Você está na página 1de 29

I

-x*jíV
'•i
*•*¦
'•! Vi777-

il.' :l
7 «'-,

,
$ <y^
Vi,*,

T
Sfe.
ir-'?
_r>
40 -W -JMMF

_titt--_ÍJfei»4!&

¦*"

tíL

_L-i<-*8
k. íí-5-..v. . . .
*^r
**-*' <
*

-
,5'. * «^n*1*.''^^
^%**i

tf»00 DEPOIMENTO HISTÓRICO DÔ


COQOHEL DILERMAHDO DE ASSIS
r
N° 72 — Novembro. 6. TQ.il Ria ri» iQ-_A«r-.
¦**-.

m ^m:

-•*.
V

O QUE HITLER ME DISSE DA CRISTANDADE fim

I
Adolf Hitler exata- Pelo PASTOR MARTIN NIEMOELLER a 5 de janeiro de 1934, se realizou
mente três vezes na minha a nossa memorável entrevista.
ENCONTREI
vida. (Narração feita ao Dr. Leo Stein, antigo professor de Desta vez, estava muito diferen-
Á primeira, em janeiro de 1931, leis da Universidade de Berlim). te. Esperei mais de quatro horas na
no Hotel Kaiserhof, Berlim, onde se- Chancelaria do Reich, e, quando fui
tenta pastores protestantes se reu- MAIS UMA VEZ TEMOS OPORTUNIDADE DE PUBLICAR admitido, me fez uma saudação gla-
PALAVRAS DO FAMOSO PASTOR MAR-
niram, no intuito de ouvir a espia- ciai.
TIN NIEMOELLER. OS QUATRO ANOS DE CAMPO
nação de seu programa em torno DE CONCENTRAÇÃO A QUE VEM SENDO "Deseja
falar comigo?", começou,
da Igreja. SUBMETIDO O GRANDE HERÓI DA CRISTANDADE CERMÂNICA, NÃO
CONSEGUIRAM DEMOVI- de pé, com os braços cruzados, co-
Chegou com um grande atraso, LO ÜM MILÍMETRO SEQUER DOS COMPROMISSOS mo Napoleâo.
mas se desculpou com a maior po- QUE ASSUMIRA COM SUA CONCIÊNCIA E
SUA FÉ. REAFIRMA AQUÍ TODAS AS PALAVRAS Dois secretários, numa escrivani-
lidex. QUE PRONUNCIARA HÁ MAIS DE QUATRO-ANOS nha, tomavam nota de tudo que se
Saudou-nos a todos com uma in- DIANTg DO DITADOR DO REICH. A CARTA
"Pedi- COM QUE O PASTOR NIEMOELLER APRESENTA O dizia.
clinação de cabeça, e disse: ARTIGO QUE AQUÍ PUBLICAMOS É UM DOCUMENTO "Sim,
EXPRIME senhor chanceler", repli-
lhes para vir aqui porque desejo, QUE TODA A GRANDEZA DE QUE É "dirigí-me
CAPAZ UMA ALMA HUMANA LIVRE E PURA. PUBLICADOS quei; ao senhor pelo
persuadi-los que eu — tanto como NA REVISTA "LIBERTY", DOS ES muito que me preocupa a Igreja".
os senhores — estou trabalhando TADOS UNIDOS, A CARTA E O ARTIGO OBTIVERAM "O
A MAIS IMPRESSIONANTE DAS RE- que há com a sua Igreja? Não
pela reconstrução moral do povo PERCUSSÕES. "DIRETRIZES" SE ORGULHA DA cumpri todas as minhas promessas?
alemão. Desde a última guerra, a OPORTUNIDADE DE PODER DIVULGAR, EM PRI- Não dei a direção dá Igreja do
Alemanha tem sentido a necessida- MEIRA MÃO, NO BRASIL, ESTE MEMORÁVEL ARTIGO. Reich ao Bispo Mueller? De que se
de de melhores cristãos e mais queixa?".
igrejas; um dique deve ser oposto "Até
hoje, nunca tivemos bispos
i esta onda de ateismo. Precisamos protestantes. Nem houve necessi-
de uma fé íntima mais profunda dade de Ministérios para a Igreja.
para que possamos sobreviver como Prometeu-nos direitos iguais, mas o
povo. Sou católico, mas peço-lhes que fez foi nos transformar num
que me auxiliem na minha grande instrumento do partido.".
obra." "Por
'.-.,. .ájtf£§i-»a '-^"*^^^^^l-fll_l_|[Í__l . que estão os senhores me
Solicitou-nos, então, que propu- ''.. ¦ ¦ i'¦'¦ ¦.- -~ ' - •/-':'y'-dy-':<iíáiüá, causando tantas dificuldades com .... 3
séssemos diversos modos e meios de Jj^^^_^^&-.-. \i___. ^___dlH___hri________i ______jl W^^r^ _*__! aa
¦&Lg|M Wr, ______¦ essa Igreja Confessional?" Hitler co-
^fâ^K-Wí3l'^^íraf ii»*ir:'•i-a,B,i*'Sí»W___| -»'- .,;. -^|JK|g*Bm|jjJB p>"^.'.: ,:,?v". .v .
recíproca cooperação. Prometeu-nos W__-fff9P-TJ^^-^^Í^&íi"-'' ^a aa meçava a exasperar-se e gesticulava.
que, tão cedo estivesse no poder, "Antigamente
os reis prussianos
a Igreja não só teria assegurados os eram os senhores da Igreja. Hoje,
seus direitos, como o Estado -lhe
daria uma maior assistência e mais
"controle"
sobre as escolas. Em re-
sumo, o Governo e a Igreja se com- ¦aa! Ií_il_lf9| -'•''' !_HRN_SS$^9KBt'l^> '''¦'"'':'' t ¦'"- ' \v\ _¦'"•¦' - *^Nl Kta*^^ ¦
sou um rei prussiano para o povo
e para a Igreja, e terá que aceitar
isto como um fato consumado".
Senti-me tonto. Este ex-ajudante
1 4

^màaSÊBHr ¦ ¦w*^' 1______"*^ - -^£m?*--_______H___E-_W&-wBk-^ - -*--A\anjiÉÍ-£!& -T Wl ÍS» /. __aalaaaW-F«¦•->-'.-,-sSMal __¦


preenderiam melhor do que nos __P^ £''''~Jf' ¦ WymM __frl;i^ ¦ *ÊÈ Èaml&tW&M *m de pintor dissera realmente: "Hoje,
tempos da República de Weimar. eu sou um rei prussiano".
Confesso que tivemos todas uma "Nós não
queremos causar-lhe di-
impressão muito favorável da ma- ficuldades, senhor chanceler", ex-
neira modesta por que Hitler fala- "Mas
pliquei. estou aqui na quali-
va, e percebi que, dai em diante, dade de representante da fé pro-
poderia contar com o apoio da maio- testante. Seu governo ordenou me-
ria do clero protestante na Alemã- didas que mais cedo ou mais tarde -J.

nha. destruirão nossa Igreja e os funda-


Lego após seu discurso, dirigiu- ¦W«^y::'! . --_í"ii_j.P^^^^J ________ _______ - '' d.-d' MyM ¦ •á"88JKk*-*yv ¦¦ D»*^»-¦ '-tièèífifdy''- mentos da nossa fé. Não podemos
se a mim, e disse: — "Que permanecer inativos, enquanto o
prazer mLtèsZí\w-', d>i-:,y~
' . '¦:F.a|__aB-L
.(;j.:j»____| lv....: -^H H_l___iw!raiRJ bbbbbbbb. ^K ».#*/. i.*^**5-i ¦m**wÊy*mJ \¦ y?A_G?_SCS_»lSraÍCT*^_____l W\W • -'v'** $¦•'¦
''-_í____________H__LY-^í-Vrjt*
vê-lo aqui, senhor capitão-tenente". IBIw^^Kvíj;';:. ' ,»&U Ea£tM ¦___B^___I ¦_____L--* .¦<-,?¦ By m . i^èx-í^^^í^ _fl______r aalfl bbw^-^vw--
"' ~'<M governo der tais oredns. O senhor
"Não Laat-^V^-*^
' ¦ ' j*Êàk^i$f$m*%\m ^&^H
. :.. -&tjm0*m JJv-*^^Í*_rtt^_!>'" ' m\\\\\w . ¦' ' ^É_H ____rV
_^______F '^SmW W\w '¦ -.iifGaH
-
¦" ¦'•'"- lt__l
sou mais oficial", respondi. ^H ^B a:*;?*¦. \1_^bbbbb1 Mk*|H
- »' .-M _-_Ha*i -RiJa-B *mv%i'-''-'-'J*£^^tMKB^vSsa^y-'Âmmr
_______! _______k:'^1;v:'^~''^«____Í_____i
____¦'*'*-
_____¦
^^^mmmW^^MmP^sSv^sísí^*
* W\ __S f^>tV,'"'-'-"i-^VVV" ¦ ^m\^mw
_^_______F ___^_______________r - ^í*SI nos prometeu a liberdade da Igre-
"Agora, aaaaaV
sou pastor". ja, e não sua supressão".
"De
homens como o senhor", ex 19 Km __r^__l W\ ^mm mm^^fX^k'''^-^1'^'-'^^B^d^^mmmm ^^bbbV - ______! Hitler ficou completamente alu-
clamou, "que do submarino vieram cinado. Gritava como um louco.
diretamente para o púlpito é
nova Alemanha precisa! A Cristan-
que a mm
B^_i _P-»_9
___. ___r^B ^____r»'>n-i_BBaW -
mmyL *HY a3fl __»
_F/,!-VÍTa_l'V:,'l_B.
mmm**W„ -<•':-¦•-¦'3Sky?àjtmm I
___^Ê •r-s,"4J_i _¦
** V __________'»' ^V_________l
' ^^ ^a_. ^B
______ ^___
"O
senhor, como oficial, apren- m
deu a obedecer. Tem que obede-
dade necessita dos heróis da última cer! Somente eu determino o que
:'.-* ^>a^aa\---' - i -^ .'M&- '¦"Jf'' mm mwM^^ÊÊKs^í'-'¦ a.y*S.tíMÍ ^B
guerra.".^ - '!____É(-I_a" ¦ _t-¦ -^ MdâM mW?:y:í-y*yiWm\ |% é e o que não é cristão. Eu deter-
*>^e"'í"me c,8u'hosò de íiua apre- mino o que a Igreja deve fazer. Eu,
t_-Íi_^_B ________J^Í"^4_i______k;''*::J_B -.'- •'- .^ Kri^ufl
v» minhas
^«liclo;
e nele depositei todas is
esperanças. ^e*" r_
JjWjH

_i K__k« __¦
aaVr^Bv!.^ '^-aanar

^mt
aaal -__-_PBB^J V5,-Jj(g|7k?¦'-'; ¦*UT^__I

mr^^
'
_J^á_P" ^(---1
aam' *
___. .^á_| Kg_rí»j_P!___í *
• ¦ »¦ j_I (Kkjr^aaal
somente
Deus
eu, sou o Fuehrer.desta na-
me escolheu para este
¦ m
-•¦*¦:, ytd~m
ção.
Nã primavera de 1932, tive cargo, o o
a "Só povo me chamou". ¦¦d"
minha segunda palestra com Hitler. a Deus obedeço; não '.'d-m:
¦ .::'»»

a ¦d-'
Nessa ocasião, já estávamos Adolf Hitler". Mais tarde, soube
cer-
tos que c poder dominante na
Ale.- que estas palavras foram responsa-
manha lhe pertenceria. Fui encar veis pela minha prisão. Mas, no
regado pela Associação da momento, ainda tentei um pouco
Igreja
Unida Protestante de fazer-lhe de conciliação.
cer-
»« perguntas definidas, 'áH pJw*. -*Ü K' ^''•'¦1?' "Foi
afim de Ett^ $|J JbW. * /j_BlK^| H também meu interesse pelo
obter compromissos formais. ^^^1 aW«-a Terceiro
^_____Ksf>aV__. Tlk ãotI bk «__£_.- -'""xH _k^_I l_____» Ví' _r J______Hp **^>BBaaaaaaV : Reich que me fez vir até
Com ele estavam Goering, ao senhor".
Hess
e Kosenberg. Hitler ainda gritava. "O senhor
"Vim ^^E
procurá-lo", disse-lhe! |Pnyp#vi^5*r ^1 P*%$' V_- -i*-:-»'' _____ ** __¦ ___ÉÍL-_- se interessa pelo Terceiro Reich? O
porque os jornais nazistas frequen- melhor é deixar isso para mim".
temente teem publicado ataques "Então",
à 1_kN '' .^bbbI 3Kiílf?^_____^Íj^_P^'J''>" i^sãa^ \ s *t ^S. ______ÉtW*-Á^lÍfÍSSI_H__fT^___^
'^*\*m _____ft'_KÍ^Í;*S3**_ __B__^^___i __H retorquí, "sinto muito
Igreja, e porque _c*. __¦ riVS____nMr^___^w^'^yr->-^11^
R3S____?iiHÍi.__F.'. -^;»c-:'¦¦";¦'¦ __k K
a-n^ ^__i _______4J? 7-^»W_"__1StííbM __BIwC' *^k***^_____I __H
_____&v^MÍSÍS.W __*5&-^r'^M _¦
já não se encontra ^_-_-----WfflHBgl!iiT*»t(H»aB-.'.-.- -- -bbbI bbbbV<_L tlíl
;.í _-^_-_----------K»-JsflfJML^-'MMB»tflW>^ ¦'>... ^.-----------------------------------------------íA tc
^____________________3lMÍH_M_^__iNS_3£___________s»t||_R * *__iü___a- r*^' "M anal _¦...H
>•_"¦ _____K__&*-^-^___E_K^39 ____P!^*.A,ji-_t_*"" j______I ______r
il
__k»^___Í&£^ bb^KPbI K^Jwjfl
-' .^BãaaaaaaT-*-_t---KM _íbt ¦ ter vindo".
facilmente o espírito cristão na __¦ __MWÍ-T_B¥ TlllKW i iTT-P^TI i
*aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaak*7,\'<aaaaTB^ _^_-_F j^Bb
____i_____r .__¦
Bbbt
___r Isto o enfureceu ainda mais, e
ventude Hitlerista e nas Trcpas Ju-
áaai BSfft>5n Battfò5i»*flHBÍ^ilfe.IÍ''.Jr'_M _-_----¦ ik -flaai Í^S^^bÍ b™^J________I ____^^
de o que declarou em seguida traiu
Assalto. Demais, nós não --------I ¦__a_y^vflt-3J-!^'^' ^ i-*l_^-------F; 't-^^B^JÊ^gal P^-T^-__-ui_--ÉÍ-----í -_-_-_--Í-P--L*ff^?l W\r
podemos "áfl -F^J-B W^r
todo seu ódio e verdadeiras inten-
compreender os muitos assassínios BR jjaaai _-_--Sff!fJBy >-rff Wfsil J^B HL.-^yH WmTJ^^r'
ções.
cometidos por essas mesmas "Pensei
Tropas wiÊmmmmmÊ^^i^x^mm "T í '1_BBW F_E iHmXH ____B*^ÍB ^Bl_^^ , _a^^__ÍS__l ______r em fazer da Igreja Ale-
de Assalto". ^**^s*Ww^Ê^'-é'
'
_W jÉÉBfe-^Tfjg¦"** Br'
:^!rfl EÍt_--E ___P^^^ ^''aCíí
mã a mais poderosa do mundo.
"Assassínios?", Pretendia nomear
gritou Hitler. bispos alemães
"Como em todos
pode chamá-los de assassi- os paises que vou conquis-
nios? O que as Tropas de Assalto tar. Queria uma Igreja poderosa.
lesfra ao Conselho da Igreja, que Adclf Hitler, e não Jesus, era o ver- rados em campos de concentração.
estão fazendo é
purgar a Alemanha considerou tudo satisfatório. Mais dadeiro filho de Deus. Nas escolas, Funcionários da Queria unir todas as religiões e igre-
dos comunistas, marxistas, Cestapo escreviam jas no espírito do Nacional Sócia-
judeus e tarde, no entanto, os acontecimen- o Velho Testamento era acusado nossas prédicas, e os
liberais. Isto não é assassinio. padres eram lismo. Pensei em colocar oficiais co-
É tos provaram que éramos tão ingê- como obra judia. As perseguições aprisionados até nos
legítima defesa." púlpitos, mo o senhor à frente dela. Mas to-
"Nunca nuos, quanto cegos. Como Neville contra os judeus varriam o país, e Nessa hora, do maior desespero, dos estão influenciados pelos ju-
permitirei que um mem- Chamberlain, confiei em Hitler, e nossos pastores estavam sendo ati- solicitei uma audiência a Hitler, e, deus. A sua Cristandade
bro de minha Igreja seja molesta- ele me atraiçoou, como também ao é, em sin-

¦HlHalHmi
tese, uma enteada de judeus, eri-
do , disse, indignado. resto do mundo com suas afirma-
gida com fraqueza e sob a inspira-
Subitamente, Hitler ções de paz.
tornou-se ção dessas estúpidas ilusões huma-
macio e conciliador. "Por favor, Na ocasião da última entrevista, nitárias".
o "Se
senhor não quer fazer com antes da minha prisão, as persegui- a Igreja Cristã quiser lutar
que os à Igreja
outros me compreendam? Tenho ções atingiam ao máximo. contra mim, eu a aniquilarei, como
uma tão enorme tarefa à frente, As cruzes nas torres das Igrejas tenho esmagado e esmagarei todos
um trabalho para toda a minha eram substituídas pelas douradas os meus inimigos. Não me importa
vi "swastikas";
da. Às massas não se a Juventude Hitlerista caminhar sobre cadáveres, contanto
pode sempre
servir pão e açúcar; tinha sido educada na idéia de que alcance meus fins. A Cristanda-
precisam tam que
bem de chicote. Tenho de não me é necessária. Todo aque-
que sofrer
e trabalhar, lutar e organizar,
esmagar esta república
para
UMA CARTA le que não quiser obedecer será
que nada destruído, e tome nota disso, o se-
reserva à Cristandadte. Há quatro anos sou prisioneiro de Hitler. num campo de concentração cm Sacltscnluiuseu, i-hor também. É um desertor, e sa-
porque é
uma república de be que para o desertor só há uma
judeus. Quando
for Chanceler e Fuehrer a Igreja perto dc Berlim — morte!".
vi- punição
verá de novo, e livremente. A mandaram-nto trabalhar na mais tarde, em virtude das mi- "Só
Resta- princípio, pedreira; porem, desertei pela Cristandade".
belecerei a cooperação entre
o Co- nhas precárias condições físicas, fui designado para tarefas mais lezrcs e. agora, tenho bastante disse, energicamente — "pola mi-
verno e a Igreja exatamente como tempo para pensar na minha vida passada. nha fé, e estou pronto a aceitar to-
nos tempos do velho Estado do o sofrimento que disso advier".
prus- Xão me arrependo de nada. "Vai
siano. A Igreja representará o arrepender-se". Foram as
prin-
cipal papel no sistema de educação Como chefe da Igreja Confessional Alemã, sinto-me orgulhoso de sofrer, atrás das gra- últimas palavras de Hitler.
nas escolas. Não estou ainda em des, pela minha religião, pela Cristandade. como os Apóstolos por sua fé. Durante os quatro anos de minha
situação de concluir acordos. Po Xão me permitem receber curtas, nem enviar pelo correio coisa alguma a quem quer que prisão ainda não tive motivos de ar-
rem, ao senhor, como um oficial, rependimento. Enquanto tiver minha
"eu seja.
| dou a minha solene palavra de cela para orar, serei mais feliz do
honra" que cumprirei todos os mem Autorizei o Dr. Leo Stein, que esteve internado comigo durante dezoito meses, a publicar
indo isto cm meu nome. que Hitler, o quebrador de promes-
compromissos. Estamos em épocas sas e incorrigivel mentiroso, que
de eleições. A propaganda
poderá Sei que esta publicação tomará minha situação ainda mais difícil, mas considero um dever não ousa sair sozinho de medo que
exceder-se; talvez, haja tiroteios: uma bala o alcance pelas costas.
icligioso revelar a todos a verdadeira opinião de Hitler sobre a Cristandade. e o que pretende
mas prometo que a igreja será res Para todos os povos do mundo
| tabelec-da
em suas prerrogativas." fazer dela em todo o mundo. envio esta mensagem: Conservem a
|
I Relatei o resultado de minha MARTÍX NIEMOELLER. fé!
pa
6/11/941
PAG. 2 DIRETRIZES

Muita coisa já se escre- rava um "caso perdido''..

EUCLIDES DA CUNHA
veu a respeito da morte trá- pois estava irremediável-
gica de Euclides da Cunha mente enfermo;
E, verdade seja dita, a figu- 17°) Euclides só pensou
ra do adolescente que teve em matá-lo quando a espo-
ES4^*Sp o infelicidade de matar o sa abandonou o lar, à vista
WS%W
grqnde escritor não foi pou- 0 DEPOIMENTO HISTÓRICO DO CORONEL D Li
WjEmfÈ>%
"Jl?, ¦ pada de nenhum jeito pela VA A
maioria dos biógrafos e co-
méntadores da obra do au- (Reporta ge
"Os Sertões".
tor de flf
'•?t%.'":.--VÍ*"-:v- ' . 7~^^H ^H^^9 FRANClScI
Por isso mesmo, com a in-
tenção de expor os aconte- lermando de Assis, ainda te- tánciãs especiais e delicadíssimas,
•¦
ei mentos, de um modo de- fl Bi^s-
¦.'^mwr. ¦ ¦•mmynÊW> fl nente, escrevera um livro <i™ pomos podem compreender
avaliar, determinaram os fatos.
finitivo, o coronel Dilerman- mm mw*--'^^mm-'' ¦ ¦>*¦'*'iTBLtmMtm^&AwBRIjeNBtãwfm*^*
^tm^AmWT ^U^j£ÍXmm^.^íi^^mJ^^lmmmmmmÚWmmmm M
•¦^iÊ^SÊt''-'' '7»fl IJ^fl^M
que conservou inédito a con- E o Sr. foi generoso e procurou,
do de Assis pretendia re-
mmm mWmm]àJi^^mÍí
selho-dé «-Farias Brito. A ma-
quanto possivel, reparar o mal
unir, num salão público, um neira de introdução a esta feito. E b que houve de mal, de.
grupo de escritores e jorna- reportagem, divulgo as pa- que todos sem dúvida muito so-
"A Fi-
listas. Apresentaria, então, T^m| I lavras do filósofo de fretam, foi obra das circunstan-
documentos e testemunhos na lidade do Mundo", na cias, náo da vontade de quem
ainda inéditos, contrariando carta que então dirigiu ao quer que seja. Seja, porem, como
versões tidas como verdadei- jovem militar. for, parece-me que o melhor ê
"Quando me
ras. Descreveria, ele próprio, falou, pela pri- deixar o passado eni silêncio. E
a cena de sangue na Pieda- meira vez, numa defesa escrita, o Sr. para os mais exigentes,
imaginei que se tratava de uma porque não é possivel contentar
de, esclarecendo a uns e res-
defesa para ser junta ao pròces- a todos, fará a sua completa re-
pondendo a outros. so a que estava respondendo, habilitação, náo por qualquer de-
Apesar de absolvido duas Vejo agora que o que tinha em fesa escrita, mas pela correção dt
vezes pelo tribunal popular,
que o eximiu de culpa pe- tm
^¦-..
¦'.". :¦§/* -'•:;-'

V ¦''¦•-.¦'*"..':.;
¦**«." '.y.,\

;¦ • ¦ vista era escrever um trabalho sua conduta. É o que o Sr tem


mia

no intuito de' rehabilitar o seu feito de falo".


rante a sociedade, o Coronel
Dilermando de Assis deseja,
¦ ¦ ¦'¦%'¦--:
.
¦¦¦.,¦ U.-J^LmW nome no juizo dos seus filhos e
fl
das pessoas que o consideram. A
0 tenente Dilermando não
'%*¦-' '.>*#:>>!. •'..¦¦ 9 o livro. E tratou de
contudo, salvaguardar, alem
fl '*
idéia ê muito digna. Mas não me. publicou
' -uu W^ seguir os conselhos de Fa-
do seu, o nome de outras II 7 W^:^ . I
parece que lhe seja isto necessá-
Agora, trinta e
a his- rio. Todo o mundo que acampa- rias Brito.
ho juizo que
pessoas nhou o seu caso, se for impar- dois anos após a tragédia, o
tória vai formar sobre a mor- ^tj WrtLm mar Sj^H ciai e justo, há de reconhecer Coronel Dilermando de As-
te de Euclides da Cunha.
que, dado o grande valor de Eu- sis vem a pÚbÜCO prestar Ufll
Foi assim que, sabendo do clides da Cunha, a conta cm que depoimento, CUJO Valor his-
- ^ ;-.' ^-¦"^mW*^^N/^^^^mm^m-'^mW.* ¦ JmmW
seu propósito, procurei o Co- era tido e o número que tinha de tóricO ninguém poderá ne-
ronel Dilermando de Assis omigos e admiradores — o Sr. pQJS como fQZ sentjr 0
'¦-¦¦}&& ^^k±. mmW '
para ouvi-lo, em nome de ^^^^^. Amm B^iii,7
mm t^..''^Omm\m
- ^^^H.^H Ám tmmj^a
A\\\\
não seria de modo algum absol- ^
entrevistado a injusti-
DIRETRIZES, antecipando o vido, '•...se náo , estivessem inteira- ., u+:«..««, «
•-• 'JQ
^a! Kilkfk. fl l^fl ...
, a justiça „ „ ça e a ca unia
<*"?.,. L
continuam a
seu depoimento aos intelc- .7^Pfl WRá -'jmmTm mente do sen lado . .
7# mmÊ^ fústiga-lo a todo pretexto
lei. O que se deu com o Sr. foi
tuais brasileiros. My * fl rr-
¦ *^|L.^~~' ^1 Lu*s^r>*í-'fl?*^H^^HI.^I
tf i4tIi
^1 iim <•«««, não de maldade, mas por que se invoque o nome
Em resumo, o Coronel Di- .'JSflfcír, -fl BlM^Ha wfl I de grande infelicidade. Circüns- de Euclides.
lermando de Assis declarou- •¦ -flB
Á\ W k. ^B
U^T^I ij^^^^H ^E'-'*-' !&•¦ *' Mmm
me : 'i j5SB@TB?!r******K
JWIP E fl B - ^F^c^M m^&t aI fl^B |
'^í Começa a entrevista
Io) Não era parente nem ^A WêV
amigo de Euclides; --aSãaMBKaii^. V*"-v:V flfl
' flfl ijj^^L.^flfl^^l ^Bi^ii^^PI Passemos à entrevista, ou me- Euclides, homem de bem, altivo e
¦JÊm-—^^^^. i^BkT-^fljH Bl^H ^fl
fl ^^1 fl lhor. às entrevistas, pois o que independente, general da reserva
2o) Euclides nunca foi seu
se vai ler é o resultado de inú- do Exército, a alusão não podia
protetor e jamais custeou c
i;-ciias e demoradas palestras que ter mais direta,
sua educação; 'É bem
*-*¦ ^mmmWfâíJ&âmmm 'j-mm mmW
m\ Vfll
mM
^H
mm mantive com q coronel Dilerman- possi Mil — escreveu o-
3o) Só veio a conhecer do de Assis no silêncio do seu ga- Sr Eloi Pontes
— que pensas-
Euclides em 1905; hinete de trabalho. se em comprar escravos, pois, sò
4o) Não morou, em tem- O coronel Dilermando tem hoje o trabalho seroil prevalecia iut
BfcÈiS^H mm wJ
po algum, sob o mesmo teto fl H^kL fl mm flj cinqüenta e três anos e o seu comarca. Xáo se encontravam
"aplomb" ainda recorda, apesar trabalhadores libertos. .\s senza-
que Euclides;
5o) Segundo o pai de Eu- dos cabelos brancos, o jovem atle- Ias eram <ts col meias de todos ou
clides, este deixava muito a ta c*« Escola de Guerra, campeão fazendeiros. As colmeias e, em
de tiro e de esgrima. Estou dian- inúmeros casos, os serralhos... As
desejar como chefe de fa-
- homem que me vai fa- senzalas desforravam-se com os
m I tezer deumaum longa
v* -'
mília;
6o) A esposa de Euclides büi i 1 I e penosa narrativa. pagens e as mitcamas, descendên-
— Há mais de trinta anos — cia bastarda dos iòiòs que os se-
foi vítima do temperamento diz — tenho suportado em silên- nhores territoriais
tinham que
dns fu-
anormal do marido; cio toda a sorte de calúnias para incluir no " segundo plano
7o) A Sra. Euclides da evitar que sobre a memória do milias. ..
Cunha, de acordo com o tes- autor de "Os Sertões" recaisBe Afinal, pergunto eu, que inte-
¦f^ :".."""""-j-l
' resse há na "vida dramática" do
temunho de pessoa da inti- 11 ftfj I qualquer sombra menos digna. A
midade do casal, em 1894, r Evaristo de Moraes, que foi meu füho a conduta prhtida
do pai,
como está
fora sempre esposa e mãe ¦L .. ¦
'-M m fl advogado, pedi e recomendei pou- oue o próprio Euclides,
nas 15 e 297, acusa-
Mk . aM fl fl
passe, com sacrifício de minha lembrado pgs.
exemplar; vi-
própria defesa, a vida íntima de va de ter enterrado a esposa
8o) Euclides menospreza- Pj*!^\kV-^flB lamentável, por
^H ^1^1 Euclides, sua conduta como cida- va? Tudo isso é
Kt-
va o tratamento carinhoso Tcfíkv-údM fl 1 dão e esposo, para não dizer co- certo. Mas quem vem
trazer essas
da esposa; mo chefe de família. Diante do misérias à publicidade?
A respos-
9o) Assim, a Euclides da discí-
meu silêncio, porem,, os agresso- dt é pronta: Os chamados
Euclides
Cunha não teria faltado o res se tornam mais animados e pulos e continuadores de
amor da companheira, se ele t - ferozes. ainda vá. da Cunha. Francamente, urge aca-
No passado,
não ator-
o quisesse; flfl PWr?^-al ^fl- ..v*.-!» M^lMÉl^a^lH Hoje, é preciso que reconheçam os bar com a indústria:
H^ffPSCTl^W ;•' *-(-* ^^fl ^^k 'ív íV-d^Ú^^fll ^H
sou um chefe. mentem mais os vivos e deixem
10°) A incompatibilidade! Ba.jH fl
íoeUB demfetos,
do casal Euclides da Cunha .flj I'ertenço a uma classe fechada cs mortos em paz.
K^B^-^I^^B
teve início no ano do casa- aos que não sabem defender a Continua no mesmo tom:
— A começar pela maneira es-
mento, isto é, em 1890; BH feia I
honra. Já se foi o tempo em que
eu não passava de um simples as- julhafatosa como foi exposto à
11°) Não foi, portanto do
pirante a oficial. Que me relevem, venda, não creio que o livro
o causador da infelicidade possua alguma
pois, todos os amigos que julgam Sr. Eloi Pontes
conjugai do escritor; desnecessáriias minha reação e utilidade. Para despertar a aten-
12°) Tambem não foi, em Aos 20 anos, o cadete Dilermando de Assis, aluno da Escola de meu desmentido. ção dos que passavam na rua do
obsoluto, um sedutor; Guerra, em Por lo Alegre E com a mesma voz clara e Ouvidor, o livreiro José Olímpio
-- 13°) Já em 1905 Eucli- pausada: exibiu a carteira varada pela bala
recusar o seu pe- 20°) Que agiu em legiti-
des tivera pleno conheci men- do marido — .O livro do Sr. Eloi Pontes, que ocasionou a morte de Eucli-
legal defesa, e de ter- do
te do fato que, quatro anos dido de separação pelo ma própria por exemplo. É leviano, falso, ca- des da Cunha e a fotografia
"Os
um cadáver do autor de Sertõesn
depois, veio a aparecer co- desquite; ceiros; lunioso, mal documentado,
18°) O relatório do dele- 21°) Que só depois de \erdadeiro desastre. O autor, na mesa do necrotério. Já que ágio
mo tendo motivado a sua "dramati- assim, o escandaloso negociante
gado Oliveira Alcântara agiedido e ferido é que per>- preocupado em tudo
atitude; até com Eucli- não devia ter esquecido um outro
um documento eivado de ca- SOU em matar Euclides dr, ™n, foi perverso
14°) Euclidesr durante 1/lunias, • _. Cn^n-
--unna, drs. Maldade maior cometeu, ain- tiofeu interessante para a sua vi-
22°) Çue, finalmente, Eu- dV° " Tl^.^l:.!!.8."!" tnm: a túnica brancade e
longo tempo, tolerou a con- ensan-
19°) Dinorah de Ass.s, "as- valhos em que se transformavam guentada, queimada pólvora.
duta da esposa; falsamente apontado como clides da Cunha não foi ns senzalas, ao tempo da infância três vezes fumda a bala, do as-
15°) Por isso Euclides re- cúmplice no tragédia da Pie- sassinado"
do biografado. Feriu deliberada- pirante de Marinha Dinorah de
agiu, tardiamente aliás, por dade, ficou inutilizado pelo r-.ente a memória respeitável do Assis, vítima das "balas assassi-
outros circunstâncias e nâo resto da vida, em consequen UMA CARTA DE FARIAS
velho Manoel Rodrigues Pimenta nas" de Euclides. Não estranha-
de honra; cia BRITO
por questões do ferimento que então da Cunha. Por outro lado, para rei. depois do macabro cabotonis-
16°) Pouco antes da tra- recebera de Euclides da Sobre O morte de Euclideô, nqueles que não ignoram a exis- mo do Sr. Eloi Pontes, que os fu-
é interessante registrar, Di- lência de um irmão paterno de turos romanceadores da vida do
cedia, Euclides se conside- Cunha;
m
_

