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O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, faço saber que o

Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte lei:

TÍTULO I
Dos Direitos do Consumidor

CAPÍTULO I
Disposições Gerais

Art. 1° O presente código estabelece normas de


proteção e defesa do consumidor, de ordem pública e
interesse social, nos termos dos arts. 5°, inciso XXXII,
170, inciso V, da Constituição Federal e art. 48 de suas
Disposições Transitórias.

Art. 2° Consumidor é toda pessoa física ou jurídica


que adquire ou utiliza produto ou serviço como

Lei nº 8.078, de 11 de Setembro de 1990.


destinatário final.

Parágrafo único. Equipara-se a consumidor a


coletividade de pessoas, ainda que indetermináveis,
que haja intervindo nas relações de consumo.

Art. 3° Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica,


pública ou privada, nacional ou estrangeira, bem
como os entes despersonalizados, que desenvolvem
atividade de produção, montagem, criação, construção,
transformação, importação, exportação, distribuição ou
comercialização de produtos ou prestação de serviços.

§ 1° Produto é qualquer bem, móvel ou imóvel,


material ou imaterial.
§ 2° Serviço é qualquer atividade fornecida no mercado
de consumo, mediante remuneração, inclusive as de
natureza bancária, financeira, de crédito e securitária, salvo
as decorrentes das relações de caráter trabalhista.

CAPÍTULO II
Da Política Nacional de Relações de Consumo

Art. 4º A Política Nacional das Relações de Consumo


tem por objetivo o atendimento das necessidades dos
consumidores, o respeito à sua dignidade, saúde e segurança,
a proteção de seus interesses econômicos, a melhoria da sua
qualidade de vida, bem como a transparência e harmonia
das relações de consumo, atendidos os seguintes princípios:
(Redação dada pela Lei nº 9.008, de 21.3.1995)

I - reconhecimento da vulnerabilidade do consumidor


no mercado de consumo;
Lei nº 8.078, de 11 de Setembro de 1990.

II - ação governamental no sentido de proteger


efetivamente o consumidor:

a) por iniciativa direta;

b) por incentivos à criação e desenvolvimento de


associações representativas;

c) pela presença do Estado no mercado de consumo;

d) pela garantia dos produtos e serviços com padrões


adequados de qualidade, segurança, durabilidade e
desempenho.

III - harmonização dos interesses dos participantes


das relações de consumo e compatibilização da proteção
do consumidor com a necessidade de desenvolvimento
econômico e tecnológico, de modo a viabilizar os princípios
nos quais se funda a ordem econômica (art. 170, da
Constituição Federal), sempre com base na boa-fé e
equilíbrio nas relações entre consumidores e fornecedores;

IV - educação e informação de fornecedores e


consumidores, quanto aos seus direitos e deveres, com
vistas à melhoria do mercado de consumo;

V - incentivo à criação pelos fornecedores de meios


eficientes de controle de qualidade e segurança de produtos
e serviços, assim como de mecanismos alternativos de
solução de conflitos de consumo;

VI - coibição e repressão eficientes de todos os


abusos praticados no mercado de consumo, inclusive a
concorrência desleal e utilização indevida de inventos e

Lei nº 8.078, de 11 de Setembro de 1990.


criações industriais das marcas e nomes comerciais e signos
distintivos, que possam causar prejuízos aos consumidores;

VII - racionalização e melhoria dos serviços públicos;

VIII - estudo constante das modificações do mercado de


consumo.

Art. 5° Para a execução da Política Nacional das Relações


de Consumo, contará o poder público com os seguintes
instrumentos, entre outros:

I - manutenção de assistência jurídica, integral e gratuita


para o consumidor carente;
II - instituição de Promotorias de Justiça de Defesa do
Consumidor, no âmbito do Ministério Público;

III - criação de delegacias de polícia especializadas


no atendimento de consumidores vítimas de infrações
penais de consumo;

IV - criação de Juizados Especiais de Pequenas


Causas e Varas Especializadas para a solução de litígios
de consumo;

V - concessão de estímulos à criação e desenvolvimento


das Associações de Defesa do Consumidor.

§ 1° (Vetado).

§ 2º (Vetado).

CAPÍTULO III
Lei nº 8.078, de 11 de Setembro de 1990.

Dos Direitos Básicos do Consumidor

Art. 6º São direitos básicos do consumidor:

I - a proteção da vida, saúde e segurança contra


os riscos provocados por práticas no fornecimento de
produtos e serviços considerados perigosos ou nocivos;

II - a educação e divulgação sobre o consumo


adequado dos produtos e serviços, asseguradas a
liberdade de escolha e a igualdade nas contratações;

III - a informação adequada e clara sobre os


diferentes produtos e serviços, com especificação correta
de quantidade, características, composição, qualidade e
preço, bem como sobre os riscos que apresentem;

IV - a proteção contra a publicidade enganosa e


abusiva, métodos comerciais coercitivos ou desleais,
bem como contra práticas e cláusulas abusivas ou
impostas no fornecimento de produtos e serviços;

V - a modificação das cláusulas contratuais que


estabeleçam prestações desproporcionais ou sua
revisão em razão de fatos supervenientes que as tornem
excessivamente onerosas;

VI - a efetiva prevenção e reparação de danos


patrimoniais e morais, individuais, coletivos e difusos;

VII - o acesso aos órgãos judiciários e administrativos


com vistas à prevenção ou reparação de danos
patrimoniais e morais, individuais, coletivos ou difusos,

Lei nº 8.078, de 11 de Setembro de 1990.


assegurada a proteção Jurídica, administrativa e técnica
aos necessitados;

VIII - a facilitação da defesa de seus direitos, inclusive


com a inversão do ônus da prova, a seu favor, no
processo civil, quando, a critério do juiz, for verossímil a
alegação ou quando for ele hipossuficiente, segundo as
regras ordinárias de experiências;

IX - (Vetado);

X - a adequada e eficaz prestação dos serviços


públicos em geral.

Art. 7° Os direitos previstos neste código não


excluem outros decorrentes de tratados ou convenções
internacionais de que o Brasil seja signatário, da legislação
interna ordinária, de regulamentos expedidos pelas
autoridades administrativas competentes, bem como dos
que derivem dos princípios gerais do direito, analogia,
costumes e eqüidade.

Parágrafo único. Tendo mais de um autor a ofensa,


todos responderão solidariamente pela reparação dos
danos previstos nas normas de consumo.

CAPÍTULO IV
Da Qualidade de Produtos e Serviços, da Prevenção e
da Reparação dos Danos

SEÇÃO I
Da Proteção à Saúde e Segurança

Art. 8° Os produtos e serviços colocados no mercado de


Lei nº 8.078, de 11 de Setembro de 1990.

consumo não acarretarão riscos à saúde ou segurança dos


consumidores, exceto os considerados normais e previsíveis
em decorrência de sua natureza e fruição, obrigando-se os
fornecedores, em qualquer hipótese, a dar as informações
necessárias e adequadas a seu respeito.

Parágrafo único. Em se tratando de produto industrial,


ao fabricante cabe prestar as informações a que se refere
este artigo, através de impressos apropriados que devam
acompanhar o produto.

Art. 9° O fornecedor de produtos e serviços


potencialmente nocivos ou perigosos à saúde ou segurança
deverá informar, de maneira ostensiva e adequada, a
respeito da sua nocividade ou periculosidade, sem prejuízo
da adoção de outras medidas cabíveis em cada caso
concreto.

Art. 10. O fornecedor não poderá colocar no mercado


de consumo produto ou serviço que sabe ou deveria saber
apresentar alto grau de nocividade ou periculosidade à
saúde ou segurança.

§ 1° O fornecedor de produtos e serviços que,


posteriormente à sua introdução no mercado de consumo,
tiver conhecimento da periculosidade que apresentem,
deverá comunicar o fato imediatamente às autoridades
competentes e aos consumidores, mediante anúncios
publicitários.

§ 2° Os anúncios publicitários a que se refere o parágrafo


anterior serão veiculados na imprensa, rádio e televisão, às
expensas do fornecedor do produto ou serviço.

Lei nº 8.078, de 11 de Setembro de 1990.


§ 3° Sempre que tiverem conhecimento de periculosidade
de produtos ou serviços à saúde ou segurança dos
consumidores, a União, os Estados, o Distrito Federal e os
Municípios deverão informá-los a respeito.

Art. 11. (Vetado).

SEÇÃO II
Da Responsabilidade pelo Fato do Produto e do Serviço

Art. 12. O fabricante, o produtor, o construtor, nacional ou


estrangeiro, e o importador respondem, independentemente
da existência de culpa, pela reparação dos danos causados
aos consumidores por defeitos decorrentes de projeto,
fabricação, construção, montagem, fórmulas, manipulação,
apresentação ou acondicionamento de seus produtos, bem
como por informações insuficientes ou inadequadas sobre
sua utilização e riscos.

§ 1° O produto é defeituoso quando não oferece a


segurança que dele legitimamente se espera, levando-se em
consideração as circunstâncias relevantes, entre as quais:

I - sua apresentação;

II - o uso e os riscos que razoavelmente dele se esperam;

III - a época em que foi colocado em circulação.

§ 2º O produto não é considerado defeituoso pelo fato


de outro de melhor qualidade ter sido colocado no mercado.

§ 3° O fabricante, o construtor, o produtor ou importador


Lei nº 8.078, de 11 de Setembro de 1990.

só não será responsabilizado quando provar:

I - que não colocou o produto no mercado;

II - que, embora haja colocado o produto no mercado, o


defeito inexiste;

III - a culpa exclusiva do consumidor ou de terceiro.

Art. 13. O comerciante é igualmente responsável, nos


termos do artigo anterior, quando:

I - o fabricante, o construtor, o produtor ou o importador


não puderem ser identificados;

II - o produto for fornecido sem identificação clara do


seu fabricante, produtor, construtor ou importador;

III - não conservar adequadamente os produtos


perecíveis.

Parágrafo único. Aquele que efetivar o pagamento ao


prejudicado poderá exercer o direito de regresso contra os
demais responsáveis, segundo sua participação na causação
do evento danoso.

Art. 14. O fornecedor de serviços responde,


independentemente da existência de culpa, pela reparação
dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos
à prestação dos serviços, bem como por informações
insuficientes ou inadequadas sobre sua fruição e riscos.

§ 1° O serviço é defeituoso quando não fornece a


segurança que o consumidor dele pode esperar, levando-se
em consideração as circunstâncias relevantes, entre as quais:

Lei nº 8.078, de 11 de Setembro de 1990.


I - o modo de seu fornecimento;

II - o resultado e os riscos que razoavelmente dele se


esperam;

III - a época em que foi fornecido.

§ 2º O serviço não é considerado defeituoso pela adoção


de novas técnicas.

§ 3° O fornecedor de serviços só não será responsabilizado


quando provar:

I - que, tendo prestado o serviço, o defeito inexiste;


II - a culpa exclusiva do consumidor ou de terceiro.

§ 4° A responsabilidade pessoal dos profissionais liberais


será apurada mediante a verificação de culpa.

Art. 15. (Vetado).

Art. 16. (Vetado).

Art. 17. Para os efeitos desta Seção, equiparam-se aos


consumidores todas as vítimas do evento.

SEÇÃO III
Da Responsabilidade por Vício do Produto e do Serviço

Art. 18. Os fornecedores de produtos de consumo duráveis


ou não duráveis respondem solidariamente pelos vícios
de qualidade ou quantidade que os tornem impróprios ou
inadequados ao consumo a que se destinam ou lhes diminuam
Lei nº 8.078, de 11 de Setembro de 1990.

o valor, assim como por aqueles decorrentes da disparidade,


com a indicações constantes do recipiente, da embalagem,
rotulagem ou mensagem publicitária, respeitadas as variações
decorrentes de sua natureza, podendo o consumidor exigir a
substituição das partes viciadas.

§ 1° Não sendo o vício sanado no prazo máximo de


trinta dias, pode o consumidor exigir, alternativamente e à
sua escolha:

I - a substituição do produto por outro da mesma


espécie, em perfeitas condições de uso;

II - a restituição imediata da quantia paga,


monetariamente atualizada, sem prejuízo de eventuais
perdas e danos;

III - o abatimento proporcional do preço.

§ 2° Poderão as partes convencionar a redução ou


ampliação do prazo previsto no parágrafo anterior, não
podendo ser inferior a sete nem superior a cento e oitenta
dias. Nos contratos de adesão, a cláusula de prazo deverá
ser convencionada em separado, por meio de manifestação
expressa do consumidor.

§ 3° O consumidor poderá fazer uso imediato das


alternativas do § 1° deste artigo sempre que, em razão da
extensão do vício, a substituição das partes viciadas puder
comprometer a qualidade ou características do produto,
diminuir-lhe o valor ou se tratar de produto essencial.

§ 4° Tendo o consumidor optado pela alternativa do inciso


I do § 1° deste artigo, e não sendo possível a substituição

Lei nº 8.078, de 11 de Setembro de 1990.


do bem, poderá haver substituição por outro de espécie,
marca ou modelo diversos, mediante complementação ou
restituição de eventual diferença de preço, sem prejuízo do
disposto nos incisos II e III do § 1° deste artigo.

§ 5° No caso de fornecimento de produtos in natura, será


responsável perante o consumidor o fornecedor imediato,
exceto quando identificado claramente seu produtor.

§ 6° São impróprios ao uso e consumo:

I - os produtos cujos prazos de validade estejam


vencidos;
II - os produtos deteriorados, alterados, adulterados,
avariados, falsificados, corrompidos, fraudados, nocivos à
vida ou à saúde, perigosos ou, ainda, aqueles em desacordo
com as normas regulamentares de fabricação, distribuição
ou apresentação;

III - os produtos que, por qualquer motivo, se revelem


inadequados ao fim a que se destinam.

Art. 19. Os fornecedores respondem solidariamente


pelos vícios de quantidade do produto sempre que,
respeitadas as variações decorrentes de sua natureza, seu
conteúdo líquido for inferior às indicações constantes do
recipiente, da embalagem, rotulagem ou de mensagem
publicitária, podendo o consumidor exigir, alternativamente
e à sua escolha:

I - o abatimento proporcional do preço;

II - complementação do peso ou medida;


Lei nº 8.078, de 11 de Setembro de 1990.

III - a substituição do produto por outro da mesma


espécie, marca ou modelo, sem os aludidos vícios;

IV - a restituição imediata da quantia paga,


monetariamente atualizada, sem prejuízo de eventuais
perdas e danos.

§ 1° Aplica-se a este artigo o disposto no § 4° do artigo


anterior.

§ 2° O fornecedor imediato será responsável quando


fizer a pesagem ou a medição e o instrumento utilizado não
estiver aferido segundo os padrões oficiais.

Art. 20. O fornecedor de serviços responde pelos vícios de
qualidade que os tornem impróprios ao consumo ou lhes
diminuam o valor, assim como por aqueles decorrentes
da disparidade com as indicações constantes da oferta
ou mensagem publicitária, podendo o consumidor exigir,
alternativamente e à sua escolha:

I - a reexecução dos serviços, sem custo adicional e


quando cabível;

II - a restituição imediata da quantia paga,


monetariamente atualizada, sem prejuízo de eventuais
perdas e danos;

III - o abatimento proporcional do preço.

§ 1° A reexecução dos serviços poderá ser confiada a


terceiros devidamente capacitados, por conta e risco do
fornecedor.

Lei nº 8.078, de 11 de Setembro de 1990.


§ 2° São impróprios os serviços que se mostrem
inadequados para os fins que razoavelmente deles se
esperam, bem como aqueles que não atendam as normas
regulamentares de prestabilidade.

Art. 21. No fornecimento de serviços que tenham por


objetivo a reparação de qualquer produto considerar-
se-á implícita a obrigação do fornecedor de empregar
componentes de reposição originais adequados e novos, ou
que mantenham as especificações técnicas do fabricante,
salvo, quanto a estes últimos, autorização em contrário do
consumidor.

Art. 22. Os órgãos públicos, por si ou suas empresas,


concessionárias, permissionárias ou sob qualquer outra
forma de empreendimento, são obrigados a fornecer
serviços adequados, eficientes, seguros e, quanto aos
essenciais, contínuos.

Parágrafo único. Nos casos de descumprimento, total


ou parcial, das obrigações referidas neste artigo, serão as
pessoas jurídicas compelidas a cumpri-las e a reparar os
danos causados, na forma prevista neste código.

Art. 23. A ignorância do fornecedor sobre os vícios de


qualidade por inadequação dos produtos e serviços não o
exime de responsabilidade.

Art. 24. A garantia legal de adequação do produto ou


serviço independe de termo expresso, vedada a exoneração
contratual do fornecedor.

Art. 25. É vedada a estipulação contratual de cláusula


que impossibilite, exonere ou atenue a obrigação de
Lei nº 8.078, de 11 de Setembro de 1990.

indenizar prevista nesta e nas seções anteriores.

§ 1° Havendo mais de um responsável pela causação


do dano, todos responderão solidariamente pela reparação
prevista nesta e nas seções anteriores.

§ 2° Sendo o dano causado por componente ou peça


incorporada ao produto ou serviço, são responsáveis
solidários seu fabricante, construtor ou importador e o que
realizou a incorporação.

SEÇÃO IV
Da Decadência e da Prescrição

Art. 26. O direito de reclamar pelos vícios aparentes ou


de fácil constatação caduca em:

I - trinta dias, tratando-se de fornecimento de serviço e


de produtos não duráveis;

II - noventa dias, tratando-se de fornecimento de serviço


e de produtos duráveis.

§ 1° Inicia-se a contagem do prazo decadencial a partir


da entrega efetiva do produto ou do término da execução
dos serviços.

§ 2° Obstam a decadência:

I - a reclamação comprovadamente formulada pelo


consumidor perante o fornecedor de produtos e serviços
até a resposta negativa correspondente, que deve ser
transmitida de forma inequívoca;

Lei nº 8.078, de 11 de Setembro de 1990.


II - (Vetado).

III - a instauração de inquérito civil, até seu encerramento.

§ 3° Tratando-se de vício oculto, o prazo decadencial


inicia-se no momento em que ficar evidenciado o defeito.

Art. 27. Prescreve em cinco anos a pretensão à


reparação pelos danos causados por fato do produto ou do
serviço prevista na Seção II deste Capítulo, iniciando-se a
contagem do prazo a partir do conhecimento do dano e de
sua autoria.

Parágrafo único. (Vetado).


