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REGULAMENTO

INTERNO

Agrupamento
Gonçalo Mendes da Maia
2019-2020

Avenida Luís de Camões, s/n – 4470- 194 Maia Tel: 229448049 / Fax: 229485859 / E-mail: aegmmaia@aegmmaia.pt
Índice
REGULAMENTO INTERNO ............................................................................................................................................... 4
LIVRO I - Disposições preliminares .............................................................................................................................. 5
LIVRO II - Da Comunidade Educativa........................................................................................................................... 5
CAPÍTULO I - Parte Geral ................................................................................................................................................5
CAPÍTULO II – Alunos .....................................................................................................................................................6
SECÇÃO I - Direitos .........................................................................................................................................................6
SECÇÃO II - Deveres .......................................................................................................................................................7
SECÇÃO III – Dever de assiduidade/faltas ......................................................................................................................9
SECÇÃO IV - Avaliação..................................................................................................................................................12
SECÇÃO V - Disciplina/Infração ....................................................................................................................................12
SECÇÃO VI - Medidas disciplinares ..............................................................................................................................12
SUBSECÇÃO I - Finalidades e determinação das medidas disciplinares .......................................................................12
SUBSECÇÃO II - Medidas disciplinares corretivas ........................................................................................................12
SUBSECÇÃO III - Medidas disciplinares sancionatórias ................................................................................................13
SECÇÃO VII – Execução das medidas disciplinares ......................................................................................................16
SECÇÃO VIII – Recursos e salvaguarda da convivência escolar ....................................................................................16
SECÇÃO IX - Responsabilidade civil e criminal .............................................................................................................16
CAPÍTULO III – Docentes ..............................................................................................................................................17
SECÇÃO I – Direitos ......................................................................................................................................................17
SECÇÃO II – Deveres ....................................................................................................................................................17
CAPÍTULO IV - Pessoal Não Docente ............................................................................................................................18
SECÇÃO I – Direitos ......................................................................................................................................................18
SECÇÃO II – Deveres ....................................................................................................................................................18
CAPÍTULO V – Encarregados de Educação ...................................................................................................................18
SECÇÃO I – Direitos ......................................................................................................................................................19
SECÇÃO II - Deveres .....................................................................................................................................................19
LIVRO III – ÓRGÃOS.......................................................................................................................................................... 20
CAPÍTULO I - Órgãos de Administração e Gestão do Agrupamento ............................................................................20
SECÇÃO I – Conselho Geral ..........................................................................................................................................21
SECÇÃO II - Direção ......................................................................................................................................................21
SECÇÃO III - Conselho Administrativo ..........................................................................................................................22
SECÇÃO IV - Conselho Pedagógico ...............................................................................................................................22
CAPÍTULO II – Estruturas de coordenação educativa e supervisão pedagógica ..........................................................22
SECÇÃO I - Departamentos Curriculares ......................................................................................................................22
SECÇÃO II - Conselho de Ano – 1ºCiclo ........................................................................................................................23
SECÇÃO III - Conselho da Unidade Orgânica ................................................................................................................24
SECÇÃO IV - Conselho de Representantes – 2º e 3º Ciclo............................................................................................24
SECÇÃO V - Conselho de Disciplina ..............................................................................................................................24

2
SECÇÃO VI - Conselhos de Turma ................................................................................................................................25
SECÇÃO VII - Conselho de Diretores de Turma ............................................................................................................25
CAPÍTULO III - Serviços Especializados de Apoio Educativo .........................................................................................26

LIVRO IV - Coordenação de Estabelecimentos .......................................................................................................... 27


LIVRO V - Outras estruturas de coordenação............................................................................................................ 28
CAPÍTULO I – Gabinete do Aluno .................................................................................................................................28
CAPÍTULO II - Professor Tutor ......................................................................................................................................28
CAPÍTULO III - Desporto Escolar ...................................................................................................................................28
CAPÍTULO IV - Eco-Escolas ...........................................................................................................................................28
LIVRO VI - ADD .......................................................................................................................................................... 29
LIVRO VII – Instalações .............................................................................................................................................. 29
CAPÍTULO I – Instalações .............................................................................................................................................29
CAPÍTULO II - Serviços de logística ...............................................................................................................................29
CAPÍTULO III - Auditórios .............................................................................................................................................29
CAPÍTULO IV - Bibliotecas/Centro de Recursos Educativos .........................................................................................29
CAPÍTULO V - Bufetes/Refeitórios................................................................................................................................29
CAPÍTULO VI – Cacifos (Eb23 Maia) .............................................................................................................................30
CAPÍTULO VII – Serviços de Psicologia e Orientação (SPO)..........................................................................................30
CAPÍTULO VIII – Direção (Eb23 Maia) ..........................................................................................................................30
CAPÍTULO IX – Portaria/Receção .................................................................................................................................30
CAPÍTULO X – Reprografias/Papelaria .........................................................................................................................30
CAPÍTULO XI – Sala de Aula..........................................................................................................................................30
CAPÍTULO XII – Sala Convívio – Polivalente..................................................................................................................30
CAPÍTULO XIII – Sala Diretores de Turma.....................................................................................................................31
CAPÍTULO XIV – Gabinete do Aluno .............................................................................................................................31
CAPÍTULO XV – Sala de estudo ....................................................................................................................................31
CAPÍTULO XVI – Sala Pessoal Não Docente ..................................................................................................................31
CAPÍTULO XVII – Sala Primeiros Socorros ....................................................................................................................31
CAPÍTULO XVIII – Sala dos professores ........................................................................................................................31
CAPÍTULO XIX – Serviços Administração Escolar .........................................................................................................31
CAPÍTULO XX - Serviços Sociofamiliares da EB1JI ........................................................................................................31
CAPÍTULO XXI – Outros espaços específicos ................................................................................................................31
CAPÍTULO XXII - Instalações Desportivas .....................................................................................................................31
LIVRO VII - Diversos ................................................................................................................................................... 32
Anexos -

Anexo 1 - Regulamento do Bufete

Anexo 2 – Regulamento do Cadastro e Inventário

Anexo 3 - Regulamento do Conselho Administrativo

Anexo 4 – Regulamento do Fundo de Maneio

3
Anexo 5 – Regulamento da Papelaria

Anexo 6 – Regulamento dos Cartões

Anexo 7 – Regulamento dos Manuais Escolares

Anexo 8 – Regulamento da Reprografia

Anexo 9 – Regulamento do Seguro Escolar

Anexo 10 – Regulamento do Sistema de Controlo Interno

Anexo 11 – Regulamento de Transportes Escolares

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REGULAMENTO INTERNO
A Escola deve ser a expressão do direito de todos os jovens à Artº3
educação e à cultura, favorecendo a valorização dos Direitos Aprovação
do Homem, do ambiente e da amizade entre todos os povos É aprovado o Regulamento Interno, que se publica em anexo,
do mundo. pelo Conselho Pedagógico do Agrupamento Gonçalo Mendes
A Escola é um espaço privilegiado para a transmissão dos da Maia.
conhecimentos que são património do saber da Humanidade;
deve, porém, fazê-lo de uma forma crítica e viva, criando Artº 4
oportunidades pedagógicas de intervenção de todos nos Entrada em vigor
problemas do meio envolvente e de participação criativa e O Regulamento Interno (RI) entra em vigor imediatamente
democrática na sociedade. após a sua aprovação e homologação pelo Conselho Geral.
Todos na Escola têm o direito à expressão. Esta compreende
o direito de receber e difundir informação e ideias sob Artº 5
qualquer forma, desde que de acordo com os princípios supra Revisão
estabelecidos. O RI poderá ser revisto sempre que se mostrem necessárias
Todos na Escola têm liberdade de associação e reunião. Estes alterações, devendo o Diretor, ouvido o Conselho
direitos são regulamentados por diplomas legais e pelas Pedagógico, propor alterações ao documento e o Conselho
normas estabelecidas neste Regulamento Interno. Geral proceder à sua aprovação.
A Escola deve orientar-se por um ideal de competência
baseada, nomeadamente, no funcionamento eficiente dos Artº 6
diferentes setores e no relacionamento positivo entre todos Interpretação
os intervenientes no processo educativo. Sem prejuízo da competência dos outros órgãos, compete ao
A sã convivência entre alunos, Professores, Assistentes Diretor interpretar o presente regulamento e integrar as suas
Técnicos, Assistentes Operacionais, Encarregados de lacunas, recorrendo às normas legais em vigor e aos princípios
Educação e todos os outros intervenientes no meio gerais de direito.
envolvente é fundamental para que na Escola haja um clima
favorável ao sucesso educativo. Artº 7
A Escola deve estar aberta à comunidade envolvente, Norma revogatória
dialogando e colaborando com as forças vivas do meio, no A entrada em vigor deste Regulamento Interno revoga o
sentido de se enriquecer e participar no desenvolvimento da Regulamento Interno do Agrupamento até aí em vigor.
região.
Todos os membros da comunidade escolar têm Artº 8
responsabilidade na promoção destes princípios. Assim: Omissões
1. Os casos omissos no presente Regulamento Interno,
Artº 1 normas complementares e nos regimentos são resolvidos
Missão pela lei em vigor ou por disposições especiais a emitir pela
A Missão do Agrupamento de Escolas Gonçalo Mendes da Direção.
Maia, como organização escolar, é potenciar o conhecimento, 2. Em matéria de processo aplica-se subsidiariamente o
a verdadeira igualdade de oportunidades, o princípio da disposto no Código de Procedimento Administrativo naquilo
equidade, a autonomia, a criatividade, o sentido crítico, o que não se encontra previsto no presente regulamento.
respeito pelo outro e pela natureza, a capacidade de
resolução de problemas concretos e a inclusão.
Aprovado em reunião do Conselho Pedagógico do
Agrupamento Gonçalo Mendes da Maia em 26 de junho de
Artº2
2019.
Visão
A nossa visão de escola passa pelo reconhecimento da
Aprovado e homologado em reunião do Conselho Geral do
instituição como uma organização de referência na formação
Agrupamento Gonçalo Mendes da Maia em 12 de julho de
de alunos suportada na qualidade dos seus serviços, na
2019.
competência dos seus profissionais e nos valores que pratica,
assumindo-se como parceiro insubstituível na educação,
escolarização e formação das crianças, jovens e adultos da
freguesia da Cidade da Maia, no concelho da Maia. Não se
limitando a administrar e distribuir conhecimentos, mas, ao
invés, a promover práticas inovadoras através de liderança de
processos de excelência para a aquisição, consolidação,
reconhecimento e validação de saberes e de competências a
nível científico, tecnológico, social, cultural e ambiental.

4
LIVRO I - Disposições preliminares 5.1. Sempre que um aluno não seja portador do seu cartão
de estudante, ou que a sua identificação suscite dúvidas ao
porteiro, este deverá anotar o ano, turma e número do aluno,
Artº 1
para posterior averiguação, e quando for caso disso, dar início
Definição
a um procedimento disciplinar.
O Regulamento Interno é um instrumento do processo de
autonomia da Escola. Deve ser entendido como documento 5.2. O cartão de aluno é pessoal e intransmissível, sendo
adquirido na primeira matrícula (na escola EB2/3 da Maia) e
definidor do regime de funcionamento da mesma, de cada
é válido enquanto o aluno frequentar a escola.
um dos seus órgãos de administração e gestão, das estruturas
5.3. O valor a pagar por cartão será definido anualmente
de orientação educativa e dos serviços especializados de
pelo Diretor do Agrupamento ouvido o Conselho
apoio educativo, bem como dos direitos e dos deveres dos
Administrativo. A segunda via do cartão de aluno terá um
membros da comunidade escolar.
valor acrescido também definido anualmente.
6. A entrada de pessoas, não pertencentes à comunidade
Artº 2
escolar, no recinto das escolas realiza-se nos moldes
Âmbito de aplicação
seguintes:
O Regulamento Interno aplica-se, dentro de um espaço físico
6.1. Apresentação de documento de identificação ao
e delimitado, pertença do Agrupamento de Escolas Gonçalo
porteiro o qual fornecerá à pessoa em questão um cartão de
Mendes da Maia, aos membros da comunidade educativa em
visitante;
exercício ou não de funções, bem como, a todos os que direta
6.2. Encaminhamento da pessoa para o serviço/contacto
ou indiretamente possam interferir com o espaço ou
pretendido;
Comunidade Escolar.
6.3. Devolução do cartão de visitante ao porteiro;
Artº 3 7. Excetuam-se do disposto no número anterior os seguintes
Composição do Agrupamento casos:
7.1. Fornecedores regulares da escola;
O Agrupamento Gonçalo Mendes da Maia, com sede na
7.2. Pessoal de recolha de lixo;
EB2/3 da Maia, é composto pelos seguintes estabelecimentos
de ensino: 7.3. Encarregados de Educação ou seus representantes
EB1/JI Cidade Jardim, Rua Stº António, 4470 Maia; aquando das reuniões, devidamente convocadas com os
Educadores, Professores do 1º Ciclo/Diretores de Turma no
Eb1/JI de Currais, Travessa. Padre Luís Campos, 4470 Maia;
EB1/JI Maia, Avenida João Paulo II/Avenida António Santos início de cada período letivo;
Leite, 4470 Maia; 7.4. Forças de Segurança, Bombeiros, Proteção Civil e
demais forças de emergência em serviço.
EB1/JI D. Manuel II, Rua do Estádio, 4470 Maia;
8. O portão principal das escolas, sendo o único local de
EB1/JI1 da Maia, Travessa da Estação, 4470 Maia
EB2/3 da Maia, Avenida Luís de Camões, 4470 Maia. acesso à escola, será, sempre que possível,
controlado/vigiado por um Assistente Operacional, adiante
designado por porteiro.
LIVRO II - Da Comunidade Educativa
9. Os portões secundários manter-se-ão encerrados, sendo
CAPÍTULO I - Parte Geral
apenas abertos quando tal se justifique.
Artº 4
10. Os átrios e corredores são espaços de circulação e não de
Espaços, instalações e equipamentos
permanência, pelo que devem ser utilizados apenas para esse
1. O espaço das escolas é aberto a toda a comunidade escolar.
fim, a menos que alguma atividade lhes confira outra função.
Deve ser organizado e preservado por todos no sentido de
11. A Escola não pode ser responsabilizada pelo
propiciar um ambiente acolhedor e facilitador das relações
desaparecimento ou deterioração de qualquer
interpessoais, proporcionando assim um clima que favoreça
objeto/material não necessário às atividades letivas,
o sucesso educativo.
nomeadamente objetos de adorno, lúdicos, telemóveis, jogos
2. Por razões de segurança e funcionalidade, o direito de
ou outros.
acesso aos espaços das escolas deve ser controlado, evitando
12. Todos os danos causados na Escola são passíveis de
assim problemas no normal funcionamento dos diferentes
ressarcimento pelo seu agente.
setores.
3. Qualquer pessoa, não pertencente à comunidade escolar,
Artº 5
que se dirija às escolas deve ser identificada, informada e
Direitos Comuns
encaminhada.
1. Conhecer o Regulamento Interno.
4. Não é permitido o acesso aos recintos escolares ou
2. Ser respeitado na sua pessoa, ideias, bens e nas suas
permanência nos mesmos a quem não for portador de
funções.
identificação ou não estiver identificado. Assim devem ser
3. Usufruir de um bom ambiente de trabalho.
portadores:
4. Receber assistência em caso de acidente ou indisposição.
4.1. Os alunos, do cartão de estudante/caderneta;
5. Ver reconhecido e valorizado o mérito, a dedicação, a
4.2. O pessoal docente e o pessoal não docente, do cartão
assiduidade e o esforço no trabalho.
de identificação;
6. Usufruir de um serviço de bufete/cantina com qualidade e
4.3. Outros indivíduos, de um cartão de visitante em local
higiene.
visível.
7. Participar através dos seus representantes no processo de
5. O controlo da entrada dos alunos no recinto da Escola EB
elaboração do Projeto Educativo e do Regulamento Interno e
2/3 faz-se mediante a apresentação obrigatória do cartão de
acompanhar o respetivo desenvolvimento e concretização.
estudante.

6
8. Participar nas várias iniciativas promovidas pelo CAPÍTULO II – Alunos
Agrupamento, nomeadamente nas que promovam a sua Artº 7
formação, enquanto membro desta comunidade. Definição
9. Utilizar os serviços, as instalações específicas e os 1. Adquire o estatuto de aluno, todo o indivíduo com
equipamentos do Agrupamento, de acordo com os seus matrícula válida no Agrupamento nos termos da lei vigente.
regulamentos próprios dos quais deverá ter conhecimento. 2. A Escola poderá admitir ou não a matrícula dos candidatos
10. Ver respeitada a confidencialidade dos elementos que se encontrem fora da escolaridade obrigatória, conforme
constantes no respetivo processo individual, quando este critérios a definir anualmente pelo Conselho Pedagógico.
existir nas escolas do Agrupamento, qualquer que seja a sua
natureza. SECÇÃO I - Direitos
Artº 8
Artº 6 Direitos
Deveres Comuns 1. Ser tratado com respeito e correção por qualquer membro
1. Cumprir o que está determinado na lei, no Regulamento da comunidade educativa, não podendo, em caso algum, ser
Interno e nas determinações dos órgãos do Agrupamento ou discriminado em razão da origem étnica, saúde, sexo,
dos seus mandatários. orientação sexual, idade, identidade de género, condição
2. Tomar conhecimento de todas as ordens de serviço, económica, cultural ou social ou convicções políticas,
informações e convocatórias de reuniões que lhe são dirigidas ideológicas, filosóficas ou religiosas.
procedendo de acordo com o determinado. 2. Usufruir do ensino e de uma educação de qualidade de
3. Respeitar a integridade física e psicológica de todos os acordo com o previsto na lei, em condições de efetiva
membros da comunidade educativa. igualdade de oportunidades no acesso.
4. Prestar auxílio e assistência aos restantes membros da 3. Usufruir, nos termos estabelecidos no quadro legal
comunidade educativa, de acordo com as circunstâncias de aplicável, por si ou, quando menor, através dos seus pais ou
perigo para a integridade física e psicológica dos mesmos. Encarregados de Educação, o projeto educativo que lhe
5. Cumprir com empenho todas as funções e competências proporcione as condições para o seu pleno desenvolvimento
inerentes a qualquer cargo para o qual for eleito ou físico, intelectual, moral, cultural e cívico e para a formação
designado. da sua personalidade.
6. Pugnar pelo estabelecimento de um clima de tolerância, 4. Ver reconhecido o empenhamento em ações meritórias,
colaboração, cooperação e entendimento entre todos os designadamente o voluntariado em favor da comunidade em
membros da comunidade. que está inserido ou da sociedade em geral, praticadas na
7. Ser assíduo e pontual e ter uma atitude de empenho escola ou fora dela, e ser estimulado nesse sentido.
intelectual e comportamental adequada em todas as tarefas 5. Usufruir de um horário escolar adequado ao ano
inerentes à sua participação na vida escolar. frequentado, bem como de uma planificação equilibrada das
§Único: Quando o trabalhador (pessoal docente e não atividades curriculares e extracurriculares, nomeadamente as
docente) não cumprir o dever de assiduidade e não que contribuem para o desenvolvimento cultural da
justificar, nos termos da Lei, as suas faltas, o Diretor: comunidade.
- comunica por escrito, em carta registada, com aviso de 6. Beneficiar de outros apoios específicos, adequados às suas
receção, o incumprimento do trabalhador; necessidades escolares ou à sua aprendizagem, através dos
- estipula ao trabalhador um prazo de 3 dias úteis a partir serviços de psicologia e orientação ou de outros serviços
da receção do ofício para regularizar a sua situação, especializados de apoio educativo.
justificando as faltas; 7. Ver salvaguardada a sua segurança na escola e respeitada
- considera as faltas injustificadas se o trabalhador não a sua integridade física e moral, beneficiando,
cumprir os prazos previamente estabelecidos. designadamente, da especial proteção consagrada na lei
8. Respeitar a propriedade dos bens de todos os elementos penal para os membros da comunidade escolar.
da comunidade educativa. 8. Ser assistido, de forma pronta e adequada, em caso de
9. Respeitar a confidencialidade dos elementos constantes no acidente ou doença súbita, ocorrido ou manifestada no
processo individual de outros membros da comunidade decorrer das atividades escolares.
educativa, sempre que a eles tenha acesso. 9. Ver garantida a confidencialidade dos elementos e
10. Cuidar das instalações, equipamentos e material escolar e informações constantes do seu processo individual, de
cooperar na sua vigilância, asseio e conservação. natureza pessoal ou familiar.
11. Não afixar cartazes, comunicados ou informações sem 10. Participar, através dos seus representantes, nos termos
prévia autorização da Direção. da lei, nos órgãos de administração e gestão da escola, na
12. Não transportar quaisquer materiais, equipamentos criação e execução do respetivo projeto educativo, bem como
tecnológicos, instrumentos ou engenhos, passíveis de, na elaboração do Regulamento Interno.
objetivamente, perturbarem o normal funcionamento das 11. Eleger os seus representantes para os órgãos, cargos e
atividades letivas ou poderem causar danos físicos ou demais funções de representação no âmbito da escola, bem
psicológicos aos alunos ou a terceiros; como ser eleito, nos termos da lei e do Regulamento Interno
13. Não trazer e não utilizar, na escola, objetos e/ou produtos da escola.
proibidos por lei. 12. Apresentar críticas e sugestões relativas ao
14. Não trazer animais para a escola. funcionamento da escola e ser ouvido pelos professores,
15. Apresentar-se com vestuário limpo e cuidado que se diretores de turma e órgãos de administração e gestão da
revele adequado, em função da idade, à dignidade do espaço escola em todos os assuntos que justificadamente forem do
e à especificidade das atividades escolares, no respeito pelos seu interesse.
valores éticos e morais.
7
13. Ser informado sobre o Regulamento Interno da escola, 28.1.6. A representação meritória da Escola;
por meios a definir por esta e em termos adequados à sua 28.1.7. A participação com destaque em projetos, concursos
idade e ao ano frequentado, sobre todos os assuntos que ou outras atividades.
justificadamente sejam do seu interesse, nomeadamente, 28.2. Considera-se Quadro de Excelência (alunos do 2º e 3º
sobre o modo de organização do plano de estudos ou curso, ciclos):
o programa e objetivos essenciais de cada disciplina ou área 28.2.1. A obtenção de uma classificação média na avaliação
disciplinar e os processos e critérios de avaliação, bem como final, igual ou superior a 4.80, considerando todas as
sobre a matrícula, o abono de família e apoios disciplinas.
socioeducativos, as normas de utilização e de segurança dos 28.2.2. Não pode beneficiar do Quadro de Excelência o
materiais, equipamentos e instalações, incluindo o plano de aluno que obtenha um nível inferior a quatro em qualquer
emergência e, em geral, sobre todas as atividades e iniciativas área disciplinar.
relativas ao projeto educativo da escola. 29. A proposta de atribuição do mérito é definida pelo
14. Participar nas demais atividades da escola, nos termos da Conselho de Turma do 3ºPeríodo e registada em ata. Desta
lei e do respetivo Regulamento Interno. decisão é informado o Diretor que a divulgará à comunidade
15. Participar no processo de avaliação, através de escolar e decide da atribuição ou não de um certificado desse
mecanismos de auto e heteroavaliação. mérito.
16. Beneficiar de medidas, a definir pela escola, adequadas à 30. O local e modo de divulgação e a entrega do diploma
recuperação da aprendizagem nas situações de ausência serão definidos pelo Diretor.
devidamente justificada às atividades escolares. §Único: Não poderá ser proposto para o Quadro de Valor ou
17. Receber informação sobre os factos da vida escolar que de Excelência o aluno que, no decurso do ano letivo a que
lhe digam respeito. respeitar, tenha sido sujeito à aplicação de medida disciplinar
18. Ser ajudado na resolução dos seus problemas escolares. corretiva ou sancionatória, nos termos previstos na legislação
19. Usufruir dos equipamentos audiovisuais e escolares de em vigor e no presente regulamento.
que a escola disponha.
20. Beneficiar e utilizar os serviços e espaços do Agrupamento SECÇÃO II - Deveres
nas condições regulamentadas. Artº 9
21. Assistir às aulas, mesmo quando chegue atrasado, Deveres
independentemente da respetiva falta. Uma escolaridade bem-sucedida, numa perspetiva de
22. Beneficiar, no âmbito dos serviços de ação social escolar, formação integral do cidadão, implica a responsabilização do
de um sistema de apoios que lhe permita superar ou aluno, enquanto elemento do processo educativo, que o leva
compensar as carências do tipo sociofamiliar, económico ou ao dever de:
cultural que dificultam o acesso à escola ou o processo de 1. Estudar, aplicando-se, de forma adequada à sua idade, às
aprendizagem. necessidades educativas e ao ano de escolaridade que
23. Ter conhecimento do resultado dos instrumentos frequenta, promovendo a sua educação e formação integral;
avaliativos antes da realização de outros do mesmo tipo. 2. Ser assíduo, pontual e empenhado no cumprimento de
24. Realizar apenas uma ficha de avaliação por dia, no máximo todos os seus deveres no âmbito das atividades escolares;
três semanalmente. 3. Seguir as orientações dos professores relativas ao seu
25. Organizar e participar em iniciativas que promovam a sua processo de ensino aprendizagem;
formação e ocupação de tempos livres, desde que 4. Tratar com respeito e correção qualquer membro da
devidamente autorizadas, e nas atividades desenvolvidas comunidade educativa, não podendo, em caso algum, ser
pela Escola. discriminado em razão da origem étnica, saúde, sexo,
26. Ser ouvido, através dos seus representantes, sobre orientação sexual, idade, identidade de género, condição
assuntos que lhe digam diretamente respeito, apresentar económica, cultural ou social, ou convicções políticas,
sugestões e críticas sobre o funcionamento do Agrupamento. ideológicas, filosóficas ou religiosas;
27. Participar nos Conselhos de Turma de acordo com a 5. Guardar lealdade para com todos os membros da
legislação em vigor. comunidade educativa;
6. Respeitar a autoridade e as instruções dos professores e do
28. Ver reconhecido e valorizado o mérito, a dedicação e o
pessoal não docente;
esforço no trabalho e no desempenho escolar ou da
7. Contribuir para a harmonia da convivência escolar e para a
comunidade em que está inserido ou da sociedade em geral,
plena integração na escola de todos os alunos;
praticadas na escola ou fora dela, e ser estimulado nesse
sentido. Essa valorização será reconhecida por Quadro de 8. Participar nas atividades educativas ou formativas
Valor e ou de Excelência. desenvolvidas na escola, bem como nas demais atividades
organizativas que requeiram a participação dos alunos;
28.1. Considera-se que o aluno poderá integrar o Quadro
9. Respeitar a integridade física e psicológica de todos os
de Valor, se preencher pelo menos quatro dos seguintes
membros da comunidade educativa, não praticando quaisquer
requisitos:
atos, designadamente violentos, independente do
28.1.1. O respeito por todos os elementos da
local ou dos meios utilizados, que atentem contra a
comunidade escolar;
integridade física, moral ou patrimonial dos professores,
28.1.2. A prática da solidariedade;
pessoal não docente e alunos;
28.1.3. O espírito de entreajuda e de conciliação na
10. Prestar auxílio e assistência aos restantes membros da
resolução de problemas da turma e/ou da comunidade
comunidade educativa, de acordo com as circunstâncias de
escolar;
perigo para a integridade física e psicológica dos mesmos;
28.1.4. A assiduidade e a pontualidade exemplares;
11. Adotar boas práticas ambientais e zelar pela preservação,
28.1.5. O empenho na superação das dificuldades;
8
conservação e asseio das instalações, material didático, regulamentados no regimento da disciplina de educação
mobiliário e espaços verdes em qualquer espaço da Escola; física;
12. Respeitar a propriedade dos bens de todos os membros 28. Conservar sempre limpo e organizado o seu material
da comunidade educativa; escolar;
13. Permanecer na escola durante o seu horário, salvo 29. Ter atitudes corretas nos diferentes espaços da escola, de
autorização escrita do Encarregado de Educação ou da acordo com as regras próprias de funcionamento dos
direção da escola; mesmos e respeitando as indicações dos funcionários;
14. Participar na eleição dos seus representantes e prestar- 29.1. Contribuir para a limpeza, deitando os papéis e
lhes toda a colaboração; objetos inúteis nos recipientes apropriados;
15. Conhecer e cumprir as normas de funcionamento dos 29.2. Deixar o mobiliário, equipamento e material escolar
serviços da escola e o Regulamento Interno da mesma, devidamente arrumado;
subscrevendo declaração anual de aceitação do mesmo e de 30. Comunicar ao Professor ou ao Assistente Operacional
compromisso ativo quanto ao seu cumprimento integral; presente, qualquer dano ou anomalia verificados;
16. Não possuir e não consumir substâncias aditivas, em 31. Ser responsável pelos danos causados dentro ou fora da
especial drogas, tabaco e bebidas alcoólicas, nem promover Escola nas atividades desenvolvidas por esta;
qualquer forma de tráfico, facilitação e consumo das mesmas; 32. Respeitar as regras de funcionamento dos serviços ou
17. Não transportar quaisquer materiais, equipamentos áreas que utiliza;
tecnológicos, instrumentos ou engenhos passíveis de, 33. Aguardar ordeiramente que seja atendido em qualquer
objetivamente, perturbarem o normal funcionamento das serviço;
atividades letivas, ou poderem causar danos físicos ou 34. Permanecer na Escola ou nos espaços utilizados por esta
psicológicos aos alunos ou a qualquer outro membro da durante o período destinado às suas atividades escolares;
comunidade educativa; 34.1 Só poderá sair da Escola ou dos espaços utilizados por
18. Não transportar qualquer tipo de bolas ou equipamentos esta devidamente autorizado pela Direção e/ou
desportivos que objetivamente, possam perturbar o normal Encarregado de Educação;
funcionamento das atividades letivas, ou poderem causar §Único: O aluno, que saia das atividades escolares ou dos
danos físicos ou psicológicos aos alunos ou a qualquer outro espaços da escola, mesmo quando autorizado, deixa de
membro da comunidade educativa; beneficiar do seguro escolar até que inicie uma nova
19. Não utilizar quaisquer equipamentos tecnológicos, atividade escolar;
designadamente, telemóveis, equipamentos, programas ou 35. Permanecer afastado das salas de aula durante os seus
aplicações informáticas, nos locais onde decorram aulas ou tempos livres;
outras atividades formativas ou reuniões de órgãos ou 36. Dirigir-se para a sala de aula imediatamente após o aviso
estruturas da escola em que participe, exceto quando a ou toque de entrada;
utilização de qualquer dos meios acima referidos esteja 37. Não permanecer no interior das salas de aula durante os
diretamente relacionada com as atividades a desenvolver e intervalos;
seja expressamente autorizada pelo professor ou pelo 38. Aguardar a ordem do Assistente Operacional para
responsável pela direção ou supervisão dos trabalhos ou abandonar o espaço de entrada da sala de aula por falta do
atividades em curso; Professor;
20. Não captar sons ou imagens, designadamente, de 39. Trazer sempre o cartão de estudante e a caderneta
atividades letivas e não letivas, sem autorização prévia dos devidamente preenchida e assinada;
professores, dos responsáveis pela direção da escola ou 40. Trazer diariamente o material indispensável à realização
supervisão dos trabalhos ou atividades em curso, bem como, dos trabalhos escolares;
quando for o caso, de qualquer membro da comunidade 41. Entrar e sair da sala de aula ou circular na escola com
escolar ou educativa cuja imagem possa, ainda que educação;
involuntariamente, ficar registada; 42. Não perturbar as aulas, mantendo-se atento e
21. Não difundir, na escola ou fora dela, nomeadamente, via interessado;
Internet ou através de outros meios de comunicação, sons ou 43. Apresentar justificação do Encarregado de Educação de
imagens captados nos momentos letivos e não letivos, sem todas as faltas, no prazo legal;
autorização do Diretor da escola; §Único: Sempre que o aluno falte a um momento de
22. Respeitar os direitos de autor e de propriedade avaliação, deverá apresentar uma justificação válida nos
intelectual; termos da lei para que possa usufruir da possibilidade de
23. Reparar os danos por si causados a qualquer membro da nova oportunidade de avaliação. No entanto esta segunda
comunidade educativa ou em equipamentos ou instalações oportunidade será sempre realizada quando o professor
da escola ou outras onde decorram quaisquer atividades da disciplina assim o entender.
decorrentes da vida escolar e, não sendo possível ou 44. Informar o Encarregado de Educação dos resultados da
suficiente a reparação, indemnizar os lesados relativamente aprendizagem;
aos prejuízos causados; 45. Respeitar e cumprir os avisos emanados da Direção;
24. Respeitar os colegas, professores e funcionários. 46. Seguir as orientações dos Docentes relativos ao seu
25. Respeitar a autoridade do Professor, do Assistente processo de ensino/aprendizagem;
Técnico ou Operacional; 47. Não usar de meios fraudulentos na execução de
26. Assumir, de forma personalizada e de acordo com o seu atividades ou provas de avaliação;
nível etário, as atitudes e valores decorrentes do ideário e do §Único: O incumprimento deste dever terá como
Projeto Educativo do Agrupamento; consequência a anulação e a impossibilidade de repetição
27. Proceder aos cuidados de higiene pessoal das mesmas, sendo ainda passível de procedimento
disciplinar.
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48. Respeitar o exercício do direito à educação e ensino dos referentes a matéria disciplinar e de natureza pessoal e
outros alunos; familiar são estritamente confidenciais, encontrando-se
49. Participar nas atividades desenvolvidas pela Escola e vinculados ao dever de sigilo todos os membros da
Agrupamento; comunidade educativa que a elas tenham acesso.
§Único: Os alunos que se inscrevam nas atividades
promovidas pela escola que impliquem despesas, caso não SECÇÃO III – Dever de assiduidade/faltas
compareçam, deverão suportar os custos, se aos mesmos O dever de assiduidade e pontualidade implica para o aluno a
houver lugar, não lhes sendo devolvidas as importâncias presença e a pontualidade na sala de aula e demais locais
entretanto pagas. onde se desenvolva o trabalho escolar munido do material
50. Dinamizar a vida sociocultural da Escola / Agrupamento didático ou equipamento necessários, de acordo com as
em conjunto com os Professores; orientações dos professores, bem como uma atitude de
51. Não comer/beber e não mascar pastilhas elásticas empenho intelectual e comportamental adequada, em
durante as atividades. função da sua idade, ao processo de ensino.
§Único: Salvaguarda-se o consumo de água durante as No que se refere à Educação Pré-escolar, no ato de matrícula
atividades, em situações especiais desde que devidamente ou renovação o estabelecimento de educação e de ensino
autorizada pelo Professor. deve obter, previamente, do Encarregado de educação, uma
52. Não circular com bicicletas, skates ou patins no recinto declaração em como este se responsabiliza pela frequência e
escolar; assiduidade do seu educando.
53. Não riscar/desenhar/colar ou afixar qualquer tipo de
cartazes ou documentos nas paredes, expositores ou outros Artº 11
locais, sem autorização superior; Conceito de falta
54. Não usar boné, chapéu ou gorro na sala de aula, gabinetes 1. Falta é a não comparência do aluno/criança a uma aula ou
de trabalho, biblioteca e cantina, exceto por razões de saúde a outra atividade escolar de frequência obrigatória ou de
ou com pedido fundamentado do Encarregado de Educação; frequência facultativa, caso tenha havido lugar a inscrição.
55. Frequentar as atividades curriculares e de enriquecimento 2. Falta de material (FM) é a ausência de material considerado
ou complemento curricular, bem como as atividades ou imprescindível pelo Professor para a realização da atividade
sessões de apoio que lhes sejam destinadas nos termos da lei; letiva por parte do aluno.
56. Permanecer na escola ou no recinto da escola durante os 3. Falta de pontualidade (FP) é a ausência do aluno na sala de
intervalos e nos tempos letivos correspondentes ao seu aula durante os primeiros dez minutos do primeiro tempo da
horário. manhã e/ou da tarde, do horário do aluno, motivados por
57. Desmarcar as refeições até às 10 horas do próprio dia na atraso.
impossibilidade de almoçar na escola. 3.1. A falta de pontualidade na Educação Pré-escolar é a
chegada da criança após quinze minutos do início do
Artº10 período da manhã.
Processo individual do aluno 4. Falta de trabalho de casa (TPC) é o incumprimento de uma
1. O processo individual do aluno acompanha-o ao longo de atividade extra-aula solicitada pelo Professor.
todo o seu percurso escolar, sendo devolvido aos pais ou 5. Falta disciplinar (FD) resulta da ordem de saída da sala de
Encarregado de Educação ou ao aluno maior de idade, no aula devido à violação pelo aluno de algum dos deveres
termo da escolaridade obrigatória. previstos na Lei em vigor, ou no presente regulamento.
2. São registadas no processo individual do aluno as
informações relevantes do seu percurso educativo, Artº 12
designadamente as relativas a comportamentos meritórios e Quantificação e registo de faltas de presença
medidas disciplinares aplicadas e seus efeitos. 1. A criança da Educação Pré-escolar terá tantas faltas
3. O processo individual do aluno constitui-se como registo quantos os períodos da manhã e da tarde, a que se aplicar o
exclusivo em termos disciplinares. estabelecido no nº1 do artigo anterior.
4. Têm acesso ao processo individual do aluno, além do 2. O aluno do 1º ciclo terá tantas faltas, quantos os dias a que se
próprio, quando maior de idade, os pais ou Encarregados de aplicar o estabelecido no n.º 1 do art.º anterior.
Educação, quando aquele for menor, o professor titular da 3. O aluno do 2º ou 3º ciclos terá tantas faltas de presença,
turma ou o Diretor de turma, os titulares dos órgãos de gestão quantos os tempos de cinquenta minutos a que se aplicar o
e administração da escola e os funcionários afetos aos estabelecido no nº 1 do art.º anterior.
serviços de gestão de alunos e da ação social escolar. 4. As faltas são registadas pela Educadora, pelo Professor ou
5. Podem ainda ter acesso ao processo individual do aluno, Professor Titular de Turma ou pelo Diretor de Turma em
mediante autorização do Diretor da escola e com o suportes administrativos adequados.
conhecimento do DT, no âmbito do estrito cumprimento das
respetivas funções, outros professores da escola, os Artº 13
psicólogos e médicos escolares ou outros profissionais que Faltas justificadas
trabalhem sob a sua égide e os serviços do Ministério da 1. São passíveis de justificação as faltas dadas pelos seguintes
Educação e Ciência com competências reguladoras do motivos:
sistema educativo, neste caso após comunicação ao Diretor. a) Doença do aluno, devendo esta ser informada por escrito
6. O processo pode ser consultado na secretaria da sede do pelo Encarregado de Educação ou pelo aluno quando maior
Agrupamento, no seu horário de atendimento, após de idade, quando determinar um período inferior ou igual a
solicitação prévia. três dias úteis, ou por médico se determinar impedimento
7. As informações contidas no processo individual do aluno superior a três dias úteis, podendo, quando se trate de
doença de caráter crónico ou recorrente, uma única
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declaração ser aceite para a totalidade do ano letivo ou até justificado, ser comunicado por escrito, ao Encarregado de
ao termo da condição que a determinou; Educação, no prazo de três dias úteis, pelo Diretor de
b) Isolamento profilático, determinado por doença Turma/Professor Titular, solicitando comentários nos três
infetocontagiosa de pessoa que coabite com o aluno, dias úteis seguintes.
comprovada através de declaração da autoridade sanitária 1.3. Nas situações de ausência justificada às atividades
competente; escolares, o aluno tem o direito a beneficiar de medidas, a
c) Falecimento de familiar, durante o período legal de definir pelos professores responsáveis e ou pela escola, nos
justificação de faltas por falecimento de familiar previsto no seguintes termos aprovados em Conselho Pedagógico,
regime do contrato de trabalho dos trabalhadores que adequadas à recuperação da aprendizagem em falta.
exercem funções públicas; §Único: Por decisão, tomada em Conselho Pedagógico,
d) Nascimento de irmão, durante o dia do nascimento e o ultrapassado o limite de faltas, o professor da disciplina
dia imediatamente posterior; (se entender necessário), pode aplicar medidas de
e) Realização de tratamento ambulatório, em virtude de recuperação:
doença ou deficiência, que não possa efetuar -se fora do - aulas de apoio no 1ºciclo
período das atividades letivas; - aulas de apoio ao estudo no 2ºCiclo;
f) Assistência na doença a membro do agregado familiar, - aulas de apoio à turma no 3ºCiclo.
nos casos em que, comprovadamente, tal assistência não As tarefas a realizar têm que ser definidas pelo professor da
possa ser prestada por qualquer outra pessoa; disciplina em causa.
g) Comparência a consultas pré-natais, período de parto e
amamentação, nos termos da legislação em vigor; Artº 15
h) Ato decorrente da religião professada pelo aluno, desde Faltas injustificadas
que o mesmo não possa efetuar-se fora do período das 1. As faltas são injustificadas quando:
atividades letivas e corresponda a uma prática a) Não tenha sido apresentada justificação, nos termos do
comummente reconhecida como própria dessa religião; n.º 1 do artigo anterior;
i) Participação em atividades culturais, associativas e b) A justificação tenha sido apresentada fora do prazo;
desportivas reconhecidas, nos termos da lei, como de c) A justificação não tenha sido aceite;
interesse público ou consideradas relevantes pelas d) A marcação da falta resulte da aplicação da ordem de
respetivas autoridades escolares; saída da sala de aula ou de medida disciplinar sancionatória.
j) Preparação e participação em atividades desportivas de 2. Na situação prevista na alínea c) do número anterior, a não-
alta competição, nos termos legais aplicáveis; aceitação da justificação apresentada deve ser fundamentada
k) Cumprimento de obrigações legais que não possam de forma sintética.
efetuar-se fora do período das atividades letivas; 3. As faltas injustificadas são comunicadas aos Encarregados
l) Outro facto impeditivo da presença na escola ou em de Educação pelo Diretor de Turma/Professor Titular, no
qualquer atividade escolar, desde que, comprovadamente, prazo máximo de três dias úteis, pelo meio mais expedito.
não seja imputável ao aluno e considerado atendível pelo
Diretor, pelo Diretor de turma ou pelo professor titular; Artº 16
m) As decorrentes de suspensão preventiva aplicada no Excesso grave de faltas
âmbito de procedimento disciplinar, no caso de ao aluno 1. Em cada ano letivo as faltas injustificadas não podem
não vir a ser aplicada qualquer medida disciplinar exceder:
sancionatória, lhe ser aplicada medida não suspensiva da a) 10 dias, seguidos ou interpolados, no 1.º ciclo do ensino
escola, ou na parte em que ultrapassem a medida básico;
efetivamente aplicada; b) O dobro do número de tempos letivos semanais, por
n) Participação em visitas de estudo previstas no plano de disciplina, no 2º e 3º ciclos.
atividades da escola, relativamente às disciplinas ou áreas c) No caso da Educação do Pré-escolar, um número elevado
disciplinares não envolvidas na referida visita. de faltas injustificados, seguidas.
2. Quando for atingido metade do limite de faltas
Artº 14 injustificadas, os pais ou Encarregado de Educação ou,
Justificação de faltas quando maior de idade, o aluno, são convocados, pelo meio
1. As faltas de comparência do aluno devem ser justificadas, mais expedito, pelo Diretor de Turma/Professor Titular.
pelo seu Encarregado de Educação ou pelas entidades que a 3. A notificação referida no número anterior tem como
determinarem, por escrito, na caderneta escolar, até ao objetivo alertar para as consequências da violação do limite
terceiro dia útil, contados a partir da primeira falta. No caso de faltas injustificadas e procurar encontrar uma solução que
da Educação do Pré-escolar, as faltas de comparência da permita garantir o cumprimento efetivo do dever de
criança devem ser justificadas, pelo seu Encarregado de assiduidade.
Educação, por escrito, no documento existente para o efeito, 4. Caso se revele impraticável o referido nos números
que deverá ser entregue ao Educador(a) aquando do seu anteriores, por motivos não imputáveis à escola, e sempre
regresso: que a gravidade especial da situação o justifique, a Comissão
1.1. O Diretor de Turma/Professor Titular poderá, em casos de Proteção de Crianças e Jovens e a organização municipal
que suscitem dúvidas, solicitar aos Encarregados de MAIA NÃO DESISTE devem ser informadas do excesso de
Educação os comprovativos adicionais que entender faltas do aluno/criança, assim como dos procedimentos e
necessários. diligências até então adotados pela escola, procurando em
1.2. Quando não for apresentada justificação ou quando a conjunto soluções para ultrapassar a sua falta de assiduidade.
mesma não for aceite, deve tal facto, devidamente 5. Para efeitos do disposto nos nºs 1, são também
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contabilizadas como faltas injustificadas as decorrentes da Artº 19
aplicação da medida corretiva de ordem de saída da sala de Faltas às Aulas de Apoio
aula e demais locais onde se desenvolva o trabalho escolar, 1. Quando o aluno não comparecer às aulas de apoio deverá
bem como as ausências decorrentes da aplicação da medida ser-lhe marcada a respetiva falta.
disciplinar sancionatória de suspensão da escola. 2. Após a terceira falta, o Diretor de Turma deve informar o
Encarregado de Educação, que deve proceder à sua
Artº 17 justificação, nos moldes definidos anteriormente.
Efeitos da ultrapassagem do limite de faltas injustificadas 3. O elevado número de faltas às aulas de apoio deverá ser
1 . Nas situações de ausência injustificada às atividades considerado como falta de interesse do aluno e ser tomado
escolares, o aluno poderá ser sujeito a medidas, a definir em consideração na sua avaliação, segundo os critérios de
pelos professores responsáveis e ou pela escola, nos avaliação, aprovados em Conselho Pedagógico.
seguintes termos aprovados em Conselho Pedagógico, 4. Caso o aluno ultrapasse as três faltas injustificadas às aulas
adequados à recuperação da aprendizagem em falta. de apoio, poderá ser excluído da sua frequência.
§ Único: Por decisão, tomada em Conselho Pedagógico, o § Único: Por decisão, tomada em Conselho Pedagógico, o
professor da disciplina (se entender necessário), pode aplicar aluno poderá ser excluído das aulas de apoio, por falta de
medidas de recuperação: assiduidade e atendendo ao seu comportamento.
- aulas de apoio no 1ºciclo
- aulas de apoio ao estudo no 2ºciclo Artº 20
- aulas de apoio à turma no 3ºciclo Falta de Pontualidade
As tarefas a realizar têm que ser definidas pelo professor da 1. Sempre que o aluno não compareça às aulas nos primeiros
disciplina em causa. Também poderão ser propostas 10 minutos dos primeiros tempos da manhã e da tarde do seu
atividades de integração e/ou medidas corretivas constantes horário, o Professor deverá registar a respetiva falta (FP), nos
neste Regulamento Interno. registos oficiais adotados no Agrupamento.
O aluno que tenha ultrapassado o limite de faltas 2. Quando se verificar a terceira falta de pontualidade deverá
injustificadas é sujeito a uma única medida de recuperação ao o Professor/Professor titular de Turma comunicar o facto ao
longo do ano letivo, à disciplina em que ocorrer em primeiro Encarregado de Educação.
lugar essa ultrapassagem. 3. O elevado número de faltas de pontualidade deverá ser
2. O previsto no número anterior não exclui a tomado em consideração na avaliação (formativa e/ou
responsabilização dos pais ou Encarregados de Educação do sumativa) do aluno, segundo os critérios de avaliação,
aluno, designadamente, nos termos dos artigos 44.º e 45.º do aprovados em Conselho Pedagógico.
Estatuto do Aluno.
3. Todas as situações, atividades, medidas ou suas Artº 21
consequências previstas no presente artigo são Faltas para participação em atividades extracurriculares
obrigatoriamente comunicadas, pelo meio mais expedito, aos 1. As faltas decorrentes da participação nas atividades previstas
pais ou ao Encarregado de Educação ou ao aluno, quando no plano de atividades da escola, relativamente às disciplinas ou
maior de idade, ao Diretor de turma e ao professor tutor do áreas disciplinares não envolvidas na referida atividade são
aluno, sempre que designado, e registadas no processo consideradas justificadas, mediante a apresentação de
individual do aluno. documento justificativo pelo professor responsável pela
4. Relativamente às atividades de apoio ou complementares atividade.
de inscrição ou de frequência facultativa (Clubes e Desporto
Escolar) a ultrapassagem do limite de faltas estabelecido no Artº 22
respetivo regimento implica a exclusão do aluno das Dispensa da atividade física
atividades em causa, após três faltas injustificadas. 1. O aluno pode ser dispensado temporariamente das
atividades de educação física ou desporto escolar por razões
Artº 18 de saúde, devidamente comprovadas por atestado médico,
Faltas de material que deve explicitar claramente as contraindicações da
1. Sempre que o aluno compareça sem o material atividade física.
imprescindível para o desenvolvimento das competências ou 2. Sem prejuízo do disposto no número anterior, o aluno deve
das atividades da aula, o Professor deverá registar a respetiva estar sempre presente no espaço onde decorre a aula de
falta nos registos oficiais adotados no Agrupamento. educação física.
2. Nas aulas correspondentes a dois tempos letivos, só poderá 3. Sempre que, por razões devidamente fundamentadas, o
ser marcada uma falta de material. aluno se encontre impossibilitado de estar presente no
3. Quando se verificar a terceira falta de material deverá o espaço onde decorre a aula de educação física deve ser
Professor/Professor titular de Turma comunicar o facto ao encaminhado para um espaço em que seja pedagogicamente
Encarregado de Educação. acompanhado.
4. O elevado número de faltas de material deverá ser tomado
em consideração na avaliação do aluno, segundo os critérios SECÇÃO IV - Avaliação
de avaliação, aprovados em Conselho Pedagógico. Artº 23 Avaliação
5. Se a falta de material persistir com culpa do aluno, poderá, 1. Os alunos são avaliados de acordo com a lei em vigor e
este, ser ainda alvo de procedimento disciplinar. segundo os critérios definidos pelo Conselho Pedagógico.
2. A divulgação dos critérios de avaliação é da competência
do Diretor.

