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GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL


SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DO DISTRITO FEDERAL
COORDENAÇÃO REGIONAL DE ENSINO DE SOBRADINHO
CENTRO EDUCACIONAL 03 DE SOBRADINHO

PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO


PPP

SOBRADINHO – DF, maio/2018


2

SUMÁRIO

1. APRESENTAÇÃO............................................................................................................4
2. HISTORICIDADE DA ESCOLA....................................................................................5

2.1 Origem e contexto histórico do Centro Educacional 03 de Sobradinho.....................5

2.1.1 Dados de Identificação da Instituição.........................................................................5

3. FUNÇÃO SOCIAL DA ESCOLA...................................................................................8

4. PRINCÍPIOS ORIENTADORES DAS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS.......................9

5. OBJETIVOS INSTITUCIONAIS.................................................................................10

6. CONCEPÇÕES TEÓRICAS QUE FUNDAMENTAM AS PRÁTICAS


PEDAGÓGICAS.....................................................................................................................11

7. ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO DA ESCOLA........................12

7.1 Modalidades de ensino................................................................................................12

7.1.1 Ensino Fundamental................................................................................................12

7.1.2 Ensino Médio...........................................................................................................15

7.1.3 Educação Integral ................................................................................................... 16

7.1.4 Educação Especial ...................................................................................................18

8. CONSELHO DE CLASSE.............................................................................................19

9. ORGANIZAÇÃO CURRICULAR DA ESCOLA .......................................................21

9.1 Matriz Curricular do Ensino Fundamental de 9 Anos Séries Finais (Ciclos)...........21


9.2 Matriz Curricular do Ensino Médio (Semestralidade)..............................................22

9.3 Matriz Curricular da Educação Especial para o Currículo Funcional......................23

10. PLANO DE AÇÃO PARA IMPLANTAÇÃO DO PROJETO POLÍTICO


PEDAGÓGICO.......................................................................................................................25

10.1 Secretaria...............................................................................................................25

10.2 Coordenação e Gestão pedagógica e participativa ...............................................27

10.3 Gestão financeira ..................................................................................................27

10.4 Professores e agentes de gestão educacionais readaptados ..................................27


3

10.5 Orientação Educacional e Equipe de Atendimento Educacional Especializado -


AEE e Sala de Recursos ...........................................................................................................28

10.5.1 Plano de Ação Orientação Educacional ............................................................29

10.5.2 Plano de Ação Equipe de Atendimento Educacional Especializado - AEE ......33

10.6 Conselho Escolar ..................................................................................................39

10.7 Cantina .................................................................................................................40

10.8 Gestão Administrativa ..........................................................................................40

10.9 Gestão de Pessoas e de resultados educacionais ..................................................41

11. PROJETOS ESPECÍFICOS, INDIVIDUAIS OU INTERDISCIPLINARES......42

11.1 PROGRAMAS DA SECRETARIA DE EDUCAÇÃO .....................................42

11.1.2 Olimpíadas de Língua Portuguesa...............................................................42

11.1.3 Olimpíadas de Matemática .........................................................................42

11.1.4 Programa Saúde na Escola .........................................................................43

11.1.5 Olimpíada de Física.....................................................................................43

11.2 PROJETOS PEDAGÓGICOS DESENVOLVIDOS PELA INSTITUIÇÃO.....43

11.2.1 PROJETO DE INCENTIVO AOS CLÁSSICOS DA LITERATURA


BRASILEIRA......................................................................................................................43

11.2.2 PROJETO NINHO ....................................................................................45

11.2.3 PROJETO SOCIALIZA-AÇÃO-GINCANA CULTURAL.......................46

11.2.4 SE TOCA, SE PINTA ................................................................................49

11.2.5 INICIAÇÃO CIENTÍFICA .......................................................................50

11.3 ACOMPANHAMENTO E AVALIAÇÃO DO PROJETO POLÍTICO


PEDAGÓGICO...................................................................................................................52

11.4 EDUCAÇÃO INTEGRAL ......................................................................................53

12. REFERÊNCIAS ........................................................................................................55


4

APRESENTAÇÃO

O Projeto Político Pedagógico do Centro Educacional 03 de Sobradinho foi


elaborado contando com a participação dos segmentos que compõem a Comunidade Escolar
desta Instituição representados pelo Conselho Escolar, Professores, Coordenadores,
Orientadores Pedagógicos, Supervisores, Pedagoga, Auxiliares de Educação, Equipe da
Biblioteca, e Secretaria Escolar no intuito de buscar uma escola humana e transformadora.
Este PPP é dinâmico e embora tenha sido elaborado para o triênio (2017 - 2019) poderá ser
aprimorado sempre que haja necessidade, para continuar correspondendo à credibilidade que
possui junto à Comunidade Escolar, Coordenação Regional de Ensino e Secretaria de
Educação, bem como atendendo ao suprimento das demandas que surjam ao longo do referido
período.
O PPP é composto por diversos projetos desenvolvidos no âmbito escolar. Dentre
eles destacam-se: Educação em Tempo Integral, Projeto de Produção Textual, Educação
Ambiental.
Os Projetos acima mencionados dão uma dinâmica diferenciada ao ambiente
escolar, primando pelas relações sociais e afetivas enquanto condição de possibilidade de
produção de uma educação de qualidade a partir de processos de ensino aprendizagem que
atendem aos interesses e necessidades da Comunidade Escolar e do espaço territorial no qual
se encontra inserida a Escola.
2. HISTORICIDADE DA ESCOLA
2.1 Origem e contexto histórico do Centro Educacional 03 de Sobradinho
O Centro Educacional 03 de Sobradinho, situado a quadra 05, área especial
05, desta Região Administrativa, foi inaugurado em 22 de março de 1973, com o nome
de Centro de Ensino 02 de Sobradinho, para atender crianças das séries iniciais do
Ensino Fundamental (1ª a 4ª series). A partir de 1988, sua denominação foi alterada para
Centro de Ensino de 1º Grau nº 2 de Sobradinho, ampliando seu atendimento para
crianças e adolescentes da educação básica de 1ª a 8ª séries.
Em 19 de abril de 1996, foi transformado em Centro Educacional 03 de
Sobradinho, oferecendo as modalidades de ensino médio profissionalizante e ensino
fundamental de 1ª a 8ª séries. Com o aumento da demanda escolar houve uma
ampliação das instalações físicas, tendo sido reformada e ampliada em janeiro de 1998.
Atualmente atende cerca de 1.550 alunos nas seguintes modalidades:
Educação Integral; Ensino Especial; Anos finais do Ensino Fundamental e Ensino
Médio.

2.1.1 Dados de Identificação da Instituição


Coordenação Regional de Ensino Sobradinho
Nome: Centro Educacional 03 de Sobradinho
Endereço: Quadra 05, Área especial nº 5 - CEP: 73.031-574
Telefone: 3901-3780
Diretor: Marcos Antônio de Figueiredo Barbosa
Vice-Diretora: Andréia Martins da Silva
Chefe de Secretaria: Irenilda Soares Aguiar
Supervisora Pedagógica: Eliane Elisa Silva
Supervisor Administrativo: Geraldo Ramos Calado
Coordenadores: Adriana dos Santos Rocha
Andréia Paiva Salazar de Souza
Constança Codeço Velloso
O´mob Cardozo da Costa Júnior
Wagner Pereira Batista (Educação Integral)

O Centro Educacional 03 atualmente atende um número significativo de


estudantes oriundos não apenas das quadras residenciais próximas à escola, mas
também de diversas localidades como Sobradinho 2, condomínios, área rural (Fercal,
Queima Lençol, Rua do Mato, etc) e até mesmo Águas Claras definindo a diversidade
de nossa comunidade.
A escola está situada em uma região de grande vulnerabilidade social com
ocorrência de assaltos e agressões nas redondezas da escola, estando os estudantes
expostos à ação de traficantes, violência e substâncias ilícitas. Diante desta situação,
foram feitos vários abaixo assinados, mobilizando a comunidade pedindo mais
segurança, ampliação e iluminação do estacionamento externo. Também foram enviadas
várias correspondências aos órgãos competentes. A equipe gestora e a comunidade
foram atendidas parcialmente em suas reivindicações pela Secretaria de Segurança
Pública e pela Administração Regional de Sobradinho. Quanto à construção do
estacionamento externo não houve avanço; quanto à segurança, foi enviado
policiamento para fazer a cobertura nos horários críticos, permanecendo ainda a
necessidade de policiamento fixo.
Apesar das dificuldades mencionadas os resultados apresentados pelo IDEB
em 2017 apresentaram um acréscimo. No entanto tal progresso acabou resultando em
perda de verbas do Programa Mais Educação para esta Instituição causando enorme
preocupação entre os membros da equipe gestora. É um imenso desafio manter esses
índices mais elevados contando os custos da Educação Integral com menos recursos.
Considerando os resultados acima referidos, esta Unidade de Ensino deu
início a uma série de medidas e procedimentos, tais como: conscientização dos
estudantes quanto à necessidade de efetiva participação no certame, respondendo as
questões com seriedade e afinco, bem como a motivação da Comunidade Escolar
visando atingir as metas propostas pelo MEC/IDEB.
Quanto à educação integral, propõe acrescentar aos educandos experiências
e oportunidades que contribuirão para ampliar as condições de aprendizagem,
objetivadas em um contexto específico de atenção integral como visa o artigo 4° da Lei
8.069/90, do Estatuto da criança e do Adolescente·.
É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder
público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida,
à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à
cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária.
No ano de 2010, o Centro Educacional 03 de Sobradinho, com o apoio do
Programa Mais Educação do Governo Federal, iniciou a implantação da Educação em
Tempo Integral, contemplando inicialmente 105 alunos das turmas de 5ª série.
Neste ano de 2018, no uso de recursos do PDDE Novo Mais Educação, são
atendidos 120 estudantes, prioritariamente de 6º ano do ensino fundamental, e alguns de
7º ano do mesmo segmento, que usufruem mais tempo na escola, com qualidade nas
atividades educacionais, através de acompanhamento pedagógico em português e
matemática, reforço escolar, musicalidade, dança, teatro e oficinas diversas, além de
excursões a outros ambientes de aprendizagem, tais como cinemas, museus, clubes e
exposições temáticas itinerantes, inclusive contando com alimentação balanceada
servida como café da manhã, almoço e lanche da tarde.
3. FUNÇÃO SOCIAL DA ESCOLA

Tomando como base os pressupostos teóricos do Currículo em Movimento,


no que concerne à função da escola, como “um lugar de instrução e socialização, de
expectativas e contradições, de chegadas e partidas, de encontros e desencontros, ou
seja, um ambiente onde as diversas dimensões humanas se revelam e são reveladas”,
assim sendo, a função social da escola é formar pessoas críticas e autônomas
respeitando suas individualidades e fortalecendo uma educação para a diversidade,
cidadania e sustentabilidade, “colaborando para a formação de um ser menos
consumista, mais ético consigo mesmo, solidário com o próximo e integrado com a
natureza que o circunda”.
É do conhecimento de toda a sociedade brasileira na atualidade, o quão
importante é o papel da escola no desenvolvimento de um país. Sabe-se também que a
escola, enquanto instituição social reflete em seu interior as determinações e
contradições desta mesma sociedade na qual está inserida.
A Lei de Diretrizes e Bases enfatiza a função social da escola em formar o
cidadão e propiciar ao educando a construção de conhecimentos, atitudes e valores que
o torne solidário, crítico, criativo, ético e participativo. Para tanto, é necessária a
participação efetiva de todos os segmentos da sociedade para que transformações reais
aconteçam.
O sucesso do Centro Educacional 03 de Sobradinho depende, sobretudo, da
ousadia de seus agentes em assumir o papel de mediadores nessas transformações, que
dependem do envolvimento da comunidade escolar para a necessidade de ruptura de
velhos paradigmas e superação de inevitáveis momentos de instabilidade.
Esse sucesso perpassa pela formação continuada de seus atores, a saber;
professores, auxiliares de educação e equipe gestora. Os quais, imbuídos do senso de
compromisso com a qualidade, dinamicidade e prognóstico positivo do processo como
um todo, utilizam das coordenações pedagógicas coletivas e por área, como espaços
ricos da construção desse panorama educacional melhorado, além de promover o
espírito de cooperação proativa e integrada, cultivando divulgação e disseminação de
experiências exitosas.
4. PRINCÍPIOS ORIENTADORES DAS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS

Com base no Currículo da Educação Básica da SEEDF 2014, o Centro


Educacional 03 de Sobradinho norteia seu trabalho na aplicação das orientações
curriculares em seus projetos pedagógicos visando:
“A formação de valores, o desenvolvimento da pessoa
humana, a formação ética e o exercício da cidadania, bem
como os princípios pedagógicos estruturados sobre a
interdisciplinaridade e a contextualização”. (SEE/DF, 2008,
p. 11)

