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ESTRUTURAS METÁLICAS: uma introdução

Iêdo Alves de Souza

14 de agosto de 2009
0.1 Resumo histórico
De maneira rápida vejamos os antecedentes da ESTRUTURA MÉTÁLICA por meio
de algumas datas significativas:

• 1801—-Primeiro edfício industrial em ferro (Manchester);


• 1830—-Laminação dos primeiros trilhos de trem;
• 1853—Mercado central de Halles (Paris);
• 1854—-Laminação dos primeiros perfis I sendo feita a primeira normalização de um
material usado na construção civil;
• 1868 a 1874—Ponte em aço sobre o Rio Mississipi em St. Louis, projetada por Eads,
com três arcos treliçados, tendo o maior deles 159 m de vão;
• 1875—-Palácio de Cristal (Petrópolis)
• Começo do século XIX—-Utilização de cabos de aço em pontes;
• 1883—-Ponte do Brooklyn (New York), pensil com 487 m de vão;
• 1890—-Ponte sobre o “Firth of Forth” (Escócia) em balanço duplo treliçado, com
vão central de 521 m;
• 1901—-Estação da Luz (São Paulo); Mercado Ver-0-Peso (Belém); Estação fer-
roviária de Bananal (Bananal);
• 1910—-Teatro José de Alencar (Fortaleza);
• 1910 a 1913—-Viaduto Santa Efigênia construído com estrutura belga, com 225 m
de comprimento vencidos por três arcos;
• Década de 30—-Edifício Chysler e o Empire State (110 andares) ambos em Nova
York;
• 1974—-Foi criada a Associação Brasileira da Construção Metálica (ABCEM) com
o propósito de divulgar aos arquitetos, engenheiros projetistas, investidores e pro-
prietários que a opção pelo aço traz excelente retorno.

0.2 Considerações iniciais


0.2.1 Apoios e vínculos
• Apoio: dispositivo que liga a estrutura a outros sistemas e impede determinados
movimentos do ponto vinculado;
• Vínculos: cada uma das restrições impostas por um apoio.
Reação de apoio:
—– Deslocamento linear é impedido por uma força;
—– Deslocamento angular é impedido por um momento.
Tipos de apoio:
0.2. CONSIDERAÇÕES INICIAIS

Figura 1: Apoio do 3◦ gênero

• Engastamento: impede a translação e a rotação.

• Articulação fixa: impede a translação.

Figura 2: Apoio do 2◦ gênero

• Articulação móvel: impede a translação apenas na direção normal à reta de vincu-


lação.

Figura 3: Apoio do 1◦ gênero

0.2.2 Cargas
Os sistemas de forças que atuam nas estruturas são chamados de “SISTEMAS DE
CARGAS” .

Classificação das cargas


1. Cargas permanentes: atuam constantemente na estrutura ao longo do tempo. Exem-
plo: peso da parede, peso do revestimento, peso da estrutura metálica, etc.

2
0.2. CONSIDERAÇÕES INICIAIS

2. Cargas acidentais: podem estar atuando nas estruturas ou não. Exemplo: peso das
pessoas numa laje, peso dos veículos numa ponte, etc.

As cargas atuam segundo as seguintes leis de distribuição:

• cargas concentradas
Atuam em uma área tão pequena que se considera aplicada num ponto (Figura 4).

Figura 4: viga simplesmente apoiada submetida a uma carga concentrada no meio do vão.

• cargas distribuídas
Atuam ao longo de um carregamento e podem ser:

– Carga distribuída uniforme: quando possuem em todos os pontos o mesmo


valor (Figura 5).

Figura 5: viga simplesmente apoiada submetida a uma carga uniformemente distribuída

– Carga distribuída variável: quando possuem em cada ponto um valor (Figura


6).

NOTA1 : todas as cargas distribuídas podem ser substituídas por cargas concen-
tradas de valor v. Este valor v é numericamente igual a área do diagrama de cargas
aplicado no centro de gravidade.

3
0.2. CONSIDERAÇÕES INICIAIS

Figura 6: viga simplesmente apoiada submetida a uma carga distribuída variável

Figura 7: viga submetida a uma carga momento aplicada no ponto A.

• Carga momento: atua como ação de uma parte da estrutura sobre outra (Figura 7).
NOTA2 : numa estrutura em equilíbrio, os esforços solicitantes que atuam em uma
seção genérica, equilibram as ações externas que atuam à esquerda ou à direita dessa
seção. Nas estruturas planas, são três os esforços solicitantes atuantes, a saber:
momento fletor (M); força normal (N) e força cortante (Q). Portanto, teremos:
ΣFx = 0; ΣFy = 0 e ΣMp = 0, onde o índice p é o ponto escolhido como centro de
redução de momentos.

Exemplo numérico proposto 01: Determinar as equações e desenhar os diagramas


de força normal, esforço cortante e momento fletor da estrutura metálica abaixo (Figura
8):

Figura 8: Estrutura metálica submetida a uma carga concentrada na extremidade direita

Exemplo numérico proposto 02: Construa os diagramas de esforço cortante e de


momento fletor para a viga metálica apoiada e carregada conforme a Figura 9 abaixo:
Exemplo numérico proposto 03: Calcule as reações de apoio e desenhe os dia-
gramas de força normal, de esforço cortante e de momento fletor para o quadro metálica
apoiado e carregado conforme a Figura 10 abaixo:

4
0.3. TELHADOS

Figura 9: viga metálica submetida a vários carregamentos

Figura 10: viga metálica submetida a vários carregamentos

0.3 Telhados
0.3.1 Tipos de telhados
O tipo de telhado deve atender:

• Estética;

• ao escoamento das águas pluviais com estanqueidade;

• a uma redução de custos;

• à redução dos esforços pelos ventos. É indicado um acréscimo de 50% nos valores
das isopletas eólicas da NB 6123.

A inclinação do telhado é importante, não só na concepção das vigas, tesouras e demais


elementos, mas também em relação às forças eólicas (dos ventos). A inclinação costuma
variar de um ângulo de 3◦ até o de 15◦ . Se o telhado é de um só plano inclinado é chamado
meia-água, ou de um só painel. Os mais frequentes são:

5
0.3. TELHADOS

Figura 11: Telhado de duas meias-águas

Figura 12: Telhado geminado

Figura 13: Telhado Germinado com meias-águas no sentido transversal

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0.4. TESOURAS E TERÇAS

Figura 14: Galpão tipo Shed (Neste tipo, as vigas principais são transversais e as tesouras, do tipo
alpendre (shed) se dispõem longitudinalmente, ligando-se às vigas principais). Notem-se a
penetração da luz natural e a redução de altura.

0.4 Tesouras e terças


As tesouras são treliças isostáticas que servem para sustentação da cobertura.

0.4.1 Tipos de tesouras

Figura 15: Esta tesoura é usada na construção de telhado de meia-água. Também serve para unir treliças
em telhados SHED.

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0.4. TESOURAS E TERÇAS

(a)

(b)

Figura 16: a) Telhados SHED são usados em coberturas muito grandes. As flechas inclinadas indicam
o sentido e por onde a luz natural penetra, que é através das treliças verticais. As flechas,
verticais e para cima, representam as colunas em que as vigas se apóiam. Este tipo de tesoura
geralmente é trocado pelo tipo (b) abaixo e b) Tipo de tesoura preferível nos telhados SHED,
pois unem as treliças verticais (T), contraventam-nas, recebem as terças e também a calha.
Na peça superior inclinada estão marcadas 4 bolinhas pretas, locais em que se apóiam as
terças.

Figura 17: Tesoura do tipo alpendre. Não usa escora na extremidade. A peça superior também é inclinada
para que, do lado do ancoramento, seja colocada uma calha. O ancoramento deve ser suficiente
para evitar que caia.

Figura 18: Tesoura tipo alpendre sem escora na extremidade. (Usada em galpões em que se necessite
cargas e descargas sob cobertura externa).