SEÇÃO V
Da Desconsideração da Personalidade Jurídica

Art. 28. O juiz poderá desconsiderar a personalidade


jurídica da sociedade quando, em detrimento do consumidor,
houver abuso de direito, excesso de poder, infração da lei,
fato ou ato ilícito ou violação dos estatutos ou contrato social.
A desconsideração também será efetivada quando houver
falência, estado de insolvência, encerramento ou inatividade
da pessoa jurídica provocados por má administração.

§ 1° (Vetado).

§ 2° As sociedades integrantes dos grupos societários e as


sociedades controladas, são subsidiariamente responsáveis
pelas obrigações decorrentes deste código.

§ 3° As sociedades consorciadas são solidariamente


responsáveis pelas obrigações decorrentes deste código.
Lei nº 8.078, de 11 de Setembro de 1990.

§ 4° As sociedades coligadas só responderão por culpa.

§ 5° Também poderá ser desconsiderada a pessoa


jurídica sempre que sua personalidade for, de alguma
forma, obstáculo ao ressarcimento de prejuízos causados
aos consumidores.

CAPÍTULO V
Das Práticas Comerciais

SEÇÃO I
Das Disposições Gerais

Art. 29. Para os fins deste Capítulo e do seguinte,


equiparam-se aos consumidores todas as pessoas
determináveis ou não, expostas às práticas nele previstas.

SEÇÃO II
Da Oferta

Art. 30. Toda informação ou publicidade, suficientemente


precisa, veiculada por qualquer forma ou meio de
comunicação com relação a produtos e serviços oferecidos
ou apresentados, obriga o fornecedor que a fizer veicular ou
dela se utilizar e integra o contrato que vier a ser celebrado.

Art. 31. A oferta e apresentação de produtos ou serviços


devem assegurar informações corretas, claras, precisas,
ostensivas e em língua portuguesa sobre suas características,
qualidades, quantidade, composição, preço, garantia,
prazos de validade e origem, entre outros dados, bem como
sobre os riscos que apresentam à saúde e segurança dos
consumidores.

Lei nº 8.078, de 11 de Setembro de 1990.


Parágrafo único. As informações de que trata este
artigo, nos produtos refrigerados oferecidos ao consumidor,
serão gravadas de forma indelével. (Incluído pela Lei nº
11.989, de 2009)

Art. 32. Os fabricantes e importadores deverão assegurar


a oferta de componentes e peças de reposição enquanto
não cessar a fabricação ou importação do produto.

Parágrafo único. Cessadas a produção ou importação, a


oferta deverá ser mantida por período razoável de tempo,
na forma da lei.

Art. 33. Em caso de oferta ou venda por telefone ou


reembolso postal, deve constar o nome do fabricante
e endereço na embalagem, publicidade e em todos os
impressos utilizados na transação comercial.

Parágrafo único. É proibida a publicidade de bens e serviços


por telefone, quando a chamada for onerosa ao consumidor
que a origina. (Incluído pela Lei nº 11.800, de 2008).

Art. 34. O fornecedor do produto ou serviço é


solidariamente responsável pelos atos de seus prepostos ou
representantes autônomos.

Art. 35. Se o fornecedor de produtos ou serviços recusar


cumprimento à oferta, apresentação ou publicidade, o
consumidor poderá, alternativamente e à sua livre escolha:

I - exigir o cumprimento forçado da obrigação, nos


termos da oferta, apresentação ou publicidade;
Lei nº 8.078, de 11 de Setembro de 1990.

II - aceitar outro produto ou prestação de serviço


equivalente;

III - rescindir o contrato, com direito à restituição de


quantia eventualmente antecipada, monetariamente
atualizada, e a perdas e danos.

SEÇÃO III
Da Publicidade

Art. 36. A publicidade deve ser veiculada de tal forma que


o consumidor, fácil e imediatamente, a identifique como tal.

Parágrafo único. O fornecedor, na publicidade de


seus produtos ou serviços, manterá, em seu poder, para
informação dos legítimos interessados, os dados fáticos,
técnicos e científicos que dão sustentação à mensagem.

Art. 37. É proibida toda publicidade enganosa ou


abusiva.

§ 1° É enganosa qualquer modalidade de informação


ou comunicação de caráter publicitário, inteira ou
parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo
por omissão, capaz de induzir em erro o consumidor a
respeito da natureza, características, qualidade, quantidade,
propriedades, origem, preço e quaisquer outros dados sobre
produtos e serviços.

§ 2° É abusiva, dentre outras a publicidade discriminatória


de qualquer natureza, a que incite à violência, explore o medo
ou a superstição, se aproveite da deficiência de julgamento
e experiência da criança, desrespeita valores ambientais, ou
que seja capaz de induzir o consumidor a se comportar de

Lei nº 8.078, de 11 de Setembro de 1990.


forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança.

§ 3° Para os efeitos deste código, a publicidade é


enganosa por omissão quando deixar de informar sobre
dado essencial do produto ou serviço.

§ 4° (Vetado).

Art. 38. O ônus da prova da veracidade e correção da


informação ou comunicação publicitária cabe a quem as
patrocina.
SEÇÃO IV
Das Práticas Abusivas

Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços,


dentre outras práticas abusivas: (Redação dada pela Lei nº
8.884, de 11.6.1994)

I - condicionar o fornecimento de produto ou de serviço


ao fornecimento de outro produto ou serviço, bem como,
sem justa causa, a limites quantitativos;

II - recusar atendimento às demandas dos consumidores,


na exata medida de suas disponibilidades de estoque, e,
ainda, de conformidade com os usos e costumes;

III - enviar ou entregar ao consumidor, sem solicitação


prévia, qualquer produto, ou fornecer qualquer serviço;

IV - prevalecer-se da fraqueza ou ignorância do


Lei nº 8.078, de 11 de Setembro de 1990.

consumidor, tendo em vista sua idade, saúde, conhecimento


ou condição social, para impingir-lhe seus produtos ou
serviços;

V - exigir do consumidor vantagem manifestamente


excessiva;

VI - executar serviços sem a prévia elaboração de


orçamento e autorização expressa do consumidor, ressalvadas
as decorrentes de práticas anteriores entre as partes;

VII - repassar informação depreciativa, referente a ato


praticado pelo consumidor no exercício de seus direitos;

VIII - colocar, no mercado de consumo, qualquer produto


ou serviço em desacordo com as normas expedidas pelos
órgãos oficiais competentes ou, se normas específicas não
existirem, pela Associação Brasileira de Normas Técnicas
ou outra entidade credenciada pelo Conselho Nacional
de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial
(Conmetro);

IX - recusar a venda de bens ou a prestação de serviços,


diretamente a quem se disponha a adquiri-los mediante
pronto pagamento, ressalvados os casos de intermediação
regulados em leis especiais; (Redação dada pela Lei nº
8.884, de 11.6.1994)

X - elevar sem justa causa o preço de produtos ou


serviços. (Incluído pela Lei nº 8.884, de 11.6.1994)

XI - Dispositivo incluído pela MPV nº 1.890-67, de


22.10.1999, transformado em inciso XIII, quando da
converão na Lei nº 9.870, de 23.11.1999

Lei nº 8.078, de 11 de Setembro de 1990.


XII - deixar de estipular prazo para o cumprimento de
sua obrigação ou deixar a fixação de seu termo inicial a seu
exclusivo critério.(Incluído pela Lei nº 9.008, de 21.3.1995)

XIII - aplicar fórmula ou índice de reajuste diverso do


legal ou contratualmente estabelecido. (Incluído pela Lei nº
9.870, de 23.11.1999)

Parágrafo único. Os serviços prestados e os produtos


remetidos ou entregues ao consumidor, na hipótese prevista
no inciso III, equiparam-se às amostras grátis, inexistindo
obrigação de pagamento.

Art. 40. O fornecedor de serviço será obrigado a


entregar ao consumidor orçamento prévio discriminando
o valor da mão-de-obra, dos materiais e equipamentos a
serem empregados, as condições de pagamento, bem como
as datas de início e término dos serviços.

§ 1º Salvo estipulação em contrário, o valor orçado terá


validade pelo prazo de dez dias, contado de seu recebimento
pelo consumidor.

§ 2° Uma vez aprovado pelo consumidor, o orçamento


obriga os contraentes e somente pode ser alterado mediante
livre negociação das partes.

§ 3° O consumidor não responde por quaisquer ônus


ou acréscimos decorrentes da contratação de serviços de
terceiros não previstos no orçamento prévio.

Art. 41. No caso de fornecimento de produtos ou de


Lei nº 8.078, de 11 de Setembro de 1990.

serviços sujeitos ao regime de controle ou de tabelamento de


preços, os fornecedores deverão respeitar os limites oficiais
sob pena de não o fazendo, responderem pela restituição da
quantia recebida em excesso, monetariamente atualizada,
podendo o consumidor exigir à sua escolha, o desfazimento
do negócio, sem prejuízo de outras sanções cabíveis.

SEÇÃO V
Da Cobrança de Dívidas

Art. 42. Na cobrança de débitos, o consumidor


inadimplente não será exposto a ridículo, nem será
submetido a qualquer tipo de constrangimento ou ameaça.

Parágrafo único. O consumidor cobrado em quantia


indevida tem direito à repetição do indébito, por valor
igual ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de
correção monetária e juros legais, salvo hipótese de engano
justificável.

Art. 42-A. Em todos os documentos de cobrança de


débitos apresentados ao consumidor, deverão constar o
nome, o endereço e o número de inscrição no Cadastro
de Pessoas Físicas – CPF ou no Cadastro Nacional de
Pessoa Jurídica – CNPJ do fornecedor do produto ou serviço
correspondente. (Incluído pela Lei nº 12.039, de 2009)

SEÇÃO VI
Dos Bancos de Dados e Cadastros de Consumidores

Art. 43. O consumidor, sem prejuízo do disposto no art.


86, terá acesso às informações existentes em cadastros,
fichas, registros e dados pessoais e de consumo arquivados
sobre ele, bem como sobre as suas respectivas fontes.

Lei nº 8.078, de 11 de Setembro de 1990.


§ 1° Os cadastros e dados de consumidores devem
ser objetivos, claros, verdadeiros e em linguagem de fácil
compreensão, não podendo conter informações negativas
referentes a período superior a cinco anos.

§ 2° A abertura de cadastro, ficha, registro e dados


pessoais e de consumo deverá ser comunicada por escrito
ao consumidor, quando não solicitada por ele.

§ 3° O consumidor, sempre que encontrar inexatidão


nos seus dados e cadastros, poderá exigir sua imediata
correção, devendo o arquivista, no prazo de cinco dias
úteis, comunicar a alteração aos eventuais destinatários das
informações incorretas.
§ 4° Os bancos de dados e cadastros relativos a
consumidores, os serviços de proteção ao crédito e
congêneres são considerados entidades de caráter público.

§ 5° Consumada a prescrição relativa à cobrança


de débitos do consumidor, não serão fornecidas, pelos
respectivos Sistemas de Proteção ao Crédito, quaisquer
informações que possam impedir ou dificultar novo acesso
ao crédito junto aos fornecedores.

Art. 44. Os órgãos públicos de defesa do consumidor


manterão cadastros atualizados de reclamações
fundamentadas contra fornecedores de produtos e serviços,
devendo divulgá-lo pública e anualmente. A divulgação
indicará se a reclamação foi atendida ou não pelo fornecedor.

§ 1° É facultado o acesso às informações lá constantes


para orientação e consulta por qualquer interessado.
Lei nº 8.078, de 11 de Setembro de 1990.

§ 2° Aplicam-se a este artigo, no que couber, as mesmas


regras enunciadas no artigo anterior e as do parágrafo
único do art. 22 deste código.

Art. 45. (Vetado).

CAPÍTULO VI
Da Proteção Contratual

SEÇÃO I
Disposições Gerais

Art. 46. Os contratos que regulam as relações de


consumo não obrigarão os consumidores, se não lhes for
dada a oportunidade de tomar conhecimento prévio de seu
conteúdo, ou se os respectivos instrumentos forem redigidos
de modo a dificultar a compreensão de seu sentido e alcance.

Art. 47. As cláusulas contratuais serão interpretadas de


maneira mais favorável ao consumidor.

Art. 48. As declarações de vontade constantes de escritos


particulares, recibos e pré-contratos relativos às relações
de consumo vinculam o fornecedor, ensejando inclusive
execução específica, nos termos do art. 84 e parágrafos.

Art. 49. O consumidor pode desistir do contrato,


no prazo de 7 dias a contar de sua assinatura ou do ato
de recebimento do produto ou serviço, sempre que a
contratação de fornecimento de produtos e serviços ocorrer
fora do estabelecimento comercial, especialmente por
telefone ou a domicílio.

Parágrafo único. Se o consumidor exercitar o direito

Lei nº 8.078, de 11 de Setembro de 1990.


de arrependimento previsto neste artigo, os valores
eventualmente pagos, a qualquer título, durante o prazo
de reflexão, serão devolvidos, de imediato, monetariamente
atualizados.

Art. 50. A garantia contratual é complementar à legal e


será conferida mediante termo escrito.

Parágrafo único. O termo de garantia ou equivalente


deve ser padronizado e esclarecer, de maneira adequada
em que consiste a mesma garantia, bem como a forma, o
prazo e o lugar em que pode ser exercitada e os ônus a cargo
do consumidor, devendo ser-lhe entregue, devidamente
preenchido pelo fornecedor, no ato do fornecimento,
acompanhado de manual de instrução, de instalação e uso
do produto em linguagem didática, com ilustrações.

SEÇÃO II
Das Cláusulas Abusivas

Art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as


cláusulas contratuais relativas ao fornecimento de produtos
e serviços que:

I - impossibilitem, exonerem ou atenuem a


responsabilidade do fornecedor por vícios de qualquer
natureza dos produtos e serviços ou impliquem renúncia
ou disposição de direitos. Nas relações de consumo entre
o fornecedor e o consumidor pessoa jurídica, a indenização
poderá ser limitada, em situações justificáveis;

II - subtraiam ao consumidor a opção de reembolso da


quantia já paga, nos casos previstos neste código;
Lei nº 8.078, de 11 de Setembro de 1990.

III - transfiram responsabilidades a terceiros;

IV - estabeleçam obrigações consideradas iníquas, abusivas,


que coloquem o consumidor em desvantagem exagerada, ou
sejam incompatíveis com a boa-fé ou a eqüidade;

V - (Vetado);

VI - estabeleçam inversão do ônus da prova em prejuízo


do consumidor;

VII - determinem a utilização compulsória de arbitragem;

VIII - imponham representante para concluir ou realizar


outro negócio jurídico pelo consumidor;
IX - deixem ao fornecedor a opção de concluir ou não o
contrato, embora obrigando o consumidor;

X - permitam ao fornecedor, direta ou indiretamente,


variação do preço de maneira unilateral;

XI - autorizem o fornecedor a cancelar o contrato


unilateralmente, sem que igual direito seja conferido ao
consumidor;

XII - obriguem o consumidor a ressarcir os custos de


cobrança de sua obrigação, sem que igual direito lhe seja
conferido contra o fornecedor;

XIII - autorizem o fornecedor a modificar unilateralmente


o conteúdo ou a qualidade do contrato, após sua celebração;

XIV - infrinjam ou possibilitem a violação de normas

Lei nº 8.078, de 11 de Setembro de 1990.


ambientais;

XV - estejam em desacordo com o sistema de proteção


ao consumidor;

XVI - possibilitem a renúncia do direito de indenização


por benfeitorias necessárias.

§ 1º Presume-se exagerada, entre outros casos, a


vontade que:

I - ofende os princípios fundamentais do sistema jurídico


a que pertence;

II - restringe direitos ou obrigações fundamentais


inerentes à natureza do contrato, de tal modo a ameaçar
seu objeto ou equilíbrio contratual;

III - se mostra excessivamente onerosa para o


consumidor, considerando-se a natureza e conteúdo do
contrato, o interesse das partes e outras circunstâncias
peculiares ao caso.

§ 2° A nulidade de uma cláusula contratual abusiva


não invalida o contrato, exceto quando de sua ausência,
apesar dos esforços de integração, decorrer ônus excessivo
a qualquer das partes.

§ 3° (Vetado).

§ 4° É facultado a qualquer consumidor ou entidade


que o represente requerer ao Ministério Público que ajuíze
a competente ação para ser declarada a nulidade de
cláusula contratual que contrarie o disposto neste código
Lei nº 8.078, de 11 de Setembro de 1990.

ou de qualquer forma não assegure o justo equilíbrio entre


direitos e obrigações das partes.

Art. 52. No fornecimento de produtos ou serviços que


envolva outorga de crédito ou concessão de financiamento
ao consumidor, o fornecedor deverá, entre outros requisitos,
informá-lo prévia e adequadamente sobre:

I - preço do produto ou serviço em moeda corrente


nacional;

II - montante dos juros de mora e da taxa efetiva anual


de juros;

III - acréscimos legalmente previstos;


IV - número e periodicidade das prestações;

V - soma total a pagar, com e sem financiamento.

§ 1° As multas de mora decorrentes do inadimplemento


de obrigações no seu termo não poderão ser superiores a
dois por cento do valor da prestação.(Redação dada pela Lei
nº 9.298, de 1º.8.1996)

§ 2º É assegurado ao consumidor a liquidação


antecipada do débito, total ou parcialmente, mediante
redução proporcional dos juros e demais acréscimos.

§ 3º (Vetado).

Art. 53. Nos contratos de compra e venda de móveis


ou imóveis mediante pagamento em prestações, bem como
nas alienações fiduciárias em garantia, consideram-se nulas

Lei nº 8.078, de 11 de Setembro de 1990.


de pleno direito as cláusulas que estabeleçam a perda total
das prestações pagas em benefício do credor que, em razão
do inadimplemento, pleitear a resolução do contrato e a
retomada do produto alienado.

§ 1° (Vetado).

§ 2º Nos contratos do sistema de consórcio de produtos


duráveis, a compensação ou a restituição das parcelas
quitadas, na forma deste artigo, terá descontada, além da
vantagem econômica auferida com a fruição, os prejuízos
que o desistente ou inadimplente causar ao grupo.

§ 3° Os contratos de que trata o caput deste artigo serão


expressos em moeda corrente nacional.
SEÇÃO III
Dos Contratos de Adesão

Art. 54. Contrato de adesão é aquele cujas cláusulas


tenham sido aprovadas pela autoridade competente ou
estabelecidas unilateralmente pelo fornecedor de produtos
ou serviços, sem que o consumidor possa discutir ou
modificar substancialmente seu conteúdo.

§ 1° A inserção de cláusula no formulário não desfigura


a natureza de adesão do contrato.

