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Elizabete Gouveia

O Papel do Psicólogo no Contexto Escolar: Estudo de Caso, Escola Secundária


Aeroporto-Expansão – 2018 – 2019

Licenciatura em Psicologia Educacional com Habilitação em Assistência Social

Universidade Licungo
Quelimane
2020
1

Elizabete Gouveia

O Papel do Psicólogo no Contexto Escolar: Estudo de Caso, Escola Secundária


Aeroporto-Expansão – 2018 – 2019

Projecto de pesquisa científica a ser apresentado


ao Departamento de Letras e Humanidades como
requisito para a elaboração da Monografia
científica para a obtenção do grau de Licenciada
em Psicologia Educacional, com Habilitação em
Assistência Social.

Supervisora:
Dra.

Universidade Licungo
Quelimane
2020
2

Índice

Introdução...................................................................................................................................3
Problematização..........................................................................................................................4
Objectivos...................................................................................................................................4
Geral:...........................................................................................................................................4
Específicos:.................................................................................................................................4
Questões de Pesquisa..................................................................................................................5
Justificativa.................................................................................................................................5
CAPÍTULO I: FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA......................................................................6
1.1.Conceitos Básicos: Psicólogo, Psicologia, Escola...............................................................6
1.2.Teoria de Base.......................................................................................................................7
1.2.1.Papel da Psicologia no Contexto escolar...........................................................................7
1.2.2.Actuações/tarefas do Psicólogo no contexto escolar........................................................8
1.2.3.O Psicólogo Escolar na Intervenção com O Aluno.........................................................10
1.2.4.Novos Paradigmas na Prática do Psicólogo Escolar.......................................................11
CAPÍTULO II: PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS....................................................14
2.1.Tipo de Pesquisa.................................................................................................................14
2.2.Universo..............................................................................................................................15
2.3.Amostra...............................................................................................................................16
2.4.Técnicas e Instrumentos de Colecta de Dados....................................................................16
2.5.Instrumentos de Análise e Interpretação de Dados.............................................................16
2.6.Cronograma de Actividades................................................................................................18
Bibliografia...............................................................................................................................19
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Introdução
Na actualidade, muitos autores têm dedicado seus estudos a delimitar a atuação do
profissional de Psicologia, no contexto escolar, o que tem gerado muitas discussões e debates
ao longo da história. Mas, nada se concluiu até o momento, visto que isso envolve questões
sociais, políticas, ideológicas e educacionais.
A realidade nas escolas necessita que, os psicólogos ocupem o seu lugar, devido à
necessidade que sentem sobre a actuação deste profissional. Entretanto, a maioria dos
educadores visualiza essa actuação de forma distorcida, como se tivesse a solução capaz de
resolver os problemas que surgem no âmbito escolar, tanto no comportamento do aluno, como
nas dificuldades de aprendizagem que muitos alunos apresentam.
Diante disso, emerge o problema a ser pesquisado, sobre o Papel do Psicólogo no Contexto
Escolar: Estudo de Caso, Escola Secundária Aeroporto-Expansão – 2018 – 2019, buscando
compreender a importância da actuação do psicólogo na instituição escolar e como sua
atuação pode minimizar o fracasso escolar.
Portanto, nos dias que correm, o psicólogo educacional desempenha um papel importante no
contexto escolar, pois escola, nos dias de hoje, apresenta um vasto espectro de desafios e que
são relativamente conhecidos por todos nós, por serem vastamente debatidos em todos os
meios de comunicação, seja em jornais, revistas, programas de televisão ou outras plataformas
na Internet.
No que tange a estrutura, importa referir que o trabalho contém 2 capítulos, porém, antes do
primeiro capítulo encontramos a introdução, onde apresenta-se o tema, o problema, a
justificativa, os objectivos, questões de pesquisa. Assim capítulo I: Fundamentação teórica,
onde contém todos os conceitos que norteiam a pesquisa, destacado em dois pontos: conceitos
básicos e teoria de base. Por fim, Capítulo II, estão os procedimentos metodológicos a serem
usados na realização da pesquisa.
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Problematização
No período de 2018 – 2019 diversas escolas da cidade de Quelimane, caso da Escola
Secundária Aeroporto-Expansão, reportaram mudanças significativas relativamente ao
comportamento dos alunos. Ora vejamos, a escola supracitada vem registando cenários como:
fraca qualidade de ensino, fraco aproveitamento escolar ou fraco desempenho dos alunos,
abandono escolar, bullying, violências/brigas no recinto escolar, aluno-aluno e aluno-
professor, delinquência juvenil, gravidez na adolescência entre outro comportamentos
desviantes, e tudo isso concorre para o fracasso escolar. Porém, face a este aspecto, as
autoridades competentes em coordenação com a comunidade escolar, pais e encarregados de
educação pensam em várias reformas educacionais para colmatar este cenário, mas nunca
pensaram na possibilidade de estes factos precisarem de uma análise de um profissional da
área, neste caso o psicólogo educacional, tal como acontece nas escolas privadas ou nas
escolas do exterior. Pois, a intervenção da actuação do psicólogo dentro da escola mantendo
uma visão preventiva, contemplando o atendimento aos alunos, pais e professores fazem-se
necessária, visto que um papel essencial do psicólogo da educação é sintetizar informações
sobre mecanismos e contexto de desenvolvimento e traduzi-los para adultos responsáveis por
promover o crescimento e desenvolvimento saudável de crianças e jovens em uma ampla
gama de contextos educacionais, público ou familiares.
Contudo, entre as dificuldades encontradas para a inserção da psicologia escolar, ressalta-se o
desconhecimento por parte dos pais e da instituição escolar quanto ao papel efectivo do
psicólogo educacional. Assim, a presente pesquisa enfatiza vários pontos relevantes para a
prática do psicólogo no contexto escolar levantando a seguinte questão:
 O que é que se pode fazer para enquadrar o papel do psicólogo no contexto escolar,
caso da Escola Secundária Geral Aeroporto-Expansão – Quelimane?