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SECÇÃO V - Disciplina/Infração integração na comunidade educativa, do seu sentido de
Artº 24 responsabilidade e da sua aprendizagem.
Qualificação de infração 3. As medidas disciplinares sancionatórias, tendo em conta a
1. A violação pelo aluno de algum dos deveres previstos na Lei especial relevância do dever violado e a gravidade da infração
em vigor, ou no presente regulamento, de forma reiterada e praticada, prosseguem igualmente finalidades punitivas.
ou em termos que se revelem perturbadores do 4. As medidas corretivas e as medidas disciplinares
funcionamento normal das atividades da escola ou das sancionatórias devem ser aplicadas em coerência com as
relações no âmbito da comunidade educativa, constitui necessidades educativas do aluno e com os objetivos da sua
infração disciplinar passível da aplicação de medida corretiva educação e formação, no âmbito do desenvolvimento do
ou medida disciplinar sancionatória, nos termos dos artigos plano de trabalho da turma e do projeto educativo da escola,
seguintes. nos termos do respetivo Regulamento Interno.
2. A definição, bem como a competência e os procedimentos
para a aplicação das medidas disciplinares corretivas e Artº 27
sancionatórias estão previstos, nos artigos seguintes. Determinação da medida disciplinar
1. Na determinação da medida disciplinar corretiva ou
Artº 25 sancionatória a aplicar deve ter-se em consideração a
Participação de ocorrência gravidade do incumprimento do dever, as circunstâncias
1. O professor ou membro do pessoal não docente que atenuantes e agravantes apuradas em que esse
presencie ou tenha conhecimento de comportamentos incumprimento se verificou, o grau de culpa do aluno, a sua
suscetíveis de constituir infração disciplinar deve participá-los maturidade e demais condições pessoais, familiares e sociais.
imediatamente ao Diretor do Agrupamento. 2. São circunstâncias atenuantes da responsabilidade
2. O aluno que presencie comportamentos suscetíveis de disciplinar do aluno o seu bom comportamento anterior, o
constituir infração disciplinar deve comunicá-los seu aproveitamento escolar e o seu reconhecimento com
imediatamente ao professor titular de turma, ao Diretor de arrependimento da natureza ilícita da sua conduta.
turma ou equivalente, o qual, no caso de os considerar graves 3. São circunstâncias agravantes da responsabilidade do
ou muito graves, os participa, no prazo de um dia útil, ao aluno a premeditação, o conluio, a gravidade do dano
Diretor do Agrupamento. provocado a terceiros e a acumulação de infrações
3. São comportamentos suscetíveis de constituir infração disciplinares e a reincidência nelas, em especial se no decurso
disciplinar todos os que se enquadrem numa das seguintes do mesmo ano letivo.
tipologias, entre outras:
a) Comportamentos que traduzem uma forma de estar SUBSECÇÃO II - Medidas disciplinares corretivas
descuidada e desatenta; Artº 28
Medidas disciplinares corretivas
b) Comportamentos reveladores de uma integração na
comunidade educativa desajustada e por vezes 1. As medidas corretivas prosseguem finalidades
perturbadora; pedagógicas, dissuasoras e de integração, nos termos do n.º 1
c) Comportamentos inadequados, geradores de mal-estar e do artigo 26.º, assumindo uma natureza eminentemente
perturbação frequente; preventiva.
d) Comportamentos desrespeitosos, indiciadores de uma 2. São medidas corretivas:
perturbada formação cívica e social; a) A advertência;
e) Comportamentos ofensivos / agressivos, reveladores de b) A ordem de saída da sala de aula e demais locais onde se
alguma marginalidade escolar; desenvolva o trabalho escolar;
f) Comportamentos marginais, com sinais de delinquência; c) A realização de tarefas e atividades de integração na
g) Comportamentos perturbadores do funcionamento da escola ou na comunidade, podendo para o efeito ser
sala de aula (como por exemplo a utilização de telemóveis aumentado o período diário e ou semanal de permanência
ou de outros equipamentos eletrónicos). obrigatória do aluno na escola ou no local onde decorram
as tarefas ou atividades, nos termos previstos no artigo
SECÇÃO VI - Medidas disciplinares seguinte;
SUBSECÇÃO I - Finalidades e determinação das medidas d) O condicionamento no acesso a certos espaços escolares
disciplinares ou na utilização de certos materiais e equipamentos, sem
Artº 26 prejuízo dos que se encontrem afetos a atividades letivas;
Finalidades das medidas disciplinares e) A mudança de turma.
1. Todas as medidas disciplinares corretivas e sancionatórias 3. A advertência consiste numa chamada verbal de atenção
prosseguem finalidades pedagógicas, preventivas, ao aluno, perante um comportamento perturbador do
dissuasoras e de integração, visando, de forma sustentada, o funcionamento normal das atividades escolares ou das
cumprimento dos deveres do aluno, o respeito pela relações entre os presentes no local onde elas decorrem, com
autoridade dos professores no exercício da sua atividade vista a alertá-lo para que deve evitar tal tipo de conduta e a
profissional e dos demais funcionários, bem como a responsabilizá-lo pelo cumprimento dos seus deveres como
segurança de toda a comunidade educativa. aluno.
2. As medidas corretivas e disciplinares sancionatórias visam 4. Na sala de aula a advertência é da exclusiva competência
ainda garantir o normal prosseguimento das atividades da do professor, cabendo, fora dela, a qualquer professor ou
escola, a correção do comportamento perturbador e o membro do pessoal não docente.
reforço da formação cívica do aluno, com vista ao 5. A ordem de saída da sala de aula e demais locais onde se
desenvolvimento equilibrado da sua personalidade, da sua desenvolva o trabalho escolar é da exclusiva competência do
capacidade de se relacionar com os outros, da sua plena professor respetivo e implica a marcação de falta injustificada
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ao aluno e a determinação da tarefa a realizar. tratando-se de aluno menor de idade.
6. Sempre que seja aplicada ao aluno a medida corretiva 16. A recusa ou o não cumprimento injustificado de uma, ou
prevista no número anterior, o mesmo deverá ser de algumas tarefas previstas no nº 2 do presente artigo,
acompanhado por uma assistente operacional para o determina a aplicação de uma medida educativa disciplinar
Gabinete do aluno, uma sala de estudo ou para a biblioteca, mais grave, consequência que deve ser expressamente
onde executará a tarefa que, obrigatoriamente, lhe foi comunicada ao aluno e, quando menor, ao seu Encarregado
determinada realizar. de Educação.
7. A aplicação no decurso do mesmo ano letivo e ao mesmo 17. Quando se verifique a oposição do Encarregado de
aluno da medida corretiva de ordem de saída da sala de aula Educação à intervenção da escola, o Diretor, comunicará
pela terceira vez, por parte do mesmo professor, ou pela imediatamente a situação à Comissão de Proteção de
quinta vez, independentemente do professor que a aplicou, Crianças e Jovens ou ao magistrado do Ministério Público
implica a análise da situação em conselho de turma, tendo em junto do tribunal competente.
vista a identificação das causas e a pertinência da proposta de
aplicação de outras medidas disciplinares corretivas ou SUBSECÇÃO III - Medidas disciplinares sancionatórias
sancionatórias, nos termos do Estatuto do Aluno e Ética Artº 29
Escolar e do presente regulamento. Medidas disciplinares sancionatórias
8. A aplicação das medidas corretivas previstas nas alíneas c), 1. As medidas disciplinares sancionatórias traduzem uma
d) e e) do n.º 2 é da competência do Diretor do Agrupamento sanção disciplinar imputada ao comportamento do aluno,
que, para o efeito, procede sempre à audição do Diretor de devendo a ocorrência dos factos suscetíveis de a configurar
turma ou do professor titular da turma a que o aluno ser participada de imediato pelo professor ou funcionário que
pertença, bem como do professor Tutor, caso exista. a presenciou ou dela teve conhecimento à direção do
9. As medidas corretivas previstas na alínea c) do n.º 2 Agrupamento com conhecimento ao Diretor de turma e ao
poderão passar, entre outras, pelas seguintes: professor tutor, caso exista.
a) Reconhecimento dos atos praticados pelo 2. São medidas disciplinares sancionatórias:
incumprimento de um dever e dos mesmos se retratar a) A repreensão registada;
perante os colegas, a turma ou a restante comunidade b) A suspensão até 3 dias úteis;
escolar ofendida; c) A suspensão da escola entre 4 e 12 dias úteis;
b) Ser divulgada a conduta desviante do aluno, quando d) A transferência de escola;
necessária, a toda a comunidade pelos meios julgados e) A expulsão da escola.
convenientes; 3. A aplicação da medida disciplinar sancionatória de
c) Reparação dos danos causados intencionalmente; repreensão registada, quando a infração for praticada na sala
d) Atividades de limpeza da Escola (paredes, vidros, jardins, de aula, é da competência do professor respetivo,
etc.); competindo ao Diretor do Agrupamento nas restantes
e) Limpeza do material escolar (mesas, cadeiras, quadros, situações, averbando -se no respetivo processo individual do
etc.); aluno a identificação do autor do ato decisório, data em que o
mesmo foi proferido e fundamentação de facto e de direito de
f) Realização de tarefas na cantina e no bufete;
g) Realização de trabalhos na sala de estudo ou de pesquisas tal decisão.
na biblioteca/CRE; 4. A suspensão até três dias úteis, enquanto medida
h) Cópia dos deveres dos alunos, constantes no presente dissuasora, é aplicada, com a devida fundamentação dos
estatuto. factos que a suportam, pelo Diretor do Agrupamento, após o
10. As tarefas referidas no número anterior são executadas exercício dos direitos de audiência e defesa do visado.
em horário não coincidente com as atividades letivas, mas 5. Compete ao Diretor da escola, ouvidos os pais ou o
nunca por prazo superior a quatro semanas. Excetuam-se os Encarregado de Educação do aluno, quando menor de idade,
casos relativos ao asseio e limpeza que poderão ser de fixar os termos e condições em que a aplicação da medida
cumprimento imediato. disciplinar sancionatória referida no número anterior é
11. O previsto no n.º 9 não isenta o aluno da obrigação de executada, garantindo ao aluno um plano de atividades
cumprir o horário letivo da turma em que se encontra pedagógicas a realizar, com corresponsabilização daqueles.
inserido ou de permanecer na escola durante o mesmo. 6. Compete ao Diretor a decisão de aplicar a medida
12. O cumprimento das medidas corretivas realiza-se sob disciplinar sancionatória de suspensão da escola entre 4 e 12
supervisão da escola, designadamente, através do Diretor de dias úteis, após a realização do procedimento disciplinar
turma e ou do professor tutor, caso exista. previsto no artigo 29º, podendo previamente ouvir o conselho
13. As medidas corretivas previstas na alínea d) do n.º 2 de turma, para o qual deve ser convocado o professor tutor,
poderão passar, entre outras, pelas seguintes: quando exista e não seja professor da turma.
a) Impossibilidade de usar os espaços de recreio e lazer 7. O não cumprimento do plano de atividades pedagógicas a
da escola, durante os intervalos; que se refere o n.º 5 pode dar lugar à instauração de novo
b) Proibição da utilização dos campos de jogos; procedimento disciplinar, considerando-se a recusa
d) Impedimento no acesso ao CRE e ou salas de informática; circunstância agravante, nos termos do n.º 3 do artigo 27º.
14. A aplicação, e posterior execução, da medida corretiva 8. A aplicação da medida disciplinar sancionatória de
prevista na alínea d) do número 2 deste artigo não pode transferência de escola compete, com possibilidade de
ultrapassar o período de tempo correspondente a um ano delegação, ao Diretor-geral da educação, precedendo a
letivo. conclusão do procedimento disciplinar a que se refere o artigo
15. A aplicação das medidas corretivas previstas no n.º 2 é 31.º, com fundamento na prática de factos notoriamente
comunicada aos pais ou ao Encarregado de Educação, impeditivos do prosseguimento do processo de ensino dos
restantes alunos da escola ou do normal relacionamento com
14
algum ou alguns dos membros da comunidade educativa. para além das demais diligências consideradas necessárias, a
9. A medida disciplinar sancionatória de transferência de audiência oral dos interessados, em particular do aluno, e
escola apenas é aplicada a aluno de idade igual ou superior a sendo este menor de idade, do respetivo Encarregado de
10 anos e, frequentando o aluno a escolaridade obrigatória, Educação.
desde que esteja assegurada a frequência de outro 6. Os interessados são convocados com a antecedência de um
estabelecimento situado na mesma localidade ou na dia útil para a audiência oral, não constituindo a falta de
localidade mais próxima, desde que servida de transporte comparência motivo do seu adiamento, podendo esta, no
público ou escolar. caso de apresentação de justificação da falta até ao momento
10. A aplicação da medida disciplinar de expulsão da escola fixado para a audiência, ser adiada.
compete, com possibilidade de delegação, ao Diretor-geral da 7. No caso de o respetivo Encarregado de Educação não
educação precedendo conclusão do procedimento disciplinar comparecer, o aluno menor de idade pode ser ouvido na
a que se refere o artigo 31.º e consiste na retenção do aluno presença de um docente por si livremente escolhido e do
no ano de escolaridade que frequenta quando a medida é Diretor de turma ou do professor-tutor do aluno, quando
aplicada e na proibição de acesso ao espaço escolar até ao exista, ou, no impedimento destes, de outro professor da
final daquele ano escolar e nos dois anos escolares turma designado pelo Diretor.
imediatamente seguintes. 8. Da audiência é lavrada ata de que consta o extrato das
11. A medida disciplinar de expulsão da escola é aplicada ao alegações feitas pelos interessados.
aluno maior quando, de modo notório, se constate não haver 9. Finda a instrução, o instrutor elabora e remete ao Diretor
outra medida ou modo de responsabilização no sentido do do Agrupamento, no prazo de três dias úteis, relatório final
cumprimento dos seus deveres como aluno. do qual constam, obrigatoriamente:
12. Complementarmente às medidas previstas no n.º 2, a) Os factos cuja prática é imputada ao aluno, devidamente
compete ao Diretor do Agrupamento decidir sobre a circunstanciados quanto ao tempo, modo e lugar;
reparação dos danos ou a substituição dos bens lesados ou, b) Os deveres violados pelo aluno, com referência expressa
quando aquelas não forem possíveis, sobre a indemnização às respetivas normas legais ou regulamentares;
dos prejuízos causados pelo aluno à escola ou a terceiros, c) Os antecedentes do aluno que se constituem como
podendo o valor da reparação calculado ser reduzido, na circunstâncias atenuantes ou agravantes nos termos
proporção a definir pelo Diretor, tendo em conta o grau de previstos no artigo 27.º;
responsabilidade do aluno e ou a sua situação 10. A proposta de medida disciplinar sancionatória aplicável
socioeconómica. ou de arquivamento do procedimento.
11. No caso da medida disciplinar sancionatória proposta ser
Artº 30 a transferência de escola ou de expulsão da escola, a mesma é
Cumulação de medidas disciplinares comunicada para decisão ao Diretor-geral da educação, no
1. A aplicação das medidas corretivas previstas nas alíneas a) prazo de dois dias úteis.
a e) do n.º 2 do artigo 28.º é cumulável entre si.
2. A aplicação de uma ou mais das medidas corretivas é Artº 32
cumulável apenas com a aplicação de uma medida disciplinar Celeridade do procedimento disciplinar
sancionatória. 1. A instrução do procedimento disciplinar prevista nos nºs 5 a
3. Sem prejuízo do disposto nos números anteriores, por cada 8 do artigo anterior pode ser substituída pelo reconhecimento
infração, apenas pode ser aplicada uma medida disciplinar individual, consciente e livre dos factos, por parte do aluno
sancionatória. maior de 12 anos e a seu pedido, em audiência a promover pelo
instrutor, nos dois dias úteis subsequentes à sua nomeação,
Artº 31 mas nunca antes de decorridas vinte e quatro horas sobre o
Medidas disciplinares sancionatórias — Procedimento momento previsível da prática dos factos imputados ao aluno.
disciplinar 2. Na audiência referida no número anterior, estão presentes,
1. A competência para a instauração de procedimento além do instrutor, o aluno, o Encarregado de Educação do
disciplinar por comportamentos suscetíveis de configurar a aluno menor de idade e, ainda:
aplicação de alguma das medidas previstas nas alíneas c), d) a) O Diretor de turma ou o professor-tutor do aluno, quando
e e) do nº2 do artigo 28º é do Diretor do Agrupamento. exista, ou, em caso de impedimento e em sua substituição,
2. Para efeitos do previsto no número anterior o Diretor, no um professor da turma designado pelo Diretor;
prazo de dois dias úteis após o conhecimento da situação, b) Um professor da escola livremente escolhido pelo aluno.
emite o despacho instaurador e de nomeação do instrutor, 3. A não comparência do Encarregado de Educação, quando
devendo este ser um professor da escola, e notifica os pais ou devidamente convocado, não obsta à realização da audiência.
Encarregado de Educação do aluno menor pelo meio mais 4. Os participantes referidos no n.º 2 têm como missão
expedito. exclusiva assegurar e testemunhar, através da assinatura do
3. Tratando-se de aluno maior, a notificação é feita auto a que se referem os números seguintes, a total
diretamente ao próprio. consciência do aluno quanto aos factos que lhe são imputados
4. O Diretor do Agrupamento deve notificar o instrutor da sua e às suas consequências, bem como a sua total liberdade no
nomeação no mesmo dia em que profere o despacho de momento da respetiva declaração de reconhecimento.
instauração do procedimento disciplinar. 5. Na audiência é elaborado auto, no qual constam, entre
5. A instrução do procedimento disciplinar é efetuada no outros, os elementos previstos nas alíneas a) e b) do n.º 9 do
prazo máximo de seis dias úteis, contados da data de artigo anterior, o qual, previamente a qualquer assinatura, é
notificação ao instrutor do despacho que instaurou o lido em voz alta e explicado ao aluno pelo instrutor, com a
procedimento disciplinar, sendo obrigatoriamente realizada, informação clara e expressa de que não está obrigado a
15
assiná-lo. Artº 34
6. O facto ou factos imputados ao aluno só são considerados Decisão final
validamente reconhecidos com a assinatura do auto por parte 1. A decisão final do procedimento disciplinar, devidamente
de todos os presentes, sendo que, querendo assinar, o aluno fundamentada, é proferida no prazo máximo de dois dias
o faz antes de qualquer outro elemento presente. úteis, a contar do momento em que a entidade competente
7. O reconhecimento dos factos por parte do aluno é para o decidir receba o relatório do instrutor, sem prejuízo do
considerado circunstância atenuante, nos termos e para os disposto no n.º 4.
efeitos previstos no n.º 2 do artigo 27.º, encerrando a fase da 2. A decisão final do procedimento disciplinar fixa o momento
instrução e seguindo-se-lhe os procedimentos previstos no a partir do qual se inicia a execução da medida disciplinar
artigo anterior. sancionatória, sem prejuízo da possibilidade de suspensão da
8. A recusa do reconhecimento por parte do aluno implica a execução da medida, nos termos do número seguinte.
necessidade da realização da instrução, podendo o instrutor 3. A execução da medida disciplinar sancionatória, com
aproveitar a presença dos intervenientes para a realização da exceção da referida nas alíneas d) e e) do n.º 2 do artigo 28.º,
audiência oral prevista no artigo anterior. pode ficar suspensa por um período de tempo e nos termos e
condições que a entidade decisora considerar justo,
Artº 33 adequado e razoável, cessando a suspensão logo que ao
Suspensão preventiva do aluno aluno seja aplicada outra medida disciplinar sancionatória no
1. No momento da instauração do procedimento disciplinar, respetivo decurso.
mediante decisão da entidade que o instaurou, ou no decurso 4. Quando esteja em causa a aplicação da medida disciplinar
da sua instauração por proposta do instrutor, o Diretor pode sancionatória de transferência de escola ou de expulsão da
decidir a suspensão preventiva do aluno, mediante despacho escola, o prazo para ser proferida a decisão final é de cinco
fundamentado sempre que: dias úteis, contados a partir da receção do processo
a) A sua presença na escola se revelar gravemente disciplinar na Direção-Geral de Educação.
perturbadora do normal funcionamento das atividades 5. Da decisão proferida pelo Diretor-geral da educação que
escolares; aplique a medida disciplinar sancionatória de transferência de
b) Tal seja necessário e adequado à garantia da paz pública escola deve igualmente constar a identificação do
e da tranquilidade na escola; estabelecimento de ensino para onde o aluno vai ser
c) A sua presença na escola prejudique a instrução do transferido, para cuja escolha se procede previamente à
procedimento disciplinar. audição do respetivo Encarregado de Educação, quando o
2. A suspensão preventiva tem a duração que o Diretor do aluno for menor de idade.
Agrupamento considerar adequada na situação em concreto, 6. A decisão final do procedimento disciplinar é notificada
sem prejuízo de, por razões devidamente fundamentadas, pessoalmente ao aluno no dia útil seguinte àquele em que foi
poder ser prorrogada até à data da decisão do procedimento proferida, ou, quando menor de idade, aos pais ou respetivo
disciplinar, não podendo, em qualquer caso, exceder 10 dias Encarregado de Educação, nos dois dias úteis seguintes.
úteis. 7. Sempre que a notificação prevista no número anterior não
3. Os efeitos decorrentes da ausência do aluno no decurso do seja possível, é realizada através de carta registada com aviso
período de suspensão preventiva, no que respeita à avaliação de receção, considerando-se o aluno, ou quando este for
da aprendizagem, são determinados em função da decisão menor de idade, os pais ou o respetivo Encarregado de
que vier a ser proferida no final do procedimento disciplinar, Educação, notificados na data da assinatura do aviso de
nos termos estabelecidos no presente Estatuto e no receção.
Regulamento Interno da escola. 8. Tratando-se de alunos menores, a aplicação de medida
4. Os dias de suspensão preventiva cumpridos pelo aluno são disciplinar sancionatória igual ou superior à de suspensão da
descontados no cumprimento da medida disciplinar escola por período superior a cinco dias úteis e cuja execução
sancionatória prevista na alínea c) do n.º 2 do artigo 29.º a não tenha sido suspensa, nos termos previstos nos nºs 2 e 3
que o aluno venha a ser condenado na sequência do anteriores, é obrigatoriamente comunicada pelo Diretor da
procedimento disciplinar previsto no artigo 31.º escola à respetiva comissão de proteção de crianças e jovens
5. Os pais e os Encarregados de Educação são imediatamente em risco.
informados da suspensão preventiva aplicada ao filho ou
educando e, sempre que a avaliação que fizer das SECÇÃO VII – Execução das medidas disciplinares
circunstâncias o aconselhem, o Diretor do Agrupamento deve Artº 35
participar a ocorrência à respetiva comissão de proteção de Execução das medidas corretivas e disciplinares
sancionatórias
crianças e jovens ou, na falta, ao Ministério Público junto do
1. Compete ao Diretor de turma e ou ao professor – tutor do
tribunal de família e menores.
6. Ao aluno suspenso preventivamente é também fixado, aluno, caso tenha sido designado, ou ao professor titular o
acompanhamento do aluno na execução da medida corretiva
durante o período de ausência da escola, o plano de
ou disciplinar sancionatória a que foi sujeito, devendo aquele
atividades previsto no n.º 5 do artigo 29º.
articular a sua atuação com os pais ou Encarregados de
7. A suspensão preventiva do aluno é comunicada, por via
eletrónica, pelo Diretor do Agrupamento ao serviço do Educação e com os professores da turma, em função das
necessidades educativas identificadas e de forma a assegurar a
Ministério da Educação e Ciência responsável pela
corresponsabilização de todos os intervenientes nos efeitos
coordenação da segurança escolar, sendo identificados
sumariamente os intervenientes, os factos e as circunstâncias educativos da medida.
que motivaram a decisão de suspensão. 2. A competência referida no número anterior é
especialmente relevante aquando da execução da medida
corretiva de atividades de integração na escola ou no
16
momento do regresso à escola do aluno a quem foi aplicada
a medida disciplinar sancionatória de suspensão da escola. SECÇÃO IX - Responsabilidade civil e criminal
3. O disposto no número anterior aplica -se também aquando Artº 38
da integração do aluno na nova escola para que foi Responsabilidade civil e criminal
transferido na sequência da aplicação dessa medida 1. A aplicação de medida corretiva ou medida disciplinar
disciplinar sancionatória. sancionatória não isenta o aluno e o respetivo representante
4. Na prossecução das finalidades referidas no n.º 1, a escola legal da responsabilidade civil e criminal a que, nos termos
conta com a colaboração dos serviços especializados de apoio gerais de direito, haja lugar.
educativo e ou das equipas multidisciplinares, a definir em 2. Sem prejuízo do recurso, por razões de urgência, às
Regulamento Interno, nos termos do artigo seguinte. autoridades policiais, quando o comportamento do aluno
maior de 12 anos e menor de 16 anos puder constituir facto
SECÇÃO VIII – Recursos e salvaguarda da convivência qualificado como crime, deve a direção da escola comunicar
escolar o facto ao Ministério Público junto do tribunal competente
Artº 36 em matéria de menores.
Recursos 3. Caso o menor tenha menos de 12 anos de idade, a
1. Da decisão final de aplicação de medida disciplinar cabe comunicação referida no número anterior deve ser dirigida à
recurso, a interpor no prazo de cinco dias úteis, apresentado comissão de proteção de crianças e jovens ou, na falta deste,
nos serviços administrativos do Agrupamento e dirigido: ao Ministério Público junto do tribunal referido no número
a) Ao Conselho Geral do Agrupamento, relativamente a anterior.
medidas aplicadas pelos professores ou pelo Diretor; 4. O início do procedimento criminal pelos factos que
b) Para o membro do governo competente, relativamente constituam crime e que sejam suscetíveis de desencadear
às medidas disciplinares sancionatórias aplicadas pelo medida disciplinar sancionatória depende apenas de queixa
Diretor -geral da educação. ou de participação pela direção da escola, devendo o seu
2. O recurso tem efeito meramente devolutivo, exceto exercício fundamentar -se em razões que ponderem, em
quando interposto de decisão de aplicação das medidas concreto, o interesse da comunidade educativa no
disciplinares sancionatórias previstas nas alíneas c) a e) do n.º desenvolvimento do procedimento criminal perante os
2 do artigo 29º. interesses relativos à formação do aluno em questão.
3. O presidente do conselho geral designa, de entre os seus 5. O disposto no número anterior não prejudica o exercício do
membros, um relator, a quem compete analisar o recurso e direito de queixa por parte dos membros da comunidade
apresentar ao conselho geral uma proposta de decisão. educativa que sejam lesados nos seus direitos e interesses
4. Para os efeitos previstos no número anterior, pode o legalmente protegidos.
conselho geral prever a constituição de uma comissão
especializada constituída, entre outros, por professores e pais Artº 39
ou Encarregados de Educação, cabendo a um dos seus Apreensão de material
membros o desempenho da função de relator. 1 A apreensão do telemóvel ou outro material eletrónico,
5. A decisão do conselho geral é tomada no prazo máximo de pelo docente, ou não docente, que constate o uso indevido,
15 dias úteis e notificada aos interessados pelo Diretor, nos deve ocorrer de imediato. O equipamento deverá ser
termos dos nºs 6 e 7 do artigo 34º. entregue no final da aula/atividade ao aluno, procedendo-se à
6. O despacho que apreciar o recurso referido na alínea b) do abertura de um procedimento disciplinar.
n.º 1 é remetido à escola, no prazo de cinco dias úteis, 2. Se o material confiscado, por má utilização, não for
cabendo ao respetivo Diretor a adequada notificação, nos levantado até ao final do ano letivo será o mesmo entregue às
termos referidos no número anterior. autoridades policiais para os fins tidos por convenientes.
3. Quando se tratar de objetos lúdicos/desportivos, tais como
Artº 37 bolas de futebol, ou outros, só podem os mesmos ser
levantados e entregues ao Encarregado de Educação, após
Salvaguarda da convivência escolar
1. Qualquer professor ou aluno da turma contra quem outro decorridas 48 horas da verificação dos factos, sem prejuízo de
aluno tenha praticado ato de agressão moral ou física, do qual procedimento disciplinar. Se não forem reclamados até ao
tenha resultado a aplicação efetiva de medida disciplinar término do respetivo período, serão os mesmos entregues na
sancionatória de suspensão da escola por período superior a arrecadação de Educação Física para utilização nas atividades.
oito dias úteis, pode requerer ao Diretor a transferência do
aluno em causa para turma à qual não lecione ou não CAPÍTULO III – Docentes SECÇÃO
I – Direitos
pertença, quando o regresso daquele à turma de origem
Artº 40 Direitos
possa provocar grave constrangimento aos ofendidos e
1. Ser atendido e esclarecido nas suas dúvidas e sobre os
perturbação da convivência escolar.
direitos que lhe assistem.
2. O Diretor decidirá sobre o pedido no prazo máximo de
2. Conhecer previamente toda a documentação sujeita a
cinco dias úteis, fundamentando a sua decisão.
discussão.
3. O indeferimento do Diretor só pode ser fundamentado na
3. Ter acesso à documentação que seja classificada e
inexistência na escola ou no Agrupamento de outra turma na
emanada do Ministério da Tutela.
qual o aluno possa ser integrado, para efeitos da frequência
4. Ser apoiado, no exercício da sua atividade, pelos órgãos de
da disciplina ou disciplinas em causa ou na impossibilidade de
direção, administração e gestão, estruturas de orientação
corresponder ao pedido sem grave prejuízo para o percurso
educativa e por todos aqueles a quem cabe o dever de
formativo do aluno agressor.
informar e colaborar.
5. Apresentar propostas ou sugestões aos órgãos de direção,
17
administração e gestão, diretamente ou por intermédio das solidariedade com vista à sua formação integral.
estruturas de orientação educativa. 14. Resolver com bom senso e espírito de tolerância, os
6. Ter à sua disposição o material didático em condições de problemas que surjam no contacto com os alunos ou com
poder ser utilizado. outros membros da comunidade escolar.
7. Beneficiar e participar em ações de formação que 15. Fornecer ao Diretor de Turma todas as informações que
concorram para o seu enriquecimento profissional. este lhe solicitar acerca do aproveitamento e comportamento
8. Dispor de uma sala com condições para preparação de dos alunos.
aulas ou atividades. 16. Cumprir as regras de funcionamento estabelecidas para
9. Conhecer, com a devida antecipação, alterações no seu os serviços que utiliza.
horário habitual (reuniões, interrupções de aulas, etc.). 17. Intervir na correção de qualquer atitude menos própria
10. Dispor de salas destinadas a aulas, apoio pedagógico ou por parte da comunidade escolar, conduzindo os factos
complemento curricular, nas devidas condições. graves, por escrito quando necessário, aos órgãos
11. Dispor de um cacifo ou espaço equivalente para guardar competentes.
o seu material (sempre que possível e houver disponibilidade 18. Consultar o expositor da Sala de Professores e ou
na escola). ferramentas em formato digital, para se inteirar das
12. Conhecer as deliberações dos órgãos de direção, convocatórias, ordens de serviço, avisos e demais
administração e gestão e estruturas de orientação educativa, informação.
em tempo útil. 19. Informar-se da legislação que lhe diz respeito e das
13. Utilizar equipamento e serviços nas condições normas em vigor na Escola.
regulamentadas. 20. Estar atualizado científica e pedagogicamente.
14. Ser consultado antes de indigitado para qualquer cargo de 21. Guardar sigilo profissional.
gestão e administração e ouvido nas suas razões. 22. Reconhecer e respeitar as diferenças pessoais e culturais
15. Eleger e ser eleito para os órgãos diretivos e pedagógicos dos alunos e demais membros da comunidade educativa,
do Agrupamento, nos termos da Lei e do presente valorizando os diferentes saberes e culturas, combatendo
regulamento. processos de exclusão e discriminação.
16. Intervir na correção de qualquer atitude menos própria 23. Sensibilizar os alunos para a participação nas
por parte da comunidade escolar, conduzindo os factos atividades desenvolvidas pela Escola.
graves ao órgão competente. 24. Colaborar com os órgãos do Agrupamento e seguir as suas
17. Exercer a atividade sindical nos termos da legislação em diretrizes.
vigor. 25. Efetuar no Inovar todos os registos (sumário, faltas,
momentos de avaliação, atividades do PAA, ocorrências
SECÇÃO II – Deveres disciplinares e outras), no prazo estipulado pela Direção.
Artº 41 26. Informar atempadamente de acordo com o previsto nos
Deveres normativos aplicáveis, o órgão de gestão das suas ausências
1. Respeitar os alunos, colegas e funcionários, nas suas ou impedimentos ao exercício das atividades letivas e não
pessoas, bens e funções. letivas.
2. Ser o primeiro a entrar e o último a sair do espaço onde 27. Colaborar, por iniciativa própria ou sempre que solicitado,
decorre a aula. com o Diretor de Turma e com Professor tutor, bem como
3. Cumprir o tempo integral da aula, salvo em caso excecional. com os serviços de apoio aos alunos.
4. Providenciar para que o espaço de aula, terminada a 28. Assegurar as aulas ou atividades de substituição/apoio e
mesma, fique em ordem, nomeadamente arrumado, limpo e elaborar os planos e materiais àquelas destinadas, nos termos
quando for o caso, com portas e janelas fechadas, previstos na lei e no presente regulamento, tendo presentes as
computador e luzes desligadas. regras e orientações operacionais específicas definidas na
5. Comunicar os critérios de avaliação e as terminologias Escola.
adotadas, no início do ano letivo. 29. Não utilizar telemóveis ou outros equipamentos
6. Proceder ao registo das faltas dos alunos, e do conteúdo eletrónicos nos locais onde decorram aulas ou outras
programático relativo a cada aula ou sessão de trabalho. atividades formativas ou reuniões de órgãos ou estruturas da
7. Requisitar o material necessário para as aulas, a cargo dos escola em que participe, exceto quando a utilização de
funcionários, antecipadamente. qualquer dos meios acima referidos esteja diretamente
8. Cuidar do material didático e equipamentos à sua relacionada com as atividades a desenvolver.
responsabilidade.
9. Comunicar à Direção qualquer dano e/ou anomalias CAPÍTULO IV - Pessoal Não Docente SECÇÃO
verificadas. I – Direitos
10. Sensibilizar os alunos para as boas práticas ambientais Artº 42 Direitos
e colaborar com eles na conservação do edifício, do 1. Participar na vida escolar.
mobiliário e do material escolar, tanto na sala de aula como 2. Ser atendido nas suas solicitações e esclarecido nas suas
em qualquer espaço da Escola. dúvidas por quem de direito na estrutura escolar.
11. Solicitar autorização à Direção e informar os Encarregados 3. Ser ouvido nas sugestões e críticas que se prendam com as
de Educação para ministrar a aula fora do recinto escolar. suas tarefas.
12. Avisar com a devida antecedência o/s funcionário/s 4. Ser informado da legislação do seu interesse e das normas
sempre que proceda a troca de sala ou de hora de aula (com em vigor na escola.
consentimento prévio da Direção). 5. Beneficiar e participar em ações de formação que
13. Desenvolver nos alunos o sentido de responsabilidade e concorram para o seu aperfeiçoamento profissional e dos
18
serviços. a) Pelo exercício das responsabilidades parentais;
6. Dispor de sala própria. b) Por decisão judicial;
7. Usufruir de instalações e equipamentos com as condições c) Pelo exercício de funções executivas na direção de
necessárias ao bom exercício das funções. instituições que tenham menores, a qualquer título, à sua
8. Dispor de um expositor em local apropriado. responsabilidade;
9. Utilizar equipamentos e serviços nas condições d) Por mera autoridade de facto ou por delegação,
regulamentadas. devidamente comprovada, por parte de qualquer das
10. Eleger e ser eleito para os órgãos diretivos e pedagógicos entidades referidas nas alíneas anteriores.
da Escola, nos termos da Lei e do presente Regulamento. 2. Em caso de divórcio ou de separação, deverão os pais
11. Intervir na correção de qualquer atitude menos própria decidir por mútuo acordo ou, na falta deste, por decisão
por parte de membros da comunidade escolar, conduzindo os judicial, sobre o exercício destas funções.
factos graves à Direção ou quem a representar. 3. Estando estabelecida a residência alternada com cada um
12. Exercer a atividade sindical nos termos da legislação em dos progenitores, deverão estes decidir, por acordo ou, na
vigor. falta deste, por decisão judicial, sobre o exercício das funções
de Encarregado de Educação.
SECÇÃO II – Deveres 4. O Encarregado de Educação pode ainda ser o pai ou a mãe
Artº 43 que, por acordo expresso ou presumido entre ambos, é
Deveres indicado para exercer essas funções, presumindo-se ainda,
1. Colaborar para a unidade e boa imagem das escolas do até qualquer indicação em contrário, que qualquer ato que
Agrupamento e dos seus serviços. pratica relativamente ao percurso escolar do filho é realizado
2. Cumprir as tarefas que lhe foram distribuídas. por decisão conjunta do outro progenitor.
3. Ser afável no trato e correto nas relações com os outros
membros da comunidade escolar e com todas as pessoas que SECÇÃO I – Direitos
se dirijam à escola. Artº 45
4. Atender e informar corretamente, todos os elementos Direitos
da comunidade escolar como o público em geral, sobre 1. Ser bem-recebido na Escola.
assuntos do seu interesse. 2. Ser informado sobre a legislação e normas que lhe digam
5. Resolver com bom senso e espírito de tolerância os respeito.
problemas que surjam no contacto com os alunos ou outros 3. Ser informado pelo Diretor de Turma/Professor titular de
membros da comunidade escolar. Turma, no início do ano, dos critérios gerais de avaliação.
6. Informar o Diretor sempre que se verifique um 4. Ser informado do comportamento e aproveitamento do
comportamento menos digno de algum elemento da seu educando, após cada um dos momentos de avaliação e,
comunidade escolar. entre estes, semanalmente, no dia e hora fixados para o
7. Comunicar à Direção qualquer dano e/ou anomalias efeito.
verificadas. 5. Ter acesso a informações relacionadas com a vida escolar
8. Zelar pela limpeza, conservação e arrumação das do seu educando, através da Plataforma Inovar consulta
instalações, mobiliário e material escolar. alunos ou na hora de atendimento do Diretor de
9. Colaborar na poupança de energia. Turma/Professor titular.
10. Guardar sigilo profissional. 6. Ser informado/avisado acerca das faltas de
11. Sensibilizar os alunos para as boas práticas ambientais assiduidade/pontualidade/material do seu educando.
e colaborar com eles na conservação do edifício, do 7. Ser informado de todas as saídas programadas do seu
mobiliário e do material escolar, tanto na sala de aula como educando.
em qualquer espaço da Escola. 8. Ser atendido pelos órgãos de gestão sempre que o assunto a
12. Desenvolver nos alunos o sentido de responsabilidade, tratar ultrapasse a competência do Diretor de
com vista à sua formação integral. Turma/Professor titular da Turma/Educador ou, na ausência
13. Intervir na correção de qualquer atitude menos própria deste, por motivo inadiável.
por parte de membros da comunidade escolar conduzindo os 9. Eleger e ser eleito Representante dos Pais e Encarregados
infratores à Direção. de Educação da Turma.
14. Informar-se da legislação que lhe diz respeito e das 10. Organizar-se ou constituir-se como Associação de Pais e
normas em vigor na Escola. Encarregados de Educação.
15. Não utilizar telemóveis ou outros equipamentos
eletrónicos nos locais onde decorram aulas ou outras SECÇÃO II - Deveres
atividades formativas ou reuniões de órgãos ou estruturas da Artº 46
escola em que participe, exceto quando a utilização de Deveres
qualquer dos meios acima referidos esteja diretamente 1. Aos pais e Encarregados de Educação incumbe, para além
relacionada com as atividades a desenvolver. das suas obrigações legais, uma especial responsabilidade,
inerente ao seu poder e o dever de dirigirem a educação dos
seus filhos e educandos, no interesse destes, e de
CAPÍTULO V – Encarregados de Educação promoverem ativamente o desenvolvimento físico, intelectual
Artº 44 e cívico dos mesmos.
Encarregados de Educação 2. Nos termos da responsabilidade referida no nº anterior,
1. Para efeitos do disposto no presente Regulamento Interno, deve cada um dos pais ou Encarregados de Educação, em
considera -se Encarregado de Educação quem tiver menores especial:
a residir consigo ou confiados aos seus cuidados: a) Acompanhar ativamente a vida escolar do seu educando;
19
b) Promover a articulação entre a educação na família e o Artigo 47.º
ensino na escola; Incumprimento dos deveres por parte dos pais ou
c) Diligenciar para que o seu educando beneficie, Encarregados de Educação
efetivamente, dos seus direitos e cumpra rigorosamente os 1. O incumprimento pelos pais ou Encarregados de Educação,
deveres que lhe incumbem, nos termos do presente relativamente aos seus filhos ou educandos menores ou não
Regulamento, procedendo com correção no seu emancipados, dos deveres previstos no artigo anterior, de
comportamento e empenho no processo de ensino; forma consciente e reiterada, implica a respetiva
d) Contribuir para a criação e execução do projeto educativo responsabilização nos termos da lei e do presente
e do Regulamento Interno da escola e participar na vida da regulamento.
escola; 2. Constitui incumprimento especialmente censurável dos
e) Cooperar com os professores no desempenho da sua deveres dos pais ou Encarregados de Educação:
missão pedagógica, em especial quando para tal forem a) O incumprimento dos deveres de matrícula, frequência,
solicitados, colaborando no processo de ensino dos seus assiduidade e pontualidade pelos filhos e ou educandos, bem
educandos; como a ausência de justificação para tal incumprimento, nos
f) Reconhecer e respeitar a autoridade dos professores no termos n.º 1 do artigo 14.º;
exercício da sua profissão e incutir nos seus filhos ou b) A não comparência na escola sempre que os seus filhos e
educandos o dever de respeito para com os professores, o ou educandos atinjam metade do limite de faltas injustificadas,
pessoal não docente e os colegas da escola, contribuindo para nos termos do n.º 2 do artigo 16.º, ou a sua não comparência
a preservação da disciplina e harmonia da comunidade ou não pronúncia, nos casos em que a sua audição é
educativa; obrigatória, no âmbito de procedimento disciplinar instaurado
g) Contribuir para o correto apuramento dos factos em ao seu filho ou educando, nos termos previstos nos artigos
procedimento de índole disciplinar instaurado ao seu 31.º e 32.º;
educando, participando nos atos e procedimentos para os c) A não realização, pelos seus filhos e ou educandos, das
quais for notificado e, sendo aplicada a este medida corretiva medidas de recuperação definidas pela escola nos termos do
ou medida disciplinar sancionatória, diligenciar para que a Estatuto do Aluno e do presente regulamento, das atividades
mesma prossiga os objetivos de reforço da sua formação de integração na escola e na comunidade decorrentes da
cívica, do desenvolvimento equilibrado da sua personalidade, aplicação de medidas disciplinares corretivas e ou
da sua capacidade de se relacionar com os outros, da sua sancionatórias, bem como a não comparência destes em
plena integração na comunidade educativa e do seu sentido consultas ou terapias prescritas por técnicos especializados.
de responsabilidade; 3. O incumprimento reiterado, por parte dos pais ou
h) Contribuir para a preservação da segurança e integridade Encarregados de Educação, dos deveres a que se refere o
física e psicológica de todos os que participam na vida da número anterior, determina a obrigação, por parte da escola,
escola; de comunicação do facto à competente comissão de proteção
i) Integrar ativamente a comunidade educativa no de crianças e jovens ou ao Ministério Público, nos termos
desempenho das demais responsabilidades desta, em previstos no presente Estatuto.
especial informando-a e informando -se sobre todas as 4. O incumprimento consciente e reiterado pelos pais ou
matérias relevantes no processo educativo dos seus Encarregado de Educação de alunos menores de idade dos
educandos; deveres estabelecidos no n.º 2 pode ainda determinar por
j) Comparecer na escola sempre que tal se revele necessário decisão da comissão de proteção de crianças e jovens ou do
ou quando para tal for solicitado; Ministério Público, na sequência da análise efetuada após a
k) Conhecer o Estatuto do Aluno e Ética Escolar, bem como comunicação prevista no número anterior, a frequência em
o Regulamento Interno da escola e subscrever declaração sessões de capacitação parental, a promover pela equipa
anual de aceitação do mesmo e de compromisso ativo multidisciplinar do Agrupamento de escolas ou escolas não
quanto ao seu cumprimento integral; agrupadas, sempre que possível, com a participação das
l) Indemnizar a escola relativamente a danos patrimoniais seguintes entidades: juízes e magistrados do Ministério
causados pelo seu educando; Público dos tribunais de família e menores, membros ou
m) Manter constantemente atualizados os seus contactos representantes da Comissão Nacional de Proteção de Crianças
telefónico, endereço postal e eletrónico, bem como os do seu e Jovens em Risco ou das comissões de proteção de crianças e
educando, quando diferentes, informando a escola em caso jovens, técnicos das equipas multidisciplinares de apoio aos
de alteração. tribunais, da segurança social, membros da comunidade
3. Responsabilizar-se pelos deveres dos seus filhos e educativa e outros profissionais que tenham participação no
educandos, em especial quanto à assiduidade, pontualidade percurso escolar dos alunos e no quadro das orientações
e disciplina. definidas pelos ministérios da Educação e Ciência, em
4. Assinar todos os documentos relacionados com o processo articulação com o Ministério da Justiça e com o Ministério da
do seu educando. Solidariedade e da Segurança Social.
5. Contactar o Diretor de Turma/Professor Titular da 5. Nos casos em que não existam equipas multidisciplinares
Turma/Educador, no horário previamente estabelecido, para constituídas, compete à comissão de proteção de crianças e
colher e prestar informações sobre o seu educando. jovens ou, na sua inexistência, ao Ministério Público dinamizar
6. Participar na eleição dos representantes dos Pais e as ações de capacitação parental a que se refere o número
Encarregados de Educação, em que têm assento, nas várias anterior, mobilizando, para o efeito, a escola ou
estruturas do Agrupamento. Agrupamento, bem como as demais entidades a que se refere o
7. Colaborar com as Associações de Pais. ponto anterior.
6. Tratando-se de família beneficiária de apoios

