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Sarifa Fernando Chapo

Produção Conjunta

Licenciatura em Contabilidade e Auditoria

Universidade Pedagogia

Maputo, Junho de 2019


Sarifa Fernando Chapo

Produção Conjunta

Licenciatura em Contabilidade e Auditoria

Trabalho de pesquisa apresentado na disciplina de


Contabilidade de Custos, para avaliação. Sob
Orientacao de:

Docente: Dr. Francisco Moiane


Índice
Lista de Siglas..................................................................................................................................1
Resumo............................................................................................................................................2
1. Introdução...............................................................................................................................3
1.1. Problematização..............................................................................................................3
1.2. Objectivos........................................................................................................................4
1.2.1. Objectivo geral.........................................................................................................4
1.2.2. Objectivo Específicos...............................................................................................4
1.3. Justificativa......................................................................................................................4
1.4. Hipóteses..........................................................................................................................4
1.4.1. Hipóteses básicas.......................................................................................................4
1.4.2. Hipóteses secundárias................................................................................................4
2. Metodologia.............................................................................................................................5
3. Referencial Teórico................................................................................................................6
3.1. Produção conjunta (PC).................................................................................................6
3.2. Designação dos produtos conjuntos...............................................................................7
3.2.1. Co-produtos..............................................................................................................7
3.2.2. Subprodutos.............................................................................................................7
3.2.3. Resíduos....................................................................................................................8
3.3. Componentes do custo....................................................................................................8
3.4. Apuramento do custo Industrial dos produtos Conjuntos........................................10
3.5. Repartição dos Custos Conjuntos................................................................................11
3.6. Critérios para Valorização dos Subprodutos.............................................................13
4. Custos conjuntos e a tomada de decisões...........................................................................14
4.1. Aumento ou redução da Produção..............................................................................14
4.2. Transformação dos Produtos Obtidos no ponto de separação.................................14
6. Exercícios Propostos.............................................................................................................23
7. Conclusão..............................................................................................................................28
7.1. Recomendações..............................................................................................................28
8. Bibliografia............................................................................................................................29
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Lista de Siglas

GGF – Gastos Gerais de Fabrico

CT – Custo de Transformação

CP – Custo Primo

MP – Matéria – Prima

MOD – Mão – de – Obra Directa

MOI - Mão – de – Obra Indirecta

PC – Produção Conjunta

CI – Custos Industriais

CNI – Custo não Industrial

VV – Valor da Venda

VVPS – Valor da Venda no ponto de Separação

CIPA – Custo Industria de Produção acabada

CIPU – Custo industrial de Produção Unitária


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Resumo

A produção conjunta se caracteriza por apresentar no processo de produção produtos conjuntos,


ou sejam, dois ou mais produtos decorrentes de um mesmo processo até um ponto de separação,
no qual os produtos ditos conjuntos se tornam separados e podem ser identificáveis. É
fundamental o conhecimento do fluxograma de processo e fundamentados conhecimentos em
contabilidade, economia e administração para possibilitar o bom senso na escolha de um método
entre os que são utilizados para custear os produtos conjuntos. O presente trabalho versa sobre a
produção conjunta, abordando aspectos relevantes e conceituais, procurando mostrar os métodos
desenvolvidos para custear os produtos oriundos da produção conjunta.

Palavras – Chave: Produção Conjunta, Produtos Conjunto, Custos Conjuntos, Sistema de


Custeio.
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1. Introdução

O presente trabalho aborda a produção conjunta, apresentando os diversos métodos até agora
desenvolvidos, com suas vantagens e desvantagens. Considerando que nada pode ser
considerado como definitivo ou intocável, espera-se que o presente trabalho contribua, de
alguma forma, para a melhor compreensão do assunto em questão.
A produção conjunta é muito importante, porque através dela podem ser tomadas decisões com
relação à venda ou ao prosseguimento do processamento, independentemente das decisões sobre
os demais produtos”. Pois, conforme já destacamos, um produto dito principal em determinada
circunstância mercadológica pode tornar-se um subproduto, e assim, o prosseguimento do
processamento pode não ser interessante sob o ponto de vista económico, já que o custo
benefício (a comparação do custo com os resultados proporcionados pelo mesmo), entre os
produtos objecto do processo pode tornar-se desinteressante na obtenção de determinado produto
outrora considerado principal.

1.1. Problematização

Partindo do pressuposto de que a produção conjunta contribui de forma efectiva para a mudança
nas organizações, cabe a nós clarificar a forma como esse processo influi no sistema. Uma
produção conjunta eficiente, planeada espelha o sucesso de qualquer organização. Na toma da de
decisões ela é importante por indica qual sistema de custeio pode ser adoptado para a produção
de um ou mais produtos. É imprescindível ter uma produção conjunta propícia que reflecte na
mudança organizacional com o intuito de melhorar o desempenho e a qualidade dos produtos
obtidos. Deste modo surge a seguinte questão:

Quando é que a produção conjunta pode se tornar importante para as organizações e quais
vantagens e desvantagens pode trazer quando a produção é mais de um ou mais produtos?
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1.2. Objectivos
1.2.1. Objectivo geral
 Compreender a importância do estudo da produção conjunta nas empresa e qual papel ela
traz na produção de dois ou mais produtos, destacando os custos inerentes a essa
produção;
1.2.2. Objectivo Específicos
 Definir a produção conjunta e falar dos produtos resultantes;
 Compreender a importância dos custos conjuntos na tomada de decisões;
 Analisar os diversos critérios de valorização dos produtos principais e dos subprodutos
bem como os resíduos;
1.3. Justificativa

A escolha deste tema deveu-se ao facto de ser, um tema de grande relevância não só na
sobrevivência das organizações mas também no desenvolvimento das empresas dentro ou fora
delas num âmbito de partilha de conhecimentos, troca de informações e experiências. Por isso é
importante que as empresas adoptem o sistema de produção conjunta visto que podem atender
mais rápido possível a expectativa da demanda fornecendo produtos diversificados e que por sua
vez podem reduzir o tempo de espera quando se tem vários produtos como opções.