Objectivos
Geral:
 Compreender o papel do psicólogo no contexto escolar.
Específicos:
 Identificar as diferentes formas de percepção dos diversos profissionais da educação
em relação a actuação do prisologo dentro da escola;
 Descrever as responsabilidades do psicólogo no contexto escolar;
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 Destacar estratégias a levar em conta para enquadrar o papel do psicólogo no contexto


escolar.
Questões de Pesquisa
 Qual é a visão de outros profissionais da educação face ao papel do psicologo no
contexto escolar?
 Quais são as prioridade para a actuação do psicologo dentro de uma determinada
escola?

Justificativa
A escolha deste tema é justificada primeiramente por um motivo pessoal, onde para além de
se tratar de futura profissão, a proponente do presente estudo, tem notado muitas lacunas nas
escolas que precisam da actuação do psicólogo educacional, casos tais como: bullying,
abandono escolar, fraco aproveitamento pedagógico, violências e gravidez na adolescência
que culminam com o fracasso escolar, são questões que precisam da actuação do psicólogo.
Por outro lado, justifica-se pela sua relevância científica/académica, visto que a partir deste
estudo será possível suscitar inúmeras reflexões no meio académico/científico, sobre a
actuação do psicólogo no contexto escolar, assim abrindo caminho para outras pesquisas
científicas na área.
Além disso, o tema também é bastante relevante ao nível social, visto que o estudo desta
temática pretende trazer ganhos significativos, contribuindo para a promoção do sucesso
educativo, para a prevenção do abandono escolar precoce, para a educação inclusiva e para a
educação para a saúde e para a cidadania.
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CAPÍTULO I: FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA


