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A PALAVRA DE DEUS

Foco do Estudo:

Retirar as Bíblias das gavetas e dos pedestais para


colocá-las na vida diária das pessoas.
Referências bíblicas:

Textos base Textos para consulta do Líder


Sl 12: 6, 119: 105; Mt 24: 35; Rm 10; 8;
João 15: 1-27
Ef 6: 17; II Tm 2: 15, 3: 16-17; Hb 4: 12

Introdução:
A Bíblia é um grande tesouro, mas infelizmente
muitas pessoas não a conhecem ou têm um
conhecimento muito superficial, fazendo-a um
amuleto, um enfeite bonito na sala de estar. Mas
Deus quer que a Sua palavra fique em nossos
corações e na prática das nossas vidas.

Muitos cristãos, infelizmente, não se entregam


com afinco ao verdadeiro estudo da Bíblia;
contentam-se em receber alimento de criancinhas
(ficam sempre na superficialidade), alimento
espiritual de "segunda mão" (aceitam ensinos
duvidosos sem a devida conferência na Bíblia),
fartando-se de "pães velhos" (vivem de
experiências do passado e não buscam coisas
novas).

1º Estudo – A Palavra de Deus


A Bíblia é o nosso alimento diário

A Bíblia deve ser o nosso alimento diário, assim


como o maná alimentou a Israel no deserto. Deus
enviou ao Seu povo no deserto um alimento que
caía dos céus de maneira sobrenatural. Esse
alimento, o maná, era completo para as
necessidades diárias das pessoas e Deus alertou
ao povo que não guardasse o maná do dia
anteiror, pois a cada dia o Senhor lhes daria
alimento novo. Lembramos aqui a experiência do
profeta Jeremias que escreveu:

"Achadas as tuas Palavras, logo as comi; as tuas


palavras me foram gozo e alegria para o coração,
pois pelo Teu nome sou chamado, ó Senhor, Deus
dos exércitos" (Jeremias 15: 16)

Conhecendo a estratégia do inimigo

Debaixo de um plano satânico, por muitos séculos


a Bíblia foi separada das pessoas, escondida e
enclausurada. O conhecimento de seu conteúdo foi
limitado ao clero (autoridades religiosas). E os
leigos (todos os fiéis), como o próprio título o diz,
foram relegados à ignorância completa das
escrituras. Através de dogmas (verdades
inquestionáveis) as autoridades religiosas
impregnaram na cultura dos povos que o estudo
bíblico não poderia ser feito por qualquer pessoa.
E por esse motivo vemos hoje tantas pessoas
assumindo como verdade bíblica, conceitos
religiosos que não passam de ensino de homens.

O perigo das crendices


É o caso das crendices populares que assumem o
papel de verdade e, no entanto, são enganos de
satanás. Dentre muitas, lembramos a crendice de
que o pecado de Adão e Eva foi a descoberta do
sexo; logo o sexo foi ligado ao fruto proibido e ao
pecado original. Ora, por uma simples leitura das
páginas do Gênesis desfaz-se a crendice pelo
entendimento de que o primeiro pecado chamou-
se desobediência ou, se preferirem, rebeldia, e
não o ato sexual. Para nós fica o exemplo dos
habitantes de Beréia.

"Ora, estes de Beréia eram mais nobres que os de


Tessalônica; pois receberam a palavra com toda a
avidez, examinando as Escrituras todos os dias
para ver se as coisas eram de fato assim" (Atos
17: 11)

Pergunta para debate na célula:

1) Em Ezequiel 3: 1-3, o que significa a


expressão: "Era na minha boca doce como
mel"?

Embora a mensagem de Ezequiel fosse de


destruição e de lamentação, Deus fez com que ela
se tonasse doce como mel, para o próprio profeta.
A Palavra de Deus, pelo fato de ser a palavra
divina, será amada e apreciada por todos que se
dedicam a Deus e a sua causa

Orando:

Amado Senhor Deus, dá-nos a verdadeira


sabedoria e entendimento para interpretar a Tua
Palavra, por intermédio do Espírito Santo que
habita em cada um de nós. Em nome de Jesus.
Amém!

Dica quente:

É a verdade que liberta! Precisamos ter uma


palavra viva, se queremos ver gente liberta! Não
temos que pregar muito, mas temos que pregar a
verdade com vida!

2º Estudo – A Palavra de Deus

Conhecendo a Bíblia por dentro

A Bíblia é constituída de duas partes: O Antigo


Testamento - AT, que compreende 39 livros, e
descreve a criação e a história do Povo de Deus
até a vinda do Messias; e o Novo Testamento -
NT, que consta de 27 libros, e descreve a vida do
Messias; Sua vida, morte e ressurreição, Sua
segunda vinda, a história dos apóstolos e dos
demais discípulos, a história da Igreja cristã
primitiva e todo o seu desenvolvimento. São ao
todo 66 livros.

A Bíblia foi escrita por 40 escritores (mais ou


menos), num período que abrange 17 séculos, em
diversos lugares, notando-se que os escritores
ocupavam posições diversas: há entre eles
pastores, pescadores, sacerdotes, guerreiros,
boieiros, estadistas e reis. Há, no entanto, uma
unidade admirável em todo o seu conjunto, ou
seja, apesar de toda essa diversidade de autores,
em nada eles se contradizem. Todos os livros
apontam para a pessoa de Jesus Cristo. Ele é o
centro de todas as Escrituras.

A Bíblia é completa e na media das nossas


necessidades

A Bíblia foi escrita por homens inspirados pelo


Espírito Santo. Deus queria comunicar aos homens
o Seu coração e a Sua mente. E por isso Ele
utilizou meios humanos para alcançar os
humanos. E isso em nada prejudica a autoridade
divina da Bíblia, pois a linguagem, o estilo e todo o
elemento humano são somente o veículo pelo qual
Deus revela os Seus princípios e verdades. O
tesouro está em vasos de barro.

Qualquer que seja o problema do homem, na


Bíblia ele encontra uma resposta, uma direção,
uma mensagem que irá transformar a sua
situação. a Bíblia é uma obra completa, não
necessita de acréscimos ou retiradas. Ela foi feita
na medida certa das nossas necessidades. Ela é
viva, sempre atual, embora tenha sido escrita a
vários séculos. Ela nos mostra o caminho da
intimidade com Deus e nos ensina a lidar com
nossos problemas coitidianos, tais como: criação
de filhos, casamento, vida profissional,
relacionamentos e tudo que concerne à natureza
humana.

Pergunta para debate na célula:

1) Qual a única maneira de entendermos a


Bíblia?

Só poderemos entender devidamente a Bíblia se


estivermos em harmonia com o Espírito Santo. É
Ele quem abre as nossas mentes para
compreendermos o seu sentido, e quem dá
testemunho em nosso interior da sua autoridade.

Orando:

Amado Deus, ensina-nos a encontrar na Sua


Palavra as respostas para as nossas necessidades,
anseios e preocupações, a fim de que a Tua
vontade prevaleça em nossas vidas. Em nome de
Jesus. Amém!