6/11/941 DIRETRIZES PÁG. 3 . assim


'¦¦*.-*><83_
pela autópsia? Por que o projétil em branca nuvem. Não esclareceu ¦:'S'ÍMmm

ÃO FOI ASSASSINADO
não atravessou também a porta? como Euclides pôde disparar mais
Como fui eu ferido, então? dois tiros; não diz quantos já me
O coronel Dilermando responde acertara, nem onde; não explicou
às suas próprias perguntas: como fui ferido sem que as ba-
— Para o delegado, tudo ficou Ias atravessassem a porta, atrás
l LÍAHDO DE ASSIS, EM ENTREVISTA EXCLUSI-
I dItrizes"
IE A88ÍS BARBOSA)
^Bf ^^H __________________ ___
grande brasileiro aproveitem essa E somos, eu e meu irmão Dinorah,
minha lembrança... / os principais protagonistas da '
¦ _____> " • . - '-*
_¦____¦ .mm\jM
Há um pequeno silêncio. O co- tragédia. E Euclides, conclue-se _______
tonei Dilermando de Assis tem daí, foi "barbaramente assassina-
muito mais a dizer: do". É o Sr. Eloi Pontes quem se a/^ _•¦'
lí_^^'- '''—ia ^
Não devo silenciar diante da presta a veicular essas inconsis-
____________ _______
Wi$'&'''-:'"'''.-
__________ _V________r .______.'
:. ,"' __________________________ ___________
insolência de certos indivíduos. tências.
Lê novamente :
_¦_-___ _____________ ____!
' '' ^^M^^^^M R____. ______________ H
Sim, porque ainda há quem pense _____________ ' ____________¦
" . . .prosseguindo
ler sido eu, lalem de parente, cria- afirma o as-
do, educado e protegido pela "mi- pirante ("Dinorah") que o Dr.
nha vítima"... Euclides, atravessando a sala, di-
Repete: rigiu-se para o corredor c, dan-
Minha vítima! Que heresia! do com o pé, abriu ¦ a porta do
Não teria sido vítima também de. quarto de seu irmão, disparando
Pinorah? Baleado por Euclides sobre este o primeiro tiro. Então, W-y; • -"' ¦
irmão, Dinorah agarrou-se com o Dr.
numa das vértebras, meu
Bb"X '$.-y ^^P*- • wW!mr ^^^_
teve de interromper os estudos, Euclides, que'disparou contra ele
tornou-se um homem doente, fi- dois tiros. Efetivamente a túnica
cou inteiramente inutilizado para branca, com que Dinorah estava Depois de absolvido,^ Dileemanelo-ele < Assis voltou à casa da Piedade-afim de. fazer, ele próprio, a
t
o resto da vie_ta. É pungente recor- rtslnto, ucliava-se chamuscada de reeonstituição da tragédia. Acompanhou-o uni amigo, o Di*. Moreira, que aparece nos clichês.
dar a via-crucis de Dinorah após pólvora e trespassada por bala no Conforme o depoimento do cel. Dilermando de Assis, a fotografia acima indica o movimento
a tragédia. braço e na cintura, sobre o bolso de Dilermando, ferido, após o tiro de Euclides, que o apanhou de surpresa; instinti-
já primeiro
do lado direito, cujo forro ras- vãmente, tentou prender o pulso do agressor; este, porem, recua e Dilermando só consegue pe-
(jou em ângulo ao sair. Durante
A TRAGÉDIA DA PIEDADE gar-lho a manga do casaco. Euclides desfere, logo a seguir, o segundo tiro, que foi atingir o
esla luta, que foi travada no cor-
peito de Dilermando.
O Sr. Eloi Pontes não descreve, redor, entre a porta do quarto de
Dilermando, que é o primeiro, e "centro do
no seu livro, a tragédia da Pie- possivel apontiar do e'la qual esqueceu que me havia
dade. Limita-se a tmnscrever o o do seu irmão, que o contíguo, quarto". Mas eu tinha que passar ¦'¦'¦¦¦'-¦'¦"iA '
'' '¦ "entrincheirado". ..
o aspirante do Exército (Diler-
"-.¦'"'
relatório dos autos de inquérito
mando) correu a uma protelei-
por um covarde, apesar dos quatro
ferimentos de bala que, termina- II
_4________!
nl Hé^^"-
B^_Mlf ..
___¦ ll»«W—Ben—l ¦fcv-
Volta a ler o relatório:
"... Já
policial sobre o homicídio de Eu- ____r :l_m •;:« então Dilermando, con-
clides da Cunha, encampando-o e ra sobre a qual
revolver
estava o seu
calibre trinta
ria a luta, apresentam "pela fren- ¦ _______ ^ ira quem Euclides disparara mais
grande de te", sem que esses projetís tives-
emprestando-lhe foros de verda-
e oito (no livro do Sr. Eloi esta
s&rHp _____ _*__¦___¦ ¦_»&. i
lili_____i_________i_yoB
dois liros, se entrincheirara atrás
de. Ocupando-se desse documento, bem trans.fixiado a porta do meu !t£á_0____l! de outra meia porta cerrada do
na primeira parte da sua entre-
oitenta), não podendo, porem, quarto.
^'W_. "____ 9mumW I__¦*'___ ______P__?\_
____________
__>v__MI ¦_ quarto e, através da mesma, (co-
©^^€___^_^^^^__PP^B^'í______E_l_'_iP^_a^l ^Bv
alvejar o Dr. Euclides
vistia, o coronel Dilermando de porque
Continuando a leitura: _p» •¦'.'¦ _3__si__^______P¦ i mo se eu pudesse ver através de
este eslava agarrado com Dino- * MfaSm. • ___.__. "*! __¦ Kjb corpos opacos) disparou o ter-
Assis vai rebatê-io:
rah, sendo que o corpo deste o "...O
É lamentável — disse-me — projétil foi encravar-se ceifo e o quarto tiros, os quais
cobria lodo. Entretanto, Dinorah no quadril direito do Dr. Eucli- atravessaram-na; encravando-se
c;ue um escritor tenha perpetuado
llr ' ' \
numa "coleção conseguiu livrar-se do Dr. Eucli- des. O Dr. Euclides, ferido, vol- uma bala na fechadura da por-
de documentos ^'-*<%. n
des e correu para o seu quarto, lou-se, encaminhando-se para .. _: C 3fc' . . _ y^jM^m^ ., ta que dá acesso da sala de ui-
brasileiros" as inescrupulosas in- [^fe^ií.. 'Ia. im_____H_ .____.*'.
sendo nesta ocasião ferido pelas porta do quarto do aspirante d') silas para o corredor, a outra na
formações de um delegado de po- -'"-. ML,
licia mentiroso e sem brio. A pag.
costas" . Exército, em frente -à..- qual rece- parede da sala. Um desses pro-
_,. Depois da leitura, observa o co- heit:0- segundo tiro, que o atmgiUr- frqasÈÉÈ uLvuisc^*—*^-¦¦' -«--___________.
291, o Sr. Eloi transcreve o se- ^fS^§^>l^s4ai__»v
__^_____ Hk-
4: jelis áinde. feriu o Dr.' Euclides
ronel Dilermando: ! O pillso" . no braço. Sem munição, o Dr.
yuinte (lê o relatório):
"... Medite um instante. Como Euclides, quis sair para a rua.
o Dr. Euclides da Cunha, Comenta novamente:
lindo entrado na sala, sentindo podia Euclides voltar-me as costas — A mentira é fácil de destruir. Dilermando, então, deixando o
as declarações de Dinorah, <lisse, e, perseguindo Dinorah, feri-lo quarto, perseguiu-o. Ele desceu
O laudo dia autópsia descreve to-
com outro tiro, na coluna verte- os três degraus
já de revolver em punho, que dos os ferimentos de Euclides co- precipitadamente
bral, se eu estivesse já armado e (ii porta de saida e já eslava no
[ora at yyiru inalar ou morrer. mo recebidos de frente. Nestas
Sejtt, porem, afirmado, de pas- em condições de o .alvejar livre- pequeno jardim da frente, quan-
condições, como poderia ter sido
sanem, que nada hà que prove a ii.ente? Dinorah continuaria a do o perseguidor chegou a essa
"cobri-lo todo"? Haverá ferido no quadril direito, pelas Dinorah
n; . ,,• . ,
quem de de Assis era um grau- poria, detonando a quinta cáp-
veracidade dessa ai ilude do sua- tostas, estando eu no "centro do ,,.. ;„ „.wi,„. ,, r ., •• Foi ,, . back
, ,
hoa fé aceite essa cantilena? de' jogador de football. sula (sic) de sua arma ao mes-
doso escritor." auarto ? veja-se a planta da casa, ' ... M, ,„,-„,,. » r
fazer a descrição #-.
do li ora togo Ir. (,. e figura mui-
Diz, então, o coronel Dilerman- Quem poderá mo tempo que proferia: — Es-
lopitb, e constate-se o absurdo. |() conhé,idü
do: exata do que se passou, do que e estiinadn I1()S oír_ pera, cachorro" .
por que., se esta.U de costas para culos cspm.Mvos (k.sta tvi,)itai.
?t pensou, do que se resolveu pra- Comenta:
O delegado Oliveira Aleanta- mim, lhe daria eu um tiro no Xfi() M nuii{() tnni)()
ticar? Com que direito Euclides Q 1Jotalo. — É o caso de perguntar-se,
ra, em todo o inquérito, primou e,uadril direito, em vez de o dar g0 i*nttUgUI.ou
procurava assassinar Dinorah pe- 0 VL.[v.úo (l() stni aonde teria ido ter o projétil?
pela falsidude e pela mentira, pe- na cabeça ou no tronco, se é que .mtiiío CI..!L,,.( en)
_ Ias costas quando este corria — "bárbaro as- lllcnaKeni
merecj(la hu. Teria ferido Euclides? Teria eu
I'.» ignorância e pela má fé. Seu queria matá-lo? Um Dinorah con-
• i delegado infame é que informa póstuma. errado a pontaria? Teria sido de
relatório não pode servir de base nassino» não poupa assim sua "vi- ,aVil v!nt,. anos ,,.. i(,.1(k, e f..t._
tal coisa — para o seu quarto? tal natureza que nenhuma teste-
n qualquer juizo honesto e segu- tima". Por que, quando se t.iata (,UCntavâ a Essoln Naval,
Então, constatado tudo isto, tem quando num ha, nem os exames periciais,
ro que se pretenda fazer sobre as da minha atuação, não se esmiu- involiMita: iamenl.. tomou
-.Iguem o direito de dizer que Di- parte a ele se referiram?
verdadeiras ocorrências que leva- cam os acontecimentos em seus de- „., tragédia dn Piedade'. Ferido
uorah foi um "bárbaro lassassi- Volta a ler:
mm à morte o escritor Euclides talhes? Por que se diz simples- por Euclides da Cunha numa das
no"? E o que me cumpria fazer "Xesso momento, ou
da Cunha. Andou muito mal o Sr. mente "em frente à qual recebeu vértebras. afirma o ce*I. Diler- com o in-
i.esto caso, vendo em risco a vida
Eloi Pontes transcrevendo as san- e primeiro tiro, que o atingiu no n:..indo de Assis, em conseqüência mito de tentar um possivel car-
de meu irmão, que, na defesa da
dices e as calúnias nele contidas. pulso"? Que teria feito Euclides do ferimento, teve de abandonar Incho de revolver, ou, o que ê
minha, enfrentava um louco ar-
Aquele "saudoso escritor", acima e* em que posição estaria e«le parn os estudos e* desistir da carreira. mais acreditável, ferido no amor
mado de revolver que queria me
citado, o delegiado não conhecia que eu lhe pudesse dar o segundo Ficou inutilizado para o resto da próprio pelo insulto, o infortu-
matar? Não me lassistiria o di-
nem de nome. Ao chegar a Pieda- tiro nas circunstâncias verificadas vida. na
reito de matar a Euclides, uma (Continua página seguinte)
de, perguntou "se o Dr. Euclides
vez que meu irmão não tinha res
era deputado..." Seu relatório
"à ponsabilidade alguma pela situa- '
está cheio de tolices assim: í %_ r . .
}
<*.;¦, :,. _'
_ ;, .;¦ :¦•"-.->

1
rão, muito menos pelo fato de sua ^^
'. *'*í **• -.'. v: - ¦ ¦''^_íí_ *
altura de 50 c*tms., a medir de
esposa ter ido abrigar-se ,em mi- ______________ i r__.>r_r .. W _______»__ Fí*. ¦ __*___¦-. ¦ J
baixo para cima", como se de ci- _______ *- í* ¦ ¦¦ ¦ •¦• y-^síl^3mmãf ^.WlMmmCÂ*., i V-- _._$.__. v *
"I

nha casa? — E as demais vidas ^k ., ¦ j

ma para liiixo a medida não fos-


que só a mim cumpria defender?
se a mesma; "quando Euclides e
O coronel Dilermando de Assis, p^ "^—^—W Emí _j____^" _______•______________!
Dinorah "monologavam" na sa-
no mesmo tempo que lê, respon-

____^' **^^ ^v^^^ I


Ia"; "detonando a quinta cápsu-
de ao relatório policial. Lê agora
Ia"; "com o intuito de tentar um
o seguinte:
1
possivel cartucho de revolver", "... ao mesmo tempo que via _____________! ____^ " _P^^ BiàâH
etc, etc. Dinorah fechar após si a porta do ''• SmWÊÊ ^
E depois de uma pausa: aposento, o Dr. Euclides, já en- _T
Em resumo, Euclides cogita tão sô, no meio do corredor, ou-
"pratos limpos" viu o primeiro tiro do revolver
de por tudo em
desde a véspera. Vai à casa de de Dilermando, que, do centro lo
"do centro
parentes para armar-se de um quarto, 'veja bem :
revolver embalado. Segue de trem do quarto") o alvejava pela Hjk
' ~''2&yE*mm\r~''- ' mm\ ^^ -j_9Ȓ.
IHii^k - ___i __É .;..¦ Tr^ipy
para Piedade, nervoso, à procura meia porta aberta".
éi minha residência. Entra em E comentando:
________________________________________________________________________________________ ______H _r.
minha casa armado e fere-me Pelo exame da planta da __________ __ ^' mr^m* -¦:'¦•¦¦ WkWmW^r^'
m\\ ___¦_____¦ W
sem reação imediata de minha casa, constata-se que, para alvejar ^mmm ^Smm% mW
mmmWi?Sfc~"' -_^-'*_S__*"' '.--'•'¦'¦ -1W,

Atira e fere pelas costas Euclides, colocado no corredor,


parte.
o meu irmão Dinorah. Depois de i diante do quarto de Dinorah,- se-
"na- ria preciso que eu chegasse à por- Esta segunda fotografia demonstra que se Dilermando respondesse ao primeiro tiro de Eu-
tudo isto, o delegado escreve elieies com outro, teria ferido o escritor na cabeça, o que não aconteceu. atacado de
Foi
da há que prove a veracidade des- ta e colocasse, pelo menos a ca- surpresa, eiiz Dilermando. Estava, pois, desarmado quando recebeu os dois primeiros tiros
sa atitude do saudoso escritor". beca e o braço de fora, sendo im- — de Euclides da Cunha —

3S

.-..,...._........... ... :r~.. ^«~^—

. ' ' - . .... -Í


i_^^_____H

¦.-
.,- ,_-. .''
.
_. .
'-.JmmmJr
SE1

SHlsSg?''*"¦--¦*¦ ¦'¦ ;;'-L*V-'í*í^*Í?Pf*'!Íií'"'-*-'-- !¦-»-" ¦*'.¦-'"¦>¦¦! .-".¦-'¦ ' ¦ ' ;^^H ¦ ¦


j

--•íwK o
• ¦-;*-" ¦¦."¦-•'¦¦ ¦
*>

-PAG. 4 DIR ET RI ZES 6/11/941

Vv»**-!-'

i ¦f/jCcA? •***..*, Ce*s.£. t(, Y*./6~ 4f<-m :


}*£t~g4. .m es&A*.':-\m,
y •'-. /, 7
Ct ?n*-& r*£fin/r»s4 r*r.-*-> -»**•» vw/Sr x *? £#^r/£v„«-*
^—^

*U»/Í i
6

-9.»r%**-*** * c+?*ism--/i *-t -^ár **--'

pi e.ie r •«-<

6-V- £ J *?i*^*> Sífflll-* ti^%r** #*?


'§ ;l-Í!¥- «S:-
s

Jr /•» ^-»» .fc*/v. /V>r *./ **-i — ~; 7/^r^,,S.

/es*, 6?e^/tS*. ri4rtrm


&*• *U&* **. &Sfr. *+

wm &Ut<£ym ^r.io
•/*-•>
^c*-*S7*.
- C£~+-t + 't~+S> *•? /VI/**.
1 »*x, I i
/Í**A*n<U^*/v ./l'Cy+ ***-*-*'•€ O,*^*-* O fl-*-» '"~**m *-€*—

• &*ifa &t*. é.*e-l£**es, <,--..» fcn,£~ ÚC. -r*-«^-> ^^,%i.'j£~'S.* *v


*-?i.'.-'-'-* ¦- '¦• *
¦$g^Ti0ê0M?Yé™#>k -

*
S rf*^, A.********* o <V>»^t *»/«->«*»»*. . d^f * £rá 4;
^-t..w
« A casa n." 214 da Estrada Real dc Santa Cruz, cm Piedade, onde se desenrolou a tragédia brutal.
*2?l-t+,fo ií/ff ns, Ctff^, ir-?*. *7*«X >*» A*^G* f~%~*. dtr
Veem-se Dinorah de Assis no portão e Solon à janela. Solon era o filho mais velho de Euclides da
tí;': ^£m
Cunha. A fotografia foi tirada em agosto dc 1909. dias ant o da cena de sangue.

O a o? o* * *ze~n <*yr-<.f**i &s su?-* ç («-«--**


^t^lp **¦&£. £AWS6cA.f o -^ m~tm^4r*r Cse> sr J#st #

*, Jí*
§8»á' &1 &+*>

s'â
:;£¦»¦.- *£*-

10*++* ** . */ £*?*'/+ £+** <-**^ ^*>*» <^e^.

&? rf-^-ti

^»» /%^<rtf £**., - ':'i

V,. -,- •y0*/j44é9*&mm*A? &/e &j£+*. f*>> *C^O Sm~*/ZSm> " <• ^^» . |^f /#e~ifefm*r ** C,*y-»^*~j o ^i»*W^»» AV<f S+ *¦*/*¦ +rc-±jf*~&.s
'.>-..,*:-.-; -.-'..^ y WÈÊÊ
5>>:~-*út"j3* ir, ,v;v:, v:. ..#*£&.,.. «su. •-#•í#1S'-, ¦•'—¦ m.
¦:

¦¦-.'-.•¦¦{&)&!¦¦-
r~.
m
:-Y-- - Çjt^f .#S €&L<4 fS*mw

tm-C4 ?4 +i*t
^í 1
BEM??;;..

tCetst~>? fe+*/é**m* * ?4t*c éAtxx^? 1* Cf-s A A*-*-*- r/*o4r? t^jjtev1^ * £-!/:>

C*-í ^ <Z t+4 4./:*^ é^ey*? s^ft^r %z


¦2-1 Ci cr *
9 S-CS}^?
9
>*9 *-t 0.^.»
&tsí</'h* S1/) **'*+* *s?

~AT-
* *^~
¦>v
€**-&¦/ /-*» />0"^y -oy fi A&mjf£e * / s£c.*~s J>-*/*~^> -*•".»-*-*.«

2a\*~t ér/f£r?£r** />* c*^£ ^^^-t^rr-J^v**^ ; X^v 1%'*' ***? <s—v

/t&H~<ar - -<+*<s0

/??£*--? P *-< <£ &m+rt S *¦&*" —

"Fac-simile" da carta
de Farias Brito Dilermando dc Assis, citada em parte como introdução a esta reportagem.
(Continuação da pág. «terior) fendia a vida de terceiros, de- também a descoberto? Não seria - A verdade é bem outra. Meu mento Euclides
nado escritor voltou-se de peito ^-dia a minha própria dignida- o caso de "entrincheirar-me" no- revolver foi apreendido contendo Quando já havia «ido
ele recebeu esse ferimen'
a descoberto para o seu perse- de, dentro de minha casa invadi- vãmente atrás de uma porta? Por seis estojos vazios em suas
cã- to mortal o do sexto tiro na
flmídor, e este o alvejou mais fir- da por um desvairado. Se se vol- que esaa afirmativa de «peito des- irarás. Fiz, portanto, seis dispa porta
do corredor próximo a men
memenfe do alto para baixo, dis- mesmo que não tivesse essa coberto"? Para por em foco e re- ros. Destes, apenas um projétil quarto, recuava encostado à n.re
' ¦ Jasse,
Ki
parando o tiro que o fez cair intenção, assistia-me o direito de alçar a coragem do «infortunado ficou em seu corpo, o «causa de, alvejando-me ainda e com õ
mortalmente ferido». matá-lo por nao poder adivinlmr escritor"? Por que escrever «e mortis". Dos cinco
restantes fo- busto inclinado pana a frente. Seu
Aí termina o relatório policial, »te «onde levaria ele o seu pro- este o alvejou mais firmemente ram encontrados
os impactos nas flanço esquerdo auoiava se X na
traMcrito quase na íntegra e sem Posito homicids. Assim o autori- do alto para baixo"? Acaso será paredes do corredor
e d. aula de rede e, por isto reVebeu os feri"
comentários pelo Sr Eloi Pontes, «m o Código Penei e a Jurispru- mais segura a pontaria que se faz visitas. Pela
quase equidistância mentos no flanco direito q« ti-
O coronel Dilermando de Assis «.encia de todo o mundo. Era, de cima par. baixo? As melhores desses vestígios, tem-se
a impres- cava mais exposto 0 disoaro ho
mais uma vez o rebate: pois, um direito que eu exercia, linhas de tiro, como nas casas ba- kSo ,„ n„ °S t."^ ,lz«„tTl '"f"»
' * **WÊ£-' - Analisemos detidamente es- se assim de fato houvesse n,rf„ltn *? "»"" i«níin "^ k ™
proce- Hsticss, são as horizontais. O de- Ç* *
e • foram de fato, em ^om ™JT° TP°
sas tristes conclusões, frutos da dido. Voltar-se, depois de estar legado nunca estudou balística. B?ce88Í;oi8 *?Jl
"n^V*mien'eri %~
a l nha me<"»
fantasia e da indignidade. Antes fora de casa, simplesmente por Sr. Eloi Pontes também... Tam- "»e- ÉinacrediUvel uma solução £°
«»«»¦"•«• «"« o quinto * "^«f
de mais nsd», que quererá diser ter recebido um insulto, admita- hem nunca foram campeões de d° do
-com o Intuito de tentar
um pos- „,os que verdadeiro 8exto dl8Paro8' do ">"**<>* «« g 'rtrajetoria in*erior intlr «/"P°deri»
7h'
*^Sm%WÈmWÊÊÈtt&'&v'~
• 'WmaW---f-' eé possível
possível tiro...
jardim. ° E mais inacredit-vel -In. Pa-"«*er o prolongamento de um
llBia-
¦'¦ -
•-;
«i-«i ,-.v. -. ^ .
.n.p.Mi..,°^ut.T. .alu. zssjs;^ zzz;
_y«aaaeiro,
a verdaoe e> bem * - -»»»•*»»«. «**. ^v- ¦*««»-^ T
'" 'U° ° '"'i",» • «*- •«- b°"° '~t0- " "rt,Ml*
m MU. « ho..„„
,« rol- «b.ndo-.. ,.. .." Terin,.^ OUTRA «S 1""*°.° ""," *
tado, é preciso sdmitir também mortal foi no pulmão é ainda mZ « tos náo 8e tornaram conhecidos, «_ ,"' T^v**'*,*™* />arte'
"l *" P,ri™elra PSrte 8Da ba,a8' Ê faIso' POÍ8' '« e° dispa- t,ro de cima para
uê^ia do perigo, um. ve, que fui agora, essa minha coragem de et '°# *
¦ ^jSmmmmBÊBmW&fi*"^-"--
dec,ara Peremptória- rado quando cheguei à ^dx°oWUm
o agredido e defendi, meu Ur, de-
I M frentá-Io de *r^
peito
•« descoberto entreFl*ta'
uckvwuhi, mente:
sala, mesmo porque nesse
porta da
mo- (CONTINUA NAS PÁGS. 14 E 15)
"
i'" -: -~- - -~- . -
B
-.'¦»"•
.•
-•¦•^\--- - «\.--- • mu,
-H^ ^-:- -VV'" V|
___MllÉÍÍIÍ';'* ';:__r:'
1. 6/11/^1 DiRETltlZES PAG. 5
_____H_-__-_Íe_ra_l_
' '. '¦*- - • _'• ' .¦ __ ... ___. /SÊÈ
:,i-r—-yf--: ¦-
__B_S|iíl3^S_9aP^ -l-¦»--!•. '•»_'*•'.-•
2'-•:-'''-'•-'- .; ¦ ._^£.*:-;..: --+V- X ' .. 7?''.-..--X J^' ~- --Í' _/^ _- XXfè
• á: m ê_ ¦ ám_ ¦ »¦ ¦ Wk-M Wm*. :mm mm. m âm»
BIWm&x' llíI_t"¦'"II'ftft-I^BII
__IP«-"'':"il''PI
-S»!!-j i-ffl .Ri *a_l Hu IM ' : _n ilt-RI
___. ¦
Pt
-l^l CMfl
- Ilrdà IM Ji

__r 1« II IMDCDIfl
i Ml r v_P UU I ml ¦•¦ = DDITAISIPiU
il
oVIml I U 3a_l H I 19 -'..írJI
igma' ... fl|k « ¦ ¦__.<¦__. ¦ ¦¦_ m .m ¦ ¦ -aa _*a__ - - ¦ IN

jjp^liiO:^^^^^ fIRIVy '# DHII


Otttem visitamos
__^H_isiSf__í^^;:' -
a-..império OÍÍD2 01 QUÁIHO CANTOS DE UM IMPÉRIO SE ENCOMT1AM — CANADENSES. AUSTRÁLIA- to lio Atlântico Sul já encontra*
.Britânico. Passamos lá. uma boa- NOS. SULAFUICANOS. INGLESES — O CÜIEMA "FORWARD^E UM PADEIRO FLORISTA. — UM ram algum submarino alemão t
BE-^-l-l; meia hora. tomamos çbá, ouvi- O comandante permaneceu iaa*
MU-IDO INDEPENDENTE DE '"' IDS AS. HOMENS E FERRO SOBRE O ATLÂNTICO SUL — E SE A
H mos Um pouco de música, con-'
ITAT.IA FOSSE UM PAÍS DEMOCRÁTICO... passível. Qualquer referência A,
sbHH ' versamos com ii»;;l.se_. de toda».
f__________-.:¦

movimentação do seu navio lha


M___MJII . as partes da COiiiiHouweaiÜi; dei-- é vedada.
IHp. _,„,
xamo-nos absorver por. histórias-
ocorrida» cm todos os
curiosas ocorridas -todos Os l;|§$píi---Í
_ Como explica, comandante»*
¦raͧ. curiosas que um submarino alemão possa
cantos do mundo..-rimos com as chegar até as nossas costas?
I_»j___r5|-^' ¦ ¦:¦: ítU MMmXi-.---.:-: >:.::o:ã-_-i ff-SüIM MM^y.^w.<í-&y>:-:-<s9K'!saseSStSSS I Partindo de Dakar ou sen-
.*»'_» anedotas contadas; com típico hu- Vy/jm BK W' -¦¦::.'c_--l -_-__^_8jj^«^_TOW_3a_w8--8S-i ran Mi
mor britânico X-fA-ígUns minutos do abastecido por alguns desses
depois apeiiaTnpsVa ;*mãõ de nos- >v.-Í v.-^| __F^_^II ___E'^®SS^'*"*^^_______I _______c*_^_i_il_&*'v^ÍiÇ_SS^^*^^^ navios corsários de quem os Srs.
so gui«:t, -'inn^rhnenlamos a sen- ouvem falar com tanta frequên-
tinela e'descíamos no Bio, ainda cia.- - }:
excitados e. deslumbrados coir. '— Mas será
que os alemães
tudo que acába-mos de ouvir e possuem mesmo bases em Dakar?
?ei cm 'plc^wvi.nipério Britânico. - '¦— Não sei, não. Quanto aos
Estamos .títMos, leitor, que se iiovios-tanques, posso'assegurar-
lhe contaritáis: tudo isso, sem lhe què, se os alemães confiam
ina.ores exjjJSfcraçôcs, sem descre- só nesse recurso, correm muito
ver como ptme.nos ir e voltar do perigo.
Império IJ.-itànico em meia ho ?'í;i'^:i>^| O comandante tinha razão. O
IBr Bk| |^^*^^^??''-¦?"'¦'¦.¦;
ra. julgará que estamos sonhan- exemplo do "Graff Spee" pulou
d<< ou mentindo. Vamos, pois, às k nossa vista com todas as cores m
explicações e '-.-digamos depois se vermelhas dc sua grande deno-
té mentira
-
ou verdade
ba ni os d _¦ narra c_ x?
'
o que a.:i ta. Quanto às bases em Dakar o
comandante nada quis dizer.
m
Em torno de uma mesa do mo- :^j» 56_I?jÍ8::5--I ^88_^--ÍIk_íjS8^^» -_PI:ij¥:v§í::!^:: xS.':!.'':-! Mas mais alto que o seu silêncio
derno cruzador, inglês "Birmin- falam os torpedeamentos recen-
gbahi" achaiii-sé alguns homens. tes do "I. C. White" e outros
O único brasileiro presente era navios neutros em águas ameri-
\
o modesto escriba destas lin fias canas.
que ali ingressara graças a uma E os italianos, comandante»
licença especial conseguida após já teve algum encontro com eles
explicar que trabalhava para iiiin em alto mar ? Que pensa dc sua
semanário e portanto dispunha marinha ?
de mais tempo que os jorna's Antes de responder à nossa
para o seu trabolliòv pergunta, explicou o comandante
As chicaias de chá subiam c que tinha estado na Itália diver-
(lesciain, os tabletes de açúcar sas vezes. «
pulavam do açuçarciro para as Boa gente, os italianos, disse
colheres, os que já haviam ter- ele. Eles estão na guerra contra
minado de beber, fumavam ci- a sua vontade. Sc a Itália fosse
garros ingleses e assim se pas- um pais democrático, jamais cs-
saram alguns fugazes segundos. taria ao lado de Hitler. Os ita-
Ao nosso lado o comandante W. lianos são católicos cm sua gran-
1*. »Mc Cartliy servia de introdu- de maioria, por isso desprezam
tor diplo-múlico. Observando a os nazistas do fundo do coração.
manifesta diferença dos traços O bispo de Hong Kong é italiano.
*
fisionômicos daquele grupo dc Mais de uma vez ouvi-o falar do
oficioís; perguntamos-lhc : ódio que o povo italiano senta
São todos ingleses? pelos que o arrastaram à gucr*>
Sim, todos eram naturalmente ra contra os povos democráticos
ingleses, mas, acrescentou o co- do mundo.
mandante, nem todos tinham Acrescente a isso, falou ou-
nascido na Inglaterra. tro oficial, o fato dos italianos
Como assim ? terem sido nossos aliados na
Aquele ali, disse ele apon- Ao lad:> da simbólico MV" incrustado na torre de unia dos canhões, o pelotão de marinheiros presta guerra anterior.
tando para o mais jovom dos ofi- continências ao almirante II. Pegran e almirante Vieira de Mello, chefe do Estado Maior da Ar- É verdade, respondeu o com.
ciais; c irlandês do Sul. Como mada brasileira Mc Carthy. Tenho um irmão cujo
cie existem há bordo muitos ou- rar no "Birniinghan", ele lutou meçou eu me achava na China, deve saber uma boa navio foi ^Pcdeado na guerra
parte das
tros irlandeses. na frente norueguesa, onde seu contou o coin. Mc Carthy. tripulações dos navios de guerra em P'e^° Mediterrâneo,
O oficial irlandês interrompeu navio foi torpedeado e afunda- _ Conheceu Chiaug-Kai-Shek? ingleses é constituída por volun- Pois bcm» e,c foi salvo cntSo Por
para acrescentar, enquanto seus do. A bordo do nosso navio cn- _ É um dos niais encantadores **"<»• Operários, lavradores, tra- um um ,,av,°
navio "»•'»»<»
italiano <IU<N »'ia*
«ajjiinhos mais azues que o céu contra-se uma boa meia dúzia de i,omens escoltado por dois na-
que já vi em minha vida. balhadores das cidades, artistas achava-se
da Irlanda brilhavam irônica- oficiais e mais de uma viiiteua Conheci-o em Chunching. JaP(>ncscs«
Fala estudantes saem de todas as par- v,os *""'" ''""'
mente : de marinheiros veteranos da pri- um \ni\è% corretíssimo. tes do Império para os navios ° fal° descrito pcl%coinandan-
"
E depois ainda dizem que o meira ,e despertou novo!» comentário»
guerra mundial. A Bata- O povo chinês é amante da de sua armada. Pois bem, mui- da
povo irlandês é neutro.- lha da Jutlãndia foi a mais forte tas vezes dá-se o fato de um ofi- oficialidade sobre os contras-
O comandante continuou : paz, mas sabe lutar como pou- da 8ucrra aluaI c (1» anterior,
experiência que vivi na guerra ciai encontrar-se com uma màri- tes.
Aqueles dois, lá no canto passada. Aquele meu colega, con- cos, acrescentou outro oficial, que nheiro ° <*ae cnc»"l» "¦»*» ncsse»
também fora surpreendido que tinha sido antes seu Mas
' pela
da mesa, são africanos do sul. O tinuou o comandante apontado companheiro de banca na Uni- díabos de ™&™™ é o espirito
centro, é canaden- invasão da Polônia, quando se com que encaram tudo.
outro, mais ao para outro oficial, participou da achava na China. versidade ou de um professor esportivo E sobre o valor combativo X
se. Ao seu lado está ura austra- Ikitalha de Folkland. prestar continência a um seu ex-
liano conversando com um cole- — E hoje, qual foi eni sua opi- Muitas vezes, prosseguiu o dos italianos ?
aluno, agora oficial.
é com. Mc Carthy, os japoneses O comandante respondeu: -'•':•'
ga nascido em Londres. Pena nião a batalha mais perigosa eu E os voluntários também
no moineii- Ju,«am tcr ccrcado conipletamer. Os italianos são bons marl
que não estejam aqui frentada pela esquadra britânica? teem oportunidade de promoção?
to os dois oficiais poloneses e o te um determinado exército chi- nheiros. Mas ninguém consegue
— Pergunte isso ao oficial-na Claro. Quando qualquer uni
oficial francês-livre que servem vegador. Ele lhe informará me- nés, mas quando avançam verifi- ser valente quando luta contra a
desapareceu deles mostra qualidades especiais
conosco. Assim estaria completo lhor o que foi o inferno de fogo cam que o inimigo vontade. Em alguns navios ita-
o quadro. como por encanto, furando C imediatamente selecionado e lianos afundados por nós encon- XL,
sobre as águas que banham as bloqueio com um heroísmo e uma encaminhado para centros de ins- traram-se oficiais alemães. Mais :'M
'¦.__

