – Acupuntura.
4.6 – Enfermagem, inclusive serviços auxiliares.
4.7 – Serviços farmacêuticos.
4.8 – Terapia ocupacional, fisioterapia e fonoaudiologia.
4.9 – Terapias de qualquer espécie destinadas ao tratamento físico, orgânico e mental.
4.10 – Nutrição.
4.11 – Obstetrícia.
4.12 – Odontologia.
4.13 – Ortóptica.
4.14 – Próteses sob encomenda.
4.15 – Psicanálise.
4.16 – Psicologia.
4.17 – Casas de repouso e de recuperação, creches, asilos e congêneres.
4.18 – Inseminação artificial, fertilização in vitro e congêneres.
4.19 – Bancos de sangue, leite, pele, olhos, óvulos, sêmen e congêneres.
4.20 – Coleta de sangue, leite, tecidos, sêmen, órgãos e materiais biológicos de qualquer
espécie.
4.21 – Unidade de atendimento, assistência ou tratamento móvel e congêneres.
4.22 – Planos de medicina de grupo ou individual e convênios para prestação de
assistência médica, hospitalar, odontológica e congêneres.
4.23 – Outros planos de saúde que se cumpram através de serviços de terceiros
contratados, credenciados, cooperados ou apenas pagos pelo operador do plano
mediante indicação do beneficiário.
5 – Serviços de medicina e assistência veterinária e congêneres.
5.1 – Medicina veterinária e zootecnia.
5.2 – Hospitais, clínicas, ambulatórios, prontos-socorros e congêneres, na área
veterinária.
5.3 – Laboratórios de análise na área veterinária.
5.4 – Inseminação artificial, fertilização in vitro e congêneres.
5.5 – Bancos de sangue e de órgãos e congêneres.
5.6 – Coleta de sangue, leite, tecidos, sêmen, órgãos e materiais biológicos de qualquer
espécie.
5.7 – Unidade de atendimento, assistência ou tratamento móvel e congêneres.
5.8 – Guarda, tratamento, amestramento, embelezamento, alojamento e congêneres.
5.9 – Planos de atendimento e assistência médico-veterinária.
6 – Serviços de cuidados pessoais, estética, atividades físicas e congêneres.
6.1 – Barbearia, cabeleireiros, manicuros, pedicuros e congêneres.
6.2 – Esteticistas, tratamento de pele, depilação e congêneres.
6.3 – Banhos, duchas, sauna, massagens e congêneres.
6.4 – Ginástica, dança, esportes, natação, artes marciais e demais atividades físicas.
6.5 – Centros de emagrecimento, spa e congêneres.
6.6 - Aplicação de tatuagens, piercings e congêneres. (incluído pela lei 2371 de 06/11/2017)
7 – Serviços relativos à engenharia, arquitetura, geologia, urbanismo, construção
civil, manutenção, limpeza, meio ambiente, saneamento e congêneres.
7.1 – Engenharia, agronomia, agrimensura, arquitetura, geologia, urbanismo,
paisagismo e congêneres.
7.2 – Execução, por administração, empreitada ou subempreitada, de obras de
construção civil, hidráulica ou elétrica e de outras obras semelhantes, inclusive
sondagem, perfuração de poços, escavação, drenagem e irrigação, terraplanagem,
pavimentação, concretagem e a instalação e montagem de produtos, peças e
equipamentos (exceto o fornecimento de mercadorias produzidas pelo prestador de
serviços fora do local da prestação dos serviços, que fica sujeito ao ICMS).
7.3 – Elaboração de planos diretores, estudos de viabilidade, estudos organizacionais e
outros, relacionados com obras e serviços de engenharia; elaboração de anteprojetos,
projetos básicos e projetos executivos para trabalhos de engenharia.
7.4 – Demolição.
7.5 – Reparação, conservação e reforma de edifícios, estradas, pontes, portos e
congêneres (exceto o fornecimento de mercadorias produzidas pelo prestador dos
serviços, fora do local da prestação dos serviços, que fica sujeito ao ICMS).
7.6 – Colocação e instalação de tapetes, carpetes, assoalhos, cortinas, revestimentos de
parede, vidros, divisórias, placas de gesso e congêneres, com material fornecido pelo
tomador do serviço.
7.7 – Recuperação, raspagem, polimento e lustração de pisos e congêneres.
7.8 – Calafetação.
7.9 – Varrição, coleta, remoção, incineração, tratamento, reciclagem, separação e
destinação final de lixo, rejeitos e outros resíduos quaisquer.
7.10 – Limpeza, manutenção e conservação de vias e logradouros públicos, imóveis,
chaminés, piscinas, parques, jardins e congêneres.
7.11 – Decoração e jardinagem, inclusive corte e poda de árvores.
7.12 – Controle e tratamento de efluentes de qualquer natureza e de agentes físicos,
químicos e biológicos.
7.13 – Dedetização, desinfecção, desinsetização, imunização, higienização, desratização,
pulverização e congêneres.
7.14 – (VETADO)
7.15 – (VETADO)
7.16 – Florestamento, reflorestamento, semeadura, adubação e congêneres.
7.16 - Florestamento, reflorestamento, semeadura, adubação, reparação de solo, plantio, silagem,
colheita, corte e descascamento de árvores, silvicultura, exploração florestal e dos serviços congêneres
indissociáveis da formação, manutenção e colheita de florestas, para quaisquer fins e por quaisquer meios.
(redação dada pela lei 2371 de 06/11/2017)
7.17 – Escoramento, contenção de encostas e serviços congêneres.
7.18 – Limpeza e dragagem de rios, portos, canais, baías, lagos, lagoas, represas,
açudes e congêneres.
7.19 – Acompanhamento e fiscalização da execução de obras de engenharia, arquitetura
e urbanismo.
7.20 – Aerofotogrametria (inclusive interpretação), cartografia, mapeamento,
levantamentos topográficos, batimétricos, geográficos, geodésicos, geológicos, geofísicos
e congêneres.
7.21 – Pesquisa, perfuração, cimentação, mergulho, perfilagem, concretação,
testemunhagem, pescaria, estimulação e outros serviços relacionados com a exploração
e explotação de petróleo, gás natural e de outros recursos minerais.
7.22 – Nucleação e bombardeamento de nuvens e congêneres.
8 – Serviços de educação, ensino, orientação pedagógica e educacional, instrução,
treinamento e avaliação pessoal de qualquer grau ou natureza.
8.1 – Ensino regular pré-escolar, fundamental, médio e superior.
8.2 – Instrução, treinamento, orientação pedagógica e educacional, avaliação de
conhecimentos de qualquer natureza.
9 – Serviços relativos à hospedagem, turismo, viagens e congêneres.
9.1 – Hospedagem de qualquer natureza em hotéis, apart-service condominiais, flat,
apart-hotéis, hotéis residência, residence-service, suite service, hotelaria marítima,
motéis, pensões e congêneres; ocupação por temporada com fornecimento de serviço (o
valor da alimentação e gorjeta, quando incluído no preço da diária, fica sujeito ao Imposto
Sobre Serviços).
9.2 – Agenciamento, organização, promoção, intermediação e execução de programas
de turismo, passeios, viagens, excursões, hospedagens e congêneres.
9.3 – Guias de turismo.
10 – Serviços de intermediação e congêneres.
10.1 – Agenciamento, corretagem ou intermediação de câmbio, de seguros, de cartões
de crédito, de planos de saúde e de planos de previdência privada.
10.2 – Agenciamento, corretagem ou intermediação de títulos em geral, valores
mobiliários e contratos quaisquer.
10.3 – Agenciamento, corretagem ou intermediação de direitos de propriedade industrial,
artística ou literária.
10.4 – Agenciamento, corretagem ou intermediação de contratos de arrendamento
mercantil (leasing), de franquia (franchising) e de faturização (factoring).
10.5 – Agenciamento, corretagem ou intermediação de bens móveis ou imóveis, não
abrangidos em outros itens ou subitens, inclusive aqueles realizados no âmbito de Bolsas
de Mercadorias e Futuros, por quaisquer meios.
10.6 – Agenciamento marítimo.
10.7 – Agenciamento de notícias.
10.8 – Agenciamento de publicidade e propaganda, inclusive o agenciamento de
veiculação por quaisquer meios.
10.9 – Representação de qualquer natureza, inclusive comercial.
10.10 – Distribuição de bens de terceiros.
11 – Serviços de guarda, estacionamento, armazenamento, vigilância e congêneres.
11.1 – Guarda e estacionamento de veículos terrestres automotores, de aeronaves e de
embarcações.
11.2 – Vigilância, segurança ou monitoramento de bens e pessoas.
11.2 - Vigilância, segurança ou monitoramento de bens, pessoas e semoventes. (redação dada pela lei 2371 de
06/11/2017)
11.3 – Escolta, inclusive de veículos e cargas.
11.4 – Armazenamento, depósito, carga, descarga, arrumação e guarda de bens de
qualquer espécie.
12 – Serviços de diversões, lazer, entretenimento e congêneres.
12.1 – Espetáculos teatrais.
12.2 – Exibições cinematográficas.
12.3 – Espetáculos circenses.
12.4 – Programas de auditório.
12.5 – Parques de diversões, centros de lazer e congêneres.
12.6 – Boates, taxi-dancing e congêneres.
12.7 – Shows, ballet, danças, desfiles, bailes, óperas, concertos, recitais, festivais e
congêneres.
12.8 – Feiras, exposições, congressos e congêneres.
12.9 – Bilhares, boliches e diversões eletrônicas ou não.
12.10 – Corridas e competições de animais.
12.11 – Competições esportivas ou de destreza física ou intelectual, com ou sem a
participação do espectador.
12.12 – Execução de música.
12.13 – Produção, mediante ou sem encomenda prévia, de eventos, espetáculos,
entrevistas, shows, ballet, danças, desfiles, bailes, teatros, óperas, concertos, recitais,
festivais e congêneres.
12.14 – Fornecimento de música para ambientes fechados ou não, mediante transmissão
por qualquer processo.
12.15 – Desfiles de blocos carnavalescos ou folclóricos, trios elétricos e congêneres.
12.16 – Exibição de filmes, entrevistas, musicais, espetáculos, shows, concertos, desfiles,
óperas, competições esportivas, de destreza intelectual ou congêneres.
12.17 – Recreação e animação, inclusive em festas e eventos de qualquer natureza.
13 – Serviços relativos à fonografia, fotografia, cinematografia e reprografia.
13.1 – (VETADO)
13.2 – Fonografia ou gravação de sons, inclusive trucagem, dublagem, mixagem e
congêneres.
13.3 – Fotografia e cinematografia, inclusive revelação, ampliação, cópia, reprodução,
trucagem e congêneres.
13.4 – Reprografia, microfilmagem e digitalização.
13.5 – Composição gráfica, fotocomposição, clicheria, zincografia, litografia,
fotolitografia.
13.05 - Composição gráfica, inclusive confecção de impressos gráficos, fotocomposição, clicheria,
zincografia, litografia e fotolitografia, exceto se destinados a posterior operação de comercialização ou
industrialização, ainda que incorporados, de qualquer forma, a outra mercadoria que deva ser objeto de
posterior circulação, tais como bulas, rótulos, etiquetas, caixas, cartuchos, embalagens e manuais técnicos
e de instrução, quando ficarão sujeitos ao ICMS. (redação dada pela lei 2371 de 06/11/2017)
14 – Serviços relativos a bens de terceiros.
14.1 – Lubrificação, limpeza, lustração, revisão, carga e recarga, conserto, restauração,
blindagem, manutenção e conservação de máquinas, veículos, aparelhos, equipamentos,
motores, elevadores ou de qualquer objeto (exceto peças e partes empregadas, que
ficam sujeitas ao ICMS).
14.2 – Assistência técnica.
14.3 – Recondicionamento de motores (exceto peças e partes empregadas, que ficam
sujeitas ao ICMS).
14.4 – Recauchutagem ou regeneração de pneus.
14.5 – Restauração, recondicionamento, acondicionamento, pintura, beneficiamento,
lavagem, secagem, tingimento, galvanoplastia, anodização, corte, recorte, polimento,
plastificação e congêneres, de objetos quaisquer.
14.5 - Restauração, recondicionamento, acondicionamento, pintura, beneficiamento, lavagem, secagem,
tingimento, galvanoplastia, anodização, corte, recorte, plastificação, costura, acabamento, polimento e
congêneres de objetos quaisquer. (redação dada pela lei 2371 de 06/11/2017)
14.6 – Instalação e montagem de aparelhos, máquinas e equipamentos, inclusive
montagem industrial, prestados ao usuário final, exclusivamente com material por ele
fornecido.
14.7 – Colocação de molduras e congêneres.
14.8 – Encadernação, gravação e douração de livros, revistas e congêneres.
14.9 – Alfaiataria e costura, quando o material for fornecido pelo usuário final, exceto
aviamento.
14.10 – Tinturaria e lavanderia.
14.11 – Tapeçaria e reforma de estofamentos em geral.
14.12 – Funilaria e lanternagem.
14.13 – Carpintaria e serralheria.
14.14 - Guincho intramunicipal, guindaste e içamento. (Incluído pela lei 2371 de 06/11/2017)

15 – Serviços relacionados ao setor bancário ou financeiro, inclusive aqueles


prestados por instituições financeiras autorizadas a funcionar pela União ou por
quem de direito.
15.1 – Administração de fundos quaisquer, de consórcio, de cartão de crédito ou débito
e congêneres, de carteira de clientes, de cheques pré-datados e congêneres.
15.2 – Abertura de contas em geral, inclusive conta-corrente, conta de investimentos e
aplicação e caderneta de poupança, no País e no exterior, bem como a manutenção das
referidas contas ativas e inativas.
15.3 – Locação e manutenção de cofres particulares, de terminais eletrônicos, de
terminais de atendimento e de bens e equipamentos em geral.
15.4 – Fornecimento ou emissão de atestados em geral, inclusive atestado de
idoneidade, atestado de capacidade financeira e congêneres.
15.5 – Cadastro, elaboração de ficha cadastral, renovação cadastral e congêneres,
inclusão ou exclusão no Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundos – CCF ou em
quaisquer outros bancos cadastrais.
15.6 – Emissão, reemissão e fornecimento de avisos, comprovantes e documentos em
geral; abono de firmas; coleta e entrega de documentos, bens e valores; comunicação
com outra agência ou com a administração central; licenciamento eletrônico de veículos;
transferência de veículos; agenciamento fiduciário ou depositário; devolução de bens em
custódia.
15.7 – Acesso, movimentação, atendimento e consulta a contas em geral, por qualquer
meio ou processo, inclusive por telefone, fac-símile, internet e telex, acesso a terminais de
atendimento, inclusive vinte e quatro horas; acesso a outro banco e a rede compartilhada;
fornecimento de saldo, extrato e demais informações relativas a contas em geral, por
qualquer meio ou processo.
15.8 – Emissão, reemissão, alteração, cessão, substituição, cancelamento e registro de
contrato de crédito; estudo, análise e avaliação de operações de crédito; emissão,
concessão, alteração ou contratação de aval, fiança, anuência e congêneres; serviços
relativos à abertura de crédito, para quaisquer fins.
15.9 – Arrendamento mercantil (leasing) de quaisquer bens, inclusive cessão de direitos
e obrigações, substituição de garantia, alteração, cancelamento e registro de contrato, e
demais serviços relacionados ao arrendamento mercantil (leasing).
15.10 – Serviços relacionados a cobranças, recebimentos ou pagamentos em geral, de
títulos quaisquer, de contas ou carnês, de câmbio, de tributos e por conta de terceiros,
inclusive os efetuados por meio eletrônico, automático ou por máquinas de atendimento;
fornecimento de posição de cobrança, recebimento ou pagamento; emissão de carnês,
fichas de compensação, impressos e documentos em geral.
15.11 – Devolução de títulos, protesto de títulos, sustação de protesto, manutenção de
títulos, reapresentação de títulos, e demais serviços a eles relacionados.
15.12 – Custódia em geral, inclusive de títulos e valores mobiliários.
15.13 – Serviços relacionados a operações de câmbio em geral, edição, alteração,
prorrogação, cancelamento e baixa de contrato de câmbio; emissão de registro de
exportação ou de crédito; cobrança ou depósito no exterior; emissão, fornecimento e
cancelamento de cheques de viagem; fornecimento, transferência, cancelamento e
demais serviços relativos à carta de crédito de importação, exportação e garantias
recebidas; envio e recebimento de mensagens em geral relacionadas a operações de
câmbio.
15.14 – Fornecimento, emissão, reemissão, renovação e manutenção de cartão
magnético, cartão de crédito, cartão de débito, cartão salário e congêneres.
15.15 – Compensação de cheques e títulos quaisquer; serviços relacionados a depósito,
inclusive depósito identificado, a saque de contas quaisquer, por qualquer meio ou
processo, inclusive em terminais eletrônicos e de atendimento.
15.16 – Emissão, reemissão, liquidação, alteração, cancelamento e baixa de ordens de
pagamento, ordens de crédito e similares, por qualquer meio ou processo; serviços
relacionados à transferência de valores, dados, fundos, pagamentos e similares, inclusive
entre contas em geral.
15.17 – Emissão, fornecimento, devolução, sustação, cancelamento e oposição de
cheques quaisquer, avulso ou por talão.
15.18 – Serviços relacionados a crédito imobiliário, avaliação e vistoria de imóvel ou obra,
análise técnica e jurídica, emissão, reemissão, alteração, transferência e renegociação de
contrato, emissão e reemissão do termo de quitação e demais serviços relacionados a
crédito imobiliário.
16 – Serviços de transporte de natureza municipal.
16.1 – Serviços de transporte de natureza municipal.
16.1 - Serviços de transporte coletivo municipal rodoviário, metroviário, ferroviário e aquaviário de
passageiros.(redação dada pela lei 2371 de 06/11/2017)
16.2 - Outros serviços de transporte de natureza municipal. (incluído pela lei 2371 de 06/11/2017)

