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UNIVERSIDADE METROPOLITANA DE SANTOS SUPERIOR TECNOLOLOGIA

EM COMÉRCIO EXTERIOR

Abordagem de Direito Internacional


Espaços Internacionais

ALEXANDRE COELHO

DANIEL ANGELO

GABRIEL HYPÓLITO

IGOR CAETANO

JHONATHAN SILVA

PAULO VICTOR

RAFAEL DA FONSECA

WAINER NISHIMOTO

Santos – SP
2020
Sumário

INTRODUÇÃO.....................................................................................................................................1
DESENVOLVIMENTO........................................................................................................................2
1. Alto Mar.........................................................................................................................................3
1.1 Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM).......................................3
1.2 Os Direitos dos Estados em alto mar.........................................................................................3
2. Rios Internacionais......................................................................................................................5
2.1 Atos unilaterais.........................................................................................................................6
2.2 Acordos internacionais............................................................................................................6
2.3 Bacias........................................................................................................................................7
3. Espaço Exterior............................................................................................................................8
3.1 Tratado do Espaço do Exterior..............................................................................................8
4. Antártida......................................................................................................................................10
4.1 Tratado da Antártida..............................................................................................................11
CONCLUSÃO....................................................................................................................................13
REFERÊCIAS BIBLIOGRÁFICAS..................................................................................................14
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INTRODUÇÃO

Para este trabalho apresentado vamos explicar sobre os espaços internacionais:


Alto mar, Rios internacionais, Espaço interior e Antártica.

Alto mar: o alto mar é a maior parte da superfície da Terra pois nela é constituída
por 70% da superfície terrestre e é um espaço coletivo entre os Estados. Pois
existem leis ao direito do mar uma delas é o decreto lei n° 4490 que foi realizada em
Genebra em 1968.

Espaços internacionais: é o espaço de toda área física do exterior, nela foi criado
um tratado chamado de espaço exterior assinado no dia 27 de janeiro de 1967.

Antártica: É o quinto maior continente, suas temperaturas chegam até -80°c. É um


continente com ênfase em pesquisas científicas.

Rios internacionais: São considerados rios internacionais rios que passam por
mais de um estado. São usados como forma que seja um recurso econômico.
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DESENVOLVIMENTO

Este trabalho foi desenvolvido numa perspectiva para entendermos sobre o


domínio dos espaços internacionais dos Estados, nos alunos demonstraremos que
domínio público internacional é definido como o conjunto dos espaços cujo uso
interesse de mais de um Estado e, por vez à sociedade internacional como um todo,
mesmo que, tais espaços estejam sujeitos à soberania de um Estado.

Abordaremos sobre os espaços internacionais relevantes e ao Alto Mar, Rios


Internacionais Espaços Externos e a Antártida com suas extremidades pelo mundo
sobre o direito Internacional, para conduzir as práticas e suas particularidades que
foi sobreposta pela esfera do Direito Internacional que deteriora os princípios
fundamentais.

Por tanto também discutiremos que direito internacional sobre o mar e suas
subdivisões legais, os rios internacionais, e o continente antártico. Por tanto também
observamos que o alto mar com suas convicções sobre as e autorias, os rios com
limites no exterior do mar com sua parte territorial 22 Km, definindo-o como uma
zona marítima contigua ao território , os principio básico que regula os rios
internacionais é o da soberania dos estados sobre trechos que correm dentro de
seus respectivos limites .

Entre as relações internacionais referentes ao continente antártico são reguladas


por intermédio do Tratado da Antártida e acordos acessórios.

São domínio público internacional e disciplinados pelo direito internacional, dentre


outros, o mar, os rios internacionais, o espaço aéreo, o espaço sideral e o continente
antártico, tendo em vista que necessária ordem e protocolos a serem seguidos para
iniciar atividades ou passagens pelas áreas de domínio internacional para que não
ocorra nenhum tipo de desavença ou desencontro de informações entre os países
soberanos.
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1. Alto Mar

O alto mar é um espaço coletivo no qual todos os Estados têm direitos


absolutamente iguais e onde não podem invocar qualquer direito preferencial que
não esteja consagrado na Convenção. O cenário mundial tem de extrema
importância para o tráfego internacional sobre o alto mar e tem a necessidade da
intervenção dos Estados no Direito e da internacionalidade das regras. Em termo
jurídico, a soberania interna dos Estados é exercida nos limites de cada território, já
a externa se dá por meio do direito internacional.

