Você está na página 1de 11

DIREITO TRIBUTÁRIO

PESQUISA SOBRE IMPOSTOS FEDERAIS, DE PRODUTOS NACIONAIS


PARA O COMÉRCIO EXTERIOR
INTRODUÇÃO

Direito tributário desenvolveu-se a partir de uma das perspectivas do Direito Financeiro, que diz
respeito às receitas públicas derivadas, consubstanciadas nos tributos que o Estado arrecada junto
aos particulares (pessoas físicas e jurídicas), da qual é constituído pelos tributos: impostos, taxas,
contribuições de melhoria, contribuições sociais e empréstimos compulsórios. O imposto federal
conforme preceitua o Art. 153 que compete à união instituir impostos federais, é um tributo cuja
obrigação tem por fato gerador uma situação independente de qualquer atividade estatal
específica relativa ao contribuinte (CTN, art. 16). O Imposto de Exportação é regulado no Código
Tributário Nacional entre os artigos 23 a 28. Na legislação ordinária vemos a regulação do mesmo
pelo Decreto nº 1.578/77. Imposto de Exportação tem como fato gerador a saída de mercadorias
nacionais ou nacionalizadas do território nacional, onde é contabilizado pelas alíquotas o valor que
se encontra em 30%, podendo esse ser elevado no seu valor máximo de 150%, não podendo
ultrapassar cinco vezes o percentual fixado. Após análise de diversos produtos exportados pelo
Brasil, nota-se que a maior exportação se trata de produtos agropecuários, como a Soja, o açúcar, a
carne de frango e carne bovina. Onde desses produtos são separados aqueles de mais qualidade
para ser enviado mundo a fora, através disso o país se destaca no mundo pela excelente
mercadoria, agregando valor e nome no mercado exterior.

JUSTIFICATIVA

O tema escolhido foi abordado pois entre tantos tributos o imposto é um dos mais amplos, com
diversos tipos e com diversas formas de arrecadação. O imposto de exportação, tema escolhido, é
um dos impostos que mais gera na saída das mercadorias do Brasil mundo a fora, diante disso
surgiu a necessidade de compreender um pouco mais sobre como funciona essas exportações, a
que preço ou percentual as mercadorias são enviadas para fora, e quais são os produtos que mais
saem do Brasil, bem como seus prazos estabelecidos pela União e pelo Camex.
DIREITO TRIBUTÁRIO

O Direito Tributário é um ramo autônomo do Direito. Todavia, possui raiz no Direito Financeiro,
que é o ramo do Direito Público dedicado à disciplina jurídica das finanças públicas e que se
desdobra em quatro aspectos:

• Receita Pública: corresponde ao montante de recursos em dinheiro que ingressa nos cofres do
Estado, subdividindo-se em receitas originárias (diretas, porque obtidas a partir da exploração do
patrimônio público, como aquelas decorrentes de preços e tarifas cobrados pela oferta de serviços
públicos e atividades negociais do Estado) e receitas derivadas (indiretas, porque oriundas de
arrecadação junto a particulares, como são as multas e os tributos).

• Despesa Pública: é o montante de recursos em dinheiro despendido pelo Estado, para custear
serviços, atividades, conservar seu patrimônio e manter sua estrutura e pessoal.

• Orçamento Público: é a previsão legalmente estabelecida acerca das receitas e despesas públicas.

• Crédito Público: conjunto de operações pelas quais o Estado obtém recursos financeiros junto a
particulares, mediante emissão de títulos e empréstimos, com ou sem concessão de vantagens, e
obrigação de restituir mediante prazos e condições previamente estabelecidas.

(KIYOSHI HARADA, DIREITO FINANCEIRO ; ETRIBUTARIO

24a Edição Revista eAmpliada)

O Direito Tributário desenvolveu-se a partir de uma das perspectivas do Direito Financeiro, que diz
respeito às receitas públicas derivadas, consubstanciadas nos tributos que o Estado arrecada junto
aos particulares (pessoas físicas e jurídicas), cabendo aqui adiantar que o tributo constitui gênero
das seguintes espécies: impostos, taxas, contribuições de melhoria, contribuições e empréstimos
compulsórios.

