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COLONIZAÇAO EUROPEIA NO BRASIL, PERU E MÉXICO

Ao nos referirmos sobre colonização da América, diretamente nos remetemos a


chegada de Cristóvão Colombo no atual continente. Isto porque, foi a partir do achado de
navegador, em 1492, que ocorreu as explorações no continente por diversos países europeus,
principalmente da Espanha e Portugal.

Assim, é de grande importância destacarmos que ocorreram dois tipos de colonização:


exploração e povoamento. Ambas distinguindo-se pelos objetivos e aspectos, onde a
colonização de exploração se caracterizou pela a atividade monocultura e o trabalho escravo.
Além de desenvolver a produção a extração de minérios e gêneros agrícolas como meio de
abastecimento para a economia europeia.

Já na colonização de povoamento possuiu atividades de policultura e mão de obra familiar,


onde o principal foco econômico estava no mercado interno.

Abordaremos, portanto, sobre a colonização do Brasil, México e Peru, cujas caracterizam pela
colonização de exploração.

I. No Brasil
A colonização no Brasil iniciou a partir da chegada de Pedro Álvares Cabral, onde
motivado pelo sucesso que a viagem de Vasco da Gama realizou em 1499, para o Oriente.
Assim, com o apoio do rei Dom Manuel I, montou-se uma frota a fim de tentar obter o
monopólio do comercio das especiarias das Índias.

Porém, durante a viagem, ao tentar escapar das calmarias, a frota desviou-se da costa
africana e navegou para o oeste para fazer uma técnica de navegação, conhecida como “volta
do mar”. Contudo, ao retomar a direção para o sul da África, Cabral deparou-se com a terra
brasileira.

É de considerável relevância lembrarmos que no período que a viagem de Pedro de


Álvares ocorreu, havia estabelecido entre Portugal e Espanha o Tratado de Tordesilhas, cujo
determinava as áreas da América que eram de posses portuguesas e espanholas. Logo, quando
Cabral chegara no atual na região brasileira, já havia sido estabelecido a posse portuguesa da
região.
Apesar de depararem-se com um novo continente e possuírem um território vasto, em
1500, Portugal não apresentou interesse neste “achado”, devido ao seu grande interesse ao
comércio com o Oriente e suas especiarias, cujo era destino principal das nações europeias.

Encurralados pela reinvindicação da França e Holanda do princípio “uti possidetis”


-conceito internacional que determinava que quem de fato ocupar um território possuí direito
dele. Os portugueses alteraram o modo do qual tratavam a terra pertencente, onde desde 1500
havia exercido atividades de extração do pau-brasil nas regiões litorâneas, e, em 1530,
Portugal ordenou uma expedição para fundar um centro de exploração colonial no litoral, que
acabou sendo onde atualmente conhecemos como Estado de São Paulo, dando assim origem a
Vila de São Vicente, sendo realizado tais modificações pelo expedicionário Martin Afonso de
Sousa.

Depois de trinta anos da “descoberta” que o processo de colonização no Brasil tornou-


se intenso, começou-se as produzir produtos agrícolas, como cana-de-açúcar com a mão
escrava tanto de negros quanto dos indígenas, além da catequização pelos padres jesuítas aos
povos nativos.

Foi implementada uma administração da colônia, que se baseava da divisão do


território sendo eles doados para nobres, burocratas ou comerciantes integrantes da Corte
portuguesa, sendo chamado estes beneficiários de donatários. Contudo, apesar de receberem
um território, vinha-se também a obrigação de cumprir os princípios estabelecidos nos
documentos que comprovavam sua posse da região.

Por fim, a Independência do Brasil viria ocorrer atrelada a diversos fatores


econômicos, sociais como no ocorrido no século XVIII, quando desenvolveram a mineração
de ouro no interior do Brasil, sendo cobrado, por ser uma atividade de grande lucro altas taxas
de impostos e fiscalizações portuguesas, o que mais tarde motivou a ocorrer algumas revoltas
na colônia, a Inconfidência Mineira de 1789, a Conjuração Baiana de 1798 – cuja revoltava-se
com a escravidão.

