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TJ-PA

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ

ÉTICA NO SERVIÇO PÚBLICO


CÓDIGO DE ÉTICA DOS SERVIDORES DO TJ/PA

Pós-edital

Livro Eletrônico
DIOGO SURDI

Diogo Surdi é formado em Administração Pública


e é professor de Direito Administrativo em
concursos públicos, tendo sido aprovado para
vários cargos, dentre os quais se destacam:
Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil
(2014), Analista Judiciário do TRT-SC (2013),
Analista Tributário da Receita Federal do Brasil
(2012) e Técnico Judiciário dos seguintes
órgãos: TRT-SC, TRT-RS, TRE-SC, TRE-RS, TRT-
MS e MPU.

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ÉTICA NO SERVIÇO PÚBLICO
Código de Ética dos Servidores do TJ/PA
Prof. Diogo Surdi

Ética no Serviço Público................................................................................5


1. Ética, Moral, Valores e Virtudes..................................................................5
2. A Importância da Ética no Serviço Público...................................................8
3. Código de Ética dos Servidores do TJ-PA................................................... 10
3.1. Disposições Gerais.............................................................................. 10
3.2. Objetivos........................................................................................... 14
3.3. Princípios e Regras de Conduta Ética...................................................... 15
3.4. Procedimentos Apuratórios................................................................... 26
3.5. Disposições Finais............................................................................... 30
Exercícios................................................................................................. 32
Gabarito................................................................................................... 40
Gabarito Comentado.................................................................................. 41

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Olá, tudo bem? Espero que sim!

Na aula de hoje, teremos contato com o Código de Ética dos Servidores do Tri-

bunal de Justiça do Estado do Pará – TJ-PA.

Para isso, faremos uso das disposições da Resolução n. 14/2016 do mencio-

nado Tribunal de Justiça.

Considerando que estamos diante de uma norma bastante específica, pratica-

mente não contamos com questões anteriores. Assim, faremos uso, como forma de

treinarmos tudo aquilo que aprendemos, de questões inéditas.

Grande abraço e boa aula!

Diogo

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ÉTICA NO SERVIÇO PÚBLICO


1. Ética, Moral, Valores e Virtudes
Inicialmente, temos que compreender o significado da palavra ética, bem como

as diferenças existentes entre ética e moral. Constantemente, tais conceitos são

utilizados como sinônimos, o que não faz nenhum sentido.

A palavra ética deriva do grego ethos, que tem o mesmo sentido de “modo de

ser, caráter, costume”.

A palavra moral, por sua vez, deriva do latim mos, significando “comportamento”.

Podemos conceituar ética como a disciplina filosófica que se ocupa com a

reflexão a respeito das noções e princípios que fundamentam a vida moral.

Essa reflexão pode seguir as mais diversas direções, dependendo da concepção de

homem que se toma como ponto de partida.

Da mesma forma, podemos conceituar moral como o conjunto dos costumes e

juízos morais de um indivíduo ou de uma sociedade que possui caráter normativo.

Exemplo: podemos analisar a situação hipotética do apedrejamento de mulheres

por um grupo de muçulmanos.

Nesta situação, a ética se preocuparia em analisar o comportamento humano, que

no exemplo seria o próprio apedrejamento, independente de que o provocou e do

local onde ele foi realizado.

Já a moral analisaria se o comportamento é cabível segundo as regras daquela

sociedade. Neste sentido, temos que a virtude está inteiramente ligada ao conceito

de moral, estando relacionada à capacidade das pessoas fazerem o bem e utiliza-

rem-se da moral pessoal.

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No exemplo do apedrejamento, percebemos que no Brasil ele não seria aceito,

resultando, em caso de sua ocorrência, em diversas infrações.

No caso do Irã, por outro lado, ele seria perfeitamente cabível.

Conseguimos perceber, com isso, que a ética é universal, enquanto a moral é

cultural. Para não restar dúvidas, vamos sintetizar os dois conceitos:

Além dos conceitos de ética e de moral, devemos conhecer também as defini-

ções utilizadas para os valores e as virtudes.

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Os valores, em linhas gerais, podem ser entendidos como os padrões de con-

duta mantidos por determinado indivíduo, que, para isso, levará em conta a socie-

dade na qual está inserido.

Os valores se diferenciam dos demais conceitos éticos na medida em que estão

relacionados com a subjetividade de cada indivíduo. Neste sentido, aquilo

que é considerado de valor ético para uma pessoa pode não ser para a outra, ou

então o grau de importância conferido a determinados valores tende, quase sem-

pre, a não ser o mesmo.

Importante mencionar que os valores são intimamente relacionados e in-

fluenciados pela cultura de cada pessoa. Assim, a depender de aspectos re-

lacionados com a criação, com a base cultural, com a família e com os diversos

grupos conhecidos ao longo da vida, cada pessoa forma uma espécie de “conjunto

de valores” a ser seguido em sua vida.

Já as virtudes estão relacionadas com a capacidade do indivíduo, diante de

duas alternativas, optar por aquela que é considerada a mais correta e jus-

ta. Logo, a virtude pode ser definida como a propensão que as pessoas possuem

para, com base nos valores, tomar decisões que sejam consideradas corretas e

honestas.

De acordo com Aristóteles, as virtudes podem ser classificadas em intelectuais

e morais.

As virtudes intelectuais estão relacionadas com o ensino e o aprendizado ao

longo do tempo. Logo, uma pessoa que sempre frequentou a escola, de acordo

com o autor, tende a tomar decisões que estejam mais de acordo com as virtudes

intelectuais do que uma pessoa, por exemplo, analfabeta.

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As virtudes morais, por sua vez, são adquiridas ao longo dos anos com a força

do hábito, não dependendo, ao contrário do que ocorre com as virtudes intelectu-

ais, de estudo ou conhecimento prévio.

De acordo com a teoria do autor, até mesmo uma pessoa analfabeta pode vir a

desempenhar de uma melhor forma a virtude moral, algo que não ocorre, pratica-

mente, com as virtudes intelectuais.

2. A Importância da Ética no Serviço Público


Já sabemos o significado de Ética. Mas qual a razão de termos, no âmbito do

serviço público, diversos Código de Ética regulando as diversas práticas que podem

ou não ser praticadas pelos agentes públicos e demais colaboradores? Em outras

palavras, não bastariam as diversas leis disciplinando os deveres e proibições a

serem observados?

Para respondermos esta pergunta, temos que saber que todos os Códigos de

Ética derivam do princípio da moralidade.

Mas esta moral administrativa difere em muitos aspectos da moral co-

mum. Enquanto a moralidade administrativa está ligada à ideia de boa ou má

administração e aos preceitos éticos da probidade, decoro e boa-fé, a moral

comum está baseada unicamente na crença entre o bem e o mal.

Dessa forma, nota-se que a moral administrativa é um conceito bem mais am-

plo que o da moral comum.

E justamente por ser um conceito amplo é que surgem as principais dúvidas

pertinentes a este princípio: Seria ele de caráter subjetivo ou objetivo? Em

caso de desrespeito, teríamos anulação ou revogação?

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Já está pacificado na doutrina que o princípio da moralidade, ainda que dotado

de certo grau de subjetivismo (pois certas situações podem depender do julgamen-

to de cada administrador, que terá uma opinião sobre o ato ser ou não contrário à

moralidade), o princípio é de caráter objetivo.

E, por ser de caráter objetivo, a sua não observância acarreta a anulação do

ato administrativo, e não a simples revogação. A anulação importa controle de

legalidade, enquanto a revogação adentra apenas no mérito do ato, analisando os

aspectos de conveniência e oportunidade. Ato contrário ao princípio da morali-

dade, portanto, é ato nulo.

Outra peculiaridade do princípio em estudo é que, ao listá-lo como princípio

básico da Administração Pública, o legislador constitucional optou pela não juridi-

cização das regras morais da sociedade.

Mas e o que vem a ser essa não juridicização?

Se a ideia do Poder Constituinte fosse a de ter uma sociedade onde todas as

regras de comportamento fossem pautadas estritamente pelas leis, teríamos a ju-

ridicização. Nesta situação, bastaria aos agentes públicos obedecerem aos

diversos mandamentos estabelecidos em leis para que suas condutas fossem

consideradas morais.

Em resumo, bastaria que o Princípio da Legalidade fosse observado!

Ao incluir a Moralidade como princípio básico da Administração Pública, por

outro lado, o legislador constitucional quis que os agentes públicos não apenas

obedecessem às estritas regras previstas em lei, mas também que suas condutas

fossem pautadas em padrões éticos de probidade, decoro e boa-fé.

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DICA
Se a banca descrever uma determinada situação e pe-
dir qual princípio que se aplica à situação narrada, cer-
tamente a resposta será moralidade, que possui como
principais características os subprincípios da probida-
de, decoro, boa-fé e honestidade.

3. Código de Ética dos Servidores do TJ-PA


3.1. Disposições Gerais

No site oficial do Tribunal de Justiça do Pará (http://www.tjpa.jus.br/PortalE-

xterno/institucional/Corregedoria-do-Interior/125235-CoDIGOS-DE-eTICA.xhtml),

encontramos uma relevante informação acerca da importância de as disposições

éticas estarem codificadas em um único normativo.

Código de Ética é um documento que contém as demandas da organização, da cate-


goria profissional, no que tange nortear as ações/condutas cotidianas, seja em âmbito
interno ou nas relações com a sociedade, no sentido de que as mesmas não possam ser
consideradas “más”.
É a codificação de valores considerados necessários para a boa convivência entre os
partícipes de uma instituição ou grupo profissional.

