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HISTÓRIA - Terceiro Ano (3C)

Atividades de Recuperação – 1º Bimestre - 2020


Prof Jacinto Donizeti

A Ascensão do Fascismo e do Nazismo


O período do entre guerras (1919-1939) foi a época do descrédito e da crise da sociedade liberal.
Essa sociedade, agora desacreditada, havia sido forjada no século XIX, com a afirmação do
capitalismo como sistema econômico "perfeito". Na segunda metade deste século, o mundo
absorvia os progressos da segunda fase da Revolução Industrial cujo auge se situa entre 1870 e
1914. O imperialismo e colonialismo europeu deram aos principais países desse continente a
hegemonia do mundo e, por isso, uma ótica de encarar o futuro de forma entusiástica e otimista.

Após a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), pólos de poder acabaram (Alemanha, Inglaterra,
França, Rússia, etc.). Na América, os Estados Unidos, com sua economia intacta, se tornaram os
"banqueiros do mundo". Na Ásia, após a Revolução Meiji (1868), o Japão se industrializara se
tornou imperialista e aproveitou o conflito mundial para estender seu poderio na região.

Na descrença dessa sociedade pós-guerra, os valores liberais


(liberdade individual), política, religiosa, econômica, etc.
começaram a ser colocados sob suspeita por causa da
impotência dos governos para fazer frente a crise econômica
capitalistas que empobrecia cada vez mais exatamente o
setor social que mais defendia os valores liberais: a classe
média.

Concomitantemente, as várias crises provocaram o


recrudescimento dos conflitos sociais e, o mundo assiste
imediatamente após a guerra, uma série de movimentos de
esquerda e um fortalecimento dos sindicatos. O movimento
operário já havia se cindido entre socialistas ou social-
democratas (marxistas que haviam abandonado a tema de
luta armada e aderiram à prática político-partidária do
liberalismo) e comunistas (formados por frações que se destacaram do movimento operário
seguindo os métodos bolchevistas vitoriosos na Rússia (1917). Esse dois grupos eram
antagônicos.

Toda a euforia e otimismo foi substituído por um pessimismo que beirava o descontrole após a
guerra. Esse pessimismo era sentido entre os intelectuais de classe média, e se manifestou
principalmente no antiplarlamentarismo, no irracionalismo, no nacionalismo agressivo e na
proposta de soluções violentas e ditatoriais para solucionar os problemas oriundos da crise.

Os países mais afetados pela política social-democrata foram a Alemanha (derrotada), a Itália
(mesmo vitoriosa, insatisfeita com os resultados da guerra) onde, a crise se manifestou de forma
mais violenta. Nesses países o liberalismo não conseguira se enraizar. Ambos possuíam
problemas nacionais latentes, por isso, a formação de grupos de extrema-direita, compostos por
ex-militares, profissionais liberais, estudantes, desempregados, ex-combatentes, etc., elementos
que pertenciam a uma classe média que se desqualificava socialmente e eram mais sensíveis
aos temas antiliberais, nacionalistas, racistas, etc.

Na Itália, Mussolini e na Alemanha, Hitler formavam organizações paramilitares que utilizavam a


violência para dissolver comícios e manifestações operárias e socialistas, com a conivência das
autoridades, que viam no apoio discreto ao fascismo um meio de esmagar o "perigo vermelho",
representado por organizações de extrema-esquerda, mesmo as moderadas como os socialistas.

De início, esses grupos que eram mais ou menos marginalizados se valiam de tentativas
golpistas para a tomada do poder como foi o caso do "putsh" de Munique, dado pelo Partido
Nazista na Alemanha.

À medida que a crise se aprofundava e o Estado não a debelava assim como se mostrava
incapaz de sufocar as agitações operárias, essas organizações fascistas e nazistas viam
aumentar seus quadros de filiação partidária. Os detentores do capital passaram a financiar essas
organizações de direita, vendo na ascensão delas um meio de esmagar as reivindicações da
esquerda e a possibilidade de se posta em prática uma política imperialista no sentido de abertura
de novos mercados. Por essa atitude dos capitalistas entende-se porque tanto Mussolini quanto
Hitler chegaram ao poder por vias legais.

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1. Sociedade em crise no entre guerras

2. Período auge da Revolução Industrial

3. Origem do otimismo Europeu

4. Os “banqueiros do mundo” após Primeira Guerra Mundial

5.Fez o Japão se industrializar a partir de 1868.

6.. A classe que defendia os valores liberais

7. Grupos divergentes do movimento operário

8. Grupos sociais que formavam o movimento de extrema-direita

9. Os inimigos comuns do Nazifacismo

10. Classe que apoiou o nazifacismo


HISTÓRIA - Terceiro Ano (3C)
Atividades de Recuperação – 2º Bimestre – 2020
Prof Jacinto Donizeti

O que foi a Segunda Guerra Mundial


A Segunda Guerra Mundial foi um conflito bélico que ocorreu na primeira metade do século XX,
envolveu mais de setenta nações, opondo os Aliados às Potências do Eixo. A guerra teve início
em 1 de setembro de 1939 com a invasão da Polônia pela Alemanha e as subsequentes
declarações de guerra da França e da Grã-Bretanha, estendendo-se até 2 de setembro de 1945.

