Você está na página 1de 14

1

Universidade Católica de Moçambique


Instituto de Educação à Distância

Relação entre as teorias sociológicas contemporâneas com as teorias sociológicas de


interacção social e as desigualdades sociais

Bul Raiva – 000103197082000188338

Curso: Administração Pública


Disciplina: Sociologia Geral
Ano de Frequência: 1º Ano -Turma ‟B”

Nampula, Outubro, 2020


II2

1.1.Critérios de avaliação (disciplinas teóricas)

Classificação
Categorias Indicadores Padrões Nota
Pontuação
do Subtotal
máxima
tutor
 Índice 0.5
 Introdução 0.5
Aspectos
Estrutura  Discussão 0.5
organizacionais
 Conclusão 0.5
 Bibliografia 0.5
 Contextualização
(Indicação clara do 2.0
problema)
Introdução  Descrição dos
1.0
objectivos
 Metodologia adequada
2.0
ao objecto do trabalho
 Articulação e domínio
do discurso académico
Conteúdo (expressão escrita 3.0
cuidada, coerência /
Análise e coesão textual)
discussão  Revisão bibliográfica
nacional e internacional
2.0
relevante na área de
estudo
 Exploração dos dados 2.5
 Contributos teóricos
Conclusão 2.0
práticos
 Paginação, tipo e
Aspectos tamanho de letra,
Formatação 1.0
gerais paragrafo, espaçamento
entre linhas
Normas APA
Referências  Rigor e coerência das
6ª edição em
Bibliográfica citações/referências 2.0
citações e
s bibliográficas
bibliografia
3III

Folha para recomendações de melhoria: A ser preenchida pelo tutor

___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
______________________________________________
IV 4

Índice

Introdução................................................................................................................................5

1. Teorias Sociológicas Contemporâneas................................................................................6

1.1. A Teoria Funcionalista.....................................................................................................6

1.2.Teoria Voluntarista da Acção............................................................................................6

2.Teorias Sociológicas da Interacção Social...........................................................................7

2.1.Teoria Interacionismo simbólico de George Mead...........................................................7

2.2. Teoria Dramatúrgica do Quotidiano de Erving Goffman................................................8

3. As Desigualdades Sociais..................................................................................................11

3.1. Tipos de Desigualdades Sociais.....................................................................................11

4. Relação entre as teorias sociológicas................................................................................12

Conclusão..............................................................................................................................13

Referências bibliográficas.....................................................................................................14
5

Introdução

Existem diferentes teorias que marcam a Sociologia entanto que ciência social, sendo que
parte destas encontram-se directamente ligadas a parte dos pensadores que foram
anteriormente estudados por nós tais como: Marx, Weber, Durkheim, entre outros. Assim,
falar das teorias sociológicas contemporâneas implica contextualizar as linhas ou tendência de
debate que marcam esta na actualidade. São abordagens actuais que nos ajudam a ler os factos
sociais das sociedades contemporâneas a luz de novos fenómenos que vão ocorrendo nestas e
que as anteriores teorias teriam de certo modo dificuldades em explicar, pelo que estas se
mostram como uma alternativa ao fenómeno.

Falar sobre a interacção social é no fundo definir aquilo que é a vida em sociedade, que se
resume a um processo eminentemente social, na medida para podermos conviver com os
nossos semelhantes temos que estabelecer normas de conduta para cada um dos membros.
Isto implica dizer que cada um de nós deve ser capaz de atribuir sentido tanto as suas acções e
bem como as dos demais, por forma que se possa comunicar.

Assim o trabalho em os seguintes objectivos:

 Identificar e descrever as teorias sociais contemporâneas;

 Identificar e descrever as teorias sociais de interacção social;

 Definir desigualdades sociais;

 Identificar e descrever tipos de desigualdades sociais.