Na preocupação com a valorização de uma prática pedagógica que focaliza


a autonomia, a solidariedade, a responsabilidade e o respeito mútuo, e também com os
quatro pilares da educação: ‘aprender a aprender, aprender a fazer, aprender a conviver e
aprender a ser’, esta escola assume o compromisso de propiciar ao estudante as
condições de exercício pleno de sua cidadania, dentro dos valores éticos, estéticos e
políticos.
Torna-se imprescindível a participação dialógica e o comprometimento da
família na construção de uma prática pedagógica centrada na aprendizagem. Para que
este processo de aprendizagem, formação e construção do ser humano se concretize
com sucesso, também se faz necessário oportunizar a formação continuada dos agentes
envolvidos, objetivando a renovação de práticas pedagógicas.
Como parte da proposta pedagógica desta Secretaria de Estado para o triênio
(2017 - 2019) será dada continuidade à Gestão Democrática, que veio a atender a um
anseio da Comunidade Escolar. Este modelo de gestão, segundo o Art. 2º da Lei nº
4.751, 07/02/2012, visa garantir a centralidade da escola no sistema e seu caráter
público quanto ao financiamento, à gestão e à destinação de recursos, observará os
seguintes princípios:
I – Participação da Comunidade Escolar na definição e na implementação de
decisões pedagógicas, administrativas e financeiras, por meio de órgãos colegiados, e na
eleição de diretor e vice-diretor da unidade escolar, Conselho Escolar e Grêmio
Estudantil.
II – Respeito à pluralidade, à diversidade, ao caráter laico da escola pública
e aos direitos humanos em todas as instâncias da Rede Pública de Ensino do Distrito
Federal;
III – Autonomia das unidades escolares, nos termos da legislação, nos
aspectos pedagógicos, administrativos e de gestão financeira;
IV – Transparência da gestão da Rede Pública de Ensino, em todos os seus
níveis, nos aspectos pedagógicos, administrativos e financeiros;
V – Garantia de qualidade social, traduzida pela busca constante do pleno
desenvolvimento da pessoa, do preparo para o exercício da cidadania e da qualificação
para o trabalho;
VI – Democratização das relações pedagógicas e de trabalho e criação de
ambiente seguro e propício ao aprendizado e à construção do conhecimento;
VII – Valorização do profissional da educação.

Este modelo de gestão também envolve a co-responsabilidade de todos os


segmentos da Comunidade Escolar, cabendo à equipe gestora a busca de apoio para o
trabalho pedagógico, orientar e inspirar as equipes nas mais diversas situações que
vierem a surgir no ambiente de trabalho escolar, dentro de um padrão de qualidade e de
certo nível de excelência. Processo este que envolve vontade, dedicação e luta!

5. OBJETIVOS INSTITUCIONAIS

Desenvolver as orientações curriculares da SEDF, em consonância com as


Diretrizes Curriculares Nacionais e com o Currículo em Movimento da Secretaria de
Educação;
● Promover o acesso e a permanência do aluno na Instituição Educacional, de
acordo com as normas estabelecidas pela SEDF;
● Garantir a transparência na prestação de contas, relativa aos recursos
repassados à Instituição Educacional bem como daqueles diretamente arrecadados;
● Cumprir metas e indicadores educacionais e de gestão, definidos pela SEDF,
observadas as especificidades da Instituição Educacional, e considerar como parâmetro
mínimo, os indicadores a seguir especificados;
● Elevar o índice de desempenho individual da Instituição Educacional,
referendado pela média do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica – IDEB;
● Atender a um dos maiores anseios da comunidade escolar que é o preparo para
o PAS/ENEM;
● Incentivar a inclusão com garantia de respeito e direito, sem, contudo abrir
mão de um sistema educacional que proporcione a descoberta, por parte dos estudantes
no seu objetivo principal que é o ensino-aprendizagem responsável;
● Proporcionar à comunidade escolar um atendimento digno e humano de forma
que a afetividade seja também fator de promoção e interação escolar;
● Promover a participação dos pais ou responsáveis na vida escolar do aluno
para mudança de conduta, valorização do estudo e ambiente escolar.
6. CONCEPÇÕES TEÓRICAS QUE FUNDAMENTAM AS PRÁTICAS
PEDAGÓGICAS

“Este currículo de Educação básica se fundamenta


nos referenciais da Pedagogia Histórica Cultural, por
apresentarem elementos objetivos e coerentes na
compreensão da realidade social e educacional,
buscando não somente explicações para as
contradições sociais, mas, sobretudo, para superá-
las, identificando as causas do fracasso escolar e
garantindo a aprendizagem para todos. Nessa
perspectiva é necessário que a escola estabeleça
fundamentos, objetivos, metas e ações que orientem
seu trabalho pedagógico considerando a pluralidade
e diversidade social e cultural em nível global e local.
A busca é pela igualdade entre as pessoas, (igualdade
em termos reais e não apenas formais), articulando-
se com as forças emergentes da sociedade em
instrumento a serviço da instauração de uma
sociedade igualitária.” (Saviani, 2008, p.52)

O Projeto Político Pedagógico desta instituição leva em conta as práticas e


interesses dos estudantes na realização dos trabalhos pedagógicos, sempre
acompanhados pelo professor seguindo uma lógica do que é essencial, principal e
fundamental na vida escolar do aluno.
Norteia o trabalho pedagógico da Escola a Lei de Diretrizes e Bases da
Educação Nacional, as Diretrizes de Avaliação Educacional, as Orientações
Pedagógicas, entre outros dispositivos normativos.

7. ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO DA ESCOLA


O CED 03 implantou os ciclos e a semestralidade neste ano de 2018 em
consonância com a Lei nº 5499/15, aprovada pela Plano Distrital de Educação que
tornou seu cumprimento obrigatório.
7.1 Modalidades de Ensino
Atualmente o Centro Educacional 03 de Sobradinho atende
aproximadamente 1550 alunos, distribuídos em dois turnos: matutino e
vespertino; conforme quadro demonstrativo abaixo:
MATUTINO VESPERTINO
Horário Funcionamento 7h às 11:50 h Das 13h às 17:50h
Ensino Médio 14 turmas (1º ao 3º Ano) ---
Ensino Fundamental 5 turmas de 8os anos 24 turmas de Ensino
5 turmas de 9os anos fundamental (6º ao 8° ano)
Ensino Especial - 1 turma – Classe Especial
1 turma – Classe TGD
Educação Integral 100 alunos (Oficinas, Almoço e Das 09h30min às 17:50h
atendimento regular)

7.1.1 Ensino Fundamental


O Ensino Fundamental representa a segunda etapa da Educação Básica,
constituindo assim seu caráter obrigatório, conforme art. 3º da Lei de Diretrizes e Base
(LDB) que busca o desenvolvimento do indivíduo, seu preparo para o exercício da
cidadania e sua qualificação para o trabalho (art. 22, LDB). Destina-se à formação da
criança e do adolescente, objetivando o desenvolvimento de suas potencialidades, como
elemento de autorrealização e exercício consciente da cidadania plena. A segunda etapa
da Educação Básica, obrigatória a todos, supõe o exposto no art. 3° da LDB, no qual
estão garantidos os princípios de igualdade, da liberdade, do reconhecimento do
pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas, além da valorização de professores e
da gestão democrática do ensino público como garantia de padrão de qualidade.
Durante os primeiros anos de escolarização o estudante tem a oportunidade
de vivenciar experiências significativas de aprendizagem, adquire experiência e amplia
sua estrutura mental e emocional, apropriando-se de novas maneiras de pensar. Ele se
prepara para exercer sua autonomia, tem oportunidade de se conhecer e de conhecer o
“outro” em espaços de socialização. Enfim, o que o adolescente constrói durante esses
anos de escolarização será a expressão de seu talento, de sua criatividade e de sua
capacidade de realização.
O momento atual da educação brasileira e, sobretudo do Ensino
Fundamental, remete às grandes transformações sociais e tecnológicas, o que ocasiona
mudanças na prática educativa, em virtude da necessidade de oferecer aos alunos uma
formação compatível com as demandas do mundo moderno, valorizando habilidades,
competências pessoais, conhecimentos e valores para além da aquisição de quantidade
de informações. Esse paradigma fortalece a autonomia do aluno e favorece o
desenvolvimento de uma postura empreendedora que deverá atender as exigências do
mundo globalizado.
A Lei Nº 9.394/96, em seu art. 32, afirma que o Ensino Fundamental
obrigatório terá duração de 9 anos, será oferecido gratuitamente na instituição
educacional pública, iniciando-se aos 6 anos de idade, tendo como objetivo a formação
básica do cidadão, mediante:
I - o desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios básicos o
pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo;
II - a compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, da
tecnologia, das artes e dos valores em que se fundamenta a sociedade;
III - o desenvolvimento da capacidade de aprendizagem, tendo em vista a
aquisição de conhecimentos e habilidades e a formação de atitudes e valores;
IV - o fortalecimento dos vínculos de família, dos laços de solidariedade humana
e de tolerância recíproca em que se assenta a vida social.
§ 1º É facultado aos sistemas de ensino desdobrar o ensino fundamental em
ciclos.
§ 2º Os estabelecimentos que utilizam progressão regular por série podem adotar
no ensino fundamental o regime de progressão continuada, sem prejuízo da
avaliação do processo de ensino-aprendizagem, observadas as normas do
respectivo sistema de ensino.
§ 3º O ensino fundamental regular será ministrado em língua portuguesa,
assegurada às comunidades indígenas a utilização de suas línguas maternas e
processos próprios de aprendizagem.
§ 4º O ensino fundamental será presencial, sendo o ensino a distância utilizado
como complementação da aprendizagem ou em situações emergenciais.
§ 5o O currículo do ensino fundamental incluirá, obrigatoriamente, conteúdo
que trate dos direitos das crianças e dos adolescentes, tendo como diretriz a Lei
no 8.069, de 13 de julho de 1990, que institui o Estatuto da Criança e do
Adolescente, observada a produção e distribuição de material didático
adequado.
§ 6º O estudo sobre os símbolos nacionais será incluído como tema transversal
nos currículos do ensino fundamental.

O ideal de qualidade em educação, portanto, não se limita ao acesso à


Instituição Educacional, mas se consolida com a aprendizagem do educando e sua
permanência no sistema de ensino, passando por todo o Ensino Fundamental até a
conclusão do Ensino Médio.
O currículo aponta para a aquisição de habilidades e competências
adequadas ao nível de desenvolvimento e maturidade do educando, considerando ainda
suas experiências e oportunidades vivenciadas na família, na instituição educacional e
no meio social em que está inserido.
As áreas de conhecimento estão integradas pelo desenvolvimento de Temas
Transversais propostos pelo Currículo da Educação Básica das Escolas Públicas do DF
(Educação Ambiental, Saúde, Sexualidade, Vida Familiar e Social, Trabalho, Ciência e
Tecnologia, Cultura, Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), Empreendedorismo e
Serviço Voluntário, História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena).
O processo de ensinar-aprender, nas diversas áreas, é desenvolvido por meio
de projetos interdisciplinares que possibilitem uma visão globalizada e concreta de
diferentes temas e que promovam a geração de novos conhecimentos, o fortalecimento
de valores, ações e atitudes positivas.
A correlação entre teoria e prática, fundamental para a aprendizagem,
intensifica-se na pedagogia de projetos e requer a adoção de estratégias diferenciadas,
tais como:
Manifestações artístico-culturais de naturezas diversas;
Pesquisas, seminários e grupos de estudo;
Atividades extraclasse, integradas ao currículo principalmente por meio de
visitas e excursões para estudos ‘in loco’;
Participação em promoções, campanhas e outros eventos sócio-
comunitários;
Aulas planejadas e desenvolvidas de forma participativa;
A organização curricular no Ensino Fundamental – Séries Finais tem como
finalidade ampliar o conjunto de competências e habilidades adquiridas nas Séries
Iniciais, no sentido de aprofundar conhecimentos relevantes e introduzir novos
componentes curriculares que contribuam para a formação integral.
A qualidade do trabalho pedagógico está associada à capacidade de avanços
no desenvolvimento do aluno, destacando-se a importância do papel do professor no
processo de ensino e de aprendizagem, assim como a relevância da proposta pedagógica
adotada por esta instituição educacional.

