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MEURO Samira Campedelli

LiV de
LÍNGUA PORTUGUESA
3º-
ANO

ENSINO
F U N DA M E N TA L
L Í N G UA
PORTUGUESA

MANUAL DO
PROFESSOR
MEURO de
LiV
LÍNGUA PORTUGUESA

MANUAL DO
PROFESSOR
3º-
ANO
ENSINO
F U N DA M E N TA L
LÍNGUA
PORTUGUESA

Samira Campedelli
Professora da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo,
Bacharel e licenciada em Letras - Português pela Faculdade de Filosofia,
Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo,
mestre em Literatura Brasileira pela Universidade de São Paulo,
doutora em Literatura Portuguesa pela Universidade de São Paulo
e autora de livros didáticos para o Ensino Fundamental e Médio.

2ª- edição
São Paulo
2019
Título original: Meu Livro de Língua Portuguesa – 3o ano

APRESENTAÇÃO
© Editora AJS Ltda, 2019

Editores: Arnaldo Saraiva e Joaquim Saraiva


Direção editorial: Antonio Nicolau Youssef
Equipe de Colaboradores: Roberta Lombardi Martins,
Márcia Mendonça, Jordana Thadei, Monique Mattos,
Conceição Longo, Daniel Ribeiro, Yara Najman, Prezado professor ou professora,
Cândido Grangeiro, Tania Regina Zieglitz, Rosana Biani
A Coleção Meu Livro de Língua Portuguesa
Coordenação editorial: Ana Cristina Mendes Perfetti
Manual do Professor: Cultura Escrita
foi planejada tendo como guia a Base Nacional Co-
Edição de arte: Flávio Nigro, Jorge Okura mum Curricular (BNCC) estabelecida para essas dis-
Pesquisa iconográfica: Cláudio Perez ciplinas. Os conteúdos abordados e a proposta de
Licenciamentos: Paula Claro trabalho que a coleção adota estão apresentados
Editoração eletrônica: Alfredo P. Santana, Juliana Cristina Silva,
Alan P. Santana, Flávio Balmant, Nelson Arruda,
neste Manual.
Thiago Oliver, Marcos Dorado dos Santos, Apresentamos também as orientações específi-
Selma Barbosa Celestino
Revisão desta edição: Carla Cássia Camargo,
cas relativas às práticas de sala de aula e estratégias
Renata Tavares, Sâmia Rios, Cristiane Santos Mansor, de ensino, distribuídas ao longo das páginas do livro
Edna Gonçalves Luna, Maria Inez de Souza,
Fernanda Rizzo Sanchez
do aluno, assim como a relação entre os conteúdos
Ilustrações: Adolar de Paula Mendes Filho, Alex Argozino, trabalhados e os objetos de conhecimento, compe-
Jótah, Roberto Weigand, Osvaldo Sequetin, tências gerais e específicas, consignados na BNCC.
Dawidson França, Giz de Cera, Fernanda Rinzler,
Maspi, Jorge Honda, All Maps Também ao longo das páginas do livro do aluno, es-
Capa: Flávio Nigro tão apontadas as habilidades da BNCC trabalhadas
Ilustração de capa: Adolar de Paula Mendes Filho em cada grupo de atividades apresentadas.
Entregamos este trabalho a você, com a certeza
de que ele será uma ferramenta de apoio eficiente
em suas aulas, dando vida à relação com os seus
alunos.
A autora

Em respeito ao meio ambiente, as folhas deste livro foram


produzidas com fibras obtidas de árvores de florestas
plantadas, com origem certificada.

Editora AJS Ltda. – Todos os direitos reservados


Endereço: R. Xavantes, 719, sl. 632
Brás – São Paulo – SP
CEP: 03027-000
Telefone: (011) 2081-4677
E-mail: editora@editoraajs.com.br
SUMÁRIO
1. VISÃO GERAL DA OBRA. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .IV
A ESCOLA E O LIVRO DIDÁTICO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .IV
CONHECIMENTO E CULTURA DIGITAL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .IV
CURRÍCULOS, DEMANDAS SOCIAIS E O LIVRO DIDÁTICO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . V
2. PRESSUPOSTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .VI
LÍNGUA PORTUGUESA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .VI
ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . VIII
LEITURA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . X
CONHECIMENTOS LINGUÍSTICOS E GRAMATICAIS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . XII
ESCRITA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . XIII
ORALIDADE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . XIV
3. RELAÇÃO COM A BNCC . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .XV
QUADROS DE CONTEÚDOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . XVI
4. AVALIAÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . XXXIII
5. ORGANIZAÇÃO DA OBRA. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . XXXIII
6. REFERÊNCIAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . XXXVIII
1. VISÃO GERAL DA OBRA
A ESCOLA E O LIVRO DIDÁTICO opções autorais, que buscam oferecer possibilidades para
que as situações de ensino e aprendizagem atendam a
O livro didático e a BNCC diferentes realidades educacionais e escolares.
Os livros didáticos, por si só, são artefatos culturais Os livros desta coleção foram concebidos levan-
bastante complexos. Artefatos, porque são produzidos do-se em conta a Base Nacional Comum Curricular,
industrialmente, ainda que também sejam produto de buscando o desenvolvimento das Competências Gerais
um grande esforço intelectual; culturais, por serem pró- e Específicas ali consignadas e respeitando os Objetos
prios de cada sociedade, tanto em seus aspectos ma- de Conhecimento e as Habilidades sugeridas para cada
teriais e visuais como em seus conteúdos; complexos, ano do Ensino Fundamental a que se referem.
a começar pelo grande número de profissionais envol-
vidos em sua elaboração, como atestam as páginas de CONHECIMENTO E
crédito de uma obra – uma enorme gama de saberes é CULTURA DIGITAL
aplicada e organizada ao longo da produção desses li-
vros. Os livros, por sua vez, inserem-se em um contexto Tornou-se lugar-comum afirmar que vivemos a Era
igualmente intrincado, o da educação. do Conhecimento, pois este se tornou o elemento cen-
Nesse importante contexto – o da educação –, as tral de nossa organização social e econômica. De fato,
políticas educacionais e os documentos amplamente desde o século XVIII, quando os pensadores iluministas
discutidos e elaborados pelos órgãos competentes – formularam um conjunto de proposições filosóficas, le-
como a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) – têm vando as sociedades chamadas ocidentais a se basea-
papel importante na definição dos perfis mais adequa- rem no racionalismo e no desenvolvimento da ciência, o
dos aos livros didáticos. conhecimento humano cresceu exponencialmente. Es-
tudiosos afirmam que o conhecimento humano dobra
O livro didático não existe sozinho. Para que ele a cada cinco anos e que há tendência a diminuir ainda
cumpra seu propósito, necessariamente deve haver ao mais esse tempo.
menos um leitor que interaja com o texto, um espaço
– nem sempre uma sala ou uma grande escola – e um Esses conhecimentos socialmente construídos hoje
contexto. Este envolve desde a realidade social, econômi- são mais facilmente difundidos, graças às mais variadas
ca e cultural dos professores, alunos e sua comunidade tecnologias da informação. Um aparelho celular não só
até a esfera legal e institucional em que esse conjunto de pode viabilizar um contato entre duas pessoas em pon-
elementos se insere (escola privada ou pública, federal, tos extremos da Terra, como ambas, acessando a inter-
estadual, municipal, comunitária etc.). Disso decorre, en- net, podem, em poucos instantes, ter a informação que
tão, o acréscimo de um âmbito político, sempre relevan- desejam. De acordo com a BNCC, a cultura digital tem
te. Esses elementos todos, ao mesmo tempo que estão se mostrado um grande desafio à educação:
articulados, interferem uns nos outros.
Essa dinâmica não é exclusiva do Brasil, no entanto, Há que se considerar, ainda, que a cultura digi-
em um país como o nosso, onde a realidade educacio- tal tem promovido mudanças sociais significativas
nal é extremamente diversa, ela assume contornos ainda nas sociedades contemporâneas. Em decorrência
mais marcantes. Em relação a esta diversidade, a BNCC do avanço e da multiplicação das tecnologias de
traz parâmetros claros para as definições curriculares, ga- informação e comunicação e do crescente acesso
rantindo a unificação dos conhecimentos trabalhados no a elas pela maior disponibilidade de computado-
Ensino Fundamental e, ao mesmo tempo, oferecendo es- res, telefones celulares, tablets e afins, os estudan-
paços e eixos de adequação do currículo a regionalismos, tes estão dinamicamente inseridos nessa cultura,
demandas locais e culturas diversificadas. não somente como consumidores. Os jovens têm
se engajado cada vez mais como protagonistas da
A produção dos livros didáticos deve, portanto, levar
cultura digital, envolvendo-se diretamente em no-
em conta a BNCC, permitindo aos professores encontrar
vas formas de interação multimidiática e multimo-
à sua disposição uma variedade de coleções, unificadas
dal e de atuação social em rede, que se realizam de
por suas referências à Base Comum e diversificadas pelas

IV
modo cada vez mais ágil. Por sua vez, essa cultura Nesse sentido, o livro didático pode desempenhar
também apresenta forte apelo emocional e induz diferentes papéis. Independentemente da concepção,
ao imediatismo de respostas e à efemeridade das estrutura, organização e seleção de conteúdos e do
informações, privilegiando análises superficiais e o tipo de abordagem propostos por uma obra, o que de-
uso de imagens e formas de expressão mais sinté- termina o encaminhamento, o cumprimento dos obje-
ticas, diferentes dos modos de dizer e argumentar tivos e os resultados do processo, sem dúvida, é o uso
característicos da vida escolar. (BNCC, 2017, p. 57) que dela se faz. Pode-se colocar nas mãos do professor
o livro mais tradicional ou o mais inovador e não se
A escola precisa integrar os conhecimentos historica- obter os resultados esperados. Isso acontece porque o
mente construídos e os saberes escolares com as novas processo se efetiva mesmo na sala de aula, num espaço
tecnologias de comunicação de modo eficiente e crítico, em que a concepção do professor prevalece sobre o
a fim de possibilitar a criação de um cidadão que saiba escrito. É pelas mãos do professor que um livro assume
lidar de forma ética e democrática com esse universo da efetivamente sua condição de didático.
cultura digital. O desafio da escola é de assegurar a demo- É o professor que o atualiza quando transforma
cratização do acesso aos meios técnicos de comunicação, o que era uma virtualidade em uma aula. É o profes-
estimular e preparar as novas gerações para a apropriação sor quem dá o tom e empresta a voz ao texto escri-
ativa, consciente e crítica dessas novas tecnologias, tor- to, criando novas virtualidades que, por sua vez, serão
nando a aprendizagem dos saberes mobilizados no âm- atualizadas pelos alunos, em um movimento contínuo
bito escolar significativa e incorporada à vida dos alunos. de alimentação de virtualidades educativas, chamadas
de ensino e de aprendizagem.
CURRÍCULOS, DEMANDAS É interessante observar que geralmente se fala que
SOCIAIS E O LIVRO DIDÁTICO o livro didático é “usado”, e não propriamente “lido”,
O livro didático é um instrumento capaz de eliminar indicando essa sua particularidade. Esse uso é sistemáti-
os limites existentes entre a ciência e o acesso aos direitos co, pressupondo mais de uma leitura, tanto do professor
de cidadania, pois auxilia a implementação das políticas como do aluno, na sala de aula ou fora dela. É só nessa
de educação em geral, uma vez que se trata de um obje- condição que o livro didático de fato se realiza como tal,
to de pesquisa de valor considerável para o aluno, numa ou seja, com um recurso promotor de aprendizagem.
realidade em que pode se configurar como uma das úni- Como ressalta Lajolo, ele pode ser tomado como defi-
cas fontes disponíveis. nidor único de conteúdos, estratégias e objetivos de deter-
Na sala de aula, o livro didático configura-se como minada disciplina ou, ao contrário, pode ser visto como um
um elemento prescritivo essencial para a prática didática parceiro em um processo de ensino muito especial, cujo
do professor, pois o seu uso possibilita a concretização beneficiário final é o aluno (LAJOLO, 1996, p. 4).
dos currículos oficiais, juntamente com outros recursos, É consenso, atualmente, que os livros didáticos não
tendo a condição de subvertê-los ou adaptá-los ao pres- são apenas veiculadores de informações, pois também
crito, dadas as condições colocadas pelo contexto (CAS- difundem valores e representações do mundo, tanto por
SIANO, 2004). meio de textos verbais como de não verbais (fotografias,
Apresenta-se como um instrumento, muitas vezes, desenhos, obras de arte, gráficos etc.). Por isso, quando
insubstituível, uma vez que muitos outros recursos didáti- o professor analisa uma obra desse tipo, visando selecio-
cos não se organizam como um corpo de conhecimentos nar aquela com a qual vai trabalhar ao longo de todo o
sistematizados em que diferentes saberes, procedimentos ano, é fundamental que realize uma avaliação de todos
e valores possam ser mobilizados para a promoção do esses elementos, considerando a realidade em que atua.
ensino e da aprendizagem com objetivos tão delineados.
O melhor dos livros didáticos não pode com-
[...] o livro didático insere-se no processo de petir com o professor: ele, mais do que qualquer
formação da identidade nacional, seja pelos te- livro, sabe os aspectos do conhecimento que fa-
mas e conteúdos priorizados nos manuais didáti- lam mais de perto a seus alunos, que modalidades
cos, seja pelas metodologias neles indicadas, seja de exercício e que tipos de atividades respondem
pela perspectiva ideológica neles subjacentes [...] mais fundo em sua classe. [...] Nenhum livro, por
(HORIKAWA e JARDILINO, 2010, p. 156) melhor que seja, pode ser utilizado sem adaptações.

V
Como todo e qualquer livro, o didático também As avaliações promovidas pelo MEC represen-
propicia diferentes leituras para diferentes leitores tam importante contribuição para os professores no
e é em função da liderança que tem na utilização momento da escolha do livro didático. Mas só o pro-
coletiva do livro didático que o professor precisa fessor sabe qual livro melhor atende às necessidades
preparar com cuidado os modos de utilização de seus alunos e de sua escola, pois apenas ele co-
dele, isto é, as atividades escolares por meio das nhece a sua realidade, sua concepção de educação,
quais um livro didático vai se fazer presente no sua prática, seu compromisso com a formação inte-
curso em que foi adotado. (LAJOLO, 1996, p. 6) gral dos alunos.

2. PRESSUPOSTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS

LÍNGUA PORTUGUESA a formação de cidadãos críticos, participativos e cons-


cientes de seu papel na sociedade.
Com base na abordagem sociointeracionista de
aprendizagem e entendendo a linguagem e suas práti- De fato é dentro da e pela língua que indi-
cas como produtos culturais que organizam e estrutu- víduo e sociedade se determinam mutuamente.
ram as relações humanas, esta coleção procura oferecer O homem sentiu sempre – e os poetas frequen-
condições para o desenvolvimento e o aperfeiçoamen- temente cantaram – o poder fundador da lingua-
to, de forma progressiva e contínua, das capacidades gem, que instaura uma realidade imaginária, anima
cognitivas, linguísticas e discursivas dos alunos. as coisas inertes, faz ver o que ainda não existe, traz
de volta o que desapareceu. (BENVENISTE, 1976)
Se a linguagem é comunicação, pressupõe
interação entre as pessoas que participam do O desenvolvimento da vida social exigiu que os
ato comunicativo com e pela linguagem. Cada homens ampliassem o uso das formas verbais de comu-
ato de linguagem não é uma criação em si, nicação. Com isso, foi necessário compreender o pró-
mas está inscrito em um sistema semiótico de prio funcionamento e alcance da linguagem (em sua
sentidos múltiplos e, ao mesmo tempo, em um dimensão verbal): daí os estudos sobre a organização
processo discursivo. Como resultado dessas re- das palavras, a elaboração dos enunciados e os efeitos
lações, assume-se que é pela e com a linguagem produzidos nos discursos pela escolha e pelo uso de
que o homem se constitui sujeito social (“ser” recursos linguísticos.
mediado socialmente pela linguagem) e por ela
De instrumento que ajudava a nomear as coisas, a
e com ela interage consigo mesmo e com os ou-
linguagem passou a ser identificada como elemento de
tros (“ser-saber-fazer” pela/com a linguagem).
produção de sentidos, capaz não apenas de representar,
Nesse “ser-saber-fazer” estão imbricados valo-
como também de criar realidades, exercendo um forte
res sensitivos, cognitivos, pragmáticos, culturais,
papel direcionador ou redirecionador das relações sociais.
morais e éticos constitutivos do sujeito e da so-
ciedade. (BNCC, 2017, p. 59) A linguagem, segundo definição de Émile Benve-
niste, é um sistema de signos socializado. “Socializado”
remete à função comunicativa da linguagem.
Considerando que é por meio da língua que as A expressão “sistema de signos” é empregada
pessoas se comunicam, têm acesso às informações, para definir a linguagem como um conjunto cujos ele-
expressam seus pontos de vista e produzem conheci- mentos se determinam em suas inter-relações, ou seja,
mento, entendemos que o seu domínio é fundamental um conjunto no qual nada significa por si, mas tudo
para que os alunos tenham acesso aos bens culturais e significa em função dos outros elementos.
participação efetiva no mundo letrado. Todas as línguas são casos particulares de um fe-
Esta coleção também incentiva o respeito às di- nômeno geral, a linguagem. Para o linguista francês, a
ferenças individuais e sociais e procura contribuir para língua é um sistema de signos que se aprende pelo seu

VI
próprio uso. Percebe-se, neste passo, por que a lingua- que aprende, os construtivistas consideram o aprendiz
gem é uma forma de ação, e, no caso da linguagem ver- um sujeito, protagonista do seu próprio processo de
bal, a leitura e a escrita são processos de conhecimento aprendizagem, alguém que vai produzir a transforma-
e patamares significativos da atividade social e cultural. ção que converte informação em conhecimento pró-
Lev Vygotsky (1896-1934) deu início a estudos prio. Essa construção, pelo aprendiz, não se dá por si
da teoria que, mais tarde, veio a ser nomeada “so- mesma e no vazio, mas por meio de situações nas quais
ciointeracionismo”, cujo eixo pressupõe que todo co- ele possa agir sobre o objeto de conhecimento, pensar
nhecimento é construído socialmente, no âmbito das sobre ele, recebendo ajuda, sendo desafiado a refletir,
relações humanas. interagindo com outras pessoas. De suas investigações,
Piaget concluiu que a linguagem infantil pode ser divi-
Para Vygotsky, a linguagem tinha papel fundamen-
dida em egocêntrica e socializada.
tal na mediação entre as relações sociais e a aprendiza-
gem. O objeto de estudo de Vygotsky era o desenvol- Na fala egocêntrica, a criança fala para si, como se
vimento humano, a partir do processo histórico que o estivesse pensando alto. Não se preocupa em saber se
indivíduo estava vivendo. alguém a ouve. Geralmente fala do que está vendo ou
acontecendo com ela num determinado momento. Na
É oportuno, a essa altura de nosso diálogo com fala socializada, a criança tenta realizar uma espécie de
os colegas, relembrar que a marca principal, o traço comunicação com os outros.
diferencial da teoria da aprendizagem de Lev Vygotsky
em relação a outras teorias da aprendizagem ou do Dessa forma, a linguagem egocêntrica se distingue
da linguagem socializada em sua função. Por meio da
desenvolvimento é justamente a crença de que o co-
linguagem socializada, a criança tenta estabelecer tro-
nhecimento se constrói primeiramente pela interação
cas com os outros, faz perguntas, pedidos, transmite
interpessoal – e, posteriormente, tornar-se-á intrapes-
informações. Nesse momento se estabelece a troca ver-
soal (desenvolvimento real, autonomia, apropriação).
dadeira, discussão, ou mesmo colaboração, em busca
Vygotsky ensina que as funções psicológicas superio-
de um objetivo comum.
res, que são características do ser humano, estão an-
coradas, por um lado, nas características biológicas da Vygotsky aprecia o valor da descoberta de Piaget
espécie humana e, por outro lado, são desenvolvidas e, embasado em um exame detalhado das investigações
ao longo de sua história social. O grupo social fornece e conclusões desse autor,conclui que,para Piaget, “a
o material (signos e instrumentos) que possibilita o de- linguagem da criança pequena é, em sua maior parte,
senvolvimento das atividades psicológicas. egocêntrica”. Não serve aos fins nem às funções de co-
municação, serve somente para acompanhar a atividade
Isso significa que se deve analisar o reflexo do
e as sensações da criança.
mundo exterior no mundo interior dos indivíduos com
base na interação destes com a realidade. Para Piaget, a linguagem egocêntrica não desempe-
nha função importante na atividade infantil, pois o psicó-
Ainda segundo Vygotsky, para que o indivíduo se logo suíço crê que “atrofia e desaparece na idade escolar”.
constitua como pessoa, é fundamental que ele se in-
Vygotsky, por outro lado, acredita que a lingua-
sira em determinado ambiente cultural. As mudanças
gem egocêntrica assume, desde a mais tenra idade,
ao longo de seu desenvolvimento estão ligadas à sua
uma função importante e definida na atividade infantil:
interação com a cultura e a história da sociedade da
converte-se em um instrumento para pensar no sentido
qual faz parte.
estrito, ou seja, começa a exercer a função de planejar
Por isso, o aprendizado envolve sempre a interação a resolução da tarefa surgida no curso de sua atividade.
com outros indivíduos e a interferência direta ou indi-
Na teoria vygotskyana, o enfoque é sociointeracio-
reta deles.
nista, já que para ele todo conhecimento é construído
Na teoria da aprendizagem denominada cognitivis- socialmente, no âmbito das relações humanas. A rela-
mo, originada dos estudos do psicólogo suíço Jean Piaget, ção entre desenvolvimento e aprendizagem, do ponto
o aluno é um ser ativo no seu processo de aprendizado de vista de Vygotsky, está assentada no conceito de
– daí o nome “construtivismo”, metáfora que sugere zona de desenvolvimento proximal, definida como “a
que o conhecimento é construído pelo aprendiz. distância entre o nível de desenvolvimento real, que se
Diferentemente dos empiristas, para quem a infor- costuma determinar pela solução independente de pro-
mação deveria ser fornecida da forma mais simples pos- blemas, e o nível de desenvolvimento potencial, deter-
sível, uma de cada vez, a fim de não confundir aquele minado por meio da solução de problemas sob a orienta-

VII
ção de um adulto ou em colaboração com companheiros volve a apropriação de conhecimentos e procedimentos
mais capazes”. Vale dizer que, neste nível, o aprendiz não do sistema de escrita alfabética que se relacionam a ha-
tem total autonomia, mas já tem elementos que possibili- bilidades de: diferenciar desenhos e letras; conhecer as le-
tam a realização de tarefas. tras do alfabeto; compreender a posição determinada das
Com base nesse conceito, tornam-se possíveis de- letras no interior das palavras; relacionar grafema/fonema,
terminadas conclusões pedagógicas: para transformar som em letra; juntar letras para formar
• a aprendizagem não deve ser um ato solitário, sílabas; juntar sílabas para formar palavras; juntar palavras
mas de interação com o outro; para formar frases e frases para formar textos, assim como
compreender, as regras ortográficas. Também se relacio-
• o professor, antes de ser mero transmissor de- nam ao processo de alfabetização as capacidades motoras
saberes, desempenha papel de mediador entre e cognitivas que envolvem as habilidades de ler e escrever
aprendiz e conhecimento; seguindo a direção correta da escrita na página, como a
• a escola precisa levar em conta quanto de cola- orientação da escrita de cima para baixo e da esquerda
boração o aluno necessita para chegar a produzir para a direita e as convenções que indicam a delimitação
atividades de forma independente; de palavras (espaços em branco) e de frases (pontuação),
• o diálogo e a interação entre professor e aluno e fazer uso adequado de instrumentos de escrita (lápis, cane-
entre alunos devem ser permanentes, permean- ta, borracha, régua e outros) e aprendizagem de escrita de
do o trabalho escolar. diferentes categorizações das letras (maiúsculas, minúscu-
las, imprensa, cursiva) (SOARES e BATISTA, 2005).
ALFABETIZAÇÃO E O letramento consiste no “conjunto de conheci-
mentos, atitudes e capacidades envolvidas no uso da
LETRAMENTO língua em práticas sociais e necessários para uma parti-
As crianças, desde cedo, estão imersas no mundo le- cipação ativa e competente na cultura da escrita” (SOA-
trado, por isso trazem consigo para a escola experiências RES e BATISTA, 2005, p. 50). Os eventos de letramentos
diversas com a leitura e a escrita e suposições acerca de são concretizados com a leitura e a escrita de diferentes
seu funcionamento, que advêm de sua participação em gêneros textuais e escritos, em contextos formais e infor-
diferentes práticas sociais mobilizadas pela linguagem. mais, compreendidos como práticas sociais que ocorrem
Mesmo com avanços nos níveis de alfabetismo em função dos objetivos da situação comunicativa, da
da população e no acesso à educação básica, o índice relação entre interlocutores, do portador no qual os tex-
de analfabetismo funcional, segundo dados do Índice tos são publicados, dos espaços sociais em que circulam,
Nacional de Analfabetismo Funcional – INAF (2016), dos valores estéticos e éticos transmitidos.
chega a 27%. Isso quer dizer que, desse percentual, Em virtude disso, nesta coleção, concebem-se alfa-
muitas pessoas têm habilidades de escrever algo como betização e letramento como interfaces de um mesmo
seu nome, copiar alguma informação, porém não con- processo, no qual habilidades distintas são desenvolvi-
seguem interpretar nem usar a escrita e a leitura para das concomitantemente. A alfabetização e o letramento
outros fins que são solicitados usualmente numa socie- são processos que se entrelaçam e devem acontecer de
dade letrada. Segundo Maciel e Lúcio (2008), para que forma simultânea e indissociável, pois a apropriação do
interaja em práticas sociais efetivas em uma sociedade sistema de escrita alfabética (SEA) deve ocorrer intima-
letrada, o sujeito precisa apropriar-se do sistema alfa- mente nos usos sociais da língua, com a produção de
bético e ortográfico, que se obtém pelo processo de gêneros textuais orais e escritos. Desse modo, as ativi-
alfabetização, e da leitura e da escrita em diferentes dades de alfabetização constituem um meio para o es-
situações e contextos, cujo desenvolvimento de habili- tabelecimento de relações entre diferentes convenções e
dades ocorre no processo de letramento. notações e para a reflexão sobre estes nos processos das
A alfabetização consiste no ensino e no aprendiza- práticas discursivas e sociais e de conhecimentos relevan-
do da tecnologia da escrita alfabética-ortográfica, que tes para a vida, de modo que as crianças possam falar,
envolve um conjunto de conhecimentos e procedimentos escutar, ler e escrever em diferentes contextos sociais.
relacionados tanto ao seu funcionamento de represen- A apropriação do sistema de escrita alfabéti-
tação quanto às capacidades motoras e cognitivas para ca (SEA) é o resultado esperado no processo de al-
manipulá-la (SOARES e BATISTA, 2005). Dessa forma, de fabetização. O SEA é concebido como um sistema
acordo com Cafiero e Rocha (2008), a alfabetização en- notacional de sons (fonemas) e letras (grafemas), não

VIII
um sistema de códigos, pois é preciso que sejam com- A apropriação do sistema de escrita alfabética se
preendidos, e não apenas memorizados, o seu funcio- fundamenta nas hipóteses formuladas pelo aprendiz,
namento e suas funções (MORAIS, 2012). Como Ferrero relacionadas às perguntas citadas, que oferecem infor-
e Teberosky (1986) demonstraram, para entender como mações às etapas do processo de alfabetização. Emi-
o SEA funciona, os aprendizes precisam mobilizar duas lia Ferreiro e Ana Teberosky descreveram e explicaram
questões: “O que a escrita nota (ou representa)? Como cada uma dessas etapas, apontando a existência de um
ela cria notações (representações)?” (MORAIS, 2014a). parâmetro evolutivo regular na construção de hipóte-
Para compreendê-lo e explicá-lo, Morais (2012) criou um ses sobre a escrita, por parte das crianças, levando o
decálogo (dez princípios) sobre o SEA: professor a construir novo olhar sobre o processo de
alfabetização, para, assim, poder reavaliar e redirecio-
1. Escreve-se com letras, que não podem ser nar a sua prática. As etapas, segundo as autoras, com-
inventadas, que têm um repertório finito e que preendem três diferentes níveis: pré-silábico, silábico e
são diferentes de número e de outros símbolos; alfabético, sendo que o último é dividido em silábico-al-
fabético e alfabético.
2. As letras têm formatos fixos e pequenas
variações produzem mudanças na identidade das No nível pré-silábico, a criança não estabelece rela-
mesmas (p, q, b, d), embora uma letra assuma for- ções entre a escrita e a pronúncia, ainda representa a es-
matos variados (P, p, P, p); crita por meio de desenhos, rabiscos ou letras aleatórias,
sem repetição e com o critério de no mínimo três. Nessa
3. A ordem das letras no interior da palavra fase, a criança associa de maneira direta a palavra ao ob-
não pode ser mudada; jeto a que se refere, não distingue ainda objeto da pala-
4. Uma letra pode se repetir no interior de vra que o representa. Acredita que a palavra “cão” deva
uma palavra e em diferentes palavras, ao mesmo ser maior que a palavra “formiga”, porque representa
tempo em que distintas palavras compartilham as um objeto maior e mais pesado. Essa hipótese foi deno-
mesmas letras; minada por Piaget de “realismo nominal”. A superação
5. Nem todas as letras podem ocupar certas do realismo nominal se dá quando a criança compreende
posições no interior das palavras e nem todas as que a palavra escrita, diferentemente do desenho, não
letras podem vir juntas de quaisquer outras; representa o objeto, mas o nome do objeto.
Quando a criança percebe que há estabilidade na es-
6. As letras notam ou substituem a pauta
crita das palavras, isto é, que há uma forma única conside-
sonora das palavras que pronunciamos e nunca
rada convencional para escrever corretamente cada pala-
levam em conta as características físicas ou fun-
vra, ela atinge a etapa subsequente: o nível silábico. Nesse
cionais dos referentes que substituem;
nível, a criança descobre a lógica da escrita por meio da
7. As letras notam segmentos sonoros meno- correspondência entre a representação escrita das palavras
res que as sílabas orais que pronunciamos; e as propriedades sonoras das letras, usando, ao escrever,
8. As letras têm valores sonoros fixos, apesar uma letra para cada emissão sonora, pois supõe que deve
de muitas terem mais de um valor sonoro e certos escrever tantos sinais quantas forem as vezes que mexe a
sons poderem ser notados com mais de uma letra; boca, ou seja, para cada sílaba oral corresponde uma letra
ou um sinal escrito. Nesta fase, é comum o uso aleató-
9. Além de letras, na escrita de palavras,
rio dos símbolos gráficos, empregando ora letras “inven-
usam-se, também, algumas marcas (acentos) que
tadas”, ora apenas consoantes, ora vogais, repetindo-as
podem modificar a tonicidade ou o som das letras
conforme o número de sílabas das palavras.
ou sílabas onde aparecem;
Para essa etapa, sugere-se:
10. As sílabas podem variar quanto às combi-
nações entre consoantes e vogais (CV, CCV, CVV, • identificação, primeiramente, do próprio nome
CVC, V, VC, VCC, CCVCC...), mas a estrutura pre- e, depois, do nome dos colegas, evidenciando
dominante no português é a sílaba CV (consoante que nomes maiores nem sempre pertencem aos
– vogal) e todas as sílabas do português contêm, colegas maiores;
ao menos, uma vogal. • organização dos nomes (ou de outros textos),
(MORAIS, A. G. de. Sistema de escrita alfabética. São Paulo: seguindo critérios como som inicial, som final,
Melhoramentos, 2012. p. 51.) rimas, número de letras, entre outros;

IX
• organização de palavras-texto em ordem alfa- grafofonêmica entre as partes das palavras: contar as
bética e ilustrada por meio de desenhos, para letras e sílabas, pronunciar um a um os segmentos que
serem expostas na sala de aula; compõem a palavra, identificar ou produzir fonemas
• criação de jogos com os nomes; parecidos, adicionar ou subtrair segmentos sonoros,
comparar o tamanho das palavras e os segmentos so-
• trabalho com rótulos e embalagens de produtos
noros (rimas, fonemas, sílabas ou posição em que apa-
conhecidos; com recortes de jornais; com títulos
recem na palavra). Segundo Morais (2014b), não se
que remetam a assuntos ou temas próprios do
trata de treinar a consciência fonológica das crianças,
universo da criança etc.
artificialmente, mas permitir que brinquem com as pa-
Já no nível silábico-alfabético a criança compreen- lavras, com trava-línguas, jogo de rimas, entre outras. A
de que a escrita representa a fala e começa a perceber tomada de consciência sobre os aspectos fonológicos
que cada emissão sonora (sílaba) pode ser representa- da palavra e sua correspondência grafofonêmica é uma
da, na escrita, por uma ou mais letras. Nesse período, é condição necessária para o aprendiz avançar em dire-
comum a criança combinar só vogais ou só consoantes, ção à hipótese alfabética, mas não é condição suficien-
fazendo grafias equivalentes para palavras diferentes. te reconstruir os dez princípios do SEA.
Por exemplo, OA para “sopa” e para “bota”ou PT para Nesse processo, a intervenção do professor, como
“pote” e para “pato”. Em alguns casos, ela combina mediador das práticas de linguagem, deverá ser a de
vogais e consoantes em uma mesma palavra, em uma facilitar a apropriação do sistema de escrita alfabética
tentativa de combinar sons, sem tornar, ainda, sua es- e ajudar os aprendizes a construir os conhecimentos
crita socializável. Por exemplo, MAO para “macaco”. de modo gradativo, possibilitando a sistematização
Para a superação dessa fase, sugere-se: dos saberes produzidos. O papel do professor é de
• fazer a leitura apontada do texto do aluno, para utilizar estratégias de leitura, a fim de motivar as crian-
que ele perceba se o número de sons pronun- ças para o momento da leitura dos diferentes gêneros
ciados corresponde (ou não) ao que escreveu; textuais, como atividade permanente em sua rotina
diária, levantamento de conhecimentos prévios, enga-
• propor a escrita de listas com finalidades diversas
jamento das crianças nesses momentos, relacionando
(registrar o nome dos alunos ausentes/presentes,
as atividades de reflexão sobre o SEA e a realização
itens de uma feira, ingredientes de uma receita,
das correspondências som-grafia e a quantidade de
cardápio do lanche, títulos de textos lidos etc.);
letras das palavras, com as diferentes práticas de lin-
• promover a escrita coletiva ou individual de guagem em sala de aula.
parlendas, trava-línguas, charadas, provérbios,
entre outros. LEITURA
No nível alfabético, o aprendiz compreendeu que Tudo se reduz ao diálogo, à contraposição dialógi-
a escrita representa a pauta sonora das palavras, co- ca como centro. Tudo é meio, o diálogo é o fim. Uma
locando um grafema para cada um dos fonemas que só voz nada termina, nada resolve. Duas vozes são o
aparecem em cada sílaba, sem considerar as con- mínimo de vida. (BAKHTIN, 1979)
venções ortográficas. De acordo com Leite e Morais A prática da leitura é considerada um ato de cons-
(2012) “devemos estar atentos para o fato de que ter tituição do sentido, pois a linguagem é um fenômeno
alcançado uma hipótese alfabética não é sinônimo de profundamente social, histórico e ideológico, numa
estar alfabetizado. Se já compreendeu como o SEA relação direta com a construção do sujeito, porque
funciona, a criança tem agora que dominar as conven- todo discurso se constitui na fronteira entre aquilo
ções som-grafia de nossa língua.” que é seu e aquilo que é do outro, de acordo com a
Para superar as hipóteses de apropriação da es- concepção bakhtiniana da língua, ou seja, como um
crita, o aprendiz precisa desenvolver a consciência fo- processo. Bakhtin elege a enunciação como o motor
nológica que consiste num vasto conjunto de habili- essencial da língua, pois esta se constitui, segundo ele,
dades que permite a reflexão sobre as partes sonoras numa evolução ininterrupta, ou seja, num processo de
das palavras, assumindo uma atitude metacognitiva, criação contínua que se efetiva na e pela interação ver-
sobre o seu processo de alfabetização. Esse conjunto bal dos interlocutores.
de habilidades é variado quanto às operações que o Bakhtin, ao estabelecer relações entre língua e
aprendiz efetua ao refletir e realizar a correspondência vida, esclarece que “a língua penetra na vida pelos

X
enunciados que a realizam, e é também por meio dos O aluno deve ser considerado um receptor ativo
enunciados concretos que a vida penetra na língua”. e um produtor de diversos textos. Ao professor cabe
Assim, a utilização da língua se dá sempre sob a forma o papel de mediador no processo de desenvolvimento
de enunciados orais ou escritos, “concretos e únicos”, das capacidades cognitivas e metacognitivas, focando
utilizados pelos participantes em cada uma das ativida- o texto como o centro de todo processo de ensino e de
des humanas. aprendizagem e conduzindo o aluno a compreender o
Considera ainda que cada esfera de utilização processo de construção dos sentidos produzidos dialo-
da língua elabora seus tipos relativamente estáveis de gicamente no convívio social.
enunciados — os gêneros do discurso, como denomi-
na, com características temáticas, composicionais e es- A leitura é objeto historicamente reconhe-
tilísticas próprias. cido de aprendizagem em Língua Portugue-
Se, por um lado, Bakhtin destaca a individualidade sa. Se, para os outros componentes curricula-
do enunciado, por outro, reconhece os gêneros como res, ela é instrumento, em Língua Portuguesa
enunciados “relativamente estáveis” utilizados em dife- é tema central. O eixo Leitura compreende a
rentes situações de comunicação. aprendizagem da decodificação de palavras e
O dialogismo bakhtiniano define o texto como um textos (o domínio do sistema de escrita alfa-
“tecido de muitas vozes” ou de muitos textos ou dis- bética), o desenvolvimento de habilidades de
cursos, que se entrecruzam, completam-se, respondem compreensão e interpretação de textos verbais
uns aos outros ou polemizam entre si no interior do e multimodais e, ainda, a identificação de gêne-
texto. Por outro lado, o dialogismo diz respeito também ros textuais, que esclarecem a contextualização
às relações que se estabelecem entre o eu e o outro nos dos textos na situação comunicativa, o que é
processos discursivos instaurados historicamente pelos essencial para compreendê-los. São também
sujeitos que, por sua vez, instauram-se e são instaura- constituintes essenciais desse eixo, por sua re-
dos por esses discursos. levância para a compreensão e interpretação de
textos, o desenvolvimento da fluência e o enri-
É no acontecimento da enunciação que a palavra se
quecimento do vocabulário. (BNCC, p. 64)
torna concreta, como signo ideológico, e se transforma
de acordo com o contexto em que surge. É no aconteci-
mento da enunciação que ocorre polifonia, pois, segun- As atividades de leitura precisam se configurar em
do Bakhtin, “a palavra é o produto da relação recíproca práticas de compreensão e interpretação de textos
entre falante e ouvinte, emissor e receptor”. verbais, verbo-visuais e multimodais de diferentes gê-
Durante a leitura, o leitor depara-se com ideias que neros textuais, que tenham relação direta com o co-
podem refutar, confirmar e antecipar respostas e objeti- tidiano do aluno e seja de seu interesse, com temas
vos. A leitura de textos passa a ser a forma mais imedia- apropriados à faixa etária, imagens representativas e
ta de aquisição – confrontação de sentidos acumulados nível de textualidade com vocabulário e recursos ex-
historicamente pelo uso da linguagem. Isso significa pressivos adequados ao nível de proficiência leitora.
que, num mundo demarcado pela comunicação escri- Essas práticas precisam levar em consideração as es-
ta, cabe ao aluno, orientado pelo professor, a tarefa de tratégias de leitura, de modo que possam desenvolver
negociar os sentidos e os diferentes significados históri- diferentes habilidades que possibilitem a reconstrução
cos e culturais que lhe são apresentados nos textos que das condições de produção e recepção de diferentes
lê, do confronto de opiniões e pontos de vista funda- gêneros textuais, a reflexão sobre o seu conteúdo te-
mentados, discutido as diferentes perspectivas que se mático e sobre o léxico do texto.
encontram em jogo. Na BNCC, há uma separação entre os eixos leitura
Ao compreender o uso da linguagem como intera- e educação literária. Essa separação pode ser explicada
ção na sociedade, o aluno amplia seu conhecimento de da seguinte forma:
si e do outro, num processo dialógico, passa a utilizar as
diferentes linguagens como meio de comunicação, ou O eixo Educação literária tem estreita relação
processo de construção de significados, tornando-se re- com o eixo Leitura, mas se diferencia deste por
ceptor e produtor de diversos textos, entendidos como seus objetivos: se, no eixo Leitura, predominam o
unidade básica da linguagem verbal oral e escrita. desenvolvimento e a aprendizagem de habilidades

XI
de compreensão e interpretação de textos, no ensino e aprendizagem de Língua Portuguesa “é ga-
eixo Educação literária predomina a formação rantir a todos os alunos o acesso aos saberes linguísti-
para conhecer e apreciar textos literários orais e cos necessários para a participação social e o exercício
escritos, de autores de língua portuguesa e de da cidadania, pois é por meio da língua que o ser hu-
traduções de autores de clássicos da literatura in- mano pensa, comunica-se, tem acesso à informação,
ternacional. Não se trata, pois, no eixo Educação expressa e defende pontos de vista, partilha ou cons-
literária, de ensinar literatura, mas de promover o trói visões de mundo e produz conhecimento (BNCC,
contato com a literatura para a formação do lei- 2017, p. 63).
tor literário, capaz de apreender e apreciar o que Nesta coleção, os conhecimentos linguísticos e
há de singular em um texto cuja intencionalida- discursivos com os quais o aluno opera ao participar
de não é imediatamente prática, mas artística. das práticas mediadas pela linguagem são o obje-
(BNCC, p. 65) to de estudo. O trabalho com o sistema alfabético,
como sistema ortográfico e com aspectos gramati-
cais é considerado instrumento de apoio para dis-
Desse modo, a educação literária tem como ob- cussões e/ou reflexões sobre a organização funcio-
jetivo possibilitar o desenvolvimento de habilidades nal da língua, como meio de melhorar a qualidade
de leitura e produção textual voltados à compreen- da produção linguística, tornando-se uma ferramen-
são singular e plurissignificativa dos contextos de ta essencial na importante e indispensável tarefa de
produção desses textos e das características desses revisão, reescrita e/ou reestruturação ou refacção
discursos. Além disso, possibilita apreciação esté- de textos.
tica, reflexão sobre os recursos de sentido e as di-
Segundo Geraldi (1991, p. 74), “a análise linguís-
mensões estética e sociocultural dessas produções,
tica não se limita à higienização do texto em seus as-
compreendendo o texto literário como expressão de
pectos gramaticais e ortográficos”, pois uma série de
identidades e de diversidade cultural. A leitura de
elementos textuais podem ser reelaborados durante
textos de gênero literário proporciona a vivência em
esse processo, por exemplo:
mundos ficcionais, assim como a ampliação da visão
de mundo, pela experiência de outras épocas, de ou- • as regularidades linguísticas dos gêneros;
tros espaços, de outras culturas, de outros modos de • as especificidades de produção;
vida e de outros seres humanos. Para a formação do
leitor, cujas intencionalidades podem ser práticas ou • as questões semânticas;
artísticas, há a necessidade de criação de espaços e • a função do texto;
momentos de leitura e reflexão como “cantinho de
• o interlocutor;
leitura da classe” e rodas de leitura e conversa, de
modo que possa selecionar e recomendar ou não o • as questões ortográficas e morfossintáticas;
que leu. Essas ações se mostram relevantes para que • as questões relacionadas às consciências grafo-
todas as crianças tenham contato com livros, revistas fonêmica e silábica;
e jornais, mesmo que, a princípio, seja para manuseá-
-los, olhá-los, percorrê-los. • a coerência e a coesão;
• os recursos expressivos (metáforas, discurso dire-
to ou indireto, paráfrases, pontuação, citações).
CONHECIMENTOS
No entanto, em função das características desta
LINGUÍSTICOS E GRAMATICAIS fase de escolarização, é imprescindível que seja feito
Para que se compreenda a relevância da práti- também um trabalho de análise da organização interna
ca de análise e reflexão sobre a língua, é importante da palavra, destacando os padrões silábicos e as rela-
reiterar a concepção de linguagem subjacente a esta ções fonema/grafema, por meio de atividades de troca,
proposta de ensino. Mais do que uma representação acréscimo e supressão de letras e sílabas. Em atividades
do pensamento ou um instrumento de comunicação, dessa natureza, é necessário discutir o sentido das pa-
a linguagem e entendida como forma ou processo de lavras, pois, dessa forma, contribui-se para ampliação
interação humana (interação do sujeito com o mundo vocabular. É necessário não abrir mão de atividades que
e com os outros). Nessa perspectiva, o objetivo do levem os alunos a observarem as propriedades do siste-

XII
ma de escrita alfabética, como a estabilidade, a ordem, Essa orientação da palavra em função do
as repetições, as combinações possíveis, a quantidade interlocutor tem uma importância muito gran-
de letras e de sílabas orais etc. de. Na realidade, toda palavra comporta duas
Isso não significa, de modo algum, relegar o sen- faces. Ela é determinada tanto pelo fato de que
tido discursivo e dialógico da linguagem ao segundo procede de alguém, como pelo fato de que se
plano. Trata-se de instrumentalizar o aluno para ga- dirige para alguém. Ela constitui justamente o
rantir também sua autonomia. Sem o domínio do sis- produto da interação do locutor e do ouvinte.
tema de escrita, a compreensão de seu caráter social [...] A palavra é uma espécie de ponte lançada
e constitutivo pode até acontecer. Todavia, a liberdade entre mim e os outros. Se ela se apoia sobre
ou independência intelectual, a capacidade de se go- mim numa extremidade, na outra apoia-se so-
bre meu interlocutor. A palavra é o território
vernar por si mesmo, ainda estará comprometida.
comum do locutor e do interlocutor. (BAKHTIN,
Para um trabalho de língua voltado para essa 2002. p. 113)
perspectiva, o papel do professor é fundamental,
pois, como mediador competente, torna-se o respon-
sável pela transposição didática, pelo processo de for- O texto compreende, em sua configuração, a arti-
mação de um indivíduo capaz de dominar a língua, culação de elementos inter e intradiscursivos.
de compreender e respeitar suas variedades sabendo Os elementos interdiscursivos referem-se à ma-
escolher a mais adequada a cada situação concreta neira como um determinado discurso estabelece uma
de comunicação. interação com outros discursos, que se lhe compõem
ou não.
Os elementos intradiscursivos, por sua vez, dizem
ESCRITA respeito ao modo como é estabelecida linguisticamen-
A prática de produção de textos visa à apropriação te essa interação, ou seja, o modo como é tecida a
de diferentes linguagens, partindo de propostas signi- complexa rede de sentidos que constitui o texto.
ficativas, reais e constantes e deve ser entendida como O texto é uma síntese complexa de interação do
um processo comunicativo e cognitivo realizado por discurso com ele mesmo e também entre interlocuto-
meio de atividades discursivas e dialógicas. res, que se tornam, desse modo, coprodutores daquele
Para tanto, é necessário que essa prática se realize discurso, uma vez que desvelam e identificam, a partir
em um espaço/tempo em que sejam consideradas as do nível intradiscursivo, inscrito na materialidade lin-
funções e a estrutura do texto, seja ele oral ou escrito, guística do texto, as contradições e/ou alianças interdis-
bem como as condições nas quais é produzido. cursivas estabelecidas e desenvolvidas por eles em toda
Os textos são, portanto, duplamente determina- a extensão intradiscursiva.
dos: pelos sentidos do discurso que aparecem no pró- Se é no texto que a linguagem se materializa em
prio texto e por formas, significados e construções de sua totalidade discursiva e concreta, a compreensão
um gênero específico. de texto leva a considerar, como Geraldi (1995, p. 37),
A superfície textual, o que está explícito em for- que para a produção de uma unidade textual é neces-
sário que:
mas linguísticas, é um dos elementos da construção do
sentido do texto; não é, todavia, o único. Para com- a) se tenha o que dizer;
preender a profusão de informações e efeitos de senti- b) se tenha uma razão para dizer o que se tem
do que o uso da linguagem é capaz de produzir, temos, a dizer;
no nosso papel de coprodutores dos textos veiculados c) se tenha para quem dizer o que se tem a dizer;
pelos indivíduos, que nos remeter aos elementos que d) o locutor se constitua como tal, enquanto sujei-
circundam os atos de linguagem. A cena enunciativa to que diz o que diz para quem diz [...];
propõe ou impõe elementos que são fundamentais à
e) se escolham as estratégias para realizar (a), (b),
construção do(s) sentido(s) do texto da argumentação
(c) e (d).
que se faz em torno das questões propostas pelo locu-
tor ao seu interlocutor, dos jogos manipulativos que se Nessa perspectiva, é importante, desde o pro-
dão por meio da linguagem. Cabe aqui uma referência cesso: inicial de alfabetização, acompanhar e estimular
às palavras de Bakhtin: os alunos a escreverem nas mais diversas situações

XIII
comunicativas, refletindo com eles a respeito dos se- • clareza;
guintes aspectos:
• segmentação de palavras;
• função da escrita;
• ortografia de acordo com a convenção;
• gênero textual;
• acentuação;
• interlocutor;
• uso adequado de letra maiúscula;
• recursos linguísticos;
• pontuação;
• recursos gráficos.
• concordâncias verbal e nominal;
Compreendido isso, será possível contribuir para a • recursos coesivos;
formação de produtores competentes, aptos a analisar
o próprio texto e verificar se está ambíguo, confuso, • seleção vocabular adequada ao interlocutor;
redundante ou incompleto. E, ainda, constatar se está • uso adequado da margem;
adequado ao interlocutor, ao objetivo a que se propõe,
• elementos que caracterizam o gênero etc.
ao suporte textual, ao momento da produção, ou seja,
ao contexto comunicativo. Não é necessário, todavia, que todos esses aspectos
Para escrever, deve-se ter um objetivo: situação co- sejam analisados sempre em todos os textos. O professor
municativa, os interlocutores (quem escreve/para quem poderá selecionar os aspectos a serem discutidos, consi-
escreve); a finalidade ou o propósito (escrever para quê); derando as necessidades individuais ou da turma.
a circulação (onde o texto vai circular); o portador (onde
o texto será publicado ou veiculado); a linguagem, a
organização, a estrutura; o tema e o assunto do texto. ORALIDADE
No processo de alfabetização, reescrever, reestru- A prática de oralidade é, sem dúvida, a mais utili-
turar ou refazer textos produzidos pelos alunos torna-se zada no processo comunicativo interacional humano, o
uma aliada fundamental para o sucesso da atividade que justifica um trabalho de análise e reflexão sobre os
de produção textual. É importante que, durante o pro- seus usos e formas.
cesso de análise da produção do aluno, o professor Ao chegar à escola, os alunos já dominam algu-
aborde não somente as inadequações cometidas, mas mas das variedades da fala, geralmente relacionadas às
os acertos e os aspectos positivos do texto. Os acertos instâncias privadas. Cabe, então, à escola desenvolver
são os indicativos de conteúdos que o aluno já domina, habilidades que lhes permitam usar a língua falada em
enquanto as inadequações indicam os conteúdos ainda instâncias públicas.
a serem apropriados. Esse processo auxilia o professor
Nesse sentido, a escrita torna-se uma boa aliada,
no estabelecimento de um diagnóstico pontual e pode
à medida que o professor vai relacionando-a com a lín-
gerar critérios para seu planejamento. Sugere-se que a
gua oral (em que situação comunicativa a fala se mostra
reescrita seja feita em dois níveis: coletivo e individual.
mais eficiente que a escrita? Quais os aspectos típicos
Na reescrita coletiva, o texto escolhido deve possi- da produção oral? Em que momentos da escrita poderá
bilitar a reflexão das dificuldades gerais da turma, tendo acontecer a transcrição da fala? Ou: é possível trans-
por objetivo discutir as ideias do texto, bem como sua crever a fala?). Outro aspecto relevante no estudo da
organização. fala é a possibilidade de identificar a imensa riqueza e
A reescrita individual deve ser feita pelo aluno com variedade de usos da língua. Ao serem trabalhadas as
a mediação do professor, pois tem o intuito de levar o noções de “gíria”, “dialeto”, “sotaque”, “padrão”, “va-
autor a perceber os conteúdos que ele domina e os que riante” e outras, prepara-se o aluno para compreender
ainda necessita apropriar-se. que a língua não é homogênea nem monolítica.
Alguns aspectos sobre os quais se pode refletir no Mais uma importante reflexão a respeito da orali-
momento da reescrita são: dade: a compreensão do texto oral “exige” outros níveis
• fuga do assunto; de interpretação, porque o produtor do discurso está
presente, o que possibilita a interferência do interlocu-
• unidade temática;
tor de maneira imediata, se assim o desejar e a situação
• sequência lógica (início, meio e fim); permitir. O que já não acontece no caso do texto escrito,

XIV
quando o autor está ausente, podendo, assim, exigir do pátio, no horário do lanche) – para a constata-
leitor inferências mais complexas. ção de que o discurso oral varia de acordo com
Em função dessas considerações, o professor preci- a situação de comunicação;
sa transformar a sala de aula em um ambiente dinâmico • contato com diferentes variedades linguísticas,
e repleto de vozes, em que a troca de ideias e o respeito para que possam tomar consciência de que a
mútuo estejam presentes a cada assunto tratado. língua é um fenômeno histórico e sociocultural;
Além disso, as atividades que levam as crianças a re-
• respeito às diferenças e rejeição a qualquer for-
fletirem sobre o que e como falar, em cada situação de
ma de preconceito, compreendendo seus usos
comunicação, constituem um processo de elaboração do
e implicações.
pensamento e da linguagem, não devendo ser ignoradas.
Durante as situações de leitura e escrita, o trabalho As atividades que visam à prática da língua, de
com a oralidade se faz presente. Entretanto, atividades uma maneira não artificializada, permitem às crianças
específicas envolvendo a prática de oralidade devem a expansão das possibilidades de uso da linguagem e a
ser previstas, para que o aluno não só reconheça as intensificação de suas relações pessoais.
características do discurso oral em diferentes situações
Eleger a língua oral como conteúdo exige o plane-
comunicativas, mas respeite as diversas formas e usos
jamento de ações pedagógicas que garantam, na sala
da língua falada.
de aula, atividades sistemáticas de fala, escuta e refle-
Para isso, a escola poderá oportunizar ao aluno: xão sobre a língua, tais como:
• relato de histórias vividas, lidas ou ouvidas;
• produção e interpretação de uma ampla varie-
• conto de “causos” e piadas; dade de textos orais;
• brincadeiras, explicitando as regras; • observação de diferentes usos da língua oral;
• apresentação de trabalhos das diferentes áreas
• reflexão sobre os recursos que a língua ofere-
de ensino para sua turma e para outras turmas
ce para alcançar diferentes finalidades comu-
da escola (ou, quem sabe, para a comunidade);
nicativas, diversificando o tipo de assunto e os
• escuta de gravações de telejornais para poste- aspectos formais que cada situação demanda
rior análise do discurso oral utilizado; (diante de diferentes interlocutores, diferentes
• gravação de conversas em situações comunica- intenções), de modo que os alunos transitem
tivas distintas – formal (debate de assunto pro- das situações mais informais e coloquiais para
posto pelo professor) e informal (conversas no outras, mais estruturadas e formais.