1.1.Conceitos Básicos: Psicólogo, Psicologia, Escola
Na perspectiva de PAPALIA; OLDS & RUTH (2006:27) a psicologia é a ciência que estuda
os processos mentais (sentimentos, pensamentos, razão) e o comportamento humano. Deriva-
se das palavras gregas: psique que significa “alma” e logia que significa “estudo de”.
O comportamento e a experiência do homem observado e descrito pelos filósofos gregos eram
vistos como resultado das manifestações da alma.
Por outro lado, BOCK; FURTADO & TEIXEIRA (1999:45) avançam que a psicologia
ganhou espaço na ciência no final do séc. XIX. A psicologia não é hoje apenas a ciência da
alma, mas também do comportamento e da experiência, pois corpo e mente não são separados
e um exerce influência sobre o outro. Dentro da psicopatologia existem as personalidades
desviantes, com comportamentos inadaptáveis, outro objecto de estudo da psicologia.
No entanto, na perspectiva dos autores acima, considerada como áreas sociais ou humanas a
psicologia é uma ciência também da área médica, e é estudada em métodos quantitativos e
qualitativos. Estuda os processos psíquicos que originam os comportamentos. As questões
estudadas pela psicologia estão relacionadas à personalidade, aprendizagem, motivação,
memória, inteligência, funcionamento do sistema nervoso, comunicação interpessoal,
desenvolvimento, comportamento sexual, agressividade e comportamento em grupo.
Assim, de uma forma sucinta, podemos definir a psicologia como a ciência que estuda o
comportamento, procurando princípios gerais que o expliquem. Metaforicamente, a psicologia
é o tronco de uma árvore, relativamente jovem, mas com inúmeros ramos, cada um deles
voltados para uma área específica.
Entretanto, para fazer os tais estudo dos processos mentais, bem como o comportamento
humano é necessário um profissional da área. Este profissional designa-se por Psicólogo, que
na visão de PAPALIA; OLDS & RUTH (2006:27) psicólogo “é um profissional que busca
entender os comportamentos e as funções mentais do ser humano. Ele aplica métodos
científicos para compreender a psiquê humana e actuar no tratamento e prevenção de doenças
mentais e melhorar sua qualidade de vida.”
No que concerne ao conceito de escola, SILVA, (2002, p.196) afirma que “escola é o lócus de
construção de saberes e de conhecimentos. O seu papel é formar sujeitos críticos, criativos,
que domine um instrumental básico de conteúdos e habilidades de forma a possibilitar a sua
inserção no mundo do trabalho e no pleno exercício da cidadania activa.”
Assim, pode-se perceber que escola é a instituição que se dedica ao processo de ensino e
aprendizagem entre alunos e docente. A escola é uma das instituições mais importantes na
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vida de uma pessoa, talvez também como uma das primordiais da família, já que na
actualidade se estabelece que uma criança faça parte da escola desde a sua infância para
finalizar aproximadamente na idade adulta.
Na mesma perspectiva, CASSINS (2007), coloca que, “a escola é o espaço propício promover
o desenvolvimento integral do aluno, com propostas concretas e eficazes de intervenção que
resultem em mudança individual e colectiva, repercutindo na sociedade.” Assim sendo, o
autor supracitado apresenta que os propósitos dos psicólogos escolares devem estar voltados
para:
 Incentivar os educadores para tomada de posições políticas em relação aos problemas
sociais que afligem a todos, na busca de uma solução sócio/política;
 Estimular a escolha consciente de uma actuação profissional sustentada por teorias
psicológicas, cuja visão contemple o homem em suas múltiplas determinações e
relações histórico-sociais;
 Assessorar a escola, como um todo, no desenvolvimento de uma concepção de
educação, na compreensão e amplitude de seu papel, em seus limites e possibilidades,
utilizando os conhecimentos da psicologia;
 Desenvolver uma concepção de psicologia voltada a um compromisso social e propor
uma concepção do fracasso escolar não como um processo individual, mas como um
emergente do processo da não aprendizagem. Efectuar propostas e afiançar a
construção de novas alternativas sociais para auxiliar na administração de possíveis
deficiências escolares;
 Compreender e elucidar os processos de desenvolvimento bio-psico-social dos
envolvidos com a escola.
Assim como clarificar a construção da subjectividade (do Eu) em cada ambiente educacional;
assessorando a unidade escolar na busca da humanização do sujeito, através do encontro da
cognição com a motricidade, os afectos e as emoções na educação.

1.2.Teoria de Base
1.2.1.Papel da Psicologia no Contexto escolar
NOVAES (1996, apud MACHADO, 2010) coloca que, a Psicologia Escolar se trata de uma
área da Psicologia. Entretanto, na realidade brasileira, esta área é ainda visualizada sem
grande importância sendo considerada por várias instituições escolares, desnecessária. Os
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serviços de Psicologia Escolar se encontram fundamentado teoricamente e visam favorecer