Outro fator de que podemos considerar uma aceleração da Independência do Brasil foi
a vinda da família Real ao Brasil, onde alguns estudiosos consideram ter sido o momento de
desencadeamento da autonomia do país, isto pois, foram abertos os portos para o comércio
exterior, o acervo da Real Biblioteca de Portugal, teatros foram construídos, a abertura da
Escola Real de Artes Ciências e Ofícios, e também, a declaração em 1815, do qual estabelecia
que o Brasil deixava de ser colônia.

Assim, a independência do Brasil é declarada no dia 7 de setembro de 1822 por


Dom Pedro I, que se tornou o primeiro imperador do Brasil.

II. No México

A colonização no México, ocorre a partir da conquista de formações de


colônias, construções e alianças nas ilhas do Caribe, pelo povo espanhol. Assim, os
colonizadores espanhóis começam a partir de 1511 a tentar explorar a costa norte da
América do Sul e da América Central, chegando à Península de Yucatán.

Deste modo, realizado pelo espanhol Hernán Cortés, iniciou-se em 1519 uma
expedição com 500 homens de Cuba para o atual litoral mexicano, onde localizava a
cidade dos totonacas, conseguindo na região fundar Villa Rica de la Veracruz.

a. Antes da colonização:

A região que mais tarde seria dominada pelos colonizadores espanhóis, era
anteriormente habitada por um grande povo pré-colombiano, cujos haviam construído
um império com 500 cidades e quinze milhões de habitantes, eles possuíam domínio
na área que se estendia do golfo do México(região que citamos ter sido dominada e
fundada uma Villa) até o Oceano Pacífico, conhecido este povo como os Astecas,
com seu Império Asteca.

Tenochtitlán fora estabelecida como o centro a cidade mais importante do


Império Asteca, contando em 1450, com aproximadamente 300 mil habitantes. Onde,
no momento que os espanhóis começam a tentar explorar a região do império, O povo
tinha como crença o imperador como semi-divindade , imperador Montezuma e
possuía um chefe de exército.

O império apesar de ser formado por diversas cidades, possuía um equilíbrio


frágil de alianças e rivalidades.
Podemos destacar que o termo “Asteca”, na realidade fora criado por um inglês
e um euro-americano, William Prescott. Assim, os indígenas se chamavam como
nahua ou mexica.

b. A colonização

Inicialmente, o contato dos espanhóis com os povos mexicas fora pacifico, onde
estabeleceu-se diversas alianças com os povos rivais politicamente, como ocorrido com os
totonacas. Além disso, ao chegar nesta região, no mesmo momento o imperador iniciou uma
comunicação cordial, com trocas de presentes em ambos lados, espanhol e mexica.

Todavia, dentre esta comunicação, o colonizador Cortés deixara claro seu interesse de
visitar a capital do Império, Tenochtitlán, que acabou sendo recusada pelo imperador.

Desta maneira, Hernán Cortés inicia o seu processo de colonização através de alianças
com os povos insatisfeitos com o Império Asteca, iniciando com o povo Totonaca, depois ao
marchar em direção a Tenochtitlán, com 450 homens, fizera outra aliança com os povos
tlaxcaltecas, que se converteram depois que foram derrotados pelos espanhóis.

Conhecido como a Matança do Tempo Maior ou Massacre de Cholula, houve como o


próprio diz os espanhóis assassinaram os participantes o de uma cerimônia religiosa no
Templo Maior em Cholula, próximo a Tenochtitlán.

Após este evento que desencadeou da autorização dos espanhóis na capital pelo
Imperador, no dia 3 de novembro de 1519.

Ainda assim, a guerra ocorreu, isto como uma reação do povo pela matança que
decorrera no templo, onde como ficou conhecida como “La noche triste” (A noite Triste),
onde neste evento o Imperador Montezuma morreu após levar uma pedrada no crânio. E, pela
sua eminente derrota, Hernán Cortés fugira da capital asteca a fim de reagrupar as forças para
conquistar definitivamente Tenochtitlán.