íi verdade, comentamos, o costas da Noruega. Aviões, sub-


obstinação que os deixa ator- Irução acelerada. Muitos oficiais unia prova de que a Itália acha- .'»X
Império inglês acha-se hoje marinos, navios de todos os tipos {'e nossa marinha são cx-cnman- se qUasc completamente subme-
doados. Assisti os bombardeios
acrescido — bem que têmpora- • dc Cantão e Changai. Foi um cs- dantes da marinha mercante, que tida a0 seu a|jado, ou melhor,
riaiuentc — com as esperanças uma ^^"•**írj[^»^^?!^™S'r^wi5:*^_"^í_S
violência incrível. Creio que
petáculo que jamais poderei cs- J« faziam parte da nossa reser- ao invasor germânico.
e os homens de todos os povos esta foi a batalha mais séria até "líer-
quecer. Estou certo dc que o va naval. A corveta O comandante refere-se com
invadidos e subjugados pela Ale- hoje por nós enfrentada. Japão não ganhará a guerra. gamlb" que passou recentemente cerla melancolia a esses faloa.*
manha. Um jovem oficial que acabara - Qual é a sua reação, per- p<?,° ,Uo' é comandada Por um Nota-se que ele gosta sincera-
A conversa tomou alento. To- de ouvir a referência à primeira da rcserva- M"s' "a 1,0_ra ««ente dos italianos e lamenta
após ter "tlc|a|
das as nações do grande império guerra mundial, aproximou mais guntamos-lhe, quando, ' mcu caro' ,odos sao profundamente as circunstâncias
estado cm quase todos os cantos a
acham-se ali representadas e to- a sua cadeira da nossa c disse: Combatem _com o ardor quc os ,ançaram contra os scu,
do inundo, encontra subitamente Iguais'
dos se" esforçavam para tornar o Minha mais permanente re- a „ordo do scu navío um compa- que hoil,cns concicntcs dc sua antigos aliados.
mais agradável possível a visita obrigação de defesa da pátria
cordação da primeira guerra é a nheiro que já lutara ao scu lado O CINEMA FORWARD E A
do jornalista, cm cuja terra ami- sabem possuir.
cena em que eu me achava dc- há vinte e cinco anos atras ?
ga vinham acolher-se por vinte
baixo dc uma mesa, dentro dc E o "Birmingham** já se PADARIA BURMINCHAM
e quatro horas. O com. Mc Carthy trocou um Será dificil visitar o navio?
nossa casa completamente às cs- sorriso cqm o mais velho oficial viu envolvido cm muitos comba- —
Ê a primeira guerra de que perguntamos ao comandante.
curas, escondendo-me de um tesT Pois não. Vamos subir.
participa ? — perguntamos ao "Zcppelin" da mesa. Com ele» se dera um
".'•'. -''':- que bombardeava incidente igual. Não, somente participamos 1. o passeio pelos 575 pés de
«com. Mc Carthy.
Este foi o primeiro ato
Não, respondeu ele. Venho Londres. — Naturalmente é um senti- de alguns de menor importância. comprimcnto do navio começou.
heróico de minha vida... "a* sempre estivemos nas vizi-
t da guerra de 1914. Aquele oficial mento agradável. Mas a bordo jjm espetáculo como nunca vi-
Todos riram. E cada qual con- de um navio de guerra aconte- nbanças dos grandes combates n,os. Aqui são máquinas eno»r-
navegador que se acha à nossa
. frente também veio da tou o scu caso. cem coisas muilo diferentes que "avais que até agora se feriram. mes c complicadas entregues aos
guerra
* .*; V.
anterior. Agora, anlcs de vir pa- — Quaudo a guerra aluai co- cm qualquer outra pátio. Como — E durante scu patrulharam- (CONTINUA NA PÁGINA 24)

¦MU-tB paíÉ(tS!'_Si™*... '¦¦.",_- -¦_---;,«"",--'¦!,*.¦ xF ;- v.X.- *_.«." ¦"- -¦"'-- ^5_"T.___,_._ á«*mMBÈt& ^^mè^»mWSS*W»W*Wi>mm»mm
6/11/941
DI R ETRIZES
bre a ilusão de que a Alemanha
LV.Íar assembléia de astrólogos'. seria aniquilada em poucos"dura- me»

%-:i-y- >¦
reunidos, cm Londres, em volta acs. Seguttdq ele, a guerra
wl^ ¦¦"-'¦¦
Bk*'. : "entre tres5á cinco anos'% ou
i dr uma mesa dc almoço, fez prog- ria
SS**-.- •"---¦' -¦¦
nóslicos muito precisos sobre a seja, para fixar um termo prova-
WmZíyy-' . evolução futura da guerra; Era vel, até 1943, mais ou menos.
tres pij quatro meses anuncia- Esfò predição partia. da vhjpóte-
tam] eles, Mussolini será elimina-
- do. Dentro de" sete meses, ou seja
*
"V- se de que a guerra v-seria .uma
guerra de esgotamento, e que o
em maio; próximo, e regime 'hi-
tlerista desmoronará. E em 1D43
•' 1943, ANÒ ; bloqueio viria a ser. um fatqr es-
tratégico de primeira ordem. Por-
• paz será concluída, uma. paz RICHARI3 LEWINSON (Exclusivo de DIRETRIZES) que a guerra de 14 havia durado
Por até que os alemães.
naturalmente, vitoriosa para a
crata Rathenau queria organizar .^^ anos
quatro
aque-
. IngIntcTrá c seus aliados. •¦-* comparáveis aos "polis" que o lêem o futuro nos astros e «levante em massa
"levante!;.em ¦¦¦<.*.=¦- -.-
cm Iu- -** esgotados „<..„ privaçôe8
les que o lêem nas estatísticas um
um devidas ao bloqueio, supunha-se
Dr. Gallup organiza jniza com tanta tanta les
OS ASTRÓLOGOS E A de aviões, estão in- gar de desta vez serj.a
OPINIÃO PÚBLICA habilidade nos Estados Unidos, da produção
e ou- E ^«g ^ dcsla em Londres que
K»**i-'-:
Também elas exprimem os pen- teiramente de acordo. Uns possível\|He^a necessário um espaço de tempo
adores do
S»f*í^ Quanto a.mini, não sou uni as- samentos e as esperanças dá opi- tros apontam o ano de 1943 como vez, a queda dos^di inutilizar a resistén-
trólogo praticante, nem mesmo o vitória ou,-segundo xo nao signifique ainda o fim da . . „
-.¦.;¦¦..¦¦.

""Se . nião pública,, mim dado momento. ano do cia do Reicb.


um crente d«a astrologia. as
Nãò é certamente umíi ^abreviação em moda, como guerra. Os intervalos que os Naturalmente, os exércitos alia-
por
ações futuras dos homens estão, coincidência Vue os mesmos profano "V". Só que, até 1943, mui- trólogos prevêem entre a que- ^ ^ ^ ^Q qucplnin ficar
sp*?-'- na verdade, escritas nos movi- um da dos ditadores e a conciusao completam<,nte
gnósticos feitos pelos astrólogó*- jto tem ainda que passar para inatiVos durante
— o que é bem dc Londres sc repetem, atualmen- povo que se encontra há dois paz, correspondem exatamente as ^^
ir.enlòs dos astros Mag os cslados-
'¦ -relações entre o do passaqo. cm maiores ^
possível — as te, nos discursos è. artigos os anos cm plena guerra, como os experiências francfis e :-ngIés cstaVam
íaacrpcosmo e, o nosso misçra- mais sérios, Nà.üUinm semana, ingleses. fez-se 1870 - 71 a. -gggff U£ de
Recentemente, f™*™^ acordo - um dobrar os. pon-
Vel microcosmo parecem ainda encontrei, cm íqfuatro despacho» preceder na
muito mal conheci dns. Em todos dc fig^ |ttteir«hientc difereii- «Y» da letra ^Q", o que quer durante mais cinco meses, e nove dadeiramentc de ;acordo - em
os casos ós astról ogos profissio- j£T i "Qnick Victory" - vitória meses passaram antes da assina- ncnhuma
mesm^afirmação:'de;.qué a dizer ^-. empMende^m
nais fizeram nes les últimos anos, gucrm termifíarí em'1943.. Dois lápida.
"to tura da paz. Em 1917-1», a guer- ^^ ^_ ofensiva antes que
mW- ¦""'. ." ''¦"-.¦.:"
à politico,ISlUHIIIMia
lH.--.lCa ,,„„,„. i»i„^„™^. íomh»mwm-
«..«...¦*»,«.« ufa ,. ft*
w- nstrólocos. ;**--, uma «ente ama- ra germano-russa durou ainda __as
J|li forças pão tivessem atingi-
prognósticos terrivelmente fal- llham ác Londres, mas foram pu-vel, não querem fazer o público nove meses após a abdicação ao ^ o "equilíbrio de armamento"
sos.. Errarre humanum est. Os blicados antes dareunião dós as-- esperar muito tempo. Prometem tzar, e até o tratado de paz de com as forcas alemãs, e este,
homens de Estado mais lúcidos -rpi0gos. héfcriom-seà discussão já algumas vitórias num futuro Brest-Litovsk passou mesmo um equilíbrio nâo era possivel, se-
muitas vezes se enganam sobre ||a càmara dos Comuns sobre muito próximo: — no inicio do ano.
gundo eles, arrtes da primavera de
futuro. Mas o direito de se enga- af,s-stencia à Rússia e concluíam ano de 1942 Mussolini desapare- EQUILÍBRIO DE AR? 1941 )41.
nar é um privilégio dos políticos que seria ajnda prematuro ten- cera da cena política e, alguns *--V MAMTgjypQ Or Ora, tratavá*se de um cálculo
e dos jornalistas. Os astrólogos, tar U|na mvasão do Continente meses mais tarde, Hitler. Alem _ puramente teórico, feito sobre o
Os técnicos^ que e»*-*^™ V1" .
não-podem reclamar para si cate europcu. Mas em 1943 » Ingla- disso, haverá uma revolução na | A realidade era bem ou-
/ 1943 não excluem P.
privilégio, pois seu melier e sue terra estará pronto para o golpe França. Ora, a guerra não será tória _a
«M&gg; "ob"d--, c?°"- rs"""^t %W'M$tsâ &¦*-*-•»- m*i*m..
¦ * " ** para
1.-I..1-.1.. .*•. que os países up • ^ ^^ anlM quc 0 cqui-
razão dc ser são precisamente o (jecisivo os
convulsões ---'«o Pudesse ser estabelecido,
aútes, convulsões
antes,
de nunca se enganarem ou enga- Os outros telegramas são da nuará após a queda do fascismo Eixo sofram,
narciri-se menos do que os ou- América do Norte. Um deles re-, e do nazismo, eté que os suces- interiores.- Mas eles nao baseiam
exército francês. Todos os pro-
tios mortais... sume um artigo do engenheiro sores dos ditadòre* italiano seu cálculo sobre outras frágeis é
Seu pro- gnósticos foram desmentidos,
Malgrado meu ceticismo quanto Wrigth, antigo diretor da Curtiss-; germânico sejam batidos e ani- conjeturas e analogias hoje evidente que a Ingl-iterra so-
às profecias .astrológicas, as Wright,Corporation, a ma.ior em- quitados, gnÓsUcÔ"se\poia"sobre ó plano
"n ---nha. mesmo com a assistência
emanações ou cálculos dos as presa aeronáutica dos Estados Para se fazer tais armamento "7"
de .............. anglo-americano,
a „ de todos os dominios e colônias,
¦*í^' '
^suposições M. nos caiemos apa-
trólogos sobre a política me p<i- Unidos. O artigo, publicado na não é necessário consultar os as- Certamente, atingir o cqüilibrio de
recem sempre intere,santcs. Não revista
-Ayioçáo" e escrito tam- tros. Encontram-se analogias rchtomcnte os mais racionais, se
%+*•¦£ )-'i.-r
mais ou ^^^ &m g^ e nos &£
myy, comp índice do futuro, mas como bem antes da-manifestação dos também nos livros de história confundem elementos
^ Alemanha
¦— que domina e
relativa- menos sentimentais, lembranças,
p% Índice do presente; Os astrólogos astrólogos dc Londres,termina as mesmo
"A supremacia aérea que mente recente. Eni 1870, após
num passado
analogias históricas — sc se tra-
^^ r, ^ distpUÒS in(lus.
.
•¦
profissióhais são em geral uma sim: £• ^../-^ eur0peu,'com
como os do ln»
si'-. gente prudente. Raramente ou- os aliados estão conquistando, queda dc Napoleão III, o-republl- ta de problemas O equilíbrio
ano de 1J-1J -_^ ^ ¦ ^ Rússia
sam predizer coisas que irritem com o auxilio dos Estados Uni- cano Gambctta continuou a luta. da guerra mundial. O ^ ^^ ^j-^ com
-'
Eni 1917, após a queda do tza- teve, desde o inicio da guerra, um 1
ou entristeçam o grande público, dos, é dc molde a garantir-lhes '• ^ ^.^ «_ Unídos
Bons psicólogos, sabem perfeita- vitória final, a nosso ver, rismó, os democratas e os social-r papel quase mágico nas prcdiçocs ^
que,
mente o que o público deseja ou- deve registrar-se possivelmente icvolucionários, sob a direção de sobre a duração do conflito.
O PROGRAMA AMERICA-
vir, e lhe dão o-que pede. Por em 1943". -^ Kercnshy, também recusaram dc- Churchill, então primeiro lord do NO EV DECISIVO
esta razão, «profecias dos as- PREDIÇÔES E HISTÓRIA por as armas, e"em 1918, após Almirantado, teve a coragem de Os prognósticos para o fim vi-
trólogos são, de um certo modo, Como '.se- Vê, bs hortichü|í que colapso' dc LundendoBff, d demo- advertir o público britânico
so- (CONTINUA NA PAG. á)
hora do jantar. Depois do jantar,
QUaHTA-FEIRÂ, 30 v.;
ACONTECEU NESTA SEMANA
continuava a ler.
Uma aventura estranha aconce- Idas ultimamente Geraldino ado-
cen com José Santos, agente do tou uma mnncira muito esquisita
Censo Social em Mato Grosso. Jo-- de• fazer Buas leituras: lê alto '_,e
»e Santos ia por uma estrada, bem sala tocar música; Depois de tocar era médico, mas antes „. de mais martelando , sua .,,esposa. „„ Chega cm
? . .
fazia
mata virgem matogrossense, muita música, até a hora" do' ai- nada, era nm artista. Ele
sa casa, apanha uni cinturão deso-
Incluindo' no. Censo tudo que en- moçoa II. G^ Welhi pediu a pala- uma operação como um pintor
cupado, ebre o livro de Pcrez' Es-
centrava, quando, de repente, foi vra e disse que nada daquilo cs- pinta uma tela ou um compositor crich e chama a mulher para per-
obrigado a parar. Tarou porque na tnva certo: Que aquilo' era uma do café Nice faz um samba: com
to. Quando é apenas um conto ou
¦na frente estava localizada uma, coisa sem razão de ser*. Aliás, ele muito cuidado e muito amor. "
uma crônica, a mulher de' Geral-
onça. A onça olhou para José San- .disse assim: ."Sc considerais como Quando um cavalheiro' quebrava
dino não «ofre muito — leva ape-
tos com olhos muito admirados, uma coisa trágica os acontecimen- uma perna, o Dr. Róchi não se
nas alguns raspões. Mas quando
eem qualquer intenção má. Ape- *°s ocorridos no mondo, então c limitava a endireitar o desastre.
Geraldino entende de ler um ro-
Começava a dormir no assunto,
nas tinha acabado de almoçar e vergonhoso ylrdcs aqui celebrar o mance-folhetim, como "Os Após-
São esfava com nenhuma preten- aniversário de um ancião, trazen* aperfeiçoando, lustrando, até que
tolos", a mulher fica tão dolorida
são carnívora. Mas José Santos, do grinaldas antes que ele tenha o sucedâneo ficasse melhor do que
que vni para a cama.
em toda sua vida, sempre apren- morrido. Espero que não seja feita o original. Ora, mas para isso não
Como a mulher de Geraldino
deu que onça é um animal indig- qualquer publicação a este respei- há anestesia que chegue — os do-
acha que esta não é uma maneira
no e que, ao se nos deparar com to, quer neste pai», quer na Ame- entes gemiam muito c o artista se
decente de fazer cultura, foi recla-
nma delas, *ó nos resta uma solu- rica, pois não tem graça nenhuma impacientava.
da não larga com facilidade. Alem mar na policia. -
cão: tirar, d revolver do bolso e dizer ao mundo que nos achamos Um dia o Dr. Rochi anunciou
disso, Maria de Jesus é de opinião
que não operaria maia ninguém QUARTA-FEIRA,
5
distribuir pelo seu corpo todas an em avançada idade", introme- Houve uma festa . na
Maria Helena i uma grande
balas disponíveis. Ma* José San- Os amigos dé Wells acharam que vivo. Sé operaria estátuas, pois "Sociedade
Letras
tida. Já informou isso a Mario de de Homens de
tos não e o coronel Roosevelt, é logo que ele tinha razão. Conferi- estava cansado dos gemido* hu-
Oliveira, mas Mario de Oliveira é n-nnos. No. mundo das estátuas, o do Brasil" pana comemorar qual-
apenas um agente do Censo «em saram até que estavam encabula- data que nos passou desper-
apenas um homem apaixonado. Dr. Rochi eitava no seu verdadei- quer
revolver e sem pontaria. Apesar díssimon. E para consertar o de-
Ontem as duas Marias se en- ro rebida. Durante a solenidade dis-
disso, José Santos acha que esta «astre, dois dele» pediram a pa- contraram na ambiente. Sem ser incomodado,
?-•"! praça Serzedelo Cor- o doutor cursaram sobre assuntos vários os
vida é uma delicia e tem planos lavra e começaram a espinafrar a passou a ser am grande
reia, em Copacabana. Maria Hele- seguintes homens de letras: Adal-
de viver, pelo menos, mais de- Alemanha.' técnico. Fazia milagres. Um pes-
na, que é magrinha, está no Hos- giza Bittencourt, Rachel Pindo e
aessetc snos. Foi pensando no* c . _ . -.^ -. ; :;-• qnisador descobria, por exemplo,
pitai Miguel Couto. Maria de Je- um A llce de Carvalho.
anos futuros que:Jose Santos en- * pedaço de dedo no* desertos
. . .,' * m Mario ¦*-»de «"ycira,
Oliveira o» da ruar«« u« do HUrt> mais gorda, está no Distrito.
ío ,„.... .
eontroa um belo expediente: fun- • -»-•*"*¦ £gn0 e mandava para o dou
L*»v«-«---, «d* noivo de Maria He- DOMINGO. tor Rochi. O Dr. Rochi pegava na Um cavalheiro de nome J. An-
eionoa seus fortíssimo* pulmões
M«rití- Ma- Ne condado tonio Marque* leu numa crônica
de cearense e soltou um berro me- k'n**« de S5° Jo**° do de Cherkenwelt, na pedrinha, se trancava dentro do
«en* -» **n°8- Qoando ingiaterra, um cidadão de nome laboratório * quando saia, a es- de Alvnro Moreyra à palavra
donho. A onça viu logo que aquele rla H«l«n* Mersatzn e manda
*Uia para ela Jonn acordou perguntar o
rapas não era um rapaz normal — M*»1"!*» de Oliveira e telefonou para um tátua estava pronta, com todas
e só é. For uma feliz coincidência
deu meia volta e sumiu-se dentro fica cheio de felicidade pen- amigo próximo, informando dc sua* curvas, só faltando falar. A que
*n no dia do casamento. E' lógico nós sabemos o significado da pa-
da mata. que não era mais John. O amigo perícia do Dr. Rochi chegou e "ersatz'*
que não podem ser outro* os pen- perguntou por quc. Ir.vra: é sucedâneo. For
José Santos incluiu a onça no O cidadão nm tal ponto que, ultimamente,
samentos de Maria Helena. Mas fxempio, a margarina é um suce-
¦¦¦¦:

Censo e continuou a sua marcha cm seguida os dois oiham disse: ele já reconstituía estátuas pelo
heróica.
para um — Aliás eu nunca fui John. Sou telefone. Dai ser a sua morte dânco da manteiga, principalmen-
canto qualquer e ficam tristes. Wladislav V, rei da Polônia, Ilun- nma coisa muito triste, te'na Alemanha de hoje. Na Fran-
SEXTA-FEIRA, 3? Ambos pensam cm Maria de Jc-jus. ça também de hoje é comum ser
gria e Boêmia. Andava incógnito. TFRCA-FEIRA 4
lí. G. Wells fez 75 anos dç ida- £' uma velha história. Mario de servida nos restaurantes carne de
O amigo agradeceu a informa-
de. De manhã cedo o* seus amigos Oliveira, conheceu Maria de Je- Geraldino Ferreira dos Santos gato. O cidadão que mastiga tal
ção e disse que ia fazer a neces- um admirador de Pcrez carne
foram ao seu apartamento, num sus antes de conhecer Maria He- ;árl, f,irrií€!H!a na 8lIa cndcrncta é grande em absoluto está almoçan-
^m\\%W£''' Escrich. A principio ele lia os li- do faisão ou vitela, mas apenas
'.~amVET,'.~ grande grupo, e começaram a co- lena. Vai não vai, Mario começou de endercçoB#
memorar o acontecimento. II. G. a andar muito com Maria de Je- «_-,...._. vros de Escrich, quando voltava t«m sucedâneo. Geralmente o su-
eeiBA •»
Wells recebeu todos muito bem. rub e acabou *e complicando. Ago- aEGUNDA-rÉIKA, do emprego, e ninguém tinha na- cedânco é uma coisa muito triste.
Faleceu em Roma, na idade de da com isso. Estirava-se na "pre- Veja-se o caso do marechal Pé-
Recebeu também os presentes, ar- ra ele quer se ver livre dela e não
40 anos, o Dr. Ropíú. 0 Dr. Rochi -.uiçoau" e lia, lia até chegar a tain, sucedâneo do herói francês.
rumou-os na cama e veio para a pode, porque mulher quando gru-
'.^SS-àf'»" ¦.
,

mKsíi*^'-'-
-í ' • -'3mm*%tmWí

-.¦ í^iá^*.¦'£T.1.v'í;í'ÍÍ;'.-"'..i--¦^•&ÊMà%^%&t-JP'^&&P SÔiíífSmKjíSiSiSSÍ-" ¦ ¦¦ ¦ lr%tímwam*%%*** jua*i)i^iw' iai ifi'..*»i» »«**;¦


¦' '*'; >¦.¦;¦-'-:i- -..^-mfi! '¦¦*-''..'• '¦'.- ' "~"íí$'r -:^í#f*-'?
l^»^^I^Í^^^^^^^^M^^^^^í^^^3Sft»^^f^^*->'*r'"
^ * * Tív^-"'?'''^'--'' ;* r.^sMiiÃ**^-:''--:;''' f" -'--- " " "•
^^^.^^^^^^»^^^?*>,'-'ir.^f' ¦" :.•:¦':'¦-'¦' -'">-

PÀG. 7
6/11/941 DIR ETRIZES
com cinco »»»»»»»•*'.
diam e o major não queria dar e Marlene lado esquerdo foi jog*

M
dinheiro a ela para viajar, Mar- sinho do
d. Republica A vida
f;"e. quafido tiSha precisamente da na Praça a ser ama í»
13 anos de idade, esperou pela de Marlene começou
«•«.»«»¦»»«»«";
madrugada e fugiu.

linha, faltava ainda


Fugiu

um
de trem.

pedaço
como

e
tel.
Ouando o trem parou, no fim da andava pelas ruas
desalento,
Sem

e
dormindo
frios
c.ieia de_ fome
nos bane.
dos J»Mij.s.
m
grande para chegar em S. José de incômodos tossezinha qua nunc»
UM ITINERÁRIO ESQUISITO: SAO JOSÉ •» ,E»^*< t*^K^&5É
SENHORITA DA FAJE£ACON laraopcba. Mas o espírito de Veio uma ^1
DO CABO E ALEXANDRIA. _ DE COMO UMA aventura já estava nascendo deu- mais lhe deixou.
UM MEDICO D.
SEGUIU BEBER CHAMPAGNE EM CAPETOWN ^ NAMORAR tro de Marlene, de maneira que
ela não teve dúvidas: meteu as
Um dia, quando estava já ultra
desesperada, encontrou-se cOnt rlÍ f
ÍNSKEDERON. - O SAMBA "ABRASILEIRO INFLAMA'^IJSJ.*
«MmIJUUT
** S" '°A° canelas no tempo 'e foi a pé até uma criatura na Gamboa. As du?»
BOMBAS SOBRE MARLENE. GUERRA, *£^ S. José de Paraopeba. Chegou começaram a conversar e Marle-
"NOME: MARLENE MARGOT REIS. — PROFISSÃO: MARÍTIMA noite alta. Estará tão feliz em ne contou a su^história toda. Ho
teve
princípio ao fim. A criatura
muita pena dela e convidou:
— Eu moro num barracão de
iB»iaBBt**>T-**''X*"*"v'*"v"v Mangueira. Venha morar comis«.
Era o céu que se abria dian'e
de Marlene. E Marlene não ia di-
zer que não queria o céu. Foi pr»
Mangueira.

EMPREGOS E DESEMPREG03
¦fl" ¦; ,
""'•'\'"v:*X-"-'*"'S!"X**v.,.w
Í-X-X-. . '.¦ys.-y-'^y,\\-y.\4Pfmm}y. •''•mmmmmmf-'--'.'.-'¦''.-
'•?¦¦¦ Marlene tinha dezesseis ano»-,
f'.*^-*--?-
morava na Mangueira, quando co-
- :^»'"-'-::;-:.
mWm-mmmm'MMmm:MWmy ítlteceu Dagoberto. Dagoberto ven-
--¦;¦-¦-¦

;.-.'¦¦¦:
:¦••: :'¦"¦.¦'¦¦.:'
'¦':'•'

dia cebolas na feira. Os dois co-


y"'*^âí '¦ meçaram a namorar. Pouco tem*
-"'•' '^fe''-'•»'¦¦¦¦ »B8»::.-^Xvx:x*x'->.^»«T
•:•:•:•:•:¦.:«S
»B«f ^^^««««p.*i^
:: :> l^HL>>K%: :::: >t^K:^: :::-vi>x:' V'-~:¦
' .áhfc:::.:.:>:•: :-:-» «Kfc*¥í::::::::í::»
Kffi¥:-:--.-:-:-:-:-xPJl
po depois Marlene estava instala-
«Jp-:-;-a«J«:-:ífi->:'v:-:*:-:««
yXv.- ;.;1»«M «¦fc''i-xJ-»»«««vX**^,S.-:-:':-:<v*-:^B ¦k-iv «iii*«T-:-.:-\i«y:«««fc-x xm-x- .->*>*«¦¦ BiravX-XyX-.JB da num barracão só dela e Dago-,
*!$£«:$:&i»*iP»J|V berto, que custa 30$000 por mês.
Foi um tempo bom. Só não foi
melhor, porque a tossezinha, que
xx''x>'x-^ ela havia apanhado nos dias do
fome, voltou mais violenta e per-
EaW:: Í ¦"¦¦' T&^^mF^ÊÊÈÊÊammmmiik i flí^»?:3ÍIre-SxiflBFS
. tinazl Dagoberto lutava como um
- [MM», JWkJ «¦Éii 1 - • - -*vUv'^»^»««««K^«WK4«««V««««n herói para não faltar nada a Mar-
t S x^BPJKS BlL ::WkFmw4R3mImm Iene. Vestido novo, sapato, até
¦ M«W«W««r ít* «Hr tmIM
'¦'a-M».»!'!'.-/,-.-¦¦ * *-X4k««««^««B «¦«ntií»«««««ai,v*'v.-ljfl «bBiSsbbbkHbbb) uma bolsa de crocodilo, imitação,
mas muito bonitinha. Ora, mas a
Bv *.' viu
-x-xvi^M
¦¦ÍP «I Í«l«a«H m tosse não parava. Marlene
' X;X;JH mmy^ommY--'
-'--•MWmmmm\.-^mW<- que aquilo não estava direito;
mmiM HtWí Dagoberto não era o pai deia.

