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Índice

1. Introdução 2
2. Qualidade de habitação em África 3
2.1 Urbanização em África 4
3. Conclusão 4
4. Bibliografia 6

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1. Introdução

O presente trabalho tem como tema a qualidade de habitação em África, sabendo


que uma habitação é normalmente uma estrutura artificial (ainda que nos primórdios o
ser humano tenha utilizado, para o mesmo efeito, formações naturais, como cavernas),
constituída essencialmente por paredes, geralmente com fundações e uma cobertura que
pode ser, ou não, um telhado. Com a evolução do ser humano, a escolha dos locais e a
forma de como e onde habitar também evoluiu, desta feita o presente estudo vai mostrar
qual a qualidade e o modo das habitações em África.

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2. Qualidade de habitação em África

No continente africano a maior parte da população vive nas zonas rurais, pois as
atividades agrárias predominam na estrutura econômica de quase todos os países do
continente. Mesmo assim, desde o início da década de 1970 que os países africanos são
os que apresentam as maiores taxas de urbanização entre os países menos
desenvolvidos, com um aumento superior a 5% ao ano.

Esta situação contribui para as enormes difculdades existentes nos tempos


actuais no que se refere à população, às infra-estruturas, ao emprego e aos serviços
sociais.

A qualidade de uma casa é resultante de vários fatores que estão ligados à


satisfação das necessidades básicas do bem morar, ou seja, “uma habitação deve
proporcionar, conforto, bem estar, segurança e acolhimento a seus moradores”

Nos grandes centros urbanos constata-se hoje um crescimento anárquico, o que


contribui, de certa forma, para o aumento do número de pessoas a viver em condições
de pobreza extrema.

Verificam-se também enormes contrastes entre as grandes habitações de luxo e


as casas e de vida, abastecimento de água potável, saneamento, recolha de lixo e os
cuidados de saúde são manifestamente insatisfatórios.

Em grande parte dos bairros africanos casas foram construídas de forma


desordenada e sem condições de habitabilidade o que constitui um risco de vida para as
populações principalmente na época chuvosa e, sem água canalizada nem energia
eléctrica.

O fim da escravatura, da colonização e da guerra civil não foi suficiente para a


construção de novas vilas e cidades. As construções deixadas pelo colono na sua
maioria encontram-se an sua maioria em estado degradante, tem feito um esforço no
sentido de construir novas cidades.

No que toca a energia eléctrica é ainda um problema por resolver. Tal


dificuldade deve-se ao facto de grande parte das barragens hidroeléctricas terem sido
destruídas durante o período da guerra civil que assolou muitos países durante longos
anos.
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Assim na sua maioria as populações obtêm energia eléctrica a partir de pequenos
geradores o que torna elevados seus custos.

A energia da rede nas cidades e vilas é um facto mas com registo de cortes
constantes e por vezes por um longo período.

Existe ainda um défice muito grande no abastecimento de agua potável as


populações.

Desta feita as pessoas recorrem a outras fontes de aquisição deste líquido


precioso, com a construção de tanques de água que são abastecidos por cisternas,
cacimbas, rios, furos de água etc. Nem sempre esta água é própria para o consumo o que
tem estado na base de inúmeras doenças do fórum intestinal. A pesar deste défice nos
meios urbanos existe água canalizada mas com muitas falhas.

Centenas de famílias vivem em casas construídas sem condições de


habitabilidade, qualidade e segurança para épocas chuvosa.

2.1 Urbanização em África

Embora haja particularidades, a urbanização da África repete alguns padrões já


vistos em outros lugares. Nos países desenvolvidos da Europa e da América do Norte, a
urbanização acelerada – sobretudo no período da Revolução Industrial – causou graves
problemas sociais nas cidades, o que só foi, em partes, resolvido com as posteriores
reformas urbanas e melhorias nas condições de renda da população. Já nos países
emergentes (incluindo o Brasil), ainda se vivem as consequências dessa urbanização
acelerada realizada ao longo do século XX, com a formação de favelas, guetos e a
constituição da segregação socioespacial.

