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Treinamento para

Olimpíadas de Resoluções
2009 Matemática
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NÍVEL 3

AULAS 16 A 19
Em Classe
1. Seja AH = h a altura relativa a BC e AB = x, comprimento do lado AB.
Desde que os comprimentos dos lados AB, BC e CA, nessa ordem, são números inteiros e consecutivos, segue-
se que BC = x + 1 e AC = x + 2.
A

x x+2
h

n H m
B C
x+1

Aplicando aos triângulos ABH e AHC, o Teorema de Pitágoras, encontramos: n2+ h2 = x2 e (x + 2)2 = m2 + h2;
daí, h2 = x2 – n2 = (x + 2)2 – m2.
Nestas condições, podemos escrever: (x + 2)2 – x2 = m2 – n2, o que implica 4(x + 1) = (m + n )( m – n ).
Desde m + n = BC = x + 1, então 4(x + 1) = (x + 1)(m – n), e portanto m – n = 4.
Resposta: A

2. Seja AE a altura relativa ao vértice A, e seja h o comprimento desta altura. Note que o triângulo ACD é isósceles,
1
e então ED = EC = .
2
A

3 h 3

C 1 E 1 D 8 B
2 2
2
⎛ 1⎞
Assim, aplicando ao triângulo AED, retângulo em E, o teorema de Pitágoras, temos: h2 + ⎜ ⎟ = 32 , e daí
⎝ 2⎠
1 35
h2 = 9 – = .
4 4
1 17
Por outro lado, o triângulo AEB é retângulo em E. Desde que EB = ED + BD = +8= , tem-se do teorema de
2 2
2
35 ⎛ 17 ⎞ 35 + 289 324
Pitágoras aplicado a este triângulo: AB2 = h2 + EB2 = +⎜ ⎟ = = = 81. Portanto, AB = 9.
4 ⎝ 2⎠ 4 4
Resposta: 9

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3. Desde que AED e BED são triângulos retângulos em E, então do teorema de Pitágoras aplicado a estes
triângulos, podemos escrever: BD2 – BE2 = ED2 = AD2 – AE2, o que implica BD2 = BE2 + AD2 – AE2.
B
E y

A C
0

x+y x+y

Desde que AB = BC = CD = DA = x + y (lado do losango), segue que:

BD2 = y2 + (x + y)2 – x2, e portanto BD = y 2 + ( x + y )2 – x 2 = 2y 2 + 2xy .


AC BD
Por outro lado, denominando de O, o centro, do losango; AO = e BO = .
2 2
Assim, aplicando ao triângulo AOB, retângulo em O, o teorema de Pitágoras, obtemos: AO2 + BO2 = AB2, e daí
2 2
⎛ AC ⎞ 2 ⎛ BD ⎞
⎜⎝ 2 ⎟⎠ = ( x + y ) – ⎜⎝ 2 ⎟⎠ , ou melhor ainda AC = 4(x + y) – BD .
2 2 2

Substituindo, o valor de BD encontrado acima, resulta: AC2 = 4(x + y)2 – (2y2 + 2xy), e consequentemente

AC = 4( x + y )2 – (2y 2 + 2xy ) = 4 x 2 + 6 xy + 2y 2 .

Portanto, os comprimentos das diagonais são: 2y 2 + 2xy (menor) e 4 x 2 + 6 xy + 2y 2 (maior)

Resposta: 2y 2 + 2xy (diagonal menor) e 4 x 2 + 6 xy + 2y 2 (diagonal maior)

4. O segmento C2 C4 tem comprimento (R – r). O triângulo C1C2C4 é retângulo, com catetos C2C4 e C1 C2
medindo (R – r) e R respectivamente, e hipotenusa C1C4 de comprimento (R + r).

C4

C1 C2 C3

Nestas condições, do teorema de Pitágoras e o triângulo C1C2C4, podemos escrever:


(R – r)2 + R2 = (R + r)2 ∴ R2 – 2Rr + r2 + R2 = R2 + 2Rr + r2
R
∴ R2 = 4Rr ∴ =4
r
Resposta: A

5. Notamos primeiro que o triângulo PQR é equilátero de lado 2 cm. Como o segmento RS também mede
2 cm, o triângulo PRS é isósceles de base PS.
A

