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Relatorio sobre a osmose

Biologia
16 pag.

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Relatório de Atividade Experimental de Biologia e Geologia - 10º ano Ano letivo 2018/2019

Nome: João Filipe Oliveira da Silva Nº 14


João Paulo de Sousa Carvalho Nº 15 T: 10ºB Data: 14 / 03 / 2019
Diogo Pinto Gonçalves Nº 10

Classificação ______________________________ Prof: ____________ Enc. Ed. ____________

Título: Osmose

Fig. 1 - Sardinheira

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1 – Introdução/Objetivos:

Todas as células encontram-se envolvidas por uma estrutura membranar,


designada por membrana plasmática, plasmalema ou membrana celular. Esta
membrana tem como função separar o meio intracelular do meio extracelular, e
realizar a troca de substâncias entre os dois meios.

Proteína
s
Membrana
Lípido
Plasmática
s

Glícido

As proteínas presentes na membrana plasmática podem ter função estrutural


ou função de transporte de substâncias. Funcionam, também, como recetores de
estímulos químicos.

Os lípidos constituintes da membrana são, maioritariamente, fosfolípidos,


colesterol e glicolípidos. Os fosfolípidos e os glicolípidos são moléculas anfipáticas,
ou seja, possuem uma extremidade hidrofílica e uma extremidade hidrofóbica. O que
difere entre elas é que a extremidade hidrofílica é polar, apresentado afinidade com
a água, e a extremidade hidrofóbica é apolar, não possuindo, dessa forma, afinidade
com a água. O colesterol é insolúvel em água.

Os glícidos situam-se no exterior da membrana plasmática. A sua função é


reconhecer substâncias por parte da célula.

Fig. 2 – Localização da parte


hidrofílica e hidrofóbica

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1.1-Evolução dos modelos da membrana plasmática

Em 1885, Nageli e Cramer descobriram que a célula possuía uma membrana


que a envolvia.
Já em 1899, Overton deduziu que a membrana deveria ser constituída por
lípidos, baseando-se no facto de, quanto mais lipossolúvel for uma substância, maior
a velocidade de penetração na célula.
Após verificar-se (com eritrócitos) que a quantidade de fosfolípidos isolados
da membrana era suficiente para criar uma dupla camada, Gorter e Grendel, em
1925, apresentaram um modelo estrutural da bicamada fosfolipídica.

Fig. 3 – Modelo proposto por


Gorter e Grendel (1925)

Mais tarde, devido à permeabilidade e tensão superficial da membrana


celular, foi possível concluir que as membranas seriam estruturas mais complexas do
que simples bicamadas lipídicas.
Davson e Danielli propuseram um modelo onde a bicamada fosfolipídica seria
revestida interna e externamente por uma camada de proteínas.
Em 1954, os mesmos cientistas propuseram uma alteração ao modelo
anterior. Segundo este modelo, a membrana celular possuiria poros revestidos
internamente por proteínas, onde poderiam atravessar a membrana substâncias
polares.

Fig. 4 – Modelo proposto por Fig. 5 – Modelo proposto por


Davson e Danielli (1935) Davson e Danielli (1954)

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Porém, algumas análises quantitativas não eram compatíveis com o modelo de
Davson e Danielli, tais como:
 as proteínas não poderiam revestir toda a superfície da bicamada
fosfolipídica;
 quando as membranas se sujeitavam a uma ação enzimática, a camada
fosfolipídica era mais facilmente danificada do que as proteínas;
 as proteínas se destacavam da membrana com facilidade, enquanto que
outras dificilmente conseguiam ser removidas;
 as proteínas da membrana estariam dispostas na superfície dos
fosfolípidos, implicando que algumas regiões hidrofóbicas teriam que
estar em contacto com a água.

Por todos estes motivos, surgiu um outro modelo que, atualmente, é o mais
aceite. Este modelo, proposto em 1972 por Singer e Nicholson, designa-se Modelo
de Mosaico Fluido.

Fig. 6 – Modelo do Mosaico


Fluido (1972)

O Modelo do Mosaico Fluido é assim designado devido ao facto da membrana


não ser uma estrutura rígida, existindo movimentos das moléculas que a constituem,
sendo, assim, de grande fluidez. Verifica-se que as moléculas fosfolipídicas têm
grande mobilidade lateral. Ocasionalmente, podem ocorrer movimentos transversais
de fosfolípidos de uma camada para a outra (movimentos de flip-flop).

