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São Gonçalo

2010
Título
MONTAGEM E MANUTENÇÃO DE MICROCOMPUTADORES

Autor
Leandro C. Siqueira

Capa
Leandro C. Siqueira

___________________________________Rio de Janeiro, Outubro de 2010

Esta apostila, diante da autorização do autor, foi liberada sob a licença Creative
Commons Attribution NonCommercial. Esta licença provê os seguintes direitos:

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Dedico esta obra à minha esposa Roberta, por suportar as minhas longas horas de
estudo contínuo em busca do aperfeiçoamento. E ao meu pai, Laudelino, por ser
uma referência humana.
"Bem-aventurado o homem que acha sabedoria, e o homem que adquire
conhecimento." Prov. 3.13
Sumário

Introdução ............................................................................................................................... 3

Capítulo 1................................................................................................................................ 1

Evolução dos computadores ............................................................................................. 1

Capítulo 2.............................................................................................................................. 11

Visão geral do Hardware ................................................................................................. 11

Capítulo 3.............................................................................................................................. 20

Placa-Mãe ..................................................................................................................... 20

Capítulo 3.............................................................................................................................. 28

CPU ............................................................................................................................... 28

Capítulo 4.............................................................................................................................. 30

Memória......................................................................................................................... 30

Capítulo 5.............................................................................................................................. 33

Disco rígido ................................................................................................................... 33

Capítulo 6.............................................................................................................................. 37

Montagem ..................................................................................................................... 37

Capítulo 7.............................................................................................................................. 43

Particionando o disco e instalando o sistema operacional ....................................... 43

Capítulo 8.............................................................................................................................. 48

Manutenção preventiva ................................................................................................ 48

Capítulo 9.............................................................................................................................. 52

Manutenção corretiva................................................................................................... 52

Considerações finais............................................................................................................ 58

Bibliografia ............................................................................................................................ 59
Introdução

Bem vindo ao curso de Montagem e Manutenção de microcomputadores.

Através da mesma, o estudante será capaz de compreender os princípios


básicos do funcionamento dos componentes computacionais, através de
conceitos práticos e informações úteis para o seu crescimento profissional.

Entendendo tais conteúdos e procedimentos, o estudante estará capacitado a


montar e configurar sozinho o seu próprio computador, além de poder efetuar
eventuais reparos dos mesmos.

No ramo da computação, todos somos estudantes. Espero que tenhamos o


bastante a acrescentar um ao outro. E mais: não esteja satisfeito somente com
o material contido nesta apostila. Pesquise muito mais! Aumente sempre o seu
conhecimento, pois isto sim fará a diferença em sua jornada computacional que
aqui tem início. Espero de coração que você tenha um excelente curso e que
este sirva como um primeiro passo rumo ao reconhecimento profissional neste
mundo fascinante e cheio de surpresas.

Bons estudos!

Leandro Siqueira
Capítulo 1
_______________________________________________________________

Evolução dos computadores


Ábaco
A origem do computador veio da necessidade de se realizar cálculos que
se tornaram praticamente inviáveis sem a devida utilização de um meio mais
sofisticado, superando o uso apenas das mãos, pedras e gravetos.

Figura 1

Ábaco

O ábaco, palavra de origem fenícia, surgiu entre os povos do Mediterrâneo, em


3.500 a.C. e é utilizado até hoje, por algumas culturas. Trata-se de um
instrumento composto de varetas e bolinhas, utilizado pelos comerciantes para
efetuar operações aritméticas. Tais varetas representam as casas decimais.

Ossos de Napier

Em 1614, Napier, um matemático escocês, inventou um método


diferente de efetuar multiplicações.

Figura 2

Ossos de Napier

1
Criou um dispositivo conhecido como “Ossos de Napier”, formado por
um conjunto de barras segmentadas, organizadas de tal maneira que os
resultados de uma multiplicação eram obtidos somando-se os números de
seções horizontais adjacentes.

Pascalina

Figura 3

Pascalina

Em 1642, o matemático francês Blaise Pascal, com apenas 18 anos,


construiu uma calculadora com rodas e engrenagens. Os números a serem
somados eram introduzidos discando-se numa série de rodas dentadas, nas
quais havia algarismos de 1 a 9 impressos. Tais rodas representavam
unidades, dezenas e centenas. Os números introduzidos apareciam em um
mostrador. Cada roda, ao completar um giro, fazia a roda à sua esquerda
avançar um dígito.

A máquina de Pascal, chamada de pascalina, era capaz de efetuar


outras operações por meio de um sistema de adições repetidas. Pascal
construiu mais de 50 versões de sua máquina de calcular durante sua curta
vida (morreu aos 39 anos).

Tecelagem
Figura 4

Máquina de tear

Em 1804, Joseph Marie Jacquard, cujo ramo era a tecelagem, construiu


um tear inteiramente automatizado que podia fazer desenhos muito
complicados. Esse tear era programado por uma série de cartões perfurados,
cada um deles controlando um único movimento da lançadeira.

2
Desde os 10 anos, já trabalhando como aprendiz de tecelão, Jacquard
sentira-se incomodado com a monótona tarefa que lhe fora confiada na
adolescência: alimentar os teares com novelos de linhas coloridas para formar
os desenhos no pano que estava sendo fiado.

Como toda a operação era manual, a tarefa de Jacquard era


interminável: a cada segundo, ele tinha que mudar o novelo, seguindo as
instruções necessárias para o desenho de uma determinada estampa. Com o
tempo, Jacquard foi percebendo que as mudanças eram sempre seqüenciais.
E inventou um processo simples : cartões perfurados, onde o “estampador”
poderia registrar, ponto a ponto, a receita para a confecção de um tecido.

O tear inventado por Jacquard no século XVIII, utilizado por vários


tecelões franceses nessa época, é utilizado até hoje pela indústria de tecidos.
Os cartões perfurados utilizados para controlá-lo teriam novas aplicações
alguns anos mais tarde.

Máquina analítica

Figura 5
Máquina analítica

Charles Babbage nasceu em 26 de dezembro 1791, em Teignmouth,


Inglaterra. Ocupou a cadeira de Matemática na Universidade de Cambridge,
mas não comparecia à universidade e nunca proferiu uma conferência. Foi
sócio fundador da Royal Astronomic Society (Sociedade Astronômica Real).

Dedicou-se a corrigir erros nas tábuas de logaritmos que prejudicavam o


trabalho dos astrônomos. Em 1822, Babbage construiu o primeiro protótipo da
sua Máquina de Diferenças. Essa máquina, segundo suas palavras, seria
capaz de efetuar o “trabalho enfadonho e monótono das operações de cálculo
repetidas”. Babbage pediu ao governo britânico uma subvenção para construir
uma máquina maior e mais aperfeiçoada e obteve 1.500 libras para
desenvolver seu projeto.

Em 1833, Babbage projetou a Máquina Analítica, que seria capaz de


efetuar uma grande variedade de cálculos. A Máquina Analítica era constituída
por um “moinho” e um “depósito”, e ambos eram formados por rodas dentadas.
O depósito era capaz de armazenar até 100 números de 40 dígitos. Esses

3
números ficariam armazenados até que o moinho precisasse utilizá-los. Os
dados eram introduzidos na Máquina Analítica por meio de cartões perfurados.

A tia de Babbage, Augusta Ada Byron (filha ilegítima do poeta Lord


Byron), interessou-se pelo projeto do sobrinho e o estimulou a desenvolvê-lo.

A Máquina Analítica nunca foi construída, pois seria tão grande quanto
uma locomotiva e em seu interior haveria uma intrincada mistura de
mecanismos e engrenagens movidos a vapor. Restam apenas alguns
desenhos e o “moinho”, construído pelo filho de Babbage. Apesar de nenhum
de seus projetos importantes terem sido finalizados, foi o primeiro a perceber
que uma máquina de processamento deveria consistir em um dispositivo de
entrada, uma memória, uma unidade central de processamento e um
dispositivo de saída. Ele utilizava uma “impressora” como dispositivo de saída e
um leitor de cartões como dispositivo de entrada.

Babbage passou o resto de sua vida trabalhando em sua Máquina


Analítica, sem nunca conseguir terminá-la. Em seus últimos anos de vida
tentou criar em parceria com sua tia um método infalível para acertar
resultados de corridas de cavalos. Também não teve sucesso nesse projeto.
Mas sua Máquina Analítica é considerada o primeiro computador programável
e Babbage entrou para a história como o “avô” da informática.

Hollerith

Figura 6

Máquina de Hollerith

Em 1890, o matemático americano Herman Hollerith utilizou cartões


perfurados para tornar mais rápida a tabulação das estatísticas do censo dos
Estados Unidos.

Os cartões utilizados por Hollerith tinham 12 fileiras de 20 orifícios, que


eram perfurados para registrar dados como idade, país natal, profissão, estado
civil e número de filhos. Os funcionários encarregados do recenseamento
preenchiam um formulário com essas informações, que, em seguida, eram
transpostas para os cartões perfurados. Os cartões eram então inseridos em
uma máquina tabuladora, na qual pequenos pinos atravessavam os orifícios
dos cartões. Isso fechava um circuito elétrico, fazendo com que os indicadores
no banco de mostradores avançassem.

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O censo de 1890 levou um terço do tempo do censo anterior para ser
tabulado, comprovando a eficiência do método de Hollerith, que ganhou
prêmios e título de doutor na Universidade de Columbia pela sua invenção.

Válvulas

Figura 7

ENIAC

A Segunda Guerra Mundial provocou um rápido avanço da ciência da


Informática, pois era necessário descobrir maneiras mais rápidas e eficientes
de combater o inimigo.

A companhia IBM, em parceria com a marinha americana, passou a


desenvolver um projeto de uma máquina capaz de efetuar todos os tipos de
operações. O desenvolvimento do projeto ficou a cargo de um jovem
matemático da Universidade de Harvard, Howard Aiken. O resultado foi o Mark
I, concluído em 1943.

Baseado no sistema de numeração decimal, essa máquina recebia dados


por meio de cartões perfurados e era capaz de trabalhar com números de 23
dígitos. Efetuava operações de soma e subtração em 0,3 segundo e de
multiplicação e divisão em três segundos.

Em 1941, o matemático alemão Konrad Zuze construiu um computador


baseado no sistema binário, menor e mais eficiente do que o Mark I. Em 1942,
Zuze e seu colega Helmut Schreyer desejavam construir um computador com
válvulas eletrônicas que controlaria a passagem dos circuitos elétricos por meio
de tensões elétricas, sem utilizar peças móveis. Hitler, no entanto, vetou a
pesquisa, direcionando todo o potencial da Alemanha para a guerra, que ele
acreditava que seria vencida rapidamente. Estava, portanto, duplamente
errado.

O matemático inglês Alan Turing desenvolveu uma máquina com duas mil
válvulas eletrônicas, com a qual conseguiu interceptar e quebrar os códigos
secretos utilizados pelos alemães durante a guerra, com os métodos que Zuze
havia planejado.

Em agosto de 1942, John Mauchly e Presper Eckert, pesquisadores da


Escola Moore de engenharia, propuseram a construção de um computador de
alta velocidade que utilizava válvulas eletrônicas.
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Em 9 de abril de 1943 o exército americano assinou um contrato de 400
mil dólares com a Escola Moore para a construção do ENIAC.

O ENIAC possuía 17.468 válvulas e operava com sistema numérico


decimal. Tinha 5,5 metros de altura por 25 de comprimento. Ficou pronto no
final de 1945, quando a Segunda Guerra Mundial já havia terminado. O ENIAC,
apesar de suas dimensões, só possuía memória suficiente para trabalhar com
números da operação que estivesse executando.

