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02/12/2018

Linguagem Audiovisual

O Som

Linguagem Audiovisual
Cinematográfico Específico: Som
Aspectos do Código Cinematográfico

Marcel Martin – “A Linguagem Cinematográfica”

S.M.Eisenstein; V.I.Pudovkin e G.V. Alexandrov

“Declaração sobre o futuro do cinema sonoro” (1928)


Revista Sovietski Ekran no. 32, Moscou

“Apenas um uso polifônico do som com relação à peça de montagem


visual proporcionará uma nova potencialidade no desenvolvimento e
aperfeiçoamento da montagem.”
“O primeiro trabalho experimental com o som deve ter como direção a
linha de sua distinta não-sincronização com as imagens visuais.”

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02/12/2018

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Cinematográfico Específico: Som
Aspectos do Código Cinematográfico

Marcel Martin – “A Linguagem Cinematográfica”

S.M.Eisenstein; V.I.Pudovkin e G.V. Alexandrov

“Declaração sobre o futuro do cinema sonoro” (1928)


Revista Sovietski Ekran no. 32, Moscou

“Este novo desdobramento técnico não é um momento acidental da


história do cinema, mas um caminho orgânico liberado de uma série
completa de impasses que pareciam insuperáveis para a culta
vanguarda cinematográfica”

“O PRIMEIRO IMPASSE é a legenda...


O SEGUNDO IMPASSE são as peças EXPLICATÓRIAS...”
(ex: campainha em Cão Andaluz)

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Cinematográfico Específico: Montagem
Aspectos do Código Cinematográfico

Marcel Martin – “A Linguagem Cinematográfica”

Contribuições do Som à Linguagem Cinematográfica


- Impressão de realidade: incremento nesse efeito psicológico;
- Continuidade Sonora: criação de ambientes sonoros contínuos;
- Fim da utilização de intertítulos: a voz off permite uma dimensão
psicológica ou mesmo a figura de um narrador;
- Utilização do Silêncio: uso como novo elemento de produção de
significado
- Utilização de Elipses Sonoras: sons que remetem a uma
personagem ou situação (ex: o assovio de Scarface);
Veja exemplos da utilização do som no cinema

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Marcel Martin – “A Linguagem Cinematográfica”

A construção da Trilha Sonora


Trilha Sonora: esse termo significa a sobreposição de 3 tipos de sons
presentes nos filmes: RUÍDOS, MÚSICA e FALA
1) RUÍDOS: são os sons do ambiente; vocalizações de animais; todos
os sons que contribuem para a composição de uma paisagem sonora.

2) MÚSICA: é o tema musical de um filme; grande contribuição foi dada


pela Ópera Wagneriana na definição do Leitmotiv que é um tema
musical que se repete e se refere a uma personagem ou ação do filme.

3) FALA: é o lugar da linguagem verbal oral; expressões das


personagens; específico para cada cultura que usa sua própria lingua e
sotaques.

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Aspectos do Código Cinematográfico

Marcel Martin – “A Linguagem Cinematográfica”

1) A Utilização do RUÍDO:

REALISTA: som síncrono, seleção de sons e construção do ambiente


sonoro, ênfase na impressão de realidade; mesmo neste caso é
possível uma utilização metafórica de um som geralmente diegético

NÃO – REALISTA: som como metáfora, símbolo ou comentário sobre


a narrativa; neste caso o som não é diegético (ruído de helicóptero em
Apocalypse Now).

Veja exemplos da utilização do som no cinema

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2) A Utilização da MÚSICA: Diegética e Não Diegética


A Música não-diegética sempre tem um caráter não-realista.
MÚSICA - PARÁFRASE: realiza um pleonasmo constante; uma
música perpétua que comenta, enriquece, corrige, dirige; trata-se de
uma música organizadora ; trata-se de um acompanhamento servil
das imagens. (ex: E o vento levou... Efeito “Mickey Mouse”)
MÚSICA - AMBIENTAÇÃO: participa discretamente na criação da
totalidade geral, estética e dramática da obra; produz um impressão
global sem parafrasear a imagem; age por sua totalidade. (ex:
Hiroshima mon amour)

Veja exemplos da utilização do som no cinema

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Marcel Martin – “A Linguagem Cinematográfica”

3) A Utilização da FALA: vocação realista


IDENTIFICAÇÃO DE PERSONAGENS: adequação entre o que a
personagem diz e o modo como diz; a fala é sentido, mas também é
totalidade humana.
PERIGOS DA FALA : quando prevalece a explicação verbal sobre a
expressão visual; o filme pode significar sem ter que dizer ; deve ser
evitada a PARÁFRASE.
CONTRAPONTO: dualidade entre as palavras e o conteúdo factual das
imagens; desse confronto surgem efeitos simbólicos .
TIPOS DE DIÁLOGO: diálogos teatrais - direto para a câmera; diálogos
líricos – alusões, silencios, meio-tons; diálogos realistas – naturalidade,
cotidiano, clareza.

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Exemplos de utilização do Som
Exemplo1:Cão Andaluz, Exemplo 2 : Exemplo 3 : Apocalypse
Luis Buñuel, 1296; Scarface Now,
representação sonora vergonha da Francis Coppola;
no cinema mudo, nação; elipses ruído de
uma piada sonoras; o helicóptero no
com a assovio de ventilador
campainha Scarface de teto e alucinação

Exemplo 4: E o vento Exemplo5 : trecho Exemplo6 : trecho


levou; Efeito “Mickey de Hiroshima Mon de Poderoso Chefão;
Mouse”; Scarlet Amour 1959 – Paisagem sonora
descendo escadaria Alain Resnais remete a eventos
musica remete externos à tela;
ao pensamento suspense obtido pelos
da personagem, ruídos.
criando o clima
geral da história.

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