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Governo do Estado do Acre

Secretaria de Estado de Educação, Cultura e Esporte


Diretoria de Ensino
Departamento de Educação Básica
Divisão de Ensino Fundamental Anos Finais
Escola Instituto São José

SEQUÊNCIA DIDÁTICA
PROFESSOR(A): Lucineide COMPONENTE CURRICULAR: ANO/SÉRIE: TURMAS:
Ciências da natureza 8º 81,82,83,84.
COORDENADOR(A): Cristiane AULAS PREVISTAS: EXECUÇÃO:
8 aulas 02 - 31/ 03/ 2020
06 – 09/04

OBJETIVOS/CAPACIDADES (Competências amplas da disciplina)


C16. Elaborar, individualmente e em grupo, registros acerca do organismo humano, considerando informações obtidas
em imagens, esquemas, observações e textos.

CONTEÚDOS
(O que é preciso ensinar explicitamente ou criar condições para que os alunos aprendam e desenvolvam as capacidades que são objetivos)
HABILIDADES OBJETOS DE CONHECIMENTO
H1. Noções sobre o sistema cardiovascular humano, Sistemas Circulatório.
do ponto de vista anatômico e fisiológico.
H2 Noções sobre o sistema cardiovascular humano,
do ponto de vista anatômico e fisiológico.
H3 Identificação dos principais caminhos da
circulação sanguínea, o papel do coração e as
mudanças de composição do sangue ao percorrer os
diferentes órgãos do corpo.
H4 Noções sobre os componentes do sangue e
suas funções.

H5 Noções sobre o sistema urinário humano. Sistema excretor.


H6 Estabelecimento de relação entre o consumo de
proteínas e a produção de resíduos nitrogenados.
H7 Retomada de Noções sobre reprodução Reprodução assexuada e sexuada seres vivos (animais,plantas e
assexuada e sexuada em plantas e animais. micro-organismos).

H8 Comparação de formas de reprodução sexual e Mecanismos adaptativos e evolutivos da reprodução.


assexual, relacionando a eficiência para a
sobrevivência da espécie e mecanismos adaptativos
e evolutivos.
H9 Procedimentos gerais: Levantamento de
hipóteses. Busca de informação em fontes variadas
(livros, revistas de divulgação científica, atlas,
jornais,
sites, entrevistas, experimentação etc.).
Interpretação de gráficos e tabelas. Observação;
Comparação,
experimentação;Representação através de
desenhos.
DESENVOLVIMENTO DAS ATIVIDADES (Descrição de situações de ensino e aprendizagem para desenvolver as habilidades)
PRIMEIRA SEMANA (02 à 06 de março de 2020).
CONTEÚDOS:
1. Sistema Circulatório.

Aula 1. Continuação do sistema circulatório. Visto na pesquisa. Explicação da pesquisa e indagação


dos alunos sobre o que eles entenderam.
Resumo dirigido do livro didático, pág 38,39,43 e 44.
O sistema cardiovascular é responsável pela circulação do sangue no organismo e inclui, além do
sangue, os vasos sanguíneos e o coração.
Os vasos sanguíneos são tubos que conduzem o sangue por todo o corpo. O sangue é um fluido de
cor avermelhada, constituído por elementos sólidos e uma parte líquida denominada plasma. Ele é
responsável pelo transporte de materiais pelo organismo: distribui os nutrientes obtidos no processo
de digestão e o gás oxigênio absorvido nos pulmões para todas as células do corpo e também
transporta gás carbônico e excretas produzidos no metabolismo celular para os órgãos responsáveis
por sua eliminação.
O coração é um órgão que impulsiona o sangue e o mantém circulando por todo o corpo.

Aula 2: (No livro pág 44)


Experiência: sobre os batimentos cardíacos
Material: cronômetro e calculadora.
Como fazer
1º) Solicitar aos alunos que formem duplas.
2º)Em situação de repouso, colocar o dedo médio e o indicador da mão direita sobre o pulso esquerdo
ou o pescoço.
3º) Pressionar levemente o pulso ou o pescoço, até sentir a pulsação, que indica os batimentos
cardíacos.
4º) Olhar no cronômetro e contar o número de batidas durante 15 segundos.
5º) Multiplicar o número obtido por 4, a fim de obter o resultado da pulsação por minuto.
 Em repouso:_____ x 4 = ______ bpm ( batimentos por minuto)
6º) Pular ou correr em ritmo intenso por um minuto e refazer a contagem.
 Depois da atividade física: _____ x4 = ______ bpm ( batimentos por minuto)
* Atividade do livro pág 45, questões 1,2 e 3.
* Visto nos cadernos.

