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Álgebra Moderna Diego Oliveira - Vitória da Conquista/BA

Livro: Álgebra Linear - Editora Harbra


(Boldrini/Costa/Figueiredo/Wetzler)
nibblediego@gmail.com.br
Compilado dia 07/02/2016

Solucionário da 3a edição do livro de Álgebra Linear dos


autores: José Luiz Boldrini, Sueli I.Rodrigues Costa, Vera Lúcia
Figueiredo e Henry G. Wetzler.
Para quem desejar; uma cópia do livro pode ser baixada em
http://www.professores.uff.br/jcolombo/Alg lin I mat
2012 2/Algebra%20Linear%20Boldrini.pdf.
A expectativa é que seja respondido um capı́tulo do livro por
mês. Mas, infelizmente resolver e digitar (principalmente digitar),
os exercı́cios desse livro leva um bom tempo. Assim, pode haver
atrasos na postagem. De todo modo, não deixe de acompanhar o
documento no link abaixo, para obter futuras atualizações.
www.number.890m.com

EXERCÍCIO PAGINA 11

1. Sejam  
    −1
1 2 3 −2 0 1
A= ,B= , C =  2  e D = [2, −1]
2 1 −1 3 0 1
4
Encontre:

a) A + B
b) A · C
c) B · C
d) C · D

e) D · A
f) D · B
g) −A

h) −D

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Solução de a:

A+B
     
1 2 3 −2 0 1 −1 2 4
+ =
2 1 −1 3 0 1 5 1 0

Solução de b:

A·B
 
  −1  
1 2 3 15
· 2 =
2 1 −1 −4
4

Solução de g:

−1 · A
   
1 2 3 −1 −2 −3
−1 · =
2 1 −1 −2 −1 1

x2
 
2
2. Seja A = Se A’ = A, então x = · · ·
2x − 1 0

Solução:

Se A’ = A então:

x2
   
2 2x − 1 2
=
x2 0 2x − 1 0

Que resulta nas seguintes igualdades:

2 = 2 e 2x − 1 = x2

Desta ultima igualdade tira-se que x = 1.

3. Se A é uma matriz simétrica, então A – A’. . .

Solução:

Se A é simétrica então A = A’ e portanto A – A’ = A – A = 0. Assim, o resultado desta


operação seria uma matriz nula.

2
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4. Se A é uma matriz triangular superior, então A’ é . . .

Solução:

Uma matriz triangular superior quando transposta passa a ser uma matriz triangular infe-
rior.

5. Se A é uma matriz diagonal, então A’. . .

Solução:

Toda matriz diagonal é simétrica de modo que se A é uma matriz diagonal então A’ = A.

6. Classifique em verdadeiro ou falso:

a) –A’ = –A’
b) (A + B)’ = B’ + A’
c) Se AB = 0, então A = 0 ou B = 0
d) k1 Ak2 B = k1 k2 AB
e) –A –B = –AB
f) Se A e B são matrizes simétricas, então AB = BA
g) Se AB = 0, então BA = 0
h) Se é possı́vel efetuar o produto AA, então A é matriz quadrada

Solução de a:

Pela propriedade iv a proposição é verdadeira.

Solução de b

Pela propriedade iii a proposição é verdadeira.

Solução de c:
   
1 0 0 0
Falsa. Tomando A = eB= por exemplo, verifica-se que a proposição
0 0 1 0
não é verdadeira.

Solução de d:

Usando a associatividade

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(k1 k2 )AB = A(k1 k2 )B

Usando a comutatividade

A(k2 k1 )B = k2 (Ak1 )B = (Ak1 ) · (k2 B) = (k1 A)(k2 B).

Solução de e:
   
2 1 0 3
Falsa. Como contra exemplo tome A = eB=
0 −1 1 1

Solução de f:
   
2 0 2 1
Falsa. Como contra exemplo tome A = eB=
0 1 1 0

Solução de g:

Falsa.

Solução de h:

Verdadeiro. O produto entre duas matrizes só é possı́vel se o numero de linhas da segunda
for igual ao numero de colunas da primeira. Assim Am×n · Am×n só ocorre se m = n. O que
implicaria no fato de A ser quadrada.

 2
2 −2 1
7. Se A = A·A, então ...
3 2

Solução:
 2      
−2 1 −2 1 −2 1 7 0
= · =
3 2 3 2 3 2 0 7

8. Se A é uma matriz triangular superior, então A2 é . . .

Solução:

Do tipo triangular superior.

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x y 2 3 1 0
9. Ache, x, y, z, w se =
z w 3 4 0 1

Solução:
     
x y 2 3 2x + 3y 3x + 4y
O produto entre as matrizes e resulta em Que
z w 3 4 2z + 3w 3z + 4w
por hipótese é igual a matriz nula.

   
2x + 3y 3x + 4y 1 0
=
2z + 3w 3z + 4w 0 1

Resolvendo as equações acima chega-se a x = −4; y = 3; z = 3; e w = −2.

     
1 −3 2 1 4 1 0 2 1 −1 −2
10. Dadas A =  2 1 −3 , B =  2 1 1 1  e C =  3 −2 −1 −1 
4 −3 −1 1 −2 1 2 2 −5 −1 0
mostre que AB = AC.

Solução:

AB = AC
   
−3 −3 0 1 −3 −3 0 1
 1 15 0 −5  =  1 15 0 −5 
−3 15 0 −5 −3 15 0 −5

11. Suponha que A 6= 0 e AB = AC onde A, B, C são matrizes tais que a multiplicação esteja
definida.

a) B = C?
b) Se existir uma matriz Y, tal que YA = I, onde I é a matriz identidade, então B = C?

Solução:

Se AB = AC e A−1 for transposta de A então:

A−1 (AB) = A−1 (AC)

Usando a associatividade

(A−1 A)B = (A−1 A)C


IB = IC
B=C

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12. Explique por que, (A+B)2 6= A2 + 2AB + B2 e (A + B)(A – B) 6= A2 – B2 .

Solução:

As equações não são verdadeiras pois, não são satisfeitas para qualquer matriz.

 
3 −2
14. Se A = , ache B, de modo que B2 = A.
−4 3

Solução:
 
x y
Tomando B = então:
z w

     
x y x y 3 −2
· =
z w z w −4 3

A equação acima resulta no seguinte sistema:



 x2 + yz = 3 (1)
zy + w2 = 3 (2)


 xy + yw = −2 (3)
zx + wz = −4 (4)

Das equações (1) e (2) obtemos que x = ±w. Vamos tomar (arbitrariamente), x = w.

Se x = w então a equação (3) pode ser escrita como:

wy + yw = −2
Como y e W são números reais e portanto vale a comutatividade então:

wy + yw = −2

2(wy) = −2

⇒ wy = −1 (5)
Ainda supondo que x = w podemos escrever a equação (4) como:

zx + wz = −4

z(x + w) = −4

z(w + w) = −4

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2
⇒w=− (6)
z
Colocando (6) em (5) chegamos a uma nova relação.

wy = −1

2
− y = −1 ⇒ z = 2y (7)
z

Agora tome a equação (1)

x2 + yz = 3
Usando novamente que x = w então:

w2 + yz = 3
Usando a equação (7)

w2 + y(2y) = 3
Usando agora a equação (5)

w2 + 2y 2 = 3

 2
1
w2 + 2 − =3
w

2
w2 + − 3 = 0 ⇒ w = −1 ou w = 1
w2

Tomando (arbitrariamente) w = 1 então por (5) y = −1 e por (7) z = −2. Como havı́amos
suposto de inı́cio que x = w então x = 1
 
1 −1
Logo B =
−2 1

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15. Um construtor tem contratos para construir 3 estilos de casa: moderno, mediterrâneo e
colonial. A quantidade de material empregado em cada tipo de casa é dada pela matriz:

Ferro Madeira Vidro Tinta Tijolo

Moderno 5 20 16 7 17

Mediterrâneo 7 18 12 9 21

Colônial 6 25 8 5 13

(Qualquer semelhança dos números com a realidade é mera coincidência).

a) Se ele vai construir 5, 7 e 12 casas dos tipos moderno, mediterrâneo e colonial


respectivamente, quantas unidades de casa material serão empregadas?
b) Suponha agora que os preços por unidade de ferro, madeira, vidro, tinita e tijolo
sejam, respectivamente, 15, 8, 5, 1 e 10 u.c.p. Qual é o preço unitário de cada tipo
de casa?
c) Qual o custo total do material empregado?

Solução de a:

Pela matriz a quantidade de materiais de uma casa moderna é igual a 65 (soma dos elementos
da primeira linha). De uma casa mediterrânea 67 (soma dos elementos da segunda linha) e de
uma casa colonial 57(soma dos elementos da terceira linha). Logo serão utilizadas 1478 unidades
de materiais.

5 · 65 + 7 · 67 + 12 · 57 = 1478

Solução de b:

O preço da casa moderno será:

5(15) + 20(8) + 16(5) + 7(1) + 17(10) = 492


Analogamente se calcula para as demais casas.

16. Uma rede de comunicação tem cinco locais com transmissores de potências distintas.
Estabelecemos que aij = 1, na matriz abaixo, significa que a estação i pode transmitir direta-
mente à estação j, aij = 0 o que significa que a transmissão da estação i não alcança a estação j.
Observe que a diagonal principal é nula significando que uma estação não transmite diretamente
para si mesma.

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Álgebra Moderna Diego Oliveira - Vitória da Conquista/BA

 
0 1 1 1 1

 1 0 1 1 0 

A=
 0 1 0 1 0 

 0 0 1 0 1 
0 0 0 1 0

Qual seria o significado da matriz A2 = A · A?


5
X
Seja A2 = [cij ]. Calculemos o elemento c42 = a4k ak2 = 0 + 0 + 1 + 0 + 0 = 1
k=1

Note que a única parcela não nula veio de a43 · a32 = 1 · 1. Isto significa que a estação 4
transmite para a estação 2 através de uma transmissão pela estação 3, embora não exista uma
transmissão direta de 4 para 2.

a) Calcule A2 .
b) Qual o significado de c13 = 2?
c) Discuta o significado dos termos nulos, iguais a 1 e maiores que 1 de modo a
justificar a afirmação: “A matriz A2 representa o número de caminhos disponı́veis
para se ir de uma estação a outra com uma única retransmissão”.
d) Qual o significado das matrizes A + A2 , A3 e A + A2 + A3 ?
e) Se A fosse simétrica, o que significaria?

Solução de a:
(Solução retirada da lista da Professora. Marina Tebet (GAN/IME/UFF)).

     
0 1 1 1 1 0 1 1 1 1 1 1 2 3 1

 1 0 1 1 0  
  1 0 1 1 0  
  0 2 2 2 2 

 0 1 0 1 0 · 0 1 0 1 0 = 1 0 2 1 1 
     
 0 0 1 0 1   0 0 1 0 1   0 1 0 2 1 
0 0 0 1 0 0 0 0 1 0 0 0 1 0 1

Solução de b:
(Solução retirada da lista da Professora. Marina Tebet (GAN/IME/UFF)).

c13 = 2 e significa que a estação 1 transmite para estação 3 através de uma terceira de dois
modos (através da estação 2 e da estação 4).

Solução de c:
(Solução retirada da lista da Professora. Marina Tebet (GAN/IME/UFF)).

Cada elemento de A2 representa o número de modos que uma estação trans mite para uma
outra através de uma terceira estação.

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Álgebra Moderna Diego Oliveira - Vitória da Conquista/BA

Solução de d:
(Solução retirada da lista da Professora. Marina Tebet (GAN/IME/UFF)).