Enquanto o ENIAC estava sendo construído, Mauchly e Eckert já


trabalhavam no seu sucessor, o EDVAC, que era capaz de operar com
instruções armazenadas eletronicamente. O EDVAC trabalhava com números
binários, o que permitia que o número de válvulas fosse consideravelmente
diminuído. John von Neuman, que havia trabalhado no projeto Manhattan, que
resultou nas bombas atômicas lançadas sobre o Japão durante a Segunda
Guerra, juntou-se à equipe de pesquisadores da Escola Moore em 1944.

Em junho de 1945, von Neuman escreveu o primeiro esboço de um


relatório sobre o EDVAC, no qual descreve as funções da nova máquina e
defende a tese de que o computador é muito mais que uma máquina de
calcular, podendo ser utilizado para inúmeras atividades. Em 1949, baseado
nas propostas de Von Neuman, o cientista inglês Maurice Wilkes, da
Universidade de Cambridge, construiu o primeiro computador operacional que
utilizava programas de memória. Mauchly e Eckert fundaram uma companhia
para produzir um computador de uso comercial: o UNIVAC.

Em 1950, a companhia foi vendida para a Remington Rand. Em maio do


mesmo ano, Alan Turing foi um dos responsáveis pelo desenvolvimento de
uma máquina que trabalhava com um programa armazenado, o ACE
(Automatic Computing Engine - Máquina de Computação Automática).

Transistores

Figura 8

Transistores

Em 1947, na Universidade de Stanford, foi inventado o primeiro dispositivo


eletrônico de estado sólido, o transistor. O transistor foi o substituto da válvula,
além de ser a base de construção para todos os Microchips. Eles geram
informações binárias: 1, se a corrente elétrica estiver passando, e 0 se não
6
estiver. Todo o funcionamento lógico dos computadores é baseado nisso.
Alguns chips têm milhões de transistores. Seguramente é a maior invenção da
eletrônica até hoje.

É praticamente impossível encontrarmos circuitos integrados que não


possuam internamente, centenas, milhares e até milhões de transistores,
juntamente com outros componentes.

Os transistores, devido ao seu baixo custo, vêm substituindo quase todos


os dispositivos eletromecânicos, bem como a maioria dos dispositivos de
controle, e aparecem em grande quantidade em qualquer dispositivo eletrônico,
desde os computadores aos carros.

Desde a sua criação eram utilizados para sua produção o Silício e o


Germânio. No momento do seu lançamento, esses materiais eram caríssimos,
pois sua extração da natureza era mais difícil. Todavia, com as técnicas
modernas esse custo se tornou irrisório.

Circuito integrado

Figura 9

Chip

O circuito integrado nasceu de uma sugestão do inglês G.W. Dummer ao


reunir todos os componentes de um circuito em um único condutor. O primeiro
protótipo de circuito integrado apareceu em 1958, projetado por Jack Kilby.

Em 1959, Robert Noyce desenvolveu um circuito integrado mais eficiente


do que o de Kilby, no qual a ligação dos diversos componentes era gravada no
próprio material semicondutor, dispensando a manipulação de pequenos fios
feita com microscópio.

A invenção dos circuitos integrados permitiu que os computadores se


tornassem cada vez menores e mais baratos, acessíveis a um número cada
vez maior de pessoas.

A partir de 1970, o silício começou a ser utilizado para produção dos


circuitos integrados, mais fácil de ser manipulado e com uma resistência
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melhor ao efeito de avalanche térmica, causada pelo aumento da temperatura,
devido a uma maior velocidade de processamento.

Mas a era da Informática estava apenas em seu início. Nos anos 80,
surgiram os microprocessadores, e nos anos 90, os microprocessadores de
alta velocidade, com a tecnologia MOS, que nada mais são que muitos
circuitos integrados numa só mesa epitaxial (pastilha de silício).

As gerações dos computadores


1ª geração de computadores
Os computadores foram desenvolvidos nas universidades dos EUA e
Inglaterra. Preparados para aplicações científico-militares, esses equipamentos
são baseados em tecnologias de válvulas eletrônicas, não tendo, portanto,
confiabilidade.

O tempo de operação interna era milésimo de segundos (milissegundos).


Entende-se por tempo de operação interna o tempo gasto em operações
aritméticas e lógicas.

2ª geração de computadores
Nos equipamentos de segunda geração, a válvula foi substituída pelo
transistor, dispositivo eletrônico desenvolvido em 1947 na BELL
LABORATORIES por BARDEEN, BRETTAIN e SHOCKLE. Seu tamanho era
100 vezes menor que o da válvula, não precisava de tempo para aquecimento,
consumia menos energia, era mais rápido e mais confiável. Os computadores
desta época calculavam em microssegundos.

3ª geração de computadores
A terceira geração começa em 1965 com a substituição dos transistores
pela tecnologia dos circuitos integrados. Os transistores e outros componentes
eletrônicos são miniaturizados e montados em um único chip. A finalização
desta geração é datada no início dos anos 70 a qual foi considerada a
importância de uma maior escala de integração para o início da 4ª geração.

4ª geração de computadores
A quarta geração de computadores caracteriza-se pelo uso do
microprocessador. O microprocessador é a CPU (Central Processing Unit) dos
computadores, ou seja, Unidade Central de Processamento.

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No início da década de 70, os CPUs possuíam a capacidade de processar
por volta de 100.000 informações por segundo e foram utilizados nos primeiros
microcomputadores de 8 bits.

5ª geração de computadores
Desde o início da era dos computadores, os especialistas em informática
trataram de desenvolver técnicas que permitem aos computadores atuar, como
faz o ser humano. Uma das bases de apoio desta nova forma de desenhar um
programa é a inteligência artificial. Tradicionalmente, a inteligência artificial é
dividida em 3 grandes aplicações: os processos de linguagem natural, que
facilitam a comunicação do computador com o usuário; a robótica e tudo
associado à visão e manipulação de objetos; e os sistemas especialistas,
baseados no armazenamento do conhecimento adquirido.

Ano Nome Desempenho Memória Preço Preço/Desempenho


(adds/sec) (KB) (dólares) (vs. UNIVAC)
1950 Univac I 1.900 48 1.000.000 1
1964 IBM S360 500.000 64 1.000.000 263
1965 PDP-8 330.000 64 16.000 10.855
1976 Cray-1 166.000.000 32.768 4.000.000 21.842
1981 IBM-PC 240.000 256 3.000 42.105
1991 HP900/750 50.000.000 16.384 7.400 3.556.188
Tabela 1

O avanço dos computadores

Ao analisar a tabela acima, podemos observar que houve uma redução


gradativa em valores gastos para a produção de um computador e,
inversamente, ocorreu um grande aumento da sua capacidade de
processamento.

A redução dos custos de produção dos computadores tornou essas


ferramentas acessíveis as nossas casas e empresas.

Grandezas computacionais
De acordo com Carlos Morimoto (Morimoto, 2002), existem duas
maneiras de representar uma informação: analógica ou digitalmente.

Um exemplo de representar uma informação analógicamente seria a


gravação de uma música em fita cassete. A música é codificada na forma de
uma grande onda de sinais magnéticos, podendo assumir um número ilimitado
de freqüências. Este modo de representação da informação gera alguns
inconvenientes, como a distorção no som causado por interferências.

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Já com o sistema digital, qualquer informação é armazenada na forma de
uma seqüência de valores positivos e negativos, ou seja, na forma de uns e
zeros. Cada algarismo binário (um “0” ou um “1”) é chamado de Bit (contração
de binary digit). Portanto, qualquer tipo de dado (texto, fotos, programas) será
processado e armazenado na forma de uma grande seqüência de uns e zeros.

O grande benefício desta forma de representação da informação é a


confiabilidade, pois a possibilidade de uma valor 1 ser alterado para 0 (ou o
oposto) é muito remota. Além disso, como se trata apenas de dois valores, isso
também reflete positivamente na velocidade de processamento, devido a
simplicidade dos cálculos. Em resumo: é de extrema importância que saibamos
esta forma de representação que é a base de funcionamento dos
computadores e de todos os circuitos de eletrônica digital. (Braga)

Quando representamos, por exemplo, o número 10, matematicamente,


estamos escrevendo-o em função da potência de sua base.

Ex: 1x10¹ + 0x10º = 10


1x10 + 0x10¹+ 0x10º = 100

Compreendendo esse “desmembramento”, fica facílimo entender os


números Binários. Ex: Para representarmos o número decimal 10 em binário,
faremos da seguinte forma:

64 32 16 8 4 2 1
1010

Para achar o seu equivalente em decimal, faremos assim: onde existe o


número 1, iremos somar a sua potência, ou seja, o número que está acima
dele. Neste caso, a potência 2 e 8 entram ‘na jogada’, pois abaixo deles
localizam-se números uns. Então, é só pegar estas potências e somá-las:
8+2=10. Portanto, o a representação binária de 10 é de fato 1010. Segundo
(Torres, 2001), palavras binárias recebem nomes especiais conforme a
quantidade de bits utilizada pelas mesmas:

Nibble: 4 bits
Byte: 8 bits
Word: 16 bits
Double Word: 32 bits
Quad Word: 64 bits

O sufixo K (Kilo), que em decimal representa 1.000 vezes (Kg, Km), em


binário representa 1.024 vezes (2¹º). Então, 1 KB representa 1.024 Bytes e,
conseqüentemente, representa 8.192 bits.

Da mesma forma, 1 GB (atenção para o B maiúsculo) é equivalente a


1.024 MB, 1.048.576 KB, 1.073.741.824 bytes ou 8.589.934.592 bits.

10
Observe abaixo:

Sufixo Quantidade
10
Kilo (K) 2 = 1.024
Mega (M) 220 = 1.048.576
Giga (G) 230 = 1.073.741.824
Tera (T) 240 = 1.099.511.627.776
Peta (P) 250 = 1.125.899.906.843.624
Exa (E) 260 = 1.152.921.504.607.870.976
Zeta (Z) 270 = 1.180.591.620.718.458.879.424
Yotta 280 = 1.208.925.819.615.701.892.530.176
Tabela 2

Grandezas computacionais

É importante entendermos corretamente estes conceitos para evitarmos


falsos arredondamentos.

Capítulo 2
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Visão geral do Hardware

Case
Figura 10

Case

O case, mais conhecido como gabinete, é talvez um dos principais itens


de hardware, porém, algumas pessoas acabam deixando de lado a importância
da sua escolha, levando em conta apenas o que está por dentro. (Martins,
2007) Em geral, os cases seguem dois padrões básicos: horizontais e verticais,
sendo que este último é o mais encontrado nos dias de hoje.

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Os modelos verticais são: minitorre, torre média e torre grande.

O padrão ATX atualmente domina o mercado nacional no formato de


cases, fontes de alimentação e placas-mãe. O antigo padrão (AT) já não é mais
tão encontrado. Vários motivos levaram a substituição do padrão AT pelo ATX.
Entre os principais, podemos citar:

 Ampliação do espaço interno


 Redução considerável dos cabos internos
 Melhor posicionamento do processador na placa-mãe ATX
 A possibilidade de desligamento automático do micro

Apesar de o padrão ATX dominar o mercado, existe ainda um outro


padrão, denominado BTX, cujo objetivo principal é de melhorar a dissipação
térmica do interior do computador, além de tentar padronizar os formatos de
placas-mãe de tamanho reduzido, focando na produção de gabinetes menores,
sem perda de velocidade.

PS
Figura 11

Fonte de alimentação

A fonte de alimentação é responsável por converter os 110 ou 220 volts


da rede elétrica para os 12V, 5V e 1.5V fornecidos nas diferentes saídas, além
de filtrar a corrente e atenuar picos de tensão. O padrão atual de fontes é do
tipo ATX versões 2.1 e 2.2.

