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TREINAMENTO

CLEAR CFTV
2014
(conteúdo teórico)
SOBRE A CLEAR CFTV

A Clear CFTV chega ao Brasil com mais de 10 anos de experiência no mercado internacional
de Segurança Eletrônica. Nossa matriz está estrategicamente localizada no centro industrial da
China e fornecemos para mais de 30 países equipamentos inovadores e com tecnologia de
ponta em CFTV.
Para atender o projeto de expansão comercial no Brasil, estabelecemo-nos na cidade de
Santa Rita do Sapucaí – MG, região conhecida como Vale da Eletrônica, premiada pelo
profissionalismo de seu APL e destaque pela alta oferta de mão de obra capacitada, formada por
instituições de renome da cidade.
Com a equipe focada no trabalho de Inteligência, realizamos rigorosas etapas de Pesquisa &
Desenvolvimento para lançar no mercado produtos que realmente façam a diferença para os
clientes. E para isso, a Clear oferece soluções integradas para Segurança e um portfólio
completo de produtos para projetos de pequeno, médio e grande porte.
Além de fornecermos produtos de qualidade superior, oferecemos uma política comercial
focada em fomentar e capacitar o canal de distribuição. Dentre nossos
diferenciais, podemos destacar:

 Ações integradas de Marketing;


 Treinamentos Técnicos e Comerciais;
 Showroom para promoção de vendas;
 Suporte e Assistência Técnica;
 Pesquisa & Desenvolvimento;
 Garantia de 1 ano.

Para conhecer um pouco mais sobre a nossa empresa ou sobre os nossos produtos, acesse o site
da Clear (http://www.clearcftv.com.br) ou entre em contato conosco através do telefone
(35)3471-7073 ou (35)3471-4385.
SUMÁRIO

LISTA DE FIGURAS...................................................................................................................1
LISTA DE TABELAS...................................................................................................................3
INTRODUÇÃO AO CFTV...........................................................................................................4
1.LENTES.................................................................................................................................5
1.1 ÍRIS DE UMA CÂMERA.............................................................................................................8
2.SENSORES DE CAPTAÇÃO DE IMAGENS................................................................................9
3.CÂMERAS IP........................................................................................................................13
3.1 POE-POWER OVER ETHERNET...............................................................................................14
3.2 PROTOCOLO ONVIF...............................................................................................................15
4.RECURSOS DAS CÂMERAS..................................................................................................16
5.STAND ALONE....................................................................................................................20
5.1 RESOLUÇÕES NTSC E PAL......................................................................................................23
5.2 RESOLUÇÃO MEGAPIXEL.......................................................................................................24
5.3 RESOLUÇÕES DE TELEVISÃO DE ALTA DEFINIÇÃO(HDTV).....................................................24
5.4 RESOLUÇÃO HD, FULL HD, 4K E 8K.......................................................................................26
5.5 SDI E HD-SDI.........................................................................................................................27
5.6 QUADROS POR SEGUNDO....................................................................................................29
5.7 SOBRE A COMPRESSÃO H.264..............................................................................................30
6.CONECTOR DE SAÍDA.........................................................................................................31
6.1 CÁLCULO DE ARMAZENAMENTO DE IMAGENS....................................................................33
6.1.1 FÓRMULA PARA O CÁLCULO...........................................................................................33
7.CABEAMENTO PARA CFTV.................................................................................................34
8.SPEED DOME.....................................................................................................................38
8.1 PRESETS.................................................................................................................................39
9.BALUNS.............................................................................................................................41
GLOSSÁRIO...........................................................................................................................44
1

LISTA DE FIGURAS

FIGURA 1- LENTE DE 3,6 MM..........................................................................................................6


FIGURA 2- LENTE DE 6 MM.............................................................................................................6
FIGURA 3- LENTE DE 12MM............................................................................................................6
FIGURA 4- FERRAMENTA ONLINE PARA CÁLCULO DE LENTES........................................................7
FIGURA 5- PROPORÇÕES DOS CAMPOS DE VISUALIZAÇÃO 10%, 40% E 120%...............................7
FIGURA 6- ILUSTRAÇÃO REFERENTE À ÍRIS DE UMA LENTE............................................................8
FIGURA 7- SISTEMA CCD................................................................................................................10
FIGURA 8- IMAGEM DO SENSOR CCD............................................................................................10
FIGURA 9- IMAGEM DO SENSOR CMOS........................................................................................10
FIGURA 10- LENTE DE 1/3’’............................................................................................................11
FIGURA 11- LENTE DE 1/4’’............................................................................................................11
FIGURA 12- RELAÇÃO ENTRE OS SENSORES DE 1/3’’ E 1/4’’.........................................................12
FIGURA 13- CÂMERA IPCL MP3(CLEAR CFTV)................................................................................14
FIGURA 14- EXEMPLOES DE APLICAÇÕES DO POWER OVER ETHERNET.......................................15
FIGURA 15- ONVIF.........................................................................................................................15
FIGURA 16- IMAGEM SEM HLC.....................................................................................................17
FIGURA 17- IMAGEM COM HLC....................................................................................................17
FIGURA 18- DIA.............................................................................................................................17
FIGURA 19- NOITE.........................................................................................................................17
FIGURA 20- SEM WDR..................................................................................................................18
FIGURA 21- COM WDR.................................................................................................................18
FIGURA 22- SEM BLC....................................................................................................................18
FIGURA 23- COM BLC...................................................................................................................18
FIGURA 24- SEM EQUILÍBRIO AUTOMÁTICO...............................................................................18
FIGURA 25- COM EQUILÍBRIO AUTOMÁTICO..............................................................................18
FIGURA 26- SEM AGC...................................................................................................................19
FIGURA 27- COM AGC..................................................................................................................19
FIGURA 28- D1(720X480).............................................................................................................21
FIGURA 29- 2CIF(704X240)..........................................................................................................22
FIGURA 30- CIF(352X240)............................................................................................................22
FIGURA 31- QCIF(176X120).........................................................................................................22
FIGURA 32- ILUSTRAÇÃO DA PROPORÇÃO DE 4:3(TV ANALÓGICA)............................................23
FIGURA 33- ILUSTRAÇÃO DA PROPORÇÃO DE 16:9(TV DIGITAL)................................................23
FIGURA 34- RESOLUÇÕES EM NTSC (D1 720X480)......................................................................24
FIGURA 35- RESOLUÇÕES EM PAL (D1 720X576)........................................................................24
FIGURA 36- COMPARAÇÕES ENTRE PROPORÇÕES PARA DIFERENTES RESOLUÇÕES.................25
FIGURA 37- RESOLUÇÃO HD,FULL HD,4K E 8K............................................................................27
FIGURA 38- SDTV,HDTV,SD-CFTV E HD-CFTV..............................................................................28
FIGURA 39- CABO HDMI..............................................................................................................32
FIGURA 40- CABO VGA FÊMEA E VGA MACHO...........................................................................32
FIGURA 41- CABO BNC................................................................................................................33
FIGURA 42- FÓRMULA PARA CÁLCULO DE CAPACIDADE............................................................33
2