Aula 3: Correção da atividade


O sangue e seus componentes
Conhecimentos prévios sobre a composição do sangue: * Vocês sabem qual a composição do sangue?
* Qual o seu tipo sanguíneo? Slides para explicação do conteúdo sobre o sangue e fator Rh; Leitura
compartilhada no slides. Cópia de pequeno texto sobre o assunto.

* Eles deverão elaborar uma propaganda sobre a doação de sangue. Incentivar a criatividade. Os
alunos poderão simular uma propaganda de rádio, produzir uma cartilha, etc.

Atividade para casa: Perguntar os pais o seu tipo sanguíneo; Se tiver algum exame de sangue em
casa, trazer para ser analisado na sala.

O SANGUE

Plasma é composta por água (93%), daí a importância de sempre nos mantermos hidratados ingerindo
bastante líquido. Nos 7% restantes encontramos: oxigênio, glicose, proteínas, hormônios, vitaminas,
gás carbônico, sais minerais, aminoácidos, lipídios, ureia, etc.

Os glóbulos vermelhos, também conhecidos como hemácias ou eritrócitos, transportam o oxigênio


e o gás carbônico por todo o corpo.  Essas células duram aproximadamente 120 dias, após isso, são
repostas pela medula óssea.

Os glóbulos brancos, também chamados de leucócitos, são responsáveis pela defesa de nosso
corpo. Eles protegem nosso organismo contra a invasão de microorganismos indesejados (vírus,
bactérias e fungos). De forma bastante simples, podemos dizer que eles são nossos "soldadinhos de
defesa".

Plaquetas ou trombócitos: são fragmentos de células, presentes no sangue, que realizam a


coagulação, evitando assim sua perda excessiva de sangue (hemorragia).

O esquema acima mostra os tipos sanguíneos e o doador e receptor universais

Em 1902, o médico austríaco Karl Landsteiner e alguns cientistas conseguiram classificar o sangue
humano em quatro tipos: A, B, AB e O. Durante as pesquisas, descobriu-se que alguns tipos
sanguíneos eram incompatíveis, e essa incompatibilidade devia-se a uma reação imunológica entre
substâncias dissolvidas no plasma sanguíneo e substâncias presentes nas células do sangue, as
hemácias. Passou-se então a chamar as substâncias aglutinógenas da membrana das hemácias
de aglutinogênios; e as substâncias aglutinadoras do plasma de aglutininas. Abaixo podemos ver um
quadro ilustrando os aglutinogênios e aglutininas do sistema ABO.

Aglutinogênio Aglutininas
Grupo sanguíneo
(nas hemácias) (no plasma sanguíneo)
A A anti – B
B B anti – A
AB AB ---
O --- anti – A e anti – B
A descoberta dos tipos sanguíneos foi muito importante, pois antes disso muitos acidentes foram
causados, inclusive com pacientes indo a óbito por terem recebido um sangue incompatível com o seu.
Dessa forma, é de extrema importância que, antes de se fazer uma transfusão sanguínea, se saiba o
tipo sanguíneo da pessoa.

Se uma pessoa tiver o sangue tipo A, que apresenta aglutinina anti-B no plasma, ela não poderá


receber sangue do tipo B e nem do tipo AB. O mesmo acontece com uma pessoa que tem o
sangue tipo B, que, por apresentar aglutinina anti-A no plasma, não pode receber sangue tipo A e
nem tipo AB. Quem apresenta o tipo sanguíneo AB não possui aglutininas no plasma e por
isso pode receber qualquer tipo de sangue, sendo por isso chamado de receptor universal.
Entretanto, as pessoas que apresentam o sangue tipo O e que possuem os dois tipos de aglutininas
no plasma só poderão receber sangue tipo O. Por outro lado, essas pessoas podem doar sangue
para qualquer indivíduo, pois não apresentam aglutinogênios A e B, e por isso são chamados
de doadores universais