20
sociofamiliares concedidos pelo Estado, o facto é também a) No caso de pais ou Encarregados de Educação aos quais foi
comunicado aos serviços competentes, para efeito de aplicada a sanção alternativa prevista no n.º 5, a privação, no
reavaliação, nos termos da legislação aplicável, dos apoios ano escolar seguinte, do direito a apoios no âmbito da ação
sociais que se relacionem com a frequência escolar dos seus social escolar relativos a manuais escolares;
educandos e não incluídos no âmbito da ação social escolar b) Nos restantes casos, a aplicação de coima de valor igual ao
ou do transporte escolar recebidos pela família. dobro do valor previsto nos nºs 2, 3 ou 4, consoante os casos.
7. O incumprimento por parte dos pais ou Encarregados de 10. Sem prejuízo do estabelecido na alínea a) do n.º 9, a
Educação do disposto na parte final da alínea b) do n.º 2 do duração máxima da sanção alternativa prevista no n.º 5 é de
presente artigo presume a sua concordância com as medidas um ano escolar.
aplicadas ao seu filho ou educando, exceto se provar não ter 11. Em tudo o que não se encontrar previsto na presente lei
sido cumprido, por parte da escola, qualquer dos em matéria de contraordenações, são aplicáveis as
procedimentos obrigatórios previstos nos termos dos artigos disposições do Regime Geral do Ilícito de Mera Ordenação
31.º e 32.º. Social.

Artigo 48.º LIVRO III – ÓRGÃOS


Contraordenações CAPÍTULO I - Órgãos de Administração e Gestão do
1. A manutenção da situação de incumprimento consciente e Agrupamento
reiterado por parte dos pais ou Encarregado de Educação de Artº 49
alunos menores de idade dos deveres a que se refere o n.º 2 Composição
do artigo anterior, aliado à recusa, à não comparência ou à São órgãos de Administração e Gestão do Agrupamento os
ineficácia das ações de capacitação parental determinadas e seguintes:
oferecidas nos termos do referido artigo, constitui a) Conselho Geral
contraordenação. b) Diretor;
2. As contraordenações previstas no n.º 1 são punidas com c) Conselho Pedagógico.
coima de valor igual ao valor máximo estabelecido para os d) Conselho Administrativo;
alunos do escalão B do ano ou ciclo de escolaridade
frequentado pelo educando em causa, na regulamentação SECÇÃO I – Conselho Geral
que define os apoios no âmbito da ação social escolar para Artº 50 Conselho
aquisição de manuais escolares. Geral
3. Sem prejuízo do disposto no número seguinte, quando a 1. O Conselho Geral é o órgão de direção estratégica e de
sanção prevista no presente artigo resulte do incumprimento participação dos diferentes setores da comunidade, pela
por parte dos pais ou Encarregados de Educação dos seus orientação das atividades do Agrupamento, com vista ao
deveres relativamente a mais do que um educando, são desenvolvimento global e equilibrado do aluno, no respeito
levantados tantos autos quanto o número de educandos em pelos princípios constitucionais e pelos princípios consagrados
causa. na Lei de Bases do Sistema Educativo.
4. Na situação a que se refere o número anterior, o valor 2. O processo eleitoral do Conselho Geral é o definido por lei.
global das coimas não pode ultrapassar, na mesma escola ou 3.
Agrupamento e no mesmo ano escolar, o valor máximo mais Artº 51
elevado estabelecido para um aluno do escalão B do 3.º ciclo Composição
do ensino básico, na regulamentação que define os apoios no 1. O Conselho Geral é composto por 21 elementos de acordo
âmbito da ação social escolar para a aquisição de manuais com a seguinte distribuição:
escolares. 8 Representantes dos Docentes;
5. Tratando-se de pais ou Encarregados de Educação cujos 4 ou 5 Representantes dos Pais e Encarregados de
educandos beneficiam de apoios no âmbito da ação social Educação;
escolar, em substituição das coimas previstas nos nºs 2 a 4, 2 Representantes do Pessoal não Docente;
podem ser aplicadas as sanções de privação de direito a 3 Representantes da Autarquia;
apoios escolares e sua restituição, desde que o seu benefício 3 Representantes da Comunidade local.
para o aluno não esteja a ser realizado. 2. A representatividade dos pais passará para cinco
6. A negligência é punível. elementos, sempre que, no Agrupamento, não haja oferta de
7. Compete ao Diretor-geral da administração escolar, por cursos inseridos nos Cursos de Novas Oportunidades.
proposta do Diretor da escola ou Agrupamento, a elaboração 3. O Diretor participa nas reuniões do Conselho Geral sem
dos autos de notícia, a instrução dos respetivos processos de direito a voto.
contraordenação, sem prejuízo da colaboração dos serviços 4.- As competências, as eleições, o modo de designação dos
inspetivos em matéria de educação, e a aplicação das coimas. representantes e o mandato são as previstas na lei atualmente
8. O produto das coimas aplicadas nos termos dos números em vigor.
anteriores constitui receita própria da escola ou
Agrupamento. Artº 52
9. O incumprimento, por causa imputável ao Encarregado de Reunião do Conselho Geral
Educação ou ao seu educando, do pagamento das coimas a 1. O Conselho Geral reúne ordinariamente uma vez por
que se referem os nºs 2 a 4 ou do dever de restituição dos trimestre e extraordinariamente sempre que convocado pelo
apoios escolares estabelecido no n.º 5, quando exigido, pode respetivo presidente, por sua iniciativa, a requerimento de
determinar, por decisão do Diretor da escola ou um terço dos seus membros em efetividade de funções ou
Agrupamento: por solicitação do Diretor.
2. As reuniões do Conselho Geral devem ser marcadas em
21
horário que permita a participação de todos os seus exercício de funções na Escola, cujo perfil de formação
membros. corresponda às necessidades da mesma de acordo com o
respetivo Projeto Educativo e programa de ação do Diretor,
Artº 53 preferencialmente qualificados para o exercício de outras
Regimento funções educativas ou com experiências nas mesmas.
1. Este órgão elabora ou revê o seu regimento no início de
cada mandato, no prazo de 30 dias após a instalação. Artº 61
2. Neste regimento deve constar, entre outros, seguinte: Competências das Assessorias
2.1. Forma de eleição do presidente; 1. O assessor deve ser um docente dos quadros, em exercício
2.2. Modo de convocação e funcionamento das reuniões; de funções neste Agrupamento, com reconhecida
2.3. Regime de faltas; competência técnico - pedagógica, preferencialmente
2.4. Perda e suspensão de mandato; qualificado para o exercício de outras funções educativas e
2.5. Forma de convocar a assembleia eleitoral, pelo cujo perfil de formação corresponda às necessidades do
presidente deste órgão. Agrupamento, de acordo com o seu Projeto Educativo.