FIGURA 43- CABO COAXIAL..........................................................................................................35


FIGURA 44 E 45- CABO UTP..........................................................................................................36
FIGURA 46 E 47- FIBRA ÓPTICA....................................................................................................37
FIGURA 48- WI-FI .........................................................................................................................37
FIGURA 49- SPEED DOME(CLEAR CFTV).......................................................................................39
FIGURA 50- DEMONSTRAÇÃO DOS PRESETS................................................................................39
FIGURA 51- SENSOR EM RELAÇÃO AOS PRESETS.........................................................................40
FIGURA 52- BALUNS......................................................................................................................42
3

LISTA DE TABELAS

TABELA 1- COMPARAÇÃO ENTRE SENSOR CCD E CMOS...............................................................11


TABELA 2- TABELA REFERENTE AOS NÍVEIS DE LUX......................................................................19
TABELA 3- COMPARAÇÃO DE RESOLUÇÕES..................................................................................26
TABELA 4- DIFERENÇA ENTRE HD-CFTV,SD-CFTV E HD-IP CFTV....................................................29
4

INTRODUÇÃO AO CFTV

O circuito fechado de televisão (CFTV) consiste em um sistema que conecta certa


quantidade de câmeras para a transmissão de vídeo a certa quantidade de monitores. O CFTV
ou CCTV, utiliza câmeras com sensor CCD/CMOS para produzir o sinal de vídeo, cabos ou rede
sem fio para transmitir o sinal e monitores para visualizar a imagem captada.
Sua utilização não está voltada somente para a segurança relacionada a crimes ou bens
patrimoniais, o CFTV pode ser utilizado em diversos locais, tais como:

 Escolas
 Hospitais
 Laboratórios de pesquisa
 Empresas (para controle de produção)
 Dentre outros, etc..

Com isso, torna-se um meio que permite o acompanhamento e segurança de vários locais,
auxiliando a população por meio de seus aparelhos a terem uma visão ampla de tudo que está
acontecendo ao seu redor.
5

LENTES
6

1. LENTES

Para o estudo das lentes, adota-se um meio eficaz que permite ao aluno compreender
melhor os seus parâmetros. A lente funciona como um olho humano, ela capta a luz de seu
objeto de foco – consideravelmente com o espaço em que o objeto se encontra - e converge
essa luz para um sensor que se localiza atrás dela, no padrão de vista humano, definiríamos esse
sensor como a retina dos olhos.

Em relação ao Circuito Integrado de Televisão (CFTV) há vário tipos de dimensionamento de


lentes (3,6 mm, 6 mm, 12mm, etc...), o que difere uma lente da outra é a sua capacidade de
adaptação no ambiente, sendo avaliada a lente de maior precisão para a atividade desejada.

Na ilustração abaixo, veremos com clareza a diferença entre os dimensionamentos:

3,6 mm 6 mm

Fig.1 Fig.2

12 mm

Fig.3

Vale ressaltar que o valor da distância que o objeto de foco se encontra em relação à câmera,
é de grande importância para a escolha da lente.

Ex: Em um elevador aonde se necessita de um reconhecimento do indivíduo, pode-se utilizar


uma lente de 1,8 mm, considerando que a distância do objeto de foco e a câmera são menores
do que, por exemplo, em um corredor extenso onde a porta localiza-se a 20 metros da câmera.
7

Para auxiliar o cálculo de dimensionamento de lentes, há algumas ferramentas que permitem


fazer este cálculo de forma simples e gratuita. Na Figura a seguir, têm-se a imagem de uma
ferramenta online de acesso gratuito, que permite ao interessado achar a lente comercial mais
próxima que atenda suas necessidades. Na parte superior da imagem, há um passo a passo de
instruções, facilitando também o entendimento na hora de utilizá-la.

Fig.4- Endereço web para acesso da ferramenta


http://www.guiadocftv.com.br/modules/ferramentas/pag_lentes.php

Os instaladores de câmeras de CFTV necessitam do conhecimento do ambiente e da


necessidade do cliente, quando este solicitar o serviço. Dentre isso, é necessária a escolha da
câmera e lente que melhor atenda os parâmetros exigidos pelo cliente, cada escolha deverá
levar como base se há a necessidade de instalação para monitoração, detecção, reconhecimento
ou identificação do objeto.
Para que haja uma detecção de um indivíduo no local, preza-se que tal ocupe pelo menos 10%
do campo de visualização, para o reconhecimento, a ocupação fica entre pelo menos 40% do
campo de visualização e para um reconhecimento facial, o ideal é que o mesmo ocupe 120% do
campo. A imagem abaixo provém de uma câmera instalada em uma estação de metrô em
Estocolmo na Suécia.

10% 40% 120%

Fig.5- Proporções dos campos de visualização 10% ,40% e 120%.


8

Podemos perceber, por meio das imagens, o que foi dito anteriormente no conteúdo. A
primeira imagem mostra o ambiente de forma ampla e permite detectar a presença do homem
no local, a segunda imagem permite mais proximidade do homem em relação à primeira
imagem e a terceira uma imagem mais detalhada dele, permitindo o reconhecimento facial.

1.1 Íris de uma câmera

A Íris de uma câmera é utilizada para equilibrar o nível de luz que alcança o sensor da câmera,
ou seja, ela mantém o nível ideal de luz no sensor de imagem, abaixo temos a definição de íris
fixa e manual:

• Íris fixa: Esta íris não permite ajustes, sua abertura é fixa.

• Íris manual: O ajuste dessa íris é feito pelo próprio indivíduo, não sendo então indicada para
ambientes aonde há muita variação de luminosidade.

Temos também a chamada auto íris, seu ajuste é feito automaticamente através da variação de
luminosidade no local, sendo que este ajuste é realizado por meio de dispositivos motores,
magnéticos, elétricos, LCD etc.