Pode receber sangue


Pode doar sangue para
Grupo sanguíneo de:
A AeO A e AB
B BeO B e AB
AB A, B, AB e O AB
O O A, B, AB e O
Sistema Rh de grupos sanguíneos

O sistema Rh também foi descoberto por Karl Landsteiner e sua equipe, em uma experiência com um
macaco da espécie Rhesus. Eles observaram que quando injetavam o sangue desse macaco em
cobaias, as cobaias produziam anticorpos, que eles chamaram de anti- Rh (abreviatura de anti-rhesus).

Fazendo essa mesma experiência, mas com sangue humano, os pesquisadores observaram que 85%
das amostras de sangue humano testadas com o anticorpo Rh sofreram aglutinação, o que sugere a
presença de antígeno Rh no sangue. As pessoas que tiveram as hemácias aglutinadas pelo anticorpo
Rh foram chamadas Rh positivas (Rh+), indicando que suas hemácias têm um antígeno semelhante ao
dos macacos, o fator Rh As hemácias dos 15% restantes não se aglutinaram e por isso foram
chamadas de Rh negativos ( Rh-), indicando a ausência do fator Rh em suas hemácias.

Para saber se uma pessoa tem Rh positivo ou negativo, basta misturar uma gota de sangue da pessoa
a uma solução com anticorpos Rh. Caso as hemácias se aglutinem, essa pessoa tem sangue Rh+; caso
elas não se aglutinem, essa pessoa tem sangue Rh-.

SEGUNDA SEMANA - 09 a 13 ∕03

Aula 1: Slides sobre o sistema linfático e imunitário, cópia de pequenos resumos. No livro pág 48 e 51.
Pesquisa para casa: Problemas relacionados ao sistema imunitário (Aids, lúpus, rejeição a transplante,
alergias)
Aula 2: Atividade do livro, pág 56;
Visto na atividade

Aula 3: Correção da atividade;

Alguns dias antes de ministrar a aula sobre o sistema excretor, peça aos alunos para observarem a cor
da sua urina. Depois peça que em um dia bebam mais água que no outro e observem a coloração da
urina. E por último, peça antes que comam uma beterraba e observem se a urina mudará de cor
(provavelmente a urina dos alunos ficará com uma cor mais rosada, pois a beterraba é rica em líquidos
e pigmentos que são liberados pela urina). Oriente os alunos a anotarem suas observações para serem
discutidas em sala.
Promover uma pequena discussão em sala, de forma que eles possam contar o que observaram. Deixe
os alunos discutirem entre si, contando suas vivências, como foi a observação da urina, o que a família
falou sobre isso, dentre outros aspectos.
Depois, mostrarei o slides sobre o sistema urinário masculino e feminino explicando as funções dos
rins, ureteres, bexiga e uretra. Conversarei sobre as diferenças entre o sistema urinário masculino e
feminino. Certificarei  de que a turma entendeu fazendo mais uma rodada de questionamentos.
Situações de leitura no livro com proposta de estudo, pág 68- 71.

Sistema Urinário é responsável pela eliminação de resíduos tóxicos ao corpo: Ela é constituída por
95% por água (urina), na qual a ureia (maior composto), ácido úrico, toxinas e sais minerais, como o
cloro, o magnésio, o potássio, o sódio, o cálcio, entre outros (que formam os restantes 5%), portanto,
precisam ser eliminados do organismo.

O sistema urinário é formado pelos rins e vias urinárias. Os rins produzem a urina e as vias urinárias
transportam-na e a armazenam até sua eliminação para o meio externo.

RIM: Os rins são órgãos pares, em forma de grão de feijão, localizados logo acima da cintura, entre o
peritônio e a parede posterior do abdome. Sua coloração é vermelho-parda.

URETER: São dois tubos que transportam a urina dos rins para a bexiga.

BEXIGA: A bexiga urinária funciona como um reservatório temporário para o armazenamento da urina.
É um órgão muscular oco, elástico que, nos homens situa-se diretamente anterior ao reto e, nas
mulheres está à frente da vagina e abaixo do útero. A capacidade média da bexiga urinária é de 700 –
800ml; é menor nas mulheres porque o útero ocupa o espaço imediatamente acima da bexiga.