todo o processo educacional, pois é desenvolvido nas instituições de ensino.
Para Novaes (1996, Apud MACHADO, 2010), actualmente a actuação do psicólogo emerge
com objetivo contextualizado e direcionando a Psicologia Escolar para problemas individuais
e/ou colectivos concernentes ao aprender. Desta forma, o tema favorece discussões e padrões
de prevenção referentes ao fracasso escolar do aluno. O ambiente escolar é uma área que
contribui para o carácter reflexivo e interventivo do psicólogo, o que torna como fundamental
o desempenho da Psicologia nesse campo educacional.
Segundo BARBOSA (2001, p. 79, apud MACHADO, 2010):
O profissional psicólogo no contexto escolar tem a função de
facilitar e interagir com o aluno, proporcionando situações
para que resultem através de recursos lúdicos e na brincadeira
em conjunto, dialogando sobre as acções realizadas por esse
sujeito, que constrói e aprende, indivíduo que brinca de fazer
histórias, que resolve dificuldades, formador de seu processo
de aprendizagem tanto afetiva como cognitiva.
Assim, pela colocação trazida acima, o psicólogo escolar tem a função de facilitar e interagir
com o aluno; mediando o conhecimento. Dessa forma propiciar situações, como demonstra
Chamat (1998), de estabelecer vínculos e actividades permeadas de ludicidade para trabalhar
a auto-estima do aluno e o potencial afectivo/cognitivo, assim auxiliando a aprendizagem.
Através dos recursos lúdicos, o sujeito brinca de fazer histórias; cria estórias; dramatiza;
permitindo com que, muitas vezes, resolva suas dificuldades em aprender.

1.2.2.Actuações/tarefas do Psicólogo no contexto escolar


O papel do psicólogo no âmbito escolar se norteia pela perspectiva de procurar relacionar os
conhecimentos específicos da Psicologia com os conhecimentos educativos. Trata-se, pois,
de um trabalho de reflexão sobre a prática, a partir da teoria. Os profissionais precisam
dispor de conhecimentos dos temas tratados pela educação, da problemática do contexto
escolar e das teorias pertinentes ao assunto a fim de explicitarem e fundamentarem
adequadamente suas práticas SOUZA (2002).
Uma grande tarefa que o psicólogo pode desenvolver nas instituições educacionais é
participar da formação dos educadores, contribuindo para que eles estejam cada vez mais
fortalecidos e instrumentalizados para uma actuação de qualidade junto aos alunos, entre si e
com o corpo de funcionários das escolas.
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Listamos, a seguir, algumas das actuações que o psicólogo pode desenvolver junto aos
educadores segundo SOUZA (2002):

 Ajudar o educador a refletir sobre sua infância, para assim compreender melhor a
infância de seus alunos;
 Ajudar o educador a refletir sobre sua família para compreender melhor a dinâmica
familiar dos alunos;
 Auxiliar o educador no convívio das relações grupais, nas relações de equipe e no
trabalho de constituição de grupos;
 Auxiliar o educador a conhecer e refletir sobre o processo de desenvolvimento
humano e os processos de ensino-aprendizagem e as teorias a respeito;
 Refletir sobre as questões éticas e políticas relacionadas à educação e ao cenário
escolar;
 Conduzir intervenções no cenário escolar, com respeito à figura do educador,
dialogando com ele, colaborando em suas necessidades de reflexão e de construção do
conhecimento, sem imposições, direcionamentos ou controle.

Outras tarefas concernentes ao psicólogo no âmbito escolar são ainda apontadas por SOUSA
(2002) como complementando a rede de atuação do psicólogo, como apresentamos a seguir:

 Desenvolver trabalhos de Orientação Profissional e Vocacional com os alunos;


 Desenvolver ações preventivas ao uso de drogas;
 Desenvolver ações sobre temas como sexualidade, ética, agressividade junto com o
corpo docente;
 Desenvolver ações sobre desenvolvimento humano, prevenção ao uso de drogas,
sexualidade, agressividade, ética junto com o corpo docente direcionadas ao
esclarecimento da comunidade;
 Dialogar junto com o corpo docente, com os pais sobre o desenvolvimento acadêmico
dos alunos, metodologia e objetivos da escola bem como sobre dificuldades dos
alunos;
 Participar, junto com toda a equipe da escola, da construção do seu projeto político-
pedagógico;
 Desenvolver trabalho de relações grupais para que a equipe da escola possa melhorar
cada vez mais suas relações interpessoais;
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Entretanto, é bem conhecido o fato de que a maioria das escolas, sejam públicas ou
privadas, não inclui ainda o psicólogo em suas equipes e que possui professores
despreparados para acolher um trabalho desta natureza e sem direcionamento para
desenvolver seus trabalhos em sala de aula.