Estabilizador de voltagem
Figura 13

Estabilizador

A função básica de um estabilizador é equalizar o máximo possível os


chamados “picos”, que são oscilações de tensão elétrica. Os três problemas
mais comuns são os brownouts, surtos e spikes.
12
Filtro de linha
Figura 14
Filtro de linha

Os filtros de linha de boa qualidade protegem o seu equipamento


removendo ruídos e picos provenientes da rede elétrica, além de expandir o
número de tomadas disponíveis perto do micro ou de equipamentos de
áudio/vídeo e garantir que os equipamentos estejam devidamente aterrados.
Eles também realizam a proteção contra curto-circuito e sobrecarga de tensão.
(Torres, Clube do Hardware, 2007)

UPS
Figura 15

UPS

O UPS, mais conhecido como No-break, é um acessório que permite


manter o micro ligado durante algum tempo em caso de falta de energia
elétrica. Eles são classificados em dois grupos:

Online: não há qualquer tipo de retardo.


Offline: possui um pequeno retardo (cerca de 16ms).

Monitor de vídeo
Figura 16

Monitor

Classificado como um equipamento de saída, os monitores são


responsáveis por permitir ao usuário visualizar tudo aquilo que produz.
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Atualmente, encontramos no mercado o padrão LCD, que aos poucos vem
substituindo o antigo padrão CRT.

Mouse
Figura 17

Mouse

Sua principal função é facilitar a interação máquina/usuário. É


classificado como um dispositivo de entrada de dados. Através dele, podemos
movimentar/arrastar, selecionar e clicar em objetos que estejam sendo exibidos
no monitor de vídeo.

Teclado

Figura 18

Teclado

Classificado como um dispositivo de entrada de dados, o teclado permite


ao usuário interagir com o micro inserindo caracteres. Hoje, encontramos
bastantes teclados multimídia no mercado, que permitem ao usuário o controle
do volume de som, ligar e desligar o micro, abrir programas predeterminados
etc. tudo através de um simples toque de tecla.

Placa-mãe

Figura 19

Placa-mãe

Segundo Barbara e Robert Thompson (Thompson & Thompson, 2006),


uma placa-mãe (também chamada de Motherboard, placa de sistema ou
apenas “Mobo”) é a central de controle de um computador. Todos os demais
14
componentes são controladas por ela. A placa-mãe influencia diretamente no
desempenho do micro.

CPU
Figura 20

Unidade Central de Processamento

O processador é o responsável por executar programas e controlar


operações como um todo. Consiste em um conjunto de circuitos digitais que
desempenham operações, como acesso a memórias e operações lógicas e
aritméticas, leitura e gravação de dados etc. (Almeida, 2007)

RAM
Figura 21

Memória RAM

Tipo de memória onde os programas são carregados antes de serem


executados. A quantidade de memória é medida em MB. Já a velocidade da
RAM é geralmente medida em nanosegundos.

A designação RAM é uma abreviação de Random Access Memory. Um


acesso randômico é aquele em que há a possibilidade de busca por uma
informação em qualquer local do chip de memória. Seu conteúdo é volátil, ou
seja, quando a máquina é desligada todo o seu conteúdo é perdido.

Há várias formas de RAM, incluindo encapsulamento DIMM e SIMM.


Quanto maior a capacidade de memória RAM de um computador, maior será o
desempenho geral de desempenho (velocidade). (Moraz, 2006)

BIOS
BIOS (Basic Input/Output System) é um software armazenado em um
chip ROM na placa-mãe. A maioria dos sistemas atuais utiliza Flash EPROM
(Erasable Programmable ROM), possibilitando a atualização pelo usuário.

A responsabilidade principal do BIOS é controlar e gerenciar o POST


(Power on Self Test), o processo de boot e a interação dos componentes em

15
uma placa de sistemas. Todos estes processos são de baixo nível, porém
extremamente importantes para o sistema.

Disco rígido
Figura 22

Disco rígido

Assim como a memória RAM, o disco rígido armazena programas e


dados, porém, além de possuir uma capacidade muito maior, os seus dados
não são apagados quando a máquina é desligada. Ou seja, o seu conteúdo
não é volátil. Sua capacidade é medida em GB, no entanto, existe muita
confusão gerada pelos fabricantes dos mesmos.

Vamos imaginar um disco rígido com capacidade de 75 GB, portanto, na


verdade ele possui: 75 x 1.073.741.824 bytes = 80.530.636.800 bytes. Como
possui um pouco mais de 80 bilhões de bytes, os fabricantes o indicam como
tendo “80 GB”. Os fabricantes mudaram por conta própria a definição de GB.
Consideram que vale 1 bilhão de bytes. Logo, ao ver um anúncio de um disco
rígido como sendo de 80 GB, ele na verdade possui cerca de 80 bilhões de
bytes. (Vasconcelos, 2009)

Cooler

Figura 23

Cooler

O dissipador refere-se ao conjunto de dissipação térmica. É instalado


sobre a CPU, para que não ocorra superaquecimento.

Se o cooler não estiver funcionando de forma correta, o calor pode


derreter os minúsculos circuitos do processador. Temos que ter mente que o
dissipador é fabricado para modelos específicos de processadores. Portanto,
pode ocorrer uma série de problemas quando um cooler fabricado para
determinado tipo de CPU estiver sendo utilizado em outro modelo, pois o cooler
não estará resfriando adequadamente o processador.

16
Placa de vídeo
Figura 24

Placa de vídeo

A principal função da placa de vídeo é, enviar para o monitor de vídeo,


seja qual for o formato, os sinais correspondentes para a formação das
imagens na tela. Devem controlar ainda estes sinais, evitando eventuais erros.

Modem

Figura 25

Modem

O modem é um periférico usado para transferir informações entre vários


computadores via suporte de transmissão telegráfico. Ele modula as
informações numéricas em ondas analógicas. No sentido oposto, desmodula
os dados analógicos para convertê-los em numéricos. Sua velocidade é
medida em bouds.

Placa de som Figura 26

Placa de som

Responsável por captar e gerar sons entre equipamentos de som e um


micro, executando um processo de conversão AD e DA (Analógico – Digital,
Digital – Analógico).

17
Como a maioria das placas-mãe atualmente apresentam som on-board,
seu uso é dispensável. Ela ainda é muito útil quando se quer um som de
altíssima fidelidade e compatível com as tecnologias de áudio recentes, como
edição de áudio. Hoje em dia, há muitos casos onde o modem já foi substituído
por outras opções de conectividade remoto, como ADSL, ISDN etc.

NIC
Figura 27

NIC

A placa de rede (NIC) serve para a troca de informações entre


computadores mediante um cabo apropriado. Quando são conectados entre si,
podemos dizer que formam uma LAN (rede de área local). Sua função principal
é controlar todo o envio e recebimento de informações na rede.

Portas
As portas agem como pontos de conexão para cabos, possibilitando a
transferência de dados entre o computador e outro dispositivo. Há vários tipos
diferentes tipos de conectores e cabos que são utilizados para unirem
dispositivos.
Porta Função

Serial Conecta dispositivos seriais, como modems.

Paralela Conecta dispositivos paralelos, como impressoras

Vídeo Conecta o monitor ao computador

USB Conecta vários tipos de dispositivos no computador, como mouses e teclados

Teclado Conecta o teclado no computador

Mouse Conecta o mouse no computador

Tabela 3

Portas

18
Drives de CD-ROM
O CD, desenvolvido pela Philips em associação com outras empresas,
transformou-se no modo padrão mais usado para álbuns de música. Logo,
também se tornaram o meio mais eficiente e barato para armazenamento de
dados. Com isso, a indústria de software praticamente eliminou a distribuição
de programas em disquetes. (Alecrim)

Nada mais natural que os drives de CD-ROM se tornassem um item


essencial nos computadores.

Sua principal característica de desempenho está na taxa de


transferência, que representa a velocidade de rotação do CD, aumentando a
qualidade de informações lidas por segundo. Uma unidade de 8x possui uma
taxa de 1.200KB/s, uma unidade de 56x oferece 8.400KB/s e assim por diante.

Drive de CD-RW
De acordo com (Moraz, 2006), estes dispositivos são mais conhecidos
como gravadores de CD. Possuem as mesmas características do CD-ROM,
incluindo a possibilidade de gravação de dados nos CDs virgens ou
regraváveis.

Em geral, estes dispositivos apresentam as seguintes características:


52x24x52, onde significa: velocidade máxima de 52x para leitura, 24x de
velocidade máxima para gravação e 52x para regravação em mídias do tipo
CD-RW.

Drive de DVD-ROM
O DVD armazena informações de forma digital, proporcionando uma
capacidade maior de armazenamento que o CD, devido essencialmente a sua
tecnologia óptica superior.

Os drives de DVD-ROM possui como função principal ler mídias no


formato DVD, que fisicamente possuem características muito próximas às de
um CD-ROM, no entanto seu método de leitura e gravação é diferente,
principalmente na quantidade de informação. Um CD comporta
tradicionalmente 700MB, enquanto que um DVD costuma suportar no mínimo
4,7GB.

O variante do DVD-ROM é justamente o DVD-RW, que além de lerem os


formatos de CD e DVD, conseguem ainda gravar CDs e DVDs.

19
Capítulo 3

Placa-Mãe

Figura 28

Soquete 7

A placa-mãe é o principal componente do computador. É através da


placa-mãe que todos os dispositivos que fazem de um micro funcional são
conectados. Se você olhar atentamente uma placa-mãe, você fios embutidos
na placa na forma de caminhos que atravessam o sistema. Fazendo uma
analogia, estes caminhos são como estradas, e é justamente por ela onde os
sinais de dados trafegam de um lugar para outro.

A primeira coisa que chama a atenção em uma placa-mãe é soquete do


processador, onde em cima do mesmo localiza-se um dissipador de calor ou
ventilador.

As placas clássicas do Pentium possuem um slot soquete 7, onde o


processador é inserido. Este tipo de soquete é chamado de ZIF (Zero Insertion
Force), que como o próprio nome diz, o processador poderá ser encaixado ou
desencaixado sem a utilização de força para isto.

Soquetes DIMM/SIMM
Figura 29

Soquetes DIMM/SIMM

Olhando mais atentamente, percebemos outro detalhe que chama a


atenção: os slots de memória, onde usualmente instalamos a RAM. Há
tipicamente dois tipos de soquetes para instalarem-se memórias: SIMM (Single
20
InLine Memory) e DIMM (Dual InLine Memory Module). Os sistemas originais
Pentium possuem tanto soquetes SIMM de 73 pinos quanto soquetes DIMM de
168 pinos.

Slots de expansão

Figura 30

Slots de expansão

A maioria das placas-mãe possui um ou mais slots de expansão, que


visa adicionar funcionalidades ao computador. Estes slots apresentam-se de
várias formas diferentes. Discutiremos mais detalhes quando entrarmos no
capítulo sobre barramento.

Portas de comunicação
Placas de sistema possuem portas de comunicação integradas
diretamente em sua estrutura. Estas portas também são conhecidas como
COM. Freqüentemente, encontramos duas portas COM em cada sistema,
COM1 e COM2.

Portas COM também são chamadas de portas seriais, devido enviarem


dados em séries – um bit de cada vez.

Porta paralela
A porta paralela é também conhecida como LPT1. Uma de suas
principais características é o envio de 8 bits de cada vez. Trata-se de um
conector de 25 pinos, que também é conhecido como DB25-fêmea.

Conectores de mouse/teclado
Os conectores PS/2, encontrados na grande maioria das placas-mãe,
servem para conectarmos o mouse e o teclado do sistema.

Placas-mãe antigas (como Baby-AT) possuíam um conector DIN para o


teclado embutido. Em alguns casos, também possuíam uma porta de mouse na
21
placa. Caso não houvesse, o conector do mouse era encontrado no próprio
case, e era ligado a placa através de cabos.

Conector de energia

Figura 31

Conector ATX

Este conector serve para conectarmos a fonte de alimentação na placa-


mãe, pois todos os dispositivos conectados à placa precisam de energia para
funcionar.