7.1.2 Ensino Médio


No encontro do mundo do trabalho com o da escola, a construção de uma
identidade vai sendo elaborada. Não se pode conceber, hoje, uma educação deslocada da
realidade sociocultural dos jovens e adultos que almejam uma formação escolar de
bases sólidas. Nesse sentido, o conhecimento da ciência e da tecnologia, associado às
demandas de uma sociedade em mutação, é condição primordial para qualquer currículo
comprometido com uma educação que promova a igualdade social e a qualidade dos
estudos.
É importante tratar o conhecimento não como algo estanque, sem vida, mas
instrumentalizá-lo, considerando a ciência e a tecnologia como ferramentas teórico-
metodológicas capazes de propiciar a apreensão da realidade histórica e social, visando
transformá-la diante das necessidades humanas.
A organização da matriz curricular do Ensino Médio concentra os conteúdos
em três áreas do conhecimento: Linguagens, Códigos e suas Tecnologias (Língua
Portuguesa, Língua Estrangeira, Arte e Educação Física); Ciências da Natureza,
Matemática e suas Tecnologias (Física, Química, Biologia e Matemática); Ciências
Humanas e suas Tecnologias (Geografia, História, Filosofia e Sociologia), visando à
maior interdisciplinaridade entre elas, favorecendo, assim, a construção de estruturas
cognitivas responsáveis pelo desenvolvimento de competências e habilidades.
As áreas de conhecimento estão integradas pelo desenvolvimento de Temas
Transversais propostos pelo Currículo da Educação Básica das Escolas Públicas do DF
(Educação Ambiental, Saúde, Sexualidade, Vida Familiar e Social, Trabalho, Ciência e
Tecnologia, Cultura, Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), Empreendedorismo e
Serviço Voluntário, História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena).
Com isso, o Currículo do Ensino Médio, etapa final da Educação Básica
com duração mínima de três anos, busca dar significado e aprofundamento ao
conhecimento escolar, mediante a contextualização, a interdisciplinaridade e o
desenvolvimento de competências básicas, superando, assim, a compartimentalização
do conhecimento, estimulando o raciocínio e a capacidade de aprender de todos os
envolvidos no processo de ensino e de aprendizagem, priorizando a ética e o
desenvolvimento da autonomia e do pensamento.
A partir deste contexto, há parceria firmada da escola com instituições
credenciadas que introduzem os jovens no mercado de trabalho, ofertando-lhes ingresso
profissional na condição de Jovem Aprendiz, estagiários em empresas, meu primeiro
emprego, e similares.

7.1.3 Educação Integral

Considerando que a Educação Integral se dá por meio da ampliação de


tempos, espaços e oportunidades educativas que qualifiquem o processo educacional e
melhoria do aprendizado para todas as crianças e adolescentes” as estratégias de
atenção integral às crianças do CED 03 se apoiam nos seguintes projetos:

 Esporte e lazer: práticas esportivas nas modalidades de tênis de


mesa e futsal. A realização de atividades esportivas baseadas em práticas
corporais e lúdicas por meio de oficinas esportivas visa o desenvolvimento de
habilidades e fundamentos dos esportes proporcionando o desenvolvimento
físico, cognitivo e motor dos alunos e incentivando à inclusão social e a
socialização.
 Cultura e artes: atividades de dança, artes cênicas e cinema na escola. A
realização de atividades de arte na educação – ciências, músicas e visuais – visa
promover o conhecimento e a prática de danças coletivas – regionais, clássicas e
moderna bem como aproximar crianças e adolescente do mundo do cinema arte.
 Acompanhamento pedagógico: atividades de reforço em
matemática e língua portuguesa. O apoio pedagógico em Matemática visa
atenuar as deficiências de compreensão dos processos básicos da construção do
pensamento lógico-matemático de forma significativa; o de Língua Portuguesa
visa reforçar a compreensão do mundo por meio da leitura da palavra escrita.
Produção, expressão e interpretação de diversos contextos e discursos culturais,
exercitando a prática social da linguagem. É necessária, além de monitores, a
participação de professores da área na definição, elaboração e condução das
atividades.
Oficinas
 TEATRO E DANÇA: A realização de atividades corporais que
visam trabalhar a coordenação motora, noção de espaço e conhecimento do
corpo como forma de expressar serão priorizadas. Atividades para reconhecer e
analisar formas visuais presentes na natureza, no meio ambiente e nas diversas
culturas. Trabalhos que vão proporcionar ao estudante a identificação de
elementos da linguagem artística como meio para se expressar, interagir com os
outros e ampliar seu conhecimento do mundo.
 TÊNIS DE MESA: O Tênis de Mesa é um esporte que
surgiu na Inglaterra na segunda metade do século XIX. Chegou ao Brasil na
primeira década do século XX, trazido por turistas ingleses e é considerado
um dos esportes mais populares do mundo. Ao praticar tênis de mesa os
estudantes irão conhecer e compreender as regras do esporte; adquirir
agilidade, equilíbrio, coordenação, flexibilidade, ritmo e resistência muscular.
É utilizado na Educação Integral como uma opção de lazer após o horário de
almoço.
 FUTSAL: Através desta oficina o estudante irá
desenvolver a percepção do próprio corpo, de espaço e de tempo, a tomada de
decisões e a resolução de problemas físicos, o domínio de habilidades e
destrezas físicas e as regras básicas do jogo.
 CINE CLUBE: Buscando desenvolver nos estudantes o
interesse por filmes brasileiros e estrangeiros bem como despertar o senso
crítico sobre as produções, o cine clube é utilizado para trabalhar pequenas
produções de textos como parte das atividades de reforço em língua
portuguesa. É também utilizado como opção de atividades de lazer.
 USO DA BIBLIOTECA: É necessário que os indivíduos
estejam imersos em um ambiente de letramento a fim de que possam entrar no
mundo letrado para que a leitura se transforme em necessidade e prazer para
eles. Os monitores procuram oportunizar ao estudante contato com a
diversidade de materiais de leitura (jornais, revistas, livros, periódicos) para
despertar nos mesmos o gosto pela leitura e o reconhecimento de sua
importância.
 ACOMPANHAMENTO PEDAGÓGICO: os Educadores
Sociais Voluntários desenvolvem atividades (preferencialmente lúdicas)
direcionadas ao letramento, interpretação de textos e resolução de situações-
problema, ortografia, operações fundamentais, sistema de numeração decimal,
geometria e os conteúdos que se fizerem necessários a pedido dos professores
regentes.
 Serão agendados passeios de acordo com a disponibilidade
dos locais.
Ex.: Clube AABB parte recreativa de futebol/socialização;
Ex.: Projeto Cinema na Escola parte literária/acompanhamento de
português;
Ex.: Visita ao Planetário;
Ex.: Passeio ecológico ao Jardim Botânico;
Ex.: Passeio pedagógico cultural no CCBB e outros passeios pertinentes.

7.1.4 Educação Especial


A inclusão na escola é um processo pelo qual a Educação Especial se adapta
e se transforma para inserir-se nas classes do ensino regular em busca de seu pleno
desenvolvimento e exercício da cidadania. O processo inverso também ocorre: o ensino
regular recebe esses alunos respeitando suas especificidades.
A Educação Especial, no enfoque inclusivista proposto pela LDB, cumpre
sua especificidade ao possibilitar aos Alunos com Necessidades Educacionais Especiais
(ANEE) desenvolver suas competências, ultrapassando os limites de sua situação.
Incluir ou integrar os alunos nas classes regulares e propiciar-lhes suportes especiais
para que superem suas limitações tornam-se objetivos explícitos dessa modalidade.
Todas as especificidades da Educação Especial são voltadas para conseguir com que
cada estudante em particular procure se superar e desenvolver competências que lhe
possibilitem autonomia em sua situação de vida diária e, também, em situação de
trabalho que lhe favoreça resgatar a dignidade de vida e o exercício pleno da sua
cidadania.
A proposta pedagógica da instituição educacional, como ponto de referência para definir
a prática escolar, contempla a operacionalização do currículo como um recurso para
promover o desenvolvimento e a aprendizagem dos alunos, considerando os seguintes
aspectos: a atitude favorável da instituição educacional para diversificar e flexibilizar o
processo de ensino e de aprendizagem, de modo a atender às diferenças individuais dos
alunos; a identificação das necessidades educacionais especiais para justificar a
priorização de recursos e meios favoráveis à sua educação; a adoção de currículos
abertos e propostas curriculares diversificadas, ao invés de uniformes e
homogeneizados; a flexibilidade da organização e do funcionamento da instituição
educacional, para atender à demanda diversificada dos estudantes; a necessidade de
incluir professores especializados, serviços de apoio e outros não convencionais, para
favorecer o processo educacional.
As adaptações curriculares constituem as possibilidades educacionais de
atuar frente às dificuldades de aprendizagem dos alunos. Pressupõem que se realize,
quando necessário, para tornar o currículo apropriado às peculiaridades dos ANEEs,
tornando-o dinâmico, alterável, passível de ampliação, a fim de que atenda realmente a
todos os educandos.

8. CONSELHO DE CLASSE
Com o objetivo de diagnosticar os pontos positivos e negativos do bimestre, o
Conselho de Classe, entre outras atribuições, traça o perfil da turma para adequar a
metodologia de trabalho que possa facilitar o processo ensino aprendizagem.
Os estudantes, em sala de aula, sob a orientação do professor conselheiro preenchem um
formulário de pré conselho destacando os aspectos positivos e negativos da turma no
bimestre letivo, ressaltando as atividades exitosas e sugerindo mudanças para um
melhor desempenho da turma ao longo dos bimestres subsequentes. Nesta oportunidade
também avaliam a Escola como um todo, principalmente a Equipe Gestora, inclusive
fazendo reivindicações e sugestões de mudanças, mesmo tendo um canal de
comunicação permanentemente aberto com a Direção.
Por ocasião da realização do Conselho de Classe reúnem-se a Direção, o Serviço
de Orientação Educacional – SOE, o AEE e os docentes quando então é feita a leitura
das atas do pré conselho de todas as turmas para que os docentes tenham conhecimento
do perfil da turma, bem como dificuldades e eventuais intervenções para os bimestres
subsequentes.
Na sequência, são citados os nomes dos estudantes para que os professores
possam destacar dificuldades e êxitos no processo ensino-aprendizagem de cada
discente, verificados no decorrer do bimestre. Verificadas eventuais dificuldades, são
adotadas providências cabíveis a cada caso concreto, observando-se o Regimento
Escolar e as peculiaridades que envolvem o caso.
Os estudantes, juntamente com o Professor Conselheiro, têm a oportunidade
de discutir e sugerir soluções com vistas à correção dos problemas suscitados no
Conselho Escolar.
Atualmente o CED 03 adota práticas de avaliação bimestrais através de
provas, no valor de até cinco pontos, onde parte das questões são comuns e parte
específicas no intuito de atingir um padrão de avaliação totalmente interdisciplinar,
testes, trabalhos interdisciplinares, seminários, pesquisas, auto avaliação, portfólios e
atividades extraclasse, além dos projetos já implementados pela escola que incorporam
os cinco pontos restantes para o fechamento da nota.
Quanto à elaboração das avaliações, principalmente no Ensino Médio, estas
realizadas por professores de áreas diversas, nas coordenações, de forma transdisciplinar
ou integrada, onde são discutidos os temas e logo após são debatidas as questões que
farão parte da avaliação bimestral, tendo como base um texto norteador, envolvendo as
diversas disciplinas e os conteúdos efetivamente ministrados.
Ao realizar a aplicação das provas, todos os setores da escola se mobilizam
para propiciar um ambiente adequado à concentração e raciocínio, visando à obtenção
de bons resultados avaliativos.
A Coordenação Pedagógica se volta à organização e resolução de situações
problema, suporte ao professor e estudantes durante a realização das provas e atividades
relacionadas às avaliações bimestrais.
Como a instituição não possui Sala de Apoio e Sala de Recursos, o Serviço
de Orientação Educacional - SOE, aplica aos estudantes diagnosticados com transtornos
diversos (TDAH, TDA, DI, DMU, DF, etc.), a prova em salas separadas, para que os
mesmos tenham seus direitos garantidos, já que necessitam de atendimento específico.
A escola executa a avaliação diagnóstica em paralelo com recuperações
processuais continuadas. Estamos aprendendo a trabalhar a avaliação formativa
conforme as Diretrizes de Avaliação de Aprendizagem, mas ainda há certa resistência
quanto ao seu uso.
A avaliação quantitativa e classificatória foi arraigada em nossa formação
profissional e transpassa os muros da escola com os exames internos e concursos de
vestibulares.