MARTINEZ (1991:78) diz que a presença do psicólogo na Escola pode contribuir bastante
para o melhor desempenho dos aprendentes, pois suas dificuldades de aprendizado ou de
comportamento poderão ser detectadas, acompanhadas e, caso necessário, poderão ser
encaminhados para atendimento terapêutico fora da Escola, em Instituições especializadas.

Os psicólogos educacionais desenvolvem seu trabalho em conjunto com os educadores de


forma a tornar o processo de aprendizagem mais efectivo e significativo para o educando,
principalmente no que diz respeito à motivação e as dificuldades de aprendizagem, focam
sua atenção nas necessidades da criança na escola, no desenvolvimento das capacidades e
nas dificuldades de aprendizagem, como no caso da desordem por déficit de atenção,
hiperatividade, problemas emocionais, problemas comportamentais etc.

Assim, ALMEIDA (2004:45) acrescenta que:

os psicólogos educacionais apoiam-se em diversas teorias de


ensino e da aprendizagem como: Cognitivismo,
Construtivismo, Cognitivismo Social, Teorias Motivacionais,
Teorias do Desenvolvimento, Behaviorismo, Teoria sócio-
histórica. Entre os teóricos mais referidos na área pode-se
citar Piaget, Vygotsky, Rogers, Maslow, Skinner, Bruner e
Bandura.

1.2.3.O Psicólogo Escolar na Intervenção com O Aluno


Segundo ANDRADA (2005), historicamente o psicólogo tinha como fundamento na sua
actuação modelo clínico dentro da escola, no qual realizava diagnóstico. Após processava o
encaminhamento dos alunos que apresentavam desvios de comportamento, tais como:
dificuldades no direcionamento de atenção e concentração, disciplina, deficiência mental e
intelectual, desestruturação familiar. Assim como outras causas que justificavam o fracasso
escolar, sendo este um tema central da actuação desse profissional.

Para MARTINS (2003), com relação ao trabalho do Psicólogo na instituição escolar é


possível destacar que sua actuação deve estar focada nas relações que se estabelecem no
contexto escolar, sempre levando em consideração o meio social em que elas acontecem. O
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Psicólogo pode ainda ajudar a aumentar a qualidade e eficiência do processo educacional


através do uso dos conhecimentos psicológicos. Desta forma, este profissional assume o
papel de agente de mudanças, com a sua actuação nos processos de aprendizagem.

Em consonância ao autor citado acima, este ressalta que, o profissional psicólogo no campo
da educação necessita de um ambiente para escutar as demandas da escola. Para poder pensar
formas de lidar com situações que são rotineiras, assim estabelecendo maneiras de cunho
reflexivo dentro do espaço escolar. Para que exista intervenção nessa rotina da escola, o
psicólogo precisa favorecer situações em que as práticas sociais sejam ressignificadas,
propiciando a participação de todos que vivenciam o quotidiano escolar.

Na mesma senda, ANDRADA (2005) comenta que o psicólogo no contexto escolar é


acometido como um detentor das expectativas que são capacitadas de classificações e
comparações entre sujeitos. Isto é incompatível com a sua função, visto que resulta no
isolamento, bem como subsidiando os pensamentos dos educadores a respeito do problema
imerso no aluno. Assim deve ensinar o professor de como analisar o aluno, mas sem
comparações.

1.2.4.Novos Paradigmas na Prática do Psicólogo Escolar


O psicólogo no ambiente escolar, de acordo com ANDALO (1994), precisa favorecer formas
de intervenções de maneira que envolva todos aqueles sujeitos envolvidos no contexto. Sua
actuação poderá resultar no favorecimento da relevância na prática voltada para a actuação
desse profissional; promovendo o crescimento do aluno. TADA et al. (2010) destaca que é
necessário que haja uma nova compreensão a respeito das dificuldades apresentadas pelo
aluno, sendo prioritário que o psicólogo possa fundamentar sua actuação sem negligenciar os
factores que circundam a problemática apresentada pelo aluno. Deve-se voltar para a causa
que está ligada estritamente para o surgimento dessa problemática; considerando as relações
estabelecidas nos ambientes em que esse aluno está inserido, assim como os fatores que
interferem significativamente nesse aluno.
ALMEIDA (1999) coloca que, dessa maneira é possível considerar no ambiente escolar uma
nova visão desses fatores antes estipulados que compreende o aluno-problema, indo além dos
fenómenos psicológicos. Tendo assim, uma nova percepção da ótica do contexto histórico
estabelecido pela sociedade, cultura, contexto escolar, família, desenvolvimento do aluno.
Mas se devem levar em consideração as modificações hormonais e comportamentais
advindos da fase em que esse sujeito esteja inserido. Andrada (2005) mostra que, na
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actualidade, a actuação do psicólogo no ambiente escolar se dá através do direcionamento