São elas:

• Auto íris tipo vídeo: A abertura e fechamento do diafragma são realizados por meio de um
circuito eletrônico incluso na lente, que converte o sinal de vídeo da câmara em sinal de
comando para o diafragma.

• Auto íris DC: A abertura e fechamento do diafragma é realizado por meio de um circuito
eletrônico incluso na câmera, com o sinal de comando específico a este tipo de finalidade.

Fig.6- Ilustração referente à Íris de uma lente.


9

SENSORES DE
CAPTAÇÃO DE
IMAGENS
10

2. SENSORES DE CAPTAÇÃO DE
IMAGENS

Os sensores de imagem possuem a função de captar a luminosidade das imagens, e com


isso, são capazes de transformar a energia luminosa em energia elétrica. Para a captação de
cores nas câmeras de vídeo são adotados três sensores (3CCD), esses sensores são separados
por um prisma e cada sensor possui uma cor primária. Sendo assim, quando a luz os atinge, cada
sensor fica responsável na reflexão de uma cor.

Fig.7- Sistema 3CCD

No momento, há dois tipos de tecnologia de construção de sensores: O CCD (Charge-Coupled


Device) e o CMOS (Complementary Metal-Oxide-Semiconductor).

CCD CMOS

Fig.8 Fig.9
11

Comparação entre os sensores CCD e CMOS

CCD CMOS

 Maior consumo de energia  Menor consumo de energia


 Custo: mais caro  Custo: mais barato
 Possui maior sensibilidade à  Possui menor sensibilidade à
iluminação iluminação
 Tecnologia mais avançada  Tecnologia em fase de
desenvolvimento
 Transforma sinal analógico em  Leitura da quantidade de luz é
sinal digital direta
 Manufatura especializada  Manufatura facilitada
 Medida dada em linhas  Medida dada em pixels

Tabela 1- Comparação entre sensor CCD e CMOS

Outra especificação entre os sensores são os formatos, cuja medida é dada em polegadas. Os
formatos usados em CFTV para sensores são de 1/3’’ ou 1/4‘‘. Mas qual a diferença entre eles?
Observe as imagens abaixo:

Fig.10- Lente de 1/3’’ Fig.11- Lente de 1/4’’

A figura 10 nos mostra uma simulação de um sensor de 1/3’’, nota-se que a imagem possui
uma nitidez pouco maior do que, por exemplo, na figura 11. Isto se dá pelo fato de que o sensor
de 1/3’’ capta o local de forma mais abrangente, por outro lado, o sensor de 1/4’’ abrange uma
parte mais limitada.
12

Fig.12- O destaque em azul demonstra a parte que o sensor de 1/4’’ abrange em relação ao sensor de
1/3’’

Não há certa diferenciação de qual é o melhor ou o pior formato, novamente esta avaliação
se dá pela necessidade do cliente, que talvez queira filmar uma parte especifica do local sem
explorar o espaço excedido pelo sensor de 1/3’’. Para este cliente, seria mais plausível a
utilização do sensor de 1/4’’, contudo, para maior compreensão, podemos comparar o sensor de
1/4’’ como uma ferramenta de zoom digital, sendo notável que ele nos fornece uma maior
proximidade do campo de visão, mas sua resolução e qualidade acabam ficando um pouco
inferior devido a isto.
Ao que se diz respeito à claridade, o sensor 1/3’’ consegue se sobressair pelo fato de
que sua área é mais ampla, portanto consegue captar mais luminosidade o que influirá
diretamente na imagem apresentada.
Ainda tomando como base os assuntos relacionados aos sensores, é interessante que
tenhamos conhecimento sobre a diferença entre câmeras analógicas e câmeras IP.

· Câmeras Analógicas: Existem câmeras analógicas que possuem sensor CCD e CMOS, as que
aderem esse último sensor são denominadas câmeras digitais. A câmera analógica transforma o
sinal de vídeo em um formato que pode ser ligado a outro receptor (televisão, videocassete,
DVD, monitor, etc...), ou seja, possuem saída de vídeo composto.

· Câmeras IP: As câmeras IP possuem o sensor CMOS, portanto também é digital, a diferença é
que estas câmeras podem ser controladas e acessadas por qualquer rede IP. Elas agem como um
dispositivo de rede por possuírem um servidor web embutidos nelas, com isso suas imagens
podem ser vistas por meio do acesso a um navegador de internet (Ethernet).

Ambas as câmeras podem enviar o sinal por meio de fios ou via wireless (rede sem fio). Um
ponto positivo das câmeras baseadas em IP é que elas podem ser expandidas facilmente pelo
fato de serem capazes de usar hubs, switches e roteadores.
13

CÂMERAS
IP
14

3. CÂMERAS IP
A câmera IP é conhecida por sua acessibilidade e capacidade de fornecer segurança ao cliente
que usufrui de seus benefícios. No quesito acessibilidade, essa câmera permite que o usuário
acesse-a através de qualquer local via servidor web (LAN, Internet ou Intranet). Em relação à
segurança, as câmeras IP podem ser associadas á um alarme que, ao identificar um objeto no
campo de visão, começa a soar a fim de informar ao cliente a presença de algum intruso no
local. Ainda abordando o assunto anterior, também podemos citar a função que permite enviar
um e-mail ao cliente informando-lhe também sobre a presença de alguém no campo de visão
escolhido, trazendo assim, segurança e conforto ao mesmo tempo.
Encontramos hoje modelos com categoria Pan/Tilt/Zoom, essa categoria permite a mudança
de ângulos da câmera, controle do infravermelho para o auxílio na visão noturna, habilitação de
áudio, dentre outras funções. Os modelos IP atualmente encontram-se compatíveis com as
tecnologias WI-FI e Ethernet.
Outra curiosidade sobre as câmeras IP é que, proveniente do nome, elas possuem seu próprio
endereço IP, dispensando a utilização de placas adicionais ou softwares e fazendo com que sua
conexão na rede seja automática.