§ 2° Nos contratos de adesão admite-se cláusula


resolutória, desde que a alternativa, cabendo a escolha ao
consumidor, ressalvando-se o disposto no § 2° do artigo
anterior.

§ 3o Os contratos de adesão escritos serão redigidos


em termos claros e com caracteres ostensivos e legíveis, cujo
Lei nº 8.078, de 11 de Setembro de 1990.

tamanho da fonte não será inferior ao corpo doze, de modo


a facilitar sua compreensão pelo consumidor. (Redação
dada pela nº 11.785, de 2008)

§ 4° As cláusulas que implicarem limitação de direito do


consumidor deverão ser redigidas com destaque, permitindo
sua imediata e fácil compreensão.

§ 5° (Vetado)

CAPÍTULO VII
Das Sanções Administrativas
(Vide Lei nº 8.656, de 1993)

Art. 55. A União, os Estados e o Distrito Federal, em


caráter concorrente e nas suas respectivas áreas de atuação
administrativa, baixarão normas relativas à produção,
industrialização, distribuição e consumo de produtos e
serviços.

§ 1° A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios


fiscalizarão e controlarão a produção, industrialização,
distribuição, a publicidade de produtos e serviços e o
mercado de consumo, no interesse da preservação da
vida, da saúde, da segurança, da informação e do bem-
estar do consumidor, baixando as normas que se fizerem
necessárias.

§ 2° (Vetado).

§ 3° Os órgãos federais, estaduais, do Distrito Federal


e municipais com atribuições para fiscalizar e controlar o
mercado de consumo manterão comissões permanentes
para elaboração, revisão e atualização das normas referidas

Lei nº 8.078, de 11 de Setembro de 1990.


no § 1°, sendo obrigatória a participação dos consumidores
e fornecedores.

§ 4° Os órgãos oficiais poderão expedir notificações aos


fornecedores para que, sob pena de desobediência, prestem
informações sobre questões de interesse do consumidor,
resguardado o segredo industrial.

Art. 56. As infrações das normas de defesa do


consumidor ficam sujeitas, conforme o caso, às seguintes
sanções administrativas, sem prejuízo das de natureza civil,
penal e das definidas em normas específicas:

I - multa;
II - apreensão do produto;

III - inutilização do produto;

IV - cassação do registro do produto junto ao órgão


competente;

V - proibição de fabricação do produto;

VI - suspensão de fornecimento de produtos ou serviço;

VII - suspensão temporária de atividade;

VIII - revogação de concessão ou permissão de uso;

IX - cassação de licença do estabelecimento ou de


atividade;
Lei nº 8.078, de 11 de Setembro de 1990.

X - interdição, total ou parcial, de estabelecimento, de


obra ou de atividade;

XI - intervenção administrativa;

XII - imposição de contrapropaganda.

Parágrafo único. As sanções previstas neste artigo serão


aplicadas pela autoridade administrativa, no âmbito de
sua atribuição, podendo ser aplicadas cumulativamente,
inclusive por medida cautelar, antecedente ou incidente de
procedimento administrativo.

Art. 57. A pena de multa, graduada de acordo com a


gravidade da infração, a vantagem auferida e a condição
econômica do fornecedor, será aplicada mediante
procedimento administrativo, revertendo para o Fundo
de que trata a Lei nº 7.347, de 24 de julho de 1985, os
valores cabíveis à União, ou para os Fundos estaduais ou
municipais de proteção ao consumidor nos demais casos.
(Redação dada pela Lei nº 8.656, de 21.5.1993)

Parágrafo único. A multa será em montante não inferior


a duzentas e não superior a três milhões de vezes o valor
da Unidade Fiscal de Referência (Ufir), ou índice equivalente
que venha a substituí-lo. (Parágrafo acrescentado pela Lei
nº 8.703, de 6.9.1993)

Art. 58. As penas de apreensão, de inutilização de produtos,


de proibição de fabricação de produtos, de suspensão do
fornecimento de produto ou serviço, de cassação do registro
do produto e revogação da concessão ou permissão de uso
serão aplicadas pela administração, mediante procedimento
administrativo, assegurada ampla defesa, quando forem
constatados vícios de quantidade ou de qualidade por

Lei nº 8.078, de 11 de Setembro de 1990.


inadequação ou insegurança do produto ou serviço.

Art. 59. As penas de cassação de alvará de licença, de


interdição e de suspensão temporária da atividade, bem
como a de intervenção administrativa, serão aplicadas
mediante procedimento administrativo, assegurada ampla
defesa, quando o fornecedor reincidir na prática das
infrações de maior gravidade previstas neste código e na
legislação de consumo.

§ 1° A pena de cassação da concessão será aplicada à


concessionária de serviço público, quando violar obrigação
legal ou contratual.

§ 2° A pena de intervenção administrativa será aplicada


sempre que as circunstâncias de fato desaconselharem a
cassação de licença, a interdição ou suspensão da atividade.

§ 3° Pendendo ação judicial na qual se discuta a imposição


de penalidade administrativa, não haverá reincidência até o
trânsito em julgado da sentença.

Art. 60. A imposição de contrapropaganda será


cominada quando o fornecedor incorrer na prática de
publicidade enganosa ou abusiva, nos termos do art. 36 e
seus parágrafos, sempre às expensas do infrator.

§ 1º A contrapropaganda será divulgada pelo


responsável da mesma forma, freqüência e dimensão
e, preferencialmente no mesmo veículo, local, espaço
e horário, de forma capaz de desfazer o malefício da
publicidade enganosa ou abusiva.

§ 2° (Vetado)
Lei nº 8.078, de 11 de Setembro de 1990.

§ 3° (Vetado).

TÍTULO II
Das Infrações Penais

Art. 61. Constituem crimes contra as relações de


consumo previstas neste código, sem prejuízo do disposto
no Código Penal e leis especiais, as condutas tipificadas nos
artigos seguintes.

Art. 62. (Vetado).

Art. 63. Omitir dizeres ou sinais ostensivos sobre a


nocividade ou periculosidade de produtos, nas embalagens,
nos invólucros, recipientes ou publicidade:

Pena - Detenção de seis meses a dois anos e multa.

§ 1° Incorrerá nas mesmas penas quem deixar de


alertar, mediante recomendações escritas ostensivas, sobre
a periculosidade do serviço a ser prestado.

§ 2° Se o crime é culposo:

Pena Detenção de um a seis meses ou multa.

Art. 64. Deixar de comunicar à autoridade competente


e aos consumidores a nocividade ou periculosidade de
produtos cujo conhecimento seja posterior à sua colocação
no mercado:

Pena - Detenção de seis meses a dois anos e multa.

Lei nº 8.078, de 11 de Setembro de 1990.


Parágrafo único. Incorrerá nas mesmas penas quem
deixar de retirar do mercado, imediatamente quando
determinado pela autoridade competente, os produtos
nocivos ou perigosos, na forma deste artigo.

Art. 65. Executar serviço de alto grau de periculosidade,


contrariando determinação de autoridade competente:

Pena Detenção de seis meses a dois anos e multa.

Parágrafo único. As penas deste artigo são aplicáveis


sem prejuízo das correspondentes à lesão corporal e à
morte.

Art. 66. Fazer afirmação falsa ou enganosa, ou omitir


informação relevante sobre a natureza, característica,
qualidade, quantidade, segurança, desempenho,
durabilidade, preço ou garantia de produtos ou serviços:

Pena - Detenção de três meses a um ano e multa.

§ 1º Incorrerá nas mesmas penas quem patrocinar a


oferta.

§ 2º Se o crime é culposo;

Pena Detenção de um a seis meses ou multa.

Art. 67. Fazer ou promover publicidade que sabe ou


deveria saber ser enganosa ou abusiva:

Pena Detenção de três meses a um ano e multa.

Parágrafo único. (Vetado).


Lei nº 8.078, de 11 de Setembro de 1990.

Art. 68. Fazer ou promover publicidade que sabe


ou deveria saber ser capaz de induzir o consumidor a se
comportar de forma prejudicial ou perigosa a sua saúde ou
segurança:

Pena - Detenção de seis meses a dois anos e multa:

Parágrafo único. (Vetado).

Art. 69. Deixar de organizar dados fáticos, técnicos e


científicos que dão base à publicidade:

Pena Detenção de um a seis meses ou multa.


Art. 70. Empregar na reparação de produtos, peça ou
componentes de reposição usados, sem autorização do
consumidor:

Pena Detenção de três meses a um ano e multa.

Art. 71. Utilizar, na cobrança de dívidas, de ameaça,


coação, constrangimento físico ou moral, afirmações falsas
incorretas ou enganosas ou de qualquer outro procedimento
que exponha o consumidor, injustificadamente, a ridículo
ou interfira com seu trabalho, descanso ou lazer:

Pena Detenção de três meses a um ano e multa.

Art. 72. Impedir ou dificultar o acesso do consumidor às


informações que sobre ele constem em cadastros, banco de
dados, fichas e registros:

Pena Detenção de seis meses a um ano ou multa.

Lei nº 8.078, de 11 de Setembro de 1990.


Art. 73. Deixar de corrigir imediatamente informação
sobre consumidor constante de cadastro, banco de dados,
fichas ou registros que sabe ou deveria saber ser inexata:

Pena Detenção de um a seis meses ou multa.

Art. 74. Deixar de entregar ao consumidor o termo de


garantia adequadamente preenchido e com especificação
clara de seu conteúdo;

Pena Detenção de um a seis meses ou multa.

Art. 75. Quem, de qualquer forma, concorrer para


os crimes referidos neste código, incide as penas a esses
cominadas na medida de sua culpabilidade, bem como
o diretor, administrador ou gerente da pessoa jurídica
que promover, permitir ou por qualquer modo aprovar o
fornecimento, oferta, exposição à venda ou manutenção em
depósito de produtos ou a oferta e prestação de serviços nas
condições por ele proibidas.

Art. 76. São circunstâncias agravantes dos crimes


tipificados neste código:

I - serem cometidos em época de grave crise econômica


ou por ocasião de calamidade;

II - ocasionarem grave dano individual ou coletivo;

III - dissimular-se a natureza ilícita do procedimento;

IV - quando cometidos:
Lei nº 8.078, de 11 de Setembro de 1990.

a) por servidor público, ou por pessoa cuja condição


econômico-social seja manifestamente superior à da vítima;

b) em detrimento de operário ou rurícola; de menor de


dezoito ou maior de sessenta anos ou de pessoas portadoras
de deficiência mental interditadas ou não;

V - serem praticados em operações que envolvam


alimentos, medicamentos ou quaisquer outros produtos ou
serviços essenciais .

Art. 77. A pena pecuniária prevista nesta Seção será


fixada em dias-multa, correspondente ao mínimo e ao
máximo de dias de duração da pena privativa da liberdade
cominada ao crime. Na individualização desta multa, o juiz
observará o disposto no art. 60, §1° do Código Penal.

Art. 78. Além das penas privativas de liberdade e de


multa, podem ser impostas, cumulativa ou alternadamente,
observado odisposto nos arts. 44 a 47, do Código Penal:

I - a interdição temporária de direitos;

II - a publicação em órgãos de comunicação de grande


circulação ou audiência, às expensas do condenado, de
notícia sobre os fatos e a condenação;

III - a prestação de serviços à comunidade.

Art. 79. O valor da fiança, nas infrações de que trata


este código, será fixado pelo juiz, ou pela autoridade que
presidir o inquérito, entre cem e duzentas mil vezes o valor
do Bônus do Tesouro Nacional (BTN), ou índice equivalente
que venha a substituí-lo.

Lei nº 8.078, de 11 de Setembro de 1990.


Parágrafo único. Se assim recomendar a situação
econômica do indiciado ou réu, a fiança poderá ser:

a) reduzida até a metade do seu valor mínimo;

b) aumentada pelo juiz até vinte vezes.

Art. 80. No processo penal atinente aos crimes previstos


neste código, bem como a outros crimes e contravenções
que envolvam relações de consumo, poderão intervir, como
assistentes do Ministério Público, os legitimados indicados no
art. 82, inciso III e IV, aos quais também é facultado propor
ação penal subsidiária, se a denúncia não for oferecida no
prazo legal.
TÍTULO III
Da Defesa do Consumidor em Juízo

CAPÍTULO I
Disposições Gerais

Art. 81. A defesa dos interesses e direitos dos


consumidores e das vítimas poderá ser exercida em juízo
individualmente, ou a título coletivo.

Parágrafo único. A defesa coletiva será exercida quando


se tratar de:

I - interesses ou direitos difusos, assim entendidos,


para efeitos deste código, os transindividuais, de natureza
indivisível, de que sejam titulares pessoas indeterminadas e
ligadas por circunstâncias de fato;
Lei nº 8.078, de 11 de Setembro de 1990.

II - interesses ou direitos coletivos, assim entendidos,


para efeitos deste código, os transindividuais, de natureza
indivisível de que seja titular grupo, categoria ou classe de
pessoas ligadas entre si ou com a parte contrária por uma
relação jurídica base;

III - interesses ou direitos individuais homogêneos, assim


entendidos os decorrentes de origem comum.

Art. 82. Para os fins do art. 81, parágrafo único, são


legitimados concorrentemente: (Redação dada pela Lei nº
9.008, de 21.3.1995)

I - o Ministério Público,
II - a União, os Estados, os Municípios e o Distrito
Federal;

III - as entidades e órgãos da Administração Pública,


direta ou indireta, ainda que sem personalidade jurídica,
especificamente destinados à defesa dos interesses e
direitos protegidos por este código;

IV - as associações legalmente constituídas há pelo


menos um ano e que incluam entre seus fins institucionais a
defesa dos interesses e direitos protegidos por este código,
dispensada a autorização assemblear.

§ 1° O requisito da pré-constituição pode ser dispensado


pelo juiz, nas ações previstas nos arts. 91 e seguintes,
quando haja manifesto interesse social evidenciado pela
dimensão ou característica do dano, ou pela relevância do
bem jurídico a ser protegido.

Lei nº 8.078, de 11 de Setembro de 1990.


§ 2° (Vetado).

§ 3° (Vetado).

Art. 83. Para a defesa dos direitos e interesses protegidos


por este código são admissíveis todas as espécies de ações
capazes de propiciar sua adequada e efetiva tutela.

Parágrafo único. (Vetado).

Art. 84. Na ação que tenha por objeto o cumprimento


da obrigação de fazer ou não fazer, o juiz concederá a
tutela específica da obrigação ou determinará providências
que assegurem o resultado prático equivalente ao do
adimplemento.
§ 1° A conversão da obrigação em perdas e danos
somente será admissível se por elas optar o autor ou se
impossível a tutela específica ou a obtenção do resultado
prático correspondente.

§ 2° A indenização por perdas e danos se fará sem


prejuízo da multa (art. 287, do Código de Processo Civil).

§ 3° Sendo relevante o fundamento da demanda e


havendo justificado receio de ineficácia do provimento
final, é lícito ao juiz conceder a tutela liminarmente ou após
justificação prévia, citado o réu.

§ 4° O juiz poderá, na hipótese do § 3° ou na sentença,


impor multa diária ao réu, independentemente de pedido
do autor, se for suficiente ou compatível com a obrigação,
fixando prazo razoável para o cumprimento do preceito.
Lei nº 8.078, de 11 de Setembro de 1990.

§ 5° Para a tutela específica ou para a obtenção do


resultado prático equivalente, poderá o juiz determinar as
medidas necessárias, tais como busca e apreensão, remoção
de coisas e pessoas, desfazimento de obra, impedimento de
atividade nociva, além de requisição de força policial.

Art. 85. (Vetado).

Art. 86. (Vetado).

Art. 87. Nas ações coletivas de que trata este código não
haverá adiantamento de custas, emolumentos, honorários
periciais e quaisquer outras despesas, nem condenação da
associação autora, salvo comprovada má-fé, em honorários
de advogados, custas e despesas processuais.
Parágrafo único. Em caso de litigância de má-fé,
a associação autora e os diretores responsáveis pela
propositura da ação serão solidariamente condenados
em honorários advocatícios e ao décuplo das custas, sem
prejuízo da responsabilidade por perdas e danos.

Art. 88. Na hipótese do art. 13, parágrafo único deste


código, a ação de regresso poderá ser ajuizada em processo
autônomo, facultada a possibilidade de prosseguir-se nos
mesmos autos, vedada a denunciação da lide.

Art. 89. (Vetado)

Art. 90. Aplicam-se às ações previstas neste título as


normas do Código de Processo Civil e da Lei n° 7.347, de
24 de julho de 1985, inclusive no que respeita ao inquérito
civil, naquilo que não contrariar suas disposições.

Lei nº 8.078, de 11 de Setembro de 1990.


CAPÍTULO II
Das Ações Coletivas Para a Defesa de Interesses
Individuais Homogêneos

Art. 91. Os legitimados de que trata o art. 82 poderão


propor, em nome próprio e no interesse das vítimas ou seus
sucessores, ação civil coletiva de responsabilidade pelos
danos individualmente sofridos, de acordo com o disposto
nos artigos seguintes. (Redação dada pela Lei nº 9.008, de
21.3.1995)

Art. 92. O Ministério Público, se não ajuizar a ação,


atuará sempre como fiscal da lei.

Parágrafo único. (Vetado).


Art. 93. Ressalvada a competência da Justiça Federal, é
competente para a causa a justiça local:

I - no foro do lugar onde ocorreu ou deva ocorrer o


dano, quando de âmbito local;

II - no foro da Capital do Estado ou no do Distrito


Federal, para os danos de âmbito nacional ou regional,
aplicando-se as regras do Código de Processo Civil aos
casos de competência concorrente.

Art. 94. Proposta a ação, será publicado edital no


órgão oficial, a fim de que os interessados possam intervir
no processo como litisconsortes, sem prejuízo de ampla
divulgação pelos meios de comunicação social por parte
dos órgãos de defesa do consumidor.

Art. 95. Em caso de procedência do pedido, a


Lei nº 8.078, de 11 de Setembro de 1990.

condenação será genérica, fixando a responsabilidade do


réu pelos danos causados.

Art. 96. (Vetado).

Art. 97. A liquidação e a execução de sentença poderão


ser promovidas pela vítima e seus sucessores, assim como
pelos legitimados de que trata o art. 82.

Parágrafo único. (Vetado).

Art. 98. A execução poderá ser coletiva, sendo promovida


pelos legitimados de que trata o art. 82, abrangendo as
vítimas cujas indenizações já tiveram sido fixadas em
sentença de liquidação, sem prejuízo do ajuizamento de
outras execuções. (Redação dada pela Lei nº 9.008, de
21.3.1995)

§ 1° A execução coletiva far-se-á com base em certidão


das sentenças de liquidação, da qual deverá constar a
ocorrência ou não do trânsito em julgado.