1.4. Hipóteses

1.4.1. Hipóteses básicas


 As ferramentas de valorização dos produtos principais e produtos secundário existentes
nas empresas influenciam positivamente no processo de obtenção de ganhos no ponto de
separação;

1.4.2. Hipóteses secundárias


 A valorização dos subprodutos e resíduos é um caso a ser revisto visto que eles podem ter
seus custos e não trazerem nenhum benefício para a organização;
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2. Metodologia

A escolha do delineamento deve considerar o pressuposto que orienta a pesquisa. Neste estudo,
definiu-se o seguinte pressuposto: Produção Conjunta, tem impacto no processo de mudança nas
empresas pelo que suportam mais custos em relação a produção única. Este trabalho constitui-se
de uma pesquisa bibliográfica, realizada através de uma monografia. Sendo assim, descrevemos
alguns conceitos. Segundo [CITATION GAL86 \p 18 \l 2070 ]“conhecer é estabelecer uma relação
entre a pessoa que se conhece e o objecto que passa a ser conhecido”.

Ainda para [CITATION GAL86 \p 19 \l 2070 ], “o conhecimento científico resulta da investigação


metódica, sistemática, da realidade. Ele transcende os fatos e os fenómenos em si mesmos,
analisa-os para descobrir suas causas e concluir as leis gerais que os regem”. O conhecimento se
faz necessário para que se entenda o significado de uma informação. Para se obter o
conhecimento, é preciso fazer uma pesquisa, pois esta parte de uma dúvida, estabelecendo uma
relação de identificação, entre o pesquisador e o objecto em estudo.

Para [CITATION GIL99 \p 43 \l 2070 ] , pesquisa é “o processo formal e sistemático de


desenvolvimento do método científico. O objecto fundamental da pesquisa é descobrir respostas
para problemas mediante o emprego de procedimentos científicos”. Neste sentido, a pesquisa é
uma busca minuciosa para averiguação da realidade, uma investigação, um estudo sistemático,
com o intuito de descobrir ou estabelecer factos relativos a um campo qualquer do
conhecimento.

Assim, a pesquisa deste trabalho poderá ser enquadrada na tipologia descritiva, de acordo com
[CITATION GIL99 \p 45 \l 2070 ] , tem como objectivo primordial a descrição das características de
determinada população ou fenómeno ou, então, o estabelecimento de relações entre variáveis.

No que concerne aos procedimentos a pesquisa do trabalho em causa, refere-se a uma pesquisa
bibliográfica. Segundo [CITATION MAR90 \p 23 \l 2070 ] , é a que se efectua para se resolver
problema ou adquirir conhecimentos a partir de consultas a livros, artigos, jornais, entre outros.

De acordo com [CITATION MAR96 \p 66 \l 2070 ] , entende-se como pesquisa bibliográfica, “toda a
bibliografia já tornada pública em relação ao tema de estudo, desde publicações avulsas, boletins,
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jornais, revistas, livros, pesquisas monográficas, teses, material cartográfico, e até os meios de
comunicação orais, sejam eles rádio, filmes e televisão”.

3. Referencial Teórico
3.1. Produção conjunta (PC)

O custeio dos produtos em produção conjunta apresenta aspectos específicos que serão
analisados no acto produtivo.

Segundo [CITATION Cai01 \p 239 \l 2070 ] a produção é conjunta quando ao proceder – se à


transformação de uma ou de diversas matérias – primas, se obtém simultaneamente diversos
produtos.

Segundo Caiado (2009 p. 167) diz que uma empresa labora em produção conjunta quando a
fabricação de um produto obriga necessariamente à necessariamente à de dois ou mais produtos.

Segundo [CITATION Nab16 \p 122 \l 2070 ] , a produção conjunta surge quando, da transformação
de uma ou diversas matérias – primas se obtém simultaneamente diversos produtos. Na produção
conjunta os produtos não são identificáveis como produção diferenciada até o ponto de
separação.

Segundo Da Silva (1973 p. 285) há produção conjunta sempre que a obtenção de um bem
implica a obtenção simultânea (com mesma matéria – prima) de outro ou outros bens.

Na produção conjunta se os produtos obtidos tiverem valor económico semelhante (preços de


venda relativamente semelhantes), dizemos que obtivemos co-produtos (produtos conjuntos com
valores semelhantes). Os produtos secundários, conforme a sua importância económica têm
geralmente os nomes de subprodutos, desperdícios, resíduos e refugos

Exemplos

Os óleos alimentares são obtidos a partir de oleoginosas. Inicialmente procede – se à preparação


e à prensagem daquelas, obtendo – se o óleo cru. Este é depois refinado, através de tratamento
com soda cáustica, obtendo – se óleo refinado e ácidos gordos. Aqueles dois produtos (Óleo
refinado e ácidos gordos) são, pois, produtos obtidos em produção conjunta, sendo designados
por produtos conjuntos[CITATION Cai01 \l 2070 ].
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Da moenda do trigo obtém – se a farinha forrageira e outros produtos, designados todos eles por
produtos conjuntos.