Cada elemento de A + A2 representa a soma do número de modos que uma estação transmite
para outra, diretamente e através de uma terceira para uma outra.

 
1 2 3 4 2

 1 2 3 3 2 

2
A+A =
 1 1 2 2 1 

 0 1 1 2 1 
0 0 1 1 1

Veja:
O elemento 14 indica que há 4 maneiras de se transmitir da estação 1 à estação 4: Diretamente:
1→5→4, 1→2→4 e 1→3→4.

Cada elemento de A3 representa o número de modos que uma estação transmite para uma
outra através de uma quarta estação.

 
1 3 5 5 4

 2 2 4 6 2 

3
A =
 0 3 2 5 2 

 1 0 3 1 2 
0 1 0 3 0

Veja:
O elemento 25 indica que há 2 maneiras de se transmitir da estação 1 para a estação 2 através
de uma quarta estação: 2→3→4→5 e 2→1→4→5.

Cada elemento de A + A2 + A3 representa a soma do número de modos que uma estação


transmite para outra estação, diretamente, através de uma terceira e de uma quarta.

 
2 5 8 9 6

 3 4 7 9 4 

A + A2 + A3 = 
 1 4 4 6 3 

 1 1 4 3 3 
0 1 1 3 1

Veja:
Experimente listar as maneiras de se transmitir da estação 3 para a estação 5 considerando
transmissões diretas, através de uma terceira e através de uma quarta.

Solução de e:

(Solução retirada da lista da Professora. Marina Tebet (GAN/IME/UFF)).

Se A fosse simétrica, isto é, aij = aji , isso significaria que a estação i transmite para a estação
j sempre que a estação j transmitir para a i.

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Álgebra Moderna Diego Oliveira - Vitória da Conquista/BA

Existem três marcas de automóveis disponı́veis no mercado: o Jacaré, o Piranha e o Urubu.


O termo aij da matriz A abaixo é a probabilidade de que um dono de carro da linha i mude para
o carro da coluna j, quando comprar um carro novo.

Para
J P U

J 0.7 0.2 0.1

De P 0.3 0.5 0.2

U 0.4 0.4 0.2

Os termos da diagonal de dão a probabilidade aii de se comprar um carro novo da mesma


marca.
A2 representa as probabilidades de se mudar de uma marca para outra depois de duas com-
pras. Você pode verificar isto a partir dos conceitos básicos de probabilidade (consulte 1.5) e
produto de matrizes. Calcule A2 e interprete.

Solução:

59 7 13
 
 100 25 100 
 
 
2
 11 39 17 
A =
 25

 100 100 

 
 12 9 4 
25 25 25

Os termos de A2 , aij , significam mudar da marca i para a marca j depois de duas compras.

Se alguma passagem ficou obscura ou se algum erro foi cometido por favor escreva para
nibblediego@gmail.com para que possa ser feito a devida correção.

Para encontrar esse e outros exercı́cios resolvidos de matemática acesse:


www.number.890m.com

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Álgebra Moderna Diego Oliveira - Vitória da Conquista/BA

EXERCÍCIO PAGINA 26

Suponha que um corretor da Bolsa de Valores faça um pedido para comprar ações na segunda-
feira, como segue: 400 quotas de ação A, 500 quotas da ação B e 600 quotas da ação C. As ações
A, B e C custam por quota Cr$ 500,00 Cr$ 400,00 e Cr$ 250,00 respectivamente.

a) Encontre o custo total das ações, usando multiplicações de matrizes.

b)Qual será o ganho ou a perda quando as ações forem vendidas seis meses mais tarde se as
ações A, B e C custam Cr$ 600,00 Cr$ 350,00 e Cr$ 300,00 por quota, respectivamente?

Solução de a:

A resposta deve ser uma matriz 1×1, assim uma matriz deve ser da ordem 1×a e outra a×1.
Como temos três quantidades de quotas (A, B e C) e três valores (um para cada quota), então
a = 3. Ou seja, demos ter uma matriz 1×3 e outra 3x1.

A primeira matriz será a de quantidade:

Q = (400, 500, 600)


Enquanto a segunda será de preço
 
500
P =  400 
250
Fazendo P·Q chegamos á matriz de custo total igual a 550 mil.

P · Q = [550.000]

Solução de b:
Nesse caso basta trocar os valores da matriz P e em seguida realizar a multiplicação.

 
600
Q·P = (400, 500, 600) ·  350 
300

= [595.000]

Ou seja, houve um ganho de 45 mil.

2. É observado que as probabilidades de um time de futebol ganhar, perder e empatar


uma partida depois de conseguir uma vitória são 1/2, 1/5 e 3/10 respectivamente; e depois de
ser derrotado são 3/10, 3/10 e 2/5, respectivamente; e depois de empatar são 1/5, 2/5 e 2/5,
respectivamente. Se o time não melhor nem piorar, conseguira mais vitórias ou derrotas a longo
prazo?

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Álgebra Moderna Diego Oliveira - Vitória da Conquista/BA

Solução:

Primeiro vamos considerar as probabilidades após Ganhar uma partida.

G
G 1/2
P 1/5
E 3/10

Agora as probabilidades após Perder um jogo.

G P
G 1/2 3/10
P 1/5 3/10
E 3/10 2/5

E finalmente as probabilidades após Empatar.

G P E
G 1/2 3/10 1/5
P 1/5 3/10 2/5
E 3/10 2/5 2/5

Observe que esta ultima matriz é regular (quadrada e com possibilidade de inversão). Assim
podemos aplicar o teorema 1.5.4.

     
pG 0.5 0.3 0.2 pG
 pP  =  0.2 0.3 0.4  ·  pP 
pE 0.3 0.4 0.4 pE

   
pG 0.5pG + 0.3pP + 0.2pE
 pP  =  0.2pG + 0.3pP + 0.4pE 
pE 0.3pG + 0.4pP + 0.4pE

Que resulta nas seguintes equações.

0.5pG + 0.3pP + 0.2pE = pG


0.2pG + 0.3pP + 0.4pE = pP
0.3pG + 0.4pP + 0.4pE = pE

e nos possibilita montar o seguinte sistema:



 −0.5pG + 0.3pP + 0.2pE = 0
0.5pG − 0.7pP + 0.2pE = 0
0.5pG + 0.3pP − 0.6pE = 0

Além disso, sabemos que as somas das probabilidades é igual a um (pG + pP + pE = 1). Daı́,
26 24 29
pG = , pP = e pE = .
79 79 79

13
Álgebra Moderna Diego Oliveira - Vitória da Conquista/BA

3. Numa pesquisa procura-se estabelecer uma correlação entre os nı́veis de escolaridade de


pais e filhos, estabelecendo as letras: P para os que concluı́ram o curso primário; S para os que
concluı́ram o secundário; e U para quem concluiu o curso universitário. A probabilidade de um
filho pertencer a um desses grupos, dependendo do grupo em que o pai está, é dada pela matriz:

P S U

2 1
P 3 3 0

1 1 1
S 3 3 3

1 2
U 0 3 3

Qual a probabilidade de um neto, de um indivı́duo que concluiu o curso secundário, ser


universitário?

Solução:

A matriz do problema é a matriz de transição de estado da cadeia de Markov. Sendo assim,


a matriz dos netos é dada pelo quadrado da matriz de transição.
     
2/3 1/3 0 2/3 1/3 0 5/9 1/3 1/9
 1/3 1/3 1/3  ·  1/3 1/3 1/3  =  1/3 1/3 1/3 
0 1/3 2/3 0 1/3 2/3 1/9 1/3 5/9
A probabilidade desejada é portanto 1/3.

4. Numa cidade industrial, os dados sobre a qualidade do ar são classificados como satisfatório
(S) e insatisfatório (I). Assuma que, se um dia é registrado S, a probabilidade de se ter S no
dia seguinte é 2/5 e que, uma vez registrado I, tem-se 1/5 de probabilidade de ocorrer S no dia
seguinte.

a) Qual é a probabilidade do quarto dia ser S, se o primeiro dia é I?

b) O que se pode dizer a longo prazo sobre a probabilidade de termos S ou I?

Solução de a:

Quando se registra S a probabilidade de ser S no dia seguinte é de 2/5.

S I
S 2/5
I

Quando marca I a probabilidade de ser S é de 1/5.

14
Álgebra Moderna Diego Oliveira - Vitória da Conquista/BA

S I
S 2/5 1/5
I

Sabemos que pS + pI = 1 (pois são eventos complementares), assim podemos completar a


tabela acima.
S I
S 2/5 1/5
I 3/5 4/5

Essa será a matriz de transição do problema.

 
2/5 1/5
T=
3/5 4/5

para determinar a probabilidade do 4◦ dia basta fazer o cubo da matriz de transição.


 3  
3 2/5 1/5 32/125 31/125
T = =
3/5 4/5 93/125 94/125

31
O resultado é o valor do elemento a12 da 3a potência. No caso, .
125

Solução de b:

Usando o teorema 1.5.4:


     
pS 2/5 1/5 pS
= ·
pI 3/5 4/5 pI

Da equação acima retira-se o seguinte sistema



−0.6pS + 0.2pI = 0
0.6pS − 0.2pI = 0
1 3
Cuja solução ocorre para pS = e pI = . Assim, a longo prazo, a probabilidade de termos
4 4
dias satisfatórios é 1/4 e de termos dias insatisfatórios é de 3/4.

5. Numa ilha maravilhosa verificou-se que a cor azul ocorre em borboletas de genótipo aa,
e não ocorre em Aa e AA. Suponha que a proporção de borboletas azuis seja 1/4. Depois de
algumas gerações, qual será a porcentagem das borboletas não azuis, mas capazes de ter filhotes
azuis?

Solução:

Denotando por d, dominante, r, recessivo e h, hibrido, e os respectivos cruzamentos por


dXd, dXr, dXh, colocando as probabilidades em colunas, podemos montar a seguinte matriz de
transição:

15
Álgebra Moderna Diego Oliveira - Vitória da Conquista/BA

- d×d r×r d×r d×h r×h h×h


d 1 0 0 0.5 0 0.25
h 0 0 1 0.5 0.5 0.5
r 0 1 0 0 0.5 0.25

Usando o teorema 1.5.4


 (1) (1)

pd · pd
(1) (1)
pr · pr
   
(2)    
pd 1 0 0 0.5 0 0.25  (1) (1) 
(2)
 2 · pd · pr 
ph = 0 0 1 0.5 0.5 0.5 ·
    
(1) (1)
2 · pd · ph
  
(2) 0 1 0 0 0.5 0.25
pr
 
(1) (1)
2 · pr · ph
 
 
(1) (1)
ph · ph

(1) (1)
Onde pd é a porcentagem de indivı́duos dominantes, ph a porcentagem de indivı́duos
(1)
hı́bridos. E pr a porcentagem de indivı́duos recessivos.
 
0.25 · 0.25
 (2)
pd
    0.25 · 0.25 
1 0 0 0.5 0 0.25  
 (2)    2 · 0.25 · 0.25 
 ph  = 0 0 1 0.5 0.5 0.5  · 
(2)
 2 · 0.25 · 0.5 
pr 0 1 0 0 0.5 0.25  
 2 · 0.25 · 0.5 
0.5 · 0.5

assim nossas probabilidades são:


 (2)
  
pd 0.25
 (2)  
 ph  = 0.5 
(2) 0.25
pr

Se alguma passagem ficou obscura ou se algum erro foi cometido por favor escreva para
nibblediego@gmail.com para que possa ser feito a devida correção.