Figura 32

Conector AT

Placas-mãe modernas, padrão ATX, possuem um conector de 20 ou 24


vias para realizar este procedimento. Antigamente, no padrão AT, os
conectores (P8 e P9) tinham uma peculiaridade especial: os fios pretos
deveriam estar no meio em ambos os lados, pois caso contrário, a placa
fatalmente seria queimada. Com o conector ATX este problema não mais
existe, impedindo que o usuário faça a conexão de forma invertida.

Controlador de disco rígido


Figura 33

Interface SATA

Um controlador de disco rígido é um dispositivo responsável por receber


a informação do processador, convertê-las e interpretá-las em sinais que o

22
disco rígido possa entender. Depois, envia de volta para o processador a
informação já convertida em sinais que o processador também possa entender.

Hoje, as interfaces SATA estão começando a dominar o mercado. Antes,


eram as interfaces IDE que predominavam. Discutiremos isso no capítulo sobre
discos rígidos.

BIOS

Figura 34

BIOS

Localizar o chip BIOS em uma placa é fácil: geralmente possuem o


formato retangular e apresenta o nome do fabricante. Fabricantes populares
incluem AMI, AWARD e PhoenixBIOS.

O BIOS (Basic Input Output System) é um programa de baixo nível que


permite que todos os dispositivos do sistema possam se comunicar uns com os
outros. Trata-se de um chip ROM, significando que você pode ler as
informações nele contidas, porém em circunstâncias normais, não poderá
realizar operações de escrita. Hoje, encontramos chips EEPROM (Electrically
Erasable Programmable ROM), onde você pode obter um software especial do
fabricante do BIOS para escrever no chip.

O chip do BIOS também contém um código que controla o processo de


boot do sistema. Trata-se do POST, onde o micro passa por um monte de
testes. Logo depois, caso tenha passado no teste, o BIOS localiza a partição
master de boot e, em seguida, o sistema operacional é carregado.

Bateria
Figura 35

Figura 35

Bateria

O computador mantém um relatório do seu “inventário” no que é


conhecido como CMOS (Complementary Metal Oxide Semiconductor). No
CMOS encontramos uma “listagem” dos componentes do sistema, como o
tamanho do disco rígido instalado no computador, quantidade de RAM etc.
23
A listagem do “inventário” é armazenado na CMOS RAM, o que é um
problema porque a RAM perde o seu conteúdo quando a máquina é desligada.
Para resolver este inconveniente, uma pequena bateria é inserida na placa-
mãe que fornece energia o suficiente para que o conteúdo do CMOS RAM não
se perca.

Tipos de placas-mãe
Figura 36

Tipos de placas-mãe

A forma de uma placa-mãe descreve as dimensões ou tamanho da


placa-mãe e como será o layout dos componentes da placa.

Full AT
O antigo padrão Full AT possuía 30.48cm x 27.94cm. Este padrão era
bastante problemático com relação a instalação e manutenção dos
componentes. Sempre que ocorria que as placas de expansão, quando
inseridas no sistema, ficavam quase por cima do processador. Esta situação
ocasionava problemas de aquecimento, devido a insuficiência no processo de
ventilação.

Baby-AT
Este padrão de placa-mãe foi um dos mais populares já lançados.
Medindo 21.59cm x 25.4cm, esta placa pode ser facilmente identificada porque
geralmente possue um conector DIN para o teclado, no cantinho da mesma.

A placa incorporou também o soquete ZIF 7, para os clássicos


processadores Pentium.

24
ATX
Figura 37

ATX

Em 1995, a Intel desejava uma placa de sistema que suportasse o


processador Pentium II e o novo slot AGP, então, construíram o formato ATX.
Medindo 19.05cm x 30.48cm, as placas-mãe ATX possue todas as portas de
I/O integradas diretamente na placa, incluindo portas USB.

Uma das curiosidades integradas a este novo padrão é que o sistema


podia ser desligado pelo sistema operacional.

Arquiteturas de barramentos
Slots de expansão foram idealizados para expandirmos as
características de nossas máquinas. O problema é que há vários tipos
diferentes de slots de expansão no sistema, fazendo com que você ao comprar
uma nova placa certifique-se que comprou o modelo correto.

ISA
Figura 39

ISA

A ISA (Industry Standard Architecture) foi a primeira arquitetura de


barramento, desenvolvida originalmente sobre uma arquitetura de 8 bits e 16
bits. Possue a velocidade de 8 MHz, que é extremamente lento para os
padrões de hoje.

25
Devido a sua enorme popularidade na época, é provável que um dia
você se depare com a ISA, principalmente em micros antigos.

MCA
Figura 40

Tipos de slots

A MCA (Micro Channel Architecture), que foi desenvolvida pela IBM, era
uma arquitetura de 32 bits e rodava a 10 MHz. O interessante é que a MCA
não era compatível com o padrão ISA.

Com a MCA, a IBM trouxe uma novidade chamada Bus Mastering, que
permitia aos dispositivos, ao “conversarem”, enviar informações diretamente
uns para os outros, sem ter que passar pelo processador.

EISA
A EISA (Extended Industry Standard Architecture) foi desenvolvida sob a
arquitetura de 16 e 32 bits. A grande vantagem da EISA é que manteve
compatibilidade com as antigas placas ISA. A EISA também manteve o
conceito de bus mastering, introduzido pela MCA. Como ambas as placas
encaixavam-se no mesmo slot, eles tiveram que manter os 8 MHz de
velocidade.

VESA
Em 1992, a VESA (Video Electronics Standard Association) desenvolveu
uma arquitetura de barramento que era superior ao ISA. VESA era uma
arquitetura de 32 bits, suportando o bus mastering e rodava na mesma
velocidade do processador, que na época gerava em torno de 25 a 33 MHz.

Seus slots eram mais utilizados para placas de vídeo e são facilmente
identificados, já que possuem uma cor parecida com cor de canela, agindo
como uma extensão do slot ISA.

26
PCI
Figura 43

PCI

O PCI (Peripheral Component Interconnect) foi um grande avanço frente


às tecnologias anteriores. Suporta placas de 32 e 64 bits. Possui uma
velocidade de 33 MHz e, mais uma vez, suporta o bus mastering. Talvez, uma
das características mais marcantes do PCI é o suporte a arquitetura plug and
play. Caso você esteja rodando um sistema operacional com suporte a plug
and play e o BIOS da sua placa também suporte, então IRQs e endereços de
IO podem ser dinamicamente determinados para os componentes PCI.

AGP
A AGP (Advanced Graphics Port) roda a 66 MHz, ou seja, o dobro do
barramento PCI. Elas foram idealizadas para a conexão de placas de vídeo. O
aumento do desempenho não vem somente da velocidade, mas também pelo
fato do barramento AGP possuir um caminho direto para o processador, logo, a
informação trafega rapidamente do processar para placa AGP.

USB
O USB (Universal Serial Bus) é uma tecnologia serial de alta velocidade.
Permite a conexão de até 127 dispositivos em cada porta, recurso conhecido
como daisy chain.

Chipset

Figura 42

Chipset

Chipset é um conjunto de chips usado na placa-mãe. As grandes


empresas fabricantes de chipset são: Intel, VIA, SiS, ATI e NVIDIA.

27
Os chipsets podem ser divididos em duas pontes: MCH e ICH.

MCH (Memory Controller Hub): Também conhecido como ponte norte, o


MCH é conectado diretamente a CPU e suas principais funções são:
controlador do barramento AGP, PCI Express x16 e interface para
transferência de dados com a ponte sul. O MCH também funciona como um
controlador de memória, exceto para processadores soquete 754, 939 e 940.

ICH (I/O Controller Hub): Também conhecido como ponte sul, o ICH é
conectado à ponte norte e sua função é basicamente controlar os dispositivos
on-board e de entrada e saída, como discos rígidos, portas USB, barramento
PCI, barramento PCI Express, RTC (relógio de tempo real) etc .

A grande curiosidade com relação ao ICH, é que o mesmo determina a


quantidade (e velocidade) das portas USB e a quantidade e tipo das portas do
disco rígido que a placa-mãe possui.

Já a curiosidade referente ao MCH é justamente com relação à


memória. Como o controlador de memória está no MCH, é este chip que limita
o tipo e quantidade máxima de memória que podemos instalar no micro.

Capítulo 3
_____________________________________________________________________

CPU
A CPU (Central Processing Unit) age como o líder de um grande time,
tomando todas as decisões lógicas e aritméticas do sistema. Os principais
fabricantes atuais de processadores são a Intel e a AMD.

Exemplo de instrução em linguagem de programação C:

A=1;
B=1;
While (a<=5)
{
B=B*A;
A=A+1;
}
Os processadores são programados através de instruções. Quando
você executa um determinado programa, o mesmo é transferido do disco rígido
para a memória RAM, e o processador busca as instruções do programa na
própria RAM.
28
O funcionamento dos microprocessadores é dividido em algumas
etapas:

1- A primeira etapa é conhecida como fetch (Busca da instrução), onde a CPU


busca a instrução na memória.

2- Então, já com as instruções disponíveis, ele verifica se as instruções são


realmente válidas (decodificação).

3- Busca na memória os dados necessários para executar a instrução, caso


esteja acompanhada de dados.

4- A instrução é executada.

Os processadores foram criados pela Intel em 1971. O Intel 4004 é


considerado o primeiro processador do mundo. (Museu do computador) Depois
do estrondoso sucesso, várias outras empresas começaram a entrar na mesma
onda e construir os seus próprios processadores. E como poderia se esperar
existe algumas gerações que marcaram o avanço dos processadores.

Velocidade
A velocidade é medida em milhões de ciclos por segundo, ou MHz.
Embora não seja o único fator que afeta o desempenho, em resumo, quanto
mais MHz, mais rápido será o sistema.

Barramento de dados
Responsável pela entrega dos dados de um local para outro no PC. (Ex:
Processador para a memória)

Barramento de endereço
Para armazenar informações na memória, o processador terá que
conceder endereços que apontam para uma localização particular na memória.
O processador acessa estas posições de memória pelo barramento de
endereços. Em outras palavras, o barramento de endereços dita quanta
memória física o processador poderá ter acesso.

Registradores
São áreas de armazenamento dentro dos processadores. São usadas
para armazenar e processar os dados. São medidos em bits. Um processador
de 32 bits, possui 32 containers que armazenará a informação usada pelo
sistema.

29
Memória cache
Em geral, o processador quando acessa a memória do sistema para
pegar as instruções da próxima execução, perde-se um pouco de tempo, já que
primeiro ele “fala” com o controlador de memória, o controlador acha os dados
na memória, pega esses dados e passa para o processador. Ou seja, é um
processo um pouco lento. Então, enquanto as instruções não chegam, o
processador “senta e espera”. Nada mais lógico a construção de uma memória
que ficaria dentro do próprio processador, para agilizar todo esse processo.
Esta memória é chamada de cache, feita de SRAM.

Em geral, há dois tipos de caches: Level 1 e Level 2. A cache L2 acelera


os acessos a memória, enquanto a L1 acelera o processo de acesso a L2.
Alguns processadores também possuem L3, como Phenom, Core i7 etc. Esta
integração de cache nos chips de processadores veio somente ao mercado
através do 80486, em 1989.

Co-processador matemático
A NPU é responsável por toda a operação de cálculo que as aplicações
precisarem, como aritmética de ponto flutuante etc. Em resumo, o co-
processador é responsável por todas as complicadas funções matemáticas.

Tipos de chips

Há basicamente dois tipos de chips: DIP (Dual InLine Package) e PGA


(Pin Grid Array).

Enquanto o DIP é retangular possui duas fileiras de 20 pinos, o PGA


possui vários pinos.

Capítulo 4
_______________________________________________________________

Memória
ROM
A memória ROM (Read-Only Memory) é um tipo de memória que não
pode ser escrita. As informações escritas na ROM são feitas pelos fabricantes
e não poderá ser mudada. Os programas escritos para memória ROM são
chamados de firmware.