17 – Serviços de apoio técnico, administrativo, jurídico, contábil, comercial e


congêneres.
17.1 – Assessoria ou consultoria de qualquer natureza, não contida em outros itens
desta lista; análise, exame, pesquisa, coleta, compilação e fornecimento de dados e
informações de qualquer natureza, inclusive cadastro e similares.
17.2 – Datilografia, digitação, estenografia, expediente, secretaria em geral, resposta
audível, redação, edição, interpretação, revisão, tradução, apoio e infra-estrutura
administrativa e congêneres.
17.3 – Planejamento, coordenação, programação ou organização técnica, financeira ou
administrativa.
17.4 – Recrutamento, agenciamento, seleção e colocação de mão-de-obra.
17.5 – Fornecimento de mão-de-obra, mesmo em caráter temporário, inclusive de
empregados ou trabalhadores, avulsos ou temporários, contratados pelo prestador de
serviço.
17.6 – Propaganda e publicidade, inclusive promoção de vendas, planejamento de
campanhas ou sistemas de publicidade, elaboração de desenhos, textos e demais
materiais publicitários.
17.7 – (VETADO)
17.8 – Franquia (franchising).
17.9 – Perícias, laudos, exames técnicos e análises técnicas.
17.10 – Planejamento, organização e administração de feiras, exposições, congressos e
congêneres.
17.11 – Organização de festas e recepções; bufê (exceto o fornecimento de alimentação
e bebidas, que fica sujeito ao ICMS).
17.12 – Administração em geral, inclusive de bens e negócios de terceiros.
17.13 – Leilão e congêneres.
17.14 – Advocacia.
17.15 – Arbitragem de qualquer espécie, inclusive jurídica.
17.16 – Auditoria.
17.17 – Análise de Organização e Métodos.
17.18 – Atuária e cálculos técnicos de qualquer natureza.
17.19 – Contabilidade, inclusive serviços técnicos e auxiliares.
17.20 – Consultoria e assessoria econômica ou financeira.
17.21 – Estatística.
17.22 – Cobrança em geral.
17.23 – Assessoria, análise, avaliação, atendimento, consulta, cadastro, seleção,
gerenciamento de informações, administração de contas a receber ou a pagar e em geral,
relacionados a operações de faturização (factoring).
17.24 – Apresentação de palestras, conferências, seminários e congêneres.
17.25 - Inserção de textos, desenhos e outros materiais de propaganda e publicidade, em qualquer meio
(exceto em livros, jornais, periódicos e nas modalidades de serviços de radiodifusão sonora e de sons e
imagens de recepção livre e gratuita). (incluído pela lei 2371 de 06/11/2017)
18 – Serviços de regulação de sinistros vinculados a contratos de seguros;
inspeção e avaliação de riscos para cobertura de contratos de seguros; prevenção
e gerência de riscos seguráveis e congêneres.
18.1 - Serviços de regulação de sinistros vinculados a contratos de seguros; inspeção e
avaliação de riscos para cobertura de contratos de seguros; prevenção e gerência de
riscos seguráveis e congêneres.
19 – Serviços de distribuição e venda de bilhetes e demais produtos de loteria,
bingos, cartões, pules ou cupons de apostas, sorteios, prêmios, inclusive os
decorrentes de títulos de capitalização e congêneres.
19.1 - Serviços de distribuição e venda de bilhetes e demais produtos de loteria, bingos,
cartões, pules ou cupons de apostas, sorteios, prêmios, inclusive os decorrentes de títulos
de capitalização e congêneres.
20 – Serviços portuários, aeroportuários, ferroportuários, de terminais rodoviários,
ferroviários e metroviários.
20.1 – Serviços portuários, ferroportuários, utilização de porto, movimentação de
passageiros, reboque de embarcações, rebocador escoteiro, atracação, desatracação,
serviços de praticagem, capatazia, armazenagem de qualquer natureza, serviços
acessórios, movimentação de mercadorias, serviços de apoio marítimo, de movimentação
ao largo, serviços de armadores, estiva, conferência, logística e congêneres.
20.2 – Serviços aeroportuários, utilização de aeroporto, movimentação de passageiros,
armazenagem de qualquer natureza, capatazia, movimentação de aeronaves, serviços de
apoio aeroportuários, serviços acessórios, movimentação de mercadorias, logística e
congêneres.
20.3 – Serviços de terminais rodoviários, ferroviários, metroviários, movimentação de
passageiros, mercadorias, inclusive suas operações, logística e congêneres.
21 – Serviços de registros públicos, cartorários e notariais.
21.1 - Serviços de registros públicos, cartorários e notariais.
22 – Serviços de exploração de rodovia.
22.1 – Serviços de exploração de rodovia mediante cobrança de preço ou pedágio dos
usuários, envolvendo execução de serviços de conservação, manutenção,
melhoramentos para adequação de capacidade e segurança de trânsito, operação,
monitoração, assistência aos usuários e outros serviços definidos em contratos, atos de
concessão ou de permissão ou em normas oficiais.
23 – Serviços de programação e comunicação visual, desenho industrial e
congêneres.
23.1 – Serviços de programação e comunicação visual, desenho industrial e congêneres.
24 – Serviços de chaveiros, confecção de carimbos, placas, sinalização visual,
banners, adesivos e congêneres.
24.1 - Serviços de chaveiros, confecção de carimbos, placas, sinalização visual,
banners, adesivos e congêneres.
25 - Serviços funerários.
25.1 – Funerais, inclusive fornecimento de caixão, urna ou esquifes; aluguel de capela;
transporte do corpo cadavérico; fornecimento de flores, coroas e outros paramentos;
desembaraço de certidão de óbito; fornecimento de véu, essa e outros adornos;
embalsamento, embelezamento, conservação ou restauração de cadáveres.
25.2 – Cremação de corpos e partes de corpos cadavéricos.
25.2 - Translado intramunicipal e cremação de corpos e partes de corpos cadavéricos.(redação dada pela lei 2371 de
06/11/2017)
25.3 – Planos ou convênio funerários.
25.4 – Manutenção e conservação de jazigos e cemitérios.
25.5 - Cessão de uso de espaços em cemitérios para sepultamento. (incluído pela lei 2371 de 06/11/2017)
26 – Serviços de coleta, remessa ou entrega de correspondências, documentos,
objetos, bens ou valores, inclusive pelos correios e suas agências franqueadas;
courrier e congêneres.
26.1 – Serviços de coleta, remessa ou entrega de correspondências, documentos,
objetos, bens ou valores, inclusive pelos correios e suas agências franqueadas; courrier e
congêneres.
27 – Serviços de assistência social.
27.1 – Serviços de assistência social.
28 – Serviços de avaliação de bens e serviços de qualquer natureza.
28.1 – Serviços de avaliação de bens e serviços de qualquer natureza.
29 – Serviços de biblioteconomia.
29.1 – Serviços de biblioteconomia.
30 – Serviços de biologia, biotecnologia e química.
30.1 – Serviços de biologia, biotecnologia e química.
31 – Serviços técnicos em edificações, eletrônica, eletrotécnica, mecânica,
telecomunicações e congêneres.
31.1 - Serviços técnicos em edificações, eletrônica, eletrotécnica, mecânica,
telecomunicações e congêneres.
32 – Serviços de desenhos técnicos.
32.1 - Serviços de desenhos técnicos.
33 – Serviços de desembaraço aduaneiro, comissários, despachantes e
congêneres.
33.1 - Serviços de desembaraço aduaneiro, comissários, despachantes e congêneres.
34 – Serviços de investigações particulares, detetives e congêneres.
34.1 - Serviços de investigações particulares, detetives e congêneres.
35 – Serviços de reportagem, assessoria de imprensa, jornalismo e relações
públicas.
35.1 - Serviços de reportagem, assessoria de imprensa, jornalismo e relações públicas.
36 – Serviços de meteorologia.
36.1 – Serviços de meteorologia.
37 – Serviços de artistas, atletas, modelos e manequins.
37.1 - Serviços de artistas, atletas, modelos e manequins.
38 – Serviços de museologia.
38.1 – Serviços de museologia.
39 – Serviços de ourivesaria e lapidação.
39.1 - Serviços de ourivesaria e lapidação (quando o material for fornecido pelo tomador
do serviço).
40 – Serviços relativos a obras de arte sob encomenda.
40.1 - Obras de arte sob encomenda.
(redação do art. 110 alterado pela lei 1038 de 30/12/03).
§ 1º - O imposto incide também sobre o serviço proveniente do exterior do País ou cuja
prestação se tenha iniciado no exterior do País.
(redação do § 1º do art. 110 alterado pela lei 1038 de 30/12/03).

§ 2º - Ressalvadas as exceções expressas na lista anexa de que trata o caput, os


serviços nele mencionados ficam sujeitos ao Imposto Sobre Serviços, ainda que sua
prestação envolva fornecimento de mercadorias.
(redação do § 2º do art. 110 alterado pela lei 1038 de 30/12/03).

§ 3º - O imposto de que trata este artigo incide ainda sobre os serviços prestados
mediante a utilização de bens e serviços públicos explorados economicamente mediante
autorização, permissão ou concessão, com o pagamento de tarifa, preço ou pedágio pelo
usuário final do serviço.
(redação do § 3º do art. 110 alterado pela lei 1038 de 30/12/03).

§ 4º - A incidência do imposto não depende da denominação dada ao serviço prestado.


(§4º do art. 110 acrescentado pela lei 1038 de 30/12/03).

Art. 110-A - O serviço considera-se prestado e o imposto devido no local do


estabelecimento prestador ou, na falta do estabelecimento, no local do domicílio do
prestador.

§ 1º - Sem prejuízo do disposto no caput, o serviço considera-se prestado e o imposto


devido ao Município nas hipóteses previstas abaixo:

I – Quando o serviço for proveniente do exterior do País ou cuja prestação se


tenha iniciado no exterior do País e tomado ou intermediado por pessoa física ou
jurídica estabelecida ou, na falta de estabelecimento, domiciliada no Município, na
hipótese do § 1º do art. 110;

II - na instalação dos andaimes, palcos, coberturas e outras estruturas, no caso dos


serviços descritos no subitem 3.05 da lista do art. 110;

III - na execução da obra, no caso dos serviços descritos no subitem 7.02 e 7.19 da lista
do art. 110;

IV - na demolição, no caso dos serviços descritos no subitem 7.04 da lista do art. 110;

V - nas edificações em geral, estradas, pontes, portos e congêneres, no caso dos


serviços descritos no subitem 7.05 da lista do art. 110;

VI - a execução da varrição, coleta, remoção, incineração, tratamento, reciclagem,


separação e destinação final de lixo, rejeitos e outros resíduos quaisquer, no caso dos
serviços descritos no subitem 7.09 da lista do art. 110;

VII - na execução da varrição, coleta, remoção, incineração, tratamento, reciclagem,


separação e destinação final de lixo, rejeitos e outros resíduos quaisquer, no caso dos
serviços descritos no subitem 7.09 da lista do art. 110;

VIII - n a execução da decoração e jardinagem, do corte e poda de árvores, no caso dos


serviços descritos no subitem 7.11 da lista do art. 110;
IX - no controle e tratamento do efluente de qualquer natureza e de agentes físicos,
químicos e biológicos, no caso dos serviços descritos no subitem 7.12 da lista do art. 110;
X - no florestamento, reflorestamento, semeadura, adubação e congêneres, no caso dos
serviços descritos no subitem 7.16 da lista do art. 110;

XI - na execução dos serviços de escoramento, contenção de encostas e congêneres, no


caso dos serviços descritos no subitem 7.17 da lista do art. 110;

XII - na limpeza e dragagem, no caso dos serviços descritos no subitem 7.18 da lista do
art. 110;

XIII – na guarda ou estacionamento do bem, no caso dos serviços descritos no subitem


11.01 da lista do art. 110;

XIV – na vigilância, segurança ou monitoramento dos bens das pessoas, no caso dos
serviços descritos no subitem 11.02 da lista do art. 110;

XV - no armazenamento, depósito, carga, descarga, arrumação e guarda do bem, no


caso dos serviços descritos no subitem 11.04 da lista do art. 110;

XVI - na execução dos serviços de diversão, lazer, entretenimento e congêneres, no caso


dos serviços descritos nos subitens do item 12, exceto o 12.13, da lista do art. 110;

XVII – na execução do transporte , no caso dos serviços descritos pelo subitem 16.01
da lista do art. 110;

XVIII – no caso dos serviços descritos pelo subitem 17.05 da lista do art. 110, quando
o estabelecimento do tomador da mão-de-obra ou, na falta de estabelecimento, do seu
domicílio, estiver situado no Município;

XIV – no planejamento, organização e administração de feira, exposição, congresso ou


congênere, no caso dos serviços descritos pelo subitem 17.10 da lista do art. 110;

XX – na prestação dos serviços portoários, aeroportoários, ferroportoários, terminais


rodoviários, ferroviários ou metroviário, no caso dos serviços descritos pelo item 20 da
lista do art. 110;

§ 2º - No caso dos serviços que se referem os subitens 3.04 e 22.01 da lista do art. 110,
considera-se ocorrido o fato gerador e devido o imposto ao Município em relaçao à
extensão, seu território:

I – da ferrovia, rodovia, postes, cabos, dutos e condutos de qualquer natureza, objetos


de locação, sublocação, arrendamento, direito de passagem ou permissão de uso,
compartilhado ou não.

II – da rodovia explorada.

§ 3º - No caso dos serviços executados em águas marítimas, considera-se ocorrido o fato


gerador do imposto no local do estabelecimento prestador dos serviços, executados os
serviços descritos no subitem 20.01.
(art. 110-A acrescntado pela lei 1038 de 30/12/03)
Art. 110-A - O serviço considera-se prestado, e o imposto, devido, no local do estabelecimento prestador
ou, na falta do estabelecimento, no local do domicílio do prestador, exceto nas hipóteses previstas nos
incisos I a XXV, quando o imposto será devido no local: (redação dada pela lei 2371 de 06/11/2017)

§ 1º - Sem prejuízo do disposto no caput, o serviço considera-se prestado e o imposto


devido ao Município nas hipóteses previstas abaixo:
I – do estabelecimento do tomador ou intermediário do serviço ou, na falta de estabelecimento, onde ele
estiver domiciliado, no caso do serviço proveniente do exterior do País ou cuja prestação se tenha iniciado
no exterior do País;

II – da instalação dos andaimes, palcos, coberturas e outras estruturas, no caso dos serviços descritos no
subitem 3.05 da lista anexa do art. 110;

III – da execução da obra, no caso dos serviços descritos no subitem 7.02 e 7.19 da lista anexa do art.

110; IV – da demolição, no caso dos serviços descritos no subitem 7.04 da lista anexa do art. 110;

V – das edificações em geral, estradas, pontes, portos e congêneres, no caso dos serviços descritos no
subitem 7.05 da lista anexa do art. 110;

VI – da execução da varrição, coleta, remoção, incineração, tratamento, reciclagem, separação e


destinação final de lixo, rejeitos e outros resíduos quaisquer, no caso dos serviços descritos no subitem 7.09
da lista anexa do art. 110;

VII – da execução da limpeza, manutenção e conservação de vias e logradouros públicos, imóveis,


chaminés, piscinas, parques, jardins e congêneres, no caso dos serviços descritos no subitem 7.10 da lista
anexa do art. 110;

VIII – da execução da decoração e jardinagem, do corte e poda de árvores, no caso dos serviços descritos
no subitem 7.11 da lista anexa do art. 110;

IX – do controle e tratamento do efluente de qualquer natureza e de agentes físicos, químicos e biológicos,


no caso dos serviços descritos no subitem 7.12 da lista anexa do art. 110;

X – do florestamento, reflorestamento, semeadura, adubação, reparação de solo, plantio, silagem, colheita,


corte, descascamento de árvores, silvicultura, exploração florestal e serviços congêneres indissociáveis da
formação, manutenção e colheita de florestas para quaisquer fins e por quaisquer meios, no caso dos
serviços descritos no subitem 7.16 da lista anexa do art. 110;

XI – da execução dos serviços de escoramento, contenção de encostas e congêneres, no caso dos serviços
descritos no subitem 7.17 da lista anexa do art. 110;

XII - da limpeza e dragagem, no caso dos serviços descritos no subitem 7.18 da lista anexa do art. 110;

XIII – onde o bem estiver guardado ou estacionado, no caso dos serviços descritos no subitem 11.01 da
lista anexa do art. 110;

XIV – dos bens, dos semoventes ou do domicílio das pessoas vigiados, segurados ou monitorados, no caso
dos serviços descritos no subitem 11.02 da lista anexa do art. 110;
XV – do armazenamento, depósito, carga, descarga, arrumação e guarda do bem, no caso dos serviços
descritos no subitem 11.04 da lista anexa do art. 110;

XVI - da execução dos serviços de diversão, lazer, entretenimento e congêneres, no caso dos serviços
descritos nos subitens do item 12, exceto o 12.13, da lista anexa do art. 110;

XVII – do Município onde está sendo executado o transporte, no caso dos serviços descritos pelo item 16
da lista anexa do art. 110;

XVIII – do estabelecimento do tomador da mão-de-obra ou, na falta de estabelecimento, onde ele estiver
domiciliado, no caso dos serviços descritos pelo subitem 17.05 da lista anexa do art. 110;

XIX - da feira, exposição, congresso ou congênere a que se referir o planejamento, organização e


administração, no caso dos serviços descritos pelo subitem 17.10 da lista anexa do art. 110;

XX – do porto, aeroporto, ferroporto, terminal rodoviário, ferroviário ou metroviário, no caso dos serviços
descritos pelo item 20 da lista anexa do art. 110.

XXI – do domicílio do tomador dos serviços dos subitens 4.22, 4.23 e 5.09 da lista anexa do art. 110;

XXII – do domicílio do tomador do serviço no caso dos serviços prestados pelas administradoras de cartão
de crédito ou débito e demais descritos no subitem 15.01 da lista anexa do art. 110;

XXIII - do domicílio do tomador dos serviços dos subitens 10.04 e 15.09 da lista anexa do art. 110;

§ 2o No caso dos serviços a que se refere o subitem 3.04 da lista anexa do art. 110, considera-se ocorrido o
fato gerador e devido o imposto neste Município, sempre que se dê a locação, sublocação, arrendamento,
direito de passagem ou permissão de uso, compartilhado ou não, de extensão de ferrovia, rodovia, postes,
cabos, dutos e condutos de qualquer natureza.

§ 3o No caso dos serviços a que se refere o subitem 22.01 da lista anexa do art. 110, considera-se ocorrido
o fato gerador e devido o imposto neste Município sempre que se dê a exploração de extensão de rodovia
aqui localizada.

§ 4o A circunstância de o serviço, por sua natureza, ser executado, habitual ou eventualmente, fora do
estabelecimento, não o descaracteriza como estabelecimento prestador.

§ 5o Na hipótese de descumprimento do disposto no caput ou no § 1o, ambos do art. 8o-A desta Lei
Complementar Nacional nº116/2003, o imposto será devido no local do estabelecimento do tomador ou
intermediário do serviço ou, na falta de estabelecimento, onde ele estiver domiciliado.

Art. 110-B – Considera-se estabelecimento prestador o local onde o contribuinte


desenvolva a atividade de prestar serviços, de modo permanente ou temporário, e que
configure unidade econômica ou profissional, sendo irrelevantes para caracterizá-lo as
denominações de sede, filial, agência, posto de atendimento, sucursal, escritório de
representação ou contato ou quaisquer outras que venham a ser utilizadas.
(art. 110-B acrescntado pela lei 1038 de 30/12/03)

Art. 111 - A incidência do imposto independe:

I - da existência de estabelecimento fixo;


II - do resultado econômico ou financeiro da atividade;

III - do cumprimento de quaisquer exigências legais, regulamentares ou administrativas,


relativas à prestação dos serviços.

SEÇÃO II

DA NÃO INCIDÊNCIA

Art. 112 - O imposto não incide sobre:

I - as exportações de serviços para o exterior do País;

II - a prestação de serviços em relação de emprego, dos trabalhadores avulsos, dos


diretores e membros de conselho consultivo ou de conselho fiscal de sociedades e
fundações, bem como dos sócios-gerentes e dos gerentes-delegados;

III - o valor intermediado no mercado de títulos e valores mobiliários, o valor dos


depósitos bancários, o principal, juros e acréscimos moratórios relativos a operações de
crédito realizadas por instituições financeiras.
Parágrafo único. Não se enquadram no disposto no inciso I os serviços desenvolvidos no
Município, cujo resultado aqui se verifique, ainda que o pagamento seja feito por
residente no exterior.
(redação do art. 112 alterado pela lei 1038 de 30/12/03)

SEÇÃO III

DA ISENÇÃO

Art. 113 - Estão isentos do imposto:

I - o órgão de classe, excluída a prestação de serviços que gere concorrência


com empresa privada;

II - a associação e o clube, nas atividades específicas, culturais, esportivas, recreativas ou


beneficentes, excluída a prestação de serviços que gere concorrência com empresa
privada;

III - o espetáculo circense e teatral, bem como a promoção de concerto, recital, "shows",
festividade, exposição e atividade correlata, cuja receita se destine a fim assistencial
devidamente comprovado perante a Secretaria Municipal de Fazenda;

Parágrafo Único - As isenções previstas neste artigo dependem de prévio reconhecimento


pela repartição fiscal competente, na forma e condições estabelecidas por ato do
Secretário Municipal de Fazenda.