9. ORGANIZAÇÃO CURRICULAR DA ESCOLA


O grupo de professores da escola definiu usar ainda no ano corrente o
próprio Currículo em Movimento do Sistema de Ensino para futuramente estabelecer o
seu próprio currículo, mas em reunião com a Comunidade Escolar definiu o trabalho
direcionado à formação integral dos alunos dando especial atenção a valores e
preparação para a cidadania, com ênfase na realização de exames tais como: ENEM,
vestibulares e outros. Os eixos transversais e integradores estão sendo trabalhados em
projetos interdisciplinares executados durante o ano letivo .
Os currículos são constituídos de uma Base Nacional Comum e uma Parte
Diversificada, conforme especificado abaixo:
9.1 Matriz Curricular do Ensino Fundamental de 9 Anos Séries Finais
Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal
Etapa: Ensino Fundamental Séries Finais
Modalidade: Regular (Ciclos)
Regime: Anual
Módulo: 40 semanas
Turno: Diurno
CARGA HORÁRIA
PARTES DO ÁREAS DO COMPONENTES SEMANAL
CURRÍCULO CONHECIMENTO CURRICULARES ANOS
6ª 7ª 8ª 9ª
BASE Linguagens, Códigos Língua Portuguesa 5 5 5 5
NACIONAL e suas tecnologias Arte 2 2 2 2
Educação Física 3 3 3 3
Ciências da Natureza, Matemática 5 5 5 5
Matemática suas
Ciências Naturais 4 4 4 4
COMUM tecnologias.
Ciências Humanas e História 3 3 3 3
suas Tecnologias Geografia 3 3 3 3
Língua Estrangeira
Moderna – LEM 2 2 2 2
inglês
Educação
PD ambiental 1 1 1 1
PARTE DIVERSIFICADA
I

Leitura e 2 2 2 2
PD
produção de
II
textos
TOTAL DE MÓDULOS-AULA SEMANAIS 30 30 30 30
TOTAL CARGA HORÁRIA SEMANAL (Hora-relógio) 25 25 25 25
TOTAL SEMESTRAL (Hora-relógio) 500 500 500 500
TOTAL ANUAL (Hora-relógio) 1000 1000 1000 1000
Observações:
Módulo-aula: 1ª de 50 minutos e o restante de 45 minutos.
Hora de início e término do período letivo é definido pela Secretaria de Educação.
O intervalo é de 15 minutos.
Caso a instituição educacional não tenha aluno(s) optante(s) pelo componente curricular
Ensino Religioso, a carga horária a ele destinada deverá ser preenchida por um Projeto
Interdisciplinar previsto na Proposta Pedagógica.

9.2 Matriz Curricular do Ensino Médio

Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal


Etapa: Ensino Médio
Modalidade: Regular (Semestralidade). Bloco I (disciplinas cursadas no 1º semestre por
um grupo de 7 turmas) e Bloco II (disciplinas cursadas no 2º semestre por um grupo de 7
turmas). As disciplinas Português, Matemática e Educação Física continuam com regime
anual e as turmas trocam de bloco ao final do 1º semestre.
Regime: Anual
Módulo: 40 semanas
Turno: Diurno
PARTES DO ÁREAS DO COMPONENTES CARGA HORÁRIA
SÉRIES
CURRÍCULO CONHECIMENTO CURRICULARES 1° 2º 3º
BASE Líng. Portuguesa I/II 4 4 4
Linguagens, Códigos
Arte II 4 4 4
NACIONAL e suas tecnologias
Educação Física I/II 2 2 2
COMUM Matemática I/II 3 3 3
Física II 4 4 4
Química I 4 4 4
Biologia I 4 4 4
História I 2 4 2
Ciências Humanas e Geografia II 4 4 4
suas tecnologias Filosofia I 4 4 4
Sociologia II 4 4 4
Língua Estrangeira
4 4 4
Moderna – LEM - inglês
PD I – Educação
1 1 1
PARTE DIVERSIFICADA ambiental
PD II – Leitura e
2 2 2
produção de textos
LEM – Espanhol II 2 2 2
TOTAL DE MÓDULOS-AULA SEMANAIS 30 30 30
TOTAL CARGA HORÁRIA SEMANAL (Hora-relógio) 25 25 25
TOTAL SEMESTRAL (Hora-relógio) 500 500 500
TOTAL ANUAL (Hora-relógio) 1000 1000 1000
Observações:
1. Módulo-aula 1ª de 50 minutos e o restante de 45 minutos.
2. Hora de início e término do período letivo é definido pela Secretaria de Educação.
3. O intervalo é de 15 minutos.
4. Será (ão) ofertado(s) Projeto(s) Interdisciplinar(es), além do previsto, na Parte
Diversificada, nas instituições educacionais que:
Não iniciaram o processo de implantação da Língua Estrangeira – Espanhol;
Já iniciaram o processo de implantação da Língua Estrangeira – Espanhol e que não tem
optantes;
Não tem alunos optantes pelo componente curricular – Ensino Religioso;
São tributárias de Centros Interescolares de Línguas.

9.3 Matriz Curricular da Educação Especial para o Currículo Funcional


Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal
Etapa: Currículo Funcional da Educação Especial
Modalidade: Educação Especial
Regime: anual
Módulo: 40 semanas
Turno: Diurno
Áreas de Aspectos de
Contexto Dimensão do Apoio
Conhecimento Avaliação do Apoio
FAMILIAR Funções Intelectuais Percepção Capacidade para
ESCOLAR Raciocínio lógico
COMUNITÁRIO matemático compreender o
OCUPACIONAL ambiente e reagir a
Organização do
ele adequadamente
pensamento
com base nos
Análise e síntese
conhecimentos
Compreensão de
construídos
ideias
Conhecimento de
Capacidade de
mundo e
planejar e solucionar
aprendizagem
problemas e
formal
aplicação na
Generalização de atividade prática.
conhecimentos
Relacionadas aos
aspectos acadêmicos,
cognitivos e de
Habilidades
comunicação. Ex:
conceituais
Linguagem, leitura e
escrita, conceitos
matemáticos.
Relacionadas à
competência social.
Ex: habilidades
interpessoais,
responsabilidade,
Habilidades sociais
autoestima,
Comportamento observância de
Adaptativo normas conduta,
regras e lei, evitar
vitimização.
Relacionadas à vida
autônoma e
independente. Ex:
atividades de cuidado
Habilidades
pessoal na vida
práticas de vida
diária, atividades
autônoma e
instrumentais de vida,
independente
habilidades
ocupacionais e
segurança no
ambiente.
Formação da Comunicação Considera os
identidade pessoal, Participação contextos típicos de
social e cultural seu grupo etário
Interação
consistentes com a
Vivência de Papéis diversidade cultural e
Sociais linguística da pessoa,
Expressão artística constituindo espaços
Capacidade que possibilitam sua
criadora
Exercício da
cidadania participação,
interações sociais e
vivências de papéis
sociais que refletem a
quantidade e
Considera o
Esquema corporal
desenvolvimento
Equilíbrio
integral do ser,
Coordenação
articulando corpo,
dinâmica geral
Funções movimento e mente
Coordenação
Psicomotoras de forma a favorecer
motora
a comunicação e
Orientação espaço-
Expressão de seus
temporal
pensamentos, desejos
Lateralidade
e necessidades.
Total De Carga Horária Semanal 25 HORAS
Total Anual 1000 HORAS
Observações:
Aspectos a serem observados:
Programação individual
Desenvolvimento de habilidades funcionais que estejam vinculadas à qualidade de vida;
Adequação à idade cronológica;
Prioridade ao ambiente natural do aluno para realização das atividades;
Participação efetiva no processo educacional dos pais e dos profissionais que atendam ao
aluno, pois são eles quem melhor conhecem o educando e poderão identificar, com maior
precisão, quais as habilidades que necessariamente deverão ser adquiridas;
Interação com outros alunos não deficientes uma vez que são os colegas que proporcionam
a entrada dos jovens nas experiências normais de vida em seu grupo de idade.

Os conteúdos são definidos de acordo com:


Domínio – definição dos interesses, necessidades e potencialidades do aluno e
Atividade – ação pedagógica para o desenvolvimento da habilidade.

3. A carga horária semanal para o desenvolvimento das atividades funcionais, baseadas na


Dimensão do Apoio, será definida no planejamento individual de cada aluno.

10. PLANO DE AÇÃO PARA IMPLANTAÇÃO DO PROJETO


POLÍTICO PEDAGÓGICO

10.1 Secretaria Escolar


A secretaria escolar compõe o quadro funcional da instituição educacional e
assume responsabilidades administrativas de cunho essencial ao êxito da gestão escolar.
No caso da rede pública de ensino, as competências da Secretaria Escolar
estão contempladas no Título I, Capítulo III, seção IV do Regime Escolar das
Instituições Educacionais da Rede pública de Ensino do Distrito Federal, aprovado por
meio da Ordem de Serviço 01 de 11/12/2009, publicada no DODF nº 240, de
14/12/2009, que expressa em seus artigos 12, 14, 15 e 16:
Art. 12. À Secretaria Escolar, subordinada
diretamente ao Diretor, compete o planejamento e
a execução de atividades de escrituração escolar,
de arquivo, de expediente e de atendimento a
alunos, a professores e aos pais em assuntos
relativos à sua área de atuação.

Art. 14. A escrituração escolar é o registro


sistemático dos fatos relativos à vida escolar do
aluno e da instituição educacional, de forma a
assegurar, a qualquer tempo, a verificação da
identidade de cada aluno, da autenticidade de sua
vida escolar, da regularidade de seus estudos, bem
como do funcionamento da instituição
educacional.

Parágrafo único. A escrituração escolar consta,


dentre outros, de registros sobre:
I ‐ abertura e encerramento do ano ou semestre
letivo;
II ‐ ocorrências diárias;
III ‐ aprovação, reprovação, promoção, progressão
parcial;
IV ‐ processos especiais de avaliação: avanço de
estudos, classificação e reclassificação;
V ‐ exames supletivos;
VI ‐ resultados parciais e finais de avaliação, de
recuperação e a frequência dos alunos;
VII ‐ expedição e registro de certificados e
diplomas;
VIII ‐ investidura e exoneração de Diretor, Vice‐
Diretor, Supervisores e Chefe de Secretaria
Escolar;
IX ‐ visitas do órgão de inspeção de ensino;
X ‐ incineração de documentos;
XI ‐ decisões do Conselho de Classe.
Art. 15. Para registro da vida escolar do aluno e
da instituição educacional são utilizados os
seguintes instrumentos, dentre outros:
I ‐ fichas;
II ‐ diários de classe;
III ‐ históricos escolares;
IV ‐ certificados;
V ‐ diplomas;
VI ‐ relatórios;
VII ‐ atas;
VIII ‐ requerimentos;
IX ‐ declarações;
X ‐ Livro de registros;
XI ‐ Registro de avaliação processual, interventiva
e funcional dos alunos da Educação Especial.
XII ‐ Plano de Atendimento Educacional
Especializado da Sala de Recursos;
XIII ‐ Plano de Atendimento Individual para
alunos matriculados o de Ensino Especial e em
classes especiais na escola comum;
XIV ‐ Registro individual de adequação curricular;
XV ‐ Registro individual de terminalidade
específica para alunos com deficiência e
transtorno global de desenvolvimento, quando for
o caso.

Art. 16. A Secretaria Escolar deverá utilizar o sistema de


informação adotado para a Rede Pública de Ensino do
Distrito Federal.
Secretaria Escolar pode ser considerada um setor essencial da escola, é
através dela que é construída a história da instituição como um todo, incluindo o corpo
docente, funcionários e alunos. Sendo responsável por todos os eventos burocráticos e
legais de funcionamento da instituição, a secretaria deve ser valorizada e considerada
dentro da política escolar.

10.2 Coordenação e Gestão Pedagógica e Participativa


Os coordenadores são os responsáveis pela articulação das práticas
pedagógicas dentro e fora do ambiente escolar, orientando o estudo e a participação em
cursos de formação. A elaboração de cronogramas de atividades pedagógicas e suas
concretizações representa um importante elo entre estudantes, direção e professores,
buscando soluções para o dia a dia do processo da gestão democrática e do trabalho
coletivo e pedagógico na perspectiva da formação de um ambiente escolar que favoreça
o desenvolvimento da aprendizagem, da ética e da cidadania a partir do fortalecimento
da gestão democrática e do trabalho coletivo.

10.3 Gestão Financeira


A gestão financeira da escola se dá através da ação do diretor e do tesoureiro
que convoca o Conselho Escolar para definir a utilização das verbas destinadas à
Instituição Educacional, obedecendo às exigências da Secretaria de Educação, do
Governo Federal e demais órgãos fiscalizadores. O processo de prestação de contas é
feito conforme exigências de tais órgãos.