30
Um dos casos onde podemos encontrar memória ROM é no caso de
armazenar o BIOS do sistema, que contém o POST (Power On Self Test). O
BIOS possui também o código de baixo nível, que possibilita a comunicação
entre a CPU e os dispositivos de Hardware.

EPROM
A EPROM (Erasable Programmable Read-Only Memory) é um tipo de
memória que normalmente não pode ser escrita, pois é uma variação da ROM.
Um chip EPROM é um chip especial de ROM na qual os fabricantes
conseguem escrever as informações com um dispositivo de programação
especial, que utiliza raios ultravioletas para apagar os dados.

EEPROM
A EEPROM (Electrically Erasable Programmable ROM) é uma nova
implementação de ROM ou Flash ROM. Os fabricantes escrevem as instruções
de software nos chips ROM, e possibilita ao usuário a atualizar estas instruções
rodando um software especial oferecido pelo fabricante. Para atualizar o BIOS,
por exemplo, a EEPROM se torna a opção clássica.

RAM
A memória RAM (Random Access Memory) caracteriza-se pela sua
volatilidade, ou seja, todo o seu conteúdo é perdido quando a máquina é
finalizada. As variações da memória RAM são:

DRAM
As DRAM (Dynamic RAM) são provavelmente os tipos mais populares
atualmente. Quando alguém diz que a máquina tal possui 1GB de memória
RAM, na verdade está querendo dizer que possui 1GB de memória DRAM.

Elas possuem este nome devido ao fato da informação nela contida


precisar ser freqüentemente “refrescadas”, ou seja, os bits contidos na DRAM
são lidos e reescritos.

CMOS RAM
O CMOS RAM (Complementary Metal-Oxide Semiconductor) é a area
onde o computador armazena toda a informação de sua configuração. É como
se realmente fosse um inventário de tudo que a máquina possui. Como o seu
conteúdo também é volátil, os dados só não se perdem ao desligar a máquina
devido a bateria do sistema, que fornece energia suficiente para evitar esse
problema.
31
SRAM
A SRAM (Static RAM) é tipicamente usada para memória cache. Como já
estudamos, a memória cache serve para armazenar aquelas informações que
são lidas freqüentemente.

Tipos de DRAM
As memórias DRAM são os principais tipos de memórias usadas
atualmente nos PCs. No entanto, existem vários tipos de DRAM.

Standard DRAM
A memória é organizada em fileiras e colunas. A informação é
armazenada em diferentes células ou blocos. Com a memória Standard DRAM,
a CPU solicita os dados enviando o endereço da fileira e coluna para todos os
blocos de dados que precisará ser lido. Então, o controlador de memória acha
a informação destes blocos.

Fast Page Mode


Já com a memória FPM, o processador não solicita o endereçamento de
fileira a cada acesso à memória, pois ele “imagina” que o próximo bloco de
dados estará na mesma fileira. Isso envolve menos tempo que o anterior
padrão, ou seja, o desempenho é mais eficaz.

EDO
A memória EDO (Extended Data Output) funciona de maneira bem mais
eficaz que a FPM. Com a EDO, o controlador de memória consegue ler dados
de um bloco de memória enquanto “ouve” a próxima instrução. Esta
capacidade aumenta o desempenho, já que o controlador de memória não
precisará esperar pela próxima instrução após ler um bloco de memória;
enquanto está lendo um bloco de memória, já estará recebendo a nova
instrução.

SDRAM
A SDRAM (Synchronous DRAM) é uma memória que é sincronizada pela
velocidade do sistema. Esta velocidade sincronizada significa que os dados
armazenados na memória são “refrescados” na velocidade do sistema, e os
dados acessados na memória são realizados na velocidade do sistema.

32
Encapsulamento da DRAM
SIMM
Os módulos de memória SIMM (Single In-Line Memory Modules) são
caracterizados pelo número de chips de memória nele instalados, como
também o número de pinos do conector que fará contato com a placa-mãe.
Módulos SIMM possuem dois tipos diferentes: 30 ou 72 pinos, que descrevem
o número de conectores que realizam o contato. Os módulos de 30 pinos
possuem um caminho de dados de 8 bits, enquanto os módulos de 72 pinos
possuem 32 bits.

DIMM
Os módulos de memória DIMM (Dual In-Line Memory Modules) possuem
168 pinos de contatos e possuem 64 bits de caminhos de dados.

Capítulo 5
_______________________________________________________________

Disco rígido
O disco rígido é o dispositivo de armazenamento de dados mais utilizado
nos computadores. Nele, guardamos os nossos programas, arquivos e,
principalmente, o nosso sistema operacional.

Para que possamos compreender o funcionamento básico do disco rígido,


precisamos conhecer os seus principais componentes.

No disco rígido, os dados são gravados em discos magnéticos geralmente


compostos por duas camadas. A primeira, denominada substrato, é apenas um
disco metálico, normalmente fabricada com ligas de alumínio. Já a segunda
camada é um material magnético que permitirá o armazenamento dos dados.
Os discos estão montados num eixo que acoplado a um motor gira os pratos
para proporcionar a leitura ou gravação dos dados.

Figura 43

Geometria do disco rígido

33
Para que possamos ler e gravar os dados no disco existe uma cabeça
de leitura eletromagnética, presa a um braço móvel, capaz de varrer todas as
posições do disco. Normalmente, os discos tem diâmetro de 3,5 polegadas. É
claro que quanto menor o diâmetro mais rápido os discos podem girar,
melhorando o desempenho.

A superfície do disco é dividida em trilhas e setores. As trilhas são


círculos concêntricos que vão se tornando menores a medida que se
aproximam do centro. Cada trilha tem exatamente a mesma largura do
cabeçote. Além disso, cada trilha possui a mesma capacidade, logo, as trilhas
mais próximas do centro do disco possuem uma densidade (nº de bits por
centímetro linear) maior que as demais. Cada uma das trilhas é identificada por
um número, começando por 0 a mais externa. Com isso, fica mais fácil sua
identificação. Para facilitar ainda mais o acesso aos dados, as trilhas são
divididas em blocos chamados setores, sendo que cada um tem a capacidade
de armazenar 512 bytes. O nº de setores por trilha pode ser variável, mas,
normalmente, cada trilha possui 100 setores.

Marcas de endereçamento são utilizadas para definir o limite entre uma


trilha e outra e um setor e outro também. Estas marcas são sinais magnéticos
que orientam a cabeça de leitura/escrita. Além disso, cada disco do HD possui
2 faces para armazenar informações. Dessa forma, é necessário que exista
uma cabeça de leitura/escrita para cada uma delas. Apesar de termos várias
cabeçotes eles não se movimentam de forma independente, pois todos estão
presos a um mesmo braço. Já que todas as cabeças de leitura estão sempre
alinhadas na mesma trilha de cada face, acabamos usando o termo cilindro
para chamá-las. Portanto, um cilindro é definido como o conjunto de trilhas de
mesmo número em cada face.

O disco rígido pode trazer impacto no desempenho de um computador.


O fato é que o tempo perdido no movimento da cabeça de leitura, na rotação
da mídia magnética entre outros fatores, pode causar a perda de desempenho.

Seek Time
É o tempo que leva em mover a cabeça de leitura/gravação até a trilha
desejada. O seek time compreende a seguinte fórmula: Ts = m x n + s, onde:
Ts é o tempo de busca estimado, m é uma constante que depende da unidade
de disco, n é o número de trilhas percorridas e s é o tempo de partida.

Tempo de transferência Interna


Uma definição resumida sobre a taxa de transferência interna seria a
quantidade de dados que podem ser lidos por segundo pela cabeça de leitura.
Este tempo depende da velocidade de rotação do disco e obedece a seguinte
relação: T = b/R.N, onde: T é o tempo de transferência, b é o número de bytes

34
transferidos, r é a velocidade de rotação por segundo e N é o número de bytes
na trilha.

Tempo de latência
Dentro do disco rígido, os discos magnéticos giram sem parar. Por isso,
dificilmente os setores a serem lidos estarão sob a cabeça de leitura/gravação
no exato momento de executar a operação, podendo, no pior dos casos, ser
necessário uma volta completa do disco até o setor desejado passar
novamente sob a cabeça de leitura.

O tempo de latência é tão importante quanto o tempo de busca. Felizmente, ele


é fácil de ser calculado, bastando dividir 60 pela velocidade de rotação do HD,
medida em RPM (rotações por minuto), e multiplicar por 1000. Teremos então
o tempo de latência em milissegundos.

Densidade
A densidade dos platters de um disco rígido é outro fator com enorme
impacto no desempenho. Quanto maior for a densidade, menor será o espaço
a ser percorrido pela cabeça de leitura para localizar um determinado setor,
pois os dados estarão mais próximos uns dos outros. A densidade pode ser
calculada muito facilmente, bastando dividir a capacidade total do disco pela
quantidade de cabeças de leitura (e conseqüentemente o número de faces de
disco).

MBR
O Master Boot Record é o primeiro setor, da primeira trilha, do primeiro lado e
do primeiro platter. Ele traz consigo o código de boot do sistema operacional
que controla o carregamento do sistema. Além disso, possue as características
dos drivers – como a tabela de partição. Em resumo, caso ocorra algo de
errado com o MBR, será impossível o carregamento do S.O.

Formatação física e lógica


Os discos rígidos possuem dois tipos de formatação:

Alto nível: mais conhecida como formatação lógica, onde há a preparação dos
setores para o uso do sistema operacional, além da inclusão do setor de boot,
do diretório raiz etc.

Baixo nível: também chamado de formatação física, que representa a divisão


da superfície da mídia magnética, em trilhas e setores.

35
Principais interfaces de disco rígido
IDE
Os primeiros HDs e interfaces IDE chegaram ao mercado em 1986. Em 1990 o
padrão foi ratificado pelo ANSI, dando origem ao padrão ATA. Como o nome
IDE já era popular, a maioria das pessoas continuaram usando o termo “IDE”.
Inicialmente, as interfaces IDE suportavam apenas a conexão de discos
rígidos. Devido a isso, os primeiros drivers de CD utilizavam interfaces
proprietárias, incorporadas à placa de som, ou mesmo controladoras SCSI.

Para solucionar este inconveniente, foi desenvolvido o protocolo ATAPI (AT


Attachment Packet Interface) que tornou-se rapidamente o padrão, eliminando
as interfaces proprietárias. Geralmente, na placa-mãe encontramos duas
interfaces IDE (primária e secundária). Cada uma das portas permite a
instalação de até dois drivers, logo, podemos instalar um total de 4 HDs ou CD-
ROMs na mesma placa. Para diferenciar os dois drivers instalados na mesma
porta, é usado um jumper, que permite configurar cada driver como master
(mestre) e slave (escravo).

No Windows, os drivers são simplesmente identificados de forma seqüencial. O


disco instalado como master da IDE primária aparece como “C:” e o CD-ROM,
instalado na IDE secundária como “D:”. No Linux, os drivers recebem
endereços fixos, por exemplo, o master na IDE primária recebe o nome de
“/dev/hda” e na IDE secundária como “/dev/hdb”.

Modos de operação IDE

Modo de Operação Taxa de Transferência

Ultra ATA/33 33 MB/s Tabela 4

Modos de operação IDE


Ultra ATA/66 66 MB/s

Ultra ATA/100 100 MB/s

Ultra ATA/133 133 MB/s

SATA
A partir de certo ponto, ficou claro que o padrão ATA estava chegando
ao seu limite e que mudanças seriam feitas com a introdução de um novo
padrão. Surgiu então o SATA (Serial ATA).

36
O SATA é um barramento serial, onde é transmitido um único bit por vez
em cada sentido, eliminando assim os problemas de sincronização e
interferência encontrados nas interfaces paralelas, permitindo que sejam
usadas freqüências mais altas.

