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TEXTO E COMUNICAÇÃO

ROBSON TELES
TEXTO – UM ATO COMUNICATIVO.

✔ TEXTO VERBAL

✔ TEXTO NÃO VERBAL (Elementos Paralinguísticos)


Clayton – O POVO (CE) – 22/04/2007
Não te amo mais
Estarei mentindo dizendo que
Ainda te quero como sempre quis
Tenho certeza que
Nada foi em vão
Sinto dentro de mim que
Você não significa nada
Não poderia dizer mais que
Alimento um grande amor
Sinto cada vez mais que
Já te esqueci!
E jamais usarei a frase
Eu te amo!
Sinto, mas tenho que dizer a verdade
É tarde demais...

(Autor desconhecido)
Para nossos avós, o fio do bigode garantia a palavra
empenhada. Não precisava de tabelião, firma reconhecida e
testemunhas. Depilou, negócio fechado.
Os bigodes rarearam, a palavra não.
Terra é filha da palavra, reza o Gênesis. O Evangelho
segundo São João recorda: “No princípio era o Verbo, e o
Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus”.
Padre Vieira tem na agulha bala certeira: “Palavras sem
obras são tiro sem bala: atroam mas não ferem. A funda de
Davi derrubou o gigante, mas não o derrubou com o estalo,
senão com a pedra”.
Para os súditos confiantes “palavra de rei não volta
atrás”. O adágio prevalece para os presidentes da República,
que são os reis de plantão durante os respectivos mandatos.
O fraco rei faz fraca a forte gente. Secularmente adverte
Camões.(...)
Presidente Collor: esse negócio de palavra é fogo. Com
fogo não se brinca, principalmente chefe de governo.
OPERÁRIOS - TARSILA DO AMARAL, 1933
AMÂNCIO - TRIBUNA DO NORTE (RN), 27/02/2009
Tópico frasal é a oração que introduz a ideia central a ser desenvolvida
em um parágrafo. Nesse sentido, o tópico frasal constitui uma
generalização, especificada pelos períodos seguintes.

Tese é a ideia principal do texto, o ponto de vista a ser defendido.

Estrutura do parágrafo – Tópico frasal. Desenvolvimento. Conclusão do


parágrafo.
Papéis trocados

A família continua sendo a célula mater e principal pilar de sustentação da


sociedade. Isso apesar de não serem poucos os ataques, acusações e sentenças
implacáveis contra ela. Muitas vezes com coragem e razão, vozes levantaram-se para
apontar o que há de opressor, hipócrita e arbitrário nos pequenos poderes que se
constroem nas paredes de uma casa – naquele convívio diário e compulsório,
eventualmente mesquinho e cruel, a envolver pessoas que se tornam, umas para as
outras, necessariamente, as mais importantes de suas vidas.
Já se anunciou o fim da família em diversas ocasiões. Evidências não faltaram:
casamento em descrédito, casais separados, liberdade sexual, proles diminutas,
decadência do poder paterno, insubordinação juvenil. A essas, veio somar-se outra
tendência, a de transferir responsabilidades inerentes à família para outras instâncias
sociais – entre elas, a escola. Inevitável constatar quantas tarefas, antes privilégios
de pais em mesa de jantar, foram delegadas a professores em salas de aula.
Interessante como a escola foi aceitando as novas atribuições – e como a família
delas abdicou. Desnecessário dizer que as crianças de hoje formarão os lares de
amanhã. Fundamental seria alertar que, nessa transição, se de fato ela será feita, é
preciso que todos saibam com clareza os papéis que lhes cabem representar.
Por enquanto, nada melhor que a família foi criado para proteger a infância e
justificar o amor. É em casa que se aprende o afeto, o respeito, a justiça e a
honestidade. Da mesma forma, a escola continua sendo a primeira opção de lugar no
qual se lapidam os futuros pais, com tudo o que eles têm de aprender. Todos temos
muito trabalho a fazer, e juntos. Somos irmãos.
UMA ESCOLA PARA O POVO OU CONTRA O POVO?

A escola que existe é antes contra o povo que para o


povo. Altas taxas de repetências e evasão mostram que os
que conseguem entrar na escola, nela não conseguem
aprender, ou não conseguem ficar. Segundo as estatísticas,
de cada 1.000 crianças que iniciam a 1ª série, menos da
metade chega à 2ª, menos de um terço consegue atingir a
4ª, e menos de um quinto conclui o 1º grau. A repetência —
isto é, a não-aprendizagem — e a evasão — isto é, o
abandono da escola — explicam esse progressivo
afunilamento, que vai construindo a chamada “pirâmide
educacional brasileira”. Essa “construção” se dá através da
rejeição, pela escola, das camadas populares: pesquisas têm
demonstrado as relações entre origem social e fracasso
escolar. Ou seja: a escola que seria para o povo é, na
verdade, contra o povo. (Magda Soares)
Defender a língua é, de modo geral, uma tarefa ambígua e até certo ponto
inútil. Mas também é quase inútil e ambíguo dar conselhos aos jovens de
uma perspectiva adulta e, no entanto, todo adulto cumpre o que julga seu
dever. (...) Ora, no que se refere à língua, o choque ou oposição situam-se
normalmente na linha divisória do novo e do antigo. Mas fixar no antigo a
norma para o atual obrigaria este antigo a recorrer a um mais antigo, até o
limite das origens da língua. A própria língua, como ser vivo que é, decidirá
o que lhe importa assimilar ou recusar. A língua mastiga e joga fora
inúmeros arranjos de frase e vocábulos. Outros, ela absorve e integra a
seu modo de ser.
(Vergílio Ferreira, “Em defesa da língua”, em: Estão a assassinar o
Português)
(1)Falar de improviso não é inventar informação. (2)Quem pensa que
falar de improviso é chegar diante de um grupo e apenas aproveitar a
circunstância como fonte de inspiração para descobrir o que vai dizer
está a um passo da irresponsabilidade. (3)Essa atitude ingênua pode pôr
em risco a imagem e a reputação de quem se apresenta em público.
(4)Portanto, falar de improviso, ao contrário do que algumas pessoas
supõem, significa falar sem se preparar de maneira conveniente para
expor um assunto.

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