Tanto é que diversos foram os fundamentos utilizados para a edição do Código de

Ética dos Servidores do TJ-PA, conforme observa-se da leitura do próprio documento:

CONSIDERANDO o poder regulamentador garantido pela autonomia administrativa


prevista no artigo 99 da Constituição da República e no artigo 148 da Constituição Es-
tadual;
CONSIDERANDO que entre os princípios básicos da Administração Pública estão a lega-
lidade, a impessoalidade, a moralidade, a publicidade e a eficiência, conforme
dispõe o caput do artigo 37, da Constituição da República;
CONSIDERANDO as disposições contidas no artigo 177, inciso VI, da Lei n. 5.810, de 24
de janeiro de 1994 (Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do

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Pará), determinando ao servidor público estadual o dever de observância aos prin-


cípios éticos, morais, às leis e regulamentos no exercício do cargo ou função;
CONSIDERANDO que a disseminação de valores éticos e morais na conduta dos
servidores são temas estratégicos de pleno interesse e consecução do Poder
Judiciário, conforme disposto na Resolução n. 70 de 18 de março de 2009, do Conselho
Nacional de Justiça (CNJ) (...)

Sendo assim, é correto afirmar que o Código de Ética está pautado em diversos

fundamentos. Consequentemente, estabelece o documento os princípios e as nor-

mas de conduta ética aplicáveis aos servidores do TJPA, sem prejuízo, no entanto,

da observância dos demais deveres e proibições legais e regulamentares.

Art. 1º Instituir o Código de Ética dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado do


Pará – TJPA.
Art. 2º Este Código de Ética estabelece os princípios e normas de conduta ética aplicá-
veis aos servidores do TJPA, sem prejuízo da observância dos demais deveres e proibi-
ções legais e regulamentares.

Uma importante questão refere-se a quem é considerado servidor para fins de

aplicação das disposições do Código de Ética. Seriam apenas os titulares de cargos

efetivos?

De acordo com o §1º do artigo 1º, “para os fins de aplicação deste Código, con-

sidera-se servidor quem exerça cargo efetivo ou cargo comissionado neste

Tribunal, inclusive como temporário, requisitado e cedido”.

Logo, torna-se necessário, neste ponto da matéria, conhecermos o que vem a

ser cargo efetivo e cargo comissionado.

Os cargos isolados são aqueles que são formados apenas por uma classe,

sendo que o seu ocupante, com o passar do tempo, não possui o direito de progre-

dir na carreira.

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Os cargos em carreira, em sentido oposto, são aqueles que são organiza-

dos em classes, de forma que os servidores ocupantes, após um intervalo de tempo

e desde que atendidas as demais condições previstas em lei, progridem na carreira.

Tanto os cargos isolados quanto os cargos de carreira são considerados car-

gos efetivos.

Os cargos em comissão são aqueles destinados às funções de direção,

chefia e assessoramento. Em virtude desta condição, são considerados de livre

nomeação e exoneração por parte da autoridade competente, o que implica em

dizer que a sua nomeação independe da realização de concurso público, requisito

imprescindível para a admissão dos servidores estatutários e dos empregados pú-

blicos.

De acordo com a Constituição Federal (art. 37, V), os cargos em comissão

podem ser providos tanto por servidores já ocupantes da carreira funcional

(e que foram aprovados em concurso público) quanto por terceiros que ainda

não possuam vínculo funcional com o respectivo Poder Público.

Entretanto, como forma de evitar que todo os cargos de direção, chefia e

assessoramento fossem providos exclusivamente por pessoas alheias ao serviço

público, a Constituição Federal estabeleceu que as leis organizadoras de cada car-

reira deverão determinar que seja observado um percentual mínimo de servidores

de carreira para as nomeações destinadas aos cargos em comissão.

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Além disso, determina o artigo 3º que “as normas de conduta estabelecidas

neste Código também se aplicam a todas e quaisquer pessoas que, mesmo perten-

cendo a outra instituição, prestem estágio ou desenvolvam quaisquer atividades

junto ao TJPA de natureza permanente, temporária ou excepcional, ainda que não

remunerada”.

Assim, para fins de aplicação das disposições do Código de Ética, devemos

memorizar que o conceito de servidor é amplo, abrangendo não apenas aqueles

que sejam aprovados em virtude de concurso público, mas sim também os ocu-

pantes de cargos comissionados, os agentes temporários, os requisitados

e os cedidos de outros órgãos públicos.

De igual forma, serão abrangidos pelo Código de Ética as pessoas que exerçam

suas atribuições em caráter permanente ou temporário, ainda que eventual-

mente não recebam remuneração pelo desempenho de suas atribuições.

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Quando o vínculo ensejar a celebração de posse, deverá o servidor, no momento

do ato, prestar o compromisso de cumprir com as normas de conduta ética esta-

belecidas no código.

O Código de Ética integrará todos os contratos de estágio e de prestação de ser-

viços, de forma a assegurar o alinhamento de conduta entre todos os colaboradores

do Tribunal de Justiça.

Neste sentido, cabe aos gestores, em todos os níveis, aplicar e garantir que seus su-

bordinados – servidores, estagiários e prestadores de serviço – apliquem os pre-

ceitos estabelecidos do Código de Ética, como um exemplo de conduta a ser seguido.

3.2. Objetivos

Assim como ocorre com praticamente todas as normas relacionadas com as

condutas éticas de determinadas classes de agentes públicos, o Código de Ética dos

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Servidores do TJ-PA apresenta, em seu artigo 5º, uma lista de objetivos a serem

alcançados com a edição da presente norma.

Neste ponto da matéria, temos que tentar, na medida do possível, memorizar

quais são os objetivos a serem alcançados, sendo eles:

• Tornar explícitos os princípios éticos e as normas que regem a con-

duta dos servidores, fornecendo parâmetros para que a sociedade possa

aferir a integridade e a lisura das ações adotadas no TJ-PA para cumprimento

de seus objetivos institucionais;

• Contribuir para transformar a Visão, a Missão, os Objetivos e os Valo-

res Institucionais do Tribunal em atitudes, comportamentos, regras de

atuação e práticas organizacionais, orientados segundo elevado padrão de

conduta ético-profissional;

• Reduzir a subjetividade das interpretações pessoais sobre os princí-

pios e normas éticos adotados no Tribunal, facilitando a compatibilização

dos valores individuais de cada servidor com os valores da instituição;

• Assegurar ao servidor a preservação de sua imagem e de sua reputa-

ção, quando sua conduta estiver de acordo com as normas éticas estabele-

cidas no Código de Ética;

• Oferecer uma instância de consulta, por meio das Corregedorias de

Justiça, visando a esclarecer dúvidas acerca da conformidade da conduta do

servidor com os princípios e normas tratados no Código de Ética.

3.3. Princípios e Regras de Conduta Ética

3.3.1. Princípios e Valores Fundamentais

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Toda ciência, para fazer surtir os seus efeitos de forma uniforme a todos os inte-

ressados, depende de postulados fundamentais que alicerçam a sua atuação. Com

o Direito Administrativo não é diferente. Assim, os princípios podem ser conceitua-

dos como as normas fundamentais que embasam toda a atuação da Administração

Pública para o alcance de sua finalidade.

Como o próprio nome sugere, os princípios possuem a característica de “início”,

“base”, “pedra fundamental”. É por meio deles que todo o ordenamento jurídico se

estrutura, gerando, para a Administração, uma série de prerrogativas e sujeições

que devem ser observadas para garantir o bem-estar da coletividade.

Durante muito tempo, o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) era

de que a força dos princípios era meramente integradora, de forma que o seu

uso estaria restrito às situações onde não fosse possível a resolução do conflito com

a legislação vigente.

Com o passar dos anos, os princípios adquiriram força de norma jurídica, de

forma que, atualmente, possuem imperatividade e impõem condutas a serem se-

guidas pelos seus destinatários. Nos dias atuais, a doutrina majoritária possui o

entendimento de que, os princípios, por serem normas gerais e dotadas de al-

tíssimo grau de abstração, possuem hierarquia superior, até mesmo, às demais

normas jurídicas.

Na visão do STF, violar um princípio, por exemplo, é muito pior do que violar

uma lei, haja vista que, ao infringir um princípio, se está desobedecendo a todo o

ordenamento jurídico vigente.

Exemplo: podemos relacionar a força normativa dos princípios com a construção

de uma torre:

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Inicialmente, e como forma de evitar que um futuro desabamento ocorra, devem

os responsáveis pela construção garantir que a base seja extremamente sólida.

Caso contrário, ainda que o restante da construção seja perfeita, correrá a obra o risco

de desabar, situação que deixaria todo o trabalho posterior seriamente comprometido.

Assim também ocorre com o nosso ordenamento jurídico: Se não tivermos uma base

sólida (os Princípios), toda a construção posterior (as Leis) pode ficar comprometida.

Duas são as informações essenciais sobre a força dos princípios:

No âmbito do Código de Ética dos servidores do TJ-PA, os princípios, bem como

os valores fundamentais, estão expressos no artigo 6º, de seguinte redação:

Art. 6º São princípios e valores fundamentais a serem observados pelos servidores no


exercício de cargo ou função:
I – a supremacia do interesse público, a preservação e a defesa do patrimônio público,
de acordo com as normas da ética, da cidadania e da responsabilidade social e ambien-
tal;
II – a legalidade, a impessoalidade, a moralidade e a transparência;
III – a honestidade, a dignidade, o respeito, o decoro e a boa-fé;
IV – o reconhecimento e o respeito à diversidade individual e cultural.
V – a qualidade, a eficiência e a equidade dos serviços públicos;
VI – a independência, a objetividade e a imparcialidade;
VII – o sigilo profissional;
VIII – a competência; e I
X – o desenvolvimento profissional.

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Importante destacar que os atos, comportamentos e atitudes dos servido-

res serão pautados por avaliação de natureza ética, de modo a harmonizar as

práticas pessoais com os valores institucionais.

