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PROGRAMAS MÍNIMOS DE

INTRODUÇÃO A ECONOMIA
10ª, 11ª, 12ª Classes

2.º CICLO DO ENSINO SECUNDÁRIO GERAL

Uso exclusivo, período após Estado de Emergência


(Julho – Dezembro 2020)
Ficha Técnica

Título
Programas Mínimos de Introdução a Economia - 10ª, 11ª, 12ª Classes | 2º Ciclo do Ensino Geral – Área de Ciências
Económicas Jurídicas

Autor
INIDE / MED

Adaptação
Maria Odete Morais
Eva Neto
Isabel Dala
Mariano Quissonde

Coordenação Geral
Manuel Afonso
Diasala André
João Adão Manuel
Coordenação Técnica
Simão Agostinho
Catarina Doroteia dos Santos Lima Luís
Luciano Magalhães Calunga

Editora
Pré-impressão, Impressão e Acabamento
Ano/ Edição/ Tiragem
APRESENTAÇÃO/JUSTIFICATIVA

A realidade mundial actual acabrunhada pela pandemia do Coronavírus também conhecida por COVID-19, surgida em
Dezembro de 2019, em Wuhan - China, cujos primeiros registos de infecções, em Angola, ocorreram em Março do
corrente ano, impõe a tomada de medidas excepcionais em defesa do bem vida.
Com efeito, o país observou desde 26 de Março o Estado de Emergência decretado por Sua Excelência Presidente da
República, inicialmente por um período de 15 dias e já prorrogado pela segunda vez consecutiva, através do Decreto
Presidencial n.º 142/20. O país observa desde o dia 26 de Maio a situação de Calamidade Pública. Antes disso, a 19 de
Março, através do Decreto Executivo n.º 1/20, foi orientada a suspensão de todas as actividades lectivas a partir do dia 24
do mesmo mês. Perante este quadro, o Ministério da Educação, no âmbito das suas atribuições estatutárias
consubstanciadas na gestão da política educativa do Estado, procede a criação de um conjunto de condições didáctico-
pedagógicas ajustadas ao período pós-Estado de Emergência, para a salvaguarda do processo de ensino-aprendizagem
do ano lectivo 2020 e, deste modo, minimizar as adversidades decorrentes do período em causa.
Em decorrência, e através do Instituto Nacional de Investigação e Desenvolvimento da Educação (INIDE), foram
concebidos os Programas Mínimos das disciplinas curriculares cuja prioridade recaiu sobre os conteúdos fundamentais
que concorrem para o alcance do perfil de saída dos alunos na disciplina, classe e no ciclo de ensino e formação. Por
isso, sublinha-se que os Programas Mínimos não devem ser considerados novos, mas, sim, como uma reestruturação
dos vigentes para atender à realidade imposta pela COVID-19, sem prejuízo as metas curriculares que objectivam o perfil
de saída, mesmo com a implementação do Calendário Escolar Revisto para o ano de 2020.
Nesse sentido, a elaboração dos Programas Mínimos considerou as sete (7) semanas lectivas desde o início das aulas
realizadas entre 5 de Fevereiro e 20 Março; Julga-se que, as aulas ministradas antes da interrupção, sejam suficientes
para serem objectos de actividades avaliativas dos alunos.

Por isso, a transmissão dos conteúdos mínimos programáticos concebidos para as actividades lectivas é obrigatória, pois
objectivam o cumprimento das metas que concorrem para o desenvolvimento do perfil de saída dos alunos na disciplina,
classe e no ciclo de ensino e formação.