IV – A obra de construção civil de até 70 m2 com utilização de planta popular nos termos
da legislação municipal pertinente.”
(inserido pela lei 1625 de 17/12/09)

SEÇÃO IV
DO CONTRIBUINTE E DO RESPONSÁVEL

Art. 114 - Contribuinte do imposto é o prestador do serviço, empresa ou profissional


autônomo, com ou sem estabelecimento fixo, que exerce sua atividade em caráter
permanente ou eventual.

Parágrafo Único - Para efeito deste artigo, entende-se:

I - por profissional autônomo, todo aquele que fornece o próprio trabalho sem vínculo
empregatício, com o auxílio de, no máximo, 2 (dois) empregados que não possuam a
mesma habilitação profissional do empregador;

II - por empresa:

a) toda e qualquer pessoa jurídica, inclusive a sociedade civil ou a de fato, que exerce
atividade econômica de prestação de serviços;

b) a pessoa física que admite, para o exercício de sua atividade profissional, mais do que
2 (dois) empregados e/ou 1 (um) ou mais profissionais da mesma habilitação do
empregador.

Art. 115 - Fica atribuída aos construtores, empreiteiros principais e administradores de


obras hidráulicas, de construção civil ou outras obras semelhantes, bem como quanto aos
serviços de montagem industrial, a responsabilidade pelo recolhimento do imposto devido
pelos subempreiteiros, exclusivamente de mão-de-obra, ainda que o pagamento dos
serviços seja feito diretamente pelo dono da obra ou contratante.

Art. 116 - Os construtores, os empreiteiros principais ou quaisquer outros contratantes de


obras de construção civil são responsáveis pelo imposto devido por empreiteiros ou
subempreiteiros não estabelecidos no Município.

Art. 117 - Todos aqueles que utilizarem de serviços prestados por empresa ou profissional
autônomo são solidariamente responsáveis pelo pagamento do imposto relativo aos
serviços a eles prestados se não exigirem dos mesmos a comprovação da respectiva
inscrição fiscal no órgão competente.

Parágrafo Único - Quando o prestador de serviço, ainda que autônomo, não fizer prova da
sua inscrição fiscal, o usuário deverá reter 5% (cinco por cento) do total pago pelo serviço
prestado e recolhê-los aos cofres do Município.

Art. 118 - O titular do estabelecimento é solidariamente responsável pelo pagamento do


imposto relativo à exploração de máquinas e aparelhos pertencentes a terceiros, não
estabelecidos no Município, quando instalados no referido estabelecimento.

Parágrafo Único - É considerado responsável solidário o locador das máquinas e


aparelhos de que trata este artigo, quanto ao imposto devido pelo locatário, estabelecido
no Município e relativo à exploração daqueles bens.

Art. 119 - As pessoas físicas ou jurídicas, alcançadas por imunidade ou isenção do


imposto, sujeitam-se às disposições previstas nos artigos anteriores.
(alterado pela Lei n° 1038/2003)

Art. 114 - Contribuinte é o prestador do serviço.


(redação do art. 114 alterado pela lei 1038 de 30/12/03)

Parágrafo Único – (Revogado pela lei 1038 de 30/12/03)

Art. 114-A – O contribuinte que exercer mais de uma das atividades relacionadas na lista
do art. 110 ficará sujeito à incidência do imposto sobre todas elas, inclusive quando se
tratar de profissional autônomo.
(art. 114-A acrescentado pela lei 1038 de 30/12/03)

Art. 114-B – O tomador do serviço é responsável pelo recolhimento do imposto, inclusive


multa e acréscimos legais, quando o prestador do serviço, não emitir nota fiscal ou outro
documento permitido pela legislação tributária ou, quando desobrigado, não fornecer
recibo no qual esteja expresso o número de sua inscrição no Cadastro Tributário do
Município.

§ 1º - Sem prejuízo do disposto no caput deste artigo, são responsáveis:


I - o tomador ou intermediário de serviço proveniente do exterior do País ou cuja
prestação se tenha iniciado no exterior do País;

II – Os órgãos da Administração Direta da União, do Estado e do Município, bem como


suas respectivas Autarquias, Empresas Públicas, Sociedades de Economia Mista sob seu
controle e as Fundações instituídas pelo Poder Público, estabelecidos ou sediados no
Município, tomadores ou intermediários dos serviços descritos nos subitens 7.02, 7.04,
7.05, 7.09, 7.10, 7.12, 7.16, 7.17, 7.19, 11.02, 17.05 e 17.10 da lista do art. 110.

II – a pessoa jurídica, ainda que imune ou isenta, tomadora ou intermediária dos serviços
descritos nos subitens 3.05, 7.02, 7.04, 7.05, 7.09, 7.10, 7.12, 7.14, 7.15, 7.16, 7.17, 7.19,
11.02, 17.05 e 17.10 da lista do art. 110.(redação dada pela lei 2371 de 06/11/2017)

III – a pessoa jurídica, tomadora ou intermediária, ainda que imune ou isenta, na hipótese prevista no § 5º
do art. 110-A.(redação dada pela lei 2371 de 06/11/2017)

IV – (Suprimido).

§ 2º - As pessoas físicas ou jurídicas referidas no caput deste artigo e nos incisos I a III do
§ 1º, deverão repassar, ao Tesouro Municipal, o valor do imposto, inclusive multa e
acréscimos legais, na forma e nos prazos definidos na legislação tributária.
(art. 114-B acrescentado pela lei 1038 de 30/12/03)

§ 3 – No caso dos serviços descritos pelos subitens 10.04 e 15.09 da lista de serviços anexa ao art. 110, o
valor do imposto é devido ao Município declarado como domicílio tributário da pessoa jurídica ou física
tomadora do serviço, conforme informação prestada por este.

§ 4º – No caso dos serviços prestados pelas administradoras de cartão de crédito e débito, descritos no
subitem 15.01, os terminais eletrônicos ou as máquinas das operações efetivadas deverão ser registrados
no local do domicílio do tomador do serviço. (incluído pela lei 2371 de 06/11/2017)

Art. 115 - (Revogado pela lei 1038 de 30/12/03).

Art. 116 - (Revogado pela lei 1038 de 30/12/03).

Art. 117 - (art. 117 e parágrafo único revogados pela lei 1038 de 30/12/03).
Art. 118 - (art. 118 e parágrafo único revogados pela lei 1038 de 30/12/03).

Art. 119 - (Revogado pela lei 1038 de 30/12/03).

SEÇÃO V

DA BASE DE CÁLCULO

Art. 120 - A base de cálculo do imposto é o preço do serviço, assim entendida a receita
bruta a ele correspondente.

§ 1º - Para os efeitos deste artigo, considera-se preço tudo o que for cobrado em virtude
da prestação do serviço, em dinheiro, bens, serviços ou direitos, seja na conta ou não,
inclusive a título de reembolso, reajustamento ou dispêndio de qualquer natureza, sem
prejuízo do disposto nesta seção.

§ 2º - Os descontos ou abatimentos concedidos sob condição integram o preço do


serviço.

§ 3º - A prestação de serviço a crédito, sob qualquer modalidade, implica inclusão, na


base de cálculo, dos ônus relativos à obtenção do financiamento, ainda que cobrados em
separado.

§ 4º - Nos serviços contratados em moeda estrangeira o preço é o valor resultante da sua


conversão em moeda nacional ao câmbio do dia da ocorrência do fato gerador.

§ 5º - Na falta de preço, é tomada como base de cálculo o valor cobrado dos usuários ou
contratantes de serviços similares.

Art. 121 - Na prestação dos serviços a que se refere os incisos XXXI, XXXIII e XXXVI, do
parágrafo 1º, do artigo 110, o imposto é calculado sobre o preço, deduzidas as parcelas
correspondentes:

I - ao valor dos materiais fornecidos pelo prestador do serviço;

II - ao valor das subempreitadas já tributadas pelo Município.


(alterado pela Lei n° 1038/2003)

Art. 120 - A base de cálculo do imposto é o preço do serviço.

§ 1º - Quando os serviços descritos pelo subitem 3.04 e 22.01 da lista do art. 110, a base
de cálculo será proporcional, conforme o caso, à extensão da ferrovia, rodovia, dutos e
condutos de qualquer natureza, cabos de qualquer natureza, ou ao número de postes,
existentes no território do Município.

§ 2º - O valor dos materiais fornecidos pelo prestador dos serviços previstos nos subitens
7.02 e 7.05 da lista do art. 110, não se incluem na base de cálculo do imposto.
(redação do art. 120, § 1º e 2º alterados pela lei 1038 de 30/12/03)

§ 3º - (Revogado pela lei 1038 de 30/12/03).


§ 4º - (Revogado pela lei 1038 de 30/12/03).

§ 5º - (Revogado pela lei 1038 de 30/12/03).

Art. 121 - (art. 121, I e II revogados pela lei 1038 de 30/12/03).

Art. 122 - Nos serviços contratados por administração a base de cálculo compreende os
honorários, os dispêndios com mão-de-obra e encargos sociais, as despesas gerais de
administração e outras, realizadas direta ou indiretamente pelo prestador.

Art. 123 - Nas incorporações imobiliárias, quando o construtor cumular a sua qualidade
com a do proprietário, promitente comprador, cessionário do terreno ou de suas frações
ideais, a base de cálculo é o preço contratado com os adquirentes de unidades
autônomas, relativo às cotas de construção.

§ 1º - Na hipótese prevista neste artigo, só é admissível deduzir do preço o valor das


subempreitadas e dos materiais de construção proporcionalmente às frações ideais
alienadas ou compromissadas.

§ 2º - Consideram-se, também, compromissadas as frações ideais vinculadas às


unidades autônomas contratadas para entrega futura, em pagamento de bens, serviços
ou direitos adquiridos, inclusive terrenos.

§ 3º - Quando não forem especificadas nos contratos os preços das frações ideais de
terreno e das quotas de construção o preço do serviço será a diferença entre o valor total
do contrato e o valor resultante da multiplicação do preço de aquisição do terreno pela
fração ideal vinculada à unidade contratada.

Art. 124 - Nas demolições, inclui-se no preço dos serviços o montante dos recebimentos
em dinheiro ou em materiais provenientes do desmonte.

Art. 125 - No caso de estabelecimento que represente sem faturamento, empresa do


mesmo titular, sediada fora do Município, a base de cálculo compreende todas as
despesas necessárias à manutenção desse estabelecimento.

Art. 126 - O montante do imposto integra a base de cálculo, sendo obrigatório o


respectivo destaque para fins de indicação do ônus tributário incidente a prestação do
serviço.

Art. 127 - Quando se tratar de prestação de serviço sob a forma de trabalho pessoal do
próprio contribuinte, o imposto deve ser pago anualmente, na forma e nos prazos
estabelecidos pela Secretaria Municipal de Fazenda, de acordo com os incisos I, II e III da
tabela constante do artigo 130, tantas vezes quantas forem às atividades exercidas.
(Alterado pela lei 272 de 39/12/94)

Parágrafo Único – Considera-se trabalho pessoal do próprio contribuinte, para os efeitos


do caput, o executado pessoalmente pelo contribuinte, com auxílio de até 2 (dois)
empregados.
(parágrafo único do art. 127 acrescentado pela lei 1038 de 30/12/03)

Art. 128 - Quando os serviços a que se referem os incisos I, IV, VII, XXIV, LI, LXXXVIII,
LXXXIX, XC e XCI, do parágrafo 1º, do artigo 110, forem prestados por sociedades
profissional habilitado, sócio, empregado ou não, que preste serviço em nome da
sociedade, embora assumindo responsabilidade pessoal, nos termos da lei aplicável, da
seguinte forma.
(alterado pela Lei n° 1038/2003)

Art. 128 - Quando os serviços a que se referem os itens 4, 17, da lista do art. 110, forem
prestados por sociedades profissional habilitado, sócio, empregado ou não, que preste
serviço em nome da sociedade, embora assumindo responsabilidade pessoal, nos termos
da lei aplicável, da seguinte forma.
(redação do art. 128 alterada pela lei 1038 de 30/12/03)

I - até 2 (dois) empregados não qualificados para cada sócio, empregado ou não
devidamente habilitado:

a) IMPOSTO: 15,132 UFIR’S por mês, em relação a cada profissional habilitado, sócio,
empregado ou não;

II - mais de 2 (dois) empregados não qualificados para cada sócio, empregado ou não,
devidamente habilitado:

a) IMPOSTO: 30,2644 UFIR’S por mês, em relação a cada profissional habilitado, sócio,
empregado ou não;

b) IMPOSTO: 7,5661 UFIR’S por mês em relação a cada empregado não qualificado que
ultrapasse o limite previsto no inciso anterior.

Parágrafo Único - Não se consideram uniprofissionais, devendo pagar o imposto sobre o


preço dos serviços prestados, as sociedades:

I - cujos sócios não possuam, todos, a mesma habilitação

profissional; II - que tenham como sócio pessoa jurídica;

III - que tenham natureza comercial;

IV- que exerçam atividade diversa da habilitação profissional dos sócios.


(Alterado pela lei 272 de 29/12/94)

Art. 129 - Quando o sujeito passivo, em seu estabelecimento ou em outros locais, exercer
atividades distintas, subordinadas a mais de uma forma de tributação, deverá observar as
seguintes regras:

I - se uma atividade for tributável pelas receitas e outra por imposto fixo, e se na escrita
fiscal não estiverem separadas as operações, o imposto relativo à primeira atividade será
apurado com base na receita total, sendo devido também o imposto relativo à segunda;

II - se as atividades forem tributáveis por alíquota diferentes, inclusive se alcançadas por


deduções ou por isenções, e se na escrita fiscal não estiverem separadas as operações,
o imposto será calculado sobre a receita total e pela alíquota mais elevada.

SEÇÃO VI

DA ALÍQUOTA
Art. 130 - O imposto é calculado de acordo com a seguinte tabela:

N.º PROFISSIONA IMPOSTO


DE IS FIXO
OR AUTÔNOMOS ANUAL /
DE UFIR
M
Titulados por estabelecimentos de ensino de nível superior e
I provisionados pela prestação de serviços sob a forma de trabalho 226,9830
pessoal do próprio contribuinte
II Titulados por estabelecimento de ensino de nível médio e
provisionados pela prestação de serviços sob a forma de 90,7932
trabalho
pessoal do próprio contribuinte
III Agentes, representantes, despachantes, corretores,
intermediários e outros que lhe possam ser assemelhados, pela 272,3796
prestação de serviços sob a forma de trabalho pessoal,
decorrentes do exercício da profissão
IV Profissionais não previstos nos incisos anteriores 15,1322
EMPRESAS ALÍQUOTA
V Serviços concernentes à concepção, redação,, produção e
veiculação de propaganda e publicidade, inclusive divulgação do 2,5
material publicitário
VI Serviços de execução, por administração, empreitada ou
subempreitada, de obras hidráulicas ou de construção civil e
outras obras semelhantes, bem como os serviços de engenharia 3,0
consultiva a eles vinculados e os respectivos serviços essenciais,
auxiliares ou complementares
VII Serviços de demolição, conservação, reforma e reparação de 3,0
edifícios, estradas, pontes e congêneres
VIII Serviços de execução de obras por incorporação 3,0
IX Serviços de varrição, coleta, remoção e incineração de lixo 3,0
X Serviços de diversões públicas e de distribuição e venda de
bilhetes de loteria, de cartões, pules e cupons de apostas e de 2,5
sorteios e prêmios, previstos nos incisos LIX e LX, do parágrafo
1º, do artigo 110
XI Serviços não previstos nos incisos anteriores 5,0

Art. 130 - O imposto é calculado de acordo com a seguinte tabela:

PROFISSIONA IMPOSTO
N.º IS FIXO
DE AUTÔNOMOS ANUAL/UFIR-
ORDE RJ
M
Titulados por estabelecimentos de ensino de nível superior e
I provisionados pela prestação de serviços sob a forma de 200
trabalho pessoal do próprio contribuinte
Titulados por estabelecimento de ensino de nível médio e
I provisionados pela prestação de serviços sob a forma de 90
I trabalho pessoal do próprio contribuinte
Agentes, representantes, despachantes,
corretores,
I intermediários e outros que lhe possam ser assemelhados, 150
I pela prestação de serviços sob a forma de trabalho pessoal,
I decorrentes do exercício da profissão
I Profissionais não previstos nos incisos anteriores 15
V
EMPRESAS ALÍQUOTA
Subitens 2.01, 3.02, 3.03, 3.04, 3.05, 7.03,7.04, 7.06,
7.07,
V 7.08, 7.09, 7.10, 7.11, 7.12, 7.17, 7.18, 7.19, 7.20, 7.21, 7.22,
10.01, 10.02, 10.03, 10.04, 10.05, 10.06, 10.07, 10.08, 10.09, 5%
10.10, 11.01, 11.02, 11.03, 11.04, 12.06, 15.01, 15.02, 15.03,
15.04, 15.05, 15.06, 15.07, 15.08, 15.09, 15.10, 15.11, 15.12,
15.13, 15.14, 15.15, 15.16, 15.17, 15.18, 19.01, 20.01, 20.02,
20.03, 21.01, 22.01, 34.01, 40.01
V Subitens 7.02 e 7.05 4%
I
V Serviços não previstos nos incisos anteriores 2%
I
I
(redação do art. 130 alterada pela lei 1038 de 30/12/03)

Art. 130 – A alíquota máxima permitida do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza é de 5% (cinco
por cento) e a mínima de 2% (dois por cento).

§ 1º – O imposto será calculado mediante aplicação da alíquota incidente sobre a base de cálculo, conforme
a seguinte tabela:

PROFISSIONA IMPOSTO
N.º IS FIXO
DE AUTÔNOMOS ANUAL/UFIR-
ORDE RJ
M
Titulados por estabelecimentos de ensino de nível superior e
I provisionados pela prestação de serviços sob a forma de 200
trabalho pessoal do próprio contribuinte
Titulados por estabelecimento de ensino de nível médio e
I provisionados pela prestação de serviços sob a forma de 90
I trabalho pessoal do próprio contribuinte
Agentes, representantes, despachantes, corretores,
I intermediários e outros que lhe possam ser assemelhados, 150
I pela prestação de serviços sob a forma de trabalho
I pessoal,
decorrentes do exercício da profissão
I Profissionais não previstos nos incisos anteriores 15
V
EMPRESAS ALÍQUOTA
Subitens 2.01, 3.02, 3.03, 3.04, 3.05, 7.03,7.04, 7.06,
V 7.07,
7.08, 7.09, 7.10, 7.11, 7.12, 7.17, 7.18, 7.19, 7.20, 7.21, 5%
7.22,
10.01, 10.02, 10.03, 10.04, 10.05, 10.06, 10.07, 10.08,
10.09,
10.10, 11.01, 11.02, 11.03, 11.04, 12.06, 15.01, 15.02,
15.03,
15.04, 15.05, 15.06, 15.07, 15.08, 15.09, 15.10, 15.11,
15.12,
15.13, 15.14, 15.15, 15.16, 15.17, 15.18, 19.01, 20.01,
20.02,
20.03, 21.01, 22.01, 34.01, 40.01
V Subitens 7.02 e 7.05 4%
I
V Serviços não previstos nos incisos anteriores 2%
I
I
(redação dada pela lei 2371 de 06/11/2017)

SEÇÃO VII

DO ARBITRAMENTO
Art. 131 - O valor do imposto será lançado a partir de uma base de cálculo arbitrada,
sempre que se verificar qualquer das seguintes hipóteses:

I - não possuir o sujeito passivo, ou deixar de exibir, os elementos necessários à


fiscalização das operações realizadas, inclusive nos casos de perda, extravio ou
inutilização de livros ou documentos fiscais;

II - serem omissos ou, pela inobservância de formalidades intrínsecas ou extrínsecas, não


merecerem fé os livros ou documentos exibidos pelo sujeito passivo;

III - existência de atos qualificados em lei como crimes ou contravenções ou que, mesmo
sem essa qualificação, sejam praticados com dolo, fraude ou simulações, atos esses
evidenciados pelo exame de livros e documentos do sujeito passivo, apurados por
quaisquer meios diretos ou indiretos;

IV- não prestar o sujeito passivo, após regularmente intimado, os esclarecimentos


exigidos pela fiscalização, prestar esclarecimentos insuficientes ou que não merecem fé,
por inverossímeis ou falsos;

V - exercício de qualquer atividade que constitua fato gerador do imposto, sem se


encontrar o sujeito passivo devidamente inscrito no órgão competente;

VI - prática de subfaturamento ou contratação de serviços por valores abaixo dos preços


de mercado;

VII - flagrante insuficiência do imposto pago em face do volume dos serviços

prestados; VIII - serviços prestados sem a determinação do preço ou a título de

cortesia.