A delimitação de espaço em alto mar nos quais os Estados exercem seus direitos
coletivamente a obrigações ligadas a uma dimensão universalista da sociedade
humana, devendo sempre ser utilizado para fins pacíficos. Por ser um espaço
comum para todos os Estados e povos, a Convenção estabeleceu alguns direitos e
deveres que devem ser observados pelos Estados, ou seja, embora classificado
como um espaço comum, nesse ambiente os Estados possuem direitos específicos
e deveres disciplinados pela convenção.

1.1 Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM)

A Convenção das Nações Unidas sobre Direito do Mar é um tratado multilateral


sobre proteção da ONU em Montego Bay na Jamaica, e tem como objetivo de
manter suas normas jurídicas nos os mares e oceanos, e devem ser respeitadas por
todos os países,  da cooperação pacífica entre as Nações, em conformidade com os
princípios de justiça e igualdade de direitos, e possuir a promover a economia social
de todos os povos no mundo internacionalmente.

A Convenção estabelece um regime jurídico relativo ao mar territorial, a zona


contígua, e a zona econômica exclusiva. Defini também as normas relativas a
estreitos utilizados para navegações, águas dos arquipélagos dos Estados e regula
uma grande província do direito internacional sobre o alto mar dos os Estados e
entre outras situações.

1.2 Os Direitos dos Estados em alto mar

Aos direitos de soberania em alto mar a Convenção estabeleceu restrições a os


Estados, que as águas marítimas internacionais e o fluxo existente para suas
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respectivas faixas marítimas é estabelecida a ordem conforme o Decreto da lei


44490 sobre alto mar.

Decreto-Lei n.º 44490 Convenção sobre o alto mar, aprovada na 1.ª


Conferência de Direito do Mar, realizada em Genebra em 1958, e assinados em
28 de Outubro do mesmo ano.

CONVENÇÃO SOBRE O ALTO MAR

Os Estados partes à presente Convenção, Desejando codificar as regras do direito


internacional relativas ao alto mar, Reconhecendo que as disposições seguintes,
adoptadas pela Conferência das Nações Unidas sobre o direito do mar, realizada em
Genebra de 24 de Fevereiro a 27 de Abril de 1958, são essencialmente declarativas
de princípios estabelecidos do direito internacional, Acordaram nas disposições
seguintes:

ARTIGO 1.º - Entende-se por «alto mar» todas as partes do mar que não pertençam
ao mar territorial ou às águas interiores de um Estado.

ARTIGO 2.º - Estando o alto mar aberto a todas as nações, nenhum Estado pode
legìtimamente pretender submeter qualquer parte dele à sua soberania. A liberdade
do alto mar exerce-se nas condições determinadas nos presentes artigos e nas
outras regras do direito internacional. Ela comporta, nomeadamente, para os
Estados com ou sem litoral:

1) A liberdade de navegação;

2) A liberdade de pesca;

3) A liberdade de colocar cabos e oleodutos submarinos;

4) A liberdade de o sobrevoar.

Estas liberdades, assim como as outras liberdades reconhecidas pelos princípios


gerais do direito internacional, são exercidas por todos os Estados, tendo em
atenção razoável o interesse que a liberdade do alto mar representa para os outros
Estados.
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ARTIGO 3.º - 1. A fim de usufruir das liberdades do mar, em igualdade de condições


com os Estados ribeirinhos, os Estados sem litoral têm o livre direito de acesso ao
mar. Para esse efeito, os Estados situados entre o mar e um Estado sem litoral
concederão, de comum acordo e em conformidade com as convenções
internacionais em vigor:

a) Ao Estado desprovido de litoral, o livre trânsito através do seu território, numa


base de reciprocidade;

b) Aos navios arvorando o pavilhão deste Estado, um tratamento igual ao dos seus
navios ou aos navios de qualquer outro Estado no que se refere ao acesso aos
portos marítimos e sua utilização.

2. Os Estados situados entre o mar e um Estado desprovido de litoral regularão, de


comum acordo com este, tendo em consideração os direitos do Estado ribeirinho ou
de trânsito e as particularidades do Estado sem litoral, todas as questões relativas à
liberdade de trânsito e à igualdade de tratamento nos portos, no caso em que estes
Estados não sejam já partes às convenções internacionais em vigor.

