Você está na página 1de 50

Exame Biologia e Geologia 2019/2020

Biologia 10ºAno

Biosfera – camada superficial terrestre capaz de suportar vida. Constitui um sistema


global que inclui toda a vida da Terra, o ambiente onde essa vida se desenrola e as
relações que se estabelecem entre todos os seres vivos/seus elementos.

Biodiversidade – termo que se utiliza para expressar e diversidade e riqueza de tipos de


seres vivos existentes num determinado ambiente.

Quando maior a diversidade, maior o número de relações que os seres estabelecem


entre si e consequentemente, maior a variabilidade genética.

Espécie – conjunto de seres vivos semelhantes entre si, que quando cruzados originam
descendência fértil.

Sistema de Comunidad Ecossistema


Átomos Moléculas Organitos Célula Tecido Orgão organismo Populações
orgãos e s

População - seres vivos da mesma espécie que habitam uma determinada área, num
determinado momento

Comunidade(Biocenose) – indivíduos de espécies diferentes que habitam uma mesma


área e estabelecem relações entre si.

Ecossistemas (sistemas ecológicos) – conjunto da comunidade biótica, do ambiente físico


e químico e as relações que se estabelecem entre eles.

Dinâmica de Ecossistemas

Os seres vivos de um ecossistema estabelecem relações tróficas (alimentares) que


envolvem transferência de matéria e energia. Estas relações tróficas constituem
CADEIAS ALIMENTARES.

Sequência de seres vivos que se


relacionam a nível alimentar.
Quando num ecossistema existem diversas cadeias alimentares que se interlaçam e nas
quais intervêm os vários seres vivos que constituem a Biocenose, origina-se uma Teia
alimentar ou Rede Trófica.

Nicho Ecológico – é tudo aquilo que se relaciona com o ser vivo, relacionando o seu
ambiente e todas as relações que estabelece com os seres vivos da mesma população.

Níveis tróficos

Produtores (Autotróficos) – realizam a fotossíntese ou quimiossíntese, ou seja, captam


energia luminosa ou energia química contida em compostos INORGÂNICOS que
transformam em energia química. Neste processo são fabricados compostos orgânicos
a partir de matéria mineral. (ex.: Plantas, Cianobactérias, Algas, Fitoplâncton, etc.)

Consumidores (Heterotróficos – macroconsumidores) – Alimentam-se direta ou


indiretamente a partir dos produtores. Os consumidores podem ser de primeira ordem,
caso de alimentem diretamente dos produtores ou de segunda e terceira ordem (…)
caso se alimentem de outros consumidores (ex.: Animais e Protozoários)

Decompositores (Heterotróficos - microconsumidores) – são consumidores que obtêm o


seu alimento transformando matéria orgânica em matéria inorgânica, contida nos restos
mortais de outros seres vivos e em produtos de excreção. Este processo assegura a
devolução dos minerais ao meio. (ex.: Fungos e bactérias)

Seres Vivos

Procariontes Eucariontes

Unicelular Multicelular

Célula – é a mais pequena massa de matéria viva, capaz de viver como um organismo
livre (unicelular) ou associar-se a outas células para formar organismos multicelulares.
É a unidade básica da vida.
Teoria celular – de acordo com esta teoria, a célula é considerada como a unidade:

I. Estrutural – pois todos os organismos são formados por células pré-existentes.


II. Funcional – pois nos vários tipos de célula, a composição química e os processos
metabólicos são semelhantes. A célula é a unidade de reprodução,
desenvolvimento e hereditariedade dos seres vivos.

Organização celular
Células Procarióticas Células Eucarióticas

 São simples  Células complexas


 Número reduzido de  Elevado número de
organitos organitos
 Não possuem núcleo  Possui um núcleo
organizado, ou seja, o organizado, isto é, o
material encontra-se material nuclear
disperso na célula sem encontra-se localizado
possuir membrana celular numa determinada zona
a delimitá-lo. da célula separada do
citoplasma por uma
membrana celular.

Componentes Celulares
Membrana plasmática – responsável pela troca de substancias entre o meio intracelular e o
meio extracelular (outras denominações: membrana celular/membrana
citoplasmática/plasmalema).

Mitocôndrias – envolvidas no processo de obtenção de energia.

Cloroplastos – onde se encontram os pigmentos necessários ao processo de fotossíntese


(energia luminosa é transformada em energia química)

Vacúolos – podem armazenar no seu interior gases, pigmentos, açucares, proteínas ou outras
substancias (presentes predominantemente nas células vegetais)

Centríolos – envolvidos no processo de divisão celular


Retículo endoplasmático – envolvido na síntese de proteínas, lípidos e hormonas. Também
intervém no transporte de proteínas e outras substâncias.

RER (reticulo endoplasmático rugoso) – produzir proteínas e transportá-las.

REL (reticulo endoplasmático liso) – produção de membrana celular.

Complexo de Golgi – intervém em processos de secreção.

Lisossomas – intervém no processo de decomposição de moléculas e estruturas celulares.

Ribossomas – síntese de proteínas (estão associadas ao RER)

Citoplasma – é limitada pela membrana celular e tem o aspeto de massa semifluida


(hialoplasma), na qual se encontram organitos.

Citoesqueleto – rede de fibras intercruzadas existentes no citoplasma que mantem a forma da


célula (célula vegetal).

Núcleo - controla a atividade da célula.

Constituintes básicos

Água
Inorgânicos Sais Minerais
(…)

Biomoléculas
Prótidos
Glícidos
Lípidos
Orgânicas Ácidos
Nucleicos
(…)

Água

 Constitui 75% a 90% da massa das células


 Apesar de ser eletronicamente neutra, apresenta polaridade
 Esta polaridade contribui para:
1. A ligação entre as moléculas de água e também entre estas moléculas e
outras substancias polares através de pontes de hidrogénio.
2. Contribui para o grande poder solvente da água, cujas moléculas são
capazes de estabelecer ligações com diversos iões formando compostos
mais estáveis.
Macromoléculas biológicas Reação de polimerização ou de condensação

Quando dois monómeros de ligam de modo


Polímeros Monómeros a formar um polímero – há formação de uma
Prótidos Aminoácidos molécula de água.

Glícidos Monossacarídeos

Lípidos Ácidos gordos + Glicerol


Reação de Despolimerização ou de hidrólise
Ácidos Nucleicos Nucleótidos
Quando ocorre a rutura do polímero nos
seus monómeros – é necessário ocorrer
reação com a molécula de água (consumo)
para esta reação se dar.

Prótidos

 Compostos orgânicos quaternários constituídos por carbono, hidrogénio,


nitrogénio e oxigénio.
 Os aminoácidos ligam-se entre si formando cadeias de tamanho variável, sendo
a unidade estrutural – Péptidos (2 a 100 unidades) e Proteína (várias centenas).
 Os aminoácidos ligam-se entre si de modo a formar polímeros por ligações
peptídicas.
 Funções:
Estrutural – fazem parte de muitos constituintes celulares (ex.: queratina, colagénio,
etc.)
Enzimática – Todas as enzimas são proteínas, mas nem todas as proteínas são enzimas.
As enzimas são catalisadoras biológicos extremamente eficientes que aceleram a
velocidade das reações. São especificas para o substrato, atuam em concentrações muito
baixas e atuam em concentrações de pH temperatura muito especificas.
Regulação Hormonal
Defesa do Organismo
Função contráctil – são constituintes dos músculos
Reserva alimentar
 Desnaturação da Proteína – equivale à perda da estrutura tridimensional. Pode
ocorrer devido à fraca força da interação entre as estruturas proteicas por
exposição ao calor, à agitação, a sais e a ácidos, etc.

Glícidos

 Constituídos por carbono, hidrogénio e oxigénio.


 Os seus monómeros ligam-se através da ligação glicosina.
 São conhecidos por hidratos de carbono, pois os átomos de O e de H das suas
moléculas estão sempre na mesma proporção da água
 Consideram-se 3 grupos de glícidos:
1. Monossacarídeos (1 unidade) – Glicose, Frutose, Galactose, etc.
2. Oligossacáridos (2 a 10 unidades) - Maltose, Sacarose, Lactose
3. Polissacarídeos (moléculas muito grandes) - Amido, Glicogénio, celulose,
quitina.
 Funções:
Reserva energética – o amido (células vegetais) é transformado em glicogénio (células
animais)
Estrutural – são elementos naturais e de suporte em vários tipos de ser vivos, os animais
apresentam deste tipo a quitina e as células vegetais a celulose.

Lípidos

 Compostos orgânicos ternários, constituídos por oxigénio, carbono e hidrogénio


 São moléculas muito heterogéneas e caracterizam-se por serem insolúveis em
água e solúveis em solventes orgânicos como o benzeno e éter.
 Os ácidos gordos ligados entre si por ligações dupla e tripla consideram-se
insaturados, já os que se ligam por ligações simples são saturados.
 Funções:
De Reserva – o glicerol/glicerina é um álcool que contem 3 grupos
hidroxilo (HO) capazes de estabelecer ligações covalentes com os
átomos de carbono dos grupos carboxilo (COOH) dos ácidos gordos.
Esta ligação denomina-se ligação éster e, conforme se estabelece
entre o glicerol e um, dois ou três ácidos gordos, assim se forma um
monoglicerídeo, um diglicerídeo ou um triglicerídeo.

Estruturais – Destacam-se deste grupo os FOSFOLÍPIDOS, estes são


constituintes da membrana celular. São moléculas anfipáticas, ou
seja, possuem parte hidrofílica (apolar) e parte hidrofóbica (polar).

Reguladora – Lípidos que intervém nos processos de regulação do organismo.


Destacam-se deste a progesterona e testosterona.

Ultaestrutura da Membrana Plasmática


Determina a fronteira entre o meio intracelular e o meio extracelular.

Não é totalmente impermeável – BARREIRA SELETIVA – funciona como sensor


permitindo à célula modificar-se como resposta a diversos estímulos do ambientais.

É constituída essencialmente por: proteínas, glícidos e lípidos.

Proteínas – podem ter uma função meramente estrutural ou intervir no transporte de


substâncias través da membrana. Funcionam como recetores e estímulos químicos ou
enzimas, catalisando as reações que ocorrem na superfície da célula. Podem ser
periféricas ou intrínsecas.