10.4 Professores e Agentes de Gestão Educacional Readaptados


Os professores e os Agentes Educacionais readaptados atuam em todo o
campo de apoio pedagógico, auxiliando professores e direção, desempenhando suas
funções de acordo com as restrições especificadas pelo Serviço Médico da Secretaria de
Educação. Desempenham funções importantíssimas na biblioteca, orientando os
estudantes na escolha de livros literários, fomentando o gosto pela leitura, incentivando
práticas de conservação dos livros didáticos com conscientização e premiações e
também no suporte às questões disciplinares.
Eles também exercem a função de orientadores para os estudantes no que
diz respeito a pesquisas e realização de trabalhos. Para esta finalidade a Biblioteca foi
transferida para as duas primeiras salas do Bloco “A”, que foram devidamente
reformadas e adaptadas. Essa modificação nos permitiu ampliar a oferta de serviços da
Biblioteca, que além de incentivar os estudantes a frequentá-la em turno contrário, sem
que causem transtornos no turno corrente, nos permite também ministrar aulas de
reforço em suas dependências.
Servidoras readaptadas AG GE atuam na Portaria recepcionando a todos que
procuram a instituição fazendo a devida identificação e os encaminhando à Supervisão
Pedagógica para que sejam atendidos. O serviço de vigilância colabora com a
recepcionista, pois sua presença impõe respeito às pessoas que adentram a escola.
Outras servidoras, também AG GE atuam no serviço de apoio aos professores
fornecendo e controlando materiais audiovisuais e outros de uso pedagógico.

10.5 Orientação Educacional e Equipe de Atendimento Educacional


Especializado – AEE e Sala de Recursos
Como a instituição não possui Sala de Apoio e Sala de Recursos, o Serviço
de Orientação Educacional – SOE e a Equipe de Atendimento Educacional
Especializado –AEE são encarregados pela orientação educacional, acompanhando,
junto à direção, professores e estudantes e seus respectivos problemas
disciplinares/familiares que eventualmente possam estar refletindo no rendimento
escolar, realizando reuniões, mediando conflitos entre as partes, para que possam
ocorrer mudança de conduta e a valorização do ambiente escolar e do estudo.
Acompanham os Conselhos de Classe, buscando aplicar os procedimentos
recomendados pelos professores e direção. Possuem função vital junto aos estudantes na
eleição de Professor Conselheiro, Representante e Vice representante de Turmas desde
sua escolha até a orientação e acompanhamento para o bom desenvolvimento de suas
funções.

10.5.1 Plano de Ação Orientação Educacional

GOVER NO DO D IS TR ITO FED ER A L


S ec ret ari a de Est ado de Educ ação
S ubsecr et ari a de Educ aç ão B ási ca
C oorden ação de Educ aç ão In t e gr al
Ge rên ci a de Ori ent a ção Educ aci onal

Plano de Ação
Orientação Educacional
Nível local – 2018
CRE: SOBRADINHO – DF
Unidade Escolar: CENTRO EDUCACIONAL 03
Orientadoras Educacionais: Ana Lúcia de Almeida Rodrigues
e Simone Gomes Ribeiro dos Santos
CRE: SOBRADINHO-DF
U.E. : CENTRO EDUCACIONAL 03
Orientadora Educacional: ANA LÚCIA DE ALMEIDA RODRIGUES
Matrícula: 33.960-1
E-mail:ana.lucia@globo.com
Orientadora Educacional: SIMONE GOMES RIBEIRO DOS SANTOS
Matrícula: 300.028-1
E-mail:simoneribeiro6@hotmail.com

 Contextualização – breve diagnóstico da realidade escolar:


 Quantitativo de estudantes:
- Aproximadamente 1550 estudantes nos turnos matutino e vespertino
 Níveis de ensino atendidos/ outros atendimentos:
– Ensino Fundamental Séries Finais, Ensino Médio, Educação
Integral e 1 turma de Ensino Especial.
 Perfil da clientela:
– O estudante matriculado nesta Instituição de Ensino tem como
característica aquelas inerentes à faixa etária de 10 a 19 anos, não
possuindo, portanto nenhuma característica específica que os
diferencie dos adolescentes de nossa sociedade atual.

Orientação Educacional
Plano de Ação – 2018
O Plano de Ação da Orientação Educacional dar-se-à através das ações descritas abaixo
e ao longo de cada ano letivo.

Eixo Objetivos Ações/atividades Responsáveis/parceiros


- Ações para - Informar a - Apresentar o - SOE
implantação comunidade sobre trabalho do SOE para
e/ou as ações propostas o corpo docente e
implementação pelo SOE; comunidade escolar;
do Serviço de - Organizar e - Proceder a registros
Orientação sistematizar o diários das ações do
Educacional trabalho a ser SOE;
realizado na
instituição
educacional;
- Ações no - Conhecer a - Diagnóstico da - SOE
âmbito clientela e realidade escolar;
institucional identificar a - Conhecer a clientela;
demanda escolar a - Participar das
ser acompanhada coordenações
pelo SOE; coletivas, elaboração
do PPP, dos conselhos
de classe e avaliações
pedagógicas;
- Conhecer os
regimentos escolares;
- Elaborar o Plano de
Ação do Serviço de
Orientação
Educacional;
- Ações junto - Estimular a - Organizar oficinas -SOE; convidados e/ou
ao corpo participação dos com temas de palestrantes;
docente professores na interesse do grupo;
identificação, - Participar das
encaminhamento e organizações coletivas
acompanhamento e ouvir os anseios dos
dos estudantes professores;
com dificuldades - Atender o professor
de adaptação, individualmente e
convívio social quando necessário
e/ou dificuldades proceder à devolutiva,
específicas de intervenções e
aprendizagem; sugestões;
- Preparar material
para a formação
continuada;
- Participar de estudo
de caso dos estudantes
em situação de
dificuldade;
- Ações junto - Contribuir par o - Promover oficinas, - SOE; convidados e/ou
ao corpo desenvolvimento debates, pesquisas, palestrantes;
discente integral do palestras e estudos coordenação;
educando (hábitos de estudos, professores; direção
ampliando suas sexualidade, drogas,
possibilidades de pedofilia, bullying,
interagir no meio autoestima e outros);
escolar e social - Promover
com ser oportunidade de
autônomo, crítico relação interpessoal
e participativo; saudável;
- Realizar ações
preventivas contra a
discriminação de
qualquer espécie,
enfatizando o respeito
à diversidade cultural;
- Acompanhar e
orientar ações dos
representantes de
turma;
- Ações junto à - Orientar as - Promover oficinas - SOE; direção;
família famílias quanto à temáticas de interesse coordenação;
importância dos das famílias,
hábitos de estudo; - Promover a
- Promover integração
momentos de escola/família;
reflexão que - Atender os pais e/ou
contribuam com o responsáveis;
processo
educacional das
crianças,
adolescentes e
jovens;
- Averiguar as
influências do
ambiente familiar
que possam
impactar no
desempenho
escolar do
educando;
- Ações junto - Realizar os - Integrar ações da - SOE;
às redes sociais encaminhamentos Orientação
necessários às Educacional a outros
redes sociais com profissionais da
o conhecimento instituição
do gestor da educacional e
instituição instituições
educacional; especializadas
(neurologista,
psicólogo, psiquiatra,
pediatria,
fonoaudiólogo e
outros);
- Encaminhar os
discentes para
atividades desportivas
e/ou de lazer;
-
Acompanhar/participa
de atividades de
adequação curricular,
estudo de caso e
outros;
Equipe de Atendimento Educacional Especializado - AEE

10.5.2 Plano de Ação Equipe de Atendimento Educacional Especializado -


AEE

GOVER NO DO D IS TR ITO FED ER A L


S ec ret ari a de Est ado de Educ ação
S ubsecr et ari a de Educ aç ão B ási ca
C oorden ação de Educ aç ão In t e gr al

Plano de Ação
Atendimento Nível local – 2018

CRE: SOBRADINHO-DF
Unidade Escolar: CENTRO EDUCACIONAL 03
Pedagoga: ANGELA FERREIRA DA SILVA
CRE: Sobradinho - DF Coordenador intermediário: Thiago

UE: Centro Educacional 03


Pedagoga: Ângela Ferreira da Silva
Matrícula: 48.547-0
Email: angeladandy45@hotmail.com
Contatos: (61) 99556805/93069174

Contextualização – breve diagnóstico da realidade escolar:


 Quantitativo de discentes:
- aproximadamente 1550 estudantes nos turnos matutino e vespertino
 Níveis de ensino atendidos/ outros atendimentos
– Ensino Fundamental Séries Finais, Ensino Médio e 1 turma de Ensino
Especial.

 Perfil da clientela
– Os estudantes matriculados nesta Instituição de Ensino tem como
característica aquelas inerentes à faixa etária de 10 a 19 anos, não
possuindo, portanto nenhuma característica específica que os
diferencie dos adolescentes de nossa sociedade atual.

Plano de Ação da Equipe de Atendimento Educacional Especializado


1- Objetivo Geral: Promover a melhoria da qualidade do processo de ensino e de
aprendizagem, por meio de intervenções avaliativas, preventivas e institucionais,
visando à diminuição das queixas escolares e manifestações de fracasso escolar.

2- Objetivos Específicos/Estratégias:
 Mapear a Instituição Educacional de atendimento conforme orientações de
nossa OP no início do ano letivo;
 Participação na elaboração do PPP da escola;
 Realização/participação em reuniões com a comunidade escolar;
 Análises documentais;
 Contribuir para a reflexão dos aspectos pedagógicos e relacionais no cotidiano
escolar.
 Participação em algumas reuniões coletivas e nos momentos de estudo;
 Colaboração com a prática de oficinas pedagógicas;
 Avaliar/intervir nas queixas escolares;
 Avaliação formal dos alunos encaminhados com material lúdico, didático e
psicológico;
 Criação de um espaço de escuta com participação de professores/pais e/ou
responsáveis;
 Acolhimento dos estudantes encaminhados à equipe para avaliação;
 Providências relacionadas aos relatórios e encaminhamentos;
 Realização de devolutivas no decorrer do processo avaliativo, assim como no
início do ano letivo para que os professores tomem ciência da avaliação e dos
resultados dos encaminhamentos providenciados;
 Contribuir para a formação continuada do corpo docente;
 Realização de oficinas/palestras temáticas;
 Apresentação de material teórico/prático sobre deficiências e transtornos
funcionais;
 Sensibilizar as famílias para maior participação no processo educacional dos
estudantes;
 Articular ações com os profissionais do Serviço de Orientação Educacional e
das Salas de Recursos (quando houver), quando se tratar dos estudantes com
necessidades educacionais especiais;
 Assessorar os professores e alunos das Classes Especiais. Repasse de
materiais, orientações pedagógicas e promoção de oficinas/palestras;
 Realizar trocas de informações com profissionais envolvidos no processo de
avaliação dos estudantes;
 Solicitação de visitas à Instituição de Ensino e relatórios;
 Participação nos Estudos de Caso quando necessário; Participação em
cursos/palestras, eventos, fóruns e oficinas oferecidas pela SEEDF e outros
órgãos/entidades que sejam de interesse da AEE;
 Participação e colaboração nos eventos promovidos pela SEEDF; Participação
em fóruns, palestras e cursos promovidos por outros órgãos/entidades;
 Criar um banco de dados de todos os estudantes ANEs da escola, ressaltando a
situação dos estudantes encaminhados e avaliados pela AEE;
 Levantamento dos estudantes ANEs na secretaria da escola;
 Possibilitar um entrosamento com o profissional da Sala de Apoio de
Transtornos Funcionais;
 Atualização da situação dos estudantes avaliados/diagnosticados com
transtornos funcionais;
 Promoção de momentos de trocas de informações referentes à vida escolar dos
estudantes;

Recursos materiais/humanos:
Computador, data show, apostilas, folders, livros/artigos, conteúdo de
internet e etc.

Avaliação:

A avaliação das ações propostas pela AEE estará pautada nas Diretrizes de
Avaliação Educacional para a rede pública de ensino com vistas ao triênio 2017/2020.
Nessas avaliações serão abordadas as concepções, conceitos e práticas que embasam a
avaliação formativa. A avaliação dar-se-á processualmente para que cada ação possa ser
analisada e repensada para estar de acordo com o seu objetivo.

Serão utilizadas entrevistas, formulários, exercícios, avaliações da


aprendizagem dos estudantes, tabelas, gráficos entre outros instrumentos/procedimentos
de avaliação para a análise dos dados e reorganização das ações propostas.
Equipe de Atendimento Educacional Especializado
Plano de Ação – 2018
Cronograma do Plano de Ação da Equipe Especializada de Apoio à
Aprendizagem - Centro Educacional 03 - Sobradinho 2018
FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ

Divulgação da proposta de trabalho da


X X
EEAA.