URETRA: é um tubo que conduz a urina da bexiga para o meio externo, sendo revestida por mucosa
que contém grande quantidade de glândulas secretoras de muco. A uretra se abre para o exterior
através do óstio externo da uretra. A uretra é diferente entre os dois sexos.

A formação da urina
Os néfrons são responsáveis pela filtração do sangue e pela formação da urina. A urina é composta de
várias substâncias, como água, sais minerais, ureia e ácido úrico. É um líquido amarelo-claro e
transparente que pode sofrer variações na intensidade da cor e no odor de acordo com a quantidade de
água ingerida.

Simplificadamente, podemos dividir a formação da urina em três etapas principais: filtração,


reabsorção e secreção.
● Durante a filtração, substâncias do sangue, como água, sais minerais, nutrientes e excretas,
saem dos capilares sanguíneos e passam para o néfron, tornando-se parte do filtrado. As células
sanguíneas e algumas proteínas não passam para o néfron e se mantêm na corrente sanguínea.
● Na etapa de reabsorção, parte da água e dos nutrientes é reabsorvida e volta ao sangue pelos
capilares que rodeiam o néfron.
● Na secreção, determinados materiais que não foram filtrados inicialmente, como ácido úrico,
sais minerais e medicamentos, passam diretamente do plasma sanguíneo para o néfron.

TERCEIRA SEMANA – 16 a 20

Aula 1: Atividade do livro, pág 72, questões 4, 5, 6, 8 e 9.


Pedir para os alunos construirem um mapa conceitual ou o professor pode fazer um no quadro.

Se possível dá visto e fazer correção das questões.

Aula 2: Reprodução assexuada e sexuada (animais)

- Conhecimentos prévios sobre o que os alunos sabem sobre “Reprodução assexuada e sexuada”.
1- Qual a importância da reprodução dos seres vivos? Resposta: A reprodução possibilita a
manutenção da existência de espécies. 2- Qual a importância dos cativeiros? Resposta: Reproduzir
os animais com perigo de extinção e depois na tentativa de reintroduzi-las na natureza. 3 – Qual
a diferença entre reprodução assexuada e sexuada? Pessoal do aluno. Após iniciar a aula em forma
de Mapa conceitual no quadro, sobre a temática abaixo:

Reprodução sexuada: Na reprodução sexuada, observamos a participação de gametas e a


combinação dos genes herdados dos pais. É um tipo de reprodução que leva, portanto, à variabilidade
genética. Nesse caso, haverá descendentes semelhantes aos pais, não cópias idênticas.
⇒ Reprodução assexuada:  difere-se da sexuada em vários aspectos, como o fato de ser mais
simples e, em geral, rápida. Um desses aspectos é a ausência de fusão de gametas e a geração de
clones. Esses clones nada mais são que indivíduos idênticos geneticamente ao indivíduo parental.
Quando indivíduos diferentes do parental surgem, geralmente é resultado de modificações no DNA, ou
seja, mutações. Como exemplo de reprodução assexuada, podemos citar os processos de
divisão binária, divisão múltipla, brotamento, fragmentação e propagação vegetativa.

Apresentar o conceito de reprodução, e especificar como ocorre a reprodução assexuada e sexuada.


Utilizar o livro didático como base. Pág. 86.

I. REPRODUÇÃO ASSEXUADA
Apresentar aos alunos alguns processos de reprodução assexuada, desenvolvido por alguns seres
vivos.
1. DIVISÃO BINÁRIA OU CISSIPARIDADE:

2. BROTAMENTO:

3. FRAGMENTAÇÃO:

4. ESTAQUIA:

Debater com os alunos cada um desses processos da reprodução assexuada e solicitar o que mesmos
escrevam no caderno como ocorrem esses tipos de reprodução, destacando cada exemplo. Pág. 86 –
87

II. REPRODUÇÃO SEXUADA


PRIMEIRO MOMENTO: Explicar como ocorre esse tipo de reprodução, realizando a leitura do texto
na pág. 87, referente a esse assunto.
Aula 3: Atividade do livro pág 100, questões 1 e 2.
3- As células bacterianas normalmente se reproduzem duplicando seu material genético e dividindo-se
em duas células-filhas. Esse processo é relativamente rápido, ocorrendo, em algumas espécies, em
apenas 20 minutos.
O processo descrito acima é conhecido como:
a) Brotamento.
b) Fragmentação.
c) Partenogênese.
d) Divisão binária.