§ 2° É competente para a execução o juízo:

I - da liquidação da sentença ou da ação condenatória,


no caso de execução individual;

II - da ação condenatória, quando coletiva a execução.

Art. 99. Em caso de concurso de créditos decorrentes de


condenação prevista na Lei n.° 7.347, de 24 de julho de 1985
e de indenizações pelos prejuízos individuais resultantes
do mesmo evento danoso, estas terão preferência no
pagamento.

Lei nº 8.078, de 11 de Setembro de 1990.


Parágrafo único. Para efeito do disposto neste artigo,
a destinação da importância recolhida ao fundo criado
pela Lei n°7.347 de 24 de julho de 1985, ficará sustada
enquanto pendentes de decisão de segundo grau as ações
de indenização pelos danos individuais, salvo na hipótese
de o patrimônio do devedor ser manifestamente suficiente
para responder pela integralidade das dívidas.

Art. 100. Decorrido o prazo de um ano sem habilitação


de interessados em número compatível com a gravidade
do dano, poderão os legitimados do art. 82 promover a
liquidação e execução da indenização devida.

Parágrafo único. O produto da indenização devida


reverterá para o fundo criado pela Lei n.° 7.347, de 24 de
julho de 1985.

CAPÍTULO III
Das Ações de Responsabilidade do Fornecedor de
Produtos e Serviços

Art. 101. Na ação de responsabilidade civil do fornecedor


de produtos e serviços, sem prejuízo do disposto nos
Capítulos I e II deste título, serão observadas as seguintes
normas:

I - a ação pode ser proposta no domicílio do autor;

II - o réu que houver contratado seguro de


responsabilidade poderá chamar ao processo o segurador,
vedada a integração do contraditório pelo Instituto de
Resseguros do Brasil. Nesta hipótese, a sentença que
julgar procedente o pedido condenará o réu nos termos
Lei nº 8.078, de 11 de Setembro de 1990.

do art. 80 do Código de Processo Civil. Se o réu houver


sido declarado falido, o síndico será intimado a informar
a existência de seguro de responsabilidade, facultando-se,
em caso afirmativo, o ajuizamento de ação de indenização
diretamente contra o segurador, vedada a denunciação da
lide ao Instituto de Resseguros do Brasil e dispensado o
litisconsórcio obrigatório com este.

Art. 102. Os legitimados a agir na forma deste código


poderão propor ação visando compelir o Poder Público
competente a proibir, em todo o território nacional,
a produção, divulgação distribuição ou venda, ou a
determinar a alteração na composição, estrutura, fórmula
ou acondicionamento de produto, cujo uso ou consumo
regular se revele nocivo ou perigoso à saúde pública e à
incolumidade pessoal.

§ 1° (Vetado).

§ 2° (Vetado)

CAPÍTULO IV
Da Coisa Julgada

Art. 103. Nas ações coletivas de que trata este código, a


sentença fará coisa julgada:

I - erga omnes, exceto se o pedido for julgado


improcedente por insuficiência de provas, hipótese em
que qualquer legitimado poderá intentar outra ação, com
idêntico fundamento valendo-se de nova prova, na hipótese
do inciso I do parágrafo único do art. 81;

II - ultra partes, mas limitadamente ao grupo, categoria

Lei nº 8.078, de 11 de Setembro de 1990.


ou classe, salvo improcedência por insuficiência de provas,
nos termos do inciso anterior, quando se tratar da hipótese
prevista no inciso II do parágrafo único do art. 81;

III - erga omnes, apenas no caso de procedência do


pedido, para beneficiar todas as vítimas e seus sucessores,
na hipótese do inciso III do parágrafo único do art. 81.

§ 1° Os efeitos da coisa julgada previstos nos incisos I


e II não prejudicarão interesses e direitos individuais dos
integrantes da coletividade, do grupo, categoria ou classe.

§ 2° Na hipótese prevista no inciso III, em caso de


improcedência do pedido, os interessados que não tiverem
intervindo no processo como litisconsortes poderão propor
ação de indenização a título individual.

§ 3° Os efeitos da coisa julgada de que cuida o art. 16,


combinado com o art. 13 da Lei n° 7.347, de 24 de julho de
1985, não prejudicarão as ações de indenização por danos
pessoalmente sofridos, propostas individualmente ou na
forma prevista neste código, mas, se procedente o pedido,
beneficiarão as vítimas e seus sucessores, que poderão
proceder à liquidação e à execução, nos termos dos arts. 96 a
99.

§ 4º Aplica-se o disposto no parágrafo anterior à


sentença penal condenatória.

Art. 104. As ações coletivas, previstas nos incisos I e II e


do parágrafo único do art. 81, não induzem litispendência
para as ações individuais, mas os efeitos da coisa julgada
erga omnes ou ultra partes a que aludem os incisos II e III
do artigo anterior não beneficiarão os autores das ações
Lei nº 8.078, de 11 de Setembro de 1990.

individuais, se não for requerida sua suspensão no prazo de


trinta dias, a contar da ciência nos autos do ajuizamento da
ação coletiva.

TÍTULO IV
Do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor

Art. 105. Integram o Sistema Nacional de Defesa do


Consumidor (SNDC), os órgãos federais, estaduais, do
Distrito Federal e municipais e as entidades privadas de
defesa do consumidor.

Art. 106. O Departamento Nacional de Defesa do


Consumidor, da Secretaria Nacional de Direito Econômico
(MJ), ou órgão federal que venha substituí-lo, é organismo
de coordenação da política do Sistema Nacional de Defesa
do Consumidor, cabendo-lhe:

I - planejar, elaborar, propor, coordenar e executar a


política nacional de proteção ao consumidor;

II - receber, analisar, avaliar e encaminhar consultas,


denúncias ou sugestões apresentadas por entidades
representativas ou pessoas jurídicas de direito público ou
privado;

III - prestar aos consumidores orientação permanente


sobre seus direitos e garantias;

IV - informar, conscientizar e motivar o consumidor


através dos diferentes meios de comunicação;

V - solicitar à polícia judiciária a instauração de inquérito


policial para a apreciação de delito contra os consumidores,

Lei nº 8.078, de 11 de Setembro de 1990.


nos termos da legislação vigente;

VI - representar ao Ministério Público competente para


fins de adoção de medidas processuais no âmbito de suas
atribuições;

VII - levar ao conhecimento dos órgãos competentes as


infrações de ordem administrativa que violarem os interesses
difusos, coletivos, ou individuais dos consumidores;

VIII - solicitar o concurso de órgãos e entidades da


União, Estados, do Distrito Federal e Municípios, bem como
auxiliar a fiscalização de preços, abastecimento, quantidade
e segurança de bens e serviços;
IX - incentivar, inclusive com recursos financeiros e outros
programas especiais, a formação de entidades de defesa
do consumidor pela população e pelos órgãos públicos
estaduais e municipais;

X - (Vetado).

XI - (Vetado).

XII - (Vetado)

XIII - desenvolver outras atividades compatíveis com


suas finalidades.

Parágrafo único. Para a consecução de seus objetivos, o


Departamento Nacional de Defesa do Consumidor poderá
solicitar o concurso de órgãos e entidades de notória
especialização técnico-científica.
Lei nº 8.078, de 11 de Setembro de 1990.

TÍTULO V
Da Convenção Coletiva de Consumo

Art. 107. As entidades civis de consumidores e as


associações de fornecedores ou sindicatos de categoria
econômica podem regular, por convenção escrita, relações
de consumo que tenham por objeto estabelecer condições
relativas ao preço, à qualidade, à quantidade, à garantia
e características de produtos e serviços, bem como à
reclamação e composição do conflito de consumo.

§ 1° A convenção tornar-se-á obrigatória a partir do


registro do instrumento no cartório de títulos e documentos.

§ 2° A convenção somente obrigará os filiados às


entidades signatárias.

§ 3° Não se exime de cumprir a convenção o fornecedor


que se desligar da entidade em data posterior ao registro
do instrumento.

Art. 108. (Vetado).

TÍTULO VI
Disposições Finais

Art. 109. (Vetado).

Art. 110. Acrescente-se o seguinte inciso IV ao art. 1° da


Lei n° 7.347, de 24 de julho de 1985:

“IV - a qualquer outro interesse difuso ou coletivo”.

Art. 111. O inciso II do art. 5° da Lei n° 7.347, de 24 de

Lei nº 8.078, de 11 de Setembro de 1990.


julho de 1985, passa a ter a seguinte redação:

“II - inclua, entre suas finalidades institucionais, a


proteção ao meio ambiente, ao consumidor, ao patrimônio
artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico, ou a
qualquer outro interesse difuso ou coletivo”.

Art. 112. O § 3° do art. 5° da Lei n° 7.347, de 24 de


julho de 1985, passa a ter a seguinte redação:

“§ 3° Em caso de desistência infundada ou abandono


da ação por associação legitimada, o Ministério Público ou
outro legitimado assumirá a titularidade ativa”.

Art. 113. Acrescente-se os seguintes §§ 4°, 5° e 6° ao art.


5º. da Lei n.° 7.347, de 24 de julho de 1985:

“§ 4.° O requisito da pré-constituição poderá ser


dispensado pelo juiz, quando haja manifesto interesse
social evidenciado pela dimensão ou característica do dano,
ou pela relevância do bem jurídico a ser protegido.

§ 5.° Admitir-se-á o litisconsórcio facultativo entre os


Ministérios Públicos da União, do Distrito Federal e dos
Estados na defesa dos interesses e direitos de que cuida esta
lei. (Vide Mensagem de veto) (Vide REsp 222582 /MG - STJ)

§ 6° Os órgãos públicos legitimados poderão tomar dos


interessados compromisso de ajustamento de sua conduta
às exigências legais, mediante combinações, que terá
eficácia de título executivo extrajudicial”. (Vide Mensagem
de veto) (Vide REsp 222582 /MG - STJ)

Art. 114. O art. 15 da Lei n° 7.347, de 24 de julho de


Lei nº 8.078, de 11 de Setembro de 1990.

1985, passa a ter a seguinte redação:

“Art. 15. Decorridos sessenta dias do trânsito em julgado


da sentença condenatória, sem que a associação autora lhe
promova a execução, deverá fazê-lo o Ministério Público,
facultada igual iniciativa aos demais legitimados”.

Art. 115. Suprima-se o caput do art. 17 da Lei n° 7.347,


de 24 de julho de 1985, passando o parágrafo único a
constituir o caput, com a seguinte redação:

“Art. 17. “Art. 17. Em caso de litigância de má-fé,


a associação autora e os diretores responsáveis pela
propositura da ação serão solidariamente condenados
em honorários advocatícios e ao décuplo das custas, sem
prejuízo da responsabilidade por perdas e danos”.

Art. 116. Dê-se a seguinte redação ao art. 18 da Lei n°


7.347, de 24 de julho de 1985:

“Art. 18. Nas ações de que trata esta lei, não haverá
adiantamento de custas, emolumentos, honorários
periciais e quaisquer outras despesas, nem condenação da
associação autora, salvo comprovada má-fé, em honorários
de advogado, custas e despesas processuais”.

Art. 117. Acrescente-se à Lei n° 7.347, de 24 de julho de


1985, o seguinte dispositivo, renumerando-se os seguintes:

“Art. 21. Aplicam-se à defesa dos direitos e interesses


difusos, coletivos e individuais, no que for cabível, os
dispositivos do Título III da lei que instituiu o Código de
Defesa do Consumidor”.

Lei nº 8.078, de 11 de Setembro de 1990.


Art. 118. Este código entrará em vigor dentro de cento e
oitenta dias a contar de sua publicação.

Art. 119. Revogam-se as disposições em contrário.

Brasília, 11 de setembro de 1990; 169° da Independência e


102° da República.
LEIS MUNICIPAIS

LEI Nº 8064 - de 13 de abril de 1992



Proibe Propaganda Enganosa

A Câmara Municipal de Juiz de Fora aprova e eu


sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º - Será considerada Propaganda Enganosa,


sujeita a apreensão e sanções pertinentes, o anúncio de
Empreendimentos Imobiliários cujos projetos ainda não
tenham sido aprovados pela Municipalidade.

Parágrafo único - A apreensão de que trata o artigo será


efetuada pelos Órgãos Fiscais competentes.

Art. 2º - Em caso de propaganda veiculada na Imprensa


ou em Emissoras de Rádio e Televisão, o Poder Público
iniciará procedimentos administrativos especiais visando a
Lei nº 8064 - de 13 de abril de 1992

salvaguarda dos direitos do Consumidor.

Art. 3º - As infrações à presente Lei, punidas nos termos


dos Artigos 1º e 2º, serão processadas a requerimento
de parte interessada ou pela Fiscalização Municipal, no
exercício de suas atribuições.

Art. 4º - Esta Lei entra em vigor na data de sua


publicação.

Paço da Prefeitura de Juiz de Fora, 13 de abril de 1992.


a) ALBERTO BEJANI - Prefeito de Juiz de Fora.
LEI Nº 8570 - de 23 de novembro de 1994

Dispõe sobre a obrigatoriedade de exposição de


balanças eletrônicas em supermercados,para uso público
do consumidor em geral e dá outras providências.

A Câmara Municipal de Juiz de Fora aprova e eu


sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º - Fica estabelecida a obrigatoriedade de


exposição de balanças eletrônicas para aferição de peso
pelo usuário, em supermercados.

Art. 2º - O estabelecimento deverá reservar área interna


para uso público com balança eletrônica aferida pelo
Instituto de Pesos e Medidas de Minas Gerais, à disposição
exclusiva dos clientes.

Lei nº 8570 - de 23 de novembro de 1994


Art. 3º - O descumprimento do art. 2º importará em
multa de 20(vinte) UFM’s, aplicadas em dobro, em cada
reincidência.

Art. 4º - Compete ao Executivo, através da SMAU, a


fiscalização do fiel cumprimento desta Lei.

Art. 5º - Esta Lei entrará em vigor 30(trinta) dias após


sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

Paço da Prefeitura de Juiz de Fora, 23 de novembro de 1994.


a) CUSTÓDIO MATTOS - Prefeito de Juiz de Fora.
LEI N.º 8723 de 04 de setembro de 1995

Estabelece obrigatoriedade de possibilitar aos


consumidores, controle sobre suas despesas em bares e
restaurantes sediados no município.

O Presidente da Câmara Municipal de Juiz de Fora, no


uso de suas atribuições legais, tendo em vista o disposto no §
7º do Art.73 da Lei Orgânica do Município, e nos §§ 5º e 7º
do Art.188 do Regimento Interno, promulga a seguinte Lei:

Art. 1.º - Bares, Restaurantes e Similares, sediados no


Município, deverão manter em poder sua clientela, cópia
(comprovante) do comando dos respectivos pedidos por eles
realizados.

Parágrafo Único - Toda solicitação deverá ser grafada


no comprovante e na presença do cliente.
Lei nº 8723 de 04 de setembro de 1995

Art. 2.º - O descumprimento da presente Lei, acarretará


ao infrator as seguintes penalidades:
I - Advertência;
II - pagamento de 05 (cinco) UFM’s a cada reincidência.

Art. 3.º - Compete à Secretaria Municipal de Atividades


Urbanas - SMAU, a fiscalização dos preceitos emanados na
presente Lei.

Art. 4.º - Revogadas as disposições em contrário, esta


Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Palácio Barbosa Lima, 04 de setembro de 1995.


a) JOÃO BATISTA DE OLIVEIRA - Presidente da Câmara
Municipal.
LEI N.º 9.142 - de 30 de outubro de 1997

Dispõe sobre a obrigatoriedade de distribuição de folheto


explicativo sobre Direitos do Consumidor aos usuários dos
Serviços Municipais.

A Câmara Municipal de Juiz de Fora aprova e eu


sanciono a seguinte Lei:

Art. 1.º - As Repartições Pública Municipais ficam


obrigadas a distribuir aos seus usuários, gratuitamente,
durante 180 (cento e oitenta) dias, folheto contendo:
I - Transcrição do art. 22 do Código de Defesa do
Consumidor;
II - Instruções sobre procedimento jurídico a ser
adotado, caso desejem ressarcir-se de danos causados
pelos órgãos públicos.

Parágrafo Único - O folheto referido no “caput” deve

Lei nº 9.142 - de 30 de outubro de 1997


ser redigido de forma sucinta e clara, de fácil entendimento
pelo usuário.

Art. 2.º - As despesas decorrentes da presetne Lei


correrão por conta das dotações orçamentárias próprias,
suplementadas, se necessário.

Art. 3.º - A Prefeitura Municipal de Juiz de Fora


regulamentará esta Lei em 60 (sessenta) dias, a contar da
data de sua publicação.

Art. 4.º - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.


Paço da Prefeitura de Juiz de Fora, 30 de outubro de 1997.
a) TARCÍSIO DELGADO - Prefeito de Juiz de Fora.
LEI N.º 9.378 - de 18 de novembro de 1998.

Dispõe sobre fornecimento de documentos a consumidor.

A Câmara Municipal de Juiz de Fora aprova e eu


sanciono a seguinte Lei:

Art. 1.º - Ficam as empresas comerciais e industriais,


bancos e outras instituições financeiras sediadas no
município e que promovem vendas a crédito ou prestação
de serviços, obrigadas a fornecer as razões das negativas
ou do indeferimento de financiamento, por escrito, em
documento hábil, emitido em papel timbrado.

Art. 1.º - Ficam as empresas comerciais e industriais,


bancos e outras instituições financeiras sediadas no
município e que promovem vendas a crédito ou prestação de
serviços, obrigadas a fornecer as razões das negativas ou do
Lei nº 9.378 - de 18 de novembro de 1998.

indeferimento de financiamento, por escrito, em documento


hábil, emitido em papel timbrado, no prazo improrrogável
de 10 (dez) dias corridos, contados da requisição feita pelo
cliente. (Redação dada pela Lei n.º 9878 de 13 de outubro
de 2000)

Art. 2.º - No caso das empresas imobiliárias, ficam as


mesmas obrigadas a fornecer recibo discrimando, referente
às taxas cobradas em vista de levantamentos feitos sobre a
vida pessoal dos pretendentes.

Art. 3.º - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.


Paço da Prefeitura de Juiz de Fora, 18 de novembro de
1998.
a) TARCÍSIO DELGADO - Prefeito de Juiz de Fora.
LEI N.º 9950 de 17 de janeiro de 2001.