6

RELAÇÃO ENTRE AS TEORIAS SOCIOLÓGICAS CONTEMPORÂNEAS COM AS


TEORIAS SOCIOLÓGICAS DE INTERACÇÃO SOCIAL E AS DESIGUALDADES
SOCIAIS

1. Teorias Sociológicas Contemporâneas

1.1. A Teoria Funcionalista

O que caracteriza as teorias funcionalistas na análise da sociedade, é o facto de considerarem


que quer conscientemente ou não as instituições e fenómenos sociais desempenham uma
determinada função na própria sociedade ou contexto do qual provém, e que só pode m ser
devidamente entendidos se tivermos em conta este contexto de emergência. Para alguns
autores, este conceito de função elaborado por esta teoria é considerado problemático em dois
sentidos, visto que por um lado quando se fala de função tem-se a ideia que todo e qualquer
elemento e instituição neste meio é útil, necessário e indispensável a sobrevivência ou
manutenção da sociedade como um todo.

o funcionalismo admite por hipótese que os diferentes elementos da sociedade encontram-se


em relação uns com os outros e que cada um destes quer de modo consciente ou não
desempenha uma função para a sobrevivência da própria sociedade, ou seja, cada elemento
pode parcialmente ajudar a explicar os outros e simultaneamente ser explicados por estes.

Por conseguinte, seguindo este argumento funcionalista percebemos que qualquer mudança
num dos elementos do sistema social, leva invariavelmente a alteração de toda sociedade,
visto que este elemento desempenha uma função que pode ser manifesta ou oculta e contribui
para subsistência da totalidade.

1.2.Teoria Voluntarista da Acção

Esta teoria foi exposta por Talcott Parsons em forma de comentários as obras de pensadores
economistas e sociólogos tais como: Marshall, Durkheim, Pareto e Weber. Parsons, analisou
criticamente os pensamentos destes autores e a partir daqui formulou a sua teoria voluntarista
da acção, considerando que toda acção humana não se resume a uma resposta a um
determinado estímulo (tal como defendiam os behavioristas) mais pelo contrário como uma
acção dotada de sentido para o próprio indivíduo, e que este sentido pode ser diferente
daquele atribuído por quem observa.
7

Assim, cada acto está ligado a outros actos em forma de rede, pelo que dá-nos a noção de
sistema concebida como uma rede de relações. Os sistemas teriam duas propriedades
nomeadamente por um lado o facto de criarem relações sociais a partir de expectativas que se
impõem aos actores sociais nas relações mútuas que estabelecem, e por outro o grupo em si,
olhando a maneira como é instituída e preservada a própria coesão do grupo. A sociedade era
para este autor um sistema que se estrutura a partir da diferenciação e interdependência
simultaneamente. Como sistema, a sociedade teria uma estrutura que seria a parte estável, que
permanece além das mudanças; e a função seria o aspecto integrador e dinâmico do próprio
sistema.

2.Teorias Sociológicas da Interacção Social

As teorias interaccionistas, aparecem por volta dos anos 50 nos EUA, e tem a particularidade
de colocarem o indivíduo como referência da problemática da relação sociedade e indivíduo.

2.1.Teoria Interacionismo simbólico de George Mead

Este pensador tem a particularidade de começar a sua teoria se opondo ao behaviorismo e para
tal faz uma clara distinção entre formas de comportamento dos infra-humanos (que se refere
aos animais irracionais e crianças) e formas de comportamento humanos. O elemento
fundamental e determinante para esta distinção está na linguagem, que é vista como expressão
da capacidade reflexiva dos indivíduos. Nas palavras do autor “a pessoa tem um carácter
distinto do organismo fisiológico propriamente dito. A pessoa é algo que possui
desenvolvimento: não está inicialmente presente no nascimento, mas surge nos processos da
experiência e das actividades sociais, quer dizer, desenvolve-se na sequência das suas
relações…” (Mead; 1934, op cit. in: Ferreira et al, 1995).

Mead opera a partir de três conceitos fundamentais nomeadamente: Mind, Self e Society. Self
seria o próprio indivíduo, enquanto que mind a consciência reflexiva e society seria o
contexto em que acção se desenvolve, ou seja, society era a actividade social. Sua questão
fundamental era a de perceber como é que se forma e se desenvolve o self, pelo qual os
indivíduos adquirem a consciência reflexiva e de que modo é que actividade social é
determinante nesta construção.

A resposta a esta questão seria segundo Mead estaria na singularidade da actividade social,
que radica na existência de símbolos, ou seja, é partir dos símbolos e com os símbolos que os
8

indivíduos interagem e atribuem sentido a sua própria experiência com os demais. Mais a
aquisição de símbolos não seria uma coisa natural como parece, mais pelo contrário resultaria
do processo de socialização em que pela linguagem as pessoas adquirem as normas, crenças,
valores, etc; o que lhes permite por conseguinte viver na sociedade.