Para encontrar esse e outros exercı́cios resolvidos de matemática acesse:


www.number.890m.com

16
Álgebra Moderna Diego Oliveira - Vitória da Conquista/BA

EXERCÍCIO PAGINA 49

1. Resolva o sistema de equações, escrevendo as matrizes ampliadas, associadas aos novos


sistemas.


 2x − y + 3z = 11
4x − 3y + 2z = 0

 x+y+z =6

3x + y + z = 4

Solução:

A matriz ampliada do sistema é:

 
2 −1 3 11
 4
 −3 2 0 
 1 1 1 6 
3 1 1 4

Vamos agora usar as operações de multiplicação e soma nas linhas da matriz para resolver o
sistema.

Fazendo L2 = L2 - 2L1; L3 = 2L3 - L1 e L4 = 3L1 - 2L4


 
2 −1 3 11
 0 −1 −4 −22 
 
 0 3 −1 1 
0 −5 7 25

Fazendo agora L3 = 3L2 + L3 e L4 = L4 − 5L2


 
2 −1 3 11
 0 −1 −4 −22 
 
 0 0 −13 −65 
0 0 27 135

Fazendo L4 = 27L3 + 13L4


 
2 −1 3 11
 0 −1 −4 −22 
 
 0 0 −13 −65 
0 0 0 0

Dividindo L1 por 2, L2 por -1 e L3 por -13


 
1 −1/2 3/2 11/2
 0 1 4 22 
 
 0 0 1 5 
0 0 0 0

17
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Fazendo L1 = L1 + 0.5L2
 
1 0 7/2 33/2
 0 1 4 22 
 
 0 0 1 5 
0 0 0 0

Fazendo L2 = L2 - 4L3
 
1 0 7/2 33/2
 0 1 0 2 
 
 0 0 1 5 
0 0 0 0

Finalmente fazendo L1 = L1 - (7/2)L3


 
1 0 0 −1
 0 1 0 2 
 
 0 0 1 5 
0 0 0 0

Solução: x = −1, y = 2 e z = 5

2. Descreva todas as possı́veis matrizes 2 × 2, que estão na forma escada reduzida por linhas.

Solução:
 
a11 a12
Tome A = com coeficientes não nulos.
a21 a22

Existe um k ∈ R onde ka21 = a11 . Sendo assim, multiplicando L2 por k e depois subtraı́mos
L1 de L2.
 
a11 a12
k · a21 − a11 k · a22 − a12

Que resulta na matriz a seguir.

 
a11 a12
0 ka22 − a12

Agora, dividimos L1 por a11

a12 !
1
a11
0 ka22 − a12

E finalmente dividimos L2 por ka22 − a12

18
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a12 !
1
a11
0 1
Que é a forma geral de uma matriz reduzida por linha 2 por 2 com coeficientes não nulos.

As demais matrizes ficam a cargo do leitor.

3. Reduza as matrizes à forma escada reduzida por linhas.


 
    0 2 2
1 −2 3 −1 0 1 3 −2  1 1 3 
a)  2 −1 2 3  b)  2 1 −4 3  c)   3 −4 2


3 1 2 3 2 3 2 −1
2 −3 1

Solução de a:
 
1 0 0 −4
 0 1 0 −3 
0 0 1 −1

Solução de b:
   
0 1 3 −2 2 0 −7 5
 2 1 −4 3  L1 = L1 + L2 →  2 1 −4 3 
2 3 2 −1 2 3 2 −1
   
2 2 −7 5 2 2 −7 5
L2 = L1 - L2 →  0 −1 −3 2  L3 = L3 − L1 →  0 −1 −3 2 
2 3 2 −1 0 3 9 −6
 
2 2 −7 5
L3 = 3L2 + L3 →  0 −1 −3 2 
0 0 0 0

Finalmente dividindo L2 por −1 e L1 por 2:


 
1 1 −7/2 5/2
 0 1 3 −2 
0 0 0 0

Solução de c:
 
1 0 2
 0 1 1 
 
 0 0 0 
0 0 0

19
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4. Calcule o posto e nulidade das matrizes da questão 3.

Solução:

A solução de a do problema anterior é a matriz:

 
1 0 0 −4
 0 1 0 −3 
0 0 1 −1

Como não há nenhuma linha nula na matriz então p = 3 (posto). Pois a matriz tem 3 linhas
não nulas. Já a nulidade, que é o numero de colunas da matriz menos o seu posto, é igual a 1.

A solução de b do problema anterior é a matriz:

 
1 1 −7/2 5/2
 0 1 3 −2 
0 0 0 0

Como temos apenas duas linhas não nulas então o posto é igual 2. Já a nulidade será 2.

A solução de c do problema anterior é a matriz:

 
1 0 2
 0 1 1 
 
 0 0 0 
0 0 0

Como temos apenas duas linhas não nulas então o posto será 2. E a nulidade será 1.


 3x + 5y = 1
5. Dado o sistema 2x + z = 3
5x + y − z = 0

escreva a matriz ampliada, associada ao sistema e reduza-a à forma escada reduzida por
linhas, para resolver o sistema original.

Solução:

A matriz ampliada será:

 
3 5 0 1
 2 0 1 3 
5 1 −1 0

Reduzindo a matriz à forma escada por linhas

20
Álgebra Moderna Diego Oliveira - Vitória da Conquista/BA

   
6 10 0 2 6 10 0 2
L1 = 2L1 e L2 = 3L2 →  6 0 3 9  L2 = L2 − L1 →  0 −10 3 7 
5 1 −1 0 5 1 −1 0
   
30 50 0 10 30 50 0 10
L3 = 6L3 e L1 = 5L1 →  0 −10 3 7  L3 = L3 − L1 →  0 −10 3 7 
30 6 −6 0 0 −44 −6 10
   
30 50 0 10 30 50 0 10
L3 = −10·L3/44 →  0 −10 3 7  L3 = L2 + L3 →  0 −10 3 7 
0 10 60/44 100/44 0 0 192/44 408/44

Finalmente fazendo L1 = L1/30, L2 = −L2/10 e L3 = 44·L3/192.


 
1 5/3 0 1/3
 0 1 −3/10 −7/10 
0 0 1 17/8

encontramos a matriz escada linha reduzida. Realizando mais algumas operações entre as
linhas chega-se à:

 
1 0 0 7/16
→ 0 1 0 −1/16 
0 0 1 17/8

7 1 17
Assim, a solução ocorre para x = ,y=− ez= .
16 16 8

6. Determine k para que o sistema possua solução:



 −4x + 3y = 2
5x − 4y = 0
2x − y = k

Solução:

O sistema acima possui duas incógnitas, assim só necessitamos de duas linhas para resolve-lo.

−4x + 3y = 2
5x − 4y = 0

Resolvendo o sistema acima chegamos à: x = −0.5 e y = 0. Como desejamos descobrir o


valor de k fazemos:

2x − y = k

2(−0.5) − (0) = k

21
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k = −1
O valor de k deve ser −1.

7. Encontre todas as soluções do sistema



 x1 + 3x2 + 2x3 + 3x4 − 7x5 = 14
2x1 + 6x2 + x3 − 2x4 + 5x5 = −2
x1 + 3x2 − x3 + 2x5 = −1

Solução:

Fazendo o escalonamento do sistema chega-se até:



 x1 + 3x2 + 2x3 + 3x4 − 7x5 = 14
x3 + 38 x4 − 19
3 x5 = 10
x4 − 2x5 = 3

Onde observamos que as variáveis com maior grau de liberdade é x5 e x4 . Assim, podemos
usar qualquer uma delas para expressar as demais respostas. Para coincidir com o livro vamos
usar x5 .

x1 = 1 − 3x2 − x5
x3 = 2 + x5
x4 = 3 + 2x5

8. Explique por que a nulidade de uma matriz nunca é negativa.

Solução:

A nulidade é o numero de colunas subtraı́da do posto de uma matriz (que deve estar na forma
escalonada linha). Assim, para que a nulidade seja negativa é necessário que o posto seja maior
que o numero de colunas da matriz.

No entanto, o posto de uma matriz significa na prática o numero de soluções do sistema


associado a ela. Se cada coluna da matriz representa uma incógnita do sistema não faz nenhum
sentido que o numero de soluções (posto) seja maior que o numero de colunas. Se isso fosse
possı́vel terı́amos um sistema com mais soluções que o numero de incógnitas do mesmo.

9. Foram estudados três tipos de alimentos. Fixada a mesma quantidade (1g) determinou-se
que:

i) O alimento I têm 1 unidade de vitamina A, 3 unidade de vitamina B e 4 unidades de


vitamina C.
ii) O alimento II tem 2, 3 e 5 unidades respectivamente, das vitaminas A, B e C.

22
Álgebra Moderna Diego Oliveira - Vitória da Conquista/BA

iii) O alimento III tem 3 unidades de vitaminas A, 3 unidades de vitamina C e não contém
vitamina B.

Se são necessárias 11 unidades de vitaminas A, 9 de vitamina B e 20 de vitamina C;

a) Encontre todas as possı́veis quantidades dos alimentos I, II e III, que fornecem a quantidade
de vitaminas desejada.
b) Se o alimento I custa 60 centavos por grama e os outros dois custam 10, existe uma solução
custando exatamente Cr$ 1,00?

Solução de a:

(Solução retirada da lista da professora Cláudia Santana (UESC)).

Analisando o sistema:

 x + 2y + 3z = 11
3x + 3y + 0z = 9
4x + 5y + 3z = 20

Onde x, y e z são as quantidades, em gramas, dos alimentos I, II e III respectivamente.


Chega-se a solução:

5 8
≤ z ≤ ; x = −5 + 3z; y = 8 − 3z
3 3
Solução de b:

(Solução retirada da lista da professora Cláudia Santana (UESC)).

Analisando o sistema:

 x + 2y + 3z = 11
3x + 3y + 0z = 9
6x + y + z = 10

Onde x, y e z são as quantidades, em gramas, dos alimentos I, II e III respectivamente.


Chega-se a solução:

x = 1g e y = z = 2g.

Resolva os sistemas seguintes achando as matrizes ampliadas linha reduzidas à forma escada
e dando também seus postos, os postos das matrizes dos coeficientes e, se o sistema for possı́vel,
o grau de liberdade.

10. {x1 + 2x2 − x3 + 3x4 = 1

23
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Solução:

Todas as variáveis possui o mesmo grau de liberdade assim, podemos usar qualquer uma delas
para escrever a solução. Neste caso, vamos usar x2 , ..., x5 .

• Matriz ampliada: [1 2 − 1 3 1];

• Posto: 1;
• Posto da matriz dos coeficientes: 1;
• Solução: x1 = 1 − 2x2 + x3 − 3x4 ;
• Grau de liberdade: 3.