Obriga aos estabelecimentos comerciais, bancários,


financeiros e de crédito de Juiz de Fora a informar aos
consumidores sobre a redução de juros e demais acréscimos
no pagamento antecipado de Prestações e dá outras
providências.

O Presidente da Câmara Municipal de Juiz de Fora, no


uso de suas atribuições legais, tendo em vista o disposto no
§ 7.1º do art. 73 da Lei Orgânica do Município, e no § 7.º
do art. 189 do Regimento Interno, promulga a seguinte Lei:

Art. 1.º - Os estabelecimentos comerciais, bancários,


financeiros e de crédito no Município de Juiz de Fora são
obrigados a afixar cartaz, em letra visível, com os seguintes
dizeres: “É assegurado ao consumidor a liquidação
antecipada do débito, total ou parcialmente, mediante
redução proporcional dos juros, demais acréscimos (§ 2º

Lei nº 9950 de 17 de janeiro de 2001.


do art.52, da Lei n.º 8.078, de 11 de setembro de 1990 -
Código de Defesa e Proteção do Consumidor).

Art. 2.º - A não observância do que dispõe esta Lei


penalizará o infrator com a multa de 1000 a 5000 Unidades
Fiscais de Referência - UFIR - mensal, até o cumprimento do
mesmo, inclusive podendo levar à cassação do alvará de
funcionamento.

Art. 3.º - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Palácio Barbosa Lima, 17 de janeiro de 2001.


a) ISAURO JOSÉ DE CALAIS FILHO - Presidente da
Câmara Municipal.
LEI N.º 10.021 - de 09 de julho de 2001.

Proíbe a utilização de tubos flexíveis para o


armazenamento de comestíveis.

Projeto n.º 025/2001, de autoria do Vereador Biel.

A Câmara Municipal de Juiz de Fora aprova e eu


sanciono a seguinte Lei:

Art. 1.º - É vedada a utilização de tubos flexíveis ou


de qualquer outro recipiente de uso coletivo para servir
ketchups, mostardas, maionese e produtos congêneres nos
restaurantes, bares e semelhantes, devendo ser usada para
tal finalidade embalagens individuais e descartáveis.

Parágrafo Único - Em conformidade com a Lei n.º


8078, de 11 de setembro de 1990 (Código de Defesa do
Consumidor), as embalagens estamparão, com nitidez, os
Lei nº 10.021 - de 09 de julho de 2001.

integrantes utilizados, as datas de fabricação e vencimento


para consumo.

Art. 2.º - O descumprimento das disposições desta Lei


implicará na aplicação da pena de advertência ao infrator
e, no caso de reincidência, incorrerá o infrator em multa
no valor de 300 UFIR’s, do modo a ser definido no seu
regulamento, a ser expedido pelo Poder Executivo no prazo
de 45 dias.

Parágrafo Único - Caso as penalidades tratadas no


“caput” não sejam suficientes para coibir a prática infratora,
terá o proprietário do estabelecimento suspenso seu alvará
de funcionamento por quinze dias; em caso de reincidência
e persistindo a infração, será o alvará de funcionamento do
estabelecimento cancelado definitivamente.
Art. 3.º - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Paço da Prefeitura de Juiz de Fora, 09 de julho de 2001.


a)TARCÍSIO DELGADO - Prefeito de Juiz de Fora.

LEI N.º 10.120 - de 21 de dezembro de 2001.

Dispõe sobre a obrigatoriedade das empresas de


cobrança sediadas no Município de apresentarem
informações ao consumidor, na forma da Lei.

Projeto de autoria do Vereador Isauro Calais.

A Câmara Municipal de Juiz de Fora aprova e eu


sanciono a seguinte Lei:

Art. 1.º - Ficam as empresas de cobranças sediadas no

Lei nº 10.120 - de 21 de dezembro de 2001.


Município de Juiz de Fora obrigadas a apresentar, de forma
clara, em correspondência dirigida ao consumidor:
I - valor original do débito;
II - nome completo do credor;
III - indicação do credor como pessoa física ou jurídica;
IV - endereço e CNPJ do credor que seja pessoa jurídica;
V - valores de multa, juros, honorários e despesas
de cobrança discriminados isoladamente.

Art. 2.º - O descumprimento do disposto nesta Lei


sujeitará a empresa infratora às seguintes penalidades, sem
prejuízo das que constam na Lei Federal n.º 8078, de 11 de
setembro de 1990 - Código de Defesa do Consumidor:
I - advertência;
II - multa de R$ 500,00 (quinhentos reais);
III - duplicação do valor da multa, em caso de reincidência.
Parágrafo Único - O valor arrecadado com a aplicação
das multas será revertido ao Fundo Municipal de Proteção
ao Consumidor, criado pela Lei Municipal n.º9184, de 30 de
dezembro de 1997.

Art. 3.º - O Executivo, através do Departamento


Municipal de Defesa do Consumidor - PROCON/JF,
fiscalizará o cumprimento desta Lei.

Art. 4.º - As empresas de cobrança, no prazo de sessenta


dias, deverão adequar-se ao disposto desta Lei.

Art. 5.º - O Poder Executivo regulamentará esta Lei no


prazo de noventa dias, contados de sua publicação.

Art. 6.º - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.


Paço da Prefeitura de Juiz de Fora, 21 de dezembro de
2001.
Lei nº 10.298 – de 26 de setembro de 2002

a) TARCÍSIO DELGADO - Prefeito de Juiz de Fora.

LEI N.º 10.298 – de 26 de setembro de 2002

DISPÕE SOBRE A COMERCIALIZAÇÃO DO PÃO DE SAL


TIPO FRANCÊS

Projeto de autoria do Vereador Isauro Calais.

O Presidente da Câmara Municipal de Juiz de Fora, no


uso de suas atribuições legais, tendo em vista o disposto no §
7.º do art. 73 da Lei Orgânica do Município, e nos §§ 3.º e 7.º
do art. 189 do Regimento Interno, Promulga a seguinte Lei:

Art. 1.º - A comercialização do pão de sal, tipo francês,


pelos hipermercados, supermercados e padarias, no âmbito
do Município, somente será feita a peso.

Art. 2.º - A pesagem do pão de sal deverá ser feita no


momento da comercialização, na presença do consumidor,
em balança com a indicação do peso e do preço a pagar e
devidamente aferida pelo Instituto Nacional de Metrologia,
Normatização e Qualidade Industrial - INMETRO.

Art. 3.º - Os estabelecimentos de comercialização de


pães de que trata o art.1.º, ficam obrigados a afixarem
cartaz, em letra visível e em local de pronta visualização,
com os seguintes dizeres:
VENDA DE PÃO DE SAL, TIPO FRANCÊS, SOMENTE A PESO.
PREÇO POR QUILO: R$________,00 ( ________REAIS)
LEI MUNICIPAL N.º ________

Art. 4.º - Caberá ao Departamento Municipal de

Lei nº 10.298 – de 26 de setembro de 2002


Defesa do Consumidor - PROCON e à Diretoria de Política
Urbana, por meio de seu órgão próprio, a fiscalização do
cumprimento desta Lei.

Art. 5.º - O descumprimento do disposto nesta Lei sujeitará


ao estabelecimento infrator as seguintes penalidades, sem
prejuízo das que constam na Lei Federal nº 8.078, de 11 de
setembro de 1990 - Código de Defesa do Consumidor:
I - advertência;
II - multa de R$ 500,00 (quinhentos reais);
III - duplicação do valor da multa, em caso de reincidência.

Parágrafo Único - O valor arrecadado com a aplicação


das multas será revertido ao Fundo Municipal de Proteção
ao Consumidor, criado pela Lei Municipal n.º 9184, de 30
de dezembro de 1997.
Art. 6.º - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Palácio Barbosa Lima, 26 de setembro de 2002.


a)ISAURO CALAIS - Presidente da Câmara Municipal

LEI N.º 10.334 - de 18 de novembro de 2002.

Estabelece normas de mensuração de tarifas horárias


em estacionamento de veículos e dá outras providências.

Projeto de autoria do Vereador João Alves.

A Câmara Municipal de Juiz de Fora aprova e eu


sanciono a seguinte Lei:

Art. 1.º - Os estabelecimentos que exploram serviço de


estacionamento de veículos por tempo minutos, horas e
Lei nº 10.334 - de 18 de novembro de 2002.

sobre eles aplicam suas taxas de serviço, ficam obrigados


a manter relógios visíveis ao consumidor na portaria de
entrada e de saída.

Art. 2.º - O descompasso entre os respectivos


cronômetros isenta o usuário de quaisquer pagamentos.

Art. 3.º - Os estabelecimentos referidos no art. 1.º terão


que tomar como fração, para fins de cobrança, o tempo de
quinze minutos.

Parágrafo único - O valor cobrado na fração inicial -


primeiros quinze minutos, terá de ser o mesmo nas frações
subsequentes e obrigatoriamente, representar parcela
aritmética ao custo da hora integral.
Art. 4.º - Os estabelecimentos de que trata o art. 1.º são
obrigados a afixar placa, com dimensão de, no mínimo, um
metro quadrado, em local próximo à entrada, com valores
devidos por permanência de quinze minutos, trinta minutos,
quarenta e cinco minutos e uma hora.

Art. 5.º - O descumprimento do disposto nesta Lei


sujeitará o infrator às seguintes penalidades:
I - advertência;
II- multa de 123 UFIR;
III - duplicação do valor da multa, em caso de
reincidência.

Art. 6.° - O Poder Executivo regulamentará esta Lei no


prazo de noventa dias, a partir da data de sua publicação.

Art. 7.° - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.


Paço da Prefeitura de Juiz de Fora, 18 de novembro de
2002.

Lei nº 10.519 - de 04 de agosto de 2003.


a) TARCÍSIO DELGADO - Prefeito de Juiz de Fora.

LEI N.º 10.519 - de 04 de agosto de 2003.

Torna obrigatória a manutenção de exemplar do Código


de Defesa do Consumidor nos estabelecimentos comerciais
e de prestação de serviços do Município de Juiz de Fora e dá
outras providências.

Projeto de autoria do Vereador Marcos Antônio Medeiros


da Fonseca.

A Câmara Municipal de Juiz de Fora aprova e eu


sanciono a seguinte Lei:
Art. 1.º - Ficam os estabelecimentos comerciais e de
prestação de serviços do município de Juiz de Fora obrigados
a manterem, em local visível e de fácil acesso ao público,
um exemplar do Código de Defesa do Consumidor.

Art. 2.º - O não cumprimento do disposto nesta Lei


implicará as seguintes penalidades, a serem aplicadas aos
infratores pela autoridade administrativa no âmbito de sua
atribuição:
I - advertência na primeira infração;
II - multa de R$ 200,00 (duzentos reais), na primeira
reincidência;
III - multa de R$ 400,00 (quatrocentos reais),
e cassação da respectiva licença de funcionamento na
segunda reincidência.
§ 1.º - A concessão de novos alvarás a tais
estabelecimentos, pelo Poder Executivo, ficará condicionada
ao cumprimento desta Lei.
§ 2.º - Considera-se reincidência a infração
Lei nº 10.519 - de 04 de agosto de 2003.

cometida dentro do mesmo ano civil.

Art. 3.º - A fiscalização do cumprimento do disposto


nesta Lei ficará a cargo da Diretoria de Política Urbana.

Art. 4.º - As despesas decorrentes com a execução desta


Lei correrão por conta das dotações orçamentárias próprias,
suplementadas se necessário.

Art. 5.º - Esta Lei entra em vigor na data de sua


publicação, revogadas as disposições em contrário.

Paço da Prefeitura de Juiz de Fora, 04 de agosto de 2003.


a) TARCÍSIO DELGADO - Prefeito de Juiz de Fora.
LEI N.º 10.633 – de 06 de janeiro de 2004.

Inclui estudos básicos de direitos e deveres do


consumidor, no conteúdo curricular do 1.º grau das Escolas
da Rede Pública do Município.

Projeto de autoria do Vereador Rogério Ghedin.

A Câmara Municipal de Juiz de Fora aprova e eu


sanciono a seguinte Lei:

Art. 1.º - As Escolas de 1.º grau da Rede Pública do


Município deverão incluir no seu currículo, aulas sobre
direitos do consumidor.

Art. 2.º - A Gerência da Educação Básica definirá em


qual disciplina as noções dos direitos básicos do consumidor
serão incluídas.

Lei nº 10.633 – de 06 de janeiro de 2004.


Art. 3.º - O Poder Executivo regulamentará a presente Lei
no prazo de noventa dias, a contar da data da publicação.

Art. 4.º - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Paço da Prefeitura de Juiz de Fora, 06 de janeiro de 2004.


a) TARCÍSIO DELGADO - Prefeito de Juiz de Fora.
LEI N.º 10.660 – de 06 de fevereiro de 2004.

Dispõe sobre a instalação de rampas de acesso para


deficientes físicos nos caixas eletrônicos bancários e dá
outras providências.

Projeto de autoria do Vereador Rogério Ghedin Servidei.

A Câmara Municipal de Juiz de Fora aprova e eu


sanciono a seguinte Lei:

Art. 1.º - Ficam todas as Instituições Bancárias, obrigadas


a instalar rampas de acesso para deficientes físicos, nos
caixas eletrônicos bancários, sempre que houver desnível
entre este e o passeio fronteiro.

Art. 2.º - Os caixas eletrônicos bancários deverão, no


seu interior, possuir espaço suficiente para permanência e
Lei nº 10.660 – de 06 de fevereiro de 2004.

movimentação de deficientes físicos com cadeira de rodas.

Art. 3.º - Não se concederá licença para construção


de caixas eletrônicos bancários quando não atenderem o
disposto nos artigos antecedentes.

Art. 4.º - Aplicam-se os artigos anteriores às instalações


já construídas que estejam em desconformidade ao que
dispõe os mesmos, excetuando-se aquelas em que se
ateste por meio de parecer técnico de órgão competente a
impossibilidade técnica ou inviabilidade da adaptação.

Art. 5.º - O prazo máximo concedido para adaptação


das instituições bancárias à presente Lei, ou para a
apresentação do parecer técnico mencionado no art. 4.º, é
de 90 (noventa) dias, contados da sua publicação.
Art. 6.º - O não cumprimento desta Lei sujeitará o
infrator as seguintes penalidades:
I – notificação por escrito;
II – multa de R$ 1.000,00 (um mil reais) reajustados
com base no Índice de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA.
III - Suspensão do Alvará de funcionamento
§ 1.º - Da data da notificação, as instituições
bancárias terão o prazo de 60 (sessenta) dias para
adequação à presente Lei.
§ 2.º - Decorrido o prazo estabelecido no parágrafo
anterior, aplicar-se-á a multa prevista no inciso II.
§ 3.º - Não tendo sido atendidas as exigências desta
Lei após 30 (trinta) dias da cominação da multa, aplicar-
se-á o inciso III.
§ 4.º - A suspensão do alvará de funcionamento, só
será cancelada após o cumprimento, pela agência bancária,
da presente Lei.

Lei nº 10.660 – de 06 de fevereiro de 2004.


Art. 7.º - O Poder Executivo indicará o órgão municipal
fiscalizador, no prazo de 60 (sessenta) dias, contados da
data da publicação desta Lei.

Art. 8.º - Esta Lei entra em vigor na data de sua


publicação.

Paço da Prefeitura de Juiz de Fora, 06 de fevereiro de 2004.


a) TARCÍSIO DELGADO - Prefeito de Juiz de Fora.
LEI N.º 10.673 – de 20 de fevereiro de 2004.

Estabelece que pessoas com sessenta anos de idade ou


mais, serão equiparados aos idosos, com os direitos e os
benefícios concedidos a estes, no Município de Juiz de Fora.

Projeto de autoria do Vereador Bruno Siqueira.

A Câmara Municipal de Juiz de Fora aprova e eu


sanciono a seguinte Lei:

Art. 1.º - Fica estabelecido que, em Juiz de Fora, considera-


se idoso, pessoa com sessenta anos de idade ou mais.

Art. 2.º - Os benefícios concedidos pelas Leis Municipais


são estendidos às pessoas com sessenta anos ou mais.

Parágrafo único - As Leis Municipais a que se refere este


Lei nº 10.673 – de 20 de fevereiro de 2004.

artigo são:
I - Lei n.º 7790/90, que dispõe sobre atendimento a
idoso;
II - Lei n.º 8746/95, que dispõe sobre o bem estar
dos idosos;
III - Lei n.º 9190/98, que dispõe sobre medidas de
imunização;
IV - Lei n.º 9857/00, que dispõe sobre prioridade no
andamento de processos administrativos municipais.

Art. 3.º - Esta Lei entra em vigor na data de sua


publicação, revogadas as disposições em contrário.

Paço da Prefeitura de Juiz de Fora, 20 de fevereiro de 2004.


a) TARCÍSIO DELGADO - Prefeito de Juiz de Fora.
LEI N.º 10.688 – de 19 de março de 2004.

Torna obrigatória a inscrição do número do Alvará de


Permissão de Funcionamento nos tickets de ingresso a shows
e eventos realizados no âmbito do Município de Juiz de Fora.

Projeto de autoria do Vereador Rogério Ghedin.

A Câmara Municipal de Juiz de Fora aprova e eu


sanciono a seguinte Lei:

Art. 1.º - Fica obrigatória a inscrição do número do Alvará


de Permissão de Funcionamento nos tickets de ingresso a
shows e eventos artísticos e/ou religiosos, realizados no
âmbito do Município de Juiz de Fora.

Parágrafo único - Os shows e eventos a que se refere o


art. 1.º são:
I – os de entrada sob pagamento;

Lei nº 10.688 – de 19 de março de 2004.


II - aqueles que, por sua natureza artística e/ou
religiosa atraem grande número de pessoas, a saber, de
número superior a cinco mil.
III - vetado.

Art. 2.º - O descumprimento do disposto no art. 1.º sujeitará


o estabelecimento a penalidades que variarão da advertência,
multas e cassação do Alvará de Funcionamento, nos termos da
regulamentação a que o Poder Executivo procederá no prazo
de trinta dias contados da data de publicação desta Lei.

Art. 3.º - Esta Lei entra em vigor na data de sua


publicação, revogadas as disposições em contrário.

Paço da Prefeitura de Juiz de Fora, 19 de março de 2004.


a) TARCÍSIO DELGADO - Prefeito de Juiz de Fora.
LEI N.º 10.729 - de 18 de maio de 2004.

Dispõe sobre a responsabilidade da destinação de


pilhas, baterias e lâmpadas usadas e dá outras providências.

Projeto de autoria do Vereador Silvio Ravaiani.