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0.4. TESOURAS E TERÇAS

0.4.2 Cálculo de tensões envolvendo tesouras e terças


As tesouras geralmente estão apoiadas nas terças (Figura 19). A terça é uma viga sim-
plesmente apoiada, carregada com uma carga uniformemente distribuída. Veja, a seguir,
exemplos (exercícios) de cálculo de tensões envolvendo tesouras e terças de telhados:

Figura 19: Terça de telhado (A) com espaçamento entre tesouras de 5 m (B).

Exercício 01: Uma terça de telhado (14×20 cm) é apoiada nas suas extremidades e
é carregada verticalmente com 1 tf concentrada no ponto médio. A inclinação da perna
da tesoura é de 35◦ e o vão de 4 m, conforme Figura 20. Calcule as tensões nos quatro
vértices da seção transversal, traçando o croqui da Linha Neutra (LN).

Figura 20: Terça de seção retangular carregada verticalmente com 1 tf , concentrada no ponto médio.

kgf kgf
Resposta : σ1 = 175, 6 2
; σ2 ∼= 0; σ3 = −175, 6 2 ; σ4 ∼ =0
cm cm
Exercício 02: determinar as tensões nos quatro vértices da seção transversal trapezoidal
de uma terça de madeira (Figura 21), quando solicitada pelo momento fletor 50 tf .cm,
positivo.

9
0.5. TRELIÇAS

Figura 21: Terça de seção trapezoidal solicitada por um momento fletor de 50 tf .cm.

kgf kgf kgf kgf


Resposta : σA = 128, 4 2
; σB = −18, 6 2 ; σC = −107 2 ; σD = −27 2
cm cm cm cm
Exercício 03: a perna AD de uma tesoura de madeira (Figura 22) é encaixada em
uma peça de carvalho de 100×150 mm da linha ABC como mostra o detalhe. Determine
a dimensão a necessária se a tensão tangencial média paralela à fibra na extremidade de
AB não deve exceder 1,2 MPa.

Figura 22: Tesoura de madeira com carga de 18kN no centro.

Resposta : a = 100mm

0.5 Treliças
0.5.1 Conceitos fundamentais
Treliças são estruturas formadas por barras ligadas por articulações, as quais traba-
lham predominantemente sob a ação de forças normais. Por exemplo, se partirmos de
sistemas estáveis e acrescentarmos duas barras não-alinhadas, ligadas por rótulas, estare-
mos construindo sistemas também estáveis. São esses sistemas estáveis e os esforços que
surgem nas barras, quando qualquer força estiver atuando sobre um nó, que são chamados
de treliças.

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0.5. TRELIÇAS

Figura 23: Representação de uma treliça simples com nome das barras

0.5.2 Tipos usuais de treliças

(a)

(b)

Figura 24: a) Treliça Pratt com apoio no banzo superior (Diagonais tracionadas e montantes com-
primidos) e b) Treliça Pratt com apoio no banzo inferior (Diagonais externas e montantes
comprimidos; diagonais internas tracionadas).

(a)

(b)

Figura 25: a) Treliça Warren com apoio no banzo inferior (Algumas diagonais comprimidas e outras tra-
cionadas; alguns montantes comprimidos e outros tracionados) e b) Treliça Warren com apoio
no banzo superior (Não tem montantes; algumas diagonais comprimidas e outras tracionadas.
Triângulos isóceles).

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0.5. TRELIÇAS

(a)

(b)

Figura 26: a) Treliça Howe com apoio no banzo inferior (Diagonais comprimidas; montantes tracionados)
e b) Treliça Howe com apoio no banzo inferior (diagonais cruzadas onde o momento flector é
máximo).

(a)

(b)

Figura 27: a) Treliça com banzo superior em partes inclinadas (Conhecida como tesoura de duas meias-
águas) e b) Treliça com banzo superior em partes inclinadas e sem montantes. (Tesoura de
duas meias-águas).

(a)

(b)

(c)

Figura 28: a) Treliça K com apoio no banzo inferior (Painéis subdivididos para conseguirem-se diagonais
com ± 45◦ ; menores esforços secundários); b) Treliça Pettit. (Banzo superior curvo; painéis
subdivididos; apoio no banzo inferior) c) Treliça Baltimore (Apoio no banzo superior; painéis
subdivididos para que as diagonais tenham ângulos de ± 45◦ ; barras comprimidas mais curtas).

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0.5. TRELIÇAS

(a) (b)

Figura 29: a) Treliça espacial e b) Detalhe indicado na treliça espacial.

0.5.3 Características da treliça espacial e sequência de fabricação


A treliça espacial é uma treliça robusta que possui grande rigidez flexo-torcional e
estabilidade elevada.
Ela é solução para grandes vãos onde as treliças anteriores não se aplicam por não
haver maneira econômica de contraventamento.
Ela dispensa o contraventamento por não ser uma treliça plana.
Sua grande estabilidade e sua robustez compensam as dificuldades construtivas.
Observe-se que trata-se de uma treliça espacial, com o formato de um paralelepípedo
alongado, com treliça plana em cada face (faces laterais, faces inferior e superior) e, ainda,
treliça em cada parte interna na união dos quadros. A sequência de fabricação da treliça
espacial será mostrada a seguir:

1. Ter em mãos um desenho em que o calculista indicou o tipo de cada barra que será
empregada.

2. Conseguir cantoneiras nas dimensões indicadas, do aço indicado, bem desempenadas


e de excelente qualidade.

3. Conseguir uma superfície plana, nas dimensões necessárias para que seja construída
uma treliça plana lateral. Deixar uma contraflecha à razão de 1 mm por metro de
comprimento. Em cima da primeira, para a face oposta, construir outra treliça, com
as cantoneiras viradas.

4. Colocar em pé as duas treliças, separadas pela distância igual à largura das treliças
inferior e superior. Prendê-las, com grampos e pedaços de cantoneiras ou madeira,
para manter a posição. Usar calços para manter a contraflecha. Construir, agora,
estas treliças (superior e inferior) usando os banzos das primeiras. Cuidar, durante a
soldagem para que não haja torceduras, ou que não forme uma helicóide. Evita-se a
formação de torceduras e de helicóide montando-a apenas ponteando alternadamente
as peças ao invés de soldá-las. Depois de toda montada, então fazem-se todas as
soldas.

5. Completar, soldando as barras internas da treliça espacial.

0.5.4 Métodos de cálculo para obtenção de tensões em barras


metálicas
O cálculo preciso das forças que agem em uma barra, ou elemento estrutural, permite
a escolha do tipo de perfil com as propriedades adequadas.

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0.5. TRELIÇAS

o cálculo começa pelas solicitações externas; continua pela determinação das telhas;
do suporte das telhas, as terças; do apoio para as terças; etc. até chegar às fundações.
Hipóteses admitidas nos processos de cálculo:

• As barras se ligam aos nós através de articulações perfeitas;

• As cargas e as reações de vínculo aplicam-se nos nós das treliças;

• O eixo das barras coincide com as retas que unem os nós.

Certas características da geometria e do carregamento permitem a determinação dos


esforços nas barras, conforme ilustrados nas Figuras 30,31,32 e 33 a seguir:

Figura 30: Nó formado por duas barras com α assumindo qualquer valor, sem carregamento externo.
Observe que quando α = π teremos F1 = F2 .

Figura 31: Nó formado por duas barras com α assumindo qualquer valor, possuindo carregamento externo
na direção de uma ou das duas barras.

Figura 32: Nó formado por três barras, sendo duas na mesma direção, sem carregamento externo e com
com α assumindo qualquer valor.

14
0.5. TRELIÇAS

Figura 33: Nó formado por três barras, sendo duas na mesma direção, possuindo carregamento externo
na direção da barra 1 e com com α assumindo qualquer valor.