§ 1º - O arbitramento referir-se-á, exclusivamente, aos fatos ocorridos no período em que


se verificarem os pressupostos mencionados nos incisos deste artigo, e cessará após o
sujeito passivo sanar as irregularidades que motivaram a aplicação do mesmo.

§ 2º - Do imposto resultante do arbitramento serão deduzidos os pagamentos realizados


no período.

§ 3º - O arbitramento terá sempre por base representação circunstanciada, oferecida pela


autoridade fiscal sob a responsabilidade da qual estiver sendo realizada a fiscalização do
sujeito passivo.

§ 4º - O valor base de cálculo arbitrada do imposto referente à obra de construção civil,


será determinado pelo resultado da multiplicação do valor do metro quadrado de
construção descrito na planta de valores do município pela área da edificação e pelo fator
de correção correspondente ao padrão de construção em relação às área edificada,
definidos conforme Tabelas I e II abaixo:
(inserido pela lei 1625 de 17/12/09)

Tabela I – Padrão de Construção

Área Construída Padrão


Acima de 200 m2 A
De 151 a 200 m2 B
De 101 a 150m2 C
De 71 a 100 m2 D
Até 70 m2 E

Tabela II – Fator de Correção:

Padr Fator
ão
A 0,59
B 0,54
C 0,49
D 0,44
E 0,39

I - Nos serviços de demolição a base de cálculo será a mesma descrita no caput do § 4º


com redução de 50%.”

SEÇÃO VIII

DA ESTIMATIVA

Art. 132 - O valor do imposto pode ser fixado, pela autoridade fiscal, a partir de uma base
de cálculo estimada, nos seguintes casos:

I - quando se tratar de atividade exercida em caráter

provisório; II - quando se tratar de contribuinte de rudimentar

organização;

III - quando se tratar de contribuinte ou grupo de contribuintes cuja espécie, modalidade


ou volume de negócios ou de atividades aconselhem a exclusivo critério da autoridade
competente, tratamento fiscal específico.

Art. 133 - A estimativa é fixada anualmente, mediante despacho da autoridade fiscal


competente ou ato normativo, e deve ser expressa em UFIR.

Art. 134 - O contribuinte sujeito ao regime de estimativa pode, a critério da autoridade


competente, ficar dispensado do uso de livros fiscais e de emitir documentos da mesma
natureza.

Art. 135 - Quando a estimativa tiver fundamento no inciso III, do artigo 132, o contribuinte
pode optar pelo pagamento do imposto de acordo com o regime normal, desde que
satisfeitas as exigências legais.

Parágrafo Único - A opção prevista neste artigo deve ser manifestada por escrito, no
prazo de 30 (trinta) dias, a contar da publicação do ato normativo ou da ciência do
despacho que estabeleça a inclusão do contribuinte no regime de estimativa, sob pena de
reclusão.
Art. 136 - O regime de estimativa valerá pelo prazo de 12 (doze) meses, prorrogável por
igual período, sucessivamente, caso não haja manifestação da autoridade competente.

Art. 137 - A autoridade fiscal competente pode cancelar o regime de estimativa ou rever, a
qualquer tempo, a base de cálculo estimada, inclusive sempre que ocorrerem alterações
nos preços ou tarifas cobradas.

Art. 138 - O contribuinte abrangido pelo regime de estimativa pode, no prazo de 30 (trinta)
dias, a contar da publicação do ato normativo ou da ciência do respectivo despacho,
impugnar o valor estimado.

§ 1º - A impugnação prevista no caput deste artigo não tem efeito suspensivo e deve
mencionar, obrigatoriamente, o valor que o interessado reputar justo, assim como os
elementos para a sua aferição.

§ 2º - Julgada procedente a impugnação, a diferença a maior, recolhida na pendência da


decisão, é aproveitada nos pagamentos seguintes ou restituída ao contribuinte, se for o
caso.

Art. 139 - Os valores fixados por estimativa constituem lançamento definitivo do imposto.

SEÇÃO IX

DO PAGAMENTO

Art. 140 - O imposto será devido ao Município, considerando-se local da prestação do


serviço para efeito de sua incidência:

I – o do estabelecimento do prestador ou, na falta deste, o do domicílio do prestador;

II – no caso de construção civil, o lugar onde se efetuar a prestação a prestação;

III – em se tratando de rodovia explorada mediante cobrança de preço dos usuários, o


referente à parcela da rodovia situada no território do Município.

§ 1º - Considera-se estabelecimento prestador o local onde são exercidas as atividades


de prestação de serviços, seja matriz, filial, sucursal, escritório de representação ou
contato, ou que seja sob outra denominação de significação assemelhada, independente
do cumprimento de formalidades legais ou regulamentares.

§ 2º - Cada estabelecimento do mesmo contribuinte é considerado autônomo para efeito


exclusiva de escrituração fiscal e pagamento do imposto relativo aos serviços prestados,
respondendo a empresa pelo imposto, bem como por acréscimos e multas referentes a
qualquer um deles.

§ 3º - São também considerados estabelecimentos prestadores os locais onde forem


executadas as atividades de prestação de serviços de natureza itinerante, enquadradas
como diversões públicas.
§ 4º - Indica a existência de estabelecimento prestador a conjugação parcial ou total dos
seguintes elementos:

I – Manutenção de pessoal, material, máquinas, instrumentos e equipamentos


necessários à execução dos serviços;

II – estrutura organizacional ou

administrativa; III – inscrição nos órgãos

previdenciários;

IV – indicação como domicílio fiscal para efeito de outros tributos;

V – permanência ou ânimo de permanecer no local, para exploração econômica de


atividades de prestação de serviços, exteriorizada por elementos tais como:

a) indicação do endereço com imprensa, formulários, correspondência ou para a


execução de qualquer atividade;

b) locação de imóvel, ou uso de imóvel, ainda que de terceiros, para fins administrativos
ou guarda de materiais de equipamentos necessários à prestação de serviço;

c) realização de propaganda ou publicidade no Município;

d) consumo de energia elétrica em nome do prestador ou seu representante;

e) utilização e divulgação de linha telefônica local.


(Artigo alterado pela lei nº 651 de 28 de abril de 2000)

Art. 141 - O contribuinte, cuja atividade for tributável por importância fixa anual, deve
pagar o imposto do seguinte modo:

I - no primeiro ano, antes de iniciar as atividades proporcionalmente ao número de meses


compreendidos entre o da inscrição e o último do exercício;

II - nos anos subsequentes, na forma e nos prazos fixados por ato do Secretário Municipal
de Fazenda.

Art. 142 - O contribuinte que exercer atividade tributável sobre o preço do serviço,
independentemente de recebê-lo fica obrigado ao pagamento mensal do imposto, na
forma e nos prazos fixados por ato do Secretário Municipal de Fazenda.

§ 1º - Nos recebimentos posteriores à prestação dos serviços, o mês de competência é o


de ocorrência do fato gerador.

§ 2º - Quando o contribuinte, antes ou durante a prestação do serviço receber,


pessoalmente, ou por intermédio de terceiro, dinheiro ou bem como princípio de
pagamento, sinal, ou adiantamento, deve recolher o imposto sobre os valores recebidos.

§ 3º - Incluem-se na norma do parágrafo anterior as permutações de serviços ou


quaisquer outras interpretações compromissadas pelas partes, em virtude da prestação
de serviços.
Art. 143 - Quando a prestação do serviço contratado for dividida em etapas e o preço em
parcelas, considera-se devido o imposto:
I - no mês em que for concluído qualquer etapa a que estiver vinculada a exigibilidade de
uma parte do preço;

II - no mês do vencimento de cada parcela, se o preço deve ser pago ao longo da


execução do serviço.

§ 1º - O saldo do preço do serviço compõe o movimento do mês em que for concluída ou


cessada a sua prestação, no qual devem ser integradas as importâncias que o prestador
tenha a receber, a qualquer título.

§ 2º - Quando o preço estiver expresso em quantidades de índices monetários


reajustáveis, deve ser feita sua conversão pelo valor relativo ao mês que ele deva
integrar.

CAPÍTULO II

DAS OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS

SEÇÃO I

DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 144 - Toda pessoa, física ou jurídica, contribuinte ou, inclusive se imune ao imposto,
ou dele isenta, que, de qualquer modo, participe de atividade relacionada, direta ou
indiretamente, com a prestação de serviços, está obrigada, salvo norma em contrário, ao
cumprimento das obrigações deste capítulo e das previstas na legislação tributária.

Art. 145 - O contribuinte pode ser autorizado a utilizar-se de regime especial para emissão
e escrituração de documentos e livros fiscais, inclusive através de processamento
eletrônico de dados, observado o disposto no artigo 96, desta lei.

Parágrafo Único - O pedido de regime especial deve ser instruído com o "fac-símile" dos
modelos e sistemas pretendidos.

SEÇÃO II

DA INSCRIÇÃO

Art. 146 - A pessoa física ou jurídica, cuja atividade esteja sujeita ao imposto, ainda que
isenta deste ou dele imune deve inscrever-se no Cadastro de Atividades Econômicas,
antes de iniciar quaisquer atividades.

Art. 147 - É também obrigatório a inscrever-se no Cadastro de Atividades Econômicas


aquele que, embora não estabelecido no Município, exerça no território deste, atividade
sujeita ao imposto.

Art. 148 - A inscrição deve ser feita:


I - através de solicitação do contribuinte ou de seu representante legal, com o
preenchimento do formulário próprio; e

II - de ofício.

Parágrafo Único - Efetivada a inscrição, é fornecida ao contribuinte um documento de


identificação, no qual está indicado o número de inscrição, natureza de sua atividade e
demais dados indispensáveis a sua caracterização como prestador de serviços o qual
deve constar, obrigatoriamente, de todos os impressos fiscais que utilizar e de todas as
petições que apresentar à Fazenda Municipal.

Art. 149 - As características da inscrição devem ser permanentemente atualizadas,


ficando o contribuinte obrigado a comunicar qualquer alteração dentro de 30 (trinta) dias,
contados da data de sua ocorrência.

art. 150 - O contribuinte é obrigado a comunicar a cessação de atividade junto à


repartição fiscal competente, no prazo de 30 (trinta) dias, contados da data da cessação
da atividade requerendo a respectiva baixa de inscrição.

§ 1º - Verificada a cessação da atividade sem requerimento de baixa, a inscrição pode ser


cancelada de ofício.
§ 2º - A baixa ou o cancelamento de ofício da inscrição não implicam quitação de
quaisquer obrigações e débitos de responsabilidade do contribuinte, porventura
existentes.

Art. 151 - O Poder Executivo estabelecerá os modelos de documentos e formulários,


assim como os procedimentos e demais normas pertinentes ao processamento da
inscrição e da respectiva baixa ou cancelamento no Cadastro de Atividades Econômicas
do Município.

SEÇÃO III

DOS LIVROS E DOCUMENTOS FISCAIS

Art. 152 - O Poder Executivo instituirá os modelos de livros, notas fiscais, mapas de
escrituração, e demais documentos fiscais a serem utilizados pelo prestador de serviços,
para controle do pagamento do imposto.

Art. 153 - É obrigação de todo contribuinte exibir livros fiscais e comerciais, os


comprovantes da escrita e os documentos instituídos por lei, regulamento e demais atos
normativos, bem assim prestar informações e esclarecimentos sempre que solicitados por
servidores encarregados da fiscalização do imposto, no prazo de 5 (cinco) dias, contados
da data da respectiva intimação.

Art. 154 - Os livros e documentos devem permanecer no estabelecimento daqueles que


estejam obrigados a possuí-los, à disposição da fiscalização, e dele somente podem ser
retirados para os escritórios de contabilidade registrados, ou para atender requisição das
autoridades competentes.

Art. 155 - Nos casos de perda, extravio ou inutilização de livros fiscais, o contribuinte fica
obrigado a comprovar o montante das operações escrituradas, ou que deveriam ter sido
escrituradas nos referidos livros, para efeito de verificação do pagamento do imposto, sob
pena de arbitramento da base de cálculo.

Art. 156 - O Secretário Municipal de Fazenda pode exigir a autenticação dos documentos
fiscais a serem utilizados pelo contribuinte e fixar o respectivo prazo de validade.

Art. 157 - Não tem aplicação quaisquer dispositivos excludentes ou limitativos do direito
de examinar livros, arquivos, documentos, papéis e efeitos comerciais ou fiscais do
contribuinte ou de quaisquer pessoas, ainda que isentas ou imunes do imposto, nem da
obrigação de exibi-los.

Art. 158 - Os livros obrigatórios de escrituração comercial e fiscal e os comprovantes dos


lançamentos neles efetuados devem ser conservados pelo prazo de 5 (cinco) anos.

CAPÍTULO III

DA

FISCALIZAÇÃO

Art. 159 - A fiscalização do imposto compete à Secretaria Municipal de Fazenda e será


exercida sobre todas as pessoas físicas ou jurídicas, contribuintes ou não, que estiverem
obrigados ao cumprimento de disposições da legislação do imposto, bem como em
relação as que gozarem de imunidade ou de isenção.

Art. 160 - Quando vítima de embaraço ou desacato no exercício de suas funções, ou


quando seja necessária a efetivação de medidas acauteladoras de interesse da Fazenda
Municipal, ainda que não se configure fato definido como crime, o servidor fiscal,
diretamente ou por intermédio da repartição a que pertencer pode requisitar o auxílio das
autoridades policiais.

Art. 161 - Os regimes especiais concedidos ao contribuinte para o cumprimento de suas


obrigações podem ser cassados, se os beneficiários procederem em desacordo com as
normas fixadas para sua concessão.

Art. 162 - O Secretário Municipal de Fazenda pode submeter o contribuinte a sistema


especial de controle e fiscalização do imposto, sempre que julgar insatisfatórios os
elementos constantes dos documentos, livros fiscais e comerciais.

CAPÍTULO IV

DA MORA

Art. 163 - O imposto, quando não recolhido no prazo fixado por ato do Secretário
Municipal de Fazenda, fica sujeito além da atualização de seu valor monetário, ao
acréscimo moratório de 2% (dois por cento) ao mês, ou fração de mês, que transcorrer
sem o respectivo pagamento, observado o limite máximo de 20% (vinte por cento).

§ 1º - Os acréscimos moratórios previstos neste artigo, aplicam-se tanto aos créditos


tributários recolhidos espontaneamente quanto aos constituídos mediante lançamento de
ofício, sem prejuízo das penalidades cabíveis.

§ 2º - Vetado.
(Alterado pela Lei 442 de 23/12/97)

CAPÍTULO V

DAS PENALIDADES

Art. 164 - Considera-se infração o descumprimento de qualquer obrigação, principal ou


acessória, prevista na legislação do imposto.
Art. 165 - Não será passível de penalidade aquele que se encontrar na pendência de
consulta regularmente apresentada, enquanto não terminar o prazo para cumprimento do
decidido nesta.

Art. 166 - A denúncia espontânea da infração exclui a aplicação da penalidade, quando


acompanhada do pagamento do imposto devidamente atualizado e dos respectivos
acréscimos moratórios.

Parágrafo Único - Não se considera espontânea a denúncia apresentada, ou o


pagamento do imposto em atraso, após o início de qualquer procedimento administrativo
ou medida de fiscalização relacionada com a infração.

* Art. 167 - As infrações apuradas por meio de procedimento fiscal ficam sujeitas às
seguintes multas:

I - falta de pagamento, quando houver:

a) deduções não comprovadas por documentos hábeis;

b) erro na determinação da base de cálculo;

c) erro na identificação da alíquota aplicável;

d) erro de cálculo na apuração do imposto a ser pago;

e) falta de retenção, se obrigatória, nos pagamentos dos serviços de

terceiros: MULTA: 80% (oitenta por cento) sobre o imposto apurado;

II - falta de pagamento, quando os documentos fiscais que consignarem a obrigação


foram regularmente emitidos, mas não escriturados nos livros próprios:

MULTA: 80% (oitenta por cento) sobre o imposto devido;

III - falta de pagamento nos casos de atividades tributáveis por importâncias fixas, quando
omissos ou inexatos os elementos informativos necessários ao lançamento ou a sua
conferência:

MULTA: 100% (cem por cento) sobre o imposto apurado;

IV - falta de pagamento, quando o imposto tenha sido lançado por arbitramento sobre
sujeito passivo regularmente inscrito no órgão competente:
MULTA: 100% (cem por cento) sobre o imposto arbitrado;

V - falta de pagamento causado por:

a) omissão de receitas;

b) não emissão de documento fiscal;

c) emissão de documento fiscal consignando preço inferior ao valor real da operação;

d) início de atividade antes da inscrição junto ao órgão competente;

e) deduções fictícias e irregulares nos casos de utilização de documentos simulados,


viciados ou falsos:

MULTA: 250% (duzentos e cinqüenta por cento) sobre o imposto apurado;

VI - falta de pagamento, quando houver retenção do imposto devido por

terceiros: MULTA: 250% (duzentos e cinqüenta por cento) do valor do imposto

retido.