3.2. Designação dos produtos conjuntos

Segundo [CITATION Cai01 \p 240 \l 2070 ] , os produtos têm designações consoante a sua
importância relativa: Co – produtos, Subprodutos, e resíduos.

3.2.1. Co-produtos

Designam – se por co-produtos os produtos conjuntos que tem idêntica importância relativa.
Também são conhecidos como produtos principais.

Exemplo: Gasolina; o Gasóleo; e o fuel são produtos derivados da refinação do petróleo.

Conforme [CITATION Cai09 \p 168 \l 2070 ] , quando obtém – se um produto de valor superior aos
restante produtos obtidos na mesma fabricação estamos na presença de um produto principal. No
caso de obtermos dois ou mais produtos principais, estes tem o nome de co-produtos.

De acordo com [CITATION Nab16 \p 124 \l 2070 ], os co-produtos são produtos principais vendíveis
com valor relativamente semelhante.

3.2.2. Subprodutos

Segundo [CITATION Cai01 \p 240 \l 2070 ] o subproduto é um produto secundário. Não é o principal
da produção obtê –lo, mas sim o produto principal a que está associado.

Segundo [CITATION Cai09 \p 169 \l 2070 ] os produtos com valor comercial nitidamente inferior
aos restantes são subprodutos.

De acordo com [CITATION FVG73 \p 289 \l 2070 ] Quando a par do produto mais valioso e que
constitui o objecto essencial da fabricação (produto principal), se obtém um ou vários produtos
acessórios ou secundários vendíveis.
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Para [CITATION Nab16 \p 124 \l 2070 ] os subprodutos são produtos secundários que resultam da
actividade produtiva que visa a produção de um ou mais produtos principais. O valor comercial
destes produtos é inferior ao apurado para os produtos principais.

Exemplo: na moenda de trigo, pretende – se obter fundamentalmente a farinha (produto


principal), sendo a sêmola um subproduto.

3.2.3. Resíduos

Segundo [CITATION Cai01 \p 240 \l 2070 ] os resíduos são certos produtos de baixo valor.

Para [CITATION Cai09 \p 169 \l 2070 ] os resíduos são subprodutos sem valor comercial.

Para [CITATION FVG73 \p 291 \l 2070 ] os resíduos são sempre produtos de reduzido ou nenhum
valor.

Segundo [CITATION Nab16 \p 124 \l 2070 ] , os resíduos são produtos de baixo valor e não tem valor
comercial.

Exemplo: ossos no abate de gado; sobras de chapa não aproveitáveis numa metalomecânica.

De um modo geral considera se como subproduto aquele que tem um valor de venda reportado
ao ponto da produção conjunta em que os produtos se separam inferior a 10% do valor da venda
de todos eles.

3.3. Componentes do custo

Começaremos por calcular o nosso custo de produção ou custo industrial. É o custo da produção
terminada (PT) ou armazenada (produção transferida da zona fabril para o armazém de produtos
fabricados num dado período).

Analiticamente é dado pelo somatório: CI = MPD+MOD+GGF

Os componentes do custo de produção são:

 Matérias-Primas (MP) – São os principais inventários objecto de transformação no


processo industrial (SNC).
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 Mão-de-obra directa (MOD) – Todo o custo do trabalho daqueles que intervêm


directamente no processo de transformação de um determinado produto.
 Gastos Gerais de Fabrico (GGF) – Todos os gastos de produção que não possam ser
considerados como matérias-primas ou mão-de-obra directa (variáveis).

Nas matéria – primas destacam – se: gastos de transacção líquido de desconto e de IVA
dedutível, gastos associados ao transporte e aquisição das matérias-primas (v.g., transporte,
gastos de alfandegárias, gastos internos associados á compra e armazenagem.

A Mão-de-obra é composta por: Remunerações fixas (ex. vencimento bruto mensal, subsídio de
férias, subsídio de natal), Remunerações variáveis (ex. comissões, horas extraordinárias,
prémios, Contribuições da entidade patronal para a segurança social, Seguros, Outros gastos
obrigatórios ou facultativos (ex. subsídio de alimentação, formação profissional.

Os Gastos Gerais de Fabrico (GGF) são constituídos por: Matérias indirectas, Fornecimentos
externos relacionados com a produção nomeadamente electricidade, água, trabalhos
especializados, ferramentas e utensílios, conservação e reparação, seguro de equipamentos e
instalações fabris, Custos com o pessoal referente à mão-de-obra indirecta, Depreciações dos
activos tangíveis fixos, na componente equipamento básico, Outros gastos relacionados com a
produção.

