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Arte

Professor

Caderno de Atividades
Pedagógicas de
Aprendizagem
Autorregulada - 04
9º Ano | 4° Bimestre

Disciplina Curso Bimestre Ano


Arte Ensino Fundamental 4° 9º

Habilidades Associadas
1. Contextualizar e conhecer as diversas formas de representação da sociedade na dramaturgia teatral,
através do autor teatral Plínio Marcos.
2. Conhecer movimentos culturais urbanos, como o Hip Hop, e sua influência sobre o jovem nos grandes
centros urbanos.
3. Entender a relação ente fotografia e representação gráfica, elaborando um estudo de sua evolução
técnica para apreender a sua significação no contexto da época.
4. Refletir sobre as manifestações da dança utilizadas por diversos grupos sociais e étnicos,
compreendendo-as como patrimônio social e histórico.
Apresentação

A Secretaria de Estado de Educação elaborou o presente material com o intuito de estimular o


envolvimento do estudante com situações concretas e contextualizadas de pesquisa, aprendizagem
colaborativa e construções coletivas entre os próprios estudantes e respectivos tutores – docentes
preparados para incentivar o desenvolvimento da autonomia do alunado.
A proposta de desenvolver atividades pedagógicas de aprendizagem autorregulada é mais uma
estratégia pedagógica para se contribuir para a formação de cidadãos do século XXI, capazes de explorar
suas competências cognitivas e não cognitivas. Assim, estimula-se a busca do conhecimento de forma
autônoma, por meio dos diversos recursos bibliográficos e tecnológicos, de modo a encontrar soluções
para desafios da contemporaneidade, na vida pessoal e profissional.
Estas atividades pedagógicas autorreguladas propiciam aos alunos o desenvolvimento das
habilidades e competências nucleares previstas no currículo mínimo, por meio de atividades
roteirizadas. Nesse contexto, o tutor será visto enquanto um mediador, um auxiliar. A aprendizagem é
efetivada na medida em que cada aluno autorregula sua aprendizagem.
Destarte, as atividades pedagógicas pautadas no princípio da autorregulação objetivam,
também, equipar os alunos, ajudá-los a desenvolver o seu conjunto de ferramentas mentais, ajudando-o
a tomar consciência dos processos e procedimentos de aprendizagem que ele pode colocar em prática.
Ao desenvolver as suas capacidades de auto-observação e autoanálise, ele passa ater maior
domínio daquilo que faz. Desse modo, partindo do que o aluno já domina, será possível contribuir para
o desenvolvimento de suas potencialidades originais e, assim, dominar plenamente todas as
ferramentas da autorregulação.
Por meio desse processo de aprendizagem pautada no princípio da autorregulação, contribui-se
para o desenvolvimento de habilidades e competências fundamentais para o aprender-a-aprender, o
aprender-a-conhecer, o aprender-a-fazer, o aprender-a-conviver e o aprender-a-ser.
A elaboração destas atividades foi conduzida pela Diretoria de Articulação Curricular, da
Superintendência Pedagógica desta SEEDUC, em conjunto com uma equipe de professores da rede
estadual. Este documento encontra-se disponível em nosso site www.conexaoprofessor.rj.gov.br, a fim
de que os professores de nossa rede também possam utilizá-lo como contribuição e complementação às
suas aulas.
Estamos à disposição através do e-mail curriculominimo@educacao.rj.gov.br para quaisquer
esclarecimentos necessários e críticas construtivas que contribuam com a elaboração deste material.

Secretaria de Estado de Educação

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Caro Tutor,
Neste caderno, você encontrará atividades diretamente relacionadas a algumas
habilidades e competências do Currículo Mínimo de Arte referentes ao 4º bimestre do
9º ano do Ensino Fundamental. Estas atividades correspondem aos estudos durante o
período de um mês.
A nossa proposta é que você atue como tutor na realização destas atividades
com a turma, estimulando a autonomia dos alunos nessa empreitada, mediando as
trocas de conhecimentos, reflexões, dúvidas e questionamentos que venham a surgir no
percurso. Esta é uma ótima oportunidade para você estimular o desenvolvimento da
disciplina e independência indispensáveis ao sucesso na vida pessoal e profissional de
nossos alunos no mundo do conhecimento do século XXI.