S R Q

C B

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O ângulo PR̂S mede 120º, pois ele é externo ao triângulo PRQ, e igual à soma dos dois ângulos internos não
adjacentes, cada um medindo 60º. Logo, cada um dos ângulos RŜP e RP̂S mede 30º, e portanto o triângulo PQS
é retângulo em P, com PQ̂S = 60º e PŜQ = 30º. Além disso, o triângulo ABC é semelhante ao triângulo PQS,
pois seus lados distando de 1 cm dos lados deste triângulo, são paralelos a estes. Nestas condições, o triângulo
ABC é retângulo com AB̂C = 60º e AĈB = 30º, e consequentemente AB é o menor lado deste triângulo.
Para calcular o comprimento do lado AB, basta calcular BT, pois claramente AT = 3 cm . Notamos que o triângulo
QBT é retângulo em T. Como BQ é bissetriz do ângulo AB̂C, segue que TB̂Q = 30º. Como QT = 1 cm, segue que
BQ = 2 cm, e portanto do teorema de Pitágoras aplicado ao triângulo QBT, temos:
TB2 + QT2 = BQ2, o que implica TB2 + 1 = 22, e consequentemente TB = 3.

Portanto, AB = AT + TB = 3 + 3

Resposta: 3 + 3

6. Para resolver essa questão, precisamos saber qual é a área coberta de cada um
dos três quadrados de centros A, B e C. Para isso, vamos considerar a figura ao
lado, onde representamos os quadrados de centros A e B.
A P
A região sombreada no quadrado de centro A é o quadrilátero AQRT.
Pelo ponto A traçamos as perpendiculares AP e AS aos lados do quadrado.
Q
Como A é o centro do quadrado, é imediato que APRS é um quadrado; sua área
1 1 T S R
é da área do quadrado maior, ou seja, é × 100 = 25 cm2 . B
4 4
Além disso os ângulos PÂQ e SÂT, marcados na figura, são de medidas iguais;
de fato, temos:
∠PAQ = ∠PAS – ∠QAS = 90º – ∠QAS = ∠QAT – ∠QAS = ∠SAT
Nestas condições, concluímos que os triângulos APQ e AST são congruentes, pois são triângulos retângulos
com um lado e um ângulo comuns.
Logo,
(AQRT) = (AST) + (AQRS) = (APQ) + (AQRS)
= (APRS) = 25 cm2.
Do mesmo modo, as áreas sombreadas nos quadrados de centros B e C são iguais a 25 cm2.
Portanto, a área, em cm2, da região sombreada, é 3 × 75 + 100 = 325.
Resposta: E

7. a) Na figura estão desenhadas as duas circunferências concêntricas, de raios r e


R, e uma circunferência de raio x simultaneamente tangente a essa duas.
R
R–r
Logo, temos: r + 2x = R, donde, x = .
2
b) A área pedida é dada pela seguinte diferença:
r x x
área da coroa circular – 12 ⋅ área do círculo de raio x
Desde que a área da coroa circular é π(R2 – r2) e a área do círculo de raio x é
2
⎛ R – r⎞ R2 – 2Rr + r 2
π ⋅ x2 = π ⋅ ⎜ = π ⋅ ,
⎝ 2 ⎟⎠ 4

segue-se que a área Ap, pedida, é dada por

R2 – 2Rr + r 2
A p = π (R2 – r 2 ) – 12 ⋅ π ⋅ = 2π ( 3Rr – 2r 2 – R2 )
4
Resposta: a) DEMONSTRAÇÃO
b) 2π(3Rr – 2r2 – R2)

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8. Seja O centro do círculo maior de raio OA = OD = 2r. D
Sejam OA e OD diâmetros de dois dos círculos menores (destacados na figura) e R
AOD um setor de 90º do círculo maior. 
B
S+S
Note que o diâmetro OA (ou OD) divide a região vermelha de um círculo menor em
duas regiões simétricas em relação ao diâmetro OA (ou OD). G G
S
Indicando por S, a área, em cm2,
de cada uma destas regiões simétricas do vidro A
r r 0
vermelho, conforme figura, tem-se da simetria dos vidros, no vitral: S
G
área (em cm2) do setor de AOD = 2S + G + B e
2r
área (em cm2) do círculo menor = 2S + 2G.
1
Por outro lado, a área do setor AOD, em cm2, é π (2r )2 , ou seja, πr2. Logo, o
4
setor AOD é equivalente ao círculo menor, isto é, têm áreas iguais (verifique!!).
Então, 2S + G + B = 2S + 2G, o que implica, B = G = 400 (enunciado).
Resposta: 400 cm2