Custo de Transformação (CT)

O custo de transformação é igual à soma da mão-de-obra directa com os gastos gerais de fabrico:

CT = MOD + GGF

Custo Primo (CP)

CP= MP + MOD

Custo industrial dos produtos acabados (cipa)

O custo industrial é igual à soma do consumo de matérias-primas com os custos de


transformação: MP=Ei+Compras−Ef
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A partir daqui podemos obter o calculo do custo industrial dos produtos acabados:

CIPA =MP+ MOD +GGF+ ∆ EPVF

3.4. Apuramento do custo Industrial dos produtos Conjuntos

Na produção conjunta o custeio dos produtos apresenta dificuldades especificas que convém
analisar. Neste tipo de produção pode – se distinguir duas fases principais na fabricação dos
produtos:

 Fase da produção Conjunta – que se verifica até ao ponto de separação dos produtos
ocasionando gastos, designados custos conjuntos.
 Fases seguintes – em que os semiprodutos obtidos no ponto de separação são acabados,
em regime de produção disjunta, implicando os chamados custos específicos.

Esquema de Produção Conjunta

Produto Acabado A

Produtos Intermédios

Produção Conjunta Ponto de separação

Produtos Intermédios Produto Acabado B

Custos conjuntos Custos Específicos


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Segundo [CITATION Cai09 \p 170 \l 2070 ] , os custos conjuntos são os custos inerentes a um
processo produtivo de que resulta dois ou mais produtos e que, até determinada fase de
fabricação (ponto de separação), não se podem identificar como produtos distintos.

Segundo [CITATION FVG73 \p 285 \l 2070 ], Os custos conjuntos são todos custos dum processo
produtivo de resultam dois ou mais que até certa altura de produção, se não podem identificar
como coisas distintas.

Segundo [CITATION Nab16 \p 125 \l 2070 ], a valorização dos produtos conjuntos inicia com a
repartição dos gastos conjuntos ou comuns. Essa repartição dos gastos para valorizar
correctamente a produção enfrenta algumas dificuldades porque os critérios utilizados
apresentam grande arbitrariedade como acontece na produção uniforme e na produção múltipla
disjunta. Na produção conjunta as dificuldades para apurar os custos dos produtos agrava – se se
existem diversos pontos de separação e com a obtenção de uma multiplicidade de produtos
contidas em diversos pontos do processo produtivo. A repartição dos custos conjuntos é
artificial.

De forma geral, Custo conjunto é o custo de um único processo que gera diversos produtos
simultaneamente”. Logo, o custo de um determinado processo de produção pode proporcionar a
produção de mais de um produto, caracterizando assim, o fenómeno da co-produção, e deve ser
denominado de custo conjunto. Destaca também que, “o momento no processo em que um ou
mais produtos se tornam isoladamente identificáveis é denominado ponto de separação”. E diz
que “custos separáveis são os custos incorridos após o ponto de separação, atribuídos a um ou
mais produtos individualmente”.

3.5. Repartição dos Custos Conjuntos

Entre os critérios de repartição dos custos conjuntos destacam – se:

1. Custo Unitário Médio


a) Quantidades Produzidas

Segundo [CITATION Cai09 \p 170 \l 2070 ] , Os custos conjuntos são repartidos em função das
quantidades produzidas. o custo de cada produto obtém – se dividindo todos os custos pela
quantidade.
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MP+ MOD+GGF
CUM =
Qp

Segundo [CITATION Cai01 \p 243 \l 1033 ] , os custos conjuntos são repartidos pelos produtos
proporcionalmente às quantidades obtidas de cada um deles.

Segundo [CITATION Nab16 \p 125 \l 2070 ], repartem – se os gastos conjuntos pelos produtos
proporcionalmente às quantidades obtidas de cada um deles. Os custos unitários industriais dos
produtos diferem apenas devido aos gastos específicos.

Não tem em conta o valor do mercado dos produtos. Não sendo aconselhável quando os preços
de venda dos produtos diferem – se sensivelmente.

2. Media Ponderada

Segundo [CITATION Cai09 \p 171 \l 2070 ] , as empresas ponderam relevância de cada produto
atribuindo factores de pontuação que advém, por exemplo do tamanho da unidade, tempo do
consumo para a fábrica da unidade, das dificuldades de fabricação, do valor da venda.

a) Valor da Venda da Produção

Segundo [CITATION Cai01 \p 244 \l 2070 ] este critério consiste em repartir os custos conjuntos
pelos produtos proporcionalmente ao respectivo valor de venda da produção.

Segundo [CITATION Nab16 \p 125 \l 2070 ], o valor da venda de produção consiste em repartir os
gastos conjuntos e os produtos proporcionalmente ao respectivo valor de venda da produção.
Este critério tem em conta a distribuição dos gastos conjuntos o valor do mercado dos produtos,
embora não considera o peso diferenciado que os gastos específicos podem apresentar.

b) Preço da Venda Relativo ao ponto de separação

Segundo [CITATION Cai01 \p 245 \l 2070 ] nesse critério reparte se os custos conjuntos pelos
produtos proporcionalmente ao seu valor de venda no ponto de separação, isto é, ao valor de
venda da produção deduzido dos custos específicos.

Os custos específicos a considerar são não só os custos da produção, mas também os não
industriais.
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Para [CITATION Nab16 \p 125 \l 2070 ], este critério reparte os gastos conjuntos pelos produtos
proporcionalmente ao seu valor de venda no ponto de separação, isto é, ao valor de venda da
produção deduzido dos gastos específicos.

De um modo geral o critério de venda no ponto de separação é o mais aconselhável na medida


em que todos os produtos conjuntos registam margens iguais relativamente aos respectivos
valores de venda reportados ao ponto de separação.

Quer isto dizer que os inventários de cada um dos co-produtos serão valorizados por custos
unitários que, relativamente ao respectivo valor de venda reportado ao ponto de separação se
traduz por percentagens iguais.