Artº 54 Artº 62
Deliberações Redução da componente letiva
1. As deliberações correntes são tomadas por maioria 1. O Diretor exerce as suas funções em regime de
absoluta dos membros em efetividade de funções. A eleição exclusividade, com a opção de lecionar na disciplina ou área
do Diretor exige a maioria absoluta dos membros em curricular para a qual possua qualificação profissional.
efetividade de funções. 2. O Subdiretor, os Adjuntos e os Assessores usufruem de
2. A deliberação sobre a cessação do mandato do Diretor, uma redução da componente letiva definida dentro das
exige maioria qualificada de dois terços dos membros em competências do Diretor ou a que vier a ser consignada na lei.
efetividade de funções.
SECÇÃO III - Conselho Administrativo
SECÇÃO II - Direção Artº 63
Artº 55 Definição
Diretor O Conselho Administrativo é o órgão deliberativo em matéria
O Diretor é o órgão de administração e gestão do de administração e gestão financeira do Agrupamento, nos
Agrupamento nas áreas pedagógica, cultural, termos da legislação em vigor.
administrativa, financeira e patrimonial.
Artº 64
Artº 56 Composição
Subdiretor e Adjuntos do Diretor O Conselho Administrativo é composto pelos seguintes
1. O Diretor é coadjuvado no exercício das suas funções por elementos:
um Subdiretor e por Adjuntos de acordo com o despacho do a) Diretor da escola, que preside;
membro do governo responsável. b) Subdiretor ou um dos adjuntos do Diretor, por ele
designado para o efeito;
Artº 57 c) Coordenador Técnico ou quem o substitua.
Competências do Diretor
1. As competências do Diretor são as fixadas pela legislação Artº 65
em vigor. Competências
Compete ao Conselho Administrativo:
Artº 58 1. Aprovar o projeto de orçamento anual do Agrupamento em
Recrutamento conformidade com as linhas orientadoras definidas pelo
1. Para o recrutamento do Diretor dever-se-á cumprir a Conselho Geral;
legislação atualmente em vigor. 2. Elaborar o relatório de contas de gerência;
3. Autorizar a realização de despesas e o respetivo
Artº 59 pagamento, fiscalizar a cobrança de receitas e verificar a
Assessoria da direção legalidade da gestão financeira;
1. Para apoio à atividade do Diretor e mediante proposta 4. Zelar pela atualização do cadastro patrimonial do
deste, o Conselho Geral pode autorizar a constituição de Agrupamento;
assessorias técnico-pedagógicas, para as quais são 5. Exercer as demais competências que lhe estão legalmente
designados docentes em exercício de funções no cometidas.
Agrupamento.
2. Os critérios para a constituição e dotação das assessorias Artº 66 Funcionamento
referidas no número anterior são definidos por despacho do 1. O Conselho Administrativo reúne ordinariamente uma vez
membro do Governo responsável pela área da educação, em por mês e extraordinariamente sempre que o presidente o
função da população escolar e do tipo e regime de convoque, por sua iniciativa ou a requerimento de qualquer
funcionamento do Agrupamento. dos restantes membros.
2. O Conselho Administrativo revê o seu regimento num prazo
Artº 60 de 30 dias após a sua constituição.
Condições para o exercício
Os assessores são designados entre os Professores em
22
SECÇÃO IV - Conselho Pedagógico CAPÍTULO II – Estruturas de coordenação educativa e
Artº 67 supervisão pedagógica
Definição
O Conselho Pedagógico é o órgão de coordenação e Artº 72
supervisão pedagógica e orientação educativa do Estruturas de Orientação Educativa
Agrupamento, nomeadamente nos domínios pedagógico - As estruturas de orientação educativa do Agrupamento e de
didático, da orientação e acompanhamento dos alunos e da apoio ao Conselho Pedagógico e à Direção são as seguintes:
formação inicial e contínua do pessoal docente e não a) Departamentos Curriculares
docente. b) Conselhos de Disciplina
c) Conselhos de Turma
Artº 68 d) Conselhos de Diretores de Turma
Composição e) Serviços Especializados de Apoio Educativo
1. O Conselho Pedagógico é constituído, no máximo por
SECÇÃO I - Departamentos Curriculares
quinze elementos, distribuídos da seguinte forma:
a) O Diretor que exerce as funções de presidente; Artº 73
b) O Coordenador do Pré-Escolar; Definição
c) O Coordenador de docentes do 1º ciclo; O Departamento Curricular é a estrutura a quem incumbe
d) 4 Coordenadores dos Departamentos Curriculares; fundamentalmente o desenvolvimento de medidas que
e) 2 Coordenadores de Diretores de Turma, sendo um do reforcem a articulação curricular e interdisciplinar na
2ºciclo e outro do 3º ciclo; aplicação dos planos de estudo.
f) O Psicólogo do Agrupamento; Os Departamentos organizam-se em secções (Conselho de
g) O Representante da Educação Especial; Representantes e Conselhos de Disciplina) que reúnem,
h) O Coordenador das Bibliotecas do Agrupamento; sempre que necessário, de forma a garantir a coordenação
i) O Coordenador da Educação para a Cidadania; pedagógica das disciplinas que os constituem.
j) O Coordenador para a Autonomia e Flexibilidade
Curricular. Artº 74
2. Nas reuniões em que sejam tratados assuntos que Composição/Organização
envolvam sigilo, designadamente sobre matéria de provas de Os Departamentos Curriculares e as disciplinas que os
exame ou de avaliação, apenas participam os membros constituem são os seguintes:
docentes, desde que não sejam parte interessada.
3. Os Coordenadores dos vários estabelecimentos do ◊ Departamento Curricular do Pré Escolar
Agrupamento, o Representante do pessoal não docente, os ◊ Departamento Curricular do 1º Ciclo
Representantes das Associações de Pais (um do 1ºciclo e 1 do ◊ Departamento Curricular de Línguas
2º e 3º ciclos) ou qualquer outra pessoa poderão ser Português
convidados a participar nas reuniões, sem direito a voto, Línguas Estrangeiras
sempre que o Conselho Pedagógico o julgar por conveniente. ◊ Departamento C u r r i c u l a r d e C i ê n c i a s H u m a n a s
4. Os elementos do Conselho Geral não podem ser membros e Sociais
do Conselho Pedagógico. História e Geografia de Portugal
História
Artº 69 Geografia
Competências Educação Moral e Religiosa Católica e/ou outras
São competências do Conselho Pedagógico as atribuídas pela ◊ Departamento Curricular de Ciências Exatas
legislação atualmente em vigor. Matemática
Ciências Naturais
Artº 70 Ciências Físico-Químicas
Funcionamento Tecnologias de Informação e Comunicação
1. O Conselho Pedagógico reúne ordinariamente uma vez por ◊ Departamento Curricular de Expressões
mês e extraordinariamente sempre que seja convocado pelo Educação Visual dos 2º e 3ºCiclos
respetivo presidente, por sua iniciativa, a requerimento de Educação Musical
um terço dos seus membros em efetividade de funções ou Educação Tecnológica dos 2º e 3ºCiclos
sempre que um pedido de parecer do Conselho Geral ou do Expressão Plástica
Diretor o justifique. Educação Física dos 2º e 3ºCiclos
2. Este órgão revê o seu regimento no prazo de 30 dias após Educação Especial.
a primeira reunião anual.
Artº 75
Artº 71 Competências
Convocatórias São competências dos Departamentos Curriculares as
O Presidente do Conselho Pedagógico convocará as reuniões, atribuídas pela legislação atualmente em vigor.
utilizando a forma mais adequada que garanta a tomada de
conhecimento pelos distintos representantes. Artº 76
Funcionamento
O Departamento Curricular reúne ordinariamente, em
plenário, uma vez por período e extraordinariamente, sempre
que necessário ou a pedido de pelo menos um terço dos
23
professores do Departamento. Artº 81
Competências do Coordenador de Ano
Artº 77 1. Sem prejuízo de outras competências previstas na lei, cabe
Coordenador do Departamento Curricular ao Coordenador:
1. O Coordenador do Departamento é um Professor nomeado 1.1. Promover a troca de experiências e a cooperação entre
pelos professores do departamento, mediante uma lista de 3 todos os docentes que integram o ano respetivo;
nomes indicados pelo Diretor. 1.2. Assegurar a coordenação das orientações curriculares e
2. O mandato é de quatro anos, podendo cessar por decisão dos programas de estudo, promovendo a adequação dos
do Diretor, ouvido o Conselho Pedagógico, e a qualquer seus objetivos e conteúdos à situação concreta do
momento a pedido do interessado ou no final do ano. Agrupamento;
3. O Coordenador do Departamento é apoiado por 1.3. Promover a articulação com outras estruturas ou
Representantes de Disciplina. serviços do Agrupamento, com vista ao desenvolvimento de
estratégias de diferenciação pedagógica;
Artº 78 1.4. Propor ao Conselho Pedagógico o desenvolvimento de
Competências componentes curriculares locais e a adoção de medidas
Compete ao Coordenador de Departamento: destinadas a melhorar as aprendizagens dos alunos;
1. Convocar o Conselho de Departamento Curricular e de 1.5. Cooperar na elaboração, desenvolvimento e avaliação
Representantes de Disciplina; dos instrumentos de autonomia do Agrupamento;
2. Presidir ao Conselho de Departamento Curricular e de 1.6. Promover a realização de atividades de investigação,
Representantes de Disciplina; reflexão e de estudo, visando a melhoria da qualidade das
3. Representar o Departamento no Conselho Pedagógico; práticas educativas.
4. Organizar o processo de monitorização das aulas de todos
os docentes do Departamento; SECÇÃO III - Conselho da Unidade Orgânica
5. Promover a troca de experiências e a cooperação entre os Artº 82
Professores; Competências do Conselho da Unidade Orgânica
6. Assegurar a articulação entre o Departamento e as O Conselho da Unidade Orgânica é constituído pelo
restantes estruturas de orientação educativa, Coordenador da Unidade Orgânica (estabelecimento) e por
nomeadamente na análise e desenvolvimento de medidas de todos os professores titulares de turma colocadas naquela
orientação pedagógica; Unidade Orgânica, podendo ainda intervir, sem direito a voto,
7. Assegurar a participação do Departamento na elaboração, os serviços com competência em matéria de apoio educativo e
desenvolvimento e avaliação do Projeto Educativo bem como serviços ou entidades cuja contribuição o conselho pedagógico
do Regulamento Interno; considere conveniente.
8. Apresentar ao Conselho Pedagógico todas as propostas,
estudos ou pareceres elaborados pelo Departamento no Artº 83
âmbito das suas competências; Competências do Conselho da Unidade Orgânica
9. Colaborar com as estruturas de formação contínua na São competências do Conselho da Unidade Orgânica:
identificação das necessidades de formação dos Professores 1. Promover a articulação curricular e interdisciplinar;
do Departamento. 2. Promover a troca de informação, experiências e
10. Propor ao Conselho Pedagógico, ouvido os cooperação entre disciplinas;
Representantes de Disciplina, a designação dos Professores 3. Promover a articulação entre as disciplinas e as restantes
responsáveis pelo acompanhamento da profissionalização estruturas;
em serviço, dos orientadores de prática pedagógica das 4. Aprovar a avaliação final de cada período e final de ano.
licenciaturas em ensino e do ramo de formação educacional, 4.1. A classificação final a atribuir em cada área disciplinar é
bem como dos Professores cooperantes na formação inicial; da competência do professor titular de turma, ouvido o
11. Promover medidas de planificação e avaliação das conselho de docentes;
atividades do Departamento; 5. As deliberações do conselho de docentes devem resultar
12. Arquivar as atas e outros documentos relativos ao do consenso dos professores que o integram, admitindo -se o
Departamento na pasta de partilha na Drive; recurso ao sistema de votação, quando se verificar a
13. Avaliar ou delegar a avaliação dos docentes do seu impossibilidade de obtenção desse consenso;
departamento. 6. No caso de recurso à votação, todos os membros do
conselho de docentes devem votar nominalmente, não
SECÇÃO II - Conselho de Ano – 1ºCiclo havendo lugar a abstenção, sendo registado em ata o
Artº 79 resultado da votação;
Competências do Conselho de Ano do 1ºCiclo 7. A deliberação só pode ser tomada por maioria, tendo o
São competências do Conselho de docentes do 1ºCiclo as presidente do conselho de docentes, cooptado entre os
atribuídas pela legislação atualmente em vigor. membros, voto de qualidade em caso de empate;
8. Na ata da reunião de conselho de docentes, devem ficar
Artº 80 registadas todas as deliberações e a respetiva
Coordenadores de Ano do 1º ciclo fundamentação.
Os Coordenadores de ano são nomeados pelo Diretor, de
entre os Professores que o compõem. SECÇÃO IV - Conselho de Representantes – 2º e 3º Ciclo
Artº 84
Composição
O Conselho de Representantes é constituído pelo
24
Coordenador de Departamento e pelos Representantes de identificação das necessidades de formação dos Professores
Disciplina. da disciplina;
7. Coordenar a seleção e hierarquização dos conteúdos
Artº 85 programáticos, por disciplina;
Competências do Conselho de Representantes 8. Promover o debate de estratégias de desenvolvimento e
São competências do Conselho de Representantes: implementação dos conteúdos;
1. Promover a articulação curricular e interdisciplinar; 9. Promover a troca de experiências e a cooperação entre os
2. Promover a troca de informação, experiências e Professores da disciplina;
cooperação entre disciplinas; 10. Coordenar a utilização, a inventariação e deteção de
3. Promover a articulação entre as disciplinas e as restantes carências dos equipamentos didáticos em colaboração com
estruturas. os Professores da disciplina;
11. Propor ao Diretor de Instalações a beneficiação de
Artº 86 instalações e a aqu isição de equipamento esp ecífico
Funcionamento da disciplina;
O Conselho de Representantes é convocado pelo 12. Elaborar, em colaboração com os Professores da
Coordenador de Departamento e reúne ordinariamente, uma disciplina, as informações – Prova, as provas finais a nível de
vez por período e extraordinariamente, sempre que escola e as provas de equivalência à frequência;
necessário ou por solicitação de um terço dos seus 13. Promover o balanço e avaliação das atividades realizadas.
elementos.
SECÇÃO VI - Conselhos de Turma
SECÇÃO V - Conselho de Disciplina Artº 92
Artº 87 Composição
1. Em cada escola do Agrupamento, a organização, o
Organização
acompanhamento e a avaliação das atividades a desenvolver
Os docentes das diversas disciplinas organizam-se em
com os alunos e a articulação entre a escola e as famílias é
Conselhos de Disciplina.
assegurada:
a) Pelos educadores de infância, na educação pré-escolar;
Artº 88
b) Pelos professores titulares das turmas, no 1.º ciclo;
Competências
c) Pelo Conselho de Turma, nos 2.º e 3.º ciclos, com a seguinte
São competências do Conselho de Disciplina as atribuídas
constituição:
pela legislação atualmente em vigor.
i) Os professores da turma;
ii) Docente da Educação Especial, quando a turma
Artº 89
Funcionamento integrar alunos com medidas adicionais e/ou seletivas
O Conselho de Disciplina reúne ordinariamente abrangidos pelo Decreto Lei 54/2018;
quinzenalmente e extraordinariamente, sempre que iii) Dois representantes dos pais e Encarregados de
solicitado por um terço dos seus elementos. Educação;
iv) Um representante dos alunos, no caso do 3.º ciclo;
v) Pelo representante do SPO e dos serviços especializados de
Artº 90
apoio educativo sempre que necessário.
Representante de Disciplina
1. O Representante de Disciplina representa o Conselho de
Artº 93
Disciplina e é o elemento de apoio ao Coordenador do
Departamento Curricular a que pertence em todas as Diretor de Turma/Professor titular da Turma/Educador
1. O Diretor de Turma/Professor titular da Turma/ Educador é
questões específicas da respetiva disciplina.
designado pelo Diretor.
2. O Representante de Disciplina é um Professor nomeado
2. Sem prejuízo no disposto no número anterior e sempre que
pelo Diretor.
possível, deverá ser nomeado Diretor de Turma / Professor
3. O mandato é de quatro anos, podendo cessar por decisão
titular da Turma /Educador o docente que no ano anterior
da Direção, ouvido o Conselho Pedagógico, a qualquer
tenha exercido tais funções na turma a que pertenceram os
momento a pedido do interessado ou no final do ano.
mesmos alunos.
3. Só em casos de absoluta necessidade é permitida a
Artº 91
acumulação de duas direções de turma.
Competências
Compete ao Representante de Disciplina:
Artº 94
1. Convocar reuniões de disciplina;
2. Presidir às reuniões convocadas; Competências do Diretor de Turma
1. Presidir às reuniões de Conselho de Turma.
3. Arquivar na pasta de partilha na Drive as atas e outros
2. Convocar, pela forma mais expedita, os representantes dos
documentos relativos à disciplina;
Encarregados de Educação com antecedência de 48 horas.
4. Solicitar ao Coordenador de Departamento reuniões com
3. Coordenar a elaboração e aplicação do Projeto de Turma.
os Representantes de disciplina, sempre que o considere
4. Organizar o processo individual do aluno, facultando-o ao
necessário;
Encarregado de Educação sempre que este o solicite, na hora
5. Assegurar a participação da disciplina na elaboração,
de atendimento.
desenvolvimento e avaliação do Projeto Educativo, bem
5. Constituir e organizar o dossiê da turma, mantendo-o num
como do Regulamento Interno;
local definido pela Direção para consulta dos órgãos de
6. Colaborar com as estruturas de formação contínua na
25
administração e gestão e dos docentes da turma. Artº 98
6. Fornecer aos Professores da turma os dados disponíveis Competências
referentes ao aluno. Dialogar assiduamente com os Pais e Encarregados de
7. Informar os alunos e Encarregados de Educação dos Educação dos alunos da Turma, no sentido de os motivar para
recursos e serviços existentes na comunidade escolar. o acompanhamento do processo de aprendizagem dos seus
8. Dar conhecimento dos critérios de avaliação de escola, no educandos.
início do ano.
9. Promover a designação dos dois representantes dos Pais e SECÇÃO VII - Conselho de Diretores de Turma
Encarregados de Educação dos alunos da turma, no início do Artº 99
ano letivo. Composição
10. Promover a eleição do delegado e subdelegado dos O Conselho de Diretores de Turma do 2ºciclo integra os 5º, 6º
alunos da turma, no início do ano letivo. e o do 3ºciclo integra os 7º, 8º e 9º anos e são constituídos
pelos Diretores de Turma dos respetivos anos.
11. Demitir os representantes dos alunos da turma quando se
justifique.
12. Coordenar, em colaboração com os docentes da Turma, a Artº 100
adequação de atividades, conteúdos, estratégias e métodos Competências
de trabalho, à situação concreta do grupo e à especificidade São competências do Conselho de Diretores de turma as
de cada aluno. atribuídas pela legislação atualmente em vigor.
13. Articular as atividades da Turma com os Pais e
Encarregados de Educação promovendo a sua participação. Artº 101
14. Dar conhecimento ao Encarregado de Educação do Coordenador de Diretores de Turma
encaminhamento do aluno para os Serviços de Psicologia e A existência do Coordenador de Diretores de Turma para o 2º e
Orientação. 3ºciclos tem em conta critérios propostos pelo Conselho
15. Apreciar ocorrências de indisciplina e aplicar as medidas Pedagógico e é nomeado pelo Diretor de entre os professores
educativas disciplinares no âmbito da sua competência. Diretores de turma do 2º e 3ºciclos respetivamente.
16. Promover a participação dos alunos, Professores, Pais e
Encarregados de Educação na aplicação de medidas Artº 102
educativas disciplinares. Condições de nomeação
17. Coordenar o processo de avaliação dos alunos garantindo 1. O exercício de funções do Coordenador de Ano d os
o seu caráter globalizante e integrador. Diretores de Turma pode cessar:
18. Propor ações de melhoria para o desempenho do cargo. 1.1. Em resultado da colocação, por concurso, em outra
19. Participar nos Conselhos dos Diretores de Turma. escola.
1.2. A pedido, devidamente fundamentado, do interessado.
Artº 95 1.3. Por decisão do Diretor.
Representantes de Turma 1º, 2º e 3ºCiclos
O Delegado e o Subdelegado são os representantes eleitos Artº 103
dos alunos da turma. Competências
1. Coordenar a ação do respetivo Conselho de Diretores de
Artº 96 turma, articulando estratégias e procedimentos.
Competências 2. Apoiar e enquadrar os novos Diretores de Turma.
1. Ser o elo de ligação entre a turma e o Diretor de Turma / 3. Submeter a o Conselho Pedagógico as
Professor titular da Turma/ Educador, no desenvolvimento do p r o p o s t a s d o Conselho de Diretores de turma que
processo ensino/ aprendizagem. coordena.
2. Apresentar ao Diretor de Turma/Professor titular da 4. Transmitir a todos os Diretores de Turma as orientações do
Turma, ouvida a turma, sugestões que possam melhorar o Conselho Pedagógico, a fim de serem cumpridas as atividades
aproveitamento e comportamento dos alunos. propostas no Projeto Educativo do Agrupamento.
5. Propor ações de formação para Diretores de Turma, ao
Artº 97 Conselho Pedagógico, de acordo com as necessidades e
Representantes dos Pais e Encarregados de Educação dos sugestões dos mesmos.
alunos da Turma 6. Manter as atas e o dossiê atualizados.
1. Os representantes dos Pais e Encarregados de Educação 7. Participar na formação de turmas no final de cada ano
dos alunos da Turma são eleitos de entre os Pais e letivo.
Encarregados de Educação dos mesmos alunos, em 8. Apresentar à Direção e ao Conselho Pedagógico um
assembleia eleitoral convocada para o efeito pelo Diretor de relatório crítico, do trabalho desenvolvido.
Turma/Professor titular da Turma/ Educador em reunião a
realizar no início do ano letivo.
CAPÍTULO III - Serviços Especializados de Apoio
2. Os representantes dos pais ao Conselho de Turma regem-
se por regimento próprio, elaborado pelas Associações de Educativo
Pais e Encarregados de Educação com homologação do Artº 104
Conselho Pedagógico. Finalidade e constituição
1. Os serviços especializados de apoio educativo são os
responsáveis por todo o processo de avaliação diagnóstica,
integração e acompanhamento dos alunos com medidas

26
educativas de acordo com o Decreto-lei nº 54/2018. Artº 107
2. Destinam-se a promover a existência de condições que Competências do Representante
assegurem a inclusão e o sucesso destes alunos. 1. Reformular o Regimento.
3. Devem conjugar a sua ação com outras estruturas de 2. Promover a articulação destes serviços com a Direção e as
orientação educativa. estruturas de orientação educativa.
3. Representar estes serviços no Conselho Pedagógico.
Artº 105 4. Convocar as reuniões do Grupo da Educação Especial.
Funções específicas dos docentes de educação especial 5. Presidir às reuniões convocadas.
1. Incrementar o desenvolvimento das medidas previstas no 6. Manter as atas e o dossiê atualizados.
Decreto-Lei nº 3/2008 de 7 de Janeiro; 7. Promover a eficaz articulação destes serviços.
2. Prestar apoio à escola, no seu conjunto, ao professor, ao 8. Apoiar e assegurar a elaboração e a execução dos
aluno e à família na organização e gestão dos recursos programas educativos individuais.
e medidas diferenciadas a introduzir no processo de 9. Solicitar ao Coordenador de Departamento reuniões,
aprendizagem; sempre que o considere necessário.
3. Colaborar com os órgãos de gestão e de coordenação 10. Assegurar a participação do grupo na elaboração,
pedagógica da escola e SPO na deteção de identificação das desenvolvimento e avaliação do Projeto Educativo bem como
necessidades de medidas de suporte à aprendizagem e à do Regulamento Interno.
inclusão e na organização e incremento dos apoios mais 11. Colaborar com as estruturas de formação contínua na
adequados; identificação das necessidades de formação dos Professores
4. Colaborar com os professores do ensino regular na do grupo.
diversificação de estratégias e métodos de ação educativa, de 12. Promover a troca de experiências e a cooperação entre os
forma a promover o desenvolvimento e a aprendizagem dos Professores do grupo.
alunos; 13. Coordenar a utilização, a inventariação e deteção de
5. Colaborar com os órgãos de gestão e de coordenação carências dos equipamentos didáticos em colaboração com
pedagógica da escola, com os professores e SPO na gestão os Professores do grupo.
flexível dos currículos e na sua adequação às capacidades e 14. Promover o balanço e avaliação das atividades realizadas.
interesses dos alunos; 15. Apresentar ao Coordenador do Departamento até ao final
6. Participar na organização do processo de apoio a alunos do ano letivo, relatório anual das atividades desenvolvidas.
com m e d i d a s u n i v e r s a i s , a d i c i o n a i s e s e l e t i v a s ,
nomeadamente, identificando, em articulação com os Artº 108
professores e Diretores de turma, as áreas de Parcerias
desenvolvimento e de aprendizagem que, em cada aluno, se O Agrupamento deverá, isolada ou conjuntamente,
manifestam com maior fragilidade, quer ainda, a natureza e estabelecer parcerias com Instituições particulares e de
modalidades de apoio, suscetíveis de alterar ou diminuir as solidariedade social, centro de recursos especializados,
dificuldades inicialmente detetadas; visando os fins previstos no Decreto-lei nº54/2018 6 de julho.
7. Colaborar na articulação dos serviços e entidades que
intervêm no processo de apoio a alunos, nomeadamente, as Artº 109
áreas da saúde e segurança social, no sentido de programar Competências dos Serviços de Psicologia e Orientação
as medidas adequadas para os alunos; 1. O Serviço de Psicologia e Orientação desenvolve a sua ação
8. Acompanhar situações de alunos com necessidades de nos domínios do apoio psicopedagógico a alunos, pessoal
medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão através do docente e não docente, do apoio ao desenvolvimento do
contacto direto com os alunos, os professores e os sistema de relações com a comunidade escolar e da
Encarregados de Educação; orientação escolar e profissional.
9. Prestar apoio pedagógico especializado no que concerne 2. A nível do apoio psicopedagógico:
ao reforço e desenvolvimento de competências específicas 2.1 Colaborar com os Educadores e Professores, prestando
a alunos com necessidades de saúde especiais, de acordo apoio psicopedagógico às atividades educativas;
com o quadro de comprometimentos por estes 2.2 Identificar e analisar as causas de insucesso escolar e
apresentados; propor as medidas tendentes à sua eliminação;
10. Contactar a comissão de proteção de crianças e jovens, 2.3 Proceder à avaliação global e prestar o apoio
sempre que exista suspeita de alunos vítimas de maus-tratos, psicopedagógico mais adequado em situações relacionadas
abandono, desamparo ou que se encontrem em situações com:
suscetíveis de colocarem em risco a sua saúde, segurança, 2.3.1 Problemas de desenvolvimento;
educação ou moralidade; 2.3.2 Dificuldades de aprendizagem;
11. Colaborar com os projetos existentes na escola. 2.3.3 Competências e potencialidades específicas.
2.4 Colaborar na elaboração dos planos educativos
Artº 106 individuais, ouvidos os restantes intervenientes no processo
Representante da Educação Especial educativo, e acompanhar as situações de colocação dos
O representante da Educação Especial é nomeado pelo alunos em regime educativo especial.
Diretor de entre os elementos que compõem o grupo de 2.5 Articular modalidades de complemento pedagógico, de
docentes da Educação Especial. compensação educativa, de educação especial, tendo em
vista, tanto a individualização do ensino e a organização de
grupos de alunos, como a adequação de currículos e de
programas.

27
2.6 Propor, de acordo com os Pais e em colaboração com Artº 112
serviços competentes, o encaminhamento de alunos para a Competências
aplicação das medidas constantes do Decreto-lei nº 54 de 1. Coordenar as atividades educativas do estabelecimento em
2018. articulação com o Diretor.
3. A nível do apoio ao desenvolvimento do sistema de 2. Cumprir e fazer cumprir as decisões do Diretor e exercer
relações da comunidade educativa: competências por esta delegadas.
3.1 Colaborar, na sua área de especialidade, com os órgãos 3. Veicular as informações relativas ao pessoal docente e não
de direção, administração e gestão da escola em que se docente e aos alunos.
inserem. 4. Reunir periodicamente com o Diretor e sempre que este o
3.2 Colaborar em todas as ações comunitárias destinadas a julgar necessário.
eliminar e prevenir a fuga à escolaridade obrigatória, o 5. Promover e incentivar a participação dos pais,
abandono precoce e o absentismo sistemático. Encarregados de Educação, Autarquia e Interesses Locais nas
3.3 Articular a sua ação com outros serviços especializados, atividades promovidas pelo Agrupamento.
nomeadamente das áreas da saúde e da Segurança Social,
de modo a contribuir para o correto diagnóstico e avaliação Artº 113
sócio-médico-educativa de crianças e jovens com Sede
necessidades de saúde espaciais e planear as medidas de Os órgãos de administração e gestão ficam sediados na escola
intervenção mais adequadas. sede do Agrupamento, enquanto a coordenação de cada uma
3.4 Estabelecer articulações com outros serviços de apoio das escolas que o integram deve ser assegurada por um
socioeducativo necessários ao desenvolvimento de planos Coordenador de estabelecimento de acordo com a legislação
educativos individuais. em vigor.
3.5 Colaborar em ações de formação e participar na
realização de experiências pedagógicas.
LIVRO V - Outras estruturas de coordenação
3.6 Colaborar, na sua área de especialidade, com
CAPÍTULO I – Gabinete do Aluno
Professores, Pais ou Encarregados de Educação e outros Artº 114
agentes educativos, na perspetiva do seu aconselhamento Definição
psicossocial. O Gabinete do Aluno (GDA) é o órgão escolar destinado a
3.7 Propor a celebração de protocolos com diferentes receber e apoiar alunos que manifestem, absentismo,
serviços, empresas e outros agentes comunitários a nível abandono, problemas de integração na escola ou sala de aula
local. e/ou a quem lhes tenha sido aplicada medida educativa
4. A nível da orientação escolar e profissional: disciplinar prevista na lei e no Regulamento Interno.
4.1 Apoiar os alunos no processo de desenvolvimento da
sua identidade pessoal e do seu projeto de vida;
Artº 115
4.2 Planear e executar atividades de orientação escolar e Composição
profissional, nomeadamente através de programas a
Ao GDA pertencem os seguintes elementos:
desenvolver com grupos de alunos ao longo do ano letivo, e - Um Representante da Direção da Escola, ou seu
de apoio individual ao seu processo de escolha; representante por aquela delegada;
4.3 Colaborar com outros serviços, designadamente - Docentes (o nº de Docentes depende do nº de horas que
Instituto de Emprego e Formação Profissional, na a Escola tiver disponível).
organização de programas de informação e orientação
profissional; Artº 116 Competências
4.4 Desenvolver ações de informação e sensibilização dos Gerais
Pais e comunidade em geral no que respeita à problemática 1. Receber e acompanhar o aluno no âmbito das atividades e
que as opções escolares e profissionais envolvem. procedimentos preconizados e/ou nas medidas educativas
disciplinares aplicadas;
Artº110 2. Identificar alunos que apresentem sinais de risco, em
Competências dos outros Serviços de Apoio Educativo parceria com os Diretores de Turma e professores titulares de
1. Coordenar as atividades de apoio educativo e de turma do ensino pré-primário e de 1º ciclo;
complemento curricular. 3. Proporcionar ajuda aos alunos, na resolução de problemas
2. Coordenar a organização e funcionamento das salas de de cariz disciplinar e/ou social;
estudo, aulas de substituição, biblioteca e atividades de 4. Desenvolver um programa de tutoria destinado aos alunos
enriquecimento. identificados em situações de risco;
3. Coordenar as visitas de estudo. 5. Participar na dinamização de projetos relativos ao
desenvolvimento de relações interpessoais e/ou de gestão e
LIVRO IV - Coordenação de Estabelecimentos
mediação de conflitos;
Artº 111
Definição CAPÍTULO II - Professor Tutor
1. A coordenação de cada estabelecimento de ensino Artº117
integrado no Agrupamento é assegurada por um Para promover a melhoria das condições de aprendizagem e
Coordenador. articulação escola/família e bem assim para acompanhar, de
2. O Coordenador é designado, pelo Diretor de entre os modo especial, o processo educativo de um grupo de alunos a
docentes do quadro de nomeação definitiva, em exercício de Direção poderá criar a figura do Professor Tutor com
funções no Agrupamento. composição, funcionamento e competências reguladas por
28
regimento próprio. Artº 122
Elementos de referência da avaliação
Artº 118 1. A avaliação de desempenho tem por referência os objetivos
Tutorias e metas fixados no Projeto Educativo e no Plano Anual de
1. O Diretor, sob proposta do Conselho de Turma, ou de outra Atividades.
estrutura ou serviço de apoio competentes, pode designar,
quando esta modalidade de acompanhamento dos alunos o Artº 123
justifique, Professores tutores responsáveis pelo Fases da avaliação do desempenho
acompanhamento, de forma individualizada, do processo A avaliação de desempenho desenvolve-se de acordo com o
educativo de um aluno ou de um grupo de alunos. calendário definido pelo Diretor e aprovado em Conselho
2. O Professor tutor deverá, de preferência, acompanhar o Pedagógico.
aluno ou grupo de alunos ao longo dos respetivos percursos
escolares.
LIVRO VII – Instalações
3. As funções de tutoria devem ser desempenhadas por CAPÍTULO I – Instalações
docentes profissionalizados com experiência adequada e, de Artº 124
preferência, com formação especializada em orientação Diretor de Instalações
educativa ou em coordenação pedagógica. A atribuição do cargo de Diretor de Instalações do
4. Sem prejuízo de outras competências que possam vir a ser Agrupamento é da competência do Diretor.
estabelecidas no regimento próprio, compete aos
Professores tutores definir os principais objetivos e Artº 125
competências a atingir ou a desenvolver nas atividades de Mandato
tutoria. O mandato do Diretor de Instalações corresponde à duração
5. É competência do professor Tutor, o acompanhamento em de um ano letivo.
audição e na aplicação de atividades de integração desde que
designado pelo Diretor. Artº 126
Competências
CAPÍTULO III - Desporto Escolar 1. Constituir e organizar o dossiê das instalações e
Artº 119 equipamentos gerais, mantendo-o num local definido pela
1. O Clube de Desporto Escolar é a unidade organizativa da Direção para consulta dos órgãos de administração e gestão.
escola que serve de suporte ao desenvolvimento e execução 2. Organizar e atualizar o inventário das instalações e
do programa do desporto escolar. equipamentos gerais.
2. O Coordenador de Desporto Escolar é designado pelo 3. Zelar pela conservação das instalações e equipamentos.
Diretor tendo em conta a sua formação bem como a 4. Superintender a elaboração do Regimento de utilização das
experiência no desenvolvimento de projetos e ou atividades instalações e equipamentos a seu cargo.
no âmbito do desporto escolar. 5. Propor ao Diretor a beneficiação de instalações e a
3. Funciona segundo as normas estabelecidas no Programa aquisição de equipamento.
Nacional do Desporto Escolar. 6. Propor à Direção a reparação de instalações ou
equipamentos danificados.
CAPÍTULO IV - Eco-Escolas
7. Apresentar o inventário das instalações e equipamentos a
Artº 120 seu cargo e o relatório das atividades desenvolvidas à Direção
Educação Ambiental até 15 de julho de cada ano.
1. O programa de Educação Ambiental é a unidade
organizativa da escola que serve de suporte ao CAPÍTULO II - Serviços de logística
desenvolvimento e execução do programa para as boas Artº 127
práticas ambientais para a escola. Definição
2. O Coordenador das Eco-Escolas é designado pelo Diretor Enquadram-se no serviço de apoio logístico todos os setores
tendo em conta a sua formação bem como a experiência no ou espaços do Agrupamento, já criados ou a criar pelos órgãos
desenvolvimento de projetos e ou atividades no âmbito da competentes, e que de alguma forma contribuem para o
Educação Ambiental. desenvolvimento do Projeto Educativo.
3. Funciona segundo as normas estabelecidas no programa
Eco-Escolas da Associação Bandeira Azul da Europa. Artº 128
Composição
LIVRO VI - ADD 1. Os serviços de logística do Agrupamento são compostos
Artº 121 atualmente pelos seguintes setores:
Avaliação do Desempenho Docente a) Auditórios;
1. A avaliação de desempenho do pessoal docente b) Bibliotecas/CRE;
desenvolve-se de acordo com os princípios consagrados na c) Bufetes/Refeitórios;
Lei de Bases do Sistema Educativo e no respeito pelos d)Cacifos;
princípios e objetivos que enformam o sistema integrado de e) Gabinete do aluno;
avaliação de desempenho da Administração Pública, f) Gabinete de Serviços de Psicologia e Orientação;
incidindo sobre a atividade desenvolvida e tendo em conta as g) Gabinete da Direção;
qualificações profissionais, pedagógicas e científicas do h) Portarias/Receção;
docente e segundo a legislação em vigor. i) Reprografias/Papelaria;
29
j) Salas de aula; 11. As instalações e equipamentos devem ser mantidos em
k) Sala de convívio; absoluto estado de limpeza devendo o espaço de trabalho
l) Sala de Diretores de Turma; estar vedado a pessoas estranhas ao serviço.
m) Sala de apoio; 12. Ao responsável pelo Refeitório/Bufete compete:
n) Salas de pessoal não docente; a) Garantir que os produtos expostos e em armazém se
o) Salas de primeiros socorros; encontrem em bom estado de conservação.
p) Salas de Professores; b) Garantir que os produtos servidos sejam manuseados
q) Serviço de Administração Escolar; segundo as regras previstas na lei.
r) Serviços Sócio Familiares EB1/JI; c) Devolver ou inutilizar, informando o Diretor, os produtos
que não se apresentem em condições de serem
s) Outros espaços criados ou que se venham a criar de
consumidos.
âmbito disciplinar ou curricular.
d) Requisitar e manter em stock os produtos necessários ao
bom funcionamento de cada setor.
CAPÍTULO III - Auditórios e) Inventariar stock e as necessidades em termos de
Artº 129 aquisição, reparação ou conservação dos equipamentos.
Funcionamento f) Entregar nos serviços administrativos, diariamente,
1. Este espaço destina-se prioritariamente ao visionamento documento que discrimine a composição da refeição do dia,
de filmes, palestras e conferências. número de refeições servidas e seu custo médio.
2. Deve ser requisitado com, pelo menos, um dia de
antecedência. CAPÍTULO VI – Cacifos (Eb23 Maia)
3. Deve ser mantido limpo e preservado pelos utilizadores. Artº132 Cacifos
1. A escola está provida de espaços de arrumos individuais
CAPÍTULO IV - Bibliotecas/Centro de Recursos denominados cacifos que pode ceder, ou não, aos alunos.
Educativos 2. A cedência dos referidos espaços obedecerá aos critérios
Artº 130 estabelecidos anualmente pela escola.
Funcionamento 3. Os alunos são responsáveis por manter em bom estado de
1. As Bibliotecas/Centro de Recursos Educativos são locais conservação, segurança e limpeza, os cacifos.
destinados à leitura, pesquisa e outras atividades de caráter 4. Quando o aluno utilizar indevidamente o cacifo e não
pedagógico, destinados a toda a comunidade escolar que se cumprir as regras previstas no Regulamento dos Cacifos, perde
rege por Regulamento próprio a aprovar pelo Conselho Geral. o direito ao seu usufruto.
2. O horário de funcionamento das bibliotecas será afixado
em local visível junto às suas instalações. CAPÍTULO VII – Serviços de Psicologia e Orientação
(SPO)
CAPÍTULO V - Bufetes/Refeitórios
Artº 131 Artº 133
Funcionamento Gabinete de Serviços de Psicologia e Orientação
1. O horário de funcionamento dos bufetes e refeitórios deve 1. A psicóloga exerce as suas funções num espaço próprio de
estar exposto em local visível junto às suas instalações. atendimento aos alunos, Professores, funcionários e
2. O preço dos produtos deve ser afixado em local visível. Encarregados de Educação.
3. Podem utilizar os bufetes/refeitórios os Professores, 2. O horário de atendimento encontra-se afixado no local
Funcionários e Alunos do Agrupamento e ainda Professores, destinado ao serviço.
Funcionários e Alunos de outros estabelecimentos de
educação/ensino desde que solicitado e autorizado. CAPÍTULO VIII – Direção (Eb23 Maia)
4. A aquisição dos produtos faz-se mediante o cartão do Artº 134
aluno/professor/funcionário. Gabinete de Direção
5. A marcação da refeição tem de ser feita no dia útil anterior, 1. No gabinete da Direção da escola estão instalados o Diretor e
ou no próprio dia da refeição, até às 10 horas, acrescida de a sua equipa.
multa determinada por lei. 2. O horário de funcionamento encontra-se afixado na porta
6. No final de cada semana deve ser exposta, nas instalações de entrada.
do refeitório, no local de marcação de refeição e no Portal
SIGE (marcação das refeições via Internet), a ementa da CAPÍTULO IX – Portaria/Receção
semana seguinte. Artº 135 Portarias/Receção
7. O acesso e utilização do bufete/refeitório devem ser 1. Neste espaço, encontra-se um funcionário que controla a
efetuados de forma organizada e ordeira. entrada e saída dos alunos, assim como de outras pessoas que se
8. Da ementa devem constar refeições equilibradas, dirijam às escolas do Agrupamento.
completas e variadas. 2. A sala de receção destina-se a receber e encaminhar todas as
a) Salvo casos excecionais, fazem parte da ementa/refeição: pessoas que se dirijam à escola.
pão, sopa, prato de peixe ou carne e uma sobremesa. 3. Neste espaço encontra-se a central telefónica, que permite
b) Todos os utentes deverão, salvo razões de saúde, munir- estabelecer contactos internos e externos.
se e consumir uma refeição completa. 4. Todos os membros da comunidade escolar têm acesso à
9. Por razões de saúde e a pedido fundamentado do utilização dos serviços telefónicos exclusivamente para
interessado, pode ser confecionada uma refeição de “dieta”. serviço oficial e, para uso particular, apenas em casos de
10. As condições higiénicas de qualidade e de equilíbrio emergência devidamente justificados, mediante autorização
nutricional dos alimentos serão controladas pela Direção. superior.
30
CAPÍTULO X – Reprografias/Papelaria cumprir sem prejuízo das anteriores, bem como derrogar
Artº 136 algumas delas em casos devidamente justificáveis.
Reprografias/Papelaria
1. As reprografias e papelaria funcionam em espaço próprio. CAPÍTULO XII – Sala Convívio – Polivalente
2. O horário de atendimento encontra-se afixado no local Artº 138
visível. Sala de Convívio- Polivalente
3. A reprografia oferece serviço de cópias, impressão e 1. A sala de convívio ou polivalente, junto ao bufete, serve os
encadernação, servindo de suporte aos diferentes serviços e alunos, docentes e não docentes.
órgãos da escola. 2. Este espaço, sendo de utilização contínua e local de
4. Os serviços e produtos são pagos (com o cartão de convívio, deverá manter-se limpo e o mobiliário no respetivo
aluno/professor/funcionário) de acordo com a tabela afixada local.
em local visível. 3. Os utentes deste serviço deverão ter o cuidado de devolver
5. O funcionário de serviço deve registar todo o serviço ao balcão a loiça utilizada e colocar nos respetivos recipientes o
prestado, seja pago ou gratuito, a todos os utilizadores. lixo e os materiais recicláveis.
6. O preço dos produtos praticados na papelaria / reprografia
não deve ter como objetivo a obtenção de lucro, mas apenas CAPÍTULO XIII – Sala Diretores de Turma
garantir a cobertura de eventuais perdas e danos. Artº 139
7. O número de fichas de avaliação gratuitas por utilizador é Sala de Diretores de Turma
estipulado no início do ano pelo Diretor, ouvido o Conselho 1. Nesta sala encontram-se os processos respeitantes a cada
Pedagógico. turma, contendo legislação e documentação necessária aos
8. Para se garantir a execução atempada do serviço, os Diretores de turma.
originais para policopiar deverão ser entregues/enviados 2. Cada Diretor de Turma deve salvaguardar a privacidade.
com uma antecedência mínima de 24 horas, ficando 3. O atendimento prestado aos Encarregados de Educação é
anotado na folha de registo individual a data da requisição e feito em hora previamente determinada.
o número de exemplares pretendidos. 4. Os Diretores de Turma devem consultar os painéis de
9. Ao responsável pela papelaria/reprografia compete: informação existentes no local, a fim de tomarem
9.1. Garantir que os produtos armazenados, expostos e conhecimento de informações específicas.
servidos se encontrem em bom estado de conservação. 5. O uso da sala e dos seus equipamentos é prioritário aos
9.2. Devolver ou inutilizar, informando a Direção, os Diretores de Turma.
produtos que não se apresentem em boas condições.
9.3. Requisitar e manter um stock de produtos necessários CAPÍTULO XIV – Gabinete do Aluno
ao funcionamento do seu setor. Artº 140
9.4. Inventariar as necessidades em termos de aquisição, Gabinete do Aluno
reparação ou conservação dos equipamentos. 1. O Gabinete do Aluno tem instalações próprias para
9.5. Manter o inventário atualizado, tanto dos produtos atendimento aos alunos, professores, funcionários e
consumíveis em armazém como dos equipamentos. Encarregados de Educação.
10. Não é permitido o acesso de elementos estranhos ao 2. O horário de atendimento encontra-se afixado no local
interior da área de trabalho da reprografia e papelaria. destinado ao serviço.