Fig.13- Câmera IP CL MP3 (Clear CFTV)

3.1 PoE - Power Over Ethernet

Essa tecnologia permite, através de um cabo UTP, transmitir sinal juntamente com energia
elétrica. Um exemplo é o telefone residencial, o qual é alimentado por uma tensão e recebe o
sinal de voz através de um único cabo.
O objetivo do PoE é a comunicação “full-duplex”,ou seja, a comunicação onde há uma ligação
simultânea entre o transmissor (fonte de energia) e receptor (sinal).
Resumindo, o Power Over Ethernet tem por finalidade alimentar pontos de acesso instalados
em locais remotos. Há um padrão sendo desenvolvido (padrão IEEE 802.3at ou PoE+) que terá
como finalidade aumentar a capacidade de transmissão para até 60 Watts (60W). Com isso, os
equipamentos receberão energia convertida para DC diretamente através do cabo de rede, não
necessitando da utilização de uma fonte de alimentação externa.
15

Fig.14- Exemplos de aplicações do Power Over Ethernet

3.2 Protocolo ONVIF

Baseado na tecnologia IP, o ONVIF é um protocolo aberto que permite a comunicação entre
equipamentos de diferentes fabricantes em uma rede com suporte.
É utilizado em sistemas que gerenciam vídeos de segurança (CFTV) e também pela maioria dos
fabricantes de equipamentos.
A vantagem na utilização de um protocolo aberto é o baixo custo, levando em conta que o
consumidor pode escolher equipamentos e fabricantes de acordo com suas necessidades e
também a compatibilidade de expansão, ou seja, novos equipamentos se compatíveis com
ONVIF podem ser implantados no sistema.

Fig.15
16

RECURSOS DAS
CÂMERAS
17

4. RECURSOS DAS CÂMERAS

Os recursos das câmeras são utilizados para que o cliente possa fazer algumas correções na
imagem que, algumas vezes, por causa do excesso ou falta de luminosidade se tornam inviáveis
para a visualização do objeto desejado.

· HLC (Capacidade de Compensação de Destaque) - É a função capaz de identificar o excesso de


luminosidade em um ponto da imagem. No caso abaixo, foi utilizada esta função para conseguir
identificar a placa do veículo.

Fig.16- Sem HLC Fig.17- Com HLC

· Dia e Noite (Day/Night) - Auxilia na adaptação da câmera em condições de baixa luminosidade.


Conforme o índice de luminosidade vai se degradando a câmera passa para o modo
monocromático (Preto e Branco).

Fig.18- Dia Fig.19- Noite

· WDR (Faixa Dinâmica Ampla) - Proporciona uma melhoria na imagem escura sem alterar a
claridade da resolução da área que já está iluminada.
18

Fig.20- Sem WDR Fig.21- Com WDR

· BLC (Compensação de luz de Fundo)- Como o próprio nome já diz, há uma compensação de luz
na imagem. Muitas vezes o plano de fundo possui uma claridade alta, o que acaba escurecendo
o objeto deixando somente sua silhueta a vista, portanto, o BLC faz o ajuste dessa
desproporção. Ao contrário do WDR, o BLC acaba alterando não só a luminosidade do objeto
como também altera a luminosidade do plano de fundo.

Fig.22- Sem BLC Fig.23- Com BLC

· Equilíbrio Automático do Branco- Essa ferramenta permite a compensação da temperatura


das cores. Nas imagens abaixo, por exemplo, nota-se que a imagem que não adota esse recurso
possui uma cor amarelada, com isso, é possível adotar o recurso de equilíbrio Automático do
Branco para sincronizar as cores e proporcionar a visualização real do ambiente sem a
interferência da luz amarelada ou qualquer outro tipo que possa prejudicar tal imagem.

Fig.24- Sem equilíbrio automático Fig.25- Com equilíbrio automático


19

· Sensibilidade- Capacidade da câmera de reproduzir uma cena com certa quantidade de luz. A
sensibilidade de uma câmera CCD é a medida de seu desempenho em condições de baixa
luminosidade.

LUMINOSIDADE NÍVEL LUX

Sol não obstruído 100.000

Sol com nuvens 50.000

Iluminação em residência/escritório 500

Iluminação de rua 50

Lua cheia 0.2

Céu estrelado 0.0007

Céu nublado 0.00005

Tabela 2- Tabela referente aos níveis de lux.

· AGC (Controle Automático de Ganho)- Permite a melhor nitidez da imagem através da


equalização de incidência de voltagem.

Fig.26- Sem AGC Fig.27- Com AGC


20

STAND
ALONE
21

5. STAND ALONE

É um aparelho que não necessita de um software para ser executado, ele trabalha de forma
independente, ou seja, é autossuficiente.
Um dos assuntos abordados nesse tema é o que se diz respeito à resolução de gravação
(CIF, QCIF, 2CIF, HD1, D1, 960H, dentre outras), os termos citados podem ser utilizados para
descrever o tamanho da imagem capturada na câmera que será gravada no disco rígido.
Algumas câmeras especificam o número total de pixels captados pelo sensor em quanto outras
especificam somente o número de pixels “eficazes”, por isso há uma ligeira diferença na
contagem de pixels entre uma resolução e outra. Há também as câmeras que são especificadas
em linhas de resolução. Atualmente, a 960H é a mais alta resolução do sistema de CFTV
analógico, enquanto a resolução CIF e a D1 são as mais comercializadas.

Quanto maior a resolução que você escolher para gravar, maior será o tamanho do seu
arquivo gravado. Isto influi diretamente na autonomia do equipamento, ou seja, na quantidade
de dias que o DVR (Digital Video Recoder) poderá gravar sem começar a sobrepor as imagens já
gravadas. Para resolver este empecilho, podemos diminuir a taxa de quadros de gravação, a
qual será abordada mais adiante.
Abaixo estão algumas imagens para que você possa visualizar a diferença entre as
resoluções:

• D1 (720x480)

Fig.28
22

• 2CIF (704x240)

Fig.29

• CIF (352x240)

Fig.30

• QCIF(176x120)

Fig.31
23

É útil saber que o olho humano é mais sensível à resolução horizontal do que a resolução
vertical, com isso pode ser difícil notar uma diferença entre a resolução 2CIF e CIF.

5.1 Resoluções NTSC e PAL

O NTSC (National Television System Comitê) e o PAL (Phase Alternating Line) são padrões de
cores adotados para o sistema analógico de transmissão de vídeo................. ..................
A quantidade máxima de pixels criada, através da digitalização do vídeo analógico, depende
diretamente do número de linhas (TVL) que ainda estejam disponíveis para a realização dessa
atividade.
O vídeo analógico, quando exibido na tela de um computador, pode apresentar efeitos de
entrelaçamento, ou seja, um deslocamento das partes que compõe a imagem. Isso ocorre
devido à incompatibilidade dos pixels da imagem com os pixels presentes na tela do monitor.
Em contrapartida a esse efeito, há a técnica de “desentrelaçamento”, que permite uma correção
da chamada “proporção de aspecto”, garantindo que, por exemplo, o desenho de um círculo
exibido no monitor não sofra alterações em sua forma.

