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INSTITUTO SUPERIOR DE GESTÃO E EMPRENDEDORISMO GWAZA

MUTHINI
DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO (DIP)

REVISÃO

I- PERÍODOS HISTÓRICOS
A história é a plataforma ou tábua onde se joga todo o percurso da vida humana. É
nela onde se percebe o crescimento da humanidade desde o seu berço até hoje.
Nada acontece na humanidade fora da história. Por isso conhecer a história é ter a
possibilidade aberta para conhecer o mundo e as suas múltiplas realidades que se
deram ou aconteceram ao longo dela. Para melhor perceber os acontecimentos
históricos a ciência histórica dividiu e acumulou os factos em vários períodos que
vamos brevemente apresentar. Dizer que em termos científicos falar da pré-história
é dizer antes da escrita (quando a humanidade ainda não tinha descoberto a escrita)
e dizer história e falar da escrita (período em que a humanidade passa a registar os
dados dos acontecimentos)

A - Pré-História (-4.000 AC)


A chamada Pré-história inicia-se com o surgimento do Homem na Terra e dura até
cerca de 4000 a.C., com o surgimento da escrita no Crescente Fértil, mais
precisamente na Mesopotâmia. Caracteriza-se, grosso modo, pelo nomadismo e
actividades de caça e de re-colecção dos produtos naturais. Surge a agricultura e a
pecuária, os quais levaram os homens pré-históricos ao sedentarismo e a criação
das primeiras cidades.
Foram feitas grandes descobertas sem as quais hoje seria muito difícil viver:
 No Período Paleolítico ou Idade da Pedra Lascada: tivemos a descoberta
do fogo;
 No Período Neolítico ou Idade da Pedra Polida, ocorreu a revolução
agrícola: domesticam-se animais, e começa-se a praticar a domesticação de
espécies vegetais;
 Na Idade dos Metais: fundição dos metais e utilização deste no fabrico de
instrumentos de trabalho e de caça. Este último período da Pré-Historia

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demarca o conjunto de transformações que dão início ao aparecimento das
primeiras civilizações da Antiguidade, Egipto e Mesopotâmia.
B - História
1- Idade Antiga (4.000 AC-476)
A Antiguidade compreende-se de cerca de 4000 a.C. invenção da escrita até a
queda do império romano (476), isto é, quando ocorre a queda do Império Romano
do Ocidente. É estudada com estreita relação ao Próximo Oriente, onde surgiram
as primeiras civilizações, sobretudo no chamado Crescente Fértil, que atraiu, pelas
possibilidades agrícolas, os primeiros habitantes do Egipto, Palestina,
Mesopotâmia, Irão e Fenícia. Abrange, também, as chamadas civilizações
clássicas: Grécia e Roma.

2- Idade Média (476-1453 DC)


A Idade Média é limitada entre o ano de 476 d.C. da queda do império romano até
a tomada de Constantinopla (1453) quando ocorre a conquista de Constantinopla
pelos turcos otomanos e consequente queda do Império Romano do Oriente. É
estudada com relação às três culturas em confronto em torno da bacia do mar
Mediterrâneo. Caracterizou-se pelo modo de produção feudal em algumas regiões
da Europa.
3- Idade Moderna (1453-1789)
A chamada Idade Moderna é considerada de 1453 até 1789, tomada de
Constantinopla até a Revolução Francesa (1789). Compreende o período da
invenção da Imprensa, os descobrimentos marítimos e o Renascimento.
Caracteriza-se pelo nascimento do modo de produção capitalista.
4- Idade Contemporânea (1789 -)
A chamada Idade Contemporânea compreende-se de 1789, Revolução Francesa até
os dias actuais. Envolve conceitos tão diferentes quanto o grande avanço da
técnica, os conflitos armados de grandes proporções (1ª guerra Mundial – 1914-
1918; 2ª guerra Mundial 1939-1945; guerra fria 1945-1989, guerra do Golfo,
terrorismo, etc) e a Nova Ordem Mundial (organização geopolítico, económico e
militar do mundo) .
Observações Finais
- Nem todos os historiadores concordam com a periodização tradicional da História
baseada na história política.