CAPÍTULO XI – Sala de Aula CAPÍTULO XV – Sala de estudo


Artº 137 Artº 141
Sala de aula Sala de estudo
1. A Sala de Aula deve ser fechada no final de cada tempo 1. As salas de estudo nas escolas do Agrupamento são um
letivo pelo Professor que a utilizar. local destinado aos alunos, propostos pelos conselhos de
2. Na sala de aula não é permitido: turma e a outros que pretendam estudar autonomamente.
2.1. A permanência dos alunos para além dos tempos 2. Todos os materiais e equipamentos aí existentes devem ser
letivos, salvo quando acompanhados pelo Professor ou utilizados com o devido cuidado e sob a orientação dos
funcionário; docentes.
2.2. A afixação ou uso de qualquer tipo de cartazes ou 3. O horário de funcionamento encontra-se afixado, em local
anúncios de caráter não didático, não relacionados com visível, junto às respetivas salas.
a Escola;
2.3. A utilização de telemóveis ou outros dispositivos CAPÍTULO XVI – Sala Pessoal Não Docente
eletrónicos não necessários à atividade letiva ou com elas Artº 142
incompatíveis; Sala de Pessoal Não Docente
2.4. A ingestão de alimentos e bebidas; 1. As escolas do Agrupamento, sempre que possível,
2.5. A danificação de material ou dos equipamentos; proporcionarão uma sala que se destina exclusivamente ao
2.6. O manuseamento do equipamento informático pessoal não docente.
instalado na sala, sem autorização do Professor; 2. A sala deverá ser devidamente equipada para garantir o
2.7. O manuseamento dos estores pelos alunos, sem bem-estar do pessoal.
autorização do Professor; 3. Neste local existirão painéis de afixação de informações,
2.8. O abandono da sala sem a deixar devidamente limpa avisos e convocatórias.
e organizada e o equipamento operacional;
3. O Conselho de Turma poderá estipular outras normas a
31
CAPÍTULO XVII – Sala Primeiros Socorros exteriores, se essa utilização, não perturbar o normal
Artº 143 funcionamento das atividades previstas nas aulas de Educação
Sala de primeiros socorros Física e Desporto Escolar.
Nas escolas existe um local destinado à prestação de 3. A Coordenação da utilização de materiais e instalações da
primeiros socorros com o equipamento essencial destinado disciplina é assegurada pelos Representantes de disciplina de
ao cumprimento das funções a que se destina. Educação Física e do Desporto Escolar.
4. O controlo das entradas e saídas nas instalações e a
CAPÍTULO XVIII – Sala dos professores segurança, dos vestiários e balneários é da responsabilidade
Artº 144 dos Assistentes Operacionais deste setor, assim como, a
Sala de Professores higiene sumária das instalações.
1. As escolas do Agrupamento, sempre que possível, 5. Compete ao Diretor de Instalações da Escola, zelar pela
proporcionarão uma sala que se destina exclusivamente ao manutenção/beneficiação das instalações e pela reparação
pessoal docente. e/ou aquisição de equipamento e outros materiais, ouvidas as
2. A sala está equipada de computadores, que são utilizados propostas dos Professores da disciplina.
prioritariamente para trabalho docente.
3. Existem painéis de afixação de informação, avisos e LIVRO VIII - Diversos
convocatórias e espaços reservados à correspondência para Artº 149
os diferentes departamentos e áreas disciplinares. Visitas de Estudo
4. Os cacifos existentes nesta sala destinam-se aos 1. As visitas de estudo têm que ter o parecer favorável do
Professores. Conselho Pedagógico ou, excecionalmente, da Direção.
2. A realização das visitas de estudo deve ser devidamente
CAPÍTULO XIX – Serviços Administração Escolar programada, tendo em consideração os momentos de
Artº 145 avaliação, fazendo parte do Projeto Anual de Atividades e do
Serviço de Administração Escolar Projeto de Turma.
1. O Serviço de Administração é coordenado por um 2.1. Em caso de visitas de estudo ao estrangeiro, o pedido
Coordenador Técnico. de autorização à DGEstE – Direção de Serviços da Região
2. O horário de funcionamento encontra-se afixado na porta Norte deverá ser feito com, pelo menos, 30 dias de
de entrada e será definido pelo Diretor. antecedência.
3. A estes serviços compete, para além das funções que se 3. As visitas de estudo devem cumprir as decisões tomadas em
enquadrem em instruções gerais dos dirigentes e das chefias, sede de Conselho Pedagógico, nomeadamente número de
desenvolver as atividades relacionadas com o expediente, disciplinas envolventes (no mínimo 2 disciplinas), número de
arquivo, procedimentos administrativos, contabilidade, professores acompanhantes e datas de realização
tesouraria, pessoal, aprovisionamento e economato, tendo 4. Cabe aos docentes responsáveis, em colaboração com o
em vista assegurar o eficaz funcionamento do Agrupamento. Diretor de Turma/Professor titular da Turma/Educador:
4.1Estabelecer os contactos com os locais a visitar;
CAPÍTULO XX - Serviços Sociofamiliares da EB1JI 4.2. Assegurar:
Artº 146 4.2.1 O número mínimo de dois docentes
Definição acompanhantes;
1. Os Serviços Sociofamiliares da EB1JI são constituídos por: 4.2.2 Um Professor por cada dez alunos, em caso de
Ocupação de Tempos Livres/Prolongamentos e Componente visita de estudo ao estrangeiro.
de Apoio à Família (CAF) e Serviço de Apoio à Família (SAF) 4.2.3 Um professor/educadora e uma auxiliar por turma
2. A regulamentação da Ocupação de Tempos Livres/ (no Ensino Pré-escolar e 1ºCiclo)
Prolongamentos é elaborada, acompanhada, apoiada e 4.3. Enviar aos Encarregados de Educação uma circular
avaliada pela Associação de Pais e pelo Município de acordo informativa sobre a visita de estudo, os seus objetivos, os
com os protocolos estabelecidos com a Direção. locais a visitar, as disciplinas envolvidas, a data e o preço e,
ainda, o termo de responsabilidade/ autorização;
CAPÍTULO XXI – Outros espaços específicos 4.4. Elaborar e entregar nos serviços competentes (ASE) a
Artº 147 lista dos recursos necessários para a realização da atividade,
Outros espaços específicos nomeadamente o preço da visita e a necessidade, ou não, de
1. São considerados espaços específicos as salas de Educação camionetas;
Visual, Educação Tecnológica, Educação Musical, Informática, 4.4.1. Compete aos serviços competentes (ASE) inscrever
assim como laboratórios, espaços desportivos e outros que a visita de estudo no Programa de apoio aos Serviços
possam vir a ser criados. (SIGE 3) de modo a que possa ser adquirida pelos alunos;
2. As regras de acesso e funcionamento destes espaços são 4.4.2. Todos os requisitos que envolvam valores
da responsabilidade dos respetivos departamentos ou das monetários (inscrição/aquisição do “produto” no SIGE 3)
equipas que os integram. deverá estar completado até um mês antes da realização
da visita;
CAPÍTULO XXII - Instalações Desportivas 4.5. Elaborar e entregar à Direção a lista dos alunos
Artº 148 participantes na visita de estudo, com base nos termos de
Organização responsabilidade, e dos docentes acompanhantes, para que
1. A utilização dos espaços, materiais/equipamentos obedece fiquem abrangidos pelo seguro escolar e as faltas sejam
a regras próprias definidas pela Escola. justificadas;
4.6. Colocar na caixa de correio interno do Diretor de Turma
2. Só será permitida a utilização das instalações desportivas
32
ou enviar por correio eletrónico (mail) do mesmo um aviso
com as seguintes informações da visita: data, turmas,
número e nomes dos alunos envolvidos por turma e nome
dos Professores acompanhantes;
5. Para cada visita de estudo deverá ser preenchida a grelha
do Inovar PAA.
6. A visita será validada pelo conselho de turma, coordenador
de departamento e aprovada pelo Conselho Pedagógico ou
pelo Diretor.
7. Os alunos que participam na visita de estudo devem
entregar ao Diretor de Turma/Professor titular da turma/
Educador o termo de responsabilidade, devidamente
assinado pelo Encarregado de Educação, e efetuar o
pagamento no prazo que lhes for indicado.
8. Os alunos que não participam na visita de estudo têm as
atividades previstas no horário.
9. Os docentes que não podem cumprir as suas atividades
letivas porque os alunos se encontram em visita de estudo,
devem mencionar o motivo, numerando a lição.
10. Os Professores não deverão abordar novos conteúdos,
no período de duração das visitas de estudo, nas turmas
dos alunos que nela participam.

FIM

33
Anexo 1

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS GONÇALO


MENDES DA MAIA

REGULAMENTO DO
BUFETE

TRIÉNIO: 2019 - 2022


REGULAMENTO DO BUFETE

Artigo 1º
Objetivos do espaço
1. O Bufete da Escola sede do Agrupamento de escolas Gonçalo Mendes da Maia constituiu um serviço
complementar ao refeitório, de fornecimento de refeições intercalares aos alunos e restante comunidade educativa,
e deve observar os princípios de uma alimentação equilibrada e promotora de saúde.
2. O acesso ao serviço dos Bufete é um direito de qualquer elemento que integre a comunidade escolar, bem como
dos visitantes ou de outras pessoas que se encontrem a prestar serviço na escola
3. Os serviços, nesta estrutura, deverá ter em conta as regras da alimentação racional, saudável e equilibrada,
incluindo as respeitantes à higiene das instalações, dos utensílios, dos géneros alimentares e do pessoal, de acordo
com as Orientações para os Bufetes Escolares da Direção Geral de Educação.

Artigo 2º
Horário de Funcionamento
1. Os horários de funcionamento dos bufetes estão afixados nas suas instalações e é o seguinte:
- período da manhã: das 8.10 às 12.00 horas;
- período da tarde: 14.00 às 17:00 horas.

Artigo 3º
Competências dos Assistente Operacionais no setor
1. A(s) funcionária(s) afeta(s) ao serviço deve(m) usar o fardamento completo e em perfeitas condições de higiene.
Este fardamento é constituído por bata branca, touca e luvas de plástico transparente.
2. À(s) responsável(is) pelo serviço compete:
a) Providenciar para que todos os produtos alimentares sejam servidos em loiça, nomeadamente bolos,
sandes, torradas e bebidas;
b) Zelar pela máxima higiene das loiças.
c) Solicitar à coordenadora técnica para requisitar os produtos necessários ao seu funcionamento, garantindo
um stock mínimo;
d) Garantir que os produtos expostos, servidos e armazenados se encontram em bom estado de conservação
e dentro dos prazos de validade;
e) Devolver ou inutilizar, informando a coordenadora técnica, os produtos que não se apresentem em
condições de serem consumidos;
f) Zelar pela máxima higiene das instalações, de todo o mobiliário, de todos os produtos, utensílios e
máquinas;
g) Zelar e exigir aos utentes a máxima higiene do espaço designado por “sala de convívio”, nomeadamente
as mesas e mobiliário;
h) Tratar os utentes com a máxima educação, respeito e correção;
i) Inventariar as necessidades em termos de aquisição, reparação ou conservação dos equipamentos;
j) Manter inventários atualizados, tanto dos produtos consumíveis em armazém como dos equipamentos;

Artigo 4º
Formas de pagamento
1. O pagamento do consumo no Bufete é feito através do cartão eletrónico e segundo a ordem de chegada, que
deve ser escrupulosamente respeitada.
2. O regime de preços a praticar é fixado por despacho interno do Diretor, de acordo com a legislação em vigor,
ouvido o Conselho Administrativo e afixado em local visível.

Artigo 5º
Outras situações
1. Só é permitida a entrada no interior do Bufete ao pessoal diretamente relacionado com o setor, sendo o espaço
de trabalho vedado a pessoas estranhas ao serviço.
2. O utente que leve material do balcão para as mesas deve entregá-lo no balcão, logo após a sua utilização.
3. Quem, propositadamente ou por negligência, danificar materiais ou equipamentos do espaço “Sala de
Convívio”/Bufete fica obrigado a pagar os prejuízos causados.
4. Todos os utentes devem zelar pela manutenção do apuro na “Sala de Convívio”.

2
5. Qualquer reclamação pode ser apresentada com lisura e correção, junto das funcionárias afetas ao serviço. Caso
a situação se mantenha, deve a reclamação ser dirigida ao órgão de gestão da escola.
6. Os alunos que, sistematicamente, não cumpram as regras e desobedeçam às funcionárias, poderão ser alvo de
um processo disciplinar sumário.

Artigo 6º
Entrada em vigor
O presente regulamento produz efeitos a partir do dia 01 de setembro de 2019.
Anexo 2

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS GONÇALO MENDES


DA MAIA

REGULAMENTO
DE
CADASTRO E INVENTÁRIO DOS BENS

TRIÉNIO: 2019 – 2022


INTRODUÇÃO

No âmbito da contabilidade patrimonial, uma das condições fundamentais é a elaboração do inventário onde
devem constar todos os elementos constitutivos do património do Agrupamento de Escolas Gonçalo Mendes da
Maia (AEGMMaia), nomeadamente da Escola Sede uma vez que as Escolas do 1º Ciclo e Jardins de Infância
nele integradas são propriedade da Câmara Municipal da Maia
O inventário geral dos bens constitutivos do património da Escola, consagra-se num instrumento económico-
financeiro de extrema importância no âmbito da gestão e controlo da sua atividade patrimonial.
A identificação de todos os recursos patrimoniais e a sua respetiva inventariação permitirão que a nova prática
contabilística seja aplicada com rigor que se impõe atualmente.
É pelo inventário que o Agrupamento conhece a estrutura do seu ativo imobilizado, dispõe de elementos para a
elaboração do Balanço Inicial e das Demonstrações Financeiras Anuais, referidas no novo regime contabilístico.
Da mesma forma que faculta os elementos necessários à contabilização das amortizações, pelas quais se
quantificam as depreciações dos bens ocorridas ao longo do tempo.
O processo de requalificação funcional da escola constituiu um momento estratégico crucial para a adoção
gradual destes procedimentos, dotando-se esta escola de todos os instrumentos considerados centrais para uma
gestão de maior eficácia. Assim, no processo de inventariação do património da escola, é imprescindível a
elaboração de um regulamento onde se encontrem as instruções que permitam a divulgação e imposição aos
intervenientes no processo, dos procedimentos de inventariação, avaliação e atualização do património.
Todavia, para uma suficiente e eficaz gestão patrimonial é necessário que o referido regulamento defina
objetivamente uma série de critérios e procedimentos a adotar em situações de aquisição, alienação, cedência,
roubo, entre outras situações, para que a função de controlo de património da escola esteja, na sua íntegra,
assegurada.
Assim, com o presente regulamento, pretende-se que sejam criadas as condições para a adoção gradual, mas
consistente, dos princípios e regras estabelecidas no Plano Oficial de Contabilidade Pública para o setor da
educação (POC – Educação) e na aplicação informática do INOVAR INVENTÁRIO.
Este Regulamento é parte integrante do Manual de Controlo Interno do Agrupamento de Escolas Gonçalo
Mendes de Maia, constituindo um importante meio de gestão económico – financeira.

Capítulo I
PRINCÍPIOS GERAIS
Artigo 1º
Lei Habilitante
O presente Regulamento de Cadastro e Inventário dos Bens do AEGMMaia é elaborado em conformidade
com a Portaria nº 671/2000, de 17 de Abril (CIBE), de forma a proceder-se a execução da Portaria nº794/2000,
de 20 de Setembro (POC- EDU).
Artigo 2º
Objetivos
Tem esse regulamento por objectivo:
a) Clarificar procedimentos constantes da portaria referida no Artigo anterior;
b) Obedecer às exigências e regras definidas pelo POC - EDU e CIBE, nomeadamente no que concerne à
sistematização dos inventários, à definição e uniformização dos critérios de inventariação dos bens e à
respetiva contabilização;
c) Estabelecer os princípios gerais de inventariação, aquisição, registo, afetação, seguros, abate, reavaliação
e gestão dos bens imóveis, assim como as competências dos diversos serviços envolvidos na prossecução
destes objetivos;
d) Proporcionar uma imagem verdadeira e apropriada do imobilizado corpóreo. No âmbito da gestão
patrimonial integra-se a observância de uma correta afetação dos bens pelos diversos serviços, tendo em
consideração, não só as necessidades dos mesmos, mas também a sua melhor utilização face às atividades
desenvolvidas e ao incremento da eficiência das operações.

2
Artigo 3º
Âmbito de Aplicação
São considerados para Cadastro e Inventariação:
a) Todos os bens móveis que não se destinem a serem vendidos ou transformados no decurso da atividade
normal das operações do Agrupamento, quer sejam propriedade, quer sejam em regime de locação
financeira;
b) Todos os bens referidos na alínea anterior classificados na contabilidade patrimonial nas subcontas da
classe 4.
Artigo 4º
Noções Gerais
Para efeitos do presente Regulamento entende-se:
a) por Património, os bens tangíveis, com vida útil superior a um ano, equivalente ao que no POC - EDU
se designa por imobilizado corpóreo, inclui-se também as benfeitorias e grandes reparações que acresçam
ao custo dos bens em causa;
b) por Cadastro, o registo permanente e atualizado de todos os elementos constantes do ativo imobilizado
corpóreo, bem como as modificações por eles sofridas no decurso do tempo,
c) por Inventário, o levantamento sintético, ordenado e atualizado referente a uma determinada data, isto é,
uma relação completa dos bens que compõe o ativo imobilizado, devidamente identificados, classificados,
localizados, registados e valorizados de acordo com os critérios estabelecidos pelo presente Regulamento;
d) por Mapa dos bens, uma listagem descritiva de todos os bens existentes em cada sala, gabinete ou serviço.
Essa listagem é retirada da aplicação informática INOVAR INVENTÁRIO.
Artigo 5º
Inventário dos Móveis (MV)
1. O inventário dos móveis integra todos os bens móveis duradouros, classificados na contabilidade patrimonial
na classe 4.
2. Para efeitos das presentes instruções, são bens duradouros os que não têm consumo imediato, em regra, com
uma duração útil superior a um ano.
3. Para efeitos de registo de cada móvel no inventário é preenchida uma ficha F1 – CIME (Ficha de
Identificação de Móveis), prevista na aplicação informática INOVAR INVENTÁRIO.

Capítulo II
INVENTÁRIO E CADASTRO
Artigo 6º
Fases de Inventário
1. As fases do inventário dos bens incluídos neste regulamento compreendem a aquisição, a administração e o
abate.
2. A aquisição dos bens obedecerá ao regime jurídico e aos princípios gerais de realização de despesas em vigor,
bem como aos métodos e regras estabelecidas no POC – EDU;
3. A administração abrange a afetação, a conservação, a atualização dos dados e a transferência;
4. O abate compreende a saída do bem do inventário e cadastro do Agrupamento.
5. Para efeitos de registo de cada bem no inventário é preenchida uma ficha de identificação do bem (móvel) –
F1 e uma ficha de identificação de inventário – F2, previstas na aplicação informática INOVAR INVENTÁRIO.
Artigo 7º
Procedimentos de Inventário Inicial
1. Cabe à Coordenadora dos Serviços de Administração Escolar, coordenar o processo no sentido de arbitrar
as situações que se podem evidenciar como mais controversas, atendendo ao tipo de operações que estão em
causa
2. A inventariação inicial, para efeitos da elaboração do primeiro balanço patrimonial do AEGMMaia,
compreende as seguintes operações:
3
a) Elaboração de uma listagem discriminada dos elementos patrimoniais a inventariar;
b) Reconciliação física-contabilística – consubstancia-se nuns conjuntos de procedimentos para se
estabelecer a relação entre os bens existentes e os respetivos registos contabilísticos, e proceder às respetivas
retificações a que haja lugar;
c) Evidenciar as características de cada elemento patrimonial, de modo a possibilitar a sua identificação;
d) Atribuição de um valor a cada elemento patrimonial de acordo com os critérios de valorimetria aplicáveis,
designadamente os critérios definidos no presente regulamento;
e) Preenchimento da ficha de identificação de cada bem existente;
f) Colocação de etiquetas nos bens inventariados, com o código respetivo à sua identificação (número de
inventário).
3. Os bens que não se encontrem em condições de produzir benefícios deverão ser abatidos, por meio da alienação
ou simplesmente destruídos.
4. A valorização dos bens devem ser definidas de acordo com as regras gerais definidas no presente regulamento.
Artigo 8º
Regras Gerais de Inventariação
1. As regras gerais de inventariação a prosseguir são as seguintes:
a) São considerados inventariáveis todos os bens que tenham uma vida útil superior a um ano;
b) Os bens devem manter-se em inventário desde o momento da sua aquisição, até ao seu abate, prologando-
se em termos cadastrais;
c) A aquisição dos bens deve ser registada na ficha de identificação do bem F1;
d) Nos casos em que não seja possível apurar o ano de aquisição do bem, adota-se o ano do inventário
inicial, para se estimar o período de vida útil do mesmo que corresponde ao período de utilização, durante
o qual se amortiza totalmente o seu valor;
e) As amortizações de cada bem são efetuadas nos termos do presente regulamento e de acordo com o disposto
no CIBE.
f) As alterações e abates verificados no património serão objeto de registo na respetiva ficha de
identificação do bem (F1), com as devidas especificações;
g) Os bens que evidenciem ainda vida física (boas condições de funcionamento) e que se encontrem
totalmente amortizados deverão ser objeto de avaliação, sempre que se justifique, pelo responsável nomeado
pelo Diretor do Agrupamento, sendo-lhe atribuído um novo período de vida útil;
h) Todo o processo de inventário e respetivo controlo, terá por base a ficha de identificação de cada bem
(F1) e será efetua da através de meios informáticos que permitam a obtenção de informação
atualizada de qualquer bem, individualmente, por tipo de bem. Mediante procura seletiva por qualquer
campo ou conjunto de campos. Este processo permite ainda a obtenção automática das fichas F1, F2 e F3.
2. No âmbito da gestão dinâmica do património e posteriormente à elaboração do inventário inicial e
respetiva avaliação, deverão ser adotados os seguintes procedimentos:
a) As fichas de registo são mantidas permanentemente atualizadas, em função das modificações ocorridas
nos bens;
b) As fichas de registo são agregadas nos respetivos dossiers de inventário;
c) Realizar reconciliações mensais entre o registo das fichas do imobilizado e os registos contabilísticos,
quanto aos montantes de aquisição e das amortizações acumuladas.
Artigo 9º
Conferências Físicas
1. As conferência físicas consistem numa verificação dos bens do ativo imobilizado, com vista a:
a) Credibilizar e atualizar todo o cadastro;
b) Detetar material ainda não inventariado;
c) Conferir a correta localização dos bens.
4
2. As conferências físicas a realizar distinguem-se em dois níveis:
a) 1º Nível – efetuadas pelo responsável de cada unidade orgânica ou pessoas por ele delegadas, com a
periodicidade trimestral, abrangendo todo o equipamento integrante;
b) 2º Nível – a efetuar pelo responsável máximo do Agrupamento ou por pessoas delegadas por ele, num
prazo máximo de 3 anos, afim de todo os bens do ativo imobilizado do Agrupamento, sejam totalmente
verificadas. Caso existam irregularidades deve proceder-se à sua regularização e ao apuramento de
responsabilidades, se for o caso.
Artigo 10º
Guarda e Conservação de Bens
1. O responsável de cada bem deve zelar pela guarda e conservação do mesmo, devendo participar superiormente
qualquer desaparecimento de bens bem como qualquer fato relacionado com o seu estado operacional ou de
reparação, sem prejuízo do eventual apuramento de responsabilidades.
2. A necessidade de reparação ou conservação deve ser comunicada ao responsável máximo do AEGMMaia, que
promoverá as diligências necessárias.

Capítulo III
SUPORTES DOCUMENTAIS
Artigo 11º
Suportes Documentais
Para o cumprimento do determinado no presente regulamento e para uma melhor racionalização na ótica da
gestão e controlo de bens patrimoniais, são elaboradas as seguintes fichas:
1. Fichas de registo;
2. Mapas síntese dos bens inventariados.
Artigo 12º
Fichas de Registo
Para efeitos de inventário e atualização sistemática da aplicação informática INOVAR INVENTÁRIO, os
inventários adotam três tipos de fichas que deverão ser preenchidas de acordo com a codificação constante do
classificador geral do CIBE, designadamente:
a) F1 – Ficha de identificação do bem, a preencher por cada bem existente, na qual se registam todos os
fatos patrimoniais desde a aquisição do bem até ao seu abate;
b) F2 – Ficha de inventário, é uma ficha anual, resulta das modificações físicas dos bens, grandes reparações,
reavaliações ou sempre que algum dos campos F1 sofra alterações;
c) F3 – Ficha de amortizações, é uma ficha, na qual se registam os decréscimos do valor contabilístico dos
bens, sofridos em função do tempo decorrido, do seu uso e do seu desgaste.
Artigo 13º
Ficha de Identificação do Bem (F1)
1. A F1 – ficha de identificação do bem tem como objetivo a identificação do bem desde a sua aquisição
até ao seu abate, inscrevendo-se nela toda a informação relevante para a caracterização do bem.
2. A F1 – tem em conta a origem do bem e as relações económico–financeiras que lhe estão associadas, com
vista à inventariação, eventuais alterações e outros fatos patrimoniais que ocorram ao longo do período de
vida útil de cada bem do ativo imobilizado.
3. A F1 – deverá ser elaborada e mantida atualizada mediante suporte informático que permita, de uma forma
automática, a obtenção das fichas F2 – Ficha de inventário, F3 – Ficha de amortizações e F4 – Mapas síntese dos
bens inventariados, para além do conhecimento da situação em qualquer data desse bem individualmente ou
através de informação agregada (categorias, locais, serviços, etc.).
4. Todas as fichas de identificação, anexadas nas faturas e processo de despesa correspondentes, deverão ser
assinadas e agregadas pelo responsável do AEGMMaia nos respetivos «dossiers de inventário» do imobilizado.

5
5. Para cada bem deverá existir uma ficha de identificação, que é elaborada de acordo com o modelo definido na
aplicação informática INOVAR INVENTÁRIO.
Artigo 14º
Identificação do Bem
1. A identificação de cada bem faz-se mediante atribuição de um código correspondente do classificador geral,
de um número de inventário e segundo a classificação do POC - EDU.
2. Outros elementos identificativos dos bens são: o espaço físico onde se encontram os bens dentro da sala,
gabinete ou serviço.
3. Aquando da aquisição de bens em conjunto é sempre atribuído um número de inventário diferente a cada bem.
Artigo 15º
Identificação dos Móveis
1. Em cada bem móvel será, sempre possível impresso ou colocado, por meio de etiquetagem, o número de
inventário que permita a sua identificação.
2. Os bens que pela natureza não sejam passíveis de ser colocada a etiqueta deverão estar arquivados numa
pasta de bens não etiquetáveis.
3. Quando se verificar a deterioração de alguma etiqueta, deverá esse fato ser comunicado ao responsável, o qual
procederá à respetiva substituição.
4. Por regra, cada bem móvel deve ser identificado, através da F1 – CIME (ficha de identificação de móveis).
5. Em todas as salas, gabinetes, serviços deverá existir a ficha de todos os bens inventariados.
Artigo 16º
Ficha de Inventário - F2
A F2 – ficha de inventário é uma ficha anual, regista o ordenamento sistemático por grandes classes ou tipo
de bens referentes aos acréscimos, diminuições e outras alterações patrimoniais.
Artigo 17º
Ficha de Amortizações - F3
1. A F3 – ficha de amortizações é uma ficha anual, regista o decréscimo do valor contabilístico dos bens
referidos em função do tempo decorrido, do seu uso e obsolescência.
2. A F3 – ficha de amortizações elabora-se com base no modelo definido na aplicação informática INOVAR
INVENTÁRIO.
Artigo 18º
Mapas Síntese dos Bens Inventariados – F4
1. Os mapas síntese dos bens inventariados – F4 são elaborados no final de cada ano económico e refletem
a variação dos elementos constitutivos do património afeto ao AEGMMaia.
2. Todos os bens constitutivos do património do Agrupamento serão agrupados em mapas síntese dos bens
inventariados, que constituirão um instrumento de apoio à informação agregado por tipo de bem e por código
de atividade, bem como por qualquer outra forma que venha a ser conveniente para a salvaguarda do património.
3. Os mapas de síntese de bens inventariados são mapas de apoio elaborados por um código de contas do
POC- EDU e de acordo com o classificador geral do CIBE.

Capítulo IV
COMPETÊNCIAS
Artigo 19º
Responsáveis pelo Serviço de Património
Compete aos responsáveis pelo serviço de património:
1. Promover e coordenar o levantamento e a sistematização da informação que assegure o conhecimento de todo
os bens e respetiva localização;
2. Assegurar o registo inicial, as alterações e o abate;

6
3. Elaborar e manter permanentemente atualizado o registo de bens do AEGMMaia;
4. Assegurar a gestão e controlo de património, incluindo a coordenação do processamento dos mapas síntese,
entregando um exemplar das mesmas ao serviço a quem estão afetos para afixação, bem como a implementação
dos mapas de inventário;
5. Executar e acompanhar todos os processos de inventariação, aquisição, transferência, permuta e venda,
atendendo às regras estabelecidas no POC- EDU e demais legislação aplicável;
6. Coordenar e controlar atribuição dos números de inventário, o qual não deve ser dado a outro bem, mesmo
depois de abatido ao inventário;
7. Manter atualizados os registos e inscrições matriciais dos prédios urbanos, bem como todos os demais bens
que por lei, estão sujeitos ao registo;
8. Coordenar e controlar a codificação por localização dos bens;
9. Proceder atualização anual, incluindo as amortizações e reavaliações permitidas por lei;
10. Zelar pelo bom estado de conservação dos bens que lhe tenham sido afetos;
11. Proceder a conferências físicas periódicas, atendendo ao estabelecido no Artigo 9º deste regulamento;
12. Proceder à conferência contabilística dos dados do património com a contabilidade efetuando as respetivas
retificações;
13. Organizar o arquivo;
14. Proceder ao inventário anual;
15. Controlar o imobilizado em curso;
16. Efetuar a gestão dos materiais do economato;
Artigo 20º
Outro Serviços Intervenientes
1. Compete, em geral, aos demais serviços, entre outras, as seguintes competências:
a) Disponibilizar todos os elementos ou informações que lhe sejam solicitadas pelo responsável do serviço de
património;
b) Zelar pelo bom estado de conservação e manutenção dos bens que lhe tenham sido afetos;
c) Informar o responsável pelo serviço de património da necessidade de aquisição, transferência, permuta,
cedência, roubo, venda ou qualquer outra ocorrência;
d) Aquando da entrega de um bem novo, a mesma deve ser feita na presença do responsável do serviço de
património, de forma a proceder à sua inventariação e elaborar o respetivo Auto de Entrega;

Capítulo V
AQUISIÇÃO E REGISTO
Artigo 21º
Aquisição
1. O processo de aquisição dos bens obedece ao regime jurídico e aos princípios gerais de realização de despesas
em vigor;
2. O tipo de aquisição dos bens anteriormente mencionados é constituído por um código de dois dígitos, segundo
o artigo 30º do CIBE;
3. Após a verificação do bem, o serviço responsável pelo património deverá elaborar a ficha de identificação do
mesmo, a qual deverá conter informação adequada à sua identificação.
Artigo 22º
Aquisição por Oferta
1. Toda a oferta, efetuada por terceiros, a favor do AEGMMaia deverá ser comunicada ao responsável pelo
inventário, afim de este proceder à sua inventariação.
2. Aquando da oferta será elaborado o Auto de Aquisição por Oferta, que deverá ser anexado à respetiva ficha
de identificação (F1), assim como outros documentos a correspondência a ela relativos.
7
Capítulo VI
VALORIZAÇÃO DO IMOBILIZADO
Artigo 23º
Procedimentos Gerais
1. O ativo imobilizado, incluindo os investimentos adicionais ou complementares, regra geral, deve ser
valorizado ao custo de aquisição ou custo de produção, atendendo ao Principio do Custo Histórico.
2. O custo de aquisição ou custo de produção, dos elementos do ativo imobilizado, devem ser determinados
atendendo às seguintes definições:
a) O custo de aquisição de um bem é a soma do respetivo preço de compra adicionado dos gastos suportados
direta ou indiretamente para o colocar no seu estado atual e local de funcionamento. Como estabelecido no
ponto 4.1.2 do POC - EDU;
b) O custo de Produção de um bem é a soma dos custos diretos e indiretos, de acordo com o definido
no ponto 4.1.3 do POC - EDU.
3. Quando se trate de ativos imobilizados obtidos a título gratuito deverá considerar-se o valor resultante da
avaliação ou o valor patrimonial, definidos nos termos legais ou, caso não exista disposição aplicável, o valor
resultante da avaliação segundo critérios técnicos que se adequem à natureza desses bens, devendo ser
explicitados nos anexos às demonstrações financeiras e na ficha de identificação do bem correspondente.
Artigo 24º
Inventário Inicial
1. No caso de inventário inicial de ativos cujo valor de aquisição ou produção se desconheça, aplica-se
o disposto no número 3 da Artigo que precede.
2. Os bens que à data de inventário inicial se encontrem em boas condições e estiverem totalmente amortizados,
deverão ser objeto de avaliação pelo responsável do património, sendo-lhe atribuído um novo período de vida
útil.
3. No caso dos bens que à data de inventariação inicial não estejam totalmente amortizados deverão ser objeto
de reavaliação.
4. No caso de transferências de imobilizado entre entidades abrangidas pelo POC - EDU, o valor atribuir
será o valor que conste nos registos contabilísticos da entidade de origem, desde que em conformidade com os
critérios de valorimetria estabelecidos no POC- EDU.
Artigo 25º
Alterações Patrimoniais
1. Todos os bens suscetíveis de alterações de valor, sujeitas ou não às regras de amortização, devem constar no
inventário pelo seu valor atualizado.
2. No caso de existência de grandes reparações, beneficiações, valorizações ou desvalorizações excecionais, por
razões inerentes ao próprio bem ou por variação do seu preço de mercado, estão deverão ser evidenciados no
mapa (F4) e na ficha de inventário (F2), conforme artigo 30º do CIBE.
3. Consideram-se grandes reparações ou beneficiações, as que aumentem o valor real e o período de vida útil
ou económica dos elementos a que respeitem, devendo as mesma ser comunicadas, no prazo de uma semana, ao
responsável pelo serviço de património para efeitos de registo na respetiva ficha.
4. Sempre que ocorram situações que implicam a desvalorização excecional dos bens, deverá a mesma ser
comunicada, no prazo de uma semana, ao serviço de património que de imediato desenvolve os mecanismos
adequados ao registo na respetiva ficha.
5. Como regra geral, os bens do imobilizado não são suscetíveis de reavaliação, salvo se existirem normas que
autorizem e que definam os respetivos critérios de valorização.
Capítulo VII
AMORTIZAÇÕES E REINTEGRAÇÕES
Artigo 26º
Regras gerais
1. Quando os elementos do ativo imobilizado tiverem uma vida útil limitada, ficam sujeitos a uma
amortização sistemática durante esse período, sem prejuízo das exceções expressamente consignadas no presente
regulamento e no POC- EDU.
8
2. O método de cálculo das amortizações do exercício é o das quotas constantes, de acordo com o estipulado no
ponto 4.4.3 do POC- EDU.
3. Para efeitos de aplicação do método das quotas constantes, a quota anual de amortização, aceite como custo
de exercício, determinam-se aplicando aos montantes do ativo imobilizado em funcionamento as taxas de
amortização definidas pelo CIBE, ou ainda noutros diplomas legais que as venham a definir.
Artigo 27º
Amortização dos Bens
1. São objeto de amortização, todos os bens, incluindo as grandes reparações e beneficiações a que os mesmos
tenham sido sujeitos, que aumentem o seu valor ou a duração provável da sua utilização.
2. Em caso de dúvida, considera-se grande reparação sempre que o custo exceda 30% do valor patrimonial
líquido do bem, conforme definido no artigo 7º nº2 CIBE.
3. A amortização segue o modelo das quotas constantes e baseia-se na estimativa do período de vida útil e no
custo de aquisição, produção ou valor de avaliação.
4. Para efeitos de amortização, o período de vida útil varia consoante o tipo de bem, devendo seguir-se a
estimativa definida no CIBE.