Estratégias de Gestão Metodológicas dos Programas Mínimos

Para a implementação exitosa dos referidos Programas é importante que o professor observe sempre as tarefas da
preparação metodológica: a) Caracterização geral da unidade temática (Importância do tema, conhecimento antecedente
do tema, conhecimentos, habilidades, atitudes, valores e ética que se desenvolvem no tema, total de horas/aulas do tema
e actividades experimentais/práticas; b) Dosificação ou tratamento metodológico do tema; c) Operacionalização dos
objectivos das aulas; d) Planos de aulas; e) Interactividades intelectuais, físicas, sociais, verbais, sensoriais e afectivas
(Afonso & Agostinho, 2019, p. 40); f) Organização do espaço na aula; g) Avaliação ao serviço das aprendizagens.
Ao longo do processo de ensino-aprendizagem o professor deve procurar utilizar as estratégias que considera mais
adequadas para a promoção e desenvolvimento das competências essenciais da disciplina; Independentemente da
especificidade de cada disciplina, as Dinâmicas de Autoaprendizagem, o Trabalho de Grupo, Trabalho de Projecto do
Ensino por Descoberta, os Jogos Didácticos, as Fichas de Trabalho, etc. devem sempre ser favorecidos.
As estratégias devem ser diversificadas e criativas de forma a facilitar o alcance dos objectivos, respeitando a sua relação
com as competências essenciais.
Assim, elencamos, de seguida, algumas sugestões de natureza metodológica, quer para a gestão de actividades de
Ensino e de Aprendizagem, quer para a avaliação da relação entre o ensino e a aprendizagem bem como de cada um
desses elementos estruturantes da educação escolar, tratando-se de actividades como: Exposição de situações-
problema, Diálogo; Trabalhos individuais; Trabalhos em grupo; Chuva de ideias; Fichas de Actividades/Trabalho;
Utilização de meios audiovisuais e tecnologias da informação e comunicação; Interpretação e análise de textos;
Elaboração de cartazes ou painéis, Jornal de parede, Mural, Banda desenhada, Puzzles, Árvore genealógica; Debate;
Simulação de Tribunal; Jogos didácticos; Resolução de Problemas diversos; Elaboração e execução de Entrevista e
Inquéritos; Trabalhos escritos; Leitura e interpretação de mapas; Elaboração de textos; Dramatização; Jogral; Elaboração
de Fotomontagem; Canções - elaboração e execução; Resolução Sopa de Letras, Palavras Cruzadas, Acróstico, Banco
de Palavras.
Essas actividades, consideram-se igualmente como de ensino, aprendizagem e de avaliação. Contudo, ao longo das
aulas, o professor, na gestão dessa pluralidade de actividades deverá ter em conta os três níveis de aprendizagem, isto é,
(a) Nível reprodutivo, (b) Nível aplicativo do conhecimento às situações de natureza científica, (c) Nível aplicativo do
conhecimento às situações de natureza social cujo registo dos resultados de avaliação por aluno é obrigatório.
PLANO TEMÁTICO DA 10ª CLASSE

Temas Cargas Lectivas


Trimestres Horas Lectivas Total
Actividade Económica e Agentes
Económicos Inicial 12
12

Actividade econónica e Agentes


Económicos Final 33 33
QUADRO SINÓPTICO
Objectivos Gerais: 1. Compreender a importância da dimensão económica na realidade social.
2. Compreender a economia enquanto ciência social.
3. Compreender o funcionamento da actividade económica.
4. Compreender o processo de produção e o papel desempenhado pelo trabalho e pelo capital.
5. Compreender o papel da empresa no processo produtivo.
6. Compreender as relações que se estabelecem entre os agentes económicos.

Tema 2- Actividade Económica e Agentes Económicos


Objectivos Gerais: » Compreender o funcionamento da actividade económica.

» Compreender o processo de produção e o papel desempenhado pelo Trabalho e pelo Capital.


» Compreender o papel da empresa no processo produtivo
.
» Compreender as relações que se estabelecem entre os agentes económicos
Objectivos específicos Sub-Tema Conteúdo

 Compreender os conceitos de
2.1. Conceitos básicos 2.1.2. Relação
necessidades e de bens:
bens/necessidades.
 Explicitar o conceito de 2.1.3. Evolução histórica
necessidade; da actividade económica.

 Distinguir necessidades primárias 2.1.4. Agentes


de necessidades secundárias; económicos.

 Dar exemplos de vários tipos de


necessidades;

 Justificar a importância dos bens


na satisfação das necessidades;
 Compreender o conceito de bem;
 Distinguir os vários tipos de bens;

 Exemplificar os vários tipos de


bens;

 Relacionar a actividade produtiva


com a existência de necessidades;

 Confrontar necessidades com


2.2.1. O consumidor: parte
escassez de recursos;
integrante do sistema
 Compreender os conceitos de económico.
custo, valor e utilidade. 2.2.2. O acto económico
de escolher.
 Avaliar o papel dos agentes
económicos. 2.2.3. Opções e
consequências.

2.2.4. Factores de que


 Reconhecer o consumo como depende o consumo:
motor do sistema económico: económicos, sociais e
culturais.
 Apresentar uma noção de 2.2.5. Noção de
consumo; poupança.

 Indicar factores que condicionem o 2.2.6. A sociedade de


consumo; consumo.
2.2. Famílias e consumo 2.2.7. Direitos do
 Identificar os vários tipos de consumidor.
consumo;
2.2.8. Responsabilidade
social do consumidor
 Distinguir consumos essenciais de
consumos supérfluos;
 Explicitar a lei de Engel;

 Explicitar aspectos negativos de


algumas formas de consumo;

 Caracterizar a sociedade de
consumo;

 Justificar a necessidade de
informação sobre a natureza dos
2.3.1. Noção de produção.
produtos disponíveis para a
satisfação de necessidades; 2.3.2. Elementos
necessários à produção:
 Justificar a importância actual dos os factores produtivos:
organismos de defesa do 2.3.3. Produtividade.
consumidor; 2.3.4. Produção e
diferentes combinações
 Distinguir consumismo de de factores produtivos:
consumerismo; 2.3.5. Lucro: lucro bruto;
lucro líquido.
 Discutir algumas das
2.3.6. Acumulação.
consequências que a selecção
2.3.7. Distribuição.
de consumos pode trazer para a
actividade económica.