3. RELAÇÃO COM A BNCC


A Coleção foi desenvolvida objetivando atender gua Portuguesa, esse conjunto de habilidades é orga-
aos fundamentos pedagógicos da BNCC, com os quais nizado em cinco eixos: leitura, escrita, conhecimentos
os alunos são levados a mobilizar os conhecimentos linguísticos e gramaticais, oralidade e educação literária.
construídos na escola em situações que requerem apli- Embora se apresentem de maneira separada, essas ha-
cá-los para tomada de decisões pertinentes à vida práti- bilidades se interligam, pois o texto é o objeto das dife-
ca e às suas relações sociais. rentes práticas de linguagem mobilizadas nesses eixos.
Segundo a BNCC, a mobilização desses conheci- O volume 1 da Coleção apresenta os cinco eixos
mentos constitui-se como competências a serem de- temáticos, com ênfase na apropriação do sistema al-
senvolvidas pelos aprendizes. Para a garantia do de- fabético da escrita, visto que os alunos encontram-se
senvolvimento das competências gerais e específicas, na etapa de alfabetização. Reforçamos a consulta ao
cada componente curricular apresenta um conjunto de documento oficial, mas para facilitar a compreensão da
habilidades, que expressam as aprendizagens essenciais estrutura dos volumes segue uma lista das habilidades
asseguradas em diferentes contextos escolares. Em Lín- trabalhadas neste volume.

XV
PRIMEIRO ANO
Unidade 1 – Nomes, imagens e histórias

Capítulos Gêneros de leitura Conteúdos linguísticos Produção de Texto, gêneros e atividades

Alfabeto
Nome próprio
Tudo tem nome no Placas e ícones Letra inicial de palavra Lista de regras (combinados) para boa
mundo Letra de canção Número de letras de palavra convivência na sala de aula
Letra inicial e final de palavra
Letras vogais
Nomes de personagens
Letra inicial de palavra
Sílaba Narrativa visual: montagem de narrativa a partir de cenas disponíveis
Imagens que contam Número de sílabas em quadrinhos
Narrativa visual
histórias Número de letras de palavra
Número de letras de sílaba Contação de histórias: apresentação oral da história criada
Comparação sílabas/letras
Formações silábicas
Ordem alfabética e o contexto de uso
Alfabeto de imprensa minúsculo
Escrita de nome próprio em letra de imprensa
Texto de divulgação maiúscula e minúscula
Desenhos e letras
científica Letras consoantes
Número de letras e de sílabas de palavra
Palavras dentro de palavras
Análise sonora das palavras
Verso, estrofe e rimas
Nomes das letras
Certidão de nascimento
Número de letras e de sílabas de palavra
E nasce o nome Registro Geral (RG) ou Produção de crachá de identificação
Localização de nomes em lista de chamada ou fichário
Carteira de identidade
Letra inicial e final de palavra
Ordem alfabética

Unidade 2 – Brincadeiras e encantamentos


Capítulos Gêneros de leitura Conteúdos linguísticos Produção de Texto, gêneros e atividades
Leitura e escrita de palavras do texto
Palavras dentro de palavras
Número de sílabas e de letras
Número de versos e de estrofes
Cantiga Rimas
Cantigas de ontem Vídeo com coletânea de cantigas de roda,
e de hoje Pintura Alteração da primeira letra com consequente alteração registradas pelos pais
da palavra
Formação de palavras com alfabeto móvel
Formação silábica
Alteração da segunda letra com consequente alteração
da palavra
A sílaba em diferentes posições na palavra
l em início de sílaba
Número de letras de palavras
Alteração da segunda letra com consequente alteração
Brincando com da palavra
Poema
palavras
p/b
Rimas (leitura e escrita)
t/d
Palavras dentro de palavras
f/v
Ordenação de sílabas para formação de palavra
Relato de experiência Alteração da segunda letra com consequente alteração
vivida da palavra Relato de
Brincar é uma arte
experiência
Pintura p/b
Sílaba, número de letras da sílaba, número de sílabas
Ordem alfabética

XVI
Palavras embaralhadas
Sílabas embaralhadas
Desenho legendado
Letras embaralhadas
O brinquedo na história Reportagem p/b
Elaboração de álbum com
Sílaba ca em diferentes posições nas palavras fotolegenda de brinquedos
Comparação entre palavras quanto ao número de letras
e de sílabas

Unidade 3 – Casas de muitos jeitos

Capítulos Gêneros de leitura Conteúdos linguísticos Produção de Texto, gêneros e atividades

Sons da letra r em diferentes posições nas palavras


Formações silábicas
Morando na
Poema/letra de canção r em final de sílabas Declamação de poemas
imaginação
r entre vogais (leitura)
z em início de palavra (leitura)

Anúncio de Campanha de Sílabas iniciadas por c com som /k/ Spot (arquivo de áudio) de conscientização sobre
Textos por toda casa conscientização r no meio da sílaba os cuidados contra o mosquito da dengue e
Bilhete l no meio da sílaba outras doenças

n em final de sílaba (leitura) Entrevista aos pais


Parlenda
Lá atrás da minha casa r no meio da sílaba (leitura e escrita) Coletânea de
Letra de canção
s no final da sílaba (leitura e escrita) parlendas

Alteração de sílabas com consequente alteração de palavra


Que casa Pesquisa de poemas na biblioteca
Poema r e rr
é essa? Sarau
h inicial (leitura)

Unidade 4 – Ouvindo e contando histórias

Capítulos Gêneros de leitura Conteúdos linguísticos Produção de Texto, gêneros e atividades

Leitura de sílabas
Número de sílabas Saudação
Histórias que
Fábula Palavras dentro de palavras O aluno assume o lugar de um personagem e cria sua própria
ensinam
Letras embaralhadas saudação
ch (leitura)

r e rr
r em diferentes posições nas palavras
lh
Uma voz da África Lenda Reconto oral de lenda
l e lh (leitura e escrita)
Palavras dentro de palavras
Nomes das letras do alfabeto

l em final de sílaba (leitura)


Escrita de palavras com r e l no meio da sílaba
Quem tem medo do Conto Elaboração de falas de personagens, a partir de cinco situações
nh
lobo mau? maravilhoso apresentadas
Sílabas e palavras com j
Formação de palavras com sílabas aleatórias

Escrita de palavras do texto


Sílabas embaralhadas
Histórias Formação de palavras a partir da substituição de uma letra
Lenda Organização de sequência de imagens e reconto oral de lenda, com
de gente l e lh
indígena base nas imagens
e natureza n em final de sílabas – supressão para formação de nova
palavra
Palavras dentro de palavras

XVII
SEGUNDO ANO
Unidade 1 – Da pedra à tela
Produção de texto,
Capítulos Gêneros de leitura Conteúdos linguísticos
gêneros e atividades

Comunicação Tirinha (M. Sousa) Sílabas; número de sílabas; número de letras; comparação entre palavras quanto
HQ sem texto verbal
pelas imagens HQ (M. Sousa) ao número de sílabas e de letras; vogais e consoantes; formação silábica

Sons de letras iniciais de palavras; s e z; sons da letra s;


Desenhar
Divulgação científica Segmentação de palavras na frase; formação de palavras com sílabas alea- Cena ilustrada
era escrever
tórias

Ordem das letras na palavra; separação silábica; formação silábica; número de


Desenhos letras e de sílabas das palavras; número de letras das sílabas; alfabeto minús-
Divulgação científica Quadro-síntese
viraram letras culo; palavras dentro de palavras; formação de novas palavras por retirada de
letras; sons da letra z; marcadores de nasalização nas palavras

Linha do tempo Escrita de palavras; alfabetos maiúsculo e minúsculo de imprensa (revisão);


Conversa vai,
alfabetos maiúsculo e minúsculo manuscrito; ão; aumentativos; ponto final, Mensagem com emojis
emoji vem Conversa de whatsapp exclamação e interrogação

Unidade 2 – Muitas letras, tantos nomes


Produção de texto,
Capítulos Gêneros de leitura Conteúdos linguísticos
gêneros e atividades

Ordem alfabética; vogais e consoantes; nomes próprios com k, y, w; nomes


Poema próprios com iniciais maiúsculas; segmentação de palavras no verso do poema;
Todas as letras Poema
Poema visual formação de novas palavras por inserção de letras em outra existente; leitura em
maiúsculas e minúsculas

De palavra
Letra de canção Sons de c e ç; usos de ç; rimas Glossário de expressões com a palavra “mão”
em palavra

Que nome Formação de palavras com letras aleatórias; substituição de letra para forma- Acrósticos
Acróstico
se esconde? ção de nova palavra; antônimo; sons da letra g (leitura e escrita) Mural de acrósticos

Batalha de rimas
Rima, rima, Poema
Som da letra j; g com som de j; antônimo; formação do antônimo por prefixo Completar rimas das quadrinhas lidas por
rimador Quadrinhas
outro grupo

XVIII
Unidade 3 – Você quer brincar comigo?
Produção de texto,
Capítulos Gêneros de leitura Conteúdos linguísticos
gêneros e atividades

Você sabe Separação silábica; separação silábica do dígrafo rr; sons de s;


Adivinhas Coletânea de adivinhas
o que é? usos de ss

Sons da letra r; letras maiúsculas iniciais em nomes próprios; separação silábica;


Trava a língua,
Letra de canção encontro vocálico e encontro consonantal; encontro consonantal com R ou L; Desafio de trava-línguas
trava-língua
ordem alfabética de palavras iniciadas com a mesma letra

Brincadeiras Sons nasais; ponto de exclamação e de interrogação; sons de g e j; gue e


Parlendas Desafio de perguntas e repostas rimadas
rimadas gui; gua e guo

Marcadores de nasalização; encontros vocálicos; fala e escrita de alguns


encontros vocálicos; diminutivos; inho, inha, zinho e zinha em diminutivos;
Brincando
Cantiga de roda diminutivos produzidos com outras terminações; c e g; palavras em sílabas Retextualização de cantiga em conto
de roda
embaralhadas; palavras dentro de palavras; formação de palavras com sílabas
aleatórias; m antes de p e de b

Unidade 4 – Jogos e esportes para brincar e participar


Produção de texto,
Capítulos Gêneros de leitura Conteúdos linguísticos
gêneros e atividades

Uma corrida Sinônimos e antônimos; usos do ponto de interrogação; uso do travessão para
Fábula Dramatização da fábula
e tanto indicação de diálogo; letra cursiva

Quer jogar? Regra de jogo Usos de c e qu Coletânea de jogos

Esporte é cultura Reportagem Tonicidade; localização da sílaba tônica Legenda

L com som de u; singular e plural; plural de palavras terminadas em l e em


A história
Texto expositivo ditongos finalizados com u; sons de x e ch e de g e j; página de dicionário; Cartaz
do futebol
verbete

XIX
TERCEIRO ANO
Unidade 1 – Falando em natureza
Produção
Gêneros Conteúdos de texto, Habilidades
Capítulos
de leitura linguísticos gêneros e contempladas
atividades

(EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlo-
cutor e usando a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado.
(EF35LP17) Buscar e selecionar, com o apoio do professor, informações de interesse sobre fenômenos sociais e naturais, em
textos que circulam em meios impressos ou digitais.
(EF35LP01) Ler e compreender, silenciosamente e, em seguida, em voz alta, com autonomia e fluência, textos curtos com
nível de textualidade adequado.
(EF15LP13) Identificar finalidades da interação oral em diferentes contextos comunicativos (solicitar informações, apresentar
opiniões, informar, relatar experiências etc.).
(EF15LP03) Localizar informações explícitas em textos.
(EF35LP06) Recuperar relações entre partes de um texto, identificando substituições lexicais (de substantivos por sinônimos)
ou pronominais (uso de pronomes anafóricos – pessoais, possessivos, demonstrativos) que contribuem para a continuidade
do texto.
(EF35LP04) Inferir informações implícitas nos textos lidos.
(EF35LP05) Inferir o sentido de palavras ou expressões desconhecidas em textos, com base no contexto da frase ou
do texto.
(EF15LP11) Reconhecer características da conversação espontânea presencial, respeitando os turnos de fala, selecio-
nando e utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, de acordo com a situação e a posição
do interlocutor.
(EF15LP02) Estabelecer expectativas em relação ao texto que vai ler (pressuposições antecipadoras dos sentidos, da forma e
da função social do texto), apoiando-se em seus conhecimentos prévios sobre as condições de produção e recepção desse
texto, o gênero, o suporte e o universo temático, bem como sobre saliências textuais, recursos gráficos, imagens, dados da
própria obra (índice, prefácio etc.), confirmando antecipações e inferências realizadas antes e durante a leitura de textos,
checando a adequação das hipóteses realizadas.
(EF15LP18) Relacionar texto com ilustrações e outros recursos gráficos.
Lh / li; (EF03LP01) Ler e escrever palavras com correspondências regulares contextuais entre grafemas e fonemas – c/qu; g/gu; r/rr;
Divulgação r em início, s/ss; o (e não u) e e (e não i) em sílaba átona em final de palavra – e com marcas de nasalidade (til, m, n).
Pau-brasil: científica meio e fim (EF35LP21) Ler e compreender, de forma autônoma, textos literários de diferentes gêneros e extensões, inclusive aqueles
Pesquisa /
quem da sílaba; sem ilustrações, estabelecendo preferências por gêneros, temas, autores.
Quadro Cartaz
já viu? encontros (EF35LP23) Apreciar poemas e outros textos versificados, observando rimas, aliterações e diferentes modos de divisão dos
Poema consonantais versos, estrofes e refrões e seu efeito de sentido.
com r (EF35LP31) Identificar, em textos versificados, efeitos de sentido decorrentes do uso de recursos rítmicos e sonoros e de
metáforas.
(EF35LP03) Identificar a ideia central do texto, demonstrando compreensão global.
(EF15LP05) Planejar, com a ajuda do professor, o texto que será produzido, considerando a situação comunicativa, os
interlocutores (quem escreve/para quem escreve); a finalidade ou o propósito (escrever para quê); a circulação (onde o texto
vai circular); o suporte (qual é o portador do texto); a linguagem, organização e forma do texto e seu tema, pesquisando em
meios impressos ou digitais, sempre que for preciso, informações necessárias à produção do texto, organizando em tópicos
os dados e as fontes pesquisadas.
(EF03LP25) Planejar e produzir textos para apresentar resultados de observações e de pesquisas em fontes de informações,
incluindo, quando pertinente, imagens, diagramas e gráficos ou tabelas simples, considerando a situação comunicativa e o
tema/assunto do texto.
(EF35LP09) Organizar o texto em unidades de sentido, dividindo-o em parágrafos segundo as normas gráficas e de acordo
com as características do gênero textual.
(EF15LP06) Reler e revisar o texto produzido com a ajuda do professor e a colaboração dos colegas, para corrigi-lo e apri-
morá-lo, fazendo cortes, acréscimos, reformulações, correções de ortografia e pontuação.
(EF15LP07) Editar a versão final do texto, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, ilustrando, quando
for o caso, em suporte adequado, manual ou digital.
(EF03LP24) Ler/ouvir e compreender, com autonomia, relatos de observações e de pesquisas em fontes de informações,
considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto.
(EF35LP18) Escutar, com atenção, apresentações de trabalhos realizadas por colegas, formulando perguntas pertinentes ao
tema e solicitando esclarecimentos sempre que necessário.
(EF35LP19) Recuperar as ideias principais em situações formais de escuta de exposições, apresentações e palestras.
(EF35LP20) Expor trabalhos ou pesquisas escolares, em sala de aula, com apoio de recursos multissemióticos (imagens,
diagrama, tabelas etc.), orientando-se por roteiro escrito, planejando o tempo de fala e adequando a linguagem à situação
comunicativa.

(EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo
interlocutor e usando a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado.
Flor
Acentos agudo (EF15LP02) Estabelecer expectativas em relação ao texto que vai ler (pressuposições antecipadoras dos sentidos, da
amarela
Haicai e circunflexo; Haicai forma e da função social do texto), apoiando-se em seus conhecimentos prévios sobre as condições de produção e
da
Hífen recepção desse texto, o gênero, o suporte e o universo temático, bem como sobre saliências textuais, recursos gráficos,
primavera
imagens, dados da própria obra (índice, prefácio etc.), confirmando antecipações e inferências realizadas antes e duran-
te a leitura de textos, checando a adequação das hipóteses realizadas.

XX
(EF35LP21) Ler e compreender, de forma autônoma, textos literários de diferentes gêneros e extensões, inclusive aque-
les sem ilustrações, estabelecendo preferências por gêneros, temas, autores.
(EF35LP23) Apreciar poemas e outros textos versificados, observando rimas, aliterações e diferentes modos de divisão
dos versos, estrofes e refrões e seu efeito de sentido.
(EF35LP27) Ler e compreender, com certa autonomia, textos em versos, explorando rimas, sons e jogos de palavras,
imagens poéticas (sentidos figurados) e recursos visuais e sonoros.
(EF35LP31) Identificar, em textos versificados, efeitos de sentido decorrentes do uso de recursos rítmicos e sonoros e
de metáforas.
(EF15LP03) Localizar informações explícitas em textos.
(EF03LP04) Usar acento gráfico (agudo ou circunflexo) em monossílabos tônicos terminados em a, e, o e em palavras
oxítonas terminadas em a, e, o, seguidas ou não de s.
(EF03LP06) Identificar a sílaba tônica em palavras, classificando-as em oxítonas, paroxítonas e proparoxítonas.
(EF35LP04) Inferir informações implícitas nos textos lidos.
(EF15LP01) Identificar a função social de textos que circulam em campos da vida social dos quais participa cotidiana-
Flor
Acentos agudo mente (a casa, a rua, a comunidade, a escola) e nas mídias impressa, de massa e digital, reconhecendo para que foram
amarela
Haicai e circunflexo; Haicai produzidos, onde circulam, quem os produziu e a quem se destinam.
da
Hífen (EF35LP12) Recorrer ao dicionário para esclarecer dúvida sobre a escrita de palavras, especialmente no caso de palavras
primavera
com relações irregulares fonema-grafema.
(EF15LP05) Planejar, com a ajuda do professor, o texto que será produzido, considerando a situação comunicativa, os
interlocutores (quem escreve/para quem escreve); a finalidade ou o propósito (escrever para quê); a circulação (onde
o texto vai circular); o suporte (qual é o portador do texto); a linguagem, organização e forma do texto e seu tema,
pesquisando em meios impressos ou digitais, sempre que for preciso, informações necessárias à produção do texto,
organizando em tópicos os dados e as fontes pesquisadas.
(EF15LP07) Editar a versão final do texto, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, ilustrando,
quando for o caso, em suporte adequado, manual ou digital.
(EF15LP06) Reler e revisar o texto produzido com a ajuda do professor e a colaboração dos colegas, para corrigi-lo e
aprimorá-lo, fazendo cortes, acréscimos, reformulações, correções de ortografia e pontuação.
(EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e solici-
tando esclarecimentos sempre que necessário.
(EF35LP02) Selecionar livros da biblioteca e/ou do cantinho de leitura da sala de aula e/ou disponíveis em meios digitais
para leitura individual, justificando a escolha e compartilhando com os colegas sua opinião, após a leitura.

(EF15LP02) Estabelecer expectativas em relação ao texto que vai ler (pressuposições antecipadoras dos sentidos, da
forma e da função social do texto), apoiando-se em seus conhecimentos prévios sobre as condições de produção e
recepção desse texto, o gênero, o suporte e o universo temático, bem como sobre saliências textuais, recursos gráficos,
imagens, dados da própria obra (índice, prefácio etc.), confirmando antecipações e inferências realizadas antes e duran-
te a leitura de textos, checando a adequação das hipóteses realizadas.
(EF35LP01) Ler e compreender, silenciosamente e, em seguida, em voz alta, com autonomia e fluência, textos curtos
com nível de textualidade adequado.
(EF15LP03) Localizar informações explícitas em textos.
(EF35LP06) Recuperar relações entre partes de um texto, identificando substituições lexicais (de substantivos por
sinônimos) ou pronominais (uso de pronomes anafóricos – pessoais, possessivos, demonstrativos) que contribuem para
a continuidade do texto.
(EF35LP17) Buscar e selecionar, com o apoio do professor, informações de interesse sobre fenômenos sociais e naturais,
em textos que circulam em meios impressos ou digitais.
Dois pontos;
substantivos; (EF15LP01) Identificar a função social de textos que circulam em campos da vida social dos quais participa cotidiana-
adjetivos; mente (a casa, a rua, a comunidade, a escola) e nas mídias impressa, de massa e digital, reconhecendo para que foram
plural de pala- produzidos, onde circulam, quem os produziu e a quem se destinam.
vras terminadas (EF03LP07) Identificar a função na leitura e usar na escrita ponto final, ponto de interrogação, ponto de exclamação e,
De verbete em diálogos (discurso direto), dois-pontos e travessão.
Verbete enci- em vogais; Catálogo de
em
clopédico plural de pala- árvores locais (EF03LP08) Identificar e diferenciar, em textos, substantivos e verbos e suas funções na oração: agente, ação, objeto
verbete
vras terminadas da ação.
em r e z; (EF03LP09) Identificar, em textos, adjetivos e sua função de atribuição de propriedades aos substantivos.
plural de pala- (EF03LP01) Ler e escrever palavras com correspondências regulares contextuais entre grafemas e fonemas – c/qu; g/gu; r/rr;
vras terminadas s/ss; o (e não u) e e (e não i) em sílaba átona em final de palavra – e com marcas de nasalidade (til, m, n).
em l (EF03LP24) Ler/ouvir e compreender, com autonomia, relatos de observações e de pesquisas em fontes de informações,
considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto.
(EF03LP25) Planejar e produzir textos para apresentar resultados de observações e de pesquisas em fontes de infor-
mações, incluindo, quando pertinente, imagens, diagramas e gráficos ou tabelas simples, considerando a situação
comunicativa e o tema/assunto do texto.
(EF15LP06) Reler e revisar o texto produzido com a ajuda do professor e a colaboração dos colegas, para corrigi-lo e
aprimorá-lo, fazendo cortes, acréscimos, reformulações, correções de ortografia e pontuação.
(EF15LP07) Editar a versão final do texto, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, ilustrando,
quando for o caso, em suporte adequado, manual ou digital.
(EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo
interlocutor e usando a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado.
(EF35LP02) Selecionar livros da biblioteca e/ou do cantinho de leitura da sala de aula e/ou disponíveis em meios digitais
para leitura individual, justificando a escolha e compartilhando com os colegas sua opinião, após a leitura.

XXI
(EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo
interlocutor e usando a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado.
(EF15LP02) Estabelecer expectativas em relação ao texto que vai ler (pressuposições antecipadoras dos sentidos, da
forma e da função social do texto), apoiando-se em seus conhecimentos prévios sobre as condições de produção e
recepção desse texto, o gênero, o suporte e o universo temático, bem como sobre saliências textuais, recursos gráficos,
imagens, dados da própria obra (índice, prefácio etc.), confirmando antecipações e inferências realizadas antes e durante
a leitura de textos, checando a adequação das hipóteses realizadas.
(EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e solicitan-
do esclarecimentos sempre que necessário.
(EF03LP18) Ler e compreender, com autonomia, cartas dirigidas a veículos da mídia impressa ou digital (cartas de leitor e
de reclamação a jornais, revistas) e notícias, dentre outros gêneros do campo jornalístico, de acordo com as convenções
do gênero carta e considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto.
(EF15LP03) Localizar informações explícitas em textos.
(EF03LP07) Identificar a função na leitura e usar na escrita ponto final, ponto de interrogação, ponto de exclamação e,
em diálogos (discurso direto), dois-pontos e travessão.
(EF35LP16) Identificar e reproduzir, em notícias, manchetes, lides e corpo de notícias simples para público infantil e
cartas de reclamação (revista infantil), digitais ou impressos, a formatação e diagramação específica de cada um desses
gêneros, inclusive em suas versões orais.
(EF35LP12) Recorrer ao dicionário para esclarecer dúvida sobre a escrita de palavras, especialmente no caso de palavras
com relações irregulares fonema-grafema.
(EF35LP13) Memorizar a grafia de palavras de uso frequente nas quais as relações fonema-grafema são irregulares e
com h inicial que não representa fonema.
(EF03LP01) Ler e escrever palavras com correspondências regulares contextuais entre grafemas e fonemas – c/qu; g/gu; r/
rr; s/ss; o (e não u) e e (e não i) em sílaba átona em final de palavra – e com marcas de nasalidade (til, m, n).
(EF15LP01) Identificar a função social de textos que circulam em campos da vida social dos quais participa cotidiana-
mente (a casa, a rua, a comunidade, a escola) e nas mídias impressa, de massa e digital, reconhecendo para que foram
produzidos, onde circulam, quem os produziu e a quem se destinam.
Sons da (EF35LP09) Organizar o texto em unidades de sentido, dividindo-o em parágrafos segundo as normas gráficas e de
letra g; acordo com as características do gênero textual.
gue / gui; (EF35LP04) Inferir informações implícitas nos textos lidos.
Reportagem g/j;
E a fauna, palavras deri- Texto (EF35LP05) Inferir o sentido de palavras ou expressões desconhecidas em textos, com base no contexto da frase ou do
como fica? Texto vadas; expositivo texto.
expositivo gêneros do (EF15LP05) Planejar, com a ajuda do professor, o texto que será produzido, considerando a situação comunicativa, os
substantivo; interlocutores (quem escreve/para quem escreve); a finalidade ou o propósito (escrever para quê); a circulação (onde
página de o texto vai circular); o suporte (qual é o portador do texto); a linguagem, organização e forma do texto e seu tema,
dicionário pesquisando em meios impressos ou digitais, sempre que for preciso, informações necessárias à produção do texto,
organizando em tópicos os dados e as fontes pesquisadas.
(EF03LP25) Planejar e produzir textos para apresentar resultados de observações e de pesquisas em fontes de infor-
mações, incluindo, quando pertinente, imagens, diagramas e gráficos ou tabelas simples, considerando a situação
comunicativa e o tema/assunto do texto.
(EF35LP17) Buscar e selecionar, com o apoio do professor, informações de interesse sobre fenômenos sociais e naturais,
em textos que circulam em meios impressos ou digitais.
(EF03LP26) Identificar e reproduzir, em relatórios de observação e pesquisa, a formatação e diagramação específica
desses gêneros (passos ou listas de itens, tabelas, ilustrações, gráficos, resumo dos resultados), inclusive em suas
versões orais.
(EF15LP06) Reler e revisar o texto produzido com a ajuda do professor e a colaboração dos colegas, para corrigi-lo e
aprimorá-lo, fazendo cortes, acréscimos, reformulações, correções de ortografia e pontuação.
(EF15LP07) Editar a versão final do texto, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, ilustrando, quan-
do for o caso, em suporte adequado, manual ou digital.
(EF15LP13) Identificar finalidades da interação oral em diferentes contextos comunicativos (solicitar informações, apre-
sentar opiniões, informar, relatar experiências etc.).
(EF03LP17) Identificar e reproduzir, em gêneros epistolares e diários, a formatação própria desses textos (relatos de
acontecimentos, expressão de vivências, emoções, opiniões ou críticas) e a diagramação específica dos textos desses
gêneros (data, saudação, corpo do texto, despedida, assinatura).
(EF03LP23) Analisar o uso de adjetivos em cartas dirigidas a veículos da mídia impressa ou digital (cartas do leitor ou de
reclamação a jornais ou revistas), digitais ou impressas.
(EF03LP20) Produzir cartas dirigidas a veículos da mídia impressa ou digital (cartas do leitor ou de reclamação a jornais
ou revistas), dentre outros gêneros do campopo lítico-cidadão, com opiniões e críticas, de acordo com as convenções do
gênero carta e considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto.
(EF15LP08) Utilizar software, inclusive programas de edição de texto, para editar e publicar os textos produzidos, explo-
rando os recursos multissemióticos disponíveis.
(EF35LP02) Selecionar livros da biblioteca e/ou do cantinho de leitura da sala de aula e/ou disponíveis em meios digitais
para leitura individual, justificando a escolha e compartilhando com os colegas sua opinião, após a leitura.

XXII
Unidade 2 – Por dentro da cultura popular

Produção de texto,
Gêneros Conteúdos Habilidades
Capítulos gêneros e ativi-
de leitura linguísticos contempladas
dades

(EF15LP02) Estabelecer expectativas em relação ao texto que vai ler (pressuposições antecipadoras dos sentidos, da
forma e da função social do texto), apoiando-se em seus conhecimentos prévios sobre as condições de produção e
recepção desse texto, o gênero, o suporte e o universo temático, bem como sobre saliências textuais, recursos gráficos,
imagens, dados da própria obra (índice, prefácio etc.), confirmando antecipações e inferências realizadas antes e duran-
te a leitura de textos, checando a adequação das hipóteses realizadas.
(EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo
interlocutor e usando a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado.
(EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e solici-
tando esclarecimentos sempre que necessário.
(EF03LP19) Identificar e discutir o propósito do uso de recursos de persuasão (cores, imagens, escolha de palavras, jogo
de palavras, tamanho de letras) em textos publicitários e de propaganda, como elementos de convencimento.
(EF15LP03) Localizar informações explícitas em textos.
(EF35LP13) Memorizar a grafia de palavras de uso frequente nas quais as relações fonema-grafema são irregulares e
com h inicial que não representa fonema.
(EF35LP12) Recorrer ao dicionário para esclarecer dúvida sobre a escrita de palavras, especialmente no caso de palavras
com relações irregulares fonema-grafema.
(EF03LP03) Ler e escrever corretamente palavras com os dígrafos lh, nh, ch.
(EF35LP04) Inferir informações implícitas nos textos lidos.
(EF02LP07) Escrever palavras, frases, textos curtos nas formas imprensa e cursiva.
H inicial; (EF03LP21) Produzir anúncios publicitários, textos de campanhas de conscientização destinados ao público infantil, ob-
grafia de pala- servando os recursos de persuasão utilizados nos textos publicitários e de propaganda (cores, imagens, slogan, escolha
Vamos para vras derivadas; Cartaz / de palavras, jogo de palavras, tamanho e tipo de letras, diagramação).
Anúncio
uma festa? dígrafos com h: Enquete (EF15LP05) Planejar, com a ajuda do professor, o texto que será produzido, considerando a situação comunicativa, os
ch, lh, nh; interlocutores (quem escreve/para quem escreve); a finalidade ou o propósito (escrever para quê); a circulação (onde
letras cursivas o texto vai circular); o suporte (qual é o portador do texto); a linguagem, organização e forma do texto e seu tema,
pesquisando em meios impressos ou digitais, sempre que for preciso, informações necessárias à produção do texto,
organizando em tópicos os dados e as fontes pesquisadas.
(EF15LP06) Reler e revisar o texto produzido com a ajuda do professor e a colaboração dos colegas, para corrigi-lo e
aprimorá-lo, fazendo cortes, acréscimos, reformulações, correções de ortografia e pontuação.
(EF15LP07) Editar a versão final do texto, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, ilustrando,
quando for o caso, em suporte adequado, manual ou digital.
(EF03LP26) Identificar e reproduzir, em relatórios de observação e pesquisa, a formatação e diagramação específica
desses gêneros (passos ou listas de itens, tabelas, ilustrações, gráficos, resumo dos resultados), inclusive em suas
versões orais.
(EF15LP08) Utilizar software, inclusive programas de edição de texto, para editar e publicar os textos produzidos,
explorando os recursos multissemióticos disponíveis.
(EF03LP25) Planejar e produzir textos para apresentar resultados de observações e de pesquisas em fontes de infor-
mações, incluindo, quando pertinente, imagens, diagramas e gráficos ou tabelas simples, considerando a situação
comunicativa e o tema/assunto do texto.
(EF15LP11) Reconhecer características da conversação espontânea presencial, respeitando os turnos de fala, selecio-
nando e utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, de acordo com a situação e a posição do
interlocutor.
(EF35LP02) Selecionar livros da biblioteca e/ou do cantinho de leitura da sala de aula e/ou disponíveis em meios digitais
para leitura individual, justificando a escolha e compartilhando com os colegas sua opinião, após a leitura.

(EF15LP02) Estabelecer expectativas em relação ao texto que vai ler (pressuposições antecipadoras dos sentidos, da
forma e da função social do texto), apoiando-se em seus conhecimentos prévios sobre as condições de produção e
recepção desse texto, o gênero, o suporte e o universo temático, bem como sobre saliências textuais, recursos gráficos,
Ch e x; imagens, dados da própria obra (índice, prefácio etc.), confirmando antecipações e inferências realizadas antes e durante
sons da letra x; a leitura de textos, checando a adequação das hipóteses realizadas.
derivação de (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo
palavras; interlocutor e usando a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado.
formação de (EF15LP11) Reconhecer características da conversação espontânea presencial, respeitando os turnos de fala, selecionando e
palavras com utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, de acordo com a situação e a posição do interlocutor.
sílabas aleatórias; (EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e solicitan-
Texto Canal de do esclarecimentos sempre que necessário.
expositivo formação
Delícias do receitas (EF35LP04) Inferir informações implícitas nos textos lidos.
silábica;
Brasil Receita culinárias
sons nasais e (EF15LP03) Localizar informações explícitas em textos.
culinária da turma
marcadores de (EF15LP01) Identificar a função social de textos que circulam em campos da vida social dos quais participa cotidiana-
nasalização; mente (a casa, a rua, a comunidade, a escola) e nas mídias impressa, de massa e digital, reconhecendo para que foram
pronomes produzidos, onde circulam, quem os produziu e a quem se destinam.
como recursos (EF03LP07) Identificar a função na leitura e usar na escrita ponto final, ponto de interrogação, ponto de exclamação e, em
coesivos; diálogos (discurso direto), dois-pontos e travessão.
verbo; (EF03LP03) Ler e escrever corretamente palavras com os dígrafos lh, nh, ch.
ch, lh, nh (EF35LP13) Memorizar a grafia de palavras de uso frequente nas quais as relações fonema-grafema são irregulares e com h
inicial que não representa fonema.
(EF03LP10) Reconhecer prefixos e sufixos produtivos na formação de palavras derivadas de substantivos, de adjetivos e de
verbos, utilizando-os para compreender palavras e para formar novas palavras.

XXIII
(EF03LP02) Ler e escrever corretamente palavras com sílabas CV, V, CVC, CCV, VC, VV, CVV, identificando que existem vogais
em todas as sílabas.
(EF03LP03) Ler e escrever corretamente palavras com os dígrafos lh, nh, ch.
(EF03LP01) Ler e escrever palavras com correspondências regulares contextuais entre grafemas e fonemas – c/qu; g/gu; r/rr; s/
ss; o (e não u) e e (e não i) em sílaba átona em final de palavra – e com marcas de nasalidade (til, m, n).
(EF03LP16) Identificar e reproduzir, em textos injuntivos instrucionais (receitas, instruções de montagem, digitais ou impressos),
a formatação própria desses textos (verbos imperativos, indicação de passos a ser seguidos) e a diagramação específica dos
textos desses gêneros (lista de ingredientes ou materiais e instruções de execução – “modo de fazer”).
(EF15LP04) Identificar o efeito de sentido produzido pelo uso de recursos expressivos gráfico-visuais em textos multisse-
mióticos.
(EF35LP01) Ler e compreender, silenciosamente e, em seguida, em voz alta, com autonomia e fluência, textos curtos com nível
Ch e x; de textualidade adequado.
sons da letra x; (EF03LP11) Ler e compreender, com autonomia, textos injuntivos instrucionais (receitas, instruções de montagem etc.), com
derivação de a estrutura própria desses textos (verbos imperativos, indicação de passos a ser seguidos) e mesclando palavras, imagens e
palavras; recursos gráfico- visuais, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto.
formação de (EF03LP09) Identificar, em textos, adjetivos e sua função de atribuição de propriedades aos substantivos.
palavras com (EF35LP05) Inferir o sentido de palavras ou expressões desconhecidas em textos, com base no contexto da frase ou do texto.
sílabas alea-
Texto (EF35LP14) Identificar em textos e usar na produção textual pronomes pessoais, possessivos e demonstrativos, como recurso
tórias; Canal de
coesivo anafórico.
Delícias do expositivo formação receitas
(EF35LP06) Recuperar relações entre partes de um texto, identificando substituições lexicais (de substantivos por
Brasil Receita silábica; culinárias
sinônimos) ou pronominais (uso de pronomes anafóricos – pessoais, possessivos, demonstrativos) que contribuem para a
culinária sons nasais e da turma
continuidade do texto.
marcadores de
nasalização; (EF03LP08) Identificar e diferenciar, em textos, substantivos e verbos e suas funções na oração: agente, ação, objeto da ação.
pronomes (EF03LP15) Assistir, em vídeo digital, a programa de culinária infantil e, a partir dele, planejar e produzir receitas em áudio ou vídeo.
como recursos (EF35LP17) Buscar e selecionar, com o apoio do professor, informações de interesse sobre fenômenos sociais e naturais, em
coesivos; textos que circulam em meios impressos ou digitais.
verbo; (EF03LP14) Planejar e produzir textos injuntivos instrucionais, com a estrutura própria desses textos (verbos imperativos, indica-
ch, lh, nh ção de passos a ser seguidos) e mesclando palavras, imagens e recursos gráfico-visuais, considerando a situação comunicativa
e o tema/ assunto do texto.
(EF15LP06) Reler e revisar o texto produzido com a ajuda do professor e a colaboração dos colegas, para corrigi-lo e aprimorá-
-lo, fazendo cortes, acréscimos, reformulações, correções de ortografia e pontuação.
(EF15LP12) Atribuir significado a aspectos não linguísticos (paralinguísticos) observados na fala, como direção do olhar, riso,
gestos, movimentos da cabeça (de concordância ou discordância), expressão corporal, tom de voz.
(EF15LP07) Editar a versão final do texto, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, ilustrando, quando for o
caso, em suporte adequado, manual ou digital.
(EF15LP08) Utilizar software, inclusive programas de edição de texto, para editar e publicar os textos produzidos, explorando
os recursos multissemióticos disponíveis.
(EF15LP13) Identificar finalidades da interação oral em diferentes contextos comunicativos (solicitar informações, apresentar
opiniões, informar, relatar experiências etc.).

(EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo
interlocutor e usando a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado.
(EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e solici-
tando esclarecimentos sempre que necessário.
(EF15LP02) Estabelecer expectativas em relação ao texto que vai ler (pressuposições antecipadoras dos sentidos, da
forma e da função social do texto), apoiando-se em seus conhecimentos prévios sobre as condições de produção e
recepção desse texto, o gênero, o suporte e o universo temático, bem como sobre saliências textuais, recursos gráficos,
imagens, dados da própria obra (índice, prefácio etc.), confirmando antecipações e inferências realizadas antes e duran-
te a leitura de textos, checando a adequação das hipóteses realizadas.
(EF15LP15) Reconhecer que os textos literários fazem parte do mundo do imaginário e apresentam uma dimensão
lúdica, de encantamento, valorizando-os, em sua diversidade cultural, como patrimônio artístico da humanidade.
(EF35LP21) Ler e compreender, de forma autônoma, textos literários de diferentes gêneros e extensões, inclusive aque-
les sem ilustrações, estabelecendo preferências por gêneros, temas, autores.
(EF35LP23) Apreciar poemas e outros textos versificados, observando rimas, aliterações e diferentes modos de divisão
L e u em final dos versos, estrofes e refrões e seu efeito de sentido.
Poesia no Sarau de
Cordel de sílaba; (EF15LP01) Identificar a função social de textos que circulam em campos da vida social dos quais participa cotidiana-
cordão cordéis
diminutivos mente (a casa, a rua, a comunidade, a escola) e nas mídias impressa, de massa e digital, reconhecendo para que foram
produzidos, onde circulam, quem os produziu e a quem se destinam.
(EF35LP31) Identificar, em textos versificados, efeitos de sentido decorrentes do uso de recursos rítmicos e sonoros e
de metáforas.
(EF35LP11) Ouvir gravações, canções, textos falados em diferentes variedades linguísticas, identificando características
regionais, urbanas e rurais da fala e respeitando as diversas variedades linguísticas como características do uso da língua
por diferentes grupos regionais ou diferentes culturas locais, rejeitando preconceitos linguísticos.
(EF35LP13) Memorizar a grafia de palavras de uso frequente nas quais as relações fonema-grafema são irregulares e
com h inicial que não representa fonema.
(EF03LP02) Ler e escrever corretamente palavras com sílabas CV, V, CVC, CCV, VC, VV, CVV, identificando que existem
vogais em todas as sílabas.
(EF03LP08) Identificar e diferenciar, em textos, substantivos e verbos e suas funções na oração: agente, ação, objeto
da ação.
(EF03LP01) Ler e escrever palavras com correspondências regulares contextuais entre grafemas e fonemas – c/qu; g/gu;
r/rr; s/ss; o (e não u) e e (e não i) em sílaba átona em final de palavra – e com marcas de nasalidade (til, m, n).

XXIV
(EF35LP07) Utilizar, ao produzir um texto, conhecimentos linguísticos e gramaticais, tais como ortografia, regras básicas
de concordância nominal e verbal, pontuação (ponto final, ponto de exclamação, ponto de interrogação, vírgulas em
enumerações) e pontuação do discurso direto, quando for o caso.
(EF35LP27) Ler e compreender, com certa autonomia, textos em versos, explorando rimas, sons e jogos de palavras,
imagens poéticas (sentidos figurados) e recursos visuais e sonoros.
(EF35LP03) Identificar a ideia central do texto, demonstrando compreensão global.
(EF15LP03) Localizar informações explícitas em textos.
(EF35LP04) Inferir informações implícitas nos textos lidos.
(EF03LP10) Reconhecer prefixos e sufixos produtivos na formação de palavras derivadas de substantivos, de adjetivos e
de verbos, utilizando-os para compreender palavras e para formar novas palavras.
(EF15LP05) Planejar, com a ajuda do professor, o texto que será produzido, considerando a situação comunicativa, os
L e u em final
Poesia no Sarau de interlocutores (quem escreve/para quem escreve); a finalidade ou o propósito (escrever para quê); a circulação (onde
Cordel de sílaba;
cordão cordéis o texto vai circular); o suporte (qual é o portador do texto); a linguagem, organização e forma do texto e seu tema,
diminutivos
pesquisando em meios impressos ou digitais, sempre que for preciso, informações necessárias à produção do texto,
organizando em tópicos os dados e as fontes pesquisadas.
(EF15LP06) Reler e revisar o texto produzido com a ajuda do professor e a colaboração dos colegas, para corrigi-lo e
aprimorá-lo, fazendo cortes, acréscimos, reformulações, correções de ortografia e pontuação.
(EF03LP27) Recitar cordel e cantar repentes e emboladas, observando as rimas e obedecendo ao ritmo e à melodia.
(EF35LP28) Declamar poemas, com entonação, postura e interpretação adequadas.
(EF15LP11) Reconhecer características da conversação espontânea presencial, respeitando os turnos de fala, selecio-
nando e utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, de acordo com a situação e a posição do
interlocutor.
(EF35LP02) Selecionar livros da biblioteca e/ou do cantinho de leitura da sala de aula e/ou disponíveis em meios digitais
para leitura individual, justificando a escolha e compartilhando com os colegas sua opinião, após a leitura.

(EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo
interlocutor e usando a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado.
(EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e solici-
tando esclarecimentos sempre que necessário.
(EF35LP21) Ler e compreender, de forma autônoma, textos literários de diferentes gêneros e extensões, inclusive aque-
Número de le- les sem ilustrações, estabelecendo preferências por gêneros, temas, autores.
tras na palavra; (EF35LP04) Inferir informações implícitas nos textos lidos.
número de pala- (EF15LP03) Localizar informações explícitas em textos.
vras na frase; (EF03LP05) Identificar o número de sílabas de palavras, classificando-as em monossílabas, dissílabas, trissílabas e
número de síla- polissílabas.
bas na palavra; (EF03LP02) Ler e escrever corretamente palavras com sílabas CV, V, CVC, CCV, VC, VV, CVV, identificando que existem
classificação vogais em todas as sílabas.
de palavras qto (EF15LP02) Estabelecer expectativas em relação ao texto que vai ler (pressuposições antecipadoras dos sentidos, da
ao número de forma e da função social do texto), apoiando-se em seus conhecimentos prévios sobre as condições de produção e
Ditos popu- sílabas; recepção desse texto, o gênero, o suporte e o universo temático, bem como sobre saliências textuais, recursos gráficos,
Como diz lares escrita de imagens, dados da própria obra (índice, prefácio etc.), confirmando antecipações e inferências realizadas antes e duran-
Regra de jogo
o ditado palavras a partir te a leitura de textos, checando a adequação das hipóteses realizadas.
Fábula de letras emba- (EF35LP03) Identificar a ideia central do texto, demonstrando compreensão global.
ralhadas; (EF15LP11) Reconhecer características da conversação espontânea presencial, respeitando os turnos de fala, selecio-
palavras dentro nando e utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, de acordo com a situação e a posição do
de palavras; interlocutor.
travessão e (EF03LP07) Identificar a função na leitura e usar na escrita ponto final, ponto de interrogação, ponto de exclamação e,
aspas; em diálogos (discurso direto), dois-pontos e travessão.
dois pontos; (EF35LP22) Perceber diálogos em textos narrativos, observando o efeito de sentido de verbos de enunciação e, se for o
verbos do dizer; caso, o uso de variedades linguísticas no discurso direto.
usos da inicial (EF03LP14) Planejar e produzir textos injuntivos instrucionais, com a estrutura própria desses textos (verbos imperativos,
maiúscula indicação de passos a ser seguidos) e mesclando palavras, imagens e recursos gráfico-visuais, considerando a situação
comunicativa e o tema/ assunto do texto.
(EF15LP06) Reler e revisar o texto produzido com a ajuda do professor e a colaboração dos colegas, para corrigi-lo e
aprimorá-lo, fazendo cortes, acréscimos, reformulações, correções de ortografia e pontuação.
(EF15LP07) Editar a versão final do texto, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, ilustrando,
quando for o caso, em suporte adequado, manual ou digital.

Unidade 3 – Aprendendo a conviver


Produção de
Gêneros Conteúdos texto, Habilidades
Capítulos
de leitura linguísticos gêneros e contempladas
atividades
(EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo
interlocutor e usando a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado.
(EF15LP02) Estabelecer expectativas em relação ao texto que vai ler (pressuposições antecipadoras dos sentidos, da
Usos da inicial
Crianças Estatuto da forma e da função social do texto), apoiando-se em seus conhecimentos prévios sobre as condições de produção e
maiúscula;
têm HQ classe – direitos recepção desse texto, o gênero, o suporte e o universo temático, bem como sobre saliências textuais, recursos gráficos,
o e u em final
direitos e deveres imagens, dados da própria obra (índice, prefácio etc.), confirmando antecipações e inferências realizadas antes e duran-
de palavras
te a leitura de textos, checando a adequação das hipóteses realizadas.
(EF15LP04) Identificar o efeito de sentido produzido pelo uso de recursos expressivos gráfico-visuais em textos
multissemióticos.

XXV
(EF15LP14) Construir o sentido de histórias em quadrinhos e tirinhas, relacionando imagens e palavras e interpretando recursos
gráficos (tipos de balões, de letras, onomatopeias).
(EF35LP01) Ler e compreender, silenciosamente e, em seguida, em voz alta, com autonomia e fluência, textos curtos com nível
de textualidade adequado.
(EF15LP01) Identificar a função social de textos que circulam em campos da vida social dos quais participa cotidianamente (a
casa, a rua, a comunidade, a escola) e nas mídias impressa, de massa e digital, reconhecendo para que foram produzidos, onde
circulam, quem os produziu e a quem se destinam.
(EF35LP04) Inferir informações implícitas nos textos lidos.
(EF15LP03) Localizar informações explícitas em textos.
(EF15LP15) Reconhecer que os textos literários fazem parte do mundo do imaginário e apresentam uma dimensão lúdica, de
encantamento, valorizando-os, em sua diversidade cultural, como patrimônio artístico da humanidade.
(EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e solicitando
esclarecimentos sempre que necessário.
(EF35LP09) Organizar o texto em unidades de sentido, dividindo-o em parágrafos segundo as normas gráficas e de acordo
Usos da inicial com as características do gênero textual.
Crianças Estatuto da (EF03LP01) Ler e escrever palavras com correspondências regulares contextuais entre grafemas e fonemas – c/qu; g/gu; r/rr; s/
maiúscula;
têm HQ classe – direitos ss; o (e não u) e e (e não i) em sílaba átona em final de palavra – e com marcas de nasalidade (til, m, n).
o e u em final
direitos e deveres (EF15LP05) Planejar, com a ajuda do professor, o texto que será produzido, considerando a situação comunicativa, os
de palavras interlocutores (quem escreve/para quem escreve); a finalidade ou o propósito (escrever para quê); a circulação (onde o texto
vai circular); o suporte (qual é o portador do texto); a linguagem, organização e forma do texto e seu tema, pesquisando em
meios impressos ou digitais, sempre que for preciso, informações necessárias à produção do texto, organizando em tópicos os
dados e as fontes pesquisadas.
(EF15LP11) Reconhecer características da conversação espontânea presencial, respeitando os turnos de fala, selecionando e
utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, de acordo com a situação e a posição do interlocutor.
(EF35LP15) Opinar e defender ponto de vista sobre tema polêmico relacionado a situações vivenciadas na escola e/ou na
comunidade, utilizando registro formal e estrutura adequada à argumentação, considerando a situação comunicativa e o
tema/assunto do texto.
(EF15LP06) Reler e revisar o texto produzido com a ajuda do professor e a colaboração dos colegas, para corrigi-lo e aprimorá-
-lo, fazendo cortes, acréscimos, reformulações, correções de ortografia e pontuação.
(EF15LP07) Editar a versão final do texto, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, ilustrando, quando for o
caso, em suporte adequado, manual ou digital.
(EF35LP02) Selecionar livros da biblioteca e/ou do cantinho de leitura da sala de aula e/ou disponíveis em meios digitais para
leitura individual, justificando a escolha e compartilhando com os colegas sua opinião, após a leitura.

(EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocu-
tor e usando a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado.
(EF15LP02) Estabelecer expectativas em relação ao texto que vai ler (pressuposições antecipadoras dos sentidos, da forma e da
função social do texto), apoiando-se em seus conhecimentos prévios sobre as condições de produção e recepção desse texto,
o gênero, o suporte e o universo temático, bem como sobre saliências textuais, recursos gráficos, imagens, dados da própria
obra (índice, prefácio etc.), confirmando antecipações e inferências realizadas antes e durante a leitura de textos, checando a
adequação das hipóteses realizadas.
(EF15LP04) Identificar o efeito de sentido produzido pelo uso de recursos expressivos gráfico-visuais em textos multissemióticos.
(EF03LP18) Ler e compreender, com autonomia, cartas dirigidas a veículos da mídia impressa ou digital (cartas de leitor e de
reclamação a jornais, revistas) e notícias, dentre outros gêneros do campo jornalístico, de acordo com as convenções do gênero
carta e considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto.
(EF15LP01) Identificar a função social de textos que circulam em campos da vida social dos quais participa cotidianamente (a
casa, a rua, a comunidade, a escola) e nas mídias impressa, de massa e digital, reconhecendo para que foram produzidos, onde
circulam, quem os produziu e a quem se destinam.
(EF15LP03) Localizar informações explícitas em textos.
(EF35LP10) Identificar gêneros do discurso oral, utilizados em diferentes situações e contextos comunicativos, e suas caracterís-
ticas linguístico-expressivas e composicionais (conversação espontânea, conversação telefônica, entrevistas pessoais, entrevistas
Singular e no rádio ou na TV, debate, noticiário de rádio e TV, narração de jogos esportivos no rádio e TV, aula, debate etc.).
plural; (EF03LP22) Planejar e produzir, em colaboração com os colegas, telejornal para público infantil com algumas notícias e textos
gêneros do de campanhas que possam ser repassados oralmente ou em meio digital, em áudio ou vídeo, considerando a situação comuni-
substantivo; cativa, a organização específica da fala nesses gêneros e o tema/assunto/ finalidade dos textos.
plural de (EF15LP06) Reler e revisar o texto produzido com a ajuda do professor e a colaboração dos colegas, para corrigi-lo e aprimorá-
Telejornal -lo, fazendo cortes, acréscimos, reformulações, correções de ortografia e pontuação.
Escolas de Fotorreporta- palavras
(EF15LP12) Atribuir significado a aspectos não linguísticos (paralinguísticos) observados na fala, como direção do olhar, riso,
toda parte gem terminadas em gestos, movimentos da cabeça (de concordância ou discordância), expressão corporal, tom de voz.
consoantes; Carta pessoal
(EF15LP08) Utilizar software, inclusive programas de edição de texto, para editar e publicar os textos produzidos, explorando
encontros os recursos multissemióticos disponíveis.
vocálicos; (EF15LP13) Identificar finalidades da interação oral em diferentes contextos comunicativos (solicitar informações, apresentar
ditongos; opiniões, informar, relatar experiências etc.).
tritongo e hiato (EF03LP12) Ler e compreender, com autonomia, cartas pessoais e diários, com expressão de sentimentos e opiniões, dentre
outros gêneros do campo da vida cotidiana, de acordo com as convenções do gênero carta e considerando a situação comuni-
cativa e o tema/assunto do texto.
(EF03LP17) Identificar e reproduzir, em gêneros epistolares e diários, a formatação própria desses textos (relatos de aconte-
cimentos, expressão de vivências, emoções, opiniões ou críticas) e a diagramação específica dos textos desses gêneros (data,
saudação, corpo do texto, despedida, assinatura).
(EF03LP13) Planejar e produzir cartas pessoais e diários, com expressão de sentimentos e opiniões, dentre outros gêneros do
campo da vida cotidiana, de acordo com as convenções dos gêneros carta e diário e considerando a situação comunicativa e o
tema/assunto do texto.
(EF35LP09) Organizar o texto em unidades de sentido, dividindo-o em parágrafos segundo as normas gráficas e de acordo
com as características do gênero textual.
(EF15LP07) Editar a versão final do texto, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, ilustrando, quando for o
caso, em suporte adequado, manual ou digital.
(EF35LP07) Utilizar, ao produzir um texto, conhecimentos linguísticos e gramaticais, tais como ortografia, regras básicas de
concordância nominal e verbal, pontuação (ponto final, ponto de exclamação, ponto de interrogação, vírgulas em enumera-
ções) e pontuação do discurso direto, quando for o caso.
(EF35LP02) Selecionar livros da biblioteca e/ou do cantinho de leitura da sala de aula e/ou disponíveis em meios digitais para
leitura individual, justificando a escolha e compartilhando com os colegas sua opinião, após a leitura.

