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Universidade Católica de Moçambique

Instituto de Educação à Distancia

CIÊNCIA E SUA EVOLUÇÃO

Ortêncio Jaime Milione – 708201836

Curso: Desenho
Ano de frequência: 1º

Disciplina: Metodologia de Investigação Científica


1º Trabalho

Docente: Dr. Marcos Francisco Balate

Chimoio, Julho de 2020


ÍNDICE

1. INTRODUÇÃO ..................................................................................................................... 1
1.2. Objectivos ........................................................................................................................ 2
1.2.1. Geral:.......................................................................................................................... 2
1.2.2. Específicos: ................................................................................................................ 2
2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA .............................................................................................. 3
2.1. Ciência e sua evolução ..................................................................................................... 3
2.1.1. Conceito ciência ......................................................................................................... 3
2.1.2. Diferença entre ciências sociais e naturais................................................................. 3
2.1.3. Neutralidade da ciência na busca pelo conhecimento ................................................ 3
2.2. Método científico ............................................................................................................. 5
2.2.1. Conceito do método científico ................................................................................... 5
2.2.2. Característica do método científico ........................................................................... 5
2.2.3. Descrição do método científico ................................................................................. 5
2.2.4. Contextualização do método científico ...................................................................... 6
2.3. Conhecimento .................................................................................................................. 6
2.3.1. Conceito conhecimento .............................................................................................. 6
2.3.2. Tipos de conhecimento .............................................................................................. 7
2.3.3. Característica dos tipos de conhecimento .................................................................. 7
2.3.4. Diferença entre os tipos de conhecimento ................................................................. 9
2.4. Citações ............................................................................................................................ 9
2.4.1. Conceito citações ....................................................................................................... 9
2.4.2. Tipos de citações ........................................................................................................ 9
2.4.3. Diferença entre citações directas e indirectas .......................................................... 12
3. CONSIDERAÇÕES FINAIS .............................................................................................. 13
4. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS................................................................................. 14

I
Ciência e sua evolução

1. INTRODUÇÃO

As noções sobre astronomia, geometria e físicas herdadas de antigas civilizações, como a


suméria, a egípcia, a babilónia e a grega, constituem o alicerce do pensamento científico
contemporâneo. Em termos gerais, ciência se confunde com qualquer saber humano. Em
sentido estrito, define-se ciência como as áreas do saber voltadas para o estudo de objectos ou
fenómenos agrupados segundo certos critérios e para a determinação dos princípios que
regem seu comportamento, segundo uma metodologia própria (Silva, 2002).

A ambição de saber própria do ser humano fez aumentar de tal forma o volume do
conhecimento acumulado que este supera em muito o saber particular de cada indivíduo,
tornando necessária a criação de sistemas de ordenação e classificação. O próprio conceito de
ciência e sua evolução histórica trazem a necessidade de estipular a área de conhecimento que
compete a cada disciplina científica (Soares, 2010).

As diversas disciplinas podem também classificar-se em dois grandes grupos, segundo seu
objecto seja puramente científico, sem finalidade prática imediata (a chamada pesquisa de
ponta) ou integrem a área das ciências aplicadas, como as pesquisas tecnológicas que se
desenvolvem nas áreas mais especializadas da engenharia, arquitectura, metalurgia e muitas
outras (Soares, 2010).

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Ciência e sua evolução

1.2. Objectivos

1.2.1. Geral:

 Descrever a ciência e sua evolução.

1.2.2. Específicos:

 Conceitualizar a ciência;
 Descrever o método científico e suas características;
 Apresentar os tipos de conhecimento e suas características;
 Apresentar os tipos de citações.

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Ciência e sua evolução

2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

2.1. Ciência e sua evolução

2.1.1. Conceito ciência

Ciência é o conhecimento que explica os fenómenos obedecendo a leis que foram verificadas
por métodos experimentais. Aristóteles define a ciência como o conhecimento das causas
pelas causas. É o conhecimento demonstrativo. Foi o próprio Aristóteles quem definiu que as
ciências (no plural) estão relacionadas à maneira de realização do ideal de cientificidade de
acordo com os fatos investigados e os métodos empregados (Silva, 2002).

