Você está na página 1de 14

PEDAGOGIA – 7º PERÍODO

ROSANGELA SOUSA DA SILVA

RELATÓRIO DO ESTÁGIO CURRICULAR OBRIGATÓRIO III


– GESTÃO EDUCACILNAL E ESPAÇO NÃO ESCOLAR

RONDONIA
2020
ROSANGELA SOUSA DA SILVA

RELATÓRIO DO ESTÁGIO CURRICULAR OBRIGATÓRIO III


– GESTÃO EDUCACIONAL E ESPAÇO ESCOLAR

Relatório apresentado à Unopar, como


requisito parcial para o aproveitamento da
disciplina de estágio curricular obrigatório III-
Gestão educacional e espaço não escolar do
curso de pedagogia.

RONDONIA
2020
SUMÁRIO

1 LEITURAS OBRIGATÓRIAS..................................................................................8
2 REGIMENTO ESCOLAR........................................................................................9
3 ATUAÇÃO DA EQUIPE DIRETIVA......................................................................12
4 PLANO DE AÇÃO.................................................................................................13
CONSIDERAÇÕES FINAIS........................................................................................15
REFERÊNCIAS...........................................................................................................16
6

INTRODUÇÃO

O presente trabalho se fundamentará na prática e na vivencia e no espaço


não escolar e serão abordados aspectos relevantes em relação ao espaço e a sua
funcionalidade bem como a formação dos profissionais para atuarem no espaço não
escolar e tudo que pode ser resgatado para a reflexão com a prática. A formação
dos professores e gestores há um compromisso com as políticas públicas para
educação os efeitos da globalização envolvendo aspectos econômicos, políticos,
culturais e sociais e os avanços tecnológicos que vão sendo observados com maior
ênfase nas areais educacionais as quais prezam pelas melhorias nos indicies de real
inclusão social e a implementação de ações que possam levar os alunos a educação
de qualidade.
A resolução CNE/ CP nº 1, de 15 de maio de 2006. art.4º; nos mostra que
as atividades docentes também compreendem a participação na organização e
gestão de sistema e instituição de ensino englobando.
I – Planejamento, execução, coordenação, acompanhamento e avaliação de
tarefas próprias do setor da educação;
II - Planejamento, execução, coordenação, acompanhamento e avaliação de
projetos e experiencia educativas não escolares;
III – Produção e difusão do conhecimento cientifico tecnológico do campo
educacional, em contexto escolares e não escolares.
Dessa forma o princípio básico da docência remete a gestão, que conforme a
Resolução 01/2006, implica em planejamento, execução, coordenação,
acompanhamento e avaliação, assim como em produção e difusão do conhecimento
nos mais diversos espaços sociais havendo a necessidade de percepção de que as
atividades educativas não podem estar restritas ao espaço escolar e que o gestor da
educação pode muito bem atuar no planejamento e execução destas atividades.
Nesse enfoque fica assegurada a formação de profissionais da educação em
conformidade com a LDB (Lei 9394/96), que em seu artigo 64, estabelece a
formação para administração, planejamento, inspeção, supervisão e orientação
educacional para a educação básica, em cursos de graduação em pedagogia ou em
pós-graduação, devendo esse nível ser regulamentado pelo Conselho Nacional de
Educação.
Certos de que, os projetos pedagógicos tem a docência como base para
7

formação, a gestão na perspectiva democrática e a pesquisa como elemento


articulador do currículo de forma a promover a interlocução entre as áreas de
conhecimento, são propostos projetos como componente curricular para efetivar o
princípio da indissociabilidade entre a teoria e a prática, o ensino e a pesquisa.
Nessa linha, à docência consiste de uma ação educativa que se configura nos
processos de ensino e aprendizagem e na construção de conhecimentos.
Dessa forma, em termos gerais, o que configura um espaço escolar é o
ambiente propício para aprendizagem em que a formalidade educacional se
constitui, já no espaço não escolar a aprendizagem acontece em ambiente não
formais segundo as especificidades das leis vigentes para estes espaços.
Em 15 de maio de 2006 foi publicada no Diário Oficial da União a
Resolução CP/CNE nº. 1/2006 que instituía as Diretrizes Curriculares Nacionais para
o curso de Graduação em Pedagogia, propiciando discussões sobre novas
demandas de trabalho que possibilitam a atuação desse profissional em diferentes
espaços,
8