Através de um cerco com milhares barcos e do enfraquecimento da população pelo


surto de varíola a capital foi dominada por combates violentos. Sendo a partir desta conquista,
Hernán Cortés instituído pelo rei espanhol, Carlos V, como vice-rei da Nova Espanha.

Contudo, a Espanha somente viria a conquistar toda a região mexicana em dois


séculos, com diversas revoltas de nativos.
A colonização se desenvolveu no México entre 1519 a 1810, sendo estabelecido pelo
rei da Espanha, como “Nueva España” (Nova Espanha), onde as terras mexicanas eram
pertencentes a proprietários espanhóis e seus descendentes brancos e a economia era
dominada pela dos europeus.

A independência do México viria começar no dia16 de setembro de 1810, liderada por


Miguel Hidalgo, mas, sendo só conquistada em 1821, após a assinatura do Tratado de
Córdoba.

III. No Peru

Ao falarmos sobre a colonização do Peru, relacionamos diretamente com Machu Picchu.


E isto é uma comprovação clara da influência do Império Inca sobre a região, mas, que seria
quase que exterminada pelos colonizadores espanhóis a partir de 1532.

a. Antes da Colonização:

O território peruano, era habitado pela civilização inca, que surgiu no século XV,
tendo constituído rapidamente um Estado forte e em um século formaram o maior Império da
América Pré-Colombiana, tendo sua capital em Cuzco. O império Inca se estendera
principalmente, no século XV, com posse desde o norte do Equador até o Centro do Chile.

Todavia, apesar da imensidão de territórios, havia cerca de 700 idiomas falados no


Império, além de constituir uma sociedade intensamente hierarquizada e composta por
estratos soias e grupos políticos que rivalizavam entre si.

No período anterior da colonização espanhola, em 1524 e 1526, introduzida a partir do


Panamá uma crise de varíola apanhou o povo inca, varrendo assim grande parcela da
população. Ocorrendo neste período, desde a morte do governante atual Huayna Capac, de
sua família e herdeiro, causando assim uma queda na estrutura política inca, e motivando a
ocorrer uma guerra civil entre os irmãos Atahualpa e Huáscar.

b. A Colonização

Liderados por Francisco Pizzaro e Diego de Almagro, em 1531, um grupo de


colonizadores partiram do atual Panamá, com a terceira frota de cerca 30 cavalos e 180
homens, cujos tinham como principal objetivo conquistar os Incas.
Ao chegar ao território, Pizzaro se deparou com condições favoráveis para colonizar,
onde encontrou o Império em pós guerra, conseguindo assim, capturar o Imperador Inca em ,
Atahualpa, em 1532, cujo estava no norte do Peru e a caminho de Cuzco.

Contudo, apesar dos incas terem pago o resgate do Imperador, ele foi executado, sendo
obrigado antes de seu assassinato ser forçado a batizar na religião católica, sendo estrangulado
após o batismo.

Após este acontecimento, os espanhóis se dirigiram para Cuzco para garantir sua posse
e firmar um acordo com um rival do Imperador, Manco Capac II, cujo tinha intenções de
dominar totalmente o povo inca e buscou auxilio com o povo estrangeiro.

Como pode se prever, as intenções de Capac II não duraram, em vista das exigências
dos espanhóis. Assim, a elite inca de Cuzco se revoltou contra o povo europeu e sob comando
de Manco Capac II, expulsando de Cuzco. E acabaram não tendo sucesso, tendo que refugir o
grupo na cidade inca Vilcabamba, onde resistiram durante quarenta anos.

Assim, desde os povos incas e os que eram dominados por esse povo começaram a se
aliar com os espanhóis, pois, acreditavam receber de volta sua autonomia, logo, estabeleceu-
se estas alianças através de afirmações de acordos políticos e tributários.