Além disso, uma atenção especial deve ser dada ao princípio da publicidade. Tal

princípio, de acordo com José dos Santos Carvalho Filho, pode ser assim conceituado:

Indica que os atos da Administração devem merecer a mais ampla divulgação possível
entre os administrados, e isso porque constitui fundamento do princípio propiciar-lhes
a possibilidade de controlar a legitimidade da conduta dos agentes administrativos. Só
com a transparência dessa conduta é que poderão os indivíduos aquilatar a legalidade
ou não dos atos e o grau de eficiência de que se revestem.

Do conceito apresentado, percebe-se que dois são os sentidos em que a publi-

cidade pode ser compreendida.

Como a necessidade de que todos os atos administrativos sejam pu-

blicados para que possam produzir seus efeitos: nesse sentido, importante

destacar que a publicidade está relacionada como a eficácia do ato administrativo,

ou seja, os atos administrativos só podem produzir efeitos perante terceiros depois

de serem devidamente publicados no meio oficial.

Salienta-se que o STF possui entendimento de que a publicação dos atos admi-

nistrativos não se considera atendida com a simples veiculação da informação por

meio da imprensa falada ou televisiva, tal como ocorre, por exemplo, com a “Voz

do Brasil”.

Para que a publicidade seja considerada realizada e possa o ato administrativo

produzir efeitos mediante terceiros, é necessária a publicação no meio oficial legal-

mente constituído para tal.

Neste sentido é o entendimento de Diógenes Gasparini:

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A publicação legal para sua plena realização é a do jornal oficial de divulgação ou im-
prensa oficial, não sendo assim considerada a simples notícia veiculada pela mídia,
mesmo que ocorra em programa radiofônico ou televisivo destinado a noticiar os atos
oficiais da Administração Pública, conforme já decidiu o STF ao julgar o RE 71.652.
Imprensa oficial é o jornal público especialmente instituído por lei para a divulgação
dos atos, contratos e outros instrumentos legais e jurídicos da Administração Pública. É
chamado de diário oficial (DOU, DOE, DOM). Não se confunde com o órgão ou entidade
criado para sua edição, como é o caso da imprensa nacional.

Ainda neste aspecto da publicidade, temos uma situação que é exceção à re-

gra da obrigatoriedade da publicação em meio oficial como forma de produção de

efeitos a terceiros: trata-se dos atos administrativos interna corporis, ou seja,

aqueles que foram editados com a estrita finalidade de instruir os procedimentos

internos de uma repartição pública.

Não faria o menor sentido se as meras instruções destinadas a organizar a for-

ma como o trabalho é realizado dependessem de publicação oficial, uma vez que

tais instruções não geram, por si só, efeitos jurídicos para os administrados.

Como a necessidade de transparência, por parte da Administração Pú-

blica, no exercício de suas funções: aqui estamos falando de um assunto muito

abordado pela mídia nos últimos anos: a transparência no acesso à informação, por

parte dos usuários, de dados produzidos pelos órgãos e entidades da Administração

Pública.

Tal assunto ganhou destaque com a edição, em 2011, da Lei 12.527, também

conhecida como a Lei de Acesso à Informação (LAI). De acordo com a norma, em

seu artigo 6º, uma série de deveres passou a ser imputado aos órgãos e entidades

do Poder Público no que se refere à forma como a informação deve ser tratada:

Art. 6º Cabe aos órgãos e entidades do poder público, observadas as normas e proce-
dimentos específicos aplicáveis, assegurar a:
I – gestão transparente da informação, propiciando amplo acesso a ela e sua divulga-
ção;

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II – proteção da informação, garantindo-se sua disponibilidade, autenticidade e integri-


dade; e
III – proteção da informação sigilosa e da informação pessoal, observada a sua
disponibilidade, autenticidade, integridade e eventual restrição de acesso.

Assim, ainda que a regra tenha passado a ser a publicação de todas as infor-

mações dos agentes públicos, nota-se a preocupação do legislador em preservar o

sigilo das informações pessoais

No entanto, ainda que a publicidade seja a regra, não se trata de um Princípio

absoluto, tendo como exceções a defesa da intimidade e da vida privada dos

usuários e a defesa da sociedade e do Estado.

Retornando para o estudo das disposições do Código de Ética, temos a previsão,

no Parágrafo Único do artigo 8º, de que “a publicidade dos atos judiciais e adminis-

trativos constitui requisito de eficácia e moralidade, e sua omissão dolosa

enseja comprometimento ético, salvo quando o sigilo for previsto em lei”.

Devemos levar para a prova que, como regra geral, a omissão dolosa (inten-

cional) da publicidade enseja comprometimento ético. As exceções, ou seja,

hipóteses em que a omissão da publicidade poderá ser realizada, ficam por conta

das estritas situações em que o sigilo for previsto em lei.

3.3.2. Direitos, Deveres e Vedações

Direitos

Para que um direito seja exercido, deve o servidor, quando for necessário, aten-

der aos requisitos legalmente previstos na respectiva norma instituidora. Os direi-

tos dos servidões do Tribunal de Justiça do Pará estão expressos no artigo 7º da

norma em estudo:

Art. 7º É direito de todos os servidores do TJPA:

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I – trabalhar em ambiente saudável, que preserve sua integridade física, moral, mental
e psicológica;
II – ser tratado com equidade nos sistemas de avaliação, desempenho individual, re-
muneração, promoção e movimentação, bem como ter acesso às informações a eles
inerentes;
III – participar das atividades de capacitação e treinamento necessárias ao desenvolvi-
mento profissional;
IV – estabelecer interlocução livre com colegas e superiores, podendo expor ideias,
pensamentos e opiniões na unidade judicial ou administrativa em que estiver lotado;
V – ter respeitado o sigilo das informações de ordem pessoal, que somente a ele digam
respeito, inclusive médicas, ficando restritas ao próprio servidor e ao pessoal responsá-
vel pela guarda, manutenção e tratamento dessas informações;
VI – obter das unidades administrativas e judiciais informações precisas e corretas para
o exercício regular de direito, ressalvando-se aquelas amparadas pelo sigilo, nos termos
da lei e regulamentos aplicáveis.
VII – receber, em situações jurídicas rigorosamente idênticas, igualdade de tratamento
com outros servidores, de acordo com as manifestações hodiernas e reiteradas da au-
toridade administrativa máxima deste Tribunal.

Deveres e Vedações

Ao passo que os deveres são considerados obrigações de caráter positiva

(fazer algo), as vedações, em sentido oposto, configuram-se como obrigações

de caráter negativo (deixar de fazer algo).

No âmbito dos deveres, devemos conhecer a extensa lista estabelecida pelo ar-

tigo 8º do Código de Ética. Neste ponto da disciplina, as questões de prova tendem

a exigir a literalidade dos respectivos artigos. Logo, é fundamental a leitura atenta

de todas as previsões.

Art. 8º São deveres do servidor, sem prejuízo das demais obrigações legais e regula-
mentares:
I – resguardar, em sua conduta pessoal, a integridade, a honra e a dignidade de sua
função pública, agindo em harmonia com os compromissos éticos assumidos neste Có-
digo e os valores institucionais;
II – desempenhar, com zelo e eficácia, as atribuições do cargo ou função de que seja
titular;

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III – proceder com honestidade, probidade, lealdade e retidão, escolhendo sempre,


quando estiver diante de mais de uma opção, a que melhor se coadune com a ética e
com o interesse público;
IV – tratar autoridades, colegas de trabalho, superiores, subordinados e demais pessoas
com que se relacionar em função do trabalho, com cortesia e respeito, inclusive quanto
à condição e às limitações pessoais, sem qualquer espécie de preconceito ou distinção
de raça, sexo, nacionalidade, cor, idade, religião, cunho político e posição social;
V – levar imediatamente ao conhecimento da chefia competente todo e qualquer ato ou
fato que seja contrário ao interesse público, prejudicial a este Tribunal ou à sua missão
institucional, de que tenha tomado conhecimento em razão do cargo ou função;
VI – resistir a pressões de superiores hierárquicos, de contratantes e de outros que
visem a obter favores, benesses ou vantagens indevidas em decorrência de ações imo-
rais, ilegais ou aéticas, e denunciá-las;
VII – evitar assumir posição de intransigência perante a chefia ou colegas de trabalho,
respeitando os posicionamentos e as ideias divergentes, sem prejuízo de representar
contra qualquer ato irregular;
VIII – não utilizar o cargo ou função em situações que configurem abuso de poder ou
práticas autoritárias;
IX – apresentar-se ao trabalho com vestimentas adequadas ao exercício do cargo ou
função, evitando o uso de vestuário e adereços que comprometam a boa apresentação
pessoal, a imagem institucional e a neutralidade profissional;
X – conhecer e cumprir as normas legais, bem como as boas práticas formalmente des-
critas e recomendadas por autoridade competente do Tribunal, visando a desempenhar
suas responsabilidades com competência e obter elevados níveis de profissionalismo na
realização dos trabalhos;
XI – ser assíduo e pontual ao serviço;
XII – empenhar-se em seu desenvolvimento profissional, mantendo-se atualizado quan-
to à legislação, às normas e instruções de serviço e aos novos métodos e às técnicas de
trabalho aplicáveis à sua área de atuação;
XIII – divulgar no ambiente de trabalho informações e conhecimentos obtidos em razão
de treinamentos ou de exercício profissional e que possam contribuir para a eficiência
dos trabalhos realizados pelos demais servidores;
XIV – manter-se afastado de quaisquer atividades, laborativas ou não, que reduzam ou
denotem reduzir sua autonomia e independência profissional, bem como sejam confli-
tantes, ou potencialmente conflitantes, com suas responsabilidades funcionais;
XV – manter neutralidade político-partidária, religiosa e ideológica no exercício de suas
atividades;
XVI – apresentar prestação de contas sob sua responsabilidade no prazo determinado,
sempre que solicitado;
XVII – facilitar a fiscalização de todos os atos ou serviços por quem de direito, prestando
toda colaboração ao seu alcance;

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XVIII – adotar atitudes e procedimentos objetivos e imparciais, em especial nas instru-


ções e relatórios, que deverão ser tecnicamente fundamentados e baseados exclusiva-
mente nas evidências obtidas e organizadas de acordo com as normas do Tribunal;
XIX – declarar seu impedimento ou suspeição nas situações que possam afetar o de-
sempenho de suas funções com independência e imparcialidade;
XX – manter sob sigilo dados e informações de natureza confidencial obtidos no exercí-
cio de suas atividades ou, ainda, de natureza pessoal de colegas e subordinados que só
a eles digam respeito, aos quais, porventura, tenha acesso em decorrência do exercício
profissional, informando à chefia imediata ou à autoridade responsável quando tomar
conhecimento de que assuntos sigilosos estejam ou venham a ser revelados;
XXI – informar à chefia imediata ou ao superior hierárquico, caso a chefia imediata este-
ja envolvida, a notificação ou a intimação para prestar depoimento em juízo sobre atos
ou fatos de que tenha tomado conhecimento em razão do exercício das atribuições do
cargo que ocupa, com vistas ao exame do assunto;
XXII – desempenhar suas atividades com responsabilidade social, privilegiando a adoção
de práticas que favoreçam a inclusão social, bem como a sustentabilidade ambiental,
combatendo o desperdício de recursos materiais e evitando danos ao meio ambiente.