“Os tributos, nas suas diversas espécies, compõem o Sistema Constitucional Tributário brasileiro,
que a Constituição inscreve nos seus arts. 145 a 162. Tributo, sabemos todos, encontra definição
no art. 3º do CTN, definição que se resume, em termos jurídicos, no constituir ele uma obrigação
que a lei impõe às pessoas, de entrega de uma certa importância em dinheiro ao Estado. As
obrigações são voluntárias ou legais. As primeiras decorrem da vontade das partes, assim, do
contrato; as legais resultam da lei, por isso são denominadas obrigações ex lege e podem ser
encontradas tanto no direito público quanto no direito privado. A obrigação tributária,
obrigação ex lege, a mais importante do direito público, ‘nasce de um fato qualquer da vida
concreta, que antes havia sido qualificado pela lei como apto a determinar o seu nascimento.’

(Geraldo Ataliba, ‘Hermenêutica e Sistema Constitucional Tributário’, in ‘Diritto e pratica tributaria’,


volume L, Padova, Cedam, 1979).

IMPOSTOS

O imposto é um tributo cuja obrigação tem por fato gerador uma situação independente de
qualquer atividade estatal específica relativa ao contribuinte (CTN, art. 16). Trata-se, portanto, de
um tributo de caráter não vinculado, cuja hipótese de incidência consiste na descrição de um fato
qualquer que não seja atuação estatal. Nessa linha, incide sobre fatos signo-presuntivos de riqueza
(sinais de riqueza do contribuinte), tais como a renda no Imposto de Renda (IR) e a propriedade no
Imposto sobre a Propriedade Territorial e Predial Urbana (IPTU). Ao contrário, não incide sobre
atividades estatais, como veremos que se dá, por exemplo, com as taxas. Constitui, assim, uma
receita que se destina ao financiamento de atividades gerais do Estado, tais como saúde,
educação, segurança pública, transporte etc. Outra característica é que, em regra, não há
destinação específica ao produto da arrecadação dessa espécie tributária, isto é, a Constituição
proíbe que os valores arrecadados a título de impostos sejam destinados especificamente ao
custeio de determinada despesa. É o que se depreende do disposto no artigo 167, inciso IV, da CF,
que veda expressamente a vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou despesa. E, assim,
não é correto, por exemplo, dizer que os valores arrecadados pelos Estados a título de Imposto
sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) deveriam ser necessariamente destinados ao
custeio de atividades relativas à conservação de ruas e rodovias.

O Brasil tem uma das cargas tributárias mais elevadas do mundo. Atualmente, ela corresponde a,
aproximadamente, 37% do PIB (Produto Interno Bruto).

(ALAN MARTINS DIMAS YAMADA SCARDOELLI

DIREITO TRIBUTÁRIO, Editora JusPodivm)


Principais Impostos Cobrados no Brasil

Impostos Federais

Regidos pela Constituição Federal de 1988 é que regulamenta a matéria e define os tipos de
tributos e a sua competência, da União, dos Estado e do Distrito Federal e dos municípios, neste
contexto, discorremos sobre os impostos de competência da União, que estão contidos no Art. 153
da Constituição Federal de 1988, que são:

Art. 153. Compete à União instituir impostos sobre:

I - importação de produtos estrangeiros;

II - exportação, para o exterior, de produtos nacionais ou nacionalizados;

III - renda e proventos de qualquer natureza;

IV - produtos industrializados;

V - operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a títulos ou valores mobiliários;

VI - propriedade territorial rural;

VII - grandes fortunas, nos termos de lei complementar.

(Título VI da Tributação e do Orçamento. Capítulo I do Sistema Tributário Nacional.

Seção III Dos Impostos da União Art. 153 da Constituição Federal)


IMPOSTO DE EXPORTAÇÃO DE PRODUTOS NACIONAIS

O Imposto de Exportação é regulado no Código Tributário Nacional entre os artigos 23 a 28. Na


legislação ordinária vemos a regulação do mesmo pelo Decreto nº 1.578/77.

O Imposto de Exportação tem como fato gerador a saída de mercadorias nacionais ou


nacionalizadas do território nacional.

(FATO GERADOR DO IMPOSTO DE EXPORTAÇÃO, art. 153, II - CF)

ASPECTO PESSOAL DO IMPOSTO DE EXPORTAÇÃO

Sujeito ativo

É da União a competência normativa em matéria de Comércio Exterior, desta forma, o imposto de


exportação só pode ser instituído, alterado e suprimido pela União, podendo esta, porém ceder a
capacidade tributária a terceiros, sejam pessoas jurídicas ou pessoas naturais.

