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Universidade Católica de Moçambique

Instituto de Educação à Distância

Exercício 1

Tionércio João Vilanculos – 708200238

Curso: Licenciatura em Ensino de Geografia

Disciplina e Código: Pedogeografia G0139

Ano de Frequência: 1º Ano

Docente: dr. Daniela Biché

Maputo, Abril, 2020


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clara do
problema)
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objectivos
 Metodologia
adequada ao
2.0
objecto do
trabalho
 Articulação e
domínio do
discurso
académico
(expressão
2.0
Conteúdo escrita
cuidada,
coerência /
Análise e coesão
discussão textual)
 Revisão
bibliográfica
nacional e
2.
internacionais
relevantes na
área de estudo
 Exploração dos
2.0
dados
 Contributos
Conclusão teóricos 2.0
práticos
Aspectos Formatação  Paginação, tipo 1.0
gerais e tamanho de
letra,
paragrafo,
espaçamento
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Normas APA  Rigor e
Referênci
6ª edição coerência das
as
em citações citações/referê 4.0
Bibliográfi
e ncias
cas
bibliografia bibliográficas
Folha para recomendações de melhoria:A ser preenchida pelo tutor
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1. O Objecto de Estudo da Pedogeografia é o esclarecimento da génese dos solos e todos
processos e fenómenos que nele correm, bem como as diferenças de tipos de solos de um
lugar para o outro e os objectivos da ciência pedográfica reside no estudo da distribuição
dos solos e das associações características em os solos e a vegetação, drenagem, o revelo,
as rochas e o clima.
2. Compsição do solo. O solo é composto por três fases de matéria: sólida, composta por
fragmentos líticos e grãos de minerais primários como o quartzo, os feldspatos e as micas,
e uma parte orgânica, normalmente constituída por húmus, liquida, essencialmente
formada por água que se infiltrou e gasosa, constituída pelo ar e por outros gases
libertados na sequência da actividade biológica característica de um solo, como o metano.

1. Dissolução é o tipo de meteorização onde, ocorre a reacção dos minerais com a água ou
com um ácido e oxidação é o processo de meteorização química, pelo qual o oxigénio
atmosférico (pode estar dissolvido na água) reage com os iões dos minerais, produzindo
óxidos. Este processo é especialmente importante na meteorização de minerais, com
teores de ferro elevados (minerais ferromagnesianos – olivinas piroxenas e as anfíbolas).
2. A rocha mãe, determina a velocidade da sua alteração, a natureza dos elementos cedidos
ao solo e os produtos de origem secundária formados. A natureza da rocha mãe também
influencia a permeabilidade do solo, o que por sua vez afecta os processos biológicos que
ai decorrem, ela depende das condições do clima. A duração de influência da rocha mãe é
muito curta nas regiões quentes e extremamente húmidos. Já em regiões áridas, a
influência da composição da rocha mãe dura indefinidamente.

1. Perfil e Horizonte do solo

Os elementos e as características do solo costumam seguir uma combinação de diferentes


características, tais como: o tipo de rocha mãe, idade do solo, transporte de sedimentos
advindos de outras áreas, presença de matéria orgânica resultante da decomposição de seres
vivos.

Horizonte do solo

Horizonte O – é o horizonte orgânico formado a partir da decomposição de materiais


orgânicos de origem animal e vegetal.
Horizonte A – é o horizonte mineralógico que, como o nome indica, é composto por
compostos minerais oriundos da rocha mãe (a rocha que se decompôs e deu origem ao solo) e
também de outras áreas. Geralmente, essa camada apresenta uma boa quantidade de material
orgânico decomposto, o que faz com que também se chame de solo humífero.

Horizonte B – é o horizonte de composição essencialmente mineral. Ele é formado pela


acumulação de argila e também de oxi-hidróxicos de ferro e alumínio.

Horizonte C – é a zona de transição entre o solo e a sua rocha formadora, sendo chamado
também de saprolito. É formado por alguns sedimentos maiores e menos decompostos,
representando o processo de decomposição da rocha.

2. Horizonte O é constituído por horizontes orgânicos que se formaram sobre o solo mineral.
Aí se encontram detritos derivados da morte de plantas e animais. O horizonte O ocorre
geralmente nas áreas florestais e geralmente está ausente nas regiões de savana.

As zonas específicas deste horizonte são:

 Oi - horizonte orgânico de resíduos de plantas e animais, ligeiramente decompostos;


 Oe - horizonte orgânico com resíduos orgânicos medianamente decompostos;
 Oa - horizonte orgânico com resíduos orgânicos com um elevado grau de
decomposição.