2. Rios Internacionais

São denominados Rios Internacionais aqueles que correm em mais de um Estado,


a importância da navegação fluvial tomou-se aos interesses econômicos da
utilização dos recursos econômicos e da utilização dos recursos naturais (geração
de energia hidrelétrica ou irrigação, etc.) para criar a necessidade de disciplina
internacional para tais rios, tais como o Danúbio, na Europa, e a Bacia do Prata, na
América do Sul. A disciplina dessas situações é feita por meio de entendimentos ou
tratados específicos para cada situação e, até mesmo por atos unilaterais. Ao
contrário de outras províncias do domínio público internacional, não existe até o
momento uma convenção multilateral geral que regule.

O básico que regula os rios internacionais é o da soberania dos Estados sobre os


trechos que correm dentro de seus limites. A noção de livre navegação e distancias,
proposta por alguns interpretes, ainda não encontra uma grande aceitação. Com
relação ao aproveitamento industrial, agrícola ou energético das águas, também
mantem o princípio da soberania, embora o direito internacional previna que tais
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atividades, embora livremente empreendidas por um Estado dentro de seu território,


não devem prejudicar igual direito de Estado vizinho. Com relação à proteção
ambiental, vigora o princípio de que nenhum Estado tem o direito de permitir o uso
do seu território de maneira a causar danos sérios no meio ambiente.

2.1 Atos unilaterais

É o caso do Brasil com relação à livre navegação pelo rio Amazonas antes do
Tratado de Cooperação Amazônico, celebrado em 1978 pelos oito países
amazônicos: Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e
Venezuela.

2.2 Acordos internacionais

A prática internacional nesse quesito é constante. O acordo internacional em torno


do aproveitamento das grandes bacias fluviais convence, por dois motivos:

1. que a conclusão desses acordos exigiu muitos anos de estudos para solução de
varias diferenças;

2. de que essas dificuldades são corretas principalmente aos problemas específicos


e peculiares a cada bacia, problemas esses, bem diferenciados.

Em todo caso a solução bilateral ou multilateral foi feita após o estudo durante
longos anos das condições peculiares a cada bacia, partindo de princípios nem
sempre uniformes, mas que correspondem aos interesses dos Estados vizinhos.

2.2.1 Questão da navegabilidade

A liberdade de navegação foi vencendo, São Lourenço em 1854,Congo e Níger


em 1859, o Amazonas em 1867, até que a convenção de Barcelona, em 1921,
adotou o princípio da liberdade, com várias adesões.

Voltando ao Amazonas, verifica-se que pelo Decreto nº 3.749 de 1867:

a) foi declarada franca a sua navegação até a fronteira do Brasil;

b) do rio Tocantins até Cametá;

c) do Tapajós até Santarém;


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d) do rio Negro até Manaus;

e) do São Francisco até Penedo. f: evidente que esta liberdade de navegação não
exclui o exercício do chamado poder de polícia, ou seja, uma disciplina da
navegação do rio e de seu uso, como medida de segurança, a criação de alfândegas
e entrepostos com a consequente obrigação do Estado que tem o domínio do
balizamento do rio de assegurar a sua perfeita navegabilidade. Ao tratar dos rios
internacionais e de seu regime jurídico, é preciso fazer uma advertência inicial - cada
rio internacional e cada bacia internacional

2.2.2 Divisão

Os rios internacionais podem ser divididos pela seguinte forma:

a) rios limítrofes ou contíguos;

b) rios sucessivos;

c) rios limítrofes e sucessivos

Os primeiros são aqueles que servem de limite entre dois Estados, podendo
evidentemente, dividir Estados que atravessem sucessivamente. Será, entretanto,
limítrofe ou contíguo, na faixa respectivamente de cada Estado. Os segundos são
aqueles que atravessam dois ou mais Estados sem lhes servirem de limites. Cortam
sucessivamente os territórios de dois ou mais Estados. Os terceiros são os que em
parte servem de limites, em parte atravessam dois ou mais Estados. Eles podem
atravessar o território de um Estado, em seguida servem de limites entre dois
Estados ou mais e, finalmente, atravessam o território de um Estado.