Neste Caderno de Atividades, os alunos irão aprender um pouco sobre Arte e


sociedade. Na primeira parte deste caderno, irão estudar as relações existentes entre o
teatro e a sociedade, buscando entender de que forma a sociedade se faz presente no
teatro, através das obras teatrais do dramaturgo brasileiro Plínio Marcos. Na segunda
parte deste caderno estudarão sobre Hip Hop, um movimento cultural urbano. Na
terceira parte deste caderno poderão conhecer um pouco da história da fotografia no
Brasil.
Para os assuntos abordados em cada bimestre, vamos apresentar algumas
relações diretas com todos os materiais que estão disponibilizados em nosso portal
eletrônico Conexão Professor, fornecendo diversos recursos de apoio pedagógico para o
Professor Tutor.
Este documento apresenta 03 (três) aulas. As aulas são compostas por uma
explicação base, para que você seja capaz de compreender as principais ideias
relacionadas às habilidades e competências principais do bimestre em questão, e
atividades respectivas. Leia o texto e, em seguida, resolva as Atividades propostas. As
Atividades são referentes a um tempo de aula. Para reforçar a aprendizagem, propõe-
se, ainda, uma avaliação e uma pesquisa sobre o assunto.

Um abraço e bom trabalho!


Equipe de Elaboração

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Sumário

Introdução.................................................................................................03
Objetivos Gerais.........................................................................................05
Materiais de Apoio Pedagógico.................................................................05
Orientação Didático-Pedagógica...............................................................06
Aula 01: Plínio Marcos................................................................................07
Aula 02: Hip Hop.........................................................................................10
Aula 03: Fotografia e Representação Gráfica..............................................13
Avaliação.....................................................................................................18
Pesquisa:......................................................................................................21

Referências..................................................................................................24

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Objetivos Gerais

No 9º ano do Ensino Fundamental, é importante que os alunos estudem as relações


existentes entre a Arte e a sociedade. Espera-se que os alunos estudem as relações
existentes entre o teatro e a sociedade, buscando entender de que forma a sociedade se
faz presente no teatro, através das obras teatrais do dramaturgo brasileiro Plínio
Marcos. Estudem também sobre Hip Hop, um movimento cultural urbano e conheçam
um pouco da história da fotografia no Brasil.

Materiais de Apoio Pedagógico

No portal eletrônico Conexão Professor, é possível encontrar alguns materiais


que podem auxiliá-los. Vamos listar estes materiais a seguir:

Aula Referência Teleaulas nº

Aula 1 ---
Aula 2 EM-03-Música
Aula 3 ---

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Orientação Didático-Pedagógica

Para que os alunos realizem as atividades referentes a cada dia de aula,


sugerimos os seguintes procedimentos para cada uma das atividades propostas no
Caderno do Aluno:
1° - Explique aos alunos que o material foi elaborado para que o aluno possa
compreendê-lo sem o auxílio de um professor.
2° - Leia para a turma a Carta aos Alunos, contida na página 3.
3° - Reproduza as atividades para que os alunos possam realizá-las de forma
individual ou em dupla.
4° - Se houver possibilidade de exibir vídeos ou páginas eletrônicas sugeridas na
seção Materiais de Apoio Pedagógico, faça-o.
5° - Peça que os alunos leiam o material e tentem compreender os conceitos
abordados no texto base.
6° - Após a leitura do material, os alunos devem resolver as questões propostas
nas ATIVIDADES.
7° - As respostas apresentadas pelos alunos devem ser comentadas e debatidas
com toda a turma. O gabarito pode ser exposto em algum quadro ou mural da sala
para que os alunos possam verificar se acertaram as questões propostas na Atividade.
Todas as atividades devem seguir esses passos para sua implementação.

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Aula 1: Plínio Marcos

Você sabe quem foi Plínio Marcos?

Plínio Marcos
http://educacao.uol.com.br/biografias/plinio-marcos.jhtm

Plínio Marcos de Barros (São Paulo, 1935 – 1999) foi um autor renovador da
dramaturgia brasileira. Utilizando em suas obras diálogos e situações naturalistas,
carregados de gírias e personagens oriundas das periferias das cidades, a partir dos
anos 60, transformou o palco em uma grande arena de luta entre os indivíduos em
situação de subdesenvolvimento.

Na década de 50, Plínio trabalhou como palhaço no circo-teatro da qual fez


parte, e logo depois, ingressou como ator em um grupo de teatro amador, na qual
conheceu o dramaturgo Samuel Beckett. Desse encontro surgiu sua primeira
encenação amadora como diretor e autor do texto “Barrela”, que se passava em uma
cela de prisão, provocando um grande escândalo na sociedade paulista.
Em 1966, a encenação do seu texto “Dois Perdidos Numa Noite Suja”, marca a
sua estreia como profissional.
Plínio foi um grande defensor dos seus direitos e da liberdade de expressão,
contrariando e tentando derrubar a censura e a ditadura presentes naquela época.
Com textos desbocados e cheios de fúria, e pela sua teimosia em não aceitar cortes
nas cenas e não negociar com a censura, se auto-intitulou o “autor maldito”, sempre
que fazia pronunciamentos públicos.