Lípidos – Maioritariamente fosfolípidos, mas também encontramos colesterol e


glicolípidos. O colesterol é insolúvel em água e ocorre em menores quantidades que os
fosfolípidos.
Glícidos – situam-se na parte exterior da membrana plasmática. Sabe-se que têm um
papel importante no reconhecimento decertas substâncias.

Modelo do Mosaico Fluido

O nome deste modelo deve-se ao facto de as proteínas se encontrarem dispersas na


bicamada fosfolipídica (mosaico) e de os fosfolípidos e proteínas apresentarem
mobilidade (fluído). A membrana possui, por isso, uma estrutura dinâmica.

A membrana não é então uma estrutura rígida, existindo movimentos das moléculas que
as constituem dotando-as assim de grade fluidez.

Ocasionalmente podem ocorrer movimentos transversais dos fosfolípidos de uma


camada para a outra, este movimento denomina-se flip-flop.

Funções da membrana plasmática:

I. Constitui uma barreira que separa o meio extracelular do intracelular


II. Retém o conteúdo celular
III. Permite o intercâmbio de substâncias
IV. É responsável pelo movimento de algumas células (pseudópodes)
V. É responsável pelo reconhecimento molecular e celular
VI. Possui permeabilidade seletiva – capacidade de manter substâncias no interior
da célula com concentração muito diferente do meio que a rodeia.

Movimentos Transmembranares

1.Osmose 1 e 2 – transporte não mediado


2.Difusão Simples 3 e 4 – transporte mediado
3.Difusão Facilitada
1, 2 e 3 – não há gasto de energia
4.Transporte Ativo
Osmose

A água é uma substancia que intervém em muitas funções celulares e é formada por
pequenas moléculas polares que atravessam facilmente a membrana celular em ambos
os sentidos.

A osmose é um tipo particular de difusão que consiste na passagem da água, através da


membrana celular, entre 2 meios, cujo controlo é efetuado através da variação da
concentração de solutos nesses dois meios.

Tipos de solução
Isotónica – concentração de soluto é igual nos dois meios
Hipertónico – solução com elevada concentração de solutos (potencial de água BAIXO)
Hipotónico – soluço com baixa concentração de solutos (potencial de água ELEVADO)

A água desloca-se SEMPRE de solução hipotónica para a solução hipertónica, ou seja,


desloca-se do meio de maior potencial de água para o meio de menor potencial de água.

A osmose é provocada pela pressão osmótica, isto é, a Quando a concentração


pressão necessária para contrariar a tendência de a água de solutos é idêntica nas
se mover de uma solução hipotónica para uma solução duas soluções, a água
hipertónica. Esta pressão é tanto maior, quando maior for movimenta-se nos dois
a concentração de soluto numa solução. sentidos.

A velocidade osmótica varia de forma proporcional. No início, a diferença de


concentração é máxima, por isso, a velocidade osmótica é máxima. A velocidade vai
diminuindo até que as concentrações de igualam e dos dois meios se tornam isotónicos.

célula animal célula vegetal Nota:


Num meio muito hipotónico, ocorre
lise celular, pois a capacidade elástica
meio meio meio meio
da célula é atingida. Este fenómeno
hipotónico hipertónico hipotónico hiptertóbico só ocorre em células animais sendo
que as vegetais ao possuírem parede
celular não sofrem lise celular.
Túrgida Plasmolisada Túrgida Plasmolisada
Difusão Simples

É o processo através do qual várias substâncias (ex.: oxigénio, dióxido de carbono, ureia,
etc.) atravessam a membrana celular a favor do gradiente de concentração
(contrariamente à osmose e transporte ativo), ou seja, do meio hipertónico para o meio
hipotónico, sem gasto de energia.

Difusão Facilitada

É considerado um processo fisiológico, pois há a participação ATIVA de constituintes


membranares no transporte de substâncias. Neste transporte participam proteínas
transportadoras (proteínas transmembranares) ou PERMEASES, estas unem-se
temporariamente ás moléculas a transportar, transferindo-as para o outro lado da
membrana.

Moléculas polares como a glicose, aminoácidos e algumas vitaminas atravessam a


membrana celular a favor do gradiente de concentração, mas a uma velocidade superior
à esperada.

A velocidade de transporte de substâncias aumenta coma a concentração, mas só até


ao ponto em que todas os locais de ligação ás permeases estão saturados.

Processo por Etapas:

I. Ligação da molécula a transportar á permease


II. Alteração conformacional da permease, que permite a passagem da molécula
através da membrana e a sua separação da permease
III. A permease regressa á sua forma inicial

Transporte Ativo

Transporte de pequenas moléculas (ex.: iões) CONTRA o gradiente de concentração,


mediado e com gasto energético (sob forma de ATP)

ATPases - transportam todas as substâncias que precisam de ser transportadas contra


o gradiente de concentração.
Importância do Transporte Ativo – permite às células:

 Captar do meio externo substâncias necessárias ao metabolismo celular, mesmo


quando estas se encontram em baixas concentrações
 Elimina resíduos metabólicos, mesmo que estes se encontrem em baixas
concentrações relativamente ao meio externo.
 Manter constante a concentração de certas substâncias no citoplasma, apesar de
as suas concentrações serem diferentes das do meio externo.

Transporte de partículas – Endocitose e Exocitose

Endocitose – transporte em massa e de moléculas de grande tamanho para o interior


da célula.

Endocitose pode ser:

Pinocitose – pequenas gotas de fluido são captadas por invaginações da membrana e


acabam por se separar formando uma vesícula pinocítica (ex.: ocorre no epitélio
intestinal)

Fagocitose – o material alimentar é envolvido por pseudópodes (prolongamentos


celulares), que o rodeiam e englobam, formando uma vesicula fagocítica/fagossoma.
(ex.: alimentação dos protozoários)

Endocitose mediada por recetor


Nota:
A fagocitose e a pinocitose são fenómenos
semelhantes, porém, a fagocitose envolve
principalmente células fagociticas especializadas
em vesículas de grandes dimensões, enquanto a
pinocitose ocorre de forma quase contínua na
maioria das células eucarióticas através da
formação de pequenas vesiculas contendo fluidos
e solutos.

Exocitose – processo inverso ao da endocitose. As células libertam para o meio


extracelular substâncias armazenadas em vesículas (as vesículas de secreção fundem-
se com a membrana plasmática)
Relação funcional RER –Golgi – Lisossomas e o se papel na digestão intracelular

Obtenção de matéria pelos seres heterotróficos multicelulares

Nos organismos unicelulares, todo o processo de obtenção, digestão e distribuição de


nutrientes é efetuado pela célula, sendo que esta constitui o próprio organismo.

Por outro lado, na maioria dos organismos heterotróficos multicelulares, o


processamento dos alimentos dá-se através de diversos processos até que os seus
constituintes possam ser utilizados pelas células.

Esses processos são:

 Ingestão: entrada de alimentos no organismo


 Digestão: conjunto de processos que permite a transformação das moléculas
complexas dos alimentos em moléculas mais simples. A digestão pode ser física
(ação da bílis, movimentos peristálticos, dentes, etc.) e química (ação das
enzimas)
 Absorção: processo de passagem das substâncias resultantes da digestão para o
meio interno, para que possam participar no metabolismo celular.

A digestão pode ser intracorporal ou extracorporal, e pode ainda ser extracelular ou


intracelular

Processo de Digestão intracelular

I. Ingestão do alimento através da membrana celular, com formação de


vesicula endocitica
II. Fusão da vesícula endocítica com um lisossoma, que transporta enzimas.
Desta fusão resulta a formação de um vacúolo digestivo.
III. Digestão da partícula alimentar no interior do vacúolo digestivo
IV. As moléculas simples que resultaram do processo digestivo são difundidas
para o citoplasma (absorção)
V. Os resíduos da digestão são acumulados em vesiculas exocíticas que mais
tarde se fundem com a membrana celular, expulsando-os para o meio
extracelular por exocitose.

Digestão Extracelular

Ocorre fora das células, no interior das cavidades ou em órgãos especializados.

As cavidades digestivas, apesar de se encontrarem dentro do organismo, fazem parte


do meio externo, sendo que não são mais do que prolongamentos desse meio para o
interior do corpo. Nestas cavidades são lançados sucos digestivos que contêm enzimas
que atuam sobre os alimentos, transformando-os em substancias mais simples, capazes
de serem absorvidas.

VANTAGEM evolutiva: a existência de cavidades nos animais permite a ingestão de uma


maior quantidade de alimento de uma vez, logo permite uma maior absorção de
nutrientes o que lhes proporciona maio taxa metabólica. Além disso não necessitam de
estar constantemente a ingerir alimento pois podem reservá-lo.

Tipo de digestão Descrição


Tipo de organismo

Corresponde a uma fagocitose em vesiculas digestivas nas


células. Ocorre em vacúolos digestivos das células. Ocorre em
Digestão seres vivos do reino protista e em alguns filos inferiores do
intracelular reino animal.

Ocorre em cavidades digestivas, apesar de se encontrarem


dentro do organismo, fazem parte do meio externo, sendo
Heterotrófico por Digestão
que não são mais do que prolongamentos desse meio para o
ingestão intracorporal Digestão interior do corpo. Nestas cavidades são lançados sucos
extracelular digestivos que contêm enzimas que atuam sobre os
alimentos, transformando-os em substancias mais simples,
capazes de serem absorvidas. Ocorre em quase todos os filos
do reino animal.

O ser segrega, para o exterior, as enzimas digestivas que vão


Heterotrófico por decompor a mateia orgânica que depois é absorvida.
absorção Digestão extracelular
Ocorre em seres vivos do reino dos fungos e em alguns seres
dos reinos monera e protista.
Tubo Digestivo

Pode ser INCOMPLETO ou COMPLETO

Incompleto – apresenta uma só abertura que funciona simultaneamente de boca e ânus.


Estes animais possuem uma cavidade digestiva, a cavidade gastrovascular, que como o
nome indica funciona como órgão digestivo (gastro) e órgão de distribuição (vascular).

Completo – possui duas aberturas: a boca, por onde entram alimentos (ingestão) o ânus
por onde são expulsos os resíduos (egestão).

Os mamíferos como o ser humano possuem um sistema digestivo que


privilegia uma absorção eficaz. O intestino delgado possui paredes internas pregadas e
com numerosas glândulas intestinais. As pregas da parede do intestino (válvulas
coniventes) estão cobertas por vilosidades intestinais que facilitam a absorção ao
aumentarem a superfície interna do intestino, ampliando a área de contacto entre os
nutrientes e a parede interna do intestino.