educativo, promoção de saúde, preocupando-se com demandas relacionadas à cidadania;
exclusão escolar. Compreendendo que não há um posicionamento de neutralidade, pois toda
acção é sempre mediada pelas questões éticas e políticas, dessa maneira esse profissional de
Psicologia visa sua actuação como um agente de mudanças.

Para TADA et al. (2010), o sistema do ambiente escolar manifesta a necessidade da


efectivação de novos modelos de diretrizes que com intuito de nortear a atuação do
profissional de Psicologia. Isto se deve à relevância na actuação desse profissional nesse
contexto; tornando-se imprescindível para as possibilidades de resolução de questões
advindas do contexto escolar.

Nos dias atuais, o profissional de Psicologia no ambiente escolar precisa, para Gomes
(2013), apresentar suas contribuições aos educadores e funcionários da instituição, que
devem levar em consideração a maneira com que esses sujeitos estão tratando ou se
relacionando com o aluno. Sendo que, se o aluno está em processo de formação, as relações
que estão concretizadas nesse contexto são influenciadas tanto pelos vínculos estabelecidos
nesse local, assim como na história desse aluno. O autor supracitado ainda coloca que a
actuação do psicólogo escolar mantém uma visão preventiva, pois contempla o atendimento
aos alunos, pais e professores. Neste contexto, visto que a relação de ensino e aprendizagem
pode se mostrar inoperante, a presença do psicólogo escolar revela sua importância por
contemplarem alunos da mesma idade, mas em diferentes níveis de aprendizagem. Esse
aspecto compromete a aprendizagem, pois o professor fica impossibilitado de atender a todos
em seu nível de aprendizagem.

Para WEIS (2001), entre as dificuldades encontradas para a inserção da psicologia escolar,
ressalta-se o desconhecimento por parte dos pais e da instituição escolar quanto ao papel
efectivo deste profissional. Sabem que o papel não é clínico, mas ao mesmo tempo não vêem
o psicólogo como um facilitador das relações de ensino e aprendizagem. A psicologia escolar
tem suscitado inúmeras reflexões a cerca da identidade dos profissionais que nela atuam,
sobretudo a necessidade de uma redefinição do papel do psicólogo na escola. A prática do
psicólogo no contexto educacional deve estar ligada a um processo de reflexão crítica da
realidade, do dia-a-dia da escola e de seus integrantes, conhecendo o aluno por meio do
diálogo com todos os diversos membros que formam o ambiente escolar, sobretudo, através
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do discurso do próprio aluno. O psicólogo escolar sempre atua em parceria com os demais
profissionais (WEIS, 2001).

Neste sentido, o psicólogo escolar deve possibilitar ao professor o acesso ao conhecimento


psicológico, Patto (2004) afirma que isso é relevante para sua tarefa de transmissão e
construção do conhecimento. Assim deve subsidiar o professor a trabalhar com o aluno
dando-lhe respaldo psicológico para continuar a sua tarefa em construir o conhecimento com
o aluno, o que pode ser traduzido por orientações específicas. De acordo com CASSINS et.
al. (2007), o psicólogo pode auxiliar na construção da formação do caráter do indivíduo se
estiver consciente do seu papel no contexto escolar e na sociedade.

Segundo MACHADO (2010), a maioria dos psicólogos emitem laudos psicológicos a


respeito das crianças com dificuldades escolares. Porem estes desconhecem a força desse
instrumento no ambiente escolar. O aluno pode sofrer o estigma de incapaz para aprender e,
assim, todo o cuidado é pouco na emissão desses laudos. Corrobora esta colocação PATTO
(2010), ao estudar casos de repetentes e coloca que o laudo psicológico é um parecer técnico,
entendido como um instrumento de extrema valia, que atribui às verdadeiras causas de um
determinado problema psíquico. Esclarece que os instrumentos psicológicos, em sua maioria,
se tratam de testes intelectuais e de percepção viso-motora, no caso das dificuldades de
aprendizagem.