3.6. Critérios para Valorização dos Subprodutos


a) Custo Nulo

Segundo [CITATION Cai09 \p 173 \l 2070 ], Neste critério os produtos principais suportam todos os
custos conjuntos, representando o valor de venda dos subprodutos (após a dedução de todos os
gastos com a sua venda) um lucro para a empresa.

Os produtos principais ficam com todos os custos fabris.

Vendas Liquidas−Custo=Lucro

Custo=0

Vendas−0=Lucro

Vendas=Lucro

b) Lucro Nulo

Segundo [CITATION Cai09 \p 173 \l 2070 ], os subprodutos não proporcionam qualquer resultado
pelo que o valor de venda (deduzido dos gastos com a venda) é subtraído aos custos conjuntos. O
valor dos custos atribuídos aos co-produtos é inferior.

Vendas Liquidas−Custo=Lucro

Lucro=0
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Vendas−Custo=0

Vendas=Custo

4. Custos conjuntos e a tomada de decisões

Segundo [CITATION Cai01 \p 250 \l 2070 ], os custos industriais unitários determinados para os
produtos conjuntos não servem para tomar decisões relacionadas com a rentabilidade daqueles as
que se relacionam com

 Aumento ou redução da produção


 A transformação que deve ser feita nos produtos obtidos no ponto de separação.
4.1. Aumento ou redução da Produção

Tendo em conta que na produção conjunta não é possível conhecer qual a parte dos custos
conjuntos que a cada produto respeita, decisões do tipo em epigrafe só podem ser tomadas a
partir do resultado global do grupo de produtos em causa. Tratando se da produção conjunta não
se pode por a questão de aumentar ou reduzir a fabricação de um produto isoladamente, pois esta
arrastaria necessariamente a alteração da produção do outro. As decisões relacionadas com a
expansão ou redução da produção terão de se basear nos resultados dos dois produtos em
conjunto e não nos que para cada um deles, derivam dos custos industriais determinados com
base noutros critérios: quantidades produzidas e valor da venda.[ CITATION Cai01 \l 2070 ]

4.2. Transformação dos Produtos Obtidos no ponto de separação

A questão que se apresenta é a de verificar se se deve vender o produto no estado em que se


obtém no ponto de separação ou efectuar operações de transformação adicionais e qual a
profundidade destas. Estas decisões deverão basear – se na comparação dos proveitos adicionais
resultantes da transformação em causa com os custos específicos do produto que aquela
ocasiona. No entanto, naqueles casos em que o produto não pode ser vendido sem
transformações adicionais, a venda não se justifica quando o custo que daquelas resulta for
superior ao valor de venda.[ CITATION Cai01 \l 2070 ]
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5. Exercício Pratico

A Empresa Industrial de Rações, SA produz, em regime de produção conjunta, as rações tipo A e


tipo B que comercializa no mercado, após operações de embalagem, ao preço de venda unitário
de 3,75/kg e 4,80/kg, respectivamente. No ponto de separação obtém, para além dos produtos A
e B, o subproduto S que vende a um cliente ao preço de 1.250/tonelada e o resíduo R que manda
destruir pagando 1.500/tonelada.

Em certo período N venderam-se 80 toneladas de A e 96 toneladas de B e 12 toneladas de S. Os


stocks iniciais eram nulos e no final do período havia 4 toneladas de B. Obtiveram-se 20
toneladas de R. A contabilidade apurou 495 000,00 de custos de matérias e materiais directos e
gastos de conversão acumulados no ponto de separação e operações específicas de embalagem
na fábrica de A e B no montante de 60 000,00 e de 80 000,00 respectivamente.

A empresa reparte os custos conjuntos em função do valor de venda relativo no ponto de


separação e mensura o subproduto pelo critério do lucro nulo.

Pretende – se: O custo das vendas da demonstração de resultados por funções do período N.

Resolução do Exercício

Em primeiro lugar devemos fazer o esquema referente a esta actividade produtiva.

495 000,00

S
16

Em segundo lugar temos de identificar todos os valores essenciais para a resolução deste
exercício e listá-los:

Quantidades Ef PA Pv Unid
Vendidas
A 80 0 3 750,00 TON
B 96 4 4 800,00 TON
S 12 0 1 250,00 TON
R 20 Custo: 1 500,00 /TON

Custos dos produtos Principais e Subproduto

Custos
Conjuntos 495 000,00
Subproduto Lucro Nulo

O segundo passo será apurar o custo a atribuir ao Subproduto tendo em conta o critério
valorimétrico utilizado pela empresa: Lucro Nulo.

 Venda=12ton × 1250,00=15 000,00 MT


 CIPV :15 000,00 MT – Atribuímos o valor exacto das vendas para que a MC seja nula.
 Margem Contribuição: 0, 00 MT

Agora estamos em condições de apurar os Custos Industriais de Produção Acabada:

Valor Venda  C. VVPS % C. CIPA CIPU


Específicos Conjuntos
A 300 000,00 60 000,00 240 000,00 39 198 900,00 198 900,00 2486,25
B 460 800,00 80 000,00 400 000,00 61 311 100,00 311 100,00 3 111,00
Total 100
Produto A: 80 ton× 3750,00=300 000,00 MT
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Produto B: 96 ton× 4800,00=460 800,00

As percentagens serão obtidas a partir:

300000,00
A: =0,39=39 %
760 800,00

460800,00
B: =0,61=61 %
760 800,00

O valor da venda no ponto de separação será dado por: valor da venda subtraindo com os custos
específicos.