Dica quente:

A mensagem do Evangelho nunca muda, mas os


métodos são variados. Seja criativo, mas sem
cmprometer a visão! Bem aventurados os criativos
porque eles se multiplicarão!
3º Estudo – A Palavra de Deus

Como proceder em um estudo bíblico?

Um dos motivos pelos quais muitas pessoas não


conseguem tirar proveito de um estudo bíblico é
simplesmente por não saberem como proceder.

Sem a pretensão de se criar um método ou


modelo único, queremos sugerir algumas práticas
que nos ajudam a tirar o máximo proveito em um
estudo bíblico:

1. Escolha qual livro da Bíblia você irá


estudar. É importante ter a orientação de seu
líder, pois alguns livros exigirão mais experiência
do leitor, e por isso o seu estudo pode ser
agendado posteriormente. O ideal para o iniciante
é começar pelo Evangelho de João que irá orientá-
lo sobre sua nova vida; o livro de Salmos irá
ensiná-lo a orar e ter intimidade com Deus; o livro
de Provérbios que irá iniciar a transformação em
seu caráter. Na sequência leia também os outros
evangelhos, Atos dos Apóstolos, as Cartas de
Paulo e assim por diante, sempre seguindo os
conselhos de seu líder.
2. Estabeleça a prática do estudo bíblico como
prioridade em sua vida, sabendo que a sua saúde
espiritual depende do mesmo. Não deixe que o
inimigo o distraia de seu propósito. Deus quer
falar com você a Sua Palavra. Se você ler,
diariamente, três capítulos do velho Testamento e
um do Novo, você irá ler a Bíblia toda em um ano.

3. Tenha sempre um momento de oração antes


de iniciar a leitura. Peça a orientação do Espírito
Santo. ele é o autor do livro e ninguém melhor
que ele para nos ajudar no entendimento de Sua
obra.

4. Faça uma leitura sequencial, do início ao fim,


como é feito na leitura de qualquer livro.

5. Tenha sempre em mãos um caderno de


anotações onde você irá registrar suas dúvidas e
palavras não conhecidas, que deverão ser alvo de
consulta de um bom dicionário da língua
portuguesa. Anote também os versículos fortes,
aqueles que mais lhe tocaram e medite neles
durante o dia.

6. Leve todas as suas dúvidas ao seu


líder para que ele lhe esclareça. É importante não
guardar dúvidas não esclarecidas, pois as mesmas
podem se transformar em confusão.

7. Se possível, debaixo da orientação de seu líder,


adquira um dicionário bíblico que enriquecerá o
seu estudo.

8. Procure sempre contextualizar seu estudo


nos aspectos culturais, geográficos e
históricos que o envolvem, pois uma simples
palavra ou atitude narrada nas escrituras pode ter
um significado completamente direrente em nossa
cultura atual.

9. Em todo texto lido, faça sempre 3 perguntas


básicas?

a) O que o texto diz?

b) O que eu posso entender além do óbvio?

c) Como posso aplicar isso em minha vida?

Pergunta para debate na célula:

1) O que enfatiza o autêntico ensino bíblico?

O ensino bíblico deve enfatizar um viver santo,


isto é, conhecer a santidade, ser santo e proceder
santamente, e não apenas ter uma compreensão
das verdades ou fatos bíblicos. As grandes
verdades reveladas nas Escrituras são verdades
redentoras e não acadêmicas; são questões que
envolvem a vida ou a morte, exigem uma resposta
e decisão pessoal, tanto do mestre quando do
discípulo.

Orando:

Senhor Deus Todo-Poderoso, livra-nos de todas as


falsas teologias, e faz com que tenhamos a
capacidade de aprender e transmitir o evangelho
de Cristo. Em nome de Jesus. Amém!
Dica quente:

Quanto mais a sua célula se parecer com uma


família unida e amorosa, mais rapidamente ela se
multiplicará.

A ORAÇÃO

Foco do Estudo:

Levar as pessoas a terem uma vida de intimidade


com Deus através da oração.

Referências bíblicas:
Textos base Textos para consulta do Líder
Sl 5: 3; Dn 6: 10; Mt 21: 22;
II Crônicas 7: 14; Mateus
Lc 5: 16, 18: 11-14; Rm 12: 12;
6: 9-15
Ef 6: 18

Introdução:
A oração é uma arma extremamente potente que
o Senhor coloca em nossas mãos. Através dela
descobrimos que o poder de Deus pode ser
liberado em nossas vidas e que não estamos à
mercê dos caprichos de demônios que tentam nos
destruir.

A definição de oração não tem nada de


complicado. Mas, como alguém já disse: difícil é
fazer o fácil e fácil é complicar o simples. As coisas
de Deus são muito simples. É como dizia a minha
professora de Escola Dominical, no esforço de
ensinar um grupo de crianças a orar: "orar é
falar com Deus".

1º Estudo – A Oração

A necessidade da oração

A oração é a respiração da nossa alma. Para que


tenhamos um vida espiritual ativa, precisamos
descobrir o lugar da oração. As pessoas que
mantêm uma vida de oração contínua estão ativas
em seus espíritos. Enquanto outras, que não
oram, estão subnutridas espiritualmente ou já
morreram em seu contato com Deus e não
perceberam. É necessário orar para manter o
espírito vivo e a alma alimentada. O salmista
suspirava desejando entrar na presença de Deus.
Este clamor estava em seu coração. Havia uma
sede, uma necessidade intensa de abrir sua alma
para Deus. Ele ansiava entrar em contato com o
Pai, seu espírito gemia pela oração.

"Como suspira a corça pelas correntes das águas,


assim, por ti, ó Deus, suspira a minha alma!"
(Salmo 42: 1)

Mudando o conceito de oração

Muitas pessoas hoje têm a ideia errada de que


orar é apenas pedir coisas a Deus. Se não
obtemos o que pedimos, dizemos: "Acho que orar
não funciona". É como se fizéssemos de Deus
nosso menino de recados. Nós lhe damos uma
lista de coisas que queremos que faça para nós
naquele dia, e se elas não são feitas a tempo ou
da maneira como desejamos nós o demitimos.
Nossa atitude sobre a oração se torna
inconscientemente humanista: Qual o proveito que
vou tirar disto? Se Deus não responde às minhas
orações, então por que orar?

A oração representa muito mais do que


simplesmente pedir coisas a Deus. É uma partilha
de nossa vida com o Deus do universo. É ter
intimidade com Aquele que nos ama e que
entregou a Si mesmo por nós. É andar com Jesus.
É falar com Ele. Orar é estar com Jesus.

Experimente a oração de uma maneira diferente.


Fale com Deus sobre você, suas aflições, seus
anseios, ou melhor ainda, fale a Ele de sua
gratidão e adore-o pelo que Ele é. Abra o seu
coração para o Pai. Seja íntimo Dele. Achegue-se
a Deus e Ele se achegará a você. Você irá
descobrir um novo nível de oração e comunhão
com Deus.