Deve ser desatacado que a lista de deveres elencados pela norma não se trata

de uma lista taxativa, mas sim meramente exemplificativa. Consequentemente,

não poderá o servidor eximir-se da obrigação de cumprir com eventual outro dever

previsto em outra lei ou norma infralegal.

As vedações, por sua vez, possuem um sentido negativo, caracterizando-se

pela impossibilidade do servidor de adotar determinado tipo de comportamento.

Em caso de cometimento, o agente público, após responder ao processo legal res-

pectivo, poderá ser penalizado com uma das sanções estabelecias em lei.

As vedações do servidor regido pelo Código de Ética do Tribunal de Justiça do

Pará estão expressas no artigo 9º, de seguinte redação:

Art. 9º É vedado ao servidor, sem prejuízo das demais obrigações legais e regulamen-
tares:
I – praticar qualquer ato que atente contra a honra e a dignidade de sua função pública,
os compromissos éticos assumidos neste Código e os valores institucionais;

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II – exercer a advocacia ou atuar como procurador no exercício do cargo ou função, de


forma direta ou mediante a prestação de auxílio, em defesa de interesse alheio de qual-
quer espécie, exceto nos casos previstos em lei e regulamentos aplicáveis;
III – adotar qualquer conduta que interfira no desempenho do trabalho ou que crie
ambiente hostil, ofensivo ou com intimidação, tal como ações tendenciosas geradas por
simpatias, antipatias ou interesses de ordem pessoal;
IV – cometer ou permitir assédio sexual ou moral;
IV – opinar publicamente a respeito da honorabilidade e do desempenho funcional de
outro servidor ou magistrado do TJPA;
V – atribuir a outrem erro próprio ou dificultar sua apuração;
VI – apresentar como de sua autoria ideias ou trabalhos de outrem;
VII – discriminar colegas de trabalho, superiores, subordinados e demais pessoas com
quem se relacionar em função do trabalho, em razão de preconceito ou distinção de
raça, sexo, orientação sexual, nacionalidade, cor, idade, religião, tendência política, po-
sição social ou quaisquer outras formas de discriminação;
VIII – fazer uso do cargo ou da função, bem como de informações privilegiadas obtidas
em razão do cargo ou função, para obter quaisquer favores, benesses ou vantagens
indevidas em benefício próprio, de outrem, de grupos de interesses ou de entidades
públicas ou privadas;
IX – utilizar servidor do Tribunal para atendimento a interesse particular;
X – manter sob subordinação hierárquica direta, em cargo ou função de confiança, afim
ou parente, até o terceiro grau, companheiro ou cônjuge;
XI – fazer ou extrair cópias de relatórios ou de quaisquer outros trabalhos ou documen-
tos ainda não publicados, pertencentes ao Tribunal, para utilização em fins estranhos
aos seus objetivos ou à execução dos trabalhos a seu encargo, sem prévia autorização
da autoridade competente;
XII – divulgar ou facilitar a divulgação de informações sigilosas obtidas em razão do
cargo ou função e, ainda, de relatórios, instruções e informações de processos cujos
objetos ainda não tenham sido apreciados, sem prévia autorização da autoridade com-
petente;
XIII – publicar, sem prévia e expressa autorização, estudos, pesquisas e pareceres rea-
lizados no desempenho de suas atividades no cargo ou função cujos objetos ainda não
tenham sido apreciados;
XIV – alterar ou deturpar, por qualquer forma, o exato teor de documentos, informa-
ções, citação de obra, lei ou decisão administrativa ou judicial;
XV – solicitar, sugerir, provocar ou receber, para si ou para outrem, qualquer tipo de aju-
da financeira, gratificação, prêmio, comissão, doação, presentes, vantagem econômica,
financeira ou de qualquer natureza, de pessoa física ou jurídica;
XVI – solicitar, sugerir, provocar ou receber, para si ou para outrem, mesmo em ocasiões
de festividade, qualquer tipo de transporte, hospedagem ou favores particulares, de for-
ma a permitir situação que possa gerar dúvida sobre a sua probidade ou honorabilidade;

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XVII – usar de artifícios para procrastinar ou dificultar o exercício de direito por qualquer
pessoa;
XVIII – ausentar-se injustificadamente de seu local de trabalho ou sem autorização do
superior hierárquico;
XIX – apresentar-se embriagado ou sob efeito de quaisquer drogas ilegais no ambiente
de trabalho;
XX – receber salário ou qualquer outra remuneração de fonte vedada ou ilegal;
XXI – cooperar com qualquer organização ou instituição que atente contra a moral, a
honestidade ou a dignidade da pessoa;
XXII – exercer atividade incompatível com o afastamento concedido pelo Tribunal;
XXIII – utilizar sistemas e canais de comunicação do TJPA para a propagação e divulga-
ção de trotes, boatos, pornografia, propaganda comercial, político-partidária, atividade
terrorista, incitação à violência ou consumo de substância entorpecente, e qualquer
forma de discriminação;
XXIV – manifestar-se em nome do Tribunal quando não autorizado e habilitado para tal;
XXV – deixar, injustificadamente, qualquer pessoa à espera de solução na unidade em
que exerça suas funções, permitindo a formação de longas filas ou outra espécie de
atraso na prestação do serviço;

Uma das vedações elencadas é a de “solicitar, sugerir, provocar ou receber, para

si ou para outrem, qualquer tipo de ajuda financeira, gratificação, prêmio, comis-

são, doação, presentes, vantagem econômica, financeira ou de qualquer natureza,

de pessoa física ou jurídica”.

Sobre tal possibilidade, devemos memorizar que não se incluem nas vedações

deste artigo os brindes que não tenham valor comercial, bem como os distri-

buídos por pessoas ou entidades de qualquer natureza a título de cortesia,

propaganda, divulgação habitual ou por ocasião de eventos especiais ou

datas comemorativas.

Caso o servidor receba um presente que configure uma vedação, e este não possa

ser recusado ou devolvido sem ônus para o servidor ou para a Administração Pública,

será ele doado a entidades de caráter filantrópico ou setores do Tribunal que

tratem de aspectos históricos ou culturais, a critério da Presidência.

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3.3.3. Situações de Impedimento e de Suspeição

O impedimento tem caráter objetivo, ao passo que a suspeição tem relação

com o subjetivismo, estando diretamente ligada com a imparcialidade.

No impedimento, há presunção absoluta (juris et de jure) de parcialidade

da autoridade em determinado processo por ela analisado, enquanto na suspeição

há apenas presunção relativa (juris tantum).

Observa-se assim que as situações que dão ensejo ao impedimento são casos

incontestáveis, de forma que não há margem para a análise do mérito.

No Código de Ética, ainda que o capítulo seja nomeado “situações de impe-

dimento e suspeição”, a maioria das situações apresentadas, de acordo com a

doutrina tradicional, são casos de impedimento, ou seja, hipóteses objetivas e

que não dão margem para qualquer tipo de outra interpretação.

Art. 10. O servidor deverá declarar seu impedimento ou suspeição nas situações que
possam afetar o desempenho de suas funções com independência imparcialidade, espe-
cialmente nas seguintes hipóteses:
I – participar de instrução de processo ou que esteja litigando judicial, ou administrati-
vamente: a) de interesse próprio, de cônjuge ou companheiro, de parente consanguíneo
ou afim, em linha reta ou colateral, até terceiro grau;
b) em relação ao qual haja amizade íntima ou inimizade notória com algum dos inte-
ressados ou com os respectivos cônjuges, companheiros, parentes e afins até o terceiro
grau;
c) que envolva órgão ou entidade com quem tenha mantido vínculo profissional nos úl-
timos dois anos, ressalvada, neste último caso, atuação consultiva;
d) que tenha funcionado ou venha a funcionar como advogado, perito, testemunha,
representante ou servidor do sistema de controle interno, ou se tais situações ocorrem
quanto ao cônjuge, companheiro ou parente e afins até o terceiro grau;

3.4. Procedimentos Apuratórios

Como não poderia ser diferente, a autoridade que tiver ciência de irregularidade

no serviço público em razão do descumprimento ao previsto no Código de

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Ética é obrigada a promover a sua apuração imediata, no âmbito de suas atribui-

ções, diretamente ou por delegação, nos termos da lei e regulamentos aplicá-

veis.

No âmbito do Tribunal de Justiça do Pará, dois são os procedimentos que devem

ser aplicados com o objetivo de apurar a infração do agente estatal, sendo eles a

sindicância e o processo administrativo disciplinar.