1. Composição ideal do solo para a agricultura: A composição do solo depende do relevo,


das rochas e das plantas existentes no lugar, além dos efeitos provocados pelo clima
predominante na região onde se localiza. Deve ser constituído de 50% de material sólido
(45% material mineral 5% material orgânico) e 50% de poros (25% areação e 25%
armazenamento de água).
2. A natureza e arranjo dos átomos em uma partícula de solo, isto é, a sua composição
química, influencia de forma significativa na permeabilidade, compressibilidade,
resistência ao cisalhamento e na propagação de tensões nos solos, especialmente aqueles
de natureza mais fina. Existem, com efeito, certos minerais que conferem propriedades
especiais
1. O Solo é orgânico quando apresenta composições próprias que os classificam, sejam elas
químicas, formato, coloração, densidade e outras características. Com o solo orgânico, são
as matérias orgânicas que o consistem como decomposições de seres vivos e micro
organismos. O solo orgânico pode ser composto por húmus e a turfa.
2. Factores que influenciam no teor da matéria orgânica no solo: A quantidade de Matéria
Orgânica do Solo, taxa de mineralização, textura do solo e clima.

1. O húmus do tipo mull está associado a uma grande produtividade vegetal, solos ricos e
aerados, sendo evidente a presença de uma descontinuidade morfológica entre a matéria
orgânica de superfície (restos florestais) e o horizonte A e húmus Mor é caracterizado pela
imobilização dos nutrientes nas plantas. Pela escassez de actividade de fauna e do fungo
da podridão branca, ou seja, uma actividade biológica muito pobre.
2. Segundo Botelo, húmus é a fracção da matéria orgânica do solo contendo considerável
resistência a decomposição, de cor escura, de natureza heterogenia e manifestando um
elevado grau de propriedades colidais enquanto segundo Worksman, é um elemento
heterogénio no qual se pode isolar numerosos compostos químicos e que se caracterizam
nos certos grupos gerais variando quantitativamente e qualitativamente com a sua
proveniência.

1. Considerando o solo como uma entidade viva, e não somente como um mero substrato em
que as plantas se desenvolvem, sim, podemos dizer que o solo respira.
2. O ar do solo é o mecanismo de troca dos gases, que evita deficiência de oxigénio e toxidez
de co2 nestes solos e O ar atmosférico é formado por vários gases, vapor de água,
microrganismos e impurezas (poeira e fuligem).

1. O solo é um meio vivo e dinâmico que sustenta nossa vida na Terra, 95% da nossa comida
vem do solo – e se gerida de forma sustentável, poderia produzir 58% mais alimentos a
nível mundial. Leva mais de mil anos para formar dois centímetros de solo superficial, e
apenas um punhado dele pode conter bilhões de micro-organismos.

Essa camada superficial da crosta terrestre, é o suporte da paisagem, das actividades humanas
e de grande parte da vida na Terra. É constituído por partículas minerais, matéria orgânica,
água, ar e organismos vivos, formando um habitat de enorme biodiversidade e um
reservatório de nutrientes. Um grama de solo em boas condições pode conter 600 milhões de
bactérias de 20 mil espécies diferentes.

2. Importância do solo para agricultura e silvicultura.

O solo é fundamental na composição do ecossistema terrestre, pois é dele que as plantas


retiram todos os nutrientes necessários para se desenvolverem.

O tipo de solo é muito importante para as plantações e o desenvolvimento da agricultura.


Nesse sentido, não são todos os solos que auxiliam na reprodução de plantas. Isso porque há
solos pobres de nutrientes, os quais impedem o desenvolvimento da flora. Para melhorar os
problemas ambientais causados no solo, a produção sustentável de alimentos através da
agricultura biológica tem sido uma boa alternativa.

Na silvicultura, o solo impacta tanto no tempo de corte quanto na qualidade da madeira, ou


seja é factor determinante para a lucratividade do produtor.

1. A cor do solo é uma importante propriedade morfológica do solo sendo facilmente


determinada no campo. A cor do solo reflecte, na maioria dos solos tropicais,
basicamente, a composição de cores de minerais de ferro e o conteúdo de matéria orgânica
presente no solo. A cor de um horizonte ou camada pode ser relativamente uniforme ou,
apresentar misturas de diferentes cores. A cor do solo é facilmente determinada em campo
pela comparação visual de amostras secas e húmidas
2. A textura do solo tem importância fundamental nos fenómenos físicos e químicos que
ocorrem no solo. Quanto maior o teor de argila, para um mesmo tipo de argila, maior a
área específica do solo e maior a intensidade de fenómenos como retenção de água,
capacidade de troca, resistência à erosão e fixação de fósforo.