VII - falta de pagamento, total ou parcial, nas hipóteses não previstas nos incisos
anteriores:

MULTA: 80% (oitenta por cento) sobre o imposto devido;

VIII - inexistência de documento fiscal:

MULTA: 15,1322 UFIR’S, por modelo exigível, por mês ou fração, a partir da
obrigatoriedade;

IX - emissão de documento em desacordo com os requisitos exigidos pela

legislação: MULTA: 7,5661 UFIR’S, por espécie de infração;

X - impressão de documento fiscal sem autorização prévia:

MULTA:, aplicável ao impressor e 75,661 UFIR’S ao usuário;

XI - impressão de documento fiscal em desacordo com o modelo aprovado:

MULTA: 37,8305 UFIR’S, aplicável ao impressor e 3,7831 UFIR’S por documento emitido,
aplicável ao emitente;

XII - impresso, fornecimento, posse ou guarda de documento fiscal, quando

falso: MULTA: 151,3220 UFIR’S, aplicáveis a cada infração;

XIII - inutilização, extravio, perda ou não conservação de documento fiscal por 5 (cinco)
anos:
MULTA: 3,7831 UFIR’S, por documento;

XIV - inexistência de livro fiscal:

MULTA: 15,1322 UFIR’S, por modelo exigível, por mês ou fração, a partir da
obrigatoriedade;

XV - falta de autenticação de livro fiscal, quando obrigatória:

MULTA:, 15,1322 UFIR’S por livro, por mês ou fração, a partir da obrigatoriedade;
XVI - falta de registro de documento relativo serviço prestado, inclusive se isento do
imposto:

MULTA: 3,7831 UFIR, por documento não registrado;

XVII - escrituração atrasada de livro fiscal:

MULTA: 15,132 UFIRs por livro, por mês ou fração;


XVIII - escrituração de livro em desacordo com os requisitos exigidos pela

legislação: MULTA: 7,5661 UFIRs, por espécie de infração;

XIX - inutilização, extravio, perda ou não conservação de livro fiscal por 5 (cinco)

anos: MULTA: 15,132 UFIRs, por livro;

XX - registro no livro fiscal, em duplicidade, de documentos que gere deduções no


pagamento do imposto:

MULTA: 75,661 UFIRs por registro;

XXI - adulteração de livro fiscal e outros vícios que influenciem na apuração do crédito
fiscal:

MULTA: 75,661 UFIRs, por período de apuração;

XXII - inexistência de inscrição cadastral:

MULTA: 22,6983 UFIRs, por ano ou fração, se pessoa física, ou, 37,8305 UFIRs, por mês
ou fração, se pessoa jurídica, contada do início da atividade;

XXIII - falta de comunicação do encerramento de atividade:

MULTA: 30,2644 UFIRs;

XXIV - falta de comunicação de quaisquer modificações cadastrais ocorridas, em face dos


dados constantes do formulário de inscrição:

MULTA: 7,5661 UFIRs, por mês ou fração, contada da ocorrência do fato;


XXV - omissão ou indicação incorreta de informações ou de dados necessários ao
controle do pagamento do imposto, seja em formulário próprio, guia ou resposta à
intimação:

MULTA: 3,7831 UFIRs, por formulário, guia ou por informação;

XXVI - falta de entrega de informações exigidas pela legislação, na forma e nos prazos
legais ou regulamentares:

MULTA: 3,7831 UFIR, por mês ou fração que transcorrer sem o cumprimento da
obrigação.

XXVII - flagrante não utilização de livros e documentos fiscais, quando

obrigatório. Multas:

a) 22,6983 UFIRs pela não utilização de livros fiscais, de uso obrigatório, por livro;

b) 15,1322 UFIRs pela não utilização de documentos fiscais, se pessoa física;

c) 37,8305 UFIRs pela não utilização de documentos fiscais, nos demais casos.

d) 75,661 UFIRs pela não utilização de documentos fiscais nos demais casos.

§ 1º - A aplicação das multas previstas nos incisos VIII a XXVI, deste artigo, é feita sem
prejuízo da exigência do imposto porventura devido ou de outras penalidades de caráter
geral fixadas nesta lei.

§ 2º - O pagamento da multa não exime o infrator do cumprimento das exigências legais e


regulamentares que a tiverem determinado.

§ 3º - As multas fixadas em percentagens de valor devem ter o limite mínimo de 7,5661


UFIRs.

§ 4º - As multas previstas neste artigo, decorrentes da falta de pagamento do imposto,


excetuadas as previstas nos incisos V e VI, sofrerão as reduções discriminadas, desde
que o contribuinte renuncie a qualquer apresentação de defesa ou recurso:

I - 30% (trinta por cento), se o crédito tributário apurado em Auto de Infração for pago no
prazo de 15 (quinze) dias, cantado da ciência do Auto;

II - 20% (vinte por cento), se o pagamento for realizado no prazo de 30 (trinta) dias,
contados da ciência do Auto.

§ 5º - As multas previstas neste artigo serão dobradas sucessivamente, para os


contribuintes reincidentes no espaço de tempo de até 5 (cinco) anos, contados da última
autuação ou notificação.
(Alterado pela lei 086 de 28/12/90)
(Inciso XXVII incluído pela Lei 272 de 29/12/94.)

T Í T U L O VII
DAS TAXAS EM RAZÃO DO EXERCÍCIO DO PODER DE POLÍCIA

CAPÍTULO I

DA TAXA DE LICENÇA PARA LOCALIZAÇÃO E

FUNCIONAMENTO SEÇÃO I

DA OBRIGAÇÃO PRINCIPAL

Art. 168 - A taxa tem como fato gerador o exercício regular, pelo Poder Público Municipal,
de autorização, vigilância e fiscalização, visando a disciplinar a localização e o
funcionamento de estabelecimento no Município.

Parágrafo Único - Considera-se estabelecimento, para efeitos deste artigo, qualquer local
onde pessoas físicas ou jurídicas exerçam suas atividades.

Art. 169 - Para efeitos de licença, são considerados estabelecimentos distintos:

I - os que, embora com atividade idêntica e pertencentes à mesma pessoa física ou


jurídica, estejam situados em prédios distintos ou em locais diversos;

II - os que, embora no mesmo local, ainda que com atividade idêntica, pertençam a
diferentes pessoas físicas ou jurídicas.

Art. 170 - Independentemente da concessão de licença a taxa é devida no início de


funcionamento do estabelecimento na renovação anual e sempre que ocorrer mudança
de ramo de atividade, modificações nas características do estabelecimento, ou
transferência de local.

Art. 170 - Independentemente da concessão de licença a taxa é devida no início de


funcionamento do estabelecimento e sempre que ocorrer mudança de ramo de atividade,
modificações nas características do estabelecimento, ou transferência de local.
(nova redação dada pela lei 1625 de 17/12/09)

Art. 171 - Contribuinte da taxa é a pessoa física ou jurídica, seja profissional, comercial,
industrial, produtora extratora, sociedade ou associação civil e instituição prestadora de
serviços que se estabeleça ou continue estabelecida no Município.

Parágrafo Único - Não são contribuintes da taxa a União, os Estados, o Distrito Federal,
os Municípios e suas respectivas autarquias e fundações, os partidos políticos e os
templos de qualquer culto.

SEÇÃO II

DA ISENÇÃO

Art. 172 - Estão isentas da taxa:

I - as atividades artesanais exercidas em pequena escala, no interior de residência, por:


a) deficientes físicos;

b) pessoas com idade superior a 60 (sessenta) anos;


II - as entidades sindicais dos trabalhadores, as instituições de educação e de assistência
social, sem fins lucrativos, desde que atendidos os requisitos previstos no parágrafo 5º,
do artigo 3º, desta lei;

* III - exclusivamente na renovação, as pessoas físicas e jurídicas.


(Dada nova redação pelo Decreto 621/96)

IV - as microempresas prestadoras de serviços definidas na Lei Municipal.


(Incluído pela Lei 193/93)
Notas: microempresas e Similares: Vide Lei 193/93 e Decreto 370/93.
Fundo de Quintal e Ponto de Referência: Decreto 290/92.

Parágrafo Único - As isenções previstas neste artigo dependem de reconhecimento e não


desobriga o beneficiário do pedido de licenciamento e do cumprimento das obrigações
acessórias.

SEÇÃO III

DO ALVARÁ DE LICENÇA

Art. 173 - A licença para estabelecimento é concedida mediante expedição de Alvará e


tem validade até o último dia de cada exercício, salvo nos casos de atividades transitórias
ou eventuais.

Parágrafo Único - A licença será concedida após autorização da Secretaria Municipal de


Obras e Serviços Públicos e da Secretaria Municipal de Saúde e Desenvolvimento Social,
haja vista a legislação aplicável vigente.
(Alterado pela lei 086 de 28/12/90)

Art. 173 - A licença para estabelecimento é concedida mediante expedição de Alvará de


licença.
(nova redação dada pela lei 1625 de 17/12/09)

§ 1º - A licença será concedida após autorização da Secretaria Municipal de Serviços


Públicos e Logística, da Secretaria Municipal de Saúde e da Secretaria de Meio
Ambiente, Desenvolvimento Sustentável, Ciência, Tecnologia e Inovação, haja vista a
legislação aplicável vigente.

§ 2º – O Alvará de licença será expedido a caráter definitivo, salvo os casos previstos em


lei especial e nos casos de atividades temporárias ou eventuais.

Art. 174 - O Alvará é substituído sempre que ocorre qualquer alteração de suas
características.

SEÇÃO IV

DO PAGAMENTO

Art. 175 - A concessão de licença inicial para estabelecimento é efetivada mediante o


pagamento da respectiva taxa.
§ 1º - a taxa é devida toda vez que ocorrer alteração nas características da licença
concedida.
(Alterada a redação pelo Decreto 621/96)

§ 2º - O disposto no caput deste artigo aplica-se ao exercício, em caráter excepcional, de


atividades em épocas especiais.

Art. 176 - Não é devida a taxa na hipótese de mudança de numeração ou de


denominação do logradouro por ação do órgão público, nem pela concessão de segunda
via do Alvará de licença.

Art. 177 - A taxa é calculada de acordo com a seguinte tabela:

INCIS TAXA
O ANUAL
I Pessoas Físicas:
A Profissionais autônomos titulados e não titulados 15,1322
Agentes, representantes, despachantes, corretores, intermediários e
B 22,6983
outros que lhes posam ser assemelhados
C Artífices e artesãos 7,5661
II Pessoas Jurídicas:
Entidades esportivas, literárias, culturais, assistenciais, recreativas,
A associações profissionais e sindicatos de empregados, 30,2644
estabelecimentos de ensino e estabelecimentos hospitalares
B estabelecimentos industriais com até 50 empregados 75,6610
C estabelecimentos industriais com 51 a 150 empregados 113,4915
D estabelecimentos industriais com mais de 150 empregados 151,32
20
E estabelecimentos comerciais sem empregados 30,2644
F estabelecimentos comerciais com 1 empregado 37,8305
G estabelecimentos comerciais com 2 a 5 empregados 60,5288
H estabelecimentos comerciais acima de 6 empregados 121,05
76
estabelecimentos comerciais, bancários, de crédito, financiamento e
I investimento 453,96
60
J produtos agropecuários 30,2644
L estabelecimentos de prestadores de serviço com até 5 empregados 60,5288
M estabelecimentos de prestadores de serviço com 6 a 10 90,7932
empregados
estabeleciment d prestador d serviç co ma d 1
N os empregados e es e o m is e 0 113,4915

Alterado pela lei 086 de 28/12/90

Art. 178 - O pagamento da taxa pode, a critério do Poder Executivo, ser dividido em
parcelas, até o máximo de 4 (quatro).
SEÇÃO V
DAS OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS

Art. 179 - O Alvará, tendo anexa a guia de pagamento da taxa, deve ser mantido em local
de fácil acesso e em bom estado de conservação.

Art. 180 - Qualquer alteração das características do Alvará deve ser requerida no prazo de
10 (dez) dias, contados da data que ocorrer o evento.

Art. 180 - Qualquer alteração das características do Alvará deve ser requerida no prazo de
30 (trinta) dias, contados da data que ocorrer o evento.
(nova redação dada pela lei 1625 de 17/12/09)

§ 1º - Entende-se como evento:


a) a alteração realizada junto a JUCERJA;
a) a alteração realizada junto ao órgão de registro competente;
(nova redação dada pela lei 1625 de 17/12/09)
b) a prática de atos de comércio diverso do contido no alvará de licença municipal;
c) a mudança de endereço comercial.

§ 2º – É vedado ao Requerente enquanto não der entrada na comunicação da mudança


junto a PMPA, realizar os atos inerentes à atividade;

§ 3º – O exercício dos atos inerentes à atividade implicarão em aplicação das


penalidades previstas neste Código;

§ 4º - Uma vez comunicado a PMPA a alteração prevista no caput, terá o contribuinte 30


(trinta) dias para apresentar toda a documentação solicitada pela Fiscalização Tributária,
sem aplicação de qualquer penalidade;

§ 4º - Uma vez comunicado à PMPA, no prazo estabelecido, a alteração prevista no caput,


terá o contribuinte 60 (sessenta) dias para apresentar toda a documentação solicitada
pela Fiscalização Tributária, sem aplicação de qualquer penalidade;
(nova redação dada pela lei 1625 de 17/12/09)

§ 5º - O prazo previsto no parágrafo 4 º, poderá mediante motivo justo ser prorrogado pela
Fiscalização Fazendária após, ouvida a Consultoria Jurídica da PMPA;

§ 6º - Incidirá sobre o estabelecimento enquanto não regulamentada a situação, todos os


tributos devidos pela alteração.
(Alterado pela Lei 930 de 31/13/2002.)

Art. 181 - A transferência, a venda do estabelecimento ou o encerramento da atividade


deverá ser comunicado à repartição fiscal competente, no prazo de 10 (dez) dias,
contados da data que ocorrer o evento.

Art. 181 - O encerramento da atividade deverá ser comunicado à repartição fiscal


competente, no prazo de 30 (trinta) dias, contados da data que ocorrer o evento.
(nova redação dada pela lei 1625 de 17/12/09)

§ 1º - Entende-se como evento:


a) a transferência de cotas do estabelecimento a qualquer título realizada junto a
JUCERJA;
a) A baixa ou cancelamento nos órgãos competentes;
(nova redação dada pela lei 1625 de 17/12/09)
b) o encerramento da atividade;

§ 2º – Uma vez comunicado a PMPA a ocorrência do evento, terá o contribuinte 60


(sessenta) dias para apresentar toda a documentação solicitada pela Fiscalização
Tributária, sem aplicação de qualquer penalidade;
(Alterado pela Lei 1151 de 07/12/2004)

§ 3º - O prazo previsto no parágrafo 2 º, poderá mediante motivo justo ser prorrogado pela
Fiscalização Fazendária após, ouvido a Consultoria Jurídica da PMPA;
(Alterado pela Lei 930 de 31/12/2002)

§ 4º - Nos casos de baixa e cancelamento de Alvará de Licença para Localização e


Funcionamento de estabelecimento cuja atividade seja a de prestação de serviços,
deverão ser apresentados os seguintes documentos:
a) Alvará Original;
b) Livros Fiscais Obrigatórios escriturados ou não;
c) Talonários de Notas Fiscais (com as notas em branco, devidamente inutilizadas)
d) Certidão de Regularidade com o Imposto Sobre Serviços. (revogado pela lei 1625 de 17/12/09)
§ 5° - Para as atividades não incluídas no parágrafo anterior deverá ser apresentado
apenas o Alvará de Licença para Localização e Funcionamento.
(parágrafos 4° e 5°, inseridos pela Lei 1151 de 07/12/2004)

SEÇÃO VI

DAS PENALIDADES

Art. 182 - As infrações apuradas ficam sujeitas às seguintes multas:

* I - falta de pagamento da taxa:


MULTA: 100% (cem por cento) sobre seu valor atualizado, se pessoa física e 200%
(duzentos por cento) sobre o seu valor atualizado se pessoa jurídica, conforme
classificação disposta no art. 177 desta Lei.

* II - funcionamento sem Alvará:

a) se pessoa física:
MULTA: 75,6610 UFIRs;

b) se pessoa jurídica rudimentar:


MULTA: 113,4915 UFIRs, mais apreensão das mercadorias quando estabelecimento
comercial.

c) pessoas jurídicas, exceto as bancárias, de crédito financiamento ou investimento:


MULTA: 151,1322 UFIRs, mais apreensão das mercadorias quando estabelecimento
comercial.

d) se pessoa bancária, de crédito, financiamento ou investimento:


MULTA: 756,610 UFIRs, acrescidas da interdição do estabelecimento até a regularização
deste perante o Fisco Municipal.

* III - não cumprimento do disposto no artigo 179:


MULTA: 11,3492 UFIRs;

* IV - não observância dos prazos estabelecidos nos art. 180 e 181:


MULTA: 37,8305 UFIRs, se pessoa física e 75,6610 UFIRs, se pessoa jurídica.

§ 1º - O disposto nos incisos II, a, b, c, d e IV reportam-se à classificação prevista no


artigo 177 desta lei.
§ 1º - O disposto nos incisos II, b, c, d e IV reportam-se à classificação prevista no artigo
177 desta lei;
(nova redação dada pela lei 1625 de 17/12/09)
§ 2º - Aplica-se a este artigo o disposto no artigo 167, § 5º desta lei.
§ 3º - A aplicação das multas previstas neste artigo, não exime o infrator do pagamento da
taxa porventura devida, respeitada as suas formalidades.
(Alterado pela Lei 086 de 28/12/90)

Art. 183 - A licença pode ser cassada, a qualquer tempo, pela autoridade competente,
sempre que o exercício da atividade violar a legislação vigente.

* Parágrafo Único - Acresce-se à penalidade prevista no caput deste artigo à interdição do


estabelecimento, a qualquer tempo, pela autoridade competente, sempre que o exercício
da atividade violar a legislação vigente ou ainda que o estabelecimento não ofereça
condições de segurança física ou moral a seus usuários, respeitado o direito a seu
proprietário de retirar do estabelecimento seus pertences particulares, móveis e
utensílios, exceto os documentos e livros fiscais de interesse da Fazenda Pública.
(Alterado pela Lei 086 de 28/12/90)

CAPÍTULO II

DA TAXA DE LICENÇA PARA


FUNCIONAMENTO EM
HORÁRIO ESPECIAL

SEÇÃO I

DA OBRIGAÇÃO PRINCIPAL

Art. 184 ao 194: VETADO


Revogados pela Lei 351/96

CAPÍTULO III

DA TAXA DE LICENÇA PARA PUBLICIDADE

SEÇÃO I

DA OBRIGAÇÃO PRINCIPAL

Art. 195 - A taxa tem como fato gerador o exercício regular, pelo Poder Público Municipal,
de autorização, vigilância e fiscalização, visando a disciplinar a exploração de meios de
publicidade ao ar livre ou em locais expostos ao público.

Parágrafo Único - A exibição de publicidade de qualquer natureza ou finalidade somente é


admitida se os anúncios forem compatíveis com o local e a paisagem.
Art. 196 - Contribuinte da taxa é a pessoa física ou jurídica que promover qualquer
espécie de publicidade ao ar livre ou em locais expostos ao público ou que explorar ou
utilizar, com objetivos comerciais, a divulgação de anúncios de terceiros.
(Art. 195 e 196 vide lei 066 de 21/06/90)

Art. 195 – A taxa tem como fato gerador o exercício regular do poder de polícia
administrativa do Município de autorização, vigilância e fiscalização, visando disciplinar a
exploração de meios de publicidade ao ar livre ou em locais expostos ao público
(Art. 195 e 196, nova redação conforme lei n° 1550 de 23/12/2008)

§ 1º – O fato gerador da taxa considera-se ocorrido:


I - na data de instalação do anúncio, relativamente ao primeiro ano de veiculação;
II - no dia primeiro de janeiro de cada exercício, nos anos subseqüentes;
III - na data de alteração do tipo de veículo e/ou do local da instalação e/ou da natureza e
da modalidade da mensagem transmitida.
IV - na data da mudança do produto, mensagem ou matéria anunciada (o).
V - na data da constatação pela autoridade fiscal competente, relativamente aos anúncios
colocados sem a prévia autorização do Fisco Municipal.
VI – na data do início da atividade volante em veículos sonorizados destinados a este fim.

§ 2º - São considerados equivalentes, para efeito de incidência da taxa de licença para


publicidade, os termos publicidade, anúncio, propaganda e divulgação, bem como o
letreiro fixo à frente do estabelecimento ou sobre a marquise, sob a marquise, junto à
parede, porta, grade, portão ou fixado aos mesmos, seja pintado, montado, luminoso ou
na forma de galhardete.

§ 3º - É irrelevante, para a incidência tributária, o meio ou a forma utilizada pelo


contribuinte para transmitir a publicidade: som em veículos automotores, desde que
observado o número máximo de decibéis estipulado na legislação específica, tecido,
plástico, papel, cartolina, papelão, madeira, pintura, metal, vidro ou acrílico, com ou sem
iluminação de qualquer natureza, rótulos, selos adesivos, placas, faixas, painéis, cartazes
e similares.