A B
Em Casa
2 7
a a
1. Pelo ponto P traçam-se paralelas aos lados do quadrado. Estas paralelas
b P d
determinam com os lados do quadrado, 4 triângulos retângulos, como
mostra-se na figura ao lado.
Aplicando teorema de Pitágoras aos triângulos retângulos destacados c
⎯ ⎯ x 9
c
na figura de hipotenusas AP e CP, temos respectivamente:
a2 + b2 = 22
c2 + d2 = 92 D C
Adicionando-se, membro a membro, obtém-se: a2 + b2 + c2 + d2 = 22 + 92.
Raciocinando de modo análogo para os outros dois triângulos retângulos, obtém-se: a2 + b2 + c2 + d2 = x2 + 72.
Nestas condições, podemos escrever: x2 + 72 = 22 + 92.
Donde encontra-se x = 6.
Resposta: C
N
2. Seja P a intersecção das retas suportes dos lados ND e AM. a
b
Do enunciado, tem-se que os triângulos MBA e NDC são congruentes.
D C
Assim, da construção do ponto P e do enunciado decorre que :
∠PAD = ∠MBA = ∠NDC e ∠PDA = ∠MAB = ∠NCD a
Mas, como AD = AB = 1, segue-se que os triângulos PAD e MBA são con-
gruentes (ALA), consequentemente, ∠APD = 90°, MA = DP e BM = AP. P
Nestas condições, o triângulo MPN é isósceles e retângulo em P, com b
A B
MP = MA + AP = a + b = DP + ND = NP. a b
Portanto, MN = a + b( ) 2 M

Resposta: D

3. Desde que AC = AB, temos que 2r = AB = 4, isto é, r = 2 (r é o raio circunferência).


Desde que DE // AB e AB̂C = 45°, então CE = DE = 2x.
DE
Nestas condições, OE = CE – r = 2x – r = 2x – 2 e DM = ME = = x (M é ponto médio de DE).
2
Substituindo estes resultados no triângulo retângulo OEM, tem-se do teorema de Pitágoras:
OM2 = OE2 + ME2, ou seja, 22 = (2x – 2)2 + x2
8
Resolvendo, encontramos x = ou x = 0 (não convém)
5
16
Portanto, DE = 2x =
5
Resposta: B

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4. Dos dados do enunciado podemos construir a figura ao lado, onde o triângulo AOB
é retângulo em O enquanto que o triângulo ACD, é retângulo em C. C

Denotando por r o raio da circunferência temos: B


30° r
60° 5 60°
5 3 30°
Do ΔAOB: tg 30° = = ∴ r=5 3 [1] A r O r D
r 3

Do ΔACD: AC = 2r cos 30° = r 3 [2]


Portanto, de [1] e [2], resulta AC = 15.
Resposta: B

5. Sejam A, B e C os centros das circunferências de raios a, b e c res-


pectivamente.
Seja A´, B´, C´as projeções ortogonais de A, B e C respectivamente
sobre a reta dada.
A F
Seja D e E as projeções ortogonais de C sobre as retas AA´ e BB´ a–b
respectivamente. a+b B
a–c a+c b+c b–c
Seja F a interseção da reta BB´ com a paralela a A´B´ por A. C
Nestas condições, os triângulos ADC, BEC, e BFA são retângulos D E
c
em D, E e F respectivamente, conforme mostra-se na figura ao lado. A’ C’ B’
Dos triângulos retângulos ADC, BEC e BFA:

DC = ( a + c )2 − ( a − c )2 = 2 ac , CE = (b + c )2 − (b − c )2 = 2 bc e AF = 2 ab

Por outro lado, da figura acima: DC + CE = A’B’ ∴ 2 ac + 2 bc = 2 ab


1 1 1
Dividindo ambos os membros por 2 abc resulta: + =
b a c
Resposta: E

6. Solução oficial
Os triângulos ABE e EHF são retângulos em A e H, respecti- G
vamente; a medida do ângulo BÊF é de 90°; se a medida do ângu-
lo HÊF é x, então a medida dos ângulos EF̂H e AÊB é 90° – x e,
consequentemente, a medida do ângulo AB̂E é x; como BE = EF
C B
(são lados do mesmo quadrado), então os triângulos mencionados
são congruentes (pelo caso ALA de congruência de triângulos). F J
Utilizando o teorema de Pitágoras, podemos escrever
BE2 = AB2 + AE2, o que mostra que a área do quadrado BEFG
é a soma das áreas dos quadrados ABCD e FHIJ, ou seja,
D A E H I
64 + 36 = 100 cm2.
Resposta: D

7. (Solução Oficial)
Ligando o ponto de interseção das retas que representam as duas cercas aos
vértices, obtemos a figura ao lado. B
M
Observemos que, como AQ = QD e as alturas de OAQ e OQD que passam por A
O são iguais, as áreas de OAQ e OQD são iguais. Analogamente, as áreas de
OAM e OMB; OBN e ONC; OCP e OPD são iguais. O
Logo, (OAQ) + (OAM) + (OCP) + (ONC) = (OQD) + (OMB)+ (OPD) + (OBN) Q N

∴ (AMOQ) + (CNOP) = (DPOQ) + (BMON)


∴ (AMOQ) = 200 + 250 – 210 = 240. D
P
C
Resposta: A

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8. Sejam D e E (ver figura) áreas de regiões planas limitadas pelo semicírculo construído sobre a hipotenusa e cada
um dos catetos do triângulo retângulo.

