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Atributos ou Qualidades
da Personalidade

Argumento e formatação
Mirtzi Lima Ribeiro
João Pessoa – Paraíba – Nordeste – Brasil
mirtzi@gmail.com
http://expandindo-a-consciencia.com/
http://expandindo-a-consciencia.webs.com/
A personalidade de cada pessoa traça um perfil de seu comportamento.
Ao examinarmos os desdobramentos, aplicabilidades e
correspondentes resultados dos atributos de uma personalidade,
podemos verificar que cada uma dessas características trarão em si
lições importantes para o aprendizado e crescimento humano.
Como cada personalidade é única, assim também, para
cada atributo teremos inúmeras variações, sendo tais
gradações em função do nível de compreensão de quem
possui e usa tal ou qual qualidade pessoal.
Cada atributo ou adjetivo poderá assumir conotações que
variarão do inofensivo até o ofensivo, do sutil até o denso ou
do inferior ao superior.
Toda e qualquer característica pessoal, quando trabalhada
adequadamente, tende a se transformar para o nível de
compreensão subseqüente, para o patamar mais elevado.
Essa característica poderá ser sublimada, sutilizada,
tornar-se mais firme ou arraigada, ou, ainda, migrar para
outro atributo bem próximo, agregando outras variáveis.
Em essência, nenhum dos atributos ou qualidades
é completamente má ou boa.
Variará conforme a tendência da personalidade
que o usa ou da situação vivenciada.
Vamos tomar por exemplo uma qualidade: a “Vaidade”.
Ela pode ser expressa como um “orgulho positivo”, quando
temos filhos e eles se saem bem ou demonstram inteligência
construtiva. Dizemos: “como estou orgulhosa de você”.
Assim também, a “Vaidade” pode assumir um aspecto pesado,
quando a pessoa se endeusa e se acha maior que os demais.
A “Vaidade” enquanto endeusamento de si mesmo, seja em
que aspecto for, é um desejo exagerado de atrair atenção,
admiração ou homenagens sobre si mesmo. Ela também
poderá se transformar em “presunção”, ou em “vangloriar-
se” sobre outros como se estes fossem inferiores a si.
Há uma passagem no mito de “Hércules”, em que ele passa
a ‘servir’ a um ‘guru’ chamado Busires, interrompendo o
desenvolvimento de seus 12 trabalhos.
Hércules admirava os conhecimentos desse “mestre”, e foi
servi-lo, preso como um cordeiro, até perceber que durante
todo o tempo ele servia à “vaidade” daquele ser.
Ao tomar consciência disso, mesmo lutando diante
das dificuldades impostas na situação, ele consegue
se libertar do aprisionamento emocional e pessoal.
Ele retoma os trabalhos que têm como objetivo o
desenvolvimento de seus próprios dons e talentos para melhor
servir à humanidade e não a esse “mestre” de Ego inflado.
O mitológico Hércules precisa reconciliar-se com seu
processo de crescimento interior de modo a alcançar a
maestria enquanto ser humano.
De um lado extremo teremos a “vaidade” personificando a
arrogância e de outro lado extremo, teremos a “Realiza de Alma”
brilhando com todas as maestrias alcançadas trabalhando em
benefício da humanidade, abnegadamente.
Se formos listar característica a característica, teríamos
inúmeras qualidades que variam do mínimo ao máximo de
sua essência, assumindo conotações e variações infinitas.
Sempre dependerá do nível de consciência e do foco que a
pessoa lhe emprega.
Precisamos ser cuidadosos também quanto a rotular pessoas e
situações, porque isso não é adequado nem construtivo.
Desenvolver DISCERNIMENTO é sempre necessário para
nos conduzirmos adequadamente em todas as circunstâncias.
Outro ponto fundamental (e isso acontece a todos,
principalmente quem trabalha a expansão da consciência):
quem eu sou hoje não se parece com quem eu fui ontem na
minha infância ou na adolescência ou no início de idade adulta.
Por que? Porque nesse CAMINHO da VIDA – assim como
tantas pessoas – aprendi, mudei de perspectiva, graduei-me
em algumas lições e ingressei em outros aprendizados para
melhorar aquilo ainda inacabado. Então, como muitos, eu
estou em constante transformação para melhor.
Outro lembrete: Precisamos nos esforçar para ter um olhar imparcial
para com o próximo e procurar não colocar no outro um atributo que