Método dos nós


Este método consiste basicamente em representar o diagrama de corpo livre dos nós
(rótulas) da treliça. Como a estrutura (treliça) está em equilíbrio como um todo, então,
cada uma das partes que a formam também devem estar em equilíbrio isoladamente.
Como a princípio não se sabe se a força num elemento será de tração ou compressão,
costuma-se considerar todas de tração. Com isso, as forças que forem de compressão
terão como resultado um valor negativo.
Exemplo numérico: calcule os esforços normais nas barras da treliça (Figura 34)
abaixo:

Figura 34: treliça com carga concentrada de 8 kN no nó E

SOLUÇÃO
Calculo das reações de apoio:
X
Fx = 0 =⇒ XA = 0
X
MA = 0 =⇒ −8 × 1, 5 + YC × 2 = 0 =⇒ YC = 6kN
X
MC = 0 =⇒ YA × 2 − 8 × 0.5 = 0 =⇒ YA = 2kN
Equilíbrio do nó A:


X −4 3
FY = 0 = 2 + N2 sen60 =⇒ N2 =
3
√ √
X −4 3 1 2 3
FX = 0 = N2 cos60 + N6 = × + N6 =⇒ N6 =
3 2 3
15
0.5. TRELIÇAS

Equilíbrio do nó D:


X 4 3
FY = 0 = −N2 cos30 − N3 cos30 =⇒ N3 = −N2 =
3

X −4 3
FX = 0 = N1 + N3 cos60 − N2 cos60 =⇒ N1 =
3
Equilíbrio do nó C:

X √
FY = 0 = +N5 sen60 + 6 =⇒ N5 = −4 3
X √
FX = 0 = N7 + N5 cos60 =⇒ N7 = 2 3
Equilíbrio do nó E:

X √
FY = 0 = −N4 sen60 − N5 cos30 − 8 =⇒ N4 = −4 3

Método das seções ou método de Hitter


Corta-se a estrutura preferencialmente em três barras (não todas concorrentes e não
todas paralelas, isto é, não paralelas e concorrentes duas a duas) e calculam-se as forças
necessárias para equilibrar estes cortes.

Observações:

1) A seção pela qual se separa o sistema reticulado ou treliça não precisa ser retilínea (a
seção pode ser uma curva qualquer, desde que seja contínua).

2) Este método é muito útil quando se quer conhecer os esforços apenas em algumas
barras.

16
0.5. TRELIÇAS

Figura 35: Treliça submetida várias cargas no banzo inferior

Exemplo numérico: calcule os esforços normais nas barras 2, 8 e 15 da treliça mostrada


na Figura 35.
SOLUÇÃO
Calculo das reações de apoio:
X
FX = 0 =⇒ XF = 0
X
MF = 0 = −P × a − 2P × 2a − P × 3a + Yj × 4a =⇒ YJ = 2P
X
FY = 0 = Yf − P − 2P − P + Yj =⇒ YF = 2P
Método de Hitter:

Figura 36: Treliça com seção cortando as barras 2,8 e 15

X √
FY = 0 = 2P − P − −F8 cos45 =⇒ F8 = P 2
X
MH = 0 = −2P × 2a + P × a + F2 × a =⇒ F2 = −3P
X
MB = 0 = −2P × a + P × a + F15 × a =⇒ F15 = 2P
Exemplo numérico proposto 01: determinar as reações externas e os esforços nas
barras 2-4, 5-7 e 6-8 da treliça (Figura 37) abaixo:
√ √
Resposta : V1 = −3t; V2 = 6t; H = 0; F2−4 = −3 2t; F5−7 = +3t; F6−8 − 3 2t

Exemplo numérico proposto 02: uma torre de uma linha de transmissão é mode-
lada pela treliça mostrada (Figura 38). Calcule as forças induzidas nas barras AB, DB,
CD e FC pelas cargas de 1,8 kN mostradas. Suponha que os elementos cruzados nas
seções centrais da treliça suportam apenas tração.

Resposta : FAB = 3, 89kN (C); FDB = 0; FCD = 0, 932kN (C); FF C = 4, 41kN (C)

17
0.5. TRELIÇAS

Figura 37: Treliça submetida a uma carga concentrada de 3 t no nó 9

Figura 38: Treliça tipo torre submetida a diversos carregamentos

18
0.5. TRELIÇAS

Equações de compatibiledade de deslocamentos


Quando se tem um problema hiperestático a ser resolvido, utilizando apenas as equa-
ções de equilíbrio da eatática, não se consegue determinar todas as reações externas e
internas, pois o número de equações independentes obtidas é menor que o número de
reações incógnitas envolvidas. Nesse caso, considerando-se as deformações sofridas pela
estrutura, pode-se escrever equações que compatibilizam os deslocamentos em determina-
dos pontos e por intermédio da Lei de Hooke, transformar estas equações de compatibili-
dade de deslocamentos em equações que envolvem as reações incógnitas. Assim, obtém-se
um conjunto de equações independentes (equilíbrio e compatibilidade) que possibilita a
determinação de todas as reações incógnitas (externas e internas).
Exemplo numérico proposto 01: as barras 1, 2 e 3 são de aço e têm, respectiva-
mente, as seções S1 = 1,5 S; S2 = 2,0 S e S3 = 1,0 S (Figura 39). Sendo σ̄ = 1, 4 cmt 2 calcular
o valor de S para que o valor da carga P seja admissível. Desprezar o peso próprio das
barras.

Figura 39: Chapa rígida sustentada por tirantes

Resposta : S = 0, 5cm2
Exemplo numérico proposto 02: determinar o coeficiente da mola (k) no sistema
da figura para o qual a tensão no tirante BD seja o triplo da tensão no tirante CE. São
dados: E= 1500 cmt 2 ; S= 5cm2 ; l= 1000cm.

Figura 40: Chapa rígida sustentada por tirantes e apaiada por mola

tf
Resposta : k = 1
cm2

19
0.6. EMENDAS E SOLICITAÇÃO POR CORTE—REBITES OU PARAFUSOS

0.6 Emendas e solicitação por corte—REBITES OU


PARAFUSOS
Os engenheiros e arquitetos devem conhecer as possibilidades de conexão dos compo-
nentes formadores do sistema estruturado em aço, pois dessa forma poderá, juntamente
com os demais profissionais, opinar e até mesmo trazer soluções mais adequadas às ne-
cessidades do projeto. O conhecimento desse tipo de detalhamento é ainda indispensável,
em função das próprias características que o material aço traz consigo—a industrialização
de suas peças.
Trabalhar com aço, é trabalhar com o desenho industrial, com o desenho e a concepção
de cada peça. É um trabalho de raciocínio, de estudo de soluções mais adequadas estética
e economicamente.1

• Relação dos possíveis tipos de ruptura de uma ligação por rebites ou parafusos:

Ruptura do rebite por cisalhamento do seu fuste:


seja τ̄ = tensão de cisalhamento admissível do material do rebite ; Sf =área da
seção transversal do fuste; N= esforço solicitante no rebite.

N
τ̄ ≥
Sf
Ruptura da chapa (ou da cobrejunta) na seção transversal mais crítica:
seja σ̄= tensão normal admissível do material; Su = área útil da seção transver-
sal da chapa; P= esforço solicitante axial na chapa.

P
σ̄ ≥
Su
Su = S − (d × e)
Ruptura da chapa (ou da cobrejunta) por cisalhamento:
este tipo de ruptura é evitado guindo-se as especificações, de distâncias mínimas
estre rebites, recomendadas pela Norma Brasileira.
Ruptura da chapa (ou da cobrejunta) por esmagamento:
O esmagamento da chapa ocorre nos pontos onde o fuste do rebite aplica
pressão sobre a parede cilíndrica do furo.
Seja σesm
¯ = tensão de esmagamento admissível do material; Sesm =área da seção
transversal da chapa; N= esforço solicitante no rebite.