 Compreender o processo de
produção e o papel
desempenhado pelo
Trabalho e pelo Capital:

 Identificar os factores de
produção;
 Justificar a importância dos vários
factores de produção; 2.3. Produção

 Admitir a existência de diferentes


combinações dos factores
produtivos;

 Distinguir as várias acepções de


capital;

 Explicar a importância do
investimento na actividade
produtiva;

 Justificar a importância da
acumulação;

 Relacionar acumulação com


poupança;

 Ponderar a importância da
distribuição;
 Identificar as diferentes formas de
trabalho;

 Reconhecer a importância da
divisão e da racionalização do
trabalho;

 Evidenciar vantagens e perigos


decorrentes da divisão técnica
do trabalho;

 Seleccionar os grupos sociais


que constituem a população
activa/ inactiva;

 Interpretar taxas de actividade e


de desemprego;

 Conhecer o conceito de
produtividade do trabalho; 2.4.1. Noção de evolução
da empresa.

 Estabelecer a relação entre 2.4.2.Classificação das


divisão do trabalho e empresas: quanto à
titularidade ou forma
produtividade;
2.4.3. Organização da
 Justificar a lei dos rendimentos Empresa: tradicional;
decrescentes; moderna.
2.4.4. Enquadramento da
 Distinguir custos fixos, de custos
empresa no meio
proporcionais e de custos
envolvente.
variáveis;

 Distinguir custo global, custo


médio e custo marginal;

 Relacionar a diminuição dos


custos de produção com as
economias de escala.
2.5.1. Noção de mercado.

2.4. Empresa 2.5.2. A Procura: factores


 Compreender o papel da empresa
no processo produtivo: determinantes da procura;
elasticidade da procura.
 Apresentar uma noção de 2.5.3. A Oferta: factores
empresa; determinantes da oferta;
elasticidade da oferta.
 Distinguir empresa privada de
2.5.4. O mercado e a
empresa pública;
formação dos preços:
 Conhecer a classificação jurídica 2.5.5. Outros factores que
da empresa. influenciam os preços.
2.5. Mercado
 Compreender o mecanismo e
funcionamento das várias formas
de mercado:

 Conhecer o conceito de mercado;


 Identificar os factores que
influenciam o comportamento
dos compradores e vendedores;

 Descrever o funcionamento do
mecanismo de mercado;

 Representar graficamente o ponto


de equilíbrio de mercado;

 Explicar o comportamento dos


compradores e vendedores;

 Explicar a lei da oferta e da


procura;
 Distinguir as várias formas de
mercado (mercado de
concorrência perfeita, oligopolista
e monopolista) ;

 Apontar os factores que


influenciam os preços;

Conhecer o processo de formação


de preços em concorrência e em
monopólio;
 Distinguir procura elástica de
procura rígida; 2.6.1. Noção de moeda.

 Identificar os factores que tornam 2.6.2. Evolução da moeda.


a procura e a oferta mais ou 2.6.3. Funções
menos elásticas; da moeda:
instrumento
 Explicar as causas de
2.6. A Moeda e Crédito geral; meio de
concentração de empresas;
pagamento;
 Distinguir as formas de instrumento de
concentração de empresas. reserva de valor.
2.6.4. O valor da
 Compreender o importante papel moeda: poder de
da moeda numa economia: compra da moeda:
inverso do nível
 Dar uma noção de moeda; geral de preços;
equação geral das
 Explicar o aparecimento e
evolução da moeda; trocas.
2.6.5. Noção de crédito.
 Compreender as funções da
moeda e identificando-as com 2.6.6. Classificação de
crédito.
exemplos apropriados;

 Reconhecer a importância da 2.6.7. O preço do crédito:


moeda numa economia de troca; as taxas de juro.
2.6.8. Processo de criação
da Moeda. O multiplicador
 Indicar as principais formas de de crédito.
moeda;

 Identificar os instrumentos de
movimentos da moeda escritural;

 Explicar o processo de
desmaterialização da moeda;

 Distinguir cunhagem de emissão


de moeda;

 Relacionar a variação das taxas


de juro com o recurso ao crédito;

 Compreender o conceito de preço;

 Relacionar a massa monetária de


um país, com o nível de actividade
económica e a inflação;

 Compreender o conceito de
crédito;
 Distingur os vários tipos de
crédito;

 Justificar a importância do crédito


na actividade económica;
 Compreender o mecanismo de
criação de moeda bancária
através do multiplicador de crédito; 2.7.1. Noção de inflação.