Geralmente, os psicólogos consideram que as crianças encaminhadas são as que sofrem as


consequências de um escasso rendimento econômico e por isso apresentam um déficit
cognitivo. Que estes vêm de famílias desestruturadas e são vítimas de carência afetiva. O
profissional deve em sua interpretação ampliar a sua óptica em direção da complexidade do
conjunto de práticas que constituem a vida escolar, (PATTO, 2010).
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CAPÍTULO II: PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS


2.1.Tipo de Pesquisa
 Quanto à Abordagem
No que respeita à abordagem optar-se-á pela abordagem mista. Trata-se de um tipo de
pesquisa que conforme CRESWELL (2007:27) “é uma abordagem de investigação que
combina ou associa as formas qualitativa e quantitativa.” Como são duas abordagens com
características antagônicas, elas se combinam de forma que uma prevalecerá sobre a outra
ao mesmo tempo em que podem se complementar na apresentação de resultados. O estudo de
abordagem qualitativa:
Descreve a complexidade de um determinado problema, analisa
interacção de certas variáveis, procura compreender e classificar os
processos dinâmicos vividos por grupos sociais e possibilita em
grande medida o entendimento das particularidades do
comportamento dos indivíduos dentro de um regulado,
(RICHARDSON, et al, 1989:109).
A abordagem qualitativa privilegiará procedimentos interpretativos e descritivos e buscará
apreender significados, valores e opiniões. Enquanto a quantitativa utilizará diferentes
técnicas estatísticas para quantificar opiniões e informações para este estudo. Ela será
realizada para compreender e enfatizar o raciocínio lógico e todas as informações que se
possam mensurar sobre as experiências.
Contudo, os meios de colecta de dados serão estruturados através de entrevistas individuais e
outros recursos que tenham perguntas claras e objectivas. E estes serão aplicados com rigor
para que se obtenha a confiabilidade necessária para os resultados.

 Quanto aos procedimentos de colecta de dados

Este estudo classifica-se como sendo estudo de caso ou monográfico, pois na visão de GIL
(1999:56), este tipo de pesquisa, “permite maior interpretação do problema e parte de
princípio de que o estudo de caso pode ser considerado representativo de muitos outros casos
semelhantes.”
Contudo, a partir deste caso particular da Escola Secundária Geral Aeroporto-Expansão que é
o objecto de estudo desta pesquisa, será possível representar ou compreender outros casos
semelhantes, partindo das soluções deste estudo de um caso particular.
Contudo, este tipo de estudo é concretizado pela deslocação da proponente do estudo ao
objecto de estudo, neste o local, na escola supracitada, a fim de efectuar uma colecta de
informações referentes ao estudo, quer a partir de entrevistas ou questionários, quer a partir de
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observação directa, com o objectivo de aprofundar o conhecimento da realidade vivida no


período pré estabelecido de acordo a delimitação.

 Quanto a Natureza
Esta pesquisa é caracterizada como sendo básica, pois pretende-se com essa gerar
conhecimentos novos e úteis sobre o Papel do psicólogo no contexto escolar, a partir de um
estudo a ser realizado na Escola Secundária Geral Aeroporto-Expansão.
Segundo a OECD (1993 apud FINEP, 2010) conceitua a pesquisa básica como:
“O estudo teórico ou experimental original ou incremental que
visa a compreender factos e fenómenos observáveis, sem ter
em vista uso ou aplicação específica imediata e analisar
propriedades, estrutura com vista a formular e comprovar
hipótese, teorias etc..”
 Quanto aos Objectivos

Esta pesquisa classifica-se como sendo do tipo exploratória, visto que envolverá o
levantamento bibliográfico e entrevistas com pessoas que tem conhecimento a respeito do
assunto, isto é, experiências práticas com o problema pesquisado, neste caso será o corpo
docente da Escola Secundária Geral Aeroporto Expansão, incluindo o director da escola.
Assim, será realizada levando em conta os aspectos da formulação das perguntas que
norteiam a pesquisa.
Esta acção facilitará a compreender de forma detalhada as principais tarefas ou prioridades de
um psicólogo dentro de uma determinada escola. Na perspectiva de GIL (2007:21):
Este tipo de pesquisa tem como objectivo proporcionar maior
familiaridade com o problema, com vistas a torná-lo mais explícito ou
a construir hipóteses. A grande maioria dessas pesquisas envolve: (a)
levantamento bibliográfico; (b) entrevistas com pessoas que tiveram
experiências práticas com o problema pesquisado; e (c) análise de
exemplos que estimulem a compreensão. Essas pesquisas podem ser
classificadas como: pesquisa bibliográfica e estudo de caso.