Art. 196 – Contribuinte da taxa é toda pessoa física ou jurídica sujeita à vigilância ou
fiscalização municipal em razão de utilizar ou explorar a publicidade
Parágrafo único – São solidariamente responsáveis pelo pagamento da taxa:
I - Toda pessoa física ou jurídica que, direta ou indiretamente, venha a ser beneficiada
pela publicidade;
II – toda pessoa que retire proveito econômico direto da publicidade veiculada”.

SEÇÃO II

DA ISENÇÃO

Art. 197 - Estão isentos da taxa:

I - os anúncios colocados no interior do estabelecimento mesmo que visíveis do exterior;

II - a colocação e a substituição, nas fachadas de casas de diversões, de anúncios


indicativos de filme, peça ou atração, de nomes de artistas e horário, proibido o uso de
linguagem chula;
III - anúncios com finalidades exclusivamente cívicas ou educacionais;

IV - propaganda destinada a fins eleitorais, patrióticos ou


religiosos; V - placas indicativas de direção;

VI - painéis ou tabuletas exigidos pela legislação própria e afixados em locais de obras de


construção civil, no período de sua duração;

VII - letreiro ou placa de identificação da razão social ou denominação do


estabelecimento comercial.

SEÇÃO III

DO PAGAMENTO

Art. 198 - A taxa é calculada de acordo com a seguinte tabela:

ESPÉCIES DE UFIRS
PUBLICIDADE
I - Publicidade afixada na parte externa do estabelecimento industrial,
comercial, agropecuário, de prestação de serviços e outros - qualquer 15,1322 por
ano
espécie ou quantidade, por produto anunciado
II - Publicidade:
A) no interior de veículos de uso público - qualquer espécie ou 45,3966 por
ano
quantidade, por produto anunciado
B) publicidade sonora, em veículo destinado a qualquer modalidade de
publicidade - qualquer espécie ou quantidade, por matéria anunciada 15,1322 por
dia
3,7831 por
C) publicidade escrita em veículo destinado a qualquer modalidade de dia
publicidade - qualquer espécie ou qualidade, por matéria anunciada 113,4915 por
mês
378,3050 por
D) em cinemas, teatros, circos, boates, restaurantes e similares ano
III - Publicidade colocada em terreno, campo esportivo, clube, 226,9830 por
associação ano
- por matéria anunciada
IV - Publicidade por meio de projeção de filmes 15,1322 por
dia

Art. 198 - A base de cálculo da taxa será determinada de acordo com a tabela abaixo,
levando-se em consideração a espécie de veículo de divulgação e o custo da respectiva
atividade pública específica.
(Art. 198 nova redação conforme lei n° 1550 de 23/12/2008)

ESPÉCIE DE VEÍCULO DE DIVULGAÇÃO VALOR EM


UFIR/ RJ
1 – Publicidade afixada na parte externa de estabelecimentos
industriais, comerciais, agropecuários, de prestação de serviços e
outros (qualquer espécie), por matéria anunciada. 15,1322 / ano
2 – Publicidade afixada em Indicadores de hora e temperatura – (por 151,322 / ano
unidade);
3 – Publicidade, colocadas em terrenos, campos de esporte, clubes,
associações, qualquer que seja o sistema de colocação, desde que
visíveis de quaisquer vias ou logradouros públicos municipais – (por
matéria anunciada): 75,5661 / ano
3.1 – Com área igual ou inferior a 2,00 m2

3.2 – Com área de 2,00 a 15,00 m2 90,7932 / ano

3.3 – Com área superior a 15,00 m2 98,3593 / ano

4 – Panfletos e prospectos – (por local) 4.715 / dia

6 – Faixas com anúncios colocados em logradouros, referente a


eventos ou festividades – (por unidade) 15,1322
/
semana
7 – Quadros próprios para anúncios, levados por pessoas – (por 3,783 / dia
unidade)

8 – Publicidade sonora em veículos destinados a qualquer


modalidade de 7,5661/se
publicidade (qualquer espécie ou quantidade – por veículo) n ma
a
8.1 – Publicidade em veículos de transporte coletivo que 7,5661/se
trafeguem no município conduzindo qualquer publicidade. n ma
a
9 – Publicidade em cinemas, teatros, circos, boates e similares, por
meio de 471.5501 /
projeção de filmes, ao dia positivo – (por matéria anunciada) a
n
o
10 – Publicidade por meio de projeção de filmes, dispositivos ou
similares, em vias ou logradouros públicos – (por matéria anunciada); 15,1322/di
a
11 – Publicidade por meio de outdoors (por unidade)

11.1 – em terreno de propriedade particular 98,3593 /


ano
11.2 – em logradouro público 151,322 /
ano

Art. 199 - A taxa é paga antes da concessão da respectiva licença.

§ 1º - Enquanto durar o prazo de validade, não é exigida nova taxa se o anúncio for
removido para outro local por imposição de autoridade competente.

§ 2º - Nos casos em que a taxa é devida anualmente, o valor inicial exigível deve ser
proporcional ao número restante de meses que completem o período de validade da
autorização.
Art. 200 - Não havendo na tabela constante do artigo 198 especificação própria para a
publicidade, à taxa deve ser paga pelo valor estipulado no inciso que guardar maior
identidade de características com a antecipação objetivada.

SEÇÃO IV

DA OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA

Art. 201 - Ficam os anunciantes obrigados a colocar, nos painéis e anúncios sujeitos à
taxa, o número de identificação fornecido pela repartição competente.

SEÇÃO V

DAS PENALIDADES

Art. 202 - As infrações apuradas ficam sujeitas às seguintes multas:

I - a exibição de publicidade sem a devida licença, concedida quando do pagamento da


taxa:

Multa: 100% (cem por cento) sobre o valor atualizado da

taxa; II - exibição de publicidade:

a) em desacordo com as características aprovadas;

b) fora dos prazos constantes da licença;

c) em mau estado de conservação:

Multa: 75,661 UFIRs por dia;

III - não retirada do anúncio quando a autoridade competente a

determinar: Multa: 75,661 UFIRs por dia;

IV - escrever, pendurar faixas ou colar cartazes de qualquer espécie sobre coluna,


fachada ou parede cega de prédio, muro de terreno, poste ou árvore de logradouro
público, monumento, ponte ou qualquer outro local exposto ao público, inclusive calçadas
e pistas de rolamento:

Multa: 151,3220 UFIRs.

* V - contribuintes reincidentes: aplica-se o disposto no artigo 167, § 5º desta lei.

Parágrafo Único - A aplicação das multas previstas neste artigo não exime o infrator do
pagamento da taxa porventura devida, nem de cassação da licença pela autoridade
competente.
Alterado pela Lei 086 de 28/12/90.

CAPÍTULO IV
DA TAXA DE LICENÇA PARA EXECUÇÃO DE OBRAS

SEÇÃO I

DA OBRIGAÇÃO PRINCIPAL

Art. 203 - A taxa tem como fato gerador o exercício regular, pelo Poder Público Municipal,
de autorização, vigilância e fiscalização da execução de obras e da urbanização de área
particular.

Art. 204 - Nenhuma construção, reconstrução, reforma, demolição, loteamento,


arruamento ou quaisquer outras obras podem ser iniciadas sem a prévia licença e o
pagamento da taxa devida.

Art. 205 - A licença somente pode ser concedida mediante prévia aprovação das plantas
ou projetos das obras na forma da legislação urbanística aplicável.

Art. 206 - A licença terá período da validade fixado de acordo com a natureza, extensão e
complexidade da obra.

Art. 207 - Contribuinte da taxa é o proprietário, o titular do domínio útil ou o possuidor, a


qualquer título, do imóvel em que se executem as obras.

Parágrafo Único - Respondem solidariamente com o proprietário, quanto ao pagamento


da taxa e à observância das posturas municipais, as pessoas físicas ou jurídicas
responsáveis pelos projetos ou por sua execução.

SEÇÃO II

DA ISENÇÃO

Art. 208 - Estão isentos da taxa:

I - a execução de obras em imóveis pertencentes à União, aos Estados, ao Distrito


Federal, aos Municípios e suas respectivas autarquias e fundações;

II - a construção de muros de arrimo ou de muralhas de sustentação, quando no


alinhamento da via pública, assim como de passeios, quando do tipo aprovado pela
Prefeitura;

III - a limpeza ou pintura externa ou interna de edifícios, casas, muros ou grades;

IV - a execução de obra hidráulica de qualquer natureza para abastecimento de água;

V - a construção de barracões destinados à guarda de materiais de obras já

licenciadas; VI - as obras que independam de licença ou comunicação para serem

executadas.

SEÇÃO III
DO PAGAMENTO

Art. 209 - A taxa deve ser calculada de acordo com a seguinte tabela:

NATUREZA DA UFIR
OBRA S
I – Construções até 70 metros quadrados 15,13
2
II – Acima de 70 metros quadrados:
a) fixo de 15,13
2
b) acrescido, por metro quadrado, de 0,227
0
III – Reconstruções de edificações 37,83
05
IV – Demolições 22,69
83
V – Loteamento, considerada como unidade o lote de terreno, por
unidade 37,83
05
VI - Obras de Urbanização 37,83
05
VII - Quaisquer outras obras não especificadas 22,69
83
VIII – Vetado
IX - Vetado
X - Vetado
(Alterada pela Lei 086 de 28/12/90)

Art. 210 - A taxa deve ser paga antes do início da obra.

SEÇÃO IV

DAS PENALIDADES

Art. 211 - A execução de obras e da urbanização de áreas particulares sem o pagamento


da taxa sujeita o infrator à multa de 100% (cem por cento) sobre o valor atualizado do
tributo devido sem prejuízo das demais sanções previstas na legislação de licenciamento
de obras.

Parágrafo Único - A licença pode ser cassada a qualquer tempo pela autoridade
competente, sempre que verificar a execução de obra ou urbanização em desacordo com
as características que deram ensejo à concessão da licença, bem como violar as posturas
municipais de regência.

CAPÍTULO V

DA TAXA DE LICENÇA PARA ABATE DE GADO

SEÇÃO I

DA OBRIGAÇÃO PRINCIPAL

Art. 212 a 217 - VETADO.


Revogados pela Lei 529 de 29/12/98.
CAPÍTULO VI
DA TAXA DE LICENÇA PARA OCUPAÇÃO DE
ÁREAS EM VIAS E LOGRADOUROS
PÚBLICOS

SEÇÃO I

DA OBRIGAÇÃO PRINCIPAL

Art. 218 - A taxa tem como fato gerador o exercício regular, pelo Poder Público Municipal,
de autorização, vigilância e fiscalização, visando a disciplinar a ocupação de vias e
logradouros públicos, para a prática de qualquer atividade.

Art. 219 - A licença para uso de área de domínio público é pessoal e intransferível e não
gera direito adquirido, podendo ser cancelada ou alterada, a qualquer tempo, a critério da
autoridade competente, sempre que ocorrer motivo superveniente que justifique tal ato.

Art. 220 - Entende-se por ocupação do solo, para efeitos de incidência da taxa, aquela
feita mediante instalações provisórias de balcão, barraca, mesa, tabuleiro, quiosque,
aparelho ou qualquer outro móvel ou utensílio, depósito de materiais para fins comerciais
ou de prestação de serviços, e estacionamento privativo de veículos em locais permitidos.

Art. 221 - Contribuinte da taxa é a pessoa física ou jurídica que venha a exercer sua
atividade em área de domínio público.

SEÇÃO II

DA ISENÇÃO

Art. 222 - Estão isentos de taxa:

I - os vendedores ambulantes de jornais, revistas e bilhetes de loteria;

II - os que venderem nas feiras-livres, exclusivamente, os produtos de sua lavoura e os de


criação própria (aves e pequenos animais), desde que exerçam o comércio
pessoalmente;

III - os deficientes físicos;

IV - as pessoas com idade superior a 60 (sessenta) anos, que, comprovadamente, não


exerçam outra atividade econômica;

V - os aparelhos, máquinas, equipamentos e tapumes destinados à execução ou


prestação de obras subterrâneas;

VI - as marquises, toldos e bambinelas;

* VII - os veículos de aluguel (táxis) e os ônibus, desde que devidamente legalizados;


(incluído pela Lei 086 de 28/12/90)

VIII - os carrinhos de pipoca, sorvete e similares;


IX - os bens destinados a promoções sociais e filantrópicas estabelecidas no Município;

X - a utilização de área pública para realização de evento promovido por associação de


moradores, partido político e associação de classe.

Parágrafo Único - O reconhecimento da isenção prevista neste artigo deve constar,


obrigatoriamente, da licença para o exercício da atividade.

SEÇÃO III

DO PAGAMENTO

Art. 223 - O pagamento da taxa é calculado de acordo com a seguinte tabela:

NATUREZA DA
ATIVIDADE
Espaço ocupado por balcão, barraca, mesa, cadeira, tabuleiro, banca, cabine, módulo e
assemelhados, bem como veículo não motorizado ou “trailer” nas feiras, vias e
logradouros públicos ou como depósito de materiais, ou estacionamento privativo de
veículos, inclusive para fins comerciais, em locais permitidos pela Prefeitura, por prazo
e a critério do órgão competente:
HORTIFRUTIGRANJEIROS OUTRAS ATIVIDADES
I - por dia ........................................................................
2,2698 7,5661
II - por mês
................................................................... 37,83
22,6983 05
III - por ano
................................................................... 75,66
52,9627 10
IV - para coletivos, ônibus, devidamente legalizados:
EM UFIRS POR
VEÍCULO
POR POR POR
DIA MÊS ANO
a) de transporte estritamente municipal 1,5132 30,2644 52,9627
b) de transporte intermunicipal até 70 Km distantes do
Município 3,0264 45,3966 60,5288
c) de transporte intermunicipal com mais de 70 Km de
distância do Município 3,7831 56,7458 68,0949
d) de transporte interestadual internacional e de turismo 4,5397 64,3119 75,6610
(Alterado pela Lei 086 de 28/12/90)

Art. 224 - O pagamento é efetuado quando da concessão da licença para o exercício da


atividade permanente ou provisória.
SEÇÃO IV

DA OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA

Art. 225 - O comprovante de pagamento da taxa, acompanhado da licença, devem ser


mantidos em poder do contribuinte, no local em que exerça sua atividade.
SEÇÃO V
DAS PENALIDADES

Art. 226 - O descumprimento de qualquer obrigação, principal ou acessória pertinente à


taxa, sujeita o infrator às seguintes penalidades:

I - apreensão de bens e mercadorias, no caso de exercício de atividade sem licença ou


em desacordo de atividade com os termos da licença, sem prejuízo das multas cabíveis;

II - multa de 100% (cem por cento) sobre o valor atualizado da respectiva taxa, no caso
de exercício de atividade sem licença;

III - 50% (cinqüenta por cento) sobre o valor atualizado da respectiva taxa, no caso de
exercício de atividade sem licença;

* IV - 1 (uma) UFIR, por inobservância do disposto no artigo anterior;

* Parágrafo Único - Aplica-se a este artigo o disposto no artigo 167, § 5º desta lei.

V - cassação de licença, a qualquer tempo, pela autoridade competente, sempre que


houver transgressão da legislação vigente.
(Alterado pela Lei 086 de 28/12/90.)

CAPÍTULO VII
Taxa de Vigilância e Fiscalização Sanitária
(Capítulo VII, art. 226A a 226I e anexo I incluídos através da Lei n° 1690 de 20/12/2010)

Art. 226-A – A Taxa de Vigilância e Fiscalização Sanitária tem como fato gerador o serviço
da atividade municipal de vigilância, controle e fiscalização sanitária no território do
Município de Paty do Alferes e será cobrada de acordo a Tabela constante do Anexo I.

Parágrafo Único – Os contribuintes optantes pelo Simples Nacional, recolherão os valores


constantes do Anexo I com descontos de acordo com as seguintes classificações de porte
e documentação fiscal comprobatória de suas classificações:

I – Empresa de Pequeno Porte: 50%


II – Microempresa: 80%
III - Pessoa Física: 90%
IV – Empreendedor Individual: isento

Art. 226-B – Entende-se como contribuinte para efeito da Taxa de Vigilância e


Fiscalização Sanitária a pessoa física ou jurídica relacionada direta ou indiretamente à
saúde pública que exerçam atividades relacionadas no Código de Vigilância e
Fiscalização Sanitária e Ambiental em Saúde do Município de Paty do Alferes e
fiscalizadas pela Secretaria Municipal de Saúde e legislação estadual correlata.

Art. 226-C – A Taxa de Vigilância e Fiscalização Sanitária será anual e terá seu
vencimento em 31 de março de cada ano e será calculada com base na Unidade Fiscal
do Estado do Rio de Janeiro – UFIR-RJ correspondente ao mês do recolhimento,
conforme indicado na Tabela constante do Anexo I.

§ 1º - A Licença Sanitária terá prazo de validade até 31 de março do exercício seguinte.


§ 2º - Os estabelecimentos que iniciarem suas atividades após a data de 31 de março
efetuarão o recolhimento na proporção de um doze avos (1/12) sobre o valor inicial
correspondente ao mês de encaminhamento, multiplicado pelos meses que faltarem para
complementar o exercício.

§ 3º - Os contribuintes enquadrados na categoria de Empreendedor Individual, embora


isentos do recolhimento da Taxa de Vigilância e Fiscalização Sanitária, deverão requerer
anualmente a renovação da Licença Sanitária, como requisito obrigatório para o exercício
da atividade.

Art. 226-D – Após o pagamento da Taxa de Vigilância e Fiscalização Sanitária será


expedido pelo Serviço de Vigilância Sanitária Municipal a respectiva Licença Sanitária,
desde que cumpridas as exigências legais para a atividade pretendida.

Art. 226-E – As licenças sanitárias concedidas pelo Município poderão ser suspensas:

I – pela ação ou omissão do contribuinte em razão do interesse público concernente à


segurança, à higiene e à saúde pública;

II – pela recusa em fornecer à vigilância sanitária os esclarecimentos por ela solicitados;

III – pela prática de ato, estado de fato ou situação de direito que configure infração à
legislação sanitária em geral.

§ 1º - A pessoa física ou jurídica que não efetuar o pagamento da Taxa de Vigilância e


Fiscalização Sanitária por 2 (dois) anos consecutivos, terá sua inscrição automaticamente
cancelada, sem prejuízo da cobrança da respectiva Taxa.

§ 2º - A licença poderá ser cassada, a qualquer tempo, pela autoridade competente,


sempre que o exercício da atividade violar a legislação vigente.

Art. 226-F – Qualquer alteração das características das atividades licenciadas deverá ser
requerida no prazo de 30 (trinta) dias contados da data que ocorrer o evento.

§ 1º - Entende-se como evento, a alteração realizada junto ao órgão de registro


competente.

§ 2º - Uma vez comunicado à PMPA, no prazo estabelecido, a alteração prevista no caput,


terá o contribuinte 60 (sessenta) dias para apresentar toda a documentação solicitada
pela Fiscalização Sanitária, sem aplicação de qualquer penalidade;

Art. 226-G - O encerramento da atividade deverá ser comunicado à repartição fiscal


competente, no prazo de 30 (trinta) dias, contados da data que ocorrer o evento.

§ 1º - Entende-se como evento, a baixa ou cancelamento nos órgãos competentes.

