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o7.10, 20P0
ESTADO DE MATO GROssO
CAMARA MUNICIPAL DE CHAPADA DOSs
GUIMARAES
Oficio n° 072/2020 - Presidência

Em 05 de outubrÙ de 2020.

Capahode Alencat
Hlison
Procufador Geral
Ainistérin Pihlio de Contas Mt
IIm° Sr.
Dr. ALISSON CARVALHO DE ALENCAR
Procurador Geral de Contas
Ministério Público de Contas - TCE/MTT

E com grande satisfação


que cumprimentamos Vossa Senhoria, ao tempo
gue trazemos ao vosso conhecimento, a situação relativa às Contas Anuais
de Gestão da Prefeitura Municipal de Chapada dos Guimarães, sob a
responsabilidade da Senhora THELMA PIMENTEL FIGUEIREDO DE
OLIVEIRA, Prefeita Municipal, dos exercícios de 2017 e 2018.

A Câmara têm o poder e o dever de fiscalizar as contas do Poder


Executivo Municipal, "mediante controle externo, e pelos sistemas de
controle interno do Poder Executivo Municipal, na
forma da lei", que
"será exercido com o auxilio dos Tribunais de Contas", conforme
previsto na Constituição Federal, mediante emissão de parecer prévio,
pelo Tribunal de Contas.

Além de ser um dever, é também um direito dos Parlamentares, realizar o


acompanhamento, análise e julgamento das ditas contas anuais.

No entanto, passados mais de três anos e já findando o atual mandato, os


senhores Vereadores, se veem impedidos de emitir julgamento nas contas
anuais dos exercícios de 2017 e 2018 da gestão da Senhora Thelma
Pimentel de Oliveira.
Figueiredo Tal situação ocorre em razão de inúmeros
recursos protelatórios, apresentados pela mesma (Prefeita), no âmbito do
Tribunal e também na justiça comum.

Em relação exercicio de 2017, fora emitido, em um primeiro momentp,-


ao
parecer contrário à aprovação das contas, inclusive com recomendação
deintervenção no governo municipal. Depois de muitas idas e vindas,

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78.195-000 CHAPADA DOS GUIMAR
E
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recursos meramente protelatórios, eis que ocorre novo julgamento e o
Tribunal emite novo parecer desta vez, favorável à aprovação das contas.

Com relação ao exercício de 2018, houve a emissão de parecer prévio


contrário à aprovação das contas, inclusive o processo de contas ja havia
Sido encaminhado ao Poder Legislativo para apreciação e julgamento,
quando a gestora interpôs recurso de revisão, conseguindo decisão singular
recomendando a suspensão do julgamento. Tal recomendação, não
encontra respaldo no Regimento Interno do próprio Tribunal, uma vez que
emitido o parecer prévio e se as contas já se encontram na Camara
Municipal, não pode haver mudança no entendimento prévio (parecer).
Temendo que a Câmara Municipal desse prosseguimento ao julgamento, a
gestora, interpôs mandado de segurança perante a comarca de Chapada dos
Guimar-es, onde obteve liminar determinando a suspensão do julgamento
das contas até a apreciação do mérito do recurso de revisão, onde o Poder
Legislativo, mais um vez, teve o seu direito de julgar, tolhido mais uma
vez, estando impedido de exercer o seu direito constitucional de analisar e
julgar contas anuais.

Para não delongar e não se tornar repetitivo, toda a situação aqui narrada
pode ser verificada e analisada nos autos digitais referente as contas da
Prefeitura Municipal de Chapada dos Guimares, existentes no acervo do
Tribunal de Contas Processos n's_172650/2017 (exercício 2017 e
166685/2018(exercicio2018).
O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento, com
repercussão geral
de que quando se trata de contas do chefe do Poder Executivo, a
Constituição confere à Casa Legislativa, além do desempenho de suas
funçoes institucionais legislativas, a função de controle e fiscalização de
suas contas, em razão de sua condição de órgão de Poder, a qual se
desenvolve por meio de processo politico-administrativo, cuja instrução
um
se inicia na apreciação técnica do Tribunal de Contas. No âmbito
municipal, o controle extern0 das contas do prefeito também constitui uma
das prerrogativas institucionais da Camara de Vereadores, que o exercerá
com o auxílio dos Tribunais de Contas do estado ou do município, onde
houver. Cumpre registrar a posição do ministro Gilmar Mendes, no
citado
julgamento, "Entendo, portanto, que a competência para o julgament
das contas anuais dos prefeitos eleitos pelo povo é do Poder Legislafivo
(mos termos do urtigo 71, inciso 1, da Constituição Federal), que é órgão
constituido por representantes democraticamente eleitos para averiguar,
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da dos
além sua
adequação orçamentária, sua destinaçao et
interesses da população ali representada." Como se constata, o ito da
direto
Camara Municipal, de julgar as contas anuais, vendo sendo reiteradanc
tolhido, para não dizer desrespeitado.
Diante desta situação, rogamos a Vossa Senhoria, a adoção de meald
exercer
providências necessárias, para que a Câmara Municipal possa
plenamente o seu direito de fiscalizar e julgar as contas anuais, conrori
determinação constitucional.

e
Sem mais para o momento, renovamos protestos de estima consideraçao
apreço.

Atenciosamente,

Carlos Eduardode Lima Oliveira


Presidente da Câmara Municipal

Rosa Cesária da Silva Lisboa


2" Secretária

Mariano Fidélis dosSatos Filho


20 VicPfesjdente

Benedito Edmilson de Freitas Filho


Vefeador)

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