"E será que antes que clamem, eu responderei;


estando eles ainda falando, eu os ouvirei." (Isaías
65: 24)

Pergunta para debate na célula:

1) Quais são os requisitos para uma oração


eficaz?

a) Precisamos ter fé genuína e verdadeira;

b) Além disso, a oração deve ser feita em nome de


Jesus;

c) A oração deve ser feita segundo a perfeita


vontade de Deus;

d) Devemos estar dentro da vontade de Deus;

e) Precisamos ser perseverantes.

Orando:

Soberano e amado Deus, agradeço pelo privilégio


de ser chamado Seu filho. Tira de nós todo
egoísmo e que a Sua vontade prevaleça nas
nossas orações. Em nome de Jesus. Amém!
Dica quente:

O tempo devocional do líder afeta na multiplicação


da sua célula. Desta forma, invista tempo em
oração e você verá os resultados na sua célula.

2º Estudo – A Oração

Oração é a chave da vitória

A oração em nome de Jesus é a chave da vitória


que Deus colocou em nossas mãos a fim de que
tenhamos acesso ao nosso suprimento. O Senhor
Jesus desafia os seus discípulos dizendo:

"E tudo quanto pedirdes em meu nome, isso farei,


a fim de que o Pai seja glorificado no Filho. Se me
pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei."
(João 14: 13-14)

É como se tivéssemos em nossas mãos um cheque


assinado pelo Senhor pronto para ser descontado
no caixa dos céus.

A Palavra de Deus, com suas preciosas promessas,


é como a semente lançada na terra, e a oração é a
água que rega a terra fazendo a semente
germinar e dar fruto. De nada adianta ao
agricultor possuir boas sementes se, ao lançá-las
na terra, não regá-las e delas não cuidar. A oração
é o cuidado com a boa semente até que se veja o
seu resultado, o fruto.

O apóstolo Paulo nos afirma, em Efésios 1: 3, que


Deus nos tem abençoado com tudo que
necessitamos, e que o nosso depósito está nas
regiões celestiais. Ora, qual é o meio que nos leva
do mundo natural ao espiritual para que possamos
de lá trazer o que nos é de direito? Como
podemos acessar este hipermercado celestial onde
nossa conta já foi paga pelo Senhor? A resposta
sempre será a oração.

Perguntas para debate na célula:

1) O que equivale a orar em nome de Jesus?

Orar realmente em nome de Jesus equivale dizer


que Ele ouvirá qualquer oração como Ele mesmo
oraria. Não há limite para o poder da oração
quando ela é dirigida a Jesus ou ao Pai com fé e
conforme a Sua vontade.

2) Ao ler Mateus 17: 20, o que significa para


você a seguinte afirmativa: "Se tiverdes
fé...nada vos será impossível."?

Resposta pessoal. Explique às pessoas que


Jesus fala de uma fé que pode remover
montanhas, operar milagres e curas, e realizar
grandes coisas para Deus.

Orando:
Amado Deus e Senhor, ensina-nos a ter a fé
genuína, que produz resultados e opera
maravilhas na vida do Seu povo, em nome do Teu
Filho Jesus. Amém!

Dica quente:

Escreva os nomes dos membros de sua célula num


pedaço de papel e carregue-os sempre consigo.
Sempre que puder ore por um deles.

3º Estudo – A Oração

Como devo orar

O primeiro pensamento que vem às pessoas


quando falamos sobre oração é: Será que Deus
está me ouvindo? E o segundo, com certeza
é: Será que serei atendido? Todos queremos ter
sucesso em nossa oração. Mas a oração eficaz tem
princípios. Vejamos os principais:

1. É preciso se humilhar na oração, e não se


exaltar (Mt 23: 14).

2. Precisamos ser sinceros diante do Senhor.


Não podemos ser superficiais em nossa conversa
com o Pai (Atos 5: 3-4).
3. Deve-se manter uma disciplina diária de
oração. Precisamos dar tempo de qualidade
(ajustado, organizado e sistemático) para o
Senhor. Isto gera intimidade com Deus. Lembre-
se do exemplo do Senhor Jesus que se retirava
para um lugar sossegado com o objetivo de orar
(Mt 6: 6; Sl 25: 14).

4. Devemos sempre ser objetivos e


específicos em nossa oração. Não se deve usar
de vãs repetições (rezas, novenas) (Mt 6: 7).

5. Devemos sempre ter alvos de oração,


propósitos que o Espírito Santo colocará em
nossos corações e mentes (Fp 4: 6).

6. A oração deve ser sempre no nome do Senhor


Jesus (João 14: 14).

7. A oração deve ser acompanhada de fé. Sem


fé não há respostas (João 20: 29).

A importância de perseverar

Precisamos entender que o processo da


oração tem níveis diferenciados. O Senhor
Jesus alerta a seus discípulos sobre isso
quando diz:

"Pelo que eu vos digo: Pedi, e dar-se-vos-á;


buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á; pois
todo o que pede, recebe, e quem busca, acha, e
ao que bate, abrir-se-lhe-á." (Lucas 11: 9-10)

A oração começa com o pedir, que é uma forma


simples de reivindicação e envolve ideias de coisas
definidas. O segundo nível é a busca. Esse termo
sugere mais determinação. um ato mais
concentrado, que despende maior esforço.
O pedir é um nível um tanto quanto passivo, ao
passo que o buscar é ativo, algo que Deus não
despreza e leva em conta. A nossa oração e a
nossa fé devem ser sempre acompanhadas por
atitudes que combinem com as mesmas.

O terceiro nível é bater, que define uma situação


de resistência. Só podemos bater em algo que se
oponha entre nós e o nosso objetivo. Quando
Jesus nos ensinou a bater, Sua intenção não era
que nós vivêssemos agredindo a tudo e a todos,
mas nos prevenir que haveriam determinadas
situações nas quais teríamos de implementar um
esforço maior para quebrarmos as resistências.

Pergunta para debate na célula:

1) Que fé é esta que Jesus fala em Mateus


17: 20?

a) A fé genuína é uma fé eficaz que produz


resultados.

b) Não é uma força ou poder, mas "fé de Deus".

c) É uma obra de Deus que tem lugar no coração


do cristão.

d) A presença de Cristo conosco e nossa


obediência à Sua Palavra são o segredo desta fé.

e) A verdadeira fé opera sob o controle de Deus.

Orando:
Soberano e Amado Deus, obrigado pela dádiva
que nos destes de orar com a certeza de sermos
ouvidos! Dê-nos sabedoria para pedir e buscar
aquilo que Tu queres para as nossas vidas. Em
nome de Jesus. Amém!

Dica quente:

Qualquer crente pode ser um "homem de oração",


mas você precisa se tornar um "homem de
orações respondidas".