Tipo de organismo
Tubo digestivo Cavidade digestiva Digestão

Intracelular Intracorporal
Unicelulares (amiba)

Extracelular Extracorporal
Não tem Não tem
Fungos

Intracelular
Esponjas

Intra e
Hidra extracelular
Incompleto Cavidade gastrovascular
Intra e
Planária extracelular

Lombriga
Completo
Intracorporal
Molusco

Completo, apresenta
Minhoca algumas regiões
especializadas e
glândulas digestivas Estômago e intestino Extracelular
Insetos, crustáceos,
aracnídeos

Vertebrados Completo, apresenta


diferenciação de
órgãos e glândulas
especializadas.
Um sistema com tubo digestivo completa constitui uma vantagem para os seres vivos:

 Permite a sequenciação e a simultaneidade das fases digestivas pois existe


apenas uma direção de funcionamento. Assim, o ser pode simultaneamente
ingerir alimentos, digeri-los, absorvê-los e até eliminá-los sendo que seguem
apenas uma direção.
 O facto de a digestão ocorrer em mais do que um órgão aumenta a rapidez do
processo, logo aumenta a quantidade de nutrientes absorvidos.
 A absorção é mais eficaz pois realiza-se ao longo de um tubo, portanto de uma
superfície maior.
 Os resíduos da digestão podem ser armazenados e reservados durante maiores
períodos de tempo.

Obtenção de matéria pelos seres autotróficos

Fotoautotróficos (energia luminosa)

Seres autotróficos

Quimioautotróficos (energia resultante de reações


oxidação- redução)

Fotoautotróficos – Realizam Fotossíntese - processo de síntese de matéria orgânica a


partir de matéria mineral, utilizando como fonte e energia a luz solar.

6CO2 + 12H2O C6H12O6 + 6O2 + 6H2O

A fotossíntese nos seres vivos eucariontes realiza-se ao nível dos Cloroplastos.

Cloroplastos – organitos constituídos por uma dupla membrana, no interior da qual


existem o ESTROMA e os TILACOIDES. Os pigmentos necessários à realização da
fotossíntese localizam-se na membrana que constitui o tilacoide.

Tilacoide – fase dependente da luz


Estroma – fase independente da luz

Pigmentos fotossintéticos (clorofila e pigmentos acessórios)

Função: absorver energia luminosa

A energia luminosa e constituída por um conjunto de radiações visíveis e invisíveis, sendo


as radiações visíveis as utilizadas na fotossíntese.

Atualmente as clorofilas e outros pigmentos encontram-se dispersos na bicamada


fosfolipídica da membrana interna dos seus cloroplastos.
Clorofila a e clorofila b – absorvem radiações correspondentes á zona azul-violeta e
laranja-vermelho, sendo que refletem radiação verde.

Pigmentos acessórios – absorvem os fotões de comprimento que a clorofila não


consegue absorver. Exemplo: carotenoides – existem em menor quantidade que a
clorofila e refletem radiação vermelha, laranja e amarela.

A fotossíntese realiza-se ao nível dos cloroplastos e envolve 2 processos

 Fase Fotoquímica – dependente da luz (tilacoides)


 Fase Química ou Ciclo de Calvin – independente da luz (estroma)

Fase Fotoquímica – é no decorrer desta fase que a energia luminosa é transformada em


energia química (ATP), se produz oxigénio e NADPH. A planta utiliza a água que através
da ação da luz, inicia um fluxo de eletrões que termina na formação de NADPH, após ter
permitido a formação de ATP

Fases
 Fotólise da água (decomposição da molécula de H2O por ação da luz)
 Oxidação da clorofila/excitação das clorofilas
 Fluxo de eletrões – formação de ATP por fosforilação de ADP
A nível da membrana dos tilacoides existe uma série de transportadores de
eletrões – cadeias transportadoras – ao longo das quais se verifica uma
diminuição do nível energético. Assim, ao longo destes transportadores, os
eletrões provenientes das clorofilas a vão transferindo energia, que vai se
utilizada para a síntese de ATP. Este processo é designado fosforilação.
 Formação de NADPH por redução de NADP+ (por ação do hidrogénio na fotólise
da água)

Produtos da fase fotoquímica: O2 para o exterior, ATP e NADPH

Fase Química - Ciclo de Calvin – Fixação de CO2


Dividida em 3 etapas
Fixação de CO2 Produção de açucares Regeneração de RuDP (ribulose trifosfato)
O ciclo de Calvin tem inicio com aa combinação de CO2 com RuDP originando um
composto intermédio instável formado por 6 carbonos.
Este composto origina PGA
As moléculas de PGA são fosforiladas pelo ATP e reduzidas pelo NADPH formando PGAL
(aldeído fosfoglicérico)
Por cada 12 moléculas de PGAL formadas:
10 são utilizadas para regenerar a RuDP
2 são utilizadas para sintetizar compostos orgânicos (glícidos e outros)

Concluindo, este ciclo é mantido á custa da regeneração de uma pentose (RuDP) a partir
de uma triose (PGA) que é convertida nutro composto (PGAL) sendo este o responsável
direto pela formação de glicose.

Produtos da fotossíntese: Glicose (C6H12O6), H2O e O2

Fatores limitantes da fotossíntese:

Temperatura
Concentração de CO2
Intensidade luminosa

Fator limitante – fator ambiental, cujo valor, estando abaixo do normal (mesmo que
todos os outros estejam favoráveis) vai limitar a taxa fotossintética.

Quimioautotróficos – realizam a Quimiossíntese (compreende duas fases)

Fase de produção de ATP e NADPH. Na segunda fase, ocorre o ciclo das


Ocorre a oxidação de compostos pentoses e tal como na
minerais como NH3, CO2 e H2S. Esta fotossíntese, produzem-se
oxidação permite a obtenção de compostos orgânicos a partir de
protões e eletrões que são CO2 absorvido e do poder redutor
transportados ao longo de uma de NADPH e da energia contida no
cadeia no sentido de produzir ATP ATP gerados na primeira fase.
e reduzir o NADP+ a NADPH.
Transporte nas plantas
As plantas transportam substâncias – água e sais minerais – até ás folhas para garantir
a síntese de compostos orgânicos (fotossíntese), que serão posteriormente distribuídos
a todas as células.

Avasculares
•não possuem tecidos
especializados no transporte de
matéria
Vasculares
•movimento de solutos
orgânicos/inorgânicos no interior d
a planta através de tecis
condutores por translocação.

O transporte em plantas vasculares:

 Floema/Líber/Tecido Crivoso (Transporte do Fluxo de massa)


 Xilema/Lenho/Tecido traqueano (Hipótese da Pressão radicular e Hipótese
da Tensão-Coesão – Adesão)

XILEMA (transporte de água e sais minerais – transporta seiva bruta – pH ácido)

Constituído por:

1. Tracoides (células mortas que permitem a passagem de água e sais


minerais)
2. Elementos de vasos/traqueias/vasos xilémicos (resultam de células
mortas)
3. Fibras lenhosas (células mortas com funções de suporte)
4. Parênquima lenhoso (células vivas – várias funções, maioritariamente de
reserva)

FLOEMA (transporte de seiva elaborada – 30% sacarose, contém produtos orgânicos


resultantes da fotossíntese – pH alcalino)

Constituído por:

1. Células dos tubos crivosos (células vivas)


2. Células de companhia (células vivas)
3. Fibras (células mortas com função de suporte)
4. Parênquima (células vivas)
Transporte nas plantas:

Translocação – movimentos de água e solutos no interior da planta através de tecidos


condutores ou vasculares

 Xilema – ocorre transporte de seiva bruta na raiz para as partes aéreas da planta
 Floema – ocorre transporte de seiva elaborada essencialmente das folhas para
os restantes órgãos da planta.

Níveis de transporte

 Absorção de água e solutos do meio pelas células da raiz


 Transporte a curtas distancias de uma célula para outra
 Transporte de seivas a longas distâncias pelo xilema e floema

Transporte no Xilema

Hipótese da Pressão Radicular

A ascensão de água no xilema pode, em algumas situações, ser explicada por uma
pressão que se desenvolve ao nível da raiz graças à ocorrência de forças osmóticas –
devido á entrada de iões por transporte ativo do solo para as células da raiz.

A acumulação de água nos tecidos provoca uma pressão na raiz que fora a água a subir
no xilema – sendo que a água entra do solo para a raiz por osmose devido ao aumento
de concentração de iões nas células da raiz, ou seja a água movimenta-se para o meio
de menor potencial hídrico (meio hipertónico).

Em algumas ocasiões, quando a pressão radicular é muito elevada a água é forçada a


subir até ás folhas onde é libertada sob a forma liquida – gutação.

Hipótese da tensão-Coesão-Adesão

Explica a ascensão da seiva bruta desde a raiz até às folhas com base na existência de
uma transpiração estomática ao nível as folhas. Esta transpiração provoca uma TENSÃO
junto dos estomas da folha, o que promove a ascensão da seiva bruta.

A água ascende unindo as moléculas de água umas ás outras através de pontes de


hidrogénio a sua passagem – COESÃO.

As moléculas aderem ás paredes dos vasos xilémicos á medida que ascende – ADESÃO.

Transporte no Floema

Hipótese do Fluxo de Massa

 Os glícidos produzidos nas folhas durante a fotossíntese são convertidos em


sacarose antes de entrarem para o floema.
 A passagem de sacarose das células da folha para as células de companhia do
floema dá-se por transporte ativo, seguidamente passa das células do tubo
crivoso.
 O aumento da concentração de sacarose nas células dos tubos crivosos provoca
uma entrada de água, vinda do xilema, nestas células, que ficam túrgidas
(aumento da pressão de turgescência)
 A pressão de turgescência obriga a solução de sacarose a deslocar-se de
célula em célula na placa crivosa, provocando assim um fluxo de massa
em que ocorre um movimento das zonas de elevada pressão osmótica
para as zonas de baixa pressão osmótica.