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No final da década de 60, ainda sob o regime da censura e da ditadura, Plínio
teve todas as suas obras interditadas, durante um dos ensaios da sua peça “Abajur
Lilás”, que retrata a vida de três prostitutas exploradas por um cafetão homossexual.
Em função do tema da peça, ela foi proibida e, mais uma vez, Plínio esteve envolvido
em uma grande polêmica. Após esse episódio, trabalhou por um período como
articulador no único orgão da imprensa que o aceitou, e no final da década de 70,
voltou a trabalhar como ator.
Durante muitos anos, Plínio Marcos viveu das edições e reedições das suas obras,
em exemplares de novelas, contos, peças teatrais e romances, vendidos nas filas dos
teatros.
Plínio Marcos foi um dramaturgo que não admitia situações de censura,
submissão, comodismo e conformismo. Acreditava que somente o rompimento dos
vínculos e o aniquilamento da raiz dos problemas poderia representar a libertação.
Isso justificava sua obra inovadora e polêmica, representante da realidade da
sociedade e das camadas subdesenvolvidas.

Atividades Comentadas 1

Caro aluno, agora vamos exercitar e desenvolver seus conhecimentos.

De acordo com o texto da aula 1, responda as questões abaixo:

1- Como são as obras dramatúrgicas do autor Plínio Marcos?


Resposta correta: As obras de Plínio Marcos possuem diálogos e situações naturalistas,
carregados de gírias e personagens oriundas das periferias das cidades.

2- Explique o pensamento do dramaturgo Plínio Marcos com relação à censura:

Resposta correta: Plínio Marcos foi um dramaturgo que não admitia situações de
censura, submissão, comodismo e conformismo. Acreditava que somente o
rompimento dos vínculos e o aniquilamento da raiz dos problemas poderia representar

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a libertação.

3- Qual foi o motivo que fez todas as obras de Plínio Marcos serem interditadas na
década de 60?
Resposta correta: As obras de Plínio Marcos foram interditadas em função do tema da
peça “Abajur Lilás”, que retrata a vida de três prostitutas exploradas por um cafetão
homossexual. Mais uma vez, Plínio esteve envolvido em uma grande polêmica.

4- Por que Plínio Marcos se intitulou “autor maldito”?


Resposta correta: Com textos desbocados e cheios de fúria e pela sua teimosia em não
aceitar cortes nas cenas e não negociar com a censura, se auto-intitulou o “autor
maldito”.

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Aula 2: Hip Hop

Você conhece o Hip Hop? Vamos estudar sobre esse movimento cultural.

Grafite Hip Hop


http://www.essaseoutras.xpg.com.br/tudo-sobre-grafite-historia-desenhos-
girias-manifestacao-artistica/grafite-hip-hop/

Hip Hop é um movimento cultural iniciado no final da década de 1960 nos


Estados Unidos como forma de reação aos conflitos sociais e à violência sofrida pelas
classes menos favorecidas da sociedade urbana. É uma espécie de cultura das ruas, um
movimento de reinvidicação de espaço e voz das periferias, traduzido nas letras
questionadoras e agressivas, no ritmo forte e intenso e nas imagens grafitadas pelos
muros das cidades.
O Hip Hop como movimento cultural é composto por quatro manifestações
artísticas principais: o canto do rap (sigla para rythm-and-poetry), a instrumentação
dos DJs, a dança do break dance e a pintura do grafite. O termo música Hip Hop refere-
se aos elementos rap e DJ, sendo Hip Hop também usado como sinônimo de rap.
No Brasil, o movimento Hip Hop foi adotado, sobretudo, pelos jovens negros e
pobres de cidades grandes, como Rio de Janeiro, Brasília, Porto Alegre e São Paulo,
como forma de discussão e protesto contra o preconceito racial, a miséria e a
exclusão. Como movimento cultural, o Hip Hop tem servido como ferramenta de