Sujeito passivo

O sujeito passivo é toda pessoa, jurídica ou natural, que realizar exportação ou praticar negócios
jurídicos com produtos nacionais, ou nacionalizados, destinados ao exterior, o contribuinte.
PRINCIPAIS PRODUTOS NACIONAIS EXPORTADO DO BRASIL

Um dos produtos que mais são exportados do Brasil para o exterior são de origem agropecuária, o
agronegócio segue confirmando o quanto é importante para a economia brasileira, dos 10
principais produtos exportados pelo Brasil, 7 eram produtos agrícolas. Esse destaque é recorrente
nos últimos anos. A liderança ficou com a soja em grão, que totalizou US$ 23 bilhões no período,
com uma variação de 25,2% comparativamente com o mesmo período do ano passado. ( Os
principais produtos exportados pelo agronegócio brasileiro entre os meses de janeiro e outubro
foram: açúcar em bruto (US$ 6,9 bilhões), carne de frango (US$ 4,9 bilhões), celulose (US$ 4,6
bilhões), farelo de soja (US$ 3,9 bilhões), carne bovina (US$ 3,6 bilhões) e café em grão (US$ 3,2
bilhões).

Três produtos da agropecuária brasileira se destacaram no período: soja, açúcar e carnes. Em 1985
as exportações referentes a esses complexos representaram algo em torno de US$ 3,8 bilhões.
Passados 20 anos, em 2004 as exportações referentes a esses complexos alcançaram o montante
de US$ 21 bilhões e, mais tarde, em 2008 essas exportações se elevaram para US$ 38 bilhões.

(DC, Logistic Brasil 11 de Outubro - 2017)

ALÍQUOTAS

O imposto sobre a exportação tem como fato gerador a saída da mercadoria do território
aduaneiro. É calculado utilizando-se como base o preço normal que a mercadoria alcançaria em
uma venda em condições de livre concorrência no mercado internacional. A alíquota do IE
atualmente encontra-se em 30%, podendo ser reduzida ou aumentada pela Câmara de Comércio
Exterior, em caso de elevação, a alíquota do imposto não poderá ser superior a cinco vezes o
percentual fixado, ou seja, 150%.

(Redação dada pela Lei nº 9.716, de 1998)


CAMEX - CÂMARA DE COMÉRCIO EXTERIOR

A Câmara de Comércio Exterior - CAMEX, da Presidência da República, tem por objetivo a


formulação, a adoção, a implementação e a coordenação de políticas e de atividades relativas ao
comércio exterior de bens e serviços, incluído o turismo, com vistas a promover o comércio
exterior, os investimentos e a competitividade internacional do País.

Compete à CAMEX, entre outras ações:

Definir diretrizes e procedimentos relativos à implementação da política de comércio exterior


visando à inserção competitiva do Brasil na economia internacional;

Coordenar e orientar as ações dos órgãos que possuem competências na área de comércio
exterior;

Definir no âmbito das atividades de exportação e importação, diretrizes e orientações sobre


normas e procedimentos.

(Lei nº 10.683, de 2003, alterada pela Lei nº 13.324, de 2016, e Decreto º 4.732, de 2003, alterado
pelos Decretos nº 8.807, de 2016 e nº 9.029, de 2017).

PAGAMENTOS E PRAZOS

Art. 2º A base de cálculo do imposto é o preço normal que o produto, ou seu similar, alcançaria, ao
tempo da exportação, em uma venda em condições de livre concorrência no mercado
internacional, observadas as normas expedidas pelo Poder Executivo, mediante ato da CAMEX -
Câmara de Comércio Exterior. (Redação dada pela Medida Provisória nº 2.158-35, de 2001)

O prazo para pagamento do Imposto de Exportação será de até quinze dias, contados da data do
registro da declaração para despacho aduaneiro. O Documento de Arrecadação de Receitas
Federais - DARF, comprobatório do pagamento do imposto, deverá ser entregue à unidade da
Secretaria da Receita Federal - SRF responsável pelo despacho, juntamente com os documentos
que o instruem. Segundo a Portaria MF nº 674, de 1994, é necessário que o exportador apresente
o comprovante de pagamento (Darf) juntamente com os documentos que instruem o despacho.
Não poderá ser autorizado o embarque ou a transposição de fronteira da mercadoria cujo imposto
de exportação incidente não tenha sido pago.