2.2.Universo
Segundo MARCONI &LAKATOS (2003:223) “universo ou população é o conjunto de seres
animados ou inanimados que apresentam pelo menos uma característica em comum”.
Assim, para a presente pesquisa a população será constituída por todos os
funcionários/professores Escola Secundária Geral Aeroporto-Expansão.
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2.3.Amostra
No que diz respeito a amostra, é de realçar que a presente pesquisa baseou-se A técnica de
amostragem usada na definição da amostra, é a amostragem não probabilística intencional.
Esta técnica vai permitir ao pesquisador seleccionar os intervenientes que estão em melhores
posições e capazes de dar informações necessárias para o presente estudo.

2.4.Técnicas e Instrumentos de Colecta de Dados


 Entrevista
SILVA (2004:33) considera a entrevista como sendo “a obtenção de informações de um
entrevistado, sobre determinado assunto ou problema. Assim sendo ela facilita a resolução de
informação sobre um determinado assunto.
Neste sentido, usaremos a técnica de entrevista para a colecta de dados a partir do corpo
docente da escola em referência, com vista a obter as informações necessárias.
No que tange ao instrumento a ser usado nesta técnica, importa realçar que faremos com
recurso a um guião de entrevista, um bloco de notas e um gravador.

 Consulta Bibliográfica
A pesquisa bibliográfica objectiva a busca de dados em revistas, livros, monografias, jornais,
eventos, debates e também por meios de comunicação como vídeos, televisão, etc,
(MARCONI &LAKATOS 2010:166).
No presente estudo estabeleceu-se uma estratégia de pesquisa bibliográfica que tanto facilitará
a identificação dos principais trabalhos em meio a uma quantidade grande de possibilidades
que permeiam a produção científica, como garantirá a capacidade de estabelecer as fronteiras
do conhecimento advindo dos achados científicos. Neste sentido, consultaremos livros, artigos
científicos, revistas e outras fontes escritas que versam sobre o assunto em alusão.

2.5.Instrumentos de Análise e Interpretação de Dados


Depois da recolha de dados, serão primeiro elaborados e classificados de forma sistemática.
Como se sabe que os dados não fornecem espontaneamente muitas informações, é necessário
colocá-los em ordem, transformar sua apresentação, reunindo as informações de maneira
organizada, a fim de permitir sua análise e interpretação. Assim teremos:
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Tabela 2: Tratamento/elaboração de Dados


Fases de Tratamento dos dados
Após a colecta de dados, estes foram submetidos à uma verificação crítica, a fim de
Selecção detectar falhas ou erros, evitando informações confusas, distorcidas, incompletas,
que podem prejudicar o resultado da pesquisa. É o exame detalhado dos dados
coletados, também chamado de crítica dos dados.
É a técnica utilizada para categorizar os dados que se relacionam. Isto é, os dados
Codificação foram agrupados em categorias e depois codificados.
Consistirá na disposição dos dados em tabelas, possibilitando a visualização das
Tabulação inter-relações entre eles, o que facilitará a sua compreensão e interpretação. Os
dados são classificados pela divisão em subgrupos e reunidos de modo que se
descubra se as questões de pesquisa foram respondidas ou não.
Fonte: A autora, 2020

2.6.Cronograma de Actividades
18

Meses
    -2020  
Març Març Maio Maio
Actividades o o Abril Abril Maio
Escolha do Tema        
Levantamento Bibliográfico
Leitura da bibliografia
Elaboracao do Projecto  
Entrega do Projecto
Levantamento de Informações    
Análise das Informações
Estudo de Caso
Redação da Monografia        
Entrega da Monografia        
Defesa da Monografia        
Fonte: A autora, 2020

Bibliografia
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