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Resposta das Questões

para Fixação e Entendimento

SPDA - Sistemas de Proteção


contra Descargas Atmosféricas

1ª edição - código 4407

Autores: André Nunes de Souza


Benjamim Ferreira de Barros
José Eduardo Rodrigues
Reinaldo Borelli

Editora Érica Ltda.


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e multa, conjuntamente com busca e apreensão e indenizações diversas (artigos 102, 103 parágra-
fo único, 104, 105, 106 e 107 itens 1, 2 e 3 da Lei nº 9.610, de 19.06.1998, Lei dos Direitos Autorais).

2 SPDA - Sistemas de Proteção contra Descargas Atmosféricas


Capítulo 3

Resposta 1
Proteger as edificações, equipamentos, instalações elétricas e equipa-
mentos de telecomunica-ções, reduzindo as avarias nas estruturas e nas
instalações.

Respostas 2
Nível I: destinado às estruturas nas quais uma falha do sistema de prote-
ção pode causar danos às estruturas vizinhas ou ao meio ambiente.
Exemplo: depósitos de explosivos, fábricas ou depósitos de produtos tóxi-
cos ou radioativos, indústrias com áreas classificadas.

Nível II: destinado às estruturas cujos danos em caso de falha serão


elevados ou haverá destruição de bens insubstituíveis e/ou de valor his-
tórico, mas, em qualquer caso, vão se restringir à própria estrutura e seu
conteúdo; bem como os casos de estruturas com grande aglomeração de
público, havendo, portanto, risco de pânico.
Exemplo: museus, ginásios esportivos.

Nível III: destinado às estruturas de uso comum.


Exemplo: residências, escritórios, fábricas (que não sejam consideradas
áreas classificadas).

Nível IV: destinado às estruturas construídas de material não inflamável,


com pouco acesso de pes-soas, e com conteúdo não inflamável.
Exemplo: depósitos de concreto armado, alvenaria ou estrutura metálica
utilizados no armazenamento de produtos agrícolas não inflamáveis.

Resposta das Questões para Fixação e Entendimento 33


Resposta 3
KK Três métodos: Franklin ou ângulo de proteção;
KK Eletrogeométrico;
KK Gaiola de Faraday.

Resposta 4
1. Subsistema captor (ou simplesmente captor): parte do SPDA
destinada a interceptar as descargas atmosféricas.
2. Subsistema de aterramento: parte do SPDA destinada a conduzir
e dispersar a corrente de descarga na terra.
3. Subsistema de descida: parte do SPDA destinada a conduzir a
corrente de descarga atmosférica desde o subsistema captor até
o subsistema de aterramento.

Resposta 5
É um aumento significativo na tensão no circuito ou rede elétrica mui-
tas vezes provocada por descargas elétricas atmosféricas.

Capítulo 4

Resposta 1
KK Dispositivos de Proteção contra Surtos (DPS);
KK Centelhador;
KK Varistor.

Resposta 2
a) A vida útil dos DPS depende do número de operação e da intensi-
dade das correntes conduzidas durante as descargas.
b) A vida útil dos varistores depende do número de operação e da
tensão conduzida durante as descargas.

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Resposta 3
Os elementos são captores, descidas e eletrodos de aterramento.

Resposta 4
a) Os eletrodos de aterramento são constituídos por elementos
metálicos instalados vertical ou horizontalmente com objetivo de
espalhar a corrente elétrica proveniente da descarga atmosférica
no solo.
b) As decidas têm como principal função conduzir a corrente rece-
bida do captor para o solo, podendo ainda integrar o sistema
captor quando ocorrem as descargas laterais que atingem o
volume a proteger.
c) Os captores têm a função de receber a corrente elétrica prove-
niente das descargas atmosférica e distribuí-las pelas descidas.

Resposta 5
Os captores não naturais: são formados por elementos metálicos
empregados especialmente para esta função.
Exemplo: captor Franklin.
São considerados captores naturais quaisquer elementos condutores
da corrente elétrica que possam ser atingidos pelos raios.
Exemplo: a própria cobertura ou estrutura da construção.

Capítulo 5

Resposta 1
a) Controlar a tensão da terra dentro de limites previsíveis, limitando
o esforço de tensão na isolação dos condutores e diminuindo as
interferências eletromagnéticas.
b) Descarregar cargas estáticas acumuladas nas máquinas e
equipamentos.