Assessoramento à prática
X X X X X X X
pedagógica/Adequação Curricular

Participação no conselho de Classe X X X X

Intervenção e orientação à prática


X X X X X X X X X X X
pedagógica

Estudo dos documentos norteadores da


X X X X X X X X X X X
execução das funções da EEAA

Avaliações/estudos de caso de alunos


X X X X X X X X
com deficiência da classe Especial

Reuniões semanais com a coordenação


X X X X X X X X X X X
intermediária na CRE Sobradinho

Palestras e oficinas nas outras unidades


X X X X X X X X X X X
de ensino
Avaliação e orientação quanto ao
desenvolvimento da linguagem para X X X X X X X X X X X
pais e professores.
Participação nas reuniões coletiva por
X X X X X X X X X X X
meio de palestras e oficinas.
Encaminhamento de alunos para
atendimentos complementares (CEE) e X X X X X X X X X X X
avaliações diferenciais
Participação em curso/palestra/ oficinas
X X X X X X X X X
de formação continuada

Orientação a pais mediante demanda


X X X X X X X X X X X
específica.

Participação na coordenação coletiva. X X X X X X X X X X X

Formação com professores de CED´s e


X X X X X X X X X X X
CEF´s

Encontro com secretário escolar para


X X X X X
discutir estratégia de matrícula
PROJETO SALA DE RECURSOS GENERALISTA
ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO – AEE
ANO LETIVO: 2018

IDENTIFICAÇÃO DO PROFESSOR ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO:


NOME MATRÍCUL DISCIPLIN
A A
MÁRCIA LELLIS BIANCHINI email: cef01sr@gmail.com 35546-1 EXATAS

JUSTIFICATIVA: A Constituição Federal Brasileira e a LDB 9.394 / 1996 assegura o direito a


educação a todos os brasileiros, sem distinção. A escola inclusiva é aquela que possibilita a
“todos os alunos” oportunidades de interação, aprendizagem e cidadania. Para tanto faz-se
necessário uma rede multidisciplinar que garanta o aprendizado e o desenvolvimento global dos
estudantes com necessidades educacionais especiais, colaborando para a elevação da autoestima
individual.

PÚBLICO ALVO: Alunos do 6º ao 9º ano (CEF01/CED03) E 1º ano (CED03) com deficiência


física e/ou deficiência intelectual e TGD- Transtorno global do desenvolvimento.

DIMENSÕES DE ATUAÇÕES: Dimensão Institucional/Pedagógica/Familiar

APRESENTAÇÃO: O Atendimento Educacional Especializado na Sala de Recursos


Generalista oferece aos alunos com deficiência um serviço de natureza pedagógica conduzido
por 02 (dois) professores especialistas graduados nas áreas de linguagens e ciências exatas, a
fim de implementar as orientações curriculares e complementar as atividades desenvolvidas em
classe comum do ensino regular.

INSTITUCIONALIZAÇÃO: LDB 9.394 / 1996, CNE/CEB- 2001, Lei 3.218/2003, Decreto


6.571/ 2008, Política Nacional da Educação Especial na Perspectiva da Educação
Inclusiva/2008, Resolução Nº. 4/ 2009, Currículo em Movimento da Educação Básica-
SEEDF/2014.

ORGANIZAÇÃO DE FUNCIONAMENTO:
Atendimento semanal, 02 (duas) aulas semanais com 50min cada por área curricular, no
contraturno do estudante, podendo ocorrer em 02 (dois) dias ou em 01 (um) dia, conforme a
necessidade do educando, de segunda-feira a sexta-feira. Coordenação coletiva alternada em
cada escola na quarta-feira.

OBJETIVO GERAL: Facilitar o processo de inclusão social dos alunos com necessidades
educacionais especiais que se encontram nas salas comuns do ensino regular, favorecendo a
aprendizagem, a autoestima, a autonomia e a produtividade.

METODOLOGIA: Atendimento individual e/ou em grupo, tendo como foco nas necessidades
cognitivas e interativas específicas de cada aluno, descrito no plano de atendimento individual,
por meio de atividades desenvolvidas para a complementação curricular, utilizando recursos
tecnológicos, lúdicos e material concreto, valendo-se, também, de projetos didáticos-
pedagógicos para estimulo às habilidades relacionadas as áreas do conhecimento lógico-
matemático e de comunicação, de interação social, de autoconhecimento e autocuidado.
Orientação aos professores para adequação curricular. Feedback aos pais.

PLANO DE AÇÃO SALA DE RECURSOS GENERALISTA – 2017

PDE/META Objetivos Ações Responsáveis Cronograma Culminância/


Específicos Avaliação
Meta 1.30, Informar, -Entrevista - fevereiro
4.11; 4.25: sensibilizar e inicial com Equipe sala de
conscientizar a pais e alunos. Recursos: Avaliação
Garantir o comunidade Márcia Lellis. - Bimestral processual e
escolar. -Reunião com contínua
conhecimento
os
das leis de responsáveis. - Quinzenal
inclusão
(por escola)
vigente. -Coordenação
coletiva nas Equipe sala de
escolas. Recursos: Ana 06 a 10/03 Marcos da
-Semana Cristina e Educação
distrital de Márcia Lellis. inclusiva –
conscientizaçã SOE: Palestra para
o e promoção Rosemare pais de ANEE
de educação Pereira
inclusiva. LD
5714/16

Meta 4.13; Possibilitar - Atendimento Equipe sala de Anual.


4.18;7.24: acessibilidade, semanal no Recursos: A e
Assegurar a aprendizagem contraturno Márcia Lellis
individual
permanência e e
e/ou em
progressão do flexibilização grupos. Equipe sala de Anual
ANEE no dos objetivos e recursos,
ensino regular. conteúdos. Docentes,
Supervisão
Reconhecimen -Adequação pedagógica, Palestras:
to do aluno curricular. Direção, SOE Bimestral AEE,
como um ser -Formação e pais. Adequação
individual e profissional curricular,
social. continuada. Equipe da Sala Deficiências /
de Recursos e TEA,
-Atividades SOE Anual Afetividade x
complementar aprendizagem.
es.

- Equipe Sala de Avaliação


Acompanham Recursos: Ana processual e
ento nas Cristina e contínua
avaliações Márcia Lellis
oficiais.

-Auxiliar na
preparação de
materiais e
instrumentos
de avaliação.
Jogos
pedagógicos.

Meta 7.20; - Valorizar -Semana de


Relacionament habilidades educação para Direção, 06 a 10/03
o harmônico individuais. a vida. Coordenadore
intra / inter s, docentes,
-pessoal,. -Projeto “ Sala de
-Promover a
Ação para Recursos, 19 a 23 de Dia Nacional
socialização. Inclusão” SOE e setembro de Luta
- Respeitar às Auxiliares. das Pessoas
-Projeto com
diferenças. interventivo Sala de 2º bimestre Deficiência.
-Elevação da “Donos da
autoestima. Recursos, (21/09)
história” professores de LF nº
História, 11.133/2005
português,
Arte e SOE Exposição de
autobiografias
e autorretrato.

Avaliação
processual
Meta 4.3, 4.13 - Divulgar a - Feira de Equipe da Sala 2º bimestre Oficina de
: importância Ciências de Recursos e (data a definir) jogos
Manter e dos jogos equipe escolar pedagógicos.
ampliar a oferta
de material pedagógicos
didático no
adequado e aprendizado
recursos
do aluno.
tecnológicos
específicos que
atendam a
singularidades
dos educandos.
Meta 4.28: - Inserção no - Oficinas CEE01/SOT – Visitação ao
Divulgar e mercado de CEE 01/SOT profª 2º semestre Instituto
orientar trabalho. Valcenira, Jerônimo
quanto ao - Orientação SOE, Sala de Candinho.
Serviço de cursos Recursos e
preparação e oferecidos na Instituto Avaliação
inserção no Entidade Jerônimo participação e
mercado de Jerônimo Candinho – interesse
trabalho. Candinho Cássia

10.6 CONSELHO ESCOLAR


Faz-se presente, sempre que solicitado, nas reuniões. Seus membros se
mostram interessados oferecendo sugestões para aprimorar o desenvolvimento da
escola, exercendo suas funções de acordo com o Estatuto do Conselho Escolar.

10.7 CANTINA
Atualmente seu quadro é composto de seis cozinheiros terceirizados para
executar o cardápio estabelecido pela equipe de nutricionistas da SEDF. São servidas
diariamente um total de 1650 refeições, atendendo a Educação Integral, Ensino
Especial, Ensino Fundamental e Ensino Médio. As instalações da cantina foram
recentemente reformadas para melhor se adequarem ao atendimento aos estudantes.
Apesar dos esforços as instalações do refeitório ainda não atendem satisfatoriamente as
necessidades dos nossos estudantes uma vez que não comporta o quantitativo de
usuários, gerando alguns transtornos como a necessidade de se espalharem e até mesmo
fazerem a refeição em pé.

10.8 GESTÃO ADMINISTRATIVA


A Gestão Administrativa ocorre na forma da Gestão Democrática, cujas
atribuições atendem a previsão do Regimento das Instituições Públicas de Ensino do
DF, sendo a Direção auxiliada diretamente pela Vice Direção e indiretamente pela
Supervisão Pedagógica – responsável pelos aspectos pedagógicos da Escola e que a
partir deste ano de 2017 está atuando diretamente junto à equipe de coordenadores
pedagógicos da escola, Supervisão Administrativa – responsável pelo setor de Recursos
Humanos na Escola, incluindo as empresas terceirizadas e os educadores sociais
voluntários; Controle do Patrimônio – controle de equipamentos e materiais
permanentes e Financeiro – recursos recebidos e administrados pela Escola e o Controle
da Merenda.
O Centro Educacional 03 conta com 25 salas de aula, 1 Laboratório de
Informática, 1 Laboratório de Ciências, 2 Salas para Projeção, 2 salas destinadas à
Educação Integral, uma Biblioteca (com acervo de aproximadamente 7000 livros), 2
sanitários masculinos e 2 femininos, Secretaria, Mecanografia, Sala de Coordenação, 1
Sala para Ensino Especial, 1 Sala para Supervisão Administrativa, 1 Sala para
Supervisão Pedagógica, 1 para a Vice direção, 1 para Direção, 1 Sala de Professores, 1
pequena Copa, 2 sanitários para professores, 1 sala para Orientação Educacional, 1 para
o Atendimento Especializado, 2 sanitários para os servidores, um banheiro adaptado
para alunos com necessidades especiais; 1 Refeitório, 1 Cantina, 1 Depósito para a
merenda escolar e 3 quadras para a prática de educação física (sendo uma coberta).
Dispomos de um pátio coberto onde inúmeras apresentações culturais são realizadas
pelos estudantes, mas ainda carecemos de um auditório.
O patrimônio físico da escola é um bem público, adquirido com recursos
financeiros advindos da arrecadação de impostos. Nesse sentido, sua conservação e
preservação são mais que uma obrigação, um compromisso de cidadania. Assim,
relacionaremos a seguir alguns cuidados que contribuem para a preservação do
patrimônio do CEDUC 03:
 Proteção ao patrimônio - os bens patrimoniais são conservados
em locais livres de umidade, da ação deletéria de vândalos e protegidos contra
intempéries ocasionais;
 É dado o mesmo tratamento aos bens pertencentes à Associação
de Pais, Alunos e Mestres – APAM quanto à sua conservação e proteção.
 Bens como: televisores, gravadores, vídeos e outros de
composição eletrônica são, preferencialmente, mantidos em locais de difícil
acesso quando não estão em uso, tais como gaiolas e armários com tranca;
 Computadores, mimeógrafos e outros equipamentos do tipo são
mantidos em sala reservada e, quando possível, com sistema eletrônico de
segurança ou gradeamento em suas janelas;
 É feito relatório de controle, sempre que algum bem patrimonial
precisa ser deslocado de seu local de guarda, para que seja garantida sua
devolução e a informação exata de sua localização;
 Os bens eletrônicos devem ser manuseados, preferencialmente,
por pessoas com algum conhecimento sobre o funcionamento, e mantidos em
condições satisfatórias de conservação com vistas a evitar "acidentes".
 Os bens que não estejam mais em uso por falta de condições de
funcionamento são guardados e eventualmente recolhidos, conforme orientações
do órgão competente;
 Os bens que não estejam mais em uso por qualquer motivo, que
não por mau funcionamento, são oferecidos para transferência a outras
Instituições Educacionais ou recolhidos, conforme citado item anterior;
É feito levantamento anual dos bens patrimoniais da escola, juntamente com
o diretor nomeado, com base na "carga patrimonial" assinada quando de sua posse.