 Ponderar a importância do crédito 2.7.2. Causas explicativas


da inflação.
no desenvolvimento da sociedade
de consumo. 2.7.3. Consequências da
inflação.
 Interpretar o fenómeno 2.7.4. Medidas da
inflacionista: 2.7. A Inflação inflação: índices de
preços; taxa de inflação.
 Dar uma noção de preço de um
bem; 2.7.5. Combate à inflação.
2.7.6. Nível de vida.
 Relacionar a existência de preços
com a utilidade dos bens;

 Caracterizar a inflação;

 Distinguir inflação de subida


sazonal dos preços;
 Dar exemplos de situações que
provocam a subida do nível geral
dos preços;

 Expor causas da inflação;


 Explicar o fenómeno inflacionista
segundo as várias ópticas;

 Indicar as consequências da
inflação;

 Conhecer os conceitos de preços


correntes e preços constantes;

 Interpretar o conceito de taxa de


inflação;

 Compreender o conceito de índice


de preços;

 Calcular índices de preços;

 Relacionar os valores da taxa de


inflação com índices de preços no
consumidor;

 Compreender a importância dos


índices de preços na
determinação da produção real;

 Relacionar a taxa de inflação com


o nível de vida;
 Relacionar inflação, salários e
custo de vida;
 Distinguir taxa média de inflação
de taxa de inflação homóloga;
 Conhecer as principais medidas
de combate à inflação;
 Ponderar algumas medidas de
combate à inflação;
 Descrever os efeitos de inflação
na actividade económica;
 Estabelecer a comparação entre
custo de vida e nível de vida.
 Compreender os conceitos de 2.8. Repartição dos resultados da
2.8.1. Conceitos de
repartição funcional e pessoal do produção rendimento e de riqueza
rendimento:
2.8.2. A repartição
 Distinguir os conceitos de
funcional do rendimento:
rendimento e de riqueza;
 Identificar os agentes económicos; 2.8.3. A repartição

 Justificar a importância do valor pessoal do rendimento:


acrescentado na criação de rendimento pessoal
rendimentos; disponível; Curva de
 Identificar a contribuição dos Lorenz.
factores produtivos para a criação 2.8.4. Repartição e
do valor acrescentado; redistribuição: políticas
sociais; políticas fiscais.
 Associar o salário à remuneração
do factor trabalho;
 Justificar a remuneração do
capital;
 Enunciar as diferentes formas de
remunerar o factor capital;
 Distinguir salário directo de salário
indirecto;
 Distinguir salário real de salário
nominal;
 Relacionar salário real com salário
nominal, índice de preços no
consumidor e taxa de inflação;

 Distinguir rendimento pessoal de


rendimento disponível;
 Dar uma noção de rendimento per
capita;
 Distinguir repartição funcional de
repartição pessoal dos
rendimentos;
 Conhecer os principais factores de
desigualdade na repartição e
interpretando o conceito de leque
salarial;

 Tirar conclusões de carácter


económico e social sobre a
repartição do rendimento;

 Conhecer o significado das curvas


de Lorenz;

 Relacionar o processo de
repartição do rendimento e a
intervenção do Estado;

 Explicar as políticas de
redistribuição do rendimento.
PLANO TEMÁTICO DA 11ª CLASSE

Temas Cargas Lectivas


Trimestres Horas Lectivas Total
Actividade económica e Agentes
Económicos Inicial 12
12
Relações que se estabelecem entre
Agentes Económicos a Contabilidade Final 17 17
Nacional
QUADROS SINÓPTICOS

• Objectivos Gerais: 1. Compreender o papel do Estado na organização de uma economia.


2. Compreender a função das instituições financeiras na actividade económica.

3. Conhecer o papel das auditorias monetárias.


4. Compreender a necessidade de analisar as alternativas de aplicação das poupanças.
5.Compreender o comércio internacional.
6. Compreender a necessidade de contabilização e interpretação, por parte dos Estados, dos fluxos monetários do
comércio internacional.
7. Compreender as relações que se estabelecem entre os agentes económicos.
8. Compreender a importância da contabilidade nacional.
9. Aplicar conhecimentos em situações concretas.
Tema 2- Actividade Económica e Agentes Económicos (O Estado)

• Objectivos Gerais: 1. Compreender o papel do Estado na organização de uma economia.