As maiores áreas urbanas da África já apresentam tais problemas. Segundo


dados da ONU referentes a 2010, as maiores aglomerações urbanas do continente
africano são, respectivamente, os entornos das seguintes cidades: Cairo (Egito), com
mais de 11 milhões de pessoas; Lagos (Nigéria), com 10,5 milhões e com perspectivas
de assumir o primeiro lugar em breve; Kinshasa (República Democrática do Congo),
com 8,7 milhões; e Joanesburgo (África do Sul), com 7,2 milhões de habitantes. Todas
essas cidades apresentam, ainda segundo a ONU, mais de 70% de suas populações
urbanas concentradas em guetos, favelas e áreas irregulares ou marginalizadas.

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Embora ao longo das décadas as cidades africanas se tornaram mais urbanizadas,
a África até os dias de hoje ainda sofre com este processo. Isso porque ela ainda não se
tornou 100% urbanizada, uma vez que grande parte do continente africano é
caracterizado, principalmente, por se tratar de zonas rurais.

As atividades agrárias são predominantes na região e em quase todos os países


do continente. Mas, mesmo assim, desde a década de 1970, os países africanos
representam as maiores taxas de urbanização quando comparados aos países mais
desenvolvidos.

Mau funcionamento dos mercados de terra e planejamento de uso da terra


inadequados a nível local restringir ainda mais o desenvolvimento de infra-
estrutura urbana

Em muitos países africanos, as instituições da terra ainda são incipientes. A


propriedade da terra é dificultada pela extrema centralização de procedimentos, os
custos de titulação, eo rápido esgotamento das reservas do governo central da
terra. Oferta de terra limitada e preços elevados afetam decisões de localização e excluir
famílias de baixa renda do mercado de terras oficial. A dificuldade (ou impossibilidade)
de se obter um título de seguro à terra impede o desenvolvimento de negócios ea
instalação de novas empresas. A resistência dos proprietários de terra ea falta de
registros também tornam difícil para as cidades para aumentar as receitas em terra
urbana.

Devido à sua abordagem top-down e má execução, planejamento urbano e


planos diretores perderam o seu significado em muitas cidades africanas. Dinâmica
urbana raramente são corretamente prevista, e na maioria dos casos, a política determina
a localização da infra-estrutura e outros acontecimentos importantes. Para ser eficiente e
útil, o planejamento deve ser flexível, participativa e indicativo (e não muito
específico). Seu horizonte deve ser de 10 a15 anos. Mapas urbanos de referência deve
colocar para fora das estradas principais e serviços da cidade, as áreas de expansão
urbana, e as reservas para amenidades. O planejamento deve verificar expansão,
melhorar a densificação, impede o desenvolvimento em zonas ambientais precárias, e
melhorar a entrega urbanizado acessível. Idealmente, o planejamento deve ser enraizado
nas estratégias participativas e vinculadas aos orçamentos locais e central.

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3. Conclusão

Contudo concluímos que o conflito armado, o longo período de colonização e as


suas consequências directas e indirectas são apontados como as causas principais para o
elevado índice de pobreza que caracteriza a população africana. O processo de
destruição em que este continente esteve envolvido foi demasiado longo e abrangente.
Para além das infra-estruturas físicas foram igualmente destruídos os modos de vida,
culturas e identidades, resultando daí uma sociedade fragmentada e dividida. Todos este
factores são visíveis nas condições de habiçãos da população do mesmo continente.

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4. Bibliografia

 https://pt.globalvoices.org/2008/09/22/angola-moradias-de-luxo-para-ricos-e-
mais-caras-para-pobres/
 http://www.grupoescolar.com/pesquisa/habitacao.html
 http://opais.co.ao/habitacao-e-acesso-a-terra-um-problema-de-todos/
 http://www.smartkids.com.br/trabalho/casa-e-habitacao
 http://www.colegioweb.com.br/geografia/como-se-deu-o-processo-de-
urbanizacao-na-africa.html