10.9 GESTÃO DE PESSOAS E DE RESULTADOS EDUCACIONAIS


Além de todos os projetos já implementados pela instituição foram criados
projetos que atendem ao PPP. Em cada projeto explicitamos as ações necessárias para
alcançarmos os objetivos e metas almejados.
Todos os projetos necessitam da ação conjunta de todos os elementos do
plano de ação (Gestão Pedagógica, Gestão de Pessoas, Gestão Financeira, Gestão
Administrativa, Coordenação Pedagógica, Conselho Escolar, professores readaptados,
Serviço de Orientação Educacional, Secretaria Escolar, Portaria, Cantina) para sua
eficácia.
Esses projetos refletem a participação ativa de todas as dimensões de gestão,
cuja efetivação ocorre conforme disposto nos subitens abaixo elencados
11. PROJETOS ESPECÍFICOS, INDIVIDUAIS OU
INTERDISCIPLINARES.

11.1 Programas da Secretaria de Educação

11.1.2 OLIMPÍADAS DE LÍNGUA PORTUGUESA


É uma das ações do Programa Escrevendo o Futuro resultado de uma
parceria entre o Ministério da Educação e a iniciativa privada que visa melhorar a
qualidade do ensino, incorporada no cotidiano escolar contribuindo para que os
estudantes escrevam melhor e ampliem seu domínio de escrita e leitura.
O projeto conta com fases distintas, onde inicialmente os coordenadores e o
supervisor pedagógico são capacitados pela CRE, seguindo-se o repasse em forma de
oficinas para os professores de Língua Portuguesa, bem como de áreas afins. A partir daí
o estudante será incentivado, estimulado e acompanhado ao longo do percurso letivo,
produzindo textos com abordagens de gêneros literários diversos, experimentando assim
o domínio da escrita plena de nossa língua. Os melhores textos serão selecionados ao
longo do período de trabalhos em etapas que convergem para o prêmio e
reconhecimento nacional.

11.1.3 OLIMPÍADAS DE MATEMÁTICA


Visando desenvolvimento do raciocínio lógico-matemático e o gosto pela
Matemática, estimula a participação em competições a exemplo do que vem
acontecendo nessa escola desde 2007. Os estudantes do CED 03 participaram de todas
as etapas, classificaram-se e receberam certificados de menção honrosa. Desde 2010 o
Projeto envolve toda a escola, optando-se pela adesão total com data já prevista no
Calendário Oficial da SEEDF.

11.1.4 PROGRAMA SAÚDE NA ESCOLA


Tem por finalidade promover a saúde e assistência ao educando no âmbito
da escola e a cultura da paz priorizando os casos de maiores indicadores de
vulnerabilidade social. Fomenta a cultura da prevenção à atuação profissional cotidiana,
este Programa orienta a construção de um conhecimento compartilhado na equipe
pedagógica que favorece a inclusão desses conteúdos nos projetos educativos. Nesse
sentido a escola vem desenvolvendo atividades de sensibilização, esclarecimento e
construção de conhecimento: Dengue, Gripe A, DST’s, Alimentação Saudável.
Com o apoio do Posto de Saúde, tem promovido encontro com estudantes,
distribuição de cartilhas para adolescentes, atualização do Cartão de Vacina,
encaminhamentos.

11.1.5 OLIMPÍADA DE FÍSICA


Visa detectar entre os estudantes aqueles que tem maior aptidão para a
disciplina. Alguns educandos, previamente selecionados pelo professor de física
realizam a prova com vistas a tornarem-se futuros pesquisadores.

11.2 Projetos Pedagógicos Desenvolvidos pela Instituição

11.2.1 PROJETO DE INCENTIVO À LEITURA DOS CLÁSSICOS DA


LITERATURA BRASILEIRA
Professora: Débora Eriko Kubo e Silva
Público alvo: 9º ano

Objetivos:
 Fazer com que os alunos tenham um primeiro contato com
os romances que marcaram a história da Literatura Brasileira, dando-lhes
uma base para o Ensino Médio, onde, na grade curricular, são
introduzidas aulas de literatura.
 Aprimorar o vocabulário, uma vez que essas obras
possuem uma linguagem formal, culta, rebuscada.
 Despertar o interesse pela vida e obras dos autores da
época do Romantismo, Realismo, Naturalismo, Pré-Modernismo e
Modernismo no Brasil.

Sugestões de livros:
 José de Alencar: O Guarani, Lucíola, Senhora
 Joaquim Manuel de Macedo: A Moreninha
 Manuel Antônio de Almeida: Memórias de um sargento de
milícias
 Visconde de Taunay: Inocência
 Bernardo Guimarães: A Escrava Isaura, O Seminarista
 Machado de Assis: Memórias Póstumas de Brás Cubas, Dom Casmurro, A
Mão e a luva
 Raul Pompéia: O Ateneu
 Aluísio Azevedo: O Cortiço, O Mulato
 Domingos Olímpio: Luzia-Homem
 Euclides da Cunha: Os Sertões
 Lima Barreto: Triste Fim de Policarpo Quaresma
 Graciliano Ramos: São Bernardo, Vidas Secas
 Jorge Amado: Gabriela, Cravo e Canela; Capitães da Areia
 José Lins do Rego: Fogo Morto
 Érico Veríssimo: O Tempo e O Vento
 João Guimarães Rosa: Grande sertão: Veredas

Primeira Parte do Desenvolvimento do Projeto:


 Esta parte será aplicada durante um bimestre determinado
pelo professor.
 Dividir a turma em grupos de até 6 alunos. Cada um
pegará um exemplar do livro indicado e o lerá de forma completa.
 Cada componente do grupo ficará com uma determinada
quantidade de capítulos (previamente distribuída de forma equivalente
entre eles) para entregarem um trabalho individual com perguntas e
respostas sobre esses capítulos.
 O professor aplicará uma prova escrita para cada grupo,
que será respondida coletivamente.

Segunda Parte do Desenvolvimento do Projeto (no bimestre subsequente):


 Os grupos farão um vídeo apresentando uma peça teatral
sobre o resumo da história lida.
11.2.2 PROJETO NINHO HORTA ESCOLAR

Problematização
Nossos estudantes pouco conhecem de agricultura, noções básicas de cultivos,
produção de hortaliças bem como de agroecologia. Neste sentido a proposta deste
projeto é apresentar ao educando noções básicas de como montar e conservar uma horta
simples em um sistema fechado, monitorável e controlável ao mesmo tempo em que é
levado a perceber formas de interação na natureza através de manifestações artísticas e
recursos tecnológicos gerando conhecimentos que interferem em espaços fechados.

Ações e Metas
Os estudantes orientados pelo monitores da Educação Integral e pelos
integrantes da ONG Projeto Horta Viva aprenderão a preparar o espaço destinado à
horta; o plantio correto das sementes; a adubação adequada; a correta irrigação das
mesmas; o melhor momento para a colheita; a forma de replantio bem como perceber
como todas estas ações podem e devem interagir com as artes e a tecnologia. O projeto
será realizado através de oficinas 3 vezes por semana compreendendo também eventuais
exposições temporárias e saídas de campo.

Responsáveis pelas Ações


O projeto da horta escolar estará a cargo do Professor Wagner Pereira
Batista como parte integrante da Educação Integral, juntamente com a equipe da ONG
Projeto Horta Viva.

Cronograma e metodologia
O projeto teve início no mês de março com a limpeza do espaço, preparo da
terra e plantio das sementes e perdurará por todo o ano letivo.

Abrangências das ações e recursos


O projeto tem como público alvo os estudantes do Ensino Fundamental da
Educação Integral e acontecem no contraturno.

Estratégia e avaliação
O projeto é quase que integralmente prático e será avaliado através da
demonstração de interesse e envolvimento dos educandos com as diversas etapas da
horta.

Articulação do PRC e do PPP da Escola


A articulação do PRC e do PPP da escola se dá através do despertar no
educando de sua responsabilidade e compromisso com suas próprias ações,
contribuindo desta maneira para a formação de cidadãos articulados e autônomos.

11.2.3
i. PROJETO SOCIALIZA-AÇÃO-GINCANA
CULTURAL

Problematização
Muitos estudantes de nossa escola não possuem o hábito de fazer trabalhos e
pesquisas em grupo, muitos deles não se socializam objetivando a aprendizagem e o
conhecimento pedagógico. O estudante isolado não possui muita motivação e vem se
mostrando com várias deficiências de aprendizagens. O intuito do projeto é trabalhar a
cultura e a aprendizagem de forma criativa e prazerosa além de fazer o aluno socializar
e produzir atividades desenvolvidas em grupo.

Atuações e Áreas
O objetivo geral está em desenvolver nos estudantes a habilidade prática de
estudo e pesquisas desafiadoras. As disciplinas em que ele apresenta defasagem e
prejuízos de aprendizagem serão mais valorizadas quando trabalhadas em equipes e em
grupos de estudo sistematizados. A ideia é que o estudante busque a realização de
tarefas e desafios em seu horário de aula e também em contra turno. Eles deverão ser
encaminhados e orientados por um professor selecionado pela turma, este dará apoio e
direcionamento às tarefas e desafios propostos uma vez que forem programados no
decorrer de cada bimestre. Todas as disciplinas estarão envolvidas no processo de
atividades propostas pela gincana cultural escolar.

Ações Vinculadas e Metas


Os professores escolhidos auxiliarão suas turmas dentro de seus horários de
aula, propondo ações e estratégias para a realização de tarefas e desafios pedagógicos
programados pela Gincana Pedagógica. As ações propostas são: desenvolvimento de
leitura crítica e contextualizada dentro das tarefas a serem realizadas; motivação do
desenvolvimento de metas organizacionais; controle emocional quanto à forma de
realização de atividades surpresa; trabalhar a capacidade de resolver problemas com
diagnósticos interpretativos das atividades problematizadas; promover hábitos e atitudes
proativas a partir da competição proposta; respeitar as diferenças; desenvolver a
criatividade e o empreendedorismo juvenil através da realização das provas propostas;
despertar para o voluntariado em ações de doação e participação social.

Responsáveis pelas Ações


Todo o corpo docente e os professores conselheiros no papel de orientar e
direcionar o bom desenvolvimento das ações no projeto, atendendo os aspectos de
aprendizagem, competitividade e envolvimento da comunidade escolar.

Cronograma e Metodologia
O projeto tem início na segunda semana de abril, onde os professores se
reúnem e determinam as metas para o desenvolvimento do projeto, discutem as
atividades a serem trabalhadas e as possíveis provas e sugestões de desafios com
avaliações em relação às diversas áreas envolvidas no projeto.
Os Princípios a serem desenvolvidos e que os alunos deverão cumprir são:
Apresentações artísticas e culturais; voluntariado e cultura africana e indígena;
Preservação do meio ambiente: arborização; Prevenção e saúde; Esporte com jogos
intercalasse; Conquista de novos parceiros para a escola; Valorização dos festejos
juninos e suas tradições, enquanto manifestações culturais brasileiras e mundiais.
Ao longo do ano letivo as propostas serão implementadas pela coordenação
pedagógica em diversas etapas, com professores e estudantes sugerindo atividades. A 1ª
etapa inicia-se concomitantemente com o 2º bimestre e as etapas subsequentes ocorrem
até a culminância, prevista para o mês de agosto, como parte das comemorações do Dia
de Estudante.

Abrangências das Ações


O projeto tem como público alvo os estudantes do Ensino Médio e
Fundamental.

Recursos Humanos e Financeiros


A supervisora pedagógica juntamente com as coordenadoras pedagógicas
serão as orientadoras do projeto e darão início à elaboração das ações juntamente com
os professores no espaço da coordenação.
As equipes formadas farão uso de alguns materiais didáticos para a
realização de atividades coletivas; material de expediente; material de áudiovisual para
apresentações e demonstrações artísticas (Caixas e aparelhos de som com auxiliares de
mídias e kits de Multimídia).
As turmas com melhores pontuações e colocações, dentro da conclusão das
atividades, serão premiadas com um Passeio Prêmio Cultural, como fator motivador e
de incentivo à cultura e participação coletiva.

Estratégia e Avaliação
O sucesso desta atividade pedagógica é garantido, pois contempla os
seguintes fatores: Participação de todos os segmentos da escola; Envolvimento de todas
as modalidades disciplinares de ensino médio; Atendimento aos aspectos pedagógicos,
valorizando o rendimento bimestral de cada turma em todas as áreas do conhecimento;
Realização de atividades/provas durante o ano letivo; Conservação do
espaço/patrimônio com avaliação diária de todos os ambientes escolares; Controle de
evasão e ocorrências disciplinares da turma.

