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História da Psicologia

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Por Jéssica Scheer Salles

De acordo com FUCHS e MILAR, no meio do século XIX houve o desenvolvimento


científico da psicologia, o qual uniu as filosofias da mente aos estudos da fisiologia. No
século XVIII já havia estudos da mente, mas sem o método e rigor com que foi
estudado no século XIX.

Antes deste período, no começo do século XIII, Christian Wolff foi o primeiro a utilizar
o nome psicologia para denominar o estudo da mente. O seu método dividiu psicologia
em dois, que são: psicologia empírica e psicologia racional. Os dados da mente que
resultaram da observação de si e das outras pessoas eram denominados psicologia
empírica e a psicologia racional interpretavam os dados obtidos na psicologia empírica
pelo meio do uso da razão e da lógica.
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Foto: Dmytro Zinkevych / Shutterstock.com


Segundo Jones e Elcock, da segunda metade do século XIX, as linhas de psicologias
inglesas eram, principalmente, a evolucionista, influenciada pelos estudos de Lamarck,
e a comparatista, composta dos estudos de fisiologia e de associativismo de Spencer.
Segundo a perspectiva associativista de Spencer, acreditava-se que a mente era um
espaço em branco que necessitava de associações para se desenvolver, este pensamento
foi pouco aceito, pois ele era contrário à teoria darwiniana que era mais amplamente
aceita. Entretanto, a Inglaterra e os Estados Unidos foram os países nos quais se preferiu
a teoria de Spencer. Esta perspectiva influenciou as escolas de psicologia estruturalista,
funcionalista, behaviorista e Gestalt. As três primeiras são americanas, e a Gestalt teve
alguma influência nas teorias de psicologia dos EUA.

Dentre as vertentes de psicologia que se iniciaram nos Estados Unidos, durante primeira
metade do século XX, houve grande competição entre as vertentes do funcionalismo e
estruturalismo, as quais se utilizaram do darwinismo social, tornando-se, assim,
vertentes que se focariam na biologia. A psicologia behaviorista era a terceira vertente
americana, que se iniciou a partir de um artigo por Watson, no ano de 1913, e tornou-se
popular com as contribuições de Tolman, Hull e Skinner. O behaviorismo inovou ao
correlacionar a funções psicológicas com estruturas biológicas, e explicar essas
correlações em termos fisiológicos.

A psicologia Gestalt foi uma perspectiva desenvolvida na mesma época da psicologia


behaviorista e fortemente influenciada pelas vertentes estadunidenses. Gestalt foi
considerada reducionista, o que Carl Stumpf descreveu como uma experiência direta
tinha primazia sobre a redução de elementos. Tanto o behaviorismo quanto a psicologia
Gestalt são fruto de seus contextos da Primeira Guerra Mundial e estes pensamentos
permaneceram muitas famosas até a Segunda Guerra Mundial.

Na década de 1920 foram elaboradas teorias da psicanálise por Sigmund Freud. Esta
teoria não foi bem aceita na sua época, pois os demais psicólogos acreditavam que lhe
faltava rigor empírico. Dois outros psicanalistas que continuaram a estudar e trouxeram
contribuições para esta vertente foram Carl Gustav Jung e Erik Erikson.

Após uma década do início da psicanálise desenvolveu-se a psicologia humanista nos


Estados Unidos, segundo Buys. Este foi influenciado pela filosofia existencialista de
Sartre e pelos movimentos contrários ao darwinismo social no seu contexto de Segunda
Guerra Mundial. Assim como Buys destaca que o humanismo problematiza o
determinismo produzido pelo darwinismo social. A independência do indivíduo é um
dos conceitos fundamentais do humanismo, este conceito busca contribuir para que o
paciente se conheça e perceba formas alcançar a auto-realização.

A partir da década de 1960 fortaleceu-se a abordagem da psicologia cognitiva, com


referências como Vygotsky, o que retoma algumas questões tratadas na psicanálise,
conforme Falcone. Esta perspectiva busca contribuir para desenvolver habilidades para
identificar as distorções cognitivas e explorar novas formas de compreender

Outras teorias posteriormente desenvolvidas buscavam problematizar algumas das


vertentes e passaram adaptar as teorias para mais variado setores, não apenas à área
clínica. Um exemplo das vertentes da segunda parte do século XX é a psicologia
conexionista, a qual adiciona os conhecimentos produzidos na linguística, tendo como
um dos influenciadores desta vertente Noam Chomsky, de acordo com Jones e Elcock.
Bibliografia:

FUCHS, Alfred H.; MILAR, Katharine S. “Psychology as a Science”. In: ELCOCK,


Jonathan; JONES, Dai. HISTORY AND THEORIES OF PSYCHOLOGY: A Critical
Perspective. New York: Oxford University Press Inc, 2001, p. 27-46.

FALCONE, Eliane M. O. “As bases teóricas e filosóficas das abordagens cognitivo-


comportamentais In: JACÓ-VILELA, Ana Maria; FERREIRA, Arthur Arruda Leal;
PORTUGAL, Francisco Teixeira (orgs). História da Psicologia: Rumos e percursos. Rio
de Janeiro: Nau Ed., 2006, p. 195-214.

FREEDHEIM, Donald K.; WEINER, Irving B. HANDBOOK of PSYCHOLOGY:


VOLUME 1, HISTORY OF PSYCHOLOGY. Nova Jersey: John Wiley & Sons, 2003.

BUYS, Rogerio Christiano. “A psicologia humanista”. In: JACÓ-VILELA, Ana Maria;


FERREIRA, Arthur Arruda Leal; PORTUGAL, Francisco Teixeira (orgs). História da
Psicologia: Rumos e percursos. Rio de Janeiro: Nau Ed., 2006, p. 339-348.

Texto originalmente publicado em https://www.infoescola.com/psicologia/historia-da-


psicologia/

Arquivado em: Psicologia


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