Merece ser destacado, neste sentido, a previsão do artigo 12 do Código de Ética:

Art. 12. Os fatos que configurem infrações aos dispositivos deste Código serão apu-
rados por meio de Sindicância e/ou Processo Administrativo Disciplinar, pela Comissão
Disciplinar Permanente ou por quem for delegado pelas Corregedorias de Justiça, res-
peitando-se, sempre, as garantias do contraditório e da ampla defesa.

A apuração dos fatos narrados, no curso da sindicância ou do processo admi-

nistrativo disciplinar, será realizado por uma comissão disciplinar permanente ou,

ainda, por quem for delegado pelas Corregedorias de Justiça.

Em ambos os procedimentos, deverão ser observadas as garantias do contradi-

tório e da ampla defesa.

Por intermédio do contraditório, o indivíduo possui o direito de tomar conhe-

cimento de todas as acusações que estão sendo feitas contra a sua pessoa. É por

meio do contraditório que o indiciado poderá, caso assim entenda, produzir a sua

defesa.

A ampla defesa, por sua vez, compreende a garantia conferida ao particular de

produzir todos os meios lícitos de provas com a finalidade de comprovar a verdade.

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Importante salientar que as garantias do contraditório e da ampla defesa não

estão apenas asseguradas nas situações em que o indivíduo é indiciado.

Em sentido contrário, tais garantias podem ser exercidas em qualquer situação

onde haja um conflito entre o Poder Público e os administrados, indepen-

dente de estarmos na esfera judicial ou administrativa.

Ressalta-se que a instrução processual deverá seguir, além dos princípios do

contraditório e da ampla defesa, os ritos previstos em lei e regulamentos aplicáveis.

Como forma de preservar a intimidade dos servidores, determina o Código de

Ética que “os procedimentos instaurados para apuração de prática em desrespeito

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às normas éticas são sigilosos, mantendo-se a chancela de “reservado”, até

que esteja concluído”.

De igual forma, a hipótese de os autos do processo estarem instruídos com

documentos acobertados por sigilo legal, o acesso a esse tipo de documento

somente será permitido a quem detiver igual direito perante o órgão ou entidade

originariamente encarregado da sua guarda.

E o que será que acontece em caso de violação das normas estipuladas no Có-

digo de Ética dos Servidores do TJ-PA, professor?

De acordo com o artigo 13, a violação das normas estipuladas no Código de Éti-

ca acarretará aos responsáveis as sanções previstas no Regime Jurídico Único dos

Servidores Públicos Civis do Estado do Pará. Além disso, a sanção em questão po-

derá ser acumulada, se couber, com outra penalidade disciplinar, quando a infração

for assim capitulada pela legislação própria.

Em todo caso, as penalidades aplicadas deverão ser expressas e anotadas na

ficha funcional do servidor, para todos os efeitos legais.

Ainda com relação às sanções, devemos saber que, como regra geral, é vedada

a expedição de certidão de eventual penalidade aplicada. A exceção fica por conta

de certidão requerida pelo próprio interessado ou, quando devidamente

justificada, por autoridade pública para instrução de processo.

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Por fim, ressalta-se que se a Comissão Disciplinar Permanente, ou a quem for

delegado pelas Corregedorias de Justiça, concluir, durante a apuração dos fatos,

que não houve descumprimento aos preceitos deste Código, recomendará, em seu

relatório, o arquivamento do procedimento administrativo.

3.5. Disposições Finais

Nas disposições finais, encontramos regras destinadas a complementar as de-

mais normas estabelecidas no Código de Ética.

Art. 14. Compete às Corregedorias de Justiça promover permanente aplicação, orien-


tação, revisão e propor atualização do presente Código.
Art. 15. Os casos não previstos neste Código serão decididos pelo Presidente do Tribu-
nal de Justiça do Estado do Pará.
Art. 16. Este Código de Ética integrará o conteúdo programático de edital de concurso
público para provimento de cargos neste Poder Judiciário.
Art. 17. Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.

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Dos artigos elencados, destaco as seguintes previsões, que podem, ainda que

remotamente, ser objeto de exigência em provas de concurso público:

• a aplicação, orientação, revisão e proposta de revisão das disposições do Có-

digo de Ética é medida que compete às Corregedorias de Justiça;

• as situações que não estejam expressas no Código de Ética (como uma ve-

dação ou um dever não previsto) serão resolvidas pelo Presidente do Tri-

bunal de Justiça do Pará;

• considerando a importância do tema, o Código de Ética integrará o conteúdo

programático dos editais de concurso público destinados ao provimento dos

cargos do Poder Judiciário do Estado do Pará.

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EXERCÍCIOS
Questão 1    (INÉDITA/2019) A Resolução 14/2016 é a norma que estabelece o

Código de Ética dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado do Pará. Conside-

rando as disposições da mencionada norma, analise a assertiva a seguir:

O Código de Ética estabelece os princípios e normas de conduta ética aplicáveis aos

servidores do TJPA, com prejuízo da observância dos demais deveres e proibições

legais e regulamentares.

Questão 2    (INÉDITA/2019) A Resolução 14/2016 é a norma que estabelece o

Código de Ética dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado do Pará. Conside-

rando as disposições da mencionada norma, analise a assertiva a seguir:

É considerado servidor, para fins de aplicação das disposições éticas, todo aquele

que ocupe cargo efetivo ou comissionado, inclusive como temporário, requisitado

ou cedido.

Questão 3    (INÉDITA/2019) A Resolução 14/2016 é a norma que estabelece o

Código de Ética dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado do Pará. Conside-

rando as disposições da mencionada norma, analise a assertiva a seguir:

No ato de posse do servidor, deverá ser prestado o compromisso de cumprimento

das normas de conduta ética.

Questão 4    (INÉDITA/2019) A Resolução 14/2016 é a norma que estabelece o

Código de Ética dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado do Pará. Conside-

rando as disposições da mencionada norma, analise a assertiva a seguir:

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Um dos objetivos do Código de Ética é o de contribuir para transformar a Visão, a

Missão, os Objetivos e os Valores Institucionais do Tribunal de Justiça em atitudes,

comportamentos, regras de atuação e práticas organizacionais.

Questão 5    (INÉDITA/2019) A Resolução 14/2016 é a norma que estabelece o

Código de Ética dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado do Pará. Conside-

rando as disposições da mencionada norma, analise a assertiva a seguir:

A legalidade, a pessoalidade, a moralidade e a transparência são princípios e va-

lores fundamentais a serem observados pelos servidores no exercício de cargo ou

função pública.

Questão 6    (INÉDITA/2019) A Resolução 14/2016 é a norma que estabelece o

Código de Ética dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado do Pará. Conside-

rando as disposições da mencionada norma, analise a assertiva a seguir:

Um dos objetivos do Código de Ética é o de oferecer uma instância decisória por

meio das Corregedorias de Justiça.

Questão 7    (INÉDITA/2019) A Resolução 14/2016 é a norma que estabelece o

Código de Ética dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado do Pará. Conside-

rando as disposições da mencionada norma, analise a assertiva a seguir:

Os atos, comportamentos e atitudes dos servidores serão pautados por avaliação

de natureza ética, de modo a harmonizar as práticas pessoais com os valores ins-

titucionais.

Questão 8    (INÉDITA/2019) A Resolução 14/2016 é a norma que estabelece o

Código de Ética dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado do Pará. Conside-

rando as disposições da mencionada norma, analise a assertiva a seguir:

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Os deveres dos servidores públicos regidos pelo Código de Ética estão elencados

de forma taxativa.

Questão 9    (INÉDITA/2019) A Resolução 14/2016 é a norma que estabelece o

Código de Ética dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado do Pará. Conside-

rando as disposições da mencionada norma, analise a assertiva a seguir:

Obter das unidades administrativas e judiciais informações precisas e corretas para

o exercício regular de direito, inclusive aquelas amparadas pelo sigilo, é um dos

direitos assegurados aos servidores públicos.

Questão 10    (INÉDITA/2019) A Resolução 14/2016 é a norma que estabelece o

Código de Ética dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado do Pará. Conside-

rando as disposições da mencionada norma, analise a assertiva a seguir:

A publicidade dos atos judiciais e administrativos constitui requisito de eficácia e

moralidade, e sua omissão, dolosa ou culposa, enseja comprometimento ético, sal-

vo quando o sigilo for previsto em lei.

Questão 11    (INÉDITA/2019) A Resolução 14/2016 é a norma que estabelece o

Código de Ética dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado do Pará. Conside-

rando as disposições da mencionada norma, analise a assertiva a seguir:

Opinar publicamente a respeito da honorabilidade e do desempenho funcional de

outro servidor ou magistrado do TJ-PA é uma vedação estabelecida para os servi-

dores regidos pelo Código de Ética.

Questão 12    (INÉDITA/2019) A Resolução 14/2016 é a norma que estabelece o

Código de Ética dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado do Pará. Conside-

rando as disposições da mencionada norma, analise a assertiva a seguir:

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Código de Ética dos Servidores do TJ/PA
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Caso um servidor receba presentes que não possam ser recusados ou devolvidos

sem ônus para o servidor ou para a Administração Pública, deverão eles ser doados

a entidades de caráter filantrópico ou setores do tribunal que tratem de aspectos

históricos ou culturais, a critério da Presidência.

Questão 13    (INÉDITA/2019) A Resolução 14/2016 é a norma que estabelece o

Código de Ética dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado do Pará. Conside-

rando as disposições da mencionada norma, analise a assertiva a seguir:

As situações de impedimento e de suspeição serão declaradas de ofício pelo Tribu-

nal de Justiça, não havendo a possibilidade de o servidor exercer esta comunicação

por sua livre iniciativa.

Questão 14    (INÉDITA/2019) A Resolução 14/2016 é a norma que estabelece o

Código de Ética dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado do Pará. Conside-

rando as disposições da mencionada norma, analise a assertiva a seguir:

Caso o servidor participar de instrução de processo em que esteja litigando, judicial

ou administrativamente, parente consanguíneo ou afim, em linha reta ou colateral,

até quarto grau, será ele considerado impedido ou suspeito.