'
-tv-.wi-.
^pBWBl-*-:-'
*>''•'**^âc^i«««v'Sfílll
'^3?*
xwi*- ^kUFflH
í«^«1 ««^r
«¦¦I»«k*'X''.''^^B ¦ -
«^K^Ev'-'t«««B«l
-i«i-'«««l ««('Xjif^BSl '¦¦ ¦
joo» »»«¦«¦*'¦¦>•«¦¦ L«««^JoõjH6«1
Alem
filha,
disso,
precisava
Dagoberto
prestar
tinha
mais ateu-
unia
-n
i** 1*^^ ¦ 36B ¦¦¦."Xrí^B ««VVáJ««« ««b ¦•¦ ^^BBRa^^rjj-çX^S Bb»««1 B«t.»«v.:x> *''xj ção à filha.
^¦^j^l ¦¦¦(•'
Um dia Marlene desceu o mor-
ro e foi para a Santa Casa. Teve
um pneumonia muito forte que
' &?m m-'.' ' Í'X"\''-:-x**JH virou num pleuriz. Passou dias
fc"" twtt^^ ^l««««««««««WWr*^^'''' ' ' »1^»----------">»"*M»»-"M»l-»Mt^1°,^1*MI""^"^ tristíssimos na casa velha da riia
Santa Luzia, os olhos mortos es-

ao lado do "Ela petados no forro sujo do hospital.
vemos: Margot de propaganda que dizia: encontrou «eus primos'... Pensava na vida — o que faria,
^m^^^stal '«-a^íri quando saisse dali?
,.„,:,i,i moi,,,,,,™,,mtê o «iu. es,«w«,i»:/«».»»«- fe ¦« Kà&it ru."/«\«*«:°r«"»"".. t". Uma coisa ela já havia acerta-
do.: não procuraria mais Dago*'
berto. Dito e feito: saiu do ho»-
.•lll 111 /VAI flf/IÍÍO. C IIIII ««.liuiiii"" f^ ,
e rizonte. respondeu. Bateu novamente. A e não Dagoberto.
-o/n aquela simpatia dos turcas em geral, prin- pitai procurou
l^^n TEMPO AZUL porta foi se abrindo devagar e
InllS/ ííis /iimi*. -Vós -lemos por aqui, perdidos
nas nossas
em Belo apareceu uma velha desdentada. Queria, era um emprego. Com seu
Os primeiros tempos tios. jeitlnhò elegante, não tardou a
Iíorizonte foram uma delícia. Tu- Marlene perguntou pelos conseguir uma colocação num«
COli"'ÍÍ^'Marlene do azul. A família do major era Quais tios? eia
Paclui Mohammed poi-nenhum Meus sou Marlene. casa de família. Mas quando
diz que não troca um encanto de família. Marlene tios. Eu a famil A
estava já conquistando
teve os primeiros vestidos dignos, A velha fez uma cara triste e suas amizades, vi-
toda, fazendo
^''''ísrim^o O sol fuisca "perfume teve saptftos, um"Tentação", fra&qiiinho de informou*. nlia a tosse e atrapalhava tnJ».
Jlolfl pMaiJÁ ali na Lapa. Calor. marca ajei- Seus tios faleceram.
uma empregada
J-t-Z..**
mariene caiu num choro
Marlene iniim medo mt-u..- Nineuem queria
i-»»»»»"-"»» i»
tou as sobrancelhas, ganhou uni tossindo, por causa das criança»,
enfraque-
livro cheio de figuras, para apren- nho. Chorou tanto que aí come-
der a ler. ceu e teve febre. E
Mas ,W«r/ei.e < « doç««r« em pessoa : fazia luar, ela ^a o rosário de doença, de Mar-
NOVOS MUNDOS
^SSLt«WSÍ^««';
- nao^ I,. De nouV, quando
O ' «laia dois
Durante meses fi-
com a família do major, no au- Iene.
*.. _.. ll.....«. mAUitU fl*
~IJei,e disso, Chiquilá. fotografo
Sempre que estava empregada •
"ainda "demorou tinha um diiiheirinho desocupa*
««/¦•»«; meses na do. Marlene se meti. no cinema,
e felicidade era tanta que Mar quatro
pára os lados dalurqyia \ ^<nbiefíte de Marlene. A
do cid.dezinha tomando conhecimento de no-
liado pela gente ^^^^^ '^f, SjggJfuleira, o pássaro, Une nem se lembrava mais chega outra
Foi
saúda- vos mundos, que estavam para Ia
q"'0 os tios, S. José de Pa- * então que
Dai o pseudônimo de U««"'^ n \t<.nrie corpo gordinlw. passado: da barra, muito de paisagens d,-
raopeba, a mãe morta, o pai de- de: saudade de Belo Horizonte, lerentes e coisas belas. Um secrete
saparecido, tudo pareciam coisa» Sem niquel no bolso, Marlene
a língua com-
a sandá' de um tempo muito distante e que realiza sua segunda fuga. Amla desejo de aprender
Iene fazia entrava para de treni em trem, comendo pouco plicada que falava a gente Uo«
SAO JOSÉ DE PARAOPEBA Ha binetra, de salto grosso. Ago- não voltaria mais.
ali. dor- films e de singrar aqueles mar^s
nada
Outra coisa que merece duvida: ra ela mostra algumas manchas SAUDADES DE MARLENE íquí, não comendo
distantes: foi nascendo dentro üe
. nome de Marlene. Diz
ela que
corpo, saudades dolorosas do Mas um dia Marlene ficou abor- mindo na rua. Mas, entrementes, Marlene. Quando ela saia d»
Reis e pelo o major Messias já tinha manda-
fci» chama Marlene Margot tempo em qúe morou com
os tios. recida con» tanta felicidade ^Poeira» dà rua Lar... I. di^en-
nasceu em Silo José de. Paraopeba, morre a tm --
2V3* ludo de mais
ma lluíorV^;aoor diz
cla a„m;ro^u^r,M7r.e,neV""'Ê qünnZ,
Eis que de repente morrer de do com os botões de madreperola
no Estado de Minas, há dezenovee «!e Marlene. que, afinal, de contas, ei *** está quase p.ra .1
do seu vestido azul:
..ALiiiiLt «'/ÍIM
dela começou a relembrar o fome, é encontrada.
•nos passados. A carinha era tão ruim. Sozinha nas Então,
O jeito não
carinha de dezenove arírts. aí é que ela co-
«,ela, apesar de envernizado pelo mãos dos tios, mesmo de verda-
meçou a Mifrer
s..l e pela paisagem, dos países co,- de Foi .sofrendo,
g sofrendo, ate
distantes,s, ainda tem qualquer
q«»l«l«« ^'oí Jogé de Parao
Mas ««« «^''t'^,
sa de Sã«o José de Paraopeba. nao peba o major,!"«",,-,„ Messias de Mene- Mene
o nome de Marlene e quCj
do In- mor' iSxtiSQwsyS&t' ¦•¦¦'.¦¦"¦'•;"'•>/ -¦'¦ ~+^mmm%iH, t*j* tpiihú^'^^mwÉmwk>.-
pode ser nome de mineiro nome IDA A BELO HORIZONTE
lerior. Vê-se logo que o Mene7.es
O major Messias .de
veio depois. Foi nome que
ranjou em Capetown ou
ela ar-
no Cairo. ,,ão foi a S. José de, Paraopeba
'¦¦ ." :r'"•••. -. ^"^
.|'K yy fi; •
por desfastio nem apenas para
Pelo menos no Leblon.- so-
passear. Foi fazer sindicâncias ha-
Insistimos: • bre um crime muito feio que
Diga seu .nome direito, Mar- via sucedido lá...Por coincidência,
tes-
Iene. um dos tios de Marlene fora
Ela apenas responde: ^ este: tom unha do crime. De maneira
Meu nome direito e
que, uma manhã, o major de Mar-
Messias y^m.^^-/m^.y . v | ¦% ^* A i< a r JT""*y-- •!**"'•'•¦'••¦¦¦•
Marlene Margot Reis.^
bateu na porta da casa. - **^«%i»ta¦ *. <^ v v\' 'm mml¦*¦¦ : #1 '
Você nesceu assim. Iene procurando pelo tio
dela v" - s- ¥
Foi. ' ,'¦¦'¦•.
nos 0 tio apareceu
e o major iníor-
»*¦•;>¦ ''<&l-mt¦ ? :? i ~mi '. i. <+***. y-A*rl.\ >vr^$h%m
F. há tanta impassividade s m-é 1 ¦ :^Jx5f*iA *
ele tinha que ficar jun- _^_^^^^ au|i£. ímt <J
in- mou que as t a < 111»1 jml
sius olhoi. que não é possível to dele o tempo todo, ate queOra.
tiistir mais. ...
come- sindicâncias terminassem.
do ^¦^^^^^^^^^'•^¦¦««¦«¦¦¦¦¦¦¦¦¦¦¦¦¦^^áLi^ * »m* t* !¦*.._.!•! ^^<M«y*<íi»«ft»JI»W«» \íl*~-
Em vista disso, podemos Marlene não vivia longe
Reis nasceu como a ConVivor
ç,r: Marlene Margot . um ti», passou também -achan- Slt?Í ^^^<>^te»»««r^>*»»»>»»««s»«M»pjpw^^^ » »^ps»l|a«««a-^! 4
„, São José de Paraopeba, 0 com o rnijor, O major foi - ' "a* >«VV ^^^^^^^^^^^^»*»R»«t«««lllÉÍBÍÉÉ^^^^^^,i»^w^
Gerais. e. multo
lugar/inho de Minas ho- ,-o-a.muito simpática #'"¦-••.. • y^^^^^mmmmmmm^$y::y

nal de Marlene não era um


Perguntava todos •» >..' ¦¦¦¦¦¦':*¦'*" .i-y ' ^jl^^
exp .ca atenciosa.
Iien.de muita dignidade .tres dias: !«M««Í^«JB««*»^«jP*g^»r»»j»yywMi 'f^^r—-y- ~ vw? ^.nMnnifuammmmmmwmmt^^».* i 'l»«w"«»J«j»^'ggJ>MJ
ela. Viveu em casa durante _ Quantos anos voe.» tem.
anos. Mas um
i,.„e ficou multo doente.
dia a mae de Mar-
Passou Sete.
Pois já parece uma moca
3hééé««»»íw«^»^^
,a cama hastante tempo, quase de o haver abandonado, este navio-hospitai foi tor-
se levantou, era 0 major dizia isso querendo Navio cm i,u<» se hospitalizou. Pouco depois
«m ano. Qnando a se referir aos seus modos. Quan- peadezdo
uma mulher inútil: P"d«a as ¦•¦^l«*n™*»| "RCEIRA FUGA DE MARLENE — Um dia eu trato disso.
de Mar ene do terminaram ,** I(i,„Hdo: COmo estariam os tios!
fal. e « luiso- O pai »«'J« ,najor fe, uma proposta r«t«»'
a «st «»s Ora, mas não era possível viver
então, d,u o fora. &***»- ^J"faVer e|eg di/en(lo que * que- ' ' e levada nova- asaim, de emprego em emprego,
mais ela teve ,|e Marlene. A proposta l visita a S. José df É* encontrada
ai. mas nunca me em- Jrm Iger luma Mas entrando e saindo. Era preciso ar-
por Os senhores querem ^ ^ respon mente para Belo Horizonte.
noticia do seu P«ra<'c,,r°T.,. menina? *¦¦ p -.,. coisa nova estava crês- runjar uma coisa mais segura e
nrpstsr esla escreveu novamenti Ki»uma
DOIS TIOS E UMA TIA "'O.
ílos q»e estavam doidinhos deram. LI ela ia endo dentro de Marlene — ela mais demorada. Foi quando o do-
morreu tios. neris. Quando
Mas pouco tempo depois ela fo. tM.r isso, li?m pensaram mais. Em- vez, o nv viu logo que nunca mais seria no do bar
"Anglo-Americano", na
Marlene. Então o major. 1 rever pela terceira
. mãe de Mauá. vendo seu jeitinho es-
e uma tia. purraram Marlene para Messias aconselhou: feliz em Belo Horizonte. Adeus o praça
ntorar com d«.is tios F»« Pode levar. . tios li ¦n«"
Agora estava tudo pigado, convidou-a para vender ri-
idade^ Deixe seus tempo azul.
Tinha cinco anos de Mas antes de ir Marlene ol.ri- no estabelecimento. Era
«^"•'«JJ? de lão, menina. Você nãi
.UO
marron diante dos seus olhos. Tu- garros
precisamente com a sofrer. Alias, c„u os tios a prometerem que. do da sua cor.
novamente o céu.
Marlene romeçou visita- bem aqui? "Anglo-.Vme-
xez em quando, ela viria Mas Marlene explic"' liie sau- Marlene ficou no
ela explica ao repórter:
em S. José de Paraopeba O< nedonha, E uma noite, noite de muitas dois anos. Só saiu
_ S,.u -.ma caixa de sofrimen- los acharim o pedido justo. Dis- dade era uma cois
a ir em- estrelas alias,
estrelas, aliás, ela realizou ua »u- su. ricano" durante q
¦tos —
tios quando aparecia euf' »
grande fuga em re menor, u irem «•
em... #^^
tios nao seram: „ ,
Sofria muito porque os
Nem se discute Quando wce bora
ra ua
âo respon- varou oa caminhos desconhecidos (Continua na pagina seguinte)
educados e pa- l|M
eram cavalheiros Mar- quiser vir, é só tomar
o trem.
cientes: qualquer coisa que

"'
rifiyS»\1

*?««*=; 1
rífC-í»' *

, ,l
¦M^-'-i»|13a»«a-^jMiB^^^ ' ¦
íi.

_rfi_Sí__s_*''SX^v* -¦-."- ¦¦¦'¦:.-". V PAG.^r DIRETRIZES 6/11/94!


"champa conheceu a amiga mais .íon.to que
(Continuação de pág.- anterior) - meira vez que bebia
vida — uma mocinha
Vitória; com uma amiga chamada goe", bebida que reputa excelente. ela teve na Pijuna, filha de françe-
Adeusa. Ora, quando Marlene tre- Uma noite um cidodãp -do elegante chamada
disse-lhe qpc erã gerente fCjty ses.' E coifhêceu em Iskènderón o
pou so navio e o navio começou,
a balançar, ela viu logo que en- Hal), o melhor ciiíema de Cape- homem que mais. amou —. um cir
centrara Seü verdadeiro' ambiente:' town, e que queria contratá-la. dadão de sobrancelhas, espessas e
Era uma mulher do mar; Perder Marlene só não aceitou por causa médico. Na f otografíá do cavai hei -
wPonce";!teve
dos ntarirthejrds do ro de Iskendero.n. que Marlene traz
os olhos nas águas sem.fim, no sempre consigo, liá escrita, nas
céu sem fim — ers para ela. De pena de abandoná-los.
MAIS VIAGENS costas, a seguinte confissão-: "Eu
volta, quando saltou no armazém &!&SMmtyXí:'l>.it->>i&>Vj
14, estava mais'convicta de que Mas como e felicidade nào é ornei este homem". Em. Iskende-
tinha que voltar para o mar. Ke- eterna, o navio levantou ferros de ron ela conheceu também um ca-
petiu novamente- para . os botões Capetown para Aden .^ Afetes, Mar- murada muito gordo, chamado
de madrepérela: W9fM E__. __. A-_-_--^-^r1^l11ffl___M---y:..^M«ilCT&^ Iene deu um pulinho em Jóhnsbur- Fouad. que lhe presenteou com
Vou' tratar disso. —TyÁ^^inWMMH^T.v: y..y.0^3SSSmHlaS»fí!*<fr>. :*: -.-v->ú>
¦<;.,. •*•:•>; > ^-^oflpsy¦^.^¦jKy^iwwiiii:-:?- •»v. .v.->%«*y*\y^fjywp>§Bpyjfcyy:fe_->^:-:
, % ¦:¦.'¦> \*->:< fcffSHKaa****.*- po, para conhecer. É preciso tan-- um. passarinho exótico, precisa-
GRANDE AVENTURA DE
-\*'?'->>' N%_3M_S^_____MN^:w.4ktf-
bem informar que, em Capetown. mente Pachá Moharned que virou
a convite'de uma empresa de lu- Chiquiuit.
: MARLENE rismo, Marlene foi fotografada Outras cidades que Marlene co-
Marlene tinha agora, dezoito
anes. Um dia ia passando pelo ¦* ¦'•¦': , .-¦¦¦¦.» r^^S_P»'í_«;Ã*'-; y'y>.'•.¦*^*,%t^.s' í ¥*-,:<» \. "<¦¦"•'. vf*fí t+te^MMrAb junte a um casal de zulús mais ou nheceu: Smyrna, Scutari e Porte
cais, bem por defronte do navio $*.$*£.# y v ¦'• -.' >' ^x" vv :"f*i-> >XV' ; 3 v3£S| AS menos despido. Em baixo da foto- Faraó. Depois foi a volta,. Nova-
"Pence", empresa botou uma le- mente Suez, Port-Said, Cairo, Ale-
grafia, a "Uma
quando, escutou uma vex •'•¦•¦ •••••> *A 3á|NpyT 'i :' genda: visita aos primos xándria, Aden, Durban" e Cape-
em inglês: yy\&#-$:•¦£¦•>'. grT * v": ^^- v-X-^^V^^x*:^1BEmM MWwM mYmvy^. ?R
distantes". town'.
Come here. Aos poucos o sonho ia terminnn-
De Ospetown para Aden o na-
Mralene virou-se e viu unia por- *''>.<ixÊMMry3SScXm?&:'''-- x*%_Sr.-. ¦'¦'.:•'¦: *.v.^«*SfjCvCfiM ^KdflftÉJ^^ vio levou 17 dias. . De Aden era do. O navio levantou âncoras de
Cão de marinheiros, no tombadi- ^ffli M88^v^"<:£::*aMWaÃ:¦.• '^' ^'^m^^ÊSmWS^WÊ mm^^^Mt Mm
diante, passando pele mar Ver- Capetown, entrou pelo oceano e
lho, acenando pára ela. melho, o navio começou a frequen- - um dia amanheceu no Recife. No
'•mMm
•mmt ¦tt&ii^* h9^Ei£^''^~'* ^'^KJnV^ HP''""'* '¦' Wmy^^SMMZ-^MM
Ela não teve dúvidas: entrou no tar a zona perigosa. Em Suez os Recife Marlene teve que descer.
navio e começou a almoçar com primeiros sinais da guerra apa- Ficou na Polícia ^Itagihn" Marítima uns
es marinheiros. O navio saía dali receram.. As noites eram vasculha- dias, embarcou no " ' sal-
IfflPa» a poucas horas. Marlene. viu logo das pelos faróis dos refletores. As tou no armazém 13.
' que era a aua grande oportuní- w}. ¦¦Mm. y&ÊÊ&Êàfcir^mi __r5 $_____. baterias anti-áéreas matraqueavam Antes, quando sè despediu da
IPi- ft ¦-¦'
dade. Quando acabou de almoçar, contra, es aviões. tripulação do "Ponc.e'%. os mari-
fei.disfarçando e disse que ia em- Logo que chegou a Suez, Mar- nheiros e os oficiais . lhe presen-
hora. Mas não foi. Entrou na dis- ^Mrs&ákt'*'' '• '•' -^Píx^;-.
'^^Ssi_- ''^P*'*"- Iene caiu doente. Todo mundo a tea ram com 206 dellars. É desse
WÊ pensa, se escondeu'por entre as
A]dÍmmw^Mmm _______________^_<Z^V^Bt($'-'-Í^^B^'?*^lyV
bordo ficou como louco. Disseram dinheiro que Marlene entá viven-
caixas, caixões e sacos. Esperou ^p!*.i Ã*i>^^
'V9^^^^M^ffí^mtMwy-'.'.^'ty,^MMM^i^mr. '¦' que era apendicite. Outros diziam do. Diz ela que já gastou SM$ft)«.
wt ".•'¦'¦.•<.'!•'. •*•>.o;•.".*.
<•'•-''•-:' . ¦¦
qne e navio saísse. O navio <levan- V'^::^::V:r: :*-- ' ' : *-, y-,::í ^\ que era febre dos trópicos. "Pon- Mar. E que vai providencinr seus do-
teu âncoras,, cruzou .a barra,, ga- ^ >;.;.¦;¦ êm* Iene, então, fei removida do "Aba", cunientos para embarcar nova-
aheu e alto mar. Quando fei de Ceme homenagem ae ses deWe primitive, Marget batizes esse ce" para o navio-hospital mente em maio, quando o "Pon-
tardezinha, um marinheiro entrou páaaare cem, e neme de Mahemed Pachá inglês, que também se achava em ce" passar per aqui.
aa dispensa. Ela então gritou' lá Começou a ser muito divertido, a SAMBA, -CHAMPAGNE- Suez. Passou lá quatro dias, cumu MARLENE RECLAMA
de cima des sacos, ende se en- borde. Ele ia aprendendo e seu E CINEMA lada de gentilezas e regalias. Mas Mas depois de correr tanta tec-
centrava: inglesinhe e contando, através ée o navie "Aba" fei chemado para ra, de andar por tento mar, de-
Oh! irmâe. Mario, asa vids e ceisss de Bra- Quando se soube em Capetown outra parte, para recolher feridoe. pois de quase ser comprada'
O marinheiro elheu para cima sil. De noite, entãe, que chegara, uma brasileira pele e Marlene veltea para a Pence". um chefe zulú da União Sul Afri- por
e ficou admiradíssimo em inglês. luz, era ema maravilha: quando fazia "Pence", fei ume alegria. Tede
es ma ri- mundo Aliás, fei em tempo, porque trêa cana, depois de ter bebido Mcham-
Começou a fazer perguntas a Mar- nheiros vinham
para e° tombadi- Mas Marlene queria ver come era ela. dias depois e "Aba" foi bombar- pagne" em Capetown e palestrado
Iene. Marlene pescou alguma «oi- lho e cantavam até cansar. não podia descer de deede ne Mediterrâneo. com • chefe de policia do Cairo,
sa. O marinheiro foi chamar e ca- Mas tede e munde, vivia mais ceies navio porque era clandestina. Uai* Quando e navie atravessou o ca- depois disso tudo, uma eoirn mttito
pitãe. O capitão veio, fez mais ou menea sob ressaltado cem mede triste. Tão triste que ele não nal, com destine e Port-Said, é triste veio acontecer a Marlene
perguntas, cocou s cabeça e foi de submarinos. A zeea era peri- agüentou. Esperou que anoitecesse que Marlene pôde ver mesmo e aqui no Rio.
chamar o imediato. O imediato, gosa, muito barco havia afunda- e"caaaret". fugia de navie. Fei pars um que era a guerra: sé ne canal ha- Diz ela qué foi fazer uma ligeira
que era mais alegre do sue e ea- do per ali. Mas es dias passavam Sensação. O lecuter viam sido afundados cinco navios. refeição no Café Veneza, na Ave-
pilio, achou muita graça e' per- e não aparecia submarino. O que anunciou que se encontrava ne re- Os campos de aterrissagem, aos .nida com Teófilo Otoni, e não
gunteu a ela: apareceu foi ema tempestade. cinte uma brasileira legítima que lados,, estavam revolvidos pelas conseguiu. Não conseguiu
porque
r— Você sabe para ende nós va- Uma manhã es marinheiros esta- ia prepercienar à assistência ai- bombas. Quando e "Ponce" che- e proprietário do café espinafrou-
nãos? iram lavando o convés- quando ce- gamas demonstrações de verdadei- gea a Pert-Said a cidade acabara, lhe mais eu menos nos seguintes
E* lógico que não era para Ni- meçou s soprar um vento muito ro samba brasileiro. Marlene caiu de ser bombardeada. E de noite termos:

Mrói. forte. O vento foi aumentando e ne aealhe encerado, dançou ceme logo que e sol se escondeu, es r—Você é preta e nós não éér-
Vamos para Capetown. Na viren uma tempestade horrível. nunca dançara. Sucesso! Os inglc- aviões alemães e italianos volta- vimos n negros !
África. Um mastro foi pelos ares ceme ses ses e es africanos filhos de ingle- mm e começaram a despejar bom- Marlene é scirsivél e esfá cho-
, Marlene pensou consigo que a Vm palito. As máquinas pararam. gritavam: ba*. cada com o sucedido. Ela per-
rota poderia ser melhor, mas não De repente e maqeinistá. anunciou — Wonderful ! Marlene diz que a guerra, de gunta:
havia de ser nada. uma coisa ainda mais triste: fal- noite, parece ama . noite de São' — Ora, fui (rafada ..muito bem.
' -O *Ponce"
era um navio do Pa- ta de combustível. Entãe, a gente mon Veio um "cérnera-man" e fll-
Marlene' dançando. Os jerne- João. É uma coisa muito bonita., por onde andei, terras que nunca
pamá. A tripulsçãe ers toda de do navio começou a meter tudo mas muito terrível. tí. Por que aqui, na minha terra,
americanos. O foguista era brasi- na fornalha: cadeiras, moveis, sa- listas pedirem entrevistes c ela ALEXANDRIA E CAIRO eu não posso ser tratada da mes-
feiro e chamava-se Mario. foi fotografada várias vezes.
ces de arroz, papel, tudo. Mas De Port-Said, com os oficiais do. ma forma ?
TEMPESTADE E CAPETOWN nada do navio querer andar. A > Mas quando estava ne melhor navio, Marlene visitou Alexandria Quando e repórter foi entrevia-
Marinheiro não gosta de ver tempestade passou e e navio da festa, chegou unia autoridade e e Caire. Andou nele deserto, via tá-Ia, ne Hotel Primavera, ela pe-
para-,
mulher a borde de seu barco. Mas do. Ficou parado precisamente 4es . prendeu Marlene. Ela era clandes- as pirâmides e a Esfinge. Informa din que sua reclamação constasse
Marlene, cem sea jéitinho, /ei dias. Mas uma manhã as máqui- tina, não pedia "cana". descer de navie. que e Esfinge já eatá cem e reste da reportagem. * • que fazemos
conquistando todos, um por nm. nas resolveram temar pressão e m Marlene foi em
""neVameVtVV* Mas sein todo roí d* pele tempo. equi e nãe precisa esclarecer que
Pence tempo depois, questão mes- baíeT"com'mf *•*»• g*f1** /esgatada >*l. «pi- Ne Caire, num "eabaret" gran- estamos inteiramente solidários
sae de horas, era irmã de todos mever. Peuces dias depois chega- . *"^ & "**ate ce*tca ãf^i&ias • fine, mestres ceme ae dançava 4 cem Marlene.
8S& ¦. : eles. ra em Cfcpetewn. Antes, Marlene »f*»«*aae. samba brasileiro. O chefe de Pe- E ceme final,, eis aqui ceme
E e navio começou a navegar. chorava muito pensando que ia aer Ne eutre dia, já tripulante. Mar- *: licia,
que estava presente, ficew. Marlene se apresenta .ns registra
Mas e mais mar. Nes deis primei- entregue às autoridades. Mas e Iene começou a gozar de todas a* muito amigo dela e perguntou se de Hotel Primavera:
BSpy xes dias, Marlene enjoou um ho- capitão prometeu: ¦.." .-'"^g^lias. Ofereceram um banquete «_ Brasil ficava aa América "Nome: Marlene Marget
Heis.
eade. A comida não parava ne «s- — Comporte-se direito que ea à ele e hoave "champagne". Mar- Central. Estado civil: Viuva.
tômage. Até que se acostumou. não entrego. J, Iene explica, agora, que era a
pri- tia Turquia, em Alcxandrete. Profissão: Marítima.".
(CONTINUAÇÃO DA PAGINA C) A falta de mão de obra será
torioso da guerra dependem, por provavelmente mais dura para
conseguinte, do ritmo do arma- eles do que a iusuficièiicia dc cer-
vido sobretudo.pela construção de tlitò dc 7 biliões de dólares para *'ar, tudo estará terminado. Não Ias matérias primas. Atualmente
mento americano. Certamente, e -ss compras de material de guerra
usinas. A fabricação de anuas há; razões para dúvidas. uma grande parte de operários de
armamento ainda não é tudo. Um -' Ora, mas uma 'armamento
numa vasta escala só começou em c de vi veies aos Estados Unidos. questão se apre- se encontra nos cam-
fraude efetivo é igualmente in-
junho de 1941. O .montante foi rapidamente ulili- senta. O governo americano pu-
dispensável, e o moral das tro- pos de batalha da Rússia. Pode-
Depois, o armamento dos Esta- xado por contratos assinados pelo blicou, com «ma franqueza sem
pas e da população é também de rão eles voltar, no ano próximo,
dos 1'nidos fez progressos rápi- governo inglês com os fornecedo- paralelo, os detalhes de seu pro- is suas usinas? Serã possivel nti-
alta importância. E ainda há ou-
dos. Em certos setores, cm par- res americanos. O presidente grama de armamento. Nas esta- Kyar uma parle dos prisioneiros
tros fatores incalculáveis, tais o
ticular na construção aeronáutica, r.oosevell e o Congresso ameri- IJsticas. oficiais de Washington,
gênio ou a mediocridade dos che- iüssos e dos operários das zonas
a indústria americana uitrapas- cano não hesitaram em aumentar percebe-se o crescimento continuo
fes, os erros estratégicos e táticos ircenlemente ocupadas para o ar-
sou mesmo o ritmo previsto. Â o crédito, entregando à Inglater- do material, semana por semana,
e ainda numerosos outros elemen- ta seis biliões de dólares a mais. mês por mês. Mas que fuzem e ma mento do Reich? De qualquer
parte o programa naval, que se
tos. Mas a base de tudo — sobre desenvolverá até o ano de 1945, A Inglaterra .poderá portanto, oue farão,.entremcnte.s'c até 1943, maneira, não se deve considerar
«ste ponto as divergências de opi- «>« fornecimentos totais contrata- encomendar armas na América os alemães? Sua produção cresce- o armamento americano como um
niões não são mais possíveis apôs dos até aqui devem estar regula- num total de 13 biliões de dóia- rá também em.grandes proporções processo dinâmico e o alemão
a evolução da guerra até o dia de riscados até '.1,943. res, juntamente com matérias pri- e chegará â atingir seu ponto cui- como uma coisa éslática, -muita-
hoje — é a quantidade e a «lu.tli- Mas, com' ãs armas que estarão mas e outras mercadorias. É uma minante? Eis a questão. vel. É nm erro de método què -le-
dade do armamento. disponíveis em 1942 ou em 194.'}, cifra impressionante, uma cifra ^e conduzir a ilusões.
Quando foi do • fim da outra-
I Os Estados Unidos somente em não se pode atirar em* 194.1. Esta gigantesca. Calculada em moeda
inglesa, representa mais de 3 bi-
guerra/ a produção, de arma men- Dentro desta reserva,
I

pode-se
* - ¦

junho de 1940 começaram"5 esta- Contestação banal e.tplica ho en- tos alemã diiniiiuiii, por falta de i'izer que os aslrõlogos teem as
fcelecer uni programa de arma- tanto a atitude paciente do gover- liòes de libras, ou seja quase as matérias primas e íYião de obra.
¦despesas do budget britânico du- melhores chances de ver confir-
mentos adaptado ás dimensões da no dc Washington em* face dos' re- Acontecerá a mesma -coisa desta madas suas predições pelos cons-
guerra. O primeiro ano do pro- rentes incidentes- militares na rante lodo um ano. Mas, até o vez? Quanto às matérias-primas, trulores.de- armas, pois, segundo
grama foi inevitavelmente ahsor- zona da Islândia. Por . ai -expli- fim dc. setembro, sobre estes 13 sem dúvida alguma foram baslan-
cam-se lambem as hesitações do biliões de dólares,, somente mer- eyles. as potências ânglo-saxoni-
te- subestimadas as possibilidades
radoriás no valor- de 324.563.749 cas estarão, em 1943, bastante for-
governo de Londres quanto a uma dn Iteich na primeira fase-da
intervenção no continente euro- dólares serão -efetivamnte forne- tes para vencer.
guerra. A Alemanha possue car-
¦[IJ^Írata peu. Compreende-se que a produ-
ção de armamentos dos Estados
cidas. Apenas 925 milhões sobre
13 biliões, ou seja 2,5 % da soma
vão e, desde que pode explorar à
sjia vontade as minas da Suécia,
Unidos é destinada, em primeiro acordada. d* França e agora da Ucrânia,
lugar, à defesa do próprio pais. Os outros 97,5 % seráo entre- possue ferro em quantidades ili-
Eduardo Pinto
das diversas possessões norteame- gues, seguramente. Mas a Ingla
licãnas e do Hemisfério ociden- terra deve orientar sua politica
miladas. A campanha da Rússia
demonstrou que os alemães dis-
da Fonseca
tal. As remessas de material para atuai segundo-o material que dis- põem, desde que se apossaram do IMPORTADOR
Mm ^H^H ^H ^M§ ^mvmwM
Grande tteck 3 'Inglaterra tcem - aumentado, nõc hoje e não segundo o que po- petróleo da llumânia de quantida- «•»' ¦ — 1 9 a— .--
ds tolhares •- mas ainda sáo modestas em com- dera possuir amanhã oa..depois des apreciáveis da essência. Se
«wlsot. 7 •*._!«* De cevada, lúpulo, carameles
diferentes Fo- pa ração com as necessidades da de amanhã. conseguirem conquistar os cam- e mais a maravilhosa
briecçõo e van-
da exclusivas- de guerra européia. O ARMAMENTO ALEMÃO pos petrolíferos do norte do Cau- Cera... TABLETI.NA para
» O próprio governo amciicano Estas faltas são, repetimos, caso, em Maikop e Grosny, dos assoalhes .
acaba de publicar a este- respeito temporárias. Diminuem todos es quais náo -estão muito distantes, »»»»,,