2.1.2. Diferença entre ciências sociais e naturais

As ciências sociais se referem ao estudo de tudo que está relacionado com a sociedade, bem
como o seu desenvolvimento ao longo dos anos. Dessa forma, é um campo de estudo que
engloba uma série de sectores, como por exemplo: a educação, a antropologia, ciência
política, relações internacionais, economia, geografia, história, criminologia, entre outros
tantos. Ou seja, tudo que estiver relacionado directa ou indirectamente com a sociedade, pode
ser estudado através da sociologia, ou melhor, das ciências sociais (Araújo, 2006).

Por outro lado, existem as ciências naturais, que se dedicam a estudar todos os detalhes da
natureza por meio de métodos científicos. Essa é a principal diferença entre as ciências
naturais e sociais: a natural se utiliza basicamente de métodos científicos para chegar a
resultados mais profundos e precisos do meio natural. Assim, todo o estudo que está
directamente relacionado ao meio ambiente e com a vida dos seres vivos que nele habitam
pertence às ciências naturais. Os principais exemplos das ciências naturais são a biologia,
química, física, ciências da Terra, estudos do oceano, astronomia, entre outros (Araújo, 2006).

2.1.3. Neutralidade da ciência na busca pelo conhecimento

A neutralidade implícita na tese de que a ciência é ou não é neutra é evidentemente uma


neutralidade em relação a valores; prova disso é que em muitos contextos, em lugar de a
ciência é neutra se diz sinonimamente a ciência é livre de valores. Ao isolar a ciência da
esfera valorativa, a tese da neutralidade, primeiro, coloca a ciência fora do alcance de
questionamentos em termos de valores sociais sendo essa a implicação mais relevante de um
ponto de vista interno à cultura ocidental e, segundo, permite que a ciência seja posta como
um valor universal (Soares, 2010).
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Ciência e sua evolução

Segundo Soares (2010), há três domínios nas práticas científicas em que os valores sociais
podem estar presentes. O primeiro corresponde ao momento da selecção dos fenómenos a
serem investigados, ou dos problemas a serem tratados. Desta escolha depende o
direccionamento da pesquisa e, consequentemente, o avanço da ciência. O segundo
corresponde ao momento da escolha entre as teorias propostas para explicar os fenómenos ou
resolver os problemas, sendo o conjunto de normas que norteiam essa escolha identificado
com a metodologia científica, no sentido em que essa expressão é normalmente usada na
filosofia da ciência. E o terceiro é o domínio do próprio conteúdo das proposições científicas.
A cada um desses domínios corresponde uma faceta, ou sub-tese, da tese da neutralidade,
negando cada uma a presença de valores no respectivo domínio, a saber:

Tese da neutralidade temática: a ciência é neutra porque o direccionamento da pesquisa


científica, isto é, a escolha dos temas e problemas a serem investigados, responde apenas ao
interesse em desenvolver o conhecimento como um fim em si mesmo.

Tese da neutralidade metodológica: a ciência é neutra porque procede de acordo com o


método científico, segundo o qual a escolha racional entre as teorias não deve envolver, e de
maneira geral não tem envolvido, valores sociais.

Tese da neutralidade factual: a ciência é neutra porque não envolve juízos de valor; ela
apenas descreve a realidade, sem fazer prescrições; suas proposições são puramente factuais.

Apesar de poderem e deverem ser distinguidas, essas teses não são independentes umas das
outras. Grosso modo, elas se reforçam mutuamente, além de em muitos pontos se articularem
de formas logicamente mais precisas. Se em um patamar excluem da ciência os valores
sociais, em outro elas funcionam também como valores, no sentido de que a neutralidade não
é simplesmente dada, mas corresponde a uma aspiração da ciência, que envolve esforço para
que se realize. Tais esforços se dão não apenas no interior da prática científica, mas envolvem
as relações da ciência com a sociedade e, nesse terreno, eles adquirem o carácter de uma
reivindicação a reivindicação de autonomia (Menezes, 2019).

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2.2. Método científico

2.2.1. Conceito do método científico

O método científico pode ser definido como a maneira ou o conjunto de regras básicas
empregadas em uma investigação científica com o intuito de obter resultados o mais
confiáveis quanto for possível. Entretanto, o método científico é algo mais subjectivo, ou
implícito, do modo de pensar científico do que um manual com regras explícitas sobre como o
cientista, ou outro, deve agir (Silva, 2002).