2.3 Bacias

Foi imaginada para isso a teoria chamada das bacias, com a inclusão em um único
sistema, uma única bacia internacional, de toda a área banhada pelo rio
internacional. Partidário dessa solução é notadamente a International Law
Association, que formulou as suas normas nas chamadas regras de Helsinki,
aprovadas em sua sessão naquela capital em 1968. A verdade, porém, é que o
princípio agride os interesses econômicos, os planos de desenvolvimento, a livre
utilização das riquezas naturais do Estado atravessado pelo rio, por esse simples
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fato material. O domínio territorial do Estado abrange as águas e, portanto, também


os rios que correm pelo território, com as suas margens e terras adjacentes. O
Institut de Oroit International não aceitou aquela solução e, em sua sessão de 1961,
estabeleceu princípios que, não obstante, não se referiram às bacias fluviais,
limitando-se a afirmar os deveres de solidariedade e de respeito recíproco dos
Estados no uso dos rios internacionais.

O princípio da unidade da bacia, que deve abranger a área em que o rio é


contíguo e na qual ele atravessa um Estado, não é aceito por uma natural reserva
ao direito dos Estados sobre o seu inteiro domínio territorial, compreendendo as
águas.

3. Espaço Exterior

O espaço exterior nada mais é do que ao exterior do mundo, o espaço é toda


a área física do universo não ocupado por corpos celestes. Para a exploração do
espaço exterior da forma adequada regulamentada de forma pacífica e efetiva,
existe um contrato internacional chamado de tratado do espaço exterior assinado em
27 de janeiro 1967, Os tratados são fontes do direito internacional positivo que
podem ser distinto como todo acordo formal, fixado entre pessoas jurídicas de
Direito Internacional Público, havendo finalidades a produção de efeitos jurídicos,
esse tratado foi assinado pelos Estados Unidos, Reino Unido e União Soviética
formalizando o total de 105 países em todo o mundo, nesse contrato regem os
interesses da coletividade dos países conforme AEB (agencia espacial brasileira).

3.1 Tratado do Espaço do Exterior

O Tratado do Espaço exterior é reconhecido e aceito por todos os demais países.


Ao longo de seus anos de vigência, nenhum de tais países jamais se manifestou
contra qualquer de seus princípios e normas que são;

“1 – A exploração e o uso do espaço exterior serão realizados em benefício e no


interesse de toda a humanidade.”

“2 – O espaço exterior e os corpos celestes estão abertos à exploração e uso por


todos os estados, na base da igualdade e de acordo com o direito internacional”.
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“3 – O espaço exterior e os corpos celestes não poderão ser objeto de apropriação


nacional por proclamação de soberania, por uso ou ocupação, nem por qualquer
outro meio”.

“4 – As atividades dos estados relativas à exploração e uso do espaço exterior


deverão efetuar-se em conformidade com o direito internacional, inclusive a carta da
organização das nações unidas, com a finalidade de manter a paz e a segurança
internacionais e de favorecer a cooperação e a compreensão internacionais.”

“5 – Os estados têm a responsabilidade internacional sobre as atividades nacionais


realizadas no espaço exterior, sejam elas exercidas por organismos governamentais
ou por entidades não- governamentais, e de zelar para que as atividades nacionais
sejam efetuadas de acordo com as disposições enunciadas na presente declaração.
As atividades das entidades não governamentais no espaço exterior devem ser
objeto de autorização e de vigilância permanente do respectivo estado. Em caso de
atividades realizadas no espaço exterior por uma organização internacional, a
responsabilidade pelo cumprimento dos princípios expressos nesta declaração
caberá a esta organização internacional e aos estados que dela participem.”

“6 – Na exploração e uso do espaço exterior, os estados deverão guiar-se pelo


princípio da cooperação e da assistência mútua e exercerão todas as suas
atividades no espaço exterior, levando devidamente em conta os interesses
correspondentes dos demais estados. Se um estado tiver razões para crer que uma
atividade ou experiência espacial, planejada por ele ou por seus nacionais, possa
provocar interferência prejudicial às atividades de outros estados na exploração e
uso pacífico do espaço exterior, deverá promover as consultas internacionais
adequadas antes de empreender a referida atividade ou experiência. Qualquer
estado que tenha razões para crer que uma atividade ou experiência espacial,
planejada por outro estado, possa provocar interferência potencialmente prejudicial
às atividades de exploração e uso pacífico do espaço exterior, pode exigir a
realização de consultas sobre tal atividade ou experiência.”