Capítulo VIII
BENS ADQUIRIDOS EM REGIME DE LOCAÇÃO
Artigo 28º
Contrato de Locação
Os bens adquiridos através da celebração de contratos de locação, em que os serviços usufruam das vantagens
inerentes à utilização dos bens locados, devem ser contabilizados no inventário do seguinte modo:
1. Após celebração do contrato deverão ser registados no inventário pelo valor global da sua transação de
mercado;
2. As amortizações anuais relacionadas com a vida útil, técnico – económica dos bens seguem as regras das
quotas constantes;
3. Se não existir certeza razoável de que o locatário opte pela titularidade do bem no final do contrato, o bem
locado deve ser amortizado durante o período de contrato, se este for inferior ao da vida útil;
4. No final do contrato se o locatário não exercer a opção de compra devolvem-se os bens ao locador e procede-
se ao seu abata no inventário;
5. No final do contrato se o locatário exercer a opção de compra e os bens tiverem vida útil, permanecerão em
inventário e seguem as regras destas instruções.
Capítulo IX
ABATE, CEDÊNCIA E TRANSFERÊNCIA
Artigo 29º
Abate de Bens
1. A necessidade de abater determinado bem pode solicitada pelo seu responsável ou através da verificação
periódica efetua da pelo serviço de património.
2. A proposta de abate deverá ser elaborada pelo responsável do património e pelo responsável máximo do
AEGMMaia, o qual deverá indicar o motivo do abate, devidamente justificado.
3. Os motivos suscetíveis de originarem abates, de acordo com as deliberações do Agrupamento, são as
determinadas pelo CIBE.
4. Ao rececionar a proposta de abate, o serviço de património deverá proceder a uma verificação física do bem,
elaborando de seguida para os devidos casos, um Auto de Abate que deverá enviar ao responsável máximo do
AEGMMaia para possível autorização.
5. Quando autorizado, o abate de bens ao inventário deverá constar na F1 – ficha de identificação do bem, de
acordo com os códigos identificativos do tipo de abate, constantes da aplicação informática INOVAR
INVENTÁRIO.

9
Artigo 30º
Abate de Bens Reversíveis
1. Consideram-se bens reversíveis aqueles que pela sua natureza e características são indispensáveis, não
sendo possível proceder-se ao seu abate sem que a sua substituição esteja assegurada.
2. No caso do bem a abater ser reversível e na eventualidade de não existir nas dependências do AEGMMaia
bens de idêntica natureza para a substituição, deve o serviço de património iniciar o processo de substituição, se
possível acompanhado no respetivo Auto de Abate.
Artigo 31º
Cedência
1. No caso de cedência temporária ou definitiva de bens móveis a outras entidades deverá ser lavrado um
Auto de Cedência a favor de terceiros, elaborado pelo serviço de património e autorizado superiormente, em
conformidade com as normas e legislação aplicáveis.
2. Quando se verificar a cedência temporária ou definitiva dos bens móveis a favor do AEGMMaia, deverá ser
elaborado um Auto de Cedência a favor do Agrupamento pelo serviço de património e remetido à consideração
superior.
Artigo 32º
Afetação e Transferência
1. Os bens móveis são afetos aos serviços, gabinetes, salas, etc;
2. A necessidade de transferir um determinado bem poderá ser apresentada pelo responsável do serviço que dele
necessita.
3. Na transferência de bens do AEGMMaia, deverá ser elaborado pelo responsável do serviço carente desse bem,
o qual indicará o motivo da transferência, devidamente justificado, que deverá ser entregue ao responsável pelo
inventário.
4. A transferência de bens móveis, só poderá ser efetuada mediante parecer do responsável pelo património, e
autorização da Direção do Agrupamento. Do fato deverá ser elaborado respetivo auto.
Capitulo X
FURTOS, ROUBOS EXTRAVIOS E INCÊNDIOS
Artigo 33º
Procedimentos gerais
No caso de se verificarem furtos, roubos, extravios ou incêndios, dever-se-á proceder do seguinte modo:
a) Participar às autoridades competentes;
b) Lavrar o Auto de Ocorrência no qual se descreverão os objetos desaparecidos ou destruídos, indicando
os respetivos números de inventário;
c) Submeter o Auto de Ocorrência ao responsável máximo do AEGMMaia e em conformidade com o
despacho, proceder aos respetivos trâmites administrativos.
Artigo 34º
Extravios
1. Compete ao responsável do serviço, onde se verificar o extravio, informar o serviço de património do
sucedido,
2. A confirmação da situação de extravio deve ser comunicada à Direção do AEGMMaia para apuramento de
eventuais responsabilidades.

Capítulo XI
SEGUROS
Artigo 35º
Seguros
1. Deverão estar segurados todos os bens móveis e imóveis do AEGMMaia, que sejam sujeitos a seguro por
força da lei, competindo tal tarefa à Direção do Agrupamento;
2. Será, contudo, competência do responsável da aplicação informática INOVAR INVENTÁRIO:
10
a) Participar às entidades seguradoras as ocorrências cobertas por seguro;
b) Conferir em cada renovação contratual os valores pelos quais se encontram seguros os elementos
patrimoniais;
c) Apresentar propostas de nova coberturas que se mostrem necessárias, a decidir pela Direção do
Agrupamento.

Capítulo XII
ARQUIVO DO PATRIMÓNIO
Artigo 36º
Organização
1. O arquivo do património deverá ser organizado pelo responsável do INOVAR INVENTÁRIO.
2. Do arquivo do património deverá constar toda a informação do património do AEGMMaia, devendo estar
disponível.
3. O arquivo do património deverá ser bem organizado, a fim de ser uniforme, de fácil acesso, de consulta
rápida e permanentemente atualizado.

Capítulo XIII
DISPOSIÇÔES FINAIS
Artigo 37º
Disposições Finais
1. A fiscalização das disposições do presente regulamento são da competência do responsável pelo património,
que de imediato comunicará ao responsável máximo do Agrupamento as situações de incumprimento.
2. Eventuais casos omissos neste regulamento serão resolvidos pela Direção do Agrupamento ou do Conselho
Administrativo.
Artigo 38º
Entrada em Vigor
O presente regulamento entra em vigor após a sua aprovação pelo Conselho Geral do Agrupamento de Escolas
Gonçalo Mendes da Maia.

11
Anexo 3

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS GONÇALO


MENDES DA MAIA

REGIMENTO
DO
CONSELHO ADMINISTRATIVO

Triénio: 2019 – 2022


REGIMENTO INTERNO DO CONSELHO ADMINISTRATIVO

De acordo com os artigos 36.º, 37.º, 38.º e 39.º do Decreto – Lei n.º 75/2008, de 22 de abril, com as alterações
introduzidas pelo artigo 3.º do Decreto – Lei n.º 224/2009 e pelo artigo 37.º, do Decreto-Lei n.º 137/2012,
de 2 de julho, elabora-se este regimento definindo as respetivas regras de organização e de funcionamento do
Conselho Administrativo, nos termos fixados na lei e em conformidade com o regulamento interno.

Artigo I
Conselho Administrativo
O Conselho Administrativo é o órgão de administração e gestão do Agrupamento de Escolas de Gonçalo Mendes
da Maia, com competência deliberativa em matéria administrativa e/ou financeira.

Artigo II
Composição
O Conselho Administrativo tem a seguinte composição:
a) O Diretor, que preside;
b) O Subdiretor ou um dos adjuntos do Diretor por ele designado para o efeito;
c) A coordenadora dos Serviços Administrativos ou quem o substitua.
Artigo III
Competências
Ao Conselho Administrativo compete:
1. Aprovar o projeto de orçamento anual do Agrupamento de Escolas de Gonçalo Mendes da Maia, em
conformidade com as linhas orientadoras definidas pelo Conselho Geral;
2. Elaborar o relatório de contas de gerência;
3. Autorizar a realização de despesas e o respetivo pagamento, fiscalizar a cobrança de receitas e verificar a
legalidade da gestão financeira do Agrupamento;
4. Zelar pela atualização do cadastro patrimonial do Agrupamento;
Artigo IV
Funcionamento
1. O Conselho Administrativo realiza reuniões ordinárias uma vez por mês e reuniões extraordinárias, por
convocatória do respetivo presidente;
2. O Presidente do Conselho Administrativo convoca, obrigatoriamente, reuniões extraordinárias sempre que
tal for requerido por qualquer dos restantes membros.
Artigo V
Deveres dos membros do Conselho Administrativo
1. Comparecer com pontualidade às reuniões do Conselho Administrativo;
2. Desempenhar conscientemente as tarefas que lhe são confiadas;
3. Participar na discussão e votação dos assuntos agendados;
4. Contribuir, pela sua diligência, para a eficácia das tarefas incumbidas a este órgão;
5. Não permitir a emissão de meios de pagamento ao portador;
6. Garantir que a Folha de Cofre efetuada pelo tesoureiro seja conferida e impressa diariamente;
7. Garantir que toda a documentação necessária à atribuição de abono de família e de prestações sociais é
solicitada e devidamente arquivada;
8. Garantir que as encomendas de bens e produtos sejam efetuadas após ter sido concedida autorização
por este órgão;
9. Garantir que as Requisições Orçamentais (RO) sejam elaboradas antes da encomenda e remetidas ao
fornecedor;
10. Garantir a inventariação dos bens do imobilizado de acordo com as instruções Reguladoras do Cadastro
e Inventário dos Bens do Estado, aprovado pela Portaria n.º 671/2000, de 17 de abril;
2
11. Garantir a existência de um boletim de candidatura para a atribuição de subsídios de estudo e que os mesmos
contenham despacho de atribuição de escalão por parte do diretor;
12. Garantir o efetivo da documentação e que a mesma contenha a informação contabilística relevante;
13. Garantir que os bens e produtos comercializados no bufete e a aplicação das margens de lucro desses
produtos estejam de acordo com o disposto no Ofício Circular n.º 11/DGIDC/2007, de 15 de maio,
alterado pelo docu mento “Bufetes Escolar es-Or ientações ” citado na Circular n.º 7/DGE/2012, de 18 de
outubro;
14. Garantir que todas as informações, despachos e documentos do sistema contabilístico identifiquem, de
forma legível, que os subscreveu e a qualidade em que o fez;
15. Cumprir e fazer cumprir o estipulado no Regimento do Fundo de Maneio deste Agrupamento de
Escolas de Gonçalo Mendes da Maia;
16. Garantir que todos os documentos comprovativos da receita estejam organizados e arquivados num único
local;
17. Garantir que os talões de depósito e os comprovativos de transferência bancária exibam o número do
documento/Folha de Cofre;
18. Atender que a atribuição das ajudas de custo e o pagamento de transporte devem estar de acordo com
o estipulado no Regulamento das Deslocações em Serviço e Ajudas de Custo de Transporte, de acordo com o
estipulado com o Decreto-Lei n.º 16/1998, de 24 de abril;
19. Planificar e quantificar todas as aquisições para posterior procedimento a adotar, que por sua vez, deverá
dar cumprimento ao previsto no Código dos Contratos Públicos (Decreto-Lei n.º 18/2008, de 29 de janeiro),
nomeadamente os artigos 16.º, 17.º, 112.º e seguintes;
20. Elaborar uma Relação de Necessidades e de Requisições Oficiais;
21. Elaborar atempadamente autorizações para a aquisição de bens e serviços, incluindo os de imobilizado e dar
conhecimento aos fornecedores;
22. Autorizar todas as despesas e pagamentos cuja autorização deve ser assinada pelo seu presidente e na
ausência deste pela vice-presidente;
23. Cumprir para todas as aquisições o estabelecido no artigo 45.º da Lei n.º 91/2001, de 20 de agosto, com
a nova redação dada pela Lei n.º 48/2004, de 24 de agosto, quanto à prévia cabimentação e à existência de
verba disponível;
24. Proceder à assunção do compromisso de acordo com o estipulado nos artigos 3.º e 5.ºda Lei n.º 8/2012, de
21 de fevereiro;
25. Proceder à inserção de todos os contratos celebrados no Portal dos Contratos Públicos (BASE), conforme
o previsto no número 1 do artigo 127.º do Decreto-Lei n.º 18/2008, de 29 de janeiro;
26. Proceder, para todas as aquisições, à formalização da verificação e conferência dos bens rececionados,
mencionando o procedimento nos documentos de despesa, que deverão ser assinados;
27. Definir os procedimentos inerentes às aquisições e efetuar bem os critérios que presidem à seleção dos
fornecedores;
28. Garantir que as Requisições Oficiais e as Relações de necessidades apresentem a respetiva autorização da
despesa antes da encomenda dos bens e produtos.
Artigo VI
Reuniões
1. O Conselho Administrativo reúne ordinariamente uma vez por mês, obrigatoriamente até ao dia dez. Em cada
reunião é acordada a data, local e hora da reunião seguinte, contudo, funcionam como datas de referência. As
datas integram o calendário anual das reuniões constante do respetivo mapa para todas as estruturas do
agrupamento. Para cada reunião do Conselho Administrativo deve ser elaborada a respetiva convocatória.
2. As deliberações dimanadas da reunião só serão válidas se nesta estiverem presentes os seus três membros.
3. As deliberações dimanadas da reunião aplicar-se-ão a partir do dia seguinte ao término dessa mesma reunião
ou em conformidade com o calendário aprovado especificamente para esse efeito e aprovado em Conselho
Administrativo.
4. As reuniões terão a duração máxima de 2 horas, salvo deliberação, a título excecional, da maioria
dos membros do Conselho Administrativo;
5. As convocatórias das reuniões extraordinárias do Conselho Administrativo são comunicadas aos restantes
membros deste conselho pelo respetivo Presidente com uma antecedência mínima de 24 horas;
6. Em caso de impedimento do presidente, a convocatória da reunião extraordinária poderá ser determinada e
comunicada pelo vice-presidente do conselho administrativo;
Artigo VII
Sistema de Votação
1. As deliberações são tomadas por votação nominal e far-se-á por braço levantado;
2. As deliberações são tomadas por maioria simples de votos;
3. Os membros do Conselho Administrativo podem fazer constar da ata o seu voto de vencido e a respetiva
fundamentação.
Artigo VIII
Atas das Reuniões
1. De cada reunião será lavrada ata informaticamente.
2. As atas são lidas e submetidas a aprovação no início da reunião seguinte, sendo assinadas por todos os
membros presentes, podendo, se necessário, ser acrescentado adendas às mesmas;
3. A elaboração da ata será da responsabilidade da Chefe dos Serviços Administrativos;
4. As atas serão assinadas por todos os membros do Conselho Administrativo;
5. As faltas às reuniões do Conselho Administrativo serão registadas em ata, devendo ser justificadas ao
Diretor nos termos da Lei.
Artigo IX
Convite a outros elementos
1. O Conselho Administrativo pode convocar para a reunião, sem direito a voto, o Tesoureiro, o Técnica
da ASE, outros assistentes técnicos dos serviços administrativos, membros ou assessores da Direção.,
2. As convocatórias referidas no ponto anterior devem ser comunicadas a esses elementos com uma
antecedência mínima de 48 horas;
3. Dada a natureza da composição do Conselho Administrativo, não é necessário reduzir a escrito as
convocatórias referidas no ponto dois deste artigo.
Artigo X
Duração do Mandato
O mandato dos membros deste Conselho Administrativo tem a duração correspondente à duração do mandato
do Diretor.
Artigo XI
Deliberações
As deliberações do Conselho Administrativo podem ser tomadas por unanimidade ou por maioria dos seus
membros, sendo, neste último caso, obrigatoriamente registado em ata o resultado da votação.

Artigo XII
Omissão
Nos casos omissos no presente regimento, prevalecerá a decisão dos membros do Conselho Administrativo,
respeitando os normativos em vigor.
Artigo XIII
Alteração ao Regimento
1. Qualquer membro deste Conselho pode propor alterações ao presente regimento;
2. As alterações ao regimento são aprovadas por maioria simples dos membros do Conselho
Administrativo.
Artigo XIV
Revisão do Regimento do Conselho Administrativo
1. O presente regimento entra em vigor em um de setembro de 2016 e deverá ser revisto no início do mandato
dos Órgãos de Gestão da Escola ou quando a legislação assim o indique;
2. Do regimento em vigor, existirá um original autenticado com as assinaturas de todos os membros, guardado
no arquivo dos Serviços Administrativos.

O diretor ____________________________________

A subdiretora _________________________________

A coordenadora dos serviços administrativos ________________________________________


Anexo 4

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS GONÇALO


MENDES DA MAIA

REGULAMENTO
DO
FUNDO DE MANEIO

TRIÉNIO: 2019 – 2022


REGULAMENTO DO FUNDO DE MANEIO
Artigo 1.º
Enquadramento legal
O regime legal é definido pelo artigo 32.º do Decreto-Lei n.º 155/92, de 28 de julho (Regime da Administração
Financeira do Estado), que estipula o seguinte:

1. Para a realização de despesas de pequeno montante podem ser constituídos fundos de maneio em nome dos
respetivos responsáveis, em termos a definir anualmente no decreto-lei de execução orçamental.
2. Os responsáveis pelos fundos de maneio autorizados nos termos do número anterior procederão à sua
reconstituição de acordo com as respetivas necessidades.
3. A competência para a realização e pagamento das despesas em conta de fundos de maneio caberá ao
responsável do mesmo.
4. Os serviços e organismos procederão obrigatoriamente à liquidação dos fundos de maneio até à data que for
anualmente fixada nos termos do n.º 1.
Este normativo, com as alterações sucessivas, estipula as condições nas quais se podem constituir os fundos
de maneio dos organismos públicos.
Artigo 2.º
Objetivo
Pela natureza excecional, o fundo de maneio destina-se exclusivamente ao pagamento de despesas de pequeno
montante, urgentes e inadiáveis e cuja movimentação é da exclusiva competência do responsável para o efeito.
Artigo 3.º
Características do fundo de maneio
A gestão do fundo de maneio subdivide-se em três fases: constituição, reconstituição e reposição.

Artigo 4.º
Constituição e reconstituição do fundo de maneio
1. Anualmente, no início de cada ano económico, com base na legislação em vigor, é constituído o fundo de
maneio julgado necessário ao bom funcionamento do agrupamento, mediante despacho autorizador do
presidente do Conselho Administrativo respeitando os montantes definidos no decreto de execução
orçamental.
2. O despacho de autorização da constituição do fundo de maneio deverá ser exarado de acordo com o presente
Regulamento, devendo indicar claramente o responsável pela sua utilização, o limite máximo do fundo de
maneio e as classificações económicas correspondentes à natureza das despesas a pagar e o respetivo valor
máximo do fundo de maneio e as classificações económicas correspondentes à natureza das despesas a pagar
e os respetivos valores.
3. Dada a necessidade de realizar ocasionalmente despesas de pequeno montante, de respetivo inadiável e
imediato, constitui-se um fundo de maneio da escola, nos seguintes termos:
a) É constituído um Fundo de Maneio no montante de 100,00 €;
b) Consideram-se de pequeno valor as despesas cujo montante total, com IVA incluído, seja inferior a
100,00 €.
4. Os membros do Conselho Administrativo são os responsáveis pelo Fundo de Maneio.
5. A decisão sobre a elegibilidade das despesas e a competência para a sua realização por conta do Fundo de
Maneio é do presidente do Conselho Administrativo ou a quem legalmente o substitua.
6. O Fundo de Maneio fica à guarda do tesoureiro e registado na conta 118 da contabilidade da escola.
7. A reconstituição do Fundo de Maneio corresponde ao processamento das despesas pagas através do Fundo
de Maneio e respetiva constituição.
8. Não poderá ser feita uma reconstituição periódica de fundo de maneio superior ao Fundo de Maneio
constituído inicialmente.
9. O responsável pelo Fundo de Maneio deverá respeitar as rubricas do orçamento onde se constitui o Fundo
de Maneio, não podendo ser excedido o valor atribuído aquando da constituição do mesmo.

2
Artigo 5.º
Liquidação
1. A liquidação do Fundo de Maneio é efetuada até à data limite estipulada no decreto-lei de execução
orçamental aplicável.
2. O Fundo de Maneio a repor no final do ano económico deve ser igual ao constituído inicialmente.
Artigo 6.º
Utilização do Fundo de Maneio
1. A utilização do Fundo de Maneio deve sempre ser tratada como uma situação excecional, devendo apenas
ser utilizado para pequenas aquisições nas quais não se podem seguir os procedimentos normais de aquisição
de bens e serviços.
2. Consideram-se de baixo montante as despesas de valor igual ou inferior a 100 euros (com IVA incluído)
sendo vedado ao responsável do Fundo de Maneio o pagamento de despesas de montante superior, exceto
quando haja despacho autorizado pelo presidente do Conselho Administrativo nesse sentido.
3. Os documentos de suporte terão de ser obrigatoriamente vendas a dinheiro, faturas/recibos ou faturas
acompanhadas do respetivo recibo.
Artigo 7.º
Contabilização
1. No início do ano económico, o valor do Fundo de Maneio é cabimentado no orçamento do Agrupamento
para o ano económico em curso nas classificações económicas que constam do despacho de autorização.
2. Todos os movimentos no âmbito da constituição, reconstituição e liquidação do Fundo de Maneio deverão
ser refletidos de forma adequada na contabilidade orçamental.
Artigo 8.º
Responsabilidade
1. O responsável pelo Fundo de Maneio, designado anualmente pelo Conselho Administrativo, responde pelo
cumprimento das formalidades legais aplicáveis à realização das despesas ali incluídas bem como pelo
respetivo pagamento.
2. O não cumprimento das regras e procedimentos de constituição e regularização do Fundo de Maneio
determinará a responsabilidade financeira dos respetivos responsáveis quanto aos pagamentos de documentos
irregulares.
Artigo 9.º
Disposições finais
1. O recurso ao Fundo de Maneio não prejudica a observância das normas legais aplicáveis em especial no que
se refere à realização de despesas públicas, cuja rigorosa observância cabe aos responsáveis de cada fundo.
2. Deverão igualmente ser observados os princípios de economia, eficiência e eficácia.

Artigo 10.º
Entrada em vigor
O presente regulamento produz efeitos a partir do dia 01 de setembro de 2019.

3
Anexo 5

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS GONÇALO


MENDES DA MAIA

REGULAMENTO DA
PAPELARIA

TRIÉNIO: 2019 - 2022


REGULAMENTO DA PAPELARIA

Artigo 1.º
Objeto
O presente regulamento estabelece as normas de funcionamento e venda de material escolar na papelaria da escola
básica do Agrupamento de escolas Gonçalo Mendes da Maia.

Artigo 2.º
Âmbito de aplicação
O presente regulamento aplica-se à papelaria da escola básica do Agrupamento de escolas Gonçalo Mendes da
Maia.

Artigo 3.º
Objetivos deste espaço
1. A papelaria é um espaço onde todos os alunos, pessoal docente e não docente podem adquirir material escolar
necessário para as suas atividades escolares.
2. A Papelaria dispõe de um balcão de atendimento público, pelo que não é permitida a entrada para além do
balcão a pessoas não autorizadas.
3. Neste espaço pode também ser efetuado o carregamento monetário do cartão eletrónico de identificação de
alunos, docentes e não docentes. Podem igualmente ser marcadas neste espaço, pelo assistente operacional, as
refeições que se pretenda consumir no refeitório.
4. Têm acesso à papelaria os professores, os alunos, os funcionários e outros utilizadores devidamente autorizados
pela direção.
5. A aquisição dos produtos faz-se em regime de pré-pagamento, exceto os alunos comparticipados pelo ASE

Artigo 4.º
Horário de funcionamento
1. O horário de funcionamento da papelaria é definido, no início do ano letivo, pelo diretor.
2. O horário de funcionamento da papelaria deve estar exposto em local visível junto das instalações.

Artigo 5.º
Preços dos produtos à venda na papelaria
1. O preço dos produtos deve estar afixado em local visível, junto das instalações.
2. O preço dos produtos praticados na papelaria não deve ter como objetivo o lucro, mas apenas garantir a
cobertura de eventuais perdas e danos, estando os valores do seu lucro dentro dos parâmetros de razoabilidade
definidos superiormente.

Artigo 6.º
Formas de pagamento dos produtos adquiridos na papelaria
1. Todos os produtos adquiridos na papelaria terão que ser pagos, preferencialmente, através do cartão eletrónico
de identificação em uso na escola por todos os alunos, docentes e não docentes.
2. Os pagamentos dos materiais adquiridos na papelaria são efetuados no terminal colocado na papelaria, através
do cartão eletrónico de identificação.

Artigo 7.º
Apuramento de receitas diárias
Diariamente, através do programa InovarContabilidade, serão apurados pela tesoureira nos serviços
administrativos do agrupamento os valores das vendas na papelaria.

Artigo 8.º
Competências do assistente operacional responsável pela papelaria
1. Garantir que os produtos armazenados, expostos e servidos se encontrem em bom estado de conservação.
2. Devolver ou inutilizar, informando o diretor e o assistente técnico responsável pelo sector, os produtos que não
se apresentem em boas condições.
3. Fazer o levantamento dos produtos necessários ao funcionamento do seu sector, elaborando a respetiva relação
de necessidades.
4. Manter um stock pequeno de produtos e garantir que não esgote em condições normais.
5. Inventariar as necessidades em termos de aquisição, reparação ou conservação dos equipamentos.

2
6. Manter inventários atualizados, no final de cada período letivo, tanto dos produtos consumíveis em armazém
como dos equipamentos.
7. Rececionar e conferir as entregas de material para a papelaria, verificando se estão de acordo com as requisições
emitidas pelos serviços de ASE.
8. Verificar, carimbar e rubricar as faturas ou notas de encomendas que acompanham as entregas de material na
papelaria.
9. A funcionária afeta ao serviço deve:
a) Tratar os utentes com a máxima educação, respeito e correção;
b) Inventariar a s n e c e s s i d a d e s e m t e r m o s de aquisição, reparação ou conservação dos equipamentos;
c) Manter inventários atualizados , tanto dos produtos consumíveis em armazém como dos
equipamentos;
d) No final de cada dia, deve entregar a folha diária com as importâncias das vendas na tesouraria.
10. Qualquer reclamação pode ser apresentada com lisura e correção, junto da funcionária da Papelaria.
Mantendo-se a situação, deve a reclamação ser dirigida ao Diretor.

Artigo 9.º
Entrada em vigor
O presente regulamento entra em vigor no dia 01 de setembro de 2019.
Anexo 6

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS GONÇALO


MENDES DA MAIA

REGIMENTO DO
CARTÃO MAGNÉTICO DE IDENTIFICAÇÃO
REGULAMENTO DO CARTÃO DE IDENTIFICAÇÃO
Artigo 1.º
Âmbito e função
1. O Cartão Magnético de Identificação (adiante designado CMI) tem por função identificar todos
os utilizadores (alunos, pessoal docente e pessoal não docente).
2. O CMI possibilita o pagamento de bens e serviços no interior da Escola Sede do Agrupamento (Escola EB
23 da Maia), designadamente:
a) Refeições na Cantina;
b) Carregamento do cartão e aquisição de material escolar na Papelaria;
c) Artigos alimentares no Bufete;
d) Aquisição de produtos alimentares na máquina Vending
3. O CMI possibilita controlar a entrada e saída no recinto escolar da escola sede do Agrupamento.
4. No CMI, para além do nome e número do cartão, consta ainda a fotografia do utilizador.
5. O CMI é pessoal e intransmissível. Em caso algum pode ser utilizado por outra pessoa.

Artigo 2.º
Cartões e seu funcionamento
1. A atribuição do CMI aos utilizadores rege-se pelas seguintes normas:
a) A primeira via tem um custo de 7 € para todos os utilizadores;
b) Todas as outras vias terão um custo de 8 €.
2. O CMI é válido para o período de frequência do estabelecimento de ensino
3. Para a aquisição de bens e serviços dentro do espaço escolar, deve o CMI ter saldo suficiente para o
movimento a efetuar.
4. O carregamento do CMI é efetuado na Papelaria, com o valor mínimo obrigatório de 1,00 €.
5. No ato do carregamento será entregue ao utilizador um talão comprovativo da operação.
6. O saldo em cartão mantém-se na transição entre anos letivos.
7. O portador do CMI (aluno) é responsável pelo uso e conservação do mesmo, não podendo este ser
riscado, raspado, cortado, dobrado, apagado, trincado, ou alterado com o uso de corretor. À escola não poderá
ser imputável qualquer substituição por uso indevido do cartão.
8. O CMI de qualquer utilizador, não pode apresentar quaisquer dúvidas relativamente à identidade do seu
titular.
9. Em caso de danificação, extravio ou mau estado de conservação do CMI, o titular deve requisitar, na
Direção, a pagar no ato da requisição do novo cartão.
10. O CMI temporário é propriedade da Escola, tem a validade de que os serviços acharem conveniente, e deverá
ser devolvido em perfeito estado de conservação e funcionamento, na secretaria, aquando da emissão de
novo cartão.
11. Ao E n c a r r e g a d o d e E d u c a ç ã o c a b e a r es p o n s a b i l i d a d e d a v er i f i c a ç ã o p er i ó d i c a d o
e s t a d o d e conservação do CMI do seu educando e dos pagamentos inerentes à sua substituição, referidos no
ponto 9.
12. Em caso de extravio ou danificação, o saldo existente no CMI será recuperado. O utilizador deve
dirigir-se à Direção e proceder à anulação do cartão, inviabilizando assim o seu uso indevido, por terceiros.
13. Todos os Encarregados de Educação têm acesso às entradas e saídas da escola do seu educando, detalhes
de despesas, carregamentos efetuados, acesso ao refeitório, marcação de refeições, através da aplicação
informática disponível a partir da página eletrónica do Agrupamento, através do endereço
http://portalsige.aegmmaia.pt:443/
14. Os funcionários de serviço nos vários setores confirmam a fotografia do utilizador constante no CMI que se
apresenta no setor. Em caso de não conformidade, o cartão será apreendido.
15. Todos os alunos devem fazer-se acompanhar do CMI e apresentá-lo sempre que lhe seja solicitado por
pessoal docente ou não docente.

Artigo 3.º
O Cartão Magnético de Identificação e a Portaria
1. O CMI é um apoio aos funcionários de serviço na portaria da Escola Sede.
2. Os alunos são obrigados a passar o CMI nos leitores existentes na Portaria, de forma a registar a sua
entrada ou saída do recinto escolar e posterior utilização do CMI nos diferentes serviços.
3. Quando o sistema informar que o aluno não tem autorização para sair da escola, o mesmo é impedido pelo
funcionário de serviço.
4. Incorre em processo disciplinar o aluno que, apesar de lhe ser indicada a não permissão de saída,
desrespeitar a ordem dada pelo funcionário de serviço.

2
5. Sempre que um aluno se aproxime da portaria para sair de escola e o funcionário se aperceba que não
possui CMI, o discente é impedido de abandonar o recinto escolar até novas orientações emanadas pela
Direção do Agrupamento.
6. Qualquer aluno que pretenda sair da escola, na hora de almoço, deve ser portador do seu CMI, de modo a
ser verificada a autorização de saída da escola.
7. Caso a autorização de saída da escola não tenha sido expressa pelo Encarregado de Educação, no início do
ano escolar, os alunos devem proceder da seguinte forma:
a) Solicitar ao Encarregado de Educação que, previamente, registe essa autorização na sua caderneta
escolar, precisando, inequivocamente, os dias/hora pretendidos, validando a informação com a respetiva
assinatura;
b) Informar o Diretor de Turma, que toma conhecimento e assina no espaço próprio para o efeito;
c) Verificando-se a situação descrita no ponto 7, e não sendo possível seguir as indicações previstas
nas alíneas a) e b), excecionalmente, a Direção do Agrupamento confirmará telefonicamente a
autorização de saída do aluno, junto do seu Encarregado de Educação.

Artigo 4.º
O Cartão Magnético de Identificação e o Bufete de Alunos/Bar de Professores
1. O utilizador entrega o seu CMI à funcionária de serviço no bufete/bar, e solicita o pretendido. A
funcionária de serviço procede ao pagamento dos produtos solicitados.

Artigo 5.º
O Cartão Magnético de Identificação e o Refeitório
1. Qualquer elemento da comunidade escolar pode almoçar no refeitório da escola.
2. O utilizador deverá passar o cartão no leitor disponível no refeitório, e após a indicação verde visível no
monitor, sinal que a refeição foi devidamente encomendada, pode prosseguir e levantar a sua refeição.

Artigo 6.º
O Cartão Magnético de Identificação e a Papelaria
1. O carregamento do CMI é efetuado na papelaria.
2. Todos os materiais adquiridos na papelaria são pagos através do CMI.
3. O utilizador entrega o seu CMI ao funcionário da papelaria e solicita o produto/serviço que pretende.

ARTIGO 7.º
SASE
1. A equipa dos Serviços Administrativos e/ou a Direção são responsáveis por:
a) Proceder à ativação inicial do CMI.
b) Preparar o sistema para a inserção e anulação de produtos e respetivo preçário.
c) Atribuir aos alunos subsidiados o valor do plafond de material escolar a levantar na papelaria;

Artigo 8.º
Infrações
1. O uso fraudulento do cartão implica a abertura de um processo disciplinar.
2. Se a situação envolver gastos, o infrator fica obrigado ao pagamento ao lesado de todas as despesas
efetuadas e ao pagamento da 2ª via do cartão em caso de dano ou extravio do mesmo.

Artigo 9.º
Disposições Finais
1. Sempre que se verifique a indisponibilidade parcial ou total do sistema do CMI, os procedimentos a
adotar serão os seguintes:
a) Indisponibilidade dos postos de venda – o registo de consumos/prestação de serviços é feito
manualmente, com débito posterior através do CMI;
b) Indisponibilidade do serviço de Portaria – o controle de entradas e saídas dos alunos será feito
manualmente pelo Assistente Operacional de serviço no local, através da confirmação do horário
das turmas e do documento das autorizações de saída, assinado pelos Encarregados de Educação;
2. Cada utilizador é responsável por todos os movimentos realizados com o cartão, até que qualquer
situação anómala seja comunicada à Direção.
3. Qualquer caso não previsto neste regulamento será pontualmente resolvido pelo Conselho Administrativo
ou pela Direção do Agrupamento.

3
Artigo 10.º
Entrada em vigor
O presente regulamento entra em vigor no dia 01 de setembro de 2019.

Aprovado em reunião do conselho administrativo realizada em 01/07/2016


Aprovado em reunião do conselho geral realizada em 21/07/2016

4
Anexo 7

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS GONÇALO MENDES DA MAIA

REGULAMENTO
BOLSA DE MANUAIS ESCOLARES

TRIÉNIO: 2019 - 2022


REGULAMENTO DA UTILIZAÇÃO DOS MANUAIS ESCOLARES

PREÂMBULO

O presente Regulamento define a criação e a gestão da bolsa de manuais escolares do Agrupamento


Gonçalo Mendes da Maia.