Fig.32- Ilustração da proporção de 4:3 (TV analógica)

Fig.33- Ilustração da proporção de 16:9 (TV Digital)


24

Como demonstrados nas figuras 32 e 33, as proporções de 4:3 e 16:9 não sofrem alterações em
relação à altura. O que difere uma da outra é o campo lateral em que a de 16:9 excede em
relação à de 4:3, ou seja, apresenta uma imagem mais expandida.

Fig.34- Resoluções em NTSC (D1 720x480) Fig.35- Resoluções em PAL (D1 720x576)

5.2 Resolução Megapixel

A resolução Megapixel refere-se à quantidade de pixels que é utilizada em determinada


imagem, lembrando que, 1 Megapixel equivale a 1.000.000(1x106) Pixels. Porém, ainda
podemos encontrar câmeras com resoluções abaixo do Megapixel, como exemplo, existem
câmeras analógicas com resoluções de 800k(8x103) pixels e também 500kpixels(500x103).

5.3 Resoluções de Televisão de Alta Definição (HDTV)

A HDTV ou HD gera uma resolução até cinco vezes maior do que a TV analógica comum. A HDTV
também oferece melhor fidelidade de cor, além do formato 16:9. Definidos pela SMPTE
(Sociedade de Engenheiros de Cinema e Televisão), os dois padrões mais importantes de HDTV
são:

• HDTV 720P: define uma resolução de 1280x720 pixels com alta fidelidade de cor no formato
16:9, usando varredura progressiva a 25/30 Hertz (Hz), que corresponde a 25 ou 30 quadros por
segundo, dependendo do país, e a 50/60 Hz (50/60 quadros por segundo).

• HDTV 1080P ou FULL HD: define uma resolução de 1920x1080 pixels com alta fidelidade de
cor no formato 16:9, usando a varredura entrelaçada ou progressiva a 25/30Hz e 50/60Hz.

Uma câmera compatível com os padrões SMPTE, indica que ela opera com a qualidade HDTV
e deve proporcionar todas as vantagens do HDTV em termos de resolução, fidelidade de cor e
taxa de quadros. O padrão HDTV utiliza pixels quadrados — semelhantes às telas de
computador. Assim, o vídeo de HDTV gerado por produtos de vídeo em rede pode ser exibido
em monitores HDTV ou monitores normais de computador. As imagens de HDTV com varredura
progressiva dispensam o uso de técnicas de conversão ou “desentrelaçamento” quando for
necessário que o vídeo seja processado por um computador ou exibido em uma tela de
25

computador.

OBS: As letras “p” e “i” ao lado da resolução (ex. 1080p ou 1080i) indicam dois tipos diferentes:
o “p”, de progressivo, indica que as linhas de pixels são atualizadas simultaneamente. Este tipo
oferece uma qualidade de imagem superior às resoluções acompanhadas pela letra “i”, nas
quais as linhas são atualizadas alternadamente.

Podemos verificar esta informação na descrição de resolução de diversos equipamentos.


Exemplo:

1280x720i HD – A letra (i) representa o tipo de escaneamento no caso: Interlaced scan.

1920x1080p Full HD – A letra (p) representa o tipo de escaneamento no caso: Progressive scan.

Para melhor compreensão do assunto abordado, veremos, através da imagem abaixo, as


proporções utilizadas em diferentes tipos de resolução:

Fig.36-Comparações entre proporções para diferentes tipos de resolução


26

Com a agregação da tecnologia Digital (IP/HD) no mercado observaram duas formas de se referir
à resolução de vídeo, sendo ela em linhas (TVL) ou em megapixel. Segue abaixo a tabela
comparativa das resoluções:

Tabela 3- Comparação de resoluções.

5.4 Resolução HD, Full HD, 4K e 8 K

• HD - As TVs com resolução HD exibem imagens com resolução de 1.280 x 720 linhas.
TVs com esta resolução representam 20% das vendas;

• Full HD - A resolução tem 1.920 x 1.080 linhas e exibe cerca de 2 milhões de pixels. Ela
está presente em mais de 70% das TVs vendidas no Brasil;
27

• 4K ou Ultra HD - O número de pixels é quatro vezes maior do que no Full HD, com
3.840 x 2.160 linhas, totalizando mais de 8 milhões de pixels;

• 8K - As imagens exibidas têm qualidade 16 vezes maior do que na resolução Full HD (no total
são 7.680 x 4.320 linhas);

Fig.37-Resolução HD, Full HD,4K e 8K


28

5.5 SDI e HD-SDI

Algumas vezes notamos certa diferença na qualidade de imagem de câmeras IP ou analógicas


mesmo que seus cabos correspondentes(fibra óptica e cabo coaxial)estejam em boas condições.
Para resolver este tipo de problema é empregada a câmera HD-SDI, com ela a maior parte dos

erros provocados por ruídos ou interferências, podem ser detectados e os dados perdidos
podem ser recuperados através de um código especializado, chamado de código de Hamming .
A tecnologia SDI (Serial Digital Interface) se compara a tecnologia que é utilizada nas camêras
profissionais de Televisão. O padrão SDI pode chegar em até 60 frames por segundo em
resolução HD, transmitir imagens sem compressão ,além de útilizar cabos coaxiais e conectores
BNC.
A respeito da interface HD-SDI ou High Definition Serial Digital ,é o tipo mais recente de
interface de vídeo dirigido pela SMPTE (Society of Motion Picture and Television Engineers).Uma
câmera HD-SDI permite a capacidade de atualizar o sistema sem reexecutar novamente cabos
coaxiais. Compare, por exemplo, seu sistema de câmeras IP, que utilizam mais largura de banda,
maior capacidade de armazenamento, com um sistema HD-SDI que usa 575 kbytes e metade da
velocidade de banda larga de upload. Isso contribui para uma fácil transição de alta qualidade,
como sistemas megapixels, com a metade do custo de um sistema de DVR híbrido.

Fig.38
29

As vantagens do sistema SD-CFTV:

• Resolução 720p(1280*720) /1080p (1920*1080);


• Full HD em visualização ao vivo e gravação;
• Instalação plug-and-Play em cabo coaxial;
• Sem perdas de transmissão de imagem ou tempo de latência;
• Compatibilidade garantida pelo padrão mundial;
• Progressive scan;
• Instalação e manutenção eficiente para o instalador;
•Transmite imagem HD digital por meio de cabo coaxial sem compressão

O HD-CFTV é adequado a sistemas onde a qualidade de imagem superior é necessária sem


quaisquer perdas de quadros e possuindo complexidade da mesma rede, como em casinos,
joalherias, centro de controle de tráfego, zona de estacionamentos ilegais, bancos, aeroportos
etc.