N
¯ ≥
σesm
Sesm
Nota: a área de esmagamento é definida como Sesm = d × e

Eemplo numérico proposto 01: Calcular: (a) O diâmetro máximo do rebite; (b) O
número de rebites da ligação esquematizada pela Figura 41 e (c) O comprimento mínimo
das cobrejuntas.
1
Elementos de ligação da AÇOMINAS (1989)

20
0.7. COLUNAS

Figura 41: Treliça submetida a uma carga concentrada de 3 t no nó 9

Resposta(a) : dmáx = 1, 5cm;


Resposta(b) : nmín = 4 rebites
Resposta(c) : amín = 39, 00cm
Exemplo numérico proposto 02: Calcular a carga admisssível na ligação da Figura
42 abaixo:

Figura 42: Treliça submetida a uma carga concentrada de 3 t no nó 9

Resposta : P̄ = 14, 4 toneladas

0.7 Colunas
Colunas são elementos estruturais lineares de eixo reto, usualmente dispostos na ver-
tical, em que as forças normais de compressão são preponderantes e cuja função principal
é receber as ações atuantes nos diversos níveis e conduzi-las até as fundações.

• Coluna engastada na base e livre na outra extremidade : Por intermédio


da equação diferencial da curva elástica, ficou demonstrado e estabelecido para este
tipo de coluna (Figura 43) a expressão:

π 2 EI
Pf l =
4l2
Chamada carga crítica de Euler. A tensão de flambagem passa a ser:

21
0.7. COLUNAS

π2E
σf l =
4λ2

Figura 43: Coluna engastada na base e livre na outra extremidade

• Coluna birrotulada: A elástica na Figura 44 assume o formato simétrico em re-


lação ao meio da coluna. Assim, tanto o ramo superior, como o inferior da elástica,
se comportam analogamente à elástica do caso anterior. Então teremos um compri-
mento de flambagem equivalente a 2l . Introduzindo este comprimento à fórmula da
carga crítica, estabeleceremos para a coluna birrotulada a expressão:

π 2 EI π 2 EI
Pf l = =
4( 2l )2 l2
A tensão de flambagem passa a ser:

π2E
σf l =
λ2

• Coluna biengastada: Aquí a elástica assume a representação da Figura 45. A


elástica pode ser considerada como dividida em quatro ramos, análogos, cada um
deles, ao primeiro caso (carga crítica de Euler). Entrando com o comprimento de
flambagem 4l , na expressão da carga crítica de Euler, chegaremos à fórmula:

π 2 EI 4π 2 EI
Pf l = =
4( 4l )2 l2

A tensão de flambagem passa a ser:

4π 2 E
σf l =
λ2

22
0.7. COLUNAS

Figura 44: Coluna birrotulada

Figura 45: Coluna biengastada

23
0.7. COLUNAS

• Coluna com a base engastada e o topo articulado: Neste caso a elástica


não apresenta simetria, não sendo possível a analogia com a coluna caracterizada
no primeiro caso. Um procedimento teórico, similar ao que permitiu a dedução da
carga crítica de Euler (1◦ caso) conduziria ao encontro da carga crítica para este
tipo de coluna. Contudo, se considerarmos como fundamental a fórmula da carga
crítica da coluna birrotulada e entrarmos com o comprimento de flambagem igual a
3
4
l, chegaremos a uma expressão muito próxima da teórica, ou seja:

π 2 EI π 2 EI
Pf l = = 1, 78
( 43 l)2 l2

A tensão de flambagem passa a ser:

π2E
σf l = 1, 78 2
λ

Figura 46: Coluna com a base engastada e o topo articulado

Exemplo numérico proposto: sabendo-se que um coeficiente de segurança de 2,6


é desejado, determinar a maior carga P que pode ser aplicada a estrutura mostrada
na Figura 47 (a) e (b). Usar E = 200M P a e considerar somente a flambagem no
plano da estrutura.

24
0.8. AÇOS ESTRUTURAIS

(a) (b)

Figura 47: a) Barras metálicas com 12 e a 14 mm de diâmetros e b) Barras metálicas com 15 e a


20 mm de diâmetros.

0.8 Aços estruturais


0.8.1 Introdução
Para definirmos o que é aço, partiremos de seu processo de fabricação a partir do
minério de ferro, sua matéria prima. As usinas siderúrgicas são responsáveis pela trans-
formação do minério de ferro em aço, de modo que ele possa ser usado no comércio.
Aço é uma liga de Ferro com Carbono, contendo ainda outros elementos químicos.
Nos aços, o teor de Carbono situa-se entre 0,008 e 2,000 %; acima de 2,06 % de C, a
liga é denominada ferro fundido. O teor dos elementos de liga são dosados de acordo com
a finalidade a que se destina um tipo de aço. Os elementos químicos Cobalto, Cromo,
Níquel, Manganês, Molibdênio, Vanádio e Tungstênio (= Volfrâmio, Wolfrâmio) são os
mais usados na preparação de aços especiais.
Quando os elementos predominantes na liga são apenas Ferro e Carbono, esta liga
recebe o nome de aço-carbono, aço comum ou aço comercial. Somente os aços-carbono
interessam aos objetivos do fabricante de estruturas metálicas.
Dependendo do teor de Carbono, os aços são divididos conforme a Tabela 1 abaixo:

Tabela 1: Teor de carbono e nome correspondente


Teor de Carbono Nome popular
Menos de 0,15 % Aço extra doce (Teor muito baixo de Carbono)
0,15 a 0,25 % Aço doce (Baixo teor de Carbono)
0,25 a 0,40 % Aço meio doce (Médio teor de Carbono)
0,40 a 0,60 % Aço meio duro (Alto teor de Carbono)
0,60 a 0,80 % Aço duro (Teor muito alto de Carbono)
0,80 a 1,20 % Aço extraduro (Teor extra-alto de Carbono)

25
0.8. AÇOS ESTRUTURAIS

0.8.2 Nomenclatura dos aços estruturais disponíveis no mercado


Não existe hoje uma classificação dos aços considerada como precisa e completa, espe-
cialmente com relação aos aços-liga, onde a cada dia os pesquisadores testam a inclusão
de novos elementos para obtensão de novos aços.
Mesmo assim, a ABNT, a ASMT (American Siciet for Testing and Materials), entre
outras associações técnicas espalhadas pelo mundo, possuem sistemas que tem atendido
as atuais necessidades.
A tabela abaixo mostra a nomenclatura de varios aços estruturais disponíveis no mer-
cado.
Os símbolos indicados na Tabela 2 estão especificados da seguinte maneira:
fel =limite de elasticidade
fy =limite de escoamento
fu =limite de resistência à tração
δ=alongamento

Tabela 2: Nomenclatura dos aços estruturais disponíveis no mercado


T eor
tipo de aço Carbono
% fel (GPa) fy (MPa) fu (MPa) δ%
ASTM-A-36 0,25 a 0,30% 200 250 400 a 500 20
Comercial —– ± 190 ± 240 370 a 520 20
ASTM-A570 0,25 185 230 360 23
SAE 1008 0,08 135 170 305 30
SAE 1010 0,10 145 180 325 28
SAE 1020 0,20 170 210 380 25
SAE 1045 0,45 250 310 560 17
ASTM-A242 < 0,22 250 290 a 350 435 a 480 18
ASTM-A441 —– 220 a 275 275 a 345 415 a 485 ±18
ASTM-A572 —– 220 a 275 290 a 345 415 a 450 ±18
ASTM-A588 —– 230 a 280 290 a 350 415 a 450 ±18
COR-TEN A/B —– 275 345 480 ±19
COR-TEN C —– 330 415 550 ±19
ABNT MR250 —– 200 250 400 —–
ABNT MR290 —– 230 290 415 —–
ABNT MR345 —– 275 345 450 —–

Obs.: o aço SAE 1045 não é usado na estrutura propriamente dita, mas somente nos
esticadores de tirantes dela.
Só indicar aos clientes material de indústrias que procedam análises de seus produtos.
Lojas que comercializam produtos de qualidade duvidosa devem ser evitadas, mesmo que
o preço seja menor.
Para aços usados em estruturas metálicas não são desejáveis teores de carbono médios
ou altos. Os teores devem estar entre 0,10 a 0,30% de C, por permitirem solda elétrica
sem cuidados especiais.