4- Quando falamos em reprodução sexuada, podemos afirmar com certeza que:


a) Existem dois organismos envolvidos.
b) Apenas um organismo é necessário.
c) Existe o envolvimento de dois gametas.
d) Não haverá variabilidade genética.

5- Algumas espécies, como as hidras, formam um broto que se desprende e desenvolve vida
independente. Esse processo de reprodução assexuada é conhecido como:
a) Fragmentação.
b) Brotamento
c) Divisão binária.
d) Partenogênese.

6- As planárias são pequenos platelmintos que se destacam pela sua grande capacidade de
regeneração. Se cortamos uma planária ao meio, dividindo-a em duas partes, ela é capaz de dar
origem a dois indivíduos. Esse tipo de reprodução assexuada é conhecido como:
a) fragmentação.
b) brotamento.
c) gemiparidade.
d) divisão binária ou Fissão.

QUARTA SEMANA: 23 a 27

Aula 1: Realizar a leitura do texto sobre reprodução e variabilidade genética, disponível na pág. 87

1- A diferença fundamental entre reprodução assexuada e sexuada é que a reprodução assexuada:


a) exige apenas um indivíduo para se cumprir, e a sexuada exige dois.
b) não cria variabilidade genética, e a sexuada pode criar.
c) só ocorre entre vegetais, e a sexuada entre vegetais e animais.
d) dá origem a vários indivíduos de uma só vez, e a sexuada a um indivíduo apenas.

2- (UFRGS). Em uma comparação, sob o ponto de vista de favorecimento evolutivo e adaptação, a


reprodução sexuada é mais importante que a assexuada. Qual das alternativas a seguir, com relação à
reprodução sexuada, melhor justifica essa afirmativa?
a) Sempre se processa após a meiose que produz gametas.
b) É exclusiva de forma de vida evoluída.
c) Dá origem a um maior número de descendentes.
d) Promove uma maior variabilidade genética na população.

Aula 2: Conhecimentos prévios sobre o que os alunos sabem sobre “Reprodução assexuada e
sexuada (plantas)”.
Reprodução assexuada e sexuada (plantas)
Reprodução das Briófitas
A reprodução desses vegetais pode ocorrer tanto de forma assexuada como sexuada. Na forma
assexuada, podem ocorrer fragmentação ou produção de propágulos.
Para explicar a reprodução sexuada, usaremos o musgo como exemplo. Primeiramente os
anterozoides são liberados do anterídio. Eles, então, nadam até a oosfera através de uma gota d'água
ou orvalho. Após a fecundação, ocorre a formação do zigoto, que sofre diversas mitoses e forma o
esporófito, que possui uma haste e uma cápsula. No interior da cápsula há a produção de esporos.
Esses esporos são liberados, germinam no solo e dão origem a um novo gametófito.