A Câmara Municipal de Juiz de Fora aprova e eu


sanciono a seguinte Lei:

Art. 1.º - Ficam as empresas fabricantes,


importadoras,distribuidoras ou revendedoras de
pilhas,baterias e lâmpadas,com sede no Município de Juiz
de Fora, na forma especificada no Parágrafo único deste
artigo,responsáveis por dar destinação ambientalmente
correta e dentro das normas e tecnologias atuais, a esses
produtos e equipamentos, mediante procedimentos de
coleta, reutilização, reciclagem, tratamento ou disposição
final,após seu esgotamento enérgico ou vida útil e a
Lei nº 10.729 - de 18 de maio de 2004.

respectiva entrega pelos usuários aos estabelecimentos


que as comercializam ou à rede de assistência técnica
autorizada.

Parágrafo único - Para o fim de que trata este artigo,


consideram-se produtos que contaminam o ambiente e
que, por suas especificidades, necessitam de destinação
adequada:
I - pilhas e baterias que contenham em suas
composições chumbo, cádmio, mercúrio e seus compostos,
de acordo com o artigo 2.º da Resolução CONAMA n.º 257,
de 30 de junho de 1999;
II - lâmpadas que contenham em suas composições
mercúrio e seus compostos, tais como lâmpadas fluorescentes,
vapor de mercúrio, vapor de sódio, de luz mista, etc.
Art. 2.º - Os estabelecimentos que comercializam
os produtos e equipamentos objeto desta Lei, a rede
de assistência técnica autorizada pelos fabricantes e os
importadores ficam obrigados a aceitar a devolução das
unidades usadas, bem como aquelas cujas características
sejam similares.

Art. 3.º - As pilhas e baterias, recebidas na forma do


artigo anterior serão condicionadas adequadamente e
armazenadas de forma segregada, obedecidas às normas
ambientais e de saúde pública pertinentes, bem como, as
recomendações definidas pelos fabricantes ou importadores,
até o seu repasse a estes últimos, de acordo com o artigo 4.º
da Resolução CONAMA n.º 257, de 30 de junho de 1999.

Art. 4.º - As lâmpadas, recebidas na forma do artigo


2.º desta Lei, serão acondicionadas adequadamente
e armazenadas de forma segregada, até que sejam
repassadas aos fabricantes ou importadores, ou dada

Lei nº 10.729 - de 18 de maio de 2004.


destinação ambientalmente correta das mesmas, a fim de
que sejam cumpridas as determinações desta Lei.

Art. 5.º - Ficam proibidas as seguintes formas de


destinação final de pilhas, baterias e lâmpadas, descritas
nos incisos I e II do Parágrafo único do artigo 1.º desta Lei,
de acordo com o artigo 8.º da Resolução CONAMA n.º 257,
de 30 de junho de 1999:
I - lançamento “in natura” a céu aberto, tanto em
áreas urbanas como rurais;
II - queima a céu aberto ou em recipientes,
instalações ou equipamentos não adequados, conforme
legislação vigente;
III - lançamento em aterros, corpos d’água, praias,
manguezais, terrenos baldios, poços ou cacimbas, cavidades
subterrâneas, em redes de drenagem de águas pluviais,
esgotos, eletricidade ou telefone, mesmo que abandonadas,
ou em áreas sujeitas a inundações.

Parágrafo único - Outras formas de destinação das


lâmpadas, descritas no inciso II do artigo 1.º desta Lei,
poderão ser regulamentadas por Decreto do Poder Executivo.

Art. 6.º - A desobediência ou a inobservância de qualquer


dispositivo desta Lei sujeitará o infrator, independente das
sanções previstas nas Leis Federais números 6938/81
e 9605/98 (Lei de Crimes Ambientais), às seguintes
penalidades:
I - advertência por escrito, notificando-se o infrator
para sanar a irregularidade, no prazo de 30 (trinta) dias,
contado da notificação, sob pena de multa;
II - não sanada a irregularidade, será aplicada
multa no valor de R$360,00 (trezentos e sessenta reais)
reajustável, anualmente, pelo índice de variação do IPCA
Lei nº 10.729 - de 18 de maio de 2004.

- Índice de Preços ao Consumidor Amplo, de acordo com a


Lei Municipal n.º 9918/2000;
III - em caso de reincidência, a multa prevista no
inciso anterior será aplicada em dobro;
IV - persistindo a irregularidade, mesmo após a
imposição de multa em dobro, será suspenso o alvará de
licença e funcionamento concedido à empresa, por até
30 (trinta) dias, devendo após o decurso desse prazo ser
regularmente cassado pelo órgão competente do Poder
Executivo, com a interdição e lacração do estabelecimento.

Art. 7.º - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Paço da Prefeitura de Juiz de Fora, 18 de maio de 2004.


a) TARCÍSIO DELGADO - Prefeito de Juiz de Fora.
LEI Nº 10.803 – de 16 de setembro de 2004.

Estabelece normas para venda de ingressos.

Projeto de autoria do Vereador Bruno Siqueira.

A Câmara Municipal de Juiz de Fora aprova e eu


sanciono a seguinte Lei:

Art.1.º - É proibida a venda de ingressos de eventos


culturais, shows, espetáculos ou congêneres, por terceiros
não credenciados pelo organizador oficial do evento.
§ 1.º - É facultado ao organizador oficial do evento
referido no “caput”, limitar a venda de ingressos por pessoa,
devendo para tanto afixar em local visível informação ao
consumidor sobre a limitação.
§ 2.º - O terceiro referido no “caput” estará sujeito
a isolada ou cumulativamente:

Lei nº 10.803 – de 16 de setembro de 2004.


I - apreensão de todo o material pertinente à
intermediação não autorizada pelo organizador oficial do evento;
II - multa de R$ 500,00 (quinhentos reais) a R$
1.000,00 (hum mil reais);
III - aplicação da pena de multa em dobro, em caso
de reincidência.

Art. 2.º - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Art. 3.º - Revogam-se as disposições em contrário.

Paço da Prefeitura de Juiz de Fora, 16 de setembro de 2004.


a) TARCÍSIO DELGADO - Prefeito de Juiz de Fora.
LEI Nº 11.023 – de 11 de novembro de 2005.

Dispõe sobre a determinação de tempo máximo para


atendimento ao público nos Estabelecimentos Bancários em
funcionamento no Município de Juiz de Fora.

Projeto de autoria do Vereador Paulo Rogério.

A Câmara Municipal de Juiz de Fora aprova e eu


sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º Os Estabelecimentos Bancários em funcionamento


no Município de Juiz de Fora ficam obrigados a assegurarem,
aos clientes, usuários e consumidores, o tempo máximo de
atendimento estipulado, sob pena das sanções previstas nesta Lei.

Art. 2º Ficam estipulados os seguintes critérios para


determinação do tempo máximo de atendimento:
I - quinze minutos, durante os dias de semana
Lei nº 11.023 – de 11 de novembro de 2005.

considerados normais;
II - trinta minutos, durante os dias de semana
considerados vésperas de feriados ou dia imediatamente
após o feriado prolongado.

Art. 3º Para comprovação do tempo máximo de espera,


o Estabelecimento Bancário deverá emitir senha impressa, na
qual conste o dia, a hora e o minuto exato da entrada do cliente,
usuário ou consumidor, no referido estabelecimento Bancário.

Art. 4º O funcionário do Estabelecimento Bancário


destinado para atendimento, deverá anotar, na referida
senha, o horário final em que foi prestado o serviço solicitado
pelo cliente, usuário ou consumidor.

Art. 5º A senha impressa deverá ficar sob a posse do


cliente, usuário ou consumidor, até o momento em que seja
encerrada a prestação do serviço solicitado.

Art. 6º Sentido-se lesado no seu direito ao atendimento


ao tempo máximo, o portador da senha deverá:
I - solicitar ao gerente ou responsável pelo Estabelecimento
Bancário, o imediato cumprimento do tempo máximo;
II - comunicar ao PROCON, pessoalmente, o
descumprimento do atendimento máximo.

Art. 7º É vedada, ao Estabelecimento Bancário, a


cobrança de taxas sobre o serviço de emissão de senha.

Art. 8º O Estabelecimento Bancário que infringir a


presente Lei estará sujeito às sanções administrativas no
âmbito do Município.

Parágrafo único. As sanções administrativas serão aplicadas


quando da reincidência de abusos ou infrações, sendo:
I - advertência, quando da primeira infração ou abuso;

Lei nº 8.078, de 11 de Setembro de 1990.


II - multa de R$10.000,00(dez mil reais);
III - suspensão do Alvará de Funcionamento, por
seis meses;
IV - cassação do Alvará de Funcionamento.

Art. 9º As sanções administrativas serão aplicadas de acordo


com as normas vigentes, quando da denúncia ao Departamento
de Defesa do Consumidor – PROCON, pelo cliente, usuário,
consumidor ou entidade da sociedade civil, legalmente constituída
e devidamente acompanhada da senha de atendimento, com
as anotações de tempo de atendimento e que se constituirá em
prova de infração pelo Estabelecimento Bancário.

Art. 10. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.


Paço da Prefeitura de Juiz de Fora, 11 de novembro de 2005.
a) ALBERTO BEJANI - Prefeito de Juiz de Fora.
LEI Nº 11.311 – de 1º de fevereiro de 2007.

Institui o “Dia Municipal de Defesa do Consumidor”.

Projeto nº 143, de autoria do Vereador Figueirôa.

A Câmara Municipal de Juiz de Fora aprova e eu


sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º Fica instituído o dia 30 de abril como o “Dia


Municipal de Defesa do Consumidor”.

Art. 2º No cumprimento do disposto no artigo anterior


haverá em todo o Município de Juiz de Fora:
I - realização de ações educativas em instituições
educacionais públicas e privadas de valorização da pessoa
do consumidor;
II - campanhas de conscientização de seus direitos e
Lei nº 11.311 – de 1º de fevereiro de 2007.

deveres no mercado de consumo e de:


a) respeito à sua dignidade, saúde e segurança;
b) proteção aos seus interesses econômicos;
c) consumo sustentável e proteção ao meio
ambiente;
d) melhoria de sua qualidade de vida;
e) necessidade constante de transparência e
harmonia das relações de consumo.

Art. 3º A Prefeitura de Juiz de Fora, através de seus


setores de articulação e execução de Políticas Sociais, de
educação e de cultura, poderá:
I - desenvolver concursos de redação e cartazes;
II - campanhas de educação para o consumo de
consumidores e fornecedores;
III - promover a realização de Congressos,
Seminários, Simpósios e estudos sobre o tema;
IV - envolver nos eventos toda a comunidade
estudantil do ensino fundamental, médio e superior;
V - dar a devida publicidade dos eventos nos
diversos veículos de comunicação e de modo a mobilizar
toda a população.

Art. 4º O “Dia Municipal de Defesa do Consumidor” fica


incluído no Calendário Oficial de Eventos do Município”.

Art. 5º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação,


revogadas as disposições em contrário.

Paço da Prefeitura de Juiz de Fora, 1º de fevereiro de 2007.


a) ALBERTO BEJANI - Prefeito de Juiz de Fora.

LEI Nº 11.313 – de 06 de fevereiro de 2007.

Lei nº 11.313 – de 06 de fevereiro de 2007.


Dispõe sobre o direito do consumidor de consultar,
nas farmácias e drogarias, o Dicionário de Especialidades
Farmacêuticas - DEF, para conhecer o nome genérico dos
medicamentos e dá outras providências.

Projeto nº 163, de autoria da Vereadora Rose França.

A Câmara Municipal de Juiz de Fora aprova e eu


sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º As farmácias e drogarias terão que dispor do


Dicionário de Especialidades Farmacêuticas - DEF, para que
os consumidores tomem conhecimento do nome genérico
dos remédios.
Parágrafo único. Cada farmácia ou drogaria deverá
dispor, no mínimo, de um exemplar do Dicionário de
Especialidades Farmacêuticas - DEF.
Art. 2º As farmácias e drogarias deverão espalhar
pela loja cartazes afixados em locais visíveis, informando
o direito do consumidor de consultar o Dicionário de
Especialidades Farmacêuticas – DEF.

Parágrafo único. O modelo padrão do cartaz será o


estabelecido no Anexo I desta Lei.

Art. 3º Tais estabelecimentos terão o prazo máximo


de sessenta dias, contados a partir da data de publicação
desta Lei, para colocarem à disposição do consumidor o
Dicionário de Especialidades Farmacêuticas -DEF e afixarem
os cartazes que lhe asseguram este direito.

Art. 4º O descumprimento desta Lei será punido com


Lei nº 11.313 – de 06 de fevereiro de 2007.

multa de R$ 200,00 (duzentos reais), a qual será duplicada,


sucessivamente, em caso de reincidência.

Art. 5º A concessão de novos alvarás a tais


estabelecimentos, pelo Poder Executivo, ficará condicionada
ao cumprimento desta Lei.

Art. 6º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Paço da Prefeitura de Juiz de Fora, 06 de fevereiro de 2007.


a) ALBERTO BEJANI - Prefeito de Juiz de Fora.
ANEXO I
ATENÇÃO, CONSUMIDOR!
CONSULTE, NESTA FARMÁCIA, O DICIONARIO DE
ESPECIALIDADES FARMACÊUTICAS, PARA SABER O NOME
GENÉRICO DO REMEDIO RECEITADO. ESCOLHA AQUELE
QUE OFEREÇA O MELHOR PREÇO. EM CASO DE DÚVIDA,
SOLICITE A AJUDA DO FARMACÊUTICO.
LEI MUNICIPAL N° 11.313/2007.

LEI Nº 11.518 – de 11 de fevereiro de 2008.

Dispõe sobre o condicionamento do início das obras de


infra-estrutura nos loteamentos e desmembramentos do
Município à afixação da placa informativa que especifica.

Projeto nº 030, de autoria do Vereador Rodrigo Mattos.

Lei nº 11.518 – de 11 de fevereiro de 2008.


A Câmara Municipal de Juiz de Fora aprova e eu
sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º Nos loteamentos e desmembramentos do solo


urbano do Município de Juiz de Fora, os responsáveis
deverão, antes de dar início às obras de infra-estrutura
necessárias, afixar placa informativa que contenha as
seguintes informações:
I - nome completo do loteamento ou desmembramento;
II - nome, endereço e telefone dos loteadores ou
pessoas jurídicas proprietárias do empreendimento;
III - número do processo administrativo sob o qual
tramitaram os expedientes necessários à aprovação do
parcelamento do solo e a data de sua aprovação;
IV - nome, endereço e telefone do órgão da
Prefeitura responsável pela fiscalização de loteamentos;
V - prazo determinado pela Prefeitura para a
execução das obras de infra-estrutura necessárias ao
loteamento ou desmembramento;
VI - dados completos do PROCON e do órgão do
Ministério Público responsável pelos direitos do consumidor;
VII - dados completos do Cartório de Registro de
Imóveis em que o parcelamento do solo foi registrado.

Art. 2º A placa informativa de que trata o artigo anterior


terá três metros de altura por quatro metros de largura.
§ 1º A placa deverá ser produzida em material de lona.
§ 2º A placa contará com fundo branco e dizeres
azuis no tamanho de dez centímetros.
§ 3º A placa será afixada em local visível, na principal via
de acesso ao loteamento ou desmembramento, preferencialmente
próximo ao estande de venda dos lotes, se houver.

Art. 3º O descumprimento da presente Lei acarretará


Lei nº 11.518 – de 11 de fevereiro de 2008.

a aplicação de multa ao loteador no valor de R$2.000,00


(dois mil reais), corrigidos anualmente pelo IPCA – Índice de
Preços ao Consumidor – ou por outro que venha substituir.
§ 1º Depois de notificado da ausência da placa
informativa ou da falta de sua manutenção, o loteador terá
o prazo de trinta dias para proceder às devidas correções.
§ 2º Decorrido o prazo acima estipulado, no caso
de persistência da irregularidade, a multa será acrescida
de cinqüenta por cento de seu valor original e assim
sucessivamente a cada notificação.

Art. 4º Revogadas as disposições em contrário, esta Lei


entra em vigor na data de sua publicação.

Paço da Prefeitura de Juiz de Fora, 11 de fevereiro de 2008.


a) ALBERTO BEJANI – Prefeito de Juiz de Fora.
LEI Nº 11.651 de 05 de agosto de 2008.

Institui a cobrança de meia-entrada para o ingresso


de estudantes nos locais e nas condições que especifica e
dispõe sobre a comprovação da qualidade de estudantes e
do menor de dezoito anos.

Projeto nº 136/2005, de autoria do Vereador Figueirôa.

A Câmara Municipal de Juiz de Fora aprova e eu


sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º Fica assegurado o pagamento de meia-entrada


ao valor efetivamente cobrado para ingresso de estudantes
em casas de exibição cinematográfica e de espetáculos
teatrais, musicais ou circenses, bem como em praças
esportivas, estádio de futebol e similares de esporte, cultura
e lazer, nos termos da presente Lei.
§ 1º Serão beneficiados por esta Lei, os estudantes

Lei nº 11.651 de 05 de agosto de 2008.


regularmente matriculados em estabelecimentos de
ensino público ou privado de qualquer nível, autorizados a
funcionar pelos órgãos públicos competentes.
§ 2º A meia-entrada corresponderá sempre a metade
do valor do ingresso efetivamente cobrado ao público em
geral, independentemente de o estabelecimento estar
praticando preço promocional ou concedendo desconto.

Art. 2º A qualificação da situação jurídica de estudante,


para efeito de obtenção da meia-entrada, será feita
pela exibição de documento de identificação estudantil
expedido pelos correspondentes estabelecimentos de
ensino ou pela associação ou agremiação estudantil a que
pertença, inclusive pelos que já sejam utilizados, vedada a
exclusividade de qualquer deles.
§ 1º O documento de identidade estudantil deverá
conter, obrigatoriamente, o nome do estudante, da
instituição de ensino, fotografia que permita a identificação
pessoal do estudante e o prazo de validade do documento.
§ 2º Ficam as direções das Instituições de Ensino
de lº, 2º e 3º graus, obrigadas a fornecerem às respectivas
entidades estudantis as listagens, no início do semestre
letivo, dos estudantes devidamente matriculados em suas
unidades de ensino. (PROMULGADO pelo Presidente da
Câmara Municipal em 25/09/2008)
§ 3º As Carteiras de Identificação Estudantil serão
válidas em todo o Município de Juiz de Fora, perdendo a
sua validade quando da expedição de nova carteira no ano
letivo seguinte. (PROMULGADO pelo Presidente da Câmara
Municipal em 25/09/2008)

Art. 3º A qualificação da situação de menoridade


não superior a dezoito anos, para efeito da obtenção dos
descontos sobre o valor efetivamente cobrado pelo ingresso
Lei nº 11.651 de 05 de agosto de 2008.

em estabelecimentos de diversão e eventos culturais,


esportivos e de lazer de que trata o art. 1º desta Lei, será
feita pela exibição de documento de identidade expedido
pelo órgão público competente.