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integração social e mesmo de ressocialização de jovens das periferias no sentido de
romper com essa realidade.
O Hip Hop emergiu no final da década de 1960 nos subúrbios negros e latinos
de Nova Iorque. Estes subúrbios, verdadeiros guetos, enfrentavam diversos problemas
de ordem social como pobreza, violência, racismo, tráfico de drogas, carência de
infraestrutura e de educação, entre outros. Os jovens encontravam na rua o único
espaço de lazer, e geralmente entravam num sistema de gangues, as quais se
confrontavam de maneira violenta na luta pelo domínio territorial. As gangues
funcionavam como um sistema opressor dentro das próprias periferias - quem fazia
parte de algumas das gangues, ou quem estava de fora, sempre conhecia os territórios
e as regras impostas por elas.
Esses bairros eram essencialmente habitados por imigrantes do Caribe, vindos
principalmente da Jamaica. Por lá existiam festas de rua com equipamentos sonoros
ou carros de som muito possantes chamados de Sound System (carros equipados com
equipamentos de som, parecidos com trios elétricos).
Neste contexto, nasciam diferentes manifestações artísticas de rua, formas
próprias dos jovens ligados àquele movimento de se fazer música, dança, poesia e
pintura.
As gangues foram encontrando nas novas formas de arte uma maneira de
canalizar a violência em que viviam submersas, e passaram a frequentar as festas e
dançar break, competir com passos de dança e não mais com armas. Essa foi a
proposta de Afrika Bambaataa, considerado hoje o padrinho da cultura Hip Hop, o
idealizador da junção dos elementos, criador do termo Hip Hop e por anos tido como
master of records (mestre dos discos), por sua vasta coleção de discos de vinil.
Mestre de Cerimônia é o porta-voz que relata, através de articulações de rimas,
os problemas, carências e experiências em geral dos guetos. Não só descreve, também
lança mensagens de alerta e orientação, o MC tem como principal função animar uma
festa e contribuir com as pessoas para se divertirem. Muitos MCs no início do Hip Hop
davam recados, mandavam cantadas e simplesmente animavam as festas com
algumas rimas.
Texto adaptado: http://emusic.forumeiros.com/t4-tudo-sobre-hip-hop
http://novo.itaucultural.org.br/?s=hip+hop

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Atividades Comentadas 2

Caro aluno, agora vamos exercitar e desenvolver seus conhecimento.


1- Hip Hop é um movimento cultural iniciado no final da década de 1960 nos Estados
Unidos. Volte ao texto e mencione o que motivou as pessoas envolvidas neste
movimento?
Resposta correta: A motivação veio da necessidade de reação aos conflitos sociais e à
violência sofrida pelas classes menos favorecidas da sociedade urbana. (É uma espécie
de cultura das ruas, um movimento de reinvidicação de espaço e voz das periferias,
traduzido nas letras questionadoras e agressivas, no ritmo forte e intenso e nas
imagens grafitadas pelos muros das cidades.)

2- No Brasil, o movimento Hip Hop foi adotado, sobretudo, pelos jovens negros e
pobres de cidades grandes, como a voz desta juventude. O que eles discutem através
da linguagem Hip Hop?
Resposta correta: Discutem e protestam contra o preconceito racial, a miséria e a
exclusão. (Como movimento cultural, o Hip Hop tem servido como ferramenta de
integração social e mesmo de ressocialização de jovens das periferias no sentido de
romper com essa realidade.)

3- Os MCs (mestres de cerimônias) no início do Hip Hop davam recados, mandavam


cantadas e simplesmente animavam as festas com algumas rimas. O que faz um MC no
atual Hip Hop?
Resposta correta: O Mestre de Cerimônia é o porta-voz que relata, através de
articulações de rimas, os problemas, carências e experiências em geral dos guetos. Não
só descreve, também lança mensagens de alerta e orientação, o MC tem como
principal função animar uma festa e contribuir com as pessoas para se divertirem.

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4- Você conhece Hip Hop? Dê a sua opinião sobre o movimento Hip Hop brasileiro e
internacional:
Caro aplicador, esta questão solicita uma resposta pessoal. Seria interessante que os
alunos desenvolvessem um debate a partir de suas respostas. Devem discutir sobre a
qualidade musical e a importância do conteúdo das letras das músicas.

Aula 3: Fotografia e Representação Gráfica

Você gosta de fotografia? Sabia que fotografia também é uma forma de arte?

http://www.falacaragua.com.br/foco-da-camera-fotografico

Vamos conhecer um pouco da história da fotografia no Brasil e alguns


fotógrafos conhecidos no meio artístico?
A primeira fotografia reconhecida é uma imagem produzida em 1825 pelo
francês Joseph Nicéphore Niépce. Foi produzida com uma câmera, sendo exigidas
cerca de oito horas de exposição à luz solar. Em 1835, Daguerre desenvolveu um
processo usando prata numa placa de cobre denominado daguerreótipo.
A história da fotografia no Brasil remonta à chegada do daguerreótipo ao Rio de
Janeiro, em 1839, e ao francês Hercule Florence, que em 1830, inventa seu próprio
meio de impressão, a Polygrafie. Em seguida, descobre um processo de gravação
através da luz, que batizou de Photografie. Já em 1833, utilizou uma chapa de vidro em
uma câmara escura, cuja imagem era passada por contato para um papel sensibilizado.