26
0.8. AÇOS ESTRUTURAIS

0.8.3 Principais propriedades do aço


É importante que se tenha um conhecimento prévio de algumas propriedades do aço,
os quais são de fundamental importância no campo de estruturas metálicas, cujo projeto
e execução nelas se baseiam. Eis algumas dessas propriedades:

• Elasticidade: é a capacidade do material de voltar à forma inicial uma vez re-


movida a força externa atuante sobre o mesmo. De acordo com o diagrama tensão-
deformação, Figura 48, dentro da fase denominada elástica, quando tracionamos a
peça, a deformação segue a lei de Hooke, sendo proporcional ao esforço aplicado,
ou seja: σ = ǫ E, onde σ=tensão aplicada; ǫ=deformação; E=módulo de Young.
Portanto, ao maior valor de tensão para o qual vale a lei de Hooke é chamado limite
de proporcionalidade (σp ).

Figura 48: Diagrama tensão-deformação

σmáx – tensão normal máxima


σp – tensão limite de proporcionalidade
σe – tensão de escoamento
σr – tensão de ruptura

• Plasticidade: é a propriedade inversa da elasticidade, isti é, é a capacidade do ma-


terial não voltar a sua forma inicial, após a remoção da carga externa, obtendo-se
deformações permanente. A deformação plástica altera a estrutura do material, au-
mentando sua dureza. Este fenômeno é denominado endurecimento pela deformação
a frio ou encruamento.

• Ductilidade: é a capacidade do material de se deformar sob a ação de cargas, antes


de se romper, daí a grande importância, já que estas deformações constituem um
aviso prévio à ruptura final do material. A ductilidade diminue com um aumento da
porcentagem de perlita (aumento do teor de carbono). O ferro fundido é considerado
um material não dúctil, possuindo um comportamento frágil.

• Fragilidade: ao contrário da ductilidade, materiais frágeis rompem bruscamente,


sem aviso prévio e sem se deformar, sendo um dos principais fatores responsáveis
por diversos tipos de acidentes ocorridos em pontes, por exemplo. Os ensaios de

27
0.8. AÇOS ESTRUTURAIS

impacto são os mais empregados para o estudo de fratura frágil. O ensaio de impacto
mais usado, pela sua simplicidade, é o que utiliza corpos de prova Charpy. O corpo
de prova é padronizado e provido de um detalhe para localizar a sua ruptura e
produzir um estado triaxial de tensões, quando ele é submetido a uma flexão por
impacto, produzida por um martelo pendular. A energia que o corpo de prova
absorve, para se deformar e romper, é medida pela diferença entre a altura atingida
pelo martelo antes e depois do impacto, multiplicada pelo peso do martelo. quanto
menor for a energia absorvida, mais frágil será o comportamento do material àquela
solicitação dinâmica. A energia absorvida varia sensivelmente com a temperatura
de ensaio. Define-se como temperatura de transição a temperatura (ou faixa de
temperatura) onde ocorre uma mudança no caráter de ruptura do aço, passando
de dúctil para frágil, ou vice-versa. Logo, em regiões onde podem ocorrer baixa
temperaturas, deve-se exigir o ensaio Charpy para verificar o tipo de fratura que o
aço pode proporcionar.

• Resiliência: é denominada a capacidade de absorver energia mecânica em regime


elástico, isto é, a capacidade de restituir a energia mecânica absorvida.

• Tenacidade: é a energia total (pástica ou elástica) que o material pode absorver até
a ruptura. Assim, pode-se concluir que um material ductil com a mesma resistência
de um material frágil irá requerer maior energia para ser rompido e, portanto, é
mais tenaz.

• Fluência: ela acontece em função de ajustamentos plásticos (deformações plásticas)


que podem ocorrer em pontos de tensão ao longo dos contornos de grão do material.
Estes pontos de tensão aparecem logo após o metal ser solicitado por uma carga
constante (como é o caso de sistemas estruturais), e sofrer a deformação elástica.
Após esta fluência, a deformação continua leva a uma redução da área da seção
transversal da peça (denominada estricção). Ela pode ser considerada como signi-
ficativa quando a tensão aplicada for superior a cerca da metade da resistência de
escoamento.

• Fadiga: a ruptura de um material sob esforços repetidos ou cíclicos, ocorrendo


a uma tensão inferior à resistência obtida em condições estáticas. A ruptura por
fadiga é sempre uma ruptura frágil, mesmo para materiais dúcteis. Esta propriedade
do aço deve ser sempre conhecida e aplicada nos cálculos estruturais de edifícios
altos. A ruína do material pode ser avaliada por meio de ensaios de fadiga, de onde
se obtêmgráficos de tensão × número de giros. A resistência a fadiga nas peças
pode ser diminuída por diferentes concentrações de tensao em determinados pontos,
que por sua vez podem ser ocasionados por variação de forma da seção das peças,
solda e corrosão. Assim, para se ter idéia da importância desta propriedade, no
dimensionamento de vigas soldadas de pontes e edifícios altos, as tensões admissíveis
são determinadas por ensaios de fadiga.

• Dureza: é a resistência ao risco ou abrasão. Na prática mede-se a dureza pela re-


sistência que a superfície do material oferece à penetração de uma peça de maior
dureza, havendo para tanto diversos processos: Brinnel, Rockwel, etc. A determi-
nação da dureza dos metais permite avaliar dentre outros, as condições de fabricação
e tratamento das ligas metálicas, as diferenças estruturais locais, e a influência de
elementos de liga.

28
0.8. AÇOS ESTRUTURAIS

• Soldabilidade: Diz-se que um aço tem boa soldabilidade quando, na execução da


solda, a fusão do material não causa transformação considerável de sua estrutura
cristalina. A experiência tem mostrado que altos teores de Carbono reduz a solda-
bilidade. Enxofre elevado também é prejudicial. Veja a tabela 3 abaixo:

Tabela 3: Soldabilidade para diferentes tipos de aço


Tipo Classe Soldabilidade Preaquecimento Recozimento
I C < 0,30 % fácil não não
C < 0,15 % fácil não não
II 0,30≤ C<0,50% razoável aconselhável aconselhável
0,15≤ C < 0,30% razoável aconselhável aconselhável
III > 0,50 % difícil sim sim
> 0,30 % difício sim sim

Observações:

1. Em qualquer solda elétrica não se pode:

• Jogar água para apressar o resfriamento.


• Retirar a capa de escória do eletrodo logo que a solda for terminada.

2. Os aços CA-50 e CA-60, para concreto, são de soldagem dificílima, exigem preaque-
cimento e recosimento. Não são indicados para estruturas.

3. Os aços 1010 e 1020 são de muito boa soldabilidade.

0.8.4 Composição química e seus efeitos


Impurezas normais
Além do ferro e do carbono, alguns elementos podem ser adicionados ao aço, com o
objetivo de conceder-lhe características específicas.
O fósforo, o enxofre, o manganês e o silício, estão presentes desde a etapa de fabricação
do aço, daí a denominação de impurezas normais. De um modo geral, estes elementos
podem combinar-se entre si, formando compostos como MnS, SiO2 , MnO, ou com o ferro
(FeSi, Fe3 P, FeS) ou ainda com o carbono, formando por exemplo Mn3 C.
A Tabela 4 mostra resumidamente alguns efeitos que esses elementos proporcionam
no desempenho do aço.

Tabela 4: Efeito das impurezas nos aços


Elemento Efeitos
Fósforo Fragiliza o aço e deve ter seu teor controlado
Enxofre Torna-se mais plástico e tenaz na presença do manganês
Silício Atua como desoxidante, evitando bolhas nos lingotes

29
0.8. AÇOS ESTRUTURAIS

Adições de elementos de liga


Os elementos de ligas são adicionados com o objetivo de melhorar as propriedades do
aço. Geralmente são acrescentados na aciaria, ao metal em fusão. Adições controladas
desses elementos ajuda a obter, juntamente com o tratamento térmica, as propriedades
mecânicas, físicas e químicas desejadas. Na Tabela 5 são apresentadas as influências de
alguns elementos, principalmente em aços estruturais.