Art. 226-H – As infrações apuradas ficam sujeitas às seguintes penalidades:

I – falta do pagamento da Taxa: MULTA de 10% (dez por cento) sobre seu valor
atualizado, se pessoa física e 20% (vinte por cento), se pessoa jurídica;
II – Funcionamento sem Licença:

a) MULTA correspondente a 75 (setenta e cinco) UFIR-RJ, se pessoa física;

b) MULTA correspondente a 100 (cem) UFIR-RJ, se pessoa jurídica;

Parágrafo único – A aplicação das multas previstas neste artigo não exime o infrator do
pagamento da taxa porventura devida, respeitada as suas formalidades.

Art. 226-I – A Taxa de Vigilância e Fiscalização Sanitária quando não recolhida até o
vencimento, fica sujeita aos seguintes acréscimos moratórios, sem prejuízo da correção
monetária, quando for o caso:

I) - Até o último dia útil do exercício de lançamento do imposto: 2% (dois por cento) ao
mês, ou fração de mês;

II) - A partir do 1º (primeiro) dia do exercício subseqüente, em substituição ao acréscimo


previsto no inciso anterior, incidirá o acréscimo de 20% (vinte por cento) sobre o crédito
tributário monetariamente corrigido.”

ANEXO I
Das Taxas de Vigilância e Fiscalização Sanitária

Valores das Taxas de Vigilância e Fiscalização Sanitária (em UFIR-


RJ)
01 – Licença Anual 18 – Análise e/ou visto em
Estabelecimentos 02 – Revalidação planta
de Licença
03 – Mudança de
Endereço
Farmácias, Drogarias,
a) Farmácias Privativas, 469, 93,9
Dispensários de 88 7
Medicamentos, Ervanarias
Distribuidores, Importadores, Grande 1.409, Grande 469,88
Exportadores, Porte 64 Porte
Representantes,, Depósitos Médio Porte 939,76 Médio 281,93
b) de Produtos Farmacêuticos Porte
e Correlatos (Cosméticos, Peque
produtos de higiene, Pequeno 469,88 no 93,97
perfumes e saneantes Porte Porte
domissanitários)
Estabelecimentos
atacadistas, importadores,
exportadores e
Código Tributário Municipal de Paty do
Alferes

comerciais de ótica, material 469, 93,9


c) e equipamentos óticos, de 88 7
aparelhos e produtos usados
em medicina, ortopedia,
odontologia, enfermagem,
educação física,
embelezamento ou correção
estética
Estabelecimentos industriais Grande 2.349, Grande 469,88
de ótica, material e Porte 40 Porte
equipamentos óticos, de Médio Porte 1.409, Médio 281,93
d) aparelhos e produtos 65 Porte
usados em medicina, 939,77 Peque 93,97
ortopedia, odontologia, Pequeno no
enfermagem, educação Porte Porte
física, embelezamento ou
correção estética
Grande 3.759, Grande 657,83
Estabelecimentos industriais Porte 05 Porte
e) de produtos farmacêuticos, Médio Porte 2.349, Médio 469,88
de produtos dietéticos, de 40 Porte
produtos farmoquímicos Pequeno 1.409, Peque 173,09
Porte 65 no
Porte
Licença especial adicional
f) para estabelecimentos
industriais de produtos 469, 173,
farmacêuticos contendo 88 09
substâncias sujeitas ao
regime de controle especial
Estabelecimentos industriais Grande 2.349, Grande 469,88
de cosméticos, produtos de Porte 40 Porte
g) higiene e perfumes Médio Porte 1.409, Médio 281,93
65 Porte
Pequeno 939,77 Peque 93,97
Porte no
Porte
Grande Grande
Estabelecimentos industriais Porte 2.349, Porte 469,88
h) de produtos saneantes 40
domissanitários Médio Porte Médio
1.409, Porte 281,93
65
Pequeno Peque
Porte 939,77 no 93,97
Porte
Laboratórios de análises
i) clínicas, pesquisa e 375, 93,9
anatomia patológica 91 7
j) Posto de coleta 93,9 93,9
7 7
k) Serviços médicos, clínicas e 187, 93,9
ambulatórios sem internação 95 7
Código Tributário Municipal de Paty do
Alferes
l)
Serviços de Hemoterapia 704, 93,9
82 7
m Unidade Transfusional /
) Posto
de Coleta Móvel / Fixo 328, 93,97
92
n) Serviços ou Clínicas
Odontológicas 187, 93,97
95
o) Estabelecimento de prótese
dentária 140, 93,97
97
p) Estabelecimentos Médico-
Veterinários: Clínicas; 187, 93,97
Hospitais; Serviços médico- 95
veterinários
q) Estabelecimentos de raio
x, radioterapia, 657, 93,97
radioisótopo e 83
congêneres
r) Serviços de radiodiagnóstico
odontológico 328, 93,97
92
s) Estabelecimentos de
Fisioterapia e/ou
Praxioterapia, Terapia 187, 93,97
Ocupacional, de 95
audiometria, ecografia e
ecocardiografia
t)
Banco de leite humano 25,2 25,22
2
Estabelecimentos de
u) ginástica, 328, 93,97
esteticismo, de beleza 92
e congêneres
Consultório / Gabinete /
v) Psicólogo, massagista, 46,9 Isento
pedicure, nutrição e 9
fonoaudiólogo
x) Estabelecimentos
hidroterápicos e saunas 328, 93,97
92
Assunção ou alteração
0 de responsabilidade 46,9 -------
4 técnica / Alteração de 9
Razão Social
0 Estabelecimentos de Transporte de Medicamentos
5
a) Com armazenamento 232, 93,97
81
b) Sem armazenamento 328, 93,97
92
0 Estabelecimento de 657, Isento
6 transporte de paciente 83
0 Registro de livro 37,6
7 0
0 Registro de Certificado 28,2
8 0
0 Visto em alteração contratual 28,2
9 0
1 Cadastro de alimento 469,
0 88
Inspeção em Grande 1.879,
estabelecimento de Porte 72
alimentos: açougue, peixaria, Médio 939,77
1 bar, lanchonete, restaurantes Porte
1 e similares, comércio de
produtos alimentícios, Peque 469,88
depósitos de produtos no
alimentícios e bebidas Porte
Código Tributário Municipal de Paty do
Alferes

1 Segunda via de licença de 37,


2 funcionamento / certidão 60
Grande 1.879,
Alteração de atividade com Porte 72
1 inspeção sanitária Médio 321,37
3 Porte
Peque 234,94
no
Porte
14 12,
Ambulantes em geral
00
15 Veículos de transportes de 21,
alimentos 00
16 Comércio de produtos
alimentícios em “trailler” 83,
e outros serviços 00
correlatos
17 Pensão com refeições 83,
00

T Í T U L O VIII

DAS TAXAS PELA UTILIZAÇÃO DE SERVIÇOS PÚBLICOS

CAPÍTULO I

DA TAXA DE COLETA DE LIXO E LIMPEZA PÚBLICA

SEÇÃO I

DA OBRIGAÇÃO PRINCIPAL

Art. 227 - A taxa pela Manutenção e Custeio dos Serviços Públicos, que tem como fato
gerador à manutenção e conservação das vias e logradouros públicos, e a Taxa de Coleta
de Lixo referem-se aos seguintes serviços:
(Alterado o caput do art. 227 pela Lei 366 de 09/12/96)

I - Manutenção de vias e logradouros públicos:


a) varrição, lavagem e capina;
b) limpeza e desobstrução de córregos, canais, valas, galerias, bueiros e caixas de águas
pluviais;
c) desinfecção de lugares insalubres;
d) patrolamento ou ensaibramento de ruas, vias, acessos e demais logradouros públicos;
e) assistência sanitária;
(Alterado o I do art. 227 pela Lei 366 de 09/12/96)

II - Taxa de Coleta de Lixo:


a) coleta de lixo domiciliar;
b) coleta de lixo não domiciliar;
c) coleta especial; remoção de entulhos; cadáveres de animais; restos de podas de
árvores e limpeza de jardins e quaisquer outros tipos de coleta não especificados nos
itens anteriores, exceto resíduos tóxicos ou contaminantes.
(Alterado o II do art. 227 pela Lei 366 de 09/12/96)

III - Taxa de Coleta de Esgoto:


a) coleta de afluentes residenciais e não residenciais através de rede pública unitária ou
mista.

Art. 228 - Contribuinte das taxas é o proprietário ou o titular do domínio útil, ou o


possuidor, a qualquer título, de imóvel alcançado por quaisquer dos serviços previstos no
Art. 227, que constitua unidade autônoma, independentemente de sua utilização.
SEÇÃO II

DA ISENÇÃO

Art. 229 - Estão isentos da taxa de imóveis cedidos ao Município, a qualquer título, desde
que o contrato estabeleça o repasse do ônus tributário, bem como imóveis que
comprovadamente não são servidos por nenhuma das hipóteses previstas no Art. 227.

SEÇÃO III

DO PAGAMENTO

Art. 230 - As taxas pela Prestação de Serviços Urbanos, devidas anualmente, serão
cobradas juntamente com o Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana,
observando-se os mesmos prazos e forma de pagamento.
(Alterado pela Lei 366 de 09/12/96)

Art. 231 - A taxas pela Prestação de Serviços Urbanos serão discriminadas de forma
individualizada em cada lançamento, sendo o produto de suas receitas aplicado,
exclusivamente, na implantação e manutenção de cada serviço.
(Alterado pela Lei 366 de 09/12/96)
Art. 232 - As taxas pela Prestação de Serviços Urbanos serão pagas de acordo com as
seguintes tabelas:
(Alterado pela Lei 366 de 09/12/96)

TABELA I - TAXA DE COLETA DE LIXO

DISCRIMINAÇÃ UFIR
O
I - imóvel edificado de utilização residencial 15,1322
II - imóvel edificado de utilização não residencial 15,1322
III - coleta especial por metro cúbico - m3 7,5661

TABELA II – Revogado pela lei 606 de 07/12/99

TABELA III - TAXA DE COLETA DE ESGOTO

DISCRIMINAÇÃ UFIR
O
I - imóvel edificado de utilização residencial 37,8305
II - imóvel edificado de utilização não residencial 37,8305
III – imóvel não edificado 37,8305
(Alterado pela Lei 366 de 09/12/96)
Art. 233 - A prestação dos serviços discriminados no Art. 227, inciso I, item C, será
obrigatoriamente, solicitada pelo interessado.

Art. 234 - A falta de pagamento das taxas anuais sujeita o devedor à multa de 100% (cem
por cento) sobre o valor atualizado da taxa devida.

Art. 235 - A falta de pagamento da taxa prevista no item C, inciso I do Art. 227, sujeita o
devedor à multa de 100% (cem por cento) sobre o valor atualizado da taxa devida.

Art. 236 - As penalidades previstas nesta seção não excluem as decorrentes de infrações
à legislação municipal de limpeza urbana, posturas, obras e saúde pública.

Art. 237 - As taxas não pagas no vencimento, aplicar-se-ão os acréscimos moratórios


previstos no Título X desta Lei.
(Art. 233 ao 237 alterado pela Lei 366 de 09/12/96)

CAPÍTULO II

DA TAXA DE MANUTENÇÃO E CONSERVAÇÃO DAS REDES, SISTEMAS E


EQUIPAMENTOS DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA

SEÇÃO I

DA OBRIGAÇÃO PRINCIPAL
CIP - Vide lei 1037 de 30/12/03

Art. 238 - (art. 238 revogado pela lei 1038 de 30/12/03).

Art. 239 - (art. 239 e parágrafo único revogado pela lei 1038 de 30/12/03).
SEÇÃO II

DA ISENÇÃO

Art. 240 - (art. 240 revogado pela lei 1038 de 30/12/03).

SEÇÃO III

DO PAGAMENTO

Art. 241 - (art. 241 revogado pela lei 1038 de 30/12/03).


Art. 242 - (art. 242 e parágrafo único revogado pela lei 1038 de 30/12/03).

SEÇÃO IV

DAS PENALIDADES

Art. 243 - (art. 243 revogado pela lei 1038 de 30/12/03).

Art. 244 - (art. 244 revogado pela lei 1038 de 30/12/03).

SEÇÃO V
DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 245 - (art. 245 revogado pela lei 1038 de 30/12/03).

Art. 246 - (art. 246 revogado pela lei 1038 de 30/12/03).

CAPÍTULO III

DA TAXA DE EXPEDIENTE

SEÇÃO I

DA OBRIGAÇÃO PRINCIPAL

Art. 247 - A taxa tem como fato gerador à utilização dos seguintes serviços prestados por
qualquer autoridade ou servidor municipal competente, e é calculada de acordo com a
tabela abaixo:

SERVIÇO UFIR’S
S
I – fornecimento de certidão
a) relativa à situação fiscal – por inscrição fiscal 7,5661
b) de existência de prédio
1 - em Zona Urbana 15,132
2 - em Zona Rural 15,132
c) de qualquer outra espécie, por página 7,5661
II – expedição de segunda via:
a) de documento de inscrição no Cadastro de Atividades Econômicas e no
Cadastro Especial 3,783
b) de guia de pagamento de tributos 3,783
c) de alvará 11,349
III - exame de documentação para reconhecimento de propriedade plena
75,661
de imóvel – por imóvel
IV – lavratura de temo ou contrato de qualquer natureza em processo
administrativo ou livros do Município - por página 1,513
V - desarquivamento de processo a pedido da parte interessada 1,513
VI - pedido de:
a) concessão de regime especial para emissão de escrituração de
documentos fiscais 11,349
VII - cópia fotográfica:
a) até tamanho 13 cm x 18 cm, cada 7,5661
b) de tamanho maior, cada 11,349
c) plantas e croquis, cada 30,264
VIII - aprovação de planta de imóvel:
a) por prédio 18,915
b) Taxa de licença para execução de Obras (vide art. 209)
c) pela vistoria do imóvel 11,349
IX - para legalização do imóvel:
a) pela aprovação da planta, por metro quadrado construído Tabela
I
b) pela averbação Tabela
II
Código Tributário Municipal de Paty do
Alferes

c) pela vistoria do imóvel Tabela


III
d) pela autenticação, se mais de três, por unidade a mais 0,757
X - remembramento, desmembramento de imóvel:
a) pela aprovação do projeto:
1 - se remembramento 22,698
2 - se desmembramento 11,349
b) por área remembrada / desmembrada Tabela
IV
XI - pela assinatura de profissionais habilitados, mas não inscritos no
30,264
Município, nas plantas do imóvel, por planta
XII - modificação de planta já aprovada
a) pela vistoria no imóvel Tabela
III
b) pela alteração, por metro quadrado Tabela
I
XIII - revalidação da planta do imóvel, por unidade 1,135
XIV - autenticação em livros e documentos fiscais 2,648
XV - emissão de carnê de IPTU 7,00

TABELA - UFIR’S
I
I - construção até 70 metros quadrados ou fração 15,132
II - acima de 70 metros quadrados
a) fixo de 15,132
b) acrescido, por metro quadrado, de 0,227

TABELA - UFIR’S
II
I - até 70 metros quadrados ou fração 3,783
II - de 71 m2 até 80 m2 ou fração 6,809
III - de 81 m2 até 90 m2 ou fração 7,5661
IV - de 91 m2 até 100 m2 ou fração 8,323
V - de 101 m2 até 120 m2 ou fração 9,079
VI - de 121 m2 até 140 m2 ou fração 9,458
VII - de 141 m2 até 160 m2 ou fração 9,836
VIII - de 161 m2 até 180 m2 ou fração 10,214
IX - de 181 m2 até 200 m2 ou fração 10,593
X - de 201 m2 até 230 m2 ou fração 10,971
XI - de 231 m2 até 250 m2 ou fração 11,349
XII – acima de 250 m2 acrescido, por metro quadrado (incluído pela lei 1625 de 17/12/09) 0,00026
5

TABELA - UFIR’S
III
I - até 70 metros quadrados 6,053
II - de 70,01 m2 até 80 m2 6,809
III - de 80,01 m2 até 100 m2 7,5661
IV - de 100,01 m2 até 150 m2 8,701
V - mais de 150,01 metros quadrados 13,997
VI - para aceitação de reconstrução e reparos 7,5661
Código Tributário Municipal de Paty do
Alferes

TABELA - UFIR’S
IV
I - até 1.000 m2 ou fração 6,053
Código Tributário Municipal de Paty do
Alferes

II - de 1.000 m2 até 2.500 m2 ou fração 6,809


III - de 2.501 m2 até 5.000 m2 ou fração 7,5661
IV - de 5.501 m2 até 10.000 m2 ou fração 11,349
V - mais de 10.001 m2:
a) fixo de 11,349
b) acrescido, por metro quadrado, de 0,00026
5
(Alterado pelas Leis 086/90 e 184/92.)
(Inciso XV criado pela Lei 527/98)

Art. 248 - Contribuinte da taxa é o peticionário ou quem tiver interesse direto no ato da
autoridade ou servidor municipal.

SEÇÃO II

DA ISENÇÃO

Art. 249 - Estão isentos da taxa:

I - "VETADO"

II - o fornecimento de certidão:

a) de matrícula em hospitais, dispensários e ambulatórios do Município;

b) de admissão de menores nos estabelecimentos de ensino mantido pelo Município;

c) de primeira via de contratos ou termos lavrados em livros do Município;

d) a servidores municipais, quando relativa a sua vida funcional;


III - a lavratura de termos de doação em processos administrativos ou livros do Município.

SEÇÃO III

DO PAGAMENTO

Art. 250 - O pagamento da taxa deve ser efetuado antes da prestação de qualquer dos
serviços especificados na tabela constante do artigo 247.

Art. 251 - Aos responsáveis pelos órgãos municipais que tem o encargo de realizar os
atos tributados pela taxa incumbem a verificação do respectivo pagamento, na parte que
lhes for atinente.

Art. 252 - Do documento consubstanciador do ato da autoridade ou servidor municipal


deve constar o número da guia de pagamento da taxa respectiva, que deve ficar anexada
ao procedimento que lhe deu origem.

SEÇÃO IV

DAS PENALIDADES
Art. 253 - A utilização dos serviços enumerados na tabela constante do artigo 247, sem o
respectivo pagamento da taxa, sujeita o infrator ou servidor responsável à multa de 100%
(cem por cento) sobre o valor atualizado do tributo devido.

Art. 254 - O não cumprimento do disposto no artigo 251 sujeita o responsável à multa
igual à taxa ou à parte desta que deixou de ser exigida, pelo seu valor atualizado.

T Í T U L O IX

DA CONTRIBUIÇÃO DE MELHORIA

Art. 255 - A contribuição de melhoria tem como fato gerador à realização de obras
públicas que acarretem benefícios, diretos ou indiretos, a bens imóveis.
Art. 256 - Contribuinte da contribuição de melhoria é o proprietário, o titular do domínio útil
ou o possuidor, a qualquer título, do imóvel situado na área de influência da obra.

Art. 257 - A contribuição de melhoria será devida quando o Município realizar qualquer
das seguintes obras públicas:

I - abertura, alargamento, pavimentação, iluminação, arborização, esgotos pluviais e


outros melhoramentos de praças e vias públicas;

II - construção e ampliação de parques, campos de desportos, pontes e pontilhões;


III - construção ou ampliação de sistemas de trânsito inclusive todas as obras e
edificações necessárias;

IV - serviços e obras de abastecimento de água potável, esgotos, instalações e redes


elétricas, telefônicas, transportes e comunicações em geral, ou de suprimento de gás;

V - proteção contra inundações, erosões, e de saneamento e drenagem em

geral; VI - construção e pavimentação e melhoramentos de estradas de rodagem;

VII - aterros e realizações de embelezamento em geral inclusive desapropriações e


desenvolvimento de planos de aspecto paisagístico.

Parágrafo Único - A realização de obra pública sobre a qual incidirá o tributo poderá ser
requerida pela maioria absoluta dos titulares do imóveis situados na área de influência de
obra definida neste artigo.