2.2.2. Característica do método científico

O conhecimento científico é segundo Menezes (2019),obtido e organizado de uma maneira


específica, seguindo determinados critérios e métodos de investigação. Alguns passos, de
forma geral, são sempre seguidos pelos cientistas.

Geralmente o método científico engloba algumas etapas como: a observação, a formulação


de uma hipótese, a experimentação, a interpretação dos resultados e, por fim, a conclusão.
Porém alguém que se proponha a investigar algo através do método científico não precisa,
necessariamente, cumprir todas as etapas e não existe um tempo pré-determinado para que se
faça cada uma delas (Menezes, 2019).

2.2.3. Descrição do método científico

Segundo Araújo (2006), as principais etapas do método científico seguidas em geral pelas
equipes de cientistas em institutos de pesquisas e universidades em todo o mundo são:

Observação: Leva o observador ao levantamento de questões que precisam ser estudadas.


Essa observação pode ser a olho nu ou com a utilização de instrumentos de maior precisão,
como microscópios.

Hipótese: Na tentativa de responder às questões levantadas na observação, o cientista propõe


hipóteses, isto é, afirmações prévias para explicar os fenómenos. Essas hipóteses podem ser
comprovadas ou descartadas na próxima etapa.

Experiências: Consistem em vários testes realizados para comprovar a hipótese. As


experimentações são realizadas de forma bem criteriosa, envolvendo aspectos qualitativos e
quantitativos. Todos os dados obtidos e etapas do experimento são anotados e repetidos. À

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medida que os experimentos são realizados, as evidências são reunidas e as hipóteses são
colocadas à prova.

Resultados: A reunião dos dados obtidos juntamente com as interpretações realizadas vão
validar as informações para justificar a hipótese e explicar o fenómeno. Nessa etapa, os
resultados são utilizados para rejeitar ou modificar a hipótese, pois ela deve coincidir com os
resultados obtidos.

Conclusão: Com base na observação, formulação de hipóteses, experimentos e resultados


obtidos, é possível que se construa uma teoria, lei ou princípio para expandir o conhecimento
adquirido e aplicá-lo em outras situações.

2.2.4. Contextualização do método científico

A palavra método vem do grego méthodos, que significa “caminho para chegar a um fim”.
Seguir um método científico é o que define uma área de estudo como uma Ciência. O método
científico pode variar de acordo com a ciência, mas o que é actualmente usado,
principalmente pelas ciências da natureza, foi derivado do trabalho de vários filósofos, como
Francis Bacon e René Descartes, e de cientistas como Galileu Galilei, Robert Boyle e Antoine
Laurent Lavoisier (Menezes, 2019).

Esses precursores do método científico defendiam que a busca pelo conhecimento deveria
basear-se em experimentações e lógicas matemáticas, com medições bem precisas e exactas,
bem como com a repetição intensiva de vários experimentos para provar as ideias (Menezes,
2019).

2.3. Conhecimento

2.3.1. Conceito conhecimento

O conhecimento é uma forma de apreensão da realidade. Os seres humanos vivem como as


outras espécies da natureza, mas diferente delas, criam para si, representações da realidade.
Essas representações fundamentam-se nos sentidos e na percepção; na memória, na
imaginação e no intelecto; na ideia de aparência e de realidade e na ideia de verdade ou
falsidade (Araújo, 2006).

A partir desses modos, Soares (2010), os indivíduos interiorizam o mundo e apreendem a


realidade. E, na consciência, criam códigos de interpretação de tudo o que existe ou pode ser
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pensado. É estabelecida uma relação entre o sujeito (aquele que conhece) e o objecto (aquilo a
ser conhecido).

2.3.2. Tipos de conhecimento

Soares (2010), afirma que a realidade é tão complexa que o homem, para apropriar-se dela,
teve de aceitar diferentes tipos de conhecimento. Tem-se, então, os diferentes tipos de
conhecimento:

 Conhecimento Mítico;
 Conhecimento Religioso;
 Conhecimento do Senso Comum;
 Conhecimento Científico;
 Conhecimento Filosófico.