VVPS=Valor daVenda−Custos Espe cíficos

No Valor de Venda temos de considerar a produção do período em análise e não a quantidade


vendida. No caso da Ração A não há diferenças porque a quantidade vendida é igual à produzida.

Para a ração B há stock final em armazém de 4 TON, logo a quantidade a considerar é 96 + 4 =


100 TON.

EiPA+ P=EfPA+V

P=EfPA +V −EiPA

P=96+4=100 toneladas

Nos Custos Conjuntos a repartir temos de ter em conta os vários custos resultantes da produção
da ração:

 Custos de matérias e materiais directos e gastos de conversão


 Custos de destruição de Resíduos
 Retirar o custo que atribuímos ao Subproduto

Custos Conjuntos a repartir: 495 000 , 00+20 TON ×1 500,00 – 15 000,00=510000,00

Logo os custos a repartir serão:

510 000,00 ×39 %=198 900,00


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510 000,00 ×61 %=311100,00

 No CIPA deve – se incluir os valores dos custos conjuntos mais os custos específicos
industriais.
 CIPU é só dividir o CIPA Global pelas quantidades produzidas

Para terminar e respondermos à questão, construímos a Demonstração de Resultados por


Funções até à Margem de Contribuição:
Mapa de Demonstração de Resultados por Funções
Descrição A B S Total

Vendas 300 000,00 460 800,00 15.000,00 775 800,00


CIPV 251 250,00 382 800,00 15.000,00 649 050,00
MC 48 750,00 78 000,00 0,00 € 126 750,00 €
 Exemplo Pratico 02

A empresa XPTO fabrica em regime de produção conjunta dois produtos principais A e B, um


subproduto C e um resíduo D. Da contabilidade analítica referente ao mês passado obtiveram-se
os seguintes elementos:

Custos conjuntos – Materiais e custos transformação 1 555,00

Custos específicos não industriais:


  Produto A 160,00
  Produto B 240,00
  Subproduto 20,00
Quantidades Produzidas e Vendidas
  Produto A 60,00 unids
  Produto B 120,00 unids
  Subproduto 250,00 unids
Preço de venda unitário:
  Produto A 16,00
  Produto B 12,00
  Subproduto 0,40
Custo de remoção do Resíduo da fábrica 25,00
A empresa utiliza os seguintes Critérios de Repartição dos Custos Conjuntos:

 Produtos Principais: Valor de Venda no Ponto de Separação


 Subproduto: Lucro Nulo
 Resíduo: Custo Nulo
19

Esquema de Produção

1 555,00 B

Custo unitário dos Produtos Principais A e B 

PROD VV CE VVPS % C.CONJUNTOS CIPA CIPU


A 960,00 160,00 800,00 40% 590,00 590,00     9,83
B 1 440,00 240,00 1 200,00 60% 885,00 885,00     7,38
TOTAL 2 000,00 100% 1 475,00
Sub. C 100,00 100,00 0,00
A :VV =60 ×16=960,00

B:VV =120× 12,00=1440,00

Subproduto=250 × 0,40=100,00

Para chegar ao Valor de Venda no ponto de Separação (VVPS) temos de retirar ao valor de
venda todos os custos específicos e para se chegar ao valor dos custos conjuntos é necessário
apurar o custo que será atribuído ao Subproduto.

lucro=0

VV −Custo=0

100,00−Custo=0

Custo=100,00

Logo os custos conjuntos para os produtos A e B sairão:

1555,00−(100−20)=1475,00

A :VV =60 ×16=960,00

B:VV =120× 12,00=1440,00


20

Total na venda de A e B: 2400,00

Para achar as percentagens é preciso: dividir o valor da venda no ponto de separação pelo custo
conjunto após a dedução dos custos inerentes ao subproduto.

960,00
A: =0,4=40 %
2400,00

1440,00
B: =0,6=60 %
2400,00

Achadas as percentagens é só imputar no custo conjunto após ter sido deduzido os custos do
subproduto e do resíduo.

A :0,4 × 1475,00=590,0 0

B: 0,6 ×1475,00=885,00

Custo de Produção do Subproduto

VENDAS 100,00
CIPV 80,00
MB 20,00
Custos não industriais 20,00
RESULTADO 0,00
 No CIPA deve – se incluir os valores dos custos conjuntos mais os custos específicos
industriais.

 CIPU é só dividir o CIPA Global pelas quantidades produzidas

No Subproduto aplicando-se o Lucro Nulo, deve-se imputar os custos de produção na proporção


do valor de vendas não coberto por custos específicos não industriais, neste caso é apenas preciso
80,00 para cobrir o valor das vendas.

Demonstração de Resultados da empresa

DR PROD. A PROD. B SUBPROD. TOTAL


VENDAS 960,00 1.440,00 100,00 2.500,00
CIPV 590,00 885,00 80,00 1.555,00
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RESÍDUO 25,00
MB 370,00 555,00 20,0 920,00
CÑIND 160,00 240,00 20,00 420,00
RESULTADO 210,00 315,00 0,00 500,00

Exercício Pratico 03

A empresa X , SA dedica-se à produção conjunta dos produtos Alfa e Beta a partir da matéria M,
sendo Beta sujeito a operações de conversão específicas antes de ser dado por concluído e dando
origem ao resíduo T que a empresa manda destruir por uma empresa especializada G. Na
produção conjunta obtém-se necessariamente o subproduto R, que é vendido a um cliente ao
preço de 65,00/ton.