Trocas gasosas nas plantas

Durante a respiração, planta capta oxigénio e liberta dióxido Respiração celular – conjunto
de carbono. de reações químicas que
ocorrem a nível celular e que
Durante a fotossíntese, capta dióxido de carbono e liberta
permitem a obtenção de
oxigénio. energia á custa de compostos
Durante a transpiração, liberta vapor de água. de carbono e com intervenção
do oxigénio,

Estomas – permitem as trocas gasosas e garantem que estas se processam com


eficiência, controlam a quantidade de gases absorvidos e libertados.

 Os estomas controlam as trocas gasosas devido á sua capacidade de abrir


e fechar
 A mudança de forma das células estomáticas está relacionada com o seu
conteúdo de água
 O movimento de abertura e fecho dos estomas é condicionado por
alterações na turgescência das células estomáticas

Quando uma célula vegetal


está túrgida aumenta de
volume e consequentemente Pelo contrário, quando as
exerce pressão sobre a parede. células de guarda perdem
Esta pressão denomina-se água, a pressão de
pressão de turgescência. Nas turgescência diminui,
células de guarda, a região permitindo ás células
mais fina da parede deforma-se aproximarem-se, fechando-se
mais facilmente do que a região assim o estoma.
espessa, levando á abertura do
estoma.
Fatores que influenciam a variação de turgescência nos estomas:

1) Concentração de ião K+
A elevada concentração de K+ no interior das células estomáticas faz com que a
água passe por osmose para as células que ficam túrgidas, abrindo-se o estoma.

Enquanto o transporte ativo de K+ para o interior das células estomáticas ocorrer,


estas permaneceram túrgidas e abertas.

Quando o transporte ativo para, os iões K+ saem das células estomáticas por
difusão de, o que leva á saída de água, as células pedem turgescência e o estoma
fecha

2) Concentração de CO2
A concentração de CO nos espaços intercelulares das células da folha causa a
abertura dos estomas

3) Luz
Quando a planta está á luz ocorrem reações fotoquímicas da fotossíntese
e o estoma abre. Na obscuridade o estoma fecha

4) Outros
Temperatura, vento, quantidade de água no solo

Transporte nos animais


Os animais possuem uma nutrição heterotrófica, ou seja, utilizam composto orgânicos
resultantes da digestão de alimentos para obter energia ou matéria prima para a
construção das suas moléculas orgânicas. É então necessário que possuam um sistema
de transporte que assegure a distribuição dos nutrientes e dos gases por todas as células
e que remova as excreções.

Nota:
Os sistemas de transporte são constituídos por:
Os animais mais simples como as hidras e
Fluido circulante – sangue, linfa, hemolinfa planárias não necessitam de um transporte
especializado. Os nutrientes difundem-se do
Vasos ou lacunas – onde o sangue circula interior da cavidade gastrovascular para as
células e os produtos de excreção são
Orgão propulsor – coração lançados diretamente para o meio.

Funções do sistema de transporte:

 Transportar nutrientes absorvidos ou mobilizados das reservas a todas as células


 Transportar oxigénio proveniente das superfícies respiratórias para as células
 Transportar dióxido de carbono de todas as células até ás superfícies respiratórias
para ser eliminado
 Transportar excreções até ao órgão onde são eliminadas
 Transportar hormonas
 Distribuir calor metabólico pelo organismo
 Participar na defesa do organismo contra corpos ou substâncias estranhas.

Sistema circulatório

Aberto ou lacunar Fechado


Líquido circulante: hemolinfa. Nestes sistemas Líquido circulante: sangue. Ao contrário do
não existe qualquer diferença entre o sangue e sistema aberto nunca abandona os vasos
a linfa, ou seja, o sangue não circula dentro de sanguíneos em condições normais.
vasos, mas tem de se movimentar através
lacunas corporais.

As trocas realizam-se entre o sangue dos


A hemolinfa é bombeada por um coração capilares e a linfa que envolve as células - linfa
tubular, ao longo de vasos até aos tecidos. Nos intersticial.
tecidos, abondona os vasos e passsa para um
sistem de cavidades - lacunas - que formam o
hemocélio.

No sistema circulatório aberto a circulação nas lacunas é mais lenta do que nos vasos
sanguíneos, pelo que, a reposição e substituição de materiais a nível celular é lento.

Pelo contrário, num sistema fechado, a circulação é muito mais rápida, tornando mais
eficaz a reposição e substituição de materiais, permitindo assim um aumento da taxa
metabólica.

Tipo de Nota:
circulação
Os insetos têm um sistema aberto,
no entanto os gases respiratórios
NÃO são transportados pelo fluido
Dupla Simples
circulante. Entram no organismo
por difusão direta através de
espiráculos.
Completa Incompleta

Circulação Simples – o sangue efetua apenas 1 passagem no coração.


Circulação Dupla – existem 2 vias de circulação (circulação pulmonar e circulação
sistémica), logo implica uma dupla passagem pelo coração.

Circulação Dupla

Incompleta Completa

•Se ocorrer mistura de •Não ocorre mistura de


sangue venoso com sangue venoso com
sangue arterial arterial
•Só ocorre em animais que •Só pode ocorrer em
possuem coração com 3 animais com 4 cavidades
cavidades, existindo •O facto de não haver
mistura de sangue ao misturapermite a
nível dos ventrículos manutenção de elevado
teor de O2, logo maior
oxigenação celular e
maior taxa metabólica.

A circulação dupla permite a realização de duas funções em simultâneo:

 Oxigenação sanguínea a nível pulmonar


 Oxigenação celular a nível sistémico
 Assim apresenta maior eficiência na renovação de materiais, permitindo uma
maior taxa metabólica.

EXEMPLOS DE ANIMAIS:

Peixe – o sangue é bombeado do coração para as branquias e daí para as restantes


zonas do corpo, voltando novamente para o coração.

O coração dos peixes é atravessado unicamente por sangue venoso que só passa uma
vez pelo coração aa cada circulação – Circulação simples

A passagem do sangue pela rede de capilares branquiais conduz a uma diminuição da


pressão sanguínea. Assim, nos peixes, o sangue atinge a artéria aorta com uma baixa
pressão, diminuindo a eficácia da oxigenação.

Aves e mamíferos – o circuito pulmonar e do resto do corpo – circulação sistémica –


estão separados, aumentando assim a capacidade e eficiência do sistema circulatório.

O coração possui movimentos rítmicos de contração e relaxamento. Durante a contração


– sístoles – o sangue é impulsionado para as artérias, enquanto que durante os períodos
de relaxamento – diástoles – o sangue entra nas aurículas.

As variações de pressão sanguínea durante os movimentos rítmicos do coração


determinam a circulação sanguínea que pode ser dividida em 2 tipos:
a) Circulação sistémica – inicia-se com a sístole do ventrículo esquerdo que
impulsiona o sangue com elevada pressão para a aorta. A artéria aorta ramifica-
se em vasos cada vez de menor calibre até atingir a dimensão de capilar, ao nível
dos tecidos onde se realizam as trocas com o fluido intersticial. O sangue deixa
de ser arterial, passando a venoso. Os capilares reúnem-se em vénulas e estas
em veias. O sangue entra na aurícula direita durante a diástole, proveniente das
veias cavas,
b) Circulação pulmonar – inicia-se com a sístole do ventrículo direito que impulsiona
o sangue, pela artéria pulmonar, até aos pulmões. A artéria pulmonar ramifica-
se em arteríolas e estas em capilares. É ao nível dos capilares nos pulmões que
o sangue se torna novamente arterial. O sangue regressa ao coração pelas veias
pulmonares entrando na aurícula esquerda, durante a diástole.

Anfíbios – neste grupo de animais existem 2 circuitos: circulação pulmonar e circulação


sistémica.

A circulação pulmonar corresponde ao trajeto que o sangue efetua desde o ventrículo,


através da artéria pulmonar, até aos pulmões, onde é oxigenado, transformando-se em
sangue arterial, voltando á aurícula esquerda, pelas veias pulmonares.

A circulação sistémica corresponde ao trajeto do sangue desde o ventrículo até aos


diferentes órgãos, o sangue passa de arterial a venoso, regressando ao coração por
veias que terminam no seio venoso, o qual dá a entrada na aurícula direita.

Possuem circulação dupla incompleta.

A circulação sanguínea nas veias é possível devido á ação simultânea de vários


mecanismos como:

 A existência de músculos esqueléticos a rodear as veias facilita a circulação, uma


vez que quando ocorre movimento os músculos contraem, fazendo aumentar a
pressão sanguínea
 A existência de válvulas no interior das veias impede o refluxo sanguíneo
 Durante a inspiração verifica-se uma diminuição da pressão no interior da caixa
torácica. Isto provoca uma dilatação da veia cava inferior e de outras veias que,
assim, se enchem de sangue.
 A diástole diminui a pressão no interior das aurículas, que cria um efeito de
sucção que encaminha o sangue para o coração.

Os fluidos circulantes são veículos de transporte, de distribuição e de remoção de


diversas substancias, nomeadamente:

 Transporte de nutrientes (pelo plasma) necessários para a nutrição das células


 Remoção de CO2 (pelo plasma e hemácias), resultante da respiração celular
 Transporte de algumas hormonas (pelo plasma), responsáveis pelo controlo de
algumas atividades celulares
 Transporte de células e anticorpos do sistema imunitário, responsável pela defesa
do organismo contra ataques patogénicos.
 Transporte de materiais e substâncias capazes de formar coágulos e assim parra
hemorragias
 Distribuição de calor para diferentes zonas do corpo, como forma de regular a
temperatura corporal.

Obtenção de Energia
As células necessitam de energia para a realização das suas atividades. Assim, os
compostos orgânicos degradados de forma a libertarem energia, formando ATP.8

Metabolismo celular – conjunto de reações químicas que correm na


célula de um ser vivo (essenciais à vida). Podem ser de 2 tipos: Trabalho mecânico
Calor
 Catabolismo – transformação de substâncias complexas em Biossínteses
substâncias mais simples (exoenergético) Transporte ativo
 Anabolismo – transformação de substâncias simples em Movimentos celulares
complexas. (endoenergético)

Reações Catabólicas

Respiração aeróbia (aerobiose)

Respiração anaeróbia (anaerobiose) – Fermentação láctica e alcoólica, etc.