Esta guerra mobilizou mais de 100 milhões de militares, e acarretou a morte de,
aproximadamente, setenta milhões de pessoas (aproximadamente 2% da população mundial da
época), a maior parte foram civis. É considerado  o maior e mais sangrento conflito de toda a
história da humanidade.

As principais nações que lutaram pelo Eixo foram: Itália, Japão e Alemanha. As que lutaram pelos
Aliados foram especialmente: França, Grã-Bretanha, Estados Unidos  e União Soviética.

A guerra terminou  com a rendição das nações do Eixo, seguindo-se a criação da ONU
(Organização das Nações Unidas), o início da Guerra Fria entre Estados Unidos e União
Soviética (que saíram do conflito como superpotências mundiais) e a aceleração do processo de
descolonização da Ásia e da África.

Segunda Guerra Mundial


A Segunda Guerra Mundial, iniciada em
setembro de 1939, foi a maior catástrofe
provocada pelo homem em toda a sua longa
história.

Envolveu setenta e duas nações e foi


travada em todos os continentes, de forma
direta ou indiretamente. O número de mortos
superou os cinquenta milhões, havendo
ainda uns vinte e oito milhões de mutilados.

É difícil de calcular quantos outros milhões


saíram do conflito vivos, mas completamente
inutilizados devido aos traumatismos
psíquicos a que foram submetidos
(bombardeios aéreos, torturas, fome e medo permanente). Outra de suas características, talvez a
mais brutal, foi a supressão da diferença entre aqueles que combatem no fronte e a população
civil na retaguarda. Essa guerra foi total. Nenhum dos envolvidos selecionou seus objetivos
militares excluindo os civis.

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Soldados da Segunda Guerra

Atacar a retaguarda do inimigo, suas cidades, suas indústrias, suas mulheres, crianças e velhos
passou a fazer parte daquilo que os estrategistas eufemisticamente classificavam como "guerra
psicológica" ou "guerra de desgaste". Naturalmente que a evolução da aviação e das armas
autopropulsadas lhes permitiu que a antiga separação entre linha de frente e retaguarda fosse
suprimida.

Se a Primeira Guerra Mundial provocou um custo de 208 bilhões de dólares, esta atingiu a
impressionante cifra de 1 trilhão e 500 bilhões de dólares, quantia que, se investida no combate
da miséria humana a teria suprimido da face da terra. Aproximadamente 110 milhões de homens
e mulheres foram mobilizados, dos quais apenas 30% não sofreram morte ou ferimento.

Como em nenhuma outra, o engenho humano foi mobilizado integralmente para criar
instrumentos cada vez mais mortíferos, sendo empregados a bomba de fósforo, a napalm e
finalmente a bomba política de genocídio em massa, construindo-se campos especiais para tal
fim. ComoA cu disse o historiador R.A.C. Parker: "O conceito que a humanidade tinha de si
mesmo, nunca voltará a ser o mesmo".

Enfim a Liga das Nações, órgão instituído para manter a paz entre as nações, não conseguiu
cumprir o seu papel, e esfacelou mediante a corrida militarista preparada pelas nações
inconformadas pela hegemonia política e militar exercida pelos vencedores da Primeira Guerra
Mundial. Sem possuir uma única razão, essa guerra foi consequência do exacerbado
desenvolvimento industrial das nações europeias. De certa forma, levando em consideração suas
especificidades, a Segunda Guerra parecia uma continuidade dos problemas da Primeira Guerra.

Desta forma, a Segunda Guerra é considerada como uma verdadeira guerra mundial, sendo uma
consequência de um conjunto de continuidades e questões mal resolvidas pelos tratados de paz
estabelecidos após a Primeira Guerra Mundial. Os confrontos foram divididos entre duas grandes
coalizões militares: os Aliados, liderados por Estados Unidos, Inglaterra, França e União
Soviética; e o Eixo, composto pela Itália, Alemanha e Japão. Em consequência de suas maiores
dimensões, os conflitos foram desenvolvidos na Europa, Norte da África e países do Oceano
Pacífico.

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1. Período da Segunda Guerra Mundial

2. Vítimas da Segunda Guerra Mundial

3. As principais nações do Eixo envolvidas

4. Principais nações do Aliados

5. Duas consequências com o fim da Segunda Guerra

6. A tática da guerra psicológica

8. O custo financeiro da Segunda Guerra

9. A causa primeira que motivou a Segunda Guerra

10.Governava o Brasil durante a Segunda Guerra