O JEJUM

Foco do Estudo:

Orientar as pessoas na prática do jejum,


capacitando-as a vencer as investidas do inimigo
com esta arma poderosa, que liga o natural ao
espiritual.
Referências bíblicas:

Textos base Textos para consulta do Líder


Dn 9: 3, 10: 2-5; Mt 4: 2, 6: 16-19, 1
Isaías 58: 1-2
7: 20-21; At 13: 2-3; Ef 4: 16

Introdução:
Poderíamos iniciar definindo o jejum como a
abstinência de alimentos físicos, ou de alimentos
para o corpo. No entanto, o jejum não consiste
somente em uma atitude exterior de abstinência
de alimentos. Ele vai muito além. Na verdade, o
jejum deve começar em nosso interior com uma
atitude íntima de obedecer a Deus, buscando a
sua justiça. Uma atitude exterior de busca de
Deus que não reflete o que está no nosso interior,
não passa de simples e inútil religiosidade. O
Senhor Jesus orienta a Seus discípulos que,
quando estiverem jejuando, façam-no em segredo
diante do Pai e não com a intenção de exaltar o
orgulho, buscando as honrarias dos homens.
"Buscar-me-eis, e me achareis, quando me
buscardes de todo o vosso coração." (Jeremias
29: 13)
1º Estudo – O jejum

A necessidade do jejum

Na criação, Deus formou o homem à Sua imagem


e conforme a Sua semelhança, ou seja, um ser
constituído de três partes: o corpo, a alma e o
espírito. A vontade de Deus era que o Seu
espírito, através do espírito humano, reinasse no
homem, a alma seria serva e o corpo escravo.
Depois que o pecado entrou no mundo, esta
posição se inverteu. Hoje, o homem natural, em
sua constituição, tem o corpo reinando, a alma
sendo serva, e o espírito inativo. Quando
nascemos de novo, Deus começa uma
transformação em nosso interior. Dando vida ao
espírito humano. o Senhor leva o homem do
natural para o espiritual. No jejum exercitamos a
nossa nova natureza, subjugando a vontade da
carne à vontade do Espírito de Deus (I Coríntios 2:
14-15; Pedro 1: 23). Há também o caso de "certas
montanhas" (resistências aos nossos alvos e
desafios), que somente a oração usual não move,
isto é, não dá a força necessária para se obter o
desejado. A oração com jejum vai além do
impossível, tornando-o possível. O Senhor Jesus
disse: "Se podes! Tudo é possível ao que
crê" (Mc 9: 23) e, um pouco adiante, no verso 29,
Ele diz: "Esta casta não pode sair senão por
meio de oração e jejum". Não se esqueça que o
Senhor Jesus iniciou Seu ministério com uma
grande vitória que foi conquistada quando jejuava
(Mateus 4: 1-11).

Aprendendo a jejuar
A escolha do tipo de jejum irá depender da prática
de cada um em jejuar e de como está sua
constituição física naqueles dias (alguma
enfermidade ou tratamento médico). É importante
sempre você ser orientado pelo seu líder, pois
caso você esteja iniciando na prática do jejum, ele
irá acompanhá-lo na definição do tipo de jejum,
bem como no período do mesmo.

O seu líder precisa saber de sua intensão de jejuar


para que esteja lhe dando a devida cobertura em
intercessão. Na Bíblia temos: o jejum sobrenatural
- sem alimento e sem água (Êx. 34: 27-28); o
jejum completo natural - sem alimento, mas com
água (Mt. 4: 2); o jejum parcial - separar algum
tipo de alimento que será abolido das refeições.
Um exemplo deste é o chamado jejum de Daniel
(Dn. 3: 10), que retira a proteína animal de sua
dieta.

Caso você não tenha costume de jejuar, inicie a


prática do jejum estabelecendo um período
pequeno de 6 horas e vá ampliando aos poucos, e
logo você estará habituado com jejuns de 12 e 24
horas. O importante é persistir, pois alguém já
disse que a carne (nosso corpo) é "manhosa", e
logo irá reclamar por não estar sendo alimentada.
Ore para que o Senhor lhe dê forças e retire as
dores de cabeça e outros sintomas que queiram
aparecer para lhe impedir de jejuar.

"Tu, porém, quando jejuares, unge a cabeça


e lava o rosto, com o fim de não parecer aos
homens que jejuas, e, sim ao teu Pai em
secreto; e teu Pai, que vê em secreto te
recompensará" (Mt. 6: 17-18).

Pergunta para debate na célula:

1) Você tem costume de jejuar?

Resposta pessoal. Leve as pessoas a


expressarem as suas dificuldade ou dúvidas em
fazer jejum.
Orando:

Querido e amado Deus, revela a cada um de nós o


verdadeiro motivo para o nosso jejum, que possa
transformar possível o que nos parece impossível.
Em nome de Jesus. Amém!

Dica quente:

Você possui um dia definido de jejum semanal? E


a sua célula? Manter uma disciplina constante de
jejum e oração é uma garantia de crescimento e
multiplicação.
2º Estudo – O jejum

O jejum e a oração

Jejuar e orar são atitudes totalmente entrosadas.


O nosso período de jejum deve ser regado com
nossa oração. Quando não podemos nos retirar
para orar separadamente, o que seria o ideal
devemos nos manter durante o jejum em espírito
de oração, ligados, conectados a Deus.

Deve haver um objetivo, um alvo a alcançar


quando se jejua. O jejum não deve ser feito pelo
mero fazer, ou por religiosidade. Deve haver uma
meta. Nunca chegaremos a um lugar, se este
lugar não for determinado. Quando a necessidade
de jejuar parte de nós, jejuamos conscientes
daquilo que queremos. Porém, quando a ideia vem
do Espírito Santo, não devemos questionar nem
nos preocupar, pois logo saberemos qual a razão.
Até mesmo o Senhor Jesus jejuou com um
propósito de obter a ajuda e graça do Espírito
Santo de Deus. "Nós, pois jejuamos e pedimos
isto ao nosso Deus, e ele nos
atendeu" (Esdras 8: 23).

Grandes vitórias com o resultado do jejum e


oração:
- Jejum de Moisés (Êxodo 34: 28);

- A vitória de Josafá (II Crônicas 20: 3);

- A decisão de Neemias (Neemias 1);

- Nínive salva pelo jejum (Jonas 3: 10);

- A intercessão de Ester (Ester 4);

- O preparo do Senhor (Mateus 4: 1-11);

- O propósito de Paulo (Atos 9: 9).

Perguntas para debate na célula:

1) Como Deus vê o nosso jejum?

Deus olha com benevolência aqueles que com


humanidade e sinceridade jejuam e buscam a Sua
face sobre determinado assunto.

2) Você acredita que devemos jejuar nos


momentos de dificuldade ou sofrimento?

Resposta pessoal. Leia Neemias 1: 1-4, e


explique que durante quatro meses Neemias
derramou o seu coração diante de Deus, em jejum
e oração, com muitas lágrimas, por causa do
problema que afligia o povo de Deus em
Jerusalém e em Judá. Após este período Neemias
reedificou os muros de Jerusalém, apesar de toda
a resistência contrária, trazendo grande vitória ao
povo de Deus.