Relativamente ao período N a empresa produziu 2.400tons. de Alfa e vendeu 2.000 tons a 300,00
cada e produziu e vendeu 1.500 tons. de Beta a 380,00 cada. Obteve 200 tons. de R e pagou
12000 a G pela destruição de T. No mesmo período, comprou 5.400 tons. de M a 125,00 de que
utilizou 5.000 ton. Os gastos de conversão da produção conjunta somaram 338 000,00 e os
gastos de conversão específicos de Beta foram 78 000,00

Sabendo que a empresa reparte os custos conjuntos em função do valor de venda relativo no
ponto de separação e mensura o subproduto pelo lucro nulo, o custo unitário de produção de cada
um dos produtos de N foi?

Resolução do Exercício
Em primeiro lugar deveremos ter em consideração os custos específicos associados ao produto
Beta: 78 000,00 de gastos de conversão específicos e 12 000,00 pagos pela destruição do resíduo
T totalizando 90 000,00.

Depois não esquecer que os custos conjuntos de produção englobam custos associados ao
Subproduto. Logo temos de calcular em primeiro lugar o valor do Subproduto T, assumindo o
critério de Lucro Nulo (Vendas – Custos = 0,00)
22

Assim: 200 tons x 65,00 = 13 000,00, valor a subtrair ao total de custos conjuntos de produção
apurados. Não esquecer a Matéria-Prima M, o consumo de M é repartido pelos 2 produtos logo
deve ser somado aos custos conjuntos de produção: 5.000 x 125,00 = 625 000,00

Por fim, só falta não esquecer que na aplicação do critério Valor de Venda no Ponto de
Separação a quantidade a considerar para análise deve ser sempre a produzida e não a vendida.

Esquema produtivo

Alfa

1 555,00 Beta

R (Subproduto)

Resumo da resolução numa pequena tabela

VVP Custos VVPS % Custos CIPA CIPA


Específicos Conjuntos Unit
Alfa 720 000,00 720 000,00 60 570 000,0 570 000,00 237,50
% 0
Beta 570 000,00 90 000,00 480 000,00 40 380 470 000,00 313,33
% 000,00
Total 1 200 000,00 950 000,0 1 040 000,00
0
23

Alfa:2.400 tons ×300,00=720 000,00

Beta :1500 tons×380,00=570 000,00

Total da venda dos Alfa e Beta 1 290 000,00

Para achar as percentagens é preciso: dividir o valor da venda pelo total no ponto de separação.

720 000,00
A: =0,6=60 %
1 200 000,00

480 000,00
B: =40=60 %
1 200 000,00

 No CIPA deve – se incluir os valores dos custos conjuntos mais os custos específicos
industriais.
 CIPU é só dividir o CIPA Global pelas quantidades produzidas
6. Exercícios Propostos

Exercício 01

A “TAL, SA”, dedica-se à fabricação de três produtos químicos para uso industrial. O processo
de fabrico da “TAL” resume-se ao seguinte:

No Departamento 1 as matérias-primas A e B são misturadas, trituradas e prensadas; o produto


obtido no Departamento 1, semiproduto X, segue imediatamente para o Departamento 2, onde é
sujeito a um tratamento químico através da adição da matéria-prima C, dando a origem a:

 Um subproduto, designado por N, que é vendido a um cliente;


 Dois produtos, designados por W e Y, que dão entrada em armazém;

 Um semiproduto, designado por R, que segue imediatamente para o Departamento 3.

O semiproduto R é sujeito a operações de transformações no Departamento 3, dando origem ao


produto M, que segue para armazém. Em determinado mês apuram-se os seguintes dados:
Produção
Semiproduto X 1.500 kgs
Semiproduto R 1.000 kgs
24

Produto W 400 kgs


Produto Y 300 kgs
Produto M 500 kgs
Subproduto N 400 kgs

Não havia produção em curso de fabrico no início e no fim do mês.

Consumos de Matérias-Primas:
A 400 Kg 100,00/Kg
B 1.000Kg 120,00/Kg
C 500 Kg 150,00/Kg

Departamentos Mão – de – obra Directa Gastos Gerais do Fabrico


Departamento 1 30.000,00 50.000,00
Departamento 2 15.000,00 90.000,00
Departamento 3 65.000,00 135.000,00

Preço de Venda (unidade)


Produto W 400,00
Produto Y 800,00
Produto M 1200,00
Subproduto N 50,00

Determine os custos de produção dos produtos, admitindo que a empresa adoptou como critério
para a repartição dos gastos conjuntos o valor de venda reportado ao ponto de separação e que o
subproduto é valorizado pelo critério:
 H1 - do lucro nulo;

 H2 - do custo nulo.

Para a resolução deste exercício primeiro devemos elaborar o esquema de produção nessa
empresa.

Exercício 02
25

A empresa Diversa, Lda. fabrica em produção conjunta os produtos principais X e Y. Do


processo de produção resultam ainda o subproduto K e o resíduo M.

