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MAT 0421-Geometria Não Euclideana

Lista 2
Prof. Rosa Maria B. Chaves

1. Considere a função d definida, sobre IR2 , da seguinte forma:



dE (A, B) se dE (A, B) ≤ 1
d(A, B) =
1 se dE (A, B) > 1
(i) Mostre que d é uma função distância sobre IR2
(ii) Determine todos os pontos B ∈ IR2 tais que d((0, 0), B) ≤ 2
(iii) Determine todos os pontos B ∈ IR2 tais que d((0, 0), B) = 2

2. Seja d a função distância definida no exercı́cio anterior. Mostre que não existe uma
geometria de incidência {IR2 , L} de modo que {IR2 , L, d} é uma geometria métrica.
(isto é, nem toda função distância gera uma geometria métrica).
Sugestão: Suponha, por absurdo, a existência de uma régua f : l −→ IR para uma
reta l ∈ L e que P ∈ l tenha coordenada 0. Considere os pontos pertencentes a l
com coordenada 2 ou −2.

3. Mostre que toda reta de uma geometria métrica plana tem infinitos pontos.
−→
4. Numa geometria métrica {P, L, d} mostre que um ponto da reta AB é unicamente
−→
determinado pelas suas distâncias a A e a B, isto é, se P e Q pertencem à AB tais
que d(P, A) = d(Q, A) e d(P, B) = d(Q, B), então P = Q.

5. No Plano Euclidiano, determine o ponto P na reta r2,−3 cuja coordenada é −2.

6. Sejam La = {(x, y) ∈ H/x = a} e Lc,r = {(x, y) ∈ H/(x − c)2 + y 2 = r2 } retas no


Plano de Poincaré, onde a, c e r são números reais fixados, com r > 0. Mostre que
as funções g : La −→ IR e f : Lc,r −→ IR dadas por
 
x−c+r
g(a, y) = ln(y) e f (x, y) = ln
y

são funções bijetoras.

7. No Modelo de Poincaré, determine o ponto P na reta L−3,√7 cuja coordenada é ln 2.

8. Em uma geometria métrica {IR2 , LE , d} se P ∈ IR2 e r > 0, então o cı́rculo de centro


P e raio r é o conjunto C = {Q ∈ IR2 : d(Q, P ) = r}. Desenhe o cı́rculo de centro
P = (0, 0) e raio 1 em IR2 , no caso em que d = dE e d = dT .
9. No Plano do Taxista, determine o ponto P na reta L2,−3 cuja coordenada é −2.

10. No Plano Euclidiano, e no Plano do Taxista, determine a régua f tal que f (P ) = 0


e f (Q) > 0 onde:

(a) P = (2, 3) e Q = (2, −5);


(b) P = (2, 3) e Q = (4, 0);

11. Se A = (4, 7), B = (1, 1) e C = (2, 3) prove que A − C − B no Plano do Taxista.

12. No Plano do Taxista, determine três pontos distintos e não colineares A, B e C tais
dT (A, C) = dT (A, B) + dT (B, C). Este exercı́cio mostra que a condição dos pontos
A, B e C serem colineares é essencial na demonstração A − B − C ⇐⇒ d(A, C) =
d(A, B) + d(B, C).

13. Vamos verificar que o Plano Rasgado (veja lista 1 de exercı́cios) é um modelo da
geometria métrica. Definimos f : r −→ IR por f (P ) = y se r é uma reta vertical
com P = (a, y) e por
 √
x 1 + m2 se x < 0
f ((x, y)) = √
2
(x − 1) 1 + m se x ≥ 1,
se P = (x, y) está em uma reta quebrada {(x, y) ∈ IR2 : y = mx + b e x < 0 ou x ≥
0}. Verifique que f é régua e, neste caso, a distância entre P = (x1 , y1 ) e Q = (x2 , y2 )


dE (P, (0, b)) + dE ((1, m + b), Q) se x1 < 0 e x2 ≥ 1, ou x2 < 0 e x1 ≥ 1
dR (P, Q) =
dE (P, Q) demais casos,
onde dE é a distância euclidiana. Observe que as condições x1 < 0 e x2 ≥ 1, ou
x2 < 0 e x1 ≥ 1 significam que os pontos P e Q estão em lados opostos da faixa
{(x, y) ∈ IR2 : 0 ≤ x < 1}, retirada de IR2 .

14. Vamos verificar que o Plano de Moulton (veja lista 1 de exercı́cios) é um modelo
da geometria métrica. Seja r uma reta do tipo I, II ou III. Definimos f : r −→ IR
como no plano euclidiano se r for do tipo I ou II e por
 √
x 1 + 4m2 se x < 0
f ((x, y)) = √
x 1 + m2 se x ≥ 0,
se P = (x, y) está em uma reta do tipo III. Verifique que f é régua e, neste caso, a
distância entre P = (x1 , y1 ) e Q = (x2 , y2 ) é

dE (P, (0, b)) + dE ((0, b), Q) se x1 x2 < 0
dM (P, Q) =
dE (P, Q) caso contrário,
onde dE é a distância euclidiana. Observe que a condição x1 x2 < 0 significa que os
pontos P e Q estão em lados opostos do eixo Oy.

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