A socialização dava-se na perspectiva de Mead em três fases distintas sendo a primeira fase a
mais primitiva da construção do self e caracteriza pela imitação de papéis sociais, em que a
criança busca imitar as pessoas que lhes são próxima e normalmente são os pais. Segunda fase
é a chamada fase de jogo, em que a criança adquire a capacidade int erpretativa, em que a
partir da aprendizagem das diferentes expressões da linguagem ele é capaz de diferenciar os
objectos a sua volta rotulando-os, e ao fazer partilha com os demais o significado e sentido
destes objectos.

A última fase é a da representação em que se caracteriza pela necessidade de organizar e


assumir dentro da experiência individual a perspectiva dos outros. Quer isto dizer que o
indivíduo deve saber qual é o seu papel social e que este deve ser reconhecido em si pelos
demais membros da sociedade. A sociedade não passaria de um processo comunicacional
desenvolvido pela interacção simbólica dos indivíduos. É aqui onde os indivíduos partilham
significados comuns (pois ela é uma actividade cooperativa).

2.2. Teoria Dramatúrgica do Quotidiano de Erving Goffman

Este pensador apresenta uma perspectiva relativamente diferente de Mead, pois que ele busca
ver como é que se organiza a experiência do quotidiano, ou seja, o modo como um actor
social pode colocar na sua mente em termos de experiência e não da organização da
sociedade. Isto não implica dizer de modo algum que Goffman ignore as dimensões
macroestruturas da sociedade, mais pelo contrário, que seu objectivo era pura e simplesmente
analisar a estrutura de relação entre dois ou mais indivíduos numa situação de co-presença
física.

Portanto, seu objectivo é tornar analiticamente viável o estudo dos fenómenos de interacção
face a face, por serem questões reais e não abstractas e tal como qualquer fenómeno social
merecia ser estudado cientificamente. Goffman considerava que na interacção social em
situações de co-presença física os aspectos tidos como do domínio meramente íntimo, privado
e de natureza singular do indivíduo, é algo que é regulado socialmente.
9

Goffman considera que a interacção social não é necessariamente uma simples actividade
cooperativa entre os indivíduos, que garante a adaptação do indivíduo a sociedade, mais pelo
contrário é a representação pela qual o eu (o indivíduo singular) se transforma em vários eu
(outros indivíduos). Segundo ele, a vida em sociedade era equiparada ao teatro em que os
indivíduos quando actuam desempenham determinados papéis de várias personagens; pelo
que estes usariam diferentes estratégias e técnicas de actuação.

Assim, ele diz que existem níveis do palco onde decorre a fachada/encenação, nomeadamente
o front que é conjunto de elementos que permite a quem assiste a peça/cena identificar
concretamente a acção, que dependem dos adereços pessoais (personal front) para
identificação da personagem, a aparência (appearence) que tem a ver com postura, tipo de
roupa, etc. que indica claramente o estatuto social da personagem e os modos (manners) que
mostram o tipo de papel que actor irá desempenhar.

Em segundo lugar encontramos settings que são as características físicas do cenário que serve
para sustentar a credibilidade dos adereços pessoais. Quer dizer, se o cenário de encenação
sugere uma igreja, é suposto que pelo modo de estarem vestidos e agir, se possa reconhecer
nos actores um padre, acólito, e crentes. E por último o backstage que é o local em que o
público não tem acesso e personagem pode agir a seu belo prazer, pois já não tem que usar
máscara por se encontrar longe do olhar do público.

Neste sentido, para Goffman, a interacção social para além de ser essencialmente um processo
de acção comunicativa, depende do modo como o indivíduo interpreta o universo simbólico
por forma a preservar a sua própria identidade. Pode-se então resumir a perspectiva deste
autor mostrando que:

a) A sociedade organiza-se segundo o princípio de que todo indivíduo que possui certas
categorias sociais, tem o direito moral de esperar que os outros o valorizem e o
tratem de modo adequado.

b) O indivíduo que implícita ou explicitamente pretende ter certas categorias sociais


deverá comportar-se na realidade de acordo com aquilo que diz ser.

c) O indivíduo tem sempre um conhecimento tácito das normas e das regras que regem
uma determinada situação social.
10

d) O indivíduo interage consigo e com os outros através de um processo comunicativo


mediatizado pela sua capacidade interpretativa do seu universo simbólico em que se
insere.” (Ferreira et al., idem; 305).