R
A

S E
D
T

B C

2 2 2
AB AC BC
Nestas condições, temos: S + D = π ⋅ ,R +E= π⋅ e D+ T+E=π⋅ .
4 4 4
2 2 2
Por outro lado, AB + AC = BC (Teorema de Pitágoras)
2 2 2
AB AC π⎛ 2 2⎞ BC
Assim, S + D + R + E = π ⋅ +π⋅ = ⎜ AB + AC ⎟ = π ⋅ =D+ T+E
4 4 4⎝ ⎠ 4
Portanto, S + D + R + E = D + T + E, ou seja, S + R = T.
Resposta: C

9. Seja H a intersecção da reta AC com a paralela a reta AB por D, conforme figura ao lado. H b D
Nestas condições, o triângulo GHD é retângulo em H. Além disso, o triângulo CHD é con- β
gruente ao triângulo BAC, pois ∠DCH = ∠CBA = α , ∠CDH = ∠BCA = β e CD = BC; c E
α
como consequência, DH = CA = b e CH = BA = c.
Portanto, do teorema de Pitágoras e do ΔGHD, resulta: C
a
b β
GD2 = GH2 + DH2 α
A B
c
GD2 = (GA + CA + CH)2 + DH2
GD2 = (c + b + c)2 + b2 c
GD2 = 2b2 + 4bc + 4c2
Resposta: D G F

10. Seja N a projeção ortogonal de P sobre QR.


Seja NM = x , NQ = y – x e MR = y.
P
Aplicando o teorema de Pitágoras, temos:
ΔPNM: PN2 + x2 = 3,52 [1]
7
ΔPNQ: PN2 + (y – x)2 = 42 [2] 4
3,5
ΔPNR: PN2 + (y + x)2 = 72 [3]
33 y–x x y
De [2] e [3], obtém-se: 2xy = [4] Q N M R
2
147
De [1] e [3], obtém-se: y 2 + 2xy = [5]
4
9
Portanto, de [4] e [5], resulta: y = , logo QR = 2y = 9.
2
Resposta: D

11. Sejam 2x o comprimento do lado do quadrado e α, β medidas, em graus, dos ângulos ADM e CDP respectivamente.
Nestas condições, resulta do enunciado:
• AD = DC = 2x e AM = x.
• α + β = 90°, ∠DMA = β e ∠DCP = α, conforme figura a seguir.

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D
2x α
β 2x
A P α
x β
C
M
x
B

Desde que o triângulo ADM é retângulo em A, resulta do teorema de Pitágoras:


DM2 = AM2 + DA2 = x2 + (2x)2 = 5x2
∴ DM = x 5
Por outro lado, ΔADM ∼ ΔPCD (∼ AA), logo:
DM AM x 5 x 2 5
= ∴ = ∴ DP = x
DC DP 2x DP 5
2 5
Como MP = 3 e DM = 3 + DP, segue-se x 5 = 3 + x , ou seja, x = 5.
5
Portanto, o comprimento do lado do quadrado é 2x, isto é, 2 5.
Resposta: C

AH AH 3 3⋅ 2
12. ΔAHC: tg 30° = ∴ = ∴ AH =
2 2 3 3

BH BH
ΔBHC: tg 45° = ∴ = 1 ∴ BH = 2
2 2

1⎛ 3 ⋅ 2 ⎞
Portanto, a área do triângulo ABC é igual a
1
(
AH + BH ) 2= ⎜
2⎝
+ 2⎟ ⋅ 2 =
3
+1
2 3 ⎠ 3
Resposta: E

13. Sejam b e c medidas dos catetos e a medida da hipotenusa.


Do teorema de Pitágoras, b2 + c2 = a2 [I]
⎧ b + c = 14
Da soma e produto das raízes da equação do segundo grau, temos: ⎨ [II]
⎩ b ⋅ c = 48
De [I] e [II] podemos escrever:
(b + c)2 = 196 ∴ b2 + c2 + 2bc = 196 ∴ a2 + 96 = 196 ∴ a2 = 100 ∴ a = 10.
Portanto, a medida da hipotenusa, em cm, é 10 enquanto que a do perímetro, em cm, é a + b + c , ou seja,
24 (10 + 14).
Resposta: D