Resposta das Questões para Fixação e Entendimento 5


c) Facilitar o funcionamento dos dispositivos de proteção.
d) Proteger o usuário de descargas atmosféricas, pois viabiliza um
caminho alternativo para a terra.

Resposta 2
A resistividade do solo é a primeira informação necessária para o
cálculo da resistência de aterramento e elaboração de um projeto de
aterramento.

Resposta 3
a) Compactação;
b) Composição química;
c) Concentração dos sais dissolvidos na água retida;
d) Pressão;
e) Tamanho e disposição da partícula do material;
f) Temperatura;
g) Teor de umidade;
h) Tipo de solo.

Resposta 4
São duas maneiras.
a) Medição por amostragem: é realizada em laboratório, ensaiando
uma amostra de solo coletado no local cuja resistividade se
deseja conhecer. Esse método tem o grande inconveniente de não
assegurar que a amostra apresente no laboratório exatamente as
mesmas características que apresentava no local de origem, prin-
cipalmente em relação à umidade e compactação.
b) Medição local: com a utilização de equipamento dotado de ele-
trodos adequadamente posicionados, é possível caracterizar, pela
detecção dos potenciais estabelecidos nas imediações, a compo-
sição do solo, em termos de sua resistividade.

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Resposta 5
A = 3 metros e R = 100ohms
Logo, a resistividade do solo equivaleria a:
ρ = 2.π.e.R
ρ = 2 × 3,1416 × 3 metros × 100ohms
ρ = 1885Ωm

Capítulo 6

Resposta 1
Proteção da linha contra sobretensão transitória provocada por des-
carga elétrica atmosférica, chaveamentos e atenuar indutância da linha.

Resposta 2
Capacidade de curto-circuito do cabo guarda, características do cabo
guarda utilizado, resistência da malha de terra das subestações, resistência
de aterramento das torres, resistência de falta, resistividade do solo, tempo
de atuação da proteção, tipo de condutor, tipo de torre, vão entre torres.

Resposta 3
Proteção dos equipamentos.

Resposta 4
Invólucro porcelana e invólucro polimérico.

Resposta 5
(X) paralelo
( ) série

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Capítulo 7

Resposta 1
Nas instalações elétricas de baixa tensão deve conter um projeto que
contemple dimensionamento dos condutores e dispositivos de proteção e
um sistema de aterramento seguro e eficiente.

Respostas 2
T = diretamente aterrado;
I = aterrado através da existência de impedância ou isolado da terra.
Na segunda letra define-se como:
T = Diretamente aterradas independente do ponto de aterramento da
alimentação elétrica;
N = As massas estão ligadas ao ponto de alimentação aterrado. Nas
instalações em corrente alternada, o ponto aterrado normalmente
corresponde ao condutor neutro.
Letras eventuais podem ser utilizadas em definição do neutro e do
condutor de proteção:
S = O condutor neutro é distinto do condutor de proteção;
C = O neutro e o condutor de proteção são constituídos por condutor
único denominado condutor PEN, o qual combina as funções de
neutro e condutor de proteção.

Resposta 3
(1) Caixa, normalmente metálica, que aloja o medidor de energia elétrica
(compatível com as fases da instalação) no compartimento superior
e o dispositivo de seccionamento e proteção geral (disjuntor ou ele-
mento fusível) no compartimento inferior;
(2) Haste de aterramento e caixa de inspeção;

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(3) Condutores de interligação da caixa de entrada e medição até o qua-
dro de distribuição geral (1F + N, 2F + N ou 3F + N);
(4) Quadro de distribuição geral da instalação;
(5) Tomadas de uso geral e/ou específico (1F + N);
(6) Tomadas de uso geral e/ou específico (2F + N);
(7) Massa carcaça de equipamentos e/ou estruturas metálicas;
(N) Condutor/barramento - neutro;
(T) Condutor/barramento - terra;
(R) Caixa de resistência.

Resposta 4

Esquema de aterramento TN-S

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Resposta 5
A primeira letra apresenta a situação da alimentação em relação à terra,
que pode ser:
T  = Um ponto de alimentação (geralmente o neutro) diretamente aterrado;
I  = Isolação de todas as partes vivas em relação à terra ou aterramento
de um ponto através de uma impedância.
A segunda letra define a situação das massas da instalação elétrica
em relação à terra:
Nota: Massas é a parte condutora que pode ser tocada. Normalmente não
é viva, porém pode se tornar em condições de falta.
T  = Massas diretamente aterradas, independentemente do aterramento
eventual de ponto de alimentação;
N = Massas ligadas diretamente ao ponto de alimentação aterrado (em
corrente alternada, o ponto aterrado é normalmente o neutro).
 terceira letra apresenta a situação de ligações eventuais com as
A
massas da subestação que podem ser:
R = As massas da subestação estão ligadas simultaneamente ao ater-
ramento do neutro da instalação e às massas da instalação;
N = As massas da subestação estão ligadas diretamente ao aterramento do
neutro da instalação, mas não estão ligadas às massas da instalação;
S  = As massas da subestação estão ligadas a um aterramento eletri-
camente separado daquele do neutro e daquele das massas da
instalação.