ele não possui. Ou seja: não devemos olhar o outro através de nossas
lentes sujas, ou, que não enxergam a verdade dessa pessoa.
Olhar o outro com lentes sujas é tão vil quanto deliberadamente
manchar a honra ou a lisura de outra pessoa.
Lembro-me de uma conhecida que se dizia super-
espiritualizada, mas, mantinha o hábito nocivo de julgar e
discriminar pessoas.
A olhos vistos, ela usava de arrogância, apontando o dedo
em riste para outros, sempre julgando-se superior.
Enquanto ela humilhava pessoas para que estas
aprendessem a extirpar suas vaidades, paradoxalmente, ela
alimentava seu próprio ego do veneno da vaidade.
E o ego, quando não trabalhado, consegue ser tirano,
impiedoso e virulento.
Entretanto, a experiência, a reflexão e a observação imparcial
nos põem a salvo desses tipos de desvios de caráter, que
tanto atrapalham as corretas relações pessoais ou minam
interações construtivas que engrandeceriam a todos.
Ponderando sobre o tema, demonstrar firmeza com algo ou
alguém não indica uma personalidade tirana, assim como
se mostrar doce com algo ou alguém não indica que essa
pessoa seja meiga em 100% dos casos.
Agir com prontidão e rapidez também não diz que essa
pessoa estará assim as 24 horas do dia.
Em cada
cada momento
momento assumimos inúmeros
papéis,
papéis, qualidades, aptidões
aptidões ee
comportamentos,
comportamentos, aa depender do que cada
cada
situação requer
requer de
de nós
nós naquele
naquele momento.
momento.
Como diz um salmo bíblico: para tudo há um tempo sob o sol.
A Águia quando empurra o filhote do penhasco para que
aprenda a voar, não é impiedosa, antes, ela exerce seu maior
dom de amor com a cria, de modo que ela assuma sua posição
e voe muito alto como as demais águias.
A mãe quando é firme e dura com um filho, dizendo-lhe
muitos “nãos” ou colocando alguns limites, exerce a função
de ensino e nisso não abandona seu enorme amor.
Um amor que a move a direcionar a personalidade que está
aos seus cuidados para educar.
Entretanto, ser irredutível ou inalcançável ou se situar
acima dos demais por uma pretensa posição de
superioridade, não traz nenhuma espécie de amor, e sim,
um desrespeito sem limites ao próximo.
Ninguém pode ou deve avaliar o outro com o
objetivo de julgá-lo.
O essencial, em qualquer circunstância, é escrutinar
o próprio coração, com sinceridade e amor.
E nesta questão vale o ensinamento do Cristo: Orar e Vigiar!
Cristo nos insta a permanecer acordado, em estado permanente de
alerta, desperto, sendo o experimento, mas também e
principalmente o OBSERVADOR de si mesmo e de tudo à volta.
Quem de nós, em algum recanto de si mesmo, nos esconderijos
secretos e obscuros de seus porões interiores, não possui
características que precisam ser remexidas, revolvidas, e,
TRANSFORMADAS?
Precisamos encarar isso como um processo individual e íntimo.
O termômetro precisa ser acionado por cada ser humano, dentro
do próprio coração. Só dessa maneira obteremos êxito na nossa
própria transformação para melhor, dia a dia, continuadamente.
Quando cada um de nós trabalha interiormente para se
melhorar, tudo ao nosso redor também se transforma.
Se cada um de nós fizer sua parte, iniciaremos uma
revolução silenciosa e construtiva no mundo. Colheremos
como resultado, um ambiente com mais respeito entre as
pessoas, como também, de maior consciência para com o
todo, incluindo-se o planeta e a vida.
Podemos começar de modo simples, com um mergulho
em si mesmo, nos desnudando imparcialmente e dando
início a um processo interior.
Quando melhoramos nosso nível de consciência
melhoramos o mundo e toda a vida.
Mirtzi Lima Ribeiro
João Pessoa – Paraíba – Nordeste – Brasil
mirtzi@gmail.com

Título Honorífico de Cidadã Planetária outorgado pela Faculdade FAPAF/TO em 2010


Membro do Conselho Administrativo do Comitê Mundial de Cidadania Planetária - a partir de 2010
Estudiosa da Meditação Filosófica desde 1980
Palestrante e Escritora Transdisciplinar pela Expansão da Consciência

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Música: Naire - Mús Despertar - CD Reiki

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