2.3.3. Característica dos tipos de conhecimento

De acordo com Araújo (2006), os diferentes tipos de conhecimento representam as diferentes


maneiras que os seres humanos encontraram para sair da ignorância.

Conhecimento Mítico – O conhecimento que se baseia nos mitos tem como característica
principal ser fabuloso. É um conhecimento que advém de uma tradição oral, das narrativas
míticas. Na Grécia antiga, a transmissão desses conhecimentos era tarefa dos poetas-rapsodos.

Essas narrativas remontam histórias sobre o início dos tempos. Dão conta de explicar de
maneira fantasiosa, a origem do mundo e de tudo o que é relevante para a vida daquele grupo
de indivíduos. Baseadas na crença, as narrativas míticas reforçam, de forma ilógica e
contraditória, imagens e constroem uma consciência colectiva. A consciência mítica está
baseada na crença de que são representações fiéis da realidade.

Conhecimento Religioso – A Religião partilha com os tipos de conhecimento o objectivo de


explicar o universo em sua formação e totalidade. A particularidade do conhecimento
religioso é seu embasamento na fé, na crença nas revelações divinas e em seus textos sagrados
oriundos dessas revelações.

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Com base na fé, a união entre o conhecimento e as religiões, chamado de teologia, visa
estruturar sistemas de conhecimento baseados em verdades não-demonstráveis e indubitáveis,
chamados de dogmas. A religião garante a ligação entre o que é humano e o que é divino.

Conhecimento do Senso Comum – O Conhecimento oriundo do senso comum, algumas


vezes chamado de conhecimento empírico, é baseado na generalização de eventos ou
interpretações particulares, tomadas como regra. É um saber básico e superficial das coisas,
sem provas nem demonstração.

O senso comum está fundamentado na crença em informações inverificadas. É um


conhecimento transmitido de pessoa para pessoa que, ao final, constrói todo um sistema de
crenças, muitas vezes contraditórias ou preconceituosas.

Conhecimento Científico – A ciência é, em si mesma, uma área devotada a construção do


conhecimento. Sendo assim o que caracteriza e distingue o conhecimento científico dos
demais é o método. O método científico cumpre a função de impedir ou reduzir ao máximo
todo o tipo de erro ou ambiguidade. O conhecimento científico possui uma pretensão de
verdade a partir da verificação e da validação de seu método.

Conhecimento Filosófico – É o conhecimento que se baseia no filosofar, na interrogação


como instrumento para decifrar elementos imperceptíveis aos sentidos, é uma busca partindo
do material para o universal, exige um método racional, diferente do método experimental
(científico), levando em conta os diferentes objectos de estudo.

O objecto de análise da filosofia são ideias, relações conceptuais, exigências lógicas que não
são redutíveis a realidades materiais e, por essa razão, não são passíveis de observação
sensorial directa ou indirecta (por instrumentos), como a que é exigida pelo conhecimento
científico.

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2.3.4. Diferença entre os tipos de conhecimento

Tabela 1 – Diferença entre os tipos de conhecimento.

Forma de
Tipo de Base do O que Valida o Quem Transmite o
Aquisição do
Conhecimento Conhecimento Conhecimento? Conhecimento
Conhecimento
Narrativas
Mítico Crença Tradição Rapsodos
Míticas
Teólogos/Líderes
Religioso Crença (Fé) Escrituras Dogmas
Religiosos
Não-
Senso Comum Crença Tradição Pessoa Comum
questionamento
Científico Razão Investigação Método Cientista

Filosófico Razão Reflexão Argumentação Filósofo

Fonte: Araújo (2006).

2.4. Citações

2.4.1. Conceito citações

Citação é a menção de informação extraída de outros documentos. Ela tende a contextualizar


o trabalho na temática, dando credibilidade, e registando opiniões similares ou conclusões
opostas (Tumelero, 2017).

2.4.2. Tipos de citações

De acordo com Tumelero (2017), existem dois tipos de citação: Directa e Indirecta.