Da actividade desta empresa no mês de Outubro de 2003, são conhecidos os seguintes elementos

Custos conjuntos
Materiais e custos de 480 000,00
transformação
Custos específicos
Produto X 180,00
Produto Y 280,00
Subproduto K 40,00
Quantidades produzidas e vendidas
Produto X 60 un
Produto Y 120 un
Subproduto K 270 un
Preço de venda unitário
Produto X 36,00
Produto Y 32,00
Subproduto K 20,40
Custo de remoção do 45,00
resíduo M
São utilizados os seguintes critérios de repartição de custos conjuntos:

 Produtos principais pelo valor de venda no ponto de separação;


 Subproduto pelo lucro nulo;
 Resíduo pelo custo nulo.

Pretende – se

a) O custo unitário dos produtos X e Y e valorize as respectivas existências


b) A demonstração de resultados por funções

Exercício 02

A empresa Shazam, Lda. fabrica os produtos A e B em regime de produção conjunta. O processo


de fabricação resume-se no seguinte:

Da transformação conjunta obtêm-se o produto A, o subproduto B1 e o subproduto S. Este


último é posteriormente comercializado pela empresa.
26

Na transformação conjunta são utilizadas as matérias-primas M1 e M2. Após esta fase de


transformação, a matéria-prima M3 é adicionada ao semiproduto B1, obtendo-se o produto B.

Do mês de Junho de 2004 são conhecidos os seguintes elementos:

Gastos Gerais

Serviços Administrativos 12 800,00


Serviços de Distribuição 10 300,00
Custos Financeiros 3 580,00

Custos de Transformação

Custos Conjuntos de transformação 100 500,00


Custo de transformação adicional do produto B 18 600,00
Custo de transformação adicional do subproduto S 500,00

Matérias – Primas
Matérias – Primas

M1 M2 M2
Existência Inicial 6 700,00 7 500,00 4 000,00
Existência Final 5 900,00 8 100,00 3 200,00
Compras 10 800,00
Consumo 16 500,00 23 000,00

Produção acabada
Produtos e subprodutos
A B S
Produção e Vendas 1 400 Unidades 700 Unidades 2 500 Unidades
Preço Unitário

Não havia existência final e inicial de produtos em vias de fabrico. A empresa utiliza os
seguintes critérios de repartição de custos conjuntos:

 Valor da venda no ponto de separação para os produtos principais;


 Lucro nulo para o subproduto.
27

Tendo em conta a informação apresentada:

 Determine o CIPA unitário dos produtos A e B


 Determine o valor das compras das matérias M1 e M2
 Elabore a demonstração de resultados por funções e por produto

7. Conclusão

A produção conjunta é quando a fabricação de um produto obriga necessariamente a fabricação


de dois ou mais produtos. Os produtos conjuntos podem obter-se em proporções fixas e
variáveis, A relação técnica entre o facto gerador (matéria-prima) e os factos gerados (produtos
conjuntos) é estável.

Com relação ao tema, objecto deste estudo, pode-se extrair, uma certeza: A empresa deve
prosseguir com a produção conjunta na medida em que a soma dos valores realizáveis líquidos
dos produtos, calculados individualmente, revelar-se superior ao custo do processo básico. De
resto, o cabedal teórico que envolve a problemática da produção conjunta ainda está longe de
uma solução que detenha a unanimidade.

Para apropriação dos custos conjuntos aos produtos são realizados critérios de rateio baseados
em alguns métodos, entre os quais destacamos os seguintes: o de valor de mercado, que consiste
na distribuição dos custos conjuntos aos produtos em razão da participação percentual de cada
co-produto, no total das vendas pelo valor de mercado; o da quantificação física, em que a
alocação é feita mediante a proporção oriunda da quantidade física dos produtos obtidos no
ponto de separação; e o do valor líquido estimado das vendas que utiliza para apropriação dos
custos conjuntos, o percentual da receita líquida de cada co-produto, obtida pela dedução das
vendas brutas dos custos ocorridos após o ponto de separação.
28

7.1. Recomendações

As metodologias estudadas, na verdade, quando não pecam pela simplicidade (o que não é de
todo mal), exigem dados adicionais nem sempre disponíveis em empresas comuns. Revelam
todas elas, em maior ou menor grau, um forte ponto de intercessão: a arbitrariedade.

Assim é necessário uma forte dose de bom senso na definição do método de atribuição dos
custos aos produtos conjuntos, que devem ser substanciadas por sólidos conhecimentos de
contabilidade, economia e administração.

8. Bibliografia

Caiado, A. C. (2009). Contabilidade Analítica e de Gestão (5ª ed.). Lisboa: Áreas Editora.

Caiano, C. A. (2001). Contabilidade Analítica (1ª ed.). Porto: Rei dos Livros.

GALLIANO, A. G. (1986). O método científico: teoria e prática. . São Paulo: : Harbra.

GIL, A. C. (1999). Métodos e Técnicas de Pesquisa Social. ( 5ª ed.). São Paulo: Atlas.

MARCONI, M. A., & LAKATOS, E. M. (1996). Técnicas de pesquisa: planeamento e execução


de pesquisas, amostragens e técnicas de pesquisas, elaboração e interpretação de dados.
(3ª ed.). São Paulo: Atlas.

MARTINS, J. (1990). Didática Geral. (2ª ed.). São Paulo: Atlas.

Nabais, C. N. (2016). Prática de Contabilidade Analítica e de Gestão. Lisboa: Lidel - edições


técnicas, lda.

Silva, F. V. (1973). Contabilidade Industrial (5ª ed.). Lisboa: Livraria Sá da Costa.


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