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Curso de Tecnologia em Sistemas de Computação

Disciplina : Álgebra Linear


GABARITO da AP2 - Segundo Semestre de 2017
Professores: Márcia Fampa & Mauro Rincon

(3.0)1. Considere o espaço vetorial das matrizes reais, quadradas de ordem 2,


M2 (IR). Determine se cada uma das transformações abaixo é ou não
linear. Justifique sua resposta.

(1.5)a. T : M2 (IR) → IR, tal que


" #! " #!
a b a b
a b
T =
= det .
c d c d c d

Solução: Temos que verificar se

T (αA1 +βA2 ) = αT (A1 )+βT (A2 ), ∀A1 , A2 ∈ M2 (IR), ∀α, β ∈ IR.

Façamos então
" # " #
a1 b 1 a2 b 2
A1 = e A2 = .
c1 d 1 c2 d 2

1
" # " #!
a1 b 1 a2 b 2
T (αA1 + βA2 ) = T α +β
c1 d 1 c2 d 2

αa1 + βa2 αb1 + βb2
=

αc1 + βc2 αd1 + βd2


αa1 αb1 + βb2 βa2 αb1 + βb2
= +

αc1 αd1 + βd2 βc2 αd1 + βd2


αa1 αb1 αa1 βb2 βa2 αb1 βa2 βb2
= + + +

αc1 αd1 αc1 βd2 βc2 αd1 βc2 βd2


2
a1 b2 a
2 b1

= α |A1 | + αβ + αβ + β 2 |A2 |

c1 d 2 c2 d 1

!
2 2
a1 b2 a2 b1
= α |A1 | + β |A2 | + αβ +

c1 d 2 c2 d 1

6= αT (A1 ) + βT (A2 ).

Logo, T não é uma transformação linear.


(1.5)b. T : M2 (IR) → IR, tal que
" #!
a b
T = 2a + 3b + c − d.
c d

Solução: Temos que verificar se

T (αA1 +βA2 ) = αT (A1 )+βT (A2 ), ∀A1 , A2 ∈ M2 (IR), ∀α, β ∈ IR.

Façamos então
" # " #
a1 b 1 a2 b 2
A1 = e A2 = .
c1 d 1 c2 d2

2
" # " #!
a1 b 1 a2 b 2
T (αA1 + βA2 ) = T α +β
c1 d 1 c2 d 2

= 2(αa1 + βa2 ) + 3(αb1 + βb2 ) + (αc1 + βc2 ) − (αd1 + βd2 )


= α(2a1 + 3b1 + c1 − d1 ) + β(2a2 + 3b2 + c2 − d2 )
= αT (A1 ) + βT (A2 ).
Logo, T é uma transformação linear.

(5.0)2. Considere a seguinte matriz:


" #
3 2
A= .
1 2
(2.0)a. Calcule os autovalores e os correspondentes autovetores de A.
(1.0)b. Determine os autovalores e os correspondentes

autovetores de A−1 , sem calcular a matriz A−1 . Explique detalha-


damente a solução.
(1.0)c. Calcule o determinante de A.
(1.0)d. Determine o determinante de A−1 , sem calcular a matriz A−1 .
Explique detalhadamente a solução.
Solução:
a.
" #
3−λ 2
det(A − λI) = det = (3 − λ)(2 − λ) − 2
1 2−λ
= λ2 − 5λ + 4 = P (λ).
P (λ) = 0 ⇒ λ2 − 5λ + 4 = 0 ⇒ ou λ = 1 ou λ = 4. Então
os autovalores de A são 1 e 4. Procuramos agora os autovetores
associados:
(i)λ = 1. Temos
" #" # " #
3 2 x x
=1 .
1 2 y y

3
Logo " # " # (
3x + 2y x 2x + 2y = 0
= ⇒
x + 2y y x+y =0
Então temos que x = −y. Portanto os autovetores associados a
λ = 1 são os vetores v = (−x, x), x 6= 0.
(ii)λ = 4. Temos
" #" # " #
3 2 x x
=4 .
1 2 y y
Logo
" # " # (
3x + 2y 4x −x + 2y = 0
= ⇒ ou x = 2y.
x + 2y 4y x − 2y = 0
Os autovetores associados a λ = 4 são os vetores da forma v =
(2y, y), y 6= 0. (ou v = (x, 21 x), x 6= 0).
b. De acordo com a propriedade demonstrada em aula, se λ é um
autovalor de A, então λ−1 é um autovalor de A−1 e todo autovetor
de A é também um autovetor de A−1 . Logo os autovalores e
respectivos autovetores de A−1 são:
(i) λ = 1, v = (−x, x), x 6= 0.
(ii) λ = 41 , v = (x, 12 x), x 6= 0.
c. Det(A) = 3 × 2 − 2 × 1 = 4.
d. Det(A−1 ) = Det1 (A) = 14 .

(2.0)3. Considere a transformação linear de IR3 → IR3 abaixo. Determine


uma base para o núcleo e sua dimensão, uma base para sua imagem
e sua dimensão, e diga se a transformação é injetora ou sobrejetora,
justificando a resposta.
L(x) = (x1 − x3 , x2 , x2 )T .
Solução:
Núcleo, N (L): Se x está no núcleo de L, então L(x) = 0, ou seja,
x1 = x3 e x2 = 0. Portanto, N (L) = {(1, 0, 1)T } (dimensão = 1).

Imagem, I(L): Um vetor y pertence à imagem de L se e somente se


y é a soma de um múltiplo de v1 = (1, 0, 0)T com um múltiplo de

4
v2 = (0, 1, 1)T . Logo, I(L) é o subspaço bidimensional (dimensão = 2)
de IR3 gerado por [v1 , v2 ].

Como N (L) 6= {(0, 0, 0)T }, L não é injetora e como I(L) 6= IR3 , L não
é sobrejetora.

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