XXVI
(EF15LP02) Estabelecer expectativas em relação ao texto que vai ler (pressuposições antecipadoras dos sentidos, da forma e da
função social do texto), apoiando-se em seus conhecimentos prévios sobre as condições de produção e recepção desse texto,
o gênero, o suporte e o universo temático, bem como sobre saliências textuais, recursos gráficos, imagens, dados da própria
obra (índice, prefácio etc.), confirmando antecipações e inferências realizadas antes e durante a leitura de textos, checando a
adequação das hipóteses realizadas.
(EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocu-
tor e usando a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado.
(EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e solicitando
esclarecimentos sempre que necessário.
(EF15LP04) Identificar o efeito de sentido produzido pelo uso de recursos expressivos gráfico-visuais em textos multissemióticos.
(EF35LP01) Ler e compreender, silenciosamente e, em seguida, em voz alta, com autonomia e fluência, textos curtos com nível
de textualidade adequado.
(EF03LP16) Identificar e reproduzir, em textos injuntivos instrucionais (receitas, instruções de montagem, digitais ou impressos),
a formatação própria desses textos (verbos imperativos, indicação de passos a ser seguidos) e a diagramação específica dos
textos desses gêneros (lista de ingredientes ou materiais e instruções de execução – “modo de fazer”).
(EF35LP17) Buscar e selecionar, com o apoio do professor, informações de interesse sobre fenômenos sociais e naturais, em
textos que circulam em meios impressos ou digitais.
(EF15LP01) Identificar a função social de textos que circulam em campos da vida social dos quais participa cotidianamente (a
C e ç; casa, a rua, a comunidade, a escola) e nas mídias impressa, de massa e digital, reconhecendo para que foram produzidos, onde
página de circulam, quem os produziu e a quem se destinam.
dicionário; (EF15LP03) Localizar informações explícitas em textos.
(EF35LP05) Inferir o sentido de palavras ou expressões desconhecidas em textos, com base no contexto da frase ou do texto.
Vamos entrada do Entrevista /
Textos (EF03LP01) Ler e escrever palavras com correspondências regulares contextuais entre grafemas e fonemas – c/qu; g/gu; r/rr; s/
brincar verbete; festival de
instrucionais ss; o (e não u) e e (e não i) em sílaba átona em final de palavra – e com marcas de nasalidade (til, m, n).
de quê? s e ss; brincadeiras
(EF35LP12) Recorrer ao dicionário para esclarecer dúvida sobre a escrita de palavras, especialmente no caso de palavras com
s com som de z;
relações irregulares fonema-grafema.
c e qu; (EF03LP08) Identificar e diferenciar, em textos, substantivos e verbos e suas funções na oração: agente, ação, objeto da ação.
verbos (EF03LP11) Ler e compreender, com autonomia, textos injuntivos instrucionais (receitas, instruções de montagem etc.), com
a estrutura própria desses textos (verbos imperativos, indicação de passos a ser seguidos) e mesclando palavras, imagens e
recursos gráfico- visuais, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do texto.
(EF15LP11) Reconhecer características da conversação espontânea presencial, respeitando os turnos de fala, selecionando e
utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, de acordo com a situação e a posição do interlocutor.
(EF15LP05) Planejar, com a ajuda do professor, o texto que será produzido, considerando a situação comunicativa, os
interlocutores (quem escreve/para quem escreve); a finalidade ou o propósito (escrever para quê); a circulação (onde o texto
vai circular); o suporte (qual é o portador do texto); a linguagem, organização e forma do texto e seu tema, pesquisando em
meios impressos ou digitais, sempre que for preciso, informações necessárias à produção do texto, organizando em tópicos os
dados e as fontes pesquisadas.
(EF03LP14) Planejar e produzir textos injuntivos instrucionais, com a estrutura própria desses textos (verbos imperativos, indica-
ção de passos a ser seguidos) e mesclando palavras, imagens e recursos gráfico-visuais, considerando a situação comunicativa
e o tema/ assunto do texto.
(EF15LP06) Reler e revisar o texto produzido com a ajuda do professor e a colaboração dos colegas, para corrigi-lo e aprimorá-
-lo, fazendo cortes, acréscimos, reformulações, correções de ortografia e pontuação.
(EF35LP20) Expor trabalhos ou pesquisas escolares, em sala de aula, com apoio de recursos multissemióticos (imagens, diagrama,
tabelas etc.), orientando-se por roteiro escrito, planejando o tempo de fala e adequando a linguagem à situação comunicativa.
(EF35LP02) Selecionar livros da biblioteca e/ou do cantinho de leitura da sala de aula e/ou disponíveis em meios digitais para
leitura individual, justificando a escolha e compartilhando com os colegas sua opinião, após a leitura.

(EF15LP16) Ler e compreender, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor e, mais tarde, de maneira
autônoma, textos narrativos de maior porte como contos (populares, de fadas, acumulativos, de assombração etc.) e
crônicas.
(EF35LP21) Ler e compreender, de forma autônoma, textos literários de diferentes gêneros e extensões, inclusive
aqueles sem ilustrações, estabelecendo preferências por gêneros, temas, autores.
(EF35LP26) Ler e compreender, com certa autonomia, narrativas ficcionais que apresentem cenários e personagens,
Travessão; observando os elementos da estrutura narrativa: enredo, tempo, espaço, personagens, narrador e a construção do
ponto de discurso indireto e discurso direto.
interrogação; (EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo
diálogo; interlocutor e usando a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado.
e e i em final de (EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e solici-
palavras; tando esclarecimentos sempre que necessário.
onomatopeias; (EF15LP03) Localizar informações explícitas em textos.
Amizades
Conto ponto de Conto (EF35LP04) Inferir informações implícitas nos textos lidos.
verdadeiras
exclamação; (EF35LP05) Inferir o sentido de palavras ou expressões desconhecidas em textos, com base no contexto da frase ou
verbo e tempos do texto.
verbais presen- (EF35LP29) Identificar, em narrativas, cenário, personagem central, conflito gerador, resolução e o ponto de vista com
te, passado e base no qual histórias são narradas, diferenciando narrativas em primeira e terceira pessoas.
futuro; (EF03LP07) Identificar a função na leitura e usar na escrita ponto final, ponto de interrogação, ponto de exclamação
concordância e, em diálogos (discurso direto), dois-pontos e travessão.
verbal (EF03LP06) Identificar a sílaba tônica em palavras, classificando-as em oxítonas, paroxítonas e proparoxítonas.
(EF03LP01) Ler e escrever palavras com correspondências regulares contextuais entre grafemas e fonemas – c/qu; g/
gu; r/rr; s/ss; o (e não u) e e (e não i) em sílaba átona em final de palavra – e com marcas de nasalidade (til, m, n).
(EF15LP14) Construir o sentido de histórias em quadrinhos e tirinhas, relacionando imagens e palavras e interpretando
recursos gráficos (tipos de balões, de letras, onomatopeias).
(EF15LP17) Apreciar poemas visuais e concretos, observando efeitos de sentido criados pelo formato do texto na página,
distribuição e diagramação das letras, pelas ilustrações e por outros efeitos visuais.

XXVII
(EF03LP08) Identificar e diferenciar, em textos, substantivos e verbos e suas funções na oração: agente, ação, objeto da
Travessão; ação.
ponto de (EF15LP04) Identificar o efeito de sentido produzido pelo uso de recursos expressivos gráfico-visuais em textos multisse-
interrogação; mióticos.
diálogo; (EF35LP25) Criar narrativas ficcionais, com certa autonomia, utilizando detalhes descritivos, sequências de eventos e
e e i em final de imagens apropriadas para sustentar o sentido do texto, e marcadores de tempo, espaço e de fala de personagens.
palavras; (EF15LP05) Planejar, com a ajuda do professor, o texto que será produzido, considerando a situação comunicativa, os
onomatopeias; interlocutores (quem escreve/para quem escreve); a finalidade ou o propósito (escrever para quê); a circulação (onde
Amizades
Conto ponto de Conto o texto vai circular); o suporte (qual é o portador do texto); a linguagem, organização e forma do texto e seu tema,
verdadeiras
exclamação; pesquisando em meios impressos ou digitais, sempre que for preciso, informações necessárias à produção do texto,
verbo e tempos organizando em tópicos os dados e as fontes pesquisadas.
verbais presen- (EF35LP09) Organizar o texto em unidades de sentido, dividindo-o em parágrafos segundo as normas gráficas e de
te, passado e acordo com as características do gênero textual.
futuro; (EF15LP06) Reler e revisar o texto produzido com a ajuda do professor e a colaboração dos colegas, para corrigi-lo e
concordância aprimorá-lo, fazendo cortes, acréscimos, reformulações, correções de ortografia e pontuação.
verbal (EF35LP02) Selecionar livros da biblioteca e/ou do cantinho de leitura da sala de aula e/ou disponíveis em meios digitais
para leitura individual, justificando a escolha e compartilhando com os colegas sua opinião, após a leitura.

Unidade 4 – Além da imaginação


Produção
Gêne-
Conteúdos lin- de texto, Habilidades
Capítulos ros de
guísticos gêneros e contempladas
leitura
atividades

(EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocu-
tor e usando a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado.
(EF15LP02) Estabelecer expectativas em relação ao texto que vai ler (pressuposições antecipadoras dos sentidos, da forma e da
função social do texto), apoiando-se em seus conhecimentos prévios sobre as condições de produção e recepção desse texto,
o gênero, o suporte e o universo temático, bem como sobre saliências textuais, recursos gráficos, imagens, dados da própria
obra (índice, prefácio etc.), confirmando antecipações e inferências realizadas antes e durante a leitura de textos, checando a
adequação das hipóteses realizadas.
(EF15LP16) Ler e compreender, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor e, mais tarde, de maneira autôno-
ma, textos narrativos de maior porte como contos (populares, de fadas, acumulativos, de assombração etc.) e crônicas.
(EF35LP21) Ler e compreender, de forma autônoma, textos literários de diferentes gêneros e extensões, inclusive aqueles sem
ilustrações, estabelecendo preferências por gêneros, temas, autores.
(EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e solicitando
esclarecimentos sempre que necessário.
(EF15LP03) Localizar informações explícitas em textos.
(EF35LP04) Inferir informações implícitas nos textos lidos.
(EF35LP03) Identificar a ideia central do texto, demonstrando compreensão global.
Ordem alfabética e uso (EF35LP12) Recorrer ao dicionário para esclarecer dúvida sobre a escrita de palavras, especialmente no caso de palavras com
do dicionário; relações irregulares fonema-grafema.
adjetivos; (EF03LP10) Reconhecer prefixos e sufixos produtivos na formação de palavras derivadas de substantivos, de adjetivos e de
oso em adjetivos; verbos, utilizando-os para compreender palavras e para formar novas palavras.
feminino e masculino; (EF03LP09) Identificar, em textos, adjetivos e sua função de atribuição de propriedades aos substantivos.
concordância nominal; (EF35LP05) Inferir o sentido de palavras ou expressões desconhecidas em textos, com base no contexto da frase ou do texto.
pronomes e referen-
(EF35LP14) Identificar em textos e usar na produção textual pronomes pessoais, possessivos e demonstrativos, como recurso
Contos Conto de ciação; Conto de
coesivo anafórico.
de esperteza esperteza pronomes pessoais; esperteza
(EF35LP26) Ler e compreender, com certa autonomia, narrativas ficcionais que apresentem cenários e personagens, observan-
plural de palavras
terminadas em ão; do os elementos da estrutura narrativa: enredo, tempo, espaço, personagens, narrador e a construção do discurso indireto e
~ como marcador de discurso direto.
nasalização; (EF15LP01) Identificar a função social de textos que circulam em campos da vida social dos quais participa cotidianamente (a
marcadores temporais casa, a rua, a comunidade, a escola) e nas mídias impressa, de massa e digital, reconhecendo para que foram produzidos, onde
no texto; circulam, quem os produziu e a quem se destinam.
sujeito e predicado (EF03LP01) Ler e escrever palavras com correspondências regulares contextuais entre grafemas e fonemas – c/qu; g/gu; r/rr; s/
ss; o (e não u) e e (e não i) em sílaba átona em final de palavra – e com marcas de nasalidade (til, m, n).
(EF35LP07) Utilizar, ao produzir um texto, conhecimentos linguísticos e gramaticais, tais como ortografia, regras básicas de
concordância nominal e verbal, pontuação (ponto final, ponto de exclamação, ponto de interrogação, vírgulas em enumera-
ções) e pontuação do discurso direto, quando for o caso.
(EF35LP29) Identificar, em narrativas, cenário, personagem central, conflito gerador, resolução e o ponto de vista com base no
qual histórias são narradas, diferenciando narrativas em primeira e terceira pessoas.
(EF03LP08) Identificar e diferenciar, em textos, substantivos e verbos e suas funções na oração: agente, ação, objeto da ação.
(EF35LP25) Criar narrativas ficcionais, com certa autonomia, utilizando detalhes descritivos, sequências de eventos e imagens
apropriadas para sustentar o sentido do texto, e marcadores de tempo, espaço e de fala de personagens.
(EF15LP05) Planejar, com a ajuda do professor, o texto que será produzido, considerando a situação comunicativa, os inter-
locutores (quem escreve/para quem escreve); a finalidade ou o propósito (escrever para quê); a circulação (onde o texto vai
circular); o suporte (qual é o portador do texto); a linguagem, organização e forma do texto e seu tema, pesquisando em
meios impressos ou digitais, sempre que for preciso, informações necessárias à produção do texto, organizando em tópicos
os dados e as fontes pesquisadas.
(EF03LP07) Identificar a função na leitura e usar na escrita ponto final, ponto de interrogação, ponto de exclamação e, em
diálogos (discurso direto), dois-pontos e travessão.

XXVIII
Ordem alfabética e uso (EF35LP08) Utilizar, ao produzir um texto, recursos de referenciação (por substituição lexical ou por pronomes pessoais,
do dicionário;
possessivos e demonstrativos), vocabulário apropriado ao gênero, recursos de coesão pronominal (pronomes anafóricos)
adjetivos;
e articuladores de relações de sentido (tempo, causa, oposição, conclusão, comparação), com nível suficiente de infor-
oso em adjetivos;
matividade.
feminino e masculino;
concordância nominal; (EF15LP06) Reler e revisar o texto produzido com a ajuda do professor e a colaboração dos colegas, para corrigi-lo e apri-
pronomes e referen- morá-lo, fazendo cortes, acréscimos, reformulações, correções de ortografia e pontuação.
Contos Conto de ciação; Conto de (EF15LP07) Editar a versão final do texto, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, ilustrando, quando
de esperteza esperteza pronomes pessoais; esperteza for o caso, em suporte adequado, manual ou digital.
plural de palavras (EF15LP11) Reconhecer características da conversação espontânea presencial, respeitando os turnos de fala, selecionando e
terminadas em ão; utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, de acordo com a situação e a posição do interlocutor.
~ como marcador de (EF15LP08) Utilizar software, inclusive programas de edição de texto, para editar e publicar os textos produzidos, exploran-
nasalização; do os recursos multissemióticos disponíveis.
marcadores temporais
(EF35LP02) Selecionar livros da biblioteca e/ou do cantinho de leitura da sala de aula e/ou disponíveis em meios digitais
no texto;
sujeito e predicado para leitura individual, justificando a escolha e compartilhando com os colegas sua opinião, após a leitura.

(EF15LP02) Estabelecer expectativas em relação ao texto que vai ler (pressuposições antecipadoras dos sentidos, da forma e da
função social do texto), apoiando-se em seus conhecimentos prévios sobre as condições de produção e recepção desse texto,
o gênero, o suporte e o universo temático, bem como sobre saliências textuais, recursos gráficos, imagens, dados da própria
obra (índice, prefácio etc.), confirmando antecipações e inferências realizadas antes e durante a leitura de textos, checando a
adequação das hipóteses realizadas.
(EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocu-
tor e usando a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado.
(EF35LP21) Ler e compreender, de forma autônoma, textos literários de diferentes gêneros e extensões, inclusive aqueles sem
ilustrações, estabelecendo preferências por gêneros, temas, autores.
(EF35LP29) Identificar, em narrativas, cenário, personagem central, conflito gerador, resolução e o ponto de vista com base no
qual histórias são narradas, diferenciando narrativas em primeira e terceira pessoas.
(EF15LP03) Localizar informações explícitas em textos.
(EF35LP04) Inferir informações implícitas nos textos lidos.
(EF35LP14) Identificar em textos e usar na produção textual pronomes pessoais, possessivos e demonstrativos, como recurso
coesivo anafórico.
(EF35LP05) Inferir o sentido de palavras ou expressões desconhecidas em textos, com base no contexto da frase ou do texto.
Pronomes posses- (EF03LP01) Ler e escrever palavras com correspondências regulares contextuais entre grafemas e fonemas – c/qu; g/gu; r/rr; s/
sivos; ss; o (e não u) e e (e não i) em sílaba átona em final de palavra – e com marcas de nasalidade (til, m, n).
pronomes demons- (EF03LP08) Identificar e diferenciar, em textos, substantivos e verbos e suas funções na oração: agente, ação, objeto da ação.
Conto de trativos; (EF35LP25) Criar narrativas ficcionais, com certa autonomia, utilizando detalhes descritivos, sequências de eventos e imagens
Histórias assom- frases feitas e seus Conto de apropriadas para sustentar o sentido do texto, e marcadores de tempo, espaço e de fala de personagens.
de arrepiar bração / sentidos; botar medo (EF15LP05) Planejar, com a ajuda do professor, o texto que será produzido, considerando a situação comunicativa, os
monstro usos de n e m em interlocutores (quem escreve/para quem escreve); a finalidade ou o propósito (escrever para quê); a circulação (onde o texto
final de sílabas iniciais vai circular); o suporte (qual é o portador do texto); a linguagem, organização e forma do texto e seu tema, pesquisando em
ou intermediárias; meios impressos ou digitais, sempre que for preciso, informações necessárias à produção do texto, organizando em tópicos os
am e ão dados e as fontes pesquisadas.
(EF35LP09) Organizar o texto em unidades de sentido, dividindo-o em parágrafos segundo as normas gráficas e de acordo
com as características do gênero textual.
(EF15LP06) Reler e revisar o texto produzido com a ajuda do professor e a colaboração dos colegas, para corrigi-lo e aprimorá-
-lo, fazendo cortes, acréscimos, reformulações, correções de ortografia e pontuação.
(EF15LP07) Editar a versão final do texto, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, ilustrando, quando for o
caso, em suporte adequado, manual ou digital.
(EF35LP07) Utilizar, ao produzir um texto, conhecimentos linguísticos e gramaticais, tais como ortografia, regras básicas de
concordância nominal e verbal, pontuação (ponto final, ponto de exclamação, ponto de interrogação, vírgulas em enumera-
ções) e pontuação do discurso direto, quando for o caso.
(EF35LP08) Utilizar, ao produzir um texto, recursos de referenciação (por substituição lexical ou por pronomes pessoais, posses-
sivos e demonstrativos), vocabulário apropriado ao gênero, recursos de coesão pronominal (pronomes anafóricos) e articulado-
res de relações de sentido (tempo, causa, oposição, conclusão, comparação), com nível suficiente de informatividade.
(EF15LP12) Atribuir significado a aspectos não linguísticos (paralinguísticos) observados na fala, como direção do olhar, riso,
gestos, movimentos da cabeça (de concordância ou discordância), expressão corporal, tom de voz.
(EF35LP02) Selecionar livros da biblioteca e/ou do cantinho de leitura da sala de aula e/ou disponíveis em meios digitais para
leitura individual, justificando a escolha e compartilhando com os colegas sua opinião, após a leitura.

(EF15LP02) Estabelecer expectativas em relação ao texto que vai ler (pressuposições antecipadoras dos sentidos, da forma e
da função social do texto), apoiando-se em seus conhecimentos prévios sobre as condições de produção e recepção desse
texto, o gênero, o suporte e o universo temático, bem como sobre saliências textuais, recursos gráficos, imagens, dados da
própria obra (índice, prefácio etc.), confirmando antecipações e inferências realizadas antes e durante a leitura de textos,
Ge / gue, gi / gui;
checando a adequação das hipóteses realizadas.
qua e gua;
(EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlo-
sc;
cutor e usando a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado.
ordem alfabética de
(EF35LP21) Ler e compreender, de forma autônoma, textos literários de diferentes gêneros e extensões, inclusive aqueles
Dando a palavras;
Roteiro Roteiro e sem ilustrações, estabelecendo preferências por gêneros, temas, autores.
volta uso do dicionário –
teatral encenação (EF35LP24) Identificar funções do texto dramático (escrito para ser encenado) e sua organização por meio de diálogos entre
por cima comparação entre
personagens e marcadores das falas das personagens e de cena.
diferentes dicionários;
(EF35LP03) Identificar a ideia central do texto, demonstrando compreensão global.
palavras com letras
(EF35LP04) Inferir informações implícitas nos textos lidos.
embaralhadas;
(EF35LP15) Opinar e defender ponto de vista sobre tema polêmico relacionado a situações vivenciadas na escola e/ou na
reticências
comunidade, utilizando registro formal e estrutura adequada à argumentação, considerando a situação comunicativa e o
tema/assunto do texto.
(EF03LP01) Ler e escrever palavras com correspondências regulares contextuais entre grafemas e fonemas – c/qu; g/gu; r/rr;
s/ss; o (e não u) e e (e não i) em sílaba átona em final de palavra – e com marcas de nasalidade (til, m, n).

XXIX
(EF15LP02) Estabelecer expectativas em relação ao texto que vai ler (pressuposições antecipadoras dos sentidos, da forma e
da função social do texto), apoiando-se em seus conhecimentos prévios sobre as condições de produção e recepção desse
texto, o gênero, o suporte e o universo temático, bem como sobre saliências textuais, recursos gráficos, imagens, dados da
própria obra (índice, prefácio etc.), confirmando antecipações e inferências realizadas antes e durante a leitura de textos,
checando a adequação das hipóteses realizadas.
(EF15LP03) Localizar informações explícitas em textos.
(EF03LP10) Reconhecer prefixos e sufixos produtivos na formação de palavras derivadas de substantivos, de adjetivos e de
verbos, utilizando-os para compreender palavras e para formar novas palavras.
(EF35LP12) Recorrer ao dicionário para esclarecer dúvida sobre a escrita de palavras, especialmente no caso de palavras
Ge / gue, gi / gui;
com relações irregulares fonema-grafema.
qua e gua;
(EF03LP02) Ler e escrever corretamente palavras com sílabas CV, V, CVC, CCV, VC, VV, CVV, identificando que existem
sc;
vogais em todas as sílabas.
ordem alfabética de
(EF03LP07) Identificar a função na leitura e usar na escrita ponto final, ponto de interrogação, ponto de exclamação e, em
Dando a palavras;
Roteiro Roteiro e diálogos (discurso direto), dois-pontos e travessão.
volta uso do dicionário –
teatral encenação (EF15LP12) Atribuir significado a aspectos não linguísticos (paralinguísticos) observados na fala, como direção do olhar, riso,
por cima comparação entre
gestos, movimentos da cabeça (de concordância ou discordância), expressão corporal, tom de voz.
diferentes dicionários;
(EF15LP05) Planejar, com a ajuda do professor, o texto que será produzido, considerando a situação comunicativa, os
palavras com letras
interlocutores (quem escreve/para quem escreve); a finalidade ou o propósito (escrever para quê); a circulação (onde o texto
embaralhadas;
vai circular); o suporte (qual é o portador do texto); a linguagem, organização e forma do texto e seu tema, pesquisando em
reticências.
meios impressos ou digitais, sempre que for preciso, informações necessárias à produção do texto, organizando em tópicos
os dados e as fontes pesquisadas.
(EF15LP07) Editar a versão final do texto, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, ilustrando, quando
for o caso, em suporte adequado, manual ou digital.
(EF35LP07) Utilizar, ao produzir um texto, conhecimentos linguísticos e gramaticais, tais como ortografia, regras básicas de
concordância nominal e verbal, pontuação (ponto final, ponto de exclamação, ponto de interrogação, vírgulas em enumera-
ções) e pontuação do discurso direto, quando for o caso.
(EF35LP02) Selecionar livros da biblioteca e/ou do cantinho de leitura da sala de aula e/ou disponíveis em meios digitais
para leitura individual, justificando a escolha e compartilhando com os colegas sua opinião, após a leitura.

(EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlo-
cutor e usando a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado.
(EF15LP02) Estabelecer expectativas em relação ao texto que vai ler (pressuposições antecipadoras dos sentidos, da forma e
da função social do texto), apoiando-se em seus conhecimentos prévios sobre as condições de produção e recepção desse
texto, o gênero, o suporte e o universo temático, bem como sobre saliências textuais, recursos gráficos, imagens, dados da
própria obra (índice, prefácio etc.), confirmando antecipações e inferências realizadas antes e durante a leitura de textos,
checando a adequação das hipóteses realizadas.
(EF15LP15) Reconhecer que os textos literários fazem parte do mundo do imaginário e apresentam uma dimensão lúdica,
de encantamento, valorizando-os, em sua diversidade cultural, como patrimônio artístico da humanidade.
(EF35LP21) Ler e compreender, de forma autônoma, textos literários de diferentes gêneros e extensões, inclusive aqueles
sem ilustrações, estabelecendo preferências por gêneros, temas, autores.
(EF15LP03) Localizar informações explícitas em textos.
(EF35LP05) Inferir o sentido de palavras ou expressões desconhecidas em textos, com base no contexto da frase ou do texto.
(EF35LP06) Recuperar relações entre partes de um texto, identificando substituições lexicais (de substantivos por sinônimos)
ou pronominais (uso de pronomes anafóricos – pessoais, possessivos, demonstrativos) que contribuem para a continuidade
Esa e eza; do texto.
separação silábica (EF35LP30) Diferenciar discurso indireto e discurso direto, determinando o efeito de sentido de verbos de enunciação e
em final de linha; explicando o uso de variedades linguísticas no discurso direto, quando for o caso.
classificação quanto (EF03LP10) Reconhecer prefixos e sufixos produtivos na formação de palavras derivadas de substantivos, de adjetivos e de
ao número de verbos, utilizando-os para compreender palavras e para formar novas palavras.
sílabas; (EF03LP05) Identificar o número de sílabas de palavras, classificando-as em monossílabas, dissílabas, trissílabas e polissílabas.
Histórias Reconto de
tonicidade; (EF03LP06) Identificar a sílaba tônica em palavras, classificando-as em oxítonas, paroxítonas e proparoxítonas.
indígenas um conto
classificação quanto (EF03LP04) Usar acento gráfico (agudo ou circunflexo) em monossílabos tônicos terminados em a, e, o e em palavras
que Conto
à tonicidade; Festival de oxítonas terminadas em a, e, o, seguidas ou não de s.
enrique- indígena
monossílabos tônicos contação de (EF35LP29) Identificar, em narrativas, cenário, personagem central, conflito gerador, resolução e o ponto de vista com base
cem nossa
e átonos; histórias no qual histórias são narradas, diferenciando narrativas em primeira e terceira pessoas.
cultura
acentuação dos (EF03LP10) Reconhecer prefixos e sufixos produtivos na formação de palavras derivadas de substantivos, de adjetivos e de
monossílabos verbos, utilizando-os para compreender palavras e para formar novas palavras.
tônicos; (EF35LP10) Identificar gêneros do discurso oral, utilizados em diferentes situações e contextos comunicativos, e suas caracterís-
derivação de palavras ticas linguístico-expressivas e composicionais (conversação espontânea, conversação telefônica, entrevistas pessoais, entrevistas
por sufixos e no rádio ou na TV, debate, noticiário de rádio e TV, narração de jogos esportivos no rádio e TV, aula, debate etc.).
prefixos. (EF15LP12) Atribuir significado a aspectos não linguísticos (paralinguísticos) observados na fala, como direção do olhar, riso,
gestos, movimentos da cabeça (de concordância ou discordância), expressão corporal, tom de voz.
(EF15LP19) Recontar oralmente, com e sem apoio de imagem, textos literários lidos pelo professor.
(EF15LP15) Reconhecer que os textos literários fazem parte do mundo do imaginário e apresentam uma dimensão lúdica,
de encantamento, valorizando-os, em sua diversidade cultural, como patrimônio artístico da humanidade.
(EF15LP05) Planejar, com a ajuda do professor, o texto que será produzido, considerando a situação comunicativa, os
interlocutores (quem escreve/para quem escreve); a finalidade ou o propósito (escrever para quê); a circulação (onde o texto
vai circular); o suporte (qual é o portador do texto); a linguagem, organização e forma do texto e seu tema, pesquisando em
meios impressos ou digitais, sempre que for preciso, informações necessárias à produção do texto, organizando em tópicos
os dados e as fontes pesquisadas.
(EF35LP02) Selecionar livros da biblioteca e/ou do cantinho de leitura da sala de aula e/ou disponíveis em meios digitais
para leitura individual, justificando a escolha e compartilhando com os colegas sua opinião, após a leitura.
(EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores e colegas, formulando perguntas pertinentes ao tema e solicitando
esclarecimentos sempre que necessário.
(EF15LP11) Reconhecer características da conversação espontânea presencial, respeitando os turnos de fala, selecionando e
utilizando, durante a conversação, formas de tratamento adequadas, de acordo com a situação e a posição do interlocutor.

XXX
QUARTO ANO
Unidade 1 – Histórias de heróis
Produção de texto,
Capítulos Gêneros de leitura Conteúdos linguísticos
gêneros e atividades
Adjetivos e locuções adjetivas / substantivos concretso e abstratos / próprios e Mito (grego)
Um herói invencível Mito grego
comuns / verbo (definição) Exposição de perfis de heróis míticos
Pronomes pessoais Mito (africano)
Heróis da natureza Mito africano
Dêiticos, catáforas, anáforas Festival de recontos orais
Pronomes pessoais do caso oblíquo HQ
Perfil de super-herói
Super-heróis Dêiticos com imagens Galeria de perfis de heróis de HQ
HQ de anti-herói
Interjeição e onomatopeia + ponto de exclamação (conhecidos e criados)

Unidade 2 – Saiu no jornal


Produção de texto,
Capítulos Gêneros de leitura Conteúdos linguísticos
gêneros e atividades
Primeira página de jornal
(impresso e digital);
Água, um Aposto Primeira página de jornal / chamadas de
chamadas de primeira
bem precioso Plural ãos, ões, ães jornal / manchetes
página de jornal (impresso
e digital)
Notícia de jornal impresso Podcast (locução, ritmo de fala, clareza etc.)
e a contraparte digital da Notícia
Ar puro é o Tempos verbais (presente, passado e futuro)
mesma notícia Gravação e audição de notícias em podcast
que interessa! Advérbios e adjuntos adverbiais
Carta de reclamação e Exposição de notícias da comunidade
solicitação Carta de reclamação e solicitação
Flexão dos substantivos e adjetivos (feminino e masculino / singular
Reportagem de divulgação científica
De olho no e plural)
Galeria de fotos Galeria de fotos de notícia da semana da
desmatamento Concordância verbal e nominal
comunidade (com legendas)
SC, C, Ç, -ICE e -ISSE
Entrevista oral (com Entrevista
O ambiente está
questões previamente Variação linguística (temporal, regional) Roteiro de entrevista
dentro de nós
elaboradas e escritas) Entrevista coletiva

Unidade 3 – Conversas no palco e por aí…


Produção de texto,
Capítulos Gêneros de leitura Conteúdos linguísticos
gêneros e atividades
O que é uma Texto dramático
Texto dramático Graus do adjetivo (comparativo e superlativo)
divisão justa? Dramatização
Texto dramático
Pontuação (vírgula, ponto de exclamação, ponto de interrogação, reticências,
Retextualização de conto infantil
Quem tem Texto dramático uso conjunto de mais de um tipo de pontuação)
O mistério do coração cinza: um thriller de
medo de quem? Conto Vocativo
brinquedo, de Julio Calvo Drago
Sentidos figurados
Dramatização
Crônica dialogada
Conversando a Discurso direto e indireto
Crônica dialogada Leitura expressiva da crônica dialogada
gente se entende Linguagem coloquial
Caderno de crônicas dialogadas em dupla

Unidade 4 – Bichos para conhecer e cuidar


Produção de texto,
Capítulos Gêneros de leitura Conteúdos linguísticos
gêneros e atividades
Propaganda Retomada de oxítonas, paroxítonas e proparoxítonas
Bichinho de
institucional Acento agudo e circunflexo Jogo de tabuleiro e vídeo (modo de jogar)
estimação
Regras de jogo Graus do substantivo (aumentativo e diminutivo)
Aprendendo Reportagem com Pronomes demonstrativos
Comentário sobre reportagem
sobre animais comentário na internet S e Z / H inicial que não representa fonema
Gráfico
Gráficos por Ditongos
Infográfico / Gráfico Criação coletiva de um gráfico a partir de
todo lado X e CH
uma enquete com a turma

XXXI
QUINTO ANO
Unidade 1 – Alimentação e saúde: informe-se!
Produção de texto,
Capítulos Gêneros de leitura Conteúdos linguísticos
gêneros e atividades
Alimentação Notícia sobre alimentação e saúde
Correspondência fonema-grafema regulares
saudável versus Notícia Gravar uma notícia a partir de um roteiro como um repórter
e contextuais
obesidade infantil Produção de notícia
Campanha informativa sobre alimentação e saúde
Acentuação de palavra oxítonas, paroxítonas
Podcast
O poder Verbete enciclopédico e proparoxítonas
Gravação de campanha informativa sobre alimentação e saúde
das cores Texto didático Diferenças, na leitura, entre vírgula, ponto e vírgula
Resumo
e dois-pontos
Produção de um resumo para um painel na feira de ciências da escola
Notícia / Reportagem / Entrevistas
Descobrindo Reconhecer, na leitura, os efeitos de sentido do uso de parênteses, Jornal falado
Reportagem
novos sabores reticências e aspas Produção de uma reportagem com uma pequena entrevista sobre
alimentação / merenda escolar

Unidade 2 – Na trama dos poemas


Produção de texto,
Capítulos Gêneros de leitura Conteúdos linguísticos
gêneros e atividades
As histórias Diferenciar palavras primitivas, derivadas e compostas (prefixo e sufixo)
Poema narrativo e Poema narrativo
que os / significações de prefixos à palavra primitiva
cordel narrativo Declamação de Poemas
poemas contam Partir sempre dos sentidos para / exploração da forma / morfologia
Os sentimentos Verso / Rima Poema lírico
que os Soneto lírico X / CH “Roda de Rimas”, construindo uma lista de rimas para todos
sonetos cantam Verbos de ação / Modos (Indicativo principalmente) consultarem se quiserem (produção individual)
As palavras e as Poema visual – propor o uso de materiais e técnicas variadas –
Versificação / Rimas (Cont.)
imagens dos Poema visual desenho, colagem etc.
Polissemia
poemas visuais Varal de poemas visuais

Unidade 3 – Gente de todo o mundo, Brasil de todos


Produção de texto,
Capítulos Gêneros de leitura Conteúdos linguísticos
gêneros e atividades
Relatos de vida
Vivendo Grau dos adjetivos (superlativos)
Relato de imigrante Comentário crítico sobre os relatos – que acharam do relato;
no Brasil Pronomes (substituições em repetições de substantivos)
como pode ter sido a experiência da imigração etc.
Relato oral de um imigrante ou descendente de imigrantes
Idas e vindas:
Artigo de divulgação Ortografia / Derivação a partir de verbos (-ção / -ssão) / Verbo: Encontrar um imigrante ou descendente de, na família ou no
a imigração
científica regularidades ortográficas quando vira substantivo círculo de amigos (elaborar roteiro e gravar)
no Brasil
Fichamento
Infográfico
E foi preciso Adjetivos gentílicos ou pátrios Relatório de pesquisa/Entrevista oral
Conto (com narração
mudar de país Numerais (cardinais, ordinais, multiplicativos e fracionários) Infográfico
do jogo de futebol)
Relatório de pesquisa
Roteiro de apresentação de Seminário e material de apoio (a partir do
que foi feito) – cartaz e/ou slides, infográfico, fichamento
Uma nova vida Verbete Coesão textual: substituição lexical e pronominal
Exposição oral
Pesquisar quais populações povoaram a cidade e se mantêm essa
tradição em bairros específicos

Unidade 4 – Do livro para a tela

Capítulos Gêneros de Conteúdos linguísticos Produção de texto,


leitura gêneros e atividades

Contando Conto Concordância verbal (verbos com pronomes pessoas sujeitos na frase) Resenha de outro livro
a história Resenha de livro Algumas conjunções e seus respectivos efeitos de sentido: oposição, Vlog
tempo, causa, condição e finalidade

Antes de Roteiro
virar filme… cinematográfico Relação texto-imagem Dramatização
Fotograma

Sessão pipoca: Cartaz de filme de Explorar a relação texto-imagem Podcast anunciando a mostra de cinema
é dia de cinema! cinema Concordância verbal (verbos com sujeito composto) Mostra de cinema na escola
Resenha de site Programação (sinopse etc.)

XXXII
4. AVALIAÇÃO
A avaliação não deve ser entendida como o mo- Nessa perspectiva de acompanhamento e avalia-
mento final de um período de atividades escolares, ção é relevante salientar que essa etapa do processo
mas como parte integrante do processo de ensino e de ensino e de aprendizagem é uma prática fundamen-
de aprendizagem. O processo de avaliação precisa ter tal para verificar o alcance das metas estabelecidas, as
como meta: compreender necessidades, avanços e di- aprendizagens realizadas pelos educandos e o impacto
ficuldades dos alunos; oferecer informações relevantes dessas aprendizagens na vida de cada um.
para o professor, sobre o desenvolvimento do ensino no A prática avaliativa necessita, portanto, integrar todo
cotidiano das aulas; possibilitar o planejamento da prá- o processo educativo. Seu resultado precisa ser a fonte de
tica docente bem como o redimensionamento das es- informação para nortear o processo de aprendizagem de
tratégias e procedimentos didáticos (MELO, 2007). Para cada educando ou do grupo e, ao mesmo tempo, instru-
englobar todo o processo de avaliação, esta precisa ser:
mento de regulação do planejamento e de verificação de
diagnóstica e formativa.
sua adequação às necessidades de aprendizagem.
A avaliação diagnóstica permite ao professor
Se o que se quer é formar usuários da língua, ca-
acompanhar o desempenho e o desenvolvimento de
pazes de utilizá-la para fins variados é importante que
seu aluno e redimensionar as suas estratégias e proce-
a avaliação, além de verificar o domínio dos vários as-
dimentos didáticos.
pectos do sistema de representação da escrita, volte-se
para o modo como os sujeitos participam das situações
(...) diagnosticar é coletar dados relevantes,
em que a leitura e a escrita estão envolvidas. Precisa
através de instrumentos que possibilitem iden-
verificar, por exemplo, a familiaridade com que os ava-
tificar os conhecimentos adquiridos pelo aluno,
liados lidam com textos reais e variados, desde o início
tendo em vista objetivos e capacidades que se
pretende avaliar, em relação a determinado obje- do processo de alfabetização.
to de conhecimento (por exemplo, a apropriação A avaliação é uma atividade ampla e complexa. É
de princípios alfabéticos ou de certas convenções importante que, ao exercê-la, o professor tenha em vis-
do sistema de escrita). (...) Para realizar o levan- ta não um instrumento usado para atribuir nota, mas o
tamento dessas informações o professor poderá domínio gradativo das atividades propostas. Para aten-
criar situações diversificadas, desde as mais for- der ao processo diagnóstico e formativo da avaliação,
mais, como a aplicação de testes, até aquelas me- é necessário o uso de diferentes instrumentos para que
nos formais, decorrentes das observações cotidia- se tenha noção completa sobre a evolução do processo
nas que faz quando os alunos realizam as tarefas educativo como: observação sistemática, registro das ati-
propostas em sala de aula. (FRADE; SILVA, 2005) vidades e evolução, provas operatórias, autoavaliação in-
dividual, como portfólio ou grade avaliativa, e colabora-
A avaliação formativa engloba todas as atividades tiva, em rodas de conversa entre os alunos e o professor.
desenvolvidas pelos educandos, inclusive sua autoava- A avaliação compreendida dessa forma auxilia o
liação, e permite atender tanto aos interesses dos pro- professor e a escola a tomarem decisões sobre proce-
fessores para tomar decisões programáticas, quanto dimentos pedagógicos, assim como os alunos e as suas
aos alunos por permitirem o acompanhamento de seu famílias a refletirem sobre o seu envolvimento no pro-
próprio desenvolvimento (VILLAS BOAS, 2006). cesso de aprendizagem e desempenho.

5. ORGANIZAÇÃO DA OBRA
O professor de natação não pode ensinar o não se trava com o seu professor de natação, mas
aluno a nadar na areia fazendo-o imitar seus ges- com a água. O diálogo do aluno é com o pensa-
tos, mas leva-o a lançar-se na água em sua com- mento, com a cultura corporificada nas obras e
panhia para que aprenda a nadar lutando contra nas práticas sociais e transmitidas pela linguagem
as ondas, [...] revelando que o diálogo do aluno e pelos gestos do professor. (CHAUÍ, 1980 p. 37)

XXXIII
Dominar a língua escrita é um direito de todo cida- e não verbal), multimodal. Os textos da tradição oral
dão e uma das formas de desenvolvimento da cidadania também foram contemplados, pelo fato de serem ade-
e de inclusão na sociedade letrada. O direito à educação quados a esta etapa de escolaridade e de facilitarem as
não se refere apenas a uma vaga na escola, mas à justa atividades que visam à relação entre o oral e o escrito.
distribuição de bens culturais e materiais e a um ensino de O trabalho com gêneros textuais tem como obje-
qualidade, que respeite as diferenças individuais e sociais. tivo o desenvolvimento de competências de leitura e
Nesta coleção, diferentes pressupostos teóricos de produção de textos orais e escritos, viabilizando o
serviram de base para a efetivação da proposta e para acesso do aluno aos gêneros que circulam socialmente,
a elaboração das atividades. como tirinhas, histórias em quadrinhos, placas de sina-
Para que se compreenda a perspectiva assumida, é lização, receitas, certidão de nascimento, carteira de
preciso esclarecer que, a partir da década de 1980, con- identidade, regras de jogos, manual de instrução, poe-
tribuições, advindas da Psicologia do Desenvolvimento, mas, pinturas, adivinhas, trava-línguas, parlendas de
da Sócio e da Psicolinguística, elucidaram alguns aspec- escolha, sinopse, cantigas, contos, fábulas, lendas etc.
tos a respeito do processo de aquisição da linguagem No Brasil, há muitos anos, aceita-se o conceito
por aprendizes em fase inicial de escolarização. de que o texto embasa o ensino e a aprendizagem de
Essas contribuições auxiliaram a reconstrução de con- Língua Portuguesa. Por muito tempo, considerava-se o
ceitos e práticas de ensino, de forma que, sem relegar os texto como objeto de ensino, mas, em sala de aula,
aspectos referentes ao domínio do código linguístico, o muitos educadores não apresentam “uma concepção
significado também fosse considerado como componente sociointeracionista de linguagem centrada na proble-
essencial no processo de aquisição da língua escrita. mática da interlocução” (BRANDÃO, 2001, p. 17).
Nesse contexto, o texto surge como o veiculador
O texto é o centro das práticas de linguagem
de significado, tornando-se, por excelência, o objeto de
e, portanto, o centro da BNCC para Língua Portu-
estudo da linguagem para práticas escolares de alfabeti-
guesa, mas não apenas o texto em sua modalida-
zação e de letramento.
de verbal. Nas sociedades contemporâneas, textos
Mas, como definir um texto? Bakhtin define texto não são apenas verbais: há uma variedade de com-
como sendo a menor unidade simbólica com significado posição de textos que articulam o verbal, o visual, o
completo, dentro de um determinado texto. gestual, o sonoro – o que se denomina multimoda-
Atualmente, já na fase inicial de escolarização, o tra- lidade de linguagens. Assim, a BNCC, para a Língua
balho sistemático com textos tem sido uma prática recor- Portuguesa, considera o texto em suas muitas mo-
rente na escola, explorando, entre outros aspectos, ques- dalidades: as variedades de textos que se apresen-
tões de intertextualidade, de interlocução, de contexto tam na imprensa, na TV, nos meios digitais, na pu-
de comunicação, de produção de recepção etc. Esses as- blicidade, em livros didáticos e, consequentemente,
pectos são fundamentais para a reconstrução do sentido considera também os vários suportes em que esses
do texto. Porém, para garantir que a compreensão se dê textos se apresentam. (BNCC, p. 59)
de forma global e autônoma, é necessário também que
os leitores iniciantes se apropriem do código por meio do O professor deve apresentar aos alunos os tipos
qual os discursos são materializados. e os gêneros textuais que fazem parte do dia a dia,
Em função disso, as atividades propostas neste ma- fazendo-os compreender que não se tratam somente
terial visam estimular e desenvolver habilidades de uso de composições escritas, pois os textos são produzidos
da língua, de modo que, aos poucos, os estudantes se diariamente, em todos os momentos de comunicação,
apropriem de seus recursos e de seu funcionamento, tor- tanto na forma escrita quanto na oral.
nando-se usuários competentes dela. Deve-se trabalhar o ensino de gêneros textuais por
meio de situações concretas de uso da língua, para que
ESTRUTURA DA COLEÇÃO os alunos consigam, com criatividade e consciência, es-
O texto é concebido como unidade significativa, a colher meios adequados aos fins que se deseja alcançar.
base sobre a qual os conhecimentos são construídos. É necessário ter a consciência de que a escola é um
Para tanto, a coleção foi pensada de forma a abranger “autêntico lugar de comunicação” e as situações esco-
uma rica diversidade textual, materializada em diferen- lares “são ocasiões de produção e recepção de textos”
tes linguagens: verbal, não verbal e/ou mista (verbal (SCHNEUWLY e DOLZ, 2004, p. 78).

XXXIV
linguísticas e discursivas, com base na compreensão ati-
ORGANIZAÇÃO DIDÁTICA va e crítica da realidade deles.
A coleção, composta por cinco volumes, destina- Os textos verbais, visuais e multimodais que com-
-se a alunos dos anos iniciais do Ensino Fundamental põem esta coleção foram selecionados de acordo com
l. Cada volume é composto por quatro unidades com cada faixa etária, respeitando-se o nível de compreen-
quatro capítulos em cada unidade. A cada unidade há são dos alunos e buscando despertar nas crianças o
a abordagem de temas contemporâneos que afetam a prazer pela leitura.
vida humana em escala local, regional e global, prefe-
rencialmente de forma integradora, como: vida familiar
e social, meio ambiente, direitos humanos, diversidade
cultural, educação alimentar e nutricional, direitos da NOSSA LÍNGUA
criança, consumo, entre outros.
A escolha por essa forma de organização favore-
ce a relação entre ideias e a reflexão sobre diferentes
As atividades desta seção objetivam levar os alu-
formas, estruturas e pontos de vista, contribuindo para
nos a construir conhecimentos sobre o funcionamento
a ampliação dos universos cultural, linguístico e social
do sistema alfabético, bem como sobre aspectos lin-
dos alunos.
guísticos e textuais.
SEÇÕES E ÍCONES Durante o desenvolvimento das atividades propos-
tas nesta seção, os alunos são conduzidos a continuar
compreendendo os textos, de maneira divertida, e as
sistematizações com efetivo uso da escrita garantem às
crianças condição diferenciada na relação delas com o
PARA LER mundo, um estado não necessariamente conquistado
por aquele que apenas domina o sistema de escrita al-
fabética. Aprender a ler e a escrever, neste livro, envolve
Esta seção objetiva que os alunos tenham um con- o conhecimento das letras e o modo de decodificá-las e
tato sistemático com a atividade de ler, coletiva ou in- associá-las, possibilitando aos alunos usar esse conhe-
dividualmente. cimento em benefício de formas de expressão e comu-
É importante levá-los a compreender que o ato de nicação possíveis, reconhecidas, necessárias e legítimas
ler está relacionado a um objetivo de leitura, ou seja, em um determinado contexto cultural.
lê-se para aprender sobre algum tema, para obter infor- Por meio do esquema a seguir, ilustra-se a integra-
mações, para seguir instruções, para comunicar alguma ção das várias dimensões do aprender a ler e escrever
coisa a alguém, para se entreter, divertir-se etc. no processo de alfabetização do letrando, proposto por
Com base nos textos selecionados nas unidades, esta coleção:
leva-se para a prática da sala de aula a realidade da • Alfabetizar
leitura e ainda motivam-se os alunos a desenvolver o
• Aprender a escrita
senso crítico e reflexões sobre os assuntos propostos.
• Descobrir a escrita
Nesta coleção, a preocupação se refere à constru-
ção do conhecimento com base na leitura e a motivação • Usar a escrita
da criatividade.
Todas as unidades do livro apresentam um tema Há crianças que chegam à escola sabendo
e gêneros textuais que o mobilizam. A leitura inicia o que a escrita serve para registrar coisas inteligen-
processo de ensino e aprendizagem de cada capítulo, o tes, divertidas ou importantes. Essas são as que
que favorece a contextualização dos alunos. terminam de alfabetizar-se na escola, mas come-
çaram a alfabetizar-se muito antes, pela possibi-
Por meio de cada leitura proposta, demonstre aos
lidade de entrar em contato, de interagir com a
alunos a função social, as características, os recursos lin-
língua escrita. Há outras crianças que necessitam
guísticos, os aspectos culturais, a contribuição de cada
da escola para apropriar-se da escrita.
gênero para ler e produzir textos na escola, procurando
fazer com que os alunos desenvolvam suas capacidades FERRERO, Emília. Com todas as letras. São Paulo: Cortez, 1999.

XXXV
As crianças dominam a linguagem mesmo antes A produção de textos, nesta seção, conduz as
de entrarem na escola, mas esse domínio é inconscien- crianças a escolher palavras, organizar suas ideias, re-
te. Mesmo usando o tempo verbal correto ao se expres- fletir sobre características internas da língua, definir
sar, elas não sabem declinar ou conjugar palavras. seus objetivos.
O desenvolvimento de atividades envolvendo a es- As propostas feitas ao final de cada capítulo di-
crita, apresentado nesta seção, é válido porque permite recionam os alunos ao tipo de interlocutor, ao objeti-
aos alunos sistematizarem esses conhecimentos de for- vo para a situação de produção e às características do
ma consciente, o que lhes permite avançar no desenvol- texto a que se propõe: para quem escrever, para que
vimento da fala. escrever, o que escrever, como escrever, onde escrever,
O objetivo principal das atividades propostas na que tipo de linguagem e que gênero de texto usar.
seção Nossa língua é o de contribuir para o desenvol- A aprendizagem da escrita de textos foi articulada
vimento da linguagem escrita das crianças. Essas ativi- com a aprendizagem da língua materna, priorizando
dades conduzem os alunos a momentos de interação aspectos descritivos e fatos linguísticos cuja abrangên-
social e estimulam a habilidade, a criatividade, a percep- cia excede o limite da frase.
ção auditiva e a participação ativa da turma.
Dessa forma, a produção textual envolve os estu-
Nesta seção, desenvolve-se uma proposta peda- dos linguísticos realizados nas demais seções, ou seja,
gógica que dê suporte ao pleno desenvolvimento dos os alunos incorporam na produção textual os conheci-
aspectos envolvidos na aprendizagem da leitura e da mentos adquiridos anteriormente.
escrita desde o início da escolaridade.
Realiza-se, portanto, a necessária integração en-
Para isso, é necessário distribuir o tempo pedagó- tre a atividade de produção de textos (linguística) e a
gico de forma equilibrada e individualizada, entre ativi- análise linguística voltada para a sistematização dos co-
dades que estimulem esses dois componentes: a língua nhecimentos, com ações articuladas, guardando entre
por meio de seus usos sociais e o sistema de escrita si relação que garanta a compreensão dos conteúdos e
com atividades que estimulem a consciência fonológica procedimentos envolvidos em todas as atividades reali-
e evidenciem de forma mais direta para as crianças as zadas nas seções anteriores.
relações existentes entre as unidades sonoras da pala-
vra e sua forma gráfica. Na seção Produção de texto, há momentos em
que os alunos devem tentar ler e interpretar o que o
outro escreveu. Essa leitura e interpretação desenvol-
DESAFIO vem a capacidade de eles se expressarem por meio de
oralidade. Trata-se de um momento em que escritores e
leitores devem ser valorizados e respeitados.
É uma subseção que aparece pelo menos uma vez Essa interação é importante no sentido de fazer
em cada capítulo e consiste em convidar os alunos a rea- com que as crianças expressem seu modo de ver as coi-
lizar atividades lúdicas que envolvem os conhecimentos sas e escutem o colega para entendê-lo melhor. Deve-se
mobilizados nas seções Para ler e Nossa língua. realizar essa dinâmica sem enfatizar medos e melindres,
com uma leitura cujo objetivo é o aprimoramento lin-
guístico e da estrutura textual. Isso significa orientar os
alunos a ler o texto produzido pelos colegas com os sen-
PRODUÇÃO DE TEXTO tidos a ele atribuídos pelo escritor e não impostos pelo
professor. É importante mostrar às crianças que o mes-
mo texto pode ter diferentes leitores, considerando-se
a diversidade social e cultural que os rodeia.
Esta seção visa ao desenvolvimento das ações de
O trabalho de produção de textos, nesta coleção,
escrita dos alunos, desde as suas primeiras hipóteses.
desenvolve-se com base no conceito de gênero textual
São oferecidas diversas atividades relacionadas aos te-
abordado em cada capítulo.
mas das unidades, para serem trabalhadas em dupla,
em grupo ou individualmente. É o momento de os alu- Todas as atividades propõem roteiros prévios sobre
nos descobrirem para que serve a escrita, o que ela re- o que deve ser elaborado. Os alunos precisam definir,
presenta e como funciona. com base em seus conhecimentos e nos conteúdos apre-
sentados nas seções anteriores, a escrita dos textos.