Art. 4º O estabelecimento ou o organizador dos


eventos previstos no art. 1º da presente deverá divulgar,
concomitantemente, o evento e o preço do ingresso, bem
como protocolar no PROCON-JF material de divulgação
con¬tendo as suas especificações e o seu preço, ficando,
ainda, vedada a venda em locais separados, de ingressos
para estudantes e o público em geral. (PROMULGADO pelo
Presidente da Câmara Municipal em 25/09/2008)

Art. 5º No caso do estabelecimento ou a organização do


evento promover um desconto para quem levar alimento ou
fazer doação para entidade beneficente, o estudante que
levar alimento ou fizer tal doação terá mais um desconto e
na mesma proporção, sobre a meia entrada.

Art. 6º O descumprimento desta Lei por parte do


estabelecimento que se enquadre no disposto do art. 1º
desta Lei, sujeita-o à multa prevista no art. 57 da Lei nº
8078, de 11 de setembro de 1990 (Código de Defesa do
Consumidor) e, em caso de reincidência, à suspensão ou
cancelamento do Alvará de funcionamento.

Art. 7º Caberá à Prefeitura Municipal de Juiz de Fora,


através da Agência de Proteção e Defesa do Consumidor
de Juiz de Fora - PROCON-JF, zelar pelo cumprimento do
disposto na presente Lei. (PROMULGADO pelo Presidente
da Câmara Municipal em 25/09/2008)
Parágrafo único. A Prefeitura Municipal de Juiz de Fora deverá
condicionar a concessão do competente Alvará, autorizando

Lei nº 11.651 de 05 de agosto de 2008.


a realização dos eventos especificados na presente Lei, ao
seu cumprimento pelo requerente. (PROMULGADO pelo
Presidente da Câmara Municipal em 25/09/2008)

Art. 8º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação,


revogadas as disposições em contrário.

Paço da Prefeitura de Juiz de Fora, 05 de agosto de 2008.


a) JOSÉ EDUARDO ARAÚJO - Prefeito de Juiz de Fora.

OBS:
Vide lei 12.013 de 26 de abril de 2010
LEI Nº 11.722 – de 17 de dezembro de 2008.

Dispõe sobre a obrigatoriedade do uso de crachá de


identificação que permita a visualização de nome, função e
foto dos funcionários que prestam serviços como segurança
em casas noturnas, bares, restaurantes e outros locais que
realizem eventos.

Projeto nº 138/2008, de autoria do Vereador João de Deus.

A Câmara Municipal de Juiz de Fora aprova e eu


sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º Fica determinada, no âmbito do Município


de Juiz de Fora, a obrigatoriedade do uso de crachá de
identificação por seguranças que prestam serviços em
casas noturnas, bares e restaurantes e em outros locais que
realizem eventos.
Lei nº 11.722 – de 17 de dezembro de 2008.

Parágrafo único. No crachá de identificação deverá conter:


I - nome completo, em letra legível, do funcionário;
II - fotografia do funcionário;
III - cargo que ocupa na empresa;
IV - nome da empresa responsável pelos
funcionários, se terceirizada.

Art. 2º Constatada a ausência da referida identificação,


os estabelecimentos em questão serão submetidos:
I - multa de R$500,00 (quinhentos reais) na primeira
ocorrência;
II - dobrada em caso de reincidência;
III - cassação do alvará.

Art. 3º O valor das multas previstas no art. 2º desta Lei


deverá ser reajustado anualmente pela variação do Índice de
Preços ao Consumidor Amplo – IPCA, apurado pelo Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, acumulado no
exercício anterior, sendo que, no caso de extinção desse
índice, será adotado outro criado por legislação federal que
reflita a perda do poder aquisitivo da moeda.

Art. 4º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Paço da Prefeitura de Juiz de Fora, 17 de dezembro de 2008.


a) JOSÉ EDUARDO ARAÚJO - Prefeito de Juiz de Fora.

LEI Nº 11.903 – de 22 de dezembro de 2009.

Dispõe sobre a afixação de informativo em local


bem visível, orientando sobre a não obrigatoriedade do
pagamento da taxa de dez por cento sobre serviços nos

Lei nº 11.903 – de 22 de dezembro de 2009.


estabelecimentos (bares, restaurantes e similares), no
Município de Juiz de Fora.

Projeto nº 197, de autoria do Vereador Carlos César


Bonifácio.

A Câmara Municipal de Juiz de Fora aprova e eu


sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º Torna-se obrigatória a afixação de informativo em


local bem visível sobre a não obrigatoriedade do pagamento
da taxa de serviços de dez por cento nos estabelecimentos
(bares, restaurantes e similares), no Município de Juiz de Fora.

Art. 2º O informativo de que trata o artigo anterior terá


a medida de 33 cm de largura por 27 cm de altura.
Art. 3º Que conste ainda impresso nas propagandas
publicitárias dos estabelecimentos, inclusive nos cardápios
sobre as mesas, escrito de forma bem visível.

Art. 4º O não cumprimento desta Lei implicará na multa


de R$ 500,00 (quinhentos reais) e caso haja reincidência a
multa será cobrada em dobro, progressivamente.

Art. 5º Esta Lei entra em vigor trinta dias após sua


publicação.

Paço da Prefeitura de Juiz de Fora, 22 de dezembro de 2009.


a) CUSTÓDIO MATTOS – Prefeito de Juiz de Fora.

LEI N.º 12013 – de 26 de abril de 2010.

Institui desconto para o ingresso de pessoas não-


Lei nº 12013 – de 26 de abril de 2010.

estudantes nos locais e nas condições que especifica e dá


outras providências.

Projeto de Lei n.° 204/2009, de autoria do Vereador


Figueirôa.

O Presidente da Câmara Municipal de Juiz de Fora, no


uso de suas atribuições legais, tendo em vista o disposto nos
§§ 5º e 7º do art. 73, da Lei Orgânica do Município e nos
§§ 5º e 7º do art. 189, do Regimento Interno, promulga a
seguinte Lei:

Art. l° Fica assegurado o desconto de 30% (trinta por


cento) sobre o valor do ingresso de pessoas não-estudantes
em casas de exibição cinematográfica e de espetáculos
teatrais, musicais ou circenses, bem como em praças
esportivas, estádio de futebol e similares de esporte,
cultura e lazer, nos casos em que o estabelecimento ou a
organização do evento promover um desconto para quem
levar alimento ou fizer doação para entidade beneficente.

Parágrafo único. O desconto de que trata o caput será


calculado sobre o preço do ingresso tomado para cálculo da
meia-entrada de estudante.

Art. 2° Fica revogado o art. 5° da Lei n.° 11.651, de 05


de agosto de 2008.

Art. 3° Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Palácio Barbosa Lima, 26 de abril de 2010.


a) BRUNO SIQUEIRA - Presidente.

Lei nº 12.050 - de 18 de junho de 2010.


LEI N° 12.050 - de 18 de junho de 2010.

Dispõe sobre divulgação de informação sobre descontos


de 50% (cinquenta por cento) para os idosos e equiparados
em eventos artísticos, culturais, esportivos e de lazer, em
estabelecimentos ou instalações do Município de Juiz de
Fora e dá outras providências.

Projeto nº 251/2009, de autoria do Vereador José


Mansueto Fiorilo.

A Câmara Municipal de Juiz de Fora aprova e eu


sanciono a seguinte Lei:
Art. 1° Ficam os estabelecimentos ou instalações onde se
realizem eventos artísticos, culturais, esportivos e de lazer, no
Município de Juiz de Fora, obrigados a colocar aviso do desconto
de 50% (cinquenta por cento) para os idosos e equiparados,
previsto na Lei Municipal n° 10.842, de 10 de dezembro de
2004 e Lei Municipal n° 10.673, de 20 de fevereiro de 2004,
em local visível onde houver venda de ingresso.

Art. 2° O Poder Executivo regulamentará esta Lei, no


que couber.

Art. 3° Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Paço da Prefeitura de Juiz de Fora, 18 de junho de 2010.


a) EDUARDO JOSÉ LIMA DE FREITAS - Vice-Prefeito no
exercício do cargo de Prefeito.

OBS: A lei 10.842 de 10 de dezembro de 2004 foi expressamente


revogada pela lei 12.695 de 19 de novembro de 2012.
Lei nº 12.065 - de 12 de julho de 2010.

LEI N° 12.065 - de 12 de julho de 2010.

Dispõe sobre a obrigatoriedade da instalação de


lavatórios, com água corrente, sabão líquido e toalhas de
papel, nos estabelecimentos que comercializam alimentos
para consumo no próprio local, e dá outras providências.

Projeto nº 189/2009, de autoria do Vereador Wanderson


Castelar.

A Câmara Municipal de Juiz de Fora aprova e eu sanciono


a seguinte Lei:
Art. 1º Ficam os estabelecimentos que comercializam
alimentos para consumo no próprio local obrigados a
instalar lavatórios, dispondo de água corrente, sabão
líquido e toalhas de papel, para uso do seu público.
§ 1º Entende-se por estabelecimento, para fins
desta Lei, o espaço físico fixo utilizado para a atividade
de comércio de alimentos para consumo, excetuando-se
aqueles considerados como de comércio ambulante, nos
termos do art. 26 da Lei n° 11.197, de 3 de agosto de 2006,
que institui o Código de Posturas do Município.
§ 2º Para cada estabelecimento deve ser instalado,
pelo menos, um lavatório, em consonância com as normas
de higiene e construção.

Art. 2º Estão isentos desta obrigação os estabelecimentos


que já dispõem deste equipamento, mesmo que anexo às
suas instalações sanitárias, contanto que esteja em local
visível e de fácil acesso, inclusive para os portadores de
deficiência física.

Lei nº 12.065 - de 12 de julho de 2010.


Parágrafo único. O uso do lavatório deve ser
inteiramente gratuito, sob pena de suspensão do alvará de
funcionamento do estabelecimento.

Art. 3º Os estabelecimentos terão até sessenta dias para


se adequarem às novas exigências desta Lei, contados a
partir da notificação do órgão competente.

Art. 4º Esta Lei também se aplica aos órgãos da


Administração Pública Municipal Direta e Indireta,
autarquias, fundações e empresas públicas e de economia
mista onde houver consumo regular de alimentos, como em
refeitórios, cantinas e congêneres.
Art. 5º As infrações às exigências desta Lei serão punidas,
isolada ou cumulativamente, com as seguintes penalidades,
a critério do Poder Executivo:
I - advertência;
II - multa de R$ 500,00 (quinhentos reais), sendo
aplicada em dobro no caso de reincidência;
III - suspensão da licença de funcionamento.

Art. 6º As exigências desta Lei aplicam-se a todo novo


estabelecimento a ser licenciado e aos estabelecimentos
atuais cuja área destinada ao público seja superior a 30m².

Art. 7º O Poder Executivo regulamentará no que couber,


a presente Lei.

Art. 8º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Paço da Prefeitura de Juiz de Fora, 12 de julho de 2010.


Lei nº 12.121 - de 17 de setembro de 2010.

a) CUSTÓDIO MATTO - Prefeito de Juiz de Fora.

LEI Nº 12.121 - de 17 de setembro de 2010.

Dispõe sobre a comercialização de alimentos nas


cantinas, lanchonetes ou similares, dos estabelecimentos da
Rede Particular e Pública do Sistema Municipal de Ensino.

Projeto nº 283/2009, de autoria do Vereador Fiorilo.

A Câmara Municipal de Juiz de Fora aprova e eu


sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º A comercialização de alimentos em cantinas,


lanchonetes ou similares nas escolas particulares e públicas
pertencentes ao Sistema Municipal de Ensino deverá
atender aos cuidados nutricionais, higiênicos e sanitários,
contribuindo para o desenvolvimento de hábitos alimentares
saudáveis, promoção da saúde e prevenção da obesidade
infantil, obedecendo ao disposto na Lei Estadual nº 15.072,
de 05 de abril de 2004 e suas modificações.

Parágrafo único. Pertencem ao Sistema Municipal de


Ensino as escolas particulares que oferecem a Educação
Infantil e as escolas e instituições educacionais mantidas
pelo Poder Público Municipal.

Art. 2º Ficam vedados nos estabelecimentos do Sistema


Municipal de Ensino a que se refere esta Lei, o fornecimento
e a comercialização de produtos de preparações com altos
teores de calorias, gorduras saturadas, gorduras trans,
açúcar livre e sal, ou com poucos nutrientes, tais como:

Lei nº 12.121 - de 17 de setembro de 2010.


I - frituras;
II - pães e salgados feitos com gorduras
hidrogenadas;
III - salgados com massas folhadas;
IV - biscoitos recheados;
V - balas, pirulitos, gomas de mascar;
VI - catchup, mostarda e maionese;
VII - bebidas artificiais e refrigerantes;
VIII - salgadinhos e pipocas industrializadas;
IX - alimentos apresuntados e embutidos;
X - qualquer produto de alto teor calórico e de
poucos nutrientes.

Parágrafo único. Para cumprimento do disposto no


caput deste artigo, deverão os alimentos colocados à venda
para consumo conter embalagem com indicação visível de
composição nutricional e prazo de validade.

Art. 3º As Escolas Públicas e Privadas Municipais deverão


comunicar o funcionamento da cantina, lanchonete ou
similares, à Secretaria de Educação Municipal.

Art. 4º Ao Poder Público Municipal caberá os cuidados


com a conscientização e incentivo para que os estudantes
tenham conhecimento dos benefícios da alimentação
de qualidade nutricional, cabendo aos que exploram a
comercialização de alimentos nas cantinas, lanchonetes
e similares, a obrigatoriedade da divulgação do material
usado em campanhas sobre alimentação saudável, afixando
cartazes e orientações em locais de destaque, seguindo as
determinações das autoridades municipais ligadas à saúde
e educação.

Art. 5º Por ato de infração da presente Lei caberá


Lei nº 12.121 - de 17 de setembro de 2010.

aplicação das seguintes penalidades:


I - advertência por escrito, com notificação do
infrator a sanar a irregularidade, no prazo de 10 (dez) dias,
sob pena de multa;
II - multa;
III - suspensão das atividades;
IV - cassação de alvará de localização e
funcionamento.

Art. 6º Os valores arrecadados na aplicação de


penalidades por infração desta Lei serão destinados ao
Fundo Municipal de Educação.

Art. 7º O Poder Executivo regulamentará esta Lei, no


que couber.
Art. 8º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Paço da Prefeitura de Juiz de Fora, 17 de setembro de 2010.


a) CUSTÓDIO MATTOS - Prefeito de Juiz de Fora

LEI Nº 12.155 - de 12 de novembro de 2010.

Dispõe sobre o uso obrigatório de canudos descartáveis


e dá outras providências.

Projeto nº 124/2010, de autoria do Vereador José


Mansueto Fiorilo.

A Câmara Municipal de Juiz de Fora aprova e eu


sanciono a seguinte Lei:

Lei nº 12.155 - de 12 de novembro de 2010.


Art. 1º Ficam os estabelecimentos comerciais obrigados
ao fornecimento gratuito de canudos descartáveis
revestidos de proteção individual contra agentes externos
de contaminação.

Parágrafo único. Entende-se por estabelecimento


comercial, para os fins desta Lei, o espaço físico utilizado
para o exercício de qualquer atividade onde se comercialize
alimentos líquidos para consumo no próprio local.

Art. 2º O não cumprimento do disposto nesta Lei constitui


infração sanitária, sujeitando o infrator às penalidades
legais.

Art. 3º O Poder Executivo regulamentará esta Lei, no


que couber.
Art. 4º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Paço da Prefeitura de Juiz de Fora, 12 de novembro de 2010.


a) CUSTÓDIO MATTOS - Prefeito de Juiz de Fora.

LEI N.º 12.246 - de 23 de março de 2011.

Dispõe sobre a obrigatoriedade das empresas


promotoras de eventos e shows, divulgarem nos ingressos,
cartazes e faixas, o enunciado: “Violência contra a criança e
o adolescente é crime, denuncie” e dá outras providências.

Projeto n.º 126/2010, de autoria do Vereador Luiz


Carlos dos Santos.

A Câmara Municipal de Juiz de Fora aprova e eu


sanciono a seguinte Lei:
Lei nº 12.246 - de 23 de março de 2011.

Art. 1º Fica instituída a obrigatoriedade das Empresas


promotoras de eventos e shows, divulgarem nos ingressos,
cartazes e faixas, o enunciado: “VIOLÊNCIA CONTRA
CRIANÇA E ADOLESCENTE É CRIME, DENUNCIE”.

Parágrafo único. O caput do presente dispositivo trata


dos crimes (violência física, sexual, psicológica e outros)
cometidos contra Crianças e Adolescentes.

Art. 2º O não cumprimento às determinações desta


Lei importará na implicação de sanções às empresas
promotoras de eventos, da seguinte forma:
I - na primeira autuação a empresa deverá ser
notificada;
II - no caso de segunda autuação deverá ser aplicada
multa de R$1.000,00 (mil reais) até R$2.500,00 (dois mil e
quinhentos reais);
III - em caso de reincidência, perda do alvará de
funcionamento.

Art. 3º O Poder Executivo regulamentará, no que couber,


a presente Lei.

Art. 4º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Paço da Prefeitura de Juiz de Fora, 23 de março de 2011.


a) CUSTÓDIO MATTOS - Prefeito de Juiz de Fora.

LEI N.º 12.269 – de 25 de abril de 2011.

Dispõe sobre a exposição dos produtos alimentícios

Lei nº 12.269 – de 25 de abril de 2011.


especialmente elaborados sem a utilização de Glúten nos
supermercados e hipermercados de Juiz de Fora e dá outras
providências.

Projeto n.º 183/2010, de autoria do Vereador Betão.

A Câmara Municipal de Juiz de Fora aprova e eu


sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º Os supermercados e hipermercados localizados


no Município de Juiz de Fora deverão expor aos
consumidores, em um mesmo local ou gôndola, todos os
produtos alimentícios especialmente elaborados sem a
utilização de glúten.
Art. 2º A fiscalização do Município será realizada pelo
órgão competente, no que tange a observância das normas
previstas nesta Lei.