O grau de liberdade é a diferença entre o numero de variáveis e o número de equações não


nulas na forma escada.


x+y+z =4
11.
2x + 5y − 2z = 3

Solução:

 
1 1 1 4
• Matriz ampliada: ;
0 1 −4/3 −5/3
• Posto: 2;
• Posto da matriz dos coeficientes: 2;
17 − 7z 4z − 5
• Solução: x = ;y= ;
3 3
• Grau de liberdade: 1.


 x+y+z =4
12. 2x + 5y − 2z = 3
x + 7y − 7z = 5

Solução:

 
1 1 1 4
• Matriz ampliada:  0 3 −4 −5 ;
0 0 0 −11

24
Álgebra Moderna Diego Oliveira - Vitória da Conquista/BA

• Posto: 3;
• Posto da matriz dos coeficientes: 2;
• Solução: O sistema não tem solução.


x − 2y + 3z = 0
13.
2x + 5y + 6z = 0

Solução:

 
1 −2 3 0
• Matriz ampliada: ;
0 9 0 0
• Posto: 2;
• Posto da matriz dos coeficientes: 2;
• Solução: x = −3z; y = 0;
• Grau de liberdade: 1.



 x1 + x2 + x3 + x4 =0
x1 + x2 + x3 − x4 =4

14.

 x1 + x2 − x3 + x4 = −4
x1 − x2 + x3 + x4 =2

Solução:

 
x1 x2 x3 x4 0
 0 x2 0 0 0 
• Matriz ampliada: 
 0
;
0 x3 0 2 
0 0 0 x4 −2
• Posto: 4;
• Posto da matriz dos coeficientes: 4;
• Solução: x1 = 0; x2 = 0; x3 = 2 e x4 = −2;
• Grau de liberdade: 0.


 x + 2y + 3z = 0
15. 2x + y + 3z = 0
3x + 2y + z = 0

Solução:

25
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 
1 2 3 0
• Matriz ampliada:  0 1 3/2 0 ;
0 0 1 0
• Posto: 3;
• Posto da matriz dos coeficientes: 3;
• Solução: x = 0; y = 0 e z = 0;
• Grau de liberdade: 0.



 3x + 2y − 4z = 1
 x−y+z =3


16. x − y − 3z = −3
3x + 3y − 5z = 0




−x + y + z = 1

Solução:

A cargo do leitor.

17. O método de Gauss para resolução de sistemas é um dos mais adotados quando se faz
uso do computador, devido ao menor número de operações que envolve. Ele consiste em reduzir
a matriz ampliada só sistema por linha-equivalência a uma matriz que só é diferente da linha
reduzida à forma escada na condição “cada coluna que contém o primeiro elemento não nulo de
alguma linha tem todos os seus outros elementos iguais a zero”, que passa a ser: “cada coluna
que contém o primeiro elemento não nulo de alguma linha, tem todos os elementos abaixo desta
linha iguais a zero”. As outras condições são idênticas. Uma vez reduzida a matriz ampliada a
esta forma, a solução final do sistema é obtida por substituição.

Exemplo:

2x1 + x2 = 5
x1 − 3x2 = 6
     
2 1 5 1 1/2 5/2 1 1/2 5/2
∼ ∼
1 −3 6 0 −7/2 7/2 0 1 −1

a ultima matriz corresponde ao sistema:


1 5
x1 + x2 =
2 2

x2 = −1
1 5
Por substituição, x1 − = , ou seja, x1 = 2.
2 2

26
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Resolva pelo método de Gauss os exercı́cios 13,14 e 15.

Solução de 14:

A matriz ampliada do sistema, após o escalonamento, é a seguinte: (ver problema 14)


 
x1 x2 x3 x4 0
 0 x2 0 0 0 
 ;
 0 0 x3 0 2 
0 0 0 x4 −2

Que resulta no seguinte sistema:




 x1 + x2 + x3 + x4 = 0
x2 = 0


 x3 = 2
x4 = −2

Note que os valores e x2 , ..., x4 já são bem evidentes. Assim só nos resta definir o valor de x1 .

x1 = −(x2 + x3 + x4 )

x1 = −(0 + 2 + −2)

x1 = 0
Assim, pelo método de Gauss a solução será x = y = z = 0.

Solução de 15:

A matriz ampliada do sistema, após o escalonamento, será:


 
1 2 3 0
 0 1 3/2 0 
0 0 1 0

veja o problema 15.

que implica no seguinte sistema:



 x + 2y + 3z = 0
y + (3/2)z = 0
z=0

Que por substituição resulta em x = 0; y = 0 e z = 0.

Solução de 16:

A matriz ampliada do sistema, após o escalonamento, será:

27
Álgebra Moderna Diego Oliveira - Vitória da Conquista/BA

 
1 2/3 −4/3 1/3

 0 1 −7/5 −8/5 


 0 0 1 3/2 

 0 0 0 0 
0 0 0 1/2

que resulta no seguinte sistema:



 x + (2/3)y − (4/3)z = 1/3

y − (7/5)z = −(8/5)


 z = 3/2
0 = 1/2

Com base na ultima linha tornamos evidente que trata-se de um sistema impossı́vel, e por-
tanto, sem solução mesmo pelo método de Gauss.

18. a) Mostre a proposição 2.4.3 para matrizes 2×2 quaisquer.


b) Sinta a dificuldade que você terá para formalizar o resultado para matrizes n×m, mas con-
vença-se de que é só uma questão de considerar todos os casos possı́veis, e escreva a demonstração.
Consulte 2.7.

Solução:

Veja páginas 60 e 61.

19. Chamamos de sistema homogêneo de n equações e m incógnitas aquele sistema cujos


termos independentes bi , são todos nulos.

a) Um sistema homogêneo admite pelo menos uma solução. Qual é ela?

b) Encontre os valores de k ∈ R, tais que o sistema homogêneo



 2x − 5y + 2z = 0
x+y+z =0
2x + kz = 0

tenha uma solução distinta da trivial (x = y = z = 0).

Solução de a:

Uma solução para todo sistema homogêneo é zero.

Solução de b:

Escalonando o sistema

 2x − 5y + 2z = 0
x+y+z =0
2x + kz = 0

28
Álgebra Moderna Diego Oliveira - Vitória da Conquista/BA

Chegamos a solução de k = 2.

20. Considere o sistema



x + 6y − 8z = 1
2x + 6y − 4z = 0

Note que podemos escreve-lo na forma matricial


 
  x  
1 6 −8  1
(∗) y =
2 6 −4 0
z
   
x 1
a) verifique que a matriz X1 =  y  =  1/3  é uma solução para o sistema.
z 0

b) = Resolva o sistema e verifique que toda “matriz-solução” é da forma:


     
x −4 −1
X =  y  = λ  2  +  1/3 
z 1 0

onde λ ∈ R.

c) Verifique
   
−4 −4λ
λ  2  +  2λ 
1 λ

é a solução do sistema homogênea, associado ao sistema (∗),


 
  x  
1 6 −8  0
(∗∗) y =
2 6 −4 0
z

d) Conclua, dos itens a), b) e c), que o conjunto-solução do sistema ∗ é o conjunto-solução


do sistema ∗∗, somando a uma solução particular tema ∗.

Solução de a:

Basta substituir x, y e z por 1, 1/3 e 0 no sistema e verificar se as equações seguintes são


satisfeitas:

x + 6y − 8z = 1
2x + 6y − 4z = 0

29
Álgebra Moderna Diego Oliveira - Vitória da Conquista/BA

Solução de b:
1
Resolvendo o sistema em z chega-se á y =− 2z e x = −1 − 4z
3
  −1 − 4λ
 
x
1
Assim, chamando z = λ podemos dizer que a matriz X =  y  =  − 2λ 
 
z 3
λ

Com a ultima matriz a direita podemos escrever a equação:

−1 − 4λ
     
−4 −1
1
 − 2λ  = λ  2  +  1/3 
 
3 1 0
λ

Finalizando a solução do problema.

Solução de c:

Semelhante a a.

Solução de d:
   
x −4λ
Pela letra c do problema a solução do sistema (∗∗) é  y  =  2λ . Já pela letra a
z λ
 
1
 
 1 
 
uma solução particular do sistema (∗) é  . Note que somando as duas soluções chegamos
 3 
 
0
à solução geral de (∗).

  −4λ + 1
  

−4λ 1
 2λ  +  1   1 
  =  2λ + 
λ 3 3
0 λ

21. Dado o sistema


     
1 2 0 −1 x 2
 1 0 2
 −1 
· y
   2 
= 
 1 2 2 −1   z   4 
3 4 4 −3 w 8

a) Encontre uma solução dele sem resolve-lo. (Atribua valores para x, y, z e w)


b) Agora, resolva efetivamente o sistema, isto é, encontre sua matriz-solução;

30
Álgebra Moderna Diego Oliveira - Vitória da Conquista/BA

c) Resolva também o sistema homogêneo associado;


d) Verifique que toda matriz solução obtida em b) é a soma de uma matriz solução encontrada
em c) com a solução particular que você encontrou em a).

Solução de a:

x = 0, y = z = 1 e w = 0.

Solução de b:
 
λ
 1 
 
 1 
λ

Solução de c:
 
λ
 0 
 
 0 
λ

Solução de d:
     
λ λ 0
 1   0   1 
 1 = 0
   + 
  1 
λ λ 0

22. Altamente motivado pelos Exercı́cios 20 e 21, mostre que toda matriz-solução de um
sistema linear AX = B é a soma de uma solução do sistema homogêneo associado AX = 0 com
uma solução particular AX = B. Sugestão: siga as etapas seguintes, usando somente propriedades
de matrizes.

i) Mostre que se X0 é uma solução do sistema AX = 0 e X1 é uma solução de AX = B, então


X0 + X1 é solução de AX = B.

ii) Se X1 e X2 são soluções de AX = B, então X1 − X2 é solução de AX = 0.

iii) Use i) e ii) para chegar à conclusão desejada.

Solução:
 
x1
Queremos mostrar que se  ...  é solução de um sistema AX = B
 

xn

31
Álgebra Moderna Diego Oliveira - Vitória da Conquista/BA

     
a11 ··· a1n x1 b1
 .. .. ..  ·  ..  =  .. 
 . . .   .   . 
a1n ··· ann xn bn

 
y1
e  ...  é solução do sistema homogêneo associado a AX = B
 

yn

     
a11 ··· a1n y1 0
 .. .. ..  ·  ..  =  .. 
 . . .   .   . 
a1n ··· ann yn 0

então a soma das soluções também é solução de AX = B.

     
y1 x1 x1 + y1
 ..   ..  =  ..
 . =

.   . 
yn xn xn + yn

Para verificar tal afirmação substituı́mos esse resultado na equação AX = B

     
a11 ··· a1n x1 + y1 b1
 .. .. ..  ·  .. .. 
=
 
 . . .   . . 
a1n ··· ann xn + yn bn

Note que a equação matricial acima representa o seguinte sistema


 a11 (x1 + y1 ) + · · · + a1n (xn + yn )

..
 .
a1n (x1 + y1 ) + · · · + ann (xn + yn )

e podemos representa-la como:


 a11 x1 + a11 y1 + · · · + a1n xn + a1n yn

..
 .
a1n x1 + a1n y1 + · · · + ann xn + ann yn


 a11 x1 + · · · + a1n xn + a11 y1 + · · · + a1n yn

..
 .
a1n x1 + · · · + ann xn + a1n y1 + · + ann yn

32
Álgebra Moderna Diego Oliveira - Vitória da Conquista/BA

Observando a equação do sistema homogêneo notamos que a soma de todos os termos acom-
panhados de yb com b ∈ (1, ..., n) é igual a zero. Assim podemos rescrever o sistema


 a11 x1 + · · · + a1n xn + 0

..
 .
a1n x1 + · · · + ann xn + 0

Que na forma de equação matricial fica

     
a11 ··· a1n x1 b1
 .. .. ..  ·  ..  =  .. 
 . . .   .   . 
a1n ··· ann xn bn

Assim, a soma das soluções é uma solução do sistema AX = B.