Reprodução das pteridófitas


Assim como as briófitas, as pteridófitas também possuem uma alternância de gerações, um ciclo com
uma fase sexuada e uma fase assexuada. Usaremos como exemplo para o ciclo reprodutivo a
samambaia Polypodium vulgar, muito cultivada em nossas casas.
Ao contrário das briófitas, a geração duradoura nas pteridófitas é a esporofítica, a fase assexuada e
produtora de esporos da planta. Você já observou pontinhos escuros na parte abaxial (inferior) da folha
de uma samambaia? Esses pontinhos são chamados soros, e são nessas estruturas que os esporos
são produzidos.
Depois que os esporos ficam maduros, os soros se abrem para liberá-los, se caírem em solo propício
(úmido e com disponibilidade de nutrientes) cada esporo irá germinar e formar um protalo (uma
estrutura em forma de coração). O protalo e a parte sexuada das samambaias, é onde ocorre a
produção de gametas, ou seja, ele é o gametófito das pteridófitas.
Após a fecundação do anterozoide com a oosfera (na presença de água), o zigoto é formado e se
desenvolve até formar o embrião. Esse embrião é que dará origem a um novo esporófito, ou seja,
formará uma nova samambaia, dando início a um novo ciclo de vida.
Reprodução das angiospermas
As angiospermas constituem o grupo de plantas mais diversificado do planeta, provavelmente em razão
da presença de flores, frutos e sementes, que garantem uma reprodução mais eficiente. A reprodução
das angiospermas inicia-se com a polinização, que é o encontro do grão de pólen com a parte feminina
de uma flor, mais precisamente o estigma.
Inicialmente o grão de pólen – gametófito masculino imaturo – é formado pela célula do tubo e a célula
geradora. Posteriormente, antes ou durante a dispersão, ocorre a formação de dois gametas a partir da
célula geradora. Ao chegar ao estigma, o grão de pólen começa a absorver uma substância açucarada
produzida pelas células dessa região, germina e forma o tubo polínico. Nesse estágio, com o tubo
polínico formado e os dois gametas, ele é considerado maduro.
O tubo polínico cresce através do estilete até o saco embrionário do óvulo – gametófito feminino
maduro –, que é a região onde está localizada a oosfera. O saco embrionário é composto, geralmente,
de oito núcleos e sete células: três antípodas, duas sinérgides, uma oosfera e uma célula central com
os dois núcleos polares.
Ao chegar ao óvulo, o tubo polínico, atraído por sinais químicos liberados pelas sinérgides, penetra
essa estrutura por uma abertura chamada de micrópila. No interior do óvulo, ele adentra em uma das
duas sinérgides e libera os dois gametas e o núcleo do tubo.
Um dos gametas encontra a oosfera e o outro une-se aos núcleos polares. Como os dois gametas
participam do processo, dizemos que ocorre uma dupla fecundação, uma característica marcante das
angiospermas.

Reprodução da gimnospermas
Diferentemente das briófitas e pteridófitas, as gimnospermas não necessitam de água para que ocorra
a reprodução. Essas plantas possuem o grão de pólen (gametófito masculino parcialmente
desenvolvido), que é responsável por levar o gametófito masculino até o feminino utilizando o vento
como dispersor.
Ao chegar ao óvulo, o grão de pólen germina e produz uma expansão tubular chamada de tubo
polínico. Esse tubo é responsável por levar os gametas masculinos até os arquegônios. Nas espécies
de coníferas e gnetófitas, os gametas masculinos são imóveis, diferentemente das espécies de
cicadófitas e Ginkgo, em que há anterozoides multiflagelados. Nesse último caso, o tubo polínico não
penetra no arquegônio, rompendo-se próximo a esse local e permitindo que os gametas masculinos
nadem até fecundarem a oosfera.
Normalmente o gametófito feminino produz vários arquegônios, consequentemente, mais de uma
oosfera pode ser fecundada e vários embriões podem começar a desenvolver-se, um processo
chamado de poliembrionia. Apesar de esse evento acontecer frequentemente, na maioria das vezes,
apenas um desses embriões sobrevive.
É importante salientar que a reprodução é muito lenta em gimnospermas, até um ano pode se passar
desde o momento da polinização até o instante em que ocorre a fecundação. Em algumas espécies,
após esse processo, pode demorar até três anos para que a maturação das sementes aconteça.

Aula 3: 1 - Dizemos que as gimnospermas conseguiram definitivamente conquistar o ambiente


terrestre, uma vez que essas plantas não necessitam de água para a sua fecundação. Marque o nome
da estrutura que permitiu essa independência da água.
a) Fruto.
b) Flores.
c) Sementes.
d) Grãos de pólen.

2- No processo de reprodução de uma gimnosperma:


a) não há formação de tubo polínico.
b) os óvulos, de tamanhos microscópicos, estão contidos em grandes ovários.
c) os óvulos não estão contidos num ovário.
d) há formação de frutos sem sementes.

3 - Gimnospermas e Angiospermas: Em relação à evolução dos processos reprodutivos das plantas, as


gimnospermas foram as primeiras a apresentar:
a) formação de um embrião.
b) diferenciação morfológica entre gametas masculinos e femininos.
c) produção de megásporos e micrósporos.
d) independência da água para os processos reprodutivos.