3) Leia em casa o capítulo 4 do livro de


Neemias e identifique quais foram os três
fatores de sucesso do povo na construção
dos muros.

a) o coração do povo se inclinava a trabalhar (Ne


4: 6);

b) o povo trabalhava em atitude de oração e


vigilância (Ne 4: 9);

c) o povo demonstrava coragem, determinação e


fé ante a oposição do inimigo (Ne 4: 14).

Orando:

Todo-Poderoso Deus, fortalece o nosso corpo e


oração para que possamos jejuar e orar nos
momentos de dificuldade, dando-nos a vitória
diante daqueles que nos têm resistido, assim
como fizestes a Neemias. Em nome de Jesus.
Amém.

Dica quente:

Líderes que oram e visitam incomodam o inferno.


Aprenda a suportar as pressões que vêm. Não se
deixe intimidar pelo inimigo!

A OBEDIÊNCIA
Foco do Estudo:

Descortinar para o cristão o seu único caminho: a


obediência. E mostrar as conseqüências de se
querer fazer desvios no caminho traçado pelo
Senhor.

Referências bíblicas:

Textos base Textos para consulta do Líder


I Sm 13: 13-14, 15: 22-23; At 5: 29; Fl 2: 8;
João 14: 21
Tg 1: 22-25; Hb 13: 17

Introdução:
Os passos do Senhor Jesus nesta terra abrem um
caminho de obediência. A obediência é o princípio
orientador da vida cristã, e envolve um
compromisso total, significando que queremos
obedecer. Viver em obediência é aprender a viver
como Deus quer. É aprender a ser a pessoa que
Deus nos criou para sermos. A verdadeira
santidade consiste em fazer a vontade de Deus
com um sorriso.

“Mas aquele que considera atentamente na lei


perfeita, lei da liberdade, e nela persevera, não
sendo ouvinte negligente mas o poderoso
praticante, esse será feliz no que realizar.” (Tg 1:
25)

1º Estudo – A obediência

Quem é obediente?

O cristão obediente é aquele que está


comprometido com Deus, que vive debaixo da
autoridade da Palavra de Deus e, por isso,
submete-se aos seus líderes. “Obedecei aos
vossos pastores, e sujeitai-vos a eles; porque
velam por vossas almas como aqueles que hão de
dar conta delas; para que façam com alegria e não
gemendo, porque isso não vos seria útil” (Hebreus
13: 17). O obediente é aquele que ouve a Palavra
e a pratica. Quando começamos a viver a vida
obediente, abrimo-nos para receber o amor de
Deus e tudo que ele tem para nós. Fazemos assim
a surpreendente descoberta de que estamos nos
transformando naquilo que Deus nos criou para
sermos.
Desobediência – a antiga serpente

A desobediência é a raiz de todo pecado. Ela é a


fonte de todo mal que existe no mundo, sendo
responsável por todo o sofrimento que enche os
jornais de notícias na televisão todos os dias.
Acima de tudo, a desobediência destrói nosso
relacionamento com Deus.

Desobediência é rebelião – queremos fazer as


coisas à nossa moda. Essa é a filosofia da maioria
das pessoas hoje em dia. Desde o éden, com Adão
e Eva, desligamo-nos de Deus pela desobediência.
Fizemos nossos pequeninos deuses do
materialismo e do egoísmo. E até o cristianismo
de hoje é afetado por essa filosofia demoníaca,
onde o homem e a busca de satisfação própria
assumem o centro do universo e não a pessoa de
Deus.

As perguntas contemporâneas: “De que forma isto


irá me beneficiar?” “Quanto vou ganhar com isso?”
Vêm dominando até mesmo nossa apresentação
do evangelho. E com isso somos levados a
esquecer que Jesus nos chamou para uma vida de
disciplina, compromisso e obediência. Temos hoje
muitos cristãos, mas pouca obediência. Temos
muitas pessoas religiosas, mas poucos discípulos.

“Porém Samuel disse: Tem porventura o Senhor


tanto prazer em holocaustos e sacrifícios quanto
em que se obedeça a sua Palavra? Eis que o
obedecer é melhor que o sacrificar, e o atender é
melhor que a gordura de carneiros.” (I Samuel 15:
22)
Pergunta para debate na célula:

1) O que significa para você a expressão:


“Obedecer é melhor do que sacrificar”?

Resposta pessoal. Obedecer de coração a


Palavra de Deus é melhor do que qualquer forma
exterior de adoração, serviço a Deus ou
abnegação pessoal. O culto, a oração, o louvor, os
dons espirituais, e o serviço a Deus não têm valor
aos seus olhos, se não forem acompanhados pela
obediência explícita a Ele e aos Seus padrões de
retidão.

Orando:

Amado Deus de misericórdia, perdoa as nossas


fraquezas e arranca de nós toda raiz de
desobediência, para que possamos viver sempre
debaixo da sua autoridade. Em nome de Jesus.
Amém.

Dica quente:

Você tem preenchido regularmente o relatório da


sua célula? E as reuniões de líderes de célula, você
é assíduo? Um líder independente está fora da
visão!
2º Estudo – A obediência

As duas espécies de obediência

Existem dois tipos de obediência: ativa e passiva.


E a distância entre uma e outra se chama
“dependência de Deus”. A obediência ativa é
quando Deus tem uma tarefa específica para nos
dar. Quando Ele nos diz: “Vá!”. Algumas vezes é
difícil seguir a Jesus em obediência. Mas, quando o
fazemos, aprendemos que o caminho que parecia
mais difícil de seguir é o que traz maior glória.
Abraão mostrou obediência ativa em seu ponto
mais alto quando levou Isaque ao cume do monte
Moriá, e o colocou sobre o altar para ser
sacrificado.

Existe uma segunda espécie de obediência, a


obediência passiva. Esse tipo de obediência se
manifesta quando Jesus nos diz para pararmos e
ficarmos em silêncio em sua presença. Ele ordena
“Aquietai-vos”. Muitas vezes pensamos: “Preciso ir
– Preciso fazer – Preciso dizer”; quando Deus está
tentando dizer: “Pare – fique – acalme-se”. Você
consegue ouvir o “Pare” de Deus em meio a sua
febril atividade? Pense no que poderia ter
acontecido a Isaque se Abraão, com o cutelo na
mão, não tivesse ouvido o “Pare” de Deus. (Ler
Gênesis 22: 9-12)

Perguntas para debate na célula:

1) Leia Gênesis 22: 9-12 e responda porque


Isaque não resistiu ao ser amarrado e
deitado sobre o altar do sacrifício, pelo seu
pai Abraão?
Isaque era certamente um jovem nessa ocasião,
perfeitamente capaz de resistir a seu pai, se assim
quisesse. Mas, em total submissão a Deus, e
obediência a seu pai, permitiu ser amarrado e
deitado sobre o altar, assim como Jesus
voluntariamente foi até a cruz.

2) Em que momento Deus confirmou que


Abraão era um homem temente a Ele?