(Portaria MF nº 674, de 22 de dezembro de 1994)


Para efeito de cálculo do imposto, considera-se ocorrido o fato gerador na data de registro do RE
no Sistema Integrado de Comércio Exterior - Siscomex (§1º, art. 1º do Decreto-lei nº 1.578, de 1977
e parágrafo único do art. 213 do Regulamento Aduaneiro).

BENEFÍCIOS DE EXPORTAR MERCADORIAS X IMPORTAR MERCADORIAS

Atualmente o Brasil realiza mais exportações do que importações, isso se dá ao benefício que a
exportação trás para o país. Em uma determinada safra de produtos agropecuários os melhores
grãos e produtos são separados para fim de exportar, por exemplo o café brasileiro é considerado
um dos melhores, devido a excelente qualidade dos grãos que são exportado mundo a fora. Com
isso o país conquista novos mercados e agrega valor a mercadoria. Já no imposto de importação
de produtos estrangeiros (II) incide sobre a importação de mercadorias estrangeiras procedente do
exterior. No caso de mercadorias estrangeiras, a base de cálculo é o valor aduaneiro e a alíquota
está indicada na Tarifa Externa Comum (TEC), que por muitas vezes acaba tendo um valor mais
avantajado, e na exportação tem os incentivos fiscais que garantem um preço mais baixo aos
produtos comercializados internacionalmente, como IPI e ICMS: os impostos sobre artigos
industrializados e sobre circulação de mercadoria não incidem sobre as exportações e com isso a
exportação acaba sendo um meio excelente do Brasil conseguir nome no mercado exterior, e valor
para a economia.

CONCLUSÃO

Através de pesquisas, fica evidente que o imposto de exportações traz enormes benefícios para o
país, o lucro gerado por esse imposto é direcionado para atividades gerais do Estado, tais como
educação, saúde, segurança. Os produtos que saem para fora do país são minunciosamente
selecionados, pois o Brasil tem alto índice de exportar mercadorias, principalmente os produtos
agropecuários, todos das melhores qualidades para agregar valor e crescimento do país em
comércio exterior. O benefício se dá também pelos incentivos fiscais que as empresas recebem
para realizar essas exportações, onde feito um breve comparativo com as importações, saem no
lucro e na vantagem, em questões de impostos gerados pelo produto enviado, e nas taxas e
percentuais para o envio.
REFERÊNCIAS

CARRAZZA, Roque Antonio. O regulamento no direito tributário brasileiro. São Paulo: Revista dos
Tribunais, 1981.

KIYOSHI HARADA; DIREITO FINANCEIRO; ETRIBUTARIO, 24a Edição Revista eAmpliada; Disponível
em: < https://core.ac.uk/download/pdf/20033343.pdf > Acesso em 24 Ago 2018.

ALAN MARTINS DIMAS YAMADA SCARDOELLI, DIREITO TRIBUTÁRIO (Editora JusPodivm); Disponível
em: <
https://www.editorajuspodivm.com.br/cdn/arquivos/32140c957d617b28230990105e6a1b87.pdf>
Acesso em 30 Ago 2018.

IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO; Alexandre Schappo1 ; Suzana Moraes2 Disponível em <


http://www.conteudojuridico.com.br/ > Acesso em 30 Ago 2018

Administração Pública; Prof. Joaquim Mario de Paula Pinto Junior; Disponível em <
http://www.fapanpr.edu.br/site/docente/arquivos/Slide%2013%20-%20Administracao%20PUblica
%20-%20Resumo.pdf > Acesso em 01 Nov 2018

A POLÍTICA DE TRIBUTAÇÃO NA EXPORTAÇÃO DO COMPLEXO SOJA PELO BRASIL:


TRANSFORMAÇÃO E RESULTADOS; JOSE FLORES FERNANDES FILHO1; WALTER BELIK2. 1.IE-UFU,
UBERLANDIA - MG - BRASIL; 2.IE-UNICAMP, CAMPINAS - SP – BRASIL.

AMARO, Luciano. Direito tributário brasileiro, 16. Ed. Editora Saraiva: São Paulo, 2010.

Constituição Federal, art. 153 da Seção III; Disponível em < https://www.senado.leg.br > Acesso em
01 Nov 2018

Art. 1º do Decreto-lei nº 1.578, de 1977 e parágrafo único do art. 213 do Regulamento Aduaneiro;
Disponível em < http://idg.receita.fazenda.gov.br/orientacao/aduaneira/importacao-e-exportacao
> Acesso em 08 Nov 2018.