4- As briófitas são plantas que necessitam da água para a reprodução. Marque a alternativa que
justifica esta frase.
a) As briófitas necessitam de água para a reprodução, pois só na presença de água é possível a
germinação da semente.
b) As briófitas necessitam de água para a reprodução, pois os anterozoides necessitam de água
para se deslocarem até a oosfera.
c) As briófitas necessitam de água para a reprodução para que as flores sejam fecundadas.
d) As briófitas necessitam de água para a reprodução, pois os frutos são dispersados pela água.

5- Assinale a alternativa que contém as palavras que completam a seguinte frase.

Muitas espécies de ___________________ têm reprodução assexuada por _____________. O/As


_________________ vai crescendo e, de espaço em espaço, formam-se pontos vegetativos que
originam ____________ e ____________.

a) Briófitas, bipartição, caule, raízes e folhas.


b) Pteridófitas, brotamento, rizoma, folhas e raízes.
c) Pteridófitas, esporulação, rizoma, caule e folhas.
d) Briófitas, brotamento, rizoma, raízes e folhas.

QUINTA SEMANA: 30/03 – 03/04 Reprodução assexuada e sexuada (microrganismos)

Aula 1: Conhecimentos prévios sobre o que os alunos sabem sobre Reprodução assexuada e
sexuada (microrganismos). 1- Bactérias, protozoários e alguns fungos são unicelulares, que têm
importante participação na vida humana. Cite um exemplo de um desses organismos e diga como ele
pode participar na vida humana? Resposta: microrganismos que causam doença, outros podem
estar envolvidos na produção de alimentos, medicamentos e bebidas ou na decomposição.

Iniciarei a aula explicando a reprodução de bactérias, protozoários e fungos, em forma de mapa


mental no quadro, para os alunos registrarem a aula.

Reprodução de bactérias, protozoários e fungos


Assim, como a reprodução dos animais, o organismos como: bactérias, protozoários e fungos, podem
se reproduzir assexuada e sexuadamente.

A reprodução das bactérias assexuadamente

As bactérias se reproduzem assexuadamente por um processo chamado divisão binária, também


conhecida como cissiparidade ou bipartição.
A divisão binária ocorre quando uma bactéria duplica o seu material genético e logo em seguida se
divide, originando duas bactérias idênticas a ela.

A reprodução dos protozoários


A reprodução assexuada dos protozoários pode ocorrer de duas formas:
 Divisão binária → também chamada por alguns autores de cissiparidade, a divisão binária é o tipo
de reprodução assexuada em que uma célula se divide ao meio originando duas células idênticas. Ela
ocorre em protozoários do filo Sarcodina, filo Cilliophora, filo Zoomastigophora e filo Apicomplexa.

Divisão múltipla → nesse tipo de reprodução assexuada, o núcleo de uma célula se multiplica várias
vezes, originando várias células-filhas.
Muitos autores não consideram a conjugação realizada por alguns protozoários como reprodução
sexuada por esse processo não resultar em aumento de indivíduos, enquanto que outros consideram
esse processo como sendo um tipo de reprodução sexuada por haver troca de material genético.
Discussões à parte, vamos ao que interessa.
A conjugação é um processo que consiste na união parcial de dois indivíduos que se emparelham e
através de uma ponte citoplasmática trocam material genético. Após a troca, esses indivíduos, que
passam a ter novas combinações genéticas, separam-se e dividem-se por divisão binária. Esse
processo ocorre nos protozoários ciliados.

Aula 2: Reprodução dos fungos


Reprodução Assexuada
Fragmentação
A maneira mais simples de um fungo filamentoso se reproduzir assexuadamente é por fragmentação:
um micélio se fragmenta originando novos micélios.
Brotamento
Leveduras como Saccharomyces cerevisae se reproduzem por brotamento ou gemulação. Os brotos
(gêmulas) normalmente se separam do genitor mas, eventualmente, podem permanecer grudados,
formando cadeias de células.
Esporulação
Nos fungos terrestres, os corpos de frutificação produzem, por mitose, células abundantes, leves, que
são espalhadas pelo meio. Cada células dessas, um esporo conhecido como conidiósporo (do grego,
kónis = poeira), ao cair em um material apropriado, é capaz de gerar sozinha um novo mofo, bolor etc.
Para a produção desse tipo de esporo a ponta de uma hifa destaca-se do substrato e, repentinamente,
produz centenas de conidiósporos, que permanem unidos até serem liberados. é o que acontece com o
fungo penicillium, que assim foi chamado devido ao fato de a estrutura produtora de esporos - o conídio
- se assemelhar a um pincel.