Quando Abraão iniciou a execução do sacrifício


tomando o cutelo para imolar seu filho Isaque.
Neste momento Deus viu que, no seu coração,
consumara-se a renúncia suprema, e cujo
empenho principal era fazer a vontade do Senhor.

Orando:

Soberano Deus, que o teu concerto seja


manifestado em nossas vidas, assim como fizeste
a Abraão, Isaque e Jacó, ensinando-nos a
obedecer fielmente a Tua Palavra e vontade. Em
nome de Jesus. Amém.

Dica quente:

Ore para que Deus manifeste sinais na sua célula.


Isto fortalece a fé dos irmãos e atrai os não
cristãos.

3º Estudo – A obediência
O segredo do crescimento

Hoje em dia vemos muitos cristãos correndo em


busca de crescimento espiritual. Eles desejam uma
vida de poder, autoridade sobre os espíritos, uma
fé que remove montanhas desejam ser usados em
milagres, prodígios e maravilhas. O desejo de
crescimento reflete saúde. Mas alguns, em sua
ânsia por crescimento e reconhecimento,
esquecem-se e tropeçam em um ponto mais
importante de nosso crescimento, a obediência. O
grande segredo de nosso crescimento espiritual é
a obediência à Palavra de Deus. De que adianta o
conhecimento bíblico, os dias de jejum, as orações
nos montes ou o muito falar, se tudo isso não for
fruto de obediência? Todas as vezes que
obedecemos, crescemos na fé.

O preço da obediência

Aqueles que aceitam o preço da obediência


conseguem desfrutar os louros da vitória. A
obediência tem preço. O preço pago pelo Senhor
Jesus em obedecer foi a cruz. “Ele, Jesus, nos dias
da sua carne, tendo oferecido com forte clamor e
lágrimas, oração e súplicas a quem o podia livrar
da morte, e tendo sido ouvido por causa da sua
piedade, embora sendo Filho, aprendeu a
obediência pelas coisas que sofreu e, tendo sido
aperfeiçoado tornou-se o autor da salvação eterna
para todos os que lhe obedecem, ...” (Hebreus 5:
7-9).

Não tenhamos medo de sofrer o preço da


obediência, pois o mesmo tem peso de glória.
“Porque para mim tenho por certo que os
sofrimentos do tempo presente não são para
comparar com a glória por vir a ser revelada em
nós” (Romanos 8: 18)

Perguntas para debate na célula:

1) Nos momentos de aflições é que tem


obedecido a Palavra de Deus?

Resposta pessoal. Todos os sofrimentos do


momento (enfermidade, dor, calamidade,
decepções, pobreza, maus-tratos, tristeza,
perseguição e todos os tipos de aflição) devem ser
considerados insignificantes ante a bênção, os
privilégios e a glória que serão concedidos ao
cristão fiel na era vindoura.

2) Ao ler II Coríntios 4: 17-18 o que você


entende por “leve e momentânea
tribulação”?

As aflições e as privações suportadas na vida dos


que permanecem fiéis a Cristo, são levadas em
comparação com a abundância de glória que
temos em Cristo. Esta glória já está parcialmente
presente, mas só no futuro será experimentada
plenamente. Não devemos, portanto, desesperar-
nos, nem deixar nossa fé diminuir em meio aos
nossos problemas.

Orando:

Amado Senhor, agradecemos as tribulações que


sofremos, pois através delas somos provados na
nossa obediência à Sua Palavra. Em nome de
Jesus. Amém.
Dica quente:

Estamos numa guerra! Espere por lutas! Prepare-


se para elas! Uma célula é um pelotão empenhado
a assaltar as portas do inferno, para libertar vidas!

4º Estudo – A obediência

Bênçãos e maldições – parte 1

No capítulo 28 do livro de Deuteronômio,


aprendemos que as bênçãos estão
intrinsecamente ligadas à obediência e as
maldições estão ligadas à desobediência ou quebra
de princípios da Palavra de Deus, tanto que no
verso 1, você encontra a expressão: “se
atentamente ouvires a voz do Senhor teu Deus,
tendo o cuidado de guardar os mandamentos que
hoje te ordeno, o Senhor teu Deus te exaltará
sobre todas as nações da Terra” e, no verso 2,
diz: “se ouvires a voz do Senhor teu Deus, virão
sobre ti e te alcançarão todas essas bênçãos”. Isso
quer dizer que maldito é aquele que não cumprir
ou desobedecer à Palavra.

A palavra bênção quer dizer o “bem em ação”, e a


palavra maldição quer dizer o “mal em ação”.
Portanto, o “bem”, do ponto de vista da Palavra de
Deus, são Seus princípios, mandamento e
preceitos; é a vontade perfeita de Deus expressa
nas escrituras. E o mal é a quebra dos princípios
da vontade de Deus.

Na cultura vigente, aprende-se que o bem


geralmente se refere à ética do indivíduo para
consigo mesmo, para com seus semelhantes, seus
familiares, as pessoas com quem ele se relaciona,
e o mal seria tudo o que é contrário a esses
princípios. Na Palavra de Deus os conceitos de
bem e mal extrapolam isso e se referem à
obediência ou não aos princípios explícitos da
Palavra do Senhor. Assim, acreditamos que
algumas pessoas podem estar debaixo de
maldição achando estarem debaixo de bênção. Por
exemplo, a pessoa que não consegue perdoar
alguém, um ex-sócio, ou uma pessoa com quem
se relacionou no passado, está dando direito do
mal entrar em ação em sua vida.

Pessoalmente, cremos que o melhor conceito de


bênçãos e maldições seria simplesmente a
consequência de suas ações ou decisões.
Encontramos pessoas agindo e colhendo
conseqüências, tanto bênçãos, quanto maldições.
Vemos na vida de Abigail, em I Samuel 25: 32, o
Rei Davi abençoando Abigail dizendo: “Bendito o
Senhor Deus de Israel que hoje te enviou ao meu
encontro. Bendita seja a tua prudência, e bendita
sejas tu mesma, que hoje me tolheste de
derramar sangue e de que por minha própria mão
me vingasse”. Vejam, então, que ela está
colhendo a consequência de uma ação. Da mesma
forma, nós encontramos Boaz com relação a Rute
(Rute 2: 11-12).
Temos o caso de Raquel, esposa de Jacó, que
quebrou os mandamentos do Senhor em sua vida.
Ela era idólatra e, quando saiu da casa de seu pai,
levou os ídolos do lar, que amaldiçoou a quem
estivesse com aqueles ídolos. E, mesmo Labão
não descobrindo com quem eles estavam aquela
palavra de maldição caiu sobre ela, vindo a morrer
depois (Gn 31: 35-35 e Gn 35-16-18).