Articulação do PRC e do PPP da Escola


O PRC se insere de forma gradativa aos projetos da escola se encaixando
com o propósito de garantir um formato pedagógico e cultural, com sentido de propor
comprometimento e vínculos de ações em: PROJETO GINCANA 2018; PROJETO
FEIRA DE CIÊNCIAS, ARTE E CULTURA.
11.2.4
PROJETO SE TOCA, SE PINTA!
1 – PROBLEMATIZAÇÃO: A produção cultural no Brasil e mais especificamente no
Distrito Federal, foi muito intensa, porém, na última década, houve um arrefecimento
gradativo, e por que não dizer angustiante. As ocorrências no cenário macro político e
regional, a evolução tecnológica das mídias individualizadas, a cultura do egocentrismo,
a cultura do imediatismo, do ter sobrepujando o saber, aliados a uma mídia comercial,
tendenciosa aos preceitos de uma insistente produção contra cultural, onde o lucro se
sobrepõe à construção, permanência e passagem da nossa identidade cultural. Faz-se
necessário uma premente resposta ao apresentado. A escola coerdeira da
responsabilidade do processo educacional, representando um instrumento, muitas vezes,
de proteção social, também, precisa tomar para si a responsabilidade de fazer parte da
defesa das nossas produção e identidade cultural. Este projeto busca equacionar e
fortalecer esta premissa, principalmente no que diz respeito ao aprendizado e incentivo
da produção musical, voltada para nossa identidade cultural.
2 – ATUAÇÕES E ÁREAS: O projeto tem como meta principal a valorização do
processo musical autoral, iniciando com aulas de violão em nível básico para estudantes
e comunidade escolar bem como o resgate da MPB como identidade cultural e
patrimônio social.
3 – AÇÕES VINCULADAS E METAS: O projeto terá como eixo principal a
apresentação da história da música brasileira e o estudo do violão popular. Ao final das
etapas estabelecidas os estudantes terão se familiarizado com a história da MPB e
noções básicas de como tocar violão
4 – RESPONSAVEIS PELAS AÇÕES: As aulas serão ministradas por um professor
regente, Ediney Félix dos Santos.
5 – CRONOGRAMA E METODOLOGIA: O curso terá três níveis: básico, médio e
avançado. Ao final da primeira etapa os estudantes terão conhecimento sobre as raízes
da música brasileira e estarão tocando músicas primárias de acordes simples. Ao final da
segunda etapa os estudantes terão conhecimentos sobre as influências na MPB e serão
capazes de tocar músicas que apresentem acordes e ritmos de grau médio de execução.
Ao término da terceira etapa, os estudantes terão conhecimento da tipicidade regional e
geral da MPB, e serão capazes de reproduzir e produzir músicas relacionadas tanto com
a nossa cultura como a de outras. Cada aula será de 50 minutos e acontecerá 2 vezes por
semana no contra turno.
6 – ABRANGÊNCIA DAS AÇÕES: Um estudo voltado para o conhecimento da MPB,
bem como da possibilidade de produção e reprodução de música, abrange as várias
áreas do conhecimento, principalmente das áreas relacionadas às ciências humanas. No
tocante ao curso de violão especificamente, abrirá possibilidades de uma produção
musical autoral, criando espaços de apresentações como: recreio cultural, saraus e
encontros musicais, fomentando a convivência no seio da escola.
7 – RECURSOS HUMANOS E FINANCEIROS: Será necessário uma sala no CED03
de Sobradinho, equipada com 10 (dez) violões, 10 (dez) suportes de partituras, 10 (dez)
mini afinadores de violão, 10 suportes para violões, 1 caixa amplificadora com
microfones, 10 (dez) cadeiras, uma mesa para professor, 12 cadeiras de aço estofadas
com rodas, cordoamentos para violões, um computador, uma impressora e um armário
com chave.
8 – ESTRATÉGIAS E AVALIAÇÕES: O projeto acontecerá a partir do 2º bimestre do
ano letivo corrente. As avaliações serão contínuas, em cada aula, sendo que, tanto a
presença como a execução dos exercícios serão obrigatórios para todos os estudantes,
sob pena de perder a vaga no projeto. A avaliação institucional será feita pela direção
juntamente com os professores em momentos a serem definidos posteriormente.
9 – ARTICULAÇÃO COM O PPP: Este projeto responde ao anseio geral do processo
educacional e do PPP da instituição em questão, no que diz respeito ao aprender e fazer,
buscando uma construção de valores sociais, tendo a escola como célula da fomentação
cultural dos segmentos escolares e da sociedade de Sobradinho.

11.2.5
PROJETO INICIAÇÃO CIENTÍFICA

PROBLEMATIZAÇÃO
Projetos de iniciação científica se destinam a estimular os estudantes a vivenciar
uma pesquisa acadêmica desde sua concepção até execução para uma formação mais
eficiente e completa, unindo teoria e prática como metodologia de ensino nas áreas de
ciências.
Um projeto científico exige uma meta que pautará todo o percurso de pesquisa
do estudante. O que caracteriza um projeto desse tipo são as pesquisas ligadas ao tema,
supervisionadas por um professor-orientador.
Os estudantes comumente apresentam dificuldades na aprendizagem dos
conteúdos relacionados às ciências, o que pode ser atribuído, em parte, ao fato de não
conseguirem relacionar tais conteúdos à vida cotidiana.
Visando correlacionar conhecimento científico e senso comum, todos os anos a
escola participa do Circuito Regional de Ciências, com projetos supervisionados por
professores de química, física e biologia. Tais projetos são desenvolvidos de forma
voluntária e vem trazendo ótimos resultados para a sala de aula e para a instituição.
O presente projeto visa o engajamento de um maior número de estudantes à
atividade, haja visto os resultados obtidos pelos estudantes participantes.

OBJETIVO GERAL
O objetivo geral do projeto é capacitar e orientar os estudantes de forma que
possam tornar-se protagonistas da construção de conhecimentos nas áreas de ciências,
através da elaboração e execução de um projeto de pesquisa com vistas à participação
no Circuito Regional de Ciências e Feira de Ciências local.
AÇÕES E METAS
Baseando-se no tema proposto pela Secretaria de Educação, os professores de
química, física, biologia e demais professores, de forma indireta, orientarão os
estudantes inscritos na confecção e execução do projeto com vistas ao Circuito
Regional. Os estudantes serão divididos em grupos, independente de série, de acordo
com afinidades e área de interesse.

RESPONSÁVEIS PELAS AÇÕES:


Alguns professores da Instituição selecionados quando da proximidade da Feira
de Ciências além de toda a equipe gestora de maneira indireta.

CRONOGRAMA E METODOLOGIA
O projeto será implantado a partir do segundo semestre ou tão logo a Secretaria
de Educação libere portaria versando sobre o Circuito de Ciências e seu respectivo tema
anual.
O desenvolvimento dos projetos ocorrerá diariamente nas aulas e no contra turno
dos estudantes.

ABRANGÊNCIA DAS AÇÕES


O projeto destina-se aos estudantes do Ensino Médio, podendo os grupos serem
formados por estudantes de séries diferentes.

AVALIAÇÃO
Os professores avaliarão o andamento do projeto no cotidiano da sala de aula e
em encontros periódicos para os ajustes, que se façam necessários. Será agendada uma
data anterior ao Circuito Regional para exposição dos projetos aos demais professores e
estudantes da instituição.

ARTICULAÇÃO COM O PPP DA ESCOLA


É tradição da instituição organizar anualmente uma Feira Cultural e Científica,
onde os estudantes são convidados e estimulados a desenvolver o seu “lado
pesquisador”. Dessa maneira, tal projeto encontra-se em harmonia com os objetivos da
instituição de criar ambientes favoráveis de aprendizado significativo, troca de
experiências e fortalecimento do binômio teoria/prática.

11.3 ACOMPANHAMENTO E AVALIAÇÃO DO PROJETO POLÍTICO


PEDAGÓGICO
A avaliação acompanhará todo processo da prática do plano de ação, por
meio de reflexões coletivas, que contribuirão para balizar os avanços e recuos da prática
pedagógica.
Ao final do 1º e 2º semestres de 2018, serão realizadas avaliações para
conhecimento dos resultados obtidos com a implementação do PPP, através de
questionários e reuniões, coletando críticas e sugestões com a comunidade e o corpo
docente da instituição.
Essa proposta de avaliação tem como principal objetivo, refletir sobre a
prática pedagógica desenvolvida e o processo de aprendizagem dos alunos. Para que
esse processo se efetive, será necessário o estudo constante do Currículo em Movimento
a partir de referenciais teóricos que fundamentam o trabalho pedagógico, possibilitando
maior direcionamento da ação docente. Com os resultados, serão definidas quais
atualizações e aperfeiçoamentos serão necessários para melhor execução do projeto.

11.4 EDUCAÇÃO INTEGRAL


A Educação Integral nas Escolas Públicas do Distrito Federal tem como
fundamento os referenciais da Pedagógica Histórico-Crítica e da Psicologia Histórico-
Cultural. Sua execução é norteada pelos Princípios da Integralidade, da
Transversalidade, do Diálogo Escola e Comunidade, da Territorialidade e do Trabalho
em Rede, cuja formatação obedece às dinâmicas abaixo relacionadas:
Integralidade:
A Educação Integração surgiu como condição de possibilidade de se reelaborar o
papel da educação na contemporaneidade, não devendo em hipótese alguma ser pensada
como mero acréscimo na carga horária.
Como a própria denominação bem define a integralidade precisa ser entendida a
partir das condições peculiares das crianças e adolescentes, ou seja, considerando a
formação integral dos seus protagonistas, primando pelo equilíbrio entre os aspectos
cognitivos, afetivos, psicomotores e sociais.
Há que se ter consciência que a educação é um processo e como tal ocorre ao
longo da vida haja vista que os seres humanos aprendem durante toda a sua existência,
cuja aprendizagem depende de práticas educativas associadas às diversas áreas do
conhecimento tais como: artes, cultura, esporte, lazer, informática, entre outras, desta
forma tornar-se-á imperioso que a formação dos estudantes seja pensada de forma
plena, crítica e cidadã.

Intersetorialização:
É imprescindível que a Educação Integral tenha assegurada a intersetorialização
governamental, é necessário que as políticas públicas dos mais diversos campos nos
quais se desenvolvem os projetos sociais, econômicos, culturais e esportivos estejam
articulados de forma a efetivamente contribuir para a melhoria da qualidade da
educação.

Transversalidade:
O aumento do tempo de permanência na escola exige a aceitação das várias
formas de ensinar sem desconsiderar os conhecimentos adquiridos ao longo da vida do
aluno. A transversalidade requer ainda a interdisciplinaridade de conhecimentos de
forma a vincular a aprendizagem aos interesses dos estudantes e da comunidade.

Diálogo Escola e Comunidade


A História tem mostrado que as os avanços obtidos em relação à qualidade da
educação ocorreram naquelas escolas nas quais o diálogo com a comunidade era prática
recorrente.
Com a Educação Integral tem-se a possibilidade de transformar a Escola em um
espaço comunitário, fomentador de trocas culturais, afirmação de identidades sociais
com o resgate das tradições e culturas populares.

Territorialidade
A Territorialidade implica em reconhecer a cidade como um rico laboratório de
aprendizagem, postura esta imprescindível haja vista que a educação não se restringe
aos muros escolares, devendo ser realizada nos mais diversos espaços comunitários, tais
como: igrejas, salões de festas, centros e quadras comunitárias, estabelecimentos
comerciais, associações, postos de saúde, clubes, entre outros, assim tendo uma
multiplicidade de lugares e atores.
Tornar-se-á imperioso a realização de um mapeamento dos potenciais educativos
do espaço no qual se encontra inserida a Escola a partir de então buscar parceria com a
comunidade e a sociedade civil para a criação de projetos socioculturais significativos e
que melhor aproveitem as possibilidades educativas.

Trabalho em Rede
O trabalho em rede possibilita a troca de experiências e informações, assim cria
oportunidades para o efetivo exercício da aprendizagem das crianças, adolescentes e
jovens. O estudante não é propriedade exclusiva do(a) professor(a), da Escola, pertence
a toda comunidade que por sua vez é corresponsável pela educação e formação do
educando.

REFERÊNCIAS

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graduação. In: ISAIA, S. M. de A; BOLZAN, D. P. de V. (Orgs.) Pedagogia
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1997.

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coordenação pedagógica: avanços e tensões. In: VEIGA, I. P. A. (Org.). A Escola
mudou. Que mude a formação de professores. Campinas: Papirus, 2010.

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Acompanhamento do Projeto Político-Pedagógico junto aos sistemas de ensino
integrados ao Programa Brasil Profissionalizado. In: SANTOS, D.;

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