2. Compreender a função das instituições financeiras na actividade económica.

3. Conhecer o papel das auditorias monetárias.


4. Compreender a necessidade de analisar as alternativas de aplicação das poupanças.
5.Compreender o comércio internacional.
6.Compreender a necessidade de contabilização e interpretação, por parte dos Estados, dos fluxos monetários do
comércio internacional.
7. Compreender as relações que se estabelecem entre os agentes económicos.
Objectivos Específicos Subtemas Conteúdos

»Compreender o papel do Estado na organização de


uma economia: 2.2. O Estado 2.9.4. Orçamento do Estado
• Distinguindo Estado liberal de Estado 2.9.5. Sistema fiscal de Angola
intervencionista;
2.9.6. Políticas de intervenção
• Situando historicamente o aparecimento do do Estado
Estado intervencionista;
• Compreendendo a função do Estado liberal e
do Estado intervencionista no crescimento e
desenvolvimento económicos;
• Identificando as funções desempenhadas pelo
Estado;
• Ponderando a eficácia dos instrumentos de
intervenção do Estado;
• Distinguindo o sector empresarial do Estado
do sector público administrativo;
• Dando uma noção de Orçamento do Estado;
• Compreendendo as principais rubricas do
Orçamento de Estado;
• Explicitando as principais receitas do Estado;
• Distinguir impostos directos de impostos
indirectos;
• Identificando os principais impostos directos e
indirectos na estrutura fiscal angolana;
• Justificando a importância da existência de
impostos progressivos sobre o rendimento.
• Apresentando as finalidades cometidas às
receitas públicas;
• Conhecendo as principais políticas de intervenção
do Estado;
• Compreendendo o contributo da política social
do Estado para o bem-estar social;

• Situando a função económica e social do


Estado à luz da Constituição da República de
Angola;

• Dando uma noção de défice orçamental;


• Explicitando a importância da dívida pública na
economia nacional.
• Relacionando a política orçamental com as
despesas públicas;
• Explicando como a política monetária influencia a
oferta da moeda;
• Tirando conclusões sobre o efeito da interacção
da política orçamental e da política monetária na
actividade económica e no bem-estar social.
Compreender a função das instituições financeiras na
actividade económica:

• Conhecendo o conceito de instituição financeira;


• Identificando diversas instituições financeiras;
• Compreendendo o papel do mercado financeiro;
• Indicando exemplos de serviços financeiros;
• Distinguindo operações activas de operações
passivas;
• Relacionando a procura e a oferta de fundos com
a taxa de juro;
• Distinguindo instituições financeiras monetárias
de instituições financeiras não monetárias;
• Indicando algumas instituições financeiras não 2.10.1. Noção.
monetárias;
• Estabelecendo a diferença entre mercado 2.10.2. Mercado monetário e
2.10. Instituições
monetário e mercado financeiro; financeiras mercado financeiro.
2.10.3. O Mercado de Títulos. A
• Compreendendo a importância das diferentes Bolsa.
formas de financiamento das empresas;
2.10.4. Os mercados
• Referindo a importância do crédito no institucionais.
desenvolvimento da actividade económica; 2.10.5. Instituições financeiras
• Compreendendo o papel dos Bancos na monetárias.
actividade económica; 2.10.6. Instituições financeiras
• Explicitando a actividade das instituições não monetárias.
financeiras; 2.10.7. Produtos financeiros.
• Relacionando a acção das Bolsas com o
dinamismo da actividade económica;
• Conhecendo os principais títulos
transaccionados numa Bolsa.
›› Conhecer o papel das autoridades monetárias:
• Identificando as autoridades monetárias;
• Referindo algumas das funções das
autoridades monetárias;
• Reconhecendo a necessidade da intervenção
das autoridades monetárias;
• Explicando as principais funções do Banco
Central.
»Compreender a necessidade de analisar as
alternativas de aplicação das poupanças:
• Referindo alguns produtos financeiros;
• Indicando exemplos de aplicações financeiras;
• Mostrando que as aplicações financeiras
permitem multiplicar as poupanças;
• Associando a aplicação das poupanças com o
financiamento da actividade económica;
• Ponderando os vários produtos financeiros em
função da rendibilidade, grau de liquidez e
nível de risco.

›› Compreender o comércio internacional:


• Percebendo a existência de comércio
internacional como consequência da
especialização de cada país no contexto da
mundialização da Economia;
• Relacionando o valor do comércio externo com
o alargamento das trocas internacionais;
• Conhecendo a evolução histórica do comércio
internacional;
• Distinguindo comércio interno de comércio
internacional;
• Distinguindo importação de exportação;
• Relacionando o tipo de bens importados e de
bens exportados com o desenvolvimento
económico de um país.
›› Compreender a necessidade de contabilização e
interpretação, por parte dos Estados, dos fluxos
monetários do comércio internacional:
• Analisando a origem e o destino do comércio
externo;
• Justificando a necessidade sentida pelos
Estados de contabilizar os fluxos monetários 2.11.1 Necessidade do
resultantes do comércio internacional; comércio internacional.
• Conhecendo as operações que se registam a 2.11.2. Comércio externo
débito e a crédito, nas diferentes balanças; 2.11.3. Balança de serviços,
• Registando as diferentes operações nas rendimentos e transferências
diferentes balanças; unilaterais.
• Interpretando a natureza dos saldos da balança 2.11.4. Balança de transacções
comercial, da balança de transacções correntes correntes (BTC).
e da balança básica angolanas; 2.11.5. Balança de capitais
• Relacionando o valor do comércio externo de 2.11.6. Balança de pagamentos.
um país com o seu grau de abertura ao exterior;
2.11. Resto do
• Ponderando a produtividade interna e a
Mundo.
competitividade no plano do comércio
internacional;
• Relacionando a taxa de cobertura de um país
com o saldo da Balança Comercial.
• Comparando o preço das mercadorias
compradas e vendidas – Termo de Troca;
• Explicando a existência de operações de capital
entre um país e o resto do mundo;
• Concluindo em que medida o comércio
internacional pode agudizar a fossa entre os
países industrializados e os países agrícolas;
• Interpretando uma balança de pagamentos;
• Explicando o financiamento da balança básica
e de pagamentos;
• Compreendendo o equilíbrio final da balança
de pagamentos;
• Justificando que a balança de pagamentos é
um instrumento de análise económica que
permite tirar conclusões sobre a situação
económica do País e a sua maior ou menor
dependência do exterior.

Tema 3- Relações que se estabelecem entre Agentes Económicos a Contabilidade Nacional

Objectivos Gerais: 1. Compreender a importância da contabilidade nacional.


2. Aplicar conhecimentos em situações concretas.

Objectivos Específicos Subtemas Conteúdos

›› Compreender as relações que se 3.1. Circuito económico 3.1.1- Circuito


estabelecem entre os agentes económicos: global. econímico global
3.2.1. Organização da
• Distinguindo fluxos reais de fluxos 3.2. A Contabilidade
Contabilidade Nacional
monetários; Nacional.
3.2.2. Cálculo do valor
• Identificando os principais fluxos que da produção.
se estabelecem entre os agentes 3.2.3. Igualdade dos
grandes agregados.
económicos;
3.2.4. Quadro de
• Distinguindo uma economia fechada de
Entradas e Saldas
uma economia aberta;
(Q E S).
• Fazendo o diagrama do circuito
3.2.5. Limitações da
económico em economia fechada;
Contabilidade
• Fazendo o diagrama do circuito Nacional.
económico em economia aberta;
• Explicando o equilíbrio económico.
.
›› Compreender a importância da
Contabilidade Nacional:
• Referindo os objectivos da
Contabilidade Nacional;
• Justificando a necessidade de conhecer
o funcionamento da actividade
económica;
• Evidenciando as informações de um
sistema de contabilidade nacional na
definição e explanação das políticas de
orientação económica e social de um
país;
• Associando o aparecimento dos
actuais sistemas de contabilidade
nacional com a eclosão e o
desenvolvimento do capitalismo do
século XX;
• Citando os sectores institucionais
definidos pela Contabilidade Nacional;
• Enunciando as principais funções e
recursos de cada sector institucional;
• Identificando os fluxos intersectoriais
gerados pela actividade dos sectores
institucionais no desempenho das suas
funções principais;
• Representando os diversos fluxos num
sistema de contas;
• Compreendendo o conceito de conta e
respectivos registos como recursos e
empregos;
• Compreendendo a interligação entre as
actividades económicas;
• Apontando as principais limitações da
Contabilidade Nacional.
›› Aplicar conhecimentos em situações
concretas:
• Explicando o conceito de Valor
Acrescentado bruto e o seu significado;
• Calculando o produto evitando o problema
da múltipla contagem;
• Distinguindo as várias acepções de
produto: Bruto e líquido;
• Calculando taxas de crescimento do
volume e do valor de produção;
• Identificando o quadro de
entradas/saídas(QES) como um quadro de
Contabilidade Nacional onde se quantifica
o funcionamento da actividade económica;
• Fazendo leitura no QES;
• Justificando a igualdade: Produto=
Rendimento=Despesa.
PLANO TEMÁTICO DA 12ª CLASSE

Temas Cargas Lectivas


Trimestres Horas Lectivas Total
Diferentes Níveis de Desenvolvimento
das Sociedades Inicial 12 12

Diferentes Níveis de Desenvolvimento


40
das Sociedades Final 40
QUADROS SINÓPTICOS

Objectivos Gerais: »Despertar o interesse dos alunos pela análise dos problemas locais, regionais e mundiais e
pela análise da incidência destes sobre o quotidiano da sociedade em que vivem.

» Promover uma reflexão crítica sobre o conceito de Desenvolvimento.