23. Faça o balanceamento das reações:

a) N2 O5 → NO2 + O2 (decomposição térmica do N2 O5 )


b) HF + SiO2 → SiF4 + H2 O

c) (NH4 )2 CO3 → NH3 + H2 O + CO2

Solução de a:

Podemos observar que as quantidades de “N” e “O” em ambos os lados não é a mesma. Se
os coeficientes estequiométricos forem respectivamente x, y e z temos que:

xN2 O5 → yNO2 + zO2

Ou seja:


2x − y (N i)
5x − 2y − 2z (O)

O Sistema é SPI (Sistema Possı́vel e Indeterminado) e admite mais de uma solução (x, y, z),
porém nos interessa a menor solução inteira. A solução genérica desse sistema é:

 
λ λ
, λ,
2 4

33
Álgebra Moderna Diego Oliveira - Vitória da Conquista/BA

adotando

λ=4
Que nos dá a menor solução inteira, teremos: x = 2, y = 4 e z = 1 e a equação balanceada é:

2N2 O5 → 4NO2 + O2

Solução de b:

4HF + SiO2 → SiF4 + 2H2 O

Solução de c:

(NH4 )2 CO3 → 2NH3 + H2 O + CO2

25. Sabendo-se que a alimentação diária equilibrada em vitaminas deve constar de 170
unidades de vitamina A, 180 unidades de vitamina B, 140 unidades de vitamina C, 180 unidades
de vitamina D e 320 unidades de vitamina E. Fixada a mesma quantidade (1g) de cada alimento,
determinou-se que:

a) o alimento I tem uma unidade da vitamina A, 10 unidades da vitamina B, 1 unidade da


vitamina C, 2 unidades da vitamina D e 2 unidades da vitamina E;

b) o alimento II tem 9 unidades da vitamina A, 1 unidade da vitamina B, 0 unidades da


vitamina C, 1 unidade da vitamina D e 1 unidade da vitamina E;

c) o alimento III tem 2 unidades de vitamina A, 2 unidades de B, 5 unidade de C, 1 unidade


de D e 2 unidades de E;

d) o alimento IV tem 1 unidade de A, 1 unidade de B, 1 unidade de C, 2 unidades de D e 13


unidades de E;

e) o alimento V tem 1 unidade de A, 1 unidade de B, 1 unidade de C, 9 unidades de D e 2


unidades de E.

Quantos gramas de cada um destes 5 alimentos (I a V) deve-se ingerir diariamente para se


ter uma alimentação equilibrada?

Solução:

A matriz que relaciona os alimentos com suas devidas quantidades de cada vitamina é:

A B C D E
I 1 10 1 2 2
II 9 1 0 1 1
III 2 2 5 1 2
IV 1 1 1 2 13
V 1 1 1 9 2

34
Álgebra Moderna Diego Oliveira - Vitória da Conquista/BA

A primeira coluna refere-se a vitamina A, a segunda B e sucessivamente até a E. Considere


ainda que:

• x1 Quantidade a ser ingerida do alimento 1;


• x2 Quantidade a ser ingerida do alimento 2;

• x3 Quantidade a ser ingerida do alimento 3;


• x4 Quantidade a ser ingerida do alimento 4;
• x5 Quantidade a ser ingerida do alimento 5.

Assim, a quantidade consumida das vitaminas pode ser expressa por:



 x1 + 9x2 + 2x3 + x4 + x5 = 170 (V itamina A)
 10x1 + x2 + 2x3 + x4 + x5 = 180 (V itamina B)


x1 + 0x2 + 5x3 + x4 + x5 = 140 (V itamina C)
2x1 + x2 + x3 + 2x4 + 9x5 = 180 (V itamina D)




2x1 + x2 + 2x3 + 13x4 + 2x5 = 320 (V itamina E)

Agora basta você montar a matriz estendida deste sistema e escalona-la, você encontrará:

x = 10, 11

y = 10, 12
z = 20, 37
w = 17, 53
u = 10, 46

26. Necessita-se adubar um terreno acrescentando a cada 10m2 140g de nitrato, 190g de
fosfato e 205g de potássio.
Dispõe-se de quatro qualidades de adubo com as seguintes caracterı́sticas:

(a) Cada quilograma de adubo I custa 5 u.c.p e contem 10g de nitrato, 10g de fosfato e 100g
de potássio.

(b) Cada quilograma de adubo II custa 6 u.c.p e contem 10g de nitrato, 100g de fosfato e 30g
de potássio.

(c) Cada quilograma de adubo III custa 5 u.c.p e contém 50g de nitrato, 20g de fosfato e 20g
de potássio.

35
Álgebra Moderna Diego Oliveira - Vitória da Conquista/BA

(d) Cada quilograma de adubo IV custa 15 u.c.p e contém 20g de nitrato, 40g de fosfato e
35g de potássio.

Quanto de cada adubo devemos misturar para conseguir o efeito desejado se estamos dispostos
a gastar 54 u.c.p. a cada 10m2 com a adubação?

Solução:

Os dados do problema estão distribuı́dos na próxima tabela.

Custo Nitrato Fosfato Potássio


x1 5 10 10 100
x2 6 10 100 30
x3 5 50 20 20
x4 15 20 40 35

Analisando o sistema a seguir chegamos a solução.



 5x1 + 6x2 + 5x3 + 15x4 + = 54
10x1 + 10x2 + 50x3 + 20x4 = 140


 10x1 + 100x2 + 20x3 + 40x4 = 190
100x1 + 30x2 + 20x3 + 35x4 = 205

6451 4381 25927


x= ;y= ;z= .
9619 9619 9619

27. Deseja-se construir um circuito como mostrado na figura

onde Vi = 280V , V2 = 100V , V3 = 50V , R1 = 20Ω, R2 = 30Ω, R3 = 50Ω, R4 = 40Ω,


R5 = 100Ω.

36
Álgebra Moderna Diego Oliveira - Vitória da Conquista/BA

Dispõe-se de uma tabela de preços de vários tipos de resistências; assim como as correntes
máximas que elas suportam sem queimar.

RESISTÊNCIAS
20Ω 30Ω 40Ω 50Ω 100Ω
0.5A 10,00 10,00 15,00 15,00 20,00
Corrente máxima 1.0A 15,00 20,00 15,00 15,00 25,00
3.0A 20,00 22,00 20,00 20,00 28,00
5.0A 30,00 30,00 34,00 34,00 37,00

Solução:

A
C

Usando as leis dos nós obtemos as seguintes equações:


 i1 − i2 − i5 = 0
i5 + i4 + i3 − i1 = 0
i1 − i4 − i3 − i5 = 0

Já aplicando a lei das malhas


 i1 + 5i5 − 14 = 0
3i2 + 10 + 4i4 − 10i5 = 0
5i3 + 5 − 4i4 = 0

Usando as três equações do sistema acima e duas do sistema formando pela lei dos nós
chegamos a um terceiro sistema que nos dará a solução das correntes.



 i1 + 5i5 = 14
 3i2 + 4i4 − 10i5 = −10


5i3 − 4i4 = −5
 i1 − i2 − i5 = 0



−i1 + i3 + i4 + i5 = 0

Cuja solução ocorre para:

i1 = 3.6774194 i2 = 1.6129032 i3 = 0.1612903 i4 = 1.4516129 i5 = 2.0645161

37
Álgebra Moderna Diego Oliveira - Vitória da Conquista/BA

Com base nesses dados e na tabela do problema o custo mı́nimo é de R$ 115,00.

28. Uma placa quadrada de material homogêneo e mantida com os bordos AC e BD temper-
atura de 20◦ C, o bordo AB a 40◦ C e CD a 10◦ C, com o uso de isolantes térmicos em A, B, C e
D (vide figura).

40◦ C
A B

10◦ C 20◦ C

C D x
10◦ C

Após ser atingido o equilı́brio térmico, qual e a temperatura aproximada em cada ponto da
placa?

Solução:

Considere o seguinte reticulado da placa:

40

10 20

10

A temperatura em um ponto qualquer é aproximadamente a média dos pontos vizinhos. Por


exemplo, a temperatura no ponto em vermelho da figura pode ser aproximada por:
20 + p42 + p22 + p33
p32 =
4
Onde p32 é o ponto situado na linha 3 e coluna 2.

Podemos multiplicar os dois lados da equação por 4, e então colocar as variáveis no lado
esquerdo e as constantes no lado direito:

4p32 = 20 + p42 + p22 + p33

38
Álgebra Moderna Diego Oliveira - Vitória da Conquista/BA

4p32 − p42 − p22 − p33 = 20


Repetindo o processo para cada ponto obtemos um sistema de equações lineares. Cujas
soluções nos dará as temperaturas dos pontos.

Se alguma passagem ficou obscura ou se algum erro foi cometido por favor escreva para
nibblediego@gmail.com para que possa ser feito a devida correção.

Para encontrar esse e outros exercı́cios resolvidos de matemática acesse:


www.number.890m.com

39
Álgebra Moderna Diego Oliveira - Vitória da Conquista/BA

EXERCÍCIOS DA PÁGINA 90

Comentário: Devido a facilidade de alguns exercı́cios deste capı́tulo algumas respostas serão
dadas sem muitas explicações.

1. Dê o numero de inversões das seguintes permutações de 1, 2, 3, 4, 5:

a) 3 5 4 1 2

b) 2 1 4 3 5

c) 5 4 3 2 1

d) No determinante de uma matriz 5×5, que sinal (negativo ou positivo) precederia os termos
a13 a25 a34 a41 a52 e a15 a24 a33 a42 a51 ?

Solução:

a) 5 b) 2 c) 10

d) A permutação do primeiro termo tem numero ı́mpar de permutações já a segunda um


número par. Portanto, os sinais são − e +, respectivamente.

2. Quantas inversões tem a permutação (n, n − 1, ..., 2, 1) dos números 1, 2, ..., n − 1, n?

Solução: O numero de inversões de uma permutação também é o numero de inter-trocas


necessárias para coloca-la em ordem natural.

Tome como por exemplo a permutação (5, 4, 3, 2, 1).


A troca do ultimo termo com o primeira resulta em 4 operações. Veja:

(5, 4, 3, 1, 2)

(5, 4, 1, 3, 2)

(5, 1, 4, 3, 2)

(1, 5, 4, 3, 2)

Agora a troca do ultimo termo (2) resulta em mais 3 operações.

(1, 5, 4, 2, 3)

(1, 5, 2, 4, 3)

(1, 2, 5, 4, 3)

Agora a troca do ultimo termo (3) resulta em mais 2 operações.

40
Álgebra Moderna Diego Oliveira - Vitória da Conquista/BA

(1, 2, 5, 3, 4)

(1, 2, 3, 5, 4)

Agora a troca do ultimo termo (4) resulta em mais 1 operação.

(1, 2, 3, 4, 5)

Note que não é necessário trocar o ultimo termo (que agora é o 5). Como ao total realizamos
4, 3, 2 e 1 trocas então a permutação (5, 4, 3, 2, 1) possui 10 inversões (4 + 3 + 2 + 1).

Pensando de forma análoga o número de inversões de (n,...,1) seria (n − 1) + (n − 2) + ... + 1.

 
2 0 −1
3. Calcule det  3 0 2 
4 −3 7

a) pela definição.

b) em relação à segunda coluna, usando o desenvolvimento de Laplace.