XXXVI
Produzir é realizar, criar, fabricar. As solicitações uma prática comum, atualmente, os registros do dia a
de produção, nesta seção, envolvem a elaboração de dia são mais fáceis de se encontrar em blogs ou redes
desenhos, palavras, frases ou um conjunto de regis- sociais. Na contemporaneidade, o costume de escrever
tros e expressões para transmitir ideias. Acredita-se cartas e postá-las nos correios tem sido substituído pelo
que produzir textos é inerente à criança. Antes mesmo meio eletrônico, pela facilidade com que se enviam e se
de conhecer letras, ela conta um fato, descreve um recebem e-mails ou mensagens via Whatsapp.
passeio, dita regras de uma brincadeira, ou seja, em Esse é um cenário que chegou para permanecer.
sua rotina, ela produz texto oral. Todavia, para uma participação social mais efetiva, nun-
Para elaborar individualmente um texto, com ca foi tão importante manejar e selecionar várias infor-
forma e conteúdos próprios, as crianças também pre- mações, interpretá-las de acordo com seus contextos
cisam trabalhar textos coletivamente, ou pequenos e transformá-las em conhecimento. As transformações
grupos, sob a orientação do professor, com base em pelas quais o mundo atual passa apontam para a ne-
gêneros textuais corretos e variados quanto à forma cessidade de uma sociedade mais inclusiva, em que a
(poesia, conto, música, trava-língua etc.). solidariedade e o respeito às diferenças sejam valores
Na avaliação, os alunos e professores podem cultivados por todos.
fazer uma avaliação coletiva e avaliativa sobre o que Acentua-se a importância da interface com o ou-
foi tratado. Isso permite o desenvolvimento da capa- tro, assim como a interface com pontos de vista dife-
cidade de expressão das crianças por meio de orali- rentes, ampliando-se as relações e, por conseguinte,
dade, assim como ter um papel ativo na compreen- os horizontes, de modo que possamos nos posicionar
são de seu processo de ensino e aprendizagem e de diante da realidade.
seus colegas. Cabe a escola e ao livro didático favorecer o desen-
volvimento da competência leitora, condição imprescin-
dível para o desenvolvimento pessoal e para a plena
ENCAMINHAMENTO participação social. O compromisso da escola com a
METODOLÓGICO formação de cidadãos que participarão de forma ativa
Para estabelecer diretrizes que apontem um enca- e crítica na sociedade deve ter na leitura e na produção
minhamento metodológico condizente com o que foi ex- de textos um lugar de destaque.
posto até esse momento, é preciso ressaltar que quanto Para compreender a função e o funcionamento da
maiores forem as oportunidades de uso e reflexão sobre escrita, as crianças precisam interagir com diferentes
a escrita, maiores serão as possibilidades de seu aprendi- gêneros textuais que circulam socialmente — placas,
zado. Desse modo, desde o início do processo, o aluno anúncios, rótulos, folhetos, receitas, instruções, carta-
precisa interagir com a linguagem escrita: ouvir histórias, zes, revistas, jornais, enciclopédias, catálogos, livros de
tentar ler e escrever. poemas, livros de contos etc. São importantes também
Antes de escreverem por si próprios, os alunos são as oportunidades de uso da escrita funcional: escrever
capazes de criar textos. Nesses casos, o professor as- (em dupla, individual ou coletivamente) bilhetes, reca-
sume a função de escriba e registra o texto do aluno dos, mensagens, convites, notícias, entre outros, como
no quadro ou em folhas grandes, mostrando como é ato de comunicação, para um leitor real.
feita a estruturação do texto por meio da análise dos Esse uso social da língua contribui para que as crian-
seguintes aspectos: ças a compreendam como um sistema de representação
que amplia as possibilidades de comunicação interpessoal.
• disposição gráfica no papel;
• coesão entre as partes do texto; Por isso, no ato da escrita, é necessário valorizar cada
tentativa do aluno, pois a experiência do sucesso aumenta
• seleção e organização das ideias e fatos;
a autoestima e garante a continuidade do esforço.
• segmentação das palavras;
É preciso orientá-lo durante a produção, pela in-
• uso de sinais de pontuação etc.
tervenção e mediação preventiva, tornando o “erro”
A circulação social de textos se configura em dife- observável para o aluno, que se incumbirá, ele mesmo,
rentes gêneros que se relacionam com as necessidades e da correção, pela compreensão do processo. A corre-
atividades socioculturais de um dado momento histórico ção posterior só tem efeito punitivo, desencorajando o
— por exemplo, se há duas décadas escrever diários era aluno a novas tentativas.

XXXVII
6. REFERÊNCIAS
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WEISZ, T. O diálogo entre o ensino e a aprendizagem. São Paulo: Ática, 1999.

XL
MEURO de
LiV
LÍNGUA PORTUGUESA

3º-
ANO
ENSINO
F U N DA M E N TA L
L Í N G UA
PORTUGUESA

Samira Campedelli
Professora da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo.
Bacharel e licenciada em Letras - Português pela Faculdade de Filosofia,
Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo.
Mestre em Literatura Brasileira pela Universidade de São Paulo.
Doutora em Literatura Portuguesa pela Universidade de São Paulo
e autora de livros didáticos para o Ensino Fundamental e o Ensino Médio.

2ª- edição
São Paulo
2019
APRESENTAÇÃO
Título original: Meu Livro de Língua Portuguesa – 3o ano
© Editora AJS Ltda, 2019

Editores: Arnaldo Saraiva e Joaquim Saraiva


Direção editorial: Antonio Nicolau Youssef
Equipe de Colaboradores: Roberta Lombardi Martins,
Márcia Mendonça, Jordana Thadei, Monique Mattos,
Conceição Longo, Daniel Ribeiro, Yara Najman, QUERIDO ALUNO,
Cândido Grangeiro, Tania Regina Zieglitz, Rosana Biani
Coordenação editorial: Ana Cristina Mendes Perfetti ESTE LIVRO É SEU. FIZEMOS CADA
Manual do Professor: Cultura Escrita PÁGINA COM MUITO CARINHO PARA
Edição de arte: Flávio Nigro, Jorge Okura VOCÊ APRENDER E GOSTAR DE LÍNGUA
Pesquisa iconográfica: Cláudio Perez
PORTUGUESA.
Licenciamentos: Paula Claro
Editoração eletrônica: Alfredo P. Santana, Juliana Cristina Silva, NESTAS PÁGINAS VOCÊ ENCONTRARÁ
Alan P. Santana, Flávio Balmant, Nelson Arruda,
Thiago Oliver, Marcos Dorado dos Santos, TEXTOS INTERESSANTES, DESAFIOS À SUA
Selma Barbosa Celestino CRIATIVIDADE AO PRODUZIR TEXTOS DE
Revisão desta edição: Carla Cássia Camargo,
Renata Tavares, Sâmia Rios, Cristiane Santos Mansor,
SUA AUTORIA, SUGESTÕES DE LIVROS
Edna Gonçalves Luna, Maria Inez de Souza, MARAVILHOSOS PARA VOCÊ LER, ALÉM
Fernanda Rizzo Sanchez
DO PRAZER DE APRENDER A LER E
Ilustrações: Adolar de Paula Mendes Filho, Alex Argozino,
Jótah, Roberto Weigand, Osvaldo Sequetin, ESCREVER NOSSA LÍNGUA.
Dawidson França, Giz de Cera, Fernanda Rinzler,
Maspi, Jorge Honda, All Maps ESPERAMOS QUE VOCÊ APROVEITE
Capa: Flávio Nigro MUITO TUDO QUE APRENDER.
Ilustração de capa: Adolar de Paula Mendes Filho
O AUTOR

Em respeito ao meio ambiente, as folhas deste livro


foram produzidas com fibras obtidas de árvores de
florestas plantadas, com origem certificada.

Editora AJS Ltda. – Todos os direitos reservados


Endereço: R. Xavantes, 719, sl. 632
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Telefone: (011) 2081-4677
E-mail: editora@editoraajs.com.br
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AJUDARÁ A RESGATAR
AQUILO QUE VOCÊ JÁ
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ABORDADOS, LEVANTANDO
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ESTUDAR NA UNIDADE.

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TEXTOS PARA SEREM LIDOS E
INTERPRETADOS.

NOSSA LÍNGUA - REÚNE ATIVIDADES PARA


DESENVOLVER SEUS CONHECIMENTOS
SOBRE O USO CORRETO DE NOSSA LÍNGUA.

PRODUÇÃO DE TEXTO - ESSA


SEÇÃO TRAZ PROPOSTAS DE
PRODUÇÃO ORAL OU ESCRITA.

FIQUE SABENDO - AQUI VOCÊ ENCONTRARÁ


INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES SOBRE OS
TEMAS E CONTEÚDOS QUE ESTÁ ESTUDANDO.

DESAFIO - ATIVIDADES QUE


IRÃO PROVOCAR VOCÊ COM
PROPOSTAS BEM INTERESSANTES.

SUGESTÃO DE LEITURA - AO FINAL DE CADA


CAPÍTULO, HÁ UMA OU MAIS SUGESTÕES DE
LEITURA, PARA AMPLIAR O SEU REPERTÓRIO.
SUMÁRIO
UNIDADE 1 - FALANDO EM NATUREZA… . . . . . . . . 8
CAPÍTULO 1 - PAU-BRASIL, QUEM JÁ VIU? . . . . . . . . . . . . . 10
PARA LER > Pau-brasil Célia Soares. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10
PARA LER > Derrubada da floresta Rugendas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16
NOSSA LÍNGUA. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17
> Lh e li > Sons da letra r > Encontros consonantais com r
PARA LER > Pau-brasil Lalau e Laurabeatriz . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21
PRODUÇÃO DE TEXTO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23

CAPÍTULO 2 - FLOR AMARELA DA PRIMAVERA . . . . . . . . . . . 25


PARA LER > Haicai 1 Áurea Ruiz Leminski > Haicai 2 Sandra Lopes . . . . . . . . . . . . . 25
NOSSA LÍNGUA. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28
> Acento agudo e circunflexo
PARA LER > Haicai 1 Alice Ruiz > Haicai 2 Sandra Lopes > Haicai 3 Maria Valéria Rezende . . . . . 30
NOSSA LÍNGUA. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 33
> Hífen
PRODUÇÃO DE TEXTO > Haicai . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 35

CAPÍTULO 3 - DE VERBETE EM VERBETE . . . . . . . . . . . . . . 37


PARA LER > Ipê Enciclopédia Britânica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 37
NOSSA LÍNGUA. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 42
> Dois-pontos > Substantivos > Adjetivos
PRODUÇÃO DE TEXTO > Catálogo de árvores locais . . . . . . . . . . . . . . . . . . 48

CAPÍTULO 4 - E A FAUNA, COMO FICA?. . . . . . . . . . . . . . . 52


PARA LER > Peixes-boi serão monitorados via satélite Jornal Joca . . . . . . . . . . . . . . 52
NOSSA LÍNGUA. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 55
> Sons da letra g > G com som de j > Gue e gui
PARA LER > Projeto Peixe-boi Marcos André Carvalho Lins . . . . . . . . . . . . . . . . 59
NOSSA LÍNGUA. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 64
> Gêneros do substantivo
PRODUÇÃO DE TEXTO > Texto expositivo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 66
PARA LER > Carta do leitor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 70
PRODUÇÃO DE TEXTO > Carta de leitor coletiva . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 72
UNIDADE 2 - POR DENTRO DA CULTURA POPULAR.
POPULAR . . .74
. 74
CAPÍTULO 5 - VAMOS PARA UMA FESTA? . . . . . . . . . . . . . . 76
PARA LER > Arraiá da Freguesia Prefeitura de Campo Formoso . . . . . . . . . . . . . . . 76
NOSSA LÍNGUA. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 79
> H inicial > Grafia de palavras derivadas > Dígrafos com h
PARA LER > Festival Folclórico de Parintins Cartaz. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 83
NOSSA LÍNGUA. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 85
> Letras cursivas
PRODUÇÃO DE TEXTO > Cartaz > Enquete . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 86

CAPÍTULO 6 - DELÍCIAS DO BRASIL . . . . . . . . . . . . . . . . 90


PARA LER > Comidas típicas brasileiras são prato cheio para turistas Ministério do Turismo . . . . 90
NOSSA LÍNGUA. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 95
> Sons de ch e x > Derivação de palavras > Formação de palavras com sílabas aleatórias
> Formação silábica > Marcadores de nasalização
PARA LER > Caldo de piranha Ministério da Cultura . . . . . . . . . . . . . . . . . . 102
PARA LER > Pamonha Ministério da Cultura . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 105
NOSSA LÍNGUA. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 108
> Pronomes como recursos coesivos > Verbos > Ch, lh e nh
PRODUÇÃO DE TEXTO > Canal de receitas culinárias da turma . . . . . . . . . . . . . 111

CAPÍTULO 7 - POESIA NO CORDÃO . . . . . . . . . . . . . . . 113


PARA LER > Literatura de cordel Francisco Diniz . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 113
NOSSA LÍNGUA. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 118
> Sílabas terminadas com l e u
PARA LER > Aos que vieram do Nordeste Moreira de Acopiara . . . . . . . . . . . . . . 121
NOSSA LÍNGUA. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 127
> Diminutivos
PRODUÇÃO DE TEXTO > Sarau de cordéis. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 129

CAPÍTULO 8 - COMO DIZ O DITADO... . . . . . . . . . . . . . . 132


PARA LER > Ditos populares . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 132
NOSSA LÍNGUA. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 134
> Número de letras e sílabas > Classificação de palavras por número de sílabas
> Palavras em letras embaralhadas > Palavras dentro de palavras
PARA LER > O galo e a raposa Fábula . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 137
NOSSA LÍNGUA. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 139
> Dois-pontos > Verbos de dizer > Travessão e aspas > Usos da inicial maiúscula
PRODUÇÃO DE TEXTO > Regras de jogo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 142
UNIDADE 3 - APRENDENDO A CONVIVER . . . . . . 144
CAPÍTULO 9 - CRIANÇAS TÊM DIREITOS . . . . . . . . . . . . . 146
PARA LER > O Estatuto da Criança e do Adolescente Mauricio de Sousa . . . . . . . . . . 146
NOSSA LÍNGUA. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 159
> Usos da inicial maiúscula
PARA LER > O Estatuto da Criança e do Adolescente Mauricio de Sousa . . . . . . . . . . 161
NOSSA LÍNGUA. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 167
> Palavras terminadas em o e u
PRODUÇÃO DE TEXTO > O Estatuto da classe: direitos e deveres . . . . . . . . . . . . 168

CAPÍTULO 10 - ESCOLAS DE TODA PARTE . . . . . . . . . . . . 170


PARA LER > Veja como são as salas de aula em 20 escolas de diferentes países do mundo Folhinha . 170
PRODUÇÃO DE TEXTO > Telejornal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 178
NOSSA LÍNGUA. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 180
> Singular e plural > Gêneros do substantivo > Encontros vocálicos: ditongo, tritongo e hiato
PRODUÇÃO DE TEXTO > Carta pessoal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 183

CAPÍTULO 11 - VAMOS BRINCAR DE QUÊ? . . . . . . . . . . . . 186


PARA LER > Jogos infantis africanos e afro-brasileiros Débora A. da Cunha e Cláudio L. de Freitas 186
NOSSA LÍNGUA. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 192
> C e ç > S e ss > S com som de z > C e qu > Verbos
PRODUÇÃO DE TEXTO > Festival de brincadeiras > Entrevista . . . . . . . . . . . . . 197

CAPÍTULO 12 - AMIZADES VERDADEIRAS . . . . . . . . . . . . 200


PARA LER > Jojoba Edson Gabriel Garcia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 200
NOSSA LÍNGUA. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 205
> Travessão > Ponto de interrogação > Diálogo
PARA LER > Jojoba Edson Gabriel Garcia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 207
NOSSA LÍNGUA. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 212
> Palavras terminadas em e e i > Onomatopeias > Ponto de exclamação
> Tempos verbais: pretérito, presente e futuro > Concordância verbal
PRODUÇÃO DE TEXTO > Conto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 220
UNIDADE 4 - ALÉM DA IMAGINAÇÃO . . . . . . . . 222
CAPÍTULO 13 - CONTOS DE ESPERTEZA . . . . . . . . . . . . . 224
PARA LER > O cavalo do rei Eraldo Miranda e Ricardo Mendes . . . . . . . . . . . . . . 224
NOSSA LÍNGUA. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 228
> Ordem alfabética > Adjetivos terminados em -oso e -osa > Pronomes pessoais: pessoas do discurso
PARA LER > Os talheres de ouro Henriqueta Lisboa. . . . . . . . . . . . . . . . . . . 234
NOSSA LÍNGUA. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 239
> Plural de palavras terminadas em ão > Marcadores de nasalização > Marcadores temporais
> Sujeito e predicado
PRODUÇÃO DE TEXTO > Conto de esperteza . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 242

CAPÍTULO 14 - HISTÓRIAS DE ARREPIAR . . . . . . . . . . . . . 246


PARA LER > A incrível história do menino que não queria cortar o cabelo Penélope Martins . . 246
PARA LER > A incrível história do menino que não queria cortar o cabelo Penélope Martins . . 250
NOSSA LÍNGUA. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 253
> Pronomes possessivos > Pronomes demonstrativos > Usos de m e n
PRODUÇÃO DE TEXTO > Contos de botar medo. . . . . . . . . . . . . . . . . . . 259

CAPÍTULO 15 - DANDO A VOLTA POR CIMA . . . . . . . . . . . . 262


PARA LER > A cidade ideal Chico Buarque de Hollanda . . . . . . . . . . . . . . . . . 262
NOSSA LÍNGUA. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 268
> Ge/gue
Ge/gue,
/ , gi/gui;
/gue gi/gui
/ ; qua e gua > Ordem alfabética
/gui
PARA LER > Todos juntos Chico Buarque de Hollanda . . . . . . . . . . . . . . . . . . 271
NOSSA LÍNGUA. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 273
> Sc > Palavras com letras embaralhadas > Reticências
PRODUÇÃO DE TEXTO > Roteiro e encenação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 276

CAPÍTULO 16 - HISTÓRIAS INDÍGENAS QUE


ENRIQUECEM NOSSA CULTURA . . . . . . . . . . . . . . . . . 280
PARA LER > O roubo do fogo Daniel Munduruku . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 280
Nossa língua . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 285
> Palavras terminadas em -eza e -esa > Separação silábica
> Classificação de palavras por sílabas e tonicidade > Monossílabos tônicos e átonos
PARA LER > O roubo do fogo Daniel Munduruku . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 291
NOSSA LÍNGUA. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 295
> Derivação de palavras: sufixos e prefixos
PRODUÇÃO DE TEXTO > Reconto > Festival de contação de histórias . . . . . . . . . . 298

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS . . . . . . . . . . . . . . . . . 301


1 FALANDO EM

UNIDADE
NATUREZA...
Professor, nesta unidade, os alu- Nesta unidade, você lerá e produzirá textos que
nos lerão e/ou produzirão textos tratam da fauna e da flora brasileiras. O tema que
de divulgação científica, verbetes
enciclopédicos, textos expositivos,
vai estar por todos os capítulos dela é a natureza!
reportagens, além de poemas e hai-
cais. O foco recairá no tratamento
dado a um mesmo tema pelos textos
científicos, jornalísticos, escolares e
literários, marcando diferenças e
semelhanças. Converse com a tur- 1. O que há de diferente
ma sobre o significado das palavras na árvore dessa cena?
fauna e flora e a relação de ambas
com a natureza.

8 OITO

Objetivos de unidade
Desenvolvimento de competências e habilidades de Português,  Possibilitar a identificação dos fatos históricos de seu
História e Ciências, especificadas ao longo de seus temas/assuntos: flora país e compreender seus significados;
e fauna brasileiras. São os seguintes os objetivos ou focos essenciais:  Identificar as características sobre os modos de vida dos
 Apoiar a criança para a valorização dos conhecimentos animais e as características de árvores brasileiras;
historicamente construídos sobre o mundo;  Propor a leitura de textos que circulam no contexto
 Compreender e explicar a intervenção do ser humano escolar e meio social para compreensão e criticidade;
na natureza;  Apreciar leitura de poemas.

8 OITO
Professor, deixe que os alunos ob-
servem a cena e conversem sobre ela
em pequenos grupos, para depois
estender a discussão para a turma
toda.

2. O que as crianças
estão fazendo?

Professor, a partir da observação da


cena, levante questões sobre o que
as crianças sabem a respeito da fauna
e da flora brasileiras, de modo que
possa introduzir já a árvore pau-brasil,
o ipê e o peixe-boi, que serão tratados
nos capítulos seguintes.

3. Você já ouviu falar da árvore


pau-brasil?
O que você sabe sobre ela?

NOVE 9

Explorando conhecimentos prévios


Nesta unidade, a temática possibilita a discussão sobre o am- A temática da unidade está em consonância com a compe-
biente natural, enfocando a compreensão acerca da fauna e da tência geral 1 da BNCC:
flora do nosso país. A abordagem desse tema é importante para “1. Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente
que os alunos desenvolvam consciência socioambiental, bem como construídos sobre o mundo físico, social, cultural e digital para
um posicionamento ético, compreendendo sua responsabilidade e entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e cola-
seu lugar no mundo. A imagem será conduzida pelo professor como borar para a construção de uma sociedade justa, democrática
situação-problema proposta para o início da unidade. e inclusiva.”

NOVE 9
C A PÍ TULO

BNCC
1 PAU-BRASIL, QUEM JÁ VIU?
O tema da unidade propicia uma
relação interdisciplinar com história
e possibilita o desenvolvimento das
habilidades:
(EF03HI05) Identificar os marcos
históricos do lugar em que vive e
PARA LER
compreender seus significados.
(EF15LP09) Expressar-se em situações
de intercâmbio oral com clareza, preo- Para começar este capítulo, converse com seus colegas e o professor:
cupando-se em ser compreendido
pelo interlocutor e usando a palavra 1. Você já ouviu falar em uma árvore chamada pau-brasil?
com tom de voz audível, boa articu-
lação e ritmo adequado. 2. O que você sabe sobre ela?
(EF35LP17) Buscar e selecionar, com 3. Por que essa árvore foi importante para a história do Brasil?
o apoio do professor, informações de
interesse sobre fenômenos sociais e
naturais, em textos que circulam em Leia a seguir um texto de divulgação científica para conhecer um pouco
meios impressos ou digitais. mais sobre a árvore que batizou o Brasil.
(EF35LP01) Ler e compreender, si-
lenciosamente e, em seguida, em
voz alta, com autonomia e fluência,
textos curtos com nível de textualida- Pau-brasil
de adequado.

É Caesalpinia echinata / o nome do pau-brasil


Que deu nome à nossa Pátria / terra de encantos mil.
País único no mundo / que nome de planta tem
A cruz da primeira Missa / foi desta árvore também.
Célia Soares

Professor, antes de iniciar a leitura, Árvore do Brasil, cuja madeira fornece uma tinta vermelha, por ser
informe aos alunos que vegetais e abundante nas matas do litoral, no século XVI, deu origem ao nome
animais possuem nomes científicos, Brasil, com que se passou a designar a Terra de Santa-Cruz.
que indicam a sua classificação em
grupos, dentro de cada espécie (ani- Pode alcançar mais de 20 metros de altura e circunferência superior
mal ou vegetal). Essa classificação
facilita a identificação das plantas
a 1,50 m. Seu tronco é quase reto, áspero, com galhos sinuosos e
e dos animais pelos pesquisadores. casca cinza-escura. Possui folhas verdes luzentes, flores amarelas,
O nome dessas classificações, ge- discretamente perfumadas. O fruto é uma vagem de cor prata que,
ralmente, é diferente do nome pelo
qual conhecemos uma planta ou
animal. Por exemplo: o nome cien-
tífico dos cachorros é Canis lupus
familiaris. 10 DEZ

Prática pedagógica
Nesse momento, é importante realizar a ativação de conheci- as árvores com as quais tem contato dão fruto ou não? Ou ainda, as
mento prévio ou de mundo da criança, partindo dos seus conceitos folhas dessas árvores caem no inverno?”; “Costuma brincar próximo
cotidianos (prática do dia a dia) e, progressivamente, articulando-os ou subir em árvores?”; “Você costuma se refrescar nas sombras das
aos conceitos científicos que serão apropriados por ela durante a lei- árvores?”; “Você sabe o nome de alguma árvore?”; “Você sabia que
tura e o estudo do texto de divulgação científica. Isso pode se realizar nome de árvores pode dar nomes a lugares?”, entre outras. Essa
na mediação do professor, por meio de perguntas como: “Lá, onde estratégia possibilita à criança sentir-se mais próxima dos conceitos
você mora, há alguma árvore?”; “Você costuma prestar atenção se que serão estudados, tornando a aprendizagem significativa para ela.

10 DEZ
quando madura, abre com o calor. A semente é irregularmente
circular, marrom-claro, passando a escuro com o tempo, e germina
após cinco dias. Professor, oriente os alunos nessa
conversa, mostrando imagens da
árvore (inclusive a que acompanha o
texto) e explicando que os portugue-

Isa/kino
ses, ao chegar ao Brasil, encontraram
nessa árvore a primeira oportunida-
de de comercialização, uma vez que
servia como matéria-prima para tin-
gimento de tecidos (dada a sua cor
avermelhada) e confecção de móveis,
instrumentos musicais, carruagens,
embarcações, casas etc. (dada a re-
sistência e qualidade da madeira). Se
julgar pertinente, proponha aos alu-
nos uma pesquisa, mesmo que breve.
Auxilie-os nessa busca (que pode ser
feita na internet, se possível, ou em
Pau-brasil. livros da biblioteca da escola, ou mes-
mo em livros didáticos de História).
O pau-brasil foi, juntamente com a arara e o papagaio, o primeiro
produto de exportação do Brasil. Desde o descobrimento da Terra de
Vera Cruz, até o aparecimento dos corantes artificiais em 1875, ocupou
lugar de destaque na lista dos produtos exportados para a Europa.
[...]
A primeira ação de D. Manoel em defesa do pau-brasil foi considerar
a sua exportação como monopólio da Coroa, contrariando os governos
da Inglaterra, Holanda, Espanha e principalmente da França. Os
franceses ainda tentaram se apoderar da “rota do pau-brasil”, mas
não conseguiram graças à ação de Portugal no campo diplomático e
no campo bélico.
Outra medida tomada por D. Manoel em defesa do pau-brasil
foi um contrato de arrendamento com um grupo de mercadores
dirigido por Fernão de Noronha, um poderoso armador e comerciante
português, pessoa de grande prestígio junto ao Rei, descobridor da
ilha de Fernando de Noronha que, mais tarde, tomou seu nome.
Fernão não conseguiu cumprir totalmente seu compromisso, porque,
além das lutas contra a pirataria, lutava também contra os índios que
colaboravam com os piratas na obtenção do pau-brasil, em troca de
bugigangas e utensílios diversos.

ONZE 11

Para saber mais sobre a formação de conceitos Anotações:


científicos pelas crianças, a sugestão é o artigo
de Cleide Nébias (1999). Disponível em: <http://
www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pi-
d=S1414-32831999000100011>. Acesso em: 29
nov. 2017.

ONZE 11
Em decorrência da exploração sem planejamento, o pau-brasil foi
extinto das matas, mais do que isso, foi esquecido, lembrado apenas
como história ou no dia da árvore. Em 1961, quando Jânio Quadros
era Presidente da República, aprovou o Projeto n. 3.380/61, que
declara o pau-brasil árvore nacional e o ipê amarelo, a flor nacional.
A Lei n. 6.607, de 7 de dezembro de 1978 (publicada no Diário
Oficial da União em 12 de dezembro de 1978), declara o pau-brasil
Árvore Nacional e institui o dia do pau-brasil.

ANDRADE, Maria do Carmo. Pau-brasil. Portal da Fundação Joaquim Nabuco. Biblioteca Blanche Knopfe. Disponível em:
<basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/index.php?option=com_content&id=633>. Acesso em: 25 ago. 2017.

Fundaj – Fundação Joaquim Nabuco – é uma fundação pública associada ao Ministério


da Educação do Brasil. Fica na cidade de Recife, no estado de Pernambuco. Foi fundada em
1949, com o objetivo de preservar a cultura e a história de Joaquim Nabuco, que defendia
mudanças sociais, o fim da escravidão no Brasil e também a cultura e a história brasileiras,
principalmente das regiões Norte e Nordeste. Dentre os seus espaços culturais, destacam-se o
Museu do Homem do Nordeste, a Galeria Baobá, além de várias outras galerias, o Memorial
Joaquim Nabuco, salas de exposição, Biblioteca Central, o Museu do Homem do Norte
etc. Além disso, oferece espaços para locação, realiza reprografia de documentos antigos,
promove cursos de capacitação, pesquisa e concursos histórico-científicos. No Portal da
Fundação, há um mecanismo de busca, pelo qual se podem pesquisar textos de divulgação
científica disponibilizados pelos pesquisadores e/ou bibliotecários da instituição. Para conhecer,
visite site da fundação. Disponível em: <www.fundaj.gov.br>. Acesso em: 24 nov. 2017.
BNCC
Atividades 1 a 3:
1. A conversa entre você, o professor e os colegas, antes da leitura do texto,
(EF15LP13) Identificar finalidades da
interação oral em diferentes contex- serviu para:
tos comunicativos (solicitar informa-
ções, apresentar opiniões, informar, X informar algo já conhecido. dar opinião sobre o assunto.
relatar experiências etc.).
(EF15LP03) Localizar informações
explícitas em textos. relatar experiências.
(EF03HI05) Identificar os marcos
históricos do lugar em que vive e
2. De acordo com o texto, na época do descobrimento do Brasil, a árvore
compreender seus significados. pau-brasil era:
X um produto natural, de valor e com várias utilidades.

um produto natural e sem valor.

um produto natural, apenas com utilidade decorativa.

12 DOZE

Prática pedagógica
Ao longo da unidade trabalhamos com a mobilização da competência geral 1, que trata da
valorização dos conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, cultural e social,
e também, relacionada à área de ciências humanas, sobre a compreensão da intervenção do ser
humano no ambiente natural do planeta.
Como parte da valorização do conhecimento humano e da relação dos seres humanos com a
natureza, são propostas leituras de gêneros textuais que mobilizem esse conhecimento de modo
crítico. Nesse sentido, procure proporcionar momentos para conversar com elas sobre preservação

12 DOZE
3. Por que os países europeus desejavam tanto o pau-brasil?
Porque ele podia ser usado na construção civil, na construção de embarcações
Professor, para auxiliar os alunos a
e carruagens, além de servir como matéria-prima no tingimento de tecidos. responder esta questão, retome a
conversa que abriu este capítulo e as
informações que foram trocadas nela.

4. Marque as fotos que representam os animais que, juntamente com o pau-brasil,


foram os primeiros produtos a serem exportados:

Eric Gevaert/Shutterstock

Toniflap/Shutterstock
BNCC
Atividade 4:
(EF15LP03) Localizar informações
explícitas em textos.

Mico-leão-dourado. Sucuri.

Ondrej Prosicky/Shutterstock

Papagaio.
Ondrej Prosicky/Shutterstock

Zanna Holstova/Shutterstock

Arara-azul. Lobo-guará.

TREZE 13

do ambiente, abordando temas como: desmatamen- Anotações:


to ilegal e tráfico de animais silvestre. Oriente-as a
considerarem que a perda de florestas, como resul-
tado de ações humanas, especialmente o consumo
desenfreado, pode causar desequilíbrios climáticos
e perda de biodiversidade e de hábitats essenciais
dos animais, ocasionando a extinção de espécies.
Também, que cada um tem responsabilidade so-
cioambiental nas escolhas que realiza no dia a dia.

TREZE 13
5. Releia o trecho a seguir:

A primeira ação de D. Manoel em defesa do pau-brasil foi considerar


a sua exportação como monopólio da Coroa, contrariando os governos
da Inglaterra, Holanda, Espanha e principalmente da França.

Professor, a última unidade do volu-


me do 2o ano introduziu o trabalho Agora, leia o verbete de dicionário que explica a palavra Coroa:
com páginas de dicionário. Se neces-
sário, retome-o.

FERREIRA, Aurélio Buarque


de Holanda. Mini Aurélio:
o dicionário da língua
portuguesa. 8. ed. Curitiba:
Professor, leia cada acepção do ver- Positivo, 2010. p. 201.
bete coroa com os alunos e certifique-
-se de que eles as compreenderam.
Oriente-os a reler cada acepção e a a) Você já sabe que uma palavra pode ter diferentes significados. Qual
eliminar aquelas que não condizem desses significados da palavra Coroa é o mais apropriado para o trecho
com o trecho do texto analisado. do texto que você leu? Por quê?
O significado mais apropriado é o de número 2, porque apresenta realeza

como sinônimo da palavra Coroa. Ao substituirmos Coroa por realeza, no

A ação desagradou esses reinos. trecho, o sentido é preservado.


A expressão que demonstra isso é
“contrariando os governos...”. b) A ação de D. Manoel agradou ou desagradou Inglaterra, Holanda, Espanha
e França? Que palavra ou expressão desse trecho mostra isso?

Leia o verbete de dicionário que explica a palavra monopólio:


Professor, dê um exemplo de mono-
pólio relacionado à vida dos alunos.
Simule uma situação em que a can-
tina da escola só pudesse comercia-
lizar ou oferecer produtos de uma FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Mini Aurélio: o dicionário da
marca X, devido a uma situação de língua portuguesa. 8. ed. Curitiba: Positivo, 2010. p. 515.
monopólio.
c) A partir do que você conheceu sobre os significados das palavras Coroa
e monopólio, marque a opção verdadeira sobre o trecho que você leu:
X Somente a Coroa portuguesa podia se beneficiar da exportação
do pau-brasil.
Qualquer país podia se beneficiar da exportação do pau-brasil.
BNCC
Atividade 5:
(EF35LP06) Recuperar relações en- 14 CATORZE
tre partes de um texto, identificando
substituições lexicais (de substantivos
por sinônimos) ou pronominais (uso
de pronomes anafóricos – pessoais,
possessivos, demonstrativos) que Prática pedagógica
contribuem para a continuidade do
texto. Neste capítulo, os alunos leram um texto de divulgação científica, “Pau-brasil”, cuja
(EF35LP04) Inferir informações im-
finalidade é explicar o que é esta árvore e mostra a sua participação na história do
plícitas nos textos lidos. Brasil. A leitura desse gênero textual por crianças possibilita o seu contato com a cul-
(EF35LP05) Inferir o sentido de pa-
tura científica e atende à necessidade de inserir, na sua formação acadêmica, assuntos
lavras ou expressões desconhecidas contextualizados e atualizados.
em textos, com base no contexto da A revista Ciências Hoje para Crianças (on-line) e o site Embrapa Criança (disponível
frase ou do texto. em: <https://www.embrapa.br/crianca>.) Acesso em: 20 jan. 2018. são exemplos de

14 CATORZE
6. Releia o trecho abaixo e converse com seus colegas.
Professor, incentive a reflexão dos
alunos, perguntando se os indígenas
estavam habituados a ver espelhos,
[...] porque além das lutas contra a pirataria, lutava também contra ferramentas etc. Ajude-os a dimen-
os índios que colaboravam com os piratas na obtenção do pau-brasil, sionar as condições de negociação
e troca desses utensílios pelo pau-
em troca de bugigangas e utensílios diversos. -brasil. Questione-os se, diante da
quantidade de pau-brasil que havia
nessa época, o povo local tinha ideia
de que ele poderia acabar em algum
Nesse trecho, vemos que os indígenas trocavam o pau-brasil por utensílios momento.
diversos. Essa prática recebia o nome de escambo. Em sua opinião, os
indígenas tinham condições de avaliar as consequências do desmatamento
do pau-brasil? Por quê? Resposta pessoal.

7. O que provocou a extinção do pau-brasil? Professor, converse com os alunos


sobre o que seria uma exploração
Foi a exploração sem planejamento que provocou, ao longo das décadas e com planejamento. Se possível,
apresente exemplos ou proponha
séculos, a extinção do pau-brasil. uma pesquisa sobre indústrias brasi-
leiras que exploram a flora de forma
sustentada e planejada.

8. O texto que você leu é um texto de divulgação científica. Ele:

narra uma história passada em uma floresta de pau-brasil.

X explica o que é e mostra a participação dessa árvore na história do Brasil.


a. Trecho que vai de “Árvore do
Brasil, cuja madeira fornece uma
noticia um fato ocorrido recentemente com uma árvore pau-brasil. tinta vermelha [...]” até “[...] Terra
de Santa-Cruz”.
b. Trecho que vai de “Pode alcançar
9. Volte ao texto e grife: mais de 20 metros de altura [...]”
até “[...] e germina após cinco dias”.
a) de azul a parte que apresenta uma explicação
sobre o que é o pau-brasil;

b) de vermelho a parte que apresenta as


características do pau-brasil;
BNCC
c) de verde a parte que apresenta a história da Atividades 6 a 9:
exploração do pau-brasil. (EF15LP09) Expressar-se em situa-
Todo o restante do texto. ções de intercâmbio oral com clareza,
preocupando-se em ser compreen-
QUINZE 15
dido pelo interlocutor e usando a
palavra com tom de voz audível, boa
articulação e ritmo adequado.
(EF15LP11) Reconhecer característi-
onde podem ser encontrados textos desse gênero e de outros que abordem a ciência cas da conversação espontânea pre-
por meio da extensão entre conceitos cotidianos e científicos. Aproveite a oportunidade sencial, respeitando os turnos de fala,
selecionando e utilizando, durante a
e mostre outros textos de divulgação científica para as crianças que abordem o tema da
conversação, formas de tratamento
unidade. Converse com os alunos sobre o contexto de produção e recepção desse gênero adequadas, de acordo com a situação
textual (quem escreve; para quem é escrito; qual a sua finalidade; local de publicação), e a posição do interlocutor.
também sobre a estrutura e as informações que veicula. (EF35LP04) Inferir informações im-
plícitas nos textos lidos.
(EF15LP03) Localizar informações
explícitas em textos.

QUINZE 15
PARA LER

A seguir está reproduzida uma tela de Rugendas. Observe a cena e perceba


BNCC a ligação entre ela e o texto “Pau-brasil”, que você leu anteriormente.
Para leitura de imagem, oriente-os a
observar e realizar leitura silenciosa
de todos os elementos visuais que

Acervo da Fundação Biblioteca Nacional - Brasil


compõem o quadro, a fonte e o
boxe com a biografia de Rugendas
e relacioná-los. Estas estratégias
favorecem o desenvolvimento da
habilidade:
(EF15LP02) Estabelecer expectativas
em relação ao texto que vai ler (pres-
suposições antecipadoras dos senti-
dos, da forma e da função social do
texto), apoiando-se em seus conhe-
cimentos prévios sobre as condições
de produção e recepção desse texto,
o gênero, o suporte e o universo te-
mático, bem como sobre saliências
textuais, recursos gráficos, imagens,
dados da própria obra (índice, prefá-
cio etc.), confirmando antecipações
e inferências realizadas antes e du-
rante a leitura de textos, checando a
adequação das hipóteses realizadas.
(EF15LP09) Expressar-se em situações
de intercâmbio oral com clareza, preo-
cupando-se em ser compreendido
pelo interlocutor e usando a palavra
com tom de voz audível, boa articu-
lação e ritmo adequado.
(EF15LP11) Reconhecer características
da conversação espontânea presen-
cial, respeitando os turnos de fala,
selecionando e utilizando, durante a
conversação, formas de tratamento
RUGENDAS, Johann Moritz. Derrubada de floresta. Reprodução colorida à mão pela artista Hannah Brandt.
adequadas, de acordo com a situação Disponível em: <http://www.fibragaleria.com/peca.asp?ID=1731105>. Acesso em: 24 ago. 2017.
e aposição do interlocutor.

Rugendas, ou Johann Moritz Rugendas, artista alemão que viveu no Brasil nos anos
de 1820, produzindo desenhos e pinturas de cenas de paisagens brasileiras e da vida
cotidiana da população. Realizou vários estudos sobre plantas, negros e indígenas
e fez retratos e pinturas a óleo. Ao voltar à Europa, publicou um álbum de viagens,
mostrando paisagens brasileiras, chamado Viagem pitoresca através do Brasil.

16 DEZESSEIS

Interdisciplinaridade
Neste capítulo pode-se estabelecer interdisciplinaridade em seu contexto sócio-histórico e a sua relevância ao longo do
com os componentes de História e Arte, por meio da leitura tempo. Em História, descrever como um registro de memória
de obra de Rugendas. A leitura de imagens pode ampliar a histórica produzida em um contexto diferente do atual.
capacidade de interpretação, com a ativação de conhecimento Organize uma atividade de releitura da obra de Rugendas,
de mundo, de inferências locais e globais dos alunos, para a para ser exposta depois nos murais da escola. Oriente os alunos
construção de significação. Em Arte é possível explorar, conhe- para produzirem um desenho, que pode ser em sulfite ou em
cer, fruir e analisar, criticamente, a obra de Rugendas com base cartolina, podendo usar diferentes materiais, inclusive recortes

16 DEZESSEIS
• Converse com seus colegas e o professor:
a. Espera-se que os alunos identifiquem
a) O que parece ser a cena representada no quadro? o corte de árvores, a derrubada de
uma floresta.
b) O título do quadro confirma a sua ideia? b. Professor, caso os alunos respondam
Resposta pessoal. “não”, proponha uma comparação
c) Na cena representada é dia ou noite? Como sabemos isso? entre o título e o quadro e acompa-
nhe essa leitura.
d) Quem parecem ser as pessoas na cena? O que elas estão fazendo? c. É dia. Podemos saber isso porque
o céu está claro e as pessoas usam
e) Há pessoas que desempenham funções diferentes na cena representada? chapéu, provavelmente, para se pro-
teger do sol.
O que indica isso?
d. Parecem ser trabalhadores de uma
fazenda e negros escravizados. Eles
f) Observe as roupas que os trabalhadores usam. O que elas indicam sobre
estão cortando árvores.
o clima do local da cena? e. Sim. Há um homem montado no ca-
valo que não está cortando árvores.
g) Os trabalhadores parecem usar equipamentos de segurança? Por que A cena sugere que ele supervisiona
você acha que isso acontecia? o trabalho dos outros e que, no
momento retratado, está olhando
h) Você acha importante que as empresas e indústrias ofereçam na direção indicada por um dos
negros escravizados. O que sugere
equipamentos de segurança aos seus trabalhadores? Por quê? ele estar supervisionando o trabalho
é fato de ele estar montado no ca-
valo e não usar as ferramentas que
os demais usam. Há também um
NOSSA LÍNGUA homem sentado em uma pedra,
que parecer também supervisionar
o trabalho dos demais, observando
dois negros escravizados que estão
1. Observe as palavras e o som que as letras destacadas produzem: cortando uma árvore.
f. Indicam que é um clima quente. To-
dos estão vestidos com roupas leves,
e um deles está sem camisa.
Ilha Itália g. Não. Espera-se que os alunos infiram
que naquela época não havia preo-
cupação com segurança no trabalho,
a) Que letras estão destacadas nas palavras que você leu? tal como existe hoje em dia.
h. Espera-se que os alunos respondam
As letras lh e li. que sim, porque empresas e indús-
trias devem preservar os funcionários
dos riscos de acidentes.
b) Compare as duas partes destacadas: o que você percebe quanto ao som
de cada uma?

X O som é muito semelhante.

O som é muito diferente. BNCC


(EF15LP18) Relacionar texto com ilus-
trações e outros recursos gráficos.
DEZESSETE 17

para colagens. Peça que utilizem as informações Anotações:


tanto do texto “Pau-brasil”, quanto do quadro,
para produzir a releitura.

DEZESSETE 17
c) Olhe novamente as mesmas palavras e as partes destacadas: o que você
percebe quanto à escrita delas?
BNCC
Atividades 1 a 7:
A escrita é igual.
(EF03LP01) Ler e escrever palavras
com correspondências regulares
contextuais entre grafemas e fone- X A escrita é diferente.
mas – c/qu; g/gu; r/rr; s/ss; o (e não
u) e e (e não i) em sílaba átona em
final de palavra – e com marcas de 2. Junto com seus colegas e o professor, leia em
nasalidade (til, m, n).
voz alta estas palavras e preste atenção ao som
das partes destacadas:

alho dálias toalha


Professor, ajude os alunos a perce-
berem a semelhança de sons entre
as diferentes escritas.
malha utensílios
Destaque a importância de memo-
rizarem algumas palavras de uso
mais frequente, já que não é possível
identificar quando é que se usa lh e
quando é que se usa li. 3. Escolha três das palavras que você leu e escreva frases com elas:

a) Respostas pessoais.

b)

c)

4. Complete as frases a seguir, usando as palavras do quadro. Perceba que


todas são grafadas com lh ou li:

a) Mamãe cobriu a mesa com uma toalha bordada.

b) Ela enfeitou a mesa com um vaso de rosas e de dálias


vermelhas.

c) Usamos vários utensílios para cozinhar.

d) Não pode faltar alho nos temperos.

18 DEZOITO

Prática pedagógica
As atividades de reflexão linguística têm como objetivo levar forca, em que os alunos precisam supor quais letras compõem a
os alunos a compreender a língua em uso. Para tanto, as ativi- palavra secreta para formar a palavra. Você pode usar as mesmas
dades podem ser desenvolvidas de forma lúdica, por meio de palavras trabalhadas na seção ou, ainda, aquelas as quais os
jogos e brincadeiras. Nesta seção, os alunos se depararam com alunos não se apropriaram da grafia adequada.
a relação grafofonêmica entre palavras com sons parecidos e
grafias diferentes e os diferentes sons da letra “r” e os encontros
consonantais. Sendo assim, pode ser realizada a brincadeira da

18 DEZOITO
5. Complete a cruzadinha a seguir:

B O L H A

Ilustrações: Fernanda Rinzler


M I L H O

F O L H A

O R E L H A S

A B E L H A

6. Releia este trecho do texto de divulgação científica “Pau-brasil”:

Árvore do Brasil, cuja madeira fornece uma tinta vermelha, por ser
abundante nas matas do litoral, no século XVI, deu origem ao nome
Brasil, com que se passou a designar a Terra de Santa-Cruz.

Pode alcançar mais de 20 metros de


altura e circunferência superior a 1,50 m.

Edson Grandisoli/Pulsar Imagens


Seu tronco é quase reto, áspero, com
galhos sinuosos e casca cinza-escura.
Possui folhas verdes luzentes, flores
amarelas, discretamente perfumadas.
O fruto é uma vagem de cor prata que,
quando madura, abre com o calor.
A semente é irregularmente circular,
marrom-claro, passando a escuro com o
tempo, e germina após cinco dias. Pau-brasil.

Encontre, nesse trecho, palavras que contenham a letra r em várias posições


e escreva-as na linha adequada do quadro da página seguinte:

DEZENOVE 19

Anotações:

DEZENOVE 19
BR
Professor, registre todas as palavras de
cada caso no quadro de giz, refletin- CR
do com os alunos sobre o contexto de
uso da letra r. No contexto, devemos
observar, por exemplo: qual letra vem FR
antes, qual letra vem depois, se é iní-
cio de palavra, se é final de sílaba, se é
final de palavra, se o uso ocorre entre
PR
vogais etc.
br – Brasil, abre
cr – discretamente TR
fr – fruto
pr – prata
R em início de palavra
tr – metros, tronco
r em início de palavra – reto
rr – terra, marrom, irregularmente RR
r fraco – árvore, madeira, origem, altu-
ra, áspero, escuro, maduro
R fraco
r em final de sílaba dentro da palavra –
árvore, fornece, vermelha, circunferên-
cia, verde, perfumadas, irregularmente, R em final de sílaba
circular, germina
dentro da palavra
r em final de palavra – circular, cor,
calor, ser, designar, alcançar, superior
R em final de palavra

7. No quadro anterior, não aparecem palavras com dr, gr e vr. Pesquise


palavras com esses concontros consonantais em revistas, jornais e outros
materiais escritos e escreva-as nos locais indicados.
Possibilidades de resposta:

DR drama, vidraça, padre, pedregulho, edredom, driblar,


padrinho, quadro, vidro, madrugada

GR alegre, grama, graviola, grilo, grude, grosso

VR livro, livraria, livrinho, livramento, livreiro

20 VINTE

Prática pedagógica
Na leitura de poema, um dos recursos mais evidentes para jam iguais ou bem próximos, não precisando que as palavras
as crianças é a formação de rimas no final dos versos de muitos tenham a mesma grafia. Para conhecer outras atividades com
poemas. Nesse poema, várias palavras rimam entre si, como jogos de rimas, acesse o site Portal do Professor. Disponível em:
açaí /muriqui, anil/Brasil. Aproveite a oportunidade e faça uma <http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?au-
brincadeira, propondo aos alunos que rimem palavras e de- la=26609>. Acesso em: 20 jan. 2018.
safiem os colegas a fazerem o mesmo, como uma batalha de
rimas. Oriente-os que para rimar é necessário que os sons se-

20 VINTE
PARA LER
BNCC
Agora que você já conhece um pouco sobre o pau-brasil, vamos conhecer
O poema é um texto de domínio lite-
um poema que versa sobre esta histórica árvore. rário, por isso seu objetivo de leitura
é a fruição e a apreciação estética.
Oriente os alunos para realizarem a
Pau-brasil leitura silenciosa. Depois faça a lei-
Viva o Brasil tura expressiva do texto, de modo a
preencher alguma lacuna de sentido
Do pau-brasil, que tenha ficado na primeira leitura.
Ibirapitanga, (EF35LP21) Ler e compreender, de
forma autônoma, textos literários
Do açaí, de diferentes gêneros e extensões,
Banana, inclusive aqueles sem ilustrações,
estabelecendo preferências por gê-
Manacá, neros, temas, autores.
Manga, (EF35LP23) Apreciar poemas e ou-
Da mata fértil tros textos versificados, observando
rimas, aliterações e diferentes modos
E rica, de divisão dos versos, estrofes e re-
frões e seu efeito de sentido.
Do muriqui,
(EF35LP31) Identificar, em textos
Bugio, versificados, efeitos de sentido de-
Jaguatirica, correntes do uso de recursos rítmicos
e sonoros e de metáforas.
Das chuvas,
Borboletas,
Tiziu,
Cachoeira,
Rio,
Tié-sangue,
Mangue,
Dias cor de anil,
Jótah

Mar azul,
Viva o pau-brasil,
Do Brasil.
LALAU; LAURABEATRIZ. Árvores do Brasil, cada poema no seu galho. São Paulo: Peirópolis, 2011. s.p.

ibirapitanga: outro nome do pau-brasil (ibira = árvore; pitanga = vermelho).


manacá: arbusto de flores muito usado para enfeitar praças, jardins etc.
mangue: terreno pantanoso, de lama escura e mole.

VINTE E UM 21

Anotações:

VINTE E UM 21
Lalau é publicitário, nascido em São Paulo, e autor de diversos livros de poemas
para crianças. Laurabeatriz é ilustradora e artista plástica, nascida no Rio de Janeiro, e
BNCC hoje vive em São Paulo.
Atividades 1 a 4:
(EF35LP03) Identificar a ideia central
do texto, demonstrando compreen- 1. No poema “Pau-brasil”, os autores apresentam:
são global.
(EF15LP03) Localizar informações
explícitas em textos.
uma lista das árvores brasileiras.
(EF35LP04) Inferir informações im-
plícitas nos textos lidos.
um fato acontecido com o pau-brasil.

X uma homenagem ao pau-brasil.

Jótah
2. Que verso do poema confirma a opção que você escolheu?
O verso “Viva o pau-brasil”.