14. Seja C2M a mediatriz do segmento AB, decorre daí que os triângulos OCC3 e OMC2 são semelhantes, logo
MC2 OC2 r ⋅ 3r 3
= ∴ MC2 = = r
CC3 OC3 5⋅r 5 C
B
Aplicando o teorema de Pitágoras no triângulo AC2M M
A
2
⎛3 ⎞ 16 2 O
AM2 = AC2 − MC2 = r 2 − MC22 = r 2 − ⎜ r ⎟ = r C1 C2 C3
⎝5 ⎠ 25

4 8
∴ AM = r ∴ AB = r = 8 (r = 5)
5 5
Resposta: D

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15. Aplicando o teorema de Pitágoras no triângulo retân-
gulo destacado na figura ao lado, obtemos:
d2 + (R – r )2 = (R + r)2
R+r
Daí, d2 = 2R ⋅ 2r. Desde que 2R e 2r são os diâmetros R–r
das circunferências de raio maior e menor respectiva- d
mente, tem-se do enunciado que 2R ⋅ 2r = 25.
P Q t
Portanto, d2 = 25, ou seja, PQ = d = 5.
Resposta: A

16. No octógono regular: AE, BF, CG e HD são diâmetros de comprimento igual a 1. C


Assim, os triângulos: PAE, PBF, PCG e PHD estão inscritos em uma semi- B D
circunferência, consequentemente são retângulos em P respectivamente.
Nestas condições, decorre do teorema de Pitágoras:
—— —

⎧ PA2 + PE2 = 1 A E
⎪— — —

⎪ PB2 + PF2 = 1
+ ⎨ ——2 — — P
⎪ PC + PG2 = 1
⎪ —— —
— H F
⎩ PH2 + PD2 = 1
G
Adicionando-se membro a membro, resulta:
—— —
— —
— —
— —
— —
— —— —

PA2 + PB2 + PC2 + PD2 + PE2 + PF2 + PG2 + PH2 = 4.
Resposta: A

17. Seja O ponto médio de PQ e PQ = 2a.


Desde que PQRS é um quadrado, tem-se:
• O é centro do semicírculo com OP = OQ = a e QU = TP = x.

• RQ = PQ = 2a e y = PR = 2a 2.

Aplicando o teorema de Pitágoras no triângulo retângulo ORQ, temos OR2 = a2 + (2a)2, ou seja, OR = 5 a .

Como OR é o raio, temos OR = OU = a + x. Logo, a + x = 5 a , ou seja, x = a ( 5 −1. )


x 5 −1
Portanto, com os resultados acima conclui-se que: = .
y 2 2
Resposta: D
—— — —
18. Seja N ponto médio de AM, isto é, NA = NM
C
Desde que ∠SAB = 45°, o triângulo retângulo ASM é isósceles e
∠SMA = 45°. Nestas condições, o segmento SN é mediana como
S
também altura, relativa a hipotenusa AM, isto é, SN é perpendicu-
lar a AM. 1

1
Daí, SN = AN = NM = ⋅ AB [1] 45° 45°
4 B
A N M
Os triângulos CAB e SNB são semelhantes (SN // CA) [2]
1 3
SN AB NB
NB AB
Portanto, de [1] e [2] resulta: = ∴ 4 = = 4 ∴ AB = 3
CA AB 1 AB AB
Resposta: B

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19. Desde que o posto do observador é equidistante dos quatro pontos, a sua posição deve coincidir com o centro
do circuncírculo do quadrilátero ABCD. Sendo O centro e R raio deste círculo, temos que:
∠BOD = 2 ⋅ ∠BAD = 2 ⋅ 45° = 90° e OB = OD = R.
O comprimento da hipotenusa BD do triângulo retângulo OBD é 16 m, então pelo teorema de Pitágoras:
R2 + R2 = 162 ∴ R = 128 = 8 2 m .

Portanto, a distância que o posto guarda de cada ninho, será de 8 2 metros.