Solução de a:

Pela definição

det = a11 a22 a33 − a11 a23 a32 − a12 a21 a33 + a12 a23 a31 + a13 a21 a32 − a13 a23 a31

= 21

Solução de b:
det A = a11 |A11 − a12 |A12 + a13 |A13
= 21

   
1 2 3 −1
4. Dadas as matrizes A = eB= , calcule
1 0 0 1

a) det A + det B

b) det (A + B)

Solução de a:

Como det A = −2 e det B = 3 então det A + det B = 1

Solução de b:
     
1 2 3 −1 4 1
+ =
1 0 0 1 1 1

41
Álgebra Moderna Diego Oliveira - Vitória da Conquista/BA

Portanto
 
4 1
det =4−1=3
1 1

5. Sejam A e B matrizes do tipo n × n. Verifique se as colocações abaixo são verdadeiras ou


falsas.

a) det(AB) = det(BA)

b) det(A’) = det A

c) det(2A) = 2 · det A

d) det(A2 ) = (det A)2

e) det Aij < det A

f) Se A é uma matriz 3 × 3, então

a11 ∆11 + a12 ∆12 + a13 ∆13 = a21 ∆21 + a22 ∆22 + a23 ∆23

Solução de a:

Como det(AB) = det(A) · det(B) e det(AB) = det(B) · det(A).

Como det(A) · det(B) = det(B) · det(A), temos que det(AB) = det(BA).

Portanto, a afirmativa verdadeira!

Solução de b:

A afirmativa é verdadeira!

Solução de c:

det(2A) = 2·det(A)

Sabe-se que det(x · A) = xn · det(A), portanto det(2A) = 2n · det(A). Logo a afirmativa é


falsa.

Solução de d:

det(A2 ) = (det(A))2

det(A2 ) = det(A · A) = det(A) · det(A) = (det(A))2 .

Logo a afirmativa é verdadeira!

42
Álgebra Moderna Diego Oliveira - Vitória da Conquista/BA

Solução de e:
 
1 0
É falsa. Basta considerar a matriz A = e A22 .
0 1

Solução de f:

Verdadeira.

 
2 3 1 −2
 5 3 1 4 
6. Dada A = 
 0
 calcule
1 2 2 
3 −1 −2 4

a) A23

b) |A23 |

c) ∆23

d) det A

Solução de a
 
2 3 −2
A23 = 0 1 2 
3 −1 4

Solução de b

Usando a regra de Sarrus

det A23 = 36

Solução de c

∆23 = (−1)2+3 |A23 |

= (−1)5 · 36

= −36

Solução de d

O determinante é zero.

43
Álgebra Moderna Diego Oliveira - Vitória da Conquista/BA

7. Propriedade: O determinante de uma matriz triangular An×n é igual ao produto dos


elementos de sua diagonal.

a) Prove esta propriedade no caso em que A é uma matriz triangular superior (genérica) 5×5.
(Sugestão: Use e abuse do desenvolvimento de Laplace.)

b) O que você pode dizer sobre o numero de soluções dos sistemas abaixo?


 5x1 + 2x2 − 3x3 + 9x4 =0
−3x2 + 9x3 − 13 x4 =0

i)

 −2x3 + x4 =0
x4 =1



 3x5 + 2x4 + x1 =0
−x3 + x2 − x1 =5



ii) −9x3 − x2 + 9x1 =0
−3x2 + x1 =0




x1 =0

Solução de a

Tome a matriz M(5,5) a seguir.


 
a11 a12 a13 a14 a15
 0 a22 a23 a24 a25 
 
 0 0 a33 a34 a35 
 
 0 0 0 a44 a45 
0 0 0 0 a55

Usando Laplace na primeira coluna o determinante de M seria

det(M) = a11 |M11 | + a21 |M21 | + a31 |M31 | + a42 |M41 | + a15 |M15 |

det(M) = a11 |M11 | + 0|M21 | + 0|M31 | + 0|M41 | + 0|M15 |

det(M) = a11 |M11 |

Ou seja,
 
a22 a23 a24 a25
 0 a33 a34 a35 
det(M) = a1 1 · det 
 
0 0 a44 a45 
0 0 0 a55

Aplicando Laplace a primeira coluna desta última matriz analogamente ao raciocı́nio anterior
chegaremos á:
 
a33 a34 a35
det(M)= a11 · a22 · det  0 a44 a45 
0 0 a55

Aplicando Laplace novamente a primeira coluna

44
Álgebra Moderna Diego Oliveira - Vitória da Conquista/BA

 
a44 a45
det(M)= a11 · a22 · a33 · det
0 a55

E novamente

det(M)= a11 · a22 · a33 · a44 · det a55

Onde finalmente se conclui-que det(M)= a11 · a22 · a33 · a44 · a55

A demonstração feita aqui foi para uma triangular superior, mas a demonstração para a
triangular inferior é análoga e fica a cargo do leitor.

Solução de b

(i) única, (ii) nenhuma.

8. Calcule det A, onde

a)
 
3 −1 5 0
 0 2 0 1 
A= 
 2 0 −1 3 
1 1 2 0

b)
 
3 0 0 0 0

 19 18 0 0 0 

A=
 −6 √π −5
√ 0 0 

 4 2 3 0 0 
8 3 5 6 −1

c)
 
i 3 2 −1
 3 −i 1 i 
A=
 
2 1 −1 0 
−i i 0 1

Solução:

a) 12
b) 0
c) 12 + 8i

45
Álgebra Moderna Diego Oliveira - Vitória da Conquista/BA

9. Encontre A−1 , onde

a)
 
4 −1 2 −2
 3 −1 0 0 
A=
 2

3 1 0 
0 7 1 1

b)
 
0 −i −2 i
 1 −1 i 1 
A= 
 0 −1 1 −i 
1 1 1 0

c)
 
1 0 x
A= 1 1 x2 
2 2 x

Solução de a:
 
−1 −1 4 −2
 −3 −4 12 −6 
A−1 = 
 11 14 −43 22 
10 14 −41 21

Solução de b:
 
0.6 + 0.2i 0.4 − 0.2i 0.4 − 0.2i 0.6 + 0.2i
 0.2 + 0.4i −0.2 − 0.4i −0.2 + 0.6i 0.2 + 0.4i 
A−1 =
 −0.8 − 0.6i

−0.2 + 0.6i −0.2 − 0.4i 0.2 − 0.6i 
−1 + i 1 −1 + i −1

Solução de c:

A cargo do leitor.

10. Se A ou B é uma matriz não inversı́vel, então A · B também não é. Prove isto, sem usar
determinantes.

Solução:

Para ser inversı́vel o determinante da matriz tem que ser diferente de zero. Logo det(A) =

46
Álgebra Moderna Diego Oliveira - Vitória da Conquista/BA

0 ou det(B) = 0. E como det(AB) = det(A) · det(B) então det(AB) = 0. Logo, não pode ser
inversı́vel.

11. Mostre que


 2     2   2 
x x+1 3 2x 1 0 x x+1 3 x x+1 3
d 
1 2x − 1 x3  =  1 2x − 1 x3 + 0 2 3x2 + 1 2x − 1 x3 
dx
0 x −2 0 x −2 0 x −2 0 1 0

Observe atentamente a igualdade acima e enuncie a propriedade que ela ilustra.

Solução:

A derivada do determinante é a soma dos determinantes das matrizes obtidas da original,


diferenciando as linhas, uma por uma.

 
2 1 −3
12. Dada a matriz A =  0 2 1  calcule
5 1 3

a) adj A

b) det A

c) A−1

Solução:
 
5 −6 7
a) Adj(A) =  5 21 −2 
−10 3 4
b) 45  
5 −6 7
1 
c) A−1 = 5 21 −2 
45
−10 3 4

 
1 1 1
13. Mostre que det  a b c  = (a − b)(b − c)(c − a)
a2 b2 c2

Solução:

Basta aplicar a regra de Sarrus na matriz e desenvolver o lado direito da equação para se
chegar a conclusão requerida.

47
Álgebra Moderna Diego Oliveira - Vitória da Conquista/BA

14. Dizemos que A e B são matrizes semelhantes se existe uma matriz P tal que B = P−1 AP.
Mostre que det A = det B se A e B são semelhantes.

Solução: (Retirada da Wikipédia)

Mostraremos que se A e B são matrizes semelhantes, então det(A) = det(B). Com efeito,
temos que existe uma matriz invertı́vel M tal que A = M −1 BM . Pelas propriedades do deter-
minante segue que:

det(A) = det(M −1 BM )

= det(M −1 ) det(B)det(M )
1
= det(B) det(M )
det(M )
= det(B)

15. Verdadeiro ou falso?

a) Se det A = 1, então A−1 = A.

b) Se A é uma matriz triangular superior e A−1 existe, então também A−1 será uma matriz
triangular superior.

c) Se A é uma matiz escalar n × n da forma k · In , então det A = k n .

d) Se A é uma matriz triangular, então det A = a11 + · · · + ann .

Solução:

a) F b) V c) V e d) F

16. Resolve o sistema, usando a Regra de Cramer:


 x − 2y + z = 1
2x + y = 3
y − 5z = 4

Solução:
 
1 −2 1
∆ = det  2 1 0  = −23
0 1 −5

48
Álgebra Moderna Diego Oliveira - Vitória da Conquista/BA

 
1 −2 1
∆1 = det  3 1 0  = −36
4 1 −5
 
1 1 1
∆2 = det  2 3 0 =3
0 4 −5
 
1 −2 1
∆3 = det  2 1 3  = 19
0 1 4

36
x1 = ∆1 /∆ =
23

−3
x2 = ∆2 /∆ =
23

−19
x3 = ∆3 /∆ =
23

17. Dado o sistema



 x+y−x=0
x−z+w =2


 y + z − w = −3
x + y − 2w = 1

a) Calcule o posto da matriz dos coeficientes.

b) Calcule o posto da matriz ampliada.

c) Descreva a solução deste sistema.

d) Considere um sistema homogêneo AX = 0, onde A é uma matriz n × n. Que condição


você deve impor sobre A, para que o sistema admita soluções diferentes da solução trivial (X =
0)? Compare com 3, 6 e o Exercı́cio 18 do capitulo 2.

Solução:

a) 3
b) 3
c) Possı́vel e indeterminado
d) As linhas de A como vetores são LD.

49
Álgebra Moderna Diego Oliveira - Vitória da Conquista/BA

18. Prove que: Uma matriz A, com ordem n, tem posto n se, e somente se A é inversı́vel.

Solução:
 
a11 a12 ··· a1n
 a21 a22 ··· a2n 
Para provar a bicondicional dada considere uma matriz A = 
 
.. .. .. 
 . . ··· . 
an1 an2 ··· ann

(⇒)

Se o posto de A é igual a n então A possui uma forma escalonada com n linhas não nulas.
 
a11 a12 ··· a1n
 0 b22 ··· b2n 
Escalonada(A) = 
 
.. .. .. 
 . . ··· . 
0 0 ··· bnn

Como a matriz é n × n, e nenhuma de suas linhas é nula, então, bnn 6= 0. O que implica
em todo elemento bii e o elemento a11 também serem diferente de zero (caso contrário a matriz
acima não estaria em sua forma escalonada).

Pelo teorema de Jacobi o determinante de A coincide com o determinante da sua matriz


escalonada (não confunda com a matriz escalonada reduzida). Assim:

n
Y
det(A) = a11 · bii
i=1

Supondo por absurdo que A seja não inversı́vel, então det(A) = 0. O que implicaria na
existência de pelo menos um elemento bii ou mesmo a11 nulo, o que é um absurdo, pois como
vimos uma matriz n × n de nulidade n possui os elementos de sua matriz escalonadas diferentes
de zero.

Portanto, det(A) 6= 0.

(⇐)

Associado a matriz A temos o seguinte sistema




 a11 x1 + a12 x2 + · · · + a1(n−1) xn−1 = a1n
 a21 x1 + a22 x2 + · · · + a2(n−1) xn−1 = a2n

.. . .. .