1. Citação directa – Trata-se de uma citação que, é a transcrição literal da parte da obra do
autor consultado. Nesse sentido, o recomendável é que todos os elementos textuais, tais
como a ortografia, sinais gráficos, pontuação, entre outros, sejam rigorosamente
respeitados, funcionando como uma espécie de cópia fiel das ideias reveladas pelo autor
em questão.

Citação directa curta – Tal modalidade deve obedecer ao limite máximo de três linhas, bem
como deve ser inserida entre aspas no interior do parágrafo.

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Ciência e sua evolução

Exemplo 1º - Quando inserida no parágrafo: sobrenome do autor (ou dos autores),


acompanhado da data e do número da página consultada:

Para Teixeira (1998, p. 35), “A ideia de que a mente funciona como um computador digital e
que este último pode servir de modelo ou metáfora para conceber a mente humana iniciou a
partir da década de 40”.

Exemplo 2º - Quando expressa no final da citação: Sobrenome do autor (ou dos autores)
seguido da data e do número da página em referência:

“A ideia de que a mente funciona como um computador digital e que este último pode servir
de modelo ou metáfora para conceber a mente humana iniciou a partir da década de 40”.
(TEIXEIRA, 1998, p. 35)

Citação directa longa – As citações directas com mais de três linhas devem aparecer em um
parágrafo distinto, com espacejamento simples de entrelinhas, recuo de 4cm da margem
esquerda e descrito em fonte 10.

Exemplo 1º - Para Barros e Lehfeld (2000, p. 107):

As citações ou transcrições de documentos bibliográficos servem para fortalecer e apoiar a tese do


pesquisador ou para documentar sua interpretação. O que citar? Componentes relevantes para descrição,
explicação ou exposições temáticas. Para que citar? Para o investigador refutar ou aceitar o raciocínio e
exposição de um autor suporte [...].

Exemplo 2º

As citações ou transcrições de documentos bibliográficos servem para fortalecer e apoiar a tese do


pesquisador ou para documentar sua interpretação. O que citar? Componentes relevantes para descrição,
explicação ou exposições temáticas. Para que citar? Para o investigador refutar ou aceitar o raciocínio e
exposição de um autor suporte [...]. (BARROS; LEHFELD, 2000, p. 107)

Citação directa: citação da citação – Como o próprio nome já nos revela, trata-se da citação
de parte de um texto encontrado em um determinado autor, referente a outro, visto que a esse
outro não se pôde ter acesso. O recomendável é que se utilize somente quando não houver a
possibilidade de acesso ao documento original. Assim, a indicação é feita pela expressão
latina apud, cujo sentido se atém a “citado por”. No texto, tal modalidade deve ser retratada
de seguinte forma: autor do documento não consultado, seguido da expressão latina apud
(citado por), em formato normal (não expresso em itálico) e o autor da obra consultada.

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Exemplo 1º - Para Apple (1994 apud MOREIRA; SILVA, 2002, p. 39):

Quer reconheçamos ou não, o currículo e as questões educacionais mais genéricas sempre


estiveram atrelados à história dos conflitos de classe, raça, sexo e religião, tanto nos Estados
Unidos quanto em outros países.

Exemplo 2º

Quer reconheçamos ou não, o currículo e as questões educacionais mais genéricas sempre


estiveram atrelados à história dos conflitos de classe, raça, sexo e religião, tanto nos Estados
Unidos quanto em outros países. (APPLE, 1994 apud MOREIRA; SILVA, 2002, p. 39)

Citação directa: omissão – A omissão se caracteriza como um recurso utilizado quando não
se faz necessário citar o texto de forma integral de um determinado autor. Contudo, torna-se
imperioso que o sentido do texto original permaneça inalterado. No texto, tal recurso é sempre
indicado por reticências (...) entre colchetes ([ ]).

Exemplo 1º - Para Oliveira (2002, p. 72), “O universo ou população é o conjunto de seres


animados que apresentam pelo menos uma característica em comum [...] dependem do
assunto a ser investigado”.

Exemplo 2º - “O universo ou população é o conjunto de seres animados que apresentam pelo


menos uma característica em comum [...] dependem do assunto a ser investigado”.
(OLIVEIRA, 2002, p. 72)

2. Citação Indirecta – se caracteriza como uma espécie de paráfrase das ideias de um


determinado autor, ou seja, o pesquisador, por meio de suas próprias palavras, interpreta
o discurso de outrem, contudo, mantendo o mesmo sentido. Outro aspecto que deve ser
levado em conta é a necessidade de o autor (ou os autores) e o ano em que a obra foi
publicada serem mencionados.