Questão 15    (INÉDITA/2019) A Resolução 14/2016 é a norma que estabelece o

Código de Ética dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado do Pará. Conside-

rando as disposições da mencionada norma, analise a assertiva a seguir:

A autoridade que tiver ciência de irregularidade no serviço público é obrigada a

promover a sua apuração imediata, mediante sindicância ou processo administra-

tivo disciplinar. A apuração deverá ser realizada diretamente, sem a possibilidade

de delegação.

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Questão 16    (INÉDITA/2019) A Resolução 14/2016 é a norma que estabelece o Códi-

go de Ética dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado do Pará. Considerando as

disposições da mencionada norma, analise a assertiva a seguir:

Os procedimentos instaurados para a apuração de prática em desrespeito às normas

éticas são sigilosos, mantendo-se a chancela de “reservado”, até que esteja concluído.

Questão 17    (INÉDITA/2019) A Resolução 14/2016 é a norma que estabelece o Códi-

go de Ética dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado do Pará. Considerando as

disposições da mencionada norma, analise a assertiva a seguir:

Na hipótese de os autos estarem instruídos com documentos acobertados por sigilo

legal, o acesso a esse tipo de documento somente será permitido a quem detiver igual

direito perante o órgão ou entidade originariamente encarregado da sua guarda.

Questão 18    (INÉDITA/2019) A Resolução 14/2016 é a norma que estabelece o

Código de Ética dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado do Pará. Conside-

rando as disposições da mencionada norma, analise a assertiva a seguir:

É vedada a expedição de certidão da penalidade aplicada, salvo quando requerida

pelo próprio interessado, apenas.

Questão 19    (INÉDITA/2019) A Resolução 14/2016 é a norma que estabelece o

Código de Ética dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado do Pará. Conside-

rando as disposições da mencionada norma, analise a assertiva a seguir:

Se a Comissão Disciplinar Permanente concluir, durante a apuração dos fatos, que

não houve descumprimento aos preceitos do Código de Ética, recomendará, em

seu relatório, a instauração de sindicância.

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Questão 20    (INÉDITA/2019) A Resolução 14/2016 é a norma que estabelece o

Código de Ética dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado do Pará. Conside-

rando as disposições da mencionada norma, analise a assertiva a seguir:

Promover permanente a aplicação, orientação, revisão e proposta de atualização do

Código de Ética é competência da Presidência do Tribunal de Justiça.

Questão 21    (INÉDITA/2019) A Resolução 14/2016 é a norma que estabelece o

Código de Ética dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado do Pará. Conside-

rando as disposições da mencionada norma, analise a assertiva a seguir:

O Código de Ética integrará o conteúdo programático dos editais de concurso pú-

blico para provimento de cargos de órgãos do Poder Judiciário do Estado do Pará.

Questão 22    (INÉDITA/2019) A Resolução 14/2016 é a norma que estabelece o

Código de Ética dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado do Pará. Conside-

rando as disposições da mencionada norma, analise a assertiva a seguir:

Os casos não previstos no Código de Ética serão decididos pela Corregedoria Geral

de Justiça do Estado do Pará.

Questão 23    (INÉDITA/2019) A Resolução 14/2016 é a norma que estabelece o

Código de Ética dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado do Pará. Conside-

rando as disposições da mencionada norma, analise a assertiva a seguir:

Uma das vedações asseguradas aos servidores do TJ-PA é a de receber qualquer

tipo de brindes, ainda que estes que não tenham valor comercial ou sejam distri-

buídos por pessoas ou entidades de qualquer natureza a título de cortesia, propa-

ganda ou divulgação habitual.

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Questão 24    (INÉDITA/2019) A Resolução 14/2016 é a norma que estabelece o

Código de Ética dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado do Pará. Conside-

rando as disposições da mencionada norma, analise a assertiva a seguir:

Reduzir a subjetividade das interpretações pessoais sobre os princípios e normas

éticos adotados no Tribunal é um dos objetivos com a edição do Código de Ética.

Questão 25    (INÉDITA/2019) A Resolução 14/2016 é a norma que estabelece o

Código de Ética dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado do Pará. Conside-

rando as disposições da mencionada norma, analise a assertiva a seguir:

Um dos fundamentos para a edição do Código de Ética é a previsão, no regime ju-

rídico dos servidores do Estado do Pará, determinando ao servidor público estadual

o dever de observância aos princípios éticos, morais, às leis e regulamentos no

exercício do cargo ou função.

Questão 26    (INÉDITA/2019) A Resolução 14/2016 é a norma que estabelece o

Código de Ética dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado do Pará. Conside-

rando as disposições da mencionada norma, analise a assertiva a seguir:

Uma pessoa que, pertencendo a outra instituição, prestar estágio no TJ-PA, estará

sujeita às disposições do Código de Ética.

Questão 27    (INÉDITA/2019) A Resolução 14/2016 é a norma que estabelece o

Código de Ética dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado do Pará. Conside-

rando as disposições da mencionada norma, analise a assertiva a seguir:

O Código de Ética integrará todos os contratos de estágio e de prestação de servi-

ços, de forma a assegurar o alinhamento de conduta entre todos os colaboradores

do Tribunal.

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Questão 28    (INÉDITA/2019) A Resolução 14/2016 é a norma que estabelece o

Código de Ética dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado do Pará. Conside-

rando as disposições da mencionada norma, analise a assertiva a seguir:

Cabe aos gestores, em todos os níveis, aplicar e garantir que seus superiores apli-

quem os preceitos estabelecidos no Código de Ética.

Questão 29    (INÉDITA/2019) A Resolução 14/2016 é a norma que estabelece o

Código de Ética dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado do Pará. Conside-

rando as disposições da mencionada norma, analise a assertiva a seguir:

É um dever do servidor público levar ao conhecimento da chefia competente, no

prazo de 48 horas, todo e qualquer ato ou fato que seja contrário ao interesse pú-

blico, prejudicial ao Tribunal de Justiça ou à sua missão institucional.

Questão 30    (INÉDITA/2019) A Resolução 14/2016 é a norma que estabelece o

Código de Ética dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado do Pará. Conside-

rando as disposições da mencionada norma, analise a assertiva a seguir:

Utilizar servidor do Tribunal de Justiça para atendimento a interesse particular é

uma das vedações estabelecidas pelo Código de Ética.

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GABARITO
1. E 25. C

2. C 26. C

3. C 27. C

4. C 28. E

5. E 29. E

6. E 30. C

7. C

8. E

9. E

10. E

11. C

12. C

13. E

14. E

15. E

16. C

17. C

18. E

19. E

20. E

21. C

22. E

23. E

24. C

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GABARITO COMENTADO

Questão 1    (INÉDITA/2019) A Resolução 14/2016 é a norma que estabelece o

Código de Ética dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado do Pará. Conside-

rando as disposições da mencionada norma, analise a assertiva a seguir:

O Código de Ética estabelece os princípios e normas de conduta ética aplicáveis aos

servidores do TJPA, com prejuízo da observância dos demais deveres e proibições

legais e regulamentares.

Errado.

De acordo com o artigo 2º, “este Código de Ética estabelece os princípios e normas

de conduta ética aplicáveis aos servidores do TJPA, sem prejuízo da observância

dos demais deveres e proibições legais e regulamentares”.

Logo, ainda que o código estabeleça princípios e normas de condutas éticas, estas

devem ser observadas sem prejuízo dos demais deveres e proibições legais e re-

gulamentares.

Questão 2    (INÉDITA/2019) A Resolução 14/2016 é a norma que estabelece o

Código de Ética dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado do Pará. Conside-

rando as disposições da mencionada norma, analise a assertiva a seguir:

É considerado servidor, para fins de aplicação das disposições éticas, todo aquele

que ocupe cargo efetivo ou comissionado, inclusive como temporário, requisitado

ou cedido.

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Certo.

Trata-se da perfeita definição de servidor, conforme previsão do §1º do artigo 2º:

Art. 2º, § 1º Para os fins de aplicação deste Código, considera-se servidor quem exerça
cargo efetivo ou cargo comissionado neste Tribunal, inclusive como temporário, requi-
sitado e cedido.

Questão 3    (INÉDITA/2019) A Resolução 14/2016 é a norma que estabelece o

Código de Ética dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado do Pará. Conside-

rando as disposições da mencionada norma, analise a assertiva a seguir:

No ato de posse do servidor, deverá ser prestado o compromisso de cumprimento

das normas de conduta ética.

Certo.

De acordo com o §2º do artigo 2º, conforme informado pela questão, “no ato de

posse do servidor deverá ser prestado compromisso de cumprimento das normas

de conduta ética contidas neste Código”.

Questão 4    (INÉDITA/2019) A Resolução 14/2016 é a norma que estabelece o

Código de Ética dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado do Pará. Conside-

rando as disposições da mencionada norma, analise a assertiva a seguir:

Um dos objetivos do Código de Ética é o de contribuir para transformar a Visão, a

Missão, os Objetivos e os Valores Institucionais do Tribunal de Justiça em atitudes,

comportamentos, regras de atuação e práticas organizacionais.

Certo.

A questão elenca, corretamente, um dos objetivos a serem alcançados com a edi-

ção do Código de Ética.

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Art. 5º O Código de Ética dos Servidores do TJPA tem o objetivo de:


II – contribuir para transformar a Visão, a Missão, os Objetivos e os Valores Institucio-
nais do Tribunal em atitudes, comportamentos, regras de atuação e práticas organiza-
cionais, orientados segundo elevado padrão de conduta ético-profissional;

Questão 5    (INÉDITA/2019) A Resolução 14/2016 é a norma que estabelece o

Código de Ética dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado do Pará. Conside-

rando as disposições da mencionada norma, analise a assertiva a seguir:

A legalidade, a pessoalidade, a moralidade e a transparência são princípios e va-

lores fundamentais a serem observados pelos servidores no exercício de cargo ou

função pública.