A tabela a seguir, nos mostra as diferenças entre os sistemas HD-CFTV, SD-CFTV E HD-IP CFTV:

Tabela 4 - Diferença entre HD-CFTV, SD-CFTV E HD-IP CFTV.

5.6 Quadros por segundo

A outra questão de saber sobre o olho humano tem a ver com a taxa de quadros. O ser
humano pode perceber cerca de 27 imagens visuais separadas por segundo (frame rate). Assim,
qualquer taxa de quadros superior a 20 quadros por segundo (fps) é percebida como um
movimento suave. Em CFTV a taxa de quadros máxima disponível por dispositivo normalmente é
30fps, e que é considerado 'tempo real', mas qualquer coisa acima de 20 fps provavelmente
ficará bom.
Alguns dispositivos irão listar resoluções diferentes em diferentes taxas de
quadros. Assim, por exemplo, uma câmera IP pode documentar sua resolução como "3MP a
20fps" ou "2MP a 30fps".
Para que possamos entender melhor sobre a questão dos frames, basta pensar que para
30

haver movimento em imagens capturadas em uma câmera, é necessário que ela tire uma ligeira
quantidade de fotos de cada alteração do objeto no campo de filmagem. A união dessas fotos
(ou “frames”) vão fazer que o objeto parado se torne um objeto animado e com isso haverá a
movimentação. Quanto mais fotos forem exibidas em um curto período de tempo maior será a
leveza e percepção natural dos movimentos, por isso, o período de tempo escolhido é o
“segundo” e então a expressão “frames por segundo” (fps).
Atualmente, 30 frames por segundo é o padrão exigido para uma boa visualização da
imagem sem intervenções que possam prejudicar tal atividade, qualquer quantidade menor
poderá ser perceptível ao olho humano e não garantirá tanta leveza e naturalidade no
movimento, podendo fazer com que a filmagem funcione de forma robótica.
Há DVRs que possuem a capacidade de gravar com mais de 30 frames por segundo, mas vale
constar que quanto maior a quantidade de frames, maior é a necessidade de processamento e
espaço em disco necessário para a gravação. Ao escolher um DVR, deve-se levar em
consideração a qualidade mínima aceitável para a aplicação e o preço máximo que se está
disposto a pagar.

5.7 Sobre a compressão H.264

Os codificadores ou compressores reduzem a taxa de dados procurando manter a maior


qualidade visual possível, às vezes há uma ou outra diferença, mas com a configuração
adequada, essas diferenças se tornam imperceptíveis.
Há uma técnica conhecida como “estimativa de movimento”, essa técnica provém
através dos codificadores que processam cada quadro subdividindo a imagem em uma grade de
blocos e com isso procuram quadros para a correspondência de texturas em cada bloco. Ao
encontrar a correspondência o decodificador reproduz a textura do bloco no quadro atual
usando apenas um vetor que aponta para a referência e corrige as pequenas diferenças de
textura.
O H.264 é um codificador intencionalmente criado para aumentar a eficiência de compressão
de dados sem perder a qualidade de imagem. Ele pode reduzir a imagem a 80% em
relação a um formato JPEG ou até 50% em relação ao MPEG-4. O H.264 é o padrão de maior
eficiência sendo adaptável para qualquer plataforma (portátil a alta definição). A sua principal
vantagem é que ele pode codificar vídeo com três vezes menos bits do que qualquer outro
formato semelhante, permitindo-lhe colocar mais programas de televisão em uma determinada
largura de banda do canal, entregar vídeo de alta qualidade através de canais de largura de
banda limitada (como celulares 3G) e colocar um vídeo de alta definição em um DVD padrão.
O H.264 tem 11 níveis ou grau de recursos para limitar os requisitos de desempenho,
largura de banda e memória. Cada nível define a taxa de bits e a taxa de codificação em blocos
por segundo para resoluções variando de QCIF a HDTV entre outras. Quanto maior a resolução,
maior o nível necessário.
31

CONECTOR
DE
SAÍDA
32

6. CONECTOR DE SAÍDA
• HDMI (High-Definition Multimidia Interface): É um sistema de conexão que possui uma alta
tecnologia e é capaz de transmitir vídeo e áudio através de um único cabo. O resultado de se
usar esse tipo de conexão é que as imagens são entregues com alta qualidade e por se tratar de
um sistema totalmente digital que pode conectar-se a qualquer tipo de aparelho (Blu-Ray, DVD,
videogame, etc..).

Fig.39- Cabo HDMI.

• VGA (Video Graphics Array): Este conector é usado tanto para a conexão de placas de vídeos,
TVs e monitores, quanto para a saída de computadores. Ele possui duas versões, a versão
“macho” que possui os pinos para a transmissão das imagens e a versão “fêmea” que é a parte
onde se encaixa os pinos.

Fig.40- Cabo VGA fêmea e VGA macho.

• BNC (Bayonet-Neill-Concelman ou British Naval Connector): São conectores para cabos


coaxiais. Trabalha com o padrão analógico de vídeo, o chamado vídeo composto.
33

Fig.41- Cabo BNC.

6.1 Cálculo de Armazenamento de Imagens

Na maioria das vezes, o cálculo de armazenamento de imagens é dado através de uma tabela
por meio do fornecedor ou um software que é indicado para que se possa fazer o cálculo. Na
falta de uma tabela ou software para realizar essa atividade há uma fórmula que pode ser
utilizada para chegar aproximadamente no resultado e verificar o consumo de banda e
armazenamento de imagens gravadas no servidor.

6.1.1 Fórmula para o cálculo

Fig.42-Fórmula para cálculo de capacidade


34

CABEAMENTO
PARA CFTV
35

7. CABEAMENTO PARA CFTV....


Uma imagem capturada por uma câmera de CFTV pode ser transmitida diretamente, e em
tempo real, por um centro de monitoração ou pode ser enviada a um equipamento que
promove a gravação da imagem, para ser avaliada posteriormente. Na maioria das vezes as
imagens são monitoradas em tempo real e ao mesmo tempo em que são gravadas.