Exemplo 1º - no parágrafo: Sobrenome do autor (data):

"Independentemente do nosso reconhecimento, segundo SILVA (2002), o currículo, bem


como as questões educacionais, vistas sob um ponto de vista mais generalizado, mantêm-se
relacionados a aspectos históricos relativos a conflitos de classe, raça, sexo e religião, não
somente em se tratando dos Estados Unidos, mas também a outros países."

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Exemplo 2º - no final do parágrafo: (Sobrenome do autor, data):

"Independentemente do nosso reconhecimento, o currículo, bem como as questões


educacionais, vistas sob um ponto de vista mais generalizado, mantêm-se relacionados a
aspectos históricos relativos a conflitos de classe, raça, sexo e religião, não somente em se
tratando dos Estados Unidos, mas também a outros países. (SILVA, 2002)."

2.4.3. Diferença entre citações directas e indirectas

Citação Indirecta é utilizada quando a ideia de quem escreveu é incorporada ao texto com
as suas próprias palavras. Desta forma, você irá traduzir, ou explicar aquela ideia, facilitando
a compreensão de quem lê. O objectivo é expressar certa ideia de modo mais acessível, com
linguagem de fácil compreensão. Além, é claro, de poder dar o seu “tom” a uma ideia que
estará dentro do seu texto. Citação Directa é feita com as palavras do próprio autor. Você
não estará, portando, traduzindo uma ideia, mas utilizando-a na íntegra (Tumelero, 2017).

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3. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Existem diversas formas de conhecer e interpretar o mundo. Cada uma delas possui
características específicas que as distinguem das demais. A mitologia, o senso comum, as
religiões, a filosofia e a ciência possuem uma mesma finalidade: organizar informações que
possam explicar ou dar sentido ao mundo e às coisas. Em outras palavras, essas diferentes
áreas são produtoras de conhecimento. Entretanto, a forma como esse conhecimento é
adquirido e transmitido varia em cada um desses tipos de conhecimento. Essas
particularidades são responsáveis pela distinção entre mitologia e ciência ou filosofia e
religião.

O conhecimento é uma forma de apreensão da realidade. Os seres humanos vivem como as


outras espécies da natureza, mas diferente delas, criam para si, representações da realidade.
Essas representações fundamentam-se nos sentidos e na percepção; na memória, na
imaginação e no intelecto; na ideia de aparência e de realidade e na ideia de verdade ou
falsidade. A partir desses modos, os indivíduos interiorizam o mundo e apreendem a
realidade. E, na consciência, criam códigos de interpretação de tudo o que existe ou pode ser
pensado. É estabelecida uma relação entre o sujeito (aquele que conhece) e o objecto (aquilo a
ser conhecido).

A ciência é uma palavra que pode ser usada para a obtenção de conhecimento ou de fazer o
conhecimento melhor. Fazendo o melhor conhecimento é feito usando um processo chamado
de investigação. A educação é sobre o ensino do conhecimento para as pessoas. A ciência
também pode ser usada para falar sobre todo o conhecimento conhecido até o momento.

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4. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Araújo, C. A. Á. A ciência como forma de conhecimento. Universidade Federal de Minas


Gerais (UFMG), Belo Horizonte, Minas Gerais. Ciênc. cogn. vol. 8. Rio de Janeiro. 2006.

Menezes, P. Método Científico. Universidade do Porto. 2019.

Silva, E. L. A construção do conhecimento científico: o processo, a actividade e a


comunicação científica em um laboratório de pesquisa. Perspectivas em Ciência da
Informação, Belo Horizonte, v. 7, n. 2. 2002.

Soares, J. J. Tipos de Conhecimento Humano. 2010. Disponível em:


www.jjsoares.com/media/download/Tipos_de_Conhecimento_Humano_novo.doc.>. Acesso
em 17/03/2020.

Tumelero, N. Tipos de citações nas Normas ABNT – Guia completo com exemplos. Mettzer.
2017.

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