Após dez anos da colonização, a Espanha declarou a colônia do Peru, como Vice-
Reino do Peru, tendo nela todas as colônias da América do Sul. Sendo desenvolvido em 1570,
a extração como principal atividade econômica, cuja era realizada pela exploração da mão de
obra indígena. E resultou nesta mineração em fornecer grande base para o comércio espanhol.

Contudo, no século XVIII, a mineração de prata e a diversificação econômica reduziu


a base financeira espanhola, o que provocou a ser decretado diversos aumentos de impostos,
causando assim, grande insatisfação ao Vice-Reinado do Peru. Ocorrendo até mesmo uma
rebelião de Túpac Amaru II e muitas outras, que acabaram não sendo sucedidas.

A independência do Peru viria ocorrer no início do século XIX, motivadas pelas


campanhas militares de José de San Martín e Simón Bolívar. O longo período que o Peru
permaneceu monarquista fora em consequência de a elite hesitar entre a emancipação e a
lealdade para coma monarquia espanhola.

ASPECTOS DA COLONIZAÇÃO ESPANHOLA


a. Economia

Através da adaptação de suas regras com a cultura na população nativa, os espanhóis


conseguiram estabelecer métodos para aproveitar a mão de obra como:

 Encomendienda = era uma instituição jurídica por meio da qual um espanhol,


encomendero, autorização da Coroa para cobrar e explorar o trabalho de uma ou mais
comunidades indígenas, comprometendo-se de assegurar a instrução cristã aos nativos
que seriam cobrados por ele.
 Mita = prestação de trabalho que a população masculina fazia ao Inca, ao construir
templos e caminhos, e recebiam em troca proteção e oferendas aos deuses. Assim, os
espanhóis utilizaram esta ideologia confinando-os ao trabalho de mineração que em
troca receberiam o catecismo. (esse artificio foi utilizado principalmente no Peru)
b. Administração

Para administrar todas as colônias adquiridas, a Coroa Portuguesa criaram diversos


métodos, instituições que possibilitasse maior acesso ao controle delas, sendo:

 Vice-Reinos = eram colônias que iram ser diretamente ligadas á Coroa, elas iriam
ocorrer grande exploração econômica;
 Capitanias Gerais: áreas estratégicas onde ocorreram maior conflito com a população
nativa, e eram alvos de ataques piratas;
 Real Audiência = tribunais de justiça estabelecidos nos Vice-Reinos, que julgavam
crimes cometidos pelos seus habitantes;
 Cabildo ou conselho= governo municipal existente em cada cidade ou vila, tinha
função de fiscalizar a vida dos habitantes, propriedades públicas e resolver conflitos
indígenas, entre outras funções;

Na Espanha criaram-se instituições para administrar especificamente as colônias e o que


vinha, sendo:

 Casa de contratação= instituição que gerenciava os negócios coloniais, tendo controle


comercial, fiscalização do quinto;
 Conselho das Índias = pessoas que auxiliavam o rei a tomar decisões em relação as
Colônias, em termo de justiça, economia e até mesmo caso houvesse guerra;
c. Sociedade

A divisão social fora determinante para estabelecer quem iria possuir cargos de alto
escalão nas Capitanias e Vice-Reinos, sendo rigidamente separado a influência das
seguintes classes sociais:

 Chapetones = espanhóis de nascimento, ocupavam cargos como clérigos, funcionários


do governo político e eram escolhidos pela Coroa Espanhola. Ou seja, detinham de
poder político;
 Criollos = descendentes de espanhóis ou nascidos na colônia, eram proprietários de
terras, minas e criadores de gado. Ou seja, obtinham poder econômico, mas não
poderiam ocupar cargos políticos.
 Mestiços = artesãos, administradores e capatazes das propriedades, não possuíam
algum poder político;
 Indígenas e africanos escravizados;
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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https://brasilescola.uol.com.br/historiag/hernan-cortes-conquista-dos-astecas.htm

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https://escolakids.uol.com.br/historia/colonizacao-do-brasil.htm

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