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ANHANGUERA EDUCACIONAL S.A.

Faculdade Anhanguera de Joinville

Curso de Direito

Resumo – Um estudo sobre a obra História da cultura Jurídica: O direito Grego

JÉSSICA OURIQUES DE FREITAS

RA 388648083357

JOINVILLE

Setembro/2020
Já era discutido na época dos gregos a organização atual, que compreende
ciência jurídica, área penal e civil e área pública. Assim como os princípios da
democracia, igualdade e liberdade. Porém grande parte do ordenamento jurídico
acabou se perdendo.
O período pré-homérico não possuía uma estrutura organizado de Estado,
mas as famílias mais poderosas das tribos, já vinham formando uma realeza
dominante. Neste período o direito era baseado nos valores religiosos, mas o rei
tinha autonomia para criar multas e castigos. Este período foi interrompido, tirando
o poder da elite e fortalecendo as famílias aldeãs. 
No período homérico houve um crescimento das famílias, e como
consequência foi o declínio a propriedade coletiva. Com essa divisão nasce o
direito a propriedade. Nesta divisão algumas famílias ficaram com as terras mais
férteis, gerando assim um enriquecimento exagerado de algumas famílias e o
empobrecimento de outras. Neste momento a escravidão aparece como forma de
quitação de dívida, surgindo assim uma camada social miserável. No entanto o
princípio de parentesco e solidariedade era fundamental.
Nesta época as famílias aristocratas dividiam o trabalho braçal com os
servos e escravos por ser uma atividade digna. Que foi alterado com o início do
período arcaico, onde teve o aumento da população, nasceram as cidades e com
isso teve aumento da miséria. Com tanta mão de obra disponível, os aristocratas
passaram a apenas administrar seus bens e a se dedicar a atividades intelectuais.
Ocorre assim, um aumento das desigualdades. 
O aumento demográfico tornou as cidades gregas complexas, o direito
homérico era limitado e incapaz de abranger os novos fatos jurídicos. Dentre as
inovações veio a questão da propriedade privada, que até então não era bem
compreendida. Também surgiram outros novos princípios no direito.
O direito tradicional passa a ser questionado. As novas leis estavam
beneficiando apenas as famílias aristocratas, exemplo era as terras férteis das
famílias ricas que não podiam ser cedidas, enquanto as outras propriedades
poderiam ser incorporadas e os membros virarem servo para quitação de dívida.
Com o início da economia monetária que possibilitava os empréstimos,
acabou piorando a situação da pobreza, aparecendo assim uma nova camada
social emergente. Ainda neste momento, com o poder dracônico em vigor, surgem
novas leis para diminuir o poder político da aristocracia. Então, surge a primeira
codificação draconiana, o direito grego perde efetivamente seu caráter tradicional e
religioso. Agora as leis favoreciam à cidade.
Drácon inovou no cenário jurídico, mas foi Sólon o responsável pela
reorganização social, político-administrativa e jurídica, onde trouxe a proibição da
escravidão, por dívida e a devolução das terras tomadas pelos aristocratas, o que
representou um grande salto rumo a um direito mais igualitário.
A democracia veio com Clístenes ao conquistar o governo e realizar
reformas administrativas, sendo todos os homens cidadãos, independente do
extrato bancário. Outro ponto marcante é a efervescência intelectual com o
destacamento de: Socrates, Platão e Aristóteles.
Todavia, a democracia durou pouco, com a morte de Péricles, a
democracia teve um fim. A partir deste ponto houve a estagnação generalizada,
com o enfraquecimento da economia. O cenário político estava conflituoso, sem
definição de quem assumiria a liderança. Cidades se uniram, e novas guerras
foram iniciadas, resultando numa divisão de territórios e a inclusão ao reino da
Macedônia.
Segundo o autor, há uma relação entre o direito grego e o homem moderno
mesmo após anos. Com tamanhas atrocidades ocorridas pelos erros e infortúnios
por meio escravidão, misoginia e guerras a sociedade grega foi a base formadora
de ideologias que ainda hoje são consideradas inovadoras. Ao se conhecer a
história jurídica pode parecer irrelevante, porém este foi o alicerce do
desenvolvimento das críticas e reflexões que fundamentam o direito moderno.