Tabela 5: Influência de elementos de liga no aço


Elemento Características
Manganês Usado como desoxidante e para capturar enxofre
Níquel Almenta a resistência à corrosão
Silício Favorece a resistência a corrosão e reduz a soldabilidade
Zircônio Reage com enxofre, níquel e O2 e melhora a dureza
Cobre Melhora a resistência a corrosão atmosférica
Cromo Melhora endurecimento e resistência a corrosão
Boro Melhora a temperabilidade (tratamento térmico)
Alumínio Desoxidante e controlador do crescimento dos grãos (aços)
Molibidênio Melhora a temperabilidade e a dureza
Nióbio Aumenta a resistência mecânica, a dureza e a tenacidade

0.8.5 Vantagem do uso do aço na arquitetura de prédios indus-


triais
O sistema construtivo em aço apresenta vantagens significativas sobre o sistema cons-
trutivo convencional:

1. Maior área útil: as seções dos pilares e vigas de aço são substancialmente mais
esbeltas do que as equivalentes em concreto, resultandoem melhor aproveitamento
do espaço interno e aumento da área útil, fator importante em garagens de empresas
de transportes.

2. Flexibilidade: a estrutura metálica mostra-se especialmente indicada nos casos


onde há necessidades de adaptações, ampliações, reformas e mudança de ocupação
de edifícios. Além disso, torna-se mais fácil a passagem de utilidades como água, ar
condicionado, eletricidade, esgoto, telefonia, informática, etc.

3. Compatibilidade com outros materiais:


O sistema construtivo em aço é perfeitamente compatível com qualquer tipo de
material de fechamento, taato vertical como horizontal, admitindo desde os mais
convencionais (tijolos e blocos, lages moldadas in loco, etc) até componentes pré
fabricados (lajes e painéis de concreto, painéis “dry-wall”, etc).

4. Antecipação de ganho:
Em função da maior velocidade de execução da obra, haverá um ganho adicional
pela ocupação antecipada do imóvel e pela rapidez no retorno do capital investido.
Observe que a estrutura é fabricada em paralelo com a execução das fundações,

30
0.9. CONSIDERAÇÕES FINAIS

podemos trabalhar em diversas frentes simultaneamente, existe uma diminuição de


formas e escoramento e o fato de a montagem da estrutura não ser afetada em dias
de chuvas, pode levar a uma redução de até 50% no tempo de execução quando
comparado com os processos convencionais.

5. Reciclabilidade e preservação do meio ambiente:


O aço é 100% reciclável e as estruturas, em alguns casos, podem ser desmontadas e
reaproveitadas. É também menos agressiva ao meio ambiente, pois além de reduzir o
consumo de madeira na obra, diminue a emissão de material particulado e poluição
sonora geradas pelas serras e outros equipamentos destinados a trabalhar a madeira.

0.9 Considerações finais


0.9.1 Planejamento e cálculo
Para um bom planejamento é necessário saber a que a obra se destina no momento.
Se no interior haverá produtos ou operações e transformações de que emanem gases cor-
rosivos, danosos e agressivos. Cada lugar tem suas peculiaridades e do ambiente devem
ser anotados: se o local é descampado ou se existem atenuantes à ventanias; se há ou
não possibilidades de inundações, de trepidações ou de algo que mereça ser considerado;
o tipo de solo e seu corte topográfico para análise.
Rabiscos considerando as observações acima são o delineamento que servirá de orien-
tação para o projeto que constará de:

• Planta baixa em que ficam indicadas as paredes, janelas, portas ou portões, colunas
e o que mais o piso deva conter.

• Um ou dois cortes verticais, feitos em separado, de tal forma que ajude a compreen-
são.

• Por último, o desenho da estrutura como se o observador a visse por cima. Deta-
lhamentos são em desenhos ampliados.

Projeto acabado, é a vez do calculista conceber o tipo de estrutura e determinar todos os


materiais para a fabricação.
“Resistência dos Materiais” e “Estabilidade das Construções” são estudos avançados
que fazem parte dos cursos de engenharia, após sólidos conhecimentos de “Estática” e
de “Dinâmica” das estruturas. Visam capacitar os futuros profissionais para análise e
projetos de máquinas e estruturas. Enquanto a Estática e a Dinâmica se valem de modelos
matemáticos simples, Resistência dos Materiais necessita de modelos mais complexos para
as necessidades tecnológicas da área industrial. Condições de equilíbrio das forças que
agem em uma estrutura; a relação entre tensão e deformação em um certo material; as
condições impostas pelas solicitações (apoios e carregamentos da estrutura); a importância
das propriedades geométricas dos materiais; diagramas do comportamento de materiais e
a aplicação correta deles; etc. fazem parte deste estudo. No cálculo do material de uma
estrutura é essencial que se determine que as cargas impostas, permanentes ou transitórias,
e o efeito do envelhecimento não façam a estrutura ruir. Não se deve construir sem um
bom projeto e um competente cálculo executados por profissionais credenciados.

31
0.9. CONSIDERAÇÕES FINAIS

0.9.2 Capital necessário e administração


Para muita gente, a questão do capital é um problema impeditivo para que possa ini-
ciar uma atividade qualquer. Sabe-se, desde muito tempo, que em qualquer empreendi-
mento, mais importantes que certa quantia disponível, são o conhecimento, a disposição e
a capacidade realizadora. Fabricar estruturas metálicas é negócio para pequenos, médios
ou grandes empresas. Até para autônomos. Como cada estrutura se ajusta a determi-
nada construção, é feita sob encomenda, que deve estar acompanhada de um contrato
- de preferência por escrito e sob forma legal. Apensos ao contrato devem estar um
organograma, um cronograma e um fluxograma, os quais servem para garantir o bom an-
damento do negócio. É de praxe o comprador da estrutura financiá-la no devido tempo.
Portanto, dependendo do tamanho do empreendimento, os requisitos são apenas uma sol-
dadora elétrica pequena e uma máquina de corte, o “policorte”, um baú de ferramentas,
etc., ou uma empresa de porte com diversos departamentos. Do que foi exposto, para
começar, basta ter o conhecimento de como calcular e executar a fabricação de estruturas.
O capital necessário é a bagagem de conhecimentos adquiridos e a capacidade de cumprir
contratos.
Pode acontecer que o cliente queira apenas o cálculo. Neste caso, é praxe o pagamento
de 50% no ato do contrato e o restante na entrega da “memória de cálculo”.
Uma constante neste ramo de atividade é a de o cliente financiar a tempo todo o di-
nheiro necessário. Sobre administração, ramo de estruturas metálicas, o empresário pode
administrar muitas obras simultaneamente. Capacidade de organização e administração
e, também, um grupo de empregados distribuídos em equipes, uma para cada obra sob
as ordens de um encarregado-montador, permitem empreender diversas construções si-
multâneas. Bons empregados auferindo participação nos resultados são importantíssimos
ao sucesso.

32
0.10. ANEXOS

0.10 Anexos
0.10.1 Aços para armaduras
Conforme já dito anteriormente o aço é uma liga metálica composta principalmente
de ferro e de pequenas quantidades de carbono (em torno de 0,002% até 2%). Os aços
estruturais para construção civil possuem teores de carbono da ordem de 0,18% a 0,25%.
Entre outras propriedades, o aço apresenta resistência e ductilidade, muito importantes
para as Engenharias Civil, Elétrica (especialmente em torre de linha de transmissão) e
Mecânica. Como o concreto simples apresenta pequena resistência à tração e é frágil, é
altamente conveniente a associação do aço ao concreto, obtendo-se o concreto armado.
Este material, adequadamente dimensionado e detalhado, resiste muito bem à maioria
dos tipos de solicitação. Mesmo em peças comprimidas, além de fornecer ductilidade, o
aço aumenta a resistência à compressão.