Capítulo 8

Resposta 1
NBR 5419 - Proteção de Estruturas contra Descarga Atmosférica.

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Resposta 2
A partir de 75kW.
10.2.4 Os estabelecimentos com cargas instaladas superiores a
75kW devem constituir e manter o Prontuário de Instalações Elétricas,
contendo, além do disposto no subitem 10.2.3, no mínimo:
a) conjunto de procedimentos e instruções técnicas e administrati-
vas de segurança e saúde, implantadas e relacionadas a esta NR
e descrição das medidas de controle existentes;
b) documentação das inspeções e medições do sistema de proteção
contra descargas atmosféricas e aterramentos elétricos.

Resposta 3
A NR-2 do MTE refere-se à inspeção prévia. Quanto ao SPDA, ela define
a necessidade da Certificação de Aprovação das Instalações (CAI), após
uma inspeção das instalações do SPDA em um estabelecimento novo.

Resposta 4
Um profissional legalmente habilitado.

Resposta 5
Periodicidade Tipo de inspeção Tipo da edificação, estruturas
Anual Visual Todas as estruturas.
Residencial, comercial, administrativa,
5 anos Completa
agrícola e industrial.
Estrutura destinada a grande concentração
3 anos Completa de público (escolas, teatro, igrejas, estádio
de futebol).
Estruturas contendo material explosivo,
1 ano Completa exposição atmosférica severa, região
litorânea.

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Capítulo 10

Resposta 1
a) Identificar o tipo de edificação e volume a se proteger.
b) Verificar a destinação de utilização da construção e sua forma
construtiva.
c) Identificar o nível de proteção a ser adotado, de acordo com as
informações obtidas nos itens a e b.
d) Obter o índice isoceráunico da região.
e) Diante destas informações, deve ser escolhida a melhor metodo-
logia de aplicação, observando-se a relação custo/benefício da
escolha. A escolha entre os modelos gaiola de Faraday, Franklin e
ou eletrogeométrico pode ser estabelecida tomando como base o
material apresentado no capítulo 3 deste livro.
f) Dependendo do tipo de edificação, a própria estrutura (antenas,
torres, entre outros) está em condições de ser utilizada como cap-
tor natural, tornando o projeto funcional e economicamente viável.
g) O projeto deve considerar, ainda, o fator estético. Os monumentos
podem ser afetados pela interferência do sistema de proteção em
sua aparência. Como exemplo, considere a proteção contra des-
cargas atmosféricas da estátua do Cristo Redentor, cuja imagem
poderia ser completamente distorcida caso fossem utilizados cap-
tores, mastros e cordoalhas fixadas no monumento.
A implantação do SPDA em estruturas de cobertura existentes
deve ser precedida de rigorosa avaliação, tendo em vista que a
fixação dos elementos captores não pode danificar ou perfurar
telhas e impermeabilizações existentes em lajes.
h) O projeto deve contemplar, além de todos os detalhes construtivos,
o custo dos componentes que serão empregados na execução do
sistema, levando em conta as características e propriedades dos
materiais diante da solução técnica adotada.

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Resposta 2
É calculada pela fórmula: Ng = 0,04 × Td1,25 [por km²/ano]
Em que:
Td é o número de dias de trovoadas por ano, obtido de mapas isoceráunicos.

Resposta 3
Para calcular a área de captação da estrutura, utiliza-se a seguinte
equação:
A captação = Ae = LW + 2LH + 2WH + πH² (m²)

Resposta 4
O número de descidas é dado por:
P
Número de descidas (nDe) =
E
Em que:
nDe: número de descidas;
P: perímetro da edificação em metros;
E: espaçamento entre descidas em metros.

Resposta: 5
A altura do mastro pode ser obtida da relação trigonométrica tangente.
R
Portanto, a altura do mastro: tang φ =
Hm
Em que φ corresponde ao ângulo obtido na tabela e R é a distância crítica.

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