“7 – O estado, em cujo registro figure o objeto lançado ao espaço exterior,


conservará sob sua jurisdição e controle o referido objeto e todo o pessoal do
mesmo objeto, enquanto se encontrarem no espaço exterior. A propriedade dos
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objetos lançados ao espaço exterior e de seus componentes não é afetada por sua
passagem pelo espaço exterior ou seu retorno à terra. Estes objetos e suas partes
componentes encontrados além dos limites do estado, em cujo registro está
inscritos, deverão ser restituídos a tal estado, que, a pedido, fornecerá seus dados
de identificação antes da restituição.”

“8 – Cada estado que efetue ou mande efetuar o lançamento de um objeto ao


espaço exterior, e cada estado, de cujo território ou base é efetuado o lançamento
do objeto, é responsável internacionalmente pelos danos causados por tal objeto a
outro estado ou a suas pessoas físicas ou jurídicas, na terra ou no espaço exterior.”

“9 – Os estados considerarão os astronautas como enviados da humanidade ao


espaço exterior e lhes prestarão toda assistência possível em caso de acidente,
perigo ou aterrissagem forçada no território de outro estado ou em alto-mar. os
astronautas que fizerem tal aterrissagem serão devolvidos com segurança e sem
demora ao estado de registro de seu veículo espacial.”

4. Antártida

A Antártica é o quinto maior continente do mundo, suas temperaturas podem


chegar a -80º C no inverno sendo quase inabitado mesmo no verão , quando as
condições são mais amenas , a população é de poucos habitantes a maioria não é
permanente, apenas turistas que permanecem nos navios ao longo da costa, fazem
este número aumentar para algumas dezenas de milhares durante os poucos dias
que duram os passeios.

É uma grande reserva com ênfase para pesquisas científicas e exploração de


riquezas minerais com a demanda de energia do próprio petróleo e do tesouro
principal a água doce, além do interesse para o transporte aéreo sendo um local
estratégico no caso de guerra e tendo uma enorme importância ambiental.

Com relação a parte do direito no domínio público no que se refere a Antártica,


em Washington no ano de 1959, foi celebrado um tratado de regulamentar o
continente na qual foi estabelecido que seria usado para fins específicos como
preservação de recursos biológicos, proibição de instalações de bases militares, e
testes com armas de qualquer natureza radioativa. Esse tratado não só apenas
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representou inovações ao propor um espaço continental inteiro como zona de paz,


cooperação internacional, também enfatizou implicitamente, posicionando-se entre
os primeiros que o fizeram, a ideia de uma ‘’comunidade internacional’’ com
personalidade jurídica.

Finalmente cabe destacar que a região é de fundamental importância para


biosfera, principalmente, no tocante as alterações climáticas. Contudo, devido às
conjecturas políticas essas regiões são distintamente reguladas pelo direito
internacional ambiental.

4.1 Tratado da Antártida

O Tratado que assegure a utilização da Antártida somente para fins pacíficos e


de que o prosseguimento da harmonia internacional na Antártida fortalecerão os fins
e princípios corporificados na Carta das Nações Unidas;

Concordaram no seguinte:

ARTIGO I

1. A Antártida será utilizada somente para fins pacíficos. Serão proibidas, inter
alia, quaisquer medidas de natureza militar, tais como o estabelecimento de bases e
fortificações, a realização de manobras militares, assim como as experiências com
quaisquer tipos de armas.

2. O presente Tratado não impedirá a utilização de pessoal ou equipamento


militar para pesquisa científica na Antártida e de colaboração para este fim,
conforme exercida durante o Ano Geofísico Internacional.

ARTIGO II

Persistirá, sujeita às disposições do presente Tratado, a liberdade de pesquisa


científica na Antártida e de colaboração para este fim, conforme exercida durante o
Ano Geofísico Internacional.

ARTIGO III
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1. A fim de promover a cooperação internacional para a pesquisa científica na


Antártida, como previsto no artigo II do presente Tratado, as Partes Contratantes
concordam, sempre que possível e praticável, em que:

a) a informação relativa a planos para programas científicos, na Antártida, será


permutada a fim de permitir a máxima economia e eficiência das operações;

b) o pessoal científico na Antártida, será permutado entre expedições e


estações;

c) as observações e resultados científicos obtidos na Antártida serão


permutados e tornados livremente utilizáveis.