Legislação de referência:

- Lei n.º 47/2006 de 28 de agosto;


- Lei n.º 71/2018 de 31 de dezembro;
- Despacho n.º 18987/2009, de 17 de agosto – Regula as condições de aplicação das medidas de
ação social escolar nas modalidades de apoio alimentar, alojamento e auxílios económicos,
destinados às crianças da educação pré-escolar, aos alunos dos ensinos básico e secundário e do
ensino recorrente noturno;
- Despacho n.º 14368-A/2010, de 14 de setembro – Introduz alterações ao Despacho n.º
18987/2009, de 17 de agosto;
- Despacho n.º 12284/2011, de 19 de setembro – Introduz alterações ao Despacho n.º 18987/2009,
de 17 de agosto;
- Despacho n.º 11886-A/2012, de 6 de setembro – Introduz alterações ao Despacho n.º 18987/2009,
de 17 de agosto, inscrevendo ainda, no âmbito da ação social escolar, a bolsa de manuais escolares;
- Despacho n.º 11861/2013, de 12 de setembro – Introduz alterações ao Despacho n.º 18987/2009,
de 17 de agosto;

Artigo 1.º
Objeto
1. O presente regulamento define as regras e procedimentos a adotar no processo de obtenção,
empréstimo e devolução de manuais escolares da Bolsa de manuais, bem como os direitos e deveres
dos seus intervenientes, nos termos do artigo 7.º-A do Despacho n.º 11886-A/2012, de 6 de setembro.

Artigo 2.º
Objetivos
1. A Bolsa de Manuais Escolares tem como objetivos:
a) Reforçar a valorização do livro enquanto ferramenta decisiva das aprendizagens;
b) Promover a igualdade de oportunidades e a equidade no acesso aos manuais escolares;
c) Promover a reutilização dos manuais escolares;
d) Diminuir os encargos financeiros com a aquisição de manuais escolares, por parte das
famílias;
e) Desenvolver o sentido de partilha e de solidariedade social;
f) Incentivar boas práticas de proteção e educação ambiental, evitando o desperdício.

2
Artigo 3.º
Bolsa de manuais
1. A organização e gestão da Bolsa de Manuais escolares compete aos Serviços Administrativos/
Ação Social Escolar (ASE).
2. A atribuição dos manuais que constam da bolsa de manuais escolares tem caráter aleatório e
é de aceitação obrigatória.
3. O apoio a conceder ao aluno para cadernos de atividades, no âmbito da ação social escolar e
de acordo com o escalão que integra, é sempre feito a título de empréstimo.
4. O empréstimo de manuais escolares consiste na disponibilização dos mesmos aos alunos
referenciados no ponto 2 e 3 do artigo 4.º do presente Regulamento, a título devolutivo.
5. A Bolsa de Manuais Escolares é constituída por manuais escolares adotados na escola,
conforme legislação em vigor:
a) Devolvidos pelos alunos que deles foram beneficiários, no âmbito da Ação Social Escolar,
e que se encontrem em estado de conservação adequado à sua reutilização;
b) Doados ao Agrupamento, designadamente por outros alunos;
c) Adquiridos com verbas próprias da escola ou disponibilizadas especificamente para o
efeito por entidades públicas ou privadas.
6. Os manuais escolares objeto de doação deverão estar em bom estado de conservação, de
acordo com os seguintes requisitos:
a) Completos em número de páginas e/ ou fascículos;
b) Capa devidamente presa ao livro, sem rasgões nem escritos que impeçam a leitura de
todos os elementos informativos nelas constantes;
c) Sem sujidade injustificada, páginas riscadas e cantos danificados que impeçam ou dificultem
a sua leitura integral.
7. Os manuais que não cumpram os requisitos mínimos descritos no ponto anterior não devem
ser rececionados.
8. A doação de manuais escolares para a Bolsa deve ser efetuada pelo encarregado de educação
do aluno ou pelo próprio, quando maior de idade.
9. No ato de entrega, é aberta uma ficha nominal em que deverá constar a identificação do
proprietário doador e dos manuais escolares doados.
10. Ao doador não é conferido o direito de retorno sobre os manuais escolares doados.
11. No final de cada ano letivo, será solicitado aos alunos em final de ciclo de estudos,
mediante comunicação interna a ser lida nas turmas e colocada na página eletrónica da
escola, a cedência de manuais escolares para a constituição da bolsa.
12. A doação de manuais escolares é efetuada durante os meses de junho e julho.
13. Os manuais serão entregues nos Serviços Administrativos/ASE.
Artigo 4.º
Destinatários
1. A Bolsa de Manuais Escolares destina-se a todos os alunos que frequentam o Agrupamento,
em qualquer ano de escolaridade.
2. A atribuição dos cadernos de atividades destina-se aos alunos, de todos os anos de
escolaridade, que se enquadrem em qualquer dos escalões da ação social escolar bem
como aqueles cujos agregados familiares se encontrem em situação de carência económica.
3. Aos alunos que, ao longo do ano letivo, são matriculados na escola, já depois da plataforma
MEGA atribuir vouchers.
Único: O Agrupamento compromete-se a manter em bolsa 10% dos manuais por ano de
escolaridade para dar resposta a estas situações.

Artigo 5.º
Deveres do Agrupamento
1. Publicitar os manuais escolares adotados no Agrupamento de Escolas.
2. Emitir os vouchers, se assim solicitado pelos Encarregado se educação, sem qualquer encargo para o
mesmo.
3. Informar e organizar todo o processo inerente ao empréstimo e devolução de manuais escolares, de
acordo com as regras e procedimentos definidos neste Regulamento, bem como apoiar as famílias
nesse processo.
4. Manter registos atualizados dos manuais escolares que integrem a Bolsa e dos respetivos beneficiários.

Artigo 6.º
Deveres do aluno e do Encarregado de educação
1. Colaborar com a Escola no processo de empréstimo e devolução dos manuais escolares, de acordo
com as normas e procedimentos definidos neste Regulamento e demais legislação em vigor.
2. Manter os manuais em bom estado de conservação durante o período de utilização,
responsabilizando-se pela sua não deterioração e eventual extravio.
3. Não escrever, riscar, sublinhar, desenhar ou fazer qualquer tipo de inscrição que impeça novo
empréstimo.
Unico: É exceção a este ponto os manuais do primeiro ano, onde esteja prevista a atividade de pintar
desenhos.
Artigo 7.º
Periodicidade
1. O empréstimo dos manuais escolares tem a duração correspondente a um ano letivo ou ao ciclo de
estudos quando se trate de disciplinas sujeitas a provas finais.
2. Sempre que se verifique a retenção do aluno beneficiário no ensino básico, mantém-se o direito a
conservar na sua posse os manuais escolares relativos ao ciclo até à respetiva conclusão.

Artigo 8.º
Empréstimo
1. O processo de empréstimo inicia-se com a afixação das listagens dos alunos a quem foi atribuído
auxílios económicos e respetivos escalões.
2. A entrega dos manuais é efetuada pelos Serviços de Ação Escolar mediante a assinatura de uma
declaração de responsabilidade por parte do encarregado de educação ou do aluno, se este for maior.
3. A assinatura da declaração de responsabilidade pressupõe o conhecimento, por parte do beneficiário
e respetivo encarregado de educação, do presente regulamento e a sua total aceitação.
4. A entrega dos manuais ocorre até ao início do mês de outubro em local e horário a ser divulgado,
salvo aqueles que se encontrem em rotura de stock.
5. O empréstimo de manuais da bolsa efetua-se tendo em consideração:
a. Que a distribuição se faz de modo equitativo para que todos os alunos possam receber,
simultaneamente, manuais novos e usados;
b. Que a comparticipação para a obtenção de manuais novos só pode ser efetuada depois
de esgotado o recurso à bolsa de manuais escolares;

Artigo 9.º
Devolução
1. A devolução de manuais escolares e cadernos de atividades, atribuídos por voucher ou por
empréstimo, ocorre no final do ano letivo ou no final do ciclo de estudos quando se trate
de disciplinas sujeitas a provas finais relativamente a todos os manuais escolares
correspondentes aos anos de escolaridade em que o aluno beneficiou do apoio.
2. O dever de restituição a que se refere o presente artigo recai sobre o encarregado de educação
ou sobre o aluno, quando maior e, ocorre nos oito dias úteis subsequentes ao da afixação das
pautas de avaliação do ano e ciclo de escolaridade frequentado pelo aluno.
3. Sempre que se verifique a retenção do aluno beneficiário no ensino básico ou a não aprovação
em disciplinas do ensino secundário, mantém-se o direito a conservar na sua posse os manuais
escolares relativos ao ciclo ou disciplinas em causa até à respetiva conclusão.
4. No ato da devolução dos manuais escolares é emitido o correspondente recibo de quitação,
com averbamento sobre o estado de conservação dos mesmos.
5. Em caso de mudança de escola há lugar à devolução de manuais escolares e o recibo dessa
devolução deverá ser apresentado no novo estabelecimento de ensino.

Artigo 10.º
Sanções

1. A não restituição dos manuais escolares ou a sua devolução em estado de conservação que,
por causa imputável ao aluno, impossibilite a sua reutilização, implicam a impossibilidade de
atribuição deste tipo de apoio no ano letivo seguinte.
2. Caso não se verifique a restituição da totalidade dos manuais escolares emprestados pela Bolsa,
quer por falta de devolução, quer por impossibilidade de reutilização, o encarregado de
educação ou o aluno, quando maior de idade, assumirá o pagamento de um valor residual do
manual ou manuais em falta, no valor correspondente a 70% do preço de capa do manual, no
intuito de poder continuar a usufruir deste tipo de apoio no ano letivo seguinte.
3. Considera-se que o manual se encontra em mau estado de conservação e não reúne condições
de reutilização quando:
a) Não apresenta a totalidade das páginas;
b) As páginas apresentam rasgões, sublinhados, escritos ou rabiscos que impeçam ou dificultem
a sua leitura parcial e integral;
c) Não apresenta capa ou esta apresenta rasgões, escritos ou rabiscos que impeçam a leitura de
todos os seus elementos informativos .
4. No caso dos alunos que completaram o 3º ciclo, ou que façam transferência de Agrupamento, a
falta de restituição dos respetivos manuais, nas devidas condições, implica a não emissão de
certificados de habilitações ou diplomas de conclusão de ciclo, até que se verifique a restituição
dos referidos manuais em bom estado de conservação ou a respetiva compensação pecuniária,
conforme estabelecido no ponto 5, do artigo 10.º do Despacho nº 8452-A/2015, de 31 de julho.

Artigo 11..º
Disposições Complementares

1. Em tudo o que não esteja previsto neste Regulamento são aplicáveis, com as devidas adaptações, as
disposições constantes no Regulamento Interno do Agrupamento.
2. Cabe ao Diretor decidir sobre todas as questões levantadas no âmbito da aplicação do presente
Regulamento.

Artigo 12.º
Entrada em vigor
O presente regulamento produz efeitos a partir do dia 01 de setembro de 2019.
Anexo 8

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS GONÇALO


MENDES DA MAIA

REGULAMENTO
REPROGRAFIA ESCOLAR

TRIÉNIO: 2019 – 2022

1
REGULAMENTO DA REPROGRAFIA
Artigo 1.º
Objeto
1. O presente regulamento estabelece as normas de funcionamento, reprodução e venda de material na
Reprografia escolar.
Artigo 2.º
Âmbito de aplicação
1. O presente regulamento aplica-se à Reprografia do Agrupamento de escolas Gonçalo Mendes da Maia.
Artigo 3.º
Responsabilidade
1. Dada a sua especificidade, a Reprografia terá como responsável o Diretor do agrupamento.

Artigo 4.º
Objetivos deste espaço
1. A Reprografia é um espaço onde todos os alunos, pessoal docente, pessoal não docente, associação de pais e
encarregados de educação e outras entidades autorizadas pelo diretor podem solicitar fotocópias.
2. Os professores do 1.º ciclo e educadores do ensino pré-escolar farão as fotocópias necessárias nas respetivas
escolas. Só em casos excecionais e sempre com autorização da direção, é que estes profissionais poderão tirar
fotocópias na Reprografia do agrupamento.
3. Na Reprografia também podem ser efetuados trabalhos de encadernação e plastificação de documentos para
estudo, trabalhos e outros.
4. Este é o espaço em que os docentes procedem à duplicação dos materiais pedagógicos, tais como: fichas de
avaliação, fichas de trabalho, fichas informativas e outros documentos de suporte às atividades letivas.
Artigo 5.º
Horário de Funcionamento da Reprografia
1. O horário de funcionamento da Reprografia é definido, no início do ano letivo, pelo diretor.
2. O horário de funcionamento da Reprografia deve estar exposto em local visível junto das instalações.
Artigo 6.º
Entrega dos documentos para duplicação
1. Todos os documentos originais para duplicação na Reprografia deverão ser entregues nestes serviços em
tempo útil (antecedência mínima de 24 horas, de acordo com artigo 136º do Regulamento Interno),
acompanhados da requisição contendo:
a) Identificação do requisitante/grupo disciplinar;
b) Identificação e finalidade dos documentos;
c) O número de exemplares entregues e o número de cópias pretendidas, colocados num dossiê com
separadores por grupo disciplinar;
d) Os documentos para duplicação podem, ainda, ser requisitados através do e-mail:
reprografia@aegmmaia.pt, com a antecedência acima referida;
e) A funcionária da Reprografia agrafará os testes, e/ou outros documentos fotocopiados.
Artigo 7.º
Duplicação de documentos
Todos os documentos duplicados na reprografia por alunos, pessoal docente e pessoal não docente são pagos
de acordo com a tabela de preços em vigor na reprografia.
1. Os documentos são reproduzidos, normalmente, a preto.
2. O uso da fotocopiadora a cores destina-se exclusivamente à reprodução de fichas de avaliação/de trabalhos
com imagens cuja cor seja imprescindível à sua leitura e compreensão.
Artigo 8.º
Duplicação de documentos oficiais e gratuitos
1. São gratuitos:
a) Documentos para utilização pedagógica pelos alunos (exames, provas, fichas de trabalho e fichas de
avaliação).
b) A reprodução de exames, testes, provas e fichas de avaliação terão prioridade de execução.
c) As reproduções destinadas ao funcionamento dos serviços.
d) As reproduções destinadas à comunicação escola/comunidade escolar.

2
e) A duplicação de qualquer outro documento está sujeita a autorização prévia da direção.
f) Não é permitida a fotocópia de livros.
Artigo 9.º
Encadernação e plastificação de documentos
Todos os documentos encadernados ou plastificados, na Reprografia, por alunos, docentes e não docente serão
pagos de acordo com a tabela de preços em vigor na reprografia.
Artigo 10.º
Preços praticados na Reprografia
1. Todos os trabalhos realizados na Reprografia obedecem a uma tabela de preços praticada neste serviço
e que se encontra afixada no respetivo serviço.
2. O preço das reproduções particulares não deve ter como objetivo a obtenção de lucro, mas apenas pagar o
material, energia e desgaste do equipamento.
3. Compete ao Conselho Administrativo do Agrupamento estabelecer o preço das reproduções, encadernações
e plastificações.
Artigo 11.º
Formas de pagamento dos produtos adquiridos na reprografia
1. Todos os produtos adquiridos na Reprografia terão que ser pagos, no ato da sua aquisição, pelos docentes,
não docentes, alunos e outros elementos da Comunidade Educativa, exceto os mencionados no artigo 7.º.
2. Os pagamentos dos serviços prestados pela reprografia são efetuados no terminal colocado na reprografia, no
ato de entrega, preferencialmente, com o cartão magnético de identificação.
Artigo 12.º
Apuramento de receitas diárias
1. Os valores das vendas na reprografia, serão apurados diariamente pela funcionária da Reprografia e entregue
à tesoureira nos serviços administrativos do agrupamento.
2. O documento de entrega deverá ser rubricado pelo tesoureiro e arquivado em dossiê próprio.
3. Estes procedimentos ocorrerão sempre que existam verbas apuradas nesse dia.
Artigo 13.º
Competências do Assistente Operacional responsável pela Reprografia
1. Fazer um levantamento dos materiais necessários ao funcionamento do seu sector, elaborando a respetiva
relação de necessidades.
2. Inventariar as necessidades em termos de aquisição, reparação ou conservação dos equipamentos.
3. Proceder à atualização do inventário dos consumíveis e equipamentos da reprografia, no final de cada período
letivo.
4. Manter sempre atualizado mensalmente o número de cópias executadas em cada equipamento.
5. Rececionar e conferir as entregas de material para a Reprografia, verificando se estão de acordo com as
requisições emitidas pelos serviços administrativos.
6. Verificar, carimbar e rubricar as faturas ou notas de encomendas que acompanham as entregas de material
para a Reprografia.
7. Manter um pequeno stock de produtos e garantir que este não esgote em condições normais.
Artigo 14.º
Confidencialidade dos documentos
A funcionária de serviço na Reprografia zelará pela confidencialidade dos documentos que lhes forem entregues,
nomeadamente os respeitantes à avaliação
Artigo 15.º
Balanço trimestral das fotocópias

No final de cada período será feito o balanço das fotocópias tiradas por cada grupo disciplinar, com a sua análise
em Conselho Administrativo.
Artigo 16.º
Entrada em vigor
O presente regulamento entra em vigor no dia seguinte ao da sua aprovação pelo Conselho Administrativo.

3
Anexo 9

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS GONÇALO MENDES


DA MAIA

REGULAMENTO DO
SEGURO ESCOLAR

TRIÉNIO: 2019 - 2022


REGULAMENTO DO SEGURO ESCOLAR
O Regulamento do Seguro Escolar do Agrupamento de Escolas Gonçalo Mendes da Maia obedece, com algumas
adaptações, ao disposto na Portaria nº 413/99, de 08 de junho, no despacho nº 22251/2005, de 25 outubro – artº 11.
e no nº 12591/2006, de 16 de junho.
CAPÍTULO I
Noção e âmbito
Artigo 1º
Seguro escolar
1. O seguro escolar constitui um sistema de protecção destinado a garantir a cobertura dos danos resultantes do
acidente escolar.
2. A prevenção do acidente escolar e o seguro escolar constituem modalidades de apoio e complemento educativo
que, através das direções regionais de educação, são prestados aos alunos, complementarmente aos apoios
assegurados pelo sistema nacional de saúde.
Artigo 2º
Âmbito
1. O seguro escolar abrange:
a) As crianças matriculadas e a frequentar os jardins-de-infância da rede pública e os alunos dos ensinos básico
e secundário, incluindo os ensinos profissional e artístico, os alunos dos estabelecimentos de ensino particular e
cooperativo em regime de contrato de associação e, ainda, os que frequentam cursos de ensino recorrente e de
educação extraescolar realizados por iniciativa ou em colaboração com o Ministério da Educação;
b) As crianças abrangidas pela educação pré-escolar e os alunos do 1º ciclo do ensino básico que frequentem
atividades de animação socioeducativa, organizadas pelas associações de pais ou pelas autarquias, em
estabelecimentos de educação e ensino;
c) Os alunos dos ensinos básico e secundário que frequentam estágios ou desenvolvam experiências de formação
em contexto de trabalho, que constituam o prolongamento temporal e curricular necessário à certificação;
d) Os alunos que participem em atividades do desporto escolar;
e) As crianças e os jovens inscritos em atividades ou programas de ocupação de tempos livres, organizados pelos
estabelecimentos de educação ou ensino e desenvolvidos em período de férias se desloquem ao estrangeiro,
integrados em visitas de estudo, projectos de intercâmbio e competições desportivas no âmbito do desporto
escolar, quanto aos danos não cobertos pelo seguro de assistência em viagem a que se refere o artigo 34º,
desde que a deslocação seja previamente comunicada à direção regional de educação respetiva, para efeitos
de autorização, com a antecedência mínima de 30 dias;
f) Os acidentes decorrentes da prestação do serviço de fornecimento de refeições escolares que envolvam
alunos no âmbito da execução do Programa são cobertos por seguro escolar, nos termos legais;
g) Os acidentes ocorridos no local e tempo de actividade de enriquecimento curricular, bem como em trajecto
para e de volta dessas actividades, ainda que realizadas fora do espaço escolar, nomeadamente no âmbito de
parcerias, serão cobertas por seguro escolar, nos termos legais.

CAPÍTULO II
Do acidente escolar
Artigo 3º
Noção
1. Considera-se acidente escolar, para efeitos do presente Regulamento, o evento ocorrido no local e tempo
de atividade escolar que provoque ao aluno lesão, doença ou morte.
2. Considera-se ainda abrangido pelo presente Regulamento:
a) O acidente que resulte de atividade desenvolvida com o consentimento ou sob a responsabilidade dos órgãos
de gestão do estabelecimento de educação ou ensino;
b) O acidente em trajeto nos termos dos artigos 21º e seguintes do presente Regulamento.
Artigo 4º
Prevenção do acidente escolar
1. A prevenção do acidente escolar traduz-se:
a) Em ações de informação e formação dirigidas aos alunos e ao pessoal docente e não docente, destinadas a
prevenir ou a reduzir os riscos de acidente escolar;
b) Em programas da iniciativa da DGESTE-DRN ou dos organismos centrais do Ministério da Educação
que contemplem, designadamente, o estudo comparado dos meios utilizados por outras instituições Congéneres,
nacionais ou estrangeiras.

2
2. As ações referidas na alínea a) do número anterior são da iniciativa dos estabelecimentos de educação e
ensino, em colaboração com serviços e instituições locais com vista ao reforço da articulação entre a escola e o meio
em que se insere.
3. Para a concretização da política de prevenção do acidente escolar, as direções regionais de educação e os
estabelecimentos de educação e ensino podem celebrar acordos de colaboração, entre outros, com a Cruz Vermelha
Portuguesa, o Instituto Nacional de Emergência Médica, o Serviço Nacional de Protecção Civil, a Liga dos
Bombeiros Portugueses, a Prevenção Rodoviária Portuguesa e as associações humanitárias de bombeiros voluntários.

CAPÍTULO III
Do seguro escolar
Artigo 5º
Garantias
O seguro escolar garante a cobertura financeira da assistência a prestar ao aluno sinistrado por aquele abrangido,
complementarmente aos apoios assegurados pelos sistemas, subsistemas e seguros de protecção social e de saúde de
que este seja beneficiário, nos termos dos artigos seguintes.
Artigo 6º
Prestações
O seguro escolar garante ao aluno sinistrado a realização das seguintes prestações:
a) Assistência médica e medicamentosa;
b) Transporte, alojamento e alimentação indispensáveis para garantir essa assistência.
Artigo 7º
Assistência médica e medicamentosa
1. A assistência médica e medicamentosa abrange:
a) Assistência médica, geral e especializada, incluindo os meios complementares de diagnóstico e cirurgia;
b) Meios auxiliares de locomoção, de uso transitório, que serão obtidos, em regime de aluguer, sempre que este
seja um meio mais económico que a respetiva aquisição;
c) Meios, incluindo aparelhos de ortopedia e meios auxiliares de visão, receitados por médicos da especialidade,
que se tornem necessários em consequência do acidente.
2. A assistência médica é prestada ao sinistrado pelas instituições hospitalares públicas.
3. A assistência médica pode ainda ser prestada ao sinistrado por instituições hospitalares privadas ou por
médicos particulares abrangidos por sistema, subsistema ou seguro de saúde de que aquele seja beneficiário.
4. Em caso de internamento do sinistrado, este só poderá efetuar-se em regime de quarto comum ou de
enfermaria, nas instituições hospitalares públicas ou privadas, desde que abrangidas por sistema ou subsistema de
que aquele seja beneficiário.
5. Sempre que do acidente resulte dano ou inutilização dos meios auxiliares de locomoção ou das próteses
que o sinistrado já utilizasse, as reparações necessária ou a sua substituição serão asseguradas pelo seguro escolar.
6. As instituições integradas no Serviço Nacional de Saúde faturam as despesas resultantes da prestação de
cuidados de saúde aos segurados, desde que estes sejam beneficiários de um subsistema público ou privado.
7. No caso de os segurados não serem beneficiários e qualquer subsistema e na qualidade de beneficiários do
Serviço Nacional de Saúde, as instituições referidas no número anterior nada poderão faturar pela prestação de
cuidados de saúde.
Artigo 8º
Hospedagem, alojamento e alimentação
1. O sinistrado tem direito a hospedagem, alojamento e alimentação quando, por determinação médica ou da
direção regional de educação, tenha de se deslocar para fora da área da sua residência.
2. O direito a hospedagem, alojamento e alimentação necessários à assistência ao sinistrado no próprio dia do
acidente inclui o acompanhante quando aquele for menor de idade.
3. O direito conferido ao acompanhante no número anterior é extensivo, nas mesmas condições:
a) À deslocação necessária ao tratamento ambulatório;
b) Ao cumprimento das for malidades ou instruções determinadas pelos serviços competentes.
4. As prestações referidas nos números anteriores não abrangem o pagamento de serviços extraordinários e só
serão asseguradas em estabelecimentos hoteleiros cuja classificação não exceda as 3 estrelas.

Artigo 9º
Transporte
1. O transporte do sinistrado no momento do acidente será o mais adequado à gravidade da lesão.
2. Os transportes que o sinistrado deve utilizar são os coletivos, salvo não os havendo ou se outros forem mais
indicados à situação em concreto e determinados pelo médico assistente, através de declaração expressa.
3. As despesas de transporte terão sempre que ser justificadas por documento comprovativo da sua realização.
3
4. No caso de o transporte se fazer em viatura particular, cujo recurso foi devidamente justificado, haverá lugar ao
pagamento de uma verba correspondente ao número de quilómetros percorridos, ao preço unitário que estiver fixado
na portaria que estabelece o subsídio de viagem em transporte em veículo adstrito a carreira de serviço público para
os funcionários públicos.
5. Para efeitos do disposto no número anterior, será apresentado recibo de que conste:
a) A matrícula do veículo;
b) O número de quilómetros percorridos;
c) A data e a finalidade do transporte, devidamente titulado por documento hospitalar de que conste a data
da consulta ou dos tratamentos.
Artigo 10º
Indemnização
A garantia do seguro escolar compreende, ainda, o pagamento de:
a) Indemnização por incapacidade temporária, desde que se trate de aluno que exerça atividade profissional
remunerada e cujo montante será o do prejuízo efetivamente sofrido devidamente comprovado;
b) Indemnização por incapacidade permanente;
c) Indemnização por danos morais.
Artigo 11º
Cálculo da indemnização
1. A indemnização a que o sinistrado, vítima de incapacidade permanente, tem direito é calculada em função
do grau de incapacidade que lhe seja atribuído.
2. O montante é determinado com base no coeficiente de incapacidade, fixando-se o valor 100 em 300 vezes o
salário mínimo nacional, em vigor à data do acidente de acordo com a Tabela Nacional de Incapacidades,
publicada em anexo à lei dos acidentes de trabalho e doenças profissionais, em vigor à data do acidente.
3. Pode, a requerimento do sinistrado e por decisão fundamentada do diretor regional de educação, ser
atribuído, a título de indemnização por danos morais, montante no valor de 30% da indemnização calculada nos
termos do nº 1 do presente artigo.
Artigo 12º
Pagamento de indemnizações
1. Quando o sinistrado seja menor de idade, a indemnização é depositada em conta a prazo, a favor do sinistrado, na
Caixa Geral de Depósitos, depois de conferida quitação à respetiva direção regional de educação.
2. Quando o sinistrado seja maior de idade, a indemnização é depositada em conta à ordem.
3.Nos casos previstos no nº 1 podem ser autorizados, por despacho da delegado da DGEsTE-DRN, levantamentos
anuais, pelo encarregado de educação, dos montantes necessários a garantir o bem-estar do aluno, até ao máximo
de 5% da verba depositada.
Artigo 13º
Outras garantias
1. O seguro escolar garante a deslocação do cadáver e o pagamento das despesas de funeral.
2. O seguro escolar garante ainda os prejuízos causados a terceiros pelo aluno desde que sujeito ao poder de
autoridade do órgão de administração e gestão do estabelecimento de educação ou ensino ou que resulte de acidente
em trajeto em que a responsabilidade lhe seja diretamente imputável.

CAPÍTULO IV
Da junta médica
Artigo 14º
Convocação de junta médica
1. A junta médica reúne por iniciativa da DGEstE-DRN a requerimento do sinistrado, ou do seu representante legal.
2. O sinistrado é submetido a junta médica sempre que se presuma a existência de incapacidade temporária ou
permanente ou a situação clínica assim o exija.
3. O sinistrado abrangido pelo regime do trabalhador-estudante será obrigatoriamente submetido a
junta médica sempre que se presuma a incapacidade temporária.
Artigo 15º
Constituição de junta médica
1. A junta médica é constituída, no mínimo, por três médicos, sendo dois pertencentes, obrigatoriamente, à saúde
escolar, podendo o terceiro ser o médico assistente do sinistrado, sempre que este o requeira.
2. Quando a situação clínica o exija, a junta médica pode ser constituída por um ou mais especialistas, desde que
mantenha um número ímpar de membros.

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Artigo 16º
Junta médica de recurso
1. No caso de o sinistrado ou de o seu representante legal não concordar com o resultado da junta médica, pode
requerer a constituição de uma junta médica de recurso.
2. O prazo para entrega da reclamação é de 30 dias contados da notificação ao interessado do resultado da junta
médica.
3. Da junta médica de recurso não podem fazer parte os médicos que constituíram a junta médica de cuja decisão
se recorre, com exceção do médico assistente do sinistrado.
4. A constituição da junta médica de recurso obriga o sinistrado a depositar, a favor da DGEstE-DRN, uma caução
correspondente ao valor dos respetivos encargos e que será perdida caso o recurso não venha a obter provimento.
Artigo 17º
Encargos
As DGEstE-DRN não suportam os encargos decorrentes da presença do médico assistente do sinistrado na junta
médica de recurso, salvo quando o resultado seja favorável ao sinistrado.
Artigo 18º
Despesas de deslocação, alojamento e alimentação
1. As despesas de deslocação, alojamento e alimentação do sinistrado para efeitos de junta médica são suportadas
pelo seguro escolar.
2. No caso de o sinistrado ser menor de idade ou porque a situação assim o exige, pode ser acompanhado por
pessoa por si indicada, sendo as despesas previstas no número anterior suportadas pelo seguro escolar.
3. Às despesas referidas nos números anteriores aplica-se o disposto nos artigos 8º e 9º, com as necessárias
adaptações.
Artigo 19º
Não comparência à junta médica
1. Se o sinistrado não puder comparecer à junta médica, deve dar conhecimento do facto à DGEstE-DRN, com a
antecedência mínima de cinco dias úteis, justificando a respetiva falta.
2. Na ausência de comunicação ou da justificação atendível, fica o sinistrado correspondente, salvo quando se trate
de caso de força maior, devidamente comprovado, ou se o facto que determinou a falta não pudesse ser conhecido
em momento anterior.
Artigo 20º
Nova convocação
1. Se o sinistrado, nos termos do artigo anterior, não comparecer, será convocado para nova junta médica no
prazo de 60 dias.
2. A falta injustificada a duas juntas médicas determina a exclusão da cobertura do seguro escolar e obriga à
devolução dos montantes entretanto percebidos.

CAPÍTULO V
Acidente em trajeto
Artigo 21º
Noção
1. Considera-se equiparado a acidente escolar o evento externo e fortuito que ocorra no percurso habitual entre a
residência e o estabelecimento de educação ou ensino, ou vice-versa, desde que no período de tempo imediatamente
anterior ao início da atividade escolar ou imediatamente posterior ao seu termo, dentro do limite de tempo
considerado necessário para percorrer a distância do local da saída ao local do acidente.
2. Só se considera abrangido pelo número anterior o aluno menor de idade não acompanhado por adulto que, nos
termos da lei, esteja obrigado à sua vigilância.
Artigo 22º
Atropelamento
1. Em caso de atropelamento, só se considera acidente escolar quando, cumulativamente:
a) A responsabilidade seja imputável ao aluno sinistrado, no todo ou em parte, pelas autoridades competentes;
b) Ocorra no percurso normal para e do local de atividade escolar à residência habitual,em período
imediatamente anterior ao início da atividade ou imediatamente ulterior ao seu termo, dentro do período de
tempo considerado necessário para ser percorrido a pé;
c) Seja participado às autoridades policiais e judiciais competentes, no prazo de 15 dias, ainda que
aparentemente tenha sido ocasionado pelo aluno ou por terceiros cuja identificação não tenha sido possível
determinar no momento do acidente;
d) O aluno sinistrado seja menor de idade e não esteja acompanhado por um adulto que, nos termos da lei, esteja
obrigado à sua vigilância, salvo se este for docente ou funcionário do estabelecimento de educação ou ensino.

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2. Por despacho fundamentado do diretor regional de educação e considerando as conclusões quanto à ocorrência
das autoridades policiais ou judiciais, designadamente quanto à impossibilidade de localização ou identificação do
responsável pelo atropelamento, pode o aluno sinistrado, cumpridos os demais requisitos do número anterior, ficar
abrangido pelo seguro escolar.
3. O processo de inquérito a instaurar na sequência de atropelamento constará do modelo publicado em anexo.

CAPÍTULO VI
Do processo de inquérito
Artigo 23º
Processo de inquérito
1. Qualquer agente educativo que tome conhecimento de um acidente escolar fica obrigado a comunicar o invento
ao órgão de gestão e administração do respetivo estabelecimento de educação ou ensino.
2. O órgão de gestão e administração do estabelecimento de educação ou ensino a que pertence o sinistrado deve,
obrigatoriamente, abrir um processo de inquérito ao acidente ou, no caso das situações previstas no nº 4, comunicar
a ocorrência à DGEsTE- DRN, pela via mais expedita.
3. O processo de inquérito referido no número anterior constará de modelo publicado em anexo.
4. Se do acidente resultar a morte do aluno ou se presumir a existência de incapacidade permanente, a competência
referida no nº 2 pertence à respetiva direcção regional de educação.
Artigo 24º
Decisão
1. Sem prejuízo do disposto no diploma que define o regime de autonomia, administração e gestão dos
estabelecimentos de educação ou ensino, compete aos órgãos de gestão das escolas do 2º e 3º ciclo dos ensinos
básico e secundário, com base no disposto no presente regulamento, decidir sobre a qualificação do evento como
acidente escolar.
2. Compete à direção regional de educação respetiva decidir sobre a qualificação do evento como acidente escolar
nos casos não abrangidos pelo número anterior e, ainda, nas situações seguintes:
a) Casos de morte ou em que se presume a invalidez permanente do aluno sinistrado;
b) Atropelamento;
c) Situações de recurso a instituições hospitalares, médicos privados ou sem acordo com o sistema nacional de
saúde.
3. Da decisão é sempre notificado o legal representante do aluno ou o aluno se maior, com a faculdade de recorrer:
a) Das decisões do nº 1 para a delegado da DGEstE-DRN;
b) Das decisões referidas no nº 2 para o Ministério da Educação.