Art. 3º A infração ao disposto nesta Lei sujeitará os


responsáveis:
I - a multa de R$ 500,00 (quinhentos reais) a R$
5.000,00 (cinco mil reais), de acordo com a capacidade
econômica do estabelecimento, sem prejuízo daquelas
determinadas pela legislação de defesa do consumidor.
II - multa aplicada em dobro em caso de reincidência.

Art. 4º O Poder Executivo regulamentará, no que couber,


esta Lei.

Art. 5º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Paço da Prefeitura de Juiz de Fora, 25 de abril de 2011.


a) CUSTÓDIO MATTOS - Prefeito de Juiz de Fora.
Lei nº 12.291 – de 19 de maio de 2011.

LEI Nº 12.291 – de 19 de maio de 2011.

Dispõe sobre a obrigatoriedade da utilização de cardápios


impressos em “braille” em bares, restaurantes, lanchonetes,
hotéis e similares, no Município de Juiz de Fora-MG.

Projeto nº 213/2010, de autoria do Vereador João do


Joaninho.

A Câmara Municipal de Juiz de Fora aprova e eu


sanciono a seguinte Lei:
Art. 1º Fica instituída a obrigatoriedade da utilização
de cardápios impressos em “braille” em todos os
estabelecimentos que comercializam refeições e lanches,
tais como: bares, restaurantes, lanchonetes, hotéis, motéis
e similares no Município de Juiz de Fora, de forma a facilitar
a consulta de pessoas com deficiência visual.

Parágrafo único. A obrigatoriedade de que trata o caput


deste artigo sujeita a utilização de pelo menos um cardápio
em “braille”, nos estabelecimentos que menciona e que
utilizem o cardápio como meio indicativo de seus produtos.

Art. 2º Na elaboração do cardápio impresso em “Braille”


deverão constar o nome do prato e o preço.

Art. 3º Também deverá ser impressa em “Braille” a


relação de bebidas servidas e os respectivos preços.

Art. 4º Nos estabelecimentos que servirem sucos e

Lei nº 12.291 – de 19 de maio de 2011.


vitaminas deverá ser impresso em “Braille” o nome do suco
e o preço.

Art. 5º Aos infratores desta Lei será aplicada a multa de R$


500,00 (quinhentos reais), dobrada em caso de reincidência,
devendo este valor ser reajustado anualmente pela variação do
Índice de Preços ao Consumidor Amplo - IPCA, apurado pelo
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IBGE, acumulada
no exercício anterior, sendo que, no caso de extinção deste
índice, será adotado outro criado por legislação federal e que
reflita a perda do poder aquisitivo da moeda.

Art. 6º Os estabelecimentos terão prazo de 90


(noventa) dias, a contar da publicação da presente Lei, para
adequarem seus cardápios.
Art. 7º Caberá ao órgão competente do Poder Executivo
a orientação técnica-normativa para implantação e
fiscalização das determinações desta Lei.

Art. 8º Ficam revogadas as disposições em contrário e,


em especial, a Lei nº 10.060, de 15 de outubro de 2001.

Art. 9º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Paço da Prefeitura de Juiz de Fora, 19 de maio de 2011.


a) CUSTÓDIO MATTOS - Prefeito de Juiz de Fora.

LEI N.º 12.332 - de 29 de julho de 2011.

Dispõe sobre a proibição de reutilização de óleos


e gorduras usados em frituras nos bares, restaurantes,
lanchonetes e similares do Município de Juiz de Fora e dá
Lei nº 12.332 - de 29 de julho de 2011.

outras providências.

Projeto n.º 023/2011, de autoria do Vereador José


Mansueto Fiorilo.

A Câmara Municipal de Juiz de Fora aprova e eu


sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º É vedada a reutilização de óleos e gorduras


usados em frituras nos bares, restaurantes, lanchonetes e
similares no Município de Juiz de Fora.

Art. 2º Para atender ao disposto no art. 1º, os óleos


e gorduras deverão ser aquecidos a temperaturas não
superiores a 180º (cento e oitenta graus Celsius), sendo
substituídos imediatamente sempre que houver alteração
evidente das características físico-químicas ou sensoriais,
tais como aroma e sabor e formação intensa de espuma e
fumaça.

Art. 3º Caberá ao responsável pelo uso de frituras


monitorar a qualidade e vida útil dos óleos e gorduras,
medindo a degradação da gordura através de Fita Monitor
de Óleos e Gorduras, procedendo ao descarte quando
estiver fora do padrão mínimo aceitável da presença de
ácidos graxos livres.
§ 1º Para fins de descarte do óleo se observará a
mudança de cor da fita, que indicará o grau de quebra da
gordura variando entre 0%, 2%, 3,5%, 5,5% e 7% os ciclos.
§ 2º A visualização de uma faixa amarela na fita
indica o começo da degradação (5,5%), até atingir quatro
faixas na fita (0%) condição que indica o descarte do óleo ou
gordura.

Lei nº 12.332 - de 29 de julho de 2011.


Art. 4º As instalações, os equipamentos, os móveis e
utensílios usados na preparação das frituras, devem ser
mantidos em condições higiênico-sanitárias apropriadas,
com barreiras de proteção contra fontes contaminadoras,
ficando à vista do consumidor para observar o preparo
dos alimentos, nos casos em que funcione o preparo e a
comercialização no mesmo local.

Art. 5º O descumprimento desta Lei acarretará ao


infrator, independente de outras reprimendas, as seguintes
penalidades:
I - advertência por escrito, com notificação do
infrator a sanar a irregularidade, no prazo de 10 (dez) dias,
sob pena de multa;
II - multa de R$ 300,00 (trezentos reais) por infração,
cobrada em dobro em caso de reincidência;
III - suspensão das atividades;
IV - cassação de alvará de localização e
funcionamento.

Art. 6º Os valores arrecadados na aplicação de


penalidades por infração desta Lei serão destinados ao
Fundo Municipal de Alimentação.

Art. 7º O Poder Executivo regulamentará esta Lei, no


que couber.

Art. 8º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Paço da Prefeitura de Juiz de Fora, 29 de julho de 2011.


a) CUSTÓDIO MATTOS - Prefeito de Juiz de Fora.
Lei nº 12.503 - de 09 de março de 2012.

LEI N.º 12.503 - de 09 de março de 2012.

Dispõe sobre a obrigatoriedade das instituições


financeiras, estabelecimentos de crédito, correspondentes
bancários e congêneres afixarem cartazes, conforme
especifica, a respeito dos empréstimos consignados.

Projeto n.º 231/2011, de autoria dos Vereadores Isauro


Calais, Figueirôa, Ana Rossignoli - Ana do Padre Frederico e
José Tarcísio.

A Câmara Municipal de Juiz de Fora aprova e eu


sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º As instituições financeiras, estabelecimentos de


crédito, correspondentes bancários e congêneres, ficam
obrigados a colocar cartaz com informação orientando o
idoso sobre o empréstimo consignado.
§ 1º O cartaz deverá conter obrigatoriamente as
seguintes informações: que o estabelecimento não cobra
quaisquer comissão do consumidor na intermediação
de empréstimo; que o estabelecimento está obrigado a
entregar uma via do contrato assinado ao contratante;
que o estabelecimento é obrigado a informar também ao
consumidor a taxa de juros mensal e anual, o número de
prestações e a soma total a pagar, sem e com financiamento.
§ 2º O cartaz deverá ficar em lugar visível, destacado,
com letras de fácil visualização, no setor de atendimento de
empréstimo consignado.

Art. 2º O estabelecimento que descumprir esta Lei


sofrerá advertência expressa, quando lhe será concedido
um prazo de trinta dias para se adequar, sob a pena de
multa no valor de R$ 1.000,00 (um mil reais) por mês.

Lei nº 12.503 - de 09 de março de 2012.


Este valor será atualizado anualmente, nos termos da Lei
Municipal n.º 9.918, de 14 de dezembro de 2000.

Parágrafo único. O índice de que trata o artigo anterior


será definido pela Diretoria de Receita e Controle Interno.

Art. 3º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Paço da Prefeitura de Juiz de Fora, 09 de março de 2012.


a) CUSTÓDIO MATTOS - Prefeito de Juiz de Fora.
LEI Nº 12.667 – de 25 de setembro de 2012

Dispõe sobre a disponibilização de banheiros públicos


adaptados para os Ostomizados, nos locais que menciona.

Projeto n. 210/2011, de autoria do Vereador Betão.

O Presidente da Câmara Municipal de Juiz de Fora, no


uso de suas atribuições legais, tendo em vista o disposto nos
§§ 5º e 7º, do art. 39, da Lei Orgânica do Município e nos
§§ 5º e 7º do art. 189, do Regimento Interno, promulga a
seguinte Lei, objeto de Veto Integral aposto pelo chefe do
Executivo:

Art. 1º Os shopping centers, centros comerciais e


supermercados localizados no Município de Juiz de Fora
ficam obrigados a disponibilizar banheiros públicos
adaptados para os Ostomizados.
Lei nº 12.667 – de 25 de setembro de 2012

Parágrafo único. Os banheiros deverão oportunizar os


seguintes serviços:
I - toaletes com proporções específicas: vaso
sanitário normal ou infantil, com anteparo seco, instalado
na altura média do abdômen da pessoa Ostomizada,
há aproximadamente 80cm do chão, fechado por uma
bancada;
II - ducha higiênica instalada a 110 cm do chão, do
lado direito, próxima ao toalete;
III - pia;
IV - aviso de acesso preferencial aos portadores de
necessidades especiais, incluindo o símbolo universal do
Ostomizado.

Art. 2º As normas estabelecidas nesta Lei deverão incidir


sobre os estabelecimentos dispostos no caput do artigo
anterior, com área bruta locável (ABL) superior a 2.000 m²
(dois mil metros quadrados).

Parágrafo único. Estarão igualmente obrigados a


disponibilizarem banheiros públicos adaptados para o
Ostomizado, os cinemas, teatros, rodoviárias, estádio de futebol
e locais destinados à realização de festas, eventos e shows,
ainda que com ABL inferior à prevista no caput deste artigo.

Art. 3º A fiscalização no Município será realizada pelo


órgão competente, no que tange a observância das normas
previstas nesta Lei.

Art. 4º A infração ao disposto nesta Lei sujeitará os


responsáveis:
I - no caso de concessionárias e/ou permissionárias
de serviço público, os infratores se sujeitarão às penalidades

Lei nº 12.667 – de 25 de setembro de 2012


da Lei n. 8.987, de 13 de fevereiro de 1995, sem prejuízo
daquelas determinadas pela legislação de defesa do
consumidor.
II - para os demais, as penalidades variarão de R$
500,00 (quinhentos reais) a R$ 5.000,00 (cinco mil reais), de
acordo com a capacidade econômica do estabelecimento,
podendo o mesmo a vir perder sua licença de funcionamento.

Parágrafo único. As penalidades de que trata este artigo


serão elevadas ao dobro, em caso de reincidência.

Art. 5º Esta Lei entra em vigor 180 (cento e oitenta) dias,


após sua publicação.

Palácio Barbosa Lima, 25 de setembro de 2012.


a) CARLOS CÉSAR BONIFÁCIO – Presidente.
LEI Nº 12.676 - de 11 de outubro de 2012.

Dispõe sobre a afixação de cartazes nos estabelecimentos


comerciais, industriais e de prestação de serviços informando
acerca da vedação de exigência de consumação mínima
nas compras com cartão de crédito ou débito.

Projeto n. 115/2012, de autoria da Vereadora Ana Rossignoli.

A Câmara Municipal de Juiz de Fora aprova e eu


sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º Os estabelecimentos comerciais, industriais e de


prestação de serviços que negociam com cartão de crédito ou
débito ficam obrigados a afixar cartazes em lugares visíveis,
contendo a seguinte informação: “É vedado aos estabelecimentos
comerciais, industriais e de prestação de serviços, a exigência
de valor mínimo para compras, pelo consumidor, no cartão
de crédito ou débito, nos termos da Lei n. 8.078, de 11 de
Lei nº 12.676 - de 11 de outubro de 2012

setembro de 1990 - Código de Defesa do Consumidor”.

Parágrafo único. O cartaz deve ser confeccionado em


letra de forma, no tamanho 60cm x 40cm.

Art. 2º O descumprimento da Lei sujeitará o infrator ao


pagamento da multa de R$500,00 (quinhentos reais) e em
caso de reincidência, o valor será cobrado em dobro.

Art. 3º O Poder Executivo regulamentará, no que couber,


a presente Lei.

Art. 4º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Paço da Prefeitura de Juiz de Fora, 11 de outubro de 2012.


a) CUSTÓDIO MATTOS - Prefeito de Juiz de Fora.
LEI Nº 12.751 – de 09 de janeiro de 2013.

Dispõe sobre os direitos básicos dos indivíduos


acometidos de Neoplasia e/ou em tratamento contra ela e
dá outras providências.

Projeto n. 239/2012, de autoria do Vereador Figueirôa.

A Câmara Municipal de Juiz de Fora aprova e eu


sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º Os indivíduos acometidos de Neoplasia e/ou em


tratamento contra ela têm os seguintes direitos básicos no
Município de Juiz de Fora:
I – tratamento adequado;
II – educação e aconselhamento;
III – permanecer em seu ambiente social de origem;
IV – não ser discriminado no acesso e no local de
trabalho, na habitação, no transporte, na educação, na

Lei nº 12.773 - de 21 de março de 2013


saúde e na prestação de serviços públicos de qualquer
natureza.

Art. 2º Qualquer indivíduo poderá fazer, gratuitamente


e de forma voluntária, em hospitais, centros de saúde e
unidades de saúde pertencentes à Administração Direta,
Indireta ou Fundacional no Município de Juiz de Fora,
exames preventivos.

Parágrafo único. Em caso da impossibilidade de


atendimento na unidade procurada, o indivíduo será
remetido por escrito à unidade que realizará o exame nas
condições previstas no caput deste artigo.

Art. 3º O Poder Público fica autorizado através de


profissionais adequadamente treinados, sob supervisão
da Secretaria Municipal de Saúde, a promover nas escolas
municipais e privadas, projetos educacionais sobre o
combate e prevenção de Neoplasia.

Art. 4º O Poder Executivo, nas condições da Lei


Complementar nº 101 (Lei de Responsabilidade Fiscal),
poderá conceder incentivos a pessoas físicas e jurídicas
que contribuem para entidades sem fins lucrativos que
realizam pesquisas, prevenção e tratamento de pessoas
com Neoplasia.

Art. 5º Consideram-se para efeito desta Lei, como


ato discriminatório às pessoas com Neoplasia e/ou em
tratamento contra ela:
I – veiculação publicitária da imagem do indivíduo
acometido da doença sem sua expressa autorização;
II – exigir cumprimento do período de carência para
constatação da cura total da doença como condição para
Lei nº 12.751 – de 09 de janeiro de 2013

inscrição em concurso público ou posse em cargo público,


desde que atestado as boas condições de saúde por
profissional capacitado;
III – a recusa em prestar atendimento em instituição de
saúde, pública ou privada;
IV – a recusa em receber ingresso, matrícula, inscrição
ou proposta de associação em instituições educacionais,
creches, associações civis, pública ou privada.

Art. 6º A violação dos Direitos Básicos previstos nesta


Lei, dos indivíduos com Neoplasia e/ou em tratamento
contra ela, sujeitará os infratores às seguintes punições:
I – multa de até R$l.000,00 (mil reais);
II – suspensão temporária do fornecimento de serviço;
III – suspensão de benefícios ou incentivos econômicos,
diretos ou indiretos.

Parágrafo único. Conforme a gravidade do ato


infracional ou em caso de reincidência, as sanções previstas
neste artigo poderão ser cumuladas.

Art. 7º O Poder Executivo regulamentará esta Lei naquilo


que lhe couber.

Art. 8º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Paço da Prefeitura de Juiz de Fora, 09 de janeiro de 2013.


a) BRUNO SIQUEIRA – Prefeito de Juiz de Fora.

Lei nº 12.751 – de 09 de janeiro de 2013


LEI N.º 12.773 – de 21 de março de 2013.

Dispõe sobre medidas contra a prática de trotes


telefônicos dirigidos ao SAMU – Serviço de Atendimento
Médico de Urgência.

Projeto n.º 96/2012, de autoria do Vereador Isauro Calais.

A Câmara Municipal de Juiz de Fora aprova e eu


sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º Os assinantes ou responsáveis pelas linhas


telefônicas de Juiz de Fora que originarem chamadas aos
telefones do SAMU – Serviço de Atendimento Médico de
Urgência (192) de Juiz de Fora e que relatarem fatos sem
veracidade, ficam sujeitos, além das sanções constantes na
Lei penal, às seguintes multas:
I – multa de R$ 300,00 (trezentos reais);
Lei nº 12.773 - de 21 de março de 2013

II – multa de R$ 600,00 (seiscentos reais), em caso de


reincidência;
III – multa de R$ 1.000,00 (mil reais) caso haja ligação
após a reincidência constante no inciso II.

Parágrafo único. O valor resultante da arrecadação da


multa prevista nesta Lei será destinado ao Fundo Municipal
de Saúde.

Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Paço da Prefeitura de Juiz de Fora, 21 de março de 2013.


a) BRUNO SIQUEIRA – Prefeito de Juiz de Fora.
LEIS ESTADUAIS

LEI 18.016/2009 – Estabelece regra para a concessão


de empréstimo habitacional (nome do consumidor em
cadastros negativos).

LEI 17.607/2008 – Altera a lei nº 16.669, de 8 de janeiro


de 2007, que estabelece normas para a adoção de material
didático – escolar pelos estabelecimentos de educação
básica da rede particular.

LEI 16.316/2006 – Dispõe sobre o fornecimento ao


consumidor de informações e documentos por parte de
operadora de plano ou seguro privado de assistência à
saúde, no caso que menciona.

LEI 15.449/2005 – Dispõe sobre a oferta de produto em


promoção ou liquidação por estabelecimento comercial.

LEI 15.443/2005 – Acrescenta dispositivo à lei nº 14.126,


de 14 de dezembro de 2001, que dispõe sobre a colocação
de aviso sobre pagamento com cheque em estabelecimento
comercial.

LEI 14.790/2003 – Proíbe, em situação de urgência


e emergência, a exigência de depósito prévio para
internamento em hospital da rede privada e dá outras
providências.

LEI 14.575/2003 – Permite a devolução de ingresso para


evento cultural ou esportivo realizado pelo Estado ou em
espaço de sua propriedade e dá outras providências.

LEI 13.655/2000 - Estabelece direitos e obrigações


do usuário do transporte rodoviário intermunicipal de
passageiros e dá outras providências.