3. Os versos “Da mata fértil / E rica” referem-se à:

riqueza de dinheiro. X riqueza de seres vivos.

riqueza de árvores que podem ser cortadas e vendidas para fazer


móveis, navios etc.
4. O poema começa com um “Viva” ao Brasil. Em seguida, descobrimos o
motivo desse “Viva” – a riqueza da fauna e flora brasileiras, revelada pela
apresentação de vários nomes de árvores, animais, frutas e ambientes
naturais. No quadro a seguir, coloque cada um deles em seu lugar:

ambientes
árvores animais frutas
naturais

pau-brasil ou muriqui açaí mata


ibirapitanga bugio banana cachoeira
jaguatirica manga rio
borboleta mangue
tiziu mar
tié-sangue

22 VINTE E DOIS

Anotações:

22 VINTE E DOIS
PRODUÇÃO DE TEXTO
Professor, explique aos alunos que existem
dicionários específicos de animais e plantas
do Brasil, que se organizam como um ca-
Neste capítulo você conheceu muitas coisas sobre o pau-brasil, a árvore que tálogo, trazendo informações sobre cada
dá nome ao nosso país. Também aprendeu o que é um texto de divulgação animal ou planta.
científica, que explica e/ou caracteriza algo.
Agora, você e alguns colegas vão pesquisar um dos animais citados no poema
“Pau-brasil”, cujos nomes você registrou no quadro da seção anterior. Quando
tiverem feito a pesquisa e sistematizado as informações que encontrarem, vão
apresentar esse animal à turma, com o auxílio de um cartaz.
Professor, apresente sites como o
da revista Ciência hoje das crianças.
PLANEJAMENTO Disponível em: <http://chc.org.br/>.
Acesso em: 20 jan. 2018. Ajude os
1. Reúna-se a três colegas e escolham um dos animais para a pesquisa. alunos a fazer uma busca mais refi-
2. Façam uma lista de possíveis fontes de consulta, ou seja, dos livros, nada, escrevendo o nome do animal
pesquisado no campo de busca, indi-
revistas, enciclopédias, dicionários específicos, sites etc. que possam cado pela lupa. Evite que naveguem
apresentar as informações de que precisam. sozinhos pela internet e sempre ve-
rifique os sites que acessam, confir-
3. Para acessar sites, peçam ajuda ao professor. mando a adequação à idade.

DESENVOLVIMENTO
1. Leiam os textos que você e seus colegas de grupo selecionaram.
2. Selecionem as informações que servem para sua pesquisa.
BNCC
3. Registrem-nas na ficha abaixo, colocando cada uma em seu lugar específico.
Converse com os alunos sobre a pes-
quisa do animal, a sistematização das
Nome do animal informações e a produção de cartaz.
Essa atividade tem relação com a
habilidade:
Características físicas (EF15LP05) Planejar, com a ajuda do
professor, o texto que será produzido,
considerando a situação comunicativa,
Lugar em que vive os interlocutores (quem escreve/para
quem escreve); a finalidade ou o pro-
pósito (escrever para quê); a circulação
Alimentação (onde o texto vai circular); o suporte
(qual é o portador do texto); a lingua-
gem, organização e forma do texto
Curiosidades e seu tema, pesquisando em meios
impressos ou digitais, sempre que for
preciso, informações necessárias à pro-
dução do texto, organizando em tópicos
4. Imprimam, façam uma cópia digital ou recortem uma imagem do animal os dados e as fontes pesquisadas.
pesquisado e guardem-na. Vocês vão usá-la na divulgação de sua pesquisa. (EF35LP17) Buscar e selecionar, com
o apoio do professor, informações de
VINTE E TRÊS 23
interesse sobre fenômenos sociais e na-
turais, em textos que circulam em meios
impressos ou digitais.
(EF03LP25) Planejar e produzir textos
para apresentar resultados de obser-
vações e de pesquisas em fontes de
informações, incluindo, quando perti-
nente, imagens, diagramas e gráficos ou
tabelas simples, considerando a situação
comunicativa e o tema/assunto do texto.

VINTE E TRÊS 23
REVISÃO
1. Releiam juntos a ficha e confiram se ela está completa. Revisem as
informações, conferindo-as com as fontes usadas.

BNCC
2. Observem a escrita e verifiquem se há palavras que precisam de correção.
Acompanhe de perto a revisão dos
Verifiquem também o uso da pontuação.
textos com os alunos, por isso, peça 3. Façam as alterações necessárias.
a eles que leiam item a item e, caso
tenham dúvida sobre a grafia de uma
palavra consultem o dicionário. An- DIVULGAÇÃO
tes de passarem a limpo, verifique
se não deixaram escapar nada na 1. Preparem um cartaz com as informações pesquisadas e colem a imagem
revisão. Essa atividade favorece o do animal que vocês guardaram. Estudem as características do animal
desenvolvimento das habilidades: que pesquisaram e distribuam as informações entre vocês, para cada um
(EF15LP06) Reler e revisar o texto apresentar uma parte da pesquisa.
produzido com a ajuda do professor
e a colaboração dos colegas, para cor- 2. No dia marcado pelo professor, apresentem a pesquisa aos colegas, usando
rigi-lo e aprimorá-lo, fazendo cortes, o cartaz como material de apoio. Não se esqueçam de falar em uma
acréscimos, reformulações, correções
de ortografia e pontuação. altura adequada para o tamanho da sala, para que todos possam ouvir.
(EF15LP07) Editar a versão final do 3. Ao final, agradeçam a atenção dos colegas.
texto, em colaboração com os colegas
e com a ajuda do professor, ilustrando,
quando for o caso, em suporte ade- AVALIAÇÃO
quado, manual ou digital.
Converse com seus colegas e o professor:
(EF03LP24) Ler/ouvir e compreender,
com autonomia, relatos de obser- 1. Você aprendeu coisas novas sobre o animal pesquisado com seus colegas?
vações e de pesquisas em fontes de
informações, considerando a situa- 2. Você achou importantes os procedimentos de pesquisa orientados na
ção comunicativa e o tema/assunto atividade? Por quê?
do texto.
(EF35LP18) Escutar, com atenção,
3. Como você avalia a sua parte na apresentação oral?
apresentações de trabalhos rea-
lizadas por colegas, formulando
perguntas pertinentes ao tema e
solicitando esclarecimentos sempre
que necessário.
SUGESTÃO DE LEITURA

Divulgação
(EF35LP19) Recuperar as ideias
LALAU; LAURABEATRIZ. Árvores do Brasil,
Brasil cada
principais em situações formais de
escuta de exposições, apresentações poema no seu galho. São Paulo: Peirópolis, 2011. 56 p.
e palestras. Conheça outros poemas sobre árvores brasileiras
(EF35LP20) Expor trabalhos ou pes- criados por Lalau e Laurabeatriz. São 15 poemas ao
quisas escolares, em sala de aula,
com apoio de recursos multissemió-
todo, um sobre cada espécie selecionada de nossa
ticos (imagens, diagrama, tabelas flora. E, no final do livro, você ainda encontrará o
etc.), orientando-se por roteiro es- nome científico de cada uma, bem como muitas
crito, planejando o tempo de fala e informações sobre todas!
adequando a linguagem à situação
comunicativa.

24 VINTE E QUATRO

Prática pedagógica
Oriente os alunos quanto à diagramação dos cartazes. Eles podem ser a reprodução do qua-
dro, com informações mais sintéticas; podem trazer a imagem centralizada e as informações ao
redor, em pequenos textos ou tópicos; podem partir de uma imagem lateral e ter tópicos ligados
a ela; ou podem ser de outra maneira que cada grupo considerar mais interessante e atraente. A
diversidade na formatação é importante para que os alunos vejam que não há uma única forma
de diagramar cartazes. Se possível, mostre cartazes diversos para a turma (ou impressos ou na
própria internet).

24 VINTE E QUATRO
C A PÍ TULO

2 FLOR AMARELA DA PRIMAVERA

PARA LER

Nos livros do primeiro e do segundo anos, você viu muitos textos poéticos,
como os poemas, as quadrinhas, as letras de canção, entre outros. Para estudar
Professor, informe aos alunos que a letra h na
esses textos poéticos, você analisou estrofes, versos, identificou rimas etc. palavra haicai tem som de r. Explique que os
Neste capítulo, você vai conhecer outro tipo de texto poético: o haicai ou haicais são poemas de origem japonesa, for-
mados de três versos, que tratam geralmente
Hai-kai. Converse com o professor e os colegas: da natureza e revelam como ela mexe com a
alma do poeta. Isso será retomado nas ativi-
1. Você já leu ou ouviu falar de haicai? O que sabe sobre eles? dades de interpretação.
2. Pelo nome desse texto poético, você imagina a origem dele?
3. Você sabia que a flor do ipê amarelo é a flor-símbolo do Brasil?
4. O ipê amarelo é conhecido em nosso país por diversos nomes: pau-d’arco-
-amarelo, ipê-do-morro, ipê-tabaco, ipê-amarelo-cascudo, ipê-açu, aipe. Na BNCC
região em que você vive, essa árvore tem algum nome diferente desses? (EF15LP09) Expressar-se em situações
de intercâmbio oral com clareza, preo-
Leia dois haicais sobre o ipê-amarelo, árvore brasileira que é tema deste cupando-se em ser compreendido pelo
capítulo. interlocutor e usando a palavra com
tom de voz audível, boa articulação e
ritmo adequado.
(EF15LP02) Estabelecer expectativas
Haicai 1 Dorival Moreira/Pulsar Imagens
em relação ao texto que vai ler (pres-
suposições antecipadoras dos sentidos,
da forma e da função social do texto),
Luz do ipê apoiando-se em seus conhecimentos
prévios sobre as condições de produ-
Floresce o sol ção e recepção desse texto, o gênero,
o suporte e o universo temático, bem
como sobre saliências textuais, recur-
Chão amarelo. sos gráficos, imagens, dados da própria
obra (índice, prefácio etc.), confirman-
do antecipações e inferências realiza-
Ipê-amarelo em praça pública. das antes e durante a leitura de textos,
Brasília, DF, 2015. checando a adequação das hipóteses
realizadas.
LEMINSKI, Áurea Ruiz. VII Encontro Brasileiro de Haicai. S.l., 7 nov. 1992. Disponível em:
<www.kakinet.com/encontro/index.php?t=07>. Acesso em: 13 out. 2017. (EF35LP21) Ler e compreender, de
forma autônoma, textos literários de
diferentes gêneros e extensões, inclu-
VINTE E CINCO 25 sive aqueles sem ilustrações, estabele-
cendo preferências por gêneros, temas,
autores.
(EF35LP23) Apreciar poemas e outros
Prática pedagógica textos versificados, observando rimas,
aliterações e diferentes modos de divi-
Proponha aos alunos uma leitura individual e silenciosa. Em seguida, leia em voz alta são dos versos, estrofes e refrões e seu
efeito de sentido.
os haicais, como modelo de leitura oral para os alunos, para que observem a entona-
ção, o ritmo da leitura e a expressividade demandados pelo gênero poético. Aponte e (EF35LP27) Ler e compreender, com
certa autonomia, textos em versos,
exemplifique esses aspectos da leitura oral para os alunos. Por fim, proponha a eles que
explorando rimas, sons e jogos de
leiam oralmente os haicais. palavras, imagens poéticas (sentidos
figurados) e recursos visuais e sonoros.

VINTE E CINCO 25
Haicai 2

Fabio Colombini
Ipês amarelos no cerrado.

Coração do Brasil

é dourado.

Ipê-amarelo no cerrado, estado de Goiás, 2016.

LOPES, Sandra. Poesia é fogo, é terra, é água, é ar! Haicais. Rio de Janeiro:
Rocco Jovens Leitores, 2013. p. 47.

A curitibana Áurea Ruiz Leminski, atriz e jornalista, é filha dos poetas Paulo Leminski
e Alice Ruiz. Atualmente é uma das responsáveis pelo acervo deixado pelo pai.
A carioca Sandra Lopes é professora, mediadora de leitura e autora de diversas
obras para o público infanto-juvenil.

BNCC 1. Comparando os dois haicais que você leu, o que você percebe:
Atividade 1:
(EF35LP31) Identificar, em textos
a) quanto ao número de estrofes?
versificados, efeitos de sentido de- Todos eles têm uma única estrofe.
correntes do uso de recursos rítmicos
e sonoros e de metáforas.
b) quanto ao número de versos?
Todos têm três versos.

Professor, nos haicais, a linguagem c) quanto à presença de rimas?


poética é construída a partir de
imagens, e não necessariamente Pode haver rimas, como no segundo haicai, mas pode não haver,
há rimas. Nas próximas questões
exploraremos o uso de metáforas, como no primeiro.
por exemplo.

26 VINTE E SEIS

Pensando sobre a BNCC


A leitura de textos literários, na BNCC, tem uma proposta nhecimento “elementos constitutivos do discurso poético em
diferenciada dos demais gêneros, pois predomina a formação versos: estratos fônico e semântico”, que tem correspondência
para conhecer e apreciar textos literários orais e escritos diver- com o estudo da sua composição (número de versos e rimas) e
sos, de modo que seja capaz de apreender e apreciar a sua os diferentes significados das palavras (metáforas).
singularidade, a plurissignificação e a ambiguidade do discurso. Aproveite a oportunidade e realize uma seção de seleção de
Neste capítulo, o estudo do haicai tem relação com a habi- livros de poemas na biblioteca ou sala de leitura da escola. Peça
lidade (EF35LP31), do eixo leitura, associada ao objeto de co- aos alunos que procurem escolher poemas com rimas ou haicais.

26 VINTE E SEIS
2. Converse com seus colegas e o professor.
a. Espera-se que os alunos iden-
a) No haicai 1, a autora usa a expressão luz do ipê, mas, ipês não têm tifiquem as flores de um forte
luz. Observe as imagens que ilustram os haicais das páginas anteriores e amarelo reunidas como se fos-
imagine o que a autora está chamando de luz. sem uma luz amarela ou um sol,
pois se destacam nos verdes dos
b) Nesse mesmo haicai, lemos floresce o sol, mas sabemos que o sol não campos, no marrom do cerrado
ou no cinza das cidades.
floresce. Ao usar essa expressão, o que a autora pode ter querido dizer?
b. Ela compara o conjunto de flores
do ipê com o amarelo do sol e
c) E o verso “chão amarelo”, o que ele registra sobre o ipê? iguala a beleza de um ipê florido
É uma maneira de dizer que as flores amarelas do ipê caíram e cobriram o chão. a um florescimento do sol, caso
d) Ao usar expressões como luz do ipê e floresce o sol, a autora dá ao isso fosse possível.
ipê e ao sol características que não são deles na realidade. Isso prejudica d. Espera-se que os alunos respon-
a compreensão do poema? Por quê? dam que isso não prejudica a
compreensão do poema, porque
é possível entender que ela quis
dizer que as flores amarelas ilu-
minam o dia e se assemelham a
um sol “florido”.
FIQUE SABENDO
Metáfora
Na linguagem poética, é muito
comum os autores usarem palavras
que servem para comparar ou associar Professor, não é necessário exigir
uma coisa a outra. No caso dos que os alunos usem o termo me-
haicais que você leu, essa associação táfora nesse momento. Basta que
compreendam a metáfora como um
é feita entre o ipê-amarelo e o sol. dos recursos poéticos possíveis de
Quando encontramos isso em um aparecer num poema.

Dawidson França
texto poético, dizemos que o autor
usou uma metáfora.

3. Responda, considerando agora o segundo haicai: BNCC


Atividades 2 e 3:
a) A que o cerrado brasileiro é comparado? (EF15LP09) Expressar-se em situa-
Ao coração do Brasil ções de intercâmbio oral com clareza,
preocupando-se em ser compreen-
dido pelo interlocutor e usando a
b) Ao afirmar que o coração do Brasil é dourado, o que a autora quer dizer? palavra com tom de voz audível, boa
articulação e ritmo adequado.
Que o cerrado é o coração do Brasil e que ele é dourado pela
(EF35LP31) Identificar, em textos
versificados, efeitos de sentido de-
presença dos ipês. correntes do uso de recursos rítmicos
e sonoros e de metáforas.
VINTE E SETE 27 (EF15LP03) Localizar informações
explícitas em textos.

Organize uma roda de leitura expressiva para que Anotações:


leiam o poema escolhido por eles e justifiquem
suas escolhas. Para que os alunos entendam como
será realizada a roda, faça primeiro a sua justifica-
tiva de escolha e leitura expressiva de um poema.

VINTE E SETE 27
NOSSA LÍNGUA
BNCC
(EF03LP04) Usar acento gráfico (agu-
do ou circunflexo) em monossílabos 1. Com seus colegas e o professor, leia as palavras a seguir.
tônicos terminados em a, e, o e em
palavras oxítonas terminadas em a, e,
o, seguidas ou não de s.
(EF03LP06) Identificar a sílaba tônica
em palavras, classificando-as em oxí-
ipê árvore símbolo
tonas, paroxítonas e proparoxítonas.
amarelo cipó café Brasil
espécie inverno indígena

Professor, anote no quadro as pala- • Agora, separe essas palavras em sílabas.


vras separadas em sílabas.
i-pê ca-fé
ár-vo-re Bra-sil
sím-bo-lo es-pé-cie ou es-pé-ci-e
a-ma-re-lo in-ver-no
a. Professor, coordene a pronúncia
das palavras, de modo que todos ci-pó in-dí-ge-na
falem ao mesmo tempo. Para cada
palavra falada, identifique a sílaba
tônica e peça que grifem-na no 2. Com seus colegas e o professor, fale as palavras do quadro acima.
quadro de giz. Se necessário, fale
a palavra pausadamente, enfatizan- a) Para cada palavra, qual foi a sílaba que você falou com mais força?
do a sílaba tônica. Grife-as em cada palavra, no quadro.
b. Professor, ajude os alunos a per-
ceberem que nas palavras de duas b) Alguma palavra ficou sem sílaba forte? Espera-se que os alunos
sílabas ou mais, uma delas sempre respondam que não.
será mais forte que as demais. 3. Junto com seus colegas e o professor, leia as palavras a seguir.

avó baú fenômeno ânimo médico cômoda

Professor, ajude os alunos a relacio-


a) Nessas palavras há alguns sinais que não são letras. Copie seus formatos
narem o sinal gráfico à sílaba tônica
de cada palavra. Ajude-os, também, nos espaços: ´ e ^ .
a analisar que em letras como a, e, o
o som pode ser aberto ou fechado.
b) Você sabe para que servem esses sinais? Converse com os colegas.
Resposta pessoal.
28 VINTE E OITO

Prática pedagógica
Aproveite a pesquisa de palavras dos alunos e produza com Os alunos vão usar as fichas como pedras de dominó e seguir
eles um dominó com 28 peças. as regras desse jogo, só que, em vez de combinar números iguais,
Peça que eles recortem 28 fichas de papel-cartão, do tamanho de cartas combinarão palavras que tenham a silaba tônica com a mesma
de baralho. Um dos lados da ficha deve ser dividido ao meio por uma linha ocorrência de som (aberto ou fechado). Se não houver 56 pala-
reta. Acima e abaixo dela serão escritas as palavras. Em cada parte da ficha vras diferentes, em toda a sala, para formar o dominó apresente
será escrita uma palavra, de modo que as duas sejam de ocorrências dife- algumas palavras para completar o conjunto.
rentes de som, ou seja, uma com acento agudo e a outra com circunflexo.

28 VINTE E OITO
4. Agora, leia as palavras:

Avó Avô

Converse com seus colegas e o professor: b. Professor, neste momento não


é esperado que o aluno saiba
nomear o acento agudo. Aceite
a) Em qual delas o som da letra o é aberto? Avó. respostas como tracinho, pauzi-
nho etc.
b) Que sinal marca esse som? ´ . d. Professor, aceite respostas como
chapeuzinho.
c) Em qual delas o som da letra O é fechado? Avô.

d) Que sinal marca esse som? ^ .

e) Como você leria estas duas palavras, se elas não tivessem estes sinais?
Resposta pessoal.

Espera-se que o aluno perceba que


não seria possível identificar se o som
O sinal ‘ pode ser usado em cima de qualquer vogal, quando a palavra da letra O seria aberto ou fechado.
precisa deste sinal. Ele indica que aquela é a sílaba forte. Quando ele é
usado sobre as vogais a, e, o, indica, também, que o som destas vogais
é aberto.
Este sinal chama-se acento agudo.
BNCC
O sinal ^ pode ser usado em cima das vogais a, e, o e também
Atividades 4 a 8:
indica que aquela é a sílaba forte. Ele indica ainda que o som destas
(EF03LP04) Usar acento gráfico (agu-
vogais é fechado. do ou circunflexo) em monossílabos
tônicos terminados em a, e, o e em
Este sinal chama-se acento circunflexo. palavras oxítonas terminadas em a, e,
o, seguidas ou não de s.

5. Recorte de jornais, revistas ou outros impressos algumas palavras com


acento agudo e outras com acento circunflexo.

6. Junte as palavras que encontrou às de seus colegas.

7. Depois, com o professor e os colegas, organize as palavras em duas listas,


de acordo com os sinais de acentuação.

VINTE E NOVE 29

Anotações:

VINTE E NOVE 29
8. Por fim, escolha as dez palavras que mais chamaram sua atenção em cada
lista e copie-as no quadro a seguir. Resposta pessoal.
Respostas pessoais, a depender ACENTO AGUDO ACENTO CIRCUNFLEXO
da pesquisa de palavras realizada
pelos alunos.

BNCC
(EF35LP21) Ler e compreender, de
forma autônoma, textos literários de
diferentes gêneros e extensões, in-
clusive aqueles sem ilustrações, esta-
belecendo preferências por gêneros,
temas, autores.
(EF35LP23) Apreciar poemas e outros
textos versificados, observando rimas,
aliterações e diferentes modos de di- PARA LER
visão dos versos, estrofes e refrões e
seu efeito de sentido.
(EF35LP31) Identificar, em textos
Você vai ler outros haicais. Preste atenção sobre o que eles tratam.
versificados, efeitos de sentido decor-
rentes do uso de recursos rítmicos e
sonoros e de metáforas.
Haicai 1

Dawidson França
jasmim do cabo

um chão todo florido

e perfumado

RUIZ, Alice. Jardim de Haijin. São Paulo: Iluminuras, 2010.

30 TRINTA

Anotações:

30 TRINTA
Haicai 2

Pau-Brasil,

Teu coração de madeira

Dawidson França
ainda pulsa na mata brasileira.

LOPES, Sandra. Poesia é fogo, é terra, é água, é ar! Haicais.


Rio de Janeiro: Rocco Jovens Leitores, 2013. p. 47.

Haicai 3

Dawidson França
Para a formiguinha,

na folha da goiabeira,

há um mundo inteiro.

REZENDE, Maria Valéria. Hai-quintal: haicais descobertos no quintal.


Belo Horizonte: Autêntica, 2011. p. 21.

A poetisa curitibana Alice Ruiz começou a escrever muito cedo, ainda na adolescência,
divulgando sua obra em jornais e revistas. Desde então, publicou mais de 20 livros e,
em 2009, ganhou o Jabuti, maior prêmio de reconhecimento literário brasileiro, na
categoria Poesia, com o livro Dois em um.

Maria Valéria Rezende nasceu em Santos (SP) e embora tenha começado a


escrever ficção em 2001, já produziu extensa obra, reunindo romances, contos,
crônicas e literatura infanto-juvenil. Foi agraciada com o Jabuti em 2009, na
categoria Literatura Infantil, com a obra No risco do caracol; em 2013, na categoria
Literatura Juvenil, com a obra Ouro dentro da cabeça; e em 2015, na categoria
Romance, com a obra Quarenta dias.

TRINTA E UM 31

TRINTA E UM 31
1. Os dois primeiros haicais que você leu no início do capítulo tratavam do
ipê-amarelo. De que trata cada um dos haicais que você acabou de ler?

Haicai 1 Haicai 2 Haicai 3


Da formiguinha e a
BNCC Do jasmim do cabo Do pau-brasil folha de goiabeira
Atividades 1 a 3:
(EF35LP04) Inferir informações im-
plícitas nos textos lidos.
• Podemos concluir que os haicais lidos tratam de:
(EF35LP21) Ler e compreender, de
forma autônoma, textos literários história de algo. X natureza.
de diferentes gêneros e extensões,
inclusive aqueles sem ilustrações,
estabelecendo preferências por gê- um fato ocorrido. lugares.
neros, temas, autores.
(EF03LP35) Identificar, em textos 2. O Haicai 1 desperta um dos nossos sentidos.
versificados, efeitos de sentido de-
correntes do uso de recursos rítmicos a) Releia o haicai e marque, abaixo, esse sentido:
e sonoros e de metáforas.
(EF15LP01) Identificar a função audição. paladar.
social de textos que circulam em
campos da vida social dos quais
participa cotidianamente (a casa, a visão. X olfato.
rua, a comunidade, a escola) e nas
mídias impressa, de massa e digital,
reconhecendo para que foram pro- tato.
duzidos, onde circulam, quem os
produziu e a quem se destinam. b) Que palavra do haicai mostra isso? A palavra perfumado.

3. De acordo com o que você aprendeu sobre os haicais, escreva V para as


afirmativas verdadeiras e F para as falsas:

F Haicais são contos sobre a natureza.

V Haicais são poemas de uma única estrofe.

V Haicais apresentam apenas três versos na estrofe.

V Haicais tratam de temas da natureza.

F Haicais apresentam números variados de versos em cada estrofe.

F Haicais sempre apresentam rimas.

32 TRINTA E DOIS

Anotações:

32 TRINTA E DOIS
NOSSA LÍNGUA

1. Nesta unidade, você viu palavras como:

Spotmatik Ltd/Shutterstock
Ipê-amarelo

Isa/kino

Pau-brasil

a. Professor, caso os alunos não per-


a) Ao observar essas palavras, notamos que elas têm algo em comum. cebam o hífen nas palavras anali-
O que é? sadas, escreva as palavras sem hí-
fen para que as comparem. Aceite
Há um traço (hífen). respostas como “tracinho”. Neste
momento, o objetivo é apenas que
eles percebam que há palavras for-
b) De quantas palavras são formados os nomes de árvores que você viu? madas de duas outras e separadas
pelo sinal.
De duas palavras.
d. Professor, leia as palavras com os
alunos, para que percebam que o
c) Para que serve o sinal entre as palavras? sinal não é falado e não altera o
som de nenhuma letra.
Para ligar as duas palavras.

d) Ao ler as palavras que levam este sinal, o sinal é falado ou tem algum som?
Espera-se que o aluno responda que não.

TRINTA E TRÊS 33

TRINTA E TRÊS 33
2. Leia novas palavras formadas de duas outras:

khlungcenter/Shutterstock

Greg Amptman/Shutterstock
BNCC
(EF35LP12) Recorrer ao dicionário
para esclarecer dúvida sobre a escrita
de palavras, especialmente no caso
de palavras com relações irregulares
fonema-grafema.

Vaga-lume Peixe-boi

Karel Gallas

BalkansCat
Tamanduá-bandeira Pica-pau

• Agora, pesquise em livros, dicionários, revistas, jornais ou na internet


mais cinco palavras que também sejam formadas de outras duas ou mais.
Pesquise também o significado delas. Faça uma lista do que descobriu em
uma folha de papel e compartilhe com os colegas. Resposta pessoal.

O HÍFEN
O traço horizontal (-) que aparece entre duas palavras chama-se hífen
e é usado para ligar duas palavras que formam uma palavra composta,
que se refere a um ser apenas. Por exemplo: a palavra onça-pintada não
indica que uma das muitas onças seja pintada. Onça-pintada é o nome
de um animal da fauna brasileira, formado pelas duas palavras unidas pelo
hífen. Isso também acontece em couve-flor, o nome de um alimento.

34 TRINTA E QUATRO

Interdisciplinaridade
Aproveite oportunidade da pesquisa em dicionário e re- informações que considerarem necessárias. Depois, organize
laione com a disciplina de Ciências, propondo aos alunos que um mural, com eles, com as fichas que produzirem. Se houver
procurem nomes de árvores, flores e plantas que possuam no- possibilidade, marque um dia na sala de informática para sele-
mes com hífens, para a produção de uma ficha técnica. Essas ção e impressão das imagens de árvores, flores e plantas que
fichas podem ser feitas em papel sulfite. Monte um modelo pesquisaram, para acompanhar a ficha técnica.
com as informações que devem ser retiradas da pesquisa, como:
nome científico, características físicas, onde nasce e mais outras

34 TRINTA E QUATRO
PRODUÇÃO DE TEXTO
BNCC
Neste capítulo, você estudou os haicais. Viu como são formados e do que Acompanhe os alunos em todas as
etapas da produção. Oriente-os que
tratam. Agora é sua vez de escrever um haicai!
será montado um varal de haicai que
ficará exposto na escola para toda
PLANEJAMENTO comunidade apreciar as produções.
(EF15LP05) Planejar, com a ajuda
do professor, o texto que será pro-
1. Pense em um tema para o haicai. Se for possível, junto com seus colegas duzido, considerando a situação co-
e o professor, dê uma volta pelo jardim de sua escola ou bairro e observe municativa, os interlocutores (quem
escreve/para quem escreve); a fina-
a natureza. Essa é uma forma de se inspirar para encontrar um tema e lidade ou o propósito (escrever para
escrever o haicai. quê); a circulação (onde o texto vai
circular); o suporte (qual é o porta-
2. Escolhido o tema, liste as emoções ou sensações que ele desperta dor do texto); a linguagem, organi-
zação e forma do texto e seu tema,
em você. pesquisando em meios impressos
ou digitais, sempre que for preciso,
3. Pense em como você pode expressar essas emoções ou sensações em informações necessárias à produção
três versos. do texto, organizando em tópicos os
dados e as fontes pesquisadas.
(EF15LP07) Editar a versão final do
DESENVOLVIMENTO texto, em colaboração com os colegas
e com a ajuda do professor, ilustran-
do, quando for o caso, em suporte
1. Leia novamente os haicais deste capítulo e consulte a lista de emoções adequado, manual ou digital.
ou sensações que você anotou quando pensou no tema do seu haicai. (EF15LP06) Reler e revisar o texto
produzido com a ajuda do professor
2. Escreva em uma folha à parte uma primeira versão do haicai. e a colaboração dos colegas, para cor-
rigi-lo e aprimorá-lo, fazendo cortes,
acréscimos, reformulações, correções
3. Releia o haicai em voz alta a um colega e faça mudanças que o de ortografia e pontuação.
deixem mais bonito ou interessante para quem for escutá-lo. Peça
a opinião dele.

4. Escreva a versão final do seu haicai em uma folha de sulfite e faça um


desenho para ilustrá-lo.

REVISÃO
1. Releia seu poema e verifique se as palavras estão escritas corretamente.

2. Verifique também o uso da pontuação.

3. Faça as alterações necessárias.

TRINTA E CINCO 35

Anotações:

TRINTA E CINCO 35
DIVULGAÇÃO

Dawidson França
Professor, oriente os alunos quan- • Seu professor vai fazer um varal
to à montagem do varal de haicais. de haicais em um local visível da
Peça que escolham como vão orga-
nizar as folhas: se por tema ou em
escola, para que outros amigos,
ordem alfabética dos colegas. Soli- de outras turmas, possam ler.
cite a cada aluno que leia seu haicai Pendure seu haicai no varal; leia
em voz alta para toda a sala, antes
de pendurar o seu trabalho no varal.
e aprecie os haicais dos colegas.

AVALIAÇÃO
• Converse com seus colegas e o professor:
a) Qual dos haicais produzidos por você e seus colegas você achou mais
BNCC interessante? Por quê?
(EF35LP23) Apreciar poemas e ou-
tros textos versificados, observando b) O que você achou de estudar os haicais? O que aprendeu sobre este
rimas, aliterações e diferentes modos tipo de texto poético?
de divisão dos versos, estrofes e re-
frões e seu efeito de sentido. c) O que você aprendeu sobre o ipê-amarelo?
(EF15LP09) Expressar-se em situações
de intercâmbio oral com clareza, preo-
cupando-se em ser compreendido
pelo interlocutor e usando a palavra SUGESTÕES DE LEITURA
com tom de voz audível, boa articula-

Divulgação
ção e ritmo adequado. RUIZ, Alice; JABUR, Camila. Estação dos bichos.
(EF15LP10) Escutar, com atenção, São Paulo: Iluminuras, 2011. 64 p.
falas de professores e colegas, for-
mulando perguntas pertinentes ao Mosquito, abelha, gato, peixe, cobra, cavalo,
tema e solicitando esclarecimentos libélula, cigarra, periquito, vaga-lume, esquilo...
sempre que necessário.
Muitos bichos são inspirações para as autoras desse
(EF35LP02) Selecionar livros da bi- livro de haicais. Uma delas, Alice Ruiz, foi autora de
blioteca e/ou do cantinho de leitura
da sala de aula e/ou disponíveis em um dos haicais que você leu neste capítulo!
meios digitais para leitura individual,
justificando a escolha e comparti-
Divulgação

lhando com os colegas sua opinião, BARROS, Sônia. Nas asas do haicai. Belo Horizonte:
após a leitura. Instituto Cultural Aletria, 2016. 64 p.

A autora inova neste livro, explorando em seus


haicais diferentes jeitos de voar. É como se tirasse
uma foto de cada voo. As ilustrações da premiada
Angela Lago, imitando desenhos de crianças,
contribuem ainda mais para uma leitura deliciosa...

36 TRINTA E SEIS

Interdisciplinaridade
Aproveite a leitura e o estudo do verbete para realizar um trabalho interdisciplinar com Ciências.
No verbete, apresenta-se o seguinte trecho: “O ipê é uma árvore diferente da maioria das outras:
quando suas flores nascem, as folhas caem dos galhos”. Sabemos que em uma grande parte das
árvores as folhas caem no outono e no inverno. Uma das competências de Ciências Naturais é
explicar fenômenos e processos relativos ao mundo natural, exercitando a curiosidade para fazer
perguntas e buscar respostas, por isso, ajude os alunos a selecionar informações para responder à
seguinte pergunta: “Por que as folhas de grande parte das árvores caem entre as estações outono

36 TRINTA E SEIS
C A PÍ TULO

3 DE VERBETE EM VERBETE Professor, primeiramente, faça uma


leitura oral para os alunos. Ao ler
termos científicos, dê destaque à lei-
tura da explicação que geralmente os
acompanha. Em seguida, faça uma
No capítulo anterior, você conheceu a beleza do ipê-amarelo e dos haicais segunda leitura, solicitando a eles
que acompanhem silenciosamente.
que versavam sobre ele. Viu os recursos que os autores usaram para descrever a Nessa segunda leitura, interrompa
beleza dessa árvore brasileira de uma maneira poética e simbólica – as metáforas. para mostrar o uso de destaque
nas palavras, o uso de parênteses
Mas será que os pesquisadores, os biólogos e os botânicos falam do ipê para inserir explicações de termos, a
do mesmo jeito que os autores de poemas e haicais? Será que os poemas são presença de referências no corpo do
texto (nomes de pesquisadores que
adequados para conhecermos informações científicas sobre o ipê-amarelo? já escreveram sobre o tema e que fo-
Para cada caso e para cada objetivo existem um tipo de texto e um tipo de ram consultados por quem escreveu
o verbete). Por fim, mostre as refe-
linguagem. Neste capítulo, você vai ver outra maneira de abordar o ipê-amarelo. rências bibliográficas e explique sua
Você vai conhecer a forma científica de falar sobre essa árvore. função de informar todas as fontes
consultadas pelo autor do verbete,
Leia o verbete enciclopédico a seguir e observe as informações e a linguagem para dar credibilidade às informações
utilizadas neste texto. apresentadas.

PARA LER
BNCC
Antes da leitura, proporcione um
momento de produção de hipóteses
Ipê e as confirme durante a leitura. Rea-
lize perguntas como: “Que tipo de
informação será que tem num verbe-
O ipê é uma árvore diferente da te enciclopédico? Você já leu um?”;
“Onde costuma fazer pesquisas?
maioria das outras: quando suas sidneydealmeida/Shutterstock
Tem algum livro ou site específico?”,
flores nascem, as folhas caem entre outras. Esses procedimentos
dos galhos. Quando se vê um ipê favorecem o desenvolvimento da
habilidade:
florido, sabemos que a primavera
(EF15LP02) Estabelecer expectativas
está próxima – a maioria dos em relação ao texto que vai ler (pres-
ipês floresce no final do inverno suposições antecipadoras dos senti-
ou no começo da primavera. dos, da forma e da função social do
texto), apoiando-se em seus conhe-
A imagem do ipê é bastante cimentos prévios sobre as condições
representativa do Centro-Oeste de produção e recepção desse texto,
e do Sudeste do Brasil. o gênero, o suporte e o universo te-
Ipê-amarelo. mático, bem como sobre saliências
textuais, recursos gráficos, imagens,
dados da própria obra (índice, prefá-
cio etc.), confirmando antecipações
TRINTA E SETE 37 e inferências realizadas antes e du-
rante a leitura de textos, checando a
adequação das hipóteses realizadas.
(EF35LP01) Ler e compreender, si-
lenciosamente e, em seguida, em
e inverno?”. Depois de selecionarem as informações, discuta com os alunos e sistematize voz alta, com autonomia e fluência,
um registro coletivo da curiosidade. Peça a um aluno que passe a limpo e organize com textos curtos com nível de textuali-
a turma espaço para um cantinho das curiosidades. Esta pode ser a primeira de muitas a dade adequado.
serem expostas nesse cantinho.
Para saber mais sobre o assunto, podem ser acessados os links: <https://mundoes-
tranho.abril.com.br/ambiente/por-que-as-folhas-das-arvores-caem-no-outono/> (acesso
em: 30 nov. 2017); <http://www.jardimdasideias.com.br/1369-por_que_as_folhas_
caem_no_outono_> (acesso em: 30 nov. 2017).

TRINTA E SETE 37
Sua madeira é de lei – quer dizer, é madeira

Fabio Colombini
de qualidade. Por ser dura e resistente, é
empregada na construção civil e naval, em
assoalhos, vigas, eixos de rodas e peças de
marcenaria. Por ser muito procurada, tem de
ser plantada em grande quantidade – para
reflorestamento –, a fim de que não seja
extinta. Suas flores são lindas e embelezam as
ruas em que se encontram. Ipê-branco.
O ipê cresce devagar e pode chegar a
30 metros de altura, mas a maioria tem de 7
a 15 metros de altura. É do gênero Tabebuia,

Wagner Santos/Kino
palavra tupi que significa “árvore de casca
grossa”. As espécies mais conhecidas são o
ipê-amarelo, também chamado de
pau-d’arco, frequente em Minas Gerais,
Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e
Paraná; o ipê-roxo, de flores cor-de-rosa,
comum nas regiões Centro-Oeste, Sudeste
e Sul; e o ipê-branco, que se encontra muito Ipê-roxo.
no Rio de Janeiro e em Minas Gerais.
As árvores florescem no inverno e na primavera. O ipê-roxo é o
primeiro a florir: de junho a agosto nas regiões quentes, um pouco
antes nos locais mais frios. O ipê-amarelo floresce entre agosto e
setembro e o ipê-branco, de setembro a outubro. No Brasil, existem
doze tipos de ipês com flor em tons de amarelo.
O ipê é a árvore-símbolo do Brasil. (A árvore nacional é o pau-brasil,
que deu nome ao país.)

BRITANNICA DIGITAL LEARNING; MINISTÉRIO DA EDUCÃO. Ipê. Britannica Escola.


Disponível em: <https://escola.britannica.com.br/levels/fundamental/article/ip%EA/483303>.
Acesso em: 9 out. 2017.

resistente: que resiste a provas, que é forte. reflorestamento: formação de nova floresta.
naval: referente a navios. extinto: acabado, que não existe mais.
marcenaria: referente ao que é feito de madeira. tupi: uma das muitas línguas indígenas brasileiras.

38 TRINTA E OITO

Anotações:

38 TRINTA E OITO
A Enciclopédia Britânica surgiu em Edimburgo, Escócia, em 1768 e existiu,
como enciclopédia impressa (em papel) durante 244 anos. Ela foi a mais antiga
enciclopédia inglesa. Hoje, ela se tornou inteiramente virtual e não edita mais os
volumes impressos. Além disso, na internet, ela dispõe também de uma enciclopédia
voltada para estudantes e professores: a Britannica Escola. Você pode consultá-la
sempre que precisar fazer uma pesquisa.
(Disponível em: <https://escola.britannica.com.br/levels/fundamental>. Acesso em: 15 out. 2017.)
BNCC
Atividades 1 a 3:
(EF15LP03) Localizar informações
1. De acordo com o verbete que você leu, por que o ipê tem esse nome? explícitas em textos.

Segundo o verbete, a árvore é do gênero Tabebuia, que em tupi significa

“árvore com casca grossa”, uma das principais características dessa árvore.

2. O verbete apresenta os vários tipos de ipê. Você já conhecia algum deles? Qual?

Sim. Não.
Resposta pessoal.

3. O verbete apresenta também um

Waldemar Manfred Seehagen/Shutterstock


segundo nome pelo qual o ipê-amarelo
é conhecido.

a) Que nome é esse?


O outro nome é pau-d’arco.

b) Por que a apresentação desse nome é importante?


Porque, nas diferentes regiões do país, a árvore pode ser conhecida por

nomes diversos, e, assim, as pessoas podem saber de que árvore está se

tratando.

TRINTA E NOVE 39

TRINTA E NOVE 39
4. Releia este trecho do verbete:

Sua madeira é de lei – quer dizer, é madeira de qualidade. Por


BNCC ser dura e resistente, é empregada na construção civil e naval, em
Atividades 4 e 5:
assoalhos, vigas, eixos de rodas e peças de marcenaria. Por ser
(EF35LP06) Recuperar relações en-
tre partes de um texto, identificando
muito procurada, tem de ser plantada em grande quantidade – para
substituições lexicais (de substantivos reflorestamento –, a fim de que não seja extinta. Suas flores são lindas
por sinônimos) ou pronominais (uso e embelezam as ruas em que se encontram.
de pronomes anafóricos – pessoais,
possessivos, demonstrativos) que
contribuem para a continuidade do
texto. a) Se o leitor não souber o que quer dizer “é madeira de lei”, que parte
(EF35LP17) Buscar e selecionar, com desse trecho explica isso?
o apoio do professor, informações de
interesse sobre fenômenos sociais e
A parte que vem logo depois de “quer dizer” / A parte que diz:
naturais, em textos que circulam em
meios impressos ou digitais. “é madeira de qualidade”.

b) Que palavras foram usadas no verbete para indicar que, em seguida,


haveria uma explicação para o termo madeira de lei?
Foi usada a expressão quer dizer.

c) Qual ou quais das expressões abaixo poderia(m) substituir a expressão


quer dizer nesse trecho:

até. X ou seja. X isto é.

5. Observe o trecho destacado a seguir:

É do gênero Tabebuia, palavra tupi que significa “árvore de


casca grossa”.

O termo Tabebuia fica claro depois da explicação sobre o que significa a


palavra tupi. Assim como, no trecho anterior, há a explicação da expressão
madeira de lei. Por que o verbete explica as palavras que usa?
Porque no verbete são usadas expres-
sões ou palavras possivelmente des-
conhecidas para o leitor comum. Esse
leitor pode não conhecer as palavras,
o que poderia comprometer a com-
preensão do verbete.

40 QUARENTA

Pensando sobre a BNCC


Nesse capítulo, a habilidade mobilizada é a que trata do tanto, o professor tem o papel de mediador dialógico, ao ensi-
objeto de conhecimento “seleção de informações” o qual pode ná-lo como compreender os gêneros textuais, cuja finalidade é
favorecer a habilidade “(EF35LP17) Buscar e selecionar, com o fornecer essas informações. Por isso, oriente os alunos no uso
apoio do professor, informações de interesse sobre fenômenos de dicionários e enciclopédias on-line, para compreender como
sociais e naturais, em textos que circulam em meios impressos estes se compõem e como as informações se organizam.
ou digitais.” Um dos objetivos dos eixos é que a criança consi- No link a seguir, podem ser acessados diferentes verbetes
ga desenvolver autonomia nos procedimentos de leitura; para sobre assuntos científicos:

40 QUARENTA
6. Complete o quadro com três informações que você aprendeu sobre o
ipê-amarelo com a leitura do verbete:
Professor, oriente os alunos a escre-
verem com suas próprias palavras.
Informação 1 Resposta pessoal. Faça a correção coletivamente e
socialize as informações aprendidas
pela turma. Aponte a diversidade
e a abrangência dessas informa-
Informação 2 ções em um verbete enciclopédico
(características estéticas da árvore,
reprodução, polinização, ocorrência,
tipo de casca, de caule e de flores).
Informação 3 Aqui, é importante que os alunos co-
loquem em prática o conhecimento
construído a respeito da função dos
verbetes, que usam termos científi-
7. Nas afirmações abaixo sobre o verbete enciclopédico, coloque V para as cos, mas os explicam por meio de
verdadeiras e F para as falsas. diferentes recursos, como os parên-
teses, por exemplo.
F A linguagem do verbete é igual à linguagem dos
poemas e haicais.

V O verbete apresenta informações científicas

Wagner Campelo/Shutterstock
sobre o ipê-amarelo.
BNCC
F O verbete trata da beleza do ipê-amarelo.
Atividade 7:
(EF15LP01) Identificar a função
V O verbete indica onde a árvore nasce no Brasil. social de textos que circulam em
campos da vida social dos quais
participa cotidianamente (a casa, a
V O verbete explica como acontece a florada do ipê, como rua, a comunidade, a escola) e nas
mídias impressa, de massa e digi-
é sua casca, seu uso medicinal. tal, reconhecendo para que foram
produzidos, onde circulam, quem
F O verbete tem o objetivo de entreter o leitor. os produziu e a quem se destinam.

V O verbete tem o objetivo de informar o leitor.

V O verbete usa palavras científicas.

V O verbete explica algumas palavras que o leitor possa não conhecer. Professor, se necessário, retome
alguns haicais e poemas sobre o
ipê-amarelo, para que os alunos
F O verbete é escrito em versos. comparem textos poéticos e verbe-
tes, quanto à forma composicional,
à linguagem e aos propósitos desses
textos.
QUARENTA E UM 41

Enciclopédia Wikiciências. Disponível em: Anotações:


<http://wikiciencias.casadasciencias.org/wiki/in-
dex.php/P%C3%A1gina_principal>. Acesso em:
30 nov. 2017.

QUARENTA E UM 41
8. Em sua opinião, onde podemos encontrar verbetes como esse?
Espera-se que os alunos indiquem sites especializados em algum tema,
8. Professor, caso os alunos não apon-
tem essas fontes, pergunte se eles enciclopédias, materiais didáticos, revistas de divulgação científica etc.
encontrariam um verbete como esse
em um livro de receitas, uma revista de 9. Este verbete foi escrito para:
HQ, um livro de Ciências, uma emba-
lagem de produto, uma enciclopédia um público leigo e interessado em informações científicas sobre o
etc., levando-os a analisar diferentes X
possibilidades de suportes para o gê- ipê amarelo.
nero. Se possível, acesse sites de en-
ciclopédias virtuais e realizem buscas outros cientistas estudiosos do ipê-amarelo.
de verbetes de interesse dos alunos.
9. Professor, analise com os alunos as
inúmeras explicações que aparecem X profissionais que lidam com plantas em geral.
no corpo do texto (muitas delas entre
parênteses) e ajude-os a perceber que
o texto foi escrito para alguém que um apreciador de poemas.
não conhece o significado de algu-
mas palavras específicas do contex-
to científico, mostrando que ele não
está dialogando com outros cientistas
da área.
NOSSA LÍNGUA

1. Releia o trecho a seguir:

O ipê é uma árvore diferente da maioria das outras: quando suas


Professor, ajude os alunos a reconhe- flores nascem, as folhas caem dos galhos.
cer que, depois dos dois-pontos, entrou
uma explicação, que eles, inclusive, já
sublinharam. Espera-se que os alunos a) Sublinhe o trecho que explica a diferença entre o ipê e as outras árvores.
reconheçam que essa pontuação indi- Quando suas flores nascem, as folhas caem dos galhos.
ca, nesse caso, que vai ser dada uma
b) Agora, observe os dois-pontos (:) que aparecem nesse trecho. Qual foi a
explicação na sequência.
função desse sinal nessa frase?

Você já sabe que os diferentes sinais de pontuação


têm funções distintas. Eles servem para indicar uma
afirmação (.), uma pergunta (?), uma exclamação ou
BNCC expressão de espanto, susto, encantamento (!).
Atividade 8: Uma das funções dos dois-pontos (:) é indicar que
(EF15LP01) Identificar a função social algo será descrito ou explicado.
de textos que circulam em campos da
vida social dos quais participa cotidia-
namente (a casa, a rua, a comunida-
de, a escola) e nas mídias impressa, de 42 QUARENTA E DOIS
massa e digital, reconhecendo para
que foram produzidos, onde circu-
lam, quem os produziu e a quem se
destinam.
Atividade 9: Anotações:
(EF35LP17) Buscar e selecionar, com
o apoio do professor, informações de
interesse sobre fenômenos sociais e
naturais, em textos que circulam em
meios impressos ou digitais.

42 QUARENTA E DOIS
2. Releia outro trecho do verbete e observe as palavras destacadas:

BNCC
Árvore de casca grossa.
Atividades 1 e 2:
(EF03LP07) Identificar a função na
leitura e usar na escrita ponto final,
As palavras destacadas são: ponto de interrogação, ponto de ex-
clamação e, em diálogos (discurso
X nome de algo ou de alguém. direto), dois-pontos e travessão.
(EF03LP08) Identificar e diferenciar,
em textos, substantivos e verbos e
suas funções na oração: agente,
característica ou qualidade de algo ou alguém. ação, objeto da ação.

3. Leia este outro trecho que trata das flores do ipê e observe as palavras
destacadas:

[...] quando suas flores nascem, as folhas caem dos galhos.

Professor, se necessário, analise


As palavras destacadas são: cada palavra do trecho, observan-
do se existe algo ou alguém com o
nome de quando, suas, caem etc.,
X nome de algo ou de alguém. ajudando os alunos a ir construindo a
ideia do que seja a classe substantiva.
Porém, não nomeie a classe ainda.
característica ou qualidade de algo ou alguém.

4. Nas palavras a seguir, sublinhar aquelas que dão nome a algum objeto, lugar,
ser ou sentimento:

árvore fruto crescer grande semente florescer


casca tronco grossa amarelo flor

Professor, chame a atenção dos


alunos para o fato de que a palavra
flor dá nome a algo que faz parte
As palavras que dão nome a seres, objetos e sentimentos são chamadas da natureza, mas a palavra florescer
significa a ação de dar flores.
de substantivos.

QUARENTA E TRÊS 43

QUARENTA E TRÊS 43
5. No verbete que você leu, encontramos vários substantivos e outras palavras
que indicam as características desses substantivos. Leia-as e separe cada
uma por sua função:
BNCC
Atividade 5:

Eakwiphan Smitabhindhu/Shutterstock
(EF03LP09) Identificar, em textos, ipê árvore resistente grossa
adjetivos e sua função de atribuição
de propriedades aos substantivos. madeira casca flores
lindas florido diferente

nomear indicar características

ipê florido

árvore diferente

madeira resistente

casca grossa

flores lindas

As palavras que indicam características dos substantivos são


chamadas adjetivos.

6. Agora, observe novamente dois trechos do verbete:

Quando se vê um ipê florido, sabemos que a primavera está


próxima [...]

a) Nesse trecho, o texto está se referindo a quantos ipês?


O texto está se referindo a apenas um ipê.

44 QUARENTA E QUATRO

Prática pedagógica
Uma das formas de mobilizar os conhecimentos linguísticos e fa- uma folha A4 com uma hashtag (#). Os alunos devem tirar a
vorecer o desenvolvimento de habilidades é por meio de jogos e brin- sorte para ver quem começará o jogo. O aluno vencedor inicia-
cadeiras. Por isso, sugiro o Jogo da velha dos substantivos e adjetivos. rá, retirando da caixa um papel; se a palavra escrita no papel
Produza uma lista de 40 substantivos e adjetivos e mon- estiver de acordo com a sua classe gramatical, ele preenche
te cartas para cada uma das palavras. Organize os alunos em um quadrinho; caso não esteja, ele passa a vez. Vence quem
duplas: um representará o substantivo e o outro, o adjetivo, preencher os quadrinhos, conforme as regras do jogo da velha,
trocando as posições durante o jogo. Em seguida, distribua com as palavras de acordo com a classe gramatical do aluno.

44 QUARENTA E QUATRO
As árvores florescem no inverno e na primavera.

b) Nesse trecho, o texto está se referindo a quantas árvores?


A mais de uma árvore.
Porque o texto está registrando as
c) Como é possível saber isso? árvores, e não a árvore, ou seja,
podemos notar a presença da letra
s no final das duas palavras (além da
consequente concordância verbal).

Quando falamos de algo pensando em um só, dizemos que estamos


usando o singular. Quando falamos em algo pensando em mais de um
(dois, três, cem, mil etc.), dizemos que estamos usando o plural.

7. Agora observe as transformações ocorridas nas palavras abaixo:


BNCC
singular plural Atividades 7 a 9:
(EF03LP01) Ler e escrever palavras
abelha abelhas
com correspondências regulares
contextuais entre grafemas e fone-
ipê ipês
mas – c/qu; g/gu; r/rr; s/ss; o (e não
u) e e (e não i) em sílaba átona em
tronco troncos
final de palavra – e com marcas de
nasalidade (til, m, n).
abacaxi abacaxis
sapoti sapotis
canguru cangurus
semente sementes

a) O que aconteceu com as palavras quando foram colocadas no plural?


Elas ganharam um s no final.

b) Essas palavras terminam com:

X vogal. consoante.

QUARENTA E CINCO 45

Anotações:

QUARENTA E CINCO 45
c) Podemos concluir:

O plural das palavras terminadas em vogal é feito


acrescentando-se ao singular a letra s no final.

8. Observe as palavras deste outro quadro:

singular plural

flor flores

sabor sabores

feliz felizes

pomar pomares

amor amores

cantor cantores

nariz narizes

perdiz perdizes

a) O que aconteceu com as palavras quando passamos a usar os seus plurais?


Elas ganharam es no final.

b) Essas palavras, quando estão no singular, terminam com quais letras?


Terminam com r ou z.

c) Essas letras finais são:

vogais. X consoantes.

d) Podemos concluir:

O plural das palavras terminadas em r e z é feito


acrescentando-se ao singular a terminação es no final.

46 QUARENTA E SEIS

Anotações:

46 QUARENTA E SEIS
9. Agora observe mais um quadro de palavras. Desta vez, você vai completar
com os plurais:

singular plural

anzol anzóis

lençol lençóis

azul azuis

comestível comestíveis

automóvel automóveis

barril barris

funil funis

canal canais

varal varais

a) Essas palavras, quando estão no singular, terminam com qual letra?