Assim, para este autor a cada situação de co-presença física poderíamos encontrar diferentes
tipos de interacção social que podem ser ocasião social que é um acontecimento que se
percebe como uma unidade que se dá no momento e lugar específico, tal como num
espectáculo. Situação social que é o controlo recíproco que surge no momento em que dois ou
mais indivíduos se encontram em co-presença física tal como durante uma reunião de trabalho
ou aula.

E por último o encontro social que resulta de uma situação em que sem que os indivíduos a
tenham previsto se reparam mutuamente, tal como acontece num autocarro. O que faz a
interacção social para este autor vai ser portanto a necessidade de interagir com os demais em
sociedade por um lado e por outro a de se distinguir e singularizar dos demais, ou seja, é um
processo de gestão da própria identidade social, através da adequação da imagem virtual/ideal
á imagem real/efectiva (que é aquilo que o indivíduo acredita ter de diferente em relação e
que o diferencia dos outros).

Daqui resulta um aspecto importante também abordado por Goffman e também pela
Sociologia em grande medida que é o estigma, que corresponde a um atributo que para além
de pessoal é igualmente uma forma de designação social, na medida em que corresponde a
uma relação entre um atributo e um estereótipo social que permite estabelecer diferenças entre
indivíduos.

Portanto, o autor considera que a sociedade é que estabelece meios comuns e naturais para os
membros destas categorias.

É a partir do estigma que algumas pessoas são ou não consideradas normais ou patológicas,
quer seja pelo tipo de comportamentos (ser homossexual, alcoólatra, drogado, maluco etc.),
traços físicos (ser cego, anão, deficiente físico, etc.) e aspectos sociais como a religião,
nacionalidade, etc; que servem de condição para que as pessoas sejam ou não aceites em
determinados meios sociais. Isto acontece não porque o estigma (o traço em si) seja ou tenha
algo de errado, mais sim pelo facto de que a socialmente ele é assim visto em cada sociedade.
11

Deste modo, um estigma pode servir para juntar os indivíduos portadores deste traço por se
considerarem excluídos em relação a uma outra maioria numa certa sociedade.

É assim que o estigma pode então ser manipulado pelo próprio indivíduo em função do
contexto em que se encontra a interagir, pois que ele pode ou não fazer corresponder a
imagem real e a ideal.

3. As Desigualdades Sociais

Na literatura a desigualdade social tem diferentes asserções, dependendo do ponto de vista de


cada autor. Por exemplo, Roger Girod diz que desigualdade social “consiste na repartição
não uniforme, na população de um país ou de uma região, de todos os tipos de vantagens e
desvantagens sobre as quais a sociedade exerce uma qualquer influência.” (Girod, 1984: 3;
op cit. In: Ferreira, idem: 325).

Numa perspectiva semelhante, Anthony Giddens olha esta como “um conjunto de
desigualdade estruturadas entre diferentes grupos de indivíduos.” (Giddens, 1993; op cit. In:
Ferreira, ibidem).

De um moo geral pode-se definir então a desigualdade social como sendo uma diferença
socialmente criada e condicionada aos bens e serviços, ou seja, aos recursos dentro de uma
sociedade.

3.1. Tipos de Desigualdades Sociais

As desigualdades sociais podem ser analisadas olhando para as tipologias que a constituem
em diferentes tipos.

a) Desigualdades Socioeconómicas

Desigualdades Socioeconómicas em que o aspecto desigualitário entre indivíduos ou grupos


tem a ver com o acesso que estes tem aos bens e serviços na sociedade, que é condicionado
pela riqueza, rendimentos e bem como o nível de vida.

b) Desigualdades Socioprofissionais
12

Desigualdades Socioprofissionais que tem a ver com o tipo de profissão que os sujeitos
desempenham, posição destes perante a propriedade (ser dono ou trabalhador), poder de
decisão na empresa, diferença de nível de escolaridade e qualificação profissional.