Errado.

Não é a pessoalidade, mas sim a impessoalidade que é um princípio e valor funda-

mental a ser observado pelos servidores regidos pelo Código de Ética.

Art. 6º São princípios e valores fundamentais a serem observados pelos servidores no


exercício de cargo ou função:
II – a legalidade, a impessoalidade, a moralidade e a transparência;

Questão 6    (INÉDITA/2019) A Resolução 14/2016 é a norma que estabelece o

Código de Ética dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado do Pará. Conside-

rando as disposições da mencionada norma, analise a assertiva a seguir:

Um dos objetivos do Código de Ética é o de oferecer uma instância decisória por

meio das Corregedorias de Justiça.

Errado.

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O Código de Ética jamais pode ser considerado uma instância decisória, mas sim,

apenas, uma instância consultiva. A decisão (como, por exemplo, na aplicação de

penalidades) compete sempre à autoridade a quem a lei expressamente previu a

atribuição.

Art. 5º O Código de Ética dos Servidores do TJPA tem o objetivo de:


V – oferecer uma instância de consulta, por meio das Corregedorias de Justiça, visando
a esclarecer dúvidas acerca da conformidade da conduta do servidor com os princípios
e normas tratados neste Código.

Questão 7    (INÉDITA/2019) A Resolução 14/2016 é a norma que estabelece o

Código de Ética dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado do Pará. Conside-

rando as disposições da mencionada norma, analise a assertiva a seguir:

Os atos, comportamentos e atitudes dos servidores serão pautados por avaliação

de natureza ética, de modo a harmonizar as práticas pessoais com os valores ins-

titucionais.

Certo.

De acordo com o parágrafo único do artigo 6º, “os atos, comportamentos e atitudes

dos servidores serão pautados por avaliação de natureza ética, de modo a harmo-

nizar as práticas pessoais com os valores institucionais”.

Questão 8    (INÉDITA/2019) A Resolução 14/2016 é a norma que estabelece o

Código de Ética dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado do Pará. Conside-

rando as disposições da mencionada norma, analise a assertiva a seguir:

Os deveres dos servidores públicos regidos pelo Código de Ética estão elencados

de forma taxativa.

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Errado.

Os deveres dos servidores regidos pelo código de ética são meramente exemplifi-

cativos, e não, conforme informado, taxativos. Prova disso é que o artigo 8º esta-

belece que “são deveres do servidor, sem prejuízo das demais obrigações legais e

regulamentares [...]”.

Questão 9    (INÉDITA/2019) A Resolução 14/2016 é a norma que estabelece o

Código de Ética dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado do Pará. Conside-

rando as disposições da mencionada norma, analise a assertiva a seguir:

Obter das unidades administrativas e judiciais informações precisas e corretas para

o exercício regular de direito, inclusive aquelas amparadas pelo sigilo, é um dos

direitos assegurados aos servidores públicos.

Errado.

O direito em questão não abarca as informações amparadas por sigilo, ao contrário

do que informa a questão.

Art. 7º É direito de todos os servidores do TJPA:


VI – obter das unidades administrativas e judiciais informações precisas e corretas para
o exercício regular de direito, ressalvando-se aquelas amparadas pelo sigilo, nos termos
da lei e regulamentos aplicáveis.

Questão 10    (INÉDITA/2019) A Resolução 14/2016 é a norma que estabelece o

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rando as disposições da mencionada norma, analise a assertiva a seguir:

A publicidade dos atos judiciais e administrativos constitui requisito de eficácia e

moralidade, e sua omissão, dolosa ou culposa, enseja comprometimento ético, sal-

vo quando o sigilo for previsto em lei.

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Errado.

Estabelece o parágrafo único do artigo 8º que “a publicidade dos atos judiciais e

administrativos constitui requisito de eficácia e moralidade, e sua omissão dolosa

enseja comprometimento ético, salvo quando o sigilo for previsto em lei”.

Logo, apena a omissão dolosa (e não a omissão culposa) é que enseja comprome-

timento ético.

Questão 11    (INÉDITA/2019) A Resolução 14/2016 é a norma que estabelece o

Código de Ética dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado do Pará. Conside-

rando as disposições da mencionada norma, analise a assertiva a seguir:

Opinar publicamente a respeito da honorabilidade e do desempenho funcional de

outro servidor ou magistrado do TJ-PA é uma vedação estabelecida para os servi-

dores regidos pelo Código de Ética.

Certo.

Temos aqui uma vedação estabelecida pelo Código de Ética para os servidores do

Tribunal de Justiça do Pará.

Art. 9º É vedado ao servidor, sem prejuízo das demais obrigações legais e regulamen-
tares:
V – opinar publicamente a respeito da honorabilidade e do desempenho funcional de
outro servidor ou magistrado do TJPA;

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Caso um servidor receba presentes que não possam ser recusados ou devolvidos

sem ônus para o servidor ou para a Administração Pública, deverão eles ser doados

a entidades de caráter filantrópico ou setores do tribunal que tratem de aspectos

históricos ou culturais, a critério da Presidência.

Certo.

A questão elenca a medida que deve ser adota na hipótese dos servidores do TJ-PA

receberem presentes que não possam ser recusados ou devolvidos.

Art. 9º, § 2º Os presentes que, por alguma razão, não possam ser recusados ou devol-
vidos sem ônus para o servidor ou para a Administração Pública serão doados a entida-
des de caráter filantrópico ou setores do Tribunal que tratem de aspectos históricos ou
culturais, a critério da Presidência.

Questão 13    (INÉDITA/2019) A Resolução 14/2016 é a norma que estabelece o

Código de Ética dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado do Pará. Conside-

rando as disposições da mencionada norma, analise a assertiva a seguir:

As situações de impedimento e de suspeição serão declaradas de ofício pelo Tribu-

nal de Justiça, não havendo a possibilidade de o servidor exercer esta comunicação

por sua livre iniciativa.

Errado.

A suspeição ou impedimento, ao contrário do que informado, devem sim ser infor-

madas diretamente pelo servidor.

Art. 10. O servidor deverá declarar seu impedimento ou suspeição nas situações
que possam afetar o desempenho de suas funções com independência imparcialidade,
especialmente nas seguintes hipóteses [...].

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Questão 14    (INÉDITA/2019) A Resolução 14/2016 é a norma que estabelece o

Código de Ética dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado do Pará. Conside-

rando as disposições da mencionada norma, analise a assertiva a seguir:

Caso o servidor participar de instrução de processo em que esteja litigando, judicial

ou administrativamente, parente consanguíneo ou afim, em linha reta ou colateral,

até quarto grau, será ele considerado impedido ou suspeito.

Errado.

O impedimento ou suspeição em questão é configurado quando o vínculo mantido

for até o terceiro grau, e não, conforme informa a questão, até o quarto grau.

Art. 10. O servidor deverá declarar seu impedimento ou suspeição nas situações que
possam afetar o desempenho de suas funções com independência imparcialidade, espe-
cialmente nas seguintes hipóteses:
I – participar de instrução de processo ou que esteja litigando judicial, ou administrati-
vamente:
a) de interesse próprio, de cônjuge ou companheiro, de parente consanguíneo ou afim,
em linha reta ou colateral, até terceiro grau;

Questão 15    (INÉDITA/2019) A Resolução 14/2016 é a norma que estabelece o

Código de Ética dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado do Pará. Conside-

rando as disposições da mencionada norma, analise a assertiva a seguir:

A autoridade que tiver ciência de irregularidade no serviço público é obrigada a

promover a sua apuração imediata, mediante sindicância ou processo administra-

tivo disciplinar. A apuração deverá ser realizada diretamente, sem a possibilidade

de delegação.

Errado.

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Ao contrário do que afirma a questão, a apuração poderá ser realizada diretamente

ou por meio de delegação.

Art. 11. A autoridade que tiver ciência de irregularidade no serviço público é obrigada
a promover a sua apuração imediata, mediante sindicância ou processo administrativo
disciplinar, no âmbito de suas atribuições, diretamente ou por delegação, nos termos
da lei e regulamentos aplicáveis, em razão do descumprimento ao previsto neste Código
de Ética.

Questão 16    (INÉDITA/2019) A Resolução 14/2016 é a norma que estabelece o

Código de Ética dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado do Pará. Conside-

rando as disposições da mencionada norma, analise a assertiva a seguir:

Os procedimentos instaurados para a apuração de prática em desrespeito às nor-

mas éticas são sigilosos, mantendo-se a chancela de “reservado”, até que esteja

concluído.

Certo.

De acordo com o §1º do artigo 11, “os procedimentos instaurados para apuração

de prática em desrespeito às normas éticas são sigilosos, mantendo-se a chancela

de “reservado”, até que esteja concluído.

Questão 17    (INÉDITA/2019) A Resolução 14/2016 é a norma que estabelece o

Código de Ética dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado do Pará. Conside-

rando as disposições da mencionada norma, analise a assertiva a seguir:

Na hipótese de os autos estarem instruídos com documentos acobertados por sigilo

legal, o acesso a esse tipo de documento somente será permitido a quem detiver

igual direito perante o órgão ou entidade originariamente encarregado da sua guar-

da.

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Certo.

Para responder à questão, devemos fazer uso das disposições do §3º do artigo 11

do Código de Ética, de seguinte redação:

Art. 11, § 3º Na hipótese de os autos estarem instruídos com documentos acobertados


por sigilo legal, o acesso a esse tipo de documento somente será permitido a quem
detiver igual direito perante o órgão ou entidade originariamente encarregado da sua
guarda.