Com a letra l.

b) O que acontece com o plural das palavras terminadas em al, el, ol, ul?
A letra l é trocada por is.

c) O que acontece com o plural das palavras terminadas em il?


A letra l é trocada por s.

d) Podemos concluir:

O plural das palavras terminadas em al , el ,


ol e ul é feito retirando-se a letra l e
acrescentando-se is no final. O plural das palavras terminadas em
il é feito retirando-se a letra l e acrescentando-se s no final.

QUARENTA E SETE 47

QUARENTA E SETE 47
PRODUÇÃO DE TEXTO

Professor, para a realização dessa No capítulo anterior, você conheceu alguns haicais sobre o ipê-amarelo
atividade, seria interessante navegar
pelo site e escutar o podcast com os
e viu como sua beleza pode ser descrita pelos poetas. Neste capítulo, você
alunos, no laboratório de informática estudou o ipê do ponto de vista da ciência.
da escola ou, se houver condições,
na própria sala de aula. Verifique se Há, ainda, quem goste de olhar para a fauna (os animais) e a flora (as
o computador a que a classe terá plantas) por trás das lentes, como o fotógrafo Ricardo, que você vai conhecer
acesso possui a extensão e os equi- em um áudio (podcast) da revista Ciência Hoje das Crianças.
pamentos necessários para ouvir o
áudio. A audição do podcast não é Com o auxílio do professor, entre no site da revista, disponível em:
condição para a realização da tarefa, <www.chc.org.br> (acesso em 23 out. 2017).
mas pode ser bastante motivadora
para os alunos. Se não for possível Na página inicial da revista, clique em Rádio, que está à direita, logo
acessar o áudio com eles, sugerimos
que você o acesse previamente e o
no início:
grave em um aparelho de celular,
reproduzindo-o para os alunos em
sala de aula.

BNCC
Essa atividade favorece o desenvol-
vimento da habilidade: Clicando nesse link, você chegará a uma página que reúne alguns áudios,
(EF35LP17) Buscar e selecionar, com chamados de podcasts. Entre eles, está o áudio intitulado Fotógrafo de natureza.
o apoio do professor, informações de
interesse sobre fenômenos sociais e Clique em uma peça de quebra-cabeça que aparece abaixo do texto em azul.
naturais, em textos que circulam em Aparecerá uma ponta de seta.
meios impressos ou digitais.
48 QUARENTA E OITO

Anotações:

48 QUARENTA E OITO
Clique sobre ela e ouça o áudio. Fique atento à sugestão de Ricardo ao final!
BNCC
Esta atividade tem relação com a
habilidade:
(EF03LP24) Ler/ouvir e compreender,
com autonomia, relatos de observa-
ções e de pesquisas em fontes de
informações, considerando a situa-
ção comunicativa e o tema/assunto
do texto.
(EF03LP25) Planejar e produzir tex-
tos para apresentar resultados de ob-
servações e de pesquisas em fontes
de informações, incluindo, quando
pertinente, imagens, diagramas e
gráficos ou tabelas simples, consi-
derando a situação comunicativa e
Inspirados na experiência de Ricardo, a proposta para este capítulo é de que o tema/assunto do texto.
você e seus colegas elaborem coletivamente um catálogo de árvores da escola,
do bairro ou da cidade, fotografando-as, observando-as e relatando suas
características, como em um verbete.
O catálogo coletivo pode ser levado para casa para apresentação aos familiares
Professor, organize agrupamentos
e depois pode compor o acervo (conjunto de obras) da biblioteca da escola. produtivos, cuidando para que cada
grupo tenha alunos familiarizados
PLANEJAMENTO com o uso de computador e de câ-
mera de celular.

1. Com seus colegas e o professor, definam o que irão pesquisar: as árvores


da escola, da rua, do bairro ou da cidade.
2. Definido o campo da pesquisa, preparem o material para a visitação:
papel e lápis (para fazer anotações) e câmera fotográfica digital ou Professor, se houver tempo e ma-
terial disponível, vocês podem cons-
aparelho de celular com câmera. Não se esqueçam de dar carga de truir uma câmera pinhole, usando
energia a esses equipamentos! materiais recicláveis. Para saber mais,
acesse Manual do Mundo. Câmera
3. Com o auxílio do professor, consultem a previsão do tempo na internet pinhole de lata. Disponível em: http://
e vejam um dia favorável para uma saída de campo. Se necessário, www.manualdomundo.com.br/
2012/11/camera-fotografica-caseira-
providenciem protetor solar e chapéu. -pinhole-de-lata/>. Acesso em: 20
jan. 2018.
DESENVOLVIMENTO Caso haja pais ou funcionários da
escola que sejam fotógrafos profis-
1. No dia marcado e de posse dos materiais necessários, vocês e o professor sionais ou amadores, você pode so-
licitar uma oficina de fotografia com
vão visitar o local escolhido e selecionar as árvores que serão fotografadas os alunos, ou pedir a eles que deem
e estudadas. Não é necessário que todos os membros do grupo fotografem. algumas dicas para a fotografia de
Os participantes devem ajudar a avaliar o melhor ângulo, a posição do árvores em espaços externos e o uso
do zoom nas câmeras.

QUARENTA E NOVE 49

QUARENTA E NOVE 49
sol etc., enquanto um membro
faz as fotos. É importante que
BNCC haja fotos de cada árvore como
Planeje, com o professor de informá- um todo, mas também de partes
tica, um momento para edição das
imagens e a digitação dos textos. específicas dela – folhas, galhos,
Auxilie-os nessa tarefa. Essa ativi- tronco, frutos e flores, se houver.
dade favorece o desenvolvimento
da habilidade: 2. Façam também anotações sobre
(EF03LP25) Planejar e produzir textos as características de cada árvore
para apresentar resultados de obser-
vações e de pesquisas em fontes de
(formato, cor e textura das folhas,
informações, incluindo, quando perti- textura e cor do tronco, frutos
nente, imagens, diagramas e gráficos e flores etc.). Elas podem ser

Dawidson França
ou tabelas simples, considerando a
situação comunicativa e o tema/as-
úteis à observação da fotografia
sunto do texto. posteriormente escolhida para a
(EF15LP06) Reler e revisar o texto escrita de um pequeno verbete.
produzido com a ajuda do professor
e a colaboração dos colegas, para cor- 3. Descarreguem as fotos das árvores para um computador e salvem em
rigi-lo e aprimorá-lo, fazendo cortes,
uma pasta, com um nome fácil de identificar.
acréscimos, reformulações, correções
de ortografia e pontuação.
4. Com a ajuda de seu professor, pesquisem o nome da árvore que vocês
(EF15LP07) Editar a versão final do
texto, em colaboração com os colegas fotografaram.
e com a ajuda do professor, ilustran-
do, quando for o caso, em suporte 5. Escolha com um colega a foto de uma das árvores que vocês retrataram.
adequado, manual ou digital. Retomem as notas de campo que vocês fizeram sobre essa árvore e
elaborem um pequeno verbete, organizando as informações coletadas.
6. Digitem as informações sobre o verbete no computador em que vocês
descarregaram as imagens. Insiram as imagens selecionadas na mesma
página onde vocês digitaram o texto e ajustem o tamanho delas para
que caibam na mesma página.
4. Professor, se houver lugar próximo onde
as árvores tenham placas indicativas dos
nomes, melhor. Caso não haja, os alunos REVISÃO
podem pesquisar com os moradores do
entorno, com os pais, com botânicos ou 1. Revise com o colega o texto que vocês escreveram, observando se:
por meio de uma busca na internet.
5. Professor, não é esperado dos alunos um
• os adjetivos ajudam a caracterizar as árvores e suas partes;
verbete com o nível de complexidade do • o texto do verbete está claro;
que foi apresentado para leitura. O objetivo
desta atividade é propiciar uma situação real • as informações estão organizadas por tópicos específicos (nome da
de uso do verbete, com a elaboração de um
verbete simples pelos alunos, usando dados
árvore, folhas, tronco, flores, frutos etc.).
coletados em uma breve saída a campo.
2. Façam os ajustes necessários.
3. Mostrem o verbete pronto ao professor e, então, imprimam a página.

50 CINQUENTA

Anotações:

50 CINQUENTA
DIVULGAÇÃO
1. Juntem a produção de vocês à de outras duplas e organizem o catálogo.
2. Elaborem um sumário para o catálogo.
3. Façam uma encadernação e montem um cronograma para que cada
aluno possa levar o catálogo para casa. BNCC
4. Depois que todos levarem o catálogo para casa, vocês podem (EF15LP09) Expressar-se em situa-
ções de intercâmbio oral com clareza,
deixá-lo na biblioteca da escola para que outros alunos o consultem. preocupando-se em ser compreendi-
do pelo interlocutor e usando a pa-
AVALIAÇÃO lavra com tom de voz audível, boa
articulação e ritmo adequado.
Dawidson França

Converse com seus colegas e o professor. (EF35LP02) Selecionar livros da bi-


blioteca e/ou do cantinho de leitura
• Qual foi sua opinião sobre esta produção textual? da sala de aula e/ou disponíveis em
meios digitais para leitura individual,
• O que você aprendeu? justificando a escolha e comparti-
lhando com os colegas sua opinião,
• O que você acredita que ainda pode aprender mais? após a leitura.

• Você usou os conhecimentos deste capítulo para elaborar o verbete?

SUGESTÕES DE LEITURA

Divulgação
TACUS. A criação das criaturas. São Paulo: Edições SM,
2008. 80 p.

Essa enciclopédia divertida não se limita à


descrição das espécies: conta também pequenas
histórias que revelam as qualidades e os defeitos
dos animais.
Divulgação

MELLO, Thiago de; FURTADO, Pollyana.


ABC da Floresta Amazônica. Fortaleza:
Conhecimento Editora, 2008. 40 p.
Esse livro leva você a um passeio pela
Amazônia, para conhecer os costumes e
valores daqueles que habitam o mundo
mágico da floresta.

CINQUENTA E UM 51

CINQUENTA E UM 51
C A PÍ TULO

4 E A FAUNA, COMO FICA?

BNCC PARA LER


A discussão inicial do capítulo favore-
ce o desenvolvimento da hablidade:
(EF15LP09) Expressar-se em situações A palavra fauna significa todo o conjunto de animais que habita numa
de intercâmbio oral com clareza, preo- determinada região. Você imagina de que maneira a fauna e a tecnologia
cupando-se em ser compreendido
pelo interlocutor e usando a palavra
podem estar ligadas? Converse sobre isso com o professor e os colegas.
com tom de voz audível, boa articula- Pense em um animal ameaçado de extinção. Imagine de que maneira
ção e ritmo adequado.
a tecnologia poderia nos ajudar a evitar o desaparecimento dessa espécie.
(EF15LP02) Estabelecer expectativas
em relação ao texto que vai ler (pressu- Discuta isso também com a turma.
posições antecipadoras dos sentidos,
da forma e da função social do texto),
Neste capítulo, você vai saber como a tecnologia está ajudando a
apoiando-se em seus conhecimentos preservar uma espécie animal em extinção: o peixe-boi-marinho. Leia a
prévios sobre as condições de produ- reportagem a seguir:
ção e recepção desse texto, o gêne-
ro, o suporte e o universo temático,
bem como sobre saliências textuais,
recursos gráficos, imagens, dados da
própria obra (índice, prefácio etc.),
confirmando antecipações e inferên-
cias realizadas antes e durante a leitura
de textos, checando a adequação das
hipóteses realizadas.
(EF15LP10) Escutar, com atenção, fa-
las de professores e colegas, formu-
lando perguntas pertinentes ao tema
e solicitando esclarecimentos sempre
que necessário.
(EF03LP18) Ler e compreender, com
autonomia, cartas dirigidas a veículos
da mídia impressa ou digital (cartas de
leitor e de reclamação a jornais, revis-
tas) e notícias, dentre outros gêneros
do campo jornalístico, de acordo com JOCA. Peixes-boi serão monitorados via satélite. Jornal Joca, São Paulo, ed. 97, p. 2, 2a quinzena, jun. 2017.
as convenções do gênero carta e con- Caderno Brasil.
siderando a situação comunicativa e o
tema/assunto do texto. monitorado: controlado por aparelhos.
predador: que mata ou destrói o outro com violência.
interagir: entrar em contato.

52 CINQUENTA E DOIS

Interdisciplinaridade
Aproveite a oportunidade e estabeleça relação com a área de geografia, com base na sua com-
petência 7 da BNCC (p. 318), que trata da ação individual e coletiva para propor ações responsáveis
e sustentáveis sobre as questões socioambientais. Diga aos alunos que os animais aquáticos, em
rios e mares, têm sofrido com a grande quantidade de plásticos, porque eles os confundem com
alimentos e acabam engolindo-os. Isso tem causado a morte de muitos animais. Realize uma roda
de conversa com os alunos e discuta qual seria a melhor maneira de descartar resíduos sólidos. Com
base nas discussões que realizarem, organize com eles uma campanha para descarte adequado do

52 CINQUENTA E DOIS
1. A reportagem trata do monitoramento via satélite que os
peixes-boi-marinhos terão. Responda:
a) Para que os peixes-boi-marinhos serão monitorados?
Para que os pesquisadores possam acompanhar esses animais, que são
muito poucos na região e correm o risco de extinção.

b) Como o monitoramento dos peixes-boi pode ajudar na preservação


deste animal?
BNCC
Com o monitoramento, os pesquisadores saberão onde eles estão,
Atividades 1 a 3:
como se alimentam, como se relacionam e se podem se reproduzir. Favorecem o desenvolvimento da
habilidade:
(EF15LP03) Localizar informações
2. O texto da reportagem apresenta duas características dos peixes-boi-marinhos explícitas em textos.
e de água doce.
a) Quais são essas características?
Eles são enormes e muito mansos.

b) Você já conhecia o peixe-boi-marinho?

Fabio Colombini
Sim. Não.
Resposta pessoal.
c) Você imaginaria, vendo a foto da
reportagem, que eles têm essas
características que o texto apresenta?

Sim. Não.
Resposta pessoal.
3. Responda: Peixe-boi-da-amazônia.
a) De acordo com o texto da reportagem, quais são os riscos à saúde ou
mesmo à vida dos peixes-boi?
Eles são machucados por pessoas que tentam afugentá-los, são
atropelados por barcos e ficam presos em redes de pesca.

b) Quais desses riscos são provocados pelos humanos?


Todos.

CINQUENTA E TRÊS 53

lixo produzido na escola e em casa. Anotações:


Para mais informações sobre o assunto, acesse
os links: <https://www.ecycle.com.br/component/
content/article/35-atitude/1144-plastico-nos-ma-
res-causa-asfixia-de-tubaroes-e-prejudica-outros-
-animais-marinhos.html> (acesso em: 1 dez. 2017);
<https://marsemfim.com.br/plastico-o-inimigo-nu-
mero-1-da-humanidade/> (acesso em: 1 dez. 2017).

CINQUENTA E TRÊS 53
c) Você acredita que os seres humanos colocam a vida dos animais em
Professor, converse com os alunos sobre os risco intencionalmente? Por quê?
efeitos da desinformação sobre os peixes-boi
e o que isso implica para esses animais. Per- Resposta pessoal.
gunte como a situação poderia ser diferente,
se as pessoas soubessem mais sobre o animal
e sobre sua docilidade e interatividade com o
d) Em sua opinião, de que maneira esses riscos poderiam ser evitados?
homem, assim como os malefícios das redes de
pesca para muitas espécies marinhas. Pergunte
Resposta pessoal. Espera-se que os alunos indiquem ações como conhecer
se eles conhecem outro animal marinho que os hábitos do animal para evitar ações que os coloquem em risco, além de
seja vítima de redes de pesca (exemplo: tartaru-
ga marinha). Ajude-os a perceber que, mesmo as pessoas tomarem medidas de proteção e cuidado para com as espécies.
involuntariamente, as ações humanas podem 4. Releia o trecho a seguir:
ser prejudiciais aos seres vivos.
c. Espera-se que os alunos reconheçam que
muitas vezes as pessoas não têm intenção
de expor os animais a riscos de vida ou de
“Alguns terão o equipamento de rádio e GPS preso na cauda, que
maus-tratos. enviará informações para o satélite e para a central de monitoramento.
Com isso, vamos saber em que áreas os animais estão, como se
alimentam, se eles se relacionam”, conta João Borges, veterinário da
Fundação Mamíferos Aquáticos (FMA).

4. a. Professor, caso os alunos não identi-


fiquem o trecho como fala de alguém, • Converse com seus colegas e o professor.
releia o trecho da reportagem com eles e
avance para a parte “conta João Borges”, a) Uma parte deste trecho está

Mauricio Simonetti/Pulsar Imagens


ajudando-os a perceber que a pessoa
mencionada está contando essa parte.
entre aspas (“ ”). Por que
d. Professor, para ajudar a construir o
esses sinais foram usados
sentido da menção à profissão de quem nesse trecho? Porque nele se
é citado no texto, pergunte aos alunos se registra a fala de alguém.
eles confiariam nessa informação, caso ela b) Que palavra, nesse trecho,
fosse dada por alguém que não fosse um
profissional envolvido com a área e com a
indica isso?
instituição que cuida dos animais. Ajude-os
Conta.
a perceber que a explicação de quem João c) Quem falou o trecho entre aspas?
Borges é dá credibilidade à informação pre- O veterinário João Borges.
sente no texto. d) Por que a reportagem
É importante para o leitor saber o que informa a profissão do
João Borges faz, pois sua profissão o au-
toriza a falar sobre o fato.
falante, nesse trecho?
5. a. Professor, certifique-se de que todos Filhote de peixe-boi sendo amamentado.
os alunos identificaram o boxe final como 5. Releia a reportagem e responda:
parte da reportagem.
a) Além das informações sobre o monitoramento do peixe-boi, a reportagem
apresenta informações sobre o animal protegido. Em que parte do texto
ela faz isso?
Em um boxe informativo.
BNCC
Atividades 4 a 6: 54 CINQUENTA E QUATRO
(EF03LP07) Identificar a função na
leitura e usar na escrita ponto final,
ponto de interrogação, ponto de ex-
clamação e, em diálogos (discurso
direto), dois-pontos e travessão. Anotações:
(EF35LP16) Identificar e reproduzir,
em notícias, manchetes, lides e corpo
de notícias simples para público in-
fantil e cartas de reclamação (revista
infantil), digitais ou impressos, a for-
matação e diagramação específica
de cada um desses gêneros, inclusive
em suas versões orais.

54 CINQUENTA E QUATRO
b) Qual das partes da reportagem você leu primeiro? Por quê?
Resposta pessoal.
Professor, valorize a diversidade do
percurso de leitura dos alunos, dei-
xando claro que textos que apresen-
tam boxes e textos verbais permitem
6. Onde a reportagem foi publicada? Para quem ela foi escrita? que os leitores escolham por onde
No jornal Joca. Ela foi escrita para crianças, porque este é um jornal começar a leitura, sem prejuízo da
compreensão.
específico para elas. Em textos compostos por boxes e in-
formações adicionais, imagens etc.,
em geral podemos escolher o que
ler primeiro (imagens, quadros e bo-
xes ou textos verbais), sem que isso
NOSSA LÍNGUA comprometa a compreensão do tex-
to. Cada leitor tem a sua preferência
por ler uma ou outra parte primeiro.

1. Observe estas imagens e as legendas que as acompanham:

BESO GULASHVILI/Reuters/Latinstock
MARK RALSTON/AFP/Getty Images

Professor, é importante recuperar sempre a


fonte dos textos, identificando autoria, meio
e tipo de publicação etc. Assim mostramos
que, ao citar um texto, é necessário indicar
suas referências.

Cães brincam em lago congelado Hipopótamo que fugiu de zoológico na


na China. Geórgia é capturado após ser atingido por
um tranquilizante neste domingo.
a) Nas legendas das imagens, aparecem palavras escritas com a letra g.
Copie essas palavras: BNCC

Lago, congelado, fugiu, zoológico, Geórgia, atingido, domingo. Nesta seção, vão ser estudadas pala-
vras com g e j, com o mesmo som e
grafia. Essa ocorrência ortográfica é
irregular, por isso o seu estudo está
em consonância com a habilidade:
b) Em quais dessas palavras a letra g tem som de j? (EF35LP12) Recorrer ao dicionário
Congelado, fugiu, zoológico, Geórgia, atingido. para esclarecer dúvida sobre a escrita
de palavras, especialmente no caso
de palavras com relações irregulares
fonema-grafema.

c) Quais são as letras que aparecem logo após a letra g nessas palavras?
As letras e e i.

CINQUENTA E CINCO 55

CINQUENTA E CINCO 55
2. Leia estas duas listas de palavras. Na primeira, elas são escritas com
j + vogal e, na segunda, com g + vogal:

LISTA 1 LISTA 2
janela gelo
jato gesto
jeito gemer
BNCC joelho giro
Atividades 2 e 3:
jorge girafa
(EF35LP13) Memorizar a grafia de
palavras de uso frequente nas quais
as relações fonema-grafema são a) Nas palavras listadas, o som das letras g e j é igual ou diferente?
irregulares e com h inicial que não
representa fonema. O som é igual.

b) Que vogais vêm depois de g?


As vogais e e i.

c) Podemos concluir que:

Diante das letras e e i , a letra g tem som igual

ao da letra j.
3. Agora leia as seguintes palavras:

lago domingo fuga guri

a) O som da letra g, nessas palavras, é o mesmo das palavras zoológico


e gelo?

Sim. X Não.

b) Que vogais vêm depois da letra g nessas palavras?


As vogais a, o, u.

c) Podemos concluir:
Quando depois da letra g vêm as letras a , o e u ,
o seu som é igual ao da letra g na palavra gato.

56 CINQUENTA E SEIS

Prática pedagógica
Quando se trata de atividades de ortografia, compreende-se não souberem a grafia. Por isso, é relevante o uso de jogos e
que há relação grafofonêmica (grafema e fonema) de quatro brincadeiras para memorização e apropriação da grafia dessas
tipos: regulares, regulares contextuais, regulares morfológico- palavras. Como sugestão, o professor pode realizar jogo de
-gramaticais e irregulares. Para as regulares, há um conjun- forca, diagrama, cruzadinha, stop, entre outras. Por exemplo,
to de regras que podem ser construídas e apropriadas pelos o professor coloca dentro de um saquinho muitas palavras que
alunos. No caso das irregulares, g e j seguidos das vogais e/i, tenham g e j (com o mesmo som) e organiza a sala em dois
dependem da memorização e do uso do dicionário, quando grupos. Um aluno por grupo sorteia a palavra e precisa correr e

56 CINQUENTA E SEIS
4. Veja alguns animais da fauna brasileira e seus nomes:

Rostislav Stefanek/Shutterstock
BNCC

Fabio Colombini
Atividades 4 a 6:
(EF03LP01) Ler e escrever palavras
com correspondências regulares con-
textuais entre grafemas e fonemas – c/
qu; g/gu; r/rr; s/ss; o (e não u) e e (e não
i) em sílaba átona em final de palavra –
e com marcas de nasalidade (til, m, n).

Enguia. Tié-sangue.

a) Separe as sílabas das palavras que nomeiam esses animais e circule a


sílaba em que aparece a letra g:
enguia en - gui - a

tié-sangue ti-é-san- gue

b) Que letras formam cada sílaba que você circulou?


As letras g, u, i / g, u, e.

c) Nessas sílabas, todas as letras são pronunciadas? Explique.


Não. A letra u não é pronunciada.

5. Leia as palavras a seguir e assinale com um x aquelas em que a letra u,


depois da letra g, não é pronunciada:

X guitarra X mangue

guloso agulha

angu X guia

X guinada X ninguém

CINQUENTA E SETE 57

escrevê-la na lousa, com a ajuda dos colegas do grupo. Anotações:


Se a palavra estiver escrita corretamente, ganham um
ponto. Se não estiver, perdem, e o outro grupo que
pontua. Para saber mais sobre o assunto, sugerimos a
leitura do artigo: “A norma ortográfica do português:
o que é? para que serve? como está organizada?”, de
Artur Gomes de Morais (2007). Disponível em: <http://
www.serdigital.com.br/gerenciador/clientes/ceel/
arquivos/25.pdf>. Acesso em: 1 dez. 2017.

CINQUENTA E SETE 57
6. Podemos concluir:

Professor, explique aos alunos que gue gui


a letra u, em alguns poucos casos, é Quando está nas sílabas ou ,a
pronunciada quando está entre as le-
tras e e i, como no caso de aguenta
letra u não é pronunciada.
e sagui, mas que, em geral, nessas
circunstâncias, não é pronunciada.
7. Complete as frases a seguir com a palavra certa:

a) O menino se machucou no recreio e do machucado saiu


muito sangue .

sangue sange

b) O bebê que nasceu se chama Guilherme .


BNCC
(EF03LP01) Ler e escrever palavras
com correspondências regulares Gilherme Guilherme
contextuais entre grafemas e fone-
mas – c/qu; g/gu; r/rr; s/ss; o (e não
u) e e (e não i) em sílaba átona em Ninguém
final de palavra – e com marcas de c) fez café!
nasalidade (til, m, n).
(EF03LP10) Reconhecer prefixos e
sufixos produtivos na formação de Ninguém Ningém
palavras derivadas de substantivos,
de adjetivos e de verbos, utilizan-
do-os para compreender palavras e
para formar novas palavras. 8. Algumas palavras são formadas a partir da existência de outras. Por
exemplo, a palavra joalheria, que significa “a loja onde se vendem joias”,
vem da palavra joia. A palavra padaria, que significa “o lugar onde se
vende pão”, vem da palavra pão. Leia as palavras abaixo e escreva outras
que vêm de cada uma delas:

gelo – geleira, geladeira, gelado

joelho – joelheira, joelhada

Jorge – Jorjão, Jorginho

gemer – gemido, gemedeira

58 CINQUENTA E OITO

Anotações:

58 CINQUENTA E OITO
PARA LER
BNCC
Na reportagem do jornal Joca, você conheceu um trabalho de monitoramento Retome com os alunos o que foi
do peixe-boi, como forma de prevenir a sua extinção. Viu também que existem discutido na reportagem. Peça que
peixes-boi-marinhos e peixes-boi de água doce, o peixe-boi-da-amazônia. realizem a leitura silenciosa do texto.
Depois, faça a leitura compartilha-
Conheça um pouco mais sobre esse grande e inofensivo animal marinho em da para verificar se ficou alguma
lacuna de compreensão. Essa orien-
extinção, lendo o texto expositivo a seguir. tação está em consonância com a
habilidade:

PROJETO PEIXE-BOI (EF03LP24) Ler/ouvir e compreender,


com autonomia, relatos de observa-
ITAMARACÁ, PE ções e de pesquisas em fontes de
informações, considerando a situa-
ção comunicativa e o tema/assunto
do texto.

Andre Seale/Pulsar Imagens

Você sabia que o peixe-boi marinho é um mamífero que pode ter até
4 metros e meio, e pesar de 400 a 600 quilos? Pois é, estas entre muitas
outras informações você pode receber no Projeto Peixe-boi, em Itamaracá,
Pernambuco. O Projeto Peixe-boi foi criado em 1980 para avaliar a situação
em que se encontrava o peixe-boi marinho no litoral brasileiro.
Chegou-se à conclusão de que a espécie encontra-se em extinção pela caça
de natureza predatória realizada pelos pescadores: utilizavam-se de arpões,
principalmente, mas também havia outros artifícios, como colocar tampões de

CINQUENTA E NOVE 59

CINQUENTA E NOVE 59
madeira nas narinas do animal quando este subia à tona para respirar; dessa
forma pretendia-se não prejudicar nem sua pele nem sua carne. Tudo no peixe-boi
era aproveitado: os ossos como material artesanal, a pele para confeccionar
carteiras, cintos, sapatos e cordas, enquanto a carne servia para degustação.
Na costa brasileira temos em torno de 400 a 500 unidades e o ideal, para
contornar o perigo de extinção, é, pelo menos, o dobro desse número!
Mas qual a importância do peixe-boi para o ecossistema?
Para quem não sabe, o peixe-boi marinho limpa os manguezais e controla a
biodiversidade marinha. O que significa isso?
Trocando em miúdos, os peixes-bois não só evitam que algas se acumulem
num único local da costa como também impedem que estas alcancem as
superfícies litorâneas e dificultem a vida marinha nesses locais. Alguns elementos
provenientes de suas fezes também são importantes para a reprodução de
determinadas formas de vida nos mares, pois são alimento de muitas larvas de
pequenos peixes, os quais servem como base da dieta de outros animais maiores
e, estes, por seu turno, também podem servir ao consumo humano.
No projeto de Itamaracá, atualmente, existem dezenove peixes-bois, em
cativeiro, a serem novamente reintegrados ao seu habitat natural, e mais dez
que se encontram já domesticados, ou seja, foram criados em aquários e não
sobreviveriam fora deles.
Ao atravessarem a ponte, rumo a Ilha de Itamaracá, lembrem-se de visitar o
Projeto Peixe-boi para acompanhar de perto um trabalho de grande relevância
ambiental, conduzido pelo IBAMA, com apoio da PETROBRAS e de outras
entidades criadas para este fim específico. O projeto fica instalado próximo ao
Forte Orange.
LINS, Marcos André Carvalho. Projeto Peixe-boi.
Disponível em: <http://www.overmundo.com.br/guia/projeto-peixe-boi>.
Acesso em: 20 out. 2017.

predatório: que traz prejuízo.


artifício: maneira de fazer algo.
degustação: experimentação de alguma comida.
ecossistema: sistema que reúne os seres vivos, o meio ambiente e as relações entre eles.
biodiversidade: diversidade de vida (animal e vegetal).
proveniente: originário de um determinado lugar.
reintegrado: integrado novamente, recolocado em algum lugar.
habitat: ambiente natural em que nasce ou vive um animal ou uma planta.

60 SESSENTA

Anotações:

60 SESSENTA
1. O texto que você leu é um texto expositivo. Quem o escreveu?
Marcos André Carvalho Lins. 2. Professor, converse com os alunos sobre
outros projetos de preservação animal
que eles conheçam. Verifique se algum
2. Quem parece ser o público leitor desse texto? Como é possível saber isso? desses projetos é desenvolvido na sua
região e proponha à turma um estudo
Interessados em animais, em animais em extinção e em preservação da situação do animal, planta ou bioma
preservado pelo projeto, valorizando
de animais, biólogos, professores de Ciências. ações de preservação da fauna e da flora.
3. Professor, os textos expositivos reúnem e
3. Converse com seus colegas e o professor: que tipo de informações expõem informações sobre um tema, um
fato, um ser específico. Em geral, descre-
aparecem nos textos expositivos? vem e enumeram características, articulam
dados de pesquisa, de localização do fe-
4. Para que servem os textos expositivos? nômeno apresentado etc. É provável que
os alunos, para responder a esta questão,
Como o nome diz, servem para expor informações sobre algo. indiquem informações específicas deste
texto, relacionadas a características do
animal, seus modos de vida, sua relação
com os humanos e com outros animais
do local onde vive, situação da espécie no
5. Marque as características do texto expositivo que você leu: ecossistema etc. Caso essas informações
não apareçam, tome a faixa verde inferior
X Explica quem é o peixe-boi. da reportagem como parâmetro, para se-
lecionar as informações do segundo texto
e expandir as respostas para os textos ex-
positivos em geral. Incentive a participação
Conta uma lenda sobre o peixe-boi. dos alunos. Mais adiante há outra questão
em que eles poderão confirmar os aspectos
Apresenta informações científicas sobre apresentados aqui.
X 4. Professor, informe aos alunos que os tex-
o animal.
tos expositivos, geralmente, são escritos
por pessoas da área à qual se refere o
Usa linguagem científica em algumas
X assunto tratado.
partes do texto.

Ele é escrito em versos, que mostram a


percepção do autor sobre o peixe-boi. Dawidson França

Apresenta rimas. BNCC


Atividades 1 a 5:
Em alguns momentos, pode usar linguagem Favorecem o desenvolvimento da
X
descontraída para brincar com o leitor. habilidade:
(EF15LP01) Identificar a função
social de textos que circulam em
X Incentiva a visita ao projeto de defesa e preservação do animal. campos da vida social dos quais
participa cotidianamente (a casa, a
rua, a comunidade, a escola) e nas
X Explica a importância do animal para o ecossistema. mídias impressa, de massa e digi-
tal, reconhecendo para que foram
produzidos, onde circulam, quem
SESSENTA E UM 61 os produziu e a quem se destinam.

SESSENTA E UM 61
6. Releia o texto.
a) Ao mudar de assunto, o autor:

BNCC X
continua escrevendo na mesma linha. muda de linha.
Atividades 6 e 7:
(EF35LP09) Organizar o texto em
unidades de sentido, dividindo-o em
parágrafos segundo as normas gráficas
e de acordo com as características do FIQUE SABENDO
gênero textual.
(EF35LP04) Inferir informações implí- Parágrafo
citas nos textos lidos. Cada bloco tratando de diferentes aspectos de um mesmo assunto
chama-se parágrafo. Os parágrafos sempre começam em uma nova
linha e com letra maiúscula.

b) Volte ao texto e numere os parágrafos. Quantos parágrafos ele tem?


Oito.

Professor, o objetivo desta questão


é possibilitar que os alunos identifi-
c) Com que palavra começa o segundo parágrafo do texto? Com que
quem o início e o fim de um parágra- palavra ele termina?
fo. Proponha o mesmo exercício nos
demais parágrafos.
Começa com chegou-se e termina com degustação.

7. No texto expositivo que você leu, aparecem algumas perguntas. Veja:

Você sabia que o peixe-boi marinho é um mamífero que pode ter


até 4 metros e meio, e pesar de 400 a 600 quilos?
Mas qual a importância do peixe-boi para o ecossistema?
O que significa isso?

Ao colocar essas perguntas no texto, o autor:


quer saber se o leitor sabe a resposta.

quer antecipar curiosidades que

sergiius/Shutterstock
X o leitor vai desenvolvendo,
enquanto lê o texto.
quer verificar se o leitor
Ilha de Itamaracá (PE), local onde está
compreendeu o que leu. sediado o Projeto Peixe-boi.

62 SESSENTA E DOIS

Anotações:

62 SESSENTA E DOIS
8. Converse com os colegas e o professor:
Eles são responsáveis por evitar que algas
a) De acordo com o texto expositivo que você leu, a que conclusão o se acumulem em um único local da costa
Projeto Peixe-boi chegou sobre a situação desses animais? e cheguem à superfície, porque isso difi-
O Projeto chegou à conclusão de que esses animais estão em extinção. cultaria a vida marinha nesses locais. Suas
fezes são alimento para animais menores,
b) Qual é a importância dos peixes-boi para o ecossistema?
que servem de alimento para peixes, que
são consumidos pelo homem.
c) O que está levando a espécie ao desaparecimento?
A pesca predatória.
9. O texto da reportagem considera que o único predador do peixe-boi é o
homem. Releia o segundo parágrafo do texto expositivo e grife o trecho
que mostra o homem como predador do peixe-boi.

10. Compare os dois textos que você leu neste capítulo.


a) Que informações da faixa verde ao final da reportagem aparecem Professor, pode ser que os alunos apresen-
também no texto expositivo? tem respostas mais detalhadas. Avalie-as
com a turma, verificando sua pertinência
As informações comuns são o peso e o comprimento do animal, à questão.

a conservação da espécie e a população.

b) Que informações do texto expositivo complementam as apresentadas


na reportagem?
As informações complementares são referentes à Espera-se que os alunos reconheçam que
o autor pretende explicar algo que ele re-
gistrou antes de um modo mais complexo.
importância do peixe-boi para o ecossistema.

11. Releia o trecho abaixo e observe a parte destacada:

Trocando em miúdos, os peixes-boi não só evitam que algas se


BNCC
acumulem num único local da costa como também impedem que estas
Atividades 8 a 11:
alcancem as superfícies litorâneas e dificultem a vida marinha nesses locais.
(EF15LP03) Localizar informações
explícitas em textos.
(EF35LP05) Inferir o sentido de pa-
a) Converse com os colegas e o professor sobre o significado dessa expressão. lavras ou expressões desconhecidas
em textos, com base no contexto da
b) Quais das expressões a seguir poderiam aparecer no lugar dela? frase ou do texto.
(EF15LP09) Expressar-se em situa-
X X ções de intercâmbio oral com clareza,
Esclarecendo... Explicando melhor...
preocupando-se em ser compreendi-
do pelo interlocutor e usando a pa-
lavra com tom de voz audível, boa
X Dizendo em outras palavras... articulação e ritmo adequado.
(EF15LP10) Escutar, com atenção,
falas de professores e colegas, for-
SESSENTA E TRÊS 63 mulando perguntas pertinentes ao
tema e solicitando esclarecimentos
sempre que necessário.

SESSENTA E TRÊS 63
NOSSA LÍNGUA

Quando falamos de animais, às vezes, precisamos indicar se são machos ou


fêmeas. Para alguns deles, há nomes bem diferentes para o macho e para a fêmea.
Vamos ver isso!

1. Escreva a palavra que indica a fêmea dos seguintes animais:

1 2 3 4

1 Nixx Photography/Shutterstock; 2 Andrew Paul Deer/Shutterstock;


3 FABRIZIO CONTE/Shutterstock; 4 Palê Zuppani/Pulsar Imagens;

cão leão tigre bode

cadela leoa tigresa cabra

Há também nomes de animais que necessitam que informemos se estamos


falando do macho ou da fêmea, caso o próprio texto não dê pistas sobre isso.
Vejamos alguns exemplos:

a cobra-macho – a cobra-fêmea

o jacaré-macho – o jacaré-fêmea

a onça-macho – a onça-fêmea

a foca-macho – a foca-fêmea

Nesse caso, as palavras macho e fêmea especificam o sexo do animal.


Porém, isso só é acrescentado se for uma informação importante para a
compreensão do texto.

64 SESSENTA E QUATRO

Anotações:

64 SESSENTA E QUATRO
Há ainda nomes de animais para os quais a mudança de uma única letra
já muda o gênero da palavra – masculino ou feminino – e com isso o sexo do
animal também fica marcado: macho ou fêmea. Vamos ver!

gato – gata coelho – coelha

cachorro – cachorra cabrito – cabrita

elefante – elefanta

Mas lembre-se: na nossa língua, as palavras podem ser do gênero masculino


ou feminino, mesmo que não tenham sexo. Por exemplo, a palavra Mesa é
feminina e a palavra carro é masculina. As palavras que as acompanham e as
caracterizam também seguem o gênero masculino ou feminino, combinando
com elas. Por exemplo:

A casa amarela pegou fogo e ficou destruída.

O carro amarelo pegou fogo e ficou destruído.

Na maioria dos casos, as palavras do gênero feminino terminam em a


(casa, planta, beleza etc.) e as do gênero masculino terminam em o (carro,
rio, orgulho etc.).

2. Analise a importância de indicar o sexo do animal em cada lacuna e


complete o texto a seguir com as palavras que estão entre parênteses:

a) – Menino! Não entre nesse galpão, porque pode ter cobra aí.
Uma vez, fui procurar umas coisas que não usava mais em casa e
encontrei uma cobra-fêmea com seus ovos, bem aí onde você
Professor, ajude o aluno a analisar
está. Ela se sentiu ameaçada por eu me aproximar dos ovos e quase me em qual das duas situações é neces-
sário dizer se a cobra é macho ou
picou. (cobra / cobra-fêmea) fêmea.

SESSENTA E CINCO 65

SESSENTA E CINCO 65
b) Dentre os jacarés , quem constrói o ninho são
os jacarés-fêmeas . (jacarés / jacarés-fêmeas)

c) O peixe-boi-fêmea começa a se reproduzir a partir dos


6 anos de idade. O peixe-boi é um animal que
só se alimenta de plantas. (peixe-boi / peixe-boi-fêmea)

Como vimos, nas palavras em que identificamos o gênero (masculino ou


feminino) de alguma forma, mesmo aquelas que se referem a seres que não
têm sexo (carro, orgulho, beleza etc.), precisamos colocar no mesmo gênero
todas as demais palavras que se articulam com ela. Isso vale também para os
nomes de seres que têm sexo – macho e fêmea –, como os nomes dos animais.
Observe o exemplo:

O lobo belo – A loba bela

3. Complete os espaços com uma das palavras dos parênteses:

a) Todos tinham medo do leão, que parecia ser muito bravo .


(bravo / brava)

b) Ninguém dormia enquanto a cobra não fosse encontrada. .


(encontrada / encontrado)

c) A cadela estava fraca porque não se alimentava


há muitos dias. (fraco / fraca)

Professor, a atividade pode ser rea- PRODUÇÃO DE TEXTO


lizada em duplas ou trios e pode ser
interdisciplinar com conteúdos de
Ciências e de Geografia, pois envol-
ve animais, seus hábitats e modos No segundo texto deste capítulo, você leu um texto expositivo sobre o
de vida. peixe-boi. Nele você viu que cada parágrafo trata de um aspecto diferente
desse animal.

66 SESSENTA E SEIS

Anotações:

66 SESSENTA E SEIS
Agora é sua vez de pesquisar sobre um animal de seu interesse e elaborar
um texto expositivo sobre ele.
Para isso, siga as orientações.
BNCC
PLANEJAMENTO Acompanhe os alunos em todas as
etapas de produção. Essa atividade
relaciona-se com as habilidades:
1. Escolha um animal sobre o (EF15LP05) Planejar, com a ajuda do
qual você tenha curiosidade ou professor, o texto que será produzido,
já conheça bastante e queira considerando a situação comunicati-
va, os interlocutores (quem escreve/
apresentar a seus colegas. para quem escreve); a finalidade ou
o propósito (escrever para quê); a cir-
2. Leia as informações que devem culação (onde o texto vai circular); o
constar em sua pesquisa e suporte (qual é o portador do texto);
acrescente outras que você a linguagem, organização e forma do
texto e seu tema, pesquisando em
considerar importantes: meios impressos ou digitais, sempre
que for preciso, informações necessá-
• Nome popular do animal. rias à produção do texto, organizan-
do em tópicos os dados e as fontes
• Nome científico do animal. pesquisadas.
(EF03LP25) Planejar e produzir textos
• Onde vive. para apresentar resultados de obser-

Dawidson França
vações e de pesquisas em fontes de
• De que se alimenta (alimentação). informações, incluindo, quando perti-
nente, imagens, diagramas e gráficos
• Características físicas. ou tabelas simples, considerando a
situação comunicativa e o tema/as-
sunto do texto.
• Está em extinção? Por quê?
(EF35LP17) Buscar e selecionar, com
• Algum projeto apoia a preservação do animal? o apoio do professor, informações de
interesse sobre fenômenos sociais e
naturais, em textos que circulam em
• (algo que você meios impressos ou digitais.
queira acrescentar).

3. Faça uma lista das fontes de pesquisa nas quais poderá obter informações
sobre o animal escolhido.

4. Selecione as fontes impressas ou digitais.

DESENVOLVIMENTO Professor, em caso de uso da internet para


fins de pesquisa, selecione sites confiáveis de
pesquisa para crianças e visite-os, certifican-
1. No planejamento, você viu algumas informações relevantes para a
do-se de que eles não direcionam o usuário
pesquisa e a possibilidade de acrescentar outras. Releia-as para saber para conteúdos impróprios, e supervisione a
exatamente o que vai procurar em sua pesquisa. navegação dos alunos.

SESSENTA E SETE 67

SESSENTA E SETE 67
2. É importante que você use mais de uma fonte de pesquisa para
complementar as informações.
3. Se puder escrever no material impresso utilizado, use um lápis ou caneta
BNCC marca-texto para demarcar as informações que procura. Com o lápis,
(EF35LP09) Organizar o texto em
você pode grifar de leve as informações e apagar depois de utilizar a
unidades de sentido, dividindo-o em
parágrafos segundo as normas gráfi- fonte. Com a caneta marca-texto, você pode iluminar as informações
cas e de acordo com as características que busca.
do gênero textual.
(EF03LP26) Identificar e reproduzir, 4. Registre as informações no quadro a seguir:
em relatórios de observação e pes-
quisa, a formatação e diagramação
específica desses gêneros (passos ou
listas de itens, tabelas, ilustrações, grá-
Animal
ficos, resumo dos resultados), inclusive
em suas versões orais.

Nome científico

Lugar onde vive

Tipo de alimentação

Encontra-se em extinção?
Em caso afirmativo, por quê?

Projeto que apoia sua


preservação

Outras informações

68 SESSENTA E OITO

Anotações:

68 SESSENTA E OITO
5. Ao finalizar a pesquisa sobre o animal
escolhido, elabore um texto, reunindo
as informações que você selecionou.
Professor, ajude os alunos a relacio-
As duas primeiras informações devem narem informações próximas e que
ser o nome popular do animal e seu podem compor um mesmo parágrafo,

Dawidson França
nome científico, que podem ocupar para evitar que o texto tenha vários
parágrafos de uma ou duas linhas. Por
o mesmo parágrafo. Depois, verifique exemplo: o risco de extinção, os moti-
quais outras informações você acha vos do risco e a existência ou não de
interessante colocar em seguida. Veja também se no mesmo parágrafo um projeto que proteja o animal podem
compor o mesmo parágrafo. Do mesmo
pode haver mais uma ou duas informações que estejam relacionadas a modo, as informações adicionais que os
ela. E assim por diante, até incluir todas as informações no seu texto. alunos acrescentarem podem se juntar
a outra informação relacionada para
6. Escolha uma imagem do animal pesquisado e reproduza-a por meio de compor um único parágrafo. É impor-
desenho, fotografia, cópia, recorte, impressão etc. para ilustrar o seu texto. tante que os alunos tomem decisões do
que agrupar e argumentem sobre seus
REVISÃO agrupamentos.

1. Releia o seu texto e observe se:


• as informações planejadas estão presentes;
• a sequência em que elas são apresentadas está clara e não gera
confusão para o leitor;
• a escrita está correta; Professor, é importante que os alunos
• o texto está organizado em parágrafos, contendo assuntos ou blocos vejam o tamanho da folha previamente à
primeira versão do texto, para que tenham
de assuntos; ideia do espaço disponível.
• os parágrafos começam com letra maiúscula;
• a pontuação está correta.
2. Faça as alterações necessárias e, na folha que seu professor distribuir,
transcreva o texto corrigido e coloque a imagem que escolheu.

DIVULGAÇÃO BNCC
Acompanhe a revisão dos alunos e
1. Seus colegas devem estar bem curiosos para verifique se estão seguindo todos os
aprender sobre o animal que você pesquisou, critérios para a adequação do texto.
Essa atividade favorece o desenvolvi-
assim como você deve estar curioso para saber
mento da habilidade:
sobre os animais que eles pesquisaram. Então, (EF15LP06) Reler e revisar o texto
para compartilharem as pesquisas, elaborem produzido com a ajuda do professor
juntos uma coletânea sobre animais. Ela pode e a colaboração dos colegas, para cor-
rigi-lo e aprimorá-lo, fazendo cortes,
ficar na sala de aula para consulta e, a cada
acréscimos, reformulações, correções
Dawidson França

dia, ser levada para casa por um aluno, para de ortografia e pontuação.
que a família também conheça as informações Divulgação:
sobre esses animais. (EF15LP07) Editar a versão final do
texto, em colaboração com os colegas
SESSENTA E NOVE 69 e com a ajuda do professor, ilustran-
do, quando for o caso, em suporte
adequado, manual ou digital.
(EF15LP09) Expressar-se em situações
de intercâmbio oral com clareza, preo-
cupando-se em ser compreendido
pelo interlocutor e usando a palavra
com tom de voz audível, boa articu-
lação e ritmo adequado.
(EF15LP10) Escutar, com atenção, fa-
las de professores e colegas, formu-
lando perguntas pertinentes ao tema
e solicitando esclarecimentos sempre
que necessário.

SESSENTA E NOVE 69
2. Não se esqueçam de escolher um critério para ordenar as pesquisas.
Vocês podem colocar em ordem alfabética ou agrupá-los por classes
(aves, mamíferos, répteis, peixes etc.).
Professor, proponha aos alunos que 3. Numerem as páginas e façam um sumário e uma capa para a coletânea.
criem um nome para essa coletânea.

AVALIAÇÃO
Converse com seus colegas e o professor: Respostas pessoais.
1. O que você aprendeu sobre o animal que pesquisou?
2. O que você aprendeu sobre reportagens e texto expositivo?
3. Você acredita que esses conhecimentos são importantes para você?
Por quê?

BNCC PARA LER


(EF15LP02) Estabelecer expectativas
em relação ao texto que vai ler (pressu-
posições antecipadoras dos sentidos, Você leu, neste capítulo, uma reportagem publicada no Jornal Joca, intitulada
da forma e da função social do texto),
apoiando-se em seus conhecimentos Peixes-boi são monitorados via satélite. Além de notícias e reportagens, os jornais e
prévios sobre as condições de produ- revistas impressos ou on-line têm espaço para a publicação das cartas de seus leitores e
ção e recepção desse texto, o gêne- comentários, com elogios, reclamações ou críticas relacionadas às matérias publicadas.
ro, o suporte e o universo temático,
bem como sobre saliências textuais, 1. Você já leu cartas de leitores em jornais e revistas? Comente.
recursos gráficos, imagens, dados da
própria obra (índice, prefácio etc.), 2. Alguma vez você teve vontade de fazer alguma sugestão para revista ou
confirmando antecipações e inferên- jornal, impresso ou em vídeo, sobre algum assunto? Comente.
cias realizadas antes e durante a leitura
de textos, checando a adequação das 3. Em sua opinião, qual é a importância de o leitor falar para o jornal ou
hipóteses realizadas. revista impresso/on-line expressar sua opinião?
Respostas pessoais.
Leia, a seguir, uma carta de leitor, enviada por alunos de uma escola em
Pernambuco.

Prezada editora,
Nós gostamos muito da matéria “Adoção de animais será incentivada
por estabelecimentos em São Paulo”, publicada na edição 118. Achamos
essa lei de incentivo à adoção interessante, pois sabemos que esses
abandonos ocorrem em todo o território brasileiro. Essa lei precisa ser
Professor, leia a matéria a que se implantada em todos os estados, no intuito de diminuir os abandonos e
refere a carta do leitor. Ela pode
ser encontrada no seguinte link: incentivar as pessoas a adotar bichinhos.
<https://jornaljoca.com.br/portal/ 4o ano U da ETI Prof. Rubem de Lima Barros (PE)
wp - content /uploads / 2018 /08 /
Joca118.pdf>, p. 2. Acesso em 25
JORNAL JOCA, Edição 134, de 29/07/2019 a 12/08/2019. Disponível:
set. 2019. Para ter acesso ao jornal, <https://jornaljoca.com.br/portal/carta-dos-leitores-edicao-134/>. Acesso em 25 set. 2019.
verifique as regras para cadastro.

70 SETENTA

Pensando sobre a BNCC


Neste capítulo, por meio das leituras de reportagem e texto expositivo foram mobili-
zados conhecimentos sobre o peixe-boi que têm relação com a habilidade requerida do
componente de Ciências: “(EF03CI04) Identificar características sobre o modo de vida
(o que comem, como se reproduzem, como se deslocam etc.) dos animais mais comuns
no ambiente próximo”. E também com a competência 1, que aborda a valorização do
conhecimento historicamente produzido como instrumento para a construção de uma
sociedade solidária. Dessa forma, ao desenvolverem essa competência e habilidade, os

70 SETENTA
4. A conversa entre você, o professor e os colegas, antes da leitura do texto,
serviu para:

X X BNCC
dar opinião sobre o assunto. relatar experiências.
Atividade 4:
(EF15LP13) Identificar finalidades da
informar algo já conhecido. solicitar informações. interação oral em diferentes contextos
comunicativos (solicitar informações,
5. Converse com os seus colegas: apresentar opiniões, informar, relatar
experiências etc.).
a) Quem é o destinatário da carta? Atividades 5 a 9:
(EF15LP03) Localizar informações ex-
A editora do Jornal Joca. plícitas em textos.
(EF03LP17) Identificar e reproduzir, em
b) Quem é o remetente? gêneros epistolares e diários, a forma-
tação própria desses textos (relatos de
Alunos do 4o ano U da ETI Prof. Rubem de Lima Barros (PE) acontecimentos, expressão de vivên-
cias, emoções, opiniões ou críticas) e a
c) Do que se tratava a carta dos leitores? diagramação específica dos textos des-
ses gêneros (data, saudação, corpo do
Eles apresentaram sua opinião sobre uma matéria publicada no Jornal Joca, texto, despedida, assinatura).

edição 118, sobre lei de incentivo à adoção de animais em São Paulo.

d) Onde foi publicada?


A carta dos leitores foi publicada na edição 134 do Jornal Joca.

e) Houve elogio ou crítica à matéria publicada no jornal?


Houve elogio à matéria do jornal: “Nós gostamos muito da matéria”.

Remetente é quem envia a carta. Destinatário é para quem a carta


é enviada.

6. A saudação feita a destinatária é?

X formal. informal.

7. Qual é a opinião dos remetentes sobre a lei de incentivo à adoção de animais,


tratada na matéria do jornal? Explique-a.
Os remetentes consideraram a lei muito interessante, porque há abandono de

animais em todo território brasileiro.

SETENTA E UM 71

alunos podem aprender a observar e explorar o meio ambiente com curiosidade, de modo que se
percebam como seres integrantes, dependentes, transformadores e, acima de tudo, que tenham
atitudes de conservação e sejam solidários a todas as espécies do planeta.
Para isso, sugerimos alguns sites para o trabalho com os alunos:
Conhecendo os animais do planeta. Disponível em: <http://www.szb.org.br/ZoosAquariosdaSZB.
html>. Acesso em: 05 jul. 2018.
Saúde animal. Disponível em: <http://www.saudeanimal.com.br>. Acesso em: 1 dez. 2017.
Eco kids. Disponível em: <http://www.uol.com.br/ecokids>. Acesso em: 1 dez. 2017.