Existem três padrões de controladoras SATA:

 SATA 150

 SATA 300

 SATA 600 (ainda em desenvolvimento)

O interessante é que existem conversores (chamados de bridges), que


permitem ligar um disco rígido IDE diretamente a uma porta SATA. Com o
lançamento do SATA, os HDs e as controladoras IDE passaram a ser
chamadas de PATA, abreviação de “Parallel ATA”, ressaltando assim a
diferença entre ambas.

SCSI
As controladoras SCSI (Small Computer System Interface) são as
tradicionais concorrentes das interfaces IDE. O primeiro padrão (SCSI 1) foi
ratificado em 1986 e consistia em controladoras de 8 bits, operando a 5 MHz e
oferecendo um barramento de dados de até 5 MB/s.

Diferentemente do que temos em uma interface IDE, onde um


dispositivo é jumpeado como master e outro como slave, no SCSI os
dispositivos recebem números de identificação entre 0 a 7 (controladoras de 8
bits) ou de 0 a 15 nas 16 bits. O padrão SCSI tornou-se o padrão dominante
nos servidores e Workstations de alto desempenho. Além do custo, existe
também a questão da controladora. Algumas placas-mãe destinadas a
servidores trazem controladoras SCSI integradas, mas a grande maioria das
outras placas não trazem, portanto há a necessidade de comprar uma
controladora separada.

Capítulo 6
Montagem
A montagem dos computadores é um assunto primordial. Quem
pretende trabalhar com manutenção poderá a princípio pensar que não precisa
dessas dicas, já que irão somente consertar computadores já montados.

37
Errado. Essas dicas são interessantíssimas, pois a montagem de
computadores é uma atividade intimamente ligada à manutenção.

Qualidade dos componentes


A questão da qualidade dos componentes é extremamente importante.
No mercado nacional, existem diversas marcas com variados preços. É
importante conhecer as marcas mais conceituadas.

Placas-mãe: Intel, MSI, Abit, Gigabyte, Asus, PC Chips, DFI e Epox.

Memórias: NEC, Samsung, Micron, Kingston, Corsair, OCZ. Evite somente


memórias “genéricas”, como Specteck e Elixir.

Disco rígido: Seagate, Samsung, Western Digital e Hitachi.

Unidades de CD e DVD: Samsung, LG, Sony, Philips, Iomega. Evite marcas


genéricas.

Placa de vídeo: MSI, Gigabyte, ATI, Asus etc. Fique ligado: fabricantes de
placas também utilizam os chips ATI em seus produtos. Portanto, atenção para
as placas “genéricas”.

Placa de rede: Intel, 3COM, D-Link e Genius.

Teclado e mouse: Genius e Logitech.

Gabinetes e fontes de alimentação: Evite ao máximo os gabinetes com


chapa metálica flácida. Para os micros modernos, é melhor o do tipo “midi
tower”, também conhecido como “gabinetes de 4 baias”. Com relação à fonte,
escolha marcas como Zalman, Seventeam e TTGI.

Cuidados com a eletricidade estática


A eletricidade estática é um risco constante que paira sobre os
profissionais de informática. Embora os riscos reais não sejam tão grandes
como muitos pensam, a possibilidade de danos a componentes sensíveis
realmente existe.

Um grande problema é a falta de informações sobre o tema. Parece que


cada técnico possui uma opinião diferente e informações folclóricas são
propagadas junto com as reais. As cargas eletrostáticas surgem de forma
natural, principalmente devido a atrito com materiais isolantes. Ela se acumula
justamente porque você está isolado do solo e ela não tem para onde fluir.

Um exemplo clássico são as nuvens de chuva, que estão separadas do


solo por alguns quilômetros de ar. Apesar disso, quando eletricidade suficiente

38
se acumula, surge o raio, uma descarga poderosa o suficiente para vencer a
distância.

Existem no mercado as famosas pulseiras anti-estáticas, que possuem


um fio de aterramento destinado a eliminar cargas acumuladas no seu corpo.
Ao contrário do que muitos dizem, o fio da pulseira não precisa
necessariamente ser ligado a um fio terra, ela também oferece uma boa
proteção se ligada ao gabinete do micro ou a alguma peça metálica da carcaça
do notebook onde você vai trabalhar.

Ao retirar os produtos de suas embalagens anti-estáticas, devemos


sempre manusear as placas pelas bordas, sem tocar nos chips e conectores.

Outra dica de descarga de estática é tocar com as duas mãos em um


corpo metálico, como o case ou a fonte do computador. Com relação a fonte de
alimentação, para que esse procedimento seja realmente suficiente, é preciso
que exista um caminho de condução elétrica entre a carcaça do computador e
o TERRA da rede elétrica, ou então através do NEUTRO. Para garantir isso,
devemos ligar o PC em um filtro de linha desligado ou estabilizador de
voltagem desligado. Estando desligado, o filtro ou o estabilizador não permitirá
a passagem de energia elétrica para o computador durante o manuseio. Este
procedimento deverá ser repetido a cada 15 minutos.

Figura 44

Componentes dentro do case

1 – Placa-mãe

2 – Placa de vídeo

3 – CPU

4 – Disco rígido

5 – Driver de disquete de 3 ½

6 – Driver de CD-ROM

7 – Fonte de alimentação

39
Resumo sobre montagem
Figura 45

Case aguardando montagem

1 – Abra o case. Para isso, devem ser retirados os parafusos existentes em


sua parte traseira. Aproveite para remover também a tampa das baias dos
drivers de CD e DVD que for utilizar. Não se esqueça de já remover também o
I/O plate (tampa do painel ATX).

2 – Caso for instalar o driver de disquetes de 31/2 no gabinete, procure instalar


o seu flat cable, pois esta conexão é problemática de ser feita depois do driver
já estiver instalado em definitivo. Atente na posição do pino 1 do driver, que
deverá estar alinhado com o fio vermelho do cabo. Estando em seu lugar,
aparafuse o driver com dois parafusos de cada lado.

Figura 46

Detalhes da montagem

3 – Fixe o disco rígido ao case. Deverá ser introduzido pela parte sua parte
interna e aparafusado com dois parafusos de cada lado. Lembre-se: sempre
manuseie as placas e dispositivos pelas bordas.

Figura 47

Conectando o disco rígido

40
4 – Introduza o driver de CD-ROM no gabinete pela parte frontal e aparafuse-
os pelos furos laterais.

5- Agora é a hora mais importante da montagem: a instalação da placa-mãe,


através de parafusos hexagonais e espaçadores plásticos. A chapa do
case já deve estar com os parafusos hexagonais instalados, e a placa já
deve estar com os espaçadores plásticos encaixados.

Figura 48

Espaçador plástico

Introduza a placa de tal forma que todos os espaçadores plásticos sejam


encaixados nas fendas existentes na chapa do case. Uma vez que todos os
espaçadores estejam dentro das respectivas fendas, deslocamos a placa para
a direita de modo que todos os espaçadores fiquem corretamente encaixados.
Não esqueça de aparafusar a placa no case, usando parafusos que se alojam
nos parafusos hexagonais. Esses parafusos possuem uma arruela isolante.

Note que na maioria dos cases ATX, toda a fixação é feita por parafusos
hexagonais metálicos, sem espaçadores plásticos. Neste caso, basta colocar a
placa posicionada no case e fixá-la com parafusos.

6 – O próximo passo é a conexão da fonte de alimentação na placa-mãe.

Figura 49

Conectores AT e ATX

Não esqueça que, no caso da instalação da fonte AT, os fios pretos


deverão estar centralizados. Após a instalação, verifique a chave de tensão da
fonte. Como de praxe, ela vem de fábrica marcando 220V.

7 – Agora você poderá realizar a instalação dos conectores frontais. Existem


basicamente 5 conectores: Power SW, Reset SW, Power LED, HD LED e o
Speaker. Quase sempre a própria placa traz uma indicação resumida
decalcada, indicando inclusive as polaridades, mas em caso de dúvidas você
41
poderá dar uma olhada no manual da própria, que sempre traz um esquema
mais visível.

Figura 50

Conectores do painel frontal

8 – Conecte o driver de disquetes, CD-ROM e disco rígido na fonte de


alimentação.

9 – Ligue o flat cable do driver de 31/2 na sua interface. Esta interface localiza-
se na placa-mãe geralmente sob o nome de floppy.

10 – Conecte o flat cable IDE do disco rígido e no conector da interface


primária da placa-mãe. Utiliza os flat cables de 80 vias, pois os mesmos
oferecem suporte aos modos ATA-66, ATA-100 e ATA-133. Verifique se o fio
vermelho está alinhado ao pino 1, tanto no disco quanto na interface. HDs
SATA não utilizam jumpers.

11 – Conecte o driver de CD-ROM na interface IDE secundária da placa-mãe.


Obs: caso for conectar o CD-ROM na mesma interface que fora instalado o
disco rígido (não recomendado), verifique a posição dos jumpers. No disco
rígido deverá ser posicionado como master, e no CD-ROM como slave.

12 – Conecte a CPU na placa. O ideal é simplesmente segurar o processador


para encaixá-lo no soquete. Use pasta térmica para melhorar a condutividade
térmica com o cooler. Coloque um pouco da pasta em um cotonete e passe
pelo processador (sem encharcar). Em seguida, instale o cooler sobre a CPU.

13 – Instale os módulos de memória na placa.

12 – Conecte o mouse e o teclado.

13 – Ligue o micro. Caso apresentar beeps, reveja alguns passos anteriores.


Caso der tudo certo, entre no CMOS SETUP pressionando a tecla DEL ou F2
(Dependerá da placa-mãe – por isso, leia sempre o manual antes). O método
geral é: usar a auto configuração default, acertar a data e hora, indicar o tipo de
driver de disquete instalado, detectar os parâmetros do disco rígido, salvar e
sair.

42
Capítulo 7
Particionando o disco e instalando o sistema
operacional

Um disco rígido novo não é “enxergado” como sendo uma unidade de


disco. Para ser usado, um disco precisa das seguintes informações:

Tabela de partições: é uma tabela que indica como o disco rígido está
dividido. Ele poderá ser usado integralmente como “C:” ou ser particionado em
“E:”, “D:” e assim por diante.

Setor de boot: Um disco pode ser usado como sendo um único disco lógico ou
pode ser dividido em dois ou mais discos lógicos. Cada disco lógico começa
com um setor de boot. Qualquer disco pode ser usado para carregar o sistema
operacional, desde que seja configurado para tal, portanto cada um deles
precisa ter um setor de boot.

Tabela de alocação de arquivos: é uma grande tabela armazenada no início


do disco que indica quais das suas partes estão livres e quais estão ocupadas.

Diretório raiz: é o primeiro diretório de um disco. Nele podem ser gravados


arquivos e serem criados novos diretórios (pastas).

Sistema de arquivos
Os sistemas de arquivos é uma espécie de “formato” no qual os dados são
distribuídos no disco.

Windows 98 ou ME: devem usar obrigatoriamente o FAT32.

Windows 2000 ou XP: devem usar preferencialmente o NTFS.

Windows Vista: devem usar obrigatoriamente NTFS.

No Linux, os principais sistemas de arquivos são: Ext3, ReiserFS e XFS.

Instalando o Windows 7
(Costa)

O primeiro passo antes da instalação do Windows 7 é saber qual será a


versão a ser instalada: 32 ou 64 bits. Isso dependerá basicamente da sua

43
quantidade de memória, já que a maioria dos programas rodam nas duas
versões do sistema.

1 – Coloque o disco do Windows 7 para rodar no drive de DVD e reinicie a


máquina. Será preciso configurar no BIOS esse driver como sendo o primeiro
dispositivo de boot. O primeiro ajuste a ser feito é com relação ao idioma e o
padrão de teclado. A regra geral para o teclado é o ABNT-2. Pressione
avançar para continuar e, depois, o botão instalar agora.

Figura 51

Instalação do Windows 7

2 – Agora o Windows perguntará se será feita uma nova instalação ou


atualização. Em geral, você fará uma nova instalação. Clique em
personalizada (avançada).