» Consciencializar os alunos para o facto das relações económicas, sociais, culturais, ecológicas, etc., que se
estabelecem entre os países da comunidade internacional serem caracterizadas por importantes contrastes e
dramáticas desigualdades.

» Mostrar aos alunos que o destino dos países do Norte está intimamente ligado ao dos países do Sul.

» Desenvolver o sentido de solidariedade e de cooperação.

» Vincar o respeito pelas diferenças, quer individuais, quer colectivas, combatendo visões etnocêntricas.

» Evidenciar a necessidade de combater atitudes fatalistas.

» Demonstrar que só uma tomada de consciência colectiva no sentido de corrigir injustiças permitirá a construção
de uma comunidade mundial mais equitativa e mais pacífica.

» Incentivar os alunos a tornarem-se membros activos e responsáveis da sociedade (local, nacional e mundial).
» Mobilizar os alunos para a acção no sentido de uma maior justiça económica e social, a nível local, nacional ou
internacional.

» Promover o respeito pelos “Direitos Humanos”.

Tema 4- A problemática do desenvolvimento

Objetivos gerais: »Despertar o interesse dos alunos pela análise dos problemas locais, regionais e mundiais e
pela análise da incidência destes sobre o quotidiano da sociedade em que vivem.

» Promover uma reflexão crítica sobre o conceito de Desenvolvimento.

» Consciencializar os alunos para o facto das relações económicas, sociais, culturais, ecológicas, etc., que se
estabelecem entre os países da comunidade internacional serem caracterizadas por importantes contrastes e
dramáticas desigualdades.

» Mostrar aos alunos que o destino dos países do Norte está intimamente ligado ao dos países do Sul.

» Desenvolver o sentido de solidariedade e de cooperação.

» Vincar o respeito pelas diferenças, quer individuais, quer colectivas, combatendo visões etnocêntricas.
» Evidenciar a necessidade de combater atitudes fatalistas.

» Demonstrar que só uma tomada de consciência colectiva no sentido de corrigir injustiças permitirá a construção
de uma comunidade mundial mais equitativa e mais pacífica.

» Incentivar os alunos a tornarem-se membros activos e responsáveis da sociedade (local, nacional e mundial).

» Mobilizar os alunos para a acção no sentido de uma maior justiça económica e social, a nível local, nacional ou
internacional.

» Promover o respeito pelos “Direitos Humanos”.


Objectivos Específicos Subtemas Conteúdos

› Compreender a actualidade do termo 4.2. Diferentes Níveis de 4.2.1. Raízes


“Subdesenvolvimento”: Desenvolvimento das históricas do
• Sumariando a expansão do Sociedades. subdesenvolvimento
capitalismo a nível mundial; 4.2.2. Crescimento e
Desenvolvimento
• Mostrando as características 4.2.3. Características
especiais que a expansão do
capitalismo assumiu nos dos países
continentes africano, asiático e subdesenvolvidos
latino-americano; 4.2.4.Factores de
subdesenvolvimento
• Relacionando a expansão mundial
4.2.5. Tendências
do capitalismo:
explicativas dos
- Com a divisão internacional do subdesenvolvimento
trabalho; 4.2.6. Disparidade de
situações
- Com o desenvolvimento bipolar;
- Com o subdesenvolvimento.
• Explicitando a desarticulação da
estrutura sócio-económica, política
e cultural de algumas sociedades à
luz da expansão mundial do
capitalismo;
• Verificando a existência de níveis
diferentes de desenvolvimento;
• Distinguindo desenvolvimento de
crescimento económico;
• Reconhecendo a bipolarização
económica do mundo actual;
• Relacionando desenvolvimento
com direitos humanos.

› Compreender o Subdesenvolvimento:
• Justificando a dificuldade que existe
em definir Subdesenvolvimento;
• Mostrando a existência de inúmeros
indicadores de desenvolvimento;
• Justificando a utilização de
indicadores demográficos, sociais e
culturais para aferir do estado de
desenvolvimento de um país ou
país ou região;
• Sumariando os indicadores de
desenvolvimento mais utilizados;
• Interpretando o indicadores de
desenvolvimento;
• Compreendendo os limites à
utilização dos indicadores;
• Relacionando a evolução dos
valores registados pelos principais
indicadores com o nível de
desenvolvimento de um país ou
região;
• Indicando as principais
características socioeconómicas
dos países subdesenvolvidos.