MAPPiN & WEBB plgomas cifras muito instrutivas. dias. A máquina de guerra ame- conseguirão es alemães petróleo 166 RÜA CAMERINO — 166
End. Tel.: "EDUARDO"
A Inglaterra obteve, \rà seis me- ricana trabalha prontamente e ra- fKira toda uma. longa guerra fa-
ownoc* 100 — mo DE JANEMO i«s, peto Lcad-Leaae Act, ata ist» pulamcute. Em 1943, e mais tas- tura.
Tel. 43-1962
_í:~

"™Bi^*^^t w ": ''¦¦mMiíM*^^ ;-í.~


-^:->-.
y ;&:'¦¦;-._....-;-._
r». i-- PÁC. 9
6/11/941 •¦¦/.
DIRETRIZES
-quando a máquina de ^u....» es- IÍS
........ i, ^.vh-* - . -*.-.-/-.¦ -
tá em movimento é que eles pa- i

NOVA Vork, setembro *^- I*»i~


raólé ' todos òs mèSes" que passei'"
HEROÍSMO DO POVO FRANCÊS recem ter essas qualidades. V»s-
tos de perto, são mais con
«o que uós janwts fomos,mai*
-.apto»

como "hospede" de lliller nãò paralizados ainda peta burocra-


tive uim.^ -.momento aborrecido...
Porque, embora-o regime fosse
•o que. descrevi- cm» artigos aole-
NA LUTA CONTRA 0 INVASOR cia administrativa. Por baixo da
uma aparência dc boas maneiras, -,
vcmô-los tais como eles são, cou-
qui st adores, pilhando a- França.
> riores. sempre havia recursos pa-
ra. amenizá-lo. Ás autoridades."da •
ALGUNS TIPOS DE CARCEREIROS NAZISTAS Perderam a grande oportunidada
deixando dc libertar os prisionei-
no*sa prisão e a
"Kommandam
- tur" de (Ihaloiv levavam a sério
COMPANHEIROS DE PRISÃO ros franceses nos dois primeiro»
meses. Agora, essa-enorme massa
a linha da propaganda nazi su* Por JÂY ALtEN —|tepyãglit. tl« piRiETRIZKS para tocto o Brasil) de prisioneiros é furiosamenta
bre- «• conciliação dos- franceses. mas tinham aproveitado a lição. auti-alemã.
-.que o
governo dc tos ficaram encantados de vè-lo . Vi Balir ameaçar dc violência
i: a cada passo X^X . .- fisica um guarda aduaneiro que Não há exagero em dizer que Uü Lembro-me lambem de um \é-
Vuliy dava no sentido de se apro- trouxe à uma por.cento de todos os que eu cn-
¦ ¦ ximacdu- Alemanha, aumentava • Jo>cph era cheio de conlradi- uma noite prisão lho cura de aldeia, de li anos»
de mau.humor, era. mãe copii- nina...criança ao colo, contrai eram apaixonadamente 'linha
t, tendência para uns tratarem* ções. Um-dia, Mas não os sido preso por levar e tra-
capaz de berrar contra os,'-mal- que tentara atravessar a liuha. de anti-germànicos.
melhor. Mas a central de Dijon •;¦- chamavam -«boches". Diziam zer cartas passando pela linha d»
ditos judeus" e espancar, o pri-, demarcação.
contrariava' permanentemente es- "ces . messieurs", ou então "nos demarcação. Ficou três mesea
• meiro que encontrasse; e no din * - _AMcí» Gott. rúgiu ele, esti
sa tendência.¦•• ' *»vUcsV. li às vezes, também
'ni- seguiote, esquecer ludo e ter pc- pesando que isto é jardim ^ "l-ritz".-mas ua prisão. Não acredito que le*
iVeiSnitíaiii-nos mandar" vir. dos-ilUiklu.U -«>lts- todo nesse caso era pre-
quenas .tenções. para.-algum ? (fora), uha se emendado.
mula de -fora * Depois dá inspe- ci^o cuidado porque -o* alemães
judeus que: l,avia entre »ó.s. „„„ulo /
çf..» de'Dijon,'cessou essa rega- 'Tinha um fraco - especial pelos «f *•*«¦»* (ttf ser-chamado, as- Lombro-me.dos meninos — lo-
Havia espancamentos impiedó- dos de 1(» anos, e. tão franzinos
Ira. Ií quando l>í.joi*> falava'; Chá- - m««. :• •
'--por sos, naturalmente. Na prisã4»de franceses feridos-que eram vete- — que tinham vindo dc tSrest e
Irtií tremia; uns três dias.
e mais-frequen- r:,m»s da guerra pa.sada. Co.«ig<, Lembro-me 4.cm de , um ¦ dos ^^
cfticial de (Ihalóíi C;halou,-àS-vezeS, ^ ^
Quando algum"reprimenda ¦
do altb*, temen.eem Drjon. costumávamos ca amável. GouV éi.cec a-se^ue ^«veu, -^^^^"^V^ée )cCostuinavaH1 Gaulle quando foram apa-
recebia uma -ouvir, ú noite, passos no-cone- heich estava fazendo esUreo, oi,c,a« francês 1
es^a • reprimenda tinha conse- ^^fugido ,etcber
'P.la demonstrar :Çl:_^^^^^J^^^^
do,,yr:ram os homeu.da (iesta-
.q-uèueia .sobre os guardas e sol/ri;
ama- .apanhado ao le r a », cartas de casa, contando os des-
po que vinhan» ao en:oot,o da t-nidon que os nazis sao ^úo™ bombardeios, .^^ britânico,
¦ huha para a tranca «*<0 ^^ ocupa
vitima- Ouvíamos a clmve rodar veis. Deu-me pequenos preseo- ^,. ^ ^..^
Ií depois,durante algumas se-
les !
manas." fomos submetidos a uma
cuiopAnha 'pôr parte de um na- fljX*f Lembro-me de outros, que ett
zista ardente iuas frustrado, um não posso identificar absoluta-

MODELOS QIE SAO ^ 10DEL0


cabo chamado Neuukirsch. Ti- mente, e que vieram a mim um
dia, mostrando dois recem-che-
i*ha sido investigador de |»t>lièia
civil, ' c sofria
Y_ gados e dizendo:
"São soldados
qilaodo ua vida

DE BELEZAt PERFEIÇÃO
lati* de ter sido mobiliza- ingleses, [''alam um pouco de
pel»'como
simples soldado. Prò- francês e de flamengo. Você de-
du
cucava atrair a atenção dos su- vc ensiná-los a ficarem caladoç.

A nova série "liampeões da /\r"I y


• aplicando aos ocupai»- Ds alemães não os descobrira»
períores
tes d« prisão de Chulo» ò trata-
% se..." K, durante várias sema-
incnlo rigoroso tine recebiam os símbolo nas", trabalhamos por Iodos 0*
Hi 43 Anos, a marca RCA Victor c um meios para que os soldados iu-
prisioneiros politicos na Alemã- de qualidade. Há 43 >»»«» ° P"blico de tod.°'* "glcses fossem
nha. Por t-i-cs semanas pavorosas postos em liberda-
niundo consaSra, ano após ano, a superioridade de. como flamengos. Houve ou-
foi cie o manda-chuva. Ofendia, Victor apresentada
dos seus produtos. Agora, RCA "Campeões
e espancava os pre- do Ar . leais casos assim. Falhamos riu
' c-1opurrava tua última creação: a nova série
dois deles. l'm. de certo r:i|»ax
s,,s _ tuili» com grande destro-
prática dò São 25 modelos diferentes? 2> modelos que que. tinha
"(iotl save the King**
za, demnnstrandi» ate à
*-métier". ?Io desde o radio miniatura de 450$ apenas, (atuado no nitte-hraço. e outro
luxuosa c imponente rádio-cletrola, que encantara _*____&, Wi de um çscossès cujo sotaque dm
Fsse homem lenloil impor a oi- aos mais ementes possuidores; E, em todo»
ele»,
absi»lula-
francês nái* convencia
dem germânica. Fez uma revi»- encontrará a perícia, o acabamento, a» linha»...
1 mente.-
l.ução¦' n»ü horários e conseguiu de modelas que: $m modelo dc belez* e perfeito
estabelecer uma confusão com- líntre os presos cuja moral era
mais elevada, vinham em pri-
plcta. Depois," resolveu decretar
-. íim sistema de .--'completa igual- meiro lugar os holandeses; cid
dade", segundo o qual os prisio— »5S - IM segundo, os belgas, e em terceiro
1C» ttCTOl IMSIIEW». MC*. - Ivwdís MU Ht«M. os franceses dó norte. Mas, de»-
ncirós que tinham dinheiro i»ãi»
A podiam íuaiidur vir -coisas dc
fora* Isto foi trágico para os
^ JB-,r W^k__\'-:'^ sus três nacionalidades, a Imuu-
ça era a mais atingida pelo fogo
da propaganda nazi. li no enlao-*
guardas, que, sem atentar cou-
lleich, po- lo, os franceses estão de pé coll-
tra a segurança do
¦• —mmimmmmmMm tra o regime alchlfin e contra um
. dum ser amáveis conosco e ga-
• ,,...--.
y governo francês que, especial-
nhar algum dinliein». Mas Neun- m___________________f9mm^_m___m
'¦¦:m Ba m><-N
^7->_\ m mente na zona ocupada, não sfl
Ivírsch era membro do r.arlidi» na-
?i«!a. cnin
"relações", e os ou- mm_mr'--''m II ffW |m*^J
__wí___E:l_y.y^_____m___m__imE_^ *¦'_] m
distingue dos nazistas.
tros linham medo dele. ^Z-iX-íX '-mm mmW^^Ê mm_iÊ_^_^:__\__T_ mmK.'' '-'•-*"*;*>:**fi':-'*:-^H
Soube casos maravilhosos da
B|h!8h ¦ '¦- -%*>%H heroísmo na zona ocupada, onda
Cl único membro do partido ¦'•'^i^B H"*'^H i^K-.^ :*^-;-!v*.-'*:-.:]^H
organizações ilegais de france-
nazista, alem de NcunUirsch, era ses, escondem e muitas vezes
o sargento .loseph, da llcuáiiia,
Conseguem salvar soldados brita-
que pesava mais de cem quilos, ¦ hicos. 15m Vlchy encontrei uma
era peitei lamente quadrado, e an- H 'sa H^H B ¦¦• :-':':\B mocinha de Ui anos. de tradicio-
^B^flt E^v .
dava tài» duro quanto o mc»ns- nal familia francesa, que fazia
___*'•" '.'i-av.-TVa^:Í^->:'-^< -'•-,''-!•¦¦ HranH s^i^V^m HB' A'V'A^H
tro l?rmiken.stei.il. Joseplj, nazis- BJ ll\ii''ÍH'v^v-^''^''-''"Bl i^s^^sl BktoÜ^wH I- ''¦•¦'"^Bb
era média uma viagem por aema»
ta dc primeira hora, eslava in- na, dc l.ille, atravessando a li-
a espancar
teirameiVte habituado ^pl|B mML\ WÊÊ m ¦' v Ofcí-^^B^^itóB nha de demarcação, e conduzindo
judeus,
democratas,
socialistas,
católicos:
comunistas,
e outros
.^191^^
mS^mímm&itíSMfim
mm m_^___W Hs Tr^
K^al íW&mflIl 43 anos. \\
grupos dc oito a dez.soldados iu*
glcses. Chamava-os
"os meni-
>'¦¦ • -mm __\\__Tx_J_
— de mm___¥___m_W:'-'
k^B^BhB^ÜA:'B IIBi(!l!i^o mW^^yfJl '''*m'"Á'
jl
\a
ii.imigos da humanidade «- """*'* \%\ nos". Quem é descoberto oo
absolutamente impessoal, ^M^BMpy^^iqg^^BBBBM ¦^i^É»3>*>'^ )///// ' < • •"!<{"!< \\\ exercício dessas atividades arris-
modo mW^ ^x^xjmm_7MmKmÊmr^y
de certo, pois era bom sujeito. ca-se a enfrentar o pelotão de Fu-
Levava a disciplina
a sérÍ4», agora como
do
antes,
l»ia que t<»da a questão consistia
cm pri»v:a- aos franceses
alemães são humanos, para
partido
e

<|ue os
sa-

ob-
c»»ns- „., fechadura,
_____z_
a poria abrir-se, tes de salsichas, manleiga. doces',
1 zila menti».
Ds alemães cstã4» ativamente
empenhados em descobrir essas
da. R soube mais tarde que de organizações secretas. Quando
eu
mestre-
ter a colaboração deles na conversar comigo no pois de al:,'.««,,,s >,*ma<,:.s ...anda eslava CIM C.halon. um
VOZCS ásperas; e depois o estalo Costumava volta à Alemanha,
•truçào da iiova Furopa. ele. ram-nó de escola fi»i preso em companhia
de um chicote na carne ou o ba pátio. Um dia dirigi-me a
Fis que* de repente, como por frente de ontroVe pedi-lhe más uo caminho ele conseguiu
co- rulho abalad»» de socos. Km se na dc sua esposa. Sua casa foi vi-
encanto; o feroz Neuukirsch de um trem ein moviuien*
de «ovo e que )'nè desse licença para m»U- saltar
meçou a tornar-se macio;-diante
guidã, a chave.rodava (.» e fugir novamente. 15sse ho- giada. Km Ires noite, os ale-
os passos desapareciam mt cor- dar úm telegrama.
dc u«»ss<»s próprios olhos. É que Para ouile ? li vem disse-me: mães prenderam oo/.c soldados
das redor. As vitimas eram geral-
tivera uma súbita revelação Para Washington. — Íim julho do ano passado, ingleses que chegavam com car-
mente homens trançado* em >4»-
delicias da corruptibilidade. A Ií a quem ? l»s dc a presen l ação. A 1(1 de ju-
lilárias: muitas vezes, eram leva- depois da imssa derrota, os ale-
se .vendeu foi lt<»osevclt.
primeira vez que dos para longe', durante a noite.
A4» presidente
ler-nos conquistado |ho. a filha do prefeito dc Di-
dè um modo especialmente doei-: Quero pedir-lhe que não faça mães podiam
vi- 0 melhor prnpagandi.sU nazi ,4.4 ^«c,., W M pjjjj^gr «gr;^
i-nia deliciosa, francesinba con ^t_nm .IA i.»e ii, s,u ** «,..,
m»ss4» guar-
(U.ii-o para um passeio, afim
de que encontrei íoi um em liberdade. ter-nos feito declarar guerra a
para o da chamado Balir, que tinha si- r«««
Ficou ihuito contente com a pi- Inglaterra. Kslavamos profuoda-
obter Irai a mento especial
uuma do chefe de policia numa cida- . .. ,,,ente desiludidos de nós mesmos Quando em deixei, a Fiam,*.
. ... éuuhadü que estava preso, %Tí_,»
complicada. Dai "> dcziõha da Silésia. Procurou scr e da causa democrática. Os _ ale- havia pouca sabotagem. A opi-
situação" os
<»s Algum dia úm livro
.li. escreverei um ..
tal qual os franceses, embora
lal ^^ ^
*M*mmm.-i-¦ *- «- «¦>"< "s.,;;:";cx;;::;:':
Neuukirsch não parou
"
diante
mais; e com mil trancos daqui, ,„t ::«1««..f»» *«.« . «.»»». a «,«.».
„. ,,„s. d. prí.«. r»™«..m»m *™%*£,$^'%_',, a,i./.tó . «içi*.;- é .erri-c.. M„s ... íl.tmM .cj»-
- quinhentos dali; foi perdendo
1-ia nha f« «a «l« ««•* ,...,„ .
decência.
severo, e desagra- mandava a linha do partido, Ago- tecimentos dem.onslr.m qae O
aquele olhar "'" " "'- ¦£#-
flavel; t.reio que os outros, que ""'•" '¦ •"¦«*"
Í.JL: l™. »«>.««.».--W». * P»«. 4.-...C0. uáa „ deixa aUa.cr.
soa*. _*£. _J_
Iram ítmdameHlalmenU houcs-

.--Â
' ¦
sv "
A W

_4 \ *&.
A" ii—i—iupí^''"'*'»'11"1" j——rr3""'" r^" '
'"'' : ". -a
•"""VHP5?^1^^^ - -1 :. ;.i>- ri..'-
| . 1
J
^^mmmmmmmmm-m^mm^^^^^^ -¦"'¦'¦
'"
bhi
PAG. I© DIRETRIZES 6/11/941

"DIRETRIZES** E O DE-
%y
Comentários nacionais POXMENTO HISTÓRICO DO
*t*l, PATRONO OA CULTURA
"Dia
CORONEL DILERMANDO
tscolheu-se o dota do nascimento de Rui Barbosa
para celebrar-se o
da Cultura Nacionar. Rui foi um Jibera! e a cultura gosta do clima liberal. Ou DE ASSIS
melfeòr, só num clima democrático a cultura poderá desenvolver-se a
tornar um bem para todos. ponto de se
Para publicar na integra, em uma única edição. • depoi-
A pesquisa dos fenômenos, a apresentação e discussão de hipóteses e idéias, mento de relevante valor histórico -de Coronel Dilermande de
o amor à verdade, tudo isso é <jue constitue o instrumento àa cultura. E Assis sobre a «norte de Euclides da Cunha, DIRETRIZES vê-ec
tudo isso é necessário liberdade. Tudo isso não faz mal ao Brasil mas, oo para con- aa contingência de suprimir, em seu número de hoje. algumas
traria, serve ao Brasil. de suas habituais sécçõee. Preferimoe. contudo, eeee aacritfcio
Certamente, existem por aí muitos aventureiros, "gangsters" da inteligência a iet de dividir, em fascícules euceaaivos aquela reportagem.
tou "gangsters"
sem inteligência?) que não amam a liberdade de pesquisa, nem Nessas condições, ae secçõee suprimidas em nossa número
de idéias, nem de debate, porque não sobem pesquisar, nem
«em teem nada a debater. A missão deles é viver burromente bem. possuem idéios, de hoje. a que voltara» *» figurar na'próxima «emana, eão ac
Essa seguintes:
tem horror a Rui Barbosa, porque Rui é uma força moral, uma tradição degente to-
lerancia, de cordura, de respeito ao labor intelectual, às doutrinas e ao
mento humono. Inimigos de Rui, porque Rui representa a liberdade e a cultura.pensa- A SEMANA NAS ARTES PLÁSTICAS A S2MANA MUSICAL
; . A SEMANA NAS REVISTAS ESTRANGEIRAS — A NOVELA
O dia da cultura, por isso mesmo, devia ser um dia de debate do
problema
da liberdade, de luta contra os "gangsters" intelectuais. Um dia de afirmação
SEMANAL A SEMANA NO RADIO A SEMANA ESPORTIVA
de A SEMANA ECONÔMICA — A SEMANA TRABALHISTA
amor à ciência e à verdade como a melhor maneira de servir oo Brasil.
O MUNDO EM TODOS SETORES FRONT LITERÁRIO
SECÇÃO DE GRAFOLOGIA
A GUERRA E A MORAL £' o seguinte o sumário do próximo edição «le
*Jm jornalista ilustre, e Sr. J. E: de Macedo Soam, escreveu domingo iitime
o seguinte: DIRETRIZES:
•O Bmail carece ateie momento
malta maio «a inteligência da aue da agitação eaeecrática ae da CESARIO DE MELO — O PADRE CÍCERO DO SERTÃO
retlair das armas. Precisa ene .aa Inteligência se ilamiae, «ae aaa caavicçãe
ee ferme nela pa- CARIOCA — reportagem de Joel Silveira.
lavm escrita e filada." O joraalista eateade qae iaso é indispensável,
moral — -o governo no tempo de guerra deve ser a resultante
por*ue a guerra é uma ceisa GAGO COUTINHO E AS SEREIAS — omplo reportagem
da vontade nacional no pedestal de Edmar Morei, o único
de inabaláveis e defiaitiva. convicções do espírito, isto é. aa sua verdadeira biógrafo autorixodo
atitude mor.1". do Almirante Gago Coutinho.
Sem dúvida a Sr. I. E. de Macedo Soares tem maita razão, ti necessária
aue a convicção mi- O GONGO SALVA OS CALOUROS — completa reporta-
etoaal ae forme, «ae cada am saiba os seus deveres
para consigo, para com o Brasil c para cam a
humanidade. Sá assim ê paasivet formar-se uma convicção nacional,
que é uma espécie de desço- g«m «obte as horas dos calouros nos estações
feerts da verdade. Certamente, é esae am problema moral,
*ae não interessa de imediato a todee. de rádio.
For leee mesmo, ele deve ser debatido amplamente "pela
palavra escrita e falada". Debatido livre- MÉDICOS QUE PAGAM PARA SALVAR DOENTES —
mente, pois sem liberdade nãe c passivel escolher entre e bem o reportagem sobre o problema dos hospitais do
mal. Mazzini dizia, com bastant
vazão: "Sem liberdade, nãe existe a moral." Rio de Janeiro,
COMÉRCIO E INDÚSTRIA f U LUTEI CONTRA HITLER NA ALEMANHA — narro-
.Anuacia-sc aue a Departamento Nacional de Indústria e Comércio,
do Ministério 4o Trabalha, tivo emocionante de um fugitivo da Gestapo.
vai aer reformado e para caidar disso foi nomeada uma comissão A RESISTÊNCIA CHINESA E OS BARÕES DO MIKADO
A providência é apertona ti aa-
hído aue o problema trabalhista absorveu de tal forma o Ministério — grande entrevista exclusiva de S. Excio. o
do Trabalha «ae ati aingaem
levou em coata ene ele é também do Comércio e da Indústria.
Resultado disso é «ne outro, orgãee Ministro do China no Brasil. Dr. Shao Hwo Tou,
tomam a si tarefas que deviam ser executadas
pelo Ministério ei» apreço. detalhando todo o desenrolar dos quatro anos
O Brasil inegavelmente vem progredindo industrialmente nos
últimos tempos. O Cato ae com- de guerra sino-japonesa.
imtm a alho aá. Mas o Departamento de Indústria do Minietério
do Trabalho, se qaiser prová-lo aãa OS ESTUDANTES FALAM DE LITERATURA — continuo-
pode. rorqae aãa existe ali am serviço de estatística industrial
perfeita. E a estatística é a base
para aaalquer prova nesse seatída. ção desta oportuna enquête.
A aaséacia de tal servida poderá até levar estudiosos do as»«nte BRANDÃO ENTRE O MAR E O AMOR — continuação
a equívocos perigosas, qaaa-
de esses estadiesos, impaciente*, tentam a elaboração de audaciosas
estatísticas próprias. Também do novela coletiva de José Lins do Rego, Rachel
nesse terreao, poderá verificar-se e engano em de Queiroz, Anibal Machado e Grociliano Ramos.
que incorremos quanto à população do pais, que, feito
• ceaso de 194«, receou de 45 pare 41 milhões de habitantes. .. MEMÓRIAS DO MAIOR CRONISTA ESPORTIVO DO
PTJ*m?.*9l?a4ÍmV ' ref,,,m" E,«.« n5« ¦* oportaaa, «as BRASIL — segunda porte dos revelações de
inaispeaaavel. E que seja e«e-
catada cam vistas largas ! .-^^Orv» .."'ÍS*^;»^'?.-.' "^:i>*NK.ãt^'^.» 4. ,'-**!-*«i(S«r-.ei Mario Filho.
COMÉRCIO, PRODUTOS E LATIFÚNDIO
O Brasil exporta ainda m.itoa
tamente, «em a sua economia nem o
asais am pa.s s.mple. produtor de
gêner- «e ^bremeaa: café, ««aa, laranja, banana. Mae, aer-
seu comércio se baliam .pena» ai™. Com efeito, não
sobremos.. No. último, tempo. a. sobremesa, teem
somos
perdido
EXPEDIENTE
terreao em favor de outros genêios
Ao fim do terceiro trimestre
alimeaticioe e sobretudo das matériaa primas
deste a-, .« cifrw do comercia exterior revelam o aeg.iate:
DIRETRIZES
qHe "" f'Ual Perí<M,# * "¦• »-*• "«««"««« — ** %, figuram ago- Propriedade da
Zra rDêr8Y„"m:_TT
apenas com 45.6 % «o
passo que as matéria, prima. ..biram de 42,* % EMPRESA EDITORA DIRETRIZES LTDA
liem melhorado bastante a contribuição das manufaturas, par. Si.5 %, tendo Um- DIREÇÃO de Mauricio Goulart e Samuel Waiher
pois dè 2,« % se elevou a 3 9 % *
SECRETARIA de: Augusto Rodrigues
tador do Brasil e t.p.camente de sobremesa, ti o ..«a velho « ub.ro.. café que eqaivale a 28 4 Sf,2?5ÍSA»feAfranio de FreiUs Hvuzxí
- Carreiro de Oliveira
•-r°">""'""}*"
PUBLICIDADE
ZT£J T rtM"'"—¦ • ','°4U'- "-•• ~«»«í 2 c- », %,
REDAÇÃO
d» «*•«*•*« brasileira a. carne. • o cacau, o. ^"^^75.^ MaIrl,Ih".lResRO' A,varo
Unem *2\£V
tíZ .Prodnt°':<:hef-
com 12,3 %, sao gêneros alimentícios. quais contri- Moreyra, Franci*,o
ae Assis Barbosa e Joel Silveira — Redatoft»
° ,,lo«ím m*ior "Unificação encarado de um D'Horta - Movimento
ponte de vista maia ampla, pois todos «««.
•redutos se ba.eiam, trate-se de lavoura oa cri.çãa, m.j. o. menos Carloa Cavalcanti — Artes PlásticasTrabalhista.
£r,,£!501^P'<l.r0,M,
¦«««*
no latifúndio .. Marqaes Rebello — Discoteca.
PENSEMOS NA VIDA.. Marillo de Carvalha — Música.
*U """"f* •- —•"¦ N~ ""•»«¦*• «~ ** «* ~ S-e eej. e*e Nassara — Rádio.
m.ada^^rjrr" Z Heitor Cunha — Mando em todos es setores.
R. Magalhães Jaaiar — Cinema.

szsr.rs££%£*" "e""- - —* •* *.'¦• ——


eomo deve— viver. Deviam.. pe„8ar .obretado ao. m.rta. mai. r^ente. Rachel de Queiras — Crítica Estrangeira.
« «ni. distante.- «a «.« Richard Lewinsofca — Guerra sem mistérios.
Teefita de Anérade — Economia e Finanças. *
Pagina.ão de: Augusto Rodrigues.
lTCM# "ÍT'n,0'0"d« ™ tr*" * »•*- -'•"•' *-tre Ilustração de: Irene • Arteobels.
a liberd^e . . morte. Olhe-
me* £-17*1 com Cbos de homem. O reti.ir das armas
TJT
«ee W™»^, é um toque triste • paté- COLABORAÇÃO
que, neste instante. ..sombra o mundo. Mas ele na. alerta
ae»U a morte. El. deve ao. dar ânimo par. . luta contra tado q«« Zt Af°!,8°. *$T ** "&» *•'•¦«». Afonso
par. defender a vida . . liberdade áoíiSE ^ÜJ
Schmidt, Aadre.FVtM'
Carrawoni, Anibal Machado. Antônio Bento
'rí"1" ^^ ^^ h*J* *m di" * u— MMá*d* -*•'- -«vo. Aparlel. TereN. Ari.teu Achilles, Armando d'Alme"ia
a «eJ^-liãÍ0! r7U," "' P°"Sa "°" t0rnãr f*Uae'- S* C— - *™ c—-«•»•' Mr .«E Ramo. Augusto Frederico Schmidt, Austreresilo ArtJÍ
de At ha vi
l^e ..Tleícid^e ti í Beaj.mia Soares C.bello. Carlos Scli.r. C?1Z
ZrZ
eie ato ae
4e viver.
rlJ, SÍT. ÍtXt™:?
Condenemee
">""•" de,"d« * '«««!*•*• f««d.ment.l
a escravidão ou o naziamo. que é a morte
TRADIÇÃO REPUBLICANA
I
qee decorre E"*^
Wae Ç«.i...
da Cast^ Danton Jobim. Danton Vaianré va~1? r
lheiro Edgard de Castro lAS^^^
Erice Veríssimo. Gastio Cruls. Genolino Amado.
tnlaasMaVai
Ricarda. CelM Kelly, Clovte R^JÍbeí
* i
Uma opinião de Manoel Bomfim, no "O Brasil", Gracih.no Ramos. G.ílherme Figueiredo, Gilberto f"Í(
pida. 299- Lima. Horácio Cartier, Hildefo.,. Falcão. Heitor LImã «J^«!.
B-"fI '""*• *'"lOU ^ ¦" ** lr-,«i- Joio de c"n..l J^í »
W*««"¦. Mesmo a nome
ale
rio é ZSèJT1*1* !
referido, a. aspirações «s^nciais vão par. a realiaação democrática radical ' qM.de

O PADRE CÍCERO DO SER!ÃO CARIOCA Redação e Administração:


F A GRANDE REPORTAGEM RUA PRIMEIRO DE MARÇO, 7
"DIRETRIZES" QUE («• and.)
(fcntrada pelo Beco dos Barbeiros)
Telefones: — 43-8570 e 43-85S8

PUBLI- Difeçao e Redação — 43-857»


Gerência e Publicidade — 43-8598
PREÇOS
CARA' NA PRÓXIMA QUINTA-FEIRA Náatero avulso
JSumero atrasado . . . . #
í$Mç
2$GS0
Assinatera anual 5«$«M
Aseinatura semestral . . . 2S$ÕtO
6/11/941 DIRETRIZES PAG.'II

0$ estudantes brasileiros e a literatura universal


"CASTRO ALVES, TALVEZ O CÍNICO GÊNIO NA MO-
QUE ESTA TERRAPRODUZIU'!...-^ E' CAPAZ DE DESTACAR UM VULTO —
DERNA LITERATURA NACIONAL? ^4 "NÃO. NÃO CONHEÇO UM VULTO". — A POPULARIDADE DE DANTE AL1GHIERI
"AQUi, AS MULHERES AINDA SÃO MULHERES". . . — ANDRÉ' GIDE, A MAIOR FIGURA CONTEMPORÂNEA — "ASTRONOMIA
POPULAR" DE FLAMARIÒN AO LADO DE "DON QUIXOTE" —"NÃO SOU MASCARADO .. PREFIRO MESMO A REVISTA" ,—
"POETA" NACIONAL
COELHO NETTO, O MAIOR J>