1 LEITURAS OBRIGATÓRIAS

O artigo apresentará, em linhas gerais, a constituição da graduação em


Pedagogia, da forma pela qual a educação chegou ao Brasil e o modo como foi se
modificando até os dias atuais. Na sequência, será disposto o campo de trabalho no
qual o pedagogo poderá dispor de seus conhecimentos e contribuir com os
indivíduos envolvidos no processo.
Dadas a natureza e a especificidade deste artigo, tomar-se-á como
principal ponto de reflexão o papel da interdisciplinaridade no processo de ensinar e
de aprender na escolarização formal, buscando-se articular as abordagens
pedagógica e epistemológica, com seus avanços, limitações, conflitos e consensos.
Sobretudo pela influência dos trabalhos de grandes pensadores modernos como
Galileu, Bacon, Descartes, Newton, Darwin e outros, as ciências foram sendo
divididas e, por isso, especializando-se. Organizadas, de modo geral, sob a
influência das correntes de pensamento naturalista e mecanicista, buscavam, já a
partir da Renascença, construir uma concepção mais científica de mundo. A
interdisciplinaridade, como um movimento contemporâneo que emerge na
perspectiva da dialogicidade e da integração das ciências e do conhecimento, vem
buscando romper com o caráter de hiperespecialização e com a fragmentação dos
saberes.
Entende-se, nessa perspectiva, que a especificidade da educação da
criança pequena implica a negação e o rompimento dos laços com o modelo escolar
de atendimento educacional. Entende-se ainda que o ensino não deve fazer parte do
atendimento ofertado à criança até os 6 anos. Para essa perspectiva teórica, a
Educação Infantil “faz parte da educação básica, mas não tem como objetivo o
ensino e, sim, a educação das crianças pequenas” (Cerisara, 2004, p.8). Nesse
sentido, conforme Cerisara, o foco, na Educação Infantil, não estaria nos processos
de ensino-aprendizagem, mas nas chamadas relações educativo-pedagógicas. O
ensino, assim, é negado quando se trata da Educação Infantil, mas assumido como
objeto fundamental da escola:
9

2 REGIMENTO ESCOLAR

O Regimento Escolar é o documento que normatiza o


funcionamento pedagógico e administrativo das instituições de ensino,
orientando o desenvolvimento do trabalho a ser desenvolvido no ambiente
escolar. Ele é a “lei da escola”, pois regula o funcionamento da instituição de
ensino. Isso porque é por meio dele que toda a legislação educacional, da
Constituição Federal até os Pareceres Normativos do Conselho Estadual de
Educação, passando pelas Deliberações e Resoluções da Secretaria de Estado
da Educação do Paraná (Seed-PR), chegam até o âmbito escolar, onde os
preceitos são institucionalizados no Regimento Escolar. Desta forma, o
“regimento disciplina toda a organização e funcionamento da escola, definindo-a
enquanto instituição educativa” (PARANÁ, 1999, p. 10).

É por meio do Regimento Escolar que são estruturadas, definidas e


normatizadas as ações do coletivo escolar. Enquanto no PPP são apresentadas
as ações educativas necessárias ao ensino e aprendizagem, o Regimento
Escolar apresenta as normas, as “regras” que regem tais ações, bem como
descreve o papel de cada segmento que compõe a comunidade escolar. Cabe
salientar que, tanto o PPP quanto o Regimento Escolar são os primeiros
documentos a serem criados e/ou atualizados, pois, conforme apontado na
unidade anterior, não é possível solicitar a regularização da vida legal da
instituição sem os pareceres e atos que comprovam a legalidade desses
documentos. Portanto, tanto o PPP quanto o Regimento devem ser atualizados e
enviados para aprovação do NRE sempre que houver necessidade ou alterações
na legislação escolar.

É de suma importância que os diretores tenham ciência do contido no


Regimento Escolar das instituições em que atuam, uma vez que este documento,
em conjunto com o PPP, é a base para as ações a serem desenvolvidas no ano
letivo, bem como para a regularização dos atos legais da instituição. Tanto o
Regimento Escolar quanto o PPP descrevem a organização didático-pedagógica
e disciplinar da instituição em que os diretores atuam. No entanto, é no
Regimento Escolar que se regula, no âmbito da escola, as concepções de
educação, os princípios constitucionais, a legislação educacional e as
10

normas estabelecidas pelo Sistema Estadual de Ensino do Paraná. Por isso


esses documentos devem estar em consonância e se relacionar mutuamente. A
Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, principal lei de nosso
país, em seu art. 206, estabelece os seguintes princípios a serem norteadores
dos regimentos escolares:
I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola; II -
liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamen-
to, a arte e o saber;
III - pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas (...);
IV - gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais; (...)
VI - gestão democrática do ensino público, na forma da lei; VII -
garantia de padrão de qualidade.