› Compreender algumas teorias explicativas


do Subdesenvolvimento:
• Constatando a existência de dois
modos fundamentais de abordar a
problemática do
subdesenvolvimento;
• Distinguindo as diversas teorias
explicativas do subdesenvolvimento;
• Contextualizando o aparecimento
das teorias explicativas do
Subdesenvolvimento;
• Identificando os pressupostos
teóricos destas teorias;
• Analisando, em cada uma das
teorias, a perspectiva da concepção
de desenvolvimento. Compreender
as dificuldades de aplicação destas
teorias no actual quadro estrutural
dos PVD;
• Reconhecendo a insuficiência das
respostas em fase da complexidade
do problema;
• Identificando as “correntes
alternativas” como resposta à
insuficiência explicativa das teorias
clássicas liberais e marxistas;
• Explicando as estratégias de
industrialização;
• Relacionando as diferentes
estratégias de industrialização
seguidas pelos PVD com a
diversidade de situações em que
estes se encontram.

Objectivos Específicos Subtemas Conteúdos

› Analisar o processo de desenvolvimento adoptado 4.3. O Processo 4.3.1 A evolução histórica da


pela generalidade dos países: de Economia do desenvolvimento
• Reconhecendo na industrialização a estratégia Desenvolvimento 4.3.2. A ajuda dos países
de desenvolvimento adoptado pela desenvolvidos
generalidade dos países; 4.3.3. A dívida do Terceiro Mundo.
• Distinguindo os pontos de partida para o 4.3.4. Necessidades da mudança na
processo de industrialização relativos aos política das ajudas.
países em desenvolvimento (PVD) e aos 4.3.5. A evolução das relações
actuais países industrializados; Norte/Sul
• Relacionando teorias explicativas do
subdesenvolvimento com o modelo adoptado
pelos PVD para o seu desenvolvimento;
• Explicando o processo de endividamento externo
do PVD;
• Explicando algumas consequências de
endividamento externo dos PVD;
• Explicando razões por que os programas de
ajustamento estrutural não têm produzido os
resultados esperados;
• Justificando o comércio externo como
dinamizador do crescimento económico;
• Apresentando razões que justifiquem o
insucesso do comércio externo como factor de
crescimento económico;
• Referindo a NOEI como uma das soluções
apontadas pelos PVD para o seu
desenvolvimento;
• Justificando a designação de “década perdida”
dada aos anos 80.

› Conhecer o processo de ajuda aos PVD:


• Justificando a ajuda como necessária ao
prosseguimento do processo de
desenvolvimento;
• Distinguindo os diferentes tipos de ajuda;
• Analisando criticamente os resultados da ajuda;
• Diferenciando as responsabilidades dos PD e
dos PVD na falência da ajuda;
• Justificando a falência da ajuda;
• Identificando erros cometidos pelos países
doadores e recebedores;
• Reconhecendo na imposição dos programas de
ajustamento estrutural situações de violação de
Direitos Humanos;
• Distinguindo o tipo de ajuda dado pelas ONG
do de outras organizações;
• Conhecendo as consequências da dívida externa
para os PVD;
• Distinguindo as diversas soluções para o
problema da dívida dos PVD;
• Relacionando a especialização produtiva dos
PVD com a sua inserção no comércio
internacional;
• Compreendendo as razões da insuficiência
da produção alimentar nalgum PVD.

› Compreender o processo de integração económica


europeia:
• Justificando a necessidade de integração
económica;
• Sumariando as formas que a integração
económica pode assumir;
• Historiando o processo de integração económica
europeia;
• Indicando os órgãos da União Europeia;
• Identificando os órgãos da União Europeia.› Analisar
o relacionamento da União Europeia com outros países:
• Caracterizando o relacionamento da União
Europeia no contexto Norte/Sul;
• Descrevendo sumariamente a política global
de orientação da União Europeia no
relacionamento Norte /Sul;
• Sumariando os antecedentes das Convenções
de Lomé;
• Tipificando o relacionamento União Europeia /
Países ACP;
• Indicando alguns instrumentos de cooperação
com os países ACP;

› Conhecer a evolução do relacionamento Norte / Sul:


• Sumariando o processo evolutivo compreendido
entre a dominação colonial e a cooperação
actual;
• Reconhecendo a NOEI como
condição básica para um
novo relacionamento Norte /Sul;
• Distinguindo as ajudas prevista em Lomé das
restantes ajudas mundiais;
• Reconhecendo, na interdependência, a base
para um novo diálogo entre o Norte e o Sul;
• Conhecendo a evolução das relações Norte /
Sul;
• Identificando as formas de cooperação entre os
países do Norte e do Sul;
• Compreendendo o papel da educação
/formação no processo de desenvolvimento;
• Caracterizando os princípios orientadores do
GATT;
• Interpretando o significado do Sistema
Generalizado de Preferências em favor dos
PVD;
• Evidenciando as dificuldades dos PVD no seio
do GATT;
• Compreendendo os objectivos das Convenções
de Lomé.

› Compreender os novos conceitos de


Desenvolvimento:
• Justificando o aparecimento de novos conceitos
de desenvolvimento;
• Distinguindo, no essencial, os novos conceitos
de desenvolvimento.

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