Resposta: D

R
20. Decorre dos dados do enunciado que o triângulo BDC é retângulo em B, com hipotenusa DC = + r e catetos:
2
2 2
R ⎛R ⎞ ⎛ R⎞
BC = e DB = R – r. Aplicando o teorema de Pitágoras, obtém-se ⎜ + r ⎟ = ⎜ ⎟ + (R – r )2 .
2 ⎝ 2 ⎠ ⎝ 2⎠
Daí, resulta, R = 3r.
Resposta: B

21. Sejam A, B e C os centros das circunferências de raios 1, 2 e 3 respectivamente.


Nestas condições, AC = 1 + 3 = 4; AB = 1 + 2 = 3 e BC = 3 + 2 = 5, logo BC2 = AC2 + AB2 e consequentemente
(recíproco de Pitágoras) ABC é um triângulo, retângulo em A, com hipotenusa BC = 5. Portanto, o raio R da
circunferência circunscrita a este triângulo é a metade da sua hipotenusa (propriedade), isto é, 2,5.
Resposta: B

22. Seja O o centro da circunferência C. Seja α a medida do arco menor AB. Desde que o arco maior AB é duas vezes o
comprimento do arco AB menor, o arco AB maior mede 2α. Logo, 3α = 360°, ou seja, α = 120°. Nestas condições,
∠AOB = α = 120°. Por outro lado, A e B são pontos de tangência, logo ∠OAP = ∠OBP = 90°.
Portanto, do quadrilátero PAOB (cíclico), segue-se que ∠APB = 60°, mas como PA = PB (propriedade), conclui-se
que PAB é um triângulo equilátero de lado AB = 7, ou seja, o comprimento da corda AB é 7.
Resposta: D

23. Solução Oficial


Um quadrado com área 144 cm2 tem lado 12 cm, e se foi formado juntando-se dois retângulos iguais lado a lado,
esses retângulos tem um lado igual ao lado do quadrado e ou outro igual a metade do lado do quadrado, ou seja,
seus lados medem 12 cm e 6 cm.

Juntando-se agora esses dois retângulos e formando um retângulo de largura diferente do comprimento, formamos
um retângulo de lados 24 cm e 6 cm.

E o perímetro desse retângulo é 24 + 6 + 24 + 6 = 60 cm.


Resposta: D

24. Solução Oficial


A área do jardim é 5a2, onde a é o lado do quadrado. Pelo Teorema de Pitágoras, AB2 = a2 + (2a)2 = 5a2.
Daí, 5a2 = 100, que é a área do jardim.
Observação: também é possível resolver o problema sem usar o Teorema de Pitágoras, formando o quadrado
de lado AB e observando que sua área é equivalente à de 5 quadrados menores.
Resposta: C

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25. Desde que BC // AE e BD // CE, segue-se que BCED é um paralelogramo. Consequentemente, DE = BC e os
triângulos CDE e ABC, relativo as bases DE e BC, têm a mesma altura. Portanto, (CDE) = (ABC).
Nestas condições, (ABCD) = (ABC) + (ACD) = (CDE) + (ACD) = (ACE), isto é, x = y.
Resposta: A

26. Solução oficial


Os triângulos isósceles junto à base têm área igual a do quadrado. Os dois junto aos vértices superiores tem
1
área igual a da área do quadrado. Finalmente, o central no topo tem área igual à metade da área do quadrado.
4
Logo, a área total é
1 1
3 + 2 + + = 6.
2 2
Resposta: C

27. Sejam A1, A2 e A3 áreas dos quadrados 1, 2 e 3 respectivamente. Do teorema de Pitágoras, podemos escrever:
A1 + A3 = A2. Portanto, A3 = 100 – 36 = 64 cm2.
Resposta: A

28. Solução oficial


5 ⋅ 10 1
A área do triângulo ADF é = 25 cm2 , ou seja, da área do quadrado. Como os triângulos ADF e AEF são
2 4
congruentes, a área da região comum aos dois quadrados é 2 ⋅ 25 = 50 cm2.
B 10 A
10
10
10 E 10
5
C 5 F 5 D 10
5

Resposta: E

29. Desde que R é ponto médio de NA, os triângulos ARM e ANM, em relação as bases AR e NA têm a mesma altura e
( ARM) 1
AN = 2 AR, logo: = [1]
( ANM) 2
Desde que N é ponto médio de MC, os triângulos ANM e AMC, em relação as bases MN e MC têm a mesma
altura e
( ANM) 1
MC = 2 MN, logo: = [2]
( AMC) 2
Desde que M é ponto médio de AB, os triângulos AMC e ACB, em relação as bases AM e AB têm a mesma
altura e
( AMC) 1
AB = 2AM, logo: = [3]
( ABC) 2
Multiplicando membro a membro as igualdades [1], [2] e [3] encontramos:
( ARM) ( ANM) ( AMC) 1 1 1 1 ( ARM) 1 ( ARM) 1
⋅ ⋅ = ⋅ ⋅ = ∴ = ∴ = ∴ ( ARM) = 250
( ANM) ( AMC) ( ABC) 2 2 2 8 ( ABC) 8 2000 8
Resposta: B

30. (Solução Oficial)