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Tal como os lípidos, algumas proteínas também apresentam mobilidade,
podendo-se classificar em proteínas periféricas e proteínas integradas.

As proteínas periféricas (extrínsecas) situam-se à superfície, podendo ser


facilmente isoladas da membrana.

As proteínas integradas (intrínsecas) estão fortemente ligadas às zonas


hidrofóbicas dos lípidos, podendo atravessar a membrana de um lado ao outro
(proteínas transmembranares)

Fig. 7 – As proteínas
periféricas e integradas

1.2-Movimentos transmembranares

A membrana apresenta maior permeabilidade para umas substâncias em


relação a outras, podendo ser até impermeáveis a alguns compostos.

As substâncias podem atravessar a membrana celular através de diversos


processos:

 Transporte Não Mediado


 Transporte Mediado
 Transporte em Quantidade

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Osmose

Transporte
Não Mediado
Difusão
Simples

OSMOSE

Processo físico onde a água atravessa a membrana a favor do gradiente, ou


seja, do meio onde existem mais moléculas de água para um meio onde existem menos
moléculas de água.

A solução pode ser hipertónica, hipotónica ou isotónica.

Uma solução é hipertónica se a concentração de solutos do meio interno for


superior à do meio externo, hipotónica se a concentração de solutos do meio interno
for inferior à do meio externo e isotónica se as concentrações de solutos do meio
externo e do meio interno forem iguais.

Este é o tema deste relatório, uma vez que a questão problema é “Em que
sentido ocorre o fluxo de água na membrana celular.

Entrada de água Aumento do Menor concentração


no vacúolo volume da célula de pigmentos

Cor mais clara Célula túrgida

Saída de água Diminuição do Maior concentração


no vacúolo volume da célula de pigmentos

Cor mais Célula


intensa plasmolisada

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Fig. 8 – Células túrgidas e plasmolisadas

DIFUSÃO SIMPLES

Processo físico onde as substâncias atravessam a membrana a favor do


gradiente de concentração, ou seja, do meio onde a substância está mais
concentrada para o meio onde está menos concentrada.

Não há dispêndio de energia.

Através desta difusão, algumas moléculas apolares de pequenas dimensões e


alguns iões conseguem passar a membrana.

A velocidade com que este processo ocorre está diretamente relacionada com as
diferenças de concentração entre o meio interno e externo, como é possível ver no
gráfico seguinte.

Fig. 9 – Relação entre a velocidade e Fig. 10 – Representação da difusão


a concentração na difusão simples simples

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Difusão
Facilitada

Transporte
Mediado

Transporte
Ativo

DIFUSÃO FACILITADA

Processo físico onde as substâncias atravessam a membrana a favor do


gradiente de concentração e com a ajuda de algumas proteínas transportadoras –
permeases.

Não há dispêndio de energia.

Através desta difusão, algumas moléculas polares passam a membrana


celular, nomeadamente a glicose, alguns aminoácidos e algumas vitaminas.

A velocidade da difusão facilitada depende, também, do número de


permeases disponíveis, além da concentração da substância a transportar. Quando
todas as proteínas estão ocupadas, ficam saturadas, estabilizando a velocidade de
difusão.

Fig. 11 – Diferença entre a difusão Fig. 12 – Representação da difusão


simples e facilitada. facilitada
A: Difusão facilitada
B: Difusão simples

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TRANSPORTE ATIVO

Processo onde as substâncias atravessam a membrana contra o gradiente de


concentração e com a ajuda de proteínas transportadoras – ATPases.

Há consumo de energia (hidrólise de ATP).

Capta do meio externo substâncias necessárias ao metabolismo celular.

Através da hidrólise do ATP, a bomba de sódio e potássio permite a saída de


três iões Na+ e a entrada de dois iões K+.

Fig. 13 – Representação do transporte ativo

Fagocitose

Endocitose Pinocitose

Transporte em
Endocitose
quantidade
com recetores

Exocitose

Endocitose: processo de transporte de substâncias do meio exterior para o


interior da célula, através de vesículas limitadas por membranas – vesículas
endocíticas

Exocitose: processo de transporte de substâncias do meio interior para o


exterior da célula, através de vesículas exocíticas

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FAGOCITOSE

Na fagocitose, as partículas são rodeadas por pseudópodes, acabando por se


fechar em torno delas e criar uma vesícula fagocítica.