DUAS MODALIDADES DE ESTU l~*í)I sem dúvida extraordinário o interesse despertado por nosso esforço, no sentido de apre-
" cnquête". Aliás, o interesse — Quais as suas leituras
DANTE y.r
£ sentar, ao público, a estudante brasileiro, através de uma alem dos livros didáticos: Pre-
Depois de alguns telefonemas, não se restringe ao público, mas se estende ao próprio estudante, à grande classe estudantil, fere jornal, revista ou livro ?
o repórter consegue localizar Ea- que, como é natural, não poderia estar a par da cultura e dos problemas de cada um de seus mém-. — Qual a sua opinião so-
bre a literatura nacional em
clides Aranha, 2." anista da Facul- mbros cm particular. A repercussão alcançada por nossa primeira reportagem, foi verdadeira- face da literatura universal?
dade Nacional de Direito, que nos. e de certa maneira inesperada: Bra nossa intenção, desenvolver sobre cada
recebe em seu escritório e nos mente surpreendente — Está ao par da literata-
convida a sentar. Explicamos a assunto, escolhido, dos vários setores da vida do estudante, uma única reportagem. A primeira, ra nacional moderna? Qual o
finalidade de nossa visita e ele como se sabe, foi sobre o estudante e a literatura. Esta que hoje apresentamos, focalizaria* vulto que mais destaca?
observa que não tivemos sorte ern Miis o súbito interesse despert ado, junto ao público e 4 — Na literatura moderna
pois, outro, aspecto da vida do estudante. nacional há algum escritor do
escolhê-lo para responder às nos-
sas questões. ò classe estudiosa, por nossas questões de literatura, animou-nos a insistir no mesmo tema. S-uge- nivel de Machado de Assis e
¦— Por que ? indaga o repórter riram-nos que 7iiuitos outros estudantes deveriam ser. ouvidos. Aquiescemos. Outros estudantes fo- Euclydes da Cunha?
Eu explico,-diz . Euclides — ram ouvidos: Apresentamo-los, hoje, aos nossos leitores. — Qual o livro nacional ou
Vocês devem procurar o verdadei- estrangeiro que lhe deixou
Ai' verdade, todavia, que não nos será possivcl, em nossas futuras conclusões; chegar aos ri- impressão até hoje?
ro estudante dos dias modernos. ' maior
Aquele que trabalha e que estuda (jures da estatística. Isto caberá ao Censo Universitário. Mas teremos sem dúvida, no final de — Qual foi a literatura es-
às próprias expensas, com esfor- nossas indagações, um interessantíssimo bosquejo, cs cru pulo sam ente honesto e sincero. trangeira, mais rica? E na
Co e vontade. Ajas embora dividin- atualidade?
do o seu tempo entre o trabalho uns.. ________ — rode a guerra influir
e o estudo, os jovens de hoje fa-
____________ sobre os escritores nacionais?.
zem muito e vocês concordarão tt- Qual a sua opinião so-
ao fim, com o resultado deste in- bre a coleção das moças?
quérito. Por isso, eu não posso fa- — A literatura infantil no
lar.por esses que... j_f ¦'.V''-'«qoyvy-.
'.w.. mfS&ICf- ^3«8&. «¦
v•••*•¦• jTqol K».-
B___t____f_. tMí****'
.•*^^_____-_pi
^**-
afr *
w'" Brasil já alcançou os seus ver-
Mas, interrompe o repórter ^> -'¦&.-'.
-S» i*_sSs?- g_r%. dadeiros objetivos?
o que nós queremos é que você 10 — Qual o maior poeta na-
respondia às nossas questões, indi- -dfflSBfh ; '>$? shHp' t &».°:"r"*' '^tfl__9§£ cional de todos os tempos?
vidualmente, sem representar nin- 11 — Que livro de poesias
üuem, que não seja o estudante nacional poderia ser incluído
que você é. na literatura universal?
Euclides procura ainda, fugir às 12 — Os cinco maiores livros
nossas perguntas mas o repórter da literatura universal?
insiste e ele afinal concorda:
Pois bem, no que se refere a
literatura nacional, encontro um to de romancista, é Jorge Amado»
valor extraordinário neste curto
% por seu processo panfletário.
espaço de 400 anos. Pelo ponto em —i É capaz de encontrar, pergua-
que nos encontramos atualmente tamos, em nossa moderna litera-
a projeção que conquistamos, tu- .s!. :^| tura, algum escritor capaz de so
do o que possui mos, é deveras si B?^^^^*tBI _P^^^*^í_íar ^__l P^^^^^^^B ___________^__.^^'^._^í^í ____H£|PQ_n_j( igualar a Euclides ou Machado?
gnificativo. Poucos povos pode- Encontro sociólogos tão bona
'^mM KJSyffiHHJgffi
riam apresentar tanto, em tãn < - - ^;'-:^^Brv^x^B Br .^B jÉfcee^*''" ^_______B _/***_«-*_. w- - ^^B
?/-i
^^BgaflBKx'
como Euclides. Mas quanto a Ma-
¦*» i_ pouco tempo. - ' '¦' '______________. •':'•'¦ ''"S?.^-„ *'}'*l_t. chado, é possível encontrar escri-
E a moderna literatura nu ffl 1» ¦ Ji___»**'______l ________ Bfc.."'^''¦ 4. tores mais nacionalistas, mas quo
cional? perguntamos. '-¦''%- *^>^ '^tSft-.r^ **x 'y~ não conseguem superá-lo na for-
Sem dúvida verifica-se uma JSêV «______ _________________! ______________ -^mW wSxFÜm-^ íy . à
ma.
acentuada influência do meio. Ve Qual a literatura estrangeira
nos o homem do norte descrever Hi_i_R-V-*.*!*'*•'•* -*-'•_»"-'-.*. mwCimvfysl-y.- ¦ '•*0_)_____trS*->X-.*_*I..M H#W5'^ _____M _________-n^___________________^Wp*' _____P_____r>^^*Ok mais rica no passado?
o ambiente do norte. Entre estes $888... í ____./ ^tó_, >__í ¦ '•' '____!____? -___l _K'vl__ l-Síf ;»%____í \ Francesa, tanto no passado
vemos José Lins do Rego, Jorge como na atualidade. E André Gide,
jSj_^^33^'X'*v^%''*4^j||_fli_^r^ ¦'• __________ _____¦ J-B ¦___^*'*'*'*^'Ív^^%?y^^__WB^-lfotf' •¦'¦'•^^^L'
Amado, etc. Outros há, entretan é na minha opinião a maior figa-
to, que enveredam por outros ca-. ra contemporânea.
minhos, tornism-se científicos, fa- Acha que a guerra exercerá
zem monografias, como Ovidio da influência sobre a literatura?
Cunha, que escreve sem a noção Sim. De todos os modos.
precisa e científica dos detalhes Principalmente, determinando •
confundindo RUter com Ratzel 1 ¦tív'''':'"'''''i% ¦;.;••-. _a_JJ_B _-BcBBPM-É-_ÉÉÍ------J'.:/1.---S-. *•"¦£&..
*¦'<__________!
_____ufW %^Ê _____K-'V^
'"'£¦'
aparecimento de novas corrente»
' ou-
etc. _HI _b8_1s^'**x"&" í>^ ¦ ^IB ______!^'^_9*!^*^__i___i __________¦____________ ^^^¦yBffi^^S BH&*-"*"' literárias, algumas ridículas,
Alem dos livros didáticos, o * *^&m^hH ____________^__________________i________B trás de vulto, como sucedeu n»
-j_L__i _______?S*^&* •'¦"¦.-'¦'.* . •*"' ____________¦._______. ________________________! _íÍb______________í_______- - -
que lê de preferência? pergunta- guerra passada.
mos. ^^^^^Wl _____ÉÍ___________D
-*¦ E diga, o que acha.da litera- i .
Leio tudo, responde Euclides. ^R _______nB%K!_____B ________________i!_^ _Bc tura feminina no Brasil?
mas, quase sempre, só até a meta- F,u acho que devia tomar no-
de... «¦ B^v.*
'¦•''')'¦
. * - * va orientação. Orientação maio
Qual o livro que lhe deixou ^________! ________ç%________! ___¦
realista, mais humana, como tesa
maior impressão até hoje? feito Raquel Queiroz, atualmente.
Dois, que eu me recordo: ™ ' •'.¦'¦'-* Finalmente encerrando a entre-
*"Canãan" e "Memórias Póstu ^^^JflWíwjWj^PWJJSSÍÍW^ffl?^ •mmWm\\ m%wt-'
"enqnête' de DIRETRIZES: "Os Estudantes vista, Augusto Freire Belém opina
mas de Braz Cubas", e isto, sem Os universitários cariocas acolheram com entusiasmo a sobre as grandes obras da litera-
intenção de ser nacionalista. . e a Literatura Universal" tura universal. Escolhe entre^ aa
Qual a literatura estrangei- Acho que tem um valor re- literatura infantil norteamericana. A pergunta é difícil para obras que conhece, o "Candide",
ra mais rica no passado? lativo, porque, hoje em du,imu- E esta não tem fins educativos, mim. mesmo porque um estudan- de foltaire. "Hamlet", de Shakes-
A inglesa, incluindo nela, to- homem nos cos- na minha opinião. te do pré-médico, não pode «star neare, os "Os Maias", de Eça,
lher se .iguala ao "O faleci-
dos os povos da língua inglesa. lumes e a sua literatura, portan- Qual o livro estrangeiro que ao par de questões de poesia. Mas "Fausto", de Goethe, e
E na atualidade? lhe deixou maior impressão em arredito Casimiro de .Abreu do Mathias Pascal", de Plrandello,
Agora, mais do que nunca, a to, quase não oferece diferença. que
Qual o livro que lhe causou sua vida? seja o maior poeta brasileiro. A seguir o repórter se apresen-
inglesa. Só a América do Norte é mais profunda impressão? A "Divina Comédia",de Dan- Quais as cinco maiores obras ta à senhorita Lyllian-Mary da
uma verdadeira fábrica, e conta "Madame Curie" de Era Cu te Alighieri. da literatura universal? I.ocha, aluna do Instituto da A.
com mais de 600 obras, sobre Qual a literatura estrangeira Na minha opinião, só a Fran- C. M. do Rio de Janeiro.
rie.
questões de guerra, nestes dois — E qual a literatura mais rica mais rica no passado? ça, poderia açambarcar os cinco Lylliam-Mary explica ao repor-
anos. do passado.? A francesa, seguida da por- primeiros lugares, na literatura ter que em geral, procura muito
E acha que a guerra possa in- A francesa e a inglesa. Na tuguesa. Na atualidade, continua a universal. l*elo menos do que eu pouco a literatura nacional. Lê de
fluir sobre os escritores nacio- atualidade, a francesa ainda se francesa. ja li. preferência, livros estrangeiros n«
nais? mostra a mais ri«.., embora a Qual o maior poeta nacional? E a guerra, poderá influir na original, para o que dispõe de cer-
Sem dúvida. Como exemplo, Me parece que é Fagundes literatura? to conhecimento de línguas.
americana tenha sofrido grande
O "Saga", de Krico Veríssimo. evolução. \ ardia. Lógico. As guerras, provocan- O livro que maior impressão lho
Acha que a literatura infan- E sobre a poesia? pergunta- Acha que a guerra possa in- do grandes transformações sociais, rnusou, foi o famoso "Litle We-
til, no Brasil, já alcançou os seus mos. fluir na literatura? acrescidas dos fatores econômicos, men" da literatura norteamerica-
verdadeiros objetivos ? Qual o maior poeta nacional Sem dúvida. Se a guerra in- influem profundamente, incenti- na. Considera a literatura francesa
É assunto remoto... Creio de todoB os tempos? flue na liberdade do pensamento vando o surgimento de novos es- a mais rica no passado e a ame-
entretanto que não. No Brasil ex- Considero Castro Alves o v da palavra, por certo há dc in- tudos histórico» e fazendo apare- ricana. no presente, acompanhada
cetuando-se Monteiro Lobato, pro- Aprecio (iuir na literatura. cer, também, os sentimentalistas da alemã. Dá à literatura femini-
maior poeta nacional.
cura-se unicamente distrair, sem Guerra Junqueiro. Quais as cinco maiores obras cm geral. na. o único mérito de ser maia
também,
qualquer preocupação educativa. Das grandes obras da literatura da literatura universal? O repórter faz ainda uma per- sentimental i ...
E sobre a poesia? universal, Jenny Coelho "A Souza só São tantas... Mas as maiores, gunta, e o entrevistado responde „.:,.__'¦

Como na prosa, o. meu inte- "Os Miseráveis" Sorrindo: NA ESCOLA NACIONAL DE


pôde enumerar quatro: Divina eu creio que são:
resse é mais despertado para a Comédia" de Dante. "Romeu e dp Victor Hugo, "Don Quixote de Tenho lido pouco sobre a li- EDUCAÇÃO FÍSICA
nossa poesia antiga. Considero Julieta" de Shakespuare. "Os Mi- Ia Mancha", de Cervantes, "A Di- feminina no Brasil, o que
"Os teratura
Castro Alves o nosso maior poeta, seráveis" de Victor Hugo e a vina Comédia", de Dante. me faz supor, que quase nada pos- Adahyl Valença. está no 2.* an»
e talvez o único gênio que esta "Besta "Oteld", de Educação Física e con-
Humana" de Zola. Sertões", de Euclides, e mi i mos no assunto. Na verdade, superior
terra já produziu... de Shakespeare. meu amigo. aqui. as mulheres ain- fessa francamente, que não está ao
Agradecemos a Jenny e ouvi- da literatura nacional, e não
um colega de da são mulheres. .. par
NA ESCOLA NACIONAL DE mos, em seguida, AQUI. AS MULHERES AINDA se sente capaz de falar a esto
turma de Jenny. o estudante Elias
AGRONOMIA Nachef que disse ler de preferên- SAO MULHERES... SOCIÓLOGOS TÀO BONS COMO respeito.
cia e. nestes, só os assun- EUCLIDES DA CUNHA O livro que causou maior im-
Jenn.v Coelho Souza. 2a anista tos jornais de gucriu. Quanto à nossa li- O jovem José Augusto Barros pressão a Adahyl, foi "...E o vento
do complementar de Agronomia, teratura, Elias é de opinião, que Guimarães toma um café no bar — Eu penso que somente agora, levou..." de Margareth Mitchell»
confessa que não está muito a ela tem caminhado em ritmo maia do Colégio Universitário. O repor a nossa literatura está apresen- Considera a literatura francesa co-
par da nosua literatura mas tem acelerado do que a universal. ter se apresenta e ele imediata- tando algo de original, diz Augus- mo a mais rica no passado. Per-
confiança em nossas letras, por- E sobre a moderna literatura mente atende. to Freire Belém, 2." anista da Fa- guntamos a Adahyl, qual o nosso
que acredita serem de um povo nacional? perguntamos. Sobre a literatura nacional? culdade de Direito do Rio de Ja- maior poeta e ele responde quo
em formação. — eu acho neiro. — Antigamente, continua nào é capaz de apontar o maior
Na atualidade, os autores na- pergunta José Augusto.
_. capaz de destacar algum vul- os pornô- que é relativamente fraca. Está Belém, a literatura no Brasil, na- poeta, mesmo por que não os apre-
to na moderna literatura nacio cionais preferidos são iniciando seus primeiros passos. da mais era do que um reflexo de cia...
nal p,r-uni.timos. e e.a— responde gráficos, os amorais. à moderna literatura na- outras literaturas. Machado de
depois de refletir É capaz de destacar algum Quanto Mas em seu livros, deixa transpa-
cional, sei muito pouco. pos- Assis A GÍRIA CHAMA DK
Não. Não conheço um vulto vulto da moderna literatura na .«o destacar como vulto. José Lins tecer essa influência. E somente "MOLEZA"...
E alguein capaz de se igualar cional? do Rego. hoje. com o néo-nacionalismo con-
-— Afranio Peixoto. t .%_
a Machado de Assis ou Euclides da E o que acha da literatura E qual a literatura estrangei- t#«mporâneo, é que vemos nossa li- — A literatura nacional passara
Cunha? ra mais rica no passado? teratura adquirir uma pcrsonalida- por um estado qne nó se pode ex-
Não. Coino já disse, não co- Feminina? Decididamente, a francesa. d« própria. "moleza", co-
a moderna litera- Ainda não é uma literatura primir pelo termo
nheço bastante à situação atual, a Na moderna literatura nacional, mo se diz em linguagem popular,
uma literatura Mas devido
tura nacional, para encontrar vul- definida. K, ainda, americana tem aparecido, embora temos grandes nomes, como Jor- dix a senhorita Fanny Malin, 1.*
tos do quilate de Machado e Eu de bolso. Qual a sua opinião, sobre a sincronizada pelo cinema. ge Amado. Graciliano Ramos. En- anjsta q> matemática, da Facalda-
clides. E qual o maior poeta nacio- co Veríssimo, etc. De todos, porem,
E o que acha da literatura literatum infantil no Brasil? o que me parece ler maior instia- (Continua aa página seguinte)
—- Acho que ela se espalha na i.al.
feminina? .
Pi ¦'--_Í»

PÁ&32 iVv
DI.R.E TR I ZES <V/U/«)41
(ÍSí* ¦*-¦--
_BSH--i:
IR 68 •
(Continuação da pág. anterior) escritor capaz de se hombrear, '§¥&%&* ou cão que se vem fazendo neste .en- "La bete humaíne", de Zola, Eu acho que está começando
«^ de Filosofia. Atualmente, ^ *í^^*e|?f*í «f* *fc tido.
r*\"~~ E sobre diz Carlos Paes Barreto. a se desenvolver com Monteiro Lo-
.«•rn; continua ela, «osais letras 2W* £* £u.*h-? Perguntamos, poesia ? :j; '10-- — "Madame Boyary", de Flau- bato, diz Carlos Paes Barreto.
' *'"«-
.£••». passaram po* grandes t ransforma- V_£|"£ PffÉP *m »-»«<¦« * Considero Castro Alve..''© bert, termina Nilza do Couto. Eu estou de acordo, diz Nilza.
d« m>l Áelhor d. í4sP^£;-e.ponde: . ; nosso maior poeta e entre as gran- i —.. a literatura mais rica, Qual o maior poeta nacional?
..'»» p>r. e- '*." " Qual
"' * des obras da poesia, universal-co- i.. passado, perguntamos. —
melhor para otimamente bem. De- li!".!. "" > "Obras completas de Cas perguntamos e respondem todos
pois, por outro lado, «literatura £lJZ l*l°ItAé-* «¦'"'^ .e8cr,tor. *P°* '**«> *f Itet-pondem todos: — A francesa, a uma voz:
ou tro.
dò Velho Mundo, sofre am decli- SíJL^ÍSÍV T» * '_," .A,v*8 • «¦* »»*»¦¦« *-1«« E no Oriente, emenda Nilza __ Castro Alves.''. .
ni« acentuado, em favor da ame- SKS^^S ?^ ?*, P°et,Ca ?"?.encerra- P»»8"* « WW do Couto Soutinho: a japonesa." — Existe alguma, poesia nacio-
ricaa* e podem*, dizer mesmo.' ^L- SSaiUi**J* ¦ ™*™ *****»*«? d. »"ocid-de
•m fivor di mcioMl rempa,
u» estudo serio J&™^* de sua pelos «agrados princípios abolido- E fique sabendo que a japonesa, nal, capaz de ser incluída na ii-
"J*"*" *' "^ tem coisas extraordinárias. l«*ratura universal?
€««• Mlf d- no^a modem. Í^^E*0 ?S ^^^^^»"^*^ E na atualidade? — Acho qué nãõ, diz Teimo!
literatura, possa apontar Éricc. Sg£iSfe'^ÈÍ! ?M reivindicações sociais Na atualidade, diz Teimo, me —_ Navio Negréiro, opinam José
nestas T?0'
condições, !raut°
V..!,..,..
veríssimo. contemporâneo
•- »-__.._. »**»»«* »__.___ „s_ jt •_ _,s.„i _•_de __ sua época.
_•-¦'*' '-•_ difícil destacar uma litera- Taro e Carlos Paes Barreto.
- É eapax de encontrar um es- P^vel saber ain- — Quais as cinco grandes obra* parece
%* tura; Otfras Completas de Castro
eritor da nossa moderna literatu- da literatura, universal ? 'termina
_ E - — "Os- Sertões". "O homem Idem, diz José Faro. Alves., Nilza.
C°m tinh* causado "Saiam- Eu acho que continua a fran- Quais as cinco maiores obras
ll^VWl Fe„ofide°s,?Parar
ou Euchdes? eio em profunda- Impres-
-£ desconhecido" de Carrel, "
chado de v». bô" de Flaubert, "Os Miseráveis" cesa, diz Carlos Paes Barreto. da N* .ratura universal?
É dificil comparar escritores. * quaIq|Ier "Eurico,
da? de Vitor Hugo e o pres- Nilza hesita, mas depois concor- Todos respondem ao mesmo
e, principalmente, escritores como tempo, e afinal, depois de passada
~ Não me recordo. Há certa» bitero", de Alexandre He reu.'uno. da com Carlos.
Machado de Assis. Talvez, em po- "—
espécies de -— E o que lê de preferencia, E o Oriente na atualidade, » confusão:
pularidade, eu pudesse citar Alva- calar fundo literatura, que podem alem dos livros a Nilza? — Teimo Pereira: — "Lusia-
ro Moreyra. em determinados in- didáticos ?. perguntamos "Fausto", "Don
Qual o livro que maior im diyiduos. No meu caso, não tenho . — Eu não sou mascarado... Pre Agora a literatura indú, so» das", Quixote",
"Crime e castigo" e' "Mãe", este
lhe causou? idéia de um determinado, livro que firo mesmo a revista. brepujou a japonesa.
"pressão — Foi "Judeus sem dinheiro" ten ha atingido profundamente
' Aproxima-se a senhorita Luiza Acham que a guerra possa in- último de Gorki.
minha sensibilidade. Gulkis, colega de turma de Virgi- cluir s.bre a literatura? José Faro: — "Fausto", "Wer-
de Michael Gold. ' ther", "Don "Lusíadas"
w Perguntamos agora â senhorita ; É qual a literatura estrangei- lio, que nos apresenta. Teimo Pereira é de opinião que Quixote",
Fanny sobre a literatura infantil ra mais rica em sua opinião? A senhorita Luiza acede em res- inllue decisivamente, como em * obras de Shakespeàre
Aí está uma pergnnta difi- ponder nossas perguntas e come- 1.14-18, com E. M. Remarque. Carlos Paes Barreto: — "Don
no Brasil e a nossa entrevistada ;-"-^.. "Pigmalião", "Lusia-
chama sua'irmã. Clara - Malin, de cil dè responder. Seria árduo es- •ça dizendo que aprecia de prefe- Jot>é Faro está de acordo e Car- Quixote". "Besta Humana" e "Fans-
«nze'ãnos~de idade"e repete nossa Pécificàí•. às literaturas mais ricas, «ência um bom livro que fale um los acha que até agora, a influên- das",
°8 P°*os» de acordo com o. Pouco da realidade da vida. Acha cia tem sido enorme, com o gran- to".
pergunta. po'8 Nilza do Couto Soutinho: — "A
Clara é uma menina viva e res- «etis grandes períodos, teem pro- tambem que os nossos escritores de número de obras que surgiram
grandes realizações li terá- „teem bastante mérito, mas reco- bobre o assunto. Divina Comédia", "Eneida", "llia-
pon d- prontamente: duzido e "Odisséa", "Fausto
-£u acho que já alcançamo. Tt*8' Assim, o grande período nhece que lhe falta tempo para es- Nilza .acredita que influirá fa- da" <• "Ta-
objetivo-, porque hoje a criança francês, como exemplo. ia»" suficientemente ao par da zendo decrescer a produção literá- »"aizo Perdido'^ de Milton
aprende a respeitar os pais, ser Neste momento Ayrton Diniz «ossa literatura, a ponto de poder ria e aumentando o número de as- Agradecemos e convidamos a
corajosa, patriota, aprende a ter volta a tempo de ouvir o nosso opinar seguramente sobre a suntos. otudante de música Ida Esposei,
confiança em si mesma,' a vencer entrevistado responder k nossa mesma. O que acham da literatura fe- que durante todo o tempo, perma-
es obstáculos na vida, etc última pergunta. Dá mais valor, todavia, aos nos- niinina? neceu junto aos nossos entrevista-
agradece e faz nova — Sobre as cinco grandes obra» sos antigos escritores. Acha que dos. ¦¦»•
O repórter Teimo: — Fraca.
a Fanny, responde: da literatura universal, eu prefi- atualmente os homens de letras — Ah! sorri ela. Não quero não.
pergunta que José: Desconheç>a
t — Na minha opinião, Castro Al- ro responder por autores. São os "áo são literatos. Escrevem sem- Mas, por que? — pergunta-
seguintes: Carlos: — Não leio..".
ves é o nosso maior poeta, e en- Shakespeàre, Camões, Pre sobre o mesmo assunto. Nilza: — mos.
Dante, Machado e Eçn O livro que mais lhe impressio- vido Em época remota, de-
tre as grandes obras da literatura "Obras "Uma vida", de Maupa.- a preconceitos tolos, a mu- Ora, eu não sei responder a
universal só caberiam as nou, foi isso...
lher era relegada a um plano in-
completas de Castro Alves". O DINHEIRO COMO FATOR DA sant. E no passado a literatura Modéstia, modéstia... A se-
Depois nossa entrevistada enu- PRODUÇÃO LITERÁRIA mais rica foi a inglesa, ao pusso KSjS* pJor T° nS* tÍnha P°88Í"
b'h lfd.e deudemon8íw 8»as ca" nhorita possue uma testa que re-
. mera as" cinco maiores "Nada obras da que na atualidade não está a™par
dos últimos movimentos V*Z„ receQnte™en*e' *»ar vela inteligência extraordinária.
. literatura universal: de Ayrton Diniz senta-se à nossa literários. li.?**
..novo na frente ocidental" e "Cri
'"D»;-
frente e fala: Acha que a literatura feminina é "<*" vu,to.8 co™°IS°Ph,f GfrBI"- Ida Esposei sorri, e retruca:
indispensável, "*• Mme. de Stael, Sevigne, etc. Isto é só tamanho..^ Eu não
, pois" de É. M. Remarque, — Sobre a própria origem, a como complemento
» a, educação dos pais" E mes- Jnna. "vo u-çao f«"«8a • esplen- conheço nada dá literatura nacio- .._
. me e castigo" de Dostoyewsky, tidssa literatura conseguiu absor- para dor d0B,8a.,0fs parisienses; prosse- nal, nem da estrangeira.
"A
_»___' _ • _
divina comédia"
_ ___ J_ _1 • _ fl J'

W^_- __ 4 -_
Dante _.
ver o romantismo francês e a li- _ mo há uma época para tudo. Sobre Posso
"Don Ia Mancha" de I-ratura a literatura infantil, acredita *uf *Vo,"'ndo « «oJ« '"» *» no. considerar Stefan Zweig o maior
*?& Quixote de épica portuguesa. que Estados Unidos a literatura femi- escritor da literatura estrangeira
Cervantes, e finalmente um livro
'cientifico1, Isto indicava que alguma cousa já está se definindo no Brasil nina .e apresenta com alto
£_-.__. a '"'Astronomia —
popu- de completo «urgiria. E realmen-,Qual . o maior poeta nacional? de desenvolvimento.graunal.
~~
e Erico Veríssimo o maior nacio-
O livro que mais pie impres-
lar"'dé Flamarion."pedimos te alguma cousa original nós pos- p*£*u.n,. Acham que a literatura
Agradecemos e a Fan- suimos. — Coelho Netto, xT°* responde, e não no sionou foi "Qlhai os lírios do
reconhece alguma nacional, Brasil, já alcançou seu. verdade!- campo", e mesmo nao me lembra
ry que nos chame Mario Trigo Sobre-a: moderna literatura na- capaz de figurar poesia
«?e Loureiro, o ocupadíssimo dire entre ap grandes ros objetivos? Está em embrião,
de outro. ' ...
tor de publicidade do Diretório da «JSí'iS _ nôL«*?'?2™t¦"'*' *?'.*"»»¦ d* literatura uni.,^.o«.. responde
f«»«c c_r.u_.__a moderna.».-!_
Sobre
T , p.p„:*„ literatura na-
luculd.de de Odontologia, fc te. ^Tninião « «síStÔ õiínt°o IS" ^°^ W entrevistada ,*'.... ç-lõiiAl nada sèi. Poeta, o maior,
ftoiireiro e diretor tíe football d.. S&Jf '"•""*'• as cinco maiores obras Jobc Faro e de opinião que em- scho que é Bilac.
ürte^*««?--?£ 1™ *m da literatura univerwl: " LUsía- hora não
r. A. E.. IS!:?8,.;,PfreCe",nf nivel relativamente igual. 5ue.*8tao se possa ainda citar A verdade é qué eu'pouco leio
"Divina Comédia", "Enei- grandes
No Diretório Central de Estu - • - romancistas d.s", obras, temos todavia, Meu irmão é que compra livros ê
dantes, ^Os são frutos, da" dC Virgílio. "A Besta Huma- autores em Monteiro Lo- tem uma grande biblioteca. Ma.
trabalha-se ativamente
' Estudantes de todas as Faculdades são reflexos . da nossa litera- na* de Zola e "Os Miseráveis" dé grandes bato • Veríssimo. „„ quase n5o vou lá. É é só...
tura Creio, portanto, que Victor Hugo.
«• Escolas Superiores, passam não épassada. possível estabelecer compa-
i apressados, máquinas de .escrever ração com
. salpicara ruidos para todos os Ia- •n
. dos, telefones tilintam, estridiilam
campainha, -toda . atividade tó^Ç^àSlÊ^^SíSS
. de uma multidão jovem e ipquie
os atuais. Alem disso,
estudante brasileiro luta contra
OPINIÕES

"tod»»tM
*r° c»ni«nt°- SãoP"«
DIVERGENTES
Agora o repórter convida qua-

eles:
mm® ELEINÊ ROSAV
responderem
Teimo Pe
?.,
m",s 1L7.Í°H#ocuP*r-»« «!« ,,t'r*tMr^„ ,3.qM em
tas. Em uma sala próxima, alguns ., reira, da Escola de Belas Artes;
Fazemos uma pergunta e "Rati- Jogé
Fáro, tambem de Belas Ar-
. «-.tudantes ensaiam uma peca tea- «ho responde: teB. CarIo„ p.eè| Barreto>
i trai, que o repórter procura ou- *
de Quí.
Vir.-Mas eis que chega Mario';:Tri- rica .i.Tm mie*< e Nil» dò Cout« Soutinho.
foi a iW francesa. 4er*t^r*_t___"f_U
Na atualidade. ^ Filosofia
••:¦'¦¦¦

. eo. ....;,¦ .. . ó dinheiro funciona como fator de .


fe
„•
"«unem-se " todos ...
produção literária. O pais mais a volta do re
IfcMQS QUALIDADE, FALTA- "«o f" a Vl-drip^
NOS lNTENSinAnr.' . ^a%g$ «m meratura
„ i7.tnV. neve deve ser,ser poi..,ool." '- P°rf*'
_„_.,. «™
o pais mais rico em dinheiro. gunta:
..i..»_»..*« m- • t •'K°'.-ffern" - t ~ E *cn* 1ue * guerra possa in- , Teimo Pereira diz ler obra. de
&\ f,uir 8»br« os escritores? arte principalmente.
rf«;:9ia Tm«
do-se nossa moderna 7 literatu- _ Tem q„e lnflllirf ,té no éRti; Qs. outros lêem livros em geral
ra. —. Sobre a literatura nacional ?
lo. A guerra modifica o homem e

1
E continua: .—*—:.Tèmosperguntamos. .*.'A,-..-•
— Temos valores ' apreciáveis e Buffon já dizia que o estiloi éó
homem. Logo... ..'•*, h pontos fortes, diz"Téí-
de f(no quilate. Você me pede um mo Pereira, mas não podemos es-
vulto da moderna literatura na- Alem disso, é irrecusável que o
individuo escreve de acordo-com labclecer paralelos •:(cOm a univer-
cional, "seu" repórter. A respos- •> •;..
ta é dificil, porque você, natural ambiente e as circunstâncias ex- tal. \, %¦
teriores è interiores. José Faro não concorda: ••'..£''
mente, quer o maior. Pois bem, Acha que a literatura infan- ——Eu acho que a nossa litera-í
respondo temeroso, de estar fa- ti! no Brasil tura nada deixa
xendo uma injustiça: Érico Veris» seus já tenha alcançado trás literaturas. a desejar às oa-
verdadeiros objetivos ? — Pode dizer, emenda Cario.
«imo. E', na minha opinião, i- Não. Por mais que se faça
maior contemporâneo. Paes Barreto, que, embora esteja
Qual o livro que lhe causou neste sentido, sempre haveremos em franco progresso, a nossa lite-
m maior impressão? perguntamos.
Até hoje, o "Luxuria" de .'.
de achar que ainda há o que fazer.
ratura náo pode estar ao pé das
outras literaturas mais antigas.
Kessel, na tradução de Gastão CASTRO ALVES, O ARAUTO Nilza acha dificil dar opinião
Cruls. 8übre a nossa literatura.
Acha que a guerra possa ter DAS REIVINDICAÇÕES SOCIAIS •— Mesmo
porque, diz. ela, ain-
Influência sobre a literatura? A seguir, ouvimos Virgílio Pires da estamos em princípio, o que
De duas maneiras. Primeiro. de Sá, do A."
'»or- ano da Faculdade (orna dificil um paralelo rigoroso.
estlo; segundo, no conteúdo Nacional de Direito *e : t — Estão ao par da moderna li-
•tomo fator psicológico. presidente
—- Qual ò maior poeta da nossa da Federação Atlética de Estu- fé'— ratura nacional ? perguntamos
dantes Nào, responde imediatamen-
literatura? — Em face da literatura uniyèr- te T^lmo Pereira.
* — É dificil -¦¦..Tào pouco eu, responde José
is». ¦-..- dizer. Temos gran- sa), começa ele, nossas letras
de. poetas, mas variam todos'eles. representam um ^ro, nao estou muito ao par. Mas
esforço
no estilo. Mas Bilac no seu gene- atendendo às dificuldades colossal
de toda Ç08*? destacar um vulto em Lins
ro é .grande. ordem, como sejam, o meip, a do R*e? e Ri»e,r<» Couto, ineistin-
—— Quais os cinco maiores livro* nosra nouca idade, etc. Quanto • d°'
«mb.orO; em que não sou gran
da literatura universal?""" à moderna de *dmir«dor da moderúa litera-
"A divina comédia", "Os literatura nacional,'eu,
Lusíadas", "Luxuria", de'Kessel. mas
francamente, não estou ao par tura nacional
posso apontar Erico Verissi- Carlos Paes Barreto tambem
"Contraponto" de Ilúxléy não está
••Werther" de Goethe. e n.o, como Um vulto. Por isso mes- ao par da moderna lite-
mo, concordando com o meu des- ratura nacional, embora encontre
..Mario Trigo se levanta. Tem mil conhecimento da
coisas a fazer. moderna Iitem- em —Não Lins do Rego um vulto.
tura nacional, me é impossível en- admiro muito a literatu
Convidamos Ayrton Diniz, o po- contrar ra nacional, diz Nilza. Por isso não
"Ratinho" quem se iguale a Macha-
poular dos meios espor- do de Assis ou Euclidès. a procuro muito. Nela só se en-
E sou
MaS Ayrt°" eatâ «PreèT.dor^de" EuclTdê-Ttend contram frases soltas, sem subs- •^
íÍn?.ut8iadantÍ8J
ensaiando e pede-nos para espe- 8eu "Sertões" o o tância.
rar. • sido o livro que São capazes de encontrar na
mais funda impressão me deixou,
Enquanto esperamos, resolve até hoje. moderna literatura nacional algum
mos abordar o estudante de Di- Como maior literatura no pas- escritor capaz de se igualar ou
reito, Carlos Aoberto de Aguiar, ~ado
e tambem no presente, esta superar Machado de Assis oa Eu-
que gentilmente nos atende: fora de dúvida que é a francesa clides da Cunha ?
f>,i*. '.-: * • — Ê com prazer, começa Náo, não —respondem todos.
ÜK,; ele —Acha que a guerra possa in
" lite*minn "«cional Inir na literatura? — Nova pergunta e responde
2_Jf«„|Vfm08
adquirir pergunta Teimo:
mente nacionalista.
da nona prosa
om aspecto

moderna,
acentuada- mos.
Como vulto Sim. E a prova é o
grande Lembro-me mais de autores continua o sucesso de
posso número de obras que se vem pu- que mais me impressionaram: na
apontar Gilberto Amado, não tan- blicando
ío pelo autor, mas por seu livro
"Inocente,
e Culpados".
a respeito.
E • literatura infantil,
já ai
literatura estrangeira, Panait Is-
««-ti; na nacional, Euclidès GRANDE OTHELO e LINDA BATISTA
ob*«- - A mim, o livro
— É capaz de encontra, na mo-
derna literatura nacional, algum
vlTi: B»"l ,Verdadeiros
?L 5im Sim, devido 5Í.M
grande evolu- foi a , Pr«-8ao
"MemórUi
de um mediei"
me causou, diz José Faro
no GRILL DA URCA
que maior im-

\m%J
BE """- ss_s^í_B-í_w_a_»«iK_.