Art. 258 - A cobrança do tributo não excederá o custo das obras, computadas às
despesas de estudos, projetos, fiscalização, desapropriações, administração, execução e
financiamento, inclusive prêmios de reembolso e outras de praxe, e terá sua expressão
monetária atualizada na época do lançamento mediante aplicação de coeficientes de
correção monetária.

§ 1º - Incluem-se nos orçamentos de custo das obras todos os investimentos necessários


para que os benefícios delas decorrentes sejam integralmente alcançados pelos imóveis
situados na área de influência da obra.
§ 2º - A fixação do percentual do custo da obra a ser cobrado mediante a contribuição de
melhoria considerará a natureza da obra, os benefícios para os usuários, às atividades
econômicas preponderantes e o nível de desenvolvimento da área beneficiada.

Art. 259 - Para a cobrança da contribuição de melhoria, o Poder Executivo publicará,


previamente, Edital contendo, pelo menos, os seguintes elementos:

I - delimitação da área de influência da obra e a relação dos imóveis que a integram;

II - memorial descritivo do projeto;

III - orçamento total do custo da obra;

IV - determinação da parcela do custo da obra a ser ressarcida pela contribuição de


melhoria, com o correspondente plano de rateio entre os imóveis situados na área de
influência da obra.

Parágrafo Único - O plano de rateio de custo da obra entre os imóveis situados na área
de influência levará em conta, conforme dispuser o Poder Executivo, dentre outros, os
seguintes elementos:

I - situação na área de influência da obra;

II - testada;

III - área;

IV - finalidade da exploração econômica.


Art. 260 - O contribuinte definido no artigo 256 poderá, no prazo improrrogável de 30
(trinta) dias, a começar da data da publicação do Edital, impugnar qualquer dos
elementos do Edital cabendo-lhe o ônus da prova.

Art. 261 - O Poder Executivo, considerando o custo da obra, a situação do Município e as


peculiaridades da área de influência da obra, poderá determinar que o pagamento da
contribuição de melhoria seja feito de uma só vez ou em parcelas mensais e sucessivas,
acrescidas de correção monetária.

Parágrafo Único - É facultado ao Poder Executivo, no caso de a contribuição de melhoria


ser cobrada parceladamente, conceder desconto para o pagamento em cota única ou em
prazo menor que o fixado nas guias.

Art. 262 - A repartição fazendária competente notificará o sujeito passivo:

I - do valor da contribuição de melhoria lançada;

II - do prazo para o seu pagamento e, se for o caso do número de parcelas mensais e


respectivos vencimentos;

III - dos descontos, se os houver concedido para o pagamento nas formas referidas no
artigo anterior;
IV - do prazo para impugnação do lançamento.

Parágrafo Único - Considerar-se-á regularmente notificado o sujeito passivo na data em


que, através de publicação, se der ciência ao público da emissão das guias de
pagamento da contribuição de melhoria.

Art. 263 - A impugnação do lançamento será apresentada à repartição fazendária


competente, no prazo de 30 (trinta) dias, contado da ciência.

Art. 264 - A contribuição de melhoria não paga no vencimento aplicar-se-ão os


acréscimos moratórios previstos no Título X, desta lei.

TÍTULOX

DA MORA

Art. 265 - O Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana, e as taxas pela
utilização de serviços públicos, constantes dos Títulos III e VIII da Lei 048/89, (alterada
pela Lei 366 de 09/12/96) cobradas no mesmo carnê do imposto, quando não recolhidos
até o vencimento, ficam sujeitos aos seguintes acréscimos moratórios, sem prejuízo da
correção monetária, quando for o caso:

a) Até o último dia útil do exercício de lançamento do imposto: 2 (dois por cento) ao mês,
ou fração de mês;

b) A partir do 1º (primeiro) dia do exercício subsequente, em substituição ao acréscimo


previsto no inciso anterior, incidirá o acréscimo de 40% (quarenta por cento) sobre o
crédito tributário monetariamente corrigido para os exercícios de 1997 e seguintes,
persistem o acréscimo de 100% para os exercícios anteriores, no que couber.
(Alterado pela Lei 442 de 23/12/97)

b) A partir do 1º (primeiro) dia do exercício subseqüente, em substituição ao acréscimo


previsto no inciso anterior, incidirá o acréscimo de 20% (vinte por cento) sobre o crédito
tributário monetariamente corrigido para os exercícios de 2010 e seguintes, persistem o
acréscimo de 40 % para os exercícios de 1997 a 2009 e 100% para os demais exercícios
anteriores, no que couber.
(nova redação dada pela lei 1625 de 17/12/09)

Art. 266 - Quando esta Lei não dispuser de modo diverso sobre o valor do crédito
tributário monetariamente atualizado, incidirá o acréscimo de 2% (dois por cento) ao mês
ou fração de mês que se seguir à data fixada para o respectivo pagamento, observado o
limite de 40% (quarenta por cento).

Art. 267 - no caso de tributos recolhidos por iniciativa do contribuinte, sem lançamento
prévio pela repartição competente, e sem o recolhimento concomitante das multas ou
qualquer outro acréscimo moratório, essa parte acessória do débito passará a constituir
débito autônomo, sujeito à atualização do valor e aos acréscimos moratórios, de acordo
com as regras tributárias comuns, bem como às multas cabíveis.
LIVRO SEGUNDO

NORMAS GERAIS TRIBUTÁRIAS


TÍTULO I

DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 268 - Aplicam-se ao Município de Paty do Alferes as normas gerais tributárias


constantes do Código Tributário Nacional.

T Í T U L O II

DA ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA

Art. 269 - Incumbe à Secretaria Municipal de Fazenda através de órgão específico,


conduzir a Administração Tributária procedendo ao lançamento, controle e fiscalização
dos tributos de competência do Município, bem como ao acompanhamento e análise da
arrecadação municipal, inclusive de sua dívida ativa.

Parágrafo Único - No desenvolvimento de suas atribuições, a Secretaria Municipal de


Fazenda deve promover a orientação dos contribuintes quanto ao cumprimento de suas
obrigações fiscais.

Art. 270 - Pode a Secretaria Municipal de Fazenda celebrar convênios com a União, os
Estados, o Distrito Federal e outros Municípios, objetivando a mútua assistência para
controle e fiscalização dos tributos respectivos, bem como a permuta de informações
econômico-fiscais.

Parágrafo Único - A faculdade prevista neste artigo estende-se aos órgãos da


administração indireta, no tocante às atividades de arrecadação e cobrança de tributos.

LIVRO TERCEIRO

PROCESSO ADMINISTRATIVO

TRIBUTÁRIO T Í T U L O I

DISPOSIÇÕES GERAIS

CAPÍTULO I

DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

Art. 271 - Este livro rege o processo administrativo tributário que versa, originariamente
ou não, sobre a aplicação ou a interpretação da legislação tributária.

Parágrafo Único - O Poder Executivo expedirá os atos normativos destinados a


complementar as disposições deste livro e disporá sobre a competência das autoridades
para o preparo e julgamento dos processos, inclusive referentes a pedidos de restituição
de indébito.

Art. 272 - O processo pode ser iniciado de ofício, pela autoridade ou servidor competente,
ou por petição da parte interessada.
CAPÍTULO I

DOS PRAZOS

Art. 273 - Os prazos são contínuos, excluindo-se em sua contagem o dia do início e
incluindo-se o do vencimento.

Art. 274 - Os prazos só se iniciam ou se vencem em dia de expediente normal da


repartição em que corra o processo ou deva ser praticado o ato.

Art. 275 - A autoridade competente pode prorrogar os prazos ou reabri-los, levantando a


perempção, se assim julgar conveniente.

Parágrafo Único - Não havendo prazo fixado em lei, regulamento ou ato normativo, será
de 15 (quinze) dias o prazo para a prática de ato a cargo da parte.

CAPÍTULO III

DOS POSTULANTES

Art. 276 - O sujeito passivo ou aquele que mantiver interesse jurídico na situação que
constitua objeto do processo poderá postular pessoalmente ou através de despachante,
ou, ainda representado mediante mandato expresso.

Art. 277 - Os órgãos de classe poderão representar os interesses da respectiva categoria


econômica ou profissional.

T Í T U L O II

DO PROCESSO EM GERAL

CAPÍTULO I

DO REQUERIMENTO

Art. 278 - A petição deve conter as indicações seguintes:

I - nome completo do requerente;

II - inscrição fiscal;

III - endereço para recebimento das intimações no local onde for apresentado o
requerimento;

IV - a pretensão e seus fundamentos, assim como declaração do montante que for


reputado devido, quanto à dúvida ou litígio verse sobre valor.
§ 1º - A petição será indeferida de plano se manifestamente inepta ou quando a parte for
ilegítima, sendo, entretanto, vedado recusar seu recebimento.

§ 2º - É vedado reunir em a mesma petição, matéria referente a tributos diversos, bem


como em defesa ou recurso, relativo a mais de uma autuação, lançamento, decisão ou
contribuinte.

CAPÍTULO II

DA INTIMAÇÃO

Art. 279 - Os atos dos servidores, autoridades e órgãos colegiados serão comunicados
aos interessados por meio de intimação.

Art. 280 - A intimação será feita pelo servidor competente e comprovada com a assinatura
do intimado ou de preposto seu ou, no caso de recusa, com declaração escrita de quem
fizer a intimação.

Art. 281 - Poderá a autoridade competente fazer a intimação por via postal ou telegráfica,
com prova de recebimento.

Parágrafo Único - Caso não conste data de entrega, considera-se feita à intimação 15
(quinze) dias após a entrega da intimação à agência postal ou telegráfica, salvo prova em
contrário.

Art. 282 - Quando não encontrada a pessoa a ser intimada ou preposto seu, poderá a
intimação ser feita por edital.

§ 1º - Considera-se feita a intimação 3 (três) dias após a publicação do edital, uma única
vez, no órgão oficial, de cuja data começará a contar o prazo determinado.

§ 2º - Caso o órgão oficial não circule regularmente no local, o edital será afixado em
dependência da repartição à qual estiver afeto o caso, devendo tal dependência ser
designada expressamente em ato oficial e ser de livre acesso ao público.

§ 3º - O edital deve permanecer afixado durante, pelo menos, 10 (dez) dias.

CAPÍTULO III

DO PROCEDIMENTO PRÉVIO DE OFÍCIO

Art. 283 - O procedimento de ofício se inicia pela ciência, dada ao sujeito passivo ou
requerente de qualquer ato praticado por servidor competente para esse fim.

Art. 284 - O procedimento prévio de ofício, com a finalidade de exame de situação do


sujeito passivo ou requerente, deverá estar concluído dentro de 60 (sessenta) dias,
prorrogáveis pelo mesmo prazo, sucessivamente, por qualquer ato de ciência, ao
interessado, antes do término do prazo anterior.

§ 1º - A prorrogação correrá do dia seguinte à data do término do prazo anterior.


§ 2º - A soma total das prorrogações ininterruptas não poderá ultrapassar 180 (cento e
oitenta) dias, salvo casos excepcionais, a critério da autoridade competente.

Art. 285 - A apreensão de livros, documentos, mercadorias e outros objetos, para instruir
o procedimento, far-se-á sempre mediante auto circunstanciado, cumulado em um só
documento ou não, com o auto de infração, observados, no que couberem, os princípios
relativos à lavratura do auto de infração.

CAPÍTULO IV

DO PROCESSO DE OFÍCIO

Art. 286 - A exigência do crédito tributário principal, acessórios e multas - constará de


auto de infração ou nota de lançamento, distinto para cada tributo.

Parágrafo Único - Quando mais de uma infração ou mais de um crédito tributário decorrer
do mesmo fato e a prova de ilicitude de cada infração ou de cada débito depender dos
mesmos elementos de convicção, uma única autuação ou lançamento poderá
consubstanciar todas as infrações, infratores, débitos e devedores.

Art. 287 - O auto de infração e a nota de lançamento conterão:

I - a qualificação do autuado ou intimado;

II - o local e data da lavratura;

III - a descrição circunstanciada do fato punível ou dos fatos concretos que justifiquem a
exigência do tributo;

IV - a capitulação do fato, mediante citação do dispositivo legal infringido e do que lhe


comine a sanção ou do que justifique a exigência do tributo;

V - o valor do tributo e/ou das multas exigidos;

VI - a notificação para o recolhimento do débito no prazo de 30 (trinta) dias, com a


indicação de que no mesmo prazo poderá ser apresentada a impugnação;

VII - a indicação da repartição onde será instaurado o processo e daquela em que a


impugnação poderá ser apresentada;

VIII - a assinatura do autuante e a indicação de seu cargo ou função e o número de


matrícula.
Parágrafo Único - Prescindem de assinatura o auto de infração e a nota de lançamento
emitidos por processo eletrônico.

Art. 288 - O auto de infração e a nota de lançamento podem ser retificados antes de seu
julgamento, mediante procedimento fundamentado.

Art. 289 - Os atos e termos processuais serão lavrados sem espaços em branco, sem
entrelinhas ou rasuras não ressalvadas, devendo ser lançados com clareza e nitidez, de
modo que o texto possa ser lido com facilidade.
CAPÍTULO V

DAS NULIDADES
Art. 290 - São nulos:

I - os atos praticados por autoridade, órgão ou servidor incompetente;

II - as decisões não fundamentadas;

III - os atos ou decisões que impliquem em preterição ou prejuízo do direito de defesa.

Art. 291 - Os atos posteriores ao ato nulo só se consideram nulos quando dependerem ou
forem conseqüência dele.

T Í T U L O III

DO PROCESSO CONTENCIOSO

CAPÍTULO I

DO LITÍGIO

Litígio – Vide lei 652/2000.

Art. 292 ao 297 revogado pela Lei 652/2000

T Í T U L O IV

DO PROCESSO SOBRE INTERPRETAÇÃO


DA LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA

Art. 298 - A consulta sobre matéria tributária, bem como o pedido de reconhecimento de
imunidade, não incidência e isenção de tributos e demais processos de interesse do
sujeito passivo serão disciplinados pelo Poder Executivo, dispondo sobre seus efeitos,
procedimento e competência para decisão.

TÍTULOV

DA DÍVIDA ATIVA

Art. 299 - Constituem Dívida Ativa os créditos da Fazenda Municipal, tributários ou não
tributários, regularmente inscritos na repartição administrativa competente, depois de
esgotado o prazo fixado para pagamento, por lei ou por decisão final proferida em
processo regular.

§ 1º - Qualquer valor, cuja cobrança seja atribuída por Lei ao município será considerado
Dívida Ativa da Fazenda Municipal.

§ 2º - A inscrição, que se constitui no ato de controle administrativo da legalidade, será


feita pelo órgão competente para apurar a liquidez e certeza do crédito.
§ 3º - A inscrição suspenderá a prescrição, para todos os efeitos de direito, por 180 (cento
e oitenta) dias ou até a distribuição da execução fiscal, se esta ocorrer antes de findo
aquele prazo.

Art. 300 - O Termo de Inscrição da Dívida Ativa deverá conter:


I - o nome do devedor, dos co-responsáveis e, sempre que conhecido, o domicílio ou a
residência de um e de outros;

II - o valor originário da dívida, bem como o termo inicial e a forma de calcular os


acréscimos moratórios e demais encargos previstos em lei ou contrato;

III - a origem, a natureza e o fundamento legal ou contratual da dívida;

IV - a indicação, se for o caso, de estar à dívida sujeita a atualização monetária, bem


como o respectivo fundamento legal e o termo inicial do cálculo;

V - a data e o número da inscrição no Registro da Dívida Ativa;

VI - o número do processo administrativo ou do auto de infração, se neles estiver apurado


o valor da dívida.

§ 1º - A Certidão de Dívida Ativa conterá os mesmos elementos de Termo de Inscrição e


será autenticada pelo procurador jurídico municipal.

§ 2º - O Termo de Inscrição e a Certidão de Dívida Ativa poderão ser preparados e


numerados por processo normal, mecânico ou eletrônico.

Art. 301 - Será de competência da Procuradoria Jurídica Municipal a inscrição da Dívida


Ativa e a sua cobrança judicial ou extrajudicial, com o auxílio da Secretaria Municipal de
Fazenda, naquilo que lhe competir.

§ único - fica facultada a delegação de poderes pelo Prefeito Municipal a procuradores


legalmente habilitados para os fins específicos previstos no caput deste artigo.
Art. 302 - Os procedimentos relacionados à Dívida Ativa municipal, não previstos neste
Código, regulamentar-se-ão pela Legislação Federal específica em vigor.

Art. 303 - As terras não arrematadas em leilão judicial e adjudicadas pelo Poder Público
Municipal através da dívida instituída por esta Lei passarão automaticamente para o
domínio do Município e como tal destinadas à implantação dos serviços comunitários, tais
como escolas, praças, postos de saúde, Delegacia Policial, construção de casas
populares para população de baixa renda, instalação de distritos industriais, usinas de
reciclagem de lixo, matadouro municipal e outra atividades de obrigação do município,
sempre de acordo com as necessidades municipais e utilização ordenada do solo.

Parágrafo único - As terras não utilizadas para os fins especificados neste artigo deverão
ser leiloadas pelo Poder Executivo Municipal, sob a forma de loteamento, observada a Lei
de Zoneamento vigente no Município, e Lei Orgânica do Município.

DISPOSIÇÕES FINAIS
Art. 304 - Os modelos de guias, documentos e formulários atualmente em uso no
Município poderão ser utilizados pelo prazo de 90 (noventa) dias, a contar da vigência
desta lei, facultado ao Poder Executivo prorrogá-lo ou tolerar que sejam usados até se
esgotarem.

Art. 305 – As taxas relativas à utilização do solo para Cemitério Municipal serão as
seguintes:

CEMITÉRIO UFIR’S
MUNICIPAL
rasa (3 anos) 7,5661
Sepultamento em sepultura perpétua 37,8305
Sepultamento em cova aluguel (3 anos) 37,8305
Sepultamento de criança/natimorto (até 12 anos) 7,5661
Renovação de aluguel de sepultura (por ano) 22,6983
Aluguel de nicho (por ano) 22,6983
Nicho perpétuo 226,9830
Terreno para sepultura perpétua 983,5930
Exumação 15,132
Transferência de perpetuação de sepultura 22,6983
Taxa de manutenção para sepultura perpétua anual 15,132
§ 1º - Fica a critério do Prefeito Municipal a isenção das taxas acima para munícipes
carentes, que serão sepultados em cova rasa.

§ 2º Fica obrigatória a solicitação e licença para realização de obras em sepulturas


perpétuas sem cobrança de taxas.

Art. 306 - Esta lei entra em vigor na data de sua publicação, produzindo efeitos a partir de
01 de janeiro de 1990, revogadas as disposições em contrário.
(Art. 299 ao 305 criados pela Lei 191 de 23/03/93)

Art.307 – É isento do pagamento, de taxas e contribuições, previstas neste Código e em


outras Leis Municipais, o ESTADO DO RIO DE JANEIRO, SUAS AUTARQUIAS E
FUNDAÇÕES PÚBLICAS.

Parágrafo único - A Prefeitura Municipal de Paty do Alferes deverá efetuar os


apontamentos nos imóveis de propriedade do ESTADO DO RIO DE JANEIRO, SUAS
AUTARQUIAS E FUNDAÇÕES PÚBLICAS independentemente de requerimento.
(art. 307 e ss. incluído pela Lei n° 1200/2005)

Paty do Alferes, 28 de dezembro de 1989

EURICO PINHEIRO BERNARDES JÚNIOR


Prefeito Municipal

 Esta publicação consolida toda a Legislação pertinente ao Código Tributário Municipal e suas alterações
até a data de 30/12/19.

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