Fermentação

Processo simples e, em termos evolutivos, primitivo de obtenção de energia, ocorre no


hialoplasma das células e compreende duas etapas:

Glicólise – conjunto de reações que degradam a glicose em ácido pirúvico

Redução do piruvato – conjunto de reações que conduzem á formação dos produtos da


fermentação.
Glicólise

Consiste na oxidação da molécula de glicose (C6H12O6) até 2 moléculas de ácido pirúvico


(C3H4O3), com formação de 2 ATP (são 4 mas 2 são utilizadas para degradar a glicose,
sendo, portanto, o saldo final = 2) e 2 NADH

Produtos: 2 NADH, ATP, 2 moléculas de Ácido pirúvico

Redução do Piruvato

A redução do piruvato, em condições de anaerobiose, ocorre pela ação do NADH,


formado durante a glicólise.

Na fermentação alcoólica o piruvato é descarboxilado – reação química na qual um grupo


carboxilo é eliminado de um composto na forma de dióxido de carbono.

A fermentação não permite a oxidação completa da glicose, sendo o rendimento final de


2 ATP

Produtos: Etanol e CO2


Respiração aeróbia

As células dos tecidos vivos, ao realizarem respiração aeróbia consomem O2 e libertam


CO2.

Esta troca de gases resulta do processo catabólico que conduz à oxidação dos compostos
orgânico, com vista à obtenção de energia.

A respiração aeróbia compreende 4 etapas:

 Glicólise (hialoplasma)
 Formação de Acetil-coenzima A (matriz mitocondrial)
 Ciclo de Krebs (ciclo de ácido cítrico) (matriz mitocondrial)
 Cadeia Respiratória (cristas da mitocôndria)

Glicólise – etapa comum à fermentação

Conduz à formação de 2 moléculas de ATP, 2 moléculas de NADH e 2 moléculas de ácido


pirúvico

Formação de Acetil coA

O ácido pirúvico entra na mitocôndria e é descarboxilado e oxidado, perde H+ que é


utilizada para reduzir NAD+ em NADH.

Ciclo de krebs

Conjunto de reações metabólicos que conduz à oxidação


completa de glicose. Catalisado por descarboxílases e
desidrogenases.

Por cada molécula de glicose ocorrem 2 ciclos de Krebs e são


formados os seguintes compostos:

6 moléculas de NADH
2 moléculas de FADH
2 moléculas de ATP
4 moléculas de CO2
Cadeia respiratória

As moléculas de NADH E FADH transportam eletrões que vão percorrer uma série de
proteínas, até serem captadas por um ACETOR FINAL – O2

O oxigénio recebe os eletrões e capta os protões (H+) provenientes da mitocôndria e


forma H2O

Os eletrões passam de transportador em transportador e liberta-se energia para


fosforilar o ADP em ATP (fosforilação oxidativa)

Em condições de aerobiose a degradação da glicose é completa, contrariamente a


situações de anaerobiose. Devido a este facto o rendimento energético da aerobiose é
superior

Comparação:

Via aeróbia Via anaeróbia

Oxidação COMPLETA Oxidação INCOMPLETA


Resíduos: H2O e CO2 Resíduos: etanol, ácido láctico ou
Energia: teoricamente 38 CO2
ATP Energia: 2 ATP

Trocas gasosas nos animais

As trocas gasosas ocorrem ao nível das superfícies respiratórias por fenómenos de


difusão

A difusão em superfícies respiratórias ocorre das zonas de maior pressão para as zonas
de menor pressão
 Sistema respiratório – conjunto de estruturas que permite a realização de trocas
gasosas
 Superfície respiratória - estrutura ou órgão, onde se realizam as trocas gasosas

Todos os animais possuem superfícies respiratórias, mas nem todos apresentam


sistemas respiratórios

Características das superfícies respiratórias:

1) Húmidas, de modo a facilitar a troca de O2 e CO2


2) Muito finas (só uma camada de células) de modo a fornecer
permeabilidade aos gases
3) Muito vascularizadas, para efetuar trocas sempre que haja difusão indireta
4) A sua morfologia permite-lhes que a área aumente em detrimento do
volume – a área aumenta mais que o volume de modo a ter uma maior
superfície de trocas

Tipo de difusão
Indireta Direta
Quando as trocas Quando as trocas
gasosas entre o gasosas ocorrem
meio externo e as dirretamente entre
células se fazem o meio exterior e
com a intervenção as células através
de um fluido da superficie
circulante respiratória

Hematose – troca gasosa que ocorre nas superfícies respiratórias quando ocorre difusão
indireta. A hematose pode ser pulmonar, branquial ou cutânea consoante as superfícies
respiratórias.

Diversidade das superfícies respiratórias

1) Corporal (tegumento)
Difusão: indireta e direta
Exemplo: Minhoca – difusão indireta/não possui sistema respiratório/hematose
cutânea
2) Traqueal
Difusão: direta
As trocas gasosas ocorrem por difusão direta através de um conjunto de tubos –
traqueias – e traquíolas
Exemplo: gafanhoto (utilização de espiráculos), ao possuírem um metabolismo
elevado ultrapassam o facto de possuir sistema circulatório aberto.
3) Branquial
As brânquias são extensões da superfície corporal, localizadas na parte externa
ou interna
Nos peixes ósseos, as brânquias encontram-se inseridas em cavidades – camaras
branquiais – protegidas por uma placa óssea – opérculo.
Na cavidade branquial comunica com o exterior através da fenda branquial ou
opercular.
MECANISMO CONTRACORRENTE – este mecanismo aumenta a eficácia das
trocas gasosas – o sangue circula em sentido oposto ao da água, permitindo
assim uma maior oxigenação e também libertação de CO2.

4) Pulmonar
Difusão: Indireta
Hematose pulmonar
Os vertebrados terrestres possuem como órgão de hematose os pulmões
Os pulmões situam-se no interior na caixa torácica e são constituídos por milhões
de alvéolos pulmonares
As trocas gasosas ocorrem entre o ar contido nos alvéolos e o sangue que
percorre os capilares sanguíneos
A hematose pulmonar é eficiente porque:
 Os pulmões apresentam uma grande área interna de contacto entre o
meio externo e interno devido ao elevado número de alvéolos pulmonares
 A parede que reveste os alvéolos é muito fina, o que facilita as trocas
 Os alvéolos estão rodeados por uma camada extensa de capilares.
 A difusão é a favor do gradiente de concentração

Outros:

Anfíbios
Superfície respiratória: pele e alvéolos pulmonares
Hematose: pulmonar e cutânea

Repteis
Superfície respiratória: alvéolos pulmonares
Hematose: pulmonar
Biologia 11ºAno

Crescimento e renovação
Ácidos nucleicos: DNA e RNA

Constituídos por unidades básicas


os NUCLEÓTIDOS

Uma base azotada


Nucleótido Uma pentose
Um grupo fosfato

DNA

 Desoxirribose (pentose)
 Ácido fosfórico
 Adenina/Timina/Guanina/Citosina

RNA

 Ribose (pentose) A molécula de DNA é constituída por 2


 Ácido fosfórico cadeias nucleotídicas (antiparalelas)
 Adenina/Uracilo/Guanina/Citosina enquanto o RNA possui apenas uma.

Os nucleótidos estabelecem entre si ligações, formando cadeias polionucleotídicas. Estas


estabelecem-se entre o grupo fosfato de um dos nucleótidos e o carbono 3’ da pentose
do nucleótido seguinte. Estas ligações designam-se FOSFODIÉSTER.

Estrutura do DNA

Regra de Chargaff – o número de timinas presentes no DNA de uma espécie é


aproximadamente igual ao número de adeninas. Por sua vez, o número de guaninas é
aproximadamente igual ao de citosina. Podemos então concluir que estabelecem
relações entre si e são bases complementares.

A adenina e a timina apresentam ligação dupla por ponte de hidrogénio, já a guanina e


a citosina apresentam uma ligação tripla.

A+T+C+G = 100%

𝐴+𝐶
=1
𝑇+𝐺
Cada cadeia de nucleótido apresenta nas extremidades uma ponta livre, uma designada
3’ e outra 5’

Cada cadeia desenvolve-se em sentidos opostos, iniciando-se na extremidade 5’ e


terminando na 3’

Assim á extremidade 5’ irá corresponder a 3’ da outra cadeia. As cadeias são, portanto,


ANTIPARALELAS.

Estrutura do RNA
Os nucleótidos da mesma cadeia simples
As moléculas de RNA são sintetizadas a ligam-se entre si através da pentose e do
partir do DNA e podem apresentar, sob o grupo fosfato por ligações fosfodiéster.
ponto de vista de estrutura e função, 3
Dois nucleótidos de cadeias
formas distintas:
complementares ligam-se entre si através
 RNA mensageiro (mRNA) de pontes de hidrogénio.
 RNA de transferência (tRNA)
 RNA ribossómico (rRNA)

Replicação do DNA (ação da DNA polimerase)

1) Hipótese Conservativa
2) Hipótese Semiconservativa
3) Hipótese Dispersiva ou dissipativa

Hipótese conservativa – admitia que a molécula de DNA progenitora se mantinha integra,


servindo apenas de molde para a formação da molécula-filha, a qual seria formada por
duas cadeias novas de nucleótidos.

Hipótese semiconservativa – segundo investigadores, tendo em conta o modelo de dupla


hélice do DNA e a complementaridade das bases do DNA, estes fatores permitiram que
a molécula se autoduplicasse de forma semiconservativa: cada uma das cadeias serviria
de molde para uma nova cadeia e, consequentemente, cada uma das novas moléculas
de DNA seria formada por uma cadeia antiga e uma cadeia nova.

Hipótese dispersiva – admitia que cada molécula-filha seria formada por porções da
molécula inicial e por regiões sintetizadas de novo a partir dos nucleótidos presentes na
célula.
Síntese Proteica

A molécula de DNA garante a preservação da informação genética, fornecendo a cada


nova célula instruções que a célula mãe possuía.

A célula utiliza parte dessa informação para sintetizar proteínas. Algumas dessas com a
capacidade para regula o conjunto de reações que ocorrem a nível celular –
metabolismo.