-,-^fi^^t^^V;;^-v;v--2 :-r- .-¦ ;-,*; x;rí ps^*J5$


"xx.^'-'
':'.-. asssgg
..-" -. ;. 22:
tf/n/94i D IR ETRIZES P4G. 15

O HOMEM D A MSTA iMPlESfAiA


Seria desnecessário . observai - ÁDÉIÍNQ PÉREÍHA, LAVOS. NOM RESTAURANTE DA aPRAIA DE S. CRISTÓVÃO. CONTA A, Llj- tho quando uma-tais-a,. vniii-i ,.dS)
mos que. ps õltiqs
"mundo' humanos, des- , TÓRIA DE SUA ESTRANHA OPERAÇÃO. ^- A CÓRNEA DE'UM MARINHEIRO PARÁ O OLHO DE uma chaminé, me caiu no olho*
de quç p è mundo, cons- " Não-dei- grande importância ao
tituirom sempre ujm tema de con- UM OPERÁRIO.
"'.'...'". £? A: FAÍSCA E Ò DESASTRE. V--; DEUS SEM AURÉOLA NEM TÚNICA. •— UM Caso. Mas. durante o resto dn
sagração universal, A virtude, a ÇÀpmiLÓ DIFERENTE NA VIDA DE^ UM HOMEM PACATO
¦ .¦ • .-,--_..,,-*¦¦_-« i ¦• tarde, o olho começou, a lf» •.i-_«-
'nícjar e- a cocar. Meti as unhas.
.maldade,, a malícia, ps bons e os
maus sentimentos.-— toda a hie-, No outro dia, a vista csqjcrd** cs-
rarquia do nosso mundo emo- tava inflamada, dolorida e qu-:se
cional sempre tcye sua prof.un- que eu- não podia ver nada. Dal
da radiografa, suo. sincera ou para uma infecção total foi qu_*s-
fingida .manifestação, .através tão de tempo. Uma nianhA ea
desses .focos de .sensibilidade que. me levantei inteiramente cego do
so encravam sob. pupilas delica- olho esquerdo. •
das, e, às vezes, traiçoeiras...
Onde houver, pois, ausência dos V OS DIAS NO HOSPITAL
olhos, a vido como. que perde a
sua razão, dc ser, e o amor e ò Adelino foi licenciado na Com-»
ó.liô apelam, na sua exterioriza- panhia onde trabalhava. Come-»
ção súbita, para os gestos mudos çou a passar dias terríveis no
c. frios; o encontro insatisfeito hospital. Sozinho, sem ninguém,
das sensibilidades-que se tocam, era um homem sem esperanças.
mas não se .conhecem, longe do Alguma coisa lhe dizia que nun-
sol c da paisagem, do mundo. ea mais voltaria a ficar bom da
vista esquerda. Delialde Irmã
PERSONAGEM PARA UMA Berta tranquilizava-o :
- . .HISTÓRIA
— Paciência. Deus sabe o que
A filosofia ai de cima pede- faz. Urn milagre acontecer... Pa-
n pernas um person«*íem para'uma ciência. --rlâ
história. Sei» milhões de cegos Um milagre ? A vida havia si-
vivem no.mundo. .Alguns nasce- rio má para Adelino; nunca um
ram assim., Até hoje, vagando milagre acontecera no seu caiu -
adultos por. um mundo de som- nho. Ele diz isso agora, na mvr.a
bras, pada sabem ctos claridade* do café da Praia, enquanto mas-
terrenos: a luz do sol, o sorriso tiga o seu opulento jantar, c per-
das mulheres, os olhos das crian-
ças. Outros, por uma fatalidade iiffl SI II gunta :
cruel, viram-se um dia expulsos
do reino claro dos que veem.
111 wè m — Como
em milagre ?
podia eu acreditar

Imersos nas pesadas sombras, DEUS DIANTE Dl? ADELINO


levam consigo o peso de uma
treva injustificável e inimiga. Vinte c três dias depois que
Mos a ciência, que aos poucos estava no hospital açoite eu
vai invadiu lo os latifúndios de . uma coisa diferente na v'n':\ de
I).*us, não descansa. Sua curiosi- Graças ao milagroso olho que lhe foi devolvido, ele pode, hoje, brincar com os canários...
Adelino: Deus veio ao seu en-
dade peneira nos'segredos mais
'
invioláveis. Suas mãos aflitos, dias ele faz as refeições equi. afirmando uma coisa muito sole- . Seu Adelino ? Um homem. .contrp. Não surgia com aiireda
Um dia*come sardinha com-pi- ne: > bom.., . ¦. . , . na cabeça nem vinha vesfdo *l'4!
inquietas como mãos' infantis.,
révo.lvem os privilégios divinos.e rão, outro dia, bacalhau coinplc- — ii Verdade. Trabalhando há um tempo numa túnica branca. Trazia í*j>s-
os transformam cm conquistas to, outro dia, peixe à moda» da grande na Companhia União, for- uas um. avental alvo de médico.
casa. Não suporta é feijoada. -água •
para os na- EBrasil se chamava Dr. Nelson Moura
human.is. UMA FAÍSCA E UM DESASTRE ricccdora dc do Amaral. O Dr. Moura
Um dio um homem disse: Seu Antônio Alves di? mais vios, grangeou • entro seus com
dc trabalho uma co- {^1 ^J^»:ÍOJV^n..?í' ns pa-
— Posso dar luz aos cegos. que o prato predileto de Adelino Adelino já sofreu muito. Teve paiií.eiros lavraS —.......-*•
do Nazareno:
Outro homem dissera o mes- é . o' bacalhau. li1 ção grande de amigos devotados'.;
i
— O senhor sabe que o. .haca- que enfrentar a vida dura e a Nunca, negou-s» a- prestar.um fa- Vou dar vista ao seu olho
mo, há dois mil anos passados, vida deixou na sua fisionomia vor- um auxilio.. Dal a tristeza cego. .
nus areias da Galiléia. Mas o lliau aumentou horrivelmente dc meio trisie o'traço- de sua pas- de todos quando, no dia fatídico,
primeiro homem era um sun.o. preço No entanto, continuamos sagem. No entanto, todos os dis- o desastre aconteceu a Adelino. Seria o milagre da.irmã R-*; Inf
um'emissário''dc Deus, c d.ispu- a cobrar o mesmo a seu Adeli sabores não conseguiram cnferrti- Ele conta como foi, na sua voz Adelino não tinha esperanças.
nha apeiiás de poderes divinos, no. Ele que diga jar seu coração. Ü um homem Mas o Dr. Moura BrasM p. >co
sem o sotaque português. ligou a sua descrença. Disse:
O segundo homem, quase dois Adelino Pereira Lima Lavos ba- bom. Todos na Praia afirmam quase
repetia a mes- — Eu. estava cm pleno traba- Vou trocar sua cornéia |>or
"*""¦ mil .anos depois, nada tinha de
lança a cabeça, com se estivesse isso: •„.
ma..coisa, mas outra.
suiito. Seus poderes eram ape- Era, então, companheiro de
nas poderes humanos. E é bem awr_3E.i
quarto dc Adelino, uo hosp:!fll,
p'».ssivel que cg ceRos curados por um inaquinista dc navio; ('tio
Jesus Cristo vissem tão bem a lu* / urn dos olhos num i:.i-
..,,.. (j,o.sf>l quanto ,os., cegos,, eu lados ;. perdera
"ente.
X;-:*X2' ¦Si. '¦>:'Wm Pois foi a cornéia do r-a»
•«TiW .¦"í:%;X*it.- 2 mfnc.ro qaé o Dr; -Motira
-cego
íí.At-r
I
' ' - *"'' '•-£Í'ÍP'r^__-
X.."
¦-*'?•;'.~>,''t~-^~3?--i- f*-í«'
''¦'-V " ' * '.!*' ;r ¦" r._''T ¦,
"...»'-:¦.•'¦•¦•*•,_.;
¦'-¦ " ;*•'*¦ ''.'*.'
X\__^L-*'.
¦..,-*¦'Í2
_.-«*'>.'?.:hI.
•¦«.':'.
.. ... ,
¦ ¦ ^SWmfír*
il enxertou no olho de
'.""•. s» ,¦'•,' '
^Adelino. Até hoje o marin.ir-.r»
'*."••!•'-'".-vtfmji .,*'í/''-v:'.••' --:"üi>;'¦¦:?.'".?'-••¦ ¦' não sabe disso.* Ele perdeu uma
.nossa reportagem ante»
?.;^riq.v;ro-iÍií!axla com o Dr. Moura dns vistos, rnas não sabe qu" i*m
dos. seus olhos está com A'.*ü-
j^XltKaisil, .tivemos oportunidade' de".. no. uma pessoa estranha que ele
.^^désvendar esta coisa surprèèwr-
;W'.. dente: existem dez homens no
Rio com olhos n{ip eram., ÒS'
nunca conhecera. Adelino tam-
bem não o conhece pessoal men- 1
'" seus t Citamos que te. Sabe apenas qué fora ele -.ou
exemplos : um,
com um olho dc mulher, outro, salvador porque, na mesa dc o;ie- i
com um olho emprestado. :Fa.á- rações, ouvira comentários a ic*s-
mos dos milagres da queratóplas- peito. Mos çonhecc-o de vista.
t?a, trazendo para a humanidade \ lim dia apertará a s.iiij nião, n:;ra-
imersa em sombras uma nova au- decido — é o que ele diz.a:» re-
rom c uma nova vida. Partindo, ¦d. -¦,.??¦. por ter:
do lado cientifico, onde a téc- Porque ele merece. Embora
iijca~e os conhecimentos do nosso sem saber,, me restituiu a tr.-in-
entrevistado levaram até o leitor quilidade c me transformou de
nma explicação sucinta dos mé- novo num homem são.
todos e sucessos da queratqplás- Esta é, pois. a história de Ado-
tia, chegamos à parle pitoresca, lino Pereira Lavos, o homem «ine
com a citação daqueles exemplos.
K lógico que uma coisa assim
nasceu no província dc Lcir a,
que veio para o Brasil e que há a
N tão extraordinária, contada em mais de trinta anos olha para os
forma de reportagem, poderia encantos da pátria nova. Come-
despertar no leitor o diabo da çou a olhar com seus próprios
incredulidade. Mais uma ver. o olhos. Continua hoje olhando tu-
sensacionalismo jornalístico I No do, mas um dos olhos já não é o
entanto, voltamos hoje ao assun- seu. 0 Dr. Moura Brasil suh.s- - :x
to e voltamos definitivamente. tituiu-o por nutro, pelo o!ho do
um estranho. Ibimem de v''-a -' '*V'i
NUM RESTAURANTE DA PRAIA simples. Adelino tem agora esta
DE S. CRISTÓVÃO coisa surpreendente para contar
nos amigos c nos: conhecidos :
Entre as pessoas operadas pe- Não estão vendo este olho
Jo Dr. Moura Brasil está Adelino esquerdo 1 Pois não é meu.
Pereira La vos. Ele nasceu há 5» Para Adelino a humanidade e X;
anos passados, na província de constituída somente dc criatui. s-
Leiria, cm Portugal. Veio para o boas c distintas. Daí o apelido
Brasil com 20 anos de idade, a ca-, cjue lhe deram: Adelino. Boa
lieça cheia fie planos. A sua histó- Boca...
ria, que ele conta lio Café da
Praia, restaurante no número 37 Um dia Adelino foi atied.do
da Praia dc São Cristóvão, não ó pelo único inimigo que tinha na
muito diferente de dezenas de vida. Ficou cego. Mas o Dr. Mou-
outras já escutadas pelo repor- ra Brüsil deu-lhe novam-*r • a
ter. visão, aproveitando para isso
a cornéia do seu próprio in : - ...
Um dia a vida em minha
terra ficou muito ruim. Resolvi continua oferecendo seus sorvíços e assir-^ncia técnica. V^""> Na Praia de Sâo Cristóvão, eu-
.migrar. Vim para o Brasil num tre suas ambições pequenas e
porão de navio. Cheguei aqui há cJculo de experiência. Produç-ij e reservas de ^.y.róleo cru sei3 s.-us casais de pombos, vive Adc-
Trio, o homem que vê co**i rtlhoi
trinta onos. Há vinte e quatro
q "• não são o*» s*?'js.
que moro em São Cristóvão.
O Sr. Anlonio Alves, proprie-
paiseõ das Atricricas e sjís do Oriente.
tário do Café da Praia, informa I W PARA 03 CASULOS 1
ao repórter : v
"Seu" Adelino é o nosso Corviço Técnico x^
iv,,rtl,___r
mais. velho freguês. Mais velho
mesmo do que minha senhora.
E explica.: ANGLO-MEXICAN PETROLEUM C2 LTD..\ii IISEJEiKAO HÜDE
— Eu me casei há dez anos.
E seu Adelino há quatorze quo »--gaaa_8-_SLa_--i .¦__--^.._..^-i-2d-.^-.,.i . * -Vrtife.-r^^'-«,^-.-,'^iri>-i-v ----X ¦¦ , a*mmmaamm\\mmli
freqüenta meu café. Todos os
'*
¦¦'¦"..¦-'
> - - -a '
"*"
-- A-—-:A:
- feâfçalsSti^spps
-"¦ "' "'*-¦ ' • *¦*..*
,*.-"-¦
i%y;-í"-_ ' .-- -
-feA.J:. -¦•."*-
¦-,, ¦:-... ".'/-¦:• A:.--- A'-- ¦ :¦¦-.,..;¦:¦'.-• fe-- .
Avfe-.fe-fe.--'AA:-fe;''fe/;.fefe . ' ¦ ' '•
; . : :. - ¦
-.¦ fe.'""V .A
.¦¦^¦¦¦-Kí...^.y,'..~y.^i-.. -'.:.-¦ -

I
_L I II
lUuLIUlò -_ .
l''lll'L m
^^ ^^»^^ fmmm^SMmem ^Sss\\W
DA CUNHA NAO FO '^______l ' 'IV ^B^àmmW ^___________^_r ___M Q
n

0 depoimento histórica do coronel Dilermando |ttii^ii^|piÊlüsi s


fe-fe ^^^^^^^^^___ fe- V
Os que me atacaram ? Os que me
transformaram num "bárbaro as
Reportagem de FRANClSijh
minha mulher, entendo fazer es-
______! ü_w^i^_3__Í ______¦
sassino "? Fugiriam sem defender
ta pariicipoção. Faço-a por es-
sua casa ? Deixariam Euclides ma-
cri to, porque não a posso fazei
tar outras pessoas que ali se en- "feAj
a viva voz, impossibilitado co-
IIJBB^-fo^^i^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^ESiwl^ contravam e nada tinham com a
«io estou de entrar numa casa
¦
¦
_f_f-t^'-'i__fl
Sy_r^__?___l
mH-^í^í
8__lre_ft_S i_t3wll<l Btl
. história ? Permitiriam o sssassi-
cm que se me fez a mais dolorosa
Ti^B__,^B.i3333333333333BB.T_--ffi!re^................. , nio da esposa do escritor ?
IR íí_n_i-li !(^^ injustiça e onde se ouvni com-
A posição da Sra. Euclides ds
inocentemente as calúnias lança-
- B lllgj F11P11 a
Cunha é o ponto fundamental d»
segunda entrevista. Uma semana
das por um beltguim sobre uni À-fe-

rapaz honesto".
após • sea primeiro julgamento
no tribunal do júri, o tenente Di- Interrompe a leitura para infor
lermando casou-se com a viuva do mor que o beleguim é Aldroalde
_______N^___1 ____¦*¦*•* v'']1* ¦o-^y_wt*rJHBw_-------R _M|Wl3^lB^^^^^BB3333^IBÍl33Tfci^ZTT^^I----í^----------í Solon, cunhado dc Euclides. Cou
escritor. Só mesmo o propósito de
^^^^^B^|B^M_5»^BkI1I^ ¦¦--•'^Ste>-tf1'.^ B desfazer a mentira, confessa-me. tinua a ler:
fc^lgv^-.Wt'?'. "Estou
obriga-o a assunto tão delicado. bem certo de que o meu
*_______! ______ví-C^ir%iT'*V-:?*^3 velha amigo o general Solon con-
Uma pergunta logo se impõe:
siderar-me-á sempre como mere-
Euclides teria sido o autor da
pfe- _B*??B B própria infelicidade conjugai ? ço; mais conhecedor desta vida
&'
ii • Ouçamos a resposta:
e mais experimentado, ele aqui-
ij^l ^^t^^^^l ____B lotará melhor acerca destas coi-
Euclides da Cunha — disse
sas.
me o coronel Dilermando de Assis
em vitima .do seu temperameri- Não veja nestas linhas o mi-
nimo traço de rancor; escrevo-as IP
____fl ____B ¦ . to anormal, que o arrebatava aos
-,j extremos do bem perfeitamente sereno; a minha
e do mal. Em sã conciência, tão agitada às vezes,
conciência, não se poderá afirmar
está neste momento perfeitamen-
iH que ele tenha sido um bom ma te lúcida.
rido. Seu procedimento com a es-
_ ^1^1 Depois da triste desilusão
poBa não permite tal suposição que í( :-*"•...
sofri só tenho uma ambição:
Insultava-o, vexava-a diante de e»-
afastar-me, perder-me na obs-
tranhos, afugentava-a de si, es-
çuridade a mais profunda e fa-
#Í* quecia-a em troca de suas pre- zer todo o possivel para
ocupações intelectuais, abandona- que os
J|l que tanto me magoam; esqueçam-
1 va-a longamente. Foi ele quem
desgraçadamente, lançou-a na des-
me, como eu os esqueço .1 •>¦;.¦..'

Quando se terminar a agitação


^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^HHBBBBH___HHilH-__BI ventura e fomentou á sua infelici
.da nossa terra, eu realizarei ain-
dade. Vou dizer porque.
Retrato de D. Joaquina Carolina de Assis, mãe "" tía melhor este objetivo, pro-
do Coronel Diler-
mando de Assis. Viuva e UMA CARTA DE curando nm recanto
saití ¦'
"' pobre, foi ela, entretanto, que, com güatt/uer dos
lutas e sacrifícios, custeou a educação dos filhos nossos sertões. É uma coisa de-
EUCLIDES
liberada, visto como convenci-
; (CONTINUAÇÃO DA PAG. <) ta dentro, da sua casa, dentro do O coronel Dilermando inicia a
£jjT-"""« , i,*^fe--
me de que a dignidade é toda
IP' • E afirma:
— 86 mesmo a ignorância
seu quarto de dormir, • asmltan-
sua exposição, dizendo o seguinte;
Em -dezembro de 1904,
Eucli-
sensibilidade mesmo dos
que
q
vi-
pro- te inesperado que o pretende aba- vem constantemente
curaria no sigue-zague doa proje- des da Cunha partiu para o Acre preocupados
Bis®*' ' ter e o fere de morte; o homem da própria honra, são,-tüt nossa y» -
fi-.-i-.ii_:-...'.
' .'
tis de arma de foro nos tecidos em comissão do Ministério das
te a que, depois de ferido gravemente, sociedade, coisas perigosas,
ergânieos a prova da inclinação e Relações Exteriores — levanta- que
repele o agressor na defesa da vi levam ao. mar tir io.A -;..¦-
.,*• .dj^ecão daa reepectivae -ftnje- mérito do Alto Pu-rús. Deixou a
da^:de4e_x«Jrós;ri**-rf«rindo o seu Os meus amigos, que
tórias antes de tocar o corpo hu- ®&kll^JktS^^ princí- u feliz men
sacrifício A comodidade da fuga
,fe' e ..
"* ffe-. ir.ano. É conhecidissimo o capri- no
Pio, Còsme Velho. Pouco de-'
deshonrosa, esse homem não de-
IS cho de tais trajetórias. Mas o de- ve ser acoimado de "assassino". pois seguiu ela para São Paulo Terminando esías^linhas acre-
$'_.....' legado Alcântara nio queria e não r.fim dè matricular os filhos num
Será, quando muito, um homicida dite que á Sra, jtísiificaria mi-

J
_iPv'-
podia concluir de outra forma.

rio, o coronel Dilermando de Assis


eventual. Assassino é quem mats
Terminando © exame do relato- *! rom agravantes,
roubar, quem
quem mata para
mata a traição,
colégio, só retornando ao Rio em
setembro do ano seguinte. Foi mo-
rar, então, no número 14 da rua
nha ausência enquanto
persistir
sobre mim o juizo ofensivamen-
te dúbio que fez de mim
Senador Vergueiro, na casa de cô e ao
Ai:--. fala-me assim: qual absolutamente repilo.
quem mata com premedltação. As- Eu
¦— O caso é modos de Madame Monat. Aí foi
que, ao receber Eu- sassino teria sido Euclides se lo- compreendo qué me odeiem,
mus
A#
clides, Dinorah não suspeitara das ter, fazendo-lhe companhia, minha eu hão compreendo
grasse o seu intuito, tal e quai qué; tenUm
luas intenções assassinas, extern- Oa Iaucin._ta _^ aiiillar-mé;j Maii umaA. vez/
seu filho, anos mais tarde, quan
A-: mantinha velhas relações. Vindo jdevi)
«oráneas e tardiamente delibera- do me agrediu. De sorte que, ab- dizer que mé: testa a consolação
das. Não entra na cabeça de nin- de São Paulo, f-ü poíUdor de am de, ¦ acreditar :gúVp venerando
f-olvido por não ser criminoso, se-
nlbum de músicas i tia Lucindà
@?"
guem qae dois jovens robustos,
bons atiradores, prevenidos, se
gundo a letra do Código Penal, é
uma calúnia chamar-me de "as-
Tinhn«eu 17 anos quando isso
amipo, çajo nóniè dei áo ente
mais estimo; cujo nome
qúe
pois ou
¦
KffjS?' . deixassem ferir sem mais aquela. nconteceu. desejaria por isso mesmo ver
sassino". bas-
Dominariam facilmente a Euclides _.»z uma pausa para observar: tante elevado, que o meu
II sopro
da Cunha, homem fraco e doente, Quando vi a esposa em suma me fará
£ muito simples • gabinete de de Eu- justiça. E 9e
se suspeitassem dos seus propó- trabalho do coronel clides, pela primeira vez, contava tal não se der, então é
Dilermando porque
sitea. Tivéssemos a intenção de eu 11 anos. Era aluno do Liceu de vai muito adiantada
de Assis. Devo descrever, embora já a surda t
eliminá-lo e ele nem sequer trans- Art^ e Ofícios de São Paulo. Mi traiçoeira conspiração
ligeiramente, a pequena sala de que pres-
poria • portão do jardim, qae cstulos, onde estive mais de ams nha mãe fora visitar-me e a meu sinto em torno de mim, testou-
Dinorah fói abrir e onde deixara iimão Dinorah juntamente com do-me permanecer nutn
vez para ouvir a depoimento do silêncio
dependurado o guarda-chuva so- ela. Seis anos depois desse rápide altivo e sobranceiro.
homem que matou Euclides da
mente e não também o capote, eo- encontro via, pela segunda vea, Terminando, devo pedir á
Cunha. a Sra.
mo falsamente relata «a Sr. Eloi Sra. Euclides da Cunha. Data de um último e grande
Junto à secretária, a meziaha da favor; qae a
-Pontes, à pag. 291. Ali me*mo te- então a minha participação na tra meu nome não se ia mais
máquina de escrever. Encontro li- pronun
ila caldo morto, com uma bala gédia que D . Ana há muito come ciado na sua sala; desejo
vróse papéis numa deturrumação ser 4n-
entre os olhos, se. o quiséssemos «.ara a viver. £ preciso, leiramente esquecido.
que só quem lê e anota o que les pois, acen
confirmando, então, as falsas le- luar què não fui eu o. autor Desculpe-me a ex tenção
é capaz de conseguir. Pastas en- . ds desta
tendas dos clichês das paga. 40 e infelicidade conjugai do escritor explicação..
treabertas denunciam o cuidado d*
272, mas contrariando os faturo* Na verdade, o casal nunca se Seu genro respeitador
manipulação das fichas. Oito vo- en
Interesses mercantis do livrei™ tendeu bem. Se fôssemos fa.) Euclides da Cunho"
: ...fe - Inmes de capa vermelha chamam procurai
José Olímpio, pois este não teria.
a minha atenção. São as aulas de o inicio dessa incompatibilidade. O DEPOIMENTO DE JUUO .&&_&•'
•rpm, a carteira varada teríamos de remontar ao ano
pelo pro- general Chadebec De Lavailade. de BUENO
Jetil homicida e qae tão bem se antigo chefe da Missão Mílitai casamento, 1890, época em Após a leitura da carta, o «oro
que eu
-•• prestos para isca des seus fre- Francesa no Brasil, no curso de tinha deis anos de idade. Vou nei Dilermando de Assis disse:
lh«
gueses desprevenidos. alto comando que professou há mostrar um documente importan- •— Um outro documente
Impor-
O coronel Dilermando, então tempos na Escola do Estado Maior te a respeito dessas desavenças tante sobre a mesma época
não
nos declara: domésticas. deve ser esquecido: Escrevea-a
do Exército. Na parede fronteira, Ju
— £ uma inverdade o Ho Bueno, jornalista e
-v. qae fos quatro fotografias recordam pes- O coronel Dilermando de Assis professei
d'to pelo delegado Oliveira Alcan soas queridas — «os pais, om tio e lê ama carta que Euclides mineiro, poucos dias depois
d» ds
¦*»•¦* •»ra e endossado pelo Sr. Elei o Irmão do meu entrevistado. Uma Cunha dirigira á sogra, morte de Euclides. fullenta
3.
quatro • de
Pontes, às pags. 291 e 292. Outra estante de livros e am taboleiro anos após o casamento. £ f.en-e-1-din.e-.to que sempre existia
Inverdade: Euclides não foi "as- a ae-
de Madres. £ (tinte: entre marido e mulher «
que «I»
aassinado**. Um intelectual cerne Voltando à eoaversa, depois da "JMo, pôde constatar ne tempo «m
7-1-1894. . qs«
ae apresenta o Sr. Eloi Pontes. conviveu eom os deis, em Campa
penosa narrativa, o coronel Diler- "D.
«H-tadando a vida dos mortos, não Túlio. nha, onde o autor de "Os Sertões"
mando dé Assis me pergunta:
Fui a São Paulo « trouxe
pode esnfnndir . "homicídio" * — Cerne agiria o Sr. Elói Pontes <j fora, em 1895, adaptar « Velho _p*é Essas t,iés fotografias são dol CT
"aesaeeínle ". Soninha « o filhinho. f.%t»0
O homem que ma- om meu lugar 7 O Sr. João Luso ? em dia da Santa Casa lomí mostrando es inúmeros .ferim-lni lt.
Palmeiras. A Sea., como pnra eo-
&,-.'¦,
mãe <fc aerna de d.- Regimeu-to de Ouiha Filho, na sua tragéilia^N^
Cava- 2>0jet -luairo J-alas ao cor&ij di

«ife-
**:~..~—,¦ iiasi '¦ '¦'•<= ¦
*>£ .Li.-.*-- ÍL ,c. , i¦ imiiiIiii ¦«ummfiiiwaapa—mmia>'"uuuL\í**ím. ^a^a*a*a*assBasj*i*g3 Sn*fl Bsi
*«t_H itttiUie,^.'piTi:rT^".,;i,«jiTj_ _i_. jjtjssnuaSJBBBsasnsnS—Bff*t<BJ3g,'lllf*lll,B,Bja*^l',*',''a'aSBBBBaBBmB>*^
B^EOftjagflfjVG ' ** *¦' " "'••^?-jaaUBSB<slataa***aSa'aMBMSSBfc ,

w^ÊmÊm^ê.
JBafl l^"?*7****' ¦aá/pasaia i'i iiia> ,, . ..

: '¦¦' J "'-' ^'íf^SSS^^wl^SS^^-'-5' "''-''¦^''"¦SS^^ImI^Bs^^SÍ^^^S!*5-?1--'¦'" "V-:^--"'¦"¦VS^*'-


•"?'•'**¦ - i«:--w-''--'¦¦'.>'•¦»:.•. : *-.;;
IM-^-.ftíiíftwBÇraíl^
~:'
-í-v
¦•-¦•¦'; .n^iay
I|||| ' v^-^y -
^ ^ ." '. • •'• •
J.%'¦'.. .¦¦'ta"Çfeí •' Jb,í« JR»?"* denuncia -cera
*V."?*1'^l,ei?te M^0^^llJ^t0Í d<
¦iwpõ&a nityntm jetttei-r&i*- dal *-*^a-
• nolvidavel escritor
M^jcs^dimteH ttj^i éx~ ç&tf&fiiàdo, Um ¦*¦... V-
brasileiro. --' ¦'"¦'^ tfUL+4+~>-€^ . 43. </,V/7 - f4/£*f*.Z^S,^, ?.ft>
^ll^m''''!! '/*;'n«lvi<laver;eBcritor.;»ra-gileiro.
-Li:!' ú :-H -£ £ kwvf £itfp &,;pj)ii:jii's*«r,: ^/m« lamBem •£? <~'.
.... it» .'|
" :!
%'
*¦'" • •-**¦*•• "5 • *-• •*£' IÚhifjdríina^estranha como Ira- % 3.
...- erwé abandono ntòrqi du pasíttí^ Mulher | fUho-t*,*sobre-
companheirtjtghqpela-qüe, cheia Mudo á Soiov, ayquèm'mais esti- '*~*Í+ '**
4U*^
de sustos, cheia de afeto, de ca- :no. Pensei que o trato que tens }

rinho, de zelo, de dedicação, o tido com os. homens inteligente*. '-üvímU*<-« .""''¦"í.^áÊSfsBBsr^;
*s£*m~Cm *£t. 4*4s%M*Mss. » S-*
aconselhava,, o advertia, o arre- /^^m.
nesta terra, «sr viagens que tens

SI 31 DIRETRIZES dava dos- per ia os. procurando cer-


cá-lo de Mima atmosfera de cal
ma e de repouso. Porem, o gran-
de homem, por uma fatalidade
feitor* sobretudo os- meus con-
sclhos tivessem modificado -o
tua maneira de viver, mas "en-
¦*****¦+-. y/«^«.