Algumas transmissões podem ser feitas através do (a):

 Cabo coaxial ou o cabo UTP;


 Fibra óptica;
 WI-FI (wireless)

O cabo coaxial é uma solução econômica e de boa qualidade para transmitir o sinal de
vídeo, o RG59 é o mais recomendado e utilizado para CFTV. Ele possui uma impedância de 75 Ω
(ohms) que de certa forma relaciona-se com a impedância de saída da câmera e é recomendado
para distâncias de vídeo de até 250 metros de distância sem perder a qualidade.
O BNC é o conector utilizado para a ligação da câmera com o dispositivo e outra
característica importante é em relação à malha envolvente no cabo, quanto maior a
porcentagem melhor a qualidade, levando em conta que o custo também é mais caro.

Fig.43

Os cabos de par trançado UTP (unshielded twisted pair) possui uma tecnologia que se baseia
na ideia de que as interferências externas afetam cada um dos dois condutores de forma
idêntica e com isso, o distúrbio causado é cancelado e não provoca efeito no sinal de vídeo. Este
cabo é muito eficiente e também bastante utilizado para CFTV. Veja algumas vantagens do cabo
UTP:

• O englobamento dos cabos multipares e a diferenciação de cores entre eles facilitam na hora
da instalação.

• Os cabos UTP ocupam menos espaço do que os coaxiais, por exemplo, um cabo de 25 pares
UTP equivale a apenas dois cabos coaxiais.
36

Os cabos UTP foram padronizados pelas normas da EIA/TIA com a norma 568 e são divididos
em categorias, levando em conta o nível de segurança e a bitola do fio, onde os números
maiores indicam fios com diâmetros menores.

Veja a seguir as categorias do cabo UTP:

CAT 1 Voz- (Cabo Telefônico) São utilizados por equipamentos de telecomunicação e não devem
ser usados para uma rede local
CAT 2 -Dados a 4 Mbps (LocalTalk)
CAT 3- Transmissão de até 16 MHz. (Dados a 10 Mbps- Ethernet)
CAT 4- Transmissão de até 20 MHz. (Dados a 20 Mbps -16 Mbps Token Ring)
CAT 5- Transmissão de até 100 MHz. (Dados a 100 Mbps -Fast Ethernet)
CAT 5e-Transmissão de até 125 MHz. (Em redes 1000BASE-T gigabit ethernet)
CAT 6- Banda passante de até 250 MHz.(Em redes Gigabits a velocidade de 1Gps)
CAT 6e- Os cabos dessa categoria suportam até 500 MHz e podem ter até 55 metros (Em redes
de 10 Gps)
E também há o CAT 7 e 7e, que ainda estão em desenvolvimento.

Nas redes padrão Ethernet praticamente são só usados cabos UTP CAT 5, isto quer dizer
que esse tipo de cabo é composto por quatro pares de fios, opera à frequência de 100 MHz e a
distância máxima permitida para o cabo CAT5 é de 100 metros sem repetidores. O Cabo UTP da
categoria 5 também apresenta uma particularidade , a alimentação pode ser transmitida
juntamente com a imagem , ou seja , acaba executando duas funções de uma só vez.

Fig.44 Fig.45

A transmissão por meio do cabo de fibra óptica pode ser aplicada para enviar sinais de voz
por telefone, sinais de vídeo ou dados digitais de um computador. O cabo de fibra óptica não é
afetado por interferências, elétricas, transmitindo o sinal de vídeo por vários quilômetros e com
alta eficiência. Outra vantagem é a largura de banda abundante que permite que vários sinais de
vídeo possam ser transmitidos em uma única fibra óptica, além da possibilidade de transmissão
simultânea de sinais de telemetria e rede, sinais de controle de movimentadores como pan-tilts
e panoramizadores, idealizado para aplicações de redes de speed-domes e sistemas integrados.
Um sistema de transmissão por fibra óptica é o mais indicado em aplicações de uma planta
industrial ou áreas de risco a interferência e ruído, dada as suas capacidades físicas de
imunidade. São disponibilizados ainda equipamentos com dupla via de transmissão, ou seja,
37

pode-se transmitir o sinal de um lado para outro do meio de transmissão.

Fig.46 Fig.47

A rede Wi-Fi (wireless) surgiu com o intuito de facilitar a interconexão sem a necessidade de
se utilizar cabos (rede sem fio), ou seja, uma transmissão feita por meio de radiofrequência. Os
cabos são meios de transmissão eficazes, mas de certa forma contam com algumas limitações,
por exemplo, um computador só pode ser movimentado até o limite de alcance do cabo
utilizado, além de que para as conexões em residências torna-se necessário fazer furos na
parede para a passagem de um fio de uma máquina para outra. Atualmente o uso dessa rede é
presente em praticamente todos os estabelecimentos (bares, restaurantes, shoppings,
aeroportos, etc...), essa tecnologia permite a transmissão onde vários aparelhos móveis que
tenham a compatibilidade com a rede Wi-Fi (tablet, notebook ou celulares) consigam acessá-la
através de uma senha disponibilizada pelo estabelecimento o qual se localizam. Em relação às
câmeras de CFTV, a tecnologia sem fio é muito útil principalmente quando se necessita de
distribuir câmeras em áreas extensas. Imagine, por exemplo, um estacionamento que utiliza 5
câmeras de segurança , se fossem utilizado cabos para cada câmera o gasto e a mão de obra
seriam maiores, além de que poderia ocorrer a necessidade de perfuração das paredes dentre
outros ajustes.Com isso , é bem mais prático a utilização na rede Wi-Fi(wireless),pois para tal
finalidade se torna um meio mais econômico, rápido e flexível de se distribuir as câmeras.

Fig.48
38

SPEED
DOME
39

8. SPEED DOME

Speed Dome é um aparelho de última geração conhecido por trabalhar com o formato
PTZ (Pan, Tilt e Zoom). Isso permite que o usuário consiga fazer uma varredura de 360 º na
horizontal e 180º graus na vertical, além de também conseguir diminuir ou aumentar o zoom de
acordo com sua necessidade. Uma das suas diferenciações é a capacidade de gravar presets,
limitar áreas, scanear posições e possuir entrada/saída para alarmes.

Fig.49- Speed Dome (Clear CFTV)

8.1 Presets

Os presets são posicionamentos pré-ajustados, que possibilitam o monitoramento ágil


em pontos estratégicos da Speed Dome. Normalmente, são utilizados em conjunto com
as rotinas de sequenciamento.
40

Fig.50

Os posicionamentos são escolhidos de acordo com a necessidade do cliente e com


isso deverá ser instalado um sensor de presença em cada um dos presets escolhidos.
Quando o sensor captar o movimento, por exemplo, no preset número 5, a câmera
automaticamente ativará o mesmo.