Para que isto ocorra são necessários alguns processos

Transcrição

A informação genética contida no DNA é copiada para uma molécula de RNA. A molécula
de RNA forma-se por complementaridade. Por ação da enzima RNA polimerase

DNA 3’ ACG TTC CGA TCA AAA 5’

Pré mRNA 5’ UGC AAG GCU AGU UUU 3’

Processamento (não ocorre nos procariontes)

É após o processamento que o RNA pré-mensageiro passa a RNA mensageiro

Um tripleto ou mais pode conter intrões e exões

 Os intrões não têm informação genética necessária, são removidos


 Os exões são unidos e mantidos

RNA pré mensageiro UGC AAG GCU AGU UUU

RNA mensageiro UGC AAG AGU UUU

Tradução

O RNA mensageiro migra do núcleo para o citoplasma, onde decorre esta fase. Neste
processo entram simultaneamente o RNA mensageiro, RNA de transferência e o RNA
ribossómico.

 Iniciação - nesta etapa, o ribossoma junta-se ao mRNA e ao primeiro tRNA para


que a tradução possa ter início.

 Alongamento - os aminoácidos são trazidos ao ribossoma pelos tRNA e ligam-se


entre si para formar uma cadeia.

 Terminação - na última etapa, o polipeptídeo final é liberado para que possa


cumprir sua função na célula.

O RNA de transferência é o responsável pelo transporte de um determinado aminoácido


até ao local de síntese de proteínas (ribossomas)
Outros conceitos:

Tripleto de DNA – codogene

Tripleto de RNA – codão

Gene – porção de DNA com informação genética

Genoma – conjunto de todos os genes de um


individuo.

A RNA polimerase promove a formação de RNA no


sentido 5’----3’. Pelo facto do RNA inicialmente
transcrito ser um percursor do RNA mensageiro é
frequentemente chamado de RNA mensageiro. A síntese de uma determinada proteína
não se dispõe de forma continua, mas sim fragmentada.

Código Genético

É o que permite descodificar a informação do codão, sendo que os codões têm a


informação que vai ser expressa.

O código genético é universal, mas a informação genética é única para cada ser vivo.

Isto acontece, pois, o código genético constitui a relação entre o RNA mensageiro e os
aminoácidos. A informação genética é a informação contida no DNA de cada individuo.
Assim, quando a informação genética é expressa, o código genético leva á formação de
proteínas diferentes e consequentemente a características e seres vivos diferentes.

Características do código genético:

 O código genético é redundante, isto é, existe mais do que um codão para


codificar um aminoácido. Este fenómeno também é denominado,
degenerescência do código genético.
 O código genético NÃO é ambíguo, isto é, determinado codão NÃO codifica 2
aminoácidos diferentes.
 Regra geral, o código genético é universal, ou seja, determinado codão tem o
mesmo significado para a maioria dos organismos.

Mutações – são alterações ou modificações súbitas/bruscas nos genes ou nos


cromossomas, podendo originar variações hereditárias ao longo das gerações.

Podem ser:

 Cromossómicas
 Génicas – quando alteram a estrutura do DNA (alteração das bases do DNA)
Estas mutações podem, por exemplo, alterar a ação de enzimas importantes ao
metabolismo celular ou conduzir à formação de proteínas com novas capacidades.

Agentes mutagénicos

Físicos – radiações ionizantes, radioatividade dos minerais, radiações ultravioleta, etc.


Químicos – corantes alimentares, componentes do fumo do tabaco, benzeno e outras
substâncias químicas.

Mitose

G1
Interfase S
G2
Ciclo celular – período de
vida de uma célula desde
Ciclo celular Profase que se forma até se dividir
Metafase e originar outras.
Mitose Anafase
Telofase
Fase mitótica

Citocinese

A mitose diz respeito à divisão do núcleo/ processo que permite que um núcleo se divida,
originando 2 núcleos-filhos, cada um contendo uma cópia de todos os cromossomas do
núcleo original e, consequentemente, de toda a informação genética.

Interfase – período que decorre entre o fim de uma divisão celular inicio da divisão
seguinte – corresponde aos intervalos G1, S e G2.

Intervalo G1 Período S Intervalo G2


Biossíntese de RNA e Replicação do DNA Biossíntese de RNA e
proteínas Síntese e histonas proteínas
Formação de organitos Filamentos de cromatina Crescimento celular
Crescimento celular

Fase mitótica

Profase

 Etapa mais longa


 Individualização dos cromossomas (condensação da cromatina)
 Desaparecimento do nucléolo e da membrana celular
 Afastamento dos centríolos e formação do fuso acromático
Metafase

 Máxima condensação os cromossomas disposição no plano equatorial da célula


com os centrómeros para o centro
 Formação da placa equatorial

Anafase

 Rompimento dos centrómeros e separação dos centríolos


 Ascensão polar dos cromatídeos – filhos

Telofase

 Dissolução do fuso acromático


 Reorganização da membrana celular em cada núcleo-filho
 Descondensação do cromossoma
 Reaparecimento do nucléolo

Admitindo que durante a


interfase do ciclo celular, a
célula tem 16 cromossomas,
durante a Telofase, cada um
dos núcleos terá 16
cromossomas e 16
cromatídeos.

Nas células vegetais, a existência de parede esquelética não permite a citocinese por
estrangulamento. Assim verifica-se que as vesículas resultantes do complexo de golgi
(contendo celulose, outros polissacarídeos e proteínas) são depositados na região
equatorial da célula devido à ação orientadora de microtúbulos que se formam entre
dois polos celulares.

Importância da divisão celular:

 Importância biológica da divisão celular – mitose assegura a estabilidade genética


ao longo das gerações, o crescimento de organismo pluricelulares e regeneração
de estruturas e renovação de estruturas.
Controlo do ciclo celular:

Período G0 – quando a célula por algum motivo durante o período G1 não está apta a
prosseguir o ciclo celular (ex.: tamanho da célula, quantidade de DNA, etc.), esta fica
parada no período G0. O mesmo acontece também após o período G2 caso por exemplo
a replicação do DNA não tenha ocorrido corretamente.

Reprodução
É uma função característica dos seres vivos, que permite o aparecimento de novos
indivíduos através da divisão celular. É necessário para a perpetuação da espécie, mas
não para a sobrevivência do individuo.

A reprodução pode ser ASSEXUADA ou SEXUADA

Assexuada Sexuada

Ocorre em todos os seres vivos Muitos dos organismo que se reproduzem


procariontes e eucariontes unicelulares. assexuadamente também podem o
Ocorre em algus seres vivos eucariontes podem fazer sexuadamente, sempre que
multicelulares. as condições do meio forem
desfavoráveis.

Não ocorre fecundação


Esta cpaacidade assegua-lhes a
Os seres resultantes são idênticos ao diminuição do risco de extinção pois,
progenitor (clones) ao ser sexuada, conduz à
Assegura um rápido crescimento e variabilidade genética, logo a uma
colonização em condições favoráveis MAS maior capacidade de ultrapassar as
não permite variabilidade genética. adversidades do ambiente.

A mitose é o mecanismo celular que permite aa ocorrência da reprodução assexuada. É


fundamental no crescimento e desenvolvimento dos seres vivos multicelulares, assim
como na reparação e renovação dos tecidos (MITOSE ≠ REPRODUÇÃO ASSEXUADA)

Estratégias de reprodução assexuada:

1) Bipartição/Divisão Binária/Cissiparidade/Fissão Binária


2) Fragmentação
3) Gemulação/Gemiparidade
4) Esporulação
5) Divisão múltipla
6) Partenogénese
7) Multiplicação vegetativa
Bipartição

 A reprodução coincide com a mitose


 O ser vivo resultante é exatamente igual – a
não ser que ocorra uma mutação génica.
 A célula original deixa de existir – o progenitor
perde a individualidade
 Exemplo: paramécia

Fragmentação

 Obtêm-se vários indivíduos a partir da


regeneração de fragmentos de um individuo
progenitor
 Exemplo: estrela-do-mar, planária e ainda
algumas algas como a espirogira

Gemulação

 Ocorre quando a superfície da célula ou do


individuo, se forma uma dilatação denominada
gomo ou gema
 Ao separar-se, o gomo dá origem ao novo
individuo, normalmente de menor tamanho.
 É como se fosse uma bipartição desigual, sendo
que a célula mãe origina células iguais de
tamanhos diferentes. A citocinese ocorre de forma
desigual.
 Exemplo: hidras, esponjas, plantas superiores

Esporulação

 Consiste na formação de célula


especiais – esporos – que
originam novos seres vivos.
 Os esporos são formados por
esporângios, que são muito
resistentes em ambientes
desfavoráveis.
 Exemplo: fungos

Divisão múltipla/Pluripartição/Esquizogonia

 O núcleo da célula divide-se em vários núcleos


 Cada núcleo rodeia-se de citoplasma e de uma membrana, dando origem às
células-filha, que são libertadas quando a célula se rompe
 Exemplo: protistas, amiba e alguns fungos. Parasitas protistas da malária.
Partenogénese

 Consiste no desenvolvimento de um individuo a


partir de um oócito não fecundado
 Exemplo: ocorre em alguns animais e plantas.
Ocorre nas abelhas

Multiplicação vegetativa:

 Processo exclusivo das plantas


 Ocorre nos meristemas, que mantêm a
diferenciação

Características das estratégias da reprodução assexuada:

VANTAGENS

 São processos rápidos e conduzem à obtenção de um elevado número de


descendentes – rápida dispersão das populações
 Apenas um progenitor é necessário para originar descendentes –
economia de energia
 Os descendentes possuem a mesma informação genética que o
progenitor – homogeneidade nos genes
 Ocorrem quando as condições do ambiente são favoráveis – permite o
crescimento acentuado da população

DESVANTAGENS

 A diversidade dos indivíduos produzidos é praticamente nula


 Difícil adaptação ao meio por parte dos indivíduos face às mudanças deste
 Não favorece a evolução das espécies
 Não assegura a variabilidade genética, pelo que põe em causa a sobrevivência.

Reprodução Sexuada

Está dependente da FECUNDAÇÃO (processo de união de 2 células sexuais)

Ocorre alternância de fases


Fecundação Meiose Têm de ocorrer ambas

Durante a fecundação ocorre a cariogamia – fusão dos núcleos dos gâmetas, resultando
num ovo ou zigoto, que forma um individuo por mitoses sucessivas.
Para que da fecundação resulte um ovo diploide (2n) é necessário que cada gâmeta seja
haploide (n). Por esse facto, os gâmetas são formados por um tipo de divisão especial,
a MEIOSE.

Processo de divisão celular, a partir do qual 1 célula diploide (2n) origina 4 células
haploides (n), de modo a que as células-filha apresentem metade dos cromossomas da
célula-mãe.