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Pioneiros na fotografia brasileira, nomes como Victor Frond, Marc Ferrez,
Augusto Malta, Militão Augusto de Azevedo e José Christiano Júnior produzem obras
de imenso valor expressivo e documental, registrando aspectos variados da sociedade
brasileira da época. A fotografia como documento, oposta à ideia de belas-artes, ficou
conhecida como fotopictorialismo.
Na década de 1940, houve uma transformação na estética da fotografia
brasileira e novas formas de pensar a fotografia mais próxima das artes foram
implantadas. Thomaz Farkas e Geraldo de Barros experimentam novas linguagens
fotográficas. Farkas trabalha com a exploração de planos e texturas, além da escolha
de ângulos inusitados. Geraldo de Barros produz cenas montadas pelos recortes e
desenhos que realiza sobre os negativos e mais tarde realiza fotografias abstratas.
Outra vertente da fotografia nas décadas de 1940 e 1950 foi o fotojornalismo,
onde profissionais como Jean Manzon e José Medeiros fizeram da fotografia elemento
ativo da reportagem. Também contavam com colaboradores como Pierre Verger e
Marcel Gautherot . Nos anos 1950, também surgem revistas especializadas no assunto,
como a Íris e a Novidades Fotoptica.

Fotojornalismo
http://www.marcosmattos.net/blog/?p=1016

É crescente a entrada de trabalhos fotográficos em museus e galerias de arte


nas décadas de 1950 e 1960. Com a chegada da década de 1970, a fotografia oscila
entre experimental e documental. Os caminhos de Gautherot e Verger também são

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trilhados por Maureen Bisilliat, Claudia Andujar, Milton Guran, Marcos Santilli, Rosa
Gauditano e Sebastião Salgado.
Sebastião Salgado é repórter fotográfico desde a década de 1970, e realiza
ensaios temáticos dedicados às questões sociais e políticas, como os da década de
1990: Trabalhadores, Serra Pelada, Terra e Êxodos.
As cores, a granulação da imagem e os ângulos inéditos recolocam o problema
da relação entre a fotografia e a pintura nas obras de Miguel Rio Branco, na década de
1980.
Artistas, como: Rochelle Costi, Vik Muniz, Arthur Omar, Rosângela Rennó e
Cassio Vasconcellos atualmente utilizam recursos fotográficos em suas obras,
apropriando-se de novas experimentações e possibilidades fotográficas.
Texto adaptado de:
http://www.itaucultural.org.br/aplicExternas/enciclopedia_ic/index.cfm?fuseaction=te
rmos_texto&cd_verbete=3787

Atividades Comentadas 3

Caro aluno, agora vamos pensar e exercitar sobre o que acabamos de estudar.
1- Recorra ao texto para descrever como e quando ocorreu a chegada da fotografia ao
Brasil:
Resposta correta: Em 1839, o daguerreótipo chega ao Brasil, mas antes disso, em
1830, o francês Hercule Florence, inventa seu próprio meio de impressão, a Polygrafie.
Em seguida, descobre um processo de gravação através da luz, que batizou de
Photografie. Já em 1833 utilizou uma chapa de vidro em uma câmara escura, cuja
imagem era passada por contato para um papel sensibilizado.

2- O que você entendeu por fotopictorialismo? Cite exemplos de fotógrafos adeptos


desse estilo:
Resposta correta: O fotopictorialismo consistia no registro fotográfico como
documento oposto à ideia de belas-artes. Podemos citar como exemplo de fotógrafos

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desse período e pioneiros na fotografia brasileira, Victor Frond, Marc Ferrez, Augusto
Malta, Militão Augusto de Azevedo e José Christiano Júnior.

3- Qual foi a transformação ocorrida na fotografia brasileira na década de 1940? Cite


exemplos de artistas desse período e descreva suas obras:
Resposta correta: Na década de 1940, houve uma transformação na estética da
fotografia brasileira, e foram implantadas novas formas de pensar a fotografia mais
próxima das belas-artes. Destacam-se nesse período fotógrafos como Thomaz Farkas e
Geraldo de Barros. Farkas trabalha com a exploração de planos e texturas, além da
escolha de ângulos inusitados. Geraldo de Barros produz cenas montadas pelos
recortes e desenhos que realiza sobre os negativos, e mais tarde realiza fotografias
abstratas.