c) Desigualdade de género

A desigualdade de género é a ideia de que homens e mulheres não são iguais e que o género
afecta a experiência de vida de um indivíduo. Essas diferenças surgem de distinções em
biologia, psicologia e normas culturais. Durante muito tempo, a mulher foi excluída da
participação efectiva nos espaços públicos

d) Desigualdades de Idade

O factor estruturante são as idades, ou seja, o facto de ser jovem ou idoso pode conferir
determinados privilégios aos sujeitos.

e) Desigualdade de Raça e Etnia

Como já diz o próprio nome, a raça de cada indivíduo e bem o grupo étnico a que este
pertence é elemento fundamental para ceder ou não privilégios a estes.

f) Desigualdade regional

Disparidades entre regiões, cidades e estados.

É importante notar que estes tipos de desigualdades aqui apresentados não se encontram
objectivamente separados, mais pelo contrário estes regra geral operam em estreita ligação, ou
seja, é possível num determinado momento para um indivíduos de uma certa idade, raça,
condição económica, profissão e sexo serem restringidos aos bens e serviços na sociedade em
que se encontrem.

4. Relação entre as teorias sociológicas

A sociologia é o estudo dos fenómenos sociais, da interacção e da organização social. Assim


sendo várias teorias se relacionam formando assim instrumentos para entender as forças
externas que regulam nossos pensamentos, percepções e acções.
13

Conclusão

Dentre as teorias sociológicas contemporâneas destaca – se a teoria Funcionalista e a teoria


Voluntarista : a teoria Funcionalista está baseada no conceito de função, considerando que
quer conscientemente ou não as instituições e fenómenos sociais desempenham uma
determinada função na própria sociedade ou contexto do qual provém, e que só pode ser
devidamente entendidos se tivermos em conta este contexto de emergência, pois que estes se
encontram em relação com outros elementos desta sociedade. Enquanto que a teoria
Voluntarista da Acção considera que a sociedade é um sistema e que toda e qualquer acção
humana é dotada de sentido tanto para o próprio indivíduo e bem como aos demais, pois que a
sociedade é simultaneamente um meio de diferenciação e interdependência entre os
indivíduos.

Em relação as teorias de interaçao social destaca – se a teoria de Mead e a teoria de Goffman.


Para Med, a socialização dava-se em três fases distintas sendo a construção do self que se
caracteriza pela imitação de papéis sociais (a criança busca imitar as pessoas que lhes são
próxima e normalmente são os pais), segue-se a fase de jogo, em que a criança adquire a
capacidade interpretativa, isto a partir da aprendizagem das diferentes expressões da
linguagem ele é capaz de diferenciar os objectos a sua volta rotulando-os, e ao fazer partilha
com os demais o significado e sentido destes objectos. Por último, a da representação que se
caracteriza pela necessidade de organizar e assumir dentro da experiência individual a
perspectiva dos outros, quer isto dizer que o indivíduo deve saber qual é o seu papel social e
que este deve ser reconhecido em si pelos demais membros da sociedade. Goffman assim
apelidou a sua teoria pelo facto de que a interacção no seu entender se assemelhar a uma peça
de teatro, em que pelo facto de decorrer num palco os actores apenas representam um
determinado papel, e que este papel deve pelos seus traços e local em que decorre permitir
distinguir o actor a situação ou seja o papel, e que este personagem quando fora do palco volta
ser ele mesmo.

Ainda no interior desse trabalho fala de desigualdades sociais que, podemos de forma
resumida dizer que é a falta de equilíbrio no padrão de vida dos indivíduos de uma certa
região. Estas desigualdades podem ser: económicas, de género, de idade, de raça e etnia, entre
outros.
14

Referências bibliográficas

Ferreira, J.M. Carvalho et al (1995) “Sociologia”; McGraw-Hill Portugal.

GIDDENS, Anthony (1994) “Capitalismo e a Moderna Teoria Social: Uma Analise das
obras de Marx, Durkheim e Weber”; Editorial Presença.

Napulula, A. F. Manual de Tronco - Comum Sociologia Geral, Universidade Católica De


Moçambique (UCM) Centro De Ensino À Distância (CED).

Você também pode gostar