SETENTA E UM 71
8. Na opinião dos remetentes o que deveria ser feito para resolver o problema
de abandono de animais?
BNCC Segundo os remetentes, a lei tratada na matéria precisaria ser implantada em
Atividade 10: todos os estados, no intuito de diminuir os abandonos e incentivar as pessoas
(EF03LP23) Analisar o uso de adjetivos
em cartas dirigidas a veículos da mídia a adotar bichinhos.
impressa ou digital (cartas do leitor ou de
reclamação a jornais ou revistas), digitais Para expressar opinião, usamos palavras que indicam características
ou impressas.
positivas e negativas.
Planejamento:
(EF15LP05) Planejar, com a ajuda do professor,
o texto que será produzido, considerando a 9. Qual palavra foi usada para expressar a opinião sobre a lei de incentivo à adoção?
situação comunicativa, os interlocutores (quem
escreve/para quem escreve); a finalidade ou
A palavra usada para expressar opinião foi “interessante”.
o propósito (escrever para quê); a circulação
(onde o texto vai circular); o suporte (qual é o 10. Essa palavra expressa característica:
portador do texto); a linguagem, organização
e forma do texto e seu tema, pesquisando em X positiva. negativa.
meios impressos ou digitais, sempre que for
preciso, informações necessárias à produção
do texto, organizando em tópicos os dados e
as fontes pesquisadas.
(EF03LP20) Produzir cartas dirigidas a veí-
culos da mídia impressa ou digital (cartas do
PRODUÇÃO DE TEXTO
leitor ou de reclamação a jornais ou revistas),
dentre outros gêneros do campo político-ci-
dadão, com opiniões e críticas, de acordo Você e seus professores vão escrever uma carta de leitor coletiva para editoria
com as convenções do gênero carta e consi-
de um jornal ou revista impressos ou on-line sobre alguma notícia ou reportagem
derando a situação comunicativa e o tema/
assunto do texto. que vão selecionar e ler. Combine com seu professor um momento para a escolha
e a leitura da matéria jornalística.
A carta de leitores coletiva vai ser enviada para a editoria do jornal ou revista,
com a ajuda de seu professor.
PLANEJAMENTO
1. Professor, realize, caso seja possível, essa 1. Com o professor e os colegas, leiam notícias e reportagens, voltadas ao
atividade em sala de informática, para
acessar sites como Jornal Joca e Folhinha. público infantil, e selecionem uma matéria para produzir a carta.
Caso não seja possível, selecione algumas 2. Façam uma lista de críticas, sugestões e elogios que queiram expressar
notícias e reportagem impressas recentes na carta e as justificativas.
que sejam adequadas à faixa etária, para
que possam ser lidas, escolhidas e anali- 3. Decidam, coletivamente, o que vai ser apresentado como opinião coletiva
sadas pelos alunos. e as palavras que serão usadas, para enfatizá-la.
3. Professor, caso considere pertinente, faça 4. Conversem sobre o modo como vão se referir ao editor do jornal ou revista,
uma lista de adjetivos que possam ser usa- compreendendo que se trata de um texto formal.
dos pelos alunos para caracterizar a matéria
jornalística ou o fato apresentado. 5. Pensem como vão se despedir e como o grupo vai se identificar na carta
do leitor.

72 SETENTA E DOIS

Anotações:

72 SETENTA E DOIS
6. Peça ao professor para ajudá-los a pesquisar o e-mail para envio da
carta do leitor. BNCC
DESENVOLVIMENTO Desenvolvimento:
(EF15LP09) Expressar-se em situações
1. Comecem a redigir a carta, sendo a professora a escriba ou escolhendo de intercâmbio oral com clareza, preo-
um colega para a função. cupando-se em ser compreendido
2. Considerem todas as escolhas realizadas, coletivamente, durante o pelo interlocutor e usando a palavra
com tom de voz audível, boa articu-
planejamento, especialmente as críticas, sugestões ou elogios escolhidos lação e ritmo adequado.
e suas justificativas. (EF15LP10) Escutar, com atenção,
3. Identifiquem a matéria analisada pela turma e a data de publicação ou o falas de professores e colegas, for-
número da edição na carta. mulando perguntas pertinentes ao
tema e solicitando esclarecimentos
4. Lembrem-se de se identificarem ao final da carta do leitor. sempre que necessário.
REVISÃO COLETIVA Revisão coletiva:

1. Releiam a carta de leitor e verifiquem se há os itens planejados. (EF15LP06) Reler e revisar o texto
produzido com a ajuda do professor
2. Observem se as ideias estão claras para quem vai ler. e a colaboração dos colegas, para cor-
3. Verifiquem se as palavras estão escritas com todas as letras. Em caso de rigi-lo e aprimorá-lo, fazendo cortes,
duvida, consultem o dicionário. acréscimos, reformulações, correções
de ortografia e pontuação.
4. Observem se a pontuação está correta.
Divulgação:
DIVULGAÇÃO (EF15LP07) Editar a versão final do
texto, em colaboração com os colegas
1. Após a revisão da carta, decidam quem vai digitá-la no computador. e com a ajuda do professor, ilustrando,
2. Peça ajuda ao professor para verificar se não há erro de digitação e para quando for o caso, em suporte ade-
enviar para o e-mail do jornal ou revista da matéria lida. quado, manual ou digital.
(EF15LP08) Utilizar software, inclu-
AVALIAÇÃO sive programas de edição de tex-
to, para editar e publicar os textos
Converse com os seus colegas: produzidos, explorando os recursos
1. O que você aprendeu ao ler uma carta do leitor? multissemióticos disponíveis.
2. Como foi a experiência de escrever uma carta?
3. O que você aprendeu com essa experiência?

SUGESTÃO DE LEITURA
Divulgação

VAL, Vera do. Histórias de bichos brasileiros. São Paulo:


Martins Fontes, 2010. 72 p.
A bicharada toda fala e ri, faz confusão e travessuras, sente
inveja e alegria... até parece gente! Vale a pena conhecer
este livro, com histórias recontadas do folclore brasileiro.

SETENTA E TRÊS 73

SETENTA E TRÊS 73
2 POR DENTRO DA

UNIDADE
CULTURA POPULAR
Professor, nesta unidade, os alu-
nos irão explorar a cultura popular:
É dia de festa! Alegria, música, diversão!
em cartazes de festas, em receitas Quem não gosta disso tudo? Aproveite
típicas, na literatura de cordel, nos para conhecer um pouco da cultura
ditados populares e em regras de
popular que estudará nesta unidade!
jogos. Aproveite esta oportunidade
para trabalhar com as festas locais,
as comidas típicas de sua região, o
artesanato, o folclore e tudo o mais
que julgar adequado nesta temática.
É importante promover a participa-
ção ativa deles na investigação e na
valorização da cultura popular.

74 SETENTA E QUATRO

Objetivos de unidade
A unidade integra o desenvolvimento de competências ge-  Orientar na aprendizagem de diversas formas de
rais e específicas, e habilidades de Português e Arte da BNCC, manifestar a arte e a cultura;
especificados ao longo de seus temas/assuntos: manifestações  Apoiar na apropriação de seu papel como agentes de
artísticas e culturais, observando os seguintes objetivos: cultural por meio da compreensão de sua cultura local
 Apoiar os alunos para conhecer e valorizar o patrimônio em relação à global;
cultural, material e imaterial de culturas diversas,  Convidar a apreciar leitura de textos literários de
favorecendo a construção de vocabulário e repertório; tradição popular, acerca do tema da unidade.

74 SETENTA E QUATRO
1. Que festa está representada aqui?
O que você observa na cena?

2. Você já foi a uma festa como


essa? Conte aos colegas como foi.

SETENTA E CINCO 75

Pensando sobre a BNCC


As atividades, ao longo da unidade, exploram as habilidades a partir da observação de elementos linguísticos e das imagens
dos eixos da oralidade e leitura, propiciando não somente a constituintes dos textos.
interação verbal entre os alunos, permitindo que se expressem
de modo espontâneo, respeitando a expressão oral dos colegas
e os combinados feitos com o(a) professor(a), como também
facilitando a construção de competências leitoras e estratégias
de leitura de textos verbo-visuais, como inferir e fazer deduções

SETENTA E CINCO 75
C A PÍ TULO

Professor, oriente os alunos a se ex-


pressarem com clareza, elencando todas
5 VAMOS PARA UMA FESTA?
as informações solicitadas na questão.
Oriente-os também a ouvir os colegas
com atenção e solicitar a fala por meio de
um gesto combinado previamente, para
que não interrompam quem está falando.
Incentive o relato dos alunos e valorize
a diversidade de festas populares e suas PARA LER
variações pelo país. Caso o Carnaval seja
citado, evidencie que ele é bem diferente
em cada região do Brasil. Para começar este capítulo, converse com seus colegas e o professor.
As festas populares são eventos festivos
diversos, com a participação do povo. Elas 1. Dizem que o brasileiro é um povo festeiro. Você concorda? Por quê?
mostram e festejam as tradições locais e re-
2. Você sabe o que são festas populares?
gionais; os rituais ou figuras religiosas por
meio da culinária, da música, das danças e 3. Já participou de alguma festa popular? Conte aos seus colegas onde ela
das roupas típicas. No Brasil, elas ocorrem
de Norte a Sul e de Leste a Oeste, ao longo
aconteceu e como foi.
do ano todo. 4. Você saberia dizer por que essas festas são chamadas de populares?
As imagens a seguir mostram algumas festas populares brasileiras. Relacione
cada imagem ao nome da comemoração.

Professor, explore as imagens com os


A C

CP DC Press/Shutterstock

The Asahi Shimbun via


Getty Images
alunos, destacando elementos que ca-
racterizam essas festividades.

BNCC
Essa atividade permite explorar os
B D
Rubens Chaves/Pulsar Imagens

Ana Druzian/Fotoarena
conhecimentos prévios dos alunos
e os estimula a fazer inferências ba-
seadas em seus sentidos pessoais e
levantamento de hipótese, e contem-
pla a habilidade:
(EF15LP02) Estabelecer expectativas
em relação ao texto que vai ler (pres-
suposições antecipadoras dos senti-
dos, da forma e da função social do
texto), apoiando-se em seus conhe- Festa junina em Campina Festa da uva (RS), 2012.
cimentos prévios sobre as condições
de produção e recepção desse texto,
Grande (PB), 2015.
o gênero, o suporte e o universo te-
mático, bem como sobre saliências
Carnaval no Rio de Janeiro Festa do boi em Parintins
textuais, recursos gráficos, imagens, (RJ), 2016. (AM), 2014.
dados da própria obra (índice, prefá-
cio etc.), confirmando antecipações 76 SETENTA E SEIS
e inferências realizadas antes e du-
rante a leitura de textos, checando a
adequação das hipóteses realizadas.
(EF15LP09) Expressar-se em situa-
ções de intercâmbio oral com clareza, Anotações:
preocupando-se em ser compreendi-
do pelo interlocutor e usando a pa-
lavra com tom de voz audível, boa
articulação e ritmo adequado.
(EF15LP10) Escutar, com atenção,
falas de professores e colegas, for-
mulando perguntas pertinentes ao
tema e solicitando esclarecimentos
sempre que necessário.

76 SETENTA E SEIS
Retome a conversa com seus colegas e o professor.
• Você já leu um cartaz de anúncio de uma festa?
• Que informações ele apresenta?
Leia o anúncio de uma festa popular brasileira.

BNCC
Atividades 1 a 4:
(EF03LP19) Identificar e discutir o
propósito do uso de recursos de
persuasão (cores, imagens, escolha
de palavras, jogo de palavras, tama-
nho de letras) em textos publicitários
e de propaganda, como elementos
de convencimento.
(EF15LP09) Expressar-se em situa-
ções de intercâmbio oral com clareza,
preocupando-se em ser compreendi-
do pelo interlocutor e usando a pa-
lavra com tom de voz audível, boa
articulação e ritmo adequado.
(EF15LP10) Escutar, com atenção,
falas de professores e colegas, for-
mulando perguntas pertinentes ao
tema e solicitando esclarecimentos
sempre que necessário.
(EF15LP03) Localizar informações
explícitas em textos.
CAMPO FORMOSO. 20 anos de Arraiá de Freguesia. Anúncio de festa junina.
CARTAZ DA CIDADE, 25 abr. 2016. Disponível em:
<http://cartazdacidade.com.br/noticias/5571,s-o-jo-o-de-campo-formoso-est-pr-ximo-de-ser-anunciado.html>.
Acesso em: 29 out. 2017.

1. Analise o cartaz com um colega. Depois, registrem juntos as respostas em


uma folha de papel e apresentem-nas para os colegas e o professor:
Trata de uma festa junina. É possível saber
a) O que o anúncio está divulgando? por vários elementos: as imagens de sanfo-
Um grande arraial. na, bandeirinhas e balões, a palavra arraiá,
b) De que festa popular o anúncio trata? Como é possível saber? a referência a Santo Antônio, um dos santos
homenageados nas festas juninas.
c) Como é o nome da festa?
Arraiá da Freguesia.
SETENTA E SETE 77

SETENTA E SETE 77
d) O que se pode observar quanto a:

Dawidson França
1. Professor, questione os alunos so-
bre o motivo de haver pouco texto • quantidade de texto verbal no anúncio;
no anúncio. Ajude-os a perceber
que este é um gênero lido por tran- • distribuição dos textos no cartaz do anúncio;
seuntes e, por isso, precisa comu-
nicar algo de maneira rápida, daí a • cores do anúncio;
importância de textos curtos e letras
grandes. • informações.
Espera-se que os alunos perce-
bam que há pouco texto verbal
2. Responda:
no anúncio. a) Em que cidade ocorrerá a festa?
2. Explore os motivos da escolha dos
posicionamentos, bem como do Ocorrerá em Campo Formoso.
tamanho das letras de cada infor-
mação, ajudando os alunos a per- b) A festa já tem data marcada? O que indica isso?
ceberem que a informação mais
relevante fica centralizada, pois é Não. O anúncio registra “Aguardem...”, indicando que a festa vai acontecer,
ela que atrairá (ou não) o leitor para
as demais informações. mas ainda não tem data marcada.
Espera-se que os alunos observem
que no centro está a informação c) É possível saber em que época do ano a festa acontecerá? Por quê?
mais importante (o nome da festa)
e, em volta, os detalhes sobre a Sim, porque o nome da festa e as imagens indicam os festejos do mês de junho.
festa.
3. Espera-se que os alunos percebam que 3. Este trecho do anúncio – “O maior Santo Antônio da Região!” – quer
o anúncio usa muitas cores, como for-
ma de atrair a atenção do leitor e de
dizer que:
mostrar a alegria do festejo.
4. Espera-se que os alunos percebam X será a maior festa de Santo Antônio da região de Campo Formoso.
que há somente informações es-
senciais, como nome da festa, sua
dimensão e a cidade onde ocorrerá.
haverá a maior estátua de Santo Antônio da região de Campo Formoso.

4. Ao deslocarem essa expressão no anúncio, seus autores querem:

mostrar que conseguem fazer a maior festa da região.


Professor, incentive os alunos a fa-
larem sobre os festejos juninos de
sua região, mencionando o tipo de X convencer o público a participar da festa e prestigiá-la.
música, de decoração, de dança, de
vestimentas, de brincadeiras e atra-
ções e de comidas típicas. Converse informar que a festa ocupa o maior espaço de festas da região e, por
sobre as origens da quadrilha – a dan- isso, é a maior festa.
ça típica da festa junina, vinda com os
portugueses, mas original da França, 5. Essa festa é celebrada em sua região? O que há em comum com a festa do
onde se realizava com quartetos de
dois casais, daí o nome quadrilha.
anúncio? Troque ideias com os colegas e o professor.
Resposta pessoal.
78 SETENTA E OITO

Interdisciplinaridade
Neste capítulo, ao discutir as festas populares, é possível Essa atividade favorece o desenvolvimento da habilidade
estabelecer um diálogo entre a Língua Portuguesa e Arte, no de Artes: (EF15AR03): “Reconhecer e analisar a influência de
que diz respeito às matrizes estéticas das artes visuais. Como distintas matrizes estéticas e culturais das artes visuais nas ma-
sugestão, pode ser encenada uma performance da história do nifestações artísticas das culturas locais, regionais e nacionais”
Bumba meu boi em sala de aula. Esta pode ser consultada no
link: <http://bumba-meu-boi.info/a-lenda.html>, acesso em: 3
dez. 2017.

78 SETENTA E OITO
NOSSA LÍNGUA
BNCC
As atividades propostas nesta seção
se inserem na habilidade:
1. Leia as frases a seguir para responder às questões. (EF35LP13) Memorizar a grafia de
palavras de uso frequente nas quais
as relações fonema-grafema são
I. Muitas festas brasileiras, que antes eram realizadas na rua, hoje são irregulares e com h inicial que não
representa fonema.
celebradas em lugares fechados.
Espera-se que os alunos percebam,
II. Os grupos artísticos mostram a cultura brasileira com habilidade em específico, as mudanças de sons
e de significado que a posição da
nos festejos. letra h nas palavras implica.
III. Os indígenas que habitam o Brasil são lembrados em algumas das
festas populares.

a) O que as palavras destacadas apresentam em comum?


Todas começam com a letra h.

b) No início de uma palavra, a letra h representa algum som? Professor, é importante destacar
que, em muitos casos, o h não é pro-
No início de uma palavra, a letra h não representa nenhum som. nunciado, mas há uma série de casos
de estrangeirismos e aportuguesa-
mentos em que isso ocorre, como
é o caso de: hamster, handebol,
hóquei. Esclareça aos alunos que a
2. Cada uma destas duplas ou grupos de palavras são formados por palavras palavra hoje é iniciada pela letra h,
da mesma origem: mas as palavras ontem e amanhã
não são. Leve os alunos a pronun-
ciar outras palavras iniciadas com h
habitar – habitante (hora, hospital, homem, hortelã),
fazendo-os perceber que o h inicial
hábil – habilidade não representa som.

haver – há – havia – houve


homem – humano – humanidade

• Leia as palavras dos quadros a seguir. Em seguida, escreva duas palavras


que tenham a mesma origem de cada uma delas.

hospedaria
hóspede
hospedagem

SETENTA E NOVE 79

Anotações:

SETENTA E NOVE 79
hotelaria
hotel
hoteleiro

humorado
humor
humorístico

horticultura
horta
Professor, ajude os alunos a
descobrirem que podemos usar o hortaliça
dicionário também para consulta
da grafia de uma palavra, mesmo
que conheçamos o seu significado.
Oriente-os sobre como localizar homenagear
cada palavra, questionando em que homenagem
letra ele deve procurar, o que deve homenageado
observar após a primeira letra e
como chegar mais rápido à palavra
que procura. Peça que utilizem o
dicionário em outras situações que
3. Na lista abaixo, todas as palavras estão iniciadas com a letra h, mas nem
demandem seu uso. todas estão escritas corretamente. Marque apenas as que estão:

X humano X humanidade

hum huniverso

X humanitário X hóspede
BNCC
Atividade 3:
húmido X higiene
(EF35LP12) Recorrer ao dicionário
para esclarecer dúvida sobre a escrita
de palavras, especialmente no caso
de palavras com relações irregulares hontem hamanhã
fonema-grafema.
(EF35LP13) Memorizar a grafia de
palavras de uso frequente nas quais X horário X helicóptero
as relações fonema-grafema são
irregulares e com h inicial que não
representa fonema.
• Em uma folha de papel, escreva três frases usando algumas das palavras
que você marcou. Depois, pendure sua folha no mural de sala.

80 OITENTA

Anotações:

80 OITENTA
4. Agora vamos relembrar o uso da letra h em outras posições na palavra.
Você já sabe que, ao juntar-se a l, c e n, a letra h altera o som dessas letras.
Veja no quadro a seguir:

vela – velha
BNCC
camada – chamada
(EF03LP03) Ler e escrever corretamente
palavras com os dígrafos lh, nh, ch.
sono – sonho

• Converse com seus colegas e o professor: o que mudou nas palavras do


quadro após a entrada da letra h?
Mudaram o som das letras l, c e n e o significado das palavras.
5. Complete o quadro abaixo, colocando h nas palavras da primeira coluna ou
retirando o h das palavras da segunda coluna, formando, assim, novas palavras.
Dica: A letra h só pode entrar junto de c, l e n.

coluna 1 coluna 2

cá chá

lama lhama

cama chama

manca mancha

bico bicho

cala calha

mala malha
Dawidson França

fala falha

tina tinha

OITENTA E UM 81

OITENTA E UM 81
6. Observe os desenhos e escreva os nomes dos objetos representados.
Dica: Todos têm a letra h em alguma posição.

Ilustrações: FERNANDA RINZLER


fui
BNCC Mãe, bola na
r
(EF35LP13) Memorizar a grafia de jopga dro
do Pe oras
palavras de uso frequente nas quais ca sa 6 h
às
as relações fonema-grafema são Volto e.
irregulares e com h inicial que não
rd
da ta
Paulo
representa fonema.
(EF35LP12) Recorrer ao dicioná-
rio para esclarecer dúvida sobre a
escrita de palavras, especialmente
no caso de palavras com relações amarelinha cacho bilhete
irregulares fonema-grafema.
ELEMENTOS NÃO PROPORCIONAIS ENTRE SI.

cachorro hipopótamo minhoca

horta telhado agulha

82 OITENTA E DOIS

Prática pedagógica
Estimule os alunos a observarem os detalhes das imagens como a das lutas, questionando: “em que situação é comum
presentes no anúncio da seção Para ler, como a expressão facial vermos duas pessoas frente a frente, com as faces próximas, e
dos bois, a disposição das cabeças, frente a frente, por exemplo. expressão de braveza?”, “que pessoas são essas?”, “por que
Pergunte, chamando a atenção deles para os efeitos de sentido elas fazem isso?”.
evocados pelas imagens: “os animais parecem tranquilos ou
bravos?”, “por que eles estão se encarando dessa forma?”; es-
tabeleça relações intertextuais com outras situações discursivas,

82 OITENTA E DOIS
PARA LER
BNCC
Agora você vai ler outro anúncio, sobre uma festa popular muito conhecida Com esta atividade, o professor pro-
na Região Norte do país, em que dois grupos se apresentam e disputam a piciará condições para que os alunos
vitória entre si. Você já sabe que festa é essa? desenvolvam estratégias de leitura
autônoma, por meio de um texto
verbo-visual, atendendo às habili-
dades da BNCC.
(EF15LP02) Estabelecer expectativas
em relação ao texto que vai ler (pres-
suposições antecipadoras dos senti-
dos, da forma e da função social do
texto), apoiando-se em seus conhe-
cimentos prévios sobre as condições
de produção e recepção desse texto,
o gênero, o suporte e o universo te-
mático, bem como sobre saliências
textuais, recursos gráficos, imagens,
dados da própria obra (índice, prefá-
cio etc.), confirmando antecipações
e inferências realizadas antes e du-
rante a leitura de textos, checando a
adequação das hipóteses realizadas.
(EF35LP04) Inferir informações im-
plícitas nos textos lidos.
(EF03LP19) Identificar e discutir o
propósito do uso de recursos de
persuasão (cores, imagens, escolha
de palavras, jogo de palavras, tama-
nho de letras) em textos publicitários
e de propaganda, como elementos
PARINTINS. Festival Folclórico de Parintins 2017. Cartaz.
de convencimento.
Espera-se que os alunos possam
1. Responda: perceber as semelhanças entre o
cartaz e as poses que os lutadores
a) Quem parece ser o homenageado dessa festa? Como você soube disso? fazem para as fotos antes das lutas,
e identifiquem o sentido de confronto
O homenageado parece ser o boi, porque é a única figura retratada no cartaz. e competição que ambas as situações
suscitam. As inferências a partir dos
b) Onde acontece essa festa? elementos gráfico-visuais do anúncio
também devem ser estimuladas; o
Em Parintins, uma ilha a 420 quilômetros de Manaus, na Região Norte professor pode, por exemplo, solicitar
aos alunos que observem o cartaz e
do Brasil. identifiquem que outros recursos
passam a ideia de rivalidade entre
os grupos representados pelos bois,
c) O que a posição dos dois bois parece mostrar sobre eles? como a divisão de cores, demarcando
Parece mostrar que eles são rivais. o espaço de cada boi.

OITENTA E TRÊS 83

Anotações:

OITENTA E TRÊS 83
d) Por que o anúncio está dividido metade em vermelho e metade em azul?
Porque são as cores dos dois grupos folclóricos que disputam entre si.
Professor, aqui é provável que
esta resposta precise que você
intervenha comentando sobre os
dois grupos que competem ano a e) Que outros símbolos são associados a cada boi?
ano: o azul, cor do Boi Caprichoso, e
o vermelho, cor do Boi Garantido. Se Corações e o boi branco são associados ao grupo vermelho. Estrelas e o
julgar pertinente, peça que os alunos
leiam o boxe Fique sabendo, que boi preto são associados ao grupo azul.
traz informações sobre o Festival e a
rivalidade dos grupos.

FIQUE SABENDO
Festival Folclórico de Parintins
O primeiro Festival Folclórico de Parintins oficial e ainda sem o caráter
de competição aconteceu em 1964, na cidade de mesmo nome, no estado
do Amazonas. Até hoje se mantêm as duas torcidas originais: a do Boi
Garantido, marcado pela cor vermelha, e a do Boi Caprichoso, pela cor
azul, cuja rivalidade aumenta ano após ano.
Essa festa acontece atualmente no último final de semana de junho,
durante três noites, no Bumbódromo (Centro Cultural e Esportivo
Amazonino Mendes), uma arena que reproduz o formato de uma
cabeça de boi, e que chega a reunir 35 mil pessoas.
O enredo das apresentações versa sobre a história de Catrina, que,
grávida, tem o desejo de comer língua de boi. Seu marido, Francisco,
mata o boi favorito do patrão,
que, ao descobrir o que

Bruno Zanardo/Fotoarena
aconteceu, ameaça matar
o empregado. Um padre e
um pajé são chamados para
acalmar a fúriado patrão e
tentar reavivar o bicho, o que
termina por acontecer. Francisco
e Catrina são perdoados e tem
início uma grande festa.
Festival Folclórico de Parintins.

84 OITENTA E QUATRO

Prática pedagógica
Na mediação da interação entre os alunos, o professor (a) pode estimular a turma a contar sobre
o que sabem a respeito do festival de Parintins, indagando se já viram alguma reportagem sobre
isso ou se já assistiram a alguma apresentação pela TV, na época das festas juninas. Sugerimos que
outros suportes textuais sejam apresentados para a classe conhecer melhor o conteúdo temático
do cartaz, como vídeos com trechos do festival no bumbódromo e das torcidas em festa, facilmente
encontrados na internet. Nesse momento, o professor pode abrir espaço para a apreciação estética
do evento, a fim de valorizar a diversidade das manifestações culturais brasileiras.

84 OITENTA E QUATRO
NOSSA LÍNGUA

Você já conhece os alfabetos maiúsculo e minúsculo em letras chamadas de


imprensa. Vamos retomar o alfabeto em letra cursiva?

Aa Bb Cc Dd Ee Ff Gg Hh Ii

Jj Kk Ll Mm Nn Oo Pp Qq Rr

Ss Tt Uu Vv Ww Xx Yy Zz

Aa Bb Cc Dd Ee Ff Gg Hh Ii

Jj Kk Ll Mm Nn Oo Pp Qq Rr

Ss Tt Uu Vv Ww Xx Yy Zz
Professor, faça o traçado de cada
letra manuscrita, destacando onde
1. Escreva em letra cursiva o nome da festa popular mais comum na sua região. começa e onde termina, para que os
alunos as observem.
Resposta pessoal.

2. Nos bilhetes abaixo, marque aquele que foi escrito em letra cursiva:

BNCC
CIDA, Professora, Filha,
(EF02LP07) Escrever palavras, frases,
Márcia não poderá Chego mais cedo textos curtos nas formas imprensa
e cursiva.
FOMOS AO CINEMA. fazer a aula de hoje, então, me
BEIJO. Educação Física hoje, espere para jantar.
pois torceu o tornozelo. Beijo,
ALINE E MATEUS Obrigada. Mamãe
Maria da Graça

OITENTA E CINCO 85

Pensando sobre a BNCC


Nesta seção, a título de revisão, as atividades retomam os conhecimentos que os alunos já têm
sobre o sistema alfabético, a fim de consolidar e aprofundar habilidades como: recitar o alfabeto
na ordem das letras e escrever palavras, frases, textos curtos nas formas imprensa e cursiva.

OITENTA E CINCO 85
Produção de texto
PRODUÇÃO DE TEXTO
Professor, forme grupos de modo que seja
contemplada pelo menos uma festa popular
de cada região do país. Neste capítulo, você vai fazer duas produções de texto relacionadas. A
Este é o mote para discutir com os alunos a primeira delas é um cartaz publicitário, para divulgar uma festa popular que
função da pesquisa. Faça perguntas como ocorre na sua região ou em outra do país. Vocês postarão a versão digital
“o que você faz quando precisa saber sobre
na internet, em redes sociais ou blog da escola, e a versão impressa será
algo que não conhece?”, direcionando os
alunos para a reflexão sobre as diferentes publicada no mural da escola. Depois que todos os grupos apresentarem seus
formas de investigação. Aceite respostas cartazes e você conhecer um pouco mais de cada festa, vocês vão participar
como “pergunto aos meus pais ou membros de uma enquete para saber de qual das festas vocês mais gostaram.
da família”, “procuro em livros, revistas e
enciclopédias”, ”faço uma busca na internet”. Para que você possa elaborar um cartaz sobre uma festa popular, você
Valorize as diferentes fontes de informação. precisa conhecer essa festa, certo? Converse com seus colegas e o professor e
Planejamento veja o que você pode fazer para conhecer mais sobre uma festa que acontece
1. Professor, esclareça aos alunos que este
cartaz não é um anúncio da festa, mas um
em uma região, que pode não ser a região onde você vive. O professor vai
cartaz informativo sobre as diferentes festas dividir a turma em grupos.
populares do Brasil. Sendo assim, as infor-
Para produzir esse cartaz, você e seus colegas de grupo necessitam de
mações que ele deve conter são diferentes
das de um cartaz de anúncio. Sugestões de informações diversas sobre a festa que vão descrever. E, para isso, vão precisar
informações: nome da festa, onde aconte- pesquisar e organizar algumas informações.
ce, em que época do ano, o que simboliza,
como é celebrada (brincadeira, dança, corri-
da, desfile etc.), comidas típicas associadas, PARTE 1 - O CARTAZ
gêneros musicais específicos, personagem
homenageado, entre outras informações. PLANEJAMENTO
4. Em caso de consulta na internet, apresente os
endereços de pesquisa para os alunos como 1. Definam coletivamente as informações que serão pesquisadas,
forma de garantir que eles estarão em sites refletindo sobre o que é importante informar em um cartaz sobre
seguros e de credibilidade. Os sites oficiais uma festa popular.
dos eventos e os governamentais costumam
trazer informações culturais úteis. Fique 2. Com seu grupo, escolha a região e a festa popular sobre a qual vão pesquisar.
atento para que os alunos não acessem
conteúdos impróprios. Você pode, também, 3. Façam uma lista das fontes de pesquisa que vão utilizar. Se forem usar
pré-selecionar vídeos disponíveis na internet materiais impressos, sigam este roteiro:
e apresentá-los à turma, para que os alunos
os tomem como fonte de pesquisa sobre • Visitem a biblioteca da escola e identifiquem a localização das possíveis
algumas das festas populares.
fontes de pesquisa.
• Selecionem as fontes que apresentam as informações que vocês procuram.
• Façam uma leitura rápida, observando o título e os subtítulos de
BNCC cada publicação.
(EF03LP21) Produzir anúncios publicitá-
rios, textos de campanhas de conscien- • Façam uma nova seleção do que é mais importante para sua pesquisa.
tização destinados ao público infantil,
observando os recursos de persuasão 4. Selecionem ao menos duas fontes de pesquisa.
utilizados nos textos publicitários e de
propaganda (cores, imagens, slogan,
escolha de palavras, jogo de palavras, 86 OITENTA E SEIS
tamanho e tipo de letras, diagramação).
(EF15LP05) Planejar, com a ajuda do
professor, o texto que será produzido,
considerando a situação comunicativa,
os interlocutores (quem escreve/para Anotações:
quem escreve); a finalidade ou o propósito
(escrever para quê); a circulação (onde o
texto vai circular); o suporte (qual é o por-
tador do texto); a linguagem, organização
e forma do texto e seu tema, pesquisando
em meios impressos ou digitais, sempre
que for preciso, informações necessárias
à produção do texto, organizando em
tópicos os dados e as fontes pesquisadas.

86 OITENTA E SEIS
DESENVOLVIMENTO
Professor, se necessário, proponha
1. Com os materiais da pesquisa em mãos, leia cada um deles com seus colegas aos alunos a organização de
de grupo e grifem as informações que vocês listaram no planejamento do texto. um quadro para registro das
informações, como no capítulo
2. Tomem nota das informações encontradas. anterior, mas incentive-os a
3. A partir dos registros de cada componente de seu grupo, planejem o elaborarem o próprio quadro.
Valorize outras formas de registro
cartaz que vão produzir, observando: das informações pesquisadas.
a) que informações ficarão no centro do cartaz;
b) que informações serão escritas com maior destaque;
c) como o destaque será dado: letras maiores, cores, sublinhados etc.;
d) que imagem comporá o cartaz (o que ela deve mostrar sobre a festa);
Professor, ajude cada grupo a definir a
e) que informações ficarão no alto e no rodapé da página. relevância das informações centrais, de acordo
com a festa pesquisada. Oriente os alunos a
4. Criem um slogan que chame atenção para festa, como no primeiro observar o que é mais importante para aquela
cartaz que analisaram “O maior Santo Antônio da região!”. Para chamar festa: a dança, a comida, um personagem etc.
mais atenção, usem palavras com as mesmas letras e sons, rimas ou com
duplo sentido, por exemplo.
5. Façam um esboço do cartaz em uma folha de rascunho, escrevendo o
que ficará em cada posição.
BNCC
REVISÃO Durante a etapa de planejamento de
1. Defina com os colegas quem será o escriba dos textos de cada parte produção de texto, são mobilizadas
e ajude o grupo a revisá-los, observando a escrita das palavras e a as seguintes habilidades:

pontuação e avaliando se os textos estão compreensíveis. (EF03LP21) Produzir anúncios pu-


blicitários, textos de campanhas de
2. Quando as posições das informações estiverem definidas e os textos conscientização destinados ao públi-
revisados, verifiquem quem pode digitar e inserir a imagem na edição co infantil, observando os recursos
de persuasão utilizados nos textos
digital do cartaz. publicitários e de propaganda (cores,
3. Peça ajuda ao professor para editar o cartaz publicitário. imagens, slogan, escolha de palavras,
jogo de palavras, tamanho e tipo de
DIVULGAÇÃO letras, diagramação).
(EF15LP06) Reler e revisar o texto
1. Criem um mural de festas produzido com a ajuda do professor
populares da classe. e a colaboração dos colegas, para cor-
Dawidson França

rigi-lo e aprimorá-lo, fazendo cortes,


2. Peçam ajuda ao seu professor para acréscimos, reformulações, correções
imprimir os cartazes e publiquem no de ortografia e pontuação.
mural. (EF15LP07) Editar a versão final do
texto, em colaboração com os colegas
3. Também peçam ajuda para postar o
e com a ajuda do professor, ilustran-
cartaz publicitário no blog da escola. do, quando for o caso, em suporte
adequado, manual ou digital.
4. Visite o mural e leia os trabalhos de outros grupos. Se houver dúvidas
sobre alguma questão, pergunte ao grupo que elaborou o cartaz.

OITENTA E SETE 87

OITENTA E SETE 87
PARTE 2 – A ENQUETE
Agora que você já conhece várias festas populares, vamos identificar a festa
BNCC popular preferida de sua turma?
As atividades desta seção abordam Como saber qual é a festa que mais pessoas preferem em sua classe? Você
o gênero textual expositivo-informa-
tivo e contemplam as habilidades da já ouviu falar em enquete? Já participou de alguma?
BNCC:
Enquete é uma consulta para saber a opinião de um público sobre alguma
(EF03LP26) Identificar e reproduzir,
em relatórios de observação e pes-
coisa. Geralmente é composta de uma só pergunta. Como esta que o
quisa, a formatação e diagramação Plenarinho – um portal da Câmara dos Deputados para crianças – realizou, para
específica desses gêneros (passos ou saber como melhorar seu site:
listas de itens, tabelas, ilustrações,
gráficos, resumo dos resultados),
inclusive em suas versões orais. O que mais você quer aqui no Plenarinho?
(EF15LP05) Planejar, com a ajuda Jogos
do professor, o texto que será pro- 2 votos
duzido, considerando a situação co-
municativa, os interlocutores (quem
Revistinhas
2 votos
escreve/para quem escreve); a fina-
lidade ou o propósito (escrever para Vídeos
quê); a circulação (onde o texto vai 1 voto
circular); o suporte (qual é o porta-
Textos para pesquisas
dor do texto); a linguagem, organi-
1 voto
zação e forma do texto e seu tema,
pesquisando em meios impressos Concursos
ou digitais, sempre que for preciso,
informações necessárias à produção Total de votos: 6
do texto, organizando em tópicos os 15/03/2017
dados e as fontes pesquisadas.
(EF15LP08) Utilizar software, inclu- Câmara dos Deputados. BRASÍLIA. Enquete: O que você quer mais aqui no Plenarinho?
Plenarinho, 15 mar. 2017. Disponível em:
sive programas de edição de tex-
<https://plenarinho.leg.br/index.php/2017/01/12/o-que-voce-quer-ver-mais-aqui-no-plenarinho/>.
to, para editar e publicar os textos Acesso em: 29 out. 2017.
produzidos, explorando os recursos
multissemióticos disponíveis.
PLANEJAMENTO
1. Reflita sobre a festa popular de que você mais gostou. Você pode pensar
em questões simples sobre isso, como:
• Quais são as características de uma festa popular que agradam a você?
Professor, se for possível, utilize • Qual é o tipo de música? E de dança?
um dos muitos programas de
computador para realização de
• Que figurino você acha mais interessante?
enquetes e proponha que os alunos • Que histórias e lendas você gosta de ver representadas?
a respondam. Será interessante
observar que o resultado da enquete • E sobre a comida típica de uma festa, do que você gosta?
vai sendo gerado à medida que os
alunos vão respondendo. Agora você está pronto para responder à enquete. Seu professor vai
disponibilizá-la para que todos a respondam.

88 OITENTA E OITO

Pensando sobre a BNCC


A concepção de aprendizagem que permeia a BNCC é a de gêneros previstos para outros anos do Ensino Fundamental,
que ela se dá de forma espiralada, num movimento de ir e vir, como é o caso da enquete.
consolidando, aprofundando, integrando e relacionando temas Aqui, esse gênero será instrumento tanto para o trabalho
e objetos do conhecimento. Assim, no eixo escrita, as práticas com aspectos da oralidade quanto da escrita, contemplando,
de produção de textos verbais, verbo-visuais e multimodais, por inclusive, a linguagem multimodal típica dos textos de internet,
conta da dinamicidade das esferas de circulação dos gêneros por exemplo. É importante que o professor faça mediações du-
textuais, permitem que o professor tenha liberdade para abordar rante o processo de produção dos textos, desde o planejamento,

88 OITENTA E OITO
DESENVOLVIMENTO
1. Participe da enquete que você
ajudou a elaborar, respondendo às Professor, você pode perguntar
a cada aluno, ou propor a alguns
perguntas da pesquisa. deles que assumam essa função.
Ou, ainda, pode colocar uma caixa
2. Quantos votos cada festa popular para que cada aluno coloque a sua
recebeu? opção por escrito.
3. Com a ajuda do professor, elabore

Dawidson França
um gráfico do resultado da enquete.
4. Analise o gráfico e veja quais foram
as três festividades mais votadas. BNCC
A produção do gráfico favorece
DIVULGAÇÃO o desenvolvimento da seguinte
habilidade:
• Com a turma toda, dê um título para o gráfico e ajude a colocá-lo no (EF03LP25) Planejar e produzir textos
para apresentar resultados de obser-
mural elaborado após a pesquisa sobre as festas populares brasileiras. vações e de pesquisas em fontes de
informações, incluindo, quando perti-
AVALIAÇÃO nente, imagens, diagramas e gráficos
ou tabelas simples, considerando a
Converse com seus colegas e o professor: situação comunicativa e o tema/as-
sunto do texto.
1. O que você aprendeu sobre festas populares brasileiras? (EF15LP09) Expressar-se em situações
de intercâmbio oral com clareza, preo-
2. O que você aprendeu sobre cartazes de anúncios? cupando-se em ser compreendido
pelo interlocutor e usando a palavra
3. Que conhecimentos você utilizou ao pesquisar sobre as festas?
com tom de voz audível, boa articula-
4. O que aprendeu com sua pesquisa? ção e ritmo adequado.
(EF15LP11) Reconhecer característi-
5. Qual é sua opinião sobre este capítulo? cas da conversação espontânea pre-
sencial, respeitando os turnos de fala,
selecionando e utilizando, durante a
conversação, formas de tratamento
adequadas, de acordo com a situação
Divulgação

SUGESTÃO DE LEITURA e a posição do interlocutor.


(EF35LP02) Selecionar livros da bi-
XAVIER, MARCELO. Festas: o folclore do blioteca e/ou do cantinho de leitura
da sala de aula e/ou disponíveis em
Mestre André. 9. ed. São Paulo: Formato meios digitais para leitura individual,
Editorial, 2012. 32 p. justificando a escolha e comparti-
lhando com os colegas sua opinião,
Vamos conhecer com esse livro as origens e
após a leitura.
características das diferentes festas populares
brasileiras em textos e lindas imagens feitas de
massinha de modelar!

OITENTA E NOVE 89

permitindo que os alunos percebam as especifici- Anotações:


dades dos suportes de circulação dos textos, ou
seja, as características próprias de uma enquete
feita por escrito, no caderno, e uma enquete ela-
borada em meio eletrônico, no computador.

OITENTA E NOVE 89
C A PÍ TULO

BNCC
6 DELÍCIAS DO BRASIL
Nessa atividade de predição de texto
são mobilizadas as habilidades:
(EF15LP02) Estabelecer expectativas
em relação ao texto que vai ler (pressu-
posições antecipadoras dos sentidos,
da forma e da função social do texto),
PARA LER
apoiando-se em seus conhecimentos
prévios sobre as condições de produ-
ção e recepção desse texto, o gêne-
ro, o suporte e o universo temático,
No capítulo 5, você estudou
algumas festas populares brasileiras.

Marcos André/Opção Brasil Imagens


bem como sobre saliências textuais,
recursos gráficos, imagens, dados da Geralmente, as festas populares são
própria obra (índice, prefácio etc.),
confirmando antecipações e inferên-
ricas em músicas, danças e pratos
cias realizadas antes e durante a leitura típicos. Mas você conhece as comidas
de textos, checando a adequação das típicas brasileiras?
hipóteses realizadas.
(EF15LP09) Expressar-se em situações Na cidade ou região onde você
de intercâmbio oral com clareza, preo- vive, existe alguma comida que seja
cupando-se em ser compreendido característica? Que comida é essa?
pelo interlocutor e usando a palavra
com tom de voz audível, boa articu- No texto a seguir, você vai conhecer
lação e ritmo adequado. um pouco da culinária e dos pratos
(EF15LP11) Reconhecer características típicos de algumas regiões do Brasil.
da conversação espontânea presen- Comida mineira no fogão a lenha.
cial, respeitando os turnos de fala,
selecionando e utilizando, durante a
conversação, formas de tratamento
adequadas, de acordo com a situação
e a posição do interlocutor. Comidas típicas brasileiras são prato-cheio para turistas

A gastronomia brasileira é tão mestiça quanto seu povo. Ela se


compõe de heranças indígenas e africanas mescladas à culinária dos
povos colonizadores.
Do pão de queijo mineiro ao churrasco gaúcho, do acarajé baiano
à moqueca capixaba, o Brasil é, literalmente, um prato-cheio àqueles
que desejam desbravar a cultura por meio de seus sabores.
Afinal, comer é também um ato social e a comida revela os hábitos
e a identidade do povo de cada região. Confira a seguir algumas das
iguarias que os turistas podem desfrutar pelo Brasil.

90 NOVENTA

Pensando sobre a BNCC


A competência 4 da BNCC propõe: “Compreender o fenô- como habilidades da BNCC a elas relacionadas. Assim, sugeri-
meno da variação linguística, demonstrando atitude respeitosa mos ao professor que, a partir dos conhecimentos já trazidos
diante das variedades linguísticas e rejeitando preconceitos” (p. pelos alunos, estimule-os a perceber suas vivências e costumes
85). Entendendo as receitas apresentadas como concretizações alimentares de uma cultura específica, que a linguagem, com
de gêneros textuais que refletem elementos de identidades seu vocabulário próprio, reflete.
culturais diversas, com sua linguagem própria, é possível, com a
exploração desses textos, desenvolver essa competência, assim

90 NOVENTA
Região Norte
Maniçoba: é uma espécie de feijoada
paraense originária da culinária indígena

Werner Rudhadt/Kino
em que folhas de mandioca, conhecidas
pelo nome de maniva, são usadas
no lugar do feijão. Depois de lavada,
a maniva é moída e cozida em água
abundante por vários dias até perder
o ácido cianídrico presente nas folhas.
Depois de adicionar um pedaço de
paio, um pé de porco, uma costelinha,
surge a maniçoba. A iguaria costuma vir
Maniva e folhas de mandioca.
acompanhada de arroz branco, farinha
de mandioca e molho de tucupi com
pimenta-de-cheiro.

Fabio Colombini
Pato no tucupi: prato típico da
culinária amazônica. É elaborado com
tucupi, líquido de cor amarela extraído
da raiz da mandioca brava. Por ser uma
espécie venenosa, o líquido extraído da
mandioca brava é levado ao fogo para
cozinhar por muitas horas a fim de eliminar
o veneno. Os índios, inventores desta
iguaria, usavam o tucupi para o preparo do
Pato no tucupi.
pato selvagem, que assavam, no fogão de
pedra. A receita guarda a forma artesanal
cultivada pelos índios da região. Chico Ferreira/Pulsar Imagens

Tacacá: também é feito com tucupi e


goma de tapioca extraída da mandioca. O
prato, servido quente, leva ainda camarão
seco e jambu, folha típica da região que
proporciona uma leve dormência na boca
de quem experimenta o tacacá. A exemplo
da grande parte dos pratos característicos
da região norte tem origem indígena.
[...] Tacacá.

NOVENTA E UM 91

Anotações:

NOVENTA E UM 91
Centro-Oeste
Arroz/galinhada com pequi:
de aroma e sabor peculiar, o pequi

Bruno Albergaria Santos/Shutterstock


– fruta típica de Goiás – é usada
inteira ou em polpa em diversas
receitas da região. A mistura tanto
com arroz quanto com galinhada
é uma das mais apreciadas tanto
por moradores locais quanto pelos
turistas. A fruta também costuma
ser consumida pura, mas para isso
é preciso cuidado, pois o fruto tem
espinhos entre a polpa e o caroço
que podem machucar a boca. Pequi.

Empadão goiano: também característica de Goiás, a empada


“gigante”, costuma ser servida no formato de torta e leva
ingredientes variados, tais como lombo de porco, linguiça, queijo,
frango, palmito e ovo cozido. Iguarias típicas da região como o pequi
e a guariroba também são acrescentados ao recheio, sempre farto.

Caldo de piranha: peixe abundante nos rios do Pantanal é


também bastante apreciado na cozinha [...]. É feito geralmente com a
carne do peixe batida e misturada à cebola e pimentão. Temperado
com alho, sal e colorau, o caldinho leva ainda especiarias como folhas
de louro, manjericão e pimenta malagueta. Pode ser servido como
entrada, acompanhado de torradas.

BRASIL. Comidas típicas brasileiras são prato cheio para turistas. Disponível em:
<http://www.brasil.gov.br/turismo/2015/03/comidas-tipicas-brasileiras-sao-prato-cheio-para-turistas>.
Acesso em: 2 out. 2017.

gastronomia: o que se refere a conhecer, desbravar: fazer descobertas.


preparar e saborear pratos.
iguaria: prato ou comida preparado com capricho
mestiço: misturado.
ou delicadeza.
culinária: referente às comidas de uma região, um
país, uma cultura etc. guariroba: palmeira nativa do Brasil.

capixaba: original do estado do Espírito Santo. abundante: farto; excessivo.

92 NOVENTA E DOIS

Interdisciplinaridade
A valorização das manifestações regionais e o reconheci- em especial a brasileira, incluindo-se suas matrizes indígenas,
mento destas como parte do patrimônio cultural é de suma africanas e europeias, de diferentes épocas, favorecendo a
importância para a construção de atitudes não preconceituo- construção de vocabulário e repertório relativos às diferentes
sas frente às diversidades. É possível, dialogando sobre esses linguagens artísticas.
textos, fazer conexão com a área de Arte, contemplando a
habilidade da BNCC (EF15AR25). Conhecer e valorizar o pa-
trimônio cultural, material e imaterial, de culturas diversas,

92 NOVENTA E DOIS
1. Converse com seus colegas e o professor:
Respostas pessoais.
a) Você já conhecia alguma(s) das comidas citadas no texto? Qual(is)?
BNCC
b) Onde você comeu essa(s) iguaria(s)? Atividades 1 a 5:
(EF15LP09) Expressar-se em situações
2. De acordo com o texto, a comida típica brasileira: de intercâmbio oral com clareza, preo-
cupando-se em ser compreendido
é muito parecida em todo o Brasil. pelo interlocutor e usando a palavra
com tom de voz audível, boa articu-
lação e ritmo adequado.
é muito diversificada e varia muito de uma região para outra (EF15LP10) Escutar, com atenção, fa-
X
no Brasil. las de professores e colegas, formu-
lando perguntas pertinentes ao tema
e solicitando esclarecimentos sempre
3. Releia este trecho: que necessário.
(EF15LP02) Estabelecer expectativas
em relação ao texto que vai ler (pressu-
[...] o Brasil é, literalmente, um prato cheio àqueles que desejam posições antecipadoras dos sentidos,
da forma e da função social do texto),
desbravar a cultura por meio de seus sabores. apoiando-se em seus conhecimentos
prévios sobre as condições de produ-
ção e recepção desse texto, o gêne-
ro, o suporte e o universo temático,
• Esse trecho significa: bem como sobre saliências textuais,
recursos gráficos, imagens, dados da
própria obra (índice, prefácio etc.),
que alguém encheu muito o prato. confirmando antecipações e inferên-
cias realizadas antes e durante a leitura
que os pratos servidos nos restaurantes brasileiros trazem muita de textos, checando a adequação das
hipóteses realizadas.
comida.
(EF35LP04) Inferir informações implí-
citas nos textos lidos.
que o Brasil constitui uma boa oportunidade para aqueles que
X (EF15LP03) Localizar informações ex-
querem conhecer a cultura por meio de sua culinária. plícitas em textos.

Dawidson França
4. De acordo com o texto:

a) Que pratos são típicos da Região Norte?


A maniçoba, o pato no tucupi e o tacacá.

b) Que pratos são típicos da Região Centro-Oeste?


O arroz ou galinhada com pequi, o empadão goiano e o caldo de piranha.

NOVENTA E TRÊS 93

Anotações:

NOVENTA E TRÊS 93
5. Em qual das duas regiões mencionadas parece haver maior influência
indígena na culinária local?
BNCC Na Região Norte.
Atividades 6 e 7:
(EF15LP01) Identificar a função social de tex- 6. O texto que você leu tem o objetivo de:
tos que circulam em campos da vida social dos
quais participa cotidianamente (a casa, a rua, apresentar alguns pratos, contar de que são feitos e indicar a origem
a comunidade, a escola) e nas mídias impressa, X
de cada um.
de massa e digital, reconhecendo para que
foram produzidos, onde circulam, quem os
produziu e a quem se destinam. alertar sobre alimentos venenosos ou com espinho.
(EF03LP07) Identificar a função na leitura e
usar na escrita ponto final, ponto de interro- 7. Todo texto é escrito para um determinado público. Esse texto foi escrito
gação, ponto de exclamação e, em diálogos para que tipo de público?
(discurso direto), dois-pontos e travessão.
(EF15LP03) Localizar informações explícitas Turistas interessados na culinária e na cultura brasileiras.
X
em textos.

Moradores de cada região apresentada no texto.

8. Retome este trecho:

Mauro Akin Nassor/Fotoarena


Maniçoba: é uma espécie
de feijoada paraense originária
da culinária indígena em que
folhas de mandioca, conhecidas
pelo nome de maniva, são
usadas no lugar do feijão.

Professor, ajude os alunos a resga-


tar o leitor pressuposto do texto. Isso O trecho citado é uma explicação do que é a comida chamada maniçoba.
pode ajudá-los a analisar o motivo
das explicações no texto. Pergunte
Que sinal de pontuação foi usado para indicar que haveria uma explicação
se os turistas conhecem todos os sobre a palavra maniçoba?
ingredientes dos pratos. Pergunte Dois-pontos.
se já foram turistas e precisaram de
explicações sobre um prato regional
e incentive-os a se colocarem no lu- 9. Grife, no texto: Esclareça aos alunos que eles devem
gar de um turista.
Espera-se que os alunos reconheçam a) o trecho que explica o que é tucupi; encontrar a explicação para tucupi
que como o texto foi produzido com e não para pato no tucupi.
b) o trecho que explica o que é o pequi.
o objetivo de divulgar os diferentes
hábitos alimentares no Brasil, que é 10. Converse com seus colegas e o professor: por que esse texto traz explicações
um país grande e diverso, tanto tu-
ristas como moradores de outras re- sobre os ingredientes que apresenta?
giões podem não conhecer os ingre-
dientes de pratos típicos pelo nome 94 NOVENTA E QUATRO
e necessitam de um detalhamento.