Matéria prima
Para a obtenção do aço são necessárias basicamente duas matérias-primas: minério de
ferro e coque. O processo de obtenção denomina-se siderurgia, que começa com a chegada
do minério de ferro e vai até o produto final a ser utilizado no mercado. O minério de
ferro de maior emprego na siderurgia é a hematita (Fe2 O3 ), sendo o Brasil um dos grandes
produtores mundiais.
Coque é o resíduo sólido da destilação do carvão mineral. É combustível e possui
carbono. Em temperaturas elevadas, as reações químicas que ocorrem entre o coque e
o minério de ferro, separam o ferro do oxigênio. Este reage com o carbono do coque,
formando dióxido de carbono (CO2 ), principalmente. Também é utilizado um fundente,
como o calcário, que abaixa o ponto de fusão da mistura. Minério de ferro, coque e
fundente são colocados pelo topo dos altos-fornos, e na base é injetado ar quente. Um alto
forno chega a ter altura de 50m a 100m. A temperatura varia de 1000◦ C no topo a 1500◦ C
na base. A combinação do carbono do coque com o oxigênio do minério libera calor.
Simultaneamente, a combustão do carvão com o oxigênio do ar fornece calor para fundir o
metal. O ponto de fusão é diminuído pelo fundente. Na base do alto forno obtém-se ferro
gusa, que é quebradiço e tem baixa resistência, por apresentar altos teores de carbono e de
outros materiais, entre os quais silício, manganês, fósforo e enxofre. A transformação de
gusa em aço ocorre nas aciarias, com a diminuição do teor de carbono. São introduzidas
quantidades controladas de oxigênio, que reagem com o carbono formando CO2 .

Tratamento mecânico
O aço obtido nas aciarias apresenta granulação grosseira, é quebradiço e de baixa
resistência. Para aplicações estruturais, ele precisa sofrer modificações, o que é feito
basicamente por dois tipos de tratamento: a quente e a frio.
a) Tratamento a quente:
O aço obtido nessa situação apresenta melhor trabalhabilidade, aceita solda comum,
possui diagrama tensão-deformação com patamar de escoamento, e resiste a incêndios
moderados, perdendo resistência, apenas, com temperaturas acima de 1150◦ C (Figura
49). Estão incluídos neste grupo os aços CA-25 e CA-50.
Na Figura 49 tem-se: P: força aplicada; A: área da seção em cada instante; A0 :
área inicial da seção; a: ponto da curva correspondente à resistência convencional; b:

33
0.10. ANEXOS

Figura 49: Diagrama tensão-deformação de aços tratados a quente

ponto da curva correspondente à resistência aparente; c: ponto da curva correspondente


à resistência real.
b) Tratamento a frio ou encruamento:
Neste tratamento ocorre uma deformação dos grãos por meio de tração, compressão
ou torção, e resulta no aumento da resistência mecânica e da dureza, e diminuição da
resistência à corrosão e da ductilidade, ou seja, decréscimo do alongamento e da estricção.
O processo é realizado abaixo da zona de temperatura crítica (720◦ C). Os grãos per-
manecem deformados e diz-se que o aço está encruado. Nesta situação, os diagramas de
tensão-deformação dos aços apresentam patamar de escoamento convencional, torna-se
mais difícil a solda e, à temperatura da ordem de 600◦ C, o encruamento é perdido (Figura
50). Está incluído neste grupo o aço CA-60.

Figura 50: Diagrama tensão-deformação de aços tratados a frio

Na Figura 50 tem-se: P: força aplicada; A: área da seção em cada instante; A0 :


área inicial da seção; a: ponto da curva correspondente à resistência convencional; b:
ponto da curva correspondente à resistência aparente; c: ponto da curva correspondente
à resistência real.

34
0.10. ANEXOS

0.10.2 Tabelas usuais em elementos estruturais de concreta ar-


mado

Tabela 6: Armadura simples

35
0.10. ANEXOS

Tabela 7: Armadura dupla

36
0.10. ANEXOS

Tabela 8: Área da seção de barras

37
0.10. ANEXOS

Tabela 9: Área da seção de fios

38
0.10. ANEXOS

Tabela 10: Seção de barras por metro de largura

39
0.10. ANEXOS

Tabela 11: Seção de fios por metro de largura

40
0.10. ANEXOS

Tabela 12: Ancoragem 1.5a

41
0.10. ANEXOS

Tabela 13: Ancoragem 1.5b

42
0.10. ANEXOS

Tabela 14: Ancoragem 1.5c

43
0.10. ANEXOS

Tabela 15: Ancoragem 1.5d

44
0.10. ANEXOS

Tabela 16: Ancoragem 1.5e

45
0.10. ANEXOS

Tabela 17: Aderência

46
0.10. ANEXOS

Tabela 18: Ganchos e dobras 1.7a

47
0.10. ANEXOS

Tabela 19: Ganchos e dobras 1.7b

48
Lista de Figuras

1 Apoio do 3◦ gênero . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2
2 Apoio do 2◦ gênero . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2
3 Apoio do 1◦ gênero . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2
4 viga simplesmente apoiada submetida a uma carga concentrada no meio
do vão. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3
5 viga simplesmente apoiada submetida a uma carga uniformemente distribuída 3
6 viga simplesmente apoiada submetida a uma carga distribuída variável . . 4
7 viga submetida a uma carga momento aplicada no ponto A. . . . . . . . . 4
8 Estrutura metálica submetida a uma carga concentrada na extremidade
direita . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
9 viga metálica submetida a vários carregamentos . . . . . . . . . . . . . . . 5
10 viga metálica submetida a vários carregamentos . . . . . . . . . . . . . . . 5
11 Telhado de duas meias-águas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
12 Telhado geminado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
13 Telhado Germinado com meias-águas no sentido transversal . . . . . . . . 6
14 Galpão tipo Shed (Neste tipo, as vigas principais são transversais e as
tesouras, do tipo alpendre (shed) se dispõem longitudinalmente, ligando-se
às vigas principais). Notem-se a penetração da luz natural e a redução de
altura. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7
15 Esta tesoura é usada na construção de telhado de meia-água. Também
serve para unir treliças em telhados SHED. . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7
16 a) Telhados SHED são usados em coberturas muito grandes. As flechas
inclinadas indicam o sentido e por onde a luz natural penetra, que é através
das treliças verticais. As flechas, verticais e para cima, representam as
colunas em que as vigas se apóiam. Este tipo de tesoura geralmente é
trocado pelo tipo (b) abaixo e b) Tipo de tesoura preferível nos telhados
SHED, pois unem as treliças verticais (T), contraventam-nas, recebem as
terças e também a calha. Na peça superior inclinada estão marcadas 4
bolinhas pretas, locais em que se apóiam as terças. . . . . . . . . . . . . . 8
17 Tesoura do tipo alpendre. Não usa escora na extremidade. A peça superior
também é inclinada para que, do lado do ancoramento, seja colocada uma
calha. O ancoramento deve ser suficiente para evitar que caia. . . . . . . . 8
18 Tesoura tipo alpendre sem escora na extremidade. (Usada em galpões em
que se necessite cargas e descargas sob cobertura externa). . . . . . . . . . 8
19 Terça de telhado (A) com espaçamento entre tesouras de 5 m (B). . . . . . 9
20 Terça de seção retangular carregada verticalmente com 1 tf , concentrada
no ponto médio. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9
21 Terça de seção trapezoidal solicitada por um momento fletor de 50 tf .cm. . 10
22 Tesoura de madeira com carga de 18kN no centro. . . . . . . . . . . . . . . 10