A Bíblia nos fala de uma história muito triste de


um homem de Deus chamado Davi. Embora sendo
um homem de oração, ele se entregou a um
espírito de infidelidade e adultério e, mesmo
sendo rei, Deus não o isentou daquele mal. A
sentença de Deus é clara em II Samuel 12: 11-12:
“Da sua própria casa suscitarei o mal, e o tornarei
a suas mulheres e darei ao seu próximo”. Que
tristeza ao vermos que o próprio filho de Davi,
Absalão, adulterou com uma concubina de seu pai,
durante o dia e aos olhos de todo Israel (II Sm
16: 20:23).

5º Estudo – A obediência

Bênçãos e maldições – parte 2

No livro de Provérbios nós encontramos um dos


textos mais importantes sobre este assunto, no
capítulo 26: 2, dizendo: “Como um pássaro que
foge, como a andorinha no seu voo, assim a
maldição sem causa não se cumpre”, ou seja, ela
roda e não tem aonde assentar; essa é a situação
da andorinha no voo ou do pássaro que foge. Isso
quer dizer que a maldição não tendo causa ou
legitimidade nem brecha, não tem aonde assentar
na sua vida. Existem muitas pessoas que vivem
debaixo do medo de maldições, medo de incorrer
nelas. Queremos esclarecer de uma forma
bastante segura e tranquila, que maldições sem
causas são têm como atingirem o seu objetivo.

Um exemplo bem claro de maldições que


pousaram sobra as pessoas está em II Sm 3: 27,
dizendo assim: “Tornando-o no interior da porta
para lhe falar em segredo e ali o feriu no
abdômen, e ele morreu, agindo assim Joabe em
vingança de seu irmão Asael”. No versículo 29, o
rei Davi proclama uma maldição sobre Joabe:
“Caia este sangue sobre a cabeça de Joabe e
sobre toda a casa de seu pai”. Veja também o que
aconteceu na vida do rei Davi por ter cometido
homicídio (II Sm 12: 9-11). Tanto um quanto o
outro quebrou princípios da Palavra de Deus,
então, com isso, deram legalidade para que a
maldição pudesse pousar sobre as suas vidas.

Outros exemplos a respeito de maldição são


bastante claros na Bíblia e envolvem o pecado de
rebelião à autoridade espiritual, ou seja, pessoas
que receberam maldições por ir contra a liderança
instituída por Deus. Em Números 16: 1-3: “Corá,
filho se Isar, filho de Coate, filho de Levi, tomou
consigo a Datã e Abirão, filhos de Eliabe, e a Om,
filho de Palete, filhos de Rúben. Levantaram-se
perante Moisés com 250 homens dos filhos de
Israel, príncipes da congregação, eleitos por ele;
varões de renome, e se ajuntaram contra Moisés e
contra Arão e disseram: Basta! Pois que toda a
congregação é santa, todos eles são santos e o
Senhor está no meio deles; porque, pois, vos
exaltais sobre a congregação do Senhor?”.

Ou seja, eles tocaram na autoridade de Moisés,


eles desafiaram a unção de governo que Deus
colocara sobre Moisés e Arão. A consequência esta
no verso 32 em diante, que diz: “...abriu a sua
boca e os tragou com as suas casas, como
também a todos os homens que pertenciam a
Corá e todos os seus bens. Eles e todos os que
lhes pertenciam desceram vivos ao abismo”.

Temos também o caso de Miriã e Arão que falaram


contra Moisés, em Números 12, e a consequência
está no verso 10, que diz que Miriã achou-se
leprosa, branca como a neve. Então, aqui, você vê
a consequência em uma mulher, uma sacerdotisa.
Eles não podiam ter questionado a autoridade que
Moisés tinha.

É assim que funciona: maldição e bênção só


podem se cumprir na vida das pessoas no
momento em que elas praticam o bem ou o mal, a
obediência ou desobediência a Palavra de Deus.
Desse instante em diante ela cria a legalidade. É
como uma pessoa que estende o seu braço para
que um pássaro assente sobre ele. No momento
em que você obedece a Deus você estende o
braço e as bênçãos assentam em você. Quando
você desobedece as Escrituras você também libera
o seu braço para que as maldições possam pousar
sobre ele. Depende de você.

A INTEGRIDADE
Foco do Estudo:

Mostrar às pessoas que, sem integridade, o homem não


pode ser usado pelo Senhor, pois seria como carregar
água pura em um vaso sujo e rachado.

Referências bíblicas:

Textos base Textos para consulta do Líder


Gn 39; Js 24: 14; Sl 41: 12;
Miquéias 6: 8
Pv 11: 3, 10: 9, 19: 1 e 20: 7; I Ts 5: 23

Introdução:

Os olhos de Deus passeiam na terra como os olhos de


um garimpeiro a procura de ouro. O que ele procura? O
que é tão precioso aos olhos do Todo-Poderoso? O que o
criador de todas as coisas necessita? Um homem reto e
íntegro aos seus caminhos.
1º Estudo - A integridade
O que é integridade?

Integridade é fazer escolhas que não causam “rachadura”


nem destroem a nossa unidade como pessoas. É um
compromisso interior que se manifesta em atitudes e
ações. Pessoas com baixo grau de auto-estima ou falta
de respeito próprio não têm o senso de integridade e não
pensam que suas ações possam afetar outras pessoas. A
unidade que nos é dada por meio de nossa redenção (a
ação do Senhor Jesus em nos livrar do pecado e nos
fazer novas criaturas) nos garante um pouco de senso de
integridade. Quando o Senhor Jesus nos perdoa e nos
restaura, somos feitos íntegros Nele. “O justo anda na
sua integridade, felizes lhes são os filhos depois dele”
(PV 20: 7).
Dando nome às nossas ações

O primeiro passo em direção à integridade nos leva a


reconhecermos nossas fraquezas, as áreas frágeis em
nosso caráter, e que necessitam de nosso redobrado
cuidado. Em sua carta a Igreja de Corinto, o apóstolo
Paulo já disse que somos fortes quando reconhecemos
onde somos fracos (II Co 12: 1-10). Precisamos aprender
a dar o nome certo a determinadas ações: pecado,
iniquidade, mal. Muitas vezes usamos de eufemismo e
aparecem outras palavras como: erro, lapso moral, má
escolha. Precisamos fazer da verdade a nossa aliada a
fim de alcançarmos a integridade. A Palavra de Deus nos
garante em I João 1: 19 que: “Se confessarmos os
nossos pecados, Ele (Jesus) é fiel e justo para nos
perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça”.
Deus quer que reconheçamos os nossos pecados, não
para permanecermos com eles, mas para sermos limpos
e livres de sua presença.
Perguntas para debate na célula:

1) Leia II Co 1: 12 e tente explicar em que consistia a


glória descrita por Paulo.