A meiose envolve DUAS divisões sucessivas

Divisão I ou reducional (2n n)

Divisão II ou equacional (n n)

Divisão I

Profase I

 Emparelhamento de cromossomas homólogos por sinapse


 Pontos de quiasma
 Crossing-over: troca de informação genética por quebras e trocas de segmentos
entre os cromatídeos e cromossomas nos pontos de quiasma

Metafase I

 Os pontos de quiasma alinham-se no plano equatorial


 Disposição ao acaso na placa equatorial

Anafase I

 Migração ao acaso para os polos da célula (os cromossomas encontram-se


completos, ou seja, com dois cromatídeos)

Telofase I

 Os cromossomas continuam completos (2 cromatídeos)

Nota: pode ocorrer uma pequena interfase entre a telofase I e prófase II mas NUNCA
um período S, pois isso implicaria a replicação do DNA.

Divisão II

Profase II

 Fuso acromático forma-se


 Os cromossomas deixam de estar ligados pelos pontos de quiasma
Metafase II

 Já não estão ligados por pontos de quiasma, mas sim por centrómeros como na
metáfase (mitose) mas há partes de fragmentos entre cromossomas (resultado
do crossing-over)

Anafase II e Telofase II – a única diferença para a mitose são os fragmentos entre


cromossomas, devido ao crossing-over durante a prófase I

Mitose Meiose
Nº de divisões 1 2
Nº de núcleos formados 2 4
Emparelhamento de Não ocorre Ocorre
cromossomas homólogos
Nº de cromossomas nas células
filhas relativamente ao nº da Igual Metade
célula inicial
Fenómenos de crossing-over Não ocorrem Ocorrem

A mitose é um mecanismo de Constância Genética

A meiose é um mecanismo de Diversidade Genética

A variabilidade genética durante a meiose é assegura pelos seguintes fenómenos:

 Durante o crossing-over (Profase I) – recombinação genética


 Migração ao acaso dos cromossomas homólogos (Anafase I) – reduz o número
de cromossomas para metade
 União ao acaso dos gâmetas durante a fecundação – é através da fecundação
que os seres repõem o número de cromossomas normal para a espécie (depende
dos ciclos de vida) – a união de gâmetas durante a fecundação é um fenómeno
aleatório, uma vez, eu mitos que dos espermatozoides que chegam até ao oócito,
apenas um o irá fecundar
Ciclos de Vida: unidade e diversidade

Começa na conceção do individuo até à produção da sua própria descendência

Ciclo de vida Haplonte Ciclo de vida Diplonte Ciclo de vida Haplodiplonte

Maioria dos fungos e Maioria dos animais Em plantas e algumas


alguns protistas, incluído (mamíferos) espécies de algas
algumas algas.
Meiose PRÉ – gamética Alternância de gerações
Meiose PÓS - zigótica
Meiose PRÉ-zigótica

Ciclo de vida da espirogira (ser haplonte)

Em condições ambientais favoráveis, os filamentos crescem, podendo soltar-se por


fragmentação, algumas porções que dão origem a novas espirogiras.

Quando em condições do meio desfavoráveis, a espirogira reproduz-se sexuadamente.

Fecundação

Espirogira (n) gâmeta(n)


Zigoto (2n)
Espirogira (n) gâmeta(n)

Zigósporos (n) Meiose


Ciclo de vida do polipódio (ser haplodiplonte)

A reprodução sexuada no polipódio esta dependente da formação de esporos durante a


época de reprodução, há desenvolvimento de soros na página interior das folhas.

Os soros são grupos de esporângios – estruturas pluricelulares que, quando jovens,


contêm células mãe de esporos, cada esporo origina uma estrutura fotossintética de vida
independente chamada protalo.

Nota: a geração esporófita é mais desenvolvida que a geração gametófita.

Polipódio (esporófito 2n) Esporos

Soro – esporângios (2n) Protalo (gametófito)

Célula mãe de esporos Gametângios (masculino) Gametângios (feminino)


Anterídios (n) Arquegónios (n)
Meiose

Esporos (n)
Gâmetas (masculino) Gâmetas (feminino)
Anterozoide Oosfera

Polipódio (2n) esporângios (2n) Célula mãe de esporos


Meiose

Anterídios
(anterozoide)
Zigoto (2n) Protalo (n) Esporos (n)

Fecundação
Arquegónio
(oosfera)

Ciclo de vida do Homem (ser diplonte)

Homem (2n) espermatozoide (n)


Zigoto (2n)
Mulher (2n) Oócito (n)

mitoses
Evolução Biológica
Dos procariontes aos eucariontes

Oxigénio – oxida, envolve todo um processamento no nosso organismo para


determinados compostos do nosso organismo não oxidarem, o oxigénio de outra forma
seria tóxico, portanto quando o oxigénio primeiramente surgiu era tóxico para as
bactérias a quimiossintéticas que se tiveram de adaptar, utilizando esse mesmo O2, mas
até lá muitas bactérias morreram.

Bactérias anaeróbias e quimiossintéticas

Bactérias fotossintéticas

Libertação de O2 (tóxico para alguns seres


vivos)

Bactérias aeróbias utilizam o O2 para oidar


compostos orgânicos e obter energia

Surgimento dos eucariontes

Hipóteses que explicam o aparecimento dos Eucariontes

Hipótese Autogénica Hipótese Endossimbiótica

 Os seres eucariontes são o resultado  Este modelo admite que os sistemas


de uma evolução gradual dos endomembranares tenham sito
procariontes resultado de invaginações da
 As células desenvolveram sistemas membrana plasmática
endomembranares resultantes de  As mitocôndrias e cloroplastos são
invaginações da membrana organitos autónomos da célula. A
plasmática mitocôndria é capas de se dividir sem
 Destas invaginações, algumas que a célula se divida.
armazenaram o DNA formando o  Lynn Margulis – descobriu que as
núcleo e outras formaram organitos mitocôndrias e os cloroplastos
 Porções do material genético poderiam ter sido seres procariontes
abandonariam o núcleo e evoluíram independentes das células
sozinhas: mitocôndrias e cloroplastos  Ou seja, a determinado momento
 Esta hipótese pressupõe que o entraram para dentro da célula a tal
material do núcleo e dos organelos ponto que estabeleceram uma
tenha uma estrutura idêntica, relação obrigatória (simbiose) de
contudo, tal NÃO se verifica. maneira que não viviam um sem o
outro, tornando-se as mitocôndrias e
cloroplastos organito.
Assim, as primeiras relações endossimbióticas, terão sido estabelecidas por ancestrais
das mitocôndrias. Estes seriam organismos que tinham desenvolvido a capacidade de
produzir energia, de forma rentável utilizando CO2.

Outro grupo de procariontes, terá desenvolvido a capacidade de produzir compostos


orgânicos utilizando energia luminosa. A associação das células procariontes de maiores
dimensões com seres ancestrais dos cloroplastos, trouxeram-lhes vantagens.

As primeiras relações endossimbióticas foram com as mitocôndrias, só mais tarde com


os cloroplastos, mostrando assim o porque de nem todas as células eucarióticas
possuírem cloroplastos, mas todas as que possuem cloroplastos possuírem mitocôndrias.

Argumentos que sustentam a hipótese endossimbiótica:

1) As mitocôndrias e cloroplastos dimensões semelhantes às das bactérias.


2) As mitocôndrias e cloroplastos produzem as suas próprias membranas internas
replicam-se por um processo semelhante à Bipartição.
3) Estes organelos possuem o seu próprio material genético.
4) Os ribossomas dos cloroplastos assemelham-se mais aos ribossomas dos
procariontes do que aos ribossomas presente no citoplasma dos eucarióticos.
5) Os ribossomas das mitocôndrias têm grande variabilidade, mas são mais
semelhantes ao dos procariontes.
6) Na membrana interna de ambos, existem enzimas e sistemas de transporte
parecidos aos que estão presentes nos atuais procariontes.
7) Atualmente, continuam a verificar-se alguns casos de simbiose obrigatória entre
eucariontes e bactérias, constituindo relações endossimbióticas.

Vantagens da Multicelularidade:

 Maiores dimensões, mantendo-se, contudo, ma relação área/volume das células


ideal para a realização de trocas com o meio.
 Maior diversidade, proporcionando uma melhor adaptação a diferentes
ambientes
 Diminuição da taxa metabólica, resultado da especialização celular que permitiu
uma utilização de energia de forma mais eficaz.
 Maior independência m relação ao meio ambiente, devido a uma eficaz
homeostasia resultante de uma independência dos vários sistemas de órgãos.

Mecanismo de Evolução
Evolucionismo vs. Fixismo

Origem da vida

Teoria evolucionista - defende que os


Teoria Fixista - defende
primeiros seres eram muito simples e
que as espécies são
que é possível estabelecer relações
imutáveis
de parentesco entre as espécies

Geração
Criacionismo Lamarckismo Darwinismo Neodrawinismo
espontanêa
Fixismo – considerava que a espécies são permanentes, perfeitas e que não sofrem
evolução – principio fixista

Criacionismo – os seres vivos têm origem na criação divina, sendo, portanto perfeitos e
estáveis, mantendo-se assim ao longo dos tempos. As imperfeições que possam ocorrer
devem-se à imperfeição e corrupção do mundo.

Evolucionismo

Lamarckismo

Tem por base 2 princípios:

1) Lei do uso e do desuso


2) Lei de transmissão de caracteres adquiridos

Defende que a evolução é fruto de um esforço individual –NÃO da população em geral.

A necessidade de se adaptarem às condições ambientais ditaria o uso ou desuso de


determinado órgão, o que conduziria ao seu desenvolvimento ou à sua atrofia – LEI DO
USO E DO DESUSO. Estas modificações permitiam aos indivíduos uma melhor adaptação
ao meio, sendo transmitidos à descendência – LEI DA TRANSMISSÃO DE CARACTERES
ADQUIRIDOS.

Transmitem
Adaptação
Novos as novas
Modificações Novas Modificações da espécie
comportamentos caracteriticas
ambientais necessidades no organimo ao longo
(uso ou desuso) aos
da geração
descendentes

Críticas ao Lamarckismo:

 Admite que a matéria viva tem uma “ambição natural” de melhorar, de forma
que cada ser vivo será impelido para um grau de desenvolvimento mais elevado
 Lei do uso e do desuso não explica todas as modificações
 A atrofia ou hipertrofia de uma estrutura adquirida durante a vida do ser vivo
não e transmitida à descendência.