Questão 18    (INÉDITA/2019) A Resolução 14/2016 é a norma que estabelece o

Código de Ética dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado do Pará. Conside-

rando as disposições da mencionada norma, analise a assertiva a seguir:

É vedada a expedição de certidão da penalidade aplicada, salvo quando requerida

pelo próprio interessado, apenas.

Errado.

Além do requerimento pelo próprio interessado, a certidão deverá ser fornecida

quando, devidamente justificada, for requerida por autoridade pública com o obje-

tivo de instrução de processo.

Art. 13, § 2º É vedada a expedição de certidão da penalidade aplicada, salvo quando


requerida pelo próprio interessado ou, devidamente justificada, por autoridade pública
para instrução de processo.

Questão 19    (INÉDITA/2019) A Resolução 14/2016 é a norma que estabelece o

Código de Ética dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado do Pará. Conside-

rando as disposições da mencionada norma, analise a assertiva a seguir:

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Se a Comissão Disciplinar Permanente concluir, durante a apuração dos fatos, que

não houve descumprimento aos preceitos do Código de Ética, recomendará, em

seu relatório, a instauração de sindicância.

Errado.

Neste caso, a comissão recomendará o arquivamento do processo, e não a instau-

ração de sindicância.

Art. 13, § 3º Se a Comissão Disciplinar Permanente, ou quem for delegado pelas Cor-
regedorias de Justiça concluir, durante a apuração dos fatos, que não houve descum-
primento aos preceitos deste Código, recomendará, em seu relatório, arquivamento do
procedimento administrativo.

Questão 20    (INÉDITA/2019) A Resolução 14/2016 é a norma que estabelece o

Código de Ética dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado do Pará. Conside-

rando as disposições da mencionada norma, analise a assertiva a seguir:

Promover permanente a aplicação, orientação, revisão e proposta de atualização do

Código de Ética é competência da Presidência do Tribunal de Justiça.

Errado.

As medidas elencadas são de competência das Corregedorias de Justiça, e não do

Presidente do TJ-PA.

Art. 14. Compete às Corregedorias de Justiça promover permanente aplicação, orien-


tação, revisão e propor atualização do presente Código.

Questão 21    (INÉDITA/2019) A Resolução 14/2016 é a norma que estabelece o

Código de Ética dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado do Pará. Conside-

rando as disposições da mencionada norma, analise a assertiva a seguir:

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O Código de Ética integrará o conteúdo programático dos editais de concurso pú-

blico para provimento de cargos de órgãos do Poder Judiciário do Estado do Pará.

Certo.

De acordo com o artigo 16, “este Código de Ética integrará o conteúdo programáti-

co de edital de concurso público para provimento de cargos neste Poder Judiciário”.

Questão 22    (INÉDITA/2019) A Resolução 14/2016 é a norma que estabelece o

Código de Ética dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado do Pará. Conside-

rando as disposições da mencionada norma, analise a assertiva a seguir:

Os casos não previstos no Código de Ética serão decididos pela Corregedoria Geral

de Justiça do Estado do Pará.

Errado.

Os casos não previstos serão decididos pelo Presidente do Tribunal de Justiça do

Pará, e não, conforme informa a questão, pela Corregedoria de Justiça Geral.

Art. 15. Os casos não previstos neste Código serão decididos pelo Presidente do Tribu-
nal de Justiça do Estado do Pará.

Questão 23    (INÉDITA/2019) A Resolução 14/2016 é a norma que estabelece o

Código de Ética dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado do Pará. Conside-

rando as disposições da mencionada norma, analise a assertiva a seguir:

Uma das vedações asseguradas aos servidores do TJ-PA é a de receber qualquer

tipo de brindes, ainda que estes que não tenham valor comercial ou sejam distri-

buídos por pessoas ou entidades de qualquer natureza a título de cortesia, propa-

ganda ou divulgação habitual.

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Errado.

Uma das vedações dos servidores é a de receber qualquer tipo de ajuda financeira,

gratificação, prêmio, comissão, doação, presentes, vantagem econômica, financei-

ra ou de qualquer natureza, de pessoa física ou jurídica.

No entanto, diferente do que informado pela questão, não estão compreendidos

na vedação em questão os brindes que não tenham valor comercial ou que sejam

distribuídos a título de cortesia, propaganda ou divulgação habitual.

Art. 9º, § 1º Não se incluem nas vedações deste artigo, os brindes que não tenham
valor comercial e os distribuídos por pessoas ou entidades de qualquer natureza a título
de cortesia, propaganda, divulgação habitual ou por ocasião de eventos especiais ou
datas comemorativas.

Questão 24    (INÉDITA/2019) A Resolução 14/2016 é a norma que estabelece o

Código de Ética dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado do Pará. Conside-

rando as disposições da mencionada norma, analise a assertiva a seguir:

Reduzir a subjetividade das interpretações pessoais sobre os princípios e normas

éticos adotados no Tribunal é um dos objetivos com a edição do Código de Ética.

Certo.

Temos aqui um importante objetivo a ser alcançado com a edição do Código de

Ética.

Art. 5º O Código de Ética dos Servidores do TJPA tem o objetivo de:


III – reduzir a subjetividade das interpretações pessoais sobre os princípios e normas
éticos adotados no Tribunal, facilitando a compatibilização dos valores individuais de
cada servidor com os valores da instituição;

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Questão 25    (INÉDITA/2019) A Resolução 14/2016 é a norma que estabelece o

Código de Ética dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado do Pará. Conside-

rando as disposições da mencionada norma, analise a assertiva a seguir:

Um dos fundamentos para a edição do Código de Ética é a previsão, no regime ju-

rídico dos servidores do Estado do Pará, determinando ao servidor público estadual

o dever de observância aos princípios éticos, morais, às leis e regulamentos no

exercício do cargo ou função.

Certo.

A questão exige o conhecimento das disposições precedentes à edição do Código de

Ética. Assim, no início do texto da Resolução 14/2016, encontramos, dentre outras,

a seguinte motivação para a edição do código:

CONSIDERANDO as disposições contidas no artigo 177, inciso VI, da Lei n. 5.810, de 24


de janeiro de 1994 (Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do
Pará), determinando ao servidor público estadual o dever de observância aos princípios
éticos, morais, às leis e regulamentos no exercício do cargo ou função;

Questão 26    (INÉDITA/2019) A Resolução 14/2016 é a norma que estabelece o

Código de Ética dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado do Pará. Conside-

rando as disposições da mencionada norma, analise a assertiva a seguir:

Uma pessoa que, pertencendo a outra instituição, prestar estágio no TJ-PA, estará

sujeita às disposições do Código de Ética.

Certo.

Ainda que a pessoa pertença a outra instituição, estará ela, por prestar serviço pe-

rante o TJ-PA, sujeita às disposições do Código de Ética.

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Art. 3º As normas de conduta estabelecidas neste Código também se aplicam a todas


e quaisquer pessoas que, mesmo pertencendo a outra instituição, prestem estágio ou
desenvolvam quaisquer atividades junto ao TJPA de natureza permanente, temporária
ou excepcional, ainda que não remunerada.

Questão 27    (INÉDITA/2019) A Resolução 14/2016 é a norma que estabelece o

Código de Ética dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado do Pará. Conside-

rando as disposições da mencionada norma, analise a assertiva a seguir:

O Código de Ética integrará todos os contratos de estágio e de prestação de servi-

ços, de forma a assegurar o alinhamento de conduta entre todos os colaboradores

do Tribunal.

Certo.

De acordo com o parágrafo único do artigo 3º, “o presente Código integrará todos

os contratos de estágio e de prestação de serviços de forma a assegurar o alinha-

mento de conduta entre todos os colaboradores do Tribunal”.

Questão 28    (INÉDITA/2019) A Resolução 14/2016 é a norma que estabelece o

Código de Ética dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado do Pará. Conside-

rando as disposições da mencionada norma, analise a assertiva a seguir:

Cabe aos gestores, em todos os níveis, aplicar e garantir que seus superiores apli-

quem os preceitos estabelecidos no Código de Ética.

Errado.

Os gestores devem aplicar e garantir que seus subordinados (e não seus superio-

res) apliquem os preceitos estabelecidos no Código de Ética.

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Art. 4º Cabe aos gestores, em todos os níveis, aplicar e garantir que seus subordinados
– servidores, estagiários e prestadores de serviço – apliquem os preceitos estabelecidos
neste Código, como um exemplo de conduta a ser seguido.

Questão 29    (INÉDITA/2019) A Resolução 14/2016 é a norma que estabelece o

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rando as disposições da mencionada norma, analise a assertiva a seguir:

É um dever do servidor público levar ao conhecimento da chefia competente, no

prazo de 48 horas, todo e qualquer ato ou fato que seja contrário ao interesse pú-

blico, prejudicial ao Tribunal de Justiça ou à sua missão institucional.

Errado.

A medida prevista pela questão deve ser exercida imediatamente, e não no prazo

de 48 horas, conforme informado.

Art. 8º São deveres do servidor, sem prejuízo das demais obrigações legais e regula-
mentares:
V – levar imediatamente ao conhecimento da chefia competente todo e qualquer ato ou
fato que seja contrário ao interesse público, prejudicial a este Tribunal ou à sua missão
institucional, de que tenha tomado conhecimento em razão do cargo ou função;

Questão 30    (INÉDITA/2019) A Resolução 14/2016 é a norma que estabelece o

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rando as disposições da mencionada norma, analise a assertiva a seguir:

Utilizar servidor do Tribunal de Justiça para atendimento a interesse particular é

uma das vedações estabelecidas pelo Código de Ética.

Certo.

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A questão elenca, corretamente, uma das vedações estabelecidas para os servido-

res do TJ-PA:

Art. 9º É vedado ao servidor, sem prejuízo das demais obrigações legais e regulamen-
tares:
X – utilizar servidor do Tribunal para atendimento a interesse particular;

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