Leve as pessoas a se expressarem antes de dar a


resposta:

A base do Paulo para alegrar-se e gloriar-se era a


sinceridade e integridade do seu comportamento. Ele
tomara a resolução de que, por toda sua vida cristã
permanecera fiel ao seu Senhor; recusar-se-ia a
conformar-se com o mundo – que crucificou seu salvador,
e se preservaria na santidade, até Deus levá-lo para o lar
celestial. Na vida eterna e futura, nossa maior alegria
será a consciência de termos vivido a nossa vida “com
simplicidade e sinceridade de Deus”.
2) Na sua opinião, quais as qualificações essenciais
daquele que quer evangelizar?
Resposta pessoal. Ao ler II Co 2: 4, Paulo revela uma de
suas principais qualidades como evangelista, que é um
coração amoroso, sensível e que se angustia e chora ao
ver o povo de Deus desviando-se do caminho reto e
voltando a envolver-se com o pecado e o engano.
Orando:

Bendito Deus, pai das misericórdias, perdoa nossas


fraquezas e ajuda-nos a discernir as áreas do caráter que
precisamos ter um cuidado especial. Em nome de Jesus.
Amém.
Dica quente:

Ao ministrar na célula, sempre fale de coisas práticas que


podem se úteis no dia a dia. Fuja das doutrinas estéreis e
teologias mortas.

2º Estudo – A integridade
A estratégia de satanás (Gn 3: 1-6)
Quando lemos a história de José no Egito, ficamos
maravilhados ao perceber a existência de alguém como
ele, que preservou a sua integridade apesar de tantos
desencontros. Ali podemos ver, através da mulher de
Potifar, a estratégia montada por Satanás a fim de fazer
cair o íntegro. Ela começou com lisonjas e conquistas,
pressionou e, ao ver que perdia, usou uma armadilha.
José, por sua vez, não somente ficou firme em sua
posição, mas recusou até mesmo “estar” com aquela
mulher: algo que podia ter feito para nutrir seu egoísmo,
se assim o desejasse. Precisamos entender que o que
preserva a nossa integridade no momento da dificuldade
é nossa atitude de compromisso para com Deus.

A estratégia de satanás não muda. Ele sempre repete a


mesma ladainha, desde a conversa com Eva em Gn 3,
até os dias de hoje, o seu processo para levar o homem a
perder sua integridade é:
1. Despertar a curiosidade da pessoa e, para isso, o
inimigo age nas suas fraquezas.
2. Semear desconfiança quanto à veracidade da Palavra
de Deus – Deus realmente quis dizer isto?

3. Implantar dúvida no coração humano quanto à


bondade (Deus é bom?), à retidão (São boas as
intenções de Deus para comigo?) e à santidade de Deus.
4. Enraizar a incredulidade na mente do homem.

5. Colher, finalmente, a desobediência, o fruto maldito


que faz o homem perder a sua integridade.
Perguntas para debate na célula:

1) Na passagem de tentação de Eva, o que


simbolizava a serpente?

Nesse episódio, a serpente levantou-se contra Deus


através da sua criação. A serpente é identificada como
satanás ou diabo. Certamente satanás controlou a
serpente e a usou como instrumento para efetuar a
tentação, levando a queda do homem perante Deus.

2) Qual foi a primeira mentira proposta por satanás ao


homem?

A raça humana está ligada a Deus mediante a fé na Sua


Palavra como a verdade absoluta. Satanás, porque sabia
disso, procurou destruir a fé que Eva tinha no que Deus
dissera, causando dúvidas contra a Palavra divina.
Satanás insinuou que Deus não estava falando sério no
que dissera sobre a árvore do fruto proibido. Portanto, a
primeira mentira proposta por satanás foi uma forma de
antinomismo (religiosidade que dispensa a consideração
das leis morais), negando o castigo da morte pelo pecado
e apostasia (deserção da fé).
Orando:

Soberano Deus, afasta de nós toda a mentira do diabo


que tenta nos separar do teu amor e propósito nas
nossas vidas, mantendo a integridade do caráter de cada
um de nós. Em nome de Jesus. Amém.

Dica quente:
Um diamante é um pedaço de carvão que se saiu muito
bem ao passar por pressão. A maior característica do
líder é a capacidade de suportar pressão. Resista, e verá
sua célula se multiplicar!

3º Estudo – A integridade
Os inimigos da nossa integridade

As aflições prolongadas que tentam nos desanimar – Em


Gênesis vemos José sendo vendido como escravo por
seus irmãos aos 17 anos de idade, e somente nos seus
30 anos foi ele apresentado ao Faraó, tendo sua vida
transformada. Foram longos 13 anos de altos e baixos
(mais baixos que altos). Mas, por todo esse tempo, José
manteve ante seus olhos a lente da fidelidade de Deus, o
que lhe capacitou ver, além das circunstâncias, a boa
mão do Senhor sobre ele.
As lembranças desagradáveis do passado – Você e eu
escolhemos o que nos transforma em reféns.
Escolhemos quem vai nos manter imobilizados sob seu
domínio. Quase sempre podemos decidir quem e o que
nos vai abater. Não há certamente ninguém que não
tenha um depósito de lembranças penosas que poderiam
absolutamente derrotá-lo. Mas elas não precisam fazer
isso. Você talvez precise de ajuda para transformar o
ferimento em uma cicatriz inofensiva. É possível que
precise de um amigo, um parceiro ou até um conselheiro
profissional que o ajude no processo de livrar-se desses
grilhões. Aprenda essa maravilhosa lição: não é
necessário que sejamos derrotados pelas más
lembranças. Desembarace-se deste peso e olhe
firmemente para Jesus.
As grandes bênçãos que nos levam a lugares altos –
Alguns dos santos mais qualificados da família de Deus
mantiveram a sua integridade acima de tudo, quando o
Senhor os abençoou com riquezas pela Sua graça, e
fizeram uso dela para a glória de Deus. Devemos nos
lembrar que a mensagem de Jesus Cristo atravessa
todas as camadas de posição e sucesso. O seu salário
ou estilo de vida não importam, nem o carro que dirige, o
lugar onde mora ou trabalha. Todos esses fatores estão
ligados a sua posição diante das pessoas, mas não têm a
ver com a sua posição diante de Deus. Deus pode usar
nossa autoridade, nossa abundância e a nossa
promoção. Mas, antes disso, precisamos nos humilhar
diante da poderosa mão do Senhor e dizer: “Jesus Cristo,
preciso de Ti, tenho de cuidar de tudo isso e não posso
levar nada comigo. Eu te peço, faz uso de mim conforme
julgares adequado”.

“Porque, quanto ao Senhor, seus olhos passam por toda


a terra, para mostrar-se forte para com aqueles cujo
coração é totalmente dele;...”(II Crônicas 16: 9)
Pergunta para debate na célula:
1) Você acredita que o seu coração é totalmente de
Deus?
Resposta pessoal. Deus distingue entre o seu povo,
entre aqueles cujas vidas estão totalmente entregues a
Ele, e os demais que estão divididos entre Ele e o
mundo.
Orando:

Senhor Deus, criador dos céus e da terra, dá-nos vitória


sobre os inimigos de nossa integridade, a fim de que
sejamos dignos de sermos chamados de teus filhos. Em
nome de Jesus. Amém.

Dica quente:

Tenha atitude positiva e estimule os membros a fazerem


o mesmo! O problema não é o problema; o problema é a
atitude em relação ao problema!

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