Darwinismo

Dados que influenciaram Darwin:

Charles foi influenciado pela teoria de Lyell, este defendia a teoria do Uniformitarismo,
admitindo que a Terra tinha vários milhões de anos de idade e que sofria mudanças
graduais ao longo da sua história.
Darwin começou por admitir que também os seres vivos podiam experimentar
modificações lentas e graduais que conduziriam à modificação das características da
espécie.

Outra influenciou de Darwin foi Thomas Malthus e os seus trabalhos sobre o crescimento
das populações. Segundo este, a população tende a crescer de forma geométrica
enquanto que os recursos alimentares são produzidos de acordo com uma progressão
aritmética.

Darwin reparou que apesar de o crescimento populacional tender para uma progressão
geométrica, tal não acontece, algo que ele justificou com:

 Nem todos os animais de uma população se reproduzem.


 A falta de alimento e condições ambientais condicionam o desenvolvimento,
reprodução e sobrevivência.
 A luta pela sobrevivência resulta na morte de muitos indivíduos.
 As doenças são responsáveis pela morte de indivíduos

Darwin era criador de pombos e sabia que ao selecionar um conjunto de características


desejadas através de cruzamentos controlados, realizava SELEÇÃO ARTIFICIAL, e que
os animais sujeitos a esta alteração apresentavam características diferentes da
população original.

Darwin conclui que na natureza acontece algo semelhante – SELEÇÃO NATURAL –a


diferença encontra-se nos fatores ambientais que comandam a seleção e não o ser
humano, sendo necessário mais tempo para que se tornem visíveis as modificações.

Em suma, Darwin foi influenciado por:

 Dados geológicos (Charles Lyell) – Gradualismo


 Trabalhos de Thomas Malthus
 Dados biogeográficos (variedade de seres vivos/condições ambientais)
 Seleção artificial

Teoria Darwinista

1) Numa população ancestral/inicial existe uma variabilidade intraespecífica para


determinada característica.
2) Em determinadas condições ambientais vão sobreviver os indivíduos mais
aptos/ou o meio seleciona os mais aptos (sofrem pressões seletivas) – seleção
natural.
3) os mais aptos vão reproduzir-se transmitindo essa característica aos
descendentes através dos gâmetas – reprodução diferencial –aumento o numero
de indivíduos na população com essa característica adaptativa.

Enquanto Lamarck considerava o ambiente responsável por criar necessidades que


conduziam a determinados comportamentos, que por sua vez, levavam a modificações
nos indivíduos. Darwin considerava que o ambiente era o motor da evolução por realizar
uma seleção natural dos mais aptos.
Darwin nunca conseguiu explicar a razão para as variações das características entre os
indivíduos de uma população.

Contributo das diferentes áreas cientificas na fundamentação e consolidação do


conceito de evolução – Dados da Anatomia Comparada

Orgãos

Homólogos Análogos

Orgãos/Estruturas Homólogas

São órgãos que apesar de desempenharem Animais aparentemente diferentes


uma função diferente, apresentam um plano apresentam semelhanças anatómicas,
estrutural semelhante, a mesma posição as quais sugerem a existência de um
relativa e origem embriológica idêntica, mas ancestral comum, com um plano
têm um grau de desenvolvimento diferente, o estrutural idêntico ao apresentado por
qual está relacionado com a função que todos os seres vivo que deste terão
desempenham. derivado.

São fruto de pressões seletivas diferentes e de uma evolução DIVERGENTE.

As estruturas homólogas permitem construir séries filogenéticas, que traduzem a


evolução dessas estruturas em diferentes organismos. Podem ser regressivas ou
progressivas.

Série filogenética progressiva: os órgãos homólogos apresentam um grau de


complexidade crescente. A partir de um órgão ancestral simples, foram surgindo órgãos
cada vez mais complexos. (ex.: sistema nervoso e circulatório dos vertebrados)

Série filogenética regressiva: os órgãos homólogos apresentam grau de complexidade


vez menor, tornam-se progressivamente mais simples. Admite-se que a partir e um
ancestral mais complexo, surgiram outros mais rudimentares. (ex.: serpentes ou a
atrofia dos ossos nas aves corredoras)

Orgãos/Estruturas Análogas

São órgãos que têm uma estrutura e origem embriológica diferente, mas que
desempenham a mesma função – terão sido resultado de pressões seletivas semelhantes
sobre indivíduos de diferentes grupos, que conquistam meios semelhantes. (ex.: cauda
da baleia e barbatana caudal dos peixes)

Diz-se que ocorre Evolução CONVERGENTE.


Neodarwinismo (Teoria sintética da evolução)

Assenta em 3 pilares:

 a existência de variabilidade genética nas populações, consideradas como


unidades evolutivas
 a seleção natural como mecanismo principal da evolução
 a conceção gradualista que permite explicar que as grandes evoluções resultam
da acumulação de modificações ao longo do tempo.

1) Numa população ancestral existe variabilidade genética devido a: mutações e


fenómenos de recombinação genética (fecundação e meiose)
2) Num determinado meio ambiente serão selecionados os indivíduos mais
favorecidos, sendo estes selecionados – seleção natural
3) Estes reproduzem-se mais passando os seus genes à descendência e aumentando
assim o seu número na população – Reprodução diferencial.

Quando maior for a diversidade de indivíduos de uma determinada população, maior


será a probabilidade de essa sobreviver se ocorrerem alterações ambientais. Isto porque
maior será a probabilidade de existirem indivíduos com características que os tornem
mais aptos a esse novo ambiente.

Últimas considerações: A seleção natural atua sobre fenótipos, ou seja, são selecionados
os indivíduos que possuem fenótipos que os tornam mais aptos para o ambiente em que
vivem, permitindo-lhes deixar mais descendentes do que indivíduos com outros
fenótipos. O Fenótipo considera-se o conjunto de características anatómicas, fisiológicas
e bioquímicas observáveis nos seres vivos e que resultam da expressão de determinados
genes (genótipo).

Sistemática dos seres vivos

Sistemas de
classificação

Classificação prática Classificação racional

Natural Artificial

Horizontal/Fenética Vertical/Filogenética/Cladistica
(priveligia as caracteriticas (priveliga as relações de parentesco
estruturais do organismo e NÃO entre os seres vivos e TEM em conta
tem m conta o fator tempo. o fator tempo.
Classificação Fenética

 Baseiam-se em caracteres que devem ser facilmente descritos, mensuráveis e


objetivos
 Recorre essencialmente a caracteres fenotípicos (anatómicos ou fisiológicos)
 Desvantagens – algumas características fenotípicas podem ser o resultado de um
processo de evolução convergente que origina estruturas análogas e não o
resultado de proximidade evolutiva
 Não considera o fator tempo
 Faz uma classificação rápida dos seres vivos, contudo despreza a filogenia
evolutiva.

Classificação Filogenética

 Traduzem com rigor as relações entre os organismos, tendo em conta a sua


história evolutiva
 Existem 2 tipos de características para classificar os organismos numa perspetiva
filogenética
Características primitivas/ancestrais – presentes em todos os organismos de um grupo,
resultado de terem um ancestral em comum com essa característica.

Características evoluídas/derivadas – presentes nos indivíduos de um grupo e que não


estão presentes no ancestral, mostrando que houve separação de um novo ramo.

Exemplo: classificação fenética e filogenética da craca, lapa e caranguejo

As lapas e as cracas, através da evolução convergente desenvolveram conchas cónicas,


semelhantes, o que as liga em termos fenéticos

Em termos evolutivos, as cracas e os caranguejos (ambos crustáceos) estão mais


relacionados um com o outro do que qualquer um deles com a lapa que é um molusco.

Taxonomia e Nomenclatura

Taxonomia – ramo da biologia que se ocupa da classificação dos seres vivos. Tenta
utilizar um sistema uniforme que expresse o grau de semelhança entre os seres vivos.

Nomenclatura – define as regras a usar para nomear os grupos formados

Sistemática – taxonomia + biologia evolutiva

Reino
Principais taxa (singular:
Filo taxon) utilizados nas
classificações atuais

Classe

Ordem

Família

Género

Espécie
A espécie é a unidade básica da classificação, é constituída por um conjunto de
indivíduos que partilham um mesmo fundo genético que lhes permite cruzarem-se entre
si e originar descendência fértil.

Nomenclatura Binominal (por Lineu)

Rana iberica Boutenger, 1879

Nome do género Género: Rana


Espécie: Rana iberica
Restritivo específico

Nome da espécie
1º substantivo – Maiúsculas – Rana
Boutenger – nome do autor 2º Adjetivo – minúscula –iberica
1879 – Data de publicação

Nota: ao utilizar o nome da espécie nas respostas de exame é obrigatório SUBLINHAR o


nome do animal, ou então referir-se a ele de forma indireta.
Referimo-nos ao animal por Rana iberica ou simplesmente por rã!

Sistema modificado de Whittaker (1979)

Critério Reino Monera Reino Protista Reino Fungi Reino Plantae Reino Animalia
Tipo de célula e Procariótica Eucariótica Eucariótica Eucariótica Eucariótica
organelos Sem organelos Núcleo, Núcleo, Núcleo, Núcleo,
mitocôndrias e mitocôndrias sem mitocôndrias, mitocôndrias,
alguns com cloroplastos cloroplastos. sem cloroplastos
cloroplastos Parede celular Parede celular nem parede
quitinosa celulósica celular
Tipo de Unicelular, Unicelular, Grande parte Multicelular com Multicelular com
organização solitários ou solitários Multicelular diferenciação diferenciação
celular coloniais Alguns Reduzida celular celular
multicelulares e diferenciação
outros coloniais
Modo de Autotróficos Autotróficos Heterotróficos Autotróficos Heterotróficos
nutrição (foto e (fotossíntese) (absorção) (fotossíntese) (ingestão)
quimiossíntese) Heterotróficos
Heterotróficos (absorção e
(absorção) ingestão)
Interações com Produtor Produtor Microconsumidor Produtor Micraconsumidor
o ecossistema Microconsumidor Microconsumidor
Exemplos Bactéria Paramécia Cogumelo Musgo Panda

Sistema de classificação de Woese