^
2±¥±L"
~
''**ürjZÍ
í* ;
¦\ i ¦
'ycs-ãv*.
0 a^uí

*^*£<Cp-«/ . *-*£ *<a*~w*£*. *^» ~«,mj£ZLm,, t~mm


j
-^Lt*^*. - 6éma* e*H**/tá*

Np DE ASSIS BARBOSA idiosincrásiea, correspondia mal a


eontrei os mesmos destemperos,
***<f^- *& *** '^^f
1 <*' £*^ -Wi^, iaJuÚÍ *^^J
•í mesma desordem de outrora" f+u±~m
essas disposições da esposa. Dai O coronel Dilermando. então J*t*
<**+^-£y*A. /üt^i^ . e^i<^í, Ar-n K^«~j£y* s^«vj»<<./í*.'I
a tragédia que durou tantos anos cr-meníia:
a ser representada, tendo o seu — Não eram, por certo, sem fun- ¦^rtK.*
desfecho fatal na cena da Pie- «lamentos as queixas do velho Ma * **¦

dade, cena que nos enche de pa- noel Rodrigues Pimenta da Cunha
nor e de imensa comiseruçáo,-mas A verdade é que, em face desses
que seria inevitável, falai, dados testemunhos insuspeitos,
*4S*J <y^C 4**^»* «^«fc ^^ J.Jt. mm
rs precedentes que a determina- tem-se f^C«^- ^
de concluir que D. Ana era esposa
r.im".
e mãe exemplar. Era ela quem ma
§s
A seguir, o coronel Dilermando tricufeva os filhos nos colégios A a^éíyi^^. OU. ^*^ua. CLc£ Ct. /t^mÁ^e-c*. '
lê outro trecho do depoimento dc quer em São Paulo, quer no Rio.
Júlio Bueno: '.y^íl... . e jamais acompanhada do marido
"Nesse
tempo, 1895, conheci a Vejamos o que diz o pni de Eu
esposa do malogrado moço. Era c lides numa outra carta, escrita *9 VumJ~ é&U*, £*£* l^ l^c^m . Á-<* X t-u*. à/Z s*
ft*4.
verdadeira dona de casa. Exercia em Trindade, no dia 16 de í:*. &£ ¦ . .
julho **<*-e ***. ~*^t ¦**ruJm2
eia, felizmente para a felicidade de 1905. fi£k&j/L.«,/6 rimvr a-^i<^r, Jí*?
,do lar, nm grande ascendente so- Lê: *ÍL*A^a^0*
br* o marido, aconselhando-o, "Como
te mandei dizer, a Ani-
procurando arredâ-lo das bancas nha veio aqui com os meninos e A*V*-^ **U. a
de jogo, visto lhe conhecer o gê- regressou ho dia dez do corrente Jr?*.
nio arrebatado, o seu . tempera- */<-*^0 ts*-0
para Sao Paulo e Rio. Esteve %*1*U*U. Z*4st^
mento de impulsivo". aqui dezoito dias e fui com ela
E a coronel Dilermando asse- olé São Carlos, onde esteve com 0 IrW £*tt~-~T^a*- CjC-C JL*à
vera: tua irmã. Eu aconselhei-a a se-
•**,.;í
— É o depoimento de um inti- yuir para a companhia do José
mo do casal e não o de qualque* na tinia, onde estará muito bem

flBBK*3flpS*^*^S3^^^^g]*^

\\\\\ MmWtjXat-*-l£jL'\
'JbBBsI BSBBbV 'V* ¦ *)*S&MMM\mW*Zf^SL*Tíl'VJCTbstbmbW^
I pOt-^^^f^u*
^Á^pt^C^V. At->Aac Çt^
^
Ó.«c£ m
m-
'i ''^WE^f
BBBBVBBBVnVwftv^SBs! BBSsV ' '*í/' <*»S!^B®SfiJf,**'>' ^Kf
/*, /< C t*^ 4* /y» o*^j*-«-«_*» í-IZé^"
/C^s»*e*^2ll
5S.^S.*i'^fl BEIlillllB bw^^^^^^^»^^^^^mI
**— ¦.•**.:.: v:" y':âú,l', ¦ .1 ¦:¦:'¦':'^:-l^r
'''' ""flf '$**&f >. ¦
fl BKaí*V',í- ¦:^^aWÍ'»'^-" ir*^*í'¦' *?> • • i''' •'' iJ-%$Sn "-i-tAt^ti*.ti i-.- **-à<-t^-<-«_ -iav»-*—/•»-*-»«-*^3""''• *'••' :';'*,;''-'"¦«'"¦
.¦..'.'•'•'.- . *r ? .í^&í»-'1'*'¦•'''"*'
Hi&AiMÍial a v*JaaUaM., . .^BnnnnnnaT-^'IfíMswSIlSSS Sis«bwH •í •
jgy.fc>afl flrfl PÜ^*- ¦ fl Rt)Ú!£ llvâ A Cm*. ** <-—_2c <y ^T. -^ ^jt, t^r*-*--,^l''*^^-->
C+l-a-^n.J^*^.
'
*' tasal BsTj^BW^rBBHTrl!H! -BPlj '*ev^ffibíWiflH
?¦¦ ,' . i
B^s^CT^fl gBSs ** *• *ussnl bBt^^^Í

"""Ír*" ¦&''jsir**Í^^W
BBBs! BH^BU-^BsI MMmr**\ilkm'* ^P W»
*"V/V a^B^aC^i^ÍI BBBBBBBbI BBBBV^'?hsn9B^BBH
bbEsí- t&*"£" '¦> ¦ *^*^5WBFi-Viff•'vTywB Hr^Ba-i L-ssflilíSS W
¦u*àv*Ê* >'^^twB Ia' • ' rT-,*^.*^K üECJaB
- í*' a4?3a-J tCiAst f-<*^C4^*+-~- 4*^*t*<M^-> - * CL+-*. <-*<U4^at
¦^B Bssr^^yr /waBsr^Bssssu- JHaai BftttlBnSZwMafl í*-*-4-

/u*-r>» ^ 4/44,***. /£â.


gfluftfl bskIibI^bI HlÍII Lfl
1
* fl

fl
^ '^1
fl^xH

gssl'-':^* -^X^iU-aslafl
BBBBB^^raP^^^^^^flBsIH
I
BBai
^' *y*r>'fl

«.»•; ^ix ? t^yí^r. |i •®ÊmfflSsÈil' ¦'


1
? r^1* -*'¦
^P^^Éà^
'' '*'"

H^l-^íjfoíii^' *. ¦ ' sal


mVé V^lsa-Sa-ay^aSai
3
*^p^|IBj|^P0^pf*fl
H
fl ^u *^jb4'À'i2 c
'- 'tu

1/
Ala*. dd^mjí. tt* 4-t^CV*. Jy-£T m.
fl R*^bb3V^
BW • \.,'$*S
*W^fl^^A ' *^^^afl BBBsf 'ÊBÊ
Wmfí.
y*^, /á*t Z^-vA. a^oyí <^pW-^ <^ V""*-*
U+^U** * , /ld~irm*-&/*\ **< ry 0 CAjlwca*.
ft*^^ C^

Dilermando de Assis, aos 14 «nos, no tempo


em vrn cs-
tudante dc preparatórios no Seminário em SãoquePaulo Â****C*tjkUm- m\- Jz'fL**<. i)*K^àLm Jf
Sr. Elói Pontes, que nunca privou e os meninos poderão ter um bom w"s!"i-
rom a família Euclides da Cunhs. BBSH
colégio. Penso que ela irá em ' "'J-SatS»

AS CARTAS DO PAI DE agosto, segundo combinamos e lá ~


m
EUCLIDES esperará o teu regresso. Pare-
a»aa**L
•'-¦'í^as
'.-ãTaflgf
O coronel Dilermando de Assis ceu-nr^e assim a melhor solução, y+^r
fala-noB, agora, sobre outros do-
rumentoB ainda mais importantes
visto ser-me quase impossível
lê-la aqui, não só porque me em- **£"¦! *>C\ A.4. tf .¦•!••!• -.. . m
— as cartas do pai de Euclides.
— São inúmeras as que o velho
baraçaria muito em sair daqui,
,
pura tratar dos meus negócios,
M
Manoel Rodrigues Pimenta da . como porque teria de ficar longe *>K>tr*
Cunha dirigia ao filho recriminan- dos meninos, que seriam coloca-
do o tratamento dispensado à no- ilos ém algum colégio' de São
ra, mostrando-se apreensivo quan Pauto, igual ou pior que o de .. -**-*"--y >* '' '^'' Is*
to i edncacão dos netos. Citemos Lorena.
'.•.'í.^*t;' "Não deves,
sem escolha, o trecho de uma portanto, preo- "Fac-similc"
V'*.%M^" dessas cartas, datada de 1905. ciipar-te mais com islo, pois, alem da caria de Jacksonde Figueiredo a Dilermando
do
Assis.
No texto, transcrevemos parte mais importante
Passa a ler o seguinte: dé tildo, compreendi que a Aninha desse
"Não tens sido tem bastante expediente ptira ur- documentq ; ',
franco nem leal te, não foi o que aconteceu. É trla-
comigo. Temos eslmlo juntos ai- rumar a sua vida. Ela veio sozi- Ia do "quebra-Iampeão". Mora-
nha do Hio com os meninos e te recordar esse fato. Verdade
gamas vezes; eu ai estive ulti- «a, então, com meu tio e sudri-
voltou dá mesma maneira, tendo beja dita, Euclides se transportara
mamente e até retirei-me bem nho, irmão de meu pai, major
en verificado que os meninos es- com tal ansiedade para a sua mia-
aborrecido e até hoje não conhe- José Pacheco de Àesis, na Forta-
lavam bem vestidos e tratados Rão que até se esquecera de deiiar
ço nada dos teus recuisos. &V/ lejm de São Joio. Era natural
convenientemente". recursos para a manutenção da
apeitHs que tens quantia não pe- que voltasse à rua Senador Ver-
familia, que teve de valer-se do
quena em nm banco de Manaus, A PARTIDA PARA O ACRE guelre para visitar minha tia.
Sr. Fonseca, proprietário do "Ba-
T*J^mk - e, entretanto, se eu tivesse co- O coronel Dilermando de Aboís
\f'-ía a falar sobre a partida ck yar América", na rua Uruguaiana.
Tia Lueirida é D. Ana lembraram
nhecimento pleno da tua vida, que eu devia ficar também hos-
ser-me-ia fae.il e até agradável Luclidcs rora o Acre:
E retomando o fio da exnosi- peÇtado na pensão de Madama "*"•¦

d*sr uma direção vantajosa « — O Sr. Elói Pontes mente ¦

vão: Monat, afim de faser-lhes


ctses recursos, pois, para isso, so- quando escreveu no seu livro que çoua-
— Com a anistia, eu voltar» a
do|ltmenie Dikrmando de Assis, bm-me experiência. Euclides da Cunha "em dezem- ia nhia. Aceitei o convite. Kol
"Nada me tíissesle, eu bro. (1904) instala a mulher é «a freqüentar a Escola de Guerra,
imu pios-que recebeu de Euclides'da compre- quando nasceu a intimidade, quo
ia^to Coronel Dilermando teni, emlt somente que havia falta de filhos, asas enormes saudades, e da qual tinha sMu excluído em depois se transformou em amor.
do pai e Uuns do filão confinai,*», mus, mino esta não se segue para Manaus". Infeliasaen- 19*4 ner ter-me metido aa revol-
.(Continua aa pagina *eg»tnte.

'"¦:=dç9E: iflsíj

U
~'$3mr
'^Lmmmmw
JV_
&£-__-__-_ '"'
'¦¦.>'"•¦
<-• ê-V-

PAG. 16 DÍR ETRIZ ES 6/1Í/941

(Continuação da pág. anterior) .pé/& inteiramente estranho


msm
ela. posa,; dá^luáis me advieram tan- na edj|^a^ó;:^èii..sobrinhos, Nos
^yv^r».
"'de''te a"tira-
*
*?tr?
entre i ' 'W4 a
"' -
° vJ0^1» ' Yej?< ° inconveniente
cadet*.r_*m
ijísv d^h^À* Tudo isso ficou. nutos-||f#^fÉrim^^triftfi^i*» figo- C0RRI6ERlD/ft
?• 4?*.'« rem deduções deduções"de de atos e palavras D_í_aorarí_i__a_ -a^ orovado
aliás, aVbejaniente provado ao ra o itttócetevia. .tóff_M4-8. des--
ra '^•^^^^^^?^^^^^^.-!.'4:^ NA PAGINA 3. TEHCEIRJÍÍíS-
<ía Êscó-a Militar^ Alem
;„.' isoladas. Alem disso, apesar de jfirocésfi^^tòmo no livro que pu- pesas,'da nósas' educafcão LUNA. LINHAS 38 E 39. QH-ÍE
Interrompe o curso de súá nar- tragédia de JoaquimNicolau Ratto, não "EM FRENTE A OVAL
qbarjêçido^por umi*. semnúmero *¦.--__
biiqüei^^^èa segunda
'__.<__ 'v^ SE LÊ.
lativa para ílser:' de_»__? contrariedades,_'-_*j!__1---_i-.__--. _.:•'"'" .'•_i:_._!_£,>v.::i_L.*_ .._.'_."_._i__;.. ¦__._._.___:'_.;,.._.-.-___._-.___
nos faltou o auxílio carinhoso de <l_»
RECEBEU O PRIMEIRO T-flÔ*'.
julgo que não «á
.. .— Não .estou revelando ... ae- o tratei mal*. .A'a sua' idade' nun- outros tios: João Carlos Ratto. LEIA-SE "EM.FRENTE A QJTÁL
Nessa altura da entrevista, o RECEBEU O SEGUNDO Ttltáf.
ahum _egredo. A polícia e a im- ça .se ê:um nómém baixo. Não como o nosso, tutor, morava
coronel..iJilermando de Assis exi- que,
&y prensa, os advogados e até os creia que lhe houvesse feito' uma cm Santos: José: Affonso Ratto.
be-nòa papéis e documentos,
amigos' de Euclides da Cunha tal injustiça. À minha casa con- homem rico, residente em Ube Martins, olhando paia ei.tffigor-
mostrando a quem/deve o custeio
Vasculharam .os mais íntimos re- tinuà aberta sempre aos que são rnba, ou José Pacheco de Assis mante, disse: "Olhe para'a cara
Wm. cantos da minha vida privada dignos ê bons. Não poderá fe- ds
não
sua;
se.
educação.
pode negar
E, realmente
a evidência de
a quem já me referi nesta entre- daquela mulher, que estáfpmo ,
nessa ocasião. Não calculei char-se para' você^ Quando sou- vista, para não citar o nome de quem se desprende do enfMdqu*
tal documentação.
que pudesse acontecer aceitando ber a razão do mèuaborrecimen- outros parentes, que não nos mais.ama".
aquele convite. Em principio, _a to, avaliará a injustiça que fez Tive nas mãos os atestados do tíeixariam ao desamparo. Neste Continua a falar: *
sugestão de morar em Senador « si próprio e a mim. Até sá- Colégio Arquidiocesano e do Li- sentid0f a documentação è farta —• Há mais. A 11 de julho de
Vergueiro me livrava do rigoro- /"ido. Estude, seja sempre o çeu. de Artes e Ofícios de São É coisa maia do que proyada que 1906 nascia, a termo, o menino
So horário dos escaleres que to- mesmo rapaz de nobres senti- Paulo, declarando que Dilermando nenj,um favor de tal natureza fi- Mauro, que morreu com sete-dias
das as noites me levavam de rol- quei a dever a Euclides da de vida, sendo o seu enterro :fei-
ta da .Praia de Botafogo à resi WmrnM
'.«-'.•'¦'.•'.•'.''.''••'d'
to, "iÍ8;:'ácuI-
Cunha. tanto quanto possível,
ip-,';-
'¦Al>:<'<::r>::d^<:
',**•.*. '
dencia de meu padrinho e lhes ..... : /.^t^^^^mê^^^^.^^M¥ tas. Euclides registrou a criança
facultava ter uma companhia A ATITUDE DE D. ANA como seu filho, chamando para
para suas digressões.
de Madame Monat
A pensão
era, para . ¦ dm
. ..f:.x"íífíf .7*:**.....

ds-mW O coronel Dilermando de Assis


testemunhas um umigo intimo
seu confidente, o Dr. Oandidi» de
mim, a casa de uma narenta e refere-se, agora, a um dos as- Siqueira Campello,' e o caiXeiro
„_§fe amiga de minha, mãe e nunca a pectos mais delicados de todo o dfr um arma;(!em próximo, dé nome
KlVv ••'-
SSÍ.*-!^: drama que viveu: Francisco
do Dr. Euclides da Cunha, pes- Alves. A tragédia do-
aoa a quem não conhecia nem .''*:-:•:$:•:$:.:>-:£*$¥
— Já em 1905, Euclides tivera mestiça, que se desenrolou, duran-
sequer por uma fotografia e cujo ,lM Wffl&se*--'----------'-- pleno conhecimento de que a es- te a curta existência de Mauro,
aome nem ouvia pronunciar. posa o trairá. Ela mesma, since- rão deve ser recordada, mas lhe
..'_.í:

ra mente, confessou-lhe a verda- garanto, que D. Ana a suportou í


NAO MORAVA COM de, e com iguai destemor o de como verdadeira heroina. ."-d
EUCLIDES •"'• ::-::....:.:::;.j;;g clara va, mais tarde, perante a
polícia. O DESESPERO DE
Relata-me, a seguir, o seu pri- Passa a ler alguns tópicos das EUCLIDES ;:*;,*|
meiro contacto com Euclides: declarações de D. Ana ao de-
— Em janeiro de 1006. Eucli O interesse da narrativa segue
l-MliS __^<^'*&%^'V^P! WÊ-. H legado:
des regressava do Acre, depois rum crescendo. 0 corone. Diler-
"...
do seu memorável trabalho. Sem que no dia 1 de janeiro mando de Assis prossegue:..
outro qualquer comunicado ante de 1906, ela, informante, recebeu — Eu, no Sul. ignorava tudo, ou
riór, telegrafa a D. Ana ao che da Casa Fonseca da rua Vru-
tudo, que se passava aqui.
•indiana, "Bazar América", cor- quase
-í^ gar aó Rio, ainda dentro do na Em coUteços de 1937, vim ao Rio.
?io: "Estou bam bordo "Tenny respondente da informante, um
em gozo de férias. Só então me
son". Mande-me buscar.** O tele telegrama comunicando que seu
inteirei do que ocorrem após o
' marido se achava d, bordo de um
grama é dirigido' aos cuidados nascimento e a morte imediata de
dó Sr. Fonseca, aquele mesmo do vapor chegado ao porto desta "ca-
* Mauro. Silencio sobre esse triste
''Bazar América**, pois "ignora- ívSíi.H _¦___* <_.__» ¦* piial, de volta do Acre;"
'é episódio. Encontrei-me com. Eu-
•»•' â residência da esposa". Foi .'.... que elâ, infõnrvmle, nes- clides em um bonde. Com surpre-
^m^^^ mWSmXmV^tmmi^'- sa data escreveu tima carta o seu sa
quando vim a conhecê-lo.' sendo
"filho pi nyn^* marido, dizendo que,., como ¦ se cumprimenta,', convidando-mè
para mim,, ele cordialmente mo
lhe apresentado como um.
da irmã da sua comadre. Ange-
lica Ratto". Um compromisso dt*
honra obrigou-me a esse vexame
_¦ ______________Bb^#v^ julgasse indigna dele, por havi- aparecer em sua residência, na rua
Io traido espiritualmente na au- Uumaitá
sência dele, não sabendo se pelo
bém; ,e.síar.4quèJ. ttnlia livre dós
n. 67. Minha surpresa
não pedia ser maior. De volts a
a

Retirar-me naquele instante, ten-


Wm-y.m mi%muè~?>sx\ <¦'¦¦•'¦ . 'tratos Porto Alegre, recebi em novembro
do .permanecido em companhia ¦''¦ ______;__________________________________________________________________________*B_^**rB^^-^^^s,K "' vV^LÍÍf.vS -x\ _;-'*x maus' e pela falta de cari-
?¦ iil:
K|0_<. a participação do nascimento da
de sua mulher, durante tantos
meses, seria denunciar o extremo
HI fe nhoçpm que ele' ti tratava, acha-
va, que ele devia prolongar a se-
Lúix, também meu filho, o meni-
no que, segundo divulgou Medei-
a - quo chegaram nossas relações j^HvA^I ^If .*'*'-** mt*.mm\M' '*>____________ paração, já que ele era um ho-
'SmmWPft ios é Albuquerque, o escritor cha-
Eu tive que o fazer, para evitar
_JBá_^_____i mmr '-' ¦'¦'''¦¦'¦•'• mWmmm\m\\
mem de grande talento e estu-.
man "espiga de milho no meio i
mat maior. Errei ? Não errei ? d/tt cifintificos, conhecia.a jwcojn-,» ¦ , ,„ .
. Quem poderá dizê-lo ? O maiot 7-V.f.Mlidade de gênios'entre ^^^^^^¥^^mi
informante, ? ele, seu .marido, ou fe -°*
erro já estaVá consumado. O cer- ^Í^^?^?^
dcma,,, «»«•«» «*E«cIide*: more-
to é que sofri bastante. Contudo __. « SsS ___¦* _-_H __íl^-i^ por meio de. uma nova comis- nM' de »w<>» ^uros. e.beloá ue-
..*••"
julguei que assim' deveria prece- «^raa_
der. Era um mal, não há dúvida. < :•; :-^^-M
mi¦ _¦¦**_¦
;>*¦ W^v-^**J R:;^H™wl.r;:;:;:;
wmWÈÈ BP^^ V* R- MmWmLm^'^^-'^ mmL&kk^Z.¦'¦ v:-?:-75?S_-.:
.-«o ou pelo divórcio; que essa
carta, ela, informante, entregou *TOH e ,Í8°8' Eí* "bUl' ^t«&-M*
•r seu marido no dia de sua c/i^ QOe huix nSo era 8eu WW™ f0'
porem, que visava produzir um.
cada ft à noite; que, chamando-a ,anto' còntinuòu ¦ viv« c«m • «¦"
;.¦*¦.

?*.-¦•¦ bem, evitando mal maior oa a


Já não morávamos depois de entregue a carta, lh- P°M» *De8ar da» PróTas qüe se
catástrofe.
_•*_

!1
•*_t-:i'í <
atais na pensão de Madame Mo
aat e sim na rua Humaitá, que
passei a visitar aoa sábados, ate
__^_^________________-____________niii
• • ''-*am aWSmm mWs.mW

liei ralo tio licncrat José 1'acheeo de Assis, tio i>:ti..-i-> ao l.oiu-
MK»3W___H8wflB Sk'<--
-twrgunlou o seu marido se ela, *Pr***nt*v+™. claras e Insofisma-
informante, havia
seu corpo, ao que eja respondeu,
diante da pergunta,
«profanado

que havia
o veIs da 8Ua infldelídàde. '
Logo a seguir, acrescenta:
— Dos encontros posteriores que
que a Escola de Guerra terminou
nel Dilermando de Assis. Foi ele quem matriculou o sobrinho profanado só o espirito;" tive com Euclides, nas férias de
a sua transferência, para Porto "...
na t-scols de Guerra. Dilcriiuirlo, alem desse tio, que era tam- que o acusado deixou, 1P08 e no primeiro semestre do
Alegre. Parti em março, quase
liem seu padrinho, teve outros que auxiliaram a sua educação. então, de residir na casa dela, in- «no seguinte, embora não mais
três meses após a chegada de Eu-
Joaquim Nicolau 1'atto e João Carlos Ratto, negociantes em formante, recolhendo-se á Escola trocássemos cumprimentos, jamaia
clides. Santos e José Affonso Ratto, lii-uiem dc fortuna, residente em Militar onde era aluno, indo á rMUltou de sua
Fas uma pausa e prossegue: Uberaba, Minas parte a menor ma-
tua casa aos domingos e em vi- BifegUçio
— O que se passou, então, en- agre8Blva , minku p8ft.
mentos, e disponha dos poucos ali estudara, a expensas de sua sila rerimoniosa; que como o sea ^^ E e|e tivera conhecimento da
tre esposos e que muito revehi- mãe, nos anos de 1898 a 1903. Ou- "|"r'^- «/»««"' de tratar o denun- ^ue> tm 190g
prâslimos do fora ea ,coni
Tia da energia e da dignidade de tros documentos (recibos e car- "««>*«** quando ia a sua casa, nhando D# Ana> lnternar 0 fliho
'lllll/t F- « _-_ • _-_!__. _k BK *_r_H. -.-__.__._.- _____

D. Ana. nesse transe, são fatos am., crdo. obr.


(a.) Euclides da Cunha". t«s assinados por Alberto Saraiva 'favasse discussões com ela, in- mmis Te,ho So|on no CoIégio ^
que não precisam ser relatados da Fonseca, Edmundo-Machado fumante, ao ponto de romper is chieU em Friburgo
em todas as suas cruéis minúcias R & rir.
Fala com emoção: Isidoro Marx, correspondentes de r""fs f "'«""> Ç»rneç<isse a sus- D Ana em m|nhj| compai|hl eM
Seria deselegante e mesmo des- — Era uma belu lição de moral Joaquim Nicolau Ratto, mostram t}e'lur do se« estado de gravidez.
necessário, pois constam dos au- plena rua. Humaitá...
que eu recebia. Fiquei profunda que outros, nio EucWd.s, nos anos " inf°rm(*nte aconselhou ão
toa. Em todo caso, não esquecen mente chocado com e..:.a carta de 1904
Cita um outro fato: •
a 1999, se interessavam an,sa(!o' Que ale então ignoravn — Em julho de 1909, depois da
do que muitos deles tiveram de Senti
qué auo andava bem. Mns, pela sorte do m.u entrevistado "* Cena* q"e se Pn*sat'<"n «"tre a nomeação para a cadeira. de Ló-
rir a público, á força das cir- Voltemos, depoia dessa explicação inl(trmanle e s<?" mat ido. que não gica, no Colégio Pedro If,
' que fazer naquela contingência graças
cunatúnciás, devo dizer-lhe que Tinha
_.& que ficar catado; do con- necesoária, ao depoimento do Co """* "ollnsse a ^'a casa, o que •o pedido de sua mulher ao.
....
logo nos primeiros dias de sua . , ,
trario, cie fez, continuando ela, infor- pre-
seria pior ronel Dilermando de Assis. sidente Nilo Peçanha, Euclides
chegada do Acre, Euclides já des- mante, à vê-lo na rua e em pas- da
E num outro tom de voz: — Perdi meu pai aos quatro Cunha envia a esposa e o filho So-
confiava de tudo. Não faltou — De qualquer forma, essa anos de idade — conta-me. Depois
seios, cessando, desde a chegada
• mesmo quem anonimamente o de seu marido, ' as* relações inli- lon para São Paulo, afim de tra-
. ' ________-. _______ carta de Euclides da Cunha prova da morte do "•-¦¦"-"?
marido, *«"
em 1892*<>*'. mi mi- _•/In/,n , zer o velho pai á sua companhia.
denunciasse a ele. Depois de um» " nm, que con| 0 0Clísa(/0»
W ett nao rC8ld,a na BUa casa nha müe veio para São Paulo e com Nada de extraordinário ocorria,
das minhas costumeiras visitas que, rm rwirço rfo mesmo
Nunca residi com Euclides, como eacrifício tratou de educar-me e ano, o acusado retirou-se portanto, que o levasse ao entre-
à rua Humaitá, notei-lhe que para o
,ça. Meus ir- P"™ersa * falsamente escre/eu a meu irmão Dinorah. Com .1- ,.;.s,,|í/f) ,,.., desespero. E a prova está ua
traía essa desconfiança rfo Rio fímn(le rff) (/<? mo
E,of l'»nt*»' Nem ™«-am<> fre" Rum dinheiro que trouxera do „/(/o à transferência para alt da IPÍ385° qae confiar» • ***»**.
H_ refletidos 17 anos fizeram com Sr-
que lhe dirigisse um • carta, cuj. f«uentel
OB

Be<»uer
rua
T,*aitel
Copacabana,
a 8U,Í Rio
.enda
Grande
de
do »««.
propriedades
Produto da Escola M,hu,r que curS(Wa fen_ E continua:
naquele ífí)_se d(.spetiido de setl nmrido
à
resposta aliás não se fez espe- *«d«*»cl«. - D«s antes do trágico 15 de
última re-iiJ.n .'a do escritor. Isso Estado, minha mae custeava familia por meio de um cartão; agosto de 1909, Euclides viu-me
rar. A a seguinte (lê):
uão passa de uma mentira mise- r.ossa edu;,„ão. Comprou um (jue ,,„, informnnfe> estnn((n „ba. com sua esposa.'Solou e Luiz. à
«f>í/erm«Htío. «vel que vem re.uzer outra terreno em São Pauto e a3sim ia /,,,„ no dfa
tfm que se retiram pa. meia noite, no largo da Carioca.
Não querendo demorar a res- maior: a de ter arJo eu protegi vivendo, tendo ainda os 92 mil ra o Rio Grande do Sul o acusa- Prosseguindo em direção ao T-a-
posta à sua carta d* ontem, es- do, criado, educado e alimentado reis mensais do soldo de meu do e devido à situação em que es- tro Lírico, no momento ém que
crevo-lhe neste papel, certo de por Euclides, e também a de ser pai. Quando morreu, em 1904. (,wn colocada, o seu marido. Dr terminava o espetáculo, delxei-o
que me desculpará. A minha res- parente ou am.go do escr.tor. Na ficamos sob s tut.la de um tio. Euclides, na presença dos criados aproximar-se, certo do escândalo
__¦*•.

posta é simples: hâ grande ab- verdade, nem o conhecia, quan Joaquim Nicolau Ratto, de San- c de uma senhora, hóspede de iminente. -Mas achegiindo-se à
toluto^engano no que imagina, do em setembro de 1903 travei as ton, que aplicou o restante da pe- sua casa, de nome Zntmirn, D. Ana, passando funto a mim. a
A qucèlao è muito outra - e vo- malfadadas relações com sua es- queua lie_anSa _ue noa couòera cunhada do ccí-j.cío Maximiano'' *1
lContinu, na página seguinte)

-' .r

___¦_-*-. .
_-__-__-_-Í__Í_f_M__--_-*}rF*
' ¦ - a^*^^?11^^
" 'W- Ki i i iiiiii' ''¦¦j.ii.TOTinftt
SH^rasTauv. "'¦"'-.
'-" Jf^lSÉP^ "
*'
"
"'-*"~ rWff^ffST^JfPWffWfBBr5-" ''•sã^riirWiriaaaaãaaaawnTik.*
^SÇtSÊÊSÉÊÈÈimlÊSÊP*' .'yujBí^^^^^iiy^f^s^stí^^^ÊÈss^
r.» . ;*" ~~ ¦--^>.-.--~ -,?..
"¦¦<*.»
' a- ;>«**v - v» ^¦¦KJBT

••j mBS*^H1I^^:^'':'':' ' '¦" y"]..-.::::'y- ^:yd;x:yy' *¦¦'¦'¦¦ ?.?\<"--#~p£í£&*Wx- '"*'"' ¦¦' ^^^^^P^^^p^^l^^^a
§§lPi$H. -S~:V.V'.:._-.'-
'¦'
¦í-Wi. '¦''¦
-
6/11/94.1 DIRETRIZES PAG. 17
(Continuação da pág. anterior) Revela, a seguir, um detalhe im-
•oiè passos de distância, come ae portante: • -.
•ião tomasse conhecimento da mi- — Diversos livros, lido» e ene-
''ea-
nha pessoa, ficou ao lado dá tados, nessa época, alguns encon-
f.osa em palestra que mais tarde Irados ainda, à sua mesa de cabe-
-e tornou agitada*. Eu me afastei teira, mostraram as derradeiras
:.ntes disso. A certa distância, po- preocupações de Euc lides — aa -. ''V-Wjx"*