Figura 52

Instalação do Windows 7 - II

3 – Partindo do princípio que o disco rígido a ser usado esteja vazio, teremos
que criar as partições. Criaremos as partições de sistema e de dados. Clique
no link opções de unidade. Surgem os comandos Novo, Formatar (caso fosse
formatar alguma partição já existente), Excluir e Estender. Escolha Novo. Em
geral, quando criamos a partição de sistema, usamos cerca de 40% do total do

44
disco. Exemplo: um disco rígido de 500 GB ficaria com a partição de sistema
de cerca de 200 GB.

4 – O próximo passo é criar uma partição para armazenar dados e downloads,


para qual iremos separar 60% do espaço do disco. Clique no item espaço não
alocado e, depois, clique em novo. Para continuar a instalação, clique na
partição primeira e depois em avançar.

5 – Agora o Windows 7 fará a cópia do conteúdo do disco necessário à


instalação para o disco rígido.

6 – Depois da cópia dos arquivos, o sistema dará o primeiro boot, criando o


registry e habilitando os serviços do sistema operacional.
Figura 53

Instalação Windows 7 - III

7 – A seguir, devemos teclar o nome do primeiro usuário da máquina, assim


como o do computador. Depois, pressione avançar para continuar. Será
fornecido a opção de digitar uma senha. Digitada a senha, clique novamente
em avançar.

8 – Agora, será preciso digitar a chave do produto Windows. Pressione


novamente a opção avançar.

9 – O Windows 7 permite a configuração da atualização automática do sistema.


É uma boa idéia manter o sistema sempre ligado, já que a maioria dos micros
estão sempre conectados a Internet. Clique em avançar.

10 – Caso a placa de rede seja detectada, o Windows 7 requer a configuração


da mesma. Há três opções: doméstica, de trabalho ou pública. Clique em uma
delas e aguarde o reinicio da máquina.

11 – Após o boot, o sistema estará instalado. Aproveite e acesse o Windows


Explorer e verifique se a partição de dados está aparecendo corretamente.

45
12 - Para completar a instalação e ajuste inicial do Windows, é necessário
verificar se todos os itens de hardware foram configurados corretamente. Para
isso, clique no botão Windows e, depois, com o botão direito do mouse, em
Computador. Escolha a opção Gerenciar. Clique na seção Gerenciador de
Dispositivos. Note que surge uma lista de itens de hardware. Verifique se
algum deles tem um símbolo de exclamação. Neste caso, será preciso instalar
o driver correspondente. Em regra, os drivers do Vista funcionam no Windows
7. Mas, para garantir a instalação, clique no arquivo executável (normalmente
setup.exe) com o botão direito do mouse e escolha Propriedades. Marque a
opção Executar em Modo de Compatibilidade e selecione o Windows Vista,
na lista de sistemas.

Instalando o GNU/Linux Ubuntu 10.04


Fonte: (Linux no PC)

Antes de começar a instalação, devemos verificar se o BIOS do


computador permite o boot via DVD.

Para configurar o BIOS do computador para permitir o boot via DVD,


acesse o CMOS SETUP e verifique. Na tela do configurador do BIOS procure a
opção “Boot Sequence”, ou similar, e altere para permitir que a opção “1st Boot
Device” seja CD/DVD e que a opção “2st Boot Device” seja o HD (disco rígido)
primário, grave a nova configuração e saia (normalmente isso é feito
pressionando a tecla “F10”).

Insira o DVD do no drive e reinicie seu computador, o processo de boot


iniciará e uma tela contendo o menu de opções será apresentada.

Figura 54

Instalação Ubuntu I

46
Após aparecer a tela de boas vindas, selecione o idioma “Português do
Brasil” e selecione Instalar Ubuntu 10.04 LTS (caso desejar instalar o sistema)
ou, se preferir, selecione Experimentar Ubuntu 10.04 LTS (neste caso, o
sistema não será instalado – ele irá rodar em tempo real para que você teste e
decida se quer instalar ou não).

Figura 55

Instalação Ubuntu II

Partindo do princípio que você irá querer instalar o sistema, clique em


avançar na tela de boas vindas. Será apresentada a tela de seleção de fuso
horário. Ajuste de acordo com o que se queira e, depois, clique em avançar.

Depois, selecione o tipo de teclado e clique no botão avançar. Será


apresentada a tela de particionamento do disco rígido.
Figura 55

Instalação Ubuntu III

Entenda as opções:
 Aproveitamento de espaço livre no HD, através de redimensionamento da
partição existente. Esta opção deve ser selecionada quando já existe um
sistema operacional instalado no computador, e se deseja mantê-lo. O
instalador criará, após a instalação, um menu de seleção do sistema

47
operacional a ser utilizado. Ex: Já existe o Windows instalado e se deseja
mantê-lo.

 O menu de seleção do sistema operacional, será apresentado sempre que o


computador for ligado ou reinicializado.

 Utilização do HD inteiro. Esta opção apaga todo o conteúdo do HD antes de


instalar o Ubuntu Linux.

Após os ajustes de particionamento, clique em avançar. Será apresentada a


tela de criação do usuário. A opção “Solicitar minha senha para entrar e para
descriptografar a pasta pessoal” criptografa a pasta pessoal, proporcionando
maior segurança dos dados armazenados. Crie uma senha segura. Clique em
avançar.

Figura 56

Área de trabalho Ubuntu

Capítulo 8
Manutenção preventiva

A manutenção de computadores é um assunto extremamente complexo


e longo. Muitas técnicas devem ser conhecidas, e o ponto de partida é
entender o funcionamento do micro e suas peças. Os conhecimentos
apresentados até agora no curso já permitem a solução de alguns problemas
simples e bastante comuns.

48
Vários cuidados devem ser tomados com o computador no dia-a-dia,
tanto em relação a software como hardware. Conhecendo os cuidados da
manutenção preventiva você evitará muitos problemas.

Umidade, poeira e fumaça


O ambiente do micro deverá ser livre de poeiras e umidade. A fumaça de
cigarros também é extremamente prejudicial aos equipamentos eletrônicos,
pois produzem oxidação e corrosão nos contatos metálicos dos componentes.
Isso resulta em maus contatos. Portanto, de maneira alguma, fume na mesma
sala onde está localizado o computador.

É importante também que a mesa onde localiza-se o micro também


esteja livre de poeiras. Não faça lanches na mesa do computador. Sempre que
possível, mantenha o micro coberto com capas plásticas quando estiver
desligado. Para reduzir a quantidade de umidade no ambiente, se for possível,
utilize um ar condicionado.

Faça Backup
Além de ser vital a realização de cópias dos dados gerados pelo usuário,
é também importante fazer cópias dos programas. É super importante que você
tenha, junto com o seu computador, uma cópia de todos os seus programas.

O transtorno em se perder programas pode ser muito sério. Imagine que


um novo vírus invada a sua máquina e delete todos os seus dados e seja
necessário formatar o disco e reinstalar o sistema operacional.

Utilize programas populares que fazem cópia de um disco inteiro, como


o Drive Image ou o clássico Norton Ghost. Não esqueça, faça backup.

Conectando e desconectando corretamente


Quando dois equipamentos são conectados ou desconectados um ao
outro, ambos devem estar desligados. Esta regra é muitas vezes
desrespeitadas, e várias pessoas danificam os seus equipamentos por esse
motivo. Apenas equipamentos USB e Firewire podem ser conectados e
desconectados, sem a necessidade de desligamento. No caso de dispositivos
de armazenamento USB, não se esqueça de usar o comando Remover
hardware com segurança, caso contrário existe o risco de perda de dados.

49
Ventilação do case
O calor é bastante prejudicial ao computador. O ar condicionado ajuda
bastante. Os PCs possuem um sistema de ventilação. O ventilador principal
localiza-se na fonte de alimentação, e a sua saída de ar fica na parte traseira
do case. O ventilador puxa o ar de dentro para fora do PC. O ar sai pela parte
traseira do case. Nos micros atuais, é recomendável a utilização de um
segundo ventilador na parte traseira do case, empurrando o ar quente para
fora.

Cabos soltos
Figura 56

Organização de cabos no case

Evite, ao montar, deixar os flat cables espalhados pelo case, prejudicando a


ventilação. Procure organizá-los com a ajuda de arames encapados ou
abraçadeiras. Isso também vale para os conectores não utilizados da fonte de
alimentação. Deixe sempre o interior do case organizado.

Atenção ao disco rígido


É recomendável, a cada três meses, examinar o disco rígido em busca
de eventuais erros ou defeitos. Utilize programas de benchmark conceituados
para realizar esta análise, como o HD Tune Pro.

Procure limpar o teclado e mouse


O teclado pode ser tão sujo quanto uma privada sanitária. Você sabia
disso? Embaixo das teclas, podemos encontrar coisas inusitadas, como lascas
de unhas, pêlos, cabelos e poeira. Não deixe o seu teclado ficar assim. Para
isso, coloque a folha de jornal sobre a mesa e vire o teclado de ponta cabeça.
Depois, chacoalhe-o para que a sujeira embaixo do teclado caia sobre o jornal.
Depois, pegue uma flanela levemente umedecida, e limpe as teclas. Use
50
cotonete levemente umedecido para limpar o espaço entre as teclas e os
cantos que são inacessíveis para a flanela. Para o mouse, limpe-o com uma
flanela levemente umedecia com água.

Evitando o liga-desliga
Para os circuitos eletrônicos, a pior hora do dia é aquela quando são
ligados. Nesse instante, uma “avalanche” de elétrons os atravessa durante uma
fração de segundo, formando uma corrente elétrica maior que a normal.
Quanto menos vezes o computador for ligado e desligado, melhor. O que não
se deve fazer é ligar e desligar o computador várias vezes durante o dia.
Também não poderemos ir ao extremo e deixá-lo ligado 24 horas por dia. Evite
também o desperdício de energia enquanto o computador estiver sem
atividade, use os comandos de gerenciamento de energia: modo standby e
hibernação.

Cuidados com o monitor


Para limpar a tela, use pano limpo, umedecido com uma mistura de água
com um pouco de álcool. Use um pano umedecido nesta solução para limpar
as partes externas do monitor. O produto clássico para isso é chamado de
LIMPLEX, próprio para limpar a carcaça plástica externa de computadores,
monitores, impressoras e equipamentos de informática em geral.

Em períodos de inatividade, procure utilizar protetores de tela. Certos


protetores não apresentam telas escuras, e sim, supercoloridas, com cores
berrantes. Esses programas não economizam a tela, mas fazem que seu
desgaste seja pelo menos uniforme, evitando manchas escuras na imagem.
Prefira protetores que deixam ao máximo a tela escura.

Cuidado com vírus


Para se proteger das pragas virtuais, além de um bom anti-vírus (e
atualizado!) e um anti-spyware e Adware, é preciso ter bom senso e seguir
alguns passos para se evitar maiores problemas:

Não abra arquivos de pessoas desconhecidas, principalmente se o


conteúdo for pornográfico, grandes descontos e promoções bancárias etc...
caia fora, são marginais virtuais a procura de dados seus.

Se não confia no conteúdo de um anexo, não o abra. Mesmo se o mesmo foi


enviado por uma pessoa conhecida. Lembre-se: .exe, .PIF, .VBS ou .COM nem
pensar! Cerca de 200 novos vírus são criados a cada mês.

51
Resumo
Pesquise sempre sobre a manutenção preventiva. Ela é muito
importante para o seu equipamento. Aprenda sempre!

É claro que existem outras inúmeras formas de realizar prevenções,


portanto, esteja antenado. E não caia nas idéias dos pseudo-técnicos que
estão espalhados por todo lugar. Aquela velha frase: “Faz assim! Isso nunca
aconteceu comigo”, ou como “Eletricidade estática? Isso não existe!”. Em geral,
são leigos e, o pior: não procuram pesquisar e entender sobre os assuntos.
Não faça parte deste time de “bairro”. Digo de bairro, pois o máximo que
conseguem chegar é realizar atendimento de bairroszinhos. É o famoso técnico
“10 real!”. Se você almeja realmente crescer profissionalmente, siga os passos
certos. No fim, você mesmo verá quem tem a razão!