 . + .. + ··· + . = ..
an1 x1 + an2 x2 + · · · + an(n−1) xn−1 = ann

De modo que sua forma escalonada será:

50
Álgebra Moderna Diego Oliveira - Vitória da Conquista/BA



 a11 x1 + a12 x2 + · · · + a1(n−1) xn−1 = a1n
b22 x2 + · · · + b2(n−1) xn−1 = b2n


.. ..


 . = .
bn(n−1) xn−1 = bnn

Pela regra de Cramer se det(A) 6= 0 então o sistema acima é possı́vel determinado pos-
suindo n linhas não nulas o que implica em p(A) = n.

19. A partir do exercı́cio acima, você pode concluir que uma matriz A, de ordem n, possui
determinante diferente de zero se, e somente se A, têm n linhas linearmente independentes. Por
quê? (Veja o final da secção 2.4)

Solução:

Segundo a seção 2.4 o posto de uma matriz também pode ser definido como o número de
linhas linearmente independentes desta. E como uma matriz A é inversı́vel se, e somente se,
det(A) 6= 0.

A afirmação provada no exercı́cio anterior

“Uma matriz A, com ordem n, tem posto n se, e somente se A é inversı́vel.”

Pode ser escrita como

“Uma matriz A, com ordem n, tem n linhas linearmente independentes se, e somente se
determinante de A é diferente de zero.”

51
Álgebra Moderna Diego Oliveira - Vitória da Conquista/BA

21. Mostre que a área do triangulo na figura

B(x3 , y3 )

A(x1 , y1 )

C(x2 , y2 )

é dada pelo determinante

 
x y1 1
1 1
x2 y2 1 
2
x3 y3 1

Solução:

Construa um trapézio auxiliar como na figura a seguir:

A1 A2

A área do triangulo será a área do trapézio menos as áreas dos 2 triângulos coloridos, isto é:

∆ = AT − A1 − A2

((y3 − y2 ) + (y1 − y2 ))(x3 − x1 ) (x2 − x1 )(y1 − y2 ) (x3 − x2 )(y3 − y2 )


∆= − −
2 2 2
Efetuando as multiplicações e simplificando, chegamos a:

2∆ = x1 y2 − x1 y3 − x2 y1 + x2 y3 + x3 y1 − x3 y2
Que podemos escrever como

52
Álgebra Moderna Diego Oliveira - Vitória da Conquista/BA

     
x1 x1 x2 x2 x3 x3
2∆ = (1) · det + (−1) · det + (1) · det
y3 y2 y3 y1 y2 y1

E usando a recı́proca do teorema de Laplace, temos:

   
x1 y1 1 x1 y1 1
1
2∆ =  x2 y2 1  ⇒ ∆ =  x2 y2 1 
2
x3 y3 1 x3 y3 1

a21
 
1 a1
22 a) Mostre que  1 a2 a22  = (a2 − a1 )(a3 − a1 )(a3 − a2 )
1 a3 a23

b) Se a1 , a2 , ..., an são números, mostre por indução finita que

an−1
 
1 a1 ··· 1
 1 a2 ··· an−1
2

Vn =   = Π(xj − xi ) com (i < j)
 
.. ..
 . . 
1 an ··· an−1
n

O simbolo à direita significa o produto de todos os termos xj − xi com i < j e i, j inteiros


variando de 1 a n.

Solução:

A cargo do leitor.

23. a) Uma maneira de codificar uma mensagem blá, blá, blá... (na prática ninguém faz isso).

a) Você recebeu a mensagem:

−12 48 23 −2 42 26 1 42 29

Utilizando a mesma chave traduza a mensagem.

b) Aconteceu que
 o inimigo descobriu sua chave. O seu comandante manda voe substituir a
1 1 −1
matriz chave por  1 1 0 . Você transmite a mensagem ” CRETINO...” a ele (codificada
0 0 2
naturalmente!) Por quê não será possı́vel a ele decodificar sua mensagem?

53
Álgebra Moderna Diego Oliveira - Vitória da Conquista/BA

c) Escolha uma matriz chave que dê para codificar palavras até 16 letras. Codifique e de-
scodifique à vontade!

Solução de a:
 
2 1 −3
C−1 = 1 1 −2 
−1 −1 3

Fazendo (M·C)·C−1 chegamos a mensagem M.


     
−12 48 23 2 1 −3 1 13 9
 −2 42 26  ·  1 1 −2  =  12 14 0 
1 42 29 −1 −1 3 15 14 0

Que de acordo com a tabela forma a frase: ANIMO-PO-

Solução de b:

A matriz chave não tem inversa.

Solução de c:

Lembrando que toda matriz cujo determinante é diferente de zero possui inversa, então qual-
quer matriz 4 × 4 com determinante não nulo é uma solução para o problema.

 
1 2 2 3
 0 1 4 4 
 
 0 0 1 2 
0 0 0 1

Vale ressaltar que ao contrário do que coloca o autor esse método não é usado na prática,
pois apresenta o mesmo nı́vel de quebra que a cifra de césar exigindo maior custo computacional.

Se alguma passagem ficou obscura ou se algum erro foi cometido por favor escreva para
nibblediego@gmail.com para que possa ser feito a devida correção.

Para encontrar esse e outros exercı́cios resolvidos de matemática acesse:


www.number.890m.com

54
Álgebra Moderna Diego Oliveira - Vitória da Conquista/BA

EXERCÍCIO PÁGINA 129

1 a) Seja V o espaço vetorial Rn , definindo no Exemplo 2 de 4.2.2. Qual é o vetor nulo de V


é o que é −(x1 , x2 , ..., xn )? b) Seja W = M(2, 2) (veja 4.2.2 Exemplo 3 i)) descreva o vetor nulo
e vetor oposto.

Solução de a:

Olhando o exemplo 2 de 4.2.2 o vetor V é:

V = (x1 , x2 , ..., xn )

Por definição um vetor nulo (~u) de V é um vetor que:

V + ~u = V

(x1 , x2 , ..., xn ) + ~u = V

(x1 , x2 , ..., xn ) + (y1 , y2 , ..., yn ) = (x1 , x2 , ..., xn )

(x1 + y1 , x2 + y2 , ..., xn + yn ) = (x1 , x2 , ..., xn )

⇒ x1 + y1 = x1 ⇒ y1 = 0

⇒ x2 + y2 = x2 ⇒ y2 = 0
..
.

⇒ xn + yn = xn ⇒ yn = 0

Ou seja, ~u = (0, 0, ..., 0). Existe também uma convenção, criada a fim de simplificar a escrita
de que um vetor nulo pode ser representado por ~0. Seguindo essa convenção podemos escrever a
resposta como:

~u = ~0

Solução de b:

Primeiro vamos rescrever o vetor dado

−(x1 , x2 , ..., xn ) = (−x1 , −x2 , ..., −xn )

Sendo assim:

(x1 , x2 , ..., xn ) + (−(x1 , x2 , ..., xn ))

= (x1 , x2 , ..., xn ) + (−x1 , −x2 , ..., −xn )

= (x1 − x1 , x2 − x2 , ..., xn − xn )

55
Álgebra Moderna Diego Oliveira - Vitória da Conquista/BA

(0, 0, ..., 0) = ~0

Ou seja, o vetor dado é o vetor nulo.

2. Mostre que os seguintes subconjuntos de R4 são subespaços

a) W = {(x, y, z, t) ∈ R4 |x + y = 0 e z − t = 0}
b) U = {(x, y, z, t) ∈ R4 |2x + y − t = 0 e z = 0}

Solução de a:

Como R4 é um espaço vetorial podemos usar a definição da página 106 como ferramenta de
prova.

Prova da condição i

Primeiro tomamos um vetor u e v pertencentes a W. Por exemplo: u = (x, y, z, t) e v =


(x1 , y1 , z1 , t1 ).

Como em W sabe-se que x + y = 0 (que implica em x = −y) e z − t = 0 (que implica em


z = t), podemos reescrever u e v como:

u = (−y, y, z, z) e v = (−y1 , y1 , z1 , z1 )

Feita tal alteração vamos provar que a soma u + v também pertence a W.

(−y, y, z, z) + (−y1 , y1 , z1 , z1 )

= (−y + y1 , y + y1 , z + z1 , z + z1 )

Note que se fizermos a soma dos dois primeiro elementos do resultado de u + v o resultado é
o vetor nulo:

(−y − y1 ) + (y + y1 ) = −(y + y1 ) + (y + y1 )

O mesmo resultado ocorre se fizermos a diferença entre os dois últimos elementos

(z + z1 ) − (z + z1 ) = 0

Portanto, u + v ∈ W.

Prova da condição ii

Tomando k ∈ R então:

k · u = k(−y, y, z, z) = (−ky, ky, kz, kz)

Fazendo a soma dos dois primeiros elementos o resultado é o vetor nulo.

−ky + ky = 0

56
Álgebra Moderna Diego Oliveira - Vitória da Conquista/BA

O mesmo ocorre se fizermos a diferença entre os dois últimos elementos.

kz − kz = 0

Ou seja, se u ∈ W então ku ∈ W.

Como as condições i e ii foram satisfeitas então W é realmente um subespaço vetorial.

3. Responda se os subconjuntos são subespaços de M(2, 2). Em caso afirmativo exiba


geradores
  
a b
a) V = com a, b, c, d ∈ R e b = c
c d
  
a b
b) V = com a, b, c, d ∈ R e b = c+1
c d

Solução de a:

Vamos começar provando a condição i.


   
a1 b1 a2 b2
Tome M1 = e M2 = pertencentes a V.
c1 d 1 c2 d2

Como em V todas as matrizes tem o elemento a1 2 = a2 1 (b = c) então M1 e M2 podem ser


rescritos como:
   
a1 b1 a2 b2
M1 = e M2 =
b1 d1 b2 d2

Fazendo M1 + M2
     
a1 b1 a2 b2 a1 + a2 b1 + b2
+ =
b1 d1 b2 d2 b1 + b2 d1 + d2

Note que a matriz resultante também pertence a V, pois ainda é uma matriz 2×2 e o seu
elemento a1 2 = a2 1.

Com isso provamos a condição i. Agora vamos provar a condição ii.

Tomando k ∈ R então:
   
a1 b1 k · a1 k · b1
k · M1 = k =
b1 d1 k · b1 k · d1

Note que a matriz resultante também pertence a V, seu elemento a1 2 = a2 1.

Ou seja, se u ∈ M1 então k · M1 ∈ V.

Como as condições i e ii foram satisfeitas então V é realmente um subespaço vetorial.

57
Álgebra Moderna Diego Oliveira - Vitória da Conquista/BA

Achando um gerador
 
a1 b1
Tomando M1 = pertencente a V o mesmo pode ser escrito como:
b1 d1
       
1 0 0 1 0 0 a1 b1
a1 + b1 + d1 =
0 0 1 0 0 1 b1 d1

⇒ a1 · v + b1 · v2 + d1 · v3 = v

E como v1 , v2 e v3 pertencem a V, todo vetor de V é combinação linear de v1 , v2 e v3 , ou seja


os geradores de V são v1 , v2 e v3 ].

Solução de b:
   
a1 b1 a2 b2
Tome M1 = e M2 = pertencentes agora ao conjunto W.
c1 d1 c2 d2

Como em W todas as matrizes tem o elemento a1 2 = a2 1 + 1 (b = c + 1) então M1 e M2


podem ser rescritos como:
   
a1 c1 + 1 a2 c2 + 1
M1 = e M2 =
c1 d1 c2 d2

Fazendo M1 + M2

     
a1 c1 + 1 a2 c2 + 1 a1 + a2 c1 + c2 + 2
+ =
c1 d1 c2 d2 c1 + c2 d1 + d2

Note que a matriz resultante não pertence a W, pois seu elemento a1 2 6= a2 1 + 1.

a1 2 =6= a2 1 + 1

c1 + c2 + 2 6= (c1 + c2 ) + 1

Como a condição i não foi satisfeita então W não é um sub espaço vetorial.