Prática pedagógica
Explore com os alunos o tema da culinária ressaltando sua e em festividades. Uma atividade bastante enriquecedora seria
importância como patrimônio imaterial da cultura de um povo, entrevistar algum membro da família que tivesse uma receita
e que devemos valorizá-la. Estimule-os a perceberem o quão especial de sua região, e que pudesse ir até à escola ensiná-la,
diversificada é essa cultura e que também eles são representan- numa roda de conversa.
tes dela. Pergunte à turma sobre os hábitos alimentares de sua
família, levante entre eles as regiões de onde eles e/ou familiares
vieram e quais os pratos que costumam consumir no dia a dia

94 NOVENTA E QUATRO
NOSSA LÍNGUA
BNCC
1. Com seus colegas e o professor, leia em voz alta as palavras do quadro a Atividade 1:
seguir e observe o som das letras destacadas: As atividades desta seção permitem tra-
balhar as habilidades da BNCC:
(EF03LP03) Ler e escrever corretamente
cheia churrasco capixaba palavras com os dígrafos lh, nh, ch.
gaúcho peixe macaxeira (EF35LP13) Memorizar a grafia de pala-
vras de uso frequente nas quais as rela-
ções fonema-grafema são irregulares e
a) No que diz respeito à pronúncia, as letras x e ch, nessas palavras, têm sons: com h inicial que não representa fonema.
Espera-se que os alunos avancem em sua
X iguais. diferentes. consciência grafofonêmica, percebendo,
por exemplo, as diferentes representações
b) A letra x, no entanto, pode apresentar outros sons. Com seus colegas sonoras que uma mesma letra, como o
x, pode ter, como também que letras di-
e o professor, leia em voz alta as palavras abaixo, prestando atenção ao ferentes possam representar, em certas
som da letra x: palavras, o mesmo som, como o x e o ch.

exame exato exercício hexágono

Nessas palavras, a letra x tem som igual a:

X zebra cebola chocalho

jumento X zarolho X zabumba.

c) Agora vamos ler outras palavras também escritas com x:

experiência externo exclamação

Nessas palavras, a letra x tem som igual a:

X astro chave

zinco jeca

NOVENTA E CINCO 95

Anotações:

NOVENTA E CINCO 95
d) Outros sons da letra x:
BNCC
Atividades 2 e 3:
(EF35LP13) Memorizar a grafia de palavras de
uso frequente nas quais as relações fonema-
anexo complexo oxítona táxi
-grafema são irregulares e com h inicial que
não representa fonema.
Atividade 3:
(EF03LP10) Reconhecer prefixos e sufixos pro-
Nessas palavras, a letra x tem som igual a:
dutivos na formação de palavras derivadas de
substantivos, de adjetivos e de verbos, utili- abacaxi exterior
zando-os para compreender palavras e para
formar novas palavras.

X oxigênio exagero

e) Você pode concluir, a partir das atividades que acabou de fazer:

O som de x pode ser bem diferente:


Professor, na hora da correção,
durante a realização das atividades, som de ch , de z , de s e de cs .
faça a leitura em voz alta,
exemplificando a pronúncia dos
diferentes sons da letra x.
2. Agora, organize as palavras escritas com x no quadro a seguir, de acordo
com o som que elas apresentam:

exposição fixo roxo próximo exigente


caxumba trouxe bexigas executar
boxe coxa experiente exame

x com som x com som x com som x com som


de ch de z de s de cs

roxo exigente exposição fixo

caxumba executar trouxe boxe

bexigas exame experiente

coxa próximo

96 NOVENTA E SEIS

Anotações:

96 NOVENTA E SEIS
3. Observe o quadro a seguir:

inchar – inchaço
encher – enchente
machucar – machucado
enxugar – enxuto
caixa – caixote
faixa – enfaixar

Nos pares de palavras que você leu:


• quando a primeira palavra é escrita com ch, a palavra que vem
dela também é escrita com ch;
• quando a primeira palavra é escrita com x, a palavra que vem
dela também é escrita com x.

Agora complete o quadro, escrevendo palavras que têm origem nas


palavras dadas: Respostas possíveis:
chuva chuvisco
chato chatice
chave chaveiro
lixo lixão
caixa caixote
experiência experimentar
exame examinar
táxi taxista

À palavra que é formada a partir de uma primeira palavra, damos o


nome de palavra derivada. No quadro que você viu, chuvisco é uma
palavra derivada da palavra chuva.
À palavra que dá origem a outra (a palavra derivada), chamamos
de palavra primitiva. No quadro que você viu, chuva é a palavra
primitiva, por exemplo.

NOVENTA E SETE 97

NOVENTA E SETE 97
Você observou que as palavras derivadas de outras escritas com
ch também são escritas com ch. As palavras derivadas das escritas
com x também são escritas com x. As palavras derivadas geralmente
seguem a escrita da palavra primitiva.

4. Com um colega, forme nove palavras com x ou com ch,combinando as


sílabas do quadro a seguir. Não deixe sobrar nenhuma sílaba!

xa ro ve en ro bo xa cha
chim xa péu cho ca le cha pe
xa xe re ta da drez

1. cachimbo 6. choro

2. chave 7. xale

3. xereta 8. chapéu

4. xadrez 9. xarope

5. enxada

BNCC 5. Veja como são formadas as sílabas das palavras e complete o quadro
(EF03LP10) Reconhecer prefixos e sufixos abaixo, registrando a divisão de cada palavra em sílabas e a formação de
produtivos na formação de palavras deri- cada sílaba. Use C para consoantes e V para vogais:
vadas de substantivos, de adjetivos e de
verbos, utilizando-os para compreender
palavras e para formar novas palavras.
chu – va
chuva
(EF03LP02) Ler e escrever corretamente CCV – CV
palavras com sílabas CV, V, CVC, CCV,
VC, VV, CVV, identificando que existem
vogais em todas as sílabas. tá – xi
(EF03LP03) Ler e escrever corretamente táxi
palavras com os dígrafos lh, nh, ch. CV – CV

e – xa – me
exame
V – CV – CV

ex – pe – ri – ên – cia
experiência
VC – CV – CV – VC – CVV

98 NOVENTA E OITO

Anotações:

98 NOVENTA E OITO
6. Nas palavras em que você separou as sílabas, circule:
a) uma sílaba formada somente por vogal (V);

b) uma sílaba formada por consoante, vogal e vogal (CVV); Professor, enfatize a existência
de diferentes formações silábicas
(CV, CVV, V, VC, CCV etc.) e
c) uma sílaba formada por consoante, consoante e vogal (CCV);
proponha comparações entre sílabas
formadas pelas mesmas letras em
d) uma sílaba formada por vogal e consoante (VC). ordem diferentes (em-me, ra-ar,
au-ua etc.).
7. Observe a palavra região no texto “Comidas típicas brasileiras são prato
cheio para turistas”.
a) O que indica o som nasal da letra a nessa palavra?
O til (~).
a. Professor, aceite outras formas de
b) Troque ideias com seus colegas e o professor: como essa palavra seria identificar o til, mesmo que não
lida se não houvesse nada indicando o som nasal? seja o nome correto. O importante
Seria lida como regiao. é que, neste momento, os alunos
c) Copie do texto outras palavras com sons nasais. reconheçam sua função. Caso eles
não se lembrem do nome do sinal
Respostas possíveis: compõe, heranças, indígenas, pão, baiano, desejam, gráfico, informe-o.
b. Professor, pronuncie com os alu-
mandioca, farinha, branco, feijão, piranha, paraense, podem, também, nos a palavra com e sem til, para
que percebam a diferença e reco-
costelinha, pimenta, galinhada, cozinhar, espinhos. nheçam a importância do sinal.

8. Organize, no quadro a seguir, as palavras que você copiou:

som nasal feito som nasal feito som nasal feito nasalização feita
pela letra M por NH pela letra N por til (~) Professor, ajude os alunos a
reconhecer outras marcas de
nasalização, além do til (n, m, nh).
podem piranha paraense feijão Respostas de acordo com a seleção
feita no exercício anterior, item c.
também costelinha pimenta pão

galinhada

cozinhar BNCC
(EF03LP01) Ler e escrever palavras
com correspondências regulares con-
espinhos textuais entre grafemas e fonemas – c/
qu; g/gu; r/rr; s/ss; o (e não u) e e (e não
i) em sílaba átona em final de palavra –
99
e com marcas de nasalidade (til, m, n).
NOVENTA E NOVE

NOVENTA E NOVE 99
DESAFIO
Quando vamos fazer um prato pela primeira vez, quase sempre
precisamos seguir algumas orientações sobre como fazê-lo.
1. Complete as linhas com as letras do nome do texto que ensina a
fazer comidas:
R E C E I T A
Professor, incentive os alunos a
socializarem as estratégias utilizadas 2. Entre os textos a seguir, identifique com um x a receita:
para a identificação da receita.
X

J. Okura
Vitamina de banana
Ingredientes
BNCC 1 banana
(EF03LP16) Identificar e reproduzir,
em textos injuntivos instrucionais
1 copo de leite
(receitas, instruções de montagem, 1 colher de chá de mel.
digitais ou impressos), a formatação
própria desses textos (verbos impera- Modo de fazer
tivos, indicação de passos a ser segui-
dos) e a diagramação específica dos Corte a banana em
textos desses gêneros (lista de ingre- rodelas. Bata todos
dientes ou materiais e instruções de
execução – “modo de fazer”). os ingredientes no
liquidificador.

Rótulo de caixa de leite com


informações nutricionais.

Mãe,
Fui comer tapioca na casa da Jane.
A mãe dela me convidou..
Não demoro.
Beijo,
Mari

100 CEM

Anotações:

100 CEM
3. Pinte no mapa a seguir as duas regiões do Brasil que aparecem no
trecho que você leu do texto “Comidas típicas brasileiras são prato
BNCC
cheio para turistas”:
Atividade 3:
50° O
(EF03GE01) Identificar e comparar
Estados Brasileiros aspectos culturais dos grupos sociais
de seus lugares de vivência, seja na
cidade, seja no campo.

Allmaps
(EF15LP04) Identificar o efeito de
sentido produzido pelo uso de re-
cursos expressivos gráfico-visuais em
textos multissemióticos.
Equador

OCEANO
PACÍFICO
Trópico de Capricórnio

OCEANO
ATLÂNTICO

0 300

km

Mapa do Brasil com os 26 estados e o Distrito Federal.

CENTO E UM 101

CENTO E UM 101
PARA LER

Conheça a receita de um dos pratos da Região Centro-Oeste: o caldo


de piranha.

BNCC Caldo de piranha


(EF35LP01) Ler e compreender, si-
lenciosamente e, em seguida, em

Paulo Vilela/Shutterstock
voz alta, com autonomia e fluência,
textos curtos com nível de textuali-
dade adequado.
(EF03LP11) Ler e compreender, com
autonomia, textos injuntivos instru-
cionais (receitas, instruções de mon-
tagem etc.), com a estrutura própria
desses textos (verbos imperativos,
indicação de passos a ser seguidos)
e mesclando palavras, imagens e re-
cursos gráfico- visuais, considerando
Caldo de piranha.
a situação comunicativa e o tema/ Ingredientes:
assunto do texto.
(EF03LP16) Identificar e reproduzir, 2 kg de piranha (limpa) Folhas de hortelã
em textos injuntivos instrucionais 2 tomates grandes 3 limões
(receitas, instruções de montagem,
digitais ou impressos), a formatação 4 cebolas grandes Água (para cobrir as piranhas)
própria desses textos (verbos impera- 1 pimentão pequeno Pimenta-malagueta (opcional)
tivos, indicação de passos a ser segui-
dos) e a diagramação específica dos 2 folhas de louro 1 xícara de óleo
textos desses gêneros (lista de ingre-
1 molho de salsinha Colorau
dientes ou materiais e instruções de
execução – “modo de fazer”). 1 molho de cebolinha Sal a gosto
Folhas de coentro
Modo de preparo:
Primeiramente, retirar as escamas do peixe e cortá-lo em pedaços
grandes. Temperar com sal, pimenta e limão. Deixar por 2 horas.
Colocar óleo num caldeirão grande e levar ao fogo. Quando estiver
quente, jogar as piranhas, dando uma rápida refogada. Em seguida,
colocar água fervente até a metade do caldeirão, tampar e deixar
cozinhar por 2 horas ou até ficarem bem cozidas.
A seguir, coar todo o caldo e reservar. Retirar todas as espinhas da
piranha, cuidadosamente.

102 CENTO E DOIS

Anotações:

102 CENTO E DOIS


Bater no liquidificador a carne e o caldo até tudo ficar bem cremoso.
Reservar. Em outra panela, aquecer óleo e, quando estiver quente,
acrescentar o tomate, o pimentão, a cebola, a salsa, a cebolinha, o BNCC

coentro, a hortelã e o louro. Refogar bem e colocar o caldo batido. Atividades 1 a 5:


(EF15LP01) Identificar a função
Acrescentar o sal e o colorau. Servir bem quente, com molho de
social de textos que circulam em
pimenta-malagueta. campos da vida social dos quais
participa cotidianamente (a casa, a
BRASIL. Ministério da Cultura. Aromas, cores & sabores do Brasil. Disponível em:
rua, a comunidade, a escola) e nas
<http://www.copa2014.gov.br/sites/default/files/livreto_web17062013.pdf>. Acesso em: 2 out. 2017. mídias impressa, de massa e digi-
tal, reconhecendo para que foram
produzidos, onde circulam, quem
colorau: tempero e colorante de cor vermelha. os produziu e a quem se destinam.
fervente: que está fervendo.
(EF03LP09) Identificar, em textos,
reservar: em receitas, significa deixar algo de lado, separado, enquanto se faz alguma outra coisa. adjetivos e sua função de atribuição
de propriedades aos substantivos.

1. Responda:
a) Quantas partes tem o texto da receita? Quais são elas?
Tem duas partes: Ingredientes e Modo de preparo. Professor, apresente outras receitas
que tragam esse vocabulário,
ajudando os alunos a perceber que
alguns ingredientes necessitam da
indicação de quantidades precisas,
b) Para que serve cada uma dessas partes? outros não. E estes podem ser
indicados por expressões como
A parte Ingredientes serve para indicar o que se usa a gosto, o quanto baste, um
na receita. A parte Modo de preparo serve para punhado etc.

indicar como se prepara a iguaria.


2. Observe o modo como as quantidades são indicadas na parte Ingredientes.
a) Por que não há indicação da quantidade de folhas

Scisetti Alfio/Shutterstock
de coentro e de folhas de hortelã?
a. Professor, espera-se que os alu-
nos reconheçam que elas podem
ser colocadas de acordo com o
b) Nessa parte da receita, aparece a expressão sal a gosto do cozinheiro, pois não são
Coentro. ingredientes essenciais à receita,
gosto. O que ela significa? eles dão um sabor a mais.
b. Espera-se que os alunos respondam
Valentina Proskurina/
Shutterstock

que o cozinheiro decide o quanto


de sal colocar e que isso dependerá
c) A quantidade de água indicada para essa receita do paladar dele.
também não é indicada em litros. Por quê? c. Ajude os alunos a perceber que a
Porque a água é colocada em quantidade suficiente
quantidade de água depende do
para cobrir as piranhas na panela, e isso dependerá Hortelã. tamanho da panela, perguntando:
do tamanho da panela. “se a panela for grande, eu preciso
103 colocar mais ou menos água? E se
CENTO E TRÊS
a panela for pequena?”.

CENTO E TRÊS 103


3. O que significa a palavra opcional que aparece junto ao ingrediente
pimenta-malagueta?

Breslavtsev Oleg/
Shutterstock
Significa que o cozinheiro pode usar ou não a pimenta.

Pimenta malagueta.
BNCC 4. Na parte Modo de preparo, há uma orientação sobre como o peixe deve
(EF35LP05) Inferir o sentido de pa- ser cortado. Assine a orientação que explica melhor como isso deve ser feito:
lavras ou expressões desconhecidas
em textos, com base no contexto da Retirar as escamas do peixe e cortá-lo em pedaços.
frase ou do texto.
(EF15LP03) Localizar informações
explícitas em textos. X Retirar as escamas do peixe e cortá-lo em pedaços grandes.
(EF03LP09) Identificar, em textos,
adjetivos e sua função de atribuição 5. Responda:
de propriedades aos substantivos.
a) No primeiro parágrafo da parte Modo de preparo, há uma indicação
do momento em que se devem colocar as piranhas na panela. Que
momento é esse?
Quando o óleo estiver quente.

b) Ainda nesse parágrafo, que expressão indica a próxima ação a ser feita?
A expressão em seguida.

6. Releia este trecho:

Bater no liquidificador a carne e o caldo até tudo ficar bem cremoso.

• Que adjetivo explica como deve ficar o caldo batido?


O adjetivo cremoso.

7. Copie a palavra que explica como as espinhas da piranha devem ser retiradas:
cuidadosamente.

8. As palavras e expressões que indicam o momento em que uma ação deve


ser realizada (por exemplo, primeiramente e a seguir) são importantes
em uma receita? Por quê?
Sim, são importantes, porque elas organizam as ações de quem está
preparando a receita.

104 CENTO E QUATRO

Anotações:

104 CENTO E QUATRO


9. Por que as palavras e expressões como cuidadosamente e bem quente
são importantes em uma receita? BNCC
Atividade 9:
Shutterstock

Porque elas mostram o modo como algo deve ser feito ou deve estar.
(EF35LP05) Inferir o sentido de pa-
lavras ou expressões desconhecidas
em textos, com base no contexto da
frase ou do texto.
10. Releia este trecho da receita e observe as partes destacadas: (EF35LP14) Identificar em textos e
usar na produção textual pronomes
pessoais, possessivos e demonstrati-
Retirar as escamas do peixe e cortá-lo em pedaços grandes. vos, como recurso coesivo anafórico.
(EF35LP01) Ler e compreender,
silenciosamente e, em seguida, em
a) De que peixe a receita está tratando?
voz alta, com autonomia e fluência,
Está tratando da piranha. textos curtos com nível de textuali-
dade adequado.

b) A palavra lo, nesse trecho, está se referindo a que outra palavra?

Professor, ajude os alunos a observarem

PARA LER que, como a piranha é um peixe e a receita


já havia registrado o nome desse peixe,
em outras partes pode-se escolher usar
piranha ou peixe, sem comprometer o
Além da comida regional, a culinária brasileira também se destaca nos entendimento do leitor.
pratos e iguarias das festas típicas. Leia a receita de uma comida típica das
festas juninas.

Está se referindo à palavra peixe, pois lo


Pamonha indica que está sendo retomada uma palavra
masculina, por isso não poderia estar se
Comida de origem referindo à palavra piranha, que é feminina.
Geraldo Gomes/Opção Brasil Imagens

indígena, a pamonha
apresenta uma diversidade
de temperos e sabores,
de região para região. No
Nordeste, por exemplo, ela
é doce, ganha leite de coco
e pode ser servida como
sobremesa e não como
Pamonhas enroladas em folha de milho, entre
espigas de milho. prato principal.

CENTO E CINCO 105

CENTO E CINCO 105


Em Minas Gerais, da mesma forma que em São Paulo, a pamonha
também ganha açúcar, com uma diferença: a massa é coada para
separar a parte grossa do milho.

Professor, reproduza a fração Ingredientes:


no quadro e veja se os alunos são
capazes de ler. Caso não sejam,
6 espigas de milho verde
oriente-os na leitura. 1/2 xícara de chá de leite de coco
Banha
Açúcar (se for pamonha doce)
Sal (se for pamonha salgada).
BNCC
Atividades 1 a 6: Reservar boas palhas de milho para fazer os saquinhos das pamonhas
(EF03LP11) Ler e compreender, com e também para amarrá-las.
autonomia, textos injuntivos instru-
cionais (receitas, instruções de mon- Modo de preparo:
tagem etc.), com a estrutura própria
desses textos (verbos imperativos, Descasque e rale as espigas de milho, raspando os sabugos com
indicação de passos a ser seguidos) uma colher.
e mesclando palavras, imagens e re-
cursos gráfico- visuais, considerando Acrescente o leite, a banha quente em quantidade suficiente para
a situação comunicativa e o tema/
assunto do texto.
uma massa consistente e tempere com açúcar ou com sal. Coloque a
(EF03LP16) Identificar e reproduzir,
massa em cada saquinho feito com a palha, amarre-os e leve-os para
em textos injuntivos instrucionais (re- cozinhar em um caldeirão com água fervente. Cubra com sabugos
ceitas, instruções de montagem, digi- para que as pamonhas afundem na água, proporcionando cozimento
tais ou impressos), a formatação pró-
pria desses textos (verbos imperativos,
homogêneo.
indicação de passos a ser seguidos) e Observação: na pamonha salgada, podem-se acrescentar, a cada
a diagramação específica dos textos
desses gêneros (lista de ingredientes
uma, pedaços de queijo fresco.
ou materiais e instruções de execução
– “modo de fazer”).
BRASIL. Ministério da Cultura. Aromas, cores & sabores do Brasil. Disponível em:
(EF35LP05) Inferir o sentido de pa- <http://www.copa2014.gov.br/sites/default/files/livreto_web17062013.pdf>. Acesso em: 3 out. 2017.
lavras ou expressões desconhecidas
em textos, com base no contexto da
frase ou do texto.
1. Releia o trecho que apresenta o

Dawidson França
(EF15LP01) Identificar a função
social de textos que circulam em Modo de preparo: o que significa
campos da vida social dos quais
participa cotidianamente (a casa, o termo acrescente, que aparece
a rua, a comunidade, a escola) e nas nessa receita?
mídias impressa, de massa e digi-
tal, reconhecendo para que foram Significa coloque, adicione, junte.
produzidos, onde circulam, quem
os produziu e a quem se destinam.

106 CENTO E SEIS

Anotações:

106 CENTO E SEIS


2. Das palavras a seguir, qual não poderia substituir a palavra acrescente?

Junte. X Amasse.
BNCC
Atividades 2, 3 e 5:
Coloque. Adicione. (EF35LP06) Recuperar relações
entre partes de um texto, identi-
ficando substituições lexicais (de
3. Observe a palavra destacada neste trecho: substantivos por sinônimos) ou
pronominais (uso de pronomes
anafóricos – pessoais, possessivos,
[...] leve-os para cozinhar em um caldeirão com água fervente. demonstrativos) que contribuem
para a continuidade do texto.
Atividades 4 e 6:
Isso significa que a água deve estar:
(EF35LP05) Inferir o sentido de pa-
lavras ou expressões desconhecidas
fria. quente. X muito quente. em textos, com base no contexto da
frase ou do texto.
4. Ao informar que a banha quente deve ser colocada em quantidade
suficiente para uma massa consistente, a receita:

indica exatamente quanto de banha deve ser acrescentada.

orienta que a quantidade de banha pode variar de acordo com a


X
decisão do cozinheiro, indicando apenas a consistência desejada.

não indica a quantidade de banha que deve ser colocada.

5. Que outros nomes podem aparecer no lugar de Modo de preparo?


Podem aparecer Modo de fazer, Preparo, Como fazer etc.

6. De acordo com o que você observou nas duas receitas:


a) Existe uma ordem para listar os ingredientes da receita? Por quê?
Não. Porque a ordem nesse início não é tão importante e será indicada na
parte do modo de preparo.

b) Existe uma ordem para escrever o modo de preparar o prato? Por quê?
Sim. Porque há procedimentos que precisam ser feitos antes e outros em
seguida para que a receita dê certo.

CENTO E SETE 107

CENTO E SETE 107


7. Converse com seus colegas e o professor:
a. Professor, espera-se que os alunos
reconheçam que sim, para que o a) Você acha importante fazer tudo o
prato saia como deve ser, embora a que a receita orienta? Por quê?
experiência de quem está cozinhando
Resposta pessoal.
influencie na flexibilização e adequação
dos ingredientes e dos procedimentos. b) Para que servem as receitas?
b. Para orientar o cozinheiro na execução
de um prato, registrar pratos típicos e c) Onde as receitas culinárias podem
listar os ingredientes necessários para a ser encontradas?

Dawidson França
execução do prato. Em livros de receitas, cadernos de
c. Se possível, leve estes materiais para a receitas, sites de culinária, revistas,
sala de aula e deixe que os alunos os fo- jornais, programas televisivos etc.
lheiem, observando suas características.
Acesse sites de culinária com os alunos
e vejam como os usuários participam NOSSA LÍNGUA
e colaboram deixando comentários a
respeito das receitas.
1. Releia este trecho da receita de pamonha:

BNCC Coloque a massa em cada saquinho


Atividade 7: feito com a palha, amarre-os e leve-os
(EF15LP09) Expressar-se em situa- para cozinhar em um caldeirão com
ções de intercâmbio oral com clareza, água fervente.
preocupando-se em ser compreendi-

Dawidson França
do pelo interlocutor e usando a pa-
lavra com tom de voz audível, boa
articulação e ritmo adequado.
(EF15LP10) Escutar, com atenção, a) Que palavra os termos destacados substituem?
falas de professores e colegas, for-
mulando perguntas pertinentes ao A palavra saquinhos.
tema e solicitando esclarecimentos
sempre que necessário.
b) Por que a palavra -os foi usada nesses lugares?
(EF15LP11) Reconhecer característi-
cas da conversação espontânea pre- Para não repetir a palavra saquinhos.
sencial, respeitando os turnos de fala,
selecionando e utilizando, durante a
conversação, formas de tratamento 2. Leia algumas partes do modo de preparo de algumas receitas e reescreva-os,
adequadas, de acordo com a situa- de modo que não haja repetição de palavras:
ção e a posição do interlocutor.
a) Coloque o açúcar em uma panela funda e mexa o açúcar até o açúcar
derreter e dar uma calda dourada.
Coloque o açúcar em uma panela funda e mexa-o até ele derreter e
Professor, neste item há mais de uma dar uma calda dourada. / Coloque o açúcar em uma panela funda e
opção para a reescrita. Mostre aos
alunos que a omissão da palavra açúcar, mexa-o até derreter e dar uma calda dourada.
antes do verbo derreter, também pode 108 CENTO E OITO
ser um recurso de coesão.

Prática pedagógica
Para a atividade 2, escreva este trecho da receita no quadro, sem usar o pronome e repetindo
três vezes a palavra saquinho(s). Analise a estética do texto com os alunos, ajudando-os a perceber
que, em alguns casos, precisamos substituir uma palavra por outra equivalente, para evitar a repetição
e os efeitos indesejados que ela pode suscitar.

108 CENTO E OITO


b) Pique os tomates em cubinhos. Depois, tempere os cubinhos com azeite
e orégano. Acrescente azeitona aos cubinhos e sirva os cubinhos com Professor, antes de realizar a
torradas quentes. atividade, pesquise dois ou três
sites de receitas com comentários.
Pique os tomates em cubinhos. Depois, tempere-os com azeite e orégano. Visite-os com os alunos e leiam os
comentários, observando o que
eles registram, como registram.
Acrescente azeitona a eles e sirva-os com torradas quentes.
Conversem sobre a importância
desses comentários para o criador
3. Imagine que você visitou um site de receitas e fez um desses pratos. Agora, do site e para quem o consulta
procurando uma receita. Por fim,
vai comentar essa receita, segundo a sua experiência e o resultado. Escreva observem as palavras que qualificam
um comentário, usando adjetivos para dar sua avaliação sobre o que achou (positiva ou negativamente) a receita.
da receita, dos ingredientes, do modo de fazer. Algumas dicas podem ajudar.

a) Você achou que a comida leva ingredientes que fazem bem à saúde e
que têm um bom sabor.

b) Apesar do bom sabor, a comida saiu cara.

c) O prato leva muito tempo para preparar.


BNCC
A elaboração do comentário é pessoal. Atividades 1 e 2:

Espera-se que os alunos usem adjetivos como saudável, (EF35LP06) Recuperar relações entre
partes de um texto, identificando
substituições lexicais (de substantivos
saborosa, cara, demorada. por sinônimos) ou pronominais (uso
de pronomes anafóricos – pessoais,
possessivos, demonstrativos) que con-
tribuem para a continuidade do texto.
Atividade 3:
(EF03LP09) Identificar, em textos,
adjetivos e sua função de atribuição
de propriedades aos substantivos.
4. No texto, na parte de Modo de preparo da pamonha, grife as palavras que Atividades 4 e 5:
indicam as ações de: (EF03LP08) Identificar e diferenciar,
em textos, substantivos e verbos
a) tirar a casca da espiga do milho; e suas funções na oração: agente,
ação, objeto da ação.

b) passar a espiga de milho no ralo.

5. Copie, dessa mesma parte da receita, outras três palavras que indicam
outras ações:
Acrescente, tempere, coloque, amarre, leve, cubra, afundem.

CENTO E NOVE 109

Pensando sobre a BNCC


As habilidades constantes do eixo conhe- prescritas na receita, diferenciando-os dos
cimentos linguísticos e gramaticais preveem adjetivos, porém, tais identificações devem
que as práticas de análise linguística estejam sempre estar contextualizadas nos contextos
a serviço do desenvolvimento das compe- reais de uso do gênero trabalhado e vin-
tências leitora e escritora. Assim, espera-se culadas aos processos de produção escrita.
que alunos sejam capazes de identificar os Também, podem ser explorados por meio de
verbos como palavras que indicam as ações jogos e brincadeiras.

CENTO E NOVE 109


Você já sabe que as palavras que indicam nomes são chamadas de
substantivos. E aquelas que indicam as características desses nomes
ou substantivos são chamadas de adjetivos. E as palavras que indicam
ações, como são chamadas?
As palavras que indicam ações ou estados são chamadas de verbos.

Neste capítulo, você já comparou palavras como chave e capixaba,


observando o som de x e de ch. Você viu que elas representam o mesmo som
em alguns casos.
Agora, pronuncie estas palavras com seu professor e os colegas e observe o
som das letras destacadas:

milho pamonha piranha colher

Nelas, a letra h se junta às letras n ou l para formar um novo som.


BNCC
Atividade 6: 6. Nas frases abaixo, complete as lacunas com uma das palavras dos parênteses:
(EF03LP03) Ler e escrever corretamen- malas
te palavras com os dígrafos lh, nh, ch.
a) Os três viajantes colocaram as no carro. (malas / malhas)

b) O mingau estava quente e mole . (mole / molhe)

c) A velha pediu a todos que acendessem uma


vela . (vela / velha)

d) A fala do professor foi aplaudida. (fala / falha)

e) Meu pé dói porque nele se formou uma bolha . (bola / bolha)

f) Simone só toma banho na tina . (tina / tinha)

g) Minha mana é mais velha que eu. (mana / manha)

h) O pássaro deixou o ninho e foi colher alimentos


para os filhotes. (nino / ninho)

i) Nino sempre faz manha na hora de


levantar da cama. (Nino / Ninho; mana / manha)
110 CENTO E DEZ

Anotações:

110 CENTO E DEZ


PRODUÇÃO DE TEXTO Professor, ajude os alunos a valorizar
os produtos e a agricultura locais, os
produtos naturais e o trabalhador da
Neste capítulo, você conheceu pratos da culinária regional do Brasil. Que terra. Se possível, converse sobre o
percurso dos produtos que vêm do
tal agora você criar um canal de receitas culinárias da turma na internet? campo para a mesa, nas cidades. É
Para isso, você vai pesquisar pratos da região do Brasil onde vive ou de alguma importante que os alunos estejam
outra pela qual tenha interesse. informados sobre os conceitos de
alimentação saudável, para que
Você já sabe fazer uma enquete. Então elabore uma para saber o que seus atuem como agentes multiplicadores
colegas preferem: um canal de culinária com receitas de todas as regiões do país em suas famílias.
ou de onde vocês vivem. Com o resultado da enquete comecem a trabalhar.

PLANEJAMENTO
1. Você e a turma toda vão assistir a programas de culinária para crianças.
Professor, no caso de os alunos terem
Seu professor deve selecionar os vídeos que vão assistir. escolhido receitas de todo Brasil, as
2. Traga livros e cadernos de receitas para a sala ou pesquisem receitas regiões podem ser distribuídas entre os
grupos para a criação dos vídeos.
culinárias na internet e leve-as transcritas para escola.
3. Selecionem, em grupo, a receita que reproduzirão.
4. No coletivo, apresentem a receita escolhida pelo grupo e ajudem os grupos
a selecionar as demais que comporão o canal de vídeos de receitas.
5. Definam os papéis de cada integrante do grupo: 02 apresentadores BNCC
(cozinheiros); 01 para gravar; 01 para mostrar cartazes que servirão de (EF03LP15) Assistir, em vídeo digital,
a programa de culinária infantil e, a
lembrete para as falas. partir dele, planejar e produzir recei-
6. Peça ajuda ao seu professor para deixar organizado no dia da gravação, tas em áudio ou vídeo.
local para cozinhar, segurança e outros equipamentos necessários. (EF35LP17) Buscar e selecionar, com
o apoio do professor, informações de
DESENVOLVIMENTO E REVISÃO interesse sobre fenômenos sociais e
naturais, em textos que circulam em
1. Em grupo, conversem e escrevam tudo o que será falado em vídeo. meios impressos ou digitais.
(EF03LP14) Planejar e produzir textos
2. Vocês podem organizar a ordem das falas da seguinte forma: injuntivos instrucionais, com a estru-
a) Apresentação dos cozinheiros; tura própria desses textos (verbos
imperativos, indicação de passos a
b) Apresentação do prato e as informações pesquisadas sobre ele; ser seguidos) e mesclando palavras,
c) Lista de ingredientes (falada e mostrada); imagens e recursos gráfico-visuais,
considerando a situação comunicativa
d) Modo de fazer; e o tema/assunto do texto.
e) Agradecimentos e saudação final. (EF15LP06) Reler e revisar o texto
produzido com a ajuda do professor
3. Usem os vídeos assistidos como referência e inclua outras ações que e a colaboração dos colegas, para cor-
podem ocorrer no programa. rigi-lo e aprimorá-lo, fazendo cortes,
acréscimos, reformulações, correções
4. Façam a revisão em grupo, lendo item a item para conferir se não falta nada. de ortografia e pontuação.
5. Caso verifiquem que falta alguma informação, façam ajustes necessários.

CENTO E ONZE 111

Prática pedagógica
Para a produção de texto, apresente vários canais de culinária, especialmente direcionada ao
público infantil.
Esses programas são apresentados por crianças, orientam medidas de segurança e têm uma
linguagem específica para esse público.
Os vídeos são facilmente encontrados na internet: Telmo e Tula; Casinha da Sabrina;
A Fantástica Cozinha de Clara; Tem Criança na Cozinha.

CENTO E ONZE 111


ENSAIO E GRAVAÇÃO
1. Durante os ensaios, verifiquem se:
a) A entonação e o volume da voz estão adequados;
b) A postura corporal está adequada;
c) O olhar está voltado para a câmera;
d) As informações estão claras e compreensivas.

DIVULGAÇÃO
1. Professor, verifique os softwares 1. Combine com o professor um momento para assistir aos vídeos de
disponíveis para a edição de ví-
culinária e apontar ajustes necessários na edição.
deo na escola. Peça ajuda a ou-
tros professores, caso necessário, 2. Usem um aplicativo ou programas disponíveis na escola para editar os
para ensinar os alunos na edição vídeos. Peça ajuda ao seu professor para editar o vídeo, criar o canal e
dos vídeos, criação de canal e
postagem. Há vários tutoriais na postar na internet.
internet que ensinam. 3. Acessem em casa, pelo computador, celular ou qualquer outro aparelho
disponível e mostrem os vídeos de receitas para os familiares e amigos.

AVALIAÇÃO
Assista aos vídeos e converse com seus colegas e professor:
BNCC • O que cada um de vocês aprendeu sobre culinária brasileira?
(EF15LP12) Atribuir significado a
• O que cada um de vocês aprendeu sobre receitas culinárias e o modo
aspectos não linguísticos (paralin-
guísticos) observados na fala, como como elas são organizadas?
direção do olhar, riso, gestos, movi- • O objetivo de instruir os telespectadores sobre o preparo do prato foi
mentos da cabeça (de concordância
ou discordância), expressão corporal, atingido?
tom de voz. • Como foi a experiência e o que você aprendeu ao produzir um vídeo de
(EF15LP07) Editar a versão final do
culinária?
texto, em colaboração com os colegas
e com a ajuda do professor, ilustran-
do, quando for o caso, em suporte
adequado, manual ou digital.

Divulgação
(EF15LP08) Utilizar software, inclu- SUGESTÃO DE LEITURA
sive programas de edição de tex-
to, para editar e publicar os textos ZIRALDO. O livro de receitas do Menino
produzidos, explorando os recursos
multissemióticos disponíveis. Maluquinho: com as receitas da Tia Emma.
(EF15LP13) Identificar finalidades da
São Paulo: Melhoramentos, 2016. 80 p.
interação oral em diferentes contex-
Conheça as 47 receitas que esse livro traz. E,
tos comunicativos (solicitar informa-
ções, apresentar opiniões, informar, com a ajuda de algum adulto, faça algumas:
relatar experiências etc.). elas são todas deliciosas!

112 CENTO E DOZE

Anotações:

112 CENTO E DOZE


C A PÍ TULO

7 POESIA NO CORDÃO

PARA LER
BNCC
Você já conheceu algumas festas e alguns pratos típicos do Brasil. Agora é Essa atividade tem relação com as
hora de conhecer um pouco da literatura popular brasileira. habilidades de oralidade:
(EF15LP09) Expressar-se em situa-
Neste capítulo, vamos estudar os cordéis. ções de intercâmbio oral com clareza,
Converse com seus colegas e o professor: preocupando-se em ser compreendi-
do pelo interlocutor e usando a pa-
1. Você sabe o que são cordéis? Releia o título deste capítulo e observe a lavra com tom de voz audível, boa
articulação e ritmo adequado.
imagem abaixo. Juntos, eles formam uma pista para você descobrir o
(EF15LP10) Escutar, com atenção,
que são cordéis. falas de professores e colegas, for-
mulando perguntas pertinentes ao
tema e solicitando esclarecimentos

J.L. Bulcão/Pulsar Imagens


sempre que necessário.
(EF15LP02) Estabelecer expectativas
em relação ao texto que vai ler (pres-
suposições antecipadoras dos senti-
dos, da forma e da função social do
texto), apoiando-se em seus conhe-
cimentos prévios sobre as condições
de produção e recepção desse texto,
o gênero, o suporte e o universo te-
mático, bem como sobre saliências
textuais, recursos gráficos, imagens,
dados da própria obra (índice, prefá-
cio etc.), confirmando antecipações
e inferências realizadas antes e du-
rante a leitura de textos, checando a
adequação das hipóteses realizadas.

Exposição de literatura de cordel, em uma feira de Cabedelo, PB, 2017.

2. Você já ouviu alguém lendo um cordel? Onde isso aconteceu?


3. Como o leitor do cordel se expressava?
4. Você sabe em qual região do Brasil os cordéis são mais comuns?

CENTO E TREZE 113

CENTO E TREZE 113


Literatura de cordel

JÓTAH
BNCC
(EF15LP15) Reconhecer que os tex- Literatura de cordel
tos literários fazem parte do mundo
do imaginário e apresentam uma é poesia popular,
dimensão lúdica, de encantamento,
valorizando-os, em sua diversidade é história contada em versos
cultural, como patrimônio artístico
da humanidade. em estrofes a rimar,
(EF35LP21) Ler e compreender, de escrita em papel comum
forma autônoma, textos literários
de diferentes gêneros e extensões, feita pra ler ou cantar.
inclusive aqueles sem ilustrações,
estabelecendo preferências por gê-
neros, temas, autores. A capa é em xilogravura,
(EF35LP23) Apreciar poemas e ou- trabalho de artesão,
tros textos versificados, observando
rimas, aliterações e diferentes modos que esculpe em madeira
de divisão dos versos, estrofes e re-
frões e seu efeito de sentido. um desenho com ponção
preparando a matriz
pra fazer reprodução.

Mas pode ser um desenho,


uma foto, uma pintura,
cujo título, bem à mostra,
resume a escritura.
é uma bela tradição,
que exprime nossa cultura.

Os folhetos de cordel
nas feiras eram vendidos
pendurados num cordão
falando do acontecido,
de amor, luta e mistério,
de fé e do desassistido.

114 CENTO E QUATORZE

Pensando sobre a BNCC


A literatura de cordel tem relação com a competência 9 literários fazem parte do mundo do imaginário e apresentam
de Língua Portuguesa, que trata da valorização da literatura e uma dimensão lúdica, de encantamento, valorizando-os,
outras manifestações culturais para a compreensão do mundo em sua diversidade cultural, como patrimônio artístico da
e de si mesmo. humanidade”.
O poema de cordel integra o eixo leitura/escuta do cam- Por isso, as atividades com poemas de cordel precisam ter
po artístico-literário e a habilidade que contempla o trabalho relação com momentos de apreciação da manifestação artística,
com esse gênero é a: “(EF15LP15) Reconhecer que os textos como: saraus e desafios de cordéis.

114 CENTO E QUATORZE


A minha literatura

JÓTAH
de cordel é reflexão
sobre a questão social
e orienta o cidadão
a valorizar a cultura
e também a educação.

Mas trata de outros temas:


da luta do bem contra o mal,
da crença do nosso povo,
do hilário, coisa e tal
e você acha nas bancas
por apenas um real.

O cordel é uma expressão


da autêntica poesia
do povo da minha terra
que luta pra que um dia
acabem a fome e a miséria,
haja paz e harmonia.

DINIZ, Francisco. Literatura de cordel. Francisco Diniz & Projeto cordel. Professor, se possível, acesse o site
Santa Rita, PB: Aurélio Beltrão Produções Musicais; João Pessoa, PB: Cristiano Produções Musicais, 2006. CD.
do Projeto Cordel, em que o áudio do
cordel é apresentado, e o ouça com
artesão: artista que produz objetos por meio ponção: ou punção, instrumento pontiagudo os alunos, solicitando que observem
de trabalhos manuais, sem usar máquinas utilizado para fazer gravações ou furos. a entonação e o ritmo. Disponível em:
nesse processo. desassistido: que não recebe assistência, cuidados. <http://www.projetocordel.com.br/
cd2006/cd2006.htm>. Acesso em:
18 out. 2017.

Francisco Ferreira Filho Diniz é paraibano, nascido em Santa Helena. É professor


de Educação Física e autor de dezenas de folhetos de cordel. No interior da Paraíba e
na capital – João Pessoa –, realiza oficinas, ensinando a seus alunos a arte do cordel,
além de se apresentar em locais públicos, divulgando e valorizando o cordel.

CENTO E QUINZE 115

Para saber um pouco sobre o trabalho Anotações:


com cordel em sala de aula, a sugestão é
o artigo “A literatura de cordel e suas con-
tribuições para o ensino desse gênero na
sala de aula” (2014) de Verônica Diniz da
Silva. Disponível em: <revistas.ufac.br/re-
vista/index.php/simposioufac/article/down-
load/831/429> Acesso em: 2 dez. 2017.

CENTO E QUINZE 115


FIQUE SABENDO
BNCC Xilogravura
Atividades 1 a 4: Xilogravura, ou xilografia, significa “gravura em madeira”. É uma
(EF15LP09) Expressar-se em situa- técnica em que o artista entalha uma imagem na madeira, deixando em
ções de intercâmbio oral com clareza,
preocupando-se em ser compreendi- relevo a parte que será impressa
do pelo interlocutor e usando a pa- no papel. Quando esse entalhe é

Marco Antonio Sá/Pulsar Imagens


lavra com tom de voz audível, boa
articulação e ritmo adequado.
coberto com tinta e uma prensa
(EF15LP10) Escutar, com atenção,
força o molde contra o papel, a
falas de professores e colegas, for- imagem é impressa. Essa técnica
mulando perguntas pertinentes ao é bastante usada no Nordeste
tema e solicitando esclarecimentos
sempre que necessário. do Brasil, onde os cordéis são
(EF15LP01) Identificar a função ilustrados por xilogravuras.
social de textos que circulam em Muitos cordelistas, inclusive, são Artesão prepara a matriz em xilogravura que
campos da vida social dos quais xilogravadores, como J. Borges. vai virar capa de um cordel. Bezerros, PE, 2012.
participa cotidianamente (a casa,
a rua, a comunidade, a escola) e nas
mídias impressa, de massa e digital,
reconhecendo para que foram pro-
duzidos, onde circulam, quem os
produziu e a quem se destinam. 1. Converse com os colegas e o professor e responda abaixo:
(EF35LP31) Identificar, em textos
versificados, efeitos de sentido de- a) De que trata o cordel que você leu? Trata do próprio cordel. Explica como é,
correntes do uso de recursos rítmicos para que é feito e sobre o que ele versa.
e sonoros e de metáforas. b) Quem é o autor desse cordel? Onde você encontrou essa informação?
O autor desse cordel é Francisco Diniz. Essa informação está ao final do cordel.
2. O cordel foi escrito:

em texto corrido. X em versos e estrofes.

3. Você vê alguma(s) semelhança(s) entre os cordéis e os poemas? Qual(is)?


Espera-se que os alunos indiquem a escrita em versos e estrofes, e as rimas.
a. Professor, se possível, apresen-
te outros cordéis aos alunos e
solicite que eles verifiquem o
número de versos em cada 4. Observe as estrofes e os versos desse cordel. Responda:
uma das estrofes. Ajude-os a
observar que os cordéis sempre a) De quantos versos é formada cada estrofe do cordel que você leu?
apresentam 6 ou 10 versos em
cada estrofe. De seis versos.
b. Professor, oriente os alunos
a numerarem os versos, reco- b) Escolha duas estrofes, localize as rimas que aparecem nelas e pinte-as,
meçando a numeração a cada usando uma cor para cada estrofe.
estrofe.

116 CENTO E DEZESSEIS

Interdisciplinaridade
Aproveite a oportunidade para fazer uma relação interdisci- Na internet, há vários vídeos que ensinam a fazer carimbos
plinar com Arte. A proposta é fazer uma xilogravura do poema com diferentes materiais. Esses vídeos podem ser exibidos para
Literatura de Cordel. os alunos. O importante é não fazer o uso de faca, adaptando
Para tanto, pode ser feita uma adaptação com uso de ba- para a utilização de tesoura sem ponta ou colheres de sobremesa.
tata ou sabonete, visto que na imagem do “Fique sabendo” o Após entalhar a batata ou o sabonete, os alunos usarão tinta
“carimbo” é entalhado em madeira. guache para montar as ilustrações com xilogravura, que podem
ser expostas no mural da sala ou nos corredores da escola.

116 CENTO E DEZESSEIS


c) Em que versos dessas estrofes as rimas aparecem?
Nos versos 2, 4 e 6 de cada estrofe.

d) Observe as demais estrofes do cordel e verifique em que versos as rimas


aparecem. O que você conclui sobre a presença de rimas nesse cordel?
As rimas aparecem também nos versos 2, 4 e 6. Espera-se que os alunos

percebam que as rimas ocorrem sempre nos mesmos versos em todo o cordel.

a. Tratam de amor, luta, mistério,


questões sociais, cultura, edu-
cação, do bem contra o mal, da
crença de nosso povo, de coisas
5. Converse com os colegas e o professor: engraçadas. Tratam também da
luta do povo para acabar com a
a) De acordo com o texto, de que os cordéis tratam, em geral? fome e a miséria.
b. A estrofe 4, porque menciona
b) Observe novamente a imagem que vem antes do cordel. Que estrofe folhetos vendidos em feiras e
do cordel trata do que aparece nessa imagem? Por quê? pendurados em um cordão.

6. Contorne no texto a estrofe em que o cordel descreve a capa dos folhetos


de cordel.

BNCC
Atividade 5:
(EF35LP11) Ouvir gravações, can-
DESAFIO ções, textos falados em diferentes
variedades linguísticas, identificando
1. Você e seus colegas leram um poema de cordel. Agora, o seu professor características regionais, urbanas e
rurais da fala e respeitando as di-
vai mostrar audiovisuais de cordéis recitados. versas variedades linguísticas como
características do uso da língua por
2. Preste atenção na fala dos cordelistas, para analisar sua região de diferentes grupos regionais ou di-
origem. ferentes culturas locais, rejeitando
preconceitos linguísticos.

3. Depois de ouvir os cordéis, você vai escolher uma estrofe do poema e


recriar novas rimas.

4. Ensaie a recitação dos versos, usando os cordéis assistidos ou ouvidos


como referência.

5. Desafie os colegas, apresentando as suas rimas e divirta-se.

CENTO E DEZESSETE 117

Anotações:

CENTO E DEZESSETE 117


NOSSA LÍNGUA

1. Com seus colegas e o professor, leia as palavras abaixo:


Professor, inicialmente reproduza as
palavras no quadro e proponha uma
leitura coletiva. Depois, convide os
alunos a encontrarem, no quadro,
palavras escolhidas por você. Abra
cordel popular papel ler
a possibilidade para que voluntários
também localizem palavras no
xilogravura esculpe título
quadro. Aproveite as palavras para
trabalhar sílabas ou formações
bela cultura
silábicas que, porventura, ainda não
sejam de domínio dos alunos.
2. Agora, observando o som da letra l nas palavras que você leu na atividade
anterior, marque a afirmação correta:

X A letra l tem som diferente nas palavras.


BNCC
Atividades 1 a 3: Em todas as palavras a letra l tem o mesmo som.
(EF35LP13) Memorizar a grafia de
palavras de uso frequente nas quais
as relações fonema-grafema são 3. Complete o quadro abaixo conforme o exemplo:
irregulares e com h inicial que não
representa fonema.
separação número sílaba escrita
(EF03LP02) Ler e escrever correta-
mente palavras com sílabas CV, V, silábica de sílabas com a letra l
CVC, CCV, VC, VV, CVV, identifi-
cando que existem vogais em todas cordel cor-del 2 del
as sílabas.
popular po-pu-lar 3 lar

papel pa-pel 2 pel

ler ler 1 ler

xilogravura xi-lo-gra-vu-ra 5 lo

esculpe es-cul-pe 3 cul

título tí-tu-lo 3 lo

bela be-la 2 la

cultura cul-tu-ra 3 cul

118 CENTO E DEZOITO

Anotações:

118 CENTO E DEZOITO


4. No quadro que você completou, contorne, na última coluna, as sílabas em
que a letra l aparece no final.
Complete: No final das sílabas, a letra l tem o mesmo som da letra u .

5. Leia as palavras a seguir:

topou concluiu barril convenceu Professor, reproduza as palavras no


quadro e leia-as com os alunos. É
possível que muitos deles já dominem
varal animal parou pensou a leitura de l em final de sílabas e
palavras. O objetivo desta atividade
voltou fácil difícil é iniciar a reflexão sobre a escrita de
l e de u, enfatizando uma situação
em que só podemos usar u – a dos
falou cruel móvel verbos no passado.

6. No quadro abaixo, escreva na coluna correta as palavras que você acabou


de ler:

Palavras terminadas em l Palavras terminadas em u

BNCC
barril topou (EF03LP02) Ler e escrever correta-
mente palavras com sílabas CV, V,
CVC, CCV, VC, VV, CVV, identifi-
varal concluiu cando que existem vogais em todas
as sílabas.
(EF03LP08) Identificar e diferenciar,
animal convenceu em textos, substantivos e verbos e
suas funções na oração: agente,
ação, objeto da ação.
(EF03LP01) Ler e escrever palavras
fácil parou com correspondências regulares
contextuais entre grafemas e fone-
mas – c/qu; g/gu; r/rr; s/ss; o (e não
difícil pensou u) e e (e não i) em sílaba átona em
final de palavra – e com marcas de
nasalidade (til, m, n).
cruel voltou

móvel falou

CENTO E DEZENOVE 119

CENTO E DEZENOVE 119


a) O que você observou sobre as letras u e l no final das palavras?

BNCC
X Elas possuem o mesmo som.
Atividade 10:
(EF03LP08) Identificar e diferenciar,
em textos, substantivos e verbos e
Elas possuem som diferente.
suas funções na oração: agente,
ação, objeto da ação.
b) As palavras escritas na segunda coluna (com u no final) indicam:
(EF03LP01) Ler e escrever palavras
com correspondências regulares
contextuais entre grafemas e fone- nomes de coisas, sentimentos, pessoas ou lugares – substantivos.
mas – c/qu; g/gu; r/rr; s/ss; o (e não
u) e e (e não i) em sílaba átona em
final de palavra – e com marcas de
nasalidade (til, m, n). qualidades de coisas ou pessoas – adjetivos.
(EF35LP07) Utilizar, ao produzir um
texto, conhecimentos linguísticos e
gramaticais, tais como ortografia, X ações que já aconteceram – verbos no passado.
regras básicas de concordância no-
minal e verbal, pontuação (ponto
final, ponto de exclamação, ponto 7. Agora que você analisou as palavras escritas com l e com u e viu que,
de interrogação, vírgulas em enu-
merações) e pontuação do discurso
naquelas que indicam ações já ocorridas, usamos u, complete a regra:
direto, quando for o caso. u
Sempre escrevemos com o final das palavras que indicam ações
que já aconteceram, como comeu, riu e estudou.

8. Reescreva no plural as frases abaixo:


a) O cordel, no Brasil, teve sua origem no Nordeste.
Os cordéis, no Brasil, tiveram sua origem no Nordeste.
Professor, retome os plurais de
palavras terminadas em l. Enfatize
também a alteração necessária em
outras palavras – verbos, por exemplo
– para ajuste e adequação da frase.
b) O papel usado para a publicação do cordel é áspero.
Os papéis usados para a publicação dos cordéis são ásperos.

Professor, o objetivo desta


atividade é despertar os alunos para
o conceito de concordância verbal 9. Além das palavras cordel e papel, que outras palavras foi necessário colocar
e nominal, mas ainda não estamos
usando esses termos. no plural na atividade anterior? Contorne-as.
Espera-se que os alunos reconheçam
a) O(Os), teve(tiveram); b) O(Os), usado(usados), é(são), áspero(ásperos).
que as palavras que acompanham e 10. Converse com seus colegas e o professor: por que foi preciso colocar essas
se articulam aos substantivos também palavras no plural também?
devem ser colocadas no plural.
120 CENTO E VINTE

Anotações:

120 CENTO E VINTE


PARA LER

Ouça a leitura que seu professor vai fazer deste segundo cordel. Em seguida,
leia-o silenciosamente para fazer um reconhecimento das palavras, do ritmo e da
entonaç