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- Nestes períodos todos existiram muitas pessoas, mas a história regista
personagens que marcaram com as suas ideias e acções o seu tempo e o tempo
subsequente.
- Existem outras propostas de divisões inspiradas, por exemplo, no enfoque
económico (modo de produção), tecnológico-científico, etc.
- A divisão da História em períodos não é precisa nem natural.
- A divisão tradicional da História é hoje bastante discutível porque uniformiza os
vários períodos quanto a sua importância, conduz à ideia de hierarquia nos vários
acontecimentos, leva em consideração apenas a civilização ocidental e demonstra a
fragilidade desta compartimentação, relegando fatos históricos também
considerados importantes.
- O tempo é universal, mas não é absoluto.

II- NOÇÕES GERAIS DO DIREITO INTERNO


Normalmente quando falamos de direito referimo-nos ao direito de um
Estado, aquela organização judicia do Estado para poder levar avante os seus
objectivo de modo justo e lícito. Direito é o ramo das ciências sociais que têm
como objeto de estudo o conjunto de todas as normas (regras e princípios)
coercitivas que regulamentam as relações sociais, ou seja, são normas que
disciplinam as relações entre os indivíduos, através dessas normas o Estado tem o
controle e pode solucionar conflitos, porém por mais que nenhuma doutrina
mencione, podemos considerar o HOMEM como o principal objeto de estudo do
direito.
Este conjunto todo de leis, regras, orientações chamamos de Direito. Neste sentido
o direito tem como:
Objecto do direito é o estudo das normas, leis, orientações que podem
ser positivas (promulgadas pelo homem e escritas), naturais (promulgadas pela
natureza ou divindades). Constitui portanto o objecto do Direito organizar a
Sociedade, predeterminar as condutas, premiar as desejáveis, punir as indesejáveis,
construir as instituições. O objeto do Direito é a paz, a harmonia, a regulação do
convívio humano. Porque alguém produz o direito e outro deve obedecer há que
saber que existe dois sujeitos no direito:
Sujeito Activo – aquele que cria ou tem legitimidade de produzir o
direito e
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Sujeito passivo- aquele que obedece o direito.

FONTES DO DIREITO
Fala-se de dois tipos de fontes (de cognição ou conhecimento e de produção).
Temos, portanto, como fontes de direito: lei, costume, jurisprudência, doutrina e
princípios gerais do direito.

DELITITAÇÃO E ABRANGÊNCIA DO DIREITO INTERNO

O direito interno tem a sua vigência dentro dos limites do Estado (cf. Elementos
do Estado: território, população e soberania) e obriga aos cidadãos (nacionais e
estrangeiros), assim como as instituições que se encontra dentro dos limites do
mesmo Estado. O seu cumprimento supera a esfera volitiva dos cidadãos. O
voluntarismo não é característica deste direito.

RAMOS DO DIREITO INTERNO

1- DIREITO PÚBLICO

O Direito Público é o ramo do direito composto pelas normas que tem por matéria
interesse do Estado, tais como a função e organização, a ordem e segurança, a paz
social, etc. As normas do Direito público regulam as relações entre o Estado e os
particulares, e as entidades estatais entre si visando sempre a concretização do
interesse público, conforme as previsões da lei.

O Direito Público Interno - O Direito Público Interno rege os interesses


estatais e sociais. Suas normas encontram-se no direito constitucional,
administrativo, processual, tributário, penal, eleitoral, etc.

 Direito Público Externo - Tem a função de tratar das relações


internacionais entre Estados soberanos, as normas utilizadas para tanto são as de
Direito Internacional Público (DIP), ou seja, convenções e tratados que os
legítimos representantes do estado firmam com organizações internacionais e

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direito internacional privado (DIPr) que regula as questões de conflitos de leis no
espaço.


2- DIREITO PRIVADO

O Direito Privado é formado por normas que tem por matéria as relações
existentes entre os particulares relativas à vida privada, e as relações patrimoniais
ou extrapatrimoniais. As normas de direito privado encontram-se no direito civil e
no direito comercial. Este direito tem como ramos: Direito Civil, Direito
Comercial ou Empresarial, Direito do Trabalho, direito de família, etc..

O QUE SERIA, ENTÃO, O DIREITO INTERNACIONAL (PUBLICO)?


EMENTA:
 1- O direito e a ordem Internacional
 2-As Fontes do direito Internacional Público
 3-Os Sujeitos do Direito Internacional Público
 4-As controvérsias internacionais e suas soluções (pacificas, coercivas e uso da
força)
 5-O Direito Internacional e o uso da Força
 6-As sanções no Direito Internacional Público
 7-As responsabilidades do Estado no direito Internacional
 8-As Organizações Internacionais e Regionais

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