O regimento escolar deve estar de acordo com a legislação e a ordem que é


aplicada no país, estado e município. Devem ser baseados em um texto referencial
e em princípios democráticos, adotados pela Secretaria de Estado da Educação que
são a base para promover a discussão, a reflexão e a tomada de decisão pelos
membros da escola.

Ele deve estar de acordo com uma proposta de gestão democrática, assim
ele possibilitará a qualidade do ensino, fortalecendo a autonomia pedagógica e
valorizando a participação da comunidade escolar que está representada através
dos órgãos colegiados. Dentre os dispostos na Constituição Federal que merece destaque
especial, temos o princípio VI - Gestão Democrática do ensino público. Mas que relações
esse princípio têm com o Regimento Escolar e com a prática cotidiana dos diretores?

Com base na Gestão Democrática - que define a participação de todos na


gestão da instituição de ensino - o processo de (re)construção do Regimento escolar
deve ocorrer coletivamente pelos segmentos da comunidade escolar, no exercício
do trabalho colaborativo e da responsabilidade de toda a comunidade escolar - os
profissionais que atuam na instituição de ensino, pais e estudantes da Educação
Básica.

Além disso, esse documento deve ser discutido e aprovado pelo


Conselho Escolar. Tal construção e aprovação, realizada pelos segmentos que
compõem a comunidade escolar, promove a Gestão Democrática do trabalho
11

pedagógico e institucional. Além disso, permite que todos discutam, reflitam e


decidam sobre seus direitos, deveres e proibições que regulamentam a convivência
e o bom andamento do cotidiano escolar.
12

3 ATUAÇÃO DA EQUIPE DIRETIVA

O diretor escolar tem o papel de cuidar das burocracias administrativas da


instituição. E para que ele consiga exercer bem esta função, precisa conhecer a
fundo todas as normas do ensino educacional, assim como as instruções e portarias
referentes a esse sistema. Ele também precisa atentar-se à documentação
necessária para a execução das atividades escolares, destinar o uso das verbas
dentro da instituição, cumprir prazos e exercer toda e qualquer outra atividade
relacionada à gestão desse ambiente.
Como as funções de um diretor de escola são muitas, eles precisam
contar com o apoio de colaboradores que tenham competências complementares.
Ter uma boa equipe faz toda diferença, e aí entram também as habilidades de
liderança. Um bom líder é aquele que cria as condições para que os colaboradores
exerçam o melhor do seu potencial. Por isso é fundamental manter todos eles
motivados e cientes dos objetivos. Eles precisam se sentir parte do ideal da escola e
ter sua importância reconhecida. Isso passa pela capacidade de gestão do diretor e
sua habilidade em resolver possíveis conflitos no ambiente de trabalho.
É importante conversar e se reunir com os professores e profissionais da
secretaria, coordenação e demais áreas para ouvir o que eles pensam. Porque não
pedir para eles dizerem o que acham que pode ser melhorado na instituição? É
importante ouvir críticas construtivas para enxergar possibilidades de melhora. Cada
um deles podem dar importantes contribuições porque têm experiências diferentes
que, por muitas vezes, sozinho uma pessoa é incapaz de notar.
Um colaborador que não estiver satisfeito pode influenciar outros, e isso
compromete a qualidade do seu trabalho. Por isso, procure sempre valorizar seus
colaboradores e dar-lhes atenção para que eles se sintam realmente parte de um
propósito maior. Sua escola só vai ser bem sucedida com profissionais que amam o
que fazem, assim eles fazem o seu melhor.
13

4 PLANO DE AÇÃO

ESCOLA DE ENSINO FUNDAMENTAL MALVORACRE SEIS ATONY


Rua Amarela Almeida, nº 764
PLANO DE AÇÃO
Situação-problema  Elevada taxa de evasão Famílias desestruturadas

por vários problemas: pobreza, alcoolismo,


abandono dos filhos, uso de drogas.