Sendo x, y e z as áreas das partes brancas, a área pedida é:
(121 – x) + (49 – y – z) – (81 – x – y) – (25 – z) = 121 + 49 – 81 – 25 = 64 cm2.
Resposta: D

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Treinamento para Olimpíadas de Matemática
31. Na construção ao lado, obtém-se os triângulos retângulos II e I,
D
congruentes ao triângulo retângulo original III.
Destas congruências, temos que: α
q é a medida da altura relativa a base EB (p) no ΔEBD, q p
II
p é a medida da altura relativa a base CH (q) no ΔHCI. β
I
B β p
Nestas condições resulta da figura ao lado, E I
p α q
pq p β α
(EBD) = (FAG) = (HCI) = (ABC) = ; III
2 p α
(EBAF) = p2, (ACHG) = q2 F
A q C
(BCID) = BC2 = p2 + q2 (teorema de Pitágoras)
q q
Portanto, a área do hexágono EFGHID determinado pela figura ao lado,
é dada pela soma S:
S = (EBD) + (FAG) + (HCI) + (ABC) + (EBAF) + (ACHG) + (BCID)
G H
pq
S=4⋅ + 2(p2 + q2) = 2pq + 2(p2 + q2)
2
Resposta: B

PS
32. Sendo O o centro do semicírculo maior, temos OQ = OR = = 2. Como O pertence à semicircunferência me-
2
nor, o ângulo QÔR é reto. Logo, pelo teorema de Pitágoras, o diâmetro do semicírculo menor é 2 2 .
A área destacada é, então, igual à soma das áreas do semicírculo menor e do quarto de círculo de centro O e

( 2) 2⋅2
1 2 1
extremidades Q e R subtraída da área do triângulo OQR, ou seja, π⋅ + π ⋅ 22 − = 2π − 2.
2 4 2
Resposta: A
33. Sejam x, y, z e w as áreas das regiões branca, amarela, azul e verde, respectivamente. Seja R o raio do semi-círculo.
πR2 1 πR2
Temos x + y = e y+z=x+w= π (2R )2 = .
2 8 2
Assim, x + y = y + z = x + w, logo x = z e y = w. w
Como x é a área de um segmento circular de ângulo 90° e raio R, z

πR2 R2 ⎛ π − 2 ⎞ 2 ⎛ π + 2⎞ 2 x
x= − =⎜ R e y=⎜ R .
4 2 ⎝ 4 ⎟⎠ ⎝ 4 ⎟⎠ y

Assim x = z ⬍ y = w.
Resposta: A
34. Seja EDF um triângulo retângulo isósceles, reto em D, conforme figura.
Seja r raio e I o centro do círculo inscrito.
E
Seja R o raio e O o centro do círculo circunscrito.
R
Seja T e S pontos de tangência do círculo inscrito com os
catetos DE e DF respectivamente. Nestas condições: O
• O é ponto médio de EF; consequentemente DO é mediana I r R
T
relativa a hipotenusa EF, portanto DO = R (propriedade).
D S F
• DTIS é um quadrado de lado r; consequentemente DI = r 2.

Por outro lado, D, I e O são colineares. Então: DO = DI + IO = r 2 + r = R.

Daí, segue-se que r ( )


2 + 1 = R , ou seja,
2 +1
.
r
R
=
1

Portanto, a razão da área do círculo A para a área do círculo B é dada por


2 2
⎛ 1 ⎞
π⎛ r ⎞
( )
2
⎜⎝ R ⎟⎠ = ⎜ ⎟ = 2 –1 = 3 – 2 2.
π ⎝ 2 + 1⎠
Resposta: D

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Treinamento para Olimpíadas de Matemática
35. Seja ABC um triângulo retângulo em C.
B
Seja a = CB, b = CA e c = AB.
A figura ao lado mostra o incírculo do triângulo retângulo, e os
pontos (X, Y——e Z) —de
— tangência com os lados, logo BX = BZ, Z
AY = AZ e CX = CY (segmentos tangentes conduzidos por um I
mesmo ponto ao incírculo). X
Nestas condições, IXCY é um quadrado, pois seus ângulos são retos
C A
e além disso, Y

d
CX = CY = (raio do incírculo). Portanto:
2
—— — — —— — — —
— — — —— — —
a + b = (BX + CX ) + (AY + CY ) = (BZ + CX ) + (AZ + CY )
—— — — —
— — —
a + b = (BZ + AZ ) + (CX + CY ) = c + d.
Resposta: C