1. Os graus de desenvolvimento da estrutura


 Estrutura fraca é mal formada a partir de agregados indistintos que mal podem ser
observados no local. Quando removido do perfil, o material do solo se decompõe em
uma mistura de muito poucos agregados inteiros, muitos agregados quebrados e muito
material não agregado;
 A estrutura moderada é bem formada a partir de agregados distintos que são
moderadamente duráveis e evidentes, mas não distintos em solos não perturbados.
Quando removido do perfil, o material do solo se decompõe em uma mistura de
diversos agregados distintos, alguns agregados quebrados e pouco material não
agregado;
 A estrutura forte é bem formada a partir de agregados distintos, duráveis e bastante
evidentes em solos não perturbados. Quando removido do perfil, o material do solo
consiste em grande parte de agregados inteiros e inclui poucos quebrados e pouco ou
nenhum material não agregado.
2. Explica as variações da consistência do solo
 Consistência seca - avalia o grau de resistência à quebra ou esboroamento do torrão. É
classificada em solta, macia, ligeiramente dura, dura, muito dura, extremamente dura.
 Consistência húmida - é dada pela friabilidade do torrão ligeiramente húmido. É
classificada em solta, muito friável, friável, firme, muito firme, extremamente firme.
 Consistência molhada - é observada em amostras molhadas, amassadas e
homogeneizadas nas mãos. Avalia-se a plasticidade (capacidade do material em ser
moldado), em três tipos: não plástica, ligeiramente plástica e muito plástica e; a
pegajosidade (capacidade de aderência), em três tipos: não pegajosa, ligeiramente
pegajosa e muito pegajosa.

1. Explica a propriedade ph do solo


O pH ou potencial hidrogeniônico é a medida do grau de acidez de uma solução e é definido
pelo teor de íons hidrônio (H3O+) livres por unidade de volume. Quanto menor for o valor do
pH, mais ácida será a solução, isso porque a escala de pH é logarítmica. Como mostrado a
seguir, o pH é o logaritmo negativo da concentração de íons hidrônio na base 10:

pH = - log [H3O+]

[H3O+] = 10-pH

2. A acidez do solo tem origem nas rochas que formam o solo, na interacção do solo com o
clima - principalmente em áreas onde a pluviosidade é elevada-, na absorção dos sais
alcalinos pelas plantas cultivadas ou na reacção de ácida de certos produtos utilizados na
fertilização do solo. Como é que se faz a determinação do ph no solo.
1. Explica de que maneira o clima participa na formação dos solos

A maior parte dos agentes intempéricos está relacionada com processos meteorológicos e
climatológicos, a exemplo da água das chuvas, dos ventos e da temperatura. Assim, o tipo
climático e suas variações ao longo do tempo são determinantes para a formação dos solos e
também para a velocidade do desgaste do material original.

Regiões de clima mais quente tendem a apresentar processos mais acelerados de formação dos
solos, pois o calor acelera as relações químicas. A intensidade e frequência das chuvas, a
pressão atmosférica, o índice anual de insolação e a força dos ventos também são factores
importantes nesse contexto.

2. Os factores que controlam os processos de formação e evolução de um solo

Adição: São quaisquer contribuições externas, ao perfil do solo como adição de matéria
orgânica, (restos orgânicos de animais e vegetais ),deposições eólicas (poeira, areia,
etc.)deposições antrópicas (restos de cerâmica, ossos, etc.) e cinzas trazidas pelo vento,
materiais depositados por meio das inundações, enchentes, ou movimento de massa nas
encostas.

Remoção Ou Perda: pode ocorre em superfície ou em profundidade. Por superfície envolve


principalmente, exportação de nutrientes pelas colheitas, perdas de compostos voláteis por
queimadas, perdas por erosão hídrica ou eólica, etc. As perdas em profundidade
compreendem lixiviação de substâncias inorgânicas, e ou orgânicas, pelo lençol freático e
perdas laterais de soluções com íons reduzidos.

Translocação: Corresponde ao movimento de materiais de um horizonte para outro dentro do


perfil do solo como matéria orgânica, argila silicatada, e óxidos.

Transformação: Consiste na transformação física, química ou biológica dos constituintes do


solo, envolvendo síntese, resistência e decomposição.