4- “Pierre Edouard Léopold Verger (1902-1996) foi um fotógrafo, etnólogo,


antropólogo e pesquisador francês que viveu grande parte da sua vida na cidade de
Salvador, capital do estado da Bahia, no Brasil. Ele realizou um trabalho fotográfico de
grande importância, baseado no cotidiano e nas culturas populares dos cinco
continentes. Além disso, produziu uma obra escrita de referência sobre as culturas
afro-baiana e diaspóricas, voltando seu olhar de pesquisador para os aspectos
religiosos do candomblé e tornando-os seu principal foco de interesse.”
(Fonte: http://www.pierreverger.org) Em que vertente da fotografia trabalhava Pierre
Verger, e em que período tal vertente teve maior evidência?
Resposta correta: Pierre Verger trabalhava como colaborador para jornais, em uma
vertente da fotografia conhecida como fotojornalismo, entre as décadas de 1940 e
1950.

5- “Sebastião Ribeiro Salgado Júnior nasceu em Aimorés, Minas Gerais, em 1944.


Fotógrafo reconhecido mundialmente e um dos mais respeitados fotojornalistas da
atualidade.”
(Fonte: http://www.brasil.gov.br/sobre/cultura/fotografia/sebastiao-salgado-1944
Cite pelo menos três exemplos de obras realizadas por Sebastião Salgado, e explique
qual a temática desenvolvida em suas obras:

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Resposta correta: Sebastião Salgado é repórter fotográfico, conhecido por sua
temática social e política. Trabalhadores, Serra Pelada, Terra e Êxodos, são algumas de
suas obras reconhecidas internacionalmente.

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Avaliação

Caro professor aplicador, sugerimos algumas diferentes formas de avaliar as


turmas que estão utilizando este material:
1° Possibilidade: as disciplinas nas quais os alunos participam da Avaliação do
Saerjinho, pode-se utilizar a seguinte pontuação:
 Saerjinho: 2 pontos
 Avaliação: 5 pontos
 Pesquisa: 3 pontos

2° Possibilidade: As disciplinas que não participam da Avaliação do Saerjinho,


podem utilizar a participação dos alunos durante a leitura e execução das atividades
do caderno como uma das três notas. Neste caso teríamos:
 Participação: 2 pontos
 Avaliação: 5 pontos
 Pesquisa: 3 pontos

1- Marque a alternativa que está correta:


Qual das alternativas abaixo cita um importante texto de Plínio Marcos?
a)Vestido de Noiva.
b)Romeu e Julieta.
c) Eles Não Usam Black Tie.
d)Abajur Lilás.
e)Auto da Compadecida.

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2- Marque a alternativa correta:
O que levou o sustento do autor Plínio Marcos, enquanto suas peças estavam
interditadas pela censura?
a)O trabalho no Circo.
b)O trabalho como fotógrafo.
c)As edições de suas obras, em exemplares de novelas, contos, peças teatrais e
romances.
d)As críticas feitas nos jornais.
e)O trabalho no comércio.

3- O Hip Hop como movimento cultural é composto por quatro manifestações artísticas
principais. Marque a alternativa incorreta no que se refere a essas manifestações
artísticas:
a) O canto do rap.
b) A instrumentação dos DJs.
c) A dança do break dance.
d) A pintura da pichação.
e) Nenhuma das respostas acima.

4- Os jovens americanos marginalizados do final da década de 1960 encontravam na rua


o único espaço de lazer e geralmente entravam num sistema de gangues, as quais se
confrontavam de maneira violenta na luta pelo domínio territorial. As gangues foram
encontrando nas novas formas de arte do Hip Hop uma maneira de canalizar a violência
em que viviam submersas, e passaram a se enfrentar de maneira diferente, marque a
alternativa correta:
a) Dançando forró e competindo com passos de dança.
b) Dançando break e competindo com passos de dança.
c) Dançando funk e competindo com passos de dança.
d) Dançando pagode e competindo com passos de dança.
e) Dançando rock e competindo com passos de dança.

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5- A história da fotografia no Brasil remonta à chegada do daguerreótipo ao Rio de
Janeiro, em 1839, com invenções como a Polygrafie. Quem foram os responsáveis por
essas invenções, respectivamente?
a) Daguerre e Joseph Nicéphore Niépce
b) Daguerre e Thomaz Farkas
c) Daguerre e Hercule Florence
d) Hercule Florence e Joseph Nicéphore Niépce
e) Pierre Verger e Sebastião Salgado

6- Renomado repórter fotográfico desde a década de 1970, realiza ensaios temáticos


dedicados às questões sociais e políticas, como: Trabalhadores, Serra Pelada, Terra e
Êxodos. O texto se refere ao fotógrafo:
a) Hercule Florence
b) Sebastião Salgado
c) Pierre Verger
d) Vik Muniz
e) Arthur Omar