Capítulo 9

Manutenção corretiva
A manutenção corretiva é também muito importante e quanto mais
aprender sobre ela, mais sucesso irá conseguir em sua carreira profissional.

Trocando a bateria da placa-mãe

Desde aproximadamente meados dos anos 90, as placas-mãe usam


baterias de lítio, não recarregáveis, modelo CR2032 (3 volts). Quando o micro
começa a apresentar alguma das seguintes mensagens de erro ao ligar,
significa que está na hora de trocar a bateria da placa-mãe: CMOS
CHECKSUM FAILURE, CMOS BATTERY STATE LOW, CMOS SYSTEM
OPTIONS NOT SET e CMOS TIME AND DATE NOT SET. Outra situação que
indica que a bateria está fraca é quando você atualiza o relógio do micro, ele
funciona bem enquanto o micro está ligado, mas quando você liga o micro no
dia seguinte ele está com a hora errada (relógio atrasando).

Figura 57

Removendo a bateria

52
Para retirá-la, basta empurrá-la lateralmente com a ajuda de uma
chave de fenda. A bateria nova é encaixada pelo caminho inverso.

Medindo as tensões de uma fonte ATX


As fontes de alimentação podem apresentar defeito, resultando em
mau funcionamento do micro. É simples fazer uma verificação rápida nas
tensões de uma fonte ATX usando um multímetro. Para medir uma fonte ATX
sem carga, é preciso fazer com que seja ligada, através de uma ligação direta
entre dois dos seus pinos, usando um clip de papel. O quarto pino da esquerda
para a direita possui um fio verde. Este deve ser ligado através do clip a
qualquer pino que tenha fio preto (terra). É preciso deixar o clip conectado para
que a fonte permaneça ligada. A ponta de prova preta do multímetro deve ser
conectada a qualquer pino que possua fio preto. Por exemplo, nos conectores
para alimentação de discos rígidos, unidades de CD e DVD, temos fios pretos
(terra), vermelho (+5 volts) e amarelo (+12 volts).

Limpeza geral
Pelo menos uma vez por ano, realize a limpeza completa dos
componentes do micro. Use pincel para espanar a poeira dos soquetes de
memória, dos slots, do soquete do processador, dos conectores das interfaces
de disco, dos conectores da parte traseira, da face dos componentes e do
verso da placa. Use também o pincel nas demais partes, como placa de vídeo,
placa de som, placa de rede etc. Use o spray limpador (contacmatic) em todos
os conectores que não podem ser limpos por borracha, como soquetes de
memória, slots PCI, AGP etc...

A borracha ideal para limpeza de contatos é aquela azul e vermelha,


usada para apagar escrita de caneta.

Travamentos aleatórios
Inúmeros podem ser os motivos que fazem um micro travar
aleatoriamente. Alguns travamentos têm lógica, outras vezes não. As causas
possíveis são:

 Mau contato (verifique se todos os cabos estão instalados corretamente)

 Aquecimento (meça a temperatura do processador e a rotação dos coolers)

 Problemas na fonte de alimentação

 Instabilidades na rede elétrica


53
 Problemas na memória

 Arquivos corrompidos

Realizando testes por substituição


É o famoso método “troca-a-troca”, uma das técnicas de manutenção
mais simples e que podem ajudar bastante a resolver rapidamente grande
parte dos problemas. Quando algo está errado, podemos suspeitar de
determinadas peças do computador. Podemos fazer também o troca-a-troca
inverso, ou seja, retirar do micro o componente suspeito e instalarmos no seu
lugar um componente confiável.

Trocando a pasta térmica


A pasta térmica deve ser aplicada sem exagero. Quando retiramos
um cooler para fazer limpeza, devemos limpar a pasta térmica antiga tanto do
processador quanto do cooler, usando um guardanapo de papel.

Esquecendo a senha do CMOS SETUP


Muitas vezes, para impedirmos usuários não autorizados a acessarem
o CMOS SETUP, inserimos senhas no próprio. Mas, é perfeitamente humano
esquecer tais senhas – afinal, são tantas as senhas que usamos!

Para esse e outros casos é que usamos o chamado CLEAR CMOS.


Esta operação apaga rapidamente os dados armazenados no CMOS (Setup),
inclusive a data e a hora.

Para realizar o procedimento basta:

1 – Desligar o computador e desconectá-lo da rede elétrica

2 – Colocar o jumper na posição CLEAR

3 – Aguardar um segundo, aproximadamente

4 – Colocar o jumper na posição NORMAL

5 – Ligar novamente o micro

Códigos de erros
Os códigos de erros são sempre emitidos pelo alto-falante, através de
uma seqüência de beeps. Tome como base a tabela de beeps existente no
manual da placa-mãe.

54
Com base nas tabelas usadas pelo BIOS AMI, Award e Phoenix,
vamos selecionar os principais códigos de erros.

Beeps Erro Descrição Causa


provável

1 Refresh Failure O circuito de Refresh da placa-mãe Placa-mãe ou


apresenta falha. memória DRAM

2 Parity Error Erro de paridade detectado nos primeiros 64 Placa-mãe ou


KB de memória memória DRAM

3 Base 64 k Erro ocorreu nos primeiros 64 KB de Placa-mãe ou


Memory Failure memória memória DRAM

4 Timer Not Falha de memória ocorreu nos primeiros 64 Placa-mãe ou


Operational KB de memória, ou então o TIMER 1 não memória DRAM
está operacional

5 Processor Error O processador apresentou erro Placa-mãe,


provavelmente o
processador

6 8042 – Gate O controlador de teclado (8042) gera o sinal Placa-mãe


A20 Failure A20, responsável pela entrada do
processador em modo protegido. Este erro
significa que o BIOS não consegue colocar
a CPU para operar em modo protegido

7 Processor O processador gerou uma interrupção de Placa-mãe ou


Exception exceção processador
Interrupt Error

8 Display Memory Ou a placa de vídeo está ausente, ou sua Placa de vídeo


Read/Write memória de vídeo apresentou erro.
Error

9 ROM Checksum Erro na memória ROM, provavelmente Memória ROM


Error danificada.

10 CMOS O chamado “Shutdown Register” (localizado CMOS


Shutdown no CMOS) apresentou erro
Register
Read/Write
Error

11 Cache memory Falhas na memória cache Memória cache ou


bad – do not placa-mãe
enable cache

Tabela 5 Códigos de erros

55
Por mais que se esforcem, essas tabelas de códigos de erros não
informam com precisão a causa do erro.

Ela é muito útil para levarmos como ponto de partida – ou seja,


como uma base, uma pista para o solucionamento de problemas.

Na prática, a troca de peças é o que mais ajuda a detectar um defeito.


E não esqueça, os principais suspeitos são:

 Memória

 Placa de vídeo

 Bateria

Utilize placas de diagnóstico


Existem placas de diagnóstico capazes de ajudar bastante na
detecção de defeitos e conflitos de hardware, até mesmo nos casos em que o
micro não consegue realizar o boot. Seu uso é portanto indicado para micros
que permanecem com tela preta ao serem ligados, com ou sem beeps.

Uma placa de diagnóstico relativamente comum em terras brasileiras


é o Soyo TechAid. Esta placa é padrão PCI e possui dois displays, um em cada
face. Assim fica mais fácil fazer a leitura do código. Mais fácil ainda fica a
leitura graças ao terceiro display, disponível em uma pequena placa adicional
que é ligada à placa principal através de um cabo.

Roteiro clássico para solucionar problemas


Muitas vezes o que um técnico pode fazer este simples roteiro:

1 – Checar a fonte de alimentação

2 – Checar as conexões de placas e cabos

3 – Verificar a bateria da placa-mãe

4 – Checar as memórias

5 – Revisar os jumpers

6 – Fazer um CLEAR CMOS

7 – Trocar peças

56
Reparos nas unidades de CD/DVD
Quando uma unidade de CD/DVD começa a apresentar erros de
leitura em vários CDs e DVDs, é hora de fazer limpeza. Coloque um CD de
limpeza (ex: CD Lens Cleaner, da Maxwell) no driver do CD-ROM e selecionar
a trilha. Deixe a trilha sendo acessada por alguns segundos e a limpeza estará
terminada.

Em hipótese algum deixe o PC aberto


Essa é a providência que muitos usuários tomam quando enfrentam
problemas de aquecimento. O engraçado é que muitos técnicos sugerem aos
mesmos para fazerem isso. Quanta irresponsabilidade! O fato de manter o
gabinete do micro aberto não significa necessariamente que a temperatura irá
diminuir. O case tem um sistema de ventilação baseado no estabelecimento de
um fluxo de ar. Quando a tampa do gabinete é retirada, esse fluxo de ar não se
forma, e a eficiência dos ventiladores é bastante reduzida.

O erro ainda é maior quando o usuário coloca o micro aberto próximo


a janela. Além dos inconvenientes citados acima, corre o risco ainda de chover
e molhar o equipamento e queimando toda a placa de sistema. Além, é claro,
de acumular muita sujeira.

Não invente nada a respeito disso. Procure ler bastante sobre


procedimentos antes de solicitar ao usuário que faça. Faça sempre a distinção
entre lendas e fatos.

A limpeza do cooler
Cooler impregnado de poeira e com pasta térmica ressecada tem a sua
eficiência reduzida. Retire os parafusos que predem o ventilador na peça de
alumínio. A hélice deve ser posteriormente limpa com um pincel seco, mas não
utilize água.

Você pode ainda deixar a peça de alumínio de molho em uma tigela


com detergente. Depois de meia hora você pode retirar a peça metálica do
cooler e lavá-la com um jato d’água. Uma vez seco, use bom-bril e um polidor
de metais como Kaol o Braso para polir o ponto da base que irá entrar em
contato com a CPU.

Teclado troca caracteres


O problema poder ser um defeito no teclado, e a substituição por um
novo será a solução. Se o problema persistir, então provavelmente está
localizado na interface do teclado.
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Sistema operacional inválido
Esta é uma mensagem de erro que ocorre quando alguns dos arquivos
envolvidos no boot estão em falta, ou quando existe algum problema no setor
de boot. Para resolver tente executar um boot com um disquete contendo o
programa SYS.COM. Deve ser da mesma versão que a existente no disco
rígido. Use o comando: SYS C:

Considerações finais
O que se espera de um técnico de manutenção de micros moderno?

Os grandes especialistas da área garantem: “Estudar sempre, reciclar


e aprimorar”. Tenha sempre uma coisa em mente: nós sempre estamos
aprendendo algo. Por mais simples que seja um procedimento, você está
aprendendo algo.

O que se espera do profissional da computação é a capacidade de


integração em equipe, motivação, superação de obstáculos etc.

Nunca pense que sabe tudo. Muito menos, tente achar que deverá
saber tudo. Isto é humanamente impossível. Portanto, veja da seguinte forma:
hoje escrevo esta apostila – amanhã poderá ser você. A área de informática é
sempre muito democrática. Hoje somos alunos – amanhã estaremos dando
palestras sobre determinado assunto.

Procure sempre, à cada erro seu, crescer mais e mais. Aquele que
acha que sabe tudo nunca crescerá como você – que realmente está focado
em aprender e estudar a cada dia.

Seja honesto com os seus clientes e parceiros. Não caia nas


armadilhas que alguns técnicos lhe dizem. Como disse anteriormente, são
técnicos “10 real”, “técnicos de bairro”. Seja profissional, pontual, educado,
generoso e atencioso com os seus clientes e parceiros. Procure ao máximo
valorizar o seu trabalho como técnico.

Espero que este curso tenha lhe motivado a conhecer ainda mais este
mundo computacional.

Leandro Siqueira

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