Fig. 14 – Representação da fagocitose

PINOCITOSE

A pinocitose é um processo semelhante ao da fagocitose, porém o que difere


é que as vesículas são de pequeno tamanho e contêm apenas fluidos ou solutos.

Fig. 15 – Representação da pinocitose

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MEDIADA POR RECETORES

Neste transporte, os recetores proteicos da membrana ligam-se a


macromoléculas específicas. De seguida, formam-se invaginações da membrana, que
rodeiam as partículas, e geram-se as vesículas, que são depois libertadas no
citoplasma.

Fig. 16 – Representação da endocitose


mediada por recetores

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2 – Material/ Procedimento:

Material utilizado:

 Microscópio ótico
 Lâminas
 Lamelas
 Pinça
 Agulha de dissecação
 Marcador
 Conta-gotas
 Água destilada
 Solução de cloreto de sódio
 Pétalas vermelhas de sardinheira

Procedimento:

1. Com o auxílio da pinça, destacar dois fragmentos de epiderme superior


das pétalas.

2. Com o marcador, marcar duas lâminas com as letras A e B.

3. Na lâmina A, colocar um dos fragmentos de epiderme de pétala numa


gota de água destilada e cobri-lo com uma lamela.

4. Na lâmina B, colocar o outro fragmento de epiderme numa gota de


solução aquosa de cloreto de sódio e cobri-lo com uma lamela.

5. Observar as duas preparações ao microscópio e registar as


observações.

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3 – Registo de observações

ATIVIDADE A – Na água destilada

Fig. 17 – Observação da epiderme da


pétala na lâmina A, que continha água
destilada. Ampliação 100x (10x da ocular e
10x da objetiva).

Fig. 18 – Observação da epiderme da


pétala na lâmina A, que continha água
destilada. Ampliação 400x (10x da ocular
e 40x da objetiva).

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ATIVIDADE B – Na solução de cloreto de sódio

Fig. 19 – Observação da epiderme da


pétala na lâmina B, que continha solução
aquosa de cloreto de sódio. Ampliação 40x
(10x da ocular e 4x da objetiva).

Fig. 20 – Observação da epiderme da


pétala na lâmina B, que continha solução
aquosa de cloreto de sódio. Ampliação
100x (10x da ocular e 10x da objetiva).

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4 – Interpretação

ATIVIDADE A – Na água destilada

Nesta preparação, o fragmento da epiderme da pétala foi colocado numa


lâmina com água destilada.
Quando a célula está em contacto com a água destilada, a água irá entrar para
o vacúolo. Consequentemente, o volume da célula irá aumentar, comprimindo o
citoplasma e o núcleo contra a parede celular. Este processo origina uma célula
túrgida, cuja cor fica mais clara, como foi observado no microscópio, devido à menor
concentração de pigmentos.

ATIVIDADE B – Na solução de cloreto de sódio

Nesta preparação, o fragmento da epiderme da pétala foi colocado numa


lâmina com solução de cloreto de sódio.
Quando a célula é colocada numa solução de cloreto de sódio, a água do vacúolo
irá sair para o meio extracelular, o que irá fazer com que o vacúolo diminua de volume
e, consequentemente, ganhe uma cor mais intensa, como foi possível observar. Nesta
situação, diz-se que a célula se encontra plasmolisada.

5 – Conclusão

Existem vários tipos de movimentos transmembranares para realizarem as


trocas de substâncias entre os meios intra e extracelular, sendo a osmose
responsabilizada pela troca de água, a favor do gradiente.
Neste trabalho pudemos concluir que o tamanho e cor da célula depende,
também, do meio que lhe rodeia.
Na experiência da epiderme da pétala na água destilada foi possível concluir
que a célula se encontrava num meio hipotónico, uma vez que apresentava menos
soluto no interior da célula do que no exterior. Já na experiência da epiderme da
pétala na solução aquosa de cloreto de sódio, foi concluído que a célula se encontrava
num meio hipertónico, pois apresentava mais soluto no interior da célula, comparado
com o seu exterior.

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6 – Bibliografia

PowerPoint: “Movimentos transmembranares” enviado pela professora,


acedido a 29/03/2019

Livro: Matias, O.; Martins, P. (2018). BIOLOGIA 10. Porto: Areal


Editores, acedido a 29/03/2019

Link: https://pt.wikipedia.org/wiki/Transporte_ativo, acedido a


29/03/2019

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