4. Considere dois vetores (a, b) e (c, d) no plano. Se ad − bc = 0, mostre que eles são LD. Se
ad − bc 6= 0. Mostre que eles são LI.

Solução:

Sejam u = (a, b) e v = (c, d) dois vetores no plano. Então u e v são linearmente independentes
(LI) se, e somente, se qualquer combinação linear k1 · u + k2 · v = 0 implicar em k1 = k2 = 0.
Caso contrário u e v serão linearmente dependentes (LD).

Assim, temos:

58
Álgebra Moderna Diego Oliveira - Vitória da Conquista/BA

k1 · (a, b) + k2 · (c, d) = 0

Que implica no seguinte sistema linear



ak1 + ck2 = 0
bk1 + dk2 = 0

Retirando o determinante da matriz dos coeficientes do sistema chegamos a:

 
ak1 ck2
det = ak1 · dk2 − ck2 · bk1
bk1 dk2

ak1 · dk2 − ck2 · bk1

ad · k1 k2 − cb · k2 k1

k1 k2 (ad − cb)

Tomando por hipótese ad − bc 6= 0 então ad − cb 6= 0 o que implica que os únicos valores


possı́veis de k1 e k2 é zero. Assim, neste caso o sistema é LI.

Entretanto, se tomarmos por hipótese que ad − bc = 0 então:

k1 k2 (ad − cb) = k1 k2 · 0 = 0

Ou seja, k1 , k2 podem ser quaisquer implicando que os vetores sejam LD.

5. Verifique se os conjuntos são espaços vetoriais reais, com as operações usuais. No caso
afirmativo, exiba uma base e dê a dimensão.

a) Matrizes diagonais n × n.

b) Matrizes escalares n × n.
 
a a+b
c) { : a, b ∈ R}
a b

d) V = {(a, a, ..., a) ∈ Rn : a ∈ R}

e) {(a, b) : a, b ∈ R}

f) A reta {(x, x + 3) : x ∈ R}

g) {(a, 2a, 3a) : a ∈ R}

59
Álgebra Moderna Diego Oliveira - Vitória da Conquista/BA

Solução de a:

Um detalhe importante, que muito professor pega no pé, ocorre nas demonstrações das pro-
priedades de espaço vetorial. Isso porque para demonstrar as propriedades de espaço vetorial
deve-se usar apenas as propriedades operatórias e a operação definida nos conjuntos que suposta-
mente formam o espaço. E isso deve ser feito passo a passo.

Por exemplo, o conjunto das matrizes n × n se for um espaço vetorial, será formando por
dois conjuntos (veja definição de espaço) o conjunto R e Mn×n (sendo M diagonal). Assim, para
demonstração só podemos usar as propriedades operatórias de R junto com a definição de soma
e multiplicação por escalar caracterı́stica das matrizes.

Se você não se lembra quais as propriedades operatórias de R elas são as seguintes:

Propriedades Operatórias em R

• Associatividade

(x + y) + z = x + (y + z) e (x · y) · z = x · (y · z)

• Elemento neutro

0+x=x+0=x e 1·x=x·1=x

• Comutativa

x+y =y+x e x·y =y·x

• Existência do elemento oposto

Para qualquer real x existe −x tal que x + (−x) = 0

• Existência do elemento inverso


1 1
Para qualquer real x diferente de zero então, existe um , tal que x · = 1
x x
• Distributiva da multiplicação em relação a adição

x · (y + z) = x · y + x · z

Já a forma como a soma e a multiplicação por escalar ocorre para as matrizes é a seguinte:

60
Álgebra Moderna Diego Oliveira - Vitória da Conquista/BA

Operações em Mn×n

• Soma
     
a11 · · · a1n b11 ··· b1n a11 + b11 ··· a1n + b1n
 .. .. ..  +  .. .. ..  =  .. .. .. 
 . . .   . . .   . . . 
an1 ··· ann bn1 ··· bnn an1 + an1 ··· ann + bnn

• Multiplicação por escalar.


   
b11 · · · b1n k · a11 ··· k · a1n
 .. . .. .
..  =  .. .. ..
k· .
  
. . . 
bn1 ··· bnn k · an1 ··· k · ann

Agora veja como essas informações são usadas passo a passo na demonstração da primeira
propriedade de espaço vetorial.

Dado as matrizes An×n , Bn×n e Cn×n pertencentes ao conjunto das matrizes diagonais n × n
então:

(An×n + Bn×n ) + Cn×n


     
a11 ··· a1n b11 ··· b1n c11 ··· c1n
 .. .. ..  +  .. .. ..  +  .. .. .. 
=  . . .   . . .   . . . 
an1 ··· ann bn1 ··· bnn cn1 ··· cnn

Observando como ocorre a soma em Mn×n então:

   
a11 + b11 ··· a1n + b1n c11 ··· c1n
= .. .. ..   .. .. .. 
+ .

. . . . . 
an1 + bn1 ··· ann + bnn cn1 ··· cnn

Aplicando a soma novamente

 
(a11 + b11 ) + c11 ··· (a1n + b1n ) + c1n
=
 .. .. .. 
. . . 
(an1 + bn1 ) + cn1 ··· (ann + bnn ) + cnn

Usando a associatividade em R

 
a11 + (b11 + c11 ) · · · a1n + (b1n + c1n )
=
 .. .. .. 
. . . 
an1 + (bn1 + cn1 ) · · · ann + (bnn + cnn )

61
Álgebra Moderna Diego Oliveira - Vitória da Conquista/BA

A partir de agora usamos a forma como a operação de soma está definida em Mn×n para
decompor o resultado acima.

   
a11 ··· a1n b11 + c11 ··· b1n + c1n
 .. .. ..  +  .. .. ..
= .

. .   . . . 
an1 ··· ann bn1 + cn1 ··· bnn + cnn

     
a11 ··· a1n b11 ··· b1n c11 ··· c1n
 .. .. ..  +  .. .. ..  +  .. .. .. 
= . . .   . . .   . . . 
an1 ··· ann bn1 ··· bnn cn1 ··· cnn

= An×n + (Bn×n + Cn×n ).

Como (An×n + Bn×n ) + Cn×n = An×n + (Bn×n + Cn×n ) então a condição i está provada.

Muitos alunos erram questões como essa por não seguir com rigorosidade o passo a passo.
Evite isso mesmo que o resultado seja evidente. A dica mais importante que pode ser dada agora
é: consulte seu professor quanto ao nı́vel de rigorosidade que será cobrado na hora da prova.

Demonstrações das demais propriedades


As demais propriedades são satisfeitas e ficam a cargo do leitor. A dimensão é igual a n e a
base é a seguinte:
   
   0 ··· ··· 0  
 1 ··· 0  .. .. ..  0 ··· 0

 

 
..  ,  . 1 . . 

Base =  ... .. ..
 
 , ..., 
  
0 .   . . . . 0 . 

 0 ··· 0  .. .. 0 ..  
0 ··· 1
 

 
0 ··· ··· 0
 

Solução de b

É um espaço vetorial. A dimensão é igual a 1 e a base é a seguinte:


 
 1 ··· 0 
 
Base =  ... .. 

 1 . 

0 ··· 1
 

Solução de c

É um espaço vetorial. A dimensão é igual a 2 e a base é a seguinte:


   
1 1 0 1
Base = ,
1 0 0 1

62
Álgebra Moderna Diego Oliveira - Vitória da Conquista/BA

Solução de d

É um espaço vetorial. A dimensão é igual a 1 e a base é a seguinte:

Base = {(1, 1, 1..., 1)}

Solução de e

Não é um espaço vetorial, pois não existe o elemento neutro.

Solução de f

Não é um espaço vetorial, pois não existe o elemento neutro.

Solução de g

É um espaço vetorial. A dimensão é igual a 1 e a base é a seguinte:

Base = {(1, 2, 3)}

6. Considere o subespaço de R4

S = [(1, 1 − 2, 4), (1, 1, −2, 2), (1, 4, −4, 8)]

 
2
a) O vetor , 1, −1, 2 pertence a S?
3

b) O vetor (0, 0, 1, 1) pertence a S?

Solução de a
 
2
O vetor , 1, −1, 2 ∈ S se, e somente se, puder ser escrito como combinação linear dos
3
vetores de S.
 
2
, 1, −1, 2 = x(1, 1 − 2, 4) + y(1, 1 − 1, 2) + z(1, 4, −4, 8)
3

Que resulta no sistema



 x + y + z = 2/3

x+y+4z = 1


 -2x-y-4z=-1
4x+2y+8z=2

63
Álgebra Moderna Diego Oliveira - Vitória da Conquista/BA

cuja solução ocorre para x = 0, y = 5/9 e z = 1/9

Logo
 
2
, 1, −1, 2 = x(1, 1 − 2, 4) + y(1, 1 − 1, 2) + z(1, 4, −4, 8)
3
5 1
= 0(1, 1 − 2, 4) + (1, 1 − 1, 2) + (1, 4, −4, 8)
9 9
= (2/3, 1, −1, 2)

assim, o vetor pertence a S.

Solução de b

(0, 0, 1, 1) = x(1, 1 − 2, 4) + y(1, 1 − 1, 2) + z(1, 4, −4, 8)

Que resulta no sistema




 x+y+z=0
x+y+4z = 0


 -2x-y-4z=1
4x+2y+8z=1

Que não possui solução, assim o vetor não pertence a S.

7. Seja W o subespaço de M(2, 2) definido por

  
2a a + 2b
W = : a, b ∈ R
0 a−b

 
0 −2
a) ∈ W?
0 1
 
0 2
b) ∈ W?
3 1

Solução de a:

     
0 −2 2 1 0 2
=a +b
0 1 0 1 0 −1

     
0 −2 2a a 0 2b
= +
0 1 0 a 0 −b

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Álgebra Moderna Diego Oliveira - Vitória da Conquista/BA

   
0 −2 2a a + 2b
=
0 1 0 a−b

Que implica no sistema



 2a = 0
a+2b = -2
a-b=1

cuja solução ocorre para a = 0 e b = −1.

Sendo assim:

     
0 −2 2 1 0 2
=0 + −1
0 1 0 1 0 −1

   
0 −2 0 −2
=
0 1 0 1

Logo, pertence a W.

Solução de b:

Não pertence. E nesse caso nem é preciso seguir o raciocı́nio anterior para chegar a tal
conclusão, basta observar que nessa nova matriz o elemento a21 6= 0.

8. Seja W o subespaço de M(3, 2) gerado por


     
0 0 0 1 0 1
 1 1  ,  0 −1  ,  0 0 
0 0 1 0 0 0
 
0 2
O vetor  3 4  pertence a W?
5 0

Solução:

       
0 2 0 0 0 1 0 1
 3 4  = a 1 1  + b 0 −1  + c  0 0 
5 0 0 0 1 0 0 0
       
0 2 0 0 0 b 0 c
 3 4 = a a + 0 −b  +  0 0 
5 0 0 0 b 0 0 0

Que implica no sistema

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Álgebra Moderna Diego Oliveira - Vitória da Conquista/BA



 0 = 0
 b+c = 2


a = 3
a - b = 4




b = 5

Como a = 3, b = 5 e a − b = 4 então o sistema não têm solução e portanto, o vetor não


pertence a W.

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