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Pesquisa

Caro professor aplicador, agora seguem os comentários a pesquisa solicitada no


caderno de atividades do aluno:

Danças Populares Brasileiras – Identidade e Patrimônio

Passistas do Frevo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Frevo
O Brasil é um país de dimensões continentais e fascinante por sua
miscigenação. As raízes indígenas, africanas e europeias, somadas à outras, como a
asiática, refletem-se na cultura e nos costumes dos brasileiros. A imigração para o
Brasil também contribuiu muito para a formação da identidade cultural brasileira.
Características de diversos lugares do mundo foram incorporadas à nossa cultura, e
hoje contamos com um rico patrimônio artístico e cultural.
Podemos perceber o resultado dessa fabulosa mistura nas danças populares
brasileiras. São diferentes em cada região do país, e entre as mais conhecidas estão: o
samba, o maxixe, o xaxado, o baião, o frevo e a gafieira. Existem ainda as danças
folclóricas e tradicionais como forró, axé entre outras.
Texto adaptado de:
http://universidadesiberoamericanas.universia.net/brasil/viver/cultura.html

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Após a leitura do texto, faça uma pesquisa sobre as danças populares brasileiras.
Pesquise a origem e as características de danças como o samba, o maxixe, o xaxado, o
baião, o frevo, a gafieira, o forró e o axé.
Faça sua pesquisa em uma folha separada.

Os alunos deverão consultar a biblioteca da escola ou pesquisar na internet


sobre algumas danças populares brasileiras, como: o samba, o maxixe, o xaxado, o
baião, o frevo, a gafieira, o forró e o axé.
As danças populares brasileiras, típicas de cada região (norte, sudeste, sul,
nordeste ou centro-oeste) são ricas e possuem peculiaridades e características
distintas.
Samba – O samba tem origem africana, e se caracteriza por uma dança
acompanhada por pequenas frases melódicas e refrões. Apesar de existir em várias
partes do país, sob a forma de diversos ritmos e danças populares regionais que se
originaram do batuque, o samba como gênero musical é entendido como uma
expressão musical urbana do Rio de Janeiro, onde esse formato de samba nasceu e
se desenvolveu entre o final do século XIX e as primeiras décadas do século XX. Foi
no Rio de Janeiro, antiga capital do Brasil, que a dança praticada pelos escravos
libertos entrou em contato e incorporou outros gêneros musicais tocados na cidade
(como a polca, o maxixe, o lundu, o xote, entre outros), adquirindo um caráter
totalmente singular.
Maxixe – Dança de origem africana, comum no Brasil no final do século XIX e
início do século XX. Dançava-se acompanhada da forma musical do mesmo nome,
contemporânea da polca e dos princípios do choro e que contou com compositores
como Ernesto Nazareth e Patápio Silva. Mas o maior nome na composição de
maxixes foi Chiquinha Gonzaga. Surgiu no Brasil, na década de 1970, misturando o
ritmo africano com traços do tango, que surgia na Argentina e Uruguai na mesma
época. O nome maxixe representa uma cidade moçambicana, provavelmente de
onde originou o ritmo. Atualmente é considerado um subgênero do choro.
Xaxado – Sua origem é controversa. Alguns estudos apontam para uma
origem portuguesa, e outros para uma origem indígena, mas é um estilo de dança do
sertão brasileiro. O xaxado foi difundido como uma dança de guerra e