CAPÍTULO VII
Exclusões
Artigo 25º
Exclusão de garantia
Excluem-se do conceito de acidente escolar e, consequentemente, da cobertura do respetivo seguro:
a) A doença de que o aluno é portador, sua profilaxia e tratamento, salvo a primeira deslocação à unidade de
saúde;
b) O acidente que ocorra nas instalações escolares quando estas estejam encerradas ou tenham sido cedidas para
atividades cuja organização não seja da responsabilidade dos órgãos diretivos dos estabelecimentos de educação
ou ensino;
c) O acidente que resultar de força maior, considerando-se, para este efeito, os cataclismos e outras manifestações
da natureza;
d) O acidente ocorrido no decurso de tumulto ou de desordem;
e) As ocorrências que resultem de atos danosos cuja responsabilidade, nos termos legais, seja atribuída a entidade
extraescolar;
f) Os acidentes que ocorram em trajeto com veículos ou velocípedes com ou sem motor, que transportem o aluno
ou sejam por este conduzido;
g) Os acidentes com veículos afetos aos transportes escolares.
Artigo 26º
Exclusão de direitos
1. Ficam excluídos dos direitos e garantias do seguro escolar os sinistrados que por si ou por intermédio do respetivo
encarregado de educação:
a) Assumam conduta prejudicial ao seu estado clínico, designadamente os que abandonem os serviços
hospitalares em que estejam internados ou em tratamento médico ambulatório, sem alta autorizada, não

6
se apresentem às consultas e tratamentos determinados pelo médico assistente, quando em tratamento
ambulatório, ou o interrompam sem justificação aceitável;
b) Não observem as condições e as disposições do presente Regulamento ou não obedeçam às instruções da
DGEstE-DRN;
c) Tomem iniciativas à margem das instruções contidas neste Regulamento, sem prévia concordância da
DGEstE-DRN;
d) Não aceitem a indemnização atribuída no prazo de 30 dias após a notificação, salvo se tiver sido requerida a
constituição da junta médica de recurso.
2. Ficam excluídas do âmbito do seguro escolar as despesas realizadas ou assumidas pelos sinistrados ou pelos
seus representantes legais em claro desrespeito pelo presente Regulamento e, designadamente:
a) As que não resultem de acidentes de atividade escolar participado pelo estabelecimento de educação ou ensino,
nos termos do presente Regulamento;
b) As que não se encontram devidamente justificadas.
CAPÍTULO VIII
Inscrição e prémio
Artigo 27º
Inscrição
É obrigatória a inscrição no seguro escolar para os alunos matriculados em estabelecimento de educação ou ensino
público não superior.
Artigo 28º
Prémio
1. Os alunos a frequentar a educação pré-escolar, a escolaridade obrigatória e os alunos deficientes estão isentos do
pagamento do prémio de seguro.
CAPÍTULO IX
Direitos e deveres do sinistrado
Artigo 29º
Direitos dos sinistrados
O sinistrado tem direito às prestações e indemnizações previstas no presente Regulamento.
Artigo 30º
Deveres dos sinistrados
Os sinistrados e os seus representantes legais obrigam-se a:
a) Utilizar a assistência nos termos definidos no presente Regulamento, munidos do cartão do sistema ou
subsistema de que sejam beneficiários;
b) Não efetuar pagamentos que considerem da responsabilidade do sistema ou subsistema de que sejam
beneficiários, sem conhecimento das autoridades escolares;
c) Não tomar qualquer iniciativa sem se assegurarem, através do estabelecimento de educação ou ensino, que
o sinistro se enquadra no âmbito do presente Regulamento;
d) Apresentar no sistema ou subsistema de saúde os originais dos documentos de despesa para efeitos de
comparticipação;
e) Apresentar no estabelecimento de ensino toda a documentação comprovativa dos encargos assumidos ou
das despesas efetuadas, quando tenham direito ao respetivo reembolso;
f) Prestar todos os esclarecimentos que lhes sejam solicitados por responsáveis do estabelecimento de ensino ou
pela direção regional de educação;
g) Submeter-se aos exames médicos que sejam decididos pela direção regional de educação;
h) Dar quitação de todas as importâncias que lhe sejam entregues para reembolso de despesas que hajam
efetuado ou da indemnização atribuída;
i) Participar, em tempo útil, o acidente escolar.

CAPÍTULO X
Direito de regresso
Artigo 31º
Direito de regresso
1. Sempre que por decisão judicial seja imputada a responsabilidade do sinistro a terceiro, a DGEstE-DRN
exercerá sobre aquele o direito de regresso, relativamente aos encargos que suportou nos termos do presente
Regulamento.
2. Independentemente do disposto no número anterior, a DGEstE-DRNexercerá o direito de regresso, nos termos
da lei, sempre que a responsabilidade pela ocorrência do acidente seja imputável a terceiro.

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CAPÍTULO XI
Organização dos órgãos de administração e gestão dos estabelecimentos de ensino

Artigo 32º
Obrigações dos órgãos de direção e gestão da escola
1. Devem os órgãos de gestão dos estabelecimentos de educação ou ensino:
a) Aplicar o presente Regulamento, cabendo-lhes a primeira análise da ocorrência e a respetiva decisão,
considerando-a incluída ou excluída das garantias do seguro escolar;
b) Relativamente a cada aluno, obter, no ato da matrícula, todos os elementos referentes ao sistema ou
subsistema de saúde de que seja beneficiário, que farão parte integrante do respetivo processo.
2. No caso de se tratar de ocorrência enquadrada na definição de acidente escolar, nos termos deste Regulamento, a
direção do estabelecimento de educação ou ensino está obrigada a:
a) Providenciar pela condução do sinistrado à entidade hospitalar que prestará assistência, comunicando tal facto
ao encarregado de educação;
b) Elaborar o inquérito do acidente e recolher todos os elementos complementares indispensáveis ao seu
preenchimento, o qual deverá ser esclarecedor das condições em que se verificou a ocorrência;
c) Esclarecer, se for caso disso, o encarregado de educação do teor do presente Regulamento;
d) Acompanhar, na medida do possível, a forma como decorre o tratamento e a evolução clínica do sinistrado,
bem como os encargos que vão sendo assumidos;
e) Verificar se a documentação que se pretende entregar se considera, ou não, em condições de ser aceite;
f) Zelar pela celeridade das comunicações e reembolsos aos sinistrados ou aos seus representantes legais;
g) Manter afixado um exemplar do Regulamento do Seguro Escolar ou, em alternativa, afixar de forma bem
visível, em zona de acesso público, a informação do local e do horário onde o mesmo pode ser consultado,
bem como indicação da entidade ou entidades escolares que poderão prestar esclarecimentos sobre o assunto.
Artigo 33º
Organização do seguro escolar
1. Os órgãos de gestão e administração dos estabelecimentos de educação ou ensino devem manter organizada a
aplicação do seguro escolar, designadamente:
a) Constituindo o arquivo dos processos individuais, por número de ordem de ocorrência dos acidentes;
b) Elaborando a lista nominal de sinistrados por ano letivo;
c) Preenchendo e enviando, trimestralmente, à DGEstE-DRN nos mapas estatísticos e financeiros dos
acidentes ocorridos.
2. Deverá estar disponível para consulta a documentação seguinte:
a) Instruções do seguro escolar;
b) Circulares emitidas relativas ao seguro escolar;
c) Normas de prevenção do acidente e de segurança;
d) Cópias de avisos, recomendações e proibições que estejam afixadas.
Artigo 34º
Viagens ao estrangeiro
1. Todas as iniciativas organizadas no âmbito do estabelecimento de educação ou ensino que compreendem uma
deslocação fora do território nacional determinam a obrigatoriedade de celebração de um contrato de seguro de
assistência em viagem.
2. O seguro referido no número anterior terá de abranger todos os alunos envolvidos na iniciativa quanto a:
a) Despesas de internamento e de assistência médica;
b) Repatriamento do cadáver e despesas de funeral;
c) Despesas de deslocação, alojamento e alimentação do encarregado de educação ou alguém indicado por
este, para acompanhamento do aluno sinistrado.

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Anexo 10

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS GONÇALO MENDES

DA MAIA

SISTEMA DE CONTROLO INTERNO

TRIÉNIO – 2019/2022
Introdução
O presente regulamento pretende estabelecer um conjunto de regras definidoras de políticas, métodos e
procedimentos de controlo adotados por este agrupamento de escolas que permitam assegurar, de forma metódica
e eficiente, a conduta da sua atividade, evitando a ocorrência de erros e irregularidades.

CAPÍTULO I
Disposições Gerais

ARTIGO 1º
Definições
O sistema de controlo interno, adiante designado por SCI, engloba o plano de organização interna do
agrupamento, políticas, métodos, técnicas e procedimentos de controlo.

ARTIGO 2º
Âmbito de aplicação
O presente regulamento é aplicável no Agrupamento de Escolas Gonçalo Mendes da Maia e estabelece os
princípios gerais que regem todas as operações da contabilidade do Agrupamento de Escolas Gonçalo Mendes da
Maia, assim como as competências dos diversos serviços que estão envolvidos na implementação desses
objetivos.

ARTIGO 3º
Objetivos
O SCI compreende um conjunto de procedimentos tendentes a garantir os seguintes objetivos:
a) A salvaguarda dos ativos;
b) O registo e atualização do imobilizado da entidade;
c) A legalidade e a regularidade das operações;
d) A integralidade e exatidão dos registos contabilísticos;
e) A execução dos planos e políticas superiormente definidas;
f) A eficácia da gestão e a qualidade da informação;
g) A imagem fiel das demonstrações financeiras.

ARTIGO 4º
Princípios
O SCI deverá incluir princípios básicos que lhe dão consistência e que são:
a) A segregação de funções;
b) O controlo das operações;
c) A definição de autoridade e de responsabilidade;
d) O registo metódico dos factos.

CAPÍTULO II
Normas de elaboração dos documentos previsionais

SECÇÃO I
Plano Anual de Atividades

ARTIGO 5º
Plano Anual de Atividades
O plano anual de atividades deve diferenciar os objetivos gerais e específicos, tendo em conta as orientações
do projeto educativo, os intervenientes, a calendarização, as parcerias efetuadas e os responsáveis por cada
atividade.
Deverá existir um plano orçamental para cada atividade proposta.
A proposta de orçamento a apresentar na fase de preparação do orçamento da escola será fundamentada
também pelo plano orçamental de cada atividade proposta.
Compete ao conselho pedagógico apresentar propostas para a elaboração do plano anual de atividades,
ouvidos os departamentos, e dar o seu parecer sobre o respetivo projeto.
Compete ao diretor (ou a uma equipa de docentes por si designada) elaborar o plano anual de atividades e
aprovar o documento final, de acordo com o parecer vinculativo do conselho geral.

2
SEÇÃO II
Orçamentos
ARTIGO 6º
Princípios, regras e procedimentos
Na elaboração do orçamento da escola devem ser seguidos os seguintes princípios orçamentais,
contabilísticos, as regras previsionais e as orientações emanadas pelo gabinete de gestão financeira bem como
todos os procedimentos contabilísticos, estabelecidos no POC- educação.

ARTIGO 7º
Princípios
Na elaboração e execução do orçamento da escola devem ser seguidos os seguintes princípios orçamentais:
a) Princípio da independência - a elaboração, aprovação e execução do orçamento da escola é
independente do orçamento do estado;
b) Princípios da anualidade - os montantes previstos no orçamento são anuais, coincidindo o ano
económico com o ano civil;
c) Princípio da unidade - o orçamento da escola é único;
d) Princípio da universalidade - o orçamento compreende todas as despesas e receitas, em termos globais.
e) Princípio do equilíbrio - o orçamento prevê os recursos necessários para cobrir todas as despesas, e as
receitas correntes devem ser pelo menos iguais às despesas correntes;
f) Princípio da especificação - o orçamento discrimina suficientemente todas as despesas e receitas nelas
previstas;
g) Princípio da não consignação - o produto de quaisquer receitas não pode ser afeto à cobertura de
determinadas despesas, salvo quando essa afetação for permitida por lei;
h) Princípio da não compensação - todas as despesas e receitas são inscritas pela sua importância integral,
sem deduções de qualquer natureza.
ARTIGO 8º
Princípios contabilísticos
A aplicação dos princípios contabilísticos fundamentais a seguir formulados deve conduzir à obtenção de
uma imagem verdadeira e apropriada da situação financeira, dos resultados e da execução orçamental da entidade:
a) Princípio da entidade contabilística - constitui entidade contabilística todo o ente público ou de direito
privado que esteja obrigado a elaborar e apresentar contas de acordo com o presente plano. Quando as
estruturas organizativas e as necessidades de gestão e informação o requeiram, podem ser criadas sub-
entidades contabilísticas, desde que esteja devidamente assegurada a coordenação com o sistema
central;
b) Princípio da continuidade - considera-se que a entidade opera continuamente, com duração ilimitada;
c) Princípio da consistência - considera-se que a entidade não altera as suas políticas contabilísticas de
um exercício para o outro. Se o fizer e a alteração tiver efeitos materialmente relevantes, esta deve ser
referida de acordo com as demonstrações financeiras;
d) Princípio da especialização (ou de acréscimo) - os proveitos e os custos são reconhecidos quando
obtidos ou incorridos, independentemente do seu recebimento ou pagamento, devendo incluir-se nas
demonstrações financeiras dos períodos a que respeitem;
e) Princípio do custo histórico - os registos contabilísticos deve basear-se em custos de aquisição ou de
produção;
f) Princípio da prudência - significa que é possível integrar nas contas um grau de precaução ao fazer as
estimativas exigidas em condições de incerteza sem, contudo, permitir a criação de reservas ocultas
ou provisões excessivas ou a deliberada quantificação de ativos e proveitos por defeito ou de passivos
e custos por excesso;
g) Princípios da materialidade - as demonstrações financeiras devem evidenciar todos os elementos que
sejam relevantes e que possam afetar avaliações ou decisões da escola e dos interesses em geral;
h) Princípio da não compensação - os elementos das rubricas do ativo e do passivo (balanço), dos custos
e perdas e de proveitos e ganhos (demonstração de resultados) são apresentados em separado, não
podendo ser compensados.

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ARTIGO 9º
Execução orçamental
1. As operações de execução do orçamento das receitas e das despesas obedecem princípio da segregação
das funções de liquidação e de cobrança, quanto às primeiras, e de autorização da despesa, de autorização de
pagamento e de pagamento, quanto às segundas.
2. Nenhuma receita pode ser liquidada ou cobrada, mesmo que seja legal, sem que cumulativamente:
a) Tenha sido objeto de correta inscrição orçamental;
b) Esteja adequadamente classificada.
3. A liquidação e a cobrança podem, todavia ser efetuada para além dos valores previstos na respetiva
inscrição orçamental.
4. As dotações constantes do orçamento das despesas constituem o limite máximo a utilizar na realização
destas.
5. Nenhuma despesa pode ser autorizada ou paga sem que, cumulativamente:
a) O facto gerador da obrigação de despesa respeite as normas legais aplicáveis;
b) A despesa em causa disponha de inscrição orçamental, tenha cabimento na correspondente dotação,
esteja adequadamente classificada e obedeça ao princípio da execução do orçamento por duodécimo,
salvo, nesta última matéria, as exceções previstas na lei;
c) A despesa em causa, satisfaça o princípio de economia, eficiência e eficácia.

CAPÍTULO III
Disponibilidades

ARTIGO 10º
Contas bancárias
1. As contas bancárias da escola só podem ser movimentadas com as assinaturas em simultâneo de dois
elementos do conselho administrativo;
2. Compete à tesoureira manter permanentemente atualizadas as contas correntes referentes a todas as
contas tituladas em nome da escola.
3. A coordenadora dos serviços de administração escolar (SAE) deve providenciar mensalmente junto de
uma assistente técnica designada por si para o efeito a verificação e o controle dos extratos bancários de todas as
contas bancárias.

ARTIGO 11º
Cheques
1. A tesoureira emite os cheques que são apresentados, apensos à fatura ou documentos que sejam
equivalentes, ao presidente do conselho administrativo para assinatura e pagamento das faturas;
2. Os cheques que não estão preenchidos estão sob a guarda da tesoureira;
3. Os cheques que, por lapso ou erro, sejam anulados pela tesoureira, devem acompanhar o novo cheque
emitido.
4. Os cheques que sejam anulados, após a emissão, são arquivados no respetivo espaço da caderneta de
cheques pela tesoureira, após a inutilização das assinaturas, caso existam e com a inscrição de “anulado” a
vermelho. No verso registar o número do cheque que o substitui e a data em que foi substituído;
5. Não são permitidos cheques passados ao portador.

ARTIGO 12º
Cheques não levantados ou extraviados
1. Quando é emitido um cheque e, num prazo se seis meses não surgem o seu extrato na conta bancária, a
tesoureira deve contactar o destinatário, solicitando informações sobre a não movimentação do cheque.
2. Em caso de extravio, poderá ser passado outro cheque substituindo o anterior, após se ter contactado o
banco, por escrito, dando-lhe conhecimento da ocorrência.
3. O banco deverá informar a escola por ofício, comunicando que ficou registado o ocorrido e que foram
tomadas as devidas precauções no caso do cheque extraviado ser apresentado nos balcões desta entidade.
4. Depois de tomadas as medidas referidas nos pontos anteriores, o novo cheque que irá substituir o
extraviado, pode ser passado anulando-se o primeiro.
5. Em caso de desinteresse do destinatário pelo cheque, após um ano da sua emissão, o serviço pode
proceder à sua anulação, avisando o banco e revertendo a respetiva quantia como receita do serviço, partindo do
princípio de que tudo está registado e existe recibo devidamente legalizado.

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ARTIGO 13º
Reconciliações bancárias
1. A coordenadora dos serviços de administração escolar designa um funcionário que não se encontre afeto
à tesouraria e não tenha acesso às respetivas contas correntes para proceder, no final de cada mês, às reconciliações
bancárias, devendo confrontar com os registos contabilísticos.
2. Após cada reconciliação bancária, a contabilidade analisa a validade dos cheques em trânsito,
promovendo o respetivo cancelamento junto da instituição bancária correspondente, nas situações que o
justifiquem, efetuando os necessários registos contabilísticos de regularização.
3. Perante a relação dos cheques cancelados fornecida pela contabilidade. A tesoureira no dia em que obtém
a confirmação deste facto, procede à regularização das respetivas contas correntes.

ARTIGO 14º
Pagamentos
Os pagamentos são feitos por cheque ou transferência bancária.

ARTIGO 15º
Cobranças de receita
1. O responsável pela cobrança de receitas do setor da ASE (papelaria, refeitório, bufete e reprografia)
deverá fazer diariamente a entrega do dinheiro correspondente à folha caixa do Inovar Contabilidade, com o
respetivo relatório à técnica de ação social escolar, adiante designada TASE, que, por sua vez, entregará as
referidas receitas e o comprovativo da importância aa tesoureira diariamente.
2. O pagamento do aluguer do pavilhão deverá ser entregue mensalmente nos serviços administrativos, à
tesoureira, pelo funcionário que apoia o desenvolvimento das atividades.
3. A tesoureira faz a conferência das receitas arrecadadas, entregues pelos funcionários referidos nos pontos
anteriores, assinando as folhas de caixa diária/receitas cobradas ao balcão e efetua o registo na folha de cofre.
4. As verbas entregues no final do dia são guardadas pela tesoureira em cofre próprio, dentro da caixa forte
e que mantém à sua exclusiva guarda.
5. No dia útil seguinte, a tesoureira deposita na respetiva conta bancária do banco, as verbas arrecadadas
no dia anterior.

CAPÍTULO IV
Existências

ARTIGO 16º
Receção de bens gerais
1. A entrega dos bens gerais é feita nos serviços administrativos, onde a funcionária, designada para o
efeito, procede à conferência física e quantitativa.
2. Após a conferência, confronta-se com a guia de remessa/fatura, requisição e relação das necessidades e
é posto o carimbo de “conferido”, a data e a assinatura legível na guia de remessa/fatura.
3. O funcionário que acusou a receção da mercadoria entrega a documentação à contabilidade, que efetua
o seu registo no programa informático.

ARTIGO 17º
Receção de bens de serviço de Ação Social Escolar
A entrega dos bens é feita no bufete e papelaria respetivamente, onde um funcionário, designado para tal
efeito, pelo diretor, procede à conferência física, qualitativa e quantitativa.
1. O funcionário designado para conferir os bens da papelaria é o que estiver ao serviço no momento no
bufete; o funcionário designado para conferir os bens do bufete é o que estiver ao serviço no momento na
papelaria.
2. Após a conferência confronta-se com a guia de remessa/fatura, a requisição e a relação das necessidades
e é posto o carimbo de “conferido”, a data e a assinatura legível na guia de remessa/fatura;
3. Os funcionários responsáveis pela receção e conferência da mercadoria na papelaria e bufete entregam a
documentação à TASE que efetuará o registo no programa multiusos.
4. Concluído o procedimento anterior, a TASE elabora a contabilidade das guias de remessa/faturas
acompanhadas da requisição e da relação de necessidades;
5. É feita pela TASE a conferência da guia de remessa com as faturas apresentadas, as quais são entregues
na contabilidade onde é posto um carimbo de autorização de pagamento que é assinado pelo presidente do
conselho administrativo (diretor).
6. Os bens destinados a auxílios económicos e materiais específicos para alunos com NEE serão entregues
à TASE que o encaminha para os requisitantes.
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ARTIGO 18º
Controlo das existências
1.Os funcionários que exercem funções nos setores da papelaria, bufete e reprografia são responsáveis pelas
existências em armazém.
A TASE solicita trimestralmente a um funcionário de cada setor a contagem física das existências dos
setores bufete, papelaria, devendo haver uma confrontação com os registos contabilísticos.
2. A coordenadora dos assistentes operacionais (AO) é responsável pela existência em armazém dos
produtos de limpeza e manutenção da escola sede.
3. Os coordenadores de estabelecimento são responsáveis pela existência em armazém dos produtos de
limpeza e manutenção do respetivo estabelecimento.
4. A coordenadora dos serviços de administração escolar é responsável pela existência em armazém dos
produtos de reprografia e do material de escritório afeto aos serviços administrativos;
5. As entradas e as saídas das existências só são permitidas perante a existência da respetiva relação de
necessidades.
6. É expressamente proibido rececionar qualquer bem, sem que o mesmo venha acompanhado pela
competente requisição oficial e guia de remessa.

CAPÍTULO V
Terceiros

SEÇÃO I
Procedimentos para aquisição de bens e serviços

ARTIGO 19º
Aquisição de bens e serviços gerais
1. Os intervenientes neste processo são o serviço requisitante, a área de expediente geral, a coordenadora
dos serviços de administração escolar, a área de contabilidade, a tesoureira e o conselho administrativo.
2. A relação das necessidades é elaborada e assinada pelo serviço requisitante.
3. Nos serviços administrativos que tem a competência da área geral, efetua-se a receção da relação das
necessidades.
4. A coordenadora dos serviços de administração escolar informa sobre a disponibilidade de verba para a
aquisição de material (carimbo de despesa) e leva a despacho do presidente do conselho administrativo (diretor).
5. Com base na relação das necessidades e após a verificação do cumprimento das normas legais para a
execução orçamental e a realização de despesas públicas, através da emissão da respetiva requisição, a
contabilidade efetua as respetivas compras.
6. A contabilidade regista a cativação da verba necessária ao encargo no livro de contas correntes;
7. Na área de expediente geral o funcionário procede à conferência do material requisitado com a respetiva
documentação (relação das necessidades, requisição, guia de remessa e/ou faturação).
8. A área de contabilidade faz a conferência da documentação e efetua o registo da fatura no livro-diário de
faturas;
9. O presidente do conselho administrativo (diretor) procede ao despacho de autorização de pagamento,
enviando a documentação à tesoureira para proceder à emissão do cheque;
10. O pagamento da despesa é registado na folha de cofre pela tesoureira através da aplicação informática,
InovarContabilidade.

ARTIGO 20º
Aquisição de bens e serviços de Ação Social Escolar
1. Os intervenientes neste circuito são o serviço requisitante (bufete, refeitório e papelaria), a TASE, a
coordenadora dos serviços de administração escolar, a área de contabilidade e o conselho administrativo.
2. O funcionário designado pelo diretor para o efeito, para cada um dos setores (bufete, refeitório e
papelaria) elabora e assina a relação das necessidades.
3. As compras para os setores bufete e refeitório, são realizadas pelo funcionário designado pelo diretor
para essa função e pela TASE para o setor da papelaria, de acordo com a relação das necessidades após verificação
do cumprimento das normas legais para a realização das despesas públicas, através da emissão do respetivo
modelo.
4. A entrega dos bens é feita no local indicado no ato de aquisição, onde o funcionário designado pelo
diretor para o efeito, procede à conferência física, qualitativa e quantitativa;

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5. Após a conferência confronta-se a relação das necessidades com a guia de remessa/fatura e é posto o
carimbo de “conferido”, a data e a assinatura legível na guia de remessa/fatura.
6. Os funcionários responsáveis pela receção e conferência da mercadoria na papelaria, bufete e refeitório
entregam a documentação à TASE que efetuará o registo nos livros de caixa respetivos auxiliares.
7. Concluído o procedimento anterior, a TASE elabora a contabilidade das guias de remessa/faturas
acompanhadas da requisição e a relação das necessidades.
8. É feita pela TASE a conferência da guia de remessa com as faturas apresentadas e é posto um carimbo
de autorização de pagamento que é assinada pelo presidente conselho administrativo (diretor).

ARTIGO 21º
Faturação de terceiros
1. As faturas enviadas por terceiros dão entrada na contabilidade.
2. A contabilidade procede à conferência das faturas, com base nas relações das necessidades e nas
requisições, tendo em conta as quantidades e valores requisitados e os efetivamente fornecidos ou prestados;
3. Estando a situação referida no ponto anterior em conformidade, as faturas são encaminhadas para o
presidente do conselho administrativo a fim de serem emitidas as ordens de pagamento.

SECÇÃO II
Processo de adjudicação

ARTIGO 22º
Realização de despesas públicas
O regime jurídico de realização de despesas públicas consta do decreto-lei nº 18/2008 de 29 de janeiro,
portaria nº 371-A/2010 de 23 de junho e tem por objetivos simplificar procedimentos, garantir a concorrência e
assegurar a boa gestão dos dinheiros públicos. Vários dos procedimentos serão efetuados pelo centro de
aprovisionamento integrado (CAPI), como unidade ministerial de compras do ministério da educação, nos termos
do despacho 13646/2010, de 26 de agosto.

ARTIGO 23º
Unidade de despesa
1. A despesa a considerar é a do custo total da aquisição de bens ou serviços.
2. É proibido o fracionamento da despesa com a intenção de a subtrair.

ARTIGO 24º
Critérios de adjudicação
1. A escolha do fornecedor/prestador será efetuado por produto/serviço, com base no critério da proposta
mais vantajosa, tendo em atenção os seguintes fatores por ordem decrescente de importância:
a) Relação preço/qualidade;
b) Capacidade de fornecimento/ prestação em prazos até 24 horas;
c) Qualidade demonstrada em fornecimentos/prestações anteriores;
d) Prestígio e mérito do fornecedor/prestador;
e) Garantias e assistência pós fornecimento/prestação.
f) Aspetos que melhorem a proposta;
2. Os fornecedores e prestadores deverão declarar sob compromisso de honra:
a) Ter a sua situação fiscal e de segurança social regularizada;
b) Assumir garantias de condições de segurança e higiénico-sanitárias;
c) Ter conhecimento do processo de liquidação de compromissos assumidos pela escola e
comprometer-se e não intentar ação que decorra da morosidade do processo.
3. O critério de adjudicação escolhido deve ser indicado nos documentos que servem de base ao
procedimento.
4. A análise do conteúdo das propostas não deve ter em consideração fatores relacionados com as
habilitações profissionais ou capacidade financeira ou técnica dos concorrentes.

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5. Se uma proposta apresentar preço anormalmente baixo, a entidade que procede à respetiva análise deve
solicitar, por escrito, esclarecimento sobre os elementos constitutivos da mesma.
6. Deve ser rejeitada a proposta cujo preço seja anormalmente baixo e não se encontre devidamente
justificado por razões objetivas, tais como economia do método do serviço ou processo de fabrico, as soluções
técnicas escolhidas, as condições excecionalmente favoráveis de que decorre dispõe para o fornecimento de bens
ou serviços, ou a originalidade do serviço ou projeto proposto.

ARTIGO 25º
Convite por Ajuste Direto
O ajuste direto é um procedimento em que o conselho administrativo convida diretamente um ou vários
fornecedores, à sua escolha, a apresentar proposta, podendo com eles negociar aspetos da execução do contrato a
celebrar.
Não podem ser convidados fornecedores aos quais o conselho administrativo já tenha adjudicado, no ano
económico em curso ou nos dois anos económicos anteriores, na sequência de ajuste direto, propostas para a
celebração de contratos cujo objetivo seja constituído por prestação do mesmo tipo ou idênticas às do contrato a
celebrar e cujo preço contratual acumulado seja igual ou superior a setenta e cinco mil euros (75000€).
Não podem ser convidados fornecedores que tenham executado obras, fornecimento de bens móveis ou
prestação de serviços ao agrupamento a título gratuito, no ano económico em curso ou nos dois anos económicos
anteriores.
ARTIGO 26º
Convite por Ajuste Direto em Regime Geral
1. O convite para apresentação de propostas deve ser formulado através dos meios de comunicação social
(imprensa) e ainda através de afixação em local visível da escola e na página web da escola.
2. No convite devem ser indicados, designadamente, os seguintes elementos:
a) Objetivo do fornecimento;
b) Critério de adjudicação, com explicação, no caso de o mesmo ser o da proposta economicamente
mais vantajosa, dos fatores que nele intervêm, por ordem decrescente de importância;
c) Endereço designação do serviço de receção das propostas, com menção do respetivo horário de
funcionamento e a hora e data limites para apresentação de propostas;
d) Elementos que devem ser indicados nas propostas;
e) Modo de apresentação das propostas e documentos que a devem acompanhar, quando exigidos.

ARTIGO 27º
Relatório Final e escolha do adjudicatário
A entidade competente para autorizar a despesa escolhe o adjudicatário, devendo a respetiva decisão ser
notificada aos concorrentes, nos três dias subsequentes à data daquela decisão, no caso de ajuste direto.

CAPÍTULO VI
Imobilizados

ARTIGO 28º
Responsabilidade de inventariação
1.A coordenadora dos SAE deverá manter as fichas do imobilizado permanentemente atualizadas no que
refere à sua identificação, caraterização e valorização, tendo em conta as condições constantes no cadastro e
inventariação dos bens do estado aprovado pela portaria nº671/2000, de 17 de abril.

ARTIGO 29º
Guarda e conservação dos bens
1. O diretor nomeará um funcionário responsável pelos bens de cada setor.
2. Em cada espaço deverá existir a listagem, devidamente atualizada, dos bens aí afetos.
3. Sempre que, por algum motivo, um bem ou equipamento deixe de ter utilidade, sofra algum dano ou se
extravie, deve o funcionário a quem o mesmo esteja distribuído, comunicar tal facto, mediante formulário próprio,
ao respetivo superior hierárquico.

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ARTIGO 30º
Operação de controlo
1. A verificação física periódica dos bens do ativo imobilizado e respetiva conferência dos seus registos
deve ser realizada anualmente, no início de cada ano letivo, procedendo-se prontamente às regularizações a que
houver lugar e ao apuramento de responsabilidades quando for caso disso.
2. A verificação física será efetuada pelos funcionários de cada bloco através da verificação das listas de
material afixadas em cada sala.

CAPÍTULO V
Disposições finais

ARTIGO 31º
Violação do Manual de Controlo Interno
Por atos que contrariem o prescrito neste Manual respondem, diretamente, os chefes responsáveis dos
serviços, sem prejuízo da posterior responsabilidade pessoal e disciplinar do autor do ato. Esta orientação não
impede a articulação com o determinado na lei no quadro de cada estatuto disciplinar específico.

ARTIGO 32º
Alterações
A presente Norma pode ser alterada por deliberação do Conselho Administrativo do Agrupamento de
Escolas Gonçalo Mendes da Maia, sempre que razões de legalidade, eficiência e eficácia o exijam.

ARTIGO 33º
Norma supletiva
Em tudo o que não estiver expressamente previsto no presente documento, aplicar-se-ão as disposições
legais.
ARTIGO 34º
Entrada em vigor
Este sistema de controlo interno entra em vigor no início do ano letivo 2019/2020 e será revisto sempre
que os dispositivos legais assim o exijam.

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Anexo 11

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS GONÇALO MENDES


DA MAIA

REGULAMENTO DAS
DESLOCAÇÕES EM SERVIÇO E
AJUDAS DE CUSTO DE
TRANSPORTE

TRIÉNIO: 2019 – 2022


REGULAMENTO DAS DESLOCAÇÕES EM SERVIÇO E AJUDAS DE CUSTO DE
TRANSPORTE
Artigo I
Disposições Gerais
As deslocações em serviço e as ajudas de custo do pessoal docente e não docente deste agrupamento estão de
acordo com o estipulado com o Decreto-Lei n.º 106/1998, de 24 de abril;

1. Os funcionários docentes e não docentes podem deslocar-se em serviço, durante o período de trabalho, para
fora do seu local de trabalho habitual, mediante autorização prévia, nos temos deste regulamento.
2. A deslocação em serviço ocorre, normalmente, por um período de tempo limitado.
3. Não é considerada deslocação em serviço a que ocorre dentro da área territorial da Escola sede do
Agrupamento de Escolas Gonçalo Mendes da Maia.
4. As deslocações em serviço podem ocorrer apenas num dia ou em dias consecutivos, considerando-se assim
diárias ou temporárias.
5. Entende-se por deslocação diária aquela que não impossibilita o funcionário de pernoitar no seu domicílio
habitual.
6. Entende-se por deslocação temporária a que não permite a pernoita no domicílio habitual.
7. Por despesas de transporte entendem-se as despesas inerentes à utilização de meios de transporte a que o
funcionário tenha necessidade de recorrer, para se deslocar entre o local de partida – Sede do Agrupamento –
e o de chegada para o cumprimento do serviço previsto.
8. Entende-se por ajuda de custo a importância de montante pré-determinado que o funcionário recebe no
período em que esteja em efetivo serviço para além das viagens de ida e regresso, a fim de fazer face às despesas
normais de alojamento e ou alimentação ocasionadas pela deslocação em serviço.

Artigo II
Deslocações em Serviço – Modalidades
1. Consideram-se deslocações em serviço as que forem efetuadas, por um tempo limitado, pelo funcionário para
fora do seu local de trabalho habitual, para a realização de ações que a Direção classifique como serviço oficial.
2. São possíveis as seguintes modalidades para justificar as deslocações em serviço oficial:
a) Frequência de ações de formação autorizadas pelo Diretor.
b) Realização de trabalhos de curta duração, mediante convocatória prévia dos serviços ou Departamentos
do Ministério da Educação.
c) Deslocação em serviço oficial previamente autorizada pelo Diretor.
d) Participação em eventos de reconhecido interesse para o Agrupamento após a autorização do Diretor.
e) Em qualquer modalidade, o pedido de autorização de deslocação será formalizado, previamente àquela,
mediante requerimento dirigido ao Diretor do Agrupamento em formulários próprio, o qual faz parte
integrante do presente regulamento.

Artigo III
Despesas de Transporte
1. As despesas de transporte efetuadas por professores e funcionários, quando deslocados em serviço
devidamente autorizado, serão reembolsadas obedecendo às seguintes regras:
a) Utilizar-se-á preferencialmente o transporte público.
b) Caso o funcionário seja obrigado, como último recurso, a recorrer a viatura própria, deverá sempre
solicitar uma autorização prévia, fundamentando-a.
c) O uso de viatura própria só será permitido quando o atraso decorrente da utilização do transporte
público implique grave inconveniência para o serviço.
d) A opção, não justificada, pela utilização de transporte próprio em detrimento do transporte público
implica o abono pelo valor correspondente a 0,11 cêntimos o Km.
e) Em caso de impossibilidade de utilização de transporte público, e sempre que dois ou mais funcionários
do Agrupamento se desloquem para o mesmo local, no mesmo período de tempo, deverá ser partilhada a
mesma viatura.

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2. Para se proceder ao pagamento de despesas de transporte por deslocações em serviço é necessário entregar,
previamente:
a) A autorização da deslocação.
b) O Boletim Itinerário devidamente preenchido.
3. O Boletim Itinerário, depois de devidamente preenchido, terá de dar entrada nos serviços administrativos até
ao 5º dia do mês seguinte em que se verificou a deslocação.
4. O Boletim itinerário tem de vir acompanhado de:
a) Justificação da deslocação (convocatória ou documento similar).
b) Declaração de presença da atividade que originou a deslocação.
c) Documento de despesa efetuado.
5. Todas as deslocações efetuadas no mês deverão ser registadas no Boletim Itinerário desse mês.

Artigo IV
Ajudas e Custo
1. Os quantitativos das ajudas de custo a abonar corresponderão aos montantes fixados, anualmente, em
Portaria do Ministério das Finanças.
2. Os funcionários que tenham recebido indevidamente quaisquer abonos de ajudas de custo ficam obrigados
à sua reposição, independentemente da responsabilidade disciplinar que ao caso couber.
3. Quando se proceda ao estipulado no presente regulamento e haja cabimento prévio, as ajudas de custo serão
suportadas pelo Orçamento de Estado do Agrupamento, nos termos da legislação em vigor.
4. Para se poder proceder o pagamento de ajudas de custo por deslocação em serviço é necessário entregar,
previamente:
a) Autorização da deslocação em serviço.
b) O Boletim Itinerário devidamente preenchido e acompanhado dos documentos referidos no ponto 3 do
artigo III.

Artigo V
Abono de Despesas de Transporte e Ajudas de Custo
1. As despesas de transportes e Ajudas de custo serão abonadas aos professores e funcionários através de
transferência bancária.

Artigo VI
Disposições Finais
1. Quaisquer situações não expressamente previstas no presente regulamento deverão ser previamente
colocadas à apreciação do Diretor.
2. As presentes normas serão revistas e/ou atualizadas sempre que julgado necessário, carecendo a sua
alteração ou introdução de novos princípios da aprovação prévia do Conselho Administrativo.
3. O presente regulamento entra em vigor em 01de setembro de 2019.

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