Proposta de solução  Buscar parcerias com a Ação Social do município e


Conselho Tutelar;

 encaminhar esses alunos aos projetos sociais do


município.

objetivos Diminuir a evasão escolar elevar a participação da família


na escola
Abordagem teórico-metodológica Os objetivos fundamentais da escola são de construir uma
sociedade justa e solidária para que estes possam
garantir o desenvolvimento social e cultural dos
educandos. Há que se considerar que a sociedade
brasileira atual, fundamenta-se num modo de produção
embasado numa economia globalizada. Isto requer
14

domínio de conhecimento teórico e prático para o


desenvolvimento cultural e mesmo econômico de todas as
camadas sociais.

Recursos Projeto político pedagógico


Considerações finais Ao finalizar esse estudo pode-se afirmar que será
possível conhecer mais da problemática da evasão
escolar ver que o fenômeno da evasão escolar como
multifacetado, ou seja, a partir de vários determinantes
sociais, tendo a família apontada como um dos fatores
mais importantes. Também enfatizar a urgência em que
haja um maior entrosamento entre a escola-família-
sociedade no combate à evasão escolar, bem como maior
investimento no que diz respeito às ações governamentais
que visem à melhoria de infraestrutura física da escola,
estrutura curricular e a utilização de tecnologias
educacionais.
15

CONSIDERAÇÕES FINAIS
A realização deste trabalho foi de grande importância, uma vez que
viabilizou compreender ainda que de forma sucinta a rotina de um coordenador
pedagógico bem como a gestão escolar. Foi revelador perceber quantas funções e
diligências podem ter e advir sobre as funções administrativas da instituição. A
compreensão desse trabalho veio com as leituras em sala, a teoria, a vivência e a
prática. Poder captar que sem uma, a outra não é possível, foi imprescindível para a
efetivação deste trabalho. A função de coordenador pedagógico exige habilidades
para lidar com o inesperado visto que em seu cotidiano pode ocorrer situações que
pedem uma solução urgente para resolver um problema corriqueiro como: falta de
professor, briga de alunos... Por isso, é necessário que o coordenador busque novos
conhecimentos que o ajudem a enfrentar as dificuldades encontradas em sua
profissão.
Durante o estágio em gestão escolar, pudemos acompanhar um pouco do
dia-a-dia da coordenação pedagógica e ainda, desenvolver um trabalho de
intervenção por meio da elaboração de um plano de ação voltado aos grupos de
estudo do colégio e as dificuldades que impediam o bom desenvolvimento do
trabalho coletivo. Esta ação nos permitiu conhecer uma das muitas ações do
pedagogo e pensar estratégias que pudessem contribuir com a melhoria do trabalho
dos grupos de estudos.
Diante de todo contexto que permeia a nossa atuação profissional, esta
vivência na escola mostrou-me a importância da formação continuada e do
constante aprimoramento dos conhecimentos da área, das necessidades sociais, da
investigação da própria prática, nos trouxe momentos de reflexão sobre a práxis
educativa, bem como as ações realizadas pelo pedagogo no contexto da gestão,
docência e pesquisa em espaços educativos e dos conteúdos, através dos
procedimentos de observações, reflexão e docência supervisionada,
desenvolvimento de investigação da realidade, de atividades práticas e projetos de
intervenção. Também constituiu um grande desafio o Plano de Ação, com o tema
abordado no Plano de Ação adquirir novos conhecimento e novas metodologias para
poder colocá-las na prática quando apresentar-me uma oportunidade.
16

REFERÊNCIAS

MORAES, Eliana Rocha Passos Tavares de. Caderno Pedagógico. Gesão Escolar.
Guarapuava/2008. Acesso em: 18 de março de 2016.
<http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/pde/arquivos/748-2.pdf>.
LEÃO, Geraldo Magela Pereira. Experiência da desigualdade: Os sentidos da escolarização
elaborados por jovens pobres. Universidade Federal de Minas Gerais, 2006.

BRASIL. Ministério da Educação. Lei de Diretrizes e Bases da Educação


Nacional. Lei n.° 9.395/96. Brasília: 1996.
RODRIGUES, Neidson, Por uma nova escola: o transitório e o permanente na
educação. 13 ed. São Paulo. Cortez, 2003.
LUCK, Heloísa. A gestão participativa na escola. 8. Ed. – Petrópolis, RJ: Vozes,
2010. Série Cadernos de Gestão. 124p.