36. Note que podemos mover C para C´ sobre o arco menor BC, de modo que CC´
seja paralelo ao diâmetro AB. Executando esta construção, obtemos: 3
D
• CD = BC´ = 3. Consequentemente, BC´DC é um trapézio isósceles. Logo, C 7 C’
as diagonais BD e CC’ são congruentes; portanto CC´= BD = 7. 3 3
• CA = C´B = 3. Consequentemente, ABC´C é um trapézio isósceles. Logo, A B
E
sendo E a projeção ortogonal de C sobre a reta AB, O centro da circunfe-
rência e r o seu raio segue-se que:
CC’ 7
OE = = .
2 2
Nestas condições, os triângulos ΔAEC e ΔOEC, são retângulos em E.
Assim, aplicando o teorema de Pitágoras, podemos escrever:
AC2 – AE2 = CE2 = OC2 – OE2
2 2
⎛ 7⎞ ⎛ 7⎞
Daí, 32 − ⎜ r − ⎟ = r 2 − ⎜ ⎟
⎝ 2⎠ ⎝ 2⎠
Donde resulta, 2r = 9.
Resposta: D

37. Como os triângulos sombreados são congruentes, os segmentos AP e PC da figura medem ambos 1 cm.
C
1 cm

1 cm
1 cm P

A B
Logo os catetos do triângulo ABC medem 1 cm e 2 cm.
Aplicando ao triângulo ABC, o teorema de Pitágoras, temos:
AB2 = 12 + 22 = 5, o que implica AB = 5 cm.

Portanto, o perímetro, em cm, do triângulo ABC, é 1 + 2 + 5 , ou seja, 3 + 5.


Resposta: A

38. Desde que a área do quadrado ABCD é 100 cm2, o lado do quadrado é 10 cm. Logo, AB = BC = 10 cm.
AB
Desde MC // AB (DC e AB são lados opostos do quadrado), segue que ΔABF ~ ΔMCF. Como DM = MC = ,
2
BF
segue que CF = . Logo, CF = BC = 10 cm e BF = 20 cm.
2

SISTEMA ANGLO DE ENSINO • 12 • 2009


Treinamento para Olimpíadas de Matemática
AB × BF 10 × 20
a) (ABF) = = = 100 cm2 .
2 2
AD × DC 10 × 10
b) (ADF) = = = 50 cm2 . (DC é a altura deste triângulo relativa a base AD)
2 2
Resposta: a) 100 cm2 b) 50 cm2
39. Como o hexágono é regular, suas diagonais são iguais. Logo, o triângulo ACE da figura I é equilátero, e segue
que CÂE = 60º. Além disso, como AD é um dos eixos de simetria do hexágono, o triângulo APQ é isósceles;
como ele já tem um ângulo de 60º segue que ele é equilátero.
A B

A
P Q
h
F C
F P Q
R
Figura II

E Figura I D Figura III


O mesmo raciocínio mostra que o triângulo FRP também é equilátero. Como o hexágono tem outro eixo de simetria
que passa por P, os triângulos APQ e FRP são congruentes; como ambos são equiláteros todos os seus lados
são iguais, e em particular temos PQ = FP. Assim, os triângulos AFP e APQ têm bases iguais e a mesma altura,
que denotamos por h na figura II.
Denotemos agora por S, a área, do triângulo APQ; temos então
1 1
S=
PQ ⋅ h = FP ⋅ h = ( AFP ).
2 2
Isso mostra que na figura III o hexágono está dividido em 18 triângulos de área S; segue que 18S = 45, donde
45
S= = 2, 5 cm2 .
18
Resposta: B

40. A figura é constituída de 4 cubos. Sendo três juntos, constituindo um bloco de três e que ocupa a posição inferior
na figura.
B B

C
2

A A 3 D

Denominando de C a projeção ortogonal do ponto B, no plano ADC (ver figura) que contém as faces inferiores de
3 cubos, destacamos dois triângulos retângulos:
• ΔADC, de catetos AD = 3 e DC = 2.

Logo, a hipotenusa AC mede 32 + 22 (Pitágoras), ou seja, AC = 13 e

• ΔACB, de catetos AC = 13 e BC = 2.

( 13 )
2
Portanto, a hipotenusa AB mede + 22 (Pitágoras) , ou seja, AB 17 .

Resposta: 17

SISTEMA ANGLO DE ENSINO – Coordenação Geral: Nicolau Marmo; Coordenação do TOM: Marco Antônio Gabriades; Supervisão de
Convênios: Helena Serebrinic; Nível 3: Antonio Carlos ROSSO Junior, GLENN Albert Jacques Van Amson, Luís Antonio PONCE Alonso, ROBERTO
Miguel El Jamal; Projeto Gráfico, Arte e Editoração Eletrônica: Gráfica e Editora Anglo Ltda;

SISTEMA ANGLO DE ENSINO • 13 • 2009


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