2. Na implementação deste artigo, será dado todo o estímulo ao


estabelecimento de relações de trabalho cooperativo com as agências
especializadas das Nações Unidas e com outras organizações internacionais que
tenham interesse ou técnico na Antártida.

ARTIGO IV

1. Nada que se contenha no presente Tratado poderá ser interpretado como:

a) renúncia, por quaisquer das Partes Contratantes, a direitos previamente


invocados ou a pretensão de soberania territorial na Antártida;

b) renúncia ou diminuição da posição de qualquer das Partes Contratantes


quanto ao reconhecimento dos direitos ou reivindicações ou bases de reivindicação
de algum outro Estado quanto à soberania territorial na Antártida.

2. Nenhum ato ou atividade que tenha lugar, enquanto vigorar o presente


Tratado, constituirá base para proclamar, apoiar ou contestar reivindicação sobre
soberania territorial na Antártida. Nenhuma nova reivindicação, ou ampliação de
reivindicação existente, relativa à soberania territorial na Antártida será apresentada
enquanto o presente Tratado estiver em vigor.
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CONCLUSÃO

Com base nos contextos estudados e apresentados neste trabalho, conclui-se que
este material acadêmico poderá servir de estudo para os interessados em aprender
sobre determinadas áreas do direito internacional aqui abordadas, como o
funcionamento do direito na Antártica, o Espaço-Exterior, o direito que rege sobre os
oceanos que cruzam todo mundo, se denominando Alto-mar, e também, os rios que
cruzam áreas sob domínio de mais de um estado, se denominando rios
Internacionais, bem como as demais matérias pertinentes ao direito internacional,
combinadas entre os países participantes de cada acordo, visando maior igualdade
para os interesses da humanidade como um todo. Para atestar os conceitos
relatados, disponibilizaremos a seguir as fontes consultadas para o desenvolver
deste documento.

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REFERÊCIAS BIBLIOGRÁFICAS

http://www.aquaseg.ufsc.br/files/2011/07/Conven_Alto_mar_1958.pdf acessado em
28/04/2020

https://estudosaduaneiros.com.br/direito-do-mar/ acessado em 29/04/2020 as 22:53

https://jus.com.br/artigos/71425/alto-mar-e-o-direito-internacional-publico acessado
em 02/05/2020 as 17:35

https://www.infoescola.com/direito/direito-maritimo/ acessado em 02/05/2020 as


18:58

http://www.lawinter.com/62007dfalawinter.htm acessado em 02/05/2020 acessado


em 02/05/2020 as 20:16

http://direitofocado.blogspot.com/2016/05/dominio-publico-internacional.html

https://www.studocu.com/pt-br/document/universidade-de-passo-fundo/direito-
internacional-publico/tarefas-obrigatorias/trab-prova-dip-areas-de-dominio-publico-
internacional-espaco-aereo-mar-zona-economica-exclusiva/4413491/view acessado
em 02/05/2020 as 20:22

https://slideplayer.com.br/slide/10328688/ acessado em 02/05/2020 as 21:50

http://portal-antigo.aeb.gov.br/50-anos-da-declaracao-da-onu-que-originou-o-tratado-
do-espaco/ acessado em 02/05/2020 as 18:26

https://www.jornalciencia.com/tratado-do-espaco-exterior-celebra-seu-50o-
aniversario-e-pode-sofrer-mudancas/ acessado em 02/05/2020 as 19:42

https://jus.com.br/artigos/7561/o-espaco-exterior-e-seu-direito-de-uso-e-exploracao
acessado em 02/05/2020 as 20:33

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/1970-1979/D75963.htm acessado em
06/05/2020 as 14:35
15

https://ambitojuridico.com.br/edicoes/revista-118/elementos-introdutorios-do-direito-
internacional-publico/ acessado em 06/05/2020 as 18: 35

https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-73292000000100010
acessado em 06/05/2020 as 19:22

http://www.lawinter.com/72005dfalawinter.htm acessado em 06/05/2020 as 19:53

https://www.researchgate.net/publication/265757272_Rios_Internacionais_e_Desenv
olvimento acessado em 06/05/2020 as 20:45

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