Exemplo de reprodução assexuada e sexuada.


Na fase da reprodução assexuada
1. Células especificas das hifas desenvolvem estruturas que produzem esporos em extremidade.
2. São produzidas centenas de esporos, que são liberados no ambiente.
3. Encontrando condições adequada, os esporos germinam e formam um novo micélio.
Na fase da reprodução sexuada
1. Hifas de fungos distintos podem se encontrar e se fundir.
2. Na união das hifas, desenvolve-se uma estrutura produtora de esporos.

O esquema da figura  abaixo ilustra um ciclo de reprodução genérico, válido para a maioria dos fungos.
Muitos alternam a reprodução sexuada com a assexuada. Em outros, pode ocorrer apenas reprodução
sexuada ou apenas a reprodução assexuada.

Aula 3: Para aprofundar mais sobre os assuntos estudados, os alunos vão pesquisar sobre os modos
de reprodução dos seres vivos e organizarem o conhecimento adquirido em um mapa conceitual. Para
tanto, peça que os alunos se reunam em grupos de 4 integrantes. Eles deverão montar uma árvore de
conhecimento do que pesquisaram.

1- A reprodução dos fungos pode ocorrer de forma sexuada ou assexuada. As leveduras, por exemplo,
reproduzem-se por meio da formação de gêmulas, que se separam da célula original e originam um
novo organismo. Esse processo de reprodução é conhecido como:
a) esporulação.
b) fragmentação.
c) partenogênese.
d) brotamento.

2- Alguns fungos possuem a incrível capacidade de produzir células especiais, com paredes resistentes
e capazes de dar origem a outro indivíduo. Essa estrutura, que geralmente é levada pelo vento e
garante uma maior distribuição do fungo, é chamada de:
a) gameta.
b) espermatozoide.
c) esporo.
d) cápsula.

3- As bactérias são organismos procariontes pertencentes ao Reino Monera. Sua reprodução ocorre de
maneira assexuada, em um processo em que a bactéria se divide e dá origem a duas idênticas.
Entre as alternativas a seguir, marque aquela que indica o nome correto desse tipo de reprodução:
a) Fissão.
b) Transdução.
c) Transformação.
d) Cissiparidade.

4- Considere as seguintes afirmações referentes aos protozoários:


I. Considerando-se o nível de organização dos protozoários, pode-se afirmar corretamente que são
seres acelulares como os vírus.
II. Pode-se afirmar corretamente que os protozoários se reproduzem assexuadamente e
sexuadamente.
III. O protozoário causador da malária no homem é o parasita plasmódio.
a) apenas II está correta.
b) apenas III está correta.
c) apenas I e II estão corretas.
d) apenas II e III estão corretas.

5- explique a diferença entre a reprodução assexuada e sexuada.

MÊS DE ABRIL: 06 a 09
Semana de revisão

VALORES ATITUDINAIS INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO RECURSOS


DESENVOLVIDOS NAS
ATIVIDADES/ SITUAÇÕES
Respeito a fala dos colegas; Observação, analise e registro em ficha Quadro e pincel;
Interação social; de acompanhamento de produtividade, Livro Didático (Araribá).
Produção de material. de todas as atividades (parte Lousa digital.
procedimental) realizadas pelos alunos
em sala de aula.
Avaliação da participação e disposição
nas atividades desenvolvida.

REFERÊNCIAS
Araribá mais: ciências: manual do professor. Maíra Rosa Carnevalle. 1 ed. Moderna, São Paulo, 2018.
8º ano.

DEVOLUTIVA DO COORDENADOR PEDAGÓGICO

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Assinatura do (a) Coordenador (a) Assinatura do (a) Professor (a)

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