Fig.51
41

BALUNS
42

9. BALUNS
Quando dois circuitos possuem o mesmo potencial em relação ao “terra”, ou seja, quando
seus terminais tem o mesmo potencial e sinais trocados dá-se o nome de circuito balanceado.
Por exemplo, se um terminal possui o potencial de 20 V o outro terá -20 V e com isso a média
entre os dois será 0(zero).Já o circuito desbalanceado possui um dos terminais ligado ao “terra”
e com isso apenas um dos terminais tem tensão em relação ao “terra”. O cabo coaxial é um
exemplo de circuito desbalanceado, pois seus dois condutores são diferentes.
Com isso, o Balun é um dispositivo que interliga esses dois tipos de circuito, o balanceado
(balanced) e o desbalanceado (unbalanced). O balun fica responsável pelo casamento da
impedância do sinal que é gerado pela câmera CFTV (sinal balanceado) com o cabo UTP(sinal
desbalanceado). Através do sinal balanceado é possível transmitir a imagem da câmera do
circuito fechado de televisão (CFTV), com qualidade, até próximo dos 3.000 metros, além de
garantir imunidade contra interferências externas e atenuação de sinal. Os baluns possuem
características incorporadas, tais como filtros passivos, proteção contra descargas atmosféricas,
além da transmissão dos sinais de áudio, telemetria (PTZ – Pan & Tilt e Zoom) e alimentação.

Fig.52

Abaixo a diferença entre os dois tipos de conversores de vídeo (Baluns):

Passivo: Neste caso não há uma diferenciação entre transmissor e receptor, ele não necessita
de alimentação para o funcionamento e é composto por um protetor de surto e por um
conversor de sinal.

Ativo: Já neste caso, há a necessidade de alimentação (12VDC). O transmissor e o receptor


possuem filtros ativos e protetores, e seu sinal convertido possui um ajuste de ganho do sinal
transmitido e é amplificado. O receptor permite regular a nitidez e brilho do sinal que chega.
43

Contanto que o receptor seja o conversor ativo e o transmissor seja o conversor passivo, é
possível criar um sistema ativo-passivo, ou seja, um sistema híbrido, podendo instalar câmeras
em até 2000 metros de distância. Para transmissões de controle de sinal de câmeras Speed
Dome os dados podem ser do tipo RS-232 e RS-485:

RS-232: também conhecido por EIA RS-232C ou V.24 é um padrão para troca serial de dados
binários entre um DTE (terminal de dados, de Data Terminal equipment) e
um DCE (comunicador de dados, de Data Communication equipment). É comumente usado nas
portas seriais dos PCs. (WIKIPÉDIA)

RS-485: também conhecida como ANSI/TIA/EIA-485, TIA/EIA-485, EIA-485 ou RS-485, é um


padrão que define as características elétricas de condutores e receptores para uso em sistemas
digitais equilibrados. O padrão é publicado pela Telecommunications Industry
Association /Electronic Industries Alliance (TIA / EIA). Redes de comunicações digitais de
aplicação da norma EIA-485 podem ser utilizadas de forma eficaz a longas distâncias e em
ambientes eletricamente ruidosos. Vários receptores podem ser ligados a uma rede deste tipo
de uma forma linear. Estas características fazem com que tais redes sejam úteis em ambientes
industriais e aplicações similares. (WIKIPÉDIA)
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GLOSSÁRIO

AC: Corrente alternada.

Auto Íris (Al): processo que permite a variação da abertura de uma lente, correspondendo ás
variações de luminosidade do local onde se encontra.

Balun: é um dispositivo que interliga o circuito balanceado (balanced) e o desbalanceado


(unbalanced), sendo o responsável pelo casamento da impedância do sinal que é gerado pela
câmera CFTV (sinal balanceado) com o cabo UTP (sinal desbalanceado).

BNC: são conectores para cabos coaxiais. O conector BNC liga dois segmentos de cabo coaxial
para obter um cabo mais longo.

CCD: o dispositivo mais moderno para a transmissão de imagens, que substitui as válvulas
eletrônicas. É utilizado em câmeras, telecine, scanners, etc.

CFTV: Closed Circuit Television ou Circuito Fechado de Televisão.

Coaxial Cable (Cabo Coaxial): cabo utilizado na transmissão de vídeo, possuindo uma blindagem
externa que o protege das interferências além de também possuir um condutor de cobre.

DC: Corrente contínua

Decoder (Decodificador): através de uma fonte codificada este dispositivo consegue recuperar
os sinais.

Frequência: sua unidade é expressa em Hertz (Hz) e tem por finalidade apresentar o número de
ciclos completados em um segundo.

Impedância: propriedade com um a todos os condutores elétricos (Metálicos ou não) referentes


à oposição total à passagem da corrente elétrica em um circuito elétrico. A resistência, a
indutância, a capacitância e a condutância têm influencias variadas sobre a impedância,
dependendo da frequência, material dielétricos envolvendo os condutores, as reações físicas
entre os condutores e fatores externos. A letra que representa a impedância é a letra Z e sua
unidade é dada em Ohms [Ω].

Interferência: são as perturbações indesejadas presentes em um sinal.

Lux: unidade fotométrica usada para medir o nível de iluminação. É definida como sendo a
iluminação sobre uma superfície quando o fluxo luminoso de 1 lumen incide sobre uma área de
um metro quadrado. É também conhecida por "lumen por m 2" ou "candela-metro".

Modem: estabelece conexão entre um dispositivo (por meio da linha telefônica) e outro,
equipado com o modem.
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Pan and tilt: unidade motorizada que permite o posicionamento vertical (tilt)/horizontal(pan) de
um conjunto câmera + lente. Geralmente são utilizados os motores CC de 24 nestes
componentes, além dos 110 V CA, sendo que as de 240 V CA poderão ser fornecidas sob
encomenda.

PTZ-câmera: são câmeras com lente de zoom e equipadas com os recursos Pan/tilt.

Resolução: indica a capacidade de uma câmera para produzir detalhes da imagem.

UTP (cabos de par trançado): possui uma tecnologia que se baseia na ideia de que as
interferências externas afetam cada um dos dois condutores de forma idêntica e com isso, o
distúrbio causado é cancelado e não provoca efeito no sinal de vídeo.

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