49
LISTA DE FIGURAS LISTA DE FIGURAS

23 Representação de uma treliça simples com nome das barras . . . . . . . . . 11


24 a) Treliça Pratt com apoio no banzo superior (Diagonais tracionadas e mon-
tantes comprimidos) e b) Treliça Pratt com apoio no banzo inferior (Diag-
onais externas e montantes comprimidos; diagonais internas tracionadas). . 11
25 a) Treliça Warren com apoio no banzo inferior (Algumas diagonais com-
primidas e outras tracionadas; alguns montantes comprimidos e outros tra-
cionados) e b) Treliça Warren com apoio no banzo superior (Não tem mon-
tantes; algumas diagonais comprimidas e outras tracionadas. Triângulos
isóceles). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11
26 a) Treliça Howe com apoio no banzo inferior (Diagonais comprimidas; mon-
tantes tracionados) e b) Treliça Howe com apoio no banzo inferior (diago-
nais cruzadas onde o momento flector é máximo). . . . . . . . . . . . . . . 12
27 a) Treliça com banzo superior em partes inclinadas (Conhecida como tesoura
de duas meias-águas) e b) Treliça com banzo superior em partes inclinadas
e sem montantes. (Tesoura de duas meias-águas). . . . . . . . . . . . . . . 12
28 a) Treliça K com apoio no banzo inferior (Painéis subdivididos para conseguirem-
se diagonais com ± 45◦ ; menores esforços secundários); b) Treliça Pettit.
(Banzo superior curvo; painéis subdivididos; apoio no banzo inferior) c)
Treliça Baltimore (Apoio no banzo superior; painéis subdivididos para que
as diagonais tenham ângulos de ± 45◦ ; barras comprimidas mais curtas). . 12
29 a) Treliça espacial e b) Detalhe indicado na treliça espacial. . . . . . . . . . 13
30 Nó formado por duas barras com α assumindo qualquer valor, sem carrega-
mento externo. Observe que quando α = π teremos F1 = F2 . . . . . . . . . 14
31 Nó formado por duas barras com α assumindo qualquer valor, possuindo
carregamento externo na direção de uma ou das duas barras. . . . . . . . . 14
32 Nó formado por três barras, sendo duas na mesma direção, sem carrega-
mento externo e com com α assumindo qualquer valor. . . . . . . . . . . . 14
33 Nó formado por três barras, sendo duas na mesma direção, possuindo car-
regamento externo na direção da barra 1 e com com α assumindo qualquer
valor. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15
34 treliça com carga concentrada de 8 kN no nó E . . . . . . . . . . . . . . . 15
35 Treliça submetida várias cargas no banzo inferior . . . . . . . . . . . . . . 17
36 Treliça com seção cortando as barras 2,8 e 15 . . . . . . . . . . . . . . . . 17
37 Treliça submetida a uma carga concentrada de 3 t no nó 9 . . . . . . . . . 18
38 Treliça tipo torre submetida a diversos carregamentos . . . . . . . . . . . . 18
39 Chapa rígida sustentada por tirantes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19
40 Chapa rígida sustentada por tirantes e apaiada por mola . . . . . . . . . . 19
41 Treliça submetida a uma carga concentrada de 3 t no nó 9 . . . . . . . . . 21
42 Treliça submetida a uma carga concentrada de 3 t no nó 9 . . . . . . . . . 21
43 Coluna engastada na base e livre na outra extremidade . . . . . . . . . . . 22
44 Coluna birrotulada . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23
45 Coluna biengastada . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23
46 Coluna com a base engastada e o topo articulado . . . . . . . . . . . . . . 24
47 a) Barras metálicas com 12 e a 14 mm de diâmetros e b) Barras metálicas
com 15 e a 20 mm de diâmetros. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25
48 Diagrama tensão-deformação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 27
49 Diagrama tensão-deformação de aços tratados a quente . . . . . . . . . . . 34
50 Diagrama tensão-deformação de aços tratados a frio . . . . . . . . . . . . . 34

50
Lista de Tabelas

1 Teor de carbono e nome correspondente . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25


2 Nomenclatura dos aços estruturais disponíveis no mercado . . . . . . . . . 26
3 Soldabilidade para diferentes tipos de aço . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 29
4 Efeito das impurezas nos aços . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 29
5 Influência de elementos de liga no aço . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 30
6 Armadura simples . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 35
7 Armadura dupla . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 36
8 Área da seção de barras . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 37
9 Área da seção de fios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 38
10 Seção de barras por metro de largura . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 39
11 Seção de fios por metro de largura . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 40
12 Ancoragem 1.5a . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 41
13 Ancoragem 1.5b . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 42
14 Ancoragem 1.5c . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 43
15 Ancoragem 1.5d . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 44
16 Ancoragem 1.5e . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 45
17 Aderência . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 46
18 Ganchos e dobras 1.7a . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 47
19 Ganchos e dobras 1.7b . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 48

51
Referências

1 http://www.abcem.com.br.
2 http://www.csn.com.br.
3 http://www.abnt.org.br.
4 http://www.acesita.com.br.
5 http://www.acominas.com.br/portug/host.htm.
6 http://www.usiminas.com.br.
7 http://www.dionisio.eng.br/Metalica/EM01.html.
8 http://www.cosipa.com.br/Secao/0,1576,17-843,00.html.
9 ——————. Edifícios de andares múltiplos, volume I. Aço Minas Gerais S.A., 1989.
(Coletânia técnica do uso do aço).

10 ——————. Princípios de projeto de estruturas em aço, volume VI. Aço Minas Gerais
S.A., 1989. (Coletânia técnica do uso do aço).

11 ——————. Metaleiro, sim senhor, volume 2391, p. 6-8. Construção Metálica, 1993.
12 ——————. O filósofo do aço, volume 2391, p. 6-7. Revista Construção São Paulo,
1993.

13 ——————. Edifício inteligente pensa em tudo, volume 21, p. 24-26. Construção


metálica, 1995.

14 ——————. Curso de materiais de construção II: o aço na arquitetura e na construção


civil. EESC-Universidade de São Paulo, São Carlos-SP, 2004.

15 A. HIGDON et al. Mechanics of Materials. John Wiley & Sons. Inc., 1981.
16 V. CHIAVERINI. Aços e ferros fundidos. Associação brasileira de metais, São Paulo-SP,
1994.

17 S. DAL BELO. As estruturas com perfís e painéis de aço a frio. Projeto, 80:114–115,
1995.

18 A. DAL FABBRO. Estratégia para a modernidade. Construção metálica, 7:5–65, 1992.


19 L.A.M. DIAS and A. HRYNIEWICZ. Resistência a corrosão do aço. Construção
metálica, 4:29–30, 1999.

52
REFERÊNCIAS REFERÊNCIAS

20 L. M. PINHEIRO. Solicitacões em elementos estruturais de concreto. EESC-


Universidade de São Paulo, 2006. (Notas de Aula).

21 A. C. F. B. PINHEIRO. Estruturas metálicas: cálculos, detalhes, exercícios e projetos.


Edgard Blücher, São Paulo-SP, 2005.

22 P.C. SANTOS. Aço e arquitetura. Construção metálica, 24:4–10, 1995.


23 P.C. SANTOS. Consultoria preventiva na construção com aço acompanha a gestão da
qualidade. Construção metálica, 32:10–30, 1998.

53
Sumário

0.1 Resumo histórico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1


0.2 Considerações iniciais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1
0.2.1 Apoios e vínculos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1
0.2.2 Cargas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2
0.3 Telhados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
0.3.1 Tipos de telhados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
0.4 Tesouras e terças . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7
0.4.1 Tipos de tesouras . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7
0.4.2 Cálculo de tensões envolvendo tesouras e terças . . . . . . . . . . . 9
0.5 Treliças . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10
0.5.1 Conceitos fundamentais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10
0.5.2 Tipos usuais de treliças . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11
0.5.3 Características da treliça espacial e sequência de fabricação . . . . . 13
0.5.4 Métodos de cálculo para obtenção de tensões em barras metálicas . 13
0.6 Emendas e solicitação por corte—REBITES OU PARAFUSOS . . . . . . . 20
0.7 Colunas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21
0.8 Aços estruturais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25
0.8.1 Introdução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25
0.8.2 Nomenclatura dos aços estruturais disponíveis no mercado . . . . . 26
0.8.3 Principais propriedades do aço . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 27
0.8.4 Composição química e seus efeitos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 29
0.8.5 Vantagem do uso do aço na arquitetura de prédios industriais . . . 30
0.9 Considerações finais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31
0.9.1 Planejamento e cálculo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31
0.9.2 Capital necessário e administração . . . . . . . . . . . . . . . . . . 32
0.10 Anexos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 33
0.10.1 Aços para armaduras . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 33
0.10.2 Tabelas usuais em elementos estruturais de concreta armado . . . . 35
Lista de Figuras . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 49
Lista de Tabelas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 50

54

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