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entretenimento pelos cangaceiros, notoriamente do bando de Lampião, no início dos
anos 1920. Originalmente, a estrutura básica do xaxado é da seguinte forma: avança
o pé direito em três e quatro movimentos laterais e puxa o pé esquerdo, num rápido
e deslizado sapateado. Os passos estão relacionados com gestos de guerra, são
graciosos, porém firmes.
Baião – Dança popular da região Nordeste do Brasil, derivado de um tipo de
lundu, denominado "baiano". O baião é um ritmo musical nordestino, acompanhado
de dança, muito popular na região nordeste e norte do Brasil. Foi na década de 1940
que o baião tornou-se popular, através dos músicos Luiz Gonzaga (conhecido como o
“rei do baião”) e Humberto Teixeira (“o doutor do baião”). O baião utiliza muito os
seguintes instrumentos musicais: viola caipira, sanfona, triângulo, flauta doce e
acordeon. Os sons destes instrumentos são intercalados ao canto. A temática do
baião é o cotidiano dos nordestinos e as dificuldades da vida. O baião recebeu, na
sua origem, influências das modas de viola, música caipira e também de danças
indígenas.
Frevo - Surgido na cidade do Recife, Pernambuco, no fim do século XIX, o
frevo caracteriza-se pelo ritmo extremamente acelerado. Muito executado durante o
carnaval, eram comuns conflitos entre membros dos blocos de frevo, em que saíam à
frente dos seus blocos para intimidar blocos rivais e proteger seu estandarte, e
misturando marcha, maxixe e elementos da capoeira. Foi declarado Patrimônio
Imaterial da Humanidade pela UNESCO. Da junção da capoeira com o ritmo do frevo
nasceu o passo, a dança do frevo, e os passistas usam sombrinhas coloridas, que
seriam uma estilização das utilizadas inicialmente como armas de defesa dos
passistas que remetem diretamente a luta, resistência e camuflagem.
Gafieira – O samba de gafieira é um estilo de dança de salão derivado do
maxixe dançado no início do século XX. Um dos principais aspectos observados no
estilo, é a atitude do dançarino frente a sua parceira: malandragem, proteção,
exposição a situações surpresa, elegância e ritmo. Na hora da dança, o homem
conduz a sua dama e nunca o contrário. Está diretamente associado à figura do
“Malandro da Lapa”, personagem carioca, que trajava terno branco, sapatos preto e
branco, ou marrom e branco e, por debaixo do paletó, camisa preto e branca ou
vermelha e branca, listradas horizontalmente, além de um Chapéu Panamá.

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Forró - É um ritmo e dança típicos da Região Nordeste do Brasil, praticada nas festas
juninas e outros eventos. A dança do forró tem influência direta das danças de salão
europeias, mas possivelmente influenciada pelo ritmo das danças indígenas. O forró
é dançado em pares que executam diversas evoluções, diferentes para o forró
nordestino e o forró universitário, o primeiro com mais malícia e sensualidade e o
segundo possui mais evoluções, criando uma coreografia.
Axé - O Axé, ou axé music, é um gênero musical surgido no estado da Bahia na
década de 1980 durante as manifestações populares do Carnaval de Salvador,
misturando frevo pernambucano, ritmos afro-brasileiros, reggae, merengue, forró,
maracatu e outros ritmos afro-latinos. Os músicos são acompanhados de dançarinos,
que reproduzem uma coreografia que mistura sensualidade e humor.

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Referências

[1] BAKHTIN, Mikhail Mikhailovitch. A cultura popular na Idade Média e no


Renascimento: o contexto de François Rabelais. 6ª ed. São Paulo: Ed. HUCITEC;
[2] Brasília: Ed. da Universidade de Brasília, 2008.
[3] BURKE, Peter. Cultura Popular na Idade Moderna. São Paulo: Companhia das
Letras, 1989.
[4] MARCOS, Plínio. Dois perdidos numa noite suja. 1ª Ed. São Paulo: Ed. Global, 1978.
[5] AMAR, Pierre Jean, História da Fotografia, Editora Almedina, São Paulo,2007
[6] BUSSELLE, Michael - Tudo sobre Fotografia. Livraria Pioneira, São Paulo, 1998.
[7] CIVITA, Vitor. Fotografia-Manual Completo de Arte e Técnica. Abril Cultural, São
Paulo, 1978.

[8]http://www.teatroecoa.com/downloads/4%C2%BA%20Per%C3%ADodo/Pl%C2%A1
nio%20Marcos%20-%20Dois%20Perdidos%20Numa%20Noite%20Suja.pdf

[9]http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_teatro/index.cfm?fusea
ction=personalidades_biografia&cd_verbete=830

[10]http://emusic.forumeiros.com/t4-tudo-sobre-hip-hop

[11]http://novo.itaucultural.org.br/?s=hip+hop

[12]http:// www.fujifilm.com.br

[13]http://www.itaucultural.org.br/aplicExternas/enciclopedia_ic/index.cfm?fuseactio
n=termos_texto&cd_verbete=3787

[14]http://linecolares.wordpress.com/2008/11/17/resumo-o-inicio-da-fotografia-no-
brasil

[15]http://www.pierreverger.org/http://www.pierreverger.org/

[16]http://www.brasil.gov.br/sobre/cultura/fotografia/sebastiao-salgado-1944

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Equipe de Elaboração

COORDENADORES DO PROJETO

Diretoria de Articulação Curricular

Adriana Tavares Maurício Lessa

Coordenação de Áreas do Conhecimento

Bianca Neuberger Leda


Raquel Costa da Silva Nascimento
Fabiano Farias de Souza
Peterson Soares da Silva
Marília Silva

PROFESSORES ELABORADORES

Alda de Moura Macedo Figueiredo


Bianca Roriz Nacif
Patricia Zuqui

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